Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05931


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Full Text
nno de I84S.
Quarla feira 5
O DIARIO pul)llca-se todos os dias que
nao forein de guarda: o preco da assigna-
iiii-.i he de 4/rs. por ciuartel pignt adianla-
dot. Os aunuucios dos asaign.intes s;io luse-
ridosa razio de 20 ris por linha, 40 rs. era
typo differente, eas repetirles pela nirlade.'
ji que nao forem asignantes pagiio 80 rs.
por liuba, e 160 ein typo differente.
PHASES DA LA NO MZ DE DEZEMBRO.
Crcscente a 6 aos 33 minutos da raanha.
La cbeia a 13 ai 4 or. e 21 imu. datard.
Mengoante a 21 as 9 or. e 8 ni. da tarde.
La nova a 28 as 8 h e 33 inin. da tarde.
PARTIDAS DqS CORREIOS.
Coiauna, Parahyba, e Rio Grande do N'ortc
Segundas c Sextas feias.
Cabo, Serinhaem, Rio Formoso, Porto Cal-
vo, e Macey, no !. 11 e21 de cada me.
Caranhuns e 'mito a 10 e 24.
Boa-Vista e Flores a 13 e28.
Victoria as Quintas fciras.
Olinda todos os dias.
PREAMAR DE HOJE.
ftlmeira as 8b. e30 min. da manba.
Segunda as 8 h. e ;>4 minutos da Urde.
de Dezembro.
._________.
4nno MI !f. 71.
DAS DA SEMANA.
1 Segunda S. Eloi, aud. do S. dos orpb.
e do J. do C. da 2. v., e do J. M. da 2. v.
2 Terca S. Bibiana, S*. Adria e Ponciana,
*Ss Curomacio c Norio.
3 Quarta S. Safonlas, and do J do civ. da
2.* v., e do J. de paz do 2." dist. do t.
4 Quinta S. Barbara, aud. do J. de orpb. e
doJ.M. dal. v.
5 Sexta S. Geraldo. aud. do J. do civ. da
1. v., e (lo J. dep>4 do |. dist. di lird.
(i Sabbado S. Nicolao, aud. do 1. do civ.
da 1." v., e do J. de paz do 1. dist. de t.
7 Domingo S. Ambrosio.
CAMBIOS NO DA 2 DE DEZEMBRO.
Camb. sobre Londres 27V2d. p. l a00 d.
Pariz 355 ris por franco.
Lisboa 1 !."> i>. o. i>r. p. m.
Desc. de let. de boas firmas 1 /, p. /. mes
Ouro -Onoas hespanholas SIJOOO a 3i#500
Moedade 6^400 vel. 18*200 a,IW0
. ,, de 67400 nov. 16^800 a 16*200
.. e 4/)00 9/WO a 9/200
Praa-Patacoes IJWO l/W>
Pesos i.oluinnare*. 1/880 a 1/90O
Ditos Mexicanos 1/840 a Lgut
Prata.niuda. 1/680 a 1/700
Accee da C do ileberibe de 50/D00ao par.
DIARIO DE PERWAMBUCO
PARTE OFFCCIAL.
Governo da provincia.
KrEDlENTE DO DA 27 DO PASIADO.
[ Concluan.)
Officio A o engenheiro em ebefe das obras publicas,
sutorisando-o a mandar concertar o assoalbo da pristo
do seguro da cadeia delta cidade, e a desponder com es-
te concert a quantia de 200 rs., em.que fot elle or-
eado. Com mu nicou-ie ao inspector da tbesouraria
das rendas provinciaes, e ao inspector fiscal dai obraa
publicas.
PortaraAo inspector do arsenal de marinha, de-
terminando, faca desembarcar e por a disposirao do en-
senbeiro em chefe daa obraa publicas a pedra de calcar,
inda da ilba de Fernando no patacho S. -Jos-Ame-
ricano.Participou ae aoengenbeiro em obele daa o-
bras publicas.
dem do da 28.
OIBeioAo chele de polica, declarando, quo 01 es-
cravos do Rio-Grande dn-Sul, vindos da ilba de Fer-
nando, e mandados por sua disposicao. devem aer re-
tidos na cadeia dosta cidade, at que alguem, com justo
titulo, oa reclame; ensinuando, que remetta ao ebee de
polieia daquella provincia urna relaclo nominal dos
meimoi scravoi, com declaraco daa peisoaa, a quem
pertencem, a fim de que seja all publicada para acienoia
del las; e ordenando, que igual pubhcacao mande aqui
aier, para que, te por entura nesta provincia eiistir
algum procurador dos individuos, a que ditos escravos
perlencio, poasa elle promover a sua acquisicio.
DitoAo ebefe da legiio da'guarda nacional do Po-
do-Albo, determinando, que adopte algum dos arbi-
trios, lemhraJos pelo commandante do respectivo pri-
meiro balalhao, no officio, que Ibe enva, para obter o
armamento e mais ubjectos ao mesmo hatalhao perteo-
eentei, eque pelas re'es, em dito officio expendidas,
f ixou elle de entregar
DitoA' cmara municipal de Cimbres, approvan
do, que reja a respectiva cedeira de primeiras lellrai
durante o impedimento do proleaaor, o cidado Fran-
cisco Moraes do Souza.Participou se ao inspector do
tbesouraria das rendaa provinciaea e ao director do ly-
co.
PortaraDemittindo o quinto auppelente do dele-
gado do segundo diatricto desta cidade, Francisco de
Paula Paz Brrelo.Communicou-se ao ebefe de po-
lica, que em officio de 27 deste mez (novembro) pro-
pozeraesta demissio.
DitaMandando passar patente de major da terceira
legiio da guarda nacional do municipio de Goianna a
Joaquim Guedes Gondim.Participou-e ao comman-
dante superior interino da guarda nacional de Goianna,
e ao nomeado.
INTERIOR.
RIO-DE-JANEIRO
poltica gbual.
O bil de lord Aberdeen contra o Cratil.
......terrino iioraalln de ver ale que poni esle
frenes de dealiuniniiidado e iln injoaiiea, Nwa
niilailn por oaaa avarein lirui.il (|ue procura os
aen lucros as fuir nioia barbaras, arraalar
cases iniprudenles e hincos politinne.......
....... aef necesariu por em rigurosa exeeng*
essa parle ila lei para cnmplelaiuentr podermus
eamag.ir os infames bando de ladroee do mar,
que anlilu im ir.ifieas.de caornvua um empregn
mai lucrativo do que nos uceeos fortuitos da
piratera. Rio-de-Jnneiro lio < ponto, que
perlencrm ratea multados. He ah que so pre-
parado as aua expedicea, e que o seu roubu lie
vendido.
(Times, 24dej..lhode 1845)
As palavras, que cima deisamos escripias, exct em nos o desejo de examinar a historia do lr.ifico.de es-
cravoa, e as paginas dessa biatoria nos lornerero dados
rw\
A RAINHA MARGOT. (*)
por 2Hn-unirc Dumtis,
PRIMEIRO VOLLME.
CAPITULO VI.
A DITIDA MOA. (Coittinuuco). '
Entretanto tima acea d'oulro genero se psssava na
cmara de Cntherina, quo depois do haver dado ao du-
qno de Guise o conseibo de insistir, lnha-ao reculhido
u sen aposento, onda rnonntrava as peasuas quo d'urdi-
uario asaiatiao ao sen reculher.
Na aua Tolla, Calherine tinha o semblante lo riaonho
Siuantu deonmpuslo o linlia na partida. Poucu a poueo
oi deapedindo cum o ar o niais ogrudavcl aa aoaa cria-
{) Yide Diario n." 270.
para retorquir com forca ao insolente artigo do Times,
cuja tradcelo corre impressa no Jornal do Commerao
n. 278 de 12 do correntauputubro. Fugir de lecrimi-
nacOessempre foi regra Aprudencia; mas, quandoa
provocarlo chega ao ponto, em que a levou esse peri-
dico inglez, que, como todos sabem, he redigido soba
influencia do gjbinete britannico.be um dever.repellin-
do laea oflensas, usar de lodos os meios, pelo quaes se
pdeprovaraiojustiea do nosso provocador, e as ma-
zellasqu o cobreo Per eate principio, ulgsndo, que
larei um servco ao meo pai, publicando meus pega-
mentos sobre o bil de lord Aberdeen, e ao mesmo tem-
po repellindo os ataques da imprensa ingleza, pretendo
oceupar a sua bem eonceituada fulbacom alguna artt-
gos sobre este objecto, dignaodo-se Vmc imprimi-los.
A historia noa pinta a Inglaterra inteiramente embe-
bida no trafico de escravos. Sobre este objecto alguma
cousaso tem j escriplo; mas, nio obstante isto, recor-
dar seu procedimentopasstido, para bem aquilatarmos
seus actuaea esforcos pelo bem da misera humaoidade,
he por certo nesta conjunctura mui proveitoso.
O commercio de escravos, autorisado nos reinados de
Eduardo VI e de Isabel, foi feto pelos logleies em
grande escala as suas colonias. Referem escriplores
mui acreditados, que no espaco decorrido de 1700 a
1786, tmente a Jamaica recebeo maisdeoOO mij es-
cravos, isto he, parto de 7 mil por anno. Km 1778 (de
urna petico dos negociantes de Liverpool e Bristol, a-
presentada ao parlamento o colbemos) calculava-se em
10 mil escravos i importscio annual daa colonias ingle-
zas. As neceasidades da industria agrcola desta parle
des dominios britsnnicoi imperiosamente o exiguo !
Depoia da probibico desae commercio, feitapelo ac-
to de 6 de fevereiro de 1807, que s leve execuSo no
l. de Janeiro de 1808, nao obstante o acto penal de 4
de maio de 1811. os subditos ogleies continua'rio nes-
se trafico, e as suas colunias, mais ou menos, forio in
troduridos escravo: do que resultou em 1821 a eleva-
co das penas contra os importadores e commerciantes
do escravos, e em 1825 a publieacao do acto 5.* de Jor-
ge IV, que no capitulo 113 considerou pirataria esse
commercio, e impoz a_pena.de morle aos que a elle ae
desssem.
Desta simples exposico fica patente, que os Inglezes
(conlormeo 7Ymei) outr'ora fieo parte de bandos in-
fames de ladroes do mar, e estimulados por essa avareza
brutal, que procura os aeus lucros as fontes mais bar-
baras, achirio no trafico de escravos um emprego mais
lucrativo do que nos successos fortuitos da pirataria I .'
As neceisidades imperiosas da sua industria agricola
(dir-eeha)oacollocarioneasa posicao, e por tanlo uao
be possivel applicar-ae-lhes esses epitbetos Se a nos o
7'iij os applica lio as eicancaras, nos, que nes temos
dado a esse commercio, instigados pela necessidado im-
periosa, que sent o maior ecomo que o exclusivo ra-
mo da no-sa riqueza, i nos, que nio levjmus os escra-
vos, que compramos, a mercado algum eslranho, deve-
Ihesa ellescom muito naior rzao caber, nio s por-
que o laziio por amor de suas colonias, mas anda por-
que abastecalo mercados eslranbos com grande copia de
captivos, e al procurrio, e exercerio o seu exclusivo
lornerimento para os dominios da Hespanba.
A historia nos (o eco as mais claras e indestructi-
veis provas desta verdade.
Essa avareza brutal, que procura lucros nas fontes a8
mais barbaras, foi que dictou o tratado de Madrid de 13
de marco d 1712. (el pacto de el auienlo de negroi) e
o artigo 12 do tratado de Utrecbt, que o eoi.firmou, de
13 de julho do mesmo anno, celebradoa entre a Ingla-
terra e a Henpnnha. Por aquello tratado e por este ar-
tigo, o re da Hespanba, ced ndo-aos reiterados pedidos
e esfoicos do governo ingle/, con'deo Ji Inglaterra o for-
necimento exclusivo de escravos pa\ra If suas colonias,
sob as mesmas condir>es,com que pelo tratado de 27 de
agost< de 1701 tinha sido concedido aos Francez !
Essa mesma avareza brutal fez que os Inglezes se nio
salisfizessem com pouco tompo para tirar lucros dessa
fonte vil e barbara : aos Francezes concederlo se 10
saaaaaaswasaTiinirri'f"""'"**'^*""-'
Matgigamun'i rum
daa e cortetSus, e ficou s com ella a rainlia Margnrida,
que sentada sobre um cofre junto ajanella nberU, ulha-
va para o co absorta nos seua pensanjontos.
u achar-ac a as com sua tillia, abri a rainha aboca
duas eu tres vete para fallar, mas He todaa aa vesca uro
triste pensamento Ibe voltou no fundo do pcito aa pala-
vraa pretcs a escaparom-lhe daa labioa.
Ncste lempo ergueo-se o repoaleiro, eappaicceo Hen-
rique de Navarra.
A peqnena Diana qno dorma aobre o throno, erguoo-
se e correo elle.
Vos aqu, inenfilho? dii Calberina estremecen-
do, caia acaaii no Louare ?
Nio, acnhora, responden Henrique, na batemoa
esta noile a cidade com os Sra. Alencon c Conde. Sup-
puuha at ach.i-loa aqui oceupadua ero fater-voa a aua
corto.
Catherina sorrio-se.
Andai la, Srs., andai la....... Os homena sio bem
feliies em podcreni assim correr por tuda a parte.......
Nao he assim, minha fillia?
He verdado, reajuindeo Margarida, a liberdade be
consa ll bella c agradavel!
Quer isto diter que eu prendo a vosia, aenburo?
die Henrique incliiiaiido-se ante sua nmlher.
Nio. a>.{ tambein nflo be n mim que cu lastimo,
mas a ooodic&o das niulberes oro geral.
annos, elles exigirlo 30. que Ibes forio concedidos, e
contados desde o 1. de msio de 1713 !!
Foi essa mesma avareza brutal quem anda dictou o
irtigo 16 do tratado de Aix-la-Chapelle.que renovou, e
ez extensivo esae privilegio por mais qualro annos.
Foi esse privilegio e artigo, a cuja execucio e renova-
cSo escusou se a Hespanba, que deo lugar a preparativos
de guerra, que certamente lavraria entre as duas na-
cbs, se a final a Inglaterra nio renunciasse a suas pre-
tencoes pelo tratado de Madrid de 5 de outubro de
1750 !
Por mais Je trinta annos, pois, a Inglaterra, no seu
freneii de bumanidade e justica. estimulada contra essa
avareza brutal, que procura grangear lucro nas lontes
as mais barbaras, tomou a si a honrosa missio de ex-
clusivamente fornecer escravos i Hespanba, sustentan
do assim ( conforme o rime). no mar, bandos de la-
drfles, que achavio nesse trafico um omprego mais lu-
crativo do que nos successos fortuitos da pirataria !
Curioso be ver o tratado de 13 de marco de 1731.
Por elle a Inglaterra se compromatleoa fornecerannual
mente as colonias hespanholas ( nos primeiros 2o an-
nos), 4,800 escravos, ou mais se julgasse ennvoniente,
por meio de urna companbia, e 4.800 smente no res-
tante do lempo do exclusivo! Po< elle ainda.o governo
ingle* retervon paia li (artigo 28), um quarto noi lu-
cros dene commereiol!! I!............
A renuncia do privilegio nio desanimou a Inglaterra.
Os seus sabditos, aproveitaodo-an da (aculdado conce-
dida pela Hespanba, em 28 de levereiro de 1789. con-
tmurao nesse lornecimento e nio s para as colonias
hespanholas como para todas as outras. Anda disso
nos forneceuma prova segura as citadas petices, apo-
sentadas em 1778 pelos negociantes de Bristol e Liver-
pool. Abiselque os Inglezes compravao annual-
mente 30,000 escravos na frica; que destes 10,000
orlo destinados para as colonias inglezas e 20,000 para
aa outras needes!!.'L pod>-r-nos-ha,com razio, b 'je.
algum Inglez altribuir um frenez de deshumanidade e
injustica, urna avareza brutal, chamar roubo a esse
commercio, e aos que a elle se dio ladroes ?! / Certo
que nio.,.
Do que bavemos dito acbarao provas os nossos leito
res nos srguintes escriptores: Koch-Resumo da historia
dos tratados de paz. lit. 1; Scboell Historia reaumi-
ila dos tratados de paz, til. leo; Actos e memorias
de paz de L'lrecbt. lit. 2; Maitens Colleccao de
tratados ocurso diplomtico, 9 ; e em muitos oulros
autores.
Voltaremos ao objecto. F.
(Do Brasil.)
rtlO-GRANDE-DO-NORTE.
Coirespondencia do Exm Sr. presidente da provincia
com os juittt de direito e cheje de polica da metma
N. 70. Accuso recebido o officio, que Vmn. me
dirigi, emdata tic 9 do correute ; e, sciente do ter
Vmc. entrado no exercicio da vara dejuiz de direito
substituto dessa comarca, por haver cessadoo impe-
dimento que disso o privara confio da sua probida-
de e rectidao, que administrar imparcial Justina aos
povos de sua jurisdieco, e <|nts iiaem de leve se pres-
tar reaecues e a vindictas de quem quer que seja ;
qnem li'io pouco prolelacio do direito daqueiles,
que estiverem sendo, ou forem procesados pelo seu
jui/.o. Dos guarde a Vmc. Palacio do governo do
Rio-Grande-do-Noite, 23 de junho de 1845. Dr
Casimiro Jos da Uoraes Sarment. Sr. Dr. Luiz Gon-
zaga de Brito Guerra, juiz de direito substituto da
comarca do Ass.
.V. 71. Ao chefe de polica, participando ter ex-
pedido ordens ao* commandante da fortaleza para
entregar o preso Antonio Lopes Viegas, cao com-
mandante da escuna Guararapes para o receber.
N. 72. Ao mesmo, ordenando a captura do de-
sertor de primeira linha Domingos da Rocha.
S. 73. Fico sciente, pelo seu ofiicio, hoje datado,
sob n. 20, de se achar recolhido no oalabouco militar,
minha disposiQo, como recruta, o Indio Antonio
Lourenco; o qual ter em tempo o destino conve-
niente. Dos guarde a Vmc. Palacio do governo do
Rio-Grande-do-N'orte, 26 de junho de 18*5. Dr.Ca-
si miro Jos de Moraes Sarment. Sr. chefe do polica
desta provincia.
N_ 74, Em resposta ao seu officio, hoje datado,
sob n. 22, em que me communica nao querer mais o
carcereiro da cadeia desta capital encarregar-se, du-
rante o prximo futuro anno linanceiro, do foraeci-
mento da sustentado dos presos pobres, cumpre-rme
dizer-lhe, quo deve mandar por em arremataco o
sobredto foriiecimento, como determina o art. 157
do regulamonto n. 120 do<81 de Janeiro do 1812 ; de-
vendo o forncecdor dar aos presos almoco ejantar
parcos, porm saudaveis, como determina o citado
artigo, para o quo torna-so indispensavel que Vmc.
organise, quanto antes, um regulamento especial,
marcando a tabella das races e o modo de as forne-
cer. Se, esgotadas estas diligencias, nada se conse-
guir, entilo rosolverei o que fr mais conveniente a
esses miseraveis emparedados. Dos guarde a Vmc.
Palacio do Rio-Grande-do-Norte, 30 de junho de
18*5. Dr. Casimiro Jos de Moraes Sarment.
N. 75. Informe Vmc. com urgencia sobro a con-
veniencia ou dosvantagem da conservaQo do subde-
legado de Mossor Similo Balbino (uilhormode Mel-
lo. Dos guarde a Vmc. Palacio do governo do Rio-
Grande-do-Norto, 2 de julho de 18*5. Dr. Casimi-
ro Jos de Uoraes Sarment. Sr. chefe de polica
desta provincia. '
N. 76. O corneta, sobro quem, a vista do oUicio
do delegado da villa do Principe, que veio por copia
incluso noseu, n 26, hontem datado, roca lie m sus-
petas de ser cautivo lo to^o Mondes de Vasconcellos,
casado corr a*viiva Izahcl Mara de Fgaeiredo, mo-
rador no* enenho Brejo-Grande de Cariris-Novos,
vai-lhe ser agora mesmo apresentado, aflm de que
Vmc. proceda as ndagucocs que julgar convenientes
para o descobrimento da veidade; devendo Vmc.
participar-me o resultado das suas pesquisas, para
que eu possa resolver sobre o destino do sobredito
corneta. Dos guardo a Vmc. Palacio do governo
do Rio-Grande-do-Norte, '3 de julho de 18*5. Dr.
Casimiro Jos de Uoraes Sarment. Sr. chefe de po-
lica desta provincia.
N. 77. Ao mesmo, aecusando a recepcSo do seu
ofiicio, que acompanhou 5recrutasvindosda villa do
Prncipe.
N. 78. Tendo, por portaria hoje datada, demitti-
do do cargo-de subdelegado do districto de Mossor
aSimo Balbino (Juilherme do Mello, assim o com-
munico a Vmc. para seu conheciment, o para quo
faca proposta, na forma do art. 27 do regulamento de
31 de Janeiro de 18*2, dos individuos, de entre os
quaes deva eu escolher um para exercer o dito cargo.
Dos guarde a Vmc. Palacio do governo do Ro-
Grande-do-Norte, de julho de 18*5. Dr. Casimi-
ro Jos de lUoraes Sarment.-Sr. chefe do polica des-
ta provincia.
N. 79. Em resposta ao seu officio n. 23, antes de
hontem datado, tenho a dizer-lhe, que approvo as
instruccOes por Vmc. organisadas, em execuQflo do
art. 157 do regulamento n. 120 de 31 de Janeiro de
18*2, e da minha ordem de 30 do mez prximo pas-
sado, expedida em ofiicio n. 72, cumprindo agora,
que, quanto antes, ponha em hasta publica o forne-
cimento do sustento dos presos, como j lho deter-
mine. Dos guarde a Vmc. Palacio do governo do
Rio-Grande-do-Norte, i de julho de 18*5. Dr. Ca-
simiro Jos de Momrs Sarniento. Sr. chefe de poli-
ca desta provincia.
N, 80. Respondeiido ao officio, sob n. 28, que
Yin. me dirigi, hontem datado, no qnalverSo in-
clusas as copias do seu officio ao delegado da villa da
Princeza, e o deste Vmc, sobre a prisSo de Manoel
da Silva Riheiro, coutros objectos, cumpre-me di-
zer-lhe, que, (cando nteirado de todo o conteudo
nos ditos ofticos, deve Vmc, para maior esclareci-
mento desta presidencia, exigir, que aquello delega-
do Ihc reinetuj, quanto antes, para me ser presente,
copia authentica das duas pronuncias, que elle par-
ticipa haverem sido decretadas contra o mencionado
Manoel da Silva Ribeiro. Dos guarde a Vmc. Pala-
cio do governo Jo Rio-Grande-do-Norte, 4 de julho
de 18*5. Dr. Casimiro Jos de Moraes Sarment.
Sr. Dr. Joilo Paulo de Miranda, juiz de direito da co-
marca do Natal, e chefe do polica da provincia.
N. 81. Pelo seu officio, n. 27, honlem datado, fi-
co iutelligcnciado de haver o delegado de polica da
villa da Maoridade mandado para o lugar denomina-
Va idea talvea ver o almirante, meu filhu? disse
Catherina.
Si ni. lalves.
Ide; ser um boro exeroplo, e amanban roo dareia
noticia anas.
Eolio irei, senliorn, valo que approvaia este pro-
ceder.
Eu, disse Catherina, nio approvo nada....... Maa
quero vero ahi ?..... Desped, desped.
Henrique deo uro paao para a porta, a fim de execu-
tar a ordem do rainha ; maa no mesmo inslanle ergueo-
se o reposleiro, e madama do Same moslrou a luiiru en
beca.
Senhora, disse ella, he Rene, o perfameiro, que
V. mageslade mandou chamar.
Catherina laucn sobre Henrique de Navarra um olbar
to promplo como o rain: o joven principe en ron |.
geirnmente ; equasi no mesmo teinpu eropallideceo de
nina mancara liorrivcl. Coro effeilo, acabava deouvir o
nonio do asssatinu de sua mSi. Senlioelle que o rosto
llir traliia a rmncAu e foi riicustar-sc a umn jauella.
A glga solton um gemido.
Duaa pessoas en'lrovao eolio, urna annunciada, e ou-
Ira que nio linha qecesaidade de se-lo.
A primeira era Rene, o perrumeiro, quo se apprnxi-
mou de Catherina coro todas as obseqaioaaa civilida-
des do tervidoree florentinoe ; trazia urna boceta que
abri, e cujua repartimentoa calarlo chuios de pa
frasquinhos.
A segunda era madama do Lorraine, irmla reaia velba
de Margnrida. Esta entrn luda paluda e trmula, por
urna porta ocoultn quo dava no gabinete de el-rei; es-
perandu nao ter apererbida por Catherina que cum ma-
dama de Sniivo examinava o conteudo da boceta, que
Rene Iroucera, fui tentar-seao lado de Margarida, jun-
to a qual eslava a pe e ouin a mao na fronte el-rei de
Navarra, como quero procura tornar a ai de um dealura-
b ramelo.
Nesse motoento Calherina voltou-so.
Minha filhu, disse ella a Margarida, podeia reti-
rar- voa ao vosso aposento. Meu filhu, ajunlouelirigin-
do-se a Henrique, podis irdiverlir-voa pela cidade.
Margarida ergueo-se, Henriqao voltou-se um poueo.
Madama de Lorraine pegn oa mi de Margarida.
Minha ruina, disse ella bem baxinlio e depreasa,
em nomo de M. de Guise que voa salva, como va oaal-
vjstea, nio saiaia d'aqui, nio vadea ao voaeo aposento 1
Henil que dizea, Claudia? perguotoa Catherina
voliando-se.
Nada, rainha mli.
Va fallaatce dcvagarnbo Margarida?
S para dar-lhe as boas noiles, senhora, e sauda-
des da duquesa de Nevera.


mmmm
<3o,!'u'if"<;.0,nes> no dia 1* 1 mpz passado, urna es-
colta (te cinco pravas, commaudada por um cabo de
esquadra, do destacamento all estacionado ; e que
assim o praticrn o dito delegado requisicHo do
ubdelegado do mencionado lugar, a fim de. manter
a ordem e seguranza publica, que se achavio de al-
guma sorte alteradas com roubos, assuadas, e mui-
tos adjunctos dos retirantes, que para alli teem ido
de diflerentes partes da provincia, e das da Parahyba
e Cear, em consequencia da secca, que todas an-
da dagella. A'esto respeito cumpre signilicar-lhe,
Jueapprovo o procedimento do delegado, ao qual
eve Vmc. ordenar, que, sea torca, que elle enviou,
nao fr sulliciente para conter os desordeiros, deve
mandar novo reforjo, eat todo o destacamento, se
frnecessario; equndo anda assim continen) os
disturbios e ataques as proprieaades e vidas dos que
teem alguma cousa de seu, pode e deve elle delega-
do requisitar guardas nacionaes ao respectivo chele
de Iegilo, ou ao commandanto do batalhSo, qual
mais prximo esliver, dando, em tal casoj mmedia-
mentc parte Vmc, para o que espedir um estafe-
ta. Outrosim, determine-lhc Vm. mui terminante-
mente, que v fazendo recrutar c remetter para aqui
a todos"osque nlo tiverem modo de vida, forem va-
gabundos ou malvados, qur sejflo desta, qur de
qualqueroutra provincia. Por este meio he de es-
perar, que aquelle ponto v (cando dcsassombrado
de malfeitores e zangOes, e que continu inallcravel
a tranquillidade publica, no que sobre todas as cou-
sas cumpre aquelle delegado, e mais autoridades, ter
omaiw.zeloe-golicitude, empregando todos os es-
l'orcos, e tomando todas as medidas legaes, que esti-
vercm em seu alcance, certos de que Ibes prestarei
todo o apoio o coadjuvacao. Dos guarde a Vmc. Pa-
lacio do governo do Rio-Crandc-do-Norte, de julho
de 1815. ~ Dr. Casimiro Jos de Maraes Sarniento.
Sr. Dr. Jouo Paulo de Miranda, chele de polica desta
provincia.
N. 82. Ao motmo, participando ter nomeado
Francisco Gome dos Santos Guar subdelegado de
Massor.
N. 83 Esclarecendo i duviJa, en que Vm. est,
sobre devereui ou nao entrar na relacio dos offlciaes de
justica de sua eomatca os juizes de direito, municipaes,
delegados e subdelegados, releva dizer-lbe. que taes
empregados nao devem ser ocluidos naquella relacao,
e lio rnente os esciivies, contadores e distribuidores
por ser este o espirito do aviso da secretaria de estado
dos negocios da justica de 23 deabrd deste auno, que
exigi a remesia da suppramencionada relacao. Te
nlio assim respondido ao seu cilicio de 7 do corrente
Dos guarde a Vic. Palacio do governo do Rio-Gran-
de-do-Norle, 5 de julho de 18-15. Dr. Catimiro
Jos de Moratt Sarment. Sr juiz de direito da co-
marca da Maioridade. ,
N. 84. Em resposta ao seu olTicio n. 29, bontein
datado, transmiltindo-me a copia do interrogatorio,
que fizera ao enmela Elias, sobre quem recabio sus
peilas de ser captivo, tenho a dizer a Vm que por ora
nio me parecendo rasoavel rete-lo preso, visto que,
em contraposicio ao levissimo indicio procedente das
cicatri/es, que o mesmo corneta tem no bomoplata di-
reito, produzio elle em seu favor minias consideraces
de alguma importancia, mandei o soltar : o que nao
obsta ao sujeito, que se diz sru senhor, de indicar seu
direito, vaso o tenba. pelos meios legaes e ordinarios
leos guarde a V m. Palacio do governo do Rio-Gran-
de-do-Norle, 5 de julho de 1845. |>#. Casimiro
Jos de Moiaes Sarment. Sr. Dr. Joo l'aulo de
Miranda, juiz de direito desta comarca e chele de po-
lica da provincia.
N. 85. Ao mesmo, aecusando a reccrcao de seu
ollicio, pelo qual pussou a dispositaoda presidencia o
recruta Francisco liento Pessoa.
N 86. Ao mesmo, em resposta ao seu ollicio,
que incusa a prisio do recruta Domingos Ferreira do
Nascimento.
N. 87. Nao tendo comparecido pessoa alguma
para arrematar o fnrnecimento da sustentado dos pre-
sos pobres, que devia ter hontem lugar, segundo me
communica Vtr.. no seu ollicio sob n. 33, que Icnlio
presente, o nao se devendo esperar oulro resultado por
mais diligencias, que se lacio, atienta a insignificancia
da quanlia votada na lei do orcamento vigente para sc-
melbante despeza; tenho resolvido mandar reservar da
farinba, que S. M. o Imperador enviou para.esta pro-
vincia, aquella porcao, que for necissaria, par que cada
preso lenba todos os das urna chicara de tamanbo or-
dinario por espato de seis mezes, a contar desta dala :
nesta conformidad!-, pois, cumpre, que Vm. trate de ver
e ba alguma pessoa, que pela somina consignada quei-
ra dar agoa e jantar de carne ou peixe condo aos pre-
sos, o que juigo nao he impossivel, porque vinte e
cinco mil ris mensaes sao sulliciente pura se comprar
a carne, que he necessaria a vinlo e cinco presos, a
razio de meia libra por da para cada um, sobrando
anda dous mil quatro ceios e noventa ris mensaes,
que podem ser applicados para a compra do sal, lenba,
&e. Nada mais por ora direi sobreest objeclo a Vm.,
em quem reconbeco toda a aclividade e zelo pelo sen i-
o publico, contando por isso, que de si mesmo Tara
quanto em suas Torcas couber, a litn de que se conclus
este negocio do rr.clbor modo que ser possa. Dos
guarde Vm. Palacio do governo do ltio-Grande-do-
2
m
Norte, 9 de julho de 184B. Dr. Catimiro Jote de
Moran Sarment. Sr. ebefe de polica dsla pro-
vincia.
N. 88. Tomando em consideradlo a requisicio.
que o detenido supplenle da villa de Goianninba fez a
Vm. no olTicio, queem dala de 7 do correte Ibe diri-
gi, e que Vm. me transmilto incluso na seu de hon-
le.ti; tenh.a dizer-lhc. que ficao expedidas as conve-
nientes orden, a fim de se Ihe apresentarem boje, as
(res horas da tarde, cinco soldados e um cabo munida -
dos, cada urna deslas pracas com dez cartuxoi embala-
dos, cumprindo que Vm. taca marchar logo a dita Tor-
ca para a relerida villa disposicio daquelle delegado
supplenle ; a quem Vm. recomendara novamente,
que etnpregue lodo o seu zelo na captara dos crimino
sos, vadios e malfeitores, de que elle dix estar incado a-
quelle ponto da provincia, certo de que assim elle Tara
relevante servico a sua patria. Dos guarde a Vm.
Palacio do governo do Ro-Grandedo-Norte, 11 de ju-
lho de 1845 Dr. Catimiro Jos de Maraes Sar-
ment. Sr. chefe de polica desta provincia.
N. 89. O recruta Francisco Jos, vindo da villa
de Goianninba, eque Vm. p> lo seu cilicio n. 34, de
bonlem, psssou a minba disposicio, nao pode servir,
por ser, alm de mal conformado, alejado do braco e
mo esquerda : o que Ihe communico em resposta ao
A primeira ideia das sociedades de abstinencia total
nao pertence ao bomem, em que esta ho|e personalisa-
da. Sociedades de temperanca oxislilo j, como todos
sabem, de ha muitoem Inglaterra, na America-do-Nor-
te, na Allaminha, o na maor parle dos paizes protes-
tantes. Os disidentes, que em toda a emprexa philoso-
phca e philantropica, como na da emancipado dos
pretos, ttnaio a iniciativa, lorio os primeiros, que
pensarlo em estentler a tempornea abstinencia: al-
guna quakers. indepentlentes e anabaptistas,Aserio des-
de logo um ensaio em Cork, fundando urna sociedade
obre a base da abstinencia total de todo e licor inehria-
livo. Nao tiverio hom xito, e do eu motu proprio se
dirigirao ao padre Maiheu, e o inslirio vivamente, para
que emprehendesseo que elles nao linhio podido con-
seguir. O padre, bomem suave e modesto, gostava pou
en de emprezas arriscadas, e n*o liaba o menor presen-
timento da elBcsca da sua predicacio Hesistio longo
lempo, e cedeo por fim com repugnancia. Esperva
formar ao todo urna sociedade de algn centenares de
individuos. A primeira reuniao publica foinoannode
1838. Em pouco lempo os teetotallers (como Ibescha-
mrio por urna corrupc9o.de urtbographia que o uso (em
anecionado) mullipleric-se em 'toda a Irlanda, e des-
de os pontos mais remotos daquella i I ha milbares de in-
dividuos de toda a idade esexovierio aCoik prestar a
dito seu officio, e para que advirla ao delegado, que o|profne,M nas miot do padre Halbeu. Empenbro en
recrulou, que lenba cuidado em examinar os indivi-
duos que forem capturados, a fim de nao remetter para
esta cidade com dispendio dos dinheiros pblicos, e vio-
lacao das leis. e ordens importaos, osque forem clara-
mente alejados e incapazes de servir, como succeJe
com o de que ore trato. Dos guarde a Vrn. Palacio
do governo do Rio grande-do-Norle, 11 de julho de
1815 Dr. Casimiro Jus de Moraet Sarment. -
Sr. chefe de polica desta provincia.
N. 90 Ao mesmo, communicando haver conce-
dido 4 Vicente Ferreira Nobre Jnior demissio de sub-
delegado do districto de Muri ; por assim o haver elle
requerido.
N.WI.Communico a Vmc. para sua inteligencia,
e em resposta ao seu olicio n J7, de bonlem datado,
que por portara tiesta data nomeei par o caigo de sup-
plentes do subdelegado de polica do districto de Cam-
po-Grande aos cidadios constantes da relacao junta,
assignad pelo srcrelaiio desta presidencia. Dos guar-
de a Vmc. Palacio do governo do Rio rande-do Nor-
te, 12 de julho de 18-15 Dr. Catimiro Jos de Mo-
ris Sarment.Sr.chele de polica desta provincia.
IttlacSo dos cidaddos nomeados para supplenles do sub
delega lo de polica do districto de Campo-Grande,
por portara desta data,
1. .Mniioi I Basilio Pereira.
2. Manuel Joaquim Casado.
3. Jos Saturnino Dantas.
4. iManoel Nuncs Fernandos.
5. Joaquim Simio de Brito.
6. Jos Fcrnande de Freitas.
Secretaria do governo do Rio-Grande-do-Norle, 12
de julho de 1o4o.Joo Carlos Tf'anderleij, secretario
da presidencia.
N.92Em observancia da segunda purle do artigo
116 do cdigo do processo criminal, cumpre, que Vmc.
me remolla copia da prununda, que decrelou contra
Joaquim Jos Pinto, juiz de paz de Extremo!, pelocri-
mederesponsabilidade. como me cominunicou em seu
ollicio de 12 do corronte me!. Dos guarde a Vmc. Pa-
acio do governo do Rio-Grande-do-Norle, 14deju
Ibo de 1845.Dr. Catimiro Jos de Moraet Sarmen-
t. Sr. ebefe de polica pesta provincia.
DIARIO IIE PKnMiBIICO.
Hontem, 2 de dezembro, anniversano de S. M. o Im-
perador, bouverao os signacs de regosijo docostume
A parada compunha-se deuuas divises, commandadas
pelo Exm. Sr. commandanle das armas. A noute bou-
ve representado.
Variedades.
OS TEKTOTALI.EnS.
Ha naGrSo-Brelanha um bomem, um humilde sa-
cerdote irlande/, que tem ieito entre as classes popula:
resuma verdadeira revolugio, urna especie de regene-
rado moral : fallamos do padre Matheu, chamado um-
versalmente o apostlo da tempornea. Os resultados
oblidos pelo padre Matheu n3o teem tal voz o mesmo bri -
Ihantismo, nema mesmas proporcoes, nem o mesmo
alcance, que os ja realisadus pelo seu celebre compa-
triota O'Connel; porm nao sao menos dignos deat-
lencao noulra ordem, e devem graegeara este simples
servo de Deoso reconbecimento de lodo os amigos da
humanidade. Cinco milhaes de Irlandezes estao ja alis-
tados sob s bindeiras da abstioencia total de todo o li-
cor espirituoso, e actualmente esse immenso e pacifico
exercito de bebedores de agoa se recruta em todas as
grandes cidades da Inglaterra vos do seu chefe e do
seu apostlo.
E onda est a bella duquesa?
Com sen entibad*, M. de Guise.
Calberina encaruu com ollioa luspritusos ai duas fi-
lhis, e transi a trsta.
Vinde ca, Claudia, disse a rainha-mSi.
(bincha obedecen. Catherina travou-lhe da mo.
Que Ihe iliraesloa va, indinen-la? murmuroii ella
aperlando a mi> a Claudia, que a fes gritar.
Senhura, disac ana niulbcr Huerique, que ae nata
ouvira, nada perder da pantamima daramba, de Claudia
o de Margaritla ; Scuhora, far-mo-lmia a boura de tur
ilar s voata mao beijar?
Margarids rtti'iiden-llie urna tti.'io trmula.
r' Que vos disa'e olla ? miirmiiroo Ileiiriqtie abaixan-
do-se para appruximar os labios de>>* inau.
Que nao aabisse. Pelo amor de Dos, no asais
tarabem !
lulo fui aomentc um raio ; a lux done raio porm, por
inau rpido que fuase, Heuri<|ue adivinbou una cuni-
jiiraco inteira.
Mo lie iato time Margarida ; ca aqui urna car
la une trouee um geiitilhosneaj provaacul.
M. do La Mole?
Sim.
Obrtgado, disscclle, tomando s caria que mlico
na ittgibeira. B deixando sua rniilher sllonita, foi por a
uiao sobre o hombro do Florentino.
meitre Rene, diae ello, como Tai.o
Eenlao!
(-0111110 I I io ?
Vai bein, monsenhor, st.ffrivelmenle, responden
o envenenador eom o cu prfido lurriao.
He boni do rrer, dase llenriqne, pea que he vuai
remecedor de todtts as tistaa coroadaa de Franca e ea-
Irsngeraa.
Exrepto da d'rl-rci de Navarra, reapoudeo draoa-
ratlanienie o Florentino.
Ventie-taint-gris! leni rano, meatre Ri-n; c to-
lavia lunilla pobre niAi, que Iba compravn tambem, ra'o
recominendoii. VciiIm vo ver-me aninuba ou depoia
ao nieu aiNlSCnto, o ir'aga-me as auas invlhorea perfu-
Hiarias.
Isso. ha de sor fallado, diste turriado Catherinl,
porque disera.....
_ Que tenho as algibeiraa cerradas, diaae llenriqne
rindo.,.-; quem disac iato a V. magcslade, miiiha mai ?
F"i Margot ?
Nao, nieu fillin, tliitie Catherina, foi madama de
Sauve.
Mease inatante, a duquesa de Lorraine, que a deapei-
lo las eafiircua que faiia, nao ae pudia conter, rompeu
em itiluc-oa.
llenrn|iio nem ao nienoa ae rollou.
Minlia nula, exrlamou Margarida lsncando-ae
para Claudia, que tendea vos?
lio o padre a que percorresse os oulro condados, por-
que o povo s linb f nelle, e os bebedores, que que-
riio converter-sedixio : Antes queremos andar cem
milhas para rereher a sua benc&o. Resisti por rtujito
tempo a estecooselbo, allegando motivos, que linhio
certamente algum fundamento no espirito pratico e
experimental da sua groja, e que msnifestavio um co-
nhecimento profundo do corceo humano. Dida que
o cansacn corporal da visgem, e sobre ludo de urna va-
gem i p, era o mais proprio para produxir urna im-
pres-io lorte no espirito e disciplinara vontade. Deiiou.
pois, que por muitos anno viessem procura- lo o ne-
fitos de todos os ngulos da Irlinds, era urna especie de
peregrinacio : ir a Cork t .rnou-se urna phrase prover-
bial. Porm a final leve que ceder, no interesse de abs
tinencs, aos rogos que se Ibe laziio, e comecou urna
especie de visita paatorae. As populacdes ge amontoa-
vlo para o encontrar ; e boje o leetolaltismo coala oa
Irlanda cinco milhes de proslito. ,
O padre Matheu quiz continuar na Inglaterra a obra,
que com (io felix xito loba emprebendido no seu pare
natal. Havia visitado os condados do Norte, porm nao
tinha chegado a Londres, e no mei de agosto de 1843,
loi quando comecou a sua cruzada na metropole. Como
Irhindez e como sacerdote catholico nio poda esperar
em Inglaterra um acolbimento tio enthusssta, nem a-1
nimos lio bem dispostos, nem urna rooperaclo lio act- I
va como na sua patria. Nio smenle ia haver-se com
um povo protestante e pensador; mas,anda prescindio-
do das diversidades de religiioe de raca, o habito in-
gieres, mui diflerentes dos costumes irlandezes, Ihe a -
presentavio menos elementos de xito. Com ludo, deve-
nios di-er que os obstculos, com que tem Iropecado
missionario,teem sido motivados pela abstinencia, prin-
cipalmente nas classes populares, e que a aristocracia e
a gente Ilustrada, anda que geralmente protestante, o
tem recebido com respeito e sympethia.
Urna circunstancia nio indiflerente em Inglaterra,
onde ble as pessoas.que teem pretencSes mais democr-
ticas,professio um particular respeito i arvore geneal-
gica, e onde se acredita seriamente na origen: de O'-
Connel, que lazem remontar aos antigos res milesios,
como na da casa de Brunswick, levada ataosAecios
antiga Roma, he que o padre Matheu pertence,
segundo dizem, a urna familia antiguissima. Os Ma-
Ihew, do ca-tello de Tbomastown, no condado de
Tipperary, sio originarios do par de Galles, e a sua
arvore genealgica remonta a Gwaytehvaod, rei de
Cardiga, de quem descenda Sir David Malhew. alfa-
res de Eduardo 4."; cuja sepultura se ve na cathedral
de Llandaff. Sem descer de ramo em ramo por toda a
genealoga desta casa, ebegamos a Francisco Malhew,
que foi creado conde de Llandaff e morreo em 1806,
deiando em Irlanda mais de 40,000 libras esterlinas
de rendimento a seu lilho. Esta grande fortuna, con-
sideravelinente destruida pelas estravagancias do segun-
do conde, passou em 1838 a sua irmia Lady Elisa Ma
thew, que. morreo em 1812, deixando os seus bens a
um Francex aparentado com urna das.prmeiras familias
irlandezas.
O padre Matheu nio se apresenlava, pois, como um
estranhn n* sociedade ingleza. Pertencia S aristocracia
polo seu nascimento, e ao povo pelo seus trabalhos
Assim o vemos feito O objeclo das atlencoes univerases
em Londres. Os ministros preslio bomenigem no
parlamento pureza do seu carcter; o lord corregedor
da cidade protege publicamente as suas pregacoes ; as
pessoas mais distinctas nss lettras solicitio a sua amiza-
de, e entre ellas encontramos a Sra. Norton, que fi-
gura entre os poetas mait tusve e delicados da Ingla-
terra contempornea, e a Mr. Samuel Rogers, o ban-
queiro, autor dos Praures da Memoria. At a m-
prensa proteslsnte, com poucas exceproes, o acolhe
com respeito;
e por isso vemos o
padre muitas ve-es
Nada, disse Calberina metlendo-se entre as duai
dainaa, nada: icm esea febre nervosa, que Magille Ihe
rocominenda trate can aromas.
E npertou de novo rom mais vigor nimia do que da
primeira ves a man de aua filba niaia velhn, depois vol-
landu-sc para a inaia mofa :
Eia, Margarida, dix ella, no me ottviilea nonvi-
dar-voB para roa relirardea ao Vosso aposento? Se isso
nao baitd, ordeno-vo-lo.
Periluai-me, senhura, dase Margarida trmula e
pallida. Deaej a V. ruagestatle urna boa noite.
E cu eapern que o vosso desejo ser satisfeito.
Boa noite, boa imite.
Margarida vacillanto rctirou-se procurando ero vio
encontrar os olhos do marido, que nem para ella so
voltou.
Hueve alguna instantea deailencio, dorante o qual
Calberina uonservou-ae rom oa olhoa Atoa na duquesa
de Lorraine, que da sua parle, sem dixer palavra, olhs-
va para a mai com as mfloa postas.
llenriqne eslava de costea, maa via o que ae paaaava
ii'um eapelbo, em quanto finga Frisar o bigode oom
nina ominada que Reno acabava de d.ir-lbi-.
Evo, Hemique, disse Catherina, sempre sshis?
Ab! sim, he verdade, exclamou el-rei de Navar- *
agradecer ao peridicos de Londres pelo apoio que
Ihe prestito, e pedir tres salvas de applausos para.o Ti-
mes ; os nobre dispnlao a honra de o ter i sua moss,
eoutrns, como lord Stanbopo, o protegen) em publico,
e se collocSo a seu lado na lnbuns,populares Nio dei-
xa de offerecer interesse eontempla-lo n'uina das sust
excursfles por Londres, ou pelos distrietos crcumvsi-
nhos ; porm antes de tudo digamos da qoe modo e
com que formalidades se institue um teetotalltr. A for-
mula do voto esta concebida nesto termos: Pro-
meti abester-me de todoo licor inebrialivo, menos que
me soja prescrito em receita de medico; e contribuir
quanto possa para impedir a embriaguez n'outros. O
candidato ajoelha dianle do padre, e pronuncia s for-
mula; o apostulo da tempornea Ibe delta a bencio di-
zendo :a Dos tos abencoe e vos d forca para cum-
prir a vossa promessa. Depois Ihe da urna medalba,
que vale um shxlling, e urna patente do teetotalltr, que
cusa um penny. Algnantagonistas do padre Matheu,
sem davida destiladores e cervejeiros, teem tratado de
fazer acreditar, que ella distribuicSo de medslhas era
urna especulacio.
Todo o mundo tem alteitado a injustica desta aecu-
sa(io interesseira. A verdade he, que f sociedade dos
tt'lotaltert tem mais despetas que receita. 0 padre
Matheu distribua as medslhas gratis, ate que de an-
no em anno se acbou com urna divida de 5 mil libras
esterlinas. Ainda agora d muitas voze um thilling ao
meninos, qoe se nscrevem. Sabe se, que nio (em que-
rido acceilar dadivas eonsideravei, e nada Ihe sera
ma,is fcil que procurar ter dmbeiro sua discricio :
os quakers. di/ia elle mesmo em urna das ultima
reunidos, subscreveriio com 50 mil libra esterlinas ao
seu primeiro pedido.
A medalha he um signal vitivel e palpavel, destina-
do a recordar ao tettotaller a todas as hora a sua pro-
messa : leva-te ao pescoco pendente de urna fita azul,
ou verde. Como s ve/es ba mai de 10.000 individuo,
que sti apresentio aprestar a promessa, se Ibeaproxi-
mio successivamente por fileiras de 100 150 : poem-
le todo de joolhos, e o padre Matheu vai em redor
laceando bencios Permitle-ae ao protestantes nio.
ajoelharem; porm quaii lodos seguem o exemplocom-
mum. Es-aqui o apostlo na sua jornada de West-
minsler. Est doze horas continua oa tribuna sob tor-
rente de ebuv, tem comer nem beber; abenca a fi-
leira de 20 sm 20 : a approximai-vos, amigo, diz
elle; vinde Inglezes, Irlandeses, Escocer. Promet-
tei-me que vos sbsterei do que tem sido a causa de
tantos crime no nosso querido paiz: ajoelbai-vos; oto
vos envergonbeis de o fazer em publico ; a enbora e
os cavalheiros o teem Ieito como vs: segu o exetnplo
deste excedente lord Stanhope, que prestou a prometa
nas niinhas mi. Os convertidos cbeg*5-e em gru-
pos; com| oeir-so do todas as classes, religies e offici-
os: vflem-so enlre elles sacerdotes bespanboes, minis-
tros anglicanos, quakers, presbvterianoi, independen-
tes, anabaptistas, judeo, soldados, mulberet, emprega-
dos de polica e montanheies da Escocia, que ao son
da aua gaita entoaS cnticos em ac?ao de gracas.
Ai reuni;' laziao-se ordinariamente com grande
apralo : a sociedades de tempornea chegavad em
procissio com bandeiras despregadas, em que se viaS
todo o genero de emblemas, como Moiss faiendo bro-
tar a sgoa do roebedo : vinhaS depois o menino das
escolas calholica;, ou discidenles, e as inevitaveis ra-
parigas vestidas de branco com bandeira de teda branca
e divisas. O padre Maiheu linba summo cuidsdo da
nio manifestar especie alguma de proselitismo religio-
so, e de (azer que a causa da abstinencia pareresse urna
causa commum ; porm o zelo dos seu adherente ir-
landezes e eatbolico acarretava a vezes demonstra-
res ardentes e comprometimientos. M'uina das reu-
nios de Londres as sociedades catholicas com levos ver-
des e cruses de procissio subirio a collocar sobre a tri-
buna una grande bandeira de sflda verde em que se via
por um lado a imagen* de S. Patricio, patrono da Ir-
landa, com a do Padre .Maiheu de sotama, e por bai-
xo esta inscripvio : 0$ apolllos da Irlanda. Do ou-
lro lado eslava S. Eloy de |oelbos, ante dout coracdsi
ensanguentados, que alravessava urna cruz.
O padre Matheu cbegsva pela aua parte em um carro
deacoberto com veras senboras. Era domingo ; pri-
meiro escndalo. Quis a casualidad?, que ao mesmo
tempo sahissem da missa de urna groja vtsinha vario
protestantes, que, vendo a bandeira arvorada sobre o la-
biado, murmuririo om alta voz. Um deiles sbio tri-
buna, e dirigjndo se ao padre, Ibe disse, que Melle
vinbio all como teetotallers. nio vinbio como jesutas,
nem para ver fluctuar sobre as sua cabecas as imagen
de santos papistas. Ouvindo isto grilirio os Mande/es :
Abaixo I Fafio calar esse bomem, que multa os -
postules da Irlanda.
Tudo isto he muito bom na Irlanda, responde-
rlo os oulros ; mas nio terse para aqu. Abano a
bandeira I
Por amor de Dos, disse o padre Maiheu, tirai
a bandeira. Se nio houvetse nella mais de que S.
Patricio e eu, nada dinio; mal oiogoslio de Santo
Eloy.
r. Ora, o cu que me esquecia que me esperSu o duque
il'Ali'iii,'iiii e o principe de Conde! Sin ealea admiraveia
perfumea que me embebedo, e creio cu, mo faxem per-
der a memoria.
Almaiavr! Amanbia dar-me-heis notieiaa do
almirante, nio ?
Terei u cuidado de nao faltar. Entio, Diana.'
Que temoa?
Diana! grilou a rainha impaciente.
Cbatuai-a, enbora, dase : Bearnex, porque ella
nio me quer deiiar vahir.
A raiiiia-mii ergueo-se, e tintero a cadellinha pela
eoleira, c-iu quanto Heuriquo ae relirava eoin lao plai-
do e riaonho mato, como ao nio sentir no fundo d'al-
ma que corra perigo de mono.
A pos elle, a nadella aulla por Calberina de Medicia,
laiicou-io para aleanca-ln, maaeatavaja a porta ficha-
da, c podo melter o eomprido focinlio por baix repotteiro, ailando um uivo lgubre e prolongado.
Agora, Carlota, diase Catherina a madama de Sao-
ve, vai proourar-n.o M. de Guine e Tavannea, quo etilo
no ineu oratorio, e volta com rile a fater coinpanhia
duquesa de Lorraine, que est com na aeua flatos.
(CWisstsar-a-).


&
E desgracsda bandeira foi tirada, e a reuniio con -
tinuou tran<|UIIamentc.
Uma opinilo de outro genero, que apresentava is
vetea senas muilo burlescas, era a dos marcadores de
licores e cerveja. Estes faziio reunides pela sua parte,
levantavlo altar contra altar. A alguna centenares
de pastos das tribunas de abstinencia erigilo-se tabla-
dos cobeitos de barris, cujo conlheudo se distribua
liberal mente aos passageiios. lien quanto que as so-
ciedades de leelolalleri chegavio com as suas insignias
verdes e as suts aiedalbas, os anlileelolalltrs arvora-
vio eaitates sobre os seus chapeos com esta inscripcio :
Wtmbro da tociedade de hublon : e com elle.it> le-
vavio pendurado ao poscoco o que cbamavio a sua me-
dalba, isto be, um copo, 'guindo o padre Matbeu
quera fallar levantatlo uma algs/arra infernal deasso-
biose gritos: o pacifico orador, desesperando de.fa-
zer-so ouvir, descia entSo do tablado-para dsr a sua
benco e recebar a promessa das fileiras que se apresen
tavlo ; porm entlo os campeSes da cerveja e da gene-
bra se Isncavio em tropel sobre os candidatos ajoelba
dos. e os lanao cahir ucs sobre os outros.
Outra lctica dos anliliitutalleri era disseminar por
todo o lugar da teunio barracas e bodegas ambu-
lantes, em que vendiao aproe; diminuto a cerveja
branca e outras bebidas. Muitos desgranados, que che-
gavio alli com o oais sincerp proposito de sn conver-
terem, tropecando a cada passo nestas pedras de escan
dalo, encontrando por toda a parte uma legilude He-
bes, que lomatio as altitudes mais seductoras, e mil
mios que Ibes oflereco o copo encantado, suecumbiao
por fim tentado, e reiocidiSo com novo ardor no
vicio, que vinbio abjurar.
Apezar de tantos obstculos, o padre Matheu parti
de Londres depuis de ter instituido mais de oitenta mil
itclotallcri. e dirigio-se a recorrer aa cidadet fabri
cantes do Norte. Alli lera provavelmente encontrado
miseria e vicio ; povoaedes, como a de Paisley, que
gasto milhares de libra* esterlinas em licores fortes,
o mesmo tempo que pedem esmola ao parlamento ;
cidades, como Glasgow, em que ba parto de tres mil
lojas de whukey, e em que o consumo de licores ab-
lorve 1,000,000 libras esterlinas por anno; como
Sheffield, em que se consomum annualmente mais de
400,000 libras s de cerveja. S em Londres se con-
souiein por anno mais de 3,000,000 de libras em lico-
res lories : o numero de eslabelecimentos em que se
vende whiskey e genebra excede ao de todas as labricas
de padeiro, agougues e outrsa lojas reunidas. Osln-
gleies, que fazem seiripre estatisticaa originaes, teem
calculado que os 35 milhdes degales de licores fortes,
absorvidos na Grlo-Brelanha, formariio um tanque de
3 ps de profundidade, 84 milhas de comprimeoto.e 60
de largura.
Esta fonte netgolavel de vicios, degradacio ecrime
be a que o padre Matheu tem emprebendido a missio
de estancar. Tem feito ja bastante : tanto tem feito,
que o tbesouro corneja a resentir se, e ja se vio o go-
veroo declarar ao parlamento que os progressos do lee-
lolallismo erSo uma das causas de dficit. Cumprira
todos fielmente a sua promessa? Duvidamo lo. Po-
rm quando muitos s a cumprio por um anno ou seis
mezes, nao be isto um ganho real ? Eis-aqui o grande,
o immenso resultado ortico dos trabalbos do padre
Matheu : a conversi permanente ou transitoria de um
numero consideravel de bebedores. (Quinto ao man
nio acreditamos que as conquistas do leetotallismo pos-
sao ja e>tender-se muito. Limitar-se-bfio provsvel
mente Grlo-Bretanha, e em particular Irlanda.
Anda na Inglaterra lio, principalmente Irlandezes, os
que tem prestado a promessa: e be por issoqueem
Londres o bairro de S. Gil, como em Mancbester o
arrabalde da Pequena-Irlanda, tem sido os principaes
tbeatros dos trabalbos do psdre Mutheu. Se a embria-
guez se iem espalbado nessa classe, he porque nella a
miseria be grande e geral. Bebeni, porm niuitas
vezes olo comem. Nos paizes, em que ba menos mi-
seria, a abstinencia total teria pouco eiito, e al pode
dizer-se que nao tendera ao mesmo lim. Os traba-
lbos pesados eiigem uma bebida mais generosa do que
a agoa ou o cb. Onde a condicfto da classe laboriosa
Ibe permilte o uso da cerveja e do vinbo nio seria f-
cil oem salutar firobibir-lb'o. A abstinencia total s
seria verdaderamente til n'uma populacio, que, de
masiado miseravel para baver bebidas salubres, re
corre ao- abuso dos licores fortes.
O leelntalliimo conservar pois o seu carcter irlan-
ds, eassim circumscnpto, ser um verdadeiro beoe
velas, bocea do Apolobanbo, cujas agoat cabem na
lagoa Chiquito. Condrjzio para l officiaes de Arica,
construio estaleiro o depuis de dous annos do penoso e
continuo trabalho, lencou o navio na lagoa, e abri
communicacSo regular com os valles productivos de Bo-
livia. O brigue est bem prvido de ludo, menos de
ancoras; por ter sido impotsivel traoport-las a tio
grande allura.
O general O' Bien e o Sr. Begg eteculrio outras
emprezas nio menos maravilhosas e gigantescas.
Transportarlo uma machina de vapor ao travez das cor-
dilbeiras ; cavarlo sobre os montes metlicos de Lae-
nycotu um canal do 2,000 ps de comprimento, com
nove comporta) ; e construirlo um carninbo de ferro
para condcelo do metal bruto.
Na la^oa de Chiquito est a ilha de Titicaca, que a
IradiQiu aponta como berco da primitiva civilisscio pe-
ruviana, e o comilerio sagrado dos antigns reis do paiz.
hxtrahido.
CAM1HO DE PBRRO DE LIVERPOOL A U \NCHF.STEH.
Urna grande reuniio dos proprietarios deato cami-
nho de ferro leve lusar quinta leira em Liverpool ,
para o fim especial de se tratar do dividendo do liquido
producto da empresa no semestre lindo om 30 de ju
nho. Demonslrou-se norelatorio ter havido em cada
uma das estancias do estabelecimento um avultado
accrescimo de receita comparativamente ao poriod
correspondente do anno passado. As machinas tmbao
corrido cerca do 60 mil milbas mais e a receita subi-
r a 131121. 11. 5.;esendo s despeas de56IO,
deitara o consideravel lucrode685l4(Rs. 6i7:00(>c;
acrescentando-se a estaquantiao balancode 15100,
que ficra em caita em 31 de dezembro havia dispo-
nivelade 83614. Os directores indicara> um di-
videndo de 5 por o/' o qual absorvia 73115, Pican-
do o balanco de 10169 para ser levado a conta do se-
mestre teguinte. O relatorio foi confirmado e resol -
veo-se unnimemente o dividendo.
Este caminho foi o primeiro, e, eteptuando dous na
cidade de Londres, o mais dispendioso que se fez em
Inglaterra.
Exlrahido dot jornaei inglcns.
_____COMMEftCIO.
1MPORTACAO.
DUROC, biate americano', vindo de Boston en-
trado no c rrente oiez a consignacio de Henry l'ors-
ter S Companhia manifestou o S"guinte :
100 barris breo 25 duzias de cadeiras 3 cadeiras
de balando 86 barris potassa um pacote pedras de
aliar, 76 fardos fio porrete 36 caitas cha 241 re-
mos uma batanea de patente 1 caita algodioiinho,
18 ditas chapeos de palba 2 ditas pilulas duas bar-
ricas lanternai 2 caitas tatas 101 pegas de cabos,
urna barrica farinha de trigo 1 dita homilas 1 car-
rinho para menino uma caita camisas, 1 embrulho
livros 1 dito ignora-se uma caita com umaalaaipa-
da ; aos consignatarios.
Movimento do Porto.
S'avio lahif no da 2.
Rio-de-Janeiro ; brigue americano Ctzarini, capilio
E. Groares, carga lastro.
Editaes.
Qcio. Para bem apreciar os saudaveis e fie i tos produ-
zidos por esta relorma be preciso baver visto o espan-
toso espectaculo,i|ue apresento as grandes cidades in-
glesas os cuslumis das clastes pobres : he preciso ter
visto os homens. asooulbeies eos meninos acodir em
tropel a essas tabernas cheias de cristaes e de doursdos,
que ae chamao palacios de ag'o'ardenta ; e emquea
fume o a corrupelo engendrando-se uma a outra,
tem eslebelecido o seu throno. E eom ludo nio apar-
tem delles a vista com demasiado desgosto os homens
lelizes do seculo; (.ensero que o pobre nio busca alli
tmente a leprselo de suas (oreas n'uma eicilacao
ficticia; massim oesquecimento de suas penas, e re-
cordem aquellas sentidas palavrn de um grande pen-
sador : Bebe-te o esquecimeoto das dores
{Diario do Gottrno.)
UM NAVIO A' VELA 18,000 PS ACIHA DO MAR.
Em 1826 os senhores Rundell & liridge, ourives de
Londres, comprarlo as minas de ouro de Tipuani, e
as de Esmeraldas de lllinane, e para i mandro o
Sr. Page como seu agente. Estas minas esli as nur-
gont da lagoa de Chiquito, que tem 248 linbas de
compndo e 150 de largura, e uma profundidade in-
sondavel em muitos lugares. Na visinhan-.:a de Tipua-
ni ba outras minas productivas perteocentes ao general
O' lirien, e a um Ingle/: Mr. egg. A nica pioduc-
cio vegetal do districto be uma especie de batata rou-
ta chamada Chuna e poucas plantas nutrientes ;
mas ao leste da lagoa em Capacaoana e nos valles da
Bolivra, cultiva-se milbo. cevada e arrozes de fructo.
A dificuldade de manter as duas regies escassas o
grande numero de Indios, trabalhadores das minas,
suggerio a ideia dse construir um navio para a nave-
gado da lagoa, e o general O' Brien com o* senhores
Page a Begg, delerminrio-se a etecutar esta em-
pieza. O Sr. Page comprou no poilo d'Arica um
brigue de 150 toneladas, que nio devia servir mais para
ornar: desspparelbou-o de todo, econseguio com en-
treoa dificuldade levar o casco, sem ancoras, austros,
O Dr. Franeiieo Rodriguti Selle, juit dediriilo in-
terino da primina vara do a une da comarca do
lleci/e dt Pernambuco, e prendale do i-ibunat dos
jurados, na ugunda stt-do piriodica, no lirtno da
Cidade de O/inda, por S. M. 1.1 C. que Dios guar-
de, etc.
Fbco saber, que supradila sessio do jury, a que
presedi neste termo deOlinda, assislirao com assidui-
ilade os senhores juizes do facto, Manoel Marques San-
tiago, Bernardo Ferreira Loureiro. Anselmo JosFer
reir, Jos Tavarea Gomes da Silva, cirurgiio Francisco
Jos do Amaral, dito Bernardino Jos Serpa, Claudi-
no Jos Branco, doutorNunj Acque d'Alvellus Annes
de linio Inglez, major Antonio Tristio de Serpa Bran-
dio, Jos Tbcodoro de Moraes Lins. capillo Jlo do
Reg Barros, colleclor Francisco das Cliagas Salgueiro,
Jos de Mello Ceiar d Andrade, Jos Fernandes Jor-
ge, capilio Manoel de Aievodo do O', Joaquiui Mar-
ques Santiago, capillo Manoel Antonio dos Passos e
Silva Bemardino de Sena Dias, Jos Eustaquio Ma-
ciel Monleiro, Manoel Nunes de Mello, Jlo Soares
Rapozo, Manoel Jos Teiteira Bastos Jnior, major
Miguel Jos Teiteira, Manuel Rufino de Barros, Jlo
Nicojao Gomen da Molla, Jos Alve de Faria, Proliro
Antonio Esteves, doutor Antonio Herculano de Souia
Bandeira, Vicente Feneira Marinbo, Tbornai da Cu-
nta Lima Canluaria, leoente-coronel Ignacio Antonio
de Barros Falcio, lenente-corooel Francisco de Paula
Souza Leflo, Aletaodrino Ayres da Paitio, Jos Ja-
cinlho Tarares de Arruda, capillo Joo Baptista da
Silva Manguinbo, Vicente Jos de Carvalho, Antonio
-lebasliao da Silva, Candido Jos Serpa; nio lendo si-
do multado ninguem E para constar mandei lavrar o
presente, que ser afiliado nos lugares do costumo e
publicado pela imprensa. Dado e passado nesla cida-
de de Olinda, sob o meu signal o sello deste juno, ou
sem elle valba etcauza, aos 17 de novembro de 1845.
Eu Joaquim Jote Ciriaco, escrivao do jury o escrevi.
Francisco fodrigua dille,
O Illm. Sr. inspector da tbesouraria da la/enda
desta provincia, em cumprimento da ordem do tribunal
do thesouro publico nacional n. 107, de 23 de agosto
ultimo, abaito transcripta, manda fazer publico, que,
do primeiro de setembro de 1846 em diante, se prin-
cipiar a fazer, nesta provincia, o deacontode que trata
o artigo 5 da lei de 6 de outubro de 1835, as notas
de 2,000 rs. da 1.* estampa. Secretaria da thesouraria
de Peroambuco, 13 de de setembro de 1845.
O officil-maior,
Ignacio doi Sanios da Fornica.
Ordem a que le refere o tdilal lupra.
N. 107.Manoel Alves Branco, presidente do tri-
bunal do thesouro publico nacional, conformando-se
com o parecer do concelheiro de estado, inspector geral
da caita da amortisacio, ordena que o Sr. inspector da
tbesouraria da provincia de Pernambuco mande an-
nunciar pelos peridicos, e por editaes, que, do 1 de
setembro de 1846 em diante.se principiara a fazer nes-
sa provincia o desconlo de que trata o artigo 5 da lai
de 0 de outubro de 1835. na* notas de 2.000 da 1.a
estampa, mandadas substituir pela ordem de 27 de ju-
Ibodoanno passado; devendo o mesmo Sr. inspector,
logo que receher esta ordem, transmilti-la a todaa as
eslaces de lazenda da provincia, para lazerem os com-
petentes annuncios pelas lolbas ondo as bouver, ou por
editaes, a fim de que se tenha disso coubecimenlo em
todos os lugares da provincia, e tenbio os seus habitan-
tes o tempo necessario para as apresentar na tbesoura-
ria. O que o Sr. inspector cumpriri. Thesouro pu-
blico nacional, em 23 de agosto do 1845.Manoel
Alcei Branco. Cumpra-se.Thesouraria de hien-
da de Pernambuco, 12 de setembro de 1845Silva.
O Illm. Sr. inspector da thesoutsria de faienda
mana fazer publica, para conbeciment dos interessa-
dos, a ordem do tribunal do thesouro publico nacional
do 9 de setembro ultimo, abaito transcripta, que mar-
ca o primeiro de abril do aono luturo para comecaro
desconlo gradual, na forma da lei de 6 de outubro de
1835, as notas de cem mil ris da 2 'estampa (verde),
actualmente em substituido na corte; e convida aos
possuidures das mesmas notas, para quequanto antes as
faci trocar por outras na mesina thesouraria, visto es-
tar protima a poca em que vio deitar de ser recebidas
as eslages publicas da provincia. Secretaria da the-
souraria de fazenda de Pernambuco, 16 de outubro de
1845. O official-maior, Ignacio dos Santos da Fon-
tica.
Ordem a que e re/ere o idilal tupra.
N. 124 A. Manoel Alves Branco, preaidente do
tribunal do thesouro publico nacional, participa ao Sr.
inspector da tbesouraria da provincia de Pernambuco,
que, por portara desta data, ordnou, que se marcas-
seo primeiro de abril do anno futuro para comecare
descont gradual, na forma da lei de 6 de outubro de
1835, as notas de cem mil ris da 2.a estampa (verde),
actualmente em suhstituicio nesta corle, a fim de que
mande fazer publico por editaes, e nos peridico* por
repetidas vezes,para conhecimento dos interessados.The-
souro publico nacional, em 9 de setembro de 1845.
Manoel Alvet Rraneo.
Declaraces.
COMPANHIA DE BKbjKlUBE.
A administracao da companhia de Beberibe faz sci-
ente aos Srs. accionistas, que em sessio de 20 do cor-
rente resolveo espassar al o dia 20 dede/embro proti-
mo luturo o recolhimento das prestaedes em atraso ;
e que, lindo este prazo, perdera o direilo d'accionislas
I,dos aquellas, que nio tiverem realisado as preslaces
de 60 por cenlo at ajiora etigidas, remiendo as suas
entradas em beneficio da companhia, deconformidi.de
com a disposicao do artigo 9 dos estatuios. Adverte,
outro sim, que nio haver prorogac,u do prazo, nem
cor.templacio com pessoa algunia. Escriptorio da com-
panhia, 24 de Novembro de 1845. O secretario, B.
J. Fernnndetd Barros.
A companhia de Beberibe convida lodos aquel-
es forros, ou captivos, que quirerem trabalhar de ser-
ventes as obras do encanamenlo, que se achio actu-
almente etecbtaodo em 5. Jos do Manguinho, a te
apreientarem ao administrador o Sr. S e Soti/a.
= Pelo lyco desla cidade se faz publico, que no
dia 6 de fevereiro do anno protimo futuro irlo a con-
curso as cadeirss de piiineiras leltras para o seto mas-
culino das povo(oes de Goianninba e Pedras-de-Fgo,
comarca de Goianna. O candidatos, que as referidas
cadeiras se quizereiu oppV, habilitem-se nos termos
da lei. Secretaria do lycn desta cidade, 25 de novem-
bro de 1845. O secretario, JoUo Facundo da tilva
Guimarii. *
lVisos nuil idilios.
= Para o Acarac, com escela pelo Cesr
viagein, at 10 do coirenle 0 hiate nacional
Ftrmina ; ainda recebe alguma carga
dos portos : trata-so rom o n eslre
segu
Mana
para qualquer
ou na ra da Ca-
deia do liecife n 3i.
Para o Rio-de-Janeiro seguir em breve o pa-
tacho l-ei.cidade : queni no mesmo quizer carregar, ou
embarcar escravos. pode tratar com Aniorim Irmos,
ra da Cadeia, n. 45,
- Para o Aracaly segu at o dia 8 do correte a
sumaca S. -Antonio dt-1'adua, por j ter quasi com-
pleto o seu canegamento ; ainda recebe carga e passs-
geiros: os pretndanles diri|io-se a ra do Vigaiio,
n. 5.
Para Genova sabe, no dia 7 do crrante, a pola
ca sarda liosa a qual falta ainda uma amito pequea
parte do seu csrregsmento : quem na niesma quizer
earregar cousa de 30 ou 40 toneladas ou ir de pas-
sagem dinja-se a Nascimento Schaeller & Compa-
nhia na ra da Cruz n. 45.
Le.loes.
= Jame* llalliday,estando protimo a retirar-se para
Europa, fara leilan por intervengo do corretor Oli-
ves ra da mobilia da sua casa Consistindo em ludo
quantose faz necessario para o arranjo e adorno de
qualquer outra por ser completa e alguma com
pouco uso e assim mais de muitas obras de prata fina,
como sejio um lindo apparilbo para cb e caf, co-
Iberes e escrivaoii.ha &c. : boje 3 do corren-
te as 10 horas da manbia ra do Pilar, o. 135,
primeiro andar em Fra-de Portas, defronte do ar-
senal de marinha.
- O correlor Oliveira fsr leudo de grande varie-
dadede fazendas inglesas, francezas e suicas, das quali-
dades proprias desle mercado inclusive fitas calca-
do, Ae. : quinta-feira 4 do correnle as 10 horas
da manbia no seu escriptorio ra da Cadeia.
Avisos diversos.
Aluga-se um armazem com um grande quintal
murado e plantado todo de capim proprio para ca-
vallarica ou oulro qi/alquer estabelecimento na tra-
vesa do Mirtina no bairro da Boa Vista : a tratar na
ra do Aragio n. 1, segundo andar.
Um pequeo, de idade de 13 a 14 anuos, de oo-
me Lu*, natural da liba de S. Miguel, caiteiro na
esquina da travesa do Caldeireiro, desamparou a ven-
da no dia 25 do p. p. pelos 4 hora, da tarde levan-
do um pouco de dinheiro pertencente ao patiio e fui
visto na referida tarde nos Afogados, fevaodo calcas
de riscado de algodao azul e bonete de panno : roga-
se a qualquer pessoa particular, e mesmo autoridades,
que delle souberem o levem, ou manden* entrega-lo
a ra larga do Rozario n. 29 a Jlo Jacintbo Pe-
reir CaDral pessoa encarregada pelo pal do referido
pequeo.
Casa da Fe9.
RA ESTREITA DO ROZARIO, N. 43.
Nio lendo sido poisivel ao tbesoureiro da lotera do
theatro conseguir pelos seus esforgoa o andamento dai
rodas no dia 25 deste mez, como se havia maleado, pe-
lo grande numero de bilheles, que ficarao por se ven-
der (que mootou a mais da dote contol de ris); trans-
lerio o mesmo thesoureiro o andamento das rodal para
odia 18 de dezembro vindouro, infallivolmeote. Tor-
na de novo o cautellista da casa da F a convidar aoi.
apaitonados dcste interessantc jdgo a concorrerem com
mais promptidio para a compra do resto dos bilbetes, e
das suas cautellas, (que sio poucas), a fim de que oor-
rio as rodas no dia cima, e nio se veja o digno the-
soureiro na necessidade do tornar a transferir o anda-
milo das ditas rodas para outra vez; vindo a (car, por
estos motivos, todas as loteras sem nenbum crdito.
Confia, pois, o cautellista da casa cima nos amante*
deste inleressante jgo a concorrerem com todos os seu*
esloreos, pora que se acreditem como danles todas a* lo-
teras. Na mesma casa acha-se a venda bilbetes, meios
bilheles, p o resto das cautellas: a elles e a ellas. Na ca-
sa cima tem para se vender uma rica snaquoira do Pa-
ra, com varaodasde pennas. por preco commodo.
Aluga-se o primeiro andar da casa da ra larga
do Rozario n. 24 : a tratar na mesma casa.
Precisa-se de um feilor, que saiba enchertare
tratar do pomar: na Magdalena, estrada que vai para
Torre, n. 78.
Camilos de aluguel, na Boa Villa.
Na ra da Gloria n. 59 ha para alugar cavallo*
gordas e bons com srreios todos novos, e da melhor
qualdade ludo proprio para passeio : recebem-ie
tamhom cavallos para se tratarem com todo o cuidado e
esmero por pre^o mais commodo do que secostuma:
a tratar no mesmo lugar ou com Francisco Xavier
Pereira de Brito na ra do Livraroeoto n. 56, se-
gundo andar.
- Precisa-se de um bom amassador : na padaria
da S. Cruz junto ao sobrado.
= Faz-se todo o negocio com a padaria da ra da
Gloria: a tratar airas da matriz d Boa-Vista o. 22.
A luga se metade de uma casa a uma pequ ena fa-
milia que seja capaz : na ruado Caldeireiro o 76.
Precisa-ie alugar uma casa terrea pequea na*
ras, das Larangriras Trincheiras ou largo do Car-
ino cujo aluguel nao etceda de Ot r*. mensaes :
quem (i\or annuncie.
= Aluga-se o primeiro andar da casa da ra do
Queimado n. 14, com bastantes commodos, pintada
ha pouco tempo : a tratar no segundo andar da mes-
ma casa.
= Quem pretender contratar o servico de campo,
ou nesta cidade de um portuguez, natural de Vieira,
na provincia do Minho chegado ltimamente de Por-
tugal e que d fiadora sua conducta, uirija-se a agen-
cia dds vapores n ra da Cruz n. 7 ou na ra do
(Queimado loja, o. 11. v .
OSr., que veioda Ilahia eprocurou a fami-
lia do fallecido Pimental ..alala!,* queira dirigir-se
a ra estreitn do Koz.-irio venda, n. 1.
Cesar Kroger .robare para o Rio-de-Jsoeiro a
sua escrava de nomo Josepba erioula.
AlugH-se urna casa terrea na ra do Fogo com
duas salas, quartos, coaioba lora, quintal e cacim-
ba : a tratar na ra Direita sobrado de um andar ,
que volta para S. Pedro, n. 16.
Oc Srs. Bernardo Fernandes Gsma e Jo^ Bernar-
do Fernandes Gama procurem na ra das Larangoi-
ras, sobrado de um andar n. 2, o mandado que o*
mesmns Srs. obliverao pelo juizo da primeira vara ,
escritio Reg contra o seu devedor A. P. ; o qual
foi acbado por um criado que existe na mesma casa :
dando so mesmo criado a gralificacio que Ibe* pare-
cer fnr justa.
Avisa-se ao publico, que ninguem contrate com
Antonio Pereira da Costa, morador em Taquaritioga,
cerca do uma escrava erioula de nome Paula, perten-
cente a Sra. D. Mana RotaCaialcanlide Albuquerque,
a quem o mesmo Costa a usurpara, mandando agarra-
la na villa do Limoeiro; sem 'roia legal, a protetlo de
pagar-se de uma divida da mesma Sra. D. Mara Roza,
sem os termos da lei; pois que este,como administrador
de sua mulber, a quem inalenavelmente foi doada a
dita escrava por sua at paterna D. Tbereza de Jess
de Andrade, protesta litigar com o mesmo Pereira
cerca desta usurpacio, pagando a final o que he deva
sem esta lesio enorme.
A Sentiora licitudes Magdalena queira ir tirar
os seus trastes, que tem empeobados no lugar do Bar-
ro-Vermelbo no prazo de 3 dias: do contrario it-
rio vendidos para o pagamento.
Lotera do Theatro.
No dia 18 do correnle mez antlo ra-
prclc ivL'linciile as rodas desta lotera ;
e talvez antes do referido dia, se se extra-
hirem com a rapidez, que vao tendo, os
respectivos bilheles.
Agencia de passaportes.
Na ra do Collegio,botica n. l.eno Atterro-da-
Boa-Vista loja n. 48, tirio-se passaportes para dentro e
fura do imperio, assim como despachio-se escravos: ludo
cem brevidade.
= Em casa do abaito tssignado vendem-te chapeca
dnsol.de teda de todas as qualidadei dos melho-
res goslos eos mais superiores em qualdade; chapeos de
sol, de seda a 5/ rs. ; assim como um sortimeoto de
chapeos deaot; de panninbo : na mesma casa conti-
nuio-seacobrir chnpeoe deso com sedas fuita-cree
e de todas as qualidadt, e lambem de panomho da
todas as cores ; ludo por mais cemmodo preco do que
em outra qualquer parte : na roa do Passeio-Publco,
loja de chapeos de sol. Jo3o I.oubti.
Francisco de Paula Das Fernandas retira-M pa-
ra o Rio-de-Jaoeiro.


!

=
f-----i, |1> !
A
O abaixo assignado avisa a quom convier, que
te ett habilitando como ceuionario da viuva de Jote
Francisco de Ajevedo Lisboa na exeeucio promovida
contra a viuva Anna Joaquina Lina Wanderlei, para vir
com embargos de compensadlo na execuc,ao quemo-
ve dita Wanderlei contra o abaixo assignado na qoali
dade de fiador de Antonio Barbosa de Albuquerque ,
por coja compensadlo tem protestado embargando dita
exeeucao. .fnon da Silva Gusmio.
Quem precisar de urna ama que engomma e
cozinha muito bem dirija-seao beceo do Azeite-de-
Peixe n. 14.
= Aluga-se um aolSo indepeodenle com cozinha
fura, quintal e cacimba : a tratar na ra Bella sobra-
do o. 37, das 7 as 9 horas e meia da manhia.
Precia-se arrendar um sitio em Olinda, com
sufficientes commodos para 12 vaccas de leite e trras
para plantaces sendo em bom lugar; quem titer, an-
nuncie para ser procurado.
= Aluga-se, para se passar a festa urna casa na
Capuoga no sitio do Jacobina na estrada novamen-
te aberta pintada eenvidracada, muito perto do rio:
a tratar na ra do AragSo n 1.
= Quem tiver urna escrava que saiba vender na
ra qualquer venda e seja boa escrava de bons cos-
tumes e sem vicios, querendo alugar por semana ,
ou por mez dirija-se a FOra-de-Portas, n. 48
Precisa-se alugar urna preta som vicios alguns,
que enlenda de cotinbar, para casa de pouca familia;
quem tiver, aonuncie.
Precisa-se alugar um moleque sem vicio el-
gum queentenda decoiinbar para casa de pouca fa-
milia; quem tiver annunoie.
A pessoa, que descobrir um pequeo (landres,
do qual se acbar a escusa do servico militar de Joa-
qun* Jos de S. Anna, que (oi furtadode dentro docha-
peo do mesmo S. Anna na marihSa do da prinieiro
de deiembro e suppde-se que por um vendedor de
peixe, leve o dito flandies, ou dossignaes certosdo
engranado que, pensando lerem cdulas acbou-te
em branco na ra das Larangeiras, sobrado de um
andar n. 2 que sera recompeniado.
Quero tiver precisao de urna casa terrea na ra
dos Quatro-Cantos da cidade de Olinda de pedra e
, cal. em chios proprics querendo trocar por um cs-
cravo ou escrava sem achaques, dirija-se a Fora-
do-Portas n. 48 depois de meiodia.
= Aluga sea casa o. 54, na ra dos Copiares ,
com bastantes commodo> ; na ra da Aurora n 44.
= Antonio Joaquim Vidal retirase para Lisboa.
= Roga-ie aoSr. alferes da guarda nacional A. J.
V., que venba pagara quantia de 14j830rs. que
deve. ha mais de dousannos, na ra da Cadeia-Velba,
n. 60, nsto do frdamento para guarda nacional do es
quado: e, nao vindo dentro de 3 dias ver seu no-
me por extenso nesta folha.
- H. Lambert, subdito francez retira-se desta
provincia para a Europa.
= Aluga-se o sobrado de um andar, o. 12. da ra
da Calcada ( antigamenle Manoel Coco ) com quin-
tal e cacimba : a tratar na ra do Trapiche n. 34.
= Na ra do Pilar em Fura de-Portai n. 122 ,
precisa-se de um preto mesmo de idade para entre
gar pao atao meio da ; e lambem se precisa de urna
pessoa para o mesmo fim e que cntenda de padaria.
= Amaro Henedieto de Souia Ui gcientc a todas as
pessoas, com quem tem relaies commorciaes, que
Joao Jos Mendos da Silva deixou de ser seu caixeiro
desde o dia pritneiro do curente.
= Na padaria da ra DireiU n. 80 precisa-se
de um caiieiro.
=: Alugo-se 5 escravos proprios para trabalharem
em algum sitio ; na ra Nova n. 8.
= Arrenda-se a casa do sitio do Arac com 5 vi-
veiros de peixe em producto e quintal luiicienle :
a tratar com Manoel I.ui/. da Veiga na
dre de-Deos, n. 36 piimeiro andar.
= Joao Estoves da Silva vende o seu estabelecimen-
to da ra de Apollo ns. 28e30, da parte da mar,
cooslando de escravos, canoas abertas o de condum
agoa es propriedade com o seu terreno al baixa-
iiiai : a trotar no mesno lugar.
Arrenda-se um sitio no lugir do Arraial com
casa bastantemente grande e vistosa arvores de fruto,
o baixa : a tratar na ra da S. Cruz, n. 58.
andar, n. 56,vende-se, por muito
mdico prego, a casa terrea da na
do Rangel, n. 49, com vintee
cinco palmos de frente, e setenta
e sete de lundo, cozinha bra,
quintal murado, e outros muitos
commodos, e que rende mensal-
mente 20^000 ris. sta casa
acha-se hypotliecada; mas o hypo
ihecario nenlium bice poe a sua
venda.
RA DO COLLEGIO,
Loja d. 1.
Vendem-se superiores grvalas de setim preto a 500
casimiras, das mais moderms, a 1,200 e 1,400 rs.
ra da Ma-
Cumpras.
=. ComprSo-te escravos de ambos os sexos pretos,
e pardos; agradando, peg5ose bem: na ra estrel-
la do Horario n. 51, primeiro andar.
__ Compra-se um mastro grande, que
sirva para mastro de proa de um navio de
370 toneladas, e que tenha dezoilo pol-
legadas de dimetro : na ra da Cadeia
do Recife, n. 3g.
- Compra-se um moleque cozinheiro., sendo de
bonita figura e sem vicios ; paga-se bem : na ra do
Crespo n. 9.
__ Comprao-se, para fra da provincia escravos de
13a 20annos; lepdode bonitas figuras, pagio-se bem:
na ra da Cadeia de S. Antonio sobrado de um an-
dar de varanda de pao n. 20.
"__ Compra-se urna venda nicamente com a ar-
mac3o e que tenha commodos para morar familia,
sendo no lugares seguintes; Cjnco-Pootai at o vi-
veiro do fallecido Muniz : ni ra largado Bozario,
d. 29.
Vendas.
* Um capricho de principe.
Romanee de Mr. Charles Rouget, versao portu
gueza feila nesta cidade com algum esmero ntida im-
pressio. Acba-iea venda na praca da Independencia,
linaria, ns 6 c 8, a 800 rs. cada ejemplar.
Na ra Direita, sobrado de
um andar, n. 56, vende-se a casa
terrea da ra das Cinco-Pontas,
n. 93.
Na ra Direita, sobrado de um
rs..
ocovado; panno fino, preto e azul, a2,500rs.: meias
desenbora a 280 rs. o par; chitas de todas as qualida-
des, de 120 a 500 rs.; madapolocs, de 140a 280 rs.;
cortes de caitas de todas as qualidades, e do melbor
gusto superiores riscados Irancezes, polka, a 360 rs.
o covado ; e oulras umitas faiendas, j annuociadas
ueste Diario: na mesma loja cima.
ltap de Lisboa.
= Vende-se, na praca da Inderendencia o.4,
chegado prximamente a 4000 rs. o bote.
= Vende-se um pequeo sitio com casa de vivenda,
muito fresco o margem do rio agoa de beber at
proprio para olaria, e com proporcoet para viveiro; ven-
de-se por commodo preco e al com prazo na melada
do ajuste : na ra de Agoas Verdes o. 21.
epotito de farinha.
= No armazem de porta larga do caes de Collegio,
ba para vender farinha de mandioca de todas as quali-
dades, ensaccada ou medida pela medida velha ;
assim como tiroi pilado; ludo por menos preco que em
outra qualquer parte : as pessoas, que quierem gran-
des porcSes para embarque, leem a vantagem de poder
receber a bordo do brigue Phenei : e no mesmo depo-
sito se encarrega do despacho e embarque- e tempre
temembarcacescom farinha no porlo.
= Vendem-se saccas de farinha de Mag, fina a
4800 rs.; ditas de S. Malbeus, a 4200 rs. e alqueire
medido a 3800 rs. ; gommade engommar a lO rs.
o alqueire ; arroz branco a 2 rs. a arroba ; saceos
novos de estopa para farinha, ou milho a 500 rs. :
na ra da Cadeia de S. Antonio n. 19 deposito, de
farinba.
= Vendem-se cortes de finissimas cassa-chitas, de
gostos muito modernos a polka, e ebegadas ltima-
mente, a .|i>00 e .'je rs. ; ditos de chitas de lislras en-
vasadas, e muito finas, a 4500, 4000 e 3500 rs.; cam-
bruia lisa de vara de largura propria para forro a
320 rs ; dita muito fina corn pequeo defeilo, a 320
rs.; casimiras de algodao de quadros, a 480 rs. o cava-
do ; macedonia de quadros e lislras padioes escuros ,
a 480 rs. e oulras muilas farendas por barato preco :
na ra do Crespo, n. 14, loja de Jos Francisco Dias.
NAVALHAS DA CHINA.
Vendem-se es admirareis navalhas de ac da Chi-
na que tcem a vantagem de cortar o cabello sem ofleu
ca da pella deixando a cara parecendo estar na sua
bnlliante mocidade : esto ac vem exclusivamente da
China, e s nelle Irabalbo duus dos melbor. s e mais
abalisndos calileiios da nunca excedida e rica cidade de
Pekim capital do imperio da Cbioa. Aulor 5bore.
\. B. He recommendsdo o uso destat navalbas
maravilhosas por todas as sociedades das sciencias me-
dieo-eirurgicas lano da Europa como da America ,
Asia e frica nSo s para prevenir as molestias de cu-
lis mas tamtem como um meio cosmtico : vendem-
se nicamente na ra do Crespo loja, n. 15.
Pela medida velha
vende-se farinha, chegada ltimamente de S. Ma-
lbeus, de superior qualidade, e por menos do que cui
outra qualquer parte, a bordo do patacho Yenu, de-
(ronle do caes do Collegio, e na ra da Cruz, n. 54, a
fallar com Manoel Antonio Pinto da Silva.
Vende-se cacao preparado de supe-
lior qualidade : um apparelho de lam-
pas de metal para pretos, lacas, garios,
t- collieres de diversos tamaitos de | ra-
la, tiulo olua hem traballiada, e por pre-
co commodo : na ra da Cadeia do Kca-
fe, n. 3t).
= Vendem-se bengalas de bom goslo com castes
elegantes, tanto de canna da India, como mais in-
feriores ; na ra da Cruz, armazem n. 48.
= Vendem-se 200 garrafas de viobo velbo o me-
lbor possivel tendo mais de 16 anuos bom para
quem lem bom goslo principalmente para os amantes
da festa ; no paleo da S. Cruz botica do Gameiro.
liua do Trapiche n. 40.
Urna factura de relogios de ouro, obra fina, nova, e
de bom goslo manufacturada em Londres expressa-
mente para este mercado por autor perito e conde-
cido ; adverle-se, que se vende um por um e para
dar maior extraccio por preco baratissimo e entrega-
se s por dinbeiro.
=Vende-se um preto do naci de dade de 35 an-
nos purgador de assucar, e cozinha o diario de urna
casa ; na ra da Cruz venda, u. 51.
= Vende-se polassa americana, ltimamente, che-
goda em harria pequeos; meias barricas de farinha
gallega ; lencos de seda ; setim de Maco ; ludo por
preco commodo em casa de Matheus Austin & Com-
pendia na ra da Alfandega-Velha n. 36.
asi Vende-se, por muito commodo preco um preto
muito preslavel para o servico de um sitio ; um mula-
tinbo de9anoos, que lambem se troca por urna par-
da que saiba lazer o servico de urna casa, voltando
se o que for justo ; muito boa carne salgada do serio,
ptima para engenhos, be igual a doCeara; vende-se
em conta : na roa da Cruz, o. 3.
-.Vende-se cal branca e solada malta, de su-
perior qualidade tanto a rutalbo como em porfi ,
por preco commodo ; na ra di Praia, o. 7.
s= Vende-te um terreno na Capuoga com 40 pal-
mos de frente proprio para se edificar urna casa por
ser em bom lugar; na ra da Concordia armazem ,
n. 4.
=r Vendem-se as admiraveia navalhas de ac da
China que leem a vantagem de cortar o cabello sem
OIenca da polla deixando ficar o rosto parecendo estar
na sua brilhante mocidado: este ac vem exclusivamen-
te s da China, eso nelle trabalbio dous dos mais apa-
isados cutileiros da rica cidade de Pekim,capital do im
pari da China ; na ra dos Quarteit n. 22 loja de
miudezas do Victorino & Guimares, segunda loja para
quem vai da ra do Cabug.
Ra Direita, N. 9.
Vendem-se saccas com alqueire de superior fari-
nha por preco mais commodo do que em outra qual-
quer parle.
= Vende-se urna escrava de i8annos, de boni-
ta figura cozinha o diarip de urna casa, lava de sa-
bio coso para pretos muito hbil para todo o mais
servico de urna cata e he muito carinbosa para enan-
cas : na ra do Livramenlo sobrado de um andar ,
n. 19.
=Vendu-se urna prela de naci Angola de 18 an-
not, com principios de costura lava de sabio, e he
quitandeira por prec,o commodo ; na ra dat Cru-
zes, n. 41. segundo andar.
Vendem-se chicles para carrinbo e do mi de
boa qualidade ; na ra da Crur armazem n. 46.
= Vende-se um armazem de carne, em bom lugar,
o qual lem commodos parase morar ; o motivo da ven-
da se dir ao comprador : a tratar no mesmo oa ra
da Praia n. 31.
= Vonde-se um preto de meia idade, por 1.501
rt., bom para traballiarebolartenlido a um sitio ; 6
ditos mocos, pira todo o trabalho; 6 escravas com boas
habilidades, duas alo recolhidat cosem, engommio ,
ecotinhio ; duas ditas boas quitandeirat; duat par-
das mocas urna he boa mucama : na ra do Crespo ,
d. 10, primeiro andar.
= Vende-se azeite doce, a 360 rs. a garrafa ;
oleo de linhaca em botija a 1900 rt. o galio ; la-
rinha de araruta a 240 rt libra ; mtcarrao a 200
rs. a libra lanari ; farinha do Maranbio, a 120 rt. ;
cevada a 120 rs. ; cevadinba a 160 rs. ; che hys-
son a 2400 rs. ; dito ciquim a 1600 rs.; vinho da
Figueira a 240 rs. a garrafa ; banha de porco a
520 c 400 rs. ; e lodos os mais gneros por preco com-
modo : no pateo do Terco venda n. 7.
- \ endein-se suplas de angico de muito bom gos-
lo ; cadeirat de diversot moldes ; bancal; marquetas ;
camas; commodas de angico ; ditas de amarellu; tou-
cadores ; cadeiraspara meninas; bancas de meio de
sala; puebadorcte bolVt para gavetas; ludo por pre-
co commodo : na ra da Camboa-do-Carmo, n. 8.
= \endem-se meias do seda preta de peto, para
senbora e meninat; spalos para dilat de duraque
preto e de cores, e do lustro ; butet, botina e tpalos
de lustro e bezerro para bomem e meninos; botinas de
duraque com pona de lustro para meninos e meninat ;
barretes para padre, singelose dobradot, meias e lu-
vasde lia para doenles; rap de Lisboa, a 4 rt.;
frascos com calda de tomates: na ra da Cadeia o.
15 loja do Bourgard.
tst \ ende-se salitre refinado em barris de 112 li-
bras ; em casa de Me. Calmont & Companhia.
= Vende-se champagne marca eos ; em cata de
Me Calrj'ont & Companhia.
= Yendem-se garrafas pretal vatiat em gigot;
na ra da Cruz n. 10
= Vendem-se charutos regala e meia regalia e de
oulras qualidadet em caitas e meias caixat; no caes
da allandega armazem grande defronte da escadi-
nha.
= Vende-se urna toalha de bretanha aberta de
lavarinlo por preco commodo; na ra Direita ,
n. 32.
(loja da estrej la
Ra do Quemado N '.'-*)
GUILHEJ'ME SETTE,,
mturies em qut nio te precisa dat manobra! iden-
tificas da arte ; dito para resolver tumorea lymphalicos ,
vulgo glandulaa ; dito para catar bobas e cravot tee-.
eos o mais eficaz que te conbece at aqui; dito oxi-
mel de ferro muito til nal hloroics, vulgarmente
chamadas frialdades ; pos anti-hilwsos d Manoel Lo-
pes ; capsolas de gelatina contando balsamo da u-
pabiba ; ditas de oleo de recinos purificado; ditat de
cubebat em p fino ; ditai de aataletid ; ditas com pos
purgantes; ditai de ruifcaibo da Cbtt>a ; ditas de lul-
phato dequinino de 1 e2 graos cada,,ciptola ; alga-
leas telinhss elsticas; pilulas de sal de cibacinbo ;
agoa das Caldas, chegada prximamente j remedio que
cura a frialdad* dentro em 40 dias mesmo estando
ochado ; macella nova a 240 rs. a libra : o proco da
lodos osles remedios be mui razoavel e os bons re-
sultados da sua applicacio he que deven fazer a sua
apologa.
=Vende-se viobo de Champagne em gigos.da me-
lbor qualidade ultimamootecbegado, dito de Bor-
deaux em quirtolat, muito bem acondicionado;
ago'ardenle de Franca ( chamado de prava ) ; motUr-
da preparada em potes; ludo novo e muito reico: em
cssa de Avrial Irmios, ra da Cruz n. 20.
= Vendem-se chapeos de senbora muito bem en-
ditados e de gosto o mais moderno possivel ; um ri-
quissimo tortimento de fitas e flores da todas as quali-
dades e bom goslo; assim como guarniedes de flores
para vestido de senbora ; pennas para chapeos ; rat-
eles de chapeos para se apromptarem : e um riqusi-
mo sorlimento de csmbrsias finas: na ra larga do
Rozario n. 24. '
=Vende-se um preto de bonita figura de 25 en-
nos; urna escrava crioula de 15 aonos, de bonita
figura, sem vicios nem achaques; vendem-se por pre-
cisio ; as Cinco-Pontas n. 71.
= Vendem-se saccas com milho a 3600 rs e al-
queire medido a 3200 rs.; ni r.ua da Cadeia de S.
Antonio o. 19, deposito de farinba.
= Vendem-se duas preta* e urna parda de boni-
tos figuras, propria para todo o servico ; na ra di
Cadeia do Recife loja de Joio da Caoba Magalhles.
- = Vende-se urna escrava de naci de 24 aonos, de
bonita figura], o| tima quitandeira ; um esersvo de na-
ci de bonita figura de 25 annoi ptimo cirre-
gadorde palanquime gantiador: na ra dai Crniet,
n. 22, segundo andar.
Calcado.
% As muito desejadas chinelas'de Braga acabio de
chegir; assim comosapatosde Lisboa para senbora,
tanto de lustro como de duraque ; ditos de lustro para
bomem ; botini e meios ditot; borzeguins gaspeados
e de pona do lustro ; sspales de lustro-e de beterro ;
sapatos para senhora, de lustro, marroquim, de lia, du-
raque pre(o e tetim brinco ; eticado para meninos de
todos os tamanbos; e outros calcados por preco com->
modo : na praca da Independencia n. 28.
Vende-te a venda da raa da Praia, n. 46 ,
bem afreguezada e com bastantes commodos para mo-
rar familia ; oa ra tstreita do Rozario, venda, o. 1.
= Venda-se urna botica das mais acreditadas, ecoro
o melbor torliroento de drogit; na ra da Cadeia lo-
ja o. 40.
Manoel Antonio Pinto da Silva,
tendo de descarregar o patacho Fen&s
at o dia 10 do correte, por isso vende
farinha de superior qualidade, chegada
ltimamente de S. Matheus, e por me-
nos do que em outra qualquer parte, tan-
to a bordo do mesmo patacho, como no
seu armazem, na ra da Cruz, n. 54-
(.) tpipoa*. q
anb jod 'osjd ojtjaq oiad loiipoamuioMj ise as ta
-jo) a 'uin8| ojiojapiuDU sejjitt tus) ogu ipustvj i|p
-ejqoi i |3j 8|uai|o e iojubo oio s |im tnop ap olod
oDipoui -ojad sbji| tojoa uin pao topaaoo o\ moa
oqi|Q op o]jaqoy sp saojpad iquizui| ap opi]*
ap sajioa uiissv uiaq '. uin ipia opeznjo uin sp ooajd
ojnuiunp o|dd soj?3 tsoq o ipat |Stun,ot op soi
us| as-tuapue* ojuotuv S "P 03JB GJ"d J>uajJ UJU!>
oil)8||03 op m p tumba osicd op ijo| it =
Vendem-se chapeos antigos de (odas as qualidades ,
brancos e pretos de castor massa, merino o franeczes,
a 2, 3j e 4# rs. cada um.
= Vende-se potassa russisns, nova e superior;
cal virgcm de Lisboa mais barato que em outra
qualquer parle : na ra de Apollo n. 18.
Vende-se, por preco razoavel, urna casa terrea ,
bem construida ecom bastantes commodos sita na
ra da Alegra ; na ruada S. Cruz n 38.
= Vende-se um carrinbo de duas rodas, em muito
bom estado ; e um cavillo muilo bom para carro : na
ra estreila do Rozario n. 43, segundo andar, das
6 as 9 horas e meia da manbia.
= Vendem-se os escravos seguintes : ums preta de
Angola de 19 annos coiinbeira e lavadeira ; urna
preta cozinbeira cose e lava ; um casal de escravos de
naci com urna cria proprios para campo ; dio se
mais em conta por serem para liquidadlo : oa Lingoe-
ta becco do Torres n. 4.
Em prtmeira mBo.
Vende-se cera em velas da melbor fabrica doRio;
rolla da Babia as arrobas; vinagra de vinho linio
superior a 500 rs. a caada elba : nt ra da Sen-
zalla- Velha n. 110.
= Na botica da roa do Rangel vendem-se os re-
medios seguintes, dos quaes a experiencia lem confir
mado os melbors efleilos : dentifico que tem a pro-
priedade de limparos denles cariados o restituir-Ibes
a cor esmaltada em muito poucosdias ; o uso do dito
remedio fortifica as gengivas e tira o mo ebeiro da
bocea proveniente n&o s da carie como do trtaro,
que te une ao pescoco destes orgios; o remedio be
designado pelos nmeros 1 e 2: orchsta purgativa ,
mui til as crimen e at pessqat de toda e qualquer ida-
de ; be composla de substancias vegetaet, nio contem
mercurio, ero droga alguma que pona prejudicsr ;
remedio para curar caloi, em poucot dial; dito pan
curar dore veneren anligat, e que leem resistido ao
Intmenlo geralmente applicado ; dito para provocar
a menttruacao e accelertr a acc,lo do ulero dos paitos
') Por pedido do autor deste annuncio, vai elle pa-
ginado como est
^||rj>S i lj DE TIRAR FOGO,
a a flaneadas, a todos os compradores,
pelos precos seguintes:
\ i moldo embrulhado .... 4o
9 IOO ditOS ditOS.....2.SJ00
9 i. groza al G grozas .... 3,^'aoo
% de (i ditas ate 12 ditas. 3s'ooo
? Sendo muito bem acondicionadas e pro-
tprias para se levaren) para dentro e fra da pro- .
_ viocia, sem perigo algum; assim como se con- S
.f_j..____j* j. ......._____j__-. a.Kttn s
tj lina a vender de outros, como dantas a 2660 #
a groza: 00 acougue de Joio Dubois, ra dos jj
(guarais, o. 11, casa pintada.
i
Escravos Fgidos
Fugio, no dia 27 do p. p., um pardo baixo ,
grano do corpo com 01 cabellos de caboclo, bem pre-
to ; levou camisa e calcas de algodao da Ierra cha-
peo de palba falla muito descantada de nomo Ma-
noel ; veio do terliodo Ceari : quem o pegar, leveao
trapiche novo ou em S. Amaro que ser gratifi-
cado.
Fugio no dia primeiro do correnle urna pre-
la crioula de nome Raymuoda por aolhonomasis
Raymunda Paja gorda, de boa estatura nio tem
denles na frente do lado superior vestida de lulo ,
coituma a vender na ra doi Quarteit: quem a pegar,
leve por cima da botica que foi do fallecido Victorino
Ferreira de Carvalbo que ser recompensado; e lam-
bem te proleila contri qualquer poitoi, que a acoitir
em sua css.
mito. ; NA TVP DE M. r. DE PABIA l8q.5


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