Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05908


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Full Text
Anno de I 4.
Quinta fcra 0
0 DIARIO publica-se todos os das qne
nao forera, de guarda: o preco da assigna-
tura he de 4/ ri. por quartel pagot adianto-
doi. Os annunclo dos assignanies. Rao inse-
ridos a ra'.So de 20 reto por linha, 40 rs. em
Ivpo difireme, eu repetices pela metade.
Os que nao forem asignantes pagao 80 r.
,lor linha, e 160 em typo differente:
PHASESDALtA|DMF.Z DE NOVF.MBRO.
Crescente a 6 as Mi. e 55 minutos da tard.
I.ua cbeia a 13 a* 10 hor. e 35 iniu. da lard.
Menguante a 22 as4 bor. e 6 m. da tarde.
La nova a 29 as 9 i.- e22 ma. da inanha.
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Coianna, Parahyba, e Rio Crande do Norte
Segundas e Sextas (Viras.
Cabo, Serinhaem, Rio Formoso, Porto Cal-
vo, e Macey, no 1." II e 21 de cada mez.
Garaiihuus e 'onito a 10 e 24.
Boa-Vista e Flores a 13 .-28.
Victoria as Quintas feiras. j
Olinda todos os das.
--------------- fl
PREAMAR DE HOJE.
I'rimeira as 10 h. e 6 rain, da manha.
Segunda as 10 h. e 30 uiinutos da tarde.
de Wvemhro.
Annd XX W. 118:
DAS DA SEMANA.
3 Segunda Conimcmoraoio dos Defuntos,
S. Malaquias.
4 Terca S. Carlos, and. doJ. do civ. da 1.
T., e do J. (Ir paz do 2.dist. de t.
5 Quarla S. Zacaras, and do J. do civ.
da 2." v, o do J.do paz do2.dist. de t.
G Quinta S. Leonardo, aud. do J. de orph.
edoJ.M. da I. v.
7 Sexta S. Florciu o, auH. do J. do civ. da
1. v., e do .1. dppai do 1. dit. de tard.
8 SabbadoS.Severi.ino aud. dol.doriv.da
1.* v., e do J. de pai do 1. dist. de tarde.
9 Domingo S. Agripino
CAMBIOS NO DA 5 DE NOVEMBRO.
Cambio sobre Londres. 27 d. p. 1# a 60 d.
u Pariz 355 rris por franco.
n Lisboa 120 a 125 p. c. pr. p. ra.
Oesc. de let. de boas firman 1 '/i P- '/ "ipi
Oiim -Oncns hpspanholas 31*200 a 31*600
a Moedndp lufaou vpI. 174500 a 17/706
.. i de 6f400 nov. 17/000 a l~*3lK)
ii de 4/000 9/100 a 9/300
Prata- Pat.icoes .... 1/940 a 1*970
Pesos Oolumnares. 1/OftO a 1/980
. Ditos Mexicanos 1/920 a 1*050
Moedas de 2 pauc. 1/7n0 a 1/720
Acedes da C do Beberibe de 50^H)0ao par.
DIARIO DE PEMTAMBUCO
PERNAMBUCO.
JURY DO RECIPE.
QUINTA SESSA ORDINARIA.
Presidencia doSr. outor Rodrigues Selle.
Da 5.
Reo Manoel do Cirmo,
Crimo Tentativa de reduzir a escravidio peiioa
lre.
T-ndo Francisco Borges Mondes, encarregado da de-
I fes do rao. presentado ama exerpcio, loi esta ac
I ceita pelo juiz presidente, que julgou a causa perempla.
e om consecuencia absolvido o reo : o promotor, po-
Irm, nio se ciinformou com es decisio, ed'ellaap-
pelloo para o tribunal da relami.
Correspondencia.
O DIARIO ROVO, E A SCA FlllALGUl V.
Se eu livesie urna mSo cbeia de todas aa verdades, di-
zia Fontenella. guardar-me-bia bein de mostra-lss aos
h mens. E com efleito, ae Galileu por amor de urna
si'i verdade Coi victima do fanatismo ; a que risco se nao
ex|,C> aquello, que revelar algumas ? 1 Todava se es
ae philosopho padeceo por ler manifestado urna impor-
tante verdade; quanto benelicio esse sacrificio nio pro-
duzopara o gener humano.' H-- deste modo que, em
despeito da tyrannie e da oppressio, a verdaile trium-
pba sempreda impostura com provoito para a bumani-
dade. Por quanto os mentirosos, ditia um antigo, s5o
causadores dos crimes, e malvadeaa dos bomens.
Eu leria guardado esse preceito do sabio Fontenel-
le. se o coiisentisse o Diario- novo do Sr, Luii Igna-
cio Rileiro Roma,provocador por vezes da defesa de mi
nha replselo, e obrigando-me a declaracio de algu-
na verdades pelo mesmo vehculo da imprenta. Se
para evitar o supplioio do philosopbo mathematico, eu
bem saDia que a verdade, como disse um sabio Ingle/,
so se deve declarar aos bomens de bem loi psra os do
meu paii, que as emelti, bem resignado para quanto
me proviene dos crimes, e malvadeaa dos mentirosos,
que leein Iranstornado todas as regras do justo e do ho-
nesto com as suas peridicas imposturas, como se v na
jaculatoria nobiliar chico-poltico romanesca ,
mpressa no Diario novo de 28 de julho, amaldicoan-
do-me s foxueiras da infamia !
Sendo no choque de paiies oppostas, que as verda-
des se engendrlo, como dit Helvecio, verd os leito-
res, como ellas subreiabem nesse conflicto da malvadc-
xa de um lado eom a singele/a do outro.
Sabe-se.como oSr, Ruina, perseguido por crimes de
responsabilidades do seu Diario, tem procurado sub-
terlugiar-se da puoicao da lei; logo tive razio de me
dirigir a elle como ebefe dessa folba pasquim-mr ca-
lumniador das familias e cidadios, in/ames por nio se
rem seus adiados: e teve razio tambera o Sr. Roma, a-
cossado pela veidade das minbas censuras, do procurar
escafeder-se subrepciosamente, fazendo-me a distinelo
bonra delle mesmo coufessar sin indolencia, como por
assim dizer inculcando-se manivela de um partido de-
sengoncado, e o delicio do seu Diariv ( assim I he cha-
ma ) calumniar s familias honestas. Vide Diario de
J'ernambuco de 16 de julho, artigo por mim assignado;
e Utano novo de 28 do mesmo mez, artigo assigna-
do pelo Sr Roma.
Diz o Sr Roma, que eu enebra onze columnas es-
tiradas so com a sua pessoa, e com a nohre/a da mioha
familia. Todos os que lrio rainba correspondencia
estaio lemhr-dos. que entre alqumas verdades, por
onde tive a illusao de esperar pista una polmica de-
cente, nio me dirig ao Sr. Roma, seniu como A rato
dessa laya de Acheos do Diario-novo ; e nio tralei de
nobre;a de minha familia, a menos que em poucas pa-
lavras he mostrasse pelo lado Cavalcant (pois que sobre
o lado Wnnderley nio versara o doesto, qne meassa-
cira o Diario-novo de 28 de mato, de bailardot pre-
potentes de Jeronymo de Albuquerque, do Careomt-
no Cavalcant) a i.rigem dos meus ascendentes desde
o primeiros civilisadore de Pernambuco, ha 300 an-
cos, para que. desfiando-a o Sr. Roma me provasse o
grio de minha bastarda, a qual na verdade desconbe-
co, e desejo saber; e sem que isso me atarantase, e a
meus dez irmios e sobrinhos, como atarantara ao no-
bre Sr. Roma, e seus dous irmios. como inculca o meu
dito de que nio gustara se desfiasse a legitimidad* de
aua nobreza ; e assim o reslisou 1 E quem podera
conter o riso de Democrilo vista do instincto, que di/
o Sr. Roma o levara a lio eitonteado assomo, sendo j
velho ?.!
Archimedes desejava um ponto fizo da trra para po-
der move-la ; e o Sr. Roma acbou-o as palavras a le-
gitirmdade da sus nobre/a para apoiar aalavancada
perversidad!, publicando um estirado artigo cheio das
niais deslructaveis conlradces oceupado com sua
pessoa, e com a nobreza da sua familia, metiendo me
de quando em quando, por entre pasto, um enxova-
llio, e ameaea tendo elevado-se alm das e maneira do impostor Mahomet, quando ao7.ceo su-
bi sobre as eras de Alborak ; e voado a remecher pe-
los brazdes do velho Portugal, buscando nobreza para
a sua familia, volUndo finalmente por todo o Brasil at
a Rabia, onde apolbeosou o martyrio patritico de seu
illustre pai, o Sr. padre Jos' Ignacio Ribeiro Roma ( a
cujas cimas sou incapaz de ter desacatado; como mali-
ciosamente inculca oseufilho) para poder esmaltar o
bello colorido, com que acaba do aperleicosr o rama-
lh'-te nobiharebico noseuquadru de insultos contra a
minha pessoa,
Eis o monstro de Horacio, que oanjo da justija em
minha proteccio nio podara dictar melhor, se bouves
se de inspirar o meu sggressor a contender-me. Con-
fronlai, lores, o meu artigo com o d" Sr Roma pe
la hermenutica de sua dialecta impostora, e pela cri-
tica de veidades francas e honestas, que resunibro as
minbas phrases, julgsi com impan-ialidaile, e decid
de nossaa inten(fies ; ellas vos serio bem msnifestas!
Segundo os motivos, que expend ns minha corres-
pondencia, e o continuado incouimodo de minha sau-
de, que me prohibo qualquer trabslho aecurado de
applcacio mental, achando-me alheio as luetss po-
lticas do dia ; o meu desprezo devena punir este
compendio de torpezas e de mseravel orgulbo da
fragilidad! humana ; pois que nein eu, 6 nem alguem
nos importamos cum a fidalguia e nobrea do Sr. lio
ina ; de cuja discussio o publico nada interessa, esira
daquillo, que diz respeito ao bem gerol : mos nao pos-
so deixar de fazer alguma apprebensio cerca das suas
ameaea bera Irisantes para deixarem de ser considera-
das, alienta a rilacio, qne inculrio com a perseguido
masborebica contra a minha lamilia, e seus amigos.
Nio importa pois, queoSr. Roma ostente com todo
a imposanca a Irssqueirice de bomem do povo, enfro-
nhado as fidalguias de alta nobreza de nascimento. Ui-
sum tenealis, amia '. Dizia Jos 2.* imperador de Al-
lmanha. que nio poda tolerar bonra sem mrito.
Nio importa, que por lorca queira que seus irmios
participen) do sua lavinhosa gana contra a minba pes-
soa : nunca osoflendi; e nein enbo culpa de seu ir-
mao rarregarcom o odioso de um pelourinho, em que
se acouta a repulacio de urna lamilia alliada com pes
soas dignas, sodredoras do mesmo flagello : devem es-
tar satisfeitos cornos ultrajantes insultos, com que seu
irmio me castiga por ler me dirigido a elle as minbas
censuras a tal respeito
Nio importa, que tomasse um horror lio grande s
di mem do povo ainda quando desande a fortuna : do
seu enfronhamento na fidalguia de alta nobreza de nas-
cimentri, como so deduz do seu artigo ; e do que se diz
d-< se baver protheizad na guerra dos (Jbanos, havidos
como restauradores do abiolutismo.lrahindo desta arle
a confianct de um governo liberal; temos o travesso
cinJe de Mirabeau, demagogo por calculo, e aristo-
chrala por carcter ; abracando principios opposlos por
interesse e egosmo. No entretanto que o verdadeiro
homemdo povo pelas suas actes doixa-so coiihecer o
homem desua consciencia, e oe suas convircS, corno
o visconde de Chateaubriand amo a liberdade. mas de
testo os exceswse violencias, que a dcsluslruo; como
Helvecio, que fazia c insistir a liberdade na aculdade,
que nosdoo a oaturera de promovermos nossa lelcida-
desemo embaraco de urna forca estranha.esom o dam-
no de lerceiro ; e como Fenelon Amo a minha fami-
lia mais do que a mim mesmo ; a minha patria mais do
que a minha familia, e a humanidade mais doquoa
minba patria Bis o homem do povo; eis o philoso-
pho capax deadrontar com denodo as crises mais ar-
riscadas da vida as distinecoes e goran-bias dos lyrunnos,
eoppressores da patria; nio assim aquello Protheu.
que com o mais gratuito rancor aflroola a probidade e
a repulacio dos membros mais distinctos da urna fami-
lia honesta, e de seus dignos alliados s por caprichos
polticos de interesses pi ssoaes do um partido, ou an-
tes de urna faccio mandomanisla.
Nio importa, que diga que eu o lago genealgico
forca, como o medie i a ccele: quem se ostenta filho do
sol, e nelto da la be. quem se faz gem-alogico a lorg-
como o medico napolitano que receilra trra a urna
senhora com dores de psrlo, resullsndo-lhe ouro e re-
putarlo em recompensa.
Nio importa, que. desminta a origen dessa lamilla
do principe entre os Taybors de Olinda ; da qual te
nho mais ufana de proceder, do que da fidalguia da
Hollanda, Florenca e Portugal (que as chronicas no-
hliarcbicas da minha provincia meiio por ascendente);
nisso dar-me-ha goslo. salisfazendo a tal respeito a!-
tuina duvida de minha cunosidade ; e desemp nhando
delta sorto a sua promessa. O capilao Morrel, fallando
de Nern, chele das ilhas da Matonea, trata como prin-
eeza a sua esposa ; la ira aSr. Roma desmentir s ori-
gem lessa prince/n, porque o seu marido he um In-
dio Nobre. hdalgo, e illustre s he Jeronymo do Al-
buquerque, porque /Ae, loca por casa, apexar de des-
cenderem deste os*Cvajjcanles prteterme, queS. me.
nio consente : fiat vohinlai.
Nio importa, que para seus fins iniquos adollere
minhas ejpresies, dizeodoque compare rainba fami-
lia na influencia i influencia real da Inglaterra : quem
liver lido minha correspondencia vena, que eu disse
comoSr. senador Paula e Soma, que urna influencia
legitima foi quem concorrra na loglalerra para conso-
lidar-Be o governo representativo, desapparecendo as
faccSes que o boslilisrao por mais de cem annos.
Nio importa, que inculque minha familia como lio
parva, que precise um patrono, curador, etc. etc. :
sabe-ie por todo o Pernambuco a independencia <
sua posicio social por bens lerritoraes (I) do muitos
memhros, que por seus mesmos interesses sao oulros
tantos penhores de ordem, de paz, e do bem geral da
(1) Todo o homem (diz um escriplor). que subsiste
honestamente de sua possessio, todo o pai de familia,
que possue bem territorial em um paiz, deve ser res-
petado como verdrdeiro cidadio. Foi entro os pro
prietrios de Pernambuco, que Matliias de Albuquer-
que enconlrou mais constancia e valor na guerra contra
os Hollondezes.
UM CAPRICHO DE PRINCIPE. (*)
ni.
Por mais visivel que fusse a perturbadlo de Carlota nn
niiioienln em que srn pai ae llieajircseiilou nio Ihe fes
o vi-IImi (inlillii mem uliaervacA<>al;iinin. nt-in llie dirijjic
nn nur rrprcln iiii na* rila, iiupi linio por invenri-
vi-l cnlinii od, e talles iiikvhJj tnnibeiii pela untinJa-
de de orcullar-lbo a ano eiinfiian, laiiyuu-se-lhe nos
Lrscoa, e earnndcii-sr-lhe peitu.
Furco*" be ir prunnrar-fua, velhaquinha, ja que
lian reapoiuieia qnandn ae vos chama, dase Mr. de Fur-
ge> emii accenlo de meiga rensura.
Krgneii Carlula ti mida ns ulbos, e sobre o rusto de sen
pi tal espreaaau de bmulade vio, que poucu apoucu lo-
Wnii a su* affoiitrza nrdioaria.
Euealava..... eu..... i ja dcacer, dase ella incon-
sideradamente drpnia de curta hesUscao.
Na verdade, maa tu uto vala perneada, obaervou
o maligno vi Ih.i.
Coro effeilo ahian-llie na cabellos sollos em longos
caraces ai-bre fruine e coll.., ua encantadora deor-
dem da noiie. lima rpida oibadella ao rapelhu tingiu-
() Vida Diaria a.' 247.
Ihe as faeea.de sbito rubor, envergonhou-se de se ler
Vivado r aniiii pelo j.iven c visti-su cavullero, cuja
iuiagein tmlia inleira no pimmenlo.
DiJ.e-ine en, prom-gnin Mr. de Forges, que fntia
tu ? s frMFa....... E de rapen te sulla urna gargolliada
que por deacmicerluda a pwbre Carlota.
A li'inbranca da ennvemauao que ello tivera cura Cas-
Ion por Laitu desaa jmila ainda abena acabara deuc-
correr-llie.
Klla ouvio tudo, disse entre si o velho; sabe qne
Gaslnn a ama ; Hesle modo o mais diflicil est feilo; pur
Biaba f que o eslimu. pur que o diabu me carregue ae
eu sabia eiintu Ibo havia de diter islo.
Jurn-lhe, meu pai.....
la lalves Carila diser urna grande mentira, quando
Mr. de Forges de com umaa f.dhas no batete da janel-
Im, que bem lunalravlo oer dos pampanus que o guaruc-
rio. Prguu-lliea delcndainenle rom as punta* do* de-
dos, e po-U na palma da mi 8b o nllios da rapar-
an: eao hxar-llie na Fronte os ralcioos ollma de.cu-
brio preao i urna mceha de cabellos dei-grenlud*, um
piquen renov, que ella havia quebrado ao separar a
fulhagem. u que lelerounlia indurrela vinba currobo-
rarua vehemenle indinos, que o. otra ella depunh4o.
Jnro-llie, meii pai, di>e enl4o elle c.un cmphaae
Je motejo, e sua punta de irona, juro Ihe que nunca
r.cute pelas janella; que estaa folbnba* calilas ex-
pretsamente do c para rae accusareiu, alo iimaa ms
liiignas que este piupolho draemcaminbadu nos meu*
cabello* he um trmdiir insolente ; que eu sou una meni-
na rheia de diierico, n" eatouvada, nio cutiuaa, e que
ni nhumi vontaile tenho de me casar.
A' estas ultimas palavras do geiililbomcm,Carlota vi-
vamente agitada, e rereinsa de comprehender o sentid
occullo del las. exclainon:
Meu pai, meu pai, eu nao quero jamis sepsrar-me
de Viii.
E quem te falla de separacS", crianc? trata-a
bi-m dissii. na verdade! Frometti a tua mi a G-i*ln.
que te ama, e saber faier-te flis. Trata-ao pois de cn-
sar-le. e nada mais.
Vm. se engaa, meu pai, responden Carlota, ja-
mis Gastn ser meu esposo.
Pensava bem Mr. de Forges que essa bella rcsi.lucio
se nao sustentara ; por isao longe do oecoltar cunta al-
guma ao mancebo, deo-lbe antes parle da cunveisac^o
que lvera com aua 6lba, aterescentando que lato cm
nada miidava os seus projerlos ; mas > rapas exigi qne
fos.e nicamente o lempo quera cote negoi-i dec-
disae.
Gaalonera na verdade um amante, como muit pou-
eos sr achilo, unais taciturno niuc, quol uoiica uiu-
guein vio.
Ketidia elle no interior dus mallo em urna casinha
isulada. que furo preferida jiaj*mente pela eirennisloii-
eia da sua ailuacJm. A c*(a era a ai oeoupc exclusi-
va, pud r-se-hia diier a aua nica |iaiito. Muit pobre
para eofnr em terraa pn prias, muil orgulliosu para o
fater n*a allieias, havia adoptado as reservas da cora.
eoiuo um dominio que de direit Ihe prrtencia : de to-
dos os antigua privilegios da nobreza, era ene a seus o-
llios o nico iuaiieiiavel.
A vida retirada que passava excitara ao principio a
curiosidad/- no lugar. Iiitenaivrliurnte porein habitu-
rao-se a isao. Posto quecacaase na* Ierra* deel-rei,
tonto pareca sernas euasproprias, que nuuca a tal res-
provincia ; e por isso mesmo, talvez, perseguidos mui-
tos....
Nio importa quo diga que a minha familia he urna
das mais baixas, humildes, obscuras, .etc. etc.; com o
seu sitnulesse, et non esse diz mais adianto, que ella
he das mais nobres, e Ilustres, por desceoderem do
nobre Jeronymo de Albuquerque, que Ike loca por
casa. 0 publico nio so interessa com a bsixeza, ou
com o nobreza da minha familia, ou da do Sr. Roma;
intcressa-lhe sim a populandade da familia, quemis
concurrer para susleolar-se o consorcio do tbronocom
a liberdade, como madama do Stael, que com o seu
grande talento suslenlava a influencia da sua familia no
bem estar dos seus concidadios. Seja, portento, mi-
iho familia nobre, ou peas, como quizer o Sr. Boma;
fiat voluntas.
Nao importa, que por forca queira que meus paren-
tes o odeem, o que Isncassem mi do mim. como ins-
trumento para guerreo-lo: nflirmo pelo que ha de mais
sagrado, que elles nenhuma parte teem na minha pol-
mica, lillia si'i da neressidnde de defender-me, justifi-
cando minha conducta, como empregado publico, caso
idntico, em que lelizmente nio eslao os meus paren-
tes, que por isso teem desprezado lano os latidos vios,
que puno o riso, e nem se lembrao de S. me.; para
cuja iiuerra (sonbsda) >u nio tinba decbegar a maior
sbjeico. do que a do instrumento. Prvh dolor I
Nao importa, que se arvorasse no juiz de pax do
malt, que pronunciara a lettra F i piisio e livra-
mento, requerendo e despachando ao mesmo lempo co-
mo juiz e parte, para que eu contestsise em 15 das
a nobreza da sua lamilia laianja de embigo, e a vileza
da minba familia laranja azeda como classilica; cor-
ta i revelia a causa dessa quixotada, sentenciando a o
Sr. Roma como bem Iha aprouver.
Nio importa que nesse catalogo de 18 familias Ilus-
tres de Pemsmbui-o, )9com a sua descendente do no-
bre tronco que ihe toca pur casa, seja excluida a mi-
nba farailit Cavalcanle, que mais adiante confessa ser
nobre (simul eise, et non esse) ; apelar de nio saber
donde procede vque ienorancia innocenfe); ou Coeo-
canti, de quo trata a minha correspondencia, con
quem diz com toda a byierbole ser a sua lucia, duelo,
certamen, etc. ele. Desconbecoessa diflerenca de Ca-
valcanle, ou Cavalcant; no meu autographo est
Cavalcanlele (2), como me astigno segundo se sabe.
Bemdesejaria, queoSr. medico genealgico i tote*
sstisfizesso minha curiosi lade genealgica a tal respeito,
como seu furor o comprometiera.
Nao importan, finalmente, todas estase ootras here-
sias da malignidade sinislra de um jornal, de quem o
Sr. Romo inculcando-se manivela se presta como ins-
trumento rombo s vistss desleaes, e manejos liberte-
cidasdeum partido poltico : importa sim antidotar o
veneno, que por entre o genuino sentido de suas pala-
vras se acha enpbiltrado de accordo com os actos ne-
fandos do alguns alliados seus, em vista de algumas hos-
tilidades actualmente pralicadas.
Importa, porlanto, peiguntarao Sr. Roma oque
significio no seu sobredilo artigo as segaintes phrases
asss desprezveis, ou recbeadas de urna perversidada
coosummada : ei-lus acceilar e devolver a luva ensan-
gucnlada sobre minba caraesperar-me a todo o tran-
se na estocadanao me desojar o destino do cada-
falso ae s u pais Dos me pode liirar de urna jus-
lissma represalia eu nio me estrepeestar S. me. a
seus irmios em guarda, e preparados (j sabe, contra
nos os Cavalrantes) etc. etc. E o que signifieio tio
(2) Desle engao na impressio se prevalece a impos-.
tura pura contestar a influencia legitima de urna la-
milla, dando-a como diminutiva insignificante, o
nano ; valba : mas be da influencia legitima solTrer
opposicao das facedes...
palto, Ihe hzeroo os guarda* a menor ubservaco. So-
iiiente de lempo* cm lempos, na vspero de urna grande
i-ae.ol.i, p'ii exemplii, si- mil do guardas de servir. o
em oinr.i vo na* maltas, o pobre humera, ia-se elle mul-
lo polillo, e cum o chapeo na moo Ihe ditia inuilo res-
peitos:
Tenho a honra de prevenir ao Sr., que a corta ha
de amauhii cacar puf aqu.
A que o mancebo, pondo na mi do guarda, nina
moeda d'ouro, reapndia :
Obngadu, caiuarada.
E mi da seguinto, Gaslnn que detestava a sociedade,
e [i uno o hornillo, eviiava quantu era possivel enoun-
Iror-so com os principes.
Nio se Ihe coiiheera por milito lempo nutro amigo
fra do seu eu. Era um aabuj dejgrande ron, deintel-
lig uei.i punco e.oiniiiun, e do tal surte conforme eeii
.nio i-ni gusto, desijoa o voniade, quo este, us seas
raros instante* de expausao rmivcrsava lio familiarmen-
te cin o seu cao, como se fra elle urna creatura hu-
mana.
Tinlia Gaslnn oulrn mana, procedente da aua babili-
pode de calador, e da certesa do seu lno. Nuuca dava
um lir que nio fosse de exoestiva difliouldade, e jamis
opniiliav.i a caca que motara. Esla particularidade junta
a disliurcu de sua* monearas, e a altivez do aeu olhar,
nio lianoo poucu coiicorriilo a fater que o ruapeitat-
srm o guardas. Pr,. va vil lie. que de oulro modo o ti-
ve**ero tratado como qualquer lodrau de raca.
Entretanto Gastn, por lacot de pan-nleaoo muit" aa-
Ireilos, pertencia a urna daa prinieiraa familias de Fran-
ca ; mas seu pai que se havia arrumad coro prodigali-
dades sem Hin, e que linha cuuiprouiellidu o seu nomo


8CcintnM mese as ?! Ser reeommendar-nos o mas-
scre (3) d" algum club sanguinario, como houo in-
dicio .. !? Talvez ; mas nao recelamos, que oo ala-
do He illuatracin, em que se acha Prrnambuco. possa
qualquer fecrio ngeritada perpetrar impunemente tal
attenla'lo.. .?!.' Sera r*eommendar-nos eos arcabuzes
canibaos, que entre os nossos amigos viocaifsndo al-
guma* vida...?!' 'I'emoi por merc do ceoa agrande
popularidad)*, que noi garante, e lein a qual jateniu
alguna seguido o infeliz Boliml!... Ser* inculcar-nos
par rosos crimea, pedras deescandal > da provincia ?! Pa-
rece ser este o pequeo ratinh > (4) do grande parto da
montanha das hespanholadadas do Sr Roma. Eis o
destecho de todo ease embmgdio. que deve ser contes-
tado perante a responsabilidade da lei, segundo a con-
tradicho burlesca, com que osu autor reprehende o
Sr. Figueiroa por acceir na sua imprensa osn artigo
oflensivo a legitimi lade da sua nobrea ; eo.roesnio
tempo que publica um artigo che o dos mais enxovalbo-
sos intuitos contra a honra alheia.
E de mais, diz-se que um ubdelegado endeossdo
pelo Mario d > Sr, Roma, assim co no ha poucoen-
cravilhra a innocencia de um miseravel cidadio, pn
meio de um procusto monstruoso engendrado inqui-
sitorialmentecom tcstemunhas falsas, como jase de-
nunciou pelo prelo, acaba de perpetrar igual prevarica
cfio matando cnm urna s cajadada dous coelhns, um
para saciar a fome dos harpyas de 14...; e outro para
matara Tome dos afores de c, a quem aquellas de-
mandrio alguma supposta pronuncia ciime, para al
frontar-se um tpico importante do discurso do Sr.
deputadn Alvaro, pronunciado em maio. ,. Ese urna
naci, que como diz o syitc-ma social do bario de Hol-
bach. deve escolber bomens de bem para estar tran-
quilla sobre os seus interesses, piusa por urna tal
vergonha... ; nao inculcara isto, nocaso de se veri-
ficar entre nos. accordo combinado com esses insultos
do Sr. Roma !'!! Dieant I'aduani ; se temos cbegadn
a um tal estado dedivisio, em que uns sao oppresso-
res, eoutrot opprimidos, assim como um campo cbeio
de cadveres, e de corvos que os dovorao ; a um estado
peiordoque o de um bando de feras porque sio
quietas, e nio dilacerSo as suss semelhantes, em quan-
to os liomens mutuamente seretilhio fazendo uns
para com os outms as vezes de lobo, ou de presa : diz
o snlyi ico Pretonio )uo cumquer homines in urbe
viderites, tcitote in duat partes este divitot; ndm aul
caplantut, aul captan ; videbtles lanquam peslilen-
tim campos, in quibut nihil alliud ttt, nise cadavera ,
qure lacerantitr, aul C(,rv. qui laceran! : j e Seera
I).-ira feraram tsleconrenlu ett nisi quod nter
te placidez sunl mor tuque i milium ahumen!. hi
mutua laceratione latiantut : homo nomine lupua,
vel pnrda. vel prado
No entretanto larei, cnm maissangue Trio do que o
abbade Molieri, quando ao ladro entregara a li >I-a e
afortuna, urna observarlo ao Sr. Roma. Niocons
purcareis assim as rinzas do vosso digno pai, rematan
do o quadro do seu panegyrico cnm um chorrilho de as
qUToS'S insultos, no mesmo $ contra um cidadio,
que nem por pensampntn jamis o oflen>lra ?!!! fce o
herosmo de vnsso pai he superior ao dos Grogos e Ro-
mn' s, como ili/i'is. inculcando-vos iniciado na his-
toria dessns nacdes ; elle vos duria sem iluvida o mes-
mo consilbo que a seu filho dra o heroo Focion,
para que sersqu'cessc da injustica dos seus conoda-
daos : o mesmo fe/, ha bem pnuro, o doutor Sleiger
Ab Sr Roma quantn deslustris essedev** de ho-
mem do povo do verdadeiro migo ilos direitosda hu-
manidade.e do filho do um pliilosopho uiartyr da nos-
sa chara patria Seus inanes la do seio do Eterno
vos estaro bradsndo : Nio profanes nimbas cintas!
nio aviltes o meu nomo, filho ingrato e desnatu-
rado (
Hat insultai-me quanto quizerdes, Sr. Roftia, cada
qual da o que tem conforme sua educado; aa, me dais
insultos, e eu vos dou verdades honestas, bem seguro
na mxima de um moralista La vertu e>t un bou-
clier impenetrable a la calumnie: e diz o padre Se
vero Sulpicio Sen/per mmica vitlulibus ritiasunl;
eoplimi quippe ab impiobit quaii exprobrantet atpi-
ciuntur.
Joao Mauricio Cavalcante da Rocha Wanierley,
(3) Perito fez um touro de bronze para assarem-se a
fogo lento as victimas dti tyrannia de Phalaris : este
niesmo inventor foi logo urna deltas.
(4) Mas esse ratinho,assim mesmo detpre/ivel, hasta
para roer os anneis da cadeia de urna bem consolida-
da reputadlo, que sirva de etcolho perigoso aos tramas
dequalquer faccio, centrina de todos os vicios.
nio seiem que desorden) politice do ltimos auno Ha
regencia, o doitra quai ein fortuna. Nobre o pobre,
era Gjuton alem diio, e talvrt por rauta diato, de um
orgulhn intratavol, e de una suaceptibilidedo allnneira
que haviao adiado prbo im rwjrii de Mr. de Forcee
Desde o dia em que Guatn Ihc ni vara a viHa o vclh
culi 1 lifiiiM-m cud.i vez maia o apreciava a medida queu
ia conherrndo Em fin tiuha f-rinado o projecto de Ihe
dar a sua filha, e fcil a rnganar-ae, como lodos o ve-
Ibos, <|iie toman as tusa ppenmeos pila realidad*, nfi<-
duvdava que tanta nobreta ealiivcx agradara cedu nu
tarde Carlota.
Era ero fin ente racamento orna roanlncao bem dfter-
miiiada, c Mr. de F*rgea d'ordinario ti,, penptrantn *
prrapirai. na poda atiribuir a recusa de sua filha aenSo
a um capnrho de meiiiu.
Gaatun, precito \mrmifeasa-lo, amava Carlota, e ama-
va-a .iom patatar, porm tanto cuidado punha elle em
onrulier oacu amor, como ealroa o pem em oalenla-lo.
Mr. de Forge devia-llic a vid. Ga.t.n receiavn que o
pai aarrifirn.acA tilbn para deoiiprar-ae deata divida aa-
grada. ^e.t*. teran.ia havin ell* aa.*nld firmemente
nao din-ir a Carlota a mai. {><-.|.i<-ii rVaw d* |atanl*i.i
nn quniitu nao Uve.* i cntt-t de arr puf *|| tm,4]
Alem dalo, a monlariai. ipi* ia,. fr,
Publicares a pedido.

BAzArS DE ONTESTACAli AO RECURSO DO PROMOToIl PUBLI-
CO OBSTA CID1DE DE 8. SALVADOR, NO PBuCtSSO CONTRA
O SR. HOTO. a
JV ">"' tltet jamait
da mnlh-ureux honneur
d'avoir ohicurci la teriti.
D'Ague'seau.
(ContinuacHo do n. antec-dente.)
A segunda testemunba, Joaquim Jos de Santa Au-
na., he aquello mesmo bomom, cujoa costumes bem se
descrevem no documento numero 5. e de cujo coo-
ceito se pode exactamente, ajuirar. qur i vista d'es-
ae dncumento qur pelo que consta do de numero
20. Comprado para depor contra o denunciado veja-
mos, que conta deo ello de sua rommisaio. Dii es-
ta testemunba a fl. 5 v,. e sustenta l. 38 v.. que
nidia 2 de outubro de 1840, vindo ella das Bar reir,
encontrara as 10 horas da manbia na fon te das Pedras
( e nio se sabe romo Jas llarreiras veio ella pela fonte
das Cedras) o mulato Julin, esersvo do denunciado,
descalco, um pouco espantado, e com uns chmellos na
mi, e que, sauHando-o, Ihe nio corresponder e lo ao
comprimento. Pois que he este mulato Juliao quem
se pretende n'osle processo fazer crr, que fura o assassi-
nu do doutor Barros, ponto a que a porfa ronvergem
os mais ridiculos eslorcos do recurrente, e dos inimigpe
do recorrido: convir ponderar ser sobremodo inverosi
mil, que lendo sido morto o doutor Barros das 7 para as
8 horas da manbia d'aquelle dia, fl. 110, estivesse oa
fonte das Pedras, lugar prximo ao do delicio, e con-
tinuaco da mesma estrada, o referido mulato Julifio,
qusndu, segundo jura a testemunba 6 11.58 y., i 10
liracas de distancia d'esse seu encontr com o mesmo
Juliio, ouvira ella dizer pela estrada,que fdra o denun-
ciado, quem mandare matar o doutor Barros pelo stu
mualo Juliio I Fallava-se no nome do supposto assas-
sino em tal proximidade do lugar s 10 horas da ma-
nbia, quando provavelmente estariio todos a.|uellcs si-
tios crurados por guardas policiaes, e be entretanto por
abi, quepassa seu salvo o mesmo assassino, duas ho-
ras depoisda perpetragao do cu me, e despertando SUS-
peitas pela fi'irma por que ia! !
Diz esta testemunba, quando jura a primoiraves
fl. G, que, depois de encontrar o Juliio, foi ella para
bordo do patacho Tres-He no$, e queaAia, que viera
a tuber do atsa^tinaio do doutor Barro/, diztndo-tt-
Ihe, yus quem o tinha mandado f-izer e>a o denunciado,
sem com ludo se fallar no Juliio. Jurando, porm, a
aegunda vez diz a fl. 38 v., que j na datando de 10
bmcat do lugw do encontr com o Jul d> ouvira ditir
pela entrada, e fu igualmente ouvindo dizer por todo o
cnmmlio, pelas tabernas, e at pelos negrot de tateiro,
que [da o denunciado i/urm manda a matar o douloi
'irrut pelo teu mulato Juliao; e que, chegando ella
testemunba bordo lite pergunlitto all te o Juliio ti-
nha feto esta mmle ao que ella responden, que Ihe
pareca, por ter assim ouvido geralmente dizer em trra;
e iambem pelo encontr, que tivera com o dito Ju-
liio I
A 11. diz, ter vitto o Juliio depois d'aquelle encon-
tr. A fl. 59 diz, que o nao tornara mais rir. A'
fl. 6 v.. e 11. 39 v., diz. queeiera ella testemunba, cnm
o denunciado e com Juliao. da provincia de Sergi pe
rm fint da telemb'O de 1840 no patacho J'retlleinos
Provou-se cO'nasdu isceriid s aulhenticas documentos
ns. 9 e !0. fXtrahidas das repartues competentes, que
naquere mez di-setembro nio viera de Sergipo o rele-
rido patacho Tret-Heinoi
Di a tesiomunha i fl. 39 v.. que o denunciado e-ti
vera nesta cidade antes da mmle do doutor Barros, que
leve lugar no dia dous de outubro ; mas, que ao lempo
dessa mnrle nio so acha va mais aqu por ter partido I o
das antet Logoabaixo ei-la i dizer. que viera, com o
denunciado, de Sergipe em fint de tettmbro para esta ci-
dade !
A terceira l.itlemunba he Manoel Fernandes Carnei-
ro, pessoa de merecimenlo igual ao da testen unha ante-
cedente, como provado est com os documentos ns 6, e
20, Paga por seus rommitentcs para jurar contra o
denunciado, diz a fl. 7 v e fl 33. que, estando urna ve-
em casa do seu correspondente Antonio Frsncisco Ma-
ga'Do, ouiira de uns sugeitvs, que ah atavio conver-
sando, ter sido o denunciado quem mandara pelo seu
mualo Juliio nielar o doutor Barros: mas declara a
fl. 34 nio conhecer ene. tvgeitot, nem ter assislido a
essa conversacSoo seu correspondente, o que bem visto
eslava, porque a teforencia havia de ser a incgnitos,
como os referidos pela primeira leslemunba, para se evi
tarem as consequencias d"uma careacao : por esta ra-
zio nio asis(o i conversa, nem Magarao, nem nenhum
caixeiro seu.
Jura mais a testemunba, que em Maroim ouvira urna
urna vez, no trapiche de Jos Pinto de Carvalho.diter o
Juliio, conversando com o crioulo Innocencio, que ti-
quanto poda, acbar-ao a eos com o innneebo, Gemin
Mr. do Forgea menormente da nbalinacao do ana lili
querida, ob.linaco que ella nunca mnie rnlendin. |>.
reria-lhe um capricho; mas tia que era ja nimio dura-
dur. Carila iniiatrava-Bc ora peuaativa c melanclica,
nra extremamente alegre. GiMteM e proenrava maia qu
ludo n ululan para lor a tPiit'ira de abandonar-a* ia auna
eternas nieditacea: nao loria ella nlgiim aegredo eu.
que ferbiiva no fundo do aeu corac.au pelo receio de que
Ihe Parapaaaep
Grande bnvi.i eidn a aorprea do Carlota, quando son
pai lliPprn|ioi Gastn para rapuzo; uease raomenlo hou-
ve na >ua alma algiipia euusa qup icnln pode definir.
Elle ent.i me ama, ditia ella enlre si alguinaa vetea ao
ver n ar penaalivn do mancebo : tnaa porque nao re ex-
plicuu uii-is cedo? Porque nao ee explica boje ? arrr*-
eulava pila, porque nao procura combaler una reaolu-
cao iaabalatei, hevid.idc, maa que elle pude o deve
trillar dubrai ? Ol! que nao be ateim que se ama, eu
ainln.
Depuis. volvendn logo o pentampnto no emule d'Ar-
loi, q,i* llioapparecia e:u ludo o esplendor da sua pin-
na e iia.ci.nenin. faua iiniatoii|.8rn{ao, cujo resultado
infillivi I era lodo em f.ivor~e|le.
ZSS^ZZZ^ ..... .........H........^^li inventar a c.d.....-
nha sido elle o a que recebera de seu *r., o denunciado, sob a promes-
sa de sua liberdade. A' esta conversa, em que Juliio
alardeava de um crimedesta ordem dentro de um tra-
piche, nio asssiio pessoa alguma : s a testemunba a
ouvio perfeitamente O premio do crime era a liber-
dade, e todava Juliio fies escrasjflfflbo dsntes, e na-
da obra seu Sr.! Oreeorrenti' quer.i fl 117, quees-
sas inverosimilhancas nio etcluio aM4 do depnimenlo.
que encerr em ti maior prob:dait> e probabilidade. ou
cei teta jurdica de que aquillo, qut te affirma debaixo
de juramento, deve ser tercido em quanto te nao tem
maior prova em contrario Os criminalistas disem en-
tretanto o contrario, porque coosiderio, que aquillo,
que be inverosimil, destre se por um coi(ro-tiM-
nho geral, que vale mais, que qualquer testemunho. O
recorrente, porm. sobre ludo quanto possa prejudicar
o recorrido, acredita nio s no que fr inverosimil, co-
mo mesmo no que fr absolutamente impnssivel ; por
i.tso o veremos logo acceitando o depoimento da teste-
munba, Rufino de Souza Campos, que no meio deou
Iras muilas lalsidades ebega i asseverar i fl. 12, que
o Juliio ja he merlo 0 nobre promotor, que vio esse
mesmo Juliao em juizo, dir, que todava deve ser crida
a testemunba, porque bem poda ter elle morrido, e
depois resuscitado para vir h uiro.
A quarta testemunha be Jos Joaquim de Santa Au-
na Pitanga. Como a sentenca recorrida tocasse na cele-
bridade deste nome, o recorrenle, aflectando summa in-
nocencia, diz, que se a celebridad*, que Ihe attribut o
]'"z; nasce do appe'lido tirada de nma /rucia do pait;
essa invectiva nda pastara de urna facecia mui pouco
cabida na tecedade do juito E bavera nada menos ca-
bido na seiiedade do ministerio publico do que o re-
quinte desta mesma facecia, e deste manifest escar
neo ? Pois ignora o recrrante, que esse Pitanga he
urna testemunha falsa, como tal tida, e bsvida em lodo
o foro da Babia ? Recorra elle i esses cartorios, e o ve-
r jurando em centenas de procesaos, como se soubesse
de tudoquanlo se passa neste mundo. Mas para que ir
tio longe T Voja-o, no documento n. 17, jurando tam-
ben) nesse outro homogneo processo crime, lormado
contra o doutor Cypriano Jos Corroa, e em que ofli-
cia o mesmo promotor. Ese anda assim Ihe restar du
vida do despejo.rom que esta testemunba jura habitual -
mente falso, attenda seu proprio depoimenlo, de que
ora nos vamos oceupar.
A testemunha (que em marco do correnle anno tem
50 annos, fl 9, e que em abril tem 49, fl. 20 v., re-
mocando assim na idade, ao paco que envelhece no per-
jurio), jura pela primeira vez. i fl 9. que o Juliio mo-
rava as lujas da casa de uns estallantes na ra das 1.a-
rangeiras, accrrscenlando i fl. 10, que dous mezes se
conservou o mesmo Juliio nrsls cidade antes da morto
do doutor Barros, sem que ella testemunha o visse ja-
mis na ra, e sim dentro de casa : II 21, jurando se
gunda ve/, diz, que quem morava naquellas lujas er
urna parda, por causa da qual ia entio all frequeole-
menle o Juliio !
A fl. 9 diz a testemunba, que o Juliio be de cor
clara, cabellos corridos, seccodocorpo, e sem barba :
11. M diz, que be elle de cor regular, cabellos torcidos,
bem barbado, e de corpo regular. A conlrsdicin, prlo
menos quanto ao cabello o barba, be lliigrantistima :
mas que fazer ? Quando a lostemunha jurnu a primei-
ra ve/ nio pode prever, que o juiz Ihe perguntaria pelas
confrontacps do Juliio, e nio indo insinuada nesta
paite, iiesrroveo o Juliio lodo opposto ao que elle de
arto he; mas depois, advertida do seu erro, do qual nio
era sua a culpa, pois fi/oro n'a jurar sobre o Juliio, i
quem nunca tinha visto, nem conbecido, sem Ihe darem
ao menos as conlrontacoes, eis que no segundo rectifica
o seu engao I
A 11.9 v. diz a testemunha, que fallir com o. Juliio
dias depois da morte de Dr. Barros; (1. 23, dii muito
positivamente, e por duas vezes, que o que pode aflir-
mar be que depois daquella morte nunca mais vio o Ju-
liio !
Jurando a testemunba, que o Juliio le (liria estar
nesta cidade para um arranjo, do qual Ihe resultara
sua liberdade, declara fl 21 v., que nunca pode per-
cobor qual era o objecto desse arranjo; mas i fl. 9 v
diste, que, dias depois do assassinato do doutor Barros,
imtando para taber, que ar tanjo era, detcahio-ti o
Juliao em duer que vinha fazer um attentado L
quando o Juliio assim revela, que vinba fazer um at-
tentado he dias depois do assassinato do doutor Barios '
Eis a testemunba. cuja celebridad'* prnsnu o recorren-
te ser allusiva ao appellido lirado reuma fructa do paiz!
Mas (em razio o rec rrente em defender esta testemu-
nha, cuja arrusseflo devora ser elle o primoiro promo
ver : ella nio se limilou ao pequeo servico de seu ju-
ramento lalso; foi um incansavel agente dos inimigos
do recorrido, e i seu cargo'esleve tamhetn comprar les-
temunhas de -ua estofa, como o prova o documento
fl 89.
"que na uiea-
m* manbia, ludo lato einrilara no petto de G.i.i,,,,
p*ilaa. que olleqoeri deslindar, r que a ret-olaa de Car-
lula viera tte[ alguma enre cnfirinnr.
ilaviao a rousaa continuado o curen aOoaliimado
GaeUia vnha eempre ao Cealcilu, suai Carlota evitara,
lame nnvoe meto para lomar a v-la. eede odia en.
que pela vei priinrir a drscobrira atras da (grado do
jardiiu. na,, ee paeaaTa teiiiaua que a corlo alo vieaae
<'v"jr noa arrodoros do oaali-llo ; o principe iiiiueu Un*
havia dirigida a palavra, bocorl... oa eeua idlms disiio
baitantu para que a duntclla bem oumpreheodease, que
Ihe nao era indifferenlp. Ilavia o prncipe mn da apa-
ndado o un fl< ralla muir maie Ihe appareccu em flor igual nopeito
da raeaoa.
Ouiravoz, o prncipe inrlnra-te ao paaanr dianlo
Helia. D'outra anda ao v-la llio eorrio, e eate enrrieo
havia mergulhadu Carlota *m urna pcrlurbaciu inospri-
inivel.
Delo modo nutra a pobre menina o sen lonco amor
do cliimrrae e illu5os "
Gaatnn dimnuio inaeneivelinente aa anaa veiae, e
Carila pumo que nio dnva pola eu aneenca. Voliuu an
cu roetumo, a dontella coianltou-lhc o roeln, o all nio
havia noiihuiiia expreraio daa prnae do nora^to.
Antea porm de iriim maia longo, dovemoa fator co-
nhecer quare eran o verdadriro teiilinipnloa do prin-
cipe, e drsnobrir o paprl que Mr. de Bosonvl havia es-
oollinlo noete negocio.
Se ee nio conheopeee o carcter deecuidado, ravallei-
roao e avonturriro do conde d'Artoia podora admirar a
eapcoie do iniimdade que rulan reiuava enlre o princi-
I' c o bario de Hexriival, o aeu mais aeorrlo, mai -
.....amigo. E tanto maia seria para admirar a tal anilla-
do, quanto pareca neen p-TN rxielir urna rivalidadi
mylorioaa entre eaeo done bomens.
Mr. do Boicnval ealava do poe, havia moito temp,
noa rrn*a pago, do lilulo piirainrnl* honorfico qun aa
dama d'liuiior de Mario-Antoinelle Iho haviio raaliei'i-
anionio oonlernlo, e nao tinha valo sem vilenlo d*-
pi'ilo. a proiiilcofao qun toda a bella damaa di crti-
uiiiniriirio polo principe, quando *ate, do Volla de auaa
viageu. fot a ana primeira appancau *m Vereailloa.
Ueaelo entio o astuto cortesio fez u caritativo voto de
Segue-se a quinta leetsmnnba, Ignacio Manuel Brre-
lo, que jura afl. 10 ofl. 23 v., enada abeolulamente
dis rrren'ndo-e nicamente um doe maiorea immi-
got do recorrido, o donlor Manuel Joa da Silva Porta,
aquello meemn, que leiimu contra a sua vida, donumen.
Ion. Ifl.equom ouvira a teslrnmnlia dixor orna vej
noPenodo, que era aabido ter sido o denunciado quera
mandara malar o doutor Barro pel.o aou eee ro Juliio,
acrreeeeolandi a te.temunha, que'ieto mesma ouvira
ella vagamente diaor nosta cidade.
Sor precian leinbrar an recurrente, quando quar pru-
var um faol denunciado oom depoiniahtoa deata orden,
e dos quaea abunda o proceeao.aqiie jamis lionve crimi.
naliala, que te lembraiao de'oonaignar fe i nma teate-
miinba, qu* jura de ouvida vaga, e que se refe e lio.
mena deeoonlienidoa, nu peaaoaa que nio lo (nquiri.
daa ? O rumor vago nem cnnelitue um indioio remoto de
culpa : L. 12 I. ood. de peo. E nada ha maie fcil do
que raeotir a testemunba. que jura de ouvida, ooaio ju-
iliflineamente o dit o profundo Beniban Daneleeui-
dir, ti le temoin dpotant reut mentir, la fauttiti etl
plus faeilt. Le fut que Mi aves aiaa ele" prt.nonct pu,
telle petionn', et dans untel tent. ett un fait d"un na-
tura pattagre, vanrtcente. laittant aucune trace
physique qui poiste tertir hle etnfirmer.
Eiigana.ee u liebre promotor ao ponaa, que f.izem a
menor prova contra o rerorrido os repelidu depoimen-
toe trae teetemniihaa, que nllrmo diier-so geralmento
neetu cidade, que quem mandara a*a*nar a doutor
Barroe fra o denunciado. Nio : ce boato aoin bato
i-onheeida a pndem induiir i erroa; urna pronuncia quB
nollea ee fundaato aera iniqua. Nlu aer* piqoocido o qun
boma*deaoenbroiifjiiioii procreen ooiilrn Calas. *l>mi
une oirconttance. qui agite fortement lee pauione. une
tille ee remplit de clameure; le reott d'ubord dieeer-
dnnts acqnicrent p'u apeu un' eorte d'uniformit; l'hie,
taire tarrange. la foi dee une forme la fui dee autre;
e'ett une pidemie de temoignag le daute dieparait.et
la reunin dee icht acquirrt la /ero d'une preute. a
E anda o diaee Montaigne* Lee premien venante i
i*mer leur hittoire. sent'tit pnr le oppotitiom qu' ea leer
fait ou logela dificulte" de la periuaiian et vent ctilfeu-
trant cet endret de quelquc pioe faiuee. L'erreur part.
euliere fait pr-mirement Vrrreur publique et h ion retir
rerreur publique fait l'erreur partiouliire. Aimi va tout
ce batiment e'ituffant et le formant de main en mai;
da maniere que leplui iloign tmoin eneit mieus in
form que le plus voisin, et le demier inform mieus per-
euad que opremier Tr. daa Vr. Jud. de Beuith. I.
*ap 5.
Pasaem leaoexame do dopnimento da sexta testeoiu-
nba do prueeasn, que be Rufino de Souza Campo, Ju-
ra rila pela primeira veta fl. 11 v.. que conheria Juliao
Icede pequeo, e que no anno de 181l,vendo-o na cata
do Espirito Santo, quem tamben) diaao, que eunhecift
o iiiramo Jolito deede p#qu*no, foi por elle Eapirito
Santo infirmada de que o dito Juliio arbava-ae nrsla
cidade iiir.iiiubido de malar o donlor Barro. Nio oare
eomoa do valer-nna do depoimenlo doeae Eapriio Santo
que jurn a fl. 2a. o que toialmonte di'ainciilio a leele-
uiiiiilia, deixando-a confeaea, e aturdida na oareacin,
em qu* Ib* fez eahir a feia maarern do perjurio. Ella
propria a* far caigo do deinenlir-ee
Quando jura a segunda ve, dia S 29, (fallando da
individuo, que o Espritu Santo Ihe dieaera Celar ourar-
regado do aaeaasnato do doutor Barr.it), que nao poda
ella ihn'olirir quii era rea* hoiarni. porque a hit patata
r.-colbida para dentro da caea, maa que llie parecen par-
do. Ja nio dit romo da primeira vot, que fra o vea
imito coiiheoido Juliio; o. nAn parando ni.a a;ruaaeira
poiilradiciu, vid -lizer a fl. 30, que ella teilemuiiha nio
eonhoee a Juliio I
Proacindindo do anarhrnniamo da cninmiefio de ma-
tar o d olor Barro em 1811, quando ello ja era unir-
lo piu 1840, e bem aasiiu d.i invprniiniilhauca de andar-
e li vri-iuonle ouniHiiiiiicando um projecto tan pena-oto,
coiitinuomoi oiivir trelcmiiuba : e ella nos vrin di-
7.er fl. 12. que o Juliio j lio m-Tto, e quo o Evpirlo
Sanio oontiniiou rom praca na polioia Mas o Juliio ah
rali vivo; que bem n vio oni joit" o recorrenle : e o Es-
pritu Santo nio poda em lo41, lempo que se refere a
leeieinmiba, continuar com pmca na polica, porquauto
do documento autheiilico aob II. 8 I mala, quo rile l-
mente u.teutn praca no corpo policial em junbo da
1842.
dista, nn verdado, a crr tanta enntradirio. Unta
faladado e tanta impudencia as lealrinuiihaa, cujoa de-
poinientoe aseiiu vio en In analyeadot; mn abi relio oe
auto para alienaren) a fidelidade, com que lenioa repe-
lido as proprias palavraa detaee tceteninubaa. Quio doe-
ditoei' tiro, pois, em i*ii plan oe prrpguidoroe do
recorrido Aten n'eit plui rate que de faire reunir un
plan de meuionge dam le quel il faut biauctup d'ac*
teurt.
(Conlinuar-se-ha,)
CIMMEhlIO.
Al tandega.
Bbniiihento do du 5..................4:949j66:
DetcarregaS hojt 6,
EscunaEmelymercadorias.
desacreditar, nn animo darainha, aquelle quero elle
couaidrrava ja romo perigoao rival.
D* una parle nrhavi-* toda aa gracas, todas as se-
dnccSe da juventudo; da unir toda a finura, toda a
velhararia qu* da a Innga pralira da rrln. Oe m*io e-
rlniguaoa; na quando Beaonval poneava no bello, o-
Iho. SKI eapirito traveso, no PligraCado porte do cunda
d'Artoia, nio poda dieaimular, que tinha de luclar com
pari forte. "
Foi por oata ratin que rile julgoii prudente u enr de
perfidia. Aeeenlou de manobrar tildo para atrahr i nu-
tra parte o corado bem innontaiile do conde d'Arlme,
o aproveitiir-se doe erroa do estrategia do aeu rival. Um
rival he enipre um inimigo, o em amor romo na guer-
ra, o flm jiialifiea oe meioe, lal era a divisa do bario.
Era portento a ilimitado querxitlia entre o principe
o o corirrao. o reaullado de profunda combiiiace te
parte drelo. Como era amigo do Monleiro-mor, faoil Ihe
fra dirigir eempre, como por arae na apparenea, aa
cafadas da conde d'Artoia para o lado de Verriif i pa-
ra tazer que u principe pudeaeo por olhoa no engracado
rolu de Curila, cuja niaravilboea belleza Iha ora cu-
nhorida.
Srrvio-lhe anda melhor o acaso de que rlleesperava.
Foi por iaao, que quando o conde d'Artoit, lomando-o
por c-nfidente, Ihe dracnbrio o amor que enlia por
Carila, t*vo n eagat corlotlo eee acceeao de alegra,
que quaai o doecobiira,
D'alli em diente, Mr. de IWonval abandonon o prin-
cipe ua propria paixio, e ao ei.idou ea aprovritar-
* d*aa nova intriga, para dareceeujlai ao a*u pro-
jeetus.
(Ceafsaaar-a*Aa).


Brigue Maria-FelitMem. ,
BrigueL'onctlc/lo -de- MaraHoto.
BrigueBom-Jeiui fumo. ,
importacao.
SMELY-ELLECOTl, etcua* americana, oda
deS. Joio de Terra-N i, entrada no crrenteme/, a
consgnicio de H. Forster Companbia,, manileitou o
teguinte ;
960 barricas bscalho, 105 caitat eh, 82 ditas tra -
que, 94 liUl queijos ; asi consignatario.
-----------
Consulado.
HENomnrro do du 4.
Geral1:10<816____________Provincial240i689
Ilovimenlo do Por lo.
,\avio tnlrado no dia 5.
Caravellas; 16 das, umaca braleira Laurentina, de
76 toneladaJ, meilre Francisco Lopes < Silva, equi -
p*gem8. cara farinha da mandioca ; ao mostr
Pastagero, Antonio Jos- Soarea, Portuguez, edou<
sentenciados aoompsnhados por uin cabo de esquadra
e um toldado da guarJa nacional, para Babia.
- Xavio taludo no mamo dta.
Cotinguiba; lumaca braiileira 4n ooel Jos Mucuruca, carga ario gneros Passa-
geiros, Manoel dos Santos Azevedo, Antonio Luir
do Almeida. Bratileiros
Editaos.
L-'J._____Li iiT. J. *' ;
Os licitantes dirijio-se a casa das seitdc, na rea do
Cabuga, n. 5, nodia 7 do correte, pelai 10 horaa da
manbia,munidos de seus liaitores idneos.
Sala daa sestfie da administrecio dos estabelecimeb-
tosdecaridade, 3 deaovembro de 185.
Oescripturario.
A. A. d* La/das Brandao.
O lllm. Sr. inspector da theaouraria de hienda
mana fezer publica, para conbecimento dos inleressa
dos. a ordem do tribunal do tbeaouro publico nacional
do 9desetembro ultimo, abaixo transcripta, que mar-
ca o primeiro de abril do anno luturo par* comecar o
descont gradual, na forma da lei de 6 de outubro de
1835. naa nolaade cem mil riida 2 "eslampa (verde),
actualmente substituicio ni corte; e convida ao>
possuidores das mesmai nota*, para que quanto antes as
faci trocar por outras na mesma thesouraria, visto es-
tar pruuma a poca em que vio deiiar de ser recebidas
nat est<(6es publicas da provincia. Secretaria da tbe-
souraria de faienda de Per nam buco, 16 de outubro de
1815.O (jfkial-maior, Ignacio dos Sanios du Fon-
uea
Ordm a i/ue N.'12iA. Manoel Alves Branco, presidente do
tribunal do thesouro publico naci nal, participa ao Sr.
inspector da tbesouraria da provincia de l'ernambuco,
que, por portara deata data, ordeoou, que se marcas-
seo primeiro de abril do anno futuro para comecar o
descont gradual, na forma da lei de 6 de outubro de
1835. as notas de cem mil tf'n da 2.* estampa (verde),
actualmente ero suhslitucio nesta corte, a fim de que
mande fa/.er publico por editaos, e nos peridicos por
repetidas ve/es,para conbecimento dos interessados.Tbe-
louro publico nacional, em 9 de setembro de 1845.
Manoel Alves Branco.
O lllm. Sr. inspector da tbesouraria daa rendas
provinciaes manda azer publico, que, em virtude da or-
dem do Kxm. presidente da provincia, ir* le novo a
praca, para ser arrematado a quem maia der, o rend-
rnenlo daa collector ias dos municipios abaim descriptos,
por lempo de 2 annos o 9 mezes, a contar do 1." de Ja-
neiro de 1816. sobasavaliac,5esannuessegointes:
Bonito.........................1:000 000
Flores.......................... 951.000
Boa-Vista....................... 527,000
Os licitantes,devidamente habilitados,deven dcompa
recer na sala das sestfies da mesma tbesouraria, nos das
17,1!) 21 de novembro prximo vindouroao meiodia.
Secretaria da theipui aria das rendas provinciaes do
Pernanibuco, 3 de aetembro de 1845. O secretario,
Luiz da Colla Portoca reiro.
"O lllm. Sr. inspector da tbesouraria de fazenda
manda lazer publico, que, em conformidad das or-
den j anteriormente publicadas, nodia 9 do inri de
novembro prximo futuro tem de (indar o praio mar-
cado para a substituido daa nolaa de cinco mil reisda
2.' estampa por valor igual, principianilo-se d'abi em
diante com descontos pronressivos de 10 por cenio en
cada mez. Secretaria "da tbesouraria de fazenda de
Pernambuco, 25 de outubro de 1845. O official da
secretaria, Emilio Xavier Sobreira di Mello.
Pranle a cmara municipal d>ata cidade, rio
novamenleem praca.no da 8 do rorrele, os talhos ns.
16, 24 25 e 27 do ecouiiue o. 1.2.3, 4:6.7. 11, 13,14,15. 16, 17,23e24
do das Cmro Puntas.
E para conbecimento de quem convier se mandou
publicar o presente. Paco da cmara municipal do Re-
cile, 4 de novembro de 1845. Manoel Joaquun do
Ki-go e Albuquirqui, prndenle. Joio Jos t'irnita
di Aguxat, secretario.
A corjipanhia italiana esl
apromptando, para o beneficio do
baixo-jocoso Sr. Fwicbi, a lindis-
sima peca em tres actos Lucia de
Larnmei moor, chefe d'obra do Sr.
Cav. Donizzetti. A sympalbia,que
re&p itavel publico tem demons-
trado ao beneliciado.faz-liie espe-
rar que nem um assenlo fijar
vasio naquella tioule, e ella nada
poupar para mostrar sua grali
do. Os camarotes, que anda
resto, assim como os bilueies
de platea, vendemse em casa do
director na ra lMova, n. 7, se-
gundo andar.
avisos martimos.
Pora o Ah segu viagem impreterivelmente, at
o da 10 do conenle mez, o brigue fiel, de que be ca
pitio Manuel Marciano Fer reir : para carga e paa-
geiros, trata-se com o consignatario Firmino Jos F-
lix da Bosa & Irroo, na ra do Vigario, o. 23, segn -
do andar.
== Para o Arscatv aai oestes das o biate Boa-Via-
gem; quem do mesmo quizer carregar, ou ir de pas-
agem, entenda -se com Luiz Jos do Sa Araujo, na ra
da Cruz, n. 26.
Para o Aracaty sabiri muito breve o patacho na-
cional Maria-Luita, deque be mestre Jos Joaquim
Alves, por ter a msior parte do seu carregamento proni-
plo ; quem no mesmo quizer carregar, trate com-An-
tonio Joaquim deSou/a Hibeiro.
= Vende-se urna barcaca, que pega em 24 caiat
de assucar gosto, construida de boas mideiras, e feita
naaAlagoas; est proropta deludo; be nova ; anda
nio le viagem alguma, a excepcio da em que veio de-
pois de acabada ; e he muto boa de vela : quem a qu
ror procure a Antonio da *ilva Gusmio, na ra do
Queimado, n. 39, e, na sua falta, i seu caiseiro Maia
A escuna nacional Novo Dtilino sai impreterivel-
mente para a Babia, sabbado, 8 do correte : para
carga e paisa ge i ros, trata -se com Novaes &C, ruado
Trapiche, n. 34.
Leiles.
- 0 correlor Oliveira fara leilo dos objectos salvados
da aomaca brasileira Estrella, :apilao J. R Pinbeiro
naufragada nos baizoa iie Pirangy no Rio-Grande-do-
Norle, eonsistindo em veame overis, enxarci*a, es
taes, amanlilhos, um ferro grande um dito pequeo,
urna correte de 45 braca : sexta-feira, 7 do correte,
aa 10 horas da manbia, no largo da porta da alfan-
dege.
Ilojn, 6 do correrte novembro, pelas 10 horas
da manbaa se lara leilo de urna porcao de ceblas \
de Lisboa poi cunta e risco de quem prelencer no
caea da Allandega junto ao armazem du Bacelar.
Avisos diversos.
Ue. laracoes.
= O administrador da mesa da rerebedoria das ren-
das corsea inl- mas avisa aos collectados dos bairros do
Recife eS. Antonio, para que venhio pagar o imposto
dn banco e laxa de escravos, do primeiro semestre de
4546, pena de se proceder executivo. Recebedoria,
4 de novembro de 1845. Fiancisco Xavier Caval-
canii de .llbuqunque.
*- Por ordem do cnsul francez, e peranle o chan-
cellar do consulado francei, se vender, em basta pu-
blica, e por coota de quem perlencer, urna caixa com
60 pecas de siseados de algodio, avariadoe a bordo do
brigue francez Armonqur, na sua ultima viag. m ;
exla-feira, 7 ds> corrente. a 11 b< ras da manbaa, no
armarem de Schafheiltin JcTobler. ra daCrur. n 38.
jldmininirocdo dos eiiabelecimenioi de caridade.
Perante a administrando dos estabeleciinenlos de ca-
ridade ae biode arrematar.por trea annos,a quem mai|
der, aa rendaa das casas seguinles : ns. 17, 47 o 49 da
ra do Padre Morianno. n. 5 do becco da Cervalba.
n. 32 e 34 da ra do Fagundes, a. II da ra de S
Job*, n. 5datravesse do mesmo, n. 34 da ra de
Manoel C o, n. 18 por delraz da ra Nova. n. 31 da
ruada Moeda. n.7da ra deS.Tbereza.ns 70e98da ra
das Cmeii-Ponas, n. 33 da ra de Hoila, n. 65 da
ra na Gloria, n 8 da travexa do C^uarteis, n. 7 di
ra da VirecHb, o. 38 da ra da Calcada.
O CLAMOR PUIILICO
Sabio hoje o n. 58 e acha-se a venda, na praca da
Independencia, livraria ns. 6 e 8.
Q LIDADOR.
Acha-sc a venda o n. 64, na praca da Independen-
cia, livraria numero 6 e 8.
Antonio (lomes da Silva, piloto examinado do
alto mar, laz pui lico, queensina a arte de pil to, prati-
ca e Iheuncd, assim como apona auulbaa de manar
por novo melbodo, e coocerta varios instrumentos au
ticos : lodos os senbores, que quirerm. dinjio-se a
Sanie Amaro, ao p da igreja, ou a praca do Com-
mercio. d- sde o meio da al Sa duas horas da tarde.
Alua->e o aobradmbo do Zongueni Apipucos.no-
vamente reedificado epinlado.com bstanles commodos,
muilo fiesco, e ptimo banbo, |or ficar a margem dos
rioa Capibaribe e Camaragibe : quem o preleoder
liara penar a feata, dirjase a aua proprietaria Mara
Candida de Magalhies, no engenbo Dous Irmioa.
Aluga-se uina casa na povoacio de Apipucos.
com una sala grande na frente 4 quarlos dispen-
sa copiar quintal murado estribara para 3 cavat-
ina :' a tratar na mesma povoacio, com Pedro Jos Car-
neiro Monteiro.
Aluga-ae o segundo andar da casa n. 26, atraa
damatiiz da Boa Vista com mu i los commodos para
urna grande familia e mu lo frescos por ser da p.rte
da sombra : a tratar na mesma ra n. 22.
G. T. Swu embarca para o Aracaly o seu par-
do, de nomo Francisco.
No deposito de assucar defronte da matriz da
Boa-Vista ba um grande soitin.enlo de asaucar ; a
aaber : refinado a 100 ra.eUO rs. a libra ; branco de
lodo o preco ; atracar candi a 320 rt. a libra ; caf
muido, a 160 rs.
Quem precisar de urna ama para casa de um bo
memsolteiro, que eoziubae engomma com peifeir-io,
trate com o caiseiro da livraria da praja da lodepen
dencia ns. 6 e 8.
O Sr. Francisco de Souza C. Lima quoira ter a
bondadede vir ou mandar rrceber urna caria vinda
do Rio-F'ormoto na loja de fazendaa ao p do arco
de S. Antonio da lima Alooso & Cotvpaohia.
Aloga-te aai preto moco a robusto, muilo pos-
tante para socar asaucar: a tratar na ra de Apollo n.
8, coro Joao Esteves da Silva.
= Aluga-se um sobradinho na ra das Flores: a
fallar na ra Nova, o. 65.
. Aluga-ae, por anno urna boa casa cem grao-
de quintal, exci lente agoa de beber murado na fren
te cercado dos ladoa tem boas taladas de mar cuja
ass e meirim parreiras figueiras e outras ores
ja"dando frutos, ao pedo sitio da Senbora D. Laurian-
na no principio da estrada oos Afilo tos < uifl a con-
diciodo morador ser ojrigado a entrega lo, na aua sa-
bida, com aa mesmaa bemfetorias, com que o rerebeo :
a tratar na ra da Cadeia-Vtlha, n. 25; que se alugari
por preco edmmodo.
Preciss-ee de urna ama parda oo preta que
tenba omito e bom leite, e seja sadia para criar : na
ra dasCrozes n. 22, segundo andar.
Manoel Thoroai de Parias faz ver ao respeitavel
publico, que se arha mudado para a ra do Queimado,
n. 17 coro o seu eslahelecimento de allaiale.
Roga-se ao Sr. fiscal da povoacio dos Afogados.
de lanrar as sua* vistas as estradas hem como na do
Barro-Vermelbo, onde se fazem casas fra do abnba-
mento do valle assim como a casa nova do rancho do
Sr. Jos* da Molla.
Urna mulber de boa conducta se prope a tra-
tar de urna casa de pequea familia, arranjando ludo
da melbor lrma po>sivel cozinhando, enuommando
o faz lodo o mais semen do mesteo: quem de seu prest
mo se quizer otilisar dirija-se a ra da S. Ciiz ,
n.28.
OSr. Antonio Francisco da Costa, que, ha
pouco veio da Babia queira r a ra do Queimado ,
sobrado n. 52, receber urna carta de seu interesse.
Casa da Fortuna, ra Direila, n. 13.
= Pagiose as cautellas da lotera do seminario .
lodos os das uteis; e no mesmo lugar trocio-se por ou-
tras cautellas da lotera do ti eatro que corre in'alli-
velmenle a 25 do corrente.
- Hoje pago-se os bilhetes
da lotera do seminario de Olin-
da at 1 hora da tarde.
No Alerro-da-Boa-Vista, na fabrica
Je licores n. 26, de Frederico Chaven,
aeha-.se establecida urna p?stelaria e
confeiloria, na (jual achar5 sempre
promplos grandes sin tmenlos de boli-
los de todas as quididades, assim como
se spromptao encommendas de bandejas
com ricas pecas, pudins sultanas, paste-
leo de mil lollias, e outras muitas de bom
gosto, doces de multas qualidades em
calda e seceo, gelrja e marmelada em libra
e em frascos, ludo feito com peifeicao e
fisseio e por pi ecos muilo commodos
Ofierece-se um hornero solleiro sem familia para
irabalbar em ti do servico e administrar urna padtria,
e aflama a sua conducta: quem precisar, nouncie;
ou na ra Nova, loja, n. 58. se dir quem be.
Deseja-se entregar urna carta pessoslnienle ao Sr.
Antonio Francisco \ lanna, ebegrda do Rio-Grande-
do->ul, hem como existeni cartas para se entregaren) ao
Sr. Antonio Jos Moreira da Cotia Abreo e Hatlos, e
a Sra. Uionizia Lina Clemente : na ra da Cruz, n
37, i.' andar.
Jos Goncalves da Fonte embarca para o Rio-de-
Janeiro o seu crioulo Luiz.
A pessoa, que rmpenhou urna salva de prata na
entnela loja de calcado da ra da Madre-de eos. n.
26. queira, no prazo de 8 das, lira-la, na lioa-Vista,
ra Velba. n. 54, do contrario sera vendida.
Aluga-se o primeiro andar de um sobrado, que
faz frenle para o rio. silo por delraz da casa, que serve
de Ihealro publico, muilo Iresco, p coro bastantes com-
modos; outio primeiro andar de uro sobrado silo na
ra larga do Ro/aio, junio ao quarlel da polici, n.
18 ; os pretenderles dnjio-se i mesma ra do Roza-
rio, paitara n. 18.
Na praca do Sr. Dr. juiz de orpbaos, no da 6 do
corrente, se hio de airematar urna escrava, e os mo-
vis pertenrentes ao fallecido padre Joaquim Gonctl
ves Kodrigues, os quaesse poderad ver com especifica
<;io, a vista do escriplo, que se acba em mi do cor-
le ir o.
Precisa se de um official, que saiba fa/er charu-
tos ; na tua do Colotelo, casa n. 107.
= Uro hornero das libas se ofleiece para horlelio,
jardineiro ou fetor de sitio, do que lem muila pralica ;
quem quwer, annuncie por esta lulba.
Aluga-se urna casa terrea, na ra de Sania Rila,
n. 22, com cacimba, quintal e porlio, por pnco com-
modo ; a tratar na ra larga de Rozarlo, n. 14.
Aluga-se o sobrado de um andar da ra da \ ira
c,o ; quero o pretender, enlenda-se coro Antonio Joa-
quim de Sou/a Ribeiro.
=Oflerece-se, para lra desta praca, um rapaz brasi-
leo, tranco, casado, con pouca lennlia, para ensinar
priineiras lellras, graromalica e francez, por ter ja oc-
cupado este mesmo lugar, o qual ensina os seus alum-
nos com o mainr zelo possivel ; apessoa, que quizer
ulilisar-se de seu presumo, dirija-te i ra do Rangel n.
5, a tratar com o mesmo, que dar conbecimento i sua
conducta, eao mesmo Iralamenlo dos seus alumnos.
Aluga-se a casa terrea Ja traveisa do Livramento
n.12; i tratar na ra do Queimado, |jja deferragens
o. 30.
Aluga-se o terceiro andar d sobrado n. 2 da ra
do Queimado ; tratar na loja do mesmo.
= l;rancnco Xavier do Espirito Sanio retira-se para
o Para com a sua lamilia.
Piecisa-se de um trabalbador de masseira, que
saiba desrmpenbar a sua ofcfigac,io ; tambero se preci-
se de um prelo, que entenda ala mesma ofDcina, anda
mesmo quo nao saiba. mas que seja robusto e experto
timbero te da pi de vendsgem a forros e captivos a 60
rs. por paUca ; lambem se vende na porta a 6 pies por
80 rs ; no novo deposito de padsria, Da ra das Cinco
l'untasn. llt. dilronleda fortaleza.
O abano assignado avisa a quem convier, que elle
lem aberto desde boje a sua aula particular de graro-
roatica latina paraaquelles, que a quizerem Irequentar;
e que se comprometi a exercilar, e pOr promplos ero
Tito Lirio e Horacio aos que se quizerem examinar.no
principio do anno, oa academia : e p le ser procurado
para isso em sua casa no pateo do Terco, aobrado,
o. 9. Loureneu Arellmo de stlbuquerqite Mello.
= AlugaO-se. por preco muilo cunriodo. duas ca-
sas rnuito largas, repartidas i moderna, na ra da So-
ledsde, com duas salas, seis quartos, cozioha fra, um
grande quintal murado, e oulro cercado : trata-se oa
ra da Aurora, n. 58.
Arrenda se urna casa no engeobo do Brum, coro
bstanles commodos para urna familia, e boa vista, pe-
lo lempo de fesla ou lodo o anno : quem a preUoder,
entenda-se com Jos Antonio Piolo, oa ra da Cruz do
Recife, o. 8.
LOTERIA DO THEATKO.
As rodas Jesta lotera andlo impreterivelmente oo
dia 2;r de notembro corrente visto ler-se realisa-
do o sidameoto das doseminaiio. Os respectivos bi-
I leles achao-se a venda na loja do thesoureiro, na ra
do Queimado n. 30; na do Snr. Mene/es Jnior ,
ra do Collegio ; na botica do Sr. Moreira ra do
Cabugi no bairro do Recife oas lojas de cambio
dos Srs. Vieira e Manoel Gomes
Casa da Fe9.
RA ESTREITA DO ROZARIO. N. 43.
Tendo o Ibesoureiroda lotera do tbealro mareado o
dia 25 de novembro para o andamento das rodas desta
lotera pelo noto regulamento de 27 de abril do aooo
p.p.; o proprielario do ealabelecimento da casa da f,
onde se vendem cautellas da mesma lotera do Ihealro,
convida a todas as pessas, quegostio desle inleressan-
te jogo, concoirio quanto antes a comprar das suss
cautellas, nao esperem para os ltimos das prximos
ao andamento das roda, a fim de que nio veohio a
ficar sem ellas, pela muila extraccio que estio tendo, e
mesmo pelas garantas que lem a hem dos comprado-
res ; afliancando Ibes que no dia marcado pelo the-
soureiro correra iofallivelmente as rodas, IIquem ou
nio bilhetes.
0 proprielario convida a todos os seus treguezes, qua
compraren! das suas cautellas, a virem ou maodarem
na casa de seu eslabelecimenlo.no dia em que correrem
as rodas da lotera cima, das 4 horas da tarde at aa
8 da noure.onde acbarid a lista da extraccio da mesma
lotera, a fim de ssberem no mesmo dia os premios que
por sorte Ibes tiverem sabido Os precos das cautellas alo
decimos a 1.000 rs., vigsimos a 500 rs.
Na luja de Joio Loubet, na ra do Passeo-Pu-
blico junto ao arco de S. Antonio, conlina-se a co-
Lrir chapaos de sol, de seda, para horro m e lenhora ,
de fuita-cores e prctos, assim como de panniobo de
todas as qualidades : na mesma loja vendem-se chapeos
deso, de seda, para homem a 5 rs. ; ditos de
barra lavrada a 7a rs.; lambem se coocerlio por
muilo menos preco do que em outra qualquer parte.
= O arrematante da alencio dos pesos e medidas
desle municipio, abaixo assignado, faz publico,que dar
principio a mesma alericio no da 3 de novembro pr-
ximo luturo, na casa da travessa da Concordia n. 1, daa
7 horas da manbia al as 5 da tarde ; e adverte, que,
na forma do regiment respectivo, o praro desle expe-
djenle para osettabeleciiiientosacluaea em todo o mu-
nicipio deve expirar no ultimo de dezembro do eorreote
anno. Recile, 31 do Outubro de 1K45. Antonio
G-ncahii de Moran.
Troca-so urna imagem do Senbor Crucificado,
encarnada de novo, eobra muilo hem feita, e por pre-
c,o muilo comniodo : na ra Direila, n. 87.
Aluga se o primeiro andar e loja. com todas aa
uas dependencias,na cata sita na ra Nova, o 7; tam-
bero se aluga a loja do dilo separadamente, por preco
mais barato do que tmba-se leito : os preteodeolea
dinjio-se aos Srs. J. P. Aduur & C., ra da Ciuz,
n. 21, no Rerile.
= Domingo, 26 do passado, a bocea da noute na
estrada nova, periodo Cachanga perdi se un psr
de oculos de 4 vidros azulados, com aros de ouro: quem
os achar, leve ao correlor Oliveira que gratificar* ge-
nerotamente.
M.'Callum &Companhiaacabio de receber oa
sua latinea de machinas, da ruado Rrum um sorti-
roenlo de tambores para moendrs de canna fuodidos
ero Inglaterra os quaesarroocoro aguill oes rodas
e di mais perlences a vonlade do con piador. Conti-
nuio tambero a tornear de novo tem ores e aguilhoea ,
e faier oulros concertus as moendas com toda a bre-
vidade ; e con.o lem porto de embarque rom guindas-
te porttil, gyrando sobre calumbo de ferro, objectos
notado sio carregid e descarregadot sem demora o
sem causar despea ao di no.
O enpenb- iro Bowroan, socio desta fabrica corres-
pnndenle directamente coro urna das principset fund-
loes em Inglaterra recebe encon irondas para machi-
nas de vapor, rodas d'agoa de Ierro, com moendas oo
sem ellas e todos os mais objectos desta nalureza ga-
ranlindo a perfeico da ii ao d'obra e boa qualidade
dos msleriaes, assim como a exacta coolormidade com
o modelo dado ou approvado pela pessoa que fizer a
encoromeoda podendo tambero encairrgar-se da di-
receo do seu assenlo. Por isso respeitosamente con-
vida aos senbores de engenho ou seus corresponden-
tes a virero examinar a machina de vapor construida oa
dita lundicao de Inglaterra montada para mover ca
tornos e oulros apparelbos da labrica da ra do Brum ;
pois be de forca propria para engenho e de modelo ,
que tero as venlagens de ser muito singlo, forte e se-
guro e fcilmente adaptado as moendas ao presente
movidas por beatas.
No dia 2 do correte, fugio do abaixo auigoado
um teu eterno, de nome Francisco, naci Casaaoge,
idade de 30 annos, pouco mais ou menos, pouea barba,
rusto descarnado, com urna cicatriz em um dos lados,
que nio esl da meama cor natural, baixo de corpo. um
tanto barrigudo, tem falla de denles no lado superior,
levou vestido calca de estopa grossa e camisa de algo-
do/inho, chapeo de seda; levou urna trooxa com toda a
sua roupa, urna calca de casimira cor de lelha. urna di-
ta de brim trancado escuro de aleodio, urna dila bran-
ca de listras, Ires camisas, urna dellas leo a marca MAC,
um panoo da Costa novo com lastras azues e brancas:
oo metmo dia lo visto n'um engenbo adianto da fre-
guezia de Jaboatio ; i.sie escravo foi do Sr. Sebaatiao
Luis de Araujo, morador em Taqoartinga, por isso
uppe-se ter ido pala aquella bandas : roga-se a pes-
soa, que op gratificada. Manoel do Amparo Co-V.
i.


f
Manotl Luiz da Veiga inveotsriante e lesla
menteiro de seu pai, do mesmo nonio, fl publico,
que elle esta autons do para tratar de todos o nego-
cios do casal assi'n como para receher aa dividas, co-
brar loros e fazer todas a* mais transaccdes necessarias
ao mesmo casal.
- Precita sede am bomem que enlenda de pe-
deiro, para fra desta praca, distante 10 leguas; quem
estiver nestas circunstancias, dirija-te a ra estrelle do
Rosario venda o. 8.
Urna mulher de bons costumes, que sabe bem
coser e engommar, se eflorece para Irabalhar em al-
gutna casa de modista, ou toja Irsnco/a : quem de
seu prettimo te quizer utilisar dirija-te a ra do Pi-
lar d. itS.
= A pessoe, que qoiier dar dout contos dercis
piemio, com boas firmas, oq bypotbeca n'um sobrado
livreedesembaracado, dirija-sea ra do ArnRAo, n. 7.
Aluga-se urna casa terrea, na ra da Gloria, na
Boa-Vista, n. 37, concertada de novo, e com bons
commodos; no pateo da Santa-Cruz, padaria n. 6.
OOVrece-se, para todo o servico de padaria, um
bomem bom amassad >r e forneiro, vindo, ha pouco, de
Portugal ; quem o pretender, dirija -sn a ra larga do
Bozario, junto ao quartol da polica, n. 18.
= Prccisa-se alugar um moleque, que entenda de
corinha pata o servico de um bomem solteiro ; na ru
da Cruz, n 31, segundo andar.
Compras.
Compra se lia de freza e de ouira qualidade ,
para embnenlos de colclides ; paga -se a 2 rs. a ar-
roba: na ra Nova, loja dasollairo n. 28 defronte
da igreja da Conceico.
= Compro-se, para fra da provincia, escravos de
ambos us setos ; sendo de 12 a 20 annos, e com boas
figuras, parao-se bem: na ra N ova, loja do Ierra-
geni, n. 16.
ComprBO'Se, para fra da provincia, escravos de
13 90 annos: sendo de bonitas figuras, pagao-se bem:
na ra da Cadeia de S Antonio sobrado de um andar
de vtranda de pao n. 20.
Comprao-se dous escravos um pedreiro eou-
trocarpioa para urna encoinmenda do Rio Grande-
do--ul; pagao-se bem: na rea do Collegio arma-
zem n. 19.
Vendas.
FOLHINHAS
DE
Porta e Algibeira
PARA.
1846.
Vendem-se na praga da ln-
dependenc a, loja de livros n. 6*
e 8; na ra da Madre de Dos,
venda da esquina defionte da
igreja; na BoaVista, defi onte da
matriz, botica do Sr. Moreira;
em Olinda, botica da ru do Am-
paro, e loja do Sr. Domingos,
nos Quatro Cantos.
JNa ra das Larangeiras, n. 12,
a. andar, vende-se, por muito mdico
preco, um ptimo sitio 110 pateo da Haz,
povoacao dos Afogados, com urna bella,
nova, e espaco.sa casa, e diversos arvo-
redos de fruto, bem como larangeiras,
coqueirns, mangueiras, jambeiros, tres
cacimbas, urna das quaes lie feita lia mui-
to pouco tcmpo, e d'agoa potavel.
* Vende-se para fra da provincia urna escra-
va crioula moca, sem vicio, deleito, ou acbaque, boa
cozinbeira engomoiadeira e cose alguma cuusa : a
fallar com l. J. Barata de Alroeida
= Vende se um carrinbo de duas rodas em muilo
bom estado ; e um cavallo mudo Lom para carro : na
ra estrella do Rozaiio n 43, segundo andar, das
6 as 9 horas e ni' la da manbau.
= Vendem-se saccas com farinba de Magc, a 4800
rs.; ditas com milbo a 4000 rs. ; gomma de en-
gommar, a 1I200O rs o alqueire velbo ; farinba de
8. Malbeus a 3800 rs. eemsacca, a 4200 rs. ; na
ra da Cadeia de S. Antonio, deposito de farinba ,
i). 19.
Vende-se um pequeo sitio em terreno proprio,
muito aprazivel, com banbo, casa de vivenda, no lu-
gar do Remedio ao lado da Passagem, e da se muito
ero conla; dinjao-se a ra de Atoas- Verdes, n.2l, para
saberem quem vende.
- Vende-se cha bvston em caitas de 15 libras, em
poredese sretalho; e potassa americana ltimamente
che^da; meias barricas de farinba de trigo da maica
gallego : em casa de Malbeus Auttin & C., na ra da
landega Velba n. 36.
=Veiidem -se riquissimos chapeos de seda de todas
as cores para senbora bem enfeitadot, com riquissi
mas fitas e flores ; estes chapeos teem a commodidade
de se ahrirem e fecbarem; riqusimos enterados a
polka, para catticaes, mangas e outroa olijectos; um
sortimento de capachos: na ra larga do Rozario
o. 24.
= Vende-se um casal de escravos, com 2 filbos de 8
annos com algumas habilidades, 3 moleques de 14 a 10
annos, 3 negrinba do 13 annos, mu lindase com prin-
cipio de costura, 1 mulata da 20 annos, com habilida-
des e de boa conduela, 4 pelas de 2(1 a 23 snnos, boas
cozinbeiras e quilandeiias, e um preto de 60 anuos
por 120* rs.; na ra das r lores n. 21.
=* Yeadem-te selliM iogleiei de mon liria de bo-
mem e senbora, becadas brancas rocM e chatas,
barretinas com apparelhos ricos para ofioiaes e soldados
da guarda naciooal. talins, cananas e correias para os
meamos, espadas de roca e sem ella, pratradas e de fer-
ro, bandas ricas, guarda.-lamas de couro de lustro, ch-
balas de todas as qualidades, cintos de couro de lustro
para meninos, pannos de matsss para bailo de casti-
caes ecandieiros, bezerros de lustro de superior quali-
dade, marroquins de (odas as cores, saceos para condu-
cir roupa em viagem, eolebdes de todas as qualidades, e
outros muitos otijectos por preco muito com modo : as
hjas de Joio da Silva Braga, ra Nova n. 5 o ra da
Cadeia do Reeife n. 49.
=Vende-se por precisio e preco commodo, urna
escrava de 35 annos, com algumas habilidades; na
ra do Padre Florianno, n. 23.
Vendem-se sellins ingleses, elsticos, de patente,
cabecadas rolicas, sellins franceses, chamados regala-a-
bunda todos forrados de couro de porco ; talins e
cananas para ofliciaes de fileira e montados,espadas pra-
teadas,tanto de roca como semella,bandas fle seda,ricas;
silbOes paro montaria de senbora de todas as quali-
dades ; e ludo quanto pertence a este eslabelecimen'.a,
por menos preco do que em outra qualquer parte : na
ra Nova loja detelleiro, n. 28, defronte da igreja
da Concedi.
= Vendem-se e alugSo se muito boas bichss d'llim -
burgo, mui grandes e as melliores que ba na trra ; e
vais as applicar, para mais c minodo dos pretenden-
tes : na ra estreita do Kozario. defronte da ruadas
Larangeiras, loja de barheiro, n. 10,
Vende-so a venda de Antonio Jos Antunesda
Silva, sita no Becco Largo n. t .para pagamento dos ere-
dures do mesmo ; quem a pretender, diiija-se a Cota
& (Incide ; advertindo, que a dita venda be situada nu
melbor local possivel, e (em poucos lundos
= Vende-se urna escrava crioula de 20 annos, que
sabe co/inhar o di rio de urna casa, coser, lavar de var
rea e sabio, e fazer lodo o servido, muito fiel essdis,
assim como entende do servir/o de encbada, por tersido
do mallo: as causas, por que se vende, Sd diio ao com-
prador ; na ra do Itozario estreita, csts n. 32, segun-
do andar.
= Vende-se um piano horizontal, patente inglcz,
por cornil odo preco ; na ra do Crespo, n.6.
Vendern-se mangas de vidro pequeas, para can-
dieiros, a 400 rs. cada una ; na ra larga do Ro/ario,
o. 35.
= Vende-se urna negra ainda moca, recolbida, mui
bem parecida, boa engommadeira, cotinlieira, coseal-
guma cousa, e lava de sabio : no segundo andar do so-
brado o. 1 da ra do Arago.
Tamben] se vende
novo tap, ebegado de Lisboa, na loja de miudezas do
Fortunlo, na praca da Independencia, em botes, a
44500 rs.
= Vendem-se uns ttulos de divida; quem quier ne-
gociar, dirija-se ra da Ciuz, armazem n. 16, i fallar
com o caizeiro do mesmo armaitm, das 9 horas da ma-
nila a s 4 da tarde.
= Vende-se urna preta moca, boa cozinbeira ; um
preto de bonita figura e moco ; na ra do Queimado,
n. 14, lerceiro andar.
Vundem-se, no Aterro-da-Boa-Vista, loja de fazen-
das n. 10, cortes de vestidos, tanto decassa como de
chita, dos mais delicados padrdes, a 3,600, 4.000 e
4,500 rs : na inesma loja vende-se um sof, 12 ca-
deiras, 2 bancas de Jacaranda, 1 cadena de bataneo a-
u.ericana, e urna p> rcao de louca em bom estado.
= Vendem-se 7 escravos, sendo2 negiose 1 mula-
to carreiro, 5 negras e 1 mulata, boa engommadeira,
e lavadeire, todos proprios do servico do casa e de cam-
po ; na ra da Cadeia do S. Antonio n. 25.
= Vendem se saccas de milbo novo ; na ra da Ca-
deia do Kecile, armazim n. 8.
Vendem-se tres pardos mocos, e proprios para to-
do o 6ervico, sendo um delles carreiro ; quem os pre-
tender, dirijase ao Reeife, a Juan Jos de Carvalbo
Mora es.
= Vende-se urna escrava moca, de bonita figura,
engomms, coiinba, lava de vanelln e sabao, e he muito
boa quitandeira ; duas ditas de 22 annos, proprias de
todo o scivico, mesmo para vender fa/enda, por seren
muito boas figuras ; una mulatinha, e urna negrnba,
de 12 ancos; na ra larga do Roiario, n. 46, segundo
andar.
Vende-se a muito boa venda n. 3, na Cemboa-do-
Carmo, que foi do I j Iludo Lourcnco Jos lerreira;
vende-se por ser de muita necessidade ao dcoo fazer
una viagem Rabia: quem a pretender, dirija se a
mesma.
= Vendem-se camas marquezes, cadeirss, btncss,
toucadores, mesas de meio de sala, coimi odas, ludo de
angico, commoda de amarello, camas de oilo, cadeiras
de angico para emna,luuo muilo peifeito, do melbor
Rosto, e por prec,o commodo ; na Camboa-do-Laroio,
n. 8.
*= Vende-se ums cama de condui, para casal, poi
20*000 is., na ra Nova, n. 5b ; assim como sola.
e< uros de cabra e bezerro, sapalos para born ns, mu bu
res e meninos, e um resto de fazi ndas, alguns livros, ol-
COI blancos, de largura de 3 a 4 dedos, etc.
= \ende-se urna cama de airoaiio, do ultimo gos-
to, muilo bem acabada, de goncalo-alves de superior
alvura, por preco coiumodo na ra da Florentina,
loja de u.a recudi, delionteda cocbeira.
.Vende-se o diccionario de Motaes, da quarla edi-
ta o, em muito bom uso ; na la Nova, n. 58.
= Vende-se un,a casa, no buco da Camboa-do-
Carmo ; na ra Direita, n. 81.
Vende-se urna pela de nacao, muilo Irabalha-
deira, oplinia para o leivico do campo, por ser muilo
lorcosa ; a visto do comprador se dir o motivo, por qu;
se vende : na ra Uireila, n. 120, ou na ra da Praia,
o. 35.
= Vende-se um relogio de stla, de botar em cima
da mesa ; qualro casticaes grandes de lal&o; quatro or
nan>entos d>- padre, pioi nos para celebrar miisa ; lam-
iitm se iioiao qualro imag ns, una das Dores, urna da
i onecan, una do .Jos, e urna de S. Antonio ; a
lialar no pbteo da Santa-Cruz, loja de funil. iio. n. 14.
Vcndwii-se dous esclavos, de idade de 26 a 30
annos, sem vicios ou achaques, proprios para o servico
do canil o ; o motivo da venda he ler de n tirar-se seu
senhor : tambero se vende um cavallo rosilbo-loveiio,
bom ci rregador baitoe nie'io, ludo por preto razoavel;
no Aterro-da-Boa-Vista, n. 26, prioieiro andar.
= Vendem-se 4 escravas mocas, de bots figuras,
cosem, engmenlo e cozinhio; 4 ditas boas quitandei-
ras ; 1 mulata de 32 annos, boa para o servico de casa;
urna dita de 15 annos, boa para *er educada ; 6 escra-
vos bons psra todo otrabalho, do campo e da praca ; 1
dito bom uflical de pedreiro ; I mulitinho de 16 an-
nos, bom para pagem ; na ra do Creativo. 10, pilmei
ro andar.
^= Vendem-ie aljofares finos, suspensorios elsticos
de seda,caivetes finos de duas lolhas.thezourinhas finas
de costaras e de unhas, trancelim de borracha, bicos e
rendas franceses, facas e garlos de cabo preto, colheres
de easquinba para sopa, um relogio de ouro de elegan-
te gostoe superior qualidade; na praca da Independen-
cia, o. 5.
V ende-se um cavallo, muito earregador e estra-
deiro ; na ra do Queimado, loja o 17.
Vendem-se 2 quartolas, que servirlo de azeite ;
assim como dous flandres, com medidas: na rus Nova,
o. 16.
= Vende-se ums casa terrea, no becco de S. Pedro,
com cosinba fra, trescamarinbas e duas salas, a qual
rende dez mil res por mez ; diiijo-se rua^dss Tiin-
ebeiras, casa do escrivao Guilherme, que se dir quem
vende.
= Vende-se umescravo erioulo, possante, de meia
idade, de bonita figura, proprio para todo o servico,
tanto do campo como da praca, heganhaaor de ra :
os pretendentes dirijao-se a ra estreita do Rosario, o.
30, segundo andar.
Vendern-se bicot finos e largos, proprios para toa-
Ibas e vestidos; oa ra do Nogueira, n 27
Vendem-se grvalas de setim preto a 600 rs., pan-
no preto e aiul a 2.500 rs. o covado casimirss de gos-
to moderno a 1,200 el,400 rs. o covado; na ruado
Crespo, n 1.
Vende-se urna correte, para gargantilha, de ou-
ro de lei, pesando 24 '/ oitavas um collar com um
coratio, com 8 oitavas; um coidio com 4 oitavas, sem
fetio ; um adereco Je pedras prelas guarnecidas de ou-
ro. o mais moderno que se U!a; um par de argollas com
dous diamantes; na ra das Trincheiras, n. 18
Vende-te o novo jornal A IllutrafSo ,
em grande formato, com estampas publicado em Lis
boa todas as semanas, t razio de 6.000 rs. por anuo ;
lendo j chegado 6 nmeros: na ra da Crut, botica
de Lu/ Pedro das Neves, n. 47.
= Vendem-se 3 escravos, sendo urna preta, um
moleque e um negro, de bonita figura di ra Bella,
a.28.
Jtmidio para a turitt dot ouviiot inveterada ,
no sendo de naicimento.
= Vende-se na cidade de Rraga em casa de Joa-
quim Rodrigues da Cunba ra da Cooega, o. 9, ou
na do Poito roa de S. Anna, em casa de Manoel de
Almeidu lirando, n. 139, remedio muito tilica/para a
surde/ dos ouvidos inveterada,nio sendo denasciment:
cusa um vidro cheio 800 rs., lacrado com a firma de
seu autor; cujo renado he na sua applicaciomui-
to suave e nada incommodativo :
InsfruecBei para uso daquelle remedio.
Pela manha em jejuin urna hora pouco mais ou
menos depois de vos haverdes levantado da cama len
careisdenlro nos ouvidosquatro ou cincopingas daquel-
le remedio assim mesmo Irio como est tapando-os
depois muilo bem com algodo em rama ; o mesmo
pralicareis i noule ao lancar-vos na cama ; em quanto
usa res aq uel le remedio evitareis, o quanto vos lor possivel,
de apanbar vento ou muito calor ; neo suando nbiii
molhandu os ps; abstendo-vos de comidas salgadas ,
a/edas. ou muito reimosas.
= Vende-se urna preta de nacao Angola rapari-
de 20 annos cose muito bem lava engomma ,
cozinba e tambero serve para quitaRdeira sem vi-
cios oerrl achaques ; um preto linda per;8 molecio
do 20 .nnos forcoio e proprio para enaenho e cori-
ntia soflrivelmente : na ruada Senzalla-Velha, n. 110.
=s Vende-se, ou permuta-se por qublquer predio,
nests cidade ou seus arrabaldes, ou a prazo, com firmas
acontento, a arroacao da loja da ra Nova o. 18 ; a
tratar na mesma ra, n.32.
= No deposito de rap deGasse ra da Cruz, no
Reeife, o. 38, acha-se a venda o muito superior rap
do Principe, chegado recentemente do Rio-de-Janei-
ro a preco de 1400 rs. a libra.
= Vende-se superior Champagne, novamenle
cheitada; em casa de Avriil Irmos ra da Cruz,
n. 20.
Rap de Gaese.
Ha chegado recentemente a estn deposito, vinda do
Rio-de-Janeiro pela barca Firmeza urna superior
Tornada do muito acreditado rap giosso e meio-grosso,
talvez o mus genuino em qualidade que at aqu tero
vindo a esta cidade e cha se a venda ero libias, meias
ditas e oilavas, nr-s lojus dos Srs.: J aquim Cindido
l.eal do Barros, Tboiuaz Pereira de Mallos Estima ,
Manoel Francisco Rodrigues e Caetano Luiz Forrei-
ra no Atterro-da-Hoa-Vista ; Jos Tliornaz de Cam-
pos Quaresma e leizeira & Andrade ra Nova ;
Francisco Joaquim Duarto ruado Cabug ; Victori-
no de Castro Moura Victorino & Guiroaries e Vi-
cente Jos Gomes ra dos Cjuarteis ; Antonio Do-
mingos Ferreua ejoio Henriqueda Silva, ra do
Crespo; Jaquim J> s Lodj ejoaquim Dias Fernn
des, na ra larga do Hoza riu ; Jos Jorge do Rota lio ,
ra do Livremento ; Jos Joaquim Lopes Moreira, ra
Direita ; Silveira& Freilas ra do CJueimado; Gue-
des S Mello Pootes & Mello e Antonio Gomes 'di
Cunba e Silv tuu da Caela do Reeife.
= Vende-se urna porfo de cavernas grandes de
sicupira ; ni ra de Apollo n. 28, a fallar com Joio
Esleve da Silva.
= Vende- se o regulamento do sello a 320 rs. ,o nova
tabella sobre o mean.o poi 210 rs. ; na praca da In-
dependencia, Imana ns. 6 e 8.
= Vcnde-ie por preto commodo urna pequea
porfi de cera de canaba muito nova e de supe-
ior qualidade; em lora di -Portas ra do Pilar,
venda n. 137.
= Vendem-se cinco escravos de nielo entre elles.
dous iiioleques, deididedel4a 18 anuos ptimos
para lodo o servico ; 4escravas, de bonitas figuras de
idade de 14a 22 nnos, com varias habilidades: na
ra Direita n. 3.
= Vende-te urna linda preta de 18 annos de
naci Angola cozinba lava e engomma lito sem
vicios nem achaques ; um lindo preto peca de'JO an-
uos gmhador e locador de issucir; um casal de es-
nHBMMsft
cravos, com orna cria de um anno, proprios pira cam-
po ; pertencem a urna pessoa que se retira : na roa
IsSeDzalla-Velha, n. 110.
B Yende-se urna parda de 22 annos, de bonita
figura, engomma cose cozinba e lava de sabio ;
duas eirravas de necio de idad d 48 a 24 annos ,
urna deltas cozinhs lava e serve bem a ama casa ; urna
crioula de 24 annoi, engomma, cose coiinha e la-
va ; doui moleques de 14 a 15 annos, do. nscio ; om
dito erioulo; ummulatinbo, de 13 innos ; um a-
brinhade 44aoDos; um eseravo da Costa de boa fi-
gura : na ra das Cruzes n. 22*, segundo andar.
= Vende-se sarca-parrilba nova, a mais superior
possivel; no armazem do Braguez ao p do arco di
Coneeicio.
= Vendem-se ezcellentes pottilas de direito nata-
ral ; ditas de aoalvse de constituicio ; odes de Horacio
em porloguez : cm Olinda botica do Goniaga.
= Vendem-se bichss pretas grandes e pequeas; ns
ra doVigario n. 12.
=Vende-se sola de boa qualidade tanto em porcio
como a retalbo ; coaros miudos de cabra ; cal branca ;
tudo por preco commodo : na ra da Praia n. 7.
Vende-se urna porcio da massa de carneba, j
preparada para se fazerem velas : na ra do Rangel ,
n. 52.
Vende se orna venda na ra de Malinas Ferreira,
em Olinda : a tratar na misma roa sobrado o 60.
Vende-se um moinbo de moer milbo; em Olin-
da no Varadouro, casa do Sr. Alezandrino.
Vendem-se 6 ca .eiras americanas ; urna mesa
de gaveta, com cinco palmos de comprido ; am tacho
coro 8 libns de peso : tudo em bom uso : na ra da
S. Crut, o. 28.
CALCADO.
A loja da tr.ica da Independen-
cia n. ?8, acaba de receber uin comple-
to sortimento de calcados, tanto pura se-
nhoras, como para homens e meninos.
Vende-se vinagre branco
nacional, a 400 ris a caada ve-
llia : na ra do Aterro-dos-A fo-
cados n. 7, e no Alerro-da-Boa
Vista, fabrica de licores de Fre*
derico Chaves.
REIS 3'8oo
A' bordo do brigue Leo ahjueites
pela medida velha.
Vende-se farinba de mandioca ebegada
ltimamente de S. Cetbarina de superior
qualidade tanto em gosto como na cor em
porcao e a retalho ; os pretendentes diri-
ao-se h bordo do mesmo brigue, ou ra
da Cruz n. 54, ou ra de Apollo arma-
zem n. ai.
Escravos Fgidos
Detappareceo, do sitio do Airaial, do abaixo asig-
nado, no dia 2 do crreme, uro eseravo anda bucal, de
nacao Costs, de nome Francisco ; levou camisa de
estopa com um remend nat costas, e ceroulat do mes-
mo panno, com um chapeo de couro (de SeiUnejoj ja
machucado na cabeca ; be de estatura alto, e barbado ;
quem delle souber, ou o pegar, leve ao abaizo astignado
no dito litio, ou na ra das Flores n. 23, que sera re-
compensado. Jo$ Antonio Lorreia Jnior.
sai Fugio, no da 29 de pissido, um negro de naci
Congo, por nome Domingos, he biito e de corpo pro-
porcionado, tero os denles abertos na frente, e urna ci-
catriz em um dos lados da cabeca ; levou camisa de
brim, caifa de ganga azul e co'ele muilo conipndo:
quem der delle noticia, oa o levar ao Aterro da-fia-
V isla n. 2G, sea bem recompensado.
Fugio, no dia 5 de agosto prozimo pastado, orna
escrava de nome Marcellina, de naci Cabinda, alta,
cara comprida e feia, ps bstanle grandes e mal leitos,
de 35 a 40 annos, pouco mais ou menos, peilos peque-
nos e cabidos, com o cabello preto, e os buracos dos
biiucos grandes : um preto de nome Paulo, de 60 a 60
annos, baizo, pernas arqueadas e potroso bulante, cora
falla de quasi todos os denles, anda sempreencostado a
um pao ; quem os pegar, os levara' a ra larga du Ro-
zario, n. 46, segundo andar.
Fugio, no da 2 do currante novembro, um negro
de nacao, mas que parece ser erioulo, altura regular,
sem barba, com falta de denles ni frente, sreco do cor-
po, bracos e canellas finas, em ambas as canallas lem
cicatrizes, que lorio de feridas de bobas, he muilo la-
dino ; ctisroa-se Joio: loga-se a todas ai autoridad's,
se dignem fszer prender, e r> melter a sua Sra. 0 Coos-
lantina Jacintha da Motta, viuva do lallrcido Manoel
Antonio de Almeida, moradora na ra estreita do Ro-
zarlo, segundo andsr, n. 30.
Fugio, no dia 7 deoutubrop. p. um eabra de
nome Luiz representa ter 20 a 25 annos de idade ,
estatura baita sem barba cara redonda ; levou urna
trouta de roupa ; provatelmente elle ha de igno-
rar ot caminos daqui e ba de perguatar a alguem
por elli-t, por nan ser daqui mas aun do Ceara de
onde veio ba 3 semanas: quem o pegar, lete a rui
di Cruz n. 10, que ser recompensado.
No du a do correte novembro
fugio um negro de nacao, mas que pare-
ce erioulo, altura regular, mima barba
dentes podres na fente, nao muito pre-
to, e be muito ladino: chama-se 'Iho-
tnaz. itoga-se a todas as autoridades se
dignem fazer prendel-o e remetter a seu
senhor Manoel Caetano Soares Carneiro
Monteiro, morador no Aterro-da-Boa-
Vista n. 15.
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PERN. ; NA1TP. DE M. F DE FABIA----I 845.


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