Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05840


This item is only available as the following downloads:


Full Text
itnno de I MU.
S.ibbaclo 10

DIARIO publica-sc lodos os diasque
HH

':' (iiic uo forcn assleaianles paga 80 .
Sr linl^. 1(30 ciii lyi"> dillcreute.
pUASES DA LA. NO MEZ DE AGOSTO.
, ... nova a 3 as 5h. C 5 inin: da in.inlisa.
"-titea 10 as 8 h. c 21 minutos da tard,
i,,-, chela a 17 as 10 hor. e 57 mili, da man.
;ulr.nlc a 24 as 4 hor. c 7 m. da tarde.
PARTIDAS DOS CORflKIOS.
Coianna, Pataliyba-, e. Hio Grande do Norte
.Scguudas r Sextas Mas.
Cabo, Srruhaciii, lo. 1uimoso, Porlo Cal-
vo, c Miii ji>, no 1." 11 c21 de cada mez.
Oarhntrutls e,i onio a 10 c 24.
iloa-VIstae Flores a 13 -2.S.
Victoria as Quintas feiras.
Oliuda. todos os das.
PKKAMAR DE BOJE.
Primeira as 3 li. 42 inin. da larde.
Secunda as 4 li. (i minutos da inanhaa.
Anno XX N. 180.
nrasiamiPWwwwawMaiafcawti mmwnm ni-
de Agesto.
das da semana.
11 Segunda S. Trbiircio. aud. do J. do I).
>/"> da S. v. < &o. M. da 2. v.
12 Terra S Clara, mu. do J, de D. da 1.
v. e do J. dos I-Vitos.
13 Quarta S, lijpolilo, aud. do J. del),
(la 3. vara.
14 Quinta S, Euzrbin, aud. do JuU de I).
da 2. vara, i do .1. II. da 1. e 2. v.
15 Sexta ijf* iff Assumpco d Nossa Sc-
nhora.
IG Sabbado S. Hoque, aud. do >. de D.
da 2. vara.
17 Dominan S. 'Mamcde.
. .. i
CAMBIOS NO DA 14 DE AGOSTO.
Cambio sobre Londres. A">d. por ls a d.
ii Pan/. 37 icis poi lianco.
)i Lisboa 12() a l2.">i>. c. ve. p. ui.
Dse, de le. de boas firmas 1 '/, 1 /, p. "/,..
Oaio-Oncns hespanholas 3l/i;nii a Mt/0m
Moedadr l>*4U0 vel. 18/0;)0 a IS/IlM)
.. u de 4'4M iiov, 178O0 a 18*000
ii ii ile -ifHIO '.U'M) a /TOO
'rala-Patajes .... i/grO a 1*1*0
Pesos Colum nareo. 1*080 a 2^1100
. a Ditos Mexicano 1/9-4U a .I//O
. Moedas de 2 paute. 1/780 a 1/800
Aceces da C." do ileberibe de SOOOOao par.
I ARIO DE
ERRATA.
No Diarion 178 de qnarta-feira 13 do correnlo.cnr-
respondeiicia de L. Pondr, pragrnplin penullimo no
fin, ein lugar HeHe a que se poda tocenrrer a mnlig-
inililedcChardnnla-se Ho oque podia occor-
rer ptlignidsde deCliardun.
m smp
"" PAiT FFICI.^-.
Governo da provincia,
EXPEDIENTE Dll DA 12 DO COMENTE.
(lllicio A" cngenlieiro em oliefc da obra publicas.
dr-elarnndo nao erpoMvel, quo das sobra do exeni-
ci finil tiro-se o neccsstriu qnantitntivo para paga-
mento das obras .nrremntadas, cujas prestnces teeni de
vencr-se no ejercicio prsenle; c que, apenas qual
[|uer destnt obra se ouncluir, deve indagar da presiden
ci, qual a quula por que dever ser paga
ilnAo mesmo, nutorisando-o a mandar efTcctunr
porempreitad o reparo da Oaileia da villa do Cabo.
Participouieao inspector da llicsouraria das rendas
irovincaes e an inspector-fiscal das obras publieas.
DitosAo director do lvco, e ao inspector da llie-
souraris da renda provineiae, intclligciicaudo-o de
liovcrnuloritadoa pcrmuin requerida pelos profetBoret
le primeira lettrns dn Brejo e Peiqucira, Valrriam
Beteira Cnvnlcniti de Albuquerque o Pedro Ernesto Ro-
drigue da Silva.Communiooii se cmara niiiniei
paes repectivs.
IiiliiAo direelor do arsenal de guerra, autorisando
a compra de 25 arrobas de plvora para o forte do Bu-
raro.
DitoAo conimiisario pagador, guieando, quo
rmqiianto o eonlrario ii5 for determinado, deve Igna-
cio Frnnciaeo Martn continuar a servir naquella rc-
p.irlicao.
DitoAo pro-presidente da cunara du Brejo, appro-
vaudo a proposla de Jos Fideli Xavier para reger a
respectiva cadeira de prmeirn lettras pelo lempo, por
po tativer licenciado o profoasor da nicsma. Partici-
po u-to ao inspector da tliesouraria das renda provin-
ciae e ao direelor do lyco.
DiloAo inspector do arsenal de marinlia, para que
tara seguir para lialiia o seguiido-tencnte lticiirdu da
Silva Noves. Ordrnnu-sc no eommniidaiilu da eorvetu
t ni inca, que seu burdo recobessu n tnencinnado olli-
cal.
Portara Ao mesmo, determinando, frele um ou
doiil lililes, c nelle faca Iranaporlar a farinba, e uftijlo
|ue pora o Rio-Grandc-dn Norte eParabiba conduzioa
leu bordo a crvelo Carioca.
co.
CMARA MUNICIPAL DA CIDADE DORECIFE.
QUINTA SE'SA ORDINARIA DE 8 DE A mil I. DE lS'l.i.
Preidencta do Sr. liego t Albuauerquo.
Cnoqwreerio o Senliore Melb Cavalenuti, Carnei-
ro .MuiKtiro, Ulivuu. liamos e Nery da Fnnseea fallan-
do rom causa ns iii.h Sis. Aberta asesso, lie lida eap-
pruraria a hcI.i da antieedente : o secretario interino,
Jando cunta rio expediente, mencionou o acgiiiutcs ofll
(.ios:
Un du Exin. presdeme da provincia, participando,
que fura rxpeilida o coiiveiiieutu pr.a ser conservad
UHiisentiiii'lla na ponte da*ra da Aurora emquaiilo du-
rar o roncertn da metan puilc, a fin do evitar n pasta-
(iiii de canoa pelo canal sobru que est ella cotilleada.
Inteiraila.
Oiitrn du mesmo Ex ni. pretidoiite, exigiudo eom bre-
vidtdo o numero dos jurndHi apurados ueste municipio,
H"'anuos de 1833 e 183o linchada e deliberou, que
'' ullioiBse ao mesmo Exui Sr., significando, que, sen
-'onipiilcados o livros de acu arcliivo, nelle nao po-
de
nOuiitrara npurae.i dus jurados, que e fe no anuo
CAROLINA NA SICILIA. (*)
TERCEIBA PARTE.
XLVH.
O PONTO DE DNIAO,
0 caslello de Oniuo, edifieudo em urna das extremi-
aadas de Ratania, he obra do imperador Frederico II
JjMdeisou na Sicilia bein vivas rceordace. So esta (ur-
l,,'a luilij pur fim defender, ou avassalar a cidade he
tuus qlle e nao sabe ao cerlo. A peiar da reputacSo
a,alleirota, anda quepuuou ortbodoxa do vencedor du
eruialem, a duvida este respeilo lie ao iiieuo pcruit-
'ua- Ci.niu querque fosse, o imperial caalello cali lia
* serillos deilado no eu tmulo de pedra raa o cas-
c|lu est ninda em p. Ahi naacerao e inorrrlv obe-
-iiiib; a lie ctie o seu primeiro titulu au olho do Ca-
'note, que depoi do trciuerem em presenca da aibca-
f^lora luuralliaa, boje quo us nao tennin maia, ufanao-
o vellm esqueleto iuofteiisivo. No aeu actual estado
< una ruina parifica cuja redondas torres catio ha
anua lempo desmantelada o truncada pela foucu do
do 33, existindo apenas as dos anno de 1834 1811, c
quo o ii do jurados,apurados em 183a, he de 39ii.
Oulro do mesmo Exm. presidente, exigiudo una re-
tacando numero de lujas, nrmaiens, escriplorios, etc.,
que actualmente pngiloos inpnstos eslabeleedo pelo
artigo 'J 4." da lei de 22 de oulubro do 183G, o alvjr
de 20 do ootul.ro de ISI2, de mudo quo se posta saber,
quanlas sao de faicndas secn, quantas de mol liados,
qiinulas de sapnlciro. etc. Inleirada e delilicrou, que
se significasse ao mesmo Ex ni. Sr., que, ojo existindo
nesla enmara regttro nlgnni por onde e pussa conlie-
eer o iiuniern du mes estabelecimentoi, por iso que nao
llie compet; a acquiliffio de teinelhantcs impostas, e
n5o leudo eniprojiado dispooivcis a qncn pna enenr-
rrgur de rclacinnar dito estabelce.iiuentos, v se por is
o a nicsma casuar* illiputsibilitaila de poder dar o*ceu
ia:a > a ordem supra.
Oulro do mesmo F.xni. presidente, pnrtieipando a
c.liiir-tu complctaiueiilo pacifienda a provincia do Rio
Grande-do Sul, e linio o seu territorio detcufunlado do
grupos armados, que nclln exisliao, leudo se apretcnla-
do, e pedido MunysUi v cliefes que os capitaneavao
Inleirada edeliberuii, quo se oflicia*e ao Exm. presi-
denlo, accusaiido a rceepcao do olllcio tupra, e signiti-
oando ter a cmara recobido oom a niaiur tiititfacSo tan
alegre e interetaaute noticia.
(Jutro, imindaiiilo em virluile da resolugo da assem-
blea provincial, que estneamaia informe a cerca do re-
qiieriincntii, quo iiicsinn assemblea euderecra n fiscal
dn fregueiia de S Josc, peiliodo aoginenln de ordenado.
Inleirada c que se informaste no sentido do seguinte
roqiici inieutn. que nesla occasio fe o Sr. vereador
Mello Cavaleauti, o qual foi approvado:
Hequeiro, que u responda no Exm. presidente, que
foi maruado o ordenado de oOU/ rs. no fiscal da fregne-
tia do S. Joto, c que julga essa iiieama quaulia sulli-
ciento.
Uulro do secretario do governo, remetiendo, de or-
dem do Exm. presidente os exeuiplares das decisdesdo
governo, tomo 7, cademos 10, ll, e 12, perlencen-
les aos me/.es do oulubro, uovembro, e de/.embro do
anno passado ; bem como aa orralas do regulamenlo n.
356, de 2( do abril do dito anno : Inleirada, e que
se arebivasso.
Uulro do dilo secretario, remetiendo, de ordem do
Exm. presidente, 4 oxetnplures do peridico Auxij.-
dor-da-adutlria-Nacional, para serein archivados, e
franqueada a sua leitura as pessoas que os quierem
consultar : Inleirada. Km seguida o secietario
mencionou 4 oflicios do Exm. presidente,a que o Sr. ve-
reador presidente j liavia dado a devida exeoucio,
por sen ni os objectos dos ditos oilicios da naturezu da-
quelles, que nao aduiitlein deu.ora ; o que a cmara
approvou : uui dos ufli.ius ordenava, quo fosse prepa-
rada a igrejd matriz da l^eguezia do S. fre Pedro Gon-
culios para a inissa votiva do Espirito-danto, por oc-
casiao da abertura da assemblea legislativa provincial;
dous dos mtsnios oflicios mandavao, quo lossiun cba-
mados alguna deputados tupplentes da assemblea pro-
vincial, para preeneberem as laltas d'elguns dos res-
pectivos deputados ; e o 4.' oflicio fualmenlc partici-
para, para coubccimeulo dos habitantes esle inutiici
pi, que bavia a Divin. Providencia felicitado u este
imperio, com o nascimento d'um Piincipo, que 5. M.
a Imperatnz deo a luz, com felixsusccsso, no dia 23
de levereiro p p.
Foi remelttdo a commissao de edifleacao o requeri-
mentode ilarcellino Jos Lopes, acompanhado de um
oflicio do engenbeiro em chele, com despacho do Exm.
presidente da provincia, mandando a cmara informar
a cerca dos objectos tontillos em ditos papis.
b'oi na nicsma occasiao remullidas ao cordeador, para
informar circumstanciadaniento e com clareza, a pre-
tencao do coronel Francisco Jos Mirtina, e a do Joao
Mauricio de Barros Wanderbv ; cujos papis liao i
,^... atvi.^.. > iw^y^j *
ein|iu, ciiiK, ,|,ia nosso pata.
eatieliu Ursino qunii que h
quasi que be arrasado pela terrivcl
l") Vid Diario n. 170.
irrupcao du 1 lilil, na qual perecer quasi toda n cidade;
mas essa ruina de seis seculos, resisti melhor do que os
nionumeiilo novo; a torrente de lava arilente, que des-
cera do Euro, bifureou-se junto praen, e rciinindo-te
depoi, ceruou-a como una liba, de dous bracos de fu-
go. Essa niesmu fnvn proseguindo em tun devastadora
carreira, encontrn lia paasagem os muro da cidade,
cobri-os em parte, c foi extinguir-se em lim lias agua
do porto. Diiem, que untes desta ejiucba o eatleilo Ur-
sino era bandado pelo mar, do qual esta boje separado
meia niilha. Ao resfriar a lava coagulou-tc, e forma ues-
te lugar um acervo de rocheds negros, duros como o
ferro, vcrdadeirat etcoriat de cyelopicatTrnalhas, hor-
rendo o triste quadro de desnlnco, quo os olhos nao
contemplan sem terror. Com a caduca c descarnada ej-
beca erguida a cima das ruinas em de redor iiuoutoadas,
o antigo alcafar, vencedor do \nloJo, parece anda zum-
bar dos scu> furores.
Foi este lugar, que o irmo Bruno, a quein em breve
rcttituireiuoa o seu nume du Castreo, liavia designado
para ponto de reuniau aos tres futuros deputados Sici-
lianos. A'meia noutu justa I .i appar. cru todos Ir.
Profundo silencio, e anida mait jiiofuuda obsouridade
ruiiinvio nesselngubrc imperio da detlruicilu. Um vapor
avermelbndo, escapo das crtera do Etna, nico re-
vela va a presencu do gigante formidnvel; tudo dormi.i a
s/iis pos, campo o cidade, na arguraiiea do fatalismo ou
do habito. Uuvia-tu no meiu do silencio geral tahir um
cauto montono e lastimoso do lenobrocot fluiieo da
velha forlalea, quo ento servia de pritio. Era sem du-
vida slgum preto, que para encunar at longat horas da
nonio, cantara not ferro a iuofiavoi docnrns da liber-
dado.
Vaccaro, como j diitemot, olivera preto algumat
esta cmara enriados por despachos do Exm. presdan-
lo da provincia. <
Delibcrou a cmara, requerimento do Sr. varea-
dor Oliveira, quo se fornecesse aus fsenos das difiran-
les fregueiias o ao cordeador os nocessarios aponta-
mentos dos terrenos de marinha, perloncontcs a niesma
cantara, a fim do quo os referidos fiscaes tenhao os pre-
cisos conhecimentos do tacs terrenos.
Comparuceo o juiz do paz do segundo dislriclo da
frcguoMa de Santo Anlonio, Claudino Benicio Macha-
do, prestou o juramento do tsljlo, o tomou posse do
referid.) cargo.
Despachrao-so os luguintei requcrimeiitos.doManoel
Pcreira Caldas, Manoel Carduzo da l'onseca, Anlonio
Jos Ferroira Muniz, Antonio Seabra Lima, Angelo
Francisco Carnoiro, Anlonio dos Santos Serpa, Joso
Joaquim de Mosquita, Jos Joaquim Bezerra Cavalcan-
tt, Jos Joaquim da Silva, JoSo Jos do liarvalbo Mo-
nas, Jo5 Francisco dn Souza Lima, Joao Pereira
Soiret, Joaquim Bernardo da Figueirodo, Jos da Sil-
va Costa, Francisco Carlos Teixeira, Francisco Ribeiro
du Silva. D. Mari Candida de Magalhacs (2) Manoel
Antonio da Silva Molla, Fulgencio Inlunte d'Albuqucr-
quo e Mello, Lourenco da Cosa Louredo, Thomuzde
Aquino Fonseca, Ubaldina Thomazia dos Prazeres,
Carlos Augusto d'Araujo, Antonio'Pereira da Silva, o
Antonio Francisco da Paz.
O Sr. presidente marcou para ordem do dia: l.\ lui-
lura de oflicios, e pareceres de commisscs ; 2.', des-
pachos de tarifa ; 3.', proposfas, requerimenlos, e in-
icacSes dos Srs. vereadores ; t., discussao de reque-
rimenlos, e mais papis adiados. E por ser dada a
hora, levantou-se a sessio ; e para constar, mandou t
cmara fazet a prsenle, em que assignou. h eu
Luiz de Franca e Mello Jnior, secretario inlenao, a
escrevi. liego t sllbuquerque, presidente. Mello
Cavalcanti, Carneiro Montetro. Ulivetra.
Hamos. outor Nery da Fonieca.
SEXTA SE9SA ORDINARIA DK 10 I)R ABRIL DE 1S45.
Pret idencia du Sr. Reg e Albuquerque.
Comparecrao os rs. Mello Cavalcanti, Carneiro
Montciro Ramos, Oliveira, c douior Nery da Fon-
seca; faltando com causa os mais Srs. Aberta ses-
sjo. he lida e upprovada a acia da antecedente.
O secretario interino, dando conta do oxpedienle,
mencionou os seguinles oflicios:
Um do Exm. Sr. presidente da provincia remet-
iendo as autbenticas dos collegios clcitoraes de S. Ma-
rta da comarca da Boa-Vista Soira-1 albada da de
Flores, o 9. Anto a fim de que a cmara procodes-
se a nppurasSo geral de senador, no dia 13 do correnle,
inda menino quo al esse dia nao lenha chegailo a do
collegio de Cimbras ; Picando dcsla birma respondido
o olcio que a cmara dirigir ao mesmo Exm. Sr,
em 6 do crrente participando a falta das aulhenticas
cima mencionadas e pela qual deixara de proceder
referida apuroco nocilado dia t. Inleirada.
Oulro do coronel Joaquim Jos Luiz de Souza
communicando, que havia acceilado a nomeacao, que
a camera dclle lizera, para niembro da commissao du
examo de prisoes publicas do municipio. Inleirada.
Oulro do mesmo coronel pailicipondo que nao
podia exercer as funcroes de membro da commissao de
prisoes, para que foi nomcado, por dever sabir inuilo
breve para o Sul da proiincia em Mtico do osla-
do. Inleirada.
Oulro do vereador Jos Camello do Rogo Barros,
participando, que, pordoenle, nao podia comparecer as
sessOes o que faria logo que estivesso reslabeleci-
do. Inleirada.
Oulro do ad\ogdo, informando conforme Ihe foi
sasK, IIIHH BM
veie no lempo do presidente Lope, o s escapara
morle, como tantos outro, e como o mesmo Uossi, pelo
exilio.
__ 0 canlo desse preso, diste elle, mu reoorda tristis-
sisaa lenibriinca ; eu lamben) tei por experiencia, quanto
na prisuu sao as noiite lougns.
Sobre tildo, nccrcscentou Rossi, quando se lem em
perspectiva, como eu em Nessina, o patbulo de linssa-
roll. Quanto inais que se nao cantava nut ealaboucc
d'Arlnli.
__ Mastambem, pergunlou Requccensc, quo ins tu
faicr nessa galera f
Galera he o nonic verdadeiro, porque cu fui tu-
rnado no meio do Estreito.
E ia?.......
A' Calabria, na espernnea do reconduxir os Fran-
ceses !
Quein dcia. disto Vaccaro, que assim bouvette
acontecido, Estaramos etla hora deteniliaraeadot dos
Inglese. Pela iiuulia parte, coufeaio que toinei una do-
se a cima das luiihai forja, e tu ?
Eu, exclaiuuu Kequccente arrebatado, nborrce.o-
o por duat rasi'tet, primeira pur que sau luy leu, se-
gunda por que se lem fcitu alliadu e sustentculos do
uutsos baruca, que aberreen anda mais, o lio pcssivcl
Silff, sube mus d'itlo, responden Vnccaro. Sentos-
la tupida aristocracia tiver um dia de morrer, como
espero, ho Manoel Requecense quo Me lia de dar o pri-
meiro golpe.
E o ultimo. Ma tu dizes eniao, mcii churo Rot-
exigido cerca da prcleneao do eslrangeiro Augusto
Antonio de Couto na qual fa/.ia ver o dito advogado,
que,om virtude do artigo 1." da lei de 23 de oulu-
bro de 1852 ho a cmara autorisada para tomar a
declaracao quo pede o dito Coulo. Inleirada e
delibcrou, que se tomasse por termo a declaracao, qua
pretenda fazer o supplicante precedendo para li-
so as necessarias formalidades.
Outro docidadao Antonio Jos Alves Ferreira, apre-
sentando umatlestado de molestias, com o qua I justifica'
va os motivos, que o inipossibilitavo de presentemen-
te lomar posse do cargo do vereador supplcnte. In-
leirada.
Oulro do procurador Mello Pacheco informando
a pr 'tenrSo do reverendo Irei Josc do Coraco do
Jess Rrito cerca du um.pagamento de custss, que
podia o rclcrido fre Jos. Inleirada, e quo se reiuet-
tesso a contadoria para passaro uceesserio mondado de
pagamento.
Outro do fiscal da liegueziado Puco, participando ,
quo us inultas impostas em faweifo ultimo im-
poriro na quanlia do 308 rs. conformo as notas,
que entregara na contadoria. Inleirada.
Outro do me-mo fiscal participando, que as multas
impostas por infraccoes de posturas no mez de mineo
lindo mportrioem IOj rs. Inleirada.
Outro do juiz de paz supplente do primeiro distrieto
da freguezia de S. Amaro de JaboalSo Horneando seu
procurador ao cidadao Jos Pereira Vianna para por
elle prestir o juramento do dito cargo visto acbar-se
iinpossibilitado de vir pessoalmente. Inleirada.
Outro do fiscal da freguezia de S. Jos relatando
o desabamento que houve, de urna casa no lugar das
Cinco-Puntas, pertencenle a Jos Rodrigues do Pos-
so ; cujo propietario havia sido multado anteriormen-
te por nao ter demolido a me?ma no prazo determi-
nado pelos peritos, que em uovembro do anno (indo
vistoriiro a referida casa ; e quo anda grande perigo
podia provir, por ter Picado parte da coberta da casa
desabada suspensa sobre o oiliio dacosa visinha.Tam-
ben! participava o mesmo fiscal, quo em muito mo
estado se achava o trapiche de despejo publico junto a
ponto da Roa-Vista (altando-Iho at a porta da ladi-
na. Igualmente submettia consideraeo da Cmara o
embargo, que fizera da obra, qua est construindo
Manoel Alves Guerra por detraz da ra da Aurora ,
por estar em contravencao s posturas; e pedia, que a
cmara Ihe declarasse, se devia multar ao dito propie-
tario mestre da obra nao obstante j ter assim obra-
do o ex-fiscal daquella Iregueiia por essa mesma in-
fraccao. A cmara delibcrou quanto a primeira
parte que se expediste a conveniente oidem ao pro-
curador, para, em conlormidade das posturas, fazer
demolir o que anda existir desse predio : quanto a
segunda parle,ficou inleirada: o quanto o lorceira.que o
procurador inforoiassu circumstanciadamente o que
lia occorrido a respeilo da ediiieacao do negociante
Manoel Alves Guerra. .
Uulro do mesmo fiscal, participando, quo aa multaa
impostat por infraerao at posturas munioipaet, na fre-
guezia da Bn.i-vil.i em o me/, do margo finilo, importa-
ran em 427/r., e mi de S. Jote era 203/r., como cons-
lava dns notas entregues n contadoria; pedindo a expe-
dicao dn convcnioulo ordem, para se patsar mandado
de pagamento da quanlia de 31/200 ri., sendo 16/000
rt. do cii'iirgino Joo Doiuingues da Silva, e 13/200 rt.
do douior Filippe Nery, de ditFercnte corrida de lau-
de, quo fizero, em dito mei, nat citada freguezia; a
2/000 de dctpeza, que liier&o dito fiscal com o enter-
ramento de um cadver aelnBo no pateo da ribeira.
Quanto a primeira parte inleirada, e quanto a egunda,
quo se pastassem os mandado do pagamento.
Outro do mesmo fiscal, participando, que a boira do
tclhado das ratnhas dn ribeira da Boa-Vista est a de-
Que uretultado pendeo de um cabello, i'omut Ira-
hidoa por forCn ; ignoro pur quein ; mat ettuu conven-
cido do que houve traidor. Eia uiua pal.ivra, os Ingle-
tos avcntru o contpiracao.e coiiin nao sao nctcio,dei-
xa rilo-,i continuar, para inellior fruslra-la. Um ajudau-
le de campo do general Maulles, devia vir em tegredo
Mcssinn ; mis o esperavamot. lima noute catavaoioa
reunido para recebe-lo em um ponto deserto da praia;
chegou ello ditfarcado em oapuchinho, como te houro-
ra convenoionado. Apenas poz pe ein Ierra fez que Ibo
deste, oque nao me parecen muito catliolioo, a lilla
do conjuradus, em cujo numero figura a u capitn Roi-
taroll, e este votiu criado. Conferio-ic, disoiitio-se, o
depoit de te sccordnr no meio de excoucao, retirrio-
te lodos. O falto capucliiuho ombaroon uutra vea, e na
voltam.is Metsina. VeioonUo o detenlreoho : no dia
seguinte os principad conjurado forao preso ; eu quiz
fugir para a Calabria, e com efieito euibarqiiei paraisso,
mas perseguido por una lancha ingleza, fui preo, e fu
cutan riuilicf inieniu com o damus d'Arlali. O laclo ha
que otluglezes no haviao armado urna citada, ouique
ealumus tora a menor cautclln: o pretendido ajudante do
campo de Manbet era um emigrado francs ao icrvico
da Inglaterra, um tal Roquefeuille, que reprctentou o
seu papel com urna superiuridado digna de Maohiavel
uu de um comieu. O nosso proceMo fui em breve teito
mu coocelho de guaira presidido palo general Campbell;
e uuiupotlo do ollionet inglese e sioiliauos uu expe-
l ni na viute e qualro hura. Sabeiu utSrt. o Km do in-
feliz Rossnroll, que pattava pelo agento confidencial da
rainlia; mait algn liverao a moma orle ; muitoa fu-
rao deportadoa para at ilbat, oulro tomento expatria-
du; e estes deviao considerar quo haviao lirado um
oom numero nena taiiguiuulenta luleria. Ditero que
Campbell, teni duvida para ganlspr pupularidade, quei-
mara em pleno cuncellio alista doscuujuradot. Fura
melhor liave-la queiiundu antea do julgamcnlu depoit.


-A
'ab*r, pelo grande estado do ruine; assiiu cuino, qae
milito falto do limpeta le conservo >> ecnugue la no un
frrgtieiia. Inleirada c delibero, <|iiniito a primera
parte, quii te expedisse n conveniente nrilrm no procu-
i-ador'para mandar, ijiianlo nnti'i, faz'-r o reparo pro
ciio.
Ontro do fiscal doi Afogadoe, partioipando, que as
murtas impostas noa metra pui-tirio en S6 ra., confraie aa notaa cntrrguea e
cuniaduria luternda.
. Uulro ilu cordeadur, partir.ipandn, que Jos de Aum-
i i 111 Liis est edificando no lugar do CouIIiok, sem ter
]iaia isao ubtid a neceaaaria cordeacio. Que so re-
menease au fiscal respectivo, para fuer effeotiva aa
posturas.
Uulro do niesmo cordrador, participando, que a ir-
mandado de N. S. da Soledado ctt concertando a torro
da mesma igreja, sem ter para isao a precisa liconca.
Ilcmetlido ao fiscal respectivo, para proceder na turma
das poaturas.
Uulro do contador, fatendu ver a enmara, que, estan-
do contemplado as cunta de receita, al o auno do
IS'tl, o rendiinento do repeso do acuugue, observan-
do, que deesa poca eni dimito se dcxra de proseguir
na mesma arrecadacio; lembrava, que milito coiivcni
ente aeria, que fuaae posta eni execiico a rcccpcao dese
imposto, nao s | do nuginento da renda quo ileve re-
sultar, mas at por envolver inlcree publico, ouj arti-
go do rieeila, alm de ser designado na leis iln urji-
ii.culo, lie recumiiicndado no 10 artigo 06 4a lei do i.
de outubro de 1858. Que fosso informar o procura-
dor, oiivindo au advogado.
Sendo prsenle enmara os rclaturioa dos Pscaos das
Iregurzia de S Jos e dos Aflojados, expondo as ucees
sidadee que lia de providencias sobre ilittcrentes objec-
toa do auoa frcguciias, conformo be exigido pelo i 2 "
artigo 3. do rcgnlamciito interno da cmara; delibe-
rou que ficassein adiados, ale que os demai fiscaca a
preaenlasscm os sous relatnos, expedndu so para esse
fim aa eonvenientea ordena.
0 8r. vereador Oliveira reqnereo, q-ie se procedosse
nomecao de fiscal da freguoiia da Boa Vista, visto a-
chir-ao vago este emprego, desde o dia 20 de fevereiro
ultimo; e entrando eiu discotaio, resolveo a cmara, a
Tcqiieriraeuto do Sr. vereador Ramos, que ficaase adia-
do para a priiueira sessao.
OSr. vereador presidente fea o seguinte reqiieriraen-
to, que, entrando cm dscnssAo, ficou adiado para apri-
xneira scss.lu, assim como o requerimento, que eiu ae-
giiida fez o Sr. vereador Carneiro Muntetro, e quo vai
tambem abnixo transcripto.
Roqueiro, que se reduza o ordenado do seorclario
800/rs. aunuaea.0 vereador presidente, Reg e Al-
buquerquo -
a Bequeirn, que aeja unido o lugar do secretario ao
de contador, recebendo por isso a gratificado animal
deAOOfrs.O vereador, Carneiro Monleiro.
Dcspnobario-ee na requcrimenlus de Antonio Pereira
Velozo, Jos Josquiu Dias Fernandet, Anaslaoio. Xavier
e Couto, Augusto Antonio de Couto, Antonio Serafim
di Silva, Antonio Jos de Sania Auna, Joaquim Jos
l'errcira, JoSo^jermano do Espirito Santo, Jos da Pos-
ta Pinto, Jos Guncalves Ferreirn, Justino Pereira du
Faria, Fre Jos do Corarn do Jeius lirilo, Francisco
' Jote Alvea Gama, Francisco Jus da Silva, Jnsc Mara
(joucalvealtauus, Barlliolomeo llibeiro Pires, Manoel
Jum- da Silva Guimariea, Marcellino Jus Lopes, Luiz
Jos Marques, Domingos Amonio Gome liuiuiares.
O Sr. prosidentc marcou para ordem do dia : 1., lei-
tura de officios e parecer de coiiimissocs; 2., depa
rhus de tarifa; 3., propostas, requerimento e indiea-
efies dos Srs. vercadores; 4., discussiu de objeelos a-
diados. E por ser dada ahora levantou-se ascss&o; e
paia constar mandou a cmara fairr aprsenle em que
aasignou, E eu Luit de Franca Mello Junio srnrea
rio interinoailbaerevi, Reg e ylbuqutrque, presidente
Mello Cavalcanti. Carneiro lonleiro. Uatnvl.
Oliveira. Ur. fejy da J-'onseca.
CRREIO.
CORRESPONDEMCIA DA CIDADE E PROVINCIA:
Falbei honlem a minha correspondencia, e fa I lia ro
militas ve/es: forcoso he que tu desenganem oa sena le
torea, que, nlo fabricando eu noticias, nao quetendo
allar-lhrs decerto* objec'.os, e nio admittodo elle,
i]ue eu oa oceupe de outros, impossivei be dar todos os
das copias de miin. (ucixem-se de si, e da nosta ter
ra Ha tanta lusceptibilidade anda entre nos.' Nao
baver outra cousa; v. g dinbeiro, fariuha, etc., etc.;
mas melindre tolo ? ob isso temos nos em abundan-
cia, grecas a Dos! Bem vem pintante, Venes., que
atareis bediflicil, quando nao impossivel. Que bei
deeu dizcr-lbes, quando nada sei de i.ovo, porque na-
da lia; ou quando o que sei ir beliscar o desvanecimen-
to do Sr. Fulano, o amor proprio do Sr. Cicraoo? Urna
ancdota mesmo, contada sob a capa do anonymo, vai
muitas vezes eicandalisar otJieioes della ; os quaes, por
urna contradicho inexplictfel, se descobrem com a sua
pueril irritafio, dando satisfacoes a meio mundo, que
xi duaa vezes d custa do imprudente.
Mal, ja que alguma coma Ibes bei de diier, para que
me oSo tenhao amanhfla por morto, vnu aqu deixur
correr a min lia penna a discricao e d por onde der.
Tem se ltimamente asseverado que a cmara mu-
nicipal desta cidade est mettida n'um lago, que algum
Pedro YIalesarles Ibe estendeo por occasiao de urna me-
dicio, ou cordeacio, ou nao sei que; e que alguem can-
ta apertal-a pelo pescoco easphyiai-aeoidous minutos
Querem uns que ella evite o atlruutoso datnnu por las
ou nefas; outros, que, a despeito do perigo, leve por di-
ante a sua reto I oca o, que bu fundada em direito e ra-
zio. Vou com estes; porque, la diz o ditado, que a ae-
cao boa, ou mi fica ao que a pratica.
(Juanclo eu Ibes digo, que esta nossa trra vai n'um
progresso, que espanta, como que Vmcs., nao me que-
mo crr. Pois vou referir-Ibes urna ancdota, que
agora acalio de ouvir de pestoa fidedigna.
Em urna estacio pblica desta cidade, questonavio,
ha pouco tempo, os empregados, sempre promptoia
darcina tramella em prejuizo do servico, ea suscita-
ren) questoes futeis e ociosas (nao Ibes sirva isto de peni,
bem sabem, que nao ha regra sem excepcio); questo-
navio, dizia cu, sobre se urna pbrase era ou nao cor-
recta: dava cada um o seu parecer, e um dellei em tom,
senio magistral, ao menos enfadado, lungava de vez em
quando a sua coatetada, que a lodos admirava; dapois
ue renbida discussao> disse o t^l para um dos mais no-
vicos, que tomava ares de quem leccionava o veterano:
ah temos outro sabicbo ficemos livres de um, veio-
nosoutro. Nao sei at onde ha de ebegar a mana de
dar emprogos a estes estudantnhos, que peosio apren-
der em livros alguma cousa ? \ colmo para c; facao-se
veteranos, o mandein o saber ao diabo I !
IABI UE i'Eimmiim
A bina brasleira Improviso, quo eliegou no dia 44,
procedente du Riu-de-Janviro, donde rabi no i.a do
correte, nao tronce jornaes da corte : pessuaa que nol-
a vierio allii uio, que nada luna do novo ate aquella
dala; quo o paquete ingles liana sabido para o Norte a
30 do pastados e que o vapor ficava & ssbrr a 6.
Communicado.
(guando cessar de inlelicitar o Brasil a presenca he-
dionda e borrivel deste perverso e atroz governo ?
Quando queier eos-retirar de sobre a trra da Santa
Cruz este cruel Magullo de sua colera ? Quando entrara
nos designios de sin divina providencia queimar esta
vara, com quo tao severamente nos tem punido de nos
sas culpas? Ob j nao ha raio no ceo ? Como be pos-
sivel que nao esteja de todo salisfeita a justica divina
cem tantosetao pungentes males, que essas li y tiras teem
feito pesar sobre nossascabecas? Nao; esses monstrua
nao podem j resistir a tantas maldices.a tantaspragas,
que milbarese milbares de victimas (em elevado aleo
co Nao; porque esses monstrua nada teem respeitado
por mais privilegiado, por mais sagrado que seja: por-
que nenhum vapor nos chega dos climas, onde estas
feras teem o seu cuvil, que nos nao traga a noticia de
novos attentados, de novas atrocidades, qur delles ini-
inediataoienle, qur da parte dos indignos Strapas,
de que ellcs teem coberto toda a superfice do imperio:
e ai daquelles, que nio souberem cumplir exactamente
todas essas barbaras instrucces, que em sua perma-
nente fereza Ibes houverem dictado esses monstrua da
governanca de 2 de fevereiro I Temos, he certo, lido
muitos ministerios mais ou menos niios, porin esse
que nos llagella, tem levado as obras onele Herodes e
'lalos, onde ero e Atlita nunca levarao o peusamen-
lo. Yenha quem vier, faca oa mabs que lizer, inven-
te, descubra novos mcioi de aflligir e atormentar este
povo; o ministerio de 2 de fevereiro tem esgotado lu-
do: ornis que se li/.er, nio pastar de urna acanbada
imilacSo, que ficara muito a quem desse atroz original,
desse infernal modelo. O demonio, que venba depois
delle, ser recebido como urna bencio do co ; como
urna arvore benfica,debaixo de cujos ramos achara por
algum lempo o suspirado repouso este malfadado povo
brasileiro.
At agora todos os monslros, que teem por algum
tempo desgovernado a trra, reconbecraO sempre, que
sua misso era toda temporal; neobum se alreteo ja-
mis a levar mao sacrilega sobre a arca santa. Oaa teu-
tou-o (e o fez por piedade) e morreo Gigantes tenta-
ro escalar o co collocando montes sobre montes, e
foro confundidos. Porm os ministros de 2 de feve-
reiro, pygmeos elles mesinos, e temi pygmeos por ins-
trumentos, o teem tentado, e o teem futo al boje im-
punemente G Dos o permilte ; mas at quando ?!
Sabe todo o Brasil, que um militar chamado outr'ora o
minitrinho, o cavaquinho, lora mandado para S. Pau-
lo com a misso de reduzir a p, a tetra, a onza, a
nada a grande obra do bario de Casias, e dos amigos
da ordem; otriumpho da lei, do trono imperial, e da
foi urna prtsima comedia de generosidade, a pcior,
meii ver, ilc ludas a comedias.
Mas qual tei o aeu destino em ludo ittoP
Foi assaz benigno. Depois de alguna metes de pri-
eto, fui solt sem saber porque iiem como. Contenta-
rio-se com i ni mar-nu- que me devia retirar; mas poucu
ine importei cun isso, e til como os amantes : repellido
pela porta, lornri a entrar pelo-janella ; alo he, expulso
de Messina, vollei tranquillo a Palcnuo, onde espero cm
jiouco tempo tiun.ir assento no lado caqiierdo da cmara
dos commuiis s barbas de Campbell e dos scus fardas
vertnelhaa.
Rosal liomeni violento e bilioso, bavia lido una vida
mnito a venturosa e assax atormentada; advogado de
proflssto, e dolado de urna eloqnencia, que Ibe atsegu-
i ou depois o-priiueiro lugar na tribuna do parlamento
reformado, foi appellidado o Mirsbeau da Sicilia.
Gaspar Vaocaro segua as mesma opiuies, e s delle
a* distingua por um carcter mais grave e mais pacBoa-
do. Rcquecense nlo hava sabido da stIsa. Seu credo po-
ltico compunha-ae de um nico artigo: Odio a nobre-
ta. Smenle juulava a este dogma fondainental urna
adniiraflo illimitaiia pelos Franceses cm geral c por Na-
poleio em particular. Todo tres professa<3u pelos
Ingleses igual aversfo, e s aapiravSo a lirrar delles a tua
ilha a todo o cusi. Agora jn se v que interetse tinha
para elles nio s a pregaeaa do irmio Bruno, como
tambem a inanifratacio popular que a liavia seguido.
Todava tiiibiu vindo ao convite do pregadur por mera
enriosidade, e como a urna paluscada. Imbuidos uas
douirioat pbiloaopliicas do seclo XV111 despreiavio ca-
da qual mais os frades.
Que pode elle ter aSlixer-nos? perguntavao-sc en-
tre ti.
He o que saberd se me quizerem seguir, respon-
den una voz que recoiibecrio ser a de Ir. Brunu. Ele
lugar nio he seguro para se tratar do negocio que nos
rene.
Cada vet mais enleiados, sem podercm atinar com o
negocio em questiu ; obedecern macbinalmente, e se-
guirn,silencioso o seu niysterioso cuiiductor, que mar-
eliava adunic como um espectro atravs dolaras c rui-
nas; tiulia ii passo firme, e caminhava dircilo, apelar
dos obstculos e das trevas, com a segurauca de um lio
meiii que sabe o sen caiuinbu. Nao aconteca o mesmo
sos scus tres companheirus; neiibum delles se orientava
uesse labyrintbu, nein mesmo Kequecense; rccunbuei
tmenle quo seguiao ora de perto ora de longe os mu-
ros da cidade. Em fim parou o guia perto do lugar cha-
mado Baluarte doi cmpeitadoi, por que alti em outro
lempo bavia um banbo destinado n purificacao doe le-
prosos. Nio longe se ergoia mu templo deCeres, famo-
so no paganismo, o meaiiiu do qual Yerres roobou a es-
tatua, esa tormidavcl estatua, que era prohibido, sob
pena de morte, nio s tocar, utas al olbar em face.
Todava Verrea nlo morreo por isso. Os aliceroea do
templo subterrados pela moderna cidade, anda ato vi-
sivea, e revelio a mus alta antguidade, por que aio cy-
elopieus, isto he, feitos do enormes pulyedros irregula-
res, postot uns sobre os outro sem cimento, a
Chegaoo a este logar, u iriuau Bruno inleruou-se re-
soluto sob urna abobada inclinada, cujo declive aug-
mentara progresivamente e pnrecia ir ter s entraubu
do globo. Depoia de algumas centenas de passoa dados
com pm-jucSo nesso longo subterrneo, que ao incon-
veniente de ser obscuro junlavu o de ser tortuoso, o ere-
mita aceudeu moa toclla, que Iroucera debaixo do habi-
to, o coiDecgu a dener urna oteada graiteiramente ta-
cunslituico ; e tendo-o amplamente executado obre
a,s comas da trra, sobre o temporal, sobre a poltica,
ancou os ulhos tobre o reino de Jess Chrislo, sobre o
que nio perlencia a Cetar sobre as chaves da
groja, e as arrancou, usurpou, quebrou e calcou sos
ps com tao auduciosa impavidez, que tem feito tremer
o co, a trra e as meimas potestades ioferntes, que Ibe
uerio o ser e existencia poltica.
O vigario de Mugy-Menm nao era asado para as dia
hruras eleitoraet do tal brigadeiro Manoel da Fonteca
Lima: ede queso bavia de lembrar esse mi'nu'inAo,
mis cavaquinho do regente Feij ? Suspendeo esse pa-
rocbo de suas uncefiat parocbiaos.desua jurisdcc5ocspi-
ritual.e inlimou oo respeilavel e virtuoso prelado dioce-
sano, qu mandaste outro parocbo para aquella fregue-
sa; ameacaodo-o at, talvez de igual tutpensao, ou
mesmo deposifio de oflicto e beneficio. 0 zeloso hispo,
vendo a tua autoridade menoscabada, e sua jurisdieco
espiritual invadida e usurpada, resisti com coragem
apostlica, e ordenou ao parocbo, que, abstendo-sede
funeces polticas, continuaste no exercicio das mera-
mente espirituaes, como parocbo collado, que era; e
queixou-se a esse perverso ministerio, pedindo provi-
dencias, e allegando mesmo que o presidente de S.
Paulo eslava incurso as censuras impostas pelos sagra-
dos caones recebidos como leis do imperio. O pre-
sidente be tido em S.Paulo por excommuogado;mas isto
mesmo o torna mais gracioso e mais amavel aos olbos
desse atrocsissimo gabii.eto, que,como j diste,nio rus-
peila nem ai cousas mais sagradas. O certo he que oe-
nbuina providencia tcui apparecido,e muito pelo contra rio
vemos nos peridicos trazidot pelo vapor /mperalr.ui-
timamente ebegado daquellat paragens, um olciodo
juiz de dircilo substituto daquella comarca, cominuni-
candoaoExm. diocesano, que ficava por elle recolhi-
do a pnsio o tal vigario,pur o baver colhido.em flagran-
te violacio da sutpensio imposta pelo presidente, ce-
lebrando inissa conventual !!.' Que governo Que pre-
sidente! Que juiz de direito I E nio lenbo razao so-
beja para qualificar, como lenbo qualifjcado, esse mi-
nisterio de perverso, atro/., satnico e infernal ? Ob I
todos os homeos de bem dird, que lenbo rszio de
sobre.
Kequintio de vilania e ignorancia aquello juiz,
presidente, e o ministerio, que os mantem, argumen-
tando com a coosliluicio do arcebispado aa Babia, que
diz que as censuras ab nomine s podem ter levantadas
pelo mesmo, que a impoz, ou pelo legitimo superior
que nio lie S. Ex. Roverendissima, mas a relaco !!!
Ora, um governo,que astim mantem caprichosamente o
mais extravagante conOicto entre at duat primeiras au-
toridades espiritual e temporal de urna provincia, por
nio descontentar o vil instrumento de sua diablica von-
tade, pde-se chamar governo, e muito menos governo
legal, governo regular i' A suspeosio foi imposta pelo
presidente; e digio os entendidos, e desapaixonadot
se itso he censure legitima, e se o parocbo incurre,por
bavel-a violado, em alguma pena, e muito menos sen-
do-lhe pelo seu biipo ordenado, que continuasse no
exercicio de sua jurisdieco meramente espiritual! Se o
presiden'e eslava para tanto autorisado, ento podia
tambem nomear outro parocbo interinamente, e nio
Ibe faltara algum padre Cea, que aceitasse casa nomea-
cio, e exercicio de jurisdieco. Nem o juiz de direito
era competente em um caso meramente espiritual,
nem mesmo a relacio secular. E o cato do extravagan-
te conflicto entre o presidente eo biipo diocesano ca-
ba na airada do concelho do estado pela lei de sua crea-
fio : e anda que as insiiucces respectivas attrbuem
aos presidentes das provincias o poder de intervir em
casos de conflicto, iso nunca se pode entender em ca-
aos, em que o presidente seja parle, como be obvio.
Mas o ministerio de .2 de fevereiro, parece que nem
ijuz subruiTler o negocioso concelho de estado, iierii
quiz desgostar o predilecto presidente, indo-lhe i mi
em seus desvarios. Ecomo o faria, se elle he a fonte
de quintas desordens e desvarios vio pelo imperio todo?
Como o faria.se um governo desordenado em si mesmo
nio pode reinar seno pela desordem ? Supponbamos
que o bspo laucando mi da disposico dos sagrados
caones; havendo intilmente admoestado o pietiden-
to, o declarava excommungado; qual seria resultado ?
Naturalmente o ministro, que outr'ora annullou elei-
ces de depulados da Ptrabiba, laucando mi do di-
reito da espada, aonullava a excomuiunbio; excom-
mungavao bispo, e o prenda como violador da centu
re; e por fim nomtava outro bispo; porque, be preciso
dizel-o, ludo isto espero do tal Manoel da Fonseca Li-
ma, e desse atrocsissimo ministerio : o que leamos
no paiz ? Peiores cousas do [que bouve na Prussia por
causa do arcebitpo de Colonha. E porque ? Porque te-
mos um ministerio, que em teut furores nio respei-
la nem o prolaao, nem o sagrado, e que nio recua em
tuat mtlvadezas diante de oenhuma atrocidade.
E quando cessar de infelicitsr o Bratil a presenca
Diada na lava; us nossos tres nmigus acnmpanliavio-o
sem dar pnlavra, como o Dante segua a Virgilio us a-
bsmos cm mime da Civita Dtenle. Aos sesseuta de-
graos dero no terreno ; o qual era o nivel da antiga Ga-
lana. O moderno tem outro Ionio alteado.
Aebnvio-sc cntau ob una especie de prtico circular
cuja perspectiva fugitiva pareca immensa' a avernie-
Ihada e dubia elaridade da tocha, que nica os illum-
uava. Us moviincntos da sombra e da luz pruduziio as
trales e silenciosas abobadas cU'eiios adniiraveis. I'.ra
um templo ou udi tbealro ? Kstavio no reino dos mor-
ios; quo importa que deozes ou liomens houveasem em
outro tempo habitado este fros c mudos lugares?
Vaccaro c Ros dceuleiadns nio davlo palavra. Re-
quccenc.qnc ciimi ca\n a reconbcor os objeelos, a for-
ca*dc olbar em redor do si, foi O primeiro que rompen
o silencio.
Eri aqu, te a memoria me nio mente, que Cast-
reo raim as suaaassrmblas nocturnas.
Aqu iiieiimi, responden o monge, seguraudo a lo-
cha em un buraco das paiedes, o fui para quo a sua lem-
branca presidiase nossa convera(o, que us condol
cale lugar consagrado. Yin, me seguirn, eunsei, ou
pelo meuos oadeviuho, mais rom vislus irnicas do que
com pensamentos serios. E porque? Porque sou um
eremita? Oh! Acreditiu entio que de baixo do bnrci de
um frade nlo pode baler um coraco de cidadSo, Bem
que morto para o mundo Jniais vivo te est para a patria,
be Ihes lora preciso exeinplo, t vera eu a o trabalho da
csoolha : nussa hi.lorie delles est cheia. Nossos gran-
des tribunos da dude media perlenco quati todos
igreja; querem nomea? Ei-los.. Armaud de Broscia fun-
da em Roma a repblica, t> morre marlyr ; Joo de Vic-
cence govema Veroua, e don Jordn Padua, do alto da
hedionda e horrvel deste perverso e atroz governo ?
Quando querer Dos retirar de tobre a trra da Sanu
Cruz este cruel flagello da sua colera ? Quando entrar
oot designios de toa divina providencia queimar esta
vare, com que tio veramente nos tem puaidoda
notsasoulpaiT Oexemploest dado: eaperem todos os
parocbot, todos os Srs. hispos, que dora em vsbi
nlo terO mais miot a medir as ceosoras impostas pelos
presidentes, e pelos delegado o subdelegados de poli,
ca. Ficou impune o lal Manoel da Fonseea I .ion ?
Esta dito, he caso |ulgado, eludo ir laaoporeuij
mondo. Caurhto.
Correspondencia.
Srt. Jtcdac'torti. No D.-novan. 184,de 24deja.
Ibo dette anno, appareceo um artigo em que o msu i-
migo, oSr. coronel Agostinho Bnzcrra, he atrozaenj
multado : e como elle se acba ausente desta cidade,
cumpro-me dizer alguma cousa em delata do mesmo.
Nio censrarei a presidencia por baver demittido o di-
(omeuamigo do lugar de subdelegado da fregueiisde
Moribeea; porque julgo ter ella o direito de despedir
do servQo aquelles empregados amoviveit, qne Ibes aio
merecem confianQa, por seguirem urna poltica oppotla
a sua, &c&c; lo pouco procurarei desbotar, nem le-
vemente mariara bem merecida reputacio doSr. mijor
Jos Carlos Teixeira, que agora oceupa esta ubdeleii-
oa ; porquanto neste Sr. dio-te as precisas quilididei
pare bem desempenbar nio s esta, senio commissot
mais importantes, como j temes visto.
O meu fim he nicamente azer ver que os Redacto -
res do O. -novo, forio muito mal informado!, quando
cobriu ao meithonrado amigo do borrive) lanodeis-
sastino, e alguma cousa mais. Srs. Redactores, mi
poeat em que os partidos te guerreilo desapiedadi-
menle, he mister grande tino e prudencia para extre-
mar a veidado da mentira e da calumnia; nio havene
nada mait fcil do que um inimigo inventar quanlo
Ibe pareca pira tastsr a sua vinganca, edetacreditaro
seu inimigo.
Os Tactos, apresentados no relerido D.-movo, e qm
seguramente lorio transmittidos por algum inveterado
inimigo do Sr. Agostinho Bezerri, inimigo, quo qu
sproveitar a montao para dcsabal'ar contra elle o sea
odio de antiga data, sio adulterados, invertidos, o al-
guns nteiramente inventados. Nada ha mait fcil do
que fazer isto : mas onde esli as provat ? Pelo con-
trario luda a freguezia de Moribeea he Usismonha de
que o meu amigo, bem longe do ser assasaino, em lio
largo tempo, em que exerceo cargos policiaes, foi sem-
pre um incansovol e denodado perseguidor de assasii-
nos e ladrdes Oque he publico e notorio, beque,
antes delle ser enesrregado da polieia da Moribeea, o
lugar do Pio-Secco eslava quati intraosilavel, por-
que all as quadrilhas tinhio esperas armadas para rou-
bar e assissinar os.viandantes, a toda bora do dia ; illi
de espico em espaco se viio com horror anda fietcsi
as sepulturas dsi victimas, &c. &c.: o que sabem todos
os habitantes da Ireguexia he, que as Coreuraoii
ninguem j poda poseuir um cavallo, que niofosie
urtado; e que, at de mi armada.se accommeltiio
casas; mas, logo que o Sr. Agostinho Bezerra tomot
contada polieia, ludo mudou de fice: deitppareterij
os salteadores; elle.afugentou os lerrive bindos di
Pio-Seeco; ea fregueiia da Moribeea tornou-seumi
das mais quetas, dat mais bem policiadasda provincia
Srs. Redactores, nada ba que tanto desicredila o
partidos polticos, como o espirito de iojuatica que um-
si sempre rtfciprocamenle os domina. A maxim di
calumniar e denegar o mrito notorio deste otitt-
quelle que diverge da nossa poltica,heum calculo em-
do, que s terve de exacerbar mais e mais os nimos,
de dar incremento i intolerancia, e de ariednr dw
partidos as peesoas honestas, e que ainda respeilio i
virtude, e presiu, cima de tildo, a verdade.
Urna freguezia e mais populosa ah est* pifa defen-
der a honra e probidade do mea amigo o Sr. AgOilinbo
Bezerra : be quanlo basta.
Nfio tornar a incommodal-os, Srt. Redactores,
seu &c.
Um tmparem
COMMEft&IOs
Alfandega.
RBNniaeBNTo no du 14...............10:212*321
Detcarrega koje 16.
Barca(Hubemercaduras.
Briguel'olidoratijoloi.
Consulado.
HKNOIMtNTO DO DU 13.
Geni315*884 Provincial-1
idsdalP':
afJBHIBBBP^
cadeira cbritl3 Jacob de Bussorali da alibeida
va, eSavonaroleFIorenca. Dir-lhcs-hei ***
OJ>is]io d'Oslio.o cardeal Latino pacifica a Alla''l*r'a
conjura as discordias civis pelo ascendente da pal"
evanglica, c nos mesmos, quero dizer, os noSSuspMr ^
nio teem imitado estes illosires cxemplos? 0 ""*"?'"
dor d vspera sicilianas junto ao papa fui um ps'1.
obispo de Palti. Porque se admii 5o? A Igj ~
dada sobre duaa bases imniottaes, a igualdade, n UW -
dade; Jess seu .vigario humano, seu divino cherf
das enlranhas do povo, c fui o mais sanio de todos
wartyrea. Se me objeclao que a igreja lie nina m11 "^
ciu apartada de seu fim, e quo pozeui csqueciniciiu^ *
muitu temiio, ot preceilos de me.lre, eu ihes reip "
re que o procipo de sua existencia be inmutivel,
eruo, e que o egosmo endurecido dos seus preoelM
lot nio prcvalecci sobre elle. Tqda a inatituieio"
cedo ou tarde vollar na origein. Os boinen |'''^
com aa auaapai\cae vicios, a ideia tjca, o a final c
enibaruca mais radiosa e mais pura dos vapores lerr
trcaqoe Ibe embaciao o caplendor. Ah! qe ,e ^"j,
voz do filho dubuineni remaste anda na niontaulia.
o Vaticanu so quizo.se fallar como u Calvario, """"^
creiu-me, recebera djoelbos a paUvra.de vida, |>
tisse ella do mais bumilUe dos padres. As grande ere
cae ainda vivom no coracSo dos homeos. Julguom-" 1^
lo que virio esta noile : quo milagres nio operan
papa libertador dos povo, quando un simpes erc"
como eu, sem poder, sem prestigio, pode abalar as
sas a com o nomo de Castreo, porque em fim o qu
Castreo? u,
Alio 14, meu revereudo intorrompeo "0" ^^i,
paaaava por un decidido materialista da escola d o ^
companhia, exalte-me quanlo quser o mente


^17
- 1^-
Movment do Porto.
Xavioi entrados no da 14.
c Hihor tendo tuc.do as Jlhas-dos coros;60 das,
lera americana John-Jay, de 494 toneladas, ca-
da. Jhn W. Crbam. quipegem 35, carga pre-
Mchoi para pewaria ; ao e.pilao
R da-J.ne.ro; barca br.s.te.ra /mp-oi-so. de 232
i neladas capitSo Antonio Noguaira dos Santos,
....naiiem 13, carga farihha; a Amriin firmaos.
C B. i 4 da.! patacho brasileiro Luz, de 108
s* .i., rniao Ceelsn) Jo* de Arauio, equipa-
7 W f-ri-b I Moel Ignacio de li-
Navios sahidos no meimo da.
s r.Lharina ; patacbo brasileiro iiiramn(o, eapito
Antonio Domingo. Altea, carga diflermiei gneros.
iss- brigue brasileiro. i\ro, capilla Joaquim Pedro de
Se Paria,cargadiderentea generoa:passageirps,Ma-
noel Perira de Frei.las e 1 criado, Manoel Ferreira
t.raogeiro, com 2 filos e 2criados,.e Antonio Al-
vos da Silva, Braiileiroj.
.Navios intrads no ata 15.
f nna 59 dias, traxendo daa Ilhes-dos-Canarios, 30
di., brigue rancez Abdub-Medik, de 187 tonela-
das eapito Lourenco Canarerro, equipagem 13,
carga vinbo e mais generoa do paiz ; a Jlo Pinto de
CapS do Espirito-Santo; lidias, patacbo brasi-
leiro Espadarle, de 10o toneladas, cepitao JoioCa-
z.nica. equipagem TO, carga eijo, milho o irroi;
a Gaudioo Agostinho de Barros.
Havre-de-Graee ; 43 dias, brigue fraoce NelteMa-
Ikilde, do 192 toneladas, capitSo Gilbert, equipa-
sen) 17, carga faiendas; a Adour<& Companbia.
S Malbeus; 10 dia, sumaca brss.leiraS. Joaquim, de
'81 toneladas, capillo Luis Pereira de Mello, equi-
pagem 11, carga farinba ; a Msnoel Duarle Ro-
Rio-(frande-do-Sul ; 35 dias, brigue brasileiro Me-
pendente, de 190 toneladas, capito Manoel Anto-
nio do Rea, equipagem 13, carga carne ; at,au-
dino Agostinho de Barros.
ObservacHo.
Nao bouverio sabidas neste dia.
flMMaW
Editaos.
Parante a thesouraria de fazenda deta provincia
tem de ser arrendada, por tempo.de tres aonos, em has
ta pblica, nos dias 19, 22 e 26 do corrente mei. a ca-
sa de dous andares e loja, sita na ra direita detta cida-
de n. H, peilencentea laienda pblica.
E para constar so faz publico pelo presente, de ordem
do lllm. Sr. inspector da mesma thesouraria; devendo
os pretendentes habilitarem-ie na lrma da lei.
Secretaria da tliesouraria de lazenda de Pernambuco,
12 de agoito de 1845. O olcial-maior interino,
Ignacio dos Sanios da Fornica.
Miguel Atchanjo Monteiro de Andrade, ofeial da
unpeiial ordem da Rosa, cavalleirodadt Chisto, e
inspector da alfandega de Pernambuco, por S. fl.
Imperial, ele. .
Fai saber, que no dia 16 do corrente ao meio da, oa
porta da mesma.ieha de arrematar em basta pblica 2
pares de brinco de ouro no valor de 10* rs., onze anneis
de dito em o de 17*640 rg,. e un adereco de dito em o
de 11) rs. impugnados pelo guarda Francisco Antonio
da Silva Cavalcanti, no despacho por factura de Be-
rindmagno; sendo a arrematado lubjeite ao pagamento
dos direito. Alfandega, 14 de agosto de 1845.
Miguel Arckanjo Monleiro de Andrade.
O lllm. sr. inspector da_ thesouraria das 'rendas pro-
vinciaes manda faier publico, que. em cumprimento
do artigo 34 da lei provincial n. 144 do corrente an-
no, peraote a misma thesouraria no dias 1., 3 e
5desetembro prximo vindburo ao meio dia, serlo
arrematadas, a quom mais der, pelo prego annual abai-
xo designado por lempo de 3 anno, a contar do 1.
"Geranbuns
Florea .
lioa-Vista........... 527i0(!0
Os licitante, devdamente habilitado, deverao com
parecer na sala das sessSes da dita thesouraria nos dias
e horas indicados.
r para que chegue a noticia de todo mandou
mesmo lllm. Sr. inspector publicar o presente.
Secretaria da thesouraria das rendas provinciaes d
Pernambuco. 31 de julho de 1845.O secretario,Lui
da i osla Porlocaneiro.
=0 engenbeiro ero chefe da provincia, competen
426r000 n. 7. segundo andar, e, no dia da recita, no bote-
951*000 ouim dotheatro.
= Fret-so, para qualqucr porto do Norto ou Sul ,
o o brigue Afano / capillo An.eliii) Marques Vieira :
os pretendentes diri'o sea pracinba do Coipo San-
io n. 6(i, residencia deGaudino Agostinho de Bar-
ros.
= Para o Rio-de-Janeiro segu com toda a Dre-
i- vidade a sumaca Amiade deque he capitSo Manoel
temeiilo autorisado, manda f*er publico, que llavera Antonio Sousa Guerra ; para carga paageirose es-
concurso para um lugar de ajudante dos engenueiros eraros a fete ajusta-ie com Gaudino Agostinho de
no dia 21 do mez de agoito prozimo futuro : em con
sequencia convida s pessoa que a quizerem propo
... ..... ____ .i:.ft...M .lfcA Aim IKrla.a
- Barro, pracinha do Corpa Santo, n 66.
Para o Maranhiosai, no dia 25 do corrente, a
aequencia convida as possoas que e quizerem propur rara o iiiuoigui, *- -w ---- -
aodito concurso, para se alistaren), at o dia 18desse barca brasileira /?rma/ni __ .'_i. .uiirin nml lli inri Wlsnirto i ln- << nar (i resto ila caria e nassaceiros trata-se na ra
mez, n'esta reparticlio, onde Ibes ser declarado o lu
aar, horas e mai circumstancia d dito concurso. Re-
partido daa obras publica, 21 de julho de 1845.
Vauthier:
Deciaracoes.
O lllm. Sr. impector do arsenal de marinha manda
faier publico pela 3.'vez, que contratar o lornocimen-
to da carne para as embarcarles da armada, pelo tempo,
queseconvencionar.a conlardesde odia posteriorquel-
le em que se fizar o contrato; o convida as pessoas, que
commercISocomsemtlhante objecto, o queirSo fazer o
contrato, a spresentarem as suas propostas n'esta secre-
taria, em cartas fechadas, em qualqucr dos dias de tra-
balbo, d'esdo as 9 horas da manbaa at as 2 da tarde.
Secretaria da inspeccio do arsenal de marinha de Per-
nambuco, 14 de agosto de 18i5. O secretario, Ale-
xandre liodrigues dos Arijos.
U 1.' hatalho de ca-adores de linha contrata car-
ne verde e pao do 6 oncas : quem se quizer incumbir
de fornecer, dirija-se a tratar com o agento no quartel
dos Hospicio, ou annuncie sua morada por este jor-
nal. Candido Francisco de Sania Anna e liviira,
altere agente.
NOVA COMPANHIA ITALIANA.
TIIKATRO ITM.IC0.
A quarta representaclo lyrica era boje, 16 de agoi-
to, asS-horas; distribuida pela maneira se^uinte :
1. Symplionia.
2. BarcarolaCom choro Una bamkelta in mai
da operaGianni de Calaisde onizzettipara voz
debaixo buffo, cantada pelo Sr. PaulaFranchi ocho-
ros.
3. Duelo Verranno a le sul aurei Liixia de
.ammermoor, de Donizzetticantado pela Sra. rtla-
rietta Marinangeli e JosMarinangeli.
4. AriaSe mi parli di vindettadt Luxia id.
cantada pelo Sr. Toselli.
Intervallo de 20 minuto.
5. Sympbonia.
f. Aria. Come polea un angelo da opera I.om-
bardi. de Ferdicantada pelo Sr. Marinangeli.
7. Aria.O Luce di quesl' animada Linda di
Chamounix, de oniizetli pela Sra. Mariella Mari-
nangeli.
8. Aria e choro,introdcelo da Normacantada pe-
lo Sr. Giacomo Bonanni, que, sendo a primeira vez
que canta, pede a indulgencia do retpeitivel e cortez
publico.
9. Terceto.Ambo morrele o perfidid opera An-
na Holena, de Donizzetticantado pelos Sr. Mariella,
Jos Marinangeli e Paulo Francbi.
Inle vallo de 20 minutos.
10. Symphonia.
ti. Aria Femmine, Femmine, Femmimr-d*"
pera Columella, de Fioravanti pelo Sr. Paulo Fran-
cbi, com choro de doudos.
N. B. O espectculo principiar impreterivelmente
a hora annunciada.
Nos bilheles da platea superior eslo marcados, por
nmeros, os bancos e os astelos, que os Srs. especia-
do outubro prximo futuro a 30 de setembro de O director rog.-lhes que nao .nverlo esta di.po.r- J ""ff do n0 d'ia marcauo rse eflec,ue
1818. as renda, provinciae.. que se .chao a cargo cao, a fim de que o. me.mo. Sr. po.sao contar pon, do b beta q ^^ ^ ^^ ^^
dascolleclorias.emtodoso. municipios da provincia os aeu. lugare, quando houverem de sab r, apara te UKaresaonunciados, lambcm se vendem na loja do
. S Antn. fimheque receber5 na porta do tbe.tro metade do do lugarainnunc e na botica do Sr. Cba-
lilbete (onde ter marcado oasseoto que deverSguar- Meoeze. n i'o,
com cicepco des de Olinda, Goianna e S.
iber:
Iguarassellamrae...... 579000
Cabo".............. 798*000 pedido.
Pio-d'Alho.......... I:329800
Naz.reth........... 1:699*600
Limoeiro........... 518*400
Serinhiem........... 254..000
Rio-Formoso......... 1:900*000
Bonito........-..... 1:000*000
Brejo............ 339*000
Cimbre. I...... 278*000
lele lonuclerainarcauonoscuiu; >(UDut.o..v0. 'r;..m.i
aralUm da represen.5o para mostrar, se Ibes for g, ^JJ^^tbo pPLICO.
Preco por cada noule.
Cima rotes de frente, ordem nobre .
Ditos lateraes........
Ditos de frente, primeira ordem .
Ditos lateraes .......
Platea superior.......
Dita se ral
llioda virgem, na eiu nvildiiur da Castreo. Se elle
nao earregnu a aotaina, como oa vrneravei tonaurado,
que noi scnbnii de apoular, nlo foi inenoa um do
grande oiJadao da Sicilia
E he urna honra iimnorial para n Cnlanio, ajuntou
Requecense, haver-Ihe d.\i o Lefio. Como Catanes,
ou ii primeira a glorificar-iue di.o.
Vaccnru nada diaae. Eneotodo n nina paitra, com
o Lracm crinado sobre o peito, ouvia o eremita com
orna aticiicau religiosa, como e ea ros Ihe de|iertae
mi fund, d'alma Vagas e remota recordacoe.
Gaspar Vaocarn, pcrgunlou Ihe de repento fr.
Bruno, em que gena ?
Brifvo! cxcTaraoii Rotii.que era aempre o primei-
m :i lomar a patarra, iiuer por ua oonta, qoer pela do
outru, parece, meu charo Vacearo, que o teu nomo ho
coHhecid.i Hn anto do paraso; dou-te o paraban. E
" men, pudre, cuiilinuou dirigindn-ie ao eremita "Com
nal ditfarc.id<> ecarneo, tambeni o sebo ?
E ooin'l *ua hitoria, reapimdeu Bruno : Vine, he
Manuel Knasi; oomecon por advogad"; campfoilieltlu
" perlnrbncoe da Sicilia detde a poca d prenidenle
Lop-i, fujjio da sua patria para escapar do patbulo. So
e proacripiu, vagu por tulla a Europa, e depui de lia
*er aaaiatido as divenaa plate da rovolucSo rranoes,
tnbalha lu.jc por plantar n Sicilia o seu principio e
rciollados,
Tanto medir Vise, replicnRoaai, queter for-
o que cu o cre Oh feiticieiro, ou....
Haruudeaiibilu, porqne era a palavra eipiio quo Ihe
i'ra a bucea. Quem sabe e haran elle cabido em urna
citada, c ae o pretendido eremita nao era um agente pro-
vocador ? Eata suipeila he a primeira que tem ao pen-
12,000
7,000 a
1,000
va gbisi .--- -
AcbSo-.e a venda em casa do director, na ra INova
Lvisos marilimoS.
a lista de todos os empregados do partido da ordem de-
mittidos pelo vicepresidente Manoel do Souia.
Desencaminbou-se, no dia 13 do corrente, do si-
tio junto igreja dos Afilelos, um boi manso de carro-
ca com urna corda : quem oachar, ou delletirer noti-
cia, queira o levar no mesmo sitio, quo ser generosa-
mente recompensado.
Quem precisar do urna ama de leite sem ilbo,
moca, robusta e com bom leite ; procure na praca da
Ba-Vist, no segundo andar do obrado n. 30.
__ O abano assignado, senhor e possuidor do criou-
lode nomo Antonio, idade, que representa 28 anno,
estatura regular, cheio do cOrpo, barbado, cantos oa ca-
beca, bem lallante, rosto redondo ecotn um calombo
em um dos dedos da mao direita, por compra, que del-
le fizra em 6 de junho do corrente anno a Jos Leo-
nardo desta praca, que o hava comprado a Joao Fer-
reira de Almeida Callado, morador no Altinho, onde
dizem achar se acollado o dito escravo roga a todas as
autoridade. policiaes, e capites de mallo a apprehen-
sao do moimo rscravo, e a sua conduco ra Direita
sobrado n. 40, ou ao eogenho Pintos; prometiendo o
mesmo abaixo assignado a gratificsvfio de 50* rs. a
quem quer que Ihe fizer entrega do mesmo escravo.
J. F. da Crut.
= Deseja-se saber so a Senhora D. Maria Ros.
quer alugar o seu sitio da Taearuna em que esta o
capilo Benedicto ; da-se mais alugel e paga-se
adiantado; no caso de querer, baja de annunciar,
para se tratar do negocio.
= Aluga-se urna preta, escrava, muito fiel, para o
tervico de casa de familia ; quem a pretonder diri|a-
le a ra Velha, n. 61.
=s Aluga-se o segundo andar e solio com boos
commodos para lamilia na ra do Rangel n. 73 :
a tratar na mesma ra n. 54, com Victorino Francis-
co dos Santos.
= Avisa-sea Sr'. Anna Maria de S. Pcdro.que, ha
mais de 3 mezea, dcixou os trastes na ra do liangel
empenbados pelo aluguel da casa osvenha tirar oes-
tes 15 dias, do contrario sero vendidos, sem respon-
sabilidade do credor, para seu pagamento.
= Aluga-se o segundo andar do sobrado da ru.
Direita, n. 24 com bons commodos e muito fresco,
por preco commodo: a tratar no padaria do mesmo
sobrado.
LOTERA DO SEMINARIO.
= Devendo a lotera do seminario episcopal de Olin-
da dar andamento s suas rodas no dia 21 do corrente,
por se acbat urna grande parte dos bilheles j vendida,
e na botica do Sr. Joo Moreira pateo da attiriz ; e
no hairrodo Recito lojas de cambio dos Srs. Vieira.
t MunoelGorr.es. F.scusado se fai lombrar ao raspei-
tavel publico a conlianca que mereco ta lotera, po-
la regularidade de seu processo de extraerlo; processo ,
que passa a ser anda mai perleitamente desempenhedo;
porque as rodas teem de andar segundo o novo re-
gulamento ; enlrelnnlo que loteras, que hioan-
nuociado, partee nao e quererern dwafarrar do enli-
go sy.-tema de eiliaecao.
Aluga-se u terceiro andar e sotSo
com grandes commodos, por precj ctom-
modo, e bstanle arejado; no mesmo so-
brado primeiro andar n. 41 ru*
Estrella do Rosario.
= Precisa-se de um bortelo par. Irtbalbar uta
urna borla n'um engenho distante desia praca duu
ligua, gsnh.ndo 8/rs. mensaes, comer, e roupa la-
vada ; quemestiver nesta circumsUnciM dirij.-sea
ru. larga do Rozario loja de miudezaa, o. 35.
Claudio Dubeux, testamenteiro da-
tivo do (nado Joao Antonio Martins de
Novaes, tendo acceitado esta testamenta-
ria, resolveo o embargo, que os credores
do mesmo Novaes l.aviSo verificado nos
bens da massa ; acha-se entregue da casa,
Acha-se a xenda no lugar do cosiuine o numerol do habilitado para receber, e pas-
^-*r J'E1I8 /!;,d(rr J ,^c^ aos deedores da testamen-
WOIVU ... .. v www--------------i |-----------------
oes: para o resto da carga epassageiros trala-se na ra
daCadeia do Recile aruiazem n. 12. ^^____
visos diversos.
Vicente Thotnaz dos Sanios retira-6e para fra
desta provincia por algum tempo.
O JLIDADOR.
Devendo esta lotera, pelo adiantamento da ven-
la destus billutes. sera que primeiro lem'de dar
, andamento as suas rodas; est o respectivo thesourei-
8,000 ro resolvido a fazel-a ezlrahir no presente mez de agos-
5.000 to inlallivelmenle : para o que convida aos amadores
2,000 destejogoa ae preveniremdebilbetes.oaqu.es achlo-
" se unic.mentea venda no bairro de S. Antonio na
loja do mesmo Ibesoureiro ra do(uemado, n. 39,
H1TTT-'.....'
samentu neale paraso do mundo guvernado pelo demo-
nio do inferno.
Vino., proicguio Bruno dirigindo se ao Catanes,
.om notar a reticencia de Roaai, ou pelo racnis icra Ihe
fajer reparo, Vmc. chama ae Manoel Heqnecenae, e ora
Hito moco para figurar n tonipo de Cloio; todava
aaaiilio uroe vea, urna 6, aa aaacinbleaa nocliirnaa que
ao fuiiao ob o ou auspicios neata catacumbas quo ha
iioucii recooheoe.
__ Nao ha duvida, exclamarlo ao memo lempo Ro-
quecento o Roi uio para o oiilro, o homem he dotad
da viata bealRoa. Llcixemo-lo porm continuar, elle
date na verdade o nomo do noao amigo Vacearo, niaa
nao Ihe tiruu o horotcopn anterior.
O incu b.iroaoopo '.... die Vacearo aempre bor
to na ana raeditnco; com cffeto, vejamo u mi falla
do amigu que todo osdiaohoro.
bnu, Gaapsr, fiillar-vo.bei dcaae amigo que ti-
nheis no o'uracio, e que tambera vo trana no aeu Erai-
grado amona, amboa proacripto, u acato vo reuni oro
dia em Pjrix na turca da teuipestaile revnliiciuiuriai cala,
vei, como roa devei lerubrar, juntit ao palibulo de ni-
daiu'o Ruland. Entiriiecidu em preacnca dea bella o no-
bre victima, o mato ae vo baiiiioude pranto; o incliiinn-
do-ro ao novillo do voaao mito amigo Catoreo, llie
. diete, juremo aqu vista deate cruel aacrificio.
e pelo aa-igue generuao que ante n ra correr, que
te algum dia a ilutan Sicilia tvor teu da lerrivi,
nenbuma luulhor ubir ao ctdafalto.Neio meioio a
.. rtinba Carolina, vo reapondeo Cutoro'corarfcovdo,
doc muito ver morier uiua inulher. E todava nio
erea girondino nem um era oulro, m neio m-
anlo tocante e aolemne failava mai alto a huma-
nidado em vosaa alma, do que a mplacavcl vos do
parlido.
Quem he entSo o senhor r Exclamou Vaccoro en
leado, para me recordar coma tan ultima, e tulliente
couhecida de miiu e Caatoro
Depoi laucando mao da locha, e chegando-a ao fra-
dc, que acabavn de erguer o caput, ncarau-o fixamen
le por alguna inataniea, e grituu, laiicando-lhe o bra
co .-.
E tu eu te reconhecia, e a la vo mo navia vi-
brado as oorda do coracao; aun, tu es o amigo que eu
linha perdido, que Unto hei chorado, tn e Caatoro.
Sioi, mea amado Gitpar, aou o amigo do exilio, e
proicrpclo, ou Cattoruo.
E una bracoaum do outrf, confur.dirao as toa lagri-
raaa, o ficarao por muito tempo abracado eni pronun-
oiarem urna palavra.
Amigo, disae enifim Cutoro, moderando o pri
meiro iraWpurte, auppiinha eatarlia muito lempo mono
para a arfeice da Ierra, na, eu o tinto, no coracet
como ot iiiiaeo, a amixade he um tentimeiito inimorlal.
O' raeu compatriota meu meitro exulaiuou
Rcquecenau ajoelbando-o ante Caliro, pono eutao
ver-vua, cniteinplar-vo anda Perdosi me niu vo ha-
ver reconhecido.
, E como o podere, responden o eremita, com
trate e meigo gorrso, quando uerta metma noute e me
can ion o fuueral na prac,* da catbedral ? Ergucivu,
Requecense, ho no meu braco, e nio ao meu pe,
que mo devei dar os parabens. ^--------
Nada havia a dsor contra lao bem prvida identidade. I turo da (ua patria.
Ituaai, o mrimii deioonhado Rost, ficou inatanlaiica-l
mente convencido. Teilemuiilia muda dotte pathelico
sar quitacbes aos devedores da testamen-
laria 5 aos quaes o annunciante roga, re-
nbao quanto antes remir scus crditos pa-
ra no se ver na precisao de realisar a ar-
recadacao por meios judiciaes. annun-
ciante mora na ra das Larangeiras, nu-
mero 18.
Cautellas contra as falsi-
ficaces-
Constando a Meuron & C. que em al-
umas lojas desta cidade se vende um
rap com a falsa denominac.ao de RAPE'
A HE A PRISTA e com astuciosa imita-
cao, nao s dos botes, rtulos e sellos de
sua fabrica, como do proprio nome dos
aiinunciantes, fazem sciente aos seus
freguezes e ao publico, que em resguar-
do de sua propriedade e dos seus direi-
tos, todos os botes e meios botes de seu
rap levao por extenso a firma dos an-
nunciantes Meuron & G. : e rog3o a seus
freguezes, nao confundi sua firma com
os nomes de Mourio & C. Muibom
& C ,&c. &c, inventados para illudir
o publico por e*te meio, digno de seus
autores. Portanto qualqucr outro rap
que se aprsente debaixo da denominado
de RAPE' REA PRETA he ulna fal-
sificacao dos productos da fabrica de
Meuron & C, inventores, e nicos pro-
prietarios das fabricas de RAPE' REA
PRETA, tanto no Rio de Janeiro, como
na Baha e nesta provincia ; e rogao aos
Srs, compradores, e com especialidade
aos do interior da provincia ( para onde
consta aos annuncianles terem-se feito
grandes remessas ) se acautellem contra a
fraude, pois nao trocao, e nem se res-
ponsabilisao pela qualidade dos botes que
nao tenhSo a sua firma. O prec,o he de
s'ooo ris a libra, e nao se vende menos
de 5 libras.
MEURON & C.
POS ASITICOS CARMINADOS.
Esle pos teem a propriedade de limpar, branquear o
conservar os dentes, sem produir a menor ilteracao
no seu vidro ou esmalte, o qual elles endurecer ;
previoem a carie, e destroem a pedr dos dentes ;
consolido as gengvas ; dio I bocea urna cor, ebeiro
e frescura mui agradareia: aflianca-ie, que elles nada
eocerrao que possa ser nocivo aos denles:vendem-se so-
mente na ra da Cadeia n. 15.
BafiHBSHBnSeP
recnnheciinenio, nenbuma duvida eonerou no eipr-
to Para ditor ludo, enlio no primeiro instante mais
petar do que alegra. Hava muito tempo que elle am-
bioionava, no aeu foro intimo, o primeiro papel no thea-
tro da prxima eaiuara, ou par nielhor diter enmara
com ce papel; a rearurreglo de Caatoro o repellia pa-
ra a aegunda plna, como Indar com tal ooaapetidor *
Como .rnente uuaa-1 ? Roi tasa-ae juslica este ret-
peitu, mea engnava-se ao ver no homem da abaegacto
uio rival de ambicio, o no apostlo om tribuno.
Nao ou mais que Barnave, diae entre ai o Hira-
bean detthronixado.
Era muito sbita e rnde a queda para Ihe nio fcrir o
orgulbo. Fcou por algn iottante aturdido, nuu am-
fira, depoi de haver pago etc tributo ao amor proprio,
iriuinphou dete aainmo rgoiata, e roaignou-o com dig-
nidade. ... u
Po que Caatoro anda vive, die-lhe detoobrin-
do te com repeitoa deferencia, est a Sicilia slv.
Eataa ultima palavra chamarlo osespiritos qoes-
to- .. ...
Fallerao da Sicilia, dase Caatoro; ja qnefin por
ella qne aqu iioareunimn, .
lurnou-to eniao a cunrercSo inteiramente poltica,
e rotan .obre o meio de quebrar o jugo britennieo co-
mefando por Caunia, e de firmar na Sicilia depon da
independencia a lberdade. Quando ae eparro urga
no horiaonto o primeiro arrebol da aurora, emblema
brilbante daa magnifica eperancaa, que raavo n alma
dos qostrn Sicilianos) e illumitiarlo a seus olhos o tu-
(Continu-r-io-ha).


juncias de pnsstttortea.
Na ru do Collegio,botica o 10,e do Aterro da-
Boa-Vista luja n. 48, lirao-se passaporles para dentro e
fura do imperio, assim como dcspocho se escravos: ludo
com brcvi.Ude.
= Julin Tegetmcior, Hamburgus vai ao Para.
=es Aloga-se, por preco coinodo, um grande ar-
tnaiem com porta de eocbcir nu arga da matriz de
S. Antonio : quem o pretender dirija-so a ra da
Aurora n. 56, segundo andar.
Precisa-ie de 400,000 rs. premio, dando-in
em bypotlieci um predio de triplicado valor: a quem
ODvier, annuocie.
Lin:pa-ie toda a qualidade de armamento ar-
reios o lerragens, com perineo, usseio e promptidiio;
na ra atraz de S. Rita, n. 50.
= Ensioa-se grammatica latina com toda a perfei-
o e oro brete tempo ; da mesma sorte philosophia,
e rhetorica : na roa larga do Hozario n.48. primei-
ro .indar por cima da pactara do Vallenca.
= Precisase de um rapaz para caiieiro de venda,
anda mesmo tendo pouca pratica ou mesiiio de um pe-
queo de 12 annos, dando algum tempo para apren-
der : na ruadoCotovello n. 31.
= Vendem-se ricas caixas do taitaruga botina e
meios ditos de i-i>!-oa chegadus no ultimo navio e
estojo* de navalhas ingle/as a contento; na ruados
(uarteis n. 24.
= Vende-se milho em sacca a 4500 rs.; na ra
n. 19, depotito de fariolia
== Quem precisar e urna mulher capai para ama
de urna casa de pouca familia, ou de bomcm solteiro ;
a qual engmala bem, e cotinha o diario de urna casa,
e l. prova da sua conducta pelo seu proprio amo que
tem servido, dirija-so a ra do Galdcireiro, n. 88.
Aluga-se urna preta para vender varias venda-
ge os ; na ra eslreita i!o liozarie, n. 3.
Sociedade ihealral Melpomontnu.
O tbesoureiro avisa aos Srs. socios, que os bilhetes
para a recita de 23 do corrente, so distribucm na ra da
Cruz n. 43 : o mesmo faz scicnte, que cobrar as men-
salidades de julho e agosto.
= Aluga-se, ou vende-se urna casa terrea de pe-
daa e cal ptima para se passara lesla pnr ter com-
modos para grande familia, no Poco-da Panella, a
margem do rio por proco commodo no Atterro-da-
Boa-Yista loja deourivesn. G2.
= Um rapaz Portuguei de idade do 14 annos,
pretende-se arrumar em loja de (azendas do queja
tem pratica ; quem o pretender, dirija-se a ra do
Qaeimado, i>2.
= Aluga-so o segundo andar da casa o. 147 jun-
to ao arsenal de marinha coui uiuitos commodos para
familia e muilo fresco : a tratar na loja da esquina
do Uceo da Congregacao n. U.
= Dao-so 1008 rs a premio ; na ra do Noguei-
ra, n. 27.
*** Jos Goncalvcs Fcrreira o Silva embarca para a
Babia os escravos Jacob Do Ifina e Antonia para se-
ren entregues a leu senbor, o doul.r Ccsimiro de Se-
na Madoreira.
Precisa-se de engajar, para a provincia do Mara-
lo dous bomons, sendo um peifeito meatre de as-
sucar, e outro perfuito purgador, e que deom conbeci-
mento de sua conducta : quem esliver netlas circunis-
tancias, dirija-se a ra larga do Kozario junto ao
quartoldepolicia padaria n. 18.
O NAZARENO N. 118
esta a venda nos lugares do costuine a 80 rs. cada
cxemplar ; est interessante.
O VEKDADEIRO REGENERADOR N. 35
efl a venda nos lugares do costume, ao meiodia.
Compra.
es Compro-se barris vasios; na ra Direita, n 9.
Compra se um braco de batanea grande, com
j.esoa de duas arrobas ; na padaria do Maoguinho ou
innuncie.
= Campra-sc, em segunda mSo, um braco de ba-
lanza grande e um terno de pesos de ferro de duas
arrobas a libra; as Cinco Ponas, n. 98, ou annuncie
para ser procurado.
Compra-se urna escrava de boa figura, sein vi-
cios, quo saiba engommar, coser e Iralar de criancas;
e u::i rnuleque do 16 a 18 annos, de bonita figura ,
e que saiba cozinhar bem ; na ra doLivramento, bo-
tica n. 22.
Compra-so lia de recha do esnno ; quem tiver
UllUllll if.
Vendas.
= Sabio a luz, e vende-se por 320 rs. na praca da
Independencia, livraria di. 6 e 8, oAlpbabetoda
malicia das uiulheres seguido de alguna versos sobre
a crcacao da mulher.
=Vcndem-so corle do cbitis francez as muilo linas,de
assentos escuros, de quadros e listras, cores finas, de 4
palmse meiu de largura, e de goslo muilu moderno,
a 3200 rs. ditos com 13covados, a 5000 rs., ditos
de cassa-chilas de cores fitas a 2000 rs. e eiu co-
vados, a 240 rs., ditos de cbilas com assento escuro, a
1600 rs. bietanha do rolocom 10 varas, muito en-
corpada, a 2000 rs., camisa de meia, a 1280 rs., lirios
trancados de linbo puro cOr de ganga o escuro, a 7211
rs., ditos broncos, a I000el280rs. madapolio en-
festado a 5800 rs. meias casimiras de algudlo mui-
to encurpadas a 480 rs. o covado, brins francezes de
quadros elistras a 400 rs. o covado, fustoes pa'a
collete a 320 e 480 rs. meias par meninos e me-
ninas a 200 rs. o par ooutras muitas fazendas por
preco commodo ; na ra do Crespo loja n. 14, de
Jos Francisco Pas.
= Vende-se potassa americana muilo nova e do
superior qualidade em barris pequeos ; na ra da
Cdeia-Velba armazem de assucar o. 12.
:= Vende-se, a dinheiro ou a prazo com boas firmas,
ou troca-se por predios nesta praca,ou escravos,urna pro-
priedade de Ierras, que dista duas leguas da cidade da
Victoria denominada Alaga-das-Antts com
ana legua de terreoo propria para planlacoes, ou
criado ; tem dentro dous grandes assudes, o recebe
de foros lodosos annos 200/ rs.. que Ibe paglo; tem
boa casa de viveoda, com bstanles commodos seo-
zalla para pretos estribara, engenbo para descaro-
car algodlo prensa para farinba e armazens para
depozitos : a fallar com Jos Dias da Silva na ra da
Cadeia-Velba n. 59 ou nosAfogados, com Lorj.
renco Jos de Moraes Cervalho, na ra do Rozario.
da Cadea de S. Antonio
de mandioca.
= Vendem-se muilo boas bichas ebegadas lti-
mamente de Hamburgo es mclbores que ba oo paiz ,
e muilo grandes ; tambem se alugo e spplicao-se
para mais commodidade dos prelendentes : na ra es-
ireiia do Hozario, defroule da rus das Larangeiras, lo-
ja do barbeiro n. 17
= Vende-se potassa da Russis, multo nova ; e ar-
cos de pao para barricas: no Recife, ruada Cruz,
o. 45.
= Vendem-6e 12 lorneiras de metal, muito pro-
prias para venda ou qualquer ofTicina, que tenba pi-
pas de liquido espoxto em retallio por ser mu lacil o
encher-se qualquer vasilba, sein que derrame no cblu,
por onde, bem fela a conta, luoru so muito a vista do
que com os de pao seesperdica ; na ra da Senzalla-
Velha n. 132, das 8 horas da maobSa uo meiu da, e
das i as 5 da larde.
=s Vende-se, no depozito de taboadode louro e ama
relio, de Antonio Domingos Pinlo, dolronte da Ordem
turceira de S. Francisco tabeado de toda a qualidade
e grossura de superior qualidade e muito bem ser-
rado por ser serrado por machina movido por agoa ,
cstabelccida no Monleiro e por isso merece toda a
preferencia, em razio do poupar muita inoo d'obra ,
por isso quo o taboado esta muilo desempeado ; e se
vende por prego commodo sendo em porcoes mais
avultadas: a tratar no mesmo depozito ; ou oa ra No-
va n. 59.
-Yemle-se lona igual a da Russia, na sua qualida-
do largura e bondade para velas o encerados por
ser muito encorpada o toda de linbo pelo commo-
do preco de 24* r>. a peca ; na ra do Yigario, arma-
zem de tanoeiro O 27.
= Yende-se polassa da Russia, muito nova e ar-
cos do Porto para barricas ; oa ra do Trapiche, ar-
ma/en n. 17.
Vende-se potassa da Russia nova, e superior
320 rs. a libra ecal virgem em pedra, de Lisboa; na
ra de Apollo, n. 18
Yendem-se duas bonitas crioulas recolbidas ,
de idade de 18 annos, com bom comportameiito ; urna
preta de Angola mai das ditas crioulas : na ra es-
trella do Rozario n. 0, terceiro andar.
Vendom-so duas escravas do 24 annos, de bo-
nitas figuras, cngommlo, coziohao e lavio de sabo
urna dita crioulu de 20 anuos, engoinma cose bem
e lava bem de varrella com um ti 1 lio de dous annos,
muito nutrido; urna dita da mesma idade, com alguuias
habilidades ; urna parda de 20 annos, engomma
cose, cozinba e lava; urna cabrinha de 13 annos
cose cho e laz renda ; urna negrinba de 7 annos ; 3
escravas de nacSo.c mocas, propria* para todo o servico;
um mulatinbo de 18 annos com principios de oflicio
de pedreiro e be ptimo pagem ; um moleque de 14
annos; 3 escravos de 18 a 22 annos, para o servico
de campo, por j estarem aco9tumados: na ra das Cru-
es n. 22, segundo andar.
= Vendem-se saccas de farinba a 5600 rs. ; na
ra larga do Rozario na esquina da polica venda
n. 9.
= Na ra larga do Ro/. rio n. 35 pnmeiro an-
dar vendem-se obras de ouio, vindas do liio-de-Ja-
neiro do muito lindo goslo com o loque de 14 qui-
lates, c tambem aljumas da Ierra, de ouro, com o to-
que de 18 quilates, bavendo, om ambas as facturas,
aderemos oe muito bom gosto e meios aderemos e
mais algum is obras de diamantes e brilbanles ; ven-
dem-se tambem fazendas de seda cambrsiusde linho,
de muito bom gu-to, loncos de cambraia de linho pura
mo. riquissimos manteletes do bastante lanlezia para
senbora ricos suspensorios e grvalas chapeos de
sol para senbora ; ludo por preco razoavel, e mais
barato que n s lojas.
= Yende-se urna lerraria com todos osseus perten-
ece tendentes a mesma oflicina, bem assim urna por-
clo de enrulo do pedra e varias obras feitas e outras
anda por acabar do obrar tanto a re.talbo como ludo
junto ; ou mesmose traspassa o estabelecimento com a
mesma casa por aluguel pelo tempo que convier aos
prelendentes; pois todo e qualquer negocio se faz ,
muitocommodamento : a fallar na mesma ferrara,
em Fura-de-Portas, ra do Brum n. 7, junto ao
muro do arsenal de marinha.
= Vende-se urna casa terrea na ra da Glora n.
90: a tratar na ra do Crespo, n. 10.
= Vende se lenba de mangue muito boa cinco
achas por quatro vintens; na olera da ra do Coto-
vello.
Vendem-se 8 escravos pecas, bons para todo o
trabalho tanto da piara cuino de campo ; um dilo
bom carreiro ; um dito bom official de pedreiro do to-
da obra ; um mulatinbo de 18 annos bom pagem;
3 pretas, quo cozinbo engommo e lavao roupa ;
una preta boa quitandeira : na ra do Crespo, n. 10,
primeiro andar.
Yendem-se saceos de milho ditos de arroz bran-
co e vermelbo pilado ditos ile casca ditos de fari-
nba ditos de feijio mulatinbo ludo do alqueire e
da melhor qualidade, que hoje apparece na praca ,
por preco commodo ; na ra da Cadeia do Recife ar-
mazem n. 8.
= \ endem-se presuntos ingleze queijos suissose
parmiso, salames du Hamburgo vinho de Xerry de
superior qualidade, vinho do Rbeno dilo bronco
francez baut bersac sauternes, preignac, de diver-
sas presas, vinho do l'ort i, superior, conservas in-
glesas e (rancezas licor marrasebino agoa minera
e oulroi obj-'clos por preco commodo charutos rega-
la e fama-va de 16 a 35i rs. omilbeiroe em por-
cao miis barato ; na ra do Trapicho, n. 34 casa de
Fernando de I .ucea.
= Veade-se rapMeuron & Companbia do de-
pozito do Rio-de Janeiro ; oqual pela viageni, ou por
outro qualquer motivo aprsenla urna aroma que se
aproiima ao de Lisboa : na roa do Cabug loja n.
1 C, de Fraocisco Joaquim Duarle.
= Vende-se urna rica tonina de livarinto e com br-
eo de roda propris para ooivado por preco comnio-
Vende-se um preto moco proprio para todo o
servico; na ra das Larangeiras, n. 18.
= \ ende-se um eabrinha de idade do la para 16
annos sein deleito algum com bonita figura pro-
prio para pagem por saber bem montar a cavallo ou
para aprender qualquer oflicio ; na ra do Crespo, lo-
ja n. 14.
= Vene-se urna parda com urna cria menor; so-
la couros miudos ; caisas de tartaruga Icitas no Ara-
caly: por baixo do deposito de rap Muuron &Com-
panhia n. 20.
Y ende-se uma casa meia-agoa que reode 08
rs. mensaes; na ra da Caljada n. 10, a qualquer
hora do da, ,
= Vende-se uma negrinba de naci idade de 18
annos com varias habilidades, be recolbida, e pti-
ma para mucama ; outra dita de 20 annos com bo-
nita figura coso, engomma liso ecozinha; um mo-
leque de idade de 14 annos; um escravo do navio,
bom lorneiro e com bulante pratica de padaria ; dous
ditos ptimos para o servico do campo; dous mulati-
nhos muilo lindos sendo um de 14 annos e outro
del8annos, ptimos para pagem ; 3 escravas dns-
elo boas lavadeiras e quitandeiras; todos de muito
boa conducta ; na ra Direita n. 5.
Allinco ao bom e barato I
=Yondom-se assegunlos obras: Retiro espiritual,
2 v. 5000 rs. ; Satisfacao de aggravos o confusao de
vingalivos, 1 v. 1600 rs. ; grammatica analyticada
lingoa portugueza 1600 rs.; compendio de gramma-
tica portugueza 800 rs. ; epitome de grammatica
philosopbica, 400 rs. ; grammatica portugueza do Lo-
bato 800 rs ; Galsta pastoral om prosa e verso ,
1000 rs. ; Marilia de Dircco 600 rs.; Estella pas-
toral em prosa e vorso, 1600 rs. ; as ideias liberaos,
2000 rs. ; Manual da missa com bonitas gravuras,
2000 rs.; Prologo 800 rs. ; Noule do castello. poe-
ma em 4 canlos 1800 rs. ; Tbesouro do meninas,
800 rs.; escola nova ebristaa e poltica 600 rs. ; re-
gras das cinco ordens de arebitectura, 2000 rs. ; Ar-
le de furlar, em portugus, 4000rs.; dita em francez,
5000 rs. ; Diario Lisbonense, 1600 rs. ; tratado do
melhoramcnto da navegaclo por canaes 4000 rs. ;
Diccionario abroviado da tabula 1600 rs. ; Meslre
francez, 1600 rs. ; Prosas selectas ou escolha dos me-
Ihores lugares 1600 rs. ; Lbome des cbamps ou
les Georgiques, 2000 rs ; M. Tull Ciceronis 800
rs. ; Gammatica latina o portugueza 1600 rs. no-
va grammatica portugueza e ingleza 1600 rs. ; Ele-
mentos de algebra do Lacroiz 5000 rs.; Pbtedri au-
gusti liberli fbula.' aesopie 800 rs. C. Sallustii Crisp
opera, 1000 rs.; compondio de grammatica latina e
portugueza 1000 rs.; M. Tullii Ciceronis epstola:,
1000 rs. ; Solocta lalini sermonis etemplaria 800
rs.; P. Ovidi Nasoois Trislium 1800 rs. ; Novo me
thodo de grammatica latina reduzido a compendio pelo
padre Antonio Pereira de Figueredo 600 rs.; La
llenriade.poeme avec les notes el variantes, 10(10 rs. ;
Collei'cao de pbrases e dilogos familiares uteis aos
Portuguezes Francezes e Inglezes 1600 rs.; ceuvres
completes de Moliere 400 rs. ; curso elementar de
geographia antiga e moderna 4000 rs. ; Cornelii
Nepotii 1800 rs. ; compendio de geographia univer-
sal 3000 rs. ; a sciencia das sombras relativas au de-
senlio 4000 rs. ; grammatica franceza 1600 rs. ;
Breviarios romanos 4 v. ; Damiron 2 v. 7000
rs. ; Virgilii, 3 v., 4000 rs.; Voluey, ceuvres cboisies;
e outras miudezas por preco mais commodo do que
um outra qualquer parte ; na ra do Crespo n. 11.
Yendo-se uma esclava de nacSo quitandeira ,
cozinba o diario de uma casa e lava de sabio; na
ra Direita, n. 12.
=\'endem-se hacas de vime por prejo commodo;
na ra de S Rita n 85.
= Vende-se azeite doco para luz a 400 rs. a gar-
rafa ; na ra da Praia venda n. 46.
Na ra do Trapiche, n. 34, segundo andar, ba,
para vender por preco commodo superiores charutos
de regala chegados ltimamente da Baha.
= Yende-se assucar refinado caf c cevada moida,
e todos os mais gneros de venda por preco commo-
do ; ludo de boa qualidade : oa ra da Cadeia do Re-
cife venda o. 1.
= Vendcm se 4caixilh s para janellas de sacada;
na loja da esquina do becco da Congregacao, n. 41.
Vendem-se ornamentos de diversas cores, para
celebradlo de missa em muilo bom uso; urna biblio-
Iheca de Ferraris, 8 v. em quarto; uma biblia du 11-
roel e Concordancia, 3 v. em folio ; um tbeatro
eecleciaslico 2 v. em quarto : na ra da Cadeia do
Recife casa de Jos Mara Seve n. 27.
= Vendem-se pranchocs de pao d'oleo, por pre-
co coiniiiodo ; na travessa do C^ueimado n. 3.
= Y'ende-se uma bella propriedade com arvoredos
de lu lo na niaiceni to rio (aplenle, com casa de
pedra e cal ; cujo sitio da excedente barro para olaria,
o tem propor<,'o: s para plantelo de capim e muilo
bom paslo para vaccas de leite ; tudo em terreno pro-
prio o livre de qualquer onus e muito perto da ci-
dade do Recife. A quem Ibe fizer conla comprar a
dita propriedado procuro na ra do CJueimado a. 59,
loja do Sr. Antonio l'erreira da Annunciaclo para
ulteriores nformaces.
Venderse uma esclava de 18 annos, de boa con-
ducta cozinba, lava e cose alguma cousa ; alanca-
se a sua conduela e vende-se por precisio : na ra
da Florentina n. 10.
Vende-se umacadeira du arruar em bom esta-
do urnas conchas novas para braco de balanca gran-
de e uma porcio de medidas do.novo padrlo ; todo o
negocio se far : as Cinco-Puntas, n. 160.
Vende-se uma preta de naci de idade de 25
aonos faz todo o servico de uma casa ; as Cinco-
Ponlas, n. 71.
Yende-se um molequinbu de 7 annos ladino e
sem achaques; na typographia Nazarena no pateo do
Paraso.
Veode-se uma escrava de bonita (gara com 5
Gibo tendo o maior 7 annos ; a qual sabe euzinhar
bem, engommar, Lvar, he boa vendedeira, muito Gele
niotem vicio algum ; outra de boa figura que sabe
fazer doces, engommar, vender faiendas, por ter mui-
ta pratica e tambem sem vicio algum : na ra do Li-
vrimento botioa n. 22.
Vende-se uma prela de naci Costa de idade
Yende-se uma casa de pasto com leus periencw
e utensilios; na travessa da Madre-de-Deos chama'
da ra do A/cite-de-Peize,n. 3: a tratar na mesma cu
sa de pasto.
i Vendem-se lindos cortes de can.braias de com..
de lindos padrd.s a 3800 e 4200 rs o corte supe-
riores corles de riscados de novos padrSes chegado!
ltimamente a 5200 e 4000 is. com 13 covado
finissimos cortes de cassa-chilas de quadros e listraw d
cores a \/ rs. mneeduma de quadros para calcas, a g^
rs. o covado.casisnira (raoceza.de hstras de crese 1400
rs. o covado, lencos de cassa-ebitos para granates,. 48q
rs. finissimo cortes de cambraia lisa a 4500 rs
finissimo madapolio entestado a 7000 e lOs'OOfj r. '
meias de algodlo cride superior qualidade a 2800
3600 rs. superiores pecas de brtlanha de rolo,(
1600 rs. cortes de chitas escuras pelo diminuto pr-
co de 1600 rs., e outras muitas fazendas por barato pre-
co ; na ra do Crespo loja o. 8, de Campos & Mi
= Vendem-se dous escravos de bonitas figuras, pro-
prios para todo o servico de campo e um padeiro e.
noeiro e pescador : na ra da Cadeia, n. 40.
Yendem-se 6oo palmos de terreno
as mallas queforAodo engenlio da Torre
con: f>oo de fundo, a preco muito commo-
do de 25000 ris o palmo, e tambem se
vende em pequeas porcoes; tem boa
vista, por descubrir qnasi todo Cordeirp,
e ficar muito perto da beira do rio com
pouca distancia: quem os pretender diri-
jase ao Coelbo, ra dos Frazeres n. io,
des 6 as 9 horas da manha, e das aasC
da tarde
Vende-se uma pequea armacao
de loja, propria para miudezas, no lugar
da praca da Boa-vista, pintada, nunca
servida, e por preco commodo; quema
pretender dirija-se venda da esquina,
ao voltar da dita praca para a ra detraz
da Matriz.
Vende-se vinagre superior a
ris a caada ; na ra do Atierro dos
fogados n. 7.
Vende-se farelo, pelo mdico pre-
co de 4,s'ooo e 2s'56o rs. ; na ra da
Senzalla-Velba n! i3o.
Vende-se um costureiro novo cora
todos os pertences necessarios para Se-
nbora, um relogio de quadto com msica
graude, uteio apparelbo completo de jan-
tar, e um dito de cha de louca da India
do melhor gosto, ludo ebegado do lo
de Janeiro e por preco em conla : na ra
Larga do Rosario n. 35, primeiro andar.
Escravos Fgidos.
do; urna escrava de muito boa figura fiel, servical el de 20 aonos, pouco mais ou menos de bonita figura ,
Iuitandeira, sem vicios nem achaques: na ra del muilo diligente sum vicios nem achaques boa qui-
goas-verdes, n. 21. Itandeira; na rui do Queimado o. 32.
= Tendo desaparecido na tardo do dia 9 do corren-
te um mulatinbo de norne Jlo de idade de 14 ao-
nos, pouco mais ou monos, com os signaesseguintts:
uma belida em um olbo uns carocos em um braco,
pescoco curto os dedos grandes dos ps voltados para
dentro; desconfia-se estar uceulto, e logo que so rea-
lise se proceder com o rigor da le contra quem o
tiver em seu poder: quem o pegar, ou dulle souber,
dirija-so a ra do Passeio, 0. 4 ou na ra do Quci-
medo n. 23.
= Fugio, oa noute de \\ do corrente, um preto de
nome Antonio do naci Angola representa ter 28
annos, pouco mais ou menus cor prela, baizo, refor-
jado do corpo beicos um tanto grossos, nariz chale ;
osignal mais conhecido be ter as cosas duas que-
maduras de fogo assim como em ambas as miios.e
na perna esquerda uma chaga motivada de urna mor-
didura de cachorro ; levou camisa e ceroulasdo estopa,
bastantesujas : roga-se p r muito favor a quem o pe-
gar lvalo a Jos Goncalvcs Ferr ira Cobta oa ius
da Aurora em S Amaro.
No tiia \ do corrente fugio o escravo Manoel,
de na(io Angola, com os sipnaes seguinles: de boa
estatura grosso du corpo ps cambados e cheios de
bichos beicos grossos o.bus vermelbos com bs-
tanlo barba ; quando fugio eslava com ella toda feita .
que pareca nu a ter ; levuu calcas du algodlo e ca-
misa de madapolio : quem o pegar, leve a ra Nova,
n. 68, bilhar por l.aixo do Sr. Vraima, sobrado do JT,
Tboma Los, que ser recompensado.
= Desappareceo da casa do abaiio assignado.oo da
13 do agosto deste anno urna escrava cabra de nome
Severioa que loi escrava de Bolli Chavannc com es
signaes seguintes : seeca d corpo aliara regular,
com uma marca de ferida na face do lado direilo; quen
della tiver noticia lirija-seao Mondego botica o.
64, que ser gratificado Judo Cancio l'ereira Frtin
= No dia 17 do corrente, a noute fugio um es-
cravo de Augola de nome Joo de idade de 36 ao-
nos ; o qual he bem conhecido nesta praca por ser
oflicial de merebeiro e ter trabalbado em diversas
tendas j tem bsstantes cabellos brancus bem bar-
bado denles limados estatura regular bastante
ebeio do corpo ps apalhetados ; levou camisa de ris*
cadoaiul, calcas de casimira esbranquigada, jaquel
branca : quem o pegar, leve no bsirro da Boa-Vista,
Jefronte da matriz, por cima da botica da viuva Cu-
nha Ferreira segundo andar quo ser recompen
tado.
= Fugio, no dia 5 do crrenle me; de agosto, urna
escrava de nome Hsrcellina de naciio bastante alia,
secca do corpo ps bastantes grandes, caracomprid,
de idade de 30 a 40 anuos ; levuu vestido ae riscado
encarnado cor de saogue de boi, coui listras encarna-
das e pretas, uma loalba, e sem panno: quem a pegar,
leve a ru torga do Rozario, n. 46, segundo andar,
que ser recompensado.
-
JEItN.
NA TIP. DE M. F.DEFAMA IC'40^


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EXFZNNACD_968CI0 INGEST_TIME 2013-04-12T22:14:46Z PACKAGE AA00011611_05840
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES