Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05751


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Full Text
ANN*> DE 1837. QUAA.TA El IRA
25 DI MATO. N. 111
TERN. na TYP. oiM. F. or FAMA. 1837.
*
das da semana.
S'2 SffniniU *. Rita de Cataia, aud- d >s juizes do
Cr. de in. e de t. sea. da Tliez. Publica e Chano.
de t-
33 IV rea S. nasilio Are. Re- de m. e n.l. do J.
de O. de t.
34 Quima 8 *.ftn M. Sea. daTheannraria,
'.'."> Quiii t Corpa de Deo. Proc. loteme na Mal.
de j. Antonio,
'.'ti Sexta S- I'elippe. \eri. Ses. da Th. Ful, and. do
J. de O. de i. Quart- miiig. as 9 li. e 14 m.
da <".
27 sbado S. Joiio P. M. Rcl. |de ni. e aud. du V.
(1. de t em Olinda.
28 Domingo S. Germano b.
Tidc agoradenetnlc dn non meiuhoa da nout pm
.Inicia, moderac.o. e r.nergia.-coiitinueuioii OODI*
principiamos, icrainoa apoutadoi con admira*
i;o cutre a, NaqoVs man culta.
FrociumafO* da Aiumblia flaral i MtatH
Sub^creve-se a lOOOrs.mensaes pagosadiantadot
nesta Tj pograta, na das Cruces 0. 3, e lia Pra
ca >la Independencia ti. 7 e 38 ; oudese recebein
correspondencia leralisadas, e anniincios; nterin-
do te entes irrati, leudo doiproprioi amiguante,
tui.l.i asuignadoa.
CAMBIOS-
Maio 23.
JLi'Ondres 33 a 32 Ds. St. noi l,,cd. oa prata a
(por ccnlo de premio Nomina.
Lisboa55 uoro|o premio, por metal, Nom.
Franca 295 lis. por franco
Kio de Jan. (i p. c- de prein.
Moedaa de 6400 i3mo aa vclhaa, novas 12,,000
4OO0 u,.700a ti,.800
PecoB I..4G0
Premio da p> ata 50 p. o
,, da* ledras, por mea I l|i por o|0
Cobre 25 por ceulo de descont
PARTE OFF1CIAL.
PERNAMBUCO.
GOVERNO DA PROVINCIA*
Expediente do da 22 de Maio.
OFF1GIOS.
Illm, Senhor A vista dos OdLios do
V. S. de 5, 6, l7do correute dos
documentos qne os acomp-nharu, e que
deVoivo tem esta (r vean resOlvido, q
nada obstante a duvida do Procurador
Fisc I, aceito V. S. os ofteraiiment->8 q'
de hum terco mais que sobre o valor d ariern.>tacS9 do imposto de 4' ie,s eBa
ornada de bebidas espirituosas, e Dieimo
do Gado vacua), e ravalUr dos Monicipi-
04 do Biejo, e Garanhuns, fasern Manuel
J >aqoim Paschoal Ramos, Joto Leite
Torres Galiindo, e Joaqun Francisco
iiu Mello Cavalcante ao. quaes com as
(ululas, e segtu;jigis lgaos considera*
ra' V. i.S. Arrematantes de cid* urna
das ditas ImposicSes. Alem do intereres-
hc e augmento dts Rendas Publicas, so-
bre que Cumpre escrupulosamente vigi-
r: sipli-.faz ettOGoveriio disposiqes de
],' is que se nao podeai dizer dei rogada*
po Ait'go 56 da de 4 de .lubro do
1831 ; pt-i* nio seda contradice, ees-
a ait'go i iodigita um teiceiiocaso pelo
qual es Arrematares se podecem rescin-
dir, alem de dous o de conluio, e ob!a-
caudeum laico mais, ja as leis anterio-
res de< Iiada9 : Quanlo do novo Icio
primeii'amente ordenado; re-olveu este
Governo na dever-se a elle proced r, poi-
que Uto so seiia admissivel be as arrema-
l'5es seaooulassem por motivo de con-
luio, ou por fa'ta daslegats solemnida-
de>
Dos Guarde a V. S. Falacia do Go-
veuio le Pernarcbuco 11 de Maio de
1837 Vicente Tbomax Pires de Figue
tedo Camargo Sanhor Inspector da
Tliesouraria Juo Gonsnlves da Silva.
Ao mesmo partecipaudo-lbe que
para Asignatario das Notas do novo pa-
d.-aS era lugar de Jo-e dos Santos Nuoes
de Olireir, que se escunou, Coi oomeado
Joaqun) Viegai.
AoCoiouel Chefe da primeira Le-
ciao das G. N. do Recite nomeando-o
para Commandante Superior Interino das
mesiitas Gualdas INacioriaes durante o
impedimento do actual CommandanieSu-
peiior, e partecipaudo lbe que para o
Substituir no Cumulando daLeg'io refe-
i ida ioi oomeado o Teen te Coronel Co-
mandante do a. Btalbo.
mm Ao Cominandanle Superior das G.
N. do Recife, part?c'p nomeado para o substituir nterin inmute,
o Coronel Chele la primeira Logio.
Ao Ten-ote Coronel Commanihnte
do segundo Bt. interino, da primeiria L-gio.
Ao Dir-ctor Interino do Curso Ji-
ridico d O inda exigindo inlbrmaca
a cerca do lleiuerininto que se I lie en-
va de Jo-6 Baptista de Soiim Manguinho
em que pede o lugar de segundo Conti-
nuo do mt-nn Curso juridico ; afim de ser
cumprido o Aviso expedido pela Secreta-
ria de Rslado dos Negocios do Irjpoiio,
qne timbem se ide env a.
PORTARA.
A' Joaqnim Viegas, nomeaudo-o Assi-
gaatario Uas notas do novo padiio.
OHiiios doSecrttario doGoverno.
Ao primeiro Secretario da Asssemble.i
Legislativ Pioviucial enviando um el -
iicio do Tenente Coronel Commandanie
Geral do Coipo Policial, pedindo pro-
videncias sobre os obstculos que tem en-
contrado na estricta observ n'ia das Leis,
e regulamtntos do me-mo Corpo ; alim
deque a Assimblea haj de tomar em
consideracio tste objecto.
Ao mesmo, invianJo, um oTicio
do Prel'eito da Comarca do Rio Fui mono
no qual f^sAido ver o maoe lado em qne
so a< lia a casa quet>erre de Quaitel ao
Destacemente do Corpo Policial, reque-
sia (jueseja coosertada, c se 1 lie forneco
alguna objertos necessarros para o dito
Quattel* afim de quo a Assembiea luja
de providenciar a nspeito, por qoaoto a
Le do 8 de Junho de i836 neohuma 5-
ma consigfKiu pata taes despesas.
O segu nte Parecer be o a qua se re-
fere o cilicio ultimo do expediente da \.
L. provincial irtoaCriptO no Diario n.
io9 pag. 1. w C. 3. 9 4
A CommissSo de Fasenda tendo exami-
nado a represeotcio eocaminhada pala
Presidencia da Pioviocia a essa Assembiea
en que o Inspector da Thesouiaria faz
ver, que nao^ se tem podido arrematar os
Impostes de 2o por cento d'agoardeola de
consumo, aooo rs. por cabepa de gado
consumido, disimo logado vacuin e ca-
vilar, e pass-gens dos ros relativos a al-
guna Municipios por nio -ppareceiem
Liictantea que cheguem aos piejos por
qua lora6 ai rematado no auno prximo
passado, e pede providencias a respeito ;
julgx no er precisa medida Legislativa
pira providenciar sobre o a\>a soeeito ,
poiq' o Decreto de i4 de Njvenbro de
l8-"5j que Comm ssio julga nio star
revegado manda qua as arremalaces se
lacio logo que haji. ltigos, que cubraS o
iiidiiuento medio dos tres anuos mais
prximos quelle em qua te fa/. o contra-
cto. E poeto que para o ionuotto de
2ouo rs. em cfbeca de gado de consumo
nio baja e-se rendimento medio de tres
annos p-ia base da ai retnalacio,
lodavia o a commi.-sio que se p ;de es-
tabelerar orbate propoi cionalmtnte ao
rendimento me lio producido pelo atitt-
po imposto de 32o is. e5 ru. em arra-
tel de carne fitca. He portanio a Com-
inissio de pan cerque rusto sentido sa le*-
pond ao r.xtn. Presidente da Pravinca.
Salla da A. L. da Proviuca de Peruam-
i3 de Maio i837.
Vloraes Ancora.
Francisco de Paula Cavaleanti de Albu-
querque.
COMMANDO DAS ARMAS.
Espediente do dia 2o de Miio.
OFFIC10S.
Ao Eso. Pretiden'e remetiendo um
OB iodoCapitaS Commandanie da For-
lalga do Brum em o qual leprasentav
a avaria que estava sofrendo a plvora
dos pirticulaies pela txcessiva cliuva e
minado raiol, e padin lo iemesa de
l.es pequeos eutendfls para d'alguma li>r
ina iapelir a continnicad da niesroa av-
lit 3.U qusnlo se proceda ao couccr'o
do novo Paol que tinba ldo cometo
desde o anno pa-sido disendo que a
urna lal requisica nao sabia em verdade
como, e poique maneira a deviria consi-
derar paia pre-t>ra providencia porque
s>nd temo ra, e eslava se viudo dilo Ar-
mizem por falla de casa de plvora r'e
I) psito ou Aimas-em Alfindegado cora
urna de uas chives t-m ma5 do respet-
voluspecto, ptrecia-lhe nao competir o
cmcerlo aRepsrtica Milfflrr esimade
Fas-inda cujai despesis sao distinctaa, e
reparadamente feilas. (Jue a vista do ex
posto ?o serviste provideheiar instru ndo-
Ihe ao dopo s c'e como devin dito Armasem
si- considerado para sua ftnha de condu-
cta e governo.
Di ata
0FF1CI0S.
Ao Es:m. PretiJeota, requidtando o
concert da Salla d< Ordens quotandi*
sido principiado no anno p. p. navia pa-
alisa Jo dfsdeeoto. dando lugar a estar
PARTIDA nos CORRBIOS.
Olind*Todo* oa da no meio da.
O .Mu. Alliandra, i'araiba. Villa do Conde, Ma-
ma-guape, filar, Rea; de S. Jlo, Brejo d'Area,
Rainba, Pombal, Nova de Soasa,Cldad- do Na' '
ViMaade Coianninha, e Nota da Prineera, t,'iddo
da fortaleza, Villas do Anuirs, Monte mor novo.
Aracatr, Cascavcl. Canind, tirunja. Imparairts
S-Bernardo, S. Joao do Principe, Sobrar, Novao
Rlllev, Ico, S. Matlien, Reaebo dosan^ue. *.
Antonio do Jardim, Quexeramobim. < Parnali b
Secundas c Sextas leiras ao incio dia por via d.
Paruiba. Santo antto-Toda*aa quiniaa letras ais
meio da. Garanbuns, e Boimo- nos das 10 > i*
derada mee aomeio da. Plores-no di:. II de
cada mee ao nieio lia. Cabo.Sertnliaeo, Ro '
moto, e Porto Calvo- nos dias I, II, 21 de cada
niej^_______________________ ________^=l==.
prosenrtmente a S. lia alagada com a gran-
ue invernada e a anuiuar*se por isso
inesu.o o edificio.
Ao meamo Kxm. 8r. disendo-
lbe que rom a intarraaen que lhe foi
dada em OfScio de 11 de Fevereito no re-
5|uerimento do 1. Tenenle Reformado
K c. V. tinba bem prelienxido o sao de-
ver esatsfaito quanlo lhe fora determi-
nado em despacho do Conselho Supremo
Militar porque nada constando na Secrft-
tii* a respeito da Rafurma deste official,
j tmha a rcfeiir-se aos-scos propiios do-
oamentos, emilindo como fe afinal o se
parecer acerca de sua idanidad e fiica
incapacidade para reve-ter ao sarvico co-
mo elle pretenda. Que agota quo Ihu
tornava mandar informar em consaquen-
ciadeoutra oidem do Poder Supremo.
exigindo especificada declaiacada rasao
^ultima de sua particular infurmagziS di-
aia que nada constando na Societaria a rs-
peiio das causaes dd .emilh*nte Reforma ,
por ter o antio Covernador das Armas A .
J. F. de Brito quaodo o propo para Re-
forma feito-o em sua correspondencia te-
creta rom o Cove no; quacomsigo letn
quando se reliiou t par isso podia jun-
tar aOrdam do Dia t|ue rom outras ti-
nha publicado tal Rcforin podendo t
o Conselho Supremo Militar, caso jui-
cas-a proposito, e necesario --o'icitar d;
Secretaria d'Estado dita proprosla qua
como oa de sopor dev:a ali estar ai cla-
vada. Que passarido ao vencimento do
meio sold da Patelo, que ora est per-
cebeudo como dice iucomi etenlrmente ,
x iaagoia pela ultima iuliiimacao da The-
s arara haver eido pela occoiiemia do
iu ter o Decreto pielinado o sold cor-
respondente e a circunstancia ulterior
d^ ter completado os vmte anuos do ser-
vic) quando publicada. E finilmeute ia-
fonnando da novo disfavoravel.oente a
o?rcada volts deste Olicial para o sor-
vico do Eicercito moslraia, que a Gd-
vemo por EquiJade, e Munificencia po-
da milliora -Iba a Reforma te assim o
Julgi se em ba Alia SabedOiia.
( Conlinuar-se>h. )
DIVERSAS RtPARTlCOKNS.
THE OURARIA OA PROVINCla.
Illm. Sr. Exige V. S., quo eu
informe sobre o Aviso da Secretaria da
Estado dos Negocios da Guerra de lo da
Janeiro do crranlo palo qoal constan-
do ao Regente auo Nomo du imperador ,
que nesla Provincia se tem pago aos OB-
ciaes de i. Liaba do Exe.c.to constante
da relajao que acoropanhou ao rnaarao


DIARIO DE PERMAMBUCO.
m
Aviso, 8 quantas nell* designadas de ven-
cimento? atrasados de 1824 em diante, se
dele, mina que o Exm. P.esidente da Pro-
v.'ncio procedendo aos dov i Jos exames in-
forme declarando de que procede sim-
Jlite divida por ordem de quem, e em
que d..ta fora pagas lacs quantias. Sa-
ti-f'Co ua pirle que me toca isto he so-
biea legalidade de taes dividas e ordetn
porque fors6 paga*.
A nenhum Offiei.il se pagrSo taca col-
dos devidos (!e,dn i8a4 sem que apr-
senlas e Pllente Impeiia! ou Decreto de
con fu mQo do P. sto : alies ero Pravas
do Exercito, e forio suspensos do exerci-
cio e sold por hum dos mais ratvoltan-
tta arbri s da poca sern sen'eoca ,
sam pronuncia sera demiswi, e sera
mesero constar por escripia germinante
medida : forio como Ofiiciaes queeiio ,
chamados ao saivico era i83i ; eo De-
creto de 13 de Selembro do maaroo anno
deo p?a elles existencia a> a8 do rrt.
i7) eaoart. i4o da Constituido: de
claradas em fim as saas promoces legara,
i-arfo confirmado!. O roesmo Exm. Mi
ni.-tro, que exige a Informlo acaba de
mandar pagar justamente o Major
Emiliano Filippe Beuicio Manduruc,
por igual com aqoal'outroa Ofliciaes ooro-
plicadoa nos acontecile o tos polticos da
quee anuo de i8a4 eate condemnado
pela Commissa Militar, os (toldos deste
Fosto desde que entrou no exercicio de-lie,
exceptuado rnente o tempo em quo es-
ta ve fora do Imperio ( Copia JN. i. )
bera que este Major fotse proposto em
i825 e confirmado per Decreto do a5
de Abril de 1836. Eu fora demasiado ex-
tenco se txpendesse ou tras mutas rasSes ,
cada buroa das quaes decide da legi tmida -
de das dividas dos sidos pago--.
Qunto a ordem com que e fizerio
taes pagamentos tiles iodependem de
ordem especial. A ordem exi-te Da U. de
L. de 3 de Outubro da i8J4 que no
A nidos militares posteriores do anao de
i826 aquautia de 100:000^300 rs. ; ex-
iste naC. de Le de 3i de Outubro de
1835 Art. G. 14 onde sa consig-
narlo para a divida passiva no Ministe-
rio da Gasria posterior ao anno de 1826,
oti'ra igual qutntia de ioo:ooo$ooo rs. :
existe na c. Je L i da fuudicaS da divida
publica d l5 de Novembro de 1827 Arta*
il Hh i3 : existe na Provino do
Tbesouro Nacional de 14 de Julh> de
i83o, em qoe se crdenou que as Juntas
de Fasenda das Provincias defsiisscm 'Os
rcquerirren'os doi Credores da Fazenda,
que requere sem pagamen'01 ; a que
quando duvidas-em do direito dos orado-
res podori 5 estes cjnven e les pelos mei-
01, e acQdS competentes ; cascando 00-
neroso e incompetente *xpe *iente f'e re-
correrem ao ThesoNro : existe na Previ
s. do rnesmi Ttiesruo de i5 de Ju-
nbo de 1831 que docl.ua d.-snecessaria
p tica dase expeiir es Pr. viuci boma
ordem especial para pagamento desoldoa'.e
existe finalmente na quotade ao:ooc$oco
rs. dada 9 esta Provincia para pagamento
de taes toldos no corrate anno financeiro
(copia N. a. )
To coiivencido pois estou da 1< g-Ji-'a He
com que a Tbssouratia procedeo que be
meo decidido parecer, que se continu
em taes pagamentos aos Officias credores
legtimos-, queos tem iequerido ato en
de ebe-gsr a qnota marcada.
Der.s Guarde 1 V. S. Recife 18 de
Maio de 1837. IJJro. Sr. J a6 Gen-
salves da Silva Inspector da Tbesonra-
ria.
O P ocaradar Fiscal
Antonio Joaquim de Mello.
Alfandega das Fasendat.
A Baroa Francesa Alie, vinda de Ha-
vre entrada em 18 do cerrante, Gap.
Lataerra, consignada a Manoel Alves
Goerra.
Menifwstou o segunte :
997 Volumes com diversas fasendas, i
b r< il com ameixas, ao volemaa rom
drogas 1 barril com vinho lo gigos de
Vdrnis 2oo barricaa com farinl a.
Pera do Manifest.
2 caixis de folfaa de llaodes -ora-se,
a pacotes com amostras, 3 caixs cem bi- posioaS o pardo Luiz d'Assumpca re-
"i9' 2i ditas com quejoi 10 pessas de medido do* Pera, onde seiva com praca
de soldado na Expediaa que d'aqui sa-
bira par o haver requisitado o Exm. S.\
Presidente d'esta provincia visto ser o
cab. s da Hostia 56 caixas com viobo 8
barris com dito, 42 gigos rom champa-
nha engarrafado 15o ditos com serveja
dita, i barril com agoerdente, 1 caixa rom
chapeos de sol a ditas com perfumara ,
15o arrobas debtalas agarnel.
O Brigue Sueco Jaibos viudo de
Storkholm entrado em 18 do coi rente,
Cap. c. Cronholm, consignada a P3. O.
Bieber e c.
Manifestoa o seguinle :
li56 Pcdras para lastro, 35o dn-ias
de laboas de pinho 32 vergas, a5 caixi?
com asso io dita* co n Hcor 28 barris
com alcatra.
MBSA OA8 DIVBR8AS RENDAS.
A pauta he a mesma do N. 89.
CORREIO.
C. do Exm. Piezidenle ao Min.* da
Guerra, interesse de Vicente Fer-
Teira do Epirito Santo.
Do dito dito ao dito da Fasnd, n
teresse de Didier Roberto e C.
Do dito dito ao dito dito interesse
de Jesuino J-seTavares.
Seguro.
De Higino Jos Coelho ( do Para ) a
Bernardino Jos Coelho.
As prssoas interessadas diiija5-se a esta
AdraimstracaS para daro conveniente des
tino aos Oicics a cima declarados.
PRBFBITURA DA COMARCA DO RECIFB.
Parte do dia aa de Maio.
IHm. a Exm. Sr.
Participo aV. Exa. que das partes bo-
je recabidas consta que fora5 presos a
minha ordem e que livaro o compelen-
te desoo Jos preto e-crvo de Jo-
xc Roberto da Silva entregue por om
soldado de Polica por briga ; Benedi-
cto, pardo, escravo da Luix Sete re-
metido pelo Swb-Preleito de J. Antonio,
por ei.Ur fgido; Sebattiad Gonsalves,
branca, eFranci-co Jos Lins, p^rdo,
remeltido8 pelo Comm. ndante da 1. Pa-
trulha que rond<*u o dislricto do Corpo
Santo este por ter faltado o respailo
mesma Patrulha e aquelle per lar a su-
taberna aherta tarde da noite depois de
t r.sido por vezes advertido d'aftixar pelo
refferido Commandanle ; Pedro, e Fran-
ciso, pretos, e'Cravos de Manoel Anto-
nio Dias, remedidos pelo GmmiVario de
Polica do dislricto do Rozarinho por
e=tar m em briga.
Nada mais const>.
Dos Guarde a V. Ex. Preftitora da
Commarca do Recife aa de Maio de 183;.
lllm. e Exm. Sanbor Vicente Tho-
maz Tires de Figueredo Camargo, Pre-
sidente da Provincia Francisco Antonio
de S*' Bineto, Prefeilo da Comarca.
Dia 23.
lllm. e Exm. Sr.
Fex-se o Servico da Polica eem novi-
dade.
D.os Guarde a V. Exa. Prefeitura da
c j.-nir. a do Recife 23 de Maio 1837. -
lllm. e Exm. Sr. Vicente Tboms Pies
de Figueiredo Cama'go, Presid nte da
Provincia. Fianciaco Antonio de S
Brrelo, Prefeito de>ta Commarca.
ANNNCIOS.
dito pardo enciavo de Di Mara Senhori-
nha de S>usa Rangel., qual deve ap-
piesenlar ostilulos, qne virifiquem o seo
dominio a fim de Me ser entregue.
Francisco de Barros Falcad ravalcanti-
d'Albuquerque, Secretario da Prefeitura.
West Secretaria da Prefeitura da Co-
miroa do Becile exite urna escrava de
Francisco Jos de Paula tilho de J se
Fernandes, natural do Rio Grande do
Norte, oqtial t'eve praca de soldado no
l. Bataliii5de Gacadores de t. Linha
da Brigada Expedicionaria Provincia do
Pa..
Francisco de Birros Flca5 Cavalcanli
d'Albuqaerque Secretario da'p.ef tu-
ra.
O Coronel Josa de Barros Falco de La-
cerda, em virtude da Carta infra convi Ja
aos Senbores efioiaea que com elle ser-
virlo na Campanha di Independencia na
Provincia da Baha para'quo hajio de
Me dar alguns esclarecimentos relativos
as prapas que dsbixo de seus Comman-
doj falesceraS na dita Campanha.
lllm. Senhor Coronel Jos de Barros
"f alco Bihia 2 de Maio de 1837. De-
zejo, que V. S. goze saude, e pax. Es-
lando a imprimir o Poema da guerra da
Baha em 1822 e i8a3, que trabalbo por
dar luz l a de Julho vindouro; falta-
me o nome do lllm. Senhor Cadete, so-
brinho de V. S. que foi ferido no ata-
que de 15 de Fevereiro de i8a3 ; e bem
a.-sim o de todos os sargentos asoldados
moi tos nos diferentes ataques, principal-
mente no de 3 de Maio a 3 de Junbo, em
que sei que morrero doua segundos Sar-
&>'. Se pois V. S. for possivelcom a mor
brevidtde enviar-ma huma relago cir-
cunstanciada dos morios, e feridos, Ir'
mais hum ser*ico Patria, e a mim mui-
toespecial favor. Aqu Oco prompto pa-
ra o ostrar, qnesou De V. S. muito at-
iento respeitador subdito, e obrgado.
L.udialo doi Santos T tara.
Antonio Innocencio da Pinho, Jdo Ca-
valcante de Albuquerqup Manoel Bar-
bosa da Silva, Padrs Eloi da Cunha Sou-
lo Maior, Antonio Felippe de Olanda Ga-
valeanle, Francisco Corris da Amorim
Manoel Joaquim de Souza Frao-
ci-co Alves Camello, Joio Jos de
Mello Felicianno Joaquim de Aguiar
Antonio de Barros Corris Jos Jacinto'
Lopes, Francisco Xavier da Funceca Jo-
io de Mcura Bo-b*, Jos Rodrigues dos
Santos, Fraruisco Fernira da Cosa
Pedro Liurenco Rodrigius Francisco
da Malta Ribeiro, Mif.ni I Joaquim Ve-
Ihr de Mello,Fiancisco Quirino Pinto, J0.
e Lope* Coerfao de Mello, Manoel Gomes
de Frailas, e Francisco Cabral de Mello.
E para constar mandei passar o presen-
te, que sera' afixada nos lugares mais
publico da Commirca e publicado pela
Imprpnsa. Villa do Limoeiro |2 de Maio
de i837. Eu Frtnpisco Lopes Vascon-
celos Galvo, Escrivo do Juiy o escrivi.
Firmino Pereira Monteiro.
Lod
rrs ; a.
EDITAL.
feira 3 d'Abril de i837.
Poucas cousas ha mais ^honrosas aoca-
ncter Bi itani. o do que a cordial unani-
midade rom que os Ing'ezes de todos os
partidos e opinies lem cooperado para
a total abolicad do trafico da escravalura.
Pelo que respeila nos^a ingerencia Ka-
ci 3o annos lem ja de corrido depois que
oslencivamenle se pz fim a ese brbaro
trafico p'orum dos actos mais populares,
que passoo jamis em Legislatura alguma;
ese durante esse intervalo algum objecto'
mais que ootro tem oceupado ara emi-
nente lug-r nos ROMOS negociosestragei-
ros, temos sempre entendido que
excitar e asegurar um semelbanle aban-
dono da parle das outras Nacoens consti-
luia um dos fins principies da noa Di-
plomaos. Para a consecuca5 d'esle gran-
de fim se tem com luido tratados de vri-
as dallas, e provisSes entra este Paiz e
todas as Poienciaa continentaes a-sim co-
mo as Repblicas do Norte e Su I d'Ame-
rrca e como he huma fircaS favorita
em certas partes calumniar
tido conservador com a
O Prefeito desia Com marea avisa as
pessoas, queMivcrejo obtido licenca de
seos antecessores, para poderem usar
d'armas emsua dsjffesa que no praso de
quinze dias contados da d^ta a'e.-te d<
veriS appresentar-se na respectiva Secre-
taria das dea horaaem diante de qualquer
dia til atfm deserem vistas ditas Ji-
cencas, sem o que ni continuars a ter
vigor findo o refferido praso.
Recifea3 de Mo i837.
Francisco Antonio de S Brrelo:
O Illa. Sr. Prefeito d'esta Commarca
do Recife manda faaer publico que Ca-
deiad'esU Cidada foi recolbio a aua dis*
O Dontor Firmino Pereira Monteiro, Ju-
z de D reito do Crine da Coo doLmotiro, eP residente do Tribunal
do Jury Scc.
Faco siber aos que este virem, que na
primeira Ses 0 Judiciaria deta Commarca
que leve lugar no dio 13 de Abril d'ste
anno fora6 multados na.ronformid. artigo 513 do Cod. do Proc. jor faJlarem,
e nao -e; em attendidrs suas escusas, os
egu'n'es Senbores Jurados na unan (la do
4oJJ^ooo rs. Padre Fiancuco Jos da
Sin J< io Bernardo deS -uza.oJ os Tho-
mar. de Aquino e Antonio Bernardo de
U ira. Ni qnantia de 3 $000 rs. os Se-
nhores Josa Antonio Pata Antonio Lu-
is Pt reir Joio Felippe de Mello, a
Vicente de Pau'a Cvlcinle de Albu-
querqur. Na quantia de ao# rs. o Sa-
nhores Marcos Evangelista deSequcira,
Jjdanoel Bicerra de Meneies, Ignacio de
Souxa Carvalho ,. Francisco Barbosa da
Silva e Manoel, Vicente de Santa Anna.
Forio as8duos os Seuhorcs Jos Liio
Pereira de m^IIo Jos Ignacio de Fi-
gueredo .Joaquim Jos de Aguiar, Fran-
cisco Gemes Taveira, Joio Le te de Faca,
Ped o Soares de Albuquerquer, Pedro
Barbosa de Fontes, Adogado Antonio Jo-
aquim Ferreira, Joio Saraiva de Araujo
Gal vio, Jacinto Dornellas Ribeiio Pe>-
soa, Felippe Benicio Ribeiro Pe.-ssoa,
Joaquim Josa de Lamos, Antonio Rodri-
K' es Revoredo, Simplicio Jos de Souza
Lima, Jos Ferreira Gomas da Silva,
Antonio Josa Soares, Joaquim J >e de
Albaquarque, Boa ventura Pereira da Quei-
roi Joaqnim Theodoro da Vasconcel-
os, Antonio Francisco Cavalcanti, Fran-
cisco Joaqnim da Silva, Severino Alexan-
dre Villarim Josa Mari da Cunha Gui-
raaries Jnior, Jozo Theodoro Gomas,
Maxtmiano Antonio de rinho Oliviei,
o par-
sua allega-
da bost.lidade liberdade podemoi
aqu meDciouar.qne as Secretarias con-
servadoras dos Negocios Exlrangeiros, des-
de os das de Mr. Pili emdiante(esnn.
g -em mais do que ao ultimo Lord Cas-
tlereagh as suas ngociacoenscjm aFr*n-
a e os E lados Unidos) pe tence o me-
nt de hiver mp. egida os mais ardenles,
e infatigaveis esfo.cos para a boli55 do
trafico da escravalura em todas as paites
do mondo.
Com qiiesinceridade e rectida lem
sido estes triados levados a effeilo uela
tranca Ilollanda e os Estados do Nor-
te drt Europa no nos inlrometteiemos
agora sena a obse v.,r de p^ssagem que
emquantoosdous primeiros nao Sjsjtv&de
modo algum izemptos da i'mputaca de
tercm practicado um syit.ma ostensivo de
de evasa os Gabimus da Rossia Prus-
*ia, a Austria p reem no lod o nao so' ha-
ver.m mantido a iiime antiVcravida de
Vienna com toleravel inUreita mis es-
Uiem dispotos a acceder sduas conven-
coens receotemente concluidas entre a Cr
B.etanha e a Franca. P.lo que respei-
ta aos Franceses e Hollandeses n.5 po-
de haver duvida qoe al un adata re-
cente as soas respertivns bandeiras estava
envolvid*s no trafico da escravalura a um
excts volunte; com effeilo'parce,
quenestes poucos annos militares de ne-
gros novos cenliou.vaS anda ser im-
portados em Surinam nao obstante o
tribunal decommits 5 mixta eatabelacido
n .quella colonia ainda que esta par-
ticular quebr def tem sido por ultimo,
segundo eremos, qusse, sead inteira-
mente corregida.
Mm o que t vista u de ai ligo dirigir a a tiendo do
Parlamento e do publico para as llagicio*
*<-,, e incorregiveis enormidades em q'
ainda persistas P01 tgale o Brasil, e
o fasemoa com a maior coufianca porq'
dando o nosso humilde Ustemunho op-
portunidada, e veracidade 'uma breve


noticia do Trafico Estrangciro n'eseratu-
ra ( que accabad de publicar Hatchard e
Fillio) estamos hbil tados por fontes par-
ticulares nos-as apretentar aos nossos lei-
tpres algans tactos, e detalhes de qae o au-
thor d'aquella brochara parece nao ter
sido informado.
Neste momento immenso numero de
esclavos 6 impoitado na Provincia do
Rio de Janeiro cu vasos Brasileos que
navegad de haixoda bandiira de portu^al
os quaes cbega ao porto apparentemen-
te em lastro depois de terem desembar-
cado as suas misera veis victimas na im-
mediata Visinhanca da Cidade. Para es*
capar ao sequeslro a que taes navios
quando capturados ficcaria sujeitos, pro-
vando a comroissa mixta Inglesa, e lira -
siUira serena propriedade Brasilea, ou
armados no Brasil, l'az-se utn airanio
cum o Cnsul rortuguez a'aquella prsca,
pelo qual sao prvidos estn Navios de
um documento fraudulento, que atieste
perten*eim elles a Portugal ; anda que,
note-se, nad tenhfo ocertificdo don gis-
tro era outros papis, que segundo
s bis da Navegaca do Governo de l.i boa
sao necesarios para constitai-lo* Navios
rfguiares poituguezes. Por asta vil ma-
nobra a >mporlacad de escravos tem aug-
mentado a um grao inaudito ; e b m
longe de faserem as autoridades Brasilei-
rascoma alguna para suprimir estr Ilcito
e brbaro trafico, anda que pe fait unen-
te informadas do monatrut so excesso aq'
elevado, nad fio' recu-a opor-se, mas
tcitamente toleran os depobitos regulares
de escravos qnesetabe existirem em va
ri'S partes da Cidade e em rnui.os dos
d striclos Proviociass. ltimamente foi
aprehendida pir um recto magistrado
urna quantidade de escravos novamente
impoitados. Toda a evidencia sera du-
vida alguma era amis coocludente;
Com tudo tal he o estado das couzas no
Rio de Janeiro, que o Ministro da Jus-
tica mmeJiatameaterefitiluio estes escra-
vos as partes compromettidas e por mo-
do deiecompensa ao vigilante Magistrado,
ouspendeo dooflicio pelo seu indiscreto
ssrvico. O facto, que ti atados com es-
te pavo uao valam o papel, que oceupa.
Mr. H.milton Enviado Iiglez D'aquel-
la pait aioda que na appareniia seja urna
pesfoa laboriosa, o bem intencionada so-
bre maneira fraro em suas medidas para
labutar com os freguezes, com quem tem
de negociar. Elles o engaad com os o-
Ihosabeitos : e temo- agora a apontar que
no mez de Dezernbro passado f. portadoa na Provincia em questaO nad mi>
nos de quatro mil oito centos Irinta e um
escravos /
Agora dignar se-ha Lord Palmerston
dizer*nos, se isto ou nio uro et'.ado
conveniente de romes para um Governo
Ingl.a sesubmeler a tile ? Que! Deve-
taesta Macad privar as fiUas colonias do
trabalho dos ercravos rom o immtnso
sCrficio de vinte milhes em dinheiro ,
e ser todava bigodeada e frustrada, em
sua sublime empresa por urna ou duas
psqutnas potencias, que apenas Um
urna I raga i a para se lenserem com
*'la ? Dir-nos-hw por ventura que
os tratados existenUs tobie este ob-
jecto nao .ao bastante adstringentes ? Sua
sabia Stnhoria csrtamenle tent.ria insi-
nuar isto no seu o lucio de Maio de 1833 ,
em que diz;
O Governo Brasileiro deve saber q'
todos os eforc.es, a que ttm dalo origem
as suas sabias, e btnficas intenges sbie
ste objecto tem falhado at aqui de-
baix > da lei existente em por fim ao lie-
gl tratico do esciavos d'Africa no Braiil
e por tanto deve ser obvio que o nico
modo de .-operar a diHiculdade accres-
rentar alguma estipulaca& mais ellicaz ao
tratado a re. paito ora em vigor.
Mas perguntamos nos que estipula-
?aca5seria posvelmente maiaeflicaz (se
honestamente rtforonda) do que a lei Bra-
ileira da i83t a re-puto dos escravos ?
A lei, a que alludimoa declara ao seu
pi imairo ai ligo, que Todos os escravos,
ijue entraren no territorio ou portoado
Brasil vindos de fora sao livras, exce-
'p'os 1. os escravos alistados no Trvico
de navios perttncentes a paites, onde
seji permettida ae cravida ; s)l.* oa q' I
possa ter-se evadido de taes navios, ou i
DIARIO 5 B PBINAMBUCO
safan
territorios os quses devera ser entregues
a seus Senhorts.
He claro por tanto qua com hama
lei como esta q' concedo absoluta eman-
cipaban a lodosos esciavos importados no
Brasil o dever de Lord Pal mes ton re-
reprimir a sua paixa por cartas de amo-
rea, a insistir eraq' a l- seja observada.
Porem o nobia Viscoode parece
querer antes passar por mo luglez do
que por incivil. Elle procura por tanto
outro esforc de bem escrever, e como
foi rccebida a sua macia comunicacad por
aquella atsemblea em cuja prsenos fj
posta a substancia d'ells pelo M nistro Bra-
silero Ameliano ? Como! q'elle fora iu-
formado pelo EnviadoInglez que ella
servia somentede procurar a'gum vio-
lento attaque sobre o Governo por.atten-
der a dictames estrangeiros sobre a Gri
Bietanha por prttender dar constlhos ao
Brasil. *
Desde a quel'edia de grande vergonlia
at o presente momento se tem mulupli-
eado cilicios tem numero mais nada tem
sido* eflictzmente feito, quer pelos ultra
jados direitos da humanidade, quar pela
he na do neme Ingliz. Nos temos dado pi o
vas d'isto at Desembro passado. Oemus ,
sabemos cora certiz.) que o nosso Al*
miante ettacionado no Brasil est ta
convencido que sao necessarias medidas
ccercivas, que ha muito tempo insta pe-
la providencia de se raforcar o nosso es-
tabelecimento naval n'aquelle logar rom
um numero sufficiente de vasos pequeuos
e lig-iros postoasua disposicao. I to
sead tem feilo. Nosnadsjbemosse por
ventura Lord Palmerston respoodeo
sua exigencia ctm o mesmo den 'o, que o
Ministro da Ju-tica Brasileire tmp egou
para cora o ofilcioto Magistrado porem
como evi 'ente, que sua Senhoiia to
talmente intil pata qualqaer fim plati-
co, rom ardor confiamos que algum Se-
nador patriota mmediatame>ite promove-
r a producad da correspondencia da ut.
Hamiiton a esteic>peito com a Repar-
t:cd dos Negocios Estrangeiros, e se po-
nha um termo a este vaigonhoso a es-
cndalos negocio !
( The Times.)
CORREPONDENCIA.
Snrs. Redactores.
Roga-ee a Vms. para esolareoimento
dos corpos da G. N. que se dignem
emitr seo parecer a cerca dos Iiens srguin-
tes
1. Sequslqiisr praca da G. N. nad
sen'o avisada para ssrvico se deve s>-frer
pena.
2. Que sendo qualquer praca julga-
da em C .nscellir de D.sciplina e inter-
pondo o reo recurso de revista dentro de
tres dias, e sendo dito recurso e-criplo pe-
lo Secretario se deve asd-ispoticoens de a-
que-He fioarem suspensas em fase deste.
3. e ultimo So em vista dos Art.
loa e io3 da Ctria de Lei de 18 de Agosto
183 1 deve o Secretario extrahir copia da
Seotenca Imraa vz escripto o recurro no
praso marcado com soa judiriosa re-posta
iba ficaiagradecido
O Advogido.
Quanto a primeira peigunta ttm-sa
responder, que nao sendo o Guarda Na-
cional criminoso, quando falta ao servico,
sead pela desobediencia que commette,
e sendo erto que esta nad psde existir, sera
que baja huma or 'em q.in se deixe de
executar claro est que o Guarda Nacio-
nal nad sendo citado nem bumerime com-
mette por faltar a hum serviro pereque
nad leve ordem. O Guarda Nacional nfo
tem nem pode ter obi i^aca de advinhar
o servico, queso lhe quer ordenar ; ios
superiores competa dar-lhe a ordem e
he depois por infringir esse ordem que
elle 6e torna culpavel, por consequencia
se nad existe a ordem, nad pede existir o
crime, e nao exiiliudo este na5 tem lugar
a pena.
Quanto a segunda pergunta responde-
mos affirmativamente porque n clarando o art. toa da Carta de Lei de
18 de Agosto de i83t que o recurso da
revista, qua elle concede aos sentenciados
em Conselho de Disciplina, nad he sus- I dos os dias at 9 horas da manbi.

pensivo; e sendo seguido geralmente, q
quando a Lei exprossamente iu5 determi-
na que o recurso nad he suspensivo se
deve entender que he; pelo principio --
meliora amplianda odiaba rsstringeoda
claio et que huma vrz que a Praca
sentenciada usa do recurso, que lhe d a
Lei devem ficar suspensas as determi-
nares do Conselho de Disciplina at
que finalmente se dicida.
Finalmente quanto a 3. pergunta te-
mos a responder negativamente porque o
art. io3 irope ao dtccetaiio a obiig.cad
de tirar huma copia da senfenca nad
propondo o Reo revista perante elle den-
tro em tres dias da data da raesma senten-
9a; d'onde se conclue a continuo sen-
su que propondo o R-o a revista dentro
do praso cessa a oh:igac; tanto mais
quanto o fim della heremetter a sentenca
a Aulhoridade, quenoineou o Conselbo ,
para executar j o que nad tem lugar com
o rev ur.-o.
TlIE.
VTRO.
Quinta feira a5 do correte da do
Corpo de Dos haver um grande e
Magnifico Experlaculo ptl maneira se-
guinte : os profesores da Oirhcsta desem-
penhaia a overtora O Caula de Bagdad ;
seguir-se-ha a muito bullante Peca a Ba-
talha de 1O de Ag sto, ou P.ilafoz em
Saragoca. He escuzado tecer eromios a
lio grande Peca o respeitavtl publico as-
saz conbece e o rime de A ntonio Xtvier
seu insigno Author he sufniente de sua
sublimidade. Sei de empenhada com
tropa, artilheiia, e ravallarH, a^sim co-
mo o foi a grande Peca de Napoleio .00
Egypto. Nfiin da Peca se cantar o
Dutto novo chegided* Coita do Rio de
Janeiro denominado Pitanguinhas a cho-
rar : lindando a expe, taculo com o gran-
de Entremsz a Enfermsiia dos Doudos.
on
AVIZOS DIVERSOS.
A renda trienil das fazendas Boa vista
e IKzrro qneimado, tilas no termo da
Villa do Brtj > da Madre de Dos, perlen-
centes a D. Maria Rosa Jordao se hade
por em praga pelo joU de Oiftosda mes-
ma Villa o que se faz publco pa.ra ntel-
ligencia H s preteodentee.
V3T Ptaci-ase de a'ugar prit-s, e
mobques para vender na ra; qoeai os
quizeralugardirija sea luadertas, so-
badoD. 65.
%^ Fu r! a rao do Eogenho Tibiri da
'aiabiba do N01 te em o da \7 de Abril
p. p. um quai tan rosso sujo vistoso ol
ns finas cabo delgado, marcade mor-
dedura de outio no pescoco lie novo e
e tiv. nutrido e tendo-se feito os cascos
em dia 16 mo treu um delles raxado o
segundo ferro que he o seguinte G.
VJJa*1 Quem annunciou querer comprar
e-crevos a bordo da Sumaca Siciedade fe
liz querendo um escrava crinla com
20anno8 de idade, co-inh engemma ,
faz pao del e bo'inhos de toda- as qua-
idades d.rija se a ra da Cruz n. 24.
|0P Q.iem annnncion no Diario de
Sgunia feira de 22 do rorrete, querer
a'ugar urna casa rom armac. envdrassa
da at a porta, para miudesa ou verragem,
e paga cinco mil reis, dirjase a tuado-
Quarteis, padaiia D. 26.
^W O Sr. que pretende o Tiiunpbo
do Evangelho dirija-se ao Convento da
S. Francisco a fallar com o Padre Mano-
si jVGonclces.
ajry O abxoassignado protesta uzar
os meios que lhe concede a lei contra
quem ti ver a coitado um esciavo de njjme
S Iveslrecrioulo, que he de Pacheco O10
rio, de quem o abaixo as-ignado he procu-
rador durante a soa auzencia. An-
tonio Dias da Silva Cardial.
tjQp- Arrendase um sitio, c m boa
baixa para capim capaz de ter vaccas ,
e plantar roca com boa egoa e perto
da praga com nma pequea casa de vi-
Precisa-te de arrendar um sitio 9
perto da praca o com terreno suficiente
para a plantar capim para um cavallo : an-
nunrie.
pp* O Tenante Coroo tomo Ar.cioli Lins faxscitnte, que pet oa
alguma fafa qualquer negocio* com o Te-
nante- reformado Manoel Garateante de
Albuquerqae, sobre amescravode nomo
Eugenio, crioulo, com idade de 18 au-
nes ponco mais o annunciante compra-
ra a Antonio Rodrigues morador ero Si-
rinhaem ; o qoal ja esteve em poder de
Francisco Jos dos Praseres Cmboim ,
que o pertendia comprar ; mas stbrnd
que llegalmenteo perteodiSo Tandero en-
tregou ao dito Tenente. O ennaucian-
te protesta contra quem direitotiver ; ei
e a pessoa que delle souber e o qnizer le-
var a ra do Collegio casa do Sr. Major
Costa, ous Serinhaem ao annunriinte,'
que seta g^nerosamcot? recompencado-
9W A pe.-soa qiu no diaijo de saba-
bado snnuuci.-u quert-r comprar urna bar-
retina para Guarda Nacional, dirija-se a
ra Direita D. 38.
aV Francisco de Paula Carrilho fir
publico que nudosa sua morada da rus
iasCmzes, para a na larga do Rosario
sobrado n. 88 e oli se continua a venda
de vellas bogijs para ra-ticaes e cera re-
finada de Lisboa tanto per grosso como
ai l-brss; as im como lustro d'OIanda
para limpar bnlhantes diimantes prs-
ta eouro. l
W" Perden-senodia 22 do corrente
na roa da Fagundes um par de brincos
de filagr cpm um paqueno esmalte, e
diameute as rosetas obra do Prte I
quajii os ichou sendo que osqueira res-
titair dirija se a esta Ty-pogr*fia que
ser generosamente reeompencado.
O Quem precisar de um ftitec Rra-i
tiltiro muito capaz pira qualquer sitio:
na ra de > Thereza cass junto a obie
nova da mearas Ign j 1.
. WP* Quem quiser ajastar se psra dar
diariamente todo o anuo quatro arrobas de
capim posto a poita diuja-se a ra da
cruzo. 5.
*^ P. eo.sa-se de 3oo mil res a juros
a um e meio porcentoao tner. com segu-
ranza : quem os q-jher dar dirjj-a-se a ra
deS. Rite Nov casa te: rea D. 18 lado d
Ignj*.
rjr* A pessoa que annunciou no Dw
a*io de 2." feira 22 do corrente ter lima
loja para o lugar com bons cmodos e
em boa Fu pode dirijir-sa a ra do Pa-
dre Flonano sobrado re hum andar, e mi-
rante em que rrorou o Escrivdd Alcmfo.
rado d= 6 horas al as 9 da manhi r
a tarde do meio dia at as 3.
.W P.ovncialdos Relgioios Frsn-
cisesnos, eree Secretario tendo de psrtir
a manhi 23 do corrente para a Babia e
nad podando, em rasad daschuvas des-
pedirtm-se de todos os seus Amigos ; ofs-
zem por meio deste ; e sli s'off recern aos
mesraos para qu-nto prestar-lhes pos-i
ta.
venda, eoutrade farinha com s us per-
tences : na praca da Boa vista D. 3 to- I
A loga-se um sobrado qua'quar na
roa do Vigariopara pequea familia pa-
gando-se umanno adiaotado; quena o ti-
ver aonun ie.
a^- Quem precisar dealugaruma pre-
ta qoe sabe cosiohar, eogommar, e
lodo maiBse vico interno de urna casa, ,-
diaija-se no principie do atierro dos Airo-
gados, a>roisem d- sal de Josninha.
frJJF* No beco do Uuvidor se continua
acorrer folhas, e tirar passapsrtes cera
brevidade e pelos presos ja anuncia-,
dos*
WP A pessoa qua annunciou atugir
urna casa com urna grande armarlo eni-
dransadaem urna das principaes russ dns-
la Cidade sendo o seu aluguel de 5#00O
dirija-ses praca da Iudependentia loja
da chapeos n. 3i.
sjJT Precisa se de duzentos mil res a
pteniio, sobre hypatheca em urna casa ,
livre a deseiiibaracada por aspasso do
um anno ; a pessoa que lhe convier este
negocio a tallar rom Felipa Ancelmo,'
as 5 poetas.
jty P. ecisa-se de alugar-se urna casa
qno tenha commodos pora om h-mera sol-
teiro nos bairro de Boa vista ou S. An-
tonio ; quem a tiver annuncie.
Precisa-ts de um conta de rs'-i
I



DIARIO DE ELERNAMBUGO
t% 800^*}000 ra. a premio de a por cento
bn:u com hypolhaca em moradas de
cagas ; quem osquizer dar uunrie.
jfc?* A peaso* que annunciou querer
cjmpr.-r et/oiavo quoicnlo unoa parda
que Ja** t engomma, coni tanto que sa-
ja i-ar- L-ra da Piovincia dirija-so ao p
< o >ito de S\ Aotouiu a fallar na luja de
fran o J Jos Mendea.
$* A pessoa que annuncioa alagar
urna casa com urna grande armario cini-
dc-sada, propria pava luja de ferragem
ou senda cun estribara cacimba e
quintal ii.rija-so a toja de Manoel Jos
frlendcs ao p do arco de S. Antonio.
fcar* OSr. Franii-co Manoel de Arou
jo Oclua, Antonio L.aodro da Suva,
iogo B.

Mena Bernardina Madeira para negocio
da seus inlercssts, anuunciefcs suas mo-
radas.
fcy Na roa da Aurora sobrado ulti-
mo prximo a fundicio Iaglesa d ja-te <*llar com oSnr. Lkiuviiuto Augus-
to de Magaliiaes Taques E tudaute Ba-
iiano do 5 o auno, sobre negocio, que
lhu di* respeito.
^SF l'recisa- e de um feitor que en-
feuda deenxeriar poJ>>r e de planta
toes Je um sitio sendo e^trang- iro e
prefere se^rortugueieaoltero: no sobrado
li'>vo no aUeno dos allomados ao | c do
viveiro do Monis.
fc3^ Jo Antonio da Abovedo S.mtos ,
por seu bastante procurador Francisco
MoreilaDia, twdofeitoaviao pelo Dia-
rio do n do crrente aos prop ieta.ios
das casis da ra di GU"i nume.ros 1G1 ,
03, 164. I7i 175, 174, I75,.i76 177;
jrua velha mimaros *9, 83. 86, 37, e 88 ,
de noVamente roga ao cesam Sr. qua 110
pivso da 8 diaslhe mande pag.r os foros
que das nv.smaa esto de rendo defronte
da Mache da Dcos n. 2-4 t e nao f'"
jeo-lo no dito piaso uzareidoa rnens q e
jue permitem.
Jjjjjp Q iem prrc'uar de um brasiieiro
para administrador de algum engeoho ,
tzenda de algodo ou para cobrangns
!e dividss fora da pra$a e raesrao para
outra quilquer oceupaco tanto da praca
como fara o matto ou ser lio, o qial
bbe ler es> rever contar ; be muilo habel
edjuligcDte para quol |U*r sei vico a da
fiadora sua conducta dirija se a pr.'C*
dalm'ep n h-n.ia laja 27 a8.
!y A!ug:-ie urna casa do um andar
roinjoto, e artoastin propio para re-
rolhcr gemros, s;ta na ra di Mondan.
16/ : m ra c!a Madre deDos n. 24-
**& (.'oot nua-se a subsciever p^ra o
Ecboda Relgiio do Imperio, nos 3 luga-
res ja aaouociadt s } S^xla feira sahii o
numero ptlmetTOt
ijp* O S fletara da Soc'edrde Api-
Jinia convida os Socos da m-sm para se
reunir ni a manhi 25 do c.i renta pelas
5 boas da tai de.
yy ui tai So #lo sitio denominado
A;pa fra na noi;e dodia 23 do eorren-
t3 7 oavMios c ui as c Tes -eguinle : 3
oasttnhoa, 1 l-alo, a can s, 1 1 -ardi;
qualquer pesso> quo delles -oober ou tifer
noli'ias dirija se a'jlaiu asno dj sl do
>r, Bufioo que acb.r o dono e s r be_u
rccjmpeocadi>.
LE LO.
lloje 24 du corrente as 9 Horas da ma_
ubi das fafaflds da loja de Antonio Be_
nrra Mouteiro na porte da mesoia loja ,
bcnio houvtr nva que empate.
NAVIOS A CARGA.
Bra o Poito
Scuecom toda brevHade possivel o
Brigue 15 ja visgena airado de cobre e de
inulto boa mar. tu quem no mesmo qui-
y.tr carregar ou bir de passagem falle
com oGapitio Vlano'l Antonio dos San-
tos a bordo ou na praca, com Jos Pa-
rtir da Cuuha.
Para o Havre
a Barca Alina Capilla Lastei re por
ter a maior parte de aeu uroifiole t sefue viagem al o dia i5 do
rr.ez do Junbo ; quem quistr transportar^,
Ba ou carregflr dirija-se a ra da Alian do-
ga \ el lia u. 5.
COMPRAS.
Hi-ti riada Grecia, era lngleza nova
ou iiinia anda por mais do que possa
valer : na ma do Crespo 3.
C^> Um amo de duas al tres arrobas:
nnnuncie.
ajLy Um quarliu novoe boto careaa-
or : na roa do Fagnndes D. 7 das 6 s
9 horas da m.mh ede duas as 3 da tar-
de.
WW TaticSes Columnarios por Se
dulas ou prala 5 datraz do Gorpo b.
priiicpio di tua da C uz U. 67*
VENDAS,
6> U.iia escrava crioula com idade
de 1 ti anuos, roe, engomma, ef*z ren-
d : na ra doBauhel enda defrunde do
Sello.
Hpa rjm raiteio de atcireilo, a de
urna s Ta e, ja tizada : na ra da Ma-
dre de eos n. a4-
Wgp Urna pula de idade de 2O annos ,
cesmba lava e tem principios de ea
g. rnmar : na ra do Pagund'S D. 7.
5JT Si>s com fuinlia do Hio dj Ja-
neiro a 5^l20 : no arma.sem da ra do
Ccllegio do Arevedo e sendo empmco
te dar mai-s encunta.
Q^ 'l'ies cebras ( biso) e duas cla-
viu<3 de casa suida urna de dois cauoj,
e urna portao de livros embiaucos; t'ido
p n- preco commo.lo : na ruada Penlia,
loja de t ixa Jernador U. 23.
a^y- Ou alug*-6e urna canos de car-
reira, nova e prompta a trabalbar : no
segundo andar do sobiado D. 11 defronte
do Thest o.
*^ Um escravo criolo de 18 a 20
annoa de idade pouco tnais ou menos ,
cosinha o diario de urna cnsa, boro com-
prador : na loja de ierragem na ra do
Queimado D. 14.
icfSr Um terreno no aterro dos Boga-
dos do lado da mai grande rom 18 pal-
mos de Irento e fundos al ibaixi mar,
com urna casa de taiga cobrrla de telha ,
ecom principio de caes no fundo na
venda do Ca dial se dii que vende.
Cp5 Urna prela crioula deaO annos de
la J coainha engomma coue e faz
do se : na ruado Vigari) D. 9.
__trJT A traducodas inslituices He Di-
reito Publico Eccleiiastico por Xai-:r
Cmeni" : 110 Becifo iu.s da C'odcii n. a ,
e iu Oluida na do S. Bcnlo loja do Sr.
iiveira.
Y&P O'eode lnbQa em botijas de a
ft.>16es ; lelbas de viiros caiia< com vi-
iros iv.ra ciixilhos e um bom soi cimen-
to de frascos ue boca larga o cstreita : na
1 ua do Livramauto loja de louea de Lu-
iz Amonio (juncalvs.
ay Novos sorlimentosde calsados de
to-l-s as qualidadescliegaios u tlmameute
de Lisb a : butius de beerro uiroa a bo-
tinados ou butts, s:pit s rqueluruado-',
ditos de orelba oitcs para meninos tam
bem de bceiru s todas asroies para Srnh ras e mennn,
chinelas de momo para humen e mulber
ditas para meninos e (amneos de tolo
os tamanbos sapatos liancezes do rmis
roquim para Senhoras 1 !n jui'os par-
meninos, e botinziulios, i liirel.ii de niaia
roquim para homi m e sipatos de bezsrru
francs de umq sola e de duas muito ma-
ciose bem fvitos os quaes servem para cu-
cas, ^aihocbasde to ios 01 tam.mbus a a^rs
ao pir, pilles da manoquim, tap Mia
prela princesa da 13.Im e sortimento
completo de miudesas de todas as quidida-
des tudo por incuoi pieco do que em mi-
tra qual pier pa>te: na praca da Iniepen-
deocia loja nova de Jos Autooio da S.Iva
n. 7,- 8.
V7* Urna prtti da mcio com aa an
noa de nade, engomma lava e faz
todo o sei vico le urna caa: na Boa-vis-
ta no aobi'adodefionle do oitio da Jgre-
ja da S. Ciuc.
|CT Urna morada da casa (em Olinda
na ra de S. Benion. 6: na mesma Ci-
dade, roa do Bom fim n. 18.
Trizo moradas decaaas Harreas ,
m O inda ; e teientcs mil r.-. de cebre
testa lis;': na me-ma CiJade ra do Au>
paro n. 3.
mb> Um selim em oxo uzo com todos
os pe lences: ua ra do calderero O. 36.
Bixs uliirnaaieulc chegada ,
praudese pq uns e aceillo-ia as qn
nao prgaiem : na ra do, Liviamento ven-
da doCardial D- i-
fjrjp pigosproximaroerlte chegadosem
bairis e em ni-roba poi preco coioodu ;
ra da cruz n. 55.
|Kp Duas colxas rirasda India propn
as para J-ntlIas oulgreja : ra da Madre
de Daos 96.
fcy Ti es n-gias e um molato bom
r do C hagas, ou na travessa do 11 ra o Queimailo botica de Joa Feeira.
z^ Licores de diters^s qu.-lidades em
porcao grande e ppquena a' 50 garraf s
piouto para embarque a 180 is. a gna-
la : na rus da iod< D. i5.
^3>" Duo9 eservaa criouUs e iiin mu-
lato (od (iiinc'pio de peb uro e maisal-
gumas habilidades, e bum p das. de tr-
ra em mata virjem no lugar M lacira
dabaiocom 167 bracas, 4 palmos de
fente e tambem se ai rauda: na ra da
Ci tizas D. 9.
Jpcy Urna canoa nova da proiera via-
gem pionta (Je ludo, q"e pega-5c^i-
xas: na roa da Peuba D. 10
|qppa Um par de ancoras quasi notas,
e umi celias cheia de niel de luro novo
indo por cinco patacoens mesma cata a
cima-
sa Urna escr.iva de idade 3o annos
potito mais ou menos cisinha O Diano de
huma casa lava ensaboa e s;be vender
na ra por preco cmodo : na loja de
ineudesas de Eul-bto Pinto e Comp.,: na
ra do Qie-'mado D. 5.
UZ?* Bomances de Vollsire traduzi-
das e anotados pe'o De Antonio da (Jo la
Paiva ; as quaes encerram ensi as mni- su-
blimes lices de lilosi fa (iratica ; a ietabo
e em partida a piuco inodiio : na ra do
V'igario D. i2.
fCaT* Umaescrava crioula de 20 a aa
anno de idade a qaal sabe coser engo-
mar liso cosiuahao diirio de urna casa ,
ensaboa,e sade vestir bem urna Sura. ,
e nao tem vicio, nem achaques : na ra
detrs du Matriz da Boa vista D, i4.
C5? U.nstio na estrada da ponte do
Uchoa curo boa casa Ce vivenda em se
podem a commodar duas familias, san-
salla estiibaiia ecocheiru na margem
dorio: um escraro pardo de a2 annos de
idade, a liiate bcl'eiro e opl'ino pa-
gem : na 1 ua do Cabug U. 4 > (lue se di-
r tom quem se deve ti tar.
V9* Sera d'Angola de su pe ior quali
de, em gamellas ; ni roa da Conraico,
loja de ebepeoa e na tua da Madre de
Dos loja n. 23.
U n i-Di 1. i,me de lusim n to, e urna
barretina apaielhada para Cunda Nc i>-
n.ld.2" Batalham : na ra Direita loj-i
de fajendas n. .'j I.
Um Lini'.lu b m de relia em muito
bom esta lo de faser viagem iundiado na
preia do Collegio por pieco c modo: o
pertwodcr dirija su a ra do collegio ven
dao. 6
ff^ Na ra da Cruz do Rerife n. 52
ha pail vender tie> h.hitos de Cristo, en
Clavados com pedias muito finas, ricas'
ch.gaJos prximamente de Puitugal, pro-
prios paia De&embrgadores, Vigaiios ,
Conegos e Catahiros.
$P A casa le rea 11. 5 ni ra do Cxo
em Ulioda : na ra de Joa de Barros
no Raefe casa d' 53.
VST Madeira serrada de louro e ama-
relio de a5 e 3o pilmes de comprido,
e oostadinlio de usaoalho e forro por pi e-
co cmodo: na ra da Piaia na terrera de
J'uquim Antonio Snt ago paasido a do
Joa h'.nador.
^JT Urna preta de naca Luanda de
ajd25 annos de idade engo'ua I so c
Uvj de sabd ci-ra > de rarrella e he abil
para vender ua ra : quem a ptrttnderdi-
lijj-se em Foia de Ponas cas n. 199.
|ty Uma negra de Nig-. Angola com
idade de ao 2a anuos em siboa lava de
h'rrella, co-inha e vende na ru : na
ra d'Ortas sebrado D. 33.
*y Urna preta crioula de idade de
3) aunoj, cosiuha cose chao e vende ua
ra adver se que so se vende para fofa da
Ierra : quem a perleudevdiiij i-se a ra
do Vigario n.2i primeiro an lar.
Ig^f" Farinha da tana por toda a moe.
da de cobie eirculavel nle imperio a
tendo por atacado da se por menos do q'
corre: .bordo da Sumaca Sociedad- fuu.
dia ta na pr Urna cadeia de miiiio boro gosto ; n
ru.i do nuiod-i Penha casa Ierren D, 8.
jry Umteneoo pn-piio no A'teno
clo3 Affogados com 2jo palmos do fente,
e mais da tre?. mil de fundo, com prepar-
coens pira um grande Viveiro e por pre
co mdico : na ra Direita no 3. andar
do -obivHo D. i3.
^y U.n caninho de daas rodas, mu
.guro pintado e -nado de novo, tr,l-
lasdoasO, arriios ei:cv.-llo : no alien
da Bou-vista, coxeiado Prancea Luiz.
ESCRAVOS FGIDOS.
Fug:o no dia i5 do conento, urna cri-
OqU por nome Franci c.i com os signaei
S'gniules: de bo.i altura,,bam cheia do
rorpo bem preta com cabello na bir-
ba denles bem alvos, levou vestido de
chita preta e consta andar vandendo
venda de um casa atraz vista, qua'qurr pessoa que a pegar levem-
a a ra do F.-picio, no sitio de porlo var->
de ao n? do de Jo> de Pmho que ser
bem rarompencado.
yy No dia 3 do corrente fugio um
preto por nome Vicente, o qual temes
signis seguiote : estatura regular, id.idu
pouco mais un menos ao anus ; sbc lar,
e escietei, e be pintor levou aqueta de
pao cor de caf e cal<;8 tambero de pa-
o asul, e chapeo pieto; he muito ebega-
do s casas fie daocas e toque porque
tambem toca violo. Qnlquer pessoa, q
o pegar Uv.'-o a casa de Franci-co de I3ar-
ros Falca du Lacarda, ra doCotovello
D. 11 que sera' recoropensado.
f3 No dia 23 Marco do correte,
elesapareceu da Provincia da I3*hia da
Fazeuda da nominada Couto, um p etu
por nume Joaquim com os signaes se-
goinles : corpogrosso, estatura ordinaria,
cara ledonda, ,paiece crioula, tem o sem-
blante cairancudo, a levou vestido ca-
rniza de algodao grosso e cala de linba-
geoo o qual se dascoufia que fosse furta-
d 1 para essa Provincia, poi ter silo vendid J
daqui \> r.i a B souher, puder entregar a Bernardiooda
Senna Das, que giatilicar geneosa-
mente.

Taboat das mares theiat no Fr. e
Pe.rnnmbuco.
3'9
.J a
^al
i3*
ao
18 -Segunda
T:
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S:
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H. 5/j n j
4* Tard*.
34
- 8
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- 0 54 -
- 1- 4a
vlan.
NUTIClAa MAKITIl A?.
Navio entrado no dia 2O
ASSU' ; ag dis Sitic N. Palaf. z cem
95 T, m. 1^0-no \la.q es, carg sal:
dono Luiz Elois 1) > j.
Sahidos no dia 2a
BAHU ; Gdera Sarda Aurora M. ^
Iloirigujs, carga varios gneros pas-
sagsiroa 2.
BAHA ; Polaca Suda Thetes M. Ange^
lo Brncelo, em lastro.
CABO VERDE; Patacho Portugus Bom
Suceso, M. Francisco Antonio de Ma-
galhes carga assucar emiii gneros |
p.ssageiros 3.
PeRN. NA T|P. OK M. *'. FARIA 837'


CORRESPONDENCIA.
Sis, Redolores^
T"ndo apparecido em seu jornal n. a3o hs
correspondencia assignarfa por hurn Sr. Natalense ,
com o fa smenle de. menoscabar a minha reputaco
j como Empreado Publico e ja romo simples par*
ticular nao enlia ein duvida deque a ella dessrm
lugar inloi macoes do meu -raluito inimigo o Sur.
Carlos Manoel de Jess Nogueira e Costa, q", queren-
do disputar a competencia do lugar que oceupo jul-
ga ser o golpe mais duretorio, que me pode dar o
desacreditur-me aqu em Pernamhuco e em toda
a parte onde se acha como se e.se indigno meio ,
de que o Sur. Jess lancou mae !fie desse algum
direito causa que advoga. D'ahi resultou que o
Exm. Snr. Ministro do Thesouro se dirigase ao
Exm. Presidente desta Provincia, para que, hou-
vindo-me informasse com o que houvesse occor*
rido quelle respeito ( documento n. i ). Cono
porem o raso sobre que o Snr. Jess levanlou a le-
bfe em Pernamhuco era facillimo de cjnteslar Ihe ,
porque tudo o que a sen respeito se passuu fui de
publico na Casa da Aifandega entre cucs Serven-
tuarios b'ira s nao hou?e quequizesse fallar ver-
dade, re^pundi ao Exm Prezidente da Provincia o
que coima do documento n. a. Combinadas as
minhas rases com os documentos que aprezentei,
merecto o negocio a informaco con>Unte do docu-
mento n. 3, a vista do qual reconhecendo o
Snr. Ministro do Thesouro a rasa o do mea proced*
ment baixou o Aviso documento n. 4 com o
qual nao sei se o Snr. Jess, e scu interprete (icario
de todo salisfeitos. Eu nada tenho que dizer do
Snr. Jess nem to pouco do Snr. Corresponden*
te a quem nem ao menos me Cibea boma de co-
nbecer para dar-lhe os meus agrad. cimentos, pela fa-
cilidade com que remeltco ao pr lo o descrdito e
desar de quem talvez ainda o nao tenba o'endido em
cousa alguma ; porem sempre he do meu dever de*
clarar a quem leo o Diario de Pernamhuco n. a3g,
e fez a meu respeito o desfavoravel juiso de que o Sr
Naialense foi servido, que aquella lingoagem do
Snr. Carlos Manoel de Jess Nogueira e Costa in-
terpretada pelo Snr. Natalen&e a meu respeito, he
nascida de me achar eu prvido no lugar de Escri-
vo da Aifandega desta Provincia com mais de oito
annos de sen ico sem nota nao sendo preterido
pelo Snr. Carlos Manoel de Jess Nogueira e Costa ,
que pretenda o referido Em prego, por bonito .'
Sueiro Snrs. Redactores perdoar-iue este
j que inesperadamente Ibes deo o seu cons-
tante leitor
Antonio Cay alcan Bizarra.
N.o
!.
Illustrissimo e Excellentissmo Senhor Que-
ra Vossa Excedencia ouvir ao Escrivo da Aifande-
ga dessa Provincia, Antonio Cava lean ti Bizera,
sobre os lacios deque be acensado na corresponden-
ce impressa que inclusa Ihe remello; infoiman-
do-me Vossa Excellencia co:n oque liver cconidoa
respeito, Ueos Guarde a Vossa Excelencia.-- Pa-
lacio do Rio de Janeiro vinlee dois de Fevereirn ue
mil oilu ceios e Irinta e seis Manoel do Vise.mul-
lo Castro e Silva -- Senhor Presidente da Provincia
do Rio Grande do Norte. Cumpra-se e regis-
te-se -- Palacio do Governo do Rio Grande do Nor-
te cinco de Maio de mil oilo ceios e Irinta e seis
Aguiar. Est conforme Secretario do Gover-
no Joo Carlos Wanderley. E mais se nao con-
tinha em dita portara que eu hem e-fielmente fix
copiar de huma CertidSo em forma que por parte de
Antonio Cavalcanti Bizerra me foi aprezentada a
qual me reporto e vai na verdade sem CtfIM que uu-
vida faca por mim solventa e assignada, conferida ,
e concorlada nesla Cidade do Natal ans 37 de Se-
lembrode i836. Em f e test munbo de verda-
de o escrivo das execucoens Manoel Aulouio da
Cucha a fiz escrever e assignei.
N. a.
Illnstrissimo, e Excellentissimo Senhor Cum-
prindo a Ordem da Secretaria de Estado dos Nego-
cios da Fasenda de vinte e dois de Fevereiro ultimo ,
e de Vossa Excellencia de seis do crtenle mz eu
passo a responder sobre os fados de que fui acrusado
na correspondencia inserta em o Diaiio de Pernam-
buco numero dusenlos e Irinta e nove nao na par-
te relativa aos baldoens de que se servio o correspon-
dente para manifestar a rivalidade que me consagra
Cjrlos Manoel de Jess Nogueira e Costa, pe'a com-
petencia do Em prego que oceupo ; mas sim na paite
que parece digna de altenrao Accusa me o corres-
pondente de l.aver eu obligado Carlos Manoel de
Jess Nogueira e Costa a levar ao Consulado as mal-
las de sua roupa registando peca por peca abrn*
do caixoes de doce &c, e adiando nove pataces em
cima de huma sobre casaca miles fz apprehenco ,
e o mesmo em hum palacio que vinba dentro de
bum saco do cobre ; os documentos de numero hum
a quatro mostro, que legamente se procedeo a hum
exatne nos volumes emhircadcs por aquelle indivi-
duo quando sahia para Pernambuco por haver elle
tirado por forca de cima da Mesa do encarregado do
Despacho as Notas que apresentara contendo moeda
de prata e (mido ao depois oulras differentes con-
tendo nicamente moeda de cobre o que certamen-


teheimprilicavel naordem do Service; eque dessa
diligencia resulto acharen se tnicamente dez pa-
taro-s com que ficou o Escmo do Despacho para
llu- entregar. Accusa-me mais o correspondente de
se haver denegado ao mesmo individuo vario docu-
mentos que requeren per certido para representar
competente Authoridade a minha sena raso : o
documento numero cinco moma evidentemente a
flsid de desla assercio. Parece me haver assira
respondido aos lacios de que fui na sobredita cor-
respondencie calumniosamente aecusado Vossa
Excellencia totear este negocio na eonsideraco que
merecer, Dos Guarde a Vossa Excellencia muitos
a:nos Cidade do Natal trinta de Maio de mil oito
c. nti'setrinlae seis lllusirissimo, e Excellentissi-
mo Senhar Douioi Jofio Joze Ferrei-a de Aguiar,
Presidente desta Provincia -- Antonio Cavalcanti
Biserra. E mais se nao conlinha tra dito ofticio que
eu bem e fielmente fi/. copiar de huma Cerlidam ,
informa que por paite de Antonio Cavalcanti Bi-
serra me foi apresenlada a qual me reporto e vai na
verdade sem ouza que duvida fac.a por mim subscri-
ta e assignada conferida e concertada nesta Cidade
do Natal aos 27 de Selembro de i83t>.
Em le e teslemunho de verdade o escrivo das
execucoens Manoel Antonio daCunha afizescrever
e assiguei.
N. 3.
Illm. c Exm. Snr. Diz Antonio Cavalcanti
Bizerra Escrivo da Alfandega desla Cidade, que
a bem seu precisa que V. Ex. Ihe mande passar por
certido o theor do oficio de 3i de Maio do corren-
te que acompanhou os documeulos com que pro-
rava o Supplicante a falsidade de huma coresponden-
cia inserta no Diario de Pernambuco numero 23g.
P. a V. Ex. seja servido Deferir-lbe E. R. M.
Passe. Palacio do Governo na Cidade do Na-
tal I7de Selembro de i836. A guiar.
Em observancia do Despacho supra certifico
que doLivro terceiro, que serve de registo a cor-
respondencia do Excellentissimo Senhor Presidente ,
com as difierentes Secretarias de Estado consta o
ollicio de que o Supplicante faz ruenco $ rujo theor
he o seguinte Numero dezoito -- lllustrissimo e
Excellentissimo Senhor Cumprindo o que foi de-
terminado a esta Presidencia em Aviso de vintedous
de Fevereiro prximo passado mandei ouvir o Es-
crivo da Alfandega desta Cidade, Antonio Caval-
canti Bizerra, sobre os factos de que era argido
em huma correspondencia inserta 00 Diario de Per-
nambuco como ja participe! a Vossa Excellencia em
meu ollicio numero seis ; eem resposta tive a expo-
zico e documentos, que juntamente inclusos levo
a presenca de Vossa Excellenria, e quonto a pnrti-
cular infjrmacao, que Vossa Excellencia de mim
exige, ella nao pode deixar de ser favo avel ao ae-
cusado -, por (111 nio, ou forme o meu juizo sobre os
documenlos por o mesmo apresenlados, 011 sobre o
exame a que tenho procedido de sua conduela vem
a ser o resultado hum espirito maligno e detractor,
qne animou o correspondente contra a esciupuloza
exaccao da quelle Empiegndo alias vndadeiro
sizudo e honrado. He quanlo posso informara
Vossa Excellencia. Dos Guarde a Vossa Excel-
lencia muitos anuos. Palacio do Governo na Cidade
do Natal, em trinta e hum de Maio de mil oito cen-
t s trinta e seis. lllustrissimo, e Excellentissimo
Senhor Manoel do Naseimento Castro c Silva Mi-
nistro e Secretario de Estado dos Negocios da Fa-
zenda Joo Jcze Ferreira de Aguiar. E para
constar aonde eonvier, mandei passar a presente ,
que vai por mim assignada. Secretaria doGover-
no na Cidade do Vaial em vinte seis de Setemhro
de mil oito ceios trinta eseis O Secretario do
Governo, Joo Carlos Wanderleu
N. 4.
lllustrissimo, e Excellntissimo Senhor O Go-
verno a quero foi presente o ollicio do Escrivo da
Alfandega dessa Provincia, Antonio Cavalcanti lii-
serra datado de trinta de Maio ultimo pelo qual
se defende da aecusacao que Ihe fez hura correspon-
dente do Diario de Pernambuco ; tendo examinado
os documentos que acompanharo o ollicio de Vossa
Excelencia de trinta e hum do dito mez sub o nume-
ro desoito ; reconhece infundada a referida aecusa-
cao e se satisfaz com as rases expendidas pelo dito
Escrivo em seu otUcio ~ Dos Guarde a Vossa
Excelencia Palacio do Rio de Janeiro primriro de
Agosto de mil oito ceios e trinta e seis Manoel
do Nascimeuto Castro e Silva Senhor Presidente
da Provincia do Rio Grande do Norte Urgiste-se
Palacio do Governo na Cidade do Natal s-is de
Selembro de mil oito centos e trinta e seis Aguiar
Est conforme. O Secretario do Governo Joo
Carlos Wandeiley- E mais se nao conlinha em di-
ta portara que eu bem e fielmente fiz copiar de huma
Certido, em forma que por parte de Antonio Ca-
valcanti Biserra me foi presentada a qual me repor-
to e vai na verdade sem couza que duvida faca por
mim sobscrita e assignada conferida e concertada
nesta Cidade do Natal aos '17 de Selembro de 2836.
Em f e teslemunho de verdade o escrivo das
execucoens Manoel Antonio da Cunha a fiz eserever
e assignei.
pernambuco na Typographia de M. F. deFaria. a3 de Mato de 1837.


wl.
nflfcf fBT
Sen/totes Redactores.
parece que quer papar eom os bens das Hoco*
|iiii!is \ lisura com que o mesnm.Snr. Santos se portara accuzando-se devedor de arma-
miagem de naor numera de caixas do que aquello que se achava inscripto no livro do Ar-
nia/.om do Pi do mesmo Ravd. Sur. Gama.
Por fale.sciniento de Manoel Roi/..' do Pasto conseguio o decantado hipcrita Snr. Silva
Sanios ( o.qual baja o rigoroso tempo que houver nao' deixn de ouvir Ilissa todos os dias
u |u se conista* todos os inezes era sua ordem 3. de S. Francisco ) entrar na Administra-
ban'.dos bens do Reodhimento da Gloria. Apenas o nosso Sanios pescou esta Balea, a-
.sentou que dcvia mamar at esgotar todas as teta, e coum as do Sertao' sao' as de melhor
pojad uta 'le e. para ellis lancou cobicoso llio estcudendo-lhe os piadosos bracos. Com
eln-ito afirmando que as fazendas (lo Sertao*, administradas por h imens fall se iao'de-
triorando de tal soiie que atj baviao'sitios perdidos determinen! mudar taes ad Aiinis*
fr.idores ; mas como para por em pratica esta deiiberacao' fosse precizo un agente, convi-
dot.'-me para que en tost eorn seu filho ( que se achava quasi tyzieo e que por isso preci-
/.a va gozar ares livi es) ao Sertao', para nos ambos mudarme* procuradores, c tomarmos
cunta das K.izendas ticando eu exclusivamente encarregido d'elhs vencendo cada uin de
nos i "toUoon rs .da ordenado annual. Este negocio neni urna vantagem me offereoia mas
romo cu e elle Silva Santn ajustamos vender de sociedade as produce cus das Fazendas,
lijado o piincipal, sendo os lucros nossos, finalmenle resolvi-me a acceital o, porque fa
y.ia boa dea 'lo tractante hypocrita com quem iraclava. Mudei-me por tanto para o Sfcrtao':
Jugo que :lli cheguei romecei a evitar a relaxacao', fiscalizando todo como me era possivcl,
porque so assim oumpria bem a minba missao', e ao mesmo tempo poderia ser indemnizado
Jo meu liab.diio e incominodos. Fica claro pois que esta fiscal iza cao' creou descontentes,
e que en com ella adquir inimigosj aquelles e estes porem descubrindo que o meu tyzieo
Companbeifo ( o filho do nunca assaz louvado dito Sr. Silva Santos ) era aleen de ambicioso
nautilo, tomarao'o expediente d bajulalo e ao mesmo tempo, para cevar sua Alma
DOibiciqsa, commetterao'-lho muitos partidos da sociedades ( veja se urna Garla que se le
a 6o nos autos de bbello proposta contra mim e que agora se ada no Cartorio do Sr.
'crreira de Carvallio ) Este expediente nao' teve para elles man resultado porque o bom
do meu C.onpanlieiro informou un rt-querimento dos taes descontentes, affirmando & Cu-
nara Municipal la Villa de Souza Provincia da Parabiba que as fazendas baviao'tr-
ras de sobras vindo d'esta sorle com duas peonadas d'aquelle tolleirao' ambicioso a perder
as Recomidas de Nossa Senbora da Gloria os Sitios Gerimun Lagoa-grande, Retiro, e
Canto do Feijao*, alem dos Sitios Genipapeiro, e Rio do Peixe que j estavao' na posse dos
taes Srs., e que en ia tratar de reivendical os para as Reeolbidas.
Goncluindo o bom tollo meu Companbeiro estas suaejueA para as Reeolbidas e ja'
tpndo-se restabelrcido da tyzica voltou para esta Cidade e a primeira couz que fez, foi
dizer ad seu santo Pke, quenu era mu intrigante e que os Procuradores a quem eu tinba
substituido rao* uns santinbos como elle mesmo, e milito ricos A' vista d'isto o uicom-
p,r.ivel Ignacio Alves da Silva Santos, esse hypocrita, esse traficante, que me arrancou
d'esta Cidade que fez encoinmodar minba familia ; dando ouvidos ao filbo ,- e seminis
uutia informar.ao\ e sobre tudo como ouviu dizer que os procuradores expulsos erao' ricos,
e que podiao' dar alguma cousa de si, lansou-me fura da procuradoria e reempossou os taes
ricos. Para se conbecer a u.*8eiuA que u'esta remocao tem as Reeolbidas basta con-
siderar-se que a procuradoria das Fazendas d trabalho que aquelles Procuradores nao
tem ordenado e que assim mesmo depois de expulsos acceitaro outra vez a procura-
doria. A continuar assim o negocio breve veremos reduzidas as Reeolbidas da Gloria ao
estado de pobreza em que esto as d'Olinda. Ali quando ha qualquer intriga entre
as Fieiras S. Exc. Rm. d logo as providencias ; a respeito da Glona porem nao acconte-
ce o mesmo. A perto de trez annos que n'este Recolhimento labora nina intriga ternvel;
mas como o Padre Joz Tavares da Gama a quem S. Exc. somente ouve sabe que
algumas Reeolbidas j sabem das falcatruas do grande Ignacio Alves da Silva Santos ,
seu protecido, nem urna providencia se tem dado porque S. Exc. de nada sabe ou
aniuguem quer ouvir, 'que nao' seja o Sr. Padre Gama o qnal nao quer que se bula
com o negocio para nao se tiraren, informacoes saber-se de trido, e transtornar-se a
fortuna de seu afiibado, ...


o
\
procurador 4 c nao' entonte com ...na Miada peijo propria de urna era estanco,
pronos contra mina um libelh em noma do Recolbiinento ( cujos bens hoM sao cura-
nuns amra aa Reeolhldaa e o amigerado Santos, ou Dnrlw ) no qmd pretenda q,
sa .na nW pagasse o ordenado e oais nutra santisatmas cousas ; mas eu tita santa,,
fi.neu favor tanto na Instancia Inferior como na Superior do mane.ra que ol-,,
Huiliento lave ruis o prejuiso de pagar as cuitas e o grande Santos o desgosto de nao
ftie ctMlliar en /iiiff<>6(i5 jais.
Ora se este Santos olrou corneo anisa ) havendo alias entre nos preoedentes re
lacros, e sabeodo elle que eu nao' sou lao* topeira que *.e de.xe bigodiar .o que
nao farcom as pobres Recelhidas, sincera, mito slhcias aoawmm do Mundo ,
e das quaes urna que lie m-is desataba racaJa viu-se brigada a sabir do Recollumeni,.
palas intrigas d'essse hypocritu ? De que val que Reverendo Vigano Ceral tome con-
tas, se elle ignora a receba da caza e principalmente o rendimenlo das Faaendas?
E nao'ser tambero da competencia do Sr. Vi-ario Geral representar contra a abusiva.
administraran' de um bomem que Nam una garanta olletece, se nao prrMeccao' do
Sr. IVlre Gama, por que nicamente oque p S. Exc. Km. ignoie islo por isso mesoio o publico porque cstou convencido que o
not-so virtuoso Rispo nada sabe.
O anuo passad nlenton eerN pe'ssoa trocar urna propriedade por outra do Rece-
Ibimento, e para esse fim fez requei imento a S. Exc. llin. ; mas esta pessoa f quej
tinln intentado um arrendamanto le nove tumos, e que apezar ite protegida palo
grande Santos nada conseguiu, por que o bonrado Capallao' das Fteiras, a quera .$.
Exc. maudou ouvir nao' couveio no negocio palo grande esparo da lempo, e dimi-
nuto alluguol assenlou que o mesmo honrado CapdnW se dobr.nia por 3 >o; o para dar informacao' favoravel sobre o negocio da troca : felizmente o Capelln' he
bou radisimo, e o negocio gorou. Ora se ao Capallao" se dava 3ov$oou rs., quanro
caberia ao grande Silva Santos ?
A viuva do finado ex Procurador Passo quando den emitas por sen finado /Juila,
reetUieu no acto das tontas seiscentos e tantos mil res, mas o novo Pfutttrradbr
Ignacio Alves da Silva Santos quauto lausou no livro competente ? Isto lie lizura honra, e Religiao.
Noannoi833 o Vaqueiro Jos Correia trouxe do Serto a qu.intia de ft6$ono rs
producto dos puliros que eu comprei ; mas pergunto eu em qtiefolhtdo litro est
aneada asta quautia ? O mesmo Vaqueiro encontrn um cavallo das F. zend.ts qn
estava furtado, e o entregou ao Sr. Santos o qual venden este cavallo por ae-Sooors ;
pergunto tambem em que folha estaro hincados estes ao#ooo rs. ? Sirvao estas pe
guntinhas de ragra ao Sr. Vigario Geral para nao deixar os bens das Kecoiliidas de us-
sa Seubora da Gloria irem a garra como tem ido os da d'Olinda.
Emi83t5, na minha ausencia do Serta o constituiu-se Socio o vaqueiro Mano
1 Bemarde9. Neste anno os pbros ebegarao ao preco de vinte mil rais ; mas os
Socms dero oonta de qe os das recolhidus se venderoa quatorze mil e qkrbentos rs.
preco que igualmente teve o godo.
A primira Sociedade que Santo fea Com o Vaqueiro Bernardes fui s'd>re 83 b. is,
mBs estes nao fora todos wndidus a dinbeiro, Hcattdo os compradoras (levando uin
contenderis: e como esta divida que he s do grande Silva Sa-ntos pois que a So-
ciadade era d'cLle a do vaqueiro nao' se tem podido cobrar passou ella a ficar por
conta do Recolbimciito, que he o mesmo que fazel-o perder iii-is bum cont Je iris.
Ora os luoros da Sociedade estao' em boleados pelo socio e a divida incluiu-se no prin-
cipal para ficar por confa do Hecolhimento ; com ludo o socio vaqueiro trasloaos os
anuos para a panca do Silva Santos bruna carga de queijos, e outra de carm1.
Finalmente Srs. Reaetores, en tenbo muito mais que dizer; mas reservo para
outra occasiao, 'in que appresenturei entao' pednoinhos qne fa/.eni admirar; enlret;.n-
fo parece-ne que demonstrando quem lie Ignacio Alves da Silva Surtos pruvando q'ie
em o Tribatial da Belacao j elle por urna sentenca fui considerado, como deve ser,
techo demonstrado cfuanto he, e iui honrada a minha conducta ; agora resta-me s
outra vez rogar a S. xc. Rm. que se digne mandar-tne tomar contas (como j lenio
tantis vazes pedido)
Que rucaio tem o &r. Padre Jnz Tacares iU Gna de que m rainhai cont, c a de sen a/tli.ulo te|3* jitipa.'as
jior urna eu mais ye iftu [rtcjuio de lerceiro jrara ler betn conceluado jieto Publico.
Hi4;a-Uie> S- Ked.miowsi a pablicarfio dk-iia este jue esii pmmtp e prvinpliaMma para ludo p,-ovar peran'e
"i Jaicd'of quwdi a ewe Tribunal wja diamado e que ke tea oniianic leilor.
( Eslava n*co!ih*ciaa. ) ____ Juo Jote de Cont Lint.
PERSAMbUGO K Ixs. Fidedigna ve J. N, de Mello, Roa das Flores p. 17. i83;.


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