Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05915


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Full Text
Ani
o
Jos 11 qn
naorWetsrj rpreco fassigna-
lura he de do. O Innunetos do assignanles nao inse-
ridos a raio de 20 ris por linha, 40 rs. em
ivpo di Arente, e as rcpe ticoes pela inetade.
s que nSo form asslfrnantet -pagao 80 rs.
Iiur linha, e 160 em typo difireme.

PHASESDALUA HOMKZ D NOVEMBRO
Crescente a 6 as 3 h. e 55 miir*JSj>iU tard.
I,ua chela 8 15 as 10 hor. e 35 rata. 4a tard.
Mineoante a K *2 bor. e 6 m. farUTde.
I.ua ora49ai 9 h. e22 mi. darnanhaa.
PARTIDAS DOS CORRE10S.
Coiauua, Parahjba, e Re Grande do Rorte
Segundas e Sextas feiras.
Cabo, Serihaem Rio Formoso, Porto Cal-
vo, e Macey; no 1., 11 e 21 de cada me.
Garanhuns e Bonito a 10 e 24.
Boa-Vista e Flores a 13 e28.
Victoria as Quintas feiras.
Olinda todos os dias.
PREAMAR DE BOJE.
Primeira as 4 h. e 30 min. de urde
Segunda a i b. e 54 minutos da manhaa.

de iVovembro.
Anno TX N. 95&>
das da semana.
10 Segunda S. Ninfa, aud. do J. dos orph.
e do J. doC da 2. t.M. da 2.v. do J.
11 TercaS. Martinho aud. do 1. do cv. da 1.
v., e do J. de pac do 2.di t. de t.
12 QuarU S. Diogo, aud do J. do civ. da
2.' v., e do J. de pai do2. dist. de t.
13 Quinta S. Eugenio, aud. do J. de orph.
s. edoJ. M. dal. v.
14 Sexta S. Jucundo, aud. do J. do civ. da
1. v., edo J. depai do 1. dist. de tard.
15 SabbadoS. Alberto, aud. doj.do civ. da
1.' v., e do J. de pai do I. Safas, de tarde.
16 Domingo S. Goncalo.
d. doj.do
. CAMBIOS NO DA 13 DE >VEMBRO.
Cambio sobre Londres. 27 d. p. 1* a 60 d.
Pailz 355 ris por franco.
Lisboa 120 a 125p. c. pr. p. m.
Desc. de let. de boas firmas 1 / P- % ]"!*
Ouro -Oncas hespanbolas 311000 a 31|600
Moeda de 6/400 vcl. 17*000 a W*
. de 6/400 nov. lfltfOO a 171000
e 4/000 tfOOO a M**<
Prala-Palacfle .... 1/880 a l/?>
Pesos Columnares. 1/920 a iM0
. Ditos Mexicanos 1/800 a 1/920
Prata miuda. 1/700 a 1/7S0
Acede* da C do Beberibe de 50/300ao par.
DIARIO DE PER1VAMBUCO
PARTE OFFCIAL.
Governo da provincia.
BXPEDIBtlTB DO DI* S DO COBBENTK.
OffiuioAo Exm. presidente dnMaranhlo, rogando,
providencie obro a oundocclu do diverso* lampee,
manufacturado no arsenal de guerra detn provincia
para aquella, a requicl da respectiva pretidenci; e
em assim cerca du pagamento do que eom elle* se
deipeneo.Communoon-io ao director do arsenal de
guerra.
DitoAojuii.de direito do eivel di comarca do I*i-
mn'eirrt, ordenando, que, dentro do olo dia, rtteolba-ee
sua enmarca.
DitoAo intpeclnr da thesouraria das renda provin-
cie, determinando, qo, aob a oondicet, que 1 lie rn-
via, mande por em pnce as obras das cade isa de Goan-
na e Brujo,Parlioipnu-e a engenheir em-chufe e ao
inspeotor-flsral das obras publica.
CircularAs cmaras mnnicipse da provincia, oxl-
gndp declarsclo dos sopplente* dos juitei mttntoipaei
e ds* autoridades pnlieiaes du retpcotivus Icriuus, qne
perante ellas houverrem prestado juramento; e rceora-
mcndando-lliea, que, toda! as Veta, que taea funcoi.ma-
rina forcni por ella* juramentados, partioipera-no pre-
sidencia. .
Portara Reformando no lercairo balalliio da guarda
nacional du Cabo : o capillo dn srgomln companhi
Francisoo Antonio de S brrelo Jnior; o respectivo
lenonte Antonio Mauricio do Barros; o capilio da ter-
ceira Antonio de Paula Sousa Lelo Jnior; o lente da
infama Antonio Percira de Suata Barroso; e o capillo da
quarta Jos Antonio Ha Rocha.Participou-o aooun-
mandante auperior da guarda nacional do Cubo, por eli-
jo intermedio frlo estas reformas propoatas pelo ohefe
do mencionado bstalklo.
DEM DO DI* 10.
OftlciosAo coiumuiulanlc das aunas o an comniissa-
riu-pagadnr, iiiielligenciaiido-o de havtr ido proro-
gada por tres meses, sera veneimentua, para tir eata
provincia, a lcenca eom que do Rio-Gronde-do-Sul ohc-
gou corte o alfere do quarlo batalhio de funleiros,
Domingos Jos Marliu.
DitoAu em-arrrgadu da sgenoia das barcas de va-
por, determinando, face transportar para o Cear, no
vapor, que tegue paraj o Norle, o cabo do batalhio de
futileiro, Jos Barroso. Prtioipou-se ao aomiuan-
dsnte das armas.
EXTERIOR.
BLGICA.
Bruxellai, 10 de selembro.
Ogoverno belga acaba de adoptar medidas exlrtor-
dinariis para evitar i subida dos preces do* gneros de
primeira oeceuidade, em cootequencia do esUdo de'et-
eatsez, que apresen!* a colheila deite anno. O governo
permitle, po, a livre entrada do trigo eilnngerro, cen-
teio, cevadt, batatas, e outras substancias, que lervem
de alimento, e prohibe a sabida do trigo mourisco das
bstaas. Alm das medidas cima meucionidas, adopta-
das pelo governo, convocarao-se as cmaras eoi essao
extraordinaria para odia 16 deietembro.
Passamos a transcrever oipoicao, que, cerca
excauei degenero*, dirigirioos menibroi do ministerio
ao re, e os decretos publicados por este motivo.
Bruxcllas, 5 it uttmbto Senbor: o estado da
colheila as diflerentes provincias do reino be lio esess-
so, que nao pode deixat de litar a atlenco do governo
de V. HagetUde.
Em virlude disto teos dirigido as nossai recom-
mendscoes a todas as autoridades constituidas, i ezpe-
rienea a aa luxes de pessoas de conbecido saber e talen-
to; e se betn que oio tenbano* anda una exacto conbe-
ajiisaia>wasijai^^ i i |
FOLHETI1U.
UM CAPRICHO PRINCIPE. <*)
viu.
Vullcino un fin o Carlota, de cojo destino estarSo
nossos Icitres anciusos e saber. Tudo liasia sido cal-
culado no scu rapto eom tlu niiuuoiosa precistO, que, a
nlo ser em milagro, devia o principe julgar-o a salvo
do todas a* pcaquites; nada, eom uffeito, havia jalo des-
(ireado, como vamos ver;
A viole pasaos da prinaipal alujamontu, una oarrua-
gein espera* porta desor'rioo, eom a portiuhula aber-
ta, oa tlegraos desuidos, e o cocheiro no su asseuto,
preste* partir ao priineiro igual.
Tris lionieu, embucado tu capules, mudos e que-
do tuin rilatoa, tslavao pustado em diilmiuia* litro
aquella porta e a jamlln do Carila ; um junto a carrua-
gctu, nutro entrada do rastcllo, par* dar avio a pri-
meira bulla que ouvis.o, o tiroriro era'esso oRlcial, de
i|ucni o cundo e ervia cm todas is oecasioc jierigosa
mi difflceis. Eale vigiara junio etcada por onde o
principe uLra, para prolege-lo rm sua fuga, le foaso
perae^uido, para defende-lo, su tae atacado.
. Ao sosu do tiro djti Gastn, us tres bomeus reunirJo-su
() Vide Diari n.# 264.
cimento dot factot, as oficias,quehaemos recebido.sSo
lUificiente* para demonstrar a necetsidade dte adopta-
ren promptss e energieat medidas.
Os cereaes illudem em geral as etperaneat, que se
tinbio concebido, por caut de um invern to prolon-
gado e rigoroso como foi o pastado : por outra parle
desde o 1 de Janeiro do 1845 consamiro-se no psii
msis Je 44 milhOet de kilogrammss de trigo estrangei
ro; e a eolbeita dat bttstat, que lrma um dos prinei-
pses alimentos daiclisses mais numerosas, foisumms-
mente eseatta.
A' vista detlet ftetot, para prevenir a oarettia do*
gneros, esocegar os temores exagerados, que aspopu-
lacSet poderiao conceber, temos a honra de propr a V.
M. que sejs servido conceder a immediata e livre en-
trada de cortos generes de primeira neceatidade por to-
do o lempo, que o determine orna lei. Igualmente lo-
gamos a V. M., se digne prohibir a tbida do trigo mou
risco edas batatas, sobre cuja esportscao immedista
nSo falli indicios.
a Se sscircumstsncisssctuses legitimlo ettss ditpo-
sicOea, a natureta dat notsat nstituicOes etigem.que el-
las se lornem legset sein a menor demor.
At medid* de urgencia lomtdts pelo g-ovorno te-
rlo urna nova prora da tolicitude de V. M, pela pros-
peridad* dos povos : a eoosaeaco ds camrs em set-
io extraordinaria, a fim de te oceupatem dette objec-
loetpecial, ser um testemunbo de respeito tributado
aos direitos constitucionaes. Oulrat propostas, que ts)
vei possio fszer-se-Ibes, completaras o conjuocto dettas
medidas.
a Se V. Magetlade te digoar approvar ot deeretot,
que temos a bonra de tubmetter tua real deliberacao,
resultars inmediatamente modificaedet na lei dos"co-
retes volados debaixo de oulrat circumstancitt, que por
itto nio recebio a ttnccio real. ( ."eguem-se as
atsighatufasdos ministros de oslado.)
Leopoldo, rei dos Belgas, etc.
Visita a proposta, e eonformando-me eom o parecer
do nosso coneelho Je ministros, temo* decrettdo e de-
crelamot oseguinte :
Artigo I. Sirao livre* de entrada al que por una
lei te determine o contrario:
O trigo, o cenlcio, a cevsds, o trigo mourisco, o m-
Iho, ti lavas, o graos, a aieia, a farinba da mesma,
cesada perolada, tt fculas de batatal, e outras substan-
cias como a aletria, micariJo, at temeos, as bititst,
o arroz.
Impflr-se-hs sobre este* objectosum direito de balan-
ce de 10 cntimos por mil kilogrammas.
ArL 2." Fica prohibida a tbida do trigo mourisco
e dit batatas. Leopoldo.
ConvocavOo dat camarat Ujhva em reunido
txlraurdmai xa.
Leopoldo, rei dot Belgat, ele.
O senado e a ettnara dos representantes sao convoca-
do! psra o dia lti de selembro, em sessSo extraordina-
ria. Dado em Lsckein, a 5 de selembro de 1845.
Leopoldo. Pelo rei, o ministro dot negocio* do reino,
Stkain Va* di Weytr.
A h mane i pac ton faz ai segoiotei reflexdes 4 cerca
destas medidas:
At medidas, que toabt de lomar o governo na im-
portante quettlo dat tubtttnciat alimenticias, nao sus-
citarse nenbuma objeccao. Em todo o caso nao duida-
moa que quantos desejsrem erdedriramente veAMD-.
quilltt at populacdes, e por um termo a esta especie de
terrores prmicos, sempre mais dsmnosos pelo mal que
te tuppOe, do que pelo que relmenle exilie, darn a
sua completa ipprottcio sol doui decretos de S de se-
lembro. Minguen) pode calcular exactamente o prejui-
zo, que ctbe sobre urna dai primeirai substancias nutri-
tiras da Blgica. He esie um Tacto que por si so justifi-
i
ca a medida, que aeabade tomtr o goveroo, a quil con-i impaiiitel e fri, que lio vivo contraste forman con o
siste em conceder a liire entrada dos cereaes, e em pro-Ido seyeberino, e os que o rodeivao. impunbi to tul-
hihir tbida do trigo e du htalas. ja^LjMibmoud, o qual, sem coneoder Iba urna gnnde
limPortneia nos nenocios.o tratou sempre eom msis dit-
linccSo e menos familiarjade, que a nenbuma dat pet-
toat do teupalacio. Deslt mineirs Bita ii-ie elevindo
pouco a pouco, etn quinto que ot outroi oibiio na
dosgrtca.
(guando morreo, o iultio Mshmoud, Riza a nioguem
lazia sombra, ms observavs-se em suas maneirii umi
rigidez, que defW tervir de bom exemplo na (ata de
um toberano mancebo, e por iiso foi nomeado supe-
rintendente geral do palacio. Aquella*, que oeJeiarlo
tquelle ctrgo eomo um homem insignificante para
maiores cousai, nSo lardarlo em conhecer, que ie ti-
nbio engansdo, e que nelle baviio creado umtenhor,
oque assim lerealitou, poit, que Riza-Picb regeo
despticamente por seis innos o imperio ottomsno.
Riza-Pacha tem boje trila e teit anuos. Quiodo o
iultio deoordem a Selin-Rey para ir anauncitr a Rita
a tua demissao, a sua vot ustsva commonida, e pertna-
neceo a mella do seu palacio aguardando impaciente,
e talvet eom inquietado, que voltasse aquello offlcial.
Talvez que naquelle momento supremo chegisses pen-
sar que o valido, apoiado pelo ezercito creado por elle,
e no qual abundarlo creaturat tuit, poderia eom iu-
dicii cont^abalancir o poder do teu senbor. Mas no
da teguioteo seu rosto esteva radiante, acabara de en-
trar na plenitude do teu poder, depoit de cinco innoi
de reintdo ; emfim ia goteroar; e por Uto, quando por
ordem sua se apretentou o grlo visir no palacio,o tratou
coui bailante upereza : Tenho-le perguntido muita*
vetei, be diste o sul io, te Riza-Pacha era um teidor
fiel e leal, te te confrmate em tudo eom a miaba von-
tade.eteera digno da confianca queeu nelle linha;o tea
dever eraillustrar-me; tu sempre me respondiis, que
Rira-Pach era o mais fiel servo do meu imperio, e que
eu nao podit collocsr melhor a minha confianca do que
nelle, que so lazia uso dola a bem do imperio ; coca
tudo boje melbor illustrsdo devo demiltir aquello em
quem tanto confisvi. Nio erai tu o grio vizir ? Ora
bem, de boje em dianle ji o meus ministros podem
consultar commigo, e Je ninguem team de recebar or-
dens senio de mim, que sou o centro de tudo.
Aissim acabou o poder de Ria-Pach, e boje alta-
mos em momentos decrise, sendo dilicil emiltir urna
opiniio sobre ai tendencin de urna adminitraglo, que
unda nio eita constituida ; eom ludo ai oomeacoet
conbecidnatA agora lio de feliz agouro. Soleymn-Pa-
ch, Riliat-Picha, Fethi-Pacb e o mesmo Mebemet-
Ali-Pacbi, lio homen moderados, progressistas, parti-
darios das novas ideiat;mttlinda esta administracio est
sem ebefe, porque ninguem pode orer certa mente que
o grio vizir ictuil, tendo deixido, ha quinte aonos, este
cargo, posti Je sbito stbir de es nullidade, na idsde
de oitenta annos, e dirigir um gibinete. Hojetodatat
tiltil se liiau ao sultao, que parece estar decidido a
tomar as suas mios o leme do estsdo, e os seus primei-
ros actos serio preciosas indicele* sobre o futuro dette
pait. (Gaxette di AugnbeugA
(dem.)
ain turno do principe em em volver d'ulhot; Carlota foi
transportad* carruagem; o condu eollucou-se junto
della, a portinbulr fechou-se. Tudo itto se fe lio r-
pidamente, qne, quando Mr. do Forgea e Gastn oheg-
rao, tudo havia desaparecido, sum quo pudeseui expli-
car esta sbita detappariuao.
Todava, por mais espantoso, por mais rpido que
houvesse sido esse rapto, por mi precauce que se
lomadm para apagar todo* o* vestigio, liouve anda
um* lealemunh* eom quum te nio contova; eetta les-
tuiiiiinh* foi Eloi.
Como o rio que viga, mesmo dormir, sobre o toni-
no de teu sido, Eloi relava por Carlota.
A bulha do tiro achou-u a p, a vr*tir-*e em silencio.
Inmediatamente, e al aem acabar do le vestir aaltou el-
le fura da aua barraca.
Nette momento fugi* o conde eom ut seus col) tos.
Quem vai ah? perguntou Eloi eom mal aegura
vos. Ninguem Iha responden.
Den o velho criado alguna patio* no escuro; matan
abrir-te de repente a porta do jardn),a lus daalaternat
da carruagem deixuu-lbe ver confusamente Carlota car-
regada nos braco du leu ruubador.
Por um instante deiirlu ao pobre velho como petri-
ficado a orpiesa e o lmur, e um suor trio Ihe geluu
o nierabro quii gritar, chamar soecurro, e nio pode
mover a lingua ; ditscre que nina mo de ferro llio a-
perlava a garganta. Ja o augue Ihe alaoava cabrea, t
elle cambaleava, quando a imniinenoia du perigo u rea-
iiiiDou. A portinhol te havia fechado, a carruagem
dispara, as linternas detappareceta equaodu o velbo
cruz* fatal porta, ja a oarrusgem esta? longe.
O minilteriu iovouo seu telo a ponto de declarar m
sua eipoticio os motivoi, porque oio poda reeebor a
lncelo do rei s lei de cereaes votada pelai camin.
Nao trataremos aqui de arraioar tobre o carcter poli-
tico desta condescendencia, e basta dizer que o seu ob-
jeclo foi lirar al a sombra de pretexto aot decltmado-
ret que por ignorincia ou por m 16 queirio explorar
urna pretendida lei de fume, que jamtii exiitio.
A convocarlo das cmaras em to breve prizo be
o complemento destas novas madidtt. No convoctr ot
representantes di nscio para dar o seu voto sobre ts
quetldet de intereise material, e sobre ti questdet poli-
ticit, que preoecupo (odot os nimos,o ministerio mos-
trou querer conciliar, quanto estsv* da 19a parte, o que
devia ao rigor das circunstancias, e o que devia a le
galidade! Finalmente podemos dizer, qtie.iihimos do
etlado proviiorio, e a legislatura extraordinaria, queso
abre a 16 de selembro, aabst de desembarcar a si-
tuaco actual. (Priste,)
(Diario do Governo.)
TURQUA.
Comtanlinopla, 18 de agotto.
Como a domissio de Riza-Pichi ba de necestaria-
menle produ/.ir na portt urna nova marcha na idraini-
trtclo publica, e urna ionovacio em politice, que pode
mui bem influir na dal outras mcoei da Europa, jul-
gamot nio ter fra de proposito dsrmos ilguns porme-
nores i cerca da origem daquello potentado, e da ma-
neira, por que soube capturar a benevolencia do sullio,
pata reunir om si um grande poder, de que nio fez o
melhor uso.
Rin-Paob chegou neitei ltimos lempos a ser mais
temido, que o seu proprio soberano, e era til o terror,
que este sitrapa linha inspirido, que, quando te soube
que ettava no desagrado do sullio, ninguem te atreva
a dar esta noticia senio em muito tegredo ; mas, logo
que tepublicou a tui demissao, a alegra publcate
maniletlou eilrondosamento, e os Musulmanos, no seu
a-relnlamento,corriio il niesquilas adar giacas a Deol.
Urna eircumilincit patenteia clr*mente a disposicio
dos nimos a respeito de Riza-Pacha. Havia ji mu lo
tempo, que Conslantinoplt soflria muito por causa da
secca, e por effeito de urna casualidade extraordina-
ria, o dia. teguinte ao da tut domissio, cabio urna a-
bundsnte ebuva. Al populicoei de todn ai commu-
ohSe religiosa* attribuirio eite scontecimento a um
favor especial da divindide, que approvava eom elle be-
neficio 1 demitsio de Riza.
Este potentado deveo atoa elevarlo a umdaquellei
caprichos dos reii, que fizem de um ente obscuro um
grande senbor, tem que olles mesmos saibiodara ra
fio de um tal favor. Pesiando um dii o suliio Msh-
moud pelo bazar egjpcio de Constantinopls, repsrou
n'um mancebo empregido n'um armazem de drogai;
tgridindo-lbe 1 tua fisionoma, dirigio-lbe algumai pa-
lavrat, e ficendo admirado da sua indiligencia, o le-
vou comiigo a palacio, onde o empregou no servico da
tu* pessoa. Este .mancebo era Riza, que eolio nio sa-
bia lr. nem eserever, e so no fim de muito tempo e
(orea de grande trabtlbo conseguio corrigir este pri-
meiro defeito de sua educacio, cireumstancia que tal-
vez conlnbursse par* o augmento da tua fortuna, por-
que ntquelle lempo ninguem impinva ciume a aflei
rio e confianca, que Ihe-concedia 0 tullio Uabmoud :
entlo dizit-ie, que elle oio tervi* pira nida, e que oio
poda faz-T sombra a ninguem. C0111 tudo aquello man
cebo sem instrucelo, nem educacio, tirado di urna to-
ja dedrogat. ebegou a adquirir mui grande influencia
sobro o animo do sullio. teu carcter reservado,
Mis per um cato providencial torn* ella a parar ;
Eloi tuina coragem, corro, o detetpero dava-lhe ataa.
Jn ello ettava a dout patio, quando o principe dar *
Mr. de Saint-Genuiin ordem de tomar a dianteira eom
ua teut cavalleiro para explorar o camnho. O velho
ooviu ludo iatu, e occurreo-lhe nina ubila idea. Mr.
de gaint-Germnin detviou-e, a carruagem eguio'ap*.
O lugar do laoaiu eslava vatio; Elui lancuu-se a elle, e
agarrou-o ; um apilante depois seria larde.
lio oa cavallo* oomo o vento; u cunda linha enlloca-
do Carlota em um du* aiientu da carruagem, e sentado
em frntu della, contemplava-a eom amor, favor da
duviduaa lut que a lanterna lancavao a Iravt du
vidros.
Eslava donsell* desfallecida, ro**, em seu desmaio,
lo aerena, lio triiiquill*, que pareoia adormecida.
' Entretanto a noite era fresca, e Carlota eslava mal
vestido. O cutido deitou-lhu por cima nina pools do ca-
pole. Um grande choque que oYeo a carruagem, qua-
i que a Juila por ierra, o conJe ustve-a; depoi* co-
mo quiewe protege-la contra otbalo*, ioevitavei* em
to r.ipida carreira, sentuu-se a par della Imensivel-
nienle patsou-lhe um braco pelos hombros, era quaulo
eom uutra man Ihe oliulia a cabrea.
Mas logo solta uro grito, e se lanca para tra* horrori-
tado; essa mo moro** e abratoda eslava cntinguen-
tada.
Est Carlota ferida? e ferida na oabeca ? Cerno e nlo
apercebeo 11 conde logo ditu? lima borrivel idea o fax
estremecer ; Carila eal* man osada, fra ; est anorta
Ulives. A bala quo elle era detliuada, a ferio em auu
brafot. O tiro ; a bala que Ihe aisubiou no oiividu, a
nimubilidade da rapariga, nio pwdem devar ao priaci-
INTERIOR.
RIU-DE-JANE1RO
PAR\ kUBIR A* AUGUSTAS U*0l DE. M. O IMPERADO.
SENHOR A Stnlinetla d Moiiarchia. ha muito na
poase de elevar'ao auguato conhccimeiilo do V. VI. I.
eu votot, he ni eomo suas repreent*Cue e receto,
nito pode guardar silencio na qundra presente. Hoja,
que se vai verificar a ausencia de Y. M. I. por semana*,
e talvet por meze; boje, que a capital do imperio v -
proximar u o dia om que a Sagrada Pessoa de teu So-
berano le 111 de sur entregue merc di onda edo ven-
pe amenorduvida i ene retpeito; Carlota e*li bem
murta, mora para elle. Nem as suas lagrimas, nem oa
teu implexo* poderiio reanimar um cadver.
Entlo so pasin um* (tena quo nlo tentaremos det-
crever; deteaperacao do principe, a ma raiva contra o
matador, a colera contra si inesino, mortal inquieta-
dlo, intermediada de alguna vislumbres de esperanca ;
a olicitude quaii paternal cora que elle ettatwa o Ma-
gue, que oorria entre os cabellos da pobro menina; O
desejo de chegor, a impaciencia oora a ex temi do ca-
miulio, as auaa ordens repetida de andar mais depreasa,
do malar os cavados! a alegra ao ohrgarem, e as infini-
tas precaucOe eom que oonduxo Carlota ao apoaento
para ella por *oa ordem preparado; ludo iatu se adevi-
nlia, ma* llio e pode descrever.
Eloi, apena* a carruagem entrn no primeiro recinto,
foi logo duseobertn pelo criado, ouja alinelo fra at-
trahida pelo seu vealuariu e ar espantado. Perguntirio-
Iho o que quena, e elle su soube pronunciar o nomo de
Carlota; fiserio quo o nio cntendiio, e dissorlo-lbe
eom bondade. que su retiraste. Insisti ; tumbarlo del-
le. Ag*tcu-*e, tratiriu-o mal. Qui gritar, tralrlo-o
de u por fra Ao ver enliu que nada faiia congenie
lio desalmada ciein ontranha, deitou se 00 oblo, e
disse, quo d'alli nio sahia; que Carlota ra tua ama o
tua flllia ; que poda e quera all ficar, ao lempo, eomo
um co, embora Ihu pisattem por cima, o quixesiera,
mas que d'alli a* nlo ira.
Cunto a laoaiada havia ja batante rido, e te divertido
* cuita do pobre humero, pegou nelle pur pea e maoi,
e o po* fra da porta, eomo vimo*.
(o*iirMir-*-*e.)
-


los; boje, qiio ninguem applaude a visita com que V.
M.,l. te digna honrar duas ilai provincias do imperio;
todos oa Rrssileiros, no abandono em que fico, tremeiu
pelo en bem eatar, o pelo futuro do Braail, Aa pro-
vincias do imperio geroera sob n peso da estupida, s'-l-
vagein, e anarchica administra;So que por mais de auno
meio aa eamaga e barbariaa ; oa dona grandes pirataa
A universo teem ja polluido o aolo americano, uncu-
fiando urna daa margenado Rio-da-Prata; o o ioaaoian I
firelSo ahi cala anln noaaaa pruna, saqueando noaaoa
navios, e acabando de arruinar noaao coromcrcio N'ea
la crian so a prcaenen de V. M. I. anima o esperance
oua neis subditos que habillo a capital du imperio,
que na podein concebnr uomu serlo aeus malea d-
"linuidoa, auapenau o governo do catado
irmpo.
Corre que, na deplorada amencia de V. M. I. lie in-
cumbido o expediente da adminitracAn suprema airea
dea aeoa ministros ; maa, inda quaudo ellea tiveasem
correspondido augusta iinuiianca imperial, inda quan-
do aenlu tiveasein (ornada odiusoa por tantea actos ar-
bitrariua e o (Tensivos da diftiiidiide o interesaos nacio-
"aes; queaervifo pdenlo ellei prestar na presente
luctuosa conjiincturaP!..... Mas, Sexhir, os niiuiatroa,
em cujas mitos vito ser depositados nossos destinos, fora
daafresencn augusta de V. M I. ajo Antonio Frun-
oiaco de Paul II II.mil.i Cavaleanti di- Albiiquerquo
Manuel Airea Bruno, nomes il.issicoa em artigo de
versatilidad", aoanhamenlo inii-llcctu.il, c miseria n-
vernativa, A Scntinella da Monarchia nao n ornea o nu-
tro ministro que ah Ac tamboiii, porque, apeiar de
ruis sisndo o mais eaclarecidn, lalvet iiiesmo ni ais 10-
luto pelo servio > imperial, oceup.i qiias srmpru logar
aeeundariu, nomo qoo sabe auiuir-so no meio de nulli-
dades administrativas, ou de tyranuctos insensatos eo
diados.
Por toda n parte so dit: que ser do nos, governa-
dos pelu famigerndo liollanda, que, para bem servir So
imperio, julgnn uceessarin declarar-ae hospede da a-
fio, ni arsenal do marinlia? qu receitou para a enr-
cala sanguinaria do Para pi, carne, a luchareis ?
queapregoou, nomo > maior melhorainento da mari-
nlia militar, a gavalnisacAo das balas ? que, em Km, se
proclama un dos priiuetros americanos, por ter ilosco-
bertu quo o vapor no Brasil cuslava muil.l menoa
oombiislivel que na Kumpa, e quepnr issn esta navega-
cao poda ser feila em grande no Brasil coiu qualquer
uieia dutia de tostos? A bornea do tal iulclligencia
c de tal siso fiel o confiados nossos destinos? .'.....
Manuel Alvos Brauoo, que nunca merecen concrito de
pctsoa sensata; cuja vida publica lie unta meada doiu-
coliereiK.iase desprupuaita; que ncalc ultimo ministe-
rio ooncelieu e lein excc.tit.idir esse liorrivcl plano de in
venia universal, quo lem reduiidu a miseria tantas fa-
milias, que tantas tem enlutado, c quo tem bandado de
mingue solo brasilcir.i: calo liomein, Sensor, longo de
inspirar confianca, s incute revoio, so causa horror 11
Sen ultimo attentado, nincac.indo o Brasil com una n-
iiiimlaco de papel, acaba de o arruinar no uouccilu de
mcia duna decrcduloa que I lie siippuuliu anda alguma
lut fuanciura. A nina Olfaulaclu invada de milhiVa de
papel mneda, quer beneficiar multiplicando o nial que
reoonheco! Quando promctle medidas para diminuir o
papel enicirciilacau, eleva-lo a poni de valer Agrs.
d elle urna oitava de miro, vai perantu u corpo do com-
mercio, que ovio faier tnes pr csrosso o meio circulante, que lie preciso auguiciita-lu,
que nao llovida tomar aobre si a responsabilidadu de
mais esseallcutado! Inda lioiilcm pedio ao parlainonto
quelite CoHsignasse fondos para contraliirciopreslmos
quo preenohesslra ,,a dficit; inda hnntem pedia d'esla
inaucira que se llie retirasse a autorisacSo de emitlir pa
pul mneda, enoje n vai emttiir, entura ai toas propria
medidas, eonti a u lei ilo estada !! Esta bornea, a queiu
as leis tevm atltorlaadu para dispor da fortuna de totjoa os
Broajlelntaj este lioraem, o quem so cuntein o modo da
Magostado; este liomem fien, nn sentida nutencia de V,
M. I., com os lir.icos l.vres paia uoiisiiiuniar a sua que-
rido obra de peraeguicu c anniquilaiuontu dos Brasi-
leiroal!!
Skmkui, ii5o lie a Scntinella do Monarchia que lia de
pedir a V M. I. que delta deeiimprir a sua augusta pa-
la ro: ella est empenliada, e tanto basta para que a res-
petemos e pplaoilamos. 0 objeeto da Scntinella da
Monarckia u'esla respeilosa caria be supplicar o V. M.
I. que diuiinua <|uauto ser possa oa dina lie sua ausencia ;
quaulo antes vc u capital do imperio, fiara Iranquilli-
sar ecos fiis subditos, que veem o sen Principo ausente
dola aempre exposto aperigos; c para vir providen-
ciar o rcgiuien o ti malfaiejaa a que Hru entregue.
Sio estes, Seniior, os sinceros votos do qoem he
De V. M. I.
0 maii reverente e fiel vnasallo
A Scntinella da Monarchia.
Rio, l.Orienutnbro de 1845.
paii, e, por delegtcao, s penoas a este fim etcollii-
dn pelos meimoi pais ou pela autoridade publica.
Taet slo os artigoi, em que todos di legisladores, to
dos os eicriptores, que teem tratado desle aiiumptos.ie
achSo conforme). Vejamos at que ponto a legislacto
dos diversos paizes satisfaz a estas condicoei
Comprehendeo a maior parte dos legisladores quo a
inslruccio publica, e, sobre tudo, a instruccao prima-
ria, devia ser paga pelo estado, sob pena de ficsretri
privadas dellas ai grandes manas, pela maior parle com
postas de familia.',que ap as po lem grangear os meios
da sua indisprniavel subsistencia.
Mas, obrigados do apuro em queieachio as finan-
r inulto1 r>*< de todos os psizet, fcm escepcSo algunas, limi
torio se osgovernos a pag r o pegsosl e o material do
ensino publico ; deiand i a cargo dos paii do familia
as despezas, que he precito fazer com seus lbos, du-
rante todo o tempo da sua educacio.
Nio lie, poit, vordade que a instruccao publica sej
^
s
lli.scellanc.-i.
EFI.EXES SOURE O ESTADO ACTUAL DE INSTRCCftO E
EDUCACAO PUBLICA.
Propomo nos lanesr uin rpido golpe de vista sobre
oayslemade inslruccio e educacio publica, adoptado
nos paiici man civilisadoi, para o fim de veiificar at
que ponto elle satislaz a esta primeira neccssidsdo das
nsefies.
Diiemos do svslema, e nio dos systemas porque
nem he nossa tendi, nem val a pina examinar osar-
tigosein que a organisacao do ensino publico difiere
cutre as diversas nacoe. O que muito importa liqui-
dar he, so o que aquellos systemas teem de commutn,
pode preeneber os tos, que os legisladores parecem lia-
ver tido em visla.
Coinecemos por assignalsr os pontos, em que todos
ellea concordio entre ai e com os mais distinctos es-
criplores, que teem tratado desles aisumploi.
Todos sio de accordo, que se devo caminhar o mais
promplamente possivel para se ebegar a generalisar a
instruccSo em todas as classet da sociedade, sem eicep-
cioalguma,
Em segundo lugar todos teem recoohecido que esla
inslruccio se pode e deve considerar dividida em tres
grjos, a saber: primaria, iodispensavel a todos: se
cuidara, necessaria a um numero mais ou menos
consideravul de cidsdSos. segundo o estado de civili-
saclo do paiz : e em lim a imlruccdo superior, a que
nicamente devem ser admiltidosos alumnos,que, ten-
do-se distinguido nos estudos prepsrtorios, quiercm
seguir algum dos ramos das setencias, das lettras, ou
das belljs-artes.
utro ponto importante, em que cumpre insistir he,
que ae nao devo confundir a educacio com a instruccao:
e que iiiesmo he preciso distinguir, atcerto ponto, a
educacio religiosa, confiada aos ministros da igreja,
da educacio civil, que'incumbe principalmente aos
gratuita : e o forcoso resultado desla primeira decep-
co he que uns nio m^ndio seus flhos a escola,por-
que lites falli os meios desupprir s despei.s, que
tsso exige ; outros prelesto essj falta, para desculpa-
rem a sua neglicencia ; outros em fim, obrigados ds
necessidado ou tentados pela avareza, apenas as ere-
ancas, ainda em tenra idade, podem laier algum ser-
ico, qur nos campos, qur as fabricas e msnuladu-
ras, especulio sobre os misoraveis salarios, que clles
podem ganbar : o, favorecidos, nio s pelos podero-
sos capitalistas, mas, o que bo mais escandaloso, pe-
las mestnas leis, nio s os enlregio a urna promalura
morto, condemnando osa trabalhos superiores as suas
nascentes forcas, mas abandonio-nos a toda a sorte
de vicios, inseparaveis da brutal ignorancia,em que vio
creados.
Has examinemos a importancia da inslruccio, que
recebe essa parte da populaco, quo pode frecuentar as,
escolas do primeir lettras.
Nos pai/es maisadiantados em civilisscio, e, a seu
exemplo, na noiM moderna legiilacio, manda-se que
os mitres d aquellas escolas ensinem a lr, oscrever,
aritbmetiea elementar, gran malica portugueza, pri-
mnos elementos de geographia o do historia, e o ca-
tecismo da religiio chrislia.
N'alguns paires exigern mais que clles ensinem os
principios elementares d'bistoria natural e mesmo
nnt'Ous de geometra pratica e desenlio linear, de geo-
graphia e do historia mais desenvolvida.
Ainda quo a lei nio elige, nem be preciso, quo os
mestres destas escolas lio elementaros sejio profun-
damente versados n'aquellai materias, que teem de en-
tinar be evidente quu um bomem instruido, mesmo
medianamente, em todos estes ramos dos conbeeimen-
tos bummos, nio be certa mente um liomem ordina-
rio; por'anto, est pto para grangear por mais de um
moda, pois p.le escollier, entre diderontes carreiras,
os meios do urna decente subsistencia.
Pois bem : nio ba um s paiz, em que os professo-
res de primeitas lettras venci um ordenado igualan
que ganha annualmente qualquer ofTicial dos officios os
mais ordinarios .'
[Vaqu resulta que, salvas mui poucas exceptes, s
pessoas incapazes para qualquer outro emprego be
que so apresenlio para dirigir as escolas de instruccao
primaria, e que conceito podem, pois, gozar no pu-
blico homens tio in>ignificantes E que respeito Ihcg
podem ter os discpulos leslemunbas da nenhuma con-
sderacio que se Ibes tributa ?
Fica, pois, demonstrado quo todos os pomposos relo-
torios, quo os agentes dos governos e os escriptures por
elle* assalariadus apresenlio, alardeando os itiimensos
progressos, que faz annualmente a insliuccio primaria,
nao teem mais valor do que aquellos em que clles, na
presenca de um inmenso dficit, blaioniu do llores
cente estado das inanc.89.
Em Bbono desla triste verdade invocamos o (estomu-
nho de todas as pessoas, que teem percorrido o interior
d'esses paizes, que se diz estarem a frente da civilsac.io,
a Inglat na a Franca. Da Allcmanba Septentrional
e dos Pai/s-Ranos temos a salisfscSo de poder aflir-
mar, pela nossa propria observacio, liaveritios all en-
contrado muito menos ignorancia e prejuizos, do que
ns correspondentes classes inferiores, assim dos cam-
pos como das cidades, n'aquelles dous paites : e pelo
testemunho do pessoas fidedignas sabemos, que o mes-
mo, posto que em pit or escsla, acontece na Suecia c
Dinamarca. Mas alii mesiii i quanto be mesquinha a
inslruccio d'esses qunalguma receberio : e quio gran-
de o numero de individuos que se acbio privados d'essa
mesma 1- nio se entenda que fallamos de urna ins
tructio scienlifica.que seria nio s intil mas perigoso
pretender vulgarisar n'aquellas classes; mas da nstruc-
io ndispensavel parase nio ser victima da ignoran-
cia, da supersticio, e dessa immensa variedade de
erros e prejui'OS que (ar.em a desgraca dos povos.
N'outro artigo mostraremos, quo as consequenoias
d'essa lio pnconsada otganisacio dss eseolns do ensi-
no secundario e do superior das sciencias e artes, sao
anda mais deploraveis.lmitre Pinheiro terrena.
{Da litvista Univenal Lisbonense.)
mo doutor Correia, dada tor um bomem do povo, cha-
mado Jos Rodrigues da Costa, aendo o objeeto della
urna tentativa derruirte, feita, ba troteannos, netta ci-
dade, sem que desde entio at boje houvessa queixa da
parte do oTendido, ou do qualquer das pessoas, que a
podesse dar na forma dn artigo 72 do cdigo do prueet-
so criminal. Mas qual nio foi o desespero dos comedi-
antes, quando,deferindo o juiz o juramento ao denunci-
ante, este declerou, que assignra aquella denuncia en-
gaado, o quo quem Ih'a linba dado para assignar fra
Regina Ido Moniz Freir ? Valeo-lbes tomar i si a ac-
cutacio o recorronte mediante a peticio, que te li no
mesmo documento n. 17, e na qual let ver o nobre pro-
motor que ja tinba elle tidu essa denuncia por ua>
jornal, que remettido lite Tora por urna caria apcrypho.
Tambem sobre a denuncia dada contra o recorrido oc-
corre apparecer ella cinco annos depois da morle do
doutor Barros, sem que, em tanto tempo decorrido,
bouvesse queia, ou procedimiento algum da viuva, ou
da mil do assa>sinado contra o mesmo recorrido; e itto
deia bem ver quio falsos slo osdepoimentos das tes-
ternunbas, que dizem ter geralmente constado, que frs
o recorrido quem mandara matar o dito doutor Barros
pelo seu mulato Juliio. Igoorariio os pareles da vic-
tima', ignorara a justica esse inculcado clamor publico T
Kstariio encobertos por cinco annos, e s reservadas pa-
ra o recrranle essai hediondas proras, que boje veem
lut com inaudito escndalo ?
Irfartini FonUt. De maneira que estaca ra nio es-
telada por juramento, e na qual aquella capilio-mr,
inim'go implacavel do recorrido, falla no ettylo de utn
perfeito agente do nobre promotor, dando conta da
oommitsio, que d'ello recebere, prestando-lbe informa-
edes por elle pedidas, trantmittindo-lba eerlidoet, e
commentando-at, deduxindo argumentos par atacara
defeza do denunciado, e communicando em fim todot
os pastos do procurador d'ette em Sergipe, he documen
to bastante para destruir o importante juramento do
proboe imparciaLceronel Jos Dantet Itspicur I Oh 1
Este Joaqun) Marlins Pontea foi uso activitsimo tola-
promotor em Sergipe, como bem n prova a tua mesma
carta do fl. 75 v. E nio teve s o racorrente : tguse
officios Ibe prettou o outro perseguidor do recorrido
Manoel Raymundo Tellet de Menezet, e mo consta da
virtual confissio do mesmo reeorrente fl. 2 v. .aposen-
tando a carta da (I. 3; e nada deixou entio detejar i este
respailo a (estemunha Tr.avassoi. Mas, rara que o ieeor-
rente nio contine a confiar tanto na tnspeiia palavra
daquelle Fontes, veja o que ditseler delle ouvido o ei-
mo Travtssot tobre o mul-itn Juliio, e tobre a compli-
cidtde do brRadeiroPetsoain(erida,de urna revelaciodo
negociante Manoel Fernandes da Silveira, e olbe tgora
para as duas cartas, que. em.signai de notta bomena-
gem, Ihe oflarecemos sob documentos nmeros 23 e
23, urna doconeeiluado e retpoitavel cidadio Eugenio
Jos Tellet,togro do proprio Fontet.e nutra detse mesmo
He digna de contemplar-so aresenha dat provas dos I negociante Manoel Fernandes da Silveirt, referido por
autos feita pelo nobre promotor. Ileoonhccendo elle niolTravasaot, e pasme entio de contemplar esse teu dilecto
baverem proras directas, e pretendendo tim, que htjio
indicios, pasta aponla-los, e comecando, como te deve
suppr, pelos mtit fortes e vehemente!, dit i II. 110,
que, nin tendo o doutor Rarm nmigo algum notta c-
dtde, nem mesmo em qualquer provincia do imperio, i
excepcio do denunciado,olTereceo este logo contra (i to-
das as tuspeitat do rrime.
Bem se ett vendo que o reeorrente confunde n-
aVetos com suspetat, ou conjecturtt trbitraritt, quan-
do nio, elle se absteria de considerar um iodicio capaz
de determinar a pronuncia dodenunciado a tua preten-
dida inimittde com o asitisinado ; por quanto basta
nio ter-se lido de direilo criminal mais do que ai tri-
vialissimas primeiras linhai tobre o pioettto criminal
dePereira e-Sou't, cap 6 not. 135. para se saber que
a inimizade mesmo capital s constitue um indicio
remolo. Ote, alm de nio estar provado nos aulot ini-
mizade alguma capital entre o recorrido e o doutor
liarros, antes, tendu-se provado inteiramente o contra-
rio com a carta de II. 93 v. he galante ver como ie
acba o reeorrente habilitado para aflirmar e em lin-
gotgem de quem impe crtica dogmtica,que o doutor
Barros nio linha inimigo algum em nenhuma dat pro-
vinciasdo imperio.
Continuando nat tuas conjeeturas, que elle equi-
para indicios, diz-nos o reeorrente fl 1III v., quo,
quando o recorrido parti para o Rio-de-Janeiro em
IHO.j.i tinba donado n'etta cidade o teu mulato Juliio
para assassinar o doutor Barros, pois, tratando'de Ser-
gipe n'osse anno para esta cidade o mesmo Juliio com
outro eseravo loi para a corte socom o[Juliio ; e para
provar cita o documento i II 71 ; recorre-so porm
este documento e v se primeramente que ahi to
nio declario os nomes dos asemos,qur quanto i urna,
qur quanto i outra viagem e assim ja he urna lemo-
ridade atseverar o recorrenle por esta nica prova que
o recorrido trouxera de Sergipe o seu mulato Juliio,
si porque a certidio falla de dous eteravos vindot da-
l'ublicacio a pedido.
IIA7.KS DE ONTE.sTACA AO RECURSO 00 PROMOTOR PUBLI
CO DESTA CIDADE DE 8. SALVADOR, NO PRUCCSSO CONTRA
O SR. BOTO.
JVe voui flaltet jmate
du malheureux honneur
d'avoir obteurci la vefiti.
D'Acuesseau.
(Contntiaefio do n. antecdeme.)
He tempo de fazer algumas contideracdei geraet so-
bre o processo, redarguindo a deslosl argumentado do
recorrenle. Por fortuna do recorrido v-so, que seus
calumniadores, cuja pronuncia em Sergipe fez appare
car na Babia a denuncia contra o calumniado, na espe-
rance de ter este pronunciado i bem da defesa d'aquel-
lei no tribunal do jury, muito mal combinrao o seu
plano de ataque, porquanto, apresentando o mulato Ju-
liio como o assastino do doutor Barros, nio pretiri,
que fatuo ellos proprios a defesa do recorrido, a qual,
fundandu-se em um alibi, vera este i ser plenamente
piolado. Quasi igual desgraca j Ihes aconteceo no pro-
cesto, de que da noticia o documento n. 17. Porque
fotse o doutor Cypriano Jos Correia calumniado em
Sergipe pela mesma lolha, quo calumniara o recorrido.
e se seguiste dabi retponitbiliiir elle m autoret da ca-
lumnia, apparece na Babia urna denuncia contra o a,n-\'coMida na carta a fl. 75 t>. do cpio-mi' Joaauim
quella provincia e paisa a ter entio um capricho
aflirmar o reeorrente, que, tendo o recorrido levado
para o' Rio um s eseravo cujo mime nio foi elle ca-
paz de declarar, porque o nio via na certidio, deixou
necnsariameote nesta cidade o Juliio de torte que
nio pile ser ette o que lotse porque o nobre promo-
tor nio quer : depois v te e consta da mosma cer-
tidio, que, quando voltura do Rio.ein agosto,o recorri-
do trouxera 3 eseravo o que prova que, com
quanto levasse elle um t em tua companbia no vapor,
lorio dous por outra embarcacio ; c prova mais, que
da comhinacio das viagem sem estarem declarados os
nomes dosescravos nenhuma conclusio lgica poda ti-
rar o reeorrente por quanto nola-se que j um ler-
ceiro eseravo alm dos dous vindos de Setgipe fra
para o Rio-de Janeiro e d'alli vca com o recorrido.
K entretanto sj d'este carcter os chamados indicios ,
com que nos esta o recorrenle caneando a paciencia. E a
melhur ahi a temos n'essa mesma pagina ditendo o
doutor Barros foi apunhalado por um mulato, tem du-
i'tV/a o Juicio ; quando nem provado esta, que fot-
se o aisassino um mulato, nem oter lido seguir se-ltia,
que foise Juliio !
Pelo contrario ( e itto corla toda a quettio ) prova-
do esti plenamente not autos, que o recorrido, che-
gando do Rio-de-Janeiro i esla cidade em o dia 27 de
agosto de 1810 fl 72 v., aquiso demorou at 23 de
setembro seguinte e entio partir para Sergipe com o
seu mulato Juliio que d'aquella corte tinba tratido,
o com elle ebegra ao teu engenho Poxim em
Sergipe no dia 30 do mesmo mex naotahindo mais,
nem elle nem u dito seu mualo d'aquella provincia
em o anno de 1810 e sendo por conseguinle impos-
sivel que no dia 2 de outubro do mesmo anno de
1840 estivesse nesta cidade o Juliio para malar o dou-
tor Barros. A prova da veracidade do (oda esta eiposi-
cio encontra-so exuberantemente, primeiro, na juslili-
cacio sob o documento n. 20 onde se veem pessoas
as msis gradas, conspicuas jurarem que preienciirio
ellas propriat a ebegada do recorrido seu engenho com
o mulato Juliio no dito dia 30 de setembro de 180, e
abi o conlinuirio i ver; segundo, no juramento ex-
trajudcial fl 90, que d o coronel Jos Dtntes Ilapi
cur, de que no dia 27 d'aquelle mei estivera em tua
casa, na villa de Itapicur, indo d'esta cidade para Sor-
Rpe, para onde com efleito d'alli seguir, o denunciado
com o seu eseravo Juliio em companbia dat mtis petsoas
referidas na justifica(io tob documento n. 20 ', 3 t
finalmente no tolemne atletado ddfl 91 prestado pelo
bario de Msragojipe, por Cbristovio Pessoa da Silva, e
por outros cdadios dignos de toda a fe, em que te alfir-
nia ter o denunciado partido d'ests cidsde para Sergipe
no dia 23 daquelle me?, de lelemt ro com o teu mulato
Juliio.
O que responde porm a itto o reeorrente ? Sem dtr
peto algum a justificacio. oceupa-te elle lmente dos
tlestados de fl. 90 e (191. e diz sobre o primeiro, que
pars contraria-lo bata itclaracOo, ou in/ormaedo,
Joaquim Marlini Fontet desmentido completamente por
teu togro, e por aquello negociante !
Depoit, fallando do attoitado do bario de Maragogi-
pe, de Cbrittovio Pessoa da Silva, e de outros, expri-
me-te o reeorrente assim i fl. 112 V. llavera quem
potsa attribuir procedencia alguna em tal attentado,
verotimilhanfa metmoem tal reminitcencia ?! !... D-
le ainda por verdadeiro o ponto alienado, etc. Reoe-
biocompatsvoi aquellos oonceituados eidadiot ette brin-
de do nobre promotor. A rulo, habituada i receber co-
rno dogma a palavra do Pitangs, e dot Rufinos, nio po-
de tenio repellir como inverosmil a palavra do birlo
de Maragogipe, de Cbrittovio Pessoa, e de-outros ho-
mens circunspectos I Mas diremos todava ao reeorrente
com o sublime d'Aguesieau a Qu le ule que voui
apponteret a la dfenst di vot cliente n toit pat ca-
pable de vout tendr le minitm de leure paeiions
el iorgane de leui malignil secrete, gui aune mieux
nuire aux autre que d'elre til soi memo el qui eit
plus oceup du deeir de ie venger, que du soin de se de-
fenire.
He que o nobre promotor,detdenhtndo ot modelos da
grave, decente e leal argumentadlo de um procurador
do re, de um procurador geral, ou de qualquer mioii-
terio publico na culta Europa.tupprecoAi insultos, eat
com calumnia! a carencia dat prove, o vatio da doutri-
na, e o apoucamento do raciocinio. Aisim ni o vitnoi,
i fl. 121, aflirmar ser verdade labida, que o brigadeiro
Pestoa, e seu genro Rolemberg frio o enoarregsdoi
do assassinatodo doutor Barios. Ab! Em Roma a tano-
(,'o da lei remnia cohibira tamanha temeridade Co-
herentemente fallando elle, fl. 113 v.,dos fundamenlot
da sentenca recorrida exprime-ie asiim nao sdo tiles
outra couta sendo um continuado paralogismo mais
proprio do advogado, que se empenha por tubtrahir teu
constituinle do peto das provae, que contra elle af/lu-
em not debatet renhidot da aecusaedo, e da defesa, do
que de um magiittado, que t linha proferir o leu
despacho de procedencia, ou improcedencia da denun-
cia, i ndo urna tenttnca condemnator a, ou absolu-
toria.
Mai quem eiamina tem presencio o processo he le-
vado a crr, que este magistrado, se foi parcial, a tua
parcialidad mostrou-se antes em prol da causa do re-
eorrente do que da do recorrido; e de sobejo o provio o
minuciosissimo interrogatorio feito ao denunciado, fl.
15, ai rigorosas e esquadrinhadras perguntas feitas ao
Juliio,i II. 78 (provanca apurada de que nio aabiria in-
clume um criminoso), i promptidio com que se elle
prestir i todas ai diligencias legas, inda ociosas, re-
queridas pela parte publica, como tes a fl. 58 v., fl.
60 e fl. 62, e a tolerancia, emfim, com que,encerrado o
proceiso, abri elle a conclusio i instancia! do recor-
renle, fl. 9 v para mandar juntar ao mesmo processo
o carta de fl. 3, que alias nao eslava no caso de ser, ain-
da em tempo opportuno, produtids em juizo i-vista da
prohibilo do artigo 93 do cdigo do processo criminal.
Ser, agora, propria de um promotor publico a viru-
lencia destt lingoegem araixonlda, que Ihe acabamot
do ouvir ? Ser* proprio de um promotor publico enten-
derse tio afervoradamenle, js com aa aui'peitat lette-
munbss do processo, como ie colhe do depoimento a fl.
46 v. combinado com ai eertid6et de I). 71, e fl 73,
ji com outros inmigoi do recorrido, como ie v fl.
2 v e fl. 75 v. T Seri proprio de um promotor publi-
co dizer, que a inimitade baila para levar um bomem
i matar teu temelhante, fl. 109, mas que o nio iodui
i depr falsamente contra teu inimigo, tendo que por
itto elle promotor tanto confia nu depoimento da tes-
temunba Travanoi, fl. 42, e nat informsces do ca-
pilio-mr Fontet, II. 75 v. ? Ser finalmente proprio
de um promotor publico requerer no processo contra o
doutor Correia, documento n. 17, que as leste munbas
se nquirissem dss 8 horas at aa 10 da manbia,porque
elle eslava no jury ; e no processo contra o recorrido
requerer, e conseguir que nio to inquiriste tettemu-
nba alguma durante o li> dial da seitio do jury, i
que entio elle tiiiilia, s ptra demorar a formacio da
eulpa e dar lugar que ai teitemunbat, que na vet-
pera do dia d'este roquerimento te occultavio para
na terem ditadas, ie apresentassem muito jaclanciotai
pelas ruit no outro dia, por ji tabereni do que o pro-
motor requerir, como dos autos principies coma, i
fl. 32efl. 34?
Sim, eitat alierracoes, e anomalas do nobre promo-
tor, oilentadat desde o comeco do processo al seus l-
timos termos, he que deiluilrio sobremodo teu telo
ofTicial : em quanto que a argida pareialidade do jiz
elle a detcobrio lmente na sentenca, porque esta jul-
gou improcedente i denuncia Mas nio leancio a ira-
reza do alvo ai impuras sellas do reeorrente : e todo
o bomem tenalo e indepeudente dir para aquello
juit com de Lamartine.
Croit-moi ddaigne d'en deteendre
Ne t'abaitse pai pour enteodre
Cet bourdomnement dtracteurt.
Pouriui la sublimo carrire,


-JS
=
Pounui; le mepris du vulgaire
Eit l'apanage des grand* coBurf
Por fim o nobre promotor, reconhecendo, que pela.
nossas lea de processo criminal alo precitos indicio*
jehotnentei para haver pronuncia, forma, enlrteanto.de
indicios, olo diiemos j vehementes, uma ideia to
falta, e paradoxal, que pamente eremos, nio que dei-
ie elle,tendo promotor, de ter I ido muito direito crimi-
porque fora isso uppOr um sacerdote nio tendo
O Illrh. Sr. coronel director do arsenal de guorra
u tem de mandar manufacturar uma bandeira imperial de
breviario, mas que tubtilmente oecu!U quanto sabe soda para o 1. batalbio da guarda oacional deOlinda :
para sustentar aa prove, que sua nimia boa l, ma- quem convier contratar a dita obra, compreos na di-
i:____i- m ;.!,. rectora do mesmo arsenal, ate o dia 17 do correntc
ira, que rilo ha nos autos mei. Directora do arsenal de guerra, 13 de novembro
rido; que a inimiade eoru de 1848, No impedimento do eteripturario,o amanu-
ense, JoUo Ricardo da Silva.
Iignamente ministrarlo
Quando nio, elle eonfetaari
iudicio algum contra o recorrido; quo
o dootor Barroa nio foi prorada; o que,* telo, ella
nio constituiria senio um indicio remoto ; que o ru-
mor vago jamis constituio indicio ; que os fados re-
ferdoi pela testemunha Travassos, alin de imperti-
nente! pela maior parte, lorio todoa inteiramente re-
balidot por proras contrariar, que finalmente, fundan-
do-te toda a imputarlo no fado do lersido o Juliio
quem matara o doutor Barrot, o alibi tornado eviden-
tittimo, tem metmo invocarmot jamis em favor do
recorrido aea interrogatorio, e tuascontettaeSe, der-
rocou pelas toas batet o negregado cattello de perse-
guido, .t %' ,
Oucamo* i Fiiangiri, deterimntndoa prora de in-
dicios sciencia d legitlac,io, truduccio frtncea, I.
S.'ccp 15.
Lf /aits acceeioires, qui fournisnt de$ indic ou
des inductions pour le ait principal, fit doivtnl pa$
elre promt par d'aulm ndices,mais par la preUvt tes-
limoniale. .
Pour formtr un preuvt d'indice, ilfaut done, qu
y ail plusieurs indica, ili soieil joints entre eux
de maniere que l' un n dipende pae de i" autre, que
lous concourenl d dmontrer oidemment le fail prin-
cipal, etqueckacun d'eux toit appuye i eu- 1$ tmoi-
gnagtde deux lmoine irreprochable*. Damcecaila
preuve d'indice sera une preuvt lgale.
Aqu remo o contrario : nenhum dot faclot. que,
provados, consliluiriio indicios, foi objecto de urna
prove, que tobre elle te dste. Vemot anda mai ;
reputa-seainimirade nio provada um motivo bastan-
te para determinar a ac?4o criminosa, e diz-te eis o
primeiro indicio contra o denunciado; quando os
criminalista* dixem com o autor do tratado dat pro
vat jidieitriatqut la tiluatiun d'un individu donn
eoil elle, qu'elle a pu le toumtttrt I' action d'un
eerlain mol/, cela no prouve rien conlre lui, abeolu-
menlrien.
Esto be o quidro fiel, que nos oflerece o procetso :
o eximio |ulgador, que vai eonbecer do recurso, decidi-
r se ha fundamento para pronunciar o recorrido, pa-
ra levar o tea nome so rol dot culpados, quando at
provat dot autos Ihe trouxerio at a vantagem d o et-
coinur abtoluttmente da mait temeraria tuspeite, que
contra elle te podetae formar. A justica presidir, tem
dutida, a decitlo, que te espera.
Dr. Viciar d'hveira.
(Do Mercantil.)
COMMEfeUO.
Aliandega.
Rknduiehto oo du 13................11:130*968
DescarregaO hoje 14
BrgueGraliabacalho.
BrigueCowperlhwaitemercadoiias.
BrigueTriumphanttidem.
BarcaEtk bacal bao.
IMPORTACAO. ,
CQWPEKTllWAirB, brigue amercaool4tindo ja-toao capillo, ou aruadatruz,
de Riehmond, entrado no corrente mex, aconaigna- -NaicimentoSchaeTer & C*
Sao de Malbeut Austn di Gompanbia, manifeilou o te-
guinle | .,
67 caitas, fazend* doalgodio, 150 barril manleiga
de porco, 50 caixat velas de espermacete, 150 ditas cha,
300 barnlinhos bolaxinhat, 578 barrica! abatidas
1025 dittt farinba de trigo ; aot coniignatafiot.
E para que chegue ao coobecimento de quem con-
vier, mandei publicar o prsenle. Freguezia de S.
Antonio, 12de novembro de 1843.
Maihiai de Atbuquerquee Mello.
Detlaracoes.
guetaseu tenbor, o doutor Casimiro de Sena Madu-
ieira.
O abaixo attigoado declara que, Icndo-se-lhedet-
encaminbado de eata do enrademador, fallecido, Ds.
22 folhetot da obra entituladaMuitu Pitnicofot
Castilbo, e com gravuras dot toberanoi de Portugal,
e outras, roga ao publico nio contrate sobre a dita
obra como furttda.
Aotonio Domingues Ferreira.
- Acba-se aberto o novo ettabelecimento de livros
franceres, e outraa liogoat. bem como obras de prata e
ouro contrattada, miudezat, e rap de todas as qual-
fettando ter em ten poder a resalva em qoettlo, date
ser Ai/so ter-ie-lke pedido, e menos negado-tt a entre-
ga-la; hoje, porm, para fazer declintr a indignado
publica pelo que tal reipeito te Ibe disse, quer fa-
xercrr que nio foi o da mo do annunciaote qne tal
resalva receben, f. .' Esta descaradsima impuden-
cia be que nio ba termo com que te posta qualificar.
A esta outadia, a etta immoralidade, etla petulan-
cia s o Sr Mendet te abalancaria, porque emfim, quera
nio tem versonba todo o mundo he leu. Sa:be, poi*. o
publico dePernambuco, que Domingo* Antonio Go-
mes Guiroariet paisou aosnnunciaote uma resalvo pe-
te, Joao Ricardo da Silva. ero, que teja na primo* u u. .v6.-----, -
= O arsenal de guerra precita comprar Icisdutia empresta dinheiro sobre penhores de ouro ou prata
i.k.. A. .....Ihi. .1., bmn A.. Ui.i rnn 19 i rita do Oueimado. lua. 0. 14.
i i _* UlXVtlUI WW tt.UV.IBU 1/ll.Vi.. i,w..j*w. ^n-----w
de taboat de atsoalbo de louro de 30 palmos, com 12
16 polegadas de largura, quatro duxias de taboas de at-
soalbo deamarello de 30 palmos, com Ili 18 polega-
das de largura, e uma duxra de costados de amarello de
30 palmos, com 16 i 18 polegadas de largura, sete
__de ferro, setecadeira* de pelhinha, uma torradei-
ra para caf e um pilio : quem estes gneros tiver,
mandar tuat propostatLt directora do metmo trienal,
at o dia 17 do correntfTrnot. Directora do arsenal de
guerra, \ de novembro de 1845; No impedimento do
escn'pturaio, o amanuense, JoSo Ricardo da Silva.
AdministracSo don eitabeleeimentos de caridade.
Parante a administracio dot edabelecmeoto* de ca-
ridade te hio de arrematar por tret ann*, a quem maia
der, ai rendas dat casas seguintcs: na. 17, 47 e 49 da
ra do Padre-Florianno ; n. 5 do becco da Carvalba ;
m. 32 e 34 da ra do Fagundet ; n 11 da roa de S.
Jote; n. 5 da traveisa do metoio; o. 34 da ra do
Manoel-Cco; n. 18 por delrai da ra Nova; n. 31 da
ra da Moeda ; n. 7 da ra de S. There/a ; ns. 70
e 98 dasCinco-i'oiilas; n. 33 da ra de Hortat; n. 65
da ra da Gloria; n. 8 da travesa dot Qutrteit; n. 7 da
roa da Virailo; e n. 38 da ra da Calcada.
O licitantet podero dirigir-te a cata das setsSes, n.
5, da ra do Cabug, no dia 14 do corrento (boje).
pelas 10 borat da manbia munidos de teua fiadores
idoneot.
Sala dts tenues da adminiatrarlo dot eitabelecimen-
tot de caridade, em 11 de outubro de 1845.
Oetciipluraro,
A. A. de Caldas Branddo.
Administrando do patrimonio dot orphdot.
Nio tendo concorrido licitante* arrematadlo das
rendaa da ctta n. 4, tita no largo do Paraizo; a nietma
administrado manda farer publico, que ainda vai no-
vamente a praca, no dia 15 do correte mex, to meio
dia, pelo preso de 400j ra. annuaet: ai petsoas, que
so propozeremi dita arrematadlo, poderlo compare
cer na cata dot sessSm da dita administracio, com teus
fiadores. Recife, 10 de novembro de 1845,/. M.
da Crut, escripturario.
COMPANHIA DE BEBIRIBE.
Nio tendo comparecido, no dia 13*numero aufficien-
tede accionistas, licou transferida a reuniio da compa-
nhia de Debiribe par egunda-eir., 17 do oor.onl,
s 9 borei da manhaa: roga-e ao* Sr. accionista*, ba-
jo de nio fallar a reunilo ; e adverte-se que e a-
tiriri a aettio, o hora marcada, com os que se acharum
presentes. Recile, 14 de novembro de 1845.
O director,
Jos Ramos d'Olivtira.
ouro contrastadas, miudezat. e rap de todas aa qiuli. mes uu.ra.r.e. pu.aou o....."'. ".I nomB do ter-
d.det. e outros gneros: no mesmo est.belec.meoto I. escr.ptura, que fet passars'*",e; do* J_
se recebe i comm.s.io. p.ra vender nelle. qu.lquer ge-| renos, que ambo, compr.rlo nv.nto da!1 Anlo
ero, que *ej. na primeir. ou na .egund_. mi. ese J^'^
ao annuncante; que ette Ib'a entregou peuoalro-nto; e
que, sendo o Sr. Mande procurador do primeiro, hoje
dewaradamenle tem ditooque o publico tem vitto. O
publico, que decida quem he o calumniador.
momo aa Cunha Soaret GuimarOei.
- Aluga-ae uma escrava para fazer o tervico inter-
no de uma cata : quem a pretender dirija- o ar-
co de S. Antonio n. 2. '
__ l. E. Alvet Vianna remelle para lora da pro-
vincia a la eterava Anglica erioula.
__Aluga-te um tobrado de um andar, com 5 quar-
tos e terrado para recreio ; no principio do Aterro-do-
Afogadns, n. 31.
Precita-te de um htbl forneiro : na roa estrella
do Roiario, pdaria o. 13.
Date dinheiro a juro, com penhore de ouro e
prata, metmo em pequenat quaalias; na ra da Prae,
n. 22. .
= Na ra do Moodego, cata n. 27, precisa-aa da
uma preta, que saiba com perlecio engommar, lavar e
cozinbar.
= Aluga-se o segundo andar de um sobrado, por
10 000 n mentaes : a tratar na ra estreiU do Roia-
rio, n. 10. terceiro andar, ou na botica do Paranbos,
na mesma ra.
- O Sr. Antonio dos Santos Borgei queira, oo pra-
to de oito diai, contado! da data do preiente, vir remir
um penbores, que deixou em rnio de Joaqum Antones
da Silva, pela quantia de 48*000 ra.; do contrario se-
rio oiditoi penbores vendidos pira pagamento da dita
quantia, vitto que j se venceoo prazo, ettipulado pelo
dito Sr. Borgea : e para que se nio chame a igoorancia,
se laxo presente annuncio.
= Aluga-se o sobrado dedout andare na ra do
Livramento, n. 21. com baitanteteommodoi: a tratar
com o dono no pateo de S. Pedro, sobrado n. 16.
ra do Queimado, loja, n. 14.
Aluga-se um sobrado de um andar com loj,
com muito bons co/nmodoi, no principio do Atierro-
dos- Afogados, delronla do viveiro do fallecido Munix,
n. 49; quem o pretender, dirija-se a ra do Livramen-
to, loja, n. 18.
^ATTENCA!
No D. -novo de 3 do corrente, n. 242. l-te o an
nuncio, que abaixo se publica, e que se oflerece a cer-
tocirurgilo. para quuvej, quem he p individuo, cuja
conducta abonou, e em cuja informacio. ou depimeo
to, te basa para aecusar a administracio do hospital
de caridade. E que dir agora do seu protegido, do
sen afiancado?- Reprebenda os seus amigalhSes do D.-
novo por o desmenlirem to (ormalmonte. Eis o an-
nuncio. O soldado Manoel Ricardo Machado nio
heoenfermeiro do hospital do corpo de polica; eo-
trou para o servico do lito hospital, por se acbar au-
sente o cozinheiro, o qual ja esta qm se/vico : devendo
adverlir.quoesle soldado foi engajado no corpb pedido
do dito cirurgiao. que afi mcousu* ptima enluca, e
que nesse pouco lempo, em quaahio na enfurmsria,
deo provas de um completo m/oxu/o < menttroio.
PUBLIC A? A JURlfl
i livraria da esquina do CtHi
WtCozinheiro.
Avisos nial i limos.
= Para u Itio-de-Janeiro lahir impreterivelmente,
t o fim do corrente mez, o brigue Affbnso. com b
carga que tiver : quem nelle quizer carregar, ou ir de
paisagem, para o que temexcellenles cominodos, diri-
n. 43, em casa de
Consulado.
BEHDIMKHTO DO DU 12
Coral1:110*380 Provjncial453_0*3
llovmei.tu do l'orto.
Naviottntradot no dia 13
Terra-Nova; 36 das, brigue inglez Gralia, de 189
toneladas, ctpitio Jolen Poland, equipagem 13, car-
ga bactlbo ; a Jame* Crablree Se Companhia
dem ; 31 das, barca ingleza Bsk, de 317 loneladat.
capitio Robort Crocket, equipagem 17. earga ba-
calhio; a Harrisoo Latbam Hibbert& Companhia.
ftavos sahidos no metmo dia.
New-Bedford ; galera americana Elita-Adanti, eapi
lio W.n Holley, carga a mesma, que trouxe, de a-
teite de peixe.
Par ; escuna ingleza Dream, capillo George Alley,
em lastro.
S. Matheus; patacho brasilei.ro Amitade Comante,
em lastro. Paitageirot brasileiros, Joanna Theo-
dora de Souze, com 6 filbos, Jos Laurisono Alvts
Tousn, com 4 eeeraioi
Obtervaea.
O vapor brsiileiro S. SebastiOo, com mandante Ma-
noel dot Santot Ornellat que labio no dia 11 do
correte, para o Rio-de-Janeiro, arribou com agoa
aberta, tetdo quebrado o leme na p Le, eonde etteve encalbado duat mares.
Edilal.
.Valktai dt Albujutrqut e Mello, fiscal da freguesa
de S. Antonio, em virlude da lei, etc.
Faso taber ao* proprietario* de caiaa de negocio, es
tabelecimenlos de commeicio, ou industria, e pessoaa
occuiadat no trafico de comprar e vender, mettret de
obra, ctrpinat, pedreiros canleirot, vendedorea de
nisdeiras, e lodos aquelles.que venderem, pelas ruat e
mercadoi da referida freguezia, ateite, mel, leite, fei-
jio, mitbo, arros, cal e oulrot gneros, que dever&a-
ferir o* pesos, regoi* e medid**, de que lio obrigsdos a
usar, ale o fim de dezembro prximo futuro; lindo o
qual, *erad multado* em cooiormidide da* poiturai em
vigor.
= Yeode-ie urn* breaca, que pega em 24 caixa
de asiucar i gosto, construida de boaa madeirat, e feila
nat Alagoat; ett prompta deludo; he nova ; ainda
nio fez viagem algume, aexcepsioda em que veode-
pois de acabada ; e be muito boa de vela : quem a qui-
tar, procure a Aotonio da Sisa Gunnio, na ruado
Queimado, n. 39, e, na tua falta, iteu eaixeiro Maia
Para a Babia tegue em poucoi diat o patacho Flor-
do Maroim; recebe carga e pattageiro* : quem no
mesmo quizer carregar. pode enlender-se com os
consignatarios Amorim trivios, ruada Cadeia, n
<5-
Vende-te, ou tahe para a Babia em poucoi das,
a lumtca '.-^niom'o-eV-Padua: quem quixer carre-
gar ou ir de paaiagem dirija-te a ra da Crux ,
n. 45 cata de Natcimento Schaefler & Compatbia.
__Para o Rio-de Janeiro tegue com brevidtde o'
bemeoni ecdo brigue Bom-Jeiut, capillo Pedro Jo-
te de Salles: para carga, passageiros. e eteravos a (rete,
a juslar com Gaudino Agoslinbo de Barros, praeioba
do Corpo Santo, n. (36.
Para Maranbio sebe com a maior brevidade
poisivel o brgue-eteuna nacional Laura, oapitio
Antonio Ferreira Silva Sanlot : para carga e pttagei-
ros, para o que tem excellenles commodos tratase
com o dito capillo oucom Novaes & Companhia t na
ra do Trapiche, n. 34. .
= Para o Aracatv sabe a sumaca S.-Antonio dt-Pa-
dua, forrada e pregada de cobre : quero quixer earre
gar ou ir de passsgem.dinja-ie ao capillo, ou a ra do
Vigario, armazem, o 8.
__ Para o Ccar sabe com muita brevidade o bri-
gue brssieiro Indtpendenti : quem quiter carregar ,
ou ir de psssagem dirija se a loja de cabo*, de Fran-
cnco Mamcde de Almeida na ra do Vigario, ou a
fallar com Mtnoel Alvet Guerra.
= Para o Aracaly tegua com toda a brevidade o hu-
le Novo-Olinda : ot pretendentet a ca regar te pode
rid entender com Antonio Rodriguei Lima, na praca
do Commercio, ou na ra da Cadeia-Velba, n. 1, pri-
meiro andar.
V
A livraria da esquina do (^B re-
cebeo e tem venda o Manual de Jpptmf IfytAg-
gravoe, por Gouvo* Pint, edu.ao Ilumnense maiscor-
reda, consideravelmente augmentada, o expressamen-
te accretcentada de toda a togislasio brasileira, at boje
publicada.
s FUliLlCACAO MEDICA.
Na mesma liviaria-contina a subserf-
ter-*epara a 2.' edicto do Formulario, ou Guia Medi-
ca do doulor Chernom. a razio de 4*000 rs. por cada
ejemplar, pagos sdianUdos: formara 1 volume em 12
de 600 paginet, etabir luz no prximo dexembro;
adverlindo-ie, quedepoitda publicasio costar 6* rs.
He demecesiario fallar sobre o merecimento e utili-
dadedeuma obra, como esta. Uo vanlajotamcnte aco-
Ihidap lo geral dos laculUlivot; por Uto limitaremo-
noi a dizer, que esta 2.' edkio conten importantes
melboramentos, que a tornltf'um trabalbo quasi intei-
,,nl. novo ; a da psMauUr inUroaaa 6. ,.oMoa,
que pottuem odiccionario do medicina popular do mei-
ino autor. ,
= a abaixo attignados, desejando cumpnr um de-
ver de gralido, lesUnunnio por este nieio aot Srs. J.
Soum, Manoel Joa deSaAraujo, Jos da Silva Loyo
e LuizJot deSaAraujo, e a todas as inais possoas,
que nio Ibes era postivel darem atiendo, na occas.io,
que so presirio a apagarem o fugo, que ameasou suas
moradias, na noula de 11 do correnle o quanto te
acbio penhoradoi pelos etforfos, que empregarao ; e ao
mesmo lempo tributarem ao Exm. Sr. general com-
mandante dat armas, |llm*.-Sr*. director do arsenal de
guerra, chele commaodanle do corpo, e maiaaulonda
des policiaes. a rpidas, col que se echarlo edrloas
providencial, que forio mitter. o quanto lio meredo
res de encomio. Jote Baplla da Fonteca Jnior.
Joo Alces de Oliveira.
Adolphe Bourgeoi fax sciente ao respeita-
vel publico, o piincipalmonle a seus Iregue-
ze*. que elle mudou a sua coxeira, da ra da
Aurora pBra a ra Nova aondo o acharo empre
prompto a qualquer hora.itendo para eale fim bon
Avisos diversos.
= 0 bacharel lormado Fernan.io Pereira de Castro
Jnior relira-se na aura.com tuasenbor;para Mara-
nbio, e leva em tua companhia cioco etcravoiieui.de
nomet Bernab. Clemenlina, Leopoldina, Luiz, e
Joaquina; e igualmente oietcrtvot de Antonio Ceiar
de Berredo, de nome Josefa, Indro, e Amaocia.
= Jos Gonsalves Ferreira e Silva embarca para a
Babia os sernos Jos, e Francisca, para lerem entre-
carro eboocsvallos; a*iim como recolhe, na mesma,
catados e carros, ludo por preso commodo.
= Jos Goncilves Maiofde Azevedo retira-te para
lera do im|rio, a tratar da-suatade. .
= A pettoa, qunannunciou precisar de um eaixei-
ro pira cobransa : dirija se as Cinto-Ponas, cata nu-
mero 89. '. j i
O Sr. Francisco de AisixOlive.ra queira decla-
rar tua morada, que te Ibe precita tallar.
__ Roga-se a petioa que deixou de-penbor na
roa Nova n. 22 um relogio de ouro com vioro e
machina de platina, um trancelim e uma correnle alra-
vessada para relogio, de vir resgatar no prazo de
dias, se nio, serio vendidos para so pagar do dinheiro
que ella ficou de levar no mesmo da. _
= Arreoda-ie um litio no lugar do taldeireiro
muito prximo ao rio com duaa caaat de viveoda, in-
ependentet, poso d agoa da melhor, que pode ha-
ver eocheira cata para prelot, ettr.baria para 3
cavallot. baixa com capim e m.uiloi arvoredot de
fruto : a tratar na ra do Vigario, n. 19.
= Precisase alugar uma casa terrea na Boa-Vista ;
quem a tiver dirija-se a ruado Colovello n. 59.
= l)iorie 300* rs. s juroscom penhoret de ouro ou
prata ; na ra Direita n ff
Avisa-se a pessoa que no di 29 do mez ptssa-
do recebeo na ra da Semilla-Nova n. 42 duat
ettai para lev|r aoRto'Foimoso e trazer a respotta
dallas que fila de nenhum efteito o ajuste convenci-
nado se al o dia 15 do corrente nio apfarecer.
= Na ra eitreita do Rozaio, n 28, tegundo an-
dar ensioio-te al disciplinas seguinles : geometra e
inglez.
O abaixo assignado respondendo ao anouocio.com
que hontem se sabio o Sr. Mendes de Frailas, declara-
Ihe : Qu q"em Dao ,ero rBonna lodo o mundo be
Os traficantes, que sio ao mesmo tempo refinadissi-
mos bypocnlas, acoberlio se com palavraa de honra
insidiosos protestos, e fingidas Ismurias para d'esl arte
esgueirarem-se a justa reprovacio dojuizo publico...
Mas debalde; porque alrave dessas escapatorias o
bom lento taba enxergar ot ps do lobo, quando gros-
seiramenle se diifarca com apelle da ovelba...O Sr
Mendet, que foi apanhadopeloi seus aonuocios, con-
LOTERA
DO
THEATRO.
Acha-se designado o dia 25 do presente mei para
lerem as rodas desta lotera o seu imprelerivel anda-
ment. Este andamento tem de ter lealitado na for-
ma do novo regulamenlo dado ai loteras, e alm ditto
o credilo.de que esta mesms lotera sempre gorou. deve
animar osamadoresa oneorrerem para a prompta venda
dos respectivos bilbetes.que se acbio expostos na loja do
thesourero, ra do Queimado, n. 39; na do Sr Mo-
nezes Jnior, ra do Collegio; na botica do Sr. Mo-
rera, ra do Cabug; e no bairro do Recife, nat tojas
de cambio doi Sn Vieira, e Manoel Gomei.
Cumpreao iheioureiro advertir que oplsno, quera-,
gulaesta lotera, be novo, o que ja com este loi trans-
cripto, e por elle terio vitto os interesados, que os pre-
mios, que Ibescouberem em sorte, Ibes seraS pagos sem
descont algum. a excepsio somonte dos dous pnneiros
premios grandes, que na lorma da lei esli subjeitos
ao descont de 8 por eento a favor do tbesouro publico.
Alu^a-se, pelo tempo da feata. o sitio pertencen-
te Jos Joaqum Pereira. na Passagem-da-Magdale-
na ; quemo pretender, dirija-se a ra do Cabug, n.
16; onde se vende tambem um cavallo com todos os
andares, e boa figura.
- Manoel Baptista Sanches retiraso para sua pro-
vincia, levando comsigo seu esclavo de nome Luix.
Cbristovio Prata, subdito bardo, relua-se dest
provincia. .
Arrenda-se um sitio no lugar do Caldeireiro, com
boa casa de sobrado, muito r.sca e com todas ss com-
modidades, coebeira, estribara, cata para pretos, boa
cacimba, e com fruteirai de todat ai quildsdes ; quem
o pretender, dirija-se ao armazem de capim da ra da
Concordia, n. 25, que achara' com quem tratar : no
mesmo armasem vendem-*e 40 e tanta* oitavas de ouro,
em obra*. .
- Aluga-se ums casa terrea, os rus ds Gloris, com
um bom quintal, e commodos sufBcientes psra qualquer
familia, e preco commodo : a tratar na rus ds Penha,
n. 6, primeiro andar! na mesma troca se um rico am-
parador de madeira, de lora, por um piano, follndo-
se o que for de direito.
=0 corre'.or Oliveira acha-se encarregado da venda
de um mulato, com principio deofBcio de carpinleiro,
bom trabalhador. e propno para todo o servico ; aos
pret.-menles so dir o motivo da venda.
= Aluga-se, por *nno, uma boa casa Ierres, com
grande quintal, e excellenle agoa de beber, murado na
frente e cercado dos lados, tem boas laiadas de maracu-
j. assemerim. parreiras. figueirss e outrss arvores,
j dando fruto, ao pedo sitio da Srs. D Launa na, no
principio da eitrada dot Afilictoi; com s cndilo de o
morador ter obrigado a entrega-la, na mi tbida, oom
ai meimat bemleitoriti, com que a receben ; trata-se
na roa da Cadeia-Velba, n. 25
=Antonio Gome* da Silva, piloto examinado do
alto mar, fas pul lico, que ensina a srle de pil to, prati-
ca etheorica, a**im como apona eftulha* de merar
por novo melbodo, e conceda vario* instrumento nsu-
ticos: todos o *enhoro, que quirerem, dirjao-*e a
Sante Amaro, ao p da igreja. ou a praca do Com-
mercio, desde o meio dia at s duss horss ds Urde.
Agencia de passaportes.
Ns rus do Collegio,botc n lO.eno Atterro-ds-
Boa-Vista loja n. 48, tiro-se passaportes psra dentro e
fra do imperio,assim como despsebio-se escravoa: todo
com brevidade.
1 IIFGIVEL


- Aluga-ta o segundo andar lio tobrido por cima
' da botica oa ra do Queimado n. 15 : a tralar na
mesina botica.
Quera anounciou querer comprar o tratado de
cirurgia, por Manuel Joaqun) Heoriquei de Paita,
dirija-se a ra do Queimado botica n. 15.
Aluga-se, por 10* rs. mensaes, o segundo an-
dar do sobrado da ra estreita do Bozario o. 18 : a
tratar na ra do Nogueira o. 27.
A peisoa, que annunciou precisar de umcaiieiro
de ra, se loe entregar a cobranza de urna caa de ne-
gocio, que eotenda de tscripturacio, e que seja Brasi-
lero, dirija sea ra da Moeda, armazem n. 15. -
-Apessoa, que annunciou precisar de um rapar
brasileiro para caneiro de ra, escripturacio e.cobran-
ca, dirija-H i ra de S. Bita o., 24.
Apessoa, que annunciou preciiar de um rapai
para caiieiro de ra, poder dirigir-so a ra do Noguei-
ra, n. 29, que acbar um com tudo quanto pede em seu
annuncio, e isento da guarda nacional.
O thesoureiro da irmandade de N. ti do Terco ro-
ga a quem tiver em seu poder opas deiua irmandade o
favor de, quanto antes, as entregar na ra dts Cinco-
Pon tas, n. 68: o mesmo pede aquellos Srs., que se
acbioadever qualquer quantia irmandade, liajo, no
prazo de tres das, de Ih'as entregar.
Aluga-se, ou vende-se, a refinacio sita na Solc-
dade, com todos osutencilios perlencentea ao assucar,
moinbo e mais pertences de moer caf; na esquina, que
folta para Beiro.
Deseja-se saber, se nesta cidade existe o Sr. An-
tonio Joaquim, filho da Sra. D Catharina Mara do
Nascimeoto, calada em Santo Antao, para negocio que
Ibe diz respeto : queira annunciar a sua morada, para
er procurado.
Deieja-te fallar ao Sr. Miguel Ferreira de Mello,
oo i petsoa, que suas veres laca, a negocio de seu inte-
rewe; na ra da Cadeia de S. Antonio, n. 14.
Quem tirou, por engao, urna carta do correio
para Jos Ignacio Xavier, queira, por obsequio, entre-
ga-la na loja de livros da praca da Independencia, ou
atraz do tbeatro-elho, n. 20, segundo andar.
Urna mulber de bons costumes se encarregaj da
eriacao de meninos d peito impedidos e desimpedi-
dos e tambem recebe meninos para desmamar no
que prometa esmerar-se: quem de seu prestimo
se quizer utilisar dirija-se ao pateo do Terco n. 26,
aegundo andar.
= Antonia Mara relira-se para fura da provincia ,
levando ero sua companbia sua sobrinha e um Ribo.
Compras.
Compra-se urna meia-commoda, anda que no
ja nova ; na botica da praca da Boa Vista, do falle-
cido Victorino Ferreira de Carvalho.
Compra-se um macaco do Par, Meraobio ou
Angola, sendo manco e da raca mais pequea, que
ba ; uto metbado pera violo por Carulle em bom
estado por preco commodo ; quem tiver, annuncie.
Compr&o-se duas quertolas, ou tons; quem
tiver, annuncie.
Pela medida velha
veode-se farinba, ebegada ltimamente de S. Ma-
theos, de superior qualidade, e por menos do que em
ootra qualquer parte, bordo do patacho Venu, de-
fronte do caes do Collegio, e na ra da Cruz, n. 54, a
tallar com Manoel Antonio Pinto da Silva.
= Vende-se urna casa torrea, nova, feita moderna,
na Passagem-da-Magdalena, sop da ponte grande, o.
29 : quem a pretender, dirija-se a estrada dos Afflic-
tos, ao sitio defronte do Sr. mejor Moraes, que achara
com quem tratar.
Vendase um preto de40annos, bomeanoeiro e
pescador de tarrafa : quem o pretender, dirija-se a ra
da Conceicio do Recite, n. 53, segundo andar.
== Vende-te um moleque peca, del8annoa, pouco
maisou menos; dous negros, proprios de todo o servijj
co de urna casa, ou de campo ; um mulato carreiro,
moco, e de todo o servico ; duas negras, e ama mu-
lata, bem prendada : na roa da Cadeia de S. Antonio,
n. 25.
* A
RAPE' AMEBICANO. f
Com este pomposo titulo se aprsenla no wer- '"
Y cado um ezcellente rap, digno por certo da al- ;
? tencao dos apreciadores de urna boa pitada. Os 5
Y vendedores se obrigio a entregar o dinbeiro i 1
* qualquer pessoa, que, tendo-lbei comprado des-
le rap, Ibe ainta algum defeito.
Vende-se no Alerro-da-Boa-Vista, ns. 10 e
36 ; Aterro dos-Afogados, n. 209 ; praca da In-
dependencia, Arantes; ra larga do Rozario,
Lodi; ra do Crespo, Guimaraes, Serafn) & C ;
ra do Collegio, Menezes ; Cadeia-Velha, Cu-
nha & Amorim ; e oa Lingoeta, Joaquim Jos
Rabello.'

CHA' HYSON
DE BOM GOSTO,
<*
*
Vendas.
FOLHINHAS

DE
Porta e Algibera
PARA
18*6.
Vendem-se na praca da In-
dependencia, loja de Jivros n. 6
e o; na ra da Madre de Dos,
venda da esquina defionle da
igreja; na Boa-Vista, def; onte da
matriz, botica do Sr. Moreira;
no pateo do Collegio, loja de li-
vros da esquina; e no largo do
Terco, venda n. 7; em Olincla,
botica da ru do Amparo, e loja
do Sr. Domingos, nos Quatro
Cantos.
-- Vende-se a casa terrea da
ra das Cinco-Ponas, n. 43: na
ruadas Larangeiras, n. 12, segun-
do andar.
.ser Na ra das Larangeiras, n. la,
a. anidar, vende-se, por milito medico
preco, um'ptimo sitio no pateo da Faz,
povoaco dos Afogados, com urna bella,
nova, e espacosa casa, e diversos arvo-
reoos de i'rulo, bem como larangeiras
% caueiros, mangueiras, jambeiros tres
rajeimbas, urna das quaes he feita ha ami-
to pouco tempo, e d'agoa potavei.
se Vende-ae, na ra da Semilla-Velbt, armazem o.
124, azeife de carrapato, a 1,800 rs. a caada.
= Vendem-se 17 eseravos, sendo 8 pretas, com ha-
bilidades, de 13 a 20 annos, de bonitas figuras ; 2 mo-
lequea de 18 a 14- anuos, mu lindos; 1 mulata de 20
annos, coa habilidades ; 1 pardo, oIBcial de alfaiale,
de 29 aonos ; e o pretas, de elegantes figuras : na roa
daa Flore, o. 21.
9 Vende se vinagre tinto, de superior qualidade,
m quarlolas ; na ra da Seoialla-Velba, n. 110.
= \eede-aeuma escrav moca, de bonita figura, o
loro ncios ; as Cieco-Pontas, n. 71.
= Veode-se farinba muito nova, do Ris-de-S. I- rsn-
cisco, a 3,000 M. asacca: na ruado S. Hita, n. 7.
*Ma>a><-afr8
Veadem-se sementes de repolbo, de rbano, ra-
banetas, salsa, allace, coeotro de toceira, e de cebolla
de Setubal, chegadas no brigue Triumphanu, de Lis-
boa, muilo notas; no Recife, ra daCius, n. 02.
Vendem-se, por precisio, duas mulatas do indio,
urna dellaa de bonita figura, e com 11 annoa de idade ;
na ra do Queimado, n. 2
= Vendem-se redes a polka, por acrem de goslos
inteiramente novos, indas do Maranbio niele ultimo
vapor; chapeos de crep, parasenllora, prepnos para o
tempo da festa, por serem muilo leves e elegantes; p-
timo cha bysori da India, retalho, franqueando-te a
amostra sos compradores : na ra do Crespo, n. 11.
0 JUDEU ERRANTE.
Acba-se a venda esta interesa, nle novella, na ra do
Rangel, n. 60, pelo mdico preco de 800 rs.; de 20
ejemplares para cima se dar algum abatimento, isto
por o dono querer liquidar.
RIJA DO COLLEGIO,
Loja n. l'.
Vendem se superiores grvalas de setim preto a 600
rs.; casimiras, daa mais modernis, a 1,200 e 1,400 rs
ocovado; panno lino, preto e azul, a2,500 rs.; meias
desenbora a 280 rs. o par; chitas de todas as qaalida-
dea, de 120 a 300 rs.; madapoloes, de 140 a 280 rs.;
cortes de chitas de todas as qualidades, e do melbor
gosto superiores riscados trnceles, a polka, a 360 re.
ocovado; e outraa muitas faiendas, ja annoociadas
neste Diario : na mesina loja cima.
iamkem se tcncle
novq rap, chegado de Lisboa, na loja de miudezas do
Fortunato na praca da Independencia, em boles,
4500rs.
= Vende-se, por 20,000 rs., o diccionario de Mo-
raes da quarta edicao : na ra Nova, loja n. 68.
= Vende-se, por 20,000 rs., urna bonita cama de
angico, para casal; na ra Nova, loja n. 58.
BOM E BARATO.
Vende-se um breviario benedictino, com os Santos
novos da ordetn de S. Bento ; Noutes de invern, por
preco commodo : na ra das Crzes, n. 38.
Vende-se o sitio que foi do fallecido Peiioto, na
estrada de lielm ; a tratar na roa da Senzalla-Volba,
n. 13 5, ou na loja da ra da Cadcia-Velba, n. 43.
= Na vende nova de tres portas, delronte do becco
do Trem, contina-se a vender arrtz branco bom, a 84
rs. oalqueire, e tambem se vende por arroba, a 1a440
n., assim como todos os mai< gneros de venda, por
pre;os n>uito commodos e dinbeiro a' vista : na ib es id a
se comprio garrafas vasiaa, limpas, e pago se bem:
= Vende-se urna bonita mulata, de 18 annoa, com
algumas habilidades, e propria para criar, por ter urna
cria de ,'i metes, e muilo nutrida ; no principio do A-
terro-dos-Afogados, ti. 31.
Vende-se, no Aterro doi-Afogados, um moleque
de 13 annos, bonita figura, e proprio para todo o ser-
vico.
m Vende-se farinba de superior qualidade, por me-
nos preco do que em oulra qualquer parte ; dita mais
trigueira propria para eseravos : na ra da Cruz, n.
SI, a fallar com Manoel Antonio Pinto da Silva.
Vende-se, na ra do Crespo, n. II, urna escrava,
bem prendada, e por preso commodo.
= Vende-se urna escrava de Angola, recolbida, que
labe perfeitamenle coser, engommcr, marcar, e tratar
de todo o arranjo de urna familia; afianca-se a con-
ducta da mesisa : na rus de Santa Rita, n. 20, das 9
boras em vante.
= Vendem-se quatro eseravos mogos, sadios, e p-
tima figuras ; una alo b.ns trabajadores de campo, e
alguna com os officios de carreiro, oleiro, fabricante
deca, carpios de carros e sapateiro : naruadaCrui,
n. 3.
Vende-se ch i hvston em caixes de 13 libras, em
porcesearetalbo; e potassa americana ltimamente
ebegada; meias barricas de farinba ale trigo da marca
gallego : em casa de Malbeus AustiriVc C., na ra da
Ifandega Velha n. 36.
= Vende-se farinba de mandioca muito nova de
Santa Catharina e S. Malbeus, por menos preco
qieein outra qualquer parle em saccas ou medida
velha; no caes do Collegio armazem de porta larga.
= Vendem-se dous rnolequsa, de idade de 7 a 8 an-
E SUPERIOR QUALIDADE |
Vende-se a 2$ 56o ris cada libra: @
na ra Larga do Hozarlo n. 4- ^
Vende-ae farinba de mandioca, a 3,000 rs. a sae-
ta ; na ra do Crespo, o. 15, loja de Antonio da Cunta
Soares Guimariei.
! Veode-se urna escrava moca, da elegante Rgara,
e 12 annos, muilo boa cozinbeira e etfgommadeira, a
luilo diligente para lodo o servico ; deas dilaa mocas,
uitandeira e lavadeiraa, proprias para tsboleiro de fa-
lcada; urna mulatioba e urna negrinha.aje 12 annos: na
ra larga do Rozario, a. 46, aefundo andar.
=\ endem-se riquissimos chapeos de seda de todas
as cores para sen hora bem enfeitadoa com riquicsi
maa litas e florea; catea chapeos teero a commodidade
de se abrir e fecbcrem; riquissimos encerados a
polka para eastieaes, mangas o ontree objectoi; om
sorlianenio de capachos: na ra larga do Roaario
n. 24.
= Vende se um carrinbo de duaa rodal, eaa muito
bom estado ; e um cavallo muito bom para carro : na
ra ealreita do Rozario n. 43, icgundo andar, das
6 as 9 horas a meia da manhia,
= Vende-se ou aluga-se urna canoa iberia, da car-
ga de 650 lijlos de alveniria grotaa, (abncada de pr-
ximo : quem pretender, dirija-sa a ra da Aurora,
n. 12.
= Vende-se urna escrava parda, de 17 annoa, re-
colbida, boa coslureira, e com principios de bordado ;
na tua do Hospicio, n. 26.
= Vende-se urna escrava erioula, de mu i bonita fi-
gura, que cabe lavar, tanto de virrelia como de aabao,
comba, eogomma, cose a fsi renda ; afianca-se a con-
ducta da rneimi: na ra de Santa Rita, n. 20, dai 9
boraa em vanlc.
= Vende-ie, com rebate, urna divida de 3:448,853
re., e mus 01 juroi decorridos desde 6 de doembro de
1.840 : i visls do negociador se dii quem be o devedor
= M.F. P. em, e se Ibe ipreaeotirs todos os docu-
mentos : a quem convier, annuncie para aer procurado
= Vende-ie urna cabelleira para hornera, mui pro-
pria e bem feila, por 20,000 re. ; um carro de 4 rodas,
quati novo ; na ra do Queimado, n. 25.
Vende-se um moleque do 14 a 14 aonos, de
bonita figura muilo proprio para pagem ou qual-
quer cilicio ; na ra da Cadeia-Velba, loja, n. 60,
= Vende-se um alambique de cobre, que leva 12
caadas; quem prflender, annuncie.
= Vende-se, no Btcco-Largo n. 76, azeite de
carrapato a 1440 re. a caada em porcio por
menos alguma rouia.
= Vendem-se duas pretas mocil, de bonilis figu-
res ; um moleque de 13 innoi; um preto muito ro-
busto: na ra Bella, n. 28.
= Vende-se urna escraia de naci de 24 annoa ,
ptima quitandeira ; um moleque de navio Mozam-
bique de 15 annos; um dilo de naejo Angola,
de 14 annos ; um escravo de naci Costa de 26 an-
nos de bonita figura proprio para carregar palan-
qun) : na ra das Cruzes, n. 22, segundo andar.
= Vende-se um relogio de parede muito bom re-
gulador ; no pateo do Terco, n. 26, segundo andar.
Vendem-se chapeos de castor, do ultimo gosto,
a 8# re. ; ditos (rancezes da ultima moda, 7 a n.;
superiores 1 bapeos de macea de elegante! formal, 1
6j rs.; ede todas as maia qualidades, a procos com-
modos; chapeos finos de palba do Cbile e de quali-
des msis baisaa alt o diminuto preco de 3* rs. ; bone
(es tanto para homem como para meninos da ulti-
ma moda ; lencos de setim bespaohol, pelo barato
preco de 2a n.: no largo do Collegio loja de cha
peos n. (J.
Vende-se urna boa piopriedado de casa de 3 an-
dares, na ra do Vigano n, 23 contigua a do Sr.
Jos Ramos de Oliveira ; lem grande tundo e largura:
a tralar na loja da esquina da ra do Crespo que volta
para a do Queimado.
Ha para vender na ruado Trapiche, n. 40, um sor-
tiinenlo de bom e exccllentn vinbos, psra uso particu-
lar ; tambem mui superior sgo'ardente de Franca e cer-
veja branca e prela, du Londres (de Barclay Cii C), a
melbor que pode haver: osles gneros veem em cascos
e engarrafadoa, e vendem se em porcio ou por barrica
por precos muito commodos, era quanto nio entrar o
mez da festa, em casa dediristopbers & Donaldsoo.
= \ endem-se uns bons embonos para urna bareaca,
por preco commodo; na ra da Madre-de-Dcoi, n. 28
=< Vende-te o deposito de charutos da ra de
Agois-Verdea ; um relogio de caia de prata ; um ca-
vallo bom carregador bailo e meio de cor rodada ;
tudo muito barato : na ra de Agn-Verdes, n. 27.
= No deposito de rap de Gasee ra da Crus no'
Recife, o, 38, aoba-ie a venda o muilo superior rap
do Principe chegado recentementa do Rio-de-Janei-
ro a preco de 1400 n. a libra.
Vende-se superior Champagne', novamenle
ebegada ; em cara da Avrial Irmioi ra da Cruz,
o 20.
= Vende-ae urna escrava da idade de 24 annos
com urna cria muito linda, de nin anno ; urna negri-
nba, de idade de 14 annos, ptima para mucama
outra dita ,-de idade do 20 aonos, eogomma o cozi-
nha ; 3 ditas quilandeiras ; um escravo de naci de
idade de 20 annos cuzinba bem ; um dito eanoeiro e
amaroeiro ; um moleque, de idade de 14 annos; ou-
troditodel8; 3 eseravos de- naci ptimos para o
lervico da campo : na ra Direita, n. 3.
SARCA-PARB1LHA
Vendem-se 10 rolos com 10 arrobas.,, de rel-
ente qualidade ebegada do Para 00 ultimo vapor :
oa livraria da esquina do Collegio.
= Vende se uui escravo de 24 annos eozinha ,
caa e pinta casas perleito eanoeiro faz todo o maia
?ervii.o he muito civilisado de bonita figura e
= Vendem-eedijMescravas, mocas e recolhidis
tendo urna as qualidades de cotinoer bem retinar is-
near faier pio-da-l bolo*, e eogommar sofirivel
a outra be boa para mucama bastante vigorosa e sa-
dia : na ra estreita do Rozario n. 31 pritneir
andar.
= Vende-ae um preto de naci com principios
de enzinheiro, muito bom srveme de pedrerro, po,
Ira balbaroesse servico, ba maia de 6 annos, ene bom
carregador de pilinquia para oque est* muito pro.
prio por ler bastante alto o de muito bonita t gara'
na ra do Grpo loja n. 12, do Jos Joaqnisa i.
Silva Maia. 7 "
oa VoasasJa-ie cinco pana de brincos de diversos t-
mennos ; usea ormidivel volta para pescoco de arabo.
ra ) douialfinele para lenbora ; 4 caitas de prata dou-
radaa para rap 1. tudo novo ltimamente ebegade o
Rio da-Janeiro; um oordio groen de bom ooro, com
36 oitavas de paao proprio para homem sen feitio-
um relogio borisontal, coro urna correntinhi; todo'
por preeo commodo : na ra da Praia, o. 22.
Vende-ie um cal 11 de prata com patena aeolher'
para ssoerdote dicer miara ; oa ra do Rangel, n. 17,'
m* Vende-ae, sem feitio, ama garganlilha con 24 1/,
oitava; um traoeelim, com paasador, com 29 oitavis -
nm cordio, com um corceo, com 6 '/ oitava; tres
iDneia, com nm diamanta cada um ; um dito de bri-
Ihsntes; rail colhere de prata, com 91 oitavas; um
adereco moderno ; um relogio de ouro, patente iaglsi-
om dito de dito horizontal, com correle e trincadas:
na ruadasTrincheirss, n. 18.
Yende-se a verddeira potafsa rns-
iana da melhore mais nova,que se acba
neste mercado, a *50 rs. a libra, adver-
tindo-se que se vende por le prevjo por
e actidr em barris grandes : m caa de
J. J. Tasso Jnior.
< Vender vinagre branco i
nacional, a 400 ris a caada ve-|
Iha: na ra do Aterro-dof%fo-
gados n. 7 e no Aterro-daBoa.'
Vista, fabrica de licores de Fre
derico Chaves-.
rape* imperial/
Es|e rap, imitando ao Prince-
za de Lisboa, venase em libras.
meias libras c oitavas, as lojasj
segints: dos 3rs. Francisco
Joaquim Duarte, ra do Cabug;
Victorino de Castro Moura, ra
dos Quarteis; Gomes & Carva-
Iho, ra do Crespo; Domingos
ferreira, escadinba da ra do
Crespo ; Ferreira & Oliveira,
pracinha do Livramento; Tbo-1
maz de Moraes Pereira Estima,
e Caetano Aterro-da-l3oa-Vis-
ta; Guedes & Mello, ra da Ca-
deia no Recife: preco 2#000
ris a libra e 30 ris a oitava.
-s Vende-se arnauba muito
boa, urna porcao de cinco arro-
bas por preco commodo: na
ra da Ciuz n. 26, primeiro an-
dar.
Vende-se na loja de J.
Cardoso Ayres, ra da Cadeia do I
Recife, urna obra publicada em
843, intitulada Diccionario
de medicina popular, ou a Med*
cia ao alcance de todas as clas-
ses da sociedade, pelo Dr. Cher
no vis: duo volumes em 4., con-L
tendo 950 paginas; preco 10^000|
ris brochada, e 12^000 ene*
dernada. ^_______
Eseravos Fgidos
as, bonitas figuras ; na ra da Cruz do Recife, loja a. atian^a-se a conducta a vista do comprador ae dir o
43. Na me-ms se vendem 900 pellet de-cabra, j cor- "
tidas, por junio ou a reialbo.
ca Vende-se um relogio da ouro muito bonito e
regulador; na ra do Rangel, o. 3.
motiio da venda: ni ra do Mondego n 85.
Vend-se urna negrioba de~ a 9 10 annos nal
ra da Penha h. 23 seguodo anda/ anles de che- i ^^
gar a igreja, entrando pelo Livramaoto. IPBRH
Desippireceo, no dia i. do crrante, umtouls-
tinbo de nomo Geraldo, com o sigoieisoguintes: cor
po secco, rusto comprido, olbos pardos, cabello neis-
do, testa larga, bocea, orelba e narii regulares, pe'0*1
e bracos finos, rnipi a ps pequeos, denles largos
frente e falta de alfoni dos lados, falla alguma coum
descancada ; ha lUipeitas de que foi furtido, e a pw-
soa, que o lurtou, tV do para o Araoatv : roga-e pa-
tento s autoridades policiaes a apprabaosiododitoa)-
Utmbo ; e s pessoas particulares, que delle derem a"
gama noticia, de dingirem se a ra do Sebo, n.
ajue serio recompensadas.
- Fogio, no dia 5 de agosto pistado, urna esrsvs
da nome Morcellina, de 3 a 40 annoa, pouco mais
menos, alia, magreironi, com o pe bantanle 8""" '
com o buracos dos brincos grandes e paitos esbido
um preto de nome Paulo, de 60 a 60 annos. bailo.
pamas arqueadas e quebrado bulante, gndaiempreea-
costado anm po, e intitula se lorro : quem os p** >
os Ifutf a' ra larga do Rozario, n. 46, leguodoao-
dn uosera' gro-tificado.
n
NA TP. DE M. F.
P a-Atul4M


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COTA
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Heceita e1H&&pew
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DA
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ADMIIVISTHACXo
DOS
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Do i. de Julho a 30 de Setembro
DE
1845.
Na Typographia de M. F. de Faiia. 1845.
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I
2
Conta daRcccita e Dcspcza ^ld ministra cao dos Estaje-
de Setenftro
1845. WReceita.
Sulho i" Saldo em citxa' ,......"....... 368*153
Pela importancia de I>unja ledra, que se ada protestada p r nSo paga,
sacada pnr 0||paide Menejc* Vasconcelos. deDrumond, e aceeita
por Antonio GeAfno Rigueia Pinto de Souz, vencida nol.'do
v Junfco de 1842 W. r.......... 509*095
dem de 7 ditas vencer-se de 23 de Feverciro de 1846 23 de Agosto
, de 1847, proveniente do arrendamenlo da casan. 42 .... 813*750
5 dem recebida da Thesouraria da^ Rendas Provinciaes do subsidio per-
tencente ao Hospital dos Lazaros do mez de Maio p. p..... 250*000
-Jdem de Jus Francisco Ribeira. de Souza, por 4 lettras a veneer-se de30
de Selembro d V845 a 30 de, Junho de 1846, proveniente d'arre-
matacSo, por hum annu, da renda das amotrs do furo das caixa e
fechos de assucarpertencenkao Hospital dos Lazaros..... 3:221*000
" 9 dem do Cnsul Ingl^z, pelo curativo no Hospital de Caridade do sub-
dito de sua afio Guilnerme Munroe, desde o 1." de Maio 5 de Ju-
nho p. p. a 1*440 ris por di.......... 51*840
dem do mesmo Cnsul, por varios estragos que fez o dito Munroe em
diversos objeclm do Hospital............ 35*600
14 dem da Thesouraria das Rendas Provinciacs do subsidio perteneente
Casa dos Expo? tos do mez de Maio p. p......... 250*000
21 dem da Thesouraria das Rendas Provinciaes do subsidio perteneente
a casa dos Expostus do m $ de Junho lindo....... 250*000
31 dem do Procurador da Administrajo pelo rendimento dos predios ar-
recadado nesle mez, como consta do Irvro respectivo 2:035*825
Agosto 4 dem da Thesouraria das Rendas Provincia** do subsidio perteneente ao
Hospital dos Lazaros dwnez do JunhO p. p........| 250*000
25 dem do Hospital fie Carforie............, 500*000
31 dem 4o Procurador da Administradlo pelo rendimento dos predio; ar-
recadado nesta mez como consta do livro respectivo..... 588*150

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0:132^413
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3
cimentos de Caridade, verificada do 1. de Julho a 50
de 1845. f %
1845. Despera.
Julho 1 Pela Importancia paga aos empregtdus eamas di Casa dog Expostoa,
proveniente de aeus ordenados vencidos nos mezes de Maoe Junho
Ando.......... *....*,. l 718*930
11 dem aos di Administrado dem em Junho findo .' j 62*500
dem aoa do Grande HospiUl idem V ,lfr W. 214*340
dem aos do Hospital dos Lazaros TT ^ J 35834
12 dem ao Regente interino do Hospital de Candido por diversas despena
que fez no mez de Junho p. p............g 114*890
dem ao do Hospital dos Lazaros, idem.........6 30*400
dem ao da Ca^a dos Expostos idem..........7 58*480
dem ao comprador dos estabelecimentos de Caridade proveniente de di-
versos gneros que comprou para os meamos estabelecimentos no mez
de Junho p. p................8 279*040
dem a Benedicto das Chagas por gallinhas que forneceo 10 Hospital de
Caridad* e Lazaros no mez de Junho.........9 53*760
dem a Jos de Menezes Tavares, por bichas para o Hospital de Caridade
desde 2 de Marco a 9 de Julhodoanno p. p........10 87*040
dem ao mestre pedreiro Gonzalo Jos da Silva, pelo concert de orpioa
e pedreiro ni casa n. 4......,......U 32*820
22 dem a Joaquim Ferreira Ramos &Irmfio, por 16 pejas de madapolo
ordinario para uso do Hospital de Caridade.......12 48*000
24 dem a Antonio Rodrigues da Cruz, por 21 mezes de aluguel da casa
onde se fazem as sessOes da Administraclo, desde 30 de Setembro de
1843 at 30 de Junho do corrente, a razio de 120* ria ... 13 210*000
30 dem ao solicitador Filippe Lopes Neto para despezas judiciae. .14 10*000
Agosto 1 dem aos empregados e amas da Casa dos Exposios, provenientes de seus
ordenados vencidos em Julho p. p..........15 307*974
dem a Bartholomeu Francisco de Souza, como liquidatario da Arma de
Bartholomeu & Ramos, por saldo dos medicamentos fornecidos at 30
de Junho de 1843..............16 968*444
3 dem ao Regente interino do Hospital de Caridade por diversas despe-
zas que fez no mez de Junho passado.........17 102*340
4 IJem ao do dos Lazaros idem............18 41*940
dem ao da Casa dos Expostos idem ..........19 56*240
5 dem a Diogo Jos da Costa, dinbeiro que Ihe b restituido da renda da
casa n. 29, que pigou como depositario a Antonio Jos Pires, e a
Administracao recebeo do arrendatario Jos Pereira Tvixeira 20 66*163
dem a Benedicto das Chagas, por gallinhas para o Hospital de Caridade
em Julho p. p................21 45*440
10 dem a F. J. da Costa Fialho, por 18 fornecidas em Abril rindo............22 47*360
11 dem a J0S0 Antonio Coelbo, por aluguel de bicbas pin o Hospital de
Caridade desde 2 a 23 de Julho p. p ........23 9*000
16 dem Jo.- Antonio de Souza Queiroz, por carne verde lornecida no
mez de Dozembro de 1843, e Janeiro, Fevereiro, Marco, Abril
e Maio do anno p. p..............24 1:371*040
26 I Jem a F. J. da Costa Fialho, por azeite de Garrapato fornecido em Miio
Ando............i.....25 47*360
29 dem 1 Manoel Nivardo Caldas ex-Regente do Hospital dos Lazaros, pro-
veniente de seu ordenado e do de sira mullier desde o 1. a 20 de Janei-
ro de 1843, diaem que forlo demittidos.........26 10*000
> dem aomesmo por diversas despezas que fez desde o,' al 15 de
Janeiro de 1843 ...........1P, .: 27 3*98.0
5:0333l5
m

1
y


1945.
Setembro S

13
Twniporte : V

ttceita.
<~

>
IB
19
30
Peta Importancia paga pelo Cnsul Inglez, pelo curativo ( noHoipitol de
cSSSUo Subdito de so. nato.fiuilherme Munroe desdo 22 de
Jnlho 9 de Agosto a 11440 ris por da
dem 40 dito Cnsul pordiveYsoi estragos que fez o dito Munroe no
IdemTL"cra das Rendas Proviwiaes do subsidio pertencentea
Casa doV Efpitos do mei de Julh p. p.........
dem do Hospital dos Lazaroi idem '-',' j ,* 1 Vu '
dem de Guilherme Patricio Bizerr. Cav.lc.nti fiador de Mm.o.1Tha-
XotiodeS. Vicente, arrematante da casan. 6 da *******)*-
rianno, eMara Joaquina daConceieao, arrematante daican n. M
da roa do F.gundes, em 6 lettrw, a 1.- vncer-ae no ultimo de Ou-
tubro docorrente anno, e.ultima nota doMargo de:846 doaiu-
guel das ditas casas desde o 1. de Jiueiro at 31 de Agosto p. p. em
Caridade) doseu escravo Antn desde 18 de Abril a 18 de Mato,
if280 ris por dia......' *,'*'_.!,,' '
dem do Procurador da Administrado pelo rertd.mento dos pred os t-
recadido neste mez como consta do Uno respectiT0 ,- i" '!
9:132 #413
7#360
15|000
250*000
250J000
1501000
38400
133f500
9:987 & 673
Sala dwSei6l-A Adittitfslra?Sd dos stabefe
Manuel do Nascimento
Presi
Antonio Mar
Thesou

Patricio Jos

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Setembro 1
13
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Transpone. iJBL-jjpf'jJ
Pela importancia pegaa'F. J.iM Haaff** devtarftrja.
tofurnecido-no mezde JuiliqflM^ **^^^^H^ i, !8 47*300
dem a Julcs ColomUi'r & CoMplonia, per lias"pajaa Casafl^^B|^Bf
que sirviro na revisl^etM en FevereWp. p. Wf^' 40 19*980
dem ao Solicitador r'ilippe Lepes Neto pira despezas judiclaes. 30 10*000
dem os erapiogados da, idministraclo proveniente deseas ordenad'
em Julho e Acost findos.......t r f .*V 1 9!*66
dem aos do Gra/ide Hospital idetn ..........t 32 488*681
dem aos do lospilal dos Lazaros idpm.........83 71|666
dem a Jos Antonio de Souza Queiroi por carne verde fornecida em
Junho do anuo p. p. .''...... 34 245040
dem ao Regente interino do Hospital de Caridade por diversas despeas
que fea era Agosto findo............35 134*890
dem ao dos Lazaros Wem.............36 32*000
dem ao da Cas dos Exposos dem......... 37 62*880
dem ao comprador dos esta beleci sen toa, pela compra de dverso* g-
neros em Julho p. lindo............ 38 332*160
dem a Manoel FiRueiroa de FjrJ* pe* impresso e papel da conta
correnlc da receita e despezjl > l.de Janeiro a 31 de Marco p.
lindo..................39 30*000
dem a Manoel Antonio de Jesu'paJ&pSo fornecidodo 1. de Janeiro a
( 30dcAbriI p. findo, com o abatede 25 Dorcento. ...... 40 466*869
IJem ao comprador dos estabelecimentos com a compra de diversos
gneros em Agosto findo............41 301*360
dem a AlexandreAmerico de Caldas Brandio de seu ordenado de
escriplurario, de 10 a 31 de Agosto a razSo de 200g poranno 42 8*880
dem a Benedicto das Chsgas por gallnbas para o Hospital de Caridade
cm Agosto ............... 43 #1*200
Importancia de huma leltra que se aclia protestada por nSo paga, sa-
cada por Gaspar de Men^zes Vasconcellos de Drumond, eacceiUpor
Antonio Germano Rigucira Pinto de Souza, vencida no l.de Junho
de 1842 -................ 09*095
dem de 13 ditas a vencer-se do ultimo de Outubro deste anno a 23 de
Agosto de 1847 *............. 1:652*750
9:565 28*
Saldo em caixa 451*891
** ^aB -^ '___
R. 9:987 0*73
cimentos de Caridade, 3o de Setembro i84'5.
da Costa Monleirv,
dente.
--
tins Ribeiro,
reiro.
Borges de Freilai

Mapa
mm


_G-

JJJl1 1 dos enfermos e expostos,queexistio, entrdnlo, sald-
rilo, morrerttoe existem rbs ffospituei ^e'Caridade,. Lazaros e na Casa dos
Expostos de Julho a 3o do con ente t'saber: '

Grande Hospital. SEXO MASCULINO. SEXO I'EMININO.
6 H ti o I c fej o 3 o 1 S i) *** 1 ."3 o e Cti :1 3 o 1 1 i 1 4
4o 4< 4, a5 '9 68 '7 i3 ai Si i 10 2 '9 4' 4, 38 9 9 8 ii 6 so 37 4 13 ai b 3 3 13 9 8 i3

Hospital dos Lazaros. 'sexo masculino. SEXO FEMININO.
----- c .** ** a 1 i "3 c *>-c o o 1 1 3 ** 59 8 8 8 o i 1 K Vti o 3 C 1 S S "*
. '4 iG 16 3 0 0 3 O 0 0 0 I 0 0 1 id 16 16 O 0 1 I 0 0 0 0 0 0 0 0 8 8 9

Casa da Roda. SEXO MASCULINO. SEXO FEMININO.
2 H ti o i e fea ** >> 1 8 O 1 o "8 1' c fea o a .s. "* 5 <3 <0 o "3 i 1 S t H fe]
65 7' 76 6 7 i i4 0 0 o 0 0 3 3 5 71 76 74 100 io3 io3 7 3 8 18 0 0 0 o 4 3 a 9 io3 io3 109


#

i I
Sala das Sessoes d'Administraco dos Estabelecimentos de Caridade em 3o
de Setenibro de 1845.
0 Escripturario,
Alexandre Americo de Caldas Brandio.

..


Full Text
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