Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05700


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Full Text
'.* .

ANNO DE 1836. SEGUNDA FRIRA
I8EJULHON. 153.
PR*i,ofo, ifA Trr.oiM. F.deP*au.
1836.
DAS DA SEMANA.
18 Seronda 8. Marinha Aud. dosJuizs. do Cr.de
m. e il" t. ses. da Tliezouraria Publica e
Chae, de t.
19 Terca S. Vicente de P. Re. de m. aud. do J.
. de O. de t.
20 Qtiaria S Jernimo E. ses. da Thez. P. Q. cr.
a. 4 li. c 10 mn. da t
21 Quinta >- Prxedes V. Re. dcm. aud. do J. do
C. de m. e Ctanc- de t.
29 Sexta S. Mari* Magdal. Bes. da Tb. P. aud.
Ho J.de O- Je'.
23 Saltado jej. S- Apolinario Re. de m. e aud.
do V. G. de t. ra Olinda.
24 Domingo S. Cristina V. M.
Tcdo agora depende e nos mutuo', da nossa pro
riencia. tnoderaco. e ener?ia .-continuemos coma
principiamos, e eremnt aanntadoa com admira*
<}ao entre a Nacoe* mais cultas.
Proclamm-o da jiittmblta Stral dt Bratfi
Saliscrercse a 1000 rs. mensaes pagonadiantados
nesta Tvpojrrana. ra das Cruzes O. .'{, e na Pra-
Ca da Independencia X. 37 e 3H ; onde a receben,
correspondencias lepa usadas, e aimuneios: inserin-
do s ete gratis sendo dos propnos asnigaantes,
V vindo assig-nadoa.
CAMBIOS.
Julho Ifl.
-LiOadres 36 Ds. St. po, l cid. ou prata a 50 por
cento de prem Nomina.
Lisboa 55 por o|o premio, por metal, Noi
Kranea 2(i0 -265 Rs. por (Vinco
Rio de Jan. 6 p. c. de prem.
Modas de 64O0 I3..500 I3..4M0
h 4OU0 (..T.KJa 6SU0
P I..440
Premio da prata 50 p. c.
,, das lettras. por mez 1 9 por 0|O
toltre 2j por cento de uesconto
mi...
PARTIDA DOS CORRRIOS.
Muida _Toilos os dias ao meio dia.
oana, Alhandra. Paraiba, Villa do Conde, Ma-
manguape p |,r, Relu de S j5o Brejo dAreia,
Kainha, Pomltal, Nora de Souaa. Cidade do Natal,
Vidas de Goianninha. e Nova da Prineeaa, Cidade
da Fortaleza. Villas do Aquirs. Monte nuw novo,
Aracatv, Cascavel. Canind. Granja, imperatriz.
.i f-V' JoaoHo Principe. Sobrar. Novad'
Klltc.v. Ico, S. Matheus. Kcacho do saii|-u. S.
Antonio do Jardim, Quexeramobim. e Parnahiba
-SerondaseSextasfeirasaoasio da por via da
Iaraiba. Santo Aiuao- Todas a oud meio da. Garanbiins, e Bonito-nos dias 10 e 34
de lada mezaomeio dia. Flores-no dia 13 de
cada mez ao meio dia. Cabo. Serinhaem. Rio Por-
mozo, e Porto Calvo-nos dias 1, II c 21 de cada
mez.
PARTE OFFICIAL.
h
.
RIO DE JANEIRO.
A5SEMBLEA. GERX LEGISLATIVA,
CA.MA.1U DOS SENADORES.
SessaS de 17 de Maia.
Presidencia do Sr. B.nto Barroso Pereira.
A' hora do estilo, acha-te na sala nu-
mero suffiriente de- Senadores, o Preai-
deite declara aherta a seasa, le-ae e ep-
prova-ae a acta da ania-ior.
Niolia expediente.
Ordem do dia.
R< aposta Falla do Trono.
Continua discussso no 3. tpico rom
as emendas apoiarias na antecedente^sessio,
e nella adiada pela hora.
O Sor. Saturnino respunde aos argu-
mentos apresentadot pelo Snr. Paula
Souza, >^sflih'->ua a sustentar as emendas
offerecidfl
O Snr^Tergueiro principia por fazer
ver que quem quer restabelecimento da
disciplina nao quer o seu anniquilameato,
nem innovaces; os Papas porem .-io a-
quelles que, repellando a disciplina dos
Apistohs, usurma as cenfirmaces dos
Bispos que perlencia aos Metropolitanos,
Usurpaca esta em que o artual Papa a-
presentava hum excesso rnaior que seus
antecessores, porque ertes, por va de re-
gra, s attribuiad para si a invest Juta
dos Uispos, e do o repellirem aquelles
cupar da felicidade dos cidadlos.
Observa que a que.ta he, o Senado
deve dar huma resposta a este tepiro da
Falla do Trono? Quat deve ella alr ?
Dizer-se-ha que o Senado pastar a pro-
poras med das legislativas que julgar con-
venientes 5 cu o Senado nao propor cou
sa algumaa tal respeito, abandonar o Ge
verno asi mesmo? Que destai du6 bases
ha huma alomar; porem que feltzmen-
te a Commisso encarregida de radien* a
resposta havia achado hum meio tonco,
qual o daque o Senado por ora se na5 met-
te em tal questa; mas e para o futuro
f"i' necessario, o Senado tomar as me-
didas que julgar convenientes; resposta
esta a mais prudente de que se pode lancar
mo.
O nobre orador rrsponde a alptins ar-
gumentos apresent-tdoatpelo Snr. Satnrni-
vos era que se fundamenta a Falla do Tro-
no.
Diz que a Falla aprsenla noticia dse
ter nomtado hum Bispu ao^qual a Corte
de Roma negou a coii6rm9a; o Covr-
no insta na lonrma^s, p a Corte de
Rom continua na sua negativa ; a Fal-
la puis deixaria de'tocar neste negocio se
o considerasse relativo simplesmente a
hum individuo ; porem julga que era con-
veniente tocar nrsse ponto, porque exci-
tando na rfl^io humetrto partido contra
O Cu ver no, podrria er objeoto de coasu-
ra ; a f que o Governo julga ter por si a le e a ra-
zio, masapesar rli-so oSsntoPadre na5
convem naconfirmaca5 obedecendo soa
consciencia. Nnlaque huma lei qualquer,
em cojo caso esla os Caones, pode s^r
interpretada, e spcundo a interpretaca
que o Governo d. Brasil (em dado dis-
O nobre orador diz que a Falla do Tro-
no apresentoa o facto, e o relatorio do Mi-
ni tro da renartica competente o desen-
volv mostrando quaes s porque o Papa riega a confiroica do Bis-
po, eahi sereproduzem ioz6es mostran-
do-se estar a razio e a lei da paite do
Governo, edo lado de S. S.ntijksla hu-
ma consciencia religiosa seguiudo ot
principios de bom Pastor. Decl.o-a ter
consultado a pessoaa intelligentes na ma-
teria, e todaa Ihe certifna que o ponto
na l-.o rio outra naturcia oaoa qiAs Jci-
p'iaar, por nadinvolver dogma; declara
conforma r-se com mu i las das razes a-
ptesenti-las pelo Snr. Vergueiro; con i-
fin-j mil a presente disrussa para que o
Santo Padie conheqa que o Corp Legis-
lativo sabe que qtiandu as uegociaces e
nao ter minero, como he de espetar, elle
entad lancar mi daquelles recursos qua
do que o Papa, por'que o Governo < bia
omjustica, e o Papa com usurpag5; e
convem antes sustentar a dignidade naci-
onal de que as usurpaces de huma au-
toridade eccleastica. Combate as emen-
das offerecidas, e declara-e pelo tpico
tal qual foi redigido pela Commissa.
O Snr. Albuquerque diz que na >es-
s5 antecedente nao fora b- m entendido,
e^orisso hoje seexpliea. Analisa apir-
te da Falla do Trono relativa a e-te pon-
to, eaie-pos'a doS n.sdo,-e era resulti-
Ho faz ver qi.e o Senado oeste tpico di-
rige huma censura ao Governo, e seus
Diplmala por se suppor que nem o
Governo, nem os seos Delegados tem em-
pregado todos os meio* para m terminar
amigavelmente tsta npgociac<5, dfclaran-
do-seque se espera que a negocuci-' sa
que era cinonicamenle nomeados; so- I concillar pelo n'ermedio da Corte deRo-
mente nao confitmava aquelles que nao j raa paia com o Santo Padre,
era cannicamente nomeados; porem o
Papa actual quer levar essa uzuipaca5
ao seu maiorauge, se nao fazer huma no-
va usuipacaS tugando a ote tidura do
lii-|)o numeado com todos os requisitos ca-
nnicos.
Musir que sendo o principal funda-
mento da negacao de S. Santidade, hu-
ma inovacad que ae quer arrugar, e que
tero sido em todos os tempos, eainda mis-
mo no lempo da ignorancia, sempre com-
batida pelo Poder Temporal; nao Sabe
orno no secuto das luzes, no lempo' em
itie a liberdade se acha sumtnamente e-
b-vada, e em que a religia se tm despido
de moita superslicaS, na5 poderia o Po-
der Temporal oppor-se uaurpaca, e a-
buso do actual Papa; que a negar-se Ch-
a iiuuKiaun i'uJui icinpoiai, era ne-
gar-se-lhe a facuidude dtllu se poder oc-
tio, e depois passa a sustentar que o Sena- I p do antes deve, como he do seu rigotoso I raza5 ejusliqa lhe assisfe pela disposica I nidade nacional, e nao solTrer nula a Ig dever, dar apoto ao Governo nacional, des meamos Caones, e por so lhe eom- I )a Brazileia; pronuncia-se contra as e-
Declara que ignora qu es sejeosmei-
os de que ainda se peder lancar mo,
quando j ha dous annos se traba'ha em
con~eguir a conmmacaS do Bi-po semse
por
p/e sustentar a nonaaoao qoe tem feito;
po'em o Santo Padre continua no Si u veto
necando a c nliimua.
O robre orador nota que na Falla se diz,
alluHindo A-semb'ea Geral, que ns iri-
tis della e-t por termo, etc. ; e com pe-
ta referencia o Governo pslav* persuadido
que nao 'neria diScr qoe se fossem men-
digar a Boma as di-pensas sobre muitos o-
bjectos disciplinares, por estar convenci-
do de que en materias di-ciplinares nao
he necessario ecorre* Corte de Roma,
por terem osB.spos jurisdiegio competen-
te para essas dispensas ; com tudo o Santo
Padre conlicuava a estabelecer aqu hum
seu Delegado o qual arroga a si quelle
exeicicio que osBi'pos eu'endemv pode-
rem exener, quando no lempo do Gover
no Pi-rttiguez, debaixo do governo de
hum Rei nimiamente piedoso, foragii-
demenie coardajas a* funeces da lega-
ran de S. Santidade; e sobre cuja materia
ja a mt-sma Assemble Geral do Brazil se
pronunrim deeL-r^ndo ti consentir o
.luizo da Nunciatura, por naquciee que
poder obter. Conclue declarando que vo- I na Naci exi tisse hum tribunal estrangei-
ta ero geia! contra o periodo.
O Snr. Boi-ges declara que, se estives-
se sentada na casi simplesmente naquali-
dade de Senador, se contentara en votar
symoolicamente, mas nao pudendo d>iCt-r
de consid' rar-se (pie na casa se acha senta
do hum S. nador que mine as qualidades
de Ministro de Estado de hun a" repart
cae a que diz respe i t o este negocio, lal-
vez, que assiui considerado 9 sen silencio
desse lugar a mu tas inlerprelac,es, por
cuja razio toma parte na disonar-la. Ob-
serva t|ue a resposta Fa la do Trono *e
atiirt mu orn trabada a passa a omi !
gurnai inforndcea a esputu doi moti-
lo jul^ando dos negorio nacionaes ; ase-
sar de rujas deteruiinaces o Delega Jo de
S. Suni a le continua a (Jar dispensas; e
que exptimndo-se a Falla do Trono por
huma manciro t'' clara, he evidente que
ella nao involve a i !ea da resureira de
princ'pio- que ru fora6 admittidos pe'a
ulica grej*. Moitraque na resposta do
Seri-do a este tpico da Falla d > Trouo o
Senado se da por entindido d f cfo, di-
eendo a> mesmo lempo que por ora nao
echa ppoituno que o(,'oipo Le. islatvo
se inlromentla por ota em tacj negocias
vahai-e pata crn occiciso i'i'j'oiluna
9 jiiesenlar o su juizo.
meadas, a declara votar pelo tpico tal-
qusl.
OSnr. Carneiro de Campos faz a decla-
raca de que seus principios sao ortbo-
dozos e puramente re'it>iosos; e qoe est
ronvencido de que a Igreja sendo abso-
lutamente indepeodente do Poder Papal,
quaulo aoDogmff, ooao he porem t quanto disciplina, etc.; r< produz e le-
forca alguns dos ai gummi los apresenti-
d-'S.
O Mrquez de Paranagu continua a
sustentar alguns dos seus argumentos, a
combate outros que contra elle fura5 a-
presentados.
Toma5 a;nda parte na di .russa o Mr-
quez de CaravelUsj e o Snr. Joze B oto, o
qual .declara ha ver assignado os tres pro-
jectoa que foraapresentados na Cmara
dos Deptitadoa, que se tem considerado
como ui slrni ioies da religi o; observa
<|Ual a mstei ia que tiles rontem, e que
e-t bem persuado que ella em nada va i
locar com a religiJ5 cath lita rumana que
profesas. *
Dando-se o topro por discutido, be ap-
provad i simpl-smeute coui a seguinte e-
menda, em vez de se dizer- de que a pru-
dencia e s.ibedona de V. M. 1. -dizer-se
-de que a prudencia e sabedoria do Go-
verno de V.. M. I.--As demaii emendas
nao s -.o approvad <%. .
Tendo dado a bor* o Presidente dech-
ra que a ordem do dia da*, "uinle sessao
te a contiinKiea da ili-cus-a5 da respeta
Ful.'a du Trono e mais mat.ra dada, a
levar ta a s-ssa depois das duas hoiasda
ta;de.
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*-vr


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%
DIARIO DE PERNAMBUCO.
PERNABMUCO.
SOVERNO DA PROVINCIA.
f
CW. do Expedienta do dia i4
OFF1CIO.
Para cumprimento a Lci do ornamento
Provincial n.* a4 de 8 de Junhodo coi-
rente annb pedeo Inspector da Alfandega
em oicio dirigido a V. S., e que me fot
presente com o seu de 7 do corrente ser
esclarecido acerca dosseguintes quesitos.
i.* Se deve arrecadar o imposto Pro-
vincial de todas as bebidas espiituo-.s,
que forem importadas, oa tmente das
que forem despachadas para consumo.
a* Seo imposto houver de ser perce-
bido Ht das bebidas, que forera despacha-
das para consumo, o que deve prsaicar
quando depois de despachadas forem ti as-
portadas para outias Provincias com car-
ta de Guia?
5.a Se as agoardentes, que vierem das
oulras Provincias, cujos gneros de "pro-
duca, e manufactura sao iscmptos de to-
dos 03 direitos, quando importados de ti-
nas para outras Proviucias do Imperio,
ficao igualmente sugeitas ao imposto ?
4. Se a cobranza dss ogoas ardentes, e
outras bebidas espirituosas da producad
dasoutras Provincias, que at agora nao
entrava na Alfandega, pois era bjectos
peilencenles Meza das Diversas Retidas,
deve ser feita por aquella E tacad, ou pe-
la Alfandega, ficando obrigada a entrar
n'ella ?
5.* Se nesle segundo caso devem fk-ar
sugeitos a um e meio por cento do Expe-
diente, eao pagamento de armazenagern,
como todas as outras mercaduras, visto,
que com ellas tem de ha ver o mesmo pro-
cesso ? *
6.* Em que especie, e foi ma deve
ser percibido o imposto ; se metade em
prata, e metade em cobre, ou somenteem
huma tl'estas especies j e 6e avista ou a-
preso, e os rasos em que ter lugar qual
<|tir (l.jstat formii
y* Qual a regra deque me devo ser
>r para o calculo da quantidade de que se
deve perceber o imposto, visto que As di-
reitos geraes d >s lquidos, que vera em
pipas, barris he calculado pela qoanti-
dade das caada*, que contem, determi-
nando-se sanente o mximo do volme :
e do q* vem em garrafas, e b (tijas te per*e-
be juntamente o direito da vazha como se
0eda pauta nos respectivos arligos ?
Curnpriiido dar os esclarecimientos pe
. didusatetca de cada hum dettes quisitos
tenho de significar a V. S. para fazer cons-
tar'ao referido Inspector quanto so 1.,
que deve cobrar o imposto t das bebdas
despachadas para consumo ; quanto ao a."
que deve restituir o imposto, que houver
cobrado, quando forem taes bebidas reex-
portadas para outras Provincias: quan'o
ao 5.* que fira5 sujeitas ao imposto as que
seconsurairera : qoaifto ao 4 que c-
branca deve ser feita pela Alfandega, e
nelUcbrigadas a entrar as bebidas espiri
tuosas : quanto ao 5.a que nao fica su-
geitas ao hum e meio por cento, e nem ao
. pagamento de armazenagem : quanto ao
6.* que o imposto deve aer recebido em
moeda corrente ; e quanto ser o pagamen*
lo avista, ou aproso deve regular-se pela
dUposicadoarl. 10 da Lei de 3i de t)u-
tubro de 1835 : quanto finalmente ao 7.0
qdizilo, que deve cingir*se lettra da Lei,
que manoa cobrar por caada*, e nao por
voluntes. Ea respeito de Empiegd>s,
que dic tambem aquelle Inspector sao pre-
cisos para a sciipturaca, e percepca
d'e-ta nova iroposic/i, que nao he possi-
vel faser-ae pelos Empreg^dos da Alfande-
ga, qne tem a seu cago outros muitos
trabalhos ; V. S. de iutt-liigencia rom
Uepropor os que ju'gar oecessarios, in-
dicando quaes os venc aun tos, que de-
vem ter.
Dees Guarde a V. S. Palicio do Go-
ver*no de Pernambuco 14 de Jtlfco de
18S6.Francisco de Paula Cavalcanti de
AMnaqerque Sr. Inspector da Tbe-
sottiariaJoa Joncalves da Silva.
PORTARAS.
blicaspara comprar um saiilbo de ferro de
elevar pezos para o aervico das Obaas da
mesma Repafticao.
O Prezidente da Provincia tendo em
consideraca o tnerecimajlto, e ruis par-,
tes que concorrem na pessoa do Sr. Pa-
dre Joaquim Antonio Goncalvcs Lessa, e
em conformidade do Decreto de 13 de.
Outubro de l85i : O Nomeia Presidente
da Administraca do* Eslabellecimeotos
de Caridade, e espera que se nao escuse
de fazer este servico, que he todo em pro-
veito da humanidade.
Palacio do Governo de Pernambuco i4
de Julho de 1836.Cavalcanli.
* Iguses Portaras fora derigidas aos
Cidada5s Joze Gomes Leal, nomeando-o
Escriva, J0..6 Morra Marques nome-
ando-o Tbetonrefro, 3oa5 Francisco de
Chabv, Joaquina Joze do Miranda, no-
meando osMeu.brosda refeiida Adminis-
traca.
DIVERSAS REPABTICQfcNS.
*
TRIBUIKL DA RRIXACAO.
Sessa5 de x6de JuIho de 1836.
Na Appelacara Civel do Juizo do Civel
desta Comarca cutie partes Appelante
Francisco A Ivs Cavalcante Cmbi>im e
Appelado Antonio Cardoz/) de Queicoz
Fouce a : foi confirmaa a Sentensa appe-
lada por Accorda da Rellaca.
Na Appellaca Civel do Juizo do Civel
desta Comarca entre pules Appellante
Antonio Joz da Costa Ribeiro e Appella^.
do Manoel Lifiz da Vriga ; foi ta bem con-
firmada a Sentensa recorrida.
Na Appellaca Civel do mesmo Jui*
Appellante Francisco Severino Cavalcante
de Lacerda Appeloda a Fazeoda Nacional:
foi tabem confirmada a SentAsa appella-
da.
Nos Embargos oppostos por Joze* Vat
Salgado contra Roque Antunes Correia o
Accorda contra elle proferido na Coza de
Appellaca Civel do Juizo do Civel desta
Comarca : fora os mesinos desprezados ma-
is dando-se que a Sentensa enbugada fizes
se livre transit pela Chancellara.
Na Appelaca Civel do Juizo do C'*el
desta Comarca Appellante Joa da Silva Fer-
reira e Appellad-> Joz Lourenco de Salles:
foi por Accorda cfirmada a Sentenca re-
coriida.
Na Appellaga C vel do Juizo do Civel
desta Corrarca Appellante D. Marianna
Thereza de Jezus S queira e Appellado
Antonio Pereira : sendo ta bem pr e Lu
iz Ferrera Campos foi julgado nullo o Pro
cesso de folhas 4 4 nizado por Juizes incompeiemes ; manda-
do que se d ao procetso ao andamento legal,
pagas as cusa das dilas folhas por os 3
Litigantes.
No Embargo* oppostos pT ^nt mo Je-
rnimo Lopes V'iarnia conta Mano. I de Je-
zus e Sou-.a o Accorda nos Auto de Ap-
pellaca do Juizo do Civel desta Comarca ;
se ju'gou pelo desprezo dos Embargos ,
mandando-se tialzitar a Sentensa pela
Chance! laria.
Na Appellaca crime do Juizo de Jura-
dos da Cida le da Fortaleza do Sear A p-
] luite Joz Antonio Gaia e App-'Hada a
Ju-(ica foi julgado procedente o tecurgo ,
reformada a Sentensa 1 ecbrrida absolvido
o Appellante e que se lhe desse baixa na
culpa.
Na Denuncie dada por o Vigirio Jo-
s Camello de S Cavalcant contri < Juiz
de Dereito do crime di Comarca deS. A ti
la Joz Fellis de Menezes ; sejolgou ser
era procedente vist-* a defeza (iroduzida
pelo Dinuncisdo firmada us documentos
que aprezentou.
No requerimento do prezo Andce Smi'.Ii
queixaudo-edo Juis do Direito nao ter res-
pondido ao Treb inl a petica em que p^
da Habeas Corpa i leudo se espassado I
tres Seisoens do Tnbenal ; se mandou por
Acorda que be espedisse ordsm a Jiiiz
Aqueta que f> atfectada a priza doSu-
cumprioo Acords do Tribunal de 9 do
corrente sobre o objecto da, queixa.
THEZOURARIA.

A arremataca da renda annual do .
4., e a frenfe do 5. Sobrado da eatincta
Intendencia fia Ma>inba, publicada para
osdiasll, 13, e i5 do coirciita^nez, se
hade realizar no dia 20 do mesmo corrente
mez. .
Secretaria da Thezouraria de Fazenda
de Pernambuco i5 de Julho de i836.
Joaquim Francisco Bastos,
Oflicial Maior.
JttFANDEGA DE PERNAMBUCO.
OBrigue Porlugoez Ventura Felis, vn-
do do Porto, entrado em t de Julho,
Consignado a Antonio Joze de Amoro,
Manifestou o stguinte.
55 Caixas com chapeos. '
i5 CaixooS com fio purrete.
G8 Ditos cem ferrajem.
a Barril rompaios.
13 Caixas cora fasendas.
08 Cu obeles com ferrajem.
9 Caixas com miude.-as.
134 Barris coro ferrajem.
43 Ditos com Vinho.
2Caiiescom paioa.
1 Dito cora 6 Tocadores*
i0 Ditos rom calcado.
*i3 Fardos com fasendas.
3 Ditos com peneiras.
4C6 Ancoretss cora azeitonas.
i5 Barriscom presuntos
a Caixes com louca.
781 Cadeias de diversas madeiras.
1 Cmoda.
5 Cunhe?;: COH1 obras de prata.
2^ Sofas do diversas inudoira*.
6 We2 is ditas dita*. *
2 Barricas rom-palllos.
8 Pipas de Vinagre.
1 Caixa com chapeos de Sal.
1 Baba com reros.
25 Caixas rom feiji.
5 Embrulhos co.n capacho.
1115 Barricas abatMas.
2 Caixas cora bixas.
17 Librasde.Pitigue de porco.
lOD Feixcsds Ihos.
700 Moedas de prata de 9G0.
1 Cartoxo com dita.
3 Ditos com moedas de 6:/,00.
2 Jumentos.
2 Canarios.
' 1 Melro.
9b" molhos de Cel>!las.
18 Embrulhos (ignoia-se o conteudo)
*m
HBZA V/fS DIVERSAS RENDAS.
A pauta he a mesma do N. 145.
plioiirile, ou q.iem suas vezes tizer para
Ac Adsia.".!aJu Fiesai das Obrae-Fu- j aar a/raza em duis Uoras [a>- que iii6
DI ARIO ee PERN A M BUCO.
Temosa vista gazet^s das Provincias do
Norte; Natalenses al 8 de Junho, que
emosri.c,9i, 92, 93, nenhumartigo tra-
zem a respeito do Rio Grande do Norte,
pelo que podemo* asseverar sus completa
tranquilidade : isso nao comprova pou-
co do bonissimo carcter do 6eu Presi*

dente, o Exm. Sr, Aguiar.
Do Maranham recebemos o Caeambo
den.0 1 10. lie peridico novo, bem
es:ii|>tu, perleuce a opposica, e man*
tem com muila diguidade a polmica rom
o Echo, e com o Americano, que defien-
den! o Presidente. O Caeambo az a sua
Introduca dizendo :
Ha muito tmiin j que estamos conveo-
ciJo da precizac.de um peridico, q'ie fa-
zendo urna oppozica decente e oste ao
nosso gl)v4rno provincial, o ai.'vi ra desuas
(altas, l^jjsure-ilie os seus err.-s, o avise
daa ik ceS'iJades publicas, e O fica P3r
e.tvrjjd), dcscrever cotn mucha regular
a rbita que lhetracou a Constituica e a,
leis. a
Doseun. 1." copiamos o segrate so*
breo Para #
As noticias ltimamente recebidas |do
Para sao todas favoraveis causa da lega-
lidade : varios pontos tem sido lomados
pelos uossos, e alguus delles importantes.
Os rebeldes tem sido constantemente ba*
tidos com grandes perdas em todos os Jre-
contros, ao mesmo passo que as forcas da
legalidademoito pouca gente tem perdido,
sendo para louvar-se a coragem e activi-,
dade com que se tem portado : Mas como
fosse necessaria urna sombra negra para fa-
zer realcar este quadro de valor e de pa-
triotismo, appareceo um tal Joze Francis-
co Alves, quecommandando uraajexpedi-
ca mandada contra um facanhoso Sarai-
V3,'caudilho de l50Saltead"i-es, e o ten-
do cercado na bocea do muan, .tendo-lbe
aprisionado alguns dos seus e estando a
ponto de o render, sugeitou-se a urna Ca-
piluiaca proposta pelo Saraiva, em vir-
lude 'da qual entregando lhe os prisionei-
ros, o deixou ir-se embora com todo o
armamento inclusive'4'p*?> de Artilhe-
ria! Nao podemos dar aos nossos leitorts
todas as particulaiidades deste fado, por
ua constarem da carta donde extrahimps
esta noticia.
Mais por rclaces fideginas (abemos,
que a Cidadede Belem ficava em rigoroso
asedio, e que o Presidente Andreas fren-
tudas loicas da Legalidadn se tinlu apes-
gado de quase todas aS Villas e luga rejos
revultados. Tal vez a restauraca do Pa-
ra nao esteja remota. I
No Maranham tinha-se aberto a a.* Sea-
sao da Assemblea Proviocial no dia 3 de
Mu i o : a Falla da abertura, que lomos por
inteiio, algumas cousas contera de muito
interesse, mesmo de satisfaca para a Pro-
vincia, e para o Imperio. Copiando o se-
grate periodo do p^nagr.fo sobreTr-
quilidade Publica Damos aos leitores
boma saplUfatoria noticia oliciel do soce-
go interno do Miranham.
A nossa Provincia, bem que mstica
ao volca anarebico que alaga o soto Pa-
i tuse com suas lavas, gosa todava de
pleno socego, *e rae julgo feliz em poder
assegor*r-vos, que o presente nenhuns re-
celos o (Te rece de abalos, e commoces pe*
lit'Cas; gra?asa Divina Providencia, gra-
cas ao bi-sudo e judicioso compoi tamento
do bom povo Maranhense, que m des-
Ponhece, que a nossa primeira neessida
de beorepouso, e que s no regaco da
Paz podem vingar as instituices liberaei
que felizmente nos regera.* &c.
Tem o Maranham soccorrido ao Para,
conforeie.o diz a Falla d> P. com qoasi
400 contos de ten: 1688 granadeiras,
400 Soldados de 1.* Linha, que juntos a<
i-uprimentos de Iripalaci e ^itiicb pa-
ra os vazos de guerra soba ^nais de
800 pracas. ^|
A Renda Provincial chegou apenas no
anuo pretrito a 186:O68$O0O. A d-?s-
peza he oreada em 503000^000. Anda
quando (diz o P.) se possa elevar no cor-
rente anno fimneeeo 200.-000^000 a
renda, existir o dficit df 103 contos de
reis.
Nada contem estas gazetas'sobre o Piau-
hy.
Continu 'cao do ArU Litteratuia.
Pondo de parte certas locuces econs-
trurcSes proprias d'aquella idade ainda
ponco, edifficilraente cultivada quanto
mais agradavel nao esle tetilo, este torneio
de 01 agio, do q' o bordalengo eogrimanso
dos uossos modernas gallecismos! Quetom
desempecado 1 Qal desfaslio Que graca
de dizer Goste qtiem quizer do seu fallar
enxac>o afiancezado; que eu apreciare
sempre a lingoagem classica.
Rernardim Ribeiro era fidalgo da Casa
do Rei D. Manoel e julga-se, que se
namorra da propria iilha do Rei, D.
Beatriz : nada se (abe relatiameote ao
fiai dos seus amores; apenas nos vjro ,
alm da obra mencin ida, as suas sinco
clogas de tal merec mente que foro
ellas, que derio impulso Pesia Pastoril
do Decimosexto secuto.
O mais celebre Historiad ir do S.-culo S

MFL r



DIARIO DE PE R N A M B C O.
*
foi o Chronista Mor Fernio Lopes qe
coroecou a dar noro carcter Lingoa
Portuguezi. O Ilustre Correa da Sena
cm a saa Colleceo dos Livros inditos
da Hr-toiia- Portugueza diz, que o seu
estilo foi cheio de clareza e to diei nte
que o precedera que parees outro edio-
uaa eserve para designar de hura modo
exacto- o estado da Lingoa antes di) lem-
po em que floreca o S de Miranda.
A obra mais notavel de Fernio Lope,s
he a- sua Clnonica d'aqnelle D. Pedro,
que se fea lio famoso pelo seu amo.- a D.
Ignez de Castro por sua constancia e
por huma vinganca to interica, que s se
apigou com as mais horriveis crueldades.
Em a exposiclo candida, e sincera desse
Historiador notarse o espantoso carcter
do Rei,' que casa va o ardente amor da.
justica com os mais terriveis zcessos do
despotismo: e lie muio para admirar,
que em tempos anda lio verdes para a c-
vilisacio, ello ousasse reprovar a barbara
vinganca q Pedio cont>a os Ministros de seu pai, al-
gozes da sua amada ; pelo que Franii co
Das diz delle fura o primeiro, que es-
creveo dignamente a Historia era toda a
Europa.
Fernio Lopes tambem escreveo huma
relami importante sobare a expedido de
Afonso 5.', denominado o Africano on-
de se encomia mu interessante Memo*
ria de ChristoVio Cnlonabo, no seu pri-
meiro regresso do Noro Mundo a que
d o mime deAntilha, e Ciprago. Esta
Memoiia he devida a Ruy de Pina rujo
lillio seguio os passos de sea pai ; e dedbis
de ter sido Secretario fd'Eraibaixada em
Inglaterra em 142 foi enasrregado pelo
Rei D. Manoel da reforma dos Tribunaes.
Elle doixou hum escripto mui curioso so-
bre o estado dos Tribunaes eui Portugal ,
e sua reforma.
Nos fins do Seculo 15 D. Joio 3 to-
mn grande nteresse pela Letras con-
vidando sabios nacinaes e estrangeiros
para a universidade do Coimbra que te-
ve enlio mui Coneideravel rtfirma. Desse
numero foiio o celebre Diogo de Teive ,
os irmios Couveas, o Ilustre Buchanan ,
que foi metre do S de Miranda do
Ferreira, Carenes : mas a mais ci ua ner-
seguicio leita pelo estpido e monstruo-
so Tribunal da Jnquisicio foi arecompin*
sa desse estrangeiro tio benemrito.
Com 1 .itralos tio respeitaveis os vsUi-.
dos tiverio em Portugal huma reforma
quasi completa e consrguintemcnte o
edioma loi-se depurando das fezes da bar-
bariJade at chegar ao grande seculo^da
gloria Luterana dessa Reino. Mas tTez
homens >>e avantajio principalmente nesta
periodo, e abrem o passo hos Poetas ori-
ginaes, que tonto illustriio a Naci ; e
vem a *er Gil Vicente S de Miranda e
o Ferreira. O primeiro he tido pelo nie-
Ihores criticos por pai da Poesa Dramma-
tica em Portugal, e j betn pode ser,
que em toda a Fui opa excepcio da
Italia. Elle foi o cieadordo Thealro Por-
tugus e as suas primeiras prodceos
epspareceiio nqsnno de i505. Derao-lhe
o sobre nonie de Pauto se beta que o
judicioso Erasmo que aprender a Lin-
goa Portugueza s para 1er as soas obras,
julga que elle aproximra-se mais ao
estilo de Terencio. A' exemplo de Mo-
lieri parece, qne representa va tambem
nosDrammas,'quecompunha; e ninguem
conheceo melbor o gosto dominante do
seu seculo, que Qa liam mixtiforio de
heioismo cavalberesru e os mais tocan
tes mys_tcrios da Religiio.
Alera de comedias, e tragicomedias
compoz Abetos Sagradas, eprofmos. Em
hum denles Au.Ctos apparece Merfvirio ex-
plicando o movinieuto dos Planetas con-
forme ao SYtetn ento adoptado. \ Mas
logosuige hum Se.rufim, mensagelro do
Ceo, convidando ps habitantes da trra
para huma Feira em honra de Mara
S.** e ahi aproveila o Unco para la'bar
contra o Clero do seu lempo que se
descomedia no gosto dos bhjectos de laxo.
O diabo porem que tambem tem mer-
cadorias que vender, trava alleicacSes
com o Anjo, e j preie qual seja o gosto
^iie Mercurio chame Roma como repre-
sentante da Igreja para decidir a questio.
Ella offereco a paz d'alraa ; por m o di-bo
nio a quer acceitar e Roma retira-se e
vem em seu lugar dous camponios Por
tuguezes hum dos quaes quer vcnder-a
mulher, e esta que tambem e quer d<>s-
fazer de beu marido ; e estas ridiculas dis-
cus 6.'s parecem constituir o cmico r*o
Drainma. Mas o oVseu trecho he o p oto-
typo da extravagancia. O diabb passa a
offarecV s cara porgas is sena gneros e
nio as Ilude; porque huma dellas, te-
niendo o seu maligno nfluxo p?-o em
vergonrlasa fgida ao pronunciar o n.irae
de Jess.
Eas represen taces faziio se tas Igre-
jas commumente depois dos Oflicios, Divi-
no. Os Actores muitas vezes anda vio
representando por ca*as pai (rulares. Hum")
desse* Auctos intitulado Mofina Men-
des foi representado na presenca do Re!
D. Joio 3.# as Malinas da noite de Natal.
A Scena abre se pela apparicio de hum
Frade que ero fortoa de sermio vera ex-
plicar o argumento^! i Aucto. Depois ap.
parece Maria S." accoiupanhada das su-
as Damas, que sao ; a Pobreza, a F a
Prudencia e a Humilla le e logo apozo
Anjo S. Gabrii 1, que lhe dirige Aunun-
ciacio. Corrido o pao os Pastores se re-
nen) para o Nascimenfi depois de hum
lonjgo dialogo. Torna aapparecer a Vir-
gem Mii accompanbada de S. Joz, da
F e das Virtudes e t>>dos recitio de jo-
elhos hum Psalrao em versos. Acabada
esta Srena burlesca chora o Menino Je-
ss ; as Virtudes o embalso coro cantile-
nas e hum Enviado celinte se annuncia a
oe Pastores. Os Anjns tocio diversos ins-
trumentos, 8ccompanhados pelas vazes das
Virtudes, e dos Pastores, que xecatio
varias d.Mic.a.1, e relrio-se. As quatro
E-taaoes do anuo e o proprio Jpiter da
antig.i mylholog-a em adorar o Menino
Dos, a<> me>mo tempo que tambem ap-
parece oS mos. Toda esta sWgalhada termina com
hum Te Deiim laudamus. Gil Vicente
teve inuitos imitadores, tae como D.
f.uiz. Glhi do Rei D Manoel Draz de
Re.-ende Hcnrique Lopes Jorge Pinto,
Autonio de Azevedo, Anton'o Ribeiro
Cbiado e Jeronymo RibeifO. Quem sa-
be se dessa escola nos veio o gosto 6em-
drammatico dos nossos Presepios do Me-
nino Dos, eos Decendimentos, que nio
siooutra coosa mai^ do que huns anvme-
dos de Tragedias ao Divino, representa-
das aioda boje em as nossas I^rejas ?
Pondo de psrte a extravagancia dos ss-
suroptos, tio proprios d'aquelles terap >s,
de.;cobre-se em Gil Vicente hum grande
"talento Drammatico o couhecimento e
fina ticto do bom cmico, locuedes ene-
gi'cas, engracadas, boas methaforas, &.
S de Miranda que na-cera nos ltimos
annos do Seculo i5 (j'495 ) viajou pela
Hrfspanha e pela Lalia onde adquiri
vastos conbecimento- d'antig'i Literatura
'Greg e Latina. O esciiploi mais no-
laveis deste Classico sio as suas duas Co
medias, isto he; a dos E^tratigeiros ,'ea
dos Vilhalpandos. Estespnus Poemas sio
verdadoiramente preciosos assim na estilo,
oo no as freqoentes inteofes cmicas ,
e muito arremedo dos Anligos de sorte
que na ultima destas Comedias a persona-
gem qne ahi apparece de hum Saldado
fantari io nao he outra cousa mui do que
huma imit gloriosus de Plauto. Tambem nos de-
loa varias Poesias Pastoriz ou Jo se mns
tra huma naturalidad^, grac< ,#e locucio
pnturesca atd entio desconhecdas. Na
E:loga 8.*, por ex. exprime se osaim.
Como corre como atura
8uem vai apoz o seu gosto ?
^uer por fri quer queutra ,
E no suor do seu rusto
Bu-c* hs esdi m ventura.
Sem gt'ia e sem esronjuro
C'os medos se desafia ;
So vai afouto e seguro,
De noite poloe^ruio.
Por montes lierrooa de da. u
Que energia nfo tem a exprsalo
C us medos se desafa -
(Continuar-se .)
DECRETO.
Havendo en comeado por decreto do
primeiro de Jamiro do pnsent anuo ma-
recbal general dos meus exercitos, o
Principe D. Femando Augusto, meu mui-
lo amado e pres-do esposo : hei por bem
determinar que, entrando no exercicio
d-quella patente, ajsuma desde j o cora-
mando do exercito Portuguez, poi ssim
convir ao bem do serv^j. O Duque d'
Terceira meu sobrinho Par doR Conselheirodo Estado, Presidente do Gon-
selbo Ministro e Secretario de Estado dos
Negocios da Guerra o tenha assira enten-
dido e faea executar. Paco da. Necessida-
des em 3o de Abiil de 1836. Raiuha.-
Duque da, Terceira.
con frtiles a capacidade de seu autor.
t^ Deseje-se fallar P0 Snr. gnario
Joze Lopes natural do Maranlio a negocio
de seu inere.-s, ua ra doCrcfpo D. 5 i."
andar. / '
WT O bbiX'v4s^cnado avisa a todas
s pessoa que pftendem Ian9ar ittairen*
demento di sua preprd^de sito na i ua Di-
icita desta Cidade U. 63, que por cama
da muia ebuva quelouve na tarde do dia
i i, nao f, posiive fioe/compaicer no
actodaarreinattcion Snr. E.jciivioqiie e
achava de semana, por-este'motivo iicou
transferida a ultima prega para o dia de
boje ll do crreme, pelas mtsmajJboras,
e pe ante o n.esmo Snr. Doutor Jhiz do
Givel da 2.' vara j anounciado no Diario
N. 150, o mesmo abaixo assignado pede
aoSnr. Fscioque Uuba a laoudade de
nio ialtar.
Caetauo Pinto de Veras.
Carfa Rtgii.
Sarcnissimo Principa D. Femando Au-
gusto meu muito amado e presado espo-
so, marechal general. Eu D. Maria, por
grapa de Dos Rainhs de Portugal c dos
Algardas, daquero^e d'alm.raar era A-
fi ni Sen hora de Gui, e da Conqu sta ,
navegacio e commercio daEthiopia, A-
rahia, Persia e da ludia Se. t envo
muito saudar a vossa Alteza Real, como
aquello que sobre todos amo e preso. A-
cbando se vossa Alteza Real nomeado por
decreto do 1. de Janeiro do presente
auno Marechal General dos meus exerci-
tos; e ten to eu resolvido que, emeom-
formjiade com a dita nonc cao vosa
Alteza Real entre desde j no exercicio de
Commandante do exercito Poiluguez., por
assim ^onvir ao bem do servco : bouve
por bem por decreto da data de (aoje ,
determinar que immed'ataraente vossa Al-
teza Real assuma o referido romtnando ,
na certeza de que vossa Alteza R al empre-
gnr os seus talentos e txceKas virtudes
rm prol da causa pnblica dando assim
mais hum foi te sustentculo carta cons-
titucional da monarchia, e dequevoasa
Alteza Real, pelo nteres* que loma pela
prosperidade distes leinos desempenha- |
r cabalmente esta ponderosa commssii.
-- Serenissimo Piincipe D. Fernando Au-
guto meu muito amado e presido espo-
so : no^so Senhor haj a pes-oa de vossa
Alteza Rtl em sua continua guarda. -
Escrita no Palacio das Necesidades, aos
5 a das do mez de Abril de i836. De
vossa Alteza Real. Caiinhosa Esposa. -
Maria. Duque da Terceira.
Est conforme. Ajudante General.
Sarniento.
dos teus compradores, olFerecendo-lhes
?icios e mtios de satisfazer as paix5es.
Huma extravagancia -.-niida maior faz.
n Dosangire, e leite empolla Jo
O bizerrinho vcojo
Corre c salta pelo prado ,
I)op>is larra pivguicoso ,
Tira o seu carro cansado.
C'os dias ec'otrab Iho
O brincar d'anjes Iheeaqnece,
Neru he j o qn'era ao malho;
Corte s, leveee no talho
U bai velho, qu'enfraquece.
(Do Jornal do Commercio.)
Quem quser urna ama para cas*,
dirija sea ra Velha lado esquerdo D. -x.
V^ Existe na casa de Me. Calnjont Be
Comp. uma carta de importancia para o
Snr. Francisco Alves ds Cunha, auzenle
aoSnr. DomingasMartios de Brito, chega-
da pelo Brigue Trovelter dauadeia.
M^ Precisa se de um periiimo caixejro
para tomar cunta de urna venda em bm
local, poili.il.nieo: a quem convier diri
ja-sea ra das cinco Puntas loja de fasen-
das n. 22.
Vrjr* O abaixo assignado ariematante da
passagem da Madalena lendo uo'Urio da
Quinta feira li do crtente um Quicio da>
Exm. Presidente da provincia dirigido ao
lllm. Inspector da Tbcsonraria, remelen-
do-lhes os officios do Prefeiio da Com-
mirca, e do Sjb Prefeito da Boa-vista,
relatando o vexame queestava'sofrendo o
Publico porfa'ta de commodo tuOicienta
no lugar da passagem J Madalena, e que
nio preenchia as coudices do contriciu:
muito do seo rigoroso dever exp'icar ao
pubbco,' e muito principalmente aos que
uaquella pasSag.m passio} que o vtxaine
que teve o publico foi tao lmenlo por i0
a 12 horas, e isto tio smenle a aquellas
pessuas que paratio a cavallo, pois que nio
M?odo as harpas do novo arrematante, e
simdoquelargou, nio poJia Jogo e.n con/-
tiuente dar prompa passagem aos que pa-
ta vio a ca vallo, o que logo no dia inme-
diato o fez, e parece que o Publico esta bo-
je pi esentemente muito satisfeito^ o abai-
xo assignado poupa se de explicar ruis a
raiudo a cauza desta lepresentacjto, pois
bem confiere qul o acu iniaiigo, qu se
valendo de um leve p texto pela guera
que sofi eo no dia da arreanataca encomo-
dou as respectivas Authoridades para ver
se por este meio gata ha va terreno, engft-
nou se.
Joze Alaria d'Amorm.
MlJT" Descj.a-se fallar nesta Praca, com
os Snrs. Autor io Domiogues da Silva, e
Francisco Antonio Co !tio, a npgovio de
cirrun tancia, queiio ter a bondade de
aiinuiieiiiem por este Diario as suas mora-
das.
^ry O abaixo assignad com Botira na
prara da Boa-v=ts pelo prsente atinuncio
rogaa aquellos de -eus heguezes, c que 6o
devedorea em sua Botica, ateo fim do an-
uo do 1835, Ihcs qutiro sasfaser.
Joio Fea reir da Conha.'
ANNUNCIO.
O N. 7 do Gamenbo Politco sahio hon-
tem, eesl muito ioteressante para quem
compra e vende, porque tracla| sobre a
roeoda de robre. Vetide-s? nos lugares do
c< iine, e na ra Nsrra, padaria defronte
i>a Botici do p.nto.

/
Em outra parte diz fallando das imagens,
que offerecc a vida couimumnte dos Pas-
tores, i
AVIZOS PARTICULARES.
D. Catharina Franrisca do Emrito San-
io declara ao Snr. Antonio dos Sanios e
S Ua que leu >) seo mu un io r,o Diario n.
i5i, einan convencida fica deque aso-
beas de uua'quer ndivHoo ; mpr lia
.i.-i .
Precisa-se de urna ama de leite :
(peni estiver neas^s circunstancias dirja-
se ao Forte do Millos por sima da teod do
tanoeiro Manoel Esteves.
yf9* Quem precisar de um mestre car-
pitil pata fasir algum s lirado ou outra
qualquer obia p>i leuceote fo pfficio de
carpina fura da praca, assim como rm ou-
tra qualquer Provincia, snnuncie p.trasei-
procurado.
VW* Piecisa-sede 100^)re8 a premio
de 2 por cento com hipoteca em urna casa;
no fim da ra das puulas a sabir na For-
taleza D. 350.
jj^ D-se 300$ res a joros de dois
por cento ao mez com hipoteca enij pro-
piiedade, ouro. ou prata : na travessa de
S Joze D. 19.
IE9* Roga-. ,Ip Dofr;"2?e Joic LcilO in>* 'O ub/.rquio
a
HOR EXEMPLAR ENCONTRADO


asnaa
i

DA IlIO D G P E R M A M
BUCO.
Hxsasnaszai
,wmalo visto *er mais moderno do que o
Vroprio anuunciante, pois por varias ve-
zts tem aberlo cartas que nao sao perlen-
?ules ao dito, e tambem urna carta que
veio, do Porto para o anuunciarite baja por
o'-requiode botar outva vez uo crrelo que
Ihe fcar obi gado.
ICJ Mero/, relojoeiro vem de abrir no-
van.enle casa de relojoeiro, e concerta
qualquer obia de m< carnea, relejo de al-
grVra de banca, parede, cronometre,
'xa demusica &c. Piafada indepen-
dencia n. 3>.
%3P O baixo assignado fz griente sos
Sni-, Guardas Nariunaes do Municipio do
He-fe, quesogeitaiio seusrequerimentos
Jury de Revista, quando o niesmo a-
I aito assignado presidid ao referido Jury,
o p jdem procurar na rut doCollegio.
Antonio Affon.o Ferreira.
^ Troca-se a morar! a de uma boa
rj>4 torrea no atierro da Boa-vista por so-
b'4(lo de di andares em Santo Antonio:
quen o tiver, e quiser trocar, annuncie
j ata tractar-e do ajuste sobre oalugnel.
?TSr Precisa-se de 60G$ reis a juros de
um e raeio por cenlo sobre boa firma an-
II..IH-'.
%t3 Precisa-sede 300$ reis a premio,
?be letra, ou hipoteca em um moleque,
poi- tempo de um anuo : quero quiser dar
ailIlUDcie.
y Aluga-se um moleque, ou negra,
IQrra, ou escrava para r buscar o almoco,
e jamar ao botequim, e faser todo o mais
*t* >co domestico : quem tiver, ou quiser,
diii;a-ce a rua do Calabouco sobrado de
um andar, d fronte da casa D. i.
ftit* O Sr. que a poucos dias lancou
huma carta no Correio com sobrescrito ao
Sr. Administrador com tres recibos passa
dos pala falisida Mara Magdalena da Paz,
He 1K 3:385^601 ao abaixo assignado
qara tiobem fazer o mesmo cora a con-
f que ao aununciante deo o Sr.- Antonio
(notes Pessoa do que Ihe hera devedor o
iVe-sido Serafim Custodio, cuja conta so-
rWa a 862^826 entrando 01 Jor03 do 3
-uzea cuja quantia o anunciante pagnu ao
Sr. Pessoa por seo Cimbado muito ihe a-
iradeoeri, se com dita conta praticar o
e.njo que fes com os recibos, eujos
fipeis os perdeo no arto em que foi em-
* car para Lisboa no dia ia deMaiode
|H5; dentro em huma earteira que Ira-
?1 no x*p o tiobem ero dita earteira
Hnhtji sed-las de i0$ r. cada huma
-eVn o aununciaine nao fala em ditas
'ilutas.
Marcelliao de Campos Quaresm*.
hltzar prcstando-llie o cujb flanea ne-
cessara sua conducta as-im como pro-
mete ser bastante exacto no desempenho
das suas ob de seos, traba I los : quem delle se qui/.er
servir anuncie.
^y Precizr-se para um engenho dis-
tante desta Praga duas legoas, uma mu-
ll r que se queira sugetar a cosiobar pa-
ra tres pessoas brancas, e paraos escra-
tos e mesmo que tenba algoma nhlli-
georia de aplicar alguns remt*dios aos es-
clavas. Quem estieer tiestas circuns-
tancias, e queira romp.mca na i*ua do
Vigario caza u. r0 que ahi achara com
quem tratar.
IdV Quem tiver perdido na noite do
dia 4 do corren te um lenco de assuar que
rabio de um camarote, pode dirijir-.se na
botica da rua dos Quarteis D. 3.
COMPRAS.
O tratadp de Fizica e Qumica por Me-
zinho o tractado d'ii fl iniaro por Al-
meidax. eo Feliz independente ; annuncie.
VSf 3 ou 4 medidas de quarta do pa-
drovelho: na esquina que volta para o
arma-eni ^o sal.
V-5- Garrafas vasias ainda re es ni o que
tenliao servido de vinbo moscatel: ames*
1 na casa.
LEILAO.
Quesa ha defazerSegunda feira 18 do
correte na rua da Cruz, hija n. 3.f dos
ieilences de uma loja de sapateiro, rujo
ruin sera feto comauctorisaco do Consu-
lado Britnico.
VENDAS.
O. abaixo asM'gnado ha vendo
"Ripiado, quauo mt-ios Bilhetes N. 30gi
.^i63 3167 e 3178 da segunda parle da
! >. Lotera, aavoi do Semina*! o d'Olin
,' .prxima a correr por ronta e orden)
Joio Joze da Silva Guimaresda Baha,
havendo-lhos lemetlido conforme a sua
esma ordem pela Sumara Gentil Ame-
ana, sabida desta para acuella Cidade
ai 13 do corrente e tendo inf-lizoierte
sufragado a dia Embanacao faz o pre-
note annunco a lirn de prevenir o Si.
bezowreia da dilta Lotera, paia que no
'/o de sabir algum delles premiad, o
P'gar ao memo abajxoassigoad .
Antonio Ferreia Mendes Guimaries.
*
ty Troca*se. du* moradas de ca/as de
^ o ira e cal na principal rua d.-s Affoga-
i> por uma que tej de cont deis, n.sle
'i no : anuncie.
TRar* Pieciza-se de 100$000 rs. dnn-
<> W por bipoicca uma morada de caza :
-.iiinria.
fT* O mosso que annnnoioa prd ca-
iro de vend sendo capas de tornar
vta de huma comparece na Praca d.
'ndependiiiitid oh de livro ond.- e Ihe
tnaom ouem deve tratar.
1&* Dasse a premio com firmas a con-
-A'O ste a quaniia de huin cooto de. r. ;
-. ruadas Ciuzes no 3. sudor do so-
t)i-4 da Praca.
JTJ^ Uma pe^oa que tem servido de
ic t >r j em dfF rente fiugenlio* e n >r
1 ludir com avultadns ganhos por onde
- 'em ai ..(.albura Sdiibor, qut- dule seijuewau-
Uma nepra crila de 18 annos, engoma,
rost, cosinhi, e fax todo aeii'-o de uma
casa : em Fora de portas n. 152.
1CP* Farinha de trigo Americana para
holaxa : no armasem do saldo flescido
Tiento loza da Costa ; a 7^5 reis a barrica
pago avi't.
ffjt" Bixas boas por p reto rom modo:
noatteiro da Boa-tista D. i4, venda do
arco.
I/!^ Urna barretina ainda nova, urna
espada dircita rom o titulo de G. N., tudo
proprio pira crucial de G. N.: as 5 Pon-
ta na htjade Domingos d Azevedo Coili-
nho.
ftW Toros de angico, rspirit de 36
rgrnm, agoardente de aoit, em barril ou
Can>dis : no pi incipio do atierro dos A to-
gados na rasa dJ Viclorino Francisco doa
Santos.
*-S^* Um alambique pequeo rom cer-
pentina tudo d.> robre eotanhado, proprio
para re.tilr,Ca |,a : ,.m casa de Juaquim
lose de paita, rua das Ayoas verdes ven-
da que foi do Zafras.
K%f ILa pian no forte novo moderna ,
e de limito boas vozes por a50$000 r-.
uilHDn prigo, o qual .'eda por ts e.dinliei
ro por ter o dono de emba, ai breve ; e
querer apurlo antes de sua viag<-m ; a
fallar com o France Chaves em a rua no-
va.
W* PiquUaimoi es'ojos de doai nava-
Ihas Inglezas niuito fina do raelbor auc*
torqietem em Inglaterra epr,- nfoserom
miiii>s se vcndeiio por precorazotvej, n,t
Praga da Independencia lojen. 7.0
WP" Meios bilhetes : naiua do Cabo-
ga op.*d. luja do Sr. Bandeira, Joja de
iniudezasa 02OO.
tCP* Biihetese meioi bilhrles da Lote-
ra ; naruado Citspu D. 7, no Jado do
Su1.
VS^ Um moleque ciolo He 18 annos
com offirio depadei-o: nal 5 punas na-
dara u. 20, do |do direito.
V~&* Uma inora la de casa na Cidade de
O.inda na Biquiuha de S. Pedro n. 1 : de-
tr^zda Matu'z da Bia-visia deba xo do so-
brado D. 1 ..
Tjr* 100 pares de socos de vaqueta g.o.
9 para qoalquer Batalhiu n5r prco coa-
modo: na ruado LivramentoD. 9.
Ory Rap princeza de Lisboa em li-
bras dito em meas dito, Princeza da
Babia, dito Area prela cha de superio-
res qnalidades, tinta de e^crever grsxa
-de dar lustro sera precizar de escora,
expelientes pirlas de faraili era frascos de
5o e tambera de 100 rom seo competente
lolheto e bixas muito grandes e pitias
chegadas no ultimo navio ; assim oomo
outras militas entras miudozes e tudo por
preco commodo attrnro de moeda imperial
ou cunhada : na Prtft da Iadepeuden-
cia N. 2O.
iry O muito velleiro, e bem construi-
do Pataxo Americano Acoro forrado e ca-
vlhado de cobre proroploa seguir viagem:
os perttndentesdrijo-se ao seu consigna-
tario Joo Malhues na rua da Cruz n. 56.
t*y Meios Bilhetes da L-teria a 2J880
res, o patarSoa 960 reis, e 40 reis de sello:
as 5 ponas loja de fasendas D. 18.
tjy Um negro bem robusto, bonila
figura, ciisinbero, e hbil para qualquer
servico : na rua da CAz do Recife loja de
caldeireiro.
Iff* Urna es|rava mossa, bonita figura,
rosinba o diario de uma casa, lava de sa-
bio : na travessade S. Joze D. i9.
V3P" Uma negra Reboln, lavadeira, e co-
zinheia, para &>r da Piovincia, t.u pi-
ra o Sei tio : na rua \ Guia sobrado n. 60,
primeiro andar,
^P^, Hixas boas chegadas proxmomen*
te do Porlo." na Botica do Braulio, praca
da Boa-vi.taj.
%"&' Uma negra quecosinha, e engo-
ma : no Forte do Mallos Prenca de algo-
dio de Cnrneiro Monteiro.
%l9" Bape- fino princesa massvrora de
Lisboa, dito princesa de Lisboa ns libras e
meias libras, dito em frascos, princesa da
Babia, dito arria preta, e dito Pernatn-
bucano, e primas de tripa para vioto e
rebeca : na 1 ua do Cabugi loja do Bandei-
ra de Mello.
. h4f~ Uma armacode loja larga eeoro
prida com seus caxilios, e um balciocora-
piido, tudo de amarello: na botica da
roa dos Quarteis D. 3.
jcy Na mesma botica as seguintes o-
bras-- Anatoma Patbologia por Andral.
Doei.cas do Enrephale pelo me^mo.' Tra-
tado das rnnleklias das rrimeas por Bil-
lard. NovoSystema de Cbimica o'ginca.
Por \V. Raspail. Sy-tema qumico por
Thomon.
rtT* Uma morada de raza era rhios
prnprios no bairo de S. Amonio; quem
quisrr annunr.
IfW Uma renda rom hons fu/irlo e
em lugar vendavel; por pree sl> se a ven-
d : annuncie.
1
todos do olTiciode marcioeiro, e comida-
des de 22 annos se tanlo trerera ; o mais
velbo com ossignaes seguintes : Joio, na-
gio da Costa, seco e espigado do corpo,
tem a cara tal hada, e mel o joelhorsqaer-
do par dentro, e quando anda levanta o
p esquerdo de banda costme que tomn
porcaosadebixos; este representa lan-
nos. Joio, naci congo, mais baixo e mais
groco, eosignal mais visivel que tem u-
raa calva na cebeca d largura de 3 ou A
dedos; representa s mesma idsde. Anto-
nio, naci Songo mais baixo que osoutios
dois, e muito sonpo, quando (falla sem-
pre com a cabrea baixa, e ter 20 a 22 *
leva rio ralsa e camisa de algodio da Ierra,
e tarobem levario calsas de riscado asul
com lista branca : rogase a qualquer pes-
soa encarregada da polica no mallo, assm
como aos Illms Snrs. Prefetos das Com-
niarcas do Serlio, Sub-Prefeitos, e Nota-
rios aprehensio de qualquer destes es-
cravos, e da pessoa era cujo poder forera
encontrados para se proceder contra ella
cora todo o rigor da Lei, e tambera se
promete 50$ rais a pessoa que os trourer
oudicercom certeza aonde tiles estejio e
promete nviolavel segredo ; adverte-se quo
o seductor de laes esrravos j so acba pre-
zo na cadeia desta Cidade.

An*bno Domingos Pinto.
W No dia 15 do corrente Julbo fur-
tarao da Ilha de Joanna Bizerra, cuja Kha
faz frente para o Coelho, e bero da barrei-
ras, uma vaca cor de ganga, bastante gran-
de^com urna cria, ambas com corda, a
cria tem o ferro no quarto direito, tra vaca
do mesmo lado lado sobre as eostellas, cujo
ferro cump: qnem a tiver haja de ies-
lituir a seo dono na rua do Mondego D.
51, e o abaixo assignado previne ao publi-
co que uso compre dit^ vaca pois que Ihe
o presente se nao tem Vendido anmgnem
vaca ou boi deste ferro, e quera a tiver
nao a resl tumdo em 8 dias o abaixo assig-
nado protesta, era a descobrindo proceder
contra quera a tiver.
Marcel inode Campos Quaresma.
ESCRAVOS FGIDOS.
AMCUF.IS.
Aloga-se um etrravo ofiirl..l de serra-
dor: na na Diie la sobrado ondemo.ao
Douior Mofliz, o 3." viudo do lado do Ter-
fe^" Aluga-seum arma;em proprio pa
ra socar ass.icar,Au para 00tra qualquer
raua por ser pe todo embarque : na roa
do Fagundes D. 8, prim- ro aud.r.
P MIDAS.
Perdeo-se uma ordern seb e os negoci-
antes Iugletea Johns!..n Paier & Corop.
sacada por Educid Watts por a quanlia
deBs 100^)000. Adverte-se qim a dita
ordera h<- de nenhom efieiio, poiso*-scei*
tinits ja esli avisados de nao a pagar.
xy Perdeo-se no dia iG do corrente
da rua do Cahug al o atierro d: Boa-tis-
ta l'ez meios B Hieles da presente Lotera:
quem os adiou e quiser restituir o pode
faser entu-g.ui Jo ao desTrioidor dos Dia-
x-'sna Boa rala, que se, a re.-omperisa lo
valo annur.ciinte ter lomado nota drs
numero-, ter de ftser oIbespetente em-
bargo, n raso de sairern premiados.
Bellarmno, pardo cor de canella caben
I- sltrrspos, e pretos, olhos grandes, nariz
afi lado, coj idade de 14 a 15 anuos, seco
do corpo, pez e raaos cumpridas, com to-
dos os denles da freute ; foi cria-do fallesci-
do f.gai o de Goianna Jeio Carlos de Mou.
*a e Aisujo,x> hoje peitenceao annuncian-
te, fugioa doisarmos desta Cidade, e nunca
mais houve noticia drlle: supoem-se ser
luitado e vendido p.ra fura da ierra : quem
delle liver nolitia certa onde se acba, co-
municandoser grati6cado generosamente
eeutiegaudo lea 50#reis de premio.
Joze Francisco do Reg Rangel.
faboas das mares cheias no Pono de
5-Segunda i
t-T:
Pernambuea*
- lOh.54 ^
* -
O. -
O
03
Van,
Tard e
NOTICIAS MARTIMAS.
Navio sahido no dia 16.
LISBOA; Bares Porlugocrt Activa,
Cap. Sabino do Cabo Alraeida : diferen-
tes gneros. Passagciros Antonio Mar-
ques Co tes Jnior, e Juaimim Moreira
Marques.
FURTO,
No.da 9 do roVirui... pela. 8 horas e
bj J, uolh, Uso fsrtsdoa \*ci iscrstos, Uuu. .va mv.,ue M. F. he Faria 1836
l
"


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