Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05703


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Full Text
'
ANNO DE 1836. QUINTA FEIKA
21 DK JUUIO N. 156.
l
i
PrusInoro, T v p. im V. F. Ii- Fa H|. IH.Sfi.
DIA9 DA SEMANA-
18 ScciinHa U Marinha Al'd. drts Julw. do Cr. m. ee t. scs. da Thetouraria l'uldicu e
Chae, de .
19 Tef$a S. Vicente de P. Itel- de m- aud. do J.
20 Cluiirt S JiTon'iiT E. ses. da Thca. P, Q. cr.
,i. I h. e 10 min. dat-
21 Quima Prxedes V. Hcl. dcm. aud. Jo J. do
" C. de m. f Cbanc- de t.
2-2 Sexta SvMaria Magrial. scs. da Tli. I', aud-
' do J de O- del.
23 Sbado jej. S- Apolinario Bel. de m. c aud.
do V. G. de t. em Diinda.
24 Domingo S. Cristina V.. M.
Ti.do sor depende e nos infamo da nossa prn
dencia. uioderacSo, e cnensiarcoiitiiuieino rom
principiamos, e >er>un "iitadi> cura admira-
cao emre as Nacoes njais cultas.
Proclamtifo da Jttrmblta Otrnl flrafil
SuliRcrere.se a 1000 rs. mensaes pago* adiantados
nesia Tipografa, na das Crnzes I). S, e na l'ra-
ca da independencia N. 3? eSH ; Onde se recehem
correspondencias le^alisatlas, e anniincioHi inserin-
(lo u v.*ie* g-ratiu vendo doi proprios asti^uanles,
vindo ssignaHo. ,
CAMBIOS- |
/Hito 20.
JLiOiulrrs Sil Os- t. poi l cu', on pnta a 30 por
cento'de premio Nomina.
Lisboa .")."> por o|o premio, por melal, Xom.
Franca260 p265 Rs. por truno
II io de Jan. (! p. c. de prem
Moeiias de 0..KK) IS.,500 I:t..l0("
4.,(MK) 0?OOa680U
Peso* l..4 lo
Premio da prata 50 Ji. c-
das ledras, por mea I A 1 por o|o
Cobre 'Ib por cenlo de descont
PARTIDA DO CORRIMOS.
()lind.i_Toilos os da ao nieio dia.
(ini.ina, Alliaiulra, Pafailit, Villa do Conde, Ma-
maoguape, Pilar, Rea. ile 8. Joao, Rrejod'Areia,
Itainba, Pombal, Nova de Sou/a, Clda.de do Natal,
ViPa* de Goianninha, t Novada Prhieeaa, Cidade
d.i Fortaleza, Villas do Aquira, Monte mor novo,
Aracar, Cascavcl. Cannd, Granja, Impertira,
S- Bernardo, S. JoSodO Principe. Sobrar, Nuvad'
Rlllcv, Ico, S. Mathens, Reachodo MUijre, S.
Antonio do Jardin, Queneramobm. e l'arnabiba
Si-.:midas e SoKlOS leiras ao meto dia por via d.i
Paraiba. Santo AnloTodan anquioDS lejrasao
ineio da. (iaranliiiiis, e Boiiilonos dias 10 e 24
de ail.i me/ ao nieio da Plorfino dia 18de
cadafillCX nnaneio dia- Cabo. Serinbaem. Rio For-
mozo, c Porto Calvo-nos dia I, II e 21 df cada
I inez- .
PARTE OFFICIAL.
RIO DE JANEIRO.
ASSEMBLEA GERAL LEGISLATIVA.
CMARA DOS SENAD0RE8.
Sessio de 18 de Mio.
Contiauaco do n. antecedente.
OSr. Limpode Abreu julga que a ni
ciativa subre dissolver duvidasque appare-
ceiem do acto addicional, deve prrtencer
Cmara dos Deputados. Vota pelo re-
qutrimenlo do Sr. Torresno preso ppo.-to
de que nao se decidir ootras dividas,
senaS s que tiverem s^o su8it*d*3 pelas
Assembleas Prqvmciae^'ou a respeito das
queoGoverno Ceral lem informado que
existero em diversa Provincias.
O Sr. Ferreira da Veiga lembra q ue,
presintindo-se as du vidas que podem sp-
parecet do acto addicional. no mismo ac-
to vom ota-medio a illas no artigo a5. Ha-
vendo diversidade deinlelligenoia enire al-
gumas Assembldas Provinciaes a respeito
decertoaartigos, o deixatido-os no mps-
010 caso de duvida, pouco e pouco se fa-
r cora que se desacredite a ConstituicaS
reformada. Hedaqni qoepartillia os re-
celos dea'guns Srs., na5 liavendo huma
nterpret*cao futhentica da Assamb'a
Geral deate'a artigos duvidosos. Concor-
da que para este trahalho baja huma Corn-
inis.-a5esperi'l, vistoachorem-se sobieca-
regadasde trabalhos as Commissoe* da ca-
sa e coro incupjbencis muito diversas,
liotretanto, votando pelo rcqueriraenio,
qyer que seja elle redigido com as mes-
mas phraiesde que usa o acto addicional,
e que assim vota apara que se nome a C-
miss5 para pro) or a nterpretag^fi dos ar-
tigos do acto addicional que cslaS no caso
de duvida. tfestas palavias manda huma
emenda me.a que he apoiada.
Suspndese a di-cussa para se 1er hum
parecer da Oommissa de Poderes robre o
diplomado Sr.' Domingo Alves Vieira,
Deputado Supplente p<-la Parahiba, na
vaga doSr. Antonio da Cunba Vasconcel-
os nomeado Senador. Approvado o
m'ecerque julg* dever o Sr. Depotado
t ,mar assenlo, be iniroduztdo o mesroo
Sr com as formalidades do eMilo, presta
juramento, e loma estenio. Continua a
discnssao.
O Si. Luir Cavalcanti oppo-s ao re-
.,ue. ment. Dia que elle ua5 preei.be
a.visla.deseu aulor, qoe o luu loo na
u.;jada uvu- Gi,l,u' quc ,s1."'r,Ji
lv disbulrir as duudw do aclo Tiddirioiial
he pela dero^afaS das leis proviriciaes, q'
mostrem que as re pectivas Axsembl.is
tem excedido do suas attribuig5e9, e nao
por huma lei geral, e para o fim que te-
ve em vista o autor do reqiierimento ha
na Cmara huma Commissa enrarregada
de examinar se os actos das Asseroblas
Provincies tem tzorbitado. Alm de
outi os inconvenientes de huma' lei decla-
ratoria geral, lembra que esta lei ^>\le
serdeeielala n'uma legislatura e revoga-
da em huma ontra, podend > hum inter-
pretar o acto addicional de hum modo, e
outi a de outro ; e por ennsequencia a di*/
cussa desle rei];i'i iinenti), e da lei a-
presentada pela Commisso ETa/em per-
as Provinciaes exceda seos deveres, por
que o acto addicional lo i feito de modo
que os roais habis Jurisconsultos nao po-
dera5 com facilidade extremar as atlri-
buices ds Assemblta* Provinciaes; em
prova do que cita oque houve na Cma-
ra o armo pas>ado a resp quem competa a nomeaeao do* JuMfl de
Direito, querendo hun3 que, fosse o Go-
verno Geral, outros ao Provincial.
0 Snr. Ilodrii'iics Torres sustenta.o seo
requerimento. Responde aos argumentos
do Snr. Luir. Cavalcanti. Concorda que a
Asi-eiubJfea Geral poda revogar os actos d>s
Assembleas Pnivinriae?, pora que o mes-
ifloaclu .edena que existindo duvida-,
As-emblea Geral compete dissolve-las;
e^Assemblea pois compete nt.'rprttar
arliMos que'tem servido de fundamento
as A^seiiihleas Provincics ixiedi.rem de
seus diieitna. Julg^ ma coovenifnte que
por huma Iti eral se inlerprce es en r-
ticos, do que estar a Assemblea Geral lo-
dos os dias derogando actos das Assem-
bleas Provinciaes, porque a derogac*5 de
hum acto na5inhil>e (|uc bumi nuda
A-semblen o produza de novo, e assim ser
preaiso huma nova derogatjaS. Qepuis
domis n lexes'lernhra que aCamaia
qui eatobelecer iii-tluii;5es federativas
seno attender scivun-lanrias em quy u s
acbamoj; dando direito s As emble.is
Provinciaes de fazer ludo quinto julgi-
sem oonvenieide aos nterees das Pfovin^
cii^ puJeui niuitas ve/e> e-tes iqiereaaaa
estar em contradiecio; com < s rnteraw#s ge-
raes da unia j e se boma Assem'dea P10-
vimidl nao tiver ba-t*nle olelHgenc
para conhecer quaoto be mais crjuveui-
eute sacrificar -a interesses do momento
aos inteieaaei reaes do futuro, ai da unia.
Conclue anda demonstrando outras ra-
zos em apoio do sen requenmento.
O Snr. Visconde de Goiana he de opi-
nia contiaiia a que se nomee a Coin-
mista Especial, porgue sto r.iiJmpor-
t..r wtr reioiiua un V.omIiuichu, ep-
pareter irab-dhos para lodos os annoa no
mesmo sentido. Reduiindo-se toda a i-
dea do rrqueiimento a procurar hum
meio que evite o mal da exoibilancia das
Assembleas Provinciaes, lembra que disto
pode se incumbir a Commissa das As-
sembleas Provinciaes reunida da Consti-
tuica, e nestd sentido manda emenda
mesa, que heapoiada.
O Sur. Carneiro I.ea ouvio que oSr.
Ministro da Juslica apoiara a opinia de
hum Deputado de Pernamhuro, opinia
(pie parece contraria ao que recommenda
Falla do Trono. Recii-i que, a cami-
nbtrem as A-sembleas Provinciaes como
vo, coi pequeo espapo o Brasil esleja
dcsp: dac,adof emdiTeientes Estados; di-
versos interesses, diversas opinies o c6
duzem para esau lim, Apoia a idea de
huma Commissa Especial para se fazer
a interpretaca por ser mais natural que
o pemamento desta Commissa seja mais
conforme ao da mioria. Servindo-se do
exemplo citado pelo Snr. Lin'z Cavalcan-
ti, diz que, por isso mesmo que ha di-
versas opinies acerca do acto addicional,
he que deve hsver huma interpretarlo
authentica distes artigos, e nao continu-
ar-se neste estado de duvida, nr>te cabos,
em que nin.iuem sabe o,que he de sua
competencia ; vendo-se por exemplo a
Assemblea do Rio de Janeiro nao tomar
conhecimento de certos arlos por ulgar
nao competir Ibe, eo mesmo acto passar-
se em outras Asambleas. Entende que
huma vez interpretados certos arligos,
Inina-se e ta ntei piclaglo irreogavil,
podeiido cuna Legislatura derir no'as
du.vidas, mas nao as une ja esliverera de-
cididas e definidas, Pensa que, nao ob-
stante a Cantara poler exercilaro})odtr
que Ihe da o acto addicional de revogar
os actos das A-spm!)leas Provinciaes ron-
ta ios lo acto addiciona', com ludo deve
declarar para servir demgra aquillo que
n.uita Assembleas Provinciaes duvida ;
asando de m^is paca revogar hum acto
legislativo niovjneial lio rece-sario o con-
curso de tres ramos do Poder LegMatiio,
e basta hum Deputado que rpoie hum
acto legista ivo provincial, que d.-ve re-
V0garse, para empatar a decisa, loma-
do lempo, ttc. Vola pe'o requeiimentOj
p r ju'g-r iniijo neecs.-ai i.i 1 s-a inti'i pie-'
La cao, paa lira* todas as du*1 'as, mulo
ni. i nei essario quaodo no Unail nfo ha
a garanta que lia nos Estados-Unido",
onde a nia;isiiatora he liunu barieira que
as Assembleas Provinciaes encontra nos
seus ataques contra a Unia; e entre DO,
segundo a inteliigencia que s-- tem dado
julgi-se queosJuir.es do Direito sao su-
bordinado} s Assembla-- Provinciaei.
O Sor. Linpj de Abieu pede a pala-
vi* ; como nao Ule liu concedida por a tei
lil'itdo aafeter que Ihe competCj du que
qner explicar-se como Ministro. Consul-
ta a Cmara se pode ainda fallar, decide
sim. O illuslre Deputado diz que sen vo-
to nao est em contradicca com a lili 1
do ti 0110, que dizque, para se nao au-
gmentarem os abu-m, sej\ corrigidos ;
mas nao declara a mane>ra ; que a nter*
pretaco deve dar-se quando seconhece
que hum ou outro artigo do arto addi-
cional he duvidoso; que nS. basta dizer-
;e que as Assembleas tem exorhltado ;
mas que se mostr e declare que tal ou tal
arliVi he obscuro. Faz a sua profissa de
l poltica ; 'como Deputado e como Mi-
nistro trabalhai com todas as*suas forras
para conservar a uni.i e trauquilidade
do Imperio, e nao s por estas rasoes,
como poique o Iias nao pode piospc-
rar se a unio senio conservar: mas o
meio de conservar a uniio be nao tocar
no arto addicional, fazendj estremecer
as Provincias que julgar ({to a Cma-
ra quer arraiuar-lhes dircilos que Ibes
competer. Recua muito de huma inter-
pretaca spm que se declare quaessa os
artigos qt e ollerecem duvida. r^ por
isso manda meia a seguinle emend^:
A (]ommi-so propina piimeiio quaes
o os aitigos em que ha caso de duvi-
da, e as razes era que se funda. He a-
poiada.
O Snr. Macl 1 Monteiro declara votir
contra o requerin ento por ISM parecer fu-
ra da Conslituici reformada, e de mais
porque pode ainda esla le geral ser re-
vocada, e ass'iu nao pioduzr 0 resulta-
do (pie espera o Sor. Carneiro Lea'o.
Regeiti o r< qmlmenlo do Sur. Gon-
calves Martins, pois que ja bastante tra-
balbo lam a commissa das Assembleas
Provinciaes no exarae dos arlos legislati-
vos provin. .es. Tambera nao vota p lo
rqueiimemo do Snr. Ferrria da Veiga
por m def ric quaes sao e-sas duvdas,
pudendo, p den lo a commissa incluir
notan lreb*lhoartigos queduvidsotaaS
foaaem. De. I oeiox doSir. liud'igues Torres. Obser-
va o Brasil tranquillo, e se em doo pon-
tos dele existen* commosoea, n.sael-
las devi.tas s Assembleas Provinciaes 1
iiae lauto se receia dos actos deasas Assero-
ble.vs quando elle, nao podem por se em
ezecucaS seras-r sancci<>na los pelos Pre-
sidentas, delegados do Goernu geral j o
de ni >ia podem ser revogad-s pela Assem-
blea do al qoando excedaS deseos limi-
tes. Parece-Ihe mais coiisentaneo que,
m-.-dida que forem apparecendb actos le-
gislativoa provinciaes, contrarios atuinte-
re-ses cernes, a Camnrn delibere n lenhaS sigofj do que nter huma le
gi ral.
(J Sr. Hollacd Cavnleanti, aii.lrahio
dvi di qoeat dedirctO que a \-fj'M

<-


2
Geraptem decrete Gomraraissa, tra-
a da questa le conveniencia ; e julga que
ronvem que ella n5 se iomie pelas
roesmas razes que teve o autor do re-
querimento. Na5 julga o Bn-zil to tr-
.]OUo como o GguraoSnr. Mariel Mon-
teiro 5 treme ua unia do Imperio, nao
por causa dis Asambleas Provinciaes;
ross, por exemplo, por causa da banca
iota, que poje coucorrer inais para a
di.soluca do Imperio do que hum ouou-
tr acto das AsseinbUns Pr..vinciae.s. O-
bserva que muitos males provem de que-
rtr-se a reforma cun leu velhas, o que
tambera acontece antes da reforma. Diz
,,ue nao sh devidos osfactos do Para e
Rio Grand; s Assemulea-r Provinciaes;
que no dia 20 de Setembro nao eslava
reunida a Asscmblea desta ultima Provin-
cia que as Provincias todrs querem a u-
niad adespeito dasleis que a querem se
parar. Observa que uos Governos repre-
sentativos todos os cidados sao interessa-
ilos pe* causa publica, e na5 ha motivo de
desconfiar das Asambleas Provin.aes,
quando < Provincias teni por muitas
vea#s dado provas de que querem a uni-
5o: que, bem longo de quererem a ds-
soluca, ha de estrellar mais o poder da
unia. Que oa lie de temer tanto que
huma Provincia na sua legUlaca sobre
impostes illuda a tegislaga gfial litando
hum pouco da renda geral, como a quei-
ma da iO mil conloa com o regate do
co,bre. Finalmeule conclueaduendo qoe
o Brazil quer repouso; e por isso nao
julgt conveniente semelbante nvdida de
intpipretacaS, que pode trawr alguma
discordia.
OSnr. Calraon observa que se epa-
Ihoo. que elle era hum dos mais violentos
niemfcros da opposica, masque boje quer
ser mini lerial. Julgf a materia importi-
tissima^ emaravilba-se dmelo que ja
ha com a nomeac^ 8a Comraisa. Se
a Commis-So faz bum bello relatorio, a
Cmara o approva; se hum di prate
a Cmara o rcgeila. Defende o requeri-
meuto fundado na Falla do Trono e re-
latorio doSr. Mii*stro da Junica ; a Fal-
la do Trono recommenda como huma da*
necesidades publicas que se contenlmo o
excessos das Asserabas Provinciaes j tan
to huma omso outro incambem a Cmara
de tomar alguma delibtracio nos termos
do requerimeuto do Snr. Torres. D> cla-
ra sernesta paite ministerial, por julgar
que convem, e quinto* antes, interpretar
o acto addicional, uio porque recce que
dos excessoa das Asambleas Provinciaes
venb* dissolucio do Imperio poja que
nd'e asseverar que o assenso a uniad do
Imperio existo as Asseuiblas Provincia-
es e nao ha de &er ellas que lomera a ini-
ciativa para dissolver eati uoia; mas
quer a interpretacaS para que as Assem-
hias Provinciaes se eyclaieca. Depois
de mais alg-mas r.flexes diz que deseja
que as Asseinblas Provinciaes possa le-
. islar como melhor Mi s parecer para suas
Provincias. Julga que os Jurados, as -G.
Nacionaes, a Judicatura de Paz, a lher-
dade de impreusa, essas quatro inslituic-
es verdadeiros auxiliares da forma de nos-
so Governo, devem eslar em harmona
comas necesidades do pai ; parece.lhe
poisqtedevcma As'scnibli'as Provinciaes
legislar sobre e>es objectos, (pie melhor
oiganisaca dev*m ler para calva los do
oVcrediloem que va indo.
Conclueque as Assemblas Provinciaes
s., amigas da ordeme unia do Impeiio,
ese tem sido improveitosas, *era cluvida
tciuido porque nao lera attribuices ne
caftaerias para f.zer o bem ao pai/. que po-
leria fazrr i l"'* ni, ,,a medoem se no-
mear a Co'lkCI>,*Sd0' e que ella obre como
a Commissa que propos a reforma cos-
litucion3lqueexctdeu niuitoaos seus m a-
il idos ; mas que enta o eolhusiasmo e f.e-
neii de reformas fve que te releva* lu-
do; agora puim que parece cstar-se hum
pouco no regreso, vm esperanca de que
quando venhaalgurn disparate da Com-
ina, te reprove.
Jlfgada a male ia su fft cien te mente dis-
rutidn, he posto a votos iequerment d-i
Sr. Rodrigues Torres, e nao se approva.
Ortqtieriaeuto doSr. Goncalves#Mar-
|jnf o i-ttWC" vucieilo wv5, C re
DIARIO DE fER*NAMBUeO.
\
he igualmente regeitada, e bem assm a do
Sr. Limpo de Ai en, e fica prejudicada a
emenda do Sr. Ferreira da Veiga.
Tendo dado a hora, o Presidente d
para ordem do dia da seguiote sessao a no-
meaga das duas Commisses para o Cdi-
go de Commercio e Cdigo de Processo
Criminal, eoProjecto n." 88, que abai-
xo se segu, para cuja discussa se convi-
da o Ministro dos Negocios da Marinln, e
levanta a sessa depois das duas horas da
tarde.
KM
PERNABMUCO.
GOVERNO DA PROVIHCIA.
Expediente do dia i9.
I OFFICIOS.
Ao Commandante dss Armas auctoris?n-
do-opira convidar algum Reverendo Sa-
cerdote que queira ir aos Domingos e Das
Santo cellebrar missas na Fortaleza do
Buraco, e exercer as .mais funeces de
Capella, tendo os mesmos venciroentos
que'percehem os Capellies semelhantes.
A o Inspector da Tbezouraria para
em conformidade das Ordens Ministeriaes
enviar com urgencia ao Presidente da Pro-
vincia do Para em moeda ou Lettras a
quantia que for compalivel com o actual
estado dos Cofres.
Ao Inspector Geral das Obras Pu-
blicas dizendo-lhe que sendo excessivo o
ordenado ou gt'atificac'aS com que ae pre-
tenden] engajar para o servieo de abertu-
ra de Fontes Artesianas, o interprete,
tiabalhadores, e Apreodizes, procureou-
t ros com'menos grvame da Fazenda Pu-
blica.
Ao mesmo, approvan^o a nomea-
<;ao de Venancio Pessoa de Melfo para Ins-
pector parcial das Pontes dos Carvalhos,
e c Joa5 Antonio Villa seca tambem pa-
ra Inspector parcial da Ponte da Magda-
lena.
Ao Director do Arsenal de Guerra
para comprar e entregar ao Con mandan-
te do Corpo Policial o eneros especifica-*
dos as relac6c8 que lhe foraS enviadas
com a Portara de 30 de Junho fiudo pa-
ra o servigo do Quartel e Hospital do re-
ferido Corpo,
DIVERSAS REPARTICOENS.
geicado
A emenda do Sr. Viconde de Goyana
tritjlk \i. da nnixACA,5.
Sesead de igde Julbo de 1836.
Na Appellaca civel do Juizo do Civel
desta Cptnuiarca hppellante D. Auna
Henedita B.'aventura do Carino, e appel-
lado Joze Venan io Pirnenta de Carvalho,
sejulgou {o:- a confirmaca da seoteo^a
de que se tippelloj.
Na Appellaca civel do mesmo Juizo,
appellanie Therea de Jetas Batideira, e
nppellao Manoel vMfi do Nascimento, 6e
julgou tabem pela confirniacaS dasenten-
ca de que se appeltou.
Na Appellaca civel do mesmo Juizo do
Civel deota misma Commarca, appellan-
ie fuse Francisco Serafim, e afipellada
Thereza Maria de Jezus, m couiirmoua
sentegca rerorrida.
Na Appellaca civel do dito Juizo do
Cive.1 de.-taComniarca, appullante Anto-
tonio IUbello da Silva Pereira : appellada
a Fazenda Nacional se julgou por a confie-'
maca da Senteriga r< con ida.
Na Appellaca civel do Juizo dos Or-
fa da Cidade das Alagnas, appelUite
Luiz JozeLojiesCouto, eouiro', Apjiel-
Ldoslzabbl Maria do Rozario, e outrs;
foi a sentenca recorrida confirmada.
Na Appellaca civel do Juizo do Civel
desta Commarca, appellanie Anna Mira-
ella dos Atjose Mello Viuva e herdeiros
de Mauoel Joze de Medeiros, appellado
Felippe Duarle Pereia : foi juagada pela
reforma da sentenca de que se appellou.
N. AmiwIIm" i-ivpI Ho Klineto Juizo
Municipal de linda, appellanie Joa Tei-
xciracoiuoadoiiiistradoi de sua raullier,
e nppellado Norberto Joaquim Jo?.e Cuo-
des :.foi julgada pela reforma da senten-
qa recorrida. .
Na Appellaca civel do Juizo dos Oc-
iaos da Comarca de Santo Anta, appel-
lanie Bartholomeo Vleira da Rocha, eou-
iros, eapplladosD. Felicianna Meque-
lina de'Albuquerque, e outros : nao to-
mara conhecimento da appellaca.
Na Appelh9a civel' do Juizo do Civel
desta Cidade, appellante Joa Manoel Pe-
reira de Aireo, e appellada a FaZenda
Nacional : foi confirmada a seuten5a re-
corrida, com declaraca porem, que sub-
sista o sequeslro, masaomente para segu-
rtfnca das devidas, que provierem de cbn-
las da Colectoria.
Na Appellaca do mesmo Juizo, ap-
pellante Manoel Ignacio Bizerra de Mello,
e appellada a Fazenda Nacional : foi a
sentenca r^orrida.confirmada.
Na Appellaca do dito Juizo do Civel
desta Cidade, appellantes os Administra-
dores da Extincta Companhia, e appeUa-
do Domingos Rodrigues do Paco : foi con-
firmada a sentenca.
Na Appellaca do mesmo Juizo, appel-
lanie Antonio Innocencio Pereira da Sil-
va, eAppslIado Nicolao Pereira de La-
cerda : sobre cujo Accorda contra o ap-
pellante oppoz elle Embargos, fora estes
disprezadoa, raandando-se, que a senten-
ca Lea livre transito pela Chancellara;
Na Appellaca civel do mesmo Juizo do
civel desta Commarca, appellante Joze
Maria da Cunha Guimaraens, e appella-
io Antonio da Silva Ferreira ; foi a en-
tenoarrecorrida confirmada.
Nos Embargos oppostos por Antonio
Jo'aquim de Moura ao Accorda contra el-
le piofet ido i.i Cao de appellaca civel
do Juizo dos Orlaos da Commarca do Rio
Fortnozoem que sao partes embargados
D. Maria de Gova, viuia, e os herdei-
ros de Joa<5 Salgado de Castro Anecile, fo-
lios mesmos Embargos recebidos, ere-
formado o Accorda embargado, e a sen-
lenca de que se appellou.
No Requerimeuto do prezo A ndre Smilh
em que pedio a concessa deHabeas Cor-
pusavista da repo.-ta do 3 da 2.a Varado crimesemandou vir o re-
crreme, que foi interrogado, o que aj-
tisfeilo se mandou por Accorda,* que
prestasse flanea, e foh>,e solt da priza
passando-se lhe Airar de soltura.
Nos Emhaigos oppostos por Vicente
Frreira de Paiva ao Accorda* contra el-
le proferido na appellaca civel do Juizoj
do Civel da Cidade do N.tal em que saj
partes embargados Joa de Albuquerque;
Maranha, outros: sejulgou pelo desei
prezo dos mesmos, mandando-se lransi-j
tar a senlcnca embargada pela Chancella-'
ria.
Na Appellaca civel do Juizo da Commarca d" Recife, appellante Joze
Francisco J|nto Guimaraens como admi-
nistrador de sua mulher, Tutor de seos
Cunhados menores, e appellado Bernar-
(lino AiMonioDomingues, .^e.mandou u-
vir o Curador Gerol.
Na AppellaQa cvp', do mesmo Juizo,
appellanie Antonio Joze Muniz, e arpe)*
lada D. Auna Maris Joze df Mello Toto-
ra deseo filho Joa Policarpo : foi c 'nfir-
mada a sentenca recorr la. -
TIlE70t'nACIA HA PR0V1KCU. *
Ao Thezoureiro da Fazenda Publica
haitou a Portara do IIIni. Sor. Inspector
da Thczourai ia do theor seguiote.
PORTARA.
O Inspector da T!>es%niaria da Fazen-
da parlecipa ao Sr. Thezouieiio da m m Thezouiaria, para sua intelligincia,
que achando-se os dorios dos conhecimen-
tosdo-troco da moeda de cobre, recolhida
em virlude do artig i9 do Regulamento
de8dcf Outubro de i853, desonerados da
flanea quepiesUra, por se julgar este tro-
co legal, e feito conotme a Ley; pode a
mesma moeda ter entregue ao respectivo
Theeoureiro, pira a mandar escolher,
corlar, ou puncar na foima das ordens.
e o resto do couhecimentcs que anda se
achtd em ciKuli-c-i, trocados per dulas,
sem condica alguma logo que foiem ap-
presenladospelos portadores. Thezona-
riada Fazenda de Pernambuco 11 de Ju-
Iho de 1836.Joa Goncalves da Silva.
Em cumplimento de que conviu^-se aos
possuido.res dos ditos Conln c rn. ntos quei-
ra deiigir-se a esla Rep-riic- para os
substituir per sedulas. Thezonrara da
Fazenda de Pernambuco 18 deJ.-lho 1836.
O Thezoureiro da Fazenda Publica.
Domingos Affonco Neri Ferreira.
ALFANOEGA DE PERWABBUCO,
O Brigue Dinamarqaez Thereza, vindo de
. Ilamburgo, CapilaS Jacob Jebser, en-
trado a 16, do corren te, consignado
Luttkens Se Comp. .
Manifestou o seguinte :
4a Caixas com chapeos.
i Dita com pentes de chifre.
4 Ditas com charutos.
52 Ditas com ferragem. -n
i Dita cora Oleo de cravo.
1 Dita com Salame.
*8 Ditas com fasendai.
40 Ditas com miudecas. ,
6 Ditas com couros de lustro.
4 Ditas com piannos,
80 Ditas com (-.eijo.
a7 Ditas cm .trastes.
5 Dita cora'vid ros.
1 Dita coni lur.
3 Ditas com cartas de jogar.
1 Dita com pennas deeacrever.'
i Dita com drogas.
1 Dita rom ulenerlios de Marcineiro.
8 Ditas com vinbo.
1 Fardo com papel pintado para chapeos
3 Dilas com saceos vazios.
7 Dilta com papele.
iO Ditos Com papel.
1 Dito com peluoia.
1 Dito com forrajera.
1 Dito com sabao.
a Ditos com lonas.
1 2 Barricas com ferrnjem.
31 Caixa/
2 17 i /'ora materiaea pira Fabrica de
Chapeos.
1 Lastro de carua de pedra.
5 Presuntos. ^ .
i Barril com Espirito de Vinho.
1 Dito com mauteiga.
iO Barricas com fartnba de centeio;
400 Molhos de barricas abatidas.
100 Ditos de arcos para as asesinas.
12 Pessas de carne de fumo.
2 Carrinhos.
2 Eseads.
2 F.mb ulliosf
T n u >eom amostras.
1 Caixmba (
88 Barra de plvora.
O Brigue Ingkz, Mars, vindo de Boenos
Aires, com p>calla pelq Rio de Janeiro
Capia V\ m Lampen entrado por fran-
qua em 28 do passado e redonda em
18 do ro rente consignado a Heury
F.o-lor & Comp.

Manifestou o seguinle:
^9 Bastas rnuarea.
3 Ditas Doeutes.
2t Cavallos.
2 Ditos pequeos.
1 llilo iiu.ilo.
18 Canai ios. **
I "ora do Manifest.
6 Alqueires de Milho,
BA DAS DIVERSAS RENDAS,
A paula he a mesma do N. 145.
CORREIO.
O Rrigoc NacionaLCaeique de que c
Caoila Antonio r!rn*ti- f.ilos, ::: p"
1 a o Havre de Graca no da 28 do ton ca-
te.


* I V- .'
DIARIO DE PERNAMBCO.

OBRAS-PUBLICAS.
Tendo de ser feto pela fdministraco
das Obra Publicas o reparo da estrada do
Manguinb, na testada do Snr. Dezcrobar-
gador Mac el Mon(eiro, visto que ninguem
quz arrematar a obra, o inspector Geral
feto a honra de convidar e pedir aosSurs.
Propietarios e moradores dos sitios das es-
tradas da Ponte d'Ucba e Aflictos como
ruis inmediatamente interehsados na
promptidioda mesmaobra para cuiicoire-
rem rom alguna serventes (que. vpncer
48O res nosdias uteis) attenta a dlffiuulda-
de, que enconlraem obter srvenlos para
as obras a sea cargo. ,
luspeccio das Obras Publicas 20 de Ju-
liiode 1836.
Moraes Aticota,
3B
m
NOTICIAS ESTRANGEIBAS.
HEaPAMHA.
*
Madrid 17 de Maio.
Do Ministerio.
Qualquer que tenha sd > a aoasa opiniio
sbreos ministeiios passados e quae.-quer
que sejio as nossas espera ticas ou os nossos
temores sobre o novamente formado, neuj-
lre vemos com praser os adiantamemtos 1
que cada dia fazem na suaeducagio polti-
ca os He:-panhoes. lato nao sq uma con-
seqoencia dos es armentos e recordacSes
de epochas anteriores, em que a lano' cus-
to se pagano os erros e as voleucius ; nas-
ce principalmente da ndole das institu- -
<;es, porque anda que as actuaes sejio
imperfeilas, e por as&im se conhecer se tem
determinado t>na prxima revisto, no po-
de negar se que en cerrao em seu seo os e-
lementos de um verdadeiro rgimen aoo-
narcbico-representativo. Tem-se palpado
lie nina maneira innegavel as vantagensde
que nao haja meces terminantemente pre-
lixidos para convocar as Cortes, e para
que estas celebrem as suas sesses de que
teja a Coros que tenha o dreilo de as reu-
nir, e dissolver; anda que com restrie-
gues opportunas para que nSo 6e iluda a |
periodicidada das legislaturas,*deque os
Procuradores as Cortes poso ser reelei-
tos, e de que os membroa de ambos os Es
tamentos nio estejo exceptuados para os
cargos mimSteriaes. Os homens mais apai-
xonadosd famoso Cdigo que se estabele-
ceu duas vezes; tem-se penetrado ds seus
defeitos nestes pontos e di to no alegra-
mos 4JO8 em materias consttuconaes nio
ha melbor rfestre que a experiencia. *
Par indo destes mesmos ptiitcipios, a*
cabamos de Asistir a uma raudanca cojo
exime merece ser recommendado. O Ga-
binete anterior, tanto por vistas governa-
tivas como por combiuages parlamenta-
res ulgou iudispen-avel segundo dizeui,
propor ao Trono algumaa medidas qae
nio ioram appi ovadas.
Em tal caso dicido-s* a pedir a sin de-
rniasao que por fim foi acceita. Todos
ses passs sao mu legaes, ninguem po-
der disputa-l >, nem sabemos to pouco
que i-so selenita riten ido. Um novo mi-
nisterio foi'eleilo panctotnaj as lebas da
administiacio comporto de um Pitker,
e qoatro Procuradores do Reino ; no mo%
ment em q' escrevetnos, ignora-se quem
ser 1-tirar regad o da Secretara do De.-pa-
cho de Grata e Ju-tica.
At aqu todos osastos e.lio confirmes
com as formas con titu ionaes vigente..
Slo que principiad as duvidjs, nos 1 exul-
tados (ututos .tiestas translormaces- E
pratira estabeleeida de exiatem governos de.-tj clase?, que se
se 11 o mea re m para ministros membros de
ambas as Cmaras ou E-tam.-nlos estes
peitenco maioria; por isso o afio dos
governanUs conserva-la quando a al-
ca 11 ci e o da opposicio o conquista-la
coino;meoeflicaz e seguio de ebegar ao
' mando
Mo 6 isto o que succedeu agora aqu; o
Sr. Lturiz, Presideute interino do novo
Cunselho, uio foi proposto em Marco;
se nao em ultimo logar para a Presidencia
do estamento popular, apesar de ier ote-
aos de todos o.t partidos ; logo ecolocou
frente de uma fraccio de opposicio pouco
numerosa, e no mu feliz nos seus ata-
ques. Nesta fraccio figurn o Sr. Alcal
Galiano actnal Ministro de Marinha. Em
quanto ao iioiiieado para a Fazenda o Sr.
Aguirre Solarla, como parti pouco de-
pos de se abrir a legislatura para.os pazes
estrapgeiros nio sabemos em que bancos
se tena sentado ; tnas desde logo suppo-
mos que o leria verificado nos do lado di-
reito onde se sitnaraS o Sr. Isturiz, e al-
guna de seus am'gos.
O Sr. Duque de Rivas, boje ministro
dos Nigocins do Reino, o nico Pfocer
no novo gabinete. as anteriores foi Se-
cretario do seu Estamento. Ao abrir-se a
presente nio foi recluito, c o ministerio
demiltido foi quem o nomeou Vce-Pre-i-
dente na conformidade das faculdades que
para isso tinha. Em uma discussio recen-
te em que se velilava um addianiament
do Sr. Principe d'Anglona respo-ta ao
discurso da Coroa o Sr. Duque de Rivas
vuion na minora'; de sorte que lio pou-
co pode airmar-ae que tenha a maioria
dos illustres Piceres, apesar de que es-
tes lem sido mais claros que os Sis. Procu-
radores em hostilizar o ministerio dp Sr.
Mendis.ibal. Quem julgar que aposenta-
rnos esta resenha histrica para debilitar a
forca do Sr. I,tu"1 e seus collegas, enga-
na-se completameute porque se bem nos
reservaremos sempre o direito de Ibes-
prestar o Roaso apoio, ssja qual for o seu
valor ou de censurar < seus arlos, at
onde nos permitlao os termt>s da lei, e as
consideradles do bero publico ; neste mo-
melo nio podemos deixar de afirmar 4
qae ainda que apparecio como formando
parte de minoras parlamentares, ponco
importa posto que no temos visto maio-
rias constantes, completas bem ordena-
das em seus fins, e hbilmente capitanea-
das. Ha mais: assegura-se uio noseonsta
o fundamento destas votes, que conbecen-
do-o asm'm o Sr. Mendizabal, tractou de
se unir uma fraccio que numricamente
era a mais forte; poicm ajonlio que esta
para sustentado ministerio impunha con-
dic3es qu.e nio tem podido realisar-^e. Se
isto exa'-lo o ultimo gabinete ja nio
poda andar materialmente e fegundo as
nVsas dnutrinas mais vale que se tenha
dissolvido perqu nio nos agradio o mi-
nisterios que ftio sao por si senhores das
m.iiorias e pensamos que o til que at
triaiorias triumfantes governem por meio
de seus principaes ebefes. D outro modo
a authorid^de fraques, e a Naqo e vc-
tima das exigencias de uns e Jas condes-
cendencu e debilidades de 011 tros.
Agora entramos em um novo periodo
nio falto de diffifuldades; e oxal que nao
L pasetn de difliculdades! Se o gabinete do
Sr. Isturiz nio conseguir a maioria deve-
r abandonar o posto desde logo ? Julga-
mos que uni e que deve dar logar a que
os E-lamentos tomem um rimo bero de-
terminado. Tarnbem marrifistaremos sem
lebuco que nem sempre se deve ceder as
maiorias; sobejaroento o pruvou em cir-
cunstancias criticas o famoso Pili um dos
homens de Estado mais eminentes da In
glatena. E aqu onde naturalmente en-
tra urna obse vaco da grande monta.
Seas maiorias advogaS interesses indu-
4>it.ivelmente nacionaes, a Cora deve
dar-Ib's a preferencia ; se pelo contraiio
procedan por animosidades pessoaes, ou
tetrt uma tendencia perigosa a potestade
real po-sue raeios legaes p.^rt apphcar o
tem. lio. Pode.succeder al.m disiO outra
cottsa e 6 que o ministerio ache apoio em
um Estamento sem consegui-lo em outro.
Actualmente Ke est vendo at eerto mo-'
do, um exempto disto em Inglaterra. O
ministeiio tem a maioria na Cmara dos
G'nnmuus, e rouilo a miudo Ihe f da na
dos Lorias. Podei ser que ao Sr. l-turit
lhe succeda os^ontratio^sessa bypothese
a imprensa illusir.ula dimitir_aquestao ,
a opiniio puqlic se pronunciara e em
fim a justipa triumfar pelas vias da lega-
dade. izeuios da legelidade porque em
se sahindo della se cabe as revolecS s,
onde ludio a tvrania e a licenca e en-
tio j nao se p#em calcular as consequen-
ca*.
Tal a situa^aS actual grave, gra-
vis: lina ; aguardemos o uii ,
caremos com independencia, e com es-
crupulosa imparcialidade.
( Revisla-Mens'gero )
GRi'-BRETaWHA.
Londris, 5 de Maio.
Sabemos com satisfaca que os 'ministros
tencin!" apieseittar Ybaxo da sita res
ponsabilidade um projectu de Li como
oobjecto de faser com que a Irlanda parti-
cipe das vantagens, que proporciona a le-
gislacio Ingleza a espeilo dus pobre?.
Julgamos como Lord Morpetb que nao
e deve proceder precipitadamente a res-
peito de uma questo ta imporlante; po-
tcm nenhuma censura derem esperar os
ministros de S. M. por chamarem qui-
to antes a attencio do parlamento sobie
uma medida tio grave, por quanto os
meio erapregados pelo Governo ja tem
producido mai bons resultados. O mesrao
Times reconbece que os Irlandezcs proci-
piio a de'ticar-se a empiezas industriaos ,
e que tem melborado muito a posic-o mo-
ral do pait por isso mesmo nos parece o
moinente mui favoravel para realizar o
projecto, que deseja o ministerio; uma
boa lei sobre os pobres seria para a Irlan-
da um immenso beneficio. Os crines que
se cuiumettem niquelle paiz, tem feto
que se attribua certa ferocidad* ao carc-
ter de seus habitante**, mas nao sabemos
se poderla fazer-se 'goal recenvenca so
povo IngleZ, te acivlisadora influencia
das lea relativas aos pobres nao livesse
produzido uma madanca favoravel.
O Conde Luiolfo, Embaixador de S.
M. o Rei de aples oppoz-se vivamen-
te celebracao do matrimonio, que o
Principe de Capua apesar da prohibga
deS. M. ouercontrahir rom Miss Pene-
lope. O pleito foi presentado peranU
Mr. Nichol, Juiz do Tribunal eeciesiasti-
co, no qual *> advogado do Conde .usten-
tou que nao se poda conceder ao Princi-
pe de Capua a au'borisaca5 para contrahir
matrimonio, em apencad a que o Rei de
aples deu um decreto, que prohibe aos
Principes da familia real o csaiem-se sem
consentitnento de S. M. O advogado do
Principe de Capua respondeu que Miss
Penelope" Ingleza, e nao se lhe podem
applicsr as leis de m pas eslrangeiro.
Sir John Dodson, Procurador l^cgio,
quiz provar que deve negar-se ao Principe
a aulhorisaci que pede, pelo proprio iu-
teressede MissSmith, pos que o seu ma-
trimonio na5 produziria effeito ulgum na
Sicilia, e manif'stou que tendo-te trans-
ferido em virtude deum estatuto dr Hemi-
que 8. o diieito de conceder diapensas.
daSmtaSede para o Arcebi:po de Can-
teibury, a quem lepresen'a o Juit do Tri-
bu rfa l eoclesiaaico, este poda concede las
onnega-las. Todava n. se deu sen-
teC*.
(Murning Chronicle.)
AFEICA.
Argnl', 9 de MjTCO.
Tribunal de Commercio d'Atge'.
Os feliz.es resultados da expedcio dirig
da pelo Mareehrl Clausel na prsenca do
Pitaripti herdeirodiCM- os que recen-
temenie se tem ob'idoem Tlenisen reeu-
perando aprovineia de Oan d*5 um ca-
rcter de estabilidade nos nossos estabeleri-
nento no Norie da A(iia por agora cas-
seguran! o futuro da Colonia porque ^e j
se p.nsisse abandona-la, no faria o Go-
verno sacrificios de homens c dinheiro ,
de que 1 ole remunera-lo a p.>s'ssa 1
dtfinitiva de um paii conquistado dus vo-
zes forga d'arma.
Contando poii com estes factoa aca-
ba o tribunal de commercio d'Agal de
cumplir uto dos seus deveres apresen tan-
do aos capialist^s agricultores e com-
merciantes, tanto nacionaes cmo estran-
gei.ms os recursos da paiz d'Argel e a
iramensa sahida porductiva abei ta aos ca-
;. :-..!....1..;-
do ivt imenio uonuiar apesar ue ler ue- 1 vis-una ; aguaruemos os ui-a -.-------1 |nt. .------
empulZr.XPU cargo, com anpl.u, | cimertos', e em todos o ca.os no, expli- I Por o VnU e dd.i. de um ponto
de vista mercantil a provincia de Oran ;
regida por seis tributarios nonaados peto
Se. iMarechal G ivernador General, apre-
seutar em breve medida que forana
desapareceudo os veligiosda guerra um
vasto campo a esp -culac-oes em que at
boje ni tem podido tomar parte o com-
inertio francs e que se faziam por va
des commerciantes de Gibraltar. Palla-
mos das re cues com esta parte da frica
central que com prebende Tafilet e cu-
jasiamifioaces se eslendem aoSul at Je-
un e Ton.bouctu.
Tlem-eu era o ponto onde se jirigan
aquellas numerosas cara vans que hian
antes trocar o ouru em p os escravos v
as gommss os denles de depilante a*
pennas de avestruc etc., etc. pelos pro-
durtos creas da pioviucia de Orea e das
lcilii i cas da Europa.
O estado de aurchia em que te ten ae-
chado esta provincia ha cinco anuos a esta
parte', interrompeu a ebegada destallara-
varias, que se dirigem agora pira osestadoe
de Mai reos porm voltario a tomar .
caminbo deTiemaen apenas estejam cer-
tas de adiar segu-anca e proteccio (kb.iixo
do governo do Bey noraeado pda Franca;
e igualmente se far extensiva e^ta pfutec-
co aos estnbelecimentos commerciaes fur-
n oos pelas Franceses na quelle ponto ,
que pode considerar-te como,o mercado
central da parle d'Oeste da anliga regencia.'
Dejbaixo do ponto di vista agrcola a
pacifie.ic.io do territorio limitado pelo Ske-
feiffa-seguia o poder dos Bvys nomeados
em Chercliell Maliana e Medeab e
por consegninte a seguranca das trras cul-
tivadas de Mitidjah. A oceupacio pacifi-
ca de Blidah, aun unca da para a Primave-
ra offerecer aos colonos vindosde Fran-
cia i?0 mil hectrea de Ierra propria para
a produegio da cana de assucar, do algo-
dio do attil d 1 )a e dos tabacos da
America ', o que boje nao adradle a menor
duvida depois dos felizes ensaios que se
tem fasto sobre estas cuitaras. Porm en-
traanlo que os productos do solo colonial
possarn subministrar obiectos de exportal
rio desta natureza os productos actuaos
das tres provincias de que se compom a-
po&sos oes Francesas do Norte da frica ,
os' oferecem de dtncias na'urezas, pomo
os azeites pira fabricas ai pelles asir-
ras eem primeiro logaras las, queapre-
entam as suas variedades de valor quidi-
dades que se tem vendido em bruto na
oraca de Marselh ale 9o francos por 40
kilogrammos. Medeah situado a 80 le-
guas de Aigel pata a provinvinria de
Titlery o que Tlemsen para a de Oran ,
isto O deposito dos productos do peque-
o Atlas e o ponto de sabida destes pro-
ductos para Argel. # O seu commercio jt-
t destiuadoa tomar uma grande oxtenci
em ronsequencia das medidas adoptadas pe-
lo Sr. Governador General com o objecto
de asse^urar a livre communicagio., entre
e-.ts duas cidades.
Osobju toscompiadus aos Europeos pe-
los indgenas rbnslem pi iir ipalmenje em
g.ncro; colonaes eem tecidos dealgodio
iabrieadosespecialmeuieem Lmglaterra pa-
ra o ltoial Barbaiesco; seria de desejar
queaindisliiaFianceza tracla s de entrar
em coocoreiicia j que tem? a fortuna
de \tV-se protegida por uro dirtto de ia
por 100, que peta sabr as mercaduras
eslai'i>eira.
O rerursos commercioes de anliga re-
gencia noeram apri'Veitados pela Fran-
ca entes d* rouquista seuio naquella
pule da provincia de Goii-tantina em
que esiatia o monopolio da A trica. Moje
e-te monopolio ces-ou e segundo a funda*
da esperangn da.prompU submisslo de'ta
provincia em c ileJos>ouff-b>y cuja adhe-io Franca
bem con herida ve. e tos affl-.r em ooa ,
e Stera todos os o'i/eclot de exportagio ,
que o B-.-y ebelde Acmet, faz dirigir
liojepua Tnez. Eniu commercio
Francez poder estender-se Uvremenle
sobre uma extencio de no legoasdaa cos-
tas desde a embicadura doTafua atao
Calle.
Tal o quadro fiel da nosst siluaga pre
sent, e d* noss.s eperancss. O futu-
ro da Colonia depende da ai cao dos capi-
taes da metropole e no relativo agricul-
, 1 -- ^
tu:'i c "'-e t"2 appitCv<> *- cis,
e deciciiOj indltatelos. Com tatej cap.


DIARIO DE PE Rfcl A M B C O,
1
5!
taes poderlo emprehender-ee em grande
as cuitaras dos productos do Tiopioo',
em pregando simultneamente aptidio pa
cente dos indgenas, e actividade indus-
trial dos colonos Francezes.
Nenhuma prohibirn existe as Alfande-
gaa de Argel ; as. mercaderas e gneros
de Franca sao objectos de coramereio fran-
co. Os prodnctos estrangeiros de tod partes do mundo admittein-^e pagando um
direitojmoderado e o juro legal do dinhei-
ro a iO por 100.
Toda a tmpreza dirigida ao.s progressos
da indfmiia arha no Mutchal Ca sel a*
poio bhevilencia e ptoteco. Cora la-
es vantdgens devemos esperar da parte
dos nussoi compatriotas da metrople, um
impulso similhante au que move os Inglezes
a formar e.-tabelecimentos agrcolas e com-
merciaes em Senegambia no Cubo da Bo
a-Esperanca e ale na Oceania sobre lu-
do tMCUndo-se entie ni de um psiz pr-
ximo a mil patria e quando o sentimeuto
de naciolidade est de a curdo cora os inte-
reses privados. Eni'fimi, Os estrangeiros
podeoa dedic.ar-se em Argel'ao roromerco,
e esli como os Francezes debaixo da'
le comiDum.
Os limites de urna riicolar nao nos per-
muten! estender nos cerra dos pormeno-
res da* ideas genes que acabamos de einit-
tr; poremolharemos como um devero
responder a todas as perguntas que se nos
dirijam aeja para obter mais ampias n-
f.iimaces, para dissipar duvidas, ou es-
tabelecer clculos.
Argel, i. de Marco de 1836. ( Se-
guem-se assignaturas. )
( Guarda Nacional de Marselha. )
LOTERA A BENEFICIO DAS OBRAS DA
IGREJA DO LIVrtAMENTO.
Iloje principia-se a vender os
Bilhetes da i.a Lotera a benefi-
cio da lgreja de Nossa Senhora
do Livramento. Achao-se a
venda nos lugares seguintes : No
Bairro do Recie, ra da Cadeia
Loja Ae erragem de JoaoJoze de
Carvalho Moraes : No Bairrode
Santo Antonio, Loja de Luciano
Roza de Lima; as cinco pontas,
Botica de Manoel Romo de Car-
valho, na ra do Livramento;
Loja de Joze de Menezes Jnior,
na ra do Collegio, esquina do
Paco ; e era caza doThezoureiro
Picolo Rodrigues da Cunlia, na
ra da Florentina: E no Bairro
da Boa-vista na Gaza de Jacinto
N. 45 no Atierro. O preco des
Bilhetes he de 5#ooo reis os in-
teiros, e is5oo reis, os meios,
em moeda de Prata a is'200 reis
o patacao, e 8o reis de Sello.
AVIZOS PARTICULARES.
O abaixo as-ignado prevn>?7 stouiciro da Lotera do Seminaro d'On-
da, nao pague a persea algnma o premio
que na presente Lotria possa sdiir ns Bi-
Ihelos nichos N. i703, 170, i7i*6, 17^8,
bin raeo dito ii. 4 i() i da 2.* parle da.13
Lotera por perlern-eini ao ab ixu assigna-
do, e leieni sido extraviado.
Quomannunciou ter para-vender
urna morada de casa comxos proprtjs no'
Bairro de Santo Antonio, dirija-se a ra
da Conceico da Boa-vrta D. 30junloTJo
Rosario.
|y Quern quiser algum dinheiro a
juios de dois por cento cora firmas a con-
tento: annuncie.
&W O Snr. Antonio Xavier.de Catro
Silva, queira aparerer na casa I). ly da
ra do atierro ija Boa-vta, para se Ihe
entregar urnas caita vndas do Cear de
sen inteiesse.
fc?^ D-se 300$ res a juros de dois
por cei'to ao mez sobre hipoteca de pro-
prielade, ouro, ou prata : quem qti .ser a-
nuririe, ou dirija se a travessa de S. Joze
D. i9.
^9' Quem anniinciou querer comprar
peis de larangeiras, ructa pi, canelei-
ras, e cafeeiros, dirija-se atraz da Matriz
da Boa-vi-la D. 14.
y Roga-se ao Sor. F. A. de B. o fa-
vor pagar quatro patacoens que no dia 9
deste roe* ptdio imprestados, por duas o-
ras, im urna piensa no Forle Jo Mallos
para inteirar Bina contaque bia pagar ao
Mestie Fereiro, Sabino: licando rerto
que seonfio fizer vei seo nome por intei-
roexpixadoem letra redonda para que
ou tro nao sofi a calote.
tT^T Alufio-se serventes para obra de
pedreiro, a 480 reis por dia, no atierro da
Boa-vi,la sobrado D. 16.
J2P| rWisa >ed um feitor para lodo
o ser vico decampo?a pessoa que se char
hahil para este fim comparec na ra do
Queimado loja de fasendas D. 9 que se dir
quera opeitonde.
W*" A pe-ssoa que declarara no Diario
N. 155 querer 60^5 reis lia Babia sequisef
50$ res procure na ra do Queimado lo-
ja D^6 de Joio da Silva Sanios.
WT Deseja-se saber a residencia do Sr.
Francisco Joze de Sou pinto, natural do
Porto; com o oficio d'ouri ves, ou crava-
dor: o mesara Sur., ou alguem por elle,
queira annunciar.
Iff Qut-m annunriou querer vender
urna venda em bom logar, procure na
venda defronle d Qotirlel da Polica.
\PF* O Sor. Joaquii Joo, que j Fot
feitoi do Engenho Canoa Raxada, dirija-se
a roa das Cruzes D. 5, negooio.
COMPRAS.
Urna vacca parida dejpoucos lempos,
qneseja muito boa leiteirt, e que seja do
pasto paga-se muito bem, avista do leite
que ella der : na ra doRosaiio eslreita
sobrado D. 29, segn o andar.
WT Um a doisn gros qu -irvo^para
carregar palanquim : no Forle do Mallos
prensa de Carneiro Monteiro.
WP" Um moleque doente de qnalquer
enfermidade que st-ja, nao estando com a-
leijio sendo barato, e tendu 90 anrios, e
sendo fomi.i tambera se* fai a negocio : no
armasen! da ra. Nova ao p da ponte, que
vende louca.
Corazes azues eencarnados : nes-
ta Typ. se dir quem compra.
VENDAS.
Na ra das Flores, casa da Typ um muito pequeo numero de meios Bi-
lletes da Lotera que va correr no dia
26 do corren le mez.
WF' GolleccSes do Caiapuoeiro enca-
dernaco por piepo muito comolo : na
Typografia Fidt-dignft, e em Olinda em
casa do desti ibudoi' do Diario.
M^" Urna negra que engoma, e c sinha:
no Forte do Mattos prenc de Carneiro
Monleiro.
9* Qois .pianos ov09 e um usado,
por prego cmodo : na raa da Cruz D. 27.
"3'1 OCui.so de Malhematica poa- La-
brox, e tiobem Sellrctas Latinas; na rna
das Flores casa ao p da Typografia Fide-
digna.
W Um prelo com ollicio de bahulei-
10, padeiro, e canoeiro, e sem vicio algum :
no atierro da Boa-viVa armasem D. 16.
HW^ Urna porco de bixas chegadas l-
timamente a i2^iis o cento, loaiando
#todas, e a retalho d.- 60 reis at 400: no at-
ierro da Boa-vbta D. 19^junto aobecodo
Hrreiro.
unto
sRl
VS* Quem annunciou querer comprar
um retec'-m tracado, dirij-se as 5 Pontas
D. 12, loja d-' fasendas.
fjr^ Senhorcs Ji-SoBaptista dos Pas-
aos, Antonio Joze da Costa Braga', Filis
Peixoto de Biiio e Mello, Caetana There-
va Dornelles Pfssna, Francisco do Pgo
Barros, e Antonio de Barros F. d'A. Ma-
ranhio por j, ou por seus Procuradores
tenhio a bondade de dirigir se ao abaixo
a-isiguado .m a nova Tbczouiaria Provin-
cial, afim dereceberem suas certidSes, oue
avio requerido pela Thezouraria da^Fa-
zenda ao t.enivo que o mesmo abaixo assig
nado servio de Cattorario.
Joo Nepomoceno d* Mello.
>" Roga-'e por obzoquio, a (|uem por
engao tirou do Correo, urna carta vinda
de Li-boa, dirigida, a Joio Antonio Co
mes Franco; liaia de a entregar na rna da
Cadeia (do Bairro de S rato Antonio) D. I,
ou annuncie onde dave ser procurada.
%'B' Ol rec.--se urna mulher para a-
111a decasi, occupiiido se o sarvico de'
dentro de caza, mmuo c/.a de homem sol
teiro : a Tallar por ditraz dos Martyj-foa
casa D. 1.
Aurelio Crispino da Cunba.
Antonio de Faii-s ^rindi Cor-
deiro Sobs'ituto, que foi de Joze B.-rnar-
duio Ue sen nie a lodos os Prti de familias,
que abri Aula deprirneias Letra, de es-
ciever, contar todas as ronlds da Arithme-
iicu e. Giamalira Purtugueza piomele
s-tiifa.ser a todos (-pie querm udli-ar-se
doMNi pieblimo) disvelo nossivel nom nn^.. t:sc;., Vvuu
lie dirija-se em a ra de S. Rila aova D. 1.
NAVIOS A CARGA.
Para a Babia
O Btigii. E cima Flor do Norle, G*pj-
t'> Antonio Joaquim Ferna*ndes, prop.sto
a rerber carga a f'.ete para aquedePoiio
pesien le-ahir Qointa feira, que 6e bao de
con.(ar a zer (.'anegar de ver fazelo al Tt;rca leira
26, tntendeiido .e t rilo para isso, c.mo
para ajuste dt-pjs.c.geascom o ditoCapito,
ou com
(!. 1____Jii _
^W Um cavallo de estribara russo,
bom ca regador al esquipar, rimilo m>o,
#em axaquealg im : as 5 pontas ra No-
va do Muniz casa da esquina que l se di-
r quem o tem.
V^" Toalhhas de linho. adamascadas,
grandes de superior qualidade, e com soa
guauiciodegnardanapos da mesma fa-
zenda, a a toalhadotamliem del nho mui-
to superior,,linhaera carteis|propria para
loda acutura, esgniio delinbo.e plalilha
de linho fina, challes de merino de lodosos
lmannos, e dois bons para menino e 2
ditos grandes para militar, e urna chapeli ,
nha para senhora^ eduas espadas de rota
urna bu retina* paia Guarda Nacional, e'
uraas chapas para'oulra, eb'im trancado
de l;nho fino: na tu* do Crespo loja D. 6
do lado do mi|.
W^" Urna papeleira em bom estado,
mu propri para Doulor, e tambera se
Moca por urna cmoda: alguidares muito
bem udrado em Franca, quartinhas, jai*-
1 as, potes, l'ugareiros, l.mca para cosnhar,
moringucs^.e 1 ipi para casas: no arma-
zera da ra Nova aup da ionio;
V3T- Gramalicas Inglesas : na prac da
Independencia loja de vpos n. 87 e 5 ;. .
"fif 3 moradas de casas no bigarda Ca-
za F<>i le, todas de taipa, una mesmo na
ra, bast Ante grande, e duas juntas'ao en-
har na estrada que v.. para o Arraial to-
das em b'>m estado cora seos quinlans
mandes plantados do arvoredos que dio
frucas boascai-irob beber: na ra do Queimado loja demiu-
desa.s D. 5 Je Euzebiu Pinto Se Comp.
*y Bilhetes e meios b Ihe lea. da Lote-
u*a pie corre no di. 26 d> correntea 2880
em prata : na pracinba do Livramento L).
29.
*^ SopfA-t,jba<-(j re p ila C.ixo i-
ra em latn ha crelbra, por mdico preco :
na ra do Vigaro |). 12.
W muios blieles da prsenle Lotera
a3v200: na ra do Livramento Botica
U. 11.
*TgP Urna porcio de sa4 no alieno dos
AlI'.gtdosD. 32. ^
WJf Urna venda na ra Nova : na ra
.] I ... .:.........1. ..
----- iu >,..v .uno pdi* o wonegio suira-
do. II, das 10 horas da lUiihi, e'detar-
de dai 2 as G.
Urna morada de casa no atierro
dos Afogados acabadas o anuo paseado com
30 palmos de largura, duas jaoellts de vi-
draca e urna porta de frente feta a moder-
na dv lado da mar pequea ; na ra do
Livramento D., 16.
^fjf. Bixas bas chegadas prximamente
do porlo : na Botica do Braulio prafj da *
Boa-v4a.f
(q^ Meios bilhejes : na ra do Cabu-
g ao p.do Bandeira.
WT* Urna esrrava crila: na Cambo
do Carreo D. 5.
W^ Urna negrinha de id de d'oito ati-
nes, de muito boa educacio v bonita figura,
e j*om bom principio de costura, c junta-
mente um moleque de menos idade irmio
da msma : na ra Nova armasem de louca
final). 12.
}pp Uis negros mossos de bonitas fi-
guras proprios para qnalquer servido : no
Foite doMalto.TPren9a de Cordeiro Leite.
^JT" A pos-e-de um terreno no lugar
do Manguinho pa.-sando a ponte, com 37
palmse meio, e tambera urna easinha
no mesmo terreno :. na rna de Domingos
Pires D. 3. .
/^ Btx8s chegadas do porto pelo Bri-
gue Ventura Fehr : na roa da Crust n. 5,
por commodo preco.
%^ Urna negra sada, r< bosta, boa fi-
gura, por pieco commodo: na venda da
ruado Rangelconroqtea porta piincipal
da casa das Diversas Rendas.
tP9 Urna molata mossa sem vicio : na
ra das Flores sobrado nico ao virar para
o Convento do Carmo.
fcy Bilhetes e meios bilhetes da Lote-
ra que corre no dia. 26 : na ra do (Quei-
mado loja de miude>a D. 5.
jrj Urna cadeira da Baha, nova: no
armasem da ra da Cruz n. 10.
\PV A loja de couros e miudesas da ra
do Livramento D. 14, a dinheiro, ou a pa .
zo com boas firmas : na mesma.
fcy Vestidos de fill de linho, mangas
de vidro bordadas, e um molaiinb de i-
dado 7 annos : .na ra da Saiualla veiha Uo
l. andar da ca.a U. 1 9.
PERDA8.
No da 16 do co' rente mez per Jeo-se da
ra do Jardim al a Igreja dos Martirios
iirucorazis de brac.-o com enfeiles de ouro :
quem os tiver adiado, e quiser restituir,
oudelles der n na mesma ra do Jardim, onde encontrar
o dono, que por este seobriga a deuda le-
compeuca.
ESCRA VOS FU (A DOS.
Joze, ciiolo de 15 a 16 annos de idade,
delgado do corpo, estatura ordinaria, bei-
cos grossos, cora a falta de dois denles na
quexada superior, cor nao muilo fulla,
levou celsa azul de chilla, camisa de mada-
polo nova, chapeo de palha pez grossos:
os aprehended res levem-no a ra do Fo
gocaS3n. i, a (iireita viudo de S. Pedro,
oude-ser recompensado o seo Irabalho.
, tty Lu/, crilo, de i9 m au annos,
estatura haixa, coiSpo cheio, ollms verme-
Ibos, tem no jv_; direito no |de4'* g'andeu-
ai ferid; e doi-, dedos do mesmo p sem u-
? ha e ..inda com Pendas j lev .u camisa, e
iroulas de algodio j uz^das e bastante su-
jas,e chapeo de pabia novo: os aprehAi-
dedorts levem-110 a casa de M .not 1 Cardu-
zo da Fbuceoa na ra da ciii nova.
Taboas das mares cheias no Pono de
Pemambuco.
a
ai
-a
5Segunda 5
-T:
7Q: S.
8Q: -
oS:
5 ,0:
i_-.fV
1
15
)L..
Tarde ;
jp: KM. NA TP., VE M. l\ OL FaKiA loj ti 4


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