Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05932


This item is only available as the following downloads:


Full Text
Anno de 1&43.
Quinta feira A
O DIARIO pubHca-se todos os dias que
j,fio forera de guanta: o i.reco da assigna-
tiira he de ^S .. por qiiietel pigoi ndiVn la-
do. Os annaiicio dos asignantes So Inse-
ridos a razio de 20 ris por linlia, 40 rs. era
ivpo dift'erfite. e as rcpeticflcs pela monde.
t que no ftoreiu asslgoantes pagio 80 rs.
por liuhi, e 160 era tyno diflarentc .
PIUSES DA LA. NO MEZ DE DEZEMBRO.
Cresceote a6 aos 33 minutos da manila,
i'.na cheia a 13 as 4hr. e 2t rain, da (ard.
Mcagoante a 21 as-9hor. 8 m. da tarde.
Lita ora a'28 as 8 b. c 33 min da tarde.
PARTIDAS DOS'CORREIOS.
Coianna.'Parahybn, e Rio O runde do Norte
Segundas e Sextas feiras.
Cabo, Serinhacm, Rio Forme-so, Porto Cal-
vo, e Macer, no 1." JU e 21 de cada me.
Garanhuns e onito a 10 e 24.
Boa-VIsU e Flores a 13 e28.
Victoria as Quintas feiras.
Olinda todos os dias.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira as 9 h. e 18 min. da manhaa.
Segunda as 9 h. e 42 minutos da Urde.
H
do Dezemliro.
Anno XXI NT. 72.
DIAS DA SEMANA.
1 Segunda S. Eloi, aud. do J. dos orph.
edoJ.doC. da 2. v.,edo J. 1. da 2. v.
2 Ten-a S. Hibiana, Ss. Adriae Ponciana,
Ss Cliroin.icio e Nono.
3 Quarta S. Salomas, aud do J. do civ. da
3.' v., e do J. de pat do 2." dist. de t.
4 Quinta S. Barbara, aud. do J. de orph. e
doJ.M. da 1. r.
5 Sexta S. Geraldo, aud. do J. do civ. da
1. v., e do I. depiz dn I. dist. de tnrd.
(i Sabbado S. Nicolao, aud. do I. do cir.
da 1." v., e do J. de paz do I. dist. de t.
7 Domingo S. Ambrollo.
CAMBIOS NO DA 3 DE DEZEMBRO.
Camb. sobre Londres 27'Ad-P-l 60 d.
Pariz 35T ris por franco.
Lisboa 115p.cpr. p m.
IJesc. de let. de boas firmas 1 '/, P- "/ nei
Ouro Oncea hespanholas 31*000 a 311500
., Moednde 6/100 vel. I600 a 16 de 6#400 or. 16*000 a 18*200
., de 4/000 \ 9^000 a 9/200
Prao-Pataccs .... l/*0 a 1/860
Pesos (loluinnares. 1/880 a 1*900
. Ditos Mexicanos 1/840 a l*8o
Pratamiuda. 1/880 a 1/70O
Acides da C* do Beberibc de 50/N0ao par.
DIARIO DE PERRTAMBUCO
ADVERTENCIA.
Na variedade. que, sob o tituloem navio a' vela
18,000 P8 cima DO MAS, hontem publicamos, psg
3.*col. I.Minhsi llO, em vez de 248 inhaila-se
248 mitkM.______________________________________
PARTE OFFtCUt.
Governo da provincia.
EITEDIENTE DO DA 29 DO PASIADO.
OIicioA' cmara municipal do Bonito, declaran-
do, que, reunida a assemblea legislativa provincial, le-
van! so eu conbecimento a conttf da receita o despeza
dsquella municipelidade no anno fiado, eoorcamenlo
para o anno (uturo. No mesmo sentido se oTiciou a ei
msra municipal do Csl o.
DitoAo instructor gersl da guarda nseional de 0-
linda, enesrregando-o igualmente da instrucrlo da de
Igutrac, que aquella se acha reunida, e com ella lor-
ms um commando superior. Participou-se so eom-
mandante superior interino dos suprsmencionsdos mu-
nicipios.
INTERIOR.
RIO-DE-JANEIRO
POLTICA GERAL.
O bil de lord Aberdetn contra o Bratil.
Se s eaoravidiocontina anda nio lie por von-
tade d governo, mas rnenle por urna noressj-
dade. Lmige de mim o diicr que he preciso uiaii-
ler este odios syttema; mister he, pnrm, que
cheguemua gradualmente sua destruirlo. Por
isso ntn compromiss existe entre nos, pelo qual
nio devenios olhar para os atrocidades, sen&o oo-
nio um objecto passado; pelo qual cumpru-nos
nlo retiver dios uxtincUa oawbra-t'idu nto ra-
ler pxprobrACers aquellos, que, snppnsto sejao
interetaadoi, nao sao com tudo cnlparios.
En peen ana honrados membros, que conside-
ren)-* questio rumo terminada; e quo nao repo-
tein o colonos um povo earregado de criinct e
autor de crueldades, como se o lem aqui repre-
sentado.
[Canning, discurso sobre a extinecio do trafi-
co do escravue.)
A esersvido dominara sobre quasi todis as partes do
mundo: do seu brbaro jugo isento ninguem se podia
crer, nem pela religilo, que professava, nom pelo seu
nascimento. partes pbysicat, e menos pelo seu saber ou
pela tua riqueta. Nos morcados do Oriente os chriitios,
qualquer que losse a naci, a que pertenciio, erio ven-
didos. Nos paires ds Europa e as colonias, o Itlico de
escraros era excrcidn em summo grao : todos os gover-
nos o autorisirio. Depoig de certa poca, lavrou pela
Europa essa philosopbia pbilantropica, a quem doremos
a destruirlo e queda de tsotss instiluicGes, leis e prin-
cipios barbaros. Urna dosuas mximas, um dos leus
principios tenda a fa/er desapparecerdo mundo, e espe-
cialmente da Europa, a escravidio : urna seita religiosa
adoptucom fervor essa mxima, os quskers lorio os
primeiros, que na America libertario seus escraros e
(rabalaarao pela extinecio da cscrararia.
Algoos gorernos da Europj, toesdos da influencia
dessa philosopbia, estabelecrio como regra invariavel,
que o slo europeo dar liberdade ao escraro, que nelle
A RAINHA MARGOT. (*)
por 2llfjronirf Cumoe,
PRIMEIRO V0LUME.
CAPITULO VIL
A KOITX BE U D AGOSTO DE 1572.
Qoaud" La Mole c Coralinas acabarlo n sua magra rea,
porque as ares da hospnlaria da Bella Estrella s no re-
tabulo figura vio, Coralinas rudou a sua cadeira sobro
um p, rslendeo as prrnas, encostou o coluvcllo sobre a
mesa, e saboreando um drrradeiro copo de vnho:
lde ja deitar-vos Sr. de La Mole? perguutuu elle.
Por miiilia le, que boa vonlade icnho dlio, por-
que he provavel que me vendi acordar de noite.
E a mim tnmbi'in, diste Cocauuas; mas, parte-
me nestr rato, que rm re de nos detarinus, e faxermos
esperar a quem deve mandar rlianiar-imt, mellior seria
pediruius unins cartas ejogarmos. Deslo modo estara-
mus preparados.
De bom grado ai eitaria a proposlgio; nas para jo-
(ar trnlio pouoo dinhriio. Ml Irrri mis rcm escudos
d'ouru na minlia mala, c lie esle lodo o nieu thesouro
cura o qual lenho de faxrr fortuna.
Com Mcudot d'onro rxcUinou Coeannas, e vos
qiiexas? Com ot diabot! E cu que s lenlio seis?
() Vide Diari, n.' 27 i.
toeava. A Franca foi, senioa primeira, so menos urna
das primeiras narOes, em que este principio recebeo a
formula de le. Muitas outras potencias a seguirlo, e o
proprio Portugal, a que os Ingieres attribuem, nio sa-
bemos se com razio, a triste honra de serem os primei-
ros, que a essa commercio se derio, em 17(11 o adoptou
no seu airar de 19 de setembro do mesmo anno, e em
1773 extingui a escravsria nss ilhas da Mtdeira e dos
Acores. A Inglaterra entio permaneca na indifterenca
a mais fra em um objecto sobre o qual, no seculo ac-
tual, edepois de 1808. lem desferido todas as velas do
um zi'lo, que de ardente desponta j para fantico. So
em 1772, a esforcos do Granrille-Sharp foi declarado,
que o slo das ilhas britannicas dara alforria aos escra-
ros, que nelle toeassem I E sem duvida nio era essa
indiflerenca do admirar vista do fado de subditos in-
gieres serem rendidos como escraros as colonias da A-
m-rica!! (i) Nesse lempo a colonia ingleza da Virgi-
nia propox ao gorerno ingles varios actos tendentes
supprimir na mesma colonia este trafego, e t Inglaterra
negara-Ibes a sanc^io.
Depois de 1779 maiores progressos foi lazando a dou
trina contra a escraridio : a extinccSo do trafego de es-
eravos era, sem cesisr, proclamada como anti-ehristia
e barbara.Nio se liroitario os pregadores desta doutri-
na com ermes e escriptos, forio a mais: Clarkson fun
dou urna sociedade com o fim de promover a emancipa-
clo dos negros, a qunl linba a denomnacio de A frican
imtituiion. O estado da Peosilvania deeretou a abll-
elo gradual da escravidio. A convenci nacional deere-
tou tambero a sua extinecio total e immediata A hu-
mana Inglaterra nio se mova, nlo dar um s pssso !.'
Pouco podrio conseguir do gorerno britannico esses
pbilantropos : apenas boure, em 1781, o acto chamado
Consolidated llave /atc-qua concedeo aos escraros a
acquisiciode um peculio independen te.
Em 1788, no parlamento ingler, tratou-se desta
questio, a razio, que moreo a rejeicio de toda a ideia
larorarel i extinecio desso commercio, foi o inleretse. A
Inglaterra lirava delle ampios recursos: suppria suas co-
lonias annualmente com dez mil escraros; as colonias de
outras nacSe com vtirtB mil; a exportaclo de suas ma-
nufacturas, que este commercio alimentara, orcava an-
nualmente em cerca de 800 mil libras sterlinas; a im-
portarlo em 1,400 mil libras sterlinas; osdireilos dos
rscravos, que o thesouro percehia, em 256 mil libras
sterlinas!! (8) A humanidade foi yuncida por tanto pe-
lo inferis*, e a moclo rejeitada 1! 1
Wilbcrlorce nlo desanimou com esle resultado, em
todas as seguintea sessdes foi renorando esta moclo, e
s depois de vinteannos do continuadas discus 1807 te publicou o acto de probihicio, que deria ter
execucio no 1 de Janeiro de 1808MI'
Forio finalmente coiidos os esforcos de Wilberfor-
ee; mas quantai vezes nlo foi essa moclo repellda,
quanlas fadigai Ihe nio cuslrio, quantos annos nio fo-
rio precisos para vencer, nlo obstante sua constancia e
o valioso patrocinio de Pitt. Fox, e outros insignes ora-
dores e grandes bomens do estado ? Durante estes lon-
gos debates, o commercio, que previa o seu resultado,
tomou suas precauefies, es colonias tratrao de adqui-
(1) tima re:, no lempo dn Cromwell (1635), so mot-
trlo i forra em embarcarnos mil moa* irlandesas pa-
ra seren transportadas a Jamaica, onde se venderlo co-
mo esoraras. Vejn-so Lngard, lit. ll.pag. 112.
(2) Priicilo dot negociantes do Bristol e Lircrpool, a-
presentada ao parlamento cm 1778.
Amlni la, replicn La Mole, ja ros ri tirar a bolsa
da algibeira, e mo parecen nao smenle bom redonda,
mas ale, l>dc-sn diier, um pouco indiada.
Ah isto, disto Coeannas, he para remir urna divi-
da antiga que estou ubrig.ido a pagara mu relho amigo
de nieu pai, que cu suspeilo ter ooiun ros sua pona de
huguenolo. Sim, ha aqu I rtenlos escudos d'ouro, con-
tinuou Conannas balendo na olgiboira ; mas ses fr-
senlos escudos d'ouro pertenec a meslre Mrrcaiidou ;
o ii.eo patrimonio pessoal limita-so, como roa diste, a
seis escudos.
Como cnlio liaremos de jugar?
He justamente por to que eu quero jugar. Alm
de que, tinht-iue oncorrido una ideia.
Qual?
Nos vimos ambos a Pars com o niesiuo intuito ?
Sim.
Temos cada um o seu protector poderoso?
Sim.
E contis com o vosso, como ou cont oom o
meu?
Sim.
I'oisbeiul cis-aqui a minha ideia, jugaremos pri-
merament o misan dinhero, edepois o priraeiro favor
que oblivcrinos qur da corte, qur d.i musa amante.
Com rffeit", he uiuito engenlioto o vosso plano !
diz La Mole surrindii-sc ; mas confessu que au acm lio
jogador que arrisque toda a miolia vida u'uma surte do
cartas ou de dados; purque dn primeiro favor que eu
uu ros alcancarruoe depender pruravrluienle nuaaa
carreira.
Ett frito I dcvenma departe o primeiro favor da
corle, e jngiirmut u primeiro favor i\n nona amanli-,
Ah s rejo um inconveniente, disse La Mole.
Qual he ?
He que eu no lenho amanto.
Nem eu lo pouco mas cunto quo nao liei de tar-
dar muito a ter urna I Gracas a Dos, um rapagao como
eu, uto he para liso fallaren miiihcrcs.
rir um numero de negros motjos (3), superior s suas
neceisidades, e prepararlo geracSos permanentes do ei-
craros para preeneber o vacuo, que deixaria a falta do
trsnsporte annual, logo que o commercio fosso prohibi-
do (4).
A Inglaterra, que levou tanto lempo para tomar essa
deliberaeio, a Inglaterra, que nesle passo foi precedida,
na America, pela maoria dos estados, de que entio se
compunhioos Estados-Unidos, e na Europa, pela Sue-
cia e Noruega em 1792 (5), e pela Dinamarca, que o
deoem 1794, eorealisou em 1804, mal deeretou a
prohibilo do trafego. pretendeo lotear a todas as de-
msis nacoes a quo a adoptassem, e de um tal frenes de
humanidade se possuo.que e.n todos os congressos, que
depois tiverio lugar, procurou in'.roduiir. no meio das
questSes as mais vivss dos interesses os mais palpitan-
tes, que recla'mavio medidas promptas, nlo s a abll-
elo geraldesse trafego, mas anda que elle fosie ulga-
do pirataria.e que,para o reprimir,se estabelecesse odi-
reito de visita ou registro dos navios e a int-rdcelo da
venda, nos mercados europeos, das mercaduras cultiva-
das por negros!!! Deve te admirar m'io Cdz o V. de
Chalheanbn'andJ o npirito christao, os progressos, qut
elle fet na eivilisaedo $ seu augmento incestante I Pa-
reca, que a Inglaterra nnka medo de que o commercio,
a que tinha com pena renunciado, cahiui nat moi da
outianacoll! (6).
Um tal paiso da parte de urna naci quo, cosa de
sua independencia, dere reipeitar a das outrss potenci
ai, e que ordinariamente lio indiflerente se tnostra a
respeito de ludo o mais, d que entender e be digno de
particular nota e de admiraclo (7).
E qual seria a sua raiio sufficiente ?
A Inglaterra quera obrgar o Franca, a Des-
palilla. Portugal o a Hollanda a mudar de repen-
te o rgimen de suas colonias, sem que Ihe im-
portassr indagar, se eslet paites tinhfto o grao de
preparaca moral necessarin par dar a liberda-
de aot sem escraros, o abandonar assin a graja
do Donta propriedadee a vida dot brnnoot. O
que ella tinha feiln todo o mundo devia faxer,
embota trniixesso esto passo a ruina du novegs-
cSo e a miseria dat colonial.
(V. Chateaubriand. Congrciso de Venna,
tomo 2, cap. 14.)
Para bem conhecermos e squlatarmos as intenees
da Inglaterra, no que toca a questio do commercio de
escraros, lio mister que examinemos seu procedimenlo
depois da promulgado do acto do parlamonto, que pro-
hibi sos Inglezes o enrolrerem se nesse trslego.
Primeira poca1808 a 1818.
Ao mesmo tempo, que'ie decidi esta grande ques-
tio, quo ha 30 annos se discuta as ilhas britannicas,
(3) A legislatura da Jamaica prohibi a importac.ln de
rscravos. maiores de 23 auno, em 179S. Km 1787 a
Jamaica linlia 2b0 mil eseravot, em 1807 leve 400 mil.
Veja-se a declaraban do rondo dn Labrador....
(4) Veja-ioa respoila dos pleiiipoleneiariui dn Fran-
ca memoria do duque do W'cllingtni, relativa a > tra-
fego de escravos, oprescnloda em 24 de iiuvembro de
1822.
(5i Onlenanca do 15 do maree do 1702 InstrurcSn
para os ofljeiaes da marinh inglesa, empregados ni re-
prrssin do trafego decscravos, png, 203, no congressn
do Veront.
(fi) Congresso de Venina, lomo 1.0, cap. 4.
(7) Srhoell.Historia resumida ilos tratados do pat.
tM8jtitattjiMi'ifiipr-lMu i'Hi'i
E por corlo quo, como diieis,
vos nao faltar,
II. de Coeannas; mas, como eu nio lenho n mesmo oon-
fian{ na minha eslrella amorosa, rele que ser rou-
bar-vut fazer a minha parada contra a voisa. Joguemos
pois al a concurrenria dot vnssos seis escudos, c so por
desgraca os perderdes, e quierdes cnnliniiar o jogo,
suis gentilhumem, a vossa patarra vale ouro.
Minio bem csrlamoii Coeannas, isto he que he
fallar; leudes rasao, Sr. conde, a palavra de um genti-
liomem valo ouro, sobretudu quandu esse genlilho-
ineni tem crdito na corte. E por isso, crdo quo me
I nlo aventurara mnilo jogando contra vt o primeiro
favor que ou devia reeeber.
Sim, sem duvida, podeit perde-lo, maten nao po-
da gauha-lo ; porque, sendo d'el-rei de Navarra, nada
potso ter dn duque de Guise.
Ali! herege! muriniirot oestalajadeiro, que oon-
linuara a Innpar a toa vellia celada, cu logo vi que tu
me cheiravas a isso.
E largou o trnbalho para pcriignar-se.
Do orle que, replioou Coeannas, baralhando as
carias, quo Ihe acabara de Iraxcr o criado, roa entio
toit da.....
_ De quo?
Da religilo?
_ Eu?
Sim, ri.
Pis bem I Fatei de omita que ton, ditie La Mole
igrrimlo-te. Tendea alguroa coma contra nt?
Oh gracas a Dos, nio. He cuusa para mim in-
dirTcrrnte. Aborrego profundamente o calvinismo, mas
nio deteste os hugiienoles, o domis lio moda.
Sim, replicn La Mole rindu-se, e a prura he a
aretbutada du almirante. Jugaremos lambeiu aroabu-
tqdat?
Como qiiixerdct, disto Coeannas, com lauto que
ea jugue, pouco me i nipona o que.
Juguemos pois, disto La Mole ajuntando e arran-
jando as suas carias.
dirigi a camsra dos deputados ao rei ama ittpplica, pe-
dindo-lhe, que promoresse a aceessio de todas as poten-
cias europeas ao acto,que declarava i Ilcito esse commer-
cio, supplica esta, que foi depois reiterada, e especial-
mente em maio de 1814. Foi esta a base, em que se as-
sentrio todas as negociaces, que a Inglaterra entabo-
lou sobre este objecto.
Portugsl foi o primeiro paiz.que, a instancias de In-
glaterra, prometteo cooperar com S M. B. na cauta da
humanidade e da justica.e prohibir, que seus subditos
le empregassem nesse commercio, em lugsres de frica,
que nio pertencessnm a seus dominios (1). Depois de
Portugal a Suecia, a Franca codrio is reelamscoes da
Inglaterra : a primeira probibindo a importacio de es-
cravos na ilba de Guadalupe e todas as outras possessfies,
que Ihe pertenciio, e a seus subditos o envolvetem-se
nesso negocio (2); a segunda prohibindo inmediata-
mente, que os cstrangeiros imporlassem escraros nst
suas colonias, e tolerando essa imporlacio at o 1.' do
junho de 1819, sendo feita por seus subditos (3).
Igualmente a Dinamarca, peloaitigo 8 da paz de Riel
(4), se comprometteo a prohibir, que seus subditos se
dessem a esse commercio em quaesquer lugares. O rei
dos Paizei-Baixos prohibi mui terminantemente a ad-
missio de navios empregadoi no transporte de escravoi
em seus dominios de Gui, ou o seu carregamento em
algum porto doi seus estados, e o emprego de algum
doi seus subditos nene commercio (SI.
Lord Castleretgh nio se contentou oom estas ac-
quiescencas, desejara mais. Em 1814 dirigi aos mi-
nistros das tres potencias do Norte, a Austria, a Rusta
e a Prustia, urna circular communieando o artigo ad-
dicional do tratado de Pars, sobre este objecto, e pe-
diodo a sua cooperacio contra este commercio, por ser
contrario i natureza e humanidade, e obteve dallas a
promessa de ajudarem a Inglaterra nos seus eslorcos,
no prximo congreno (6).
Pouco satisfeito se moslrou tambem o gorerno britan-
nico com a concesso feita pela Franja : exigi deita,
que redutisie a menos o espaco estipulado de cinco an-
nos, e que limitasseo transporte de escraros ao numero
ndispensavel. para substituir os que annualmente lal-
leccssem as suas colonial, e que se nio permittisse a im-
porlacio de outros para oras culturas c estabelecimen-
los I li'ta pretencio, para ser mais attendida, foi
relorcada por urna carta do proprio punbo do eolia
principe regente da Inglaterra, dirigida ao rei Luiz
XVIII. datada de S de agosto de 1814.
Aperar da promessa de oorasreilriccoes, que da Fran-
ca ohtere a Inglaterra, lord Wellington, entio embai-
xadorem Parii, exigi de noso, que se prohibase in-
(oiramenleo trafico em lodos os lugares da Alriea. que
felo entre o cabo Branco e o Formoso, e ao mesmo
passo, que fosse dado aos narios de guerra de ambas aa
(1) Art. 1." do tratado de amizade e alliauca, asiig.
nado nesta crtn em 19 do fererero de 1810.
(2) Artigo separado do tratado de allianca de 3 da
marco de 18l3. Na Noroegs, o trafico loi prohibido
desde 1792.
(5) Primeiro artigo addicional do (rilado de 30 de
maio de 1814.
(4) A Dinamarca j tinha abolido o systoma de es-
cravidio em seus dominios em 1794.
(5) Decreto de 15 de junbo de 1816.
(6; Schoell Colleccio de pecas ofliciaes, lomo 3.a,
pag. 71 e leguintes, e pag. 88. Flasssn, congresso
de Vienns, liv 6.
Sim, j ai, e jng.ii com confianca, porque ainda
que eu perca cem escudos d'ouro onmo os voisos, terei
aiu.inliaa de manilla com que paga-Ios.
Chegar-vot-ha fortuna em quanlo dorroirdes ?
Nao, eu lio quo he de ir procura-la.
Dir-me-heia, aonde ? Irei com rosco.
Ao Louvro.
Vollais la esta noite?
Sim, lenho esta noite urna audiencia particular do
grande duque de Guise.
Logo quo Coeannas fallir em ir procurar fortuna ao
Louvrc, La Hurre suspender a lmpexa da celada, e
ren oolloc.tr-.e por Irat da cadeira de La Mole, de
ronueira que t Cooannat o podatte rr, o d'alli Ihe fa-
ia signaos, e o Pieinontex, todo entregue ao leujogo,
nao dora f.
Etta he milagrosa dille La Mole, vejo que li-
nden rato em dixer que paseemos tob a meama estrel-
la. Tambera eu lenho que ir ao Louvre esta noite; maa
nio para avstar-me cora o^duquode Guite; e sim ooua
el-rei de Navarra.
E tendea urna palavra de ordem ?
Tenho.
E um lgnal de rennilo?
Ni.
Pois cu tenho; a minha palavra de ordem he.......
A' eslat palavraa do Piemontea, La Hurre fas tio
expretsivo gesto, justamente no momento em que o in-
discreto gemilliomeni lerantava a oabeca, que Cootn-
n,i4 paro o petrificado muitu mais inda pelo gesto do
que pelo lance que anabava do faxe-lo perder ot Irea es-
cudos. Ao ver n udmiracio que 10 pintara no rotlo do
eu parcero, La Mole coltuu-ie, nio vio raait do que
esialajadeiru por Irat de ti, oom ot braco! crutadus, e a
celada quo ha pouco o vira liinpar, posta na oabeca.
Entio quo leudes? ditto Li Molo Cooannat.
Esto nlhava para oestalajadeiro e o seu companhei-
ro, sem dixer palavra; porque nada entenda dos gestos
do inestre La Hiirire.


2
nicdes o direito de registrar (direito de viiita) 01 oa-
io mercantes das mesmti potencio, e o de dar busca
e confiscar os que fossem acbsdos com escritos, em
contravencio asiendo estado, a que pertencesMm. A
Franca teme leo o negocio para ser discutido no proii
mocongresjo, e o ministro Farrand enviou urna cir-
cular a todos o* portos franoezet, ern 8deoutubrode
1814, declarando aoi armadores e negociantes deca-
ernos, que a intenclo formal do governo era, quo suas
tupe licdes nlo fossem sanio s partes da costa da fri-
ca situadas ao tul do cali Formoso.
A ene mesino lempo lord Castlereagh convidava a
Franca para a inmediata extmcpio do trafico de escra
vos, e he oflerecia em compensadlo urna somma de di-
oheiro, ou urna ilha as Indias occideotaes, e a Franca,
pelo seu ministro Talleyrand, (ere de descartar-te det-
sa proposta, respondendo, que por ora se d.>ia tratar
da abllelo do trafico por todas as potencias, e que
quanto ao oais, era preciso pensar com muita ma-
drela.
Em todos estes actos da Inglaterra se reconhece um
frenezi de bumanidade nao correspondente ao seu pro-
cedimento anterior, a essa Tria indiflerenca, que ella
guardou por Unto lempo, a esse fervor edesejo extre-
mo, que tinba mostrado, na conservado e permanen
cia do tratado de tlasstnto deniegros I 1
Com a Hespanha procedeo pelo mesmo teor. Exi-
gi, por meio do seu ministro, Henrique Wellesley,
que-a Hespanha seobrigaise a prohibir immediatamen
te a importarlo de escravos as suas colonias, e que seus
subditos se dessem a osse negocio. Memoravel foi nessa
conjuoctura o procedimento do ministro hespanhol, o
duque de S. Carlos. Depois de mostrar a sem-razio,
com que a Inglaterra faiia urna tal exigencia, levando
mais de inte annos para adoptar, em suas colonias, a
medida, que propunha, concordou apenas em obrigar-
se a Hespanha a prohibir nicamente a seui subditos,
que se empregassem nesse trafico, com o fim de abas-
tecer outros mercados, que nio fossem os de suaa co-
lonias e possessoes, e a impedir, que algum estraogeiro
o fi-esse. debaixo da protecclo do seu pavilbi'o (7).
Nio contente com isto, novas exigencias sprosentou a
Inglaterra, que nao tiverio resultado algum, porque,
tendo a Heipanba consentido na extincglo do trafico ao
cabo de oito annoi, e antes desse termo, na sua resine-
co entre a linba e des graos ao Norte, nao i ou com
isto satisfeita a Inglaterra. Quera tudo.
(Do Brasil).
RIO-GRANDE-DO-NORTE.
Correspondencia do Exm. Sr. presidente da provincia
com osjuites dt direito e cheje de policio da meima
N. 93. Fique Vme. intelgenciado, queemvirlu-
do da proposta, que Vmc. moenviou em seu ofilcio da
12 do corrente, forio nomeados para os cargos de se-
gundo a' sexto supplentei do subdelegado de polica do
di-tricto de Mossor os cidadios comanles da relaco
junta. Dos guarde a Vmc Palacio do governo do Rio-
Grande-do-Norte, 14 de julbo de 1845 Dr. Casi-
miro Jote dt Maraes Sarment. Sr. chefe de policia
desta provincia.
llelaco d t cidadOot nomeados para o cargo de segun-
do a sexto tupplentti Uo subdelegado de policio do
dtstrictodt Mossoi.
2. Joio Florencio de Oliveira Reboucai.
3. Manoel de Souta Rucha.
4. Alexandre de Souia Rocha.
5. Joio Baplista de Sou/a Nogucira.
G. Francisco de Paula Rodrigues do Paiva,.
Secretariado governo do Rio-Grande-do-Norte, 14
de julbo de 1845. Joo Carlos Wanderley, secreta-
rio da presidencia.
N. 94.Ao mesmo, participando ter mandado sol-
lar o recrula vindo da V illa-do-Principo, Jo;io Fran-
cisco dos Sanios, em consequ-ncia de ter a per na et-
querda alejada.
(7) Tratado de Madrid de o de julbo de 1814, arti-
go separado. Scboell II. dos tratados do paz, pag.
370 e 430, tom. 3. A resposta do duque S. Carlos
ponderava : 1., que tanto quo o governo britannico
tenlia empregado vinte annos na eflectiva extinceo do
trafico em seus dominios, ora quera que o governo
hespanhol rununciasse, sem reflcctir, ao que constitua
propriamcole a existencia de suas colonias ; 2., qu
a proc.orc.dO entre os brancos e os negros, as colonias
ingleat, era de i branco para 20 negros, e as bespa-
nbolss de 1 para 1. Flassan, coogresso de Vicua,
tom. I., pag. 256.
La Hurire vio que devia ncndir-lt.e.
He que en, diise elle rpidamente, gosla tamben
limito do jugo, o nomo me havia a|iproximado para ver
o lance tnm o qual arabais de ganhar, o Sr. conde ver-
me-bia armado cin guerra, e islu u lera lorpreliendido
da parle de uin pobre burgus.
Boa figura, com ilcito, cxelaiuou La Mole rin-
dose.
Ai I Sr., replicn Le Hurierc com beos fingida bn-
nhomia, e um nioviroento deespaduaa lodo chcio du
aenlimenl do ana inferioridade, nos outros nlo iinnni
lioincm d'armai, ncm leinoa maneiroa deliradas. Fmer
lutir rapacetra dmirados o espada primorosas he bom
par bravos gcnlis-homcni; c com tanto que montemos
a nossa guarda.....
Ali! ali! diise La Mul, barnlbando por aun ves
ai cnrtaa, rim monta a su guarda?
Pnii he coma de admirar ? Sim, Sr. conde, cu sou
iiirgentu de nina eompanbia do milicia burgursa.
E dito ijilo, em quauto La Mole eslava occiipadu em
dar as cartai. La Hurire relirou-se pondo o dedu na
boca para recomioendar diicrieio a Cocannas, ;naia que
nunca admirado.
E talvex foi cata prccauclo raoia de quo elle perdes-
e a segunda mi quasi la o depiesia como havia perdi-
do a fruncir.
E eolio! L van justanientc os tonos seiieicu-
dul. Qucreii deiforra sobre a vusa futura fortunar
lio boa vontade, por oerlo, diise Cocannai.
Aniel puriii de irdei por dianto, nao rae diticii
que linhcji de ovillar-vo com o duque de Guise ?
Cocannas titlfeu a rala para a coiinha e vio os gran-
dei olbos de La Muriere que repetilo a mesilla adver-
tencia.
Sii, dase .elle} iaa nlo he anda lempo. Alende
que, falleioua um puudu de vos, M. de La Mul.
HVIlior faramos, oreoeu, em tailir do j"go, meu
charo U. de Cocannas porque ou eu rae cojan., niui-
lo, ou a aorta me vai aiada faxer ganbar acia escudos.
N. 95 \o mesmo, pirticipaodo nomeacio da
Manoel Teixeirada Silva subdelegado do districto de
Muri
N. 96. Transmito a Vmc. a inclusa conia da no-
ta do toldado de primeira linba, Cosme Damo Di
as, que, arrombando a porta da prtio dat mulhe-
res, detertou di gutrda da.oadeis, condutiodo comsigo
urna mulber criminosa de morte, que aquella prislote
achava; a fim de que Vmc. fique ao alcance do9 sgnaos
caractersticos deste desertor. Deot guarde a Vmc. Pa-
lacio do governo do Rio-Grande-do-Norte, 17 de ju-
lbo de 1845 Di. Casimiro Jos de Maraes Sarmen-
t.Sr. chefe de policia desta provincia.
N. 97. Scente, pelo seu oflico n. 42, de boje data-
do, de haver o toldado Cnsme Damo Das arrombado
a porta da prisiodas mulheres, e lirado a sentenciada i
morte Mara Francisca da Concedi, e com elle fgido;
e bem assim de que se proceder a competente vistoria,
e (orlo dadat as convenientes providencias para a pristo
de ambos, cumpre-me significar-lheem resposta a ulti-
ma parto doseu dito officio, que o soldado commellers
crime civil, previsto pelo artigo 23 do cdigo criminal,
devendo por cooseguinle ser processado no foro civil, o
nio no militar, como loria lugar te o leu dilicto folia
l>uramcnte militar. Dos guarde a Vmc Palacio do
governo do Rio-Grande-do-Norte, 17 dejulho de 1845.
Dr. Casimiro Jos dt Morats Sarniento. Sr. chafe
do polica desta provincia.
N. 98. Ao mesmo, tranimittindo exemplares dot
decretos de ni 389 a 399, pertencenlet a 2." parlado
tomo 7 da collecclo dai leii do imperi >, e bem anim
uin exemplar do retpeclvo ndice.
N. 99. Ao mesmo, respondendo o seu ofilcio, em
que participa a captura da sentenciada Maria l'rancica
da Conceicio, que se evadir danrisS', e ordenndo-
le, que requisito acamara municipal ocoocertoi no-
cessarios daquella prisio.
N. 100 Ao mesmo, cummunicando ademissSo,
concedida a Manoel Ignacio Pe reir do Lago, do lugar
de subdelegado de polica do districto de Jundisby, a
ordenando- Ihe que proponha pessoa, que o substitu.
N. 101 Tenho presente o officio. que Vm. dirigi-
me com data de 30 do met ultimo, informando o reque-
rimiento,que a eata presidenciaenderecou o escrivio des-
e juizo Joao Baplista da Fonseca Pinto, e em resposta
cumpre mo declarar- Ihe. que em regra edeconformi-
dade com a legislacio procedeo Vm. quando reduzio-
Ibe a raa a 120 rs. por 100 linhas de trinta ledras ca-
da urna, mostrando dest'arle o grande telo e inte reste,
que loma em favor dai parlet, que ordinariamente lio
por taei empreados escorchadas. Dos guarde a Vm.
Palacio do governo do Rio-Grande-do-Nnrte, 22 de
julbo de 1845. Dr. Casimiro Jos de Morats Sar-
ment. Sr. Dr. Jlo Valentino Dantas Pinije, juii
de direito da comarca da Maioridade
N. 102 Pelo ieu oflico boje datado, fico scente
do astacsinio perpetradora povoaclo de Papari, na pet-
soa de Francisco Antonio de Paula, e das providencias,
que tom dado r*ra a captura do delinquente. Dos
guarde a Vm. Palacio do governo do Rio-Grande-do-
Norte, 23 de julbo de 1845 Dr. Casimiro Jos de
Morats Sarment. Sr. chele de policia desta pro-
vincia.
N. 103. Ao mesmo, participando a numcagao do
coronel Estevio Jos liaiboia de Moura para o cargo
de subdelegado de Jundiaby.
N. 104, Ao mesmo, communicando ter nomeado
a Vicente Ferreira da Costa e Mello do O' para subde-
legado de Angicoi.
N. 105.Transmiti a Vmc. por copia,para que Ibe
de a devida exi rucio, o aviso da secretaria do ettado
dos negoci s da justica de 16 do met findo. communi-
cando, que S. M. I. houve por bom decidir, que so
cumprisse as sentenpas de pena capital proleridas con-
tra o reo Ignacio Jos Baracbo, por o nio ter julgado
digno de sua imperial clemencia. Deos|guarde a Vmc.
Palacio do governo do Rio-Grande do-Norte, 26 de ju-
lbo de 1845. Dr. Casimiro Jos de Moraes Sar-
ment. Sr. chefe de polica delta provincia.
N. 106. Ao mesmo, respondendo o seu oflico de
26 de junbo de 1845, que Irouie inclusa a copiado
que dirigi ao subdelegado de Jundahy, e approvmdo
o que nellc se conlinha.
N. 107.Pela copia inclua da nota do deiarlor
sentenciado Antonio Manoel de Souza. que bontcm se
evadi da enferman!, fiearVmc. iciente dos signaes
caractersticos do dito soldado; cumpnndo por tanto,
que expela as suas ordens.a fim do que elle si ja captura-
do. Dos guarde a Vmc. Palacio do governo do Rio-
Grande-do-Norte, 29 de julbo do 1845. Di. Casimiro
asa
IV lo iliiil.o I e lie verdade..... sempre .me haviSo
dito que <> liugnenolci cro fclitei ao jago. O diabo>
me lee ie en uto tenho tcnlaifici de me faier liuguc-
nole!
U o I Id de La Hurire leinlillrio; moa Cucannai
lodo entregue ao jogo nlo o vio.
Fatei-voi, conde, faie-voa, diste La Mole ; e an-
da que a manera por que voi icio a vocablo leja txlra-
vji;; ji ii i-, sereii eulre ui bem recebido.
Curunuas cncuu a orelba.
Se en eitivcise reta ile que a rusia fortuna dahi
vinlia, (lime elle, aiicgnro-vni... ; porque em fin en
mo mu la autillo ajiaixonado da mino, e logo quo el-re
lambn o nao lie.....
Edemaii, be una tan bella rcligio, disto La Mo-
le, lo implen, lio pura!
C deimiia eil na moda, diise Corannas ; e dornait
da fortuna ao jogo ; porque, pelo diabu, o baralho t
lein niei para un, e ludasia eu vui examino deade que
pegoium naieailai. J'gnia com a maior lisura. Hade
ser por forra a religiio.....
Vos mo deveis icii eicudoi de mal, dine iran-
|uillameiile La Mole.
Ah romu vi me irnlaia! diste Comunal, e ie
eala mu te cu nko ficar loliifcilo com M. do Gito.........
Oque?
Oque! pcrlir-voi-hei ainauhla que me aprsen-
tela el-rei de Navarra ; e ficai errto quo so cu me ficr
nina vi i huguciioii-, se-lo liei maii do que Lutbero, d
que Cslrino, do que Melaurhtun, e du que lodos O re-
furmiilus da Ierro.
Cbiion! ilimo Ls Mole, vi irie-vus agaslar com o
nono doim da caso.
Oh, he verdade, dine Curannas vullando os olhua
paro a eeainl.a. Mji uin, elle nao noi olivo, cit muilo
uccupail.i ncile momento.
Que fas elle entAo ? porguntou Lo Mole, que do
sea lugar nlo poda avsta-lo.
Jos dt Morats Sarmtnto. Sr.' ebefe de polieia del-
ta provincia.
N. 108. -Aomeimo, accussndo a recepcio do feo
officio, datado de 29de julbo de 1845, que acompa-
o ou 4 rewutai.
N. 109. Ao mesmo, accuiando a recepcio do of-
ficio, que aeompanbou o recruta Franciico Pedro.
N. 110.Pelo teu oflico n. 55, e pelo do juiz
municipil e delegado do termo da Maioridade, que o
aeompanbou, fico ioteirado : 1.' do allantado com-
mettiJo no Pico-lirinco do mesmo termo; 2 de ba-
verem siJo leutenciadoi doutdoi asiasiinoi.osqusesse
acbio nestt cidade, para onde forio remettidot por
maior soguranca : comprindo por no, que Vme. oa
comerse em seguranza, a fim de que niosueceda, que
se evadi, e fiquem isiim etctrneoidii ai lait e a justi-
ca. Se Vmc. entende, quena fortslesa estarlo o ditoi
rn mais seguros, diga-me, que os mioilarei l reco-
Iher. Deo guarde a Vaco. Palacio'do governo do Rio-
Gran-de-do-Norte, !. de agosto de 1845. Dr. Ca-
simiro Jos dt Morats Sarmtnto. Sr chefe de pa-
liis desta provincia.
N. 11i. Aojuii de direito da Maioridade, aecu-
sando a recepcio do seu ofHoio, que acompanhou dous
sentenciados a inotte oa ultimo seisio do jury daquella
illa.
N. 112A') mesmo juii de direito, 'participando
haver concedido 4 Antonio Jacome de Araujo demis-
aio do lugar de eterivio privativo do jury e eiecucSe
crimnaes daquella comarca, que ejerca interina-
mente.
N. 113.Ao meimo, participando a nomeacio de
Manoel Lucio de Brito para ocargo depromotor publico
da comarca ta Maioridade.
N. 114. Ao ebefe de policia, participando ter ex-
pedido orJem a cmara da capital para tatisfaxer a dei-
peza (eila com luzet para a cideia da meima capital.
N. 115.Achando-se o municipio do Acary infes-
tado de vadios e malfetoret, que tern temor ousio in-
vadir ai casas dos seus pacficos habitantes para o
roubarem, como me acaba de participar a respectiva c-
maro; cumpre, que Vmo expeca tutt ordeni ao de-
legado respectivo, para que com a maior actividade
proceda n'aquelle municipio ao retrulamentodoi vaga-
bundos, calacerot e dscolos,que o infesiio. Dos guar-
de a Vmc. Palacio do governo do Rio Crande-do Nor-
te, 5 de agosto de 1845. Dr. Casimiro Jos de Mo-
raes Sarment.Si. ebefe de polica desta provincia.
N. liGAojux de direito interino do Ats, re-
metlendo-lbe o aviso do 30 de Janeiro de 1845, e or-
denando, que enumere lodos os oflicios, que enderezar
a presidencia ou qualquer autoridade.
N. 117.Rrspondendo ao seu officio de 23 de ju-
nbo prximo findo, em que pergunta, seos escrivea
dos juies municipaes devem tambom servir com osjui-
zes de direilo, assim no furo crime, como no civel,
cumpre significar a Vmc. que, nio tendo tido dero-
gados os ai tigos 39 do cdigo do processo criminil, e
nem o 12 da disposi(io provisoria, como Vmc. mei-
mo reconhece, be lora de duvida, que ai tuai dispo-
si(9ei devem ter religiosamente guardadas, e por coo-
seguinle, que o tobreditoi eicriviet devem escrever
perante os juiet de direito, tinto no civel, como no
crime, menos no jury, as execucdei criminaos e as
corrcicoei, que o mesmoi ju/cs de direito slo obrga-
dos a faier nos termos de suas comarcas ; poique oes-
tes unicot casos o escrivio deve ter o i rivativo do jury
como se determina no artigo 108 da le de 3 de de-
zembn. de 1841, n 261, e no artigo 204doregula-
mento n. 120 de 31 de Janeiro de 1842. Dos
guarde a Vmc. Palacio do governo do Rio-Grande-do-
Norle, 6 de agosto de 1845, Dr. Casimiro Jos de
Moraes Sarment. Sr. doutor Luiz Gonzaga de
Brito Guerra, juii de direito interino da comarca do
Ais.
N. 118. Ao ebefe de polica, participando ter ex-
pedido ordem a cmara da capital para mandar ntisfa-
zer a despea feits com o concert da porta do ;alabou(o
das mulheres.
N. 119Ao mesmo, ordenando-lhe, ponha a dis-
pnsicao da presidencia o recruta remedido pelo delega-
do de policia da villa de Goianninba a 6 de agosto de
1845.
N. 120. Ao mcfino, participando a demitsio do
subdelegado de Eslreon?, Brnto Jos Tsveira atleoto
o que o mismo ebele contra elle representou.
N. 121.Ao mesmo, participando ter nomeado pa-
ra o cargo de subdelegado de policia de Extremoz a
Francisco de Souta Xavier, pelo mesmo propoilb em 1 '
lugar.
Conversa com...... O diuboi me leveiu le nlo he
elle!
Kilo quem ?
Essa eipecio do aie nocturna, com qnem ellenon-
vcriavo, quondu nos chegamoi; o humem do giban o-
inmello e capole de cnrlirn. Cum o diabu que fugo
nioitra elle Ora, dign-ine ra, nu-slre La Hurire,
dar-se-ha caso que vost tambem so'envolra na poli-
lira ?
Mas dcala ves a resposta de nietlrc La Hurire fui um
geitu lo enrgico o imperiosn, que Cocanriaa,apelar do
i amor um livros de qiiareula tullios, ergueo-se efoi
ler ('"ni elle.
Quo lendei vi? pergunlou La Mole.
O Sr. quer vinho, meu fidalgu P disae La Hurire
ira viudo proiuplamcnle da hijo de Cocannas, vai-ie-llie
lerrir. Gregorio, vinho esleSn.!
Depois ehegandii-se-lhe no uuvidu :
.Silencio Ihe din ello, lilencio se presa a vida !
e deipe^a o leu companheiro.
Tio paludo eslava La Huriro, e tln lgubre o ho-
iiiciii do giblo aiiiarello, queCoconnos lenlio como un
tremor, e vollnndu-ic para La Mulo :
Meu charo M. de La Molo, dsie elle, pefo-ros
que nio desculpeis. J la rio e.ineoenla eioudoa perd-
dos de una amentada; eilou infelis esta nole, eterno
vr-me em embrneos.
Muilo bem, Sr., milito bem, dase La Mofe; oumo
quitrrdea. Alm deque nlo deiiitimo deiiar-me um
inilanle. Meslre La Hurire.....
Sr. conde ?
Se me vierein procurar da parle d'el-rei do Navar-
ro, rois me chamar. Eitare venido, e pur ounioquen-
cia deprena prompio.
He como en, dine Cocannas ; para nlo fuser es-
perar S. olleta um s ilutante, vou preporar ujsignal.
Meslre La Huriro, il-ine leauura e papel branco.
Gregorio, gritou Ls Hurire, papel bronoo para
eicrever una caria, e lesoura para aparar a copo,
N. 122. Ees retposta ao seu officio, hoje datado,
sob n. 61, que acomp^jabou a rrlacio dos recrutai
enviadot pelo delegado aWiilla do Principe, cumpre-
me dizer-lbe, que neita mesma data exped ordem fa
tbeiouraria para sar paga de aeoa rencimentoa a es-
colta, que os condurio; e bem assim a importancia di
despea, que com elles fez o delegido, a qual iba deve-
r ter entregue pelo ajudanle de ordensdesla presiden-
cia, a fim de que Vmc. faca dalla ramean ao mesmo
delegado Os recrulas, que Vmc. passou a rumba da-
policio, terio o conveniente deilinn em occsiiio op-
portuna. Dos guarde a Vmc. Palacio do governo do
Rio grande-do-Norte,' 13" de agosto de 1845. Dr.
Casimiro Jote dt Morats Sarment. Sr. doutor Jlo
Paulo de Miranda, juiz de direito di comarca do Na-
til, ecbofe de policia provincia.
N. 123.Ao mesmo, communictndo-lhe ter no-
meado para o cargo de subdelegado de policia do dil-
uido do Pat a Joio da Silva Pereira, por elle propoato
em 1. lugar.
N. 124.Trantmitto a Vmc, para tea conbeimea-
to, o incluso avilo por copia, expedido pela eeielaria d
estado dos negocios da. iustica em data de 10 do mea
ultimo, tolveodo at duvdas. por Vmc- propiUi
cerca dot salinos e cusas, que devem perceher o jui-
re$ municiptei, escrivies, e ofliciae de justica, quan-
do sabirem em diligencia, a requermento de parles,
e bem assim tobre a contagem da rata dot papeit fo-
ro mea : devendo por tinto Vme. fizer que teja fiel-
mente obtervada a tabella indicativa dei metmot sali-
nos, que aeompanbou o citado aviio. Deot guarde a
Vme. Palacio do governo do Rio-Grande-do-Norte, 5
de agosto de 1845. Dr. Casimiro Jos de Morats
Sarmtnto. -Sr. doulor Jlo Valontino Dantai P-
nange, juiz de direito da comarca da Maioridade.
N. 126.Traoimlto a Vmc, para ieu conheci-
mento e devida observancia, a inclusa tabella demos-
trativa dot salinos e cusas judiciaes, que, em confor-
midade do altar de 10 deoutubrode 1751, devem co-
brar os juizet municipaes, escrivaei, e officiies de juili
ca, mandada observar por aviso da secretaria de estado
dot negociot da jutlica de 10 de julr/o prximo pana-
do, lolvendo asduvida, que a este respeilo propozo
juiz de direito da comarca da Maioridade Deo
guirde a Vmc Palacio do governo do Rio Grande-do-
Norte. 18 de agoito de 1845 Dr. Casimiro Jos
dt Moraes Sarniento.Sr. doutor Joio Paulo de Mi-
randa, juit de direito da comarca do Natal.
N. t. De igual teor e data te fez aojuit de direi-
to da comarca do Ats.
N. 126.Fui entregue do recrula Lua dos Santo*,
que Vmc, me remelteo com o leu cilicio, limiten) data-
do, da villa de S. Goncalo, e em occatiij opportuna
darei ao mesmo recrula o conveniente destino. Quanto
at duat ucca de farinba, em que me falla em teu cita-
do officio, a fim de terem dislribuidat pela escolla sob
o commando do tenente Joaquim Francitco de Paula
Moreira, felo expedidas ai conveniente! ordem, para
que o enemigado du venda deste gene.ro ai pona ven-
der ao mesmo tenenle. Dos guardo a.Vmc. Palacio
do governo do Rio-Grande-do-Norte, 19 de agosto de
1845.Dr. Casimtro Jos dt Morats Sarment.
Sr. chefe de policia desta provincia.
N 127.Expeca Vmc. ai maii terminantes ordni,
a fim de que teja capturado o furriel Jos Filipp* Nery
da Costa, cujoa tignaei caracteri.licot eonslio da par-
te por copia inclua, que se ausentou boje da eompa-
nbia provisoria de 1.' linba de cebadores, em qua
tinba prace. Doro declarar a Vmc. para teu gover-
no, que ba muitat lutpeitat de que este individuo,
que me conita estar pronunciado por crime do morte,
te fosso homiziar em Ferreiro-Toito, onde tambem
te acha Lourenco Juttiniano Jos de Mello, que be
correo do meimo crime ; e que igualmente cumpre,
que Vmc. empeohe todos ot esforcos, a fim de que teja
preo. Dos guarde a Vmc. Palacio do governo do
Rio-Giande do Norte. 23 do agosto de 1845 Dr.
Casimiro Jos de Morats Sarmtnto. Sr. ebefe da
policia desta provincia.
N. 128.Accusando a recepto do teu oflicioiob
n. 68, boje datado em que pda a minba dttpoii-
cio ot quatro individuos comanles da nota,que aeom-
panbou o teu dito officio, tenbo a diter-lbe, que vio
ler elles o conveniente deslino, bem como, que se
expedirlo n neceiiirim ordens i eslaclo competente
para satisfazer a escolla,que os acompanhou, as diarias,
que Ihe competen) na forma da le. Deot guarde a Vmc.
Palacio do governo do Gio Grande-do-Norte, 25 do
agotto de 1845. Dr. Casimiro Jos dt Mrt\tt Sar-
mtnto.Sr. ebefe de policit detti provincia.
-
Ora, nlo ha duvida, dine entre ti o Piomoniei, a-
qui ha o quer quo leja de extraordinario.
lina imite, M. do Cueouuaa, dine Lo Molo.
Meslre La Hurire, queira nioslror-ino u coiuiiho do
meu quorlu. Boa ventora, meu amigo.
E La Mole subi pela eseada acumpanhadu de La Hu-
rire.
Eniffo o humem myilerioio Iravou por ana res do
braco de Cuconnaa, e puchando a tras, disse-lhe ropi-
.lamento :
Senhur meu, eativriles por um horror* de retes a
leicobrir um segredo, do quid depende a lorie lo rei-
no. Quii Dos que a venia boro se feehosie a lempo.
Se lionveneii dado nina palavra de mais, ler-ros-bia
deilado a baixo com um liru de arcabut. Agora esta-
raua sa.
Maa quem aois vos, para me fallardes com cito
lora do mondo ?
Ouviile aeasn fallar do capillo Maurcrel ?
O alumino do almirante ?
E do oapilao de Muuy.
Siio, sem duvida.
1'oiibcMi! o rppitao Manrevul ion cu.
Oh oh fes Cneaniui.
Eolio, uuvi-me,
Cum ni diabo! Creio bem que voa ouco.
Catuda! disao Mourevel, levando o dedo boca.
Cocannas applicou o ourido.
Nesse momento ouvio-se o cslalajadeiro fechar a por-
ta de um quarto, de|ioii o do corredor o voltar preci-
pitadamente pora onde se tchavlo ui dous interinen to-
rea. Offereeeu entio um aiaenlo a Cooannai, outro a
Maurevcl, e lomando leraeiro para si:
Eil ludo bem techado, diste elle, M. deMaurevel,
podis jiuis fallar,
(Caninmsr-aa-Aa)


N. 12. Envo a Vote, a inclu nota impreca,
indlcalita do nomo e slgnajat caracterstico do Alle-
mio Jobam Cari Gorga, o qil ettorquio de ama oasi
respailavel de Amsterdam a quantl dequtrent mil lio
rio, a flm deque Vmc. etpeca iua orden autorl-
de, polioiae d provincia para trr capturado o referido
Allemll* co sea encontrado en q'ualquer ponto delta.
Deo guarde a. Vmc. Palacio do governo do Rio Gran-
de-do-Norte, 85 de agosto de 1845 Dr. Casimiro Jo-
te d Mratt Sarment- Sr. chefe de polica destn pro
vinel.
N. 130. pico entregue do qustro recrutis, que
Vmc., pelo leu ofllcl*. desta data, o. 67, paiiou minha
di.poslcio, *vmdos di villa da Prlncea. e I remeltid
pelo teoeote Joiqolm Francisco de Paula Moreira
todo tero o cunvenienle destino eoi orcasiio opporlu-
na. Deo guarde a Vmc. Palacio do governo do Rio-
rande-do-Norte, 25 de agosto de 1845. Dr. Casimi-
ro Jos de moraesSarmrito. Sr. chele de polica dea-
I pruvinc.
. 431. Ha vendo 8. M. o Imperador concedido I
Jlo Lucos de Alhemas e Domingo da Silva Barbota
permtalo para regresttrem a proviocia do Rlo-Grande-
do-Sul, ou ptra oulra qualquer, que maia Ihe convler,
por baveremeessado o motivo, peloiquaes te achavio
elle retido* nest provincia sob a vigilancia da auto-
ridades, asaim communico a Vmc para que, neila
inlellinencia, Ihea pos conceder seus patsaportes,
quindom hajo ri rnneri>r: cenando, m r.onseq'jen-
na, a prohibirlo, que tintino, deaihir desta provincia,
como Ibe fol part cipado em oillcio da presidencia de
30 de Jullio e i* de agosto do aono .protimo paaaado.
Deo guarde a Vmc. Palacio do governo do Rio Gran-
de-do-Norte, 25 de agosto de 1845. Dr. Casimiro Jo-
s de tioraesSarment. Sr. chele de polica desta pro-
viocia.
N. II). Autorliado pelo rt. 11 da altertcOet,
que baiiario com o decreto de (9 de-oovembro de 18-16,
que pprovou e mandou que se esecotassem a ins-
truccoe de 29 de outubro de 1836, relativamente a ar-
rematadlo do servicos do* Africanos Ilcitamente" In-
trodundo oo imperio, enctrrego Vine, da execucao
das citadas instrueces, visto que do junes deU cida-
de be o que me merece maior conlianca. Deo guarde a
Vmc. Palacio .do governo do Rio Gr*nde-do-Norle,
26 de agosto de 1845. Dr. Casimiro Jos de Moraes
Sarment. Sr. ebele de polica desta proviocia.
N. 133. Ao mesmo, mandando arrematar o trri-
cos dos 49 Alrlcaon supracitados, procedeodo de coo-
formldi,de s auprtditas tnitruccdei
N. 134. Ao mesmo, kpprovando a nomeiciodo cl-
dado Joio Liusde Alququerque para curador dos mes-
mus Arrennos.
N. 135. Ao juii de direito da comarca do. Ai*,
aecusaudo a recepta o de eu offlcio, que acompanhou a
relicaodos officiaes de juslica da mesma comarca.
N. 136. Ao mesiuo, aecusando a recepcio do seu
offlcio, em que participa 080 se ter all podido reunir o
Jury.
N. 157. Transmuto a Vmc, para sea onbecimen*
to, o incluso aviso, por copla, espedido pela secretaria
de estado do negocios da Ju tip, em dala de & do cor-
rele, acompaohado do decreto 0.428, de3ldejulbo
ultimo, cuja disposlcdes deve Vmc. fuer ubservar em
u comarca, Deo guarde a V me. Palacio do governo do
Rio Grande-dO'Norte, SO de agosto de 1815/>r. Ca-
simiro Jos de Moraes Sarment. Sr. Dr Joio Paulo
de Miranda, Juis de direito da comarca do Natal e ebefe
de polica desta provincia.
N. B. De Igual teor se le aoi julzes de direito das
comarcal do Ass e ttatorldade.
N. 138 Ern respaila ao oillcio, sob o. 77, que Vmc.
boje me dirigi, triosmitltoda a lista nominal di
petsois, que concorrrlo parante Vmc, com >eu re-
querinienlos, para a arrematado dos servicos do Afrl-
canosapprebendido no Piraogi.e bem assiin a do indi-
viduos, a quem Vmc. enlende dever dar-se prelereoci,
tenbo a dlier-lbe, que pode Vmc. com este contratar
os servicos dos dito* Alricanos, mandando lavrar os
competentes termos, e procedeodo restrictamente em
tudo o mail conforme legislado em vigor. Deo*
guarde a Vmc. Palacio do governo do Rio Gnode-do-
N'orte, 3 de telembro de 1845 Dr. Casimiro Jos de
Moraes Sarment. Sr. ebefede policia desta provincia
N. 139. Tendoos Africanos, apprehendidot do Pi-
rangi, leito, com o seu transporte d'alli al esta cidade,
com vestuario e sustenlo, como coosla das conloa, que
inclusas remeti por copia, a despea de I75#lii rs e
devendo esta quaotia ser indemnisada pelo individuos,
a quem se bio de engajir o servicos dos meamos Afri-
cioos, cumpre, que Vmc, no acto de entrega-Ios, receba
o dividendo, que, propoicionalmeote ao numero e ida-
de dos engajados, locar a cada urna daa pessoss, por
quem se fai a distribuido Deo Guarde a Vmc Pa-
lacio do governo do Rio-Grande-do Norte, 4 de setam-
bro de lt>45. Dr. Casimiro Jote de Moraes Sarment.
Sr. Dr. Julo Paulo de Miranda, juit de clire.no da co-
marca do Natal, chele de polica da provincia e eucarre-
gadoda dlllribuicao dos Africanos
N. 110. Mande Vine, entregar Man le Machado
de Miranda lleorique a duas Africanas, que deixarao
de ser engajadas ; e bem asilia ao lente Jos Antonio
de Seuia Laidas o Alncano menor, que Tul, como ollas,
timbe) rejellado, os quaes, pelo seu estado, devem ser
dados* gratuitamente, quelle dous cidados, visto que
se subjellio a recebe-lo* e trata-Ios. |.:u* guarde a Vmc.
Palacio do governo do Kio-Graode-do-'Norte, 4 de se-
tembro de 1845. Dr. Casimiro Jos de Moraes Sar-
ment. Sr. juit de direito e chele de policia da pro-
vincia.
N. 141. Accuiando a recepeo do seu offlcio, n. SO,
bo|e datado, em que pde a mn.ha ditposicio dous re-
cratai, viudos da picada do Ceara-Meiriin, cumpre-me
diicr-lbe, que terso o conveniente dei-lmu ; devendo
Vmc ordenar ao lenle Joaquim Francisco de Paula
Moieira, e aosdemais reclutadores, que iuformem sem-
pre a cercada conducta dos individuos, quecapturarem,
e quaes o* motivo, por que assim procedorao, a flm de
que eu possa saber, se eslo ou nlo no cas de asseottr
praca. Deo guarde a Vmc. Palacio do governo du
Hio-Graode-do Norte, 9 de aeterbro de 184o. Dr.
Casimiro Jos de Moraes Sarment. Sr. chele de po-
licia denla provincia.
tmmm
Ordem be lucio 1 PEDRO SEGUNDO .'
Ao teu povo do Norte se a imagen
Do Sol do paz ; Sol aovo ao Novo Muelo !
J. D.dtS.
Variedades.
VUJ1-SE COM MIISEGUIIANCA NOS CIMINHilS DR FEIIBO D"
QUE NIS DILlr.EnCIAB.
Ditisse gen I meo te que bavia grande risco em
viajar no vehculo puchado pdf por em ctminho
de lerio ; mas i experiencia vai dessipando esta preoc
cupacao e tem demonstrado que o casos luneslos
nao siu-maii Irequentes e nem miii deststrosos do
que ero, e lio (inda boje na diligencia puchada por
cavellos. Nio ha maito que lems em um jornal in-
gles a legaiotet obaervacoe.
Depoii da abertur do caminho de Londres i iiri
mingbam, em letembroda 1838 maiide cinco mi
IbcVs de pesio teem por elle ajado: cada urna deatas
pessoss aoduu poco mais ou merlos 65 milha lobre o
caminho de ferro e por conieguinle o numero de mi-
lha viajadas sobe a 325 milhoes. Nesta qutntdsde
enorme de milbas desandadas apenas um patugeiro per-
leo vid em toda linh do ctminho de ferro.
Mr. Weteiey magiilrtdo ( euioner) de Middleaet,
obiervou que em 6 annot que e oceupou na magistra-
tura nenhum su informaran bavia tido a reipeito de
passageiros morios nos caminbos de ferro com quin-
to o seu districto com prehendesse 15 milbas do grande
caminho d'Oeite, e Hdode Londres allernimgham, no
entretanto que durante o mesmo espaco de lempo ten
diversas parteipacoei sobre pasiageiroi moitoi em co-
ches e diligencia*.
\. Estas observaces provio a tuperioridide da visgen
por cauinlios de ferro.
Moviiuento do Porlo.
A'aeio entrado no dia 2.
Mancille; 40 dias, brigue urdo Catke'ine, de 218
toneladas, capillo Piqule< Anloly, equipagem 12,
em lastro ; a Mtnoel Joiquim Rimo e Silv.
' Navios entrados no dia 3.
Arcaty; 17 dia, tutnaca trasileira Carlota, de til
toneladas, capillo Jos Gongalves Visna, equipagem
6, carga sola ; a Antonio Rodrigues Lima. Conduz
17 eicrivoi a entregar.
Port-Pbilipa ; 97 dial, brigue ingle Wm Stoveld,
de 197 toneladas, cipitio Aletindre Dovielten, e-
quipigem 13, cirga lia, iebo, neite de peixe e
cooro ; ao capillo. Conduz 12 paugeiros, e se-
gu pin Londres.
Gueroiey; 28 dias, barca ingiera Monareh, de 224 to-
neladas, capillo Jamei Le Messuror, equipagem 13,
em lastro ; a M.c Calmont & Companbia. Segu
para Poota-Arena. ________^____________
Declaragoes.
Fublicaya a pedido.
a'b. m i. o bLMIUH DO.VI PEKOll no seu
ANNhEtSABlU ? D0D8 DK DBZUHBUO DK 1845.
SONETO.
Pernambuco brioso se levanta
Do Verre allrontando o jugo inuno,
Do melbor, do maii charo Soberano
Sauda o natalicio o bvmnoi cila !
Pungido da fac(io jamaia quebranta
Impauivel denodo mericano:
' Elle embrava o tridente e grande e ufano,
Seu echo a Uurburema eitruge espanta.
Envelo,... ( ouvi, onvi tua lingoagem )'.
u velo na faceto do plano imuiuodo ;
Inroco ao throDo, i leis rendo homenagem.
OBSERVAC(5itS A BHSPKITO DOS C VHINHOg DE FERRO.
Oulro documento parlamentar acaba de ser publica-
do de todos os caminbos de ferro.de que se tratarlo nes -
tiieasio do qual se v6 que a dejpeza com 138 pro-
jetos beavaliadaem 92.921/779, no entretanto que
a quaotia exigida por imprestiii.o era de 30.276.8S3
Na ultima somna apresentlrio-ie nada menoa do que
14 projectoi novoipiri ciminhos de Ierro, entrind >
neite numero os de Rirminghim e Oxford Junedo de
Glouceitereo centro de Gollia o Grande Siciliano,
para rodeara costa da ilba de Sicilia ao Nor'oette o
rinde occidental de Bengala 425 milhat de Cilcut-
ta pin o interior, o de Carlow e kilbenny na Irlanda,
o de Maochester, Liverpool e grande Norte de Ingla-
terra, odeAnterre, um ramo Jo dePiri a Lion, o
de Bramen e Uremonhalen 40 milha do porto de
remen no rio Weser, o ds Guiaoa Ingiera para unir
Demerara, Essequiboe Berlecac, o do Oeste de Ingla-
terra o >de Brimingbam a Duckingbam, &c o Sue-
co geni eodePaddingtonem Limehuuie de l'Este
ao Oeste pelo Norte di cidade de Londre mesmo peloi
suburbios. Entre outros muitos projeetos approvidoi e
rejeitidoi pelas commitsdes psrlameolre da cmara
dos communs se acba o grande caminho de ferro e ca-
nal Compankta. do sertao d'este, conbecido como 0
de Dublin e Mullingur na Irlanda, que tambem pauou
na cmara dos pare a obteve a lncelo real. Esta em-
presa beomaior caminho de ferro unido a navegagio
deoanal, queetisle noi 3 reinos da Grio-Ureanlia.
CAPITAL EMPBEGADO E CAMINHOS DE PERRO EM
INGLATERRA.
Publicou-ie, ba pouco, um interessinte documento
offici.il i cerc do capital empregado em caminbos de
ferro. Suppoz-ie o'esse documento, que nio menoi
de 6000 penoii tfignario de 2000 pin cim; por-
que, reunidai ll issignalurii rl'esse numero de pessoas,
montao ell.s em 61.603.707 (rs. 554:433,000) ea
proporgo be conseguinteinenle de 10,000 por cad
petioa. Porm este calculo he exacto quinto aoa in-
dividuos, mas nlo quinto ubsoripc5ei, visto que
a maiores subscri pedes sio sem pro com postas de va-
rias sommas assignadas para diflerentes caminbos. As-
lim pois a avultada somma de 670.300(6,032:700
rs.) em frente do nomedo Sr. Francis Mills Roy que
he a maior, que se acba na listados subscriptores, loi
destinada par* 13 caminbos,variando us quintil! de
8000 a 287.400 pan cidi um d'elles. Deve-se observar,
que multas pessosi, quesul icrevrio grande* quantia,
sao representantes du muitoi assigoantes pequeo,
que as autoritario a tomar acefie*. Ha vario nome,
cujai subscripcoes eicedem de 100,000, e adiarnos
individuos com aisignalurai multo motores, como o
Sr. Robert Browne, negociinle de Liverpool, por nida
menos de 577 260, os Ms. J. Micgregor. ban-
queiro de Liverpool, e Wooton por 579.800, B.
Harding, de Wadberret Castle, por 574,760, J.
Kiikland, de Pallmall, por 574.760, C. K. Murray,
de Natleroy Kell, por 574.800, H. L.Small.tolicilador
eccletiistico de Doctora Communs e do Toltenbim.por
.601.700, W. H. Thomas.negocianle de Meuvergate
Street, por 624.320, e E. Wmslow, de Forwing-
lonSquire, por 320,160, sendo os ltimos cinco de
Londres.
Ha actualmente 10 linbn de caminbos de f rro i -
bertoi em Inglaterra e mais 200 nacionaese 40 eslran-
geiros, que esto em projeetos, cujos capitaes se ad-
quirirlo principalmente em Londre e n'outrai cida-
de de Inglaterra, as quiai icbio-se acc.es no mer-
cado. ( hxtrakidas dos jornars infletes.)
ICOMMEttCIO.
Alfandega.
Reniiimento do du 3................ 10:993j214
Descarrega hoj 4.
BarcTkomat-Mellois mercadoriis.
HiateDuroe idem.
Consulado.
[bendimento do da 1.'
Geral............................ 3:387,621
Oizimo delta provincia............... 1:032,864
Dito de divert provincias............. S9407
4.459,792
Administrando dot estabelecimentos de caridad*.
Peanle a adminislracio dos estabelecimenlos de ca-
ridade se hlo de arrematar por 3 snnos, a quem mais
der, aa rendas dai casas seguintes : ns. 17, 47 e 49 da
ra do Padre Florianno ; n. 5 do becco da Carvalha ;
ns. 32 e 34 da ra do Fagundes ; n. 11 da ra de S.
Jos ; n. 5 da Iravetsa do metmo ; ns. 30 34 e 38
da ra da Calpada ; n 18 por detrai da ra Noya ; o.
31 da ra da Mocda ; n. 7 da ra de S. Tberea ; n.
70 das Cinco-Pontas ; n. 33 da ra de Hortas; n. 65
da ra da Gloria ; n. 8 da travestidos Etposto ; n.
7 da rui di Viricio. O licitante dirijao-se ao sobra-
do, n 5, da ra do Cabug do dia 5 do corren te ,
pelaa 10 horas da manlia munido de (adores id-
neos.
Sala das residas d'administra(io dos selabelecimeo-
tot de oaridade em o 1.de dezemliro do 1845.
Oescripturario,
A. A. de Caldas Branddo.
COMl'ANIII \ DE lir.ltKl!IUK.
A administradlo da companbia do Beberibe faz sci-
ente ao Srs. accionistas, que em sessio de 20 do cor-
rent retolveo espassar al o dia 20 do deembro prxi-
mo futuro o recolhimento das prestaedes em atraso
e que, lindo este prazo, perderad o direito d'accionistas
l dos aquelles, que nio tiverem realisado prestaces
de 60 por cont al agora exigidas, revertendo ai tuit
entradas em beneficio da companhia, de conformidido
com a ditposicio do artigo 9 dos estatutos. Adverte,
outro sim, que nio bavera prorogac,iu do prazo, nem
contemplado rom petsoa algum*. Escriptorio da com-
panbie, 24 de Novembro de 1845.O secretario, B.
J. Fernnndes de tarros.
A companhia de Heberibe convida todos aquel-
les forro, ou captivos, que quiierein Irabalbar de sr-
venles as obras do enconsinento, que se achio actu-
almente exectitando em S. Jos do Manguinbo, a se
apresentarem ao administrador o Sr. Si e Soura.
ivisos niiii ilimos.
Para o Rio-de-Janeiro seguir em breve o pa-
tacho Felicidade : quem no nie-rno quiter carregar, ou
embarcar eteravos, pode tralar com Amorim Irmios,
ra da Cadeia, n. 45.
Para o Aracaty segu, at o dia 8 do corrente a
sumaca S. -Antonio-de-l'adua, por j ter quasi com-
pleto o seu canegamento ; ainda recebe carga e passa-
geiros: os pretendentes dirijio-se a rui do Vigirio ,
n. 5.
Pin Liiboa sabirj, com a brevidade possirel a
escuna porlugue. a .*. Jote: quem na mesma quiter
carregar ou ir de passagem dirija-tea ruada Cruz,
n. 45 em casa de Nasciaienlo Scbaefler & Compa-
nbia.
O bergantim portugus Tarnjo-Primeiro ca-
pito Manoel de Oliveira Faneco pretende sabir pan
Lisboa it o (im do corrente mez ; recebe cirg a frete,
e tem excellentes commodos para passageiros : trata-se
com os consignatarios Firmino Jos Flix da Rota &
Irmio na ra do Vigario n. 23 ou com o capillo
na prara.
A escuna portugueza Tarujo & Ftlkos de que
he capitio Francisco Antonio de Almoida segu para
Lisboa com toda a brevidade : para carga e passsgoiros
trata-se com seus consignatarios Fumino Jos Flix da
Bo/a di Irmio ou com o capitio na praca do om-
mercio.
O patacho porluguez fetlauraedo de que he
capitio Alexandre Jos Correia pretendo s bu bre-
vemente para Lisboa : para carga e pattageiros, Ira
ta-se eoin os consignatarios Fumino Jos Flix da Ro-
a */ Irmio ou com o capitio.
= O bergantim nacional Feliz deque be capitio
Alexandre Jos Alves segu brevemente para o Cea-
ri ; recebe alguma caiga da praca e passageiros : os
pretendentes dirijio-se aos consignatarios Fumino J.
F. da Ro;a & Irmio, ou ao dito capitio.
= O bergantim nacional Fiel, deque be cipitio
Manoel Marciiono Ferreira pretende recolber-ie
este porlo por esle 8 ou 10 dias do Ass ; segu pa-
ra o ttio-de-Jaoeiro : quem liver escravos para mandar
de passagem acommodo Irete, a tratar com os con-
signatarios FirminoJ. F. da Roa & Irmio.
ammmmmtm
Leila.
- O corretor Oliveira fari leilio de grande varie-
e fitendn inginas, frincezis o suicas, dai quili-
dides propriai deite mercado inclusive fitas caiga-
do, iSic. : boje 4 do corrente ai 10 horas da mi-
obia no leu eicriptorio rui di Cideii.
Avisos diversos.
<85K83Stf?
DE
MADAMOIZELLE POPON.
Este concert vocal e inslrumentel, esecutado pe-
los primeiros artistas residentes nesta cidade, ter
lugar na noute de 9 do corrente, na sala da sociedade
Apollinea. Os bilhetes vendem-se em casa aa bene-
ficiada, Atierro da Boa-vista n. 4.
Tendo de concluirse, no ultimo do
corrente mez, o prazo, que a lei marca
para a afericao, o arrematante da mesma
convida, pela ultima vez, a quem tiver
de aferir pesos e medidas [para os seus
diiTerentes estabelecimenlos, a concorre-
rera at o referido dia ; protestanda de
novo nao ficar responsaver pela falta da
afericao daqttelles, que a n5o poderem
obter por Jaita de tempo. S3o compre-
hendidos no presente anouncio os donos
e mestres das embarcacOes, que vendem
neste porto carne secca, e farnba, os
quaes nao podem empregarse neste com-
mercio, sem que tenhSo aferido as balan-
cas, pesos, e medidas, de que'usio. Se-
melbantemente avisa aos Srs. de enge-
nho, aos vendedores de al, mestres car-
pinas, e pedreiros, que devem mandar afe-
rir as suas ancoras, medidas, e regoas, de
que us5o, que devem ser alendas animal-
mente na lrma ta lei.
O LID ADOR.
O n 70 acha-ie a venda, na prac da Indepen-
dencia, livraria ni. 6e8.
= Alugi-se urna casi trrrri, n. 37, ns ra da Glo-
ria da lloa-Vista.com bons commodos eporpreco com-
moiJo : trata-so no pateo di Sintl Crui, padirii, n. 6.
Hypolito Joi Klias tem contratado com a viuva
do fallecido Jos Fnncisco Pereira fuer urna by-
potheca na casa di trivetsi do Carino, n. 16, per ten-
iente a dita viuva,Tertulianna Mara: e por isso ao-
numia por esta lolha.para que.se alguem te ichar com
direito ou alguma penhora a dila casa annuneie
por esta fol!w oestes S das,com a pena de perder qual-
Aluga-se o segundo andar di propriedide n. 8,
ruada Aurora, com commodos bastintes e isseio : a
iratar na rui di Crut, n. 13, escriptorio de Ridguay
Jamison & C.
Aluga-se urna casa terrea na Boa-Vista, ra do
Pires, e oulra no Catanga, defronte do rio e d'agoa
frrea, com bstanles commodos e estribsria : a fallar
na ra Nova, loja, n. 63.
Precisa-ie de um mo(o brisileiro de 18 innos
pouco mais ou menos pin ciitciro neiti prari, eque
lenha boa cnducla aliuncavel : na ra da Crux, o. 3.
oa Na casa de Fumino Jos Fclit da Rota d Irmio
acba-se um preto que dit peitencer 10 Sr. do enge-
nhoConceieio Jos Comee dos Sanios, e que tambem
ditcbamir-se Anacido.-Faz se o presente annuncio
para prevenir ao dito Sr. ou a qualquer pessoa inters-
sJb a tal reipeito declarando se ,-que se nio reipon-
tabilisa pela fuga do dito escrivo ; o qual appareceo
no dia primeiro do corrente.
Di sedinheiro a premio em peqawois e grindes
porcoes com ponhores de prita a ouro : nn Ciuco-
Ponlas, n. 134.
Aluga-se urna ckia terroi nova assobradada ,
com muitos commodos grande quintal, cacimba
cotinba fra na ra di Palma n. 17 : a tralar oa
prica da Independencia loja n. 3.
Casa da Fe\
RA ESTREITA DO ROZARIO, N. 43.
Nio tendo sido po'sivel ao tbesooreiro da lotera do
theatro conseguir pelos seus esforcos o andamento dai
rodis no dis 25 deile mez, como te bavia mucido, pa-
lo gnnde numero de bilhetes, que ficrio por se veo
der (que mootou a mais de doie contol de risj; trios-
ferio o mesmo thesoureiro o andamento du rodil para
odia 18de detemhro vindouro, inlaliivelmente. Tor-
na de novo o cautellisla da casa di F a convidar aos
apsitonadoi dcste interessante jgo a concorrerem com
mais promptidio para a compra do relio dos bilhetei,
dai suai raulellai, (que sio poucu), a im de que oor-
ilo as rodas no dia cima, e nio se veja o digno the-
soureiro na necessidade de tornar a transferir o anda-
mento das ditu rodil para oulra ver; vindo a ficar, por
estes motivos, todas as loteras sem nenhum crdito.
Confia, pois, o cautellisla da casa cima noi amantei
desta inleretiante jOgo a concorrerem com lodoi os seus
eslorcoi.para que se acreditem como daoles todas n lo-
teras. Ni mesma casi acba-se a venda bilhetei, meioa
bilhetei, e o resto du ciutelln: a ellos e a ellei. Na ca-
sa cima tem pan se vender urna rica maquera do Pa-
r, com varandaide pennn, por preco commodo.
Preciti-se de um bom amaisidor : ni pedira
di S. Crut, junto 10 sobrado.
= Fai-se todo o negocio com a padaria da ra da
Gloria : a tralar alrai da matrit da Boa-Villa n. 22.
Aluga-se metade de umi casa a urna pequea fa-
milia que seja capaz : na ra do Caldeireiro o 76.
= Aluga-se o primeiro andar da casi da roa do
Queimido n. 14, com bstanles commodos, pintada
ha pouco tempo : a tratar no segundo andar da mes-
ma can.
Cesar kruger embarca para o llio-de-Jineiro a
sua escrava de nome Josepha crioula.
Aluga-se urna casa terrea na ra do Fogo com
duas salas, quartos, connbi fon, quintil e cacim-
ba : a tratar ni ra Direita sobrado de um andar ,
que olla para S. Pedro o. 16.
- A Senhora Gertudes Magdalena queira ir tirar
os seus tristes, que tem empenhidoi no lugar da Bir-
ro-Vermelbo no prazo de 3 dial: do contrario se-
rio vendidos pira o pagamento.
Lotera do Theatro.
No dia 18 do corrente mez andSo im-
preterivelmente as rodas desta lotera;
e tal vez antes do referido dia, se se extra-
hirem com a rapidez, que vao tendo, os
respectivos bilhetes.
Francisco de Paula Dial Ferosndes retira-as pa-
ra o Rio-de-Jineuo.


A
S=AB
n. 80 precisa-se
U abaixo assignado avisa quem convier, que
e esta habilitando cuino cesionario da viuva de Jote
Franoiseo de Arevedo Liaboa na exeruco promovida
contra a viuva Anna Joaquina Lina Wanderle, para vir
coro embargos decompensacio na eiecucao que mo-
ve dita Wander.'ei contra o abaixo assignado na quali -
dada de fiador de Antonio Barbota de Albuquerqoe ,
por cuja compensado tein protestado embargando dita
exesucio. Antonia da Silva GusmUo.
Cjoem precitar de urna ama que engomma e
cozioha muito bem dirija-teao becco do Azeite-de-
Peiie, n. 14.
= Aluga-se uro solfio indepeodenle coia coiinha
fura, quintal e cacimba : a tratar na ra Bella mira-
do n. 37 das 7 as 9 horas e meia da manbia.
== Aluga-ae, para se pastar a Cesta urna casa na
Capunga no sitio do Jacobina na estrada novamen-
te uberta pintada e envidragade, muito perlo do rio:
a tratar na roa do Aragao n 16.
= Quem ti ver urna escrava que saiba vender na
ra qualquer venda eteja boa oacrava de bons cos-
trales e se ni vicios, querendo alugar por semana ,
ou por mez dirija-se a lora-de- Portas n 48.
Precisa-se alugar urna preta scm vicios alguns ,
que entenda de coiinhar, para casa de pouca familia;
quem tiver, annuncie.
Precisa-se alugar um moleque sem vicio al-
gum que entenda de coriohar para casa de pouca fa-
milia; quem tiver annuncie.
Quem tiver precisao de urna casa terrea na ra
dos Qualro-Cantot da cidade de Olinda do pedra e
cal, finchaos propri s querendo trocar por um cs-
creao ou escrava sem achaques, dirija-tea Fra-
de-Portas n. 48 depois de meiodia.
n Aluga sea cata n. 54 ua ra dos Copiares ,
cun bastantes commodo* ; na ra da Aurora n. 44.
se Antonio Joaquim Vidal relira-se para Lisboa.
H. Lamber!, subdita franceza relira-se desla
provincia para a Europa.
= Aluga-se o sobrado de um andar, n. 12, da ra
da Calcada ( aotigamente Manuel Coco ) com quin-
tal e cacimba : a tratar na ra do Trapiche n. 34.
= Amaro Henedicto de pessoat, com quem tem relaioes commerciaet, que
> Joao Jus Mandes da Silva deixou de ser 6eu caixeiro
desde o da primeiro do corrento
= Na padaria da ra Direita
de um caiieiro.
= Alugio-ie 5 escravos proprios para frabalbsrem
em algumsitio; na ra Nova n. 8.
Arrenda-te uro sitio no lugar do Arraial com
casa bastantemente grande e vistosa arvorea de fruto,
e baia : a tratar na ra da S. Cruz, n. 38.
Domingos Filippe Ferrcira Campos retira-se pa-
ra Portugal a tratar de seu negocio. O mesmo faz
sciente ao publico, quedeixuu de ser socio de Joao An-
tonio da Silva Braga, desde o dia 29 de noveml.ro pas-
tado.
Aluga-se urna boa cata terrea na ra Bella com
duas salas, 4alcovas, urna dispensa cozinha fra ,
quintal e eteimba, estribara para um cavallo, com
urna porta no quintal para um grande atierro, que tem
junto a riiesinu cata : a tratar na ra do Collegio, n.
15, segundo andar.
Precisa- se de 1:000a rs. a premio, por lempo de
um anno com hvpolheca em 5 csravos : quem qui-
zer dar. annuncie.
Quem liver para alugar um quarto e mesmo me
tadede urna casa para um homem solleiro annun-
cie.
Aluga-se o segundo andar do sobrado n. 22 ,
sito na ra estrella do Rozariu : a tratar no largo do
Collegio luja n. 6.
Precisa-se de urna mulher capar, que saia a
vender com urna preta ; na ra estreil. do Rozario ,
n. 43, primeiro andar.
= Aluga te urna casa terrea na ra da Soledade ,
coro duas salas seisquartos corredor.ao lado, quin-
tal murado e outro cercado cacimba com boa agua de
beber : a tratar na ra da Aurora n. 58.
Aluga-se um dos melhores sobrados em Olinda,
na ra de S. Bento parata pastar a fesla por pre-
co ratuavel assegurando-te ser um dos melhores, que
all existe, por ser muito prximo ao Varadouro com
linda vista para o mar : a tratar com sua proprietaria,
a viuva do Joao Goncalve* Rodrigues Franca na mes-
ma Cidade.
Avito importante. Aittncao
= O abano assignado tem a satisfacio de annun-
ciar eos seus Iregue/es e aos habitantes em geral des-
la provincia que pelo biate americano Duroc, vimlo
de Boston em 28 do mez p. p. Ihe chogario dous esl-
o le de pilulat vegetis do doulor Brandrelh o mes-
mo abaixo attignado afiance ao retpoitavel publico ,
que tio as uoicat e verdadeirat pilulat de teu proprio
autor que exittem a venda nesla cidade ; por quan-
to est autorisado pelo referido doulor para ser o seu
agente. Os pretendeotet dirijio se a ra da Cadeia-
na ra larga do Bozario,
veiro do fallecido Muniz
n. 29.
Compra-se papel de embrulho ; na ra do Ro-
;ario, n. 19.
as Compro-se escravos, at o dia 11 do corren te ,
de ambos os texot para engenho distante detta praca,
sendo mocos, o de bonitas figuras com oficio ou sem
elle ; anda sendo viciosos : na ra Nova sobrado de
um andar n. 63 das 6 as 9horas da manbia e do
meiodia as 6 da tarde.
Vendas.
Um capricho de principe.
Romance de Mr. Charlea Rouget, verti portu-
guesa feita nesla cidade com algum esmero ntida im-
pressio. Acha-ae venda na praga da Independencia,
livraria, ni 6 e 8, a 800 rt. cada exemplar.
- Na ra Direita, sobrado de
um andar, n. 56, vende-se a casa
terrea da ra das Cinco-Ponas,
n. 93.
Na ra Direita, sobrado de um
andar, n. o6,vende*se, por muito
mdico preco, a casa terrea da ra
do Rjingel, n. 49, com vintee
cinco palmos de frente, e setenta
e sete de lundo, cozinha ra,
quintal murado, e outrs muitos
commodos, e que rende mensal-
mente 20^000 ris. Esta casa
acha-se hypotliecada; mas o hypo
thecario nenlium bice pe a sua
ViPlfll
RA DO COLLEGIO,
Loja n. f.
Vendern se superiores grvalas de selim preto a 500
n ; casimiras, das mais moderms, a 1,200 e 1,400 rt.
ocovsdo; panno lino, preto e azul, a2,.')0rs.; meias
desenhora a 280 n. opar; chitas de todas as qualida-
des, de 120 a 500 rt.; madapoldcs, de 140a 280 rs.;
corles de cintas de todat as qualidades, e do mclbor
gusto superiores riscados francezes, polka, a 3G0 rs.
o covado ; e oulras multas fa/endas, j annunciadas
nesle Diario : na mesnia luja cima.
Uepoiito di farinha.
= No armazem de porta larga du caes de Collegio,
ha para vender farinha de mandioca de ludas as quali
dadet, cntaccada ou medida pela medida velba ;
attim como arroz pilado; tudo por menos preto que em
oulra qualquer parle : as pessoas, que quierem gran-
des poredes para embarquo, teem a vanlagem do poder
receber a bordo do brigue Phena : e no mesmo depo-
sito se encarrega do despacho e embarque, e tempre
tem libaren/oes com farinba no porto.
Itap de Lisboa.
= Vende-se na praca da Independencia n. 4 ,
begado prximamente a 4000 rs. o bote.
= Vende-se um pequeo sitio com casa du vivenda,
muito fresco a margem do rio agoa de beber al
proprio para olaria, e compropurcSes para vivoiro; ven-
de-se por commodo prego e t com pra/o na metade
do ajuste : na la de Aguas Verdes n. 21.
= Vendem-se saccas de farinha de Mag fina a
rt., bom para Irabalhar e botar sentido a um sitio ; 6
ditos mocos, para todo o trabalho; 6 escravas com boas
habilidades duas tio recolhidaa coiem, engommao ,
o counbao ; duas ditas boas quilandeiras ; duas par-
das mocas urna be boa mucama : na ra do Crespo ,
D. 10, primeiro andar.
= Vende-se azeite doce, a 360 rs. a garrafa ;
oleo de Imbaga em botija a 1900 rt. o galio ; fa-
rinba de araruta a 240 rs t libra ; macarrio a 200
rt. a libra tanar; farioba do Maranhio, a 120 rt. ;
cavada a 120 rs.; cevadinha a 160 rs. ; cha bys-
son a 2400 rt. ; dito ciquim a 1600 rt.; vinho da
Figueira a 240 rs. a garrafa ; banfaa de poreo a.
320 e 400 rt. ; e todot os roait gneros por preco com-
modo : no pateo do Terco venda n, 7.
' = Vendem-se sophs de angico de muito bom gos-
lo ; cadeiras do diversos moldes ; bancas ; marquesas;
camas ; commodas de angico ; ditas da amarell >; tou-
oadores ; cadeiras para meninas; bancas de meio de
Sala ; (luchadores e botos para gavetet; tudo por pro-
co commodo: na ra da Camboa-do-Carmo, n. 8.'
= Vende-sesslilre refinado em barra de 112 li-
bras ; em casa de Me. Calmont & Companhia.
= Vende-se champagne marca coe ; en casa de
Me. Calmont & Companhia.
= Vendem-se garrafas preUs usas, em gigos;
na ra da Cruz n. 10
= Vende-se urna toalha de bretanha aherta de
lavarinto por preco commodo ; na ra Direita ,
n. 32. .
i LU.IA DA ES i RE LA .
audoQueiiidoN?25
.GUILHERME SETTE.
Vendem-se chapeos antigua de todas as qualidades,
brincos e pretos de castor, mista, merino o franceses,
a 2*, 3! e 4* n. cada um.
= Vende-se potassa russiana nova e superior;
cal virgem de Lisboa ruis barato que em outra
qualquer parte : na ra de Apollo n. 18
Vende-se, por preco razoavel, urna casa terrea ,
bem construida e com bastantes commodos tita na
roa da Alegra ; na ruada S. Cruz n 38.
3= Vende-se um carrinho de duas rodat, em muito
bom estado ; e um cavallo muito bom pira carro : na
raeatreitado Rozario n. 43, segundo andar, du
6 as 9 horas e meia da maohia
= Vendem-se os escravos seguiotcs: urna preta de
Angola de 19 annos cozinbera e lavadeira; urna
preta cozinbeira cose e lava ; um cual de etenvos de
naci com urna cria proprios pan campo ; dio te
mait em cunta pur serem para liquidadlo : na Liogo-
ti, becco do Torres n. 4.
Em phmtira mOo
= Vende-se cera em tolas da melbor fabrica do Rio;
colla da Haba as arrobas; vinagre de vinbo tinto
superior a 500 ra. a esnada velba : na ra da Seo-
zalla.Velba n. 110.
_\ ende-so um preto do bonito figura de '25 an-
nos; urna escrava crioula de 16 annos, de bonita
figura sem vicios nem achaques; vendem-se por pre
ciso ; as Cinco-Pontas, n. 71.
! MECHAS PHOSPHORICaS.
No Aterro-da-Bo-Vista, na fabrica
de licores n. a6, de Frederico Chaves,
acha-se estabelecida a fabrica de mechas
phosphoricas, aonde acharO sempre
grande porcao de macos de too a t5o
mechas, pelo diminuto preco de 3o ris
cada um, a rctalho, e em porcSo a ao ris:
tambem ha eaixas que conten dentro ioo
macos, ,c outras mais, muito boas para
se transportaren! pata o centro, e para as
outras provincias por serem bem acondi-
cionadas, c se afianca a qualidade do fo-
so, por ser feito com toda a perfeicSo.
.0 romance completo do Judeo Er-
rante, as Memorias de Laffarge, Metha-
morphose de Ovidio, as Escavacoes po-
ticas, a Livraria classica portugueza ( i3
tomos), as Tinte e cinco prisdes do Sr. A.
E. de C., quadros histricos de Portugal,
Direito Mercantil, Postilla do cotnmercio,
Velba botica n. 36.
Vicinte Jos de Brilo.
-*- Aluga-se urna casa de sobrado de
quatro andares, com muito boa vista
para o mar, e muito fresca, com um gran-
de armazem, na ra do Trapiche-INovo:
trata-se na ra da Aurora, n. 58.
as Precisa-se alugar um preto escravo para o ser-
vico de urna casa de pequea familia que seja dili-
gente para fazer as compras na ra o tambem o ser-
vico interno da casa, menos coiinbar: quem o tiver ,
dirija-se a ra da Cruz botica o. 47.
i F. H. Lutlkens transfere teu eicriptorio para a
ra do Trapiche n. 16, segundo andar.
Compras.
- Compra-se um moleque cozinbeiro sendo de
bonita figura a sem vicios ; paga-se bem : na ra do
Crespo n. 9.
CoDinrio-se, para fra da provincii, cienvos de
13a 20 annos; sendo de bonitas figuras, pagio-se bem:
ua ra da Cadeia de S. Antonio sobrado de um an-
dar da veranda de pao n. 20.
Compra se urna venda nicamente com a ar-
macio, equetenba commodos para morar familia,
sendo dos Jugare* seguales; Cioco-Pootai at o vi-
4800 rs.; ditas de S. Malbeus, a 4200 rs. e alqueire
medido a 3800 rs. ; gommade cngomtir a 10# rs.
u alqueire ; arroz bramo, a 2 rs. a arroba; saceos
novos de estopa para faiinba, ou ilbo a 500 rs. :
na ra da Cadeia de S Antonio n. 10 deposito de
farinba.
= Vendem-se cortes de finistimas cassa-chitas de
gostos muito modernos a polka o chegadea ltima-
mente a .500 e 5f rs. ; ditos de chitas de listras en-
vasadas, e muilu finas, a 4500, 4000 e 3500 rs.; cam-
hrnia lisa de vara de largura rropria para forr
320 rs ; dita u.uilo fina com pequeo deleito, a 320
rs.; casimiras de algodau de quadros, a 480 rs. o cova-
do ; maiedonia de quadros < listras, padroes escuros ,
a 480 rs. e outras minias fa/endas por barato preco :
na ra do Crespo, n. 14, loja de Jos Francisco Das.
NAVALHAS A CAIMA.
Vendem-se as admirareis navalhas de ac da Chi-
na que teem a vanlagem de cortar o cabello tem dien-
ta da pella deixando a cara parecendo estar na sua
brilbante mocidade : esto ac vem exclusivamente da
China, e s6 nelle trabalhio dous dos melhores e mais
abalisados catileiros da nunca excedida e rica cidade de
Pekim capilal do imperio da China. Autor Sbore.
N. B. He recommendado o uso destas navalbat
maravilhotss por todas as sociedades das tciencias me-
dco-cirurgicas, tonto da Europa como da America ,
Asia e frica nio s para provenir ai molestias de cu
til, mas tambem como um meio cosmtico: vendem-
se nicamente na ra do Crespo loja, n. 15.
Fel medida vclha
vende-se farinba, chegada ltimamente de S. Ma-
lbeus, de superior qualidade, e por menoa do que em
outra qualquer parte, bordo do patacho Venu, de-
fronle do caea do Collegio, e na ra da Cruz, n. 64, a
fallar com Manoel Antonio Pinto da Silva.
= Vendem-se 200 garrafas de vinbo velho o me-
lbor possivel leodo mais de 16 annus bom para
quem tem bom gotto principalmente para os amantes
da fesla ; no puteo da 8. Ciuz botica do Gameiro.
liua do Trapich n. 40.
Urna factura de relqgios de uuro, obra fina, nova, e
de bom goito maoafaclurada em Londres expressa-
menle para este mercado por autor perito e conde-
cido ; adverle-se, queso vende um por um e para
dar maior extracto por preeo baralistirae e entrga-
te l por dmboiro.
= Vende-se urna caa no becco da Camboa-do-Car-
cao; na ra Direita a. 81.
= Vendem-se saccas com (ilbo a 3600 rs e al-
queire medido a 3200rs.; na ra da Cadeia de S
Antonio n. 19, deposito de farinha.
= Vendem-so duas pretaa e urna parda de boni-
tas figuras, propriai para todo o servic ; na ra da
Cadeia do Recife loja de Joao da Caoba Magalhies.
=:Vende-se urna escrava de naci de 24 annos, de
bonita figura), ptima quilandeira ; um escravo de na-
ci de bonita figura de 25 'annos ptimo carre-
gador de palanquim c ganhador: na ra das Cruzes ,
n. 22, segundo andar.
Calcado.
- As muito desejadas chinelas do Braga acabio de
ebegar ; assim como sapalos de Lisboa para tenbora ,
tanto de lustro como de duraque ; dilu do lustro para
homem; bolmi e meiot ditos; borzeguini gatpeados
e de ponta do lustro ; sapates de lustro e de beterro ;
sapalos para senhora, de lustro, marroquim, de lia, du-
raque preto e selim branco ; calcado para meninos de
lodos os tamanbos ; e ou tros calcados por preco com-
modo : na praca da Independencia n. 28.
Vende-se a venda da raa da Praia n. 46 ,
bem afreguezada e com bastantes commodos para mo-
rar familia ; na ra estrella do Bozario veoda, n. 1.
= Vende-se urna botica das mais acreditadas, e com
o mclbor snrlimento de drogas ; na ra da Cadeia lo-
ja o. 40.
Manoela Antonio Pinto da Silva,
tendo de descarregar o patacho Fenus
at o dia 10 do corrente, por isso vende
farinha de superior qualidade, chegada
ltimamente de S. Matheus, e por me-
nos do que em outra qualquer parte, tan-
to a bordo do mesmo patacho, como no
seu armazem, na ra da Cruz, n. 54*
= Vende-se um porta-licor em sua competente cai-
ta de faiaenvernitada, muito boa obra, por preco mui-
to commodo : na ra de Hortas n 62.
Vende-ie urna padiria na ra da Senzalla-Velha,
n. 84 com escravos, e tudu qusnlo Ibe perleneer a
dinlieiro ou na lalla como esta vonda he para pagar
a dousSrs. credores no caso do comprador se querer
c inencionar com os ditos S(s., todo o negocio se far :
a tratar na mesma padaria.'
(.) -Pipuai eq
anb jod 'oajd o)ejaq 0|?d |a*puainuiojjj stssa as-iu
-jo| a uin^js 0)ajap uiau seuite uia) oeu apuazej i|ip
-ajqot a : siaj tiu)io o soiuao ojio a iiui snop ap oJajo
ojipoui o|ad itxy tajoaa uui apaa topeaos g l_ moa
' (l!(| op oijequu op saojped eijuizue| ap opi)ta.i
ap sj|joj uijstw uiaq a un apea opaznja uin ap oajd
oinuiuiip o|dd sajoa sioq a *pas |etijyos op toa
te| at-uiepua* oiuoiuy g ap oai o uid a|uajj uioj da Praia n. 31.
' 0!*sl|03 <>P MJ p euinbsa ossaj op foj =
Economa politica de Say Volnei, Danonj
na ra da Senzala-Velha, armazem, n,
106.
Manoel Antonio Pinto da Silva ten
para vender urna porcao do mellior junco,
que aqui tem viudo, assim como um rico
sortimento de charutos em caixinhas, vin-
do ltimamente da Baha, sendo regala,
tneia regala superfino, e de mu i la* mais
qualidades, tudo por menos do que em
outra qualquer parte, para se desoecupar
o armazem : na ra da Cruz, armazem, n.
54.
V = Vendem-se os seguales livrot: um diccionario i
umaob'a da Virgilio; urna dita de Horacio ;.um
Selecta ; um Cometi; um Tercncio ; um novo me-
tbodo; um Tito Livio; todos latinos; assim eomo
urna fbula de La Poname em franeet, e a tradcelo
poitugueza da mesma por Filinto Elisio : em Olinda,
ladeira da Misericordia a. 2.
*m Vendem-se dous molequet, de idade de 14 a 18
annos ; duas negrinbasda mesma idade, com prin-
cipios de costura eengommsdo ; um escravo, de idade
de 20 annos, bom coinbeiro ; um dito bom caooeiro;
4 escravos de naci com bolitas figuras; urna es-
crava de idade de 30 annos ; todos de muito boa con-
ducta, e dio-so a contento : na ra Direita n. 5.
= Vende-te a armacao da loja n. 27 na ra do
Livramerrto paraqualquei estabelecimento em bom
eitado e cm conta: a tratar na mesma loja
= Na venda nova de 3 portas d< fronte do becco do
do Trem continua-se a vender vinho de Lisboa,
Figueira e Feitoria ; ehi nacional dito erla, dito
hyssun da India a 2240 rs. at 32Q0 rs. libra; fa-
rinba de ararula a 240 rs. ; dita de Maranhio a 120
rs. a libra e em maior porcao a 100 rs.; manlei-
ga ingleza e franceza e lodos o maii generoi de ven-
da de bou qualidades e muito em conta com dinhei-
ro a villa.
= Vende-ie cera branca de superior qualidade ,
em gamelat, por preco commodo ; no armazem de
Fernando Jos Braguez, ao p do arco da Concedi.
= Vendem-se duas prelas mo(as, de 22 annos da
bonitas figuras cozinbio perfeiLamente, engommio
e fa/.em todo o maii aervico de urna casa ; duas ditas
para todo o tervico e propriai para taboleiro de fa-
zendas ; urna mulatioba de 12 annos, muito boni-
ta : na ra larga do Rozario, n. 46, segundo andar.
= Vendem-se 12 escravos de idade de 14 a 24
annos, com algumas habilidades, sendo om cozinbei-
ro lava, engomma e cose ; urna mulalinha, de ida
dedo 14 annos; urna pardo, de 18 anuos, de bonita
figura proprio para pagem ; todo* por preco commo-
do : na ra da Cruz n 51.
Vendem-se relogios de ouro palele iogrez ;
um cbronomelro : na ra da Cruz n. 13 escripto-
rio de Ridgoay Jamison & Com| anhi.
Vende-se urna caa terrea na rus da Calcada, em
bioi proprios por preco commodo : na ra de Hor-
as, n. 100.
Veode-ie um lalim com canina de nonio branco,
o outroi objectoi, pertenceotet a inferior de civallana
da guarda nacional; tudo por preco commodo : na ra
das Cruiet n. 33, primeiro andar, de manbia al 8
horas e de tarde dat 3 em dianto : na mesma eaia pca-
cisa-se alugar urna preta ou moleque para o servico
interno e externo.
= Vendem-se charutos regala e meia regala e de
oulras qualidades em caixn e meiat caixai; no caes
da alfandega armazem grande delroote da eicadi-
nba.
Vende-se um bom relogio de praia saboneta ,
borisontal, bom regulador, com seu competente iran-
celim por preco commodo ; na ra larga do Bozario,
o. 29.
Vendem-se, por necetiidade, 3 ptimos eteravos;
a siber: um moleque crioulo de idade de 15 annos ;
duas pretaa cjioulat de idade de '25 a 30 aonoi: no
armazem do Rufino, a fallar coro j Virissiuio Gomes
Meira.
Vende-se um prelo de idade de 22 a 24 an-
nos de naci Angola, por mdico preco; na ra
larga do Rozaiio n. 29.
= Vende-se potassa americana, ultimamento che-
gada em barra pequeos ; meias barricas de farinba
gallega ; lencos de seda ; selim de Maceo ; tudo por
preco commodo : em casa de Matheus Austin & Com-
panhia na ra da Alfandega-Velha n. 36.
=a Vende-se um armazem de carne, em bom lugar,
o qual tem commodos para se morar ; o motivo da ven-
da se dir ao comprador : a tratar no mesmo na ra
(') Por pedido do autor dcsle annuncio va i elle pa-
= Vende-te um preto de meia idade, por 10 fginado como esta.
RERH, } WATTPi DE H. F. DE FARU l8.'l5


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EKT3Y05LQ_GETXSD INGEST_TIME 2013-04-13T03:06:05Z PACKAGE AA00011611_05932
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES