Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05729


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Full Text
"1
ANNO DE 1836. TERA- FEIUA
23 DE AGOSTO N.J82.
Prrwakiiooo, m Tvr.mi M. I". .{ F.n. 1836.
DIAS DA SEMANA.
W Segunda S. Thimoteo M. Aud. don Jnize*. do Cr.
de m. e de C se, da Tliezouraria Publica c
Chae, de t.
53 Terca je|. S. Pelippt B. Re. de ra. aud. do J. de
O. de t.
SI Quarta 0 f. Bartholomco A |>.
25 Quinta S. Luiz Re de F. Re. de m. aud. do J. do
C. de m. e Chae- de t.
26 Sexta S. Zcferino P es. da Th. P. aud- do J. de
t). He t. La ch. a' I h. e 45 m. da t.
?7 Sflha.lo S. .Joze de Calazaes Re. de m. e aud. do
V. G. de t. Mi Olinda.
23 Domingo O Sigrado Corac.au de Mara.
Tudo agora depende 8 nos inesmos da nossa prq
llenen, iiioilr.ragao, e eiierc'a.'continnenlo como
principiamos, e aeremna aftatadoi coi t.\miu-
cao entre as Nacjoas mai cultas.
Proclamiifio da Jitrmblta Oernl Brattl
Snlmcreve-iie a lOOOr. mensae pago adiantados
nema I' \ | 11... i afta, ra das Crnzes I). .3, e eba ca mdepeudcncia H. 37 e 35 : onde e receliem
correspondencias le{iilisa*as.e annuiit ios: i menu-
do tatf* rralis eudo dos proprios aiiaiitei>,
e rindo usuicnadoa.. ,
CAMBIOS.
, agosto 21.
iOndres 36 Os. St. poi l cid. ou prata a .r>0 por
cont a premi Nomina.
Lisboa 55 por |o premi, por meta!. Sota.
Franca 260 -'-'t Us. por Trauco
Rio de Jan. 6 p. c- dc.prera.
Moedaa de 5..400 IS..500 l'i.,4no
4000 6..?OOa69O0
Peaoa r440
I'rtMiilo da prata 50 p. c.
da* lettras. por me I 3poro|o
Cobre 25 por cerno de descomo
"ARTIDA DOS CORHR10S.
Olinda _Todos os dias ao meio da.
Qoiapa, Alhandra. I'araiba, Villa do Conde, Mo-
iiianstia"pe. Piar, Rea! di- S. Joo. Hrejo d'Areia,
Rain ha, Pombal. Nora de Sou xa, Cidade do Natal,
Vi Mus de Bolanninha, e Nova da Prineeaa, Cidade
da Fortaleza, Villas do Ainnr*, Monte mor mu,
AracaO Caicavel^Canind, (irania. Imperatris,
8- Bernardo, S. Joaodo Principe. Sobrar, Novad'
ElKe.v, lc, S. Matheus. Hcicbodo tangoe, S.
Antonio do Jardiin, Qncxeraniniim. e Panmlii a
Segundase Sexta* feir* ao meio 'u por via dj
Paraiha, SantffAnlSoToda a* quinta* feiraa a<*
meio da. Garaiibuiis, e Bonito no .lias 10 e 4.1
de rada mea ao meio da. Floreno dia I3de
cada iiil'z ao meio da. Cabo. Serlnliaem, Rio For*
mozo, e Porto Calvo nos dias 1, 11 e *1 de cada
mu.
PARTE OFFICIAL.
RIO DE JANEIRO.
AS.SEMBLEi GBRAL LEGISLATIVA.
SENADO
Sessa de 16 de Jun *o.
Presidencia do Si, Bento Barroso Pereira.
Dio onze horas, e nao se echando pie-
sents se nij 3 Senado.es, o P.esidente
declara que se vai dar execuco ao regi-
mento. ...
O segundo Secretario procede a rna
marla, everifica-se charein se pre-cnles
osseguintes Senadores-. Barroso Per* ira,
Conde de Valenca, V.isronde de Congo-
nhas, Visconle doRio Vtroielho, Velas-
ques, M. de Caravellas, Omeiro de Cam-
pos, Rodrigues de Carvalho, Almeida e
Silva, Cunta Vasconcello*, Rodrigues
deAod-ade, Montero de Barros, Ver-
goeiro, Borges, M. de Marica, Custodio
Dias, M de Inhambupe, Conde da Lages,
M. de Palma, Saturnino, Tinoco, M.
de>aranagu e Costa Baos. Falla por
impedido o Exm. Sor. Diogo Antonio
Feij; com causa d* Siir's. VI. de IWba-
cena^V. da Pedra Branca, V. d-- Ca.t,
Jote Josquim de Carvalh", Aguar, Albo
querque Maranha, Soladade, V. de S..
Leopoldo, e Paula eS>u/.a\ e em cay-a
M. de Bep-ndy. D. tfuno, Alencar, E
viugelista, Kei reir de Me;lo, Mairink,
Almeida Albuquerqae, Paes 'e Andiade,
U iveira, Bara de Itp-.'i e Malla Bacel-.
ar. O Presidente conv da os Senadores
membros de CommUses a tialiallj.rein ,
em seus gabinetes, e Uvantl a sejsa.
CMARA DOS KPUTADOS.
Sessa de 16 de Junhq.
Presidencia do Sr. Arujo Lima.
Peipsi o horas da ni nh procede-se
chamada dos Depolado-, e logo que se te-
uiiem em numero 1 gal, o Presdanle de,
clara aberUJJ sessa, e lendo-se a acia da
antecedenle, ficaapprovarla.
O i. Secretario d conta do expedien-
te.
Entra em di.cussa o segumte pare-
cer:
A Comissa de Constituica, quem
f presente a indicaca inclusa do Sur.
Vtscoetltoi, entende que nnhum iu-
conveoienie* ha em sor appiovada a la
metera, que te reduz a hum lequ^rimen-
to da ntureta de outros muitos admitti-
dos t> dos os ni-is na casa, e conformes aos
usos della ; por is-u he de parecer que a
dita indicaco entre em diacussaS redimi-
da pelo modo siguinte: -Que se pega
ao Govtrno copia do decreto, pelo qual
Ib i losperjao hu n Juif iln Paz deta Corte,
que recuaou aceitar denuncia He hum pe-
ridico publicado na Cidade de Nitlierohy
com os documentos que fundamentala o
dilo decreto, e as demais iafotmacts que
puder prestar a tal respeito.
Pago da Cmara dos Depata lo, 9
deJuuho dei85G--C. J. de A. Vianna.
M. J. de Mello e Snua.-H. H. Car-
neiro I ci.
He posto a votos e approvado.
Entra em discussa5 outro parecer 'da
misma (Jomuns-a, sobre o requerimen-
lo em que'Manoel Eliffs de Mnura allega
que tendo sido praticante da Intendencia
daMarinha de Pernombuco >em venci
ment a'gum, e depois successivametite
Esoriva, e Almoxarife da liba de Ferj-i-
do, Bqpu por lim desern prega do, em
consequencrf de su* tt-r suprimido aquel-
la Rf|iartica6; e.repre-enti muis que na
Alfandega da dila Pi*ovinoa esla arcu-
muhdus em hum s individuo os i.(leos
de Esi riva dmela da abertura, descarga
e despacho das f.i/endas, e pt-de em con.s--
quancia a e-ta Augusta Cmara m nde
conferir Ihe hum d dit s em(iivgos: a
Comm ss- conclue que na8 tem lugar o
dif--rimento do SuppCanle.
He posto a votos e dpproVado.
Ordem do dia.
Conlinua l tli-cuss^o da lei da fixaco
de forcaa de ten a e eitiefids a potadas.
O Sur. Mai lim Fiancisco eoola a da-
cussa, ie-pondeiido ki ob-epa 5es, (pie
firera o Snr. Ministro dos N gfl|U".s l>
Irangeiros, quando a-cusu a r^rpOMgo
dest> Cmara de querer desoigan Sil' o.
Giverno. i) nobre oradtor t urta a .-u -
t ntar a sua. apinind m btv a difnicafi (jee
dera do que eia turca armada, edemori.--
tratido >quf, qualquer que .sia e.-'a fue*
armada, ella deve ft^ar a di.-posic-<5 do
Gotemo Geral. Trata do que .-e dis-e
a rcapajto dos Mu stti iris transaclt), du
'que alguna de.ises Ministros pra I ca-
rao, e do que Be fez eia 30 de Julho de
i83' ; discone sobre ala<|ues platicados
peala Cidade, quando se ariombirao ty-
pographias, se atacara casas de cidados,
se quebrari'5 vidracis esealacou a casa
da Sociedade Militar, sendo de opin'a
que tudo isto foi feito p:r ordem Ho G"-
veruo... Depois de aigunun ebseevay-
rs sobre o Ministerio actual, qu nao Ihe
mereceu a sua confiama, declara que nao
vota por propost^ a'guma doGovernoem
qnanio us5 vir hum Ministerio bem orga-
nizado.
O Sr. Rdfael de Carvalho passa a dar
explicaces ao que havia dito na sessa5 an-
terior.
O Snr. Limpo deAbreu diz que muito
sent que boje ti vesse vindo hum p'mco
mais tarde eiu6 podesse ouvir todo o dis-
curso de hura nobre Deputado que pr-
meiro fallou nesta discussa, paia res-
p nder a tudas asparles do sea discurso.
O nobre Deputado a qmm se refere fize-
ra a arguicaS de hum IVIinis|iio, que j
nao existe, quando disse que por ordem
do Governo se p>alicara5 actos injustos,
como a quebia de vidracas, e de typ"gia.-
phias; que el'e (Depulado) nao sabe para,
que fim fora trazidos estes actos 5 que
est persuadido que nao lo a pata fazer
a censura do ai tual Ministerio, porque
ntnhum do-membros der,ueelle si'com-
flfe agota compunba o Minisleu'e de en-
1*6 : txhez que nesta casa baja quem me-
Ihor pudts^e responder ait.'uica5 que se
litera, masque desafia o mine Deputa-
do a que aprsenle documentos com c
quaes possa proar que o Governo ati-
lorisou esses actos; que e-t persuadido
que o< nao poder provar; ao conlraiio,
^ntes .-e pulei mo.-i.. 1 rju o Governo
lancoif mao d>' t dos os mcios iiis -pro-
prios para vi'ar todas es-as commoc5 s
populares) que est por.tirito firmemen-
te convencid', q-e nao (b'-xacto o no-
bre Deputado, ijtian 'o disse pie todos es
s(Bi ictOd fora pe pairados por ordem do
G viruo.cV &c. etc.
OS^r. Paianlios fiz alcurflss observa-
Ce.s opinia daquelles D- pillador, que
tem dt< laiado votar contra a lei que se
disaute, por i^teiem conianca no Go-
verno.
Pelo n co da annuncia-se achar-sc na
sal. i.xm data o Snr. Ministro da Man-
dila ; e num>a do o Sur. Pnsidente a
DejuiUiaf para o ereber ri forma'dade
do estilo, he iutrodozido na Cmara, or-
cupa o conipfteuts lugar dreita do
Presidente, e le a .- guite propoata :
Augustos e Dignisiiucs Snrs, Repre-
sentantes da Nado.
Resultando m-oiite.-tav-1 it lidade
deseiem o Bei VICOS filos Nag^ premi*
ados, logo que leconheciaoa fon ni ; e
sendo de maior infallib Ida le e la.il < las-
sWicaca os daquelles militares que (Ierra*
mar'5 stn sangue pela observancia di lei
edefeta da patria, convindo de mais es-
ta beleter rrgras invariaveis, para que o
teiimento da mesma giavidude obtenha
em lodos os lempos ?. rcc.raa ice nnpensa,
e 11.10 Ha obligado a sollicitat hima lar- |
dia remunrracSo aquelle que briosimen-
te arriscou "seus dia-, everleu o sangue
nosagrado desempeuuo dos mais a.'peos
deveres que a sociedade itnpe, venho
por ordem do Regente, em ame do Im-
perador o Snr. D. Pedro II, apresentar
a e.-ta Augusta Cmara a seguinte.pro-
posta :
Art. 1. Todo o combteme, que,
perterendo equipagem de qualquer na-
vio de guerra, lor ferido em aegio, re-
cebera, emquanto viver, huma pensaS re-
gulada, segundos granv.dade do ferimen-
to, da maneira seguiote :
1. Oque lor mutilado de mais de
metade de perna ou braco, ou que da
ftida Ihe resulte cegueira, tei pensao
igual ao dobro do sold.
2. N' excedendo a mutilagaS a
metade de perna ou braco, ou havendo
perda de hum dos olhos, sei a pennaS i-
gual a sold e meio.
* 3. Havendo aleji5 completo de
braco ou perna, ou outro que seja equi-
valente, a pi'ii-ao igualar O sold. ,,
4 Em caso de fenda grave e com-
plicada, ou defeiida que prive de algum
movimiuto. metade do sold.
5. Ftidas simpbs cm que haja
perda de sangoe, a pt-ns5 igualar ai
quarta parte dosoldo.
Ait. 1. Aqueles rombatentes que
recebeiem maior numero defetidasdas
speriiadas no art. precedente, ou que
recibiera estas, prest co extraordinario, e de grande transcen-
dem ia, p dtm, ainla depois de agracia-
dos, romo tica detei minado, alt anear mai-
or pensao, em logar da ol tda, dependen-
do poieiD, nesle raso, da approvacaS da
As-emblea Geral Legisla1 iva.
Art. 3. As f< ridas ser classificad is
por huma ('ommissa compo>ta doCirur-
gia Mor da Armada, e mais quatro Ci-
rurgies da mesma, pudendo na falta
desles chara ir-.>e outr-, que tenha os es-
liidcs das novas escolas de meo'ic na \ os
quaes especificars todas ascirrunslancias"
do ferimen (o, e ijual o re-ultado final.
Esta Commiss s r presidida por Ir.nii
Ofcal Sop.Ti.or da Armada, e servir
dt Se. letario oVogal mais moderno.
Ait. 4. Asviuvas, filos menores de
vate e luui anno, lilbas e tniis dos Offi-
cias que m'lu' ni em combate, ou ern
c.insequerii ia das le idas nelle lctbdas,
dfvera percelur o sold por ititeiro
dos'le'pectivos maridos, paia, e filhos.
f
Art. 5. Qu.ilqmr combatente que
Se adiar comprebendido nos flig s pre-
cedeotes, oleaba mens de dez rail ieis
tiiensaes, ser considerado com este sold,
pira se Site determinar a pen-n.
V' Plido do Rio de Janeiro, em i
r
f
1
i
,
v



\
2
DIARIO DfiPERNAMBUCO.
S

de Junho de i836. Salvador Jos M-
cel B II-
Depois da leitura retira-se o Sr. Mi-
nistro cora a mesma furraalidade com que
entrou e a proposta he remetida C-
n.issio de atarinha Guerra.
Continuando a discussio da fixacio das
orcaa de trra, o Sr. Calmon responde
s o'iservates do Sr. Limpo de Abreu ,
e a materia d-se por sufiicienteinento
discutida.
l'e-se a votos o primeiro artigo e o
dous paragraphos da proposta salvas as
emendas, e sao approvado* por 49 roto.
He posta a votos a emenda da Commis-
sao e nao fe appiova ; em consequencia
fica prejudicada a emenda do Sr. Ferrei-
ra da Vejga.
le oT.-reciJa votacfo a emenda do Sr.
Araujo Vianna que determina que o re-
crutamento se faca segando a lei de 6 de
Outu 1)1 o &ct. 8 be apprrfvaia por 4*>
?otos.
He igualmente spprovada a emenda do
Sr. Vasconcelos em adJiantamento ao
paragrapbo i. do art. i. que de-
clara que as divisos do Rio Doce de Mi-
nas Geracs Pedestres do Espirito Santo,
e Companlas de Ligeiro do Maranhio ,
fic o perteocendo A Governo Cecal, Se.
Todas as outras emendas :o regeita-
das ioclusive huma emenda do Sr. P-
rannos apresentda nesta sestio.
Entra em discussio o artigo *. com a
emenda da Corara ia>io.
** As vagss dos coi pos de qae trata o
artigo precedente, serio preencmdas coro
officiaes tirados dasclaases dos avulsos, e
de graduaco igual das vagas que hou-
verem : em circunstancias extraoid'na-
rias e na falta de individuos tdoneos pa-
ra oceuparem as ditas vagas, Govero
fica autorisado a promover os que focem
necessarios desde ja para o postosim-
mediatos: ficando prohibida era eircuns-
taociis ordinalias a protnocio e passagem
para os postos de segundos Teen te de
Artilheria e Eugenheii os a individuos
que nlo tiverem completado os estudoa
prescriptos pelas lei.
Emenda da Commsfo apoiada :
Supprima-se o artigo 2.
Sem debate he reprovada a emenda da
Comrnis<-io ; sendo submeUido o artigo a
votos, be tambera regeitado.
Continua a discussio do artigo 3.
n O Governo fi a aotorifado a conce-
der desde j huma gratificacio de campa-
uha da terca paite do respectivo sold,
alero dos roaia vencimentos, a todos o*
individuos qua marcharen as expedices
dirigidas a qualquer ponto do Imperio.
He approvado sem dbate.
seguirte artigo 4 tambom he sppro-
vado sera debate bem como a emenda da
Comroissio.
A't. 4. Fica igualmente aulorisalo
a conceder licencas com vencitnenlo de
tempo meio soldj ao* offioiaes avulsos
que, sendo desnecessai ios toseivico, as-
siui o quixerem.
Emenda da CommiVio : E por essas
licencas nenhuns emolumentos pagara os
licenciado-.
O arligo 5 proposio paja Comroissio
mandando desligar daRepartiiio da Guer-
ia pasaando p4ra a Adiiiinistiveio Pro-
vincial asDivises do Rio Doce da Pro-
vincia de Minas Geraes, as rluas rompa-
ohias de Li^eiros do Maranlii. e os Pedes-
ties do Espirito Santo t be julgado prtju-
dicado.
lie approvado o art:go 6.*, pro posto
pela Commissio, que diz r As disposi-
ces do artigo -x da Ui de a6 de A^ust
de i835, tjue denetou asforcas de Ierra
pira o anuo de 1836 a 1837, fiio t*tm
?i01'' *
Concluida com esle art'g asegunda
discussio do projecto p. eeira.
Entra em discussio a sequo te resolu-
co.
Art. nico. Os emolumentos de ar
quacio ede matriculas de marinheiros ,
depositados na Mesa de Diversa* Rendas ,
serio entregue a >s empreados d<> Tribu-
nal da Junta do Commercio a quero per-
tenciso os q iaes continuarlo a pe cebe-
1 at o 1.* ie Julhude l856 deveudo
deas poc cm diante cnur a *m co-
bianca.
O Sr. Rafael de Cavalho pareceodo*
Ibe injusta a Resoluto ni<> p Je por el-
la votar sem ser melhor esclarecido.
O Sr. Vianna assignando-se no pro-
jecto, dira as raz5es porque o fuera. Ob*
serva que por cortos despachos que se fa-
ziio na Junta do Commercio percebiio os
seusempregados eertos emolumentos ; que
passrioa lser-se esse despachos em ou-
ta estacio, couiiouando os erapreg^dos
da Junta do Commercio a perceber e.sses
emolumentos; que porm B -gulamento
da Me>a de Diversas Rendas deixando tu-
da no estatu quo* o Administrad ir pela
1 ario de que os empegados da Juntado
Commercio nao ..r.io esse sei vico que ora
he feitooeata Repaiticlo, p'. em duvida
se faria a entrega desses emolumentos aos
empreados da Junta doComraercib, e por
isso pz em deposito essediuheiro ; a Re-
solucio nadt mas faz que dar destino a
cssis emolumentos que se achio abolidos
do 1.* de Julho em diante, segundo a lei
do Orcamento que vai ter vigor desse
tempo em diante.
Depois de mais algumas nflsxes, a
Resolucio he apprnvaiia sendo iegtitada
a emenda do Sr. Baphael de CarvalhO ,
que manda recolher ses emolumentos ao
Tiiesouro Publico.
Entra em discussio a seguinte Resolu*
ci :
Artigo 1. A Compinhia deMine-
racio do Gongo Soco pagar de oca em di -
ai)te os musmos direitos que pagio a< de
mais Compiuhias estabelecidas no Impe-
rio al 11 dos cinco por denlo a que se obi i-
grio pelo seu contrato.
Art. a. Ficto derogadas as les em
con'rai io. Paco da Cmara, em 8 de A-
gosto de 1835. -- Vianna. s
O Sr. Paula Araujo deseja ouvir al-
gurha eousa acerca desta materia ; julga
que ata Compagina obrigou-se a pagar
aquillo que pagavio os nacionses, na oc-
ca-io em que R-i estabelecida, e mais 5
por cento ; nio sabe pois porque motivo
se llie quer fazer agora e-le beneficio : a
no 'Pr p''is mellior esclarecido tem de
votar contra a resolucio.
O Sr. Calmon ob.-erva que a^trastloio*
bra direilot que paga a Companhia de
Gongo Soco nao he moderna ; j terooc-
cupido -u( tes de Minas, e Can.a-a dos Deputados
em mais de huma sessSo ; declara que
tifo p le ser snspeito na opino que vai
emittir. Persuade-se que em quanto a
Companhia foi felix e pode sugeitar-se
a-> pe-ad > r-nus que paga mo -e quitser
favoravel a que fosse aliviada da imposi-
gio de a5 por cento ; e que se se tem dej.
xado de entender a lei pelo lado favora-
rel Companliia seja ito de id aos im-
men.-os lucros dessa Companhia ; masque
hoje que resta que esta empre/.a acha-se
ba-tantementa esoioreciiia julga dever-se
entender o contracto celehrailo com rssa
Companhia d e nao com iig>r.
O Sr. Vasconcellos obttrva que esss
Companhia nao tem huma Uvia, roas
tres. Pedindo a palavra foi pedir ea-
clarecimeotos aos dous n 'bres Deputado
a quem to refere. Manda mesa a se
guinte emenda substitutiva que be a-
poiada :
A Companhia de Mineraga de Gon*.
go-Soco pagar 'ora tro diante i5 pur
i-emo pela mina denominada de GongoJ
S >c<>, e 1O poi etulu em todas as ou-
tr. panhia.
O Sur. Lmpoda A hreu declara q,'an-
tes de follar sohrv a matei ia, d> sejai i.i que
o uobre autor du prcj<-rlo explcas>e a C-
mara quie fi'ao a-> mf >rmaces q.ie teve
poa ipie.-enu-lo. M'huiU artigo da lei
decUruu.oe expressainente que as cumpa
nliias estian^eir imposto secundo seus onlraclos, e se he
entend' sse que ellas devino goiar da dimi-
nuica que se iez aos Nack>riaes ueste im-
posto, di-vi esse artigo ser redigido por
outros termos. Comlue qu depois de
ouvir ao nobre autor do projecto se resol-
ver a pedir o adi*meuto da disiussad se
nao liouver na Cmara escl.recimrritos
necesarios, ou pedir ao Sr. Presidente
qudeosla materia p.ua hum d\* determi-
na ao : pede i) rmi>.i.5 de lecoromenai-
na discutsa5 deste objecto, p.ois que se re-
conhecem alguna nobref Deputados que
a interpretado queae tem dado a lei he
forcads davem aUender aos corolarios que
dahi sepodem seguir ; queentaS a com-
panhia ter de fater grandes reclamaces;
e elle Depotado recofda-se que j arena-
ran com essa reclamacaS, e .que infeliz-
mente se fundra n'hum parecer de Com
missaS qae nao chegou a passtr.
O Sr. Carneiro Lea5 pedi ia o ad-
nenlo se acaso fosse o Sr. Ministro da
Fazenda metnbro da Cmara, mas sendo*
o d.-da a resoluca para orden do dia,
natural he qua elle compareca, e enta5 te-
r a Cmara os eaclarecimentos necessari-
os. Que" Companhia do Gongo-Soco,
bem que brigada a pagar a5 por 100, tem
exact mente cump'ido o seu con
que
ronel do 2.* Batalha de G. N.
Tenentes Coronis.
Do BatalhaC l.deSrato Antr, Jota
Cavalcanti Ferias d'Azevedo, Teaenta
Coronel do mesmo Batalha.
Do 2." Bitallia dito, Manoel Teixei-
ra d'Abreo Peixoto, M.jor de Legia.
Do 3. BatalhiS da E>cada, Jote Ra-
drguesdeSenna, Capit^ de Milicias.
Do Batalha do Ltmoeiro, Vicente de
Paula Cavalcante d'Albuquerque, Capi-
tn de Ordenanzas.
_ D" Batalha de Garanhuns, Apoliaa-
rio Florentino d'Albuquerque Maraoha.
Do 5." Batalha do vlunicip o do Ra-
cife, Manuel deSouza Teixeira, Ajudin-
te reformado de primeira Liaba.
Ma jures. a
Do Batalha de Iguarass, Francisco Jo-
(aStalrangara he a Companhia do i ze Cavalcanti Galva, Capita tde Orde-
Gongo-Soco como omras multas, etc
O Sr. Maciel Monleiio tanibem decla-
ra cea favor da resoluc8 observando que
atmesmas razes que houvera para 8e
diminuir o quinto de 011ro aos Nacionaes,
pooVm se applicar para o caso em quest.
Tando d^do a hora, fica a discussa a-
diada. O Presidente marca para oidem
do dia a continuaca d discussa adiada,
e de varios outros piojelos al s 11 ho-
ras da manhi, em que ha da ter lugar a
tercena discussa do projecto que rixa as
frcas navaes, e levanta a sessa pelas duas
horas da tarda.
PERNABMUCO.
GOVKRNO DA PROVihCIA..'
Expediente do di* 20.
FFICIOS.

Ao Cnmmandante Superior d' Gnarf1*
Nacional do Recife diren^o-lbe que ron-
vindo ao Servido Publico quw neste Muni-
cipio se f-rme uro 5." Batalha cojo Dis-
taictocompr-henda asparles das Fregu
tas de St Loureneo, e Luz, que perten
eptn ao mesmo Municipio, e Freguezia
d>' Jboata, aexcepca do luear da Boa-
viagem, que pe lencera ao 4-* Batalba da
Vanea ; exneca a convenientes ordena
para este fita, 6 an lo na inteligencia de
quenraTenente Coronel o Corumanlan-
leiio refeiido 5.* Batalha f nnmeado
Manoel de S^uza Teix.eira Ajudinte da
I.* Linha reformsdo.
A Cmara Municipal do Recifeeoro-
fflunicando-lhe oconteudo no precedente
offic<
. Ao Cnmm'Tn'a'ite Superior da G.
Nacional do Municipio de Goianna or-
denando que f.ca orgni*ar n" referido
Municipio ura Esqmdra da Cavallaria
poras^im convir ao S'rvico Pub'ico, fi-
rndo na inteligencia, cju para Major e
Coromandanle do me-mo Esqudra5 foi
n .mea lo Manoel Antonio Pinheiro Ca-
pita d* extincta segunda Linha.
A Cmara Municipal de Gojanua
roTimuneando-thc o conttulo no ante-
rior ofii ci.
AoCeronel-Chofe da Legia da G.
N. do Municipio de S. Anta, dizendo-
Ihequeao Servico Pub'ico conveni, que
*ha]a no rn de C>v Marra, e (pie o f.ca organisar, fi-
cando na intellig>-iica de qu* foi nomea-
do para M.ij.>r C mmandante Joe Lope
de Miranda, T.-raenle da mesma G. N.,
# PORTARA.
O Preiidehte da Provincia ordena qua
se pnssem P.t*rtes aos Olliciaes da G. N.
kbaixo (e.'l.rnd s.
'Coronel Chefe de Legia de Paja de
Flores. Antonio Pbieira de Moraes, Ca
pit.fi r!e Ordenancas.
Dilo de>G Cavalcanti de Albuquerque, Teneile Co-
icnel Commandsntedo Commandanle du
Batalha de G. M-iores de Legia.
Paj de Floies, Jote Francisco No-
vaes, Tente Coronel de Tacaisl Gara-
nbuus, Jo* Afrnt" Alh^querque Mara-
nha, Cap ta de (. N. de S. Anta,
toda a ciicunspecca e rt-flex.- possirel 1 Manoel Concitas di Luz, Tentnta C>-
nancas.
De Garanhuns, Antonio Teixeira da
Macedo, Major do mesmo Batalha.
De Cimbres, Joa Leite Torres Ga-
lindo,- Major do mesmo Batalha.
Major Commandanle do E>qaadra de
Goianna, Manoel Antonio Pinheiro, Ca-
pita de Milicias.
Dito dito do E-quadra de Santo Anta,
Candido Joze Lopes de Miranda, Tenan-
te de G. N.
Palacio doGoverno de Pernambui'O aO
de Agosto de 1886. Cavalcanl.
Dia 22,
OFFJCIOS.
Ao Presidente da Relacfo, disendoa
llie que tendosido remettido ao Ju;z de Di-
refto do Civel da Comarca de Natareth o
officio que o mesma Presidente da Reiacio
d'i'ig'ra ao Govemo em data de 5 do cor-
rele slvendo urna duvida igual a de que
trata a lepresentaci* que se lhc remede du
Juiz de Direito da 2.' Vara do CivT delta
Comarca } haja de dar novamente os seos
esclarecimentos a ele re.-pe:t> visto nao
ter ficado copia na Secretaria, do mencio-
nado Ofirio.
Ao Inspector Geral das Obra
Publicas, rfpprovando o negocio que fs
com os Propretarios das dtus casas de tai-
pas situadas na niargern do Bio Giqui,
que devem ter demolidas para que aitoaa
Estrada, e Ponte lenbio a con veniente d -
recelo; edisendq-lhe qi>e ao Administra-
dor Fiscal das mesmas obras foi pedida or-
dem para endemnisar osrefeiidos Propr-
etarios do volor das dilas casan.
i- Ao Administrador Fical das Obras-
Publcasorden'ndo Iheque pague a Mano-
el Patricio 40$ WH e a J>zef Therez
20v5>Teisirnpuitancia de duas casas de ti-
pa de sua propiiedade situadas a ma gana-
do Rio Giqui que s;gundo o opgocio poe-
e'les fuilocomo Inspector Geral das mes-
mas ohras, foiio demolidas a lira da k-f *
nava Estrada, e Ponte a dirececio cenve-
uiente.
A C.mara Municipal de Florescnm-
mu:iicando>lhe que fot so expedidas asV
convenientes oi'dena para a oiganisco da,
Legi&o Je Guardas. Nacionaes de seo Muni-
cipio, sendonomeado para Chefe da mea-
tna. Antonio Pereira de Morae .
;> Amainara Municipal de Garanhuns,
particip.ud .-llie que f > res< lvido que as
Guardas Nacionaes do mu Municipo loi-
nwm urna Legiio, e que para Chele desta
f i normado Louiengo Bizerra Cavolcaii'e
de Albuquerque.
AL lUrencoBizeira Cav^lrante d'Al-
buqueapie nonieando-o Coronel Ch* fe da
Legiio ilas G. N. do Municipio de Gara-
nhuns, eordenando-llieqoe proceda lar-,
ma.io da r. fci ida Lego.
O'liejo semelhaiiie foi diiigido a An-
tonio Pereira de Vloraea nomeado Chefe
da Legiio do Municipio de Flores.
PORTARAS.
Nomeando a Antonio Janufrro P.es
B.neto Alferes di Milicias, para 3 Coi-
mandante da Companhia de Cavalaru da
Corp Policial.
Ao'Cirurgiio enca regado da Vacci-
na para leiut-tln' a Secretaria cm brrvi-
drdt; algumsa !::r:::::2i de pus V-ccinico pai a
seiero enviades a Catuaia Aluuicrpul da
Seriubstm.
-


DIARIO DE PERNAMBUCO.
a

DIVERSAS REPARTICOENS.
PBlEITl'RA. DA COMARCA DO BECIFE;

Parte do da 91 de Agosto.
Illm. eExm. Sr.Participo V. Ex.
que o Comrassario de Fort de Portas re-
meneo a preta de nome Rota, esr.rava de
Joaqnim da Costa Branco, a qual foi a
prexa, por 6er encontrada escondida na
Capella da Igreja MadreMe Dos, e o pre-
to Benedicto, escravo do menino Costa,
por ter-se querido oppor que a dita es-
crava ft'se presa : qtiepela Sub-Prelitu-
r da Frrguezia de 5. Antonio, forad ie-
Bjetidos, o preto de orae Domingos, es-
cravo de LourencO ime das Neves, preso
pela patrutba policial, que rondou no
Disiricto da Ribeira, por ser encontrado
fra de horbse se julgar estar fgido j o
Portugus Antonio Cae i ano Femira de
Mello, praz pela par ulha policial, que
rondou no Districto do Carino, por ser
encontrado Cavallo, coi rendo toda
brida sobre as calcadas, e desobedecer a
tnesma pa^rulh, insultandoa-a de pala-
bras; o preto liberto de nome Manoel
Joaquim do Espirito Santo, preso pela pa-
trulba, que rondou no Di-tricto do Sacra-
foeritoi por furto, feitooutro preto.
Pela Sub-Piefeitura da Freguecia de
Iguarass, fi remettido os recrutas de
nome tfose Luis, Severino da Silva, e
flanoel doNascimento. Epela SubPie-
feitura da Freguecia de S. Piden Mrtir
foro remettidosoutros doiit recrutas de
nmeUoa Antonio Bicerra, e Felippe de
Santiago, e todos tivera o competente.
destino.
Dos Gnaarde a V. Exe. Secretaria di
p. ef< iturt lo Racifc ai de Agosto de 1336
Illfii. e Erm.rSnr. Francisco de Paula Ca-
valcanlede Albuqoerque.Manoel do as-
cimento da Costa Monteiro Prefeito da Co-
mal ca.
O fllb Prefeito de Miranguepe re-
metteu-me prezrs os icrrutas Joaquirn
Francisco da Silva Manoel Antonio do
E. Sanio, Francisco Antonio Carlos, J-
lo Caetano de Barros Joaquirn Jos de
Santa Auna Julo de Dos da Silva. O
de lgiiaras* remetleu igualmente o re-
cluta Severino da Silva.
O Sub P. da Freguczia de S. P Mr-
tir em Ond prendeu e envan-me o
menor J*fe Antonio Bicerra por .-ndir a
pedir asmollas, *m conseqoencia do a-
bandono era que a Mi do mesmo o tem,
dexado.
O Sub P. desta Freguesia prendeo Ma-
noel Joaquins doE* Santo por furtar urna
pouca de roupa, a $ rs. em ditil e ro.
Aa de mais partes nio dio novdade.
DeosGuaide a V. Exa. Secretaria da
Prefeitura da Gommaica do Recile aa de
Agosto de i836. Itm. e Bxm. Sr. Fri
risco de Paula Cavalcauti d'Albuqutrqne
Presidtnte da Provincia. Manoel ado
N. d*C. Monteiro Prefeito da Comiflarci.
HBZA.DAS DIVERSAS RtNUAS.
'A pati hea raesraa do N. 173.

PPRAS PUBLICAS.
A p-ssos que neta Praca for corres-
pudente do Reviendo Sr. Joao/efinno
Pires Vigari da Freguecia. da jL-cada ,
uueira annuuciar a sua morada P*ra ter
procurado. .
# Inmccca das Obi -as FtMtJNi *i A-
gesto de i83G.
Moraes Ancora.
t
po
^ROMOTORIA DE WASATlIiT,
UlmsT ,e
^eii Dezen
P' * I'roinov.r
Pregados Po-
ro, aiiviand
'utiveoolfi
<*. sub n.*
eneocia ce
Exros Snrs. Preaule .te, e
.bi.gvdires da RVflS desta
-Sendo .eineu dev.r idunar,
a retpo. taabti-lad dos hm-
KIC05, Vv. Excs. recor-
0 os docu weolna junto, m-
ciodoPrl.iilodetta C-omai-
,.., rfqUe,tdoia verguea
...uao.tu.l I de Duelo
do Crime desta Comarca Joa Quiriao
Rodrigues da Silva, pelo que se passa a
expr. Dos documentos n* a.*, e3.# ve-
r Vv. Excs. queem o dia 18 de Julbo
p. p. foiuesta Villa preco para recrota
Manoel Joaquim da Silva por ordem desta
mura Preeitura : que as 7 horas da coi-
te do da a do corrente mez fora o me-mo
Manoel Joaquim aolto por tittudc de hu-
ma ordem de-Habeas Corpusexpedida
peloJuic denunciado, quem sendo por
mim exigida a racaS da soltura, me en-
vin em respoata o cilicio sob n." 4.*, no
qual me diz baver assirn procedido, por
entender, queoprezo em quest.i e.-t-iva
sof. crido huma priza injusta, segundo as
inl'ormaces a qu.' havia procedido. Este
documento, longe de o desculpar, o con-
demna ; por quanto tendo o denunciado
oequelle mesmo dia entrado no exercicio
de seo Emprego, do qual estere ausente
poralgum tempe, nao poda com tanta
celeridade ter procedido s formalidades,
que a L> i exige em >emelr#ntcs razo<.
Nao duvidando entretanto da sinceridad .
quesupuz revestido o denunciado, quan-
no as-im me responden, mas levado (.6
somente do espirito de curiuzidade, u*
corraos Cartorios respectivos, e com al-
guma surp'reza vim ao conhecimento, de
que o denunciado faltn de todo a veida-
de 5 pois que dos documentos n.* 5.*, e 6"
se v clarsmente, que taes informal,oes se
n-5 procedera, visto que pelos Carto-
rios, a vista de folhas corridas, e mai de-
lig-ncits ordenada* no Ai t. 355 do Cad.
do Pr. Cr. era, que o denunciado pode-
ria vir ao cunhecmento, de que o prezo
em questa eslava, ou na6 criminoso, e
que por consequeneia eslava justa, ou in-
justamente delido.
O denunciado cingindo-se literalmente
o determinado no Art. 34a do mesmo
Cod. do Pr. julgou talvec desempenha-
I-i: este Ait. poiem uem doutrinalmen-
te podeofferecer-llie qualquer defeEa, po-
is qne este mesmo Art. infine determina o
seguinte: .... salvo constando evde>#
temente, queapnrte nem pode obter fl-
anes, nem poi outra alguma maneira ser
aliiviada da piita, formalidades estas, a
quesenaS prontdera, ^e nao na fanta-
sa do denunciado, como se mostrou doi
documentos n a. e 6, e melboramente
do documento n. 5.*.
He este mesmo documento n.* 5.* o
corpoda delicto, que prova convincente-
mente a prevaricac*5, ou de.sleixo com
que se li .uve o denunciado ja costumeiro,
e versado ne-te, e n'outios gneros de a-
buzos, pois que dVlle se mostra, que non-
huma, outra indagacaS se procedeo, romo
era de rigoroso dever, sando incrivil,
quQbepodessa expedir huma simelliante
ordem de Habeas Coi pus como se expedio,
fundado somente nosiraples requei intento
do pelicionaiio, ou paite queixozs que
ordinariamente lie concebido em dase*
exageradas, e taSexigerada*, que na pe-
tica do documento n. 5." se ter al-
legido o mesmo pifcionnii como hi roa
das csu/aes da .su < prica5 o ser el-
le ia5 somente aqu de- do sircelliant p g timas Causas, foi motivada pelo qne se
,ido documento 11.* 7, e sendo a segunda
cauza allegada o n lef-ae formado a rol-
pa ao rele ido peticionario,' ru sei por
que documento se cerliBcou o denunciado
efessa m colpabelidade. Mas, Exms.
Sr.., q-iem na6 v qui na subterfugios
do d uiin sdo? qtit-mnaSi o tom au-
(Jiiio/o rom que elle quM d eii aquella ha moniatiS proficua;. ne-
eesaara entro *s Aut'i 1 d d s? Qual o
meto dMIe conlucer, qne o peticionario
pstaw. ou na5 detido, p^r ser * ronhe iilo, m n6 txigindo d ctimentos
/iueocomptassiui, diriindo-se Au-
iT,rt.idade compelMtle ? Do documento .
g.a */'.-> be veidide, q liiigiu qiKr-r deaeiiipanhar e-te dever,
mis Unto frl P"'- *" '' rmaliade so-
meoie, aiiedo me.-.mo do u nento 11. a.*
5f'. que uiSqisep Tir pe'o esclare-
Cimentos rigi 1"S hiendo decorrido u
rnente o prqoeowaiiDO .,;.c> da meia
I. ra, fl'w Unto decoro ent.c o recelnmcn-
to do tlicio do dcniuiciado e Anda qiiando lie#aa batido demora
(aparto da Authondade reqaizitidt, (o
que M nega) cumpria ao denubeado, e
quizesit obrar de boa l, (acer nova re-
quizica, ou faser reaponsareiaquella Au-
llioridade, e nunca jamai* lancar uu do
mizeravel, e prejudicial dekloieo de facer
semedear esta falta com a que cometteo.
Anda 9.a do Art. 355 do Cod. o Pr.
que im por. ao denunciado o dever de obter
estes esclarescimentos, nao limKou, on
prescreveoo espaco de lempo, dentro do
qual a Autboridade requizitada detia reg-
ponder-lbe, epor conseguinte era de seo
dever espacar por mas hura pouco esta
soltura, mxiine se sa alteader aos gran-
des traballios, e complicados expedientes,
de que se aia6 onersdos os Prefeitos das
Comtnarcas. Nemsedgi, que o citado
Art. 34a impedia ao denunciado esperar
por mas lempo os esclarecimntos pedi-
dos, pela obrigtca que aquelle mesmo
Art. lhe rope de fazer exptdir a refer-
da ordem deHabeas Corpusdentro, em
duis horas ; por quan f o aem de que nem
essas mesroas a boras deconi-ra, como
demoustiado Sea, estas 2 horas entende-
se, que se devem contar desde o momento,
emqueo Juiz, ou Autboridade lequizi-
tauts tirer oblido os eselarteimentos ne
cessarioK. Finalmente, Exms. Sms. 011
estes esclarecioentos era necessarios, ou
nao era6 ; si era necessarios, na5 deTe-
ra o deuuuciado lazar expedir a ordem
deHabeas Coi possem ca receber; si
porem oafteraO necessarios, qual a raia,
por que os pedio ? Suponba se, que o
mesmo peticionario nao eslava prezo, co-
mo lecrutt, mas sim poi r comet ido
grandes crines, fdoqut .' 16 gravas in-
dicios :) qua dos docum. m por onde o
denmiriado se ce< ttficou de sua iu6 exis-
tencia ? que da folba corrida oecesaaria,
eindispen>avel em cazos tae.s? Os docu-
mentos o contrario d.zem. Dice-o porem
aquelle Juic, eser ase bastante ?! Tem
por con-i'guinte o denunciado pre/ciudi-
d>das formalidades, que a Le expresa-
mente exige, facend expidir da surpre-
za,eem segredoa leierida ordem de Hs-
bsas Corpusineo rende a>im as penas
do Art. ia9deCod. Pen. J$ i.*, e s.,
grau mximo, por je daiem as circuns-
tancias agravante! do 8.* do Art. 16 do
mesmo Cod. Pen., Um impedido a ad-
ministraca da Justica, privando ao Pre
fetodesoaaiiribuic5e, que elle deva
ra antas coadjnv-r 5 tem Gnalmente in-
flingido as Leis, uzandedo maliciozo >ub-
terfugio, que so dedos de seo officio, e
dos documentos, que vao nstruindo a mi-
olia denuncia. E por tanto a.st ronside-
rado prevaricador. Em virtude pois do
determinado no Art. i5odo'Cod. do Pr.
Cr. reooero, que Vv. Kxcs. f'tcao logo
ouv ir por ascriplo ao Juiz acucado, e pro-
ceda aos termos na pronuncia na forma
do mesmo Arl' e da Leis, pois que ju-
ra o denunciante ser verdade tildo quan-
to aliene. \ Ja de Aazareth 7 de Agosto
de i836. %
Fernando A lonco de Mello,
Promotor Publico.
DIARIO DE PERNUIHUGO
OPataxo Feliz Aurora tronce-no f Ibas
Ja lUhia at 9 do crrante, e de Sergipe
at 17 de Junho ; em ambas e.stus Provin-
cias reinava a mais perfeita tranquilidade
ap. sar de soUrer-m os babiantas de S.
Silvadorhuma iu .c i-tumada carislia do-
ireDeros de piimeira n sidide i'-es qi e
carnes verdoso fn'inha, junta a liaros r-jei
ci da inoeda legaT de c. bre. O Presi-
d n'e loha tomado varias medidas para
lemediar et'^s males, -e|a o>den. Juico! de PaZ ma qiii II,s que se ueg^vio ao recib
duibeiro em oircuUcio, sc-ja mandando
nubli-ar por edilaes, que o ieci utamento
a que se esteva procedendo, nao se enten*
di 1 Com os amocrev.-s, V. s'j.i em fi 11
.on-uHniil" a Cmara Municipal kohe Os
dmos empregar para ebamar oal-a-ta-
menli de nado-, e ordenando-lhe excitem
O >a toui F1-cae para que empeguen o
maior zelo cerca d faUffioacao dos pezos
n] Vssongues, qua toi nava ain '* mais in-
ouportavel a carislia da carne.
No da a do pie-cute mu tnha eb"S*d"
da Ilha Graricsa huma das Acore, boma
Escuna eonduzindo eeato a trece colonos
mandados vir pela Sociedadc da Colonisa-
cto. OSnr. JocoThomaz d'Aquino feto
patriotic/offerta de ceder graluitsmeate,
(mediante eondcoes garanttdoras de teus
direitos) metade de sua faenda na I.'ha de
Itapancaj dando *as eolonoi casas p.ra
liabitarem em qaaoto nao edificassem aa
uas..
O Rcndimenlo d'Alf uidega da Babia no
mez de Jaiba importou em Reis
133:4*9^)746. Odas Dlrerm Rendas,
no mesmo pe.io Deapachario se entre Nacionaes e Eatran-
geiios 53 navios. .
Continuaco do artigo Literatura.
A U-ysea tem por assumpto a funda
CO da Cidade de Lisboa que huma tra-
dicto tubulosa faz remontar epocha do
cerio de Troia atribuido a U'yes. Ej-
te paema goza de grande reputacio, o
alguna crticos o p6e q .asi a par do dt
Cames ; porm o que mais se recomen
da ne*'a prudu<-*o he o estilo Gabriel Pe-
reica de Castro he verdaderamente ad-
miravel na sua imitacao dos antgo, don-
de tira I) llssma, imagens reproducidas
com si 1 .1 babilidade. Nao se lhe pode
recusar o ter aabido tracar com afoiteca
as mais blufeantes sernas da Myolo^n.
Huin celt bre Critico diz a este proposito,
que oeste Poema predomina hum accento
anttgo qoe faz iembrar mu'as vezes a
Poesa Gregt, 0 parece, que se leen
fragmentos da dy-ea rocen teme rile dea-
cobettis: he pena porm que este Poe-
ma nio offereca hum genero de inters-'
60 mais harmot.ico com as ideas d'hoje.
A Cenqoista de Malaca be huma das
obras, onde mais assoma a influeucia do
SkchIo ib. ; ealguns Litteratos querem ,
que este Poema eeja o segundo depois do
de Cami -. S e Henezes nesta sua pro*
duccio soulie extremar o sagrado do pro*
fano timando o maravilhoto da Rengio
Christ e desterrando para o inferno o
dcoses de Paganismo I O here do Toa*
saa ha o giandc Albuquerque couquisla-
dor das Indias, e da buma paitt* da Par-
ta.
O ultimo Eseriptcr Clatsiro do Seclo
16 h o Padre Joto de Lu eaa Jesuta, q'
escieveo. A Vida do Padiellestre Fra-
cisco de Xarier, e do que fizerio na In-
dia os Religiosos da Companhia, O Seti
estilo he correnta agradavel, algumaa
veces enrgico e a sua locuelo lie estima*
da como grandemente clasica. A tm
ceira Epocha da Lingos Porlnguesa c-
mica 110 Seculo i7 em o qual appare-
cro os F.acriplore-. ClaM'Cos Fr< Bbi nar-
do de B.ilo Duai te INunesde i.eto Fr.
I.uic de Souca Jacinto Freir de Andra-
de D< Francisco Munoei de Mello, e
Padre Antonio Vieia.
Brfto quiz escrever a Historia de Por-
tugal des u\i origem do mundo at o cu
lempa j mas peieceo em 1617 d.ixan-
do-nos incompleja a sua Moiiarchia Lusi-
tana a qual nio checa aos Fastos m -
d ni os desse R no. i\ sua dica.o be sein-
11 e pura e emminentt m nte classica :
e para exemplo crlarei hura pedaco do-
Cap, b. 3 d> Livro 5. c em quedescre-
vea perversidade do Impaialor ero.
Foi N ro de-cobrindo a penersidjda de
s ia condicio matando Capillot, e Se-
nhores Romanos sin as culpa que *
grande iiiVeja qne tniha ua rnno-
eencia ounCobcade llie usurpar all
qUOMs, que possuiio. E vendo o Philo-
t'ipho S-neea s p)U'a fjrca que j t-
n'io iud e !es eus comilho-, teniendo,
o man ga'ano, qne huoa animo vicioso
cosluma dar a quem Ihoatoiha o curso de-
aeus apetite-i, e o pesoade a seguir a-
virtude, lhe pedio lirones para se retirar
dotraf'go, e inqm< tacto da Corte com
pretexto d* sua muilS d .de desejo do
empregsr na quetacio d estud.. o pou-
co qoe lhe re.-t.'Va le vida ; o que ero
le liepou COm boma o toreada mo.tra
de v t>i 'i' slcgamlo a falta que sua
piesenca 'aria ooGiverno da Repblica,
e .i'iiiti mal coiitaio lhe seria aparur d.
si em tl lempo quem DOnsAra a tive-
14 por discpulo em lempa que nieptu-


*"*
DIARIO DEPERNAMBUCO.
diio delle cous.is de tanto pfso : e youco
tempo depois de.-les ronudimentos fiogi-
dos daodo-lbe em culpa ceria conjura-
cio em que o'quizfazer cmplice, llie
mandou tirar a vida, e juntaraYite com
elle ao mal logrado Poeta Lucano seu so-
brio lio, dando llie a es- olher (em paga da
boi aeacio, que odie fi/.era) o genero de
morle, que meihor Ihe parecesse, e foi
mandar romper as feados b-aoos dentro
em hum banho d'agna quelite e acabar
vida quando se Ihe acabas-e 0 sangue.
" Este Cl.osico tambera nos deixou hum
pequrio Livro rom o titulo de -- Elogio
dos Res de Portugal. "
O Qeseriibi'gador Oiiarte Nones t'e
Leso escreveo vai i.as obras, sendo as nvi-
eslimadas a Origem da Lmgoa Po tu-
gueza : Descripcio do R.iuo d P n'tugal ,
as Chronicas d'EIRei D. Joio'l.s, I).
Duai te, e D. Alfo/iso 5. e apio.eir
p.irt? das Chruniras dos Rps de Portu-
gal. '' Neata he que elle canta de hum
modo verdaderamente encantad ir a fun
dacio da Monaifhia.
Fr. LuJ de Seusa be em ninha humilde
opirro hum dos me'lnres Cla-si'os da
Lingoa Portuguesa. Ele escreveo pr-
meiramente. A Cln orina de S. DtJfni'i-
pos e por ultimo a Vida de I). Fr.
Barlhol'jmeo dos Maityres, obra estima>
dissima assim pela ele<>anc a como pe-
la pureza, e talento descriptivo. Eu ex-
tracto aipii p ara t-xt m filo diias desc ipci s,
que vem no Cap. a9 do Litro 4. A-
conleco hum dia acharem se alguns bar-
cos de pes<~ad< tiavessia tio repentinamente que antes de
te poderem recolher era tormenta des-
feiU e anda que vinhio em popa de-
mandar o rio, crio os mares to gross->s,
e tanta a loica do vento, qu* de-cor jj-
dos de poderem atinar com elle, e davo
por perdidos. E-tava s mulbere*, e
(illio de trra vendo o perigo e em suas
simas coriendo a misma tormenta. Que
energa, que grata e naturalidad. .' Em
verdadeeu nio me record de h.ver lido
em Aurl r algum anligo cu mo le no ,
nem em Derno-tht res ou Ciceio, neru
no assombroso, e eloquentis itno Buiset
huma expressio mais Mtica e roaj* ra-
pdam- nte 'pintoresca d que -- Eslavas
as molheres e filbos de Ierra vendo o
perigo, e em suas almas co> rendo a rae s-
ma tormenta En s a ponho a par da
famosa Brachy'ogia de Salusti > talla- do
de Mitridate* qaandodiz "Mitridatcs
rorpore ingenli porinde armatus '' A
outra dt-senpcio b esta do mesmo Livro,
e Cap. O mar iindava em berros, e mon
tes, e com t<-l braveza vioha quebrar em
tOtfg que parecia quererem niar, e ven-
to sovertella. J tnbio laneado doos iu-
vios sobre o baix > da barra si m ihes a-
Jer manha nem diligencia para-e poderem
desviar ; e vista do povo que cohria as
praias^lo triste e^peetteub forio n'hum
momento deneitos das ondas como s* fo-
lio de vidro elhs, ellos de fer*. -Mas
novo perigo arubatou os olbos de (dos
a outra paite. De-colio-se aol.mge hu-
ma vela, que logo parece iue deman-
dara O lio; f ijua-i lud i Ln liun cousa,
apuntar e estar sobre a barra ; tal era
ti-forca do vento. A-serro o* da tei ra,
que nao poda escapar ; po q-ie sein ie-
medio conforme ao tempo nia Sobre os
baixos. E como o tinhio por averigua-
do acudiiso rauitos pesca lores com de-
licencia a tancar barios agea para .-al-
vart-m as vidas do> que j choiavio por
perdidos. Era giunde agriti e as. >
nes coriluzas pr toda a praia dos q ie
entravo nos'biicos, e dos que os inei-
tavso eanimavo: ajudavo mo'lieies e
meninos rom alaridos a Ooofuaio e as-
ca de ludo tium e.-liondo temeroso, que
retumbara no MotPTO e obiigou o r-
rebispo a abrir huma janella, e querer
enUader o que seria. "
(Continuar-se-hs).
Pernambuco..... 18 a 20 por c.
Rio de Janeiro. .. i5 a 20 p. c
Dobes Ilespan... a8OOO a aOUOOO
Pecas de 6ioo..... 16OOO
Diiasde4........ 8500
Pesos Hespanlioes.. 90 a 95 por c. proc.
Piala cunhada.... 90 a 95 p. c. proc.
Desronlo......... i,1/, a a p. c.
Moeda papel......SO p. c proo.
Cobre............30 a ?5 p. c.
(Con eio Mercantil.)
*' CAMBIOS.
Bha 6 de Agosto de 1836.
Londres...... 28 s 29 cobre 33 /, p.
prjs.......-.....230 por 1 franco.
r TJboB.......... 80 a 85 por ciento.
4VIZOS PARTICULARES.
Joio Doarte de Faria annuncia por ter-
reir, e ubima vez por estar a retirar-se
para a Europa mu hreve, que se b algu-
raa pessoa a (uem se ache a dever h'ja de
apresentar sua ronta pra ser paga, ou
mstao por cO'ra quaesquer pulencio;
a.-sim romo roga nos seu devedoies que
b io de Me mandarem pjgar. >
*t^ Quem quiser d*r 200.^ res o ju-
ros sobre hipot en de nm E-ciaro fiel, con-
forme o seu ariiuririo, derlire a -ua mo-
rada, ou dii ija-ne a Olind*, ladeira d> bi-
C.i de S. Pedro casa n. 30.
%W Precisa-se afugr urna casa terrea,
as ras, do Jardim, S. J ze, OU alie ro
da-;5pontas, que nio exreda de 6$ reis :
quem tiver annuncie para ser procurado.
IUP Ficta se p' Montevideo, nm navio
do lote de aoo a a50 tnelladas p"ilu^ue-
zas, com tanto que seis acreditada, e de
forte construccio, sendo indiferente o pa
>ilho; por viag< ib redonda ; k lractar-se
com Nuna Mara de Scixas, roa do Viga-
rio D.13.
WP* Precsa-s deum feitor que traba-
Ihe, e saiba tirar teiteem vaccas, para um
sitio muito pe> toda Praca : na ruadas A-
goas vprds, sobrado D. ao.
ypfp Umsugeito casado, e de boa con-
ducta prope--e a ensinar em slguma rsa
particular nos tiez Bairros desta Cid.de.
tha rinco meninos, e memo meninas as
Piimeias letras, coritabilidade. Gramti-
ca Portugueza, piiiHsino os principios da
Latina, todo com pe fe icio, e bom melho-
do: quem pe tender annuncie pelo Diaiio
para ser corundo.
UP' Wa Vil! Jo Ro F< rmozo ex'ste u-
m* carta vinda da Cidade do Porto para o
Sor. Manoel Fl da Costa, fillio Je Mnop-
el Kelis a Co>ta e da fiieSrida Anna Roza
Fel:s da Co< ta Provincia cjoeira annuneisr a sua mo-
rada paia Ihe ser entrego^ a dita caita esen-
do moie para*o centro 1 og-a--j a qualquer
pussoa que o confiica annuncie asua 1 evi-
dencia.
%3P< Prccisa-se de 600$ res a juros
por esparo de seis mezes, a um e meio por
rento dando-ie por seymanca urna nropii
edade livree desembaracjda ; quem (j.uisec
annuncie por esta f.ilha.
^Tjp* Pre-isa-se de u n sobrado de 2 ani-
dares, que 1 o s'ja para lora de S. Au'oro,
ao i|ual se pi rnete irazer com i eio, eb ni
tractido : ijuem tiver annuncie.
*y* Piecisa se de 3 a-robis de rapim
diai ia iii'o'e i'< m a co'ulu.ao de o manda
reos levaras 5 Ponas : a pessoa que quei-
pa fasrr este negocio annuncie por esta fo-
Iha para ser procurado a se Iractar des u
pieco
# Uf Pre i-a sealugar um moleqne the
idade de 2 > anuos para oservico de nina
Casa de portas a dentro : quera o tirer e o
rfeiraalugar annuncie para ser procura-
do.
j^ I'reijsa-e diariamente de um ne*
gio de manhi at o meio dia, para sei veo
de urna casadepoitas a denlro: quem o
liversjnnuncie,
COMPRAS.
Um cazal de Porquinbos da Indis : que^n
tiver annuncie, ou dirjase a ra da
Guta n. 50. s. gundo andar.
rtpa Urna, ou mcia du/.ia de qoadros
para parede, que nao sejio de mo gosto e
mesnousadas : annuncie.
ajey 10, ou menos a r|iiiri'S de milho,
j com principio de bixo : quem tiver an-
nuncie.
VENDAS.
Urna nfgrs, bonita figura, boa engoma-
deira, cosmh ira, lava leira, boa bocetei-
'8, e muilo mossa, para fora da trra : na
Cdmboa rio Carmo D. 5.
iqp* Urna preta crila de idade 18 a a
anuos, saben lo ei)C!Oinar, rom muita per-
Vico, tanto para humera como para Se-
ahora, cose muito b?m. faz renda de todas
s q'alidades, ensaboa b?m, cosinha o dia-
rio de urna cisa, muito geito-a para lodo o
servco, sem vicios, e nem achaques: na
rua do Rangtt, sobrado de 2 andares f). i3,
>e ili' porque se vende.
Iy Ladrilhos de marmoie: no Reci-
pe na rua Nova do Porto das canoas, arma-
zem de assucar do Warhdo.
WC* Urna artntcio de renda comilos
os seos p< rtences, por preco commodo : a
f-illar com Joaquim Borges de Cattro.
f^y* Optisjias espadas para Guarda Na-
cional, rr>esmo pelo miudo, sendo as de
Carallfliiaa 11$) res, e as de de Infanta-
ria a 8$ re:s, pagas tni prata a raio de
1^55440 o piaco: na la da Cruz o. 57,
1." andar.
UP Urna preta d* 18 annos, sabe cc-
zinbar, engomar, e faz lodo o servic-o de
urna casa com peifeigio: na rua do Fugo
D. 11.
WP Botoensamarellhospara a cava lia-
ra de O. N na leja dr Francisco (Jarcia
Chaves ao \. da loja do Badeira. '
jTJP* Dois fifeiio- parapovta, es quaes
sao miudesas. e lem 7 palmes j? nieiu de
comprido, e A de laigura, pelo preco de
3a$ res: na mesma oja cima.
tTj^* Um baulzinho de tartaruga, guar-
necido de prMa, com suas competentes xa-
ves : na rus Kova D. 2, venda de Mcnoel
Ferreira l.ima.
*TJ^ Um terreno com 300palmos de
fente para a estrada velha de Sanio Ama-
rinbo : na rua do Crispo D. la.
WP" Duss prop edades de casis de
qnalio andares citas na rur Nova D. iO,
eas outras duas Ierras no Paleo do Car-
mo D. 6*7. Urna negra mossa com nm
filho de i3 a 14 a 11 nos cos riba o diario de
urna caza, engoma er/e costura suri-
vclmente outra ditta com m.iior idade,
que cosinha o diario.
*y Um capote escurseis com dois ra-
bege todo foi raoo o qual he novo: no
aterro da Boa-vi.-ta toja deAliiidor.
ESCRAVOS FGIDOS. .
No dia 16 do roirenle desipareceo um
preto de nome Miguel, biiso, pone, barba,
olbo- na fW da cora, rom falta de dentes
na frente, ambas as relhas focadas, rima
cruz na tesla feita na.hu tena navio Mo
cambique, levou calca de ganga, e carni-
za delinbo groao, jaqueta pretj muito u-
zoda, que pouco se devulga, coslumado a
ir bu-car lenha para os b-ndss de Bcberi
bej( qualquer p ssoa que enconiralo, ou
J? k- tiver nolicii baja d-' procurar so Se-
na prinuira ca-a pascando a Igr*ja do Li-
vrametiio 2.* andar a Fran seo Xarier Qd-
falcant quesera recoropen-ado.
ItS* m ti'faoaa, c.m um dente t r;-do na
frente, 1160 levou nada dsi orelgas, ves-
tido de xits bi-anc com palmas encarin-
das, pannda cos ja re'bo, levou um ta-
bulen o pequeo; fgida no dia 20 do cor-
rente : os aprehci dedores lrvem-na a 1 ua
da Madre de Heos a loja de J. j jniu Perei
ra Pona, q "e sei bem rcmpensido : ri-
la mui-o regrista, e'sope-se eatuptlo
Bairro da Boa-vista. .
try Fugi" He boido do Brigue E-cuna
Navegante no dia ai para aa do p eente
um e-ciavo por nome Paulo, cor fulla, al-
io, beicos grocos. e com alguns sig'iaes de
hixiga, e um I bihho na cabeija e ssepo-
der deixar ver corren lo-lbe a mi pt U
metrha: naci Mocambiqno : osaprehen-
dedores levem-no em casa d? Joze Crtmcal-
resCascio na rua da Cajjeia do Recife n.
19.
BjrjBB^ Anglica r rila de 20 a 22 annos,
baixa, corp' 1 r linaii'', i-oslo redondo, o-
iiios grandes, nariz groen, ventas arrega-
nh (] is, mei fulla, folla um lauto fina ;
fgida a 8 de Ag I "
levem-na s'rua do Padre Floriaoo D. 4.
tpy No dia 14 do coi rente lugio um
molato de nome Antonio, com os sgnaej
seguinles, altura legular, seco do corpo,
sem barba, com panos no rosto e nos peitos,
dentes (irruidos, cabellas anellados ; levou,
vest'do cales branca ejaqueta preta; tero-
se por noticia que anda na Cidade de O-
linda : os aprebendedores o podeiio pegat-
e lavar a rua da Conceicio da Boa-vista I),
1, que serio recompensados do seu trabi-
loo.
%3^ O ahaizo asignado rpga todas aa
autboridade Policiaes desta, e das de mais
Provincias do Imperio o obzequio de Iho
mandarem prender um seo escravo, ca-
bra, de nome Antonio, fgido no ultimo
de Julho prximo paa-ado, de 23 a25an-
nos, bom official de sapateiro, estatura or-
dinal ia, secco do rorpo, com slgumas si-
catrizes no pesco de tallio de lacea, fcices
miudas, labios 6nos, Qom todds os dentes
da fcenle, filho da Villa de Goianna, onde
consta ter mii, irmiog &c. rompradj a
Jo/e Antonio d'Azevedo, morador em O-
linda, o qual o houve liobem por compra
ao falescido Reverendo Francisco FaU ti-
no de Figueredo. f
Assim liobem utnoulro 6eo escravo de
nome Joio, de Mozambique, canoeiro, de
18 a 20 annos, por alcunhoMatumbo
bem parecido, deotts" abeitos, rosto rejn-
do, urna orelha furada, mios curtas, e cu-
tejadas da vara, baizo, pez pequeos, mar^
cas de ferro nas fontes, e testa, comprado
Fidelis Joze de Figueredq por seo baatant
Procurador seo filho Antonio H-Tculane
de Fit?ueredo, e lora fin lado em belernbro
de 1833 com outros muilos; e sbelo
que alguna folio vendido-ao sul desta l'roe
(lucia, e outros em as Provincias das A
lagoas, Babia, edahiat o Rio Grandedo-
Sul. O ibaixo is-ignado roga todos os
Snrs., Commandames de Embarcaces ,
que suirm deste Poito, e mesuro os que
sairem d'outros quaesque Portos desle Im-
perio, que bajo d'aprehender osditos.se-
osescravos; e igualmente roga a toda e
qualquer pessoa sendo autboridade, que
em cuinpnmeuto dabi prosiga asdeligenci-
as, que- ella Ihe incumbe, afim de que pos-
sa xegar noticia, onde se chao ditos etera-
vos; sendo particular, e t.->ndo noticia cer-
ta, onde eles existem comunicando ser
generosamente gratificado, ps entregando
lera 50$ res de premio ; prometeudo des-
de ja nio proceder contra alguem, pelo
contratio porem uzar de leo direito, para
que a>pena da 1 i posa recajr sobre aquelle,
que por qualquer titulo eitsja de posse, o
dominio dos rele idos seos escra vos.
Taboai das mares cheias no Pono de
Pernambuco.
i0 -Segunda i -
-T:
j ;::;
o
S
ah . 6 m
2 54
3 42
4 30 M
5 4a
6- 50 W
7- 8
Tardv
%$&$$ NOIICIA8 MA RITIMAS.

Navio# entrado no da'St.
Bdria; iodia>; Pataxo Feliz Aurora,
M, Joio Joze da Silva : varios gneros:
M. J. B. e Silva. Passageiros a.
Navios sahidqs nodia.11.
Hambuigo, B. Dinamarqus Teresa;
Cap. J. Jebzeu : varios genaros. Passa-
genos 3.
Aracaty, S. Laurentina, M. Manoel Q-
Sacramento Jnior : varios gcnttros. Pas-
bageiiOs40.
peiiji. na tip., pe M. F. Faf.h 1836



em. ni
o T\
i! : M. i t> I di :' i.".
Si nitores lio laclaros.
I
LjEndo o Supplemenlo no Diario de Pernaml.ti n
numero ??>;, c v. i!o c !> o S.'in* \ r< >ad <,>s i;:
Sobral, era vea de riidcrcm do crime, p r
que (iiibo sido denunciados, isero, : lanU n
Juiz le Paz daquella \ illa a mnis injusta aecusac >
ao E\m. Presidente do Ceara; nao pode deixi
responder ; aquellos Sen1* e olfereco a ininha
i i ao Publico i o parcial, para esteo*ver se
fi.lia do servelismo e hajiilaclo, como antecipa rao
S> S.t ou s* tein porfundamento a verdade e
por gota o raciocinio.
Pi*r nao ser muito extenso locarei somenle nos
icipais tpicos da aecusaco, e nao me ocrupan i
o os epithelos -- arbitrario, despota e miras
pdavras insultantes, coro que os Sen.-' Vereidor prettendem eclipsar o crdito danuele Pre/i I :i!c,
porque todas ellas s injurio aqulles, qae ss
proferirn*
! lincipio S. S.s mostrando que S. Fx, dmit-
to o Juiz de Direilo interino do Sobral por'poder
' lis, que as lois Parece que sobre este ; t >
ii i inais so pode acresseular ao qoe dico em seo
no o m soio Rxm. Prezidenle no cilicio dirigido
ao J iz ;: !';:/. daque'la V'ila. Bacbarel Rabil-
lo servia interinamente ;i Irez anuos dependa a
.cao do sen eraprego <'o Governo central:
podia confirmadlo, ou nomear outro confor-
n artiges 3o, e 3i das fnsIruccSes I zc'mbro ue i83a( como porem passasse para
o. Presidentes o direito de nomear os Juizes Direito, como se ve do ai I. (i da Le do 3 de O -
tubro de i83/{ >' ciato que tambem passou p.-ra
elles a faculdade de confirmar, ou nao aqu i-' ,
que se acbassem as circunstancias do Sr. Rjb !!.
iNo fui somenle S. Ex. que entendeu, que be
competa o direito de nomear difinitivamente Juizes de Direito, outros muitos Prezidente assim
o eutendero, firmados em dicisoes< ministeriaes,
como se ve' da Rcprezcnlaco da Assemblca Provin-
cial do Rio de Janeiro dirigida a Assembla Ge-
ral. Vemos que os Doulores Crespo e Aguiar
r. qiierendo na Corte, lugares de .\lagistratu a
ti vera o por despacito que voltasem as suas Pro-
vincias pois que estas nomeaces competio aos
Presiden lea. Ora se a confirmaco de um Juiz de
Direito nomeado pelo Prezidente dependesse do Go-
verno Central este tambera podia prover seme-
Ihantei lugares, ndependente de nomeaeo do Pre-
zidente ; mas nao se verificou isto a respeito dos
Doutores a cima referidos logo nao saio da cabe-
a do Exm. Prezidente do Cear a dieiso de pro-
ver definitivamente o lugar de Juiz de Direito;
e quando fosse errnea aquella dieiso nao compe-
la ; Cmara do Sobral ulga-la criminosa sem
envolver-se nuraa manifesta criminalidade.
i'.";. os Sen. Vareadores que nao lia l.-i,
que iiiiorise um Presii 'ule .-. di..rillr um Juiz de
Direito; (' verd ue mas .. Exr.i. Prezidente i'
detx-ou si.n de confirmar o 'tardare! Habello, lo-
;;> nao ba crin!'- d.i pnte de S. Ex., e sim urna
manitesta desobediencia da parle de S. S.a* poi se
opi'Orem i posse do Itacbarel Itarros e por toso
di i ser pi oce sados.
Pensarlo :>. S.fls que ti idiSo colocado pntre Sci-
la p Carvbdes, o E\m Presidente daqu lia Pro-
vincia dise lo que ou S. Ex. suppunba vago o
lugar de Juiz de Direito do Sobral; e ueste caso
dirigia ordena a um Vlagslra.io iotruto, ou esta va
conveucido da Itgilima <" ipaco aquclle lugar,
e dimitid) o Bacbarel Rabe lo por ser, des pota ,
e as :-.-.:' i) cbarel tinb sido li*galmfnle i me h para occupar
interinamente o lugar da Juiz de lora, e se d tea
que a Comarca do Sobral e lava vaga foi porque
tilla se acbava um Juiz de I reil |ue serv>a atrez
annos sem .>!it.er a sua coufirmneti, n"m pn-stir
o ; amento ta Ici e nao ; t iuppo inl
, i lie '! .;i-ir:,!.., querendo porem dar-lbe I mpo
para apr-zentar o seu Diploma, m qaanto adque-
ri.i pxooi'ieucia do seu procedimeiilo ; ".o traluu
de coufirma-lo, nen tambem de o demittir, logo
que lomou con'." da adrainisiraoo da Provincia;
mas S. .'. *Jei\. mosliar-se confirirado, e nao agradou a S, pela
sua escandalosa proterco aos facii irosos Miorens
cassou a sita nomeaeo, e colocou em seu lugar
o Itacbarel Bsrr
Tenbo respe ndido ao primeiro !r'ii'o e passo
a tratar daquelles, que servem de b-se ajerora-
cao de S. S.,s
O i, consiste em tei S. Ex. Sancionado al-
guas l.cis Provinciaes contrarias a Constituidlo,
e Lps Geiacs. So um Presidente fosse por este
acto criminlo, nao encoireno na mesma juna
os Diputados Provinciaes? e nio isto urna es-
tlida asneira a vista do art. si da Lh da Refor-
ma Se S. S.aJ tivessem !I i j e intendido esta
Le verio que os Legisladores Provini iaes sao irres-
ponsaveis pelos seus actos legislativos c smente as
J.eis que podem ser revogadas nos cso especi-
ficados no a;t. 20 da mesma Reforma.
(.) 2. em ter nomeado para seu secretario o
Promollor Publico la Cidade da Fortalesa. Para
que bouvesse criminalidade nesie lado era necessa- .
rio que o Promottor nao podesse pedir a demisso
do lugar, que oceupava para requerer o de Secre-
tario porejue neste caso o mesmo individuo ser-
vera ao mesmo lempo dous empregoa inaceiimula-
veis o que nao acontece a respeito do actual
Secretario que demettio-se de u,n lugar para oc-
eupar outro.
G


(O
A 5. K accitsaco por ter S. Ex. mudado o
Bacharel Fgueira 'de Mello da Vara do'Crime para
a da Civel, e vce-versa o Bachar*l Miranda ; assim
como i,or ter despachado antea de .un anno de
pratica, o Bacharois Bastos, Graca, e Barros.
Tudo isto fea S, Ex. por ser anthorisado por Lew
- e como oslas sejSo obrigatanas des a
1|;i ,, e ?(> posao ser revogadas pela As-
gembla parece qe S a 6noran,a a
,a !,'. d s Ncresdores os levara a chama-
t; ..i c ininos >s estes actos.
[: tamben > ''> Et. ter mandado
a formada os \ r l res da La-
ara (i^ Arro --' deSer-
lirloii Ver^isa. ComoS. "lo estofa-
do, ou nao sal tai com i i '' a eo, permif-
lo-roe que os insU-ua e que eromende me-
nos audacia, e mais escrpulo quando liotMeremde
referir rasos semelbantos. A penas publicou-se a
Le Provincial doCearde i3 de Mate de |835,
que suprima a Villa de Arranches, os seus Vere-
adores Rentados pelo Padre Scrh Ion, dirigio una
insultante Reprea nlae? ia Assembla Provincial en-
tao ainda reunida, protestando, perante oa Cees,
e a Terra contra aqu lia i e', e disendo que pega-
rioemarmas, si fosse neeessario, para obstar a
i execucSo? Avista do-la formal desobediencia,
nl-.Vi remetleo a I ; o ao Exm.
:, ti mai rovii encas neeos-
,. > de Polica, n an-
... para -e
-. ':, i na 101 a Lei < como lives-
n ihi utos homens
-' ) Mdo POr H8U-
I o .. t| lolle intri '.- o Padre mju-
d i ..... a [im .. -lo a nao continu-
; | .. atar | brandos as
..... e | < resultar d .-
: jado que I: Use a
tiar-se enocente a
. que se a chav o pre-
.. es indo an balada ente depois de diii;;ir
.. .:i idente, este mandouo
prender ei Oficial, que abi lambem
. Lepis disto e que foro prezos os Ve-
r ,:- ., ... 'ye- ; S. F.x. mas do Juiz
<;.. |j i iisequencia do Processo, que ja
nado. Avista desta exposicSo, que
lera contrariar, mostrem onde se acha
0 1 i ... :'
A prisilo de J >5o Roiz' da Nascimento, e o rc-
novamenlo do seu proa so, oulro ponto de ac-
eusacfl a S. Ex. Este furto narrado, romo
o e rio como conlo as S. S. lonp,e de
ser un crime, prova a energa, mparcialidade ,
e bota ioverno do S. Ex. .lorio Roiz unido a seu
Genro e OUlros assassinos tiraro da Cades da
"V illa do S. Joo do principo, um preso eo assas-
sinarao horrorosamente no meio das ras ; foro
conbecidos por qase todos os habitantes pnr ser
aquello ufando altentndo perpetrado a luz do dia,
nas como o principal assassno fosse homem de
respeto ( frase do cerllo ) saio impunemente sem
incentrara menor opposicJfa da parto das autori-
dades lerritoriaes. S, Ex. que nao oomtcmporisa
com os criminosos, soja qual for o seu estado, e
jrraduaco, oflicia ao Jui/. de ireilo da Comarca de
/-uixeramobim, pata esle fazer efectiva na fornjfl das
lois n priso tlaquclle !no!ente criminoso, e igual-
mente ao Coronel Joo de Araujo Chaves a fim de
prestar-se as oulboiidades legitimas, com aquella
gente que fosse necetsara para tao importante de-
h^eneia ; visto nSo liaver naquclla Villa, a dispo*
sicSo do Governo outia forca mais pronta ede
manr confidencia. O ultimo cilrio laxado de
legal por se persuadirem algumas pessoas que S.
Ex. linha dirigido ordens para aquelle Coronel ..ron-
der por meios extraordinarios es ;ssassir>os de que
tetilla fallado; e as de mais dcligcncias de S. Ex.
foro frustradas 5 porque stibindo o processo d.i-
quelles crimino ao Concelho dos Jurados reunido
itamesma Villa, foi julgado sen crininalidade,
o (po deu occasio a S. Ex. aos Promottorcs da Provincia para estes denunci-
aren! os 3uir.es de Facto, que houvessem de co-
netter os crines do peita ou suborno conforme
09 8, i3o, a i\ do Cdigo Criminal, como
parc .....itecid i c m alguns dos qno ul i! i
..... | in r! i i Ib drigui a,
... ; gi inde parte emunha ulac
do < rime.
- nutra (como
( mo dis,) dirigida i i anno p gado,
fui feita rom o I id destruir idea Cal a que
v u:> en toda a Provincia de seren irrespcnsi-
...'.. os 3uizes de Facto por quasqer actos pr cados em rasie-de seu em prego. Eis oque hou-
ve a cerca do Joo Rodrigues, e se pelas ordens,
que leuho ref ri ; rao :'. Ss. que S. Ex.
ma< dou renovar o p ique icm-sc da ua pou-
oa inteligencia, e nao se arrogem a chamartim^
criniiui so i n acl d no de elog i
En quunlo ao acto, laxado i\c arbitrario or
S. S pelo qual madou S. Ex. p censar o Jnix
do Paz do Sobral por este prw ssar o Uferes Joa-
qun Gregorio Pinto sem Ihe participar, nada
'o : porque ignoro o facto mus como o proces-
sado militar, lalvez aquella Jui/ se qu ">
volver em crines, que nao sSo da sua compet
cia i os q le se aclio m ireados o :.....
(-, ., | rmii l, epoi ; cha-
mado r< lado. C i '
tar .i it -
pnr i '- i u oprir com I -1
pat tici k '. ,
A oidem que deu S. Ex. p.-.ro i : r
Meiroes <' na vonl S. s. um dos tos
s arbitrarios que | i in licar o E:
dentedo Cear. ni S. S.s nao conbecem a ni '
Legislado para ru se meten asensurar r-s m >s
do Governo, Iraxando de arbitraria a onlen
prikSo sem culpa formada sendo permitlida pelos
art. t31 e 170 do Cdigo do Processo Cami-
nal, o 8. do art. !-< da Constituicio.
Disem S. S. que a Regencia foi quem deter-
minou aquellas prisues: concedo, mas aeasoS.M-
necessitara de ordens da Regencia pata mandar
prender os criminosos ? Ira tamben de mandar
ordens Corte para prender Joo Andr, e outros
assassinos da sua orden? O caso o? que os Sen.
Venadores parecem amigos dos Moiroes, eporisso
clamo tanto contra a sua prisco.
Estes Moiroes sao no Cear, o mesmo que to-
no na Babia os Cadoses ; por sua causa aiubio tu-
gtivos militas pessoas; porque apenas pisoem su-
as propriedades sao lo;;o assalladas por aquellas
/
ll


(3)
nitros que trtr. sido : mullos annos o terror
de iimi as do Pi iiiby i C
Daqucllrt Provinen muiias i foicas lo
Governo para os udi i u i ;-
pre (rii ravel esi ; ra .>
gados. G (ando com a i npui id ;.:
lira do o S( ii furor cotia r ilica ile ti i
< rim at v. e fi u : i '
Alencar. qoi/ | or : .,.
isso i xp< dio um ti : ., U\\d di
as suaa i j i que do
Piauby ... in har ce o ti i d< u
vez ion l;a:o i .. ,. .. .
las fere .i p. 83 ex Ju
bral, o S Kab-.-llo;
mandante do desla o di I i oli-
ro dirigida ao u Prezidenle i a .s
malvados, ('.o senSo rendes: ni p ue
breve seria mudado o Padre
tranquilos en suss ci is avisava os
prim iros ; ira enl io manda-!
Kis es ;:. d lectoa d
hroes cuja perseguido A ta-i i de arbil i por
S S.as c iNao honre crtme, i ido i
Sen. que nao oral
lo and iv*.> i u. licencia e |.o -
recer" i f i dos a fim de recia man ru a p;;
'. -.: .
ctoa fo ao p trad s ptla lingna de S. H ,
e cj\ re iaip. cu
0 Exm. I' ;.;ii Fali rr ri coisa icil,
ii i pi i f|u< s ':i ii : pos vel;
os Si .: '! : .. -::..< i
no pri:n< tro ,, e corto con n n ,,. j
esta! cicla ni .!o.
A uili traedade, (!: ,ur-falli S, S. is
< ter S. !'. rt.ttbido nma Depul na o i
da abertura da Pro di-
reilo :> ao lm| rad r i ... da .
sera crimini o um Prczid tile p um tal
1 r dos Membros de um Vss.i '. .
de cnio que noj pcrqu' r. i. i m iu u i i,
que tvesse anteriormente i la sifica ... .amo
criminoso.
Sao estas ss lia es, em que os S S.;>> V ria-
dores do Sobral Srmara a sua i I t:.d.- ..
envolvem crminalidade e poi isso i.mira qtv i
Promodor publico daquela Vilja nao cb oasse
ii i dad S S.** na Corma eos arts. aay,
o :>.i do Cdigo Criminal*
Antes e mcsmo depois de aparecerem aquelles
S. S. muito .se teni d clamado contra o actual
Prezidchte (a Cea: e nao sao necessarios genios
aordinarios para c< ni e i reui a origem da guerra,
se Ibc faz. Dous objectos tem servido de guia
a ?>. Ex. na sua administraeao. i.3a tranquili-
dade ( Provincia; s.o stu aumento, e pros-
peridaue para conseguir o i.eve. de lutar rom:
as grandes intrigas, que assolavo a Provinciaj
coco alguna sectarios de Pinto RJadeira, que inda
causavo terror,- e com o cressido n. de assas-
sinos pblicos, e poderosos, como Moiroes, Jno
Andre Bemtevi, Joo Rodrigues do Nascimento,
e otaros muitos: para conseguir a exlenclo das
intrigas procurou faser por meios persuasivos una
COnsiiiaclo {eral, mandando medianciras pelos lu-
gares onde ellas se achavao mais aleadas, Qosas,
Sobral, e Aracati e para irredar os males pra-
venientes dos (a noro is, enviou destacimentoa
posetivos, e as mai ti ordens as uetori-
dades territoriaes para as perseguirero. Ein i.lii-
ma resultado pode conseguir uma total mudansa
no te rr i vel aspecto quo apre^enlava a Pj-i .,, h ,
mas nfo gradando a -n louvavel poltica, era
i o crimii ts, nem r onsiliaveia tevo da
' ri ido i Ira a su i p<-*v>a p administrac io,
tu la <;.. oto ..- i:'- i: odin r ;! ;. .,-.
I ici ii o par i npj i< j/i (u
prttt-'id '-i(.. ilii .. m |
brar-ss qu? i i a i ';' .
lido os rn I pi i Jo ao pavo
inexj ei t dttur a
bil :: (i.; i, r>( ; i, (!!
cativar ; ... ira wn i
( a ) e Jci lo ';.,),
(pie ii m feito : i i ; iei das a -
jas i;1;- i imi p;ra ver se poda o see.und i
' r ir no Jury da Caj I il r. por ultimo i uiaan
mo las ii m la rl i cal mi i j ira I uir afor-
c i i :v. il daqu< lie Goteri
i:." uir o sen u > im era her.deu
:.: ., muitiis obras publicas \;. ; i iti-
:'. e disto meru a p ret i us
. ni igoi para ab i an ai ,\\ ,;-j0 f
: lalbaudo que os dinbeii i!.i Pro\ ni a i >
los coc estradas e outras
!.!> as cora q le o (!fiai i n i ni i I n les
&c : iidu a pcnio 'i.' i!: rem que aqu lie
Prez dente n lo t* n l'c'o um so 1 o Pro*
vine i i ito l i sido o 9 il :: ;.l<).
Nao I :
pel< los, i arrai r d
dos a nos, e I i "'. ia ,
que sendo desde i ro da gneri i e o
]'..... di ladi i o
i lo da paz, v da nbutid incia .' Tcr id o
do iears um Pi ei que ivrou ui
Pi nci da mi n me iria em que 9 ... ba-
ta pp i i I lega I j im| [lira e a momie i i>r-
d m -pu a-i!. ces*or pela qu.il mandn w pnn-
tos : rei i em para g'ru cm
leda :' ficando n > mais ion! '.';.'
I en n Pro' m '.:. q pn b< ndeo
;:!. i; :. '; i | i ai lia
r i de tuna >m| in! I : iba-
Ihad in p en n ilad is pralii ul in s tre esli
das pera tilias >io !?, iracal, e S-jIw I?
Nio d< ir o aumento de ::.i Patria quem
i ron 'o sea enj o .'i.:! .'i! i (I para
con! ru ir as pon po nttligpnln igric.nior seresei,
i. ra :ii igir ;i hr-t do aqu I neti que se i
jir., um cbafarb publ o? .' i. i n pi lia Pro-
\ incia um en ; '' '"ro v. i bein repa tico
competente para as o!.ras pirblii is; po: isso o
i. mo Prczidcnte, argid o, quem -nirs
i i todos esses delalbi foi : i do seu riscii^i
r administradlo, que .',:,
e Coco e se esta eom truidrj
I. o Prezidente que nao d ...;.;, u >.
Patria, quem cuuvidou os Cida n lis ir.l .
( a ) Consta que agorajori. (as di
tes malvados por trompas Jo Gowim>t


(4 )
grites da Cidade para deliberaren obre a olrn do
Porto, visto nao haverem Idraulicos da Provin-
cia, nena roeios pura manda-Ios vir de 'ora e
se acha dispondo os roateriaes para um dique,
cor.forme a delibera(io quaw unnime. Quem
pn stou os Soccorros, rjue estavSo a scu alcanse,
.-. d ?<;racada Provincia do Para, enviando tropas,
e promovendo uma Subscripco, em que foi o
primeiro a assinar cem mii rs. Quem eatabaleceo
na Cidade um Banco Provincial cujis vantapens
ja vo esperimentando os habitantes daquella Pro-
vincia. Quena (inalmenle poz em andamento uma
Casa de CorreccSo recalar rentando as oficinas de
ferreiro, Carpioteira Capateiro funileiro, ou-
rives, alfaialea &, e muilas redas de descarocar
Como r.o seja o meu objoclo leccr elogios .
o Exm. Prezidenle do Cean mas sim defende-l0
das injustas ai ;>ices que II.e fizerao os Sen.
\ creadores do Sobral, o que lenlio feilo de aror-
d > coni a minha ronsencia concluo aprsente
correspondencia p*diudo aos Sen. Redactores o
favor lu assinante.
Pern.na Typ. de \|. F.de Faria. 1836
y
,i


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