Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05899


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Full Text
Annode 1843.
Sabbado 35
0 DIARIO publca-se todos os das qne
n.o forcm de guarda: o preco da assigna-
Tura he de 4/i5. por quarlel paoo artitnta-
rio O annuncios dos aisignaiiles ao inse-
ridos a ra*5o de 20 ris por l.nha. 40 rs em
ivno difireme, c as repentes pela mettde.
rts nue nao forem asslenantes pagao 80 rs.
dor liuha, e 160 em typu d.fferente.
PHASES DA. LA NO MEZ DEOTUBRO.
i a nova a 1 as 8 h. e 39 min. da manha.
h cen'e a8 as9 h. e 13...utos da ...an.
, ki. IS as7hor. e 37 min. da man.
lZgo^e\%l>^or. e m. da arde.
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Goianna, Parahyba, e Rio Grande do Norte
Segundas e Sextas feiras.
Cabo, Serinhaem, Rio Formoso, Porto Cal-
vo, e Macey, no 1. 11 e 21 de cada mes.
Garanhuns e Honito a 10 e 24.
Boa-Vista e Flores a 13 e28.
Victoria as Quintas feiras.
Olinda todos os dias.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira aos 30 min. da tarde.
Segunda aos 54 minutos da manhSa.
de Outubro.
Anno XX V. DAS DA SEMANA.
20 Secunda S. Aurelio, aud. do J. dosurpli.
e do J. do C. da 2. v. do J. M. da 1. v.
21 Tor?a S.Vrsula, aud. do do civ. da
I.* v., c do J. de pai do 1. dist. de larde,
22 Ou.irta S. Cordula, aud do J do civ.
nt'l ''do J. de pai do2.dist. de l.
23 Quinta linio, aud. do J. de orph.
edoJ. M. dal. v.
24 Sexta S. Rapbael, and. do .1. do civ. da
I. v.| e lio J. de paz do I. dist. do lard.
25 Sabbado S. Crispi.n, aud. do J. do civ.
da 1. v., e do I. de pai do 2.dist. de t.
2(i Domingo S. Evaristo.
CAMBIOS NO DfA 24 DE OTJTVPRO. :
Cambio sobre Londres. 27 d. p. 1 j a G0 d.
Part 370 ris por franco.
i) Lisboa 120a 125p. c. pr. p. m.
Pese, de let. de boas tirinas 1 '/i P- '/ mes
(Juro -Onrns liesp.inholas 3I41IOO a 3l*ftHli
.i Moedade 8/400 vrl. I7400 a I7<7I00
.. de fi'400 nov. 17*1100 a I?fl0
>. de 40000 9rm .i W.VW
PrnM-Pal.iees .... 1/050 a 1/970
Pesos Columnares. 1#70 a U990
Ditos Mexicanos 1/931 a l.lXiO
Moedas de 2 patac. 1/760 a 1/800
Acedes da C." do Bcberibe de 50/M0ao par.
DIARIO DE PERltTAMBUCO
PARTE OFFSCUL.


Governo da provincia.
BXTEDIENTE DO DA 17 DO CBRENTE.
Oflleio A" cl.efe de polica, scientficando-o do 1.a-
ver oonoedidn Joaqun de Barros Crrela a demias!,
que pedir, d cargo de subdelegado do prroero dislric-
to da nidade da Victoria.
Dito A o subdelegad n da freg.ietia do Exu, rugan-
do, renuncie ao detej.. de dispensar-sc do u.n emelliaii-
la cargo, ondo sen terrigut o ten tornado recnmmen-
djvel, e eujo expediente muito snffreria nom a su au-
sencia e promeUendu-lhe inteir oonfianc da parle
do governo. Partioipou-se ao chcfo de polica.
Dilo Ao delegado do tero.o de Iguaraas, declaran-
do, que em onnsideracao sua represenUgo de 14 deste
mes vai mandar substituir, minuto antes, o tenonto
Francisoo Antonio da Fonseoa alvao, que te achara
ennarregado do cumulando do destacamento all estacio-
nado.
Dito A' cmara municipal do Sernhaim, signifi-
cando, que, ser o quarto distrioto do respectivo tor-
mo composto da fraccSo da fregueiia de Ipojuo, e no
harer all juil de pal, duve ella, o nao a cmara do Ci-
bo, dar as precisas providencias, para quo se proceda i
eleicao de niu tal funooionario. nos termo da lei pro-
vincial n. 134, de 2 de maio de 1844. Oflicio u-se
respeilo cmara municipal do-Cabo.
Dilo Ao vigario do Limociro, cnr.arregando-o da
administrarlo da otra da pintura e daorado da uapolla
da respectiva inalrit, oreado em 1:604/4CU rs. ; preve-
iiiiido-o de haver ordenado, que pela ibeiouraria das
rrndas provinciaes ponha-te desde j sua diaposican
nielarle desna qnanlia, eo reanle, qoando esliver ler-
minada a n.rsraa obra ; c inlelligenciaiidn-o, deque o
engeoheiro oro chefj a ir examinar. Cnmmuuicou-
se a inspector da thrsuursria das rendas prnvinciar.
Prlarin Reunimlo, para ftirinarcni un. commando
superior de guardas nacionacs, os municipios de Olinda
e Iguarasi. Nomeou-sc para commaiidante superior
interino ao tenenle-ooronel Francisco Honorio Reterra
dMeneies para inajure ajeniantes do ordens deste a
Regenerado Brasiliano da Brito Beierra de Mencies c
Antonio Ooiiradii de Aievedo Cavalnante ; e para capi-
lOo secretario gex.il ao ttaiemu Ma.iool Vieira da Silva :
n pnrticipou-se aos cliefet das logities de Olinda e fgua-
rast, e as enmaran municipal'* respectivas.
Dita Retomando n Francisoo Cnvalcenti Jaime
Gallan no posto de tenente-coronel clicfo do |irimeir<>
bnlnlhn do Iguarass, e a Joro Francisco de Furia Sal-
les no de inajor ronimiiiidanle do respectivo esquadrao.
Deo-ie por substituto ao | rimeiro o cidadn Manuel
Pereira de Momea, c ao segundo o capitn Bernardino
Candido da Ciinha UchiVi ; e pnrticipou-se ao chele da
legi&o de Iguarass e aos oomoAdos.
Dita Noiiirando para delegado do termo d> Brejo
o (eiienie-coronel Antonio Francisoo Cordeiro de Car-
valho.
dem do di 18.
Offirio Ao juit municipal c de dirrito interino da
enmarca do Bonito, declarando, que com a rnnibnaca
do art. 25 2.0 da 1*1 ... 261, de 3 de drxenibr de 1841.
con. flri. 200 3. do regulamente a 120, de 31 de
Janeiro de 1842, deerel.....143, de 15 de marco de
1842, e de 15 de Janeiro de 1839 avi.....le 9 de j..lho
de 1842 e 14 denovembro de 1S'|3, habilitar-se-h a
e cio posta no jmz de orphaos em uus a utos de inventario
O pal lilli.
Dilo A' Vrenlo Frrrrira Gomes, acensando rece-
bido o seu ollici de 11 deste mei, em que d parto de
hover entrado no exercieio do cargo de director do
cllegio .los orphaos de Olinda ; rernininendando o seo
maior telo e iiuidado na oJucacno dos i.iesmos orphaoa ;
e ordenando, lembro os meios quo mals adaptados Ihe
pareoerem a ouncccucao do roelhoraiiiento daquello es-
tabelecimento.
Dito Ao inspector do arsenal de marinha, antori-
sando a contratar com o enpilao do bergantim Ftiz-
Unio a condueo, para as provincias da Parahyba,
Rio-Grando-do-Nurte o Ccar, dos mantimentos. que,
fim deserem remeltidos para aquellas provincias, para
aqu Irouxen mrsmo bergantim.
Dito Ao oommnnilante superior da guarda nacional
deste municipio, declarando, que, atienta a impoasibli-
dido de seren agora feitos no arsenal de guerra o sinete
o a baudeira, de que precisa o tereciro balalhao da men-
ina guarda nacional, devo o seu commandantc ni.ind.ir
npronipta-lim, e a preen lar depois a respectiva onnla
para ser paga pelo arsenal do guerra; e ordedando.
previn.i o dito eonimaiiilnnie, que a faienda nao d para
cada bandeira mais de 70/000 rs. 0(Tciou-se res-
peilo ao director do arsenal de guerra.
INTERIOR.
O EQU1L1BU10 FE1U1MN0. (*)
VIH.
Seia diis depois da ultima apparicfio de Julio na quin-
ta de Rboniiy, desaenstumado aspecto apresenlava a casa
de Mr. Rob.ueaii. Desde pela i.ianbaa que amos e cria-
dos afanosos cunversavio aqu ealli con. cerlo ar de im-
purtaiioia. Trnlava-se de nada men* do quo de uui es-
plendido baile, que dava o notario real n sua numerosa
clienlella, ou por oulra qoarta parle da populacio da
c.dade, sem contar os arredores.
Apexar da difliouldade de completar em lempo os pre-
parativos do um baile era provincia, alienta a pouca des-
treta da gente que deve servir, gracus a Mina. Rubineau,
asoilo horssda nuite punha-se no vestbulo o ultimo
ca.xao de flores, e se accendiu na sala a ultima bugia.
A duna da casa patsou eutao unta revista geral em lodos
os aposentos, em ludas as mesas ominadas de refrescos ;
deo as suas ultima ordens aos criado, o veio senlar-se
no nie.o da sala, para gozar primeiro da bella visla. e do
eiccllenteeheiio, q,.B ne||a est.v derramade. Diicm
ale que nao contena de glorificarlo da sua obra no in-
terno-da casa, qu.i lamben, B.,lar ,| Tj, que xleri-
ur .itterecia, e que paris. mo so deseco ao paleo co-
mu ebeguu n.esmo a via publica, a fim de ter urna ideia
[') Vido Diari u. 238.
RIO DE JANEIRO.
DISCURSO PRONUNCIADO NO SENADO PELO BXU Sn VS-
0'NCKI.I.ns KM A SKSSAO 110 1." I)B SP.TEMBRO.
O Sr. Vasconcvlloi : Sr. presidente, como nao
temos legislarlo alguma sobre crditos, e muito nos
prejudiquem estas faltas, eu entend que convinba a-
presentir alguna aitigos auditivo na discussao do cr-
dito, de que se trata. A doutrina, que eu julgo neces-
sario firmar em lei sobre crditos, he pouco mais ou
menos a seguinte.Durante s icssOes da assemblea
geral legislativa, o governo nao pode abrir crdito al-
gumsenao do caso deque a providencia, que se tenba
em vista, seja mallngrada pela divulgarlo do segredo.
He pouco mais ou menos a doutrina deste artigo addi
tiro, quo oflereci na sessan passada. O governo nao
podar fazer despezas superiores t decretadas na lei do
orcamento, ou nella nao previstas, excepto o caso da
necessidade do segredo. V, portento, o senado que
eu, ainda mesmo ns pretenda das cmaras, autorisoao
governo a exceder o crdito, e a crear verbas novas no
orcamento, quando seja necessario o segredo para o
bom xito da medida, que elle tiver de executar. Nao
ha, pois, disposicio alguma, que ullereci, oilensiva da
acco do governo ; o artigo sddilivo funda -se nacoos-
lituicio do estado, porque a constiluican do est ido or-
dena e incumbe a assemblea geral o fxar a dospea pu-
blica, ecomo nos crditos se lisio despezas publicas,
be evidente que em geral, conforme a constituicao do
estado, nao pude o governo abrir crditos, nao pode
lazer despezas superiores A decretada no orcamento ou
nelle nao previstas ; mas, como toda a regra tem sua
excep(io, pude acontecer que, durante os trabalhos le-
gislativos, se sinta a necessidade de providencia, que
seja mallograda, se ebegar ao conbecimento do publico;
porexemplo, se for necessario dispor-se o governo pa-
ra urna guerra ; neste coso, eu enh mo que a consti-
tuicao niesina autorisa ao governo a adoptar es medidas.
que forem approvadas a salvar o paiz, se a me orcamento nao Ihe ministrar os meios necessarios. Na
ausencia, porm, das camacas, nos inlervallos das ses-
ns, he minhii opiniao, que o governo potsa abrir os
crditos, que forem necesarios por emerg'DCis decir
cumstsncias imprevistas e urgentes, ou porque as des-
peas, de que se trata, pertencem classe daquellas, que
sao por sua nalurea tao voriaveis, que no podem ser
bem apreciadas, e por consequencia definitivamente fi-
jadas. A minba doutrina, pois, eu o repito, nao pre
judies a accao do governo, nao intorpece a administra
c- no faz mais do que regular o arbitrio, que de-
ve o governo l>| eu casos taes.
Essescrditos, en endo eu, que devem, logo nos oi-
to primeiros dias da sessao legislativa, que se seguir a
sua decretaran, ser submstlidos a apptovsco do corpo
legislativo, reunidos em um projecto ; porque, em
verdade, este projecto altimamonte adoptado pelos ul-------de que se servia este rogulamento, quiesse signi-
ila figura que fatiao ludas canas jnnella orgnlhiisas d'es-
plendor ao lado das suas vergoi.hosas e obscuras visi-
nhas do resto da ra.
Mas leve ella em breve derecolher-se, porque o povo
miodo de Mants coniecava a entolhar as aproximacfirs
da morada do notario; quee.n tod a parlo ambiciona*!,
us pobres lomar a sua parir, por pequea que seja, nos
praierea da opulencia..... He raro que se nao amuiitoem
em redor da casa do rico, que se aprsente de repente
Irnjada de gal..... A bulla, o mnvimentn, as carrun-
gens quo w cruzan, ns vestidos ainda em sua virginal
frescura, furmau um espectculo que elles sabureao sen.
iocommodo e sem cerimonia, e Ihe dio occasiao a exer-
cer o seu talento satyrico e cioso. |Nas provincias espe-
cialmente, onde 8.1o menos communs scrocllinnles so-
lemnidades, e ondo lodos se cunhecem, os observoces
da multidSo lem algoma vez mu sal o urna opportumda-
de, que dcsconccrtao mais de um convidado, e Ihes fa-
tem pagar caro a gluria du seren cunladua entre os
eleitus.
Ja alguna deslcs haviao passado sob as forcas cand-
nas do povo, o aposentos se enchino, a orchestra atina va
os seu instrumentos, e as quadrill.as comecavo a ar-
ranjar-se, So.nl-Aninnd er ja chegado, que Imuccra ero
sua cumpnnhia um.i vilho prenla, que muito Ihe que-
ra, e pansava ciu sua casa alguna dias da bella eslaco,
qu.indu Benedicto c Josrpliina se apresentrilo na sala,
indo esta, condutida por Mr. Rubineau, senlar-se ao la-
do de algumas damas, que no viran sem despeto insta-
lar-se junio a ellas uu.a pessoa, cujas grujas e belleza
nao pudiao deixar do icr talaes sua viaiiihanca.
Volieinos agora ao imsso nainurado, que dcixamos fu-
gitivo da casa de Benediclu. Desdeaquella ultima entre-
vista com a dama dos seus penianicntos vivara elle coi
ILEGVEL
limos ministerios de pedir na mesma sesjso tres crdi-
tos, como na presente sessio acontece, so pode servir
para confundir causas claris, e tornar muito dillicil a
apreciacao da marcha do governo. Eu quero lamliem
que se estaheleca nesta lei, como esteva | na lei saqua-
rem de 1843, que as quantias concedidas por estes
crditos s podem exclusivamente ser empregailas as
depezas, para que lorao pedidas, o que nao fique ao
arbitrio do giverno emptega las em objectos diversos.
O governo muito de proposito supprimio este artigo da
lei sanuarema; a lei saquarema exprimase deste mo-
do. Decreto n. 313 de 18 de outubro de I8i. art.
4.(/). Este artigo foi supprimido na proposla do
glorioso 2 de fevereiro do grande partido nacional. I*a
rece que o governo se considera com euloridede pera
empregar as quantias deste eiedito nos objectos, que fo-
rem do seu agrado, hesemduvida um absurdo sema
loante disposicio, ou semelhante marcha ou procedi-
mento porque, se o que autorisa o crdito be a emer-
gencia de circumstancias extraordinarias e improvistas,
romo se pode deixar de satisazer a essa necessidade pa-
ra ir despender o dinheiro em objectos diversos ? Por
inleresse mesmo da medida, o governo te devia consi-
derar tolhido de odopter as providencies que elle tem
adoptado, porque, a pezarde expressa disposico desta
lei saquarema, estes 1,200 contos, que o governo diz
no seu relatorio ter pago at all, lorio todos omprega-
dos em pagsmentos diversos dos quo a lei determine, i
em tees tmhsracosso tem visto o nobre ministro de a
senda, que hoje nao nos fes a grace do apparecer, que
tendo-se-lhe pedido informacoes, na cmara dos depu-
tados, sobre a epplicecao dos dinheiros concedidos pe-
lo crdito saquarema, U ao presente n5o teve occasiao
de dar inlormaco algume a cmara dos deputaJos. He
esta em geral a minha doutrine sobre crditos.
OSr. ministro de fazenda, na sessio passada, op-
poz seso meu artigo additivo, declarando que nao ca-
ba na lei do crdito, que era ceso nunca visto apro-
sentarem-se providencias taes cm urna lei de crdito :
mas parece que o senado nn pode adoptar a opiniao do
nobre ministro da legenda, que n8> pode ter oulro re-
sultado, que nao seja de-fazeruio-nos do medidas tao
indispensaveis. como seja esla, marcando a maneira
por que-se devem abrir os crditos, e como clles devem
ser despendidos. Nos nao lomos lei alguma, que mar
que a nalurea, forma e e qualidade dos crditos;
nenhuma temos nos, mm anterior constituicao do
estado, nem posteriora ella: e nio haver necessida-
dede regulerests malerie ? Eu o julgo de absoluta ne-
cessidade, porque lodos os governos, mormenteem-
quantn as cousas n5o estin regularmente assentadas, se
\em na necessidade de derrelar crditos, o de os pedir
tamliem ao corpo legislativo. Se mis nao temos lei al-
guma. que marque a maneira porque o governo deve
desempenbar este dever, ro sei porquo bu de ser rejei-
tac'e a minba emenda, urna voz que se nao trata de de-
monstrar, que elle contm erro, que elle pea a admi -
nistraco, que ella nao he fiscal, que nao pode preen-
cher os fins a que se propOe.
O nobre ministro diz: onde se vio urna lei de crdi-
to apresentar ailigos, qu presrrevem a netureze, a lr-
ma e osempregos, que devem ter os dinheiros desse
crdito? O nohre ministro he muito isquecido, he
necetserio a cada passo avivar-lhe a lemhranca ; sea
sua memoria o nio atraicoasse lento, nao seabalance-
ria a asseverar cousas (aes. No ha muilo lempo, que
o nobre ministro da fazenda nos apresenlou aqui um
reglamento francez, que ordena a prescripeao de di
vidas militares, e apezardeque nos Iho live>semos (ci-
to ver, com o devido catan ento, que S. Exc no ti-
nha euloridede pera decreter, que e pelavra marcha
iwii innpiii iiiiwiii ttttaattweMtstvatsj^
nina exaltac.iu febril, cojos signaes com inauditos es-
forcos encubra de seus pas. Eu son amado Son aina-
do de veras! I'alavras erSo que repeta a cada momento
com encanto, com delicias, e quo Ihe dcsperlavo mil
idti.is novas, ellie lancavSo n'alnia transporte cuja vio-
lencia quasi que deixava dolurosn nensnedes.
Algumas vetes so admiiava di. aun fortuna. Que havia
felu, se inlerrogava, para, apena considerado pelo
mundo, merecer a ttenc5o de nina mullier bella o dis-
tincta, dequem nada obtivera um boiiiem, que brilhava
un s, cicibile c nell.i era procurado, um Imniem de rafa
nobre, c cujas maneirns erSo de unin irrenislivel sedc-
elo ? Sabia pur certo que uiiiguciu como elle amuva a
Jotephina mas nao se dara por muito feliz de que Ihe
permitisse ama-la essa e.rcalura apurada o divina, tem
descer a corresponder a um pobre o miseravel rapat?
Itto era excessivo, e Dos, que Iho havin concedido tal
furlnna, era muilo justo para consentir que um homcn
vivesse muilo lempo sobre a Ierra nesta existencia d .-
lo inavciiluradon. Sem duvida, conclua ossim ns suas a-
morotas consideracues, en. breve morrerei esuiagado
pela mulla propria ventura.
S um pensfiaenlo, nico, mas cojo poder saenfra-
quecia ludo os das, oiubaciava por interrallo o brilho
de sua alegra. Alr.iicaiav Kenedicln, a quera como que
algumas vezes via erguer-se entre^elle o Josephina para
o aecusar de tanta perfidia. I', nao era emao o homem
lerrivel qual Ih'o pinlavo seus pas, que elle via i que
sua natural corngem o fazi pouco cuidadoso nos perigot;
era o bun.,o socegado, o iudulge.ilo Desronsis, que a sua
inaginajju Ihe moslrava descoi.snladn e triste, churao-
du, seu. pensar em vinganca, a sua perdida felicidade
pela falla de um amjeo.
A paixao porem, essa patencia mgica, quo ludu
ficer a compre dn gnnei-os e materiaes para a guerra,
apezerde que nos muito ini nio exercesse o seu poder at ao ponto de dar nova sig-
nificacao sos termos, e at aos termos estrangeiros,
|ue no oslan subjeitos a sua soberana euloridede ; to-
dava passou no orcamento o artigo do reglamento
Irencuz, que maree o lempo de presenpcio e o termo
marches tradutido pela maneire, que S Exc,
houve por bnm deliberar. Se, pois, S. Ecc. tributa
tinto ae.llmenlo a legislacio franceza, porquo nao ha
de edopter um oulro artigo ? Em Janeiro de 1833, o
ministro da fa'enda apresntou, na enmare dos deputt-
dos, varios crditos abertos na ausencia descamaras; a
commissio, a que loi suomettido este crdito, offereceo
algumas emendas, e na decisao deltas outras se spre-
sentrao; de maneira que a lei de 21 de abril de 1833,
que rnnlerio varios crditos ao governo francez, con-
tm artigos, segundo os quaes devem ser apresentados
essos crditos n isannos seguinte, e pelos quaes sede-
veo governo regular pare abrir os crditos, e a manei-
ra porquo os deve apresentar; e se Ihe he permitidlo
emprear as obras dos do capitulo desse crdito,
para outros desse capitulo, tanto nio he extraordi-
nario, e absurdo al, como pareceo a S. Exc, em
urna lei de crdito marefer se a maneira porque elle de-
ve ser eberto, apresentado e despendido. O exemplo,
que olTereci he de Ipgislacoa que o nohre ministro da
atonda tem alToicio talvet demasiada, be de urna ne-
cio que cm contabilidade nio tem sido ainda igualeda,
quanto menos excedida. No ha muito lempo que Ro-
heito Peel, um dos linmens mais esclarecidos do mun-
do, dizia no parlamento, que convinba importar na
Inglaterra o systema de contabilidade parlamentar
(ranee/.
Nos. digo eu, nao temos lei elguma, que prescreva
a maneira, pela qual devem ser apresentados e discuti-
dos os crditos, o he esta falta de legislacao, que sio
devidas muitas votacOes mesmo nesta sessio, quando te
tratou da lei do orcemento. V. Exc. est cerlo, que a
cada passo so dizia simplesmente : nio attendeis pos-
sibilidade de urna guerra : fornecio-se os meios ao go-
verno, que pode dar-se ocaso ue urna guerra, e o go-
verno nao pode estar desarmado. Ora, se j estivesse
consagrada s iloulrina da minhe emende, e as nostts
leis ji reconhieessem os cesos, em que o governo podit
ter crditos, sem duvids no serie o governo autorisedo
a despender antes de se apresentar a necessidade ex-
traordinaria de o fazer. Assim, quando eu ped (teobo
pedido trez ve/es. hei de tornar a pedir no outro crdi-
to, qu vem). que se supprimisse a verba, que dava
ai. governo 423 contos para a guarda nacional do Rio-
Grende-do-Sul. por isso que. ten lo sido (ixades ne lei
competente cm 15,000 homensas forcas do exercito, es-
li ji nella consignadas as quantias, que tambem se pe-
diio para as despezas da guarda nacional; respondie-
se : he verdade. que e loi fixou es (oreas em 15,000
preces de piel; mes pode ser necessario um numero
manir de (urcas, porque nos confinamos com estados
em agitacao, e convem estarmos preveoidos pera qual-
quer oceurrencia. Ora, se o governo estivesse ns eer-
(eze de que pele legislacao, e sobreludo pelas raides do
estado, he sempro aulorisado em casos taes, por emer-
eencies extraordinarias e impievistas, a abrir os crdi-
tos necessarios, nio teria assim augmentado tanlo oel-
garismo das despezas, como se tem (eito. V-se, pois,
que he de absoluta necessidade marcara maneira de i-
tirir, apresentar e despender os crditos.
Temos, alm disto, um exemplo des nossas leis do
orcamento; he neila. que temos marcado e maneira, pe-
la qual devem o- ornamentos ser feitos, o lempo,em qus
devem ser apresentados, cumo deve ser filada a recoila
e avallada a despeza, como devem ser (eilos e apresen-
:***,,' tijjmmmmamam
transforma, que destroe ludo o que a ofFusca e empece,
a paixao pnteni brevo o ardenle mancebo em estado da
repellir essas imagen, que o iinpoitnnavo, e Ihe agoa-
rao os prszeros, c do vencer escrpulos, qne alias s f-
tem brecha em mediocres sctilimontos. Do tal surte Ihe
oceupou Jotephina o pciisnmento, que Benediclu nao a-
cIhpo ah mais lugar; an promersas de un. amor inespe-
rado .i bsorvrao indas as suas faeuldades, amar era des-
de eni.'io a sua vida.
E todava, agora que ec aproximara o momento de a
tornar a ver, agora qup, cerlo do seu amor, s devia es-
perar di lia o enlato do seu olliar, e do seu aurrisu, he
que elle temia quasi tanto como desojara a sua visla.
Conceba temores loucos, na desconsoladores; inler-
rogava-sc, se era pussivcl o passado, se a ultima acea
da quii.i er.i nal, se havia ludo bem couiprehcndido ;
depois, ainda concedendo-se que sua cuntianca era bem
fundada, leinbrava-se quo para mostrar que nio era
muito indigno do aduravel destino quo Ihe luviao con-
cedido, cumpria prova-lo pelo teu espirito e pelo seu
eor.ie mi ; e ao coniparar-se com a sua ventura, receiava
niuatrar-se a baixo dola.
Depois pur nina transieran repentina, combinando-so
as suas idciasc.n sentidu uunlrario, vinhio-lhe assoraui
de vaidnde e orgulho, us primeiro que sentir depois
que aroava. Real era cutan o seu valur, pois que al al-
l paciente de acciu cstr.mli;>, so lomara agora activo
capaz de orna influencia uotevel o poderosa ,\.io era mais
um rapatitu que carece prolccc.au, porm im um ento
forte rm qucni outros se cuufijo, c quera se submei-
leiu E ub a influencia detlas consideraces elle se en-
direitava, marchava orgulhoau, cculcmplava-se em sua
gloria, e se luaravilbava da rapidez coro que te litera
honiciD. .


*. r
i

dos ao crpo legislativoos batneos ; he a lei do orca-
mento,quem temmareedo tudoiito. A analoga,pois.de
dircilo favorece'a minba emenda Nio se pode mostrar
na miaba emenda urna disposicio qualquer, que sejaof-
enaiva dsaccio do governo, que os meios necessarios para
preencher os devores, que a constituirlo Ibe impoz. Du-
rante a sesilo da assembla geral o governo nao pode
abrir crdito ; na ausencia, porm, des sessoes, o go-
verno pode abrir crdito : e em que casos pode ab'ir ?
Nos casos, em que se aprsente algumacircamstancia ex-
traordinaria, urgente a imprevista.
Eu elijo, que a circunstancia sja extraordinaria,
porque, se be ordinaria, ja o crpo legislativo a pre-
vio, e nio a quiz tomar em consideracio ; por conse-
quencia, nio ba no governo, em tal caso, autoridade
alguma para decretar tal despera. Exijo, que ella seja
imprevista, por rata mesma razio; porque, se j fui
considerada, se j loi meditada pelo cdrpo legislativo,
nio pode o governo, na ausencia dss cmaras, adop-
ta- la, sem que sejio ouvidas de novo as cmaras legisla-
tivas, pois que be um dos seus principaes objectos o fi-
lar as depczas do estado. Exijo, que aeja urgente, por-
- que, s nio be evidente essa necessidade de arbitrio, he
despeza, que pode ser fets em outra poca, e que as
circunstancias do paix nio exigen), que sejs fe i ta a des
peito da lei do orcamento.
Eis um caso de crdito; outro caso do crdito vorifi
ca-se com despeas, que nio podemos bem apreciar, que
por sua naturea nio podemos bem fixar, como despe-
, zas ern os juros da divida dos orphios, com os uros
da divida flurtuaale, as despeiss com os pensionistas e
com as aposentadorias, as despezas com ajudas de cusi
dos presidentes de provincia, com presos pobres, eou-
trss que o corpo legislativo menciona simplesuente. ou
orea spparentemente, senipre na ideia de que, nao sen-
do possivel avahar as circunstancias, que podem occor-
rer, o goveroo fica autorisado para abrir crdito* para
satisfater a estas despezas; man, por isso mesmo que es-
sas despeiss s podem ser justificada', qusodo seapre-
sentio circumstancias extraordinarias e imprevistss, el
las nio devem ser applicadas senio aos objectos para que
slo destinadas, senio is circumstancias, ou emergencias
extraordinarias, urgentes e imprevistas; alias os credi-
t s iio transtornar as leis do orcamento, iio dar ao go-
verno a attribuicio de fixar a despeta publica, que a
constituidlo do estado s quiz conceder ao corpo legis-
lativo.
He sem duvida para admirar, que o governo tenha
supprimido neste projecto o artigo da lei saquarema,
que mandava applicar exclusivamente os dinbeiros de-
cretados no crdito aos objectos, para que erio dados :
porque motivo o governo supprimioda pmposla este
artigo? Eu folgo sempre de comparar os actos saqua-
remas com os actos da actual administracio.
O Sr. I'iesidrnte : Lembro ao nobro senador,
que o senado nio sabe o que sio leis ssquaremas.
OSr. \aiconcellos: He o decreto n. 313, do 8
de eutubro de 1843, que diz no art. 4.": O crdito
aberto pela preaente lei seri exclusivamente empregado
no pagamento das dividas de exeicicios findos liquida-
das at juabo de 1843. He o artigo, que est na lei a
que eu chamo saquarema ; e parece-me, que o senado
nio tem autoridade de obstar, que eu d a esta lei o no
me, que me parece razoavel, urna vez que nio seja
ofTensivo da dignidade do senado ; designo assim as leis
feitas durante as administrarles anteriores i do partido
nacional.
O Sr. Vergueiro: As leis sio do corpo legislativo.
nlo sio de partido.
O Sr. Vaiconcelln : Eotio as leis nio sio de
partido ?
OSr. Vergueiro: Sio do corpo legislativo bra-
sileiro.
O Sr. Vaseoneilloi; Muito obrigado ; no corpo
legislativo nio sio as maiorias, que decidemT
OSr. Vergueiro: Masas le* sio do corpo legis-
lativo.
O Sr. Presidente: Attencio queira o nobre se-
nador continuar.
O Sr. Vatconeellos : Bem, (ico certo disto.
Otsenbores sao do grande partido nacional, nio se
podem escandallar de que eu falle as leis soquare-
mas; s os Saquaremss be, que podem ficar di.idos das
miabas proposices certo he, que nio ha medida al-
guma fiscal, que a administracio queira conservar; quer-
se destruir ludo quanto possa tender a melborar a fisca-
lisacio do estado. Neste crdito supprime-se um artigo
fiscal, e supprime se porque j te teem feito despezas
contra o determinado na lei, porque j urna, ou outra
despeza tem tido applicacio diversa; por isso he, que se
nlo quer metter o artigo nesta lei: como se pode justi
ficar a omissio deste artigo? O mais be, que liquei per-
turbado ( risadas ) V. Ex chamou-meaordein...
O Sr. Presidente: Nio foi minba iotencio per
turbar o nobre senador.
O Sr. Vasconcellos: e o nobre senador tam-
bem me perturba, e eu nio poiso mais eofiar o meu
sermio [risadas.) Em fim be maia um triumpho para o
partido nacional, com quem eu me queria occuparal-
guma cousa.
Senbores. quero a discussio; oSr. ministro da guer-
ra a prnmelteo, disse, que eslava acabada a lei do or-
camento. Nlo sei como na lei do orcamento tanto se
declamou, tanta demora bouve, quando, em outras
esses, a lei do orcamento nio passava em meos de
3 metes, e mais; e esta, apezar de que se veio pertur-
bar a sua discussio, com essa historia da Cusi, que a-
qui bouve para se aclarar o que be claro, apezar ae que
tanto lempo se despendeo nessa discussio, aperar de
que anda nio ba dous mezes j se discuti a lei do or-
camento, j est approvada, e approvadas esto quao-
tas couiss se quizerio da legislarlo francesa... em fim
tudo passou.
Eu pretenda nessa lei apreseatar essas ideias sobre
crditos.
OSr. A. Machado : Era o lugar proprio.
OSr. Vaieonctllot: Mas como nio o pude fazer
oa lei do ornamento, v na lei do crdito, que be urna
parte integrante da lei do orcamento. Nesse artigo ac-
crescento {!(). Neste primeiro art go additivo, eu oe-
80 ao governo a autoridade para ibrir crdito durante a
sessio da assembla geral, mss proponho esta exerpe-io:
Exceptuio-se as medidas cujo bom xito depeoda
de segredo, eto
O 2 artigo additivo he concebido nestes termos (II).
Sio estas as emendas, que eu pretendo mandar
mesa.
O Sr. 'residente : Por ora estamos ainda na dis-
cussio de um artigo e emendas, o nobre senador acaba
de lr mu tos rticos elle* se hio de discutir depois.
') Sr. Vaconallos : Sr' presidente, todos estes
artigos estio muito bem expressos, eu devia apreseatar
o meu systema, e Le este ; he muito natural, que seja
rejeilado ; mas, para que se oio digs fallou, lallou e
nio apresentou ideia alguma, eu aqu aprsenlo a
ideias, equem as quizer discutir appareca Sei, que
ollas vio ser rrjeitadas, mas eu compro com o meu
dever oerecendo i considerado do senado as miabas
ideias sobre esta materia. Eu vou escrever a emenda e
artigas additivos. e manda-los mesa.
OSr. Presidente : Mas eu observo ao nobre sena-
dor, que ni podem ser discutidos senio succeisiva-
nienle. Ficio sobre a mesa.
O Sr. Vaironcelloi: Nem ao menos a excepcio ?
O Sr. Presidente : Esta, siui.
O Sr. Vasconcellos : Sr. presidenta eu devo
dar a ra'io, pela qual distinguo entre Iris saquaremas .
e leis que sio do graode partido nscional Quando os
fomos proscriptos quando so nos roubrio os hiros de
cidadiosbrasileiros qusndo sepuoio a nossa lealda
de, dizia se que nos eramos Saquaremas, que o go-
verno queria para si o nome do grande partido nacio-
nal ese nos iirogarlo todos os insultos, que se nos
quizerio fazer, Eu mo serv desss humilde denomi-
narse e assento que a minba humildade nio devese
'itr.inlmda. Demais ba muitas leis, que eu considero
saquaremas, isto be de difieren tes administrscri,
ue precederlo a do grande partido nocional, bei de
estar repetindo 23 de marco, 20 de Janeiro &e.i Uso
de um s termo qui exprime tudo, lei saquarema;
e quem pode oftVnler-ae com isto ? As leis sio feitas
pelo corpo legislativo, linguem o contesta ; mas ellas
foiio leitas pelas maiorias do corpo legislativo, que
apoirioessss administracSes que as pedirlo e pro-
pozerio. Assim como se designio as administrarles
por 20de Janeiro 2J de marco e pelo glorioso 2 de
fevereiro assim eu tambem denomino por esse termo
leis saquaremas as leis feitas por propostas dessas
administracSes saquaremss. Mas.se acaso, nesta minba
hulmido adopcio do termo Saquarema, ha alguma
dissonancia quefeieos ouvidos de alguem eu es-
tu prompto a retira-I.i prometi ao senado, que nao
usareimais delle.
O Sr. A. Machado : Hj eternisar dissideocias.
quando be necessarioacabar com ellas.
OSr. Vasconcellos: Eu nao trago este termo
para excitar aflecto algum cu o vrnpregu s para coo -
linuara ssseverar ao grande partido nacional, que
ainda estamos muilo humilhados, que anda somos mi-
seros Sequaremas que anda estamos privados de to-
dos os oossos foros de nossos direitos de cidadao e
anda pedimos de mios postas amnistas para os nossos
cumplices de lealdade obediencia aos nossos supe
riores.
elle seja posto na lei; para que nlo venha nma admi-
nistracio qne torne ephemern um artigo de orna li Ba-
nal, para qHO se no d esto inconveniente, fica estabe-
leridn em regra geral na lei : nio ha nooasilo maia pro-
pria do que esla para se tratar de semelhsnt materia, o
he para que Irateoioa de urna applicacio de principio
as regrae que eu nffereoo 6 demonstrarlo, e justifico
csaa applicacSn.
Eu j uiei do exemplo da lei franoexa : a lei de 24 de
abril marca as formulas, pela quaee ae devem aproaen-
lar ao corpo legislativo oa crditos, que o governo devn
abrir na intervalos das sessoes. Poder-se-h dierque
na legislaclo francesa nio ae observa a necessaria rrgu-
lardade? que nio consagra as rrgraa Ha conlabilidade
parlamentar? Se fossem estes artigoa ofterceidoe na le
do orcamento, appareceriin maia algumaa vosea, e
doutrina devena ser discutala : mae, Senhorea, o que
he um crdito ? oredito nio ho eenflo urna parte inte-
grante da lei do orcamento, he fixaoio do urna deepea
publica, uto he maia do que o complemento da le d.
orcamento. Pois, se o crdito nio he mais do qu
rompimiento da lei do orcamento, at pela raxio reco-
uheciiln pelo nobre senador, bem cabida nesta diseus-
ao a emenda qne uffereoi, porque vai completar a lei
do ornamento. En nlo quero embaracar a adopcio cln
crdito ; quem deaignou para campo da dtaenaaio a lei
do crdito nio foi o nobre ministro da guerra? Nlo diaae
elle que tinha al o preaente falto um grande aecrihVio,
quando se couservou silencioso em toda a discussio da
lei do orcamento, e que ae reservava para a le do cr-
dito ?
J disse que he-me indiferente a surte da emenda. O
quo eu qu-To he que os incus coasliiuinles (nom perdi
do nobro ministro da guerra) que os meus constituales
saibio que eu nlo percoa ocoai|o de desempenhar, pe-
la maneira que pnaso, os meus deverea i a surto da e-
menda, seja qual fr, he-ran indiferente.
Disse que o ministerio aupprirao um artigo, que de-
rlarava que nio pndia ser esie crdito empregado em
outro ubjecto, diferente daqnella para que fra dado,
por isso que era este crdito dado para oujealo deter-
minado. A lei do nrcamenlo nio consigna qiianlias para
despeina designadas, bem determinadas e precisaa ? O
governo nftu se julga autorisado a eoipregaras quantias
de ninas verbas para desprias de outras ? O nobres n-
ni.tros nao tersa asseverado, contra a ininha opiniio,
que se jnlglo antorisados pela lei a fuxer esaaa applica-
oca? Poia eolio aera a minha emenda um pleonasmo,
vista do que oa uobres mioistros nos leero nuaeverado.
apeiar de nos lerem lanas vetes dito quo seoonsidrrao
aulorisados n empregaras quantiaa de ninas verbas par
as deapeae de nutras, porque disem que ha una lei an-
nua (que j eaducou ; maaeinfini esll islo em moa lei),
que isso deterniinou para 43 a 44? !
Sr. jiresidente, o doutrina dessa minha emenda he
clara ; ha do aer rrjeitada, ">aa en enlendi que, roea-
oo para a gloria do 2 de fevereiro, deve ser casa a sua
sorlo, e eu lino muito salisfeitu.
(Oa Mercantil.)
acha para com ella. Mandou-se, que o procuradjo
apreseotasse o bataneo do ultimo quartel, para so poder
providenciar a respeit) do memorial.
O Sr. Ramos apresentou o rarecer de commissio so-
bre os requerimentos.viodos ds presideaois.de Rila Ma-
ris da Paixio, Maooel Ferreira Peixolo e Mesquita &
Dutra.Foi approvado e mandou-se informar oo raes-
mo seotido.
Forio enviados a commissio de edificaclo. para po-
derem ser informados presidencia, os requerimentos
de Elias Elizo Simplicio do Carmo, Antonio Luis da
Freitas. Luiz Jos da Silva Carioca, Jos Ignacio Pe-
reira Dutra, JoioMuoiz de Souta, Joaqun) Ignacio
de Carvalho Mondonga, Toaquim Elias de Moura, Joa-
quim Jos de Abreo Jnior, Theotonio da Silva Vis-i-
ra, Guilherme Patricio Reterra Cavalcsoli, Luiz da
Franca da Cruz Ferreira, Maooel Elias de Moura,
Antonio Brasilino de Hollanda, Venancio Pessoa da
Mello, Torquato Henriqua da Silva, Manoel Joaquim
^ no Reg, Luix Carlos da Costa Campello, JoioMau-
ricio da Barros Wanderley, e padre Domingos Ger-
mano Alfonso Rigueira.
Deliberou a cmara, que se lavrassem editaos para
arremataciodos rrndimentos da afcrieio e revisio, len-
do se por base o que reodeo o annno financeiro, pr-
ximo lindo assim como para aarrematacio dos talhos
dos acougues, excluidos os que (orlo concedidos a
Joio da Costa Villar.
Mandn, outro sim, aTixar edita!. e expr aoexame
dos iotaressados a planta justificativa dadessppropriaclo
do terreno do doulor Joio Ferreira da Silva.
O Sr. Oliveira requereo, que se pedisse ao Exm.
presidente da provincia a planta da cidade, existente
na secretaria do governo, para se conhecor, se alguma
alteracio foi feita na que te toba oo archivo da cmara.
- Approvado.
Forio despachadas as petiedes da Maooel Luis da
Veiga. de Jos Duarte Cedrim, de D. Tbereza Gon-
calves de Jess Axevedo, de Rota Francisca de Miran-
da, de Manoel Francisco Guimaries, de Jos Mara
Placido Magalbies, de Pedro Marcellino Ribeiro. de
Agoslinbo Jos Alies, de Francisco Antonio das Chs-
gas, de Manoel Concalves da Silva, de Manoel Jos
Vieira, de Manoel Alves Guerra, do procuradora me--
sarios da irmandade da Senhora Santa Aona.e de Fran-
cisco de Paola Lopes Reis.
Nio havendo nada mais a faxer-se, fechou-se a ses-
sio. Eu Joo Jote Fefeira de Aguiar, secretario a
escrevi. Mello Cavalcanti P. P., llamos, Oliveira,
Camero Monteiro, Dr Ntry da Fonseca.
PERNAIYIBUCO.
Oe si mesma se nutria nesses momenlus a sua vaida-
de, mas o sru natur.il tero euffeclunso para logo Ihe
fatia perceber a necettidsde de i-ommunicar a sua ven-
tura. Que nio dera elle para sua roii abrir seo aora-
Co, e dixer- Ihe quanl senli nesses termos fogosos,
que Ihe arudiio em borb-tio, eqtie nio liuha anidn a
arloiilria de pronunciar cm presrnc daqui-IU que lli'os
inapirava! F-rcado era pelo contrario aguardar em si
as suaa einocOes, a comer no peito lodo o seu prater.
Nenhiiin dos seus amigos, nunrrbos romo rile, era dig-
no dessa confidencia j quo nao poderia iienhnin delles
coniprchcodcr amor de lio elevada e itobr ordein.
Avancava entrelanlo a hura, e nlo podia Josephina
deniorar-sr multo t- mpo. Crrscia a rada miiiiilo a agi-
tacio de Julio. A gente que se npiul svn as talas per-
iniltia-llie fcilmente que se eaeapasse dos ollioa de seu>
paia, mas nlo era menos terrivel a sua agitncio, antea
tio trrrivel que em breve extingui toda a energa do
mancebo. E lio ricesiiva se tornou a sua debilidade.
queja receiava aer obrigado arelirar-ae por alguma jn-
Eata medida, que proponho, he propria do crdito.
Pede-se esto milito, lein ile se pedir outro, e nio ha
legislae.io alguma este respeiin, e nio convm dar n
preeeilo ao pe dn lei que tem de anlorisar eaae crdito "'.
Do que so treta nr-sle artigo He de applicnr a preeeilo.
mas psra ae tornar o prereitu effrctivo he preciso que
expresso o rffeito, de surte que quando a familia Dcaro-
nais entrn, tinha o mancebo lerceiro copo em punho,
e diriga arcoea degracas ao tnico, eiu que so lisun-
geava de han-r posto toda a aua confianca.
Quando Josephina atiavessava a san para ir aenlar-ie.
um iniiruiiirio di admirarlo se ergueo do recinto do
grupo oishculiuo da assembla : lodos os olboa se crav
rio nilla, e todos eiprimirio qual poder exercia em
lorno de si urna belleta lio singular echis de altrar.ti-
voa, Julio, arrimado i nina porl.i, limilou-se ao princi-
pio, nomo oa oulroa. a de*orarcom na olhos a joreo -i.i-
nia. O que rotan elle arnlin foi s orna rxaltoda arn>cl
de snior c rreoiihcrinient ; qoaudo porein os murmu-
rios da mullidlo o advertirlo de quanto era excei-aiva a
sua ventura, e quantotiiivejoaoa rata litera se fra co-
ndecida, lingio-lho a vaidade aquello primriro acnti-
inenlo, subirlo-lhe rabera novosfiimus, que se reve-
l.-v.io pela aua poelura urgulhuaa, e os arca do sea-
blanle.
CMARA MUNICIPAL.
SKSSAO EXTRAOHDINXntA AOS 10 DE OUTrBRO DE 184S.
Presidencia do Sr. Mello Cavalcanti.
Acbsndo-se presentes otsenbores Ramos, Oliveira,
Carneiro Monteiro e doutor Nery da Fonseca, (alian-
do com causa participada ossenhoret Reg Albuquer-
que e Reg Barros, e sem ejla o Sr. Cintra, abrin-se a
sessio, sendo em seguids approvada a acta da antece-
dente. O secretario deo conta de um ofilcio do Exm.
presidente da provineit, pelo qusl decrete a dessppro-
priaclo do terreno perlenceote a Joio Ferreira da Sil-
va. Inteirada, mandou que se remetteste ao procu-
rador para intentar o necessario processo.
Outro do secretario da provincia remetiendo leis,
Inteirada.
Outro do procurador da cmara, remetiendo urna o
formado do engenheiro em chele, sobte a obra da or-
dem tercera de S. Francisco. Mandou officiar ao mes-
mo procurador, psra nio continuar na queslio.
Outro do mesmo, pedindo, que se Ihe mande fater
la oca ment da quantia de lis 118j080.de protestos de
prevencio de trala e seis leltras de Caetaoo Tbeodoro
Antunes Villa?,!.Adiado.
Outro dj mesmo,sobre a cobranca do repeso. Man-
dou-se ouviro contador.
Outro do presidente do conceibo de tslubridade pu-
blica, remetiendo a rela(io das pessoas que alo volta-
rio, depoit de vaccioadai. Remetteo te ao procurador
da cmara.
Oulro, do fiscal de S. Jos, pedindo o pagamento
d'algumas vistorias feitas em edificios.Etigio-se io-
ormacao sobre o destino e resultados que tiverSo essas
diligencias. Mandou- se so procurador da cmara pa-
ra informar o requerimeoto de Maooel Rodrigues d'Al-
buquerque.
Foi apreseotado um memorial da viuva Cuoba Gui-
maries, sobre o estado da divida em que a cmara se
JURYDORECIFE.
QUINTA SESSA ORDINASIA.
Presidencia do Sr. doutor Rodrigues Selle.
Dia 24.
Reo Antonio da Barros.
Crime Furto de etcravns.
Advogido 0 bacbsrel Lourenco Avelino de Albu-
querque e Mello.
O reo foi condemoado i 56 metes de gales.
COMMEftCIO
Alfandega.
RENninnrro oo da 24............
...6:0UH2
IMPORTACAC-.
CHAM01S, brigue ingles, viudo de Londres, entrado
no corrento mes, cousiguacio de Mo. Calmont & C.,
manifeatou o segtiinte ;
700 latas com tintas, 49 eaixas queijos, 10 ditas afo ;
a Fox Brothers.
300 barrise cervrja ; a Chrislopher Donaldson.
50 oasas queijos ; a M. J. R e Silva.
1 fardo hiendas de algodlo, 2 eaixas de typos, 2 ditas
nieiaa de algodAo a F. Robilhard.
3 barricas tintas ; a G. Kenw-.rtliy & C.
I volumo seinenles ; a ordem.
50 barriraagrata ; a J. Crabtree & C.
3 oaixas estatuas ; a Lslhain & Hibbert.
488 canos de ferro ; a roinpaubia de Rcbiribe.
10 barra barrilha ; a J. Rainoa de Oliveira.
40 eaixas queijo, 1 embrulho ignorase ; a J. O, G'
Oliveira.
Geral999j39J
Consulado.
RENDIHENTO DO DIA 23.
Provincial75#057
Hovimento do Porto.
, Saboreava assim praseres de diversa natureta, e ac
*;^S"-' '""" fur,un,n ". quea-|prep.rava a ir faxer.-s seus comprmanlos Mina. Dea-
ronas. quando urna volque Ihe excilava puiiea svmpa-
ihia Ihe dirigiu astas pala vras:
quilla noite Ihe jinnicius.
Felizmente passava por all eolio um criado qnooon-
dusia urna bandeja cubera de refrescos. Julia s beba
agoa, urna ou duas vesrs percal em sua vida havia expe-
rimentado o rrFeito qne acompauba a abaorvicin das be-
bidas espirituosas. Impellido pelo que elle suppunha
jnspiraciuniaravilhoaa, Iravou de um copo de ponche
queme, e na eaperanca de rollocar-se ao nivel de aua
siiuacio, vasou de um trago o copo, curioso de verifi-
car a t Airara de um remedio que arabava de descobrir
sem o sorenrro de Mr. Tbomaaaon.
Nio podia o resoltado ser mais satisfactorio ; do que
encantado Julio repeli a dsa. Foi dcsla ves ainda mais
Oh le ba.....le, Sr. Robinrau. Desde que che-
guei que o proeuro, para aperlar-lhe a mi.
Julio tontn a si, pos o oopo anda cheio aobre a cha-
min, r vio seu lado o conde de Saint-Auiand. A di'S-
peito de seu genio affeotnoao, senta prloeasquilh nJjB
ri'pulalu insliiirliva, que auOiririileiurnie ciplirnvio
suaa respectivas pusiers. Menos hbil que n rival em
dimninl.ir os seus peiisamentoa, e demais ajudada peale
muiueniu pelo puuclie a aua ingenua franqoea, inani-l
Quixcra lambem diicr Iho urna palavra, prosegu,,
o conde sem de nada dar-ae por aehado. Oraahilem,
cu son franco quanto posso ser. Em quant.. jolguei po-
der dsputar-lhe a victoria, lucle contra o Sr. o que
era natural. II je leva Vni. decididamente a palma. De
bom grado me retiro com a esperauca que ao menos me
conservar a sua amixade.
A ala imprudente allusio, esta cuufissip do conde
de sua propria derrota, estas palavras quelanto peue-
travio nos arcanos de seu erario, Julio Scou atlonilu.
Mas ainda que auaa imprudenlea libacrs oumrCassem
j i a influir-lhe sobre o cerebro, leve anda bastante pre-
sencad'espinto para esquivar-se.
Mo ., enlendo, ineii Sr. disse elle.
Conhe^o muito a sua auperiur intelligenoia para
lo ealar certa d contrario, replica o conde oom a mais
aiuigavcl exprsalo. Por arria nio espere que me ex-
plique eu mais claramente. A final, agora que nada mais
tenlio ijiie envolver-me niela, dui-lhr parabrns muito
sinceros: he um bello curare, e Vro. ha dr ir longe.
__ Oigo-lhe que o niueiitendo, repele Julio sulfura-
do da mprudeucia do casquilho. r icio poder ao mes-
mo lempo defender-sr de upi violeoto acresso Je vaida-
de, ao ouvir taea felicilacOea, muito mais sendo da boc-
ea de mullante rival.
Ora, ja vejo que o Sr. ainda desconfa de mira. Nio
em raslo ; mas desculpo-o, o lempo Ihe provar mi-
nha lealdade. Entrelanlo de novo o felicito, nlo ha hi
um horneen que nio dae o sen sanguo em troco daa
ernaa palavras. que Ihe esto reservadas ncati imito.
Adeoa, Sr. R-.bincau.
K afaitoo-se.
Navio entrado no dia 23.
Camam; ludias, escuna brasileira .Voto Deslino, de
49 toneladas, capilio Joio Vlalaquias Barbota, qui-
mas lambem por outro lado a homenagem qne ae Ihe
renda forzosamente o lisongeava. J nlo era o seo u-
nieo e supremo praiei- o aer correapoiulido em aeu a-
roar, ao ver relirar-se huinlhadu o seu rival, de novo
reden ao orgulho. Seus olhos do ordinario meigna, ae
hincarn trimnphantes pela assembla, e como que ae
affligia da obrigar.o de encubrir i todas as vistas ura
senlimeiilu que era a fonle do laula gloria.
Quando ao elle vi., rodeado por alguna de seus ami-
gos, que no intervallo daa ennlra-daucaa ae reliravio i
parle para se communicarem as sentacoes que acabavio
do sentir, e u*io partirem de repente estas diversas
observacea do seu lado, andou-lhe verdadeiramente a
cabega roda
Que deliciosas rrealuraa! cxc.lamava um rscre
venle de advogadu conehegaudo os anuea dea cabellos.
Que niulherea guapas I diiia um amanuense da
prefeitura, rolando os olhos, acabando por fixa-los no
terlo.
Nymphas! Na adra! dxia um rapasinbo muito
novo, Icitor assiduo das Cartas a Emilio.
Raparigas de chpela I exclama rm fin o pequeo
rsrreveule do cari.-rio do notario, admiltido ao bailo
sob a expresas condicio de nlo falhar a urna cmitradan-
ca, e de convidar aa filhas de meroadorea urdiuariua, a
oulraa meucalhas.
Nao slo encantadoras? Repetera em choro oa r-
pales, depois de havereio rrpellido o eacrevenlrsinho
como indigno de figurar rm armelbanto oonipauhia, e
dirigiudu-se a Julio, que ai mesmo ae surria.
feslou no rosto o filho do notario o puucu praser quel Fiooo Julio mmovel no lugar. Eslava enyergnnha-1
lnccausara este encontr. |do, oscandalisava-se do que to bem o adevinhassem,|
(Cantinuor-sa-la.)
J


-
pagam 7, carga farinha ; ao capillo. Passsgoiro,
Jos Rodrigues Guimarles, Portuguez.
Savias lahidoi no mamo da.
Cabo de Boa-Esperance, brigue roglez Sultana, cs-
pilo Giles, corga assucar.
Ceari ; brigue-escuna braaileiro Deliberando, capitio
Jote Joaqun-, de Miranda, carga larinha. Passagei-
rot Brasileiros, Senhorinho Anlonio da Silva, com 1
escravo, Franciico Rodrigues de Lima Pessoa, Ca-
nulo Jos da Silva Lobo, com 1 criado, Joao da Coi-
la Femancley, com 1 escravo, e Jos Francisco Vi
ira.
Editaes.
O lllm. Sr. inspector da tbeaouraria das renda"
provinciaea manda ater publico, que, en virlude da or-
den) do b'xm. presidente da provincia, ira de novo
praca, para ser arrematado a quem maia der, o rend
ment das collectorias doi municipioaabaiio descriptor,
por lempo de 2 annos e 9 meses, a contar do 1.a de Ja-
neiro de 1816, sob as avahares annuaes segnintes :
Bonito.........................1:000.000
Flores.......................... 951.000
Boa-V isla....................... 527,000
Os licitantes,devidamente habilitados,deveriGcompa-
r-cer na sala das sesioes da mesma tbeaouraria, nos dias
17. ii)e2t de novembro proiimo vindouroao meiodia.
Secretaria da tbeaouraria das rendaa provinciaea de
Pernanbaco, 3 de setembro de 1845. O secretario,
luix da Coila Portoearreiro.
NIo ten do comparecido lanendores aos talbosdo
mugue das Cinco-Pontas nmeros 1, 2, 3, 4, 7,
11, 13. 14. lo, 16, 17. 22, 23. 24, e ao imposto
d'alericSo e reviiio daa medidas, avisa-se i quem con-
sier, que ditos (albos e imposto >8o oovamente em pra-
ca boje, 25 do crrante. Manad Joaquim do liego
e Albuqutrqut, presidente. Judo Jote Ferreira de
Apitar. secretario.
marcha, acha-sea carga para a eidadedo Porto: quem
nellequizer carregar, entenda-se com o ditocapilio.
na Praca, ou com seu consignatario Anlonio Joaquini
de Souza Bibeiro.
Leilcs.
= Kalkmann & RosemunJ (arad leilio. por intor
venci do corretor Oliveira, de variedade de la*endas
mgleas, trncelas, suissas e allemies, de seda, laa. I-
nbo e de algodo as mais proprias do mercado: quin
ta feira, 30 do correte, as 10 horas da manbia no
seu armaiem na ra da Cruz.
Me. Calmont & Companhia far leilSo, por in-
jervencio do corretor Oliveira de algumas fatendas
ingieras. para realisarem laturas principalmente de
urna porcSo de lindos lencos de riquissima seda pre-
tos e de cares para o pescoco da ultima moda e pro-
prios para a feata em lotes a vontadade dos comprado
res, assimeomode umcaiiiode coraes, ltimamen-
te cliegadosde Londres: quarta-eira 29do corren
le as 10 horas da manbua, no seu armaiem largo
do Corpo Santo.
ra de S. Francisco dita das Cruzes. praca da Inde-
pendencia ruadoCabug, dita Nova, Atlerro-da-
Boa-Vista al a praca de volla pelas mesmas ras al
o fim da ra do Cabug ras larga i eslreita do Ho-
rario pateo do Carmo, ra de Hortas a entrar em
sua igreja.
Quem quizer dar de dois al qualto eontos de
ris, com seguranca em predio. c. com os juros de un.
por cent, ao mes, pelo lempo de tres annos, recehendo
os joros mensalmente, dirija-se a ra do Fagundes, casa
n.7.que ahi so dir quem o quer; cujo predio be igual-
mente livre, e nesta cidade. /
Aluga-se o sobrado de um andar, na ra da V-
rscio, no bairro de S. Antonio: a tratar com Antonio"
de varios amigos, resolveo-sKI demorar por ora a sua
viagem para o Sul; entretanto fas seiente que rece-
beo um complotosortimenlo de denles aitificiaes de no-
va invencio ; tambem contina a limpar denlas), e
chumbar com ouroeprata e fas todas as maia ope-
races perlencentes a sua arte : na ra Nova o. 2 ,
segundo andar."
Aluga-se por preco commodo a loja e a cochei-
ra do sobrado o. 12 da ra do Aragao : a tratar no
niesmo sobrado.
LOTERA do theatro.
As rodas oesta lotera andio impreterivelmente no
dia 25 de novembro proiimo futuro visto ter-se rea-
Avisos diversos.
Det laracoes.
O arsenal de guerra precisa comprar o instrumental
aeguinle : oito clarinetas, urna requinta, ilous flautina,
um pislon, urna corneta de chaves, um clarim de har-
mona, duas trompas, doua trombones, dousof-elyds,
um jogo d pratos, urna cana de rufo e seus pertences,
um triangulo : quem eatea instrumentos quier Torne
eer, mandar traze-los, com suas propostas era carta
fechada, a d lectora do mesmo arsenal, at o dia 27 do
corrente mez.
Directora do arsenal de guerra, 23 de oulubro de
1815. No impedimento do escripturario, o amanuen-
se, Judo Rea-do da Silva
O brigue Anna Con ra a Babia hoja as 11 horasdoia.
=Pela presente sio novamenle convidados ossenbo-
res accionistas do tbealro publico desta cidade, psra
virem realisar aa acedes, que subscreverio para a edi-
ficacio do mesmo, em casa do theioureiro Jos Rsmos
de Oliveira.
Companhia di Bebirbe.
Os Srs. accionistas da companhia de Bebiribe
queirio realisar urna prestarlo de 4 p. c. no praro de
30 das, contados desta data em diante. Escriptoro da
companhia. it de oulubro de 1848. O secretario,
B, J. Fernanda Barios.
ivisos martimos.
Para o Ass segu com muila bievidade o ber-
gantim Deoi-ti-Guarde, para onde recebe carga a fro-
te e passsgeiros: os preteodentes podem tratar na ra
da Cadea do Hecie armaiem n. 12.
Para o Ass segu viagem em poucos dias o
bergsntim nacional Fiel. capillo Manoel Mareianno
Ferreira : quem no mesmo quizer carregar, ou ir de
passagem dirija-se a ra do Vigario, o. 23 a tratar
com seus consignatarios Firmino J. F. da Boza &
Irmo.
Para Lisboa segu viagem com muila brevida-
de o bergantim Tarujo-Primeiro capitio Manoel
de Oliveira Faneco : para carga e passsgeiros, trata-se
com osconsignatarioa Firmino J. F. da Roza & Ir-
mflo ou com o capitio.
Para Lisboa segu viagem a escuna portuguesa
Tarujo & Filkos, capitio Francisco Anlonio de Al-
meda : quem na mesma quizer carregar ou ir de pas-
sagem dirjase ao capitio ou aos consignatarios,
Firmino J. F. da Roa & Irmio na ra do Vigario .
n. 23.
~ Para o Cear segu, em direitura deste porto, o
bergantim nacional EcAo para onde pode receber al-
gum carga e passsgeiros : trata se com o capitio Ma-
noel Jos de Azevedo Santos, ou na rus da Cadeia do
Becife, n. 12.
Para Porto-Alegre e Bio-Granrle-do-Sul, sa-
nir, com muila brevidade, o patacho Olivtia : quem
quizer carregar escravoa a Ir. le entenda-se com Joio
^ ai de Oliveira na ra da Crui, o. 51 primeiro
andar.
= Para a Babia sai impreterivelmente no dia 25
do corrente, o brigue Anna e Consianca ; recebe
carga a frete commodo e passsgeiros, al o dia 24 :
quen. pretender, entenda-se com o consignatario Ma-
noel Ignacio de Oliveira, na ra de Ap lio, r. 18.
=Vende-se a sumaca brasileira Qualorze-de-Wo-
vsmbro, forrada de cobre : a Irstsr com Gaudioo Agos-
linho de Barros na pracinha do Corpo Sanio, n. 66.
A sumaca Sania-Mara-Hoa-Sorte pretende sa-
bir al 10 do me/ de novembro para o Aracaly : quem
quier carregar entenda-se com o mestre Jos Joa-
quim A Ivs defronle do trapiche novo ou com Vic-
torino Teiieira Leile na ra larga do Roiario n. 4 ;
P"is ja lema maior parte deseucarregamenlopromplo.
Para o Aracsty e Ceara asi uestes 4 dias a suma-
os Felicidad, mestre Jos Joaquim Duarle, por estar
quasubariotada; eso recebealguma caiga miuda, ou
passsgeiros : os pretendentes tratem com o proprieta-
no Antonio Joaquim de Souia Ribeiro, no seu escri-
torio da ru da Cadeia. caaa n. 18.
n.iTZkl*!* A,,M,J al 10 do mes, que entra, o
P, acno"via-sjia., deque be mestre Jos Joaqun.
Aives, lendo seu carregamento engsjado.epodendo re-
ceoera guma carga miuda e passsgeiros: os pretenden
tes traten, com Antonio Joaquim de Sou/a R.bero.
r..u. ""S*18 P"uguaz Primavera, capitio Jos
Urloa Ferretra So.res, forrado de cobre e de primeira
== Do porto da roa Bella furtario urna canoa de car-
reira.com oletreiro na popaF/dr- do-/r/o,muito ma-
nera, com embonos e pintada nio de fresco : quem a
pegar e levsr a dita roa, n. 37, ser recompenssdo.
Quem liver ordem do Sr. J. L. Corris, de Parit,
para receber urnas caiiinhas de marroquim, entenda-
se com B. J. Fernsndes Barros.
- No dia 27 do corrente-, pelss 4 horas da tarde, no
porta do Sr. doulor uiz de orpbios na praca da Boa-
Vista, se hs de arrematar, a quem mais der, urna escla-
va crioula de idade de la annos.
Furtsrao. no dia 24 do corrente duas voltas de
Irancelim deouro com um ponteiro tambem de ouro,
do pescoco de urna menina ; qualquer pessoa a quem
for oflerecido entregar no paleo de S. Pedro so-
brado n. 1 que se gratificar.
= Aluga-se a casa grande do Cajueiro com o seu
competente sitio e vivoiro o sitio scha-se bem plan-
tado de pomar, um bello parreiral, e outras arvores
de fruto e a casa tem bastsnles commodos psra urna
grande familia e scha-se bem arranjada ; tambem se
alugio 4 casas no mesmo lugar, com bons commodos
psia se morar ou passar a festa, tendo todas banbo,
por se acharen) perto do ro ; adverte-se, que se alu-
gio todas juntas a um so alugador ou cada urna de
per si ; aluga-se mais urna olaria na Passagem-da-
Magda lena defronte da Capunga lendo barro den
tro para toda obra terreno para plantajes o pasta
gem de vaccas : a tratar no mesmo sitio do Cajueiru ,
a qualquer hora do dia.
= Precisa-so de um caiieiro eapai, que cnlenda
doservico de psdsria e qued fiador a sua conducta,
para tomar conla de urna dita por balando, e da-se bom
ordenado : as Cinco-Pontss, n. 63.
Precira-se de um perito forneiro ; nss Cinco-
Pon taa, o. 27.
Precisa-se de um caiieiro para urna venda que
d fiador a sua conducta ; em Fra-de-Poitss ra do
Pilar, primeira venda a direita indo do Bom Jess.
O Nasmreno n. 30 esl a venda na ra eslrei-
ta do Rosario casa da F; rocommenda-sea sus lei-
lura.
J. W. Graham relira-so psra fra do imperio.
Quem precissr de una ama secca dirija-se a
ra da Penha n. 21.
Tomarse roupa para engommsr, tanto vindo
lavada como tambem se obriga a mandar lavar com
toda protnptidio e asseio ; na ra estrella do Rosario ,
o. 16, segundo andar.
Quem precisar de um forneiro dirija-se a ra
larga do Rosario ao p do qnartel de polica n. 19.
A pessoa que annunciou pretender eflctuar a
compra da casa terrea nobecco do Quiabo n. 4 di-
rija-se a praca da Roa-Vista, n. 15 que achara to-
dos os esclarecimentos; pois nio pertence mais a dita
cass no lho do fallecido Joaquim Jos do Res.
Roga-se ao autor do snnnncio.inserlo no Diario
dt Pernambuco n. 238 em que pede ao Sr. J. S S.
de pagar o que deve se digne declarar por esta folba ,
so se entende com Joaquim Silveriode Sonsa.
= Na loja de Hypolito Saint Martin & Companhia,
ra Nova n. 10, ha novo sdrlimento de fazendas co-
mo costumio receber por todos os navios qne veem de
Franca ; como sejio : setins lanados e matizados se-
da psra vestidos e cbspeos, chales e mantas de listras e
quadros e de outros padrdes modernos manteletes
de chamelote, superior bico de blonde muito alvoe
de todas as larguras chspeosde seda e de palba para
senbora e ludo o mais que pertence a lejas francezai.
OtbesoureirodalrmandadedeS Anna, erecta
na igreja da Madre-de-Deos convida a nova mesa da
mesma irmandade para boje, 25 do corrente pelas 4
boras da larde comparecer no consistorio da dita irmao
dade, para tomaren) posse de seus cargos, e a cesa
actual para fazer entrega.
l'aiem-se pies-de-l enfullados com alfinins,
rsmos e capellas ; bolos de todas as qualidades ; boli-
nbos para cha ; bandejas oneit das com o maior gos -
to e perfeicio; pastis de nala e de carne; doce d'ovos;
semedo ; paposd'anjos ; Iremedeiras ; tortas, e ludo
quanio seja de sobre- mesa : doces ae frutas tanto de
calda corno serco em hcelas com crespos papis pica-
dos e flores psra maior enfeite : na ra Direita so-
brado de um andar n 35, ao p de dous de verandas
douradas-
FOGO DO US.
O secretsrio da irmandade de N. S. do Terco fas pu-
plico que amsnbia 20 do correle be o da da
festividadede sua padroeira ; que a festa principiar as
10 horas da manbia em ponto, e a prooissio devera sa
hir as 3 horas e meis da tarde, e correr as russ abaixo
declaradas: haver levantsmentode bandoira na ma-
drugada do dia sabbado e a noule vesperas ; depoia
do reculbiii.ento da procissio Te-Deum : espera-so ,
que os moradores das mencionadas ras asseiem as
frentes de suas casas para maior brilhsntismo.
Cinco-Pontss at a volla do viveiro principio da
ra Augusta a entrar no becco do Peiiolo, Cinco
Pontas, becco do Marisco, ra de Hortas. travessa deS
Pedro, Agoas- Verdes, ras Direita Livrameolo, Quei-
mado a entrar no pateo do Collegio ra do mesmo,
Joaquim de Souza Ribeiro.
Aluga-se urna casa na povoacio do Monleiro, a
terceira da carreira que foi de Domingos Rodrigues do
Passo, com 2 b as salas, 3 grandes quartos, co'inha f-
ra, estribara, quintal murado com portio para o rio,
por prejo commodo : na ra d'Aler-ria. n. 36.
ACOUGUE francez.
Rita do Trapiche, n. 58.
Amanha, 26 do corrente,
abrir-se-ha un acougue mo-
da de Pariz, aonde encontrar-
se-ha carne gorda, costeletas
de carneiro, bifes e ludo o que
diz^ respeito a um talho bem
dirigido: as quintas fe as c
domingos haver semprc car-
ne de carneiro.
Quem liver urna imagem de N. S. das Dores, c
oulra de S Antonio sendo obras perfeitas, e qun-
rendo troca las, dirija se a ra das Trincheirss, n. 18.
= Precisase fallar com Juio AI ves Correia genro
do alferes Lourencinho, quo antigamento moravio na
Gorila termo do Tabaianna ou mesmo com a sogr
do mesmo Correia ou com seus procurad res nesla
praca para negocio dos mesinos : ns ra de Apollo ,
a. 34.
- Aluga-so o segundo andar o solio do sibrsdo da
rus Nova n. G5, por250s'rs. : a tratar com Anto-
nio Ferreira Lima ou na venda por baiio do mesmo
sobrado.
Desea-se fallar c entregar carias viudos do Por-
te aos Srs. Antonio Lucio de Mallos Fernando Ca-
mello O/orio Manoel Jos rtlonteiro Braga Jos
Luis da Silva Carneiro e Trajano Baptista da Sil
veira.
Sociedade Melpomenense.
Avisa-se aos Srs. socios que os bilheles psra o es-
petaculo de boje ,25, dislribuem-se boje mesmo em casa
do Ibesoureiro na ra da Crus n. 43.
Deseja-se fallar ao Sr. Felicianno Pirry Vidal ,
que veio de Portugal, ba 3 ou 4 annos, pouco mais ou
menos, para negocio de seu interesse : no paleo da
S. Cruz r. na Boa-Vista n. 6 ou anounciesua mo-
rada.
- Da casa do abaiiosssignado fugio um seu mole-
que de nome Joao, naci Mucambiquo, de idade de 15
annos, cara redonda, olbos grandes, beicos grossos e
salientes, e com um signal de ferida no peito esquerdo
quem o encontrar, e trouier i ra do Hospicio o. 14,
do bairro da Boa-Vista, seri recompensado de seu (ra-
balbo.
Jeronymo Martiniano Figueira de Mello.
Alugio-se os primeiro e terceiro andares da easa n
19, da ra do Apollo; urna dita terrea, ba pouco acaba-
da em Fura de-Portas, no principio da ra do Gua-
rarapes, e esta combos commodos psra familia, tendo
um grande soto com bonita vis'a pora o mar, Olinda e
Santo Amaro : os pretendentes dirijao-se a mesma ra
de Apollo, armaiem de Joio Jos Bodrigues Lofller.
Aluga-se o terceiro andar do sobrado, n. 9, da
ra do Quoimado; a tratar na lo|a do mesmo.
Deseja-se fallar com o Sr. Luiz Jos Villels, e,
no caso de nao existir, com slgum seu herdeiro, para
negocio de seu interesse : no largo do Collegio, loja de
chapeos, defronle da casa de Magalbies Basto.
Contina se a azer ade-
lisado o andamento das do seminario Os respectivos
bilheles acbao-se a venda na lojado tbesoureiro, na ra
do Qucimado n. 39; na do Snr. Monere Jnior .
ra dn Collegio; na botica do Sr. Moreira ra do
Cebuga ; no bairro do Recife, as lojaa de cambio
dos Srs. Vieira e Manoel Gomes
Aluga-se o segundo andar do sobra-
do silo na ra Direita, n. 20, com bons.
commodos: a tratar na ra do Collegio,
segundo andar n. 14.
Um moco se offerece a algum Sr. negociante para
caiieiro de ra ou de escripia; pois tem muito boa lat-
ir: quem precissr snnuncie.
- Na loja de Joio Loubet. na rm do Passeio-Pa-
blico. junto ao arco de S. Antonio, coolinaO-se a co-
Lnr chapeos de sol, de seda, para homem e senhora ,
do furta-cres e prctos asssim como de panninho de
todas as qualidades : na mesma loja vendem-se chapeos
da sol, de seda, para bomem a 6 rs. ; ditos de
barra lavrada a "j ri. ; tambem se concertio por
muito menos preo do que em outra qualquer parte.
M.'Callum & Companhia acabo de receber na
sua fabrica de machinas, da ra do Iirum um snrti-
mento do tambores psra moendss de esnna fundidos
em Inglaterra, os quaes armiocom aguilhSas rodas
e drill,ns pertences a vonlade do comprador. Conti-
nan timbem a tornear de novo taml ores e aguilbCes ,
o farer outros concertos as moendas com toda a bre-
vidade ; e como tem porto de embarque com guindas-
te porttil, gyrando sobre caminbo de ferro, objectos
cesado.-sao carregad is e descarregados sem demora e
sem causar despeta so d no.
O engenheiro Bowman, socio desls fabrica corres-
pondente dlreclamentecom urna das principses fundi-
eses em Inglaterra recebe encommendas para machi-
nas de vapor, rodas d'agoa de ferro, com moendss ou
sem ellas e todos os mais objectos desta natureza ga-
ranlindo a perfeicio da mi d'obra e boa qualidade
dos maleriaes, assim como a eiacla conformidade com
o modelo dado ou pprovado pela pessoa que Gzer a
enrommenda podando tambem encarregar-se da di-
reciao do seu assento. Por isso respetosamente con-
vida aos senhoresde engenlio ou seus corresponden-
tes a viren, examinar a machina de vapor construida na
dita londiao de Inglaterra, montada para mover c.
tornos e oulros apparell.os da fabrica da ra do Brum ;
pois be de forc propria para engenho e de modelo ,
que tem asvantsgens de ser muito singelo, forle e se-
Kuro e fcilmente aetyaejlsftaft moendas ao presente
movidas por bestas.
W'i.'jlil 1 i
Compras.
reeos de cabellos de muito ri
cgosto, pulceiras, aunis, fi-
tas, trancelins de qinlquer
modello, flores, &c., &c, tu-
do na mesma conformidade .B..a v,"' V2I-
cima dita, por preco mdico:
na ra do Cabug, lojas de fa-
zendas, ns. 4 a ti.
= Troca-se um oratorio grande com um cruiifho
grande, ludo dourado e encarnado de novo; 00 At-
tcrro-da-Boa-V'isla loja de miudezas n. 54.
= Precisa-se de um caiieiro que tenba pralica.de
venda e posss tomar a mesma por balanco ; ao qual
se oflerece interesse: quem se acbar nestas circuns-
tancias, dirija-se ao Alterro-da-Iioa-Vista loja de
miudezas, n. 54.
Aluga-se parase passar a festa urna boa easa
terrea no Monteiro com duas salas mui grandes 4
qusrlos, cozinha fura cacimba quartoa para pre-
toa, estribara para dous cavsllos doua quintaes mu-
rados com por lio essbidaparao rio: quem a pre-
tender dirija-se a Boa-Vista, travessa do Veras, so
brado n. 15.
A luga se o terceiro andar do sobrsdo da ra do
Queimado, n. 32 : a tratar na loja do mesmo sobrado.
Dentista.
M. S. Mawson cirurgiio dentista a instancia
Compra-se urna cadeira de arruar nova ou ero
meio uso ; na ra do Trapiebe-Novo n. 48
Compra-se urna corrente de bom ouro, de 20 a
30 oitavas, sem feitio : quem liver annuncie para ser
procurado.
Comprao-se os pertences de urna venda excep-
to a armaeao ; na ra do Carnario n. 7.
Coruprio-se ossos; na ra Bella, n 30.
Comprn se urna escrava moca sem vicios qua
saiba engommsr e coser: na ra Direita, n. 112,
segundo andar.
Comprio-se quarto.'ss e barra vasioi : na ma
Direita, n 9.
Comprao-se dous escravos pretos, mariobeiros,
ou proprios para isso, de 18 a 25 annos de idade: oa
ra da Crui, n. 45.
Compro-se dous escravos peritos ofDciaes de
pedreiro, e dous carpioas; na ra da Semalla-Velba,
n. 110.
Comprio-se efectivamente cascos despejados de
vinho ; botijas e gsrrafas vasias: na ra de S. Rita
n. 85.
Vendas.
Vende-s a casa terrea
do pateo do Paraizo n. 24;
na ra das Larangeiras, n. Vi,
segundo andar.
Vendem-se chspos do Chile s 3j000 : na ra da
Cadeia do Recife, loja de Joio da Cunba Magalbies.
----; \ end'e-se urna negrinba de idade de 15 annos ,
do bonita figura, sem view algum ; no Atterro-da-
A's Senhorasdo grande toni.
JVa loja da ra do Crespo n.
II de Ben(o Silva Ma^alhes,
ha um riquissimo sorlimento de
cortes de vestidos de sedas e de
cambraias; de dirTerentes teci-
dos, ludo para Senhoras e
gosto moderna.
Vende-se na lubrica dt es/iiritos da ra de S,
Hila, o. 85.
Ago'srdente do reino......caada.........
Dita de Franca............
Ago'ardenle deanii........ .........
Kspinlo de vinbo.......... .........
Genebra................. ....._#->
hil- ................botija.'..'.'.'.'.'.'.'.
L|cores..................caada.........
D'tos...................garrafa.........
Ditos finos................ .........
Ago'ardenle em pipa preco conforme o grio.
de
800
960
640
1000
720
200
800
160
400


FOLHINHAS
DE
Porta e Algibeira
PARA.
1846.
Vendem-se na praca da In-
dependencia, loja de livros n. G
e 8; na ra da Madre de Dos,
venda da esquina defionte da
preja; na Boa-Vista, de fronte da
matriz, botica do Sr. Moreira;
em Olinda, botica da ru do Am-
paro, e loja do Sr. Domingos,
nos Quatro Cantos.
Vende-se um ptimo re-
logio de o i no, patente horizon-
tal, muito bom n guiador, por
jircQo commodo: nesta typo*
gra jibia.
= Vende-se urna linda escreva de naci Angola ,
moca engomma cozinha e cose ludo com perfei-
ii e he de boa conducta ; na ra e-treita do Hoza-
no n. 31, primeiro andar.
= Vende-se um carro novo de duaa rodas, ou 1ro-
ca-se por um velho ; tambem vendem-se escovss para
lavar e escotar carros: na ra do Collegio fabrica de
chapeos o. 8.
= Vende-se urna corrente de ouro de lei com 34
oitavas, sem fetio ; na ra das Crutes, n 42.
=Vendo se, para pagamento de urna divida, um ter
reno na ra do lirum em Fra-de Portas da parte
da mar pequea cum 33 palmos de frente e 150 de
fundo atterrado e prompto com urna casa de ma-
deira propria para algum eslabelecimento por ser
de esquina : na ra da Cruz o. 45 se dir quem
vende
= Vende-se urna das melhores vendas da ra da S.
Crux n. 5, a dinbeiro ou com desobriga da praca ;
tern bons commodo para familia : a tratar na mesma
ra n. 1, ou 5.
= Vende se cera de carnauba, muito clara e cou-
ros de caba ; na ra do Trapiche-Novo n. 18, pri-
meiro andar.
= Vende-se urna preta de naco Costa de idade
de 18 annos de bonita figura, com principios de
engommar ; na ra estr<-ita do lio/ario segundo an-
dar do sobrado na esquina da ra das Laraogeiras.
= Na ra das Cruxea, loja de encadernadur, n. 39
vendem-se os seguinles livro* :
Viagenn de Antenor 4 *. 5000
O Robisson de dous annos, 2 v. 2"00
Seleslina ou os esposos sem o serem 4 v. 4000
Nova Heloia. 4 v 5000
Elementos de ciiilidade 1 v 1500
0 Tratado da lyrannia 1 v. 1000
l'. Virgilii Morn rs opera, so o 3.' volume. 2000
Dous Robisiona, 3 v. 2800
Historia de Gilbras, 4. 4000
Viagens deGulliver 5v. 2000
Historia Sagrada, s o segundo volume 1000
Obra? do marques de Pombal, 1 v. 1500
Historia de Carlos VII 1*. 1000
Orlando lurioso s o segundo volume 1000
Joanninha ,s o segundo volume 1000
Manual do cidadSo brasileiro, poi JozinodoNes-
cimento Silva com a constituido do imperio
por F. L. de Carvalbo Moreira 5000
= Vende se um pardo moco proprio para todo o
servido, e he carreiro : a tratar com JoSo Jos de Car-
valoo Moraes no Recife.
s Vende-se azeite de carrapato de caada para
cima a seis patacas; na ra de Apollo armaiem
n. 4.
= Vende-se potassa nova da Russia ; cal virgem ,
de Lisboa por preco commodo : na ra de Apollo ,
n. 18.
Vende-se potassa muito nova, de superior qua-
lidade em Larris pequeos; na rus da Cadeia do Re-
cite armazem de aisucar n. 12.
= Vende se a dinbeiro ou metade a praiu,com
firmas que o cambio rebata urna venda em muito
bom local sortida e bem afreguezada por motivo
do dono ser obrigado a retirar-se para Portugal, em
raiio do mi estado de sade ; ou se da sociedade por
dous annos a qualquer pessoa que entenda do nego-
cio e que de fiador: na ra do Collegio venda o.
12, de Sebaslio Jos Gomes Peona, se dir.
' Vendem-se 18 escravos ; sendo pretas de 13 a 22
annos, com habilidades tnoleques, de 12 a 15 an-
dos todos de bonitas figuras: na ra das Flores,
n. SI.
=: Vendem-se saceos de milbo e barril de mel ,
tudo muito novo ; na ra da Cadeia do Recife n. 8.
= Vende-e urna excellente rabeca com sua cai-
xa ; na ra de Hortas, n. 140.
= Vende-se urna casa terrea em chaos proprios, na
povoaglo dos Afogados, ra de S. Miguel, n. 70, cons-
truida da pedra cal e oitoes meieiros quintal murado
cacimba : a tratar na ra atrs da matriz da Boa-Vis-
ta sobrado de um andar, o. 11.
Faunda muito barata, qut coniido ao$ comprador ts
= Vendem-se brins de linho branco muito supe-
riores a 600 ri. a vara ; panno de linbo a 600 rs.
dita, e quereodo peta do 15 varas emeia por 8700 rs.;
esguiio superior a 1280 rs. a vara o a peca de 12
jardas e meia, a lOi rs. ; cassa lisa muito Coa, a 400,
480 e 640 rs. a vara ; lencos de cambraia de cercadu-
ra a 240 e 320 rs, ; chales pequeos, a 500 e 600
m. ; pannos azuet, proprios para fardsmento de pre
t* de ecoinpanbarem enterro, pelo barato preco de
1 i e 2j rs. o covado ; dito preto bom, a 3500 rs.; vis-
eado* para escravos, a 160, 180 e 240 rs. o covado ;
corleado tarlatana de muito bom gusto, a 4000 rs. ;
cortes de cassn as mais modernas a polka a 4000 .
5000 e 6000 rs.; colina de qusdros e listras de todas as
cores, 08 mais modernos para caifas, a 2i)0, 400 480 e
500 rs.; chales de seda a 3500 rs. sendo os melhores
que teem vindo ; lencos de seda a 800 e 1600 rs. ; e
oulras muitss fazendaa por preco muito commodo ;
advertiodo que tudo esta em bom estado : no Atierro-
da-Bo-Vista loja n. 14.
= Vende-se um lindo preto eozioheiro, e ootro
gaobador de linda figura ; na ra da Senx: lla-Velh,
n. 110.
- Vende-se cha bysson em caixas de 13 libras, em
porcoese aretalho; e potassa americana ltimamente
chegada : em casa de MatheusAustin & C., na ra da
faodega Velha n. 36.
= Vende-se, por prego muito commodo urna
canoa de carreira nova e bem construida armada em
cter, com reinos duas velas, 3 bandeiras. e todos
os mais pertences ; carrega 8 pessoas, muito a vontade,
propria para passeio tanto no mar como no rio ; a
qual se acba defronte da escadinha do Collegio : a tra-
tar no armazem de farinba defronte do Passeio.
=Vende-so ateite de carrapato a seis patacas a ca-
ada ; na ra do Alterro-dos-A(ogados n. 7.
=Vende-se um preto peca, de 20 annos; um par-
do carreiro com a tnosma idade pouco mais ou me-
nos ; um moleque de 14 annos ; todos de bonitas fi-
guras sem vicios nom achaques e proprios para to-
do o servico de casa e de campo; um casal de escra
vos sendo um preto de naci e urna parda boa en-
gommadeira, lavadeira, cozinheira, e que c se chSo
le muito desembarcada para todo o servico de urna
casa : na ra do Crespo loja n. 4.
= Vende-se assucar mascavado de arroba para
cima, a 2080 rs.; na ra Direita, n. 53.
- Vendem-se no Atlerro-da-
Boa-Vista, loja de miudezas,
de Thomaz Pereira de Mallos
Estima, superiores navalhas,
em estojos, chegadas ltimamente de Inglaterra e
pela sua qualidade se responsabilisa o annuociante ;
gaiolas de apanbar baratas ; calungas trabslbados por
machina ; ramos de flores francezas de muito bom gos
to ; agulhas francezas em caixas ; ditas csntofss : pa-
pel de cores ; dito de peso e meia bnllanda ; botOes pa-
ra caigas, muito finos, de porcellana ; ditos para ca-
misa brancos e de cores; pentes finos de bfalo ; di-
tos de marfim ; ditos de tartaruga ; luvas pretaa de se-
da para bomem ; ditas de lis com borracha ; carreteis
de linha com 200 jardas ; meiss para meninos e me-
ninas ; Hitas inui finas para senhora; gargantilbas pre-
tas para luto ; fitas de seda lavradssde bom gosto ca-
ivetes finos para pennas; tinta de marcar roupa ; li-
nha de meada, muito fina; dila de peso ; meiss pretas
para senhors ; rctroi de todas as cores; suspensorios
de seda ; leques; colheres decasquinha muito fina ,
grandes e pequeas ; escovas para denles ; ditas pora
roupa ; espelbo. de damas ; pos para (lentes ; bicos e
rendas; tbesouras douradas muito finas; e outras mili-
tas miudezas tudo por preco muito commodo.
= Vendem-se superiores cerdas e borddes para vio-
15o e rabeca ; caixas de tartaruga para rap; agulha
francesas de boa qualidade em eaixinhas ; na ra da
Cadeia do Recife loja de miudezas n. 5.
a Vende-se um sitio no lugar do Giguii com ca-
sa de taipa um bom viteiro que entra agoa em toda
mar com mais de cem ps de roqueiros e outras
mais arvores, muito bom terreno para mais plantsvdes;
no largo do Collegio loja de chapeos defronte da
casa de Magalhaes Basto.
se Vende-se, por preco commodo um rico appa-
relho de porcellana para cha com seis pratos; na ra
doQueimado, n. 11,
= Vendem-se duas escravas de na'So, com bastan-
tes habilidades, sem vicio algum; no pateo da S. Cruz,
n. 18.
= Vende-se urna venda em muilo bom lugar, e afre
guezada para Ierra ; a qual vende o que paga de alu-
guel : na ra Velba o. 65.
=Vendem-se duas escravas de naQio, de idade de 18
a 24 annos de bonitas figuras, urna deltas corintia ,
lava e serve bem a urna casa e a oulra he cplime qui-
ta mlt'i r a ; umaciioula, de 26 annos, de boa figura,
engomma, cozinha e lava bem de varrella e sabio ; 2
moleques, de 14a 15 annos; um esrravo de naci
Costa de bonita figura proprio para carregar palan
quim ; um mulatinho de 18 annos, ptimo para pa-
gem ; um escravo crioulo de 26 annos, para o ser-
vico de campo ; urna crioula, de 24 annos com ha-
bilidades : na ruadas Cruzes, n, 22 segundo an-
dar.
= Vendem-se saccas com farinha de Mag, a 4800
rs.; ditas com milbo a 4000 rs. ; gomma de en-
gommar, a 12000 rs. o alqueire velho; farinba de
S. Matbeus, a 3800 rs. e em sacca, a 4200 rs. ; ns
ra da Cadeia de S. Antonio deposito de farinba ,
n. 19.
= Vende-se urna negrinha de idade de 14 annos,
muito linda e ptima para mucama por ser reco-
Ibida ; outra dita de naci, de idade de 22 annos,
perita engommadeira ; um moleque, de idade de 18
annos; 1 escravos de afio ptimos para todo o ser-
vico ; 3 escravas de idade de 28 annoa quilandei-
rase lavadeiras; todos de boa conducta : na ra Di-
reita n. 3.
= Vende-se um cavado muilo bonito egordo, pro-
prio para montara de senhora por ser muito man-
co e ter bons andares ; na ra das Cruzo* esquina
do becco da Pol n. 2.
= Vende-se resina de angico de superior quali-
dade em porcio a 480 rs. e a retalho a 570
ra. a libra ; na ra daaCruzes, esquina do becco da
Pol, n. 2.
c= Vende-se um bonito jogo da gloria, por 1200
ri. com sua competente explicado e ensina-se a
joga-loeo comprador, caso queira ; na ra do Ban-
gel, n. 41,
= Vende-se um sitio na estrada dos Afilelos, conti-
nuo ao lado direito da caaa de M. P. Quiniela ; na ra
doAragio, o. 1. segundo andar.
Vendem-se 200 couroa miudos de boa qualida-
de e tamanbo ; na ra do Crespo, n. 4.
= Vendem-se. por prec,oe muito eommodos, vinhos
excedentes, de diflerentes qualidades, e de bom goslo ;
ce;veja brinca e preta, de Londre (de Barcia; i C. ),


a melhor que ha e em meiaa garrafas; ago'ardente
de Franca muito superior, cor palbete e eacura *
cascos e engarrafada, paraos freguezea ha amostre*
no escriptnrio ; um resto de salitre refinado em por'
cao ou por barrica : na rus do Trapiche W ,
casa de Christopbers & Donaldon.
REIS 3'8oo
A' bordo do brge Le2o alqueires
bug, I o jas de fazendas, de Pe-
reira & Guedcs.
. No Recife, na ra da
Cruz n. 45, ha para vender
duzentos e tantos paos de jan-
gada, ptima madeira, ataca-
pea medida velha. g retalho, viuda do rio Mei-
Vende-se farinha de mandioca chegad 1
ltimamente de S. Catharina de superior m
qualidade tanto em gosto como na edr, em
porreo e a retalho ; os pretendentes diri-
j3o-se a bordo do mesmo brigue, ou ra
da Cruz n. 54, ou ra de Apollo arma-
zem n. ai.
__ Farelo muito novo e o melhor que
ha presentemente nesta praca, m |56
cada urna saco : na ra da Cruz cife n. 26 primeiro andar.
__ Vende-se cera em velas, chegada
prximamente do Rio-de-Janeiro, tendo
o sortimento de 3 at i6velas em libra,
e por preco mais commodo do que em ou-
tra qualquer parte : em casa de Manoel
Jos Machado Malheiros, ra da Madre-
de-Deos, n. 5, primeiro andar.
Rap imperial.
Este rap, imitando ao rap princeza
de Lisboa, vende-se em libras, meas li-
bras e oitavas as lejas seguintes: na
ra dos Quarteis Victorino de Castro
Motira ; roa de Crespo, Domingos An-
tonio Ferreira (na escadinha) e Gomes
& Carvalho ; pracinha do Livramento
Ferreira e Oliveira ; Atterro-da-Boa-
Vista, Thomaz de Mallos Pereira Esti-
ma, e Caetano ; ra da Cadeia do Re-
cife, Guedes e Mello. O preco he de 1
rs. a libra c 3o rs. a oitava.
Vende-se um piano inglez horizon-
tal, pel mdico preco de rjo'ooo ris ;
na ra do Crespo, loja n 16.
A fabrica ele sabo da
ra Imperial n. I IGiem mu
to superior sabo, e vende por
preco commodo; c, sendo por-
o, mandase trazer em ca-
noa para o Recife.
Na loja da prac,a da In-
dependencia n. 4 vende-se o
excellente rap princeza de
Lisboa, pelo muito mdico
preco de 5#500 res cada bote.
Dcsnecessario he tecer enco-
mios ao sobredito rap; por-
que sua primorosa qualidade
he assaz bem conhecida pelos
amantes da pitada luzitana;
restando ao vendedor dizer,
que afianca aos compradores
a boa qualidade do tabaco, e
que at nao duvida tornar a
recebe-lo depois de aberlo,
urna vez que se Ihe ache al-
gum pequeo deleito.
Vende-se vinagre bran
co nacional, a 400 ris a ca-
ada velha: na ra do Aterro-
dos- Afogados, n. 7. e noAtter
ro-da-lloa-Vista, fabrica deli
cores de Frederico Chaves
Vende-se cera em velas, da melhor
fabrica do Rio de Janeiro, e em eaixinhas
pequeas de too libras, com o sortimento
seguinte:
6 libras de 3 em libra.
8 . 5
12 8
i4 10
16 13
30 '4
a4 " 16
too libras
pelo mdico preco de i '44 ,(-''s ca('a ''"
bra: na ruada Senzalla-velha n no
Lencos de cambraia de
linho muito fina, e muito bem
bordados a 7^000 ris cada
um: vendem-se na ra do Ca-
sia ilba de S. Miguel, do lugar da
Alaga duas legitimas, coartando de dous formaei da
partilbas ; na ra Direita venda o. 53.
* Vende se urna mulatinbi de 12 a 13 annoa,
eom habilidades, e de bonita figura ; na ra Bella ,
a. 28.
I ,=Vende-se uma preta da Costa de bonita figura ,
muito moca sem vicio oem achaques e he muito ro-
busto ; ao comprador se dir o motivo da venda : na
ra da Seozalla-Velba o. 76.
aoVende-se oleo de liniaca em botijas, a 1900 ra. o
gulo eenijlilitan 28 r, queijos.a 1440ra ;cba bysson,
a 2400 rs. ; ditociquim, a 1600 ra ; toucinho sem
carne a 280 rs.: covadinha e cevada a 160 ra.; le-
tria a 280 rs.; macarrio e tanari a 20(1 ra. ; tapio-
ca a 120 rs. ; papel almaco a 2400 rs. ; dito meia
bollan Ja e de peso, muito em conta ; manteiga in-
giera a 960 rs. ; dita francesa a 480 o 700 rs.;
tabaco simonle, da Babia a 280 rs. ; bolaxinha in-
lea a 160 ra. ; eapermaeete a 600 ra. ; vinho do
Porto a 320 rs a garrala ; copos para agoa a 160
rs.; cafe a 140 rs. a libra ; e todos os mais gneros
por preco commodo : po pateo do Terco venda n. 7.
= Vende-se orna eterava, de 22 annoa de bonita
figura engomma, coiinha e he muilo boa lavadei-
ra de aablo e varrella ; duas ditas de 20 annoa, pro-
prias para venderem lerendas, e quitandas, por serem
de boas figuras; uma negrinha e uma mulatinha, pro-
prias para se educaren : na ra larga do Roiario n.
46, segundo andar.
^ = Vende-se um diccionario Megnum Leiicon; uma
Selecta ; a obra de Virgilio ; um Saluatio ; tudo por
preco commodo: no Alterro-da-Boa Vista loja de
miudezas, n. 54.
=\'ende-se a historia universal pelo abbade Millot ,
em portuguez 10 *. eom poueo oso; no Alterro-
da-IJoa-Visla n. 34.
Vende-se um par de diccionarios fraceezes, no-
vos por Fonseca, por preco commodo; na ra da Ca-
deia n. 19.
Vende-se urna preta de naci Cacange, de inte
e tantos annos, boa figura, ensaboa heme faz lodo o
servico de cas a, menos orinbtr, a vende na ra: quem
a pretender, tanto para a Ierra como para fra dirja-
se $ ra da CrDi o. 40, que se Ihedirf o motivo por
que se vende'.
Vende-se umcavao com todos oa andares; na
roa do Bangel, a. 40.
Escravos Fgidos.
Deaappareceo no da primeiro do corrente um
escravo de nome Pedro de idade de 35 a 40 annos,
de na(8o Cacange bastante barrigudo de trialdade ,
desdentado do queixo superior ps meios inchados,
pouca barba ja pintando cabello branco altura re-
gular bastante grosso ; levbu camisa de madapolio ,
calcas de estopa branca aqueta de brim pardo ja
velha chapeo de massa preta ; ha noticias, que elle
anda na Venda-Grande, da parle do Sul : roga-se as
autoridades policises espilles de campo e prssoss
particulares a apprebeosao do dito esiravo, e leva-lo ao
seu senlior Francisco Jos da Silva na ra de S.
Francisco n. 68, que serio bem recompensados.
Fugirio, no domingo para segunda- eira 30
desetembro. do poder do deprsitsno particular n
mejor Jos Francisco de Faria Salles, os se.guinles es-
cravos. que perlencrio ao lallerido padre Pedro Fran-
cisco Bezerra ; a saber : Canuto, ciioulo, alto, pou-
ca barba de 26 annoa ; tem um signal no queixo di-
reito secco do corpo pernas linas : Antonio, cabra,
de 22 annos estatura regular ps grandes signal de
Cerida na perna esquerda cara redonda grosso do
corpo com signal as costas da mSo esqueida : Pau-
lo, crioulo cor lula, de idade de 16 a 18 annos, bei-
cos grossot, muito curto da vista pelo que anda com
a vista liana como ceg : quem oa pegar, leve ao en-
genho Jardim em Paratibe, quesera recompensado.
= Fugio no dia 15 do corrente do lugar de
Ponte-de-Uchoa um pardo acaboclado com os sig-
naes seguinles : de mais de 40 annos de idade, estatu-
ra media, magro,barrigudo, falto de quasi todos os den-
tes bocea frangida beicos recolbidos, e com ares de
aparvalhado, de non e Gaspar ; levou camisa de esto-
pa ceroulas dealgodio e uma troxinba com camisa
de riscado e calcas de estopa : quem o pegar, leve a
ra da Cadeia delronte da igreja de S. Francisco ,
que ser recompensado.
Fugio no dia 20 do correte, um cabra de no-
me Cosme natural do sertio, do 28 annos, pouco
mais ou menos cara larga altura regular ps groa-
sos ; levou camisa de algodiozinbo trancado e calcas de
algodio azul ; ja tem sido pegado duaa vezes no Pao-
do-Albo : quem o pegar, leve ao armazem de /ouros,
oo becco do Gon^alves o. 1 que ser bem recom-
pensado.
aas Fugio, de um sitio do engenho Junqoeira um
escravo de nome Antonio de naci Congo, estalora
regular pouco se enlende de sua falla secco do cor-
po ; levou ceroulas de algodio e camisa de baeta :
quom o pegar, leve a ra do Trapiche, n. 18, que se-
r gratificado.
Deaappareceo, no dia 24 do correte pelas 5
horas da nanhia um moleque crioulo, de nome Gau-
dencio com os signaea seguintes : de idade de 9 an-
noa narix chato cara comprida ps cambados e
a cabeca lio volomose e pontaguda que s por ella
se torna mui conbecido ; levou calcas de ganga azul e
camisa de algodiozinho : quem o pegar, leve ao pateo
do Paraso n. 28 que ser recompensado.
PEBN. i NATP. DE K. F, D FAMU1845'


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