Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05730


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Full Text
ANNO DK 1836. QUINTA FEIRA
25 de Agosto n.t &,
0
DI D SEMANA.
22 Scjrimda'S. Thinnteo M And d de m. e de t. ses. da Thezoiirana i'ulilica e
Chae, de I.
'23 Terca je|. ?. Felipa* B. Rol. de m- aud. do J. de
O. de i.
24 QuartJ $ S. Rart'iotameo A |).
f
25 Quinta S. Luis Re d;- F. Rrl. de m. aud. do J. do
C. de m. r ("huno, de t.
26 Sxta S. Zeferino P -=e. da Th. P. and- do J. de
O. de i.'. Lua oh. al lie 45 m. da t.
27 Sbado ?. Joae d: Calazes Kel. le m. e aud. do
V,?. de t. em Olinda.
S8 Dominan O Sagrada Coracao de Mara.
Pa*a*iitucn. w Tf.nii M. P.de Pia. 18.18.
Ttdo acora depende e nos mcsmni da ninm prn
denc. inotlr.raco. e encr^Va.'ciinliiiuernos rom
principiamos, e aeremot apontiidou e'>ni (admira-
Cao entra a Nacoa mii< culta*.
Prorlimnco do AttrmhUo Gml o Bmtil
Snl>o.reTe-r a 100(1 r. mpimn paeon adiantado*
net Tvpugrnna. na das C filies I). .'?, e na Pra-
Ca da lnil>'|icndcMicia N. SI SH : mdete receben!
eorrespondeiieia* lepaliBattas.e annunrioM i nterin
do se i.tp craii nendo do |iro|>rio i^ifnanm.
p rindo Bsig/nadnt.
CAMBIOS.
Jgotto 23.
JLdOndres S8 Ds. St. poi | c d. tfu prata a 50 pp'r
Oento 'le premio Vomina.
Lfiboa 55 |>or o(o premio. poAnctnl, No'm.
Franca 260 -'.'fij H>. por franco
Rio de Jan. (i p. r- de prem.
Mneilas de 6..4IK) I3..500 l.1.,4'K>
4(KH) 6,.700a 6.,800
PeOI | 44()
Premio da prata 50 p> c.

,. da lcttra, norme I a 1 por oo
Cobre 25 por centu de ucsconto
PARTIDA DOS COniiHIOS.
Olinda_Todo ot dintao meio da.
Goiana. alhandra. Paraiba. Pilla d Conde, Mo-
manKuape, P.lar, Re. de S. Joio. Brejo d*Areia,
Rainba. Popil.al. Nova de Sonza. Cirfade do Natal,
S il'ai de Ooianqfnha. c Nora d* Prineia, ("id*de
da Parlalexa, Vi i la-do Aquir*, Monte mor nova,
Aracatr, Casravel, Canind, Granja. Iraperatriz,
> Bernardo, Joao do Principe, Sobrar. Novad'
BIRe.r.Ic6, S. Matheu, Keachodo Mnirur. S.
Antonio ,l Jsrdim, Quexerftinohim. e Parnahi a
Si'zumlas e Sextaa eiraao meto dia por va di
Paraiba. Santo AntSoTndaa ai qgintu leiraa ao
meloda. Qaranliunt, e Bonito- noi lia lo .1
de ada mea ao meio da. Plore*no da ludo
rada mea ao meio dia< Cabo. 9ernhaen> Rio Por-
mozo, e Porto Calvo- nos dias I, II c 41 de cada
m ?.__________
~a i- tt i~ t~ r

PARTE OFFICIAL.
# RIO DE JANEIRO.
4SSEMBLKI OBRAI."! LEGISLATIVA.
SENADO
Sessa de 17 de Jun'o.
Pnsidt'ncia do Sr. Rento Rarroio Pereira.
Ordem do dia.
Continua !*. dicass-5 da resol ucaS
relativa a sesmarian, no art. 5., com a
emenda do Sor. Almeida Albuquerque,
apoiada nas^ssa le i5 do cor tente e u'
ella adioda p-'a hora,
Vem mesa as seguir.tes emendas: i.
do Sr. Saturnino. Ao *rt. 5. aubslilua-se
n requinte : A eien-a da tata dos posei-
rottcompi-eliendet soroeuteo que tiverem
cultivado.*
a. do Snr. V*igueio: Em luga de
.mrelac!'5-diga-'e--ct>m ./ en<;a._
2. do Snr. Vergueiro: Em lugar d-?
em iela9a5 diga-se com ait< n-
9*5.
3, do Snr. Almeid Albuquerque :
n igi-se no atl. 5., que a decttafi A.s
a.il)itio8 ja termiuan'e. S co. Sa6 apoiadas, entraS em discussaS,
e a final approva-se a materia do.art., sal-
vas os eme oda e deslas sa9 apprnTadas
sdos Sur*. Almeida e Silva, Arofida AI-
boquerque, e Vergueito, julgando-se pre-
judicada a do Sor. Saturnino.
Disctese oait. 6. A medca5 pde-
la ser feita por. qualquer dos. Juizes de
Vi do Municipio, 6u ptlo ]u> Munici-
pal- -.
O Snr. Almeida AUmquerque offere-
ce o seguinte att. sub^tituilivo : A de-
maioaeln ser feita com assistencia de qual
quer Juit Territorial.
Heapoiado, bem c-mo huma emenda
suppressiva d arl. do Sr. Ve.guei.o, a
qual a final be apprcvada ; e fica pre-
jadicado o arl. sub-.lituitivo do Sr. Al-
meida e Silva.
Entra em discusa huma emenda do
Snr. Paula Souia, onvrecida no ptinri-
pio da diVco'So, para que se declare, on-
' de melhor coriv.er, que e le he ([>a
a Provincia de S. Pailo. Sen nob.e au-
tor declara ter feilo esta emenda coro
rereio de que, aenc'o a dfsposeed g rl,
n..5 passaria, pureui rou.o passou, ce a
d^tal idfe Stndo posta a votos, n..o
passa.
O Marquei deCaravelias manda a me-
sa o seguinle: R-queiro que eite pro.
jecto seja'remetlido s Commis?5 s d A-
i.riruliurd e de L plarem os po^eirou as duas hyputhe e<
seitiinlp: i, Qjando o se-mtiio denai-
cou e cultivoii, m?s na5 titou carta de
confirmacaS. a. Quando demarcou e nao
rultivou. lie apoiado e entra em disejis-
Sa5.
Posto a rotos o requritnent", nao lie
approvalo, e te'ice-se que a resoluca
Iiasse ultima di^t'ussa, indo p'imeiro
Com. d Redareis.
Entiio em 5. (I.>ciis$.'i5 39 emendas ap-
pioradas emi. disetissio, ao projecto 1*
Cmai',t tos Depuiado'8, sobre revistas.
Veure se que a discussa seja por arti-
go?.
Att. | additivo. As filias orros
commetlidos na ioterposica da revista e
no regiPJBBi 11, nao imuedem que nn Su-
premo Tribunal de Jtiatica se conheca
do.recurso interposlo em lempo, revog*-
do'nesia parte oart. 38 da tesiiliie5 d
aO de Dezembro de i830, sugeitando
somenf" o Eseri'S responsabilidad.
OS'. Almeida Albuquerque impugna
o art. m diseosa.
O Sur. Vei gero faz ver que estas e-
mendas na5 p'eenchem o lim que se tem
em visia, e por isso crerece algumas e-
treni.as, que manda mesa, exiindo
que ellas .te im|irma5 para entrarem em
di sustaudo se para este lim a sua discus-
S.1.
O Senado convem cm que e m*n-lem
inipiio-iir, e fira a discussa ansiada.
Teadod'do a h r.', o Pre dente dt-
clara que a oidem do da lieo r- lo das me-
teras d i'l;is, e levanta a ses.-u depois d*>
duas liora-.
CMARA DOS DEPUTADOS.
Sos sao de 17 de Junho.
Presidencia do Si". Arujo L'ira.
PeUsiohoras da ni nhi procede-se
chamada dos Peputados f logo <|ue se ie-
y/iem em numero l.gal, o Picvimle de-
clara abita a sessaS, e lendo-se a acia da
anleeedenle, fica approvada.
O i." Secrttario d tonta do expedim-
te.
Oidem do dl.
Contima a djaeuMafi adiata na sessa
at/t-cedente, acerca da resoluca sobre a
tcmpjnbu de Mineraca de Congo-Soco,
e emenda apoiada.
He apoiada as'gmnte eitfds do Sr,
Cirneiio Leo : Sjpprima se as pala- J coipo,
::,
v<-asalem doi 5 por rento que ae obriga-
rao pelo eu Contracto etc.
O Sor. Vianna def-nde a soa resoluc ,
e responde BoSir. Ministro dos Negocios
Eslrangeiros, que na sessa anle>#or liav a
letto virias observaces sobre elia. De-
pois de outras reflexes, roaclue de-
monstrando que nao convem de mudo al-
gum diminuir Bs rendimentos que se ti-
te destt rompanhia, equegs suas pre-
tences tem-se augmentado cada vez ira-
is. .
Dtpois de entras redxSes, continua
dizendo, que nao tluvida em que sefaca
'gum.is altersces, com >, por exemplo,
acerca daquellas lavras queainJana tem
sido tiabaihadas, porem que nada ,disto
se deve U/.er com precipitadlo, e por is-
so prtipe oadi.-unent > da mnteria ale vi-
remos informaces do &, Muii-lru da
Fnzenda, que pcope finalmente o adia '
ment na conf>rmidide d<> expendido.
Oadiamento prop isto he apoiado een-
tra em di-ou-o, a qual tica adiada em
con<>equencia de se acb*r na salla immedi-
at* o Sur. Ministro dos Negocios da Ma-
rmita, o qual, sen lo introduzido cum a
formalidade do esijli, oceupa o compe-
tente Jugar esquerda do Presidente.
Enta m teiceira discussa o s gnint"
projecto de rixaca de forcsde ror ;
A Assrmhk'a Gtr.il Legislaljva decre-
ta :
Arl. i. As torcas navMB actiras or-
dinal ias do.Imperio para owrvicodjn
no que b* de correr do I de Julho t!p
1837-a 30 de Jiinho ele i838, constars
d si.-mbrcat5es que n Governo julgar in-
l'spetisaveis, neo decenio ex> eder o Iota!
das s:ias >speitiv.fs liipulave* a i800
pracas de todas as ilas^eg.
Arl. a A forca do coi po de Arlilbe-
ri.t dj M ir/n'ia m tfleclividade de sirvi-
co ser de i,a00praca.
Ait. 3 Em crcunstincas extraor-
lna ias ai nucas deaetad. der ser e'evalas a 3,000 p acs.
Art. #4. S po'er aer A-piauttsos
tliscipulos Ha Academia approvadij no
primen o auno mathemaliio, e Guardas
'W-mtili i-, os que Itverem tompltt do o
cur-o des oslados respecliens.
Art. 5. O Governo fi'-a auloiisatlo
na a ajustar marinheirosa premio, pie-
f-rindoona iouaea a e.itrangt 1 o-* ; e n
Invendo quetn queira assim eni,djar-.'e,
poler reciular, na Forma da lei, as pra-
cas ne:earias para cump'elar as fotetsa-
cima dei retadas.
Art." 6. Para preench< r a f.irca des-
ignada pata o corpo de Arl i b-iia de
Marinbl, o Governo fica autorisido a
Convidar para oervico osindividoosque
tendo j servido noexercto, ou no dito j
coipo, obliveiH sua bixas, e a contrae- |
lar rom os que exstem ainda com praca,
c esli no im-o de tpi 1 m bcx 1, por liave-
vem acabado o seu tempo de >erv!co, a
continuar no mismo servico, dando a huns
e a outt'os, como gratificaeaS, alem do
sold q-ie Ihes pertencer, -em quanto Fo
rem pracas de pret, huma qiuntia igual
ao mrsmo s >ldo. Fira igualmente auto-
1 isado a conceder huma gratiliracaS igual
metade do icspeclvo sold, aos paisa-
nos que volunlati mente q izerem entrar
no servico. E quando nao possa conse-
guir, pe s meios arima indicado-, com-
pletara mencionada forca, podei rex rutar
na turma da lei.
i Art. 7. FicaS suspendas as promo-
ces do^ Oftic'iaes tle Pacen da, S.itide, A-
pito, C.'pella e Nutica, que nao fortn
M diapente veis paca o lervito dis emba-
caces designadas no* aits. pi.meiio e
lerceiro.
Art. 8. O Governo fica autorisado
a conceder lirenc com venrimeolo de
lempo, e roci so'do aos Olli iaes da ar
mada, e de atiilheria de Marinba, que;
sendo denecesarios ao seivi^o, assim o
quiseiem, podendo os ditos licenciados d
atmada embacarem em navios da mari-
nba mercante, e por estas brencas neuhuns
emoUim-tit-i p.na',i os licenciados.
Ai'. 9. U Governo tica desde j U-
toii-ado a formar sitct eisivamenie qnatio
compinhias iixas demarinbeitos, de 100
pracas cada huma, abtiendo se o effecli-
m esta I uca das mencionada noait. 1.
de-te procto, ed's que lie. decretadas
pura oanno de i83t a 1855.
Art. 1 '.. O- 0;:ciae> tl< armada e
os do corpo de Arlilfaei la de Vlarinlia ven-
cern, alem (1) ijne ora percebem, mais
meio sol lo dn snas respectivas patentes,
qtianitt ettverem embarcados.
Att. li. Fica derogadas Bsdisposi-
ces em conlraio.
Paco ta Camaia dos Depnlados, em
9 de Maio de 1836 Pinto Peixolo.Lima
eS'lva. F?. doJlego Barros.*
U Snr. Vasconcellos pede a palavra pe-
la ordttn, eexige doS.ir. MinistiO inf m icSea sobre as grniifii oes d^s Oiliciaes
de A1 tilbei i 1 tle Marinha.
O Snr, MininistrosilistVz a putado, disendo qoeasea Olliciaes, qui-
do en 1 barca dos, tem a g>aliliivco addici-
ona'.
O Senhor llenriuue de IV zende decla-
ra-se contra o artigo ", pede iul'or-
macSes acerca Je proponas sobre piomo-
ces.
O Sr. Rifa-1 de Coi'valbo exige que o
S'. Mmislio ll.n? d ga (oila- a- emb^rc-t-
ges de guerra tem as suas tiipuloces
(. 1 < 1 plats.
O 8r. Ministro declara que as cm-
buc.c.es emprtg-tdas nu Para e Rio Gr.m-


m-------'
P
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2
p'ela, salvo se em alguraa dessss einhar-
cscSes fdtarem agora noveou dezhomens,<
o que elle. Ministro, nao sabe, porni
que as outras embarcaces nao tem as
tripulares q-ic devem ter era lempo de
guerra.
O Sr. Rafael de Cavalho mobtra a ne-
cesMdade de todas as emba caccies esterera
tripi.lacUacomo em lempo d- guerra, pa-
ra .sfrc|B em circunstancias extraordi-
narias," ^ue a gente pedifju na proposla
para tal 6ra, nao lhe parece sufhc.eiite,
e potffsso manda mesma huma emenda,
para que em circunstancias extraordinari-
as esfica de mar sejaS elevadas a seis
rail horneo.".
A emenda he apoiada e entra em dis-
cussa. O Sr. SjuzaeOveia fazalgu-
mas i.bervacaes sobre o numero de pra-
vas de artelharia de Mar oh a, que devem
guarnecer asembircaco*, e julga excessi-
-vo o numero decretado dotas pracas,
vista das pracas de marinhagem, na5 se
guardando a tsterespeito a devida propor-
CaS.
(Continuarse a.)
PERNABMUCO.
GOVERNO DA rtlOVWGI.
Expedienta do dio 23.
CFFICIOS.

Aolnspeclor da Thfzonraria rommu-
nicando-lhe que ibi nomeado o Atieres de
Milicias Anloi o Jaiiuario F*es Brrelo
para 3. Com man dan te da f ompanhia de
Cavalaria do Corpo Policial, e quo lhe
mande abrir os necojsai ios tssentos na mes-
ma Thexo uiaria. '
Ao Commandante Supeuor da O.
Nacional do Retife diiendo-lhe que foi
approvada a proposta do 4.' BatalhaS que
remet, o com o seo officio de 2a do cor
rente, eque as-im o faca const-0-
po^los que devera'fo! citar SMI Patentes
pela Secretaria do Govcrno-
r __ Ao Prcfeiloda Comarca do R'o l'Dr-^
noro, aucfoiisando-opa-a engaj.i 20 ho
roens de boi conducta, e tmprrg.;los na
Polica da Comarca os quaes ficar.- adi-
dos ao Corpo Policial, por onde seraS pi-
.gos dos roernos venrimentos que peiee-
l>em es respectivos Sold.dos; e comcau-
nicando-lhe queao Chele di Legieo da (..
IS*-,cional de Serinhaem foi expedida or-
dem para lhe reuuUer um Corneta.
'__ AoCommandarHe Geral do Corpo
Polcial comtivuniando lhe o Cunleudo no
prec dente ollicio.
Ao roes-no communi.-ando-llie do
Alfeieide Milicias Antonio J.mtiario Pees
DoiretO para 3. Commatidant* da ( om-
panhia de'Ca\ull.ria do mesmo Corpo, la-
sendo entrar u nomeado em exerticio jo-
coque se apreeitle munido do. respectivo
Titulo.
PORTA H! A.
_ Ao Coronel Cbefe. da Ugi.o da G
N. do Mun:.i|i'-d- Se inlmm ordenar*.
doqonliaa-diftpoica8 ro IV.fviioda
' Cmafca do UioFormozo un. CoilM U que
nUt mee sariop.ua o D.sla. amento de
Polica, que atistete.
Navios Despachados no dii aS.
Brigue Sueco M il.iiu.
DIVERSAS REPARTICOSNS.
PREEITl'RA- DA COMARCA DO RLCIFE.
Parte do dia 23 de Agosto.
Mm. Exm. Sr.-Pt>r esta Pufeitu-
ra nao consta haver novidade.
Dos Guarde a V. Exc. Secretea- da
Pirf turado Rerifc a3 de Agobio de 1336
llm. e Exm. Sor. Fiauciioo" de Paula Ca-
valcanle de Alhuquerque.Manoel doNas-
cimento da Costa Monteiro Prefeilo da Co-
marca.
alfandega das fazendas.
O Patacho lng'et Pameco, vinlo de Li-
verpool, Capita James Foriiner, en-
tradoem a3 do corrente cocsigoedo a
Me. Calmont &Companhia.

Manifestou o* seguinte.
t46 fardos, i58caixascom fasendas, i
barril com ferrnjem, i caixa com papel,
2 harria com cidra, aO barricas com fa-
rinha, iOO barris com manttiga, a bar-
ucas com meias, 45 g'gs co,n ,ouc,f l
sexto com louca. ^
Fora doManieslo.
3 caicas, 3 embnilhos ignora-se o con-
teudo, i E-pingarda,.
B1BXA DAS DIVERSAS RENDAS.
'A pauta be a mesma do N. 173.
OBRAS riTBLICAS;
A Repartici*5 das Obras Pubi-icos tem
de comprar trlnta rinxsdas; \nte foices,
doie maxados; e dezoilo tcjjoas de costado
d'amarelo : as pessoas que pertenderem
\end mfotstracaS Fiaral, na dita RepaiUca6
para tfatar do f-ju-le, ecomprar-se a
qoem por menor p-eco vender ; nos das
26, 27, e 29 do (ofrente mei de Agosto.
Amaro FrancfCn de Moora.
Administrador Fiscal.
CMARA MUNICIPAL "DO ReCIFE.
Sessa utilitaria do dia 14 de Julhc
de. 1836.
' Pre7dncia do Sr. Silva.
Comp"> cera os S'S. Gusma,* Mi-
randa, Mdmede, Souza, Pessoa, S. Paio,
faltando com cauza os Sis. Menn, e
Ci-lro.
Aher'a a S.ssso e hda a acta da antecc-
pnte foi Sancionada por elir conforme.
O Secretario dando tonta do exp den
le menri >nou um officio : do Colleclor da
Dcima desta B^irro, "pedindo quesamon-
t*U*B passar mnT'do da qnniia de
25^)B35 de d ci.na d-s catas dop-t.i-
niofio desta Cama*a : que se passatse
ni mcldp.
O parecer d C mm- a s >bre o ierre*
no -outitd^o are-- do Moni .teru-, em
<|i:e Fionci co Amonio d'Oliveira esj e-
dGcandu urna caza, foi Mibm ttido a di<-
<-.!--a, n. obstatil"' estar adjado' poi 8
dias, e decidi a Cantata que e deesa Ii-
cenca ao Propi ta i 1 dilo Francisco An-
lonio d'O'iveira, para continuar a obra,
visto m se tenar ella auclorsada para
rooaprar, uta diiicaincule poder alienar,
al^ira: &c.
M.ind-xi-se p*e*aT mandado da qinnlia
de 50-2iO0O o Fis. al de le Bir.o, p.ra
-.- d.". e/.-s d^ohia, que e?t l.i/.--n lo no
cano do Paira doCarmo.
AHrlofte^o-eean me-mo Fiacal pa>a p >-
d-'ral!ugir urna asnh para guardar <.i
1 riat-, p>ra qu.md > houe-s-de p n
cipi.raobr.1 d 1 mataJoun, e da a-sou-
gue.
Mandn se 1 firidr o Tedente Coro-
nd de Engenheiros-Fern-i iu II r. ulano
de Momee Aucora, pedinde-ee empella-
do o Caiahouco \e^ho para ie depo-.it u-.m
os poi < os na o> cas.a d.iscoir<-ic5^s.
Foia"iio neadue para mi-mbrt>s da C-m.
Ts Ca reres rivi$, ft|ililares, e
E c.le^a tico* os Cidada' Do'uloi Frahcii-
roX vier P J /; Pint i, Deutor f.uiz Fiama Munit
T.varcs, Fe mino llcrcul-no d" Moraes-
Ancora, e Juze di>.s Sanios Nunes d'.irei -
ra, a 3 que se cici >u.
O Sr. Miranda requereo, que se tra-
tasse je deedificar-se huma caza daCeina-
rpa!aaef-er as sessoes doste Senado,
poraervergonhozo selebrar-se os traba-
hoido Municipio, em huma caza pa.ti-
cular mrmente removida o embiraco de
se na5 n^der fazer eeut concepcao de au-
tho. idade competente, visto haver -omiia
bante-oCo.e do dito Muntc.p.o par.
i*.principio a obra: lemh.o ma.s a e-
M r" Rdadila cazaba par do ed.ficio,
' boje de caza da Relacao, com
q"e S6rV frente, eescadi comftaquelle e-
r-9marezo|v o a Cmara que sobre es-
tSb .'o 7a ^ chava enc^rregado o En-
V- termino Herculano de Moraea
r r0nar..prezentaroplanoe orca-
knCT\ 'traem q-esta, em o mesmo
rni?oporoV Vemdor Miran-
local indicad" r"
k t 5 se aleos requeiimeptos
DRP'rT alora alevan.ou-se a ses-aS,
*PrT ,.?. cenle em que as-
e raandarao pa""' a P t Ao .1
S-gnara6. Eu Ffllgenco Inf.n-e de Al-
hiqoP, qe Mello o escrevt SilJj Pro
Prezienre, GosmA Mif*nda, Mame-
de, o Pessoa.
EDITAES.
A Cmara Municipal da Tidae do Recife
e seo Termo em virtude da Lei &c.
Faz saber, que pelo Exm. Prez^ente
da Provincia lhe foreC communicadas, e
expedidas asorden" para a elleicaS da no-
va Aemh'a Geral ordinaria, e de con-
vocado da nova Assemb'a Leg;sl'tiva
Provimial, e clleica de se..* Membroa;
proredendo-fe a rlleica conforme as Ins
tiuces de 26 de Marco d<> 1824, a De
rr* )sd^29 de Jnlhode i828, 28 do Ja-
nho, e 53 de Julho de 830 ; sendo im-
prtterielmenteem todas as Fregu zias da
Provincia a pritneira reunin, rjara se
Formavem as Assemhleas EMelora>s, no
dia 16 de Oulnbro prximo futuro a se-
gunda coirposta do< E'eitores, oue forma-
rem osC'-I'egios p-le maneira d lerOffna-
d 1 anno: a ultima, e^ral apuracaS na C-
mara des'a Gida le no di* i5 de Janeiro
do anno vindouro.
E para que c'heq ie a noticia de todos se
pa* Recife em Se^'aE^tiairdioaria de 23 de
Acosti de 1836. E eu Fu'g'ncio Infante
o e-rr-vi.
J ae M'acli do Freir Pereira da S Iva,
Pro Pre7i lente.
J-nquiti Joze di Mirand.
Franr-oo Mamede d'Almeida.
Joi Fe lia de Snuza.
Autoni 1 Gmes Pessoa.
A Cantara Municipal da Ci lad d'O indg
e seo Te 1 mu em virtuJe da L>i, &'..
Faz s her qurm convicr, que no dia
>.q lo coi 1 i:l no Paco d'es'.e Conralh" te-
l arivma'ado (i*>rqum msi- def, o >e-
uuinte : 1. A afi'acafi dos pesos, me-
dds des'e Municipio na quenli* de
i50$00Or*. ; 2, a-. desrsc'i; Casas da
Bibiira d'e-ta CidaJe a 860 rs. ruensaesj
poi c da liuma, no v^Ior de i63-)a00 :
oazeile, coa, e torcida-; cara asdaa^pri-
goeiisn* Guieia por t im-i'e, piin ipi-
ando do primeirode Seleabro p. seguin
ir a'i'n li'ii d* N.iverohro, na qmnlia d
l^.JjOOO: 4o, o ir.iei, do as*mgoe por
11111.1. na quanlie de 30^000 : 5., o sub
si lio dis porooe por auno, na quanlia de
o^JOOO rs. : coj s siremttante pre-
7. uiar babitidos cora fitdor idneo na
fui mi d- Le, ,
E pira iiiw c'ieg'ie n n ti ia de todo-, fez
p i.-s-r o piesente l'.di.-tal sobaco S'gnal, e
Sello. > in le i836. Eu Joaijiin ll'gino d Si'veira, Secretario Intrino o eterev .
Ignacio Antonio de Barros Fdlca,
Pirstdente.
Doiitor I'ran isco Juiquira das Cbga-.
l.i Joze Ignacio \. O Padre loao Joze Pereira.
A CMARA ELECTIVA.
La vai himba.
Illustrisimos e Sipientiasimos Senho-
ros : com todo o devido re.speilo s altas
c.a pacid de i de Vossj s Sanhorias, sempre
lhej hiremoi dienJo, que c por foca est
ludodisconteudn com o ejcmialoso pr.j-
cediraento de V. Sennanas Diz o Povo
que V. Senhoriis nada tem feiio eut tres
mezas, e o Artilheiio acoresceota que
V. Sohorias nada far : quena os la
mandou, nao linha ju'uo naubuut. Se
isto be amargo, chucliem-o #omo pude-
rem: verdadinha, veraJinha: est to-
do a pedir esmola Os tres mezes e>td(
goal jidos.emas estamos piores do que d'au-
tes. O' Seubores Depulados pogRueo
sa5,lratem isto serio; parece qudippio-
potito queiem desacreditar o.Sj^pma!
Qoeconlaa dar V. Senboriisda mi-,sati
ijue llK-sencommeudouo Povo? Com que
carinha se ba5 de V. Senhbriai apesea-
tar c por cima ? Fallemos a verdade; na
Boha da Opinia publica o crdito de V.
Senhorias est de rastosj V. Senh.nias
talvez cuidem que ilo he greca : pois o-
lliemque he.d^ veas.' Diz o Povo que V.
Senhoiias foiao para as Corles p..ra fate-
remLeis; e V. Snhonas tmpiega o
heu preciso lempo em ninharias, intrigas,
peisonalidades, e accusacSes, s p-ta se
vingarem, e o interesas publico lioa para
trac. Oralo he veidjUe*, e isto nao ht-
bonito. Algqns Depulados que tem ver-
gonba, cala-se, lamenta o estado da Pa-
tria; os Inaciooaes atrapalhao tudo, e
ludo fica em actos nullos Podemos
dieer que e nossa Cmara he a Cmara
raais nserasrel, que tem appareeido. D-
os permita, se he que Dos se niele com.
Cmaras, que o Marco se acabe cid Dti-
xemo-nos de Ore*melos de leis, a de re-
medios Viva olrracionalismo, e o mais
Deossuper omni*.
(DoAitilhtiro.)
Mappa do Piendimento liquido do Reino
d.. GramBre'anha e Irlanda no anuo
6ndo em 5 de Abril de i836.
L. S. D.
Direitos d'Alfanrl. a0:539^450 4 o st.
Esrize......... i3.44av5)i1a 1 8
Sello.......... 7:05i#)364 l5 11
Importo....... 3;620^>33 i5 5
Rcuuimentoj dos
C-rreios..... i:55l$400 O 0
I npcs!'odediu nas peiiLrs e
salarios...... 10^486 I7 U
Propriedades he*
wditarias'o'el-
Rei....A... a456/59 6 4 1
Crati6tv<;5es nas
Rep-ilic6?s a-
o me nao per-
teurem aos etn-
ptegadoe..... a7^840 1 1
Leile, etc., na h-
landa........ 3-^l9i i3 i0"
VarioiojL'tios ren*
dimento<____ 4954i7 16 "8
Dinleiios rec bi-
dos da Gnmpa-
nhia da India 60^)000 0 O
Lacros da divida
pubh.a..'.... 28:047#>9>5 4- 8
Dil. no-i Eiili-- '
q m Bills..... 736$8a* 7 1
C-sa P.eil____. 5iO)O00 0 0
Psnfis........ 52iJS>0'> ia <3
Saliiiio....... l75^)9o7 3 4
Dito pma Kmb -
xad. .. ____ i86^0ll tO G
ConMude Ju&tica 430C5'>52 17 11
Diveisas despe as 3i3v2>956* 5- 0
Exercilo....... 6 481 $956 il 1
MarisHa....... 099&49 il 5
Vicenal....... 1275^914 a O
Vdi'iasoutias des-
pp-a-........ 3:202v&776 8 7
SaldOJ do banco a3^5a 8
45:00,'2>940 0 10
Ex 1 de'e dos Rm- -
dimentos..... 1:376J)306 12
. L. G:382$afr2 iu
(Uo Cin-io Mercantil.)
K4PTI UHR FYFM


mmm
^
DIARIO D E P E R N A M B U C O.
ammmmmm^^mm^mtammi'rmm uu.m*i
AVIZOS PARTICULARES.
Prerisa-se d'uma muiher pira servir
n'umacasa depouca familia : na loja fran-
ceza do largo dj Livramento.
tlJP1 Quem annunciou querer comprar
urna Geometra de LcGandre, e urna Ari-
tlimetica de La Ca Ctk, dirija-se ao Se-
minario de linda a fallar com o Porteo
do mesmo Seminario, ou na casa dojpestri
buidor d Diario em Olinda.
igjp O abaxo assignado-faz sciente ao
respeftavel publico, que acuellas pessoas a
quem dever hjio de comparecer na casa
tje sita residencia na Gaza-Forte da data
ile.-ti" a trez dids para seren pagos, isto por
,e pretender retirar do logar ^assim co-
nio adve te, que negocio nenlnmi d'oia em
diente tcr vigor, sem que stja annuido
j.or ai, e sua muiher.
Mancel Lopes dos Reis.
fcry Quem annunciou noOiarode23
do crrante existir em o Rio Fotmoso u-
jtia caria para Manuel Felis da Costa pode
e cdtndtr entregar na ra da Sanala ve-
llia D. 4, ou annunciar ande se deve pro-
curar.
tyy Piecisa-sede um caixciro Portu-
guez de 10 a i4 annos para .venda; na
ua da Coorticao da Boa vista U. 30.
yy Precisarse alugar urna casa terrea
na Boa-vista as ras da Conceicio, Ara-
gao, oi Assougue velho, e nio se repara o
preco feudo boa : quem a |tiver annuncie.
YW Pergunta-se a cerlo Sargento quar-
tel Mestre o motivo porque quando* toca
chamada d'Ofliciaes se vai me" ter n-i roda
destes, e nio na dos Sargentos romo "Ihe
compute, isto deseja saber
O Sei inga-Palio.
^y Ensina-se particularaiente Rheto-
rica, Logca Frencez: quem quiser a-
prender por preco commodo : annuncie-e
Ma morada por este Diario.
Xyr Quem precisar de um laizeirp
Bmzileiro, de idade 14 annos q' tem bas-
tante pratioade venda ; annoncie.
%3" Aviza-se aos Snrs. Officiaes avul-
so-i, pertencentes 5/ Classe desta Pi crn-
ela, que nos das 3, e 30 do cor-rente ruez
se acha a Follia respectiva c.i- estado de
st-rassignada por os que -ne'.la tem venc -
ment : pelo que dever nos ditos das
i ompai pi er da 9 horas at rueio di. na ca-
za N..a4 da un nova, onde existe o rcii-
voda mesma Class, levando es documen-
tos das vantagens, a que titerero' direito :
> qne se previne p->r o dem do-Ilm. Si*.
'Pnente Coronel Curomandante Antonio
Joze Victoriano Borges de Almeida e Al-
l uqueique.
- Fclippe Marquesd Sanio*.
Tenele Secretario.
mi Quem qui'ersacrar urna letra'pa-
ra a Baha da quntia de 50$ reis, annun-
t ie.
VJ"" A pessoa que por engao tin-u do
Correio lerresle tona Csrt* de J --> Dmize
Silva ipieii'd ler'a bondade de mndala tu
Iregar no pateo de S. J.ze D. II.
f3?" A pc.'S a q'ie annunciou querer
ooc$ r de6 me-'
es dundo hypo'eea *m urna casa, dirija
b< arna do Liviamento D. 23, i "and ir. .
W$T Prccii-a-se para emedio Ue urna
cobta de viido; a pessoa que nvta-r, leve
na ra No?*! D. 32 a MUt-l Bf nardo
Ouinteivo, que ser g-iuro ament iecom-
pencado.
#31* Urna muiher proj e-e a fnsinar
meninas < 1er, escrevi, contar, iaroa-
ticafporlugcwa, e-laser torta qu-hdadede
costura: qpieni te qui.-er uti'sar do seo
prestimo, *iiija-se a ra dos Q i tela D.
12 pegado ao qu.irtel, #
V3T < >jaluuer pes-caqueq'i'-'ira man-
lai criar . 'a Roda 0. i5.
V|- por eng i'iasd.oPoito uoBiigue I.k'-o; <'J->
seu lono procure lio aiie J'""
rein i Ramos, o qual as liiou > '"'
mo i sooie.
y OSnr.P. J. R. da Cqueiratera
e de hir concluir o pagamento da
tantos niifieis, y{^ eb-lxO de
Uvra de lion-a aawer6u eumpur
u aJ.i; do
ad
contrario oabaixo assignada far publico,
a ardleza com que se illude a boa f dos
homens sinceros'; e o ame de sua pessoa
ser por exteiifo coubecido pelo Publico.
Joze Vicente Leo.
\f& O abaixo assignado em qualdide
de Reitor do Seminario Episcopal de Olin-
da, fazsciente ao respeitavel Publico, que
a ..'paite d- i3.' Lotera a benefiio do
mesmo Seminario, rebdeo liquido Rs.
2:876$6i7em piala pelo valor de i:200
o palacio : e do consumo desta quanlia da-
r conta no mez de Janeiro prximo futu-
ro, como dos mais rendimeiilos do Semi-
nario.
Francisco Antonio Mendes Gui jao.
\f3?' Piecisa-se'de um Sacerdote para
Capeilodeum Eogeuho perto desta Pra-
5a 4 a 5 legoas, ensinando igualmente gra-
mtica latina ; quem quiser annuncie.
Vy Aluga-seunia escrava, ou esciavo
que saiha cosinbar : quem tiver annuncie.
try Quem tiver alguinapreta ou pre-
to que saina cozinhar o queira allugar ;
annuncie pelo Diario a sua moradia.
COMPRAS.
Um herco em bom uso : na ra do Fa-
gundes D. 7 lado dueito viudo pela Ribei-
'j, ounniitmcie.
%PtT* O-seguiutesauctores : o Pastor de
Palt'ox, Prafica das vi Mudes, Conheci-
mento dos vicios, e Camiuho real do de-
sengao : quem os tiver annuncie para ser
piucurado.
VENDAS.
0 Um negro forte com principio de 011 ri-
ves e carniceiro e tambero entende de ser-
vico decampo : na ca-a de B. Lassetr &
Companhin, ra da Sanzala velha D. 4
v Urna negia de i5 a 16 anuo.-, de
naci An^o'a, e ) 54 paos de angico: o
aimasfftnde carne na pr.ua do Collegio de
Franoiseo Joaquim da Costa.
%ry Dua< canoas de carceira ja velhas,
poiem sucepiiveis de cenrerto e capa/, s
d darem servico por rnuit >s annos depois
de romertadas: Uelrotedo l'orpo Santo
n. 5.
|ry Dois quaris, um bastante car--
nudo, um i.e!im prompto com coldies, e
maca, tudoqu s-g'inda casa vindo do alteiro dos Afoga-
dos.
V5" Selnspaia a Cavallaria N-coual
limito Bf-m |)un;i|it(.s, telins cum pasta, e
cauaiii-s, ierragens domadas conforme ao
padrio do ro po, corrame- deslustro ye,
por prego commodo : na lja du Jjchena-
nes &Cornp. largo do Liviauento D. 5.
Cp* Couqueiros pequ-.n s: nal'ba do
Nogueia..
W* Para fora da Piovin-a urna osera
va inos.s ; no Qaartcl d 4." Corpo de
Ai lilheri a fallar com o Qu^rlel M-stre do
mesmo Corpo.
*y Um rife para Inferior de Guarda
Naiional : na ra No\ D. i4 na loja de
Antonio Feneira Cavalc*n*e Braga & C.
VyTaimado de pibo de todas as qa-
dides .cobremaicado, em reg-ico de
rroel: noatleiro dVBou-vala D. 16.
*y Ago das Calda* do J*rrev' "*
Botica de Antonio.Ped o no aico da Con-
Cico.
^rp- \;en e-se, u a| gi-se para p ssar
a fe.-ta um sitio -mi San l A'iai o na es'ra-
da d > bi c > que 0i paia o Romi i Oria de pedia e cal, cacimba, giandc de
atoa de lielier, o frueleira- de lo !* |aqoa*
litla 'es: na ra Nova D. 6 defronte djCal-
(I, i ro.
%& Elucidarafda] 1 ngoa Portugnoza
po.Saiit. Ros, Guerrriru Escola Moral,
D>reito Mercantil por Silva Lisboa, Medi
cia Forense ptv Ferreira'Borges, Syiiow
uinios la liogoa Porgueza p >r IV. Frau-
cisco d- S. Lwl L isiadas de Carae-, O-
^20 do mei pioxmu ps
-""- ~ iga-.r a caza qu- tem cornmoao-
bras completa* de Bocage, e Vida de D. -*., cip; nonU, lo1 D. 5
Joio de Cairo : na ra da CaJeia retlIJ :. _
4 eacravoi, senda um de 20 sa-
nos, outro de 10 anaoi mulato, e u na
molatinba cota principio de costara e ren-
da, e urna negra com 16 annos propria
para todo ser vico da urna casa: na ruido
Faguudes D. 7 lado direito vindo pela Ri-
boira. *
try Urna preta da Costa com 30 annos
8abd engomare coser algo ma coisa, e ven-
der na ra : noatterro da 15oa-vi-t. I). 17.
IPF N* Praca da Boa-vista D. i3 ven-
de-i* por menos que em outra qualquer
parte e por toda a moeda de cobre os se-
{uint.s geiierus: milbo, feijo, arroz de
casca, car vio, leuba, farinha, vacoras,
louca de barro, curdas, e queijos do^Certo
ludo em porciofrande e pequea.
IQP \Jm cavallo mellado com as dinas
bem alvas, gordo, sem algum achaque, bom
andador por eco commodo : na ra do
Padre Floriano D. ?.,">.
^^ Uta braco grande de balanza de
ferro com auas conxas^tre pezos de Ierro
de duas arroubas cada um, e um dito de ai -
rouba, tudo un bom Uso, e preco com-
modo: na Botica^deJVligud Joze Ribeiro,
iitt do Queimado.
V9* L'm negro bom sapateiro e aioda
niusMi: na 1 ua Muv D. 10.
sabjar, coser cosiohar e boa para todo o
arranjo de urna casa : m mesma casa ci-
ma.
Xf^ Unsquadrcs (colleccio dos Gene-
iies Ue apla.-): na 1 u-tda Florentina por-
ta junto i-.u hmpiio, casa do Zurnck., das
6 as 8 da manbi, e daa 3 da tarde em di-
ante.
(CJ1 O, fundos de urna serrara estabe-
lecida em a 1 ua da Praia coro grades com-
modo para o mesmo trafico, a seai gratiii-
cacio algiima -pela c< pcio da chave da nies-
rua, sendodos fundos vendidos pelo rusto,
e os mais peMcnces, 00 sem elles a fallar
com Jlnqaim Antonio de S. Tiago em ser-
rara do Xavier em a mesma ra.
%TJp Urna mo'ala de 18 a i9 annos, com
irfnitobom leite, e urna cria com tres para
quatro mezes, bem ciiada ; a mulata tem
boas agilidades por ser boa eiigomadeira,
co-e zio, ecosinha o diario de urna casa,
edeligentepara todo o servico de urna casa,
e bonita fgma, nao se vendepor defeiios:
na ra do Nogneira sobrado de um andar
D. 6.
%J3P U preta da 4oa 5oanuos, do gen-
lio de Angola, sabe cosinbar o inio de
uma casa, e lava de sabio e varrella. mui-
to sadia, a por preco a .-as rramuil <: a-
traz da Il;i eja dos Martirios casa de trez ro*
tulas veriles a toda a hora do dia.
Y&~ Um realojo g'andecom 26 pes.sas
de msica, bonitas voses, urna caixa de
msica por preco comincdo: ca misma
cima.
Xjf* Gigos com gai rafas*, ditos, rom
meias garaa/.is, e uiua poicio de bclijas
de genehra : na mesma VJ* BJtea boas viudas de Li.-b a no
Brigue Lipeiro : traZ da casa da pea
*l. andar na casa de Mauoel de lezus por
pie^o comoiodo.
tjtJP Umapieta do gento d'Angola a-
ndamoc, omito fiel, e sem tirios, pro-
pria para negocio de -ua, por estar a oto
at'Otumda : na la do Araco lado es-
iquerdu indo para Santa Cruz n. a 6, e
se dii 0 motivo p >rque se venJe.
ory*Capiia oe {danta diariammle em
btrtto frises, rwin ser por f.eguezia : na ma
la Aurora no rmasem mediato ao doSr.
Fiutencio; adverlefte q'e cada um feix.-*
urUa pataca.
rp-y Um cavallo*^'-7i" ''0,D rarnga-
dnreboui'a figura*: na iua do Queima-
do bija de feriagem u. a.
*ry Uma espida rtneita e roca rom
o seu competente telim, n-'to < m bom es-
tado, ervijo dut venes: na ra d) Ro
zari t-slreila l\'j* de couros OBfronte ao
be do Bo-ai io a fallar com And< Avel
no.
^]p Hlxis de boa qual lade ch-'gada
pri ximamente m Porto, e raj princesa
t>iaiiuo a 1 loo is : na pi*ia da Boa-vUta
botica 1). i0.
ty A ai mica de huma b> propria
pua quiiquei' liegVCio | asaim cono a|-
iiin com modos p-ra
5.J.
E8CBAVO8 FGIDOS.
O abaicoassguado rogr atlas at
authoridides Pulicta.'* desta,e d>t de ma<
Proviacias du imperio o obzequi de (he
ni.ii Ja re ni prender mu seo escraro, ca
bra, de njuie Antuoio, fgido no ultimo
de Jullio prximo picado, de 23 a 25 an-
nos, bomorHcialdeapateirOfc esta,tura or-
dinal ia, secoo do corpo, com algumas si-
eatrixes no peacoco de laiho de facca, feice
miudas, labios finos, com lodosos dentea
da fente, iilbo da Villa de Goianna, onde
consta ter inai, irmios Sce. cqmprad) a
Jo/e Aalonio d'Azevedo, morador em O-
linda,o qual o houve liobem por compra
ao faleacido Reverenda Fraucuco Fausti-
no de Figueredo.
Assim liobem umoutro seo escravo do
nome Joio, de Mo<;mbique, canoeiro, de
18 a 20 annos, por alcunlioMatumbo
bem parecido, deutes abeitos, rosto redan-
do, mu orelha furada, mos curtas, cea-
lijada-, da vara, baizo, pez pequeos, mar-
cas de ferro as fontes, e testa, comprado]a
Fidelia Joze de Figueredo pof seo bstanlo
Procurador seo liiho Antonio Herculano
de Figueredo, elora.fuitado em deiembro
de 1833 coui uniros limites; e sabe-so
que alguna Torio vendido- ao sul desta Pro-
vincia, e outros em as Provincias das A-
lagoas, Pabia, e dahi ale" o Rio Grande do-
Sul. Oabaixo as agnado loga todos os
Snis., Commandanses de Embarcaces,
q sairem deste Poito, e mesmo os que
sairem d'outros quaesquer Porto* deste im-
perio, que hajao t'aprehender os ditos se*
osescravos; e igualmente roga a toda e
qualquer pessoa sendo authoridade, que
envcumprimento dabi prosiga asd.digenci
as, que ella Ihe incumbe, afirn de que pos-
ea Xeg.ir noticia, onde se achio ditos e.cra-
vos; sendo particular, e tendo noticia cer-
ta, onde o les ix.ist.ui comunicando ser
generosamente giati6cado, eos entregando
tei 505*)ies de premio ; prometendo des-
de j nio proceder contra alguem, pelo
contraro porem uzaide seo direito, para
que a pena din |f posa recair sobre aquelle,
que por qaalquer titulo oteja de posse, o
dominio dos refeiidosseos escravos.
1-ui J.-ze de Sampaio.
s - ah . 6 m ^
s a - 2- -54 .
C a. - 3 42
^ 4 30 t> Tard.
ca ft 4i * 1 *
0 ca - 6 3o . !
r " 7- . i
Tal-oas das mart cheiai no Pono 4e
Pernambuco,
i0 Segtfnda i
-11-T:
J12-Q:
i4S:
I5-S:
16 -D:
N'.rrioiAssiAnmif vs.
ffavies sitiados no da 25.
Liverpool; 57 dias ; Patsxo Inglez Pa-
riaco, Cap. James Formam : vaiios gene-
ios : Culmoni k Corno.
"Puit' doSul'; 5t dias; Paquete i.d<
AHijl, Com. 12.0 Tlente Jeuuiio Lame-
goCsta;'' Passageiro 2. .
A'avio sahido no dia *i4.
Ri.. Forrnozo ; B Am-. Tcnedos, Cap.
Samuel V. Piobbens : listro.
P. 6.
Cotnwonicales officAesdo Ca-
pito Joze Joaqoiuida Silva San-
tiago CoiiMtiandante to Ponto
i'Agoa-Prda, as*eurai, que*OS
boatos, noticia espalliarJas nest
Cidade acac donovorjanlaroe-
11. dos Libanos sao inteiainente
talsas, e que os habitante^ do ter-
reno que servio Ac llieatto a guer-
ra csliio pacficos.
54.
FBBsf. na xjp., ub M. F. Faeia 1836;
i
AR ENCONTRADO
J


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DIARIO DE PERNAMBCO,
Mh^wmKl^^^
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t'lWWWBWW|Wjfjl'W *' ^"*


CORRESPONDENCIA.
Pera. naTyp. de M. F. de Farias. i836.
R
Snrs. Redactores,
A5 foi eem fundamento que em a Quotiduma
do anuo findo N. c 34, aparecen huma corres-
pondencia do Snr. Francisco Jos Barboza contra
o Sur. Silva & Ca. a respeilo de conlas entre seu
constituinle e a caza do finado Manoel Mathias de
Freitas : a! nolou o correspondente que tendo-se
o Sur. Silva z Ca. conservado quedo nos inte-
ressesda caza do mesmo Freitas, da (|ual individa-
ttienle, fui administrador ; islo s porque tinlia
Ma despotizad, perto de 4<>:ooos'reis era moeda,
em nunca querer pagar aos credores da caza, s
depois de cinco para seis annoa que por effeto de
llie ter o Sur. Advogado Jacintlio Moreira Severiano
da Cunha tirado das mos, como Juiz de Orfos,
em pexinxa foi que o Snr. Silva & Ca. perten-
deo vergonhosanienle cobrar da caz-a de Freitas
36:fi79S285 reis vergonhosamente ; digo por que
semlo o Snr. Si iva & Ca. administrador da caza de
Frotas; figurou por tabela de Procurador contra
huma caza de <]uem era administrador. E que pa-
n s gigantescos ; Snrs. Redactores n-'5tracou o Snr.
Sd*a & Ca., para em boa paz, e descenlenieri-
I.-, ficai-liie em caza toda fisenda de Manoel Ma-
linas de Freitas ? I O Sur. Antonio da Slva & Ca.
Joo que ialeceo o dito Freitas, creio que plauejou
(uo uic nos pela serie dos factos que vou expender )
Cdzar o lilho o Snr. Jos Diogo da Silva, com a Viuva
de Felas, o q' conseguio; e pera que a Viuva ficas-
se .nais bem arranjada figurn a caza de Freitas
quebrada, ou falida ; para que d'esta arte se po-
desrfein lser trausacocus vantajozas com os Credo-
doies do dito Freitas; e para mais se capacitaren!
os meamos Credores fez ( nao sei como ) que a Viu-
va se ansti vase de aua meacio ; pori-m que nianej >,
Suib. Redactores, nao se fez para esta abstencao
nao prejudicar a Viuva aua ora ? Figurou devera
ciza de Freitas a Diogo Burn & C3. de Londres
3fi.J7ys'235 reis, e pode obter desse Ingles huma
Procuraca, dando-lhe poderes para elle Silva &
Ca., poder cobrar da caza do dito Freitas o que
esta se Ihe achasse a de ver ; e isto sem que da In-
glaterra viesse huma couta ao menos de Letra
grifa corrente extrahida doa livros de Commercio
desse mesmo Ingles; cuja Naco faz o modelo em
escripturagao commercial, arrumamento de livros,
e contabelidade; mandar-se aqu huma Procura-
cao, para se cobrar de huma caza 56:579,5285 rs.,
sem ao menos a companhar a esta Procurado huma
corita corrente de deve e hade haver, que de-
monstrasse pela credencial do Cnsul Brazileiro a
sua exactidao r Quem nao conhecer mesmo pri-
meira vista que nisto existe huma refinada sagas-
sidade ? Veio porem hum azar desmanchar os cas-
telos do Snr. Silva & Ca., efoi, que, tendo-se a
Viuva de Freitas abstido da m^ae^, habelitou-se
huma filha natural do falescido, quem dando-se
por Tutor o Sor. Franciseo Manoel d'AImeda Ca -
tanho, aproveilou.se o Snr. Silva & Ca., da boa fj
desse Sur., que nesse lempo fez, e hia lasendo ludo
quanto quena ; e por felicidade dessa infeliz menor
toma a vara de Juiz de Orfos o Snr. Jacintlio que
casualmente conslando-lhe ; que exestia huma her-
deira menor, chamou a tal admenistracao a contas
( tendo-se ja passado cio annos ) e extinguio-a na
Jornia da Lei; glosando no Snr. Silva & Ca., que
era o todo da tal admenistracao, a qua.ilia de perto
de 8:000s ; ecomo reconhecesse o Snr. Jacintlio
que, a pezar do Tutor da menor ser hum Cidado
illibadamente probo e honrado todava a sua boa
f o hia tornando victima das especulacoes em pre-
juzo notabelissi.no da infeliz menor; despeusoti-o
do encargo da Tutela; e pedio-meincarecidamente
q' a aceitasse, para me por a testa desses negocios, q*
do contrarise loruaiia enfelis, e desgranada huma
nossa patricia, q' a ter quem por ella repezenta-sc-
ella tinha huma fortuna siifrWtnto. Movido das
concideraces, que me expendeo o Snr. Jacintlio
deilhe o sim, e aceitando a sua nnuu-aca en re a
tratar do bem drssa enfebz menina. II.- iscusado
reconjar a-jui as deligencias que fez o Snr. Silva 4
Ca., para o Snr, Jaciniho, nao llie tomar contas -
e ainda mais para llie mandar passar Provizo para
elle administrar a razj por mas qualro anuos
e deixar-dhe ficar as unhas os 4'ooos de reis
em dinheiro, sem os mandar recolher ao Cofre
dos Urfios; mas o Snr. Jacintho iflexivel a re-
compensas, aludo senegou, tomoullie as contas
extmguio aadmenislragaS, e mandn que se reco-
Ihesse o dinheiro a Arca dos Orfos. eixou infelis-
mente o Snr. Jacintho a vara de Juiz de Orlaos que
foi para o Sur. Silva & Ca. huma fortuna, porque
athe agora teni podido com chicanas sustentar
ainda as unhas os 4,,'ooojs' reis sem os rccollier
ao Cofre, embargando a Serilenca de contas e
extincio da admenistracao, de maueira que agora
he, que pelo minio digno h mradissimo Snr. Dr.
Juiz de Direito do Civel, e Orfos J. J. G. de M.
Navarro, foi confirmada a sobreJita Sentcnca no
seo todo, e mandou-se recolher o dinheiro para
o Cofre dos Orfos, que ja se passou o mandado.'
Foi nesse tempo em que muito de proposito chica-
nando o Snr. Silva > Ca., e chamaudo-se ainda
admeius'rador da caza do finado Freitas smde de
Procurador do Ingles; epara nao firar lao cairo
cedeo a Procuraca em seu geuro L. A. ubourq
efaz com que este o cite, como ainda adnienisra-
dor da caza do dito finado, para hum Libello de
56.579 s'a85rs., figurando de Solicitador oSr. Felip-
pe Lopes Netto, contra a caza, o mesmo Solicitador,
que requera a favor d'ella l aalii Ihe ao encontr
Snrs. Redactores, como Tutor da infelia nossa Pa-
tricia e nao obstante leve o despejo de coufessar o
pedido atbe contra Lei expressa: nao obstante,
pusme frente do Snr. Silva

"1
2
e finalmente consegu da imparcialidade do Snr. Dr.
Juiz de Direito do Civel Navarro a Sentenca a lii-
vor da rninha Tutelada. Foi nesta occasia, que
ma'is ronheci quantos bens deve essa menina ao
Snr. Jacintho ; que a nao ser elle laO despido de
condescendencias, tinha nessa crize de perder ella
4:883^ reis; nao por que oulro qualquer Ministro
deixa-se de ser capaz de faser outro tanto, bem co-
mo e tem feito o Snr. Dr. Juiz de Direito do Civel,
e Orlaos Navarro; porem pela remocaS da tutela ;
porque a ser a cauz tratada, com outro qualquer
Tutor inerme, deixando esse de exmerilhar-se e
descutir o direito da menor, bera. poderla aconte-
cer, que o Sur. Silva & Ca. absolvesseos 42:1383$ rs.
Foi na verdade Snrs. Redactores bastante vergonho-
zo o tal Libello; por que alem de nao produzir o
Snr. Silva & Ca., pro va testemunhavel, nao Ibe
juntou hum s documento que prova izcsse ; na5
junlou caita alguiua do finado Freitas, que la) di-
vida coufessa-se; na juntou como dice ao menos
1)urna conta crrente, que extrabida loase dos Li-
tros desse Ingles em Londres, e authenticada pelo
Cnsul Brazileiro ; nao juntou ao menos alguin co-
nbecimento do qual se deduzisse que o finado Frei-
tas ouvesse recebido em algum tempo algumas la-
zendas do mesnio Ingles sua consignacaS ; nao jun-
tou certidlo de alguma factura de fazendas que ti-
vesse Freitas despachado na Alfandega do mesino
Ingles; finalmente nenhuma prova juntou eapenas
huma cunta de letra de seu lilho o Sr. Jos Diogo da
Silva, cazado boje com a Viuva de Freitas extrabida
de huns livros, que se dizeni de Freitas, mas nao
escriptus por letra deste sim por letra de hum,
pur ; quera o Sur. Silva & Ca, manduu escr-
ver. E que tal, Snrs. Redactles? Ajunte a isto a
prompta confisso do Snr. Silva & Ca., e vejan se
querem mais claro.
Para melhor conhecimento do Respeitavel Pu-
blico digue-se Snrs. Redactores levar tobem ao
prlo as raz5es finaos do advogado da menor res-
posta do Dr. Curador geral, e a Sentenca do digno
Ministre que a proferio, e a da ex tincad da ad-
menistraca, Muito embora cont o Snr. Silva ti
Ca. segundo dizem que me mostrar na Instancia
da Relajad, onde diz ter dois ou tres, Dezem-
bargadores seus amigos velaos, que fazem ludo
quauto elle mandar; eu tobem mostrai-e aoSnr.
Silva & Ca., que esses Snrs. a pozar de seren seu
amigos, nao sao capazes, uein quercrfio compro-
meter suas dignidades e honras lio verguiihozamen-
te; e quaudo o faca5 (oque muito duvido) nits-
trarei ao Snr, Silva & Ca., como a questo depois
da revista hadehir a Asserablea Geral; e euio se
palentearo couzas mais que vergonhozas a seus
Authores.
Sou Snrs. Redactores
Francisco Ludgero da Paz.
Certefico que vendo os autos de Inventario dos
bens que I carao por I alec i ment de Manoel Ma-
thias de Freitas cazado que foi com Ignacia Joa-
quina Lopes delle se mostea prestarem juramento ,
e entrarem na administraco da caza daquelle fa-
lescido, Antonio da Silva & Ca. Gaspar de Me-
nezes Vasconcellos de Drumond, e Caetano Pereira
Gonsalves da Cunha em treze de Selembro de mil
oitocentes trinla e hum lendo sido nomiados no
dia antecedente, c nos mesmoa autos se achao a
Sentencas, e resposta do Curador do theor se^-uinte
Sentenca.
Julgo extincta a Administraco nomiada ueste
Inventario, que contra a Lei tem exercitado ac-
tos que Ibe nao compelio desde w primeiro de Ou-
tnbro de mil oitocentos tcinta e dous, tempo em
que devio ter cessado os Administradores por vertu-
de da Sentenca de habelitaco a folhas em a qual
se mostra que tendo aparecido habelitada herdeira
a menor Paulina hora ao Tutor desta a queni com-
petifo todos os actos administrativos, e acc,oes ,
que competir podiao ao finado Freitas se vivo fu-
ra : e como pela indolencia do Tutor que se no-
miara, continoasem os Administradores em ac-
edes, e actos para os quaes j nao linho poderes,
demandando a devedores da caza e sendo pelos ere*
dores de mandados, do que rezultou as eunormi->si-
mas despezas, que mostra o auto de cotilas, onde
se ve, que athe, por m administraco, paga rao
Imra cont oitenla e ciuco mil e vinte rs. de diz i na
da Chancellara, por ms demandas que fizerao
em prejuizo da menor; por isso, e pelo na is que
dos autos consta, a nullando tudo quanto fizerao da
dacta da habelitaco da menor em vante mando ,
que se Ibes nao leve em conta despeza alguma feita
depois da Sentenca da sohredita habelitaco; assim
como que nao possao haver porcentos do liquido
producto da arrematacu das caixas feita por Anto-
nio Marques da Costa Soares por haver estado athe
agora esse liquido producto em poder do mesmo
arrematante sem que se recolbesse a caixa da Ad-
ministraco como se v da declaraca que fizerao
os mesmos administradores no auto de contas. Ou-
tro sim glozo tobem a quantia de duzentos Irinta e
dous mil duzentos noventa e sete rs. de porcentos ,
que extrahira d'huma compensado, que fttraS
cm Manuel de Barros Wanderlei Lina ; e em quah-
to as mais dispezas que fi/era quando legalmenle
auctorisados antes da habelitaco da menor, mando,
que legalizem as mesmas dispezas com documentos
autnticos para se Ibes poder levar em cunta ou
glozal-as tobem quaudo por Lei se Ibes nao pos-
sao a provar. E romo dos autos conste, que a me-
nor nada mais tem que dividas activas e passivas ,
e dos meamos autos se veja que punco, ou quaze
nenbum romancente Ibe podei vir ficar depois
de pagos os credures: para que se nao converta em
dispezas jadiciaes, sempre pezadas como d ex-
eiuplo as que fizerao os Administradores; auctorizo
ao rutor para poder a bem da menor iazer com os
credores toda a composicao indepeudentemente de
pleitos judiciaes em aquellas dividas que se mos-
traron por chirografos podendo athe por tranza-
coes pagar aos credores reconhecidos coni obriga-
cea, e letras dos devedores da caza, guardando
nisso a maior circunspecco a respeito da existencia
real de credores de nianeira que se nao possa duvi-
darTdeseus timlos creditorios ; visto que sopor se*
milhante maneira se poder liquidar a caza e litar
algum pequeo romancente para a mizeravel Or-
pha can contraro nao chegar o activo neni ainda
para pagamento dos credores, viudo ficar a me-
nor dezamparada : Por tanto extincta como fie a
a Administraco, mando outro sim que se rasse


mandado "para no termo de fin le qualro horas re-
colher-Se ao cofre o diubeiro liquido cora a pina de
sequestro. Rtcife odie de Jmiho de mil oilocenlos
iriula e cinco. -- Jacinto Morena Severiano da
Cunta.
Respsta,
Tal he o barulho, que nesle processo lem feito
Posoas inlerestadas em arredar do verdadeiro trilbo
da Le a foseada do finada Manoel Mathias de Frei-
las, do qual se habeiitmi lierdeira a miaba Tntella-
da menor Paulina, que nao posso deixar le lamen-*
tar a sua surte, e pugnar por seus direttos. em
obsequio ao grande Utos por quem urci dciVeiidella,
Os meus alaseies pomo, eorespeito, que tributo
as Pessoas comprometidas me poem boca boina
moi-dara e limitatido-me a sirbt-crever as jurdicas
allrgaces de folbas cento scenla e seis a fbfhas cen
lo selenla eduas appiesenla-las por o muilo hbil
Patrono do aclual Tutor' Francisco Ludgero da
Paz, cujo zelo he llobem louvavel, comoaitendi-
veis as ditas allega^des firmadas em direiio em cou-
k'.siavel s tenho a demonstrar ao Mere I i simo Sur.
Jolgador o meo estado da quesilo por a imcoutestad
correspondencia coatra os Sur*. Administradores,
que junto. Em consequeneia poi#, requeiro-, que
te dispretem os impeit. nenies embargas a lolhas
cenlo quareula e qualro e lolhas cento scenla e
lumia, mandndole cumprir a nmilo justa Sen-
tenca a folhas cenlo qnarenta e lumia, e recollu-r
ao Cofre dos Orlaos as quantias existentes em mi
do Coronel Antonio Marques da Costa Soares, e os
dosmesraos Administradores em tinte quatro lloras
com apena desequestro-Foca justujacusas 0
Curador Francisco de Paula Gomes dos Sanios.
Senlenca.
Sem embargo dos de Tullas cento quarenla e qua
tro, que mi recebo por sua materia, e Autos,
cumpra-se a Sentenca embargada procedendo-se
em ludo na forma requerida pelo Curador a lolhas
cenlo noventa ecinco. Tobem di-pre;.o os embaf-
gos a folhas cenlo scenla e hum e otando se com-
pra a Portara de folbas cento e vinte nove; e pa-
guen] huns e outros embargantes as costas que
le frem respectivas. Becife trinla de Abril de mil
oitocentos trinla e seis Jote Joaquim Gemmiano
de Maraes Navarro. Nao se cont'mha mais em dita
respsta do Curador e Sen tencas das quaea App-
larafios Administradores, eTutor removido, ruja
AppellaeaO fo recebida no el'eito devolutivo soinen-
le mandando-se execular a Senteiica. O referido
consta dos autos a que me reporto dos quaes lis pai-
sas a presente Certidlo que ra na rerdade sem con-
za qneduvida faca conferida e concertada na forma
do estillo por mini subscripta e aesignada nesla di-
ta Cidade de Sanio Antonio do Recif Provincia de
Pernambuoo aos quince das do mas te Jultra do
Auno do Nascimento de Moaso 8enhor Jess Christo
de mil oitocentos trinla e seis Dcimo quinto da In-
dependencia do Imperio do Bratil. lis escrever e as-
rigaei Francisco Joaquim Pertira de Carvalbo.
C* Jos Francisco de Sonsa Magalbes-
Cerelfico que vista dosaulos mencionados na
petcio supra seren os tiores das respostas, e Sen-
teaca pedidas por certidlo da forma maiieua.se-
guinte
Raz*
oes.
Desde que abrimos os primeiros livros de juris-
prudencia consultamos os Dios. c lemos autos ,
em que os credores demandad a seus devedores,
nao vimos anda hum Processo, em que se perteii-
desse cobrar hum debito to grande com lio mal
fundada intencao do Agente. Parece incrive], que
pessoas abalizadas de boa f >e leuha conjurado oes-
te processo para cobrar da cazi de hum linaifo, o
que osle nunca deven, s pata desherdar a huma,
miseravel Orf sombra do seu mesmo Juiz, que
mais, que ninguem dere cellar a fazenda daquella,
que perdendo sen Pal natural em tema idade, Ibe
dio a Lei no mesmo Juiz hum Pai Civil, e hum
Tutor a quem cumpre pugnar contra pe-ler-ca
lio revollaiile, e que ja mais acreditaramos, seca
mesmos autos nao estivessem clamando co6tra essaa
pessoas, cujo respeilo nos cenara a boca ..c o du-
ver nos mi obrigaste a dizer verdades ta amargas.
Parece iucriv vi, repetimos, pOrem os autos, eos
documentos que lemos a na nos nao deix.- di-
zer, se nao la tivesse relaces Comornacs cera os AutorestDio-
go Burn & Ca. nunca Ibes deveo a grande f-oinm
de conios doris, que estes demanda Aeorfaa
sua ilha, neni esla j mais seria demandada por
eiles, se este Juico conserando-5e em culposa a n-
pathia, mi i ves-e chamado a restrictas Con tas os Ad-
ministradores da caza de Freilas e os t vase deixa-
do gozar dos huidos d'essa caza a sen bel prazer.
Consta dosaulos, que linando-se Freitas a cinco,
paraseis ann-s, e engendrando se desde entfo hu-
ma Administroslo para arrecadar os seus bens, e
li (iiidaca das cotilas activas e passivas do mesmo
finado, "S Administradores, oti por el les o Sur. Sil-
va & Ca. arrecadou e conserva em si huma consi-
deravel somiua de conlos de reis de que se nao teni
querido separar em menoscabo da Lei, que nao
consenle na existencia de tal administrado, por
tanto anuos nmrmeote depois de hahehlada a K
menor por universal lierdeira d'esse finad--, cuja
heranca compete ser adminislivda por Tutor de-
baixo da nspeceio do Juico competente. Todava
oSnr. Slvaiem bastante geito, eemquanto Ilu-
da o Jui/.o cu dou deCasKi' a Viuva de freilas com
hum seu lilho como se piova da Certidlo N. pri-
niel'o. Este s fado teiia bstanle a convencer,
que sea ca/a de Frtilas estiee&se 5o eudividada, e
redusida a Viuva anltima pobrera, ja mais o Sor.
Companhia, Ibe* da: ia o seu rico filbo para cazar.
Mas em lim era necessario arratijala com o lilho,
para se a comodar com o Sur. seu sogro Adminis-
Irador, e pacifico possuidor de quauto existe da Ca-
za de Freilas. Cinco annos se pas-arafi, sem que a
Administraca, 011 por ella o Sur. Silva ciu.lasse de
liquidar ascontas da Caza aduiini.-liada com essee
Snr>. Diogo Born e & Ca. -de quera o Sor. Silva
era Correspondente e Procurador, como se DUMtra
da Prpcuraca, c correspondencia a folbas, e folhas.
F ninguem cuide que o Snr. S Iva fo omisso- Fue
bem sabia que Fraila! nada devia aos Autores seus
Correspondentes, o Consliluintes e como (vesse
cal.-do a Viuva de Freilas com o rico de-posartO do
filho, e o ex Tutor francisco Manoel de Almeida
Calanho era creatura do seu seio de ludo gosava
em Santa Paz, sem ter a quem desse salisfacoes ,
nem de quem se raaeiaes. l^go pomo que, este


4-
Juizft abr'ndo es olho, julgou extinta a Admiuis-
traca o chamando-a a contas a obrigou por a Si n-
tenca im documento N. segundo entrar com a
glande soflama de coritos de reia da heranca da R
menor para o Cofre saliio-se o Sur. Silva d* seu
.silencia e para conservar-se na posse e fnica; da
grande .-omina grilou as Armas, e acudindo-lheos
seus AUiletas devidio enlre elles os t rabal los, e cada
bnm dos sem loinou conla da sua tarefa, afim de
deslierJar a R menor por o honesto meio de lhe
cobrar essa grande soturna de eolitos de reis articu-
lada no Liheilo a folhas, E uinguem se persuada ,
que esse cubedal demandado se procura adquirir pa-
ra os Amores de Londres, o Sur. Silva tem mesmo
em sua caza quem n receba e lhe d quitaca. Sua
Nora sen ti i lio sao uestes autos os ocultos Diogo
Buril & Ca. Londrino Pernambucano .-por
quem o Snr. Silva se empenha. Cumpre-nos agora
desliar esta miada em cuja tarefa mostraremos a
mesma Prooura^aS, c correspondencia dos Autores
dirigida ao Snr. Silva o qual para figurar no tra-
ma de Autores, e de Reo, ceden a pi imazia da Pro
curaco a folhas ao Snr. Luis Amavel Dubourcq ,
que lie sen geni'o, como se prova da Cerlidao N.
terceiro servindo-lhe lie Palhaco o Sur. Lopes Net-
to. Estando as>iin diapostas as couzas e lend* o
Sur, Silva e & Ca. ara representar de Autores o
teu genio Dubourcq, e o Solicitador Netto, llies
ordenou que o demandassem como Administra-
dor da Caza de Frenas para lhe caber a ves de con-
fpcar a divida e depois cbrala de si mesmo, e
iara si mesmo sem o menor desembolco como de
hoto bia sucedendo se o bonrado Tutor Fraurisco
Ludgoro da Paz atilborixado por o termo em o do-
cumento N. qnaiio I lie na5 eabisse ao encontr,
tanto na Conciliacao a folbas como na cota confes-
tliva do sen Advugado a folbas : e ludo islo depois,
e muilo depois de ter sido por a Senlenca em docu-
mento N. segundo, jolgada por extinta a Admi-
nislraca: Adm.uislraca lano e do Sur, Silva &
Ca., que alera de ser elle o nico que teve em sen
poder os Livi'os, papis, dinheiros e tudo o que
deixando o in.ido Freitas, pretence R menor,
sua universal herdetra fo elle o nico que com-
parecen na Conciliario a folbas, mandou pelo Ad-
vugado confecar a divida, entrando os nomes dos
inais Administradores como o de Pilatos no Credo,
como se musir em documento N. c quinto pro-
vando-se desta carta sem a menor conlestacaS, que
sobre nio exislirem na Caza administrada documen-
tos a provar a grande divida de Freitas a Diogo Burn
& Ca. o Sur. Silva i Ca. e o sen ranxo sao os
gerentes da admmistracio e osCredores demandan-
tes da li menor, como laobein se prova por os do-
cumentos N. sexto e stimo. Tal he Snr. Jul-
gador (i procedimento dessa Administrado ; qual o
disse o Curador, e V. S. mesmo o Julgou por ulti-
ma Senten^a em documento N. c oitavo. Haja vis-
ta a carta em docurmmlo N. e nove, com o qual
se prova, que a conla dos Autores com o finado
Freitas'yttio foi laucada por este em sun vida e em
seus Livros porem por o Guarda Livros da Admi-
nistraco, ou Guarda Livros do Snr. Silva & Ca.;
o firmando esse Guarda Livro nao estarem escrip-
turados os Livros do dilo finado mercantilmente.
Tempo he Snr. Julgador, de pttssar-mos huma re-
Tisla aos documentos com que os Autores preten-
den! provar o sen grande crdito contra o finado
Pai da R menor. Lde com allenco. Temos em
primeiro lugar a cunta apelidada corrsnle de folhas
treze a folbas deseste, gire nenliuraa f tem tin-
to por se intitular copia sem original, como por
ser escripia por Joze Diogo da Silva fijlm do Snr.
Silva, cazado com a Viuva de Freitas, sem f, e
assignada por o mesmo Procurador Dubourcq, a
cuja copia, a Lei nao d ser, nem crdito algum
em Juiso, e menos consta ter sido ella ex l rali da
dos Livros do finado Freitas, e segundo se collige
da caria N. nove, so poderia ser copiada do Ian-
camonlo, que confeca ter o Guarda Livros Antonio
da Silva Guimares, feito nos Livros daAdminis-
Iraoo, sem duvida por assjm Ibeo mandar o Snr.
Silva. Tfiobem nao piova as inmundas copias das
apellis dos Seguros a folhas, e folhas pois que na-
da obstante, e dizer nellas, que os Autores os fizc-
ra porordem de Freitas, naS moslraS asearlas de
Freitas, em que taes feguros lhe ordenaste fazer,
lar.to n.ais por que anda que taes ordens apresen-
tassem rom ellas provariad que Freitas I lies ha-
va remet ido Ouxas de Assuear equetmha fun-
dos seus em Londres no poder dos Autores, e ne-
uhum documento apresentao estes, de remessas de
fazendas e fundos seus di Prnca de Londres para
Freitas em Periianiburo nem finalmente aprsen-
lo as originaes correspondencias entre si e o dito
Freitas. Comspondencias, que devino existir en-
tre os Livros, e papis de Freitas entregues a Ad-
minislraca; assim como as originaes Cartas de
Freitas deveriao existir em Londres e lelas os Au-
tores remet ido para se jimlarem a estes autos, qu-
do rcmetteraS as cuntas de folhas cento e dez a fo-
lhas cento e doze, que beni mostrad porsi sua novi-
dade seren copias das que os seus agentes Silva &
Ca. e sen ranxo daqui lhe remelterao quando em
Agosto de mil oitucenlos trinla e cinco, se Ibes
impuguou as inmundas copias, e por o despacho a
folhas Tinte e oilo se Ibes ordenou, que juntassem
os originaes, resultando da falta de cumprimento
deste prroeilo judicial a prova evidente de nao le-
rem elles essas originaes Cillas de Freitas cujas
copias nada provto e ne.ihum crdito se deve
dar a es. as copias de coritas j.inlasafinal por seren
datadas em Londres, donde se transportaras a este
EUtrangeiro Imperio sem authenlica do respectivo
Cnsul, que as acredite por verdadeiras. Em Direi-
to de nada valem as coritas, e cartas exlrabidas de
livros to indigestos, como os (pie se a presentaras ,
para o termo de comparcciiuenlo a folhas trinta e
tres, cuja escripluracaS, afirma o Guarda Livros
Silva Guimares em sua Carla em documento N.
nono, nao achar-se mercan til mente fela. Os Auto-
res nao prova rao de modo algum seren pc-ssoas de
boa f, e eslima que elige Mello Freir no Livro
quarto titulo desoilo pargrafo dcimo terceiro,
para que os seus escriplos particulares faca ineia
prova, quando a pieseulaS os seos livros em Juizo ,
eelle nem ao menos a presentaraS o original cor-
respondencia. Nao provaraS ser Mercadores da
Classe dos que a Lei d esse meio Crdito aos seus
livros, que devem ter as qualidades referidas por
o mesmo Mello Freir Livro primeiro, titulo oi-
tavo pargrafo trinla cuja doutrina deixamoS de
transcrever, por eslarmos certos, de que o Snr.
Julgador, tem mui recente a memoria desta ligio
sobre os Livros Commerciaes, que em verdade nao
sao, nem se parecen com os que se a presenta-
ras f e relalaraS no termo a folhas trinta e tres cu-
jo crdito he neuhum. Do mesmo quilate sao as
copias das cartas de folhas cincoeuta e quatro -' f"
Ibas setenta, esele, cujos originaes se nao a piescii-


tara, nem ao rueos se copiara por nteiro, nem
consta que estivessem assignadaspor Freitas, e todos
estes documentos lem contra si a disposica da Lei
explicada por Mello Freir livro quarlo titulo
desuo pargrafo oilavo ibi- Soleme proba! ins-
trumenlum publicum orignale, seu authenticoin;
nam exemplo non credilur, si prima scriptura de-
est. Oideuaco Livro terceiro, titulo secenta in
principio ; nec salficit, cjuod a Notario transsump-
tuin dicatur, cun lcele pussit scripluram adulte-
rinain pro autheiilica habere-Da Magistral expli-
cacjo de.-.ta Lei, claramente so ve que as copias das
inesmas Escripturas pubcas e authenticas nao
pn.vu sem asoriginaes, ainda que transcriptas se
jo por Notarios Pblicos por se podcrem estes em-
ganar, em julgar por autlienlica huma Esoriptura
falsa : como sem menoscabar a fe dosTabeliaes que
transcrevern os conlroversos, podemos a firmar
com dito Mello Freir, que esses Livros, de que
elles as extrahiro nao sao os Comnierciaes exigi-
dos em irc-ito segundo o que se verificou no ter-
mo a folhas trinta etres, e o confirma o Guarda
Livros na carta em documento N. nove. Nem se
diga ex adverso, que a Carta de Freitas copiada a
foihas setenta e huma verso verbia Snr.s, Diog<
Blirn & Ca. Pernanibuco trew de Abril de mil
oitocenlos trinta e u:n -- brevemente responderei a
todas as suas Carta-* receidas, inclusive que me
incida a minba couta--Dezejo-lhe todas as venturas
por ser &c. Faz prova contra a R menor sua
ti I ha ; por que alem de mutilada nao assignada por
Freitas e extrahida des3es mesnios Livros sem ori-
ginaes, e sem le, a excecio de ter recebido a aua
conla nao o mostra devedor aos Autores c he de
presumir que o saldo fosse a seu favor, einconse-
queucia das caixas, que lhe havia remettido. Final-
mente os Autores, ou por elle o Snr. Silva & Ca. ,
estiveru sempre ta alheio? do que dev,ja5 pedir por
saldo a Caza de Freitas que na facca do Inventario
( obra prima do Snr. Silva ), fez este na qualidade
de Procurador dos Autores que a Viuva declarasse
dever o seu cazal aos ditos Autores a quantia de
quarenla c dois contos oitocento e oitenta e tres mil
reis, quantia muito superior a de reis trinta eseis
contos quinhentos setenta e nove mil duzentos e oi-
tenta e cinco demandados no Libello, e contas as fo-
lhas, e folhas. Tal he o estado de duvida em que
sempre lem laborado os Autores, o os seus Agentes ,
sobre o que demandao R menor herdeira de Frei-
tas, sem que j niais provaasem como lliea ciim-
pria o articulado em seu Libello com testemunhas,
e de nada prestarcm as suas contas, e documentos
carecidos de originaos. E- carecidos de prova e de accao contra a R menor,
que deve ser absolvida e condemnados os Autores
as custas enitres.lobros propeter malitiosa como
dispe a Ordenaco Livro terceiro titulo trinta e qua-
tro no fim do principio, titulo secenta e seis princi-
pio. Pelo contrario tern a R menor provado a sua
nlenca articulada na Reconvenca a folhas noven-
ta e cinco verso, com a espontanea confica dos mes-
mos Rsconviudos earazahe, por que confecan-
do elles no art. sexto do seu Libello a folhas treze
terem recebido depois da morle de Freitaa gneros
dosle, e que o liquido redusira a quantia de quaren-
ta e dois contos oitocenlos e oitenta e tres mil reis,
para a de Reis trinta e seis contos quinhentos setenta
e nove mil duzentos eoitenta e cinco reis, a redu-
ca he sem a menor duvida a quantia de Res seis
contos trezentos tres mil selecentos equinze reis que
o* Reconvindos nesse artigo confeca ter em si per.
tencente a heranca da menor Reconvinte, e como
os Autores nao provassem que o finado Freitas lhe
devele a grande somina de contos, que sem prova
lhe demandao, acha-se cabalmente convencidos,
por a sua propria confica seren devedores a Re-
convinte dessa quantia que ella Ibes demanda na
Reconvenci, e espera se lhe julgue competir con-
tra os Reconvindos, sendo tiobem estes condemna-
dos, alem desse liquido, nos uros Comnierciaes,
as perdas, e dainos, provenientes do empate des-
se liquido em seu poder, segundo se liquidar na exe-
cuello daSontenca, e as custas da uiesma Recon-
venci. E isto por ser a confelo espontanea dos
mesmos Reconvindos, a mellior prova que a R
cmvinte, poderia produzir a seu favor Mello
Freir Livro quarto, titulo vinte, pargrafo pri.
nieiro ibi Confessio precipiceis probatiouis mo-
dus &c. nihil a hied esl, quam asseveratio ejus
quod ab adversario inteitur. Dividitur in ve-
ram qud exprensis verbis, et delibralo animo ab
homo nifit &c. &e. esta primeira Classe he a
confica dos Reconvindos no sexto artigo do seu Li-
bello a folhas treze, nao restando por isso duvida,
dedeverem ser condemnados na confiscada quantia
liquida, no mais que Ibes demanda a Reconvinte s=
Faca-se Justica e Custas ~ Paula.
Jtesposta do Curador,
Luiz A. Dubourcq principal Procurador neata
demanda lie genro de Antonio da Silva & Ca. huta
dos Administradores da Caza de Freitaa : suspeitos
sao hum, e outro ; e incompetente o segundo pa-
ra ser demandado pela divida, por quanlo foi ex-
tinta a Adminislraca, e pela Orla habelitada s
deve figurar o Tutor : incompetente he Antonio da
Silva, esuspeito-, pelo que Ho vale a confica a
folhas. Embora, se procure por huma melalizica
muito subtil separar o Administrador Silva do
Silva Pai de Joze Diogo da Silva, sogro de Dubo-
urcq sogro da Viuva de Freitas, todos sabem qui-
to os lacos, e relaces de pareu'esco de Silva Pai,
e sogro devem do influir em Silva Administrador :
Administrador que nao obelante j estar extinta a
adminislraca lem manifestado repugnancia em
exibir o que Orla perlence. Nao valle pois a con-
fica porque Silva he suspeito, e ucompetente ,
e nenhum enteresse tem na guarda dos beus da mi-
seravel Orf : nao valle a confica por que devendo
ser dada pela AdminUtraca, que se compe de Irez,
o Snr. Silva foi o nico que a deo, o que se prova da
carta a follia cento trinta e huma de hum dos Ad-
ministradores Caelano Pereira Goncalves da Cunha,
aqu.il eu recomend a concideraca do Sabio Juiz.
Nao valle a conlico por que nao est em termos
legaes. eve ser reduzida a hum termo assignado
pdos trez Administradores. Nao est provada a di-
vida: primeiro por que ella nao consta dos Livros
de Freitas, o que bem se prova pela Carta a Iblbas
cento trinta e oitodo Guarda Livros do mesmo l'rei-
tas, em a qual elle declara que as coritas fora lan-
zadas depois do falescimento de Freitaa, e por or-
dem de Silva &Ca., e acrescenta que essas contas
nao esto Janeadas mercantilmente: segundo, poi-
que a Admiuistraca nem a presenta os Livros d


Freilas, era ao menos as paginas em que esto
lancadas asconlas; a pezar do requerimenlo do Tu-
tor a follias. Nec integerationern liber eJendus, sed
ille lantuiu pagina inqua rationes continentem de
quibus quartis mot aSluk : terceiro nao est pro-
vada a divida por que os Autores nao a presentaras
os originaes dessas confusas copias que ajuntaraS;
eem Juizo s provaS o originaes, e nao copias,'
lanto mais que cssas que se a presentas eslo cheias
de entrelinlias: quarto, nao est provada a divida,
por que as contas dos Autores, nao consto do Iu-
veniano do Cazal de Freitas. Avista disto, e de tu-
do o mais que dMerfo o Tutor, Patrono da Orf
eoque spiir a inteligencia do honrado Juiz, es-
pero que a miseravel triunfe de lautos heos e injus-
ticaa. Fac solit Jubt. -. e Gustas O Promotor
rublico-.JNabuco de Araujo.
Sentcnca.

Vistos estes autos &c. Pedem os Autores Diogo
Nurn & La. era seu Libello a follias doze aos Reos
Administradores da Laza de Manoel Mathias de Frei-
las e ao Tutor da menor Paulina habelitada por
I ha e universal herdeira do mesmoFreitas, a qu-
tia de res trinta eseis contos quinhentos setenta e
nove mil duzentos e oitenta e cinco por saldo de
suas contas afolhas, e folhas. Os Reos Administra-
dores tendo a folhs desenove cantrariado por riega-
cao confecaS a folhas cenlo e trese o Saldo que de-
mandas os Autores, e requerem se mande lavrar
termo desua confiero para serem condemnados de
pieceito; oque sobre ser Ilegal por ser verdade
aos Administ.adores tranzigir amigavelmenfe sobre
negocios da AdministracaS, em que elles carecem
do Direito de propnedade para poderem ceJer os
ditos Reos j na sa Administradores da referida
aza desde onze de Junho de mil oitocentos trinta e
cinco em que pela Sentenca a folhas cento e vinte e
cinco se jujgou extinta essa Administraco, compe-
tmdo somente R menor, e por ella o seu Tutor
todas as accoes pro, e'contra Freitas &c. Defende
se a Be menor por seu Tutor con. a materia de m,
contranedade a folhas vinte, e folhas novent, e
quatro; e pede na Reconvengo a folhas noventa *
cinco verso, que os Autores Reconvindos l|,e pa.
guem a quanlia de reis seis contos tresentos e hez
mil setecentoa equinze, que os Autores no sextj
artigo do seu Libello a folhas treza confecaS ser o
liquido das Laixas de assucar por elle receidas em
Londres depois da raerte de Freitas. Os Autores
nao provaraS, como Ibes cumpria o seu Libello
por que naS juntaraS ai originaes correspondencia
entre a jsua, a a Caza de Freitas : os Livros deste
nao estao mercantilmente rubricados e escriplos
corao dos autos consta ; e em direito nao prova li-
vros, netn contas t. anlemercantis, como as que
juntarao os Autores, cujas allegacSes, e documen-
tos so contra elles fazem prova. Por tanto e pelo
ma.s dos autos e Direito cora que me conformo, jul-
go carecerem os Autores da presente accaS contra a
Laza do finado recitas cuja herdeira menor al.,
solvoje aos Autores Reconvindos condemno a pa-
garem a R menor a quantia de reis seis contos tie-
sentos etrez mil setecentos equinze, liquido das
Cairas que elles confecaS ter recebido em Londres
depow da morte de Freitas, nos juros commerciaes
tiesta quantia a contar da conleslacao da Lide at
osen real embolen, e paguem os mesmos Autores
as cusas. ReCIfe trinta de Junho de rail oitocentos
U-inta eseis--Joze Joaquim Geminianno de Moraes
Navarro. Nada inais se continha era ditas razSes
resposla ,e Sentenca, que en FscnvSo noprmci'
p.o deaie declarado fielmente 61 passar por certklao
dos proprms aqu. me reporto e vai sem couza que
dunda laca conferida e concertada e por mira
subscripta e assignada nesta Cidade do Recita de Per-
na.nbuco aos quatorze de Julho de mil oitocentos
trinta eseis. O subscrevi eassignei, em f de verda-
de e L. Joao Francisco Reges comieo Manoel
Antonio Lolho de Oliveira. 6
Pcrn. naTyp. de M. F. de Farias. i33(>.
-,


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