Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05858


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Full Text
SU
innocle IIMS.
Sabbado 9
- J .,
i MARIO publica-sr lodos os dia qnc
u forera le guarda: o proco da assifina-
r X.'dr i*'*- P01' quarlel jwii/O admnla-
T ,'Y.,nmu.r.ios dos assign/ntos sao inse-
C i, i rao de 20 rls por tlnha, -10 rs. m
.oTdlBcrente, c as repetiroes pela mrtadc.
P,i- nao forcm assisnant.es pagao 80 ra.
rllnhaj 6 I(i0 cm lypo dill'crcntc.
Lases da la no mezbesktkmi-uo.
1 as 7 h- e l min. da manhaa.
sf "s "1,Vr a 'las 3 h. o 4 minutos da tard.
Erewratc a ?h e 54 min. ,ia man.
TMcU?ra*31 tOhon-fe 6 m. datarde.
HICDgO'1""-
---------.....- ;*i
PARTIDAS DOS COR REOS.
Coianna. Paiahyba, e Mo Grande do Norte
Segundas e Sextas feiras.
Cabo, Serinliaem, Rio Formoso, Porto Cal-
vo, e Macer, no I." ,11 e il de cada met.
Garanhunsjeonlto a 10 c 24.
Hoa-\ isla e Rorcs a l e 28.
Victoria nas Quintas li iras.
Olinda todos o* dias.
preXmar de hoje.
Primeira i 4 h. e min. da 30 manhaa.
Secunda m Kli. e 54 minutos da tarde.
DIARIO DE
do Sctcmbro.
St
ti Mi^
XX N. 198.

das da semana.
Segunda S. Egydlo, and. do J. de D.
la >. v.
c do" J. M. da 2. v.
J. de D.
J. de D.
Terca S. Kstevo.,. aud.
la 1 v. edo > dos Pello
Quarta S'Eufemia, aud
da 3. vara. -
Quinta SuCandUla, aud. do Juix de I).
da 2. \-tSw, e do J. M. da 1. c 2. v
Sexta S. Gentil nuil, do J. de I). da
1. v. do elvel, e do J. dos Fcitos.
Sabbado S. l.ibanea. aud. do *. de D.
da 2. vara.
ciiiift, S. Clodoaldo
CAMMOS NO DA J)ESEXEMBRO.
Cambio sobre Londres. 23' jd. por 15 aCO d.
Pan* 37) ris por franco.
Lisboa 120a I2.rin. cpr.p 4.
Desc. delet de boas nrroas Pv,I 7j1>%-
duro Oneas JirspaaoolM ti/mi a 3l#8>
ii Moedadc tU400 vrj. DM900 aJ8/100
Prala-PaincOe .... 1/980 5*80
l'esus Columnares. t/!)80 a ii/0w
Ditoa Mexicanos 1/950 a 1/960
Moedaa de i patac. 1J780 a 1/886
Acces da C." do Beber! be de10J00O ao paj^
RltTAMBUCO
PARTS OFfSCIAL.
tCIC llicr, llinn (unin.. vj ......... w. ,w.------..^.......
Leama guarda narionol csteja no lugar destinado n
llura rnatril do S. Jos, fin de assistTr collococS
Governo da provincia.
EXPEDIENTE DO DlA 2 CORRENTK.
Q|r,._ Ao Etm. vicc-p'esidento ili> Mar.iuhlo, de-
volvemlo, curopridns pelo juii dos fritos da fatenda des-
la provincia, a duaa carias urecatorias do daquclla, que
[ ', ,qni vierfi per intermedio de S. Exc.Participara
lleno juiid.il fcitos do fatenda desla provincia, ouja rc-
[qaisicio inoiivou esta dovolucl...
Dito Ao cnmuisndanlo das armas, ordenando, que.
I alieno searhem preparadas, pora traniportarem-so as
|AHguo,a praeos do l." balolliao do cocodures, faca ent-
iban al-as ni vapor Guapiait.
DiloAo commndanto superior da guarda nacional
Ideilc municipio. sneuiBcnido-o do liavcr approvado a
Iprnuostapar os paitos vagos do respectivo sexto bala-
llliio, que, euberli coro o seu ollleio ilo 50 do mex ulti-
|mu, chcgnii s minada presidencia.
DiloAo mesino, rcconimcndando a cxpcdicSo de
Iiipi orden, para que, pela 7 luiros da malillas do da 8
doile mes, nina guarda de honra do lereoirn batnlhlo da
doblinado para a
ci da
nwpretiv primeira podra.
HitoAo -director do Ifeo, autoriiando-o a espacor
.ira o din i deste mez (bonteni) o concurso cadeira de
llilini de S. Jos.
PurlariuAo comninndanle do vapor Guapiau, de-
llermuiaiido, ponha a diapoiiclu do inspector do arsenal
[de mariuha os reorulaa Pedro Alves da Silva o Antonio
Ijm, que condoli das Alagos, pora d'nqui serem
Itriaiporiadae a Psralnua. Ordcnou-so ao inspte-
I tur do arsenal de inarinlia, quo conservasso estes dous
Irccrula ein deposito al segunda ordem; c-i>Piciou-sc a
[reiBfilo nns presidentes das Alagos o Paraliiba.
DitaOncodcndo a Julo Baptista Pacs Barreto a de
Inuirio, que solicilou, do posto Jo lente da primeira
nimpanliio do terceiro botalbao da guardii nlcional do
Cabo.Parlicipou-ie ao respectivo uunuuanJante supe-
| rior interino.
Commando das Armas.
ClBCl'LM.
Devendo solemninr-te,eom a maior pompa possivel,
odia 7 do corrento mez de seletnbro, onnivursario da
Independencia deste in p.eiio ; 5. Ele., o Sr. general
coniniandanto das ornas convida aos Sra. ofllciaei dai
quatro cIs'S do excrcilo, para concorrerein a cortejo,
comparecendo no palacio do governo, as 11 horas da
manhaa do referido dia 7. (Jutirtel general na cidade
do Itecife, 5 de setembro de 184S. Joi da Silva
Guimares. ajudante d'ordens.
lo gorernn, logo quo as enmara seabriMcm, un ao me-
nos quo suas promessas a respeito fosiem claras, callie-
goricos, esporancosa; mas n quo nos disso o governo ?
Quo eslava conveocido de que aquella legislacio preci-
sara da una revisto, maso niesmo governo entenda que
o tempn,a observocSo e a prntica nao tinhUo aimh sulli-
rieniciiienli' demonstrado quaea as portes desso legisla-
rlo que reclaiuavfio urna maia prumpta reforma. Ora,
e a observacao o a pratica ainda no tinliao convencido
ao governo da qunlidado da reforma que a le i domonda-
V; so o governo api-una comecava a 0.....ultar aos adro-
gadus; so ainda nio linlia consultado aos presidentes de
proiincias o a niagiilralura do pait; so nos sabiamoa que
o governo nito tinha ein seu poder mu a cirnanlo para
ess.-i reforma, nlm de umn resposta dada pelos advoga
dos desla corte, resposta que nos sabamos ja quo nao
satisfaiiSo is nspiracos da nacto; porque, em presenca
de nina Ito justa esperanca da nacau, agnardariamua |>e^
lo sorodios resultados da experiencia do governo ? E
dcinais, nio fbnniglo ncsa lei tanto artigo cmilrariu
i constituirn ? tiio eslello clieia de preceilo que fai-
tearan o rgimen, o epirito en lellra do noo insti-
tuiede? Tambem deveriaiuo appellnr para licao do
lempo corea detses tpicos dessa lei ? A apresuntafio
de um projectodo loi queao menos poicsso a constitui-
dlo em seu catado normal, e quo cscudasso de prompto
o liberdadednridadao, nao era una necessidade palpi-
tante do Brlail inlciro Eoiovrmi aprescnlou-a, co-
mo era de seu rigoroso dever, segundo us palavraa do
inesmo honrado ministro dos negocio estrangeiros 1
Deo-nos ao menos a esperanca deque o a faier proni|
mente? E quando tivesse dado .c-ssa eperanca, ficavo
por Uto a cmara exonerada da cuniprir eom o seu de-
ver, fatendo da sua parte o quo a oonstituicao llie in-
cumbe, o que a nacau reclama?
Nio sei, Sr. pre.idcule, mido est esso conflicto, que
o exagerado escrpulo do S. Exo. divisa: porqoo reque-
bio a umn cuiumissAo da 00-
INTERIOR.
RI-DE-JANEIHO.
Discurso doSr. dojmtad* Alvaros Machado,pronun-
ciado cm muBo de 4 de agoi'.o da lb'l.
tu enlendu, ir. presidente, que mellior seria quo o
gov r no fnise queiu inicinsso um projecto do reforma ao
anual cdigo do prucetsu criminal; nina nao cstou cou-
Ti-iicido que isso futir rigorosa, nccr.-sariniiionlc preci-
to; a eonsliluieSo coufero o diuito do iniciar as lei
tanta aogovenio, como acoda mu a das enmaras do po-
de legislativo (apoiadoi), e sua constituirlo, ao menos
ture alguna objeito, d pieferencia a aluu do ramo
A reforma de una legislacln lio anli-eonstitucional e
oppren va como lio o nosso actual cdigo do procesao
criraiiul deveria ser o princiro anhelo do actual govur-
ii", como liem jcaba do declarar o Sr. ministro doa ne-
gscios estrangeiros, o na verdade o pnii inleiro rspera-
lqoe tense urna tal medida a primeira apresrutada pe-
CAllLlNA NA SICILIA. (*)
QUARTA PAETE.
ux.
C0KTINUA(* DA MESHA MATEniA.
rroieguio a rainlia ilesi revendo a offensas recebidas
governo da Inglotcrra, c todos os sevaacto provo-
uorc., conoluindo assun:
tiinqui como nos Irnta, o o roso que denotaos
"Ja reelamecocs fas .? corte usurpadora.
~ j~ ludo uto lie a pura verdade.
t em qunulo it so paira o principo regente cn-
'aoiiotn, liiiiuigo itclmwulo cuixui do tataco clava-
dle diamante em tigiwi de salisfaoss,
~" Ue vera ?
um l.ictu positivo ; soube-0 de pessoas iiue vi-
""' diamantes.
~ Nl ditem qilllu poden valer?
ue c ,e' )'reSu Ula bode i-rer que sejio dcgraji-
"'Bo!t,U*,"8lcl""n,SO lcm^l'"eui c"0 B'4 *
l6; Vide Litio o. 1"7.
n, porque a cmara uioumu
a a o.rgoniacio de um projecto a rspeilo, licou o go-
verno desaulori.ado a apresentar um seu, fundado nes
os luxes de nbscrvoclo o da pratica quo so suppScm no
governo ? E demais, nio se dii que ao governo pertoneo
a maioria, ou que a maioria he do governo ? liavendo,
poi. o contacto que deve haver entre o governo e o
maioria, apoiando-ae reciprocamente, eslava o governo
inhabilitado do Ilustrar e dirigir a ua maioria ? Nio es-
lava ante na rigorosa obrigacio de fornecer lho todo
os dado, lodo o clarecimenlo, frutto de ua longa
protica, resultado de seu too|Vgovernalivo ? Nao podio
o governo, por ineio do seu pg da cuinuiiis&u, ini-
ciar una boa leglacao, ou, tendo oppnrccido u pro-
jecto da cominifsin, nio poda o governo, por meiu de
ua maioria,iniciar um projecto substitutivo, completo,
ali.factorio, e que solUficsse os eiiipcnlios, como in
cuica o Sr. ministro ?
Sr. presidente, ufio iniciemos ruis lei iienliuma sem
que prime.rameal e perguutc ao governo, te pretendo
iniciar iilguuio medida a respeilo.ou inesmo tin-ie n mi
dativa da lei ao senado o cmara dos Sr. diputado,
para que nio ocootra inais na 110500 um lio dcsagrada-
vel conflicto que quer diicr ialo ? ou pora o quo se
di itfo ? O nobro ministro nio he lioraem que ulle urna
palavra a t6o. Sim, Sr. presidente, Im conflicto, mas
ncio he nisto, nem foi procurado pelo cmara do Srs.
-depulodos; e o Broil atiento conlcrapla o modo por que
o ministerio se cuiidui.
Na verdade, um amigo imprudente he peiur s vetes
do quo um initnigo; eu di-sejava cun> o mou pait ver
quanto ante abrogado os artigo do vigente cdigo
do prooesso criminal,' mas condutil-o c do tul modo e a
cmara tainbjjh, que, em vci deobleruio loga o quo de-
seja vamos, concitamos um eoiiflicto, o nos privamos da
lutos do governo, frueto maduro do sua larga experien-
cia, fructo to grande o lio petado, quo em seto meie
da espera ello nio pode apresenlar na rata, nem por
meiu do tua propria propoticio, neiu por mcio do nem-
broa da cosa, que o pedirn iiicialmeiilo, equoom par-
ticular o reclamarlo Que conflicto! como sahimuu
dullo ? S por meio do un adiamanto indefinido, do um
adiainenlo prohibido pelo regiment da cato, pora quo o
(cverno.possa, nesta 1111 ein oulra os5o, aprcicntar os
latonado fruto do sua nomprida experiencia. Nesta 011
n'outra scsslo AlteiuU-so bem o note-10 quo o nobre
miniatro nao avan;a n mnis pequea polavr.i, una vir-
gula sem sentido e sem muita medita^So; ello nlij pisa
em terreno que nao apalpe priinciro; nesta ou n'outra
essio 1 E no entanto elle dii quo a constituieio foi vio-
lada era muiloi do anos porte, que a lei lio reclamada
pela inicuo; mus quer quo o projecto fique adiado para
esta 011 utra aeaio; o quera he que acgurj que o no-
ble miuistro, ou que o pentamenlo do nobre ministro se
aoha no poder cm nutra sessio ? Sun experiencia pro-
pria nio llie convencen inda que u ministerio do Bra-
sil tcoiii a duriCiu do cdilnto? E no he um dever do no-
bre ministro promover activamente a nbrogario de umn
lei lio borbaia, que foi plantada pelas baioneta, o quo
molivou umn resistencia armada, quando otpovo, ven-
do a cmara diatolvida, deaaeorocoiro do* reultado,e
mesmo da poBsil'ilidodc da resistencia da rato ?
Quando o nobre ministro enlepdessequodevia'des-
culpara incuria daadniinistracao peh nuda quo feno-
bieesto abjeclo.cetto nao deveria linear mao do tal con-
flicto, porque, du todas as dcsculpas, esta he a inais
digna da lastima, poii demonstra a pobreza de meio
razoaveisde dolonder a incuria do governo, asim co-
mo a mais injusta, pois lanca o governo sobre a maioria
da casa e tobre min iodo o odioso resultado de iu
propria falta. Consinto que o govetno se desculpo, mal
nao consentirei que o faca custa da raio, e com pre-
juizo da maioria da caie;e de que maioria! De urna ma-
ioria que esta apoiando (rancie lealmenle este governo
que descobra conflictos onde nSo ha, e que nao os ve
onde ha.
Mas, Sr. presidente, quem n8o sabe quo o governo
nao tem maleriaes alguns para a confccgo da reforma
do cdigo do processo? ou se os tem, ho ba poucos
dias a esta parle ? E se os leve, porque nio os mandou
quando pedidos pela maioria de urna essaque s pro-
cura saber a vontade do governo para satisfazel-a, e
que a est em ludo e por ludo satisaiendo (opoadoi) ?
Porque nao se pos o governo i testa da maioria que Ibe
abri estas portas ? porque a nao dirige ? porque a-
bandona csses bneos que Ibe lorio destinados ? porque
deixa a cmara marchar lio loa, que chega a provocar
conflictos ? porque nio cscrce sobre o espirito da c-
mara umo salularo benfica influencia ? porque nio se
digna de revelar Ibe suas vistas, seus planos, leus
meios, seus fins, para que nio apbarecio conflictos,
para quo seus amigos das commissoes nao opresenlcm
leis mancas, incompletas e perniciosas ? So esta cma-
ra se desvara, heogovernooprioiciro responsavel por
esses desvarios.
Vedo, Srs. da maioria, quaes as recompensas que o
governo destina aos vossos bous desejos e i vossa franca
e leal coadjuvaiio ; be o itnputar-vos suas proprias
falls, laner-vos responsaveis do suas incurias : nem
Unto. Cada um de nos tem urna reputacio a conser-
var [apoiaiiot).
Nio seria mais vanlajoso para o governo, que seus a-
migns, e nao elle, li/essom a proposiclo do certas leis,
que/ritas pelo g verno poderiio provocar urna queslo
do gallineto que dreidisso da otislcncia do mesmo ga-
binete (apoiadoi) 1 ou o gabinete di nada faz questdo
de gabinete ?
U projecto nao he peifeilo, convenbo : mas per-
gunto te soso disiutetn os pioji-i tos pcifeilos, seos
projeclos pciftitos precisuo de discussio ; pcrgunlo,
quem ho o juiz dessa perfoitSo ? pcrgunlo ao nobre
ministro, para que serve o discussio se nio he para a-
petfeicoar os projeclos impcifeitos? Que disculpas I e
para que i' 1 ara procraslimr a abrogacao de urna lei lio
Ai! Scnliur, die o padre Caromo, que ot linio
se conservara cm respeiloso silencio, Mammn cumulo
do bem da Ierra aquello que o tervein, 11101 paciencia!
ellet pagara caro drpuiis da morle osgotos de que abu-
lio durante a vida.
Cora effeito, meu podre, tende ratlu, rcs|iondco o
devolo Htonarohn, rsaei Ingleic lio inslenle com hos-
co rilo lo mais do que una hereget, o seu triumpliu be
pura os bou chriitlos um motivo d'escaiidalo.
Aa vioa do Ucoi nao ao os uoiiai, respondeo o
confessor; os soberbo mtuo abatido.
E pur em quanto obalem-noi elle, disse a raiuha,
e nos damos o Igrejo o eapcclaculo do urna tolerancia
que comprometi 1 uosaa alvcio eterna, por quanto
nio faicino ludo o que poderaiuo fater pora no livrar-
nio deaiei cxcoiuuiingadua; seria urna obra pia purgar
lelles para >cuipre o tsladus cutliolico.
; E ser islu porventur, meu podro, urna ar^io ine-
ritnrin aut ulhoa do Do, como dit a raiuha ?
Sem duvida, reipondco o padre Ca amo, que te
aborreca de otar em licuti, eupirava pela influen-
cia que a iua policio do confettur du mu roi devoto llie
India dar 11*1 intriga da curto; o Creudor recompenso
rrupre i tu rrcalur o que ella fot por elle.
Ik-m o ouvi, replicn Cirolina, e poi nada que-
ei faicr por amor do tlirono, fuci-o por amor do 00,
se voi parecen! muilo dillieet do deieiupetrtiar o de-
ere de re i, dcienspeiibai o meiio vusso dcvere de
hrialfci.
- S. mogeitode 1 raiuha minlia toiitora, Icui rail,
diiM o cenfcstor, iiilervindu iuleit*menia M anuverin-
a, impwade dec-iwregc he de muilo meo cicrn-
(llo para o vu. vatullo, o rnvolv* reapotiubilida-
ln por qwMo devei cositas a Dooa s* 6 do corf o mas
tambera du olma dos poros, cuja luidla vo foi con-
fiada.
A proposito, dit a roinlia so rri, cortando n con-
versarlo repentinamente pora chegor niuii depreisa ao
fim que se propuuba, leudes coulieciiuentu do nova lei
sobre a caco ?
Que lei? pcrgunluu o rei coeadui de orellm em pe,
qual o vclho cuvallo de guerra no uuvir a Irombcla bel-
licoso.
A que o pai lamento ha pouco vutou, por inslign-
eo dos Ingloiei.
E que diteiia lei?
Que d'ora em dimite nao poderei cacar, quando o
onde quierdes, mu como todo o mundo em epochas
certas c lugores deli.-riniiodos.
Ser poisivcl? cxclamuu o rei vcrmclho de colera.
Qnel depon de ronbirem-iua o Ihrono, quemo ninda
tirar-mo a ulliiua di.traccio, o meu ultimo direitu esta
elimina trasborda a medido, e eu nio toffrerci. A ca-
ca foi icntpro a primeira prerogativa real, particular-
mente eiu miiiliu cosa, meu pai i acnva, meu av encava,
todos 01 meu antepoisadut cacaro, c por tan Januario,
como ellis hei de cacar, quando cu quner, onde eo qui-
ier, ii'in que niugueiH e arrogu o direitu de nio por
cmbaracoi. Ah temos que lr, Srs. Ingleses, quem le-
var o meihor, se cu, aovo. Qucrcia privar-tuo de ca-
|r; privar-aie-heiiaule de respirar. Caja rei mao gra-
jo voiiu, vosias barbo, ficui bem certo disto, e ate o
ultimo suspiro ; son cu que vo-lodigo, eu, el-rci. 'fe-
cho at hoje sido mu Un bom, do q me arrupendu, sus
acbiiu-te mull paci.-ncn, e mostrarei aos que me
alo oonhecerlu, aim provnr-llie-liei que se me nio n-
sula iiiiponaaiente. U aongue de l.uii XIV corre em uii-
nba vea.
anti-constitucional o (lo vealoris, que ateos sesismef-
mos autores cslao-lho propondo reformes.
Discula-se o projecto ; o nobre ministro doa tego-
cios estrangeiros h nrs-noa com sua presenc, satisfa-
r tambem seus compromisos, aprsente lodosos meios
de completar a loi, o doise-se de confliclos.
O Sr. Ferraz : (Juem (allou em conflictos ?
O Sr. Aliara Machado : Pois nio ourio ao Sr.
ministro dos negocios estrangeiros dizer que o governo
deixou do apresentar una medida completa,satisfacto-
ria, porque acata linba notncado un commistio para
aprosenla-la, c porque o governo quer evitar uta eoo-
IIi, lo ? Urd, esso conflicto be que eu neg que podesse
dar-se quando o governo, cumprindo com o seu datar,
ollerecesse urna medida a respeito, directa ou indirecta-
mente, porsioupor seus amigos: entio nao se diva
conflicto, maa sim cooperario ; e se a eommitsio (como
he de suppor ) consultou so governo era esss occasiio a
opportuna para o governo esclarecer e habilitara cmara
com ossaionados frutos de sua eiperieeciaede leu tacto
governativo : mas les isto o goteroo ? Nio fe; e eu
supponbo quo nio fez por so acbsr bem baldo sobre es-
te sssumpto, mesmo dapois de tantos mezea de sessio ;
o se o governo quer desculpar-se de nao o fazer, bus-
que mclborea desculpas, desculpas que nio sejio sem-
ra/es contra os individuos e contra a materia que o
apoia, a qual, pelos bons desejos que Isn apresentado
de apoiar e dirigirse segundo as justas inspiracoes do
governo, faz reverter sobre o mesmo a reaponsabili
dade moral de quilquer erro que comaiettesse.peU fal-
la do cooperacio total abendono em que deixa esta
casa, onde nio apptrecem, tendo se-lho concedido o
direilo de se assenlsrem nella para Ilustrar a cantara.
O allegado do nobro mioistro ho pois sam raiio, carece
de fundamento.
Quanto a esses compromissos inculcados pelo oobre
ministro, direi que se compromissos exislem, be o 1.0-
bre mioistro um dos msis envolvidos nelles, e est na
rigorosa obrigacio do os salislazer ; esses compromissos
nio consisten) em mera! promesas, mss no dever de
sbolir, e de abolir quanto antes ossaa leis que o nobre
ministro reconbece que oflndem a constituieio em
multas de suas Ihcsfs.e molivou urna resistencia armada
en. duss provincias.
O Sr. F. .tile: Nio loi essa a ciuta.
USr A. Machado : Tambem Dio seu eu o mais
habilitado paia expor estas causas; ao menos foi esta
una das causas allogadas nos papis da poca.
'ao muitos os vexaines.os detrimentos da populado,
e por isso desojo que o cdigo do prosea seja emendado
quanto antes.
Dt< o oobre ministro queopaiinSo realaaa urna lei
incompleta,e eu Ibe direiqueopaii reclama umaboa lei,
que o projecto j remeda muitos malea, e que eu tenho
l na discussio, e espero.que a discussio completara e
melborar o projecto ; e ainda quando olla linda fiess-
se manca, assim mesmo j muitose ganbava faieoio
cesssr os mais pernicioso* artigos: porque nio podemos
fasor j 40 graos de bem, deisaremos lodo o mal asis-
tir e oio (aremos ao menos 20 graos de bem ? Isto
be urna oieepcio ditatoiia. A presenta do nobre
ministro na discussio do projecto torna impoasirel a idea
da manqueira na lei. Ku nio convim no convito aos
Srs. ministros para a discussio selia lei; parecao-me
esta ideia um meio de procrsstinar a diseussio; e dema-
is, nao sendo urna lei de confanes, ademis tendo a
cmara dado asiento ao goveruo no seo vuio, o demais
contando com o zelo o o pstriotismo do nobre ministro,
a cmara linha o direitodo esperar o sau comparecinwn-
to, o que se vai verilicando : eis j o nobre ministro na
essa, o quanto nio ba a esperar do seo satoir fir I
Mas, senborcs, eu nio son um bomem toreo, esa*
Arrebatado pela colera e pe eloquencia, Femando
Imvia-so levantado, o poisrara a largo pasto gesticu-
lando a moneira napolitana. A cansa de Carolina estova.
gauha: oblivera entlo do rei, em ailo permanente,
dei on mais niiigiiniiirn do quo llio pedia, a pesar da
inveiieivi-l repugnancia que ello linha a penna a tintei-
ro; aindamis, houvcra-o coudusido pela raie atoo
centro de Palcrmo, nios ella nio quera lanto para um
dia.
Todava o ferro eslava muito vermelho para que o nio
balease immedialaiuente.
, Conversemos aera nrrebatomciilns, disse ella a seu
real capoto ; o reverendo padre Cacanio, aqui presente,
vo dir que a colera he uro peccado e alera disto, por
legitima que eja, lie nociva aprudencia, edeita beque
nos necearamos.
Vejamos, ditse o rei sentando-so que se deve
fater?
Priinciro que tudo, ha necesario ter plena e ntci-
ru eoorianr.a na vossa Carolina, e fater o que vos ella a-
coiuclliar. Amanilla dcixarcii Fiuuzu, pretexto de
urna cacada, e iris direilo a Parlanico, onde acharis o
principe de Catarro.
Cassero!..... esso he un amigo dos Inglese.'
Foi, porom uio he mui. Ainda quo memoro do
gaiiineie por elle organitado, representa no ministerio
us nosso interesie to boa e mellior, do que nos raea-
mo o pederamos fnxer. A Inimiude que tem com osen
collega Belmonte, nos ba servido a medid du nono de-
sejo. Ellemeaiuo vo expor o estado da coosas, e vo
tornareiaate de ludo; depoi duqueaoootpanbar-vos-
lia noasa quinte da Favorita, donde fitrei a voa en-
trada do Polerrau : la declarareis que a vossa saude se
sebo resubeleoida, c que em oonsequenoia tomis de

NMERACAO incorreta


un
pcrrido ; pono entrar em urna capitulavio com o nobre
nrinislro, talvez possamus cliegar a uro convenio ; o
governo nio deve Icr perdido de vista cita qucslao : o
momio (acto d3 tef a cmara dos Srs. deputados inicia-
do urna, medida a respeilo be mais uma razio para.Ucro a cuta da naci, para 5. Exc., 'a fim de revogar
que o governo se aparelfiasse pira a discussio, para di. aportara de exlinceao, o sem o que innulilisadas ca-
rigii a tua maioria deve o governo estar rico de maler rilo tantas perseguirles, tantas niusticas e escndalos
riaos e maieraet ja dogoridos, e preparados e coordina-
dos ; pouco lempo ser precito alta capacidade do go-
verno para presentar uma legislacao completa. Va-
no* i capsuladlo : quer o governo oito dias de dilacio
para vir com o seu projecto a casa ; com o seu projeclo
ampio, completo, satisfactorio ? (uer quinze dias P
Anda ebegarei a convir nisso.
G i. 1 *r~- : nesuio imita.
O Sr. A. Machado : Nlo, isao quer o Sr. minis-
tro; mo deita para ao depoia doencerramenlo das c-
mara*,' e com quanto eu n9o pretendo relirar-mo da
prorogerao, todava nlo quero contribuir para ella.
Diga o governo se convem ueste limitado adiamento;
te convem, eu votarei por ello ; quanto a adiamentos
illimit.dos, ellestlo prohibidos pelo regiment.
Senboret, Tacamos o nessodever, cconomitando e
sproveitando o tempo para uma le lo vital ao paiz, e
venha o governo com suas emendas completar e melbo-
raralei; mal, ae o governo nio esta preparado para
o disusaao, te nio trm mileriscs para a obra, se quer
adial-a para preparar-se, eu Ihe direi que aquelles que
at agorase nlo pieparrio para a discussio e melbora-
mento deita le,dio bem a temer que se nao preparars
senfio tarde, mal ou nunca. Voto contra todos esses
recursos, e repillo a aecusacio que se me faz de Icr con-
tribuido para a paralysacao das esperadas reforma.
He lida e apoiada a seguinle emenda do Sr Moura
Magalhies :
Requeiro que o projecto n. 117 (que adiado, e
sa eapere pela proposta do governo sobre a reforma da
lei de 5 de de/en. bro de 1841.
OSr. A Machado (pela ordem) pergunta se he
novo requerimento, ou artigo additivo ou substitutivo
ao que est em discussio.
U Sr.'piesidente declara que considera o requeri-
mento doSr. Moura Magalhies como emenda que in-
olue um adiamento diflerenle do outro.
O Sr. A. Machado : Peco ao nobre ministro que
declare se acceita a dilaclo del6 dias; se acceita, voto
pelo requerimento do Sr. Moura Magalhies; se nio,
nlo.
giodolc, que diiiioellesdecerto seria esmsgado, se
por ventura os eleitores de S. Malbeus fossem nelle vo-
tar, e por isso, mais ve lo/es do que o raio.expedem um
proprio, j se sabe, um soldado, porque ludo elles (a-
CEARA'.
OH QUE NAO SEI CONO DE MOJO O COME 1
A cima denamos transcripta a repreienlicao, que
a S. M. o Imperador dirigirlo os eleiti res do collegio
de S. Malbeus, emeonsequencia da llega!, injusta,
carbitraria exlinceao do mesmo collegio pelo xm. pre-
sidente Vasconcellos, a fim de em ludo cumprir os de-
cretos da (actu, que, para flagello da provincia, obri-
ga-o a tomar todos os rumos edirceces, ao mais leve
aceno seu, pois com essa condicio foi elle para aqu
mandado pelo famigerado cobra, que se acha na
corte.
Nos nio fanlisiamos; sempre que nos oceupamos
com os actos miseraveis de S. Etc., appresentsmos as
provas, para nio termos argidos, pela pandilha devo-
rista, de levianos e injustos.
He sabido em toda a provincia, quo o collegio de S
Matheus nunca dobrou a cerviz, nunca cedeo aos fac-
ciosos csrrapalos um s palmo de terreno, em materia
eleitoral, qur elles estejio no poder, qur nio : uma
longa experiencia, pois, os convenca, de que baldados
seriio os seus esforcos naquelle ponto, embora para
ello tivessem mandado uma forra de i.'linha commsn-
dada pelo lenle Antio. Quocumpria pois fazer essa
faecuo desorganisadora ?
Foi ter-6e com o seu homem, com obssofioSr.
Vasconcclloi, para firmar umi portara, exlinguindo o
collegio, e S. Exc. submisso a ludo se n'reslou. Nio
fazemos commonlarios sobre esso acto de S. Exc, por-
que na representacao so entonlr, o bem deduzidos aigu-
mjntos, que o cobrem do eterno opprobrio, com semp-
teroa vergonha para o assignalano; e preciso he que
todos subi ser o lllm. e Exm. Sr. Ignacio Correia de
Vasconcellos, actual presidente da provincia do Cear.
No entinto como lio mudiveis as cousas deste mun-
do! OSr. Vasconcellos aqui na capital, consultados
os intercsse das barpyas que o cercio. c que ignoravio
oi que se pasta va pelo centro da provincia, firma a ex-
tincrio do collegio de S. Matheus. o o rene ao daci-
dade do Ico, onde a frea brula, as perseguicoes, as
ameacas, e a secca produnro os effeitos, que 01 arden-
tes Garrapatos almeijavio;mas Um pnico terror so apo-
dera do estooteado Jos Dias Azetcdo, e do Indio Ma-
noel Brigido, que aio os directorea dos insignificantes
carrif atoa all exilenles,e Ireoieu pela tortelo colle-
na qualificsco, lautos conipromettimentoi, pira al-
cancarem o tnumpho naquella ctdade.
Ocaso tornou le, portento, serio, pois S. Exc., sem pal-
pavel contradiccio, sem perder toda a lorra moral, sem
se exper ao odio e despreio dos bomcni sisudoi, e i ri-
golas dos gaiatosygjpjlo poda revogar seu primeiro acto
senio em consequencia de noves e ponderosos motivos,
que apadrinhaisem tanta volubilidade, que be uma das
peiores qualidades, que pdem ter os governantes; pois
denota, ou falla de capacidade intellectual e administra-
tivo, ou que alo dirigidos por algum club, que, isento
de responsabilidade, pode tentar os maiores desatinos.
S. Exc. de certo se acha comprehendido em ambas ti
bypotheses, como altamente denunciio os factos, e em
particular o de que nos oceupamos; pois, para obedecer
aos carrepatoa directores, extingui o collegio contra
lei, deslembrando-se do grave incommodo que ia causar
aos eleitore, por caua da grande ecca que nos assalla :
tudo foi preterido, lei, decencia publica, moralidade e
bem do povo que Ihe foi confiado; mas, logo que o acto
faltou sos seus fins, logo que do Ico reclamrio quo em
lugar de provoitosos para os carrapatos, Ibes causava
damno fusio dos dous collegios em um s, S. Exc.
prcsla-se a nova exigeocia, e restaura o collegio do S.
Matheus, dando por causa a secca, e esta ordem ebega
no dia ou vespera da eleieio I Ora, d- se maior mise-
ria, maior impudencia do quo esta de S. Exc? Ignora-
va por ventura oSr. Vasconcellos, querido firmou a pri-
ii.eir portara, que nos achatamos a bracos com a secca,
que elle tanto tom aggravsdo com essa poltica reacto-
ra, com seus desvarios, para dar um triumpbo epheme-
ro a seus directores, e s depois da requisitoria dos
Dias, e Ungidos, foi que descobrio com suas vistas pers-
picazes, que a secca assolava o centro da provincia, e
que, em consequencia, nio poderiio oseleitores de S.
Matheus ir votar no IcTQue,papel, pois, representas.
Exc. neste drama infernal, em que a sorte, o socego, e
mesmo as vidas dos Cearenses se achao i discricio de
uma pandilba desmoralitsda, sedonta do mando e de
sangue?
Exm., receba um conselho, larguo o po ler, peca sua
demissio, pois nio tem a precisa capacidade para tan-
to ; seus hombros sio mui debis para lio grande po-
so, nio se encba de orgulbo por ter desmoronado a
provincia, que o encara com horror, e supplantado o
seu livre vol; o voto de sua grande maioria, na prxi-
ma passada eleieio ; qualquer arlequim, qualquer bo-
bo de comedia o furia, uma vez que se epresenlasse sco-
ber lado com o manto de delegado de S. M. O Impera-
dor, a quem os Cearenses, ecom elles a grande maio-
ria dos Brasileros, amigos da ordem, tributio o mais
profundo respeilo e acatameoto, bem como i constitu-
ci e as leisdopaiz: se isso nao Ion, V. Lie. impu-
nemente nio bavia de praticar tanloi desatinos, nio se
furia um pequeo Aureliano no Cear, ira pira outra
parte impedir o desembarque do principe de Joinville.
Convenca-se por ultimo o Sr. Vasconcellos, que um
delegado do Imperador nio deve ser uma machina elei-
toral, um joguete das laccfies, massim um bomem si-
sudo e circumspecto, reunndo qualidadei taes, quede
alguma maneira simbolise, e retrate o l'i coinmum dos
Brasileros; e lembre-sede mais, que nom o patola do
ignoranlao e estupido Pombalelo, ministro do imperio,
e nem essa mimosa cobra, lavaro as nodoss, que se
achao impregnadas no ardao lodento de V. Exc., con-
cedendo-lbo um posto de brigadeiro, ou quando menos
de coronel cffectivo; pois para nio carregar melhores
dragonas, das que (em, nio o arruta o seu republica-
nismo
Hasta; o Sr. Vasconcellos est bem conbecido, o pelo
seus actos cerca do collegio de S. Malbeus, so nos
resta dizer, como se \( do nona cpigrapbe. Uh, que
nio soi como de nejo o cont [Pedro 11.)
Emolumentos de certidOes
2.* decima.de mi mora
Imposlos de casas de modas
Ditos de lojai abertal
Taxa doi cscravos
Pertence ao rendiononto do
anno corrente
dem do dito do anno (indo
12.420
624,830
80.000
4:382,800
1:280,0001
13:822,470
10:622,470
3:200.000
Recebedoria, 5 deselembrode 1845.
Estanislao Pcrsira de Olivara.
13:822,470
O eicrivio,
COBRE10.
cnnitEtro'NDEHCix. d cjdadi B rs.ovincu.
De lodos quintos trtchoi e quanloi tpicos n teem
escripto, ou se achao rscripiQS, ainda se nao vio, senio
leo um tpico, como le tpico Favor e griga para
os amigoi : bem se pode appeflidr o tpico dos t-
picos, o trecho do Irecboi! Este trecho, bem aue
nlo poderse sabir do Ceo, pelo menos psasou pelo cao
( di bocea) de quem o proferio, e enlio se deve tomar
como da bocea de quem vem !
Dei-me ao trabalbo de procurar a fonte deste trecho,
e conheci, era filho legitimo do proverbio para ami-
gos mos rotas ; e nio contente ainda com a Ion te,
quiz saber o que significava, o o que era ; deicobri
era pio-de-l. O descobrimento destas duas verda-
des animou-me a ver, se poderia igualmente descubrir,
quem seriio os taes amigot para quem era o pi dolo,
e essa verdade, esse conhecimenlo obtive pela experien-
cia !! I Os laes amigos para quem era destinado o
pio-de-l crio, esio os criminosos I Sim,
Sonbores: o Oxal, tendo espaocado, mutilado, e mal-
tratada seu mestre, (endo fgido dsscadeias dcsta ci-
dade, e de Fernando, conseguio andar solt e livre;
e ainda mais conseguio a mizade do Exm., que nlo
considera, que com excommungados se nlo pode com-
municar l!! E que tal be o pedaco de pio-de-l em
que tem moltido o denlo o reo, objecto do favor
rafa1 ^
DIARIO U l'EII\.\lllll().
novo as redeas lu governo, c publicare a proclamaran
eujo modelo aqui vus tubraello.
Por cala proclamacao, que com eiFeilu vio a lu, po-
rcia mu i lo nuii tarde () Frrnando obrigava-ac forinal-
mriilc dar uma cnrmiiiuicio e etlabelceer a indepen-
dencia nacional obro unu nota bate. O terawit den
fulcnme prunicnaa crio tuoa, quo o nirtiuo Catrcu,
esne represen (a n le du principio dcmoeraliov na Sieilm
n.'io os liouveru luclhur ricolbido. O povo, diiia-ac
nlii teU nal mente, ser soberano, cO principe que lllu
lie mais do que depositario das Iris, dar a mais dese-
javcl e niaia enrgica coiutiiuiclu. A palatra cons-
tituidlo la fes framir o tobrulho ao velho despota que ti-
nli.-i iiiveiicitt'lbnlipatbiaa ludo quanto ebeiravade per-
ro ou de longo jacobinismo; para elle, indo que nlo
era anligo rgimen, e como tal unanjadr^ rra.jacol.ino.
Ritita pora revestir a seus olliui eale infernal oararUir,
que um liumrm corlntse o rabilo ou aluuaae < cal-
{oes. As jiantaluuaa nunca tiverflo inioiigu niait encar-
iiicfldo do que rile. Nio era porque u p.ilavra consli-
luicio lbe represmosse ao espirito obluto algunil cou-
aa clara ; bstava-llio porcm saber que cr una limita-,
co qualquer do seu poder o dos seus copricboi, para
que elle aburrecesae por inttinclu esse nionalro noicido
do delirio popular.
Carolina laubem nio tinha, cmseosprinnipius, ideias
a esle ropcitu nein inai juslaa JU'm ruaia liberaes; seu
comjiortaiiunlo beui o provou ; oa batia-a modificado
PEBNAIVIBCO.
Kei.dimento do mex di agoito indo, arrecadado pela
mesa de rendas internas geiats.
A 8ABRR lv V .
Foros de terrenos de marinha 22,771
Siza dos bens de rsix 3:344,717
Direitos cotos e ve!los 120,480
Direitos de chancellara 8,490
Oizima dola 513,462
Sello fixo 1:694,1*0
Sello proporcional 1:675,800
Licenca doi despachantes da alfandega 62,600
(*) No dia l.*dc Maiode 1816. O autor lieobrigadoa
diierhistrico como ims novellai de Mme. de Genlis.
(NoU do aultr).
n adversidjde e anda inai a austera o dominadnra pala-
vra de Canloroo; era rila uetsa oeensiJo sincera para
com eale, e para eoin sigo meimn, mas n.lo |inrn oOm
Fernando que ero preciso engaar por o levor fin,
enmo ic engarite pur tro propriu iiilere>o na meninnt
teimotut. E como perccbeise o lilao timo que produ-
lia no eupintu d'el-rei a fu proclaiuacau, cfFeito quo
alias ella baria previsto, disse-llie snrriudu :
Estos palavras novas vos admirlo ? lio forcoso,
para Iriumplior dos Inglriet, coiiibalc-los ruin as u>s
proprias armas; s com entacoiidir.ij lie a victoria po>-
sivcl.
Nio ora Fernando lioincm a encelar umo discussio
profunda sobre tan serio objecto; sua oversau aos nego-
cios, mi antes sua radical incapacidad!-, serna niarnti-
Ibosameuto ous projrelos de Carolina : fieou pnrlantn
convencido que esto proclamar.Jn era uin estratnjiunia de
guerra iiuugiuadu por sito uiulher para niellior elicgor
ous fins, eafsignnii ac:n Idals eiplicacei. L por nada
iudiigou nem inquino oh recursos nem ni lucios de ac-
Co, duque a raiulia poda dinpur; iiietlera-se-llio na
tabc(a laucar mi du cora, e nos cerebros acunliaduj e
pcrtiuaius, toda u ideia, anida amis imprnticuiel, a
mais loura, se torna ideio fita.
S'ibmetti-voa o meo plago, dase Carolina diplo-
mticamente; e vos nao me diseis, se o adoptis, uu so
leudo uli u P l.nluii prestes a abandonar o raeu para a-
Lracor o vosso.
Agrada-me o teu, respondeu o rei salisfeilo, co-
mo vulgarmente ic du, deque llic dessem boeendo
Fizerio-noi o favor de algumai folbis do J. do Com-
meido at 12 de egosto : o que nessai poucas folbas
encontramoi de mais importante, be a approvicio do
adiamento da discussio do projecto da reforma judicia-
ria, que fra proposto pelo depulado Moura Magalhies,
para se esperar por proposla do governo : teve lugar ei
sa approvscoo, na essio de 8 do passado, e a respeilo
della diste oSr. Alvare Machado : a A lei nlopsssou;
mas o governo ficoucom a mi na cumbuca. Oque
foi recebido com geral gsrgolhada. No dermis oceu-
pava-se a cmara, quando te reunia, com loteras,
pensoes, te. Naquella mesma sessau. de S recebeo el-
la o oflicio do secretario do sen: do, participando que
este nio mudara de opiniio a cerca da intelligencia do
artigo 61 da censlituicio ; o oflicio foi remullido, tem
diicussio, commissio que est afecto este negocio.
O senado oceupa-se com o orcomentos. Continuavio
a ebegar os colonos do Sr. Aureliano, s centenas.
Quanto ao exterior, o que podemos concluir das no-
ticias do Rio-da-Prsta he, que as frcn de Rosas em
Enlre-Rios fOrlo bitidaa palo general Paz; que outra
divisio rebellou-se ; e que a lituacio de liuenos- Ayres
be a mais espantosa ; o finalmente sobre a intervencio
anglo-franceza, damos aqu este extracto que o mesmo
J. do Com. di de uma carta de Montevideo, do 23 de
julbo.
....... A esqundra argentina, quo bloqueara o porto
de Montevideo est sequeatrada pelas forca inglcioi
franceai.
" Urna commissio dcofliciaes demariuha francesa c
inglvia foi lionlem iniimar ialo mesmo a Oribe, o de-
ilarai -llie que as turcos das duas nsces defeudoriao
praoa no caao de ser aeonimetlida. Oribe disse, que do-
ria 1-enponio, mas quo entretanto nao ceda du direito do
t'dier o guerra ao seu iuimigo, flojo so lr.ni ouvido al-
guns liros as avanzadas, como be de costme.
THEATRO ITALIANO.
Ha em verdade cerlos gozos neata noan vida de pro-
gresso, e nesla phase d civilisaco em que nos odia-
mos, quo j nio pudem ser encaradas palo hornera se-
nau como verdadeiras necessidas do scnliinonto. A alma,
depois do Harineada a esta vida montona 4ie nada din,
quer eapreguifar-sc pur entre aa sombra nirslcriosaa de
variados praieres, e elevar-so u regiio do absoluto e do
indelcindo, pelos meios poderosos que a arlo teru posto
a son diap'if icio. Eala tendencia do espirito a aublra-
liir-i.' rada ves que pudo s oousas da Ierra, o a querer
iileniiticar-ie com o Eapirito de Ueos, so pode ser salia-
Inia no mundo pelo Portiu ou pela Msica. Uma o ou-
visin di- lia niiiiio len.po. Sede firme, sido rei,. e a vic-
toria lie noaan.
Quanto a isso, minba querida Carolina, podes es-
lar socegoda; so o negocio falhar, nio ser por miiilia
culpa ; aborrece me ja de ruis cm Ficmta para c vol-
lae, a nio ser obrigndo pelo poder das baionelas, como
dira esso malvado de Mirabeau, testa du* sena jacobi-
nos. Meo padre, coiiliuuou elle dirigindo-se ao seu
cunfessur, abcucoai a nona eruprcia, e ora i a Deoa polo
eu buin resultado.
Nao eapcrou o padre por segundo pedido, o foi dando
iinmedialameute a sua henean nos termos tuais proprioa
Ira se aehio felizmente reunidas as melhores conn
aicOes lyricasou operas dramticas, delusivamente..
tedas nos tlirntros italianos, de cojo recurso catete i,
vado por niuilo lempo Pernamburo, llojc, groca
guns artistas que li5o aportado s nossaa praiaa Jg
aatisfeila etl nereasidade; e s folla que o publico ,
nao uma emprea quo tanto direito tem ser prole*id,
acorecoada, pelos ineessantes esfnr^us quo fai .m
mesmo do toda a efpcolaco,
I cuioa asaialido a lodaa as rapresenlacfics da c(l
cuiiitianbia notlieulro publico;'o seria para a nuan^a"
de uroa'verdadeira perd, sopor fallado lucros qnecon
pcnsossciu as fudlgas dos artistas, a companbia ae vi
nbngod a suspender as suas represcntojea. 0, R| J"
rxrrSsiTM Se b Sr. MarinH|eli Szer* iIal *
aprrsenlar em fernaiubiiro M ricas rnupogena hiati
ca qne em lodos os papis rrajao os nrlislai; aa dein'"
tas que elle contina a foier, mandando vir da Euroi
como nos nonata que j lisera, mais dona artislai e ouir'
dama i innngrli, do Sr. Toselli, do Sr. Franohi, e sobretudn I*
lio formosa e Uo anglica Sra. Marietta Marinan,ep
eoja ro, na ullima ropresenlafio de quarta-feiro, nu
>iou todo i tbealro, quo a cubri de prolongados apnln'
os na Casta Ditina di Norma, tudo nos persuada qu
o publico continuar a tomar lodo o interesse pp|| ,c.
lual coropanliia italiana, convidando-a pela'sua frequeq
eia, a fixar-se d'uma ve mire nos.
Consta-nos incamo que em ontes que cheguem dsEa.
ropa as oulras voies que o Sr. Marinangrli mandara esa.
mor, dar-nus-ha aqui a oomponhiaalgumas operas coa!
picotas de carcter u/fe e de nssaae ilylti, que aerij.
ri naturalmente de desenvolver em nosaa cidsde o ti.
lo decidido por esta formada arte, para depoia assillir.
mus s inaravilliosns cuni[inicncs dogoniu, nos direr-
sos estilos do drama lyricu.
Quando todos os encantos que a arleoffefece se cala
reunidos ii'umn s aeran, e prsenlos om espeelaculoi,,
linmrin, cuneado de ludas as decepfilea e miseriasd0
seculo, be couaa pranos impussivcl que pur enlni
nagin das voies c dos penaanieulos enrgicos une a nm-
cica inspira, senio finio o corado nrrebatodo t ,
mundo novo, e visivelmcnte impcllido por raillitre Jc
intelligeneias superiores, cojo eoiiiinqjHo era igmiradii
pelo espirito antea de pela priraeira fti osemir, ,
coja lei seni duvida lie o senlimento da harmona na sui
maior altura. Ha esta nceessidade quo nos quereaiii
ver alimentada cm Prrnambuco, como j disaemoa, pur
amor dos costumes, o do todas as retacees socisca.
No momento mesmo em quo estamos escrevendo es-
tas linhas, somos'informados que domingo, 7 do cor-
rente, irlo osartiitas italianos da actual Companhit
cantar nu Igrcja da Penba a Misss da esta ; composi.
ci toda religiosa, e nio eniertada em olas dramticas
e Itscivas, como hi annos be moda em nossai igrejaa,
com o maior escndalo da religiio oda litburgia csli*.
lica. Crfimoi que a occisiio he escolente pan avi-
liarmoi d'uma maneira mais intima todo o talento dot
novoi artistas n'um genero puramente especial; e nio
duvidamos de que gTande numero de pessoas, anda ti
mail escrupulosas, encheriO nesse dia o Templo dos Ci-
puch inhos, un por devoco, ortros por curiosidad'
de, todos sem dvida por um senlirueiitj estbatiea,
que aida nio lem nomo entre nos.
Publicarlo a pedido.
Srs. Redactares.Ancioso aguardara a respoita di
Sr. major F. C. M. parte do discurso do Sr. Antoiio
Joiquim de Mello, deputado pela provincia de l'ernim-
buco, em que esse Sr. nlo receiou no centro da repre-
sentacio nacional langar propositos contra o crdito
daquolle; proposicOes essasqueso podero lor o cuobo
de verdadeiras para o mesmo Sr. depulado, pois nin-
guem de perto que (enba conbecido o Sr. F. C. ,M. to-
dera em tal acreditar; o seu carcter distinelo, cu
seui lervicoi, sempre prestados cauta da ordem, sao o
maiore desmentidos que se pdem oppr a essi incul-
cada vilania.
Como fosse nesla provincia lido o Jornal do Com-
mtn io n. 146, de 'idejunbo, om que vem esse dis-
curso, por isso appresso-me a rogar-lhe a inserciodi
seguinle correspondencia, que em sua defeza fez o mcu
amigo, no Diario de Pernambuco, de 5 de julbj, pelo
que Ihe ser agradecido
Um seu constante leitor.
[Do Coireio Mercantil.)
COMMEriCIO.
Alfandega.
do du 5................. 2:029*772
Beniiimento
Desearrega hojt 6.
Sumaca', nnamercadorias.
Consulado.
Rkndimknto uo da 3.
Geral1:407*447 Provincial346^832
confiar do outrat mos os iranes quo faiilo mover l-
qeclle outomato coroado.
E cutio, magostado! pcrguntou-lhe Caalrone,qu
a linba acompauhado na cxped^Jo, e a esporava al-
gmua distancia, passou-so bem a visita P
Em fim respondeu Carolina com oslreiaeciincnto
interior..... be chegado o dia da tinganca.
libria d'alegria, de esperanca, passou ella o reala i
iiouie a cavado sem sentir fadija nem temor ajieilf da
obscuridade da noule, c posto que os c.iiuinlios desvia-
dos que o prudonie Castron Ihe fjiia seguir airavsuj
moiitanlias deiVIarincu, ruasen eslreilus, eserabreSOSi
edemais a mais eieoslM
para inspirar ao seu poniient. oorago.u eaegurid.de; En- 'ua.ila* vexe. de preeipicio., .
,':.......__.,.. u. ____.. ___ .Iluda a eapecio do eneoniro : verdade he quo o uauu
ireveudo ja o porto, fto he, a curie, segua elle a passoil,.
largos i> trilito da rain ha, c appoiava com tuda afurfi"
du poder eapiritual os projectus temporaca o iuioira-
nicute iiiundanoa da nlliada du Casturo. Depois que a-
bencuou, c tornuu iiobencuar o real par, njoelliou-se
diivulamcnte|; rei c a rainlia o imitaran, o ello fez urna
fervorosa oraco pelo triumptiu de SS. magesladea sici-
lianas, ubsulveiido-oa d'auleiirio de todos os peccadoa,
loriara e veuiaes, que podessrn cominclter na exeou-
cio do teu pin doaignio. Doos levara em coma aa eir-
eunistaiicias ; e so o sangue dos herejes huitvesse de
correr, esse sangue, duia ello como Purafanti, to pre-
cioso era ?
,6r u
A vaneada ia a noule, quando a rarnll ae despedio do
rei, para ir, dilia ella, esperar nu lugar do teu exilio o
eu prmimo livrfwenlo ; iua> rm ve* de lomar a Cattel-
feilo, concorde com o leu parecer; awauhia deiio ii-1 vetinon, torneo o earuinlio defotermo, paraahi velar,
euua, o veremos o quedi* oiiiiiiok. je dirigir, aein quo o mi o soubcaee, u grande aocfti da
"iancalri|.a a escolUv eiu distancia, prestes a p<
inAus nos indiacreloa, fosaciu elles Ingleses ou iicilav-
nos; mas ella ignurava cale execaso de precaucjo,
vido anda aprudencia de Cottrun; e como aejalgs
s com e *'u guia, tinha todo o nier.io da corajjeiu.
Pnaaeii-M a anule sem accidente. A nica rmoc*" 1'*
laroliua exjieriineiiloii fui a da impaciencia. *H'
ardeiileiuenlc pelo da pareoia-lhe que precipH"'"'"
archa do avallo, avaucava a do U'iupo, e o seu b*|
doeacudciru iniiiiu irabulliu tinha em seguir-lhe ot
dar arrebatado. -
C'.!hc-a o dia as aluna de l,ibilr*sa'
Quando ella.vio bnlliaieni us cpulas de Paleta
primeirot rasos do sol, batlco-llie o corceo coisi'^
leticia, rom o u jugador que vo apontar a carU,
3ue pararo luda o sua fortuna. Todava evitou rlls
tde e lomeando-a do lange, fui alojor-ie na real <\*^
la da Favorita, sem ler sitio vista de pessoa alginm
auliri-'
ci-
sem ler
Nio be o quo ello dir quo uo importa, he o fiselque elle era US o instrumenta) ebrigado, nas paa-lrunle a ranUa e perigota viagetu.
tara, cisalii o que cuuvem prover, eoquoeu leubopte-'sivo. A evpetietsnia llio lia va {Trovado, que uo dcviaj (Conti*'~,'~MI


Movimcnlo do Porto.
P/aviot entrado* no da 5.
S Catbarina ; 26 dias.brigue brasilciro Ampkitrilo,
de 220 tonoladai. capilao Manoel Uuaree e Silva,
cl|uipogem 10, carga farinbl; a Maooei Ignacio de
Alcobica ;'8dias, 6'Peira brasileira N.S dAjuda,
i. >| toneladas, capilao Mtrtiniatino'da Silva Mi-
randa, equiparon! li, carga farinba; a morim & Ir-
8oJ.' punagoiroi, Manoel Joaquim Simos, loa-
Anlooo doCarmo, Brasileiros.
Editaes.
coras, e mai err*ageos stlvadaa do incendio da barca
inglea Cigar, queimada porto do Cuara: a-tratar com
J,J. Tasso Jnior.
______:____________ un"-----------
Avisos diversos.
I
guel Archanjo Monleiro di A adrad*, tfficial da m-
pe ial ordem da iota, eavallnro da fe Chrulo
niptclor da alfandega de Pernambueo, porS. M.
Imperial, o Senhor D. Pedro II;que Deot guarde, $c.;
lii saber,que no dii 6 do crreole(boje),ao meio da,'
.na porta da allandega, se bao de arrematar 1( dusias
L mantas de seda, no valor de 750* rs.; 8* dusias de
lencos de sede no vslor de 1:200,000 rs.; 124chales
de sOda no vslor dc95O,0OO rs.; 25 pecas de seda com
G5* varasem 141 corles, e 9 pecaa de setim e sarja no
islorde 1:000,000 ri.; impugnado pelo amanuense
Goncalo Jos da Costa e S Jnior, no despaoho por
facturada J. Keller: sendo djU arrematteio subjoita
so pagamento dos direitos.
Allandega. 5 de setembro de 1845.
Miguel Archanjo Monleiro di Andrade.
Miquel Archanjo Monleiro d Andrade, oficial da
imperial ordem da Rota, cavalleiro da di Chritlo e
,,pecordaal/andega de Pernambueo por S. MI.,
que iot guarde, &c.
Yi saber que, no dia 10 do torrente, se lito de ar-
rematar em hasta oublica, a porta da mesmi, ao meio
dia por conti de quem perlencer.as mercadoriai abano
descriplis: JJI
Urna ctixaooM impreseos, no vslor de 2,000
Uina dita con 19 garrafinhas de agoa mi-
neral 5-000
Urna dita cotn 8 libras de centaura me-
nor.
L"m barril vasio
1 in dito dito
Quatorzegigos vssios
Uez barras do Ierro, pesando 8 arrobas
Alfandega, 5 de Setembro de 1845.
Miguel Archanjo Monleiro di Andradi.
200
500
500
1000
5,833
Det la rao oes.
- O abaixo assignado, procurador da cmara mu-
nicipal da cidade de Oliods,avisa a lodos os foreiros da
mesma cmara aue elle se sebe prompto a receber os
faros nesta cidaV na ra do Cahuge loja de Pe-
rtirett (uedes, todas as sentas-foira* das 9 boras at
ss duas da larde onde o deverso procurar.
Anlunio Aunes de Mello.
COMFAKHU DO BBBERIBE.
Odireclorda companbia do Bebiribe convoca osSrs
accionistas, para que bajito de se reunir em assembla
geni extraordinaria, no dia 10 do corrente, ai 9 bo-
ras da manhia, no escriptorio da companbia, a lim de
se deliberar sobre urna proposta de ioteresse da mesma.
Rccile, 3 de setembro de 1846. O director, J. H.
d'Ulneira.
Os Srs. accionistas hojao de realisar a entrada de
seis prcenlo, ltimamente pedida, attLo dia 20 do
corronle. Escriptorio da companbia, 1. de setembro
do 1845. secietario,
B. J, Fernanda Bar rol.
THEATRO PUBLICO.
ia 8 de setembro, grande espectculo,
A FELIZ INDEPENDENCIA DO IMPERIO DO BRASIL.
Depois da primt-ira ouverlura, appareceri o retrato
deS.M. 1., esua augusta Esposa, cantando o byuno
nacional a dama Mara Joaquina.
Segur-se-ba a representacio d'ume peca intitulada,
O GALUCHO PORTUGUE/.,
Amor alaria.
Representando a parte principal o actor Antonio
Maximiano das Naves, que,pela sua muita applitaco
irle dramtica, so tem feito eredor dos.applausos do p-
blico. No cntremeio da peca, em careciera tituacSu
propria, se cantar urna aria de autor frunce*. Fin-
dindo lodo o espectculo com um lindo duelo he^pa-
nkola, com castanhelai. A peca que a diroeco etco-
Hieo para este fausto dia, loi representada o anno pss-
"do no tbeatro da ra doi Conde, com geni aeceita-
t*d, e tanto por ser um assumpto nacional, pissado em
Ssnlarem, como pelo bem leudo enredo : hede.espe-
'", que oblenba nesta ctdude nao menor acolbimento,
doquurecebeo em Liboa ; o tbeatro estar deceote-
nento omado, o tbrono, onde apparccer as imperiaes
etligics, estar ricamente armado, e o camarote do go-
no com todo o brilbantismo.
Principiar o espectculo ebegada do Exm. Sr.
presidente.
Avisos martimos.
Pan o Rio-de-Janeiro pretende seguir breve o brigu
escum Fama, por ler parte do carrfamonto prompt;
pudendo indi receber algumacirga, mormente miuda:
quem no mesmo quizer cirregar, embarcar escravos,
"" ir de psssagcm, pode convencionar com Auiorim
IrmSos, ra da Cadeia n. 45.
Obligue nacional Fiel de que be capilao Ida-
oel Marcianno Ferreira ,- pretende sabir para o Ass
por toda esta semana ; podondo inda receber alguma
c,r8J assim como passageiros para o que tem
' Hellcntes coiiimodos : a tratar com os consignatarios
i'iroiino Jos Flix da Bosa & Irmio, na roa do Viga-
"o n. 25, segn l andar ou com o capito a bordo.
, Para o Rio-Grande-JoSul e Porto-Alegre segui-
" cotn brevidade o brigoe Flor -da-F: quem no mee-'
iiio quizi-r carregar, e embarcar escravos, pode enterj-
der-secom Amorim Irmlos, fus da Cedis, a. 45.
Para o Rio-Grande-do-Norte a lancha S. Jo-
9""" deve sabir a 10 do #correiito :* a tratar no
ortu-ds-Canoas, u. 27, ou* cun o mestre a bordo,
elrooledo trapiche do algodao.
*= Vende-se um masUro novo ; SexeeHeoWs an-
Jos Francisco Colarea roga ao Sr. J. M qu
bija de vir tirar a cadeirinha, que se ada em seu poder,
pertencente a sui mulber pagando o que r*eima es-
t devendo ; e nio o fazendo dentro Je 6 din conta-
dos da publicicao deste, se passa a vender para o paga-
mento ie,m qu e possad baver mifs reclimicoes.
O LID A DO II.
O o. 48, achr-se-ha ii a as i boras da tarde na
prica da Independencia livrfrTa na. 6 e 8.
A CARRANCA.
O numero 26 acb-sea vena na praca da Indepen-
dencia livraria ni 6 e 8.
Quem precisar de um homem para feitor de en-
genho ou de litio ; o qual tem butinte pratica e en-
tende de toda a qualidade de planticdcs ou mesmo
para criado de alguma pesioi tanto aqu na prici
eomo fura annuncie sua morada para ser procurado.
Pergunti-ie a quem iouber.se j ultimpIMe a ir-
remataco da casa de dous indares e solio, pertencente
a masssa dos bem de Miguel Ferreira de Mello; e no
caso de se nio (er ultimado, a raiio por que?
Pedo-seaoSr. Manoel Antonio Viegas, juix de
pax do segundo districlo do bairro de S. Antonio
queira ter a bondade de despichar o requerimento.no
qual se Ibe pede, mande seja imtimado o mandado de
penbora a mulher de S. F. da Cruz ou visinbos mais
ebegados em razio de nunca ser este encontrado, pois
para prolecio he bastante mais de dous me/es ; ou na
falla pague pelo mesmo o que Ibe ser mais airoso.
= Furtrio no dia 24 do corrente pelas 3 ho-
ras e u.eia da tardo da botica de Jos Hygioo de Sou-
za Peixe na ra Direila um caixio com man, com
o peso de urna arroba : e o mesmo pede a qualquer Sr.
boticario ououtra qualquer pessoa a quem lor olTe-
recido baja de o apprehender, e leval-o a mesma boti-
ca que ser gratincado.
Quom quizer alugar um molequede idadede 16
annoi, para servico de um homem solteiro por ter
principio de cofinbar o diario de urna casa muito es-
perto bom comprador e fiel, dirija-se ao primeiro
indar do sobrado di ra luga do Rozario n. 39. N
mesma casa se fazem lindissimas bonecis de todas as
qualidsdes.
Antonio Pereira faz scienle ao reipeitivel publi-
co, que, por baver outro de igual nome de boje em
diante se assigna Antonio Pereira doa Santos.
Um moco casado olerece-se pan ensinar la-
lim, e qualquer oulro preparatorio, em alguui enge-
nbo, quo nio lor demasiadamente longo dcsta praca, e
promette esmerar-se em oadiantamcnlo dos discpulos,
confiado* a seu magisterio ; dsndo todas as girantias,
que Ibe lrem pedidas: quem do seu presumo se qui-
zer utilisar, annuncie para ser procurado.
Precisa-sede um lorneiro ; na padiria da ra
da Guia.
' Jos Joaquim da Silva declara pelo presente,
que de hoje em dianlo assigna-se Jos Joaquim da Sil-
va Gomes.
Aluga-se o segundo andar di casi nova na ra
do Dique baiirodeS. Antonio, com grandes com-
modos para familia assim eomo urna loja da mesma ;
no bairro do Rccife na ra da Guia o segundo
andar da casa n. 17; e no do Fra-de Portas, na ra
do Pilar, can terrea n. 4: a tratar com o proprieta-
rio Anlonio^MsJuin do Souza Itibciro, na ra da Ci-
deia do Recife n. W
l\oga-8e a pessoa que tiver dado
acolhimento ou que tenlia noticia do mu-
katinho por nome Agoslinho, e que lti-
mamente se achava em casa do Sr. Jos
Lazary no aterro da Boa-visla, o qual
se inculca forro e de nome Manoel, idade
14 annos pouco mais ou menos, bem fei-
to de coi po, e bonito, tendo as pernos
um pouco arqueadas; cantarolleiro e ex-
presivo; liajao de o mandar ra da
Cruz n. 9, onde scrao genorosanienlc re-
compensados.
A companbia italiana cantar na
festividade de N. S. da Fcnha no dia 7
de setembro.
LlvIARIA DA ESQUINA DO COLLECIO.
1'ublicacOes da etcola tocietaria.
Yda, e tbeoria de Carlos Fourier, por C. Pellarin,
doulor em medicina, ed. de 43, J vol. em 12, frmalo
ingl Os Meninos no Pbalansterio : dialogo familiar
sobre a educacio, 1 vol. em 24 Tres discursos, pro-
nunciado! pelos Srs Dlin, Considerml, e d'l/alguier-
he complemento do Congietio histrico, I vol. em8.-
A organisacio do Irabalbo, e associacio, por Matb. Uri-
ancourt, 1 vol em 12 de 45Solidariedade, ou vis-
ta synlhelica sobre a doutrina de Carlos Fourier, por
Hypolito Rcniud45,1 vol em8.#Exposicio abre-
viada do sjstema plialansteriano de Fourier, por Vctor
Consideran! em 12-45 Exame e defesa do systoma de
Fourier, por Amedeo Pagel, e E. Cartier, 8.-de 44
Debacleda poltica em Franca, preparatorio para o es-
todo da sciencia sociil, 1 vol. in 12 Dclesa do Fou-
rierismo contri Reybiud, Rossi, Cbevalier, Rlangu,
Wolowski, de Lamartine, por P.Foreit., 1 vol. em
12, 185.
A escola societaria, cujas publicacdes annunciimoi
em parle, coula boje eacrptores eminentes. Commor
vidos das desordena que de continuo rebentio noseio
da socieiUdo, e dos vios esforcos de todos os partidos e
opiaiOes polticas pan por-lhes um termo, ellescom-
preheodrio que os males que 1 affligem tqem sua ori-
geni, ao em a natarexa dos bomens, oem na dos n-
leresses; mas lira os^ divergencias que reijlujj) dnim
falsa combioe^io desles interewei. Constituir conve-
nientemente a assoeietao. tal he o im desta pbilantro-
pca escola ,qe deve a genio fecundo de Fourier a des-
coberta do meio apax W repisar aqueths graoda fim ;
esse meio ponue, ou- opiaiio da escoli, um carcter
scieotificn, e ho, a seus olbos, o processo natural da
ssociqoo -dos inleresses o dos individuos, digno por
certo de ser eitudado, e meditado pelo leitor instruido
e interessido no bem e progresso da bumsnidade.
Alugi-ie um grande armszem do pedra ocal,
proprio para ferreiro, ou padaria, por ter dentro na;*
grande culmin, e cacimba ; e por ser noi Coelboi da
Bm-Vista, lugar marcado pela cmara para ties cs-
Ubelecimeotos : tratar na ra d'Alegria, n 54-
Arrcnda-se, pan pastar a festa, um sitio em Cruz-
das-Almss, dtPontu-d'Ucbda, com boa casa para gran-
de familia, cocheira, estribara, e quartos para pretoi
I nm pomar da Urangnirs;, e hn lancjss, muiti
eaf, e outras mais fruteiras, com banho no rio de Ca-
pibiribe, e muito perto : tallar no hospital de poli-
ca, com o enfermoiro do mesmo.
e Manoel de Anujo Cavalcinti de Albuqnerque
t3m proprietirio do engenho Mussupinho sito ni
ribein de Araripe termo de Iguarac laz certo a
Joio Alves da Nobroga morador no sertio da Espi-
nharas na fazenda Trincbeiras, que a 20 do mes de
agosto p. p. Ibe appareceo um seu escravo cabra de
nome Goncalo procurando-o para o comprar; e ten-
do o annuncianle conhecimenlo com o dono do dito
escravo o fez demorar a fim de se nio extraviar;
pelo que queira o sobredilo senhor do escravo appare-
cer ou mandar, a fim de fazer negocio j ou condu-
zil-o ; (cando certo que o annuncianle se nio res-
ponnbilisi pelo escravo caso fac nova fuga.
Um rapa/. Portugus de idade de 14 annos,
chegado, ba pouco tempo se oflerece para caixeiro de
foja de fazendas ou mudezas do que | (em alguma
pratica ; quem o precisar, dirija-se a ra do Queima-
do loja de ferragen, n. 30.
= Ni ra da Cadoia do Recife, n. 12, existen duas
cartas, vindas do Rio-Gnnde-do-Sul, sendo urna pa
ra oSr. Joaquim Francisco do Espirito Santo e ou-
tra para o Sr. Jos Mara da Cunba Guimaraes.
= Precisa-se de um conlo de rcis a juros, como
premio de um por cenlo ao mez pagando se men-
talmente o premio, e dando-se por bypolheca um pre-
dio de valor, e pelo tempo que se convencionar; quem
este negocio quizer faxer annuncie para se tritar.
= Na ra da Cadeia do Recife., n. 12, existe urna
carta e um embrulho, vindos do Porto, para o Snr.
Jos Rodrigues Salasar.
= Aluga-se urna casa terrea com solio, jinellis e
bonscommodos pira urna grande familia, tita na ra
da Palma n. 17, por preco muito commodo : os pre-
tendentes procurem na rui larga do Rozario, n. 44.
Sociedade thealral
THALIENSE.
O primeiro secretirio avisa aos Srt. socios, que os
bilbeles pira a lecita do da 7 do corronte distr ibuem-se
nos din 4, 5, 4, e 7, em casa do respectivo tbesou-
reiro, ra do Quemado, o. 67. O concolbo admi-
nistrativo reune-so domingo, 7 do corrente, pelas 10
boras da manbia, na casa da tociedade, para approva-
cio de convidados.
Os abaixo itsignados, oflicisesdo l.'batalbiode
cocedores de linba, declro ao respeitavel pblico,
que teem de retirar se desla provincia para a dai A-
lagoas ; e dec la rio 10 mesmo, que nada ficio devendo
nesta praca ; porm se por ventura alguem se julgar
eredor dot mesmot, queira comparecer no quartel do
hospicio, quo do prompto aer indemnisado. Quar-
lel no hospicio, 3 deselembiode 1845. Ocapilio
Manoel Jote d'Etpindola Ama ico Fernanda da Cu-
nha, tcnenle quartel-mestre Cand.do Francisco de
Sania Anna e Uliveira, alferes.
Ensina-se primeiraa ledras, lalim, francez,
msica, a 2j000 rs. por mea ; e recebomse tambem
internos,a Ha0011 rs. mensaes.sob leves condico s : as
pessoas que pretenderen, dirijio-sc a ra larga do Ro-
sario, n. 48, segundo andar.
I __ Adverle-se a quem quizer comprar a armacao
e utensilios da casa, n. 12, da ra da Lingoeta do Re-
cite, em que esta um boliqum, que a dita armacao
e utensilios estio obrigadosquantia de 263j838 rs,
Mesquita Dutra & Companbia, com quem se dever
entender quem u pretender.
Lotera
No dia 10 .do mez de setembro andao
impreterivclmenle as rodas desta lotera ,
ou antes, se continuar a afiluencia da
venda dos bilbeles que tem havido estes
as: o restante dos bilbeles est a venda
os lugares j annunciados.
Quem quizer comprar, ou arrendar a proprieda-
de Casa-Caiada no lugar do rio Doce, falle coro o
propietario Jos Francisco Belem ; cuja propriedade
principia no rio Tapado, at o sitio do Allemio, po-
gtdoa'vapella de Santa-Anna.
No sitio do Hospicio do Exm. concelheiro bario de
Kamarac, d-se gratuitamente a planta denomina-
dalinaria ai pessoas que padecurem de retencio
de orines, bsstantemente especifica, e propria pira
taes padecimentos: quem a quizer, quelle sitiase do-
ve dirigir, a qualquer horado dia.
se Jos Francisco Belem tem ordem pan vender
urna escrava prcta, do servico de campo; quem a quizer
comprar, diriju-se a sua casa no Forte-do-Matto.
-= Precisa se d'utna ama de leite, que seja escrava,
para acabar do criar um menino : deseja-se que tenha
abundancia de leite que seja sadia e bumildo, e paga-
se bem. Dirigir-se ra estreita do Rozario o. 50 ,
terceiro andar. .
= Aluga-se a casa da rus da Florentina n. 9 : a
tralar na ra da Cadeia do Recife n 40.
Agencia de passapores.
Na ra do Rangel, sobrado n. 9, tirio-se passaportes
para, dentro e forado imperio, despacbio-se escravos,
ludo eom presteza e por preco muitj commodo : esta
agencia outr'on ae achava estabelecida na mesma ra ,
casa n. 34.
Na ra do Raogel, sobrado n. 9, nios 10 co-
piad sentoocas processos e todo papel judicial, como
soda e qualquer escriptuncio difl rente.
= Pretndese empreitar urna obra que necessita
de um concert de carpina e pedreiro, na ra do Sebo,
n. 3: para ver a chava atrazdo tbeatro vclho, arma-
i
zem de teboado de pinho e pan a justar, a fallar eom
Joaquim Lopes de Almeida, caixeiro do Sr. Joio Ma-
theur.
= Urna pesoa particular te offerece a fazer almo-
co, jantar e ceia com muito easeio, a por preso com-
Itiodo; 00 Atterro-da-Boa-Vista, n..J6, se dir.
= Faz-se sociedide em ma padaria aqui na praca,
endo em boa ra ; quem tiver aatiuncio para ser
procurado e tratar das condicoea e 1 justo.
Olerece-se um Portoguer. eissdo,''# qoalquer
cisa de negooio pi'e caixeiro de ra ao ouira qual-
quer oceupseo que se oderecer, para o quo di bons
fiadores; quem o precisar, dirij se s rus ii Csdeis-Y;-
Iba, armasem n. 8.
Agencia de passaportes.
Na rui do (Jollegio,botica n. lO.e no Alterro-da-
Boa-Visla luja n. 48, tirio-se passipories para dentro e
forado imperio,assim como despacho-se escravo*: ludo
com brevidade.
BOTICA. CENTRAL DO INSTITUTO
Uomeopalhico do Ilratil.
Possue todas ai substancias experimentadas na Eu-
ropa, nos Estidos-lJnidos o ltimamente no Brees! eas
dynamisacOes feitas pelos processos niecanieosdodr. Mura
Distribue gratuitamente a vaccina dyoamiseda e to-
dos os outros preservativos necessarios as epidemia*
reinantes, e responde a qualquer consulla, que a res-
peito de livros, medicaces, remedios e rgimen Iho
lor dirigida.
Pratica elomcnlar da homeopalbia pelos Srs., Mura
e Marteus.
Enriquecida das primoiras experiencias puras feitas
no Brasil. .
Preco 8,)000 rs e lOs rs. com urna boa cncider-
nacSo.
Folhona homeopathica, 2. anno, conlendo noljeias
sobre o estado actual da bomeopatbia, o rgimen, eoa
estatutos do instituto homeopathico.
Prepo 320rs. com graodo abalimento a quem com-
prar porcoea maiores.
Dirigir-se por correspondencia agencia do instituto
bomeopitbico no Rio-de-Janeiro.
Casa da Fe\
Ra estreita do Rozario n. 43.
= O abaixo assignado tondo estibelecido, na for-
ma do lei a decreto n. 357, de 27 de abril de 1844,
artigo 35 urna casa do vender bilbeles a cautellis
de todas as loteras desta provincia prestando por ca-
ta vend Sanca como marca o mesmo artigo 35; con-
vida a todos os que goslio deste ogo a comprare
as suas cautetlas; cujas se achio garantidas com a sua
(anca a fim de quo os premios, que cada um tiver
do tirar, sejaO no dia marcado psgos a vista das mes-
mas caulellas, e na mesma casa.
Presentemente as caulellas que se achio a venda
sio as do tbeatro publico por ser a primeira lotera ,
que est garantida com a lei cima na qual nio bi-
ver nullidado por ser o seu tbesoureiro responsavel
por qualquer abuso ou falta que bouver de apparecer.
Brevemente se annunciar o dia em que devem andar
ai rodas, pel grande extraccio ,que estio (endo as cau-
lellas por serem de diminuto preco que a todos
convids a sua compra. Os precos destas caulellas sio :
decimos 1 UOOO rs. e vigsimos a 500 rs.
Lourenco Joto Itomio di Lunna.
Pobre de mim mullido em polmicas de jornaei,
eu que lujo dolas como o,diabodacruz! Mal pensavaeu,
que, revelando um lacto por muita gente ignorado, qual o
procedimento da cmara municipal, em execucio de
suas posturas, e que do resultado de taes infraccoes ne-
nhuma culpa Ibe cabe, e nem anda a seus agentes ; pois
que o limite de taes autoridades apenas ebega em
mandir multar, e requerer o embargo,quindoaaiofrac-
cOei sio, como no presente cato, tendentes construc-
cio de obra; e que da absolviclo ou tolerancia da luto-
ridadu judiciaria nenbuma culpa poderia de modo algum
recahirsobrea mesma cmara; explicando d'eit'artequal
o motivo do exittirem anda, no centro de nosaas ruu
principies, 01 estibelecimentos nio tolerados por aa
posturas. Sem querer, digo, dsr ai razdes que a meu
ver claramente explicando o procedimento acintoso de
laes proteccOes, e quanto a nossa cmara 10 ha molestado
com ellas, petando at tobre leui cofres grossas quio-
tin decuitai, &c, 01c.; eii senio, quando salta-me
pela frente o Sr. Curado, do teu Diario, o. 196, em-
prestando-me expressOes que nio disse, e argumentes
que detesto! Citar abusos do infraccoes toleradas por au-
toridades superiores acamara nio be eertamenie aee-
bertal-a com elles, o muilo menos tolerar a existencia
do alambique da ra da Praia ; porlanto, nio sei a que
veem as indirectas e remoques 06 autor do annuncio.
Se sabe do contrario, falle claro,detembucbt-ie, e re-
vele tudo ao pblico; que bem certo ettou que taea ma-
nifestacOes.se forero firmadas em verdade, servirs de de-
fesa a inteirezaeimparcialidade da actual cmara munici-
pal; e bem assim, do meudigno amigo, o fiscal de S. Jos*.
Conlessa o Sr. Curado, que o dono do alambique fura
multado; e dndose este laclo, impossivol he, que nio
sigao-se os turnos da lei, o processo intentado, e sa a fi-
nal a postura nio lor desaggravada, queiie-se entio de
outras autoridades, e nio da cmara municipal, qua
be incansavel em promover o bem de leui muoicipei.
Deixo de responder a declamacio de posturas velato-
rios ; porquo ludas ellas, tendo pastado pelo cadinho da
respeitavel assembla provincial, aeria atrevimenlo im-
pcrdoavel, se por venlura atrevesse me eu a cansural-as.
Sr.Cu/ado, 01 meus trabilbos do jury privio-me de
responder-lbe convenientemente ; mat agradec a boa
vontido e acolbimento do seu afeicoado amigo
O Anatlaciu.
O abaixo assignado, fabricante de chapeos de sol,
no Passeio-Publico, previne ao respeitavel pblico, que
elle acaba de receber un sorlimento completo de ch-
peos de sol, de lodat aa qualidades, Unto da seda, co-
mo d algodao elle tem tambeui chapios de sol para
senborai e meninos. Adverte igualmente, que, ten-
do ai sedas, as mais ricas, de barra lavrada, furia cores,
isas, 4c, &c., est 00 mo de satisfater qual-
quer eneommeodi, coa toda a presten ; elle possue
tambem algodao trancado, lito, e de todn 11 qualida-
des dos padroea mais modernos: elle, em fim, cobre, a
concerta todos os chapeos de sol, com a maior perfei-
Cio, e promptidio. Joio Louki.
a lugio-se escravos robustos, para Irabalbarem em
urna fabrica : quem 01 tiver, dirija-se a ra Relia, o,
30, para tratar.


7T-
fe*
-*
A pessoa, que deseja saber sndese recotlio pa-
pis de en leils dirija-se a ra larga do Koiirio h.
48, segundo andar, quo se Ihe dir quem ds faz do
ultimo gusto.
beseja se fallar com o Sr. Bernardo Jos da C-
mara ou com sea procurador nesta praga a negocio
loseu interesse ; no armazcm do caes da Alfandega ,
n. 5 /'nos das uteis.
Quem precisar de una mullier para ama, u qual
cose, i-nftrrHpa, lava, corintia o faz o mais arranjn
decaa o d fiador a na conducta preferindo-se ca-
sa de pouca familia oodo bomem solteiro dirija-se
u ra do Araglo casa terrea de 3 portas n. 56, do la-
do direito ^u annunc.ie.
Arreoda-seuaia casa terrea na Soledade, n. 17,
a qual se acha piolada cum asseio; qucm pretender,
dirija-se eo pate do Carmo o. 17, a fallar com Ga-
briel Antonio.
Furtrao uiu relogio saboncte de ouro, com cai-
la e mostrador do soesmo com una crrenlo tendo
na pona urna ancora ludo de multo bom gosto ; ro-
K8 seaquem for oflerecido ou encontrar na mo de
algurna pessoa queira levar no Allorro-da-Uoa-Vis-
ta. n.39, que lera do gratificado 208 rs. alm do
se guardar o maior segredo.
Pede-so a Sonbora.Anglica Filippa do Sacra-
mento ou seus herdeiros, baja declarar a sua mora-
da para se Ibe fallar a negocio de sou interesse.
Domingos Goncalves faz scicnte ao respcitavcl
publico que de boje em diante se assignar Domin-
gos Jos Goncalves.
Arrenda-seum sitio na estrada do S. Amaro,
que vai para )olem com bastantes arvoredos de Iruto,
leiras para plantar com quatio mil tovas de roca ,
entre mandioca o mucacheira e400 covas do melan-
cias j com frutos, girimuns e mais algumas plan-
tas,, ludo tratado sem dar mais trabalbo, e bas-
tante vigoso : a tratar no Atlerro-da-Boa-Visle so-
brado da esquina do becco da travessado Mailins ,
n. 42, segundo andaV, e sobre as lavourascom o reo-
deiro do mesmo sitio.
A livraria da esquina do (.'ollegio re-
cebeo o primeiro volume da Historia do Consulado e
do Imperio por Thers edicao belga modelo de
impressio operfeita a todos os respeitos com pri-
morosas estampas Os restantes volumes devein che-
gar brevemente e a obra ser muito mais commoda,
em prego do a publicada em Caris.
Tendo-se annunciado ueste Diario ns. 196 e
197, que na casa da F se vendiaO as obras de Satur-
nino o propietario do estabelecimeolo da mesma casa
fazver.quo ulga aquello annuncio ser filho nica-
mente de um gracejo a nlo ser por espirito de desa-
creditar o novo cstabelecimenlo; ficandoo publico
sciente que na dita casa da l' nunca se vcndero
taes livros e nem della sahirao os mencionados an-
nuncios.
= NapadaradeFra-de-Portas. n. 122, precisa-
se de um preto para andar na ra com um caxero.
Amanba baver mo de vacca no botiquim
daruadasCruies n. 33 assim como se fax toda a
qualidade de comida com muito asseio e promptido,
e tambem toda a qualidade de massas, que se encom
mendarem.
Jos Francisco Harinbo embarca para o Rio
Grande-do-Sul, pelo Bio-de-Janeiro os seus escravos
Jlo e Lourenco, de afio Angola.
Na ra estreita do Rozario, n. 43, primeiro an
dar, faicme-s e veodem-se chapeos de seda.desenbora
touquinbas de menino e outras galanteras, tudo por
prego mais commodo do que em outra qualquer.
Quem quiser alugar 3 armazens, sitos no fin.
da ra da Guia ao p do arsenal de marinha com
bastantes commodos, por mdico preco, dirjase a
ra da Cruz n. 6, segundo andar.
i s= Precisa se de um caixeiro Porlugutjz de 10 a
20 ancos equetenba pratica de venda ; na ra da
Aurora, n. 48.
Aluga-se um sitio porto desta praca para se
passar a (esta no lugar dos Itcmedios, com boa casa
para grando familia e bom banbo no fundo do mes-
mo sitio; quem o pretender, dirija-se a ra Augusta,
n. 3.
Compras.
Comprase por qualquer preco, a obra Com-
pendio do Ideologa moral, pelo padre Manuel do Mon-
te Rodrigues de Araujo : na ra do Vigario, n. 23 ,
ou snnuncie.
= Compra-se una rabeca em bom estado e de boas
vozes : as Cinco-Puntas, n. 160.
Vendas.
JNa loja n. 4 da praca
da Independencia, vndese
rap princeza de Lisboa em
botes e meios boles, chegados
prximamente em o navio
Robim
liom e liaruto !
=Vendem-se riquissimos cortes de riscado cbinoz ,
do 16 covados, a 4500 rs. o corte; riscados francezes ,
muito finos, a 220 o 300 rs. o covado ; superiores cor-
tes do chitas muito finas, de 13 covados, das mais mo-
dernas a 3200, 3500, 3800 e 4500 rs. ; corles de
ditas com 10 covados escuras a ItiOO, 1800 e 2000
is.; Iindissimos cortes de tarlatana muito superior, a
4500 rs. de gosto o mais moderno; cortos dnosos
padrdes de casaa chitas transparentes de muito bom
gosto a 2400 e 2500 rs. ; casimiras de muito bom
gosto para calcas, de superior qualidade de quadros
altaras, al200el40U rs. o covado; bretanhas de
rolo, a 1600, 1800 e 2000 rs. a peca ; esguiao de
superior qualidade e de puro Hlbo muito lino a 1500
rs. a vara ; bretanba de 0 varas de linbo puro fina,
a 2800e 3200 rs. ; superior fusilo branco a 1 s rs. o
toado; pecas de bretanba de Franca de 4 palmos
e meio de largura de qualidade a mais superior sen-
do do lindo puro de 6 varas e nieia a 6300 rs. a
peca tnuilo fio* ''e 'lu*' uguiio ; bretanha de
-A '
linho muito fina a 6G0, 640 e720 rs. a vara ; so-
perior brim trancado branco de puro linbo muito fi-
no a 1000o 1400rs. avara ; panno fino azul e pre-
to-, a 2500 rs. o covado ; setim de Maco preto para
colleto de superior qualidade a 3200 e 4500 rs. o
ovado ; chitas, a 120,140.160 e 180 rs. o covado ;
ditas finas escuras a 220 o 240 ria o covado ;
pecas de chitas, a 4500, 5200, 5500,6000 e 6500 rs.,
escuras ; madspollo, a 150, 160 e 180 rs a vara ; di-
to lino a 200,2 o 240 rs. a vara ; medraste fino ,
a 280 rs. a vara, e a peca muito fino, a 1200, 5400 e
5500 rs. ; superior roadapollo entestado a 6800 rs.
a peca ; medapolao a 2800, 3200 o 3400 rs. a peca;
lito fino a 4000, 4200 e 4600 ri. s pe ; rhalMd'j
lia e seda muito finos e grandes, a 4500, 4800 e 5000
rs. ; chadrez de linbo, de muito boa qualidade e prj-
prio para aqueta a 320 rs. o covado ; alm destas fa-
zendas, ba outraa muilas de superior qualidade por
barato preco : na ra do Collcgio, loja o. 1, de An-
tonio Villarouco & Irmlo.
es Vende se um famoso carro inglez.de 4 rodas,
novo e muito em conta ; a dinheiro ou prato : na
ra do Cjueimado loja n. 18.
= Vende-se urna cadera do arruar; dous pares dfj
conchas proprias para braco de balance grande; todo
o negocio se fari : as Cinco-Pontas n. 160.
= Vendeth-so S escravos ; sendo urna prcta, urna
cabra 3 pelos e 3 moloques; todosde bonitas figu-
ras : a tratar com Antonio Rodrigues Lima do largo
do Corpo Santo.
Altencao
Continua-se a vender o muito superior rap deno-
minado Princcza-Novo Lisboa ; as lujes dos
Srs. : Guilbcrme Selle, ra do (Juoimado ; Victorino
&Guimaries, ra dos (Juarteis Antonio Dominguos
Ferreira ra do Crespo; o no deposito, ra, de
Apollo, n. 18.Prego de cada libra 1000 rs.
= Vende-se um moleque de naci de bouita fi-
gura : na ra Augusta, n. 3.
= Vendem-se cinco ti te iros, e urna porclo de ts-
boas de pinho por preco commodo ; na ra larga do
Bozario, n. 24.
--Vende se, na prnia do Cullegio nts barracas '.
Benedicto e Novo-Uettino larinba superior, pelo
barato preco de 3800 rs. o alquoire e suecas de mais
de 3 quarlas e meia a 3500 rs. o anda so dar por
menos algumacousa a quem quizer comprar toda a
porclo.
m = Vende-se potassa muito nova e de superior qua-
ldade cm barra pequeos: na ra da Cadeia do
Recifo armasen do assucar, n. 12.
= Vende-se na Iravrssa da Madre-de-Deos, o
sobrado n. 7 de dous andares e solio em chaos li-
vres, a dinheiro, ou a prazo: a tiatar na ra da Cruz,
n. 50.
sa Vende-se Manual do Cidadio Brasileiro, 4 v. ;
diccionario de Moraes da quarta ediciu, 2 v. ; ludo no-
vo : na ra das Cruzrs, loja de encadornador, n. 39.
= Vende-se um quarlao hem pussanle, novo e gor-
do ; oes Cinco-Pontas, n. 71.
= Vendom-se os seguintes livros : Comtesse d'Eg-
mont, 2 v. ; Le cont L'Abardago 2 v. ; Aventuras
de um Bonegado ; Ligos do direito publico ; Econo-
ma poltica; Contrato social ; Guarda-livros moderno,
3 v. ; e um par de malas em bou uso : na ra Direi-
la d. 9.
= Vende-se urna prcta moga de 18 annos, boa
figura, sem vicios nem achaques, lava de sallo, en-
gomma liso, e cozinba o diario de urna casa ; na ra
do Bangel, n. 54.
=a Vende-se urna canda nova ; na ra da Sen/alla-
Nova, n. 4.
= Vende-se sola, couros de bezerro couros miu-
dos, caixas de tartaruga ouro \elbo em obras; na
ra da Cruz n. 26.
= Vende-so urna escrava parda com cria ; para so
ver na ra dos Martyrios, n. 23 e tratar na ra da
Cruz, com Luis Jos de Su Araujo.
= No escriptorio de Francisco Scverianno Rebollo
& Filho no largo da Assembla, vende-se cal virgem,
drogada prximamente de Lisboa em caixas pe-
quenas.
sa Vonde-se caf inoido, cavada, assucar refinado-de
dillerentes qualidades, peneirasdu rame novas, e um
terrador de caf em bom uso ; na ra da Cadeia do
Becile venda n. 1.
= Na loja do bom barateiro na ra Nova n. 11,
acba-se venda o s guite : ricos cortes do sedas para
vestidos de scnboras setins sarjas lisas e lavradas de
todas as qualidades leudos de garca seda o fil do l-
ubo, luvaso meiasdoseda linbo ealgodio para se-
nbora menina o bomem ricos chales e mantas de
seda e fil de linbo para senbora e menina sapalos
do setim liso e limado duraque o marroquim pa-
ra senbora e menina cbinellas de marruquim o la
para boiucui aelins prouiptos marroquins perfu-
maras galanteras um cmplelo sortimento de pa-
pel de todas as cures o qualidades, para forro guar
nielo e barras de sala instrumentos de todas as quali-
dades para bandas de msica marcial, um sortimento
completo de msicas para todos os instrumentos rabe-
cas Usutas violes clarinetas de lorias as qualida-
des e dillerentes pregos livros em branco pautados o
riscados de todas as qualidades e frmas e de diversos
pregos caadieiros de todas as formas para salas lojas
e esludantes, lanternas e castigaes de vidro o casquinba,
mangas de vidro lisas e lavradas, ricos jarros com flores
e sem ellas oloados imitando madeira e de difieren-
tes cures para cima de mesas piannos &c. realejos
e accordios, de todas as qualidades e tamanbos, calun-
gaa de vidro cera porcelana e madeira e outros
inuitos objectos du melhor gosto e qualidade para bo-
mem e enhora &c. ; tudo por prego muito commodo.
= Vende-se muito boa cera para ign ja ebegada
ltimamente do Bio-de-Janeiro ; na ra da Scnzala-
Yelba n. 110.
= Vendem-se 10 escravos, sendo 6 pretas da 18
a 20 annos de bonitas figuras engoriiinio, cosem e
cozobio bem ; um preto ulficial du pedreiro, deidade
de 28 annos, de boa (gura e conducta ; um moleque
de 14 annos proprio para todo o servigo ; um preto
de idade de 60 annos, proprio para sitto por 140/
rs. ; duas pretas de meia idade boas quitandeiras e
cozioheiras : na ra das Flores n. 21.
= Vendem se chapeos de pasta do ultimo goslo ,
tanto para particulares, com para ufficiaes generaes ;
na ra Nova, o. 7, luja da Amazona.
na
por
lega.,
chapeos brancos sem pello ; ditos pretos de massa frin.
ceza a 2000 rs. ; camisas de meia muito firm ,
1280 rs. ; e outras muis fazendas por barato preco-
na ra up Crespo n. 14, loja de Jos Francisco Dias
Yenden>-8o velas de carnauba por precacom.
modo; uincalirinba de idade do 8 a 10 annos; no
Atlerro-clos-Afogado.< n. 50.
Vende-se urna marqueta docondur em bom
estado ; quema pretender, annuncic.
Vende-se urna porcia de pesos da (otro, de dua
arrobas : no Forte-do-Matfc, ra da Moeda artn-
zemn. 15. .
Vendo-seum moleque de idade de 14 a 1G an_
nos criorjlo do bonita figura por preco corr,,,,,,.
do; na ruadas Cruzos, no segundo andar dosobrido
que vira para o beco da Pol
Vende-seumbonitocavallomclado.com eliaii
pretas, tem carrego baixo.e he muito bom decano *
na ruado Crespo, n. 11.
Vende-se carne do serto do ArJT
caly: no armazem de Joaquim Gonralve
Vieira Gnimaraes, no caes da alfande
pertencente a Lima Junior & ('.
Prelo em saccas grandes chegs-
do ltimamente: no armazem do Guima-
raes, confronte ao'caes da alfandega.
Vendem se chapeos de sol
de seda de muito bous gostos
para Scnboras e meninas, pe-
lo barato preco de 5^000 e 5#500: nyua da Ca-
dea do Recfe, loja de lazciidm
n. 55.
Venderse vinagpe bran-
co nacional a 400 ris a ca-
ada velba : na na do aterro
dos Afogados n. 7.
Vendem-se 200 saccis de boa fa-
1 inlia de mandioca por preco muito com-
modo: na ra do Crespo n. i_i.
=Vende-se urna linda mucama di-necio de ida-
de 15 a 17 annos engomma, cose e lava de sabio,
sem vicio nem achaque algum o que se adanes n
comprador ; no Atierro-da-Boa-Vista n. 26 primeu
ro andar.
Escravos Fgidos
ufyu
a= Vendem-se saccas com milbo novo a 4500 rs;
no armazem do caes da alfandega de Vieira Cuima-
ries na ruada Cadeia de S. Antonio deposito de
farinba n. 19.
s= Venileni-sc dous diccionarios Magnum Lesicon ,
oulroportuguez e latido; urna arte dita; elementos
de granimatica dita ; 1 Selecta; 1 Fbula; 1 Cornelia
t SaliMt; 3 tomos de Virgilio um dito de Ovidio;
1. Melhapbysica; 4 Lgica; 1 Philosopliia pratica ; um
banheiro de amarello com ps de roda em bom uso ;
12 paos de emberiba para estacada d beira de rio; tu-
dopor prego muito "commodo : na roa do.Rangel ,
o.*7.
\>nitrn.te dnus escravos de boas figuras e sa-
di proprios para o servigo de campo; urna escrava
eozinbeira lavadeira ; a qual se ende por circuns-
tancias : na ra da Cadeia, loja n. 40.
: Vende-se faiinbadtS. Catherina a 4000 rs.
a sacca ea 3000 rs. sem asaca, tambem so vende
medida, quatro quarlas pela medida velba; na ruada
Praia, armatem de carne o. 19, do Azevedo.
= Vende-se um escravo erioulo muito mogo de
bonita figura muito proprio para pagem e para to-
do servico.por ser muito diligente e de boa conducta ;
urna escrava de Angola bem parecida e moga cozi-
nba engomma alguma cousa o cose ; em casa de An-
tonio da Silva Gusmio na ra do Qucimado.
Continua-so a vender agoa de lingir cabello e
suissas; na ra doQueimado ns. 31 o.'33. O metho-
do do applicar acompanha os vidros.
= Vendc-se no armazem de porta larga do caes
do Collegio farinba de mandioca grossa e fina, por
menor prego do que a bordo visto que nlo se lem de
pagar o onormo tributo da intitulada mandinga, aos
pretos canooiros ; tambem se mede pela medida volha ,
ou em saccas, orno melhor agradar aos freguezes.
Vende-se cha bysson em caixas de 13 libras, em
porgues o a relalho; em casa de MalbeusAulin & C. na
ra da alfandega Velba n. 36.
= Venda se um escolenle terreno ja atterrado na
ra Augusta, com 60 palmos de (rente, e com bastan-
te fundo, e no conlro de propriodades: a tratar
ra da Alegra, n. 34.
as Vendc-se farinba de matarana ou araruta ,
prego commodo ; na ra Nova, venda n. 65.
= Vendcm-se, na rus do Crespo, n. 12, os se-
guintes livros: Guia dos peccadorese cxbortaglo a vir-
lude em 2 v. ; Historia de Napoleio 1 v. ; Isabel
ou dous dias de esperanga 1 v. ; o Mosteiro aban-
donado ou a maldigio paterna.
= Vendem-se saccas com muito boa farinba do Ma
, a 4500 rs. ; na ra da Cadeia de S. Antonio ,
n. 19. deposito da mesma.
\ ende-se urna pardinba de 20 annos, de boni-
ta figura engomma, cose, laz ronda co/inba e lava
roupa ; urna escrava de 24 annos, de boa figura com
algumas habilidades, com um filho moleque de 7 an-
nos ; duas escravas de 20 annos, eiigommio cozi-
nbio e lavio ; urna cabrinha de 13 annos cose e faz
renda; urna negrinha de 7 annos; 3 escravas mogas,
para todo o servigo ; dous moleques de 15 annos ; um
escravo pega de 20 annos ptimo canoeiro ; 2 ditos
de 22 annos, para todo o servigo, tanto da praga como
decampo: na ra da< Cruzes, n. 22, segundo andar.
= Vende se .doce de goiaba de superior qualidade,
tanto em porclo como a relalho, assim como o bom e j
bem acreditado chocolate francs, chegado ltimamen-
te e lodos os mais gneros de superior qualidade ,
tudo por preco mais commodo do quecm qualquer ou-
tra parte ; na ra larga do Rozario venda que tem
lampeao na poita, ns. 50 e 52.
Vendem-so os seguintes livros: urna collecgSo
de pegas do Archivo ; a obra de Milot, faltando-lht
dous volumes; Annaes de el-rei D. Joio III por frei
Luiz de Souza; La mason rustique ; urna porgao de
Jornaei do Commercio do IIio-de-Janeiro ; lbum
botanique ; urna grammatica latina : na ra do Cres-
po, n. 19.
=Vende-so a melhor venda que ha na ra Imperial
por scu dono ter de rolirar-se para Portugal : a tratar
na mesma venda, n. 145.
= Vende-se um protodo afio de bonita figura,
de idade de 25 annos ptimo cozinhoiro, e bom com-
prador : na ra Nova, n. 34.
Vendem-so caizoes com doce de goiaba, o mais
fino e claro que pude haver sendo ji do novo deste
anno a 1200 rs. ; ditos a 1120c 880 rs. ; queijos do
Alenlejo muito frescaes cm lulas a 2500 rs. \ di-
tos amen;os, muito novos e frescaes a 1600e 1280
rs.; presuntos de Lisboa em quartos, a 240 rs., e
a retalbo a 320 rs; dito ingloz para fiambre, em quar-
tos a J20 rs. e a retalbo a 400 rs.; biscouto doce
muito lino e bem leito, a 340 rs. ; dito agoado, a 200
rs. ; fatias torradas a 240 rs. a libra; linguicas novas,
a 480 rs. ; e lodos os mais gneros bons e baratos : na
venda da esquina delroole do Bozario, por baixo do
sobrado de 5 andares n. 39.
= Vcndeiu-se duas negrnbas, muito bonitas, de 12
annos proprias para mucamas de alguma menina; um
preto do todo e sen ico ; cutio dito de O annos, mui-
to bom canoeiro ; urna prela de 20 annes bonita fi-
gura para lora da provincia ou engenho: na ra
larga do Bozario n. 46, segundo andar.
=Vend-se um preto de nagao Costa de idade de
40 annos, pouco mais ou menos com ofiicio de serra-
dor ; na ra do Arsgio n. 7.
= Vende-se um relogio novo, de ouro, com corre-
te e chave : na ra do Livramento, loja de couros,
n. l3.
= Vende-se cb bysson e perola em caixas de
70 libras : em casa de Botbea Bidoulac ra do Vi-
gario, n. 4.
= Vendem-se riquissimos corte de tailstanas de
(odas as cores, de gostos modernos e com 9 varas
4200 rs. ; fazeoda chineza de quadros, muito fina de
lindos psdroos c muito larga para vestidos de senbora ,
a 280 is. o covado ; castores de listras muito encorpa-
dos, proprios para roupa de escravos, pelo barato pre-
go de 200 rs. o covado ; superiores casimiras de qua-
dros e listras
de (odas escores pelo barato p*rego de 1600 rs. o co-
vado ; pegas de cambraia lisa transparente com 6 va-
ras e meia pelo barato pieco de 3200 rs. ; brins fran
cezes de quadros largos, ditos da coras, a 400 rs. o co-
vado ; casimiras de afgodio muito encorpadas, a 480
rs o covado ; corles de casta-ebitas de lindos psdroes ,
a 2000 r.; pegas de cambraia adamascada a 4000
rs.; meias para meoinoa e meninas, a 200 n. o par;iPHN. \ *Atyp. de m. F. ue ka i
= Fugio, no dia 5 de agosto urna escrava du as-
me Marcellina, de nagio Cabinda alia, anagreroni,
ps bastante grandes cara comprida alguma cousa,
mal parecida, de idade de 50 a 40 annos pouco maii
ou menos ; levou vestido de riscado encarnado cami-
sa de algodoxinbo sem panno mas com um lealbi:'1
quem a pegar, ou della der noticia sari bem recom-
pensado, na ra larga do Bozario, n. 46 segundo
andar.
= Em o dia segunda-feira do Espirito Santo do
anno passado, fugio a prela Catbarina de nagao Ad-
gola, ladina, alia, bastante secca do corpo, seiope-
queno cor muito prela bem feila de rosto olhos
grandes o vermel los com todos o denles na frente,
pus grandes, e um tanto meltidot para dentro muito
conversadera e lisonba de dado, pouco mais ou me-
nos, de 22 annos; tem sido encontrada na estrada nova
da Magdalena,e no Atlerro-dos-Afogados vendendovtr
duras.'e aos domingos be quasi consta na no msrsV
catdoscoqueiros, em dito Alterro-dos-Afogados : ba
poucos dias loi ella vista por pessoa conhecida, u-
liindo da casa, que algum lempo foi palacio do goveruo
em linda para onde loroou a entrar; be muito pro-
vavel que por all esteja oceulta visto estar devolulo o
dito palacio : a fita oscrava pertence a Manoel Frso-
cisco da Silva rporadoi''na ra eslreita do luzsno,
n. 10, lerceiro andar ou em seu sitio em S. Amito,
junto a igreja ; o qual gratificar generosamente a
quem Ihe apresentar dita escrava.
- Desappareceo, no dia 4 desetembro, um mole-
que de nagio, de nome Joio, de idade do 15 annos,
pouco mais ou menos, com os signaes seguintes: cor
fula, cshegs grande, cabellos cortodos olhos grendea,
equandobebo parece que Ibe querem saltar do rosto,
secoo do corpo pernas un tanto finas; levou esaM"
de panninbo e caigas de brim j sujas : este moleque
he muito esperto falta muito bem, esabe muile-ia-
ganar agenle; pode ser que elle diga chamarse Hi*,
cisco : roga-se a qualquer autoridade policial ou es-
pillo de campo de o pegar, e levar a ra do Arsgio,
n. 12, que ser gratificado.
. = Fugio, no dia 27 de agosto psssado um preto
de idade de 30 annos, pouco mais ou menos; he cote
do braco esquerdo': quemo pogar, leve na ra da
Cruies bairro de S. Antonio n. 55, quo sera w
recompensado.
= Tendo-se mandado, no dia 4 do crrante Miem-
bro aos Afogados um moleque buscar urna canosw
lijlo este sabio da otaria com e
junto dos Afogados saltou para .
seja appareerdo at boje
oencalhsnJo-t
trra: e como ai
ulga-se fgido ou i
ds ci que ha todas as suspelas. Este escravo tem o
signaes seguintes : de nomo Joaquim de nacao
tange representa 18 annos, poico mais ou nica'
de boa figura sem ponta detarba nao be bem p
to ; tero urna cicatriz no meio do rosto que le '
urna grande parte delfee do naris proceaJenle ** .
queimadura ; he alguma cousa picado de bec!
levou camisa o ceroulas de algodlo de fora e etisp
pallia pintado de verde : roga-se e todas ss autor
muito encorpda. pad,5e. "moJerno."."-. policiaca pepa. particular*., P0' Jueu,B eY
sor encontrado, o favor de o mandarem pegar
ao seu senbor fttanoul Antonio de Jess ""-_
dor na ra largado Rozakio junto a*|quarlei* r
icia.i. f8, onde se recompensar.! cora genero"
lodo o trsbalir ',' que bouver com elle.
^i84*-


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