Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05706


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Full Text
" > '
I
I
ANNOjK!^^
2fi >R JUL.iON.-l59.
f bbbabo.-o, Tvr. ob M. F. -le Pabia. IKS6
Dl\S DA SEMANA.
fi ?cgun 26 Terca S- Simphronio. R*l d m- **,ln J-
87 Quaru S. Pant43 M.scs. daThejc. P.
28 Quina S- Iniv-cenci- P. Kel. dcm. andado J. do
(J. de m. e Chano. t- '
9 Sexta S. Martlia V. ses. da Th. P. a..d.
do J.deO de. .
30 jabado jej. S- Rufino Re. de m. e aod.
do V.G. de t. cm <>l...da.
SI Domingo 3. Anua MSI da Mai de Hco.
sa pro I
Tirio a^or depende e n meran da nos,
denos, moderado, e eneriia eoiilH.tfomo osa
principiamos, aere B|..ido cow admira-
cao entre a Nacoes n.ai cilla*.
SulirreT***'' lOOOr. mensae* papo adjantadns
B>u r*iitraflB. na oas-Cniacs I). 3, e na Pra-
ca ia independencia N. SI iMtaOatj seceben.
orre^ondenoia. le*aKtudw. e kn......no., .-.r,,,-
do. ... praii. enri do* proprio aKMgnante.
e indo ignadn.
CAMBIOS.
Jut/io 83.
JLiOndrc 30 Qa. "i. po. ( Ct prata a 50 por
cento de premio Nomina.
F.ndtoa 55 por o|o premio, por nidal. Nom.
rr.iiKja'il'.t) -868 R. por t'r.uu o
11 o de Jan. 6 p. c de pretil.
Momias de 0*400 IS..500 IS.,400
4 ,,000 ti..70!)a8i)
Peaoa I440
Premio da prata 50 p. o
.. dattcttrw. por me z I n2porb|o
Colire '25 por ccnlo de ucscpnlo
PARTIDA DOS COHUV.IOS.
OInria_Torio os lia ao inein da.
(Imana. Alhandss. Parailia. Villa do Conde, Ma-
mn Itainha. Poinli.il. Nova rie Son/a, Cidade rio b.ital.
Villa* de (niamiinlia. e Nova da Prinre/.a, Cida.de
da Prtale**. Pilla do Aquirs. Monte mor no vo,
O.i I i I l I'. S ,1. .ni,.-.... ..,.,.w, -------.........- -".
Araran. Cacean!. C.-ijiiiitl. (irania. Imperan- z.
S- Bernardo. 8. Jrto do l'nnripe. Sobrar. Nova d-
F.lltev. Ir., S. Mathewt. He.lp>di> aangue. S.
Antonio do Janftm, Qeexeramnhim. e Farnahiua
PARTE OFFICIAL.
RIO DE JANEIRO.
68EMBLE1 OERAL LEGISLATIVA.
CAVARA DOS DEPTADOS.
SessaS de 20 de Maj}
Contiauacio do n. antecedente.
O Snr. Heniiqoe de Resende celar-
se contra e>te anig, por se pe.supli-
que elle vai dest.uir o qe ja esta venei-
d -.
O Sr. G.walho: Apoiad.
O S'r. Fernira Franca dix que tem al-
en as duvidaS rere d sta res.duca, e
conrea IPndoopa.a^.afo 16 do art. 179
da Con.iituicio do laiperi. que dizLm-
,-io liolido todos os privilegios qu- i)ao
fortn tsseiH al e iuteiramenle ligad.w tos
cargos por.ul.lidadfl publica. Erontimi..;
que niu sabe que sej< caigo publico a Ty-
pog.aphia National, mrn o como conMi-
iucionalrrtetite ae pode decretar hum pti-
viltgio para essa ypographia. Aellep^s
wat, lia de ficar fen.pieem duida 8ee
ter'a sido concedido lora do que marca a
Cofisliluifo. Supponha-se q'-e a lei ps-
sa coro todos osstus artigo*, e nao coro a-
quelle addiliv ; ^uppon'ta-se que nio pis-
sa aaddico do Sur. Crvalho, podera-
n.o nos p r ventura ptolbir a impres
sio dos iiosso.-. a-tos leg>'aiivos em ty
nographia elrang?iras, ja nfu digo "as
eslabileridas em o no^so paia, ma< fora
delle? Como se ha de prohibir alpaUia.
ment desdes inprejst.s?... Est pois per-
huadido que svtiielhanle li na *e ba d
executar. Nao sabe se com t-Cfeiio o Go-
bern tem cuoiprido a sua ob'ig-c, qa
Ihe impo-m oa.tigo. que Ir'a da publi-
cado dasleis, i to be farel-a imprimir,
pu'lilicar e correr 5 que nao sabe ;>e le-n
feilo imprimir poucoa lempl'res, 00
iium suffi i me rniroeto para t d .s tritio
c.inbe.imenio.da bi li^m.'MH como e/la
foi feda ; qu/fioalmente todos procurau
huma irnpri-ss. que sija mai fie', e '"
aquellas deque lenhSo uapeit-a de serriD
ltlenj exar.as. Niu podremos us a-
r;,so imprimir o Co.l.go Franca?.. \.
q-.ndo1 o (acarnos, dir-n.*- ; ^".Q .
.oimp.imaUlono^o.ol^ot Ce...
,ie,.teo: nem isto tan n> fo *
Pll,. Emfim lodasessascou.a, Mo de
forrer, coepo .aua cou.a tem corrido, e
:Zl isto Sapude ...ver a menor dovida
U pois do nutras obse. vacucs, de. la JM
.a u.....,, n., se 1'un.la o prinlegio.
irn^VtAuuu. sedesvemoutroie.
po que nio bouresae Typographia Naci-
onal. E devenios t s st-r obi gados a im-
primir mais catones-a typoRrauhia do que
eimp.irotm as outras? Oh! dii-seque
he botn conserval-a para baver typo-
grapho, porem esses ja i|s os temoacom
abundancia. Conclue o luslre DepnU-
do pedind perdi Camua se aca>o Iba
es'-apou alcuma palavra que pude se ol-
fciider 9 alguem.
A materia d-se por sulTicienteroente
di-rulida.
PSr-se avolos aprimpira pa.te doan.
dditivo do Sur. VUcondedeGoi.na, at
p,Uvra.publirareme he app^ovada.
Tambero se approva a emenda do b>. Uu-
arle eSilva. .
Oarl.additiv.. do* Joie Pedro de
Catvalho bereg'itado.
Conaulta-fe Cmara sobro a adopcao
da esuluvo, n5 M "dopta. Cahe
por co.isequenci. a rewlucao e emer.-
da<. __ 1
Eutn em \*C*+*o a resolnjo que d-
clara que a lei de 6 d- Novemb.o de 18*7
nao pnva do meio sold as uu'aa dos Ul-
ficiaes do exerrito, qo- 1 a a-rem a e-
eundaa nupcias, nem as fi has, que, sendo
soll-iraa ao tempo Ha ntorie -'os p.is, hou-
te.em de casar: e depoisde obudo a uler-
e, elr.
Depois de disentida be approvada e a-
tQpiada, e.em.tlida Gon.mis-io a>-Ba
daccao. .
Entra em discus>a5 a tegun.te eso u-
* A Coromisslo das A-en blean Pr"-
vin i..s, exaiiiin-ndetfieotamer.t* a le
decretada prla A.emlr.a p.-ov..,r.al la
Barahiha dff N-.Ie em dala de l9 de Maf
o do correle anuo, acerca d dtp hm
dealgnns Ciladins para o r.crul. .a Marioha e do Exerrito .Nailon**, eh-
t nde que a iefe.il* A s-mMea le.n exor-
t.itado das atlribuicps .|ue Ihe frao c.-n-
feridas peta lei da* reforma* CunViluco-
es de .a de Agosto de .834, p-"" ^
a Cmmisso pd> que, e.u, vntude d< a
arla. j2ea0da < i'-d* l-l Const.'u. ion.d,
d.ve oir.reeer a e>ta Augusta Cmara a Se-
ouinle 1 fsoluta" : .'
A Assembla Ceral Leg.slalna fespl-
'"' Art. nico. Fica revt.g.da a le de
,9 deMaio .ief855, d.creada oeU A-
sembl a Provincial da Parabd a do Nb. t-,
.e.ca dos casaos ero que ajgu"S C.dadi-
ottfqaraO ents do r.rtularoento p ra a
Mjrinha g Biereild Na ionaes.
Fac-J da Cmara doa rpufadoa, 17
de Julho de ,S35.-Goncalv6i Mait.ns.
Mel!o-Se'u.,tii..d.. R.go
Heapoiada huma emenda do Sor. l'er-
...i.ada Veifa, que h :- E.n lugar de
. i;.,..!. .1. iiuIh, C COIUJ l.'l
fica denrnbum el-ilo, ele.
Depois de ntlaren alguns D putados,
inie. rompe se diseutsS
I -se hiini tlficio do Ministro da Guer-
ra, participando que, por incommodado,
na5 pode assistir diteussio para que li-
ra convidado.
Continuando adiscusso sobre aemen
ta, Si.r. Soz. Ma.titi.s adef.nde, por
que julga poder acrumular se o ^rmo
apnultar ao termo revogar. Concorda que
as Asserobleas Provinciaes >io p-derespo-
liiicos que podem obrar lio livre eiode-
pendenlemeole, dentro de suas atti.hu.-
ces emo le o Poder Legislativo G ma< dand-> a Const luic5 ao Poder Legis-
lativo Geral o direilode revocar actos Le-
p.i lativos Provinciaes, nada otisquit,que
}r a. Poder Legislativo Geral hum po
der deinteipreUr o sentido daConstitui-
cionasattiiiuictj que Hit emo os pode-
res polticos das Usemhleas Provinciaes.
Len.hrO que nos Esta dos-Unidos he o Po-
der Judiciario que d' clara quaes lio as
le.ii millas citis pelo Poder Lr^slativo
Geral OO Poder L-gis'ativo dos Estado,
nio porartos Legislativos, laraa por sen-
t..cas; mas dando a nossa Consl tui.;o
este poder Assemb'*a Geral, julga de
igurne vatitagem publica accumular os
dos lermos.
O Sn-. L >'n Cavalcanti dir que lando
inlubilavel aeraLi da Parahil). con-
tra a Coiisliluro por legislar, sobre >B
crotarpenio para a Marioha e Cu-rn,
nio harn.edio senn diier.quc b 1-is he
llM'a. Ob.eiva que no Po4er Judtria-
, io tiuindo o iiiif supe.ioe revoga a sen-
le. es, do jois iUferior, est entendido que
asenlenca he nulla ; mas no LegialatiW
endo'pralica dixer se^ lira r. v .galo, tal
a, ,o,tenende->e que s desde o da da
sanelo da 1 i beque ser-voga asse acto,
e ..vte caso pois mi ter be mostrar que
PM4 lei da Parahiha he revogad. desde o
s u p-incipio, epor issodeve pasar ae-
O S.r. Tain u'ga q o h.imavrl|-
m,.o.-falo que al. i da As eu.Mea da I ..-
rahibahero'itraria Go..sl.t...cso, deje
-e-aonullada, e.por idaO deve .sar-se#da
p.lavra-.....IU-sI he, tornar de ne-
nhom rflfeHp oa.-to m.Uo de-de o eu
principio: e tamo roais dsve usar-sedes-
ia palafn, para que, quando a. As,e.-
bteasrfrosiuciaes Bouberero qoea Assem-
blea Gftia! le.n de tornar eerlol solea co-
roo de nenhum eleito, nio sejao lio la-
res em f.*er bis que hio de ser d-roga
das desde ose., p.imipi-. e nao desde a
data da le que as deroga. Vota p -is pea
emenda.
() Sor. Cornil. > cuten !e que convem
,. .lap.Livra da lei, que heome.ode
toar iuUrp=el.'C s que consluilemeiilc
a parecem. Observa quo huma dasc'au
sas porque a nossa legM-ca esl lo
barulhada, be por usar de muilas pala-
vas para exprimir huma cou-a. Julgo
que poder haver mnitos actos bgis'a-
lifol provinciaes que, huma vei. levoga-
dos, deixem^e as cou-as noanligo esta-
do em que .estavao ajtes d.stes actos, mas
que por ascousas como esta.vio antes es-
*ea aclos annulado, be que julga que ca-
^a* baverS em que isto se nao possa
conseguir. Cita por exeroplo d sta sua o-
piniao o acto legislalivo da A e.i.N.a
de Pernambuco, que tira ccrtis allribui-
Ces dos Juif-a de Paz para as daraosJu.
ies HoDreitO, e auppondo se. que. a As-
sembea Geral atmulle esla 1.1 (que na ..-
pinifo del|e, D. pillado, esla nos Ijm.trs
d,s aeembeas Provinciaes), pqrgunta se
essas culpas formada por out.os Juirr-s,
eses julgan eutos .ficara de nenhum "Hel-
io ? Persuade-se q < isto nio pode ser ; <;
por eonaequencia."normis taraslo'cie-
ve usar-se da palav.a r-yjgar, que he a
deque usa a Comliliiici's e nao annu-
Ur. Conclue diiendo. que apparereiulo
.lestes actos c.n rars Constituici, de-
tiso responsabilisar-st a |ii'lles que je ..i
Conslituicio Dio sio invi..lav*is, com",
por exemp'o, o PreeioWe q"e. n^,-
narbuma lei contraria Conslitu.cio. D--
pi de m?is alguna rllex s em apoto
5eua opinlo, declara otr cont.aae-
menda.
O Sur. Cameiro Leo, persuadido q"e
ovautoros do arto a Idicional, rom a pies-
sa que livea de ofater, uso finio mui-
to exactos c.n usar d-s termos propn-
os para sig-iificar as ideas que apreseut-
ro, lodavia julga que, hum'er. pagan-
do a expressio retogar no acto adUcio-
nal, deve a Cmara usar delta, mas p-
derido definir aqoillo que se ha de Lier,
pois- q e todo o Legislador que teti o di-
reito dederoaar humal-i, tanbcm'eroo
direito de determinar o-pese deve l>ie_.
Diz mais que podend baver leis que n..o
lotihi'i Mdo exerul'd.s, qumdn a As
saml.La jul-uedcver derc^a-las, basta que
diga"Boa deng-vla; mas pudendo haver
|,1S que.aknk.s.ln eteci.l.d., e cu-
jos efleilqs sejfo muil< perol !*>* a As-
semidea Geral, deve d *?r o que deve la-
ie,-e, nr exelnplo ..o acto de huma A,-
punUfJ Provine ai que mandapender os
bens dos Frades; pode Asamblea G. ral,
derogando *sla lei, dizpr que aeM bens
O.p.ero incorporado, aos p.opnos naco.
11 Jolaodose amatoria siiffieienlmente
dis.tnida. p6a.se a votos a .ducal .sal-
va a encada, be ppf" a i po..d.-.-e
Rmenla a v.,tos, t.robcm be approvada
por 33 voto* contra 3a.
Scue se a lfetissio da rcs.'luqio n
i
I


DIARIO DE PERNAMBUCO.

MHw
derogando esta le, dizer que seus bons
Rquem incorporados sos proprios nacio-
naes, etc.
Jalgando-sea materia suficientemente
discutida, pe-.se a votos a resoluca, sal-
va a emenda, e he approvada ; poudo-se
emenda a votos, tambera lie approvada
por 35 votos contra 3-i.
Segue-se a discussa da resoluca n.
5al, que revoga a lei da Assembla Pro-
vincial de SYgipe que ordena a extineca
da ordem dos Religiosos Carmelistas.
O Sr. Ileni ique do Rezende declara vo
tar contra a resoluca, porque e'm sua o-
pioiaa Assemble'a Provincial u-ou de um
direto que Ihe compela ; e tanto mais ra-
xa5 tem deassm jutgar que se funda no
exemplo da Assembla Geral que appro-
voua propona do Conselho Geral da Per-
nambuco quando supprimio a congrega-
do dos Padre de S. Filippe Nery. Ob-
j>eiva mais que tanto este objecto he da
competencia da Assembla Provincial, que
O' bens desses frades paga dcimas, sizas,
etc., que sao da renda provincial.
A discussa tica adiada pela hora. O
P esidea te marca ordem do ia a coutinu-
aca da discussa adiada e mais materias
j designadas, e levanta a sessa pelas du-
al horas da tarde.
PERNABftHJCO.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Cont. do Expediente do da 22.
CFFICIOS.
Ao Inspector Geral das Obras Publicas,
em resposta ao sen Wficio de 2O do corren
te, dizendo-lhe que a nho na testada do sitio do DesembiTg>dor
Mcciel Mouleiro na5 de*e ser considera-
da PiQvinrial, smente porque o i-eu con-
cert vai ser ieito com dinheiros dos Co-
fres Provinciaes ; neiu ter 40 palmos de
largura, como julga o dito Insptctor,
fundando se na lettra da Lei de iO de Ju-
nhodel835; por que esta mesma Lti s
sao consideradas estradas Provinciaes as
qoese fizerem de novo, sendo estisas que
deen) ter 40 paliaos de largura : que,
nao obstante, como o mencionado con-
cert possa ficar melhor, e a estrada mais
rommoda, demolindo se o muro do refe-
rido Sitio, o Governo o autorisa para en-
tender-se cora o sea propretario, e con-
tratar com elle amigavelmente a permis-
sao de demolr o muro, e hemfeitorias
%lle annexas, e a cessa do terreno preci-
so para alargar-se a estrada, ou gratuita-
mente,- ou com indemnisaca, que ser
justada tigo i3 da citada Lei ; devendo, ftito is
tu, proceder ao orcamento da estrada as-
aimprojectada compaiando-o com o i *
que fez para o concert gmente, e re-
meltel-o ao Governo.
Ao Insp r.tor da Thezouraria pira or-
denar que seja sa isfeitas as rtquesices
do Chffe de Divs=. Joa Tayh>r, para
fornecimento da Fragata Campi-ta arriba-
da na Provincia da Parahilia.
AoClufe de evisH J,>ao Taylor,
dizendo-lhe que pela Thezouraria desla
Provincia *er* satisfeilas as reqiie-<,5c8,
Fragata Campista, e que os pode mandar
leceber. ,
Da
Ao Administrador Fiscal das Obi as
Publicas para fazer desembarcar de bordo
da Sumaca Laurentina chegaJa de Fer-
nando a pedra que conduzio d'aquella 1-
Iba.
Ao Inspector Geral das Obras Pu-
blicas ordemndo-lbe que trabalhos de que se seba encarregado co-
mo Engenheiro o AI fe res Joaqun Igna-
cio, de Carvalho, visto na5 poder elle !>em
desempenhal os por se adiar regendo no
Liceo a Cadena de Foronomia.
Da a3.
OFFICIOS.
Ao Administrador Fiscal das O'iTas
Publicas, approvando o Contracto feito
com o Padre Joze Goncalo Proprietario
da Caza do Atierro do Manguinho uue se
arha justa pelo aluguel de 5$000 res
mensaespaja servir de Armasen aos ge
netos destinados do melhoramenlo d'a-
quella c-lcila.
Ao Inspector.da- Thezouraria, pa-
ra informar a respeito de um ofiicio do
Juiz Municipal interino da Villa d'Assum-
pca sobre gados pciUncenles a Fazenda
Publica.
Dia 23.
PORTARAS.
Ao Inspector do Arsenal de Mar-
nha para fornecer ao Administrador Fis-
cal das Obras Publicas tima lancha gran-
de, para desea pregar a pedra de cajear,
que acaba de ch'g-cr da I ha de Fernando.
Ao Administrador Fiscal das Obras
Publicas para IVetar urna lancha a6>n de
descarregar a IMira de c*lcar vinda de
Fernando, visto na5 poder serlhe forne-
cida pelo Arsenal de Marraba a que havia
requesitado.
DIARIO fe PERNAMBUCO.
22.
PORTARAS.
AoCommandante d Corpo Policial pa-
ra franquear Comitiisia Horneada pela
Cantara Municipal desla Cidade, o ingre-
so-as priies do Quarlel do mesmo Cor-
po.
Ao Director do Arsenal de Guerra
para enviar a Secretaria do Goveruo urna
relaca nominal de todos OS Empreados
do mesmo Arsenal, Meslre?. Offieiae*,
Api endites e Sei ventea das difieren les Of-
ficinas com declaraca de seo vencimen-
los, emeosalmente outia retacad das o-
Itras queso fizerem por as rnesmas oflici-
IMMk
mm Igual Portara foi expedida ao Ins-
pector a Arsenal de Mai mita.
O; peridicos que recebemos do Rio de
Janeiro sao datados de 30 de Junho, i.e
a do con ente ; nos turnea poucas noticias
encontramos: todava tanto na Capital,
como as Provincias cjrt unvi/.inhas reina-
va aquella paz e tianquilidade de que con-
tinuava a ser privada a d>> Rio Grande do
Sol. Ahaixo transcrevemos o que a res-
peito desta cffuscad estrella Brazileira,
publica o Jornal do Cominercio no post-
scriplum do .-cu n. i3gde30 do p. p.,
que bem que allitiva seja, na3 to5"atle<-
radora como a relata caitas paiticulaies
vindas da Corte.
Passou no Senado o projoctp de Ly,
que declara nao ser exgivtl o exame d
Ingle/; Historia, e Geografa, para ser
admettiiio no Cuidos Jurdicos dejj. Pau-
lo e (liiriila ; devendo ser aduiitlidos a ia-
zer acto das materias, huma vez que ti~
re em frenquentado as li< oes e p*go as com-
petentes matriculas, os estudautes que por
falta de approvac-5 d'esses ti es ramos de
instrticca, nao tiulia si<>o admididos a
matricula de alguus aiiuos do. m.-sreos.
.Curcos.
Na Cmara dos Sr-. Deput-dos discuta-
se a ley do orcamcnlo, e hum projeCtO
para ser augmentada a repiezenlacaS Na-
cional-deiilgumas provincias em arabas as
Cmaras.
O Governo havia pedido a Assemblca
auclorisaca para emittir at dous md cori-
tos em Apolices da Divida Fulilica inter-
na, afim deoccorrr sde.-peras com a pa-
cifcalo ds Provincias ao Pai, e S. Pe
dro.
^l informaca quefoi dada ao Governo,
que poica, consideravel de Sedlas falcas
se procurava inlrodti/ii- do estran^eiro,
moveo o Ministro da Eaz-nda^i obstar
este roubo pulico, raaridamro abreviar
o ti-mpo martado para a subsTituic3 das
Sedulas enjillidas na Provincia do Pi de
Janeiro fizando o dia 5i de Agosto para
sua roncluzad, era lugar do ultimo de
Oulubio, que havia sido marcado. Mu-
to de dezejarque esta Provincia siga tal
exemplo, a lira dena nos destruir o raio
deque paiecesalvoo Rio de Janeiro, Dos |
queira que as nosasaolhoridade* deem co-
nieco, sera dtinua, ao troco, lauto por
este motivo, como pela regeica arbitraria
da moeda de cobre marcada, que outr'ora
foi o recurco da pobreza, e boje seu mar-
tirio.
O Coronel Joa6 Florencio Per ii foi
nomeado p3ra bir em Commissa aos Ks-
tados Unidos, e a algumas das grandes An-
tilha?, afim de instruir-se dos meios pra-
ticos, que a industria agiicola d'esses lu-
gares costuma empregar em seus diferen-
tes ramos. Louvores seja dados ao Sr.
Ministro do Imperio, por ta acertada
lembranca ; e muito dezejamos que o Sr.
Peia preenchi as vistas do Governo Im-
perial, e traga ao nOsso paiz os meios de
fazer florecer esse priueiro ramo da ri-
queza Nacional.
O Dor Cassiano Speredia de M e Mato,
foi nomeado Senador na vaga do Visconde
deCayr. O Paquete l.de Abril, Com.
mandante Manoel Coelho Cintra, havia
de sabir no da 5 do coi rente para este Por-
to. .
Do Maranba recebemos gazetas te 22
deJimho, das quaes Iranscrevemos o que
nos pareceo mai* interes-ante, e continua-
remos no seguinte numero. Bem depres-
fase verifcou, o que dissemos no nosso
n. 153 : Que a temada do Pai nao es-
lava remota O Dia 13 de Maio, dia de
hum grande triunfo para o Brasil, sem
dovida de milita gloria para Pernamhuco !
Metade dos louros d'esse triunfo da ley,
pertencem aos bravos da nossa Brigada !
O Exm. Se. Andrea, no meio das rui-
as da infeliz Belem, providencia com a-
fncoa capturaca do Eduardo, que see-
vadira com ons 300 cornpanbeir>>s, levan-
do como em refers algumas famili.-s, o
que parece-nos impossivtl segundo o esta-
do do assedio*.
POST-SCRIPTUVT.
A ernbarcaca5 entrada honlem do Rio
Gi ande nao Irouxe ca tas nem gazetas. He
pois fundado as relac5es aos passageiros
que damos aos uossos Ieitores as seguintes
noticias.*
B-ntoGoncalves, fente de 700 ho-
mens, havia pa-sado o S. Goncalo e acha-
va-se em'fren te. do Rio Giande, que elle
pretenda atacar e tornar, o que d fficilim n
te conseguira, pois quy* o Rio Grande es-
tava bem inti incheirado com huma Iraha
de 18 a aO pecas de artilheria, e huma
foica de 900 a i,000 homem.
SilvajTavares, corn huns 600 homens,
e-lava n'liuma < inliuscada nas-iinmedia-
ces do Rio Grande, e havia mandado di-
ztrao Presidente que nada receasse, por
que a sua interic- era cahir sobre a reta
guarda dos rebeldes, caso tenias em atac-r
a cidtde, e p-los dest'ai te entie d-iua fa-
got, posq na qual teriad naturalmente
de soffier grande estrago.
Ouanlo a Berilo Manoel, nada se sal>i.
Csv Passo de S. Francisco, os n beldes,
abrigados pi>r humascasas que existem na
margem do 110, a'acara e conscguia
metiera pique huma das conh neia- que
ali se achava. JJi/ia-se uu? naquelleat-
taijue (ora mi Lima. O Presidente manijoii lecolhemo
Mo Grande as oulras embonen as que se
achava naqu- lie ponto.
Tcd js o- vmjs de guerra daqui manda-
dos havia chegudo ao Rio Gc.nde, cx-
cepca de dous, dos quaes hum he a L -
opoldina, que leva oCapita Grerifefl.
Fica'ha sabir paiaeste poilo, os Bri-
gues Prncipe I.upetial, e Juno e Suma-
ca Bom Fiii.
PARA'.
Illm. e Exm. Sor. Participo a V.
Rx.'que no dia i3 de&te mrz, fui esta Ci-
dade oceupada pelas lucas dilnixo do
meu comriiaudo, sem que se eiicoutras-e
esislencia alguma, mais que una meia
dusa d tiros disparados de urna casa jun-
to a Siritn Antonio, nao sendo possivel
prender aos que alirarad por que lugira
logo. Desde que Eduardo estabeleceosua
correspondencia comigo, fui talvez scu
nico fim ter occazia de recouhecer as
rniilns forcas ; porera nunca o pode faser,
neiu vcio da Cidade pessoa al'ima aoiu-.u
Campo que eu deixisse voltar a ella. As-
sim nao podendo ter outra cerlesa, sena
a de que tarde ou cedo t vendo-se bloqueado por mar, e cedo o
seiia ubem por trra t* vendo o Rio Gua-
ma oceupado por tres Escunas, e alguus
dos seos pontos perdidos, e ltimamente
a derrota do Igarap-mirim, resolreo-se
ou a fingir urna retirada para rae atrahir,
ou a fasld" deveras. Como quer que sja.
no dia la noilesabio por mar at a Pe-
drena que o mesmo que ficar r.a Cida-
de ; segurado provavelmente um dosir-
mas pelo Guama cima. Deste movi-
mento live eu noticia pelas tres horas da
madrugada do dia i3, e fiz logo as dispo-
sices para entrar na Gidade pelo lado de
S. Antonio, estabelecer o centro de ope-
raca no campo da plvora j orcupar S.
Joze ; e pelo lado do mar desembaicar u-
ma foi9a no arsenal. Estas disposicoens
juntas a um ataque dado na, Pedreir na
marihi do dia i3 por urna combiuaca fe-
liz de circunstancias fez dezorienlar os pla-
nos de falsa retirada se 6 que os tinha fei-
to, e obi igou ao resto das forcas rebeldes
a fugirem anda com dia por entre as nos-
sas Estaras que os rnetialhara, e deisa-
ia mais de cera homens na Cidade entran-
do alpuris dos seus Tenentes Coronis, que
fora logo presos. Um foi te reconbeci-
. ment levado al o Engenho do Beijamim"
em Magoary tarabem dispersou um gran-
de numero de rebeldes, deixando nica,
mente quatro mortos pela apidez da fu-
ga, ou porque ern fim se laiir,ira ao mar,
e passara a urna Ilhaaonde os nos^os nao
podera ir. Eduardo esl rio Acara ajun-
tando forcas, e os Irrrus tomara varias
direcces com o mesmo fim. Eu tenho
urna foi ca de Jiifrataiia-occupando Jagua-
raiv etres E-cunas bloqueando as bocas
do Acara, e Moj. Tenho tomado a'gu-
mas outras medidas, o mesiro que fasem
os nossos inimigos devenios nos faser. Fi-
les esta reunindo forcas, e segundo as
expiess^de que se gervem entre si, f-
zem-nos a guerra como as antigs cruza-
das, fallando milito em nosso Senbor Je-
zus Christo. declarando guena de morte
a Caiamuis, Bicudos, e Mac,ons, e co-
metiendo os meamos crimes, e attentados
dos antigos Cruzados, e sempre para *
maior gloiia'de Dos. Nao estou rcsol-
vido a imital-os em ludo, mas seja i-to ao
menos na prim.ira parte, ajumemos tam-
bero as nossas forcas ; mandr-me V# Ex.
mais a'guma gente. Acuda-me V. Ex.
como 8'mpre tem acudido a tsta Provin-
cia, e ella ser salva. Envo a V. Elx. as
ltimas cone-pondenciafi com a Cidade,
e a de tima Proclamaca do Eduardo."
Dos Guarde a V. Ex. Palacio do G< -
vernodo Para -20 de Maio de i836.I lm.
"e Fxra. Snr. Antonio Pedro da Co-U
Fenira Piesidente da Provincia do Ma-
ranha. Fian icoJose de Souza Soares
de Andrea.
Quartel Gftieral na Capitd do Para
a4 de Maio de 18.6.
Segunda Ordem do Dia.
Os succe-sos vantjoics e ful zes qur lera
coroado as rmasele Sua M.igest.-de O 1 VI-
PER \DOR na r-Mauruc-5 desla Provin-
cia, mcrecem huma exp->z que chegu> 111 ao couhecimerito das F>r-
c>s conadas ao rneu Coinrnaudo, a par
da ree omp -u-a dada aus dignos ChcfTes que
dii i;iia as limpiezas.
No dia 25 de Abril f i attaca^a e toma-
da a PovoAca de \iicjo, pelo Prinii'O
Tene-me Lu* Sabino, Co umandarile da
Escuna D. Fiancisca. *E le Oficial de-
pojt de concluida esta acca atuevida se-
guio suas vantagens, arrojaudo os nKI-
ejes para o lado de Oui'wn at as margeos
do Guama : Com esta victoiia ficou com-
pleta a restauraci de toda a costa desta
Provincia al do Maraoha.
Por outra partea Divisa cemposta da*
Escunas Fluminense, Dezenove de Ou-
tubio, e Porto Alegre, Cyinmandada pe-
lo Primeiro Tenente Francisco de Paula
Ozorio, bateo completamente os rebel-
des nos RiosGuajar, e Capim, expulsaii-
do-osdas suas puzices esrolhidas em Bom
Iitin'o, Petuinbn'o, S. Duing-s, Ta-



DIARIO DE PERNAMBUCO.
s

peruc, e Tratara, obligando Agoslinho
Moreir Chefe dos Rebeldes destes Deslri-
ctoa a se entranhar pelo Cuam cima con-
t*ndocom huma reliada at Visteo, que
j o nao recber como dezeja. O Pi-
meiro Tenente Francisco Manoel Barrozo,
Commandante do Brigue Brazileiro, ten-
do debaixo dassuasordens a Escuna Leal
Cametaense ecem homeus de cacaduresde
Pernambuco contribuio hbilmente para
alomad* de Igarapc mrim, donde voltou
para mirar no Muja ; e sendo antes liir a
Moj mandado entrar no Guama com or-
dem de attacar na sua volla o posto forte
que os rebeldes tinha na Pedreira com-
l>inando-*e para este alfaque com o Com-
mandante do Bloqueio enlrou nelle com a
sua uzual habelidade, e contribuio muito
para as vantagens do dia 13.
O Snr. Capila Tenente Agnel'o Pet-
Ira de Bitmcourt, Commandante do Blo-
queio eda Escuna Rio da Prata, tpndo de-
baixodas sua orJens a Expedica do Mb-
j, o Pataio Januaria, a E-cuna Bolla
Maris,, e a Escuna Pelotas, aliacn e to-
mn, nariiarihi do dia i3'a posica da Pe-
dreir^$?diiigndo depois as opeaccns do
1 loqueio batendo o inimigo na sua retira-;
da al que de todo evacuara a Cidadc.
O Sor. Capito de Fragata Frederico
Mariat, enearregado por tnim de por era
tena as Forcas destinadas a occupajio da
Cidade, tendo maii->brado hbilmente por
mar saltou em trra com sos 250 homens,
e acoderando depois o desembarque das
Tropas mandadas a esta eropreza contri-
buio grandemente para a rpida e incruen-
ta oceupacio desta infeliz Capital.
Finalmente o Snr. Major Xoaquim Joze
LiZ de Souza, a quem confiei as Opera-
edes de trra, pelas suas acertadas e rpi-
das disposices nao s coroou a empreza
dando logo a paz e a segu anca a todos <>s
habitantes que ainda restavio ne-te vasto
sepulcro prendando a muitos nbeldesque
niotiveiio lempo dse evadiri-m, como
arrojouat Maguary a huma forte* partida
delles at se laucanm ao mar.
Por lio plauziveis rases e poique esto'u
authdiisado para o faser publico a Piomo-
cio seguinte.
Para Ca'piio d< Mar e Guerra effectivot
O Snr. Capito de Fragata Frederico Ma-
riat.
Capito de Fragata eflVctivo.
O Snr. Capitfo Tenenle Angello Petra de
Bitancourt.
Para CapitaensTenentes eflVctiMM.
Os Srus. i.^Tenentes F an-sco de Paula
O/.orio, Luiz Sabino, e Francisco Ma-
noel Barroco.
Para Tenente Coronel d'artilharia conti-
nuando no mesmo servido de Com- #
mandante da Brigada de Pernambuco.
O Snr. Major da mesma arma Joaquim Jo-
M Lnie de Souza.0
E esta Ordem de Dia ser regatada na
TheM>uiaiia desta Provincia enosLivros
comp-tentsdos Corpos t Navios, nde o
sau conheinento seja neces-nin.
Francisco Joze de Sousa S ares de An-
d a. Est conformeBei nardo Joaquim
de Mallos, Secretario do Goveruo..
Em o nosso passado numero publicamos
urna ordem do dia do actual pi evidente do
Para, relatando o su.-eso da estauaca
da capital da^uella infeliz provincia ;
embarcado que tiouxe t.l documento n^5
nos deu os pormenor est e por isoos n.<6
publicamos ; agora pela e->runa Laura
soubemos que quas todos os pontos do
interior e achan ocenpado* pelas nossas
orcas ; que dos inimigo* que lugiram da
cidade inleiramenie despersos, uns tem
sido aprisionados, outros se acliam occullos;
do Eduardo conta-se que Rirarn para o A-
car urna partida de 500 homens coro-
mand'ada pelo capit 5 Csiro Gama, que
se distinguir bstanle iti tomada de lga-
rapmirim, ia em busca delie. II mul-
ta probabilidade de que os asesinos que
porUnlO lempo ensangueotaram o la.a
nemhuma resistencia mais possam linar ;
poroutro lado a int.iga ja comeca a de-
senvolverse furiosa na Cidade, piorno-
vida talvezpor aquellesque nenhuma par-
te tomaram na libertaca della ; desgra-
tmA nrnunrta Aqu no HOSSO porto 8e
chara uns a0 lecrutasdo Cear, que bre-
ve partira a'ajudar osseus irmas de ar-
mas.
(DoEccodo Norte de i3e 22 deJunho.)
Illm. e Exm. Sr. Assim mesmo
no estado da moiibundo em que me acho
ha dous anuos, ainda me alenta un resto
de espirito vital para diser a V. Exa. cora
o poragio na mo, que como Pai nao te-
re valor de ver sem pasmar tantos es-
tragos entre li;hos que eu amo com ter-
nura em JESU-CHRISTO. Parece-me,
Exm. Sr. qiie urna boa e generosa am-
nista nio ser desagiadavel a S. M. I.
com as vantagens de fuer mais firme o
socego e a estahildade desta importante
provincia sem effusio de sanguc, que tan-
to horrorisa a liurruraidade, oquedecer-
to se verificar se V. Exa. atlender po
posta que Ihe faz o chefe da forca arma-
rla. Constando me pois, que Per nim-
bado deve o seu socego a urna igual medi-
da eu cont j Exm. Sr. com o feliz
xito do zelo paternal que anima o meu
magoado loraco. Deus Guarde a V.
Exa. Para 27 de Abril de856. lino.
e Exm. Sr. Presidente.Romualdo Bis-
po do Para. ( 1 )
Exm. e Revm. Sr. Rccebi com(
todo o respeito devido a carta com que
V. Exa. me honrou e milito me pena-
liza saber o mo estado da saude e V.
Exa. Tinha urna ca/ta para Ihe. entregar
do Exm. o B.' vm. Sr. Arcebispo da Ba-
hia e muito seutimento n^e acompanha-
va de Iha nao poder enviar, mas feliz-
mente pn-poicioriou se occasiio de cum-
plir aqutlle dever. Exm. Sr. seiia
uro bem, que eu fosse authorisado para
salvar todo este povo que como os den-
les de l'admo se devorio uns aosoutrns,
mas nio est ioso as reinitas attiibuices.
fosso recoiumedar aqueUes ^ue se qni-
zerem confiar nesta espeanca : a esses eu
receberei em paz, mas nio po-iso pro-
metter qae o chefe- actual da admitistra-
qio do Imperio d importancia s minhas
reromendaQes e assim nio prom-ss3
que eu faga- Eatou promplo como res-
pondo ao chefe d..s forcas que orcupaoa
Cidade a conconer por todos os modos
oompativeis com os meus deveres para
evitar os estragos e 1 ffusio de sangue que
deve produsir urna lula vigorosa. O Se-
nhor Todo Poderoso prolongue os das
de V. Exa. para consolacio de suas ove-
Ihas e dos seu' amigos. De V. Ex. mui-
to humilde eobdiente servo. Francisco
Joze de Souza Soares de Andia. Bordo
da Crvela Defensora em 2,8 de Abril de
i836.
Proposta do Eduardo. -- Conside-
rando oaclual chefe da loica armada as
desgracas a que e.-to *jcp-tO* ambos os
pirt|dos na infeliz dissencSo que pre.'en-
lemente existe) instado pelo Saolo Prela-
do- Deocesano convooo'u 11 m Concelljo
composto dos Commandaiit-1 da sua for-
on e resolverlo onauimemenie que se
ponderasse a V. Exa. o ultimo meio que
ainda resta de salvar esta importante pro-
vincia 4 por ser a estiella mais brilhante
que esmalta a coroa do Imperio, pro-
pondo ascondicis seguinles:
1. Sendo o ultimo meio a salvara pro-
vincia urna amnis'ia geral, esperio que
( 1 ) E1 admiravelcomo proxi-
roaco da forca da Irgati lade commanda-
da por pin homem hbil pode produzir
urna mudanca lio felii no coracio pater-
nal de S. Eza. Este Py que nio podera
ver sera pasmar*, tanlos estragos entre fi-
lhos q Je elle ama com ternura em Je.-us-
Cnristo aquelle mesmo vario que
vio com rosto enxuto os e^quartejamento
da vigia que tem vivido entre 03 authores
d'esses atienta dos horrorosos entre es-
sts ladres e carniceiros como un botn pai
rodeado de filbos dignos d'elle E' este
mesmo Sr. Bjspo quem fui em pessoa
CalheJral', segundo fama, celebrar Te
Deum em applauso da victoria alcancada
pelo Eduardo sobre a legalidade em Agos-
to .' Eiiii os ouvidos paternaes do Sr.
Bispo nio ouviio os gritos das desgraciadas
victimas, osseus ollios nio viio os estra-
gos e m horrores que o rodeavao .' mas
4,0]t.____Oh o seu paternal coraca nao
p )de urnii ver estraga s !
V. Exa. a publique com a segunnea ne-
cessaria, pondo ern^ liberdade todos os
presos que se achf o abordo laucando urn
veo 6obre os males passados, que j boje
sio irremidaveis.
2. Amurillo tvssa rogativa dever
prestar-nos urna garanta que n.o-tre nio
offender pessoa alguma que esteja com-
pronretlida na presente revoluco.
3. Nio devendo todavia persuadir-se
que a n(9sa forca actual se acha enfra
quecida pois que temos nossa disposi*
cao todo o Alto e B-iiso Amazonas co-
mo talvez V. Exa. ja hoje saber e se
for precito provaremos. Exm. Sr., este
r,-i-p. 1 de hu.manidade he nascido de cora-
c5es Brasileiros que sabem apreciar a sua
patria eque d sejio poupar o precioso
sangue de si us irnos pois que a nio
ser assim, nos veremos na dura circuns-
tancia de sustentar o que al squi temos
feito j e de ora em diante V. Exa.licai
responsavei pelos males que se sef.uirem.
Palacio 26 de Abril de iS36. Eduardo
Francisco Nogueira Aogelim, e seguiio se
rn.iis 1 ."i assignatura?.
Em resposta communicacio que
hoje recebi do Chefe da forca que existe
na Cidad.' tenlro que declarar o seguin-
te :
1. Que nio eston authorizado pelo Go-
veruo a publicar aninislia alguma, riera
mesmo o Coverno p 'd< (azer sem que es-
ta seja concedida pela Assembla Geral.
2. Que a melhor garanta dos nego-
cios que eu trato a minha pa'avra e
que as'sim quando a desse bavia uecessa-
1 iami',iie cumpril-a.
3. Que pela mesma rrft^de nio poder
publicar urna nmni.-ti 1, (au.' so soltar os presos ; tenlio com tudo me-
Ihorado a sorle dealriins, mandndoos
sollos ao Ro de Janeiro, incluir lo o r-
rao do chefe, que o recomendei ao go-
verno.
4- Queservindo desde os meus prime-
ros airaos no Brasil t e descerniendo del-
ie, ninguem tem direilo a julgar-se mais
amante desle rico Imperio do que eu e
em raso algum poderei ser responsavei
pelos actos destruidores que outros prati-
caro roormente quando eu cumpro com
os meus de veres, lm conclui-o estare
sempre promplo para evitar fiu.-io de
sa? acord rom as leis e com as ordens do
governo central Bordo da Curveta De-
fensora 28 de Abril de 18*36 Francisco
Ju.- de Souza S>ares de Andia.
No primeiru de Maio veio segunda
Dopuiaga mandada pelos rebeldes que
entregou ao presidente o seguinteo fB io:
Illra. e Exm. Sor. Os otTn-iaes da forca
do roeu commando a quera fora patente-
as respostas dadas por V. Exc. n*5 .-
so'ire as proposi(,es que da nossa parte se
Ihe ftiera como rogativa de S. F.x..
Bvm. ficando inleiradosde ludo, delibera-
mos anda de V. Fxc. o seguinte : Que a vista das
bo'S intenc5es em que V. Exc. vera escu-
dado relajamente salvacaS desta im-
portante provincia manifestadas na con-
clusa dos arligoida sua sobredi! resposta,
e que tendo de reunir-se a Augusta Asem-
bla Geral no dia 3 do fuluro mez de Maio,
que V. Exc. por bem do servico de S. M.
I. e salvarja publica a bem di humanida-
de implore da mesma Ai.gusta Asenib!a a
amnista pedi la susperrdendo-se entretan-
to as armas de ambos os partidos que eu
alianco a V. Exc. com a minha palavrae
dos olliciaes que 1110 cercio de fazer ees-
va s hostilidades rro territorio que me obe-
dece esperando o memo Pie. Exm. Snr! V. Exc. deve fien r
convencido de que os meios pacficos de <)'
langanrs ms5 (tolos dev dos ao Santo
Prelado que adoramos ) inlimam-n e le-
mos sbrucido por ser o unco ic-mso que
encaramos- para salvacio devem ^jortanlo ser despresados por V,
Exc, neru tam pouco attribui Jos cobar-
da da no-sa parte por que sempre temos
laucado roa5 delles as crises pasadas,,co-
mo constar a V. Exc. ; na5 t na epo-
cha do Doutor Angelo Custodio quando
fui chamado para tomar as r edeas do gover-
no desta provincia em Maio do anuo passa-
do como tambera na do Exm. Sur.
Presidente Manoel Jorge Rodrigue! sobre
as priscd sem culpa Iji maja e persegu-
cao feita aos Brasileiros em Julbo do mesmo
anno em menoscabo da palavra que ha-
via dado t-en do sempre despresadas como
*digo e tidas como cttvardfas uossas pro-
posicos dando assim Causa aos estragos
presentes : nao queira portanto V. Exc.
agora dar causa aos futuros que tiverem de
seguir-se nem tal -e pode esperar de hum
militar honrado que tanta wm servido ao
Brasil com cordial affeclo com V. Ere.
Para 30 de Abril de 18S6.Illa. e
Exm. Snr. Francisco Joze de Souza
' Soares de Andrea Presidente do Para.
Eduardo Francisco Nogueira Angelina c
seguiiose mai-, 10 asiignaturas.
Este olficio lo i acompsnbado de un
carta particular do Eduardo ao presidente
agradecendo-'be os bons trtamelos dados
a seu rma e de dous oflicios de pessoas
do bateo Amazonas agente di mesmo
Eduardo, nos quaes Ihe dava parte de se
acharem aquell.s seYles pelo partido dos
rebeldes; vinbio tariibem dous ulficios do
Bispo ao Eduardo nos quae3 aquelle a-
conselhava a este de estabellecer a sua cor-
respondencia com o presidente por meio.
de handeira ingleza. N.fO tianscrevemos
lodos es-es papis por que alguns na6 nos
fora enviados em rasio da sua pouca im-
portancia e outros por que tambem os
julgamos desnece.-s trios para o cabal conhe-
ciment da negociaca que p omelte por
urn termo feliz s degracs do Para e
que nos propusemos dar ao publico e de
mais sao poaco interessantes de sua nalure-
sa. Eix a nsposia do |>residcnte:
Sur. Ghefe das loicas da Cidade A
minha situaca melindriza. Eu tenho
ordens a cumprir e na6 pos o fazer relo-
e< sobre ellas nem buscar pretexto algum
para as Iludir. 5.gmelo as leis do Impe-
rio est de urna paute a desob diencia al-
tiva e daoutra a authoridade da le para
restituir a ordem e a paz provincia : so
os que desobedecen continan a existir no
mesmo .entd< vem ; ficar da outra par-
te a necessiJade de vencer a desobediencia
011 de sucumbir na luta. Se tratassemos
de Naci Naci poda ter logara suspen- .
cao de hostilidades no Vaso em que nos
adiamos na5 estou authoiisado para tanto.
Se da sua pai te e da dosseus subordina-
dos est um desejo sincero de ohterem um
perdi da Assernbla Geral, principien!
actos que mosteen claramente o seu dese-
jo de voltarem ordem : Abondonem a
cidade escolhio urna posicio ero que pos-
sio esperar ama resposta a sua supplica ,
sem que ella seja tul, que possa sir base
de novas tentativas : entio iu tomo a r.s-
ponsabilidade c me encarrego de mandar
immeuialamente e em dneilura urna tal
supplica ao governo, e respeitarei essa po-
ziioem quaofl nio viera resposta, e lA
prometi mais nada.
Devolvo os papis q'rq,e midou em con-
fidenciaSobre a pioposico quelhe (<
S. Ex. Rvm." sou de parecer que um
Brasileiro nao piecisa usar de bandeirases-
irangeiras. Torno a iepelir que eatirei
sempre promplo a evitar desgracas, em
ludo que realmente depender de mimA-
campamento de Uarapiranga o 1. de
Maie d:i83(). Francisco Joze de Souxa
Soares de Andia.
No dia 3 de Maio veio 3. deputa-
cio t rasen do o seguinte ollico--Itlm. e
xm Sur.Coiliando-uae na promesa
de V. rfx. ,"en me retirar*! com os meus
subordinados, deivando Ihe a cidade livre,
onde tantos sacrificios tenlro l'eito para des-
terrar a anarebia disenfieada depois de
urna gueria sanguinolenta e a nio ser o
horror que me causa Ver mai, singue der-
ramado de ceilo o nio far a, assim como
nutro qualque colocado na minha posieio
com os dados que se me o amor da patria, o bem da humaiudade
vence tudo; poi ta'Ho exijo 2O ii as para
utilimar minha marcha que leve ser pa-
ra o Amazonas, onde pertendo colloear-me
a espera da dicisio que V. Ex. se encar-
r ta de o'rter da Assemblea Geral sobre a
minha supplica, e lund.do nicamente na
boa l que cre. existir as boas iuten-
cSeadeV. I < ; asgurando-lha mesma
da minha parte tanto pretendo nio iu-
terromprr a communicacio daquelle Io-
nf se a V. Ex. parecer aceitado ;
depois da minha reinada se Ihefar > POK>ultimo peco a V. Exa. o livre tran-
sito para o destino que me nroponho, mT
i


^
I J'U 1
DIARIO DE
PERNAM RUCO.
dando a todos o pontos di Ipgalidade que
me na6 hostilisem protestando igualmen-
te a V. lita, que d indulta parte n.16 la-
ver menor hoslilidade, al ultima dici-
a8. Este pco vai cobrir de gloria a V.
El*, econhecea todo o mundo, que o
Exm. Presidente Jorge Rodrigues tendo
desembarrado nesta provincia nos bracos
da paz, plantou nella a discordia, a guer-
ra civil, a dissoluea fin fitn, e V. Eta.
chegando nesU hoi'rivel tempstade aoube
acalmar os nimos, e a paz a dore paz
suredeo a furiosa tormenta. Meas fins nun-
ca foraS destruidoies, a rausa das presen-
tes destmioSes nasceo de ambos os lados
pelo conflicto da guerra ; Conserve! ero
bom estado quanto pude, e pnr is mello a V. Eid. as sedulas viudas da Cir
le queexi>tu5 encaxdad.s na Contadura.
Q iem as-itn obra Exm. $r., parece que
so amor da patria gula eeu passos. Al*
cumas Familias pertendem retirar se para
sitas cazas ne interior e Ibes obsta a esta-
da daserohai cacis na bocea do rio Guana,
pelo qoe espero runfiado rt>> gene*oro cara-
rter de V. Ea. faca r tirar dali para o
tiro somente eligido. Dos Guarde a V.
El. P*r 3 de Maio de i836. -. Illm.'e
Exm. S'. Francia o Jos de So usa So.oes
de Andr. -- Eluaido Fiancisco Nogueira
Ang-lim.
Sr. Chefe das forc minha ultima communicac.i dice en que
consenta na BU* retirada para urna paj
ca5 qu-dquer foca da Cidade, mas que
st'n 5 fosse tal que podesse ser base de
ti(8 tentativas. Quando a posica esco-
lliida desempenliar esta condicaS eu cum-
pro a minha palavra 5 de outro m> >d> nem
posso, nem devo, nem estou obri^ado. A
orcupaca de uma grande parte da provin-
cia mais uma partilba frita entre nos,
do que um acto de obediencia encelado da
ana parle par dar roais ferga supplira
que pertende que eu envi, ao Gove no. I'.'
precito por tanto (|ue nos entendernos
francamente. Eu tomo sob'-fl'mim a res
. pnusab'lidade de o deixar p. coro ted s as pessoas que desejj compre-'
hender em um perda para uma posic.5
dada nicamente para erlar a*ffua0 de
sangue epara que nao pareca que ahu.-o
das minhas circunstancias ; isto poiera
deve faser-seeaa regia. A sua foronda de
Carnipij est at ero uma posica vana-
josa tt mnlitarmente fallando naSimpor-
ta ato. Eu o deinrei pausar para ali com
lodas as pesoas queVonstar de ama rela-
ca que me deve enviar; podem passar
com as suas armas, e conservareni-se na-
nuelle logar, sem invadirem outros dim-
itidos, nem pas-arem alem do Rio B>r
carena, e do furo de Aiti* : nests Duenda
limites dads estarad em peifeila pal
t que venha b'Cii'0 da Co< te a qu 1
farei saber infalivelroente antes de qual-
qaer ulterior procedimiento da roinbi par-
te. Nao Ihesei tolh di a entrada dem.m-
timentos 011 de pesoas que ali queiio
hir, mas ser vedad a sabida das pessoas
eoroprehendidas na relaca Convindo nist"
Ira la reinos do numero de (lias p e> isos pa-
ra esU passagera que de cerlo m5 preci-
sar ser de lautos das, por isso ruesroo
que muito menor di.-tancia, e todu as
*rob eo mais que me envin, p -reine n- s 1
se acceita estas cundido s e nao quero abu*
aardemodoalgumda franquea coro que
s mandou. Se porem aceitar as eondi-
ces deve raandal as porque ol)je. to da
fazenda. Q ian'0 s familias que perteado
lahirdi Ciuade senJo senhorrs e meno-
res o p idern lser co n escravos e re-
tnerr.'S, de da em lo ios o^ sed lid-a que
queir), recebendo piases lias embarca-
ces mais prximas a que se apresenlai ero,
poraque mando aro.nhi as orden*. A-
campamento de Uarapirauga 3 de Mu te
ifc36. Francisco Joze dj S >uz. S Hfai
deAndia.
( Do Cacambo. ) *
!
em seu lugar outro Snr., o qnal estodou
em um dos melhores Collegios na Europa.
0 mesnio avisa que o seu estabejecimento
presentemente no principio da ra da Pe-
nha ao lado do Li vi menlo D. a4, segun-
do andar.
IManocl Caetsno Espinla.
Pi ec's-^-se no Rairro de Santo An-
tonio de um sobrado de um, 011 ^:s"nda-
res, ipie tenha boas sallas, e em Dan local;
quem o livor, equis- r alagar annuneje.
*JT4^ Q.iem precisar de um homem b"m
cosinheiio, para qual'qoer casa tanto Bm-
tiletra como Kstranceii a, dirija-se d<-fronte
do oitio d.1 Matrii! de Santo Antonio do
lado do Qaartel D. 5.
ftJF" Quem precisar d'um Captlopara
alguma c.a particular, ou s lio : annun*
ci.
|rj* O Sur. que precisar de um bo-
tiu ni c.-zado, coro pouca familia para al-
gum E''genlio, ou me^mo Fatenr'a peito
de-la Praca ; para ensin.T perfectamente as,
primeias Letras, Gramtica portuguesa,
e mesmo principios de Lalinidade ; ejun-
tamente teofferecesua Senbora para ensi-
nar rom rerfeiqioa coser, bordar, e faier
lavarintos, e o maisque f>r uiil: annuo-
cie p">r cala folha para ser procurado.
tjcy Arrenda-se um sitio perlo da pra-
ca : quem o tiver annuucie por esladollia.
Ipqp* Aluga-se pretos, ou muleques pa-
ra -ven Jerem na rna ; quem os tiver an-
nuni'ie por esla folha,
t^ TheTheassiirerofthe Peraambu-
coBiiiish Library nfiirms thosa Proprie-
lors whohav not yet paid liim theirSubs
critions for tlie year ending 30 o June*
1837, Jthet if not sent in befoie tlie 27
lii-tint tluy will not hfter tbat date be al-
l w I the use of the B^cki.Ra da Madre
de Ut-os 22 July
%qa Precia.^e de duas negras pa^
vender azeite de carrapato quem asli*
ver vquizer ilu^T.du ij <-s- a>> pateo de
S. Pedro lado da ra das aguas-verdes ,
anuncie,
( Prec7.-s de huma Hemiade de
Voltaire em idioma Fraitcex quem l-
vereqoiser di-por dla anuncie por esla
folha o lugar de sua residencia para ser
procurado, ou dirija-se a ra do^Hosp:-
ttl do Paraso sibcado de um andar D.
5 que achara cotn quem IrUr sobreest
nvgoi n.
^y No da 2s dts'e mes voou da
gaio'la uni papagaio as cinco horas da
tarde com um coi dio no qe erom tres en
quatro penas tiradas em sima d*s asas que
se deferenca quero o pegou e querendi
restituir leve o no piteo do Terco no
Sohrido janto a loja de sera no priuuiro
and^r.
ICy* D'8'pareio na noile de 2i do
coi rente um praniod- custado de aro-
rel'o com a marca Mguinte M' em uma
das cabecas ; q^iem dVlle soub^r cu ti-
ver arhado pode-o levar na Ser ra ia de
Jos fligino tle Miranda que ser grati-
ficado.
%f]?* Para che^ar ao corfliecirrei>todos
Si. Luis Ant'-nio da Silva liuigos Jos
Mauricio d's Santos Fie le ico Chaves .
Jo Antn o Pas, Jos Maiiins daCrus,
D-volvoas'^dul.s-l Manad Aniuue- Bixena "O"''', -
\*iuim de Mello 'f-lai^ba NuoS Gu.dcs
A Ir a ni.>ra co G0119.I0 Mariuhu Falrlo,
e S. C. C. M.; se faz o presente aviso ,
que sau inleressadas cm des billieiis da
2 a parte da i3.* Lotera doSerninaii
de O'inda cornos nmeros seguiutis. que
.sao abiixo fielmente eupiadox 168 ,
i753, 1754, 1776, 3a5i, 5285,4041,
4813, 4815, /83.
deserobaraijada, como se fai ver : quem
a quiser annuncie para ser procurado.
flp Bixashoas: na praca da Boa-vis-
la Roiica do BihuIo, e juntamenU rap
Prin es e Bahiano a iJ100.
yf$r Garrafaseroei.o garrafas vasiaspoT
prcQocommodo :# na ra do Cebo l). i2.
yfp Um n'gro pe bonita figura, enteiw
de muito d.psda'ria, serrador e oanoeiio:
na ra do Encantamento armasein de as-
sucar n. i4-
fiP" Bilhettsda Lolerin que corre hnie,
a 9 patacas em prata : na pracinha d Li-
viana lo D. 29.
j^F" Cen pues de Sapalos, proprios
para S Uad s por serem muro lortes, ?
gromos : na ra a CaJeia dq Recife caza
19..
Quatro escravos, sendo tres pre-
to-e uma pela tolos do servico de rua :
no laig-d< Piaca da IV.a-Vista casa D. a,
em que niora Jo<5 Bap'i-la Branco.
a/ja* Bix:s do pono por prego omito
cmodo, tanto a ceios como a tetalh" :
na Praca di Roa-vista I). 9, venda junto
B"tic do 11, aulio.
XV T.bo.dide Pinhodetoda Lisu-
ra e cumplimento: no Atierro da Bok-
Vis
%3F Uma negra do grnlio d" meia ida-
de e mu to fiel, etemalgumas habilidades
ror prer.oci-mud : no piincipio do Atierro
dos (logados sobrado de urn and.-r de
Frontv do Viveirodo Mdniz : a fallar com
J0.1O Biptista Correiat
a/3p Rape! Princesa de Lisboa, dito da
Baha, dkor preta, tinta de ecrver
tm garrafas, cli hyson de primeira sorte,
dit p-rola, dito aljfar, dito Imperial em
raxinhas de 2 libras meia, pegas de fita
de linbo laiga para coes de vestido, excel-
entes pi olas da familia, e fraicos de iOO
e*dc 50 rom o seo competente folheto,
b'saa grandes pretas ltimamente chegadas
e outias mldts miudezas tuo'o por preco
muito cmodo: a tiocode moeda Impe-
rial e mesmo cunhada, emb-ira seja feia,
ou bonita : ha praca da I ti lependeuc a lo-
ja n. 20
*y Urna n-'gra com jdade de aO an-
nm pouco mais 00 menos sabe coser e
faser renda e cozinhar o diario de uma
casa na rua das Cruses D. 9.
jry Uma escrava crioula de idade 22
a ?.4 annos b mita figura com alguns
principios e abellidades no mundo novo
1 ua do Callabouco defionte das casas do
Sr. Peixoto sobrado 2. andar.
jr- Coa rebate de Rs. 1.000^000 a
oj 1 de miu'lesus da rua da Ca-leia no Ra-
die drf oute. de io Gardoso A y res e
c-ni segura .ca na casa, na ruada Al-
faadeg* ve ba N. 1 2. andar.
AVIZS PARTCULA BE.
O abaixoassi&nado fas scenle ao res
peiiaveJ publico^ que oSr. Manoel Fian-,
ctsee (7o*Hio deixou deeiihinar em casa do
annunciante Gramtica L.itiiw ficando
VENDAS. '
B-im lrancdop-nna 560, 7a0 e800
a vara, biim trancado branrn a 70 e 800
a vara, b ira lio eseino a 440 ei 480 a va-
ra : n esquina A p.acinha do l.ir men-
t loja do Mingos Ponee de Len.
Um preto de 28 a 30 annos, robalo, boa
figara, socado u'.ssucar, e bom irabalha-
doc de euXad* : na rua da S.malla vellia
n. 34.
*JT Um mirada de cas de tiP7 anda-
es ao Baino de Santo Antonio, ime e
Taboas das mares theias no Pono d*
fernambuc.
i2 -Segunda i 4h. 30 m
13T:
i4Q:
/ 16-S:
" 18 D:
.a
Mal;.
NO'IICIAS MARTIMAS.
Na^io entrado no da a5.
CIBRALTAR; 32 das; B. ng. Jevo
Hinul>, Cap. L. Gusta: vaiios geueros:
Nuno Maria de Seixas.
Diaa4.
MARAiNMA'J; St7 das; Rate Nym-
pha, Cap. Joaqoim Gmcalv nhe>ro d piala e diversos ge o ros :
Manoel Duarle Rodrigues. Ton. .722
Pav.ageiros 3.
A< hava-se sobre o prelu o iioss> peaio
jico, (ju.uitiu nos vtnu as mus o Juindl do
Comercio do Rio de Janeiro de 9. do con en-
te, e por isso apressamo-nos a transcrevtr
d'elle o seguintc,
Fioabnenta leve termo a successo
de noticias ms que recibamos sempre que
chegavo barcos do Rio Grande. Erilrou
hontemdaquelle porto abarca americana
Bevis, cora 1 a dias de viagem, e as novas
(jue no* tras sao por cerlo muito atis sa-
tisfactoiias dojque poda esperar anda os .
mais ardentes amigo da legalida Je e da
ordem, nrmente depois das desastrosa
noticias que nostinbo cheg.do ha poneos
das.
Porto Alegre, esse foco da lebelliio, est,
em poder dus defensores da legalidade e
este sui ci aso, de'lania transcendencia paia
a nos.1 causa nocu-tou huma s gola do
anguebra>i'eiro. No dia 16 deJunho, o
8." b*t>llio de Caladores ali destacado, le-
vantou o primpiro grito a favor da legali-
dade, esendo prornpto oefficasmenie coa-
dj'ivado pelos no.^sos scldaios, que bavio
sido feito prisioneiros em Pellotas, e por
muitoscidadosamantes da imegidade do
Imperio, ningu^m ousou resisiir-lh.es, e
alcdii;o-j->eo ma s brilhanie Iriumpbo.
, O Doulor Marciano, Cor.nel Silvano,
Clvet o outros cheles rebeldes licaiio pre-
sos; escapario-se Lse de Paiva Maj alies
Galvel, Francisco Xavier Terrena, Pedro
Botica'io e Modesto ; e Cirio sollos todo
osOIbViaes que baviao silo eito prisionei-
ros pelos fa liosos. O Maj-ar Manoel Mar-
ques de So za tinha sido nomeado pora
coramandar af'trnpa na capital, e b. esperances deque o movimento de re. seria seguido un outros p ntos da Provin-
cia.
Apenas chegou ao Rio Grande to faust-
noticia, fez o Presidente sabir logo p.ir-
Porlo Alegre o Teen te Medella com 5 vaa
sos de gutr a, afim de lomar aa embareaa
cei que os rebeldes tinho armado e aju-
dar o movimento patritico da capital.
Na cidade do R 0 Graniee no Norte es-
ta vio as cousas no iiiesiuu alado, mas aa
noticias de.Porto Alegie tinho animado
m hi emaneiia o defensores da ordem, e
nenlium receio havia de que os fai citsos a-
l penetras un.
* A brigada de CalderoneS.'T.vares em
orca de GO0 cavallos aproximou-se de no-
vo d<> R1o Giande, e iuconiaiodava a reta-
guarda da flente as ordens de Nelto, qu
ainda nao p le ser atacado por ter ariitbe-
ria e infaman? pira proteger suacnvalla-
ria. Jos Marianno de Millo he o rom-
mandante da ai-ilberia.
Nada de c iRoial ha ainda sobre a mcr'e
do Major Lima, mais todos os passageiros
concordan em que p^ssava i.-o porcerto,
e q-seos mesmos rebeldes oconfessavio.
A nomeacio do novo Presidente Elisia-
rio tinb, como j di-semos, causado a
ma'sde-agrad.iV' I sen-at,
Apen is che u ao Rio G ande e-ta noti-
cia, que se reunira os adsdo maii dis-
tinctos, e resolveiio enviar a esta corle
pessoa da sua conlianca com huma repre-
zentaco aoGoverno, em que se pedUsea
rev^gaiio de huma orelid 1 que accauela-
lia m.tle* incalculaveis, e que mportai ia
t >lvcs a ruin 1 da crificios se tem lito. O portador desie do-
cumento he oSnr. Diiutor Joupiim V'ieira
da Cimba, Vice-Presidente da Provincia,
o qul chegou bonlem a eta coi te. Cons-
la-nos cpie a lepiessentagio he concebida
em termos moderados, e.qoe se pede ao
Go've no com ins ancia a continua o dj
Snr. Araujo Ribeiiona Presidencia da i'ro-
fineta, ou no caso de isso uio poder con-
S' i"iiir e, aiom'-aco de hum oulio qualqr
i|uc nao seja o Biigadeiro Eiaaiaiio, cujo
des.-onceilo p.ir.cecrecer ('a iia em dia.
Quando porm o (iove no in.-ista na sua
nomeacio, afirnio-nos que os leaes R:o-
Giandenses esto decedidos a obedecer.
[''mconsequencia da reacio tm Porto
Alegie, permittio o l'residente a sabida
d-is barcos que se achavo tarrea los na
barra, e no' dia 26 do passado seguirn p i-
, r estporto s quatro quealli e.-tivao com
tase destino.
O Leopoldina ainda nao tinha chogado ,
erra anciosainenl e-perado. A nomca-
ca do CapJlio Grenffell para o comr;ian-
do n.i-Vrtl duba sido rtcebida com a aiaior
viisf.ir;n.
.
Pl.R.M. NA T1P., vk M. F. ns Faria |JB3&i


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