Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05914


This item is only available as the following downloads:


Full Text
nno de
Quinta fcira 15
O DIARIO publlca-se loMos os Sin qne
nao forem de guarda: o preyo da assigna-
uira be de 4/rs. por quartel pagoi adianta-
ridos! a raio de 20 res por linha, 40 rs. em
typo dlflerente, e as repet cues pela metade.
Os que nao forem assicnantes pagao 80 rs.
por linha, e 160 em typo differente.
PHASES DA LA NO MEZ DE NOVEMBRO.
("rcscente a6 as 3 li. e 55 minutos da tard.
j'ua cheia a 13 as 10 hor. e 35 min. da tard.
jl.ngoante a 22 as 2 bor. e 6 m. da tarde.
la nova a 29 as 9 h. e 22 min. da manhaa.
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Goianna, Parabyba, e Rio Crande do Norte
Segundas e Sextas feiras.
Cabo, Serinhaem, Rio Formoso, Porto Cal-
vo, e Macey, no 1." 11 e 21 de cada mea.
Garanbuns e lonito .a 10 e 24.
Boa-Vista e Flores a 13 o 28.
Victoria as Quintas feiras. .
Olinda todos os dias.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira as 3 h. e 42 min. da tarde
Segunda as 4 b. c 6 minutos da manhaa.
de lVvenrjbro.
Anuo XX V. 5154,
DAS DA SEMANA.
10 Segunda S. Ninfa, aud. do J. dos orph.
e do J. do C. da 2. v.M. da 2.v. do J.
11 Terca S. Mitinho aud. do J. dociv.dal.
v., e do J. de pai do 2.dis t. de t.
12 Quarta S. Diogo, aud do J. do civ. da
2.* v., c do J. de pai do 2. dist. de t.
13 Quinta S. Eugenio, aud. do J. de orph.
edoJ.M. dal.v.
14 Sexta S. Jucundo, aml. do J. do civ. da
1. v., edo J. depai do 1. dist. de tard.
15 SabbadoS. Alberto, aud. do J. do civ. da
1." v., e do J. de pai do 1. dist. de tarde.
16 Domingo S. Goncalo.
CAMBIOS NO DA 12 DE NOVEMBRO.
Cambio sobre Londres. 27 d. p. la 60 d.
Parii 355 res por franco.
' Lisboa 120% 125 p.c.pr.pm.
Hese, de let. de boas firmas1 Vi P- /""?!
Ourl Oncae hespanholas 31*000 a SlttOO
Moeda de 07400 vel. 17#00 a 7#200
,, de 6/400 nov. 16*500 a 17000
>' de 4/000 0OOO a 9/200
Pralo-Patacfles .... 1/880 a PJO
Pesos Columnares. l/W a l/vro
Ditos Mexicanos 1/900 a \ri
. Pratamiuda. 1/700 a 1/720
Acces da C." do Beberibe de 50/000ao par.
DIARIO DE PERHAMBUCO
EXTERIOR.
PBUSSIA;
ferlim, 31 de agosto.
Aisegurio, que S. M. o rei de Prussia acaba de as-
(ignir um decreto relativo sociedade dos Amigo das
luzti; o qual anda nlo se publicoo, e segundo se dii,
s te dir a publico quando o rei regreuar da toa ei-
cursao i Munich.
Esto sera o momento,em que a Prussia adopte medi-
da! enrgica contra as turbulencia e desorden!, que
occasonio em toda Prussia septentrional os movi-
mentos e as diiiencdes das teitas religiosas.
Sobre este assunipto teem havido omitas conferencias
em Jobannisberg no gabinete do principe de Metter-
riich, e dieta da Cunfederacio Germnica em Fran-
cklorl devera tsmbem oceupar-se dalle.
0 rei de Prussia le ltimamente urna numerosa pro-
moco de empregedos de todas as classes as provincias
do Rleo, que viiitou com particular attencao. Estas
recompensas nada rusti aos principes, e com ludo os
que as recbem (icio sempre mu satisleitos.
Rouge e Cierski, que fo os principaes autores ds
nova igreja catholica allemia, eootinuio as suas va-
gabundas correras, pregando as suas doutrinas.
He cousa mu rara que nestaspregacdesdeixemde ha-
ver turbulencias, de maneira que as autoridades vem-
se brigadas a tomar medidas preventivas, as quaes a
(orea armada sempre toma parte.
Os l es innovadores^]iio teem nenhum ponto de apoio,
nriihu oa firmeza em.seus principios, e nenhum svmbo-
lo seguro. Parece, que marchio ao acaso, e o seus
coadjutores, extravindose cada ves mats, e misturando
continuamente as doutrinas protestantes com ascatho-
licas, oltrigio todos os dias Rouge e Czerski a desappro-
varem a sua conducta, e a desmentirem as doutrinas,
que ellts propagio. Em summa, be isto um verdadeiro
cabos de ideias, de vistas e de projectos, em que todos
falli, e ninguem se entende.
Desgracada Allemanha Desgratada a sorte dos po-
vos, que nSo tem no catbolicismo um centro commum
de uoi'iade e de autoridad*.
(Gazitte Allemande.)
SUISSA.
Lucarna, 4 de sttemhro.
A inopinada sahida do presidente do directorio, pro-
mov! la por ums viagem de recreio ao Meio -dia da AI le -
manha, deixa a confederado sem chefe, e sem repre-
sentante oflicial, n'um tempo em que o menor inciden-
te p'Je prem agttacio toda aSuisaa. A inopportuni-
dade desta ausencia fai censurada por varios papis con-
serva! lores, nio obstante a confianca, queelles teem na
imparcialidade eoutras boas qualidades do presidente
Furriir; porque, se bem que o partido federal nada te-
nba e itabelecido sobre a residencia do presidente do di-
rectorio lora do te aspo das sesses da dieta, semprese
tem e ntendido que este alio lunecionario devia estar ha-
bita Imente noseu lugar, salvo no caso de urna missio
extraordinaria ou de urna licenca. Sobre um tal passo
deve nolar-se raais, que, viajando o presidente fura da
Suiss i como simples particular ccomumtrem muito
modesto, e guardando sempre o incgnito, pode com-
pro* utter mais ou menos a dignidad* do paix, que re-
presenta como bomem publico junto das naces estran-
geira i. (Gauttt di Lucirnt.)
HUNOBIA.
Mikoltz, 18 de agosto.
A alta e baixa Hungra acablo de soffrer os mais ter-
riveis estragos causados pelas inundac,*s, que durarlo
oito ijiss. Nio s ficaro destruidas as colfaeitas, demo-
lidos varios lugares, mss tambem forioarrebatados mui-
to aivoredos por causa das torrentes, perecendo oeste
desastre um grande numero de pesaoas. Be impossivel
fazer-se urna ideia, tanto da violencia da* agoa, como
datenacidade de sua irrupeo por todas as partes. Os
UM CAPRICHO DE PRINCIPE. (*)
vil.
Bm quanto Gastn se conservera eni presenta de Mr
de Forjes, havia experimentado na mais contradictorios
amis vilenloe senlinientns; anuir, odio, ciume, Ihe
disputaran o ooracio; maaaeaauadr foi grande e le-
gitioaa, a do velho dalgo nio ae pode desorever: elle
la vi depositado em sua filha todo o sen amor, toda a
sua ventura, a sua vida toda, presente, passado, futuro ;
por ella e para ella vivia, o esse golpe devia onniqui-
la-lo. Gaaton pelo ounlrario aehava n propria violen-
cia de auaa pat>a uina especio de diversio croel, que
o impedia de senlir toda a profundidade de sua forida.
Entretanto, reoeiuso de ainda mais augmentar os temores
do vellio, nao Ihe fe pergiuita alguiua, e devorou em
silencio as suas inquietace, reservan Jo para o dia se-
guinte a dolnrusa explicacio que pretenda solicitar de
Mr. deForgea. Foi por lauto cusido de duvidas cent ve-
ta)- Vide Diario a.' 252.
pequeo riachos, que se atfavessio a p, erescrfo de
um modo tio eitraordinario, que a sua crrante arreba-
tnu pontea muito solidas; e em muitos sitios at as agoas
nio derio lugar aos passsgeiros de se porem a salvo,
como acnnteceo nesta cidade, que se submergio a ponte,
morrendo afogadas trinta pessoas.
A este trgico incidente unio-se um episodio de na-
tura/a bastante estranha. No meio do espanto geral a-
percebeo-se de repente um grande numero de chapeos
i superficie das agoas. Entlo a desesperado ebegou ao
leu auge, e nSo se ouviao senio gritos e lamentos, por-
que ledos ctiio que estes chapeos pertenciio a pessoas,
que se tinbio alagado. Felizmente soube se depois que
os ditos chapeos pertenciio a urna loja de sombreireiro,
que fra arrebatada pelo vento.
[Gauttt deBrulau.)
(Diario do Governo.)
DllRiO BE PERMMBllCO.
Damos luz os ducumentos segointes, com a cor
respondenoa bavida entre o presidente das Alagdas, e
odignojuit dedireito, o doutor Telles. relativamen-
te a arrecadacio de urna laxa de legados, para que o
publico vej a maneira brusca, desabrida e imperativa,
com que aquejle presidente se diiige a um magistrado,
como se fra a algum cabo de esquadra, e como se elle
tivesie autoridade para impr deveres a um juiz slem
d'aquelles, que pelas leis Ihesio proscriptos, deiando
alias dedirigir-se ao procurador fiscal, quern incumbe
promover a arrecadacio da divida activa, 'ol inventa-
rios para dedcelo do sello das licenca. e.,Jgdos ; o
publico, que veja, porm, a dignidade, a rrJBderacio, e
comedimento do nosso amigo, quando responde or-
den arbitraria, absurda e i Ilegal, com quo o presiden-
te o qoiz obrigsr a Iszer o papel de agente da sdminis-
traco, e as veies do procurador fiscal : esse oflicio do
presidente nao revela senio o acinte, e proposito de
provocar algum desmando par lervir de pretexto a urna
remocio : lonvore, pois, sejio dados ao nouo amigo,
que sem transpOr os limites da moderarlo, eoretpei-
to devido ao presidente da provincia, como primeira
autoridade dola, todava manteve a sea dignidade do
magistrado a independencia do poder judiciario ,
conseguindoalfim, que o inesmo presidente conbeces-
seoseuerro, e proeedesse como he de lei, econsen-
taneocom a harmona do poderes polticos.
N.M.
N.M73. IUm. $ Exm Sr. Constando-me, que
fallecer D. Antonia Borges L'cba, e que se teem pas-
sado algn anno sem se ter procedido ao inventario e
arrecadacio da decima do bent, que deixou, visto nio
ter herdeiro toreado; em sessio de 18 do correte,
se deliberou, que seofficiasse a V. Eic, pedindo-lhe,
que se dignasse determinar ao doutor juiz dos leitos da
fazenda, que, na corformidado das leis o regulamentos
em vigor, proeedesse ao dito inventario, parase provi
diiDoiar a entrada,nos cofres desta thesouraria, da quan-
tia, que aos mesmos deva perlencer.
Inclusa transmiti i V. Exc. a inforinacio da conta-
doria, da qual se conbece.-que a fallecida pagou.no an-
no financeiro de 1838 i 1839, a decima dos legados de
seu marido Antonio Manuel do Reg Barros e Albu-
querque, e que deixrio do o fazer os berdeiros dos
bens, com que falleceo a relerida D. Antonia de Bar-
ros, que se acbio a dever a respectiva decima, como
comprova a ioformacio supracitada.
Dos guarde a V. Exc. Thesouraria provincial das
Alagoas. 23 de setembro de 1845. IUm e Kxm. Sr.
brigadeiro Henrique Marques de Oliveira Lisboa, pre-
sidente da provincia. O inspector, Antonio da Silva
Liiba.
N.2.
A'vista da recommeudacio incluss, feita pelo ins-
pector da thesouraria provincial, imponbo a V. me. o
dever de proceder na forma das leis e regulsmentos em
vigor, a lim de que se proceda inventario, e de que se
arrecade o que competir a (azenda publica provincial,
dos beos que deixou D. Antonia Borges Uche.
Deo guarde a V. me. Palacio do governo das Als-
goas. 30 de setembro de 1845. Htnriqut Marqun
de Oliveira Liiba. Sr. doutor Jos Telles de Mene-
tes, iuii dos leitos da lazenda desta provincia.
N. 3.
IUm. e Exm. Sr. O Sr. Antonio da Silva Lisboa,
inspector da thesouraria provincial, leve a delicadeza de
ofcisre V. Eic. em 23 do mez lindo, para que me de
terminasse, que eu fizesse o inventario dos bens da fi-
nada D. Antonia Borges Ucha. a fim de quo se rreca-
dasse a decima provincial. E V. Exc. em officio de 30
do mesmo me/, a vista da exigencia do dito inspector,
me ordena, que a satisfaga.
Respondendo, porm, o oflicio de V. Exc., sou a di-
zer, que, se o referido inspector no exacto cumprimen-
to de seus deveres tivesse em vista a legislaco a respei-
to. de certo nio se animara a incommodar a V. Exc
com ofncios de semelhante porte, quereodo incumbir a
V. Exc. as obrigaefies, que a lei Ihe impOe ; porquan-
to, tendoos artigos 8, 9 e 10 do regulamento de 28 de
abril de 1842 determinado expressamenle ao procura-
dor da fa/enda a promoco dos inventarios, ou parti-
Ihas. em que houver divida da laxa de heranca, ou le-
gado, era do restricto dever do sobredito inspector or-
denar so fiscal respectivo, para que fizesse a arrecada-
cio da Usa de heranca. do que se Irata, muito princi-
palmente nio bavendo duvida alguma a respeito da
existencia delta ; cumprindo ao dito fiscal innnediata-
mente promov-la pelos meios consignados no citado
regulamento. requerendo a este juizo para ohrigar ao
lestamenteiro a vir faier inventario dos bens da dita fi-
iifidvj Uchoa, a fim de quo desta maneira so deduzsse
ai deoima provincial; e nio ex oflicio deste juizo, co-
rri sem criterio enlendeo o mencionado inspector.
V. Exc, poi. digne-se, a hem dos intorcsses da fa-
zenda provincial, ordenar ao inspector da mesma, pa-
ra que determine, que o respectivo fiscal promova a ar-
recadacio da tox, de que se trata.
Dos guarde a V. Exc. por muit >s annos. MaceiO,
2 deoutubro de 1845. IUm. e Eim. Sr. JJenrique
Marques de Oliveira Lisboa, presidente da provincia, o
Fideirorommandante das foreas em operscoes.
iz dedireito, Joc Telles de Menezti.
N 4.
Recebi o oflicio, que V. me. me ha dirigido com
data do hontom. o qual lliedevolvo, por estar ncapat
de ser archivado na secretaria deste governo, em ra/io
do estvlo chulo e inusitado, com que ha sido redigido.
Se V. me. tem alguma cousa a representar-me so-
bre a ordem, que Ibe dirig em 30 do prximo passado
mer, o poder laxer nos termos serios e respeitosos, com
que deve tratar a esta presidencia, esperando que por
ella Ibe seja dada a decisio, e nio querendo imp6r-lt>e
a marcha, que ella deve seguir.
Dos guarde a V. mo. Palacio do governo das Ala-
gdas, 3 de oulubro de 1845. Henr/que Marque de
Oliveira Lisboa. Sr. doutor Jos Telles de Mcneies,
juiz de direito, e dos feitos da faienda.
N.5.
Illm. e Exm. Sr. Acabo de recober o olTicio de
V. Exc. com data de boje, devolvendo o meu olTicio
de hontem, em que me pareca ter ponderado a V. Exc.
em termos decentes, e respeitosos. que, a vista dos ar
tigos 8, 9 e 10 do regulamento de 28 de abril de 1842,
cumpla ao fiscal da thesouraria provincial requerer e
promover a arrecadacio da tsxa da heranca da finada
D. Antonia Borges Ucha o nio proceder eu a res-
peilo officialmente ; e oeste sentido pedia, se dignasse
V. Exc. dar as suas ordens, para que fsse cumprida a
disposicio dos ditos artigos.
Mas, como V. Exc. no citado oflicio do boje me at-
egura attender-me, se eu representar sobre a ordem,
que a semelbante respeito me dirigi em 30 do mes lin-
do, eu pelo presente o laco, rogando ainda a V. Exc.
o cumplimento dos referidos ailigos; pois, quanto a meu
ses mai pungente que a mesma rcalidade que elle fran-
queou otombroes do centello. Mas esaa tumultouaai n-
gitacoes se applacriu insensivelmenle; o vento da imi-
te refrescuu llie a abrasada cabeca, e nesse espirito rec-
io e puro em breve s resluu um pensameiilo unico, o
de descubrir Carlota, ura s dcnejo, o de restituir urna
filha a aeu pai.
A nuvena negra qne pouoo ante cuLriio o co, co-
inecnvao a diipr-sc ; a Iha qne se mostrara havia der-
ramado por todo o campo urna branda claridade. Gas
Ion ahira pela pequea ra dujardim, e pela ultima
re interrogara coro os-olhm as golfas de sangue que
lingiio o solo; cumii se quisera pergniitar-llies o segre-
do que ellas como quo encubran; depois, anda dnvido-
so sobre o partido quo devia lomar, cliamuu o seu cao,
quo inquieto ta reja va o oaminhu, c proseguio vagarosa-
mente. Ainda mal bavia dado vinte pasaos no acanbado
irilho do bosque, quando Ihe occorreo una ideia repen-
tina ; Kvan, o seu ci, cujo meravilhuso iustinctu Ihe
ura bem conhecido, Evan que elle mesmu havia criado
e entinado, de quera linha teito o seu cumpauheir,
quati o sea amigo, acabava pela primeira vesem sua vi
da de resistir ao seu rliaiaailu.
Gastn parou, vollou-se um p.....M, deo de novo uui
assobio mais agudo, mais imperativo que o priuiriro,
o bravo sabujo, alcou com viveu as orelbas, voltuu a
cabeca para seu amo oiustrandu-se impaoienle e inquie-
to, mas nio e arredou. Vollou-ie Gastn iutvirameu'u,
e deo dona ou Irca pasaos; o ci agilou a cauda em aig-
nal de alegra ; quando o rapai se Ihe aprnximou, o sa-
buju tmido eaubmisso voio do restos deitar-se-lho aos
pos ; os olho supplicante* parecio pedir perdi. Gas-
tn acariciou-o, o ci eagueo-ae leito e alegre, e pox-
ae a procurar com mais ardor. Esle manejo prolonga va-
so, Gastn hesitoo por momentos, mas oaolhot do brio-
so animal tinbio tanta intelligencia, tio persuasivos e-
rio, se assim so pode diier, que o mancebo, venoido
por tanta perseverancia, reeolveo-se a segui-lo.
Era claro que o sabujo eslava na pista ; de lempos em
lempos parava, olbava para iraa, e logo com o focinho
entre aa patas, rastrando aterra segua o encelado oa-
minhu.
Era a intelligencia do animal, ou o iustinclo do caca-
dor, que iicllelriumpliava P Qiieslio era esta quo Gas-
tn a si propro diriga.
Depois de haver rastejado pela margem da floresta
por nlguiw minutos, Evan parou indeciso, muitos cami-
nhos soapresentavio. Gastn segua inquieto todos os
seus niovimenlos; ocio tomn priineiro i esquerda,
depois a dircita, e de novo vollnii ao mesmo ponto ;
anniava-o Gasten cum a vos, mas o sabujo havia perdi-
do completamente a pista. Anda por algum lempo deo
elle alguiuas Tollas ; mss em fim inteiramente desac.ro-
coado veio driiar-su aos ps de seu amo, ruando nelle
os inlelligcnles olhos, que brilhavio tristemente na obs
curidade.
dever, estou prompto a satisfai-lo, como teBb da oe-
tume, ba mais de 12 annos, que exerco a magi*tratura.
Dos guarde a V. Exc. Macei, 3 de oulubro de
1845Hm. eExm. Sr. brigadeiro Henrique Mar-
que de Oliveira Lisboa, presidente da provincia. O
uii de direito, Jos Telle de Menett.
N6.
Recebi o seu oflicio de 3 do crrente, e a vista do
que nelle me representa, posto que esteja persuadido,
que bem se cumpriria o regulamento de 28 de abril de
1842, officiando V. me. ao procurador Gscal da the-
souraria provincial, para que proeedesse como Ihe cum-
pria, logo que V. me ba recebido o meu officio de 30
do passado, pois que tx-officio compete a V. me. xe-
!ar, fiacalisar e promover a arrecadacio da taxa debe-
raneas e legados, com tudo por ter com V. me. una de-
ferencia, que em nada prejudica ao servico publico,
dou nesta data as precisas ordens, para que o sobredito
procurador requeira e promova i cobran? da taxa em
questio
Dos guarde a V. me. Palacio do governo das Ala-
gis, 4 de oulubro de 1845. Bemique Marques di
Oliveira Lisboa. Sr. doutor Jos Telles de Mene-
zes, juudns feitos da faienda.

Communicado.
A ENFERMIDADE DO SR. Ull. GOMES.
He com viva satisfacio, que annunciamos aos ami-
gos do doutor Jos Eustaquio Gomes, que sio por -
siin diier todos os habitantes desta provincia, que a sua
enfermdade, que tanta inquietafio, ba dias, no cau-
sara, contina em sua marcha regular, sem que feliz-
mente nenhum incidente lunoslo a tenba vindo com-
plicar eongravescer, depois que se estabeleceo a sup-
poracio franca da ferida.
Esperamos, pois. que os ardentes voto, que dirigi-
mos ao Co pela sade de taodistincto e prestimoio *-
migo da bumanidade, aejio ouvidos pelo Altisiimo, que
saber prolongar tio chara existencia.
Por un amigo.
I UJCT.SJ .iBacnvern 11 i MiisiiassiatsssxssBBasassasasaMavavai
Publicapa a pedido.
IIA7.KS DE CoWTESTAf A AO RECURSO DO PROMOTOR PUBLI-
CO DESTA CIDADE DE S. SALVADOR, No PROCESSO CONTRA
O SR. BOTO.
JV bou /attozjamait
du malhtureux honneur
d'avoir obicurci la teriti.
D'Aguesseau.
(Continuacao do n. 248.)
A stima testemiinha, Jos de Souta Furlado, jura
fl. 13. que por ser eaixeiro de urna oasa do pasto, e ir
por varias vetes casa dos esludnntes Ha ra das Lsran-
geiras, ahi vira u Juliio, quera perguniando donde
era, respondoo-lhe o referido Juliio ser de iergipe, e
eicravn de um fulano de lal Bolo, por ordesn de quera
linhn viudo cala eiilode faior um arranjo, era virtude
do anal obteria a sua liberdado De sorte que um eaara-
votWb tal tiln e confianca, que se figura merocendo aer
por aeu senbor incumbido de lio arriscada e borrivel
coinmissan, he o mcsino, quo anda, ora revelando ao Pi-
langa, que vinha faier um uttentado, ora dixendo ao Es-
filil Santo, o este ao Rufino, que vinha matar o sjnulor
Barros, ora finalmente dixendo ote Furlado, oaixeiro
da casa de pasto, qun vinha por ordem de seu senhor fa-
ier um arranjo, do qual llio proviria a lih'rdade !
Contina a testemuba, e diz, 0. 13 v., que no dia 16
de oulubro de (840, aacontrando-se com o Juliio, eate
Ihe disira, que ia com o aeu senhor para o Rio-de-Ja-
neiro. Temos por tante, que o doutor Barros,sendo mo
to no dia 2 de outubro, o supposto assassino Juliio ain-
da passea nesta cidade no dia 18 do mesmo met! Ja
agora elle nio tem desapparecido, como jura o Pitan-
ga, nem foge no dia 2 como jura o Sant'Anna, e sim
passea ainda livremenle no dia 16. A lernbranca da via-
gem do denunciado ao Rio-de-Janeiro em outubro,
quando elle acabava de vir dalli, como deputado, no
sjjiaTiviE3mre^
Gaalon havia-ae rpidamente orientado; d urna a
vista d'olhos havia explorado o lugar em que ae achara.
Olboii com mais attencio, e claridade da loa desoo
bro dous reg, reuenlemente trocados sobre a arela e
quo se perdiio na profundidade do caminho. Oa ruuba-
dorc duvem ter aeguido eate caminho, pensou elle; en
devia ir amanilla Parix, pois bem, ire agora ; ser-me-
lia mais til a iuterveoelo do intendente geral de poli-
ca, do que eu suppunba.
Como lodos os homeus qne tem pouca pratioa da vi-
da, Gastn ligava urna aduravel boa f um aenso reeta
e austero; pensara que o bomem a quera coubera a
honrosa missio de proteger oa seus concidados, nlo
renuarin, em oaso algum, ante as ouosequenoiaa do aeu
ministerio, por maia diflloil e perigoso que fuese. Fir-
mado ueste apoio de que nio podia dovidar, poz-se cora
confianca a caminho alrnv desees bellos campos qne
tantas vexes havia percurrido. Mas insensivelmenle co-
deo trplice influencia da solidio, do silencio e da noi-
le, e cabio em melanclica prenneupacio ; o rapto de
Carlota de lal sorte Ibe havia alterado o espirito, que a
na rapariga objecto do aeu amor linha alelli pensado.
Mas a medida que a calma se Ihe introduiia na altea, pin-
lava-se-lhe na ideia (ada una das oircumslancias desse
acunlecimento. Urna das eotsas que mai o admiravlo,
era a desapparietto de Eloi. Como o conbecia bese, nio
podia adoiiuir, que o volho criado ae prestaste beaurvo-
lo a eaaa tracio.


fi'm dtenlo de 1840. be condigna do depoimento d
semelhante testemunba.
Chega-se, fl 42, ao juramento da testemunba An-
tonio Jos da Silva Trevasso : e se por ventura faltessem
os autos outras provee da uuralidade do procedimento
vido contra o recorrido sob o ostensivo carcter d
denuncia do promotor publico da Baha, sobejava est
singularsimo juramento para na maior evidencia pa-
tentea la. Esta teitemunha, compadre do recorrido, e
ootr'ra seu amigo protegido, be o proprio bomem. que,
torm ndo-se desarratoadamente seu acrrimo inimigo]
chega tentar contra sua eiutencia, aegundo se v do
documento n. 16, e que agora vem jurar contra aeu
bemfeitor, imputando Ibe um crime de morte, e cobrin-
do-o dai calumnias, e das injurias, que forman Ma
materia desse seu monstruoso depoimento, que decorre
de fl. 42 a 11. 5S.
Nio be urna testemunba, que jura o que tabe sobre
o objecto da denuncia : be um inimigo, que trava de
seu inerme adversario, que o fere. que o dilacera, que o
atatsalba : be umalgoz, que j pensa arratlar o pad-
ceme para o patbulo; be urna lera, que brama porque
Ihederoorio sua victima. Tudo quanto se poma diier
de nvro, de deshonesto, de horroroso, ou vio de sua boc-
ea, e resignado, face fsce, o recorrido I A testemu-
nba o chegou i pintar como um salteador, fl. 43. co-
mo um cbefe de lacinorosot, fl. 82 v., e at como um
sacrilego, que manda saquear igrejas, e dar um tiro so-
tire a imagem de Santo Amaro, fl 52 v., e fl. 63 Nem
a saciSo estas aflrontas, que ella despeja sobre o recor-
rido, mais longe vai anda sua colera : bem de prensa ae
vfi invadido o sagrado asylo dos mortos; nem a Usa do
sepulcro retem a mi escalida do impo O honrado
brigadeiro Jos Eloy Pessoa da Silva be apresentado pe-
la testemunba como quem se incumbir doassastinato
do doutor Berros I Mal pensara a Ilustre lamjlja desse
distincto Brasileiro, que Ibe eslava tambem reservado
neste juramento seuquinhio de amarguras!
O depoimente desla testemunba, elm de peccar pela
lonte, visto nascerde pessoa tuspeita, em razio da figa-
dal immjzade. nao s provade com o documento n. 16,
mas patenteada no proprio juramento, be esencialmen-
te vicioso, e nullo, por impertinente, nverosimil, in-
concludente, e desmentido porprovasdos autos. He
impertinente, porque a testemunba, em vez do depr
sobre o objecta da denuncia, occupa-se principalmente
em fazer urna longa satjraao recorrido, narrando lal-
sameole toda a sua vida publica e particular, cobrindo-
o de improperios, e no podendo dissimular o rencor,
e ao.mos.dade, com que jura. He inverosmil na ex-
posicao .1 estes meemos impertinentes fados, pelos quaea
tanto divagou a testemunba. Sirva de exemploo di-
zereMa 11.47, que, indo o cepilio-mr Joaquim Mar-
tina Fontes visitar o recorrido, quando esle cbegra
Sergipe no fim de setembro da 1840 (tendo vindo como
deputado do Rio-de-Janeiro. e sendo eolio vice-pro-
tidente o nies.no Fontes) Ihe pergunlre pelo seu mula-
to Juliao; curiosidad^; bem impropria e sem fundemen-
o, porque anda nem era morto o doutor Barros, para
se poder calumniosamente dizer, que, imputando-se lo-
go a morte a aquelle Julio.dste isso motivo I perguo-
ta; e sendo de notar, que, segundo depOe a testemu-
nba, anda d abi a das tornou novamente o mesmo
Montes a perguntar ao denunciado pelo mulato JuliSo.
nrrrr
ft
Sirva outro sim de exemplo o fado da ordem,~que\e
dra ao lentinella da
Bento de Mello.
casa, em que eslava o presidente
. para atirar sobre o doutor Barros,
quando este d'alli sahsse, RA; como, seleremtao
barbero intento o dito presidente, e seu cunliad o de-
nunciado, se lembrassem ellos de um meio de lio imb-
cil arro|o, e oslentacio: e sendo n.ais para notar, que
quem salvou o doutor Barros I, i o inspector da ibes u-
reria geral, de prximo ebegado a provincia, que.achan-
do-se all, Ibe dra o braco, e com elle sabira, fl 44
de maneira que a orden, dada senlinella o foi com
tSopouca reserva, que aquelle inspector teve de ser
d ella inimediatamente informado He inconcludente
o depoimento, porque a testemunba, longe de referir
lacios de viste, ou de ouvida, respeito dos quaes deves-
wo ju.i formar o seu juio, jure alar ella convencida
de que o denunciado (ora quem nandara matar o dou-
tor Barros, edu que igual conviccio Inedeclarou ter o
doulor Porto, como se ojuio da testemunba, e nio
os lacios de que ella tenha noticia, be que deva ministril
aprovada criminalidade, quando sabe-se, que urna
testemunba nao be mais do que um espelho. ou um
ecno, que repele o que i, ou o que ouve, ficando ao
juiz apreciar a maneira de seu depoimento. e conhecer
e delle resulta, ou nao prova do laclo principal, que se
Ibe pretende provar, ou dos fados accessorios. que Ic-
nbSo de servir de indicios do crime E he anda incon-
cludente quando se refere a testemunba aocepilao-mr
*)aquim Martns Fontes. e ao doutor Manoel Jos da
ailva Porto, dousm.migos encarnitedos do recoirido,
possu.dosamboscootraestede senlmentos iguaesaos
da testemunba. He finalmente o depoimento desmen-
tido por provee dos autos, visto como, quanlo inimi-
aoe existente entre o recorridoe o doutor Barros prova-
le, que.tendo occorrido entre elle* apenas algumas dis-
seneoes, esaaa mesmesie acbavio por fim removidas, ba-
'endo-soreslabelecido entre ambos a melhor intelligen-
cia, como bem claramente o demonstra o teor deisa
certa, fl. 93 v., escripia pelo dito doutor Barros ao
recorrido vinte e seis das antes da sua morte, e na qui,
tratando elle al negocios particulares, Ihe mandava dis-
por d'uma negra, e de um mulatinho : quanto a ter o
brigadeiro Pessoa ficado nesta c.dade incumbido do as-
sassinato, prova-se com a certidloautbentica sob docu-
mento n. 15, que o dito brigadeiro deade agosto d'a-
quelle anno te linha retirado para o Rio-de-Janeiro
donde nlo mais voUir oesse anno esta cidade ; alm
disto, envolvendo a testemunba em aeu depoimento o
lenle Antonio Manoel de Araujo, Daniel Francisco
Ribeiro, Guilberme de Souza Vieira, c D. Manoela
Mara de Jess eom urna sua escrava, fro tambem ou-
vidae todas estas pessoas, e nada rasultou d'ahi contra
o recorrido, antes reconbeceo-ie ser inexacto tudo quan-
to d.sser a testemunba sobre aquelles Antonio Mano-
el, e Daniel Francisco, como se v i fl. 66, fl. 58, fl
60, fl. 62, fl. 63 ; quanto finalmente a ter vindo o de-
nunciado em fina de novembro de 1810 a esta cidado. e
voltado em dezembro para Sergipe (fado alias indife-
rente, mas que s foi traxido para contestar o recorrido
na aua declararlo fl. 17) prova-se ter sido devida es-
ta assercio da testemunba a urna famosa logrtcio, em
que a fez cahir o nobre promotor, o qual, lendolbe
mostrado as duaa certiddes de fl.92v., efl 93 v.,
daa quaes consta va, que desta cidade embarcara para
Sergipe naquelle mez de detembro de 1840 um Sebat-
tilo Gaspar de Almeida, que elle promotor pentava ser
o recorrido, foi a testemunhajurando na sua palavra, e
no contexto de taes certidSes, quando pelo documento
defl.9lv. vio-se, que quem assim tinba embarcado
era um eitudaote, sobrinbo do recorrido, chamado Se-
bsstio Gaspar de Almeida. E tio fascinados fici-
rio com o semelbante acbado o correte e a lestemu-
nha, que nem (verlo lempo de ver. que as preprias cer-
tolfies fallavio deSebaitito Gaspar deJImeida, $
e nSo di SebastidoGaiparde Almeida Boto.
Nao levaremos mais longe a analyse do depoimento
desla parcial testemunba, que elle por si proprio astas
se recom menda, e serve de confirmar a seguinle obser-
vado do precitado Benlh.n Commi la vulonlne
peul pas iexercer, du moim avec un cerlain degr d'-
ner0, tune qu'onenai le senlimenlinlrieur, le men-
tonge eit imt-parabl de la consciente de lui-mmi;
maii quan aux dvialione de vritii gui peuven't
rriulter des partialits du lmoin de le preventioni
favorables ou d/arob/es, el lee ne peuvenl gue ttop exii-
ler ion mtu el donner son lmoignage entier une
leinle generalemtnt aune.
Mas o recorrente, que nio quer saber destes precei-
tos da sciencia cerca da credibilidade daa testomu-
nhas. e que julga estar urr. juiz adstricto ao que ellas
d.sserem, seja crivel, ou n8o crvel. aejio ellas, ou nio
suspeilas, vindo assim a renunciar-te toda raiSo, e todo
o criterio quando so ouvem lestemunbas, he sem duvi
da coherente com sua theoiia.prevalecendo ae do jura-
mento, que moa d'analysar.nao obstante lodosos seus
defeilos, A' nos restar entretanto o recurso de bra-
darcom este delirio, prolettando contra o depoimento
de urna testemunba inconlestavelmente suspeite.que nio
eslava no caso de ser crida.anda que fosse o seu leilemu-
nho neceiiano na accepS5o jurdica, que desconhecida
nao ser do recrreme : e cite protesto fa/emos com a
morconfiancaaara/io, que nos assisle, cabendo-nos
exclamar com Dupaty CanUPiBU des hommei
reconnus par la lot luipecli, ,i dclari mcapabl,
de dposer, voit ce au on appelle dan le Iribunaux
commc n.ceuaire non pai de rejeler loujouri les ti
mems suspecti,tnaii de les admeltre quelquei /bis!
(Continuar-te-ha )
Cario Brando. Como requer : e nomo por peri-
tos a Jos Raymundode Carvalbo, e Miguel Pereira do
Valle. Cidade do Aracuty, 16 de setembro de 1844.
Barroi.
m
VISTOR!A.
Anno do Desciment de Noss Senhor Jesut Chriato
de 1844, aos 16 de setembro, nesta cidade do Aracaty,
pr vincia do Ceara, em casa de residencia do doutor
cbefe de polica da provincia, Joao Fernandas Barros,
onde fui vindo eu escrivao. adianto nomeado, para
eflei to de proceder-te vittoria, requerida pelo doutor
Francisco Carlos Brandio, na casa onde residi, como
consta de aua petcio junta a esta mesma vittoria.
Ealando presentes os peritos nomeadoa Jos Raj mun-
do de Carvalbo, e Miguel Pereira do Valle, aos quaea
delirio juramento dos Santos Erangelbot em um livro
delles, sob o cargo do qual Ihea eocarregou, que com
boa e sla contciencia vittoriaatem as portas da casa
indicada pelo requerente o bem assim as gavetas,
bahu, courmoda emesaa. E reoebido por elles dito
juramento assim o prometterio cumprir e guardar : e
entrando uo exame : distarlo acbarem a porta da roa
arrombada a machado, e igualmente da cata com
dous talhos de machado no portal, juntos a fechadura,
a porta de um armario na sala de detrat tambem ar-
rombada a machado.junlo a fecbadura,ficando deterio-
rada pelos golpes; mais urna porta na mesma sala, que
entra para urna camarinba, tambem arrombada, com
a fechadura arrancada, com poota de baioneta; outra
porta n'um arinazem de um quarto, arrancada; urna
commoda na sala de diante arrombada, com pancadas
de coucet de granadeiras; urna gaveta, outra gaveta
com a fecbadura arrancada; as duaa gavetas de urna
mesinha arrombadat com pancadat de coucet de grana
deirat; um batinbo pequeo com o nariz da fechadura
quebrado. Disserio mais, que charlo duaa gavetas
da commoda puchadas, as quaes abrirlo com as cbavet
das meimae, e achirlo dentro papeia; attim como dous
bas tambem fecbadot, que tambem forio abertoa com
ai chavea, e achirlo dentro papeit, livros, e pouca
roupa, e quatro colberes de cha, de prata ; e ava-
lirio todo este demoo em 60.000. E nio tendo mais,
que examinaren!, derio dito exeme por lindo.
E para constar mandou o mesmo doutor cbefe de
polica lancar este auto, queassignario. Dou ( : eu
Kaymundo Carneiro Ferreira Cbavet, escrivao o eteri-
'. Barros.
Jos Baymundo de < arcalho.
Miguel Pereira do Valle.
carga
ladas, capilio W." Holley, equipagem 28,
axeitede peixe; ao capillo.
Aracaty ; 10 das, biale lirsileiro /Vovo-OUnda, de
8(3 toneladas, capiXSo Antonio Jos Vianna, equi-
plgem 9, carga couros, sola e algodio ; a Antonio
Rodrigues Lima. Passageiroa, Jos da Silva Couto,
o Jos da Cunba Correia, Brasileiros.
Navio lahido no meimo da.
Triestre ; brigueingle Chamoii, capillo Brooks, car-
ga assuesr.
Editat.
O Illm. Sr. inspector da tbesouraria daa randas
proviociaea manda fater publico, que, em virtude da or-
dem do Exm. presidente da provincia, irl de novo a
praca, para ser arrematado a quem mais der, o rendi-
mento das collectorias dos municipios abaixo deteriptes,
por lempo de 2 aonot e 9 meit, a contar do 1. de Ja-
neiro de 1816, tob ai avaliafdet annuaes segnintes:
Bonito.........................1:000.000
Flores.......................... 951,000
Boa-Vista....................... 527,000
Os licitantes,devidamenlo babilitedos.deverOcompa-
recer na aala das sessdes da mesma tbesouraria, noa das
17. li) e21 de novembro prximo vindouro ao meiodia.
Secretaria da tbesouraria das rendas provinciaes de
Pernambuco, 3 de aetembro de 1845. O secretario,
Luii da Coila Portocarniro.
wmtmm
Declaragoes.
t oa mantea ,a fnce em .., t011lbeB,
romp,,. einde.engan.r-.e; eape.er do. de.den. de
<^r|1(m, a despeno do .e... ju.iu. motivo, de q.ieia
nao aeparava o de.npnarecimento da domella da idei
ae violencia e rapto.
Quanto o popel roni. n menoi aclivo que Eloi ha-
xa reprr.entado em tudo lela), han. j, Gastn e..tado
oda, a. .pp,.,lco>, ,-, ra,0e 0 g| ra,,7#xtr!1.
TaK.nte. aem ae decidir por nenhnmo.
ao fie|q,"rrC0IU eBtl a"h""< del1" poda applicar
lllm Sr. doutor cae/* de polica. Diz o bichare
lormado Francisco Carlos Brando, morador nesta ci-
dade. que, tendo sido a sua casa completamente rou
bada e saqueada no dia 7 do corrente, na occasio, em
que se du ler sido illegelmente v.rejada por ordem do
delegado supplente desle lermo, eem que o supplicanle
coma perseguido de balas e de aisassnoi. e contis-
de9nnnn"buem j2.db.8e.d. ouro do valor enligo
? a" r,nn' 3 dobas u 12,800 r... 10 mei do-
100.000 rs. em moeda papel, alm de 20.000 em
cobre, e de ver... obres de ouro e prela, como hotoet,
Z ,?' \a Ufe' de U, BC,'" Klrtl,
2, S! .* ,ui "i0 monla' D,8is de 1,ro >"-
dJ n,.J .C 1. de mit qua,ro 'aca PPelbad.s
de prata, e Ir. sellms, que forio igualmente rouba-
dos e bavendo os roubadores e seus agentes feto ar
romb.mentoin.CM.do supplicante, a.tim como u,
gavetas das mesas, aonde se acbava o dmheiro e objec
tos de ouro e prata: requer o me.mo supplicante a V.
a. seja servido proceder visloria em ditos erromba-
mento., e bem assim em ludo m.is. queseacb.rn
referid, casa do suppl.c.nte, que possa dar noticia
fl.' ; enlre?and-l'" o resultado, p.raoppor-
un.mente uaar do seu d.reito. Pede prtenlo a V. S
Ibe delira oa forma requerida -E. R. M.-Francisco
Rigulamento de 10 de abril de 1842, mandado observar
pela lei provincial n. 130, d 2 de maio de 1844.
Art. 14 Nenhuma iccio judicial ser intentada pe-
los donos de predios urbaooa aubjeiloa a decima, seja
contra inquilinot para acobranca dos respectivos alu-
gueii, ou par. despejo, seja contra qualquer outro in-
dividuo ou corpoiocao pera sustentar o dominio, ou ou-
tro qualquer direito, que tenha sobre o metrnot pre-
dios, tem que mostr logo no comeco da acelo o coohe-
cimento de talao, pelo qual conite achar-ie paga a de-
cima vencida.
Art. 15. Na eicriptura ou titulo de compra e ven-
da, arrematacio, adjudicalo, doU, doacio e troca de
predios urbanos, se transcreve. o conhecimento de ta-
lo, por que se verifique estar paga a respectiva deoima,
devida al a data da ultima cobranca, sob pena de se-
ren as partes multadas em urna quantia igual mesma
dcimo, emquanlo nio exceder a de 100*000, ou nes-
ta, quendo for maior a da decima devida,
rt. 16. Na mesma pena incorrerd aquelles, que
dentro de tre das nio averbarem na recebedoria do
municipio o formal, eicriptura. ou outro qualquer titu-
lo de acquisirio de dominio de predioa urbanos, que
Ibes tiverem sido transferidos em virtude de beranca.ou
legado, de successio ou troca.
COMMEftCIO.
de.de entionnnc.ro.,, h.viio lepando. Quando pe-
queo, de Forgea l.avi.-o tomado por .eu amigo de in-
ranesa, que tero a infancia ofeli, privilegio de c.colher
..ou. men, onde bem Ihep.reoe. He por i.o ,em
luv.d, qnoaindabojeao a. .mit.de. d. infancia .
maia doce, e romo, engaadora.. Dcpoi., .,ig ,r.
non-ae oconhdenlc; foi Eloi o ponedor da nrimeirn
r_arta amor.... ccripla pelo elegante m,q,letciro He
f-rge., ,.ri.i,eir. cria amor...., e..e fogiti vo perfu-
me d. juventud. : de Forge. no tinh. o.mla deanove
Alfandega.
Rendimento do du 12.................5:272#800
Desearregad hoj 13
UrigueTriun\})hanle mercadoriis.
Brigue Cowperlhwailedem.
Consulado.
RENDIMENTO DO DIA 11.
Geril693270 Provincial138#950
Moviiuento do Porto.
O Illm. Sr. coronel director do anenal de guerra
pertende contratar o concert, de que precita um doa
quartoa do quarteldo Hoapicio, de misler p.r. anreca-
dacio do 4. batalbio de artilharia a p, contiendo das
obraade pedrero, ecarpintero; a quem convier con-
tratar urna, e oulra obra, comparecer n* directora do
mesmo anenal, al o di. 15 do correte mez, p.r. se
Ihe mandar mostrar o referido concert. fim de ne (-
teremoi conveniente ajuitea. Directora do anenal
de guerra, 12 de Novembro aja 1845. No impedi-
mento do wcripturario, o amanuense, Jodo Ricardo
da Silva.
0 arsenal de guerra precisa comprar deraseb)
qumlaet de ferro sueco sortido, dea dito, de dito iriglez
sortido, qu.tro Juziai de limas cbatai de 14 poleg.idaa,
duastitai de ditas de 12 ditas, dual ditaadedilai de 9
ditat, duai ditas de ditat de 6 dilat, duai ditaa de dita,
de 4 ditas, du.s ditas de ditas de meias c.n.s de U di-
tas, duas ditas de ditas de 12 ditas, du.s dita, de dilas
de 9 ditas, duas ditas de dit.sde 6 dilas, duas dilat d
dilatde 4 ditas, du.tditat de iimatoeide 10 ditas, duaa
ditas de ditos de 4 ditas, dous lencffs de cbap. d. ferro
fino com 2 arrob.s, e duaa.rrobat d'ar.me de ferro fino:
quem estes gneros liver, mandar suaa propoaUi (in-
dicendo o lugar em que elles se achio para te mandar
examinar), em carta fechada, a directora do meimo ar-
aenal, at o da 15 do correle mez. Directora do
arsenal de guerra, 12 de Novembrode 1845. No im-
pedimento do escriturario, o amanuense, Joto h'tcar-
do da Silva.
O anenal de marinha precita, para a otra do
caet, no fuodeadouro deite porto, de ttenla millieiros
de lijlos de boa alvenaria. 25 barricas de cimento, e do
oitoceotospalmoade pedra decantara com aadimen-
sdesque forem convenienlei. eae dirao no acto .dte
contratar a compra do todoa eslee objecto. Aa pet.ioas,
que le popozerem vendo-Ios, poderle apreientar ai suat
propostas na lecretaria da intpeccao do mesmo art. mal,
em cartat fecbadaa, no dia 13 do corrente mes, pelas
11 boraida manbla.
Secretaria da intpecclo do araenalde marinha de Per-
nambuco, 11 de novembrode 1846. O secreta re
Alexandre fodriguei dos Anjot.
=* Existem, na admioislrajiodo correio, duas car-
ias achadat na caixa da meama adminielracio, as quaei
nao podem leguir teu detlino urna por nlo ettar < ;om
tello e a oulra por nio designar o lugar; e que alo
para Madama Laboutire e para o Sor. Domiogot
Gonialveida Rocha. em
A'acioi intradoi no dia 12.
Buenoi-Ayret; 42 das, patacho sueco Orion, de 280
tooclddai. capillo Nicolaa Lowson, equipagem 8,
carga pe les de carneiro, lia e couros; ao capillo.
Vem com agoa aberla, a para Celte.e eotrou para ser
visteriado.
Mar-Pacifico, tendo sabido de New-Bedford.be 40 me-
ei, galera americana EHia-Adonet, de 403 tone-
a rcToliirSo qe
na racima linda,
ipai; e
mili.
na verdado ver n'um dia de b.talh. o repitln nV
forge., rom a cabejle.ra ampiada tena pulvilhoe, a
grvala eieMe.ordrm como um pobre r.adet i rovin-
cano. Mai, ,0 havi. pobreta, ao mano, nio faltara
offi.l.l.o ; Eloi teria anln. vendiau ,a ultima
Esa. rae. de criado, j. nio exi.te;
iodo nivelo o, pondo amo. o criado,
abaulvei aquelle. da proleeclo, e e.te. do recouheci-
menlo. hsla economa de ton. entimentn. nao he urna
da. mi no li.ongeira. prerogativa. dejsta boto lirr> i
Voltemoaporm.Elo,. Mr. de FoEl romun b.n"Lm,X ''""' "" ^ "" *"*
doobavi. .cb.de io.Ul.do naacoain.. de teu ^ \ ^l Z&X BXJZ e.t.....^ttT*.*** *
oimi.a,
a ou coro-
feco.do, leva va ie ate para a campanil, a vida elegante
e o. co.tomee da boa oomp.nhia ; pclej.va-ae com um.
epecie de cortesa; conhec.-.e onllo a delicada do
campo de batalh., ultimo ve.tigio deae e.pirilo oaval-
leiro.o, que morreo com o .erlo.
a -Ec.,,""n? Mr' de Fore' f,, ferid0< 1"" o ''tou?
ro fcloi. Eloi l.nv.a ...i.tido ao .eu ....cimento, ao .en
cn.omeuto, morte do *ua roulher, ao naacimento de
ao. filba ; nunca a aua devotacio .o havia de.iuentido
um niatai.tr. Em toda, ae eiroum.tanci.a, liavia o
amo eempre adiado o aervo vigilante e fiel.
Mae te algon.a cou.a poda riv.lii.r no oor.cio de
B-loi coro o .en .pego por Mr. de Forgea, era a viva af-
reico, que elle h.vi. votado a Carlota ; nio ae fas idei.
de acmelhante culto. Havia-n carregado ero eeua braC...
quando orianca, linha-a vi.to cre.oer aob sen. olbo.-
iimava-a a maneira do. velho. quo Unto m.i. .e .pegij
vida, quinto mai. prximos eatio deadeixar. Em
un.ap.Uvr., olhava C.rloU com .u. filha ; emuito
admirara, .o Ibe di..e..ero o contrario.
Ga.tou .abia tudo i.io. e vinle veie. o linha repetid..
J, qu.ndo o. alegre, latido, e o. tran.norte. du .eu
Man Ibe atlraliirlo a nltencio. O bravo ubujo ia e vi
'ia. e agit.,. cauda alegremente, chava em torno
ue .en ni.., dando repetido, grito.
Soceg dec em fim Gaatoa, qile ad. entenda
Eran; .uoeca ( Acaba.
Adminiiraeto dos iiiabelectmenloi de caridade.
Peranteaadminilraciodoiettabelecimentoade ca-
ndeda se hio de arrematar por tres annos.a quem mais
der, ai rendat daa catai leguinlet: ni. 17. 47 e 49 da
ra do Padre-Florienno ; n. 5 do becco da Carvallia
ns. 32 e 34 da ru. do F.gundea ; n 11 da ra de S.'
os; n. 5 da travesa do mesmo; n. 34 da roa do
laooel-Cco; n. 18 por detrai da ra Nova; n. 31 da
ruada Moeda ; n.7da ra de S. Tbereza ; na. 70
daaCinco-Ponlae; n. 33 da ra deHortas; n. 65
da ra da Glora; n.^8 di traveiia dos Ctoerteis; n. 7 d.
roa da Viraclo; e o. 38 da ra da Calcada.
O licitantes podars dirgir-se a casa das sessfies, o.
5, d. ru. doC.bugi. nodi. 14 do corrente, pelas 10
horai da manhia, munidos de teut fiadora adoneoi.
Sala dat sessoes da admioistrecio doa est.belecim.i'o-
(os de candado, em 11 de outubro de 1845.
Onciiplurario,
A. A. di Caldas Brandio.
E em quanto fall.va delta aorte pareceo-lbe ouvir um
gemid., como que .anido do tronco de um velho ulmei-
ro. Olha, avauca com precaucio, o no ngulo de uro
muro, cuja .robra vem al o meio do taminbo, v igi-
t.r-.c innn forro, eonfo.a; apr..xiro.-.e, e .obro um.
|.edr. v deiUdo. quem ? Eloi, que pareca nlo ter dado
te nem do. Luido, de Ev.n, nem da. pitada, de Ga.tun
ne.ndogr.t.. de eat.ai.to que ce imprevisto enoonlro'
Ihe arrancara.
- Elel!
"vJsse G.ston, pegando no braco do pobr
criad...
Eloi erguo roachinalmente osolhua, que tinba co-
berto. com .. mi..
Quera me rhama ? di.ie elle como de.vairado
uro nio de .ati.f.cSu Ihe brilhou no semblante por entro
e lagrima., que omnund.vio; e logo .u lancuu noa
bregue de Ga.lon, edeo um grito de alegra, e la., com-
lernador, que o mancebo fiouu enternecido, ao ver toda
profondidade .1. .na de.c.peraclo.
Salve Carlota I gritava o pobre velho rindo e eo-
iuc.ud.. .o mr.mo loropo.
Tr.i.quilli..i-vo,, Eloi, turnai a v., meu amigo;
or corto que ..lv.re.uu. Carila, ma. onde encontra'la,
onde rata ellar .abe., d.irr-m'o?
I Alia, reape.de.. El.., de.ige.ndo uroa casa d bel-
la apparenoia, ouja freut.caada ae moalrava por entre
|oarvoredo aoa raioa da la. .
a



AdminittracSo do patrimonio dot orphSot.
Nio tendo concorrido licitantes arremataclio dai
rendas da oai n. 4, lita no largo do Parazo; meima
administracio manda lazar publico, que indi Tai no-
tamente a 'praca, nodia lado correte mez, ao meio
da, pelo preco do 400j n, annuaes : ai pessoss, que
ge propozerem dita arrematarlo, podero compare
cer na casa das lessSns da dita administragSo, cora seui
fiadores. Recife, lOdenovembro de 1845,/. U.
da Cruz, escripturario.
COMPANHIA DO BEBIRIBE.
Sio convidados 01 Sn. accionistas para a segun-
da reunio em anembla geral, de que trata o art. 17
dos estatuto:, a quai tara lugar no da 13 de correte
(boje), pelai 9 horas da.machia, no escriptorio da com-
panhia.
Recife, 5 de novembro de 1845.
O director,
Jos Hamo d'Olivtira.
THEATRO PUBLICO.
Hi JE, 13 DE riOVIMBnO.
Funcco extraordinaria lyrica, em beneficio de Pedro
fruase o faptista, pro/esior d muiica, distribuida
pela maneira seguinte :
1. Urna peca de msica pela banda militar do legan-
do batalhio.
2. Duelo da opera MARINO FALLIERO te pur
giungi a trucidaiia, cantado peloi Sn. Franchi e
Toaelli.
3. Aria da opera LOMBARDI come polea un'an-
gelo, cantada pelo Sr. Marinangeli.
4. Grande concert de FLAUTA, eiecutado pelo
beneficiado.
Inte vallo de 15 minutos.
1. Urna peca de msica pela mesma banda militar.
2. Doeto da opera NINA PAZZA PER AMORE
di quel voi non so che fare cantado pela Sra.
Harietta e o Sr. Jos Marinangeli.
5. Variaeesou pbantasiatda OPHICLEIDE, com-
poitas pelo beneficiado, e dedicadas aoi leus amigos.
Inlervallo de 15 minuto*.
1. Una peca de msica pela mesma banda militar.
2 Variaces de VIOLO oo guitarra francesa,' exe-
catada lmente pelo beneficiado.
3. Aria da opera LINDA CHAMONNIX o luce
di qut'l'anima cantada pela Sra Marielta.
4. Dueto da opera COLLMELLA quivi alberga
il mi tesoro, cantado pelos Sri. Franchi e Toaelli.
O preco dos bilheles de platea e camarote regula o
mesmo que os das representares da enmpanhia ita-
liana.
Principiar as 8 boras.
PUBLICACAO UTTERARIA.
As obras completas do Abbsde de La Mbniuis,
em 12 volumes, em Irances. Ricamente encadernadas
em bezerro, com o retrato do autor i (rente. Vnden-
se na ra do Crespo, loja de Campos & Maya, n. 8.
Avisos martimos.
= Para o Rio-de-Janeiro sabir impreterivelmente,
at o fin do correte mez, o brigae D. Affbnso, com a
carga que liver : quem nellequizer carregar, ou ir de
de passagem.para oque ten eicelleotes commodos,diri-
* ja-se ao capitio, ou a ra da Cruz, n.45, em casa de
Nascimento SchaefTer & C*
= Veode-se una barcaca, que pega em 24 caitas
de assucar gosto, construida de boas madeiras, e feila
nas Alagoas; esta prompta deludo; be nota; a inda
nio fez viagem alguma, excepcio da em que veio de-
pois de acabada ; e he muito boa de vela : quem a qui-
tcr. procure a Antonio da Mlva Guarni, na ra do
Queimado, n. 39, e, na sua falta, & seu caiieiro Maia
Para Genova sabira com brevidade a polaca sar-
da Boza, capillo Dodero; recebe alguma carga a frete:
quem na mesma quixer carregar, ou ir de passsgem,
para o que tem excellentes commodos, dirija-se a casa
de Nascimento SchaefTer & C ra da Cruz, n. 45.
Para a Babia legue em poucos dissopatacho Flor-
do-lH'aroim; recebe carga e passageiros ; quem no
mesmo quiter carregar. pode entender-se com os
consignatarios Amorim Irruios, ruada Cadeia, n.
45.
Para o Ass parle, com a maior brevidade possi-
vcl, O bergantn) nacional Fiel, de que becapitio Ma-
noel Marciano Ferreira ; recebe nicamente alguma
carga miuda e passageiros, para o que tem os mais ex-
cellentes commodos possiveis : os pretendentes Iratem
com Firmioo Jos Flix da Rosa & Irmao, na ra du
Vigario, n. 23, segundo andar, ou com o referido ca-
pillo.
Vende-se, ou sshe para a Babia em poucos dias.
a sumaca S.-Antonio-ii-Padua : quem quiser carre-
gar ou ir de passagem dirija-se a ra da Cruz ,
n. 45 casa de Nascimento SchaefTer & Companbia.
Para o Rio-de Janeiro segu com brevidade o
bem conhecido briguo Bom-Jesus, capillo Pedro Jo-
s de Salles: para carga, passageiros, e escravos a frete,
a justar com Gaudino Agostinbo de Barros, pracioba
do Corpo Santo, n. 66.
Para Msranhio sabe, com a maior brevidade
possivel o brigue-escuna nacional. Laura, capitio
Antonio Ferreira Silva Santos : para carga e pegsagei-
ros, para o que tem excellentes commodos trala-se
com o dito capitio ou com Novaes & Companbia na
ra do Trapiche, n. 34.
- Para o Cetra sai impreterivelmente, quinta-feira,
13 doeorrente, o briguo brasileiro Echo, capitio Ma-
noel Jos de Azevedo Santos: para o resto da carga e
passageiros, para o que tem bons commodos, trata se
na roa da Cadeia-Velha, armatem, n. 12.
* All, diste Gaiton, esn quanto volva oa olhoa ad-
mirado* era derredor de i, eataia bem ccrlo diaao?
E te nssira nlo fra estara eu aqui? Ob! pode a-
rreditar-mc ; en nlo quera deita-la, naa como aun
veibo e fraco, deitrio-nio para for.
Maa entin, onde estamoa na ? exelamou Gaaton
cada vei maia admirado, e a atiento i idea do que Car-
lota cativa all a duna pasaos delle. ,_
Onde estamoa na? Poa Vm. nio o aabsrf-WB Ba-
gateHe.
Ab disse Gastn por entre o* denles, en nlo me
havia engaado
Via o mancebo que nlo er* o lugar nem a occaalo
propria para interrogar o velho arrvo ; alm de que a
aorte de Carlota o inquieta va mais que Indo; portento,
drpoii dr rrfleclir pnrum pouco, deodio-se de repente,
r dirigio-ao para o ni a grade dourada que fechava a en-
trada principal do jardn de Bagalclle.
Que i Mm. t'aier? perguntou-lhe Eloi.
Vou fallar ao principe, quero ver Carlota, respon-
den Gaaton ja com a mo na corda da silleta ; ho de pur
forc/ eulrrgar-ni'a, quando ato.....
He tentativa baldada, date o velho, nio brt-m o
porta. Dcpois que aqui catn, lento locado vinte vetea,
e ningoeui me rctponde dtrnai o conde ja nio est eiu
Bacatelle.
Que dises tu ? Ettsis cerlo disso r
Avisos diversos.
RATIFICAgA NECESSAHIA.
Apalavr imprudencia que noannunciodo ebai-
xoassigoado, hontem publicado estaa 15.a Unha
da segunda columna da pagina terceira deve ler-se
IMPUDENCIA. Jos Mendesdt Freitas.
Hoje sabio a campo o n. 7 do Liberal Afogadin-
se. A' elle, rapases da praia estar a venda na praca
da Independencia, livraria, ns. 6 e 8.
O abaixo assignado respondendo ao an nuncio, com
que hontem se sahio o Sr. Mendesde Frailas, declars-
Ibe : Que quem nlo tem vergonba todo o mundo be
seu.
Os traficantes, que sio ao mesmo tempo refinadissi-
mos hypocritas, acuberlio-se com palavras de bonra
insidiosos protestos, e fingidas lamurias para d'est'arte
esgueirarem-se a justa reprovacio do juizo publico...
Mas debalde; porque atreves dessas escapatorias o
bom senso ssbe emerger os ps do lobo, quaodo ,groa-
seiramente se disiarca com apelle da o*elbe...O Sr
Meodea, que foi apanhado pelos seus aonuncios, con-
lessando ter em seu poder a resalva em questlo, disse
ser falto ter-te-lke pedido, minos negado-te a entre-
ga-la; boje, porm, para fazer declinar a iodigna(io
publica pelo que a tal respeito se Ibe disse, quer fa-
ter crr, que nio fia da mi do annunciant qne tal
resalva recebare!. Esta descaradsima impuden-
cia be que nlo ha termos com que se posea qualificar!
A esta oussdia. a esta mmoralidade, a esta petulan-
cia s o Sr. Mendos se abalancaria, porque emlim, quem
nio tem vergonba todo o mundo he seu. Saibs, pois, o
publico dePernambueo, que Domingos Antonio Go-
mes Guimaries passou aosnounciante urna resalva pe-
la escriptura, que lez passars em seu nome, dos ter-
renos, que ambos comprarlo ao contento deS. Acto
nio, pagando cada um a parte que Ibe perteoceo; que
esta ressslva foi pedida pelo Sr. Mendes, em confanos,
ao ennunciante; que este Ib'a entregou pessoalmonte; e
que, sendo o Sr. Mendes procurador do primeiro, boje
descaradamente tem dito o que o publico tem visto. O
publico, que decide quem he o calumniador.
Antonio aa Cimba loares Gumiardei.
Oflerece-se um homem para cobrar dividas in-
cobraveis e cobraveis com uro por cenlo : quem de
seu prestimo se quiser utilisar aonuncie.
Aluga-se urna esersva para fazer o servico inter-
no de urna casa : quem a pretender dirija-se ao ar-
co de S. Antonio n. 2.
T. E. A Ivs Vio n na remelle para fra da pro-
vincia a sua escrava Anglica crioula.
Aluga-se um sobrado de um andar, com 5 quar-
tos e terrado para recreio; no principio do Aterro dos-
Afogados, a. 31.
Preciss-sedeum hbil forneiro : na ra estreita
do Boiario, padaria o. 13.
Dase dinheiro a juros, com penbores de ouro e
prata, mesmo em pequeas qusntias ; na ra da Praia,
n. 22.
Precisa-ie de um caixeiro, que tenha alguma pra-
tica de veoda, e afiance a sua canducta ; na ra do A-
morim, o. 17.
Joaquim Lucio Monteiro da Franca embarca para
fra da provincia a sua mulata Andreza.
= Na ra do Mondego, casa n. 27, precisase de
urna preta, que saiba com perfeicio engommar, lavar e
coiinbar.
Hoje, i porta do juix dos feitos da faxenda, is 4
horss da tarde, se ba de arrematar, por venda, a casa
n. 13 da ra do Calabouco, avahada em 1:8004000 rs ,
foreira, pertenceote ao casal do fallecido Manoel Vidal
da Assumpcio.
= Aluga-se o segundo andar de um sobrado, por
10,000 rs. mensaes : a tratar ns ra estreita do Rota-
rio, o. 10, terceiro andar, ou oa botica do Prannos,
ns mesma ra.
A abaixo assigoada,declara, que, tendo desappa-
recido no da 2 do correte o seu esersvo Jlo, no dia
10 appareceo, tratendo comsigo urna preta, o urna pe
quena cria,que elle dix serem suss mulherc filbs.quees
tavlo em Crusngi, sendo seu seohor Manoel Alves Be-
zerra; eassim, para evitar toda a respoolabilidade, pede
a pessoa autorissde.hajade comparecer na ra estreita do
Rozario, n. 30. segundo andar,! ajustara venda das di-
tas preta e cris. Constantino Jacmtha da Molla.
- O Sr. Antonio dos Santos Borges queira, no pre-
so de oito dias, contados da data do presente, vir remir
uns penbores, que deixou em rolo de Joaquim Antunes
da Silva, pela quantia de 45*000 rs.; do contrario se-
rio os ditos penbores vendidos psra pagamento da dita
Vi-o partir ja ha niuilo lempo.
Seja Dos louvadu dille Gaaton, como allitiado
de um peto enorme.
Quaodo a carruajero aahio, catata en ah, lancei-
me porliohola, tuppondoquo levavio Carlota; ma er-
gurio aa vidracat, eaoaparlo-ae-ine at mi, e oa ca-
talina partirn com lal rapidei, que en vahi por ierra ;
ma nlo importa, accrcteenlou Eloi, eaquecidu do yt-
rigo que havia corrido, e a com a aua amada Carlota na
Icnibranca, ti bem que elle eslava s.
E que caminlio tomou elle? perguutou Gaaton.
De Vertaillea, auppuoho eo ; a carroagem tomn
para etse lado.
E nlo tolln mais?
Niu, disse Elui.
Ncsie momento ouviu se o tropel do galope de um ca-
vallu na nutra exlremidade du caminhu.
Oquebeialn? pcrgunluu Gaaton.
Alguiu corroio aem duvida paaaao por aqui a ca-
da mame.
Ha, afora eala, ontra porta qne d neata estrada ?
coiiiiuuon Gastn abaiiaudo a vos, e appleandu altenta-
mente o ouvido.
Creio que irn urna porta de aervico direita,
junio ao caalellu, responde Eloi indicando a continua-
\io do muro que nesie lugar formava um oolovello.
O oavalleiro aproxiraava-se.
quantia, visto' que j se venceo o prazo, estipulado pelo
dito Sr. Borges : e para que se nio obame a ignorancia,
se fax o presente annuncio.
= Aluga-se o sobrado de dous aodares na ra do
Livramento, n. 21. com bastantes commodos : a tratar
coro o dono no pateo de S. Pedro, sobrado o. 16.
LOTERA
DO
THEATRO.
Acha-se designado o dia 25 do presente mez para
terem as rodas desta lotera o seu imprelerivel anda-
mento. Este andamento tem de ser realisado na for-
ma do novo regulamento dado ss loteras, e lm disto
o crdito,de que esta mesma lotera sempre gozou, dev
snimar os amadores a conoorrerem para a prompta vend
dos respectivos bilbetes.qoe se achio expostos na loja d
thesoureiro, ra do Queimado, n. 39; na do Sr Me
neies Jnior, ra do Collegio; na botica do Sr. Mo
reir, ra do Cabugi; e no bairro do Recife, nas lojas
le cambio dos Srs Vieira, e Manoel Gomes.
Cumpreao thesoureiro advertir que o plano,que regul
esta lotera, be novo, e vei abaixo transcripto,e por ell
veri os interessados.quo os premios,que Ibes couberem
em sorte, Ibes sera pagos sem descont algum, a ex-
cepcio smente dos dous primeiros premios grandes,
que na forma da lei estio subjeitos so descont de 8
por cento a favor do thesouro publico.
PLANO
Para a exlracco de cada urna das meiat loteras con-
cedidat a favor dat obras do theatro publico da ci-
dade do Recife.
3750 Bilheles a. 8,000 ris' 30:000,000
20 por cento de be-
neficio e imposto 6:000,000
Sello de 3750 bilhe-
les a 150 rs. 562,500 6:562,500
Lquido . . . . 23:437,500
1 Premio de 5:000,000
1 Dito de . 2:000.000
2 Ditos de . 800,000 1:600,000
3 Ditos de . - 400,000 1:200.000
5 Ditos de . 200.000 l:0OO.0uO
8 Ditos de . 100,000 800,000
16 Ditos de . 50 000 800.000
24 Ditos de . a 40,000 960.000
32 Ditos de . , 20,000 640.000
1156 Ditos de . 8,000 9:248.000
2 Ditos 1. e i , brancoi 94,750 189,500
1250 Bilheles pre niados . Rs 23:437,500
2500 ditos brancoi.
3760 ToUl.
N. B. Os dous ltimos premios 1.a e 2." brancos de
vem caber aosdous primeiros nmeros quese extrahirem
depois de esgotada a urna dos premios, na forma do re-
gulameoto n. 357. Appprovo. Palacio de Pernambuco,
6de maio de 1845. Almeida. Conforme. Jote
Ignacio Soaret de Macedo, oDcial da secretaria.
Casa da Fe9.
RA ESTREITA DO ROZARIO, N. 43.
Tendo de correr a lotera do Iheatro, conforme le
marcou, no da 25 doeorrente, o cautellista da casa da
F, de novo convida sos amantes de um ogotaoinle-
ressante a continuaren! com mais promplidio na com-
pra dos bilheles, e das suas cautellas; visto que o an-
damento das rodas deve ser infallivel. O inleresse, que
se pode tirar deste jogo.est na brevidade, com que an-
darem ai roda: e acbando-se designado odia, os ama-
dores devem reconbecer faeilm nte que quanto mais re
demoraren) na compra dos bilhetei, na expectativa de o
fsierem nos dias prximos annunciados, tanto mais
concorrem para o empale,e retardacio da extraecio. Aos
bilheles, e as cautellss, pois: cootem com boa felicida-
de, se tiverem f.
__Aluga-se, pelo tempo da festa, o sitio pertencen-
te i Jos Joaquim Pereira, na Passagem-da-Magdale-
na ; quemo pretender, dirija-se a ra do Cabugi, n
16 ; onde se vende tambera um cavallo com lodos os
andares, e boa figura.
Aluga-ie urna caa no Monteiro, coro don salas,
tres qusrtos, quintal com portio para o rio, e estriba-
ra, ptima psra se passar a (esta ; na ra da Alegra,
n. 36, ou na ra estreita do Rozario n. 3.
Manoel Baptista Sancbes retira-so para sua pro-
vincia, levando comsigo seu escravo de nome Luis.
Cbrislovio Praia, subdito Sardo, retira-se desta
provincia.
Arreoda-se um sitio no lugar do Caldeireiro, com
boa casa de sobrado, 'u'|n ''>>c* e com todas ss com-
modidades, cocheira, estribara, casa para pretos, boa
E dites tu, qne lena vialn passar muiloa dpoia que
est aqui ?
Sim, Sr., naa que importa '
Silenr io date Gaaton, ei-ln ahi.
. Com efFeilo o correio, pea, que correio era, como na
fcil de conliecer pelo tcua galVa do p'ala, chrgata a
todo o galope, cantando, a aturdir linio, urna cantiga de
tatema.
Eloi o Gaaton ae liatiio retirado para o ado eacuro
do caminbn. Eatata o cantor a vinte paatna dcsla em-
boscada, e em alguna aegnndot paitara ante elle aeui
mesmo tuspeitar sua preienca; maa Gatii nio Ibe dco
tempo : linha reconhecido a libre do cunde d Arloi.
Dr nm aalto pos-te no meio da ralrada; com dnua
murros lancou o catallo por Ierra, e antea que o catal-
leiro deste aecurdo de ai, eaiava proatrado cun nm joc-
Ibo de Gastn sobre o peilo e anle oa olhoa a punta aci-
calada de um farlu de caca.
__ pelo amor de Deoa balbociava o deagracado,
transido de mcdo, nao me mole.
Onde vaa luP disse-lhe speramente Gaaton.
A Versaillea, meu bom eenhor; cu sou um pobre
hoineiu, nio lenho dinlirir para dar-lhe, nio nio male,
eu nonea fisnial a ninguem. E eniqaantu aasisn fllate,
faua lodosos eaforco por litrar-te de Gaaton.
Se le mnve, mirrra, ratpendeu Ihe cate, amea-
cando-o com a faca. Que ras tu faxer a Versaillea ?
cacimba, e com fruteiras de todss as qualidadet; quem
o pretender, dirija-so ao armazem de capim da ra da
Concordia, n. 25, que achara' com qqem tratar: no
mesmo armaiem veodem-ae 40 e taotas oitavas de ouro,
em obras. ,
Precisa-se de um Portuguez para caixeiro d ama
venda ; a tratar na ra Direita, da povoacSo dos Afo-
gados, n. 28.
- Aluga-se urna casa terrea, na ra da fjiona, com
um bom quintal, e commodos suficientes para qualquer
familia, e preco commodo : a tratar oa ra da Penda,
a. (i, primeiro andar: na mesma troca se um rico ap-
psrador de madeira, de fra, por um piano, vollando-
se o que fr de direito,
- Precisa-se d'uma ama secca de bom eoslumes,
que saiba cozinbar, ensaboar e engommar, para caa da
pooca familia. Dirigir-te i ra do Rosario estreita o.
30, terceiro andar.
Joaquim Antonio da Silveira embarca para o Ro-
de-Jaceiro o seu sobrinho menor Antonio Joaquim
Teixeira.
Arrenda-se o primeiro aedar da casa n. 69, na roa
Nova, forrado de papel e asseiado ; quem o pretender,
(alia, por Laixo da mesma casa, no bilbsr fraoces.
=0 corretor Oliveira acha-se encarregado da venda
de um mulato, com principio de officio de carpinteiro,
bom trabalhador, e proprio para todo o servico ; aos
pretendentes se diri o motivo da venda.
Precisa-se de urna ama com muito e bom leite,
e sem filfao : na ra larga do Rosario, n. 39, se dir
quera pretende.
Jos Saporiti trsnsferio o leu escriptorio para a
ra do Trapiche, casa n. 34, terceiro andar.
=Aleiandrino Mximo Leal de Barros retira-seda
provincia para a do Maranhio, a tratar de sua sade.
=Aluga-se,por lO rs. mensaes, o 2.sndar do so-
brado da ra estreita do Rosario, o. 18 : a tratar na
ra do Nogueira, n 27.
Antonio Jos Soares de Avellar retira-se para o
Maranhio com sua mulber e duas filbas menores.
Lotera do Rio-de-Janeiro.
Bilbetes a 24,000 n., e roeios a 12,000, que tem
de correr neste mes: na ra da Cadeia, loja de cambio, s
n. 38: na mesma pagio-se os que sabirem premiados,
e tsmbem das que .se lem tendido.
Oflerece-se um moco para caixeiro de veoda, do
que tem pratica, de 18 a 20aonos de idade : na ra
Nova, venda, n. 65.
aa Jos Soares d'Azevedo, professr de lingoa freo-
ceza do l.yreu, tem aberto em sua cata, ra do Rozario
estreita o. 30, terceiro andar, um curso de rbetorica, a
outro de pbilosophia. As pessoas, que desejarem seguir
urna ou outra destas disciplinas, podem dirigir-se i in-
dicada residencia, de manba at is 10 horas, e de tarde
a qualquer hora.
Precisa-se alugar um moieque, ou negro (eilo,
que seja intelligenle, sem vicios, e saiba fazer todo o
servico externo d'uma cata. Dirigirae ra do Roza-*
rio estreita o. 30, terceiro andar.
CONVENIENCIA.
Faiem-se pintura por preco mais commodo do que
em outra qualquer parle, tanto na praca como no mal-
lo, por baver para este effeilo um completo sortimento
de tintas, leos, vernises, papel para forrar-salas, e vi-
drosde todos os tamaitos ; quaesquer destes objectos ss
vendem a relalbo, e em as poredes que se precisarem :
trocio-so imagens as mais perfeitas ; assim como sa
vendem calungas grandes psra presepios, e um lindo
presepio: na loja de drogas, de pintor e vidraceiro,
ra das Cruzes, n.28, junto typographia deste Da-
rio.
A officina de encadernacio, que o padre Lemos o
Silva dirige, na ra de >. Franciico, amigamente do
Mundo-Novo, u. 66, cootina a trabalbar; eaeha-sa
provida de todo o nvcrssario para desempenhar quaes-
quer enesdernaces, que ie exigirem, com a perfeicio
e gosto j conhecidos do publico, e a um preco mode-
rado.
=. Aluga-se, por anno, urna boa casa terrea, com
grande quintal, e excedente agoa de beber, murado na
frente e cercado dos lados, tem boas taladas de maracu-
anemeirim, parreirai, figueiras e outras arvores,
j dando fruto, ao pedo sitio da Sra. D Lauriaoa, no
principio da estrsda dos Afilelos; com a condico de o
morador ser obrigado a entrega-la, na sos sabida, com
as mes mas bemleitorias, com que a recebeo ; trata-so
na ra da Cadeia-Velha, n. 25
Antonio Gomes da Silva, piloto examinado do
alto mar, fas pul Meo, queeosina a arte de pil to, prati-
ca e tbeorica, assim como apoola agulhas de mariar
por novo metbodo, e concert varios instrumentos nu-
ticos : todos os senhores, que quirerem, dirijio-aa a
Santo Amaro, ao p da igreja, ou a praca do Com-
mercio, desde o meio dio at Is duas boras da Urde.
Aluga-se o segundo andar do sobra-
do sito na ra Direita, n. o, com bous
commodos: a tratar na ra do Collegio,
segundo andar n. \l\.
m^a^mma^iittttt\\\\\\\\\\\\\\\\^mmetue*msmm^swme\nnnmk
Vou levar urna carta a S. alteza o conde d'Artoie.
Da-m'a.
Oh meu bom senhor, Vmo. eolio quer que ma
leapeceaa
Di c, quando nio; e juntando bgeato apalavr
f-lo aentir a pona do ferro.
Ei-laaqui, ei-la aqui, exelamou o pobre ooareio
mait muri do que tito, dando-ae por feliz de ae ver
alvo cum lio ponen. ,
Gaaton agarrou com avidez o papel que Ihe apreaenta-
va o pobre diabo, e sem cum ludo larga-lo, rasgou o
sobrescripto cornos denles. Lu-ii rpidamente i clarida-
de da la, depoit nietten-o na algibeira, e loltou o dea-
gracado correio, que todo contuso da queda, e pallidu de
terror, muito Irabalho teve em pr-te em p.
Ouve-iue bem, ditae-lhe Gaalon, faiendo brilhar a
seu olhoa, pela ultima ves, a lerrivel faca, ae diaaerea
urna s palavra, antea de 24 horoa, morrea! Eu sei onda
le hei de encontrar : vai!
A rrcommendar,au era pelo menos intil, n deagra-
cado trema como a folha ao vento do outono." Eloi mu-
do eapeclador desta acea, havia puebadn o cavallo pa-
la rrdea.
Gaalon aem dixer palavra, lanfoo-se aobre o animal, a
panio a galope, donando Eloi embado ou meio da as-
ir da.
i,Ctntinuar-et~ka).



4.

= Quem aonuncjou, no dao de liontom, preci-
sar de urna pessoa pira caiieiro de ra, cobrangas e es-
cripta, dirija se a ra da Madre-de-Deos, sobrado o.
, que ahi achara com quetn tratar.
Quetn annunciou precisar de um caiieiro de ra,
dirija-se a ra estreita do Roiario primeira padaria
junto a igreja que abi eiiste um rapaz brasileiro
que d fiador a sua conducta.
Quem annunciou precisar de um Brasileiro para
caiieiro do ra ; dinja-ie a esquina da ra doCabug,
n. 11.
A peaaoa, que annunciou precisar de um caiieiro
de roa, i te Ihe entrogar acobranga de urna casa de no"
gocio, que antcnda de ncripturacio, e que seja Brasi-
leiro, dirija sea ra da Moeda, armazem n. 15.
A peisoa, que annunciou precisar de um caiieiro
brasileiro para cobrancas, dando fiador sua conducta,
dirija-se a ra da Sanzalla-Velha, o. 34.
Apessoa, que annunciou precisar de um rapaz
brasileiro para caiieiro de ra, escripturago e cobran-
ga, dirija-se ra de S. Bita n., 24.
Apessoa, que annunciou, no Diario de 12 do
correte, precisar de um caiieiro de ra para cobranca,
annuncie a sua morada, para ser procurada.
A pessoa, que annunciou precisar de um rapaz
para caiieiro de ra, poder dirigir-so a ra do Noguei-
ra, n. 29, que achara um com ludo quanto pede em su
anuuncio, e isento da guarda nacional.
O tbesoureiro da irmandade de N. S. do Terco ro-
ga a quem tiver em seu poder opas de sua irmandade o
favor de, quanto antes, as entregar na ra dis Cinco-
l'ontas, n. 68: o mestno pede aquelles Srs., que se
acb a dever qualquer quantia irmandade, bajao, no
prazo de tres dias, de Ih'as entregar.
= Perdeo-se, da praca da Boa Vista atea S. Cruz,
urna caia de tabaco, de tartaruga ; a pessoa, que a
acbou, querendo entrega-la, dirija-se a casa da viuva
de Luiz Ferreiru Campos, na praca da Boa-Vista, que
sera gratificada.
Aluga-se, ou vende-se, a refinaco sita na Sole-
dade, com todos osutencilios pertencentes ao assucar,
moinbo e mais pertences de moer caf; na esquina, que
volt* para Belm.
Deseja-se saber, se nesta cidade eiiste o Sr. An-
tonio Joaquim, filhodaSra. D Catharina Maria do
Nascimento, casada em Santo Antao, para negocio que
iba diz reipeito : <|ueira annuncisr a sua morada, para
ser procurado.
- Deseja-se fallar ao Sr. Miguel Ferreira de Mello,
ou pessoa, que suas vezes fufa, negocio de seu inte-
resse; na ra da Cadeia de S. Antonio, n. 14.
Quem lirou, por engao, urna caria do correio
para Josi; Ignacio A'nvierj queira. por obsequio, entre-
ga-la na luja de Irnos da praca da Independencia, ou
atrs do theatro-velbo, n. 20, segundo andar.
Compras.
ComprSo-fc, para fura da provincia escravos de
13 a 20 annos; sendo de bonitas figuras, pagio-se be ni:
na ra da Cadeia de S Antonio sobrado de um anda
de voranda de pao n. 20.
ContinuSo-so a comprar osseguintei litros, em
bom uso, ou mestno detencadernados, com tanto que
Ibes nao fallem folbas, a lber : Virgilio, Horacio, Ti-
to Ltvic, Cartas de Cicero, com o portuguez ao lado,
Magnum Lexicn, Constancio, diccionario portuguer,
da tabula, etc ; na ra de S. Francisco, antigamente
do Mundo-Novo, n 66.
Comprao-se 50 estacas de imberiba, com 15 pal-
mos de altura, e grossura proporcionada ; quem a ti
ver, dirija-se a ra do Queimado, toja n. 8.
= Compra-se urna mi ii-commod, anda que nao
estoja nova ; na botica da praca da Boa Vista, do falle-
cido Victorino Ferreira. de Carvalho.
Vendas.
Vende-se a casa terrea da
ra das Cinco-Ponas, n. 43: na
ruadas Larangeiras, n. 12, segn*
do andar.
Na ra das Larangeiras, n. la,
a. andar, vende-se, por multo mdico
preco, um ptimo sitio no pateo da Faz,
povoacao dos Afogados, com urna bella,
nova, e espacosa casa, e diversos arvo-
redos de fruto, beni como larangeiras,
coqueiros, mangueiras, jambeiros, tres
cacimbas, urna das quaes he feita ha mili-
to pouco tempo, e d'agoa potavel.
CALCADO.
= Vendem se borzeguins de ponte de lustro, ditos
gaspeados, sapaldes de couro de lustro, sapa tos ditos, sa-
patdes de bezerro, ditos americanos, sapatos para meni-
no, borzeguins para senhora, sapatos do couro de lus-
tro, ditos de marroquim, cbiquitoa de todos os tama
nbos, botina de Lisboa, e urna grande porfo de sapa-
tes para tropa ; na praga da Independencia, n. 28.
= Vendem-se apolices do encanamento ; no Ater-
ro-da-Boa-Vista, toja de ourives, n. 71. Abi tambern
se vende um habito da campanba da Babia por 0,000, e
um de Cbristo por 10,000 n.
Kap Pernambucaiio
DA
FABRICA DE J. MAH.TLNS & COMl'ANHIA.
Este superior rap aioda nao be conbecido pelos
honrados tomantes desta provincia; e, nio podendo por
ki o seu autor elogiar o rape de sua fabrica, deia para
aquellas petsoas, que delle leem tomado. A grande ez-
traceao que o mesmo tem tido, faz com que o seu (abr
capte participe ao respeitavel publico, onde o mesmo
se vend, que be nos lugares seguintes : Recife, ra da
Cadeia, Ponles c Mello, e Goedes & Mello ; S Anto-
nio, ra do Crespo, Antonio Domingues Ferreira, ra
do Queimado, Ouimataes & Cruz, e Silveira & Freilai.
= Vende-se urna flauta, guarnecida de prata, eosn
A chaves do mesmo metal, por prego com modo na ra
Nova, loja de ferragens, n.
= Vende-se, na roa da Sanzalla-Velha, armazem n.
124, azeilaaW carrepaU, 1,800 re. a caaeda.
Na serraria da w. de S. Francisco, n. 17, ba,
para vender, refugo de assoalho de louro; no mesmo
armazem continuase, como d'aotes, a vendercal branca
e preta, lijlos de todas as qualidades, telbas, barro,
etc., tudo por mdico preco.
= Vendem-se 17 escravos, sendo 8 pretas, com ha-
bilidades, de 13 a 20 annos, de bonitss figuras; 2mo-
leques de 12 a 14 annos, mui lindos ; 1 mulata de 20
annos, com habilidades ; t pardo, official de al.'aiate,
de 23 annos; e 5 pretas, de elegantes figuras: na ra
das Flores, n. 21.
Vende-se vinagre tinto, de superior qualidade,
qusrtolas ; na ra da Sanzalla-Velba, n. 110.
Vende-se urna eacrava moca, de bonita figura,
sem vicios; oas Cinco-Pontas, n. 71.
= Vendem-se urnas balanzas, com corren tes de la-
ti, e um funil grande de pao ; um terno de pesos, de
meia arroba ale me a quarta, de ferro ; urna caita,
grande, para farinha ; 500 garrafss vasiss ; um braco
de bataneas, e urna caia para amostras de venda : na
ra do Amorim, o. 17.
= Vende-se farinha muito nova, do Rio-de-S. Fran-
cisco, a 3,000 rs. a sacca : na ra de S. Bita, n.
= Vende-se, por 20.000rs., o diccionario de Mo-
raes da quarta edigio : na ra Nova, loja n. 58.
= Vende-se, por 20,000 ra., urna bonita cama de.
aogico, para casal ; na ra Nova, loja n. 58.
= Vende-se superior cvrvcja branca, da rrelhor que
eiiste oo mercado, tanto em porgoel como a retalbo;
em casa de Jones Patn & C., ra do Trapiche, n 10.
n Vende-se, sem feitio, urna garganlilha com 24 '/
oitavas ; um trancelim, com passador, com 29oitavas ;
um cordao, com um coracSo, com 6 '/ oitavas; tres
aooeis, com um diamante cada um ; um dito de bri-
Ihantes; seis colheres de prata, com 91 oilevas; um
adereco moderno ; um relogio de ouro, patente ingles;
um dito de djto horizontal, com correte e trancelim :
na ra das Trincheiraa, n. IB.
Pela medida velha
vende-te farinha, ebegada ltimamente de S. Ma-
tbeus, de superior qualidade, e por menos do que em
outra qualquer parte, bordo do patacho Venus, de-
fronte do caes doCullegio, e na ruada Cruz, n, K4, a
-aliar com Manoel Antonio Pinto da Silva.
ce Vende-se una casa terrea, nova, feita .moderna,
na Pss:>gem-da-Magdalena, aopda ponte grtnde, n.
29 : quem a pretender, dirija-se a estrada dos Afile-
los, ao sitio defronto do Sr. mejor Moraes, que achara
com quem tratar.
ATTENCAO, FRF.GUEZES!
Vendem-se boas palhus de coqueiro, proprias pa-
ra batiheiro, poisaproxima-se a testa : os amadores
dos banhos concoriflo compra dellas, que acharO
as amostras em urna janclla da ra Nova. O mesmo
vendedor previne ao Sr. fiscal, hajade para ahi lan-
gsr suas vistas, pois que he contra a postura da cama-
i a, e cm outros paizes nSo he permittido senielhan-
tes porcariasiiasjancllas.
= Vendem-se, para fra da provincia duas es-
cravss crioulas, de i'iado de 18 a 20 annos; casaes de
rolas brancas, bamburguezas : na ra Augusta, n. 34.
Vende-se um preto de40 annos, bom canoeiro e
pescador de tartafa : quem o pretender, dirija-se a ra
da Conceicio do Recife, n. 53, segundo andar.
= Vende-se, na ra do Trapiche, n. 40, um sori-
menlo de bons e eircllentes viiihos, para uso particu-
lar ; tambern mui superior ago'ardente de Kranga e cer-
ve|a branca e preta, de Londres (de lia relay & C), a
melhor que pode haver : estes gneros veeui em coseos
e engarrafados, e vendem se em porco ou por barrica
por pregos muito commodoi, cm quanto nao entrar o
incz da (esta.
BOM E BARATO.
Vende-se um breviario benedictino, com os Santos
nosos da ordem de S. tiento ; Noutes de invern, por
prego commodo na ra das Cruies, n. 38.
Vende-se o sitio que foi do fallecido Peiioto, ns
estrada de Belm ; a tratar na ra da Senzalla-Velba,
n. 136, ou na loja da ra da Cadeia-Velba, n. 43.
= Na venda nova de tres portas, delronte do becco
do Trem, contina-se a vender arroz branco bom, a 8
rs. oalqueire, e tambern se vende por arroba, a 1^440
rs., assim como todos os mais gneros de venda, por
pregos muito commodos e dinheiro a' vista : na mesma
se comprao garrafas vasias, limpas, e psgSo-se bem.
= Vende-se urna bonita mulata, de 18 annos, com
algumas habilidades, epropria para criar, por ter urna
cria de 5 meies, e muito nutrida ; no piincipio do A-
terro-dos-Afogados, n. 31.
Vende-se, no Aterro-doi-Afogados, um moleque
de 15 annos, bonita figura, epropriopara todo o ser-
vico.
= Vendem-se 10 accoisda companhia do Beberibe;
na loja de louca, na Boa-Vista, lado do Norte.
= Vendem-se chapeos finos de castor, panno de al-
godio para saceos, e pannos finos de cores; na casa de
JoioSlewart, raa do Trapiche-Novo, n. 5.
-= Vende-se farinha de superior qualidade, por me-
nos prego do que em outra qualquer parte ; dita mais
trigueira propria para escravos : na ra da Cruz, o.
54, a fallar com Manoel Antonio Pinto da Silva.
= Vende-se, na ra do Crespo, n. 11, urna escrava,
bem prendada, e por prego commodo.
= Vende-se urna escrava de Angola, recolbida, que
sabe perfeitamente coser, engommar, marcar, e tratar
de lodo o arranjo de urna familia ; aanca-se a con-
ducta da mensa : na ra de Santa Rita, n. 20, oas 9
horas em vante.
ap Vende-se, por prego commodo, um porta-licor;
na ra do Crespo, n. 12.
Vendem-se quatro escravos mogos, sadioa, e op-
= Vendem-se dous moloques, de idade de 7 a 8 an-
ona, bonitas figuras; na ra da Cruz do Recife, loja n.
43. Na mesma se vendem 900 pellea de cabra, j cor-
tidaa, por junto ou ,a retalbo.
timas figuras ; uns sao bons trabalbadores de campo, e
alguna com os cilicios de carreiro, oleiro, fabricante
deca, carpira de carros e sspateiro : na tua da Cruz,
n. 3.
- Vende-se cha bjsson em caitas de 13 libras, em
poredese a retalbo; e potassa americana ltimamente
ebegada; tneiai barricas de farinha do trigo da marca
gallego : em casa de Malheus Auslin Se C., na ra da
Alfandega Velha o. 36,
Aota fabrica di espirito e lieortt da Iravissa da
Concordia, ultima cata, n. 19.
Ha sempre um bom sortimento da licores de todas as
qualidades, ago'ardente do reino, de Franga, de aniz,
genebra em botijas e caadas; espirito de 36 graos, em
grandes e peqoenaa porfOei ; todos estes espirito! liplgosto superiores riscadoa trnceles, a polka, a 360 rs.
labricados com perluicio, e ai amostras sto francas eos lo covado ; e outras muit
CHA HYSON
DE BOM GOSTO,
g E SUPERIOR QUACIDA DE
Vende-se a a'56o ris cada libra:
O na ra Larga do Kozaro n. a4-
r&f*0OOOO0$<&0$$
Vende-se farinha de mandioca, i 3,000 rs. a lac-
ea ; na ra do Crespo, o. 15, loja de Antonio da Cunha
Soares Guimiries.
Vende-se urna escrava moga, de elegante figura,
de 22 annos, muito boa cozinheira e engommadeira, e
muito diligente para todo o servigo ; duas ditas mogas,
quitandeiras e lavadeiraa, proprias para taboleiro de fs-
senda; urna mulatinbaeuma negnnha,de 12 annos: na
ra larga do Rozario, n. 46, legrado andar.
=Vendem-se riquissimoi chapeos de seda de todas
ai cores para senbo.ra bem enfeitadoi,-com riquissi
mai filase flores; estes chapeos teem a commodidade
de se abrirem e fecharen); riqusimos encerados a
polka para rostieses, mangas e outros objectos; um
sortimento de capachos: na ra larga do Rozario
o. 24.
= Vende se um carrinho de duas rodas, em muito
bom estado ; e um cavallo muito bom para carro : na
ra estreita do Rozario n. 43, segundo andar, dai
6 as 9 horas e meia da manha.
= Vende-se ou aluga-se ma caooa aberta, de car-
ga de 660 lijlos de alveoiria grossa, fabricada de pro-
limo : quem a pretender, dirija-se ruada Aurora,
a. 12.
= Vende-ie urna escrava parda, de 17 annos, re-
colnida, boa coslureira, e com principios de bordado;
oa tua do Hospicio, n. 26.
= Vende-se urna escrava crioula, de mui bonita fi-
gura, que sabe lavar, tanto de varrelia como de sabio,
coz nha, engommo, cose e faz renda ; afianga-se a con
duela da mesma : na ra de Santa Bita, n. 20, dai 9
horas em vante.
= Vende te, com rebate, urna divida de 3:448,853
rs., e mais os juros deoorridos desde 6 de deiembro de
1840 : a vista do negociador le dir quem be odevedor
= M.F. P. =, e se Ihe apresenlarS todos os docu-
mentos : a quem convier, annuncie para ser procurado
= Vende-te um moleque pega, de 18 annos, pouco
mais ou menos; dous negros, proprios de todo o servi-
eo de urna casa, ou de campo ; um mulato csrreiro,
mogo, e de todo o servigo ; duas negras, e urna mu-
lata, bem prendada : na ra da Cadeia de S. Antonio,
n. 2 o.
' = Vende-se urna cabelleira para bon.em, mui pro-
pria e bem feita, por 20,000 rs ; um carro de 4 rodal,
quasi novo ; na ra do Queimado, n. 25,
^kVeS ? sfr'a>'-<$aV'C'C>*
RAPE' AMERICANO. J
f V
Com este pomposo titulo se aprsenla no nier- g
iy cado um eicelleole rap, digno por certo da at- y
tencao dos apreciadores de urna boa pitada. Os (Jj
y vendedores se obrigo a entregar o dinheiro (y
i qualquer pessoa, que, tendo-lhei comprado del- j
y te rap, Ibe sinta algum defeito. y
4) Vende-se no Aterro-da-Boa-Viita, na. 10 e
^ 36 ; Aterro dos-Afogados, n. 209 ; praga da In-
^ dependencia, Arantes; ra larga do Rozario,
Hj? Lodi ; ra do Crespo, Gumaraes, Serafim &C ;
4 ra doCollegio, Menezes ; Cadeia-Velba, Cu-
]l nha & Amorim ; e na Lingoeta, Joaquim Jos %
6 Rabello. A
f f
*- -a>aVeaV
m Veode-se urna mesa de janlar, nova e grande,
urna poreo de saceos vasios, novos, que servem para as-
sucar ou farinha; em casa de H. Mebrlens, ra da
Crur, n. 46, primeiro andar.
Veodem-ae sementei de repolbp, de rabanoi, ra-
banetas, salsa, alface, eoenlro de loceira, e de cebolla
de Setubal, chegada no brigue Triumphantt, de Lis-
boa, muito novas; no Recife, ra daGui, n.62.
Vende-se urna casa terrea, em cbioa proprios,
com quintal murado, e cacimba livre e desembaracada,
na ra do padre Floiiaoo, n. 52 ; trata-se na mesma
roa, o. 54.
Vendem-se, por preciaio, duaa mulatas do matto,
urna dellas de bonita figura, e com 11 annol de idide ;
na ra do Queimado, n. 2
' = Vendem-se redes i polka, por serem de gostos
integramente novos, viadas do Maranbio nrste ultimo
vapor ; chapeos de crep, para senhora, proprios para o
tempo da festa, por serem muito levea e elegantes ; p-
timo cb bjsson da India, retalbo, fraoqueando-ae a
amostra aoa compradores : na ra do Crespo, n. 11.
FABRICA DE CHOCOLATE
dt Fudtrieo Chatis, no Ateiro-da-Boa-Viila,
N 26.
Acba-se tempre prompta grande quantidads de cho-
colate, dai qualidades leguiotei: csnella, bauniiha,
saude e lerruginoso, muilo alai para ai pessoss, que
devem usar do felro; afisnea-se a qualidade: ai a
mostras sao sempre francas aos compradores, e se vende
pof prego commodo.
O JDE ERRANTE.
Acha-se i venda esta interesante novella, na roa do
(ngel, n. 50, pelo mdico prego de 800 rs.; da 20
ejemplares para cima se dar algum abaliuiento, isto
por o dono querer liquidar.
RA DO COLI^GIO,
Loja n. I.
Vendem se tuperiorel grvalas de setim preto a 500
rs ; casimiras, das mais modernss, a 1,200 e 1,400 rs.
o covado; panno fino, preto azul, a 2,500 rs.; meias
desenbora a 280 rs. o par; chitas de todas ai qualida-
des, de 120 a 300 rs.; madapoloqs, de 140a.20 rs.;
cortes de chitas de todas as qualidades, e do nirlbor
Tambern se ki*|
i de miud
!ezai do
em botaj,
novo rap, ebegado de Ltsboa, na loja I
Fortunato, na praga da Independencia
'4500rs.
= Vende-ie farinha de mandioca muito nova de
Santa Catharina e S. Malbeus, por menos prego
queem outra qualquer parte em laceas, ou medida
velha ; no caes do Collegio armazem de porta larga.
a= Vendem-se um bonito moleque de nagio, e dual
pretas, com habilidaday^a roa Bella, n. 28.
= No deposito de rap de Gasse ra da Cruz m>
Recife, n. 38, echa-t I tenda o muito superior rap
"doPrincipe, chegadorecentementedo Rio-de-Janei-
ro a preg de 1400 rs. a libra.
= Vende-se superior Champagne, novamenle
cb'egada; em casa de Avrial IrmSos rus da Crtt,
o 20.
Contina-se a vender o excedente
doce de goiaba em caixeszinhos, muito
bem leito para embarcar, e tambern de
goiaba inteira em calda, muito superior,
em latas: na ra do Crespo n. i4, no 3."
andar.
Vende-se a verdadeira potassa rus-
siana da melhor e mais nova,que se aclia
neste mercado, a a5.0 rs. a libra, adver-
tindo-se que se vende por este preco por
se achar em Larris grandes : em casa de
J. J. Tasso Jnior.
Vende-se vinagre branco
nacional,, a 400 ris a caada ve-
lha : na ra do Aterro-dos-Afo-
gados n. 7, e no Alerro-da^Boa-
Vista, fabripa de licores de Fre
derico Chaves.
RAPE' IMPERIAL.
Este rap, imitando ao Prince-
za de Lisboa, vende-se em libras
meias libras eoitavas, as lojas
seguintes: dos v Srs. Francisco
Joaquim Duarte, ra do Cabug;
Victorino de Castro JVJoura, ra
dos Quarteis; Gomes & Carva-
lho, ra do Crespo; Domingos
Ferreira, escadinha da ra do
Crespo; Ferreira & Oliveira,
pracinha do Livramento; Tho-
maz de Moraes Pereira Estima,
e Caetano Aterro-da-Boa-Vis-
ta; Guedes & Mello, ra da Ca-
deia no Recife: preco 2#000
ris a libra e 30 ris a oitava.
- Vende-se carnauba muito
boa, urna porcao de cinco arro-
bas por preco commodo: na
ra da Ciuz n. 26, primeiro an-
dar.
Vende-se na loja de J.
Cardoso Ayres, ra da Cadeia do
.Recite, urna obra publicada em
1843, inlilujada Diccionario
de medicina popular, ou Medi-
cina ao alcance de todas as clas-
ses da sociednde, pelo Dr, Cher-
qovis: dois volumes em 4., con*
tendo 950 paginas; preco 10^000
ris brochada, e 12^000 enca-
dernada.
Escravos Fu
gidos
eempradore.
,-jitis fa/enda
' neste Otario o mesma ioja afina.
ja aonunciada
Ilesappareceo, no dia 1." do correte, um mula-
tinho de notne Geraldo, com onignaei icguinfei: cor-
po secco, rosto comprido, olboi pardos, cabello annela-
do, testa larga, bocea, orelba e nariz regulares, pernal
e bragoi finos, mioi e pi pequeos, denles largos oa
frente e falta de alguna dos lados, falla alguma cousa
deicangada ; ha luspeitai de que foi furlado, o a pes-
soa, que o lurtou, ter ido para o Arecaly : roga- se por-
tento | autoridades policiaca a apprehensiododitomu-
latinho ; e l pessoas particulares, que delle derem al-
guma noticia, da ditigireiM-ie a ra do Sebo, n. 18,
que lerio recompensadas.
F||io, no dia 5 de agosto pasudo, urna escrava
de nomarvarcellina, de 3 a 40 annos, pouco mais ou
menot, alta, magreirona, com os pe (notante grandes,
com os baracoa dos brincos grandes e peitos cabidos:
um preto de oome Paulo, de 50 a 60 annos, baixo,
pernas arqueadaa e quebrado bastante, anda lampreen-
collado aumpo, e intitulase forro: quem oa pegar,
os levara' a' ra larga do Roiario, n. 46, segundo d-
dir, que sera'gratificado.
= Fugio hunlein (10 do correte) urna preta de Ao*
gola.de nomo.Antonia, baixa egtossa, olhosencovs-
dos, nariz pequeo e chato, peitos grandes; levou ves-
tido de chita e panno da Coila.e urna bandeii com'rb-
pa suja : quem a pegar, leve a rui Nova, que sera htm
recompensado.
< HiS. } KA TYP. DE M. F.
lt.F. UEA^1,^5,


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EN4UCFACM_B8RPO3 INGEST_TIME 2013-04-12T23:30:05Z PACKAGE AA00011611_05914
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES