Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05773


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Full Text
ANNODE183T. QUINTA FEIRA
20 DEJLHO. N. 155.

,

i -
,...
PERN. ha TYP. d*%. F. df PARIA. 1837.
OAS DA semana.
17 Secunda S. Alexo, audiencia d^s juize'
do Cr. de ra. e de t. ses. da T Publica e Chano-
de t. La cheia a~ 8 h. c 30 rain, da tarde.
18 Tere, S. wariuha V. w. Re- de Ui. e aud. do
J. de O. de t.
J9 Uuarta S. Vicente de Paula, Ses. da Thesouraria.
US Uulnta S. Jernimo Emiliano. 11. de m.aud. do J.
do C. de m. e Ch. de t.
21 SexU 8. Prxedes Virg, Ses. da Thesouraria
Pub. au*. do J. de O. Ti baliado S. Mara Magdalena. Re. de m. e aud. do
V. (i. de t. em Olinda.
23 Domingo S. Apo|iuario V. M.
ware' cheia para o dia 20 de julho
as 7 horas e 54 m. da t. 8 h. e 6 ni. da ni.
TliIo agoradepande de non meamos da nona prn-
ilenea, moiltraclo, e ener|ria:contwnir.iin>s com
principiamos, remo puntados com admira-
5*0 autre aa Nacoes niiiscultas.
Frtclamafi di iumilii Utral i Irm
8nr>scre.sea lOOOri.meAaea pagosadlantado*
nest Typografia, ra das Cruzes I). 3, e na Pri-
ca da Independencia N. 37 e 38 ; onde recehrm
correspondencia* legalisadan, e annuncio*! imer in-
do i estes gratis leudo doiproprios assignanies,
indo assiguadot.
CAMBIOS.
Juilio 19.
XJOndres 31 Ds. St pui I, ccd.
Iiiaboa ti~> por o|o premio, por metal, Nom.
Franca 310 a 300 lis. por trauco
Rio de Jan. 6 p. c- de prein.
Moedas de 6,400 13,5(10 as reinas, novas 13,000
4.00O 7,100 a 7.200
Pesos Colunares 1.500
ditto Mexicanos 1,440 1,500
Patacdes Brasileiros 1,500
Premio da- letiras, por mea I l| por o|0
Cobre apar das sedulas .
PARTIDA DOS COR!. OS.
Olinda -.Todos o das ao rneio di*.
Qoiana, Aihandra. Faraute, Villa ci Conde, *
maipuape, Pilar, Rrnl do S. Joo, Brejo rt'Ae,
Raioha, Pomba!, Poia de Soasa, CiJa.le do '--- l
Villas de (Siiianninlia, e tiara da Princesa, '.
'! I'1 iiilcza, Villas do Ai|iiirs, MouU Aracntt, Caaeavel, Canin.ir, Graoj* 'Imperatria'
S. Lcr.:i '.o, S. Joan do Pr-ucipc, So:m.I, ( .vade
ElRe^.lco, S. Malheii, Beachodoeauftoe, 5.
Antonio d<> Jar.lim, ftwaeraiimbim, c Parnahlba
Secunda* e Sestav (t-iraf a.> m.it. ala BOT vi d
Paraiba. Santo Antao-Todas ae qu^'-.s tetra! ao
recio dia. Gara.iliuns, eBonHo BOI ala 10 84
de ada mea ao meio i. FlorearIM dia IS da
cada mes ao rneio dia. Cabo,8aTtpltttm, Rio Por-
moa, e Porto Calvo- "os das 1,11, e*9J d**oda
roes-
PARTE OFFIGIAL.
BIO DE JANEIRO.
Ministerio da Justiea.
Illm. e Exm. Sr. Hi vendo-se n-
troduzido o abuzo de f>e rsputarem izem-
pto do reeru tatenlo do Excrrito deLi-
uha e Armada todos aquellos que ss a-
ch ftegenieetn Nomdo Imperador oSenhor
Dota Pedro Segundo Manda declarar a
V. Ex. que alo sugeitos ao dito recruta-
m uto embota ejtejo alistados oa Guar-
da Nacional todo os CidadaSs tilbos fa-
milias de pessoas q' tero renda necesaria
para seren e'ciiore;, com tinto q' tenha
de i8 annui de idade pira cima sendo re-
sideotes nesta Cidade e as da Baha ,
Recife, Maranha5, e aeus respectivos ter-
mos e em todos os ouiros Municipio*
do imperio os CidadaSs filaos familias de
pessoas que tetn a renda necessaria para
podaren! votar nis aloic6e* primarias
com tanto que tenha de 18 annos de ida-
de para cima segundo be expresso n<9
artigo* 9. e 10. segundos da Li de
18 de Agosto de iB5i, anigo 3. a. ar-
tigo 4. 2. da Resolucfo de a5 de Outu-
da 1832 alvo se em fnor do qualquer
dos sobreditoi Cidados filbos familias mi
litar alguma d Hesoiuis-t da 10 de Julho de i8'2a ; o que
llie partecipo para sua inte! ga> cia.
Deus Guarda a V.-Ex. Palacio do Rio
de Janeiro em 20 da Julho de 1836
Gustavo Adolfo-de Aguilar Pantojs Se-
nbor Piesideuteda Provincia de Pernam-
buoo.
-
Curnpra-se. Palacio do Goveino de
rernaubuco 2 deSateoibro de i836.
Cavalcanti.
CMARA doi SENADORES.
Sus sao do dia 1. de Junho.
Presidencia doSr. Marques delnhambape.
Aberta a Sesio, lea-se, e approTou se
a acta da antecedente. %
O Snr. pritneiro Secretario ($1 o expe-
diente.
Ordem do dia.
Continnou a segunda discutsa adiada
pela bora na Se&sio da 18 do Junho do
anno passado, do artigo 1. da Resolu5*5
- F -r de 1855, qae (rata da providen-
ciar acetca de terrenosderolutos sobpro-
posta da Assemble Legislativa Provincial
* S. Paulo.
Depois de fallaran alguna Sors. Sena-
dores, o Sur. Presidente, declara que
nio havendo bontem casa por falta de
Membros, a ordem do dia dada pa-
ra bontem devia subsistir para bo-
je, porem agora considera que asta Ro-
soluco nio pode entrar eiu discussio,
visto qua se devia attendar aos tequeri-
inentos feitos, e esperar-se pelo parecer
dasduas Commi"s5e9.
Assim se cntendeo.
Segunda parte da ordem do di ter-
ceira disca.su do Projecto numero a, que
%9tabelace pena? aos E,tuda otes que lu-
juriaren) satis Lentes.
Sio poiadas, a entra6 em discusafo
as rejvuiUes emendas do Senhor Paula a
Souza.
Emendas.
No artigo 1. se inclu o Director e
que no julgamenlo definitivo da Congre-
gacs5 bj recurro sem suspamio ao Go-
yerno. Sal*a a RediccaS.
O Snr. Oiiveira enten.le, quese deva
declarar que o racurso be ao Governo Ge-
ral, porque os Goveroos Provincises tam
bem poden estar sugeitos as piixas lo-
raes pelo maior contacto com os Es-
tudantes e manda a meza a aeguinte e-
menda -qua heapoiada, a entra tambem
em discos io.
Dijp-se Gorerno Geral.
A materia ha julgada 8tifficiantemente
discutida; aprova-ee o Projecto e ase-
mondas dos Sanhores P<>ula e Souta, e 0-
l i v iia.
Tendo darlo a hora o Senhor Presi-
dente marca para ordem do dia 3, o
seguinte.
As redactes qua ficaraS hojo sobre a
meza.
Discusso d>8 emendas oras offereci-
das boje ao Projecto numero a., que es-
tabelece penas 03 exudantes*que injuri-
ar em os seusLentes.
- Ultima disrus'sd da R>.?>Iucfo C, so-
bre Firmino H--rctilano de Briio.
U'ima disctis-Io do Bajado que ex-
tingua a Clase dos Guete.
a. discussad do Projecto que cria esro-
las nos Corpas do Exercito.
Levantoo-se a S-ssio as duas horas
da tarde.
CAMARDos DEPTADOS
Sesso do dia 3 de Junho de 183?.
Presidencia do Senhor Araojo Lima.
A'a 1 o horas feita a chamada achando-
sc numero suficiente de Sors. Deputados,
o Senhor Preiideuta declara aberta aSes-r
fcio.
Lida a acta da antecedente foi appro-
vada.
O Senhor primeiro Secretario fez o ex-
pediente.
Ordem do dia.
Sendo inlroduzido o Senbor Ministro
da Maiinha com as formalidades do coi-
tume continuou a dacuo da proposta
do Governo, paraatixacio da i'orcas da
Mar.
Depois de larga discussaS Senbor
Gsrneiro Leio, pedio que ficasse eddiada
por 15 di*i para dar lempo aoSachor
Mioitro da Mantilla para ler a estillar
o Felatorio da saa R<-p.irtica e instru-
ir-se nos estilos Coa>tituoooaei'
Depois do alguma dis usj sobre o
ad'li.'ixiento ; foi appoiadc.
Addiada a discusstio pela hora, retirou-
se o Sanhor Ministro rom as mesuus lor-
malidadescotn queentrou.
P.ocedendo sea elleicao da Maza, for5
reeleitosos Sors. Presidente, Vice-Pie:i-
dente, e Secretario, txc^pcao do Sur.
Castio eS Iva, que foi Substituido pelo Sr.
Baireto Pedroso.
O Sor. Presideote deu para ordem do
dia, a continuacio da discusJo deda pa-
ra boje.
Lsvantou-se a Scssio depois das duas ho-
ras da tat de.
PERNAMRUCO.
GOVERNO DA PROVINCIA!
Expediente do dia 18.
OUici Ao Exm. Presidente da Pro-
vincia do P.ira' enviando a Factura, e
Conhecimentcs do lia sac edos Vledicamooios qua or para Ii se-
gu i> bo do do lly.ta a8 de Julho.
Dito Ao Eiij. presidenta do Mar-
nba coawnoriicaodo Ihe que nest. occa-
/lia laig dasle Porta o Hy.l a8 de Ju-
lbo coo'.iisinlo l varios recruta* pira o Para; tendo-se or-
denado aoaw.'jtiectiv'o Commaudanto que
toque nos por tos do Rio Gi ande, e Ceat
para levar a correspondencia da Corte, a
desta Provincia.
Dito Ao Exm. Presidenta do Rio ]
Grande d Norte communicando que a
bordo do 11 y te 28 de Julho se transpor-
tad para aquella Provincia o official Com-
mandante do ilestacamenio, e o reato das
Prrfcasdo me.-1110.
Dito Ao m>-smo rogaodo-lhe se sirva
remetter para a Provincia da pjraiba onde
deva cmprir a sua senten;a o preso Jo*-
quim Barbosa Lucena sentenciado a ga-
lo* perpetua o qml vai embarcado a bardo
do Hyale a8 da de Julho.
Dito Ao Exm. Presidente da Pa-
raiba comonicauJo-Inji ocon'cudo no pre-
cednie oliicio.
Dito Ao Comniandante da* Arma
respoQ'deodO'lhe que pode mandar p
bod^ do Ilyt a8 de J:lbo ai p:u s
que f.'Jtio para com pie!: r t destaca ac -
lodo Rio Grande do Norte, tts-i >; ot j
o Tente Frar.i;i?co Viciar da Merlti qo-
vai Commandar o r^esnio dntaoamai
Dito Ao Inspector da Thesouraria oa-
ra mandar a-onar ao T tiente frao
Vctor de Mallo o A b.iquerqne C
mandante dj Da-tacamanlo do RoG.-j.
de do Norle para onde ora segne, um ni
de Sold ailiautado alera do coi renta t
gralificafo .ddicional correspondente
comedorias de mbtrque cunfom e reilB
sita o Gommandaiite das Armas.
Dito Ao Commandante dar; H:
coinotr.nirando ihe o conteudo to orar -
dente offieo.
Dilo Ao Commandante Soperior '<
Guarda Nacional do Recife para frzer vi -
rificar .a passegem para o Esqnudio ce
Cavalla; a d>--uirdas Nacionaes de an
tiOsCorpo8 que esto as circunstancias
deservir naueaquella Arma cuja r.u-
Vio epresentou com sau oliicio de i7 c'o
crreme.
Dito Ao mesmo enviando copia .'o
avi.-o expedido em aO de Jolho Jo aun p.
p. pela Srcretaria deEstndo dos Ng. o-
os da Jus'i a acerca dos Guardas Nj 10-
naea que eato sugeitos ao recruUmea*
to.
Dito Ao Inspector G. da> Obras Publi-
ca a i-'Uimuri.c 1:1 I --l!i.' a no-'-eac; de
Francisco ralis d'Assumpeo para Iu-obc-
toi p.uc-.-l da Obra da anarlura do Ca'ial
da Bja viageru wneudo 1 ^JJOOO nos i>S
atis.
PoiUri Ao Commandante de Uv-
ate 28 de Julbo para ; faser de velia no
ilii 1 do crrente p*ra o Parar, rcotbrr
as mallas pata os Puito do Noria, e trai.... -
po lar o destacamento que ihe for nvi
do pelo Comm nda.ia d?s Arma p
o Rio Grande do Norle, e orerc ; d<.
tinadojaose vico da Brigada de.t.; Pr.
vincia expedicionaria ao Pata'.
Dta Ao Director do \nenal-.da
Guerra para informar se ja sb- tiaen
oaixotedo as Arme destosioert. lus qi
devorn embarcar para o Rio de Jane
ro.
Di! Ao rresmo para fiscr es; birr
a bordo do Paquete Bella Ame-uan 6
CaixSes com os canos d9 Esi>ingerc
desconcertadas destinadas ao Rio de Janei
ro, e outras 6 a bordo do iVjutis primsi-


i
1> 1 A I O D'JL P E R N A M B U C O.
ro de Abril.
Dita Ao Commandantd do Paquete
Bella Americana para receber do Direc-
tor do Arsenal de Guerra os 6 caixes de
que trata a portara antecedente e enti e-
gal-os na Corte a ordem do Exm. Mi-
nistro da Guerra.
Igual portara ib i dirigida ao Comman-
danfe do Paquete primeiro de Abril.
Dita r Ao Commandante do Paquete
primeiro de Abril pata receher ao sau
Bordo o encarregado do Patxo Coocei-
cio, e o Mestre do Paquete Patagonia e
iransportal-os para o Rio de Jaueivo,
Gm de ali prestaren! suascontas.
Dita Ao Commandante do Paquete
B. Americana para teceber ao seu bordo, e
transportar para o Hio de Janeiro oencar-
regado do Paquete pi imiro de Abril para
ali pretaras suas contas.
Dita Ao Inspector do Arsenal de
M nimba communicando-lbe as ordensex-
pedidas pelas duas antecedentes portaras.
EDITA L.
Tendo de prover-se a Cadeir- de Com-
merdo do Liten desta Cidade, criada pela
Li Provine iil N. /\~t da iodeJunho do
correnle auno: Manda S. Ex. oSenhor
Presidente da Provincia assim o faser pu-
blico a fim de que oa Cidadios Brasiieiroa
que a ella qu'seremoppor-se, apresentem
oaeus requerimentos documentados, no
piaso de 3o dias coutados da data deste
para seris habilitados para o cor.curto.
Secretaiia de Pernambuco 18 de Ju-
lho de i837.
Mano ti Paulo Quintella.
Secretario interino.
DIVERSAS RtPARTlCOtNS.
TUEOrTARIA DA PROVINCIA.
EDITA ES.
O Illoi. Smhor Inspector de Fasenda
desta Provincia manda fazer publico, e
prevenir a todas as pcssots, que tiv-rem
le Ihe d'rigic requetimentof, que o* des-
p.'itbos desta Bepartlcfo sio nos dias se*
guadas quaitas. e sextas f-.ras, como
ueteimioa o artigo 5o d- Caita de L-i de
4deOulub?o de 1831 ; devendo os re-
t crimentos strem kncedos na caixa dos
despachos uos referidos dias, <>u nos ante-
cedentes,'^ fim de ivstar-te o rtcebimttuto
cm qualquer hora do expediente de re-
queiimentos por rosos paitiCulares e
em dias q .e sio de despacho perturbau-
do e atrasando o expsdiente.
Secretaria da Thesouraria de Faieuda
de Pemambuco 18 de Julho de i837.
Joaquim Francisco Bastos.
. Oilicial Maior.
Domingos Malaquias de Aguiar
Pires Ferreira Director da.
Assiguatura e substituidlo das
Potas etc.
Faz novamente saber que no
da ultimo de Agosto prximo de-
ve indar-se o troco dos conheci-
mentos e sedulas em circulacao
pelas notas do novo padtao, eos
que nao vierem faser o referido
troco no praso marcado perderao
dez por cento por cada mez de de-
nora, conforme determina o De-
creto de 4 de Novembro de i835.
Directora i3 de Junhode i837.
domingos Malaquias d'Aguiar Pi-
i s Ferreira*
ALFANDEGA DAS FAZENDAS.
EDITAL.
Nj perta d' Alfaedega per te o o?-
p( '. r da n-csmi abade uretr atar em
Aiii f ubli* aodia sido conenle, fe?
las io horas d.t ruanli aquem maia der,
os cbjectos seguintes.
Alfandega 18 de Julho d> 1837.
O Inspartoc da Alfandega.
Mi noel Zeferuo dos Santos.
Cnm diferentes marcas, e nmeros.
36caix5es com chapaos de pello ordi-
narios.
t Dito dito em ranito man estado,
a Ditos dito de pello de seda.
MEZA DAS DIVERSAS RENDAS.
A pauta he" a mesina do N. ia5.
CORREIO.
O- Pataxo ero recebe a malla para o
Rio de Janeiro, a manbi ar do correte
ao meiodia,
OBRAS PUBLICAS.
Em observancia as ordens do Exm. Sr.
Piebidente he novamente posta em praca a
eedificacoda Capaila mor da Matriz deS.
Lourenco deTijucopapo avaliada eso R-.
a:394$56o para ser arrematada a quem
por menos a li/.er. Os Licitantes sa5 con-
vidados a comparece/em es dias 1, 3, e
5 do prximo futuro mez de Agosto ao
meiodia na ReparlicaS das Obras Publi-
ca a propor seus lances, e em qual qaer
di.i uiil as hora! do expediente para se
enteirarem das coadicea da arremata-
Bao.
Inspeccio das Obras Publicas 15 de Ju-
lhodei837.
Moraes Ancora.
Nos dias 1, 3, e 5 do mez de Agosto
p. futuro se proceder' a Arrematacio das
obras da ponte e aterres do Rio e vargea
de Buj*ry junto Villa 'le Goianaa a-
valiidas em Rs. 45:6rj#9#79. O* ci-
tintessio couvilados a comparecer em
os mencionados dias ao meio dia a dar os
seus lances na Rfparticio das obras Pu-
blicas* aonde estio patentes o plano Or-
cament), e coudices para se>em ex-
amnalos pelos pertendentes, em qual
quer dia til as horas do Expedien-
te.
In-p-cca das obra. Publicas i5 de Ju-
Ihodc 1837.
Moraes Ancora.
PREFEITURA.
Parte do dia i9 de Julho.
film, e E'tin. Sor. Fora presos
a minha ordem, e tiveiio o competente
destino: Galdino Manoel dos Praseres,
pardo, e Roberto Muirax, offici*! de fer-
reiro, OgIS, remettidos pelo Snb-P.refeto
da Freguesa de S.iuto Ant-nio este a
requerimento de'Chrslovio Starr, pro-
pietario da fuudico na ra da Aurora,
e aquelle por desobediencia e ameaqas
a sua raai ; Auna Mara, parda, remet id*
peloCommaudante da Guarda da (.V.deia
por ter introduzido nella urna bexiga com
agurdente; Josa Luiz prelo entregue
por dous soldados do Balslha stimo de
t asiadores, por ter espantado, e le ido ao
pelo Antonio escravo de Pedro Jos Car-
neiio Monleico ; Joa5 tambenpreto, es-
craVo de Francisco Maiinho, lemettido
palo olficial da primeia Ronda de Pilicia
pon bro; Antonio RodriguM^a; Fran< a-
ca Roba, crioulos, remanidos pelo Sub-
Pieleitodos Afogados, por furto de um
t elogio e de um vestido.
Nada mais consta.
Dos Guarde a V. Ex. Prefeitora da
Comarca do Rerifo i9de Julho de 1837.
Illm. e Etm. Snlior Vicente Tho-
m-is Pires de Figueiedo Carnargo Pre-
sidente da Provincia Francisco Aoto-
nio dcS J.rreto, Pieftiio di Comarca.
PROTESTO E ADITAMENTO PAR-
LAMENTAR.
No he hoja mais duvidouso que exis-
te na cmara temporaria huma maioria q'
tem por chelo o Senhor Joaquim Joze Ro-
drigues Torres deputado pela provincia
do Rio dej.meiro, e que tem por fim
immediato negar aogoverno todos oa re-
enrsosdeque elle pofsa necessiUr, obii-
gando-o por este modo a renunciar a ad-
mini-tracao' do estado, deixando assim
dasimpedido o lugar para ser oceupado
por outros que se proclamad a ai mesmos
mais Ilustrados e patriotas. O ncleo
desta maioria be bum partido qoe prioci-
piou a apparecer na sessa de 1855 com
o titulo que algans llie dera de marom-
ba e que, nao tendo podido nessa sesa
conseguir cousa alguna por ser muito re-
ducido boje domina a cmara com o pe-
to numrico de seus votos pelo motivo de
ter-se-lhe associado a mor parte dos mam
bros da antiga opposicao' os quaes; bem
que nao conconlein com a maromba em
principios polticos ou dmini'-trativos ,
cointu lo nao duvidra infelizmente
para o paiz saboidioar-se a ella para o
lim immediato qoe cima indicamos.
A antiga maioria est portanto dis-
olvida ; essa maioria q' coadjuvandoo
ministerio em 1835 e 1836 alguus bene-
ficios ainda fez a# Brasil, entro os quaes
devem ser lembrados com gratidao'osmei-
os que proporcionou para restabslecer-se
a ordem p .blica nos dous exiremos do
imperio e os sacrificios a que se resignou
para nao ser em casoalgum compromet-
ida a integridada e a honra da nacao'.
Ora, o qne tem feito a nova maioria
depois que ha dirigida pelo Sr. Joaquim
Joze Rodriguta Torres, diputado pela
provincia do Rio de Janeiro ? Afirmad-
nos ser obra dete Sr. bum voto de grac >s
que passou quasi no fim de lium mez de
discussa5 lecheado ; eu da proposipSes
speras, ou de censuras descomedidas,
ou .allusoens malignas para recitar-se na
presenca do trono em menoridade que
assim foi deprimido e deslustrado A dis-
cussio da lei da lixacao' do torcas navaes
para o anuo do 1838 a a 839 ja la v^i eag
golindo outro mez uteir .' O orcamen-
to da receita despesa ainda dorma som-
no profundo Tem-se porem con-
cedido algumas loteras tem-se augmen-
tado pensoens, tem-se enriquecido com
varias cadeiras a academia de bellas artes,
tem se permittido a cumulaca de cadei-
ras e ordenados aos lentes dos cursos ju-
rdicos etc. / !
Este quadio que apenas esbocamos ,
parece ter assombrado a imaginacao'doil-
lustre chife da maioria, na sesso de 15 do
corren'.a mez e hum momento teve elle
talvez de remorso.s, mas no de arrepen-
di'nei t j, qnando intimou oaca em for-
ma de protesto segundo a definigao' do
hum Sr. deputado da minora ,' que os
bens que se na5 fuessem e os males que
sobre viessem n6 devis ser imputados
maioria de que elle he chefa, mas sim
ao ministerio por ter o peccado de nao
merecer as sympathias boas gracas do
Sr. Rodrigues Torras. O Sr. Vasconcel-
os porem que nao' he bomem de meias
medidas e qoo l ter suas rasoens parti-
culares para saber q e nao Ihe sei possi-
vel governar bem a seu gosto em quanto
for permittido fallar-se, accresceutou ,
oheio de furor ao que dissera osLU.nmi
go. Si. Rodrigues Torres, que a causa de
todos os males era o nao quei er o Sr. Lim-
po de Abr>-u darameus s doutrioas da
oppobicau'! !
ARDIL DO MINISTERIO PASSADO.
Mili arteiro foi o ministerio q' acabou.
Parece, porem iuciivel que sua previ-
dencia ch gasse ao ponto a que vemos tar
che^ad.-. Com rata Ihe fa.sem e aempre
Ihe fisera guerra oa Sis. Vasconcellos e
Rodrigues Torres. Toda rasao' tinhad e
t m paradiserem que fono' d"S nossos ho-
mens de astado os mais astuciosos e menos
pai lamentares. So os homsnscontinuio,
levavao'suas artes ate dominar o papa ,e
tirar da cabera do sultao' o mgico sym-
boloda autboridade soberana. Foi huma
follona que acabaste o tal minutario...
Mas, ah que nao' loi tal fortuna....'
Continnou o misino pensamento E o
ministerio actual he a mesma.mnita secre-
ta dirigida pelo mesmo pensamento... he
a iuTgem fiel dos homens que perderao'
o Rraail !
O Parlamentar ha de fallara verdade. ,
toda a verdade.... O Sr. Limpo de Abran
realmente foi de todos os ministros q' tem
visto o Brasil o mais parigoso por ser o
mais arteiro e menos parlamentar. Ago-
ra acabamos de receber huma prova que.
nao'sofre replica dessa tctica astuciosa f
Lea-se o jornal do commeiciode ai do
corrente artigo exterior e alise depara-
r com a justificacao' do que avangarnos.
Para bem re entender o caso, cumpre
que todos sai bao': i., que o Sr. Limpo
de Abreu era o ministro dos negocios es-*
trangeiroa ; a.* que, contra elle dirig-
io os inimigos do governo e patrarcha
da no-sa liberdade suas envenenadas se-
tas ; 3.a era quem mais, e muito prin-
cipalmente, queriao' ver derribado 1
Isto posto, que faz o homem Preven-
do a tempestado q'se havia de armar con-
tra elle: setenta das interpeltaooans com
que havia ser esmagado e kvado a parede:
sahendo bem que nao poda satsfasara ti-
las apesrele ser isso uso parlamentar e
con di cao indispensavel do systema cousti-
tituciona! ; para vencer imagina o mais
inaudito dos estratagemas,
Dirige huma nota ao Conde de Mole ,
Par de Franca,* diseodo-lbe q' : Sendo
po-sivel que se elleacbasse presidente do
gabinete francez eistoem pouco lempo;
rogava-lhe bouvesse de negar-se a todas as
interpellacoens que se houvessem de faser
nao ,-, em quanto forma mas em quan-
to materia. Que posto que os parla-
dores franceses exigissem delle que deca-
rasse os principios de su administracao\
e se havia ou nao* de revogar os decretos
da passada administracao' ; elle, forte
e enrgico, e nao' parlamentar, declara-
se que nao' se sugeitaria nunca a taes prin-
cipios parlamentares ou condicao' india-
pensavel do systema constitucional.
Mas dcil que hom cordairo obedece
o Conde de Mole aos desejos do previdente
Sr. Limpo de Abreu. Verificada a hv-
these e nomeado primeiro ministro, na
sessao' de 18 de Abril do corrente anno ,
he interpalladopelo Mrquez de Dreax-
Bi.-; e sem hesitar sustenta, primeiro,
que acamara nao' tem direitoa ioterpell. sem primeiro prevenir com lempo ao mi-
ni-.teiio ; 2., que, fasendo o, o mi-
nstro nao* he obrigado a responder sobro
seu comportaraento ulterior; e finalmen-
te, declara nobremente que sendo alie e
os seus collegas demasiadamente conde-
cidos da cmara ser sufliciente deca-
rar-thes q* h5 de marchar com FIRME
ZA e cem PRUDENCIA.
Aqu temos, pois que o Conde Mpl .
no paiz classico do systema constitucional
nao sabe oque sio usos parlamentares,
menos qual he a eondicaS indispensavel do
systema constitucional, ou entad que (co-
mo dis emos) obedecen religiosamente
vontade mgica do Sr. Limpo de Abren
se he certo como affiirma e he de crer
que previdentemente Ihe pedio tal sa-
crificio. Deve vr aquelle veterano minis-
terial celebre 00 inundo litterario pela sua
illustrasaS, re-peitado como homem de es-
tado, sempre presideote as crises'publica
do paiz a qu pe tenca, sempre testa dos
destinos de sua patria; deve, dizemos,
o Conde de Mole" vr apprender do Sur.
Torres e dn Snr- Vascoucellos o que sao
usos parlamentares, qual ho a condicio in-
dispensavel do .ystema con-tituc onal !/
Esta incgnita desenberta pelos nossos e-
ximios pailamentares, profundada pelo
Desembargador Honorio Heimeto em
cujo ministerio fui entilada huma mesa e-
letoral porque na5 quiz sugtitar-se a vot
do mandio que qaeria dominar as elei-
Qoens cumpie que seja levada europav
illu>tuda para ser applaodida e tamben* '
sancoronade.....
Desgranada, porem, de nossa patria;
cojos dtstirios dependem de cabecas taes T
Quo anagao', que tudovft, tndo exami-
na decida, a ind Herencia he hum cri-
tiie e hum crime atroz !
(oPailamentar.)
-V


DIARIO DE PRBNAMRU
.
C O
m
5

-V
-
'
1
Aos Srs. Redactores do Piquete do Norte.
RefusaS os Redactores do Diario o offe-
recimeato que Ihes fasem os Srs- do Pa-
quete do Norte das pagioas do tea Peridi-
co, e esta ecusaca he filha do milindre ,
por isso que julgad impertinencia procu-
rar o alhio qaaado se tem recursos propri-
. O compiometimento, que os Srs
Redactores do Piquete pertendera5 lancar
-aosdo Diario, porquena6 inserirn huma
correspondencia do seu collega-o Sr. l-
acres J. B. F. Gam*,cahh certamente
sebendo-se que os Redactores do Diario nao
se negarao' publicidad da indicada corres-
pondencia requerirmnto em que o Sor.
Gama dis quesedefended'huma incre-
pado' que lhe fora feita pelo commando
das Armas da Provincia ; nio lhe foi ne-
gada a publicaa6, foi-lbe sim proposto
fazoHa eni suplemento, em rasao' do novo
plano adoptado de expelllr do corpo do Di-
ario o enxame perseguidor de correspon-
deocias sobre objeclos particulares : o Sr.
Gama negou-sea esta medida allegando
f,lU de meios, (nieto lhe somos agradeci-
dos) logo parece que nossa independencia,
mparsialidade nao foi desmentida tiesta
negociacaS. A caso ezigiriad os Sis. Re-
dadoras do Paquete q* nos obrgssse mos
-a hura sacrificio da nossa altibeira a favor
de quero para tinto presenta mui poneos
ttulos? Como pode ser menosoabada a
mparsialidade e independencia dos Reda-
ctores do Diario, porque inserira,huma
pessa do expediente do Governo das Ar-
mas ? Por ventura tem elle authoiidade
para subtrair ao prelo esta ou aquella pes-
sa ofiicial? TinhaS obrigacaS de estar aler-
ta para annotar como injusta a increpavrS
de insubordinado' feita ao Sr. Gima ? Es-
tafa mos nsaofacto de sua justiea ou in
justiea ? Mas be porque desejaya defender-
te no mesmo papel em que foi aecusade ,
para ser lido pelo mesmo n. que leu a ae-
cusaca : este calculo, ou esta preteocao'
he bem falvel; com que jus obrigsria o
Sr. Gama a que .todos os assigna'ute* do
Diario lessem sua apologa ? Talvez b m
poucoa se lembrem ja do expediente do u.
i3o! E se-asteerao seo de^ejo cumpria-lhe
star pelo plano da redacca .concorrer
pira'o suplemnto, porque os Supkmen-
tes tambe ui >a5 lidos por todos os assigmn-
tos : e nem digao' o Sr. Gama, era os Srs.
eus Collegas que o Diario tem admittido
corre-pondencias ffjenticas sua porque
se o tem feito para servir quase seropre aos
empenhoi (disemo-loa quem o sahe) ja hoje
ni5 o pratica. Temos re-pondido ao P a -
quete do Norte e saudamosaos seos dig-
nos Redactoi es a quem nio temos a honra
de conbecer.
Os RR.
CORRESPONDENCIAS.
Srs. Redactores; Peco Ibes queirio
inseiir no seo Diario a caita inclusa que
o Sr. Encarregado do RecrumentO do B ir'
ro da Boa-vista, o Major Graluado Fran-
cisco de Arruda Cmara dirigi a huma
Ti i minha com quem eu moro para que
o Pubco saiba com qoanta irnpircialioV
de elle desempenha a commissa de que
foi encarregado.
S. S. a pezr de saber que ru ou Guar-
da Nacional da Reserva do Batalhao' do
mesmo Burro e Juiz de Ficto, e q' por
-conseguiute nao' s<>u vagabundo nem men-
digo ,pois me conbece, e antes de escrever
>4 bobredita carta consta-me que follara
oro pessoas que roe condecen! pe led-
amente ; com tu lo pirece-lhe queestou ns
-circunstancias da assentir praca em bum
los Corpos de i. Linba desta Provincia.
Muito obrigido Ibes ficar por este ob-
sequio oseo Constante Leitor.
Antonio Pires Farreir.
Illma. Sra. D. Laandra da Costa Pires
Parecendo-me achar se as circuntan-
-cias-d'asseritar Praca em hum dos Corpos
U- 1 Liuha da Guarnica d'esta Provin-
cia o Sor. seo sobrinho Antonio Pires Fer
riira; e sendo Orden* Suppcrioies, lespometvel ao e.tri-
to cumplimento de Lei* a ras pe i to 5 ea
iuaparcialidade dasua execuc6 : suu por
isso, igualmeotscompetido a significar
a V. S. que o referido Sr. seu sobrinho
deve te me appreseotar voluntariamente ,
dentro do praso de cinco dias, contados
da data dasta minha Carta d'aviso pa-
ra se verificar si as suas circunstancias o e-
xemptio ; ou nao' da Praca ; e ueste ulti-
mo caso poder elle gosar das regalias de
voluntario. O respailo e concideracio
devidos a pessoa de V. S. e o de ver da
civilidade m'indusem a dirigir-me per es-
ta maneira ; enao' he d'esperar, a vista
disso seja eu disattendido e obngidoa
usar dos meios violentos (qu'a Lei me fi-
culta ) com aquellas Pessoas, com quem
uso d'esta civilidsde nicamente em at-
tencao' as suas distinctas qualidides.
Foresta occasiao', permitta-me V. S.
dirigir-lhe os meos res pe i ios, e significar-
Ibe que sou de V. S. muito attencioso ve-
nerador e criado. Reoifede Pernambu-
co 16 de Julho de i857. Franc'sco d'Ar-
ruda Camera Major e Encaregado do
Recru-tameuto do Bairroda Boa-vista.
Surs. Redactores.
Antes quechegueo termo fatal de odi-
as, q' hum certo encarregado do Recru-
tamento que muito caprixa de Legish-
ca5 distinoa pira se aprssantar hum G.
N. do EsquadraS de Cavallaria, para a-
cenlar praca em tropa de Linba rogo aos
Snrs. Redactores a reimprecad do se-
guate bocadinho, que quaodo nao roo-
va a compiixad, tal vez leve o medo o
respectivo, salvo se elle ni5 tem medo,
disseque se chama Lei, vejamos.
Florencio Jote Carneiro Monteiro.
Provincia de Minas.
OL'TRA PORTARA DE COSTA ACiMi.
Desde que apparero o Decreto do Sr.
Pantoja de 20 de Julho de i836 relati-
vo ao reerulamento da Guarda Nacional,
nos persuadimos que !-e pretenda destro-
car a Guarda aniquill-a inteiramente
no Brasil pelas ai bitrariedades que ali
de-ponto. Esperavamos pnrm que as
provincias os Preziderjtes lhe d -tem o ne-
oassario correctivo ; ms enganamo-nos.
Os P verno sio escolbidos a molda e ai d'a-
quelles que oppozreni a mais pequea
resistencia !
Em conseqnencia baxou a Portara de
1 7 de Novembro de i836 que' nos cha-
ma ionios do costa cima, por nos pare-
cer meos consentanea com as lei* existen-
tes dando-lhes urna interpretario despo-
t ca e arhtrarii. E como no Puahybu-
n N. 59 prometamos 1 presentar ao Pu-
blico as arbitrariedadas do nosso Governo
Provincial justo que presentemente sa
tiafacarnes essi promessa.
A refei ida Portarit de costa cima de-
signa cumo h.'ci uttve s duas clai-ses de in-
dividuos pertenecntes Gnuda Nacional ;
a sai>er : os riJadoS filhos f -miliis de
que tr de Agosto He 18J1 o ari. 3 2 e o ai t.
4 a do D-'Cieto de a5 de Outubro de
1832'.
Indaguemos porm se eta Portara po-
de ser cumplida em toda a'sua lat/toJf e
se o Sr. Prezdente atropelou on nao as
garantas do Cidadio BriziUiroa calcan-
do aos ps a clara dispozicio das leis vi-
gente.
A lei de 18 de Agosto, citada pelo Sr.
Presidente, diz : iAit. 9. Todos os
Guardas Naconas 6cu isent->s do rerra-
tameotopira o Exercito de Linlia a Ar-
mada salva a ex 5. cap. a ait. i202, e os filhos-fim-
lias de qae trata o ai t. iO 2.
Vejamos agor o que ditern as excepe
es do art. antecedente ,' e ^ ellas podam
jamis servir de fundamento a urna Por-
tara qualquer do Governo.
Art. i20. Qoando legalm^nte frem
chamados Corpos destacados das Guardas
Naciooaes, elles se comporto. ...
2. Dos mocos de 18 2i annos que
se apiesentirem voluntaiiamente, e que
iVeni julgados props para o ser vico
activo.
Os declarados n'este numero nio iieo
i^entos da lei do recrutamtnto.
Eis-aqoi o. fatal appendix que embaeou
o enteudimento do Sr. Prndente .e lhe
dirigi a mi pira lavrar a sua Portara
de co.ta ;icima.* Apenas vio que os decla-
rados no $ a d<> art. i20 nao ficavo ren-
tos do ie>Tutaniento exultou de contento
e, sera mais exame, passou lopo a in-
commodar a Guaid.< Nacional. Mis p>r
que razio nio foi observar o art. 26 do fa-
moso Decreto de ?5 de Outubro dV i85a ,
que modificou a lei das Guardas Naciona-
e ? Porque nio toooou o trabalajo de es-
tudar qara no cair no erro nas9o de
citar um art. de le j revogado ? Nos o
vamos transcrever para mstrar em toda a
Hua evidencia a illogalidade da referida
Poitaria: Art. 26. Ficio revogados
os arts. 18 7.7 &c. &c. o a^ 2
do art. 12O e todos os mais ait". da le e
di.-|>'.'zic5rs legislativas em contrario.
Por con^equencia, d'Sappaiece a don-
trina do 2 do ait. 120 ticando subsi--
tindo em todo o seu vigor o art. 9 que
diz: Todos os Guardas Nacionaes
ficio isentos do racrutamento para o Exer*
cito de Linba e Armada. ''
Nio raeno9 ioexequivel o art. iO de
que (rata a Portara de costa cima ; por
quanto diz o art. : Serio alistados pa-
ra* o ser vico de Guardas Nacionaes. .. .
2. Os cidadios filbos-familias de pes-
soas que tea a renda neceasaria para pod-
rem votar as Elei55es primarias, VooF*
con tanto que tenhio de vinte e um annos
de idada para cima.
A dispozicio d'este art. claramente se.
v que s poda regular no tempo em qua
a emanoipacio civil principiava na idade
de vinte a oinro annos completos: mas
presentemente j niosepde reputar filiios
familias aquellc que tem de vinte e um an-
nos para cima, segundo decretou a lei de
3l de Outubro de i83i, que diz: Art.
1. Em vinte e um annos completos termi-
na a mnoridade e se habilitado para to-.
dos os actos da vida civil.
Por co^equencia, nio existe mais es-
sas qnalidade accidental que exige a exce-
pcio de que tr.ta o art. 9 : logo caducou
essa racima excepg.' pelas disposices de
leis posteriores. E pcr ventora n5 teria
o S'. Piesidente noiicia a'asta lei de 3i
de Outubro de i83l ? Pimente acredit*-
mos qae sim. Como pois insiste na tal
excepca querendo para recrulas ^filhos
familias de vinte e um annos pira ciroi ?
Podemos asseijurar a S. Ex. que j no
B'-azil nad existein filbos-familias a'easa
idade.
Resta-noa analyzar os arts. 3 e 4 2
do DecreiQ de 25 de Outubro de i82.
Bello -ver a frescura com que a Poitaria
os engbba assim como quem nij quer ,
dando coro doutrina corrente que elles
autorizio o decantado recruta*mento. IVias
o qe di/.em ei>es arligos ? Vejamos.
Art. 3. Serio abstidos pira o serview
das Gualdas Nacionaes. .
2. 0< cidadios lilhos familias. .
com tanto que teuho 18 annos Je idade
para cima.
O'ra como p le o Sr. Prezdente col-
ligir d'aqui que essus filhos familias na. fi
c*5 isentos do racrutamento7 Ser rer ao 2 do art. 12O da lei de 18 de Agis-
to ja ilie demoostrroos que esse art. es
t rcv(g>.do, p >r coosequen; ia ju'gue
s^m pi-focnp.igaS o mesmo Sr. P evidente,
julgue o Publico sensato m na5 t aibitra-
ria e Ilegal a Poitaria de i7 de No'euubro
de i836.
Mas o que pe o sello da evidencia a to-
do quanto havemos expendido oque al-
tamente condena a Poitaiia de S. Ex. so-
bre o recrutamento da Guarda art.
6 do Drelo de 25 de Ouiuhro de |i8j2 ,
que nos de boa vontade transcrevomos
pira esclarecimeoto do Publico e contu-
y. dos que forca qnerem tstrangnlar a
Guarda Nacional: eil-o. Ait 6. Os ci_
djdios depois de alistados, m drixara
mais de (pertcncer a Gnu da Nacioral, e
nem ter lugar a biixa seni5 por motivo
expresiarneut" declarado na lei.
Q lando o Sr. Pcexilente riscar e^te art.
em tovorda Guarda. Nici nal, enta po-
dei reciuiar a ruesma Gu<*ria ; mas ,
em q aaoto elle subsistir, ser um gran-
tej para os 1 i da daos depois de alistados,
ser um escudo aonde vino despontar se
as setas da arbiirai'iedade.
Julgamoa por tanto que se nao deve
dar a execugad a tefeiida Portara costa cima o'aquillo em que vai de en-
contr com sa leis existentes. Ella se
I
MUTILADO
funda no art. 120 2; e j demonstra-
mos que oe art. e se no ait. iO 9; j demonstramos que
nao ha mais fitho. famil as de vinte e um
annos p- Decreto de 25 de Outubro ; e nos Jhe
oppomos o iit. 6 do m-tno Decreto.
Por conseqneni'ia, esi>a l'ortiria urna
das que o Sr. P.eziJtnla deve mandar
cassar. a
(TJo Parahybona N. 61. )
CAMBIOS.
tio de Janeiro 3o de Junho de I837.'
Londres........... 30 1/2
Parz............. 3i0
Hamburgo......... 560 a 580
Apolicesde6 pe, juro 891/2399
Ouro em barras..... i5o a i55
DobrcsHespanbes. 25^)200
Pesos.........____ 1^)700
Moedas de 6400 velhas 14#5oi
,, novas l4000
de 4^000 7)500
Prata.............. 70
Cobre de 80 rs......'16 p. c.
(Pbarol do Imperio. )
Bhia 10 de Julho de I837.
Londres.........3fl d. p. i$000
Paris............ 320 franco nom.'
Lisboa...........100 por cento.
Pernambuco..... i5 a 20 por c.
Rio de Janeiro.... 5 p. c. de premio
Dobres Hespan... 25^000 26$000
Pecas.de 64no..... 13^500 a i4&000
Ditas de 4GO0..... 7^000 a 7$5QO
Pesos Hespanhoes.. OO por c.
Prata........... i05 por c.
Descont........ 1'/ a 2 p. c. ao mez.
Moeda papel......i5 p. c. p.
Cobre............lop.c. esc.,e puna.l5
(UoConeio Mercantil.)
AVIZOS DIVERSOS.
f^g.Roga-seioSors. dois Guardas N.i-
cionaes do B Auonio q'
se epresentaraS primeiro na parada do va-
tio d Carmo daaacais do corrente quei-
ra6 declarar suas moradas porque se Iba
deseja fallar a negocio.
----- Qua'quer pessoa que quizer armar
um 1 n asU.< pir nina estribara,
e pan a me.-ma (,os para a estiva : dirija-
9 no n do viveiro doMuniz que achara a
dita uiadeii a toda nova e por barato pc-
eo casa D. i7. .
yy Arrendase perto desta cidade u-
ma criodu casa acabada de piolar a piu-
cos das, com du-'S sallas de 24 palmos
de larinra e du>s grandes alcovis envidra-
cadas adiante, e ontras duas a traz com
rlous armarios na sala de detraz, cosinha
fora con fin rio Inglez, forno paraassados
e pia com bica para vacuar as agons para
fura om poita un salla dianteira no oitio ,
p .rt' nfrente cacimba de excelente
ngoa debebar e grande quintal : na ra
doRangel na quina do beco to cassarei-
io D. 25--
if,^m Quera aanunciou no Diario de
terca leira n. 53, queier shgar urna pre*
ta ja idosa para o servico de urna cisa,-
nn.lo que nao a tenha al Ligado di ija-aa
a rua das Flores D. 3.
vy Arreoda-sea casa da rua da Cruz
n. 43: na Paacinha do Livramanto D. 2a.
tajjr A pessoa que precisar de um ra-
paz II a-ilen o para caixeiro de qualquer
negocio, dirija se a rua deS. Jos D. |i8.
xjs Quem quiser mandar engomroar
roupi de rrometn e de menino, com mui-
i asseio e perfeicao diiijase a rua de
OrtisD. 47.
IjBSjr I)-sapareceu no dia 12 do corren-
ce de urna casa dois livros um intitula
do Compeie Mathiiu em fraucez a ou-
tro mu Diccionario portugus e frau-
eet ; quero for offurecido qualqu?r dos
oaocionados livros queirio levaLs a pra-
a ds Iadependenoia|n. 37 e 38, que aser
bem recompensado.
/y Parante o Sr. Doutor Juiz do C-
srel da seguuda vara desta Cidade, Jo*<-
JoaquinaGtminiauo de Moraes Navarro,



DI\R 10T E PENA M
B H C O
se h* da arr.instar a qucm mais dr, e
por tempo de 3 annos o ai redmenlo d <
cas* de.sobrado D. 53 sita a ra Direia
dasta Cidade com dois andares solio,
e mirante cacimba com boa agua tendo
frente para a ra Uiveita e Afjoas verdes ,
e coca muitos coramodos, ti boa viste pa-
rado mar, tendo orincipio o dito arren-
daroento no dia a3 de Agosto p. futuro:
as pessoas que na roesma iiunerem Ungir
poderaocomparecer no dia ao, 2.{, e 27,
do correte miz as trez Aras* da tarde,
com seus fiadores, na ra nova rasa da
residencia do mesas o Juiz: adverte-se que
co ha preferencia de bu. e pai *ei o
airtnnliLt.'quciii mais di-r pelo dito ar-
readamente.
W Piide ae encaresridamente 9 Au
t'joriJarles, sobra cujainspecio esta a po-
lica e maii aoa pitias de campo a
qualquer pessoa que dis-o se queira eu-
oarregar que alteadlo para un preto de
nome Francesco que fugio no dia 17 do
crrante, .levando vestido calsa branca de
Beliueila e camisa de maodapolara ; e
tero 0.1 signtes soguintes : bonita figura ,
cor bastite prela tero as perna9, obra-
90 direitococu grandes marcas de feridas ,
deutt>s limados a he can>eiro no que
ue oceupava, e timbem be senador; quem
0 pegar couduza o no segando andar do
obrado O. 11 dt fronte do Theatro onde
jvceber com generosidade a rt-compens
do aeu trabilbo.
9&* O abaixo asignado previne ao
publico, que nnguem faf* negocio slgun
com a crioula Rita Mara da Couceicio ,
sobre a escrava de nome Calliauna por
ae echar bypotberidaao mesmo abaixoas-
siguarfo por eaciiptura lavradu no cartorio .
das bypothecM. Vlanoel Fernide da Ci uz.
99* Quero, precisar de um cansen o
hbil para todo o serti-o rus, loja, e er-
niaaem dirija sea esta Typografia que
se Ihedi'a WT A Senhora que erapenhou um cor-
dio por <] patares um resplandor pe-
queo, urnas pequeas bjofttrhsd'ouro, e
1 cuidar de prata por 4 pat*ces, n|rua de
S. Rita nova queira no pre->o de oito dis
tirar os ditos pitiboTe* e na appareceo-
do serd vendidos os ditos praliores para o
pagamento.
tOp* A'uga-se duas negras, que sejo
fese deligentei, e que saibad vender na
iua ; quem as ti ver dirija -te a ra de* Or-
las 47.
i^> Alugi-se urna loja sita na rna do
Liviameuto d-fronte do oitao da Igreja,
>'om arraaca para Fazenda ou mitideses,
quera a pretender dirija -se ao sobrado por
cima da mesilla loja. '
9& Aireoda-seum sitio na Povoacfo
dos A (Togados com dois grandes viveiros e
fruleiros, terreuosuficiente paraa5 v.cc-s
tie leite quem o pretender diiija-sc a
Bja-vista ra da Gloria D. 3?.
99* Alaga-a* um stiu na estrada dos
A Hites dtfronie da Ir de-, e morado boa casa de vivenda f os
pretendeotes dirijio-se ao seu proprietario
Francisco Atomo de Oliveira, morador
na Ba-vi->ta 00 p da ponte.
99* Arrenda-se aunualinente", urna
boa casa sita na estrada do maaguinbo,
ao voltar paras dos Aflictos, rom-i quar-
tos estribara e mais arranjos para urna
grande fanilia e pelo precede i5o$ooo
os pietendectes entendi ee com o Escri-
vio Almeida na rui das Trincheiras em
seu cartorio ou na rm de I lar (as sobra-
do de um andar D. 70.
#J^ Quem Ihe convier trocar a mo-
radtfc de trt-s esa terrea na ra D re i la ,
que paga mensalmente lo$ooo por nu-
tra terrea ou de um andar quonta, ex-
ceda de 8000 rs. sendo no Beirao de S. An -
tonioa em ra prxima a Matriz do mes
100 Bairio ; quem este negocio quiser fa-
zer annunrie.
Mr* Qucm precisar de um raixeiro
brasileiro para venda ou ai masera, diri-
ja-se em fora de portas era casa de Diogo
fiodiigoes, ou annunrie.
99* OSr. Po tuguez que se c{Tareco
pare en.mar gramouliea latina e portu-
ttoeza foia da pnca, anoanciesui mo-
rada.
T OSr. J. I. P. D.,, que recbeo
5 $ooe i. para pagar cora seu ordenado,
passando para iiso duas proturaedes bae-
tautts, quti a quanto antes vil pg- do contrario se publicar o seu nome, j BU (Ca Iota; quem no mesmo quiser
e se appiesr-ntar as dita|lprocurac8es, vis-
to ter passado outras, a outra pessoa.
9* Frant;ico Alves da Silva com
nova fabrica de relinar assucar no beco
da lio'c D. 3 por detras da praca da Inde-
pendencia, t visa aes seus freguexes, que
temfl venda as ucar refinado obra piima ,
e prombtte aos seus cou.-taatos fregueses ,
suinpia srvi;os.
9r Urna pessoa de, boe conducta,
prop5e.se ensiaar G: aromtica poitu-
gaiza Aietbmetica e principios de la-
tim tora da preea ; quera o pretender ,
- dirija se a l-deii a da Mezericordia n. 5.
> Troca se pata5es bratileiros, por
peaos estrangeiros : na roa nova D. 9.
10** Na ruado (ollegio venda U. 6,
existe urna carta viada do M*raoha6, pa-
ra o Sr. Beato Gorreia de Mello,
*K&" Na prrc da Independencia D.
14 p eoisa.se de alugaf urna preta para o
ei vico de uma ca.-a.
3r Precisa se fallar ao Sor. Antonio
Hcrculano de Figoeiredo a negocio da
su interesse na ra das agoas verdes D.
37, ou annuncie a sus morada.
jCp* AI uga-se uma casa com urna gran-
de armagio propria para hiendas 011 anu-
des >s, com* fiteiros en vidrassados corridos
11 poria, commodosno interior para fami-
lia grande quintal, boa cacimba mi
boa cavallarice sita as 5 pontaa cuja
casa por um papel de trato de seu proprie
(ario paga de alogoel 5ooopor mee, e tem
anda a disfruejar 3 annoa, advarte-se 'que
aluga-se a quem comprar a armaco e as
bemfeitorias as quats fe 'vendem muito
arn ront ; na ra da Penha D. a3.
VJF1" Rogi-se aos Srs. Sub-Prefeito de-
t a mais Comarcas e Authoridades Po-
liciaes, psssoas particulares que souber
aou virtm um prtteto de nome Cosme Afri-
cano alto secco tem marcas'de bixi-
{is o p direito enchado e no mesmo
f.Ita-ibeo ded mnimo suppSe-se es-
tar siTvindo alguma pessoa que r teoha
em boa fe, anda fgido desde o raes de
Abril o mande prender e levar a ra D-
r- ita D. 34, que lera de gratificacio 4o
mil rs. em prata.
%* O ab>ixo a9Sgaado, em nome
de seu Pae Jo- Fernandes Gami avisa a
todass Authoridades Polioiaes tanto des-
ta Provincia romo fora dtlla que rio dia
18 do cnente fugi 11 da easa do Pae do
abaixo assignado um escravo de nome
Pedro, naci congo, baixi, grosso do
corpo, denles a cangulados, olhes gran-
des e a vermelhados calvo no. ratio da
cabe a de carregar e ja piala de branco
pela barba e levou vestido camisa da es-
loupa, e calta do mesmo ludo novo e
por 9SO roga-se as mesmas Authoridades,
o faci prender caso seja encontrado, e aos
particulares que no facaS negocio aobre o
dito escravo com pessoa alguma para
na5 ser ti-Jo pelo rrptor do dito escravo,
o o mesmo avisa a toda e qialquer pessoa,
queoecutto leuda o dilo escrave de contra
ella proceder rom lodo o rigor |das leis a
respeito. Bernardo Fernandos Gama;
OP* Oabaize assignado annuncia eo
respeitavel publico, que quem qoizer com-
prar vender, negociar, e tratar com o
sea lilho o Senhor Luciano Rosa de Lima
que deixou de ser geni o de J. d'O. e Son-
sa por Ihe ter fallecido sus rnolhe: elle
o abona acredita e o afianca todas as su-
as obriac5es letras, e contratos, beus ,
e crdito n'esta Cidade : a exuep?5 dos
bsns do seu caza), q'se estad en rentaran do.
por dar ameiacaS ao suplicante cima re-
IViido; poique esses aera se podem veo-
der aloar at ultimir-se partilha ; nem
su filho be capaz de o fazer ; nem o abai-
xo essignado de o aconrelhar e conseutir.
Nicolau Rodrigues da Cunba.
NAVIOS A CARGA.
Para o Havre
enrregar ou hir de passagem dirija-se a
G- A. de Barros detraz do Corpo Sauto
D. 67 ou ao Capillo a bordo.
Para Suta Csthaiioa
ajy Com toda brevidade o veleiro Pa-
tacho Lobo ; quero no mesmo quiser car-
regar 1 ou hir de passagem, dirija-se a
C.A. de Barros detrs do Corpo Santo
D. 67.
COMPRAS.
t/fj PatarSes Columnarios, e B asi-
leiros por sedlas ou Mexicanas, e Me-
xicanos por sedulas : detraz do Corpo S.
D. 67.
afija (Jma mulata que tenha de idade
15 annos que seiba co-er engommar :
a pes*oa que a tiver annuncie.
^ 3o ps de fruta pi, rilo sendo |de
carosso, 5epsdesapoty todo praa|plan-
tar, quem os tiver annuncie.
tjqp* Potes de gruir vasios a 60 rs; a
duzia sendo dos pequeos e dos grandes
a 100 rs.: na ra k Orlas D. 16.
sjry Puntas de boi : na ra da Cruz
n. 56.
sjrsja Uma morada de casa terrea no
Bairro da Boa-vista : na ra Direila de-
fronte do beco de S. Pedro loja de bar-
beiro.
VENDAS.
Uma preta de apad Loanda boa ed-
gomadeira custureira cozinba ao com-
prador Be dir por quo se vende : na rus
do Queimado D. 4, 2. andar.
fW Umaoibrnba de idade de i3 a
1 i annos com principio de cuslura na ra
estreita do Rozario D. a9 terceiro an lar.
Uma oegrinha crioula de 15, a 16
A Barca Alie' sabe era principios de
Ago u por se echar o seu carregameoto
completo e tem exeellenles comroodos
paia passsgeiros, quem quiser traopor-
tar-se diiija-se a Allandega vaina n. 54-
P*ca o Bio de Jamiio
Com (o la a brevidade o FaUcI-o
anuos, sabe coser, engommar, e cosi-
nha o diario de uma casa, e boa quitan-
deira e chegada do m.'to : na ra das
agoas verdea D. 9, no primeiro andar.
. g^* Uma morada de casa de sobrado
no vos da parte do mar pequeo, na ra
nova de S. Amaro ; quema pretender di-
rija-se ao mesmo.
99* Uma inorada de casa Ierres, ns
ra do Moudego n. 38o ; quera a preten-
der dirija-Be ao -atierro da Boa vista na
loja de ourivi-s por baiso do Sr. Dr, Brito.
99* Um n-gro om padeiro ; -uma
c*9a terrea sita na ruada Guia.O. 5: na
ra das Cruzas D. 9
fJCp* Ou bypotbeca-se pela quantis de
5oc^uoo por tempo de 10 mezas, pagan-
du-ae es juros da lei, uma propiedade
de ierra com 100 palmos de frente e 5ooa
600 deTundo no Ingar dos Remedios, fi-
cando a freute qaaze de fronte da Igrrja:
na praaa da independencia leja de chapeos
D. 13.
S> Dus.nagras mofas : na loja do Sr.
Bandeira do rap.
NT Um lampiic proprio para armi-
zem sacas com farinha doRio de Janei-
ro barriscomdocede diferentes qtiali-
dades, caixas de t^ixaduras peni es de
alisar ferrus para engommar de latfo ,
e liabas de cabeca ; na ra da cacimba ,
rmaseos n. 5.
9&> Tabeas de pinbo : na rna da Cruz
56, ou na ra da sanzalla velha n. i9*
tCp" A Iguns palmos de trra paia se
levantar c-^sas e todo cheio de aivoredos
de frutes na estrada que vai para a ca-
ponga que*ae desanexa do sitio que pega
desde o manguinbo e tem 600 palmos de
fundo : na ra cas Ci mes u. 6 que sa
dir quem vende.
irjr Uma uiuUlinha de 16 annos de
idade cosmha, faz doces e refina as-
sucar um muleque de 12 auno de ida-
de : na 1 ua do fogo 11
Wd1- Uma negra moca cosinha o dia-
rio de uma casa lava de eak5 e brrela :
na ra de Orlas D. 47.
99* Um* cabra.( bixo ) propria para
criar com urna 01 ia : na ra Direila De-
cima ag.
ffy Um moleqne de 16 a 18 annoi de
idade, u.uilo ladino, e napas de todo o
servico : a falar com o Senhor Jos Gomes
Leal com loja de faseodas ua toada Con-
ceico da ponte.
1/9" A loja de couros na ra Dlr ita D.
5 na mesma loja a cbario cemquem tratar.
----- Uma casa terrea a cabada de novo,
e 120 palmos de frente com seu fundo que
na menos de !\ o.palm s tudo xas pro
hindo para o Mondego; adverle-se qo,t
tambem se vende so'a casa cima; come
porcens de 3o palmos
6^S Bar iras com farinha de milbo,
de mu to boa qualidada ,e um grande sor-
tmenlo de lahoas de todas as qualidades e
'grossuras todo por preco oommodu : os
pertendentes dirija sea ra da CrtizD. 16
assim como tambem urna porfad da sa'Ure
em rouilo bom estado.
4 dusiasde cabos de cavallo Marinhc
pira facas e gallos, dois pares de torno: de
milfim, para lipoia ludo feitocum mui-
ta perfeicad : na ra do Cabug loja de
relojoeiro que foi do falescido Aguto
.___ Um sitio na estrada do arraial com
ierras proprias lando mullas fructeiras ,
hum grande numero de ps de cafrzeiros
e um giande sobrado a ruinado com ue-
triaispara faturaou redifioacao'de mes-
mo, e tem"proporcoeni ventajosas para
sa conservar aonualmente uma nao pe-
quena porcao' de vaccas deLeite : na Pra-
cinba do Livramento loja de Amaro Gon.
calves dos Santos O. 19.
Um relogio caixa de prata lavrada de
repicad e de esperlador, e um culo de
ver ao longe : na roa da Madre Dos loja
defronte da Guarda.
fK> Uma espingarda.de cassa, com sa-
co, chumbeiro e polvarinho por pre-
co cora mondo .* na ra d Cruz n. 5y.
*j9*> Bixss de superior qualidade^gi-a-
dse pequeuas, por preco commodo e
com a condicad de sa trocar as que nao'
pegar : na ra do Vigario venda do The-
motbeo Pinto Lial n. 3o.
Ijsjr" Volantes j e galoens de toda a lar-
gura em poreoens, e arelalho, por pre-
co commodo como tambem redes do Ma
ranhaa': no ai masem de molhados na ra
do Encantamento, por b.'ixodo sobrado
do Reverendo Vigario do Recite.
j^ Um preto sem vicio, e nem
a chaqus : na ra das Laraugeiras sobra- .
do de hum andar D, 11.
ESCRAVOS FGIDOS.
Joaquina, niego angola, de 5o
annos, cora os signaes seguuites : estatura
alta saca, cilios grandes meios arrega-
lliados, naeia fula Castas sicali izadas ,
com uma le ida em nma das peruas e
uma sica tris no rosto; levou vestido de
bamba azul e mais um ou dois de chita,
da sobrecelente; enteodkdeainacar pi :
no dia 3 de Julho doofrsnte do Pji to de
Galinhas os apprtheodedores levem-a ao
dito Porto a seu Seohor Jos Ribeiru Boa-
vista ou nesla prac a casa de Pedro Ig-
nacio Baptista na praca da Boa-vista casa
D. 4 que aerad bem tecompensajlos.
W aoo^JJaoo rs. de gratificac.o a
quem Iroxer o moleque Joad por alcunbo
goxioi, tem os sigues segaintes, be ca-
noeiro idade 2o annos, penco mai ou
menos cara redooda estatura regular seco
do corpo sintura fina, canelas de per as
comalgumas fstulas de feridas qus ja t< ve
faja bem epevilado que parease criuolo ,
dezadare-eu em Abril de 1836 os appre-
bendedores o entregarlo a JV Carvalho
da Costa morador na Cidade do Recite de
Pernanbuco ra do trapixe casa D. 10 de
fronte do caes da Lingueta, que pronto sa-
ti^far o que promete.
- vy No da 15 do corrente Julho fu-
gio um preto de naci eoogode nome Pe-
dro baixo de estatura reforcado do cor-
po de idade 49 anuos pouco mais ou ma-
nos com pintas de cabello branco na ca-
beca muito a legre quando fra para qual
quer pessoa porque semprese esta rin-
do rujo preto vtio da Villa de S. Anteo
para se vender nesta praca ; os apprebet-
di dores levem-no a loja da quina da ra do
Crespo que vira para o Q jeimado ; quo
ser generozmente recompensado.
&S Fugio em 6 de Janeiro de i83a nm
moleque 4e nome Joad de nacad congo 16
anaos de idade baixo fgroco do corpo
bem falante que parece crilo olhos gran-
des testaa pequea cabeca redonda com
uma ferida em sima do p dereito e mais
em sima uma cu-tura de ftida e consta ser
futladof; roas alguma pessoa que eouber
ou der noticia dadle ae Iba olerece 60 mil
reis fora as despeis que tiver e pro-
testa contra quem e tiver em seu podis;
na mu uova U. 1G.
piioi: no tilia da Trtnpe lado estjuerdo [ Pbqn, na Tip. va ta, f, paria. i837^,
MUTILADO




CORRESPONDENCIAS

i i
Snra. Redactores. jeo Surrr-ssor, alenlas a* roeativas, que vm. me
ihes rago uob. de.ij.o. Pastado o da de S. Jiaj mandarri a sua
Pela ver primeira ,
tequio de me publicare! era o seo conceiluoso excusa para ter lugar logo qu<-.a verefiqe a pos-
Diario estas mal .atibadas liaba* a fim de se do novo Vice Reitorl *4 deJunho de 8 J*.
previnir ao espeitai. I Publico a esp.-ito d'algtf-
na calumnia ou tirito deslitvoravei que con da
Bispo.
Reverendo Sr. Era attencao as Supplicas que
Vm. por vezes Nostem dirigido pedmdo diruis: ao,
d ) Emprego de Vice Reitor e attendendo No a* ra-
zoens, que Vm. Nos tera cxposlo, ha vemos por
bem ac<-i(ar>lhc dita l)imis>o que se verifical no
intm surgir possa. Ex o cazo; tendo servido quatro
anuos, e hum mez no em prego de Vice Rtitor do
Episcopal 5ciuin.no d'Oliuda onde nenhumi ou>
lid co'JSJ anhelara se nao o interesse publico, boa
I --.. a>M> _. una i'ininni'F 11 uc cx; TX"l >uvai a nv
ordem e ivirmie lo mesuio e dunitlindo-me por dia em que lomar posse do dilo Empreeo o eo Sc-
cessor Jouvan lo Nos s Vm. a hdelidade e telo ,
com que lem desempeuhado os seos deveics no men-
ciona lo empregn.
Dos Guard'aVm. m-iitos anuos. Pula, o da
S d'.dade aa de Junho de \'iiy.
Jo B no Deocezmo.
Reverendo Si-. Vice R< itor do Seminario Episco*
p.d d'linda.
minha m.n aupo .Linea vonlade como bem se depre-
lieuJ; do* docu u -titos a >aixo transcripto.! ; es .me
tiiho ouvido dtser que lu diraittido conlra rninhd
vontade, e por initancia de outrem ; que tal Se-
nsores Reductores! como he, e com que inceresse
tanto se atente? S; por ventura por queea te-
nas medo de Jansar na. das Iblh.ta puolicis par.
me elender? uso, ealou cerlam?n(e nes'^c-zo,
a pezar do3 meoa li.nia oi conheoimenlos: Fiobeni
teuho ouvido diser que fui dimitido por Icr influ-
ido em lium moli.n a pouco aii appueeido ; cotiee-
Srnhores Redactores.
Como o S ir J o Arcenio Birboza charna-me de
co de barato que Inuvesse U inotrai o que me nao noco t0 Campo pela Correspondencia a vulsa no Dia-
he novo na queila caza serla por ventura es-as s r,. xfa p-rtendendo Justificar.se dn seu proced -
mmlias ideiaj> estou que em Ouuda e ooatra qua.- m.nt0a respailo da alforria da Kscrava qu faz o obje-
quer parle imguem ser capas de atflnuar de Ul-n lo da quest; justo he que p^tentei ao Publico algu
taicouzi, sera m levantar hura grai le lal-o as- eoa fia, di fazer cah.r por Ierra a sui f tadt
por
stm tsobemeitou convencido, que nio e.pdn.Ja anoesueis, ea sin Vaneracfo petos principios de
asi* noticia por pessoaa da quee Coleg.; humsmdide e polas os de ireito Niiu I
poiiiijsoR.iio. 8r. Coaego Reitor, como Tendo eu volunUria-n.mte mandado ofTerPcer a
iodos os Coiegiaes sabeni e podem cdnvenrer prpta em qmstlo o S.ir. Jlo Arcenia pir saber que
do coutraroi
te
BOUtrariOt Sealiorcs Reda t .res .e nao lo*- e$(e dezejava huna bia un qa1? m*cn: nlasse sua fi-
abuser da paciencia do remeitavel Public. ||Ui este Sor. mmto agradecido ceitou-a rugan-
do-mp mil bans por o qu.-^ eu Iba fazia ; entretanto
pisiirio sn os lempos sufi?ientps de huma criaco de
L^te qul qer, e sib^ndo que a minha Etcrava
nli nio seraocupida na amunentaco, mais aindi
no embornado, enssboad < cozer e bordar & & ,
CU appiesenaria doc uneiltos de miin para o
lino, e Reverendismu i>. (j.nr.a e suaa respos.
tas, quauda tsiava o Ex. e Hevere Iissidj Pie-
lado t.n Jacuipe, que ) faem quaze dous an-
uos, que supplu-o mioiid liaiissao e o Re>eien.
tlissiiiu i\ Laiiie^u tiiior sal;, que eu o te- e\ep\ dj Sor. Barb.za a vinda de minha Escrsva
10 eito par varia vetes ; p r tanto Senliores Re- aver s ella se ac'iav debilitada e poder com o tem-
dactores, estou, que n la inais.ser necess.rio para no rendediar o mal so por ventura eslivi'sse a minha
provar, que lu; diuiuliilo por ra -. gusto e mni propriedsde d'ede amiassadi ; porem o Snr. Bardoza
principalmente em linia, onde quaze lodos os ho- nao quiz satisfazer a minha exigencia chamanda-me
inen me eontoecem ; mas cu nao invoco o leite- logo ao Juiz de Paz para efeito de forrar a pela, e nis-
inunlio da quelles egostas, e bajoujos, para quera to com efeito nio poupou fadigas rmpenhos para
s lem boa nota aquatie misero, que adulla beija conseguir a sua alforria ; por qu vendo que perda
e&; e tera duas laca, e quando vera hura pa- o Sr. Baiboza os servicos que a preta Ihe fazia aem da
calo vi ver sobre si, andar lirapo, dar o seo pasceio, mtmentaci d* sua filha ficavo to bem perdidos
eosnlo bajular por suas czjs, metem-lhe a rusba os principios de humanidad* eo Direito Natural
no cachabo athe apparecer o oso invoco sira o tes* Venerados por, o Snr. Barbosa e todas as Naces ; o
teraunho da quelles hoiuens instruidos probos como ludo isto estoja i demonstrado ao Respeilavel
viituosos, e amadores do bem do prximo. Basta Publico, com os verdadeiro* fictos, rezesvo-me pa-
por ora Smhores Redactles e suramamentc, Ibes ra a^ora mostrar o contrario d que se acha encend
agradecer o seo constante Leitor. na sop adita avulsa Correspondencia.
Padre Joaqun; Xavier Portclla. Despoi* que fui chamado ao Juiz de Paz por o
Exm. e Revorcndissirao Sr. Posto V. Ex. me Snr Baibosa, receb' huma Citaco pela Vara do Ci-
nao participasse anda e eu j saiba da nomeacio vel sendo o Juiz o S-ir. Doutor B**nto Joaquim de Mi-
do meo mui digno Su;cessor toda va estou satis- randa Henriqne ( nao por que coubesse pela sorte a
iititaimo por ver, que se realiza aquillo que a este Magistrado ) mais sim por que nio poupando o
tanto solicitara e que por lio grande obzequio s Snr. Barbora trabalhos ndue a crer que se tsIpo
dos Ceos lera' V. Ex llevercndissima to justa, como deste Juiz para o proteger na sua pertencio, isto he
merecida recompensa: eu estou prorapto, e com o quanto a vencer lempo. porque tal *ez coro as de-
cubiculo desocupado esperando Bornale assistir moras Judiciaes en infiaquecesse, e campiozarainte
aquella posse o ento d.rigir-me a V. Ex. Rev- o Snr. Arcenio obteria de mim a alforria de sua pro-
rendissiina beijar as mos, agradecer e pedir des- tegida sem que ella iesse a meo poder e esta idea
culpa de taas, ello, grandes fallas. Dos Guar- se dedus quando na sua Correspondencia declara que
de a V. Ex. por mui diilatados anns. Seminario o Snr. Doutor Bento despois de qaatro mer.es de chi-
Kppiscopal d'Ulinda 14. de Junho de i837. Exm. cana deo-se por su^peito e a cauza disso suporm ter
e Raveiendissimo Sr. I>. Joo da Purificado Mar- sido nao querer este Despachar hurameu requerimen.
ques Perdigio Bispo desda Diocese. to no qual pedia-lhe a remedo da preta; e nao Ihe la.
Padre Joaqnim Xavier Portella. ria favor o Snr. Doutor Bento demorar a cauza quaira
Reverendo $r. Padre Joaquim &c. Desde que vira mezas 1 Deve reconhecer a todo lempo os favores que
do Seminario depjis dos exa.nes, logo convidei o se fiserem a V. S., e nao maltratar e esqmcerrse no
_,--.


a )
ludo : quaudo o favor nao he felo em toda sua pie-
Hitada 7 por qu* o Embregado Publico he rwponsa-
vel por Has acces ao Tribunal da Opinio Publica.
Passou em consequencia da sosp<;ico a cauza para
Sor. Doutr tastos, e conhecendo o Sur. Barboza q
esto Magistrado nenhuma duvida tinha em mandar
remover do Shr. Braboz* a preta, rogou a huma pes-
soa de consideraco que esle se empenhasse com o
nr. Doutor Bastos e este se empenhasse comrai-
>o, afim de me acommodar Uendo esta pessoa
omesmo para com o Snr. Ajudanle Louho e I ai
deste; e nao seria niilhor declaiar estos KctOl sem
dzeronomedesta pessoa? V. S. nao declarou qu-m
era o omcial de Justica quando foi executar o manda-
do de reinoco Manuel Ignacio Fialbo diz est que nao percizava mais disto que tudo se eslava
arrayando? en
Prmetti por tanto acommodar-me ao anr. uou-
tor Bastos, e a sererei isto com aminba palavra ,
que dentro de 3 u 4 dias forrava recebi com
efeito a preta em hum da Sbado as 5 horas da tarde,
e logo no Domingo mediato escrevi o Snr. Doutcr
Bastos sendo o portador Joz Juaquim do Espirito
Sanio, dctarando-lhe que na segunda feira eslava
probt para passar a Carla de liberdade da preta ; po-
rem Isso se nao poud fazr i. por ser ncessario
dezistencia conlar-se os aucios a. vir o Snr,
Barboza a ininlia loja com 4oo mil re. m Sedulas para
alForria d preta como prezenciaro os Snrs. Joz
Joaquiro, e Manoel Dartes Ferro nao aparecendo
os (ido mil rs. que estavo Depozitados para este
im 3. nao votfar o Snr. Barboza durante dous
das ho sei se por falla de dinhero que inteirasse
7oo mil ra, oii molestia ; e no fim (lestes dias viero
cnlfo a ininha Caza os Snrs. Joaquim Joz Ferreira ,
Joze Jernimo falar-me porparle do Sor. Doutor
Bastos sobre omsmo fim que eu ja tinha dado pala*
yra, nao toi por tanto o Snr. Ferreira com o seu
coraco ben fazjo, quefez com que en forra-se a
preta pela quantia'de 700 mil rs., e menos por cauza
d Snr. Rarboza trazor-me somente loo mil rs. para
aforri trei protesto para pedir pela Liberdade da
lscrava num cont d res.
"Em'quBiito porcm nao saber o Snr. Arcenio Barboza
como hSe apanhei'63.656 rs. a ttulo de cusas e dias
de se'rvico da preta, cauza d sua adirairada innocen-
cia ; forcozo he lembrar-lhe que Teja nos Cariarlos
os u'ctos examine a sua contage e jutando a quan-
'ti'a que encontrar mais 5 mezes menos 11 dias do
alujjuel da ento minha escrava a razo de 8000 rs.
raensaes, dezeriganar-se-ba'se aqueta quanlia ihe fora
apanhda-, q justamente receida.
'Sors. Ttedactqres teriho mostrado qtul os principi-
os que fizerao o Sur. Joo Arcenio Barboza Venerar
o> da 'hunianiclade e Direito Natural relativamente
a preta ; qaes os motivos de se ter empenhado para
acommodaco o Snr. outor Bastos ; qual a cauta de
se passarem i'i dias e meio sem eu passar a Carta de
Liberdade a preta protegida (por querer eu lanca-h
lias Votas;; sobre que l'alou o Snr. Ferreira; a cauza de
ter eu apanhado os 6365o rs. do Sor. "Barboza ,* e fi-
nalmente o nenhum preiesto que tirei para alterar o
ontrato feilo com o Sur. Doutor Bastos; e a vista dis-
to espero ter feito chir por'terra o que b Snr. Ar-
cenio Barboza a vancou era sua Correspondencia a
meo respeito, e a Vms. Srs. Redatores muilo-
agradecidomes cofidando hum canlinbo na sua eslima-
vel flha a stas Kbhas mal tracadas do seu assigoante.
Manoel Joz Tavares da Silva
------- 1 flan
Srs. ItbdactoreS .
Lendo o sen Diario N. i5o, aebeia Parte em
ja dororreute dada pelo Snr. Prefeilo deala Comar-
ca ao Exm. Snr. Prezidente da Provincia a respeito
do dezastre que recebeu a caza que estou fazendo ede-
delicar na ru* d'Alegria deste Biirro, e do lamenta-
Tel damno por este motivo cauzado fa' familia do Sr.
Manoel Ferreira Chaves ; e como vejo que S. S,
sem milhor informaco refere o cazo e me brinda
injustamente com os eptetos de inhumano e de me-
zurado avaro s para fazer verdadeiro o fado, e pa-
ra me salvar de 13o inexacta imputaco rogo a Vms.
o favor de encerirero estas rabiscas porem fiis em
o seo seguinte numero. A filha e a escrava do Snr.
Chaves acha5-se sem perico ; mais a segunda nanea
>steve a expirar como informa rao ao Snr, Prefeilo.
Se S. S. fosse bem informado, qoerend) narrar,
fielmente a desgraca deveria dizer que alem das
morios, ouveio dous feridos : nao o dice; e por
que? Por falta de informaco, ou de vontade, po-
is que esta a verdade que nao cabia a S. S. alterar
de forma alguma quando tinha de a participar aquel-
le, q' Ihe d ordens, e Ihe toma cuntas. S nto porem,
uotar que a cauza desla inexactido proven ha da
negligencia da Prefeilur ; por que. nao obstante
s-r publicissima a catstrofe, nem o Sur. Prefeilo,
nem pessoa sua dignou se epparecer no logar para
proteger a quem carescesse e providenciar contra
outros males que a semilhantes se soguera deixan-
do que ainda boje estivpssem debaixo da ruinas os
morios e despidos os esrapos se o nosso Povo ,
pela sua natural propenso a socorrer os desvalido ,
nioacodsse ; cansando se o depois e de muito Ion-
pe ?m tomar informacoens de psttOM que nem
assistiao ao horrivel acontec ment, eque sem du-
vida nem palavra podero dar com fundamento so-
bre a sua cauza! Por igual afirmar o Snr. Prefeito
que a 3. vez que cae o oito dessa caza ; por que
a.*8 ; mais 3. nao : issim como taxi bem se en-
gaa em que elle quebrasse perna de preto ; porque
isto falso. E\ sim Snrs. ; a a. vez, qne o oilo
da tal caza cae por que comprando eu afrente feita
e o oitao d'allura desla ajustei de empichada com o
Mestre Pedreiro Bartolomeu dos Santo-, o acabamenio
da caza e levantando elle a empea do oito sobre a
pavede feita estando ao ponto de receber madeiras
esse oito caisse a I. vez, A pezar dessa minha ac-
cuzada avareza e inhumanidad* mandei 1. vez
levantar o oito da caza ; mas com parede dobrada
para evitar a ineama- -queda : todava che^ando a
altura do outro, caiu na minha de 11 de J sente e caido est inda pela 2. vez sem chrgar
3." que mal ag.iura o Snr. Prefeito. S pois
oito cai essas duas vezes por cruza do grande inver-
n que n'uma e n'outra a como di/.em alguus ,
ou por ser construido com mais areia que cal nao
sei por que nunca fu caza ihh trabalbei com cal
O areia, e nem deregi a obra para com por os unteria-
ts, e imputar se-me avareza, ou dezumanidade cm dei-
tar mais cal que areia no barro e levantar a pare-
de para dar taes damnos: s sim que inda je den-
tro da caza est material para o oito ser muitissimo
bem construido sem mais areia que cal -orno pode
examinar quemquizer. Isto que a qual quer permi-
to hom era o Snr. Prefeit > izesse e at Ihe rogo ,
para poder provar a avareza, que me atribue, ou
ver provada a inexactido da qu -lia sua pirte deste
lado ; por que di outro de inhumano, nem elle e
nem qualquer pessoa que busque poder tirar de
s esta honra para me-dar, Aproveitaudo e-la ccca/.i-
o, Snr. Prefeito, pesso a V. S. mais homanidada
para mim e mais liberalidade com a Piovincia ; por
que com acalumnia to bem se assacina o hoiv ro do
bem e com o mau dezempenho des lugares umita
avereza se vxrce : o que nos paizes pol>cia enconlra havendo menos despezas e s-m compaiaco
mais bem Publico. Eu sou Snrs. Redactores.
Seu assignanle leitor.
Boa Vista 18 de Julho de 1837
Joo Baplista Branco.
Pernambuco na Typ. de M, F. de Faria, 1837
I
. 1


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