Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05913


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Full Text
A no efe UMS.
ff
Quarta feira 12
O DIARIO publica-ie tdUos os dlaa qne
nao forem de guarda: o preco da assgna-
tura be de 4/ r. por quartel pojo aianta-
dot. Os annuncios dos assignante sao inse-
ridos a raio de 20 ris por llnha, 40 rs. em
typo diflerente, e ai repetlcdes pela metade.
Os que nao forem assignantes pagao 80 rs.
por linha, e 160 em typo diflerente.
PHASES DA LA NO MEZ DE NOVEMBRO.
Crescente a6 as 3 h. e 55 minutos da tard.
La chela a 13 as 10 hor. e 35 rain, da tard.
Mcngoante a 22 as i hor. e 6 in. da tarde.
La nova a 29 as 9 h. e 22 min. da inanhia.
PAST1DAS DOS CORREIOS.
Coianna, Parahyba, e Rio Crande do Norte
Segunda Sextas feiras.
Cabo, Scrinhaem, Rio Formoso, Porto Cal-
vo, e Macey, no I. 11 e 21 de cada mes.
Garanhuns e Sonito a 10 e 24.
Boa-Vista e Flores a 13 e 28.
Victoria as Quintas feiras.
Olinda todos os dias.
PREAMAR DE HOJK.
Primeira as 2 h. e 54 mln. da tarde
Segunda as 3b. e 18 minutos da manha.
de Nvcmbro.

Anno XX V. 955,
DAS DA SEMANA.
10 Segunda S. Ninfa, aud. do J. dos ornh.
e do J. do C. da 2. v.M. da 2.v. do i, J
11 Terca S. Marlinbo aud. dnJ.dnriv.dftl.
v., e do J. de paz do 2.dis t. de. t.
12 Quarta S. Diogo, aud do J. rio oiv,. da
2.' v., e do J. de as do 2. dist. de t"
13 Quinta S. Eugenio, aud. do J. de urpb-
edoJ.M. dal. v.
14 Sexta S. Jucundo, aud. do J. do civ. da
1. v., edo J. depai do 1. dist. de tard.
15 SabbadoS. Alberto, aud. do J.do civ. da
1.' v., e do J. de pa> do 1. dist. de tarde.
ni Domingo S. Goncalo.
CAMBIOS NO DA 11 DE NOVEMBRO.
Cambio sobre Londres. 27 d. p. Ia60d.
Parii 355 ris por franco.
#. Lisboa 120 a 125 p.c.pr.p.m.
Desc. de let. de boas tirinas 1 '/, p. % ,ne*
Oufo Ornas hespanholas MfOO a 31/500
Moedade 6^400 vel. 17/DOO a 17/200
i) de 6/400 nov. 16*500 a 17*000
de 4/000 9/WtO a 9/2011
Prata-Pataces .... 1/880 a 1/920
Pesos Columnares. 1/020 a 1/840
Ditos Mexicanos 1/900 a 1/920
Prata miuda. 1/700 a 1/720
Acedes da C do Hebcribe de 50/000ao par.
DIARIO DE TERHfAMBUCO
PARTE GFFCIAL.
Governo da provincia.
F.XrEDIF.NTE DO DA 7 DO CBRENTE.
Offirio A tenenle-cornnel reformado do 1." bala-
Ihlo da guarda nacional dn Po-al'Alho, determinando,
pela ultima ves, que no praio de 8 dias faca entiega, ao
soii substituto, dos objectoa ao batalhio prtonoeiite,
que, ni" obstante as reiteradas o'dens da presidencia,
tein censiiravelmente conservado etii sen poder; e pre-
venindo-o de que ser mcltdn n'um proocaso, *e anda
continuara negar-tea urna tal entrega.No mesmo ten-
ido te ofllciou an ,tenente-oornnel reformado do 1."
I batalban da guorda nacional da Olinda; e oomruunicou-
te aot obefet dat Irgoet, i qne perlencem ot tuprimen-
I cionadot balalhei.
DitosA" chefedo polica, intollgeuoiaudo-o de ha
I ver mandado dispensar do trrico da guarda naoinnal
|nt inspectores de quarteirio do Poca e Muribeoa, onjaa
reltcSet aonmpanhrao oa teut duus olnios de 6 deste
I MI'I.
DitoAo mesmo, toientincando-o da haver mandado
I abonar pela pugadnria-inilitar ot vencimcntoi, qtt
tecm direito ot guardat nacionaet, que do Caravellat pu-
ra ella provincia condniirlo diverso presos; e declaran-
do, que estes so podero seguir para a Rabia em nlgum
transporte, mi navio de guerra da estac&u do centro, que
para alli se destinar.
DitoAo inspeetor da tbetouraria dat renda provin-
Icites, participando, que, do nonformidade enm a sut
linformacao de hojo (7), anioriou nninmandanle gcral
Ido corpo de polica a mmdnr promptifionr ot diversos
lonjelos, de que precisa o respectivo hospital regimen-
Ital.e a apresentar depois a oonta da desposa, quo eom
Ielles, ae riier para ser paga.
Dit*An ebefo da Irgio de Olinda, coinmnnicando
Ihaver concedido a reforma requerida polo secretario do
respeotvo segundo balalhSo, Joaqun) Silvcro da Sonsa.
OiloAo commandauto geral do corpo de poloia,
ordenando, mando rccollier o destacamento de Flore, e
determino ao reipertvo nfTicial faca, por elle aoompa-
Ilibar os presos, qucexistircn na eadeia daquella villa.
|Ofllciou-se a roapeito ao delegado do flores.
Portara Demitiiud < upplom rio ubdelp^ado
Ida frcgneiia do Taquaritinga. Par substituir os.de-
I mi nidos frfio numeados : em 4. logar Juse dot Stntot
[Horros, em 2. Amaro de Barros Silva, em 3. Manuel
Rodrigues da Assumpcao, em 4. Zeferino de Marro
Snuta, em 5." Antonio Pereir da Costa, o em 6. Fran-
cisco Jos da Fonsec; e particpnu-te ao ohefe de po-
lica, anbre coja prnpuata te fiero ornas demissoes e
noiueacc.
itnDemittindo ot l.o, 2.0, 4. e 5. tnpplentet do
subdelegado da freguota de Itainaract, Forlo tubtti-
litndos : o 1. por Regenerado Br.isilinuo do Britn Be-
orrt de Meneset, o 2." pnr Jos Raposo Beierrt de An-
drade, o 4. por Aleixu Al ves Bandeira, e o 5. por Ale-
jandro Primo Camello Pessiia, e communicoii-se ao ebe-
fo do polica, cuja proposla deo lugar citas demissoes
e nometeo. '
DitaCouccdendo a Jos Francisco de Faris Sales a
deinissan, que pedio, do lugar de subdelegado da fre-
guetia de Maranguape, termo de Olinda.Parlicipou-te
I an obele do pulida.
DitaNoiiienndo supplenlet do jnit municipal n deor-
phaos do termo do Olinda, em 2. lugar o Jos Tasares
Gomet da Silva, em 3.a I'bilippe Manuel de ChrsloLe-
I al, em 4. a Francisco Jos do Amoral, em 5. ao leen-
tc-coroncl JoSo Paulo Ferrtira e em 6.a a Antonio Joa-
I quim Rabello Pessoa. Cusnmiiiiicuii-tc au presidente
Ida relacAo, ao juitet de direito da comarca do Recito.
la cmara de Olinda e ao respectivo juil municipal e de
lorphaoa.
lina [ullificando o despacho de 5 de tbril deste an-
uo, que approvou a proposta de Antonio Mara O'Con-
nell Gersey para quartel ineslr da legiio de Nasareth
Ptrticipou-se ao ohere da referida legao.
EXTERIOR.
NEGOCIOS DO RIO DA PRATA.
MONTEVIDEO, 30 DE SETEHDRO DB 1845.
A expedieau quo tomn a Colunia dirgio-se para o
Uruguay, e apoderou-ie de alguroas erobaresedes com
' bandeira argentina, que mandn para cite porto. O go-
I Yerno oriental rcitituio aot neutros tuda a carga, que se
chava a bordo, a pedido, segundo me nforuiau, dos mi-
nistros interventoret, que nu eommerco interior dette
pniitoeni intereistdos iiiuitus individuos das tuas naces.
Consta-me que as auturiiladcs brnsilvirai, considerando
>iue ueste cuuimercio ha lambem interettados raiiilos
Brasileiros, alm deoutroa queestao etlabelecidoi pe-
las costas dot riot, te dirigirlo ao almirante ingles para
saber se aa forjas bloqueantes fariiio opposico a un na-
vio de guerra braiileiro.lquc se cominunicttse com t tr-
ra para proteger os subdito brttileirot. O almirante
ingsez parece quo nao niotlroii repugnancia, roas que
disse que ntu poda tomar deliberaban a reapeilo sein
concordar eom o almirante francs, que soachtva cutio
no Uruguay. Veiu purui este tlmiraiito, o assegurio-
me que contente tmente que tuba o Uruguay algiima
cmbtreacAu mercaiilu com bandeira brasileira. Ora, co-
! mu em Buenos-Ayret t podem couimuiiicar com a tor-
nos vascs de guerra, segu-te que o bloqueu do Bue-
I not-Ayr'i he pira os navio mercante, e u do por tos
e roargeiis do Uruguay oceupadot por Oribe para va-
sos do guerra.
Olil.iqiiein de Buenol-Ayrct fui intimido a Rotas e
tos ageutes diplomticos no dit 22, e turnon-tc effeclt-
I y" no di 24 do crrente. Ette bloqueu fui precedido
do un rotatorio ou nota dot ministros interventores di-
rigida a Arana; ah lio mando esse relatorio, beiu oomo
copias dos protestos qao fueran contra n bloqueu ot en-
carregadoa de negocios doa Estados-Unidos e de Portu-
gal.. Deste ultimo nada I lie direi, pea todo ah ouohe-
oera a posicSo do Sr. Leite em Bnetsos-Ayres ; quanto
la o primeiro. he notorio aqui que o Sr. Brent he mu ho-
rnera sommameute exaltado, o exagerado em mas ofiei-
ces a Rosas e em seu odio 101 Ingleso*,.
Ot enoarregadoi do negocios de Inglaterra c Franja,
oa Sn. Ball e Mareul, etttvn proxmot a snhir de Bue
not-Ayres. Dis-se que o Sr. Mareul, por indi.po.io
com o barao Deffaudil, ra em diretura para a Franca.
Este diplmala abracnu decididamente a cauta de Rosas,
e, segundo so reforo, a npinira de S. S. au sio cstra-
nhot os encantos de urna belleta da corle de Roaaa.
No da 28 estovo para representar-ae aqu urna acea
Lem desagradavel. Parece quo se tentn suscitar um pro
niinoiainentn na tropa quo guarnece a linha da cidade,
com o fira de ae negar obediencia ao coronel Flore, no-
meado pelo governo paro substituir o ministro Bausa na
parte relativa an ooiimi nido inmediato d,i tropa na ca-
pital. Ditem que energa de Flores se dovo em gran-
de parle o (er podido o governo suffocar esse niovi-
menlo.
Que ft Oribe ? Conlini a representar o mesmu dra-
ma com us olhoa filo* na fronteira de Rio-Grande, dun-
do etpera reouriui pecuniario por uieio dat pretendi-
das nlfsndrg.is, c peuSB em alguuij medida vilenla,
o,uaI a de prohibir aot ettanoieirut que maieiii gadu rm
linenca do eomiuaudmte du dislricto, ou a de obrigar oa
habitantes das onstas dos ros a ireni parn o interior,
desamparando at luat habitares e condusiudo os gados
comsigo, medidas estas que, segundo me informao, Ihe
ein suscitado inuila desalTeifio, ao mesmu passo que
Garbaldi o uutrns chefes orientr.es da expedico, que
se anhava, na data das ultimas noticias, uu Arroyo-dn-
China, procedom com desnteresse, posto que Ibes nao
seja postivel eonter no todo a raparidade dos toldado.
Correo ha diat que Oribe pretenda fater cleger pre-
sidente do seu senado a D. Francisco Gir, atiui de o
tubilituir nat ausencias que n pretendido presidente le-
gal da repblica podera fater do Cerrito; mas esta noti-
cia, attiiu como a de 1er elle iiiaiid.ulu um tal Iturriug.i
i fronteira do Rio-Grande para orgaiiitar at tuas alfan-
legas, furiTi' Ai> ,'ooiirniarao.
Assegura-sn que est realisado ou a ponto de realisar
se um eniprestimli de 300 mil pttaefiet, au qual ficn
hypothecidat ai rendat da alfandrg de Montevideo no
anno de 1848, Raneada a aoguraiica do oiintralo o do
juros, que serlo de 3$ por cen'.O ao mes, pelo minis-
Irui mediadoros.
Prepara-so urna expedicio para o Paran, mas nao
tecm transpirado osdetalhes dela croprein.
No da 16 do correte existan no porto du Biicnos-
Ayres 71 embaroacoes eslrangeiras, tundo 14 ing leas,
18 ainericanat, 10 hespanholas, 7irdis, 7 brasileiras,
9 dinaniarqifetot, 6 franceos, 2 prustianat, 2 haiubur-
guexas, 1 sueca, 1 bremonsc, 1 hollandea, 1 bolga. De-
pnis do intimado o bloqucio verao para este porto, por
uto poderem entrar em Buenoi-Ayrea, o brigue ingles
Jlciope, procedento de Lverppool, e o brigue dinaitiir-
quet /"idos, vindo do Cadis.
Ai eiquadra das potencias interventoras tiestas aguas
compoem-se dot vatoi teguinles:
Inoleies. Frtgatat Vernin, Eagle, Melampus e Re-
ilance; corvetas Curaqoa, Satellita, Comtu < Finte e
cinoo dr Mato; brignes Aoorn, Pkilomel e Dolphim;
vapre Gorgon e Firebrand; trantportci Farroupitha
e Veloz.
Frinceiei. Fragatas Africaint e Erigone; corve-
tas Cequette c Expeditivo; brigues D'Auat, St.-Martin
o Pandour ; escunas Eclatr c JVae de Jutho, vapor Ful
Ion, transporte Cttherine.
O batalhao do regiment ingles n. 45, que aqui ehe-
gnu no da 25 a bordo du Reiiitanee, uinda osta n bordo,
mus dit-se que desembarcara logo que rr preciso ope-
rar. Os miuistros interventore esperao brevemente
niai tropa.
(Carta particular).
(J, do Commercio).
eclarafdo do bloqueio, dirigida ptto$ plenipotencia-
rio dat potencial mediadora ao ministro das rela-
(6t$ extrriore di Buenoi-Ayrei.
Montevideo, 18 deietembrode 1845.
Os plenipotenciarios abaixo assignados esli eocarre-
gados da tnissao de reilabelecer a paz entre as repbli-
cas do Prata, tssegurando a perfoita eabsoluta indepen-
dencia do estado do Uruguay. Tal be o objecto eipresso
no* iralados de 1828 e 1840, firmado* pelo governo de
Buenos-Ayrei, e ein cuja conclusio o* governo* dos in-
Irascriptos tonisrio urna parto mais ou menos directa.
Mssi guerra que Buenos-Ayres contina contra o es-
tado do Uruguay ho iberiamente contrtria i sua inde-
pendencia, pois que tem por publico objeclo impor-lbe
pela forca urna subsliluicao de governo. Por outra par-
le, e|la guerra sen nenhum motivo nacional nem legi-
timo, e, ao conlrsrio, causa de juina e exterminio para
o Uruguay, nao hmenos desaslron para os outros si-
tado* do Puta, e vem por ixoa er origem de grandes
damnos para a* nacOes cooimerciaes da Europa e Amo-
rte*, especialmente para ai que o abaixo assignados
teem a honra de representar. O dever imperioso, assini
como o inleresse legitimo do* governo* do* infrucrip-
lo*, nlo Ihe permilte, poi*. conseutir pdr mais lempo
a prolongado de>ta guerra, que dura demasiadamente.
0* abano assignados tinbio inilruccdn para obter,
se losie postivel, por nieios amigoveis, a paoificaclo do
Pr*ta, e durante a mor parle de sua residencia em Bue-
nofr-Avres eigotario, tanto em eparado como em co-
munhio, todo* ot meios de coociliafioque ai cotnma-
nicaede* amigavei* e confidenciae* pareciio offerecer,
com a esperance de.fater oascer a eite rcspeito em o go-
verno sentimentos semelbantes ao* seu* Tal vez pelo
vivo desojo de consegui-lo por este meio, *e fossem alm
do que Ibes permittiSo suas instrucedes, ese eipotessem
por este modo a carregar com urna grave responsaluli-
dade. Porm, o governo de Bueoo*-Ayre*. ao passo
que protestsva leu amor par, e reipetto indepen-
dencia do Uruguay, tem repellidoou Iludido constan-
temente toda a pioposieJo relativa cessacao da guerra,
e nao tem deixado um s instante de continuar os leus
esbirros para submetter a Repblica Oriental a sua von-
tade.
Os abaixo aisignado* tinho, pois, o rigoroso dever
de notificar ofBcialmenbj so governo de Buenos-Ayres
ss justas exigencias da* potencia* mediadoras
Entretanto sua primeira communicacle olicial limi-
tou-se a pedir a suspentio de hostilidades.
Este pedido, dictado por sedimentos de bumanida-
de, e tundido noscoitumes internacionacs, era por ou-
tra parte esencialmente prelin.inar, e tenda a litar
renos urgente a concluiio das nogociacoes, evitando i
efluilo deangue: deixava assim aporta aberta para
voltar as communicaede* amigavei* e confidenciaes; *
elle, porm, o governo de Buenos-Ayre* recusou an-
nuir.
Em consequencia desta negativa, e su depois de per-
dida toda a esperanca de obter um I el iz xito por vi* de
pertuacao, o* ibaixo assignados bio devido dirigir ao go-
verno de Buenos-Ayres inttmicOei mais e man urgen-
tes, jhra que retirasse si (oreas de terr* e mar, com que
acabava a independencia do Uruguay. Porm, i ivendo
sido estas mema* intimscoes peremptoriamente rebati-
das, e bavendo. ao contrario, tomado um novo grao de
actividade ai bostilidadei contra a Repblica Oriental,
os abaixo assignados se viran na necessidade de tu apro-
veitar do pasiaporte que pediiio para sabir de Buenos-
Ayres.
Durante este lempo, e algum antes de sua partida,
souberao que a eaquadrlha de Buenos-Ayres, (undeada
diante do porlo de Montevideo, liavia recebido ordem
rada como urna acquiescencia a seu pedido, pon que
foi rebatida da maneira mais peremptoria. Havia ainda
lories motivos de suppor que a csquadrilha era deslina-
da a continuar em outra parte urna resistencia armada
contra su justas pretencSes. Nao obstante, quixero
r nesto acto tardo do governo de Buenos-Ayres o
signal de una disposicio a ceder, ao monos de fado, e
Irataro de persuadir-ie que a retirada do exercilo in-
vadir do Uruguay, igualmente em forma secreta, nao
aria impossivel. Ordenarao, pois, aos almirantei cotn-
mandantes da* forras navaes de eua gevernoi, que nao
pozessom obstculo sabida du esqusdrilba, sob condi
ci unica'(e lambem justificada incerle>a dos aconteci-
iaentos), que entregara aquelles de seu* nacionaet,que
s* enconlravio abordo. Porm, ao momento da che-
gada aMontevido dos abaixo assignados, a esquadrilba
ainda permaneca aqu,'
Ella bavia recusado submelter-so as exigencias dos
almirantes, respeilo aos subditos de suas naces. O tor-
mo filado para sua retirada tinba expirado, sem que o
governo de Buenos-Ayres fizesse a menor concessio :
apezar desla reuniio de circumslancias, o* abaixo ai-
lignadosestavio todava dspostos a peitniltir a retira-
da desta esquadrilba, debaixo da condicao indicada,
quando de i.nproviso trttou de Iludir, fazend-se de,
vala sem explicacao alguma.Esta tentativa impor-
doavel e felizmente inlructuosa determinou a sua m-
mediata detenvio. Os abaixo assignados, por outra par-
te, adoptando esle medida em occtsiao de um proceder
injustificavel, e na provisSo, cada vez mais provavel, de
projectos de resistencia, e ainda lambem do aggressio,
dero urna nova prova de la moderacao e de sua equi
dade, fazendo rocondmir a Buenos-Ayres as tripolacoes
dopaiz. Depai* do mais de um mes que estes ltimos
feitos tiverio lugar, os abaixo assignados, obstinndo-
se sempre, e apezar de ludo, que o governo de Buenos-
Ayres acabara por adoptar deas miis conformes com
a raiio e a itlica, so leem abatido do todo o rr.eio de
ooaccio directa contra elle, e se teem limitado a tomar
sobre seoslas da Repblica Oriental medidas proprias
a cortar a communicicao entre olio e o seu exercilo de
inyaso.Porm.como tem sido recompensada esta per-
everanga por parle delles, e n'um sjslema de lao gra-
tuita moderado?
Deposse,ha muito lempo,da* faculdadeiexlraordina
rias.que nio teem deixado subsistir na provincia de Bue-
nos-Ayres, nem na maior parte da margem dreita d
Prata,oenbuma das garantas da libordade civil e polti-
ca, oceupando na margem esquerda deste rio quasi a
totaldade da Repblica Oriental, com seu exercilo que
domina violenta e militarmente, u sem outra le que a
lorca, o governo de Buenos-Ayres nao poder negar sua
respnnsabilidade dos fados que teem lugar nos paites
tubmetlidosa semelbantes instiluicde*. Todo o munuo
ooobece que, por toda aparte p r onde o governo de
Buenos-Ayres se estn le, nada se (at nem se imprime,
nem se dit de manein alguma, senio por sua ordem, e
com iui ptesoripcao em materia de legislarlo ou guer-
ra, de edminittracio, de justicu civil,commercial e mes-
mo ecclesisstict, da imprensa, etc.
Comecando pela Repblica Oriental, e sem recapi-
tular m etpoliaedes e a* crueldades do exercilo de
Buenos-Ayres, que, desdo o principio da guerra, lein
excitado a ndignacio do mundo civilizado ; tem dis-
cutir este epithelo de lelvagem, applicado aquelles a
quem se despoja e degola, e menos at qualificaedes de
unitario* e federaet, transportalai a um paiz em que
jamis lem existido o* partido* que ella* designio, e
onde pq/ consequencia nio podem servir senio de pre-
texto para assassinalos; sem insistir em fin no fado,
anda rcenle e pouco conbecido, ainda por deigraga
demasiado certo, da atroz morlandade coinmetlida a
singue fro depoia da batalba da India-Morta, e n'um
milbarde prisioneros de guerra, que he que o tem
pitsido na Repblica Oriental, desde que os abaixo
assignados se retirario a Montevideo?
Sobre o simples bloqueio, pelos vasos de guerra da
esquadra combinada,dous portos deste estado oceupados
pelas tropas de Buenos-Ayres.
Se tem feito internar por meio da violencia aos sub-
ditos pacficos da* duas potencias mediadoras estbele-
cidos na costa, forcando-os a abandonar assim, i aler-
ce da soldadesca, todas as suas propiedades.
Se Ibes tem recusado, do mesmo modo que a leus
compatriotas que habitan o interior, passaportes para
sabir do pait, e urna morte immediata tem ameacado
quelle* que intentassem escapar-se. Tcm-se chegido
at a obrigar com o terror ecom antearas, seguidai.de
violencias, a um grande numero de entre elles, a as-
signar protestos e pedir arma* contra oa governo* de
ua patria.
Se tem lineado fura de Maldonado ao cnsul frao-
cet, acto contrario aos usos seguido* boje, mesmo em
lempo de guerra, nos povos civilsados.
Se tem pagado e quebrado o pbatol de ilba de Flo-
res (restaLelecido plo governo de Montevideo, desde
que tornou a lomar pone d'elle), com o Gm de multi-
plicar os perigos em urna costa ja muito diflicil.
Se tem provado de mais com anterioridades que nem
mesmo aos naulrajjos te respeitavi.
As trhpolacoes do embarcacOes mercantes, que aea-
bavio d<* naufragar, tinhio tido despojada e retida*
em 'S. Em litn, quando a esquadra combinada
te ap, tnu diante da Colonia, para ajudar a que eita
ni,(mi l...se an uoiler do uove.inn nj'unUl. atu**-
oiceo encarregada ai deTenue-ia peo^overno de oue -
not-Ayres, expulsou d'ella sem piedade a desgiayada
popularan, enchendo de ultrajes os estrangeiro* for-
cou e taqueou ai cuas desertas, e as incendiou depois,
antes de fugr. Taes fados, que em sua maior parte
nio se reprodu?em boje senio entre alguma* tribus sel-
vagens.e dot quae* o ultimo parece ligar-te a um tyile-
ma geral de ruina e destruidlo, perfeitamenle seguido
pelo governo do Buenos Ayres na Repblica Oriental,
nio carecem de commentariot.
Se na outra margem do Prata, a Confideracio Ar-
gentina" nio tem tido nestes ltimos tempot theatro de
violencias lio repugnantes como a Repblica Oriental,
nio be menos certo quo o governo de Buenos- Ayres
em seu proprio territorio, longe de se mostrar disposto
a entrar em fim as vias do conciliario e de direito, leo
continuado, ao contrario, manifestando ai tendencias
mais hostil, e mesmo comnietlendo urna mullidlo de
(eitos, quoem qualqucr outro paiz excilariSo a mais
viva indignacio.
Do rnesmo modo os diarios do governo de Bueooi-
Ayret nio tem deixado de dirigir,contra it intenedes
du potencial mediadoras, e a conducta de teut pleni-
potenciarios, as aecusaedet mais injuriosas e mais con-
trarias a veidadu e mesmo a evidencia doi fados,
apresentando urna medtelo pacifica e desinlereuada,
como urna intervencio hostil e ambiciosa; a* tentati-
vas de cunuiliacBo, como perfidias; os argumentos de
direito, como exigencias arbitrarias ; o pedido da exe-
cu(io dos tratados, como a negacio desle; em fim,
as medidas de coaccio provocadas por urna resistencia
injusta, como violencias sem motivo, Taet calumnias
nio podem ter outro lim que o detvairar a opiniio pu-
blica, e perverter as dispoticSes naturalmente benvo-
las e amigaveisdas povoacoes do Prata, para converte-
las em um odio insensato contra os estrangeiro*, que,
por urna reciprocidade de vintageni feliietpara todos,
trazem aqui, em troco da hosptalidade, edot produc-
tos naluraes do paiz, seui capitaei, seu* bravos, soa
industria e suas artes.
Na assembla que se chama tala de representantes,
inspirando -se com as communcacoes do governo, se
tem usado do urna lingoagem, ainda mais violenta que
a dos diarios, contra as potencial, contra teui plenipo-
tenciarios, e contra seus tubditoi; e etti lingoagem
tem sido na praca publica a occtsiao de ameac,adoras
acclamacde* da polica.
' Esta polica, u cuja testa encontrase urna aswiciagio
famosa por urna mullidio de factot tinittroi, raiga ot
documentos de teguridade que os cnsules dio aos et-
traogeiros; depois, debaixo do pretexto de que Dio
lem documentos prende e incorpora este* mesmos
estrangeiro* as tropas de Buenos-Ayres, datde o me-
nino al o velho, na nieima forma que o laz com a po-
voacio do paiz.
Se o eilrangeiro* solicitio d'ella patnportes para
silvarem sua oppressio, rejeta e Ilude teut pedidos,
tegundo julga qio deve ou nao deve disfarcar seus pro
jectos t respeilo de cada um del le. Se leem rocusido
piisaporte* a senhoras para sabirem em busca de seus
maridos a menino* para voltarem ao p6 de seu
ptit.
Aproveitando-te, no meio de ludo iito.do terror que
MUTILADO
(


^r
2.
*
inspira i preienpa d'eilei hbitos, e muilo miii a lem-
branca doi recentes e atrotea aaiaiiinatoa, cujot auto
res tilo leem podido descubrir, apelar de sua aitividade
e habilidade, fat assigaar por estrangeiroa pedidos cm
seu favor em opposiclo a seus |iroprigsflovermja."
Km lim, por un decreto de estado,* hn algns das,
o governo de Buenos-Ayres scaba de prohibir deiai.iu
de pina, que segundo a seu arbitrio applicara, toda a
communicsco entre o territorio da Confederarlo Ar-
gentina e a esquadra combinada das potencias media-
doras.
Esta medida lio pouco motivada e lio provocativa,
quando a esquadra anda nao tinha usado de nenbum
meio coercitivo sobre as oslas de Buenos-Ayres, ad-
quire um alto grao de gravidade, se se comidera junto
eom as disposicoes aoalogis, anteriormente adoptadas a
respeito dos simples barcos mercantes : 1., ha umsn-
no pouco mais ou menos que as operares commeiciees
eas expediroes martimas sobre os ros interiores do
pas, emprebendidss na mesma cidade de Buenos-
Ayres e rom o consentimento do governo, Mein sido
bruscamente interrompidas, mesvio sntes do seu ter-
mo, pela nterdicclo na cerreira d'esses rios ; 2.*, no
principio do anno correnle se tem prohibido, de um
modo igualmente brusco, a entrada em Buenos-Ay-
res de todos os barcos de -Montevideo, e som distinc-
Clo nem de procedencia mais ou menoi longinqua d'es-
tes barcos,nem da impossibilidade mais ou menos com-
pleta de conhecer o obstculo que oppunhlo as suas o-
peraedes. *
Agora, pois, tem discutir aqu at quo ponto so a -
rba autorisado o governo de Buenos-Ayres para tomar
estas duas medidas, contrarias nlos.aos inleresses dos
estados estrangeirns e remotos da Europa e da Ameri-
ca, mas tambem aos de mu i tos estados visinbos, que,
como elle, tem dircitos especaos navegaeso Jo Pra-
taeseus aflluentes, he certo ao menos que estas duas
medidas tio, por seus edeitos retroactivos, absoluta
mente contrarias a todo principio de equidade :-r os
abaixo assignadus julgi tambem ser de seu devor (al
que possSo communica-lo a seus governo*} os protestos
e reservas mais lormaes contra actos 13o arbitrarios, a
lim de assegurar a conservarlo dos diroitos de seus
cionaes, a seren indemnisados completamente pelo
verno de Buenos-Ayres.Entretanto, da combina
das duas medidas eipressadas, como a que prolub
esquadras adiadas toda communicat o com as costa
Confcderacao Argentina, resulla, do lacto, um bj
queiogeral e quasi absoluto, do Prala e seus Mil fen-
les, e dos diversos paizes situados as margeos d \s
sea rios, imposto aos barcos de guerra n mercantes
duas potencias mediadoras; bloqucio istabelecido si
com o designio de laier mal, e em desprezo de todos
as ideias de justica e de equi lade, que dovem presidir
as rolacus entre os diflerentes pinos.
Neste estado de cousas, os plenipotenciarios abaixo
assignados nao juIgSo que Ibes seja permittido persis-
tir mais no systema de completB moderarn que at
boje lem seguido, nem momo diflerir a ciecucio das
instrucedes que recebrlo para o caso de pruv. :aces
muilo menos graves.
O bloqueio da provincia de Buonos-Avres pe os bar-
cos da esquadra combinada comecari, pois, / das
48 horas depois da entrega da presento decll o a
V Esc, o ministro dos negocios estrangeiro: 8 via
raoTs.
Osplenipolenciarios abaixo assignados lem a honra
de oflerecer a S. El, o Sr. ministro dos negocios es-
tranfteirusa seguranca de sua coosideracio.
O ministro plenipotenciarios da Inglaterra, G.
Uuseley. O enviado extraordinario e ministro pleni-
potenciario de Franca, Bario i)ef/audis.
Notas do enearregado dt negocia de Inglaterra e do
comul gerat ie Franca un Montevideo ao
governo Oriental.
Montevideo, 23 de setembro de 1815.
O abaixo assignado, enearregado do negocios de S.
M B., tem a honru de annunciar a S. Exc. o Sr. D
Santiago Vasquoz, ministro dos negocios estrangeiros,
que, em conformidade de urna declarago quo os ple-
nipotenciarios das poli ocias mediadoras dirigirlo ao
governo de Buenos Ayres no dia 18 lo crrenlo,
que (oi enlregne Do dia "20, piinciparo a bl quear os
portse as cusas da provincia de Buenos Ayres as es
quadras ingieras e franeexas no dia de amanba, 24
do corrente.
Conceileo-se o prazo de 15 dias para a sabida das
embarcarles neulrss do porto de liuenos-Ayre ; e o
commandanle da Corea bloqueadora est autorisado, em
caso necessario, para prorogar aquello prazo al o dia
'\ do prximo me/ de outubro.
0 abaixo assignado aproveita esta occasio, etc.
etc.
Adolpho Turner.
A S. Exc. o Sr. D. Sancliago Vusqucz. ministro
dos negocios estrangeiros.
N. B. No mesmo aenlid lie concebida a nula do Sr.
]tennis*, gerente iln consulado gernl do l'ninc.i, ni> mi-
lilitro dus negocios estrangeiros d.> govcni) oriental.
4." "A annullaoSo das Raneas ao efectuar tambem por
providencia especial da commisslo mixta da oapitnl, e o
apreciacin da legalidade e validado daa guias ser unioa
o exclusivamente iln sua competencia.
5 As coiuiniesoes eatabolecidas fora da capital remol-
leras n oommiaaSo mivtn residente india as fian;. que
ti verem frito prestar, a fim do que as guiaa se Ib" npre.
srntem opporlunainente, e que posaa julrrar da ana va-
idade. r
6.o Comniunique-ao o quera lr de dircito, publiquo-
se o registre-se.
St'AREl.
Santiago Vasques.
Rufino lianza.
Santiago Sat/ogo.
Protesto do enearregado de negocios dos Estados-
Unidoi.
Legaco dos Estados-Unidos da America, Nuenos-
Ayres, 23 de setembro de 1845.
Ao ministro plenipotenciario de S. M. B., cavalleiro
Guilberme Gore Ouseley.
Sr. Em 22 desetembro de 181-5. pelas 10 horas
da manbaa, rocebi a caria A., da qual iocluo aqui co-
pia. Ao recebe-la, dirig urna caria a D. Filippe Ara-
na, ministro das relacoes exteriores da Confederacio
Argentina, i qual rocebi a resposta marcada .. qua
unto remello. UebBxo dascircumstancias detalbadaa
n'aquellas communicacoes, eu vos faco esta communi-
cacao directa.
Na eommunicaclo marcada A., se declara, que
o em virlude de urna deciiio, que os ministros pleni-
potenciarios de Inglaterra e Franca em Montevideo a-
chro necessana, se havia declarado o bloqueio dos
portos e costas da provincia de liuenos-Ayres, e que
tal bloqueio seria posto em vigor pelas esquadras com-
binadas do Inglaterra e Franca, 48 horas depois da da-
ta da presente nutificacio. Quin/e dias com ludo se -
rao concedidos para a sabida dol navios de Buenos-Ay-
res
Emconsequencia de urna decisSo, que os ministros
plenipotenciarios de Inglaterra e Franca achirlo neces
saria, declarou-sr o bloqueio de certos portos e costal.
Eu nlo reconbeco como regra para os Estados-Unidos
os motivos, que tiverem os plenipotenciarios de Ingla-
terra o Franca para cssa declaraclo, e nao concedo a
semelhante derisio validad alguma, pelo que respeita
aos Estados Unidos e seus cidados. Tambem nao crean
Sr., que a decisao tomada por estes plenipotenciarios
d nenhuma validado ao. bloqueio dos portos e costas
da provincia de liuenos-Ayres. Tambem nlo reconbe-
i,'o, Sr o direilo dos commandantes das esquadras
combinadas de Inglaterra e Franja para pOrem vigor
esse bloqueio emconsequencia da decisao, que os pe
nipotenciarios ingles e (ranees adiarlo necessaria. Es-
ses actos dos plenipotenciarios de Inglaterra e Franca,
e dos commandantes dasesquadraa leem por fim auxi-
liar as necessidades d'esses plenipotenciarios, o a noli
(cacao por clles le i ti prova evidentemente, que procu-
rou se coroli-ia com a autoridad dos governos ue
Franca Inglaterra, sem ter esia mesma auloridade
E anda suppondo, Sr., que esta notificarlo fsso da-
da em virlude de instrucrOes realmente dadas sob o pu-
nbo dos soberanos de Inglaterra e Franca, e em virlu-
de do que se supp5e ser aulnndade legal, este bloqueiu
neo serio menos nullo e contrario aos Jireilos das na
Emconsequencia, Sr., eu, em nomo dos Estados
Unidos da America, protesto pelo presente contra o
intitulado bloqueio, mal denominado; o pelo prsenle
vos inliirri.il, que por parle dos Estados-Unidos da A-
merica o dos seus cidados serad (citas reclamar Oes poi
quaesquer datnos, ou prejunos, quo elles possao sol
(rcr em consequencia d'esses actos legaes. Sou, Sr..
vosso amigo e obediente servo uilherme lirent Ju
nior, enearregado do negocios dos Estados-Unidos de
America cerca da Conledoracfio Argentina.
MINISTERIO DA FAZENDA.
MONTEVIDEO. 30 DE SETEMBRO DE 1845.
A fim de fater eunrwrrer aa medidas tincis para a ef-
freliiidadc do bloqueio que declararan <> representan
les das altas poliuria* interventoras em todas seoslas
uecupailaa por forjas dependentes do govrrnudor Rusas
e aeus trnenlea no territorio du catado e da provincia de
Buenos-Ayres, o governo deoreta:
1.* Que de boje em dianlo nao se d despacho pela
nlramirgna do calado n navio algnm, qne carreguc mrr-
cadori oicnle preste Ranea idnea de nao locar nem faier ne-
iibnma especie de ronimercio nraportoa que forlo de-
clarados em filudo de bloqueio.
2. Na capital, aa finuras serio lairadas nocartorin de
registros por inundado especial, eso cada caso, de nina
oommiasu mixta que se formar para cale rffeito d
tres individuos, um nomeailo pelo governo, c os uniros
Inus |ielos representantes das alias potencias Interven-
toras) c as mitra- nHaiidegns, na repartidlo do alcaide
ordinario, onde o liuiiver, ou, na fulla delle, un residen-
cia do juil de pe; compondo a conimiasSo o aTeanlc ou
jnis, rlief pulilicu, se o liouvcr, e o ebefe militar d
ponto, e. na falta drllu, n iiuiiiediaio. pra rupprir so
c liefr poltico designn-se o recebedor un quem suas ve-
les firr.
3.* O valar da Ranea ser do duplo dos objecios des-
pachados.
Protesto do enearregado de negocios de Portugal.
LogerSo e consulado goral de Portugal Buenos
Ayres, 24desetombro de 1845. Illm. Sr. Tenho
a honra de aecusar a recepcao da nota, que V. S. mr
dirigi com data de 22 do corrente, na qual me com
niunica quo em virtudo de urna decisao tomada
em Montevideo pelos Exins. plenipotenciaiios de Frsn
en e dn Inglaterra, est declarado o bloqueio das costar-
e porlos da protincia de liuenos-Ayres, que ser posto
pela esquadra combinada d'aqu Has potencias, qua-
renta e oilo horas depois da data da mesma nota ; e
que quinte dias setao concedidos para a sahida das em-
barcatfles, O uso consuetudinario das nacfles tem
legalisado o principio do manifestar os fundamentos de
lodo o bloqueio ; esta circunstancia se orn to no pre
sent caso, dandu-so lugar u dedueces equivocas aos
agentes dss narOes neulraes e seus governos ; porque.
sendo o bloqueio urna medida hostil nao s aos bloque-
ados, mas tambem a todos os neulraes, he obvio,, que
nao se Ibes deve occullar os lund .mentor de um acto de
tanta transcendencia : sirva de exempto a participaran
do bloqueio posto pelo contra-almirante Irancei M. Le
Blanc. em 28 demarco de 1838, na qual, nao s an-
nunciava as causas fundamenlaes d'aquelle bloqueio,
mas tambatn invorou o nome e eutorisaco do seu go-
verno. Scja-me permiltido, tambem, recordar a V.
S., quo todas as espcculatdes mercantil no Rio da-
Prala, n'esles ltimos (empos.se leem (cito debaixoda
garanta dos meamos governos, em cujo nomesioago
ra interrompidas ; as repetidss declaracdes dos minis-
terios francrz e ingles as suas repectivas cmaras, ins-
piraran confianza ao comniercio dos neulraes, para en-
viaren! seus navios e capilaes a Buenos Ayre ; aquel-
las foro communicadas a seus agentes, e urna d'ellas
nao deixava o menor duvida sobre asintrngdes de re-
conbi cer e respeitar o direito negado ao governo argen-
tino, do bloquear do modo, que melhor llie convirsse,
o porto do Montevideo. Estando o governo de Bue-
nos-Ayres ( escrevis S. Exc. o conde o'e Aberdeen so
ministro de S. M. B. n'estu cidade, no l.de agosto'de
1843) em guerra com o de Montevideo, tem direilo
de impartir as ordens que conteem o ofilcio de S. Exc.
D. Filippe Arana ao general Drown, do 19 de mar-
co.. tem direito beligerante e impr nos porlos mi-
migos, j sejs um bloqueio estricto, imp dindo toda
a entrada a elles por meio de urna forca adequada, ou
modificar tal bloqueio, limitando suas restrrccOes a vi-
veres e munirofS de guerrs. Longe de mim preten-
der investigar us motivos, que impellem aquellos Srs.
para as desvisrem dss declsrsces olficiaes d'esla rete
renoia ; porm, nlo po'deodo ou recooheeer como bel-
ligeriote o governo de S. M. o rei dos Franceses, e o
deS. M. Britannica, porque at agora nlo bouve de-
clareci de guerra aoda Conlederacio Argentina; nem
como frca adequada para bloquear as costal d'elli e da
Repblica Oriental do Uruguay as que actualmente se
schSo no Rio-da-Prala, nao devo guardar silencio
qusndod'islo resultao graves prejuizos aos bem ei
peisoss de mous compatriotas. A forma por que be
eslabelecido o presente bloqueio, e o foi o doi porto*
da Repblica Oriental do Uruguay, esta em oppoiicao
com o que ltimamente tusteotarlo os commandantes
das (oreas navaes de S. M. o rei dos Francezes e de S.
M. B. Quando em Janeiro d'este anno o governo Ar-
gentino decretou o bloqueio rigoroso do porto de Mon-
tevideo, coocedia o prazo de 40 dias psra sahirem as
embarcaeSes, que all existiio, e o commaodaote da
estacio naval de 8. M. B. pao s exigi a prorogscao
d'aquelle praxo, mas tambem reclamou indemni-
sacoes por qualquer perda a que (icassem expostosos
subditos inglezes, em consequencia do exercicio do blo-
iiueio proposto, com respeito sos navios britsnnicos
indos de ultra mar, e que sshissem do porto da sua
partida antes de receberem a noticia do estabelecimento
do bloqueio. Ora, le aquello prazo era insufficieate,
nSo havendo all eargsi, he claro, que o de 15 dias,
arbitrado agora, longo de hostilisar o bloqueado, pre-
judica intilmente o neutros exportadores, muitos dos
quaes toem fructos armazenados para embsrcsr; se en-
tilo se exigs lempo para que na Europa se soubesse
d'aquelle bloqueio, quando all exists j o parcial, o
olo bavia, nem tantos inleresses, nem tsntos consu-
midores, nem se tinbao dado as garantas, quo menci-
one!, fundadas em vsriss deelaraedes dos ministerios
francez e inglez, porque so concedem spenss 48 horss
deprszoaqui, tres diss em Msldonsdo, edozedissno
Buceo? O contra-almirante M. Le Ulano tambem as-
signalou 40 dias psrs s sahida dai embarcacSe mer-
cantes, e nao sendo bastantes, os prorogou, quita em
considerscao immensa distancia d'este ancoradouro,
aos fortes ventos e roaos tempos, que reinSo com fre-
quencis ; porm, no setual bloqueio nenhuma d'eslas
eonsideracOeg se leve presente, nem que i 3 horas ds
tarde se suspenden! todos os trsbalhos e negocios. Pou-
cos ignorio, e creio que V. S. o sabe, as causas ds
prolongacio da guerra u'esle ltimos annos, a in-
gerencia dos que deviso ser neulraes, e que, para
cohonesta-la, se improvisarlo pretextos. Creio, que
V. S. ssbe tsmbem, porque he notorio, que tods a Re-
publica Oriental do Uruguay eslava em tranquillidade
e obediencia ao general Oribe, menos a cidade de Mon-
tevideo ; quenSo he licito, dix um celebre publicis-
ta, contestsr s legitimidade de um governo cuja exis-
tencia como tal he comprovada pelo (acto de obediencia
dos povos ; que nos portos da mesma repblica ba-
via grande moviinonto commercial ; que guerra to-
cara j a conclusio e termo final ; e que, quando a to-
dos alegrava o porvir de urna paz e tranquillidade du-
radra, que os in lemnisaria das grandes perdas o dam
nos soflri los, vem com senlimento, que aquella le
reascende, e so sacrificio os restos do que tem podido
-alvar. A' vista, pois, do expendido, eu faltaria ao meu
dever se, no acto de reconhecer, como reconheeo, o
bloqueio que V. S me notifica oa nota a que respondo,
**--, ----- -!* f.iil hSmsS piel Jaanot,
perdas, violencias e prejunos ja soflridos, o que soflre-
retn os subditos de S. M. F., tanto na repblica Ori-
ental do Uruguay, como na Argentina, pelas causas
do que faco mencio. Confio em que este meu procedi-
nieniu nao ser falsamente interpretado; creio, que nfio
ultrapassei as terminantes e reiteradas ordens do meu
Ilustrado governo para guardar a mais perleita oeu-
tralidade ; e assevero, que conlinuarei a cumpr
las como devo. Aproveilo esta occaso para saudar a
V.S e reiterar os protestos da minba maiqrconside-
racSo e a proco.
Doos guarde a V. S. muitos anuos. lllm. Sr. ba-
rao J. de Marsuil, enearregado de negocios de Franca.
Leonardo de Souta Leile Atevedo.
{Scntinella da Monarchia).
mas desetembro proiimo plisado. Oh barbaridade.'
Duas meninas de 9 e de 10 annos, que anda trequen-
Uo a aula de primeira* leltras, deieodo facer urna visi-
ta, forSo confiadas i tres mulheres, cujs ssntidade pro-
clamao ; mas, Srs. Rededores, que responderlo essss
bypocritas pela falta das Gibas la guarda, quando
ellas mesmas condumio si ditas meninas ao lugar di
nova matrii deS. Jos(ooCotturne), eahi seduzirto,
e pretenderlo (brear a mais velha 1 seguir para fra
dests cidsde. acompaohsda de um homem e dous sol.
dados do corpo de polica, os quaes, deveodo cumprir o
seu dever, que ers recolher todo o rancho ao respecti-
vo cslsbouco, conteotsrio-se em aroeacs.-los, recuando
de execotar semelhante barbaridade, reprehendendo, a
perguntando so malvado do interesssdo roubador 0
que ia elle fazer com aquella crianga 7 Todava o ty.
ranno tomou-a pelo braco, e quena, lem embargo, que
ella o aoompanbasse. Era tal agona, que aquella in-
nocente padeca, que nlo poda responder a algumsi
perguntss que os dous policiss Ihe fsxilo : mss, final-
mente, o Ente-Supremo, que oos olha com misericor-
dia, fes desvanecer a intenco daquelles malvados, a
tornsr ao seio materno as victimas innocentes ; sgrsde.
oendo-sc com tudo aosditosdoussoldsdos por embars-
Carom (sendo para sso chsinadus) e nlo consentirem,
os malvados eflectuassem a sus empresa. Advertimos a
esses soldados, que, em oulro caso igual, comprao a sua
obrigaco. pois que lemelbante crime deve ser punido
rigorosamente.
Queirio, Srs. Redsctores, por obsequio, inserir no
seu mu conecilusdo jornsl ests publicacao, (cando Iba
obrigadissmo O Observador.____________________
COMMEBCIO.
Alfandega.
Reniiimknto oa du 11.............. ,.S:5170il
Desearregad koje 13.
lirigue Triumphante inercadoiias.
Patacho Fsiicharutos.
Consulado.
RENDISIENTO DO DU 10.
Gersl350*663
Provincisl-53j30l
luviDuentu do Porto.
BUENOS-AYSEa, 29 DE SETEMBRO DE 1845.
No dia 24 do correnle foi posto cm eiee.uclo o blo-
pieio ile.-tr porto c de toda a provincia ; e bem que esln
ludida lia de vir a ser moa tonto de malea incale-uiaveie
para esta praca, eoniluilo por eniquanti fes o beneficio
le m Iborar n aurlo de .ilgmis lo|intos que iao em breve
suspender os sena |iagamcnlos. Nola-ae p..reiu iniiila
friera nu ooiiimerciu e pouco se podo vender oro gros-
u. Vio sabemos lealinenle o i|oe eoniem faier, surca*
lisar j os gneros que lemua em aer pelos preces pou-
co favoraveis que otferecrm, uu esperar. A populafao
ai-se retirando ; o embarque do gculo lio immeiisu ; o
governo nao ae nppu i sabida dos estrangeiroa ciato
tai licar to pobre e lo deserto, que, comu disse, nAo
se s-.be o que mais cunviu faier.
Estamos aoh o terror daa oseillactV metallieas e das
inedidns cxlruordiiiarias, que ninguem pode cunjeolnrar
al onde serlo levadas, mus que seguramento arrio vio
lentas. A opiuiio gcral lio que nos llevemos retirar em
i|ii.iiuo lio lempo, e auppnnbu que he o que prevalecer'
l'or ora pnrm, compre dise-lo, nao paaaa tudu do re-
cejos, mas como nos nlu podemos esquecer Jas ma-
tancaa nuterioies, bem fondados paroccra aer eaaes re-
cejos.
O general Rusas acaba de permiltir a inlroduccio dos
eneros do Paraguay, cuja entrada linlia sido prohibida
lia lempo, lcndu-se mandado sabir os barcos que d'alli
dudaran earregadua. liases barcos eslo pelo Paran e
virad desearregar provavclmento nas Cundas. Como
lem a burdo cerca de 60 mil armbaa de malte o 20 mil
jimbas de fumo, a sua entrada causar grande prejuizo
"oa mesinos gneros du Brasil que tomua em aer.
C ni tu particular,.
(/. do Comniercio,.
I
Navio entrado no dia 11
Richmond (Estados-Unidos) ; 54 dias, brigue sme-
ricano James C^wperthiwait, de 170 toneladas, .ca-
pillo Andrew I). Evans, equipagem 8, carga fari-
nba de trigo, bolaxioha, cha e fazeoda; a Ma-
theui Autin & Compaohia,
Navios tahidos no meemo dia.
Portoi doSul; vapor braiileiro mandanle Manoel dos Santos Oroellai. Passageiros;
os que trouxe das provincias do Norte pira ai do Sul,
o mais o leguiotes: Antonio Caetano de Almei-
da Babia, Francisco Pereira Uulrs, Eleuterio, esers-
vodomesmo, Msnoel Mara do Amaral, Jos Bo-
telho de Araujo Carvalbo, Jaques, escravo do mes-
mo, Carlos Msrtins de Almeida, Jorge, escravo do
mesmo, Carlos Ferreirs Franca, l.uii, escravo do
iiieaino, Jos Manuel francisco Ramos, lienvenu-
to Augusto de Magalhies Taques, Jovits, esersvo do
mesmo, Virgioo Henrique Costa, Primo, escravo Jo
mesmo, Luiz Antonio Pereira Franco, Joto, esers-
vo do mesmo, Manoel Alves Begsu, Baltbarar de
A rao jo A raga I Bolclo, Mar ti nbo escravo, do mesmo,
Pedro Mus Bsrreto de Arsgio, Amado, esersvo do
mesmo, doutor Leoosl Estellets Fernandos Netto,
Pedro Epylanio Soares, Beato Bitencourlh Berenger
Cezsr, Csetsno Xsvier Dinit Jnior, Procopio Mar-
ques de Araujo Lopes, Anastscio, escravo do mesmo,
Jlo Lentrozeda Cuoba Paranagua,Nicolao, esersvo
do mesmo, Domingos Gomes Ferreira Velloso, Sa-
lustianoo, escravo do mesmo, Adriaono Jos Leal
Jnior, Adolfo, escravo do mesmo, doutor Domin-
gos Riheiro Folba, e Francisco, criado do mesmo,
Bra'sileiros.
Porlos do Norte ; vspor brasileiro S. Salvador, cotn-
mandanle o 2.a lenle Antonio Carlos de Azeredo
Coutinho. Passsgeirs; os meamos que trouxodsi
provincias do Sul para as do Norte, e mais o seguin-
tes : Guilberme Reid, Ingles; Josquim Jos Ro-
drigues ds Cunha, D. Anna Mara do Reg, Brasi-
leros, e utn cabo do batalhio de fuzlelros.
ObservacaO.
Dio se os dous vspores como ssbidoi nests data (11)
por lerem Isrgado depois de meis noule.
Editaes.
Coii.mu listado.
____ s
IADE
A ENFERMIDSDE DO SR. DR. COMES.
O no-so amigo contina no mesmo estado, que hon-
tem relatamos, e ha toda a esperanza, de que ser sal-
vo; que ser preenchidos os nossos votos, que slo os
votos dos babitanlea dests cidade, os votos da huma
mdadi", assim inleressada na vida do seu amigo e bem-
(eilor.
^^^^ Por um amigo
:.
Correspondencia.
Srs. liedacloies. Um caso horroroso leve lugar do
- O Illm. Sr, inspector da Ihesouraria da lasen Ja
manda convidar os credores ds divida publica fundada
porquaotias maiores de 400,000 rs., para apresenla-
rem os respectivos conbecimentos, s fim de serem psgos
em apolices. Secretaria da Ihesouraria da azenda de
Pernambuco, 7 de novembro de 1848. O ofllcial-
maior, Ignacio dos Santos da Fonseca.
- O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria da laienda
dests provincia, em cumprimento da ordem do tribunal
do Ihesouro publico nacional n. 107, de 23 de agosto
ultimo, abaixo transcripta, manda lazar publico, que,
do primeiro desetembro de 1846em diante, se prin-
cipiar a laxer, nests provincia, o descont de que trata
o artigo 5 ds lei de 6 de outubro de 1835, nss notss
de 2,000 rs. da 1.a estampa. Secretaria da thesoursrii
de Pernambuco, 13de desetembro de 1845.
O oflicisl-maior,
Ignacio dos Santos da Fonteca.
Ordem a que se refere o edital supra.
N. 107.Manoel Alves Brsnco, presidente do tri-
bunal do Ihesouro publico nacional, con forma ndo-sa
com o parecer do concelheiro de estado, inspector geral
da caixa da amortisaclo, ordena que o Sr. inspector da
Ihesouraria da provincia de Pernambuco mande an-
nunciar pelos periodcus, eporeditses, que, do 1 le
setembro de 1846 em dante.so principiar a faier nes-
sa provincia o descont de que trata o artigo 5 da lei
de 6 de outubro de 1835, naa notas de 2,000 da 1.a
estampa, mandadas substituir pela ordem da 27 du ju-
dio do anno passado; devendo o mesmo Sr. inspector,
logo que receber ests ordem, trsnsmiili-ls a todas ss
esiscdes de lazends ds provincia, para laserem os com-
petentes anouncios pelas lolhas oode as bouver, ou por
MUTILADO J



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^
eclilaes, a fim.de queiStUnh* diiio eonhecimento em
todos o lugares di provineis, e lenbio os seus bsbitan-
Im o lempo Decenario ptrt as spresentar na thesoura-
ria O que o Sr. inspector, cumprir. Thesouro pu-
blico nacional, em 23 de agosto de 1845.Aanoel
.4/mi Braneo. Cuoipra-se.Tbesouraria de faien-
da de Parnambuco, 12 de setembro de 1845 Silva.
DeelaraQes.
O arsenal de marinha precisa, para a obra do
caes, no fundeodouro deste porto, de setenta milheiros
de lijlos de boa alvenaria, 25 barricas de cimento, e de
oitocentos palmos de pedra de cantaria com as dimen-
s5e que forem convenientes, e se diro" no acto
contratar a compra de todos estes objectos. As pessoas,
que se popozerem rndelos, poderS apresentar as suas
propostas na secretaria da inspecclo do mesmo arsenal,
em cartas [lechadas, no dia 13 ilo corrente mes, pelas
1 1 horas da manhaa.
Secretaria da inspecclo do arsenal de marinba de Per-
nambuco, 11 de novembro de 1845. O secretario,
Alexandre fodrigues dos Afijos.
' Cartas seguras eiistentes na adminatraclo do cor-
reio para os Srs. : Dr. Antonio Baptiila Gitirana,
Francisco Manoel da Cunba Medeiros, Jlo Frsncisco
Cbaby. Manoel Jos Machado Malheiros.
Aiministrac&o do patrimonio dot orphdot.
Nio tendo eoncorrido licitantes i arrematarlo das
rendas da casa n. 4, sita no largo do Paraizo; a mesma
administracio marida farer public, que anda vai no-
tamente praca, no dia 15 do correte mes, ao meio
dia, pelo preco de 400# rs. annuaes : as pessoas, que
se propozerem dita arrematado, poderlo compare
cer na casa das sestees da dita administradlo, com aeus
fiadores. Recife, 10 de novembro de 1845.J. M.
da Crus, esatipturirio.
COMPANHIA DO BEBIRIBE.
Slo convidados os Srs. accionistas para a segun-
da reunilo etn assemblea geral, de que trata o art. 17
elle qaadra qoanto inteniou intilmente lrlbuir-me. Joanoa, aalada por 300* rs., Gertrudes avadada
> Sr. Cunhan.c..mpreli^nd<. bem aaplTra. dami-Jpor200 rs. i chapeos de seda brsnca por 8rs..
- urna armado de loja com baldo, avallado em 128
nha primeira respnsta.e.deixand de dar lli<-> o so
lido agogico,insisto em que em urna de nnaaaa ounfubu-
lacciea 3o oonversacee fainUiare, eu opada redmir, o
ha ver a mira a resal va, que I he dera sen cimbado: nio
pretendo continuar em urna diaorptacSo, quo pode pro
Hiiiir oousaa desagradareis, limitu-ine a declarar pecan-
te todo o publico, oro alto bom som, q'ue o Sr. Cunba
tem fallado a verdade com a maior imprudencia ; e des-
de j o empraio para que afuroe, solicite com diligen-
cia, e aprsente provaa de ter eu reoebido de anas mina
casa pretendida resalva que, afllrma, Iho paasra o
Sr. Domingos Antonio Gomes Guiroarles : nio o faten-
do aera reputado por uro vil calumniador.
Jote Mtndei de Freitai,
dos estatutos, a qual ter lugar no dia 13 de correte,
pelas9 boras da manhaa, no escriptorio da companhia.
Recife, ti de novembro de 1845.
O director.
Jos Hamos d'Olt'caira.
O caita da companhia do Bebiribe avisa oa Srs.
accionistas, cujas entradas se achlo em atraso, que no
dia 13 do correte ba reuniia em assemblea geral dos
accionistas, e que abi serio publicados os nomes de to-
dos aquellos, que nao estiverem em dia; os quses, alm
disto, arriscao-ae a perder as suss entradas, se assim
se deliberar na mesma reunilo, de eonformidade com a
disposicio do aft. 90 dos estatutos.
Ocaixa,
M. G. da Silva.
PUHLICACAO LITTERARIA.
As obras completas do Abbade de La. Mbnnais,
em 12 voluntes, em trances. Ricamente encadernadas
em bezerro, com o retrato do autor i (rente. Vendoiu-
se na ra do Crespo, loja de Campos & Maya, o. 8.
A abaixo asignada, viuva do fallecido Jlo Gnal-
borto de Souta.cbegando anseu oonheciinento.qne teem
de aer arrematadas trea esoravae, Joanna, Gertrude
e Juliana, por divida de seu genro Jos Mara de Amo-
rini Jnior, por exeonclo da faienda provinoial, pnr
eale declara, que aaditaa escravaslhe perteneci por par-
tillia d seu finad marido, como provar era jui;o com
u sen formal de partidlas; e deado j protesta sobre esta
praga com legtimos embargos de lerceiro.
Anna Joaquina da ConceicSo.
Quinta feira,13 do oorrente.as 4 horas da larde, na
porta do juit dos fritos da falencia, be a ultima praca
para arreroataco,pi>r venda.da casa n. 13 da ra do Ca-
labooc, avallada por 1:8008000 rs. clifloa foreiroa;
a qual he do casal de Manuel Vidal de Assumpc&o, nasa-
do quefoi com Filippa Mnria da Trindade.
Prcoisa-se de um bnm aiuassadnr, na padaria do
attorro da Boa-vista, n. 66, subjeiUndo-se igualmente a
entregar pi un urna frcgueiia da mesma casa ; a pin-
ina, que quiser, dirija sea mesma padaria.
A abaixo asaignada,declara, que, tendo dessppa-
recido no di* 2 do corrente o seu escravo Jlo, no dia
10 appareceo, tratendo comsigo urna preta, e urna pe-
quena oria.que elle dis seremsuas mulbere filba.quees
tavlo em Cruangi, sendo seu senbor Manoel /Vives Be-
zerra; e assim, para evitar toda a respoossbilidade, pede
a pessoa autorisada.haja de comparecer na ra estreita do
Roiario, n. 30, segundo andar, a ajustara venaa o as di-
tas preta e crie. Conian/ino Jacintha da Molla.
O Sr. Antonio dos Santos Borges queira, no pra-
ao de oito das, cootados da data do presente, vir remir
uns penhores, que deixou em mo de Joaquim Antunes
da Silva, pela quaotia de 45*000 rs.; do contrario se
rio os ditos penbores vendidos para pagamento da dita
quanlia, visto que j se venceo o prazo, estipulado pelo
dito Sr. Borges : e psra que se nio chame ignorancia,
se laso presente annuncio.
= A pesaos, que annunciou no Diario de hontem,
10 de novembro, ter um moleque de 18 snnos para alu-
gar, queira dirigir-so a nova padaria do Aterro, nu-
mer 41.
asa Na ra estrella do Rosario, n. 23, loja de chape-
leiro, aiem-see vendem-se chpeosle seda para Sra.,
vestidos, touquiobas de meninos, e oulras omitas ga-
lanteras.
Aluga-se o sobrad dedous andares na ra do
Livramenlo, n. 21, com bastantes commodoi: a tratar
com o dono no pateo de S. Pedro, sobrado n. 16.
= tloga-se ao Sr. Caelano Aureliano de Curvadlo
rs., e de renda annual as casas, na ra do Pociabo, o.
6, avahada em 43,200 rs., e a do becco dos Querais,
n 13, avaliaJa em lOOj rs. annuaes; tudopor eiecuslo
da faienda provincial.
Casa da Fe'.
RA ESTREITA DO ROZARIO, N. 43.
Tendo de correr a lotera.do Ibeatro, confrmese
marcou, no dia 25 doconente, o cautolhsta da cass da I"'
F, de novo convida aoiamantes de um jogo tao inte-f y
ivisos martimos.
= Psra o Rio-da-Jaueiro ssbir impreterivelmente,
at o Um do correte mez, o brigue D. sfffbnso, com a
carga que tiver : quem nellequiter carregar, ou ir de
de passagem,para oque tem excedentes commodos,diri-
ja-so ao capilio, ou a ra da Cruz, o. 45, om casa de
Nascimento Scbaefftr & C*
- Para o Cear sai impreterivelmente, quinta-feira,
13 do corrente, o brigue brasileiro Echo, capillo Ma-
noel Jos de Aievedo Santos: psra o resto da carga *
passageiros, psra o que tem bons commodos, traa se
na ra da Cadeia-Velha, armatem, o. 12.
= Yende-se urna barcaca, que pega em 24 caixas
de Mancar i goslo, construida de boas madeiras, e feita
as Alagoas; est prompla deludo; be nova; anda
nio le viagem alguma, excepclo da em que veio de-
pois de acabada ; e be muto boa de vela : quem a qui-
sef, procure a Aolooio da Silva Gusmio, oa ra do
Queimado, n. 39, e, na sua falta, i seu caiseiro Maa
- Para Genova ssbir com brevdade a polaca sar-
da Ilota, capillo Dodero; recebe alguma carga a frete:
quem na mesma quizer carregar, ou ir do passagem.
para o que tem excedentes commodos dirija-se a casa
I de Nascimento Scliacler & C ra da Cruz, n. 45.
Para a Babia segu em poucos diasopalacbo Flor
\do-Marotm; recebe carga e passageiros : quem no
Imesmo qui/er carregar, pode entender-se com os
I consignatarios Amoriin Irruios, ra da Cadeis, n.
145.
Para o Ass parte, com a maior brevidade possi-
hel, o bergantim nacional Fiel, deque heeapitio Ma-
Inool Marciano Ferreira ; recebe nicamente alguma
[carga miuda e passageiros, para o que tem os mais ex-
cedentes commodos possiveis: os pretendeotes tratem
[com Firmino Jos Flix da Rosa & Irmio, na ra do
I Vinario, o. 23, segundo andar, ou com. o referido ce-
I pillo.
Leila.
O corrector Oliveira ar leilio de variado sorli-
I ment de (alendas inglrzas, fraocezas, suissas e alie-
mies, de seda, lia, linlio e algodlo, proprisa do merca-
do, ss quaes teem de ser vendidas, sem reserva, algu
I mas a prazo, e nutras a dinlinii o vista; boje, 12 do
Icorrente, as 10 horas da maobia em ponto no seu
I escriptorio, ra da Cadeia.
Avisos diversos.
A CARRANCA.
Sabio boje o n.* 42 e acha-se a venda,
Independencia, livraria nmeros 6 e 8.
na praca
da
Q LIDAOR.
U o. 6(i acbar-e ba a venda m 3 hi ras da larde, na'
(praca 4a Independencia, livraria ns. 6 e 8.
O abaiio asiia,nad>>, respondendo pela ultima ve ao
Sur. Antonio da Cimba Soares Guiniaiiea, principia
por declinar para o aieamo Sr. Cunta Inigi.agem SNHI-
IviriiHj, cora que sem deferencia moral publica pre
I leude conspuroar aa paginas do Diario, viato que s a
Couto, baja deapparecer no Aterro-da-lioa-Vsta,
!im de concluir certo negocio, que o Sr. nio ignora.
LOTERA
DO
THE A TRO.
Acha-se designado o dia 25 do presente mez para
terem as rodas desla lotera o seu iuiprelerivel snda
menlo. Este andamento lem de ser realisado na for-
ma do novo regulamento dado as loteras, e alm disto
o crdito,de que esta mesms lotera sempre gorou, des-
animar osamadoresa conoorrerem pars a prompla vonda
dos respectivos bilhetes,qoe se schio expostos na loja do
Ihasoureiro, ra do Queimado, n. 39; na do Sr Me
neies Jnior, ruado Codegin; na botica do Sr. Mo-
reira, ra do Cabug; e no bairro do Recife, as lojas
de cambio dos Sis Vieira, e Manoel Gomes.
Cumpreso thesoureiroadvertir que oplano,que regula
esta lotera, be novo, e vai abaixo transcripto,e por elle
erad os interessados.quo os premios,que lliescouberem
em sorle, Ibes serad pagos sem descont algum, a ex-
cepclo somonte dos dous praieiros premios grandes,
que na (orma da lei esto subjeitos ao descont de 8
por cenlo a favor do tbesouro publico.
PLANO
Para a exlraccdo di cada urna das mtias loteiias con-
cedidas a favor das obras do ihiairo publico da ci-
tiade do Recife.
3750 Bilbetes a. 8,000 ris 30:000,000
20 por cenlo de be-
neficio e imposto 6:000,000
Sello de 3750 bilhe-
6:562,500
tes a 150 is. 662,500
Liquido
1 Premio de .
1 Dito de . . ,
2 Ditos de . a 800,000
3 Ditos de . # a 400,000
5 Ditos de . , aoo.ooo
8 Ditos de . 100,000
16 Ditos de . - 60 000
24 Ditos de . t 40,000
32 Ditos de . , , 20.000
1166 Ditos de . ' 8,000
2 Diloa 1. e 2.' brancoi 94,760
23:437,500
1250 Bilbetes premiados
6:000,000
2:000,000
1:600,000
1:200.000
1:000,000
800,000
800,000
960,000
640,000
9:248.000
189,500
Rs. 23:437,500
2500 ditos brsncos.
3760 ToUl.
N. B. Os dous ltimos premios l.'e 2. brancos de-
vem caber aosdous primeiros nmeros quese extrahirem
depois de esgntada urna doa premios, ns Inrma do re-
gulamento n. 357. Appprovo. Palacio de Pernambuco,
6de maio de 1845. Almeida. Conforme. Joi
Ignacio Soares de Macedo, official da secretaria.
- Na tarle do da 13 do corrente mez, na portado
doutor juis dos feitos da laienda, se ha de arrematar,
por venda, Julianos, eteravs, avadada por 350 r.,
ressante a continuaren! com mais promptidio na com-
pra dos bilhetos, e da: suss cautellas ; visto que o an-
damento das rodas deve ser infallivel. O interesse, que
se pode tirar deste jogo,est na brevidade, com que an-
darem a> rodas: e achando-se designado o dia, os ama-
dores devem reconhecer facilm nteque quanto mais te
omorarem na compra dos bilhsies, na expectativa de o
fa>eretn nos das prximos annunciados, tanto mais
concorrem psra o empate,e relardaclo da eilraecio. Ao*
bilbetes, e as cautellas, pois: conlom com boa (elicida-
de, se tiverem (.
Preciss-se de ums pessoa psra caixeiro de ra, e
se Ihe entregar a cobranca de urna cass de negocio, que
enteoda de escripturacio, e que seja Brasileiro ; quem
quizer, annuncie para ser procurado.
Aluga-se, pelo lempo da (esta, o sitio pertencen-
te Jos Joaquim Pereira, na Passsgem-da-Magdale-
na ; quem o pretender, dirija-se a ra do Cubug, n.
16 ; onde se vende tambera um cavado com todos os
andares, e boa figura.
Preciss-se de um Portuguez para caixeiro d'uma
venda ; a tratar na ra Direita, da povoacio dos A To-
gados, n. 28.
Aluga-se urna casa no Montero, com duas salas,
tres quarlos, quintal oras portio para o rio, e estriba-
ra, ptima para se passsr a (esta ; na ra da Alegra,
n. 36, ou na ra estreita do Rozario n. 3.
O Nazareno o. 133 esta' a venda, oa casada F,
ra estreita do Rozario : trat artigos sobre o Praieiro
e seu cynismo, e sobre outros objectos de grsnde inte-
resse.
Manoel Baptista Sanches retira-so para sua pro-
vincia, levando comsigo seu escravo de nome Luiz.
Christovio l'rala, subdito Sardo, retira-se desta
provincia.
A Sra. D. Polucena Roa dos Prazeres queira
mandar procurar duas caitas vindas do Kio-de-Janeiro;
na ra da Moeda, em casa de Silva & Grillo.
Precisa-se de um caixeiro para tomar conta de
urna padaria por balando, que d fiador a sua conduc-
ta ; quem estiver nestas circunstancias, dirija-se ao
Manguinho, n. 5.
Arrenda-se um sitio no lugsr do Caldeirero, com
boa casa de sobrado, muto frisca ecom todas as com-
modidades, coebeira, estribara, casa para pretos, boa
cacimba, e com fruteiras do todas as qualidades ; quem
o pretender, dirija-se so armaiem de capim da ra da
Concordia, n. 25, que achara' com quem tratar : no
mesmo armatem vendem-se 40 o tantas otavas de ouro,
em obras.
Manoel Candido do Nascimento las sciente ao
publico, que de boje em diante se assignara' Manoel do
Nascimento Capilla.
- Aluga-se ums casa terrea, na ra da Gloria, com
Om bom quintal, e commodos suficientes para qualquer
familia, e preco commodo : a tratar Da ra da Peoba,
n. 6, primeiro andar: na mesma troca se um rico ap-
parador de madeira, de fra, por um piano, voltando-
ae o que fr de direito.
- Prrcisa-se d'uma ama secca de bons coslumes,
que saiba cozinbar, ensaboar e engommar, para casa de
pouca lamida. Dirigir-se ra do Rosario estreita o.
30, lerceiro andar.
Joaquim Antonio da Silveira embarca para o Rio-
de-Jaeeiro o seu sobrinbo menor Antonio Joaquim
Teixeira.
Aluga-se o segundo andar du casa da ra do
Queimado, n. 8 ; na loja do mesmo.
Arrenda-se o primeiro andar da cass n. 69, na ra
Nova, orrado de papel e assciado ; quem o pretender,
falle, por baixo da mesma casa, no bilbar francs.
=0 corre'.or Oliveira acha-se encarregado da venda
de um mulato, com principio deoflicio decarpinteiro,
bom (rabalhador, e propno para todo o servteo ; aos
prrt.-ndeules su dir o motivo da venda.
Da-se dnbeiro a premio com penhores de ouro
mesmo em pequeas port oes: oa ra do Rangel o.
II,
Roga-se ao Sr. Silvaoo Tbomaz de Souza Maga-
Ibicso (svorde apparecer oa ra do Queimado, boti-
ca o. 15, que se Ihe dse ja fallar.
Precisa-se de urna ama com muilo e bom leite,
e aem filho : oa ra larga do Roiario, o. 39, se dir
quem pretende.
Jos Saporiti transfeiio o seu escriptorio para a
ra do Trapiche, casa n. 34, lerceiro andar.
=Alexandiino Mximo Leal de Barros retira-seda
provincia para a do Maralo, a tratar desuasade.
= Aluga-so, pelo lempo da festa, urna casa no Poco-
da-Panella, a margem do rio, junto a casa do sscris-
tio da matriz : na ra do Queimado, botica, n.
15
= Precisa-se de ums senbora estrangoira sem Tami-
lia para o seivico de urna casa de pollas psra denlro, a
excepclo de cozinbar : na ra Nova, n. 25.
=Aluga-se,por lO rs. mensaes, o 2.'andar do so-
brado da ra estreita do Roiario, o. 18 : a tratar oa
ra do Nogueira, o 27.
Antonio Jos Soares de Avellar relira-se psra o
Maranbio com sua mulher e duas lidias menores.
Lotera do Kiode~Janeiro.
Bilbetes a 24,000 rs., e meios a 12.000, que lem
de correr ueste mes: na ra da Cadeia. loja de cambio,
n. 38: na mesma paglo-se os que sabirem premiados,
e tambem das que se tem vendido.
-OfTereoe-se um moco para caixeiro de venda, do
que tem pratica, de 18 a 20anooa de idade : oa ra
Nova, venda, o. 65.
Os abaixo assignados declario, que Luis More-
ra da Silva Pinto deixou de ser seu caixeiro desde 8 de
novembro de 1846. Victorino tf Guimaraes
Na ra das Trincheiras, n. 25 contina se s
par almocos jantares e seias por preco conHhodo.
s Jos Soares d'Azevedo, professor de liogoi (ran-
eeza do I yceu, lem aliarlo em sua caa, rus do Rozario
estreita o. 30, Urceiro andar, um curso de rbelorica, e
outro de pbilosopbia. As pessoas, quo di-sejarem seguir
urna ou oulra destaa disciplina:-, podem dirigir-se a in-
dicada residencia, de manbia al'- is 10 horas,e de tarde
a qualquer horas
AUencao!
Acaba de ebegar do Rio-de-Janeiro, no brigue Bom-
Jem, o muilo superior rsp denominado Princeza-
Novo-Lisboa, sendo este o nico que se pode por a
par do de Lisboa ; as pessoas, que quierem comprsr,
dirijio-se s lojas dos Srs. Guilberme Selle, ra do
ueimulo ; Victorino & Guimaries, ra doa Qosrleis;
Antonio Domingues l'errera, ra doCraspo; no de-
posito, os ra de Apollo, n. 18.
- Precisa-se alugar um moieque, ou negro eito,
que seja intelligente, sem vicios, e saiba faier todo o
servico externo d'uma caza. Dirigirso ii ra do Rosa-
rio estreita n. 30, lerceiro andar.
= A pessoa, quo annunciou, no n. 251 deste Dia-
rio, ter psra alugar um moleque de 18 annos, dirija-se
com elle ra da Concei(io, na Boa-Vista, n. 8, que
se far negocio.
CONVENIENCIA.
Faiem-se pinturas i or preco mais commodo do que
em outra qualquer parte, tanto na praca como no mal-
lo, por haver para este efleito um completo sortimeoto
de tintas, leos, vernin-s, papel para forrar aalas, e vi-
drosde todos os tamaitos ; qusesquer destes objectos se
vendem a retalho, e em as porcoes que se pracisarem :
trocio-so imagens as mais perfeitas; assim como sa
vendem catangas grandes para presepios, e um lindo
presepio : na loja de drogas, de pintor e vidracetro,
ra das Gruzes, o. 28, junto typographia deste Dia-
rio.
A officina de encadernacio, que o padre Lentos a
Silva dirige, na ra do S. Francisco, anligamente do
Mundo-Novo, u. 66, conlina a trabalbar; e acha-se
provids de todo o neerssario para desempenbsr quses-
quer encadernai'Vs, que se exigirem, com a perfeiclo
o goslo j conhecidos do publico, e a um preco mode-
rado.
= Aluga-se o primeiro andar do sobrado o. 2, jun-
to igreja dos Marlyrios; e, como 0 dito sobrado se
acba alguma cousa deteriorado, tambem se contrata pa-
ra o pretendeote fazer os conrerlos precisos : quem o
pretender, dirijs-se i ra do Cabug, em casa da Anto-
nio Rodrigues da Cruz.
* Desappareceo do becco do Capim, da tarca para
a quarta luir, urna canoa meia abarla, com um banco
de menos, e tem pregsdas nos encolsmentos urnas arg-
as para amarrar encerado ; a pessoa, que della souber,
dirija se ra da Cadeia-Velha, n. 60, ou cidade de
Olinda, ladeira do Varadouro, reflnacio d? asaucar,
que ser generosamente recompensada.
= Precisa-se de urna ama de regular conducta, para
oservico interno de casa de pouca familia ; quem qui-
zar, dirija se Fra-de-Portas, ra do Pilar, o. 143,
segundo andar.
Casada fortuna, ra Direita, n. 12.
Continao-se a pagar as cautellas da lotera do aemi-
nario.e achio-se a venda as cautellas da lotera do tbea-
iro, que corro a 25 do correle inlallivelmente.
Joio Baptista Herbsler az certo a lodas as pes-
soas desta praga, que nao responde-por trarisaccio al-
guma, que o seu filho Jos Carlos Herbsler possa con-
tratar em nome delle pai; porque, desde 2 do correte
novembro, deixou de existir debsixo de sua adminis-
tracio.
__Ferreira & Rraga embarcio para (ora da provincia
o seu escravo Antro de naci.
= Precisa-se de urna ama deleite, parda oa preta,
forra, que nio tenha filho, e que tenba muilo bom lei-
te, para criar; na ra dssCruses, n. 22, segundo an-
dar.
= Aluga-se, por anno, urna boa casa terrea, com
grande quintal, e excedente agna de beber, murado na
frente e cercado dos lados, tem boaa laladss de maracu-
j, assemerim, parreiras, figueiraseoutrasarvores,
j dando fruto, ao pedo sitio da Sra. D Lauriana, no
prjocipio da estrada dos Afflictos ; com a condiclo de o
morador ser obrigado a entrega la, na sua sabida, com
aa nimius bemleitorias, com que a receben ; trata-so
na ra da Cadeia-Velha, n. 25.
= An1onio Gomes da Silva, piloto examinado do
alto mar, fas pul liro, que ensina a aite de pil lo, prati-
ca e theorica, assim como apona agulbas de mariar
por novo melbodo, e conceita varios instrumentos nu-
ticos : lodos os senboios, que quirerem, dirijao-ae a
Santo Amaro, ao p da igreja, ou a praca do Com-
mercio, desde o meio dio at s duss boraa da tarde.
__ Aluga-se urna casa na povoacio de Apipucos ,
com urna sala grande oa frente 4 quarlos dispen-
sa copiar quintal murado estribara para 3 carel-
ios : a tratar na mesma povoacio, com Pedro Jos Car-
neiro Monteiro.
__ Aluga-se o segundo andar do sobra-
do silo na rua Direita, n. ao, com bons
commodos: a tratar na rua ,do Collegio,
segundo andar n. i/.
= Na praga da Independencia, livraria ns. 6 e 8,
subscreve-se para os
ANNAES
de
MEDICINA BBAS1LIKNSE.
Jornal mensal publicado na corte do Rio de-Janei-
ro, e orgio da academia imperial de medicina: cada
o.'cootoio 32pagioes em 8." fraoces, impreaalo ni-
tids. ,
Agencia de passaportes.
__ Na rua do Collegio,botica n 10,eno Atterro-da-
Boa-Vista loja n. 48, lirio-se passaportes para dentro a
fra do imperio,assim como despacho-se escraros'.lado
com brevidade.
Compras.
Compra-se urna escrava coriubeir, sadiaeMs
vicios : ns rua do Uueimado. Soja n. 8.
Comprio-se, para (ora da provincia, escravoa da
13 a 20 anno; teodode bonitas figuras, psgio-sebem:
na ruada Cadeia de S. Antonio sobrado de um andar
de varanda de pao n. "0.


Comprio-sejornses velhos, a 2,560 n. a arroba;
na roa da Santalla-Velba, padaria n. 98.
= Compra -te u mi ovelha, que seja grande; quem
tiver, a enuncie.
. A commissao encarregada da obra do thealio-pu-
blico precita comprar grande porc,ao de oleode linba-
ca, agoa-raz, alvaade lino, scccante, colla de pellica e
ouro em foli a : as pessoas, que se propoierem ao for-
necimento desemelhanles gneros, querao comparecer
no dia 13 do corrate, nu dita obra cima, traieodo
suas amostras, cujosprecos devem ser apresentadot em
carta fechada.
- Cootiouio-se a comprar os seguate* livros, em
bom uto, ou mesmo desencadenados, com lanto que
Ihes nSo altem folhas, a ssber: Virgilio, Horacio, Ti-
to Litio, Cartas de Cicero, com o portugus ao lado,
Magnum Lexicn, Constancio, diccionario portuguet,
da fbula, etc ; na rui de S. Francisco, antigamente
do Mundo-Novo, o. 66.
Comprio-se, para fura da provincia, escravos de
ambo; ot sexos; sendo de I'2 a 20 annos, com bas figu-
ras pagio-se bem : na ra Nova, loja de ferragens,
n. 16.
*
Vendas.
Vende-se a casa terrea da
ra das Cinco-Pontas, n. 43: na
ruados Larangeiras, n. 12, segun-
do andar.
Na r\ia das Larangeiras, n. la,
a. andar, vende-se, por milito mdico
preco, nm ptimo sitio no pateo da Faz,
povoacao dos A logados, com una bella,
nova, e espaco.sa casa, c diversos arvo-
redos de fruto, bem como larangeiras,
coqueiros, mangueiras, jambeiros, tres
cacimbas, urna das quaes be feita ha mili-
to pouco tempo, e d'agoa potavel.
CALCADO.
== Vendem se lorieguins de ponta de lustro, ditos
gaspeados, sapaldes de couro de lustro, sapillos ditos, si-
patSesde bezerro, ditos americanos, sapatos para meni-
no, bor/eguins para senbura, sapatos de couro de lus-
tro, ditos de marroquim, chiquitos de lodos os tama
nbos, botina de Lisboa, e urna grande porcio de sapa-
tcs para tropa ; na pra(a da Independencia, n. 28.
Vendam-se torradores de cal, muilo bem feitos,
a 10,000 rs., ditos maiores a 12,000 ; tamben) se fa
zem, conforme os compradores, as encommtndas : na
ra Nova, n. 27.
= Vendem-se apolices do encanamenlo ; no Aler-
ro-da-Boa-Vista, loja de ourives, n. 71. Abi lambem
se vende um habito da campanba da Babia por 6,000, e
um de Christo por 10,000 re.
Itap PcrnaiiibucaiiO
DA
FABRICA DE J. MAKTINS & COMPANHIA.
Este superior rap aioda nao be conbecido pelos
honrados tomantes detla provincia; e, nio podendo por
ai o seu autor elogiar o rap do sua fabrica, deiza para
aquellas pessoas, que delle leem lomado. A grande ex-
tracc/ao quo o mesmo tem tido, faz com que o seu fabri
cante participe ao respeitavel publico, onde o mesmo
se vende, que be nos lugares seguinlus : Recile, rus da
Cadeia, Pontes & Mello, e Guedes & Mello ; S Anto-
nio, ra do Crespo, Antonio Domingues Ferreira, ra
do Queimado, tiuimaiaes & Cruz, e Silveira & Frcitas.
= Vende-se urna (lauta, guarnecida de prata, com
A chaves do mesmo metal, por preco commodo ; na ra
Nova, loja de ferragens, n.
= Vende-se, na ra da San/alla-Velba, armazem n.
124, azeile do carrapalo, a 1,800 rs. a caada.
Nova fabrica de eipirilo e licom da trattua da
Concordia, ultima caa, n. 19.
Ha sempre um bomsortimento de licores de todas as
qualidades, ago'ardente do reino, de Franca, de aniz,
genebra em botijas e caadas, espirito de 36 graos, en
grandes e pequeas portos ; todos estes etpirilos sao
fabricados com perleicio, e as amostras sao francas aos
compradores. a
= Vendem-se 10 seceos da companbia do Beberibe;
na loja de louca, na Boa-Vista, lado do Norle.
= Vendem-se chapeos finos de castor, panno de al-
godo para saceos, e pannos finos do efires; na casa de
JoioStewart, ra do Trapiche-Novo, n 6.
m Vende-se farinha do superior qualidade, por me-
nos preco do que em outra qualquer parte ; dita mais
trigueira propria para escravos : na ra da Cruz, o.
54, a fallar com Manoel Antonio Pinto da silva.
= Vende-se, na ra do Crespo, n. II, urna escrava,
bem prendada, e por preco commodo.
= Vende-se urna escrava de Angola, recolhida, que
sabe perfeitamente coser, engommsr, marcar, e tratar
de iodo o arrsnjo de urna familia; affanca-se a eoo-
oa ra de Santa Rita, n. 20, aas 9
com os officioB de carreiro, oleiro, fabrican a
carpios de carros eispateiro: na roa da Cruz,
duela da mesna
horas em vante.
= Vende-se urna corrente do ouro de loi; defronte
de N. S. do Terco, n. 2, primeiro andar.
* Vende-se, por preco corompdo, um porta-licor;
ni ra do Crespo, o. i 2.
as Vende-se urna mesa de jantar, nova e grande,
urna porcio de ssccos vasios, novus, que servem para es-
tucar ou farinha; em casa de H. Mehrlens, ra da
Crvjr, n. 46, primeiro andar.
Vendem-se sement* do repolho, de rbanos, ra-
banetas, salsa, allace, coentro de toceira, e de cebolla
de Setubal, cbegsdat no brigve Triumphanti, de Lis
boa, omito novas; no Itecife, ra da Ciur, n. 62.
Vende-se urna casa terrea, em chaos proprios,
com quintal murado, e cacimba livre e desembarcada.
na rt>a do padre Floriaoo, n. 52; trata-se na mesma
ra, n. 54.
%s Yendom-se, por precisio, duas mulatas do matto,
urna dellas de bonita figura, e com 11 anuos de idade ;
na ra do Queimado, n. 2
= Vende-se orna armscio de fabrica de charutos,
cora lodos os seus pertenec, na ruado Vigario, n. iO;
a tratar com Guilberrue dos Santos Saies, na mesma
ru, n 10, seguodo andar. s* _
= Vendem-se quatro escravos mocos, ssdios, e p-
tima* figuras; uos sao bons trabalfcadote da campo,
alguna
de cal,
a. 3.
= Vendem-se redes polka, por serem de goslos
inteiramente novos, vindas do Maranblo neste ultimo
vapor; chapeos de crep, para senhora, prepnos para o
tempo da festa, por serem muito leves elegantes; p-
timo cha bysson da India, retalho, franqueando-se a
amostra aos compradores : na ra do Crespo, n. 11.
FABRICA DE CHOCOLATE
de Frtderico Chaves, no Alaro-da-Boa-Viita,
N 26.
Acba-se sempre prompta grande quaotidade de cho-
colate, das qualidades seguioles: canella, baunilba,
saude e ferruginoso, muito til para as pessoas, que
devem usar do fero; afiance-se a qualidade: ai a-
mostras sao sempre francas aos compradores, e se venda
por preco commodo.
O JUDE ERRANTE.
Acha-se venda esta interessante novella, na ra do
Rangel, n. 50, pelo mdico preco de800rs.; de 20
ezemplares para cima se dar algum abatimeoto, islo
por o dono querer liquidar.
RIJA DO COLLEGIO,
Loja n. I.
Vendem se superiores gravatas de selim preto a 500
rs ; casimiras, das mais modernas, a 1,200 e 1,400 rs,
ocovado; panno fino, preto e azul, a 2,500 rs.: meiaa
desenhora a 280 rs. o par; chitas de todas as qualida-
des, da 120 a 300 rs.; madapoldcs, de 140a 280 rs.;
corles de cintas de todas as qualidades, e do melbor
gosto superiores riscados franceses, a polka, a 360 rs.
o covado; e outras rauitas fazendas, ja annunciadas
neste Diario: na mesma loja cima.
= Vende-se urna cama de armacio, de aogico, no-
va, e por preco commodo : dirigir-se entrada da ra
Direita. n. 38.
= Vende-se urna escrava parda, de 17 annos, re-
colhida, bos coslureira, e com principios de bordado ;
na iua do Hospicio, n. 26.
= Vende-se urna escrava crioula, de mui bonita fi-
nura, que sabe lavar, tanto de varrella como de sabio,
cozMiba, engomma, cose e faz renda ; afianca-se a con-
ducta da mesma : na ra de Santa Rila, n. 20, das 9
horas em vante.
sb Vende se, com rebate, urna divida de 3:448,853
rs.. oirais os juros decorridos desde 6 de deiembro de
1840 : & vista do negociador se dir quem be o devedpr
= M. F. P. e se Ibo presentaras todos os docu-
mentos : a quem convier, annuncie para ser procurado.
= Vende-se vinagre linio, de superior qualidade,
em quarlolas ; na ra da Sanzalla-Veiha, n. 110.
= Vende-te um moleque peca, de 18 annos, pouco
milis ou menos; dous negros, proprios de lodo o servi-
co de urna casa, nu decampo; um mulato carreiro,
moco, e de todo o servico ; duas negras, e urna mu-
ala, bem prendada : na ra da Cadeia de S. Antonio,
n. 2o.
= Vende-se urna crthelleira para boii.eni, mui pro-
pria e bem feita, por 20,000 rs ; um carro de 4 rodas,
quasi novo ; na ra do CJueimado, n. 25.
Vende-se farinha de mandioca, a 3,000 rs. a sac-
ra ; na ra do Crespo, o. 15, loja de Antonio da Cui.lia
Sumes Guimaries.
Vende-so urna escrava moca, de elegante figura,
de 22 annos, muito boa cozinheira e engorrimadeira, e
muito diligente para todo o servico ; duas ditas mocas,
quitandeiras e lavadeiras, proprias para taboleiro de fa-
zenda; urna mulalinha e una nogrinha,de 12 annos: na
ra larga do Rozario, n. 46, segundo andar.
= Vendem-se dous molequas, de idade de 7 a 8 an-
nos, bonitas figuras; na ra da Cruz do Itecife, lojan.
43. Na mi-Mi i se vendem 900 pelles de cabra, ja cur-
tidas, por junto ou a retalho.
Vende-se urna linda escrava recolhida, de naci
Angola, idade de 17 annos : na ra do Rozario, n. 31,
primeiro andar,
I
RAPE" AMERICANO.
regulares, a polka franjas de Igodio, para cortinados
de cama e janellas, de varias larguras, brancas e de cor,
do melhor gosto possive}; um jogo de baga tolla, bas-
tante grande e rico, oom seusps, por 60,000 rs.; bo-
nitas bandejas, de lodos os tamanhos; afiladores de na-
valhis, muilo finos; cambraias finaa, bordadas, de cor;
panno para bancas de meio desala, de panno encarna-
do, de lia e de ajgodao ; bicos de linbo, fios e de va-
rias larguras; botfies de farda, de marinhs e de outras
qualidades, grandes e pequeos; bolOes de metal bran-
co, com furoa, para calcas; booitos chales de seda da
Italia, de dous tamanhos ; mantas de seda, com flores
bordadas ; superiores lencos de seda prata ; sarja preta
Bespanhola ; cortes de vestidos de leda escosseza, que,
por terem algum pequeo mofo, vendem-so baratos, e
aos oovados; na ra Nova, n. 30, loja do Quaresme.
= Vendem-se sellins ingleses da montana de bo-
mem e senhora, cabecadas brancas roldas e chata,
barretinas com apparelhos ricos para officises e soldados
da guarda nacional, talins, cananas e correiss psrs os
meamos, espadas do roca esem ella, prslesdas e de fer-
ro, bandas ricas, guarda-lamas de eouro de lustro, ch-
balas de todas as qualidades, cintos de eouro de lustro
para meninos, pannos de raassas para baiio de casti-
caes e candieiros, beterros de lustro de superior quali-
dade, marroquins de todas as cores, saceos para condu-
cir roupa em viagem, colchos de todas as qualidades, e
oulros mullos objectos por preco muito commodo : as
lujas de Joio da Silva Braga, ra Nova n. 5 e ra da
Cadeia do Recife n. 49.
- Vende-se cha bjsson em caizas de 13 libras, em
porcSese a retalho; e potassa americana ltimamente
ebegada ; meias barricas de farinha do trigo da marca
gallego : em casa de Matbeus Austin & C., na ra da
ifandega Velba n. 36.
= Na botica da ra do Rangel vendem-se os re-
medios seguintes dos quaes a experiencia tem confir-
mado os melbores efleitos : Gentlico que tem a pro-
priedade de limparos denles cariados a restituir-Ibes
a cor esmaltada em muilo poucos das ; o uso do dito
remedio fortifica as gengivas e tira o mi cheiro da
bocea proveniente nSo s da carie como do trtaro,
que se une ao pescoro destes orgios ; o remedio he
designado pelos nmeros 1 e 2 r orchata purgativa ,
mui til as enancas e as pessoas de toda e qualquer ida-
de ; he composta de substancias vegetaes nio contem
mercurio, nem droga alguma que pos prejudicsr;
remedio para curar calos em poucos diss; dito para,
curar dores venreas antigs e que leem resistido ao
tratamentogerslmenle applicado; dito para provocar
a iM'nstruacao e accelrrar a acgo do ulero nos partos
naturaes em que oio se precisa das manobras iden-
tificas da arle ; dilo para resolver tumores lymphalicos ,
vulgo glndulas; dilo para curar bobas e cravos sec-
os o mais cllicaz que se conbecc ale aqui ; dito oii-
mel de ferro muito til as chloroies, vulgarmente
chamadas frialdades ; pos anti-hiliosos de Manoel Lo-
pes ; copsolas de gelatina conleudo balsamo de eu-
pabiba ; ditas de oleo de recinos purificado ; ditas de
cubebas em p fino ; ditas de sssslelida ; ditas com pos
purgantes ; ditas de ruibarbo da Chita ; ditas de sul-
phulo dequinino de 1 e 2 graos cada capsola ; alga-
leas velinlias elsticas ; pilulss de sal de cabaciobo ;
agua das Caldas, ebegada prximamente ; remedi que
cura a frialdade dentro em 40 dias mesmo estando
inchado ; macella nova a 240 rs. a libra : o preco de
todos estes remedios he mui razoavel e os bons re-
sultados da sua applicacSo lie que devem fazer a sua
apologa.
i a tu bem se vende
novo tap, ebegado de Lisboa, na loja de miudezas do
Fortuniilo, na prac da Independencia, em botes, 4
1*500 (t)
Vendem-se 17 escravos, sendo 8 pretas, com ha-
bilidades, de 13 a 20 annos, de bonitas figures ; 2 mo-
leques de 12 a 14 annos, mui lindos ; 1 mulata d 20
annos, com habilidades; I pardo, oflicial de aaisle,
de 22 annos; e 5 pretas, de elegantes figures: na ra
das Flores, n. 21.
? = Vende-se urna linda preta de 18 annos de
j naci Angola cozinha, lava e engomma liso, sem
r vicios nem achaques ; um lindo preto peca de 20 an-
nos ganhador e socador de assucar; um casal de es-
cravos com urna cria de um anno, proprios para cam-
po ; pertencem a urna pessoa que se retira : na rus
da Scnzalla-Velba, n. 110.
= Vende-se urna pards de 22 annos, bonita figura,
engomma, cose, cozinha, e lava de sabio ; urna escra-
va de naci, de 24 annos, ptima quilandeira; dous
moleques do naci, de 14 a 15 annos ; um dito cnou-
lo, de 11 annos ; um mulstinho de 12 annos ; um es-
cravo da Costa, bonita figura, proprin para carregar pa-
lanqun); urna escrava crioula, de 24 annos, engom-
ma, cose, cozinha e lava de sabio ; urna dita bos en-
gommadeira, cozinheira, cose e lava de sabio : na ra
das Cruzes, n. 22, segundo andar.
= Vendo-se urna prela, moca e bastante ssdia, a
qual sabe engommar e cosinbar soflrivelmenle, para fu-
ra da provincia : quem a pretender dirija se i ra das
Agoas-Verdes, n. 96
Na serrara da ru de S. Francisco, n. 17, ba,
para vender, refugo de assoalho de louro; no mesmo
armarem continua se, como d'anles, a vendercal branca
e prela, lijlos de todas as qualidades, telbas, barro,
ele. ludo por mdico preco.
Vende-se farinba de mandioca muito nova de
Santa Calharina o S. Malheus, por menos preco
que em outra qualquer parte em suecas ou medida
velba ; no caes do Collegio armazem de porta larga.
= Vende-se um bom escravo muito saio e bem
loboso, he cozinheiro, gsnha na ra, eem estivas de
navios, enlende de armazem de assucar, e nio bebe qua -
I idade de espirito algum: na ra do Collegio, venda da
esquina n. 25.
as Vendem-se um bonito moleque de naci, .e duas
pretas, com habilidades; na ra Bella, o. 28.
Oontina-se a vender o excedente
doce de goiaba em caixeszinhos, muito
hem leito para embarcar, e lambem de
goiaba inteiri em calda, muilo superior
em latas: na ra do Crespo n. 14, no 3.
andar.
tindo-sc (\ue se yende^or este precio por
se achar em barris grandes : em Casa de
J. J. Tasso Jnior.
RElS3'8oo .
A' bordo to brigue Leao alquqires
pela medida velha.
Vende-se farinha de mandioca chegda
ltimamente de S. Catharina d superior
qualidade tanto jem gosto como na cor, em
porcao e a retalho ; os pretndenos diri-
jSo-se a bordo do mesmo brigue, ou ra
da Cruz n. 54 ou ra de Apollo arma-
zem n. ai.
De Franca ac bao de chegr (sem
exageradlo) as mais ricas e sobeibas casi-
miras elsticas de quadros e de listos,
dos mais modernos gostos: vendem-se
na ra do Cabug n. 16, loja do Pereira.
-< Vende-se vinagre branco
nacional, a 400 ris a canpda ve-
Iba : na ra do Aterro-ds-Afo-
gados n. 7, e no Alerro-da*Boa-
Vista, fabrica de licores de Fre-
derico Chaves.
Escravos Fgidos.
Com este pomposo titulo se aprsenla no nuer-
cado um eiccllente rape, digno por certo da al- (^
,1 tencio dos apreciadores de urna boa pilada Os A
'Jj vendedores se obrigio a entregar o dinheiro
4 qualquer pessoa, que, tcndo-lhes comprado des-
y te rap, Ihesinla algum deleito.
jj Vende-se no Ateiro-da-Boa-Visla, ns. 10 e
V 36 ; Aterro dos-Afogsdos, n. 209 ; praca da In- %
( dependencia, Arantes; ra larga do Rozario, ff
i, Lodi; ra do Crespo, Guimaries, Serafim & C ; va
!";, ra do Collegio, Munezes ; Cadeia-Velha, Cu-
V nba & Amonio ; e na Lingoeta, Joaquina Jos %
* Babello.
y '
* & --3 *> ?& *
= \ enu'em-se riquissimos chapeos de seda de todas
as cores para senhora bem enfeitados com riquissi
mas fitas e llores; estes chapeos teem a commodidade
de se abrirem o fecharem ; riquissimos encerados a
polka para cesticaes, mangas e oulros objectos ; um
sortimenlo de capachos: na ra larga do Rosario
o. 24.
= Vende se um carrinbo de duas rodas, em muito
bom estado ; e um cavado muito bom para carro : na
ra estreita do Rozario n. 43, segundo andar, das
6 as 9 horas e meia da manhiu.
= Vende-se ou aluga-se urna canoa aberla, de car-
ga de 650 lijlos de alventria grossa, fabricada de pro-
zimo : quem a pretender, dirija-se ra da Aurora,
n. 12.
*= Vende se um carro de 4 rodas em bom uso, e
muito maneiro, por preco commodo; na rujdo Crespo,
n. 8, terceiro andar.
= Vendem-se ricas adrsgonas psra cavallaria da
guarda nacional, as de capilao a 85,000 rs. o par, as de
lenle e alferes a 80,000 rs. ; assim como bandas, de
borlas de ouro, muilo ricas, para capilio, lenle e al-
feres ; bonitas caizas de diario, com 2 frascos cheios de
cha, 1 dito cha bysson superior, outrocb preto, a 5<<
rs. a caita. ; um parda serpentinas inghzas, com man
gas de vidro, por 36,000 rs. : estojos preparados de oa-
valhas e mais perlences, para homem, a 12.l)0 rs.; es
tojos geomtricos, cana de madeira e de liza, de dille-
renles tamanhos e precos ; salvas de casquinha, bordas!
e prata, tanjan lio regular, preco commodo ; cbeposjslan8 da melhor e mais nova.que se acha
de leda, psra homem, moderna, com abas decentes euc>te mercado, a a50 rs. a libra, adver-
Vende-se a verdadeira potassa rus-
Fugio um preto de nome Domingos, naci Con-
go, estatura baila, cheio do corpo, tem um talho na fa-
oe, bezigas apagadas, j pintsndo de branco, be bastante
(iota : quem o prender, sendo na praca, o levar ao
escriplorio de Jlo Pinto de Lemos & Filbo, e fra da
mesma, ao eogenho Noiu,ega# do commaodante supe-
rior Manoel Thom de Jess.
Fugio domingo, 9 do corrente, de manhia, um
negro de nome Manoel, do gento de Angola, o qual
veio pequeo, com os signaes seguintes : estatura bai-
la, corpo secco, /oslo comprido, e tem alguns pannos
esbranquicados, que Ibe nodao o corpo e rosto, tem
por costutne embriagar-se ; quem o pegar, leve-oao
sitio, nos Afllictos, de Antonio Manoel de Moraes da
Mesquita Pimentel, onde ser gratificado.
= Fugio, no dia 27 do prozimo passado mes de ou-
tubro, do lugar d'Agoa-Doce, termo da villa d Pilar,
na Parahiba, um crioulo de nome Acario, de idade de
36 annos, estatura e corpo regulares, cara redonda,
denles de cima abertos e pont'agudos, tem em cada p
um signal de relho : outro dito de nome Hilario, criou-
lo, de 24 annos, alto, cheio do corpo, belfos grossos,
e virados psra fra, denles limados, pernas finas e pou-
co arqueadas, com as costss limpas : quem os pegar,
leve ao mesmo lugar, Jos Luis da Silva, que ser ge-
rompensado,
Desappareceo, no dia 1." do correte, um muls-
tinho de nome Geraldo, coro os signaes seguintes: cor-
po secco, rosto comprido, olbos pardos, cabello annela-
do, testa larga, bocea, orelba e naris regulares, pernas
e bracos finos, mios e ps pequeos, denles largos na
frente e falta de alguns dos lados, falla alguma cousa
descancada ; ha suspeitas de que foi furtado, e a pes-
soa, que o lurtou, ter ido para o Araoaty : roga-se por-
tento s autoridades policiaes a spprebensiododilomu-
Istinbo ; ees pessoas particulares, que delle derem al-
guma noticia, de diiigirem-se i ra do Sebo, n. 18,
que serio recompensadas.
Desappareceo, em dias de oulubro pastado, um
moleque crioulo, de nome Floriano, com idade de 14
annos, bailo, grosso, pf s e mios grandes, cor fula, oa-
beca nio pequea, e olbos grandes ; quem o aprehen-
der, leve ao engenho Cajabuss, a Jos Cardozo de Car-
valbo Leile, ou sua mulber D. Rita Zeferina Coelbo
da Silva, na ra larga do Rozario, por cima da botica
doSr. Rarlholomeu Francisco de Souza, terceiro andar,
que sera' generosamente recompensado.
Fugio, no dia 6 de agosto passado, urna escrava
de nome Marcallina, de 3 40 annos, pouco mais ou
menos, alta, magreirona, com os ps bantanle grandes,
com os buracos dos brincos grsndes o peitos cabidos:
um preto de nome Paulo, de 50 a 60 annos, baizo,
pernas srqueadas e quebrado bastante, anda sompreen-
costado a um pau, e intitula se forro : quem os pegar,
os levara' a' ra larga do Rosario, n. 46, segundo an-
dar, que sera'gratificado.
= Fugio bontem (10 do corrente) orna prela de An-
gola, de nome Antonia, baiza e grossa, olbos encova-
dos, nariz pequeo chalo, peitos grandes ; levou ves-
tido de cbite e panno da Costa,e urna bandeja com rou-
pa suja: quem a pegar, leve i ra Nova, que ser bem
recompensado.
De aralificacdo SOjOOO n.
Fugio, no dia i de setembro deste anno, um escravo
pardo, de'nome Pedro, estatura mais que ordinaria,
ebeio do corpo, rosto redondo, pouca barba, com idade
de 50 annos, posto represente msis.por ter a cara algum
lano enrugada, pernas finas para o corpo, e falla des-
cancada, toma tabaco e luma, anda naturalmente apai-
sado', e d os bracos, e algumss vetes entorta a cabeca,
levou vestido csmsi e calca de a'godio da Ierra, e inti-
lula-se forro ; Toga-so a todas as autoridades, teobore
de engenho e particulares, bajio de apprebende-loe
remelter Francisco Josquim Cardoio, marador na
ra da Cadeia de Sanio Antonio, n. 56, onde receberd
a gratificacio de 50,000 rs., sendo maior a gratificado
conforme a distancia, donde for conduzdo.
No dia i do corrente novembro
fugio um negro de nacSo, mas que pare-
ce crioulo, altura regular, muita barba,
denles podres na frente, nao muito pre-
to, e he muito ladino :. chama-se Tho-
maz. ltoga-se a todas as autoridades se
dignem fazer preudel-o e remetter a seu
senhor Manoel Caetano Soares Carneiro
IVlonteiro, morador no Aterro-da-Boa-
Vista n. 15.
l'EBN. } NAjrtP. DE M. F, DE FAIUA lb7,5.


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