Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05701


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Full Text

1^^^^^^^*
',
ANNO DK 1838. TERgA FfllRA
er?
10 DE JULHO N. 154.
*
Fkr*hc.o, Tvr.im V. p. |a Fm*. 1836.
OAS DA SEMANA-
18 Secunda 8. Mnrinha Aud. dos Juizs. do Cr. de
ui. e de i- ses. da Theiooreria Pul>lca c
Chae, de i.
19 Ter^H S. Vicente de P. Re. de ra. aud. do J.
de O. de t.
20 Uiiaru S Jernimo E. se, da Tliese. P. Q- cr.
a. 4 li. c \0 min. dut-
21 Quinta Prxedes V. Re. dem. aud. do J. do
C. de m. e Ct.unc de U
22 Sexta, S. Mari Magdal. es. da Th. P. aud.
do J. de O- del.
23 Sbado jej. S- Apolinario Rol. de 9. e aud.
do V. 24 Domingo S. Cristina V. M. .
T'.do acora depende e nos menino* da^noma pru
denca. inoiUrafo, e energa -continuemos conn
principiamos, e serrino apniiadoi com admira-
c,So entre a> Nac,oe mais cultas.
Proelamiifio da Atttmblt flarnl i Brasil
Snliscreve-se sWOtHI rs. mensnrs pfn ariiantadns
nenia Tpo^rana. ra das Crtincs I). 3, e na Pra-
(a da Independencia N. 37 e as : onde e recehriu
correspondencia lt'alisalat>, e annimcios; inserin-
do se Mies gratia eudo dos proprios assipimiites.
" viudo assiguadns.
CAMBIOS.
Julho 19.-
J-iOndrcs 30 Ds. St. poi t ct d. ou prata a 50 por
Ceflt* .le premio Nomina.
Mslpia 55 por n|o premio, por. metal, Nom.
Franca 200 -265 Ra. por franco
Rio de Jan. (i p. c- de prem.
Mneila de 6,.4j|) I3..500 I3..100
40W 6..7:>Oa S00
Pesos |44o
Premio da prata 50 p. c.
.da let tras, por me 1 2poro|0
Cobre 25 por ceolo de ticsconto
PsHTIDA DOS C0RUR10S.
Olinda Todos os das ao meio da.
Colana, Alh.mdra. Parausa, Villa do Conde, Ma-
m/iiiiruape. Pilar, Hen; de S. Joao. Brrjo d'reia,
Itainha, Pomlial, Nova de Souxa. Cidade do Natal,
ViHa de (oianninha. e Novada Prineexa, Cidade
da Fortaleza. ViHasdo Aquirs, Atonte mor novo,
, Cascavel. Caninde. (runja, imperatria.
Aracati .
S. Bernardo, S. Joo,lo Principe. S< lirar. Novad'
Bale. Ico, S. Matlirus, Keiclio do sangrue. S.
Antonio do Jardiin, Quexcrainobim. e Paniahiba
Refunda c Sextas feira* ao ineio Jia por va da
Paraiba. Santo A utao Todas ts quimas le i ras ao
meio da. (inraiiliuusf r Bonito nos tilas 10 a 24
de 1 ida iniv .111 nielo di*. Ploresno da 13 de
cada ml i meio dia. Cabo. Serinliaein. Hlo Por-
1110/0, e Porto Calvonos dias I, lie 21 da cada
niez-
a
PARTE OFFICIAL.
RIO DE JANEIRO.
Ministerio do Imperio.
Illa. eExm. Snr.Tendo o Reeente
rmNome do Imperador o Sor. D. Pedro
a. era ohservanci* do Art. i0 da L i de
a6de Agosto de l8a6 mandado proceder
pelo Decreto de i5do coi rente a publit a-
cio do Instrumento acerca do Reconher-
mento da Pi in< eia Imperial a Senhora D.
J.inuaria; romo Succes.sora no Throno, e
foroa do Imperio do Brasil: De ordem
do mesmo Regente remello a V. Exc. os
Eiempiares incitos do refeiido D-cielo,
e Insdumenlo para que V. Exc. lites d.
nessa Provincia loda a publicidad.
Dos Guarde a V. Exc. Palacio do Rio
de Janeiro en 18 de Junho de 1836An-
tonio Paulino Lirnpo de Abieu- Senhor
Presidente da Provincia de Pt-rnambuco
Cumpia-see Registe se. Palacio do (In-
vern de Pernambuco i4 de Julho de 1836
- Cavalcanti. .
>o<
Ministerio da Marinlia.
Illro. e Exm. Snr.O R< gente e>n No-
me do Imperador, Delermina qm> V. Ex.
laca recrular, e reiuetler pata aqui, quan-
do houver embarcaca do Estado, o nu-
mero possirel de rapares de I 4 annos pa-
ra cima, que nao seappimndo a ramo al-
Mum de industria,, nem tendo oecupagi >
pila qual giangeem bomstatnei te os mei-
o de subsistencia, sejaedoneos par G' '*
metes da Armada, a fim de aprenden m
na Escola de Mai inhagem estal.elerids '
esta Corte abordo da FragataPiincipe
Imperial- ; devendo V. Exc, lecom-
mendar aoCominandante, do Navio ein
ae vietem t--.es Rapares o melhor tr. la-
mento dos mesmo*.
Dos Guarde a V. Exc. Palacio do R'o
de Janeiro em 25 de Junho de 1836- Sal-
vador Joze MacielSnr. Fran< isco de
Paula Gavalcanti de Albuquenp eC001-
pra-ae, eRegisle-se. Palacio do Govt rno
de Pernamlmio i2 de Julho de 183- CV
Vsocauti.
ASS1CMBLKA. OEKAL LEGISLATIVA.
CAHaR.V DOS DKPUTADOS.
Scssao de 17 de Mato.
P'siJcncia do Se. Aruio Lma.
Pelas 10 horas da inn!i proepde-se
chamada d<>s Peputado*, elogoqutfKe ie-
tinern em numero legal, o Presidente de-
clara ab-rta a sessad, e lendo-se acta da
antecedente, fica approvada.
O 1.* Secretario da conta do expedien-
te.
L-se e entra era dscussi5 o seguinte
pirere:
Foi presente aCoromissaS de Consti-
tuicaS huma representaca assignada por
tres cida ifos, que se dizem Presidente e
Societarios da Assemblea Legislativa da
Provincia do Rio Grande do Sol, e en-
di'ie-s.ida a esta Angosta Cmara em no
me da mesma Assemblea, com o intuito
le denunciar d aecusar o Piesidente da
referida Provincia, o Snr. Doutor Joze de
A'-aujo Ribeico, romo incurso no art.
138 do Codgo Criminal, por ha ver toma-
do a pjsse do cargo que oceupa persnte
a Cmara Mun'ipal da Cidade do* Rio
Grande, e nao peante a mesma Assem-
blea, como determina a le de 3 de Outu-
brode 1834-
A Commissio tendo de nterpor o seo
parecer sobre semelbante representaras
di*:
i. Que se nio dee dar andamento
algum denuncia e aecusara s< ia.
2. Que a dita representaca e docu-
mentos a ella annexos devem m-r remedi-
dos ai Governo, para em lempo oppor-
tuno fazer o uso que Tur conf i me com as
leis.
Paco da Cmara dos Deputadoa, 16
de (VJaiode t836.-H. II. Cameiro Lea5.
C. J. deAraujo Vianna
Consulta-se a (.'amata, e de i le que se
imprima.
Ordem do din.
Respos'a Fala do Tiirono.
O Sur. G'incalves Martina encela a
disctissa de h-je notando que al^imi
cou a deve dizer ^ol)le a ma'c i >, inda que
parec raeihor nao se ter v> nlilado n-sta
casa, po: que de huma discu-oo vgi poa-
Oi 11 nenhuma ntilid.de se po le tirar.
O illu-lre o.a.li-r demonstra qiedons qtia-
d o-t se u-m appresentado n.sta Can ara,
h un pintando os males que p-so sj-bre a
Naci lira.- il ira, ooulro q-ie f^z a Cama^
ra subte a marcha econducta .do Coverno,
o qu I. i. e a (Joiistituict etc. Observando o
illustce orador que a Cmara em oulras
sesses dtrixou pascar acto< das transa, las
idmini-tiaces sem 0/ censti a<-, se admi-
ri t|ue boje aCannra censure cora huma
acrimonia inuilo gianje, o que ella mes-
1110 dffen !'" i'ni Miilrnliniiui 'anuiadnsl
e ni istia mai, que a marcha econducta
do actual Governo nao tem lido o ctmho
t-uiv, Taese Ihc leru dado. D.dende a
argniga que te fez de ter atacado a im-
piena, e declara que nao ha mui, lem-
po anda que a im prensa recebeu maio-
re aranlias, emoaira em como no din
po da passada administraban be que a im-
prensa f.raala.ala, quebrando-se e ar-
ombaidt-te tipografa; que pois esse
tempo era muilo peior ; que te tem ar-
gido o Coverno por haver embarcado
gente, e mandado para fora ; mas que es-
se facto ja fra defendido em outro lem-
pos nesta mesma Cmara. Toca sobre a
questa5 da vonlade irresposavel a^aiafir as
ronferent iia dos Ministri>s, discorre sobre
a pratira que te segu nos Estados-Unidos,
e na Inglaterra, emo'da que esta tctica
seguida na Franca tem em seu abono a
experiencia dos revezan. Declara que a
censura mais arre que .*e faz a Governo,
hesobie aamniatia para o Rio Grande do
S .1; que .e lem d tn que ella lid Ilegal,
immoral, eque foi dada fa de lmp",
porque nao foi arompauhaJa He forcas,
que foi finalmente daua, -em que o Go-
verno poderse apoia-la; o sendo e*tt a
rraior accusac.a5 que te.tem frito ao Go-
verno, a ella i* responder : que se diz que
a aowiiii, foi Ilegal porque f a dad*co-
tia a lei da Regencia, o que ti adundo em
vulgar vale o mesmo que dizer, o R.g te exurhilou es'a LeL Passa a Vira pro
cljm.'ca do (J-.v.-rro, e nimlra que nel-
la seproraette hura perdi aos revolto
sos dn Rio Gran le, |t0 he de se alean-
he isto p'is o que se diz 111 ProdamacaS.
(pui.dos.) Dis mais, qut nunca te deve
di'.er naquella casa, que o Governoche-
g at a dis-' Iver a Cnrr.i d' s Deput do;
que i to nao se deve d zer em publico,
p< r que to los os Dcpu'ados milito hem
-ale n que o Governo o t a pode fazer.
L)< lenit -ndo o Gtiverno daarguicaS que se
lh< f.z p ir nao pr fe'ir ant's mandar <
Perniriiicutes pata o Rio Giande, do que
a Guaida Nacional, diz q- e >e o Gover-
no tal fi/,es-e be (pie inl'r ngiria a |ci, por
(pie a Guatdi dos Municipae- Permanen-
tes foi s cieada pata o mm vico da Polica
da cidade; c que nao tendo o Governo tro
pi de liuh t paca na-dar, a<-nde ha vil de
ir buscar ea Ibrca que se diz elle deve-
ria terrrandado? Depcis de outrasnfle-
xe.t, conclue o Musite Depu'ado reba
tendo oulras atguicea cpie se fuea ao
Goveni dtclaiando que em seus actos
nao tem havido a imir.orali 'a le que .-e
ha allegado, eque s hum futo poder
ser reprehensivel, qual he o da creatao
do Coi po de Urbanos, porque hum s sol-
dado se nao deve crear no Imperio seui
-::-., .v
i-to que elle poderia ser ceasarade ; que
finalmente as eousas va muito melhor,
O Sur. Fe-reir da Veiga pi ape se a
sustentar a emt'uda quemandou mesa,
a reforcar os argumentos que produtio
na sessio de houtem, e a res pon desaquel-
les com que foi combat 'o, nao se ema-
ranbando cora tudo na que.-ta5 metba-
pbysira. Principia por responder ao Ilus-
tre^ Deputado, memoro da Commissioda
resposta i Fal'a do Trono, que disse qua
a sua emenda era desnecessatis, porque
eslava incluida na douti ina do artigo lal
e qual f i redigido, eque sutlentava em
como a sua emenda lie ni 1 c nao desne-
cessaria, como se dis-e. Dfi o Ilustre o.-
tador que a rtfrma da Legi'slafa crimi-
nal dopaiz be hum dos negocios que jul-
ga a Cmara deve remed ar ne-ta te-sa ;
e que dizendo-se que nao concern que a
Cmara tome medilassol ra a reforma dos
Cdigos sem que essas medidas ven bao
indicadas por proposlas do Governo, cb-
s iva que aspiop->stas do Governo tem
lulo muito mesqumha toi le nrtta casa, a
que algumas deltas anda donnem as C5
misse.s; e supponba-se mesmo que ^
Governo n- lereee Cmara iudicaca
alguma a seraelhante respeiio, dever a
('amara esiar a espera das proposivoes do
Governo pata deliberar, ou pira remedi-
ar os niales que vex*>5 sNay-d?... De-
clara era fim, que a neresMdade da refor-
ma dos Cdigos Criminaes he h da, nao .- por 1 essois illuslradas, como
pela massa in'eira da Nacao. Continua
dando explicaces ao que havia dito na
auiei ior .-es que se Ibe izeia tobre a sua npiniaa-
G-'rca da amnistia; e conclue d'clarando
que espera a approvac*5 desta Cmara
daquillo que promelleu na sua Prut-lama-
cao.
O Snr. Limpo de Abreu di.', que nao
desija la ligar a atlenca da Carnea. .
A'jui o Snr. Presidente observa ao illus-
1 re D'pulado que j< fu'-lou sobre a mate-
ria as vezesque lite competa.
Responde o orador que harendo pedi-
doptlavra se persuaie que a tem pata
lall.ir sob'i' a mnti-ria, us nao fallata su
acaso ru I he fr permutlo ; porni de-
ve cora ludo fazer huma cbervaca5,
vera a ser que por duas ver.es deu explica
c6es, e ins-as duas vezesn-6 locou na ma-
teria, esobre ella fllou t huma vez. Diz *~
que se argue o Governo de ter depottado
hum cidada.... Em toda e la discus-
B< foi esta a nica n'gtiicad que mais o
sen.-ib lisou ; que elle (Djj-puladp) avaha
em tnuilo agaranlas do enlodad tiiail. i-
ro, para ousar levantar sua m5 contra
huma grande garanta qualquer q ie ella
teja; que^ cidada m> pode cr obligado
;; en? "ir'i"1? de h'.tsta scutesva >k< o
o
^r


i
2
b I A R 10 I> E PJ R N A M B U C O.
_
5
conr!emnar a prisa ou desterro. )i se-
ae que esse cidadi (nba sido man-
dado para fra do Rio de Janeiro pi-
ra responder em lium juizo incerto ; po-
rm elle (Deputado) dir que este fado de
se argir o Gobern he calumnioso e in/
justo; qoe o cidado de que se trata foi
imli'-iado peante hum Juiz de Paz desta
cidade ; que neste juizo houve huma, de-
nuncia ein forma, e foiapprorado que el-
le tinha hum crime de morte em huma
provincia do Imperio ; que o Juia de Paz
fazendo e.sla communicaca oBrial requi-
sitou este reo, o qual devena responder
por este crime que se achava provado na
provincia do Espirito Santo ; e romo es-
tiva n sahir hi/ma embarcca do Gover-
no para casa Provincia, pedio que elle fos-
se nessa embarcaca5 ; que he este portanto
ounicofacto em que inlerveo o Gover-
no : se acaso o Governo o hoovesse demo-
rado, e que elle tivesse de passar para ou-
tra embarcacaS que nao sahisse ta5 prom
[)(a, nao se podeiia notar que o Govesno
pretenda retardara administrarlo dejos-
tica? Quejulg pois do seu dever e da
sua dignidade explicar este fafto. Que
e tinha larcbem feito huma arguca ao
Governo contra o decreto da creacaado
Curpo de LTi baos ; porm lea bera esse
decreto, e vei-se-ha que nelle na5 ha hu-
ma '') palavra, por orrde se moslie que
o Governo leve aintencaS de augmentara
forca de Permanentes, para o que nao es-
lava autorizado ; que o fim do Governo
foi preenclier aquelle corpo, e fazer a di-
vi-a do servico, reservndose estes ho-
nii'ns para farerem as rondas, e polica da
cidade ; e ninguem dir que huma medida
destas exceda as atiribuices do Governo ;
que se o Governo em lugar de 640 pracas,
quzesse 840, eutao lugar baveria para se
fazer a sua censura ; que finalmente nao
houve tiisto usuipaca de poderes, eo Go-
verno exeiceu hum direito que ninguem
Ihe pode disputar. Conclue o Ilustre o-
i ador pedindo aos nohres Deputados que
tem oito que as Guardas Nacionaes nao
satiira do Rio de Janeiro, suspenda5 o
seu juizo a tal respeito, porque assim fa-
zem hum grave mal ; na5 porque o Go-
verno nao tenlia toda a conlianca nessas
Guaidas, mas porque toda a re-pomabli-
3?
das pracas do corpo Permanente, com a
creacao do novo corpo de Urbanos, diz
que pelorelatoiiodo Sr. Ministro, (onde
vero o numero das pracas elle-divas deste
corpo, e as das addidas, prova-se que
muitoeugmentou esta (orea.
Passa a contrariar ao Sr. Ferreira da
Veiga, que insiste em retribuir a lirada
do,$r. Araojo Bibeiro, e a defecca de
Bento Manoel e Municipalidades amnis-
ta, e para isso lembra a reuniao que ize-
r.' os facciosos em Porto Alegre, e na
qudl Bento Manoel e outros se deshouve-
ra, e retiria da facca, por conhecer
o plano da separaca, motivo porque
multas fnunicipadarl s se epressra a
manifestar sua adhesaS o Gove no Legal.
Insiste ainda na sua rpinia que a amnis-
ta descorocoou a muitos defensores da le-
palidade, e que o Goveino podia pesar es-
ta circunstancia quando a den, e muito
mais quando r.-luminosamente se espalha-
va, que o Coverno tinha promovido a-
quelle movimento, e por isso na basta \ a
que o Governo descancasse na sua consci-
encia, mas pesasse as medidas que devesse
dar.
O Sr. Cornelio em longo discurso res-
ponde aoSr. Ministioda Juafica, quanto
s expcaqes por este dadas s censuras
que elle fez. Diz que a deportaca de
hum cidado sem plenamente ter-.p prova-
do que commetteu crime, ou que fui "pro-
ces-ado na forma dalei, eia arbitraria, q'
nahe desculpavel o Sr. Ministro ainda
com a sua coart lada de que esse homem ti
nlia sido indiciado de crime pelo Juiz de
Paz da Candelaria, poique n.5 ha no C-
digo lugar algum que ordene que d. indiciado soffra algum castigo de
mais nao se pode pronunciar no Rio de
Janeiro huta cidad,-o por crime commet-
tido no Espirito Santo, devendo o crime
ser castigado no dit rielo onde se fez o de-
licio, e quando.o individuo na5 existe no
lugar, mahda-sehurna piecatoria. Per-
gun'ta todava, se he certo que esse indi-
viduo commettes-e crime no Espirito San-
to, porque o mandad para a Baha ? Lem-
bra que havia huma ordem de babeas cor-
pus a favor deste individuo, mas quena
occa-ia5dp se intimar essa ordem j o pa-
ciente nao estava dibiixo do mesmo de-
. dade hade recabir nesses Sis. Deputados, tentor; e que todas as violencias se pra-
que poderaS ser censurados, e na5 uo Go- I ticraS com elle talvez por *?r hum des-
v.rno, se por ventuia elle nao levar a ef-
f. ito e-ta medida ; que nao continua a
fazer mai- observaces Cmara, porque
i oiga ter saii.-feito as explcales que de
m se tem ex;gido.
Suscila-se huma qnesta de ordem sobre
as vezes que aioda j de fallar o Sr. Lim-
po de Abieu, pois que as vezes qoe lallu
fotaSem consiquenca das inUrpelIaces
quelhefora feltss como Ministro.
Aesteiespeto os Srs. Calmon e Vas-
conrellos Ieinhra6 qge, em a passada le
p-islatura, aos Ministros quando Denota
dos era perraitlido fallar mais vezes do qoe
as permillidas pelo regiment da casa,
visto que tiles lindad de responder. as ex-
plicares que, ua qulidade de Ministros
se Ihes fazia.
O Sr. Limpo observa que, a nao se Ihe
conceder fallarsen>6 as duas vrzes como
Denotado, elle pedira permis-a de Bahil
doten banco para sen lar-se na cadena,
esque'da do 4- Secietario, quando tivess
de responder a algumas in'eipell;u< s qui
olguns Sis. UepuUdos Ihe G/.essem, na
qual dade de Mimstio.
OSr. S'uza e Ofiveira diz que quando
follou a re p-.-ito da medida de se mandar
a Guarda Nacional paia o Rio Grande,
comprando a com a que se podia tomar
na orgmisaca de huma foi^apara a Cjs-
platiua, que julgava mais longe e.-t-iva de dar a menor especie de a-
poio aos Guardas que se recusasseui a mai-
i-har, ci.do se petsuadio o Sr. Ministro ;
ero prova do que desejaria est>iv.no rom-
mando do corpo da Guarda Nacional a
que peiience para mostrar ao Governo
que, bem longe de pdi* obstculos ao
cumpnmeuto'dcstf medida, empregaria
todos os eslorc s para executa-la. Cita
em seu abono o que coriselhra ao Major
do cordo para incluir na lista dos solteiros
muitos quetia estava as li tas dos com-
mandantes decouipanhias. S3bre a res-
posta quedeu o Sr. Ministro para mostrar
ui bOsvsvr.o n-5 uguiirntou o ounuro
gracadb, ena6 ha ver vigor efjrtdeza pa-
isas exercer-contra oS forte*. Quanto
cre-ca dos Uibanfll, o illusire Depnlado
respondend ao Sr. Ft-rrera da Veiga,
dizqoejoSr. Soma e Olivera mostmo
que o Governo na5 podia crear estero -
po, mesmo fazendo parte de Permanen-
tes, porque os Urbanos ia5 exceder ao nu-
mero de pracas marcada-. E quanto
sobscripcaft, julga que ninguem poder
drzer qoe el la nio fosse him verdadeiro
jmposto, quando mesmo voluntario, por
que tambe-m voluntariamente s comprno
biihetea deLoteiia, e que todava se re-
conhece que he hum imposto, quando de
mais lat volunlariedade nao sed vista
de hnm ollicio doSr. Ministro da Justica
em qoe manda sobrecarregar de serv*co
o* Gualdas Nacicnaes que n-5 subscreve-
rem. A r>speit.i da amnista, dizque o
Sr. Ministro para j-ti6ca-la trouxe os
oilicios e carias do Se. Araujo Ribeiro,
mas que na5 lembrou hum clHeio do mes-
mo Sr. com data de 2* de Dezembro, em
qua pele torcas. Olxerva qoe he de. e<-
iranharo Governo nao ter lanc. .di ma
dosservieos de Silva Tavares para o com-
mando das torcas do Rio Grande, prefe
rindo-o a hum que j peitenceu ao parti-
do revolto-o; ep.^ri provar as qualidade-
de Silva TdVre, cita o que estn dissn
aos soldados para ns obligar suborlina-
c<6 e obedienri de outro commandante,
deb.ixo de cujas ordens est Silva Tava
res. De mais, ru du vi dando das boas
q .alidades de Bento Manoel, julga que al
guma ou maisroiisid- raca de vena iinrt-
cer Silva Tavares ; e sent qoe at os elo-
gios quese reudem a este biavo militar
iii se consinta tran>crever iio jornaas ;
disto nao quer increpar ao Governo, mas
s diz que existe es'e fado:
l'a-.-n a censurar a conducta do Gover-
no em nao ter mandado forcas para o
Rio Grande, logo s primeiras noticias,
o que teria evitado as anguinolentai scc-
nas que i tem havio, ea que a amnista I lazer oulras r>flxes que uo podernos
nao tem ob-tado. Diz que o. Coverno
recebeo importante noticia de hum indi-
viduo, em que Ihe dizia que podia contar
com a colonia de. S. Leopoldo, e que so
esperavao hum sim do Governo; mas este
respondeu que por ora nao; ecom a am-
nista e seus desleixos deixou de tomar
medidas mais proprias para acabar com
a rebellia. Sobre o facto do assassinato
jurdico de Pinto Madeira, o Ilustre De-
putado deseja que o Snr. Ministro diga
se ja tem silo responsabilizado o Juiz de
Direito que mandn executar a sentenca
do Jury sem que passasse por todos os tra-
mites da lei. Passo a responder ao Sr.
Torres sobre este Sr. dizer que ha certos
casos em que se podia violar a lei, mas
que sao .muito raros ; pergunta pois por
que razad nao ha huma legislado que
marque esses casos muito raros? Quanto
npinia delle orador, em nenhum caso
se pode violar a le ; mas se bu alguns, de-
clrese por huma ki, o que parecelhe
ser menos hypocrita. A este respeito lem-
bra que ero 33 tarobem aparecen hum ca-
so de se violara lei, o Ministro figura por
isso huma grande revo!uc;5 que vai acabar
co.n o Rio de Janeiro, e remore para pre-
veni-Ia ao Tutor, e entretanto hoje co-
nhece-se que tudo era falso.* E, se passa
e*te principio, poder amanhi dizer o
Governo que para salvar o paiz he obliga-
do a violar a lei, e assim dissolver a Cma-
ra dos Deputados, etc. Observa que o
Governo bem sabia que naS poda conce-
der amnista, eistose deduz da sua pro-
clamaca ; e no emtanto, nao ignorando
que nao tinha essa autoridade, quiz mos-
trar se hum pouco forte; elle Deputado
nao sabe se o Governo h forte ou fraco,
roas sabe que o Governo tem muito medo :
e para i-so diz que no dia da installacao da
Assembla estiveraas fragatas com arti-
Ihe a pro rapta para algumarousa ; e isto,
diz-se, pelo receoque havia de que nesse
dia se proclama-sea Regencia da Senhora
D. Januaria. Finalmente o Ilustre De-
putado faz mais algumas reflexese termi-
nadizendo, que assim como o Sr. Ferrei-
ra da Veiga disse que o grande remedio
que pareca dado por alguns S's. Deputa-
dos era a mudanca do Ministerio, e este
Sr. tema quese i'slo acconU>ersse, viesse
outro peior, elle orador tambem declara
que receava votar pela reforma da nossa
Iegislaca5 cimnal, porque pode vir ou*
tr" peior.
O Sr. Uollanda Cavalcanti declara que
seusifencio nesta di-ru>sio nao he li lio da
tudifenca. Depois de varias lelexes que
nao se podem ouvir por fallar muito bai-
xo diz que nao e podem ouvir fallar
muito baixo dia que nao pretende fallar
so'hre aresposta falla do tron^. Declara
que pressentira pela nomeacio da Com-
msso qual seria o resultado de seus traba-
Ihos; apc-ar de tiibu'ar os maiores nspeid s
ac Ja hum dos membros della, e respeitar
as suas luzes e doutrina comludo descon-
fiou muito que do amalgama de suas opi-
nies pode-se sahir baima expnsicio clara
e franca a respeito do estado do lirazil, e
t aconteced e por isso votou contra to-
dos os primeiros periodos e pietende volar
contra todos os outros. A querer modi-
ficar alguma cousa neste perodo, seria
pro por a mudanca de duas palavras : poi
exemplo, em lugar dse dizer cerno est
no pe iodo huma ficcio uusaia e turbu-
lenta quer que nao sesingularise tanto,
e se diga aousadia e turbulencia das fac-
ies-e isto poique nao sabe qual he a
verdadeira faccio perigosa noBiazi'. Ou-
tra modificaco be que em lugar de se di-
zer da -harmona do Poder Execulivo e
Legislativo depende a f-licidade do paiz ,
se diga da harmona dos Poderes Polticos ,
porque a Const t'n'cio recouhece mais de
anu Poderes e diz que a divisan e hai-
monia de todos os poderes he a maior ga-
ranta. Algumas cousas ha que nao que-
reria que ^e respondesse. Diz mais que
notou em toda esta discusso alguma in-
differenca e persudese que o voto de
iudifiarenca he muito peiur que o voto de
partido. Teodo estado atiento discus-
so ainda nao pode saber quaes sao os o-
radores ministeriaes e anti-mini teriaes ;
uem sabe na votico 'dos periodos o que
secommunica o qqe sedeclaiia acerca
dos negocias publicas. Continua ainda a
ouvir. Diz que leu yo principio di
nova administraco hum manifest pelo
qual prsuadio-se haver hum Ministerio
novo hnm Ministerio de paz ; mas que
desgraca da mente se engaara porque o
Ministerio he de paz e guerra segundo
Ihe apraz. Julga que nio he exacto o di-
zer se como' oiivira na Cmara, que o
Ministerio tem mostrado habilidade etc.
pois que elle nao v habilidade senao em
achincalhar a Representadlo Nacional. O-
hserva que alguns Sis. tem entendido que
os Ministros podem transpr as leis : ma
pergunta como, e em qoe casos? Diz
que se apresenta o caso de hum cidado
arrancado de sua casa e dahi, sem mais
formalidades deportado ; que esse caso
he explicado Jflo Correio Oiiicial dizen
do que esse ci.ladio foi preso aqui e man-
dado para a Babia para ver se l tem cul-
pa e quando nio tenha ser remettido
para o Espirito Santo. Nota que esse ci-
dado fra pronunciado, piiroeiio pora-
buso de liberdade de imprensa depoia
mettido n'buma prisio e mandado para a
Bahia, porque comraettra ITum crime no
Espirito Santo. No emtanto esse cidado
foi mettido n'huma priso por abuso de li-
berdade de imprensa e nena se Ihe deu
lempo de defender-se uem de cousa al-
guma ; nao se attendeu ordem de habeas
corpus que tinha porque a polica diz
que he caso urgentissimo que nao admit-
i espefa e embarcou-o violentamente.
O illusire Deputado pergunta sebe isto se-
gu auca individual, e se alguem pode estar
livre de huma pronuncia, para por ella
soffrer taes violencias. A' vista deste fa-
cto o Ilustre Deputado diz que nio acre-
dita o dizer-se que o Governo he fraco e
tem medo;-que medo tem elle, Deputa
do, que o Governo nio o mande enforcar
amanh; antes persudele que o Governo
nio 5 nio tem medo, como faz o que
quer, cria em prego*, augmenta, ordena-
dos a titulo de gratificaces, entra as at*
tribuices do poder judicial-, &c.
O Ilustre Deputado, depois de fallar
nos Uibaos, e censurar a subscripeo
que para lies ha passa a fazer algumas
r< fl x5es sobre a amnista concedida ao Rio
Grande ; compara as circunstaocjaa emque
estva o Para em Maio do anuo passado ,
com as actuaos do Rio Grande. Lembra
que, Iratando-se de negocios do Rio Gran-
de deviiochamar-se os Deputados Sup-
pleutes daquella Provincia, da qual h.i *6
hum Deputado. Faz algumas observaces
sobre a posicio actual do Ministerio, e
passando a tratar da imprensa diz quede
facto nio existe liberdade de imprensa; e
para prova eppella pa a aquelles Brazilei-
rosquetem querido escrever lirremente;
julga que a licenca da imprensa he a maior
prova dessa falta de liberdade, porque
quando se est privado da liberdade de,es-
crevTr sympatisa-se com os abusos da
ireprensa. Peisuade-se que acienpa dos
Riazileiros e sua moral que se diz tao
desmoralisada nio he tanto como se quer
inculcar, e tambem persuade-se que, se
bouvesse liberdade de imptensa nao ap-
pareceriio tanto desses foliculaios j por
que quin lo para escrever he necessario su-
jeilar-seao capricho de hum Juiz de Paz,-
a processos mulliplicados a quebras de
lyp 'graphas, &e. nio he poss* el que
hum homem possa escrever lvieinenle ; e
a.'siift nao he muito que appawco esses
folicularios', &c. Conclue dizendo que de-
seja que a Cmara eruitta a sua opiniio t
resjieito drste obje< to da im prensa.
Dada a lina fica a materia adiada. 0
Piesidente marca para ordem do da a
mesma materia dada e levanta a sessac
pelas duas horas da tai de.
PERNABMUCO.
LEI PROVINCIAL.
i836.N.33.
*
Francisco de Paula Gavalcante de Albu-
queique, Piesidente da Provincia de Per-
nambuco: Paco saber a todos os seos Habi-
tantes, que a As-emblj Legisfativa Pro-
vincial Uecretou e euskncctuia Leise-
puinte.
J Artigo I. Fica permittido ao Dj Ab '
L_


DIARIO DE PERNAMflCO;

bade dos Beneditinos desta Provincia, a
receber no seo Mostero vinte Novicos, os
qnars devem ser educados na mais restiicta
conformdade rom o seo instituto.
Ait. a.* Fica extensivo aos Religiosos
Renditinos o artigo segundo da Lei Pro-
vincial de setede Maio do rorrete anuo,
sobre os Religiosos Garmelit. tefeeiro da t bredila Le, qnando a refor-
ma te julgar necessar'ia.
Art. 3." Fica revogadas todas as Les
* em contrario.
Mando por tanto a todas as Auctoridades
quena o conhecimento, e execucio da re-
ferida Lei pertencer, que a cumprio,
e faci cumplir to ndicamente, como
nella se contem. O Secretario desta Pro-
vincia a faca imprimir publicar, e correr.
Cidade do Recife de Peroambuco aos deze-
seisde Junhode miloito centos e trinta e
seis, Dcimo quinto da Independencia e do
Imperio.
Francisco de Paula Cavalcanti de Albu-
querque.
L. S.
Carta de Lei pela qual V. Ex. manda
executar o Decreto da Assembla Legisla-
tiva Provincial que houve por liem sancio-
nar, permittindo ao Dom Abbade dos Be-
nditiiosaadmis-a5 de vinte Novaos 110
sto Mosteiro, como cima fica declarado.
Para V. Ex. Ver.
Joze Xavier Faustino Ramos a fez.
Regatada a fl Aj ?. do L 1. de Leis Pro-
vinciaes. Secretaria da Provincia de Per-
nambuco I7 deJunbode i836.
Francisco Xavier e Silva.
Foi sellada, 0 publicada esta Lei, na Se-
cretaria da Provincia de Pe nambuco em
17 deJunbode i836.
Vicente Thomaz Pires de Figueredo
Caiwrge.
i
'
GOVERNO DA PROVIKCIA.
Expcdient* do dia i5
OFFICIOS.
Sobre a pretencaS em qoe se acha e-s
Cmara deque Ibe pertence a nomeaca
dosEscriviesdus Juizes de Paz sem aen
huma inlerveiioa dos mesrnos Juizes,
tenho de Ibe significar que u art. 11 da
Lei Provincial de 14 de Abril p. p. nao
inhibioaos referidos Juizes de fazerem e-
leicoea; e que sendo as propostas exigi-
das no art. 14 do Cod. do f*or. verda-
deiras eleices, nao se pode julgar dero-
gada a parte do art. 14 do mencionado
Cod., que manda as Cmaras nomear os
Escrivies de Paz sobre Proposta dos Juizes
de Paz como arbitrariamente julguei o
JiiizdeDirtitoJoaquim Nanea Maxado;
iulgamento que nto merece peso, por~o-
fundado, e contrario a dt-cisaS deate G<-
verno, que por Lei he auctorisado a expe-
dir ordeu, instrueces, e rpgulamentos
adequadosa boa execucaS das L is Provin-
ciaes. Tenho deste modo respondido o
officio dessa Cmara de l3_do coi rente,
rm que remetteraS por certidaS o julga
' ment do dito Juiz de ireilo sobie o caso
em questa. Cumprindo-me anda rr-
rommendar a Cmara a execuen do que
llie fora ordenado em cilicio de 8 de Ju-
nho passado.
Dos Guarde a V. S. Palacio do Go-
verno de Pernambuco 15 de Julfco de
1836.Francisco de Paula Cavalcanti de
Albuqueruua. Srs. Presidente e Ven-
adora da Cmara Municipal desta Cidade.
Ao Director do Arsenal de Guerra
em resposta aoseo officio de 14 do coi ren-
te, dizndo-lhequena falta, ou impedi-
mento do respectivo Apontador fra M
sus vezesqualquerdos Meares das Ofici-
nas que pai a esse im o mesmo Inspector
nomear renceade de grtificjca6 a 5. "
ikule do'orde.iado que vencer o AjonU:
dor, e rendo esta pare del le deduzida : e
.quequanlo a numeaga de hum outro A-
manuense, nao tem lugar convindo antes,
que faca coo que os Empregados do Ar-
senal seja roa is assiduos, e mais deligen-
tes no cumplimento de seos deveres.
* Ao Corooel Cbefe de Legiad da G.
N. do Municipio de Serinhnem enviando,-
Ihe um officio do Commandante das Ar-
mas, que requisita a remessa do Archivo
doB.talba deG. N. de Unna que esteve
em servico naluta de Panellas, aiim de sa-
tibfazera mesma rtquesica.
AoPrefeito da Comarca de Nazaretli,
para que satisfaga ao que no officio que se
Ibe remelle exige o Commandante d s Ar-
mas sobre a veracidade da noticia de ter
fallecido o Tem-nte de 1. B Linba Felippe
Gomes de Souta.
Circular aos Juizes de Dircto das
Comarcas para remetterem cora urgencia
a Secretaria da Provincia elaces circuns-
tanciadas de todos os officios de Escrivies
que ex islea as suas Comarcas,, com de-
claracad das pessoasque os s'ervem, se os
seos Ttulos 6*5 Vitalicios, ou tempora-
rios, e qual a Lei que taes officios criou ;
afim dse poder cuuipriro disposto no Art.
3. da Lei Provincial de 6 de Maio do fr-
rente anno.
Ao Inspector da TheZOuraria envi-
ando-lheuraaordem do Thezouro Publi-
co Nacional, sobre continUar-se no cr-
reme anno liiiaticeiro o pagamento da gra-
tificado do Thezoureiio dos Ordenados
Luiz Rodrigus Sede.
Circularas Cmaras Municpaes ex-
emplareado Decreto, e Instrumento cer-
ra do reonheciment da Princrza Impe-
rial a Sra. D. Januaria, afim de Ibes da-
rem toda publicidadenos seos Municipios
Circular ao< Prefeitos das Comar-
cas para recrutarem e remetterem ao Go-
veruo afim de serem enviadas para a Escol-
la de Marinhagem ctabelecida no Rio de
Janeiro aborto da Fragata Principe Impe-
lial lodosos rapazes de 14a 18 annos que
vagarem por o territorio das Comarcas sem
occupacaS alguma, ou applcacaS de al-
guna industria.
Da 16.
OFFKIO.
tas, e Pedro Anto-
nio Couto.
Rio de Janeiro.
Dito
Dito dito
Dito dito
-* Ao Commandante Superior da G.
Nacional do Municipio do Reeife, para
fazer constar ao Commandante do 2." Ba-
lalha da mesma Guarda Nacional, que
a Joaquim Teixeira Peixoto, e Joze T.i-
xera Peixoto, com motivos justificados foi
concedida demisaados Postosaquehavia5
sido promovidos eque por .-.so cumpreao
refi rido Comandante do Batalha proceda
para estes Postos a nova proposta.
DIVERSAS REPARTICOENS.
MEZA DASDIYKUSAS RENDAS.
A pauta he mesma do N. 145.
CORRElO.
Relaco dos Auctos, que existentes na Ad-
ministracio do <'oircio, os quacs deve-
. rao ser remedidos aos abaixo declara-
dos depois de pagos os respectivos por-
tes pelas pessoas riles nteressadas.
Parahiba.
Auctos entro partesJoze Luiz Nogueira
de Moraes e o Pa-
die Domingos Al-
ves Fe 1 reir, comA
Joaquim Bapliata
A.
entre partea Lourenco Alves de
Lima, e Ramoaldo
da Costa Lima,
dito Joze da Silva Coim-
l)i a, e Rozas e Bra-
ga,
dito Joaquina Mara dos
Santos, e Joze Ri-
beiro de Soiiza.
Dito vindo do Rio de Janeiro a Rel-
lacio desta Provincia entre paites Ignacia
Mara da Conceicio, e outro, com Fran-
cisco Correia, e outro.
O^Snr. ,que botou na mesma Adminis-
tra;o um masso de Gazelas sem declara-
cao do lugar para ser remedido a Mai tinho.
Joze Alves, queira designado para se Ihc
dar destino.
O Brigue Escuna Pampeiro de que
Cmto Joze Maiia Rebassai para o Rio
de Janeiro no dia 29 doorrente.
tiSJ I
NOTICIAS ESTRANGEIRAS.
TURQUA.
Gonstantinopla, 9 de Marco;
Um saccesso horroroso acab* de por em
conslernaclo esta capitel, e encheu de de-
8olaco immensas familias.
Entre as trez equatro horas da tarde de
ante hontem parto de 460 artlheros,
polvoristas, &c. se achavo reunidos 11'
um vasto armazem, situado em Kliaskio ,
junto ao quaitel dos bombardeiros onde
por e.spaco d'utis qufrenra das, traba-
Ihavo na consti necio de f>g >s artificiaes
por ordem do Governo quando de re-
pente urna faisca rujo ponto de partida so
ignora communicou fogo plvora d'
urna immena qoantidade de apparatos,
fogos artificiaes fabricados, c outras ma-
terias infiammaveis de que eslava ebeio o
armazem. Quazi no mesmo instante se
sentio urna exploro geral, com borrircis
detonaces que commovero todo o ba-
irro; as paredes do armazem gretrio se
e damoliro-se, o tecto foi pelos ares com
ecahio sobria multi-
lao tiverio
um so minuto para se salvaren).
At ao presente gnora-ae fixamente o
numero das victimas que perecerio n'este
dcploravel successo porm desgraciada-
mente considerivel. Durante o prme-
10 dia tem-se tirado d'entre as ruinas 80
cadveres, ntreos quaes fe reconhece-
ro um Tenenle Coronel e oitoOdicia-
es. Muitos dos que tem escapado coma
vida, nao sobreviveio a suas feridas ,
outros perdero alguos memb'OH, e um
grande numero (icaria filenamente cegos.
Nao se sabe como tem podido verificar-
se este incendio pois se tomro todas as
precauces para cvita-lo excepto a de ti-
rar do armazem as machinas artificiaes
acabadas. .
No momento da exploso os Minis-
tros de S. A. que estavo reunidos em
consellio rorreiio ao legar da scena ;
porm que socorros podiao presiar ? Sem
embargo d'isso fizerio quanto eslava da
sua parle, coiitribuiudo para evitar que o
incendio se propagasse pois ja tinhape-
ciosos serio indubitavelmente laucados f (i
ra das suas posic5e'. Elle* querero d-o
fender-se em Hernan. As partidas car-
listas que bloqueio esta praca nio passio
de 3 batalhSes ellectvos, que todoi sao
guipuscoanos. Tem em Hei mani 6 pe^as,
i morteiro, e 1 tent de bombas de 5 es-
poletas cada urna : estes projectis sao in-
ventados por um arlilbeiro francez do
quem ja tem dito os peridicos, que se
havia offei ecido a D. Carlos para incen-
diar esta cidade.
Iiomens e so tem
De Mahon com data de aO do corrente
nosdizem : Antehontem oh garlo aqu 3
navios francezes com 5000 Iiomens. Es-
to em quarentcna, e diz se que passfo a
Hespanha ao servico da Rainha D. Isabel
a.^ Anda que o no-so correspondente nos
nao diga o ponto donde piocedem as ditas
tropas, com tudo de presumir que ve-
nhio de Argel, para completar era todo
o caso a legiao auxiliar franceza que de-
va constar de 10 000
000 presentemente.
^ Parece que o governo tomou as me-
didas convenientes para wrem de Inglater-
ra aOO mil espingardas.
, As faeces de Catalunha diminuem
rpida e assorabrosamente : a actividade do
general Mina faz prodigios : tem-se reani-
mado o espirito publico e as nos-as co-
lumnas em continuo movmento nao dei-
xio descancar os rebeldes.
Um cffical nglez escreve de Victo-
ria. As tropas da Rainha nao ttm j' de
seoecupar de urna das mais dilficeis aden-
coes de servico ; achando-se envoltijos
os carlistas do norte ptlo exercito de ope-
rares, do Oeste pelos generaes Evans e
Espartero do Sul por Crdoba, e do |
Late pelos francezes, nao se podem mo-
ver sobre neirfaum dos 4 pontos, porque
deixaiiio descuberlos os outros.
ruido horroroso ,
dio de morios e feridos que
Pnncipiouj pois; npez.tr dos obstcu-
los que tem opposto a prolongacio do in-
vern, e as churas continuadas, a cam-
panha que .segundo todas as apparenciaa
terminar a guerra civil : o gracas ao va- 1^
lor e bizarra das tropas tanto Hespanho*
las, como auxiliares lnglezas e hbil 0
decidida cooperaco da Marinha Britnica,
comecou debaixo de felizes auspicios. Em
poucas horas se fizetio senhores, nossosin*
trpidos soldados, rivalisando em ardor os
de arabas as Nc5 -s, de urnas alturas forti-
ficadas, e providas de grossa arlilheiia ,
nuealm de servirera para ameacaiera S.
Sebaslio iacltavioao inimigo os meios
de communitaco por mar. Estes meios
ficrio destruidos por aquella parto, 9 es-
peramos que em breve o serio por toda a
costa. Os resultados militares e polticos
da victoria do |illustre general Lacy E-
vans serio grandes prouiplps e dccUives.
vi/.i 11 lia
e nta
gado fogo em urna casa
.-Imente teria invadido todo o bairo.
I-
VI
NOTICIAS DE HESPANHA.
S. Sebastin 1 de Maio.
Dito
Alagoas.
entre partesJoze Ca los de Je-
zus, e Joze Anto-
nio Mirques.
Babia.
Chrgrio esta manhi trez embarcac-'s
de vapor carregadrf de ai nas e muoices,
trazendo aboido 600 ingletes que ntia-
rio na praca. Seo toiupo o permittr por
todo o dia de amanhi-ter acabado de de-
seraliarcar a lego auxiliar e e reunirio
neste ponto 6 mil inglezes 600 rhapelg.i-
rios 2 mil liespanhoes e 400 lanceiros
com a batei as de campanha de 8 pecas ra-
da urna. O general Evans devei come-
car as suas operaces apossando se de An-
O general Evans alacou e tomou as fi-
nitas de ciicimivalLcio que os rebeldes
tinhio constiuido era frente desta praca ,
de um modo que acredita seu ia!or e indi-
ligencia. Urna bandeita encarnada e cin-
co pegas de artlberia que acabio de en-
trar nesta sao os trofeos da sua victoria ,
a qual cieio firmemente foi urna tenivtl
litio dada aoi carlistas.
O terreno que estes oceupavo forte
por sua natureza, e tinhio no eilo milito
mais foimidavel com ti es Imitas deintrin-
cheirameiitos unidas por urna contioua-
cio de ca.-as foi tlicadas. As forcas do ge-
neial Evans compunhio-se de mis 6 000
Romens dos quats a:000 crio fiespanhoes,
inclusos 500 chapelgorris e e.-tavio di-
vididos em tres columnas. O ataque prin-
cipiou pouco antes de amarillecer. A pri-
meia iinlta foi tomada imrceJiatamentu ao
primeiro asfalto j na segunda, j se achcu
maior resistencia; e a tere, ira era to
forte e foi defendida com tanta tenacida.
de por espac* de duas horas, que c llega-
mos a temer um iatal resultado ; pois to-
das as investidas das noss.es tropas para s
apoderaicrn das Irincheiras, ainda que ex-
ecutadas com a maior intrepidez eio ft-
iito
itiguaedeS- Fiancisco. do ouho lada do
entre partes ^Jjo Joze'dc Frei; rio. Por qualquei; modo que seja osfac- |cluSadts com muita perda. JNVs:e utc,.
-----------------------------,

V


DIARIO DE PERNAMBVCO.
M
"
vallo, tntrou na baha Lord John Hay coifi I dado por un Governo amigla paz ,'po
aPhenix e Salamandra vindoa de San- rem de carcter firme ,prova que sendo a
tander etfazendo a ullima a seu bordo
i:3000 hornena da legiio Ingleza. Em
?uanto estes desembarcavo principou a
heuix um vivsimo e bem dnigdo fogo ,
com urna enoime p com a qual ein pomo lempo seabriiio Ires
pequeas brechas, que forio mmediata-
mente asaltadas e tomadas bayoneta.
?endo-se os carlistas por esta operario,
envolvidos pelo seu flanco principiarn a
retirarle e no fim de dez minutos forc-
lo os nossos toda a Un lia fugindo aquel-
es para a paite de Hennani na maior de-
sordena. Nao fe fez enhum prisioneiro;
pois nem por urna nem outra parte se
deu qoaftel, em consequenca de terem ai-
vorado os carlistas urna bandeira encarna-
da no cenlio da sualinha que tuppozemos
tinhio po-lo cora aquello objecto. A per-
da deve t--r sido grande para ambas as par-
tes. A legiio Ingleza ter per.liJo pelo
menos 600 homens entre ro< rtos e leri-
dos, no numero dos quaes m.iis de 50 of-
ficiaes. A conduela da legiio f. brilhan-
te e posso assegurar que teria frito honra
s tropas maifl veteranas e acreditadas. O
brigadeiro R id est Trido, porm nao gra-
vemente. A Lord William Pagtt l'eriio-
Ihe o cavallo, e cabio deba i xo deste, mas
nao rerebeu daino de consider.cio. O
Geoeial Evans den urna alta oninio de si
meamo a quantos o roderio, pela sua con-
ducta nesta brilbante accio, na quil ma-
n festoo o qae seu talento iguala a .u.i in-
terpides Lord Jonh H-y torna a sabir es-
ta, noite pira Santarder e regressar iin-
mediatamente, aqui cora o Castor e os
marinlieiros Ingleses e coro est*. reforco
cahrad logo em nosso poder Pasages e
Fuenterrabia a nao ser que Emilia lenha
^dirigido todo o groaso das suas forcas para
^ata parte de Guipnzcoa. '
E- tira no Ultimo grau.
Nem por urna nem outra parte se deu
quartel aos combatents. A bandeira rxa
collocada pelos carlistas na frente dosieus
parapeitos, foi um signal demorte; e a
tuorteobedecendo ao chama ment da guer-
ra, correu as fi'heiras, e deixou nel'as
espanto-o signal do seu transito.
4x A nossapcrda foi considera vel, e prn-
*cipalmenteem ofliciaes. Porm por sensi
velquescjaa nossa o importante resultado
obtido ,' e a forca moral que este brilbante
feifo de armas d nossa causa, nosdaa
conaolac .6 de que o sacrificio guarda pro
porca com as vantagens atrancadas.
Tomadas as linhas carlistas, as quaes va
ser immediatamente destruidas, nrmini
onde elles se tem reugiid ica indefezo,
etn6 pode deixar de cahirem nosso poder.
O General Evans asegura, quese tive-.e
tido a,000 homens mais sua disposicad ,
ter-se ia apoderado de Teloza.
A importancia deque i.-to s* realise com
n maioi b evidaile r< cuanmnda a urgmcia
de reforc/r a (Ivsjo aux liar nos termos
que solhcita o Gener.4 Evans, que com su*
valente tropa araba de adquirir um bello
titula a gratida na > ional.
M.drid. i5deMaio.
A victoria alcanda as linlia de S. Se-
hstiio l;nba iiifiindido nos rebeldes um
tenor tal q'e rouitos havio ja arrjalo
as armas e desertado para sua. casas. A
morte deScg.isiibt-l/.a que era reputado
um de seus mais habis chefes, havia con-
tribuido podmosamenle para que entre
elles se espdhasse este desdiento. A divi-
sio Ingleza tinlia j avancado sobre 11er-
nani e 08 carlistas espavoridos am almi-
donando todo aquel e lilural a pomo
que uns oifo< enlos indiv i luos se lia vio re-
foliado a bordo da Fragata Franceza S,i-
pbo, e da mitro vaso de guerra da raesma
naci, pedindo rom lagrimas eg>itos que
llies com edessem a.-ylo e sorcorros.
Assegura-ae que a Coi te de Vienna
reroaheceo formalmente o Goveruo de S.
M. F. e que deu ordem para que se vi-
giaaem os agentes de D. Muguel
Na parte semi-uffio al diz a G'/.efa de
Anbourg o seguinte : ludo contri une a
i- *t>* Gove us um desanuimento gera'.
A Aiuliuia o comessou > e uje ejemplo
primeira a tomar as armas quando as cir-
cunstancias o exigem na8 quervera ul-
tima em lempos debonansa em consolidar
confiare* publica. Este primeiro passo
nao deixar de ser imitado na Franca e na
Rusta.
( Da vedeta da Libeidade. )
ANN UNCI.
Sahio boje o n. 3 do Diabo ; ven le se
na Typngrafia da ra Direita, na praca da
Independencia luja D. 33, c na ra Nova
loja D. 23. Preco 40 res.
AVIZOS PARTICULARES.
lien iqueta de Carvalho Couto Muniz
roga a pessoa que Ihe tirou do Crrelo urna
carta viuda prximamente do Para, de-
clare por 1 ste Diario sua morada parase
mandar buscar dita caita, ou diiija-scao
principio do atierro da Ra-vista ao tei -
cciio sobrado do lado di 1 tito, ende se a-
cha piesentemente morando a annunciau-
le.
|f^ Msnoel Joaquim Pedro da Costa,
avisa ao Sr. Thezoureiro da L para que nSu pague os pi effiios que por sor
le piis-o sabir nos unios Bilhetes u.04
3169, 3i78, da 2.* parle da i3 que no
inverso delles li-m a derlaiagio seguinte
(pertence este bilhete aos Snrs. stanoel Jo-
ze Pereira &Gomp.) (Costa) por ionta de
quemo annonciante comprou, e remetidos
aos ditos Snr. na Cidadeda Babia p> la Su-
maca Gentil Americana, como esta nau-
fragas e por isso fc#o presente para inte-
ligencia do mencionado Thesoureiro.
N. B. Declaro que o pertence dos bilhetes,
he purletra doannunciante
*tx#~ Quem precisar de um caixeiro por
'ugue/.de 19 a 20 annos, para venda, ou
ra, ou mismo para outra qualquer orcu-
pacio; annuncie.
%9 Q"em annunciou qnerer vender
um rooleque ciiolo de 18 annos, dirija-e
a ra da ConceicSo da Boa-vista D. 49,
que faz esquina para o beco do rapio, das
7 hora* da manh ate as 10, e das 2 da
IrtTJe ate aj|i. trasendo comsigo dito mole-
qu para Vr visto, que ahi achai com
quem negori.tr.
"15^ Precisa se fallar ao Snr. Manoel
do A;.evedo Pereira: queira annunciar a
ttia morada para ser procurado.
ICIr" Quem p-nsar de um caixeiro
Brazileiro que tem 14 annos. e tem pralica
de venda ; dirija-se a ra Vrlha D. 3i.
HP* Quem piecisar de om houi cosi-
nheiio para loja defeiragem ou l>a dea-
z-ndas do que tem bastante pratica, e d
fiador a sua conducta pode procurar na
ra da Cruzes D. 14, venda d esquina.
*ry Quem annuueiou no Diario de hw
tem tur uiiM c^sa para vender em chais
prop ios. queira fallar com J>>io Manuel
'e Oliveira Miranda na rua do Livioutn
o da p ufe da i'enh.i sobradinlio n. 0.
fjr* O abaixo assigne.d >com Botica na
praca da Bua-vi.-ta polo pie->ente annumio
roga a aquellos de .-eos fregueses, e tjue sao
deved'ie em sua Botica, atofitn do au-
no de 1835, Ibes queiro satisfaser.
Antonio da Silva Gui.naraens queiro di-
rigir-sea rua,doCabog na loja de Fran-
cisco (Jarcia Chaves para se Ihe entregar
duas cartas vindas da Cidade do Porto.
W Queai precisar de caixa's para as-
sucar feiUs conforme a encommemla por
preco cmodo ; dirija-se serrara do Xa-
vier na rui da praia para tnctar do ajuste.
%T^ Quem annunciou querer 600^ rs.
a uros de ura e meio por cen'0 a mez,
fni boas fimas, procu 1 e na rua doCabu-
g loja de miudesssn. 5.
%& Quem precisar de um padeiro que
entende de massas, para fora di pra9a ;
queira annunciar para ser procurado.
NAVIOS A CARGA.

Para a Parahiba.
Segu viagem infalli velm^nto t quinta
feii a 22 do con ente o Hiale S mo Antonio;
quem quiser estregar ou ir de passagem
dirija-se abordo a fallar com o Mestre.
COMPRAS.
Um moleque, sem vicio algum, de la a-
t*5 i5 auno., 011 soja ciiolo, ou de naci,
enm tanto que tenha bonita Cuna, propria
a pageni: quem ti ver annuncie.
tCat" O Cornelio Nepote em I^atitn e
Francez, ou Portuguez : annuncie.
Joio Fe reir da Cunta.
*3T D-se 100^ reis a jnros sobre hi
polecade urna esciaVa de meia idade, ro-
busta, tem vicio e nem molestia, para ser-
vico de pouca familia, ticando o servico i'a
esciava pelo juro do'dinheiio anuncie pa-
ra ser procurado.
%J*m Trrc*-se a moradia de urna b >a
cus* torrea no alieno da Boa-vista pur so-
brado de d is a 11 Jai es ein S mo Antonio :
quem o tiver, e quiser trocar, annuncie
para tract*r-sc do ajuste sobre oaluguel.
V9" Precita se de urna pit- para lodo
os :i vigo de c^sa, pagando a: 240 reis 'por
da : q ^^ Y1 e isa-su de um caixeiro Portu-
guez, ou Brasileiro que tenha pratica de
negocio, e sailia hem lerescievar econtar,
p.ii* urna venda: quem es 1 i ver nestus cir-
CUfMtsaeias annu ci.
OjSnr.*. iiiio de Fi.itas, c Mauocl
VENDAS.
Mcos Bilhetes da Lotera que corre no
(lia t6do corrente a 9 patacas e meia em
prata : na rua do Collegio Bica D. 5.
Wr*" Os ltimos bilhetes da Lot-ria
que corre no dia 26 do corrente ; na Pra-
rinha do Livramenlo D. 29.
fcy Urna negriuha crila, d bem parecida muito humilde e de boa
conducta, j cozendosofriveimente, e fau.g
bem um moleque, irmio da dita negrinha,
mais moco que ella : na rua Nova D. 12
loja d W" Urna duzia de cadeiras de angioo
envernisadas, obra boa : na rua Direita,
tenda de marcineiro P. 50.
W Bixasdo Porto por prego com mo-
do : na praca da Boa-vUa Botica D. 16.
%9 Bix-s rhe^adas do Porto no Brigne
Ventura Feliz, presunto de Lisboa a 300
iia libra: na praca da Ba vista venda
D. 9 junto a Botica d Braulio.
%9 Um cavallo de cangalha muito for
te, e hom corpo, novo, em boas carnes : na
rua Direita Di 34, lado do poenle.
V^ Bixaschegadas, no Brizne Ventu-
ra Feliz, a preco de 240 reis : ni rua da
Mj'lre d<- |)..s n. a3.
yt& Meios bilhetes da Lotera que est
prestes a coi re : na rua do Collegio ao p
do passo.
y^ Um pntode naci, de 1% annos,
b >uita figuia, sabe cosinhar, e b >rn i-ffici-
ai ilesa pal' iro, e faz todo o servico de ca-
za : na do Fogo D. 1 1.
Wr~ U.ncriVallorusso com muito bons
andares, gordo, e*em arinques, porprero
commodo: na rua da praia senaria do
X ^p* Um pelo de naco de 22 annos,
piqpriu para todo bervico, tanto da praga
cornudo campo : na rua de Suita Thvreza
D. t7.
IfW Agoa das Caldas do Jarl: na Boti-
ca de Antoijo P.dro noarco daConceivo.
>y* Um lindo eM'ravo, pretu, se 111 vi-
cio de qualidade alguma ; moco a ruui
op^io pra pagero : na rua do Vigaiio,
sa n. 29, a." andar.
%.W l'or pre( iso um escravo robusto,
a ni 'a mosso, bem ladino, muito fiel, e-em
nota alguma 1 na Cidade de Olinda, rua dos
1 cantos n. 16.
^55* Espidas direit's com roca prop i. s
para ca vallara de G. N. : na rua Nova lo
ja defi-rragem D. 18. ,
Ws^ Semen les de ortalice muito b liruxiiiiamente chegadas de Fringa: na
ol .ila le n. 450.
&2f- Tijollot dealveuaia: 110 sitio do
Chacun, m'niando-su botar uo puitu q!ie
o comprador quiser conforme o ajuste.
19 Bixas chegadas ltimamente, de
boa qualidade, e recebe-se as que nao pe-
ga lem : na rua do Livramenlo venda de
CardialD. 1. Na raesma vndese todos
os effeitos de venda porfdinheiro de cobra
tendo o pezo, e um temo de cabos deraar-
jTIo
palacio.
fim de cavauo marinbu pelo prego de 2i
Meosbilhetes: noalterro da Boa-
vi ta loja de miudeza de Antonio Francisco
Gama, e no olio duMitiiz da Boa-vista a
3{)aoo.
igiry Urna casa terrea em Fora de por-
tas da parte da mar pequea n. 56, feita a
moderna : ao p do Corpo Santo 11. 69.
ALUGUEIS.
Quem quiser alugar om im vallo para car*
regar ca ne para osussougues, ou material
para casa quese esteja fabricando, procu-
re na rua do Rangel D. .8.
%W Quem precisar alugar urna earrava
para o sei vico de casa, que cosiuht o dia-
rio po le procurar no sobrado verde, que
tem didroiile um lampio na rua das Aguas
verdes p-.ru seo ajuste.
^SCRAVOS FGIDOS.
Paulo casrange, ba estatura, cor
pret", rosto redondo, pe as arquisdas ;
fgido no dia 4 de Marco de i83a: os a-
preheodedoreso poder levar 110 alieno
da Coa-vista n. 2$, que racaberad i00#
reis de gratificacfo.
YW Joze Abes, desogolla, altura me.
diana, pernas finas, cor preta, elhos gii-
das a vennelhos, e_.com algumasicatrizes
pela ca liega ; fgido no dia 16 do corrente,
e levou camisa e siroula muito suja, ecom
um pedaco de corrente no pesco;o: os a-
prehendedoi es bvem-no 1 rua da Cadeia
junto ao tanque d'agoa.
yy No noite do di' 13 do crtente
pelas 8 horas fugio da casa D. 5 da roa do
Collegio urna negra moc, de estatura bi-
Xa, no mal parecida, seca do corpo, per-
nas arquiadas, de nome Callwfina, levou
no corpo vestido de xit<* veide escura, e
tiobem levou vestido braeo de sobreca-
lent, a qual nao linha cotume de sabir a
rua,eepor istosuppe-s t*r saido por se-
ducciode algueuiondeesieja agazalhada :
roga se a quem della tiver noticia, ou pe-
car, que a traga a dita ca-a, que ser pago
do trabalho.
y Amaro de naci mocambique, es-
tatura e corpo regular, aba xo das foutes
tem urna malha de f<>go com as mios baa-
tantecallejadase alcatroad.-s, fugio no dia
22 do prximo passado, de bordo da Su-
maca Auroia, levando camisa e catsa de
brim sojas de alcatrio, bem condecido
em fora de f 01 tas por lersido.de Joo An-
tonio, pescador e com elle exerceo ese of-
ficio 8 anuos: os aprehendedoie Jevem-
noem a ca*a de Sanios Braga, iua da Mui-
da que sera-liem recompensado ; con-ta an-
dar dito escr.vo em cumpanhia de um
pesca lor em a praia do Jang e pau Am-
lelo, di-endo ser fono, ao qual roga-se
enirigue-o a polica dos ditos lugares, ou
em a casa do annunciante
Amonio Franciaio dos Santos Braga.
^9 Patricio naci Angola, idade que
representa ter 26 anuos, estatura regular,
cor bem pieta fgido no di* 15 do cor-
rente: us apieheudedores levem-no a rua
da Cruz 11. 65 que gratificar-se-.
Tobos das mares cheias no Pono de
Pernambuco.
5Segunda 10h.54 ni
6Ts
8Q:
0S:
q iOS:
xi D:
3
o*
-o
a I l Al .
030
J. 1 18 M
26
- 2~54
3- 42 .
-Man .
Tarde.
peev. na riv.,VL M. F. DB FaiuaIoJO,


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