Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05857


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Full Text
Anno de 1845.
Sexta Xeira
*i DIARIO publica-sc lodos os das qnc
-ntatcm de guarda : o pceo da asslgpa-
' |,e de 4.*" rs. por quarlcl pafot adtanla-
" n annunoM dos .signantes sao inse-
, r,to de 30 rb porJinha. 40 n> e
"' '' difireme, c as rcpeliccs pela meta.de.
'' ,uio nao forero asignantes paguo 80 rs.
*r linha, e 100 en. lypo d.erente.
MIASES DA LA NO MEZ DESETEMHRO.
-i -i 1 as 7 h. c 15 uiin. da inanhaa.
"" ""ira' ia3li. e 4 minutos da tard.
'**?! ir,a. 7 hor. e 54 h.ln. da man.
Sajn M as 11>hor- 6 m- datard'-
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Goianna, Parahyba, e Rio Grande do Norte
Segundas r Sextas feiras.
Cabo, Serinhaem, Kio i'orinoso, Porto Cal
vo, e Macej, no 1." 11 e 21 d*: cada me*.
Garanlinns e Bonito a 10 C 24.
Boa-Vista e Flor** a 13 *28.
Victoria as Quintas feiras.
Olinda todos os da.
PBEAMAR DE HOJE.
Primeira as 7 h. e 42 in'ln. da manha.
Segunda as 8 h. e 6 minutos da tarde.
de Sctembro.
Anno XX N. 197.
____......_eya^^
DAS DA SEMANA.
1 Secunda S. F.gydlo, audjdp J. de D.
da^. Tib e do J. M. da.J. v.
2 Terca S7 Estevao, aud."o J. de D.
da 1. v. edo I. dos Pellos.
;i Quarta S. Eufemia, aud do J. de D.
da 3. vara.
4 Quinta' S. Candida, and. do Jm'i de D.
da 2. vara.-e do J. M. da 1. e 2. v
5 Sexta S. Gentil aud. do J. de D. da
1. v. do civel, e do J. dos lYitos.
(i Sabbado S. Libanea, aud. do T. de D.
da 2. vara.
7 Doiniugo S. Clodualdo
CAMBIOS NO DA 4 DESETEMHRO.
Cambio sobre Londres. 257,4. porll aGOd.
ParU 370 ri"ls por franco.
Lisboa 120a 125p. c. pr. p. ni.
Hese, de Ict. do boas firmas 1 '/,1 VsP-%-
Onro-Cucas hespanhola* 31^500 a 2#0(
.i Moedade (/4U0 vcl. 18.0O0 WlO
. ii de 0/400 or. 17*600 7|M0
de 4fOOO 9/UOn a #700
Prala-Patace .... I/B0 a 1/980
Pesos Columuarcs. 1/980 a 2|000
Ditos Mexicanos .l/5tl a 1/060
. Mocdas de 2 patac. 1/780 a 1/80
Krrts da C." do Rcberihs de 50,00so par-
ssta-.
DIARIO DE PERUrAMBUCO.
PARTE Oft.CIAL.
Governo da provincia.
EXPEDIENTE DO DA 1. DO CORBENTE.
Oulci'iA monbceer conveniencia iw cunlinuecao da ofUcina de
Mpateiro, que n presidencia ordenou a 3 dejiiiilw dci-
te aun >,fo*e cstabeiccida.no arsenal de guerra deata pro
incia;p''is,que.se alguina cousa mais caro vero a custar
n raleado nlli fabricado para a tropa, romo S. me. nota,
he elle ouito mais beni feilo do quo oque danto* se
comprara, mais duradouro, e por isto mais econmico.
Ofliciou-ae resucito ao director do arsenal de guer-
Dilo Ao rngenheiro em cliefedas obra* publicar,
autoriaindo-o a deduiir, da vorb do 5. do artig 43
dslei profinoial n." 144, a quautia doOO/rs. para os
.snulo graneo* da estrada da Encada. Partioipou-se
id inspector da thonnrria das rendas proviitciae o o
inspector fiseal das obras publicas.
DitoAo ohefc da legiSn da guarda nacional do Olin-
da, dispensando o respectivo primenrtt batalhao da pa-
rada dodiTdele mex; e encarregando-odedar o guar-
nici.i da proco nrsie dia e mi nntecodente. Communi-
cou-icsoconqandante das armas cao ciimmaudanle
luperior da gMrda nacional do Rerife.
Dito Ao inspector da tliesouraria das rendas provin-
ciacs. declarando, quo da qu.uitia votada para as obras
publicas no cxeniicio findo, durante oqual frio Pollos
o rnneertos da oadeiajlo Naxaretli, he quo devem ser
pagos ns i480 rs., rpie com ellei deapendeo o respeo
lino ex delegado.
DitoAo cncarregado da agencia dos vapores, sigiii-
firnndo, que, terminado o proau do eslylo, faca seguir
sc.i cstim a barca Imperatri*. Expi-dirao-se as pre-
cisai ordeus, par* que o oomniandaiilu desta barca fosie
rcccbcr na lliesouraria da faxenda as quantias, que o
respectivo inspector tiveise do remctlerpara o thesouro
publico nacional,
DitoAo commandaute das arma*, reoommendaiido a
execucio do aviso de 24 de junlio prximo passado, cu-
ja copia llie remelle; iiitclligenuinndo-o da chegada de
408 prayas do quario balalho do animara p| orde-
nando, '|u.' as l.ira aquartclar; e prevenindo o, d que o
vapor Cuapiatt, qua par* aqwi as condutio, tem de
lirgar deslo porto, apenas su o rurnecer do agua o roan-
lirurnlos.UITiciou-so espcito ao vice-presidenfb da
provincia da* Alsgoas.de cojo porto veio o menciona-,
do vapor; e ao presidente da Babia, cuja gunrnicio
pcrlcucu o liatultio das praca* supracilada*.
DitoAo adiui.i1stea.dnr da mesa do consulado acon-
inndorrcebida una copia da inalrinila da tri;,olcSo do
Lri-jiie brosileiro Triumpho-do-iirat, que serjuio para
Loanda por Bcngurlla c Novo-Redondo.
DitoAo iiiinin.iiul.iiilu snperior da guarda nacional
de Goianna, approvaudo nina propusta para ollioiac* do
respectivo 1.0 b.ilalliJn.
PortaraKetonnaudo o sci retalio do primeiro bata
lli'i-i da guirdanacioiiiil do municipio du Goianna, Fran-
cisco Ribeiro da Go.la; o porla-buiuliir* francisco de
Paula Alve; o teurnlo da prnucirii comp.inlua Miguel
Luii da Silva; o alteres da uiesina Jos Benlo do Maura;
o icnente da segunda Jo5u Francisco Fcrnandcs Jiinioi;
o capillo da terreira Juslinianiio Antonio da Roclia; o
alteres da mesnia Manuel QuareiniM do Espirito-Santo;
o da quarta Jut Tavares de Mello; coda quinta Joao
Frrreira Campos.Fierio se as coiuiiiuuicaeAes do es-
lylo,
*v riiusaBcaassaaaDBaa
INTERIOH.
RI-DE-JANE1R0.
SENADO.
Discuno ilo Sr. Andraila Machado pronunciado rus
irMdo de 42 de jlko di 1845.
Sr. presidente, lie com *ljuiu temor que agora fall
a (ista du quu ouvi dixer a un uubrii uuador, que se
nao pudia votar cun dignldado pelo parsecr da cuuiinis
*; e eu que eslou revolvido hoje laicr o quo no eos
liiniu tizer, ii<|.iillo mcsino a que me loina.o pi.ucn a-
"Jo o incu carcter e hbitos, islo lie, urna poltica de
Baiculu, nao dcixo de temer. Eu pretendo votar pelo
Parecer da ooniiniss&ii, mas pn-lendo expender na casa
SjisasaasMBBaaiiHttai" 'sj"BjMEBMMaEEsjs*BB*MBB*wsWsM***axMBB
r"H^
CARL11SA NA S1CIUA. (*)
QUAUTA PAUTE.
LVIII.
A FICZZA.
Aliurrcoia-ic cada voxaMs o ro Fernando no sea d**>
tirroda Ficuza; como u^o era suslido pela energa eac-
'nlado do cspirilu cuino Garoliiia. ochava-se na'sua o-
eiuiuladu reduxido vaos pelares, Impotente* coleras.
s us "esforos dos seos familiares, os San-Marco, o*
,nGr>'s, osTomosasis os l'anlellorias nao conseguido
Xiv'l" t'"~'Ui Partn"na mesisSjjMaiiilenoii desso. Luu
.''.'ba.tardudo.alii purdia visrtirte encantos; o uelo era
|''da hu, diflicil do divertir do quo o av. Nada podiu
''par 0 espesso auuviado dessa (rosseira intiHgen-
ft. Vide Linio u. iW.
as convieces firmes e inabalivcis em quo estou, de que
o senado tem o dircito de entrar jirirociramente no exi-
ste da vanlagem da h.i. assim como tem acamara dos
Srs deputsdos [apoiadot).
OSr. C. Ferr ira: Esta he urna quesillo incidente,
a principal he o parecer.
O Sr. M. t Mallos: Esta lio que he a principal.
O Sr. A. Machado: Seuliores, cu eoulieco, qnc n'uro
oaso sgre tachado taire* de pouco lgico, e no oulrotal-
vrx o teja de pouco liberal. Eu pretendo afiigenlar de
niiiu a tacha de pouco lgico, |iois, posto quo hei du vo-
lar pelo parecer da eomuiissSo, nao acreilo as raxoes do
relator dola; mas, quanto censura talvcx de pouco li-
beral, importa-mc pouco : liberal he uin termo vago,
ijuo cada uro npplica a ideia qne quer.
O Sr. M. o Mallo:Ncm eu fix esta censura ao nobru
senador.
O Sr. A. Machado:Liberal lio todo aquello que Icn-
do a sustentar e n conservar a liberdade de uin pvo, is-
lo he, a oonservacao 'los direitos do honicm o do cida-
dio, e para isso adopta as rormuhis que mclhor a podein
lurar o cffeto. Por cousequenciii Rea i na miaba opi-
uiio julgaro que he niuis liberal.
Sr. presdanle, a iiubre ooaitnisao owu quo couside-
ruu a neeessiriadode aeubar com uin conflicto, quo a a-
suita. Eu me nSo sssusto de somclhantc conflictu quu de
faolo, rigorosamente fallando, n5o he um cundilo, co-
mo o acabou de discr o nobre senadur : cundilo sup-
pfle a oontestaCao entre duas autoridades, e uin superior
que he quem ha de decidir a i|u**lu. Mis aqu nao exis-
to isto, existo desintelligeneia de uin artigo constitucio-
nal. Os Senhore du cmara do dopnladus entoiidom de
mu modo, o n, o que peuto como eu, entendemos de
oulro; e o leado assim p ruleudoo, ao quo parece na
ua maioria.
Senhurcs, en sou punco medruso. O nubra senador
relator da coiiimi*ao mal v pairar alguma uuvein que
lurvo o co, j elle so assusta, j Ihc parece iraxer com-
sigu a cerrncao inteira, e um temporal pronlie de raio e
coi iious. Ma* no acontece assim comiuigo; se alguma
nmem vejo formar-se, creio que ha do dcsappareccr ao
raiar do sol. Por consequencia esta desconlianca nada
podo produiir. O pouco conheciineiilo, que eu tcuhu
da historia, e alguma experiencia, que me dao ea
cana, me ensinfio a oonhecer os movimeiitos osoillato
rios doi corpos legislativos, e esses uiuvimcntos j nio
nao raellero rado, mesmu por una raiAu natural eu sc-
nirlhaules cao : porque, o hojo avancao du mi, na-
tural be quu aniauhau recuero, eo abe o a cmara
ja Sr. d. pilladoj hojo nao peusa quo o que ella jul-
gnii evidente violavo da eonstituicao, he quuudo mui
lo vioaCDO pruvavel ? Quem sabe se a prubabilidade se
nSii converter brevu em duvida; quem sabe meiiiio se
aisla hora cllaj duvida da ua primeira opiuio? Nao
lenbailio* uiedo, a pai pblica se nao perturbara, e cu
rtevo julgar que a cmara du Sr. deputados, que eu
rrcio possiii.la do amor da patria, conheccr que em
verdade quem lai lora da le lian Tai lium; e por isto, td
por acaso ella quicr exceder daquillu que a coiulitui-
9S0 Ihe d, so acaso prctendor urna lutcrprelaeao (11 que
ueste caso nao he senio una reforma, porque ieis ordi-
narias nao iulcrprcluo jior neuhuai modo a consiituicaat
lo rsladuj (muilos apoiadoe), ful o-ha fiancaniciile; na
entao, decidindo ella e.lu reforoia, dte ficar certa do
que-o seuado 11J0 cousenlir ser aiiuulladu, bem como
oiu ludo mais [apoiadot) : ao uieno pola Hiintia parte,
nao hei do-cunseulir, que o senado ai-ja aunulladu [mui-
tot apoiadot).
Nao tundo eu, pui, nicdo disso, pcrguntar-mc-liau
porque vuto por este parecer. Seilhoru, cu coalomo a
icr muita deferencia, ejulgo quo o acnadu a de ve ter
com a cmara dos Srs. deputados, assim uuiu iml a de-
va. Eu vi que no Iratar-aededaquealio (lio preciso oun-
f*sal-o) houve tulve alguma precipilac^o, au segui-
mos a marclu ordinaria, e pode aei quu uso f. risso du
algum unido a iisi'eplibilidaile,lalvex demasiada,du Sr.
da cmara da deputado; o que cuido pud ter cura
por 111010 da coiuiuio mixta conformo o parecer da
eopiminan; beui que, Seuliores, talve ea ronferencia
produxa o mrsiiio elteilo quo sempre produiii o as con-
ferencia religiosa, que lionve 110 lempo da reforma,
em quo cada um fieuva na ua upiniio; eu creio que
tambero mis Rearemos ua nossa opiniu. Mas nao he pos-
sivcl conseguir-so desta niunio nina cusa, una rijie
CO do eoiiciliavo '' O nobre senador disSO, que concina-
V'4u ha ver ojo pode, seui que um renuociea su* opiniao.
cia, lis distracc/ics male iaes nao Ihe iufluiao mais nos
sentidos vmlioladu*.
O padre Cacamo, confessur do vclho inunarchn linha
por iso mus ccao rubro elle, e a pralicas upcrsliciu-
as de rutineira devocau rro a nica diversau d eterna
ocioaidadu dessa existencia, digna em todo o ponto,
dessa ruca de rei, conhecidu pclu nomo da sua priuci-
pol qualidade. lechado por longos hora com o acu d-
reclur espiritual, o rcol penitenta da va pruvas do*xem-
plur docilidade.
- Meu padre, Ihe diiia elle compungido um dia, te-
ohu a conscicncia bem earregada de peocadus, mas ha
um que mu pesa e atormenta ninis do que todos os oulro.
Nio ha mai que conrar-m'o curo espirito de
qonlritJoi u Dos que he misericordioso, levar en cun-
ta o vosso arrrpeudiinento,
Un dia pui jugavacu a pella, ha bem auno, re-
riarei entre os espeelsdores em um rapaiito lio bem pen-
tt-adu, liu bem eropuado, que a sua visU me inspiruu
nm mo pemiutento.
Qual, acu Ribo0
Maudei vir um oobetior, peguei u'uma das quatro
pona, us ires jugadores mais vigorosos imitriu-ma,
o o pubrn rapas fui embalado como Sancho Pane.
A falla he fronde, porm a bondad* do edo he
ojutior anda.
Eucnido que 1180 pode ha ver nina esperio do concilia
cao entre as duas cmaras sem prejudicar a nossa pi-
nino. Soppnnhnmoa um caso : so essa commissao aven-
lasin a ideia de que a enmara do* Sri. deputados reco-
nhocesseella mrsma o ilireito que temos de julgar dr
conveniencia da rcuniSo; mas que nos. do nusso lado
reeonheeeasemos quo ha casos em que nao ho preciso
decalo, ato Impreciso 11 juio, como verbi gratiami das
passagros das Icis vitaes, daqorlla lei, quo-a constitui
co nos turca a faxor aiiuualmeute, e que por conso-
quencia, oeste caso,lomo necessidade de adoptar a reu-
iiilo; que em todo os mai, porm, onde a vantagem
possa ser problemtica, a cmara dos Sr. deputados re-
conlicee, que mis temos o direilode julgar dessa vanla-
gem, que sumos humen como elle, e que nio unios
brutos anioaes para nos empurraren! por ondo quixe-
rcm {apoiadot).
O Sr. M. e Maltot: Para isso he preciso outra oc-
casio.
O Sr. A. Machado : Eu creio, que a diguidado du
senado nao solfreria uiano por ncnhiiin modo. Ate, Se-
uliores, parece, quo o senado, composlo de cidadlos lio
rt-aneitaveis. pela sua dnde, devia dar um exemplo de
detioadea a cmara dos Srs. deputados. Eis a rai8o por
que cu voto pelo parecer da coiniuissao.
Agora pussaiei a expender a niinha opiuio sobro o
artigo 01 daconslitiiicao Nobrcs senadores, curo quem
no cosluino volar hoje, sou obrigado a volar com elle;
o nqui eu posso diter o que disse Casscinir Dulavigne na
sua |ie\-a o Paria : .
et boutt de l'utiiveri quel dettin mu ratiemble !
Da* duas extrema em quo do ordinario voUmoa
desiino no reno no metano poulo.
Auouru bc.n o vate, queira Dco, que rada nm dos
extremos avance alguna passus para se encontrar nuiuoiu
(musios apoiadot).
Senhores, o nobre relator da nummiisao pretondeo
provar a opiuiSo da cmara dos Srs. deputados, priettei-
ramento pela iiiterpreiaeao quo quix dar ao arligo 01;
segundo, chamando cru seu favor o que.elle appellidi.u
inlelligcncia nnifurme do aoiiado; o lerceiro, propria-
menlc de nre eeiMliinande. mostrando quu do outro mu
do seria bsurdo o dito artigo. Eu procurare mu*lr*r,
que o nobre senador era ludo se engauuu.
O artigo 64, Senhores, veio exprimido de forma quo
i,Ao pode serenl.mlido como elle o enlei.de; o verbo
leqnerer nunca podo significar forcar, obrigar \aptm-
doi), s se por ventura ha oulra lngolgcni no.a ( dot), s ento poderia o legislador nteiider, quo o ter-
mo implieuva obrifaflo; mas na lingoagem do pas, na
hugoogem portugueta, quu ho a nossa, nao signihoa is-
so, significa pedir, demandar; verdade he que.em eslan-
du este verbo no impessoal, pdojer liaduxido por ser
preciso, e he o cunero que em oulro lugar da consti-
luicau elle appsreee. o ho o roesiuo de quu usa Joo Gua-
res de llrilo us diulagu du rei du Portugal. Pedo, o
requer; quero pede, o quem requer he neet-sailO quo
ospuro conseguir o accordo dos outros.
Domis, Sr. presidente, o iiiclhor meio do entender
um artigo que pareco iluvidnso, bu recorrer as funtc.
Este artigo lio lirado doaitigo 90 da prupuslu feila na
cmara cousliluintu pelu commissSo especial de coufec-
cao du constitulcao, de quo tivea honra do faxor parte,
como laiubem o Sr. viseonde de Olinda, o Sr. Muuit la-
vares, que est boje na cmara dos deputados, n meu *a-
brinh'o o oonoclbeiro Jo Ricardo, que nSo fax parle
agora de nrnhun.* dss casas; os oulrus j tein morri-
llo, quu erSo n.cu irmao o Sr. Jos bonifacio do Andra-
da, Manuel Ferrcira do BiUucoiirt e Cmara, o o Sr.
Antonio Luis Peieira da Cunha, depoi* roarquex de I11-
hainbupe. Eu sem|iru enlendi, o aiuda agura mesuio en-
leudu, que a VOtafAu promiscua uto se segu deslo ar-
ligo (apoiadot), e nao *e egue uiuilo uieuo do arti-
go 01; mas emliiii jalfoi; eu, aoaqui eslivesso, ha-
via-mo de oppor violentumentu conlra isso; so eu aqu
e*lVea(e,tlfl havia du volar por essenrligodo regi.nenio
cumiuum. Eis-aqui o artigo asaiguado por ludo* nos,
huveii.fi s nm queaasiguuua proposta com rcstriectVs,
Eu nio sci se uSr. visounde de Olinda, que assignuu
a nroposfa com restiicvOes, levo em vista este artigo,
ma cuido que uin. Nole-equu eu usei do lernio ssls,
em vcx de cmara, por querer iluitar antes us eslylo
das niicocs americano*, do que os velhus cottumrs cu
rupeo*.
Dix este artigo 00: a Sua sala dos deputados nio ap-
provar as emendas du senado, ou a addicoce, o ludia
gcntil-homem.
Slelhur seria sem duvida quo fosse plebeo; mas em
ti.11 nao be um peccado irreuiissivel.
E nio era nobre, meu padre, cuma quo de mais
era cura.
Cuta! cxulamou consternado o cunfessor, um
cura!
Ai de miro! siiu, meu padre, o cura Maxiingbi,
o u quo peiur ho, vein a morrer disso.
_ Morreo!...... limera!...... mas bo um pcocado
mortal, un assassinaio, um tacrilegiu !
__ He por isso nicsmo, tneu padre, que lio pertur-
bada est a niinha consciencia; eslou seriamente inquie-
to acerca da wlvaCao da miiiha alma.
fio he sem rasan ; hio de ser precisos bem Padre-
notsot o bem Ave-mariat para resgaur tau grande cri-
nio. Malar uin eura taooudi-lo!..... Mas uesso dia cs-
lavcis ovidnnlciueiile possuidu do espirito maligno!
Ordenai, meu padre, eslou prornpto todas as pe-
nitencias, para vollar graca da Igrcja.
Nctle noaaento cnirou de repente Carolina no gabi-
Poiui utleudei, meu padre quu o pacieutu uiu era
meu va*allo; era Florentino.
Ocaso he roe i grave, e algunas Ave-marta* do
mais serao necessaria. .
__ Nao uniente era eatrsngeiru, meu padre, ina era dissr, muito eximo ver-te; tanto mais porque ainda
ta manilla os mens guarda* prenderlo na floresta de Ca-
pcllaro um ladrlo de caca quo ro valen do li, e exhibi
julgar qne o projeclo he vantoj.uo, poder rrquerer por
una ilrpulacn de tro niembros a reuniSo das duas *a-
\a, i vi se so accorda em algum resultado roiiiiuuiM, o
nestecaso so fir a dita rcuiiin no local do senado, o
conforme fur o rcsullsdu do dispula favoravcl ou desfs
voravel, assim docair, ou seguir ello o determinado
un artigo S7. Senhores, daqui *o rgue que este arti-
go fui alguma cuan variado 110 artigo 61, iniroduxindo-
so as palavras vice-verta. par* tornar r.ininiun ao tenar
dn o que 110 arligo 11rigi11.1l s sudara i cmara do* de-
putados' Passro, poreni, cm silencio aptlvrat a
ver se e arcorda ero algum resultado cumuium; e aa
outras pakvrose ueste caso. Di-llns s.-gnia-se sem du-
vida quo era preciso preceder arco, do, c que 11 tom ini-
prativo s dix respeilo a dnsignar-se uiii lugar oude se
deve faiera reunido 110 raso do arcurdo No arligo 01 da
constituirlo lie islo menos claro; porm he bastante pa-
ra cnncliiir o mesran quo no arligo original, o qutl
destrua este fraco argumento de que servin-10 a cma-
ra dos Srs. deputados. Sobro resto, i.8o tenho do fal-
lar, porque enifim j la su fui a votarlo promiscua :
Dos a guardo.
lio verdade que o nobre senadur reconheceo, quo en
1820....
OSr. M. 1 Mallot : Elle disse que nanea.
OSr. A. Machado: Ellecxplicou, pode sor quo
nio losse entendido ; o nobre senador t urna inalona
com os olbos proprios do seu eolendiment, o nos ve-
mos com os nossos. Mas cm iH6, o senado realmente
usou do seu dircito, recusou. Uisse-se, que recoiou
por falta do regiment commum, no sei se o disse, e su
o disse, desmenle-so depois com o oIBcio em resposta
cmara dos deputados. epois passou o senado, segu-
ro do seu dircito, a fazer o regiment para 01 casos das
reunies, e cotisiguou csse dircito de julgar da anta-
geni, oudesvaiitagem, noart 44, e no sit 48repro-
vou a volacao promiscua. A isto annulrio o* Senhores
da commissSo da cmara dos deputado* ; todos, excep-
to um, quinto ao art. 44, o todos em contrario ao art.
48, ao qual lambe ni fui conlrerio um dos Srs. senado-
res, o Sr. marquex de Caiavellas. Este regiment com-
mum foi na cmara do* Srs. deputado* unnimemente
rejeitado ; o que realmente *j*inbrou-me, porque,
bavendo apenas esses dous artigo*, que podito causar
essa rejeiclo unnime, nio Mi como o rt. 4i foi un-
nimemente rejeitado, quamJo todos 01 da cmara do*
Jeputadut, excepto um, tinho concordado nelle ; por
isso eu creio, que o reprovtio por amor do outro
arligo.
V-se, pois, que nio he muito oxacto, que o senado
nunca tratasse disso. Mas, depois em 1830, sujeitou-so
primeira reuniSo ; entilo o sonado n&o teve oulro re-
medio seno annuir. Euereio, que um obre senador
por Minas teve abi urna grande gloria, foi tirado da
sua sege, e catregado em bracos pelo povo em tu-
multo.
O Sr. C. Ferrcira: Tirrio-lhe as beitss da
sege.
O S. A. Machado : Ainda bem, que voliou dessa
sua opiniao O senado temeo-te por amor de li, por-
que de outro modo nio passaria no senado semelhante
cnusa (apoiadot).
He, poim, preciso contestar que no regiment de
1835, ha um silencio a este respailo, mu silencio, e si-
lencio filho do medo nada prova contra o direito do se-
nado. E demais nio be tio absoluto o silencio, que do
art. 12 do mesmo regiment, no qual le declara a ne-
cessidade do aceordo do senado para al reunies ger*es,
se nio possa deduxir o mesmo pira o caso de que n-
timos.
Tecm havido,porm,muitss oulru reunidos sen que
nunca nuiles se suscitiase esta questio ; mil, como
bem disse o nobre senador que icibou de fallar, foi
que a materia era dV indobitvel vantigem, de ulilid*-
de que se nio podia negar. Agora, pergunto eu, quix
adoptar o nobre relator este argumento como preterip-
cio ? Euoreio que o nobre relator d* commiarto, tea-
do tio sabio, nio pido deseonhecer .que prescripcio
conlra a constituicio nio ha, que apenlo* newe ciso
vslem tanto como os annoi, comoe* mezes, como os
dias. Mas quer-se recorrer a areslo ou precedento?
Tnt**j***wai****BBB
nelc do re, o lornoii a fechar ouidndosanicnlH a porta.
O padre Cacamo iuoliiiou-se ropcituto; Fernando fea
um gesto de admiraco aenio de alegra.
Apparce.esle ero fiu, minha querida Carolina I lito
ama pcrmissSo du cacar aSsignada de leu punho. Ei-
qui essa ponnittao, aocrotcentou ello apretentando-lho
um papel; ho com effuito a la ataignatura P
Carolina reoouhcceo a primeira vista d'olbos a licenc*
que havia dado a Rosario, e que os guardas tinble ar-
guidu do falta, tau novo e al arriscado Ibes parecer o
acto da rainha, o para conseguir operdao de tiotuda-
ciosa usurpadlo das pn-rogatirt do cioto Nemrod teve
ella necetsidado de muita diplomacia. A Icinbranca do
seu hospede da Barbara re-ibe mai importuna que -
grada vcl, porquo Ihoreoordava Pablo, que ella qaeria
lianir da lueoturia, destoii dco ha ver banidu do cora-
ran ; tudavia te* po-lo em liberdade, ma* nio insisti
lf quo lbe fotte restituida t lUenct, que loe alo eon-
viitht a ella netla ocettiAo gastar o tea crdito esa 10-
racltiaiite* oinbariat; quandu te irttava do throno, que
Iha iniporlava um ubacuro cacador*
Hahil em tirar partido do ludo, *obe at ageitar esta
indirlcrenlc circumstancia em proveito do designio que
!,


So poda trazcr um aresto ou precedente ; nSo lia a-
restos em que nominativamente se nao trate dessa imi-
ten. I'ratou-se de slgum cato eni que seftoxesse cm
duvidu no senado este dreito que agora so quer neyor ?
Nio ; nio ba, pois, aresto nenlium em avor dessa o-
pin.io. Mas o silencio ? .Senhores, o nio uso de unta
laculdade seguramente nao coinprova o abandono del-
l.i: snftto houvcoccasiao do a ostoal'uar, como o nao
uso ser reconhecido, e I ido como abandono ? bio poii.
freos urgumentos dalii tirados.
Vendo o nobre re itor da commissio que nio con-
laa muito nos precedentes, e quo nio confiava muilo
na prescripefio, quede sorte nenhnma o justificsvJo,
recorreo ao jure conslituendo. t) nobre senador re-
correo compararlo do quo faicm as outras naeoes.
Asoutrat naeoes, podiio fazer o quo ellas betn quizes-
sein, nos Taremos o quo entendermos (apoiadus). u a I
he constituirlo no mundo que nao admita el-
la opiniio que hi um dotcorpos legislativas autma-
ta, porque a autmatas nos querem redu/ir os Sri.
deputsdos, e anda mesmo ibaxo da bruta animalidi-
de.fporque, Srs., alguns animaos julgao (risadas), (ue-
reni pois abaixar-nos, quandu muito, a plantas ou
tul vez mesmo a algum corpo mineral e que constitu o
reino mortoda natureza. Mas eu nao estou morto ( o-
poiados risadas).
Itecorreo o nobre senador aos seus celebres correcti-
vos, o disse mais : a cora nao tem recurso contra a opi-
niio do senado, quindo pelo contrao poda influir
Sobro a cmara dosdeputados j pela eleicao quetrie-
nal, j pe!a dissoluyao, que he um meio que nao pude
ser usado a respelo do senado. Srs., esto correctivo,
mesmo contri a cmara dosdeputados, hoperigosoo
fauiliarisal-o : sao remedios heroicos; mesmo a sane
ao o velo repetido ho lambem remedio heroico ;
cu nuca aconselharei A cora que use muilo delle, s
vm um ou em outro caso mu grave; lenlio modo que
succeda entre nos o quo succedeo entre os [tmanos
com a dictatura ; este remedio heroico, destinado a
restabelecer a liberdade.acahou com olla por lim.
Vamos tr, porm, qual be o grande correctivo ; he
I cu millar o senado He na verdade um correctivo no\o
[muilos apoiados) I Annullacio amo correctivo, nun-
', ca entend eu, e mesmo enlao seria um correctivo in-
. completo, millo; porque, se o senado livor juizo como
, ba de ler, a triunipbar seiuelksnte opiniio,tmha os sua
1 mi o remedio, que era : todas as vezes que ao cna-
' dovesse urna le que elle vsse que so emendada po-
llera produzir bens ao paiz, devia rejeilal-a, e quem
solTria eom itto era a sociedade, era o paiz (muilos a-
poiados); porque, podendo colher algumas vantagens,
quando as correccoei passassem, o senado em deesi da
sua existencia e dignidade nio quera arriscar- se ao ca-
so improvavol de semelbanto passagem.
O ir. C. Ferrara : Quem hivii de soflrer era o
senado.
O Sr. A. Machado: Soflrer o senado ? em que
pode sorcr o senado ? Islo nao be o mesmo que faz a
cunara dai deputados, que pede em 1.a discussioad-
mittr ou naoadiniltir qualqucr proposQio (muilos a-
poiados) ? Porque nio ser permittdo a nos este exer-
cicio, o obras como devenios (apuiadui)i'
O Sr. M. i Mallos ; E be um senador que nio
quer isto i'
O Sr. A. Machado : Srs., disse um nobre se-
nador pela Babia, que o artigo 61 nio era correctivo.
He verdade o artigo Cl nio be de nenlium modo cor-
reerivn; he um meio de se poder fazer obra por um
projeito quo possa ler alguma cousa de til, islo be
bem claro; be urna providencia, mas essa providencia
deve ser com o consenso de ambas as cmaras, porque
nada he le sem o consenso de ambas is cmaras, co-
mo muito bem disse o nobre senador pelo Itio-de-
Juneiro En oecessario o accordo da cmara pura que
bouvesse semelbsnte usio, mas muita imprudencia
nossa se convirmos com demasiada probabilidade de
sermosj vencidos,salvo o caso em que o estado periguc.
Mas disse-se a historia das fuses mostra que o so-
nado tem vencido muitas das sass emendas. Srs., ba
casos particulares que pdem dar esto resultado ; mas
o que a razio ensina be que bavemos de ser vencidos,
porque nunca vi que um podesse contra dous e menos
contra tres,
Citrio-se os casos da constiluicio di Norwegae Sue-
cia. Eu ja disse que dcssssconstiluioes be quo lirei
esso meio de achar solucio a um projeclo que alias po-
da ser til, mas como grande correctivo, nio. E do-
mis iSso su di/ respeilo votacio promiscua, que, em-
bora oessa constiluicio se ordeno, be sempre por 2/3
ou por /i, o quedestroe o perigo.
A independencia da cmara subsiste, disso o nobre
senador, mas como subsiste ella '.' quaodo nos somos
obrigados a onnuir, qur queirantos, quer nao queira-
ntos i opiniio di outra casa (muilos apoiados],
Lcrabrou-se tambera o nobre senador de um caso
extraordinario, isto be, pode crear-so no senado una
maioria computa e laccosa, e nio haver meio ne-
nlium de a conslrsoger, de a destruir. Srs., ao ouvir
islo, mnha alma se esfriou Nio (o nunca o senado
romano quem destruio a liberdade de Boma (muios a-
poiadts). Vio-se na ultima guerra entre Pompeo e
Cesar, no campo de Pompeo se acbavao os senadores,
os optimates, c no campo do Cesar os tribunos, os em-
brujadores. Nio temamos, pois, nada, Srs.
Aqu oabe-me (ambem examinar urna questio. Dis-
se-ac : como lia de o nionarcha barmonisar o rem-
elo dos diversos poderes/ se nio tem aecio nenhuma
sobre o senado .' Tem toda a accio sobre o senado, e
mais do que se pensa (apoiados). A escolha, Srs. ,
ainda que ella nio seja quatrinnal, pde-sedizor que
reforma peridicamente o senado : todos os annosqua-
si vem liltrar-so entre nos novo espirito sabido do povo
e do tr.onarcba, isto be j um remedio.
Domis, Srs., a Omposicao do senado, o interesse,
a vitaliciedade mesmo, ludo tende a garantir ao mo-
narcha que nfio ho deste crpo que ha de baver perigo
contra a monirchia (muilos repelidos apoiados). So-
mos at seus prenles em jarte:
Si paria licet compontrt magnit.
Se o monarcbi tem seu titulo por toda a sua ida, e
para seus filhos, nos temos o nosso titulo por nossa vi
da ao menos. Nio bavemos ser lacciosos, nio be pos-
si ve I sel-o (muilos apoiados). Srs., nao sio s os
principios que iufluem sobre a conducta da vida ; o
interesse be talvez o niovel mais poderoso, o interesse
que governa a maior parto dos houn ns ; o nosso inte-
resse, o nosso dever servo de garantir cora que ja-
mis bavemos do attentar contra ella (muilos apoiados),
pelo contrario bavemos dedefcndol-a com todas as nos
nos frr;os [muilos apoiados; defendendo-a, defende-
mos a nos mesmos.
Senhores, o povo tambem lera exigencias, o a estas
satisfaiemos ns. Somos obrigados a conbecer a opi-
niio, nao encerrados em macbnha pneumtica que nos
prive da communicacao com a opiniao geral; nio es-
tamos rodeados do crpos que nos isolein da eleclri-
dade popular. Nio somos agora tao tontos que nio
saibamosa grande fflrca que tem um povo desesperado,
e nio bavemos ser nos que o desesperemos. Nio lonbo,
pois, temor algum a este respeito.
Agora o que cu creiu que poda causar receios co-
ra be a opiniio contraria (afosados). Srs., os dous
elementos puros de qualquer estado, onde elles exi>-
tom, sio o cemento uioitarchco e o democrtico ; pe-
la nature/a das cousas toda a lrca tende a augmentar-
se : a monarchia camnha lenta e gradualmente, mas
caminha para isto ; a democracia porm, desenfreada,
pula e cm salios precipitados, faz en. um momento s-
vangos que a monarebia gasta seculos a fazer ?
A prudencia, pois, a necessidade de pr entre esses
dous elementos,de alguma sorle inimigos, mas ncessa-
rios em toda a organisacio social, um lerceiro que os
conlenbi, e conserve as conquistas do poder de urna
parto, o da liberdadede outra. Este papel oi cedido
ao senado pela consltui(io: quem nos quer aniquilar
deixa os dous elementos trente um do outio, e sem
duvida um delles ba de calcar o outro. Se a camaia dos
deputados avance mais do que deve, ns, pela nossa
inercia, a contemos; se porm jytfoer monarchico,
isto be, o ministerio (porque o poder real nio entra
em 1 iiba de conta, visto que nio pode nunca fazer
mal) pretende passar alm da senda constitucional, nos
o contemos faiendo-lbe urna opposicao na e ciiuda,
porm firme e constante, a fim de que ebegue ios ou-
vidos do momreba a uecessidade de mudar conselboiros
traidores, ou pelo menos summamente imprudentes
para comprometterem a seguranca do estado.
Em lim,. Srs., a questio se redui a mu poucas pa-
lanas : be urna questio de duas cantaras. Ora, Srs.
deputados a vossa intelligencia destrn, em ceitos ca-
sos, urna das calimas, u vossa intelligencia he, pois,
clara e conhecidamenle anticonstitucional. Nao sel co-
mo se responda a isto.
OSr. alumino : Muito ipoiido.
O Sr. A. Machado : O nobie senador pelo Rio,
tambem me apoutou um caso, o que anda man lorte-
menle prova a opiniio que sigo, o caso de urna regen-
cia. N una regencia, como a passada em que se uio
poda dissolver a cmara,o que feriamos mis se adoplas-
rnos a opiniio da cmara dos deputados ? A cmara
ncsle caso faria quinto quizesse ; pedera mesmo alluir
e derrubar constiluicio sem que ns Ib'o podessemos
vedar. A regencia poda, siui, pr veto. Masseeu
acbo um velo preciso na mi mesmo do monarclia, co-
mo o nio acharei na mi de um poder fraco como a
re gei.ua i'
Eu pedera ao nobre senador por Minas que risessse
no seu discurso estes palavras, seduccio ou medo. A
s bypolbese do que bouvesse poder no mundo que se-
duzisse a um senador, be para mim bastante vergonho-
sa, e eu nem quero bypolheses para isso. Excepto po-
rm o medo que desgraciadamente obrou sobre este se-
nado; mis creio que dora em dianle nao obrara mais.
A vista disto, Srs. eu pela minbi tbeoria de Has-
culo, voto pelo parecer da commissio; mas se preciso
fr defender a dignidade do senado, eslou promplo a
volar por tudo o jue fr aprosentado ao pblico seu
mancha e sem nodos (apoiaos*.
Art. 2." A esta horadar-se-ha principio a inscrever
os nomes, idades, naturalidades, filiar/Oes, qualidades,
estados, condicoese moridiasdas pessoas que quizerem
ser vaccinadas. *>
Art. 3. A cadi urna pessoa, que se fr oserevendo,
se dora um bilhete brinco numerado: este numero cor-
responder: ao das pessoas quo ni mesma ocoasiio csli-
verem alistadas.
Art. 4." A inoculacioda viccini se far segundo a
ordem numrica destes bilbetes; os quaes seri apo-
sentados no icio de viccinar.
Art. 5. As novo horas e meii di minbii prooeder-
se-bi chamada dis pessoas que tiverem sido vaccina-
das na semana passada e no da correspondente.
- Art. 6." A chamada sera segundo i collocacSo esli-
beleeida no mappi, e cada urna pessoa, que compare-
cer, recebera um cartio amsrello, contendo o numero
inmediato aos das pessoas que ja se tiverem aposenta-
do. Esto cartio servir pan marcar a ordem ni extrac-
cio da vaccina.
Art. 7.' As pessoas que se lusentirem lotes de'li-
ra rem o pus-vaccinieo, serio consideradas como se nio
livessem comparecido.
Art. 8. Os que faltarem a 1.a chamada, ficarao
preteridos at exirabir-se a serie dos carloes emittidos.
Art.O". Nio se dar dispensa decompirecimento por
molestia, se nio lr provada com cerlilicado de um fa-
cultativo; no qual ser* declarada a molestia do vaccina-
do e impossibilidadedo transportar-se h reparticao da
vaccina r. Joaquim de quino Fonseca, presi-
dente do concelho.
CORREIO.
rii|lllFI'iiMjriN(:l\ DA CIDADE K PROVINCIA.
Nio se tem fallado mais sobro o systema homeoptico
do que sobres caria J. C. AI. : que carta I Sempre be
caitinba, que tem feilo maii de quatro indirem com i
cibeci a roda, i descobrirem o seu autor. E que lera o
autor com a carta ? Respondi i carta e deixem o
autor, he forte cousa o maldito costume de respou-
derem com ultrajes as pessoas, e calaiem-se sobre a
cousa, cis a causa de tanta curiosidade. A lgica
praieira he esta Fuio be este, be aquello, be aquel-
I outro logo os seus escriptos nio piestio, nio con-
cluem... Ten bao paciencia, o esperem pela segunda
cu i tirilla, que j est quasi qus a ipparecer; e entio
verioo bom e o gostoso : e a 3.a ? 4.' a 5.a, i 6.a,
i 7.a? Nio hade baver raiio de queixa. Hontem
talvez so fecbassem as portas do grinde sali dos legis-
ladores ; agora resta colber os frutos de tao longa ta-
refa. Os artistas esperem por seu despacho ; o com-
mercio pelo cdigo ; os livndores pelas leissiudaveis,
que hio de resuscitsl-os di miseria ; em urna palivn,
todo o povo que esperava peroles e maravilhas, va-se
preparando pin chuchar o man, que na verdade che-
ga a lempo, porque sobre o seu idocicado a agoa do
l'rala ba de saber a gaitas.
DIARIO DE PEIiyilliUCO.
PEftNAMBCO.
HECULAHENTO A HEPAMiCAO DA VACCINA NO WJNICI-J
PI DO ntCIFE.
Art. 1. A reparlicio da vaccina se abrir as quer-
ase sabbados, us 0 bous da manhia.
a Icvava Ficuna. Como lodos o utjiirilus acaiihadus,
Temando dava cnuaas vulgares cxagerad.i iiiipoi'lan-
ia, ocradumai muilo tciuiono; Carolina guiirduii-se
le o conlrariar, e fci-lbe una pequen cunveiso para
uLlcr outra iiiuiln maior.
r'iinul, llic disse ella, em conceder essa liccnca de
.ii...i seiu vo baver pedido autoruic.i, e morecu a vos-
sa advcrleucia.
Para lodo o poccado ha perdis, responden em lom
nlfcctuoj o \elliu principe.
Eucaniado de ver s\ia niulbr, que de oontuine cm
nada lite ceda, moslrai-so lu dcil neaU oeca.iio, bou-
er-llie dado cm troco de.la doeilidado, a melado dos
Estados que ji uu liaba.
Que liado uovo'minha querida Carolina? pergun-
toii-llie, c o que te Iras Fiouita?
Cuma muito pundoriiass e que exigrm toda a vos-
a aiicncio. l'roiDctles ouvir-nte sem di.lroecio?
Falla, falla. Nio faca ca seiupre o quo tu queres ?
O padre Caoamo quia pur discrifju ratirar-se.
Tioai, intu padre, sfsse-IlM) raiolia tunando ai
cuto junto 4 Pernaudo,; nio sois de mu aqu. Vo>*o
couscllios pe contrario, uua serio do grande aiuda ua>
-ai.nc
s~~M,,iMi~"~r-s>sMiiirssfnssjipniisiiivMitii^a
Km fitas, replieou o ro nm pouco inquieto,
SC I rala '
de
lino
CARTA II.
D1BIGIDA A I. EX. OSR. PRESIDENTE DA PROVINCIA, ANTONIO
PINTO ( lili Molino DA CAMA.
lllm. Exm. Sr.
Na pi nucir carta, que tive a bonra de encaiiiinhitr i
V. K\. prueurei demonstrar, que o syslema seguido
pur V.l'.x. de demiltir os emprcgudns p rlencenles a
uiu des partidos da provincia sub o fundamento de nio
perlencurem coinmiinbio pnlilica quo V. Ex. tem a-
bracadu, c aberlameiite prulcgidi, aiuda quando bem e
exactamente ciimprcn os seus deveres, he um systema
prejudicial aos interesse pblicos, e como tal reprova-
du pela rasAo, pela experiencia, pela pnlilica, pelas leis,
pela npiiiiaii dos niclbores e mais babeis adiuinistrado-
rc a cunseqnenie falla de impaicialidade e dejustica,
que resnlla deisns demiisrs, o de oulros aotoa de V.
hx. para servir vistas do seu partido, na firma, uio
fortifica, no acredita o governo, mas leude aenfia-
qiKC.e lo e deseouei ilun-lu. I al vez uu lenlia cu coni-
pl lam ule ileiiwnsiradu a uiinlia tbese; mas acredito
V. Ex. que lie o-na a uiinba iuiima, profunda o aincera
oonvieelo, e que se nutra fosse, niu me animara a pro-
fessa-la dianle do publico, a quem nao quem lisougear,
segundo leer do vida, que bei adoptado, regundo o
aeanliadii circulo de luinbiis aspirarles. Vclbu, como
sou, cerlo de que levo dritur os mocos o San daa luc-
ias dos partidos, nao querendo ser representante nos
eoncelbiis da afio, pareoe-mo que Icnbii obrigaco de
ser franco, o cunscieiioioso, e o direilo do ser uccredi-
lado nos priisameiitos, que cipoiilio, laes quaes os con-
cebo.
I'edindo descnlpa a V, Ex. deste [prembulo, Iralarei
agora de nioslrar que eertos principios, que certos ac-
tos de V. Ex. nao sio conformes s leis, o nem ao senli-
nienlii dos milbores eseriptores do direilo administra-
tivo; ames pelo contrario s devem produzir incalou-
lavsis males a sociedade, cm que doiuinareni uns ou se
pralicarem outros.
Entre essos principios tem o priraoiro lugar o que V.
Ex. aiuiuuriou logo nos piimeiros das de sua adininia-
ir.if.io Triiliu lavor para os amigos ejuslica paraos
eouirariua. Com efl'eilo, enleiideiido-se favor no mes-
uto sentido do equidade, parece-me que V. Es. nio mar-
cha eoliereiitemeiile com as leis ; pois que sendo s equi-
dade sempre do animo e inlcncSo do soberano, segundo
*swmisaamsmmimmaimiim^immmssmsmsmsmsmsmsasas^msm
'J'ruia-sc de revagar o decreto, em virlude do qua
nosso fillio Francisco, vosso Aller-ega, exerec a< fiiue-
yoc. de Logar-'I'coeiiu-, ebegou o momento de rebate
uio as redeus do governo.
I Uso ine agrada muilo, porque ja eumeno a abor-
recer-me morlaliueute cm Flcuita ; moa por quo meio
deixarei isto aqu! ou guardado vist por esses dam-
nados Ingleses.
Tambem eu o aou por cllra em Caslelvelrano,
todava aqui ei.lo.ii.
h atinada pode reter-te; quando se le melle
una ideia ua cabera, vas por dianle com ella como urna
leoa>deseucadoada.
Pois que leudes por mulber urna leoa, sede lam-
bem vos Icio um pouco, o urna bon ves quebrai os va-
mos dn vossa gaiola.
Tu de riada duvidas, de onda absolutamente ; pa-
rece, a inivir-io, quo basta querer para sabir d'qui,
& ores tu eniiu que eu aqu enteja vuluntariaoirnle, e
(lie se ino iusse poasivot estar em aples, nu ao menos
esu Palenuu, estara em Ficiuu P
acunes circunislancias. I j -. Ai de mim mmto Um sci que ruis ambos n.eraos
l.u estou a ordena de SS. magesUdes, rcspoiideo |ofc obedecer cruel lei da uecessidade, mas nio fuinos
o confessor, scnUudo-sc de novo. ouudesusudvi 4 um exilio eterno; face-dos uegeciws
cali mudada selivermos rosolucio poderemos recon-
quistar o llirono do qual nos precipilriv.
Quem den que dissesses a verdadel replieou Fer-
nando meneando a cabeca com ar de iiicredulidade;
mas reccio muito que te illudas; nao he por consum-
i, niiulia querida Carolina, isto te acontece alguluaa
vetes. Ura valo que nao somos us mais fortes actual-
mente iiiulUor be, cr-me, resignarme-no eom a nossa
surte.
Kesignarmu-nos! exclainou a raiuha indireilaudo
com orgnlho a caboc. Kesignarmo-nos, diieia vos?
Nunoa. Somos legitimo rei, e tortea cm uossus direilos,
u iiiinpliai unios de insolentes cslraugeiru que nos per-
segneiu. Temos a juslics do nossa parte.
He verdade; roas us ingleses lera aa baiunetas.
Oh! nos tanibeni as turemos; tiai-ms em mim
quo vos patentearei as avenidas do llirono; consent s-
menle em voliar a elle.
De bem grado consentira eu nisso, seso depen-
desse du mwver as peruas mas esses lugleies sio demo-
nios infantados, e sao capases de em ves de ceder du
que lein feilo, ebegar as ultimas extremidades oontra
us.
Que podem ellea faser de mais du que tem feitu?
Ale agora lew sauenlado contra a miulia libor-
dade i ae vi exasperaren!, podem attentar contra a miaba
o aviso de 19 do Joiiho de 1759, no arbitrio de V. E,
nan pode ficar o repart-la segundo as affeice denu
corsclu, e as conveniencias le um partido ; mas seon.
do as inteuces d'Esse de quera dimana a ana autoriJa.
de. Cmnii jurisconsulto V. Lx. no pode dceoiihecer
que n equidade ho o correctivo das leis, quando a l(ieJ
ral observancia dcstas lom um rigor'inonmpativcl com
ai presumidas inicio;e do legislador; e e vttr\ rq,|.
dade devo ser iriseparavcl dos jitlgadorcs, destinad! a
regular as rclaces ou direitos dos cidadios cutre |
quem diri que possa dispensa-la em caso algum o prq'
sitente de una provincia, que toro por inissio regular
as relaces doacidudios eom o sroveruo na liarla ;itu.
tira das leis, e que exeroe urna ceaia magistratura ad.
ininisiraliva, augeils todas asregras de direilo, coniu
a magistratura judiciariaP
. Se porm V. Exc. en tende, que o favor promettido
aos leus amigos, se trsduz por grecas, mercs oueu-
pregoi; lindi assim os principios de V. Exc. niori.
sistera a tods a analise. O artigo 179$$ 13 elida
constituigSo, decan que a lei be igual para todos, qu
is recompensas se dio em proporclo dos merecimentoi
de cada cidadio, e que todos pdem ser idmittdos aos
cargos pblicos, sem outra diflerenc (note se bem),
que. nio seja a de seus talentos e virtudes. Onde pois ,e
funda o principio de V. Ele., de que esass gracia, esses
empregos e essss mercs smente deyem ser pin os teui
amigos, eoibora os seus suppostos inimigos tenhlo rnai-
ores servicos, talentos e virtudes? Nio sntende V. Ek
que as palavras sem outra dfferenca esli di.
sendo ; que nio so pode laicr seleccio de parlidoi, i,
classes, mas lmente de meriles? Declarando V. Ele.,
que prejendi seguir ns distribuicio dos cargos pbli-
cos o principio de os conctder smente aos amigos boi
sectarios do partido, cujos interesses V. Exc. lio doto-
tmente parece lervir, perdeo lodo o direilo a presu-
mir-se, que attendeo aos .rentos delles nicamente,
como a razio e as leis determinio; pois que nmgutm
suppor, que smente os seus amigos polticos, os ho-
mem de seu lado tenbao mritos, ou que estes isjlo
sempre superiores aos dos ses adversarios. O adminis-
trador inlelligente, hubil e recto nio deveacanhir o
circulo du pessois, que tem de entrar no graode con-
curso aos empregos ; porque certimenle le expona ao >
perigo de errar nis suss escolbss, e de prejudicar ao
bom servico publico, ero que sempre deve ler litlos
olboi: como pois*Tepello V. Exc. desse concuo aos
homens que gratuitamente talvez qualifici de seus ini-
migos ? Para que quer V. Exc. reduzir is proporcts
do patrocinio a atlribuir,io de conferir ehpregos, que
s deve appsrecer revestida dos caracteres de impsroii-
lidade, de Justina, de conveniencia do servico publico?
Se ao menos V. Etc. nio tivesse enunciado sua dou-
trioa absurda, os concurrentes is gracas da presidencia,
quaesquer que tiles fssoui, procursriio bapdjtar-s; o
temor de seren supplaolidui excitara a sua ehiulstao ;
s meio giobirii com essa lucia do ment, e toda a ques-
lio se redusiria a saber se V. Exc. tiohs, ou nio pro-
vido, ou nomeado a pessoa mais hbil e quslilicadi;
mis a drelaracao de V. Exc, tio imprudente em um
administrador digno desse nome, quio fatal provin-
cia, i cujos destinos preside, leude oecessiramenls i
srredur todos os concurrentes o a mitir todos* os esfor-
cos que deveriio fsxer, parase apresentarem revestidos
do saber e bsbildade ; ella deve obrigar a V. Esc, i
servir-se de agentes mbibeii por falta de homens, si
ter sempre mal feito o servico do piix.
Quindo perteruto, Exm. Sr os motivos que pode-
rilo mover V. Exc. i enunciar lio precipitadamente
essa fatal e imprudente proposicio, nio posso donar Jo
ttribui la persuasao, de que olla laria rodear a pro
sidencii de urna grande multidio do pretndenos sol
empregos, e de que ella por si s dira ao governo una
frca i inmensa, um apoio tal queliontrabalancasse, ou
compensasse as censuras do partido opposciooista di
provincia. Grande he cortamente o numero dos que te
srraslao para obler ompregoa, favores e graess do go-
verno; mu devo dise-lo i V. Exc. com franqueza, qua
elle nada pode influir, ou reagir sobre is opmes do Is-
do que V. Exo. hostiliza, porque as supponho fundi-
dos em convict o s puras, um oobres sentimenlos, em
caulas mui reaes; e porque< be do carcter dos Per-
nambucanos resistircm perseguces, e oas persegui-
ces lirmirem eidi vez maii ai opiniei que abracaiio.
Pode V. Exc. ancontrar individuos que se mostrem seus
imigoi, para obterem-lbe os favores, mis como essi
amizade poltica no resulta deconvieces sinceras, o
resultado iotallivel seii V. Exc. fazer alguns hypocr-
tss, sem augmeotirein nada a causa do seu lado, seo
Ihe faxer dar um passo se quer.para diente.
Conleiso que em todos os lempos se ba procursdo
presentar urna sclasse de cidadios, como exclusiva-
mente dignos das gracas e favores do governo; a in-
tolerancia cbrislii, por exemplo, lem repellido os
judeo dos commodos polticos, pira s fize-los esrrs-
gar o onus da sociedade ; a vaidade aristocrtica re-
pellii oque se chamava povo ; os prejui/os melropo-
ltanos repelliao os colonos Brisileiros dos empregos;
boje o espirito de pirtido repelle os que Ihe sio sdter-
sos. A illualracao publica lem aoatbematizado estas
oulrn odiosas exclusoes ; e a sociedade com a toleran-
cia e liberalismo de tal philosopbia nada perders, per-
suad-se V. Ex.
Nijustica, ni impirciilidide, no eiBcto cumpn
vida. Pelodiabn! cu c nio quero morrer como mea
primo Luis XVI.
Tranquillixoi-vos, em nenhum caso leudes qoe ie-
mer cousa aemelhanle.
mais seguro be uio nos fiarinos nisso ; e nem si-
les barbaros fajolb tantas eeriinoiiias. Alcoli me dii
fue elles baviao morto um de seus reis sobro o cad-d -
o muito anles dos jaoobinos do Franca. Bem ves I'
aioda menos se cinbaracariao com ura principe estra;
serr.
Nio vos doixeis tomar desses terrores alnrnc"-
ooi, e leudo mais confianca em mim: quando cu V
convido sfvjaTkir ao Irrrouo, be porque a cousa liepas-
He jasUntento o que Casteloicoln, nono *""
xador em Londres, me esorevo piif todos os crrelo
accrescenta que conforme o que por la v eom
propros olbos, o projfcolo la Inglaterra be tomar-nal
Sicilia. ... i nVO
Tem rasio Casteloioala, porm nadadisoe"'
que uttti aaibamos ja. liattoik. nio fas mais ,acn'r
lar as ordena da sua Crff, e islo ho lio verdade, 1^
quando nos enviamos a Londres, para nos queixir'ii
do prtSJaWer desse lord soldad.., o nosso fiel cavar
de Mediis, ella nem ao menos O recebeo.
(Continuarse-*!-


r ,!.< leis acbio os govcmos urna mus larga base
I1"8 Liento oue Ibes de indefinida duracio, do que
rue ,,no 'mequiolios dos partidos. Lembre-se
P"? dcsse profundo pcosamenlo di Tcito -/e
|V ii todo o poder qutstno estriba na proprta
I ,, forca lio juslica. |ue na menlo do e-
l',r"''i n de novombro de 1(522, e t!. de 7 de
rrCk 1 1755 de 24deoulubro de 1704. Loo
|iun," "(odosthronos, cuja falta destroe os imperios,
I jos pnvos "ltim ruinS' he m"r 0M,lgO qU8
". 'r lu til"'* &'* '
,. r $ubro o principioavor aos amigosqoe
lv Ti declarou sor o regalador de sua poltica, e
I m adstricto eom leoacidade Ul-, que o horneo
v"'^ a iusticeiros no pdem dexsr de eondemnar
I*"" lifiro Se porm V. Ex. meditar sobre o
tumpC rnuJari sera duvida de parecer.; pelo menos
toe.peio ^y ^
Aliento venerador e aulidilo obediente
J. C M.
Movimento Ho Por lo.
iVaeiei entrados no dia 4.
100 tone'ada, capillo Rezer Simmonds, equipjgem
ai rus pe(r. xo para a pescara ; ao capitao.
|| iwrnool i *3 dias galera inglesa U.nrielta, de 560
toneladas, espita Jobn Wbitty, cquipagem 21, era
lustro- sM.'Calmont & Companlna.
B..* 5 di... garopeira tra.ileira lf S. da Proa, de
05 tonelada, espillo Jos Ferreira Luises, equipa-
rlo 7, carga fsrinba; a Amorim & Irmaoi. Arri-
bou a este porto na viagem, que fana para a Parabiba.
[y'avios sabidos no mttmo da.
Cear pelo Ass; biale brasileiro Aguia-Brasileia, ca-
pilo Antonio Januario de Carvalbo, carga diversos
eros: pasageiros. Antonio de Moura Rohm,
e Francisco Jos deSouze, Brasileiro.
Uicei ; vapor de guerra brasileiro Guaptassu. com-
mandanle o capitlo-tencnte Guillierme Carlos Las-
nce: condui12l piscas do 1.-LaUlh.o de cica-
dores, alguinas familias peitencentet aos oficiaes, o
lente-corODel Antonio de Oliveira Lobo, e scu
Glho.
Editaes.
Olllm. Sr. inspector da thesouraria das rendas pro-
hinciaes manda faier publico, que, em cuinprimento
Ido artigo 34 da lei provincial nuinoio 144 do corron-
jte inno, perante a mesma thesouraria, no dia 5 de
lielembro prximo vindouro (boje) ao meio dia serio
larrimaladas, a quem raais der, pelo prego annual abai-
]io designado por lempo de 3 anno, a contar do i.
Ideoutubro prximo futuro a 30 de aetembro de
11818, as renda, proriociaes que .e acho a cargo
[dascollertorias.em lodosos municipios da provincia,
[corr eicepcao dos de Olinda, Goianna e S. Aniso, a
|saber:
Iguarasso llamarae.....
Cabo............
Pao-d'Alho .
Nazaretb .
Limoeiro .
'-crinhlem. .
Rio-Formoso
579000
798*000
1:329(800
1:099*000
618*400
25 i,. 000
1:900*000
Bonito............1:000*000
ISrcio............. 359*000
Cimbres. ?....... 278*000
(Jaranbuns.......... 420(000
Flores............ 951*000
Boa-Vista.......... 527,000
Os licitantes, devidamente habilitados, deveraO com-
I parecer na sala da seisde da dita thesouraria nos dias
I e boras indicados.
E para que chegue a noticia de todos mandou o
meiiio 111 m. Sr. inspector publicar o presente.
Secretaria da thesouraria da renda provinciaes de
IPernambuco, 31 de ulho do 1845.O secretario.Lw'x
\ia toita Portocarieiro.
='l'endo de ser nomeado os facultativo do diverso*
I municipios da provincia, e nio havendo em todos pei-
lioasquo Icnbaoashabilitsrdes precisas, o eoncelhoge-
[ralde silubridade publica convida aquelles ficulleli
I ios que quizerem ser incluido uas propostas, queleem
de ser submettidas a eicolha do governo da provin-
I ca, para quu baj i de apretentar eus requerimeato
companhadoi dos titulo de habilitaeo. Sala das
I essies do conceibo, 27 de agosto de 184o. Joto Jote
Pinto, secretario.
COHPANHU DA PONTE PKKSIL.
Os Srs. accionista aio convidados para urna reuniilo.
em assembla geral, no dia 5 do correte, asu horas
da' tarde, na casa do director de meaino companhia, o
Sr. Joa Ramo d'Oliveira, no Atierro da-Uoa-Vista ;
fien de se disculirem as cundicoes,qno bo de oertir de
Lase ao contrato com o governo da provincia, e de so
tomaren) medidas importantes, e de intoressa vital para
companbia. Recife, 3 de seteinbro de 1815. O
ecrelario, B. J. Fernandei Barro.
THEATBO PUBLICO.
Dia 8 desetembro, grandn eapectaoulo,
A FELIZ INDEPENDENCIA DO IMPERIO DO BRASIL.
Depoi da prideira ouvertura, apparecer o retrato
deS.M. I. e aaa auguata Esposa, cantando o hjmno
nacional a dama Mara Joaquina.
Soguir-se-ba a repreaenUcio d'uma peca intitulada,
O GALUCHO POBTUGUEZ,
ou
Amor t gloria.
Representando a parte principal o actor Antonio
Maximiano das Nevos, que, pela sua muita applicacio a
arlo dramtica, e tero feito credor do applauio do p
blico. No entre meio da peca, em carauler e tituacio
propria, ae cantar urna aria d autor /rancit. Fin-
dando lodo o espectculo com um linio duelo ktpa
nkola, com castanbeta. A peca que a dirocceoesco-
Ihco para esto fausto dia, loi representada o anno pas-
sado no Ihealro da ra doa Conde, com geral acceita-
g5d, o tanto por serum aaaumpto nacional, panado em
Sanlarem, como pelo bem tecido enredo : he de espe-
rar, quo ohtenha nesta cidade nao menor acolhimeolo,
do quo recebeo em Lisboa ; o theatro estara decente-
mente ornado, o tbrono, onde appareccr as imporiaos
elligies, estar ricamente armado, o o camarote do go-
verno com lodo o brilbantismo.
Principiara o espectculo i ebegada do Exm. Sr.
preaidvnte.
corlo do Mr estudado, e meditado pelo leitor instruido
e inlercssado no hom o progresso da bumanidado.
Aluga-se um grande armatem de pedra tcal,
proprio para lorreiro, ou padaria, poi ler dentro uaa
grande chamin, e cacimba ; e por ser no Coelho do
Una-Vista, lugar marcado pela cmara para tae es-
labeleciinonto : tratar na ra d'Alegria, n 34-
Arrenda-e, para passar a fcsla, um litio em Cruz-
daa-Almas, de Ponto-d'Lcha, com boa casa para gran-
de familia, coclieira, eatribaria, o quartos paia prato,
hom pomar de larangeiras, de boa laranjas, muito
caf, e Mitras saai fruteira:, com bssfco n'> rio de Ca
pibarihe, e muito perto : a fallar no hospital de poli
Jcia. comooiifermeirodo mesmo.
Avisos nuil Hunos.
Para o II i o-de-J ane iro pretende seguir breve o hrigue
escuna fama, por ler parte do cariegamonto prompta;
pudendo inda roceber alguma carga, niormente iniuda:
|uem no mesmo quizer carregar, embarcar escravos,
ou ir de passsgem, pode convencionar com Amorim
Irmios, ruadaCodeia n. 45.
Para o Rio-Grande-do-Sul e Porto-AIflgre segui-
r com brevidade o hrigue Flor-da-F: quem no mes-
mo quixrr carregar, e embarcar escravos, pode onten-
dor-se cora Amorim IrmSos, ra daCadeia, n. 45.
Vende-se o brigue nacional Pkedro, forrado de
cobre, ba puco lempo, mastreado denovo.promplo de
ludo a navegar para qualquer especulacio, de construc-
efio sarda, de loto de 8,000 arrobas: para ae examinar
noancoradouro da descarga, e para se ajusfar com A-
morim Irmioi na ra da Cadeia, o. 45.
O bigue nacional Ful de que he capilo Ha-
noel Marcianno Ferreira pretende sabir para o Aa
por toda esta semana ; pudendo ainda receber alguma
carga, assim como passageiros, para o que lem
excellente eommodo : a tratar com os consignatarios
Firmino Jos Flix da Bosa & Irmio na ra do Viga-
rio n. 23, segundo andar ou com o capilio a bordo.
Para o Rio-Grao de-do-Norte a lanclia S. Joa-
quim deve sabir a 10 do correte : tratar no
Porto-dus-Canoas, n. 27, ou com o inestre bordo,
defronte do trapiche do algodlo.
Vende-so um maslaro novo ; 3 excellentes an-
coras emais (enagens salvadas do incendio da barca
inglesa Cigar, queunada porto do Cear: a tratar com
J. J. Tasso Jnior.
a
Lela.
Leilau, liuje texto reir 5 de aetembro, no vaca il' Al--
fandega, u 10 huras ilaiuanha, deumn porgan de caiv.ii
com runataa aurtid.ia do bou qualidadu, pur oonla de
quem portencer.
Avisos diversos.
Declaragoes.
Em cump ment da orden do Illnt. e Exm. Sr.
prenidcnle desta provincia, lendo o Sr. general com-
mandanle das armas do propr um cirurgiio para ser
encarregado do curativo dos enfermo., na Iba de Fer-
nando ; convida e ao facultativo, a quem pona con-
kl general, estando habilitado para p desernpenbg de-
tscommissao ; a qual depender de definitiva approva-
*o du Exm. governo da provincia. CJuartel general na
cidade doRecile. 5 de aetembro de 1845.Jotcda
Silca Guimaiiei, ajudsote d'ordcna.
=-- O abano assignado, procurador da cmara mu-
nicipal da cidade de Olinda.avisa a todo, oa foreiro da
rnesma cmara que elle se acha prompto a receber o
roa nesta cidade na ruado Cabug loja de Pe-,
reir & Guedes, todas as sextas-leiras das 9 horas al
>s duas da larde onde o deverso procurar.
Antonio Aunes de Mello.
Companuu do Bkdebmi
~0 director da compaohia do Bebiribe convoca os Srs
accionistas, para que bajo de se reunir em atsembla
geral extraordinaria, no dia, 10 do corren te, a D hu-
rs da manhaa, no escriptorio da companbia, a lim de
se deliberar sobre urna proposta df inleresse da mesma
Recile, 3 de aetembro do 1846. O director, J. f.
Olivara.
Os Srs. accionistas hoe*Jj realissr a entrada de
seis P rcento, ltimamente pedida, at o dia 20 do
te. Escriptorio da companbia, 1." do sotembro
fu
do 1845.
O secietario,
B. J. Fernanda Barr.
Aluga-se a casa de sobrado, da ra da Moeda, n.
9, a qual tem grande armasen) para recolber, lodo la
geado, com fundos para o mar, onde lem um caea: o
sobrado be de 2 andares e solao, com muitus commodos
para grande familia, lem duas cacimbas, e por isso
pude ser alugado separadamente cada um andar: os
prelendentes dirijio-so ao primeiro andar da mesma
cata para o verem, e a ra do Hospicio, a. 14, pareo
aluguel.
Ll ARIA DA ESQUINA DO COIXEGIO.
Publicares da escola societaria.
Vida, e theoria de Carlos Fourier, por C. Pellarin,
doulor em medicina, ed. de 43,) vol. em 12, formato
iogl Os Meninos no Phalansterio : dialogo familiar
sobre a educagio, 1 vol. em 24 'Prca discursos, pro-
nunciados pelos Srs Dain, Consideran!, e d'lzalguier-
be complemento do Congretso histrico, 1 vol. em 8.' -
A organisacBo do trabalbo, e associacio, por Math. fin
ancourt, 1 vol em 12 de 45 Solidariedade, ou vis-
ta syntbetica sobre a doutrina de Carlos Fourier, por
Hypolilo Renaud45, l vol em 8."Expsito abre-
viada do systema phalansteriano de Fourier, por Vctor
Consideranl em 12-4;> Exame e defesa do systema de
Fourier, por Amedco Pagel, e E. Cartier, 8.- de 44
Debacleda poltica em Franca, preparatorio para o ea-
ludo da sciencia social, 1 vol. in 12 Defesa do Fou-
rierismo contra Reybaud, Rossi, Cbevalicr, Blangui,
Wolowski, do Lamartine, por P.Forest., 1 vol. oui
12, 1845.
A escola societaria, cujaa publicares annunciamos
em parle, couta boje escriptorea eminentes. Comino-
vidos daa desordena que de continuo rebenlio no seo
da sociedado, e dos vios esforcos de todos os partidos e
opinioes politicaa para por-lhes um termo, elleaeom-
prebeadrao que o males que a sffligom toom sua ori-
gen, ntoem a nalurea doa bomens, nem na dos in-
leresse; mal sim nss divergencias que resullio d'uma
faleombnecao desles interewe. Conitituir cona-
oientemente a aiiociaco, tal be o fim delta sjbilantro-
pica escola,que devo ao genio (ecundo de Fourier a dei-
coberta do meio capis de reuliiar aquelle grande fim :
ase meio pouue, oa opinio da escola, um carcter
cientifieo, e h; a leus olho, o prooesio natural da
ajiocafio dos inleresses dos individuos, digno por
O tlDADOR.
O numero 47 cba-ae a venda na praca da Indepen-
dencia livraria ris e 8.
O CLAMOR PUBLICO.
O n. 41, aebar-se-ha venda as i horas da tarde na
praca da Independencia livraria na. 6 e 8.
__ Manoel de Araujo Gavaleanli do Albuquerque
Lins, proprictario do engenbo Muuupinho sito na
riheira de Araripe termo do Iguarac laz certo i
Jo5o AlveadaNobrega morador no serlo da F.spi-
nharaa na fazenda 1 rinebeiraa, que a 20 do mes de
agosto p. p. Ibe appareceo uiu seu escravo cabra de
nome Goncalo procurando-o para o comprar; e lan-
do o annunciante conhecimento com o dono do dlo
escravo o fez demorar, a fim de se nSo extraviar ;
pelo que queira o sobredito sonhor do escravo appare-
cer, ou mandar, a fim de faier negocio ou condu
xil-o ; (cando certo que o annunciante se nao roi-
poosabilisa pelo escravo caso faca nova luga.
Hoje,pelas 4 boros da Urde, tem dse arrematar
na praca do juno do civel da prmoira vara na ra
Nova, a cusa de sobrado da ra da Seozalla-Vellia, do
bairrodo Recile dearrendamento por 3 annoi, por
execuciodel). Calharina Francisca do Eipinio San-
to, contra Jos da Silva liraga escrivao Magalhies.
Sociedade Harmonlco-Theatral
A comrmsso administrativa convida aos Srs.
socios em geral para reuniao da socioJade segundii-
feira, 8 do correte, pelas 4 boras da tarde no edifi-
cio dojtbeatro de Apollo.
__ Um rapaz Portugue/. de idade de 14 annos,
chegado, ba pouco lempo se offerece para caixeiro de
loja de fazendas ou miudezas do que ji tem alguma
pralca ; quem o precisar, dirija-ae a ra do Queima-
do loja de lerrageos n. 30.
__ Vende-se urna excellente escrava, mucama reco-
Ihida de idade de 18 annos com boas habilidades ;
urna pardinha boa escrava ; urna escrava boa lava-
deira de idade de 30 annos, por 350* rs.; duai di-
tas para todo o servido ; um bonito moleque de 18 an-
nos, sem o menor vicio de naci Baca proprio pa-
ra pagem ; um dito de 10 annos de bonita figura ;
um escravo bom carpina ; um dito da Costa de dade
de 25 annos, sem vicios nem achaques; um dito pa-
ra o servido de campo, por 350* rs.; um dito por 33C*
rs.'; um dito por 400,000 rs. : na ra de Agoas Ver-
des o. 46.
__ O Sr. F. D. C. queira appirecer na loja de lou-
ca atroz do Corpo Santo n. 08 que se Ibe dvseja
fallar a nogocio de nteresse.
Os Srs. Manoel Jos do Bastos Luis Peres, Jo-
s Ferreira da Silva moradores em Olinda e Fran-
cisco Antonio Puntual morador em Jaboatio quei-
rSo apparecer na loja de louca atrado Curpo Sanio, n.
68, a nogocio.
= Na ra da Cadeia do Recife, n. 12, exislem duas
cartas, viudas do Rio-Grande-do-Sul sendo urna pa
ra o Sr. Joaqun) Francisco do Espirito Santo e ou-
tra para o Sr. Jos Mara da Cuaba Guindarles.
= Precsa-se de um conlo de ris a juros com o
premio de um por cento ao mez pagando se men-
salmente o premio, e dando-se por bypolheca um pre-
dio de valor e pelo lempo que se convencionar; quem
este negocio quizer fazer anuuncie para se tratar.
= Na ra da Cadeia do Recife n. 12, existe urna
carta e um embrulbo vindos do Porto para o Sor.
Jos Rodrigues Salasar.
O Echo da Vt-rdade n 3
est a venda nos lugaros do costume.e Iraz alguos com-
primelos ao Joutor Macjla. .
__ Aluga-6e urna casa com sollo, em Fura-de Por-
tas n. 00 ; e outrs no Poco-da-Panella para se
pastara lala : a tratar em Fra-de-Portai, com Me-
nool da Silva Nevos.
__ Previne-so a Senhora Joaquina Mana da Con-
ceiclo.nio pague a seu fiador, Manoel Fernrada Silva,
os alugueis da casa em que morou e sement ao an-
nunciante que sobre elle tem direito: assim o espera
Joaquim Guncalvet do Cabo.
= Aluga-se urna casa terrea cora solio, janellas e
Adverle-se a quem qu/er comprar a armarlo'
e utensilios da casa, n. 12, da ra da Lingoeta do Re-
cife, em que esti um boliquim, que a dita armado
a utensilios eslo obrigodi.suquanlia de 203*838 rs., a
Mesquita Dutra & Companbia, com quem se dever
entender quem a pretender.
O abaixo assignado declara ao pblico, ou. a
quem convier, que nlo devo nada a cmara municipal
do Recile ; porque, lendo o abaixo assignado arrema-
lado a loja da praca da Independencia, n. 23, perlen-
cenle a mesma cmara,passou o mesmo, ntvacto da ar-
resetacSo, leilrai fndoeada!, vencer al 30 de ss-
lemhro de 1817.
[Antonio Joaquim Pawieo.
Lotera
No (lia io do mez de setembio aiidau
impreterivelmente as rodas desta lotera ,
ou antes, se continuar a nlllueneia da
vend dos l/ilheles que lem havido esles
dias: o restante los billietes est a venda
nos lugares j auniinciados.
Quem quizer comprar, ou arrendar a proprieda-
de Casa-Caiada no lugar do rio Doce, falle com o
proprietario Jos Francisco Belom ; cuja propriedade
principia no rio Tapado, at o sitio do Allemio, pe-
gado a capaila de Santa-Anna.
No sitio do Hospicio do Exm. concelheiro bario de
Itamaracl, d-se gratuitamente a planta denomina-
dalinaria as pessoas que padeocrcm de retencio
de orinis, bastantemento especifica, e propria para
tae padecimentos : quem a quizer, aquella sitio te de-
ve dirigir, a qualquer hora do dia.
sa Aluga-ae o segundo andar e tollo do sobrado da
ra Nova, n. 65: a tratar com Antonio lerreira Lima,
ou na venda por baixo do mesmo.
= D-se dinheiro a juros com peohores de ouroa
ila mesmo em pequeas quanlia; oa ra da Praia,
n. 22.
=> Aluga su urna casa terrea na roa da Coneeieio
da Boa-Vista e o segundo andar da casa da ra lar-
ga do Rosario: a Iratar no Atierro da-Bo-Visla, nu-
mero 43.
Aluga se um primeiro andar no largo de N. S.
do Terco muito asseiado com quintal e cicimb ,
da parte da sombra : a tratar no mesmo, n. 20.
= Alugio-se dous andares da caaa n. 9 da ra do
Amorim com frente para a ra da Moeda com bons
commodos : a tratar na mesma cass.
= Arrenda-se, por prego eommodo um litio no
lugar do Arraial, na encruzilhada doMonteiro Casa-
Forte e Brejo com grande e bonita casa de vivendi ,
diversos arvoredos de fruto baixa para capim paito
para dual vaccat, e rio dentro do mesmo sitio ; quem
o pretender dirija-ae a ra da matriz da Boa Vista ,
n. 19, ou annunce.
= Jos Francisco Belem tem ordem para vender
urna escrava preta, do servico de campo; quem a quizer
comprar, dirija-se a sua casa no Forte-do-MallO.
Precisa se d'uma ama de leito, que teja escrava,
para acabar de criar um menino : deseja-se que lenha
abundancia de leite que seja sadia e humilde, e paga-
se bem. Dirigir-so ra estreila d Bozario n. 30 ,
terceiro andar.
== Aluga-se a casa da ra da Florentina o. 9: a
tratar na ra da Cadeia do Recifo o 40.
Agencias de passaporles.
Na ra do Rangel, sobrado o. 0, trio-se passaportes
para dentro e fura do imperio despacbio-se escravos,
ludo com presteza o por preco muito eommodo i esta
agencia outr'ora se schsva eitabelecida na mesma ra ,
casa n. 34.
Na ra do Rangel, sobrado o. 9, nio s se co-
pia senteness processos e todo papel judicial, como
toda e qualquer escripluricio dilTerente.

bons commudos para urna grande lamilia, na na ra
da Palman. 17, por preco muito eommodo : o. pre- de um concert de c arp'" rj"^. *
procuren) na ra larga do Rozario, n. 44. 3: pera ver a chave atr.x do tbea*ro w bo.
tendentei procu
hociedade tlicati-al
tu alense.
O primeiro secretario avisa aos Srs. sosias, que os
bilbeles para a lecita do dia 7 do correte diilribuem-ie
nos dias 4, 5, S, e 7, em casa do respectivo thesou-
rero, rus do Queimado, n. 07. O conceibo admi-
nistrativo reune-so domingo, 7 do corren te, pelas 10
boras da manhia, nacarada sociedade, para appiova-
cio de eonvidadoi.
Os abaixo auignadoi, officiaes do l. balalbao do
cegadores de linha, declrio ao respelavel pblico,
que teem de retirar se desta provincia para a das A-
lagoas; e declrio ao mesmo, que nada ficio devend
nesta praca ; porm se por ventura alguem te ulgir
credor doi meimos, queira comparecer noquarleldo
hospicio, que de prompto ser indemnisado. Quar-
tel no hospicio, 3 deselembrodo 1815. O capillo
Manoel Jos d'Bspindola Ametico Fernandos da Cu-
nha, lenlo quartel-meslre Cand.do Franciuo de
Sania Anna a Oliveira, alferes.
Ensna-se prmeiras leUras, latim, francez, e
msica, a 2000 rs. por mea; e recebom-se tambera
interno,a 14*000 rs. menaaes.sob leves condicon : as
pessoas que pretenderoui, dirijio-se a ra larga do Ro-
sario, n. 48, segundo andar.
O primeiro secretario avisa aos Srs. socios, que
os bilbeles para o espectculo do dia 7 do correte se
diatribuevn em caaa do thesoureiro na ra da Cruz ,
n. 43 em os dias 5, 6 e 7.
O mesmo secretario declara por ordem 4a diteecio ,
que, aebando-se reformado o servico dss galeras, neo-
huma lenbora all ser adiniltida sem que aprsente o
respectivo blhele de convite : poupando-se deala for-
ma a direcelo ao desgosto de ver incommodada todas
as Si"., como por vezes tem acontecido.
encarregado das asaignaluras dss cadeiras de no-
vo avisa aos Sis. socios rera receber leus nmeros.
= Pretende-te empreitar urna obra que neeessita
na ra do Sebo,
arma-
zem de taboado de pinbo e para a justar, a tallar com
Joaquim Lopes de Almeida caixeiro do Sr. Jlo Ma-
Ibeus.
= Aloga se um ptimo moleque para todo o tarvi-
(0, lano de casa como de ra; na ra estreila do Bo-
zario, n. 22, primeiro andar.
AcabaO de chegarde Parizai muito interesiantes
Memorias de Saturnino oreadas c un 21 curiosas e mui
bem feitaa estampas em dous volumes ero brochare,
4000 n., eeneadernados 6000 : vendem-se na ra
eslreila do Rosario, eaaa da F, n. 43.
= Urna pessoa particular se offerece a faier almo-
90, jantar eceia com muito aaseio, e por prec,o eom-
modo; no Alterro-da-Boa-Viita, n. 60, le dir.
= Fsz-se sociedade em urna padaria aqu na praca,
sendo em boa ra ; quem (ver, annunce para ser
procurado e tratar das condieSes e ajuste.
Oflerece-se um Porluguez casado, para qualquer
casa de negocio paa caixeiro de rqa ou outra qual-
quer oceupacio que se oOerecer, para o que d bons
Gadores; quemo precisar, dirija-se a ra da Cadeia-Ve-
Iha, armas* n. 8.
Precisa-se de um orueiro ; oa padaria da roa
da Guia.
Jos Joaquim da Silva declara pelo presente ,
que de bojeem diante aaaigna-se Jos* Joaquim da Sil-
va Gomes.
bbbb!


Deiipparccflo I chapeo de sol, de teda cor de caf,
scmcaitio, ein bou uto, pertencente a Mano.l F'crrera
liamos, na casados Srs. Kalkmann & Rosemund, no
li'ilo do 3 do-correle ; quem o levou por engao,
querendo restituil-o queira entregal-o na toja da es-
quina da ra do Crespo quo volt para o Quemado.
Aluga-se o segundo andar da casa uova oa ra
do Dique bsirro doS. Antonio, com grandes com-
modos pata familia assim como urna loja da mesma ;
no bsirro do Ivecire, na ra da Guia o segundo
andar da casa n. 17 ; e no de Fra-de-Portas, na ra
do Pilar, casa torrea n. 4: a tratar com o proprieta-
rio Antonio Joaquim de Souza Kibero. na ra da (la-
dcia do Ilecife o, 1.8.
TirSo-M passaportes correm-se folhas, cobrio-
so dividas ( na erara ) e procurio-se causas em grao de
appellacio por preco muito commodo : a tratar no
pateo do Terco n. 8.
A pettoa, que pretende azer locicdade em urna
podara annunciesua morada para se tratar do nego-
cio e coodicSes.
Precisa-se saber da casa aonde se costuuia recor-
tar papis para cubilar pratos e castceos, para so man-
dar apromptar alguns : annuncie.
= Precisa-te de um caiseiro Porluguez de 10 a
20 ancos e que ten ha pra tica de venda; na ra da
Aurora, n. 48.
A
Compras.
Compra-se a obra Vida do S. Cactano o
a mstica cidade de Daos ; no Atterro-da-Uoa Vis-
ta loja n. 20.
Compra-se urna imprensa do copiar cartas; na
ra do Vigario, n. 11.
= Comprao-se pesos de duss arrobas; na ra das
Cineo-Pontas, n. 98.
Compra-se urna bomba de pao, de 15 a 17 pal-
mos ; quem tiver, annuncie.
Compra-se porqualquer preco, a obra Com-
pendio de theologia moral, pelo padre Manoel do Mon-
te Rodriguei de Araujo : na ra do Vigario, n. 23 ,
ou annuncie.
Comprao-se, para urna encommenda rscravos
de ambos os sexos, pardos e pretot; agradando, pa-
goo-o bem : na ra ettreita do Roiario, n. 31, pri-
meiro andar.
Vendas.
Attencao ao bom e barato !
Yendem-se superiores chitas para coberta, de tin-
tas fixat e de bom panno a 180 rs. o covsdo : supe-
riores cortes de cbita fina de novot padrees o ebegados
ltimamente de 13 corados, a 3500, 3800 e 4500
rt.; ritcados francezes muito linos, a 300 rt. o cora-
do ; cortes de eaasa-ebitas transparentes, de lindissitnos
padres, a 2400 e 2500 rs. ; chitas, a 120, 140, 1601
e 180 rs. o corado ; madapolio a i50, 1G0 e 180 rs
a vara ; dito lino, a 200, 220 e 240 rs. dita ; medias-
te muito fino a280rs. dita; pecat de madapolio,
a 2800, 3200 e 3400 rs.; dito fino 4000 4200 e
4600 rs. a peca; medraste lino. 5200o 5400 rs. dita ;
ditas, a 4500, 5200, 5500 e 600U rs.; ditas escuras;
chadrez de linho para jaqueta a 520 rs. o corado ;
superi r selirn preto de Maco a 3200 e 4500 rt, o
covado ; chales de lia eseda, grandes, a 4500 e J8U0
rs. ; corles de chitas de 10 covados, escuras, a 1600,
1800 e 2000 rs. o corto sendo entre-linas e de boas
quolidades; superiores fustes brancos, a 1000 rs. o
covado ; ruarte a;ul de vara de largura a 260 rt, o
covado muito boa fazenda para pelos; algodio aiul
mesclado trancado muito encorpado, a 240 rs. o co-
vado ; algodao americano largo e encorpado a 220
rt. a vara ; dito ettreito, a 160 rs. a vara ; esguio de
superior qualidade, do verdadoiio o puro linho muito
fino a 1500 rs. a vara ; bretanha fina de puro linho,
de 6 veras a 2800 e 3200 rs. a peca ; oitas de relo
a 1800 rs. a peca ; chila a 140 rs. o covado ; risca-
dinhos notos trancados, muito boa fazenda para meni-
nos a 200 rs. o covado ; castores ou riscadoi de lis
tus. a 240 rs. o covado ; brins do bonitos padreide
quadros a 300 rs. o covado ditos finos muito en
corpudos e de listras a 640 rs. a vara ; mcias linas do
algodao para bomem a 3600 rs. a duria sendo de
muito boa qualidade ; corteado cbali ; ditos de seda ;
pannos finos preto e azul, sendo o primeiro de urna
linda vista para pannos de pretal e o segundo para
pagem a 2500 rs. o covado ; superiores lencos encar-
nados muito fiaos e grandes, a 440 rs.; e oulras mul-
tas (alendas ja mencionadas neste Diario; adver-
t ndo-se aos compradores que todas estas fazondvs
sao linipai e da boas qualidades : na ra do Collcgio,
foja o. 1, de Antonio Villarouco & Irnio.
Na loja n. 4 *'a praca da Indepen-
dencia vende-se rap princeza de Lisboa
em botes e tneios butes, chegados pr-
ximamente em o navio Robim.
= No eteriptorio de Francisco Scvenanno Rahello
& Filbo no largo da Assemhlee, venda-so cal virgem,
chegada prximamente de Lisboa em cairas pe-
quenas,
"= Vcndeoi-se 18iolumes do jornal da sociedado
das scieocias medicas de Lisboa ; 6 dilos do Archivo
Popular ; a Pji, Naval ; o novo Huiln ; Formulario
da Magendie ; e o curto elementar de Pb. por Sallo :
na roa do Cabuga, botica o. 11.
= Vende-se caf anoido, cuvada, assucar refinado de
difierentcs qualidadas peneirss de rame novas, o um
torrador de caf en bom oso ; na ra da Cadeia do
Uecife venda n. 1.
= Na toja do bom barateiro na ra Nova n. 11,
acba-se i venda o aeguinte : ricos cortes do sedes para
vestidos de senboras tetint, sarjas lisat e iavradat de
todas s qualidades lentos de garca seda e fil de li-
nho luvas o aiaias de toda linho e algodio para se-
niora menina e borneas fieos chales e mantas de
seda e filo de liobo pasa atora a menina sspatos
de swtim liso e levrade duraque o msrroqum pa-
ra senbora e menina ebinellee da marroquim e la
para hornero sellins pTompto* marroquins perfu-
maras galanteras um completo sortimonto do pa-
pel de todas as cores e qualidades para forro goar
nielo e barras do tala instrumentos de todas as ciuali-
dades para bandas de msica marcial, na sortitm-nlo
completo do msicas para todos os instrumentos rabe-
is flautas violos, clarinetas de todas as qualida-
des o difierentcs precoi livros em branco pautados e
triscados de (odas as qualidades e formas e de diversos
precos candieiros de todas aa formas para salas lojst
e ettudanles, lanternas e cnsticaes da vidro e casquioha,
mangas de vidro lisas e lavradas. ricos jarros com flores
e sem ellas oleados imitando msdeira e de difieren-
tes cores, para cima de mesas, piannos *e. realejos
e aeeordios, de todas as qualidades o tamanhos, calun-
gas de vidro cera porcelana o madeira, e outros
muitos objectos do melhor gosto e qualidade pera ho-
mecn c isnhora = Vende-se muito boa cera para igreja chegada
ltimamente do Rio-de-Janeiro; na ra da Senzalla-
Velba, n. 110.
= Vendem-se lOescraros, sendo 6 preUs de 18
a 20 anoos, de bonitas figuras engomwao, cosem 0
cozinho bem; um preto oficial de pedreiro, do idodd
de 28 annot, de boa figura e conducta ; um moleque
de 14 annos proprio para lodo 0 servico; um preto
de idade de 50 annos, proprio para sitio por 140/
rs. ; duas pretas de meia idade boas quitaodeiras e
coiinhciras: na ra das Florea n. 21.
Jtl$nc*o ao bom t barato l
=?Vende-se, na travrssa da matriz, n. 14, em baixo,
obras de ouro viodas do Rio-de-Janeiro com oto
que de 14 a 16 quilates brincos aunis, iderecos o
meios dilos Ironcelins cordSes eoracoes flores ,
alfineles, o outros mais objectos todos de bom gosto,
e de differentes modelos ; tambern lroc3o-se por ouro
prata velha ; tudo se vendo por prego commodo, pa-
ra liquidado de conlas.
= Vendem se chapeos de pasta do ultimo gosto ,
tanto para particulares com pura officiaes geneiaes;
na ra Nova n. 7, loja da Amazona.
= Vendem-se saccas com uiilbo novo a 4500 rs.;
no armazem do caes da alfandoga do Vieira Cuima-
raes 1 e na ra da Cadeia de S. Antonio deposito de
farinba n. 19.
= Vendem-se duas corrtntes de bom goslo um
sdereco de pedras pretas guarnecidas de ouro, obra mo-
derna : na ra das Trincheiras, n. 18. a mesma
f^asa roga se a todas as pessoos que abi tivrem po-
nhores hsjao de mandar pagar os juros, ou desem-
penbal-us; do contrario serio vendidos, o menciona-
dos seus donos pelo iaiio.
= Vendem-se dous diccionarios Magnum Lexicn ,
oulro porluguez e latino; urna aile dita; elementos
de grammatica dita ; 1 Selecta; 1 Fbula; 1 Coroelio ;
1 Salustio ; 3 tomos de Virgilio um dito de Ovidio ;
1 Methephysca; 1 Lgica; 1 Philosophia pratica ; um
banbeiro de amarello com pes de roda em bom uso ;
12 paos de emberiba para estacada debeira de rio; tu-
da por preco muito commodo : na ra do lUngel
n. 17.
zs Vendem-se dous escravos i'e boas figuras o te-
dio. proprios para o servico do campo; urna escrava
cozinbeira layaduira ; a qual so vende por circuns-
tancias : na ra da Cadeia, loja n. 40.
= Vende-se faiinhadeS. Calharina a 4000 rs.
a sacca e a 3600 rs. sem a sacca tambern se vende
medida, quatro quartas pela medida velha ; na ra da
Praia, armazem do carne o. 19, do Azevedo.
== Vcnde-se urna casa de taipa muito bem cons-
truida na ra da Casa-Forte onde mora Cbristovio
de S. Tiago propria para qualquer negocio : a tra-
tar na ra da matriz da Roa-Vista, n. 19, ou annun-
cie.
= Vende-se um eteravo crioulo muito mojo, de
honda figura muito proprio para pa^em e para to-
do o servico,por ser muito diligente e de boa conduela ;
urna escrava de Angola bem parecida e moya cozi-
nba engomma alguma cousa c cose ; em casa de An-
tonio da Silva Gusuio nu ra do Oueimado.
= Vende-se um moleque o um preto de bonitas
figuras; na loja de Comes & Carvalbo, na ra do
Crespo.
= Vende se urna prela moca de 18 annos, boa
figura sem vicios nem achaques lava de sabio, en-
gomma liso, e cozinha o diario do urna cesa ; na ra
do Raogel, n. 54.
=Vende-se urna linda mucama de naci, de ida-
de de 15 a 17 annos engomma, tose e lava de sabio ,
sem vicio nem achaque algum o quo se afianca ao
comprador ; no Atlerro-da-Boa-Vsta n. 26 primei-
ro andar.
= Vcnde-se urna canoa nova ; na ra da Senialla-
Nova, n. 4.
= Vende-se urna escrava moca, sem vicios nem de
fritos, propria pera qualquer servico ; urna dita que
cose chao peifeilamento lava do sabio e varadla, en-
gomma liso e faz todo o servico de urna casa ; um par
decaslicaes; urna Ibesoura de espevitar, com bandeja;
urna salva tudo de prata e obra do Porto ; urna cor-
rele de ouro ; um par de brincos de relevo com
malte; dous corddes, c mais outias obres de ouro de
lei : na ra do Livramento o. 22, primeiro andar.
= Vendem-se casacas de panno fino, sobre-casacas
de merino, aquetas de panno collctesdc lindos pa
di oes por preco eommodo ; e toda obra se faz com
brevidado : na loja de alfaiatu no Alterro-da-Boa-Vis
ta na esquina do becco.
= Vende-se sola,'couros de bezerro couros miu
dos, caixss de tartaruga ouro velbo em obras; na
ra da Cruz n. 26.
= VonaVso urna escrava parda com cria ; para se
ver na ra dos Martyrios, o. 23 e tratar na ra da
Cruz, com I.uiz Jos de Si Araujo.
= Vende-se Manuel do CidadSo Brasileiro, 4 v.
diccionaiio de .Mi raes da quarla edicin, 2 v. ; tudo no-
vo : na ra das Cruzes loja de eneadernador, o. 39.
=1 Vende-te um quartio bem possante, novo o gor-
do ; as Cineo-Pontas, n. 71.
' = Vendem-se os seguintes livrot : (fbmleise d'Eg-
rnont, 2 v. ; Le cont L'Abardage 2 v. ; Aventuras
do um Renegado ; LicSesde direilo publico ; Econo-
ma poltica; Contrato social; Guarda-livros moderno,
3 v. ; e um par de malas em bom uso : na ra Oirei-
taa. 9.
= Vende-se urna rica flauta do quatro chaves, por
preco eommodo ; na ra Nova n. 37.
=Vende-se azeite de carrapato a 2240 rs. a cana-
da e a retalbo a 2560 rs.; manteiga ingleza superior ,
a 880 rt., e francesa, a 720 rs ; sag a 320 rs. ; ta-
pioca a 120 rs. ; chocolate novo, a 320 rs. a libra
resmas de papel de machina de cem cedernos, a 5000
rs. ; ama poreo do arrobes de chumbo a 25G0 rs. a
arroba; arroz branco superior,a 11,000 rs, o alqueire;
o todos os mais gneros do venda : na ra Nova, ven-
da n. 65.
= Vendem-se chapeos de masaa fina francezes, o
melhor possivel, ditos mais ebaixo de lindas formas o
de bom gosto, a 5000 e 6000 rs., ditos de oulras mu-
tas quelidtdes e de todos os precos, chapeos de castor
branco do ultimo gosto a 7500 rs. bonetes de diver-
sos moldes e de muito boa qualidade, ditos francezes
bordados e de briin para meninos pollucia para cha-
peos, de seda pura a 1000 rs. o covado dita de va-
rias qualidades a 1500 e 2700 rs. dita branca a
800 e 1500 rs. messaa francesas, bamburguezes e por-
tuguezas papelio, taloainbas bem sortijas, fitas de
inultas qualidades e larguras gomma laca e outros
muitos objectos para la brisar chapeos sedas lavradas
d diversas cotes e bom gosto tafet rouxo de quasi 3
palmos de largura e de boa qualidade proprio para
forro de casacas e outras obras de alfaiato linbas pretas
muito finas que fazem o mesmo elfeito que retroz pa-
ra coser; estes e outros muitos objectos por preco mais
commodo do quo em outra qualquer parte: na praca
da Independencia fabrica do chapeos, ni. 24 e 26,
de Joaquim de Uliveira Maia.
= Vende-se potassa muito nova e do superior qua-
lidade em barris pequeos: na ra da Cadeia do
Itecife armazem de assucar, n. 12.
= Vende-te na travrssa da Madre-do-Dcos, o
sobrado n. 7 de dous andares e solio em chaos li-
vres, a dinheiro, ou a prazo: a Halar oa ra da Cruz,
o. 50.
= Vendem-se riqusimos cortes do tarlatanas do
(odas as cores, de gestos modernos e com 9 varas
4200 rs. ; fazenda cbineza de quadros, muito fina de
lindos piidres c muito larga para vestidos de senhora ,
a 280 rs. o covado ; castoras de listras muito encorpa-
dos, pioprios para roupa de escravos, pelo barato pre-
(o de 200 rs. o covado ; superiores casimiras de qua-
dros o listras, muito encorpada padrOes modernos, o
de todas as cores pelo barato preco de 1600 rs. o co-
vado ; pecas decambraia lisa transparente com 6 va-
ras e meia pelo baralo preco de 3200 rs. ; brins fran
cezes do quadros largos ditos de cores, a 400 r< o co-
vado ; casimiras de algodio muito encorpada, a 480
mendos, a 320 rs. ; massas fins para soupa; lentilha;
rs o covado ; corles de cassa-cbilat de lindos padrOet,
a 2000 rs.; pecas de cambreia adamascada, a 4000
rs. ; meias para meninos e meninas, a 200 rs. o par;
chapeos brancos sem pello ; ditos pretos de matas fran-
eeza a 2000 rs. ; camisas de meia muito lints, a
1280 rs. ; e oulras muitas fazendas por barato preco:
na ra do Crespo n. 14, loja de Jos Francisco Das.
= Vendem-se duas negrinhas, muito bonitas, de 12
annos proprios para mucamas de alguma menina; um
preto de todo e servico ; outro dilo de 20 annos, mui-
to bom caooeiro ; urna preta de 20 annos, bonita fi-
gura, para fora da provincia ou engenbo: na ra
larga do Bozario n. 46, segundo andar.
=Vcnde-se um preto de nac,io Costa de idade de
40 annos, pouco mais ou menos com oflicio de serra-
dor : na ra do Aragio n. 7.
= Vende-se um relogiu novo, de ouro, com coi ren-
te e chave : na ra do Livramento loja de couros ,
n. 13.
= Vende-se cha hysson e perola em caixas de
70 libras : em casa de Rothes Bidoulac ra do Vi-
gario, n. 4.
=Vende-so a melhor venda que ha na ra Imperial,
por seu dono ler do relirar-se para Portugal : a tratar
na mesma venda,n. 145.
== Vcnde-se um preto de naciio de bonita figura,
de idade de 25 annos, ptimo cozinbeiro, e bom com-
prador : na ra Nova, n. 34.
= Vendcm-e caixOes com doce de goiaba, o mais
fino e claro quo pude barer sendo i do novo desle
enno a 1200 rs. ; ditos a llOt 880 rs. ; queijos do
Alentejo muito fretcaes em latas a 2500 rs.; di-
tos (lemengos muito novot e fretcaes, a I600e 1280
rs.; presuntos de Lisboa em quaitos, a 240 rs. e
a retalbo a 320 rs ; dito inglez para fiambre, em quar-
los, a 320 rs. e a retalbo a 400 rs. ; biscouto doce;
muito fino e bem fcito, a 340 rs. ; dito agoado, a 200
rs. ; fatias torradas, a 240 rs. a libra; linguicat novas,
s 480 rs. ; e lodos os mais gneros bonse baratos : na
venda da esquina defronle do Bozario, por baixo do
sobrado de 3 andares n. 39.
=\ ende-ie urna pardinba de 20 annos de boni-
ta figura engomma, cose, faz leuda co.inha e lava
roupa ; urna escrava de 24 annos de boa figura aom
algumas habilidades, com um fillio moleque de 7 an-
nos ; duss escravas de 20 annos, engommio cozi-
nbio e lavio ; urna cabrinha de 13 annos cose e faz
renda; una negrinba de 7 annos; 3 escravas mocas,
para todo o servico ; dous moloques de 13 asnot ; um
escravo prca de 20 annos oplimo canoeiro ; 2 ditos
de 22 annos para todo o servico, tanto da praca como
decampo: na ra das Cruzes, n. 22, segundo andar.
= Vende se doce le goiaba de superior qualidade |
tanto em porcio como a rotalho, assim como o bom e ja
bem acreditado chocolate francs, ebegado ltimamen-
te e todos os mais gneros de superior qualidade ,
ludo por preco mais commodo do que em qualquer ou-
tra parte ; na ra larga do lio/ario venda que tem
lainpcao na porta, ni. 50 e 62.
= Vendem-so os seguintes livros; urna collecoao
de pe(as do Archivo; a obra de Milot (allendo-lhc
dous voluntes; Annaea de cl-rei D. Joio 111 por frei
Luir de Souza; La maison rustique ; urna poreao de
Joman do Commercio do Rio-de-Janeiro ; lbum
botanique ; urna grammatica latina : na ra do Cres-
po, n. 19.
= Venda-so umeicellente terreno jl Herrado, na
ra Augusta, com 60 palmos de frente, e com bastan-
te fundo, eno cenlro de propiedades: a tratar na
ruada Alegra, n. 34.
= Vende-se farinba de mataraoa ou sraruta por
preco commodo ; na ius Nova, venda n. 65.
= Vendem-se, ni rui do Cuspo, n. 12, os le-
guintee livros: Guis dos peccadores e exhortacio a vir-
tude, em 2 v. ; Historia de Napoloio. 1 v. ; Isabel
ou dous dus de esperance 1 *. j o Mosteiro aban-
donado ou a maldifio paterna.
= Vendem-se siccas com mullo boa firinbi de Ma-
l a 4500 rs. ; oa ra da Cadeia de S. Antonio ,
u. 19, deposito d| mesma.
Conlinui-ae a vender agoa de fingir cabello
snissas; na ra do Queimado ns. 31 o 33. 0 Bjeih '
do de applicar acompanha os vidros. 'J
Vende-se urna porcio de pesos de ferro, de do,
arrobas: no Forte-do-Malto, ra da Moeda ,
remn. 15. Bk~
= Vende-se um moleque de dedo do 14 a 16
nos crioulo de bonita figura por preco com"
do ; na ra das Cruzes no segundo sndar dosofcnuT
que vira psrs o beoo da Pol
= Acabado chegar do Rio-de-Janeiro o Apni,,i,
a lar.higr*phia nu ri de ecreref tio usurease
se falla com mappas dos sigoaes, inclusive um '^i'
qual te aprende etta arte aem mestre pela t\a ,'
indicigio dele ensiner a formar os esracleres Jl
phabeto e mais MgscOes pelos pontos e linbas treoiidiV
preco 2000 rs.*; Bibliotheea dos jovens, que so dedica
ao commercio eontendoepleac6es de arilhmetica
operacOes mercantil os cambios, a escripturacio d,
livros era partidas limpies e dobradas, taboas daimoe.
dasestrangerat de ouro e prata com o seu toque
peso ai contas correles de juros recprocos ai an.
dades dtc. ; Noto Divertimento, conlendo a propria
dade doi nmeros, fazundo-se, por estes, diverts e di-
vertidas adivinhacoes, o jogo das damas emuitosoq.
tros intretenimentos proprios para aa reunidas de ft.
mlia por 400 rs : re^dem-se na lvrara da esquiaa
do Collugio ; na ra ostreita do Rosario casi di ('(
n. 43; oa praca da Independencia livrarii nt. 6ej'
no pateo do Collego n. 2 ; na ra do Collegi'
n. 13.
= Vende-se no armazem do porta larga do ca)
do Collego farinba de mandioca grossaefina, por
menor preco do que a bordo visto que nio se tem h
pagar o enorme trbulo da intitulada mandinga, 101
prclos canoeiros ; tambern se mede pela medida vefti
ou em saccas como melhor agradar aos fregueiei.
Vende-se cha hysson em cahrai de 13 libres, em
porcoesearetalho; em casa de MalbeosAulin 4 c! ni
ra da Alfandega Velba n. 36.
Vende-se carne do sertfto do Ara-
caty : no armazem de Joaquim Goncalves
Vieira Guimares, no caes da alfan
pertencente a*Lima Jnnior &c O.
Prelo em saccas grande chegi-
do ltimamente: no armazem do Guitaa-
r3s, confronte ao caes da alf&yidegg.
Vendem-se velinlias e argalhas ilc
gomma elstica de todas as grossmas,por
preco commodo: na ra. do Queimado
n. 14, segundo andar. ?
Vendem-se barris com potassa, da
mais opa que ha no mercado ; na ra s
Vigario o. 11.
Vendem-se aoo saccas de Loa li-
rinha de mandioca por proco muito com-
modo: na ra do Crespo n. 11.
Na ra do Queimado n. q\ loja,
tem para vender travs de louro e de cama-
ca y de 35 a 4o palmos de cotii| rido,e sac-
cas de fatinha lina de alqueiic medida
velha.
- Vendem se chapeos de seda de muito bonsgostos
para Scnhoras c meninas, pe-
lo barato preco de 2^600,
5^000 e S^tfOO: na ra da Ca-
rtea do Uecife, loja de fazendas
n. 35*.
Escravos Fgidos
i
= Fugio, no da 5 de agoslo una escrava do no-
mo Marcellina do nacao Cabinda alta, migrcrone,
pi bailante gran dea, cara comprida alguma couii,
mal parecida, de idado de 50 a 40 annos, pouco mais
ou menos ; lev ou vestido de siseado encarnado e cami-
sa de algodaozinho sem panno mas com um toalki:
quem a pegar, ou dola der noticia lera bem recom-
pensado, na ra larga do Bozario o. 46 segundo
andar.
= Em o da segunda-feira do Espirito Santo i,
anno pastado, fugio i preta Cathsriua do afio An-
gola, ladina, alta, bastante lecca do corpo, seiope-
queno cor muito preta bem fela de rotto olbos
giandeto verruelhos com todos os denles na frente,
pos grandes e um tanto mettidos para dentro, muiU)
conversadera e risonba do idade, pouco mais ou me-
nos, de 22 annos; tem sido encontrada na estrada non
duMagdalona.e no Alterro-dos-Afogados vendendowr-
duras e aos domingos be quasi constante no aiin-
eat dos coqueiros, em dito Alterro-dos-Afogados: ni
poucos das foi ella vista por pessoa conbecidt, "~
hindo da caa, que algum lempo fo palacio do gorerao
em Olinda para onde toroou a entrar; be muito pro-
vavcl que por all esteja oceulta visto estar desollo o
dito palacio : a dita eterava pertenco a Manoel Frao-
cisco da Silva morador na ra eslreita do liozari .
n. 10, lerceiro'andar, ou em seu sitio em Am'0<
junto a igreja ; o qual gratificar generosamente
quem Ibe apresentar dita escrava.
- Desappareceo, no da i de setombro, um mor-
que de afio de nome JoSo. de idade de 13 enno,
pouco mais ou menos, com os sigoaes leguinles : c0r
fula, eabeiaf grandet cabellos cortados olbos grandes,
e quando bebe parece que Ibe querem iiltardo rofo>
secco do corpo pernal um tanto final; levou camisa
de panninho e calca de hrim ja sujas: eslo molequ
he muito esperto lalla muito bem e sabe muito en-
gaar agente; pode ser que elle diga chamarse FrU'
ciico ; roga-se a qualquer autondade policial ouc*'
(litio de campo de cuajgar, o levar a ra do Arig|0>
n. 12, quo ser gratific
Vende-se um escravo de 18 a 20 anoos. cosa nrn
Dentinas, [a 60 rs. a libra; cba superior, 2660 rs.; isipjos de pedreiro, e eozJnba: na rita da Vlas, .(
PIAN. ; KA TVP. DE M. F.
UE FAH1A 1&45'


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