Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05912


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Full Text
I
Armo de f&4.
TroA fera II
O DIARIO publlca-se todos os das que
nao Icrem de guarda: o prego da asslgoa-
tura be de 4/ rs. por quartel pagos adianla-
dot. O* annuncios dos assignantcs sao inse-
ridos a reto "de 20 ris por linha, 40 rs. ra
ivpo dlflereote, e as repettcaSes pela inetade.
s qne nao forem assieoantcs pagao 80 rs.
por linha, e 160 era typo differente.
PHASES DA LA. NO MEZ DE NOVEMBRO.
Crescente a6 as 3 h. e 55 minlos da tard.
La chea a 13 as 10 hor. e 35 min. da tard.
Mengoanle a 22 as 2 bor. e 8 m. da tarde.
I.ua nova a 29 as 9 h. e22 min. da maiiha.
PARTIDAS DOS CORSIOS.
Coianna. Parahyba, Rio Grande do Norte
Segundas e Sextas feiras.
Cabo, Serinhaein, Rio Formoso, Porto Cal-
vle Macey, nq 1." 11 e 21 de cada mes.
Oaranhuns e 'lonito a 10 e 24.
Boa-Vista e Flores a 13 e28.
Victoria as Quintas feiras.
Olinda todos os dias.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira as 2 h. e6min. da larde.
Segunda as 2b. e 31 minutos da manhaa.
de Wvembro.
DAS DA SEMANA.
10 Segunda S. Ninfa, aud. do J. dos orph.
e do J. do C. da 2. v. VI. da 2.v. do 1.
11 Terca S. Marlinhoaud. doJ. dociv. da i.
v., e do J. de pai do 2.dis t de t.
12 Qiiarta S. Diogo, aud do J do civ. da
2.*v.,edo J.depa do2.t dist. de t.
13 Quinta S. Eugenio, aud. do J. de orph.
e do J. M. da 1. v.
14 Sexta S. Jucundo, auH. do J. do civ. da
1. v., edo J. depat do 1. dist. de tard.
15 SabbadoS. Alberto, aud. do J.dociv. da
1.' v., e do I. de pa< do 1. dist. de tarde.
16 Domingo S. Goncalo.
Ann XX V.-9M.
CAMBfOS NO DA 10 D NOVEHBRO.
Cambio sobre Londres. 27 d. p. UaOOd.
Paru 355 rls por franco.
Lisboa 120 a 125 p. c. pr. p. m.
nesc. di let. de boas firmas 1 Vi P- */ mes
Ouro-Onf- hespanholas 3IM00 a 3l'5o0
Moed.i de 6/400 vel. 17*100 a 17#2O0
. de 6/400 noy. lo>500 a 17'ODO
>. le 4/000 9/000 a 9#200
Pran-Patacd'es .... 1/X80. a I4g0
> Pesos Coliimnares. 1/920 a 1/fJ
Di los Mexicanos 1/900 a 1.JPJ&
Praiainiuda. 1/700 a 1/7*0
Accoes da C." do uebcrlbc de 50000ao par.
PARTE OFF!CUL.
PROTESTO
contra o acto do parlamento britnnnico, tanecionado em
S^de agosto do anuo correnfe, qne subjeita os navio bru
siUir*i, qut fiterem 6 trafico do eseratot, ao alto tri-
bunal do almimntade o a qualquer tribunal do viee-
almirnntndo dentro dol dominios de Sua Magettade
Branniea.
1110 DB la*BlS>>-VHI6TEMO DOS NECOCIOS ESTRANGEIROS,
EM 22 DE OOTUBBII DB lS'li.
Sua Magestsde o Imperador dn Brasil, meu angust)
soberano, simbe com amis profunda magos que Fui ap
prnvtili e sancninnadi nomo le por S. M. a rainha da
Grsn-Brelanha, no dia 8 dn mea de ognatn do oorrenle
nnnii, um aoto do parlamento,ero virludc do qnal se ron
fe re a alio tribunal do almirantead" e a qualquer tribu-
nal dn vioe-alriranlado dnS. M.B. deulrg dos seos
dominio, o direito de tomar cnnlienimenlo. e de proce-
der a djndioagso de qualquer navio cora bandeira brn-
sileira, que nVr Iralitm de eseravos" em contravengan
da convenci de 23 de nnvembro de 1818, e que fr
detido e capturado por qualquer pessoa a<> servigo de
sua dlMag**e O enviada extraordinario e ministro plenipotenciario
da 8. M. o Imperador do Brasil na enre de Londres, lo-
go que ato acto fui presentado no parlamento pelo gn-
vernn bnlannico, prnleslou contra elle, r.oroo ara de
sen dever, por meio da nntaJnelusa por copia, que coro
a dala de 25 dejnlho denle anno dirigi a lord Ab"r-
deen. principal secretario de estado de S, M. B. na re-
pnrtigao d"S negocios estrangeiros.
Sus Magostado o Imperador, a quero fui presente o
protesto reito pelo sen enviado extraordinario e minis-
tro plenipotenciario na corte de Londres, ordenou ao
ebaixo assrgnadn, ministro e secretario de estado dos
negocios estrangeiros. .ioepprov.sse ralficasse o di-
to protesto, o fiaesae. alin disto, urna exposicio e analy-
se mais i'ircumstancudaa dos factos edo direito que irm
o goverro imperial para pronunciar-so com toda a ener-
ga, que di a cuuscienea da justigs, contra um acto que
tan directamente invade o* dircitos de soberana e inde-
penden) ia do Brasil, assim como nade todas as nagiirs.
Tal he a ordem que o abaixo assignado paisa desde ja s
salttfaier.
Pelo tratado de 22 de Janeiro de 1815, o governo dn
reino-unido do Portugal, Bra.il e Algarves-ubriguu-se
n abolir n coniniereio de nrra...... norle do Equador.
.a silnptiir, dn acenrdo com oGro-Brelanha. aquel-
o las medidas que mclhnr podessem contribuir para ?*
fecliva execiigao do ajuste prccedenlo, reservan.! pa-
a ra um tratado separado o periodo ern que u oommer-
a oo de escnivna lioiivessn de coassr nniaersalmcnte
e de ser prohibido em lodos os dominios prtu-
gnctus
Para preencher fielmente > em toda a sua extentao as
nbrigc6> conlrahidaa pelo tratado de 22 de Janeiro de
4845. leve lugar a convengan addiciitnal de 28 de julho
do 4817. .
Nenia convengo ealabelecen-ae, entre nutras provi-
dencias, o direito devsala e de busca, e a creaja. de
rommissoea mixtas pam julgarem os aprcanmeiiio fei-
tos pelos (Tinadores das alta parles contratantes, teta-
do sido assignadas na niesma dala pelos plenipotencia-
rios) dos dona govcruiis os nstmrgues, porque ilevia..
dingir-se os cruidores,e o regulaiacntn, porque deviso
giiar-ae as eomaiitsdes mixtas.
No meamn anuo de 4847 fui assignado em Londres.
aos onie dias do mex de selenibro, e depois compelcnte-
inenle ratificado pcUgoverno portngiici, un artigo se-
parado, pelo qual se concordo!! em que, logo depoia da
abolirn total do trafico da eseravos, aa dnaa altas partes
coniralaiiies cinivirian em adaptar, de cumiiium ancor
do, lis novas cirriiniaiancias as ealipulacia ds couveqr
Cu aildicional de 28 de jnllio do ineauo auno, e acnrea-
crnloii-se que, quaudo nao foase possivel concordar em
nutro juste, a dita cuii.veujan arrdinional firaria vlida
al a expiracio de 16 anuos contados desde o (li,cm que.
o trafico de eseravos fosso lotalmcntc abolido.
Pelo artigo 1 da convenci celebrada entre o Brssil
e a Qran-Brctairlia rrdio 23 de novembro de 1826. c
raiifiaria no alia 43 de margo de 4827, eslsbelereo-sr
i)ue, acabados tres aunua depois da troca das ratifica-
FOLHETIM.
UM CAPRICHO DE PIUNGIPE.. (*)
vi.
I.embrSo-ac aero duvida nossos leitores ds repentina
psrtida de Gastn, e sabern coi que calma e resignaglo
se havia elle deapedido de Mr. de Forges. Ms > qoe ri-
les lalve nioaabein be que ose boiiicui, tao senhor de
ai em sppar. nci, linha no fundo do coracao liidna es c-
leiurnU da finquen. Ao sabir do caslrilo, aniluu por
algum tenipo cumo ao acaso, iulernaodo-so no bosque.
sem vnltar os olho's.'Como quem ha lomado resulucao tr-
rcvogavel ; mas quaudo esto moviinenln verdadera-
mente febril so acaimou um pnuoo, desappareceu-lhe
toda a energia, ar que havia dado prova domorou in-
aenaivi lmente a rnp.de de sus rosrchn, e se pos horro-
riaaJo examinar a cbaga do sen cornean. Cario de nao
ser amado, Gaalon aoiava anda coro, lodo o ardor de urna
paulo combando, cuiu todo u fervor de um amor exal-
() Vida Diario n.e 250.
cOes, nlo seria mata licito aot subditos 4o Imperio
do Brasil fater o coramercio de eaoravus na Costa d'A-
frioa, dcbaixo do qualquer pretexto ou raaneira que
fnsse, o que a continnagAo deste nomrocrcio feito de-
> pois da dita poca por qualquer pessoa subdita de S.
Mr Imperial seria eonsiderado e tratado como pira-
tara.
Prlo art. 2. da referida convengooonoordrSo asal-
tas partes contratante em adoptar c renovar, oomo se
fosaem inseridos palavra por palavra na ineama oonven-
gao, todos os arligos e dispiisigdes dos raladoa oonclni-
dos entre S. M. Branniea o el-roi de Portugal sobre
este ossura po em 412 de Janeiro do 481a 28 de julho de
4817, a n* varoa artigos xplioativos, que Ihe linhao
sido addieionados.
Sendo urna das onnvencAea aasim adoptadas a renova-
das pelonrt. 2. da eonvrocao de 1826, a de 28 de julho
da 4817, que linha estabeleoidu o dircilo de visita e
busos, e creado ascoiiuniascs mixtas, e sendo um dos
artigos explii stivo- tambero adoptados e renovados pela
dita convengao de 4826, o artigo separado de 44 de se-
tembro do raosmo anno, conforme o qual aquellas me-
didas deviflo ceasar dep-s de 45 anima noutadoa desde o
lia em quo o trafico de eseravos fosso totalmente aboli-
do, evidente be que o direito de viaila busca exeroido
em lempo depax pelos crutadorea brilannicos contra
embsreajnes braaileiras, a a coniiiiiaaoua utas crea-
daa para julgarem as presas fetas pelos ditos cruxadorc
brilannicos ou pelos brasileiros, devilo expirar no da
43 de marco de 4845, por sor esta j poca em que tor-
roihavao os 45 anuo depoia de abolido totalmente o
trafico de eseravos, pelo art. 4. tilcoiivrnc.au .celebra,-
d* em 23 de novembro do 4826, c ratificada eiu 43 de
margo Je 1827.
Fui s expirago deste prato, e enm rila a das medida
estipuladas na convenci addioional de 28 de julho de
4817, ludo qoantu o governo de S M. o imperador d .
Brasil notifiruii aodeS. M. Bnlannico, por intermedio
do seas enviado extraordinario e ministro plenipotencia-
rio nrta corto, em nota de 42 de mareo do oorrenle an-
uo, accresoenlando que. aasim oomo se havia concorda-
do'em dar o espnco dr sois meses ao navios brajuleiro.
emprrgadus ou trsfioo para su rrcolhrrrrn lvrrmcnt
ana porios do Imperio, orna vos que tivessrm duixsdo as
Costas d'Afrira al o dia 43 dr margo de 4830, nao duri-
daria o governo imperial concordaren! qunascommis
oes mixtas braaileiras e inginas continuaasem anula
por seis nieles, que deveriSo acabar rm 43 de srlonibm.
para o unicn fim de concliiirem os julgiimrnloa dos ra-
sos pendentes, e daquellu que por ventura livesaein
occorridu at o meociuiiado dia 43 de margo deste
anno.
Culpa nlo foi do governo imperial so anles da expi-
rncii'i do prato de quinte anuos, anima mencionado, au
foi possivrl obter-se um aocrdo justo eraxoaacl entre
o niesnio governo imperial a o da Grao-Breiauba, para
adaptar nova* circumslaucias da aboligao total do
Irafico as medidas esiabelccidas na cuuvencJo addicio-
ual de 28 de julho de 4817.
Ho una verdaile nrmiteatavcl que no auno de 4835
assim como nos de 4840 a 4842, o governo imperial
preslou-se seropre com o mais decidido ardor h diver-
sas negociacCrs propnatna pelo governo de S. M. Bri-
tUnnica
Se uenhuma deslas nrgneisces pode oonr!uir-ae nem
ratificar-se, a rasao lo porque o governo imperial slaa
e oollooado na ullernattva, ou de renuaar-se, mtiO gra-
do scu, a laes urguciecc. ou de subacrevor a completa
ruinn do coiiimercio licito de seus subditos, que alies
ilcvc telar e proteger. A esculla nao poda ser duvi-
ijosa a mu governo que tivease consoiencia dos seus de
veres.
Com cffcitn, todas as propustas que durante aquelle
espnco de tenipo forfto offereridas pelo governo britan-
nico, oontiiihao, alala de oiilrus definios rapilacs, u d
eaiabelerercm differenles caaos, oada um dn quae, sn
por ai, devia considerar-sa rumo prosa prima facie pa-
ra poder qualquer navio ser oondeninndo romo sus
peito de eiujirrgar-so efluolivamenla no trafico de es-
eravos. .. .
Algiins desles casos, oomo por excmplo a simples
existencia de duaacaldeiras, posto que onda urna deltas.
dr laniaiibo ordinario, a burdo de um navio, nao podu-
ri|o, sem violagau das regras niaia vulgares de direito,
lado pelo Bortrimenlo. Por itso, quando acabava de pro-
metler e protestar nunca mais por os |>a no casiello,
voliou a elle os passos, como lodos lerao previsto, para
anda ver de longo uuia ves a snmbra de Carlota, dese-
nliada as brancas cortinas da sua jauell ou antes par
oontempfsr, diiratile o somno da ingrata rapsngs, ca-
ses lugares lio queridos quo possuitu toda a sua ven-
tura.
No momento em oue ella oliegata a grade dajardim,
ten una eapecie de Wrt.geni, |u>rque so en tan fui que
lobngou nesaa jansJlB.iao amada 1110 bomcui que fugiu.
A perlurlssgo, a >ilajWiskde^jl llain ia nao llieha-
viao jirrniitiido cobece-lor ma* o amor, o ciume, a
descaprragau Ihe tlhaminarao*a alinacm todos us pontos
aq mismo trtpo.*|atatslr elle armado um tiro parti
mais prestos do que o pensamcnlo que o diriga, e Gas-
tn iiga rrun a corda da Bnela, que rrsouu coiu estroudo,
em qiiauto o seu fiel sabujo, nao pudendo passar pela
grado, fatia reteir os srredores cum seu ferotes la-
tidos.
Mr. de Forges eslava no torpor profundo do primeara
somno, edonnia havia penes urna hura, quaudo foi de
repente despertado prlo arruido da explosao, seguido da
rspantoaa bulla de que fallamos.
Em dnus nniiuto se pos u vclho grnlilhoroesa a p.
0 aposento que elle babuava rra srparsdo do quarlu de
sisa hlha sumante por .miro que dava na cicada ; no.eu-J
lendendo que significsva o qne uuvis, oas cum rasau
repnUr-se nem so quer corao indicios rnro >tissimos de
que o navio so destinara ao trafico ; entretanto^ nos tor-
mus das propustas, cada o ni destes nasos auturisaria, s
por si, a eundemnacao do navio e do toda a carga, eom
i.rejmso a total destruirlo do onmiueroio licito dos sub-
ditos brasileiros.
Foi isto o quo o* governo imperial dentaron a fes sen-
tir ao de S. M. BrilennioB em nulas de 8 de fovereiro
e 20 do sgosto de 4844, e do 47 da oulitbro de 1842.
No meio de lio exageradas pretengoes, nto se esque-
i.in comludo o governo imperial do propr pelo sus j -r-
it'HirdaGrio-B'elaiiha as medidas que na sua opiniio
podaran conciliar a repressao do trafico com os inle-
reasos do oommeroio licito dos seus subditos, tendo of-
rewiilo nsnnodo484l "um contea-projecto com to-
das as clausulas adrquadas ao duplo fin que o governo
imperial viva e sinceramente procurara obier.
lofeltmente a disoasssVi dealn contra-projecto nn
pode progredir, o motivo foi por nao estar o-ministro
deS. M Britannioa munido dos plenos poderes que era.,
ueceasarios. oomo declnrou O tnisistro do negooios es-
trangeiros do imperi.....u nulas de 21 do agosto de 184T
e 47 do mimbro de 4849.
Sem embargo p.irem denlo ler o gotern.i imperial
pelos justos motivos que se leen) otposln.ncquiescido as
propustas off.-rrodo pelo guveruo d* pr0-Brolnh.
niuitos navios brasileirns furto, contri as instrurgi.es
e regulamenlo annex contengan de 2S de jsx^hu de
1817, o de conformidsdo rom as bases em que assonla-
tau as propostas, capturados pelos eroxadores briUnui-
cos. c julgados bnss presas pelos oommiasarios jutes do
niesma noci, como snspeitos de oinpri'gar-so no cro-
uierrio Ilcito derscravns; e posto que repolidss rerla-
niagie tenlito sido feilas pelo governo imperial contra
a vii.lsgl > irrogada por tars artos sos tratodo e conven-
g0i frito ni ma devida o completa justiga.
He p.ua furo de duvida que o seto communiradu ao
governo dn S. M. Briunuiea, em a nta de 12 de mar-
co doc.rrruie iiniio, sem contrariar o vivo empeoho do
governo imperial em reprimir o trfico de Moraros a-
l'ricanos, ni" fui mais du que a expresaau fiel dos trulo-
d'.s e cnnsrncSes entro u guvernu du Brasil e u doS.
M Brilanniea.
Triulu ecasado, aumo ha endent, entro o governo
imperial o o da grsn-BrrUnha as ostipulugors caprciaea
que aiilurisavlo o direito do viaila e busca em lempo de
pax, e os iribiinsea mixtos para julgarem as presas, era
iinliaprna-vcl. para que tars luedidus fosaem rcstabele
ridua ou subsliluidas por entras, o ar.oordo du oov.is
coiupruniiaao* etilro os dous governos.
Principio he de direito da gentes que nenhiima na-
gu pode excrcer acto algum dr junsdircao sobre a
propFiedo.lc e a individuos no territorio de nutra.
A visita r'uiiaca no all mar, rm lempo dr pat, assim
como oa julgaiurntos. si, muta uu menos, actos de ju
riadiegao. Aquella direito, aleui disln, ho exeluaiva-
mniite um direito belligeronle.
l'iitrcianlo, til" obstante a evidencio tiestos princi-
pios, o govern do S M. Britannioa, em virtudc da le
aiirrioniids no di 8 do tnrt de agosto por S. M; a rai-
nha. nlo hcsttiiu em rediitir a arlo o umeag.i que onie-
riorniente linha frito por nota aja seu enviado extraor-
dinario o ministro plenipotenciario atesta crtn, datad
de 23 dr julho do lueamo anuo, submrllrudo o navio
braaileiros que ae ocruparem no trafico de eseravos as
seus (rabonees do olmirontado e vico alnrontadn.
Neste acto quo acaba do passar como la-i, imposaivrl
he deixur de recunhecer eaae abuso injustifioavel do
furga que atneago osdiieos o regalas do todas as no-
ees livrc e inilepcndeiiles.
Repn.durgSo lio este soto de outro somolhsnte de quo
Portugal foi victima no mino de 4839, e que tambem
pssaou como le, a deapelo da opp..iglo de um dos ho
urna de estada mais eminentes da Inglaterra, o duque
de Wellington, quo u impugnara na cmara dos lords na
seasio de II do agosto du 1839, r. frrindi.-ae principal-
mente ao direito de visita o hosca em lempo de pal.
Se esta violencia se oh..tiesta actualmente rom n
grande inleressc de reprimir n trsfioo do eseravos, in-
quealioiisvil he quo oa fin nlo poden justificar a ini-
qwd.ide dos meins que se empregao, nem er* para ad-
mirar quo, sob pretexto de uniros inleresses quo pnss.o
rear-se, s forgs eaviolenoia venhio a substituir, no
tribunal das nsces mais fortes, os conscl luis da railo e os
principios d.< direito publico universal, sobre os qtiaes
drvem repoussr o pst e a arguranc* dos cstsdos.
Paro justificar o acto legislativo que confere sos tri-
bu naea ingletas jiirisdiejao psra ennheoercm dos novios
brasileiros que por acaso sejilo apprehendidos no trafico
do eseravos, o governo britannico invoca o artigo Io da
convenglo que cm 23 de novembro de 4826 fui cele-
brada entro o Brasil o a Qrin-Bretanha, e'qoo aboli 0
trafico de eseravos na costa d'Arrtco.
Esto ortigo, porm, milito longo est d poder a alo-
mar o d iicito que usurpa o se arroga ogsaverno bri-
tannico. -
Neste artigo duos condiros se obriga o^overno im-
perial: 4.", a prohibir aos subditos brasileiros e a abo-
lir inleiramenle u commereio de eseravos frica os, tres
annos depois de trocadas os raiifiragoes, isio he, depuis
de 43 do margo de 18311 ; 2.", s ooosialerar e a tratar
osle cninmeroiu feito pelos subditos braajleiros como
piral aria.
Quanto primeira obrigagRo que o governo isaperisl
se impnt, nenhuma ei.nteslaglo ha nem pode horer.
Pelo que perlenco segunda olarigaolo, lio olaro que
a iutcrvciiQBo que o governo britannico pode ter a res-
peito do iraHc. frito por subditos do imperio, dse re-
dutir-se uoicBmento a exigir do governo imperial a
exacta e pontuol observancia do tratado; alera disto, na-
da mais pode competir-lhe.
A lellra do sobredito ortigo 1. da oonvenglo s com-
prrhendo os subditos brasileiros e u trsfioo Ilcito que
estos pos!., oxcrcer.
Ningiiem contrata que os rrimes commetlidos no ter-
ritorio de nma nagau s podem ser punidos pelas sntii-
ridudes della. e niitrosim que se repulan parle do terri-
torio de urna afio os seus navios, para 0 -ffeito, entro
ooiros. do serem punidos por suas tais os crimes que
nellr sores* perprtrsdos.
Absurdo fAra reronherer no governo britannico o di-
rru de punir subditos brasileiros as suas pessoas OU
na ana propriednde. por rumos coniinetinlos no lerrito-
io do imperio, sem milito rxprcssa, clara e positiva de-
l.-gaga deste direito, frita pelo Soberrno do Brssil so da
Gilo-Brrtonha.
Onde rata no trstado esta drlegagao clara o positiva?
Snlieiileiidrr, a Ululo delinlerprelaga. dolegagio de
um poder soberano que nao se acha rxpressa, seria que-
brantar o primeir preceto da arle dr interpretar, o he,
que nao he prrmiltido interpretar o que nao precias do
iftleipretacan.
(uando um neto et concebido em termos clarse
precitos, quando o seu sentido he manifest e nio con-
duisabsurd algum, nenhuma raaio ha para recuasr-
se so sentido que sen.elhanle acto presents natural-
mente Recorrer a conjecturss estrsnbss psra restrin-
g lo ou smplis-lo be o ineimo que querer illudi-lo.
Accresce a iilo que, subentender, no caso de que t
trata, s delegscao do um poder sobersno leits pelo go-
verno imperisl so ds Grlo-Brelsnha sem que igual de-
legado losse feits pelo governo d.. Grlo-Bretsoha ao
governo imperisl, conlraviris, se elgums obacuridsde
houvesse no artigo, s outro preceto que se recommen-
da como regra de interpretar, e vem a ser, que ludo O
quetende a destruir a iiiuallsde de um contrato be o-
di.is i. c nosio caso lio nc erario tomar as pslsvras no
sentido o mais restricto para desviar aa eoniequeneias
oneroist do sentido proprio e I i Itera I oa o que elle con-
tm de odioso. ^^
O espirito da segunda parte da convenci de 23 (le '
novembro de 1826 nao favorece mais sj prelongoes que
lem o govorsvo britsnnico de fsier julgsr pelos leus tri-
bunaes do almirantado e vice-almirantado os navios bra-
sileiros suspoilos de empregar-ie no trafico de eicravos.
O trauco be no referido artigo equiparado a pirate-
ra, s.'tnenie por uma liccio de direito, e tbido he que ,
s fiegoes de direito nlo produiem outre effeito slsa
daquelle para quem lio eitabelecidat.
Em verdade, o trafico nio he to fcilmente Mereijo
como o roubo no mar; nio batanta diluculdadees ajait-
cnbrir e convencer aos seus agentes como adi ptratai;
em urna palavra, o trafico nio ameaca ^o commereio
martimo de todoi os povus como a piratera.
asaustado, e qurrendo primeiro que todo Iranqulliiar
Carlota, correo a cmaro du dentella, bro precipitado
a porto, e julgue-ae du seu espanto, du seu terrur ao
v-la vasa. X
D'uma rpida vista d'ulhos encarou Indo o vclno, o
Irito intacto e a janella oberlo Urna hornvel ideia Ihe
..ocorrou, como um pioseiitimrnl" de ua desgraga ; pe-
ga du rastigsl, rhrga a janella, drbruga-se, da cun os
4|.na n'uraa escoda, In-me de enlend.r o cas, chama,
e quem s Ihe respunde 1ie a vut beni conbecida de
Gsatull.
Abrs, pelo omor de Dos, abra a porta.
Desatinado, meio Inuco, mas anda cana-raneado, apas-
tar da ana desesperagan, Mr. de Forges. airosos jara
dim correado; em fim alire-se agrade, em quanto se
misan as inlerrogage.
0 cao langou-oe furioso no jsrdim.
Gastn va dirrio janella de Carlota, vist da es-
eads enrostada parede fas estremecer.
_ Prur.iirau.os, dit elle com sbsfada vos, O misera-
vel deve estar aqu, en o vi cahir.
E o tiro..... entio eris vos ?
ibai-
nu
Sin, responde Gastn e veja, sjontoB e|le.sl
xando a lux, aqu na area ha asngue...;^^^^
dr raoopar.
Cm effeito, vie-a anda algHmagi.a^aaal*sa>ariie
fresco de dislaneia em distsneis pelo sslo. M*. de For-
ges e Gastn seguir. em moraos goniss este UHt^d-
nolento vealigio, o ehegario assim a urna peqoeoe pesr..^
la que dava no bosque Essa porta, ha milito tesap-e
hondonada, eslava berta, o ohi parara ospsngpidB
sanguo. v'
Chogamos milito tarde, djelejblastoa, e remado
fugin. mas a fgida nsd sasjattara.
E minhoyha,a^Uinoia^egraasJo pti.ergoen.
do o maos au Caja/a,; TS'oe D>a,^reatltiii-me rtTraaha fftha.
Teha bom nnine.mou amigo, Cartela nao pode
eatar pndrtjat, llosa aelioromos, dita Gastn, etforjan-
d 1-auj.purdar lo pobre velho esperance que elle nio
lnho.
F"i vnte aeos corrido n jardiin, por todos os cantos,
visiuda acass dr runa a baixo cora una anciedsde que
cada vrt mais se angineiilovs.
Estn o vello g.-niiihoniem eonsternsdn por este
golpe impraviftu ; segua Gaatnn churandu, fiara va de
vea em quando para soltar, no meiu dos sefccos, algu-
roas palavras sem sentido, as quses vleba siempre o ne-
me da fillia
Gastn triste furioso, tinh os dontesserrados, os
%H
taxnvrs pUlidos e onntrabidos em fim, sem poder mais
run|er-4ae, batendo enra_ivado oom o oeoco dasrms ne
cb*n :
Reptada! murrourou elle, rapt|rlo-tia os mise-
ra vn 1
Mr. deFerges,slrjrsndo cas tretas de um nysterie,


T
*%
9
i:
Daqui vem que as penal impoitai aos traficantes do
escravos nio podem. vm a nota da lyrannirai, aer tan
teveraa como es que toda as oacSes impdem aoi pi-
rataa.
Rila verdade a me nos tratado*que t-m conseguido celebrar com outra?
narres, eom o fim de supprimir o trafico; ero quaai lo-
do elles t'm sido estipulado, que ai penal o trafico
nlosejio ai meimaa, que as da pirataria propriamente
dita.
Tanto lie certo nio aer a pirataria a que se refere
artigo 1 da convenci de 1826, aquella de que trata
o direito das genios, que ai duas altai partei conlra-
< salsa ulgrio indiipemaveii ai Ostipulacoes cootidas
sata arligos 2.a. 3" e 4
Se a Inglaterra te tivesse eoniiderado autoriada pelo
Mijo 1.a a capturar ea julgar noneuilribunaei os Bra-
ajlniro e leus navios empregadoi no trafico, nio procu-
rara pelos mencionados arligos autoriar;io especia! pa
/ ra visitas, buscas e captura desdes Davina, julgamentn
por commissdes mixtas, e uutras me Jidas adoptadas no
asesino sentido.
Nem be concehivel coroo posa o trafico ser conside
rado boje pirataria, segundo n direito das gentes, quan-
ilo ainda no anno de ISO" affirmasa lord Eldon no par
lamento britanniro q ue o trafico tinha sido sanceio-
nmlo par pn>lamentos em que linhilo asiento osjuns-
, insulto maii sabio, o theologoi ma.t eidareculos. e
at homem de utado mais eminentes; quando lord HaW-
k-liury, depois conde de Literpool, propunha quo as
palanasinconsistente com os principios de jusiica e
humanidad)lossem riscadasdu prpambulo da lei qu
aboli o trafico de escravos; quando pmliin o conde de
Weitmnreland deelarava que, ainda que elle visee
a.' presbteros e os prelados, os metliudi'tas r os prega-
dores-do ampo, o> acol'inos e os as em favor da medida da aboliedo do trafico deescavos.
tile havia de /eiantar bem alto a sua voz contra ella no
parlamento.
Nio he conceb ve I como possr o trafico ter comidera-
do boje pirataria, segando o direito das gentes, quand
nio ha muitos'anuns ainda a mesma Inglaterra nio i
rfput- va infama la em negociar em escravos alricenns, r
quando outras nacoes cultas ainda ha bem pouco lempo
prosrrevrio esse trafico.
Escravos indios conserva presentemente a Grio-Bre-
tanha.
Ruuia, Franca. Hespanha, Portugal, Eitidoi-Uni-
dos da America do Norte. Brasil, e outras potencias,
ainda nio abolirn a escravidao.
Obvio be portanto que lacios que tantas naroes pra-
tico actualmente, eque ainda nio lia muilos ano
erio praticadoa por todo o mundo, nio serio con. jusli
q consideradospiraiaria senao entre povo- que como tal
os classificarem eipreisarr.ente nos seus tratados.
Se o Ir fico de Africanos nao be a pirataria do direito
das Rentes, se pela convenci de 23 de novembro de
1826 o Brasil nio oulnrgou i Inglaterra o direito de
punir ejulg r como pirataria os subditos brasileiros e
sua propriedade, suspeiloa de se empregarem no trafico,
lie evidente que a Inglaterra nio pode exerrer um tul
direito pelos seus tnbunaes, sem < (1 nsa da soberana e
ind> pendencia da nar,|o brasileira
Nem at o prsenle o gnverno nrilanniro se tem con-
side' ado investido de seinulhsnle direito contra os sub-
ditos brasileiros pelo crime de traficarem em Africanos;
muito pelo contrario expresamente tem elle reeonheei-
do incompetentes ts seus iribunars para laes julgamcn
los.
Na correspondencia havida entre o governo imperial
c a legacio britannica de 31 deuulubro de 183, e de
outras dalas, que leve lugar por orcasiao de ser detido a
bordo da escuna Iar taruga o subdito brasileiro Mam.el
Jos .\|..dcira, mandado para o cabo da Boa- Esperance
por ter sido apprehendido a bordo da dita escuna, que
se di6se ocenpada no trafico prohibido, derlarou o un
nistro de Sua Mageslade linlaunica nesla coite, em no-
ta de 12 de novembro do dito anno, que este individuo,
assim como os que ae arhatiu a burdo da Tartaruga.
tinhio sido conduzidos p-ra o cabo da lloa-Esperenca,
porque tslvez fosse precisa asua presenta, quando lives
se de ser julgado aquello navio pelo tribunal dosice-
almirantado, como testen,unbas e nieio de se verifica-
ren! os actos de pirataria,
I'- com elT.ito, apenas foi julgado o referido barco
voltou aquelle Madeira com os oulros; o que ludo cuns
ta da citada coirespondencia oflicial.
<^ue esta seja a inteligencia, que deve dar-se ao tra-
tado de 23 de tiovembio de 1826 mais se evidencia
conferindo-s* o citado artigo 1 com os trata.los, qui
a Inglaterra tem celebrado com toda as naques sobre
esle objeclo.
Fcil be consultar os tratados feitos com a Repbli-
ca Argentina em 21 de main de 1839; com a Rolitia em
25 de letembro de 1840, artigo* addicionaes da mesm.,
data e annexos; com o Chile em 19 de Janeiro de 1839.
arligos addirionaea da mesma dala e annexos ; com o
llalli em 23 de dezembro de 1839 ; com o Mxico em
24 de (evereiro de 1841, ailigos addicionaes da mesma
dala; com Ttus em 16 de n.vembro de 1841, anne-
xos, e declaradlo assigna la em Washington em 16 des
fevereiro de 1844 ; com o Uruguay em 13 de junboda
1839, arligos addicionaes da mesma data e annexos; tincta eooiideracio.
eu governo, e prevalece-se desta mesma occaiiio para
reiterar-lhe asexprcssQes de sua perfeita estima edis-
e com Venezuela em 15 de margo de 1839.'
R 'conbecerse-ha desde logo em cada um desle tra-
tados, queambas as partes contratantes se compromet-
ido a concertar e a estabeleeer, por meio de conven-J
lei da pirataria, que entio te fuer applicavel ao dito
trafico, segundo a legislarlo dos respectivos paizes, seja
immediata e reciprocamente posta em execu(io relati-
vamente aos barcos e subditos de cada urna.
Se bsstasse considerar-te o trafico de pirataria para o
efleito de serem os individuos e sua propriedade julga-
dos pelos triliunaes das nacoei, que os spprehendessem,
escurado era em todos os soreditos acloi nio i decla-
ra-lo pirataria, mas comprometter-ie alm disto cada
urna das partes contratantes a laicr leis espeeiaes, ea
punir os subditos, ou cidadaoi criminlos no trafico,
segundo essas leis.
Se pela simples declararlo de ser pirataria o Iralico de
escravos, nio forao os subditos brasileiros esbulbados
com a sua propriedade do direito de seren julgado pe-
las autor id..des do seu paiz, tamboril nio ficro os seus
navios subjeitos a visitas, buscas e capturas pelos ent-
radores inglezes.
Ja se mostrou, que o direito das gentes nio reeonhe
ce o direito de visita e busca no alto mar em lempo de
paz. Os triliunaes inglezes assim o teem por vezes re-
eonheeido, como aconteceo no raso do navio francez
f.ouis, capturado no anno de 1820 na costa d'frica,
por se oceupar no trafico do escravos, declarando-se
que tal captura era nulla, porque o direito de visita I
busca no alto mar nio existe em lempo de paz,
Lord Stowrll na decisio deste caso allegou como ar-
gumento especial, que, ainda mesmo admitlindo, que
o trafico eslivessr. efectivamente prohibido pelas leis
municipaes de Franca o que era duvidoso, o direito de
visita e busca sendo um direito exclusivamente belige-
rante, nao poda, conlonne o direito das gentes, ser
exercido em lempo de paz para executar-fe aquella pro-
bibicio por meio dos tiibunaes luitannicos, a respeito
da propriedade de subditos Irancezes.
Profenndo o julgamento do supremo tribunal do al
mirantudn oeste caso, lord Slowcll declarou mais, que
o trafico de escravos, poslo que injusto, ocondemnado
pelas leis municipaes da Inglaterra, nio era pirataria,
nem era crime i face do direito das gentes absoluto.
Coro. pfl ''o. *e tal diieilo pertenceiso a urna naci,
devia igualmente peilencer a toda', causara males in-
calculateis, por ventura a guerra universal.
Que tal direito nio pertence a Inglaterra sobre os
navios das outras nacors, reconhecem-no, e prorla-
mSo-no alm disto os proprios tratados, que a Inglater-
ra tem celebrado, porque todos o estipulan expressa-
menle. bem como u estipula rao os do 1815 e 1817, eo-
ire Portugal e Inglaterra, os quaes, vigorados pela con
venci de 23 de novembro de 1826 ent'e a Inglater-
ra e o Brasil, expirarn no da 13 de mateo do corren-
te anno
Do que fie a exposlo e demonstrado, resulta a eviden-
cia de que o aclo, que passou como lei no parlamento
brilannico, e foi sanecionado pela rainba da Gria
Bretanha no di 8 do me/ de agosto do correnle anno,
sob n pretexto de lev r se a efleito as disposicOas do art.
|_1. da convenci celebrada entre as coras do Brasil <
' Grao-ltri'tanha em 23 de novembro de 1826, no
pode limitar se, nem no texto, n ni no espirito do re-
ferido artigo, contraria os principios mais claros e po-
ilivo' do direito das gentes, e por ultimo ltenla contra
a soberana e independencia do Brasil, assim como de
todas as naciies.
I'ortanto. o abaixo sssignado, ministro e secretario
de estado dos negocios ealrangeiros, em iHime e por
ordem de S. M. o Im| erador seu Augusto Soberano
protesta contra o referido acto, como eviJenlemenle
abusivo, injusto e altenlalorio dos direilos do sobera
nia e independencia da naci brasileira, nao reeonhe
rendo nenbuma de suas cunsequencias sean corno el-
feitos e resultados da forra o da violencia, e reclaman-
do desde j por lodos os prejuizos, perdas e dainos,
que se seguirem aorommeicio licito dos subditos bra-
sileiros, a quem as leis prometlem e Sua Mageslade o
Imperador deve constante e i (Tica/ prob ccao.
0 gmerno imperial, sem embargo disto, antepondo
aquaesquer oulras cnnsideiai.oe8 os senlimentos gene-
rosos de jusiica e | hilaulropia, que o ammao e dirigen:
em todos os actos, continuar a ompenbar os seus es-
liircos na repressao do Iralico de escravos, segundo as
leis do paiz, e multo desejnr.que o governo de Sua Mi
gestarle Britannica acceda a um accordo, que, i espolian-
do os inleressi s do commercio licito dos subditos bra-
sileiros, obtenha o desejado fim de por termo aquelli
trafico, que todos os governos illustrados e ebrislios de
ploran e condemnio.
O abaixo assignado, de ordem de Sua Mageslade r>
Imperador, seu Augusto Soberano, transmute este pro-
U>to ao Sr Hamillon Hanullon, enviado extraordina-
rio e ministro plenipotenciario de Sua Magesi.-.de Itri
tannica, afim de que baja de leva-lo aoconbemcnlo do
Antonio Paulino Limpo d* AVreu.
[Jornal do Commercio.)
Governo da provincia.
EXTEDIENTE DO DA 6 D CORBENTE.
Oflcin A Exm. presidenta daa Alagoaa, exigind
um iliirniiniitiiroiiiprolialoriii Ha entrega legal, foita ua-
quella provincia peUa soldadi'i dn eompaiiliin de artifi-
eea Anmnin de Barros ll.irbmn e Antonio Maurioi Be-
terra, da olijeniiii de armaineiitn, eqiiipameutn o farda-
niinin. com que deixirio de reoollier-ae eoropanhin.
Parlieipuu-ae ao director d.. arsenal do guerra, que
raqiiisilrs case documento, para vista delle pudor dar
descarga doa referido! objeotos aoa ruonoionadna aol-
dadoi.
DiloAo onmniandante das armas, snientifioando-n
de havor oonrediilo a lieenca.qiie, para ir a rrte, pe-
dio o tenenle rrfnrniado Carina Martina de Almeida n
reqiierimeiito por S. Exo. informado ero nflleio de bo-
je (6).
DitoAo inspector da thesnuraria das rendas prnvin-
ciaea, ordenando, faca por a diaposicl do ehefv do po-
lica, para pjpgnmenttt doquesi' despendeo em outubrn
ultimo eom oa presos pitbrea de justica da cadeia deala
idade, a qnanlia de 415,970 rs.Parlicipou-so ao che-
re depolicia.
que elle debalde ae eaforcava por penetrar, parecen tu-
rado de nina sbita lilci.i.
* Eloi, onde cfia F.loi ? exclnroou.
Foi romo n 111 rain de le, Gattuii prycipilou-se para n
barraca; a porta eslava eseniicarmU, a cama rrvoli.i es-
lava aida quelite, enlgoma rnnpa eapalhada pelo i liao
rev.-lava ritrema prrcipilacio ; maa um eslava |j |i|. i,
Oe novo ae pToioco, ari'lianiuu, Eloi limin ilptappa-
reaido ii ni o Carlota, o injoterio cada vea maia e omu-
plicava. f,
Explica va Gastn al rrto punln o r.ipln de Curila,
nina a ilraappni ifan -sin vrlbn e fiel (Triado o aaerrnvn v
enk'invn por entraiiho ino.lo. Fcil a aasaalar-so rgni.
Indos oa amantei. snppof rile ver nenie myrlf rim frto
un indiein de romplieidade; por nutre fiarle, dnliecia
.1 lealdadn do vellm criado, vneega devotajSu que a
Minamos leiuprc huxiver teiteniuiihadn, e uinilo Ihc
cnslav a adoptar esta Simpen, ; e nfti cunimiiniron a
Mr. de Fwrjra dtividaa, que nao Ionio ruis du que aug-
mrntar-lbesj petar.
Voltou porlonlu a*in bavrr d.seuberlo nenbum iodi-
eio iiuporlanle, o acbou o desvenluradu irllfat na aala
luna, sentado no menino lugar, mi que |faraa baria
aolM o tinlia vial". 0 livrn que rile lluvia lidn anida va- Stdarinilo
INTERIOR.
RIO-DE-JANEIRO
PACTO GR \VISIMO.
Um artigo do Socialista de Nicleroy denuncia o se
guinte fado : urna das amas de leite de*S. A. I. eslava
pbtbyaics no tareeiro grao. Muito lempo o primogeni
to do Sr. D. Pedro II foi alimentado com ene leite im-
puro.
Esse fado he tio grave, e asseverado com tantos ca-
racteres de veacidade, que nio podemos deixar de cha
mar a altenco sobre elle O artigo do Socialista he as
signado com o noxie propriodc um medico, quedesse
erro da medicina tira argumentos em proveilo da bp
mcBopalhia. abandonando a questio medica (sobres
qual oplimamento podera dissertar ex-professo a folba
ministerial) perguntaremos iis, polticos, aosSrs. m-
dicos do pavo, se he verdade o fado publicado ? Per-
guanlaremos se be possivel que a saude do principe im-
perial tenba de senlir-ie dessa desgrscada incuria, e se,
sendo isso po>sivel, tomrio-se ja as providencias da
sciencis.se as ha, para diminuir ou evitar as consequen
cias desse erro ?
Pelo amor de Dos, nio deixem essa secusaelo em si-
lencio; pelo amor de Dos zelem a sua honra scientifi
ca, e conbecendo a inquielacio em que vai ser lancado
o espirito publico por essa leirivel noticia, desminti,
se be falso, ou, se he verdadeiro, expliquen) o seu fatal
engao, se bouve engao.
Queremos ererque ba, senlo inexaclidao. pelo menos
exageracio no que dii o Socialista; ainda mesmo, po
rem, nao acreditando senao em urna parle do que di?.
e-sa folba, fica arguicio bem severa de incuria, de ig
norancia. senlo de perverso e atrocissimo calculo, para
que esses Sn. ponbio ludo bem claro, defendi se, ex
plicando ludo. (O Brasil)
BAHA.
O inmensos prejuizos que profetisamos provincia
da Baha pela descoberta desias abundantes minas da
Chapada, se vio infelizmente realisando. Parece que
a atrocidade a mais inaudita os vai levando a efleito,
e bem o provAo os recentes incendios que arabio de ler
lugar em tres dos diversos pontos do sertio diaman
tino.
O de Andarahy poueos prejuios occaiionou ; o dos
l.encci, com quantu consideravel, todava deo lugai
a que se salvaisem as fa/endas e bens dos que alia ha-
bido; o do Paraguayo lanyou miseria a mais deplo-
rase! a algum, calculando-ie o prejuito, que occasio-
nou, em mais de 100 contos, como verlo os leilores
da caita, que segu, de pessoa mui fidedigna, ora na
Chapada, e em correspondencia com um negociante
recotnmendavel desta cidade. que no la confiou,
He opintao eral que esses incendios nio lio devi-
didos ao ccaio, mas sim i malvadea de individuos
que para afastarem da Chapada a concunencia, e fi-
carem com o exclusivo commercio dos diamantes, pro
curio Herrar os negociantes lancando logo as casas
de palha onde existem suas fa/c ndas. Veja-se a carta
quo bbi transcrevemos
l'araguass Diamantino, 14 de outubro da 1845.
- A nuule passada (15 do correle) leve lugar pelas 2
horas da noute um borrtvel incendio na ra principal
do commercio, redurindo a cinra 25 a 26 caaas de ne-
gocio, rom ludo ou qussi ludo que dentro dolas exis-
ta, e nio bouve lempo de salva-las pela rpidas com
que as chamas tomarlo posso das ditas casas, pondo to-
da esta povoario em grande alarma, pelo perigo em que
eslava de ser toda lavrada do dilo incendio, que aca-
bou-se ao amsnbecer, por ter serenado o vento, e
lava obre a rucaa, ernvo anida flhrrl, a arrii favorita
ilr Ca lu havia rulado da estante iioiliio: a alma da
domclla inda all eslava.
i' esta vista aenlio Gaaloa eperlatvse-lbe o cornejo ,
vellm gi nlilliiiniriu rrgueo para elle desanimados,,.
lima, mas todava serenos. Na.i he posaivl denerever n
qor no eorai;ao deasea dons ln.li.en. e paaaava. A' or-
prexa, iudigniif.lu, colera, haaj* aiiccciliil., una din
minia emii enliailn. Em seu abaliuirnlo Mr. de Furges
so pensava iin sua tillui, G-ialmi >> o ven r,.ub olor va.
Meiilniin doa dous ousava c mmuiiicar au oulru suas iii.-
vi.i.is, sen leniore, ium ideas i us nlliua ae interri-
gavio em responder. Em Hm rompen Uastun primeiro
i lerrisel ni.mo.
Tnilia Vm. milita rasSo, disae elle Irntamento em
receinr a vninliancn lo i orle por amor de ana fllha. O
covardes: ciaMiiiuoii elle aiiiinando-ie, alaearuin uiu
anciA atili ilrtria. para ileabnura-lo aeiu perigu.
Aasim n|o aeri, exelanmu Mr. de Fnrgea, ergurii-
da-se por um iiioviineni.i beio de-iiobrcta r d ener-
ga; nao, if*l a Versiiillea, liei de ver u rei, heidefuU
lar-lhe j i uubri'i.i Um aeua privilegios, e eu aun u-
tir fian ile jiur foic.i ouvir-me, bao do nio restituir
ininlia hllia. a
Sim, niurniiirou Gvaiini coro amargo aorriao, rica-
honrada, murta l.ilvri de ilr un de verguiilia,
Ol! islo lie horrivi 1, etclanmu o mfelii vrlho,
.ni as iiiSiis o riMlu, ooiuo sequilara cnuw-
brir o rulmr quo llic cubra a friiuie.
Alea 4* que,mide *ch*-|a. qneip censar Vm. f
Qnein be o culpado? anda aens liveaaeiuas un indi-
cio, urna susaieila; oas, nada, nciu urna ao prova.
eTata,
Nenie iiioiuciitu firreipiou-ae u rio na aala.
Ni nI-iiii.ii prosa? rrplicuii o mancebo arrancando
un p..teme ra va du sen cao mn chapeo que o nublo a-
iii mal K.n nilin turioto, ei-la aqu.
Um raio de lux illuiiiiiiuu o temblante de Mr, de
Frgoa.
U chapen arh.idn pelo co era preto, agaloadu do uu-
ru, o ornado de um lado eom um Inrcal deouro tiiiu.
Exaniimu-o Gaatun rapilanirnle, esperando adiar
nelle ulgum indicio de aeu pruprielariu, oo pulo menm
o n.un- do seu fabricanlo.
E cutan ? i-'-anmlyn Mr. de I'iitf ea que ancioso
palos alalbos que se fierlo para o fogo nio contatni-
nsr ludo. Hooverlo militos roubos durante t>conflicto
do incendio", o qual prewneiei todo, Intimando ver
tantas pessois conheeiilas rediitidas em um momento
i miseria de s pessuirem urna camisa com que esta-
vio no corpo ; calculo o prejuixo de 100 a 130 contos,
apezar de baverem opiniSm de exceder a 200 eontei.
As suas casas e fazendas, nada sollrrio e nem o ami-
go Sr. Altaide, o Reinerio. que oicaprio milagrosa-
mente, e o inceodio nio foi a oasa delles, apexar dt
contigua ser toda devorada. O Curvado, Jacintho Mi.
noel dos Iteis, Larsngeira, Marioho de Campos, a
maisslgons fica'rio sem nada do que tinhio osi itni
caas, e nem mesmo o dinheiro, que ludo fleoo con-
sumido; bouverlo outros prejuizos parciaei, de pessoss
que nio me posso lembrsr; o descontentamento ha
geral, e islo cada e ae torna mais terrivel, e mesmo
perigoso em muilos sentidos. Confirma i muitai pes-
>oas que o fogo foi positivamente lancado, e assim pa-
rece porque tete origen*) pela parle exterior da caa oa
luja do jacintho Manoel doi Res daBabia, e este
moco perdeo ludo, escapando apenas com a vida : elle
nio atlribue ente mal a pessoa alguma, por que me
disse nio ter inimirade com alguem neste logar ; nio
eoosla al osla hora ter havido mora alguma, e nrm
lerimrntos graves, apenas algumas insignificantes eon-
tasOes nos que mais se afoilavio para salvar algumss
fazendas.
(Do Comnwtio.}
Communicado.
A ENFEBMIDSDE DO IR. DR. GOMES.
0 doente desde o dia 8 al o dia 9 se bavia conserva-
do em grande agitarlo; e as dores, que senta no p, e
que tinblo produzido um estado geral de excitado ner-
vosa, havendo aconielbado a administracio da una pe-
quena dose de sulfato de murpbina. cresrrio excesi-
vamente, e provocrio sympathias cerebraes de grande
monta e cuidado; pois que i alg-imas pequeas desor-
nens da enervacio accreseeo algum delirio. Feliimrnle,
porm, appsreceo a supporscSo da ferida, feita do dia 7
do correnle, e esta circunstancia, que se pode conside-
rar como urna crise favoravel, pela sua abundancia e
franquesa, houve de dissipar os symplomas de mo ca-
rcter, que cima mencionamos, fazendo urna rpida
depressio no excitamento e eraclismo nervoso, que tan-
to inquitala.
O soreg do doente, o restalielecimenlo prnmpto dss
faco Idades mentaes, a supporsQlo, que se eslabtleceo e o
ritbmo natural do pulso, indicio, que a molestia entran
em sua marcha regular, e tem de seguir o curso pro-
priodetaes enfermidades, quando simples e deiicom-
panhadas de cumpliese oes funestas.
Krputantoa u durnte em jim bom estado, a taremos
Tiitua par que a Providenei se digne de pinlnngar a
exislencia do facultativo illuiirad, que tamas violimas
leiu salvado do luiuulo; dn pliilusopliu elirsllo, que
Unios beneflrius lia derramadn entre na seus aemelban-
tet; e de amigo elnfim, cuja fidelidado e nniieurao iiun-
ca furao desnifiitidos aos que elle se Icem surrurrido.
Por un amigo,
l'ublicacao a pedido.
Oaseguinles ofllcios, que publicamos, servirtO de
por os nossos leilores ao laclo da con lucia franca e li-
beral, quo leve o nosso patricio.o Sr Vicente Ferreira
da Silva oa espinhosa trela de coniul geral do Br. s I em
Portugal durante o impedimento do >t. Antonio da
Silva Jnior. Admirador constante d'aquelles, que se
avnntajio no camtnbo da honra e da viriude, nos com
su mino prazer prestamos o noso peridico pira a publi-
cacio de taes pecas, porque es am s inlim mente con-
vencido, que d'eal'iiite contribuimos nao pouco para
que os bons Brasileiros.que defindn cotajosos a cauta
da Mercado, conbecio auquelles. que como o Sr. Sil-
va niose poupioa sacrificios quando se trata de con-
tribuir para a presperidade deste vasto paiz, que os vio
nascer. Louvo'es pois sejio dados a esse brio-o Per-
m mbucano di.no da sus patria, e ao nosso governo,
que um lana generosidade sabe premiar o mrito, em
qualquer parte, que elle se acba.
Sen lo certamente dignos da cnnlemplaclo do
governo imperial os bons servicos com incansatel telo
prestados por Vicente Fereita da Silva, durante a cri-
tica poca em que Ibe coube a gestio desse consulado
grral, tarefa que desempenhou sempre com pb-na sa-
lisfarao e approva(io da regencia ; e nio querendo esta
privar seda continua(io uos valiosos seivicos d'aquae
digno cidadio ; ordena em noine do Imperador que
Vmc, prevalecendo-so da sua prestante coadjuvaoeo,
o oooie logo seu vico-cun-ul, tendo elle pralicemen-
te provado que rene as precisas qualidades para re-
ger esse consulado geral. Dos guarde a Vmc. Pala-
cio do Rio-deJaneiro, em 20 de irtembro de 1833.
Btnto da Silva Lisboa. Sf. Antonio da Silva Ju-
oior.
a Accuio a recepcio dos ofIici|f, que Vme. me ei-
creveo sob ns. 10, ll e 12, e levei ao conbeci m< nio
da regencia, em nomo do Imperador, as importantes
a loilus
aeoinpnnliarn loduatl i'ss'us m-vimootot.
Pela prinieira ves 'tur fjlhou una puntara, res-
pondeo Gintiiu ; pin. eu pensava lnvef-nie cii|;nm\do.
\ bala a6 tocn n aba do chapeo, algtinas linliat niain
abaixo, ralava o infame lUortn.
Pnrem iiingueni uspritais? perguntnu pela ae-
guiida es o velho fidalgu; a que:n p6de pertencer eale
ehapu?
Uastun eslava na roait viva agitaejao, andava pela ta-
la agrandea paasua, osollava palatma iriterroinpidas.
" Esli bem, meo amigo, nao procurria engaiiar-nie,
dinte-lhe Mr. de Fnrges, rumo vos alii vejo ueste bullo
as anuas do condr d'Arlnis; e Me drtignava o bina,
d'uiir-i i|Ue prenda o tursai do chapeo. Nio percani.n
mu minuto, aei o que ru cumpre faaer, lalvex be lempo
ainda.....
aja^aajaapaxiajisjaa^^
E onde acha-la ? iuterrumpeo Gastn dominado
pela nieania ideio; a esta hura, de noile, he nina Imicu-
ra pensar iiinau;' amanhla logo quo aroauhecer o dia iro-
iiius jiinlm a Vertailles.
E porque nao agora mearan? dissae Mr. de Fur-
gi cun una reaolucA, que demni'iiliAo o sou rusto pal-
udo e rali-ado, a> tua friudVa allrradas, eu tremor con-
vulsivo quo Ihe agilava us nu-uibrua.
Nio. roen amigo, rrria-me, esperemos al ania-
nha. Alm de que Vm. nio puih ria faxerlio longa via-
geiu no estado em que searha. D'aqui a alguntas huras,
qaand a sua justissnia dr se houvrr applacado um
punen, |iartii rniiis ambus; e tenlio esta osperauca, Car-
lota ni. aer restituida.
Vos entilo me abandonis ? disse Mr. de Forget,
fairinlo um esfurcu intil para ae levantar da pol-
trona,
Eu, nbanduna-lu, retpnndeo Gastnn apartando
cun irFusio a niSo do velbo, Van. tal nao penaa ?
Gastn leve mainr irabalbo para .nvenper a essa
dragrucado pa. Mr. do Fnrges nneruiubin a final ao eX-
cesto da sua dr, iiicliiiuo a caber; aubm as cosas da
eadiira, e firou astim por luuitu lempo ubytiuadn em
uuia especie da ani.|nilamrolo, e quando toruuu a si,
niu ealava Gaatun mais alii.
(Casiirisit.r-i-Aa).



-5
T
noticias, que p-vr lili Vmt. me eommunicou, auim
como pelot m. 8 h, 9 i, e 10 j A mesms regenota,
tuppondo que logo depos Tari Vmc entrega dette
consulado geral aocooiol geral Antonio da Sil J-
nior, que Vmc. esperara em pouco lempo, me orde-
DOU que a Vmc. louvaise neita oocanio pelos bons
servico* quecom incansavel ?elo prestou na melindrosa
e arriscada poca em que Ibe rouhe a gestio do consu-
lado geral brasiteiro, tarefa que Vmc. plenamente oe-
crmi'Cnhoa com aprazimento do governo imperial.
Naoquerend) este privarse dacontinuarlo dos ses
bom e patriticos servieoi. neata occasiio ordeno ao
cnsul geral se prevalece da tua valiosa roadjuvaclo,
eo nome logo ice- cnsul deste imperio nesia capi-
tal, como Vmo. vera peio despacho, que incluso Ibe
remeti i sello volante. Espero que Vmc. apreciar
devidamenle este teslemunbo de conlemplatio, que me-
rece ao governo imperial, em cuja lemhranca estars
sempre presenlentes asua eapacidade e bons servicos.
Dan guarde a Vmo Palacio do Rio-de-Janeiro, 20
de aetembra de 1833. liento da Silva Ltea. Sr
Viente Perreira da Silva.
lllm. e Kxm. Sr. Beato da Silva Lisboa. Tive
honlem a latitlagao de receber um offioio de V Exc.
de20deaelombro ultimo,em que V.Exc, tratando-me
com as mais honrosas eiprestdes, me aasegura que oa
meus tervicni lorio contemplados pela regencia em
nomo do Imperador por tal maneira, que Ibe merec
ordenaste ao cnsul geral me conTeriisa o vice-coniula-
do nesla eapital. To repetidas grecas existirs viva-
mente presontes em ininba alma, e serio estmulos
constante* para bem diier um governo que tio genero-
samente sabe remunerar oa teut subditos. Grato por
derer, ato tambem esperar que V. Eic e a re-
gencia em nome do Imperador nio me leverid a mal
que peca excusa do relendo emprego, poia que elle te
acba ejercido inicuamente pelo subdido bratileiro,
Marcollino Jote Tasares, a respeilodo qualja por te-
zea me dirig V, Ese. Elle he un antigo empregado
na chancellara eonaular. de bom carcter, com intel
licencie pralica do expediente, chele de teit filbot Bra
sileiro mo, e por teut irntimenlos digno de o ter.
Ki* poit os motivos que me cooduzem desejar que V.
Eic. faca recaliir nelle a nomearo de vice-consul ; e
se, pira o servico da minha querida patria, os meus
limitados conbecu-enlos, mas superiores detejo*, po
derem servir 'de aluuma utilidade, V. Eic e o governo
muito me honraras com todo e qualquer encarg, que
eu poata desempenbar. Tenbn a honra de aer com
toda a considerado o retpeilo. De V. Exe. muito at-
iento servo e reverente criado.-Picante I'en eir da
Silva. Litboa, 3 de derenubro de 1833
[lio si d'ult Dtarto, de 18 de marco d 1834. )
1 embrulbo ignora-to ; a Cbtby.
1 dito um brlbanlc ; a J. G. M. Lumorhi da Mello.
Si latas ignora-se ; a Berusrdino de Oliveita Helio
2 volumes dito ; a Jos de Oliveira Mello.
1 embrulbo livrot ; a Celrttianno Antonio Fcrreira.
1 dito ; a Feliciaono Jote Gomes.
1 caixolinho ignora-te ; a ordem.
Consulado.
RBMOIMBNTO DO DA 8.
Geral637549 Provincial115*484
Mnviuieiito do Porto.
Navio entrado no dia 10.
.Vlacei; 5 dial, brigue inglez Chai le, de 190 tone
ladat, capitSo Pelee Richard, carga atiuctr e algo
dio: a Dean YulleAC.
.Vaiio kjWd no msmo dia.
Londres; galera ingiera Piyckt, capillo H. Erving:
com a mesma carga que trouie.
Baha; patacho Arekimedu, capillo W. Ilart : com
a mesma carga que trouie.
Aracaly pelo Ass, sumaca brasileira Santa-Mara
lua-Soile. capillo Manoel Jos Joaquim Alv'ea da
Silva, carga varios gneros. Patsageirot padre Hj
potito Gomes Brasil, e padre Jlo Baptitta Man,
Brasileiros.
ObiervaeaO.
Ai embsrcscOet.bonlein publicadas como sabidas no
dia 8, largarlo deite porto no dia 9.
CMMECIO.
Al fan ciega.
RUiDIMBKTO 00 DI* 10.............
Detearrsga koj* 11
lirigueTrium/ihanle mercaduras.
... 3:872^609
1MPORTACAO.
TftlUMPHJNTK, bngue portugus, vindo de
Lisboa, entrado no torrente mez, a contignacio de O-
liveira Jrmloa & Companhia, manfeslou o teguinte :
7 caitoloi pedrat.do cantara ; a Joaquim de Freitss
Guiniarles.
8 padrea de cantara, 3 ai jotes dita ; a Francisco
Augusto da Costa Guimarcs
26 pedral de eanlana, 1 barril vinho ; a Jos Ra-
mos de Oliveira.
0 barril vinho, 1 embrulbo livros mpressos; a Coni-
tsntino Jos Rpoio.
125 pipase73 barril vinho branco, 50 pipai vina-
gre, 25 barril carnes ensceselas, 33 batricaa ceva la.
2 caitas livrot, 20 ditas queijot, 2 einbrulhjt ignra-
le ; aos consigna lariot.
5 pipai vinagre, i ditas e 5 barril vinho, 10 bar-
ril zeite de oliveira, 2 caixotes doce ; a Francisco Se-
verianno Rabello & Filbo.
40 pipas e 27 barril vinho, 25 ditos aieite de oli-
veira, 25 ditos carnes ensaccadat, 11 pipas vinagre, 1
caixa ignora-te, 200 ceirat figos ; ao capillo.
4 pipas e 5 barris vinho, 5 pipai vinagre, 4 barril a-
r.eite de oliveira ; a Maooi-I Jos Machado Malbeirot.
23 barrcat cevad ; a Manoel da Costa Nevet.
1 caixa, 2 embrulhoi. 1 roda pertencet de urna o-
ra ; s Nascimento Schaefler & Companba.
12 caixat cbapelnhot a pattora a Jos Affdoio Mo-
re ira.
5 csixas rap ; a Thomai de Aquino Fonseca.
2 barr pescadas ; a Jacinlho Antonio A(lonso.
4 csi xotes mar melada ; a Manoel Ferreira Lima.
1 caixote livrot impressos, 10 collecdet de quadros
historeos; a Nromedes Mara Freir.
4 gamelas cera ; a ordem.
10 barril vinho tinto ; a Francisco (cosinbeiro.)
1 caixa mpressos j a Rego.Medeiros cVCompaohia.
20 gamelas cera ; a Jos Pereira da Cunba.
1 barril viobo branco, 1 caixa tniudeas ; a Rafael
Fernandea branles.
3 caixat drogas ; a Joaquim Rodrigue! Pinto.
1 caixote ignora-se ; a Jos Teixeira Bastos.
1 caixa de lolha ignorase; a lliomaz Dial Souto.
A barril vinho ; a Jos Gohcalves da Fonle.
9 ct'xas e 1 tacco ignora se ; a Antonio Francisco B.
Jnior.
10 barra e 2 fardos drogas ; a Antonio Pedro das
Nevrs.
6 barra e 1 caixa drogas; a Victorino Ferreira de
Carvalbo.
12 volumes drogas; a Jos Mara Gonealves Bamoi.
2 ditos ditas ; a Ignacio Jos Coulo.
11 ditos i.itas ; a Vicente Jos de Brito.
1 embrulbo folbas de tena ; a Jlo da Motta Bo-
telho.
- 1 caixa larinha de araruta ; Joio Pinto de Lemos
* Filbo.
1 aixa um colxlo; a Joaquim Mara Bbeiro de A n-
drade.
2 ditas marmelada, 1 vaeca comera, 1 caixa a 3
barra peixe. 5 cenotes conservas, 2 sncoretss vinbo,
1 ("ola passaios. 80 molhot de rebolas ; a ordem
1 calite ignora-se ; a Jos Hvgino de Miranda.
2 voiun.es ; a Lataly.
2 caixinhai e 2 barricas ignora-se ; a Miranda & O-
liveira.
Editaes.
O lllm, Sr. inspector da thesouraria de faienda
mana fazer pul lies, para eoobecimento dos interesss
dos. a ordem do tribunal do Ibetouro publico nacional
do ddesetembro ultimo, sbsixo transcripta, que mar-
ca o primeiro de abril do anno futuro para comecaro
descont gradual, oa lrma da le de 6 de outubro de
1835 as notas de cero mil rea da 2 'estampa (vide),
actualmente em substituido na corte; e convida aos
poiiuidoret das metmaa notas, para que quanto antes ai
faci trocar por outras na mesma thesouraria, visto es-
tar prxima a poca em que vio dnxar de ser recebidas
nat eslacOes pulilicas Ja provincia. Secretaria da Ibe
tourana de faxenda de Pernambuco, 16 de outubro de
1843.O ufficial-maior, Ignacio dos Santos da Fon-
nca.
Ordem a que .t re/ere o idital lupra.
N." 124 A. Manoel Ahes Branco, presidente do
tribunal do thesouro publico nacional, participa ao Sr.
inspector da thesouraria da provincia de Pernambuco,
que, por portara detta data, oidenou, que te marcas-
te otirimeiro de abril do anno futuro para comecaro
descont gradual, na forma da le de 6 de outubro de
1835, nat notas de cem mil res da 2.' estampa (verde),
actualmente em luhtlituicio nesta corte, a fim de que
mande faer publico por editaes, e noi peridicos por
repelidas veres,para coubecimento dos iiiteressaUoa.Tbe-
touro publico nacional, eui 9 de eetembro de 1846.
Manoel Alvti Branco.
ilmi Moro, cantado pelos Srs. Franchi eToselli.
O proco dos uilueles de platea e camarote regula o
ineimo que odas repreteotteoet da companba ita-
liana.
Principiar as 8 borai.
% PUBLICACAO LUTERARIA.
/sobras completas do Abluido do La Mk.nnus,
em 12 volumes ero Irancot. Ricamente encadernadal
em bezerro, com o retrato do autor i frente. Vendetn-
se na rus do Crespo, luja de Campos & Maya, n. 8.
iviss martimos.
Lotera do Rio-de~Janeiro.
Rilhetet a 24,000 rs., e mcios a 12.000. que lem
de correr neste mez: na ra da Cadcia, lo|. de cambio,
n. ,'!8: na meima pagio-se os que sabirem premiados,
e tambem dat que ae lem vendido.
Ollercce-se um moco para caxeiro de venda, do
que tenSJpralica, de 18 a 20annot de iade : na ra
Sova, venda, n. 65.
= Oa abaiio assignadot declario, quo Luis Msjrei-
I" re da Silva Pinto ileixou de ser seu caxeiro desde 8 de
novembro de 1845 Victorino Q[ GuimavB.il
Miguel Archanjo Munleiro de 4 ndrade,oficial da i'm-
peiialordem da foxa, cava/ eiro da de Chruto a
inipeelor daalfandega de Pernambuco, por S. M.
Imperial, o Genitor I). Pedro II, gueUeo guarde.ftc.
Faz saber, que, no dia II do corrt-nlefbojeL ao nnio
da, e na porta da allandega, te bao de arreimlar
dual con lecas e urna caixa, ludo com doce, no valor
do 12 000 n. impugnado pelo m nueme Concalo
Jos da Costa e Sa Jnior, no despacho- por factura de
Antonio Fiancisco B..n leira; sendo dita arrematadlo
subjeita ao pagamento dosdireitoi.
Allandega, 10 do novembro de 1846.
Miguel Archanjo Momuro is Andrade.
mmmmsnmmawtmmmmmamma^mmmawmmamamawmmmtamta
Detlaragcs.
(.OMI'A.MIIA l)t) BEIRIBE.
. Sfio convidados 01 Srs. accionistas para a segn
da reuniio e n aasembla geral, de que trata o art. 17
dot 1 tlatulos, a qual tere lugar no da 13 de correte,
pelat 9 horaa da manilla, no etcriploiio da companliia.
Recite, 5 de novembro de 1845.
O director,
Joto llamos d'Oliveira,
O caixa da compsnhia do Beuinbe avila os Srs.
accionistas, cujai entradas te acbio em atraso, que no
da 13 do corrente ha reuniio em assembla geral doi
accionistas, e que abi serio publicados os nomei de lo-
dos aquellet, que nao estiverem em dia; 01 quaei, alm
disto, arrisrlo-ie a perder as las entradas, se aisim
ae deliberar na meima reuoiio, de cooformidade com a
disposicio do art. 90 dos estatutos.
O cris,
M. G. da Silva.
THEATHO PUBLICO.
QUINTA-FBlKA, 15 DE NOVIUBnO. '
Funccdo rxtrairdinaria lyriea, em beneficio de Pedro
iXulasco Haptilta, pio/esior de msica, distribuida
pela maneira legwnte :
i. Urna peca de msica pela banda militar do segun-
do balalliio.
2. Duelo da opera MARINO FALLEBO te pu
giungi a ir acidalia, cantado pelos Sis. Franchi e
lolell.
3. Aria da opera LOMBABDI come polea un'an-
gelo, cantada pelo9r. Mannangeli
4. Grande cone*lo de FLAUTA, esecutado pelo
beneficiado.
Inte'vano de 15 minutos.
1. Urna peca de msica pela iiirm handa militar.
2. Duelo da opera NtNA PAZZA PER AMORE
di quel coi non io che fa'ue cantado pela Sra
Marietta eo Sr. Jos Marinangeli.
3. Varscoes ou pbsntatias de OPHICLEIDE, com-
postas pelo beneficiado, e dedicadas aoa teut amigos.
nter rallo de 15 minutos.
i. Urna peca de musir pe la mesma banda militar.
2 Variatoelde VI0LO ou guitarra francesa, eje-
cutadas lmente pelo beneficiado.
3. Aria da opera LINDA CHAMONMX o luce
di que t'anima cantada pela Sra Marietta.
4. Duelo da opera COLLMELLA i/uivi alberga
- Para o Ceari tai impn lerive'um-me, quinU-iera,
13 do correle, o brigue brasileiio Kck<>, capillo Ma-
noel Jut de Aievedo Santo: para o resto da carga
pasiagejot, para o que lem bons com modos, trata
na ra da Cadea-Velba, armaxem, n. 12.
i= Vende-ie urna barcaca, que pega em 24 caitas
de assucar i gosts, construida de boat madeirai, e feita
naiAlapoai; eiti prompta do ludo; be nova ; ainda
ulo lez viagem algums, a eicepelo da em que veio de-
poit de acabada ; e he muito boa devela : quem a qui-
/cr, procure a Antonio da "ilvaGusmlo, na ruado
Queimado, n. 39, e, na tua falla, seu caxeiro Maia
- Para Genova tahirl com brovidado a polaca ur-
da Ilota, capillo Dodero; recebe alguma carga a frele:
quem na meima quizer coi regar, cu ir de pastagem,
para o que tom excellenlet commodoi dirija-te a rasa
de Nascimento Schaefler & C ra da Cruz, n. 45.
=Vende-se o hate americano Emily-Elleeott, de
lote de noventa e cinco toneladas, de construccio
superior, foirado e encavilhado de cobre, novo, de
primeire msreba: os pretendentei dirijio-se aot con-
signatarios Henr. Fonter & C., na ra do Trapiche-
Novo, n 8.
Para a Babia legue em poneos das o patacho Flor
do-Marotm; recebe carga e passageroi : quem no
iiiesino quuer carregar. podo entender-se com os
consignatarios Ainorim Irmios, ra da Cadea n.
45.
Para o Au parle, com a maior brevidadn possi-
vel. o hersantim ncciontl Fiel, deque be capillo Ma-
noel Maiciano Ferreira ; recebe nicamente alguma
carga miuda e passageiros, para o que lem os man ex-
cellenlet commodoi possiveit : o pretendentei tratem
rom Firmino Jos Flix da Rosa & Irmio, na ra d.
Vicario, n. 23, segundo andar, ou com o relerido ca-
pillo.
I Casa da loi luna, ra Uireita, o. 12.
Cntin>-se a pagar as caulellas da lotera do aeeJMl
5
Le,110.
O corrector Oliveira fari leiliu.de variado surt -
ment de fatendas malezas, fraeeras, tuissat e alie-
mies, desuda, lia, lindo ealgodio, proprias do merca
do, as quaes teem de sor vendidas, sem reserva, al.u
mat a praio, e outras a ilinheiio vista ; quarta-leira,
12 do correnle, as 10 horas da inanhia em ponto, no
seu etrriplorio, ra da Cadviu.
rlvisos diversos.
- Prrcia-ie d'uma ama secca de bons costumet.
que taiba cozinbar, ensaboar eengommar, para cana de
pouca familia. Dirigir-te 1 ra do Rozario eilMta n.
30, terceiro andar.
Joaquim Antonio da Silveira embarca para o Mi
de-Janeiro o leu lobrinho menor Antonio Joaquim
Teixeira.
Aluga-te o segundo sndar da caa da ra do
Queimado, n. 8 ; na luja do mesmo.
Ar. enila-sii o primeiro andar da casa n. 69, na ra
Nova, loriado de papel e atseiado ; quem o pretender,
falle, por Laitod mesma caa, no bilbor fiancei.
= 0 corre'.or Oliveira acha-se encarregado da venda
de um mualo, cem principio deoflicio decarpinieiro,
liom trahalhador, e proprio para lodo o servico ; sos'
pret'ndentei se dir o motivo da venda.
= Oabaixo assignado roga ao Sr. Jlo Alve de
Son/a, queira It-r a l>< n bule de Ihe dar um esclarec-
ment da repretenlacio.que se fez com 600 e tantas ai
aigualurai ,relativan ente a emigracio acoriana, a fim
de ser reno ttida ao governo de S M. F. ; i-to desej
saber,porgue tan bem fui um dos quo assignrlo,e cui
la-Ihe acreditar o boato quo corro a ei>o ripcito: eo
mesmo Sr, Souza cuide em dar qeunto sntei urna sa
titfacio, que o queixotos sio niuilos.
Antonio Francisco dot Sanloi i Silva.
D-ie dnheiro a premio com penbores de orno
mesmo em pequenat porioei : oa ra do Rangel n.
II.
Roga teso Sr. Silvano Tbomsz de Sours Maga-
Ibirso favor de spparecer na ra do Queimado, boti-
ca n. 15, que se Ihe dse ja tallar.
Precita-ie de urna ama com muito e bom leile,
eiem filbo : na ra larg do Rozario, n. 39, te dir
quem pretende.
Jos Saport tnnsfeio oieu eicriploro para a
ra do Trapiche, caa n. 54, lerceiro andar.
=Alexandino Mximo Leal de Barros retira-seda
provincia para a do Maranhio, a tratar detuaiade
=Aviia-se ao Sr. Antonio Baplista Clemente, que
no prato de 8 diaa tenba esgatar os penbores,que man-
dou einpi nhar na mi de Josnna Fraocisca de Mene-
zet por a tcnbora Anna Mara de Brito, e nlo o vindo
tirar, se vender. 0 paiasru pigi menlo.
= Aluga-ie, pelo lempo da fesla, una casa no Poco-
da-Paneila, a margem do rio, unto a casa do iscris-
llo da matriz : na la do Queimado, botica, n
15.
= Precisa- se de urna leubora eslrangeira sem fami-
lia para o servico de una cata de portas para dentro, a
excepcio de cozinbar : na ra Nova, o. 25.
=Aluga-ie.por lOj rs. meniaes, o 2. andar do so-
brado da ra eslreita do Rotario, o. 18 : a tratar na
ra do Noguera, n 27.
Antonio Jos Soares de Avellar retira-ie para o
Maranho com la mulber e dout Glboi menores.
Aluga-seuma cisaem Olinda na ra do Amparo,
para se pastar a fetta ; a pestoe que a pretender, din
jase a ra de S. Concalo, casa, n. 28, que abi achara
cum quem tratar.
Hoje, i a do correnle abrem-se, no
collegio tanto Antonio, os cursos de
geometra, nhilostpbia, ihctoric* e geo-
graphii.
pagsri
nario.e acblo-se a venda as caulellas dt lotera do I
Iro, que corre a 25 Jo correnle inlaltveple.
Joio Baptitta Herhtler faz certo a todas'es
soas desta praca, que nio responde por Irantaecio al-
guma, que o seu filho Jos Carlos Herhster possa con-
trata; em r.ome delle pai; porque, desde 2 do corrate
novembro, doixou de exittir debaixode sua adminia,
tracio.
Troca-ie urna imagem do Senhor Crucificado,
encarnada de novo, e obra muito bem feita, e por pre-
c,o muito cummodo : na ra Direila, n. 87.
Ferreira & Braga embarcio para fura da provincia
o ieu eteravo Antro de afio.
Precisa-te de urna ama de leile, parda ou prela,
forra, que nio tenba filho, e que tenha muito bom lei-
le, para criar; na ra datCrutet, n. 22, segundo an-
dar.
= Chegou grande quantidade de rap Novo-Lisboa;
ra do Crespo, n. 11.
O arrematante da aiericSo dos pe-
sos e medidas deste municipio, abaixo as-
signado faz publico, que dar principio
mesma afericao no dia 3 de novembro
prximo futuro, na casa dt travessa da
Concordia n. i. das -j horaa da manhSa
als 5 da larde ; e adverte, que, na for-
ma do regiment respectivo, o prazo des-
te expeliente para os eslabeiecimentos
dctuaes cm todo o municipio deve expi-
rar no iiliimo de dezembro do corrente
anno. lleciie, 3i de Outubro de i845.
s/n/ono Gonealves de Maraes.
A luga se um moleque de 18 annot, bailante
hbil para qualquer servico ; o qual se sluga mental-
mente ou por qualquer lempo, que te cpnveocionar:
quem o pretender, annuncie.
Aluga-ieuma casa no lugar da Capunga, a quem
comprar urna aunaran, com lodos os teut pertencet,
para venda, que exilie dentro da mesma cus a qual
lem suflicienleg commodoi para lamilla ; a tratar em
dito lugar, cata n. 51
= Guilberme Augusto Rodriguei SMte embarca pa-
ta o Rio o escrn vo Galdino, cabra, por ordem de seu se-
nhor, o coronel Joaquim Bernardo de Figueiredo.
- Roga-se ao Sr. Joio Paulo de Salles, que, no
prazo- de tres das, venha resgalar o penhor de ouro,
que lem na luja ae Manoel Ferreira Ramos, por seg-
ranos do importe de fa nio fier no Mibredito prato, lera vendido para satisfa-
V,io do seu debito.
Aluga-ie, para te pastar a fosla, urna cata terrea,
sita naeidade ue Olinda, na biquinha de S. Pedro Mar-
n, com quatio quartoi, e um mirante, batanle fres-
cos, com cacimtia, e um tanque para lomar banbo, e
quintal murado : a tratar na mesma casa, n. 2.
= Aluga-se. por anno, urna boa cata terrea, com
grande quintal, e excedente agoa de beber, murado na
frente e cercado dos Lios, lem boas laiadat de marai u-
ji, ass e meiiini, parreiraa. figueirat e outras arvoret,
ja dando fruto, ao pedo silio da >ra. D Lauriana, 00
principio da estrada dos Afilelos ; com a condivlo de o
morador ser obrigado a enlrega-la, na ana aabida, com
as metmaa bemleitoriat, com que a recebeo ; trala-ie
na ra da Cadeia-Velha, n. 25
=0 reven ndo padre liento Manoel de Soma Catiro,
Manoel Joaquim Lesaa, e Joio Jacintbo Mon-ira, ere-
dores no cas,.I da tallecida Anna Mara de Jess, fa-
7ein sciente ao publico, que ninguem compre bem do
lito casal a Francisco Alve dos Santos e Jos Ma-
nuel de Faria, sem que os annumianles sejao ouvi-
dm, com pena de nullnlade, e de a todo o lempo I-
lem haver leus dbitos pelos ditos bens em poder de
quem 09 mesmos te acbarem: pira que le nio poni
chamar a ignorancia, te fax o presente, visto achren-
se em litigio.
Aluga-te ums padaris, com o principaes utenci-
lios, e melbori i comu odidadet s urna psdsris ou a ou-
Iro qualquer eslabelecmento ; a caa be atsobrada-
da, e por isso propria para moradia ; tita na ra Impe-
rial, junto da fabrica de sabio : trata se na ra Direita,
o. 82, primeiro andar.
= Antonio Gomes da Silva, piloto examinado do
allomar, lai pul tiro, queensinaa aitede pil lo, prat-
ca e theorica, assim como apona agulbat de mariaf
por novo melbcdo, e coocerta varioi instrumentos nau-
tilos : lodot o aenborcs, que qui'erem, dirijao-se a
Sanls Amaro, to p da igreja, ou a praca do Com-
mercio, d< ii.'e o mcio dia al aa dual horat da tarde.
Aluga-se una casa na povoacio de Apipucoi,
com uvria sala grande na frente, 4 quinos dispen-
sa copiar quintal murado estribara para 3 caril-
los : a tratar na mesma povoacio, com Pedro Jos Car-
neiro Monleiro.
Aluga-se um preto moco e robotlo muito pos-
tante para tocar assucar : a tratar na ra de Apollo, a.
28, com Joao Ksteve da Silva.
LUTEKIA OTUEATRO.
As rodal desta lotera andso impraterivelmente no
da 23 de novembro correnle visto ler-se realita-
do o andamentouaa do teminai io. -O respectivos bi-
Iheies acbao-te a venda na loja do tbesoureiro, oa ra
de Queimado n. 39; na do Sor. Meaeies Jnior ,
rus do Collejio ; na botica do Sr. Mor. ira ra do
Cabug e no heirro do Recite, mi lojas de cambio
dea Sis Vieira e Manoel Gomes
Aluga-se o segundo andar do sobra-
do sito na ra Diieia, n. 30, com bons
commodos: a tratar na ra do Collegio,
segundo andar n. ib\.
* f


<= Jo'Soaresd'Azeve.do, profrssor d* lingoa frsn-
ceza do Lyreu, tem !>vrto em sua om, ra do Rozario
eatreita n. 30, t rceiro andar, um curso de rhetorie, e
outro de pbilosopbia. As peMoat, que dee)arenWfiuir
urna ou outra destos disciplina, podem dirigir-se in-
diada residencia, de manbi al 10 boras.e de larde
qualquer bora. +
Precsa-ie alugar um moleque, ou negro leito,
quearj intelligente, em vicios, e saiba fazer lodo o
servico esterno d'uma caa. Dirigir-se ra do Roza-
rio eatreita n. 30. lercciro andar.
= Ollerece e um pardo para criado de alguma caaa,
dirijao-se Casa-Forte, adianto da venda do Nicolao,
caa de Joao Ciarlos, que dir quem he o prateodeole.
as A pessoa, que annunciuu, no n. 251 ueste Dta-
rs ter para alugnr um moleque de 18 annot, dinja-ie
eom elle ra da Concedi, na Boa-Viila, o. 8, que
se far negocio.
CONVENIENCIA.
Fzem-se pintura i or preco maii commodo do que
em outra qualquer parte, tanto na praca como no mat-
to. porbaver para esto licito um completo sortimento
le untas, leos, vermz s. papel para forrar salas, e vi-
drosde todos os tamaitos ; quaesquer destes objectos se
vendem a retalho, e em as poro5e queso precisarem :
trocio-so imageni as mais perfeilas; assim como Se
venilem ealungas grandes para presepios, e um lnd<
presepio : na loja de drogas, de piotor e vidraceiro
ra des Cruzes, n.28, unto typographia desle Oro
rio,
A cflicina de encadernacio, que o padre Lentos i
Silva dirige, na ra de \ Franoiico, amigamente do
Mundo-Novo, u. 66. contina a trabalhar; e acha-se
provida di" todo o neerssario para desempenhar quaes
quer eiicadernaioes, que se esigirem, com a perfeic>
a gosto j conbecidos do publico, e a um preco mude
rado.
Aluga-se, para ama de casa de pouca lamilla, ou
de liomem aolteiro decente, urna mulher forra, que sab
fster todos os arranjos de urna casa de portas a dentro
quem preeisar. dinja-se a ra da Gloria, n. 2.
l'recisd se de urna ama de regular conducta, para
o servico interno de cusa de pouca familia ; quem qui-
zer, dirija e Fra-de-Porta, ra do Pilar, n. 145
segundo andar.
= Fugio, na tarde do dia 7 do corrente, do sobrado
da ra Direita o. 100, para o Indo das ras de Agoss-
Verdes e llortis, urna rola de Hambuigo ; quem a
acbou, queira leva-la 4 dita casa, que, alm de se Ibe
licar muito obrigado, dar-se-lhe-ba a importancia da
mesma. ,'
Aluga-se o primeiro andar do sobrado n. 2, jun-
to a igrei do Martirios; e como o dito sobrado se
acba alguma cousa deteriorado, tambem te conlrata pa-
ra o pretndante fazer os comerlos precisos : quem o
pretender, dinja-se 6 ra do Cabug, em casa de Anto-
nio Rodrigues da Cruz.
Desappareceo do becco do Capim, da terca para
a quarta leira, urna canoa meia aberta, com um banco
de menos, e tem pregadas nos encolamientos urnas argo
las para amarrar encerado; a pt-ssoa, queriella souber.
dirija se ra da Cadeia-Velba, n. 60, ou cidade de
Olinda, ladeira do Varadouro, refinacio d: asaucar,
que scrii generosamente recompensada.
Quem annunciou no Diario n. i Vi ler um mole
que para alugar, pud dirigir se a ra da Crur, n. 57,
segundo andar.
Compras.
A commissio encarregada da obra do theatro-pu
blico precisa comprar giando por c, agoa-raz, alvaiado fino, srcoante, colla de pellica e
ouroem folias : as pessoas, que se propnrerem au for-
necimento de semclhantes gneros, queirao comparecer
no dia 13 do corrente, nu dita obra cima, tratendo
suas amostras, rujos precos detein ser apresentados en
carta fechada.
- Conttnuao se a comprar os seguintei livros, em
bom uso. ou mesmo de>eu"adernados, com tanto que
Ibes nao faltem foibus, a s Ler : Vigilio, Horacio, Ti-
to Livio, Carlas de Cicero, com o portugus ao lado,
Magnum Lexicn, Constancio, diccionario porluguei,
da fbula, etc ; na ra de S. Francisco, antigamenle
do Mundo-Novo, n 66.,
Compra-se urna escrava cozinheira, sadiaosem
vicios : na ra do (^ueimado. loja n. 8.
ComprSo-se, para fra da provincia escravos de
13 a 20 annos; sendo de bonitas figuras, pagio-se bem:
na ra da Cadeia de S Antonio sobrado do um andar
de varanda de pao n. '10.
Compra-se um tacho de Inmanho regular, anda
sendo usado ; na ra de Moras, n. 112.
Compro-se, para fra da protincia, esoravos do
ambo* os sesos; sendo de 12 a 20 i.nnos, com boas figu-
ras pagao se bem : na ra Nova, loja de ferragens,
n. 16
Comprio-se os tres tomos da obra eirurgica inti-
tulada Aviso ao Povo, por Manoel Joaquim Henri-
quedePaiva; qumi livor annuncie pura ser procurado
Vendas.
Vende-se a casa terrea da
ra das Cinco Ponas, n. 43:^na
ruad s Larngeiras, n. 12, segn*
do andar. .
Na ra das Larngeiras, n. n,
a. andar, vende-se, por inulto mdico
preco, um ptimo sitio no paleo da Haz,
povoacao dos A Togados, com tima bella,
nova, c espacosa casa, e divtfjttp aivo-
laTrnni
igei
ras.
redos de fruto, bem como
coqueires, niangueiras, jambeiros, tresl
cacimbas, urna das quaes he feita lia mili-
to pouco tmpo, e d'agoa potavel.
CALCADO.
X b Vendem se borzegums de pona de lustro, ditos
gespeados. epaloe de couro de lustro, palos ditos, -
patea de bezerru. ditos americano, aapatu para meni
no, bor/eguins pan sea*, sapatua de couro de lu-
tro, dito* d wrroquitn, s*iquitc de todos os Lu -
nhos, botina de Lisboa, e urna grande porfi de tapa-
lcs para tropa na praQa da Independencia, n.28.
i (Contina-so a vender chocolate nevo a 240 rs. a
libra, caf m. ido a 160 rs., dito em grSo* 140 rs., ca-
vada nova a 100 rs queijos novos a 1,280 rs., carnau
b em velas 320 rs., espermacolle a 800 u., maoteiga
oglese a 960 rs., dita Iranceza nova 3 0 rs.; ^io pa-
teo do Carmo, es,urna da ra deHortas, lado direito,
n. 2.
Vendam-se torradorea de caf, muilo bem eito,
a 10 000 rs., ditos maiores a 12,000 ; tambem se fa-
pm, confurmo os compradores, as eocommtndas : na
ra Nova, n. 27.
Vendem-se, por preco commodo, um relogio de
parede, e canoas aberta e de carregar egoa, e dio-e
inuito em conta ; na ra do Caldeireiro, atrado Mir-
tyrios, n. 56.
= Vendem-ge apolices do encanamento ; no Ater-
ro -da-Boa-Vists, loja de ourives, n. 71. Abi tambem
se vende um babilo da campanba da Babia por 6,000, e
um de Cbrtg'.o por 10,000 rs.
Rap Pernambucano
DA.
FABRICA DE J. MAHTINS COMPANHIA.
Este superior rap ainda nao be conhecido pelos
honrados tomantes desta provincia; e, nao podendo por
si o seu autor elogiar o rap do sus fabrica, deisa psra
aquellas pessoss, que dclle leem lomado. A grande ex-
IraccSo que o mesmo tem lido, fai com que o seu labri
cante participe ao respeitavel publico, onde o mesmo
se vende, que he nos lugares seguintes : Recile, rus da
Cadeia, Pontea S Mello, e Guedes & Mello ; S Anto
nio, ra do Crespo. Antonio Domingues Ferreira, ra
do Queimado, Ouimaraes & Cruz, e Silveira it F.eila.
= Vende-ie urna flauta, guarnecida de prata, com
4 dimes do mesmo metal, por preco commodo ; na ra
Nova, loja de ferragens, n.
Vende-se, na ra da Sinzalla-Velba, arma/em n
124. azeile de carrapato, a 1,800 rs. a caada.
JVowi fabrica titeipiritoe licoiti da travena da
Concordia, ultima cata, n. 19.
Ha sempre um bomsoilimento do licores de todas
qualid des. ago'ardente do reino, de Franca, de ani,
genebra em botijas e caadas, espirito de 36 graos, em
grandes e pequeas porc.s ; todos estes espuitos sao
fabricado com perleicio, e as amostras seo francas aos
compradores.
= Vendem-e 10 accSesda companhia do Beberibe;
na loja de louca, na Boa-Vista, lado do Norte
= Vende-re urna preta moca, de bonita figura, sem
vicios nem achaques { us Cinco-PonUs, n 71
= Venden.-se tres moradas do casa, de taipa, com
60 palmos de frente, equintal com planta, no Ateiro
do A logado, por preco commodo ; quem a preten-
der, dirija-se ao lenle, ra do Amorim, n, 22.
= Vendem se chapeos finos de castor, panuodeal-
godSo para saceos, e pannos finos de cores ; na casa de
JooSlewarl, ra do Trapicbe-Novo. n 8.
= Vendem-se dous molequs, de idade de 7 a 8 an-
nos, bonitas figuras ; na roa da Cruies, loja n. 43.
ss Vendem-se um bonito moleque de naci, e duss
pretas, com habilidades; na ra Bella, n. '8.
Vende-se uina linda escrava recolhida, de nucao
Angola, idade de 17 annos : na ra do Rosario, o. 31,
primeiro andar,
Vendem-se as fbulas de Phedro e um Cornelio
ludo em bom uso e por muilo mdico preco na ra
Nova, venda n. 65.
-------(
a V
<-3 RAPE' AMERICANO. fo
v
Com esle pomposo titulo se aprsenla no mer- ^
ty cdo um escellente rap, digno por certo da at- %
fo temi dos apreciadores de urna boa pilada Os fo
;_> vendedores se ohrigio a entregar o dinheiro i ^
a qualquer pessoa. que, tendo-lhes comprado de- J
^ le rp, Ibe sinla algum deleito. %
^ Vende-se no Alorro-da-Boa-Visla. ns. JO e A
%' 36 ; Aterro dos-Afogados, n. 509 ; prar;a da jo- i,
fo dependencia, Arantes; ra lirga do Rozario, jft
j' Lodi; ra doCiespo, Guimaraos, Serafim & C ; %
fa ra doCollegio, Menezes; Cadeia-Velba, Cu- fe
^ nba & Amorim ; e na Lingoeta, Joaquim Jos %
Rabello.
i *
^-e^-tB^-C ******
= Vende-se um moleque de idade de 10 annos,
bonila lisura, em cont ; na ra do Hospicio, n. 42.
= Vende-se urna venda bem acreditada, na ra do
("ollegio, n. 17, motivado pelo leu dono estar para re-
tirar se, por falta dossude, para Portugal ; a fallar na
mesma.
ATTENCAO!
Vende se urna toalba, toda aberta de lavarinto, de
bom gosto ; na ra do Fsgutides, n. 27.
Vendem-se dous ptos, sendo um de rede ou-
tro detipoia, por preco commodo; na ra Direita,
n. 32.
== Vendem-se os livros segufntes : um jogo de dic-
cionarios francezes, dos grandes ; Kelly, le Cambute
Universel ; Senebier, Traite d'Echange ; Colooie
Cbrlienne; Durbessede Monimorencj ; Solidio, por
Zimmerman ; Histoire de Napolen, com retralo ;
Anlhmelica e Analyse lgica; Guarda-livros moder-
no : na ra das Cru/es, loja de encadernsdor, n 39.
se Vende-se ou aluga-se urna canoa aberta, de c.r-
Ka de 660 lijlos de alvensria grosss, lubricad de pro
simo: quern a pretender, dirjase a ra da Aurora,
o. 12.
Vende-se nma pipa, com arcos de ferro, que tem
servido ue deposito de ago'ardenle ; na travessa do Po
cinlio, n. 31,
Vendem-se grvalas desetim preto a 500 rs., pan-
no preto e a/ul a 2.500 rs. o covado casimiras de gos
to moderno a 1,200 e t ,400 rs. o covado ; na rus do
Crespo, n I.
= \ ende se um csrrinho do duas rodas em muilo
bom estado ; e um cavallo multo bom para carro: na
ra estreita do Rozario n 43, segundo andar das
6 as 9 horas e ni'ia da manilla.
= Vendem se saccas com farinba de Mag, a 4800
r.; ditas com milho a 4000 rs. : gomosa de en-
goiuiiiar, a 12000 rs o alqueire velho; larinba de
S. Matbeus 3800rs. aemsar.es, a 4'200 rs., n-
rua da Cadeia de S. Antonio, deposito de finaba ,.
19.
Tambem se vende
novo rap, ehegado de Li-boa, na loja de miudpiss do
Fortunato, na prc da Independencia, em botes, a
4|500r.
B Vende le um carro de 4 roda em bom uso, e
muito maneiro, por preco commodo; na ruado Crespo,
0. 8, terceiro andar.
= Vendem-se 4 escrava moca, de boas figuras,
cosem, eogommBoecozinhao;'4ditaaboas quitandei-
ras ; 1 mulata de 32 annos, boa para o lervieo lie casa;
urna dita del5 annos. boa par*e#dsjoad*; 6escra-
vos bons para todo olrabalbo, do campo e da praca ; 1
dito bom oflicial de podreiro ; I mulalinio de 16 an-
nos. bom para pagem ; na ru do Crespo n. 10, primei-
ro andar.
J= Vendem-e rc dragona para careliana da
guarda nacional, as de capitao a 86,000 rs. o par, a de
lente e alfere* a 80,000 r. ; asaim como bandas, de
borlas de ouro, muito rica, psra capitao. tenento*al-
fere ; bonita caitas de charao, com 2 frascos cheio de
cha, l.dilo cha bysson superior, outro cha preto, sfii
n. a caiis. ; um par de serpentinas ingUzas, com man
a de vidro, por 35,000 r. i estojos preparado de na-
valbaa e mais pertences, para homem, a 12.000 rs.; es-
tojo geomtrico, caia de madeira o de liza, de difle-
rentos tamanbose preco ; alva de cssquioha, bordas
de pfata, tamaito regular, preco commodo ; cbapos
de seda, para homem, i modero, com abas decentes e
regulares, polka ; franja de algodao, para cortinado
de cama e janellas, da varias larguras, brsnca e de cor,
do melhor gosto possivel; um jogo de bagatella, bas-
tante grande e rjeo, com aeu pe, por 60.000 r.; bo-
nitas bandejas, de lodos os tsmanhoa ; afiladores de na-
valbas, muilo finos; cambraias finas, bordada, de cor;
panno para bancas de meio de (ala, de panno encarna-
do, de lia e de algodao ; bico de linho, tino de va-
ria largura; botde da farda, de marmba e de outra
uualidade, grande e pequeos ; botoesde melal bran
co, com furo, para caiga ; bonito cbale de seda da
Italia, de dous tamaitos ; mantas de seda, com flore
bordada ; superiores lenco de seda preta j sarja presa
hespanhola; coitea de vestidos deaeda escosaeza por tercio algum pequeo mofo, vendem-se barato, e
ao covados; na ru Nova, n. 30, loja do Quaresms.
*k Vendem ae sellms ingleses de montana de ho-
mem e 6enbora, cableadas brancas rulicM e chata,
barretina tom apparelho ricos para oficiaes eloldados
.la guarda nacional. talilM, cananas e crrelas psra os
mesinos, espada de roe eiemella. praleada e de fer
ro, bandaa rica, guarda-lamas de couro de lustro, cbi
datas de todas a quslidudes, cinto de couro de lustro
para meninos, pannos de manas para bailo de casti
cae* e cendieiros, beierros de lustro de superior quali-
dade, marroquins de lodas ss core, aceo para condu-
zir roupa em viagem, colcboes de toda a qualidade, e
oulro* muilo ohjecto por preco inuiloeommtido : na
loja de Joao da Silva Braga, ra Nova a. Se ra da
Cadeia do Recifa n. 49.
=\eiid>iii-serii|uisiimns chapeos de seda de todas
as cores para senhora bem enfeitados.com riquissi
mas Otas e flores ; estes chapeo leem a commodidade
de ae aburar e fecherem ; riqusimos encerados a
polka, para casticaes mangas e outros objectos; um
sortimento de W| acho : na ra larga do Rozario
n. 24.
- Vende-te cha hjsson em caisas de 13 libras, em
porefiese a retalho; e notassa americana ltimamente
rtiegada ; meias barricas de farinba de trigo da marca
gallego : em casa de Matbeus Austin & C., na ra da
Mllandega Velba n. 36.
= Vende-se urna porc.8o de cavernas grande de
sicupira ; na ra de Apollo, n. 28, a fallar com Joao
Esleves da Silva.
= Vende-se urna linda preta de 18 annos de
nsi;o Angola cozinha lava e engomma liso, sem
vicio nem achaque ; un lindo preto prca de 20 an
nos, ganbadore tocador de sssucar ; um casal dees
cravos com urna cria de um anno, proprios psra cam-
po ; perlencem a urna pessoa que se relira : na ra
da Senzalla-Velba, n. 110.
= Vendem-se 17 escravos, sendo 8 preta, com ha-
bilidades; de 13 a 20 annos, de bonitas figuras ; 2 mo-
leque de 12 a 14 annos, mu lindos ; 1 mulata de 20
annos, com habilidades ; 1 psrdo, oflicial de al!iatu,
de 23 anuos; e 5 preta, de elegantes figuras : na ra
das Llores, n. 21.
= Vende-se urna parda de 22 annos, bonita figura,
engomma, cose, cozinha, e lava de labio ; urna escra-
va de naci, de 24 annos, ptima quilandeira; dous
moleque de nac,iu, de 14 a 15 annos ; um dito cnou-
lo, de 11 annos ; um mulaiii.ho de 12annos; um es-
cravo da Cot. bonila figura, proprio para carregar pa-
lanqun) ; urna escrava crioula, de 24 anno, engom-
ma, cose, cozinha e Uva de labao ; una dita boa en-
gommadeira, cozinheira, cose e lava de sabio : na ra
das Crines, n. 22, segundo andar.
= Vende-se urna negrinha de idade de 14 snn s
muilo linda, com principio de engommtdo e costura,
fs hollinos, heiecolbida; um moleqpe de idade de
14 annos ; um dito de idade de 18 anno; um dito de
idade de 20 anno, de nacau, bom cosinbeiro ; uo> lo bom canoeuo ; tre escra>os, pplimos para o servico
de campo ; 2 escravos de 18 a 20 acmos; tre escrava
de meia idade; lodo por preco commodo ; na la Di-
reia, n. 3.
= Vende-se um preta, moca e bastante ladia, a
qual abe engommat e coln bar solTrivelmeote, para /T
ra da provincia : quem a pretender dirija se i ra das
Agoas-Verdes, n. 96
__ Na serrana da ra de S. Francisco, o. 17, ba,
para vender, refago, de assualho dejWo; no mesmo
armarem continua se, como dantos, a vender cal branca
a preta. lijlos de toja qualidadei, telbas, barro,
etc. ludo por modes preco.
fst Vende-se farinba de msndaoc muito nova de
Santa, Calbarina e S. Mlbeu,.por mono preco
queem outra qualquer paite em aaccas ,,ou medida
velba ; no cae do Collegio anuazem de porta larga.
- Vende-te farinba de superior qualidade, por me-
nos preco do que em outra qualquer parte ; dita man
irigueir propria para escravo : na ra da Cruz, o.
54, a fallar com Manoel Antonio Pinto da bilva.
= Vendem-*e saccas com larinba do Uio-de-Janei-
ro de boa qualidade a 4 j rs. a sacc ; no rmazem
de Manoel Jos da Silva Marques, na ra do Amonui.
= Vende-se urna escrava de naci de bonita fi-
gura ; na ra das Trincbeiras, d. 26.
fe Vende-M um bom ete'ravo muito ado e-bam
forcoo. be eozinheiro. gapha na roa, eemeU-vde
navio, entende de armazem de aasucar. eoio bebe qija-
lidade deesDirito algum:- na ra do Collegio, venda da
esquina n. 25.
= Vende-*e o noto jornal tr- A lllutirac^o^,
em r*nde formato, com eslntpa. publicado ero J-
boa todas as semana, razio de 5.000 rs. por auna,}
ieodoj4cbegado6nomeroa: na ra da Crui, botica
de Luir Pedro daa Nev, n. 47.
= No deposito de rap de Gane ra da Cruz, no
Recife, n. 38, cb-e a venda o muilo aupenor p
do Principa fihegado recentemente do Rio-de-Janei-
ro a preso de 1400 rs. a libra.
Conlina-se a veoder o excelente
doce de goiaba em caixeszinhos, muito
bem Jeito, para embarcar, e tambera de
goiaba ioteira era calda, muito operior,
em latas: na ra do Crespo n. i4, no 3.
"mechas PHOSPHORICaS.
No Aterro-d-Boa-Vista, na fabrica
de licores n, u6, de Fiederico Chaves,
acba-se eslabelecida a fabrica de mechas
phosphoricas, aonde acharas sempre
grande por5o de macos de too a t5o
mechas, pelo diminuto prego de 3o ris
cada um, a retalho, e em porcao a ao res:
tambem ha caixasque contm dentro ioo
macos, e outras mais, muito boas para
se Iransportarem paia o centro, e partas
outras provincias, porserem bem acondi-
cionadas, eseafianca a qualidade do fo-
to, por ser feito com toda a perfe'icjio.
HEIS 3,8oo
A" bordo do brigut Leab alqueires
pela medida velha-
Vend-se farinba d mandioca chegada
iltimamente d S. Catharina de superior
qualidade tanto em gosto como na cor, em
lor^ao e a retalho ; os pretendentes diri-
^o-se a bordo do mesmo brigue, ou ra
da Cruz n 54, ou ra de Apollo arma-
zem n. ai. '
Yende-sc a verdadera potassa rus-
siana da melhure mais nova,que se acba
ne.te mercado, a a50 rs. a libra, adver-
||nf,o,re)e que se vende por este prego por
se acliar em barris grandes :. em casa de
J. J. Tasso Jnior.
De Kianca. acabo de chegar (aem
exageracao) as mus riras e soherhas casi-
miras elsticas de quadros e de Itstras,
dos mais modernos gostos: vendera-se
na ra do ( abug n. 16, loja do Pereira.
- Vende se vinagre branco
nacional, a 400 ris a caada ve-
lha : na ra do Aterro-dos-Afo-
lados n. 7, e no Alerro-da*Boa-
Vista, fabrica de licores de Fre-
derico Chaves.
Vendem se as verdadeiras
pillas da familia: na ra do
Queimado, loja n. 6.
Escravos Fgidos.
, as Fugio bonlem (10 do corrente) uina preta de An-
Sola, de nome Antonia, baixa egrossa, olbosencova-
os, nariz pequeo e cbato, peitos grandes; levou ves-
tido de cbita e papno da Costa,e urna baodej i com rou-
pa uja : quem a pegar, leve i ra Nova, que era bem
recompensado.
De gratificarte- 50000 ri,
Fugio, no da 4 Je selembto desle anno, um escravo
pardo, de nome Pedro; ettalura mais que ordinaria,
obeio do corpo, rosto redondo, pouca barba, com idade
de 30 annos, posto represente mais,por ter a cara algum
tan o enrugada, pernas fina para o corpo, e falla des-
cansada, toma tabaco e lupia, anda naturalmente apr sado, e da os bracos, e alguma ve/e entorta a cabec,
Ipvou vestido camisa e calca de algodao da Ierra, e ioti-
lula-se forro ; roga-ie a toda a autoridades, senbores
de eogenho e particulares, bajo de apprebende-lo e
remetler i Francisco Joaquim Csrdoso, marador na
ra da Cadeia de Santo Antonio, n. 25, onde reeeberao
a gratificacio de 50,000 rs., sendo miior a gratificaco
con orme a distancia, d'onde lr conduiido.,
No da t.* do corrente me/desippireeeo umes-
cravo de nome Joaquim, naci Beni, de idade de 30
annos, levsndo-camisa e ceroula de estopa, e bem assim
urna caifa azul, o qual beiurrador, e tem os signses
seguintes: baiio, espsdaudo, pernas finas, pequeo a
urna cicatriz n'uma da pa ; quem delle touber, diri-
j-r i rus de S. Francisco, caa n. 16.
No di* a do corrente novembro
fltgio um negro de naco, mas que paie-
ce crioulo, altura regular, muiabarba,
denles podres na frente, nao muito pre-
tp, e he muito ladino; chaina-ge lho-
iniiz. Roga-se a todas as autoridades se
dignem fazer prendel-o e remetler a seu
senhor Manoel CactanoSoares Carneiro
Jttonteiro, morador no Aterro-da-Boa-
Yista n. i5.
1---------------------------------------------------------------------Ktr
ntBN. ; NA/TYP. UE H. F. DE F A RA. lOq.


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