Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05731


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Full Text
ANNO DE 1886. SEXTA FflRA
26 R AGOSTO N. 18J.
Pbs.w*8uoo, m Tvr. nc M. F. di Pama. 18.86-
DUS D\ SEMANA.
22 SernndVS. Thinttdo M- od. Hn* Jalas*, do Cr.
Hp m. i' de t. ses. da '1 ezouraria t'ulilica c
Chae, de t-
'23 ri-rcajc|. S. Felippc B. Re. le m-and. do J. He
O. de t.
94 Qtisrta fl> 8. Barthbiomo A p.
25 Quinta S. Luis Re de F- Re. de m. aud. du J. do
C de m. > ('l)iic. He t.
2fi Sexta S. Zeferino P es. da Th. P. aud- do J. de
O- de I. La cli. a I h- c 45 m. da t-
27 Saltada S. Jone d.- ('ulazae Re. de m. e aud. do
V. f}. da t. em Olinda.
28 Dooiingo 0 Sagrado Coracno de Mara.
Ttdo sor depende e nsm,esmo da nnsm prn
deiiem. fiin'lt. ratj.l.j. e enertria .'Cnljntiemns,cnui<,
principiamos, e remo ipmit<|ni kom admira.
ean mire at Naques mais cultas.
Proclarnif rio Attruiblau final i liratil
9n(iereff>se n lOOOr, mfnon iMpminin.i.,.
nenia TipustJSii, ra das Cruxcs I). 3, e na Pra-
ca ila mdebendtncia V. 37 e3s oiideie reeahvm
oorrespmideneiai leelipaa*, e aiinuaeio*) ioaeriii-
done < -rnii. u'in^i dof urnprios assignailtfs,
* rindo aaiignado.
CAMBIOS.
Jgoite 25.
Ondres 96 a 36 ||1 Ds-St poi l d. ou prata a Rai
> pflpntO de premio Nomina.
F.i'-lioa.JTpor o|o premio, por metal, Xom.
Franca 280 -265 R por franco
Rio (le Jan. 6 p. c- de prem.
Moe.las de fi..4i) I3..500 I3..400
4 C.TOOa 6S:)0
Pvzos I ,,440
Premio da prata 50 p. o
., da letrras, por mer 1 a 2 por o|0
Cobre 25 por ccato de descont
PARTIDA DOS CORRF.IOS.
OlindaTodos O dias no Dalo dia,
Goiana, Alliandra. Paraiba, Villa do Conde, Mn-
maguape. Mar, Rea. de S. Joo. Rrejo d'Areia,
inda. Pomlial. Nova c!e Sou/a. Cidadc do Natal,
ViMas de Qoianninha, e Nova di Princesa, Cldarfe
da I'ortaleza. Villas'do Anuir.-, .Monte Olor BOU
Aracatv, Caseavcf. Cannde, Granja, Inperatris,
S- Rernardo, S. Joan do Prncipe, Sobrar. Nova d'
EIRev. Ico, S. Matbeu*. Keschodo hi;i;...... S.
.Antnnio do Jardim, Qiiexeraiiiohiin. e rmalo a
Sejrnnda d Sextas felrax aomein J por va d-t
Paraiba. Sanio AnioTodas as quintas feiru 8>>
meio ta. (nranliuiis. e lionitonot iiia 10 e '.'4
de cada iiiuz ao meio dia. Cabo. Serloliam, Rio Fr
mozo, e Porto Calvonos dias 1, II e 21 de cada
mcz.____________________ '
PARTE OFFICIAL.
RIO DE JANEIRO.

JkSSF.MBLEa GERAL LHGlSLVTIVA.
CMARA, DOS DISPUTADOS.
SessaS de i7 de Junho.
ContiHUaco do n. i83.
O Presidente vai coniultsr" Cmara,
saulgaa materia suftv'ieritemerite discuti-
da' por nao haver mais ninguem a Callar,
. qoando o Sr. Vascourellos pode p't'avra
diz que, posto que des.denla lo e ua
pretender fallar ero offerMer <-tnenia.,
todva o discurso do nnbre Ministro da
M.ii inha o pon un algum embiracO. Ouvio
que o Sr. Ministro se decLiara amigo do
reci utamento, no que se f-, licita vi le Di-
putado, por ser e ti a sua opinia, mas o
tji.hre Ministro dos Estrangeirus he contra
o recrutamento deseja pois saber se na
Srs. Ministros esla em guerra hum con-
tra outro. Consta-lhe quo o nobre Mr-
quez de Bac*ma contractou butn Enge-
nheiro par a Ma'inha por aO coritos de
ris poranno-, pe'gutita poisao Sr. Mi-
nistro se he cerlo terse engajado este Eli
genbei' o por o0 contos de re por auno ou
250 libnrs por irez....
O Sr. Ministro;E-seEncenbe:roen
pajado para tratar da mach'na do (Jorreio
tde vap r, vem pr>r 250 lihr.is poi anno
O S'. Vacoiicllos diz, que enl.5 o
'enpania ; mas pe de parle osle ob ecto
para a seu lemp" fallar. Decttra deaejaf
saber corro o Sr. Minitr->ha deenipregar
c tres mil pravas a continuarn) as arenos*
tainia-extiaordinaiis-, e selemoGovor-
no embarnacS'.s oaie esse numero po^sa
ser < nipirpjdo r .
OS'. Mnistro: Ha embrcalo h
para empregar 7,000 pracas.
O Sr. Vasconcelos desri.' saber se ha
emb.rca<;oes que nt s p-ss' tervir, por-
que naos, fragatas, etc. pouco servico
po^^m prestar, ape.ssr do Sr. Ministro'as
convener em navios mercant s, eropre-
gando navios de guert a como transportes,
erre vez defretar navios merca-les. Ponto
pmm de parte esta questa, o q1 e ll-e
pnere.hequ'- l'.lta embarcacSes a, ropti-
a.ias pata a goetra do IV e Rio Grande
do Sul. Declara volar contra a le. Per-
suade se que'o Sr. Mini-tro ha da ler
diminuido os trabslhadoi os do Ar-en.d, e
acodillo a tiutrus ramos da st.a Repailica
para altender a esa despeza exlraoiii.na-
ria.
O Sur. Ministro, que logo que se cal-
culou com a necessijade de 3ooo homens,
cali-ul> u-se com a possibidade de os pa-
gar ; qw p i sso nao se inha d* parar
com oAaballios indispen.meis que con
tinuul^ e se se fez na IogLterra e-ses
eiigajamenlof, fot por n.ise polerfaze.los
no paiz.
OSm. VasconcelIH ob?rva que he
di*lo que se queixa, porque nao ha vendo
Hinh.ir. para e^ss d pezs, lem secn
traliido liumi divida que al o preseAfe
o Corpo Legislativo ignora ; e que qtiando
reclama que o Ministerio se organise p>r-
|amentarmente, responderse-Iba que he
islo impos vel no Brasil. Observa que
oGoverno ten frito deiMflrs exlraoriii-
naiiaapara que nao eatta habilitado, e
noentanto o Corpo L'gislttiro nao lem
Em!
noticia dellas. onioora so diga que o
G<.verno nao tein rnaim ii elle orador
onlende qi:e a tem e muito poderosa 5
por quinto nos pte frtcomp a5 Depu'ados, logo qoe e a-
ponta bum exemplo d- huma de pe/a pa-
ra que se nao dea crdito, o MiuislK) -e
apresenta ao Corpo Legislativo, Ai Jor t<
de-sa de-pe/a extraordinaria, e peda asp-
provac. do decreto qde fu con aoGo ver-
no a dareaW pa-so :' entre nos nao ann
t- ce assiin. .
Depois '^maisalgumns nflexes, diz
O orador: Tal vez prximo a ser atranca-
do da Tribuna pelas manobras e insidia*
mini.-teiiaes que Mo ile ser empregadug
nas proxmax eleices, pede loGo'emo
o roesmo favor noe os procri/tds de Ti-
berio pediio a esse Inp'erador Romano:
No, vamos mor'er, (lizr* ellesao Jtn-
perador, nihs permita-nos qu na n->S"a
ull'm.i hora digamos ahorna couca.-vEis
tam'>em o que elle ora di r, proscripto do
Gove no du Brasil, dir: I, rmita-se Ihe
alguma libeidade paiaespansar son al-
ma. Reflecte que ero qoant" o G-ivemo
n for servid suj>itar-se s c'nnd'gCe
do rgimen repiecnlativo, o paiz cami-
rhar para bum pretnico ; que nao se
uve attibuir assua re&x5esaoespiii'
lo de opposicio, poique nao lorio .-uas
toi"s ou feus e-f>rf os que arrancar* 8 da
maioria ao boniado Diputado o Sur. lien
tijue de Rezende ; nem Ai. ellas que re-
dii/.itn a maioiia; mas sim o Goerno
que se nao quer s ig-itiir a copdic5ea do
rgimen repieseotativo. Nao se anima a
pro por algum*! pra ticas ate re.paiio
dos p-ites cvili.-ados, p:iqie al o no-
bre Ueputado o Sur. Souia ftla'tius, que
coDsideiara n/0 perlencer maioria, fez
huma pomposa def za dimr. ha minis
ttrirtl, at confundindo o nos-o Regente
com o Presidente dos Estad -s- Unidos.
Nao se anima puis a prupor para no-so
paiz es e-tdcs parlamenlaies da Euiopa
yhs, para une so nao Iheopponha a su.
loudade de algum viajante dos Esttdos-
Uni os; mas com ludo nao pode de'xar
de oh.-ervar que ha pouco tempo oigani-
sou o Ministeiio ; que em outros paizes,
qiiind.) aconlece a mud inca de ministerio,
os Deputados faiem interpellaces aos Mi
niltl'Of, que continua, ou aos no-
vos Ministros, o que elle orador se nao
anima a fazer, por que ha poucos dias nlo .
loio approvados dous requerimenles por
elle apiescntados, hum que peda copia
da portara que uiandou assiguar para o
Goireio Ollicial pelas Cmaras Mun;c-
paes, o |jm- eutende ser vilaca de lei;
e outro que pedia nolicL dessa horrorosa
s dira que sedizia e lar p-ra haver a 7
de Abril. Por e-la ocrasiad lemhra que
em paiz nenhum se su Soca a vor., j tio
ir da min.rii. Aftas da niilhd de ; que
i;a l'ianca de 1830, quando hum Uepu-
tado se diiige ao l'iesidenle e ixpe que
ueitende Lv. o Presdante consulta a Cmara sobre u
dia em que iuei ouvir aquellas iolerpel-
Lc'S, c o Ministro v< m munido de todos
os dorutO' nlo-, tendo btirn campo va.-to
,..ti a de env. Iv-r os seos tJenlos; e he
vm pra sal afeita a minoria ; mas enlie
ios uso a otitece o icesmo, p is que se
retir-iu a pata a hum Mini;u, e fez.se
novas non.eaces, >em se partecip.tr a< m 'is memoro do triiuistero, e de certo se
se pfiguut.'-sse algu'ma vez a hum Minis-
Iro d> ntro da Enmata coano pa-sava >eu
roll g>. dira o-mesmoque > Sur. Mnis-
tn-oa Maiinba. S"h-e os negocios do Pa-
i, que aioda ns6 tinha li.lo os c!i i.s.
Uto M"isto nao sbt de.seus colleg'S, um
pensa de hum mcido, outio de nutro, ttc ';
lie por s-Q que elle Depulsdu in-ta pa
orgaOMC0 Biiat*ial segu'ndo 0*estilos
pirLuK ritdies. e negara recurso ao (Jo-
temo em qua 1} nao boofer ista orga*
ni.sacaS, porque o que poder fazer hum
nobre Miti'sHo Ia5 e-tianho, lio deseo*
nlitcido aos (>uii'"S
D**pos de mais algumas rtflexrs, o
i'lu-lie ora ior ..inda 1 ontinua a falLr p >r
larg lempo. L'iolira qua o iwinist.-lio
n.f> se aproteita de huma disposig.5 favo*
ravel; que, t-ndo maioria, epalbadivisad
entra su s filen.,-. Sobre dzer-ae que de
l3"2 a 1830 o Mioisteiio na^ve maio-
ra b^m coordenada, b mcom)a-ta nem
d- 1830 a 1835, ella orador obseTTa que
nao tem huma memoi ia muilo feliz, mas
que se lemlira do Ministerio de que o ac
I nal Sor. Presidente da Cmara fe parte
em i8a8; e que naquella Ministerio ai nao
h luvs-e esta mi turada de v,.ntade rts-
pmisavel rom vontatle rrespoosarel, o
Ministerio contara com numerosa maio-
ria ; mas, pondo de parle esta est i5, de-
seja saber ?e as !.is RitJj pela oppojcMc,
pela maioria, tem feto a f licdade do
pair. Se he nec ssario admiilir o trate-
ma do regresso, rever tojas es-as lea ou
grandi pude paite dellas, como prope
os nobles Ministros, parrce-lli-.- que nin-
gueni dir que e.-sas leisfeitas pela oppo-
sca, ainda que consertem grandes prin-
cipios, aatis-fszem as ue> e s as leisj as paLvras di oppo-ica, r-e-
suml)i.i a inJisp-isic.- da que alguns
membros dcsta oppn-ca estava possui-
dos contra o Govcrno: lamb m t !l<- ora-
dor faz a sua mea culpa-, porque nao
he impenitente : nem faz latir opposi-
cio ios cinco primeiros annos de seus
tiab.lhos; pois que he huma le da op.
posica tranupor os limites da prudencia,
is |uecei-.-,e muilas vezes qoe nao Ihecon-
tert b quear o edificio em que lia de mo-
rar: tsse defeilo das oppos ces nao he
privativo 10 Braz ; ainda ha pouco ella,
orador ler. hum e'og'o feito a Casimir
Perer que, chefe de huma opp sic th-
lnada, nunca emitlio pi'oposic quede*
pois Mnistr houvesse de rege:lar: e
quando niFrnnc, paiz que cunta mais
d 4d annos de legimeh' rtpre eulatiro,
se admira que hum membro da oppdcaS
ti ves-e atrtude de nunc.i sustentar po-
posicaS Contrara odem e liheid.ide,
nao se po'de nciepir aopp6caQ brazilti-
ra de ler feitoessas leis deque nosqueixa-
mosj opposiqa que t- ve p 11 escola as an-
lig lalhas 11 v luei'inarias da Franca, tra-
duziiias e adoptadas ptlas Corles de Ca-
d Lisboa : n.'5 coneede opposicnJ o Go-
verno, m is esta parece ser a leu -'enca do
Mini-Itrio, que deixa a opposicad ^pre-
sentar substitutos satisfalorios ; a maio-
ria uomea Cummi-es em a'gumas das
quafs figuraS me ubrol que nio perten-
cem a maioria. Q liida a oppu.sicao se
tuna maioria, he devr imperioso entie-
gaf-lbe o GuVerno do p..iz, alias nos a-
charemos raduzdoa ao estado do pouco a-
gradavel em que nos vimos.
P'inalmente^ijuanlo co 1 paraca que
se Fea do Regente com o Presidente dos
lEstados-L'ri'dos, julga que tal compara*
9a nao pode ter lugar, porque o iegert-
le do Brazil exerre BDu0< atitoridade que
D. Pedro I mis uliimos annos do seu rei-
n-do. Conclueque as maiorai aecHao
|.:L corivicca, equu era i*lo o queCa-
simir IVrier pedia ao governo de sua
patria; eleices muito livics, e.naS co-
mo as que laquerem fazer no nosso Bia-
zil ; e lum Ministerio esponsavel t por
que a h- un maioria deconviccnG e-tan-
do penetrada das boas intences do Minis-
terio, nao he pos>ivel recusar fe-lhe o
seu vol. Est o oYador persuadido que
o Gove o tem cnaioria nesta Cmara ;
ras pede lite que ua praque actos qua


w
9
DIARIO 12 P E B A M H U C i

\
todos os das eslo reduzindo a sua maio-
ria; que nao diga que ha hura terceiro,
partid*, a que est achincalhando, cba- j
maudo-o partido partido da maromna.
Qur que o G iverno deaempenhe o eu
derer, que elle Deputado pela sua parte
com os pequeos recursos que Ihe rei-ta,
nos ltimos arraacos parlamentares, o
coadyuvar cotn os seus conselhos, disper-
tan do-o.
O Sur. Souzi Marlins delira que nao
pretenda fallar mais; que peres, sendo
mal entendido 4o Ilustre Deputado, dir
que nao fez a apologa de actual Minis-
terio. Observa que na raestn occasiad
dera a entender ietn claramente que nao
tinha confianca eni alguna doe membros
do actual Ministerio. Deseja huma mu-
danca do actual Gabinete. Est persua-
dido que as miiorias dae Cmaras podem
legi.lar anda que o esteja de accordo
com oMinisterio $ a Cmara tera certas
obrigafdes apreencber, ainda que o Mi-
nisterio nao eslt-j* de accordo cem a mai-
oria; a Cmara tem dbrigaco de mtiho
rar a Legislaca em iodos os seus ramos,
fazer todos os seas esto icos-a bem do paiz,
te. E-t persuadido que o Gobern nao
tem maioria na Cmara ; e se o Governo .
conta maioria na Cmara, devia ter pie-
parado seus traballios, devia ter procura-
do a sua maioria para os fazer passar ; de-
via piopor a rtforma daLegislado civil
e criminal, e militas eutras medidas que o
interesse do pais reclama 4 se o Ministerio
pois conta com a maioria, enta impu-
tares multo graves pesad sobre elle,- mas
est persuadido que o Ministerio n6 go-
za da maioria.
Tendo dado a hora, o Presidente de-
clara a discussa adiada ; di para ordem
do da a sua coutinuaca, elevante ases
4i pelas duas horas da Urde.
SENADO.
SessaSde i7 deJun^o.
P.n sidenc ia do Sr. BentoBarrosoPereica.
Logo-que se a cha reunido numero suf-
fioiente deSenadores para formar casa, o
Presidenta declaia abei ta a sessa, be H-
da e approvada a acta da anterior.
O piioaeiro Secretario d conta do ex-
pediente*
Ordem do dia.
Segue-seeprimeira discussa do seg-uin-
te projeclo de d mara.
A AsaembWa Geral Legislativa de-
crea :
Artigo nnico. Henulla, e como tl,
fica de nenhum ffeita, a lei la Assem-
hla Legislativa da fio vi ncia de Sergipe,
datada em 9 de Marco de r835, na par-
teara que di'pe dos bens peitencedte
ordem dos Religiosos-Carmelitas, extincta
pela dita lei.
OSr. Vergueirob ei-ya, que pia se
declarar nulla huma tai provincial, he ne-
cassario que se reconheca que ella nao ca-
le emanas attribuiiSes; que s6 quatro
os casos em que s A semideas Provinciana
nao podem legislar 5 mas en ten de que n
acto legislativo a que o p ojfcto -e refere
nao est comprehendido em nenhum des-
seseases, porque as Asemb'as Provin-
ciaes tem* direito de legislar sobre os Gen-
ventos.
O Sr. Saturnino declara votar pela re-
soluco. por estar convf ncido que a a Irl-
buica de legisUr sobre nAConvenio n8
eavire esa si altribuica de legi-iar ann-
qui rida os meamos Conventos, nem t poda ter sido a mente dos legisladoresj
que deix'ado os hensde pertencecem aos
Fradea, des< ja Saber a quem ficarw pe -
ten-end 1 ; aos bens prontieiaes, n.- ;
porque elles deveai en'car na nta*sa dos
bens nacionats, e ten lo de pertencer
Naca, a As-emMa Provisca n.- po-
da del les dispr $ por cij convencido que a Atiembla Provincwl
sabia fra das raias de suas attbuces,
e por iaso vota pe i re-oluca.
OSr. Borges declara se eonlra a reso-
luca, qumdo i disposica dos bens, fi -
cando estt's pe teacendo tos Ausentes.

O Mrquez de Caravellas Vota pela re-
soluca pela julgar neeessaria, por estar
convencido de que a Provincia de Sergi-
pe nao he a herdeira geral de todos os hens
doscorpos demamorta, mas sim a Na-
ca ; e pertencendo taes bens Na cao,
ou ha vendo de per tencer-lhe, a Assembia
Provincial sobre elles nao podia legislar.
O Sr. Saturnino julga indispensavel
entrar-se na interprclaca do Acto Addi-
cional em tal quests, afim de conhecer-
sese a Assembia Provincial promuigou
esta le dentro de suas attribuices : con-
sidera a'resoluca miogoada, mas tendo
de pa. para nesss occasia fazer huma emenda.
O Acto Ad licional Ibes nao declarou essa
tlrfhuica*
D-se o projecto por disentido em 1. *
disrosa, e vence-se que passe a. *
OSr. Saturnino manda mesa a se-
gninte emenda :
Supprima-seoqaesesegue a i83S
e su'bsiit ua- se em lugar do supprimido a
res^eito da Ordem dos Beligiosus Carme-
litas da mesma Provincia, Re apoiada e
entra-em discussa. 9
OSr. Almeida Albuquerque impugna
a emenda, Faeendo ver que ella tem por
ijm derogar a Omtiluica; porque se
se declara que a As8eronla Provincial nao
pode extinguir huma Corporaca, he o
mesmo que dizer-se que ella nao exerca
Imma das artribui^as que Ihe foi dada :
decan que por nenhum modo ha de con-
virem que se dimrnua nema mais peque-
a atlrmuica das Asseroblas Provincia,
es, e te ae reconhcer essa necessidade,
enla faca-se pelo mesmo modo que se Ihe
conredeu.
O Sr. Saturnino diz fallando no Acto
Addicional de que possa extinguir Con-
ventos as Assemhlas Provinciaes, nao
pdem legislar sobre tal ponto ; por cu-
jas razes entende que a sua emenda deve
passar
OSr. Vergueiro pronuncia-seronlra a
emenda e a resoluca, pelas razes ja ditas,
desti i'e alguns dos argumentos do Sr. Sa-
turnine, declara que nao pode haver im-
poltica maior deque procurar annullar-se
o acto addicional, e que o result exigencia ser a dissoluca geral ^ por
roj mzto muito conven respeilar as d'S-
posices do Acto Addicional reconhecen-
Ho-se as etlrboices aiiefora concedidas
as As-eml>l(:as Provinciaes.
lleapprovado cm primeia e segunda
discussa, e pista ultima o seguinte pro-
jecto de deertto^
a Art- Uniro. He nulla, e como tal
fira de nenhnmefl'eito a le da A^serrrb'ea
Legislativa da Provincia daPaialiiba, da-
tada em 19 de Maio de i835, cerca do
recrutamentoparaoExercito-e Marinha.
Entra em s^:inda discussa a resofvfl -o
do Senado sobre outra da AssemMra Le-
vislatva di Provincia de S. Pulo relati-
va s trras devolutas,*a qusl principa pe-
I04
* Art. i. Asierras devolt/laspossi)idas
por orcupaca primai a denominadaPo-
se nao e-lando abatiddnoda por iiiag de
buin anno, "6ca p. Heneando aos actuaes
I gitimospissuidorfs, na excedendo, 011
a onde nao eictderem o triplo da-, que o
posoidor pode cultivar, segundo o me-
Ihodo usado do lugHT, salvo o direito das
sesmanas. O excesso pode ser ronfen'do
a quem b requerer, guardadas as forma-
lidades nVaixe p-e-criptas.
A discussa fie* adiada pela hora, o
Presidente mana par ordem do dia da
s'goute sessa diversos p rojee tos de reso-
luc-, em p'im.io lugar o que pprova
o traladocow a Austria, e \tvarita a ses-
sa.
PERNABMUCa
1
GOVKRNO DA rROVClA.
Expediente do dia25.
CFF1CIOS.
Ao Director in'er'no do Curso Juridi'O
de Oiinda, dizendo-lhe, que em cumpri-
mento do que foi ordenado por Avizo da
S (retara d'Estado dos Negocios do Im-
perio datado de 20 de Julho p. p. ae Ihe
faz constar, que os Estudantes, de que
trata os seos oflicios de 3 e 28 de Maio, e
5 de Junbo do correte anm>, devem re-
querer a Assembia Ceral Legislativa, as
despensas que Ihe sao necessarias paia se
consideraren, regularmente matriculados
nal Aulas do mesmo Curso.
A o Comrqandante Superior da G.
N. do Recife pra expedir as convelien-
tes ordens, a6tn de que os Empregados da
Alfandega, que pertencem a mesma G.
N. seja despenados do servico, exceptu-#
andooserercicios, e grandes Paradas co-
mo j foi por veies ordenado pelo Gover-
no, que avista da represeotaca do Inspe-
ctor interino da referida Alfandea;a, exi-
fte que o mesmo Commandante Superior
informe o motivo, parque se nao tem ob-
servado as suas ordens.
__ AoJuizdePaz da Freguezia de S.
Pedro Mrtir de Olinda, diiendo-lhe que
estando designado pela Lei do de Ou-
tuhrodei8a8o da 7 do Setembro para
a eleica dos Membros das Cmaras Mu-
niripaes, "a Pode >er a,,ert, verno. como pretende o mesmo Juiz em
seo officio de 20 do corrente met.
Ao Prefeilo da Comarca de Santo
Anta, auctorisando-o para engajar 2o
S Idados de boa conducta para serem em-
pregados no servico de Polica ; fi. ando
addidosao Corpo Policial, por onderece-
hera os mesaos vencimentos en quanto
bem,servirem, visto que o Governo nao
rod mandar da Cptai# os referidos Sol-
dados como o Prefeto exigeaem seo officio
de 15 de corrente pelo desfalque do men-
cionado Corpo-
Ao Commandante Geral de Corpo
Poli al eommunicando-lhe o co*n lo no
precedente officio.
Ao mesmo dizendo-lbe qne pode
demiltir do servico do Corpo Poli* ial o
Soldado Felisardo Antonio, e remettel-o
ao Commandante d?s Aranas para Ihe man-
dar assenlar praea no Batalha 7.*, >isto
ter elle anresentadom conducta.
A' Cmara Municipal do Recife di-
7eido-lhe, que os Eleitores das Villas, e
logares intermediosconcorrera aquelle
Di-iricto, que mais commodo Ibes for dos
indicadosde-pos cao do 3* dorap. 4.*
das Instrucces A* 26 de Marco de I^a4'
que deve ser applirada dos Eltitoies das
Fregueziasda l.uz, e re S. Lourenco. cu-
jo territorio perlence e mais de um T-r-
mo ; competlindo todavia a con*ocaca a
Cmara em cojo Termo estiver collocada
a Matriz de Semelhantos Freguezias j f*
cando de-te modo solv da a dnvida que a
mesna Cmara propot em seo offi-
ci(. *5e a3 do ,'corrente sobre o^ Elei-
tores el'aquellas duasFregutiias. Equan-
1o a outra duvida aiipn sentada no cilicio
de 11., sobre a Auctoridade a quem deve
compet ir a execuca do que despoem o'
art. .* da Carta de Lei do i. de Outu-
brode i828, nao pode ella existir quando
aos lites de Paz nao foi tirada a junsdic-
ca que linha as E'l'-ic',s.
-- Ao Prefeilo da Ce a a ca do Rio Far
moco, em resposta ao seo officio de 21 do
corrente, dizendo-lhe que pode fazer mar-
char para a Villa do Serinhiem o Desta-
camento que ali existe, afi'ii de tomar-se
111 i- bri hanip, e pomposo o festejo, que
.os habitntes da Comarca pretendem a-
ec no-di 7 de Seteaubro, Annicersano
Fth/. da Independencia do Imperio.
. Ribeiro Pires Ferreira Tutora de seos fi-
lhos e outros ao Accorda proferido nos
Autos de Appellaca civel do Juizo do Ci-
vel da segunda Vara destaCidade, em que
he parle Luiz Antonio Goncalves e sua
mulherse ju'gou pel desprezo dos Em-
bargos, mandando-se transitar a seoten-
sa pela Chancellara.
Na Appellaca civel do Juizo do Cifet
desla Comarca Appellanle Joa Joze de
Cotilo Lima, e Appelludo O Procurador-
Geral das Recolhidas de Nossa Senbora
da Gloria ; foi confirmada a senlensa re-
corrida.
Na Appellaca cveJ do Juizo Munic-
il da Villa de Macei, Appellante Joze
[aria do Sacramento e Appellida Alaria
Joze da Conceica, se jugou pela con*
finnaca da senlensa apperlada.
.ajarse--a
PREEITUXA DA COMARCA DO BECIFEJ
Parte do dia 24 de Agosto.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Ex.
que, tendo-se-me avizddode que no Rio
da parte da Capunga, aparecer um ca-
dver desconhecido, mandei immediata-
mente, que o Sub-Prt-feito da Freguezia
de Sanio Antonio, fosse do lugar da Boa-
vista junio ponte, (onde enta j se a-
chava o dito cadver) acompaado do
respectivo Notario e de huoa Cirurgia, e
all fizesse examinar o dito cadver, e pro-
ceder aos competentes Termos da Le, a
que com efFeito assira se executoo, na
se tendo encontrado no cadver tontuz
alguma, que indicaste ler havido ferimen*
lo ; pelo que parece ter sido affogado.
Das paites reobidas consta, que ocom-
missarm de Policia de fora de Por las,
prendera ao marinheiro Inglez de m >me
Joa Hall, pertencente a tripulaca do jBri-
gue Thomas Balteisley, por queiza do
respectivo Capila, de que o dito m.aii-
nheiro se achava em desorden, a ii"
quera obedecel-o ; e que a patrulh* I'o-
licial, que rondn no Destricto do Sacra-
mento da Boa-vista prendera igualmente,
aGoncalo Al ves Tavares, Victorino di M
-Santos, e Raimundo de Fre tas, por te-
lera sido encontrado os dois primen os ei n
desordem, da qual 1 ezullou o ferimenl o
d'amibos, e o ultimo, por ter sido d'ell 1
expectador, e nao dar parte. Nada ma:is
consta.
Dos Guarde a V. Exc. Secretaria ida
P' fritura do Recife 24 de Agosto de 13 36
lllm. e Exm. Snr. Francisco de Paula ( >-
valranle de Albuquerque. Manuel dollias-
cimento da Costa Munteo Prefeilo da.( Jo-
rnal ca.
Parta do dia a5.
TVavios Despachados no dia i5.
Briiue Irglez Delta Paia a Parahi-'
a.
Dito AmericanoVergnia Para -o Pa-
ra.
Por Porlariadeao do corrente foi no-
mea lo Joa l'au'o Ferreira para Majordo
Batalha da Guard N. de Oluida.
DIVERSAS REPARTIGONS.
T&tBczrtL DA RF.LLiCA.
Ses.-a de a3 de Agosto.
Nos Embrgos oppo-tos por D. Izahel
Ilm. e Exm. Sr. Nesla Prefuitnre fo-
rio remetlidos pelo "Commis'aaiio de-.Po-
leia de Fora de Portas o c rioulo de-no-
me Rafael Antonio, que pelo dito Com-
111 i-sai io fora preso por ter sido encon-
trado as 8 horas da noite com um ferro
perforante ajue tambem retnclleo: os
pretos denome Domingos. Antonio, e Eu-
sebio^ escravos, e Antonio F^anei-co ,
liberto, os quaes forao prezos por hum
soldado do-Corpo Policial, jun7toao Quar-
lel dorespertivo Corpo, por se ai harem
rm desordem: e pela, Sub-'.'refailura d '
Freguesia da V-.nea o sol dado-do 4-
Corpo de Artilheria Ali xaudre Gnius ,
que foca preso pelo Com mi-isaiiode. Poli-
ca do Barro Vermelho por eer.dezer
tor. "Nada mais consta.
Dos Giia de a V. Ifixa- Secretaria da
Prefeitura la Com roa re a do Reti.'f* 35 de
Agosto de 1836. Illm e Ex A. Sr. Fr-
ciaco de Panta Cavalca nii d'AVbuquerque
Prezider.te da Pro\inc -ia. M. do I8d.
G. Moiiieiro Prefeto.
CORRE 10.
Hxiste na Admin: i.-traca do
des'' Provincia um i no cinques
teTliom Alfonso rte Moma, eo
rador da Coioa, Sobeiaua, e
N* lac 5 da Cida.de da BaJu'j ; assim
queabaixo sa declara, vindos do
Janeiro dcsta; as pessois el'
Crt io
ftt p1"
Procu-
F'asenda
HoRel-
romo o*
Rio de
s intel1


.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
t-easadas, dirija se a dita Administrar;a
para depois de pagarem os respectivos
portes serem renutiidos aosseus destinos.
Autos em que sao partes Hermine-
gildo Joze dos Santos, e Joaquim Pereira
da Costa. ,
Dito ditoJoze Rodrigues de Oliveira
Luna, e Luiz Moreira da Carvalho.
Na mesma Administrac*6 existem du-
rs Cartas seguras, dirigidas ao Sr. Fran-
cisco Goncalres da Costa, e a U. Maria
do Monte Nunes.
O Paquete N. i? de Abril de que Com-
mandante o 2.* Tenente Jezuino Lamego
Costa sai para o Para, tocando nos portos
do Rio Grande, Cear, e Maraohao no
dia 30 do correte recebendo as mallas na
vespera as 9 horas da no te. Recebe car-
ga e passageiros.
ME7.A DAS DIVERSAS RENDAS.
Pauta do preco corrente dos gneros pelo
qual se fazem os despachos do assurar e
alfjodo na Meza das Diversas Rendas
d'esla Provincia de Pernambuco na se-
mana de 25 a 31 de Agosto de 1836.
Novo
'1. sorte 2jft850
2#625
RE
1600 As. B. }*.'
C3.
i.st.
1600 Dito M.{2.*


a2Z)325
2$600
2$100
2JJO00
tftgOO
.Algodo empluma ?.$S00
Monteiro, Administrador.
Joio Pinto de L-mos.
Maiioel Goncalres da Silva.
OBRAS PUBLICAS.
A Repartirlo das Obras Publicas tem
de comprar o seguid te : 12 taboas 'assua-
Ihodeamarello; 8 ditas d'as ualho de loi
ro ; 36 ditas desedro para forro de salla ;
onse a Id rabas de ganxo ; i\ pires de do-
bra dices de postigos; 8Lrros pedreses; 4
fexadurus deb oca de meio tamanho para
portas; as pessoas que pertendeiem ven-
der os ditos genero-, podem comparecer,
na salla ('Administradlo Fiscal, eiu dila
Reparticio, para tractar do ajuste, no dia
29 do crrente Agosto das 9 horas al as 2.
Moma.
Administrador Fiscal.
Participo a V. S.' que hoje 18 de A-
gouio pelas6 horas da manhi tere [princi-
po abertura dos pocos artesianos no lar-
go do polourinho lugar por V. S. deter-
minado.
Dos Guarde a V. S. Olinda 18 de
Agosto de 1836.Illm. Sr. Firmno Her-
culano de Moracs Ancora, Tenente Co-
ronel e Int-pector Geral das. Obras Pu-
blicas. Irinocenrio Xavier Vianria, In-
terprete do Abnd .r dos Pocos artezia-
nos.
Levo ao conhecimfnt'> de V. S. q'
a fonte Arteziana q'se acha principiada ao
p do Telouiinho d'esta Cidade, j e-ti
< 0111 35 pe/, de profundidade ; <> romo
julgo conveniente'partecipar a V. S. o,
esl.ido actual da meaua, o faco para sua
intelligen.ia.
Dos Guarde a V. S. Olinda aO de
Agosto de i836. Illm. Sr. Permiti
Ilerculano de Morara Ancora, Tenente
Coi onel Inspector Geral das Obras Publi.
cas.flaTKK enro Xavier Vitrina, Inter-
prete do Abridor dos Pocos Arteria nos.
Parlecipn a V. S. que ontem 22 do
corrente as 5 botas d lude apaieceo a-
goa, teodo o poco.42 pez de profundida-
de, equeat.as 6 ora* contnu-se 53 pez,
e d >rei logo parle a V. S. o dia em que
ella subir cima.
Accuzo a recepca do "Ifn io de V. S
rom dada de aO do crtenle, sobre alo
teaho a advertir a V. S. q"e retneiterei
neta dos instrumentos o mais breve pos-
si? el.
iO.os Guarde a V. S. O'inda 32 de
Agislo de 1836.lUm. Sr. l-Vmirio Iler-
culano de Moraea Ancor, Tenente Co-
ronel e Inspector Geral as Obras Publi-
cajf^.Irinocenrio X**iev Vianna, Inter-
h ele .do Abridor dos Pegos rtezianos.
SOBRE A POLTICA INCLEZA.
u Pariz 2 de Junho. A Sessio de 3i
deMaio na Cmara dos Deputa.los fo 4o
m'sis vivo interesse pelo eloquentissiao
discurso que recitou o Duque de Fitz Ja-
mes membro da mesma Cmara ni oc-
casiio de se discutir o Orame ito dos Ne-
gocios Eslrangeiros. A inmensa extensio
desta obra prima do mais ablusado talento
e saos principios s nos permute dar pe-
queos extractos, roas taes que os uossos
Leilores possio ajuizar da ideias e ob-
jectos do orador. O Duque de Fitz
James pedindo a polavra depois de ob-
servar quesera longo o seu discurso, e
sendo instado pela Cmara para que fal-
laste, disse : ** Senhcres o discurso do
tfirono pronunciado na abertura da Ses-
s-5 nos annuaciava que a mais intima
unio continuaba a subsistir entre a In-
glaterra e a Franca. Parece que o go-
verno quiz dizer que me fazia desta al*
lanca o eixo da sua poltica exleiior, e
que esperava acbar nella a forca e apoio
de que necesiitava. '' ( Da que de pois
houvera uina rnodif cacad ao Gabinete ,
em consequencia da qual se vio a 6 Depu-
ladosfazeiem um chassi crois, pss-
sando 3 dos bancos da opposicaS para os
ministerjaes, e outros 3 destes para a.
quelles; declarando depois o Presidente
do Corisellio que o Ministerio e*tava de*
terminado a seguir a tne-tna politice. )
I Stja como for ( continua ) no meio
destas declai aces ha urna que se omittio,
o que me foi tanto mais sensivel quanto a
meo ver era ella a mais esseucial. Se nos
fallarlo sobre o systema interior nada se
nos dis^e em quanto a poltica exteiior.
lie-la-nos pois saber se a este respeilo o
governo persiste as mesmas disposices
que na abettura da Sessfo se a Franca
anda ha de ser por milito tempo mais ,
conderonada a representar o papel triste e
hu militante que a Inglaterra Ihe assignou
na quadrupla allianca ; se a Franca deve
por mais lempo s< flrer a allianca Ingiera,
allianca em que os seus interesses sao cal-
cad aoa ps ero proveito da Inglaterra ,
allianca toda de illuses rodeios e astuci-
as de urna paite prejuizos e misterios pe-
lo que respaila Franca. ,, ( O honrado
Duque declara que conbece a gravidade
da materia e que nao quera fazer oppo-
cio, nem cauzar em baragos 10 ministe-
rio mas nicamente seditigia Cmara,
fazendo-lbe vero perigo a que os estra-
nhos querem levar a nco. Por esta oc-
casiio censura Mr. Thiers, porque sendo
Ministro do Interior pertendeo obstar
eleicfi d'elle Duque, di'endo aos eleito-.
res que era um Ioglez, que pedia os seus
suflragios ; por i$so que passava a provac
ao dito Ministro que elle nao saeiificava
os interes-.es da Franca. Passa de pois a
argumentos histricos, para provar que
a anglomania invadi a Franca no
comeco do reinado de Laiz 16, a quera
faz o* maiores elogios por nao consentir
quesemelhante pesie entrarse na sua Cor-
te e porqueconservot a Franca no mes-
roo p em que se schiva na sua txaltafio,
fui te pelo Meiodia em virtude do pacto de
familia e tranquilla coi quanto a sua
frontera continental pelos recentes lacos
que acabava de corrlractar com a Austria,
p.>r cujo motivo aquelle monarcho ven-
c) as vantagens que off.-recia a navega,
cao dos trez mares que o cercarlo tez
reviver a Marinba, ja qnase extinc'a. La-
menta o orador que o bom rcuNador-
,'tiido uesta parte pelo infeliz Principe,
tedornUs e em sen damno porque dan*
do-lhe meios de combatir a Inglatena ,
tioiixp consigo a americormnia, que
fea divi ir a AsiemWea ronslituinteera
opinles cujo re.-ult .do foi o dezejo de
imitar a America!, e por jconspguinfe o
eslabelecimento da Republica na Frar ca,
sobie tujo periodo diz o O ador que sitlta
para oio te mergnlhar as tristes recorda-
Cea (|ue o acompauho explicando-se
dep.)is desta ranii8 : )
App-re'eo Napobao Ab d s conviiem que nao ra lories nem
-Vindicado e sedo fundo do sen dorra-
deiro asy o, onde a Inglatrra tem capti-
va a sua'cinxa que recuzi ao qo.->o monu-
mento triunfal, a sua vos poderosa po-
desse sairporentie ei^a trra Ingiera que
oc^bre, applsvdiria sem duvid meus
(reos esforcos unindo-se a mnha para
extranhar aos seus amigos aos seus par-
tidarios outr'ora lio oothusiastas, aos an-
tgoscompanheiros da sua gloria e dos
seus trabalbos, tfos bomens educados na
sua escolla nutridos com suas lic5es e
exemplos a quem por muito tempo vi nao
ousarem emitir mu pensmento que del-
le nao proviesae e a quem vi estreme-
cer de indigaacio levando com violencia a
mo aos copos da espada siafples nien-
cfo da Inglaterra ; a sua voz Ihe extra-
ubaria digo o trabirem boje a opiniio
que foi delle inseparavel em toda a vida
lancando-se agora nos bracos da Inglater-
ra abandobando-se a sua e aplau*
dindo um governo que entrega a Franca
ignominia da influencia IngL'za. O
o.ador passa a tomar em considaraefio e
reconbece o espirito denovidade que dis-
tingue o carater Francez motivo porque
algn- pertendem que desapareceo ja a an-
tiga 1 ivalidade entre as duasjno<;5es, o que
elle refuta argumentando com o cons-
trangimeuto que tem qualquer Inglez em
elogiar a Franca e sobre todo por ser o
alvo da poltica daquella naci Ven-
der, e impedir os outros de vender em
concorrencia com ella Faz notar o
que Mr. Canning di-sera no Parlamento
em i8a3 : .... O leniiaiento intimo
de todo o bom Ioglez, exclamen elle Jem
sido sempre e ser eternamente ferido por
tudo o que seja gloria e prosperdade da
Franca.... Pensamentoconforme com
oque tiuha emiltido, ha um secuto o
Ministro VValpole, quando disse, "que
a Inglaterra se obrasse um* hora de boa t
coma Franca. Fallando de pois, da ma>
neira porque os Ing'ezes tirio partido da
facilidade dos FYancezes em se deisar se-
dueir por tudo o que tero a apparencia da
um entimento generoso oa da urna idea
progresiva diz : )
1 E' desta maneira que ( a Inglaterra )
tomando a iniciativa sobre orna muhidio
de quest6es do genero daquellas que acabo
de mencionar ; c appellando i nossa ge-
nerosidade pbilantropia e amor pelo
progresso da liberdade; em fira saci-
anrio-nosd.' ideas liberaes, que ella tem
conseguido levar-nos a reboque dos seus
irUexessrs, e fazer de DOS urna a cranci-
nba coudescendenle sempre prestas
11 queimar os dedos p*r* tirar as casta-
nhas do fogo a ttm de da-las a mastigar
sua Albion. ( O uohrc Duque, anda
continua a provarcom covoa exemplos
os seus argumentos, e volvendo depois
para outras considerares alem dus com-
merciaes expendidas metra que em to-
do o caso a Franca tem servido os inte-
resses da s"a ai.-da. Comecaado pela
Pennsula diz em quanto a Portugal,
que a Inglaterra tramou a queda de D.
Miguel batendo ra xas para este fimem
Londres, Parir, e BruX'las porque a-
quelle Piincpe sem calcular tai vez a*
sua forca nem oj seus meios, pertendeo
que Portugal cessase do ser urna provin-
cia Ing'eza ; sendo de admirar que a Fian
Ca cooperasse com a Inglaterra para esta
conseguir o seu objeclo ; e nesta orcasio
disse o orador. )
Se eu pergonlo oque a Franca ganbnu
no rezajtado d>" que o governo julgou de-
ver assegurar o xito po- meio da.sua
intprvencio responder-me-h.i sem du-
vida que tivemoo a boma d elevar em
Lisboa um throno ronstiturional. Se-
nhoes eu ab lenho me d<|u'alquer com-
mentario no entanto rereio milito que,
o que se pa-sa hoje na Pennsula, se;a in-
teiramente desanimado!- para os pvos e
res, que se tentassem a ouiorgar se ins-
tituicS-s liberaw, (O d-putado acba a
maior incoher nci coa> os*piincipios da
revoloco de J.tlbo no outro motivo quo
em Franca se as-ignava rondla do go-
verno o de/ejo de retalele er a legi-
timiJade ; bem como em querer susten-
tar em Madrid hum^ gpvt-i no que para
convocar as novas cmaras uzou do for-
mas semelb oites as faino*.n ordenan-
cas'' de Julho. Pasm io logo a conside-
rar os motivos porque a Inglaleria nter-
vena n.i qu l'lo Ue-pauhola diz que sao
os mesmos que leve qumdo auxiliou as
pertfncftesdi Archiluque d'Austia con
tra Fibppe 5." os me.-mos que em 1 823
quando ameacou com a sua colera se a
tiurac) entiasse na Hespaniu : que
em fio o que ella quer he levanltr
os Pyreneo a planados por Luiz i4 pa-
1a excluir o commctcio Francs.''. E'
notavel a passagem segu nte : )
Concebe-sa muito bem a cauza> por
que a realisacio desta opiniio, qaa ha
muito tempo tem sido inseparavel do go-
verno Ingles t (enba attraido a Lord Pal-
merston e ao ministerio whig o reco-
nhecimeuto e acedes de grabas do parla-
mento. 1 Que digo, ao ministerio whig ?
Vsbavieis de uoiar sem duvda que,
na sua curta apparicio o ministerio tory
seguio exactamente na questo Hespauho-
la o .-vitenia de seus predecessores ; ainda
ltimamente cuvisteis a M. Peel mem-
bro da oppoaicio protestar no seio do
pariat&eato quanto se achara distante da
cauza de D. Carlos, e as suas sympatbia*
pelo governo Mendizabal.\ Ab a razio
porque na Inglaterra nao bl dversi-
dade de opinies quando se trata da
questio que domina todas as outras ; whigs
loiyi radioaet ; tudop ir.esmo ; lodos
estaode acerdo quando k tra 1.a de preju-
dcar a Frang. -- Mas, que usa ministerio
Francs teiiha podido .'..cidir-se a ajudar
a construcoio desta abra anti Francesa,
eis o que excede a minha comprehencio
eo que um dia nio ha de acreditar-se !
Sera embargo para chegar a seme-
ntante resultado que ba tres anaos temos o
aomo exercilo com as armas 00 hombro
de aeotinella so alto d a Pyreneos; qu
fa/emos experimentar enormes perdas ai
commercio das pioviaciaa meridiooaes,
cujo* dolorosos lamentes tem ebegado a
tos pelo orgo e meas honrados amigos
Lavielle e Dugabe a parque preteito I
para impedir a rcmeasa ie dinheira para
D. Carlos, eujoa emprestimos m neg-
ciio publicamente em Londres e que
chegtiem munit,6es de gnerra ao seu can*
po, ao paasoque Ingleses Ibas vendeos
em superabundancia da messsa maneira
que as vendem aos Chi istinos, e as van*
deria a m terceiro partido republicano,
i se amanbi M poiesee era campo. O Sr.
I Prezidenta do Conceibo respondro aos
eos li6radoa antgos, q' a passagem de mu
nicoes de guerra si faiia por contrabando ,
econtra aVont.de dos Ing'eses. O Sr.
Presidenta do Ccncelito quis ritvae : elle
J sabe tiobem como eu a r-aacira porque
' correm as couzas em Inglaterra. Ella
tambero sabe que se o com mere io Ioglez
soffresse a mnima vexacio em virtude das
eventualidades da guerra as mais vitas
reclamacea naos mo do seio do parla-
mento, que por seoelhante objeclo pa-
ria de lado a ordem do da. Elle saheqo-
os nossos navios de brdeos, e outras
provincias car regados nio d mortices
de guerra, sso embargados no porto do
pa.* ,agjs ,* e nos outros do norte da He.ia-
nh. s'o se demonstrou ao Ministro ao
que elle nada respondao ) ao mismo tem-
po que nenhum ciobarac-i ha para os na-
vios Ingleses que entio e tralirio li-
vremente em todos os portos da Galia ,
Austria e Biscaia. Elle finalmente nio ig-
nora, que Gtbraitar se tem tornado um
vasto deposito de mercadoas Inglesas,
que saiem diariamente para o meo dia
da Hespanha em quanto que ao Norte
se acba interdto ocominercio em as nos-
sis provincia', meridionaes, no mar pela
esquela Iogleza, e ero (erra pelos cffi -
c o. os cuidados de nossos bravos solda-
dos, a quem ao menos, be deviiia por
pudor fazer tilar o laco Francez, urna
vez que sejo condenados triste profis-
sio de Ollciaes d' Alfaudega e gendarme
[uglesCf, Perdoai Si'., por tornar ain-
da a re alhei/ommerciaes; cumpre se-
guir a IngUteira na sua maicha e pa-
Untea la a vos outros, fasendo sempre
ced< r a questo poltica questio corn-
meicial. '
Quanto questio poltica sabe-se
com tem sido repres. ntada; tero-se li-
songeado asi eas uo lempo, faz-se atten-
der a franca a iatiqjm que lite rezulla-
r.a de i jftdjr na tfpspanha in lituie s
conforme, as suas ; tero-.-e arduzidoogn-
vemo com a epeianca de esiabelecer-se
em Madrid um ^y'ema idntico qoelle
que nosre>;e, um ayslema de justo-meio,
eogovtrno tim-se deixado levar, sem
mesino pensar um pouco, examinando
se ex stira na Hespanha os primeros
elemenloi da quelle sy^tems, a se poda
MUTILADO


N A M B U C O.
haver alguma refocf entre huno pa-t on-
de as pai.\es desenliadas e editada*.
nio buscio be nao aiicrneca se urnas con-
tra as outras, ea despedac >i-se e a
Franca un de *e t'"1 destruido tudo e
onde tudoestf.ligado, st roesroo o odio
e a calca. ? Quaes serio hoje a* ideas do
mini-terio ? l elle perrebendo que n*
Hcspanha ludo aso, ou tudo bianco .
eque urna tercena r o una chimisi?
Drti nteiro crdito immu'avel fstabdi-
dade do Ihrono constitucional da inno-
rente Isabel? E se amaohi, o sen tel-
grafo ( que pe* primeira vti hade fallar
verdde ) Ihe hzer sabor que a constitu-
rio de i8I2 saio do roiio da* Coi te !...
Nada n ais indiffeiente para a IwaJ aterra,
a qual cor.tiaJhru a fatcr o s cota o Cbefe da nova repblica a i|Ual
quer qo Ibsse a Ma denomiuacio B^slru
como o faz cono oseo gente Mendii.ba!,
c como o faiia^maiihi com D. Cavos,
.se amanhi memo iriuufasse. Mas qual
S8ii a vossa etitude a vista da Hespanha
republicana ? Nao seniinis- vos um pou-
co que tantos eslorcos nio tiess-m re-#
dnndado se nao em establecer lein dos
inonies um repblica ujo primeiro
cuidado, nao o podis duvidar sena
por-se em comrounicaco om esaa outia
repblica que aqtfj Unto p.rceguii, que
teudcs combatido as nossas ru>s e pra-
cas publicas, que julgaes ter boje affer-
loilwda mas que cada da vos revea a
fu esistensja por rucio de novas tentali-
vas que vos fizim ticmer ? Nao tienama-
r eis em lio lagrimas de sangoe vendo qoe
a nobre e generosa Fraaca teria direiio de
vOs acensar e diter, porque rae htes-
tis auxiliadora dos asjalariados algozesde
Mina e dos asesinos c!a mi i de Cabre-
ra ? A miaba piimeir intencio foi
nada diter de um partido, que-cora lu-
do he de al>>um poto nos negocios de
Hespanha. Refl ctindo mdhor vou di-
ter urna paUvra a e>ta respeito para nio
pee accu->ado cu de indilferenca, na qual
nio acieditarieis, ou do pusillanim dde
capaz de rae lase Ofccoltar o raen modo de
iensar, o que em rienbum 'lempa pude
i?er. i E porque bei de en lier um mis-
terio 8'T votos que laco por D. (arios l
Sim, eu o declaro ehamentf appraz-me
er um principe que ji-oladamente veio
lancr-se nos bracos do sea poyo ; que
Ihe disse : E confio guarda das vss s e*padas Ei os
meusdirt-itos, elles bo a paa-itia dos
vos>os; venno vivar cm tosco comba-
trr e se for neccss>rio morree voso
lado', deeodendo as antigs leii da llcs-
panha,
(Gontitiuv-se-ha. )
AVIZOS PARTICULARES.
O abaixo ettignado, que n> Diario de
Pernan.buco de iG do torrente Nel76 pe
dio ao respeitavel Publico, que su-p u j,s-
aeo seujuisos re.-peito d s vitine i s, in-
jurias e calumnias com que o briud< u a
Sen hora Monica Benedicta le Lima G n-
dira no seu aviso no Diario de i i do cor
rente N. l7$ tendo obtido algun^ rloca
ruellos, que provio seren ralurfniosas as
nroposicoensdaS-nliora Morrea, bem co-
mo di.sfr, que o annonciante Reo de Po-
lica, e une expellira d.- casa a sin mulher
Anua da Trinda le de'Lima C ma da Sen hora Mnita; os offeroce ao
roesmo respeitavel Pilfitopsrt pod.-r hi
formando botoJuiaO rtlpeit, por <;uanto
plaf'lh corrida he ivova, quo oaonun-
ciante ni be Reo de Polii a. e pola segun-
da cenidio se prov*, que a mulher do ao-
nunclanU fura, que requerera, para sahir
de fuacompanhia- allegando ler condicio
pn-a'o convento, deixaudo o anoun.ianle,
(piando sabio de sua casa, dqImCo, e qua-
ve no, parotismos da uiorte. Mil como
aindd o aoncttiita pretende eroprefar
ineios mais efiicaiea, pm plentear a cri-
minosa attefwta da aenhora Monica em
tudo, quanto di-se no s^u aonoocio, e con-
Tence-laanalnoTiibunalda J"y; p ao respeit. publuo, que h-ndb os seos d >-
oum^nios cspe e aiuua p convic^so :ijs
precisa, eexacla.
Jvo Ferian Jes Sout<.
Exm. e R.m Snr.Diz Airas da Trln-'
dale Pe eir Lima Gondim, que ella le'n
justificarlo motivo pela sentenca junta s' r
prenla des Padre* Deio o Doutor Manuel
de Ar8uj< GaivalhoGoadim, e Francisco
d'1 Araujo Carv-alho Gondim fundidor do
Convento de N. S. da Gloria da B-a-vista,
ecomodli'S dechiio m seus testamentos
preferir qualquer pnrenla dos mesrofts fun-
dadores no numero das que dvero*er man-
tidas pelo Patrimonio do mesmo Conven-
to, e como a Supli.ante qner ter ingiesso
no dito Convento, por eondicio que tcm a
e-te estado, ernilhor servir a a>os, requer
a V. Exc. R."lhefaci a giaca de mandar
que a Madie Recule aceite a Sufdicante
no numero (lasque devpm ser mentidas pe-
lo patrimonio. P. a V. Exc R-1" *,m
Ihe defna. E.R. M.A Suplicante podia
evitar I despera quefet com estes papis,
por ser constante a verdade do Instituidor,
por tanto st'|a rcebida hsvendo v^ctura,
u logar. Palacio de Olinda 7 d*> Setern-
biode i8s7eslava a firma deS. Ex--. R.""
e cei tfico que nada mais s<- continua no
requerim^nto edespaxo, que fielmente co-
piei. 18 de Aposto de i8S6Maii da
Toncciciodo Coracso de JefU", R gente.
Outro d.curnento de que fat mencooan-
nuncio snp'ra, a folha corrida do annun-
clante, era data da 20 do corrente, em
Ino mostra achar se sem crirne, a qual
est legalmenle pisada.
W A pessoa que annonciou querer
600^) reis por lempo de 6 metes a juros
de um e meio por cento, dirija-se ao ar-
uasem de vidros ao lade da cadeia, esliese
Ihe dir quera tem a mencionada quantia,
issim mais nutra igual quantia que d com
a mesma < ondi,i".
^3* O Snr. Jote Joaquina Francisco
de Paula Esteves, naja de diiigir-se ao
Foitedo Mallos prenca de Carneiro Mon-
teirocom s brevidade possivel.
TJ Quera qmsec d.r'1-000^000 a
1:600-55000 reis a premio de um e meio
por rento, sobre hipoteca era casas terre-
as, ou de sobrado; annuncie.
i^y Quem rlrer ama negra cnpiva
rom l roa Diraita D. 14.
1^3^ O ebixo assignsdo cono Tutor o
AdminUtaador de sao filho menor Miguel
Joaquim Masado Freiie fat scieuteao res-
peitarpl Pulifieo que nio cn'ratem nego-
cio algom com <- bens d Vinculo da Ca-
pella deN S. n I trmenlo do Para Ri-
heira do Acarai u Termo da Villa de So-
bral, visto o al>ixo a-signado ter justifica-
do a svo lilho Ir^tim.) Administrador que
he d > mesmoTinculo, e para a noticia a todose se uso xamern aofiiga-
no fat e-te annuncio
Amaro de Luna Freir.
|f3^ No da Terca f i-a, a3 dn corren*
t*, na ra da Florentina, porta junto ao
lampiio, casa do Zurrii k, levo un piet
om pies'-iite. que d 1 ser mandado portt*
id* S'iiliora D. Rila moradora !)' Rurro
da Boa-vista. O annunciante. nso tin a
honra de c-inheoer essa Senhnre, por Uso
cpMo.'o qoespn portador enganou--escie-
tfiea II.f qus pede mancar buscar o seu
presente, devpudn por, m levsr*'gn8escer.
lo e ir a rasa a< i 1 ta das 3 hora-, da tarde
a- 8 da manhS do outro da, abas ri'AI
f.-ndega das 9 asa da tarde: o annunciante
nio eslava fm ca-.a quando l fui o preto
ero qir s'ioi
Pedro Jote Cardoto.
MBjsjaaaaanaE^BBaaBaaaqBaBasB)d
Precisa-se de urna escrava, para
eta frgptar 'do servico de urna rasa de la-
milla dep.rtasa dentro, e que siiba lavar,
egomar &c. t(uem a tiver e a queiio'a-
luuar men.-almente annonrie par esta fo-
lha, pira ser procurado e Uactar do seo
juste.
COMPRAS.
Umfiteiro prompto rom vidros, propr'o
para escada : quem tiver annuncie.
LE LA O.
Hoje 26 de Agosto baver Ie!|,> no ar-
masern de Antgpio Josqmm Pereira imcaes
d'Alfndei:a, as 10 horas da raanh d'uma
poi co de caixas de vinho de Brdeos.
Ouem precisar de nina ,THi'ber
cap-i para ama de < asa delamilia, dirija-se
.10 pat'oxl Rib -i 1 a D. 5,
Vja Knuuocia-aeflo Respeitavel Publi-
co qu.* ningu> m contrate* niis negorjo al-
gum com o Padre Jo'quim Kufratio da
Gnu sebre huma morada de ca-as terreas
n% tua do Padre EI01 i..nno D. 3.} a qnil
f i por tile vendida por E atiplara Publi-
c* desde o I* de Julho o torrente armo
a Jjie Carneiro de Albuqueiquer Mar-
n >ao, e p.*ra e'itar quealoena o mesmo
O'imprador ja pajjou huma hipoteca que
havia feto das mtsma.s casas o mencionado
Padie.tKita Msria do Sacramento, e que
dolo-a nenie deixou de di clarar na occasiao
da venta.
yy Aluga-sfl urna Escrava que saiba
bein engomar e lavar : na ra di Cru* n.
11.
VENDAS.-
Um negro forte toro principio de otn i-
ves ecarniceiro e tambem en'ende de ser-
vico decampo: nata-a de B. Las Companh'a, ra da Santal velha D. 4-
*TP Tret travs de 45 palmos de cum-
pr'do, pajmo e coito de erogura, de min-
io boa qualidade : no sitio da Viuva de
Jo7e Marques dos Sntos na e'trada dos
Afilictcs a fallar no mesmo sitio com Fran-
cisco de (llanda Chacn, e no Recife com
Joze Antonio de Carvalbo Braga, ra do
Encanlsmento armasem deassucar n. 14.
tf*y Um terreno no fim de S. Rita No-
va com 72 palmos de frente e fundo alea
baixa mar todo rstaquiado e grande parte
Mterrado e com mais de dois mil palmos
de pedia dentro :-a f.llar com Joe Joa-
quim de Mesquila.
ry Vinhos, rha servejas tenlos,
velfas deespermacete esebo, cidra, tintas
de diversas cores, e mais gneros por pre-
go coromodo : no armas*-m de Smy'h &
Da vis no largo do Corpo .Santo n. I.
tCJ* Urna venda .10 largo do Terco
com poQtos fundes, e tem tommodn para
famdia, e fi-se lodonegtioi na ra l)-
reita D. 54.
S5 Xilascom um pequeo trque de
avaria, por preco comrnodo, e mesmo se
recebe qualqiur'moeda tendo o peso, nio
por esta fasenda, mas m quer nutra: na ra do Crespo loja D: i2.
VJS" lima canoa do carreira, que rar-
rega 8 a 10 pessoas, quasi nova, muito
bem construida, e rouit vclleira : na ra
NovaD. 14.
'STJJ" Una venda Cnm pr-ucos fundo, e
com m>dos para fami'ia : na ruado Quar-
tel D. 9.
jJP" Urna preta de 11 anuos, b mita
figura,sabecosiohar, engomar!'e fat todo
o servico dp uma ca'-a com perleico J roa
de Santa Therea D. a7.
'Ct^T' Um moleijue de 1 4 anuos, bonita
figura, pioprio para qualquer serv co que
o quairio aplicar: na menina cas cima.
^3*" Urna cabra moca, tosiobeira,co toreirs, e eng>maira, e um moleque^e
S'te annos IVilio da mesma* m casa do
Dcposiiario geral, ra do Rosario e-lieit.'.
ajey* Urna mu ta boa eos tu reir, e pa-
ra O ser Co interno de qualquer Caja : 11.
ra atrat d Mati z da Roa-vi>t a nrimei-
ra casa das terreas, do Herculano Al vida
Silva a qnalquer hora."
*3W Um op'imo Thermornetio que
repula O* lempos, 011 esiace^e que sei ve
para graduar qo-ijquer liquido : m Praca
d 1 I'idep 'iidencia Ijja le livros n. 37 38.
"JtJP"" A Lmxa denominada S 5 te iie-
lig^nle fundiada defon'e do Trein, com 4
palmos de puntal, ia e meio de largo e 48
de cumpiinunlo, nova e fapm construida:
es prelendentes dii qio-se a bordo da mes-
ma Lanza, ou em csaa de Manoel Jote G5-
colve Biag juntb ao arco de Santo An-
tonio.
If^jT Colla, e charutos da primera sor-
te, ebegados da Rabia en 21 do corrente
110 Pataxo Feliz Aurora : na 111a do Rota-
to que vira para o Culi gio casa D. 1!, do
Seralim, i." anda', ou na Cidade de O-
linda, 1 ua de S. Dt nio, sobrado 11. 1, jun-
to a Mtiiz-
12 radeiras e um camap de jaca"
randa, em muito bom uso ; no Recifj ra
de Joio de Barros, defronte do Imprensa-
rio Manoel Jos da Silva Rrsga, l. andar.
WP Una preta de 18 apnos, bonita
figura; sabe cosinhar, engomar, e faz todo
o servico de urna cana com peifeiqio: ha
roa do Fogo 11. 1 1.
/yi P/r preco commdodois ricos fa-
queiros o mais modernos possiveis, obra do
porto ; e cordoens d'uuro filagraa para
relogio, e para Senhoras tambem muito
em conta : na ra Novu leja Francesa de
Brenger & Comp.
/jr LV.ia races com cria : na Madale- I
na u<> sitio de D. Claia na estrada que v^i i
para u Remedio. ,
/js Frri|ih para bolaxa, tabossde p. I
nho, panaceia, e plvora lina : na ru da
Cru/. n. 16.
ALaUEIfe.
Aluga-se um sitio na estrada dos Afflio-
tos, corn b a casa, muito capim plantado
boa bixa, e carregadu de frutas maduras;
quem o perteqder procure na ra Ja Con-
ceico da lija -vi.-ta casa D. 30.
ARRENDA MENT,
'
Arrcnda-se um sitio na ediad do Ar-
raial junto ao do Padre Mauricio, com fj
mu tos arvortdjs egiande casa paia fa- :
mida : na ra do Fagundes D. 3, se dir
quem arrenda,
Manoel, naci Angola, representa 18 i
annos de idade, e levou vestido cal.a de
lineado xodiez, um tanto idxo por Ir,
quebrado urna perna; os aprehendeJorcs
levem-noa ra do Rosario laigaa Manoel
Perura R. go.
ry Na uoite de 22 do torrente Agos-
to desaparecerio da casa do abaixo assis> .
nado ra dss 5 Puntas D. ai um cazl de %
molatos escravos do mesmo, talvez com o N
intuito de buscar novosenhor'0 que para
isso tem o mulato b.Ihete passado j a lem-
pos, cujo mulato xama-se Pauli.e a muis
ta Delfina : <> mulato nao tem sig.Mes qua
sejao. notareis, por ser recular em altura,
rjrocura, feicoens, em tudo sadio, deveter le/.ado chapeo de castor pardo em bom u-
20 en: (ju. nto a roupa e mesmo o chapeo
nao devo assever por ter diversas roupai '
de que poder usar: a mulata 'ambera ...
dee>lat'irs regular,*urn pi; mais groco do
(|ueooutro por causa de eritipella, fulla
di: denles na frente, equixais, eumtalho
peijucnoem urna das macaens do rosto:
pede-se a todas as Aulhori-laiies ea yiul
qutr pe-soa em particular que delles te-
nliio noticia que osaprehenda, ao qual pe-
lo menos d noiicia, no abaixo asignado
qnegratificara : dvcrte-.se que i-ase escra-
vosjdeoulra vez isero igunl arribada
anibjs com o uuiloi me de horaem.
Smio CorreioCavalcanle Macambira,
Taboai a mares chetas no Fono dt
JrcrruimhueQ,
1
I
lOSegunda i -
--.ti- M m '.
2-ftT
3-42
4-30 Tard.
5-4a
6-50 -
7- 18 a
noticias na niTiMas. ?:
- 11T:
312-Q:
4 a -Qs J. -
, i4S: c!
*
5 I5S: "

t-D: c ta -
Navios sahidos no dia a5,
Montevideo; B. Sirdo Zunocente, ^
Cailos Zoiringue : y eneros d-> pi,/.
AmsU-rd.tn ; B. Escuna Sueco Mari*
M t.. P Roiyui' vario* ., ^^.,. An P>.
" ^ _" ------ fj- --- -
yJEftjl! NA TIP., Db""M. F. FaJIIA
I


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