Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05907


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Full Text
Anno de f 845.
0 DIARIO publica-se todos os das qne
nao forero de guarda : o preco da assigna-
tura he de 4/rs. por quarlel pago adianta-
dot. Os annuncios dos assignantrs sao inse-
ridos a raiSo de 20 ris por linha, 40 rs. rm
typo difterente, e as repetidles pela metade.
Os que nao forein assignantrs pagao 80 rs.
dor linha, e 160 em typo difireme.
PHASES DA LA NO MEZ DE NOVEMBRO.
Crescente a6 as 3 h. e 55 minutos da tard.
La chela a 13 as 10 hor. e 35 inin. da tard.
Mengoante a 22 as 2 hor. eli ra. da tarde.
I.ua nova a 29 as 9 h. e 22 min. da taanhaa.
PARTIDAS DOS CORRE10S.
Coianna. Parahyba, tio Grande do Norte
Segundas e Sextas fetras.
Cabo, Serinhaem, Rio Formoso, Porte Cal-
vo, e Macey, no l." 11 e 21 de cada mez.
Garanhuns e 'mnito a 10 e 24.
Boa-Vista e Flores a 13 e28.
Victoria as Quintas reiras.
Olinda todos os das.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira as 9 h. e 18 min. da manhaa.
Segunda as 9 h. e 42 minutos da tarde.
de IVvembro.
Anno XX \< U7j
das da semana.
3 Segunda Cntnmcinorariio, dos Dcfuntos,
S. M.ll:lf]lli.l-.
4 Terca S. Carlos, and. do 1. do eiv. da 1.
v., e do J. de paz do 2.dist de t.
5 Quarta S. Zacaras, aud do J. do civ.
da2.*v.,cdo I. de pai do2.dist. de t.
(i Quinta S. Leonardo, aud. do J. de orph.
e doJ.M. da I. y.
7 Sexta S. FlorenclMaud. do J. do civ. da
1. v., edo 1. dept do 1. dist. de tard.
8 SabbadoS.Severiauo aud. do J. do eiv. da
1.* v., e do J. de pai do 1. dist. de urde.
9 Domingo S. Agripino.
CAMBIOS NO DA 4 DE NOVEMBRO.
Cambio sobre Londres. 27 d. p. ljaBOd.
Paru .'155 ris por franco.
)> .. Lisboa 120a 125 p. c. pr. p. m.
Dse, de let. de boas firmas I '/, p. "/o mes
Ouro-Oncas hespmiholas 3100 a 3100
Moeda de 6/400 or. 174500 a 17*700
,. f 400 tfVv. 17,9000 a 1?.*300
JP de f^OOO 9/10 a 9#300
(VflfaStMlW.es ..... 1/940 a 1/D70
Pesos l alimonares. 1/950 a 1/HlNO
Ditos Mevionnos .' 1/920 a f/95(i
a Moedas de 2 patac. lilU 1/720
Acedes da C da Beberibe de^O/WOao par.
DIARIO DE PERNAMB
PARTE 0FFCWL.
Governo da provincia.
r-EDIENTE DO DI A 29 DO MISADO.
(Concluso.)
Officio Ao commandante das armas, scientiicando-
o de haver ordenado ao director do arsenal de guerra,
mande concertar o fogSo do hospital regiment!.
Dito- Ao director do Ivco, declsrando em reipoita
ao seo olficio delta data (29 deoutubro), que ir presen -
ciir alguos dos exames dos reipeetiros alumnos, less-
sim Ihe for possivel.
DitoAo cnsul da Bolivia nesla cidide, ntellgcn-
ciando-o de acbar-se iciente de haver S. S." entrado no
ejercicio das suas funegoes: e agradecendo-lbe as obse-
quiosa expreioes, de que ae servio para inteira-lo
diito.
dem do da. 30.
Officio Ao commandante das armas, significando,
deve fazer conservar na priaSo, at que seja remullido
para a corle, para alli responder eoncelbo, o soldado
desertor do batalbio n. 12 de caradores, preso nu Ta-
quera pelo commandante da torca deQuipap, e para
aqu enviado pelo coronel Joaqun) Jos Luiz de Soma.
DitoAo mesmo, exigindo o leu parecer sobre um
requerimento, em que Antonio Aguiar da Silva pede a
S. M. o Imperador a reslituiciu de um pardo, seu es-
cravo, de nome Joaquim, que da estar com prsga no
quarto batalbio de artilharia p.
Ditos Ao presidente da relami e ao inspector da
tbesouraria da fazenda, intelligeociando-os da nomea-
c3o do bscharel Umhelino Ferreira Cali para juiz mu-
nicipal e d'orpbios dos termos do Brejo e Cimbres.
Tamboril se coininunicou ao juii de direito do crirne do
Brejo, i respectiva cmara municipal e ao nomesdo.
DitoAo inspector da theiouraria da faieoda, auto-
risando o a mandar reedificar a parte arruinada da pon-
teda descarga da allandega desla cidade. Patticpou-
se ao inspector da allandega, que o semelbante resuci-
to representara a 50 do agosto ultimo.
DitoAo engenbeiro em chele, dando-lbe faculda-
de para fazer eflecluar os reparos, de que entender pre-
cisar a ponte dos A logados para a sus conservarlo at a
reuniio da assembla legislativa provincial; acujoco-
nbecimento serio levados os diversos planos, que se ba
apresentadu para a nova consirucco da mesma ponte.
Participuu-se ao inspector da tbesouraria das rendas
provinciaese ao inspector-fiscal das obras publicas,
Dilo Ao commandante geral do corpo de polica,
determinando, que do l.'dette mez (novembro)em di-
anle faca guarnecer, por preces do mesmo corpo, ac
deia desta cidade. Cornmunicou se ao comcndansnle
dai armas, i vista de cuja represer,tac,ao (oi esta ordem
expedida.
PortaraReformando, no quinto batalbio da guar
da nacional deite municipio, o> seguimos officiaes :
capitn Joao Francisco de Carvalbo Pei de Andrade,
lente Jos Francisco deCarvalho Paes de Andrade,
porta- bandeira Cketan Ciraco da Costa Moreirs, e el-
feres Jos Antonio Goncalves da Luz. Particpouse
ao commandante superior da guarda nacional do muni-
cipio do Becife.
INTERIOR.
UM CAPRICHO DE PRINCIPE. (*)
ii.
Havia Mr. de Forges, enligo eflieial davcaia de el-rei
I.nit XV. entrado milito 111119,1 nu aenje" de S. M. e
obrado 111 anii prini'iros fritos d'anuai ob 11 mando do
Hiarecltnl de N.aille. 'Depnis de ter gnnho todos <>s leus
ponoi pona de espada, e dcrramiidu o cu sangue go|-
ta guila sobretodos ni rampm de baliilhn, denle De-
tingueat Maeitricht. encomiara em flu em Brrglicm a
bal inglern que devia dar-llie ao ninimu lempo a paten-
te de capillo, e a pnalo de reformado.
Vr rllesempre deide n infancia enlre inldadni, e
Iba rresrra mbre o prito aeapeaia enrara do uniforme,
corno para cnrnprimir-lhe a pulsac5ca do rnracflo, oa-
riiiivel generosos semiiticiitu, o a ducci einocdei. A
devola^au au pait eao rei, ao'rei mbro ludu e anida maii
do que ao pait, era tradicional em la familio. Em qnan-
lo ie elle aelimi em estado de menear ai armas, jnlgaria
com ruiibii feiti, a irn legitimo soberano o lempo, que
cumagrasse >oi parifica prateres do lar domestico;
Smrni mutilad pela nietralha, crivadu de ferelas, que-
rido pela Migas, ao ,r-ic ao nu 11.....do, lem familia
e qiiasiiem fortuna, trana de dispor um abrigo para o.
dias da velluce; quis ter um peitu amigo onde repuusar
() Vido Diario n. 246.
RIO-GRANDb-DO-NORTE.
. GOVF.RNO DA PROVINCIA
Correspondencia do Exm. Sr. douioi Casimiro Jote tit
Moraei Satnenlo com as autoridades militar
da provincia,
Maio.
(Continuacio.)
N. 25 Inteirado peio officio. que Vmc. endere-
qou ao meu antecessor aos 9 do mex passado, do moti-
vos, por que deiiou de cumprir no lempo designado a
ordem, que Ibe fflra por elle expedida a 10 de fererei-
ro do corrente anno, cumpre-me dixer Ibe em resposta.
que em data de 2 do cadente mex eitranbei ao agente
do c rreio da villa da Princeza a morosidade com que
elle faz chegar ao leu destino correspondencia ofllcial,
que liic be remettida, ordenando-lbe que sobr'eslivesie
em semelbante (roerdimento lio prejudicial ao hom
andamento do servico pnhlicn, e evidenlemele crimi-
noso. Quinto asegunda parte do citado seu officio, de-
vo signiliear-lhe, que.com quanlo os artigo2. e 3 "
do decreto de 5 de julho de 1836 determinem mui po-
sitivamente, que es orden do governo na corte, e dos
presidentes as provincias, relativamente a guarda na-
cional, sejio dirigidas aos commandanles superiores,
com tudo o aviso de i de derembro de 1837 declarou,
que o citado decreto, nos ditos artigos, ni> inhibe que
o presidente ds provincia, primeira autoridade della. e
principal responsavel pela tua tranqulidadee seguran-
es, dirija as suas ordens directamente aoschefesde le-
Ijiohs e commandante dos corpos, qusndo se verefique
impossibilidade de o faier por meio do commandante
superior, (o que he sem duvida mais em regra) ou jul-
ge meamo mais conveniente ao servico entender se lo-
go com os ditos chefes de legiCes e commandante dos
corpos. Por consegu nte, i v Vmc., que nenhuma
infracefin do mesmo decreto bouve em dirigir-so o meu
antecesior aos commandanles dos corpos dn legioe do
eucommando, o que certamente nunca farei, senao
quand-i se derem as duss hypotheses figuradas no aviso
imperial, e cima indicadas. No locante, porm, ao
ultimo ponto, sobre que Vmc. pede esclarecimenlos,
tenbna dixer-lhe. que deve fexer as remessas do map-
pasgeraes dos guarda nacionaes do seu commando, de
tres em tres mexes, como dispe o decreto d 5 de
abril de 1839, o que com tudo o nio isenta da obriga-
cio de satisfaxer as exigencias, que de taes mappi esta
presidencia houver por bem faxer-lhe em outro qual
quer lempo; por iso qne nio l Vmc., como qualquer
outro empregado ou autoridade da provincia, be obri-
gado a dar as informscOes, que se Ihe pedirem, e os
mappas nio sio mais do que inormacdes. Dos guar-
de a Vmc. Palacio do governo do Ro-Grande- do-Nor
te, 24 de maio de 1845. Dr. Casimiro Jos de Mo-
rait Sai mentSr. Antonio Alvares Marix. comman-
dante superior da guarda nacional do Principe.
N. 26. Arcinando a recepcS" do fleo que Vin.
eiiilerecou eala prenidencia, em dala de 7 do niei p.ia-
ailu. no qual me remellen inrlmo o inappa da fine d
bnlalliao do icu cummando. e a relacio nominil ds
.iflieiaea do niesmu. e inlicila saber ie el5o rev.,|fjfli,
sartigni 2. e 3. do decreto de 5 de julho do 1836,
que \>vt copia llic f"i tranimitlido para te obiprvad.i ;
eniiipre-nie rrapunder-llie, que nimia ae a< ha em vigor
os alados arligns ; mai llln nio obain que oa presiden-
tes das proviiirini, primeirm nuloriiliidei dellai, fin
prinripnei reipun rtncO, dirijSo inainrdeiiS direr.l.iinente no ehefe de
legin e eonimandanle dl corpo, querido, ou le veri-
fique a iuipo.nibilidadi- de o fntereni por meiu du roni-
niandanle auperior, mi julguem meamo ninia ountenien-
te lo lervico enlender-ie li-g" cura oa diloi cliefride
legifiei e commandanles de corpnl, cuino fui declarado
nn avilo de 4 de deiembr de W37: portnnto j v Vm
que nenlinm eicrupulu deve ter em niimprir as rderm
qne direelamento esta preiidencia Ihe dirigir, o que au-
mente farei, qonndo 10 derem n| dona casos cima indi-
cados; poia he sem duvida man em regra, cuino recu-
nbece o avis imperial, leguir a eacala eeiabeleoida 1
rligoi 2.* e3. do decreto snpracitadn. Dos gunidf
a Vm. Palacio du governo d- Rio-firaude-dn-,N..rii',
24 do maio de 1845. D. Casimiro Jos du Moran .Sor.
ni'rifo. Sr. leueiile-coruiirl eoniinand.iulc Jo balalha
da (iiiunln nnriiMil da \illn dn Maiiiriilade.
tos. Outro nfltirecen urna avallada quantia univer-
sidad para ser applicada para premios aos estudantei
pobres. Os Gregos conlribuein lodos, cada um como
pode, para o progresso material e moral da sua patria.
O negociantes de Trieste, Odessa. e Smyrns, riva-
Ifsiiyfom os 1I0 Alhenas n'esto nobre empenbo : be
PEf^NAWBUCO.
fendimento Ja mesa do consulado desta cxdade no
mex de oulubro p. p.
A saber:
Consulado de 7 por cento 15:431.082
dem de 1/2 por cento 5,806 15:430,888
\ncnragem para lora do imperio dem para dentro idem 1:069,536 797 505 1:860,841
Sello fixo Dito proporcional 462 880 200.122 663,002
Cira de 15 por cento Emolumentos de certides 1:575,000 13,360
13:555,091 Rendimentoi das diversas provincial. Dizimo do estucar das Alagoas 019 17_ dem do algodo da Parabiba 11,573 dem dorado Bio-Graode-do-Norte 3710 dem idem do Cear 1,714 336,469
irt|6cumonto de patriotismo e illustracio mutto para
seguir, c merecedor do maior elogio.
:/'" Hevista Universal Lisbonense.]
lhccllanec).
Rendimento provincial.
Dizimo do assucar 2:321.463
Idem do algodio 2:534.715
Meto do caf
Idem do fumo
Texas de -10 rs. por sueca de
algodio
Idem de 160 rs. por caixj de
assucar
dem de 40 rs. por fcxo dito
Idem de 20 rs. por barrica esac-
cos dito
Pernamboco, 4 de novembro de 1815.
O administrador,
Joao Xavier Carneiro da Cunha.
1,075 47,12-1
75,240
21.000 080
88,100 5:090,400
R. ' 4:981,960
Variedade.
a cabera, algurm a quem fallar, um corafao ondepudea-
e diffnndir ns suas alegrial por rada um dos iimaoa
triuinphu, mas tristeai por cada urna dni noiini dor-
rolns.
Faiiio nena poca ai guerras dn Hanovro espantoso
eoiiaummo de oflicinea de todoi o poitoi; havin em
Franca penuria de maridos, mas em conipeniacAo abun-
dancia de viuva e orplioi.
Na caa que elle oceupavn, morava a mtilher de um
de aeua imana d'armn. niorlo A na vala em frente da
111 uro Ilion de B> rg-np-Zoiim. De Forgel ao dnr ela tr ib
le noticia descouiolada viuva, ad,uiroii-lhe em extre-
mo a implieidade e mndeilia daa aun maoeiraa.
Una mu ti- quo legundo o leu Ruiliime viera sentar ae
ao seu pobre lar, orTereeen-ie com urna limpela digna
deantigaa eraa, a pnrtilhar rom ella o quo de um patri-
monio meio destruido Ihereatava; e oilo diai depnil,
em S. Germnin-rAuerroii se celebravao 01 desposo-
rios.
Foi de Forges por ripaco de leii anuos o mnii felii
ifoi hoiiirn; tratado com deacoiliiniadoi euiilail, s <
iiiteiicoei, veioelle em breve a ooiuprehendur e a deic-
jar 01 goxoi que provm dn Familia,
Mas o meamo da que alumino 1101 lirrco, vio leo
lado fecknr-ae nm I1111111I11; a compaohrira que o velh
anidado havin obtido. morreo abcnConndo-o, maa no
morror dco ao mundo urna filhn, que ae turnnii para o
capitn una Irinbranfn viva. Peine quem quier qual
foi no meio de la dor o einb.u-aco deae honiem ; lem
aber, duro anidado crenlado ao fogo das balalhas, oque
hsraae ao principio ooru eiaa menina, que dcinmanhndo
nperlava naa nervosa! maoi, e lemta eama|>ar a rada
instante. luscuim linete aeoaluinou-ao catrnnheia de
un iituso, dvpuis dcu-iu a amar a delicada orcalura,
Por ocessiio da inaugurarlo da estatuu de Beethoven
deo-se em Bonn um brilbante concert regido por
Vleyerbeer, a que assislirao quatro soberanos o muitos
principes de sangue real. Tucou piano a solo o celebre
Lisit.
A cidade de Alhenas augmenta todos os das em
fundaces scienlificas e pbilanlropicas de toda a espe-
cie. Ao 11,useu do Acrpolis reunio-se urna bibliollio-
ca, & qual os res de Napoh e da Prussia leem felo
uceles verdadeiramente reaes. Aguns ricos pro-
pnelarios eslahelecro um magnifico seminario. Ou-
tro rico proprn lam mandou consliluir sua OUsta
um observatorio e comprou os necessario nlrumen-
^smssMwsmmism i iiihh iiiiiih ai
que risonli.i Me esleiuli.i OI bracinlio, de sorle que n
todoa enterneca o espectculo draie vcllio Soldado de
Foiiienny curvado sobre um brrc.it.
Crenceu a rrianoa mb o 0II10 vigilnntes do capitn.
De Forges esquena na las dezaiel1 ennipaiilins e vinle
e ti 11 h nulas a iicareiar a cabera Imira e cubera do au
neii, dn pequea Cnrloln. Foi eate o nonio que Ibe de,
Apraii.i-ie elle aobreludu de a ver penler-ae p ir entre o
arvoreilo ilna Tulberie, faligndn ile correr aobru n aiei.i
daa nlanieda, nppareeendo e deaappareeeudo vinte ve-
le per minuto. Qual o vellio raslanbeiro do j ir.lim re-
al sentan capia,, reniocar-se-lhe u velbo irnnou, meio
arruinado, na aeve dme nuvo c verde pimpulho, que .1
sen lado floreara.
Foi aaaiiit que a menina allingin oa sena dnxe annoi.
Havia nlgum lempo que nn populacoreinara como que
unta tci uiini.M; 10 iiiqiiietadura pelo Futuro, LuiXVern
niorlo, 01 parlnmenioa b-tvilii eidu instalados por L1111
XVI, os papen pblicos davao .ligninas vesos eitr.iv.i-
;; min, noticia!, que anula maia perliii bavao as ideiaa.
De Fiirgo* enteudeo que algum auceesso sulemuo e gra-
ve le prepnrnva, e de que icsultaria a nlleraco da p.11
publica. Pareceo-lbe quo Parit uo oll'errcia maia tran-
aiillulado, e reaolveu retirar-ie para o oampo. Como
acbasa venda o cailello de Vcrrire, elheagra-
ilaa.-e a ea*a primeira vala, sem hesitar o comprou,
Alguna diaa depuis foi la ter um lapeeeiro de l'.nn, a-
eiiinpanliado de alguna rulos de papel pintado/du qual
fe o novo proprielarin brbaramente cubrir a nudei
myllioliigica quo um emulo do Vaulou fiera esbozar
com elegancia mbre as paredes da ma. A plaina do
marreociro pnaaou houealaniente aobro na aiinnrcuiiienH
moldura de luadeira, e com a su liugua do Ierro apa-
ro u as atas aoi Ainore, o tirou as flores a toda a na mi,a
IlKMKiHO CONTRA QCBIHAUCRAS
Ha lempos que um jornal franco/, tranicreveo o
seguinte (acto, de que nada se perde em dar conhe-
cimento aos leitores da rkvista, e que poder por
ventura ser cerlo, e fOra n'esse caso falta cruel e indis-
culpavel occullar-lh'n :
Na Carolina do Sul (America) urna crianfa de 7
annos, lendo ca ido n'uuia tirando fogueira, quanlo a
tirarao.a detaro rasualmenlosobre um monte dealgo-
doemrama,que eslava no meio doquarlo.em quanlo a
toda a pressa se foi procurar um facultativo. Como este
morasse longe, demorarao-se bastante tempo ; ao vol-
larem acbirio a pobre crianca dormindo inuito soce-
gada ern cima d 1 al;odao. Quando a acordrao nio
leo um nico signal do mais leve soflmenlo, aperar
la queimadura ter sido das mais trnveis
Alguns das depois, o algodio, que se Ibe pegara
ao corpo, comeC'U s cahir por si meimo, e em menos
de um mez a crianca eslava completamente curada.
I.sia cura tao extraordinaria foi publicada em todos
os jornaes an.ercanos, e desde eolio lem-se empro-
gado repetidas vexes esta receila sempre com mu tu fe-
liz resultado. (<9iclion. des Menajes.)
POItCELLAXA P0RT000EZA.
De todos 01 indwtriaes pnrtuguezes um do que
mais (tloriosamenle merece esle nome, honroso no nos-
so seculo, he a casa dos Sri. Ferreira Pinto, pela in-
tellidonoia, esforco peiseveanca. eom que, lia mul-
los annos, se empregio no engrandecimentoe lustre da
industria nacional. A casa dos Srs. Ferreira Pinto po-
de e deve ser declarada benemrita da patria, e finamos
que o sem numero de bracos portugueses que s em-
pregao nos seui vastos estabelecimontos, quintuplica-
do pelos de suss familias, se crguem todos os dial ao
ceo pela prosperidad do seu bemfeilor.
Ha annos bstanles que a labrica de Vista-Alegre 01-
tenhva lindo producios nos seus armazeog da Boa-
Vista em Lisboa ; mas estes productos, apezar de todo
os esforz*,que para isso se emprogavio, nio erio an-
da tao abundantes e de procos tio commodos que po-
dessem competir com semelbante productos oslran-
geiros, anda que na qualidade o na bollera j os igua-
ivio. Agora, porm, parece haver-se alcancado o que
se cari ca, para que esles producios apparecesiem no
mercado com todas a circumstancias de competencia
eom os eslrangeiros, e urna vex n'esse estado preferi-
rem-lhrs como nacwnaes. He com a maior salisfacio
que vemos isloaununriado :
a A porcellsna da labrica de Vista-Alegre tem pro-
gressitamenle mtlborado em qualidade, a proporcio
que os seus piceos teem consideravelmente baixsdo,
o pode boje equiparar-se melbor porcellana extran-
geira.
Nos armazens da mesma fabrica, na ra Direta da
Roa-Vista, n. 4 P, acharad os compradores um varia-
do sortimenlo de lou(t para servido. Unto de cha. co-
mo de mesa, em branro, duur da e pintada, imitan-
do a ponellana francera e a da China, por precos lio
baixos, que turnio summamente preferivel o uso desta
allegnria de Flora e de Pomoo.i, que em grinaldas ser-
peoleavn as lionibreiras de portas e jaiiellaa. limas un-
irs perdern pela mesma operagao estufo e relevos,
restringido! n nfloxivel regidei das linhai rectas: rela-
bulus .anefn foiflo derribados, eut 11111,1 palavra, tuda
0 que podio recordar, anda indirectamente, a eaiinha
Un propria aos aiunres prohibido!, fi leveramenle ba-
nido ; mas ludo islo >e le sem bulla, quaii a purlai fe-
chadas, de lurte que quinlo a ni-ulesia morada le tur-
iiiii linbilavel, o quo 'Ir di- Forjes voio imiii sua Klba
oeeupa-la. nin;ucin do lugar se inquietou por iiao.
V'erdade he, quo o modo de viver do velho gentillioinom
era dos mais modesto; un 1 velha na, chamada Geno-
veva.....1 criado de nome Kloi, nao meniis valhu, maa
anda vigorlo a doopoilil d.i ueve que Ibe cubra a fron-
te, eia de quem ie ooiiipuuha n cusa do velho oaitelllo.
Tres anuos dreorrrao, que nciibuma tnudanfa upe-
rarau HM Inibiloi aedentirios de Mr de Forges, que nao
reeebm a ningueui, e a niiiguem vinlava; a la vida
privada rra, por asiiiu diler, murada. Para o Rui du ler-
it'iro anuo, una cirouiiislaiiciu foriuila, que merece ser
referida, o pot rm re la cao com certa peraoiiogem, do
1 inin anda nao fallamos, e que he tempo de dar a co-
nberer.
Desde a ma instalaban ero Verrires Mr, do Forgel t
ia a Pars una vei pnr anuo, e esta viagem de ida e Tulla
e tana quasi sempre 110 meiruodia.
Ui a, n'unia bella noiie do nei do Maio rollara o 11-
Iho geiitilhoiuem Verrires, iiunndo ao ulravenar o
bo-que de Meudun se .,, bou cnvollo no meio de ama
montara que cometa va demaiihaa. O conde do Proven-
ce, na menos intrpido enfadar dn que seu irmio d'Ar-
tois, nmava mullo esle genera de caca au qual o perigo
d multas vexes poderoso sainte.


Sf

loura o da louca de p de pedra, por isio que,
tendo incontestavel superioridido da consislenci",
duricfio e belleza dt porcellaos. o leu preco be boje
quasi ipi.nl. e talvez inferior ao da de p de pedra. >
Quando se emprega a constancia o a diligencia o fim
corda sempre i eiforcoi Aqui esta o uemplo que o
no-sos industriaos tem seguir e imitar. Nao espe-
ren) elles que, em qoanto os preces forem superiores e
inferior a quilidade aos i roiluotoe#Blrane,eiros do mes-
mo genero. n8o eiperem, digo, que por simples pa
trintismo elles se Ibes eomprem. Assim como serla ca-
lurriet mu censuravel e digna de mofa a preferencia
de um produelo estrangeiro, que nao leve vantageni a
outro igual do psit ; tambem nao se daria um nome
agradtYel Aquella, que por urna exaggeracio de sent
mritos patriticos, que n|o podem achar reflexo, pre-
feriue'nm producto nacidnl contra todas ai conveni-
encias, de utilidade.
Da mesma forma 01 nossos industriaes nio devem
nem podem esperar ganhar logo e muito na extrariao
dos seus producios : o lempo e hs diligencias srcun-
dio as boas empresas ; atenhao-se a isso que o resulta-
do b.i de acabar por Ibes ser favnravel : e se na i esto
competentemente habilitados por todos os modos para
certas emprezas, por Dos que as nao tentem, porque
se perdem a si e desacreditio-nas a ellas. Como eu po-
derla ejemplificar esla considerado ..
Supponbo que hoje os direitos protectores das nos-
las pautas sio suficientemente favoraveis indostria
nicionul. A dimasia be prejudicial em todas as cousas:
so o excesso dos direitos embaracasse os proiluctoajuda
industria estrangeira de penetrarein as nnssas allande-
gas, oconlr.ibando rresceria, e o resultado seria con-
traproducente mesmo em rehiran industria do paiz
Sem concurrencia, sem exemplos, sem emularlo.,
quanlo nio descabiiia elld, ou antes de cerlo nunca
teria progresso. O meio nico he fazer melbor e mais
barato. Calculse bem primeiro a empreza, se isso
pode chegar a ennseguir-se, em boa hora se ponba ella
en pratica, senOonao.
O excellente artigo sobre industria que boje publica
a Reviila, devido A penna Ilustrada do Sr. Luiz An-
tonio Rehello da Silva, me dispensa de mais consi c
raroes a este respeito ; preciso, porm, para completar
o rneu pensaniento, dizer ainda mais duas palavras.
Seos direitos protectores nao sio ainda sufficientes.
representem 01 industriaes, pe(3o; levem ao governo.
ao parlamento, as suas justas reclamaceshao de ser
Hendidos. Unan se, fornicio congressos industriaes,
e associa(ocs mercantil, que sejio urna realidade: bio
de ter respeitadoi e ouvidos. Nos systemas representa-
tivo! urna grande parte da responsabilidade e dos meios
da prosperidade do povo, pesa e provin delle mesmo.
Os (ovemos estimulan, protegeai, promovem quando
muito; mas a a'Cfto esti no povo O seus i n ter es-
le polticos e matonees he a elle que incumbe lomen-
ta-loi, e guarda los, procurar-Ibes engraodecimento
e Torca.
[Da Retilla Universal Lisbonense.)
PubcaQucs a pedido.
HAZES DE C"BTESTC() AO RECURSO DO PROMOTOR PUBLI-
CO DESTA CIDADE DE SALVADOR, to PBoCISSO C0NTKA
O SR. BOTO.
Na vous fiallez jamis
du mnlheureux hoitnfur
d'avoir ohscurci la verile.
D'Acuesseau.
Triste ha sido oenipcnlio do ministerio publico ueste
processo : o nobre promotor dn comarca da rapital, tal-
ud mo grad cu, paren-cubrir rom a banricira lulel
lar da causa pnbliro um abeio e nao disainiulado plano
de ignominiosa vingaorn parlieular; c,nssim desnaturada
a necio da jnslica.vaii-.o librando (mina ns una rsperau-
jns no arrisradci arbitrio de ocenllar sempre, e sempre n
rerdade, rumii se .-if.>rti,nariamcnlc | odesr ser riesprc-
aada n pal.ivrn du apostlo non possumus aliquid ad-
veran rerilalem, sed pro vertite.
Devenios hiZT sentir desde lugo a nrigrin d.i deuuii-
cin dada pelo recrreme, u promotor publico deata r-
dade, ooutra o recurrido Si'bnstiio (jaspar de Almeida
floto; e assiiu levaremos inesiiiu n vnntagein da urilcni.
abracando 11 Ronselhu de MIli-hrancbela mthode. qui
nomine les chosrs en les consideran! dans lenr naissan-
ce. a plus d'ordre, el de lumire, et tes fait Connoitreplus
(i ftnd que le mitres.
. B"Stili>adu o recorrido em a provincia de Sergio*),
documento n. Iii I. > traslado junto, por i-mutua apsixo-
iiados, e por nimigol ranenrusos, do que Ibe n.lo fien
de,ir. porque lie essa de ordinaria n parlillia do lioiuem.
em quem una vei se dcaeobrio algiim merilo, boiivede
ser airinmciiic ealiimniado pela impreusa, quo Ibe im-
puten u assassinaio do ilislinclo Brasileiro o doutnr Ma-
nuel Jiiaquin Fernaudes de Barro!, ;i quem um sicario
ai r,iiii-iini a vida na ruanhSa do da 2 do oiilubro ile 1840,
na ra do Cciuilcno desta cidade, documento numero i.
ajraraaii mmniiiu. i ni i mmmssmsmsssmssssMsmsmsi
la Mr de Furgee siinbo, de chapeo de baizu do bra-
JO o bengala 11a mao, pelo meiu da malla, a lioapirssa-
1I0 cono. Ili'o 1 > -rmiin.io a l,nli,a de urna grande .01111
libada, e as dilliculdadci du caininhu que elle lia via es-
oulhido,
. Em ([iianto assim eaminhava no lucio dos tiros c gri-
tas dos caladores tiansviadej na espessura dn bosque,
opviu elle na distancia de uns cinooenia passos mua bu
llia der.unos quebrados, o quasi ine-uio tempu, mn
enorme javali, cun 11 pello Inmolo, as presas nuas, o a
garla cheia de espuma sanguinosa, surgi de entre o
mallo quasi junto a ello.
0 lerrivel aspecto dessa fera furiosa, que adorea
raiva tormivAu ainda mais territel, geloii de sonto o des-
granado velbu. O eainiuhu era lechado, a fogida impos-
atvel; rpida sraproxiinasa a fern pur salios reguUresv
pesados i ', disiav.i viole passoa do pobre gentilhoinem.
a quem ii.'oi assislia meio algiini desalvaciu; de uina
i'ociiiliiul.-i s ia ella derribar essa frgil barreira de carne
humana. Srnie-lbc ja de Furget a rrspiracau buniida e
qnenle nio lia mais remedio; baba oa cilios, aeu ulti-
mo suspiru sera por na filba, No rueamo inslaiile ou-
-e-ieumliro, seguido de espantes,, rugido; o in.-lii
qge.ejulgav perdido, reaniroa-ae. Ojavali tulla ealii
dv fulminado a seus *, arqurava-lbe cwn viulcueia a
Proreriondo elle contra sen. calumniadores app-
recem como responsaveis us imprci'nro dos periodir
eot-T Triumpho e Pedro Segundo Mmioel Raymundo
& Companhia e Jos dn Trindade Prado & Cuiiipa-
uhia, seus acrrimos e implacaveis inimigns, que sao
pronunciados, eguindo-ae preparar Iba desde logo
mesmo recurrido ana formal aeouMClu mediante u "ffc
reeimento do libello crime, que fui renebido, canto tu-
du se prova Cun aquella documento n. i.
Mal y pausan este faetoi em Sergipe, eis que do en-
calco delles surge na oidado da Babia a denuncia do pro-
motor publico contra o recorrido, o ella ah esta no tras-
I-kI.i junto seb documento n. 21, porque o recurrente
rolisa nolavel) dispensuu-n no traslado, que requerra,
fl. 1., pnrn instruir suas raiflea de recurso; a noiu es-
qneninento, senau firme proposito, sedeve de allri
boir osla falta; pur qoanto, dedtizindo elle largamente
aquellas raroVt. fl. 109 nunca leve oocaiio de apoutaf
a mesma denuncia. N'csle oflieio referc'-se < recorren-
te de um mudo positivo su artigo do Triumpho, rin que
flora o recorrido calumniado, e o aprsenla Iransenpln
notiuaycw periodiflo desta capital. Mas nota-se des-
de enlao, quo, dizeodo os calumniadores nesse artigo,
documento n. 17, que,as tactemunbas, com que elles li-
iibo de provar sua assercio, eslavlo na baha, o re-
currente ofTcrerfira como teitemunbas em sua dita de-
nuncia os individuos Francisco Kulino Carlos, Joaquim
Jos de Santa Anna, Manuel Fernandei Carneiro, A-
gostinho Jos do Nascimento e Antonio Ferreira da
Crur., dos quaes s o primeiro declarou elle mesmo re-
currente ser morador nesta cidade, sendo todos os ou-
tros residentes na provincia de Sergipe : e depois o dous
ltimos nao dep5em, ignorando-se porque.
ada a denuncia, he publico e notorio nesta cidade o
que ha occflrrido. Em quanto o processo so fazia em
segredo na ausencia do recorrido, ludo ia fecio de
seus inimigos, porque cargo do teitemunbas compra-
das, dncumcmtos n. 11 e 20, estava a facilhma commii-
sio de fabricar arbitrarios indicios, com que, em min-
ttoa de urna contesta(io e do urna mais profunda diluci
lacio dos Tactos, se houveise de pretender a pronuncia
do denunciado. Irlas o recorrido, que labe em Sergipe
dos manejosdeseus calumniadores,aprsenla -se eiponta
ricamente, em jui/o, requer que sejio iiuvainentu inqui
ridas em sua presenca as perjuras tciteinunhas,que con-
tra elle linhio deposto, pede que se entre no mais ex-
tenso e minucioso exime de sua pretendida culpa, e en-
ti-i ludo muda repentinamente de face; sio aquellas le
lomunhas sorprendidas em seus escandalosos perju-
rios, como em seguida se vera ; acode de Sergipe a lei-
teiiiunha Antonio Jos da Silva Travasiui, encirnicad -
inimigo do recorrido, c vimii presurosa etn loccorro de
seus litis-con-sorles ; ( permitta o recorrenle que se ful
le dos verdadeiros contendores do recorrido neste feito)
quando essa testemunba tem de jurar, convidio-se com
instancia dezonas de cidadius, ( honra nao merecida pe-
las precedentes lestemunhas ) o quaes com efleito assii-
tem i esse singular depoiinento, que coineeuu js II
h ras da manbia e terminou as 7 da tarde ; faz-se logo
imprimir corrersemellianie depuimenle, que bem in-
titulou o recorrido em sua evoteiUcio /te//o di//ama-
lorio ; promove-se, e leva-se em continente i eileilo a
publicacao de urna lolba com o titulo do Eiprdador,
distribuida gratis, e smente dedicada a calumniar o re-
corrido, e a prevenir o juizo publico sobre o processo ;
(itdL, se comee,, por conlessaramteireza do honrado jui/
formador da culpa, mas proclama se a criminabdade do
recorrido, e brada-se por s:-:a pronuncia : proferida em-
fim a justa sentenca de fl 95, ptorompe-ie em lodos os
extessos do desespero ; descaU-se o nome respeitavel
daquelle mcsoio.em quem pouco antes tanto se confia
va, e de cuja invulneravel probidade mnguem melbor
du que seus musmos detractores devdrio de ter plenis
sima conviccio ; e ain vem agora misturar-se cornos
gritos descompassados de taes dettactores a lingoagom
exaceibada do recorrente, por modo que, lendo-seas
suas raioes de fl. 109, e attendendo-se bem para al-
guns dos seus tpicos em presero;j do modello das repe-
tidas diatribes, com que se enchem os nmeros do Es-
pectador, bem lo pode direr, si m roceio de errar, que
ou o autor dai razoes escreve no Espectador, ou o
redactor do Espectador eicreveo as raies.
carpi, que jurara i fl. 4 e fl. 19, tanto que do mei-
mo arrolamento conita olo barer peisoj alguma em to-
da aquella ra com ornme da Franiico RoKno. N8o
cumptiriaao recorrnte. por bem mesmo de leu cargo,
remover documentaimcnle eitajduvida ? Sob esia troca
do nomei. 10b esMJjimulacio de peiioa nao pude acaso
ahrigar-M m delertor, ou um criminoso quilquer ?
He assax limpelo juizo, que i eite'feepeito se fax: ou
a tes'cmunba cbama-se realmente, comodi, Francis-
co Rufino, e entlo ho um reo de policia, desconbeci-
do de aeu inspeetor de quarteiro, quem 10 nio deo
rol, eu be o proprioe idntico Jos Rufino Aflonio,
que eit arrolado, e entio algum motivo imp-rioso o
determina tomar um nome supposto. E at deslem-
br-se o recorrenle da (arca, que suscitara o arbitrio de
Hrisue__Emtlybacalbo.
Dra-ie o recrreme aa tarca, que susBiiara o aiui.kwij -./-.. tmn
te procurar saber o ferdadeiro nome da teilemuoba, a- Brigoe-Bom.yMM-lumo.^
Crime Uso de armas lefesai.
Advogado O bacbarel Ixturenco Avelino de Albo-
querque e Mello.
O reo foi abioUido.
comimeWcio.
Alfandega.
Renoimkuto do du 4.................. 5:075*763
Dtir.arrtga hojo 5.
lirigueIrfaria-Felizmercadoriai.
KscunaLauraidem.
Polaca-^S/ preientando-ie aqaellei documento! ni. 6 e 7 ? Nos
be a recordaremoi: entrara a teitemunha pel sala do
juio, quando foi depor pela segunda re, i fl. 19, e
perguntiodo-ie-lhe quem era, poii variaa outrai teate-
munba te eiperavio, foi ella dizendo Jote fufino.
e immediatamente relrictando-se. diaie Francisco
Rufino! Ja se engaando at oa deelaraefio de leu pro
prio nome.
Tudo quanto jura eita testemunba he que, estando a
trabalbar no tbealro publico, ouvira da convert de un
cmicos, fl. 4 v. ou de uns homens, fl 19 v. e fl 20,
que tinba lido aisassinado um bomem de Sergipe, e
quo quem o bavia mandado assassioar lora um depu-
tado daquella provincia por um seu escravo. Pegun-
taremos primeiramente ao nobre promotor o que pre-
tende elle concluir de semelbante depoiinento. em que
se nio declara o nome dos cmicos, ou dos bomem ;
em que nio ba referencia i este, ou aquello deputado
de Sergipe, e em que, principalmente, nem se pode
saber qual o fundamento, que tinbio aquellei bomens
para isso di/erem, nem tio pouco se menciona laclo al-
gum, que d'ellei leouviise, edoqml, sempre teme-
rariamente pela falta de prova desse mesmo ficto, se
rodesse dedu/.ir um indicio de crimioalidade do denun-
ciado em respeito ao fado principal.
Mas, com quanto fise lio lacnica a testemunba, e
de tio indiferente juramento le fizesse ella cargo, inos-
trou se todava contradictoria, por isso que, jurando
i primeiravez, II 4 v., afliimou que as pessoas, quem
ouvira aquella conversa, erio uns carnicol ; e jurando
a segunda ver, 4 fl. 19 v.. e fl. 20, disse, que essai pes-
soas erio uns bomens, que ella conbecia, mas cujos no-
mes ignorava, sabendosim, que dous delles se acha-
ran auieniei, um tm Pernambuco, outro nasla-
gai, O recorrente, i fl. 115 v. .salva essa contradi-
ci com a theoria do genero, e da especie, e diz-noi,
que, como um cmico be sempre um bomem, nio foi
contridictoria testemunba quando se refere ora un
cmicos, ora a uns bomens Mas, se a testemunba da
segunda vez, que jura, be que se torna mais minuciosa
dizendo coobecer muito os homens, ser um d'elles um
moco branco de suissas, eslarem dous ausentas, um em
Pernambuco, outro as Alap.oas, como se esqueceria
de declarar entio, que elles eiio cmicos? E como,
nao saliendo a testemunba do nome de nenhum d'esses
bomens, sabe com tudo, que dous d'elles achsvio se
ausentes na occasiio em que ella depuoba, estando um
em Pernambuco, e outro em Alaguas?
(Contiuuar-ie ha.)
Analysaremos lidebssimamente a prova apresentada
pelo recorrenle, e dessa analyse. ainda desajudada de
qnaesquer considerares ministradas pelo processo, re-
sultar, na maior evidencia, a |ustica e imparcialids-
de da sentenca de Q 95. A pnmeira testemunba. que
na denuncia do recurrente tem o nome de Francisco
Rufino Carlos, e que a fl. 4, e fl. 19 apparece j com
o de Francisco Rufino, nao se chuma, nem Francisco
Rufino Crios, nem Francisco Rufino, esim Jos Ru-
fino A (Ionio, documentos ns. 6 o 7. O recorrente diz-
nosafl. 116, que nio esta pelo arrolamento do ni
pector de quarteirio, com o qual le provou por parle
do recen ido. que quem mora na casa da testemunba
he Jos Rufino Aflonso, o proprio o idntico ciioulo
1. revolvendu-lbe os milos, o bavia eslendidu tnorto.
Todos v'in o que se dara seguir.
Gastn, eran nome do catador, nSu pode subtrahir-
se no recnheciineiitu de Mr. de Forges. foi acolh.il
em Verriere como um libertador, e em breve ae turnen
um amigo.
Carila orcava entio pol.n seus dexaseii mu..... a mi
pelleta eslava em toda a pl.nitude; na,, era mais Ulus
menina, mas tambem nflo era urna mullier; bavia che-
gado a essa hora fugitiva, em que a dmela que ale all
so dos fulgures da iiieneiiice aeuccupra, Cotueoa a s s-
pirar sem saber bem porque, a chorar au Mi u curse
das Olveos, a serrir-se sua belleza ao mirar-se mi es-
prllm, e n cobrir-so de rubor ao dar f du dous pombos
que se beij io.
Erguin-se Carlota d'ordinariu cun o lol: todas a
manhaas envidia em um roupo branco, com maligno
surruo nos labios, desaladla au jardn), eso quanto
pai ainda dorma, para ter o praier de sorpreli. nder a
Kloi mis suas humildes fumeois de jardiueiro; por
quanto qual o nieatre Jacqi.ea de Moliere, Eloi uccuiiu:-
lava ibuii.s emprcgoi no caslello, (iUe assim bavia sida
l.,d *
a loa vonladc.
Ainda que Carlota nio poasuisao a menor 1105*0 de
jardiuag 111, znoitrava urna especie de especial urcdiler-
an.pla ilb.rga. e un, jorro de s.ngue negro loe corra da p, ,,!,,, iraball, dhorticult'ura, .... qae. sededic,.
tena.
lie Forges, lalvo por um prodigio, procura com a
visia o leu libertador, e cincorut. passos pr irj
delle em linha ubliqua deicobre eutu m. evtreiui.ladc
do busque um bomem que muito Iranquillu e eiiunsud
ao tronco de urna inore, iucihudicmciiteearrcg*va de
novo a sua anua. O tiro dirigido por mo coneira ba-
ria apauhado o nnimal a cima dv ivbr'olho, a a ba-
u ieu relbo Kb.i. D-poll de havrr saudado a cada tuna
das suas flore, favoritas, rom um aguadi.riinho 11. mo
peroorria Carlota tod..a*M canleires, derramando mais
agua sobre ) seus delicados pes, do que lubre os cra-
rrin.l a mieirai d 1 jardim.
Se a caridade ebrislia be, segundo a natureza bu-
mana, a viitude, que maisse desenvolve no bomem, e
que lano mais se desafia, quanto maiores sio as des-
gracas quuoutrem solre, porque nio bavemos terum
pouco desse logo santo em beneficio do desgranado
preboste, que, todo cheio do si, apre-enta-se tio sem
vergonba em publico, qual outro Qusote a cortar, e
destruir moinbos de vento ? Nio sera urna grande
obra de caridade entregar ao merecido desprezo esse
bulrio, que, vivendo do publico, insulta o publico com
os disparales que publica ? Oh se he Ollendidus co-
mo temos sido, nio ser candado recompensar ao in
signe poeta de agoa doce de suas fadign theitraes, des-
prezando os insultos, e convites pas o seu armazem,
srja qual fr o pretexto ? Nio ser sobretodo grande
amor do prximo, nao pagarmos ao sublime trotador
de novenas pranos descompor em proza e verso, pou-
pando llie o liimbo de algum bordo de rebeco ? Ob
se be Pois eolio faca-se essa obra de caridade, nfio
mais pasto a ene bufarinbeiro e tudo se acabar
assim pensa, e assim pede ao publico O Minhoto,
Post-scriptum.
JURY DORECIFE.
QUINTA SESSAO OBUINAR1A.
Pruidenaa do Sr. aoulor Rodrigues Selle.
Da 4.
ReoFrancisco Pinheiro.
IMPORTAC^O.
COWCEIfJd-DB-rlAHMi brigue porlugoez,
viudo de Lisboa, entrado no p. p. mez. a coniignicio
de Thomaz de Aquino Fonseca, manifestou oseguin-
174 pipas e 80 barra nho, 41 pipas vinagre, 17
harr saseite de oliveira, 1 caixa chapeos i pastora, 6
ditos ditos de eastor branco para bomem, 1 dita retro?
decores, 1 lata fio de ouro. canotilho dito e reouai
dito, 5 caixas rap, 40 moios de sal; ao consigns-
tario.
2 sneoretas tinbo, a Thomax de Aquino tornees
Jnior.
2 caixai lampos e ilbargas de madeira para rilas; a
Joio Jos di Cruz.
10 pipas vinagre, 5 ditas e 20 birria viobo, 109
ditos e 50 caixas cal virgem, 37 barril cbouricos; a
Manoel Ignacio de Oliveira.
4 caixas chapeos de pello ; a Policarpo Jos Laje.
8 pipase 35 barris vinbo, 10 pipas vinsgre; a Fran-
cisco Severiaoo Rabello.
1 caisole impressos; a Izidoro. Luiz de Sousa Mon-
tenegro.
3 barris e 1 caixa drogas, 1 barril linhas, 1 cana
.ivrinhos de ouro e drogai; a V. Bravo C
1 csiia vidros; a Barlbolomeo Francisco de Souzi.
2 pipas, 2 meias ditas e i quartolas vinho; a Le
Bretn Schramm & C
11 voluntes drogas; a Jos Bernardino Pereira da
Brito.
10 barricas sardinhas; a Manoel da Costa Neves.
1 barril chouriroa ; a Teixeira & Andrade.
16 volumes drogas, 15 barris aieite de Uliveira ; a
Jos Antonio Baitos.
1 caixote impressos; a Maoool do Nascimento Pe-
reira.
1 caixote prata en obras; a Jos Francisco Bel-
lm.
3022 mollios cebo lias ; a Silva & C.
1 caixote imagens de madeira; a Jos Pereira.
4 pipase 13 barris viobo, 1 caixa franjas e "litro,
3 sarcos suniama, 1 caixa lerragens, 1 barril semen-
tes, 4 caixas doces e conservas, 1 dita alfazema, 1
dita vinb > engarrafado. 6 barricas cevsda, 7 gaiolai
pastaros, 2 csixas plantas, 3 jumentos, 2 caixas igno-
ra-se; a otdem.
O espolio de Joaquim Candido; ao Exm. Sr. presi-
dente da provincia.
Geral-
Consulaclo.
HENDIHBNTO DO DU 3.
-1:822*885 Proviucial-60l#475
Movimiento do Porto.
pa de cacar, com a arma em baudclcira, e montado em
um cavnllu baio, parava i grade do jardim. Mol que p
aperorbia ao longo corra Carile au cavalleiro non. una
alegra toda infantil, e em quanto elle abandonava o ca-
vallo aoi cuidados de Eloi, a rapanguita Iravava-lhc d..
brujo e o forcava a correr com ella, e o atormenta va de
mil luaneiras. Essea brincos purria se tormioavao o maii
das vetes por urna 119a.. de cravu, dada e reeebida no
meiu de gargaltiadat da indisciplinada disripula, que
poiiha em vidornia, pruv.u;. anglica paciencia du
iiicstre.
Um da todava nao desceo Carlota aojardini lio cedo
como 1 ustuiuiiva; essa di. <-r. jnstameate aquelle de que
fallamu. no cuuiccu deal. bislori..
Navios entrados no dia 4.
Santa-Helena; 12 dial, escuna ingle/a Drtam, de 162
toneladas, mestre George Aller, equipagem 7, em
lastro ; a Diane Youle&Companbia.
Terra-Nova; SO das, biale aniericino Emely-Ellcott,
de 95 toneladas, meitre Henry Upton, equipagem 7,
carga bicaibo ; a H. Fonter & Companhia.
/Vamos sahtdos no mesmo da.
Aleobaca; garpeira brasileira Sinhor do Bom Fim,
mestre Jos Raymundo Nonatto, em lastro. Passa-
geiros, Barlbolomeo Wanderley Lint, Jos Alve da
Silva, Jos Antonio de Figueiredo, Braiileiros.
P.rabiba ; brigue inglez Jone, meitre John Mofleat,
em lastro. P.iiageiro, liduard Pawer, Inglez.
Aracaty ; sumaca nacional Ftlicidade, mestre Jos de
Freilas, carga faiioba.
Edilal."
Peranle a cmara municipal d'Sta cidade, irio
novamenle em praca.no dia 8 do correte, os talhos os.
16, 24, 25 e 27 do acougue da Boa-Vista, e 01 de
Bem que fone ja dia claro h. milito lempo, a do niela
nao se bavia ainda e.guido : oom o eoio vilo enrollado
ao trave.aeiro, e na man a usbeca, oom que eslava ab-
orta em longa a delirios, medilaco. Na., linha o sen
sulfila essa espressau viva e maligna d'uulru lampo, o
ulliar bumedecidn tinba alguma cusa de mais temo ;
pur inslantcs, selbeoolor.vlo sub lamente faces a fron-
te ao logo du peo.amento. Sonluv.l e os ulbos o.lavan
uberlos i mas qual be a rapariga que a, desasis auno,
nao sunha lauto ou qoanlo (. buui disperta ?
Se lev.nl.ssrmo. m pdico veo que encobre .1 risn-
nh.is raiilasias da imagiuaciu de una moca, que encan-
tadora. inveiicOes nao venamos a travs deisa garca
transparente d. faulaiia P
Vi,inso oav.lliuiros nenente resiidui, carrtiagt-ns
sumpinos.1, bailes eno.iiladu., torneioi oar.!leir..ao
M.. '......... ,. suiuptiK.M., bailes enosntsdos, lorneoi oaralleimso
M. por um desse. acoso. ,e se nao expl.eo, vi.lo e.vda.de principe.; quera saben.....no nes.e turbi-
de um temo ulhar, no luesmo lempo transportado a
cheio do rripriti'ia limidei?
Como verdico hiitoriador, diremoi, qneerajaili-
mimtc oslo que Carila medita va, quando fui dillrahi-
da do eu arrobo pela vot do Mr. de Forges. Veio 11 ro-
bor faces d. dolitclla, como sa fr. colinda em fla-
grante delirio de mo pensaiiienio ; ou como e I he pa-
recer legitima censura ella vu. que so levantan par
cbaiua-la.
Mas logo se desvaneceo euo ligriro abalo; Carlnti
acudi os Cabella*, e agito a frniue, como para rrprllir
loria a ideia importuna, eilio-ie a toda a p,rasa, e cur-
ren jmila que bro um pouco para responder .0 cha-
mado do vellio gi'iililhuKeiii.
Apena, po. ella o. ulhoa nojardim, qae de sbito se
rer.olbeu para irai eoiii engrafario tregeilo. Carlota .0
pereebra Mr. de Forges a passear lio jardiro segundo .
seucuslume; ouiu a bengala em urea mar., e a utr-
m-inda 11. algibeira da venia de leda ; mas Mr. de For-
ges nao eslava s: a pesloa quo u acompanhara era un
mancebo de bella presen ya, tallie cima do mediano, ar
de riisiiucc 10 e iuSos de um. .Ivura pinico coiniitiiiB ; oi
leus cabello! pelos e finos rsnapavio-lhe do chapeo
agaloado de prelu e cahito-lhe ligeir.iuente iinnelladus
sobre a gola dn vesiia ; urna larga oorra de nauta a-
marcll Ihe prenda .rapada, em guisa de fae., cin-
tura delgada e flcsivel ; um. bolea de rocador e orna*
polaina, deouuro, que Ibe vinillo aie o joclhu por ci-
ma do nni calcu docouro de gaiuo, couiplctavao o eu
vestuario. *
No momento em que Carlota 01 percebeo, Mr. da
Forge.au seu madrugador vistame raconsaaaiaai pela
dcima vei pelo menos o .eu pa.seio circular rm derra-



di. 1.2.3,4.6.7.11, 13, 14,13, 16, 17, 23 e
do da* Cinco-Pon las.
E pira coobecimento de quem convier e mandou
publicar o presente. Paco da cmara municipal do Re-
cile. 4 de tiovertitro de 1845. ttanoel Joaqun do
llego eAlbuquerque, presidente. yodo Jote Ferrtira
de Aguiar. secretario.
et laragoes.
a> O arsenal de guerra compra azeite de csrrapato,
dito de coco o fio de algodio : quem taei gneros tiver.
e quwer lornaoer, mandar su propostas directora
do mesmo arsenal, cm carta fechada, at o dia 5 do
protimo futuro rnez Direetoria do arsenal de guerra,
l de oulibrode 1843 No impi turario, o amanuense, Jodo Ricardo da Silva.
= OIHm Sr director do arsenal de guerra tem de
contratar o coocerto do fogo do hospital regimental :
a pesioa, a quero convier, comparecer al o dia S do
protimo futuro me, na sal a da directora do mesmo
arsenal para se fazerem og devidos a|uslei. Directora
do arsenal d guerra, 31 de outubro de 184S. = No
impedimento do escripturario. o amanuense
JoSo liicardo da Silva.
=: O administrador da mesa da recebedoria das ren-
- dasfteraea internas avisa aos collectados dos bairros do
Hncife.eS. Antonio, para que venhao pagar o imposto
do bsneo e taza de escravos, do primeiro semestre de
4546, pena de se proceder a eseeutivo. Recebedoria,
4 de novembro de 1845. Franciico Xavier Caval-
cantide Al buque que.
Por ordem do cnsul francez, e perante o cbao-
celler do consulado francs, se vender, em hasta pu-
blica, e por conta de quem pertencer, urna csiza com
60 pegas de riscsdos de algodo, averiados a bordo do
brigue francez Armorique, na sua ultima visgcm ;
seiU-feira. V do correle, s II be ras da manbia, no
armaiem de Schafbeitlin & Tobler, roa da Crui, n. 38.
Ptra o Arscalv, sabir muilo breve o patacho na-
cional. Mtra-ura, deque he mestre Jos Joaquim
A Ivs, por ter a maior parle doeu carregamenlo prom-
pto ; quem no mesmo quizer cerregar, trate com An-
tonio Joaquim de Sonta Ribeiro.
= Acba-se carga, para o Rio-Grande-do-Norte, a
barcacs S. Efi$ma ; a qual (em parte do leu earrega-
mento, e prateode sabir esla semana ; quem nel.'a <)Ui
zercarregir, procure o mestre, na eteodinha da Alfan-
Vende-se urna barcacs, que pega em 24 caitas
de assucar gosto, construida de boas madeiras, e feita
Tome-se roupa para engommar, tanto de bomem
como desenhorne tambem obriga-se a mandar lavar
com lodo o asseio e promptidio ; na ra estreita do Ro-
sario O. 16 eirund > andar.
mesmo que nao sai ha. ma quo seja robusto e esperto
A coniiiiuo auminialrsliva li buje ta .1. Uoras
do corrente.
nai Al.goas; est prompta de todo; be nova anda I do co,lun'e' ?' r Im propostas de convidados pa
nio fes viagem alguma. escepcin da em que vein de- Iff* d' ence,ra,eDl' a.ue de,e ter '8 *
pois de acabada ; e be rnuito boa de vela : quem a qui
ter. procure a Antonio da silva Gusmlo, na ra do
Queimado, n. 39, e, na sua falta, seu caizeiro Maia
A escuna nacional Novo-Deilino sai impreterivel-
mente para a Babia, sabbado, 8 do corrente : para
carga e piis.geiros, trata-tecom Novaes & C. ruado
Trapiche, o. 34.
Le i li.
A companhia italiana est
apromptando, para o beneficio do
baixo-jocoso Sr. Franchi, a lindis-
sima pega em tres actos Lucia de
Lammermoor, chefe d'obra do Sr.
Cav. Donizzetti. A sympalhia,que
c re&pritavel publico tem demons-
trado ao beneficiado,fazllie espe-
rar que nem um as sen lo ficar
vasio naquella noute, e ella nada
pottpar para mostrar sua grali
do. Os camarotes, que ainda
resto, assim como os bilhetes
de platea, vendemse em casa do
director na ra Nova, n. 7, se
gundo andar.
Avisos marilimos.
Para o Cear sabir era poneos das, por se achsr
quasi prometo, o bergantn! nacional Echo : quem no
mesmo quiter carregar ou ir de passageni para o
que tem ezce lenles commodos dirija-te a ra da Ci-
dea n. 12.
Para o Rio-de-Janeiro sabir com a possivel
brevidade, o brigue nacional O. Aflonto capilio
Bento Jos Vieira : quem no mesmo quizer carregar ,
ou ir depassagem dirija-sea ra da Cruz n. 45 ,
casa de Nascimento Scbaefleer di Companhia.
Para o Havre sabir* impretcrivelm> nle, no dia 12
de novembro, o brigue francez Aimonque: quem qui-
zer carregar ou ir de passagem, para o que tem ezcel-
lentescommodos, dirija-se aos seus consignatarios, na
ra da Crut n. 15
Ptra o Ass segu viagem imprelerivelmenle, at
o dia 10 do conente mez, o brigue fiel, de que be ca
pit Manuel Marciano Ferreira : para carga e passa-
geiros, trata-se com o consignatario Firmino Jote Fe-
liz da Rosa A Irmio, na ra do Vigsrio, n. 23, segun-
do andar.
= Para o Aracalj sai nestes dias o biate Boa-Via-
gem ; quem no mesmo quizer carregar, ou ir de pas-
sagem, entenda -se com Luiz Jos do S Araujo, na ra
da Cruz, n. 26.
- 0 corretor Oliveira far leilo dos objectos salvados
da sumaca brasileia Estrella, :apitio J. R. Pinheiro
naufragada nos haizosde Pirangy no Rio-Grande-do-
Norte, ronsi.lindo em veame overis, enzarcias es
tes, amantilhos, um ferro grande, um dito pequeo,
urna corrente de 45 bracas : sezta-feira. 7 do corrente
s 10 horas da manbia, no largo da porta da alfan-
degs.
Avisos diversos.
vrludn aceatendin bem nn meio d<> jrdim;n anda que
na ncraaito deatrn elle coala* a janella rni que sn ella
achava, eque por contrguintp lite fuste impoa>ivel vr
o rusto an etlranhu, a rapariga renonhereo tem cutio o
seu amigo Guatn, o ten visitador iliaro, a oomplacrn-
te virtm de Inda* a* sua* travenuro, em urna palavra.
a uniea peatn rstranha admitlidn na intimidado do ve
Jho grnlilhomem : e tanto menos bettoii ell em recn-
nhrne-lo, qnaiilo na nieama olliadrlln avitlira um bello
navallo que te inipnriruiavn a ronaiderar a grade do por
tan. a que rttavn amarrado, o um lindo cndello, que tl-
late alegre up* loa grrulos |>ardae*,j|iie o vinillo de-
safien ora, eo eravall erftn etset que minea anda vio
seni ten amo, que em elle nfioamlnva.
Filmo primeiro nmvinionio de Carlota relirar-ie por
diarricio; Di'), ou por malicia ou por garridioe, aeompa
nhuu ooin a vitta na pataradorct emquanto o pode faier
aem rreeio de aer detcobrrln; r logo que davio a volta e
te aproxiinavlo da janelln, rila escondate de novo,
ma rom e ouvido alerta rollii alguinaa palavraa da ana
convrrtaCSo, que rievia aer mullo inleretsanle, ajulgar
pela altrncto que mutuamente se preatavio amboa o*
ililrrlnrutore.
Sim, ditia Mr. de Forges, era itao justamente o
que en tema, e que anda mais me firma em nina deci-
io tomad* ja ha niuilo lempo, e qual vos nio devei
niait inleiramente ignorar : um vellio soldado como en
ponen emende de guardar rapariga, e ai ma menos sr
ella tan bonita como Carlota; eo a tei ama-la e ialo
nlo ba.ia; he precian uro marido que a proteja.
Aqui fii Mr. de Forxet una pauta, para detar an sen
inlerloeulor lempo de responder-lbi'. Etlsvlo ellea en-
tko dcbaixo da janella, donde ns etpreitava a rapariga,
que para besa ouvir a reaposta do mancebo, certa de au
Hoje pago-se os bilhetes
da lotera do seminario de Olin-
da al 1 hora da tarde.
No A ferro-lia-Boa-Vista, na fabrica
de licores n. 26 de Fredenco Chaves,
aclia-se estabelecida urna pistelaria e
confeiloria, na qual acharad sempre
promplos grandes sorlimentos de boli-
nlios de todas as qualidades, assirn como
se apromptSo encommendas de bandejas
com riras pecHS, pudins sultanas, paste-
leo de mil folnas, e nutras muitas de boni
gosto, doces de muitas qualidades em
calda e secco, gela e marmelada em libra
e em frascos, tudo feito com peifeicao e
asseio e por precos muito commodo
Uabaizo asignado declara ao Sr. thesoureiro da
lotera do seminario, que, lendo comprado um meio
bilbeteden. 1877 da I.'parte da 18.' loteiia. o ras-
gou, por ter sabido braoco, no dia em que se annun-
ciou o pagamento dos ptemios; e como possa ter. no
vo andamento dita lotera, por isso que se acba em-
bargada, e assim sahir por acaso premiado esse meio
b.lhete, justo be que, pruvando ter sido elle rasgado,
e prestanJo fiadora quantia, nio deize de reccbe-lo o
abaizoassignado.
Jfi Jironymo de Soma Limoeiro.
OTerece-se um bomem solteiro sem familia para
trabalbar em todo servico e administrar urna padaria,
e a fiama a sua conducta: quem precisar, annuncie;
ou na ra Nova, luja, n. 58. se dir quem be.
Deseja-se entregar urna carta pessoalmente ao Sr.
Antonio Francisco \ianha, cbegr.da do Rio-Grande-
do-Sul, bem como ezislem cartas para se entregsrem ao
Sr. Antonio Jos Moreira da Custa A breo e Bastos, e
a Sra. Otoiza Lina Clemente: na ra da Cruz, n
37, 2. andar.
Aprehendeo-ie(por se julgar furladojum pequeo
tsebo a um negro, que o vioba vender fundico de
M esquila Dulra&C.; qdem se julgar com direito a
elle, pode piocura-lo, dando ossignaes.
Jos Goncalves ba Fonte emba ca pura o Bio-de-
Janeiro o seu cnoulo Luiz.
A pessoa.que empenbou urna salva de prata na
Calinda loja de calcado da ruada Madre-de Dos, n.
'6, queira, no prazu de 8 das, lira-la, na Boa-Vista,
rus Vclua, n. ol, do contrario sera vendida.
Qusrla-feira, 5 de novembro, ha praca publica de
varios movis, na porta do Sr. Or Nabuco, por ezecu-
cau movida pelo uno da segunda vara.
sr Precisa-se de urna ama de casa de portas dentro,
para o servico de um bomem solteiro ; na ra da Pun
te-Velba n. 8.
SOCIEDADE
PHILO-DRAMATICA
ter vista tendeo o flexivcl eolio; mas a detrj.ida reapus
la nao te den.
Aiieinlei bem, meu charo Gatton, proteguio o re
lho genlilhomeiu. indo tentarte em mu banco que nVa-
va encolado a um dnt janella debnixo. no quo o imi-
lou Gattiiu tem iiilerrompe-lo : anda que nao ha mal
le dou aiiuot que pela jirimeira le vo vi, tenho cm
vos in'.eira couhanca rreio eoobecer-voi cun a niuii
memu; imlei drtde o primipio vuao carcter calmo
reVctid.i; toi* geutilhouiein e pobre, uu como vn* po-
bre e genlilhomem ton; eu aborreco o bulhoe 0 cAo. vos detevtais a corte e o corlanos; nao vot i.er-
gunto o vi un) motivo, vt nao iguurai* os meo. A-
peiar da* minhaa iuatiuotiva re|oigmiuciai, e moiivado
princ.ipiua contra todn* a* relacoe* de amnade que o
lempo nao tem cuuaagrado, que a drfgrafa ni., lem ex-
perimentado, cu Vo* abr a mulla cata, hl temar i'n.
meo lar, entregiiei-vo* icm dreonfianca o corar jo eo
pcnaameiilo de minlia hllia, de quem triolet fido alter-
nada ment iiin inettre e um amigo. Ora, te Vos eu prr-
guutatteo quo peinando Carlota, que ru reapuuderirit
vosP
Palptava bem forte nette momento o enracao da don
srla ; ma ella pos sobre o peto as niios para compri-
mir as piilaatOet detse agitado cora^So.
He lima enanca dase (ritlou torrndo-te.
Carlota fes nina earetiuha muito aignifieativa, e o
amor propriu otfeudido ihe acceudeo no olho* u dtt-
peilo.
Sim, replicn Mr. de Forget, he a propria inno-
cencia e candiira. He por iaao, meu amigo, que Vos di-
rei : ja que tostes o iru profestOr, e eompanhriro, que
re* agora ter eu eapoto P
A ela repentina pergunta, para a qual nio eslava tal-
vei preparado, turnou-te o mancebo um pouoo verme-
O primeiro secretario avisa aos Srs. sociui, que hoje
ha sessio, pelas 7 horas da noute, em lugar da do da
1.*, que deixou de baver.por falta de numero (ufGcienle
de socios.
Aluga-se o primeiro andar de um sobrado, que
faz frenle para o rio. silu por detraz da casa, que serve
de theatro publico, muiln fresco, e com bastantes com-
modos ; outro primeiro andar de un sobrado sito na
ra larga do Rorario, junto ao quartel da polica, n,
18 ; os pretendentes dirijo-se mesma ra do Roz-
rio, psdsria n. 18. H4
Na praca do Sr. Dr. juiz de orphaos, no dia 6 do
correte, se hio de arrematar urna escrava, e os mo-
vis pertencenles ao fallecido padre Joaquim Gonenl -
ves Rodrigues, osquiesse poderad ver com especifica
cao, visla do escripto, que se acha em mi do por-
te i ro.
Precisa se de um official, que saiba farer charu-
tos ; na ra do Cotovelo, cas* o. 107.
= Un bomem das llhai se ofleiece para borlelio,
jardineiio ou feitor de sitio, do que tem inuita pratica ;
quera quizer, annuncie por esta folha.
Aluga-se urna casa terrea, na ra de Santa Rila,
n. 22, com cacimba, quintal e portio, por pr.cn com-
modo ; a tratar na ra larga de Ro/ario, n. 44.
Aluga-se o sobrado de um andar da ra da Vira
(,'io ; quem o pretender, entenda-se com Antonio Jua-
|uim de Son/a Ribeiro.
=Oflerece-se, para fra desta praca, um rapaz brasi-
lero, tranco, estado, con pouc.i familia, para ensnar
primeiras lettras, grammalica e francez, por ter ja oc-
cupado esle mesmo lugar, o qual ensina os seus alum-
nos com o maior zelo possivel ; a pessoa, que quiyer
uttlissr-se de seu presumo, dirjase ra do Itangel n.
5, tratar com o mesmo, que dar conhecimeiito sua
conducta, e ao mesmo (ralamente dos seus alumnos.
A sbaixo assignada, propnelaria do sitio junto
igreja de S. Jos do Manguind, avisa as pessoas. que
Ihe aforario (crenos no dito sitio, e que at o presente
nio s os nio teem beneficiado, como t m em nio teem
pago os foros vencidos, bajo de realisar esse pagamen-
to no prazo de 15 das, contados Jc-la dala ; e que nio
o fazendo, passar imprelerivelmenle a mesma propne-
laria a da-los outros, que os desejio, isto mesmo em
confor m ulade dS turnio oes do afolo ment. Igualnu o
te espera, que os out'OS foreiros, quo (eem beneficiado
os seus tetrenis. hajAo d pagar, no mesmo praio. o
que se acbo a dever, pois que, do contrario, passar a
usar dos meios que Ihesio concedido:; o que tai pu-
blico, para que em lempo altum possio allegar ignoran-
cia. loza Franciica e Miranda.
Aluga-se a casa terrea da traversa do Livramenlo
n. 12 tratar na ra do Queimedo, I ija de ferragens
n. 30.
Oahaixo assignado declara, por rautella, que,
tendo recebido deicu pai a importancia de urna lettra
de rs. 4:200,1000, que Ihe acceilou, saccada em 21 de
junlio. a qustro mezes precisos, e vencida em 2t de ou
tjbro, acontece terse depois desencaminbado: e como
pode acontecer ler ido sem o competente recibo de paga,
ninguem a receba em pagamento, pois que jamis sera
paga; e roga a quem a adiar o obsequio de Iba en-
tregar, por Ibe nao servir de nsda.
Manuel Alves Guerra Jnior.
= Precisa-so de um caixeiro para venda, de idade de
12 a 16 annos ; no pateo do Huspital, n. 17.
l) te dinheiro a premio, com penhore; de ouro,
mesmo em pequeas poicoes; na ra do llangel, n. 11.
Aluga-se o lerceiro andar d sobrado n. 2 da ra
do Queimado ; a tratar na loja do mesmo.
= l'rancnco Xavier do Espirito Santo retira-ie para
o Para com a sua familia.
Precisa-se de um Irabalhador de masieira, que
saiba desempenbar a sua obrigacio ; tan bem se preci-
sa de um preto, que entenda da mesma ofBcina, ainda
JTtHtriiVn '* ^* TaaZraTroatiBTi 1B^KK>t^^SKMUK^B^
lho; abrin a buora, como e quiera fallar, maa ealon-i-r;
depoia travou da mo do velho, e apertuu-a com ert'u-
sio : e foi cita a ou nica rrtpotta.
Podia Mr. de Forge comprebeuder rita muda elo-
cuencia; ina-i Carlota, rujo Cumcio bata ancioto. que
viole vete* lluvia uiudaJo de cotes dorante efl couver*
tambem se d pi de vendagem forros e captivos a 60
rs. por pataca-; tambem se vende na porta a 6 pies por
80 rs.; no novo deposito de padara, na ra das Cinco-
Ponlasn. 116. deronleda fbrtalea.
= Aluga-so. por preco muito commodo, duas ca-
sas muito largas, repai tidas moderna, na'rue ds So-
ledade, corr duas satis, seis quarlos. cozioba fra, um
gruido quintal marado, e outro cercado : trata-se na
ra da Anrora, n. 58. h
O abaixo assignado avisa a quem convier, que elle
tem aberto desde boje a sut aula particular de gram-
malica latioa para aquellos, que a quizerem Irequentar;
e qUeie oompromeUe a ezeicitar, e pflr promplos em
Tilo Livio e Horacio aos que se quiterem ezaminar.no
principio do anno, na academia : e ple ser procurado
par*v,Jsso em sua caa no piteo do Terco, sobrado,
n. 9. LourenQo Arellint de ilbuquerqut Millo.
O abaixo assignado faz publico a quem convier,
que desde o da I.do crrenle deixou de ser caizeiro
do Sr. Manuel Ferreira da Silva liamos, e retira-so
para fra da provincia,a tratar de ua ttiiei.
i Fruncitco foti Vianna da Cuuka.
O Sr. Joio de Lima Brito Sisneiro queira an-
nunciar sua morada, que se Ibe precisa fallar.
Tendo a 31 do pastado apparecido no D. -novo,
no expediente do goveroo, um i fficin ao Sr. inspector
da ihe-ourari i sobre urna lettra sacada por Monde* &
Oliveira sobre Jos- Ignacio Xavier, do Porto, quo alo
fo acceta nem pega, e diiendo-se no dito oflicio, que
t- negocie outra sobro negociante acreditado o de
honra : be do nosso dever declarar, que o Sr. Jote
Ignacio Xavier be negociante acreditado e probo ra ai-
dada do Porto, e grande prnprielario : os motivos por
que deixou deacceitar e pagar a dita lettra nio os sabe-
mos, nem nos compete analysa-loi. Snu etc. F,
Aluga-se o armazem n. 34 no Porto-das-Canoia
do Rcrife, com embarque, todo ladrillado de pedrs,
bstanle grande, e pro;.rio para qualquer estabeleci-
monlo : a tratar com Manoel Antonio da Silva Mattos.
O abaixo assignado fat sciente ao publico, que o
Sr Francisco Jos Gongs Ivs deizou de ser seu caizeiro,
desde o dia 110 do corrento ; nao se responsabilissndo
por Iransaccio alguma, que o mesmo fizer desta data
em vante. Jote tat da Silva.
Precsa-se de urna ama paia o servico interno de
urna casa de poura familia, eque saiba perfeitamente
engommar : quem quizer. dir|a se Fra-de Portal,
ra do Pilar n. 145, primeiro andar.
Arrenda se urna casa no engenbo do Brum, com
bastantes commodos para urna familia, e boa vista, pe-
lo lempo de festa ou todo o anno : quem a pretender,
entenda-se com Jos Antonio Pinto, na ra da Cruz do
Recite, n 8.
ase Previne-se aoSr. Luiz Jos Vidala, ou a algum
seu herdeiro, que no praio de oitu diai venba remiroa
penhores que desde o anno de 1831 se acbiu empeoba-
dus pnr 250j000 rs.; ticando na certeza deque, nio
apparecendo em dito lempo, seiio ditos penhores ven-
cidos para ser abonada a quantia,que produ/irem, e ba-
ver-ie o restante de sua divida, conlorme o papel pelo
mesmo Sr pastado, sem que ao depois haja mais direito
de reclamacOes a tal respeilo.
= Pelo uzo de orpbins desta cidade loi julgada
Ft rencia Margar ida do Prszeirs prodiga, e por isso to-
ra de poder regir e administrar sua pessoaeben*; o que
se faz publico pelo prsenle, p*ra que ninguem com ella
contrate sobre seus bens, nem faca com ella negocio
algum. pena de nullidade.
Precisa-se de dous homens, que trabalhem em
um sitio muito peito da praca ; tambem se alugio 2
escravos mentalmente dando-se-lbes de comer para
Irabdlbarem no mesmo sitio : na ra da Cadeia do Re-
cita n, 25, se dir quem precisa.
tacan, r que ja se ni liava muito murtifirnda da upiuiio
emiliidn pelo manc bo, inriignoii-ie teriamrule du *cu
ileneio que ella lomoil |ior una recuas; e toda Coufua
ae reeolheo, de. nlol a nao ouvir onda mai*
No memo insi.inie auoii no louge u toni da trompa.
Que Ibe die en ? exclainuii Ga*lou ergueuiiu-*e;
creio. Uro inr prnle, nrrrrceutou rile npplirando o
ouvido ao rom que cada vri te tornava inaia iluliiielo,
rcio que n tur.ol e dirige para eate bolo. O por nrn
o, ou exprr**amenle, hu mai* de um mes que aempre
alaim aroinc e. Tuda na vric* que o prim j.c cara.es-
rollie de preferencia o boaqun de Meodon; toda* a* ve
se* que elle ah pAe pe, he aempre para o lado do Vrr-
nie que o vendo e deixn npnuhnr; dir-se-hia um ani-
mal enaiundo para ido.
Gaaiou ri'ordioario lAo sobrio de palavraa, nnimsvn-ie
vitivi linenlr; nuura Mr. de Forge* o vira Un abalado.
Puia bem replicou o velliu grotilhomem, he urna
rnzo de man, meu joven amigo, para voa encarrrgar
dr da guarda do notlO cnniiuiiiii ibesouro, poi* que em
breve vo perteucera elle laido eomo e raini, o nem me
agrada mnii do que a vu ver o raatello rodeado driie*
1110911* ettuvndo que acoiiipealio o conde d'Artoi;
bem ei que Carlota he urna enanca, e que un falta da
iHnha ternura e da miuh.i vigilancia, a tu me*ma mr-
muice llie irritria dr salvaguarda; mas era prenso di-
irr-volo? du nipona din* para c, parere mu que Car-
ila nao be maia a oieau*; Vejo a iiieoo* riaonhn quede
cuaiumr, o ale pensativa, e alguiuna vete* melanclica.
LOTEIUA THEATRO.'
As rodas desta lotera indio impreteriveloieute 00
dia 2o de novembro corrente viito ter-ie realisa-
do o andamento das do seminario Os respectivosbi-
Ibeles acbao-te a venda na loja do tbesoureiro, na ra
do Queimado n. 39; na do Snr. Meoeret Jnior ,
rus do Collegio ; na botica do Sr. Moreira, tua do
Cabug o no bairro do Recite as lojas de cambio
dot Srs Vieira e Msnoel Gomes
Aluga-se o segundo andar do sobra-
do sito na ra ireitA, n. 30, com bons
commodos: a tratar na ra do Collegio.
.-foilllllo llllln-l n. 14*
Agencia de passaportes.
Na rus do Collegio,botica n 10,eno Atierro da-
Roa-Vista loja n. 48, liro-se passaportes para dentro o
forado imperio, assim cuino despacbio-se escravos: tuda
com brevidade.
Quaiido voi chegnis. vo, o tru bom amigo, coran vot
ella chama, porque e torna verroe'hn, e de que proce-
lo ,no qunuriu vo* relirni* to nbaladn firn? Crede-mc,
meu eh.iro G.iaion, um pai notri eatoi raras vetes so
rogaun, Carlota vo nmn.
Eaceom tudo Vine. io dganme, diase Gastn
com alguma triale/n, ir Carlota me nlo am*ie Si la
nao foase para ella mnii que um nmigo. uro bom amigo,
pie rllnaeolbr rom prnier, e driza sem petar, um* oou-
aa, niui romo o meo bello cao, que agrille atormenta
impunemente e obrign n correr e brincar, unta oouaa,
que diverle em una palavra, que e ama um punco mais
do que urna bonrera. um poueo iin-nu que um irmio ?
Anda bem dis alegremente o velho genlilho-
inem, vej.i que me n > engnn*va, vt Ihe qorrei anida
maia do que eu iippunh* r nao ficariri* dn votsa par-
le bem coiiieutc. e vos eu diaaeae, que ella vot ama
mai do que prmuii* ?
A bulla do* Inngere*. que snavlo o ataque gem,
do* Inlido* de uinn iiintilha ininienta, nniiunaiava que a
encada eatnva jn protmia; diriiugiiiao-ie ja as Votes.
Mr. dr Forges ergueu-*e enlao, e tomaudo o braco do
iiinnrebo rntroii pnrn ma* e frrhou de mo homor a
noria, como quem ana maneira protealav* contra easea
divenHirnlo de principes, que viulio perturbar-lhe
paciHra existencia.
Ao entrar nn tala ficou o velho admirado de abi nio
ver Carila; chamou a, e como ella urdan atiafaier
' na impaeieuei.i, foi elle nieamo procura la.
Ealavn t rnparign eneoatad* a janella, olhnodo pensa-
tiva prn mn grupo deeaendore*. que ainda- do vez em
quando nppnrecin por entro o arvorrdo. Ioteiramento
i inlieveeiila no nllrneli t o Ho r*|ierl*culu, que lano a in-
ereaiar. na.....um rnirar u pai, e quando ae Voltou,
eslava o velho por tras dola. (C*aiii*ar-#-Aa).


A abaizo asignada, administradora do vinculo do
Monteiro, descja saber pelo presente anuncio, quem
he a pesio* que boje esta no dominio ou posse de olaria
situada em Ierras do Monteiro, a qual Coi do Francs
Boyer, afim de cobrar os foros vencidos, para cejo fin
tem constituido seu procurador aseufilho, ocapilao
Sebastiio do Reg Barros; o qual est tambero autori-
sado a recebar amigavelrnente, e cobrar judicialmente
os loros de outros muitos dovedores, cuja omissio por
cerlo he para ser assaz estrechada.
Ajara Elena Pisto di Millo.
= A pessoa, que quiter dar dous contos de ruis i
premio, coro boas firmas, ou bypolbeca n'um sobrado
livre e desembaracado, dirija-se a ra do Araglo, o. 7.
Aiuga-seuma casa terrea, na ra da Gloria; na
Boa-Vista, o. 37, concertada de oovo, e com bons
commodos ; no pateo da Santa-Crui, padaria q. 6.
Q8erece-se, para todo o servico de padaria, um
hornero bom amassador e fomeiro, vindo, ha pouco, de
Portugal ; quem o. pretender, dirija-si i ra larga do
Razano, junto ao quartel da polica, n. 18.
= Precisa-se alugar un moleque, que entenda de
coiinha pata o servico de u da Crui, o 31, segundo ailar.
A pessoa, que precisar de urna ama de portas den
tro, dinja-se ao pateo do hospital do Paraizo, casa de
porta larga, o. 10, que achara' com quem tratar.
Compras.
Compra-se lia de freza e de ouira qualidade '
para encbimentos de colchos; paga-se a 2,j rs a ar-
roba: na ra Nova, lojj de selleiro n -28 defronte
da igreja da Conceicao.
= Compro-se, para fra da provincia, escravos de
ambos os sexos ; sendo de 12 a 20 annos, e com boas
figuras, pa^io-se bem : na ra Nova, loja de erra-
gens, n. 16.
Vendas.
FOLHINHAS
DE
Porta e Algibeira
PARA.
1846.
Vendem-se na praga da In
dependencia, loja de livros n. 6
e 8; na ra da Madre de Dos,
venda da esquina defionle da
igreja; na BoaVista, def-onte da
matriz, botica do Sr. Moreira;
em Olinda, botica da ru do Am-
paro, e loja do Sr. Domingos,
nos Quatro Cantos.
a ra das Larangeiras, n. ia,
a." andar, vende-se, por inuito mdico
preco, um ptimo sitio no pateo da Faz,
povoaco dos Afogados, com urna bella,
nova, e espacosa casa, c diversos arvo-
redos de fruto, bem como larangeiras,
coqueiros, mangueiras, jambeiros, tres
cacimbas, urna das quaes be feita lia imi-
to pouco tempo, e d'agoa pcjtavel.
= Na ra das Crutes, loja de encadernador, n. 39
vendom-se os seguintei livros :
Viagena de Ant or 4 v.
O Robissoo de dote annos, 2 v.
Selestina ou os esposos sem o seren, 4 v.
Nova Heloisa, 4 v
Elementos de civilidade 1 v.
P. Virgilii Mnronis opera, so3.* volume.
HistorM de Gilbras, 4 v.
Historia Sagrada, s o segundo volume
Historia de Carlos VII 1 v.
Joanninba s o segundo volume
Manual do cidadio braiileiro, por Joifhci do Nei-
ciniento Silva com a constituido do imperio
por F. L. de Carvalbo Moreira
Viagens deGulliver |.*,S e3.0T.
Dicionario de Moracs da 4 editio.
Um rico pandeiro, com parafusos para se ofllnar,
coberto de pergaminbo
Doua canario* do imperio, cantadores, emsuaa
gaiollas.
Urna gaiolla com um bicudo.
Urna dita com urna patativa da Parabyba.
Onze gaiollas de torres, leitas com rame de lati.
Vndese urna escrava de naci, que coiinba o
diario de urna casa, engomma sofTrivelmente e lava de
sabio : na ra de Hurtas n. 140.
= Vende-se um relogio horizontal, de ouro, e um
violio : na ra Direila n. 9.
Vende-se, pera fra da provincia urna escra-
va crioula moca, sem vicio, defeilo, ou achaque, boa
coiinbeira engommadeira e coe alguna cousa : a
lallar com R. J. Barata de Almeida
> Vende se um carrinho de duas rodas em muito
boro estado ; e um cavallo multo bom para carro: na
ra estrella do Rozario n. 43, segundo andar, das
6 es 9 horas e meia da roanhia.
Vende-te um bom sobrado de dous andares e
mirante, na ra das Agois-Verdes, n. 48, o qual tam-
ben faz.trente para a ra de Horta, com doua arma
ent por bailo, propriotde negocio, e Umbem se re-
cebe ero troco casas terreas : quem o pretender procure
no mesmo sobrado, ou na ra das Flores, n. 23, nos
dias uteis, que chara com quem tratar: o qual se
vende por precisio.
= > endem se sieeai com farinba de Magc, a 4800
rs.; ditas com milbo a 4000 rs. ; gomma de en-
gommar, a 12000 o aiqueire velho; arinba de
5000
2H00
4000
5000
1500
1000
4000
1000
1000
1000
5000
2000
G00O
S. Matbeus, a 3800 rs. e em lacea, a 4200 rs. ; na
ra da Cadeia de S. Antonio, deposito de farinha ,
n. 19.
Vende-se om pequeo sitio em terreno proprio,
muito apraiivel, com haobo, casa de vivenda, no lu-
gar do Remedio ao lado da Passagem, edi-se muito
em ront.i; dirijio-sea ra de Agoas Verdes, n.21, para
aberero a quem vende.
Vende-se cha hyaton em caixas de 13 libras, em
porcdeaearetalho; e potassa americana ltimamente
ebegada ; meias barricas de farinha de trigo da marca
gallego : em casa de Matbeus Austin & C., na ra da
Jlfandega Velha n. 36.
=Vendem-se riquissimos chapeos de seda de todas
as cores para senhora bem enieitados, com riquissi
mas litase flores ; stes chapeos teem a commodidede
de se abrirem e fecharen); riquissimos encerados a
polka para caiticaei, mangas e outros objectos; um
sortimento de capachos : na ra larga do Rozario
o. 24.
= Vendem-se chapeos de palba da Italia para bo-
mem, polka : na ra do Qeimado o. 20, casa ama-
relia.
= Vende-se urna morada de casa nvi'agoa, com 30
palmos de largura e muito fundo, na ra Augusta ; i
tratar no la'go do Carmo, venda n. 1.
sa Vende-se um casal de escravos, com 2 filhos de 8
annos com algumas habilidades, 3 moleques de 14 a 16
annos, 3 negrinhas do 13 annos, mu lindas e com prin
cipio de costura, 1 mulata de 20 annos, com habilida-
des e de lina conducta, 4 pretas de 20 a 23 annos, boas
cozinheiras e quilandeias, e um preto de 50aonos
por 12oj rs.; na ra das Flores n. 21.
Vende-so a casa terrea da ra principal do Pilar,
em Fra-d.'-Portas, n. 10, e juntamente outra peque-
a, no quintal da mesma, com frente para a ra do
Brum ; quem a pretender, dirija-se venda da ra da
Cruz, n. 57, que achara com quem tratar.
= Vendem-se sellins ingleses de montara de ho-
rnero e senbora, cabezadas brancas ruligas e dalas.
barretinas com apparelhos ricos para offciaes e soldados
da guarda nacional, telins, cananas e correias para o
mesmos, espadas do roca e sem ella, prateadas e de fer
ro, bandas ricas, guarda-lame de couro de lustro, chi
lalas de todas as qualidades, cintos de couro de lustro
para meninos, pannos de massas para bailo de casti
caes e candieiros, bezerros de lustro de superior quali-
dade, marroquins de todas as cores, saceos pura condu-
cir roupa em viagem, eolebdes de todas as qualidades, e
outros muitos oiijectos por preco muito com modo : as
lujas de Joio da Silva Braga, ra Nova n. 5 o ra da
Cadeia do Recife n. 40.
=Vende-se por precisio e preco commodo, urna
escrava de 35 annos, com algumas habilidades ; na
ra do Padre Floriaono, n. 23.
=\endem-se sellina inglezes, elsticos, de patente,
cabecadas roldas, sellins francezes, chamados regala-a-
bunda todos forrados de couro de porco ; lalins e
curianas para ofliciaes de ileira e montados,espadas pra-
teadas.tanlo de roca como semella,bandas un seda,ricas;
sillines paru montara de senhora de todas as quali-
dades ; e tudo quanto pertence a este estabelecimento,
por menos preco du que em outra qualquer parte : na
ra Nova loja deselleiro, n. 28, delronte da igreja
da Concedi.
= Vendern-se e alugio se muito boas bichas d'Hsm-
burgo, mui grandes e as melliores que ba na trra ; e
vai-sn as applicar, para ruis commodo dos pretenden-
tes : na ra estreita do Rozario, delronte da ruadas
Larangeiras, loja de barbeiro, n. 10.
Vende-se a venda de Antonio Jos Antunesda
Silva, sita no Bccco-Largo n. I.para pagamento dos ere-
dores do mesmo ; quem a pretender, dilija-se a Costa
& Onolre ; adverlindo, que a dita venda he situada no
melbor local possivel, e tem poucos fundas.
= Vendem-se 20 colberes de prala, um collar de
ouro, urna moeda guarnecida, tres cordoes, tres ane-
loes, dous pares de brincos, tres ditos de botes de pu-
nho, 3 ditos de abertura, um trancelim e tres relogios,
tudo de ouro ; ralos rasos o fundos a 880 rs. a duiia,
copos a 120 c a 100 rs cera amarella a 240 rs. a libra,
taccas de feijio mulatinbo, e outras muitas loucas e g-
neros por precoscommodos; na ra do Rngel, n. 11.
= Vende-se urna escrava crcoula de 20 ennos, que
ebe cozinhar o di rio de urna casa, coser, lavar de var
rea e sabio, e lazer todo o servic.0, muito fiel esadia,
assim como entende do servido de encbada. por ler sido
do mallo: as causas, por que se vende, se diiio ao com-
prador ; na rus du Rozario estrella, casa n, 32, segun-
do andar.
= Vende-se um piano horizontal, patente inglez,
por conin odo preco ; na ra do Crespo, n.6.
Vendem-se mangas de vidro pequeas, para can-
dieiros, a 400 rs. cada una ; na ra larga do lio/ario,
n. 35.
= \ende-ie urna negra anda moca, recolhida, mui
bem parecida, boa engommadeira, coiinbeira, cose al-
guma cousa, e lava du sabio : no segundo andar do so-
brado n. 1 da ra do Arago.
= Na botica da ra du Rangel vendem-se os re-
medios seguintes dos quaes a experiencia tem confir-
mado os melhores efieilos : denlifico que tero a pro-
priedade de unparos denles cariado.- a restituir-Ibes
a cor esmaltada em muito poucos dias ; o uto do ditu
remedio fortifica as gengivas e tira o mo cl.eiru da
bocea proveniente nio s da carie como do trtaro,
que se une ao pescoco destes orgios ; o remedio be
designado pelos nmeros 1 e 2 orchata purgativa ,
mu til as enancas e as pessoas de toda e qualquer ida-
de ; he cumposta de substancias vegelaet, nao conlem
mercurio, nem droga alguma que possa prejudicar ;
remedio para curar calos em poucos dias; dito para
curar dores venreas antigs e que teem resistido ao
tratamrnlu geralmente applicado ; dito para provocar
a menstruecio e accelerar a acQaodo tero nos paitos
noturai s em que nio se precisa das manobra* scieo-
tificaa da arte ; dito para resolver tumores Ivmpluiicoa ,
vulgo glndulas ; dito para curar tbaa e cravot sec-
eos o mais elbtaz que se cqohece at aqu ; dito oxi-
mel de Ierro muito til as colorles, vulgarmente
chamados frialdades; pos anti-billosos de Manoel Lo-
pes ; capsolas de gelatina conlendo balsamo de cu-
pabiba ; ditas de oleo de recinos purificado ; ditas de
cubebat em p fino ; ditat de sssalelids ; ditas com pos
porgantes ; ditat de ruibarbo da Chu.a ; ditas de tul-
phato dequinino de 1 e2 graos cada capsola ; alga-
lees relinl.es elsticas ; pilullS de sal de c.bacinho ;
egoa das Caldas, ihegida prottm'ameutg ; remedio que
4
cura a frialdade dentro em 40 dias mesmo estando
incbado ; macolla nova a 2*0 rt. a libra : o preco de
todos estes remedios he mui rszoavel e os bons re-
sultados da sua applicacio heqnedevem fazer a sua
apologa.
= Vende-se urna negra de naci, idede de 20 a 22
annos, tem icios oem achaque! deojfl|fcdfde alguma ,
perita costoreira e engommadeira,*! fcm cotmba o
diario de urna casa; prefere-se pomprl Jipara fra da
trra, e o motivo te dir a quem flnzeT-comprer:
tratar na Lingoeta, por cima da lija de barbeiro, no
segundo andar.
= Vende-se urna escrava parda, de 22 annos, boa
figura, engomma, cose chSo, cozinha lava de labio ;
duat escrava de nac,io. de 18 a 24 annos, orna dcllis
cozinha, lava eierve bem urna caa, e outra he ptima
quitandeira ; um moleque de naci Angolla, de 14 an-
nos, linda figura ; um eseravo da Costa, de 2B aonot,
prjprio para carregar ealenquim ; e urna cribla de
24 annos, engomma, cose, coiinha e lava : ni ruadas
Cruzei n. 23, segundo andar.
Tambem se vende
novo rap, ebegado de Lisboa, na loja de miudezas do
Fortunato, na praca da Independencia, ero botes, i
4>500rs.
= Vende-se uns ttulos de divida ; quem quier ne-
gociar, dirija-se ra da Cruz, armazem n. 16, -fallar
com o caixeiro du mesmo armazem, das 9 horas da ma-
nhia as 4 da tarde.
Vendem-se 5 escravos de necio, de bonitas figu-
rai. entre elles dous moleque da idade de la a 18 an-
nos; seis esclavas de naci de 14 a 28 annos, todaa
com habilidades e de muito boa conducta ; na ra Di-
reila, n.3.
= Vende-se urna preta moca, boa cozinheira ; um
preto de bonita figura e moco ; na ra do Queimado,
a. 14, lereeiro andar.
mm Vende-se urna escrava de naci, moca, muito
sadia, perita engommadeira de vestidos de senbora e de
toda a roupa de bomem, lava de varrella e sabio, coi-
nba e fez todo o arranjo de urna casa com teda a perlei-
cio; no pateo do Paraizo, n. 23
Vendem-se, no Aterro-da-Boa-Vista, loja de fazen-
dasn. 10, cortes de vestidos, tanto de cassa como de
chita, dos mais delicados padrdes, a 3,500, 4,000 e
4,500 rs : na mesma loja vende-te um sof, 12ca-
deirat, 2 bancas'de Jacaranda, 1 cadeira de bataneo a-
mericana, e urna prcio de louca em bom estado.
a Vendem-te 7 escravos, sendo 2 negros e 1 mula-
to earreiro, 3 negras e 1 mulata, boa engommadeira,
e lavadeira, todos proprios do aervico de cesa e de cam-
po ; na ruada Cadeia do S. Antonio n. 25.
s Vendem se taccas de mitbo oovo ; na ra da Ca-
deia du Recife, armazem n. 8.
Vendem-se tres pardos mocos, e proprioa para to-
do o servico, sendo um delles earreiro ; quem os pre-
tender, dirija-se ao Recife, a Juio Jos de Carvalbo
Morase.
= Vendem-se uvas muscateis, brancas, na ra do
Rozarlo da Roa Vista, n. 2.
Vende-se urna escrava moca, de bonita figura,
engomma, cosioba, lava de varrella e sabio, e be muito
boa quitandeira ; duas ditas de 22 annot, propriet de
todo o sei vico, mesmo para vender fa muito boas figuras ; urna mulatinba, e urna negrinba,
de 12 ancos; na ra largado Rosario, o. 46, segundo
andar.
Vende-se a muito boa venda n. 3, na Camboa-do-
Carmo, que foi do fallecido Lourenco Joil'erretra;
vende-te por ser de muita necetsidade ao deno fazer
urna viagem i Babia: quem a pretender, dirija-se a
mesma.
= Vendem-se camas marque/as, cadeiras, bancal,
toucadores, mesas de meio desala, commodas, tudo de
aogico, commoda de amarello, camas de dito, cadeiras
de angico para menina, tudo muito perfeito, do melbor
gusto, e por prego commodo ; na Camboa-do-Carmo,
n. 8.
Vende-se urna cama de condur, para casal, poi
20000 rs., na ra Nova, n. 58 ; assim como sola,
couros de cabra e bezerro, tpalos para homens, mulhe-
res e meninos, e um resto de faaeodas, alguns livrot, bi-
coi Imneos, de largura de 3 a 4 dedot, etc.
Fugio, no dia 5 de agosto prximo paisado, urna
escrava de nome Marcellioa, de naci Cabinda, alta,
cara comprida e lea, pe's bastante grandes e mal feitoi,
de 35 a 40 annos, pouco mais ou menos, peitot peque-
os e cabidot com o cabello preto, e do buracos dos
brincos graodes : um preto de nome Paulo, de 50 a 60
annos, baiio, pernas arqueadas e potroso bastante, com
alta de quasi todos os denles, anda aeropreencostado a
um pao ; quem o pegar, os levara' a ra larga do Ro-
zarlo, n. 46. segundo andar.
Fugio, no da 2 do correte novembro, um negro
de naci, mas que perece ter crioulo, altura regular,
sem barba, com falla de deules na frente, teccodocor-
po, bracos e candas finas, ero ambas ai canellai tem
cicalrites, que lorio de feridas de bobat, be muito la-
dino ; chama-ie Juio: roga-ie todatat autoridades,
se dignem lazer prender, e nmetter i tua Sra. D Cuns-
tantina Jacinlba da Motta, viuva do fallecido Manoel
Antonio Oe Almeida, moradora na ra estreita do Ro-
zarlo, legundo andar, n. 30.
= Vende-ae urna cama de armacio, do ultimo gos-
lo, muito bem acabada, de goncalo-alves de superior
alvura, por preco commodo; na ra da Florentina,
loja de marceneiro, delionte da cocheira.
= Vende se o diccionario de Muraei, da quarla edi-
tan, em muito bom uso ; na ra Nova, n. 58.
= Vende-se uuia casa, no becco da Camboa-do-
Carmo ; na ra Direila, n. 81.
Vende-te urna preta de necio, muito trsbalha-
deira, ptima para o i rtico do campo, por ter muito
lorcusa ; a vista do comprador ti- dir o motivo, por qu;
se vende : na ra Direila, n. 120, ou na ra da Praia,
n. 3.
=* Vende-te nm relogio de tala, de botar em cima
da meia ; quatro ceiticaes grandes de lati; quatro or
namenloi do padre, piopriot para celebrar missa; tam-
bem se troci quatro imagene, urna das Dores, urna da
Lonreicio, urna de S. Jos, e urna de S.Antonio; a
tratar no pateo da Santa-Cruz, loja de funileiro, n.14.
== Vende-te urna esc ava, de 18 a 20 annos, com al-
gn! habilidades ; n* ra da Cadeia -Velha, n. 26.
Vendem-se dous esclavos, de idade de 25 a 30
annos, sem vicios ou achaques, proprios para o servico
do campo ; o motivo da venda be.ter de retirar-te seu
senhor: tambem se vende um cavallo ros.lb o foveiro,
bom carregador baixoe meio, tudo por preco razoavel;
no Aterro-da-Boa Vista, n. 26, primeiro anclar.
= Vendem-se 4 escravat mocas, do^b-oas figuras,
coiem engommioeeozinhlo; 4ditasboat quitandei-
rai 1 mulata de 32 annos, boe para oler ico decaa;
urna dita de 15 annos, boa para ior Wcra-
vot boni para todo otralalho, do csWi 1
dito bom offieiel de pedreiro ; 1 mam ("an-
nos. bom para pagem ; na ra do Creip 10. prl nei-
wm Vendem-se aljofaret dos, luspebtorios ele
de seda.ceniveet finos de duas olbas.lheiourit
de costuras e de uobas, trancelim de borracha, a
rendas franceies, faoat e garlos de cabo f feto. Miserea
de catquinha per aopa, um relogio de uro de elegan-
te gosto e superior qoalidade; na praca cia, o. 5. ,
Vende-te um cavallo, muito carregador e ettra-
deiro ; na ra do Queimado, loja n 17.
Vendem-te 2 quartolas, que servirlo de azeite ;
assim como dous flundres, com medidas : na ra Nova,
n. 16.
= Vende-se urna casa terrea, no becco de S. Pedro,
com cozinha fra, tcescamarinhas e dus salas, a qual
rende dez mil res por mez ; diiijio se 6 ra dsiTrin-
cbeirai, casa do escrivio Guilberme, que io dir quem
vende.
am Vende-te um esoravo crioulo. possanto, de meta
idade, de bonita figura, proprio para todo o servico,
tanto do campo como da praca, be ganhaoor de roa ;
os pretendentedirijio-ie i ra estreita do Rosario, o,
30, legundo andar.
Vendem-se bicos finos e largos, proprios pira toa-,
Ihai e vestidos; na roa do Nogueira, n 27.
Vende-se um moleque crioulo, d* 9 annoi, boni-
ta figura, sem achaque algum; no Atterro-da-Bo-
Viila, n. 46.
Vendem-ae gravatas da itm preto a 800 n., pla-
no preto e azul a 2.500 n. o covado cesi mires de gos-
to moderno a 1,200 e 1,400 n. covad o ; na ra do
Crespo, n 1.
Vende-se orna comente, psra garguntilha, de ou-
ro de lei, peanlo 24 '/ wtavat, un editar com uro
corceo, com 8 oilavas; uro cordao coin 4 oitavaa, saetf
fetio ; um aderaco Je pedrea pretal guarnecida de ou-
ro, o mait moderno que i oa; um par de argolles cota
doui diamantes ; na ra des Trincheiras, n. 18
=- Vendem-ie o novo jornal A'IUstraftto-,
em grande, formato, com estampas, publicado em Lis-
boa todas as Dimanas, i razio de 5,000 rs. por anno ;
tendoja ebegado 6 nmeros: na rus da Cruz, botica
de Lu/ Pedro das Neve, n. 47.
- Vend-te umeandieiro de bomba, detret luzes,
por preco commodo ; na rus das Crasas, n. 39.
= Vendem-te 3 eteravot, tendo urna preta, um
moleque e um negro, d bonita figura; na ra Bella,
o.28.
REIS 38oo
A' bordo do brigue Le5o alqueires
pela medida velha.
Vende-se farinha de mandioca chegada
ltimamente de S. Catliarirta de-superior
qualidade tanto em gosto como*na cor, em
porcao e a retalho : os pretendentes diri-
jao-se a bordo do mesmo brigue, ou ra
da Cruz n. 54t ou ra de Apollo arma-
zem n. ai.
Vende-se azeite doce para luz a
36o ris a gnala, e oleo de linhaca a
280 ris, e botijas a 1^900 ris o galo :
110 pateo do Teico, n. 7.
-- Vende-se urna negra de'
naco, com um filho, a negra de
22 annos, e o filho de quatro
annos, a qual sabe cozinhar sof-
frivelrnente, boa lavadeira e mui-
to sadia, sem vicios alguns ; ven-
de-se por seu senhor se retirar
da provincia: no Mondego, so-
brado do Sr. H. Pope Giro.
Escravos Fgidos
Deaappareceo, do filio do Arraial, do abaizo asig-
nado, no dia 2 do crreme, um escravo ainda bucal, de
naci Costa, de nome Francisco ; levou camisa de
estopa com om remend nai costas, e ceroulai do mes-
mo panno, coro um chapeo de couro (de Saltanejo) ji
machucado na cabera ; be de estatura alto, e barbado ;
quem delle touber, ou o pegar, leve ao abaizo attignado
no dito litio, ou ni ra das Floret o. 23, quesera re-
compensado. Jotti Antonio Coma Jnior.
= Fugio, no dia 29 de paitado, um negro de afio
Congo, por nome Domingos, be baiso e decorpo pro-
porcionado, tem 01 denles abertos na frente, e urna ci-
catrt em um dos lados da cabeca ; levou camisa de
bnm, calca de ganga aiul e co'ete muito comp'ido:
qiiem der itvlle noticia, ou o levar ao Aterro -da- Boa-
V istan. 26, teii bemrecompemado.
No dij a do correte novembro
fugio um negro de naco, mas que paie-
ce crioulo, altura regular, muita barba
denles podres na frente, nao muito pre-
to, e he muito ladino: chama-se Iho-
maz. Roga-se a todas as autoridades se
dignem fazer prendel-o e remetter a seo
senhor Manoel Caetano Soares Carneiro
Monteiro, morador no Aterro-da-Boa-
Vista n. i5.
|eRH. J t

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