Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05722


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Full Text
ANNO DK 1830. SEGUNDA FKIRA *
15 R AGOSTO N. 175,
fi Tvr.nR M. P. de Par. 18.16.
DUS DA S) NA.
15 Secunda Aasumicad'de N.Snra.
16 Terca ?. Roque F. Bel. de m. aud. do J- de
O. de t.
17 QuHrta *>Mumedc M. essao da Their.
18 Qniuta S. Clara de M. F. Bel. de m. aud. do J. do
C. de m. e C'ii'ic de t.
19 Sexta S. Lua B. se, da TU. P. aud- do J. de
O. dec
20 Saltado S. Bernardo Ab. Bel. de m. e aud. do
V. G. de t. cm Ollnda,
21 Domingo S. Jonquim Pai de N. Siira.
Tr.do ai-oradepftnde e no memo d nna pru
denata, modr.racao. e enero continuemos com
principiamos, t reino primado com admira-
(o entre a Nares maii cultas.
Proclamaba da AllrmbUa Otra! ff* 8'Hil
Snlir,re?e-e a lOOOrs. mrnsaes pagnsadiantadns
n..... T* pn|rafta. ra das Cruzes D. 3, e na Pra-
C, da Independencia \. -17 e .1K : onde e rrci-lipni
correspondencias letrasaa.'is. e aiinunrioF-. insrin-
do "-!.> s;rala endo iloV proprin* assif-nmitea,
mulo cundo.
CAMBIOS.
Agtito IS.
Jt-iOndres So D. St. poi l ctd. ou prata a 50 por
eentnde premio Nomina.
Lisboa 55 por o|o premio, por metal, Nora.
Franca 60 -S65 Rs. por trinco
Bio d Jan. 6 p. c. de prem.
Moedas de 6..40I) I3..5DO 1.14O0
4000 6.-.7K)a 68O0
Pezos ,l,.440
Premio da prata 50 p. c.
., d* lettras, por mr% I a 2 por o|<>
Cobre 25 por cento de descont
PBTIJA DOS COHHRI0S. *
(rinda_T<>d Ooiana, Alhandra. Paraiba. Villa dn ('onde, Mo-
maii Kaiiiha, Pnmbal. Nova de Souza. Cidade do Natal,
ViPfts de (iniaiininha. e nfora d3 Prineeaa, Cidade
da Fortaleza, Villas do Aquirs. Monte mor nota,
Aracat*, Cascavel. Can i mi. Granja, Impcratrix,
S- liernardo, S. Joao do Principe. 'Sobrar, Novad'
ElBe, Ico, S. Matheiis. Bcacho do sang;iie. S.
Antonio do Jardiin, Quexeramoltim. e Parnahilia
Sefriinda e Sextas feiras ao meio dia por va da
Paraiba. Santo AntaoTodas as qnin*is feiratao
meio da. Garanliuii. e Bonito nos das 10 e 24
de >ada mez ao meio di. Floreno dia 13 de
cada niez ao meio dia. Cabo. Serinliaem. Bio Por-
moro, e Porto Calvo nos diaa 1, lie 21 de cada
mes>
PARTE OFFICtAL.
RIO DE JANEIRO.
SSEMBLEa, GERAK. LEGISLATIVA.
CMARA DOS DEPOTADOS.
Sssa5 de 7 de Junho.
Presidencia do Sr. Arujo Lima.
Pelas 10 horas da ftonhf prorede-w
chamada dos Peputado, e logo <|tie se ie-
itnem era numero legal, o Presdanle de-
clara aberta a sessaS, e lendo-se a acia ta
antecedente, fica approvada.
O i. Secretario d conta do expeden-
te.
Ordem do di i.
Continua a dscussio do art. 8 da pro-
posta, emenda da Commj si-> e outras e
muidas apoiodas. (Vide Diario de hon-
tem)
Heapoiada huma emenda do Sr. Rodri-
gue Torres, que dii: Dep >is das pala-
bras Olliciaes di Aroi. da diga-seqe
o Governo julgar desnecessai o>; o mais
como no art.
O Sur* Heniiqtusde Rtxende declara
nao poder approvar a emenda da Com*
rois-io, e Ihe lz algumas ohse vaces.
He apoiada huma emenda do Sr. Cal-
mon, que diz que as maioii s dos Offici-
aes dj Armada embartados sejio iguae^
aos so'dos, etc.
O Sur. Francisco do Reg defende a e-
menda da Commissio, e mostra a vanta-
gem que della se pode tirar, que he em-
prear Olliciaes habis, e licence t os irj*
hab is e relaxadas, pata que elles .se pos
sao empvegir emoutracousB.
O Sur. Calnion diz que pedio a p*la*
va para mandar mesa a sua emenda,
anda que esta idea nd era sua, e sim
idea que adoptou de quein tem conheci-
mento* e voto profesiooal na maten. O
illustie orador mostra os ncommodos da
quelles iodifiduofl que estio pp'icadus
vida do mar, e as eextcBes a qoe estiosU-
g-itos quando -r. barcados, e que sempre
fura nlenga dvi e (eptilado) angmen-
lar-ll>e os gozos econijiud ladts da vida.
Declara queja se mosirou os inconve-
nientes que esullaria de se igualar os
sidos dos OdieUes desembalados aos em-
barcados; que a sua emenda nio vaifiier
g-atide desp za, poique ocorpo danos*
ha \larinha e.st, por assim dier, istnto
de OHiciaeS Geneiaes ; e nao haja nudo
nueadesceza seia roui grande. Depois de
fer alg"rifas obierTa^Sea ern abono da.
corporac-<5 que desejar muito que a sua emend.i sa-
ja apmovada.
O Sr. Lima e Silva, como memhio da
Commissa, decLra que a intenc^S de-ta,
quando fi'era a emenda ao art. 8 da pro-
posta rio Goverrio, fra igua'ar a sorte
do Officciaes da Armada ansOlliciaes do
Exeicio; mostra que e-las licencas, de
que fac menc 5 o art.,. sao muito c< nene-, po'qu.- oTbesouro Publico iece*
be inetade de>srs dinheKoa qund'je-ses'
OtB.-aes esta c uciados ; demnn-tra em
tm que a emenda dC>m. natemin-
convpnienlp al^nm.
O Sin. Rodrigues Torrej torna a sus-
tentar a cpiniao que emil.lira na sessa
antt'Cidenle; responde ao que disse hum
D.pulado, deque os OITlciaes licenciados
se (iu.i 5 eropr*-g quistsserr, dii-nilo que estes Olliciae- nio
devem ser empreg^dosem ser\iposque
con vciiba a ell s, mas em servico que con-
venha Naca.
D.pcis de oulras ohs-rvacps, pronun
ti --se cont a a em> n la do Sr. G ilmon,
bem tomo j ^e nronunciaia contra a e-
oienda do wnr. Vasooncello-,
OSnr. Ministro concorda na necesi-
dade dse melliorar a serte d.>s OIHciaes
d* Armad i, para que es'a rhsse nio con
linue a viver na mis-ra ; e c< ncorda i-
gualmente que este ohjecto melhor seria
t]Ue fosse tratado n'lmma p opo.-ta, mas
compre ob-ervar iCam a qui lem
pa.-s.ifio huma terca parle do ttlp'* -'a
>es.*io, e que coB'ntiando a baver OQti*aa
i cusas df intere orctpe, podeiia li'-ar e^aa prop sla para
o oulro ann *, e a>.im contmuria na in
digencia, tanto os Olliciaes que nio Ira-
b, como os que trabalhio, sendo pa-
ra estes muito pejor a demora desta meti-
da.
OSnr. Paim opina pela i'a deque
riGovtrno compete pinjar quaaa aio os
Olliciaes ttestiece-sarios pra o aefvico, e
por eousequencM ap|>rova a eu.enda do
Sr. Torres. Vola pela emenda qua aug-
menta as niaioi ias dos OHcaes embarca-
dos.
O Sur. Francisco do Reg obsrrva que
nllgaea seopp5e a qu* os OIHciaes da
rmala e Anilhei i.i de Mantilla tenhio
augmento d oidetndo; mas sira que
nio he esta le lugar 'proprio para este
fim. Q'iantoemndi do Snr. Vasion-
cello-, diz que boje, com os pequeos
VL'iicimentfis que ttm, hum Oficial des-
embarcado pealan estes taofimentoa
muitas veces, s vantig-^ns que lem em-
barcando, e para isso d huma paite de
doente ; o que far quando tiver mais
este augmento desembarcado ? Parere-lhe
pois a emenda, aleo de impropr a do
luar, injn-ti, e t1 ndente a destruir a ds*
cp'ina. Concorda com a opiniio do Sr.
Hollanda, que bom ser que oOffioial da
rmala esteja continuamente embarcado;
mas que actualmen'e, havendo OEciaes
d-' sobra com pe pjenos vencimentos, pa-
rece de justitja que sejio esses Olliciaes
licenciado*, noque lucra o Thesouro, e
os mes ra os Odicaes. Alem deque o ar-
tigo nio vtda que o Snr. Ministro deixe
de conceder de conceder esas licencas, a
pesar do Offi al estar desembarcado e
P'issa servir em ierra.
Julga-se discutido o art., e, posto a
vol-, nio passa.
Eot *t Art. 9. O Govemo fica desdi j au -
toiisado a formar successivamente qua-
tro companhias fi\as de marinh- iros, de
iOO pencas rada huma, abriendo su o ef-
fectivo de la forca das BBi neionadas no
rl. primeiro da presente proposta, e das
qoe fri d cieladas para o anuo de 1836
a |837.
U Snr. Figueira da Mello pede a sup*
p'e-so do ai i. Obierva qu pe'a palavra
fixas i>o le-se enten 1er que essas conf-
panbias fic^r Alarionadas no Ro de
Janeio, e nio devem ir piraoude julgar-
ae conveniente : eentaS vero a augmentar-
se a forca de lena.
O. Snr. Ministro ob.-erva q ,e com es-a*
coiiif anhias procura-se aperfeiQtiar oen-
saio que j se com eco u a faier, eesl se
id f.m lo abordo da fsgala Piincipe Im-
p ral. Decard ijucsa > es-as ron paulina
xas org.misadas ssa nrordade indi-
gen te, qie vagindo pelas ra* das cida-
de e q< e >em a acabar de-gracada, ou a
fuer a desgiaga d s outros ; c mvida por
esta occasio a alguns Snrs. Depulados a
visilai* e e es^tbeJecimenlo, or le ver
mocea de (^oui a idadp api endeudo, alem
dos fxeriirios de marinheio e aiiilheiro,
otitias douirinas qoe oapodem. t-Tnar lio-
mens intilligentes no servico da Nara, e
ut iiasi ; de mais erta providencia r*i Cor-
la i o mal queja p'inc:pta asemir-se d
fiil-i de illi i t. s niarifibeii o-. Q.ian'o
o l< rio fixasern pregad o no art., be
em aiteiKvS a nao emb-rcar se nao huma
co i puibia iniei'a, e nao corro acontece
actualmente, *\ setr.elhanc;a do -ystema
frantex -i^u-ido o qiiil nao se embarca se
nad companhias inleiras, ou meias com-
panhias: sao companhias fixas no servi-
co, mas iiiO no lugar do sei vico.
S.gue-sea dis'-iissi do artigo iO.
a .0 Govemo li< a igualmente aulorisa-
do a promover de d j os Ollic'aes que
tem feito ou houverem de fazer servicos
exfraordiiiatios, quando nelles roneonaS
rapacidade, e todoi os requisito que con
titoem hum bom Ollicial.
'
k Emenda da Com. : cSdpprima-fe o ar-
tigo iG.
O Snr. Lima e Silva diz que a Coro,
propoz asoppiessa de-te artigo, por es-
tar encauchada pela Cmara de organisar
hum pn jeclo a re-pi ito das promoc5en,
e demais na5 est o Govemo inhibido da
fazer promoces na Armada.
O Snr. Ministro concorda que pode dei-
xar de passar o artigo se a propoda sobie
as pi omoc-.'s tiver ^le passar ; mas se n6
passar ju'ga dever npprorar se o ai t., por
que a lei pela qual julga o Snr. Deputado
poder o oTeruo fazer piornoces, .- as
perznitte por rigorosa antigui iade, pde-
se pois piomova- hum ou doos ()ffi. iaes
de merecimen'o, tro quanlo outn s que o
mereeem, se houver tres mais amigo*,
deix de gozar desta vnt. gem.
O Snr. Rodrigues Tunes dedara-se
contra oait.: cbieiva queater agora nao
tt in sido veiladas as prumoces na Arma-
da ; alen) dequeoarl. deixa aoGoierno
o arbitrio de promover quelles qoe en-
tender lar prest do servicl exlrao dina-
rios, servicos q e outros podcia5 enterder
por ordin trios ; demais, se a le existime
he defeituo*a, na Camait exi-lem projec-
tos a respeito, e nao de ve a Cmara dei-
ItC substituir a v<>ntade lei, antea deva
tratar da reforma da lei que jul^i defei*
tuosa, o que elle D- puladoiecouliece que
o lie.
He approvada a emenda de snppressc
e por Cutisequenca prejudi>ado oaitigo;
e com elle concluida a a. di-cuss5 do
piojelo, que pa.-sa para a Urtica dis-
CUS.saO.
S gue so a di-ru-saS da re-otuca que
apin u>.i os,estatutos da fculdade de u.o-
t< ina da Haba.
OSnr. Paim pide o rdiamento tfe.-ta
di-cnssao. ifio de se tratar do pi ojelo da
leforma doCo ligo do Piocesso ; mas su'-
mettido o adianunlo a vot. approvado.
Continuando po's a discusso, o Snr.
Vasconcellos laqoar que seja lemettidos
o-e talutos s duasCommisses reunidas,
delnsliucca5 Pob ica, e Saude Publica,
a tm de externar o que for bgi-lativo do
ri gulameniar, sujeitando approvaca da
Assemblea .-omtnte o que nigir medida
legis'aliva.
Apoiado este leqtaen'mento q ie nvolve
o adiami nio da discussat) da resoluca, en*
Ira emdiscussa, que ficaadi 0 Presdnie marca para ordem do dia
a discuss. do projecto que fxa as forcas
deler>a, sil horas, cm a cbeg'da do
Ministro da Guerra, e antes disto a conti-
nuacaS da d.scussaS adiada, e levanta a
sesa pelaiduas horas da tarde.


DIARIO DEPERN #M BUCO.
SENADO
Scssa de 8 ejunho de i 836.
Presidencia do Sr. Rento Barroso Pereiri.
Logo que ?e ncha reunido numero suf-
ficiente'de Sindoro par. firmar ca-a,
he declarada ai> ra a sessaS, le se, e fica
approvada a acia da anleiior.
O primeiro Secietario da conla do ex-
pediente.
Ordem do da.
En Ira em nica disnujaS e he relia ap-
prova 'o o paicer da GointnH$s5de Com*
lituicaO e Poderes, -oinea caria imperial
do Senador normado pela Piovinria da
Baha o Desembargador Cassiano Eperi-
dia de Mi l'o e Maltn. Passa-se a ofli-
riar alim de o GDCsmo Sr. vir tomar as->en-
Continua a disrussao do a." artigo da
resolucao relativa s fes mar as < om a< e-
inendas a potadas as antecedentes sesses.
Vem ainrfa a Mesa as seguidles emeu-
das .*
i." do Se. Carneiro de Campos : para
ser roll'icada no !im do artigo, on em ar-
tigo ,-epara lo in>ra*diato : Esta nulli-
dade, quando ha)a5 posseros cora algu
na col tora sobre o terreno, se verificar
immtdiatamenle a favor ros ditos posei-
ros depois da prumulgaca desta Iti ; n.
havendo porm segundos posseiros, veri-
ficar se-he panados dous annos depois da
referida proiuulgac6. Salva a redac-
ca.
a." do Sr. Vela-qnes: A-cartas de
spsmarias, rujo tei reno n5 tetido culta*
raalguma, (\xcepto as que tiveiem sido
demaicadas, ou em algum lempo foia
cultivadas, mas que por invasa dos In*
dios for5 abandonada-) precedidas as di-
ligencias dos l.8. 2. o 7." da Od.
Li*. 4** H^< !'ao QolJos
3. "" do Sr. Boi ges: No raso de pas-
sarem as emend*s,(los Srs. Patricio Ver-
gueiro, acciescenle-sedando-e o pra-
zo re dois annos da promu'gaca desta le.
Salva a ledeccad. Para ficar o pensa-
niento em harmona rom o que te ven-
cer.
S 5 apoiadaspor Ma ordem, entra Pin
discussa, a qual se (sp.ssa al dar a ho-
la, e ficaadiada.
O Presidente d para ordem do da da
se^uinte sessa5 a mesma materia dada pa
i a hoje, e levanta a sessa p da a horas.
CMARA DOS DKPL'TADOS.
Sessa" de 8 de Jun o.
Presidencia do Sr. A.anj Lima.
Pelas O hora* da manh procede-se
chamada dos Depulado-, e logo que te re-
ne m em numero aufficii ule para ha ver
casa, o Sr. Pre-ideotH declara alierta a
s.8; elida a acta da ante edente, fiel
approvada.
O primeiro Senetaio d conla do ex-
pediente.
Ordem do da.
Enlia em discussa o 1 art. da reao-
JucaS da Cotnmisaas da JutLiga Criminal,
(.obre a nf' Oprimeiio ar(,g0 Ha resuluca lie ap-
pro*ado .-em dsCuss;>.
Entia em diaCassafi o arf. 2.9
OSr. Ferrewa da Veiga cb'e/n a pa-
lavia p la orden, e diz que a iliustre Com-
missaode Juslc. Ciiinmal Coi muit> su.-
cinla no ten relalor'o, e por isso etle Di-
putado, n.:sendo versado tiestas malo-
nes, desoja que algum dos honra dos un ru-
bros da Commivst 6, h. ja de explicar e ex-
pender ;is razes, ero uue se fundn a
Cjommissa para presentar este projei lo,
nfin, d-poder dar melhcMO sen vo-o so-
bre U -bje> t. em questaS.
O Sr. Goncalve. Vlartins, como rela-
loc da Comroisaj, di as peiidas explica-
c5es, emoslra que as i zoes que te ve a
CoinniissnO sao tantas, que nao era pos
tiivel inc lui-las no sen relalorio : morir
que a atiribuiga que s/ concede nos Jui-
sea de Oireito, d furmacaji da culpa nos
enmes de responsabilidades dos Emprepa
dos Pub'ico n.>5 priviligiados, he sem
dnrida huma das mais impqi tantes : inos-
tra igualmente que para exercer esta at-
trihuica, he pieci-o inlelligenria dp di-
reilo, e muilos coriheimentos sobie a
materia e elle Depulado tempre ji'lgou
que os Jih7.ps i!e Paz nao erafi as pessoas
as mais capazes de ter e.-sa inlelli^encia,
etc.
U-opoiada lumia emenda do S". Vas-
CORrellos para que em lugar deresole
(!gt->ed-crela, etc.
Fi'a adiada e.-ta di.-cu>s^5 em ronse-
qncticia le ^e ; nnunciar otar na sala im-
nudalaoSr. M nisii o da Guerra, o qual.
sordo introducido rom as formalidades do
estilo, oerupa o (ompeleme logar.
Entra em di-cu^.-a o s gmnle aHigo
i. eseus paragraphos, b>.m como a emen-
da di Commiss.
Art. i. As forcas d? Ierra ordinari-
as, para o ano QUd ha de correr d i, de
Juilmde i83; a 3o'de Junho de 1838,
consta i S :
1. Dos Ofilciaes e mn\* pracas de
oilo Ratalhes de Cae-adores, quatro Coi-
pos de Cavallaria, cinco de Aitdliria de
Po'ica, liuin d^ Artilheria cavallo, e
do Gorpo de Ligerjlg da Provincia de Ma-
to Grosso. Esta f^rca ser elevada d de
jaoseu estado completo, icando o Go-
verno autorisado a recrulor na conformi-
d-ide das leis'xi-tentes, para preencher as
vaga, occorrid.is, quand iih5 possa con-
seguir completara dia loica pelos .meios
indicados no art. 4 da*Crla de Lei <\ 16
de Agosto do ano p. p. Equandoo julgue
eunvrriienle, poder diminuir > o nu-
meio desoldados n< s Coi pos onde for d>s-
pensavel mant"-los na qnelle e.-tado.
'2. Do Estado Maior do Kxercito,
s"'ii.'i,lo a orgarii-aca decretad; dos
OfHciaes de Eng*nlieiros, d is Odiciaes
avul.-os, das Cumpanhias de Ait fices do
Trem de Aililluria, e das repartiges
existentes, y
Emenda da Commissa. i. Po i do
art.' 1, depois da palavra recrutir, oi-
ga-ser.pgundo o dispo-tn no art. 11 da
lei de a5 de agosto de i85a, que decie-
lou as forcPs de trra, etc.
OSr. Rafael de Caivalho pede infor-
mage* o Sr. Ministro da Guerra sobre
o prviro que fnz este 'orpo de L g iros
da Provincia de Matto Grosso.
O Si. ftlinisiro pre^la as informacufs
pedidas, declarando une estas Companhias
de Ligei'os er. para dtfendarero o paiz
dos Imlios selvageus.
He apoiada huma emendado Sr. Vas-
concello", para que an Compauhia.s de L-
ceiio.s do Rio Dora, Espirito Santo e Ma-
rsnh6 oentiauem a {tencer ao Cover-
no Gernl.
H- intei rompida a discussao para o Sr.
Caluion cio le'ator da Gomroissa do
Orcammto, ler a lxara da de.-peza e le-
ceitasgeraes pata o futuro auno finaitrci-
ro : vai a imprimir.
. Coninua a discussao adiada*
O *ir. I.ima e Silva defende a i-'a da
CommissaS em separar do qutcfio doexer-
cito as companhias da divi-a do 11.o Do-
ce, em Minas a Espirito Santo, e o corpo
de lijeiiOdo Maranha. Opina que ea-
seseoi'pns nao deven fa/.er parle do exer-
cito, o6 sfVporsua oiganisicu orno por
bPii servico que nunca pedestres seivi-
ra em exerrilo algum. Lernbra que ji
em 1834 o Commi-s* de Guerra piopu-
ztra em hum pro/ecioijueesses Corpus fi
cis-eui pwencenoTo s Provincias, o ijue
a Commiss-5 diste anuo jtilguu dever pas
srna lei da lixaca de forcas.
OSr. Torresperguna o Sr. Minis-
tro s*nnne ou nao emenda <'a Com-
mi>-a ao J l.do aitigo i. da l'ropjsta
aprsenla >.i pelo Governo.
O Sr. M'iiistmi ob-erva que b;>m *ei ia
que a C< manijan accrescentas>e depois das
p<|aTras-8fgupdo o disposto no artigo
1 i da lei de 25 de Agosto de 1852, as p2-
Jijvras na parte que for po O Sr. Fiancisco do Reg defende a
emenda dsCommiasaS. Di/, que o Go-
verno nenhiim inconveniente encontra-
l [Jira obterTecrulas, s mpie que quei-
i a fasr o que se acaba de piaticarem Per-
oarabaco ; lend o Governo a l i que p. s
cias, e reyponsabilsar todos aquelles que
nao rumpriiem as suas ordena. Lernbra
que Pernamhuco | de recrular 8oo e tan-
tas pracas ; e se pSde alo fazer, o mes-
tu o poderS outras Provincias, como Mi-
nas, que tem huma repre.-entaca fle aO
Deputados na Cmara, e cuja populaca
he DOllito maior. Declara elimur qu<: o
Sr. Ministro aventaste a idea de eliminar
psscbcorpos da tdmini*>trBQaO gira!, por
que sendo.servicns prestados -i Provincia-,
Aquellas que delles tira utilidade que os
psguem.
OSr. Rafa"l de Macedo observa que,
rm sna opinii'5, nao sao as rne.-masas cir-
cn lanrias de Peinambucoe Marauha ;
na ultima ha nimigos i erinanenUs, o que
nao acontece na primeira, porque j se
diste o armo passado na Cmara, que a
gu< na dos Cbanos eslava acabada ; mas,
me.-.mo quando as-im naseja, fa os Ca-
lanos in'inig<'S promisorios. Admira de
ou vir Hiz.r que o servico dos ligeiros do
Maranhi-eji puramente proviiuial, sen*
doelle hum corpo de defeza que a mca
deveterali, bem como em Minas e lspi-
rilo Santo, porque laes corpos va5 bater
inim'gosconstantes que ha ne vincias. Sabr a observ.ca du Sr. Pi-
risco do Reg, de fizer guarnecer es'-es
jiontos do M.iranha por tropa de primei-
ra linlia, mostia a impossibibdade que
ha, allendeirlo-se ao servico que fazem
os ligeiros, sei vico a que nao pode prestar-
se corpos de primeira linli i. Conolne di-
zendoque, se a Provincia de Pernambu-
co de semelhantes corpos de ligeiros preci-
sar, elle, D- putado, nao ncusai seu
vito para is-o.
O Se. C-rneia Lea repara na inco-
herencia que parere *zi-tir no Ministerio
da Marinha e Guena ; hum faz di-lincca
de ciicunstancias oriin.uias e extraordi-
narias, e pede forc.S pata cadt huma
destashypotheses ; e no da Guerra t se
ppdm forcas para circunatanstaocias or-
dinarias com ti do ni su embarcar
rom isto, e deseja facilitar ao Governo to-
dos*os meios de sull'ocar as duas rebellies
oa exittent'S, e qnaesquer outras que
posa apparecer. Admira-s6 de que o
Sr. Ministio acreda Iim;laca5 posta pela
Commissa ao ^ i. do ait. i.8, quando
essa limitaQsS da (.'ommissa refere se a
huma dispos'C, legi Utivaque tabezcen-
vie-se quando f i tomada ; quando todas
as medidas do corpo legislativo (itaS t>n-
dia5 nao existencia do exeicito* roas
agora querendo o Sf. Minblro reorgani-
sar o exercito, e b'ler revolu ionarios em
duas Provincias, nao sabe por que raza5
o Si. Ministro admitte huma (al liu*tac*"5.
Lernbra que leudo o Mini.-ti no delibera-
do m.md r huma (orea para o Pai, en
controu huma forte oppo-ics5 do ent5
Commandanle das Armas, da qual resul
tuu na8 mandar-te pira o Para sena 7
hometi'i, o que deu causa ao desastroso
tucos-oda prim'iraexpedica. Coiiclue
approvaudo a emtnda do Sr. Vascoucel
los.
O S Raf.el de Carvalbo, para votar
eoni conhecimento de causa, deseja sa
ber (|iial he a foca ordinaria que guarne-
ce o lo i le -Je T..b tinga. (DepoisoSr. Mi-
nistro" responder que e^a forca depende
da-> ciicunt.tatinH'., es-gundo a forca dos
corpos) o Sr. Rafael de Ca ViIbo diz que
hsiaesta pergunta por aaber que etse for*
teealava inteirameule desguarnecido e a-
boo donado.
O Sr. Francisco do Reco sirda toma
pa' te na disco sao, respondando ao*1 rail-
mentoadoSr. Carneiro Lea5. Diz que
os Sr-. Depuladog dei. saber da for-
ra desses corpos de que trata o ani*o pe-
los mapas q' in Canuta forsfi dtribuid< s;
n..5 sen lo possivel fazer-se na Marinha o
roe-ni > (pie na Guerra, porque, por i x-
niplo, na necess d d; de se jnandac hu
ina experiicaa Pe n ilera i'iiviar as mesillas embarcces que
sp poderia mandar Rabia. Qjanto
Babia. Quanti emenda da Commis-
sao. ainda iniatfl por ella. Lernbra o que
aconleceu (juando se Ir.itou d.< lei lo re-
crularneiito, pna o qual Iguns Srs. que-
rii (ue sna Provincia nao coticrrease,
oniros que ooncorressa de mai<.
O Sr. Calinon vota pela emertda do
conlormar-se-ia sos estilos parlamentares
volando contra todos os artigos da p'opos-
la. Como Deputado, como representante
da iN'aca, j se pronunciara contra a ista-
i!.. i!o Sr. Ministro da Guerra na actual
administraca ; e a ser roheiente com es-
srs estilos, votara contra toda a prrposta.
VlaS devendo modificar essa opinia, por-
que xiite hum Governo sr:i generis, e,
servindo-se da lingoagem de hum anligo
Parlamentar nosso. porque estamos n'lium
Jroperio sui genetis, n'huma Cmara sui
generis, e com duro Ministerio sui gene*
lis, e rom hum Miri-terio sui generis.
n duiidar dar seu vilo para tpie se fixe
a forca do excreto que cmuvhi .iganisar.
Declara que cede ao d vei"onstilorional,
e. nao a sua pai licular convircaS. Percun-
lar ao Sr. Ministro, interpellando-o fa-
ca da Naca, te as leis de fixics de forcas
tem sido^execuladas, ,e se por ventura i t
temos hum exei cito ? A l< i de i83a fixnu
0 numero de seis mil liometis, a de 1833 o
numero de 9700 pracas, e a de 18.34 o
niesmo numero de 97OO. Tem existido
ac-o essa forca Elle Di potado julga que
nao ; porque se existir hum ixeicito ie-
gular de nova mil homens, 11. 3 se t> ra re-
mudo aO soldados, ou quintos f..ra5, pa-
ra o Para, nnn se teria ordenado que 500
Guardes Nacionacs marxa;seui para o lio
Gjande. Se nove mil homensestivessem en-
ta em pe ile guerra, bem pode ser que a
farca vinagre nao tivesse ensanguentado
huuia bella Provincia, eque hum caudilho
1 h I le rao eslivesse armado n'outra. onde,
servindo-se da lingoagem do jacobinismo
em delirio, e t proclamando e dtdaiando
guerra aos palacios, como hoje 1 no Jornal
do Commercio. Conrlue, vista desse
facto, que uenhuma lei de lixaio de tor-
cas tem sido executada, que nosso exerrito
tem sido nominal 011 < himeneo, entretanto
que fe tem gastos mih s votados annual-
rr.etilepaiat.il'; desoiteque a Naco tem
carregado com o omis de huma eno'me
de.-peza, sem gozar das vantagens que li-
uha direi'o a esperar de huma forca regu-
l*r e disciplinada que esttviste prests a
11 arcliar pata qoa'quer ponto do Imperio
que se conflagrare. Esta desagindavel
circunslanc a, avista da qual he (orea
conlessar que o Poder Legislativo tem sido
escarnecido, e a Nacao Iludida, elle, De-
putado, nrgtria seu vol presente pro-
posta. Mas rep. te, que modifu a a sua 0-
pinia, porque espt ra na providencia di-
vina q' hum dia teja mudado o Sr. Minis
tro da g> erra; e espera na mesma provi-
dencia que hum da tenhamos xei c to re-
cular e de acord iom as instituuts e as
neo siidades do paiz. Voltar por lauto a
lavor 1I0 artigo em discus -, emboia rec*
que narla se (limpia, e que a !ei que ora se
fax fique como as antecedentes, corno letra
moita em noss.-s collecc,5es.
(Continuarse .)
DIVERSAS REPARTICOF.NS.
son o anno paasado, nao tem mai-. necea- j Sr. Vaseoncellos epcloartigo, dciarando
sidaJc que ler hum delegado as Provin- J que to eativesse n'hum Governo regular
PKEKITIR.V DA COMARCA DO RECIFE.
Paite do dia ia de Agosto.
Illm. e Exm. Snr. Por ordem mi-
nha foiv presos Antn o Serafina de Dos
por ser de conducta o e sospeilo, e Fr-
cisco, pardo e-eravo de Francisco Joa-
qoitn de S'uca Campello, morador n
Villa de Sobral, por se ter hido oc*cultar
ai rnado enicaza d; Fe'os Joze Tavares de
Lra.
Pelo Commi-sjrio de Polica de Foia .
Portas lt .lemetlido o piizaoo Mancel
Francisco de Luna, o qual fura pre/o un-
tem ai 7 hoias da noite pilo mesiiio Co-
m sario, por ha ver dado urna bofetada
to Aiemad B-rnardo A roque, morador
no becolaigodi Scnzalla estando este na
porta de mu caza.
Pelo Sub-Pieleilo da Frpguezia de S.
Antonio Ibi leineltido Francisco de Piula
Galbardo, quetoia pre-o por qtieixa de
Roa Alaria daCooceicsS, e Joauoiqa d
Conceija de que o diio Ga'lhaido as fuM
procurar anici d'ontem a noite em ras/,
para o iim de as maltratar.
N^O houve mais novi lades.



I
DIARIO DE PUNAMBUCO.
V

Pees Guarde a V. Ex. Socrrtaria de
Prefeitura da Corimiarca do Recite 12 da
Agosto de i836. Illm. e Exm. Sr. F'-
cl,.co de Paula Cavalcanli d'Albiiqui-rque.
-Manuel do Nasrmento da Costa Mon-
teiro, Piefeito da Comarca.
Parte do Dia i3.
1 I'lm. eExm. Sr.Por esla Ere*
fritura n.i ha novidade.-
Ueos Guarde a V. Ex. Secretaria da
Pref itma da Commarra do Recite l3 de
Agnto de 18R6. 1Illm. e Kxm. Snr.
I'Vjticisco de Paula Cavalcmii de Albu-
(jupique.Manoel do Nascimcnto da Cos-
a Monteiro, Pitftito da Commarca.
MEZA DAS DIVERSAS RENDAS.
A pauta he a mesma do N. 173.
CORRFIO.
O Bague Escuna Navegante, Opi'o
Maimel Antonio d'Oveira .-ai para o lira
de Janeiro no dia aa do con ente.
comparecer rom Vm. na arena Typngra-
fiea cnni o fim unico de satTazer a sna
curiosidade se circunstancias que mu i-
tn convem prevenir a isso me nao mol-
iera. Si ni S'. esejoso de acertar : eu
nunca fui agitado por coiz. q'ie nao
sao da minha conia, e por isso releva
pensar, que p> erizo ser bem rixoro,
se nao mais algurna cois iquelle que,
gratuitamentedez( ja intrometter-se onde
nao v. < hamado ; mas emfim sao gestos e
CORRESPONDENCIAS.
Sis. Redactores.

Tendo eu mais d'uroa vez necessidade
de passar pela ra direita, teulio me visto
surpnhendi lo, e na dura precisio(xegan-
do em certa altura) de recuar e voltar de
raminhoafim de nao alterar a minha sau-
de cora osputiidos xeiros que d'improvi-o
m'avancavo ao nariz, provocando-me
vontade nao pequea de laucar : encuii-
trndo-me com lium dos moradores da-
nuelle logar, apeitou-me a cuiiosiJade
de perguntar aorigem daque'la pest lenta
enianaco, manifestada por tatitos das se-
guidos, e que mais e mais f* deetrvie.
S rabe eolio, que aquelle muito decente
maiianrial de m asmas muito saudaveis, tra
constantemente reproduzido por um irnun-
do cano que de si arroja va por onde fa-
zem arrojr tio benignos diluvios que a
serem Miis continuos os dias de sul, a pes-
te por ol axar seu germen. ... e coitad< a
os n oradores de mais peto, quo os de
maislonge se retirarlo com nao pequeo
pniiizo... deejava Snrs. Hedactores que
me di-sem onde e em que consiste a pres-
picafia miuda, e assHua, e actividade in-
cancavel que lud prev eludo providen-
cia (com quem nao he de sua paixi") do
Sor. Fiscal?.. Sabemos qtie este Snr.
todos os das aili paat e mi'itas com sea
escrivio, (andarlo comdehVixo e por isso
de ventas entupidas) mas ohdesrraca !. .
vi.-t.s gi ocas se fs/.em porque ainda se nao
acabarlo os respeilos devidos as alta* cath-
gorias, que sera pejo mimozeio seus vizi-
ntioscom quaulas materias dehterantes se
fasem inuteis nes seus tibiados, donde
querem medir o oilarto de lodas as ventas
pelas suas. Empero eu e quem por alli mo-
ra que o Snr. Fiscal apartando de si apar-
eimonia que em tal objecto ino-tra, rum-
ora o seu dever e deixe conleroplaies.-
Do que se passar Ihe participare! pois
son sc-oitentoecerto
As.ignante.
Snrs. Hedactores.
Julgando suficiente o que se tem pu-
blicado sobre a que.tio de juros que veis*
entre o Sr. Joze Antonio d'Oiveira e o
cazal 4o fallescido Se Jo quim Apolina-
liu Mavr ; pare.-se que o Sr. D-z-joio de
a< ci tai nao est p ir isso : por cuja cauza,
rogo-llie o particular favor de dar lugar
DO seu encllente Diario ao que de mais
pasaoa expend.r nu que multo obligar
Ao seu venerador e criado ,
M. L. M.
Sr. Dezejozo do a/ertar.
Bem qirzera fouar me ao ufado d.e
dena necio executiva contra o mutuario
oroisso que nio paga annualmentc o res-
pectivo juro ( 1 ) e tira esta conclusio-
logo do espirito, d 1 Lei se conclue que o
juro deve ser pago O que importa
o mesmo que di/er : eu creio segundo
lembrancas ten ho que mesma Le i 110
Japio que fas dos Japoneses Brai.ileiro-:
logo os Japoneses sio Brazleiros Q'iize-
ra antis nio incontrar tanta miseria de
raciocinio para poui ;\r-me o desgeato de
cada qual pensa como quer oti como po- avaliar tiohem ti este sentido o meu d-
de : por tanto deixntiin mais preambu- versario. Tenho [novado pois, Sr. De-
les, viui responderlo que de mim ( e s I tejlo de acertar o que me propus, i-to
de roim ) exige; -lo ao que me diz
esptito na caita que fez impiimir e cir-
cular. Offeresse-nos Vmc 3 exemplns
de coritas de juros pedindo-nos que os
examinemos, e pelo prelo llie d gamos o
que n'elles inconlramos contra a l.ci e S
cons iencia. E como nao exige ontra
roiza na primeira parte da sua carta ,
nica que m lar-so rargo responder eu
me exlorcarii por mostrar-lhe que nao"
s os seus exemplos tao contra a Lei, e
si conscji ncia ; mas que Vm. av'anca nina
pieposqio, e conclue um di-p irate.
Provarci pois. que contra a Lei o mo-
do d'es,a rontabilirlade ; porque, qoeieu-
doesta o juro de 5 p. 0/0 nicamente do
capital, e s nicamente d > capital ( e
por islo, q'iM estas contas te denomirio
de juros smples nio o sendo toda aquel-
la que involva um nico nal de juio no
capital ; porque como muito bem ja
dis-e o roen Illutre amigo o Sr. Mjor
ft! y*r, no cazo em questio nm real que
ali estej iuvolvido quando se exlrahir
a vigsima parte, temos tiohem a vigts-
8ma parte do juro d'ese real) Vm. se-
gu por um desses exemplos a op'niiido
Contador Oliveira a que chama de juros
simples, *em 8" lembiar que' o paga-
mentoM litos n'essa conta levando se a
amortizar juros em lugar de amortizar
capital deirro de ler o distino que quer
a Lei. a Era nenbum cazo ( diz L.
Vol. t." Cap. i9 de Jiir &. corroboran-
do a Ord. do L. 4. T. G7 1 ) Se
ademitte a uzura de cwura fa/endo-se de
juros vencidos um novo capital para se
perceberern juros d'elk- um !<>. lupr
o curso de juros do al que aquelle (i. Capital ) se pague ^&
S gue se po's, que asquantias dadas pur
cunta de qudqner dbito n'este sentido ,
sio para amortizar Capital, e nio juro* ,
e por tanto os juros do seu i. exefpl')
nao sio simples, loo sio contra a L*l.
Ajunle agora a islo o Sr. Deztjoso de a-
ceilar um contracto ( qu-d (' o <-m-ques-
tao) que diz Divo ao Sr. F. a quan-
tiade... que u-e empnst'U cuja qnan-
lia Ihe pagaiei qoando me pedir, da
qual Ihe pagarei o juro da Lei .tesen re-
al imb Ico e decidir se argumenta
de boa t, que nos contractos d'estana-
lureza o limite do prazo sen lo unid
condicio neces^aria1 e exprtca romo re-
comtxu-nda <> Alv. de I7 de Janeiro de
1757 eati; modernamente F. 15. de Jur.
Com. Ait. 8., para o'cste limite partir
O Cai'SO de juros; no nosso ciso ainda que
( pie cindindo ria Lei ) se pretenda colo-
rir com o mais lustroso verniz aconta do
Contadcr O eir e rom ella o seu J."
pjcemplo, os juros s tem lugar (jijando se
liquidar oC'pital ( no cazo do devedor o
querer de urna vez .solver ) 011 diminuir
os juros na iszao irmrsa dos pagamen-
tos a. o arbitrio que se deixou no con-
tracto. He evidente, que aquelle que
enipre-tou conlentoii-.'e c.m o titulo do
emprestado, e e-te por consen'timento da-
qtif-lle, 'i sendo Ihe m I Itrente dar di
n he tro po^ cunta 011 pagar sua divida
n'uroa so parctlla-, cum. os juros relativos,
podia mediante o t>mpo 011 ero(uan-
10 Ihe nao IbsSe pedida tirar o roaior
provi-ito da coisa emprestada sem que
o credor podesse exigir mais juros dj que
aquel les que a Lei Ihe permitli quando
fo-st imholcafi > per intoium : logo o di-
nheiro que o devedor d'esse por conta, e
o errdor coiiMs-e rereber, era para amor-
(inr tapital e nao juros urna vez ser iu-
diH-iente a utn pagare oulro receher por
junto.
Se esta concluso nio exacta nio en-
to erdde queoseja. Mis o Sr. Deze-
joso deacetai*argamenta d'outia forma:
diz que 2. itcaj tem ce que Le: cr-
, ser contra a Lei ( no cazo em questio)
os seus exemplos e at contra o senso
omimitn ; e doxo da sua preponate. Nece-sitara ain-
da de tratar no que se cppe o mesmoa
exempl is a s con-ciencia ; mis bastar
di/.er que aquillo que a L> i prohibe
n'rste s> ntido nao o pide peiroittir a rons-
ciencia; e para me nio estender em lori-
gas demonstrarues sobre materia de tanto
nxlindre, ahi est Penafiel pa satiffa-
zer a sua curiosidade : leia-o so qniarr ,
comnarando tiobem as penas da Ord. do
L. 4 T. 67.
Ouanlo ao restan'e de sua carta forco-
zo diteraiada, que -s ideas expendi-
das no meu Laudo nio lena nada rom
as do Sr. Silva e que dcixando de per-
seguir na analise da Sig inda parle de sua
mesma carta sinto prater de nao parir
(liante de suas reticencias para expor
penivel necessidadt de represalias e di-
aer-se como se diz de Vm. ( fazendo-
se gratuitamente meu provocador ) que
por falta de razSes otara de lio indigna
violencia ; armas seropre re que se valem
aquellas, cuja educaco, !) ni e-crutada,
nio Ihes fas a mtlhor honra. Desp< din-
do me poi-. (e paja tempre ) de quero cau-
teloso esconde seu rime 7 eu S0Q do Sr.
Deet-jozode acertar,
Seu repeitador
Manuel Lopes Maxado.
VA.RIF.DADFS.
D\ CHINA.
Governo Venalidade dos empegos -
I), sordens da adraini-tricio -- Tribuna-
es -- Mandarn* Militares -- AJvo-
gados -- Sacerd des -- LaVradores
Jonialeiros -- Mei cadores Profi-srB
infames-- Privilegios dos Mandarins --
Suas exaeces Ou-adia de um via-
jante Inglez.
Algurise-criptores tem pintado a China
coinoum fOo de sabios governados por
e\cellenles lea, e por magistrados recios
e humano*. Poim algims europeos que
tem residido muito lempo na China i e
ouiros que lem atravessado aquelle rasto
mperiu em toda a sin longitude, Tem
visto com muita frequenc a que o forrtc
opprime o fraco, e qu< todos OS qoe t-
nham algama ai thoridade se se viam
delta para molestar, vexar ,#e atormentar
o povo.
O Imperador exerre o poder ma-s ab-
soluto; pde demgar aaleiff, eeatabelecer
n,i|ui novas. O r.speilo que se Ihe tem
clirga *< adoracio; desobedecer Ihe
um ci irne impedoaxt I. (Rundose apr-
senla em publico o que acontece raras ve-
zea, appar.ee rod ido de urna pompa
mageslosa e re peitavel, e quando paasa ,
todos l^e curvam o joelho ; toma M mu-
los de G:ho do Cee, e nico g .vern#or
do muude.
#nvU o Imperador Comnrssaiios se-
cretos para que otarainem a conducta
dos rmgi-tiad i ; mas os commissaiios
deixam-se corromper. Q que tfera rna-
nilestar slguma que*a ao Imperador nao
pl- airigtr-lba dilectamente, pus tem
(i9b recorrer aos ministros, ou ros ofli-
( 1 ) Ainda quando deve-se-osos es-
tar pelas suppoc6es do Sr. DeZfcj >S0 de
acertar ou mesmo que di- tacto "iives~e
urna tal Lei, nio poda ser aplicada a
nosso cazo ; iorqae o contracto rila de-
tiara leuip^coao para --0 seria tiecfj*ario.
ciaes do palacio. Estieilamcnte ligadas
entre todas estas peraonagena por mo-
tivos de inleresse, nem se di andamento
denftndn nem nenhum dos litigantes
cliega a obler justica. Os que <,|>tem al.
g un emprego, consegnem no asimoso-
an'o os ministros, e proruram depois
embolsar-se do que-adiantaram. Sabem
mui bem eludir as leis que prohibem aoa
agentes di poder oacceitar presentes. As
oreos do Principe sio mal executd.s
e rrequentemente Ilusoria a vigilancia
reciproca do seus mandatarios* Destes
os culpados sins vezes exonerados p car-
regados d- ferros, ronfiscando-lhca es
bens 5 porm estes oar-tqri, ainda me se
annunciam na^Cazeta Offi.ial ('e l'.kiag,
, nio re nediam o mal. o soborno saspen-
* de-se momfntaneamente ; e tpm se visto
( os mesmns empreg dos desllaidos tor-
. narem outra vez a governar outr^s pro-
"inca, onde se inlemnisam das pedas;
que hoUreratn na sua fortuna. Demais
sticceda na China como em nutras muitas
partes : as leis sio boas disse um m:s-
sionarin ; mas seria de desejar que fosfem
bem eXecutadas.
O conselho ordinario do Imperador
comp se de odas, ou ministros. Seis
. tribunaes, nu departamentos esli .mar-
regl<-s da administiacio do imperio. Ou-
! t.o depaitamei.to ncrapa se noque con-
cemente aos Paiocipea do sangue e la-
m ia Ini 1 ;i .1.
O* membroa dos grandes tribnnaes alo
metale Manchados, e metade Chioezea.
Alm daquelles seis trjbunaes ha o dos
censores pblicos, cojos memlnos tem
juntamente coro os presidentes dsoutroi,
o diieito de dirigir repieaentaces ao Im-
perador.
Os europeos dio o nome de mandarins,
derivado da patarra Hepanliula mari-
dar 11 a todos os empreados pblicos da
China, tanto civis como militares. O
seu iioire chinez Konan.
O filho h-idjos b-ns d pai, masna
s suasdigriidides. Os descendentes da
familia reinante tem a cathegm ia de prin-
cipes, de-f- uctam rendas, porm nio tem
poder algiwn. Todo aquelle que ou
(os mandarn, considerado como nobre,
o mesmo pni-io mrira vb recebido do Imperador um titulo de hon-
ra que se concedo alo aos antepassados
da-- pessoi-s a quem e monaicha quer hon-
rar; este titulo nio se transmite aos li-
Ihos. Os hus distnbuemsc por paitesj
iguaes.
A Familia de Confucia a nica que
gi se de um titulo de honra que se tranj-
miite sua deaceodencia directa.
Ha site classes de cidadios : mandarins,
roiitares, leliados, sacerdots, jorna-
leiros, (aviadores, e merradoies- Tfc-
dos us pie receberam os graos acadenoi*
ees depois de luver t\ to os exames ne-
ce-sarios pode.n ser opoositons ana em*
pregos ordinarios; emqu.mto aos de mais
importancia, necesaita*se para consegui-
los, talento, r rdito e ser vicos.
Os mandatarios sao tscolhidos de entre
os letrado-. Hi mutossacerdotes, e sa-
bem tirar paitido da prop-nsio dos Chi-
nezea para .1 aupersticio ; possuem casas
e Ierras.
Ainda que a classe dos (aviadores seja
a mais proteg'di do goTcruo, ao mesmo
lempo a menos ich.
l)s mercaderes gosam de ponca cons'de-
racio e al os que sabem da sua patria
sio de-pr< sadus.
Raras vetes um filho exeree o oficio ou
prossio de 8eU pi menos que nio o
obrigue a neci ssidade. Apenas um Clii-
nez ajunta algum dinhe commerrio; e se consegue ser-ae mais
lio, t acta por uni de presents, do
obler um pequeo mardariato, para go-
aar com tranquillidada da sua turtana ;
p .rqueos agentes lo gorerno- julgain que
Ihes fa/.eni ^olllbla os parlicuTaiea, quo
Fasem ostentacio da sua opulencia. -,
Os cmicos egente libertina si<> repu-
tado-infames, e iiao-iu admitlidos a eza-
me-pa-a seiem re, Indos man tai ius, Os
verdugos e eaneniro -o mal victos ; ma-1
podem largar o Siu oliuio-quando lem
com <|"!-' VlViT.
Falla se ao mandarina de joeUios, me-
n- que se nio leuha obiid um ra. go que
jj.nense di sj. Ja rni* ; acresestsaa*
-.


fcw
i
DIARIO DE P E UNA M feUCO.
OUi
quelles era publico nos logaies da sua ju- les, a 28 de Novembro de i832, dexan- | fcjf A .Snn* Rila Mara do Sacramento
lisdiccio, tem irem acompanhadosdeums do testamento, e por seos lesiamcnleiros queira annunciar a sua morad para tea
os Sis. Reverendo Joa'quim Antonio Gon- procurada.
cal-res Leaaa, Joio Cuelho d-Carvalho, e j jr* Quem annuncou no Diario de
loxe Lourenco da Silva dos qoaes nenhum Sexta feia precisar i.- urn feitor que tra-
Oonvideraeel comitiva, e ate formidavel
Ao aproximar-se derem ieirar-'eJ e parar respetosamente cora a cab-ca di-
reita e os bracos encruzados >t que acabe
de passar a con (iva.
A dos mandaiius consta da umitas pos
soas : raas estas sio m.-i pagas e mal mis-
tentadas e aqm.ll.-s mesmos lem ordena
dos diminutos ; por isso procurara irar
do povo (]iianio necessit< de gulamentus para conter os seus agentes,
efa'-e-los o m
sao lo mal observados q e s*gui do um
proverbio Chine/., sola o Imperador tan-
to lobos e ladroes, quintos maudar.-ns
Ci f. 1
Segundo sao os graos dos mandaiins,
asSm sao os seus ira ge?. Um particular
nioseutieveria a trazer bordaduris de ou-
ro, porque lhes piohibido laze-lo.
O Imperador, seus filhis, princi-
pes de primen a ordena trazem sobre o vps-
tido dag5es bordados que se dil'aienccam
no numero de suas pita-. Os principes
do quinto grao e todos os Mandarina
lisam doman};, que urna especie de ser-
pente de quatro patas
As grandes pcr.-onagens do imperio, e
os mandar ius distinguen) *ae no ves'ido
por urna chapa bordad*, um cinturio e
um botao posto sobre a poota do gorro ,
qu nos mandarn* anda sempre Co harto
de urna-borla encarnad. Uiii coliar o
dislinctivo dos grandes mandains, A
pluma de pavaV real no gorro o sign.il
querendo aceitar a tesian entaiia, fj pelo
dixo asignado requerido no Julio deFo-
ra, hum testamenl.eno dativo e foi pelo
lus preferido o diloseu Irmio J..io Paulo:
este apenas se vioencaxado na administra-
ci dos bens do cazal, por parecer ao Juiz.
ser elle mais es pe to dj que o abaixo assig-
nado|: na verdade Iralou de desempenhar
cabalmente o titulo da sua prefeienca, e
de tal forma apoqutntou o abaixo asigna-
do itrapalbandot e epasandoas parlilhas,
unido rom nossa Mi ( depois de morio
roen Pai, se lemb\ u ella que eramos .-fju
, filhos ; mas elle era oda sua beneio. .)
q-ie ao sbjxo .-.signado s Ibe estou us
nieos judiciaes, ao< qu?es recorreo com
finco, agravado, e no ultimo aj.uro. Bem
que os 11 eiui judiciaes, e morrmnte ns
i ircunslancias de polneza, e desvatimen-
tOf do abaixo asdfgnd-> poncas vezes satis-
facaoa juslica, tirita <", a lasio da minba
pai.ie, queapezarda cbicanada, e mil rna
landricetj quemecppnz eeIrmao ingra-
to, unido, &.-. &c. &<. A senienga de
fonn.l de partillia* sitio a meo faVor!
Vtnci em beneficio dos meus fimos com mil
sacrificio de songo, e de aveces. Quz
ser mais gei erozo que meu Irmio, nao Ihe
cuybrei as cuntas, e leudo dad > exactamen-
te a colacio tu:lu o quegm mim linha per-
leneente ao monte, mesmo do lempo de
urn i'.-i, quem dira, que e.sse monsuuo-
zo Irmo, nao se corara de me rhamr
ostensivo da honra que di.-peisa o Impe-" dennos lizo p or duas quahtias que eu
rador da sua piopria mi.
MI de Laplau, officUI de marinha Fii-
ceza refere na sua viagem ao re mundo, um rasgo de ousadia de um ne-
gociante Inglez que mostra ao mrsmo
tempoaiiioleBcia dos unandaiins eafere-
za britnica.
Este Inglez 'charrada repeutinamrnte
Cidadede Macao por negocios p.rera-
ptorios, e desumma impoit .iici.i, viu-se
iibngado, seguitido o i ur>o de mu'l>.-ci
mea da Chiua, a to<-ar n'uitn 'le -em
que resida um mandirim, qun devia re-
ver seus pipis. e per<--h.-r ftrlo di.
de pas'agem. O negociante represento 1,
que a menor dilacio poda can-ai-lhe um
grande prejaizo, e o m -nd-iriui sem em -
-bargodisso neg-iva-^e a as-igur u-llieo pas
saporte debaixo do pret< xto d* que e-tava
descanijando, e tito era lempo. Depois inuHas iuuleis teutat vas, initadoo In-
glez salla em Ierra entra a forca em
casa domandarim, e o encuntra tranquil
lamente estendido obre um colxio fuman-
do opio. O reverendo mandu-Hn nter-
rompido violeulamenio 11 sen exiais, le-
vanta-se furio-o, rameaca grosseiramen-
te a quvm Ihe fasa tao importuna visita ;
poim um bom b Watio o estirn no chao
enlre os ]>edar;3sdoseu prec.OMi c.o biuib .
Oh glezapruveiiou-s.' da confuaafi e tu-
multo p-ra tomar a emba car se, e <5-
tinuarasua ageiu rhegati Jo com fuli
cidadeao seu destino, onde om sgui an-
ca eperqu o resultado das pers-iiic s do
/11 un j.-n im. Dnigiuse cmii feiio uuia
queixa ao Vice I5ei, que. depois de urna
Hmpla iolormacaS e da ter ouvido ecx-
amincido as leslimuubiis peJiu feitona
Ingleta q'ie lo^se entregue o temerario.
Poim Undo-.-e provado por novas ufor-
roaies que o mandarim fumara opio e
que provavelmenle eslava embriagado
q nodo se c.mmeiieu o delicio mudou o
negocio de aspecto. O mandaririi rec^beo
um cerlo tu me; o de varadas e peadeu a
Ma dignidade. Se a causa nao (ivetse taS
favoravel resultado, a viveza Uo aja 11 te o
feria posto no caso de le q^e ab China para senipre, ou e.-tar mudo lem-
po encerrado depois de pagar urna boa
multa.
C Do Diario do Governo de Lisboa.)
avizos partculahep.
O abaixo assignado, faz scenteao espei-
tavel Publico, a respeilo de seu ing ato
Inno Joio Paulo dos Sintos Lc-s>a, que
taiescendosea ra Frauc^eo Xir.er de Sil-
havja dado colato; a. primeira de
1/J)7ioreis resto de divida de Joaquim
GoncaUes Bislos: as-gunda de 24^000
leUdividr de Antonio Jnre Coelho i !...
Que fconleceo ? Perder elle, a cau^a, o
ser cond. mnarlo a p-gar o tresdoblo: ap
bellou para a Relacio, e l existe de.de 11
de Janeiro. Nao licoii o mons'ro desenga-
ado : propoz-roe nutro lib.-llo, para Ihe
pagar a -exta parte de 75J)588, que di/.;a
era eu Hcvedor a nos-o Pai : empugnei a
11 >va velhicala, e ob' ve sen lenca a m< u
favor para elle pagar o Iresjobio: pedio
vi-1.1 para eroba,ri>os e sabio-lher lum-
pia-se.-em embarco dos embargos .' ( 18
de Junho p. p.) lie df notar que a canta
que existe parada na Relami, he por fil'a
de pagamentos de prepares: 'ao depreca
eu queira faser essa de^peza (que Dio me
compete como Reo) como saldr a m> u fa-
vor a SKiitenca. Tio escandalosa he a ac-
rusacio, lo falcas lem sido as suas ra-e-..
O preaentd avia he urna especie deaatUfa-
iao >|iie don no Publico, por ver-me jusli-
par meu Irmio, naaesse ingrato queretido
tantas veza oprimir-me ja nao me mere
ce e m le acio ; eu puso a cobrar-lhe o
ultimo viiitem de piocipal cutas; seiei
duro, porem nao lu velh^co.
Francisco Borges dos Santos Lessa.
*k'J- Pioga-se no Snr. Joaquim da Fon-
re a Soares '< Figu< r. do. fjue hja He de
clarn a su-'i m- ivda nesia r c<, e n. filia
h^ja de comparecer na 1 ua Nova Butica D.
%7.
*r3F Qoem quisi-r edificar alguma pro-
p iedade epao P nba ainda aijis'fe-.'o tijolloi
de alv^iaji; lu quem se obrigue Dfilos
inilhfiros, se her mift-r : annuncie ala
morada p-ira se iradar do aju.-le.
V3P* Antonio Pereira Geraldes leudo
no Diario n. t^3de.iado crrante oan-
nun io de Rila Vlaria do Sacramento onde
l..z cedo ter hpoucado urna morada de
casMerieano Bairro da Boa-vi t.i na ra
do Culuvrl o I), a, pe tencente a Anua
Mara da Cntir-eicio, ctj* casa sea. hafli
gualmente hipolecnda ho annunciaue pela
(juautia de i50^)n00 res a a por cenloao
mez, e como o annunciante se (jueia li-
vrar de algum acileule qu f>ossa aprrecer
la/, ceito ao nspeitavel publico para (iie
nio cnlraleni mais algum negocio iob^
rtlri ida cesa.
r^P* D-.-.e leeris a juros sobre pe-
tihoiesde ouroou piala: ua ra do Cal-
deircro D. II.
?*JP" Precisa-se de una pessoa capaz
p.n-i casa de hornera sulteiro para cnsinhar
e comprar Di naca d Irid>nendencia
II. S.
balhe, procure na ra do Mundo novo D.
38.
'CJ^ Na roa da Sanzaa nova n. a3,
2 "andar, precisa sede urna ama- que se
encarregue do governo da casa de um ho-
rnera soliciro.
*y Quera preciar d^ um fetor para
sitio, ou mesmo para Engenho perto desta
praca ; annoncit.
%W O Illm. Snr. boutor Juliio Ma-
na drtCaiVdlho e V'.-sconcellos mande re-
ceber em Fvia de Portas defionte do Ar-
senal de Marinha urna caita coin urna en-
Comanda vinda do Maranbio no Paq. Pa-
tagouia em casa do Escrivio da Escuna
Victoria.
NAVIOS A CARGA.
Para Ti este
fc^ O BrigueSard 1 Hypocrate, Capi-
tn Conessa, a Sabir nodia 14 do correle
anda'pode receber alguma carga afie'e:
a Iractarcom o consignatario A. Scliramtn.
COMPRAS.
Por Fe reir Borges, Contracto de Se-
guras; Mederina legai, Direiio Cambial:
na ruada Florentina casas do Zurrick, por-
la junta aolampiio, ou annuneie.
& Compra-sr, e pagwe bem, urna
pipta mossa, de bonita figura, sem vicios
nem achauues, e que s iba coser e engo-
mar enm perf icio: na Boa-vista ra de
Joaquim Joze de Veras sobrado novo de
um andar.
%ry Um berg. em bom uzo : quem o
liver annnncie por esta lolba.
ry Um pretode naio, que seja pos-
tante eboa figura, e que nio exceda de a i
annos. euma prela de .'!() a/O annos, que
entenda do servico de casa e rua : no pa-
teo da Ma'rt de Santo Antonio sobrado de
um andar junio a cigi em que e.teve a Ty-
giafia deste Diario.
de trra na Capunga, que custou ai5^000
n,l JM rna Direita D. 34, lado do ponte.
VK* Um molequede iaa i3annos,b0*.
nita figura, mu hbil para todo oaervco
com principio de cosinha para o que tem
muita pi opmsio, e sem molestia alg.jm.(:
tu rua do Fgandes sobrado decm andar
D. 7, lado direito vindo da Ribe:ra.
^qpr* Brincos de lillagran com diaman-
tes, e sera elles, pulceiras com diamantes
aneis com ditos, alfinetes de brilhantes'
brincos de diamantes, trancelins e paliui.
ros de prata, ludo de bato goslo, vindo
prximamente do Porto : na luja deOuri-
ves de Custodio Manoel Goncalves no
atierro da Boa vista D. 50.
WP* Urna prtta crila de 22 annos, bo-
nita figura; costureira e engom^dea : no
ultimo sobrado do Peixolo as cinco Pontas.
jrj^ l'ma duzia de cadeiras, e um ca-
roap em meio uzo, por pieco cotnmoJo ;
atraz dos Martirios casa de Irez rotulas ver-
df.
W Um realejo grande com 26 pesias
de msica, de bonitas vozes ; e tima caixa
de msica : na mema caa cima.
WP" Pe-sas de xilas escuras a 4$i60 e
4/580, ditas de cambraias finas de b* va-
ra a 5^000: na esquina daPracinha do
Livramenlo na loja do Burgos Pouce de Le-
n.
TJT Um Dc ionaro Francs ern Por-
tuguez em bom uzo : na Botica de Joio
Pereira da Silveira, rua do Rosario.
%yr Urna negra mossa, de banila fi-
gura, boa buceteia, padeira, cosinha o dia-
rio de urna casa, eugo 1 a liso, lava de sa-
bio e vai relia : na rua de Orlas a brado
D.47.
^cy Fazendas com algum toque de a-
variapor muito diminuto preco: no i.
andar da casa D. 5 na 1 ua do Collegio.
|Cy Um negro pessa com aa anuos de
idade, cosinbeiro, e muio s*uio, tendo
lio smente o deleito de go>tar decaxassa:
nesta 'l'ypogralia sedii ijuern fende.
tey Umarscrava do gento d'Angola,
cosinba, engoma, e I ..va de sabio, de 18
annos: na rua do Vigano n. i3 primeuo
andar.


VENDAS.
Um cavao castanho muito manteudo,
bom paciro e muito bom carregador e es-
quipolor a rcuilo ard go e ei gordo:
ne la Typografia se dir quem vetide,
WP" Um mulato claro e bem feito,
rom 18 annos de idade, alfii<-te de tffu-
Iha e thezoura, bai beiro tem bons prin-
cipios de ca riera e abil dade para ludo:
na rna da Sa- zulla velba n. 38, segundo
andar, ou na Praciuha do Liviameulo a
lall r ao siajoi' Jjo iiiiioel P. reir de A-
breV,-_ -
tCJP U:a negra do gento de Ano|a
naci cacauge, i lade i4a 15 auno-, muito
sadia, em vicio e nem a. naque algum, en-
goma liso h m, f.z renda, cose 1 hio, cosi-
nha o diaiio d? una casa c m limpesa e
promplidio; v-'nde se por prraido s na
rua ire tu I). 34, i." an lar das 7 boras da
manila i as 9, e das adat *y* P*s de coqueiros pequeos: na
Jlh< do Nogtleira.
^5P* Quartos multo novas, e por pre-
go commodo: noallerro d Bya-vi-,ta D.
60.
tTS Um -elim em meio uso, e trancas
de todas as qanudados, e fitas proprias pi-
ra guarnecer fardas, e boloens para as
moronas; b.iiietinas e houe's para Guarda
Nacional*: na praca da Unio loja n. i9.
fcJP Cllecgoens de L ys Provinc..es
de lb55e i836: na praca da Independen-
cia n. 37 e 58, a 6,{0 teis.
^P~ Urna dusia d cadeiras de Jacaran-
da, um jogo de bancas do mesmo, e urna
meia cmoda com a ferragem de prala, um
meio aparelho de louca de me.a, um jogo
de mangas de vidro lavradas, um dito de
alanterrm An xiiro u:n porta-lieor
que aiuda nio servio j e sel-nta palmos
ESCHA VOS FGIDOS.
Manoel, naci Cabinda, de idade a5 an-
uos, estatura regular, sem barba, cambado
de urna peina, por a ter quebiado um ca-
v.illo, rom um couce ; ..U1.J0 no da 10 do
do crrente, e leva vestido ca|na e camisa
bianca, e um chapoo de palba, f..li. ex-
plicado : Os ;.|n 1 lleude .01 es o podem le-
v r a loja 11. i7 na tua da cadeia velha }
que serao bem recompensado-1.
|TJP Fugio em 10 de Julho do coi 1 en-
te um esrravo jangdeiiu e nome Lou-
leuco, baxoectieio docorpo, e velboque
represeula tur 40 anuo-, levando ve.udo
calst e camisa de blg< dio ou brim, ludo ja
veliio : quem o descubir leve-o em Fora
de Portas n, ao junio ao beco largo que
ser reCOmpensad.tdo seu Irabalho.
uJ>* Ittfbel, nagio Angolla estatura
medima, secca do roipo, tem em urna das
perna um signal de b*la que levou, le-
vcu vestido de chita asul clara, com pal-
mas encarnadas, cabtcio de algodiosinbo,
faiaden'scado azul escuro; lugida de.-do
o dia a do correle; edesconfia-se que an-
da para as bandas da Cidade por ja ler es-
tado i alguns annos: es aprth-ndedores
evem-no atraz da Igr*ja dos Martirios ca-"
za de t.ez rotulas pintadas de verde que
1 ceun a p.g.do seu irabalho.
Taboas das mares chetas no Fono de
Pernambucoi
i Segunda i
i 5-T: g
j 6-Q:
5 9: Z
10-D: .
- Bll. 18 ro
- 10 6 a.
- lO- 54 a
- 11-42
- 0-30
- 118 *
- a-- 6 a
Man.
T*rd|
PBRS, NA TIP., DE M. F. DE FaRiA 1836^
I
m**


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