Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05733


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Full Text

ANNO DE 1836. SEGUNDA FtCIRA

29 DE AGOSTO N. 18(5.
Prrhaihhuco, Tvr.m M. F. de F*bia. 1836-
das da semana.

9 Segunda Ticg. de S- J- B. A ud. dos .Itilzes. do Cr.
deja, e de. i. es. da Tliezouraria l'ulilica c
Chae, de t.
50 Terca S. Rozado L:ma Re. de m. and. do J. de
O. de t. ,
51 ttuarU S. Raimuudo N. femad da The*.
T'.do agora depende e no menino* da nnaai pru
moma, moiltraco, e energa.contintiemo com*
phlicipiamoa, e >rmn> pnntadi com admira-
,'aci entre as Naeors inai cultai.
Proclamar* da JiirmbUa Oral d Brotil
8tircreve-se a 1000 r. menaae* pago, adiantadna
iieum Ttpografla na das Crnzes I). .1, e na Pra-
Ca da Independencia N. 37 e .18 ; onde c recebam
correspondencia* lgalo arfas, e annancinai iimerin-
do e ten eris "ndn dos prupriiia amipiimiri,
lldo ignido.
CAMBirs.
agosto 27.
jLi'Ondres 36 a SO l|2 [)<. Pt poi I,. cd. ou prata
5o porcento de premio Nomina.
Lisboa2>5 poro|o premio, por metal, N'uiu.
Franca'260 -65 R*. por franco
Hio de Jan. 6 p. c- de prcm.
Moeilas de 6.,400 I3..500 13..400
4ooo u..:.;:ia 6..800
Pezos l,.440
Premio da prata 50 p, c.
.. das lettras, por mea I 2 por o|0
Cobre 2j por cento de descont
fAUTIDA DOS COH1! P.I0S.
Olinda_Todns o* dia- o mcio da.
lnian.i. /.lliandra. I'arailia. Villa do Conde, Mo
mincuape. Pilar, Hea. de S. Joan. Hrejo d'Arei,
Rainha, Rombal. Nota de Souza. Cidnde do Nata!,
Villa* de Goianninha. e Novada Prinecza, Cldade
da Fortaleza. Villa do Aqnira*. Monte mor nova.
Aracat frscavel. Catiind, Granja, Impartirla,
8. BarnardtT, S. Joao do Pnaeip*. Sobrar, Novad'
ElHcv. Ico, S. Matheus. Keacbodo sanguc. S.
Antonio do Jardim, Qucxenunnliim. r l'arn.ihi a
Segunda* e Sexta* feira* ao meta da por va da
Paraiba. Sanio Antito Toda as quimas feiras ao
meio da. (laranhuns. e iionitomis diai lu e "4
de iada mrz ao ine4o di*. Plore*no dia 13 de
cada otea ao meio da. Cabo. Serinhsem. Hio For-
mu/ >. e Porto Calvo nos dia 1, 11 e 2J de cada
me*.
PARTE OFFIC1AL.
RIO DE JANEIRO.
ASSEMBLEa. GERAL LEGISLATIVA.
SENADO-
SessaS de aO Presidencia do Sr. Beuto Barroco Pereira.
Logo que secha reunido romero suf-
ficienie de Senadores pira formar casi, o
Presidente decida abe'la a sessa, he li-
da e approvada a acti da anterior.
0 pi imeiro Secretario d couta do ex-
pediente.
Ordem do dia.
Enlra era segunda discussa n resolu-
ca que approva nosteimos ein que he
concebido o ti atado celebrado entre os
Plenipotencia ios do litar.11 e Austria, etn
u7 de Julbo de 1835, adiada pila-- hora
na sesso de 19 de Uutubro do anuo pas-
eado.
O Mrquez de Inh.imbupe jnlga que,
conforme o que se delibm ou na sessa do
anno passado, se devu convidar o Mi-
nistro respectivo para assUtir discussa.
Supposto que tsttja convencido que o
Ministro que preside acliialmeule a esta
n-paitica poder sal isla ser rompleta-
itiei te a lodas as xuli aces que a este
respeito delle seexigirera; todava, pra
que o Senado proceda- mai* maduramen-
te em bum objecto de interese nacional,
jnlga mui conveniente, e at mesmo in
dispensavel, que o piojtcto voltea mesmi
Commis'o que o anno pasado offeieceu
alguinas observaces, p'8 que, exr-rui-
naudo de novo os artigo* do tratado,
proponha explcitamente t> das as duvi-
das que se llie offerecem, de tnaneia que
* possa lomar a lal fe*Mito huma de-
ci-eu definitiva com pleno conhet imento
de cau-a ; por tuja raza > nquer, que
antes de ser convidado' o Ministro respen-
livo, e de se eutiar na conlinuaca da
i-u-ma (Jommi>8 para iri!n|>or de no-
vo stu patecer segundo asaduaescircuns
t.incids.
Este requei menlo he apoiado, en-
tra em di.icussa; d^poi' de bljpves nfl -
>.5os pe-se o requeriuiento a votos, o
Kca appiovad'j.
Passa a entrar em primeira discu.sa o
projecto do Senado relativo nova orga-
insacaS da (iuard.i Nciona!.
O Sor. Paula Souza principia por ob-
icrvar que este ptojelo contcm aitigos
exija materia legislativa he privativa das
Ass-'inbl.'is Provinciaes, n por is o julgi
neces;ario proceder-se a huma inlerpre-
taca ilo 7 do ai t. lO do Acto A'Id ciu-
nal, pois em qtiauto ella se nao le-, a
marcha da A^semhlea G ral e A-semble-
as Provinciaes n 5 pode ser constante.
Fundado nestas razes, manda mesa o
s goinle re<|ueimenlo: Q.ie o projec-
to va as Coni re infiel rttinidis de Coniti-
toiga e Exama>dos Aoto> l.ei>i-!alivp- Pro-
vinciaes, pra interpor a su*, opiuiio, e
indicar o que se d ve obrar.
He apoi.-ido, entra emdisceotS, e a fi-
n I hf approvado. Remllese piojec-
lo s tefeiiJas Commisse.
Continua a primein discussa5 da pro-
jeito de I- i vnitl ) da ou11 a Cmara, que
declara que <>s pronunciados Ou rondem
nados pela revolta militar que teve lugar
na Provincia da Baha, no mei de Outu-
bro di* 182 i, e-tan comprehendi^os na
dispo?iga5 do d cieto de 9 de Abiil de
i83l, rom o >eguinte parecer:
A Cou.mNsio de Consltti nainando com a maior attenes o projec-
to de Iri viudo da outia Cmara, em que
aeretolve qu os pronunciados ou con-
demnados pi-l revolta toilit r que teve
lugir na Piovncia da Babia, no mez de
Outub o de i8.>4, estiO camprehendidos
na disposica do decreto de 9 de Abril de'
l83l, e nao p idendo a Commissa ron-
formar-se com e-ta delfberac<<5, tientas
as ci.-cunstancias do que ete feto se r -
veste em sua o i;'"m o resultados, he por
i-so ana opirti.5 que'el le i ri<*& deve cas-
sidear como ciiir.o poltico, p-ra retn
os si is pe i> tradoii s inclu ios na letra
e espirito do mencionado decreto. At-
lendendo porem a Com. que alguna dos
ctimplices deste delicio se acha ixp.lri-
ados ha doce anuos, Boffrendn as priv-
toes e prejuises qt.e sin inevitaveis em
v.rt penivel sitinc ', falta ndo-lhes mei os
proporrionaes pira all-gar soa defeza,
por ser para isso indi.-pensavcl n pri^ia
i|iie ells com a fuga tein piocmado evi-
tar, sem poderem mostrar a .irregular^
dadr com que se p OCedcu toroultuaria-
menlo no exame deale acontecHnenlo, no
qii.il se acha "envolvida huma grnele par-
te dos dou> batalbes i. e i. de cacado-
re s da gui riica daquelh pia^a, nem Ihs
sendo possivel recorrerem ao Poder Mo-
derador por falta de setitcnca* condemna-
toi ias, fazi-ndo se por todo dignos da e-
quidade natural; h* por tanto a Commis-
sa de pirecer, a eneniplo do que em ric-
en statiii-s idnticas se lem p'a'.icado,
que seconefd* a estes ros huma amnista,
cons-guindo se poc este meio lega! o fim
benfico desta resooca, para o que of-
feoce Commissa como emcnd.t se-
guinte iedao;a5 ao ni. i:
FicaS amnistiados t >doi os pronun-
ciados ou condemnadosem qualquer pro-
cesso oiganisado p. la revolia m'litar que
leve lugr na Provincia da Babia eraOu-
lubro de 182, ou un qualquer nutro
"ocess >, a que se procedesse por Crimea
"0 peipel ados, ecom relaci mesma
'a, inii ondo-se a huns eoutros per-
p: si'encio.
Paco do Senado 3de Janho de i836.
Mai ~|ocr de Paranag.
OMaique de Caravellas, pela ordem,
(,. "iva que esta resoluca vind di ou-
ta Lamara, foi Tecla s CommissSes re-
odad 'le Consl'tuicip, Marinha, e Guer-
ra, porein 0 parecer que entrava em dis-
CUISnQ era snrnento da pr;mt,ira Con-
mis'a ; ena -e t-ndo por este modo pie-
enchtdo o mandado,da Cmara, he ne-
ce-saiio que a materia volle s Commis-
s5-s.
Este incidente he posto em discussa,
e a final appro/ad) o dvolvimeo'o da
vsoluca s dirs Conmisses leunidas.
Entra em primeira discussa a resoluca
do S-na lo, qiie approva a pensa aunual
deC00i/5 reis concedida aos oilo lilhos do
fallecido Vise onde de Alcntara, em re-
inaneac dos sei vicos prestados pelo
mesmo V^on-.le.
Dando so a final a resoluco por discu-
tid i. po.laavotos, rica appiovada.
Eslrudo prxima a hoia, o Presidente
declara que a ordem do dia he o roto das
mter.'S dalas para hoje, e a continua-
c.C di (liscii:-sif> di* emendas relativas
ao S ipreuo Tribunal de Jti-lica j e le-
v.u;ti a sessa peai duas hutas.
9 CMARA DOS DErUTADO.
Sessa de i0 de Junho.
Pnsidenca do Se. Arujo Lima.
Pe.-s ti horas da m nh procede-se
chamada d r'opota'lo-, (-logo que se re-
liriem em numero I 'g>tf o Presid tile de-
clara ab i.ta a sessa. e lendo-se a acta d.t
antecedente, fice approvada.
O i.* Secretario d couta do expedien-
te.
Oidem do dia.
Continua a di cus-a adiada sobre a re-
soluca que revoga osarts. 3. e 4. da lei
provincial da \ssemb'ea do Ceai de i7
de Maio de i8J5, e emen la apoiada.
O adiamento proposlo he apoiado, e en-
tra etn diseussi.
O Sur. Vianna piotiuiui.t te contra o
adiamento, e he de opiuia, que as Assem-
hlcas Provinrisei napodem legislar de
mane-ira tlgurna sobre impostos de im-
poitica, e aini o podem faier sobre ira-
po-tos de exp ''tac', com tanto que nao
aejii) contrarios s imposices geraes ; p>-
re n aind.i que as Assemblea* Piovinctae^
podem legislar sobre estes mpo.-toa, en-
lende elle Deputido que a A-sembJea do
Cfar nos ttes artigos da Ui em qnesta
offeudeu os impo-tos geraes. Conclua vo-
lando contra o adiamento.
O Sur. Maeel Monteiro diz que se tra-
ta de saber se o arto da Assemblea Pioviu-
cial do Ceai ffen a Con-tittu'ca, se a-
casJcFtide a imposiga eral do Esta lo,
e que p-ita ilo se saber,' Ihe pateco, qita
ni- he preciso ir o projecto Comrri -
sao do Orcamento, poique os mesmo cj-
nbecimenios pode lees brea materia -,\je*l
quer Diputado desta Cmara, que os
tnembios da Comm>ssio; que para seco
nherer que a le da A-semblea Provinci-
al offende as reas graes, basta ver (jue
tila augmentou oditeito de expor'aua,
o por con-equencia diminuio o tertdimcri-
to dessa iropo-ica gerai. Depois de d i#
correr contra a lei ds Asembea Provin-
cial, e mastrar que ella oflTooda u a-esnn
lei de.3r deOulubro de i835, vola con-
tra o adiamento
Eira adiada a discos a.
Annuuciando-se achir-'e na anle sala
o Sin. Ministro da Justica, he intruduii-
do coro as forrrolidd-s do esiilo, t.-ma
assento e q irrJa do .J Secnltio, e em
sua pio-onea tora lugar a prinnia dis-
cuss' r"oprojecto n. aa, sol) proposta do
Govtrno, que suspende or espaco de
hum anno, na Provincia rio Rio Grande
do Sul, algumas das formalidades quega-
ranlein a iilierdade individual ; projecto
t|ue ja foi publicado ueste Diario.
O Snr. Ministro distingue o estado da
Ptovineia pelo lado moral e pelo lado mi-
litar. Considerado pelo i.Je militar, lem-
bra a puta da Provincia que est' oceu-
pa la pelas fircas da legabdid e a que
est oceiipadd pela dos i\beldes; quanto
s nos-as torcaa ali, diz que j t tora sido
presente Cunara ; e a reipeilo djs do
rebeldes, nao .-e p do bem avallar, por-
que e'a> divag5 por d (leentes partes,
sen lo difliculloso cettiBear se das foi cm.
eb-ldis, estando corladas a coromuni
caces. Conid}randuoeatadoda Provin-
cia p lo lado moral, as torcas da legalidT-
de nio se achio desanimadas; e tem-seex
pedido orden para o f irnecimento dosoL
jeclo indispensaveis para aquella guerit.
O Se. CorneKo pensa que, am la q
ni *lgunsca>os se po.i>a jnlgar conveniet
c a lei da suspensaS de garantas, con
tudo persusde-se que esta li nao pddt
anda ser pruposta. rede que sealcuda
di Constiluica que de termina os caso-
lero que se podem su pender olgumaa *-.
.


V
DIARIO DE PERNAMRUCO.
formalidades q' garaatecn a liberdade in-
dividual, e julga por esse artigo que o po-
der legislativo tem de capitolar o crime; e
por issoaCaruara deveterconhecinsenlo
positivo do caso e que M cha a Provin-
cia do Rio Grande, se no do invasi de
nmigos externos, ou se se tea commetti-
n o crime de rebellia para nella faxer
cessaras regras ordinarias do jalgameuto.
De ais, sem a Cmara saber do resultado
de huma scmelhinte lei para o Para, nao
pode seo grandeescrupulo determinar o
roesmo para o Rio Crande; porque sbe-
se que, quindose s>u-pendem ceitas for-
malidades, nao se suspendem s para os
criminosos, he para toda a Provincia, e
heqomdose exerce aibitrariedades de-
baixo da capa da lei ? e por isso he mister
o maior escrpuloem faeer huma le ex
cepcronal. NUa que os dous aitigos des-
te projecto, como os dous sao o mes-
mo que se determinou para o Para : e pa
iece-He que da mesma forma esta lei r-
bita daquelles casos cm que he permttido
auspender as garantas, porque a Consti
Vuigana falla em que se suspenda as
garantas nos casos de resistencia, cunspi-
raca, homicidio, -etc.
GSr. Limpo de Abrenresponde ao fi-
lustre Deputado que a Coiistituipe a
diz que se suspenda as garantas para s-
benle se processerem os criminosos de re-
bellia on os que houverem no caso de in<-
ts- de inimigo.% mas determina que os
dous casos de lebellia en invasa de ini-
migosse suspendi as garantas. Obser-
va que ha crimesque, aiada que nao e-
jao de rebellia, podem conrorrer para
ella, por xemplo o crime de insurreice.
Observador da Coostrtuica do Imperio,
respetando todas as suas dnposices, elle
orador se ju'ga dispensado de entiarmin-
da e detalladamente as vantagens que
podem resultar forca das autoridades,
energa das bis, de huma medida desta
matureza ; basta convencer-se que existe
lebellia para propr esta roed da na con-
formidade. da Constituido, nem ir con-
testar que no Rio Crande baja rebellia.
O Cdigo do Processo d fine o que he es-
te crime, antes del le oulras leis o definia
de hum modo di verso; mas, ou sej con-
siderado o estado do Rio Grande sfguudo
o cdigo, on segundo a legislaca antiga,
existe huma rebellia naquella Provincia.
Observa que no P ara, como no Rio Gran-
de, a necessidade tem forjado as primei-
t*s autoridades a praticarem actos que nao
podem rigorosa mente defender rom i
Constituica e com a leis, eesta neressi-
dade nao pode deixar de ser muito deplo-
ra vel para aquellas qoe devem fundar to-
ados 09 seus actos na legalidades pela qual
cooibatem, que he a nica que Ibes p le
dar loica; mas actos que sao jistftcsveis
tpKlascircunstancias queolnig tica-los, podem servir de pretexto quel-
les que nao respeita as leis e^que prefen-
dem destruir a Consttuica e todos os
piincipiosde nosoGoverno, diiendo-que,
mesma cousa laiem* os delegados deste
Guverno, que devem sustentar o< p'inri
pios da legalidade. Lembra que o Presi
denle do Rio Grande tem remettido pre-
sos para a trte individuos comp ometti-
dosno mo ment de aO de Seternbro e
nos que se seguirn; persuad lo elle ora-
dor que essa medida tomada pelo Presiden-
te era legal, tujeitando nesta paite su-
opini opinia de hum tiihunal res
peitavel e esil.recido, como a Rel Rio de JaneirV, que tem negado oidem
dehabeas-corposaesses presos. Appare
ce porm hum laclo extraordinaiio, qual
o no Juz Municipal entender que nos mes-
mos cases e s mesmas pets devia con
ceder a ordem de habeas Corpus.
( Continuarse a.)
i \
damento novo para as 75 pracas qae fi-
sem garnica d'aquella Cida le, e que
por ordem do Governo"S.iprem 1 deveria
pertencer ao Batalha 7 de Cacadores de
primeira Liaha ; edisendo-lhe que teodo
sido ouv d das Armas, este deu a respoita que se Ihe
remtte da qual se v que nao pode ter lu-
gar o foroecimento do exigido frdamento*,
em quanto pelo Ministerio da Guerra nao
fur deferida a representaca que cerca
dle taes pracas Ihe derigio o mesmo Com-
mandante das Armas, a qual se olerece
por copia a consideraca de S. Ex*
Ao Commandante das Arms envi-
ande-lbeos Processos dos Reos Eugenio
Gomes, Joze Salust o, Jote Francisco de
Mello, eloaquim de Santa Auna, Solda-
dos do 7." Batalha, afim de que faca cum-
prir as sentencas nelles proferidas pela
Junta de Justica.
Ao Commandante Superior da C.
Nacional do Rerife dizendo-lhe, que por
haver falta de Capities que prendan aos
Conselhos de Guerra, e nenHum incon-
veniente incontrar-se, em que o Capita
Joze Joaquim da Cot Instructor parcial
; do i." Batalha de G. N, possa piesidir
aquelles Conselho-, que nunca sao fe i I os
em horas, ou das, que se costuma fazer
a Instiucca ; expeca o mesmo Comman-
dante Sope ior ordem, para que se elle
aprsenle ao Commandante das Armas,
que o indicou.
AoCoronefda Legj.6 da G. N. do
Cabo, communicando-lhe que foiappro-
vad* a Pronosta dos Officiaes para o Bata-
lha do Municipio do Cabo, que resat-tteo
com sec (jfficiode2 do coi rente, que
assimo.cs constar aos promovidos aim
desolicitaieus >uas Patentes pela Secreta-
ria do Governo.
Ao Juiz de Direito da 2.* Vara do
Civel da Comaica d Recife dizendo-lhe
que rom a copia que se Ihe enva do pare-
cer do Presi lente da Relaca, dado -obre
duvidaappre.sentadapelo Juie de Difito
do Civel da Comarca de Nazaretb a res-
peito de executja' da Lei Provincial de
ro urna dec)ivdade insensivel para o lado
para onde tem de ser encamnhadas as a-
guas. A trra extrahida das vallas fep
empregada nos atierros, a restante para el-
les necessaria ser tirada dos lados da estra-
da velha, e da mesma estrada, de modo
que nSo impeca o tranzito; ou d'onde cou-
vier mais ao Arrematante.
Na cambja por onde dsspejio as aguas
interiores se edificar umareo, cujos pi
direitos tero alicerces de 34 palmo*, de
cutnprido, to de largura, e 6 de fundo
contados do leito da camboa ; os ps direi-
tos serio de 30 p.-lmos de cumprido, 6 de
laigura, e 3 d'altura at emposta ; a a-
bohedaserde volta inteira de 12 palmos
decmetro, 3 de espessura, eextradossa-
da de nivel at ao encontr dj tangente
verdical do iniradoz com o extradoz, e o
resto de igul espessura. Sobre oslados
da abobada cresceio duas paredes de t e
meio palmos d'altura, e 3 de grossura ; e
sobre estas paredes havero pai ap< itos de
4 palmos d'altura ei de grossura. Dos
ps direitos da abobeda nascerio dois mu-
ros de appoio de cada lado para sustentar
os attei ros da estrada, formando arco aba-
tidos concavo para a mesma estrada de 10
palmos do desenvolvimento a procurar a
distancia de -40 palmos, que lera a mesma
estrada de largura, e continuando paral-
lelos entre si, e na mesma distancia de 40
palmos pela extenaio de mais 20 palmos.
Esles muros terio alicerces de 6 palmos de
l.rgura, 5 de fundo, e 3'2de cumprido, e
seifo da altura de 9 e meio palmos medios
com a grosura de 3 palmos. Sobre estes
muros eontiuuaro os pari>peiloa da sbobfcf-
d 1 rom a mesma gro.-*uia,coraecanJo com
a alturadestes terminar em 3 palmos.
So brea bobeda havero le meio palmos
de atteiro, e a superficie deste firar no
mesmo plano da estrada. Toda a obra de
Pedveiroser embocada as partes, que f-
clo ocultas, e bem rebocada e caiada de
cal branca as que fi.ro patentes, compre-
beiid-ndo nestas o intradozda abobeJa.
rematante direito em tempo algum de exi-
gir indemnisacio ou outro qualquer esti-
pendio porqualquer motivo que seje. Ias-
pecco das Obras Publicas 9 de Agosto do
i836 (A.-signdo) Firmino Hercutano de
Moraes Ancora Tenepte Coronel do Corpo
d'EngenheirosApi ovo. Palacio dGo-<
remo de Pern.imbuco i9 de Agosto do
1836.-Cavalcanle.
Conforme
Bento Bindeira de Me|I0
I.* Escripturario.
14 de Abril deste ahno, fica igualotente
solvidaa duvida que o mesmo Ju'z de D*
reto do Recife pr< poz em seo offuio de
i9 do corrente por ser o caso idntico.
DIVERSAS RHPARTICOENS.
C6ndices p PERNABMCO.
GOVERNO DA PBOVlWCI.
Expedient do da 27.
0FF1CIOS.
Ao Exm. Presidente da P.ovinca da
P^rah b, acrusando o rerebimento do
tea oflicio de 19 do correute exigaio fr-
HBZA DAS DIVERSAS RENDAS.
A paut he a mesma do N. 18i.
CORREIO,
O Brigue E-cuna Navegante de que
Capla Manopl Antonio de Oliveira sai
para o Rio de faoeiro com escala pela Ba-
bia no da 4 de S> tembro p. p.
OPildxoB lia Amizade de que
M'-s're luze Joaquim Maxado s. o Rio de Janeiro no dia 4 de Seternbro.
ontus PUBLICASu
De-crip<;r dos trabalhos projectados qa
"exten ao de 73O bracas d,: nova estra-
da do Sul desde a ponte de Mto-
coloml at a casa de rancho na
estrada da Emberibeia.
A estrada projert. d< tem de 'erattorra-
da em buha rect* de-,Ir a p'inte de Motoco-
l^mbat casa do rancho no lu^ar da
E beri 'i ira na actual e-trada denom na-
da do Su'. Este alien o Gcar na altura do
encontr da dita ponte, ser abantado, e
lera 40 p ilmos de largura na supe- Bcie su-
p rior, com taludes de 6 palmos de b*ze,
a com divisas alturas ; saber 100 bracas
c >m 6 palmos medios; 210 bracas rom 4
palmas ditos; 3i0 bracas com 7 '/ pal-
mo- el ios; e lio b ags rom 4 '/ palmos
daos: lera uuia berma de 8 palmos de ca-
da lado. Os taludes serio revestidos de
fachina de mangue. As hermas serio cuar-
net id' de vallas de i4 palmo de largura
na bocea, 6 no fundo, e com a profundi-
dade media de 5 palmos, Estes vallas te- '
1 .* O Arrematante far a estrada do mo-
do designado na Descripcio dos trabalhos
debaixo da direccio e inxpecgio das p s>oas
que p-r esse fim forem pelo Coverno no-
meadas. *
a.* O Governo adan tara ao Arrematan-
te a cuanta de R*. 3.8Q4$22a, a qual Ihe
ser entregue at 15 dis depois do a to da
arremataco.
3.* Pela Repirticio das Obras Publicas
serio (brnecidas por emprotimo ao Arre-
matante nela Cidade 30 i'as de (erro, 30
['ochadas, 20 Foices de rocar, 12 Tinse
de Pedreiro, 12 Machados, e 18 t boas da
costadode amarello, o que todo ie->tituii
o Amemalante em Ixm estado acabada
que Sfja a obra.
4.* Todas as obras ficaiio concluidas, e
,np seo estado de peifeico no prazo de um
anno contado do dia dcimo quinto depois
da ai rematac", sob pena de ser multado,
sem dependencia de proces-o judicial, na
quantia de 600$000 reis, e de serem as o-
bras leitas, ou a< aliadas por administracio
rusia do Arrematante.
5.* O pagamento do alnr da emprea-
da, dedozida a quantia adiantada "peloGo-
vern-, ser feiloem tiez piesiaies, a pri-
meira quando esliver acabada e aperfeicoar
do a parle de estrada desde a ponte delo-
tocolomb at ao arco exclusive, a segun-
da piando e.-te arco e-tiver acabado, e a
terrena quando esliver concluido o restan*
te d 1 mesma empreitada, e o Aneraatante
houver re-tluido o que ncebeo por em*
prestimo, A estes pagamen'o- prtcedeiio
1-Si.Tie- do Inspector G-ialdas Obras Pu-
blicas ou depessia por elleauoi i-ada.
6.* *Em quanto dui ai em os trabalbo", e
seis mezes dep>is delles concluidos, he 0
Arit'in..tante responsavel pelas ruina.-, ,ie
solreiein os alie ron, e-brig.do a iepara-
lis sua i-usla. E-la respon.-al i'id.de e 0-
br'^aeio se extenderao a rloia anuos pelo
qu respeita s obras de Pedreiro.
7.1 O Airen atante prestar fi^n-a id-
nea p la quanlia de Rs. i3 077^5i, e
pelo mais que se di-pender, quer s la as
mesnas obras no accio da 4,*
Cndico, quer sej nos leparos a que he
resii'-nsav.-l -ni vn lude da 6." Cond'vao,
8.' Fe hada arremataco nio te a o Ar-
EDITAU
A Cmara Municipal da Cidade d'Olinda
e see Termo em virlude da Lei, &c. *
Faz saber a todos os Cidadios de seo
Municipio, que estiverem as circunstan-
cias d,e votar em as Assembleas Parochiaes,
queem cumprimenlo do officio do Exm.
Snr- Prndente, de 18 do corrente, seacha
aprasadoodia i6deOutubro proximwe-
guinte, para se procederem as eleicoens
primarias deleitles, que hio de formar o
Colegio eletoral, nio s para os Deputa-
dos d'Ai-sembla Geral na prxima segua-
le Legislatura, como tiokVirn para os raenl
bros d'Assembla Legislativa Provinaal,
para cuja ieunose acha tiobemmarcado
odia i3 deNovembro prximo futuro ;pe-
lo queJever comparecer as 8 horas da
manhi as Parochias de suas Freguezias
para o indicado fim. #
E para que chegoe a noticia de todos fe
passai o prezente Edit.-I -ob seo-gnal, e
sello. Olindt 23 em Sesaio de Agistode
de i836. Eu Joaquim fligino d* MotU
Silveira, Secretario iuterjno o. e-crev.
Ignacio Antonio de Barros Falco
Prezidente.
Manoel Antonio d'Assumpcio Ca.-dra.
Or. Francisco Joaquim das (hagas.
Lourenco Antonio de A.b-jq." e Mello.
Francisco Antonio de ObveiiaRozelle.
Manoel deAevedodo O'.
(Conlinu>dodo n. i84.)
Ite/lexes sobre a poltica Ingfezi.
Conveohamos, Senln res ; era que
preciso que o valor das ideas esteja sin-
gularmente alterado no tempo em que vi-
vemos, para que uin* igual conducir nao
s ja reputada digna de elogios e applausos
universaes. E por que D. Ca los leve a
h"bilidade de teapar-te por entre os de-
dos da polica de Mr. Thiers, xlevia-me
ser vedado exprimir o interesse e admira-
ca que elle m'mspira, e u proclamo?
O mundo asiste boje a um estranbo espe-
ctculo. Em hu:iia eporha em que se fal-
la taolo do povo, da sua liberdade, direi-
tos, e mesmo da sua soberana, observa se
um singular c^mportamento para coaj os
povos. Na verdade, muito para de e-
jarT-lus vanear na ciiilisaca, todava
os homens nao devera ser acelerados na
sua marcha progressva, cuj velocidade
ou lenii laest marcada pela Providen-
cia, bem romo se taz com lima plan):,
collocadaem urna estofa, a qual como por
preceito desenvolve as suas fines e fructos
antes do tempo assignalailo pela naturesa.
Quando homens imp udentes querem fa-
zer um lal ensai sobre um povo, as litis
das vezes" fazem letrogradar ein ver de
avaocar ; e da mesma horte, quer, nio que
e'le passe in-en-i vel, e imnu ilr-l-m- ule do
e lado de barb altrahem sobre elle innumeraveis calami-
dide Nao i to o que luje >e tem filo
na llespanha ? N^Vimos osGovernos de
duas nace-, enlloca-tas testa da civilsa-
Ci Europ'a,!empr gir a forra ea violen-
cia pira un pora un: puvoin tituires, que
parecem cminr muito, ou a grandes cor-
rompido-- e degenerados, ou a emprega-
d >s suballernosque correm a busar f.ir-
tma, seip se leoibi ai em qu.i lia huma
patria a poz de si: inslaucis que acli.ni-
do-se em o|)|)o-n;a cojn seus costme?,
hbitos, ostincto* e cr,encas, repug*i

,ll^ nc
i*- i"
.. V(. M U \- .
,t^^
simosdelle, que at. as.nao compiehende.
Obra se desla oile, bem >e:, debaixo do
pretexto tiivial de 'be-dar a liberdade,
1


DIARIO DE PERNAMBUCo!
mas na realidade para o (er ni dependen-
cia e escravida ; para fazer um segundo
Portugal ao lado dopriraeiroj: este pavo
o He.-panhol, eujo notne todo o amigo
sincero da lberdade deveria pronunciar
cora respeito; povo heroico, que fez pe-
la liberdade muito mais do que nenhum
outro do inunda, mi por ves palavras,
nas por iik| uestiouavcis realidades selladas
pelo mais puro do seu nobre e generozo
sangue ; que ao nome da hbeidade se lo-
vantou etn ruassa, precipitando-se sobre
tyrania como um s homem, e que tem
conservado a sua nacionalidade atravez de
saciificios de que a posteridade fallar rom
admiracaeassombro. Sao os Lpleze-,
esse* pertendidossenhoies do mundo era
fado de liberdade que, para sua eterna
?ergopha, ha i50*nnos, tem conservado
os h landezes, seus vezinhos> amigos eir-
mas, debaixo do jugo da sua horrorosa
intolerancia, jugo ornis petado que tem
acabrunhada uiu povo ; s>5 09 Iglezes,
os que se atrcvem boje a dar aos fle-pa-
jiboes lices de tolerancia e liberdade. E'
a Franca, cauza das suas prmeiras desgia-
cas, que vein dizer a este ofelic povo :
S constitucional ao meu mo j0, du des-
granado de ti! S do justo meo, ou te ma-
to ; convite l.beral ao qual a Hespa-
nba s responde, deu(na parte como gri-
to de viva a repblica, e da oua com o
de viva El-Rei Carlos 5.a
Os horneas que escrevera ta bellas pa-
ginas, fulminando justos anathemas con*
traese horrivel fanatismo religioso que
na meia idade pertendia conveiter o ge-
nero humano pelo fogo, devel peis
ficar em silencio ? nao deVeria g'iardar
urna paite da sua eloquencia e maldices
para lanca-las sobre este fanatismo poltico
que hoje perteode conduzir os povos luz,
ci vi iza-Ios com a espadaa m.! Nisto,
a mea ver, j.. houve justiga nem impar-
cialdade. An fdlia-se muito do poo ;
traz se na boca sem cessar o sen nome,
quando se prepara as revoluces, mas lo-
go quee.-tasse realiza, o povo nao s fi-
ca eqdecido, mas at nao se onza ter u-
ma opini que nao s'ja dictada pelo po-
der j anda se vai alera deste esquecmm-
lo, e prova-s ao povo a a>a cusa, que
nao Ik soberano como tem sido liton-
geado. (tornando depois a Inglaterra,
diz o ostdor, que pretende er a Fran-
ca a sua desposca e estimula-la a gUPna
afito de tirar proveito das desgracas da Cu-
ropa. Como a Russia Ihe faz sombra por
que e.-t fazendo estoicos para vir a ser
huma potencia martima, e por que neu
traliza o cemeicio Inglez na P. r. ia, ao
mesmo teTnpo que cada vez o approxima
mais d fazeodo-lhe ver que a Russia quer estabe-
lecer-se em Con-iantinppla como se ella
o nao ti vera pod do fazer depois da victo
lia Je I3aLlv.ii-., e de ler ebegado a Andri-
nopole, para daquelle modo dominar a
Europa, sendo cerlo q' eHa'pelo ti acta lo
de Vnkiar-Skelessit lirn idas as vanta-
gen da conquista, sem partilhar os seus
riscos : para o mesmo fien de comprome-
ter a Franca com a Rus-ia vem os Ingle-
zesritorara Pariz asde-gracas da Polonia
conhecendo assympalhias que.di lia para
i "in e-t.i n.ic-. ludo para distrahir do
Oriente a attenco do Gabinete de S. Pe-
teisburgo. Em fim o Duque de Titz-Ja-
mes continuando anda a provar a- l p-
nica da Inglaterra, tas p,u\i vti vaiiosa
oonleciroentos historeos, roiro sao : o
modo por que o Govemo daquella naca
e houve com a Hollanda, a qnem, tendo
Ibe lirados m.ior paite das Mas posses--
es, e chegado em i 8i4a epocha das rom-
pencaces ; airgi<>em Reino nnindo-llie
a Belgc, porem haven lo nesta urna re-
voluca6, em i830, queaseparou da pii-
ineira, e reclamando o Re da Holanda a
e\ecuc dos tratados e o ap>.io da Ingla-
tena, (!>ta re>pond o-lhe com 75 p>oto-
colos, e mandando para a Blgica um Rt i
,jde fabrica Inglrza. Cila tabem p r esta
Co ptnluigue, pela squadra lirilannica,
sem ler preod do dcelaiaC' de gtieira,
rom o ui ICo cbjecto de aniquilar a A' mu-
da O ia larquez*: o modo p'q' se t--m o-
p"iad o W Pennsula Aziatica exrilando
(M nrfi lw> ni nnvni a nilpm >l det
l*pidanc 'o e lomando eacravos, e d zend^o
o ui adoi q ue, por ccSir- m na nglatcrr3,
rf-fiii
Genova lenha perdido a sua nacionalidade,
e Praga tinha sido entregue alraicoada-
raente ao verdugo do Epiro, termina :)
Veja o gove no se qaer que a Franca
ajunta urna nova pagina a esta loriga ce-
re de iniquidades polticas. Eu vou re-
zuma- ludo aduas palavras : A alianca In-
gleza urna illnza. Srirs., nao esqueja-
es nunra as mimoraveis palavras saidas ba
algnns ditsda boca do nosso honrado co-
lega Mr. Guizot. Quando se tem dei-
Xada de seguir a verdade, ha progresso,
diziaelle, em voltar-se verdade, te eu
digo, he um dever, emporta a salvaca,
voltar-sea veididr.
Levinlou se a sessa no meio de nma
vivaagitaca prodozida por ete descurto
nolavel, que piodu/.io urna sensaca defi
cil de dc;crever.
(Gazette de France.)
RIO DE JANEIRO.
CMARA DOS DEPTADOS.
Discurso proferido na Ses-o de i3 de Ju-
cho, pelo Sr. Muciel Monleiro, De* '
putado por Pernambuco. N
SENHORES Se em tempos ordi-
narios e pacficos he hun rcoio>o dever
dos Representantes do Povo finar a forca
aimada do Estado rom todo o cuidado e
circurispecQio afim deque o exercito es-
teja em n tur-I relaco com as nossas ne-
cessidades e guarde a necessara propoi -
cao cora a populaco em geral ; com qui-
la mais attenco e desvelo nio devenios
nos discutir este importante a-sumpto em
pocas, como agora convuU vasa calami-
tosas : quando os lachos da discordia civil
<0 agilio em diveisas Provincias^ quan-
do, em huma palavra duas horrorosas
combust5es ameacfo devorar todo o Im-
perio. Esta simples consid'racio sobeja
para explicar o de-eiivolvjmento que se
tem dado este debate, e tamb>m para
jiotificar-me a< s olhos da Cmara de ha-
ver tal vez abusado da sua paciencia o -
copando sua attenco por mais alguos
momento?.
Entre tan'o, eu devo dzer aos meus
honrados Collegas, que levantando-me
para fallar nesia materia nio he meu in-
tuito elucidarla com novas consideraces,
nem lio ponco tenho eu a louca prelen-
cao de penetrar no espii ito daquelles II-
lusties Depulados, que aio pensio, oomo
eu e ah depositar meus pensamentos ,
minhas convicc6e. IN'io : pedindo a pa-
lavra nesta circuii-t.iricia mirilla inlen-i
ci be .'rnente dar huma explracio a
Cmara; eespero, que ella m'a releve.
Convencido u'haca
pode comprimir, e enllocar os motinspo-
pulares, as sedic. s, as r pnlulo no Imperio desde a grande sedu-
9o poltica de 183 f eu sempre proles-
sei ne-la casa a opinio dn que se devia
proporcionar ao GoVerno os necessarios
meios de torca para restabelecer a oidem
no Imperio e man ter em respeito os dis-
culos e tin buL-iitos, que por ventura at-
tmlar ou/.assem contra as riossas gaian-
ti.s, e contra a Constituico ; muito
embora eu coobecesse, que o Govemo
muitas vezes cerrando os ouvidos ao g to
das necessidades publicas dera accesso
s rancorosas 8Uggt6(M dos pailidos, e
muitas vezes p eteiindo todos os princi-
pios de jus'ica e de convenem ia publica
s Iiavia emuregado os meamos meios pela
(Jamara outorgado em proveito smenie
partiuuUr em utilidad? sua. Coherente
com es'es piinripins que sempre me pa-
receiio de ricoruna exa tidio quando e-
mergenciis exiraordmai ias nio vem mo-
difica- .sua applicacio eu contribu com
o meu voto para a fixacio d.ts loicas ma
ritilas, quando ha pomo di-culuuo- a
Proposta do re-pectiva Miustro, e j o
auno passailo proced da mesma guiza ten-
do em vLu o estado da infeliz Pioviucia
do l'ai.
Mas hum siirc-s'-o importante huma
grave ir.Otacio acaba de appaiecer na c-
p-)SQo do Ministerio e o Ministro, (|ue
mercria as sympathia di Cmara e em
cuja habilidad? c>nfiao os amigos do
Bi-asvl, ara' a de ceder a pasta da Ju tica
hum Magistrado apnzentado pela sua a-
?erso as nossas insti(uic,5es polticas e so-
bre qnem anda pezio uspeitas de outra
natureza. A' vista deste importantsimo
accootecimento, vista destas circuns-
tancias eu devo dizer francamente Ca-
maia o que ha pouco commanicou ao Re-
gente em Nome do Imperador o nobre
ex-Ministro do Imperio e Estrengeiros :
Deputado pela Provincia de Pernam-
buco eu nio p >sso dar o meu vol hum
Govemo em cujo Conseibo figura hum
Mag-lrado que tem em minha Provin-
cia todas as anti-pathias populares: que
procurou ah aniquilar as instituicSe li-
beraes, que felizmente nos regem ; que
ah perseguio, esaciificou a sua poltica
sanhuda nio pouca victimas innocentes e
lib-rae* ; e que sempre fra apuntado co-
mo infenso s no--sas Jiberdades. Mas
se como Depotado pela Provincia de Per-
nambuco, eu d. vo professar huma tal o-
piniao ; como Representante da Naci ,
eu me v. jo mais rigorosamente forjado ao
desempenho desle d ver. Com eleito,
como podere eu dar meios hum Go-
vemo discorde em suas opimes desva.
rado em sua marcha, e dejpaiatado em
odo. osseiv actos ? Como podere eu dar
meios hum Govemo que postergando
todas as formas representativas e todas
as uzancus Conslituci..naes, parece se-
guir somente o absurdo sy.teroa de hum
Eiclectiamo poltico anda mais absurdo ?
Como podere eu dar meios a hum Go-
rei no Cuja omp-sicio heterognea en-
volve em si elementos opposloi inron-
cihaveis, belligHranle, que cada p.isso
se combalem, eboslil4o? Como pode-
re eu dar meios hum Governo em cujo
actos ressumbra o esp rito de huma von-
tade ihflexivel incon>tilucional, e, pa-
ra dizer tudo, rreiponwvel ? Como po-
der-i em fi-n dar meios hum Coverno,
sobre qnem paulo susoeitas de natureza
por ext emo g.ave ? Nio sabemos nos ,
Senh.res, os boatos, que circuito acer-
ca da proteccio prestada pelp Governo
aos sediciosas de S. Pedro do Sul 7 Nio
sabemos rifo o sysleraa de pol tica adop-
tado pt-lo Ministerio respeito daquella
tremenda rebelliio. Nio sabemos ni a
lelagioem que se aelia hunt agente da
admiuisiragio rom hum dos rebeldes da
quella Provincia ? E supposto saibamos
nos far-er a nece-saria dminuico no peso,
que taes opinies devem ter no espirito
do observador sensato e com quanto re
conhecamos a honradez individual dos
Merahro* da Adminislracio pederemos
deixar de reconhecer a verdade sabida,
e sentida deque nem sempre os movi-
meuto< revolucionarios paitem das mae-
sas e antes pelo contrario muitas vezes
sao fomentad is sao acorocoados pelos
Governos ? Senbores Abramos o gran-
de livro da historia e n< ah veremos
multiplicados exemplos desta verdade im-
poitante. E sem bir mendigar ns Na-
ces Estrangeiras factos historeos desta
ordern a caso nos nossos Ka-tos nio ve-
mos n negrejar hum 3o de Julho ?
E se ligarmos e.-le succes-*o desgracado s
consideraces da actualidad* com lela-
cio as entidades governativas d'eno e de
boje nio (eremos nos sobrada razio de
temer p*Ia eslabelidade das nossas in li-
tu'cues lihcraes nossas garantas e nos-
eos foros? A' vista le ta nio deveremos ri- coneeber gravissrna
iriquietac" a respeito d< no sa Coustilui-
cio ; nica, e nem oni-alahoa de sal*
vacio que temos no burivel naiiliagio,
em que b>acpjmoi ? E he no a caso hum
terror pani rern que a experiencia nao fortifique?
Repar.'i S-nhores no coneatei menlo
de todas as providencial dadas jara rom-
primaras fieces, as reielioes, que in-
c immodao o Imperio ; reparal na snece.--
s i de taes medidas; pesi b ni sua i llica-
cia e vos seris obrigadoj a couvir co-
migo m que a ordem publica es' -- vic-
lenlam.nte abalada e que as minhas p*
piehenses tem hum fundamento mais
robu-lo do qin* a primeiri vista parece.
Nolai beni ( S- nhoies ) qu* <> pr nripio
da miona sull uando a maioria o pi in -
cipio de supiemacia de poneos sobe mu-
ty* acaba de ser enfticamente desenvol-
vido por Imiu nobre Vlembio de-la Casa !
Notai que o Governo de pouios nio be
o Governo Representativo ; qae este he o
Governo das maion'as; e que esta Iheoria
tenebrosa nao s conduz ao despotismo ,
como abala como dislroe ab mis fun
damentis o dogma da Soberana Nacio-
nal. Eu nio periendo por em duvda os
st-titmontos Constitucionaes as inteniQes
louvaveis do nobre Deputado que desen-
vulveo o s}stema que eu comato ; mas
o que digo he que huma tal idea nio-s
be contraria aos principios do Direrto pu-
blico que adoptamos como tarabem
tende afavouear, e a encarecer os sus-
tos de que a populaco se acha pos.-ui-
da, muito embora eu completamente nio
os comparla.
Fm face de taes ponderaces e das gra-
vsimas circunstancias em que nos adia-
mos collocados 5 nio ser este o emejo
proprio para nos organisarmos parlamen-
tarmente? Terminemos, Senbores, esta
desgracada lluctuacio de opiniSes em
que temos laborado; facamos cessar esta
promiscuidade de senlimentos polticos
em que temos estado; promiscuidade na-
dmissivel inconstitucional e bera digna
de pasmo : tracemos a linda divisoiia
que nosdeve hmiiar em no ergarnos a barreia que nos deve sepa-
rar reconhecaraos o. estandartes que
devem tremolar em nossa liabas... j-
renos bandeara. Hahiltemo-nos drsi'ar-
le p le den-re verno com hum pensameuto, com huma
s vontade e forcemo-lo as.-i'm a se or-
ganisar segundo os estilos constitucionaes,
nbriguemol o a se apretenlar, pecante a
Nac;io representada, coherenle, ajusta-
do esy>tematico muito embora sua po-
ltica seja preocupada ou erradia; porque
neste caso elle ter de remar vista da
opiniio do Paz ; elle ter, pelos esfor-
cos do Parlamento Biaseiio ou de mo-
dificar seu sy-lema g>vernamental, ou de
ser substituido por outras capacidades
mais reconheridas mais animadas pelo
te-teinuuho publico. --
Em consei|uencia do que acabo de ex-
penJer, (Senhoics) eu roe vejo obliga-
do a modificar minha opiniaoemiltidaem
outras occasies sobre a /.rea armada, e
a negar meu voto de approvacio a Pro-
posta do Governo que se discate ; nio
com o calculado intuito de o por em em-
bn-acos e em lula com as necessidades
pub'icas, e com o etenicio dos altos en-
caigoi, que Ihe incumbe desempenbar ;
mas com as nicas vi.-las de que elle so
resol va a adoptar a marcha dos Governos
Representativos das Naces cultas e a
organisar-se segundo o matbodo parla-
mentar; poique f desta maneira tile
podei marchar em harmona com a C-
mara cxi rutar a Conslituicio do Impe-
rio merecer a confianca publica e ser *
til ao Paiz Tenho dado minha e\p'-
cacio. Tal vez Senbores, me expri-
muido eu com tanta franquesa e elfi-io,
1 mereca o epitheto feio de colrico e furi-
bundo na prxima sessio liberalisado ao
rneu nobre amigo o Sr. Paim com cu-
jos setimentos alias eu muito sympathiso,
e cuja austeridad? e lirmesa eu live a-
inda o< casiio de admiiar em o seu ulti-
mo discuiso. Mas eu devo declarar a*
Cmara que em discoriend m taes
materias eu sigo sempie o pnceito de
hu'ii Orador Romano, quando disse --
Oui de rebus dubiis judicant ab odio ,
ira, et antut-ta vacos ete decet. Sim ,
eu possa ; llirmar que nunca o cdo,
e a sanha e poucas Vcai a amisade me
dominio quando tenho de fallar em nn-
t ras de interesse publico. Mas ba Se
nhoies, verdades duras, que se nio po-
llera oiivir com praser ; e na loUl falleu-
cia de victoriosa respo.-ta, umitas vses a
astucia eniprega os xped ente-tortuosos,
que a ma' le sugi;eie para se tonar odi-
oso o mador vehemente, e corajes .. Pio-
gnda pois o nbre Parlamentar, e meu
amigo, na senda da verdade, que sem-
pre aqu Inllioii ; conii.iue tpatenlear os
ein-i do Governo, e sustentar na tii-
buna Nacional, os dneitos dos Povos,
ceito Jequeaeui senimentoa, suas vo/es
lario Sellapre etbo nocoracio dos Biasi-
|< iros e que as suas Irctas opinies sem-
pre erio galardoadas com a appioacio
e as -\ o | alias publicas. Ti o pouco nio
se iccofardc por chamareis deerelos de


DIARIO DE P ERNA M BUCO.
rrcifuii rt
proscribi as suas censuras justas anda
quando calorosas ; por isso que quando
lenha npparecido no Brasil algum Sjfla ,
Marat certo tal Iug- palir te nao a algum Periodiq-ieiro, >u
escriptor poltico, que Tufara a' proserp-
co porexemplo, Igiim benemrito Gal-
vo alcum honiado Mariaoi e outras
militas vielimas de huma poltica abomi-
na vel. Voto contra o Projeclo.
( O Atlante. )
( Da Gazcta Commercial da 15 hi )
LOTERA DO LIVRAMENTO.
A grande extraca que tt ni (id", e
conlinua a ter us Bilhetes da primeio
Lotera a favor das Obras da Igieja de N.
Senhora do Livraiuento, assegura o anda-
mento das rodas nos 6ns deSelerobro, ou,
o mais tardar n> s pi imtiios das de O tu-
bro. Duassa5as iul
ti5 da breve xtracao da Ludria ; a mais
prorapl* fdelicica do Templo, para qne
lodos devemos concorrer, dando a-sirn
un pro va do respeito que tribuamos a
Religia, que profesamos; e a fruica
dos premios, que lima milhor < ondiee aquel'es que por
Ventura os i.btiveiea. O Bhete* chao
te a vi i,di nos logares j anuunciados, e
tamhetn oasLojisde Antonio Joze Rodri
gues, ra do Queimado n* 74, e de An-
tonie JozeBandtira de Mello, ra do Cu-
bug n. 4
AVIZOS PARTICULARES.
Joio Joze dos Sanios faz sciente ao pu-
blico que pessoa Iguma nao fca negocio
Hequalquer natu resa que seja cmn Gspar
Jo- dos Reis sobre seus bens, visto que o
annunriantese ach em juzo cobrando do
dito Res a qujfiiii de a:202$000 ies e
juros provenientes de duas letra vencidas,
e fizo presente para niuguem se chamar a
ignorancia.
fW O proprifctario do Biigue Brazi-
leiro Marianna, d'clara por meio de^le
nnnuneio aos Snrs. carreg.d>res do mes-
ino, pira evitar duvidas suscitadas pelo er-
rado annuncio d Diaiio de 7.7 do cor-
rente, que o dito Brue vai directa-mrMte
ao Aavrc de Orace, e depon de sna des-
carga n'essa Cidade, seguir euiao para
Lisboa.
Njy Quem annunciou preci-ar da o liomem fiel para vender as frutas de nm
hitio pora se Ihe pagtr seo t abalho ; diri-
* ja-se ao atierro da 15 a vista L). i.j, ou an
nuncie.
T^P Henrique Valentn) Ribe'ro Pes-
soa, adverte ao nspeitav-'l publico quede
hoje ero diacte se chama Heniique Va-
lentn) Ribeiio Ptssoa Prego.
IJ3" Quem precisar de um eaxeiro
Portuguvz para loja de f.istiuU, para t0-
irar por balanco, ou mes tu o p;ra ra, o
qual tera bastante pratica, e dallador: au-
nuncie.
t^P* D-se 800$ reis a juros de um e
rneia por cento, ci.m seguranca em hois
firmas ou obras de ouro e puta quesero
feitio equivala aos jurse principal : quem
os quiser annuncie para s> r procurado.
%Q^ Quem annunciou quererrompiar
m cavallo que tenlia boa figura, buns an-
daies, e novo, dirja-se ao sitio Chacn
Freguezia do Poco da Panella Jefrontedo
Engenho Ct deiio alem do rio.
$& Na F Cadeia velha D. 45 precisa-se de urna mu-
Jher capiz, e j do idade para trabailnr
era chapeos fino-, dentro de casa.
%ry Na ra de Hoit s D. 65 troca-se
dinheirodc Cvbre hora escolhido por prata
a quatro patacas e doze vin'ens o palacio.
tCJp" Troca-se a moradia de um suba
do deum andar esoto, por ouro d 11 n
andar, ou primeiro andar, ou una casa
lenea boa, em qua'quer dos trez U^ ir ros,
ou urn sitio per lo d* Pi?ea: quem quiser
dirija-se a 1 ua de Hu la D. G.
%CJP" Quem annunciou querer fallar
com Rita Mafia do Sac^dmeoto, diiija-se
a 1 a-i Direita loja. d celeiro D. i9.
Precisarse de um rapaz de i4 an-
nos, abil, para eaixeiro de um estabele< i-
ment, dando fiador a sua conducta 5 an-
nuncie.
3^ Maiia Joze Lins Sorianna Viu-
va do falescid > Jos Martins Soriauuo ,
avizaao respeitavel publico para que nao
comprem, nem bypotequera beus alguns
do Padi; Jernimo Barreiros Rangel mo-
rador no Engenho Capoeiras, tanto dos
que ja* Ihe pertencia como dos que Iho
pertencerem por heranca de seu Pai ,
que d prximo faleteu ; por isso que o
dillo S he devedor ao cazal d'annuu-
ciantp daquantia de n:859$574 rs. a-
the 18 deAosio de i83ti de piinoipal e
joros, estando encl-ido nesta qnanlia
3:2 >o)ioo rs. de principal que pe len-
cera ao Sr. Jos Ramos de Oiiveir ; eco
mo o ditto bv. Reverendo Jernimo Bar-
reiros Rangel se tem portado com bem
p >0'*a digrrd'de; e ltimamente oceul-
tou-se a sitacio que a annunciante Ihe h*z
para compareaer no juizo de Paz ; ra*0
porque previne ao respeilavel publico p*
ra nio ser illudipo urna ves que a annun*
ciante vai procurar os meios jusdiciaes
para 8f 11 prob'>l<;o.
yy O Diiector do Tfua'ro ten4o de
apresentar nos das y o 8 de Seterobro
dois grandes Espectculos, o primeiro
com a Peca Justica de Pedro 1. o
S^gindo com a Peca Joze a. em S ul
t-b.k se v as circunstancias de feixar o
Theitro para poder nio so ensaisr co-
mo proceder as novas obras de pintura
de hura Sali, e Salla Gtica, e oulros
saveS para os refeiidos dus. O-- preter -
deotcs aos Camarotes e bilhetes dirijo-e
unicamrn'u *o Si. Zabedeo Cezar Pessoa
que *o os pode;a' vender pelo prego do
costume que heo seguinte-- paiaas duas
noites 1 a ordena seis patacoens frente
ditta nove p. p tacoens- 3.a ordem trez patacoens -
frente el 11 a quatro pataCoen-. Os cama-
rotes e bilhetes so se vtnJem para as duas
noi'e.
V4t- Joso Duarte de Faca aviza que
-e retira mu breve para Europa e que
deixa ficar nesta Praca para seu bastante
procurador a seu genro Manoel Caetano
Silva Carneiro .Monleiio asim como de-
clara que tanto as duas propriedad-s de
qostro andares citas ua Ra nova D. 10 e
II e as msis d.-que fica pagaudo Dcima
ficio livres de epoteca e entro qualquer o-
britiagin ; as ira como nao deve nada a es-
ta Prac*.
ARRKMATACAO.
Peante o Doutor Juiz do Civel da 2.a
Vara Jos Joc-qnim Giroiniano da Moiae.s
Navarro se hade arrematara quem mais
der, um* morada He caza de sobrado de
una andar, sta na P.noaco do P.ico da
Panilla : assim romo se hade arrematar ,
lez ito Oiccavos n^s, das di Le i ; o que
lulo foi pmliorado por Kaztnda Naci
nal a seo d. Vedor Alexmdre Lopes Ri-
bc'i-o
ypf Peranle o Doutor Juiz do Civel
d 1 a.a Vara Jos Joaquirn G miniano de
Moraes Navarro, se liade arremntar nos
dias di Le i os bc-ns i-eguintes a meta-
de de humo morada de raza terrea nala-
deira da Misericordia de Olindi no vallor
de 1:425^5 fu. Huma inorada de caa
n'Agoa do Lupe no valor de 262^5oo
is. Hura Mlio n'Agoa tria, no valor de
i: 4-2#)5oo is. Huma aimariode venda,
com seu barcio e dois caxhos de vi-
draca no valor de 3o^oo>, cojos bi-ns lo-
rio sequfgtiados por Fasnj la Naiio-
nal aseo devedor Beindrdino Jore Ser-
pa.
LEILVO.
Hemy Chiistopheos & Charles Roope
perleiidein (aZi-rileiL de urna porca de
graxi em iotes pequeos segunda fe ira 39
do correnle na c^za da sua residencia ra
dos Barbeiros N. 8.
Terfs lena 3o do correute mez se ho i
do vender em leilo diversos escravos
nov9 mas j ladinos que anula nio ser-
virio a ninguem ; na ra do Vigario caza
n. U das nove oras da rnanbi por dian-
le. .
VENDAS.

Meias de linho, finas e ordinarias : na
ra do Queimado loja L). i3.
%3T Urna neqriiiha de Angola de i5a
16 anuos, e i5$ paos de anuico, e urna
barretina para Saigento ou Ollicial paia
G. N. pri iii|>( 1 e nova que aind. nao ser-
vio : no arm.isem da praia do Collegio de
l'rancisco Joaquim a Costa.
HP* Um moleque de |4 para |5 su nos,
para fora da tena : na tuaedo Cab.iga na
loja de MaiMel Duarte Ferreira.
W Bixas chegadas ltimamente do
Porto, grandes e pequeas : na ra do Li-
vramentn venda de Cardial D. 1.
%y Unid capote escorcei> novo com
dois dbecio, e todo forrado ; junto a loja
do Aleridcr no atierro da Ika vista.
, WP" Bapde superior qualidade che-
gado ltimamente de Lisboa a 30 reis a
oiiava, e em librea a$880, e gangas a-
marellasda India de superior qualidade a
i#'40 : na bj. de Antonio da Silva Gas-
mao, ua do Queimado na esquina do be-
co da Congieg'cio.
tTF" Urna esrrava com um filho de i3
a i4annos, cosinha, cose, engoma, e boa
paiaama de casa de hornera solteiro por
ter pralica : urn cabra escuro de 25 a a8
anuos, bom comprador e oiui inteligente
para recados, om moleque de 8 a 9 auno"',
e urna eacrava dos, co.-inha o ordinario du
uma ca:a : na rus Nova D. 10 no segau-
doaiidar.
iCf Continua-se a vender por moeda
Imperial e ca imb-d t tmbora s> a feia e
tambera Bibiana o-seguintcs sol tinn utos
de rrnudesas de todas quaiidades, e rapt^
Princeza de Lisboa em lihras, dito da Ba-
bia, dito areia preta, encllente cha hisson
da primoira soite, dito perola, dito em cai-
xinhas de 6 libras, d^to em ditas de a libras
e meia, riquicima navalhas inglrzas finas
em estojos, tezouiinhas finas, tinta de es-
cieverem potes e garrafas, pilulas da fa-
milia em frascos de 100 com o seo compe-
tente folhi-te, e famosas bixas chegadas nb
ultimo navio, giandes e meian?, e tu lo se
vende por piego com modo: na piar; a da
Independencia lca n. ao.
fjqy Coldre- de c uro de lustro propri-
os p.ira Cavall-ria : na loja de Fiederico
^haves ra Nova D. 5.
IQP* Panos azuaas finos, e prclos e de
todas as cores, ctda un covado a 4$480
reis: ua esquina da Pracinha do Livia-
raento na loja do Burgos Ponce de Leof.
%3r* Uma mulata coslureira, engoma-
deira e taiiib 111 eosinha sofrivelmen'e : ui
ra 1I0 nm roda Penha D. i7.
%QP* Urna pela de 18 annos, bonita
figura, sabe cosnh*r, enconar, e faz lo-
do s-1 vico d uma casa cm p il-n.io: na
ra do Fogo 0. 11.
*JBP Poses Parisienses purgativos, e
.1 r.: i I) 110-os. Estes po es ub'erio uma
grande celebridad*em toda a Eump eos
-os sceseos mar.i vi Diosos dorada di Ibes
meiecein uma spprovucio goal, o que pro
va priedadea lio enrnenlemen'e dapuralivav.
'*s poses parientessio o verdadeico espe
cifico 11.is molestias S'grojas, recentes ou
iovflerad s. Como d' purativos do sui-
gue soda mai'i'efficacia em todas s mo
lestias en' re idas por um rirus qualipier,
quaes rs enf< rmidades d p e; as empi-
gct'S, a> s. dorts rbumali-iriaeSj as alIVicoens esceibu-
ticas e escrofulosas, emfim em toda ani-
ir.oina do saBgne annunciada por comi-
choen9, caloits, nodas anjarellas e verme-
Ibas, h 1110101 las, pregos, pstulas no ro-
to, aphtes, ulceras na boca ou dentro da
gargonta, cor lvida do rosto, olhos aver-
melhados, flores brancos. humor melan-
colice, pal d dade critita das mulheres. O uso perma-
nente destes poses eutietem a li escura do
rosto, ea iiberdade do ventre. Ye*-se se-
gundo o exposto que acabarnos de i .ser
que estes poses si o utilissimos em multas
airei-Qesaciimouiosis, distas que nio tem
um carcter suspecto, e de mais S*o reco-
nhecidos conv> uro dos mais poderosos an-
ti-biliosos. Vende-se na Botica da ru dos
Quarteis.
Igy Uma negra criolla boa engomadei-
ra, ecostureira de i5.a 16 annos, bonita
figura, e sem axaque, vende se para pa-
garse uma divida: as 5 puntas venda
. i3.
Wk** Um terreno com 300 palmos de
frente para a estrada de Santo Amarinho:
na iu* do Cresoo D. la.
^fy Bixas de boa qualidade chegadas
prximamente do Porto,, e rap princeza
baianno a 1 loo is : na praca da Boa-vista
botica i0.
Uma selecta, e um Dic'onario
Magnum Lexicn, todo em bom uso; na
tua d s Martirios D. 8 lado da Igreja.
VJT Umesci preto de Naci, de
idide pouco mais ou menos de trint* e
quatro annos bom carreiro, e pitico
de casa de caldeira de engenho; e huma
escrava parda, idade de vinte e seis an-
uos, que sabe cozerchio, lser rendas,
e propria para o mais servico ordinario
de um caza de familia : roa do Rozario
estreita, D. 18.
ALUGUEIS.
Aluga-se uma casa terrea na roa da Flo-
rentina urna das de Joso Z irriik *na tua
doCollegio casa do mismo Zurrek.
FURTO.
Desaparecerlo de junto da obra de An-
tonio Maitins Hiboiro, p jr di#az do atier-
ro da B >a vista, na noile de a5 ou a6 de<-
te ro rente mez de Agosto, trez pranxrs
de amarello: assim a pessoa que driles
souber avisando ao mes rao, lei ura pre-
mio pelo seu Irabalbo.
ESCRAVOS FGIDOS.
Ross, 30 annos pouco mais oh menos,
tem costuras de sipn as no pesco o de^m-
bosos lados; fgida no "dia a9 de Jllio
do con ente ann, e levou vestido de xi-
ta prta, e pao da costa : os aprehende-
dores levem-na a ra doCollegio D. 8, ou
nos rmaseos de Joaquirn da Silva Salles.
Mp* Antonio, crilo, de idade de i9a
ao annos, sem barba, estatura mediana, ca-
ra ag'adavel, com todos os denles ua fren-
te, um tanto e:padaudo, nariz sofrivel
para a cor, bem (liante, clficial principi-
ante de pedreiro, postante, sadio, fiziono-
mia de moleco ; levou varias calcas blan-
cas, camisas, jaqueta, chapeo preto, eou-
tro de jialha; lecoraeuda-se a todas asau-
lltoiidsd s policiaes, eaos Campnhas que
o aprebenderem, que o levem a seo seobor
o Depozitiiiogeral do Recife morador na
rila do Rosario estrella, que pagar gene-
rosamente.
5"H
Taboas das mares chrms no Pono d*
fernambuco.
18-Seg unda - 0!i. I m
- i9-T: 10- t . t
J20-Q: fe. 0. - JO- 54 i Man.
49i-Qi . - 11-42 M \
/ 228: n - c 3o
523-: m fe. - l~i8 M Tard.
2i-D: 0 ts - a 6 a 1
NOTICIAS MARTIMAS.
Navio sabido no dia a7.
B. Braz. Marianna. M. VirUsimo Joze
dos Reis dono Angelo Francisco Car-
oeiro carga slgodioa varios gneros. Se-
gu para Havre de Graca.

PER al. NA TIP., DB M. F. FaRIA 1836-


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