Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05930


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Full Text
jlnno de 184.
i. .......
Terca fefra 1-
m
0 DIARIO pnoc-ie todo os das que
,5o forero de guarda: o preco da asigna-
tura he de 4/.r. por quartel 1x19a* adianto-
das Os annuucios dos atsignantes sao inse-
ridos a raxo de 20 ris por llnha, 40 rs. era
lvpo differeote, e as repeticoes pela metade.
,, que nioforem assignantes pago 80 rs.
,,0r linha, e 160 ero, typo diffeiente.
pHASES DA LA HO MEZ DE DEZEMBRO.
fresoente a6 aos 33 minutos da manha.
i,ua chela a 13 as 4 hor. e 2] inte, da tard .
Mcneoaote a 21 as 9 hor. es in. da tarde .
Iua nova a 28 as 8 h. e 33 mi ti. da tarde.
PARTIDAS DOS CORBEIOS.
Coiauna, Parahjba, e Rio Grande do Forte
Segundas e Sextas feiras.
Cabo, Scrinhaem, Rio Forrooso, Porto Cal-
vo, e Maceyo, -no 1. 11 e 21 de c ada mes.
Garanhuns e onito a 10 e 24.
Boa-Vista e Flore a 13 e28.
Victoria na Quintas feiraa.
Olinda todos os das.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira as 7h. e 42.min. da manha.
Segunda as 8 h. e 6 minutos da tarde.
de Dezembro.
DAS DA SEMANA.
1 Segunda S. Eloi. aud. do J. do; orph.
edoJ.doC.da2.v.,edo J.M.da2.v.
2 Terca S. Bibiana, Ss. AdrlaePonciana,
Ss Curomacio c Nono.
3 Ouarta S. Safonias, aud do J- do clv. da
i.r r., e do J. de paa do 2." dist. de t.
4 Quinta S. Barbara, aud. do J. de orph. e
doJ.M. dal. v.
5 Sexta S. Geraldo, auH. do i. do civ. da
1. v., e(lo J. depu do I. dist. de tard.
6 Sabbado S. Nicolao, aud. do i. do civ.
da 1.* v., e do J. de pai do 1. dist. de t.
7 Domingo S. Ambrosio.
Auno MI .*.
CAMBIOS NO DA 1 DE DEZHWRO.
Camb. .obre Londres 27'Ad. o. UaoO d.
a Pars 3 rls por franco.
Lisboa 115 p.c.prp. m.
Desc. delet. de boas tw ^ VVP- 4".]^
0ro-Onca hespanbolas 3UO0O a lttUO
Moeda de 0/400 vel. 6J200 a 16|
. de 6/400 nov. 16HM> a
le 4/000 9/Q00 a
Prato-Pataces ...
Pesos Columnares. l/ow a
Ditos Mexicanos 'JJ a
Pratamiuda. I/1?..
1600
9*200
1/860
1/900
1/860
1/700
Acedes da C do Beberlbe de 50/D00ao par.
DI ARIO DE ERW AMBUCO
PARTE OFFCIAL,
d. srros, m.nd. convid.r so. te O^.M d.. qu.troVm, .^^JS^^^S^%i^i
Governo da provincia,
eXFEDlEHTK DO DA 26 DO PlStiDO.
[ConcluiSo.)
OfficioAo inspector da thesouraria ds fsiends. or-
denando, que por tonta da quota marcada pelo mioii-
torio da justica para aa deipeza da guarda nacional
mande indemnissr a caita da plvora da importancia dos
cartuxos fornecido para salva a metros guarda nacio-
nal, o do embalado*, dado para o aervico da polica.
DitoAo mtwmo, determinando, mande iodemniar
a pagadoria militar do 128 rs., em que importen o ai-
nete manJado preparar para a segunda lego da guar-
da nacional do municipio do Recite.
DitoAo commirio-pgdor, declarando, que no
exame do concert do hospital regimental regalo-ie
pela inttruccOe e ordso, que regem a repsrticlo a
teu cargo.
idsm do da VI.
Ofljei >Ao presidente d relaeio, exigindo o eu pa-
recer aobredooa reqoorimento, em que Jos Luii da
Silva Guimerie le queixa do juiz municipal edeor-
phaosdo Rio-Formoio, Fernando Aflonso de Mello.
DitoAo director do araenal de guerra, para que in-
forme a cercada (alta e vicios, que, segundo te de-
prebende do auto, que Ibe enva, e encontrro no
geoeroa e medicamentos, ultimameote remeltdo para
a Ihe de Fernando.
PortaraAo meimo, ordenando, que por empreiti-
mo mande fornecer 50 arma nova e enverniada do
adarme 17, e 1 bandoleiras ao commandante do 8."
batalbao da guarda nacional do municipio do Recife.
Comraando das Arm is.
O.USTRL GENERAL NA CIDADE DO RECIFE, 1 DE DB-
ZRHBRO DR 1845.
Ordtm addtcional de hoje, lob o numero 68.
Em contequencia das nomeaede do reipeclivoicom-
mandante sao declarado para lervir si orden do Sr.
commandante da primeira ilivisao osSri. inajor Fran-
cisco de Miranda Leal Seve, capitSes Claudino Benicio
Machado.e Antonio Cardoio deQueirot Fooseca ; do
Sr. commandante da segunda dita 01 Sr., major Joa-
qun) Ignacio de Garvalho Mandones, capillo SebaaliSo
Antonio do Bogo Barros, e lenle Francisco Anlonio
di Fonseca Galvio; de mior da primeira brigada
Sr. capito Jos Franciico Mamede dcAlmeida, e de
ejudante doSr. commandante respectivo oSr. lente
1 ranciico Mamede de Almeida Jnior; de major da ae
gunda brigada o Sr capillo Jos Bernardjno Pereira de
lirito; de ajudantede campo do Sr. commandante re
peclivo o Sr. lente Joo Cavalcanti Mello oAlbu-
querque; de major Ja lerceira brigadao Sr. capilo Joa
quim de Pontea Marinho; de ajudanle de campo do re
peclivo Sr commandante'o Sr. alferea Antonio Fer-
reiraCampello; de major da quarta brigada o Sr. ma-
jor de legiio Candido Emilio Pereira Lobo; de ajudan-
le decampo o'Srvailert Jos Francisco Pire
Os Sr cepille do quarlo batalbao de arlilharia a
p Alexandro Gome d'Argol Ferrao. Tiitlo Po dos
Santos, e lentnle Jos Bernardo Fernandes Gama servi-
rs ss ordena de brigadeiro commandante d*s armas
titanio Coma Sta.
UI, .unas hiouh. ivp'i." -w----.------------ .
clines do exerrito, e da extinctaa.' linha.que nao mar
eharem n'etse dis, para eitirem ao cortejo, que te
ra lugar no palacio da presidenoia ss 11 bors da ms-
nhla.
Quartel general na cidado do Racife, 1. de etem
bro de 1845.
Jote da Silva Guimarts,
Ajudante d'ordens.
INTERIOR.
CinCOLA.lt.
Oeveodo-e olemniar com a maior pompa possivel
o da 2 de dezembro, anniversario felu do natcimento
de S. M. o Imperador ; o Sr. general commsndanlo
FOLHETIM.
A RAINHA MARGOT. (*)
POR 2Ufkoniiic Dumns.
____
PR1ME1RO VOLUME.
CAPITUL VI.
A DIVIDA FAGA.
Seoleit.ir tem iiyr a eurii>idado de saber porque
M. de L Mole '" liavia ido recebido por el-rei de
Mnvnrr, porque M. deCucaiiuxs nil bavin podido vr
M. duGuivr, e porqueta fin ambuacllea, cni ves dr
cjrrm no Loiivre. enm liisjfies, lebres c perditea, ca-
vao na lioipednri.i da Bella Estrella una iulnd de
louoinlio, henoceaaario quelrnia a ouiidctrendviicla H(>
vollar emn jiuseo an tellu. pilnoin dut reis, e de seguir
n raiulin Mr(arida de Navarra, que M. de La Mul per-
der de vino a entrada da grande galera.
Ein quanto Margnrida deacia casa escoda, o duque
Henrique do Guise, qu" ella niu ternera a ver depoi da
ana imite du iiiiivadu, calara no gabinete d'el-rei. Para
eaaa ranada que Marg.irida deaeia, liavia urna aabida.
Neasr gabinete ontle M. de Guiao ealava, liavia mil
purla ; ora, porto e aahidn deil.iviu anilina para una cor-
redor que ia ler aos aposentos da rainlia-uiai Catlicfina
de sjcdicis.
() Vide Diarie u.' 269.
RIO-GRANDE-D0-N0RTE.
Corraipondaiicid afo Exn Sr. prutd**le da provincia
com oijuitei da dirtito i cht/e di polica da nuima
N. 55. Ao mesrno, remeltendo o requerimonto do
toldado de 1.* linba, Joid Ferraira, para iqlormar.
N. 56.Aomesmo, remetiendo um exemplar do
instrumento do reoonhecimento de S. A|lea Imperial
o Sennor Dom Aflonso, como suocessor no thronoe co-
ros do imperio do Brasil.
N. 67 Bevertendo s Vine, oolcio do seu dele
gado do termo do Principe sobre s devatadora lecc,
que de muito sollrem o babilante daquelle lugar,
tenho a diier-lhe, que de ludo tico inteirado, e appro-
voas provideocissqUe Vmo. iniinuou, e quecontlio
de eu olTicio, que por copia me remelteo incluso no
eu de 20 de maio ultimo, que suim fioa reipondidn.
Eporeita occatiio recommendo-llie. que. para a boa
ordem o regularidadeda correspondenoia numere o of-
ficio que a mim, ou a outrem dirigir da ora um dien-
te; o que ali nada cuita. Dos guarde a Vmo Palacio
do goveroo do Rio-Crande-do Norte, 10 de junbo de
1845. Dr. Cuimiro Jos dt Mora Sarment. Sr.
chele de polica deita provincia.
N. 58 Ao mmo, remottondo um exemplar do
decrete de 26 de maio, e o da falla, com que S. M. o
Imperador encerrou a 1 e abri a 2.' aio da al-
terables geral no dis 3 de maio
N. 59,Ao mesmo, participando ler expedido or-
dena para aer aatisfeito o pedido, que acompaobou o eu
oflicio datado de 10 de junbo de 1815.
N. 60. Pelo seu olllcio, de hontom datado, ico
inteirado de haversido preso sua ordem, na villa
da i'rinceza, Manoel da Silva Ribeiro, dos motivos,
que tivera o respectivo delegado para o mandar cap-
turar, e bom assim do que a este respeito deliberara
Vmc. Quanto s requisicOes, que Taz o mesrno dele-
gado, no oflicio, que por copia metransmittio Vmc,
cumprc-mc significar-lhe, quenesta dala vilo ser ex-
pedidas as convenientes ordens.p'ra que sejijo remet-
tidos para aquella villa duzentos e quarenU cartuxos
embalados, e para que o destacamento, que all se
acha, seja reforcado com mais doze pracas de primei-
ra linha, nilo podendo ser com m#ior numero, por-
que liflo tervtio quasi torga alguma disponivel, per-
suadindo-me, alm disto, que vinte soldados sflo suT-
Ocientes para, na dita villa, dar torca s autoridades,
e ropellir quaesquor hostilidades^ que Manoel da Sil-
va Ribeiro, e seus asseclas e sectarios, por ventura so
atrevuo a commeltcr contra a tranquillidade publica,
ou contra alguns individuos por elles detestados; o
que com tudo confio no succeder, atienta a intcl-
ligencia, prudencia e actividade do honrado delega-
do, e mais autoridades, s qaes deve Vmc. recom-
mendar, que eslejio sobre aViso e acauteladas, cer-
tas de que podem contar com a mais ampia coadju-
va?fio e apoio meu, em tudo o que, por bem do sece-
go e da seguranca dos habitantes d'alli, obrarem
dentro da rbita das leis, que em caso algum devem
ultrapassar, e nem he necessario, porque nellas en-
contrara a precisa faculdnde para protegerem os
bons e rachassarem os perversos. Dos guarde a
ii iiMiiiiaJa iRa
Eslava ealn aoainha, culada uma me, oom o broc
encuatado urnas Huras nbert, e a Cabeca n mtn aimla
iiotavelmrnlo bella, graca ana eoanieticua qiie.lhe for-
necia o Floroiitinu Rene, que acoumulava o duua cargo
de pfrfumriru o envenenodor da roiuha-nii.
Trajava n viuva de Henrique II csae luto que ella min-
ea mais deixnra depoia da rorto de sen marido-----Or-
lva etso lenipn pelua seuf 53 auiioa, o conservava, a
iv.ir da sua gordura vigorte, veatigios de tu primeira
belleta. Cumo o vestuario, era o cu apoaento de urna
viuva. Tudo alii era triste ; etluffoa, paredes, moveia.
guentele via por cima de nmn eipcco dn dorl que
oobri una cadrira do braco magnifica, onde neala ucr
casiao durmia deilada urna eadelliiilia galga favorita ta
raiaba-ntl, prcacnlo de cu gcuro H'Miriquc de Navar-
ra, e que liavia rriebido o noroe rajlhologico de Diana,
via-te, dlicmoi n pintado ao natural uro arco lri cir-
culado dela diviio greK, que Ihe liavia dado el-rei
Franciaro I : Pkoi pherei de kai aithun, o que c po-
do trailutir por ealu verao :
Derramo a lu no eip.nco o a pa no globo.
De repcnlo, e quando a raiulio-mai mai abaorla pa-
recia em profunda meditac* que Ihe rai vir aoa labio
pintado de carmim um nrrio vagaroio a irresoluto,
um hnment abri a porto, ergneo o rcpmlciro que a
eobria, e roodraiido um rodo paludo, date:
Tudo ai mal.
Cathcrina ergueo a cabeca, e vio o duqno de Goito.
Como! ludo vai mal? perguiilou ella. Queque-
re diier, Henrique ?
Quero diier, que el-rei el cado vet maia namo-
10 de junbo de 18*5. D>. Casimiro Josc de Morats
Sarniento. Sr. cheto de polica dosta provincia.
%i i Ao mesmo, exigindo iqtormagOes a cerca
do estado e numero das ca.Teias do crime da provin-
cia ; o sea diaria, quo recebemos presos pobres,re-
tiidos nadacapUl, he sufflciento para sua sus-
lCS- Rcspondondo ao seu oflicio, do hoje data-
do, com o quil me rometteo o do subdelegado do
dis'tr cto daqRiboira, quo Iho ^P^.^^X^
mesmo representa contra o proccd.monlo, do^cabo d
guarda da alfandega, por se haver este negado a
Srestar-lhe o auxilio, que >h''"'^"do
captura de um individuo, achado com urna faca do
ponte, releva dizor-lhe.que nestaidU^exped.ordem
aoscommandantes dos corpos, a fim de VfedtArm-
nem s guardas, que presten, d'ora em diante, todo
o soccorro,que as autoridades polic.aes roqmtarern,
sem que posso fazer, a semelhante respeito, qual-
querreflexao, que ate agora com d.re.to faz.no, por
assim .haver verbalmente determinado o,meu ante-
cessor : cumprindo, porm, que Vmc. adv.rta ero
commende aos seus delegados e subdelegados, que
no deven, abusar da faculdade de pedir soccorro e
auxilio s guardas para obtercm soldados, que leven,
ollicios e facao outros sorricos.que nao devem, como
estou informado que acontece, eos guarde a Vmc.
Palacio do governo do Rio-Grande-do-\orte, 12 do
iunho de 1815. Dr. Casimiro Jos de Moraes Sar-
ment. Sr. cheto do polica desta provincia.
N 63 Dovolvendo-lhe os ofllcios do subdelega-
do de Arez, que acompanhrflo o seu, hoje latedo,
tenho a dizer-lheem resposta, quo nilo, he nos,vel
satisfazer as exigencias daquelle subdelegado, por
nao haver mais farinha e nem armas, que se Ihe pos-
sao mandar. Dos guardo a Vmc Palacio do govet-
no do Rio-Grande-do-Norte, 12 **}atttl0*; 71
Dr. Casimiro Jos de Moraes Sarment. Sr. cneie ue
polica da provincia.
N 6*. Cumpre, que Vmc, cm desompenho dos
avisosimperiaos, expeca, coma maior Pss,vc'r?;
vidade, as mais terminantes ordens, como em ollicio
de 23 do maio prximo passado Ihe determinei, a nm
de que os sous delegados e subdelegados empreguem
toda aMiligencia o solicitudc no recrutamento dos
individuos, que, segundo as leis em vigor, estiverem
no caso de servir no corpo de imperiaos marinlieiros,
recommciidando-lhes, que prelirflo os Indios, que
sao os que mais tecm approvado para o semejo da
marinha, e do entre estes os de 12 a 16 anuos; deven-
dO Vmo. ver so consegue capturar nesta cidadc todos
osrapazes, que forem da idade cima referida, que
naoliverem .senc3o alguma legal a seu favor, forem
occiosos e pertencerem pais ou a individuos, que
no os podem sustentar c educar, de modo que os
habilite para screm bons dadnos. Dos guarde a
Vn, Palacio do governo do Rio-Grande-do-Norte,
12 de iunho de 1845. Dr. Casimiro Jos de Moraes
Sarment. Sr. ebefe de polica desta provincia
T. 65.Ao mosmo, remeltendo excmplares de leis
oraos e decisOes do governo.
N 66. Ao mesmo, mandando apromptar os oD-
jectos, de que necessita a cadea desta capital.
N 67 Ao mesmo, remeltendo a copia do aviso
da secretaria da justica do l."de maio do correte
an68 Accuso a recepcao do seu oflicio sob n.
1* do 19 do corrento, pondo minha disposic3o os
tre's recrutas, que se achavaono calabouco, c queja
tiverao o conveniente destino. Dos guarde a Vmc.
Palacio do governo do Rio-Grande-do-Norte, 21 de
iunho de 18*5. Dr. Casimiro Jos de Moraes ar-
menio. Sr. cheto de polica da provincia.
jv 69. Tiverao o conveniente destino os recru-
tas, que Vine, mencionou em seu oflicio, hontem da-
tado e que respondo, sendo solt um, por ja ter ser-
vidora armada, c ter sido escuso pordctoito physico.
_ Que bouve entilo ? insslo Calherna com eas
me*nm roilo calmo que Ihe ero habitual, e ao quo! sa-
bia lia dar lio bem, conformo o ticcatiao, aa mai.op-
piiilos expre5e.
_ Ha, que nimio agora, pela vigsima ve, autcile
com S. mage.lade a qneit. o nuniinuarinmo a up-
norlnr na bravatas, que o Sr. da rcligiao teciu oua-
do, depoi do feriinetilo do eu almirante.
_ Eque vo responde, meu filho? perguntou Ca-
llierin. ,
_ Repondeo-me: Sr. duque, o povo dovo u-
peitar que oi o autor do aatinato tmnimcltd.. na
peasoa do inen legando pai, o almirante; defende-vn.
como voaopprouvcr. Pelo que me dit respeito, defen-
der-ine-hei uiuito bem por mim memo, e mo inaulto-
r,,n,....... E cum ilo me voltoii a coitaa para ir dar do
cor aot eus cae.
_ E nao procuroitc det-lo?
Sim, prorurei. Mas elle rcspnndeo com ea voi
que V. mgealnilo Iho conhccc, o coi um olbar, quo
rile um : Sr. duque, o> ineua ce Irem fume, c
ellra na fio honiena para quo en oa faca eaperar......
A viata dnqnoaaeiilei vir ter com V. magestode para
ureveni-la.
_ E firalca bem, dme a rainha-mai.
_ Moa queretilvermo?
Fazer novo etforc.
_ E quem o tentar?
En El-rei cata a ?
Nao, cnliora. Eat com M. do Tavonnea.
_ Eprrai-mc aqu, ou ante egui-me de longe.
Dos euarde a Vmc. Palacio do governo do Rio-Gran-
de^io-Norte, 23 dejunho de 18*V -Dr. Caumro
Jos de Moraes Sarment. Sr. che^,de polica desta
provincia.
PERNMffUCO.
ridimen/o da meta do contulado delta ciiade no
mes de novembro prximo panado.
a asneas *
Consulado de 7 p. c. 25:3^*
Ancoragem psrs frs do im-
perio
I dem psra dentro do dito
Sello fixo
Conhecimento
Titulo
Siadel5p. c,
limolumento de certidfle
Sizade5 p. c.
1:778,062
459.271
424.160
01.520
11,900
2:237,333
527,680
930,000
66,200
575,025
29:758,327
Rendimentot dn divercat provincial.
Ditimo doassucar d'Alaga 452,658
dem do algodo do Rio-
Grande-do-Norte 312 5d,47Q
30:205,797/
IflMU II". ..-,.* iin.iwn. ..|,..fc..w, ^ ^-------------~~l------
o cu conaeiitimeiito para a grande empresa, eaperare-
moa anda muito lempo, e talvez meiroo para sempro.
-T Quero di.er, que el-rei e.l cada ve. mai. amo- n.inl.O do quarto, ondo aot.ro ..pee. ua rqu o .- ..,. ... ----- -.....'-
jiii ur .em, ^..... wr'm -i
ffeicSo. Subre puleiroa prrgadua n parede catavau ., -
dout ou tre falcoe escolhidos, o una pga-parda, com pouco duvidoo, vos crsde imot
Rendimenio deita provincia.
Diximo do ssucar 39.34
algodio
cal
fumo
Taxa de (cea de slgodio
160 rs. por caixsde
assucar
40 rs. por leixo de
- dito *
20 rs. por barrios e
saces
1:610.360
11,298
38.442
46,080
77,920
,040
270,500
8:293,983
38:499,780
Meta do contulado de Pernsmboeo, l.'dedeiem-
brodol845. O administrador,
Joo Xavier ( arneiro da Cunna.
Hublieacoes a pedido.
----------
aos annos db s u o. o SKNHOR DOM PBDUO
II KO DA DO9 OU DRZKMBRO.
Ds Faee do Immorlal serens, e purs,
Dentre o almo fulgor que resplandece,
Um da rebentou que nio fenece,
Que ao orbe Irouxe grata e formuturs.
Scrdosieres, oh I Deut! La detsa altura ,
Detsa etphera de luz que o mundo squece,
Um dis le desliza.... ei-lo que desee,
Doa fadoi disupando s noute eteurs.
Um Prncipe nos da: o a Naturea;
A o ve-lo ealremeceo de accatamento :
Temos hymno modula a Redoodeis.
A Patria o recebeo : neste momento
Mil triumpbos coniegue s Restis,
Um atro ganbou mai o Firmamento.
J. C.
a qual Cario IX 10 diverta roubar doaninho oa fi-
Ihoadoapaasorinhoa nojardim do vclb Louvre, enes
da Tuillerie, que cntSo se eomecav a oomtruir.
Pelo aaminh, liavia a rainha-mai arranjado um aom-
blanto palhdo ooheio de agona, pelo qual rola va uma
ultima, ou antea uma primeira lagrima.
Appruvimou-e devag.rinho do Cario IX, qoe dsva
ao .eu ce fragmento de bolo cortado ero pedaeos
iguaei. .
Meu filho, diso Cathertna oom um traraur de
voz lio Lem fingido quo fes e.trenjeccra el-rei.
Quetcnde, enhora? di so Cario volUndo-e de
prnmpto.
__ O que tenho, meu filho, repondeo Cathsnna, ha
qno venho pedir-voa permiSo do roo retirar a oro dos
voaso oaatelioa, pouco roo importa qual, com tanto que
teja bom dUloulode Par.
Eporquoia.ii, enhora? perguntou Carlos IX fi-
lando em aoa mai o ou olho vidrado, que lio peue-
'ranlca ae tornav.lo cm cerlaa occatl6e.
Porque todo oa diaa recebo novo ultrajes deaaes
,1a religiao, porque hoje voa vi ameacado peloa proloa-
lante al no voto Louvre, e nio quero maia aaatttira
aoiuelhantea espectculos.
Ma cm fim, miuha msi, dale Cartea IX oom uma
xpreaai ebeia de convicc&o, quterio roatar-lhea o
acu almirante. J mu infame aataino Ihea havia roorto
eaaea liunradoi I, mena o bravo M. da Mouy. Morta de
minha vida! lie pin io, minha mii, que haja uma ju-
ca em uro reino.
perai-roc aqui, ou ante, egui-me de longe. Ol! ede tranquillo, meu filho, s jo.tca >*>>
Cilberina iri..co- iromedialanicnte, ctomnu o ca- fallar ; o lh"a reoiuarae v, elle a ai meamoa a israo
liniodo quarfo, odo .obre tapte, da Turqu, eco-----------ad obre M de Gui. boie. amanhi. sobro
> i __I_^_ ....n l na lniKi

/llm. eExm. Sr. Em observancia do retpeitavel
despacho de V. Eie. de 30 de setembru, etarado no of-
Dcio do Dr. chafe de palila nterin.) Joa Francisco de
Arruda Cmara, dirigido eisa presidencia, e cobriodo
um.olTIcio do delegad de Naiareth Jos Porfirio Lobo
de Aodrade Lima, ao rniesmo enderecado com outro do
delegado supplente deata comarca Henrlque Pereira de
Lacena, e urna certidio do carcerero aobre a sua ordem
de prisao, e a de soltura por habeas-corpus. concedido
por mim, como juu de direito interino, a Simplicio Al
ves da Silva, para que cu responda sobre auppoatos
abusos e eicessos, que o meamo Dr. chele de polica,
eom oa referidos delegados parecen enebergar oeste
meu procedimento, teobo a satisfico deasslm cumprir.
Louvarei o lelo, com que aa aobreditas autoridades de-
aejio prevenir qualquer desvio da justica ; mas import
notar-lbe. que, devendo a polica se esforcar mala em ae
cohibirem 01 Crimea, do que em serem punidos com ar-
bitrios taes, que a cada momento estejao comprometien-
do, como actualmente acontece, as garantas, de que a
lei incumbe aos aeus exerutoree, sobre os direitos dos
cldadBoa ; eis-aqui o busilis do actual conflicto da po-
lica desta comarca com a justica, nos casos de concs-
lo de habeas-corput, como demonstrarei em pro! de
minha curta inlelligencia da lei a respito, submetlen-
do-me a melbor decisao desse governo, se me acho em
erro.
Comecando pela dita certidSo, dell.i evidentemente se
canbece, que pelo abuso de o d legado supplente nao ter
cumprido a determinacio do ultimo membro do art, 148
do cdigo do processo, em nao exceder o prazo de 8das,
marcados para a lormacao da culpa a Simplicio Alves
da Silva, ama veiquenem occorrfira aflluencia de nego-
cios pblicos, e nem difllculdade Insuperavel que o obs-
tasse, e assim desculpasse a relencSo deste preso al
perto de um mez, ojuiz de direito seria culpado pernote
a lei (aviso de 3 de oulubro de 1835; em o nao ter solta
do por habeos-Corpus, se essa reteocao Ilegal viesse ao
seu conhecimento /art. 344 do mosmo cdigo), indepen-
dentementeda peticao, que le o mesmo cidadao.
Por quanto, so pelo simples indicio de um crin.e
qualquer podesse algum cidadao desta comarca ser vio-
lentado na sua llberdade por todo o lempo, fra da lei,
i arbitrio do mesmo delegado supplente ; teria este lu-
gar de exprobrar ao juit, que por habeas-corpus soltera
preso indignado emerimo inaliancavel; aioda oesta by-
pothese o remetteria para o J 7.-0 do art. 69 da lei da
referira, concedendo recurso ex-officio. Mas,sealel op-
poe um dique ao trasbordamento de paix. s productoras
de odios e vingmeas, de que esli sendo victimas os ci-
dadios pacficos doLiinoeiro, garaotindo-us pela llanca
e habeas-corpus, como um meio termo entre a preven-
cao dos deliclus e os abusos oppressores da raiio, para
que a (yrannia o capricho, anniquilando a humanida-
de, nao equivoquem o criine com a innocencia, com
brbaro imperio sobre as ruinas da verdade : o aviso de
4 de (evereiro de 1831, accorde com o art. 187 do cdigo
penal, priva o delegado supplente de iotromelter-se no
conhecimento dalugalidade uu illegalldade do habeas-
corpus, pelo seu citado oilicio de 8 de agosto : e se, bal-
do de meios para colorar tantos actos tumultuarios de
sua polica procellosa, como he nolerio, procura juslili-
ca-la, sobre desairar a minha justica, desculpa Ihe da-
rei, e nao quelles, que o acreditao, talvex sem oulro
motivo, que acooloriiiidade de sua correllgionariedade,
para aecusarem a terceiro, a quem saiio desafio: tos por
oplnl s polticas.
Terei, por ventura, durante o exercicio de minha in-
terinidade Se juix de direito, peccado antes por defeito
no rigor litteral sobre o desempenho da lei, que concede
habeas-corpus, do que por exxesso, e mullo meos an-
da por abuso, caso eui que s por ia de recurso com-
petera elguem o ntrometter-se, quanto mais aquella,
d'onde partir a origem do mesmo excesso, ou abuso,
quando existisse. Desle modo por um dlemma seria
eu responsavel, se nao livesse concedido o habeas-cor-
pus, nos termos prescriptos na lei ; e screi taiubeiii por
o ler concedido conforme o pensauento do Dr. chelo de
polica, com os delegados de Nararelh e Limoero, sem
rame dos lacios e da lei, dando-llie cada qual a inlel-
ligencia mais conforme com p seu modo de pensar,para,
ao alvedrio deste, cavar o odioso e o descrdito da re-
pulacio de outrem, sob pretextado zelo e desejo do des-
aggravo da justica, como se deprehende do ofllcio do de-
legado de Natarelh, o qual deveria lambem, da econo-
oila policial da sua comarca, mostrar melbor este seu
zelo eo seu desejo.
Esta minha culpa esliibar-se-ha, por ventura, na in-
lelligeocia diflerenle da que eu comprelienJo nos arta
Z\i e 35 do cdigo do processo, diados no ofllcio do
delegado supplente, com urna nota veja-se, nota,
que lambem se acba marcada na certldo de minha or-
i ro de soltura, as palavras visto ter o mesmo se
mostrado innocente, e estar sofjrendo urna pristi injusta,
e constrangiment illegal na sua liberdade. Analvsa-
rentos, puis, le, para escianc.-r se a justira ou injus-
tica da argutcao, que me fatem, cjmbioano-te o fado
com o direito
Segundo a hermenutica jurdica dos meus arguido-
res, collige-se do ultimo membro do ait. 342, pelas pa-
lavras.do ofllcio do delegado supplente porser, no
caso vertente, inafiancavel o crime que o cidadao,
sem culpa formada, puso smenle por ser indiciado em
Ai meu bllio, roplicuu Catherina dci(aiido-c
levar da violencia do teu penaameiiloe, nao veilea roa
que te uto Irolo innis da niurle de M. Franoiacu de (jin-
te ou da do almirante, da i eligan prolealanle ou d rc-
ligiao calliolica, nin o iuplcainriilc iln aubatitui-
9I0 do lllbo de Antonio de finar bou ao filliu de Delin-
que II?
Vamot l, minha niai, ah voltaia rt anda ai voe-
laiexagcrafOet do cotluiiie, dase el-rri.
Qual be o vusao |ierecer meu hlhn ?
K|ierar, minha mi, operar. Toda a prudencia
humana eala netla nica palavra. O in.iior, o nait forte,
e o 111.11 dctlro (>l>rcludo, lie aquello que tab ctpcrar.
Pois etperai; mat eu nao eiperarci.
E dito iio fet Catiierina una reterenein, e chegan-
du-ie para a poria, como quem te quera retirar
Carlos IX deuioruo-a.
Em fim, que levo cu fater, ininlia iriit 1 ? dine el-
le ; poique priniciro que tuilo mu junio, c quitera que
tudoa e.iivemcn coniiuigu aatitfeitui.
l.aihcnno tornan a appruximar-ii'.
j" Vniilc, Sr. condr, diso ella 1 Tavannca quo brin-
crime Inaliancavel, pode ser coagido na detencio de sua
liberdade, por todo o lempo, i arbitrio da auloridade
prendedora I 1 B n3o importara isto illudlr-se o pro-
veito aalular do habeas-corpus, em cor.-iglr o abuso do
art. citado 148, como su pralica pelo delegado supplen-
te e seus agentes, violentando a llberdade doa cldadios
com prlsdes por muitos dias, alm dos permltiidos palo
mesma artigo, por multas semanas, e at por mudos
metes ? Eo que seria de tantos miseraveis, presos sem
culpa formada, se, apezar da parsimonia do juu de di-
reito nao fjise este escndalo eorrigido algumas vetes
pelo habeas-corpusl Nao loi um subdelegado, cujo ins-
pector tentara o anno passado, em setembro, assassloar.
um cidadao pacifico no meio desta villa, que fet processar
a este ( edesproouncia-lo multo depois, por nao acbar
motivo algum para a pronuncia), e masmorra-lo na en-
xovla de criminosos, onde talvez ainda hoja jiteris, te
nao fotse o antidoto do habeas-corpus 11 "E o inspector ?
Ficou-se rindo, e alTroolaodo a justica I I
De lana gravldade lie o habias Corpus, que alguna
jurisconsultos enteodem, que deve ter cumprido, se,
comecado o proceSKO antes'da pronuncia, lor esta obtl-
da aluda antes della ; e como se poder denegar, nos
termos da le, como no caso em questio ? Seta s por
lia ver indicio de crime inaliancavel? Entendem-o as-
sim os meus arguidores: e o decida V. Exc.
E outro sim, da mesma hermenutica do oulro arl.
355, citado no ofllcio do delegado supplente, pelas suas
palavras sem que o respectivo juiz me ouvisse da pristi do mesmo Simplicio se eollige, que, sem
esle requisito, be inconcedivel o habeas-corpus : e nao
importara esta lei urna completa burla, todas as vetes
que o delegado supplente, e seus agentes, se obstinas-
sem no so 11 criminoso capricho de, por espirito de parti-
do ou de vinganca, coagir a liberdade do cidadao? E
nao ser cerlamente isto o que a lei previne, ou a sabe-
dor ia do legislador procurou remediar com as palavras
sendo possivel ? Respondi os cidadios, que leero
padecido as garras violentas da vinganca ; bem como
Manoel Ignacio de Arruda, preso por ciime da mor te e
de roubo, de que era oulrem o criminoso, tanto que o
mesmo delegado supplente o desproounclou ; e no en-
tretanto importunara a V. Exc. por eu ter concedido
habeas-corpus ao mismo Arruda, como j respond a
essa presidencia em ollicio de 22 de setembro.
E de mais, alm de que eu pens, com alguns juris-
consultos, que o art. 355, sotoposto ao art 354, m> flm
de todos vi precollos do habeas-corpus, incluidos nos 14
arligos antecedentes, dit respailo smeote piiioem
consecuencia de processo civil, para que em caso tala
Soltura do preso nao comprometa inleresse de terceiro
prejudicado ; sendo esta / meu ver) a rateo, por que a
lei aconselba, que teja ouvido o cidadao inleressado no
processo citel, e que o juit, ou tribunal, antes de resol-
ver a soltura, requisito i auloridade prendedora os es-
clarec meo tos que provem a legaldadeda prisio ; i is-
to mesmo nao obrlga, conforme as palavras sendo
possivel. Se isto sedsso em qualquer oulra prisao
digna do habeus-corpus, isto he, se, para este se conce-
der, se neie>sitasse sempre de ouvir a autorldade, que
ordenou a prisao. e requisitar della os esclarecimenlos
de sua legalidade, que juiz de direito promptamente,
romo mand> a lei, o poderla conceder nesta comarca,
actualmente, a qualquer preso por ordem do delegado
supplente, resldindo elle 7 a 8 legoas lora da villa, cora
demora das parles qualro e mais dias, em quanto andao
portadores para IA e para ca, em consulla do delegado
supplente com os seus mentoiei ? Quem poderla des-
labynnlbar os entreves, com que elle, seus agentes e
esenvies salvas hunrosss eicepcdesjembrulbario estes
esclarecimenlos com mil diftlculdades? Itesponda aquelle
processo monslro, que uut cjilo subdelegado, eom seu
escrivao, servindo de testeinunha falsa, entre outros,
uui seu amigo, bem sabido pelo delegado supplente.....
engendrara clandestinamente n leoineco deste anno, pa-
ra 1 nulilisjr-su um habeas-corpus do miseravel Jos
Femeniles, preso, ha mais de 6 mezes, sem culpa for-
mada 11
Kesta-me anda esclarecer sobre o terceiro ponto, que
fet objeclo da aiguicao ; quero diier, a certidao de mi-
nha ordem de solluia, j citada, e qiefoi uoladacom
uin veja-se o mais poulinbos, pelo delegado de Na-
tarttli. ccorre-me aqu urna ancdota, que roa parece
anloga : ei la.
Um nspeclor deste delegado cercara, no met pastado,
a casa de um respellavel cidadio de Nataretb, o qual
aposentara resistencia (que poderia ser bem fuoesta ; e
quem o culpado ? Talvez o zelo e o riese/o do dessggia
vo da justica I ), em quanto o nspeclor Ihe nio ap.e-
sentaase u ordem legal; e como esle a nao trazia, liou-
ve de nejar doapparalo da resistencia : queixou-se ta-
se pacifico cidadao conlra este escndalo do delegado, e
este responora olltcialinente, que o inspector iafaiendo
aquillo por engao, de que o cidaddo teria criminosos
em la casa; mas que ello delegado o juigava incapaz
disso. Seini Ihanlemerite o delegado supplt ule do 1.lum-
en o oIIiciu a tsle il i Naiaielh parece iiiancummuua-
cao ), rrogando-me um crime de rtsponsabilideda, que
com elaslerlo acredilou o du Natarelh, san se lembrar,
que assim como elle desculpara o seu inspector com a
elde do engao, deveria srmenos pesimista sobre o
procedimento de um juit, que lera pundonor de sua re-
puiai 1. Permita Dos, que nem o mesmo delegado,
e ero pessoa sua, se veja algum da eotre as eserescen-
ciaa peridicas das nossas erises polticas, preso e aga-
danhado palo despotismo, e Implorando um habeos cor-
pus a juit tal, que entenda e execuli a Jei do mesmo
modo, por que a eolende o mesmo delegado e eiecuta o
seu collega 1
Importuna val-se tornando i V. Etc. esta minha ros-
posta, j prolixa pela necessidade de esclarecer a verda-
de, e de justificar, perante o sentido da le, o meu pro-
cedimento na coocossio do habeas-corpui do sobredlto
Simplicio, de cujo processo junto, confrontado com as
raides ponderadas, decidir esse governo, se existe ou
oo justica na minha decisao de soltura do mesmo pre-
so, sem que Bcatiem inhibidos os sobreditos delegados
dos termos ulteriores da lei ( aviso de 4 de (everairode
183.1).
Cuido baver assim satisfeito a V. Ble que se digna-
r determinar-me aquillo, que Idr de Justica e de eql-
dade.
Dos guarde a V. Etc. pof mallos annos. Villa do
Limoeiro, 8 d novembro de 11*45. Illm e Etm. Sr.
ooncelheiro Antonio Pinto Chlehorro da Gama, presi-
dente da provincia. Jos Francisco da Costa Gomes,
juit municipal e ex de direito interino.
cova com a pga-pardn d'el-rei, o ditei a S. inageatndt-lun ulirfn calore.
ti 111 tan moni vaatallos iBo ot lingueiiolos cuino os ra-
lliulieni.
l'.iiiio, Sr. dille Catiierina, 01 voatos vatialloi
liugiiciiulra fardo coiuu o javuli, quo nio recebe o chu-
fo na aigani.1 : elle porao ni mnt no tlirono.
Ora osla Acredilaia iato, tenliora ? dille Carlot
IX com ar do qucui 11.1 dava grande crdito ai predic-
{fe de nu.i iiiii.
Poia nao vittei luje M. do Mouy e o acuaP
Sim, v-oa, poia que d'iiqui acaban de tabir. Mat
que me pedio elle que nao teja justo p Pedio-me a mar-
te do matador de acu pin, u do aataaaiiio do almirante.
1V111 piiiiiiiuiB nos M. do Moiilgoiiimcir pela morlo de
meu pai e vusa esposo, nao abtante ter eiaa unirle mu
simples ai.aaoP
Enla brm, Sr. ditsc Culberina sentida, nao falle-
mos iii.ii mato. V. inagciladu eala inb n |>rulecclo de
cot, que Ihe 0.1 liiic.i, prudeiiei.i e cuiiKanca. Mj< cu,
pobre iiiiilher, que Dena deiaupnra acui duvida em
atligo ilai muui peccado, temo c cedo.
E dito iitu, C.iilierio.i audiiu aegunda vet e stliio,
faiia aignal ao diiquo de Guie, quo neale coniriio ha-
1 ia entrado, que ticnaie em icii lugar para tentar nind.i
Variedade.
O REINO DE MSCATE E O SEU IMN.
Zanzbar e Mscate sao nomes pouco familiares aos
ouvidos dos Europeos, e estamos persuadidos de que nao
serio mudas es pessoas, que posio lormar urna ideia
completa do novo alliado, que acaba do adquirir a
Franca. O Imn de Mscalo ha um principe poderoso,
e 01 seus estados leem urna extensao cons'deravel, pois
confinio por urna parte com as potsessdes de Mehemet-
Ali e do Shab da Peisia.e por oulra com a colonia fran-
cesa de Bouibon eos novos eslabeleeimentos dosCo-
inores.
Pontfice, monareba ecommerciante a um mesmo
lempo, o Imn de Mscate domina pela religiao, pelas
armase pelo commercio em unas 800 legoas de costa
na Asia e na frica. rabe de nascimenlo be obedeci-
do pelas tribus rabes do antigo reino de Ornan; sao suas
as chaves do golfo prsico e do mar Rouxo, e a sua auto -
ridade eslende se at urna distancia detconhecida em
toda a longitude da costa de Zanguebar, Uo celebro no
outro lempo e tao esquecida boje. Calcula-se, que os
seus rendimentos monteo em muitos milhOes de fran-
cos: possue urna numerosa marinha mercante e de
guerra; e nos d ulereles portos de seus estados se laz um
commercio activo com a Persia, a India, o Madagasca
e as diversas colonias europeas do Occeano indico.
Por urna singularizado bastante extraordinaria asduas
capitaes do seu reino exislem as duas extremidades de
suas dilatadas possessdes. Fue se a vista no mappa para
o>ronlins da Arabia.no golfo prsico e na grande restin-
ga que entra no mar, exactamente debaixo do trpico,
quasi delronte da embocadura do Indo, e all se encon
irari Mscate a pouco mais de dous tercos do caminho
por onde se vai directamente a Alexandiiae a Bombaim.
Mscate bu a capital dos estados asiticos do Imn, e
sede hereditaria do seu poder. A sua populacio be de
uns 60,000 habitantes, tem umbom porlo mui frequen-
Udo pelos baglos ou pequeos barcos rabes, que nave-
gi) no golfo, o qual serve de deposito ao commercio,
que se faz entra o Indoslio e a Persia, e entre Bsora e
BomUoim
Esta cidado foi conquistada nos principios do seculo
XVI pulo grande Allonso de Albuquerque; e os Porlu-
guetes a possuirao por espseo du seculo o meio; mas em
1648 (ornou aodominio dos rabese all seestabele-
e o o jiovern 1 dos Imans. Todo o territorio, que a cir-
cunda he della dependente, pelo menos o nomo, e as
populaeCus daquella parlada Arabia formao urna espe-
cie de confederacio feudal e teocrtica da qual o luan
liecahega suprema Este principe resida em Mscate
quando o general Bonaparle, durante a sua maravilbo-
si campanha do Kgypto, ouvio fallar pela primeira vet
deste potentado oriefltal, e tralou de entrar em relacues
coro elle no mesmo lempo, quo as suscilava com o Sebe-
ril de Meca e com Tipoo-Saib.
t muitos anuos que o Imn actual mudou repenti-
namente de pensar a cerca do seu domicilio. Depois
de confiar a um de seus filbos o governo da cidade de
Mscate, deixou para sempre osla cidade e os estados
da Asia ; e embarcando coro o rosto da sua familia,
levando comsigo os seus thesouros e a sua corle, veio
estabelecer o seu domicilio na ilba de Zanzbar. Mas
onde est, lalvet se nos pergunte, essa ilba de Zanz-
bar, cujo nome tem cerlo som brbaro, e que nunca
ouviinos? J o dissemos: a 700 legoas de Mscale,
para o lado do sul, na cosa oriental da frica, em
urnas regidas talvez as mais descoobecidas e aflastadas
do globo, na embocadura do canal de Mucambque, e
um pouco mais adianto de Madagascar para o lado do
"'M
quo deve elle t'ater, segundo o voisu parecer.
V. eaageatade m'o permute? pergunlou o conde.
Die, Tavannei, diie.
Que fes V. mageitade na caca, quando o javali fe-
ridu turua a ai P
Esta be Iteal capero-o p Grate, ditte Carlot IX,
e atraveaso-lhea garganta eom u cliugu.
i nicamente para nnpedi-lu que voa uffeuda, ejon-
100 Catiierina.
para ino divertir, diue cl-rei eom um torriio
que indicar n coragem lavada at a ferociSade ; mat eu
n-o uto divertira a alar va meus van 1101, porque eu

Curio IX segua rom 01 ulliui a aua mi, na delta
vez aem a tornar a ciiumar ; d'alii poz-e a affagar o
em cae, anublando.
lio repente iiilerioiapco-ei\
Minha mi he na verdade uin espirito real, ditae
elle, du nada duvida. Dra iiialeiu ah, de proposito e ta-
to pensada, algumat dona de hugneriole, porque vie-
rtn pedir julic Nao eatio no leu direito?
Algumaa duziaa? luunaurou 11 duque de Guite.
Ali! ctlait all, duque, diato cl-rei romo quem
naquelle muinenlu dava por elle. Sim, alguniai dutiai;
bella diiniuuictv l,Afk .ao tac vinera diier: Sr,, fioa-Jira uiu.
iris deiembaracado do todni ot voasot inimigut ao mo-
mo lempo, o ainanliaa un t niu reliar |iara voa in-
erepar da morlc do oulro, ab enlao, uto'digo que
nao.
Poi bem, Sr.....
Tavanue, iiilerromneo cl-rei, va faligaia Mr-
got; tornai a po-la no pifleiro. Per ter o nome de mi-
nlin irmla, a rainha de Navarra, 11S0 he ama raato para
que todo o mundo a queira nffagar. ,
Tavannct poz apega na tua gaiola, odivertio-se a
enrolar e detenrolar ai reinal de um galgo.
Mu, ir. tu diteoin a V. inagcslade: Senhor,
V. iHa0cttodo ticari amanhia livre do todoa ut seut ini-
migut !
F. pur ulerenlo da quo tanto ae furia?
Senhor, clamo lujo a 24 ri'go>lo; teria por in-
tcrcetaao'de Sao liarlholonieu.
Bello tanto, ditae cl-rei, que se deixou eafolar
vivo.
Tanto melbor! qu.inlu innit liver iiffndo, tanto
inaii ranear deve guardar aua tem verdugo.
K loia vl, meo primo, disierl-rei; tuit va que,
com a voiaa etpadinlia da punliu d'ouro, malarieie de ho-
ju para auianliaa det mil hiigiieiiotet Ali! oh 1 ub!
mono de miuha vida! quo oit engracadu, Sur. de
Giiie !
,, E el-rci riu-io .iigorgiilh.id.ia, mat cura um rito lio
fallo, quo o echo da cmara u repello em Iohi lgubre
Seiiliur, nuil p.il.ivr.i, 11111,1 ., proai'guiu u duque
ciireinei codo ni.io grada eu ao e.iruodn dene ritu que
uadu linhu de hum.nio. Um tigual, e ludo cala prctle.
Teiilin ui Solitos, tciiliu rail e cun geiilia-bouieni, te-
lilla a en vallara lijjeira, louio ut burguetei; da aaa
parle, tem V. niagcalado ai toa guardaa, o tona ami-
go, a ma nubreta cailiolico.......... Soiuos viule uon-
norle. Por quo ostranbo capricho esle principe meio
rabe e meio indio viria estabelecer-se em urna ilba
africana, e a loenerme dislanoia da'cidada, onderei-
orioos seus anlepassados? He .este um dos novos mys-
lerios desse Oriente, que em todos os lempos tem sido o
paz delles. Com tudo.como nos o oslas le m posos pro-
blemas mais diflieeis nio deixio de resolver se, altn-
buio-se a esta determinacSo a varias rates, que lodn
ellas podem ler eertos visos do verosimiihenca.
Dit-se, que o Imn eslava em Mscate demasiada.
mente perto dos Ingleiet, eujos navios suloo em todas
as direecSCf os mares dai Indias, do qjial parece ler-
Ihi's Daos concedido o dominio : lambem se assegura
que chegtri a desconfiar da voluvel e caprichosa obe-
diencia de seus subditos arabos, contando mais eom 1
enga submissio da sus vasallos negros; e, finalmente,
que, don.inado pela sede de accumular riqueat, e nio
Ihe pirecendo a sua soberana de Matale bastante lu-
crativa, tratera de buscar um manancial mais seguro
de utilidades, colonisando por si mosmo um pait mais
frtil que o da Arabia.
Qualquer destas tres ciusss pode mui bem ter in-
fluido poderosamente ao animo de um Iiomem Uo ie-
loso da sua auloridade, e lia babil especulador como
parece ser o actual Imn de Mscale. Mas,seja qual
for o seu calculo, be preciso convir, que foi exacto,
porque conseguio o que se propupba. Em Zanzbar
nio est lio prximo dos Ingieres, e nio corre tanto
risco de se malquistar com elle; he senbor de sus
casa, e dursnte muilo lempo ninguem ousar dispu-
tar-lbe o direito de urna ilba, que pode di/er-se ella
mesmo descobrira. Ha ainda mais : Mscale, onde
faz de vez em quando as suas visgens, contina a reco-
nbecer a sua soberana, ainda que esta Dio se exarca
babitualmente senio por delegacao: alm disso ebegou
a ser ojaonareba effectivo da costa oriental da frica,
que s in nomina partencia aos seus anlepassados.
Desde um lempo immemorial que os rabes linbio con-
quistado as populscdes negras daquella coala ; mas 01
eooquistsdores as dividirlo em principados indepeo-
denles, sob a soberana, mais bem religiosa do que
poltica, dos Imans. Hoja esle sultio remoto, e quasi
ideal, abordando aquellas parageos, coverleo-se em
seu senbor actual, que governa e sabe ser obede-
cido.
Por oulra parteo Imn nio tmenle be naquella ilba
principe e pontfice ; mas ao mesmo lempo um pro-
pnetario, que lavia por tua conta Ierras, um conuner-
ciante, que conslrue i sua cusa navios, para exportar
os gneros de sua propriedade. Calcula-se em 8,000
o numero de escravos, que trabalbao por sua conta em
plantantes de cal, estucar, eravu e outras especia-
ras.
Situada a ilba de Zantibar periodo quinto grio de
latiludeao sul, isto be na altura de Java', podem ali-
matissr-se nells os mesmos frutos, que produz aquella
abundante colonia. A esta circunstancia sejunta ade que
o seu porto est convertido n'um deposito de lodos
os gneros da costa de Zanguebar desde o cabo Delga-
do at a entrada do mar Ituuxo. Esla costa,cujo nume-
ro de habitantes se calcula em dous milhoes encerrs
muito bons portos e cidades celebradas as cbrunicsi
portuguezas do seculo XVI. Em priineiro lugar figu-
rio Cjuiloa e Lamo capities de antgoa reinot mau-
ritanos ; a famosa Melinde que. por muilo lempo
foi o orgulho daquellas costas; as feriis Ibas de Moin-
baca e de Pemba ; Palla na qual o commercio euro-
peo floreceo ate ios fina do seculo. XVII ; a pequea
repblica do Brava e Magadox, de que o Lascar Isou
refere tantas maravilbas, e finalmente a ilhjde Socotori,
que produz o melbor aloes ale agora conhecido e que
se slenla a entrada do mar Kouxo : Socolora be onde
todas ss nacoes commerciantes que navegio naquelles
mares aspirio a eslabelec r os seus pontos deescals. Eslsi
cidades cantadas por Cames, esli mu anuinadasjmas
podem fcilmente renascer desusa ruinas pelo contacto
do commercio' europeo. Aquellas mares nos quaes,
segundo o poeta as tribus jocosas das Nereidas con-
dutiio pela mi as emborcaces de Vasco da Gama ,
se acbio sempre em disposico de receber novos nave-
gantes. Os habitantes da costa de sudoeste da frica
nio sio lio barbaros como os da costa de Gui que
Ibe serve de apoto no lado opposto de lio mmenso con-
tinente. Tem circulado nella uro ar alTastado da civili-
sacio europea pois desde mudo lempo reside all ou-
lra sociedade indubilavelmente inferior nossa; mis
muito superior i dos negros : be esla a sociedade ara-
be e musulmana. Em quanto nalureta be talvez lio
selvagem como a que existe as margena do golfo de
Gui, e como esta tambam atravesta o equador. En-
coulrio-se caudalosos ros', bosques mpralicaveis com
as ra(as gigantescas de vegelaes e animaes peculiares
aquellas regioei. Abunda em madeira de teca ou arvo-
ammmmmwsmmmsmmmMmswstimttmHiM*msMmmtmsmmitsm
Poi bem J que ioii lio forte-, meu primo, pa-
ra quo dialu viudei vl qoebrai-mc oa ouvido eom la-
do iitu?..... Faiei tem mini, fatei..,..
F. el -re vultou-ac para oa tem cae.
linlao levaiilou-10 o reponleiru, e Catiierina tornan a
apparecer.
Tudu vai beru, die ella ao duque, insist, ello
ceder.
Eo repoitoiro tornou a caliir encnbrindo Catiierina,
era quo Carlu IX avino, uu deane ao menoa moaiiai
diaao.
Mas ainda aiaiin, diste o duque de Guite, lie ne-
criaario taber te obrando eu como o den-jo, er du S-
grado de V. niagealade.
Na verdade, iiicii primo lli'iii'iijue, \i me poiides
.1 faca aua peitoa ; cu reaalirei, com uadiabua nio
cre 'ti 1 Jo o re ?
Mu, anda nio, Sr.; ruai te o queris, se-Io-het
ainanliia.
Ura bem mal, conlinuoii Carina IX, enlio ma-
lar-ae-bia lambem el-rei du Navarra, o principe de Cun-
do..... 110 meu Luuvre..... Oh!
Dijii.ii., iijniilou ooiu una vutapcnaa iuielligvel
L foro, nao digo nnda,
aenliur, uxclamou o duque, ellos saliera eita noiie
par 11 mu devaaaidei eom u duque d'Aleiicon, voo
irmio.
Tavannea, die el-rci com bem aneciada impaci-
encia, nao vede que ciUln apurando a paciencia ao meu
cao P Vem cu, Aclcoii, anda aqu,
E Callos IX auhio aem querer oieutar znaia nada, e re-
cnlbco-te 111 teu quorlo, dcixiindu Tavaunet e o duque
do Guite lio duvidoiot cuino d'uutca.
(Canlimiar--*a)


ra do Peg propria para a construcco dos navios,
O enorme baobab o cedro a o coqueiro oa camel-
los os rhinororontes os elephantes os hipopta-
mos em surnma todos vasos monstruosos partos de un
terreno virgem e da um sol abrazador, tio all mui nu-
merosos e de maior tsmanbo quo as oulras partes;
e as suas plantees echoa com frequoncia o rugido do
lelo e do leopardo e pastlo innumeraTeia rebaoboa de
cabras o de touroa selagens.
Ha impossivel prever quaes serlo uro da 01 produc-
tos de urna comarca tio pouco conhecida. He sabido ,
que diariamente o numero de objectos de troca se ac-
crescenta medida que se eatendem as rela(0es nos
paizes frequentidos pelo commeKJo. Temaa visto ap-
pareeer suecessivamente nos mercados da Europa- o li-
nhoda NovaZelandia,cacaukate do Senegal (1 j, o gua-
no doChili, e outros muitos gneros, que, ignorados
ou desconbeoidos alo boje objectos de grande ganbo;
sendo proael que o mesmo acontece com a costa de
Zemguebar', notamente aherta ao commercio. Palla-
se, anda que vagamente de plantas e de a nimaes ex-
traordinarios ( proprios daquellas regides. Por em
quantof ella proporciona numerosas trocas pelos seus
objeotos de exportado, que nio nos so desconheci-
dos, e que podem cootar-se entre os mais productivos,
como sao a gummi copal, o marlim, pontea de rino-
ceronte, pellas de touros selvagens, a de bypopotamo,
tartaruga, aloes, azeits de cuco, gomma arabia, in-
cens, madeiras incorruptivois. e outros muitos. O
mesmo Imn la oecupa em reunir a estes productos a
canna do assucar, oalgodio, o annil, as especiaras e
o cal, uja diversidade de producios he caracterstica
do paix. Los sio de origem puramente africana, ou
tros teem analoga com a Arabia ou India, e outros G
nalmeote parece terem sido importados dss colonias eu-
ropeas da America do Sul, e at das ilhaa do Occeano
Pacifico. Fiel imagen) de um pa, no qual se reu-
nem os caracteres de outros varios, participa juntamen-
te da Ariea pela sa situadlo e clima; do Oriente mj-
sulmano por seus habitantes e dominsderea; da India e
da Occesnia por certas semelbaneas com a aua Flora, e
da America bespanbola por suas novas plantacdes, e
petos teuros selvagens de seus pampas.
O Imn eslabeleceo a sua residencia em Zanzbar
desde 1837, eso em sete annos tem convertido a ilba
em o inpori.) de um commercio lloresceute. Segundo
dados quasi seguros, o movmenlo do porto de Zanzi-
bar montou em 1843, reunidas as importarles e ex-
portacOos, na quaolia de '00,000 pesos fortes bespa-
nhoes. Existen) no orbe infinitos poitos, muibons
e conbecidos, ha muito lempo; mas em poucos delles
leina tanta setividade como oeste. Al ho|e os navios
que tem feilo maior commercio alo rabes, aos quaes
se teem aggregado annualuiente cinco ouseis embarca-
edea dos Estadoi-Uoidos, e duas ou tres inglesas, nlose
lando visto nsquelle porto mais que um navio fraocez
mas para o futuro promette obter a navegacio europea
resultados muito mais importantes. A' medida que os
mouros de Zanguebar vio entrando em rolacoes com as
nagoes civilisadas, se introdui entre elles o gosto de
[lerfeigao dos nossos gneros. O gosto natural Jos
povos orienlaes pelo brilho e as cores dos vestidos os
inclina a buscar os lucidos mais finos e de maior preco.
Compilo tamben) espingardas, plvora, e, o que deve
causar maior espanto, movis de luxo, como espedios
da melhor qualidade e de grandes dimensdes. Em um
paix onde vio buscar-se os productos em bruto, convm
muito levar gneros de luxo, e por conseguinte a Fran-
ca tem muito a esperar du suas futuras relac.de, com
elle.
Said-Seid Bin, Imn de Mscate e fundador do gran-
de estabelecmento de Zanzbar, tem 50 annos de ida-
d?, goza de boa saude ape/ar de alguna leves achaques,
sendo um rgido observador do alcorio, e evidentemen-
te dotado de raras faculdades de intelligencia e de von-
tade. Grande admirador de Meberr.et-Ali, com quem
tem certos rasgos de semelbanca, possuetslvez um ge-
nio mais organisador, mais emprebendedor, mais ener
gico e mais perseverante, que o celebre vice-rei de Ale-
xindria. J se tea* dito como o desejo do mando e da
sede de augmentar aa riquezas o impedirlo a tomar re
solueoes tio inesperadas, e actos desla naturexa nao sio
na verdade proprios de um homem ordinario.
Diz,-se, que recei e varios peridicos da Europa ; e
como nio pude formar urna idea da independencia da
imprensa nos pai/es 11 v rear. enfurece-so contra os so
bcranoa, quando algum peiiodco toma a libcrdade de
emillr algum pensamopto pouco decoroso sua pes-
soa. O seu exercito be sufficiente para manler na obe-
diencia os seus extensos dominios, e a sua marinha mi-
litar he mais consideravel e est mais instruida do que
poderla es, erar-se. Ha pouco lempo, quo enviou a
Uourbon o Tadgi, um dos seus brigues de guerra, ea
Londres a corveta Sultan, fazendo elle mesmo com
bastsnte frequencia viagens de Zanzbar a Mscate e
vice-versa, em urna fragata de 58 pecas de artilbaria.
chamada o Shah-al-am (o Soberano domar). He
claro que com um homem dasta tempera, a negociaclo
do tratado, que acaba de assigoar-se, devia apresentar
nio pequeoos difliculdades. Said-Seid, sendo descon-
fiado e suspeiloso como lodos os rabes, tema empe-
nbar-se demasiado oeste asaumptu, e s 'orea de ai-
tences he, que conseguirse decidi-lo. As duas gran-
des nacoes mercantis, a Inglaterra e os Lstados-Uni-
dos, cooheciaO, ha muito lempo, a necessidsde de con-
trabir alliaoca com elle, mas loi s passados alguna
annos, e depois de muitas duvidas e hesitaedes que o
lman se decidi a astignar tratados com estas duas po-
tencias, as quaes msnteem os seus respectivos cnsules
em Zanzbar. A Fran.a foi a ultima, que negoeiou.e
leve que luclar com muitas difiiculdades. O rime da
Franca nio era lio conhecido do Imaffcomoo di rai-
nba das Indias, a IngUleirs, e o da federacao ameri-
cana, porque a bandeira franceza nio so a presentavn
tio a miudo naquelles mares como a daa oulras duas
naedes. He verdade, que Said-Scid linba urna ideia
vaga e magnifica ao mesmo lempo do imperio e de Na-
poleio ; rnas ignorava que, anda depois de morlo este
grande homem continuava sendo a Franca um grande
povo. Julgava que s os Ingleses tinhao entrado em
Panz, e daqui deduxa a conaequencia natural deque
a Franca era mui inferior a Inglaterra. Por lano foi
neceuario, pira ratificar as suas opimes I cerca deste
punto, dar-lbe, urna exacta ideia do poder da Franca,
e peisuadi-lo que era urna potencia,que poda mui bem
(1) Tubrculo, planta leguminosa : arvore da Ame-
rica.
oceupar um lugar na primeira ordem das oulras na-
Ces, anda que nio tivesse tantos navios mercantes em
cortos pontos doglobo como os Ingleses e os Anulo-Ame-
ricanos. As primeiras tentativas para o laxer compre
hender isto comecraS em 1837, desde cuja poca
quasi lodos os aonos foraO visitadas Mscate e Zanzbar
por navios da marinha real franceza.
O Imn obstinou-se por muito lempo em nio dar
crdito ao que se referia i cerca da extensio do territo-
rio da Franca, de sua numerosa populacio, de seos
rendimentos oacionaes, e de sual forcas de mar e Ierra;
porm o mais prodigioso al incrivel para elle era o
numero total das forcas, de que se compoe o exercito.
Em fim conseguio-se convenee-lo; e com um laclo ver-
daderamente -eoltico chegou a comprehender, que a
Franca podoria servir-lho algum dia de apoio contra as
pretenc.des cada vez mais exceasivas de seus outros allia -
dos. Desde aquello momento mostrou-se para com a
Franca tio benvolo; como ao principio esteve adin-
rente e sceptco ; mas entio Iropecou-se em dilBculda-
des de outra especie. Em quanto que nio se con la va
com urna segu ranea positiva de conseguir o que se pro-
jeclava, lorio dirigidas as propostas em nome do go-
vernadorda ilba de Bourbon ; pois que se|ulgou pru-
dente nio oompromelter em urna negociscio incerta o
nome da Franca e do reit, Has Said-Seid nio se acom-
modou com estas precaucSes, e respondeo com altivez,
que, sendo como era monarcha independente, de ne-
obuma maneira entrara em contratos com o simples go-
vernador do urna colonia, mas sim com o mesmo re dos
Fraocezes, e de igual pa'ra igual como o tinha leito coro
o raioha de Inglaterra e com o presidente dos Estados-
Unidos. Porem quanto nio se julgou opportuno an-
nuir a osla exigoooia, porque sereceiava, que seme
Ibaote resposta fosse s um pretexto ; mas, quando o
governador esteve seguro de que a pretencio do Imn
era sincera, se apretsou a enviar a Zanzbar um encar-
regado de negocios investido com plenos poderes do
rei.
Este plenipotenciario foi Mr. Ramir de Fosees, ca-
pillo de mar e guerra, (guando o Imn recooheceoa
assignatura do rei, nio tratou de oceultar a satisfacio,
iue este passo Ibecausou, acolbeo com aa maiores dis-
tinecoes o representante do poderoso soberano do Occi-
dente ; e o tratado, cuja neiiociacio tinha durado tan-
tos annos, coocluio-se dentro em poucos das Urna
conclusio lio rpida niodeixou de sorprender a mui
los, que conbeciio o difiiculloso da empresa. Muitas
pessoas linhio affirmado e repelido na Iodia e em ou-
lras partes, que em vio trabalbariio os Franceses oara
conseguirem o seu intento, e que nunca atrahiriio o
Imn a entrar com elles em tratados. Alm da natu
ral repugnancia de Said-Seid para ajustar um tratado
com os Europeos, que poderia restringir sua liberda-
de da accio,allegavlo-se, para prognosticar aos agentes
francezes um mo xito em seus negocios,oulras raides,
segundo pareca, nio destituidas de fundamento. Di
siio, que os Inglezes nio consentirlo, que o Imn a-
bnsse os seus estados ao commercio francez, criando
por e-te meio urna concurrencia, que poderia conduzir
a outros progressos naquelles mares; que em caso de
necessidade excitariio, para impedi-lo, o cuidado, que
bavia causado no reseiosoSaid-Seid a tomada de Mnyat-
te pelos l'runceres; porque Mayalle se acba a mui cur-
ta distancia de Zanzbar, a que o possuidor de urna dea-
tas libas neerssariamente devia cobicar a outra, mas to-
das estas profecas (orlo falsas.
Eis-aqui, pois, a Franca establecida em Mscate e
em Zanzbar; assim como na China sob o mesmo p,
que a Inglaterra e os lisiados-Unidos. Estes dous r-
cenles tratados se sustento um pelo outro, e breme
nossa marinha urna nova estrada mais alm do cabo da
Boa-Esperanca. O governo marcha i frente do com-
mercio nacional, e be elle quem indica o ponto e apla-
na o caminho. A' industria privada perlenco corres-
ponder a este chamarilelo. 0 commercio da metrpo-
lo est sem duvida inleressado em que se abri estes
novos mercados aos seus productos, mas quem mais pro-
veito deve tirar delles be a ilba de Bourbon. Todo es-
te conjuncto das medidas, o tratado com a. China, a-
.|uelie celebrado com o Imn, e a oceupago de Nouib,
e de Mayatte foi evidentemente calculado para propor
cionar a Bourbon os meios de estender anda mais a
sua brilhante p-osperidado. He um ayslema perfeila-
mente ligado em todas ai suas partes, e que nio pode
deixar de ebegar ao seu auge. Nio sera por certo falta
do governo se a bandeira franceza nio tornar a appare-
cer com grandeza uos pontos onde luclou oulras vezes
contra lo las as bandeuas. Felizmente os habitantes de
Bourbon mostrio se disposlos a tirar partido dasvan-
tagens, que se Ibes bio preparado, pois que ba na
quella ilba grandes e aotvos capitaes, e a afleicio as
grandes vantagens rr.ercanlis, imitacio dos Inglezes
seus visnhos, se augmenta de dia em da.
(Joumaldei Dbala.)
( Do Dtan* do Governo.)
COMMErtCIO
Alfarjdega.
Rendihkhto do du 1 .. ............7:76*j857
DttearrtgaO no da 3.
BarcaThomat-A/illon merendonas.
HialeDurucdem.
IMPORTACAO.
THOMsiS MELLOHS, barca inglesa, viada de
Liverpool, entrada no correte mex, (consignada a Rus-
sell Mellors & C.\ manileslou o segumte :
135 laxas e 1 caldeira de Ierro; a Johoston & Nash.
82 toneladas decarviode pedra, 4 caixas fazendas de
lnbo, 2 ditas vinbo, 7 ditas e 2o fardos fazendas de al-
godio, 1 caixa roupa, 2 fardos e 1 caixa fazendas de lia.
1 embrulbo amostras, 2 barra carnes, lata queijo; a
Russell Mellors di C*
74 gigos luucs; a ordem.
80 barra manleiga; a Diogo Cockshott & C*
50 barra, 50 meios ditos manleiga; a Cala Jnior.
39 barris maoleiga; a Jos Pereira da Cunba.
80 barra manleiga, 52 lardos fa/ondas de algodlo, 1
cadeira de ferro, 1 embrulbo amostras, a Jobnston Pa-
ter & C'
20 fardos fazendas de algodlo; a James Crabtree &
Companbia.
8 Urdos fazendas de algodlo, I embrulbo amostras;
a Deane Youle & C."
1 tina carne; a Harrisons di C."
1 embrulbo livros; a A. T. Danou.
30 saceos pregos; a W. C. Cox.
25 toneladas cinza do Carvlo, 6 feixes ac. 1 barri-
ca ferragens. 1 feixe rame de cobre, 20 toneladas Ier-
ro bruto, 1 embrulbo amostras; a C. Marr di C
250 feixes de junco, a Purcel.
40 presuntos, 32 quoijos, 4 banheiros, 1 barrica
conservas, i dita arreios para!casillos, 3 colleiras para
cavados, 2 ombrulhos touciuho, 1 dito escoras, 18 di-
tos barbante; .a Jobo Carrol I & C."
1 barril carne; a W. E.Smith.
1 embrulbo livros; a Jones Wynno & C.*
I dito amostras; a Rdgway di C*
1 dito ditas; a Jones Patn Se C '
1 chapeo; o Dr. Arbuckle.
Go08U.atlo.
BENDIMEKTO I DU 29 DO PAS3AD0.
Geral2:307*646 Provincial-6l8i927
Mov monto do Porto.
/Vaeos takidot no dia i.*
Capitana do Espirito-Santo, com escala pela ilba de
Itamarac, patacho brasilero Espirito Santo, ca-
pitlo Antonio Podro da Silveira, em lastro.
Canal; brigue inglez Gralia, capillo Joln Poloud,
carga assucar. ______________
Det'laracoes.
COMPANHIA DE BEBERIBE.
A administraco da companhia de Beberibe (az c-
ente aos Srs. accionistas, que cm sessio de 20 do cor-
rele resolveo espassar al o dia 20 de de/embro prxi-
mo futuro o recolliimento das preataedes em. atraso ;
e que, (indo este prazo, porderS o direito d'accionistas
l idos aquellas, que nio tiverem realisado as prestaces
de 60 por ceoto at agora exigidas, revertendo as suas
entradas em beneficio da companhia, deconformidi.de
com a disposicio do artigo 9 dos estatutos. Adverte,
outro sim-, que nio bavera prrogacio do prazo, nem
contemplario com pessoa alguma. Escriptorio da com-
panhia, 24 de Novembro de 1845.O secretario, B.
J. Ftrnandts d Barros.
A companhia de Beberibe convida i lodos aquel-
los forros, ou captivos, que quirerem trabalhar deser-
ventes as obras do encanamento, que se achio actu-
almente ejecutando em S. Jos do Manguinho, a se
apresentarem so administrador o Sr. Si o Soura.
A COMPANHIA ITALIANA, VENDO
QUE NKNHUaU PREPARA^A SE FAZ
NO
Theatro publico para festejar o dia de giande gala,
Nascimento do
SENHOR DOM PEDRO II,
tem fixado faze-lo
Ui'JK, 2 l>P. DBZEMBRO
com um bellissimo espectculo extraordinario, distri-
do da mnntira s.guinle :
Depois de urna ouvertura a toda orchestra, a Sra.
Marietta Marioaogeli cantar pela primeira vez o
Hymno nanional,
acompanbada de toda a companbia peranleos
AUGUSTOS RETRATOS.
Para completar o divertimento ser representada pela
ultima vez a applaudidissima opera sentimental
Lucia de Lammermoor,
Drama trgico em tres actos do Sr. Cav. Donitetti.
O enthusiasmo deste respeilavel publico para feste-
jar tal dia faz esperar a toda a companbia um nume-
roso concurso;a qual dobrar seus esforcos para salisfa-
zer completamente os Ilustres espectadores.
Na porta do thealro st,r;. distribuidas gratuita-
mente as explicacocs da peca em lingos portuguesa.
Os liillietes de camarote e platea, que anda resto,
vendem-se em casa do director da companbia, ra
Nova, n. 7.
N. B. Esta represenlaclo seri a 10.* para os senbo-
res assignantes.
Principiar as 8 horas e mcia em ponto.
dades propras deste mercado inclusive fitas cale '
do, &e. : quinta-feir 4 do crrante as 10 horas
da manhia no aeu escriptorio ra da Cadeis.
Avisos diversos.
Avisos marilimos.
ir 1'dM o Aoarac, com escola pelo Cear segu
viagem, al 10 do correte, o hiale nacional Mana
Firmina ; anda recebe alguma carga para qualquer
dos portos: Inta-aecom o mestro ou na ra da Ca
deia do Recife n 3 i
Para o Rio-de-Janeiro seguir em breve o pa-
tacho Felicidade : quem no mesmo quixer carregar, ou
embarcar escravos, pode tratar com Amorim Irmios,
ra da Cadeia, n. 45.
= Segu viagem, por estes das para o Ass o
brigue brasileiro Independente tendo j parle de seu
carregamenlo prompla : quem no mesmo quizor car-
regar ou transporlar-se falle com Manoel Alvos
Guerra Jnior ou na loja de cabos, de Francisco
Mamede de Almeids
- Para o Aracaly segu, at o dia 8 do correte a
sumaca S. -Antonio de-tadua, por ter quasi com-
pleto o seu carregamenlo ; anda recebe carga e passa
geiros: os prelendenles dirijiu-se a ra do Vigario ,
5.
Para Genova sabe, no dia 7 do correte, a pola
ca sarda Rota a qual falta anda urna muito pequea
parle do seu carregamenlo : quem aa mesma quizer
carregar cousa de 30*, ou 40 toneladas ou ir de pas-
sagem dirija-se a Nascimento Schaefler & Compa-
a na ra da Cruz n. 45.
Leilcs.
= James Halliday,estando prximo a retirar-se para
Europa, far leillu por intervencio do corre'.or li-
veira da mobilia da sua casa consistiodo em tudo
quanto so faz necessario para o arranjo e adorno de
qualquer outra por ser completa e alguma com
pouco uso e assim mais de muitas obras de prata fina,
como sejio um lindo apparilbo para cha e cal, co-
Iheres e escrivaniuba &c. : quarta-leira 3 do cor-
rente as 10 boras da manbia ra do Pilar, n. 135,
primeiro andar em Fra-de Portas defronte do ar-
senal de marinha.
- O corretor Oliveira far leilio de grande varie-
dade de faxendaa inglesas, francezas e auica, das qoali-
BENEFICIO
DE
M A li AHOISELLI5 POPON.
Juando a beneficiada marcou odia 8do corrento
para o seu concert, nfio se recordou, que esse dia
era de festa; mas como agora,ilm desta sua propria
considerarlo, muitas pessoas 1 lio tenhlo ponderado
a impossibilidade, em que se achariSo, de irao con-
cert naquellc dia, a beneciaa declara, que o seu
concert ter lugar no dia 9 do correte.
A CARRANCA.
O 0.48 est a venda, e o n. 49 achr-se-ba i venda,
as 3 horas da tarde, na praca da Independencia, li-
vraria nmeros 6 e 8.
O CLAMOR PUBLICO.
On.65 acba-se a venda, o a prsca da Indepen-
dencia, livraria ns. 6 e 8.
-Manoel Amonio Alvares de Brito, nio tendo podido
pessoalmenle despedir-se de alguna de seus amigos, pe-
la rpida partida, quo fez para o Ro-de-Janeiro, pede
desculpa, e o faz pelo presente, oflerecendo-lbes seu di-
minuto preslimo nsquelle lugar
Francisco de Paula Dias Fernsndea retrs-se pi-
ra o Rio-de-Janeiro.
Aluga-se um armazn) com um grande quintal
murado e plantado todo de capim proprio para ca-
vallarica ou outro qualquer estabelecmento na tra-
vesa do Martins. no bairro da Boa Vista : a tratar oa
ra do Arsgio n. 1, seguodo andar.
Um pequeo, de idade de 13 a 14 aonos, de no-
mo Lu, natural da ilba de S. Miguel, caiieiro oa
esquina da travessa do Caldeireiro, desamparou a ven-
da no dia 25 do p. p. pelas 4 boras da larde levan-
do um pouco de dinbeiro perlencente ao patito e foi
visto na referida larde nos Afogados levando calcas
de riscado de algodlo azul e bonete de panno : roga-
se a qualquer pessoa particular, e mesmo autoridades,
que dedo souberem o leven), ou mandem entrega-lo
a ra larga do Rosario n. 29 a Joio Jacinlho Pe-
reira Cabral pessoa encarregada pelo pai do referido
pequeo.
= Joio AntonioCoelho, meslre barbeiro, com ten-
da na ra estreita do Rozario n. 19 fax scienlo aos
seus fregueses, que n3o deem em seu nome cousa al-
guma a seu discpulo Joio Pereira da Silva que por
oada se rospnnsabilsa desta dala em diante, por ter
sabido de sua casa.
Casa da Fe9.
RA ESTREITA DO ROZARIO, N. 43.
Nio tendo sido possivel ao tesoureiro da loteria do
theatro conseguir pelos seus esforcos o andamento da*
rodas no dia 25 deste mez, como se havia orneado, pe-
lo grande numero de bilbetes, que (icario por se ven-
der (que montou a mais de doze contos de ris); trsns-
lerio o mesmo Ihesoureiro o andamento daa rodaa para
odia 18 de dezemhro vindouro, inlallivelmente Tor-
na de novo o cautellsla da casa da F a convidar aoa
apaxonados doste intoressante jflgo a concorrerem com
mais promptidio para a compra do resto dos bilbetes, e
das suas caulellas, (quo sio poucas), a fim de que cor-
rao as rodas no dia cima, e nio se veja o digno Ihe-
soureiro na necessidade de (ornar a transferir o anda-
mento das ditas rudas para outra vez; vindo a ficer, por
estes motivos, (odas as loteriss sem nenbum crdito.
Confia, pois, o cautellsla da casa cima nos amantes
deste intoressante jogo a concorrerem com todos os seus
esforcos, para quo se acrediten) como daotes (odas as lo-
teras. Na mesmo casaachao-sea venda bilbetes, meios
bilbetes, e o resto das caulellas: a elles e a ellas. Na ca-
scims tem para se vender urna rica maqueirado Pa-
ra, com varandas de peanas, por prec;o commodo
Grande exposiejo publica
DOS TRABALIIOS DE
RA n'APOLLON. 20, PRIMEIRO ANDAR.
Joaquim Lopes de Barros Cabral, com
aula de desenlio e pintura na ra d'A-
pollo, convida ao habitantes desta pro-
vincia a viretn visitar a sua aula, afm
de poderem avallar o adiantamento dos
seus discpulos no curto espaco de cinco
mezes.e para esse fim faz urna exposiccao
publica seis dias successivos, que come-
cou no dia 3o, e acabar no dia 6.
Aluga-se o primeiro andar da casa da roa larga
do Rosario n. 24 i a tratar na mesma casa.
Precisa-se de um feitor, que saiba encbertsre
tratar do pomar: na Magdalena, estrada que vai para
Torre, n. 78/-
Manoel Antonio Pinto da Silva tem
para vender una porc3odo melhor junco,
lino aqui tem vindo, assim como um rico
sortimento de charutos em caixinhas, vin-
do ltimamente da Babia, sendo regala,
meia regala superfino, e de muitas mais
qualidades, tudo por menos do que em
ou'ia qualquer parte, para se desoecupar
o armazem : na ra da Cruz, armazem, n.
54.
\ O romance completo do Judeo Er-
rante, as Memorias de Laffarge, Metha-
morphose de Ovidio, as EscavacSes po-
ticas, a Livraria classica portugueza ( l3
tomos), as Y inte e cinco prises doSr. A.
E. de C, quadros historeos de Portugal,
Direito Mercantil, Postilla do commercio,
Economa poltica de Sav Volnei, Danon:
na ra da Senzala-Veiha, armazem, n.
106.


-
Cavallos da aluguel, na Boa-Villa.
Na ra da Gloria ,'n. i9 ha para alagar catallos
gordos e boni com srreios todoi novos, e da melbor
qualidade ludo proprio para passeio : recebem-se
taubem cavallos para te tratarem com todo o cuidado e
esmero por pre^o mais commodo do que se coMuma:
tratar ne meimo lugar, ou corn Franciico Xavier
Pereira de Brito na ra do Lirramento n. 36, te-
guodo andar.
- PreciM-ie de un bom atnassador : na padaria
da S. Crui, junto ao (obrado.
= Fai-ae todo o negocio com a padaria da ra da
Gloria : a tratar airas da mstrii da Boa-Vista n. 22.
Arrenda-ae um sitio no lugar do Arraial com
casa bastantemente jrand/ e vistoia errores do fruto,
e baixa : a tratar na ra = A luga-se a casa n. 54 na ra dos Copiares ,
com batientes commodo>; na ra da Aurora n. 44.
Aluga-se urna casa terrea com suflicienles coni-
modos para grande familia sita no pateo de S. Pedro,
com portio para a ra de Heras: a tratar na ra lar-
ga do Roz'ario n. 30, segundo andar.
= Antonio Joaquim Vidal relira-se para Lisboa.
= Roga-se aoSr. alferes da guarda nacional A. J.
V., que venda pagar a quantia de 14*830 rs. que
dte, ba mais de dousannos, na ra da Cadeia-Velba,
n. 60. resto do fardamento para guarda nacional do os-
quadrSo: e, no vindo dentro de 3 das, ver seu no-
me por extenso nesta folba.
H. Lambert, subdito francez relirt-se detla
provincia para a Europa.
= Aluga-se o sobrado de um andar, n. 12, da ra
da Calcada ( antigamenle Manoel Coco ) com quin-
tal e cacimba : a tratar na ra do Trapiche n. 34.
= Na ra do Pilar, em Frade-Portas n. 122 ,
precisa-ede uro preto mesmo de ida Jo para entre
gar p3o al ao meio da ; o tambem so precisa de urna
pessoa para o mesmo fim e que entenda de padaria.
= Amaro rienediclo de Nouza faz sciente a todas as
pessoas, com quem tem retardes commerciaes que
Juao Jos Mendos da Silva deixou de ser seu caiieiro
desde o dia prirneiro do corrento.
= Na padaria da ra Direita n. 80 precisa-so
de um caiieiro.
= Alugio-se 5 escravos proprios para trabalbarem
em algum sitio ; na ra Nova n. 8.
Amanbaa 3 do corrente estar a venda no
pateo da Cadeia das 7 horas as duas da tarde urna
linda vacca com bezerro inuito novo que d nii- de
rucia caada de leile pelo mdico preco de 80j rs.
= Emprcsla-se dinbeiro sobre praU e ouro : n;.
ra do Fogo, o 27, sotSo.
Empresta-se dinbeiro sobre penbore's do ouro e
prata a um o meio por cento ; na ra Bella n 37,
prirneiro andar.
' Quem precisar de urna ama parda para amt de
urna casa de bomem solleiro que sabe coser, co/iobar
e uiigoinniar, diiija-se a ra dos Ouarleis n. 21.
/tluga-seo prirneiro andar da casa da ra do
Queimado n. 14 com bastantes commodos, pinta-
do, ha pouco lempo a tratar no segundo andar da
mesma casa.
= Aluga se o armazem de porta larga, das casas de
JoSo Joto Carvalbo Moraes da esquina da ra da Au-
rora queoulr'ora servio decocheira : a tratar na luja
de Joio Jote Carvalbo Moraes.
Aluga-se o prirneiro andar do sobrado da ra
Nova, n. 6o: a tratar com Antonio Fe reir Lima
ou na venda que (ka por haiio do dito sobiado.
= Aluga-se urna ho? casa terrea na ruada Alegra
da Boa-Vista n. 6 : a tratar ra travesea do Veras ,
sobrado, n. 16
= Deane Youle & Companbia respondem ao an-
nuncio de Joaquim Pereira Arantes, no Dtarion. 265,
sobie a compra das lujas da praca da Independencia,
ns 11, 13 e 15, que os annuncianles sao credores de
Joto Bernardino de Sena a quem pertence as di tes
loj.is de urna leltra, que so acba em juizo com sen-
tenca j dada ; e do oulra lettra que se acba para
vencer.
Avisa-se ao Sr. Joaquim Pereira Arantes, quo ao-
nunciou estar em juste para comprar a loja de calcado,
sita na praca da Independencia, ns, 11, 13, 15, ou
outra qualquer pessoa, que intente comprar a dita luja,
que se devem entender antes com .Mosquita Dulia &
C.*, na ra do llrum, a bom do interesse dos mesm s
compradores.
= Arrenda-ae a casa do sitio do Arac com 5 v-
venos de pene em prodcelo e quintal sufficiente :
a tratar cosa Manool Luiz da Vviga na ra da Ma-
dre de-Daos, n. 36 piimeiro andar.
- Jo*o Eslevo da Silva vende o seu estabeleciiuen-
lo da ra de Apollo ns. 28*30, da parto da mur,
constando de escravos cenaos bertas e de enndurir
agna ea propriedade eosft seu terreno at baixa
mar : a tratar no masas*lagar.
Aluga se matada de ama cafa a urna pequea fa-
milia queseja capaz : na roa do Caldeireiro n 76.
= Na ra do Mundo-Novo, n. 60, engomma-se
roupa com muita perfeicoo e por preco inuito com
modo.
- Compra-se um molcqae cozinheiro sepilo de
bonita figura e sem vicios ; paga.se bem : na rus do
Crespo n. 9.
Vendas.
Compras.
= Comprio-se escravos de ambos os sexos pretos,
epardos; agradando, pagio-so bem: naruaestrei-
ta do Kozario n. 31, prirneiro andar.
= Compra-se urna pro la de naci menos da Cos
ta do idade de 20 annos pouco mais ou menos, sem
vicios neb achaques de qualidade alguma, e quesaiba
cozinbar e engommar perleramente ; a tratar com
Fernando Jos Braguec ao p do arco da Conceicio.
Compra-se urna cadeira de bracos sendo de
Jacaranda ou de angico e estsndo em bom uso : na
ra de S. Rita o. 20.
Compra-se um niastro grande, que
sirva para mastrode proa de um navio de
270 toneladas, e que tenha dezoilo pol-
legadas de dimetro : na ra da Cadeia
do Recife, n. 39.
== Compra se urna mesa redonda de muio de sal ,
com gxvetaa e chavea, una commoda de amarello,
urna poltrona tambem de amarello, em bom uso, e que:
o preco seja acommodado ; na ra das Larangeiras, so-
brado de ata andar, o. 2.,'
Na ra Direita, sobrado de
um andar, n. 56, vende-se a casa
lerrea da ra das Cinco-Pontas,
n. 93.
-Na ra Direita, sobrado de um
andar, n. S6,vende*e .por inuito
mdico preco, a casa lerrea da na
do R.-mgel, n. 49, com vinlee
cinco palmos'drl ente, e setenta
e sete de fundo, cozinha fra,
quintal murado, e outros muitos
commodos, e que rende mensal-
mente 20,^000 ris. Esta casa
acha-se hypothecada; mas o hypo
thecario nenbum bice pe a sua
venda.
RA DO COLLEGIO,
Loja n. I.
Vendem se superiores grvalas de setim preto a 500
rs.; casimiras, das mais modernas, a 1,200 e 1,400 rs.
ocovado; paono fino, preto e azul, a2,500rs.: meias
desenbora a 280 rs. o par; chitas do todas as qualida-
des, de 120 a 300 rs.; madapoldet, de I40a280rs.;
curts de cMtas de todas as qualidades, e do melbor
gusto superiores riscados franceses, polka, a 360 rs.
o covado ; e oulras multas fo/endas, ja annunciadas
neste Diario: na mesma loja cima.
= Vendem-se cortes de linisumas chitas a polka
aveludadas a 4* rs. ; I mas da Kussia n 1 a 880
rs. a vara ; ditas n. 2 a 480 rs. : na ra do Crespo,
o. 16 segunda loja para quem tem da ra das Cru-
jes.
Vende-se a verdadeira polasti rus-
siana da mclliore mais nova,que se acliu
neste mercado, a 250 rs. a libra, adver-
tindo-se que se vende por este preco por
se adiar em barris grandes : em casa de
J. J. l'asso Jnior.
Itap de Lisboa.
= Vende-se na prava da Inderendencia n. 4,
ebegado prximamente a 4000 ib. o bote.'
= Vcndo-se um pequeo sitio com casado vivenda,
muito fresco a umrgein do rio agoa de beber, at
proprio para otaria, e com proporc.es para titoro; ven-
de-se por commodo pre(o e al com prazo na melado
do : justo : na tua de Aguas Yeldes n. 21.
= Vcndem-se saccas de farinha de Mago, fina, a
4800 rs.; ditas de S. Malheus, a 4200 ra. e alqueire
medido a 3800 rs. ; gommade engommar, a lu rs.
o alqueire ; arroz branco, a 2a rs. a arroba; saceos
novos de estopa para (amiba, ou uulbo a 500 rs. :
na ra da Cadeia de S. Antonio n. 1) deposito de
farinha.
se Vcndcm-se corles de finissimas cassa-ebitas, de
gostos muito modernos a polka e ebegadaa ltima-
mente, a 4500 e 5ff rs. ; ditos de chitas de lislias en-
tusadas, o muito linas, a 4500, 4000 e 3500 rs.; cam-
braia lisa de vara de largura propna para lorro a
320 rs. ; dita muito fina com pequeo deleito, a 320
ra.; casimiras de algodao de quadros, a 480 rs. o cova-
do ; macedonia de quadros e lislras padrees oscuros ,
s 480 rs. e oulras mullas fa/endas por barato preco :
na ra do Crespo, n. 14, loja de Jos Francisco Das.
Ue ponto de farinha.
= No rmazem de porta larga do caes de Collegio,
ba para vender farinba de mandioca de todas as quali
dados, (inncada ou medida pela medida velba ;
assim como arroz pilado; tudo por menos proco que em
oulra qualquer parto : as pessoas, que quizeiem gran-
des porcis para embarque, teern a vanlegeui de poder
receber u bordo do brigue l'htna : e no mesmo depo-
sito se ejicarrcga do despacho e embarque, e sempre
tem embale.coos com laiinba no porto,
= Yeiideui-secb.'cs decassa-cbles dos mais n.o
dernos gostos a polka ; ditos de chitas aveludadas de
islras enviasadas ; cortes ue cambraias de quadros
= Vende-se sal de Lisboa, a bordo da escuna por-
tu.ueza S. Jote : a tratar com Nsscimenlo SeBaefler
6t Companbia.
= Vende-se urna barretina de pello com apparo-
Ibo urna pluma rorddes, urna dita de oleado la-
lins o canana ; na roa do Nogueira, n. 27.
Manoel Antonio Pinto da Silva tem
para vender urna porc5o do melhor fumo
que aqui tem vindo : no seu armazem da
ra da Cruz, n. 5$.
Pela medida vcllia
vende-se farinha, cliegada ltimamente de S.
tbeus, de superior qualidade, e por menos do que em
outra qualquer parte, a bordo do patackp F'enw, da-
fronte do caes do Collegio, e na ra da Cruz, n. 54, a
fallar com Manoel Antonio Pinto da Silva.
Vende-se cacao prepararlo de supe-
rior qualidade ; um applrelho de lam-
pas de metal para pratos, lacas, garfos,
e colheres de diversos tamaitos de pra-
ta, tudo obra bem trabalbada, e por pre-
co commodo : na ra da Cadeia do Reci-
te, n. 39.
= Vendem-se bengalas de bom goslo com castoos
olegantes, Unto do canna da Jodia, como mais in-
feriores ; ns ra da Crux, armazem n. 48.
= Vendem-se 200 garrafas de tinao vellio o me-
lbor posiivel tendo mais de 16 auno* bom para
quem tem bom gosto principalmente para bs amantes
da fests ; no pateo da S. Cruz boticu do Gameiro.
== Vende-se urna parda que lata cozinha e sa-
be tratar de meninos, por preco commodo na ra da
Praia n. 32.
=Vmde-te urna venda sita na ribeira da Boa-Vista,
muito bom local e com muito poucos fundos ; na
ra da Cruz em casa de Joip Evangelista da Costa e
Silva di Companbia n. 52.
iua do Trapiche 0. 40.
Urna factura de relogios de ouro, obra fina, nova, e
de bom gosto maoafacturada em Londres expressa-
mente para este mercado por autor perito e conbe-
cido ; adterte-se, que se vende um por um e paru
dar maior extraerlo por preco baralissimo e entrega-
se so por dinbeiro.
. = Vende-se um preto do naci, de idado de 35 an-1
nos, purgudor de assucar, e cozinha o diario de urna
casa ; na ra da Cruz tendu, u. 51.4 ,.
== Vende-se potassa anieiicane, ltimamente che-
gada em barris pequeos; meias barrica* de lannba
gallega ; loncos de soda ; setim de AlacaVi tudo por
preco commodo em cuaa de Malbeus Auslin & Com-
panhia na ra da Alfandega-Yelba n. 36.
Vende-se urna correule de relogio ; 2 trancolins;
duas estrellas para ufficial ; um collar; 4 cordoos; urna
moeda guarnecida ; 8 botoes de puobo ; duas cruzes;
4 bolees de abertura ; 2annelles; 3 relogios; tudo
do ouro e sem feitio ; 4U colheres de prata ; duas ditas
de tirar assucar ; urna caixapara rap; pratos a 880
rs. a duna ; copos a 100 e 120 rs. ; feijao mulati-
nho ; cera amarella a 240 rs. a libra; o outros inul-
tos objoclos de venda por pre^o commodo : na ra do
liangel, n. II. .
= Vende-te, por muito commodo preco um preto
muito prestatel para usertico de um sitio ; um niula-
tinho de 9 annos, que tambem se troca por urna par-
da que saiba lazer o sertico de urna casa vollando-
se o que fur justo ; muito boa carne salgada do seriao,
ptima para engenbos, be igual a doCuara; vende-se
em conta : na ra da Cruz, n. 3.
es Vende-se um terreno na Capunga com 40 pal-
mus de frente proprio para se edificar urna casa por
ser em bom lugar ; na ra da Concordia armazem ,
n. 4.
= Vende-se urna escravt de 18 annos, de boni-
ta figura cozinba o diario de urna casa lata de sa-
bio cose para pretos muito hbil para todo o mais
servico de urna casa e he muito cauubosa para enan-
cas ; na ra do Litramento sobrado de um andar,
n. 19.
Vendo-so urna preta de nacSo Angola do 18 an-
nos com priucipios de costura lata do sabao, e bu
ditos mocos, para todo o trsbalbo; 6 escratas cpm boas
habilidades, duas slo recolhidas cosem, engommo ,
e connblo ; duas ditas boas quitandeiras ; duas par-
das mocas urna he boa mucama : na ra do Crespo ,
o.- 10, prirneiro andar.
= Vende-se azeite doce a 360 rs. a garrafa ;
oleo de linhaca em botija a 1900 rs. o galio ; fa-
rinha deararuta a 240 ra a libra ; macarrio a 200
rt. a libra tanari; farinha do Maranhio a 120 ri. ;
eetada a 120 rs.; cetsdioba, a 160 rs. ; chi hys-
ton a 2400 rs. ; dito ciquim a 1600 rs.; vinho da
Figueira a 240 rs. a garrala ; banba de porco a
320 e 400 rs. ; e lodos os mais gneros por preco com-
ida- modo : no pato do Terco venda n. 7.
=Vendem-se sophs de angico de muito bom gos-
to ; cadeiras de diversos moldes; bancas; marquesas;
samas ; commodas de angico ; ditas de amarello; tou-
cadures ; cadeirsspara meninas, bancas de meio de
sala ; puebadores e botd s para gavetas; tudo por pre-
co commodo : na ra da Cambas -do-Carino, n. 8.
= Vendem-se meias de seda preta de peso, para
senbora e meninas; sapatos para ditas de duraque
preto e de cores, e do lustro; bules, botina o sapatos
de lustro e bezerro para hemem e meninos; botinas de
duraque com ponta de lustro para meninos e meninas;
barretes para padre singelos e dobrados meias e lu-
tas de lia para doentes; rap de Lisboa, a 4f rs. ;
frascos com calda de tomates: na ra da Cadeia n.
15 loja do Bourgard.
= Veode-sesalitre refinado em barris de 112 li-
bras ; em casa de Me. Calmoot & Companbia.
= Vende-se champagne marca cob ; em cata da
Me. Calmoot & Companbia.
ta" Vendem-se garrafas pretas tasias em gigos;
na ra da Cruz n. 10
= Vendem-se charutos regala e meia regala e da
outras qualidades em caixas e meias canas; ao caes
da alfandega armazem grande defronle da escadi-
nba.
= Vendem-se3cordSes; 4 pares de brincos ; urna
gargantilba ; 3 anneloes de ouro ; todas estas obras sio
novas e de lindo gosto ; 3 libras de prata velba, sem
feitio ; na ra Bella n. 37, prirneiro andar.
Vende-se urna toalha de bretanba aberta de
latarinto por preco commodo na roa Direita ,
n. 32.
(10ja n\
Ru* do Queimado N?23
iCILHBNIt SUTE.
Vendem-so chapeos aotigos de todas as qualidades,
brancos e pretoa de castor, mtsss, merino e francezes,
a 2, 3 e 4j rs. cada um.
= Vende-se um porta-licor em sua competente cai-
ta de faia enternisada, mullo boa obra, por preco mui-
to commodo : oa ra de Hortas n 62.
= Vende-se potassa russiana nova, e superior;
cal virgem de Lisboa mais' br rato que rm outra
e por me-
na ma do
listras do cores tambem muito modernas
nos provoque em outra qualquer paite:
Crespo n. 8 loja de Campos & Maia.
NAVALI1AS DA CHINA.
Vendem-se as admiraveis natalbas de ac da Chi-
na que tcem a vantagem de cortar o cabello sem ofleo
ca da pello deitando a cara parecendo ettar na sua
brilbante mocidade : este ac vem etelusivsmente da
China e s nelle trabalbiodous dosmelhoirs e mais
abalisados, cutileiios da nunca etcedida e rica cidade de
Fckim capital do imperio da China. Autor Shore.
N. I). lie n ti 11.11 ondulo o uso deslss navalhas
maravilhosas por todas as sociedadea das sciencias me-
dico-cirurgiess, tanto da Europa como da America ,
Asiae frica nio s para prevenir as molestias de cu-
tis mas tamtem como um meio cosmtico: veodepi-
se nicamente na ra do Crespo loja, n. 15.
Vendem-se velas de carnauba a 280 rs. a li-
bra : na ra do Haotyl n. 62.
(.) 'fpipuea eq
anb jod 'oeid osjiq o|ed |tpo9muioDij sfts* at-su
-joj o 'uin!(|8 0)i9jepuiau sijso uiai ogu epuozsj s|ip
-aiqos : tiar t)ua)|o e sojuoa o}o jiui snop ap oaaio
oaipoui o|ad se>i| ssjos a tun psasope^oaj moa
' >q!a P lqoa ep sagjptd qunue| ep opijtaa
ap sajioa uiissv uiaq 9 : uin apea opuoia uin epobajd
oioujuijp o|ad 'aajoa stoq-s tpos |oj0o ap soa
cre| as-mapuas oiuoiuy gapoe o vjsii aioaij moj
' oia||03 op ini ap uinbsa otsaj op elo| isj =
(* j Por pedido do autor deste anouacio ni elle pa -
gioado como est.
quitandeira por pre(o commodo; na ra das Cru-
zes n. 41, segundo andar.
= Vendem-se 12 escravos de afio, de idade de 20
a 24 annos, de bonitas figuras onlreelleso inoleco-
tes.de 14 a 20 annos, muito lindos; sendo um bom
cozinheiro uro dito bom caooeiro duas eteravas, de
14 a 18 annos muito lindas, e ptimas para lodo o
snico, urna parda, da meia idade cose, engomma e
cozinha duas escraaa lie naci de meia idade co-
inbao e Isvo Je ajsJJio.e tarrella por preco commo-
do : na ra Diieila, o. 3.
= Vende-se uincattllo preto gordo, bastante bo-
nito novo, e com todoa os andares; as Cinco-Pon-
tas o. 71.
= Vendem-se as admiraveis natalhas de ac d
Cbina quo leem a vantagem de corUr o cabello tem
oflencu da pella deitando Jcar o rosto parecendo ettar
na aua brilbante mocidade: este ac tem etelutivmen
te suda Cbina, at nelle trabalbiodous dos mais aba-
lisados cutileirot da rica cidade de Pekirn.capital do im-
peli da China ; na roa dos CJuarteis n. 22 luja di
miudezasde Victorino* Guiuiares, segunda loja para
quem vai da ra do Gajbug.
Itua Direita, l\. 9.
Vendem-se saccas com alqueire de superior fari-
nha por preco mais commodo do que em oulra qual-
quer parte.
- Vende-se esl branca e tola da malta de su-
perior qualidade tanto a retalbo como em porcio ,
por preco commodo ; na ra da Praia, n. 7.
= Vendem-se chicotes para carrinho e de mi do
boa qualidade ; na ra da Cruz armatom n. 48.
= Vende-se um catallo melado, muito novo, com
alguns andares, por preco commodo ; as Cinco-Pon-
tas n. 71.
aa Vende-te um armazem de carne, em bom lugar,
o qual tem commodos para se morar; o molivo da ven-
da se dir ao comprador : a tratar no mesmo na ra
da Praia n. 31.
=* Vende-te um preto de meia idade, por 1^0*
rs. ,bom para Iraballisre botar sentido a um sitio, 6
qualquer parte : na ra de Apollo n. 18.
Venda-te, por preco razoatel, uoia casa terrea,
bem construida ,- ecom baatantes commodos tita na
ruada Alegra ; na ruada S. Cruz a 38.
Atlcndo parao quehe bom!
Vendem-se correntos de ouro para lelogiot do
inuito bom gotto e moderna! propritt para os ca-
valleiros do grande tom (a polka) mxime no presea-
te lempo de festa em que vigora mais o luto ; na ra
Velba cata terrea n. 26.
Vende-se urna padaria na ra da Senzalla-Velba,
n. 84 com escravos, e tudo quanto Ihe pertencer a
din. eiro ou na falta romo etta venda be para pagar
a doua Srt. credores, no caso do comprador te querer
contencionar com os ditos Srs., "todo o negocise far :
a tratar na mesma padaria.
= Vendem-se duas caitinbas de lerrot para cirur-
gia por preco commodo ; ns ra do Queimado,' o.
14, segundo andar.
as Vende-se urna venda com commodos para fa-
milia quintal ecacimba muito alreguezada. ecom
os fundos que o comprador quizer na Passsgem-da-
Uagdalena n. 13 : a tratar na mesma venda.
^ = Vende se um carrinho de duas rodas em muito
bom estado ; e um catallo muito bom para carro : na
ra ettreita do Rozario n. 43, segundo andar das
6 as 9 horas e meia da manhaa.
=>Vende-se um preto crioulo de idade de 20 an-
nos bom official de sapatatro o de^bonta figura ,
ptimo para pagem ou para qualquer outra oceupa-
i;io ; um dito do 30 a 40 aonot, bom para o torvico
de campo, ou qualquer outro de ruae casa sem vicio
algum e por preco commodo ; na praca da Indepen-
dencia n. 2.
= Vende-te um bom catallo para carro muito
novo manteudo muito manco e tem acliaquea ,'
tambem le di a contento ; na ra Bella sobrado,
n.37.
= Vendem-se os escravos seguinles: urna preta da
Angola de 19 tnnot cozinboira e lavadeira ; urna
preta cozinboira cose e lava ; um casal de escravos de
asfio com urna cria proprios para campo ; dio se
mais em conta por serem para liqnidacao : oa Lingofl-
la becco do Torres o. 4.
J.m prxmtira mo.
=V ende se cera em velas da melbor fabrica do Rio;
collada Rabia as arrobas; vinagre de vinho tinto
superior a 500 rs. a caada velba : na ra da Sen-
zalla-Velba n. 110.
Kscravos Fgidos
l'ugio, no dia 27 do p. p. um ptrdo baixo ,
grotso do corpo com os cabellos de caboclo, bem pre-
ta ; letou camisa e calcas do algodo da trra cha-
peo de palba falla muito descancada de nomo Ma-
noel ; veio do serlio do Ceera : quem o pegar, leve ao
trapiche noto ou em S. Amaro que ser gratifi-
cado.
PKRV. j HATVP. DE V. F. DE FAIUA- 18/j5
*


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