Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05711


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Full Text

ANNO DK 1836. SEGUNDA FRIIIA
I. DE AGOSTO N. 16-1.
Prrh4mbdco, Tvr.nit M. P.de P*ri*. \mfi.
DAS DA FE>IANA.
1 Seirnnda I. de Agosto $. Pcdrp advincula Aud don
Jiiixs. Jo Cr. de m. e de t. sea. da Thezou-
raria Pulilica .a Chae, de t.
2 Terca N. 6.- dos Anjos Re. He m. aml. do J.
' de O. de t.
:i Quarta lnvcncao de S. Estevno P. ses. da The*. P.
4 Quinfa S- Domingas He G- Re. dem. and. do J. do
C. de m. e Ct 5 Sexto N S. das Ncves es. da Th. P. aud,
do J. de O. de t.
6 Saltado Traasfiguracao de Chr* Re. de m. c aud.
do V. (i. da t. fin i 'Ii ma.
7 Domingo S. Octano.
>
Ti_do agora depende e nos menino* -la nosta pm
denc. moilerueo. C eneriria :c<>ntinne mu coma
l'rincipianiixi, e '......u acontados rom admira*
cao eiitru a N'aces mais cultas.
Proclamafo da Jllrmhta Geral flronl
Salic.rre-se 1000 rs. mensae* ra^nc adiantailos
nen TvpoRrafta. ra Has Cnizes I). 3, e na Rra-
fia da Independencia N. 37 e 3H -. onde e ree.eheiu
correspondencias-legalisadas. e annunoioat ionerin*
do c te er>'< endo do proprioa anignaute,
rindo amignadAa, #
CAMBIOS.
Julhu 30.
J-iOudrcv .0 n*. St, Doi I,, cu), ou prala a 5o por
cento d premio Nomina.
.i.-lioa 35 por 0|o premio, por metal, .N'oni.
PranCa260 .306 Ks. por franco
Rio de Jan. (i p. c de prem.
Moedaa de ii..4iKi I5..500 l:t..Ii:(l
J,.ihk) 6,.7O0a6800
Pesos i,.4 4o
Premio da prala 50 p. c
.. dM lellras. norme* I 2poro|o
Cohrc '25 por cento He descont
PARTIDA DOS. CORK ROS.
Olinda Todos 01 diai ao meio dia.
Goiana, Alhandra. Paraiba. Villa do Conde, Mo-
manguapej Pilar, Kea. de S. JoSo. Mrejo d'Arei,
Ranina, Poml.al. Nora de Soilza. Cidade do Natal,
ViJIat de (inianninha. e Nova da Prineeza, Cidade
da Prtaleaa, Villas do Aquir, Monte mor ora,
\i.i(.a> Cascavel, CaBind, (SrAofa. Imperairiz.
S. Bernardo. S. Joao do I rinripc. Solirar. Novad'
RiRe.y. Ico, S. Mnthem, Reachodo laacne, S.
Antonia do Jardim, Qtieteramoblm, e Parnahiba.
Ser nudas e Sextas.teira* ao meio dia por via da
Paraiba. Santo AnlioToda asqufettaa Te i ras ao
meio da. Garanhlus, a Bonitonoa dia lo e 34
de tada met ao-melo da Ploresno dia l.l da
(.na otez ao meio dia. Cabo. Serinhaein. Rio For-
mozo, c Porto Calvo-nos dia I, II c 21 de cada
mi'/.
PARTE OFFICIAL.
RIO DE JANEIRO.
SEMBLE* GERAL. LEGISLATIVA. '
r
CAVARA DOS DEBUTADOS.
SessaS de 2 6 de Mato.
O
Presidencia do Sr. A rujo Luna.
Telas lO horas Wa manhfi romera a C-
mara os seus trabalhos em sessio veertta,
e pelas onze horas declara-se ein ses io pu-
blica. He Ii la e approvada a acta da an-
tecedente.
O prioeiro Secretario da corita, do ex-
dodiente.
Ordem do din.
Presidente, e conclue nao approTando o
parecer.
O Sor. R. Torres, pronuncia se con-
tra a demisso do P. Araujo R. e-inter-
pel!a o Sor. Ministro da J. paia que acla-
rasse Cmara dos mmivos.
_ QSnr. Limpo de Abreu declara volar
Potra ero disrus-io o parecer da Corn
n ijfo de Goritiltiicio acerca de huma
representaclo da Assembea L gislativa da
Proviocia do Rio Crande do Sal, sobre
a pose do Presidente o Snr. Jote de Ara-
ujo libfiro. (Vide Jornal do Cotnmercio
de 18 de Malo do crtente.)
0 Snr. Henrique de Reien.de enceta a
disrusso declarando que lia vi* n -dHo a
iinpie.-sii desle parecer para o examinar
betn j que concorda cota o final do pare-
d-, e ni* com o seu pieambulo, e limito
piincipalmenle quando no Jornal do Co-
mercio de hoje vem q'fra nomeado para
Presidente da Pro v fio i a do Rio Grande
doSul o Brigadeiro Eliziario, em lugar do
Snr. Araujo Riheiro ; que nio concorda
com oapparato que aprsenla este paie-
cer, poique elle (Deputado) quer. msiso-
hras e menos palavras. R de que *eive
liimi papel rom palavras muito forte- qu-
do as obras nao I he corre-pondem ?.. .
Guando se usa de palavras milito forle-,
he justamente quando se diz por ahi que
para o Rio Grande. E de que servero,
loma a repetir, palavras ti fortes, quan-
do se acho obras to iracas ?.. Que a C-
mara pois com este papel nio faia maisdo
que ir ii rilar os nimos. Depuis de ou-
tr.is ohservace, coniitua o orador di-
zendo, se a cheg^da ao R io Grande do Rri-
^adeiro Eliziaiio produr.io hom noef-
leito que producir ajunecio do Com-
mandante de Armas com o cargo de Pre-
sidente l... Em fim qualser oefie:to que
sedeva esperar de hum semelhanie paie-
cer? palavras aem ser ac m pan hadas de
obras, e nada mais. 0 Ilustre orador traz
oexemplo de que tem acontecido com o
"**, pa;s onde di se umuiIi> su uirs
tcuipo hum cabo, hatu soldado e burn
pe'o parecer da C-ommisso, concorda
coma primeira parle delle como Deputa-
do, e tem a aa liselo como Mini-tro de o
diter, por ter o Governo dado hum igual
juifco ao que aprsenla a Cmara, dos l)e-
puta-los, nio dando andam e>s repie enlacio por nao reconhecer a
antoiidade da Assemblea Provincial. To
bem cnni-oida com a segunda paite do
p necer, que remet* ao Govetno a repre-
sentacio e donnmentot ella annexos para
em lempo opportuno fazer oque forcon-
venien'e conforme a le, sen-o e-te o mti-
tiraento do Gobern, quando o estado da
P ovincia di RioGrahde o pproDi'lir. O
erva que o p'incipal fidameuti da
representacio he ter tomado pnge o Snr.
Araujo Riheiro na Cmara do RioGran-i
de, e a Cmara julga legal es'e proredi-
menio. Como na dscavo da resposta
FalU do Tono cen>urasse lium S'ir.
Deputado ao Cov. rno, julgando nio ter
respondido ao odicio do Sr. Araujo Ri-
beiro pedin lo a approt-acfio de.te acto,
elle Minian) dir que o Governo appro-
vou e^sa posse, o que hl-s^i pCCasiio nao
lliele;iil>iaia dizer ; m&ndoo Ibdterque
a appiovava aoisqufessa Aaemble, p^-
lo piimeiro acto de ile.*' b-di-nria, n,
cumprio a ob igaci que linda re Ihe r
esa poste, e'eilii lornoo-se <-e dweito
devolvido a quali|uer Cmara omle ella
poderse verificar-se.
A'n intepellao'S do Sur. Torns res-
ponde que cin-unstariiias pedom liiwr
muito extraordinii ias m que o Goier-
no leve dar lalisfaca de artol que si de
sua inleri e livre altrihuicao, como seja
oda nomeacio e demi sio di s Presi lentes,
que este a-'to, considerado em nlaco s
circuristanrias que o anteced rao e oa-
compauhario, nao pode ser nderonii
ao individuo demillido e de que se trata.
I'.m npoio desla opinio peda qie se txi-
mitie toda a corre.spon'lenyii liavida en-
tre o Governo eoSnr. Arauja Riheiro, e
ver-se-ha que todos seus actos tem sido ap-
provades e sempre su tentados pelo Go-
verno, nunca di-co>dando de sua opini-
a5 ; e se ag>ra o Governo adoplasse huma
manlia diifeieute a espeito dos negocios
do Rio Grande, poder-se-hia entio dizer
que re'provava a conducta do Sor. ^fiihei-
Go
ro e implicilimente a conducta do Oover-
no, mas os botoi roostra5 que nio. Ob-
serva que oCoverno tem laucado mi de
!odo? o* m?!C! : seu cncc pars rrpri
mr os revoltosos; e era quanto s meJidiij | das te ordocc da scsses secretas, f.ca
que ouve censiirar de tardia, nota que
devem >er meditadas e offerecida Ca-
ntara de maneira que a discus-o deltas na5
retarde muito a appruTacio que oCover-
no deseja. obler.
Finalmente ulga que o crdito dese
distincto cidadio que ta relevantes servi-
dos tem prestado, e qua sacrificio fez em
cellar a Presidencia da Provincia, est
livre de qualquer suspeita que possa haver
de que o G verno (oase movido para este
acto por mol i vos de desconfiaflea ; persu-
adido se elle Deputado que at no De-
creto desua demi-sa se tei dado hum
publico lesleinu'nho dos sei vicos por eie
pre-tados; conclue duendo que, sem en
trar na muida exp!iac5de todos os mo-
tivos que movrio o Governo, dj/ que
e le< nao sereferem ao indivifito, mas
fora adoptados pelas conveniencias piw-
lluras, pela nece-sidade de se dar Pro-
vincia hum novo centro de for'cas, e es-
ts dit imillas da niellmr firma po-sivi |, por
hum militar cuja intrl igeneia lie bem co-
nhecida, e que talvez se ache em niflbo-
res circunstancias de que hum cidad.6 a
qoem, pos'o que p itua muila capacidade,
fi'la com tudo eonhecimentis estra-
tgicos absoluiamente ind>pensaveis no
e.-l (11 actual i'o rlo Grande.
G Si r. Ca neir.i Lea folga de ver n S>.
Minisiio defensor do parecer da Com
iniss-i. Sus'en'a e te parecer 5 ore-
po'ide ao Snr. H ni iqoes de Rezende, diz
I'-* CominiVsa > pode declar. r o sen
p-nsin ciHei, e aj isiar ose pen-amento
com os niten sses pu'diecs, com as lene a
Ce1 i'uici. Qdanlo as obras, diz quees-
taaO>lao da p m ra le j"lf;a lin brem das melhoits, e
por aso esi censura do Ilustre Deputado
naC 4 ve s r laucada em ro>to Com nii.--
sa masis meroh os r'a admiiii-tran.
Declara que a CommiS'5 usou de pIa-
vra>f'iiea para tirar a conch'Sid que a-
pus ntoun iw Ihe filtmdo < bjeclos para
eeapregar palavras moito ctai-. forie>, ao
meamn lempo ra-ran i-, po lendo mesmo
entrelere da-idminintraca.
Pa>sa a mosfiar que a As->emble. ol-rou
contra 0artigo do Cdigo, em que pre-
tende fuodar-se, para demorar a esecu-
c.' de huma ordem ; antes elle, Depuia
do, conclue que, vista deste artigo, es-
sa Assemblea obrou muito illegalmenle.
Julga poder referir se ao que se disse na
sessa !!( r< t.i, p"is que pode fallar servin-
d 1-se deiecorda -sque sua memoria Iba
subministra ai^e-piilo do quesepassnu na
se-s.i teciela di-se que o Snr. Riheiro
nao possuKi a ronfiaqca uem mesmo do
paitido da legalidade.
O Snr. Limpo de Ahreo, pela ordem,
recesa um
11....... 1 -
.,-..../ .o *
menca do Snr. Deputado que avancar
essa pioBo-ica, para que o publico nad
tome hum nnme por outro.
O Sur. Paula Araujo ulga nao ser mui-
to conforme com oiegimeuto e estilo da
c.sa, se referir hum Deputado ao quo
s passou na sessa si-ci;eta, e trata de res.
pon ler ao que enta se disse ; julga que
o mais que se pode fazer he reproduz fem-
se os mesmos atgumentos, e ettl. res-
ponder se.
G Sr. Carneir > Lea5 julga poder ser-
vir-se de i'et ordaces do que se passou na
se-sa secieta, expondo a juillo que a C-
mara julgou nao serpiivftivo da sc--a5
secreta] entretanto i' adiante com e-.li
sua insiiteucia, anda que desta sua opini-
a uno desistia.
Pussando a responder ao Snr. MinUtro,
diz que lastima que a sdminMraca tives-
-e como apandado oque se disse em hu-
ma das anteriores sesses, quando se dis-
cuta a rspo-la a l'a'ia do Trono, e que
fii expendido por hum Snr. Deputado,
e ao mesmo lempo nao apauhasse n pen-
-ament desse Ilustr Deputado. Dizque,
sjn'l.na a nom ac5 do Dr. Araujo Ri-
beiro como impoltica, a vista das rela-
ces d-' parentesco que a! linda, oque o
punha n'huna pessima po-ii-a, mas nad
dis-e que nat acn.aes circunslaorias lo*-
se hum bem a deuma des^e empregado,
pois que o Governo ne.ite acto nao conu'l-
t.iu ao.> intereses pblicos, mas aos cla-
mores de hum partido, partid que oGn.
verno, a nao ei traidor, tem toda aobi-
uacd ok'Cocrib.iter. Lamenta que o Snr.
Ministro ila Jusliga se eja em ta m po-
>iea6 pelos maos passos de seus collejas,
Pergunla o Snr. Mmistro que, se julga
n ser inInoro a e^a demissa do Snr.
Araujo Rib-'iro, porque julgou indecoro-
sa a do Ministro da Guerra quando essa
demi-sa he reclamada ua por se liciosos;
mas por genle que tem honra e que quer
a manufencafi da oidem e da Constituipa,
entretanto hejnlgadi indecorosa pela Ad-
mnis'rjjiS, eo PodA" Eleiloral nao a po-
li" darln'nda m o Snr. Aiaujo lihiio que muito insta-
do foi p.tia aceitar e.-sa presidencia, que
saciilic.o fez em apresetitar se naqueila
Provimia, que nao pede asua demissa,
e em que todo o partido da legalidade tem
posto .-li;h esperancas, he demmittido
quando pelas ultimas embarcaqes chepa*
das diz-e que ella t ra xigida pelos revol-
to.os e agora p >r este fado vai-se ao me-
nos fazer suspeitar as intences do Gover-
no, edar corpo a todas as suspt-ttas que
ha contra o Governo.
O Ilustre OputadojjMhTirfuando no sett
discurso, pergunla o que pretendas ad-
mshi5tr?s5i"Se ArWnlrt RibeirsPSaaaO
sabia que, quando foi humeado, que notici-
11



"
9
DIARIO DEPERNAMBjDCOi
\
88 corria hasta coi te que ossedlcipsos esta-
c proroptos a lecebe-lo ? Se elle teve
esta segaran?*, porque iu5 cumprio r
Mas julga que o Governo nao poda ter
essa aeguranca nem devia te-la, menos
de na6 ser rnais ioepfo do que realmente
hi, AcxcepcadoSr. Miniado da Justica.
Continuando a rensurar este a< lo, diz, que ,
miando o Governo nomeou o Sr. Araujo
Bibeiro jase sabia que os revoltosos esta vb5
un campo : que o Governo julgoa enta
qiieoSr. Amujo Ribeiro nao pos-uindo
os conlieciraentos estratgicos, comtudo
podia servir. Demais n5 sabe qoe segu an-'
c letn o (joverno depois de lanzar o desani-
mmenlo nasforcas da-legal dade com essa
ilemi.-sa, nem se o Brigarit-iro Elisiaito
aceitar usa commissa, pois que esse B< i-
gd iro sihiodo (diqui romo Militar nao
podia recusar .o comando das furcas, mas
pode recusar hum emprego civil ; e na6
pudendo o Governo ter cei leza que esse
chefe militar aceite esta comms a, julga
somoaamente ir-poltico hum tal acto tas
circunstancias em que se achs a Provincia,
at digno de formal respe n ah liria de, poi-
que de. alguroa sorleocon-idra traidor.
O Sr. Santa Baib-ia declara reprovar
como hum acto llegad e digno de indi a
censura, a sedica de ao de Setembro na
Provincia do B. Grande, com todo ub-erva
que iguaes arlos 9e piaticre em oulras
Provincial do Imperio, romo Santa Catna-
lina-, Mato Groas, Pira com rara diffe-
renca quinto mudanca de Presidentes, e
em outro!.lugares quanlo de Comandantes
das Armas-, pessimos rxemploa que se
extendern ao Bto Grande, e que devia
bei altamente reprovados'; todava na6 ap-
prova o parecer da Cororais-.a por (umtjaf*
t.e em ideas inexactas, ou melhor falsas.
Pretende mostrar que o Sr. Araujo Ribei-
ro deu ocejMj a a todos esse tactos desagr-
date! que se tem cummellido depois de a o
de Si tembro, e querelle perdeu a reputaca
n'hhum e n'outio por parido. Lemhra
que O Sf. Araujo Ribeiro ss communicra
amigavelmente com o befe, dos revoltosos,
depois do que tratad; r tomar posse em
Porto Alegre entre rebeldes como elle os
soppunha, eseeltesoppunhaa Assemblea
rebelde, irrita e nulla, porque quera re-
cebar a posse das ma6s do Ptjbm lente del-
'la ? Que ncousequenc'ia de piineipios?
Onde a poliiica do'Sr. Araujo Ribeiro !
O nnbre Diputado dit que estando a As-
aembla para dar essa pi-s.se mu cordial-
mente, ebega sm.i5 a vespora humavi-odo Ministro da Jus-
tina su ppndo estar rte posse o Sr. Araujo
R.biro em Pono Alegie, suppondo tim-
bero queesses rebeldespodia dar a posse
no qual aviso mandava j.6 em proceso o
Sice-Gonsiil Hamburguez por proclamar
aosaubditosdi una ate paia na5 e mel-
lerem nos iiioviinenios politices do paiz ;
o qut- den movinuntcs polilicos pi'i; o
que deu motivo que se teceassero os qoe
tinha enfado na revolta, vendo que ra-
se qu apenas acomelliava aos subditos de
huma mca Independtnte de nao se roet-
tereui na queiella dos Biarileros era
caatigado ; e he por isso que, iiotnomen-
lodesed.r pw*e, alguna individuos em
numero de 500, como Jota de Paz fen-
le, pederu ecpa.-sasse a p>sse a fim de se
llie* d >r maior garanta ; ao que a Assem-
b icrede para evitar maior mal.
O filustre Depulaflo continuando, di*
que o n.esnaoB ntoGoncnlves pedir., ao
S-. Araujo Ribeiro se retirare, para re-
movido aqurlleclamor popular, ter lugar
ent. a posse que julgou s* perfidia de-
poi* ocli*oirse o Coronel-R-ntu Gon-
-calvea por hum i cariado Sr. Ribeiro ; q'
h Asieu.b'a, d-pois de mandar fias de-
nniavesao novo P e idviite, e c onnlan-
-, ero 6ui a vir tomar pos*, j n* e-
r rebelde' estava >eus memhros smn**
fiado; equando o l*>e, poique quera
auiesoSr. R-bei.otomi f>os-.e nella. O
lkuitre Deputado di* que p-rece-lhe que
> Governo nunca Ir ve ulra exacta do que
devM ,ie. Depois de r.nsurar o p.o-
.dirnec.tj do Sr. Arauj Bibeiro em na5
tomar posse na capital, da que lora *t>
cettdcr o ficho da guerra civil, prorooven-
ilo lumia qoest por hum ponto de direi-
lo, e facer por iio tornar s armas paia
leciiir esse ponto dTdirtio, haiendo-.-e
dou.s paitidus feudo as mesmas handeiras, I
d*ndoosmetmo? T;vas j ab tiahii djdas
intencSes de hum dessrs partidos por que
a 1< i na5 pone intenc6es ; mas derrama-se
o saugue brarileiro, dando eaua a isso o
Sr. Araujo Ribeiro. Conclue que, re-
provandoa sedicaS de Poito Alegre, nao
pode desconhecerque mal tomadas foraS
as medidas do Governo e nao de cendo que o mesmo Sr. Araujo Bibeiro
dra causa a lodos esses terriveis successos,
porque quando elle na5 quia tomar posse
pela segunda vet quando foi convidado,
protestando na querer enlregar-se nos
bracos dos sediciosos e rebeldes, tambero
devia ter mesmo pensamento .quando oi
pela prim ira vez lomar essa posse, em
lempo em que anda narstavaS amnistia-
dos os memhros di Asfembla.
0 Sr. Castro e Silva responde so Sr.
Carneii o Lea, e diz, que de certo nao
mereca as gragas desse Sr. Deput -do por
nao ser Racbarel ; era profano, e por isso
na6 o exceptuar talve o Sr. Drpoiado na
perha de iheptida que lineara admi-
ni-traca; accresceiilando rnais que e.ssa
adroini.-tracaS inepta nao ter chegado ao
ponto de jogir os es murros. Decl na vo-
tar pelo parecer, a pesar da forca dos ar-
gunienlo* do Sr. Santa Bai bara. Obser-
va que he da harmona dos poderes que
deve vir a hem d ) e.-tad : e por IsSO ac-
cresoenta obsrvacaS feita pelo Sr. Mi-
nistro da Justips, quando rebaten cen-
sura feia ao decreto do Governo que cha -
maaGuard* Nacin! rio Municipio da
Corle para destacar no Rio Grande, que
bem como dessa censura mas consequen-
cia podero ha ver da que ora se faa sobre a
demissa do Presidente do Rio Grande,
que o Governo enlendeu nao dever con-
tinuar, e quando nao se ronhece anda os
resollados desta medida. Lembra que hu-
ma tal medida esta dentro da o hita das
attrihui5"S do Governo. Finalmente,
qumto a rham-r-se traidora a administra
cao actual, diz que ella be ta6 tr Hora
como ci a a queexistia na poca ds sedic.a5
de Minas.
O Sur. Paranhos conclue votando pelo
parecer,
OSnr. Souza Martina contraria oSnr.
Santa Barbara, e he deopiniaS queoir.
Aiaujo Riheiro s perdeo a confianca do
partido revoltoso, e vota pelo parecer da
Commissa.
OSr. Limpo de Abreu, d^ffende a Ad-
mimstiaci : responde ao Sr. Carneiro
Lea, e ao Sr. Sania B.
OSr. O. LeaSdiz que o Sr. Ministro
sabe quae sao as doutrias do Governo
representativo, em que as Cmaras po-
dero intervir convrensuras nos livr< s actos
do poder tX'Cuiio. e que se n'5 fosse a
demissa de bum Presidente darirtnpetrn-
ci. do Governo, mas de usui paca, intao
nao seria objeclo de censura mas de for-
mal ai our-aco.
O Sr. Casl>o e Silva vola pelo parecer.
OSr. Ton es diz que fie aliligira ouvir
ao Sr. Miniatro dit r que dara5 peso aos
argumentos do Si. Santa Barbara. Lem-
bra que oSr. Ministro nao he h> Diputa-
do, mas Conselheiioda Coia, e por isso
tci a conveniente nue dis>es>e qua- s sao os
argumentos do Sr. Sulla Barb.u-a que
meiei ra o s'-u laaentimcnlo. P.S'8 a
eeosurara demi^ado Sr. Araujo Ribei-
ro, e pergunla he oG'Verno est persua-
dido que o Sr. Elisiario e.ceila a romuns
saque Ihe f>i or recida, o (pie muito se
ple duvidar ; e no caso que na5 arcille
pe< guuta se o GoVeino peusou hem na
po-iga tinque fie a o Se. Aihiiio Ribeiro
oas mi lindlOaal circunstancias em que es-
t o Rio Giaudi, e que foro* ple ler o
Pre.-ieule para continuar a presar os
mesmos servicos que tem prestado ? Pa-
rece-liie que, se o Goven.o qnize^se de
proposito zelar a causa dos ievoitisi, nr-5
podia tomar huma u ediria que roas fi vo-
lare! Ibis f sse. De rnais, sp o Governo
est peisuadido da ntc-ssid militar p&ra dirigir u> negocios do Rio
Grande, parece Hinque o Goveino nao se
fleviaepi'ao peiigode nom^ar hum ho-
rnea que l sta eq ie p le dizer que tia6
quer aceitar aemelhanle eoinmiss.. D'-
rlaia na poder dei. vontade desloado, do qual hontem se as-
aiguou odecieto, e bojeo Joiual do Com-
mercio j publica que este decreto fui as
Mgnauu.
Contiaiaando nota deiroprudente a pu-
hlicicaS di derosspS do S''. Araujo Ri-
beiro, o que offerece huma censura da
parle da Cmara dos Diputados, que bs-
tanle drcilo tem da infligir censuras a
actos que esli debaixo da attribuicaS do
Governo, quando a demissa de hura Pre*
sidente pode Uzer funestas consequenciaa
causa publica.
Finalmente responde ao Sr. Castro e
Silva que na5 julga valiosa a rattS dada
porS. Ex., respondendo s censuras fei-
t*8 sobre a demissa do &a. Araojo Ribei-
beiro; pois que deaej\ie o Governo,
ntes de tomar huma medida, calcule com
os resultados del'.
Dada a hora fica a discos8 adiada, o
Presidente mirca para a ordem do da a
rontnnsca da discussa id>id<, e levan-
ta a sessa depois das duas horas da tarde.
CMARA. DOS SENADORES.
SessaS de 27 de. Maio.
Presidencia do Sr. Bento Barroso Pereira.
A'hora do estilo, acha-se na sala nu-
mero suficiente de Senadores, o Presi-
dente declara ahei la asessi, Ic-se e ap-
pi ova-se a cela da antecedente
O i. Secretario d conla do expedien-
te.
Ordem do da.
S oapoadns, e mandados imprimiros
projectos do Conde de Lages apresentados
ta sessa de n5 do corrente.
Sao approvados em primeira dscussi,
n pas-a tegunda os requen'mentos do
mesmonobre Senador.
Sendo a ultima parte da ordem do da
trslulbns drfCommis-6e, o Pr v d< os Senadores a enlrarem nesse exe -
cicio, e suspende a ses#a5 pelas li horas
da manha ; a qual continua pelas al e 3/,
e o Presidente convida a Deputac<5 a de-
sempenharsua missa. Voltandoesta nos
aO minutos depois do meiodia, o Marqu> z
delnhambupe pirlicipa, que chegando a
Deputacaao Paco da Cidade, f a rece-
bida com o ceremonial do estilo, e dando
conla da sua missad, o Begente respondeu
que e-tava milito c<>rtutoos sentimeulos de
Senado. He reetbda esta resposta coro
esp ca I agrado.
O Pre.-iden'e declara que se a cha esgo-
tada a ordem do dia, d para a do da se-
guinte, a discu-sa de diversas resoluce.-,
e levanta a sessa.
D1VRRSAS RF.PARTICOKNS.
TRIBUNAL DA 1U:m.\CA.
Sessa de 30de Julho d 1836.
Of Embirgos nppo-tos por Simplicio de
S. un Linsao arcorda contra elle pro-
ferido nos Autos de app-dlaca rivei do
Civel desta Cidade ni que he appellada
Antonia Alaria da Puniic.ii.a5 : fora da-
presados maiidando-se trausilar a sen-
tenca pela Chancellara.
Os P.mhargoi de J a Joze d S Iva op-
poslcs ao arcorda contra elle prof i ido
em que Ihe he parl RuhertoGray na ap
pelliga civel do Juno do Civel da Cidade
disAlagas, lora di prexados, mandan-
do -e cumprir a stntensa embargada.
Os Emhargo-> de Miguel de Bmo Salea-
gado o|)po.-tos ao accorda proferido na
appellaca civel do Juio do Civel da Villa
doJiemqup he paite Jo de Araujo
Chaves; fora da mesma forma despre-
ZadS.
Perfectura da Conarca do Recile.
Parte do dia 3 > d,.- J u 1 o.
O Comssario de Polica da Freguezii
de S. Autonio Jeiuiiioiu Cezar prenden,a
CusldJPjo/ da Silva por hver maltrata-
do e fndoaum caisero de liberna.
A Patrulha Policial qoe rondn o
Destricsa ds: 5 Pg:. dsi psrta de '.cr
prendido a roiubi ordem a Junuaria Ma-
ra, e Francisca Borges por teiem sido
encontradas na ra em horas incompeten-
tes em ertado de embriaguez a faiendo
grande alarido.
Ootra Patrulha, que rondn o mesmo
Destricto da raeia noite ao amanhecer par-
tecipa ter prendido o prelo Joio Sebasti-
n escravo de Manoel Antonio, por es-
tar fgido.
OSub Prefeito da Frecuezia de Maran-
guape prendeo no dia a7 do correte o
Indio Matheos Jos de Santa Anna por
ha ver dado em o da i9 do mesmo urna
facada na parda Bertholeza Mara do Car.
mo, assim como o pardo Antonio Mar-
ques ; softeii'o, e vagabundo para serie-
crutado.
HBXA DAS DIVERSAS RENDA8.
A pauta he a mesma do N. 14>.
CMARA MUNICIPAL.
EDITAL.
A Cmara Municipal da Cidade do Becife
e seo Termo.
Faa saber, que pelo Exm. Presidente
da Provincia Ihefora trin-metid para ter
a devida publicica 0 Decreto e Instrumen-
to do Reconheri ment da Piincexa Impe-
rial a Senhora D. Januaria como Sucres-
soi a do Trono e Cor-a do Imperio do Bra-
zil," cujo Decreto, e Instrumtnto seo the-
or he o s'guite (i).
Pelo que a Cmara Municipal enngra-
lula-re com os Habitantes de seo Mu-mi-
pio por bum acto laplansivel, que Re-
conhecendo a Successada Augusta Piin-
ceza Imperrtl, limia a estabvlidade da Mo-
narqua Constitucional. E para qua no
seo Municipio chegue a noticia de todos,
se pa-sou o prezente, que ser publicadqH
Recite em Sessa Ordinaria de 18 de Julho
de 1836. Fulgencio Infanti de Albuquer-
que Mello, SecriPtario osubscrevi.
Jo Machado Freir Pereira da Silva,
Pro Presiden le.
Antonio Gomes Pens*.
Francisco (Vlamedc d'Almeida.
Joaq.uim Jos de Miran la.
Tbomaz Ju/. da Silva Gusma.
ACADEMIA JURDICA DE>OLINDA

Constando-me por cfficiodo Fxm. Pie-
sidente da Provincia de at do crvenle, q'
o Bachaiel UibanoSibino Pe.-soa^Je Mel-
lo resignara a Substiluicadaa Cadeiras da
Filozulia, e Geometra do Colegio das Ar-
tes por ter sido despachado Juir de Direi-
to do Civel da Com marca de Guiara ; a
estandoconseguinlemente vaga a dita Sub -
(ituica, ion vii ludes dos Estatutos, que
actualmente regeiu a esta Academia Ait.
2. Gap. a, ponho-a a concuiso, cujo
pr.--io ser de a metes contados da dita
desle. Aquelleaque se quierem propor
dever babilitar-se dentro do releridu pra-
10.
E para que chfgue ao ronheciroenlo de
qu'in convi-r mandei afxar o presente
Edilal, e publicar pela Imprensa. Se-
creti-ra d'Academia Juiidica d'Oliiida a6
d Miguel do Sacramento Lopes Gama.
Director Interino.
ARCENAI. DEMAR'HIIA.
O Arsenal de Marinha precisa comprar
4 dosi s de vinhalii-o de ci|alidinhn, e 4
d tasdecustrdj, que nao tenlia piulbo, nu
biozo 5 ou Pranxea que poaa prudu-
tir tai quantidade de laboas.
(i) O Decreto e Instrumento de que fas
roei.c < o Edilal aupra, j fui por nos pu-
b nado em o nosso numero 152 de 16 do
gora.


DIARIO DEHRJAMBUCO.
S
Arsenil de Mirinha 3o de Julho de
)836.
Antonio Ptdro de Carvalho,
Inspectora Arsenal.
OBRAS PUBLICAS.
O Snr. Innocencio Xavier Vianna he
con vid til o a comparecer com a breidade
que I he fpr possivel na Caca da Hspecca
das Obras Publicas das 10 s 2 liomi da
tarde.
. an Maraes .Ancora.
Municipio da Cidade do Recipe.
O actual Aferidor do Municipio torna
fr/.er segundo aviso a tudas as pessoas que
u/.*i em de pezps, medidas, varas, cova-
do, e marco que findoii-se o me? de Julho
e poucoa tem comparecido para rever, e a-
gora s tem o inezde Agosto para fnalisar
o lempo da rever, por is^o adverle a todos,
que venho rever quinto antes para se nio
chamaren] ao engao, e para conhecimen-
to de todos fez o presente annuncio.
Jofo Ilario de Barros.
CURKESPONUKNClAS.
Snrs. Redactores.
Foi publicado em o Diario de Pernaro-
huco ti. i54 de i9 do eorrente om of-
Ge.o d<> Exm. Presidente da P rovincia de -
rgido a Cmara Municipal desta Cidade ,
em o, qual se le-em as seguintes expres-
ses 9 arbitrariamente julgou o Juiz de
Direilo Joaqun) Nunes laxado jura-
mento que nioinore-.se peso por infunda-
do e contrario a decizio deste Cover-
no ...,, Como pois tem de rorrer por
todo o mundo civilizado simelharte offi-
cio eas^o izolado, e destacado do fa*
ero a que se elle refere, compromete
miuha reputacio, que prezo oais que to-
dos os cmodos da vida, nio po-so coro
indeferenca deixar voar a fai.-ca que ade
abrasar meo crdito; tanto mais que o
silencio em materia de tanta monta e
melindre pode ser tomado por baixa fra-
quea e seria, um reforjo a agressio que
se me fes, e urna conhVlo de erro : por
isto, uzmdo do mais natural, e sagrado
de ineus Di re tos, emprehendo rainlia de-
fe za expondo aoPublco fielmente o fa-
ci para que d'elle in'eirado e desuas
circunstancias me fasa Just9a. Eis o fa-
ci.
Em virtode da Le Provincial de 14 de
Ab.il de-te anno, que aboli o Juuo de
J'as do Cdigo do Procetso criando ou-
tro com diferente forma intendeo a Ca*
mar Municipal que Jhecompetiu nomiar
Ecrivaens para o novo Juuo de Pas, e
iieta c tensa de facto nomiou e passou
Ttulos a diversos ndevidu*os., quelh'os
requerero : este procediment da Cama-
ra fui, concderado criniinoc pelo Pro-
motor Publico que a denunciou perante
o meo Juico : recebida a denuncia man-
de ouvira Cmara (como he de Lei )
que em sua resposta exuberantemente
combateo a accuZaco, mostrando que
nio podia proceder j poi que a Cmara em
toda a boa le em vista do artigo 11 da ci-
tada Le Provincial que supremioto-
da a juri*dic,<> dos Juizes de Paz que
nojoss* concernen!* a conciliaeefi, el-
leices e julgamemo des cauzas civeis do
valor de 50#O0Q ra., ecom o art. i4do
Cod. do Proe. que estatu que os
l'.scri vaens de Pas de ve ni ser nomiados pe-
las Camarita linda ella exercidu
urna atribuicio sua e conseguinlemente
nao tmba incorrio em ciiminaiidade;
Dio obstante acrescentar o citado artigo do
Cod. do P.oc. sobre propostas dos
Jui'ei &,-, por quanto esta parte do
rt. foi dbiogada por a Lei Proc. quan-
do negou aos Junes de Pas oulra jurisdi-
^o, aleui de conciliaces, elleices & :
Eu pois em face da resposta da Cmara ,
e concludencia de suas .ia? s em toda
8 independ acia do Poder Judiciano que
*>tco julguei improcedente a denun-
ci" do riouiouir.
Releva xamar a attenco do Publico
para a leitura do art. 11 da referida Lei
Provincial; que dispoem assim ~" fica
sopremida toda a jurisdicfo dos Juizes de
Pas, que nio for pertencente a concilia-
ces, elleices &c.--,, o que decompos-
to quer dizer os Juizes de Pas sao s
competentes, e tem poder4 somente para
fazerem conciliaces elleices tcc. ; "
donde evidentemente se infere, e eonclue
que elles nao tem jurisdico para fazerem
propostas de Ecrivaens, pois quando a
Lei dis compete ao Juis de Psz fazer tal,
etalcoiza, prohibeihe facer tudo mais
que ella nio mencionon.
Nemsediga que como os Juizes de Pas
nio foca5 ** inhibidos de fazer elleices,
podem por isto fazer proposlas que sio
o mesmo que elleices pozcio nio pode vingar ; primeiro por
que prepor nao lieo mesmo que elleger;
propona nio he sinnimo de elleica r pi o-
por apontar alguem para algum emprego;
el|eger he nomiar : por proposta he a in-
dicacioquese fas 8a pes.a ; elleicio he ja
annunciaqio t quem propoem nio nomeia,
masomeia quem ellege: segundo; porque
a Lei Provincial dando aos Juizes de ras
jurisdico pertencente a elleicio nio Ibes
confeiio o poder Eli i oral de votar, ou
nomiar alguma p?ssa par emprego ; mas
nicamente aui bou /ou os Juizes de Pas pa -
ra presedirem as elleic s ; e se assim nao
be, diga-se em quem, e para que emprego
os Juizes de Pas como Ues podem vottar.
Temos por tanto que aindi quando el-
leices fossera proposts( que uic he ) nena
mesmo assim os Juizes de Pas d'agora po-
dem propor E-caivaens, por que elles nio
lern o poder de viieger.
Basts ; oPoplicoimparcial pezando e-
tas minhas reflexes, a defesa da Cmara,
que agor publico, julgue se fui arbitrario.
O Jais de Direito
Joaquini Nunes Maxado.
Sis Redactores.
Nao se i, que fatalidadaregeos negocios
desta degradada Provincia. Eo nio sou ,
nem nunca fui carcunda, absolutista, &.&.
antes pelo contrario muito me alegrei, a-
pvonei, e influ com o apparecimento da
nossa Coristituicio. He verdade que nao
dei todo o crdito as promesas, que libe-
ramente nos fazia as Cacetas ( que que-
ria primeiramente armar aos cobres do res-
peitavel Publico ) : como fossem ; que e
lava o despotismo desterrado p. nos quintos infernos ; que teriamos chuva
dedinheiro, ros encanados, e navegavei--,
pontes de ferro de marmore e at de
asso fontes por todas as ras e quintaes,
estradas espinosas mais planas, e lizas ,
do que espelhos a juNtica to recta co-
mo hun pndulo &. &. Nao esperava
tanto mas esperava algum melhoramen-
to : mas at boje estou a observar de quei-
xo cabido, como patela. O d-spotismo
esse bixo muito Icio nem se abalou nem
foi para o inferno : ah anda heno desempa-
chado e de focinho levantado como se-
nbor que lie dos seus narizes: dinbero .'
Quem o dra : todo tem sid > pouco para
lenpas, para penses para L^gaces, e
ou tras cousas acabada em oes assim como
lograces &.: os ros e^ta no sicut erant
in piincipio se nao he que se tem tor-
nado menos na vega veis por **au-a das coro-
as que lhe< fazeui de continuo as senbo-
ras canoas d'agoa : as pontes vio a pior; por
que esto lod i do proprio Recife, que parece hum oi-
go de alguma Cathedral do tempo de I).
Fuas Roupinho, e em vez deserem de ler-
io, peda, ou asso, ptrecem fetas de pau
de mami pela pre>te7a com que a podre -
cem : fonte nem huma pira amostra : con-'
tiuua o porquis-imo trafico dis canoas d'a-
goa. Di/eu! que ah chegra hum l.s-
irangeiro que tem abrir por c fontes
Artesianas. Veremrs : as estradas n 6
fallemos ni-so ; sao buns aloleiios inter-
'minareis, e ate a chamada nova h quem
diga que tem a propriedide de atol.ir
mais, que as outras, o que be grande
raelhoi amento ( para pior ) E quedirei da
iustica nossa Senbora ? Isso vai huma ma
avUitj rie.w-*iodcpssde!2e: "" *
tornou irresponsavel, e por conseguinte
ter rasio nada val, o que val he ter di-
nheiro animo de o dar saber repartir, ou
ter labia ,'.e boas amissdes ; finalmente a
justea, que nos dizio se tornara ta
recta, como hum pndulo, tem-se entor-
tado como hum anzol. E va la tirar-
Ibe hum cabelnho da venta.
Para cumulo da desgraca appareceo o
fiagelld a peste a Colera Morbus do di-
nbero de cobre. A diminuicio do valor
intrnseco troxe nos a nevitavel praga da
moeda falsa, conhecida sob a denominacio
de chichi. O pvo repentinamente come.
cou a regeitala tivesse, ou nio o pezo
legal, e entrou aacceitar nicamente o
dinbeiro velho e marcado a que dera
o nome de vrilha funda assim como j
odtrosse cbamrio testa lisa canda &.
Agora sem que nem para que pegou a re-
jeicio do mesmo verilha funda. Entrarlo
a rejitar as moedas de vintem e j pass-
rio de dous ; s nos resta os tristes do-
bres de 4 vintens ; e como ficaremos-?
O que fazem tantas e tamanhas Aucto-
ridades ? Por que nio atlentio pira esse'fla-
gello consumidor da* familias e mor-
mente da pobreza ? Pois a moeda eorrente,
o nico meio dos trocos miados deve estar
ao arbitrio de cada hum ? Nio h leis, que
obriguem a acceitar-se tal, .ou tal moeda?
Nao h quem seja encarregadode as fazer
cXfUtar ? Ea pobreza gemend > na ultima
desesperagio Ss entro p- la Thezouraria,
nio ouco, se nio o linido do robre, que se
e.-t puntando: mas quando sabir esse di-
nbeiro carimbi'do ? Ninguem sabe : mas
anda que sia seo chamado povo Ihe der
no bestunto o regeitalo ficaremos ni mes-
ma ; por que a Poltica da nossa trra he
deixar, que cada hum faca o que Ihe pare.
cer 5 por quealguns entendem que nisto
he, que consiste ajaleada lberd pobre que berre com fome a pobre viuva ,
que se arrepele; por que rejeitario-lhe o
mingoado cobre, quetinha para comprar
de comer para si e para seus filhiohos?
Surs. Redactores gritem Vmcs. grite
eu e gritemos todos cunta este horriyel
mal, a vermos se apparece alguma pro-
videncia, como muito desoja osen Venera.
dor.
O Desgostoso.
"NOTICIAS ESTRABGEIRAS.
A LUTA DOS DOUS PRINCIPIOS.
Hoje na Pennsula (anda meimo na
parte que j tem quebrado de todo os.
grihes do despotismo) obterva-se anda
sombra das banderas constituconaes a
mais crua pebja entre os, 2 piiucipios --
o retrogrado e o progressivo. A-
quelie tendo sua frente todas as cabele-
ras velhos dolos do tempo anlgo que
elles idolatram sou tour empregando
sempre a usada ronbi, defende tenaz-
mente as cou-as e as doutrnas do sec-
lo 17.: Os Dizmos, os Foraes os
Morgados a Fradaria o Monopolio no
en-ino ofiyitenia prohibitivo acham nos
taes acerlimos defensoies e os boroens
dos privilegios e>lo a seu lado. O se-
gundo tem por Campees os genios mais
abalisados da idade moderna : refor-
mas, progresso e Jiberdade sio a sua
divisa : marchasn corn elles as clas-es il-
lustradas : as classes induMiiaes deveriam
seguir a mesma bandeira : mas infeliz-
mente muitos dessas classes fascinados pe^
lo engodo de chimeneas vantagens que
o partido engaador Ibes -promelte tio-
cando sonbos pueris por experimentadas
realidades bandeara se nio pucas vezes
com aquelles que devam olhar como seus
niortaes i ni mi ros. Os progressivos bran-
dindoo farho djs.scencias positivas cora-
hitem a peito descuberto. Os retrgra-
dos oceultos as Ireval machinan! contra
o povo, adulando o povo ; e fingem sem-
pre advogar a causa da Lberdade qua
pretendem repelir, mas que mal ousam
combater. Cjmtudo o progreso tem a
seu favor o movimento do seculo iq.# ,
mas
cu jo luzero na sua marcha lenta
segura comoado SA comeca alumi-
ando apenas os alcantis dis inontanhas ,
mas lia de chegar a penetrar nat fisgas da
ma< iimnililo choiiusna situada na valla
mais sombro. As deas noria hfo de ir
pouco e pouco calando as tnassis do po-
vo com quanto avesado a erros de mui-
tos seculos, que a diuturnidade tinha fei-
to considerar como axiomas. O trium-
pho ser vagaroso ; mas indubtavel
porque a conveniencia propra, urna ves
conhecida exclue fcilmente osprecon-.
cellos.
( Da RevisU*)
AVIZOS PARTICULARES.
O abaixo assgnado Escrivao dos Proles-
tos e Hypotecas desta Commarca apnun-
cia ter o seu escriptorio na casa n. i5 pri-
meiro andar na esquina confronte a Igreja
do Rosario do Bairro do Recfa onde se
azara diariamente do nascer ao por do sol
para poder entrar no desempenho das obr-
gacoens a seu cargo pelo que a, p^oa,
q ,do seu officio tiverem dependencias abi
o podero procurar de segunda fera pr-
xima primeiro de Agosto em diante.
Pedro Minoel Duarte Gondim."
jrjj>* Nos 4 cantos da ra do Oueima-
do D. io se xa urna carta para o Snr.
Joaquim de Carvalho Vieira aondo a poda
procurar.
3 Perciza-se de urna mulher livre ;
parda ou crioula que nio seja muito mo-
ca e se proponha aaahirarua; para ama
de caaja de um homem solteii o, anda que
tenha filho ou filha de menor idade po*
pode telo em sua companhia dando fiador
a sua conducta anuncie por esta fulba para
ser procurada.
/y Qum tiver um Diccionario la-
glez para vender ; anuncie.
jt^1 A pessoa que anuncion no Diario
de Sabbado precisar de urna pessoa para
caixeiro de loja de miudezas procure na
r u a Di i tita D. 41 indo para o Tergo do
lado direito as horas do meio da.
jrjjt A quem for offerecido para ven-
der urna caixa de rap de piala lavrada
com vmte oilavos de piala fina e um ei-
cellente favror das bandas onde tem una
fingidos fuiinbos tal qual tem os fundos
dos ddaes, tendo no tampo dois roracet
no meio dos quaes urna estrella cora.
a firma dentro da mesma que sio as se-
guintes letras M- F. C. queira pof
obzequio tmala, e sustela em sus mo
como sua al be pelo Diario anunciar a sua
morada ; pois o dono promete pagar o
mesmo valor ou a quem a entregar ou a
mandar entregar.
jry Quem percsar de um europeo j
que nio be mais enanca e sabe tratar com
qualquer Senhor para servir em alguma
cata de cria lo para comprar na ra, ser-
vir em caza dar a-guroas viagens fora ,
inda que seja para plantar em algum sitio
o qual dar fiador a sua conducta anun-
cie.
Ijp Constando aos abaixo as6gnados
que se achio indigitados como testemu-
nhas em um termo de adiada feito pelo
Fiscal da Boa-v>ta o Sr. Barros, ontra
Joze Ignacio Monteiro por ter este sollado
fogos piohib dos na vspero ou da de S
Joao os meamos abaixo assignados decla-
rio ao Sr. Monteiro que tal coiza nio vio ,
e muito .-e admiti que o Sr. Barios se a-
ha laura-se a por ou mandar por os seos
nomes em hura termo de acbada nio ten-
do os anunciarais conversado a este res-
peito com o Sr. Barros e nem com pes-
soa alguma.
, Alanoel Pecheco de Queirogi.
Joce Joaquim da Costa.
* jj1 Quem anunciou no Diario ro
Sibhado p-ici/ir de um caixeiro Portu-
gueZ deiuade vinle ann*s, para urna lo-
ja que vai abrir de miudezas dn jj^e.a
jui do Cabug I). 4-
ijy Pga-se um anno adantado a
quem diariamente fomecer 2 ou 3 ano-
nas de capim bom pelo preqo que conven-
cional- : na ra do Rosario esti eita sobra-
do D. a9 segundo andar.
jrjr Q ieni annuuciou querer trocar
um bom sitio na estrada dos Al ctor, por
nina morad.i de casa no Bairro d# Bo?"*
"I




DIARIO DE fEBN A M B : C O.
a*
/





U, queira declarar a sua mor?da, parase
trac lar do negocio e juntamente saber-se
qual o sitia.
ypF Aluga-se ama ama de leite que-
queira ir criando um monillo at a provin-
cia do Para.* quem stiver n?stas circuns-
tancias dirija-se a ra do Hospicio junto.ao
la ni pifo, e tambera fe compra urna escrava
cora abilidades, ou sera ellas, que leuha
lete. v
W Quem quiser ser ama de urna Se-
nhora para Iheservir de partas lora, e em
rasa, dirija-* atraz da Matiiz da Boa-vis-
ta ca*a terrea O. 5, e n. 100 para Uac'ar du
ajusle.
*|cy Quem precisar de un lime.n pa-
ra feitor de sitio, oh Fa?enda, dentro da
Piafa ji fira della, diiijj-se ao Mundo
novo p. 38, e adve te que enUnde de ludo
qinnto planlacio,
. 4V1 D-seO$J reis a juros de a por
cento sobre hipoteca em uina escrava de
aoennos, e que nao padeca enfermidade
alguma, fi'rarido pelos juros do dinheiro o
aluguel da escrava : annuociepor esla fo-
Iha para str procurad .
UJF "Quero anmiMciou querer comprar
um selim uzado, dirija-se ao principio do'
atierro dos A Togados, quarta casa du Cu-
nta.
tW* "Pede-se ao Illra. Snr. T.-nente
Coronel Commandante do 2." Batalhiq du
deixe passar urna bdissi-
ma ocesiio de exercer um acto de jusli-
ca, e veiri ser, que nao deixe escapar-se a
bem mereeida quafificacio o Snr. |j. P. de
F., qtie sendo j G. N. lerq sabido escamar-
se ao servido, poiquo en fim era muito
boro ter un mano Offi ial mas boje que
sle mano passou a ouira Companhia. bom
he que ojSnr. F. sej* na realidade G. N. da
1.a Companhia, e como til precie os seos
ser vicos para m ais Iblga ios ficaiem os a-
trope lados. Snr. Tenente Coionel, Snr.
Prefeito, alerla com os malandrines Elles
sao finos, Vv. Ss. de vero ser vivos : assim
o espera
O G. N. do 2.' BaUlliio.
----------------------__-------,-----------------__,---------
lado, olhos grandes, bem feiio de p*z e
maos peito um pouro alio, franzino do
corpo, com bstanle vivacidad.. e ligtiro
no andar, igual recomcndacSo faz a todos
os Snrs. Comm8ndantes e mestres'd'Em-
barcacoens que sabirem deste porto, e
mesmo bos que sshirem d'outio qila'quer
porto do Imperio, e'a' lodos os referidos,
ropa o annuncianteque haji'o ('aprehender
o dito escravo ; e qualqer que o'fizar se'
for Auloridade quqira por amor da J sti-
ca, e comprimento da Lp proceder as de'-"
ligenciasque a mesma Lei Ihe incumbe era
raso deseo Emprego de maneira qae pos-
'a ao menoschfgar a noticiado annunrian-
le onda e em que cjicun^tancia se acha o
mencionado seo erravo; e e for pes~oa
pariicular^'que Ihe o apresante nu o nni^
de a presentar, onde outra qualqer for-
ma sja parte pira que o annuncianfe
torne a ha ver a si o feo escravo receber a
grati6caco de 50$ reis; protestando des-
de j ho proceder em Itiizo, nena fera
delle'contra o autor e sros cmplices do
furto era questio": porem at contrario -,
zara de todo o seo direito afim de fa-er re-
c.ihir o rigor da lc cintra aquelb ou aquel*
les que por qualqer titulo estejio de pos-'
se deste seo escravo.
_r* Urna cabra parida, boa leileira e de meia legoa, o qualsu-tenla 25 vacaas:
da ba raga; urna balanca grande, com quem o perlender dirija-se a ruada Gl-
seos competentes pezos, por preco com- ria sobrado .j : da mesmafcasa preci-
modo, euma escrava de naci, sem vicio, za-sedeum feitor para um sitio.
Quem quiser tirar passaportes,
foHias corridas, com a maior brevidade
possivel, e por pr-c> cummoodo, diiija-*e
a casa da ra do Livramento pegado a loja
de Jofo Carlos pereira de Burgos 2.
ty Quem annunciou preciar de urna
mulher forra para o servido interno de u-
raa rasa de homem solu-iro, distante da
piaca, e d fiador a sua conducta, nao
sen 1<> rauito louge, dirija-se a ra do Cal-
dtiieiro otras dos Mar lirios O. l(i.
W Quem annunciou du is negras bo-
as cosinbeiras, diiija-sedefronle d. Cadeia
D.7.
jlJJr"1 CVtem precisir de um homem sol-
leiro, e Ue boa conduela, para criado Je
casa, ou para outre qualqer servico ; an:
nuncie por esta folha, para ser procurado.
Wlr- Algumi mull.r, que soub. r co-
zinhar, e que quiser ser ama d'uma casa de
pequea familia; diifja-se a ra d'goas
?erdes, casa terrea nova d'uma porta, e
doas ianeilas, que fica d- fronte do sobra-
do d'um andar, que lem varanda de pao
pintada de verde, ou annuncie pur tata
folba para ser procurada. I
VTF* Dezeja-se fallara negocio du Snr.
Fiancisco Ca valho de Maccdo rao-ador i m
Una fjlho do Sur. Antonio Ca valho de
Macedo morador no mesrao lugar ou com
alguemquejliver conespond'ncias como
mesmoSnr. ou cora o seu pai: aunuucie
por esle Diario.
%J* Dezeja-se fallar com o Snr. Anto-
nio Francisco de Castro ou com seos pro-
curadoies, os ditosSnrs. queirio annunci-
ar sua morada para ser p oourado, ou di-
rija-se e ra da Cacimba armasem n. 5.
V4P Qjein quiser um caixeiro Brasi-
leiro, procure na ra dos Maitirios ao p
dalgreja D. 65.
%9* O abaxoassignado previne a todas
as Autoridades policiats desde os Sis. Pie-
feitos,*t o ultimo de seos subordinados de
todasa|Eomirea dvsta Provincia, e por
igual a todas Autoridades policiaes d s de
mais Provincias do Imperio, que Ihe furia-
rio dest a Cidade do Recife no dia 29 de
Maio do correnle auno um seo escravo
moleque de nome Silvestre O qual lera 14
annos de idade pouro maisou menos, cri-
lo-cor ti uiuio prei sem marca alguma
visivel, bonita figura, nariz um tanto a(i-
Manoel Ferreira d'Almeida.
No sohradinbo D. 1 do lecb do
Oovidor contintia-se a tirar passaportes. e
folha* corridas, eoulras quaesquer escrip-"'
turac5-s. '
ypf* Oabaixo assignado, possuido in-
teiramente dos favores, que huma grande
parte dos Habitantes da Cidade de Olinda
preftnji Iheem a noute do dia a5 do cor-
rente mes, por occaziaS do incendio em a
caza da padan'a, contigua a de sua resi-
dencia, julga hura dev^r sagrado derigir
por esta maneira sinceos e firmes protes-
tos de sua amzade, e gratida aos Snrs.,
que em dita noite arrrdara da raza do
abaixo asignados os males, quasi sempre
insepsraveis dos inrendios.
Oabaixo assignado raanifestaria a cada
hum dos ditos Srs. o devido re onhi ci-
mento, seno momentod> incendio iM ti-
ve'se condecido : mas como isso nao fos-
se po-*sirel, dignem se prr este meio ac-
ceitares,te cordial teslemunho do eterno e
respeitozo reconhrcimento de
Silvestre Antonio deLage Jnior.
COMPRAS.
Urna, um'iaduzia de cadeiras, urna
mezinha, e urna marqueza, que seja ludo
j u-ado : quem tiver afinunrie.
Um pian- uzado qtre seja snfiWI; a
fallar com vanoel C-rdozo Aires, na un
da C.d>-ia do Recife, qife se Ihe dir quem
o pe lende.
JE^" A obra intitulada Ririas de Sabi-
no : annuncie.
XJr* Urna ou duas vacias paridas de
pouro tempo-, que sejio boas leileiras ;
nao importa, quy seja dras : ua*riia do
Rozario eatreila s.brado D. 29, s-gunio
andar.
VENDAS.
rrava
vende-se por precisio : no beco do maria- |
00 D. i>.
tf^ O'muifco velleiro. Pataxo Ameri-
crii ano Virginia bem condecido e c*vi-
Ihadode cobre, de tote de>i39 Tonelladis,
promplo a seguir via'gem para qualqer
porto : os pertendentes tlirijo-se ao seu
consignatario Joto Malhues, ra da Cruz
11. 56.
|l9 Caxas com V( lias de espermacele
Inglezas de superior qual n ide, ditas de ce-
be de Olanda, lonas, presuntos Iogleirs,
conservas, moslarda, vinho de Chapanha
em caixas, agard nte de Franga, serveja
branca, cha bysson, charutos, ti jallos de
li'mpar faces, c*h s de couro, tintas de va-
ras cores, sal refinado, e outrosobjectos :
na roa d > Tiapixe nov armasem u. 3.
|tP* Urna negra de naci de bonita fi-
gura; boa boceteira, e padeira, cosinha o
diaiiode urna casa, engoma, lava de sa-
bio, e varrella : na rW de Ttas sobrado
D. 47.
W Bixasclu'gadas u'timamente, gra-
de* e pequeas, por preco mutto commo-
d>: lia ra da Vigar'io venda de Themo-
teoPinio Li..l o. 30
jr^" Urna cai grande com orna pe-
quena no fundo, multo b a casa em pon-
i a moderna > m f ra de Portas da pne d
m Ir^" Fe ira me uta propria psra tenda
de lanoeiro, seguras, grande e pequeas,
cuellos, e enxoes : na ra do Vigario ar-
masem d. 18.
VXJP* Urna farda com galio no- canho,
urna barretina de pello cora penaxo, urna
dra de oliado, um hon de pao rom galio,
dois telins, duas huidas, u'ma espada com
baiiiha deassn, 4 estrella, tud > perlncente
a Oficial de G. N., e em bom 117.0, e por
precoronmodo, e tambera se vende cada
cousa de per si: nesta Typbgrafia se dii
quem vende.
Wr* Os livros latinos: Terencio, Ou-
vidio, e Cartas de Cicero^ todos em bom
uso : na #ua do Aljube na Cidade de Ojia-
da n. 1O.
h Dofe ilios com casa ee taip so
p das Aieias na estrada de S. Am?ro, ren-
deiro ao Engenho Giquia : na travesa de
S. Joze J<>7eD. i9,
WP"' Orn legoa trra em quadro de B -
lid atSuequa, oom suficiente terreno pa.
ra livouras, na Provincia das lagoas: na
d.-s Tiinxeiras D. 18.
?
Um moleqne de naci Mocambique de
16 anuos incompletos ; no atierro dos Afo-
gados 0. a3.
*ry Um carallo de arabas as sella no-
vo em boas caries: na mesma casa cima.
JC^" Una negra moca, ques.be engo-
mar liso, ecosiohar o diario, de urna casa,
om principio de costura, e yeadena ro:
no heco do Auiorirn 11. 50, se dii quem
vende.
ir^r Pelo preco de 180$ reis um cri-
lo de 45 anuos de ptima conducta (d-se
por'este preco p'q/ tem urna chaga na per-
ih, que por falta de comunidade ajenio po-
de curar: na casa D. 11 d-fronte doJar-
dirtH
tW Urna negra crile de 5 a 30
annos, sabe coser liso, lavar d* hmmAit *
cosinkaro diario, e acosturaada ao servico
de caaa : dtfioule da cadeia D. 7.
Uma. preta crila, l. engoma bem : no Mondego no silio gran-
^ti Viuva Francesa,'os pertendentes po-
dem vela todos os dia de manbi al as 9
horas, e memo se dir o molivo porque
se vende. Na mesma ca-a se compra urna
negra comas mesmas abi Ja I. s.
W^ Um bom bote novo para 4 1 eraos:
abordo do B, iSue lnglez Ti a velle.
WtP Um bom coxixo ; e urna parelha
de canaiios do'Imperio ; advertindo a
quem os quizer comprar que todos e^tes
passaros ^0 mmtos bous cantadores :
no beco da Litigela venda dos pprtaes
aaiarello s dir quem os vende.
WP"1 Uiii negro mosto de naci de An
gilana 1 iid do Queiraad) sobrado 4.
^9 A pr.feieneia r'a posse dj hum
Ierre 10 no quintal da Odcm Tercena, do
Carmo, fale na ra Nova D. 3a ,' e na
mesma ven.Je-se urna tenda d'ourivrs e
una caza ja principiada de peJra e cal no
lugar Caxang.
V&* Rap Princeza vindo de Lisboa em
Abril ultimo pelo Brigue Leio, o qual se
acha em pe feito estado 5 na ra da Cruz
W. 23.
ESCR A VOS FGIDOS.
50^000 reis de gratificaco.
A quem trouceromohque Joio por al- -
cunho gaixioiro, tem os siguaes seguinies :
caiioeiro, de 28 annos pouco mais ou
menos, cara redonda, estatura regular,
seco do corpo, cintura fina, cxasdas per-
nascomalgumasislu! s de fen'Jasque j
leve, falla b.mespevitado que parece cri-
lo, andava em urna canoa aberta condu-
zindo lenha do Arrombado para o Recife
fugio no dia 3 de Abril p. p. : os aprehen-
dedores levem-no a ra do Trapixe de-
fronte do caes, da Langoeta'D. 10, que
ptomptosalisfar oque promete; e pro-
testa usar com todo orgor da Lei contra
quera o tiver acoitadQ, ou estiver utilhan-
do-sedo pea trabalho.
tO** 50^55000 reis aos Snrs. Cap'Uens
dep mpo, ou qoalquer nutra pessoa, que
puderapanhar urna escmva de n.^o por
nome Izabel, de idade 1% a 30 annbs; f-
gida desde a vespora de tsta do anuo p. p.
com difieren ti s vestidos de xita, e pao da
costa ctn mtame as puntas; dita escra-
va foi cotepr.da em Novembodo ditoan-
no ao Snr. JVlanoel Pe eir de Castro com
loja de funihiro na 1 ua Nova, e tem ossig-
naes seguinles: os dedos ineodinhos d'ara-
os pez com falta, urnas sicatrizes as eos-
^fcs, qna parecem (er sido feridas de assou-
te, cor muito pela, olhos vivos, muito
ladina, e quaudo anda rarrega alguma coa -
ra do lado esquerdo, j foi vista em Santo
Amaro, Boa-vista, Mmguinho, e lti-
mamenteem ronlede Uxoa, aonde se sup-
pe e^lar acoilada cora oulro negro de si-
lio ; e ella iiilitula-se de forra : por tanto
quem a puder ag.trar, e trazelaa^s-u le-
gi imoSor, na ruada Cruz D. 18, a. an-
dar Ihe ser entregue a prometida grati-
ficaco.
Taboas das mmrt chetai no fono d*
fernambuco-
i'9 Spgunda ~
*
-T:
t
25S:
a5-:
^a2-
5 a u u o. - 8b. 54 no 9 42 10 -'30 >
- 11I8
* s 2 0 DS -12-6 0 44 m I- 42
T.rd.
Man.
NOIICIA MARTIMAS.
Jt
Urna porcio de cpalos bera for-
tes, proprios paratiopH, chegados u>ii-
uiaraente do Porto, por preco cmodo :
"a ra da Cadeia velha loje n. lo.
la^r* Um sitio da E>tiva no lugar'da
Ibura cora caza de vivenda e alvores de.
frutos, cora boas matase tenas tanto por
plantaco como para o ma s : no beco
largo do Sacramento de S, Antonio caza
D. 7.
Navios entrados no da 30.
S Joio da flhs da Terra Nova, 4l di-
as j B. Amr. Tenrdo.s, Cap. Samuel Jo/e
Robbinp: b calho: Henrique Forster
& Comp. Ton. a4^-
Poio; 36-lias; B. Portugus Flor de
Beiris, Cap. Joze Thomaz de Lima: ra-
rio*genrrs: JuaqiimJoze de Amorim.
Ton. a59. Passagtiios 5a.
Dia3
1.
ARRENDA MENT.
Arrenda se um sitie diitinledcsta Cida-
S. Joio da IIha de Terra Nova ; 43 di-
as; Pataxo Iiig. Buogait, Cap. Wiiara
Peny: bncalbu: HarrisSon Poole & C.
Ton. x30.
Sahidos no dia 30.
Hamburgo; B. Hamburguet Courier,
Cap. H. I linlicha : assucar'e cooros.
Kio de Janeiro 5 B. Escuna Pampeiro,
Cap. Joze Maria Ribas: varios gneros.
Passageiros 5 escravos.
RioFormozo; S. S. Joze Viajante, M.
Htenrique Carneiro de Almtida : lastro.
Dia 51.
Havre. B. Cassique, Cap. Antonio Car-
uciio Liiauoa : aigouo.
4 EE.V. SA TIP., DE M. F. DE FaRiA 1836.


DEFEZA
DA
Cmara Municipal dcsta Cidacle, na Denuncia que contra ella deo
o Promotor Publico.
Pern, ta Tvi.
lllm. Sur. Dcutor Juiz de Direto A denuncia lie
improcedente como passa amosliar. O Promotor
Publico denuncia da Caara Municipal mas sendo
esta com posta de diversos Membros nao apparece na
denuncia o seos nomees circunslanra e rcquizjto
esle indispensavel como determina o 3.cdoarti-
I" 7/ ^ Codi do Proc ; e tanto mais indispensavel
nuanto lie Verlo, e o Dotitor [;ron;olor nao ignora ^
que a Cmara nao lem Membros ccrlos picminenles,
iuvariaveis por isse- que ora serven) huns ora
servem ontros em razo dos que para motivos jus-
tos fallo ou se despedem e para conliecimenlo desla
verdade comljinem-*e os que estao assignad s nn (re-
vente resposta com os q' assi;;naro o despacio pro'eri-
ilo no re piei ment jun'o a denuncia, q' o Do uto. Pro-
motor di/, ser o corpo de delicio viudo por isto a ser
evidente que a deouneia nao recae robre pessoas
certas e por esta falla essencial toi na-se improce-
dente e ainda mesmo independente deste princi-
pio lie ella sempre improcedente.
Firma o Doutor Promotor a sua denuncia dizpn-
do que a Cmara Municipal arro;onasia nome.i-
cio dos Kscrives dos Juizes de Pag, a qiral em con-
Jormidade do art. i.j do Cod. do Proc. deve h zear-
se na proposta dos niesmos Juizes, e que a Lei Pro-
vincial de l4 de Abril do correle anno nao der-
roj'.ou aquclle art ; e nem as Instrueces respectivas
allero nem podio alterar dispc/.ieo to expressa
d'aquella Le : Continua dizendo mais que as Ins-
t'ucces no art. u por isso que lorio extintos os
Juizes de Paz eslobelecero que os Vareadores da
Cmara deviio Presidir s mezas Parocbiaes como
onlr'ora dispoz. o art. 3. do Decreto de a8 de Ju-
nho de i83o e mandaro que estas elleicSea se re-
gulassem pelas Leis em vigor e respectivas pon|ue
nem n'rquelle art ; nem em nutro algum se trata de
nomeac-dos Escavanados Juizes de Paz.
A citada Lei Piovincial de i/ de Abril extingui
os Juizes de Paz, que existio lei tos pelo melliodo
marcado no Cod. do Proc; e mandn criar outros
por Freguezias e as nicas atlribuites que Ibes
concedeo foio as de Conciliacoes, e juramentos
alhc a quarilia de Sosooo e eleicoes das mezas Pa-
roebiaes e nada mais. Com esta determinaco da
Lei Provincial he obvio que os Juizes de Paz fiea-
rao sem alrihuico alga para propor Escrv.ies co-
mo Manda va o Cod. do Proc. no art. i4 o nada de-
terminando ella a respeito da nomeaco de taes Escii-
vaens entendeo a Cmara em boa llermineutica e
sentido razoavel, que o art. l4 do citado Cod. na
parte da nomeaco ficou em vigor e que por isto
I be competa essa nomeaco o que mais se confirma
ponderando-se que ha Lei lmente se entende
derrocada por oulra quando della faz expressa raen-
cao.
(v)uando a Lei Provincial positiva o expecialmen-
te marenu quaes ero as allribuices que d'alli em
diante ficaro competindo aos Juizes de Paz bem
tendido est, que suprimi dtrrrogou e cxliu-
le M. /'". ile Feria, anuo de |S6.
guio todas as onl-as que antes tinbo pelo Cor!,
esses Juizes comprebenderido-se nestas extintas,
a di propor os Escnves, e nada dizendo a respeito da
nomeaco be bem entendido tambera que ueste
parle licon a dispczicfio d'aquelle art. 14 em seo vi-
gor, e licando em seo vigor icou esse d reitocom-
pelindo a Cmara, a qual procedendo como pro-
cedeo firmada nestes principios nio arregou allri-
buico alheia nesia parte como Doutor Promotor
afimou. Se a citada Lei Provincial nao quizesse ,
que o direilo de nomeaco marcado na quelle art. i-
caiseem vigor, ella o derrocara ou marcara qual a
oulra authoridade a quem fica\a competindo esse di-
reilo, e nao o leudo leilo juntamente entender Ca-
niara que a ella ceinpelia.
As Leis entend das pelas mesmai Leis e arpil-
lo que a Lei positivamente nfio derroga, conoide-
ra-se existir em vigor. Bntendeo mais a Cmara ,
que Picando em vigor o art. if\ do Cod. do Proc.
qunnlo ao direilo de notncar e sendo os Juizes da
Paz por Iregue/ias vinha a concordar esse direilo do
nomeaco com oque a respeito esta determinado na
Lei de i5 de Otiiubro de 1827 art, 6; que a Lty
Provincial nao re< oflou antes pelo contrario tez re-
vivar criando 01 Junes de Paz, pela mesma lorma ,
que ella avia mandado criar e impensar ou entender
assim Cmara 1 nao obiou nem temerariamente,
nemMrom inlenco de zombar da Lei-, e do Poder
Legislativo como assaverou o Doulor Promotor na
sua denuncia olbndendo a>sira e sem prora
liTcor|ioraro; que lem semppe trabalbado por de-
zempenhar oe seos deveres e eiecutar as Leis a
risca.
Para dir-se crime ou de'iclo be precizo, que se
mostr e prove que ouvp aeco voluntara contraria as
Leis penis, art. a. do Cod. ( rim. c$i.des-
se mesmo ait ; e para a ver crirainozo ou delin-
qu-nle, he precizo, que se prove m f, islo he ,
conbecimento do mal, e inlenco de o praticar art.
3. do citado Cod. Ciim. Onde est a prova da
aeco voluntaria praticada pela Cmara-contra as Leis
penaes ? Quaes os tactos que consliliiem a Cmara
de m;i le e por onde se prova ter ella conbecimento
do mal e inlenco de o pralicarp A Cmara {?-
ou-se nicamente pelos principios expendidos con-
ciderando-os justos razoaveis e de conlormiaade
com as Leys que Ibes servirlo de norma. Supo-
nba se porero por hum pouco que a Cmara errou ,
quid indo ? O erro do enlendimenlo ser o mes-
mo que o erro da vontade? Nao porque de hum
a outro vai grande diferensa. O Juiz e qualquer
outra autboridade lia vez que dea razio, motivo ,
ou fundamento em que hazeou a sua decizo lera
cumprido o seo dever, se errou nao pode seguir-
se tfalli ci ime o que se pode seRuir nicamente he
ser o erro emendado por aquella authoridade a quem
competir. Se existisse Ley positiva, e expecial ,
que prohibase Cmara a nomear Escnves dos Ju-
Ues de Paz dir-se-hia com razo que a Cmara tu-


2
fringio essa Ley e poder-se-hia enlao nesse cazo
fazer-llie carga como i.do art. iag do Cod.
Crim. mas nao existindo ella etendo a Cmara a
seo favor os fundamentos expendidos, q' abonioa justi-
ca do seo procedimenlo, nao pode ser conciderada cri-
mi noza, nem dizer-se que cometo crime. Confine o
Dr. Promotor a sua denuncia dizeudo, que a infrac-
co da Ley proveio de affeicco fl contemplaco por
nao ter Cama,a feito publica rezoluco em que
eslava para que concorressem os pertendentes e que
de surpreza e em segredo despacliou iirizoriamen-
te os Escribes, incorrendo assim no grau mximo
das penas do art. i4c) do Cod. Crim, por se darem
as circunstancias agravantes dos ^ 8 i5 e ij do
art. 16 do mencionado Cod.
Hum dos requizitos essenciaes da denuncia consiste
as razes de convicco cu prezumpco 4- 3 ^
art. 79 do Cod. do l'roc. e onde est.) as razes da
convicco, ou prezumpco da afeicao e contempla-
co offenciva e injuriozamente imputada ,i Cmara
pe'n f)r. Promotor na queda denuncia ? Onde a pro-
va de-ses dois farros culumiiiozami'n'a a huma Repar-
tir! Publica ? Consistir ella em nao ter a Cmara
feito publica a rctn'uco em qu1 eslava para cmcorre-
remoi perlendent s ? Nao porque a Cmara nao
teveamua notica de que lia a Ley alguma que no
p' '/fule cazo llie impon lia es^a ohrigaco e pena no
(../.o de fallar ao cumprimento d'ella e huma vez que
nao existe Ley a respeile he de nenbuma monta es-
sa lenbranca ou pretexto do Dr. Promotor
A jui pieza e segredo empula las na denuncia ,
s5o o jiros factos nuz sem prova e sem razes de
convicco, ou prezumpco, porque a Cmara tem
eilo sempre as suas Sessoes a portas aberlas, e em
huma caza Publica e os seos actos sao pblicos e
nao de segredo, por onde se con be?e ser infundada,
e athe otl'encivo aquelles pretextos de surpreza
segredo :
Os que psrtendio os Officios das quatro Freguezias
requ rero e muniro os seos requerimentos com os
documentos precizos a Cmara nao foi, que os
charaou nem que os manduu chamar, e deferio-
Ibes pelos fundamentos expendidos e por os achar
comsufficiencia e capacidade para exercer os OHi-
cios e a vista disto onde esto neste facto a surpreza ,
e segredo? Foi e.se acto pralicado fora da Publica
Sesso da Cmara ? Nao. Impedio Cmara ou
prohibi, que oulros requeressem ou comparrsses-
soui a requerer ? Nao. Ocultou ou demorou os
requer montos deoulros pretendentes para deferir ao
dos quatro que apparecer; ? Nao. Tem culpa da
que os nutros dormisiem ou descansassem a esse
respeito? Nao. Cauzoi com istoa Cmara prejuizo
ao Publico ? Nao. Onde esto poi esses tantos fa-
dos criminozos imputados gratuitamente a Cmara ?
Onde est o dizignio formado antes d'acco, de ofen-
der individuo, cerlo, ou inferior" Onde esto
ajU3te precedido entre oi crime imputado ? Onde eslo as cauzas legitimas,
verdndeiras e provadas per onde exista a convicco
desses factos imputados e as circunstancias verdi-
cas que os caracteriso e legalizan?
i)e todo o expendido se conhece que a Cmara
nem he crimino/a, nem cometeo crime, que a de-
nuncia nao procede, nem deve proceder, e assim o
julgaroSr. Juiz imparcial como tambem lodosos
uniros Juizcs imparciaes que do cazo corihecerem.
Finalmente por votivo da prezenle denuncia tem
a Cmara de lastimar a coudico triste do Kmpn-gado
Publico, que orno ella, que, nao tirando da
servir oulra uli'idade se nao servir ao Publi-
co, e ser til sua Patria e leudo procurado
enxer os seos deveres com honra dignidade e pro-
bidade, sufra sem motivo justo, ha denuncia,
e esta com ataques oft-ncivos e imperiozos.
Dos Guarde &e Salla das Sesses da Cmara
Municipal do Recie em 3 de Julho de i8J.
Thomas Joz da Silva Gusmo
jintonio Gomes Pessoa.
Joaquim Jozc de Miranda.
Joco Bapihla Braneo,
Francisco Mamede ae Almeidai
SENTENCA.
Em vista da resposta da Cmara denunciada
nfio tendo a Lei de 14 de Abril derrogado o art. i\
do Cod. do Proc. na parte em que con fe re as Cama-
ras o poder de hornear os Escmes de Paz e so-
mente abrogado a parte em que exi;e proposlas des
Juizes, art. ii da citada Lei que suprime toda a
Jurisdico do* Juizcs de Paz que nao tor pert.-ru en-
tes a conciliacao de. julgo improcedente a denun-
cia e pague a Cmara deaum iada a- cusios ns for-
ma do art. ion do Cod. uo Pioc, eAi.ellu. Recif-
fetide Junbo de i836.
Joaquim Nuti'js Machado:
Pern, na Typ. deM F. de Faria, armo de i83.


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