Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05721


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Full Text

ANNO [)K 1836. SUMAD )
1.3 OR AGOSTO N. 174.
Prhsavrijco, na Tv r. nit M. f. d* Ftnu. 1836-
DAS DA SEMANA.

8 rpiinda 8* CvrincA. M. A mi rio* Jxes. do Cr.
le m. e de i. scs. da Tliessouniria Publica c
Cbanc ije i-
<) TerC* jijiim: S. RoinSo I! el- *4c 01. and. do J. de
O. de t.
10 Uuari ift S. Lourenco M.
11 Quinta S. Tibnrcio M. Re. de tal. and. do J. do
C. de m. C'ianA. de t-
12 Sexta S. Clara M. s.-s. da Th. P. and. do J. de
O. .le.
13 Sallado jtj'ini ?. UyBdlvt. Rcl. de ni. c and. do
V. t. di- ein "linda.
I ( Domingo S. P.n/eliio.
Tildo agora depende o no* inesinm da mmsa prn
den.-ij. niiiiicf.K.ao. p energa continnemoi. enma
principiamos, e aireinni apmitadoi com admira'
* atoca maiicnltai.
Prurl '>nnt:ho dn Attfrr.hlta Orral d* Brntil
Satacre vee a 1000 r*. menaaca pae;niiadlan(adn
nema T pog rafia, ra dan Crnzes I). .'', e na l'ra-
9.1 da liidatfendencia N. SJ e.18 : miden- ri'Crhetn
<:i>rrcspniiHriirias Ipjralisadas, e annum n>s; insera-
dl> .....lea rratii 'endo do* proprtOl Mtcnalltei,
p rindo i(rnado*i
L,
CAMBIOS.
Jgoito 12.
lOndre 36 Ds. St. poi l c< if. ou prata a 50 por
c Mito ile premio Nomina.
Lisboa Vi por ojo premio, por metal, Xom.
Franca 260 .265 IU. porfajinco
Rio de Jan. ti p. c- de prem.
Mocitas lie ti..10:) I3..5O0 l:t..lH0
I Pexoa I..H0
Premio da prata 50 p. c
dn* Icttras. por mi'! I '-'por o|0
("obre 25 por ctnlo de descont
PAUTIDA DOS COKURIOS.
Ohnda Todos os dias ao mrio diK.
Goiana. Alli.imlra. I'arailia. Villa di> Condp, Mo-
.manicuape, Pilar, Rea. de S. Joan. Brrjo d'Areia,
Rainha. Pombal. Nora de Sonsa. Cidade do Natal,
Villas de (ioianninha. e \ov.i da l'rn.eeza, Cidade
da l'ortalc/a. Villas do Aijuirs. .Monte mor nova,
Ararat, Cascavel. Canind, Granja, Impcratris,
S- Bernardo, S. Joao do Pnnr.iak, Sobrar. Noiad'
BIRer, Ico, S. MaOirV, ReTcbodo nangtie, S.
Antonio do .lardn. Quexeramobim. e Parnahiba
S'jriindn* c Sextas reirn ao meio Ji.i por ria da
Paraiba. Santo AutioTodas na quintil feirasao
meio dia. (iaraubuns. e ionitonos de i ida inei ao meio lia. Floresno dia I.H de
cada mea ao meio di.i. Cabo, Serinl. lem. Ilio Por-
mozo, e Porto Calvonos dias I, ll.eSl de cada
1 mea.
U ]! III. I ......!...-I I-
PAJTE OFFICIAL.

RIODEJANEIRO.
ASSEMBLI*. GERAL LEGISLATIVA.
CAMaRA. DOS DEPUTADOS.
Sessa de !\ de Junlio.
Conlinuaco do n. antecedente.
O Sr. Liropo de Abreu responde ao
Snr. Maciel Monten o, tme parecen notar
contradice i no Ministerio, em mandara
amnista para o Rio Grande, e h j<* que-
rer a suspensa de paran lias ; lembra que
por vezes respeito do Ri.G ande s* tem
querido encontrar rontradicca no Minis-
terio, e que elle Ministro, poslo que nao
livesse a felicidadc de convencer os illu-tres
Depti'alos, tedatia anda repitiria qu- es-
ta contradicgaS iiiii'xisU, att^ndendo .e
s rircunslancias em que essas meiitlas
(ota tunadas. No priniipio o Governo
entenden colher gratulo Tantagem da
inini.-ti.t, e de Fado, n opinia d-lle Mi-
nistro, algutna vanlagem se rollieu ; deu
lempo ao Governo para em orcasia oppuf-
titna.etnpregr medidas de fortja ronlra e-s."
partido que parece proteger a idea de sept-
ratao da Provincia, oque nao podu oCo-
verno faz* r logo que ch'gia as piimeiras
nalicias. Qu.iq(o a ath Du*-s'ao G iverno
os desastrosos aconte iaaent >s do Para, d:7.
que quandoa Adtnini conla das redeas do Coverno, ] exista a
rebeliia; e o prinieito paso que deu f i
.com a lei que suspenda as garantas, lei
que pii.cis.iva ser arompanhad t de forcas
de mar e ierra, que mmediatainrnl,e forao
pnriadas. Na5 pode asevHi-ar sp alfum
desastie que tein acontecido se po le attri-
liuir ao Presidente, q he ao me-m ) t> m-
|io l oiiim.iiivl.itil- das Jorcas de mar ; mas
d- certo, se t.'m bavido .lRtim desasir,
lin pode o Governu compartir esa rensn-
ra, porque nao ticnieott biim eropiegado
cujahabilidadefos-etUscoiliC'ida. Quinto
censura feita da nomeaca doComnnia' te
das furcas de mar pira o R*o Grande,
milito admita que o IlustreDeputadoque
a rencurou puzes inlelligerfa d militar, para se recordar
d, latios acontecidos no Para, pelos qtues
esse milita- liavia de p.isar por hutn con-
celbo de guerra e justilicat se, e qnatido
intstno flgtinias culpas lenha bavido ncs.se
Hi.miccim uto, perrrdO ha talonao H-m-
p", deve se laucar bom veo sobre elle.
Observa que reconheceqoe a c-.nctira Sr. Visconde luada-se no ainvr da patria i
todava he Baialpr *iimivnriina hum poseo
ese paliiotisnio, para que nao (.ffl'ndaas
pessoas que alia* lem direilo a sua reptil i-
c,a ; lano mafs que esta rencura, feila
P"i hum ) pillado que por. de concedo,
pode de algnma maneira iolhera es* peo.
soa prestar servicos ao Rra7.il, 'crvicos que
em ouiras circunstancias p dera faier.
A espito dos fados do Para, o Snr.
Ministro da Jtislica, hontem noile, re-
ceb.u ofScioedo respectivo Piesid nte, ero
que relata esse*. acontecimentos, e t- ria
apreseniado eses olTicios a .seus collegas,
>e nio mt diasse tapouro lempo, persua-
dido tleque entre ostnemhros da admi-
nntraclo no po lem haver segredos em
objedosde tanta importancia. J>s-es 'fli
rio, poui o mais ou menos, con-la o que
bumip. Diputado disse ; maidtvecon-
Icstar o fa tu de lis ver o Gommandanle dis
forcs inglezis fiiio arriar a bindcira
btazileira ; tal fado nao he relatado p-'lo
Presidente-, ese bonvease succeddu de
re lo o Pi esidente n. 5 o havia de omiltir.
Era cerlo pao Itr iespitado oComman-
danlelngliz o blnqoeio; mas quaessetau
osmeios mais proprios de exigir o (in-
vern huma Slisfaca/1 Setia expor a
sua esquadra nao s a huma afft ont', mas
acons qtiem js muito mais prejudicial!
ao paiz ? Julj^a p-'eciso p is q-ie se cncate
aconducA do Presidente eCommandan
te das forcasnavaes, pelo lado das ir-
ciinstatii ias emqucse achara. Por es a
occasia o Snr. Mitislro da Juslica obser-
va que n0 po'e o Snr. Ministro da Mi-
tinhd ser laxado de pouco pu!et,le. qu
do mandn viaj.-r huma corveta Eu pa ; nao Jii'ga que rom mais es.a coi ve a.
ou outra mais ri? posgamo-, m fraso de
hnm ilustre D.-pu!-do, disputar 1 -
glaterra, otl Fraiua o ti ideule de Nep
tuno.
IJepois destas cxplicaces, o Snr. Mi-
nistro da Justica, entrando na maietia,
diz que com a emenda do Snr. Vas .n-
cellos nada lucra o Governo, como ss<
inuntre Deputjdi te p-isnade, pois que
til emenda mandi dar >o (io> ernu 1800
piacas, qoer em casosordina* i'>s quer ex
traord narios. A tua enenda parece I be
mis lvtiravel; mas votara por ella *e
em logar de duna mil placas se dis-s-e
l es ri;ii, qne.sao a>'|ue d.'i para as circunalan* asextraoidinariaa ; no
em tanlo jul; melhor prever t idas as
hfpotheses, e a cada huma dellas appliiar
huma meci la ; leinbraiidu por isso o que
ncspaizes constilocionaes ae pratica com
a lia^h de forcas, cojas Jcis sao sempie
mui detalladas.
Snr. Calmon Tota ptlopiincitoart.
e contra as emendas.
Lembra que a Cmara ti comprome-
tida a ic.lituii-a tr.nttpilidade ao Bra/.il,
acabando com esaes dous iocinilioi que
nfeliinautfi ronflagraSa p3z no I nncrio;
e p ir isso ropvem sim censurar cierros
da Adtninistaga, mas de modo que essas
censuras nao va5srr nocivas aosinteresses
pblicos; e esta sua teflexaS assenta s-oln e
hum fado que sent reproducir $ nessa
na liad ida guerra declarada s Provincias
Argentinas, guerra d' t IupiI i com toda a
justica, a np| o ics da Cmara dos De
pillados tornou esti guena irnp"pular,
cesta impiqnilaridadc ai rastou gravas ma-
les. Na5 deseja pois elle orador que- a
opposica saia das raas do nteresfe p-
blicos, e torne impopular o rmprego tle
forjas conlra sidicioos e rebeldes. Ja ou-
vira diier na Cmara que Renlo Manoel
homem em que devenios onliu-, eta in-
dividuo de fiaca opinia; acabase tle
censurar a nomeacaS de outro C^b de
guerra, o CapilaS (Irenlell: opini-.s ta-
esemittidas na Cmara por individuos
quegnra de i' fluencia paranv nlar tem
hum echo mnito m.ior do que se pensa;
e nao de.eia elle orador que se v jirar
a esses militares a forca moral de que nc-
cesit.i5.
Ju'ga-se disculifo o art. priineiroque,
po to a votos be approvado, e regeilsdas
a- emenda^.
O Presidente da para ordem do dia a
coniiimacaS tia meama materia, e levanta
a sessa pelas duas horas da (arde.
CAMA t A DOS SENADORES.
Sessa de n dnJun'io.
L -
Presid ncia do Sr. B oto P irroso Pereira.
Ai bando-se reunidos 28 Sanadores, o
Snr. Han'oso convida o Snr. Mrquez de
I'.i..na: ti i a turnar a Presiden! a ; a sis
s.o be declarada almila, lida e pprovada
h arta la anleredente,
O i. Secretario d conla do expeditn-
Ordem do di i.
*
Conti-'Ua a i)i eussh do arf. 2.: e e-
mendas a elle flerecidas, da renolucaS re-
liliva a -i'-iii irias, aia !a pela hora na an-
teTOr se--.il,
Snr. C'fin ico de Campos manda ;i
mesa a siguite emenda :
ii Nao se entender haver falta de culta
i a, qua'ndo huma ou duas seamsras nao
cnltitadas.se ach.irem reundaa a outia
cultivada, daq-ial ai|U> lias oiiti.s duas,
por jtii/.o tle .a Litros, sejiiUjuiMi neces*
Bario ou til logradouto. fialv* a redac-
cio.a
ll,> .iMi.il.la. entra cm discussa, p de-
pois de bretes rt-Kxoe', j unobieautof
pede licencia para a retirar, a nal lhe Lo
concedida.
O Sr. Custodio Dias requer o adiamen-
to da rcsohica em di-cussao al que a
Cumia dos Depotidosseja lemetlida idcii-
tica materia. Heapoado, e susta-se a
discussa da lenoliifa ; sendo impugna-
do por alguns Senadores, seu nobre au-
tor o retira; continua a discussa da re*
BulocaS.
O Mrquez de Caravtllos manda mea
a seguinte emenda ;
Acciesc tite-se di pois dts palavtas
cultura a!(;uiiiou que em lempo
a'gum foi cultivada. Silva a rctlac-
eaC-.M
lie apoia la e enlra em discussa ; e por
dar aboca fica anda a m-Uria adiada; c
o Pie denle d para ordem do dia da
seguinle sissa, o parecer ta Commisss
dd Coristituica, li lo bije e a mais mate-
ria dada ; c levanta a esscid pdas duas
horas da farde.
D1VEKSAS REPAKTICOKNS.
TRIBUNAL DA RILLAfAO.
Sesse de 11 de Agosto.
Na *ppe!lap5i rima do Juico de Paz
do 3 Destiido d<> Hairro de Santo An-
loni appellantfl Amaro IVrriandes Ga-
ma, c,appellidos Ignacio Neii da Fon-
c ca, ot.tro se julgoii pela confirmaca
d i .- rilen a recorrida.
Ka appi HatM < ivel to Juizo do Civel
dts a Coman a, appellante Francisco Bo-
dtigaesde Moura, e appellado Joaquim
Antonio da Si'.veira, tobern se ju'gou
por a Confirma^aO da sentenca appellada.
'Nos Embarcos remitidos do Juizo IXIu-
nicipal c'a Cidade de Ulinda em que he
Embargante I). Mara Elena Pesaos de
Mello e emba gados l>. Josefa da Concei-
ca6 Va a cero Joze Riheiro ao Amaral ;
n-i te tomn delles ronbecimento por ba-
vniin il'> recebidos na Inferior Jostan-
ci, e er nesse Juizoond derem ser sen-
tenciados para dar-sc ent*5 as palles os
reenreos cmp. t rites inaodanilo-se des-
rii os Autos para o dito bm.
Na appellaiado Juizo do (ivel dt Vil-
lado Po. tu Calvo, ^pp liante o Juizo, e
appellada Juanna Maria da Conceicasc
n6 tomn conhecimenlo do lecureo por
incompetente.
Na ipi" llaca civel do Juizo Municipal
de Maceio, appellante Domingos Lopes
de Am.uitn, e appellada a Justica foi jt.l-
.dn noli" todo o Prceaso,
Nes Embargos oppoalos por Antonio
I /.^ Teixti a Bastos contra Domingos Jo-


JM A H 1 U U L'j 1" i K. i* J\ l ti KJ _/ Vf
eWBi^tttt
7e Marlins Vieira na rauza da appellaca
rrvel do Juizo do Civel desla Cidade, lo-
i5 os mesmos receb dos, e jugados tro-
vados para o effeilo de ser cumprida a sen-
tensa de Reviste obtda por o dito Bastos
quearinuiou o Processo.
Na appellaca civel do Juizo do Civel
deca Coma roa, appellante Antonio Ma-
rinlio Paes Brrelo e appellado Luiz An-
tonio dos Santos se decidi pela refoi ma
d.i sentensa recorrida.
Na appellaca civel do Jflto do Civel
de>ta Cidadc, appellante Antonio Joaquitn
da Silva, e appeilado Manoel Antones Vil-
laca, foi julg d pela con fu-maca 5 da seo-
'.cnad appclldda.
I
n
TIIFSOuRaRIA d\ PROVINCIA.
EDITAL.
O Ulm. Inspector da Thesouraria de
Fazenda manda fazer publico que as Ren-
das postas em ar remataca peanle a mrs-
nru Thesouraria, nos das 5, 6, e 7 do
correntepelo Edital publicado no Diario
de 7 do niez de Julho anterior, e que ain-
na loia arrematadas, contimu em
praca do da 16 docorrenteem diante.
K para constar se matdou uftixar o pre-
zente e publcalo pelo prelo. ,
Thesouraria Provincial de Perriambu-
r la de Agosto de i836.
Joa Baptista Per eir Lobo Jnior,
Commissario Assistenle da ext neta The-
zourana das Tropas, servihdo de Conta-
dor.
MEZA DAS DIVERSAS RRNOAS.
A pauta he a rnesraa do N. 173.
> -
CORREIO.
O Brgue Velloz recebe a malla para o
Rio de Janeiio rn>je (15) a* 4 hoia* a
tarde.
O Iliale Ninfa recebe a ma'a para o
Miranha amanhd (14) do crlenle as
i I horas da raanba.
OBRAS PUBLICAS.
A Repartica das Obras Publicas tem
de comprar porcad de tintas de diversas
qualidades, oleo de linhaca, e agoa-raz:
todas as pesmas que pertendemm vender,
podem comp >recer na Sala d'Adroinisti a-
<..) Fiscal, na dita Repartica nos das
16, 17, 18 do correte Agosto, para
tratarem do ajuste, e comprarle a qtiem
menor preco as vender ; e nesta occazi-
aselhedir que quantidades, e quali-
dades de t iotas se ha de comprar.
Moura,
Administrador Fiscal.
Continuaco do litigo ltleralura.
Na classe dos Moralistas Portuguezes do
Seculo Ib orcupao mais di-tincto lugar
Fe Heitor Pinto, el-'r. Amador Arraes,
Hispo de Poito Alegre. Aquelle e-creveo
Dilogos, dignos da maior estima, asiim
pelas gracas do estilo, como pelos princi-
pios agradaveis de huma moral pura, lis-
te tatnbem ecmpoz Dilogos mu precio-
sos, quasi todos sobre assumptos moraes,
' msticos. A dizer oque linio, nao .se i
a qual d preferencia td.ilo na torca, ver-
dade, eunca dos pegamentos, como na
jiarte da loru?a ; pjique ambos escre-
v.'tE com huma harmona, com huma na-
turalidad?, e graca wrdadeiramente en-
cantadoras; e certamente sao em mou
humilde voto dous classicos, que devem
servir de norma a quantos se quizerem de-
dicar ao estudo da formosissmu Lingoa
Portugtieza.
Tambem pertence a esta epocha o faino-
so Romancista Francisco de Moraes, a-
ctor da obra de Palmen im, aquella mei-
ma, que o Cura de D. Quixole sentn
da fogneira, dizendo, que mereca ser
conservada com tanto disvelo, como os
esciiptos d'llomero ta preciosamente
guardados em a caixinb de Daro. Elle
coitipoz igualmente a Histeria da Prima-
lian, filbode l'almii ini : e^re*eo rea-
(,5'S de cei tos aconterimentos, de que f-
ra tisteiuur.lia em Franca, e no .-en pas.
S.igeralmente estimados os sens Dilogos,
que vem no fin do 3 tomo do Palmei-
im, nrmente o segundo entre o Caval-
leiro e o Doujor. Darei hum exemplo na
spguinte la'la daquelle. Jsei, que por
da mais sao ra. oes : estas sb a. armas,
cm que senipie pelejastes, e por ^so nao
he muito, qur vencaes quem ^e dcllas riaS
aproveita : mas faco-voa huma aposta.
Sevosvirdes em hum campo raso, cer-
cado de mil Mouros ; que vistaes as coura-
cas as avessas, e que nao saibaes de que m-
taessaas laminas, e que vos nao tire Bal-
do as i-or boletas de diante dos olhos : ah ,
Sor. Doutor, que nunca vos vistes com
cera bombardas grossas assentadas nesses
peitos, e asfares amarellas, romo rea, e
chamar pela Vrgem Mara, e nao achr
quem vos acuda, e ter a salvaca no fo-
gir desemparar-os a vista de todo, ouvir
gritar, que racha os C^os, e achaes os ps
peados, e travados. Quam longe de vos
entad lemhrar Cdigo, Dgesto, nem ou-
trosescusados na paz, para fazer guerra a
muitos, quea na5 merer-em ; pelejaes as
nuilien' ias, onde sois supeiiores, quereis-
' vos traclados, con o gente sagrada, e pan-
des o mesroo nome meza, onde condem-
naes. Doutor. Ja vejo, que estaes
mais perlo de Orador, que de outra coli-
sa : agora hei por bera etnpregado meu
lempo em vos responder. Se quando a-
qui entraste, vos traetei com menos ror-
tezia, do que essa Oratoria merece, per-
doai me ; que oa cuidei, que eris mais,
que Fidalgo, ou Cavalb iro ; e com ludo
nao sando do proposito, quero, quesai-
baes, qneosmedos, que propohdes, me-
nos medo faraem hum Doutor, que em
outro qualquer homem ; e queris ver a
rasa ? Senti o que vos ds'-er. Quem
tem o juizo claro para conhecer o medo,
antes que se veja nelle, aupp&e, que hade
passallo, ed'aquivem irj ta acautclla-
dc>, q' (|uau !o o temor chega, e acha laa-
percebdo, que se na5 encherga nelle, e
os outios, em quem se Uto macha, nas-
ce-lbe de nao considerar as cousas antes
que ellas aconteca. Assm que por aqu
vos provo, que de necessidade o muito
bom Letrado ha de ser muito bom caval-
leiro. Cavalleiro >. Ali Domine Dou-
tor, como replcaes em salvo Que boa
rasa, me daes, se n'aquelle lempo hou-
vesse rasaS alguma Ora quero, que sai-
baes, que duas cousas aproveila no pe-
rigo, deque trac tamos, para operar me-
Ihor a huma, e mais principal he ter
o coraca animoso, a outra o costume da
peleja ; que o exercicio faz perder o me-
do, e d'aqui vejo muitos por] uso serern
vahntes: mas quem isto nunca vio, nao
pode ser bom juiz do que po lera fazer, e
por i so se disse, que o ceg nunca julgou
nem decores. Gabai-vos de bom Letra-
do, e deixai eatar as Armas para quem as
exercita. >
Osenlo 16 foi igualmente frtil em as
pioducces picas, como seja : O Nau-
'iagio de Spulveda por Corle Real : o
segundo Cerco de Din pelo rnesmo : a Eli-
g-ida, ou a Ratalba de A'cncer-fveb r p >r
Luz Pereira Branda .' oAlmso Anica-
no por Mauzinho-Qjtbedo : A Lly-^ea,
ou a Fundado de Li-bua por Gabriel Pe-
reira de Castro ; e- Conquista de Mala-
ca de Fianci.ico de S e Menezes. 'J'odos
estes Poetas tem acloridade cUssica, e por
isso he, que tractarei de cada hum mi
particular, se bem que com brevidade,
dico. Sepulveda nobre Portugus casa
na India com U. Leonor de S ; e como
quizessem vollar Europa, naufragra
as costas d'Africa, e andaia* por muito
tempo errantes primeiro que a mjitepo-
zesse lermos suis desgranas. E*te Poe-
ma, cujo assumpto he la terno, -e palhe-
tico, este Poema ; cujos bcroessa Chris-
tas ollerece logo no piincipio huma in-
vocaca i- s deoses do Pagani-mo. Se-
pulte la ama extremosamente a Leonor, e
ud a pode obter de-seu pai, que llie pre-
fere hum rivel : mas enlromette-.'.e Ot-
pido, que a rogos le Veous, faz, que
perixa esse riva! e assim os primeiros
Cantos destePcema fazem, que o letor
viaje por eeses paizes encantados, onde os
deoses da Mytologa i^ dccriplos de hum
modo potico, sitn, mas enojo.o para
quero se record* do assumpto da Epopa.
Por fim tll'eitua-seo casmeifto ; e o Po-
eta maca-nos a paciencia com a desccp-
ca des fe.-tejns, e fulgares, que v.-<5 esti-
rados pela liar parle dos "Cantos 4. e 5."
Por quatro annos desfi ucla estes esposos
os mais doces prazeies dasua unia : mas
desejando ijgres ar Portugal, deiidm-
se a partir com seus Glhos, e com efleito
fazem-se de vela : e etl appaiejem quei-
xumes dos deoses marinaos d'improviso
namorados dos encantos de Leonor : os
veisossa em verdade mu barinoniosos J
mas he para lastimar, <|Ue ta grande ta-
lento potico se empri-gasse de buro mo-
do ta exiravagante ; adve tirulo todava,
que essa mixtura incoherente da Mytho-
log'a com as ideas do Christianismo, b^m
longe de ser tida enta por cou>a ridicula,
era mui aplaudida, e estimada. A pai-
xa de hum dos deoses do O.eano causa
os infortunios de Leonor; porque Am-
phitrite, e suas Nynlas invejosas da sua
belleza, fazem, que a seu mandado se
levante huma furiosa tempestad?, por
motivo da qual o navio de Leonor se des-
pedaca em os cachopos vizinhos ao Cabo
da Boa Esperaoca. E-le naufragio hedes-
cripto com forca, naturalidade, e grao-
dza : finalmente apezar das extravagan-
cias da Mytologa sempre^rszda d'envolta
com cbieclosda nossa Santa, e augiuta
Regia, este Poema abunda de grandes
bellezas, assim de senlm.eutos, como de
loucca, e esti'o.
O a. Cerro de Diu, que be do mesrao
auclor, esl quosi no mesmo tom Luz Pe-
reira Branda assislio celebre Batalha
de Alcacer-Kibir, onde foi piizioneiro.
Foi esta grande catstrofe, que elle cele-
brou sob o ttulo de Eligiada Poema He-
roico de 18 Cantos. E>ta obra, cujo ti-
tulo he sngubr, he huma Epopa de
grande extensa ; e quem a l tem de tra-
gar longos trechos de rtenhum iirteresse :
mas o sen e-tilo tem hum ceito ar de tris-
teza, que move profundamente. -,
Mausinho Quebedo canta a perda de
Arza e de Tnger, eoseu her' he Af-
fon so o Africano. Em o i. Canto elle
representa este Principe guerreiro mergo-
Ibado em profundo somno, e a filha de
Atlas, que Ihe apparece, instigando-o a
qtie v conquistar esse paiz, onde domi-
nara seu pai, e que est a.-s-nhorea lo pe-
los infieis. Ni-to aioi da o Re, co rvoca
logo hum concrlho, em o qual se resolve
a expedica d'Africa. Logo o Poeta nos
leva ao inferno dos Cliristas, que des-
crevecom versos de grande energa. De-
pois conduz-nos a essa segunda habitaca
de tormentos, e d'esperauca, que nao de-
ve durar, se nao por algum tempo .'
Quebedo pinta os pidecimentos do Pur-
gatorio; mas arroja-nos outra vez em o
inferno, orda nos mostia o,falso profeta,
que rugindo de raiva, bem quizera por
estorvos s proezas dos CbrisUs Maio-
met excita o furor do rei dos demonios,
e no somb o imperio decretase a ririui
de Aflonso : finalmente o Poema de Que-
bedo, apezar dos defeitos poprios do .'eu
seculo, conten magnificas imagens, gran-
diosas descripces, e bellezas de todo o
genero.
(Continuarse .)
eiosa farca denominadaA Parten a Ana-
tmica .,
THEATRO no RECIFE.
Amanhi \\ do rorrele, a beneficio de
Ignacio Joaquirn Ferieir-e pora era sce-
na o seguirite expectalo: Dxpoia de huma
brilhaule Overlura, se lepjesentar asem-
pre inmortal pecaO Mendicante. Oa
intervalos do* actos serio prehenchidos
com agradaveis e escolhidas oveituras.
Madama Prima Feliciana cantai a insig-
ue Aria da paoa Barbeiio de Sevillu
denominada Una VoceeNo fim da pe-
ca se cantar o DueloIzabela e Thadj.
Rciualando lo Jo o expvctaculo com a gra-
LOTERIA A FAVOR das^ OBRAS da I-
GREJA do L1VRAMENT0.
Coofinuo-se a vender hilhtes e meios
sendo o^ bilhelis 5^)000, e ns nteiog
2J550O o palacio a i^JJaOO e 8o rs. t ni
cobre do Sello. Sendo ditos hilhtes da
i.* Lotera a Beneficio di IdiBcacam do
templa de N. S. do Livramento c que
breve correr por-sa ter vendido roaisde
burr.a 5." parte a poucosdiasados a ven-
da e continua-se a euder as* ca7,as sc-
guintes :
Bairro do Ricife loia de ferrsgem de
Joo Joze Carvalho Moraes Caza le
Cambio de F. de T. Vieira Alraz do
Coi po Santo venda de Lourenco J. das Ne-
ves.
Bairro de S. Antonio ru da- 5 Ponas
bija de f.izenda de Luciano Roza L. no-
LiVramento Botica de Manoel Romio de
Carvalho Coilegio na quina do Paco
loja de fzendas de J. M. Jnior. Ca-
bugal lioliea deJoi Moreira M. -- Pra-
pa da Independencia toja de litros N.
67 1 o 38. Florentina caa d>Thezou-
reiro Niculau Rudiigues di Cunha.
avizos particlXres.
Fr. Caldino de S. Ignez e Ar Reb'gi >
zo Benediitirio e Prezidente actual iij.
Mosteiro de S. Benlo da C idde da*Para-
hiba se derige a todas as autoridades Po-
liciaes dsta Provincia de Pernamburo ,
e>pecialmente aos desla Comarca do Re-
cife e com efficacia aos Illustrissimos Sa-
nho>es Sub-Prefeito da Freuuezia da
S. Amaro do Jaboato eSub Prefeito da
Freguezia do Cabo j e Ibes roga queirio
proteger, e auxiliar quaesquer pesso.a
do povo que tenho o officio de apre-
hender esdravos fgidos, para que apre-
hendi os e'scravos perlenceotes ao Mos-
teiro de S. Benlo da Cidade da Parabiba,
i|ue lorio vmdidos individamenle ao Sr.
Manoel Thomaz de Sonza Leio pro-
prietario do Engeubo Conceicio ou Ca-
vara na Freguezia de S. Amaro do Ja-
boato e a outros ; porque tendo o Mos-
teiro obt'do Senienca seu favor, passa-
daemJulgado, para Ihs seren restitui-
dos os e-icravos aquello Sr. Leio tem oc-
cu'ltado os 1 efer i dos escravos e suas cri-
as tambem julgidas do Mosteiro ; e nao
.- retem os que a elle forio demanda,
dos, como tambem os que a outiosero
demandados, e os c >ns> r va em hcu po-
der. Si > os escravos pertencentes exe-
iK-io ilo dito Sr. I, ao os segxiotes.-Jo-
o novo JozeLoiz Francisco da Cos-
ta Eugenia Flerinda Adriana com
duas crias Senborinha com duas crias -
Francisca cotn duas cras Vicenra --
Maia Jozefa eJ-icinta ; Da execu-
cao contra Anlonio#Gonsalves de Andru-
de morador em trras do Cavaco, sao
asescravas- Mara e Apona *. ; Da
Execuco contra Joze Gomes Fereira
o escravo Nicolau -- ; Da execuco c-
tra Ptdro Joaqmm o escravo Anto-
nio -; Da execuco contra Agoslioho R-
beiio da Costa sao os escravos Antonio e
Bonifaria -; Di execuco conlra Mat-
as Baiboza t; a escrava -- Lina. Qual-
quer pessoa ou pessoas que aprehen-
derem algum dos referidos escravos, quei-
ro conduzi-los ao Mosteiro de S. Benlo
di Cidade de Olinda onde receber
huma justa gratilicacio de seu trabalho.
O annunciante roagido pelo dever de
seu cargo deixou por algum lempo o seu
Mosteiro para vir esta Cidd tractar do
lectbiroento dos esclavos ; esperou qua
Calendo requerer ao Sr, Leio, e.-te que
se reputa homem de bem, restituase os
escravos tanto a elle demandados, como
os que to'irou de outros e os tetu em seu
puuer ; mas sendo requerido pela Sen-
tenca em 3o de Junho deste anuo nio
curou de intrgalos ; di neces^aiio pas-
s.ir-se mandado de aprehendi e manda-
do de busca em sua caza mas sendo an-
MUTI


mj m. .- v a f
W\. lf / 1! II \J O
sa
les atinjo nenhum escravo se achou em |
seu poder ua orcaiiao da busca, por os ,
ter occultado. 0 Sr. Lt-o parece contar
coml2"m potronato, e com a fraqupta
0s Beligiozos por isso zomba da Justica.
J^s Leis actuaos na facultan huma inlel-
gpocia exacta para o prosseguimento o-
],, .glorio contra esse Sr. que levanta-
do tst com os bens alheios j e por isso o
yVnniinciante se dirije s auctoiidades
l'olliciaes e as pessnas do Povo quaes
quer das quses pelo prezente Ibes conce-
de plenos pudores para fazerem a ap,re-
lienco dos i efai idi s escravo*.
Declara o annuncianle, que os es;ra-
tos demandados ero muitos mais po-
rern huma qrande parte lem-se evadido
d'i? seos intitulados Sr-'. e procurado o
JVfoSttiro onde se acho sem que hom
f fosse n trege por elles execuudns. S
perteuceutes a e*ecu<,o d > Sr. Lelo iiro
3a escravos com as crias ; e^te Sr. hara
Jeito a compra de 2.3 per bu na cont de
veis havendo entre e=ses escravo, que
por si s valia a referida quanlia pelo <>!i
o, que tinba e bom prestalo para a
fabrica de Engenhos ; e para ronvenci-
mento da verdade pode, quem duvidar,
r consultar os autos, que se acho n
Csftoit do Escrivio Bizerra. Foi esse
ruesmoS". Leo, quem comprou o En-
getiho denominado Cajabiissit peiten-
cente ao mesnoo Mosleiro de S. Bento ,
dando to somenle luir cont e duzen-
tos mil rs. ate o prezente e depois de
dishuctallo muitos annos anda pertende ,
que no cazo de peidero pleito pleito Ihe
peitenci todas as leudas que ando em
sinco mil cruzados annuaes ; e por is o
tetn procurado emharacar o andamento
do pleito pira consumir alguns annos
niai-. Felices tres mil cruzados que
devetn ganhar tfico lodos os annos e
nada para o senlioi io da propriedade ,
que nada rerebeo alem daquelles tres mil
cruzados que de certo nao foro despen-
didos em proyeito do Mosteiro e que se
.ivier a receber a sua propr e.lade ha le ser
bem destruida, mais do que j est e
quaze de fogo tnorjo. Se houver quem
duvidedo exposto, esto os autos no Car-
torio do Eicrivo Reg. e al poder de-
sengaar-so. Su por meios Judiriaes fos-
se permiitido aos Religiozos oonoluir as
exeeuces das Sentencas obtidas favor do
Moste o, o aimunciante nio fina publi-
co a iniquidade foto que se tem portado,
ecotitinua a portar-se o Sr. Lelo, em
prejuizo dos direilos do nuemo Mosteiro;
e nem importunara aos Srs. Redactores
pa zente.
^CJT" Quera tver dois negros fgidos ,
por nome hum Joaquin e nutro Ru-
muciJo ; dirfase aos Afogados a f.ilar
com Antonio Francisco das Chavas ; que
o iiit'.snio dando-lhe os signa 's retios di-
r (]'n ni os tem.
ijrj^ Dase sem mil rs. a juros sobre
ppnlioi es de euro ou prata ; atraz dos Mar-
tillos D. ii.
<(Cy Preciza-se urn)' rapaz Brazilero
para atidar cobrando algumas divids nen-
ies 3 Bairros : a neasoa que Ihe convpr
procure na ra do R.ingel sobrado D. 2/\,
a." aml.ir para tratar do ajusto.
*XJ^- Deieja-se fallar rom o Sr. Theo-
tonio Francisco de Faii que j tuorou
ou anda mora em Una a negocio de seu
inteie-se, ou com alguma pessoa que do
iesmo Sr. tiver conhecimer.lo, ou a
seu procurador : anuncie para ser pro
curado.
*/y Antonio Gomes da Cunba arza
ao respeitavel Publico que tend > apareci-
do nutras pessoa com o mesuro nome ,
d'ora em diante se asignar -
Antonio Gomes da Cunha e Silva.
19 Manoel Gomes da Cimba declaia i
ao respeitavel Publico, que apaieoendo '
outras pessoas de mime igual a He por
liso de boje em diaute se assignar
Manoel Gomes da Cunba e Silva.
*y Aluga-se urna ptvta que saili3
nuahoar e engomar: quem a tiver din-,
JH-ie .o Alttrro da Boa-vista piimeira ra-
za junto a Francisco Antonio diliveira
i.aud..r.
53* Quem annunciou no Diario que-
rer comprar um corrame de lustro, e
urna barretina pura Guarda Nacional : di-
rija-so ao palto do Colegio sobrado D. i ,
j.' andar.
W Quem precisar de hum lapaz
Rrazikiro para caxeiro de loja de fareu-
das, ou rua dando 6ador a sua condu.ia
e tambem dando algum lempo gratuita-
mente dirija-so a rua das Cruzes D. aO
para tratar do ajuste.
fc^T* A pessoa que annunciou querer
um ftitor dirija se a venda do Machado
di-fronte de Palacio.
SrjF" O Se. que annunciou no Diario
percisar de um sitio annuucie a mu mo-
rada.
tjrjr Pieci/.a-se de inca pessea p-ra p
a Parahiba sob urna negra que dizem se
achar peraltando em liiula de forra e que
diztm tem urna carta de alforria falca :
assiin o seu dono pe tende ir sobre isso
rom urna pessoa de companhia que se
queira sujeitar ao servir: quem assJQ o
quiter no prazo de seis diar poder an-
nunciar a .-u i morada.
|fy Preca-se de urna niulher forra
que saiba cozer lapar e eng >mar e o ma:s
ser VICO pital em caza do (orisul Inglez.
tjry Quem precisar de um raxeiro
Brazileiro | ara i ua ou loja que he h-
bil,, e tem propendi bastante para qual-
quer oceupacio : annuucie.
%Jf Quem pe tende ser ama de casa
de um hornera solteiro dirija sea rua da
Sanzalla novan.0 a3 i. sobrado, to-
dos os das de m.mh ate as 9 horas dan-
abonador a sua conducta.
*fW O Auctor do anniincio no Diario
n. i70, de segunda feira 8 do con ente,
torna uovamente a rogar a qualquer Sr.
Prop ietario, ou a quem Ihe convier ceder-
lhe por ulugiies, um andar, ou um s
sobrados, em qualquer das ras publicas
dos Bairros do Recife, ou Si uto Antonio,
queseja decante, e sirva para huma fa-
milia crecida, queira fuzei" o obzequio
annunciar paro ser procurado : protes-
ta-se pfompto pagamento a qoarteis, as-
seio, e l)oin tratamento do pr e.-ts, porcMie encomodado, quazi que
passa por (.nuda) assird agora pralicar-se.
t^r" Menron & Gomp. da Baha pro-
prietarios da Fabrica de rape" conhecido
sobo nomo de area-preta, tendo estabele-
cido nesta Cidade* urna fabrica fillial da
uicsn debaixo da denominaco AHl'.A-
PRETODA PROVINCIA DEPERNAM-
IJUCO, participio que seu deposito conti-
nua a ser ua rua da Cruz n. 52 no Recife.
pertetub r dirija-se a rua do Rosario larg"
venda D. 8.
ARRFMATACAO.
AiTemata-se por venda duas paites da
casa de .tobrado de trez andares da i ua do
Oueimado na esquina do beco da Congco-
gacio, com x08 proprios l). 20, assim
como duas partes da casa terrea na rua do
Rangel I). io, eOOtraaduaa parles de ca-
za lenca na rua da Gloiia U. 2> : qm-in
nellas quser laucar compareca na rua No-
va, a poita do Juizdo Ciel Quinta feira
11 do corrate as 5 horas da taide que se
hade arrematar.
VENDAS.
Quartaos muilonovos, por preco co-
rrilo: ri aterro da B:a-vista U. 6.
yjf" U;na duzy de radeiras em bom
u/.o do plinba e outros tristes : na rua
do Rozario larga loja de tarlaiugeiro D. 6
se dr que vendo.
gry Superior binha de poico derre-
tida em harria propria para cabello e tem-
pero : na ru* da Cadeia armasera N. 5o.
fry Urna parclba de canarios estian-
Ceiros de superior qualidadc : no buhar
que fica na retaguarda do Quartel dos Mu-
cipipaes.
V3P* Urna ovelha com urna lilil de
tres semanas de idade tem inuilo bom
leite e tambera um papagaio fah.clor, e
bom, ludo por pi eco com nodo : nabo-
tica de Cypiiano Luiz da Paa rua do Co-
legio.
Umi venda na rua Nova quera a
Um completo surfpmento do p.i?.
Rdo de Lisboa para Sra. homrm o me-
ninos : rn rua do Qnoimado D. 3.
h&~ Ura^ errava crinla com vinte e
ooi annos He idadn cosinb.^ e engoma .
do bonita figura som fnole Pnntas sobrado da esquina do P.'lxolo.
. *^9' Quatro varas boas de leite, pa-
ridas de novo, e de logar que nada difere
dos pastos daqu quem st* quisor procu-
re a Join Cavalcanle d'Albuqaerqiie no
sitio Magdalena primiro drpois'da ponte
que vai para oLnca*
*y* IJm negro de An^r-ls de 30 an-
nos bonita .figura 'fm vicio algu
un ppiii
axaqoe para fora da Provincia. Unn
preta de meia idde por proco commodo,
e una canoa nova a harta obra de bom
ROStO : no principio do atrrro dos Afosa-
Jos sobrado (le um andar ib fronte da
Vinva do Mimiz.
%T8" Potassa Americana da piimeira
qualidade por preco cmodo: quem qui-
zer dirija-se a L. G. Feneira & MariS-
fieldna rua da Cad*ia do R--cifp.
^a*" Canoas aboitas de d'versos tama-
nhes bom construidas de 5oo tiiollosnt
para looo: a fallar com Jos Higino de
M rauda.
Urna morada de caza terraa no
beco da Bomba D. 6. quem a per tender
dirija-se a rua de S. Joze D. 4.
STJP" Um braco de balanca grande de
Ierro com suas conxasem bom u/.o, trps
petos de ferro de duss arrobas, e um de
arroba : na roa do Q leimado botica de
Miguel Jo-e Rebeiro.
93^* Urna molata de trinta quarenta
annos cosinba bem cose cha fat renda,
engoma, lava de barrtlla e sabio, refina
as>ucar, e fat todo arraujo de urna raza,
om vicio, nem achaque; quom a quiter
dirija-se a loje de sera do aterro da Boa-
vista, que se dir o motive porque se A
vende.
t-51 C'jpatos de todas as quali lades ,
ocujos de ver ao lonje, bisaouras ingleza,
rscouvas de esfrrgar caras peixe sal-
mo : no armazem n. 57 rua da Crii7.
^Bf Urna rica cnd'ira tlr arruar da
Babia : na rua da Colegio D. 10, pri-
miro andar.
fcP" 2 pretas denicao, mocas, boni-
tas figuras, com b >as habilidades : na rua
do Fogo D. 11.
fcy Um sitio em S. Amaro, com 2 ca-
tas de pedia o cal, curral p-ra vacas, es-
tribara, um forno de farinba, e ontco de
pao, cacimba de beber, um bom viveiro,
e bastantes frnteiras ; outro >tio em S. A-
mro na e.ttiala do bwoo que vai para o
Rozarinho, com casa de pedra e cal, ca-
cimb grande de b b r, e fiucteiras de
todas as qulidade>: na rua Nova D. 5, de-
fronte doGaldereiro.
%ty Urna dutia de radeiras de pdinha
e outros trastes em bom uto: na rua ('o
Rozario larga, loja de tai tarugueiro D.
G.
try Bixaa de brn qualidade e rap
Princesa baiario a 1 iOO rs.: na praca da
Boa *i-ta botica D. iO.
iry Bxis por preco mullo commodo ;
assim como lodos osefieilos cta vei-id 1 por
tod a moeda de cobie, nao sen lo fundi-
da : na praca da Boa-vista venda D. 9, jun-
to boiica do Braulio.
ii_y Polaca Amei icana em barra gran-
de-, e pequeos, chegada prximamente,
p per preco commodo : na rua da Cruz n.
I*.
PER DAS.
Uns hoto'S de punhn hvralos, um
aniiello doonro com seis oitavas o urna
roseta quebrsda titdo slo pmbrulbado em
um pedaco de pa| el suio cabiu de um ca-
xio que entornou-se Quinta llia na rua
Carimba ; qupin cnja cousas achou ou
Arliar qiierondo restituir |pve ao caxoiro
I-uiz Fiancisco na roa da Sanzalla nova ,
spi g.-tu-rosamente recompensado se for
pe>soa que estoja nesta caso.
FURTO.
Um Chapeo r'e cantor branco, nup lom
dentro o nme de Jos Guilherme foi Cur-
iado por um negro ningucm o compre ,
pois o doi.oo conbece.
oG.
iry (iOO hariis de plvora da mellior
qualidade ; na nesnia casa ai ima.
ty T-boado de pinbo do todas as lar-
guras, g oscuras rompimentos, ludo
a prazo e milito cmodo : no ai mazem d
sal d.i fallecido Bc-nlo Joze da CoA.
COMPRAS.
Um piaiino em bom uso p.ira apren-
der.se : anuncie.
iyi Aitlimetioa de La-Croix, e Geo-
metra de Le Cundre ira Portugus, ou
Francs.
ESCRAVOS FUCIDOS.
No dia Tdocorron'p pelas dms horas
da tarde desaparec o da ca-a do abaiio a.
signado um moVque crnulo de dada i7
annos de nomo (audencio alguma eoi-
sa amarello o levou camisa de algudio
d tena, e calca tic brim liranco liso
Bem chapeo; os spr na da Cadeia Velha loge de fatondasde-
fionte da casa do falescido Bonlo Jos da
Co^ta que sei So ippompeusad s.
Illustiissimos Sis. Sub-Prefrtos e Jui-
zes de Paz de qnalijuer D'stiieto ondeap-
parecer um escravo de nome Elias, esta-
tura ordinaria seco do corpo rom al-
gumas marcas de hexiga pelo rosto e
levou calca branca jaqueta de chita ro-
cha e chapeo de palha oleado de prelo t
bajo por favor de o pen ler e remoller
ao Convento do Carino da Cidade do Re-
cife ; e adveite-se que o dito escravo ha
noticia de andar pela Cidade de O inda ,'
e da h talves, se dirija a Villa de Goi-
anna d'onde be natural o qual fug'o no
dia 8 do corrtnte tendo loriado urna
sedula de2o^J ioo ao Reven 11 dssiruo Pro
V.'noial.
Fr. Thomas de S. Mariana de Jess M.
Piior do Carmo do Recife.
mpi ho dia 8 do correnta fugio um es-
cravo do Convento do Carmo do Recife da
nome E as estatura -od naria, seco do
corpOt comalgumas marcas pretas de bixi-
gas pelo rosto, levou calca branca, jaque
ta de xitaixa, e chapeo de palha i.ledo
de prelo: quemo prgar le've-o ao n ior do
Carmo, que gratificara o seo trabalho.
UJ1 I.ourenco, crilo, 8 a 9 ann*s,'
cabeca grande, nariz xato, olbos grandes,
cor fulla, e tem os denles de'sima uns por
sima dosoutio-', pez e mos largos, e gro-
po do corpo ; fgido no dia 7 do correte,
e Kvou camisa de ahodo : os aprelu nde-
dor.slevem-no a mi d- Ai-go D. 18, que
serlo recompensados.
Tobos das mares chtnai no Porio da
Pcinambuco.
2i Segunda fC - i\\.30 m \
-27 T: ec - 3 -18 a. j
-3 28-Q: -29-Q: .50-S: ^3i-S: re * - 4 (i 4 54 5-4* 630 i a \Mao. i 1
1- I): - 7- 18 J
NOTICIA MAKITIlAS.
Navio entrado no da i3.
Briguede Guerra Inglez Reagie, C. o
Capilao 'lenle Tu/roy G das de v. ,
viuda da Uahia-
Pl R.V. KA TU'., DE M. F. DE t'AH V 1SJG.
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LADO
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da Suecia..........
Agoa caz..............
Agoardente de Franca a6.
t do Mediterrneo
Acati o Sueco ...........
Americano.......
Alfazema.................
Alv.uade..................
Amanas de ferro conf. snasv.
_, de linho Ing. pat.
da Russia.*......
Amendoa doce cora casca moie
Ancoras e ancoretas...
Aniagcm ordinarw.....
'ina.........
rame de ierro.......
,, de lalo.......
Arcos de ferro..............
Arroz pilado cstrangeiro......
A zn rco....................
Azcite doce de Portugal......
de Mediterrneo..
de peixe........
BACAI.HAU peq. seco......
Hacas de lalo...........
Btalas....................
Bezerros Francezes.........
Bren......................
Bri: da Kussia largo.......
,, eslreito......,
Inglez largo........
eslreito.......
Bolaxa fina.................
,, ordinaria ............
Bolaxiulia..................
CABOS de linho lng. pat/------
da Kussia .
it >
Calle"................*.....
Carne secca do Rio-grande ....
de Monte-video...
de vaca salgada d'l llanda
_ ,, d'America
de Porco ,, ,, .
d'lrlanda
Cameiras Francezas decores..
(Carvo de pedra.........
Cera amarella..........
,, branca............
Cha Hisson superior.....
,, Uxim..............
,, perola.............
i Ce r ve ja branca..........
,, prela............
Cliitas azuesda fabrica de Lisb.
Chumbo era barras..........
era lencol..........
de inunico.........
Cobre para Caldcrciro.......
,, farra...........
FACHADAS do Pono.......
Ervadoce...................
Espingardas lazarinas........
Estanto....................
AR T1CLES.
Steel Milian...........
Swr.dish........
Slints oj turpntine___
Brandy Frenh a6. ...
,, Spanish ,......
Tur Swedisch ........
,, American........
Lavandcr.............
I Chile lead
Cables-chain acc. lo sit,
,, llemp Eng. 'al..
,, Rwtsian
Sweel talmondsso/tshell
Anchors and grapnels..
Crequilla.............
fine............
[ron f ir assorted.....
Brass ..........
ron /loops............
Rice white............
Red lead..............
OH olive Portugal.....
,, Mediterrnea/!
Whaie
Codsli Srnall and di y.
Brass basins..........
Potatoes..............
Ca/skins, French.....
Rossin ...............
Russia sheeting wide...
,, Ravens duck.....
Fngl, sheeling wide ...
>> ,, duck..
Bread pilot...........
, nvy.........
Crackers .............
Cordagc Eng. pat.....
Russian........
Caffee ...............
BeeJ dried, Rio grande
PREgo
PRCE
12/000 iSjooo
180
1/000
65o
5/ooo
3/aoo
5/ooo
2/600
110
12/
6/000
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l/200
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PAR1NUA de Trigo Ame...
,, de outra parte...
,, de Mandioca
Folha de Flandes............I Tin pintes assorted.'.'.'.
,. de ferro Ingler........\Sheet /ron.....e.....,,
3/200
Montevideo 2/600
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QUEIJOS Flainengos.......
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Salca-parrillia........
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TABACO maepciidim......
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Vinagre de Portugal..
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da Figueira ...
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Couros SecosSalgados.......
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Cobre velbo
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Lisboa 5d por o/o premio, por metal, Wom.
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cobre ao por c. ^ uouroes iupanjiocs
1 Quintal =: 4 arrobas. 1 ar. 5a Lb.
100 Lb. = 93 meioi ki\ z= 101 Ll>. Ingj. = g5 Ham.
1 Canad (medida vel/ia)z= : 3/5 galn = 6/7 ve/le.
4a A/queires (idem)=z 94 bushel =. 54o lilres.
1 Cavado = 5 palmos, 1 l'aid. ^ palmos.
1 Yara 5 p-zimos, 1 palmo =z me x. 226, = 8 p.
Ql. quintal Lb. libra
ti. barril Cx. caixa ,,
ccocovadc;, ha. bu ua
o-'-M.ru l'a Re. revua ;
buo ha, Ve- Jarda.
Ing.
Ar. arroba, To. tonelada, |Ja. barrea,
Gl. galao Pp. pipa Alq. alqueire Va. vara'
Di. duzia. Cu cento. Gr. a roza. Mi. wi
-1',t. falta, ai.
> i 1 Unte, I'
groza,
r. procurad*,
^ Ar!lS '5 P' Sbre "S "va.iacoens, e mais ,p (le expedie, te
rT^canadrrde,,le P^ 7 Pr cento .d'exportacao sobre o 2l!SrSI;
Sf? W^*n 'JAr- (' U,O' Rua das C 3 .3/ooo por .uno
*. (aaalitin Csendopaia osassiguales a 80 Rs.
IMPRESSO POR M. F. DE FARIA.
c.


IVrn. na Typ, de M. I', de Paria. j836.

es
M
Senhores Redactores.
\ S Cm amigo allozo re minba honra e da de mea
mano o Padie .lo/e Antonio Marques da Silva Gui-
maries remmette-ome da Cidade da Parahiba o n
nido Peridico intitulado Paralaban, em queso
axa mpressa ui correspondencia 'de Joze Ferreira
da Nobriga, habitante da \ illa de Soiiza, o qual
com omaior disearamento, persuadindo-se encobrir
perversidade des coradlo se a'cotierta de ocrO-
s que nunca dVlle procederio, e que s poden
er nascidas d homem virtuoso, n nio d'ft avaren-
to d' intrigante, d' calumniador, d' indivi-
duo, que a voz publica tem denunciado haver
corrido para assassinios de seus prenles mni pr-
ximos ; u'fi ser em fim (jue se deve com razio
xamar a l'ez da raca humana. Onando li dita cor-
respondencia, Senhores Redactores, |u!*uei ser
milhor guardar silencio, e deixar livre campo para
o logo da calumnia devastar; nao so por que eu
merecera mais crdito, e o Publico teria funda-
mento para bem julgar, quaedo mostrasse pera n te
o Tribunal e a Le que nio escapei de ser vi-
riima da maledicencia, e mullo menos o Padre
Joze Antonio alvo dos liros d'erta ; como to bem,
por que apprezentando minba policio algum motivo
que (i/.rsse a defeza d'outro mano, sijulgaria tai-
veas que nao foi a verdade o movel de mcu cora
i lo,, e quem me impelio ti semelbante defeza.
Mas estas consideraces nao podendo suflbear o
frvido sentimento que depois me sol) eveio qual
de nao ser por D s momento indiffvrenle ao in
digno, e vil ultraje de minba honra, e da de meu
mano indo mais abocanhada resolv antes-arrimo
de levor-se a punicio u vbora mordaz do crdito
do Cidadio justificar-roo, e ao dito meu mano pe-
rnnte o imparcial, e recto tribunal da opioio pu-
blica, mostrando afabidadede ludo qnanto narrou
0 referido correspondente Joze Ferreira da Robrr-
ga e o que peta contrario tem sido por elle prali-
> ido.
> \ando de mostrar que o intitulado aulhor
da di'a correspondencia posto que palreiro e
fanfarro, nao capaz de ligar duas ideias porsua
supina ignorancia e que elle foi o instrumento,
le (uese' valerao nossos gratuitos inimigos ou an-
tis inimi-Tos do que ella menriona.
Diz o Sr. Nobriga que desde 1817, a.,, e
3a soiTre perseguicoes dos realistas por cauza de
seu amor pela liberdade. se os fados praticados
pelo Si. Nobriga as duas primeinis epochas, das
quaes nao leobq noticia se assrmelho ao menos
sos praticados em 3-2 entio o Sr. Nobriga naquel-
1 lempo foi u dos realistas; ento o Sr. Nobriga
loi inimigo da liberdade, e nio poda ser per-
seguido, excepto se foi por aquelies roermos a qurra
boje appellida de realistas, e ine foro seus con-
socios pelar, villezas, que nio deixo o Sr. No-
briga, e (|ue fazera o seu distintivo. Com effeilo
quando em i"83a os infelices Capitio-mor Francis-
co Antonio Correa de Si o tx .loi/. de Paz Fran-
cisco Xavier Correa de S;i e mais membres de
minba familia se axrvio ameacados pelo nefando
sequilo de .lo/e Dantas Rotha, do Vgario Claudio
Alvares da Costa, e de otros; qiindo a > ida del-
les tentada eslava prxima \ soffrer o golpe que
o ronbasse; loi quando o Sr. Nobriga, declarndo-
se inimigo dos ditos Capito-mor e ex Juiz de
Paz seas cunhados procutou romo \ creador da
Cmara Municipal n'aquelle lempo fazer oppozico,
; que se nao balessem os revoltozo* que ja se
aproximavao ao muros da Villa de Souza: ""Jet
se fixavo e forao sacrificadas aquellas infelices
victimas, soeiando segundo diz-se, c m o dito
\ gario Claudio dos autbores de (al sacrificio.
Entre tanto o Sr. Nobriga sem dar mostras d a
consciencia crimino/a diz que o Padre Jo/e Anto-
nio ;i testa d'a mullido d'individuos armados qui-
zera binar lora da Vigararia o mencionado Clau-
dio, nao lendo-a conseguido por ter Ihe feito op-
posicSo. <> Sr. Nobriga fez oppozicSo, que Clau-
dio nao Bolircsse a viollencia em virlude (le ser
seu amigo, e ser, como se diz, (,e talvez nao
cuate provar-sc ) pariiei] e de seus monstruozos pla-
nos ; maso PadieJoz Antonio, que nehuS amiza-
de linha com o dito Claudio nio sabe o Sr. No-
1 qoe foi o maior oppozilor ; que tal vio-
lencia se nio commeltesse? Nio sabe o Sr, No-
briga, que nao sendo sua pessoa coiza neha na
rele ida Villa nao poda nada conseguir, si o Pa-
dre Joze Antonio dellensor dos dire los da familia,
conciliador de seos interesses, eslimado, e influente .
por conseguinte em toda ella, e merecedor de lod.i
alinelo dos habitantes do Termo da dita \ illa da
Soo/a nao fizesse barreira ui a-rio que face
da Lei era to criminoza e da honra mu sub-
versiva ? Diz mais o Sr. Nobriga, que o Padre
Joze Antonio cm vez de procurar islvar a Villa de
Souza da Hotheada, no contrario rclirou-se par.?
esta Prava de Pernambuco nao vollando ;i aquella
Vil'a, senio de[iois de rentabelecido o socego. Si
o Sr. Nobriga fosse amante da verdad.-, e si dei-
xando de parle a maledicencia, t abalhasseao me-
nos para ui vez proceder com diguidade sena o
primeiro confessar, que nao valendo paracamo
Governo Presidencial d'aquelle lempo ( a ) cla-
mores, supplicas, e nem gemidos, nio digo
requizices dos ameacados a morte, e que nao
( a ) O Padre Galdino dn Costa / iUar.


()
havendo seguranca pessoal ; ao Padre .Toze Anto-
iiio dos amcacados doos exiremos restavfio, ou
procurar salvar a vida, ou ser victima da persrer-
sidade, e ruror de monstros sequiozos de cevar
si u renio no sangue humano romo Ionio os refe-
ridos Capita-mor Francisco Antonio Correi deSa,
c ex Juiz de Paz Franciscu Xavier Correa de S.,
seus prenles, e ntimos amigos por nio quererein
seguir seus consenos, e dti\ir Bas hab taces |
seria o primciro confessar, que o Padre Joze
Antonio sensivel ;i pcrda de tto bous prenles ,
amigos, cheio de dezasparo por u atrocidade
inaudita rezolveo estando n'esta Praca, nao mais
visitar O lugar correr forc do ferros impedidos por m"o ho-
micidas o sangue da CidadSos probos e livres,
determinando estabelccer san monda em ouiro lug*r;
mas que por lado a difculdade d' tal nstabele-
eimento, e por outro a impunidad, de que go-
zario os delinquentes pela fraqueza da famdia,
pois quti alguns oulcos prenles nutrio as mesmns
ntences podendo assim ser de iodo destruida
aquella Inepto da mesma familia que pelo aban-
dono dos que pedia lomai satis! acto da oflensa ,
ficaria sem forcas, e sem abrigo; que todas estas
eoizas em (ira concorrerto para que desistase de sea
projeeto, e nao se subirhisse ao soccorro, que Ihe
era possivel. Esta d a verdad.', o o Sr. Nobrga
que prolestou uto segui-la, nao e" de admirar que
lii" laca a guerra e que emeontravenco a oc-
cultasse, espgussea mentira. Por tanto o Padre
J* Antonio nadnsou a Villa de Suiza santo para
salvar a vida, e nao recusando a prestacto de seus ser-
vi i este infeliz lorrto oikJ'i nasceo, cuidou na
q didade de Vi gario nomeado interinamente por
sua l'.sc, Rma. de pxcntar a l.ei do Kvangelho, e
iirardas armas, que este fornoe? aos Pastorea da I-
i : com um m rnelhante cuidado, e com um tal u-
vx> a paz em breve lempo loi iulroduzida no meio le
seus Freguezes, don quaes nos se axavto ainda as-
sembrados por ten n sido oftandidos, e oulros por
serem falsamente reputados oFensores. Os crimino-
zos injustamente axarto um dellensor de sua innocen-
cia, e queos restituio an-seio de suas espozas, c fi-
llio, dond linhto sido arraneados por aecnsaces
falsas, que scmpie as revohices fazem nascerj eos
. hi ci ios por delinquentes su jeito espada da Lei,
i i .i :> o golpediscarregado sobre sen cello, e
cutres fugitivos zsmbto d'eila, abrigando-se em
|i fjan nd nao perpclrarto delictos, e ah passan-
i ino se nio los i?m c.iminozos : sendo al me.-mo
acoihidos pelo Govcrno, e xamados para funcces,
que nao devio competir ; eriminozos de niorte (al
o Major Francisco Sergio d'Oliveira, o qnal cs-
'tando processado na Villa de Souza pelos assassinatos
de iclja, hoje exUle no Para, sendo enviado na ex-
pedicto, el, ne dueo que empreado em gover-
i.ii- i. quando pa satisfaco to dumno, que can-
son, deviaeslar soEfrendoa pina da L*i (b). Tal
u Porluguez Joto Baptisla da Silva, que axando-3e
( b ) Nio laxo de maliciozo o (averno que
iangou mi do Major Serqio e. o mandn para
o Para ; ma$ admiro como este Clavcrno esteja
em ignorancia dos ctimes do dito Major por tan-
to tempo, mormente irado sido retnmetlido de-
precado para tita Cidadc t e a 4a Painhiba\
entregues as
peranic o Jnry .
proressado n'aqliella mesma Villa, e pelo mesmo de-
licio passea impunemente n'esta Praca eu d istosou.
testemunha occular ; pois em das do mez de Junbo
vi.o ao entrar no arco de Sanio Antonio. Tal o em.
fim Francisco Joze do Rozario, que estando tachan
criminoso pelo mesmo motivo que aquelles passea
naCidadeda Parahiba ; sem que sirva de obstculo
deprecado, que se tem remellido. E' rste o empa-
nho, que se faz pela execaclo da J-ei penal Y. esta
a perseguico dos delinqoentes O Cidadao pacfico,
respeitador das Lei* talvez nao gozede tanto I .' Tor-
nemos aoassnmptn; continua o Sr. N'obriga dizendo,
que algans criminozos forffo por mim livres como
fora Antonio de (,)uadro do Sacramento e isto ,
porque este tinha dinheiro nao tendo sido livres
alpir.s ontms por serem pobres; V; ler o Sr. No-
bri'gi eomLnizAWes Pimenel, e Ihe pergunto se
delle levei dinheiro e:n restituindo-o aos bra-
cos de seus ternos filhos, e espoza, qoe se axavia
d.i pciiarii em defendendo-o
oosliando sua innocencia ; e
como '-! :'. olros muiloa dffendi mas o >r.
Nobriga nio diixa de saber d'n-to, a graldlo rj
p-.-ssoas que por mim foro defendidas as tem le-
vados) patentear mnha conducta a respeilo d'ellas,
e si o Sr. Nobriga saliendo disto, ega perante o
Publico, m ostra quanto c possuido de espirito mal-
diz.emte quinto dezacreditador; < se nao sabe
merece sempre- o mesmo e piteto 5 por que onza
imputar factes, de cuja existencia nao tem noticia.
Eu nio lix r i ao Reo Antonio de Quadro do Sacra-
mento deTendi-o sem perante o Jury, mostr i sua
verdadeira innocencia e a falsidade do crime im.
pulido, e n~o procedendo a aecuzaco elle loi
absolvido. I lu '-emellvinte accSo ses crimino/a .'
ifrini'i cu a I/i praticando-a ? E mereco por ella
ser se'nsurado ? |'""! ter sido o Sr. Nobriga
illiminado da lista dos jura-' s na Villa de Souz-.!
Y. pena :er elle ;;- :apaz de se 1 elhante funci < >e
paitos nao sd iriao ile seu h tunto '; o e i|ual
quer delicio so julgnria puns i, ida e qualquer
acro se rrpularin crime, e teria pena at de
roorleo indiciado aulhor dVlla. ptimo Carracoj
SenMifa mais o Sr. Nohri i de nto termos eo, meu
mano o Padre Joze Antonio, e o Juiz de Paz Ma-
noel Joze do Sacramento cMicorrido ara serena pro-
cessades Blguns ii.dicidos delinquentes. Que dis-
propoziio '. No sendo eu, c nem 1 Padre Joze Auto
nio Authoridades. a quem eumprisse lomarconhe-
cimento de dtliclo, e proressar seus aulhores o
mes sinurados j'or 1120 fazc-lo .' Nao a ppare mulo
denuncia de ci i me contra o individuo, nu appa-
it-cendo quem o aecure i\r deliuquenle onde esta o
crime de i Jus de Paz,, i\\v. nio procede^,contra u
tal individuo? < 3r. A^.l ri{-a est com muita sau-
dades da Ord. do L. 5., e ainda nao parece con-
lentar-se com l.eu degtadoras da especie humana,
cem l.eis respiradoras da morle, e que so fazem
setter sangue como era aquella Ord. parto mpiedade, e harbaridade dos Seculos: elle ndica
querer mais,- pois sensura d'individueos por nao exer-
errem funces que Ihes nao compelem 5 sensura
el i Jtiz de Paz por nao criminar pessoas contra
quem nao houve quem depoaesse; sensura d a Juw
de Prz \ot nao perseguir com a forma da Justica,
e com o roai.to da Lei a bons Paiz de famdia ,
Cidadacs, que tem concorrido com seas bens para
a manuicDco do locego Publico o punico dos


(3)
criminosos, como sejo Joze Gonsalves da Cosa,
e Vicenle Ferreira da Silva. Mas o Sr. Nobriga
leal razao Jo/e Gonsalves da Costa e Vicenle
Ferreira da Silva ro simpathizo con sna pessima
conducta; elles corno Vereadores ta Cmara Muni-
cipal da Villa de Sonsa firero ver ao Inspector
ra Thezouraria da Parabiba a ncapacidade do Sr.
Nobriga para Collector e a sna ndigndade para
iis empregos ni ais humildes, e islo basta para seren
calumniados. ... .
Si o Sr. Nobriga fallasse a verdade devia pelo
contrario dizer rom sigo (jual a razio porque tu
indiciado delnqueme, indigilado pela vor publica
socio de Joze Dantas nao fui pro essado ? Si
tente*se criminoso deve responder a razSo esla
,::. grandeza d'alm* d'aquidla familia a qjiem offen-
di. Ella apezar de ludibriada ; apezar dj ser les-
temtinba das moiist.uoMdades, que dero a morte
:'i muitos de seus membros, cujos carpos foro trunca-
d .s, e escarnecidos at o turnlo, onde boje existe n;
apezar de ser divizada pelo mais triste, e doloroso
quadro dos erueis efeilos da mi vadez,appaiecsn-
do t na itl de, a no sexo e ja na con:.'iccio
signis demeu crino; loda-via lea prelWi.l. suc-
cmbir-se ao peso de sen; nidos antes; do qu.'sa-
tisfaier-se, empegando por si mesma meios pira
punir-me -- E se no sente-se eriminozo diva
sempre responder -- a razio est no magnnimo
coracio d'esta familia que soCfrendo ni taG gran-
de oTenssa, e sendo eu contado no n. dos oHenso-
res; ella sem prova, doqueeu neo toase delinquen-
te lom disprezado seus direitos vendo assim nSo
ipparerer quem contra mim deponh*'; poiaqoeaa
teslemunhas \en lo o silencio d is pessoas ofendidas
ir. ii respeito, julgaro nao deverattacor este si-
lencio, deixando de mao suas aecuzares iniquas.
1' ir lano si as pessoas il >
Parn li de quem boje
zomba o Sr. Nnbnga, e cuja offensa exaceiba, abrin-
do suas xsgas inda nao e lado le;.\u.as, merecem
sensura por nao exercerem seus direitosi contra o
S Nobriga. Mas o crime nao est proscripto, e ve-
ja o Sr. Nobriga, que i da a justica Soleve a
p'unico prfido calumniador, mono sempre
mono, anda que vestido de purpura, e o asna sem-
pre asnoainda que Roberto com a pelle de Leao ;
u ,,.) o Sr. Nobriga por mais que sejJo as pluma-
gns emprestadas cam que se orne, maneira da
graiha e [ior mais voltas quede, jaman | >de-;i
ocnultar suascotnpridas orelbas. Sem ; tiz o Sr.
Nobriga em sua correspondencia que i r.i i liado
ca> 18J1 pelos HolbeisUs e cam o maior atrev-
mcnlo profere leiem enrequecido : custa da revolu-
cio dVste sedieiozo aquelles, que fono victimas de
seus furores. Si o Sr. Nobriga dicesse, que.-- pro-
priedade dos que forao victimas da maivadez de Joze
Dantlas, e seus socios soffrera grandes d.trimcntjs,
f'allava a verdade, proceda na vez dignamente ;
mas dizer despejadamente, que foi a revoluvae in-
ternada per aquellas mohatro, quem aumentou seus
heos, e constitu.) outros de pobres rice ; dizer
que lora roubado pelo Rolheislos, ui mentira que
sa malignidad* |>ode inventar, u calumnia uso
s offensiva .las quididades, que orno os persegui-
dos por Joze Danttas, como liobem das aecuesdes-
te mousiro em forma de bomem pota pesar do
maior quilate de n.alvadcz que possu.a nao nllen-
deo a propriedade dos que se dixao seus consocios;
o que parece bem denotar ser o Sr. Nobnga u d estes
consocios, porque sua propriedade, nao consta que
tnba sido ull'endida por quanto se fosse, tendeas
j)cssoas oll'endidas exigido legalmente a satisfaclodo
danno que sorcrao o Sr. Nobriga teria appare-
cdo : face da Lei, como prejudicado mormenta
sendo a avarza ua das vertudes que orno sua
pessoa. IMas eu me tinha esquecdo qud o Sr.
Nobriga uza em sua correspondencia das segundes
palavras F.m 3?. minba caza l roubada felos io-
tbeistas, segundo dizem -- Que descaramento f Nao
saber o Sr. Nobriga do detrimento, que Ihe canzou
Joze Dantlas! Uaqni si enfere u ou que o Sr. Nobriga quer mostrar-se lo abastado
d.*. bcns que nao conheceo o damno que sotTreo;
ou que nao sentio damno algum ; ou i|U- nao loro
os Kolheistasj mas outros. Ao primeiro cazo temos
ui impostura manefesta ; porque a fazenda do Sr.
Nobriga nao .' tarta como parece enculcar ella lem
li.nitcs, e limites bem ma.iifestos; no segundo cazo
mostra-se o espirito de calumnia do Sr. Nobigaj
pais nao sentmdo damno n'gum qu"r psrecer ao
Pul les prejudicado; lio lerceiro cazo Rnaloi nte com-
prova o Sr. Nobriga a maledicencia de s-u cor-ca,
elle pirec ctlribuir o imagi-nario roboCe sua pro-
pri-li-l<; i pessoas, que nao to-nai parle :a Ro-
lliea.lt: mas nao decara que peSoas seja oque
nao dexa le almirar-me ; pois queoSr. Nobriga
ua teme injustamente moi lera do Cidada,
Falla o Sr. N br ga de ler ocenpa lu al.pins Em-
pregos na"Villa de Souca, e ostorbm dezmipenha-
do. A falsidade dVsti segunda ass^rcao mais si ma-
n festa a vista da conducta do Sr, Nobriga na qua-
lidade de Collector; pois na qualidade de Veriador
i.i fiea maiiife-ta. Com c'ilo em t83" no mez de
Novembro o Sr. Nobriga sabio pelas labernaa tasar
o proco do imposto das aguas ardentes e .si ibel rea
dito preco viollando assm o Vit. ;-. = .'> llegula-
m mo de a8 de Janeiro de 18 i. A lem disso u -1- '.
Nobri".i lem sido como particular lefraudidor da
Fazenda Publ'a com <> disfalque da qual lem en-
gordado; pois i lem rento, e cincoenta as de
". |, jMga .! di/imo Irez como Tez nos minos
de i8(>, ';, <*"', sendo arreitatanle o Capila-
mor (ionsall -i zc da Gista habitan te da .Julia da
|>ombal, o qual quU ati1 accionar o Sr. "> liriga por
dai-lbc someirle trez cris de gado Vdrum de di-
zinio d na de su;
as Fazendas denominada
!i ixao ,
onde livera de producto cento, c eineoeiita crias;
e se lem quarenta orias ou penca mais iMopagani
si'i de dizunocoiiio fez nosannos de iH? ). .'-. >>,
sendo dminislrudor Francisco l>irei:a de Souza
morador na referida Villa de IWml o qual deo
u parle :'. Tunta da Fazenda per nao i| i ei o Sr.
Nobriga pagar bo Agente do dito Son i 'nar-
dino Joze da llosa gado nlg >\- Va da sna I.-
zenda Trinxeiras cituada nali be ira das V iras,
tendo .luanle os trez anuos quarenta. a quar-nU
e ditas cras. utro lauto tem fei.lo n i \ d'A de Souza,
onde lem lazei.das e .' morador. r. si o Sr. No-
brfia na., sendo administrador da lasenda Publica
faz dVstas espertesas, tem sene loantes agencias i
Como noaslariano lempo, .-ique por disgraca
da me$tna Fazenda fora nomeade Collector! un-
iros laetos tem platicado o Sr. Nobriga maisaggra-
vautes, os quaea lllo relalo por rao Pttar rertO
de certas circonsuncias, que os turnao mu crnni-
nozoi. Talvez,quctllcs^iivau de materia, Sinti-


(4)
es Redactores para quando outra vez en recorrer
as SOas benignidades*
JNo se envergnos, Senliores Redactores, o
Sr. iNobrga de valer-,- de patronato para ohterdu-
as atistalo s, que uiascara^sem de boa suacondu-
cta e com que podesse parecer ao Publico cheo
de razio e tumo tal sulborizado para sensurar !
( e ) E este o hemem que blasona de ser co-
nliei id:i pelo Inspector da Tliezoursria da Parabiba:
desacreditando assina a(|uclle Inspector E este o
carcter d' vil intrigante, que, julgando-se taires
impossibilitado fiara oppiimir boje pela forca, e
pelas armas Icen laucado mo d'outro meio ; ver-
se por tile laz baquear os inmgos de seus nefan-
( c ) ds A'uthortdarles, que prestaro tais altes-
faenes recuzariio \aze-lu nv piincipio, e seguramen-
te por ilnas i tiznes; ou por niio conhecerem a md
fondn tu lo Sr. Nobiiga, m por conhecerem~na,
> lemerem trahir a verdad* ; mus < de lastimar,
- ellas mi qualquei dos cazos cedessem d final
ti enipenho em ojjensa tta Lei, em menoscabo
da integridad? e recti-do, que devem sempre acontm
I miliar o i ai pregado Publico l Pot dcvertiao
animo que Jiutioridades sf-jao estas, e de que
ligares, o. someute digo que nao jomo da / illa
ie Souza,
dos planos; tem lineado mo da calumnia para
condemnar perante o Publico por crirues imaginarios
aquellos, que sendo oolrora victimas de perversi-
dades foiao depois sustentculo da Lei e salva-
guarda da liberdade publica. Klle em sua corres-
pondencia reveste-se da mascara de bondade
patriotismo, pertendendn assim encobrir seus crimes
e aecuzar os que nao s;lo criminozos verificndole
a seu respeito o que diz o cl F.st qui nequiter
bumilliat se, el interiora ejus filena sicut dolo-
lia homens, que para engaaros outros se humi-
II)ho malicio/menle, e cu jos interiores eslao cheios
de dolo, e de perfidia,
Tenho sido, Senbores Redactores, assazlon^o
e tcmendo ser mais cnludonlio me contcnijo pe-
dindo-lbes, que dem publicidade estas mal ira-
cadas liithas da
Seu Assignante Y".
Benedicto Marques da Silva Acahu
Natural, e lubitante da Villa de Souza.
Eslava R eco til ice i da.
v
Pern.na Typ. de M-F.de Fara. 1836


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