Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05719


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Full Text
ANNO DR 1836. QUINTA FflIRA
II E AGOSTO N. 172.
Pbrhamrdoo, Tvr.DiM. F. de Par
1836.
DIA9 DA SEMANA.
8 Sepiiida S* Cyriaco. M. Au-I dos.lnizes. do Cr.
de m. e de t. es. da Tin-Mirara Publica c
Chae, de (.
9 Terca jejum: S. Romad Re- de ni- aud. do J. de
O. de i.
10 Quarta 4f S. Lourcnijo M.
11 Quinta S. Tiburcio M. Hel. de m. aud. do J. do
C. de m. e Oiauc. de t-
12 Sexla S. Clara M. se*, da Th. P. aud-do J. de
O. del.
13 Saltado jejum S. Hvpolvt. Re. de m. c aud. do
V. G. de t em Oliiida.
11 Domingo S. Enlabio.
TliIo agora depende e non meimoi da nossa pro
denen. modtraco, e energa .-continuemos com
principiamos, e eremos apernados com admira.
cao entre a* N'acrk mais cultas.
Proclamara da Aur.mblta Qtral i Brmil
Siibacreve-se a 1000 m. mensaea p*go adiantadns
nesia Ttpoyrafia, ra das Cruzes D. .1. e na Pra-
Ca da Independencia S. 37 e 31 ; onde e reeeliem
correspondencias lefralisadas.e aitnuiicios; inser n-
do atea rra'ia elido do propnos assigiiunle,
vindo asignados.
^
CAMBIOS.
Agosto 9.
-LdOndres Sfl Ds. St. poi l ctd. ou prata fl 50 por
cento de premio Nomina.
Lisboa 55 por o|a premio, por metal, Nom.
Franca 260 -265 Ra. por franco
Kio de Jan. 6 p. c. de prem.
Moedas de fi.,400 13...Mm 13..100
4000 fi..700a6800
Pezos I..4I0
Premio da prata 50 p. c
_ dalcttr,l% por me* I a 2 por o|0
Conrc 25 por cento d descont
PARTIDA DOS CORHRI06.
Olinda _Todo o das ao meio dia.
(oiana. Alhnndra: Paraiba, Villa do Conde, Mo-
manpuape. Piar, Hei. de S. Joao. Brejo d'Areia,
Kainba, Pombal. Nova de Son/a. ("idade do Natal,
Villas de Goiamiinha. e Nova da Prineex, Cidada
da Fortaleza. Villas do Aqu ras. Monte mor nova.
Ararat, Cascavel. Caafad, Granja, Imperatriz,
8. Bernardo, S. Joao Jo Prinripe. Sobrar. Novad'
RlRev. Ico, S. Matlieus. Raichn Antonio do Jardim, Qiiexeramobim. e Parnahiba
"-Secundase Sextas feirasao meio dia por via da
Paraiba. Santo AnioTodas as quin*a leiras ao>
meio da. Garanhuus. e Bonito nos diai 10 e 24
de tada mez ao meio di. Floresno dia ISde
cada uiez ao meio dia. Cabo, Serinbaem. Rio For-
ntoxo, e Porto Calvonds das I, II e 21 de cada
nlez-
PARTE OFFICIAL.
RIODEJANEIRO.
ASSEMBLEA GERAk LEGISLATIVA.
CMARA DOS DEFUTADOS.
Sessad de 3 de Junho.
Connuacao do n. antecedente.
Ordem do di i.
Continua t (liscu-s.i adiada na sessa
antecedente s- bre a resoluca queappro-
va nterinmente os estatuios da Escola
de Medicina da Baha.
He apoiada huma emenda do Snr. Pau-
la Aiaujo, que diz: supiima-se a pala-
vra interinamente, etr.
Suspende-se a discussa desta resoluca
em consequenci'dese annunciar a chega-
da do Snr. Ministro da Marinha, oqual,
sendo introducido com as formalidades do
estilo, oceupa o rd'npptenie lugar.
Continua a discussa da le sobre a fixa-
ca de loicas de mar para o anno finan-
ceiro de 1837, a i83J$, a emendas apoi-
addH na anterior Se-sa.
He apoiada huma emenda do Snr. Vas-
coucellos, para que osofficiaes da Arma-
da e da Arlilheria de Vlarinha, te'nha
mais meio sold, alem do que ora perce
bem desnas respectiva) patentes, quer
desembarrados, etc.
O Snr. Francisco do Reg encela a dis-
cussa, dizeudo que a opposica toda que
-se tem licito ao projeetq^e Ha fundado
em que o Relatorio do 5nr. Ministro da
Marinha he bstante esi a-so, e nao den as
informaces necesarias para se p< der for-
mar huma idea ju tt; que nesta parle
pois roncoida com o Ilustre Deputado
que faz a do Snr. Ministro da Marinha foi o mais
e-ra-so possivcl j' mas a Commissio de Ma-,
rinha e Guerra na5 se levando das i us-
es do Relatorio. ponderan sobre aquelh-s
que se apresentar5 ras dsrust-es dos an-
nos anteno'es; que aa razes por tanlo
que se produzira enta p -ra se augmen-
tar a lorcha da Mario ha nao tem mudado
desde enta pata c ; que nesses tempos
apparecera ideas de huma nstaiiraea
du Duque de Braganca; que apparecera
igualmente as noticias de huma ivvolucaS,
no Har, a qual ainda nao est linda ; que
ao resceu a ito a lebellio do Rio Gran
de do Sul. c pu>eceu enia Com., que
sem dependencia das inforniaces do Sr.
M'iii-li<>, poda fixar as loicas, como
^... ..cr r,rR ........ ,.j .__-! j-
i u.w .ncil*/ luvu >'uim w biua atmtii uu
13,.,2,1.
O Ilustre orador produe ontras rasoes
em abono do primeiio ai ligo doprojetto,
mostrando a neressidade de ainda se con-
tinuar a decretar torcas pera o estado or-
dinario, e circunstancias exiraordinaiias.
Diz que o nosso Exel'cito al ao presente
nada tem teilo sobre as artuaes circuns-
tancias; e segundo butn mappa que vi-
ra, anda ao to lo apenas por tres mil e ti-
tos hotnens: que a primeira forca que
conbatera po Fa fra a da Vlarinha, o
que parecen Cotnni,..io fl. 5 loVene-
duzi.la ; que o Snr. Ministro nada apre-
sentou que goiasse a Commissao, e eta
foi levada t5 somente pelas punderaces
que a aba de expor; q- e. segundo as
noticias, esta manhi tecebidas, lug.fha-
via a algnmas'suspeitas ; que leu em hum
diario que havia sabido de Inglaterra hu-
ma e biazileiras no Para; mas que o Snr. Mi-
nistro nada nos d a este respeito; que
estas forcas inglezas nao t N a presen ta-
rad no Para, como rompera o nosso blo-
queio, e foro communicar corn o Govetv
no intruso; que poi tinto as mil e oilo-
cerit.s pracas para o estado ordinal i, na5
be loica ezre siva. \
Mostra a necessidade de >e conserrar
huma lurca de Matinba para "hitar ao
trafico de escravatura, que diz se tem
Kilo; pois que quasi todoi os dias esta
entrando no Rio de Janeiro com o maior
cscandab do mundo Af .anos nvns, co-
mo iU6HtH0 na sua Provincia de Pernam-
buoa; logo demonstrada est a ii"ce-si
dadTdehaver hum Ciuzu'ro. Concue fi-
nalmente o Ilustre Deputado, decla-ando
que confiai em que < Snr. Ministro
da Marinha, com quem ha tr>s annos te-
ve a honra de trabajhar na Goo. de Ma.
rinha e Guen a, de que elle era ent^o me v-
bro, ha.de sustentar o tresnvs princi
p>os* que nesse lempo, e que nao os aban-
donar.
O Snr. Rodrigue* Torres loma a isus-
tentar a emenda do Sur. Vasconrellos, e
a demonstrar que nao se pode entender
quinos todos os annos taremos a nei essida-
de Befixar as loicas ordnaria.s. e forcas
extraordinarias.
O Snr. I lenri iuhs de Resende mostra
que be huma viol.o da Constituica a
liitrodiicca de forras estran-zeiras no p
z, sem lionca da Ansemblea Cera, e por
sso desej que u Snr. Ministro o infor-
me a tal rc-peto. Estranba que as cir-
cunstancias actuaos se mandasse para a
uropa huma corveta com quinze Ofi-
ciaes de Marinha, 6 para aprenderem
e adquirireni nsiruccaO sobre anaega-
ca, como tedase. Conciuc oppondo-se
a todas as emendas que se acha sobre a
mi *- ifAl-a nolrt ncimoip/, oi- *\
---^ m t s* .. s.. f ***** **. *
jeelo.
Pr.
O Snr. Ministro da Marinha declara ler
rereb.do oflicios do Gommandaiite Militar
do Para, em que Ihe participa terchega-
do ali huma Fragata e dous Bri^ues n-
glezes ; e que est persuadido que seme-
Ihante forca nao foi lequisitad' pelo Go-
vei no ; que veio aoPai para proteger
os Inglezes, pois aqu inesmo no Rio de Ja-
neiro temos huma Esquadra .'ugle?a para
tasomente proteger ossubdi:os Britni-
cos ; que as nossas forcas bastuhles no Pa
r nao sao pequeas ; que quando elle Mi
nislro entrou no Ministerio e^tava^ dadas
todas todas as- pruvi-ienrias DaTa ha ver
forras existentes no Pir;, e at desobejo;
que as mesmas temos nos no Kio Crande
do Sul, onde temos f.,rcas ja mili sudici-
entes. Mostra que nesta guerra be mais
necessaiio'ouso dasembarcace* pequenis;
e que o Governo se vio forcado a comprar
huma dessas embarcacfs, a unir que a-
rhou-em e'tado de' comprar. Demonstra
que os Oftioiaes que fora na Coi vta na5
lacea falta eoservico, porque ainda ha
bastantes para em pregar ; que finalmen-
te a gut-rra do I'ar n 5 deve asustar,
pois esl per-u.ididos que ella ser termi-
nada com luevidade. Discorre sobre o
artigo e metida, e sustenta aopiniaque
a tal rtspeilu emittiui na anterior ses-
sa.
O Si. Spara pedio a pdavra por ouvir
aoSnr. .Miiii-Iio dizer, que julga estar
a terminar aguara do Pa quando el-
le Deputado tem contraria noticia. Al-ro
desta circunstancia de nao pequea monta,
elle lemcirtza por pessoa fidedigna, que
a Villa deSanlarem, a maior do Para, se
ttm rebellado formalmente Contra a no-
nieaca 'Snr. Andiea ju!ga neces-a-
rio sallar a verdade na Cmara, e por
isso apre-enta e.-tas circunstancias accres-
centiiido, que o inesmo espirito de rebe-
bas grassava na vita de Camela que at
hoje muito lem coucorrid a que a leg-
lid.-de alcnce algum triumpho.
O Sur. Vaponce|los manifesta sua ad-
mirarlo oiivin loo Ilustre.r.-l^ttur da Com.
apoiar a dea do Sr. Ministro, quando
nao desconiece qie o Snr. Ministro n da
relata no sen re torio, que n. pinio
delle Deputad.t apenas lommunica que
o f.-rol de Cabo Fro d mu escaasa luz;
lamentando por Sao elle Drputado. que
da Inglatei ra nao nos vonha se nao vi-
di os ef pess' s, que nos dio to ettCtaM
luz. Alem de que entend que se nao po-
de finar forcas exlraordiimiaa avala do
que dase o Snr. Miniado, que nao se po-
d;m prever circunstancias que poJem
tranitornar ai previdencias dos homens ;
por iiso, fixando a Cmara as forcas
as
r guerra em 1837 ou 1838, com a Re-
publica de Buenos-Airas, Frang, Ingla-
terra, etc. ; a de mais para fixar-se for-
cas eztiaordinarias nn-ter be que o Snr.
Ministro declare quaes sa6 seus receioa ,
extraordinarios. I). pois de mais algumaa
r'flexes emapiio de sua emenda, o il-
luslre Deputado, fallando da ida da Cor-
vela a Europa, diz que a informaca5 da-
da pelo Snr. Ministro, deque essa Cor-
veta fo a Km upa para instrucca5 de
nossa olficiafidade na ai te nutica, e fio
hem para facer IrerDular nos mares da
Europa a bandeara brazfeira, (ranquilli-
.-a a elle Depulado, posto que huma tal
medida nao mereca a sua approvacio;
tranquilina o porque info-maia no de
que outio era o dtstino da Crvela ; e
dissera-lhe que o nosso Gabinete muilo
embrulhado estava com huma questad
diplomtica; que omio dizer queosGa-
binetes da Europa nao quisera reconhe-
cer a eurialidade das caitas do Gabintte
que Ibes rom mu nica vio a c< lamaca do
actual Regente; quemis Ihe disseraS
que o nosso Gove no ti una a-signado es-
sas carias com as palavras rolre ttj'
bon f. re Ctcusin-e o nowe do Exm.
Regente; e que Nicolao I, GuilheroelV
e outros soberanos nio quiserio reconhe-
cer o parentesco ; e que o Corpo Diplo-
mtico nesta Corte, incumbido de apre-
sentar as ca [ r.el o a onda pessoa que nio sja a S. M.
4<; e que finalmente por causa desta
rande que-to al ro re o perigo de ter
jgissolvido o actual Minnti'Q ] e que essa
C>ivia ia exigir huma satislaco dessas
Codea da Eurpp< (muilas lisadaa.)
O Snr. MoistiO responde que a corveta
fo para instrueces dosolliiiaes, que nio
falli, como e persuade o Snr. Deputa-
do. Admira-se que o Snr. Deputado
possa dar crdito a queacorveti fosseel-
ir satisfaga" de Kiculo I, Guilherme
IV, etc. Observa qui> improprios so o*
navios fundiado* no Para e Rio Grande
para o lim de inslruir a DOMA ofiicialidade.
Uiz que o Governo nio qer ssa auto-
risac5 de promover os olliciaes se n<-o pa-
ra premiar os que bem de.-empenhareni as
suas obrigaces. Sostena ,a sua -opini-
coi tra a emenda do Sur. Deputado, pex-
-iii lulo de ijii-nao he na^ ocra>toes ex-
traordinaiias, quando o Governo lem de
lancarmio de loicas extraordmaiias, que
se ha *de convocar a Asemldea, pedir es-
sa autorisaes com detiimenio causa
publica-; por qiranto tempo leva cm se
convocar a Assemblea, apresentar as pro-
postas, discufi-las, etc.; por tanto deve.
sua opiniso piojecto comprebender as
duis bypotheses, de foreas ordinarias o
as cfrcupslancias em que estir o paz gui- duas hypolneses, aei
f rij|a.>.|hnr^a rtarlns cslctll^ CCrS aXtraerdlOrraS. rfspeito di) q tSS-
mais probabiliJaJe do que se o Biazil te- | acerca das imbarcacoea inglesas uo Pai,


av
DIARIO DEPERNAMBUCO.
dt qa pelos oficios que recenta nao
sabe que asas torcas fossetn atacar, nao
tem nenhuma noticia do mais pequeo a-
taque.
Dando huma hora, o Presidente decla-
ra a discussa adiada por ir proeeder-se
elcao da mesa para u mes do Julho ; e
o Sr. Ministro re ira-te rom as formali-
dades do estilo.
Procede-se eleicu da mesa, e come
cando pela do Presidente, sahe eleito o
Sr. Araujo Lima, cnm 6a votos.
Para V ice-P residente sahe nomeado o
Sr. Araujo Viauna cnm 5a votos.
Para Secretarios .-a5 eleitos o Srs., Be-
lizario com 54 votos, Odorico Merdes46,
Assis Mascarenhas 46, e Ferreira de Cas-
tro 45; epara Stipplentes, os Sis. Lus
Cavalcaoti coui6 Vutos, e Cornelio Fran-
ca com 5.
Como os Sis. OJorico e Assis Masrare-
jihas oblivessem igual numero de tolos,
entran na urna os noine-i dstes Srs., e de-
cide a sorte que fique em 2 Secretario o
Sr. Assis Mascarenhas, eem 3." o Sr. O-
ttotioo.
Continua a discussa da resoluga que
approva os estatuios da Escola de Medi-
cina da Bahia.
OSr. Henrnjue de Rezende remette i
mesa huma emenda para que em lugar de
Hesolvediga-scDecreta.lie apoi-
oda, e depo s de discutida, nao se appro-
va. Continua a disrussa.
O Sr. Pairo pr>p5e o adiamento para
que o projeclo seja lejnettido a Commis-
sa da Justica Civil, afim de por ero har-
mona alguns dos rticos dos Estatutos.
Ha apoiado o adiamento, e, depois de
julgado discutido, pe-se a votos e ii.
passa.
Continua a discussu, que Cea adiada
pila hoia.
A ordem do da da seguinte sessao he a
mesma da anterior $ e levanta-se a de ho-
je peras duas horas da tarde.
ja substituido pelo seguinte : as sesmarias } dolle, logo nao comprehende a neeessida-
cujo terreoo nao tendo cultura alguma dos
Nesmeiros, precedidas as diligencias dos
!" 2* 07. da ordemuaca do liv.
4. ti'. 45, sao nidios.
Sao apoiadas por sus ordem e postas em
discussa, a qual pela hora lira adiada.
O Presidente declara que a materia a tra-
tar-se na seguinte sessao, he a mesina da-
da para hoje, comas emendas relativas s
revistas- concedidas pelo Supremo Tribu-
nal de Justica, e levanta a ses-a.
Cantata dos' Deputados.
Sessao de 6 de Jun *>o.
Presidencia do Sr. Araujo Limo.
Pe'as dea horas da manh procede-se
chamada dos Deputados, e aohando-se
presentes cincoenta e oiio, o Sr. Piesi-
dcnle declaia aberta o sessao, e n 'a a acia
da Antecedente fi.-a approvada.
Ocdem'do dia.
Continua a discussa adiarli na es'i.o
anterior si bre hum requerimenlo de 01-
rlein do Sr. Vac>n>llos, para que seja
discutidos por capitulo-; ra estatuosla
Escola de Medicinada Bahia.
Dando-se por discutida a materia do
SENAJDO.
Sessad de 6 de lunho de i836.
Presidencia do Sr. Bento Barroso Pereira.
nquerimento. he psto este a votos, e
legeiudo por 40 votos contia 38.
Co'ntinua por cnnseguinle a discuspa,
que fica anda <-d>ada por se auuuriciar a
chegada do Sr. Ministro da Maiinha.
Entra em discussa o ai t di da fixnca das torcas de Mar para o fu-
turo anno financein .
Ait. 2. A forca do Corpo de Arti-
Iheria de Marinha em affectiridade de ser-
vico sei de i,2oo piacas.
O Sr. Vasconcellos diz, que esperava
que o nohre relalor da Commissa cum-
prissea proroessa que'fizcra, qual foia, o
demonstrara j?ct;ia deste art.
de de se fixar o forca de Artilhrria de Ma
rinha em 1,200 pracas; finalmente pro-
nuncia-seronda esta lixaca, e declara
que ha de votar contra o art. 5. do pro-
jecloque trata da elevando de loicas no
caso extraordinario.
O Sr. Ministro nota que n5 ha dispro-
pnir.au alguma nesla fi\; c<- de 1,200 10-
menspara o Corpode Artilheria He Mari-
nha, entre o j ixada de 1,800 piaras
pata as loreas navars ; e que o illu-tie
D pitado no seu diseuiso njBiPgia que
esta forca eslava em proporca^Tora o es-
tado extraordinario ; porque se acaso sao
demasiados os i,aO0 Immens para o esta-
do ordinario, nunca o podern ser para o
extraordinario : se os reci ut.'rnentos fos-
sem t*6promptos, quede hura momento
para outro pudessem apreaenlar-.se arti-
Jbeiros, liamos bem, mas a pialica teoo
mostrado o contrario ; e he preciso ago-
ra estar a supprir com marmhagein a fal-
ta desoldado. Discorre sobre o estado
las tripolaces de navos de guerra, e Rios-
tra a grande falta que ha de grumetes, e
diiquee.ta faltase podj supprir quando
houverom bastantes artilheiros : mostra
mais que nunca se (luga a completar o
e-tadoda foca decretada ; que boje a Ar-
tilheiia de Marinha estai com 500 pra-
cas, eso mui'os soldados que trm j aca-
1, estarla o Corpo de
li^fcduzidoa S00 pra
is^ran
a>5
1
<; co-
Logo que comparece m sala numero
sumcienle de- Senadores para formar casa,
a sess-i he aheita ; a acia he lida, e fica
approvada.
O i. Secretario d conta do expedi-
ente.
Ordem do dia.
Continua a segunda disrussa6 da resol 11
c$ ielatia a fnarseiu *-ffeito a clausula
deconliima^i na.si-utas deNesmarias, no
artigo 2., adiada pela hora na sessao de
3 do con ente, com a seguinte ernend.i do
Sr. Paula Souta : Que na redactad
se declare, que ts>a disposica5 ahiange
as s-.smanas todas, seja confirmadas u
nao.
OSr. Almejda e Silv* mostra a neces-
sidade do ai ligo comprehender huma ler-
reira especie de que a tiuend 1 s? nao fu
rago, qual as sesmaiias demarcadas, v
julgados por 8enlenca que nao tem quali-
dade alguir-i de cultpia, ruja-esperte lie
'digna de considerado, attt ndendo-so s
grandes d suezas cea. O nobie orador manda me>a a
seguinte emenda : 1 Dtpoi das paavras
ruliura algumadiga-sKnc 11 estrvt rem
deinaiCadas. ile apoiada# e entra eiu
dlSCUSi.
OSr. Albuquerqiie, mostiando que a
disposicfr^ do artigo hecoolraria ao fin da
le. pronuncia-s contra o a> ligo 5 o yue
lu; o.rroloirdi (>elo Mrquez oe inlim-
hupe, f^aendo ver a ueeessidade <|h-' na
dehuma lei regulimenlar a tal resp.iio.;
e prope a suppies>a do artigo, u qual
fie ap,,i da contra em di-cuss-6. ^
Vi'o a misa as seguidles emendas:
4. o Sr. Vergueiro : na emenda 3o
Sr. AlmeidaeSilva, diga-s-emedican le-
galinente feita, ejulgada por .>enlenca.
a." DSr. C-i neiro le Campos : s.l-
vo o o'b-taculo de invasno de Indios, ou
<.litro i v d-iilemente imiupeate. SAvu
mona o ou\iri dizei' ftousa alguma, o
nao qinr ver iro ari. a.* teveiia, sera
ao menos Ihe Facer a'guns cumprimentos,
pedi a pa'lavrt. Declara que este ai t. 2.
fix;'n foicpa'u orpo de Aitilheiia paia
o futuro arrio de ] 837 a 18S8 ; e romo
po8 o nobre lelator d Commissa nada
di sera, elle Depntdo, se diiige ao no!>re.
Ministro da Marinha, e I he pede os pre-
risrrs esrlarecimentos a tal respeito :*>jue
as loicas, nmaes em o artigo i. do Pro-
jteto foa5 fixadis em 1,800 pracas, e
nesle2.art. fixasepara o Corpo de Ar-
lilheiia de Marinha i.aOO pracjis ; quase
contemple pois, que ha huma dispropor-
<;<5 extraordinaria entre as lorc^s navae",
eas forjas do Corpo de Artilheiia de Ma-
iinha; parere que o nobre Ministro qtier
hun Bxarctn de Ierra, e nao quer Ar-
tilr.er a de M;rinha, poique segundo a
principios eloplad>>a nos p^i?es mai- cul-
tos aceren de Marinha, a sita Aitilhena
ve estar se ni p re embarcada 5 que iguo-
a por t ^|es Artiiheiro, cojo numeio con 1 le> ex-
traordinario, possi prestar: que finnl-
menle na'falln insta materia se nao por
aquillo que tem li lo.
Depoi- c outras oh-ervm,5cs-, p*rgun-
ia como he que o nobre Minino d* Ma-
iinha pede pata o Corpo de Arli'heiia
1,200 piaca, quando as fureaa ttavae-.
ordinariassaQ de 1.800 ?.. Pede a S.
Ex., Ihefaca o fevor de informar a este
n.s'ieiiii, t se qui/.er teresla bondade, el-
le Deputado iiinTrompera o seu discar-
so. (Nao respondendo C Sr, Ministro da Marinha, continua o o-
rvdor). Nota de niesquitilio o relatoto
do S Minilio, por nao dar a est Ca-
rnaia as pie-isas iiiformai s, e nem se
encontrar ntlle os necessanos esclarec*
mentus 1 dativos a su* repartici : que
compre pois que o m-bie Ministro alten
da que o que na anleiiorsessao, jii os textorios qtian-
d'>exieoso n-eia lidos, se nao ent.n
dJ com trafntrifigenria Ihedeveria dar. Obser
bdo o tempo de servico, e que por es-
tarem no Para se ll.es nao tem dado hai-
X, estivessem aqu,
Artilheiia de Marinh
cas. Ccnclue tnolWndo a necesidudc
de se decretar a forca que marca o artgo
em qncsla. <
O Sr. Rodrigues Torres pronuncia-se
contra este ar'igo, e declara.que entie elle
e o piimeiro sobre que se volou, ha hu-
ma especie de deshartimnia, nao se encon.
trando nenhuma proporca. Depois de
varias riflexes, Ira* o ejemplo do que
sepratica ntreos loglezes a' nspeilo da
sua Artilheria de Moriuha, e Inoslra que
em Inglaterra fixa esta forca na propor-
ca de hum para sei, -lo he, a foica de
i,a00 artilheiros dever corresponder a
huma forca novil de 7,200 piaras praoaa
derlara,que na marinha Franeeu, a pio-
porca'ht lequatro pia hum, e tonaira
que este cxemplo be squella que dev-mos
seguir. C mtinua disioi rendo nesla sen-
tido, econrlue volando contra o artigo,
isto he contra a fixaca de t,200 pracas.
Inlerrompe-sea discusa, eo i. Se-
cietario declara que se a ha s bre a mea
o diploma do Sr. Maititn Francisco de
Andrade, Deputado pela Provine a de S.
Paulo, que vai remettido com urgeueia
Cotnmis de Poderes.
L maiso seguinte parecer :
As duas Commisses reunid is da Coi-
lituicae Justica Criminal, leudo exami-
nado a piopota do Governo sobre sus-
pcnsa'de algumas das formalidades que
garantem a liberdade individual, na Pro-
vincia 'o Rio Grande do Sul, sao de pa-
recer que ella deve ser invertidaem pro-
jeclo de b, pita entrar em oiscuss. .
: P ropos i. dolioverro.
A Assemh'.i G;ral L-gidativa decreT
la :
Srgiicm-se os cinco srligovd* pr posta :
i Art. 6. Pich revogadaa as dispo.i-
ces eino'-tiario.
Paco da Caara dos Deputados, 6
de Junho 'le 1836. J. J. Feru-.-ndes Tor-
res. H. II. Garneiro Lo. C. J. ihj
Araujo Vianna. \1. J. de Mello e S zu-
za. F. P. Ceiqueira Leite. Francisco
G"ncal*e< Martin-.
X diseussa be adiada para se ler o Pa-
recer da Commissa* de Poderes, que a-
cha conforme acta geral, o diploma do
Sr. Martin* Franciscoo Biheiro de A lidia-
da, e por isso deve tomar assento na C-
mara como Supplente do fallecido Depu.
lado Jo Cortea Pacheco. O parecer
sem di bale b* a.'provado. .
L'se e he a, 'a seguinte snbemen-
d.idoS-. Pertrri da Veiga : A pausar
a emenda do Sr. Carne:rj Lea, em cir-
cunstancias exlraordina i.is poder er e-
levada a lao pravas.
O Si". Carneiro Lea observa que esta
subeinerda, ^p(Sdeler lugar quando se
tratar do artigo terceira. Su-lenla a sua
emenda por julgar que nao se guarda
proporca alguma entre esla forca to ar-
tigo a. e a decretada no artigo piimeiro.
Lembra que a lei do anno pasado fixia
para caso ordinario 600 pracas para este
corpo, mas elle Deputado, atlendendojo
que dissera o Sr. Ministro, quesad preci-
sos sollados pai a guarda de preso-, sup.
prir a falla dosqueeeliverem presos e em
conselho de guerra, desertados, etc., fi-
xar este numero em 800 praess, em vez
de Concomo o anno passado. Nao julgi
que mclborar nos-as liicunslanciis pa-
ra o anuo futuro, mas como o Sr. Minis-
tro tem esla e-perat:ca, bom he nao fe-
char-lhe a poita, e por isto deve reJuzir-
se nestecaso al'urca da Artilheria da Ma-
iinha*
Ju!ga-se discutido o arligo a. que, pos-
to a votos, he aprovado ; julgando-se pie-
|odcada a emenda do Sr. Carneiro Lea
e a subemenda do Sr. Fereir.
En ra em diseussa o seguinte"artuo
leneiro
Emcircunstantiascxlraoi diuarias, ns
forcus decretadas no ai ligo i podeidser
elevadas a lies mil pracas.
O Sr. Va-roncellos pede ser informado
quas sao os recrios cxtr.ioidenar1.j5do Si.
Ministro para querer elevara forca n.sles
cas s extraorditidiios a ttes mil pracas.
O Sr. Ministro declara nao poder a Jvi-
nhar quaes afijaS as circunstancias txiraor-
din^tias que obriguem a elevar a forca;
bem romo na le d>anno passado q ta ti lo se
disenta, a Cmara nao previo as circuns-
tanscias extraordinarias quesi/Cedera.
O Si'. Vascomwllua, vendo que o Gover-
no que deve saber quaes saSaeus plano.,
se teremos alguma guerra externa, etc.,
nao dinformates neceas trias paraje lixar
e-sas f o reas extra^rdenanas, tamben elle
Deputado nao |)de dar seu voto por este
artigo sem melbores da lo-,
Suspende-se a di-cu-sao pof annunciar-se
L estar na sala immediata o Sr. M til im Fran-
cisco Bibeiro de Andrade, que iulroduzido
com as lormalidades do estilo, presta, o ju-
ramento e toma assento na Cmara.
Continuando a diacnsaat) adiada, depois
de fallar tn a favor do artigo s Srs. Cal-
nion, Carneiro Lea e tienrique de Kezett-
de, e coiilra os Sis. Va-coucellos e Mariim
Francisco, ju!ga-se suflicienle discutido o
arl'go, que posloa votos he upprovado.
Oj si guintes art gos sao approvaJqs s. m
deb-.t.:
Ait. 4 S Di-cij.tilos da Ai:; d ma appioVades no
piimeiro HH'\o tllbllli filtico, e CurdaS
AIii'iciha, o> qu n-run cornp.'elado o
curso d is esluaos re^>, ctivos.
Arl. 5. O Gmeino lira* 'utoii-.'dj
Vai a imprimir-sil com mgencia.
O Sr. Va onceilits, insiitindo na stta
opuiiao e respondendo ao Sr. Ministro da
iVannln, aocresi enla que o ariilln i'o do
u.ir h fu Mode h'ima larga experiencia,
e fruco de minia plvora e balas gastas
cos 1 do Estado. Declara que nao nundi
emenda mesa, poique a sorte della j
s^be (jml ella sei ; que nao quer ue se
elle (Deputado deseja empatar a decia
do piojento, masque quer aempre fazer-
Ihe -tes olfici is : eonclue volando contra
o artigo.
L*:-.-e beapoiala a seguinte emenda do
Sr. Carneiio La : As f >n;as d<> coi-
va o orador qne estas pracas d.- Arliflte-I pode Artilheria de Mariana, em effecti-
, ieda< cao. 1 ua azeui lodo O servido de na :-- 1 ndadi de cci viyu iijO eXCcjei a< S 00
i.* Do Sr. Vclas^ues: O art. 2."se I 10, a^m pelo contrario, hurai psre j pracas.
pri a justar maiitih^iios a premio, pieh-
rindo os nacionaes a slrangeiiis ; na
havend > quem queira assim engaj-r se,
P"d 1 reciutar, na lrma d lei, as pracas
necessarias para completar aafbroii "rima
decretadas. %
Entra em diseussa o arlign sexto.
Para pieencher a^orga de-ignada para
o Corpo de Aitilh- tia da Matinha, o G<>-
vefno fi'a desde j authorisado convidar
para o strrico os individuos, que, leudo
;ft servido no exercito ou no dito corpo,
oblivfira suas baixss; e a contratar com
os que existem .inda coui prara, e eslo
no caso de terem biixa por haverem acaba-
do o seo tempo de setvico, dm lo a Irm,
e a ousrcs, como graiifi-a;, al3 do sol-
do que Ihes peitencer, cm quanlos foreiti
prac* de pul, huma quantia ig;ial a
u-sino sold. Fica igualmenteaotorisdo
a conceder huma giaiilica,u igual a meta -
)e ,!u rcspeetivo sol "o, bus pauaatnoa j* >>-
lutitariimeiile quixerca entrar nostivito.
i ^
4
MUTILADO ,


a.1*
DIARIO DE PERNAMBUCOI
rnj
S
m

E quando nao possa conseguir pelos meios
cima indicados completar a mesrm torca,
poder recrutar na forma da lei.
Emenda da Commissio apoiada. Sup-
prima se de deja.
OS1. Henrique de Rezende pede in-
formaces porque sesupprimem do arti-
go as palavras desde j.
O Sr. Francisco do Reg responde ,
q por ja haver esta autonsacio na lei
que p. Nao havendo mais quem fallarse sobre
0 artigo be submettido votacio e ap-
provado.
O seguinte artigo'i. he approvado
sem debate Ficio suspensas as pro-
moces dos llioiaes de Fazenda, Saude,
Apito, Capella e Nutica que nao forem
indispensaveis para o servico das embar-
caces designadas nosartigos a." e tercei-
ro.
Segu se a discussa do seguinte artigo
8? era a emenda daCommissa :
" Art. 8. O Governo fica autorisado
a conceder de^de ja I cenca cm venc
ment de tempo, e meio sold aos oiui-
aesde Ai tilheria da Maiinlia que, sendo
desnecessarios ao servico, assim o qui-
zerem ; e igualmente aos olliciaes da Ar-
io apa para embarcaren em natos da.
Armada para erubarearem em navios da
Marinha mercante; e por e-tas licencas
nenbuus emolumentos pagaio os licen-
ciados. ,,
Emenda da Coromi-so: O artigo
8. seja redegido da nmieira seguinte :
*' O Gflverno lica autorisado a cmiceder
licenca com vencimento de tempo e meio
sold a os officiaes da Armada e de Aiti-
1 hera da Muinha que, sendo desneces-
bario* ao servico, assim o quizerem, po-
dendo os dilos licenciados da Armada em
barcaem em nai'ips da Marinba mercan-
te; e,por estas licencas nenbuns emolu-
mentos pagar& os licenciados. ,, He a-
poidda e eu/ra em di.-cussio com o artigo
e rom a segunte do Sr. Vasconcelos ,
que lambern he apoiada : Os olliciaes
da Armada e do Corpo de Ai tubera da
Marmita, quer embarcado qwer desem-
barcado, vencers mais meio sold.
O Sr. Rodrigues Torres repugna votar
pelo ai ligo lai qual est redigido. Dese-
ja que o Governo fique autorisado a con-
ceder licencas aos olliciaes da Armada que
o-Governo jalgar desoecess.tros, para em-
barcar a bordo dos navios mercantes;
roas nao deseja que, ou o Sr. Ministro
actual da Marinha, ou o Sr. Ministro di
Fatenda ou os que houverem de Ibes suc
ceder tendo 'a lembranc,a do conceder,
diqui a alguns das, Kcenca aos mais es-
peranco-os oflicaea da armada para ser-
virem de stereometras da Alfandega ve-
nbio desrulpar-se perante a C*mara rom
a lei que Ibes autori>a 8 conced-r taes li-
cencas; quizara pois -He Deputado que se
concedes->e este aibitrio ao Governo com
a clausula de coneedr-se es.saa licencas -
quelles offi aes que o Governo julgar des-
necessarios para o servico. A entendt-r-se
que esta inodifioacio nio seja de mera re-
da.cio e por is->o lan sejuigue a C>m-
mis-io de redaccio aulorisada a f.ze la ,
ellei-eputado mandaria a me>a emenda
neste sentido; porque deseja que os t.fi -
cia-s licenciado*nio s>yij empegado* em
serv.Q.> que nao s nao Ihespde ser de
utdidul-, couioai nocivo pratiea
n-truccio, a.q.iisicao de conhecimentos
necesarios a buiti bom official da armada.
Qaauto emenda do Sr. Vascom ellos nio
vola por ella nio ? por ser mpioj ra
eta ilisposicao de huma lei de fixaciode
forcas como porque anda que reconhe-
ce necessaiio tratarse de melhorar a sor-
t. dos nossos olliciaes da armada, nio
Ig-t conveniente com luda qu-? se trate
seniu dos que eslo embarcados poique
a ler o ollicial, ero Ierra os mesmos ven-
ciiueutos que a bordo dos navio", nenhiim'
incentivo ter par embarcar txpr-se
ao- perigos ao fego &c.
Sr. Ministro julga que seria justo to-
niar-se huma medida a re-p.-iio da grati-
hcacSss dos nffiriaes da armada embarca-
do-; para isso letnbra m seri que
as ni.iiorias dos olliciaes embarcados fos-
aeni iguaes ao soldi respectivo para todos
<>s olliciaes, e nao para os Ol)i< iac.s Gene-
la^ss como acootece.
Tendu dido a hora e bavenJo alguns
Srs. com a palavra o Piesidenle declar f*
d'scusso adiada e levanta a SessSo as du
as horas da tarde.
SENADO-
Sessio de 4 de Junho de i836.
Presidencia do Sr. Dent Barroso Pereira".
Abre-ae a sessio logo que ^e achio reu-
nidos 27 Senadores ; a acta he approva-
dii.
O prim< iro Secretario d conta do ex-
pediente :
OroKM Da ni a.
He approvada a folha do subsidio dos
Senadores.
Entra ero ultima d;scus'io e he nella
approvada para se reraetter outra C-
mara a resoluco d Seuado, que de-
clara os vencimeutns a qie tem direitoo
Conselheiro Antonio Horoem'de Amaral.
l'as^a em primeir*discus>o e entra em
segunda a resolucio da outra Cmara ,
declarando que a lei de 6 de Novembro
de 1827 nio priva do meio sold as vinvas
doseffisiaes doexercito, que passarem'a
segundas nupcias, nem asfilbas, que,
sendo solteras ao tempo da morte- dos
pas, houverem de Ci8ir-se depois de ob
lida a tneic.
O Sr. P r-'-o'urio be niaiv ampliativa da lei de 6
de Novembro de 1827 do que iuti rpreta-
tiva ; e que o sen 1 esultado He huro grande
augmento na de-geza publica! Mustia que
a le as--im ampliada be injusta porque
tem por fim premiar mis a huns do que
a ontro-,
O Sr. S'turnino considera que a lei
nao he mnito clara e por >so julga ne-
cecsaria a interpretacio do que se trata ;
mostra a conveniencia desta disposicn,
tanto pe'o lado da justica, como pelo di
moral ; desenrolve que. esta di>po,-ic.io
tem por fim animar os Olliciaes a com ze-
lo seren ntiis ao Estado porque feudo
a cert-za de que quan lo iimi rio na i>-feia
da Patria a sua familia fica com meio
honesto de subsistencia de bom grado e
com coragem txpoem sei.s peitos aos mai
ores perigos. e
O Conde de Lages fax ver que o pen-
samento da lei do f >i sgariar as viuvos
pela sua miseria roas tim em memoria
dos servicos de seos mar <1 s-; por isso que
militas viuvas ricas estio gozando deste
b-ntficio. Moslra a conveniencia de se
promover em os casameulos, e que milito
i'omeniente seria que, tanto as viuvas
como as filhas do< Ofliciaess goMMUB do
mi io sold quando casa.-sem com milita-
res com o que at economa o E-lado.
O nobre Sanador manda uusa a se-
gunte emenda : ('uniimiern a peroe-
ber ss'penses as viuvas e "HO' qu>- casa-
rero com Empreados Pblicos Civis ou
Mi lares: salva a redaccio
He apoiada e entra em ra* 1 part" nella, sustentando am-teiia,
os !r Mirqioi d t'a.avallas Maiquez
de Paranagu Maiqoe de .Mari, e
Garneiiode C'ampos, o (pial uff.rtC*S se
gumie sub-em nda emenda do Conde
de Lages : Den Pubiicos -- acercar ente-ae na M.iriulia o
sa^a^sssssssssssssal
no Rvereito.
He apuida o entra igu^lmeuta em dis-
ctalo.
Os Srs. Paula Souza e Custodio Din
cominuio a conib.tr a nsolucao e i'^is
a presentadas bem como o Sr. Vefgueir
ro o qual co rob >ra e desenvolve ts ar-
gumentos do $r. Paula Souz.-.
A discu-isfio se torna espacoia repro-
duzem-se os argumentos com miis.de-
senvolvirnento e a Sr. Pauia S<>uza mi-
lia mesa o segumte lequei icaenlo :
Que* se p' io inl .rmaces circuns-
taociadas ao Governo saben.lo o corno se
tem entendido a Its de de (pie ella foi pro.
mulg.da at boje se Motive tlaadaltera-
vio qual e quaesos motivos.
He apoiado posto em discussio, sus-
ta-oe a da mateiia primordial.
O Marqttes v Caivellaa impugna o
rcqueriaiento o qul he tustentado pelo
Conde de L8g<.
O Sr. Saturnino oppoa-so ao requer'-,
ment e declara que se o fim delkhe oble-*
rem-se informaces eile ortfigr tem a
honra deapresentar alguns eMa-ecimen-
tos sobre este objecto os quaes manda a
mesa, vista dos quaes talvez se possa
prescindir das informaces exigidas do
Governo e delles pede a leitufa.
O Presidente consulta o Senado se con-
vem em que se leio os esclarecimentosto-
presentados, e vente-se pela nffirmati
Va.
O a. Secretar'o faz a leittira dos di
tos esrlarecimentos que sao certidesdas
arlas dassessScs do Senado e Cmara dos
Deputados em que se tratou da lei de 6
di Novembro de 1827; e do parecer da
Commissio de Constituirlo do auno passa-
do que bases a lesnlucio de que se tra-
ta ; tinda essa leitur.i, o Sr. Paula Sonzd
anda insta no seu requeiimenlo porque
se persuade que os aclare, imenlos apre-
sentados nio satisfszem ao meiios a
sua espectaliva.
O requerimento d-se por discutido be
posto a volos e fica approvado em cori-
sequencia do que fica a resolucio adia-
da.
Dada albora o Presidente derhra a
sesio adffd*, e para ordem do d'a de 6
do rorrete d signa o resto das materias
dadas para boje e levan'.a a fe.-sio.
CMARA DOS DEPUTADOS.
Se-sio de 4 de Junho.
Pie.iidencia do Sr. Araujo Lima.
Pelas dez horas da manhi proce-le-se
chamada ds Oeputados; arbando-se
presentes cineoenta e quatro o Sr. Pre-
sidente declara aberta a sessio, e lila a
arta da antecedente fia approvada.
O piimeii o Secretario d corita do cx-
ped eate.
L-se e appiova-seo spguinte :
Requer a ComrmVio do orcamenlo
que se .solicite do Goremo as seguniles iti-
formacOes.
k Pelo Ministerio dos Negocios da Fa-
zenda. *
" O onamento du reeeila e despeza
com o pes.-oal e material d Tvpographia
Nacional que nao vem contemplado no
orea ment.
' Huma lista dos empreados da Rece-
IvhI.h i- do Municipio da Corte, com de-
siguacio da q na lid ule de sens tmpregose
de quanlo venco cada hum,
" Qaanto produzio no anno finanrci'O
prximo passado a segunda de.ima d is
predios urbanos, Jas corporuc>s de mi
mo ta pertenr.ente ao patrimonio dos
Hospitaes e ca-as de Caiidade das diversa-
conli arias desta Grte.
* Pelo Ministerio d* Marinha.
" A depeza aonual calculada por hum
termo medio Huta com os actuis paque-
tes inclusivamente conre tos e substitu-
t6es com declarecio di que facera os
paquetes da estibio do Norte o os di m-
tacio do Sul.
" Paco da Ornara, 5 de Junlio de
186. Vianni. Souza Martint,
L-se, ju|jio se objectos de delibera-
co e vio a imprimir as seguidles resolu-
vQes :
" A Assemblj Geial Lagisbtiva re-
sol ve :
" Art. t. O Governo es' autorisado
para reformar os OMieiaes pagos -dos e\-
tinelos corpos de Milicias, na li. 111a ;,i-
leis em vigbr.
' Ai'.' 1. Contare ha o lempo para
a reforma al a data da elle, tiva extinc-
cjoaVcadi hum dos corpos ; e de eolio
i>or dianlo o >ei vico prestado uiilitarsaen-
t; pe is ditTS OStciaeT
- A'l. 3. Fnio revogadas as dispo-
.sienes em contrario.
4 Pco da Cmara dos Deputados, em
4 de Junho de l3(i. F. Alvaies Ma-
chado. '
< pni presente Commis-io das Afl-
semblessPrirviiciaes, o decieto de i7 de
Main de i83j da A.-sembla Provincial
j do Uear n. 593 o "a! 011 uitig 4."
I d'Z : O a'godio pagua no acto de sabir
para fura da Provincia, cenIo e sessela
res, ecad. couro salgado oitenta ,is
semoPreJu,zodos,mpostosgeraes(]ue..
A Commis-io enteude ana ,
6.-do.r,igo9daleiderdt0::
dei835, o referido & i .S?bre
no o 3, do decreto da LLlZ^
atiradj Ceara, nio cabe as a.irb
f,S5-#.doartigo.odo.ctoaddro,K
Co-.st.tu.Qio do mpe io e n r V
P-opeaseguinleroM,,^,.6 Pr U"t0
" Sioiev.gados os artigos 3. e A H.
emb!e. Provincial do Cear com0 f'
fens.vos das rudas geraes do Estado. *
d.,830 HP-Dep,iu,,M'8 *Wao
' ^u'z Cavalcanti. ..
l^e-se hum nancer da iBr^- V
missaodeFazenda.sob.e Lj'""^^""
^-^^ee.etarLdeEtrdt'^
gO os da Fa/enda ac, rea da nreU^f s a
pm.Ganda, -fl Fie S^
AU.ndega, da Corte e de eSe^
p^ra se Ibes continuar a n,car '
venios que d-an.es percho ;^V:i,u';
oraopr.vados, por nio terem sido c !
templados em a n. va organisaco das m, s-
mas AlUodegas. A Comn.issa d, po s
d, uitras n-llezes, offerece o'seg fl
projeciodereso'uca: b
A Assembli Gcral Legislajiva re-
solve :
" Art. ,. OGove.no fica autorisado
para poient.r na frma da Jei de ^
Outubrodel83i, coro os mesmos venc
inentos que percebiio no tempo das re-
formas d.,s Alfandega, da Curte e Pro-
vincias do Impe.io, os Guardas do nu-
mero e_F.eis das m.sma> Alfandegas que
de.iarao de ser contemplados na La no-
va oigauisaei.8 lia vendo servido por eg.
pSo de a5 annos; ou .que, nio tendo
a... acnipUtadoesse lempo, se impos.
Mbiliiarao de continuar a seivir por sua
avancada idade ou por molestias cluo-
nicas.
Art. 2. Fica revogadas as dsposieoes
em ceutiario.
" Paco da Cmara em 4 de Jurjh
dei83G. .. J. P. deCarvalbo. J. j.
Fernandes Torres,
He julgado objeeto de deliberac.5 e vai
a imprimir.
Julga.se igualmente objeto de d.libo-
racio e vai Bnpiiinir hum precer d
n.esma Commis.a sobre o requerimen-
to de Bernardo Jos V.anna, KsrrivaS
que foi da Mesa Grande da Alfsndea des-
ta Lorie, com a seguinle resoluejo :
' A Anubles Ceral Legislativa .re.
solve: *
Ait. 1. Os empreg;,dos as Alian-
degs do Imperio, que no lempo da sua
nova orgauisaclo p.r&bo somenlo euo-
lumentos, e que f >rao aposentados na
lorma da le de 4 de Oulubro da 183i ,
lem di.eito a vencer quaalia iguol nos
mesmos emolumentos f conforma e lem-
po d seu sen ico.
*' Art. 2. fica revogadas as disposi-
i;5 s em coudaiio.
" Pavo da Cmara 3 de Junbo de
836. J. P. de Carvalbo. J. J. Fer-
iioiidis Ton es. ,,
(Julio parecer da m-s-na Commissio,
.'ob.e o requerimento de Joao Jos'de No-
ronha: lica adiado por se pedir a pala-
na.
ORDBM do Da.
Continua a disiusio adiada sobre aie-
so!uc- que approva os estatutos da* Es-
Cola de Melie na da B.bia.
Sr. Paula Araujo peJe licersja para
retirar'as suas emendas, eera sen lugar
ol rere a aeguinte ;
Ficct aparo vados os estatutos Ipre-
sentados pela laculdade de Medicina da
Bahm " Ait. 6. 7.0 em lug.rde liceuc.i
que nao exceda a seis uiezes luunc
por vinte das uleis auppriraido o res-
to do p. Ari. 86. i:m lugar d? 5 RR di-
ga s-, hum numero di RR, igu..l a
terca parto dos v...auie-.
m A. 87. Em lugar dea RR di-
ga se 3 RR. ,
" Ait. 98. Em lugar de peso de G
cutarasj d ..u -. t p so d. mu ofa.
".


-
T
P^w
4 .
DIARIO DBPERNAMBUCO.
' Art. I08. Supprmo-seas palavras
e rr.'is tantas ve-es $,000 reis, como
honorario dos examinadores, quantos es-
tes forenk.
'* Ait. no. Supprimio se as palavras,
e mais a despega com o honoraiio dos
l.en.tes marcada no art. 108 &c.
He apoiado, e entra em ditcOSSaS ; e as
outras emendas do illusire Depulauo sao
retira Jas com consenso da Cmara.
( Contiouar-se )
PERNABMUCO.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia 5.
OFF ICIOS.
Ao Chpfe de Legiio de Guarda Nacional
deOlinJa rommunicando-lhe ter .-ido -n-
pro vado a pioposta dos Omciaes para as 3
Corapanbias das Guardas Nuionaesdo po-
co da Panella devendo os nomeados so-
licitaren) suas Patentes pela Secretaria da
piesideacia.
Ao Inspector da Thesouraria para
mandar addir a Repartido do Arsenal de
Ma 1 inlia o Escripturai io da extiucta Inten-
dencia Antonio Manoel Estevescom omes-
mo ordenado, que est vencendo pro-
pondo-o para algum lagar de maior orde-
nado no caso de ali mostrar liabilidade, ap-
tiJo, e anlicacio ao trabalho.
Ao Cirurgiio da Vaccina para.en-
viar a Secrelaiia do Governo algunas la-
minas de puz vaccinieo para seiein reraet-
tidas a Cmara Municipal de Goianna,
que as requisitou.
PortaraAo In-pector do Arsenal da
Marinha para faser urna l'.mb ncacio, que
tenha commodos para tran-portar a Pro-
vincia do Para objectos de Faldamento, e
alpuraas familias dos Oficiaes que ali sea-
chao, e que querem liir para companhia
de seus maridos
Dia 6.
OFFKIOS.
Fica V. S. aartorisado para diiigirse
ao Provincial d > Convento do Ca mo, 011
S Franei-co de Olinda, e p1 parte desie Go-
vernn pedir-lhe oimpiestimo de algorras
Sallas ou cubculos do mesmo Convento,
que estando desocupados possio servir de
agazalho ao Abridor dos Pocos ailesianos,
Interprete trabalhadores e aprendises
em quanto estiverem em Olinda fasendo
ali ensaio de abertura de taes pocos.
He o que se me ofiVrece diser respon-
deodo oseu Officio, que trata deste objec-
to.
Doos Guarde a V. S. Palacio do Gover-
no de Pernambuco 6 de Ago-to de i836.
Francisco de Paula Cavalcanti de Aibu-
querque.Snr. Inspector Geral das Obras
Pulmcas.
Ao Snr. Juiz de Direito d.i -Segunda
Varado Crime temettenJo Ihe o proceso
f--i'o ao Soldado do C<>rpo Policial Valerio
Joze do Santos pelo ci me de furto de hu-
ma faca feito ao Prefeito de Santo Antio,
afim de dar o andamento que for de direito.
AoCommandante Geral do Corpo
Policial para passar a disposicio do Juiz do
Direito da Segunda Vara dot>imeo S 'Ida-
do do Corpo deseu Gommando Valerio Jo-
ze dos Santos, que se aclia preso pelo fur-
to de huma f ca de p >nta ao prefeito de
Santo Auto ; dando-lhe b ixa do nie.-ni
Corpo.
Ao Juiz de Direito do Civel da Co-
marca de Nazaret enviando o parecer do
Presidente da Relacio acerca do destino,
qui devem ter os procesas principiados o
anno passado por aquelle Juiz, cujojnlga-
racnto* boje peitence aos Juizes de Paz, e
iso em 1 esposta aoseu ofiiciu de -28 de Ju-
Ib. __^___
Continuacao do litigo Litteratura.
Dingo de Couto foi o continuador das
Decadas de Barios, que monee sem as ter
acabado. Alem desta obra temos por hu-
ma das mais estimadas o seu S ldado Pra-
tico. Anda que alo tenha o merecimen-
lo de Barros na parte da elocucio todava
foi g'-ande observador das historias, que
escreeo, e he tido justamente por Classi-
co de b.an cunho.
As proezas, e alios feitoi do gran le Al-
fonso d'Albuquerque na India nio pouiio,
icar esquecidoa, e seu fil'jo Fe rotado de
d'Albuquerque'os legou posteiidade no
precioso escripto, que inlitorou Com-
'nientario d'Affonso fAlbuquerque. He
esta h'.irft das obras classicas do Secuto 16
assim no ewlo, como na locuelo. A pro-
dcelo mais importante do celebre Damiio
de Gees be a Ma Chronca do Re D. Ma-
noei, onde se encontiio fictos curiosos, a-
roor da verdade, e boa lingoagem Portu-
gueza. Tambera h do mesmo Aucior
hia.ii a traduccio do Ti actado da Vilhice de
Cicero.
Fernio Lopes de Castanheda he dos
principios desseseculo, ecompozasua fa-
moza Historia do de-cobi ment, econquis-
ta das Indias pelos Portuguezes. Heesti-
mavel Esrriptor nao so pelo milito que Ira
balhou em enriquecer a sua obra de factos
verdaderos e interessantes, se nao pela
sua locucio para, e olasca. Nao Iralarei
do mui aplaudido Livro, que compoz A n*
duiii' Resende sobie as Antigudades da
Lusitania, nem ci seuDelicias dos Lu-
zi'anos; poique escreveo-os em Latim :
saponto como clasico* os seos Sermes.
Te ve elle hum uni, Cania de Resende
.nao menos apreciavel, que nos deixou o
seu celebre Caucionen o Geral obra
boj-" milito rara.
Fernio Mendes Pinto escrep hum Li-
vro d s suas Perigrinac;5js ; empezar do
seu lom hyperbolico, tem sido reente-
grado em seu crdito por muitos Viajantes
posteriores. Elle como a Ethiopia, \
rabia Feliz, a China, a Tartaria, e a mor
parte do Archipelago Oiieutal, gastando
9.0 anuos ni s-a vida errtica, e giro-vaga :
foi 13 vezes prizioneiro, e 17 vezes ven-
dido. Pondo de parte a habitual exagera-
cao deste Ecriptor e a cor romanesca, lio
prop. ia daquelles lempos, he hum dos His-
toriadores Portuguezes mais orignaes;
porque sabe descrever com huma natura
ida le rara, e he sem duvida hum Classi-
co dos de primeira ordem.
( Continuar-sed.)
AVIZOS PARTICULARES.
Maria Joze Lins avisa ao resp. itavel pu-
blico que ninguem faca negocio algum com
seu marido Joan Pe eir de Alcntara, po-
is teacha em divor.io, com o dito seu ma-
rido.
fc^ Mearon & Gomp. da Babia pro-
prietarios da Fabrica de rap conhecdo
sobo nome de area-preta, tendo estahele-
cido nesta Cidade urna fabrica fillal da
mesma debaixo da denominacio AREA-
PRETO DA PROVINCIA DEPERNAM-
BUCO, participio que seu deposito conti-
nua a ser na ra da Cruz n. 52 no Rtcife.
HJP Quem tiver e quiser alugar urna
escrava, ou escravo quesaiba cosinhar, e
irva paiacasa de liomem solteiro 5 anun-
cie.
%&' D-se 100$ reis a joros S' bre h
p< teca de urna e.-ciova demeia idade, sem
vicio e nem mole-ta p.-1 a sei vico de
pouca f unili <, ficando o servico da eacrava
pelo juro do dinheiro : annuncie.
}gX3^ Quem quiser dar 500$ resa pre-
mio, cem hipoUca em ^sciavos : annuncie.
^y O Snr. Luiz Francisco d< Lima, qaeira por lavor ir fallar com An-
tonio d'Albuqueique e Mello, no Bote-
quim da ra do Rozario, 011 annuncie a Ma
inorada, para ser procurada.
WT" As pessoas que quiserem maridar
ensinar suas Blhas a ler, ecrever, e contar,
coser, marcar, e bordar com pe fe fio, di-
rjo-se a ra do Padre Floriano na loja do
sobrado do padre Mantillo D. i9, isto por
preco commodo.
XCW O Sur. Sacerdote que anuunciou
no Diario de 28 de Julho e que se piope
a ir para o mallo de Capelo, dirija-se a
pracinhado Livramento loja I). 23.
}PF~ A abaixo assigiuda leudo no Dia-
rio n. i62 de a9de Julho lindo, o annuncio
as-ignado por urna nulidade, que diz cha-
inar-se Joo Feruandes de Sonto, nao po-
de conter-ae, edeixarde refutar o aran-
zel de quesecompoem o referido annuocio
na p irte, que diz respeito a aununciante,
e mostrar com evidencia ao Publico res-
peiiavel, qual tem sido, e continua a ser a
couducta de.i."C homem, que vveudu (*!
vez na sua trra decouduzir pipas cm ca-
gas, hoje conduz aqui o liquido d'ellas no
buxo. Eutreas muitai sandices do dito
annuncio, he a mais revoltante a que diz
e juntamente pessoa alguma faca uegocio
com sua cunhada Benedita Gondim sobre
mettade do sobrado ve. Quem deu a es-
se desalmado o direito de en ter vi r por
qualquer modo na admnistracio dos hens
pertencenre-i a annunciante? Quem oen-
vestio dessedireito? Muito pode a C... .
nos momentos de sua evaporaco no cere-
hio! E sem duvida > hum destes mo*
mentos poda sugerir ao tal homem o an-
nuncio de que se trata. Saba pois ores-
peitavel publico, que esse reo de Policia,
(que em nada se oceupa, e vive pelas ta-
bernas esroando os vasos em que se conser-
vo os lquidos espertuosos,) tendo pela
maior das desditas casado com a infeliz
Anua da Trindade de Lima Gondim, ir-
mia da annunciante, 9annos que vive
fora de sua companhia, por ter elle expi-
lido-a desua casa depois que delapidou os
bens do casal, saiba maist que esse malva-
do, nao tendo meios de sustentar os seus
vicios, lembrou-s-* de forjar sopostas divi-
das, para por este meio consumir o pouco,
que resta a sua desgranada mulher do que
lhecoube em heranca, e ainda asssm nao
sitisfeitoarioja-se aoatravimento de fnzer
aniiiinrios a espeitode ben de proprie-
dade daab n'xo assignada, que desde ja pro-
'e-ta, e pelos meios legilitimos, ir de en-
cont'O as siladas, ou antes desaforadas ve-
lliacadas do tal Joo Fernandes Souto.
Monica Benedita de Lima Gondim.
IQP Precisa-se de uma ama para casa
de homem solteiro : quem quiser diiija-se
a ruado Livramento D. fa6 que ah se llie
dir quema quer. -
WT" O abaiio as-ignado propoem-se a
dar lices da lingoa Fianceza, e al tendeo-
do a que muitas pe-s> as, desejando appli-
ear-e a dita lingua, o nio pjdeffl fazer
por suas ocrupac'j, escolhe para o seo
ensinoanoite das 7 s 9 horas. As suas
[ices priiicipiai no i. de Setembro, e
as pessoas, que se proposerem a t' mal-as,
dirijo-se a sua casa detraz da Matriz da
Boa-vista D. a3, das 3 horas da tarde ai
as 6. para traclarem das condces do con-
tracto. G mesmo propoem-se tambera a
dar Itc5 sd'Arethmetica, e Gcometiia pla-
na as 3 horas s 5 da tarde.

Antonio Vicente do Nascim ntc.
yf& O Esrrivf o Bizerra declara, que
do .seo Cartoi i.'d-sapairceo uma execuco
de Joo Alemn Cisneiro, contra Ruhno
Coelho da Silva, a qml tendo sabido da
concluzio do D"Utor Juiz de Direito da
Segunda Vara do Civel de>ta Cid de, na
audiencia de 4 do torrente me, d Agosto,
e levada ao seo Cartorio por o Partocoli^ia
Joo Tavare da Fonceca : nes-e mesmo
dia desapaieceo porque no seguinle procu-
rando-a nio achou : quem a tiver a lesli-
tua ao Cartorio, poique ella .- interessa
as partes b-tigantes.
C^ Qutm annunciou querer 400J5J
res a juros de um e meio poi rento o mez
com hipoteca em uma casa as 5 puntas, e
por lempo de 4 mezes, falle 111 ra do Ca-
bug na loja de miudesas 11. 5.
ARRKMATA9O.
Ai remata-sc por venda duas paite, da
casa de sobiado de trea andares da 1 ua do
Queiuiado na esquina do breo da Congre-
gacio, com xios proprios D. 20, assim
cono duas partes da casa terrea na roa do
Rangel D. 10, eoutras duas partes de ca-
za terrea na,rua da Gloria D. ao : quem
nellas quiser laucar compareca na ra No-
va, a poi ta do Juiz do Civel Quinta feira
11 do coi rente as 5 horas da taide que se
hade arre matar.
COMPRAS.
Barriz cheios de mel : na ra do Viga-
rio n. 32, no 2. audi-, ou annuncie sua
motada por este Diario para ser procurad
c tractar-se do ajuste.
LEILAO.
George Brocklehurst & Comp. f^zem
leilio sexta feira ia do coi rente, das lasen-
das a variadas o limpas, por corita de quem
pertencer, na casa da sua residencia n. 7
ra da Cruz.
YENDAS.
Vende se, ou troca-se por urna escrava
mossa, que saba cosinhar, e engomar, um
preto de naci, boa figura, representa ter
aa annos de idade, ofBcial desapateiro, a-
inda que nio perito; a fallar com o Secre-
tario do Corpo de Polica, na Secietaiia do
mesmo Corpo das 9 horas do dia ateas duas
emeia da tarde.
fc^ Urna escrava crila, de muito bo-
nita figura, sem vicio algum, saliendo en-
:aboar, lavar de barrella, e com U ite para
criar, cose alguma cousa chao, e co.-inba
lobein o diario do uma casa : na ra Di-
reita por sima da Botica da Ignacio Neri
da Foficeca, 1. andar.
^^ Umcavallo russo bera novo, e car-
regador : na casa junto ao poitio da Or-
dem Tercena de S. Francisco D. 7.
jr^" 16 p pas d'agoardente com vinte
graos, por pr. qo commodo : ua ra do
Quemiado D. 3.
fcV Uma lica endeira de ai ruar da
Bahia : na 1 ua do Colegio D. 10, pri-
meiro andar.
1fy Urna venda com poacos fundos na
ra da Sanzalla nova n. 26 ; na mesma.
|L9 Um cavallo cattanho gordo, mui-
to inantiudo, beni feito, com muito bom
paco, e dase em conta : na ra Nova por
cima do sobrado do Doutor Paula.
^TJ^ Brincos de filagri rom diamantes, e
|*semelles, polceiras com diamantes, aneis
com ditoi, alfineles de hrilhautes, brincos
de diamantes, tranceluis, e palileiros de
prata 5 ludo de bom gosto, viudo prxima-
mente do porto : no alterco da Bi.a-viMa,
loja de ourives.
A LUC l IIS.
Aluga-sea casa n. 18, defroute do As
sougue velho, na ra doRo.-au'o da Boa-
vista : quema pe tender, aununeie, ou. fal-
le ao inquilinio Juze Can V3P Aluga-se um escravo para padari
da qual tem bastante pratka: na 1 ua da
Queimado loja D. 7.
ESCRAVOS FGIDOS.
FelU, crilo, i9 anuos, coob. principio
de allaiate, baixo, corpo regular, e tem pe-
las raaos uns cravus secco> ; fgido n< Do-
mingo 24 de Jullio, com calca de estopa, e
cami.-a de madapol 1 : ama doFagundes,
a entregar a so Snr. o Capitio do Corpo
Policial, Mauoei Bizerra do Valle, quebem
recompensara.
Taboas das mares cheias no, Porto
Pernambueo.
26Segunda i
27T: I
u a8Q: i
50S:
^3iS: -
i-D: S
/
ah. 30 m \
3-18 a.
4-6 a
4-54 -
5-42 a
6-1-30 -
7- 18 >
Mac
NOTICIAS MARTIMAS.
No da 9 nio entrou, nem sahio Embar-j
cacao alguma.
PliRM. NA TIP., DE M. F. DE FaRiA 1836,


Full Text
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