Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05697


This item is only available as the following downloads:


Full Text
X Mk. k

ANNO DK 1836. QUINTA* FRUA

1 DE JULHON. 160.
- i au ni i ii i un iiii m
Piruamuocc, i Tvr.nii M. F. d P*i. IH.16-
DAS DA SEMANA-
II Scganda 8. Sa'jino. Aud. Hqr Jaita, do Cr.de
m. o d- t. ses. da Tliejiouraria Pulilica, t
Chae, de t.
13 TercaS. Joa5Gualbfrto Bel- de m. aud. do J.
de O. de t. .
13 Qiiarui Anaclct#P.eg. da Thex. P. L. ora
a' 6 h. e38m>n. da ra-
li Quima A- Boaventura R Kel. dem. aud. do J. do
C. de m. e Chae, de t-
15 Sexta S. Caraillo de Lellis se, da Th. P. aud
do J.dc O. riel.
16 aliado Triunfo da S. Crua. Re!, de n. e aud.
lio V. G. Ir '. em Olinda.
17 Domingo O Anjo Custodio do Imperio.
Tt rto agora depende e no* in mu da nos pro
dencit. iiunlr.racao. e energa .-continuemoii com
principiamos, e <"' pniiiadna cnoi admira.
Cao entre ai Nacoes mais cultas.
Practamafi* da inilii Cirnl A Branl
Satisorrre.ir 1000M. mcnifi pago adiantadn
ueata Tipografa, ra das Cruzct D. 3, e na Pra-
Ca da Independencia H. ^' e 38 : onde e recelieiu
correspondencia leyalisaMas. e aaniiucios: in>eriu-
do i- te rrati* viudo a-nadirn.
CAMBIOS.
Julho 13.
JLiOndrc 39 D. I. poi l ctd. oh prta I M por
cento ile premio Nomina.,
r.islioa 55 por o|o premio, por metal, Nora.
Franca 360. -265 Ra por Anaco
Rioje Jan. 6 p. c- de prera.
Miieilaa de 6..400 I3..5U0 l.t.,400
40O0 6..;:X)a68J0
Peao* | ,,440
Premio da prata 50 p. c
dan lottras. por di ex I a 'i por o(D
Colirc 25 por cento de cctooirfo
PARTIDA DOS CORRRIOS.
OlindaTodos os din* ao molo lia.
(lu..na. Alhsudra. IV,iiiIi.i. Villa dn Conde, Ma-
mane-nape. P.lar. Rea. de 8. Joo. Rrejo d'Arcia,
Ruinha. i'omlial. Nora de Soima. Cidad do Natal.
Villa ile Gnianniaha. e Novh da Crinen., Culada
il;i Km un /.i. Villas do \ unir.-i... Monte mor novo,
Aracatv, Caseavel, Caninde, (ifanja. Iinpcrairiit,
S- Bernardo, S. Job do Principe, Sobrar. Novad'
F.IRev. lo, S. Matheaa, Resellada aanjriie. S.
Antonio do Jardn), QlleTeriin.liim. r Parnaiiil a
Segunda e Sexta [eir* ao meih da. por va da
Paraiha. Santo Anto Todat aa niii'i (i/a ao
meio de i ada mea ao meio da. Flore no lia 13 de
ruda .o-1 ao meio dia- Cali. Srrinlinem. Rio Poi
mu o, o Porto Calvo nos das I, 11 e il de cada
unja-
~-----~i rrisas- .i ir r-maaa
PARTE OFFICIAL.
RIO DE JANEIRO.
CMARA DOS DBPOTADOS.
Discurso do Snr. Arcebispo pronunciado
na Sessio de.,.Maio de |836, ern
discassio da n-sp-'sta Fdl a do
Tbruno.
Contiauscio do n. antecedente.
Todava o Rei de Portugal, tange de^
acceder ao voto da huma Universi Jade
tio respeilavel, julgo m* prudente re-
correr interenslo do Glero Galicano,
cujas luzes .e suffragios i i vern sempre
grande pea na Igreja de Dos, e mere-
cerlo, que a km ora Sob rna f sse deno-
minada ~- o Concilio permanente das Gal
lia*. E que fer o Clero da Franca ? Que
di-se elle na tocante cart* dirigid.* ao 5um-
mo Pontfice sobre o estado d* Igreja Lu-
sitana? Enunci ni por ventura, ou ao
menos deixoo entrever a possibi'idade
do regreso a Disciplina abrogada ? Nao:
pelo contraro Hl^ recotihecca, que a
Cumunhio, a U'd de da Igrvja Calho-
lira consiste princip tmenle em ser a ins-
tiluicao dos Paslores, conferida pelo Sum-
irlo Pontficequaepra? ipue in constitu-
eodis o iiiriati'.ii-ijue cb i pao F.piscopii. siu
gilarum eccleiarum vse-se et catholitse
c irnmunions fonlibua, sita e>t; e depo
is de toujurar a
S^nlo Padreem favor daquella porcio da
Igreja Uuivtrial, elle nio ieml>ra oulro
remedio, nemoutio meio de aceu lir a
timanha de*graca, senio hum Concilio
Geral, i-to he, hum Conc io preaidido
pelo me mo Papa,
NOsei, que lenhlo havido outros fac-
to, e nao Ignotas lentalivss semelhan-
ttt de que ofa se ti ata, e que toda* tem
compele Igreja, de regular e prescever
a forma ma manen a, porque se deve con-
ferir aos Pastorea a mis io cannica, eem
a qual, como defini o Concilio de Tren-
lo, nao pode haver Episcopado legitimo:
que a Assembl hrmar os ii-po-, ou s pelo Metropoli-
tano, ou por liuin Concilio Provincial.
Primeiramente, na byp-jthese particular
que nosorcupa, feriamos amis inaudi
ta invet>iu do* principios geralmente ic-
conhecidos, acerca dos Podeiea hierarclii-
ros da Igreja: veiiamos rirorrer-se do
Papa ao Metropolitano ; e o Juiso.dvtn>n
Tribunal, onde devem arbr todas is
causas em mateiia de F e de Divp'in >,
reformado, ao aceno do Poder Ci'il, por
hum Tribunal de inferior imtaucn: de
hum lado oChife d I neja, a quem fui
ordenado confirmar os sena limaos ea-
pascentar a^ ovelha- e os rordeiros. pro-
nunciando, que tal individuo nio pode ser
Rispo: d'oulr lado o Melronolitano de-
clarando arbitrario, iroproced-nte, e nao
sei que-mais, o Juiso da jauta Se J esu-
prindo < iTeclivament a denegaco das
Bulla-.. Ora, pode haver oaajof confu-
so etranstoino das ideas recebidis johre
o direito de develugio ? Que oconneri-
raento de huma caub setlevolva do Bpo,
ao Metropolitano, e de.-le aoSumir.u P m-
se na su consr.iencia, e segundo a forma,
lo 4- Conc. de Carthago, compoato de
du/.entos e qaatorze Bispos do oais ds-
tincto merecmento, quedevia assegurar-
se da dootrina de hum Bispo nomeado,
e cttgir d'elle algumas eplica<;5es: que
faiia o Gorerno, que fe da respitador
dos antigos Caones? \ nio querer usar-
se de violencia contra os Bispos, quepa-
tent<*assem huma til corageu (o que nao
he de tsperar de hum Coverno, quepro-
melle mantei a Iiherdade de conciencia, e
dre ataca a Con.>ltncfo do Imperio,
por que offende a prerogativa di irrespon-
sabilidad* dos Deputados pelas opuiiSes
proferidas no recinto da respectiva Ca-
rnal a. E>te argumento, Snr., he anda
fundado, na cotilu-io que se tem frito das
taias do Poder Fsjiiiital e leiiipual.
Ningoem podesem do vida reponssbIisar
um Deputido, embora diga elle os m*i-
oi es alisurdos; mas ninguem pode t.im-
ln-m aublrah-lo nem mi un puMici
oo rrspon'ahilidada moral, nem ao do-
iiiinio da conscient ia, as materias pi i-
iS'C Jitjjj*. ftrlm Iri c-Jna,,rsV.-.^f
lifice ; entendo eu bem, e o vejo consa-
grado pela dootrina, e-tratca d.i I^reia
em todos os seclos : roas que depois de
cenhe-ida e julgada pela Primera S **lla
seja ubtnelt d ao Poder inferior na liie-
iii(hij; confe>so que n- comprendido,
soliciludrt e ternura do nein tm pooco o romprehendera o Clero
Galicano no supradiio negocio de Por-
tugal, nio achanto oulro recurso que o
de I 'ira Concilio eral; nem vejo que se
possa dar maor golpe na Unidade Catho-
lca. Com tudo, eu quero conceder, que
o Metropolita, oo os Bispos d Prminciojj
felismenle'terminada por BDUtoat explica-
6es entre os.dons Supremo Poieres, e
a suhmi-.o dos Bi-pos nomcados.
A ideia, por tanto, de alterar pela Au-
totidade s do oder. temporal a Da.
plina em vigor, e suhstituir-lhe utra ja
obiogada a mullos s-culos, he subversiva
doGovernp da Ig.eja e da ana indepen-
dencia, ont.aria s Dec-5 s do Concilio
daTreulo, e dt tructiva do accordo e ar-
mn.-, entre oadon- Pode.es, e da prati-
a imtnemorlai da Igreja Po tugueza, r.-
cebida eob-e.vada nMe Imp rio.
Mas ella he demais a mais intil e o-
aosa, ao menos na artuac circn anci-
ak. S.mnanhaii.os. que a Assemb'ea Ge-
ral, exor'bitando das suas attribuies, e
cismando o Puatr, que esscocialmeutt?
con ve
nlio
Si i, (|ue outro partido podeiia lomar-!,
te alo, ou de'evogar anda e>sa Dis<
plina, (|ue se invoca, para laucar ro^
de algum* nutra, ou abandonar ao Poder
Espiritual o queso a elle compete, istohe,
conhecer eju'gar da ido^neidade d s Pro-
movidos ou F.lei'o E t'C.st.i Mi>po>ica
nio sei m>llior, nao ser inesmo mais
decoroso a hum Principe Calholico inten-
tler se mor .i*lamente rom o prop. o
Chefe da Hierarrhia Ecclesiaslica, isto he
com oulro Principe igualmente Sobera-
no eindependente, mismo na ordem Tem-
poral, eesperar antes da sua sahedora,
que ita vonlade re hum Bispo seu subdi-
to, huma Approvacio, que Ihe pode ser
legtimamente denegada ? Nao ser mais
prop-io paiarealcar a DigniHade Episco-
pal o Sello da Autoridadedo S'.premo Pas-
tor, e Cliefe do Epi-ropado ? I'inalmen-
le, oi-XHiie e as piecauees, que toma
lia .o Concilio Proiincial ou o Vielropoh*
la, tio sao as mesmaa que hoje se obser-
vio inGinia Romana, mtdi-nte o I'.x-
ame a o Juiso de dois CoQsistonoa de
(ardites de ahali^ada pi udijncia, e mili-
to mais iitranhos s inllucnc as I-caes P.
Anda se o Papa exlgissse condices, quo
prej.udicassem as regalas da Coroa, e a
'""ori-ti'U'Ci'J do Esad j, ouccsla'S- n hum
5-.-ewvr
na m
udatica amor proprio, seiia
chpguem a persuadir-e, que pdelo ex
ei er legtimamente o riiielo ,le confir-
mar. Mas nio- lefio elles lio bem hu-
ma const-ieucia, a <|ue obedeci, ou seiio
rgos epis-nos inst'umenlos davonla-
dds do Poder, para institanem, sein ex-
ame p en'', ou nformaces, qualquer
descu'pavel o zelo, <|ue se tfm mostrado
contri mu procidimenlo.' mas que he
o i|ue. eniuliiniaanalv.se, exige o Santo
Padre? Pluma explicc do sentido, que oF.hilo p>ta o Rio de Janeiro- suba-
ere vera, como Mimbro da Commis-io
E>clesiaslici deala Cmara, tres Proj-ctos
individuo, uue Ihe .'e^a apre-entado pelo I ,de Lei, que a S Coveino? Wio he sabido, que osVhtro
politanos ou os Concilios Pro nciaes uao
examioava esc opulosamenle^ vida,
os cos times, e sciencia dos me-mos que
eia) eleitoscanonoament' ; mas lambem
exigia a sua Profissa de Fe, especi.d
mente acerca dos en os, ou dou lunas
menos o thodoxas, que por ventora gras-
savio euta; e que elle* nao pouca* ye
ses -assa vio as eteicoaa^ emandav. pro
ceder s ssirs.? Se o viotronoliu. ou
si, contrarios Disciplina (ie.al da I-
g>eia. Oa, Senhoies, e he este o grande
crnne, a in'erpr>sa, eainvas da Corte
de Roira sob'e as R-galia> do Imperio -o
Brasil? Nem aomeuosser lint-ao (fe-
fe da Igreja Universal, Piirmiro Saoiinel-
li iJo Sagrad"> Deposito da Dou'r.na, cer-
l ficar-se da p :-za dos a-nlimentoa e
inletuSis di -les que na frase do Con-
cilio de Ba-ilc.., sao chamados como seus
cooperadores, in parlem soilicitudiuis ? firmados, e a mais explir
___.;------------ --------------- -- =-----r.- I Fn.. sasfrirsi* ->jf
trovis rcuae4D<-<<;, e ru torno a
epetir, que o caso'em ryueslad he ludodo
consreni ia. Alem diaso, destituir um
Depulado dequalipn-r emprego, s por
que elle cusura acremente >s sitos da
Administraca como ja se tem visto entra
n', he de cerlo urna violencia, que ata-
ca a irresponsahilid.ide, e conseguinte-
mente a Constituico : mas ningutrn dii,
queoGovemo he inju-to, porque deixa
de n e confianca a um Depntado, enjaj dou-
linaa C achio em conlradicca com os*
seus piincipio", ou cuja f politca Ihe
he klispejta. Mas se isto he verdade na
ordem temporal, porque motivo o nao
di vei .-e tai bem na ordem epiriiu.l,
muilo mais delicada e m-linJiosa, e n'u-
ma materia onde nunca pode h-ver de-
ma-iodo esciupu'o? Que denlii'a !' ter
responsahi'idade l'g'il rom a formula
de U"ia ixplicc5 que.' se dirige a Iran-
quilisar a coiscienci.i d Santo P< re, e
disvanecer quae.-quei duvidaa sob e .1 Ihodoxia do Prelado Elrto? U tunamen-
t-, ih cieio ijue o argumento pr.iv.i ue
nais, eestende ou amplia as pidogativaa
de um Deputado muito mais do que con-
vero ; por<|iinto, seguir-ae-hia, que um
Membro das Cmaras, que, por exeo.plo,
tuepo esse ou volaste* sepaiava io Bra-
sil da Igreja Romana, iito bj o cisma c
a ertaia, poda, asombra da itresponsa-
b l'dade, ser norteado e in lilui lo Bispo
'ailiolico, aeas-im apruuves e a G no : e por igml raaao da vara ser admt-
lido aquella mernio, que proclanuaseo
a'hinio, como a.oite.co, se bem mo
lembri no aeio d'Assemblea Legislativa
d Franca, coro sea idalo e honor de to-
dos o que ouvira ela eieciavel blasfe-
miasnao reconlnco outro Dos senada
miaba raz. Paiece-ro por lauto, Si.
Presidente, qui' a irresponsabili.iade nao
pode eomprehender materias deconsiien-
cias, e que nem aConslituiva do Irope-
r o aboli o-. Canoae da antiga e nova
Disciplina, qae conpiia !g -luiente em
1 prescrever aos confirmantes o mais ve-
o exame das opinSes reljgjosas ro con-
cita confissaS de
r
Gciicilio Provincsf do Braail/enteudei-- Mas diz se que a uigencia do Saaw i a- | Fswi
C >J VIVULI HV-
r
r


9
Rtstaia se smenle mostrar, qnsntose-
iif peiigosa tranquilidadc do Imperio a
pi ojeruda nmdanca de Disnpliua, e o
r^ipimento com a Corte de Roma : mas
euroe abstenho de destnovlver esta triste
vndade, queja oulr'ora me atlrabio gra-
tuitas injuiias, que nao sao desconbecidas
.sia Cmara. Diiei apeo-t. que no
momento em qoe a unidade poltica se a-
grande tuprudincia afrouiar, Ol antes
cortaros pieciosos lacos da Uuidpde Re-
ligiosa, que ronstitiie a bellesa e o vigor
da Sociedade Chrisl. Ella n- p^e
lomper-se impunemente : h fatal i>fl "
enca, que tvera no sculo 16 as inno-
va toes religiosas, sobre a p da maior
paite dos E-tado*a Europa, q*ue, na fa-
se da um doa apologistas da reforma, se yi-
ra transformados em um vasto ceraiterio,
ende fora engulidas duas Ceiaces, nos
devefazerestuemecer sobre a nossa sorte
futura, se infelizmente prevalecen** con-
selhos verligmosos, qna na6 podera con-
dosir nosa outio resultado, qt.eao de ura
scisma deplorael.
Taessa, Sr. Presidente, as das qu-
era me oecorrem, obrtf' este objeclo, fi-
lhas da minha intima e profunda convic-
io. Eu'aa tenho tmilldo com tanto maior
eonfiaoca, qwanto observo possmda esta
Augusta Cmara dos msis orthodoxos en-
timentos, e a causa da Relgia Imbilmen-
te defendida por vigorosos A tllelas, cojo
mrito he asss reconhecido, e na5 preci-
sa dos naras elogios. Fita feliz e natural
al tunca do genio eom a puresa da Fe, mes-
lo entre as pessoas do mundo, atiesta os
rpidos progressos do espirito religioso, e
rtianifesta tendencia do seculo Io para oe
olidos principios da R-ligia5, base ineo*
' corsa da v erdadeira Poltica. Na Franca,
elocuentes escritores Iigos, como os Le
Maitre, os Bonald, os Baichemonte, eou-
Uos tem vingado em seus luminosos esen-
tosa gloriada Igreja Cluisla, a sabedoria
do seu Governo Hierarchico, e a ben fica
ir.fluencia das suaa instituices. Mais de
done ornea*, quasi lodos redigidos por
Seculares, sa5 ali consagradla a estes su-
blimes objectos. As scenca, que a im-
piedade bavia forcado a combater Chris-
tiansroo, lhe tributa hoje a maisbrlhan-
te home-ja^era, e fornecem as suas in-
vesliga'.es, nos seus ralelos, e n descobei tas armas vitoiiosas contra os oa-
culos da mentira. Os mesnio* Protestan-
tes, em se aproximas todos os das ao ter-
mo da desejada rennia, o Catholer-mo
ja nao he na Inglaterra um objtctu de o-
dio e execraos ; mas antes as suas con-
quistas se ra.ultipli.a5 deum modo pasmo-
so, e a propraUniveisicUde de Cambri-
dge acaba de leconheeer a conveniencia,
ou necessidadade de um centro, em torno
do qual se i eun- todas as Naces Chrisls,
eem cujo Tribunal infallivel sefixea uni-
fnrmidade dis meneas, como ja o hav 5
diioGrocio e L ibottz, e confessara os
nie-mosou Patriaichas da reforma, quan-
do anda nao e*tava6 de todo prevenidas,
e p<.dia5 esentara voz da rata.
E enta, nomomento em que a Euro-
pa iilastrada, e os mesmos Protestantes of-
ferecem ta magnifico exempos, sererar
ros os que, por iivoios motivos, rom-
peremos a Unidade Caiholia, nos Brasi-
leos que tempie nos gloriarnos de respe-
Ure amar, corno filhos obedientes, a Igre-
j* Mi' e Mesta de todas as Igfejas ?
Eu na5o espero da crcunspecca e re-
ligioidadedesti Augusta CirBia ; evo/0
ptlo periodo da resposta Falla do Thro-
nO.
Tendo dado a hora, o Presidente mar-
ca p ti a a ordem do dia a mesma materia,
e levanta a bess* pelas duas horas da tar-
de.
CMARA. DOS SEN A DORE*.
Sessio d 14 deUio.
Previdencia do Sor. Mrquez de Paiaoa-
A'hora do estilo, acba-se na saja nu-
rotro uflicente de Senadores, o^P'esi-
denle declara abeila a sessu, l se e ap
A/rov-e 'Cta da antecedente.
DIARIO BE PBRNAMBU
le.
O i. Secretario d conta do ex|)edicn-
a
Ordem do dia.
Entra ?m a.# discussa a resoluc<<5 que
declara que no fim de bum auno nao se
rsfi admitlidos, nem conservados esclavos
noservipodos estabeltcimntos raciouaea,
salvos os de agricultura ou ci iaca5.
Entra em discussa o artigo I.* O Sr.
Saturnino observa que o projecto epics'-n-
ta binantes vanUgerrs, sendu huma dellaa
o tancar-se mais hum entrave na continu-
aca5 do trafico de Africanos, mas tendo a
Nac5 muitos escravo seus, nos arsenaes
e fsbrira da polvoia, cumpra dar-se hu-
ma pro*idencia a respailo da tua applica-
r6 ; se se ju'gava cmivenirnle a sua ven-
d, esta era a occasia della se determi-
nar.
Entra em i.'-discussa a seguinte reso-
Iucj :
A Assembla Garal Legislativa de-
creta :
Art. i. Os contractos matiimoniaes
celebrado^ entre pessoas de diflVrente cren-
ca produZerri os inesmns -ffeitos civs, co-
mo se f ssem > athocos romanos.
Art. a. E-la disposica he extensiva
s pessoas mencionadas no rtigo antece-
dente, estando no caso da ord. i. 4 tlL
46 segundo.
Art. 3. Fica levogadas as d^sposi-
Paco d; Senado, 18 de Agesto de
1836.P.lricio Jos deAlineida e Silva.
OSr. Verguelro manda me^a o seguin-
te : Rcqueiro que a ppi ova-Jo o pi ojelo
em i.' discusja va Comml-sa < laca, e Ecclesiastica para lhe d-ii o ne-
cis-ario desenvolvimento. Este requeri-
mento be apoiado. D-se a resolucaS p 't
discutida, pe se a veros, e approva-se,
beni como o requerimtnto, ereraeUe-se a
solu-.a s referidas Commisses.
A nutra paite da ordem do dia be
trahalhos de Commisses, o Presidente
con vida os Senadores a entraren! neseex-
picnio, e suspende a se-s.'pela meia ho-
ra. Continua p^las duas horas, e o Pfe
sidente declara que a m-ieria a tratar-se
na sessa de 16 duorrent aera as reiac
roes que esta na mes, ultima discussa
da resposta Falla do Trono, e Pareceres
da Commisses etc., e levanta a aessa.
CMARA DOS DEPUTADOS.
Sessa de 14 de Malo.
Presidencia doSr. A rujo Lima.
Pelas 10. horas da manhi procede-se
chimada dos De puta do, e logo qne se
reunem em nomero legal, o Presidente
declara aberta sessao, e lendo-sa a acia
da antecedente, 'fo approv.da.
OprimeiioStCielariod cunta do ex-
pediente fazendo menc- 'e varios leq^e
rmenlos de partes que va s Coiomisjes
lesuectva*.
Ordem do din.
Resposta Fala do Tiirono.
OSr. Limpo de Anreu incala a disPUh-
sa coinecando.por dei Jarar, que he pene-
trado dos sentimenios d^ majs profunda
consideraca para < om oa Ilustres eputa-
dos qu; hontem fallra sobren materia
quehojese acbera discu-sa, que ergoe
a vozpra responder as arguices que se
fizera o Governo pelo que pertence
Prov ncia do Rio Grande do Sul ; e raui-
lo sent que alg'umas das medidas q' se to-
mra pela reparticaa sen cargo nao me-
reca, segundo, parece, o apoio dos s mentos doaRepreseulaatesda Naca; que
p -.hum ilustre Uepuiado que liontem f*l-
lou, continuara a insistir com que o Go-
verno dsse humas eiplicaces a respeito
da marcha que linha seguido sobreest ne-
gocio, Uto he, ~ sos2C ss p"de;: lina-
do partido do estado da RepblicaOiien-
tai : o orador observa acerca de taes per-
gunlaj, e declara que a imprudencia
fase-las por esta modo} po se aesso o
ijlustre Deputadoa quem se refere qu- r.a
ter explicaces mais roiudas a tes pe lo de
talobjecto, elle seria mais prudente s as
pedisse ao Governo, o qual nao duvidai
d las ; devendo notar q> e o estado em
que se arhsa Provincia do Rio Grande do
Sul, nao permiile que se drtn por esta
forma semdhantes explcaces, porque pu-
derBCompromittfr manos negoi0*da-
quella Provincia ; que finalmente *slas
expliacesrii' se pod>em dar pelomes-
mo modo po'que sa' exigidas.
Que se lhe p rgnnta em segundo lagar,
se acaso o Govem.. linha taendo ma de
todo* osmeios que de veris lancar ;e elle
hra'of ebnvida da sua parte ao illustre
JDepuiado pata aponiarquaessa esses' ou
tros meio-, ou medidas que par eci-u enun-
< iar no seu discorso, como as mais proh-
as pia se adoptarenaa respeto do Rio
Grande; mas romo onobr* Deputrdo nao
apona quaes'sa essas medidas mais pro-
fi.nas, nao i- le elle (DepuNdo) d^r a se-
nielhsnte respeilo a sua* resposta. Depois
d. oulras observac,es continua o illustre
orador dizenlo. q'ie p>oseguehum nobie
'Deputado pela Provincia de Minas Geraes,
seu amigo e seu mestre,- a quem se nao po-
denegar os talentos, o de quem recebra
as priineiras noces sob a can eir parla-
mentar, ni parte mais philosophica do
seu discurso, a tia'ac sobre vontade irres
prnsavel, a vontade rcsponsa^el, ea que-
rer provar que deltas na*cra os males
que tinha opetado no Draz ; e parece
dar a entender qoe esses mesmos males con-
tiuora dip isdodia 7 de Abril a pesar
.-obre o Brasil, etc. Reconhece o orador
como huma lerdade, que a vontade ir
responsaval preside cunfprencia dos Mi-
nistros ; e de outro modo ella nao poder*
ter confianc* necessaria sobieosaher e
inslruceos dos Ministros, quaes sao suas
idase opines ; que estas conferencia* po-
i em que os Ministros disciHem os t>bje-
ctos relativos *os intensses da inga, a
presididas pela vontade irrespon avel.
Continua, pr< du indooutros argumentos,
a rno Irar (|ne he muto conveniente ao
n< aso p.is que a vontade irresponsavel es-
teja em'ron'racto com vontade respnnsi-
vel ; que oulro facto pois que apontou o
illustre Deputado, f> que a exposica de
principios de Outubro de 1835 tinha sido
seccionada pela vontade responsavcl, e
nella se confunda a vontade irresponsa-
vel : pnrm deve-se notar que oda nao
temos huma le que regule a maicha ou
aformul |oque se dt-vem publicar es-es
actos ; que esas pecas officiaes as vezes s
passa com a ignatura da vontade irres*
pon-^vel ; e que todos bao de reconhecer
a ve.dade di lo mesmo. Por esta occash
aga -ce a o seu nobre amigo e iliu-tre c<.|-
lega os elogios que he diguou dirigir-lhe, e
como de envolla com os seos elogios fi/.esse
a Igu mas acres censuras ontad* irrespon-
savel, pede o illustre Deputado que lodos
esse elogiados converta antes em censuras
gr ves contra a vontade responsavel ; que
osMin disso po sa resultar o menor mal Naca ;
masqiandose qneira passar loa da linha
que a Gonstituica tem marcado, ai do pa-
ir. ai da iiac* aonde issose pratcar !...
Ninguem se contar seguro, e para que a
ivvolucdna appareca, he necesario que
a vontade do ii responsavel seja re peitada,
nem levemente se fira.
Rs-poiidesinterpellacesquese lhe fi-
zc rao acerca da amnista para a Provincia
do Rio Grande do Sul, e pergunta que
se fez, se p Govcruu tinlia salo dessa rae
dida como direito p oprio e da necesiidade
do Estado, e mostea que est sugei>o a ser
eii inialoa responsabilidade, a ser julgado,
nao por quem he aecusadu, porque n<5
p le ser 6 seu juiz, mas pelo tribunal com*
ptente a que pertencer a saa aecusaca,
que em fim est persuadido, qneessa me-
dida da amnista foi muto piotcua s leis
do paiz, e nem se diga que a amoitia con-
cedida pelo Governo desanimou os def.n-
sores da le na Provincia do Rio Grande do
Sul. Anda essa arnnis a na tinha sido
lembrada, quamioo Presidente daquella
l'iovincia, o Sr. Braga, apegar de todos
os exforcos que fez para permanecer na
sua posica, e sus (otar a causa da .gaii-
dade, se vio obrigado a retirar-se. E
qual foi a rara porque nessa occasia dasa-
oimra os dtfenaores da lei ? 0 que he
certohtque na occasia que Goverii
recebeu a noticia dos movmentos revolu.
cionarios de aO de Setembro. o Sr. Bra-
ga pedio ao Goveino que lhe mondas-e
hum successor na Presidencia ; e esses ho-
mens da tevoluca representado ao mei-
moGovurm, pedindo que Ibes mandas*
bum novo Pre-idente.
Continua o orador a expender outras re-
flev-s sobre o pootoem quesla, e diz que
antes de sahirem as fotcas do Rio de Janei-
ro, que levra bastante lempo aprompH*
ficar-se, os revoltosos do Rio Grande do
Sul tiver.' lempo de se fortificaren), e de-
monstrarque o Governo p em pralica
os nicos meios que -rio'ha ao seu alcautft
para sustentara ustia do Imperio.
(Conliouar-se .)
PERNABMCO.
GOVERNO DA PROVWOIA.
Expediente do dia i2.
OFFICIOS.
Ao Presidente da Rlac* p*ra envi..r
urna retaca circunstanciada dos Officos
de E.icrvies da RVlaca a fian de ser cum-
plido o que disp<>em o Art. 3.* da Lei Pro-
vincial N.* 17 de 6 de fclaio do correte
anno.
Aolnsp-dor d Thezourara env-
ando-lhe osoili< ios do Piefeitoda Comar-
ca, e Sul) Prtfeito dt Boavista, que refe-
ren! <> detrimento e Vexame que est so-
(rendo o Publico, por falla de cnmraoda,
esufficiente passagem no lugar da Magda-
lena cujo Arrematante nao _preencbe as
condicesdo contracto ; afim de que o mes-
mo Inspectora isso obrigoe, e sem demo-
ra.
A Cmara Municipal de Olinda pi-
ra informar sobre o que representa no ci-
licio que se lhe remelle Joce Fellippe Sal-
vador Vascoocell.'ts que se diz Major e Co-
mandante do 4. Destriclo d'aq*uella Cida-
de ; declarando circo istanc admenle qi.e
alistamento se fes d> s Gliaidai Naoionaes
do st. icio de Mara Faiinha, e em qui-
las compainhss f.ra deveides, e se fes
proceder a eleica dos OSciaes.
A, Cmara Municipal do Cabo, en-
viando- lhe as respectivas Posturas appro-
vadas pela As.se.ubica Legislativa Provin-
cial.
Ao In-pectnr Geral das Obras Pu-
blicas communican-lo-llie que foi appio-
vada a arremataca d*s duas Ponles dos
Carvallios, e Magdalena, cujos termos
por copia remelteo com o seo officio de
la do correte.
A Comraandante Superior da G.
Nacional do Vlunicipio do R-cife para fa-
zvr reconhecer na firmada Le,o Capita
Antn o Carlos de Hnlio Borgea nomeado
Major do i. U.talha da referida Guarda.
DIVERSAS REPART1COENS.
ALFANDEGl de peana buco.
O Brigue Iuglez Trav Per, rindo de Lon-
dies, com escalia pela Ilha da Madeira,
arribado a Garnesey, Capita Josbun
Pallot, consignado A. Mc Calmont &
C^mp.
Manifeslou o seguate; >
18 Caxas(comfdSenda9
77 hardo-(
36 Tonelada^de Car va de pedra.
320 Barria com tintas.
1 Caixs com Occulos, e esleirs para
meza.
50 Ditas com Spermacete.
7 Ditas corp papel.
i Ditas com linhas.
_ 6 Ditas com Chapeos de So'.
6 Ditas com chapeos.
1 Meia Pipa de Agurdente*
450 Bar ticas com faruha.
3 C..ixs-cs:u 02:3 fOSS p
ta.
- l.i nrfl*
* r
50 Barris com Serveja.
75 Ditas com Viuho.


I

DIARIO DE PE B N A M B U C O.
;

I
4 i Caixas com di(".
17 Jarros com manteiga.
i Caixa cono ma-sa.
1 Dita rom videos.
1 D't. igriora-se oconteudo*
EDITAL.
,
Francisco e Rarros Fa'cio deL'cerda Ca-
valcan'e, F-cal da Firgue/.ia da B->a
' vista, em|virlude da Le i.
Faz saber aos habitantes da Freguezia da
"Boa-vista, e seus ai rebeldes que a pes-oa
alguma he permetido conservar porros nos
quinlaes, nena pelas mas, tob p na de os
perder, m romo dttt-rmina o Titulo 6*
1.*, assm como tambero he prohibido pelo
Titulo 9, 6 das Posturas Municipaes vio
poderera andar pelas mas cabras, ovelhas,
s<>bpena deas perden ni. Epata queche-
gne anoliia a todos maijdei publicar o
piesenlc pelo Otario. Boa- isla ii deju-
Ihode 1836.
Francisco de Barros Falclo de Laccrda Ca-
Valcante.
MEZA DASDIVBK8A8 RENDAS.
A pauta he a roesma do N. 145.
EXTERIOR.
NOTICIAS DIVERSAS.
Ca tas de Bayonfta provalvemente es-
cripia- do Quarlel Geneial de D. Carlos,
annonciio a tomada de Li- ia cidade" si-
tuada a pones ligos de Valencia, pelo
fimos > Cabrera. Esta notitia a ser ve-
rdica dar hum desment'do*forrdal ao
bolletini de Palarca que participara er
batido esse chafe- calila, matando Ihe
300 hornera. Os uo assegurio que Cab>era aurpreheridra a
frsca guarnicio de Liria e que a pausara
espada, assim como os Guardas Nacio-
-tiaes que tie apanhar. Alero disto, di-
sfiti, liuma.g'aiide quantidadede arma-
mento e muiiice- cabio m sen poder.
(Journal da Havre. )
* HoTitem 24de Abril.ron-cu o boato
irais cxtraowlmario ero algnmaa reunSea
polticas. Tinha-se recebido de Madrid ,
segundo dir.em por via extraordinaria ,
a noticiada que R. da da- dispo toes hi lis e das desorden*
da capital, *s.-u-Uda pelos progressog da
in-irreico especialmente na G-luta e
Valencia, e envergonbada ao mesmo lem-
po de permiitir que o estrangeiro Ihe di-
ia*se leia e de ter finca aceitad- por pri-
nieiro Mini.stro o cami lato de Lord Pal-
mer.-ton tioha em hum momen'o de
de.esperac,io, en i do a Carlos -hum
tm>s negociicio, sem que di.-to desee parte o
ministerio. A repentina partida de Ma-
diid de huma ptrsonagem muil distincta,
veij dar f.irga a eiie 1 umor. Sabt-seque
lia muito teropo a Rainha Cbristina tinha
poticas e-peraiCM de pod. r assegurar o
tror.o sua innocente lilha e que sem
s exhorluQes e firmes coii-elhos de sua
inna teria j sucrumbidn. OwuCon-
-ellmro intimo v Muoz Ihe dissia bu-
mas poucas de v. rrs, que ella nao conhe-
ra o carcter he-paohol, e que nio sa-
hiria bem de6te negocio : nunca occulloii
os seus lentimentos a respailo de Mendi-
aabal e Ihe representou a degadaco e a
impopularidad* qoe poda lesultar da es-
rolda d- Judo de Cadif pata primeiro
Ministro. OS-. Islurii, sel a mais
franco, pudra dar, para recusar entrar
ff Ministerio, outra* ra/6esa!m la que
pal enteja na sua carta. Esta carta foi e.<
ipla to fomente tara circular pela
Fianea e Inglaterra..
( Morning Fost.)
Correo boje a!> de brii o bai,
de qoe 8,000 homens, que f*ziio parte do
Exetcito Franca iio a sei licenciados,
com a cnndicio de alistsnyj^-ie como vo-
lumari-s na divisan franceza que est na
Hespai* a. Ac-ie-centava-se q-ie sahiria
igual numero de pracas para Argel. a 6ra
de i*ender esta divisio : de-te moMo o Go-
verno Francei poderia servir a causa da
Haiiiia sem violar a -ua re.-olucio de nio
intervir. ]S6' repetimos este boato, ce-
rno hum dos que cirrulo na cidade e nio
Ihe damos crdito : basta a intervenco
ingleza para explicar sem outros cro-
rotjptaiios a sbita dos fundos he-p.tnh
es.
. ( Times. )
O Gove no mosti ou-se dcil s d-
mons'r.'i^ do Se. Pablen. O emigra-
dos polacos que a.-signrio o acto de
cenfederaco forio chamados a casa do
Sr. Gsquet, e recebarn ordem de sabir
de Pai i- lentro de tres dias permittimlo-
Ihes lodav'a escolher qualquer outro pon.
todo territorio frariot para onde quti-
lo ir residir. O Prefeito da Poli ia o-,
fe s> ientts de qoe sendo reputada como
otf Bsta a hum Governo alliado a formu-
la do gor. Impossivel he poder-se mostrar hu-
ma obediencia mai- graciosa exigen,
rias da suscepiibilidade moscovita. O Sr.
Tbiers g Iquie todo- os das nofn ttulos
benoTolencia do Imperador Nicolao.
Hacerlo qoe, como em c mpensacio ,
oJouinal des Debata Ihe dirige injmia-
(|ua-i offici es. E m todo o ca o .si os
Polacos que pago por todos.
( Journal do Havre)
i Drro que o Gorerno achou em
mi do Biq airahaldet de Bordeaux letras de cam-
bio representando o valor de tres cu.
quatro nnlhScs que e-te Prelado levara
para D. Cario-. Anda que receba estas
letras de enrubio, D. Carlos nem por isso
diixar de soffrer huma demora muito
prein liria! na cobranca dessa. sommas ,
lio oecessarias p.ira entreter aguerraafue
sustenta.
O Impartial que recebe as com-
municacSes oliciaes do Ministerio do Cora-
mercio asegura que 6,000 homena de-
vi'm ir 1 eTorear as fileias da leglo es-
trangeira naH>spanha; os cffi ies con-
seiai#o seu posto, e eotraisS nos ac-
< e-sos como se servissem no exeicit fran-
oei. Seis rail liofii ns esto bem longe de
equivale 1 s 2oo,ooo, aos quadl o Sr. Ar-
guelles a-stnta que seta preciso recorrer
hum dia.
isse se na Praoa do Commercio
que o Go verno Irmle tinha declarado ao
gabinete da Tuillenes que a legifo do Ge-
uer.1l Evans suMituiria o laeo ing'ez o
he-panliol e que obrara em noire da
Inglaterra. O Governe Inglez tomara
sur conla os sidos e todas as despezas da
guerra.
O Geocral Evans he esp'-rado em S.
Sel)astiio cem o seu Estado VI..ior, oque
vem confimar os boatos e.-p*lhdos ta-
bre a iiterveii?ao c .tupela da Inglater-
ra.
Huma carta de S. Petersburgo men-
ciona as seguinies palarras do Imperador
Nicotof A Inglaterra nio intet vii na
H.spanlu. ^s a imitaramos intet vin-
do ua'i'uiquia. Se ella atacar na no-so
principios, na atacaretnoa o seu co.n-
mercio. .Ella nao po le a fio r na Penn-
sula, quanloans, huma ven que entie-
mos em Coustantinopia ah ficarvruoi.
Entretanto a Inglaterra iuteivir; ve-
temos as cotisequeucas.
( Journal du Commerce)
Asseguro-nos que os trinta Polacos
rompehendidos na medida adoptada pelo
Goveroo France/. a pedido da Itussia oY-
Urminro nio obedecer s onfens que
lhes foiio intimadas para deixar Pa> i-. Ri-
les j ten recusado designar o ponto do
territorio fraitcezque ehcolherio pata filar
sua residencia : naocebetaS .-enao foi-
ca e a violencia s os arrancar da ca-
pital que bafiitio ha cinco annos, e d'on-
de inculiio anda terror aos seus inquietos
cpp eccorei. F-r>pcamos que o Governo
France recuari diante da respojjsabili-
dade de seirelhante abuso de poder. A
("optia Cmara do- Oeputados v a sua
honra obrig.da a exigir buma explii-acio
-obre hum facto de t.al natureza,: esses
inelizi emigrados nio cocamettio na
verdade outros crimes, do que attender
s declatacoes reiteradas do-representan-
tes da Fianca, que garanliio Polonia
sua naciunalidade, e aos Polacos hum*
patria.
( Journal d.i Hiere.)
As org^ciacSes bertas entre os Es-
tados Unidos e o Imperio de lYlai'tco- at-
(ralnrio a alteficiodosGovtrnos Fui opeo.
Pitece que ellas ttriio sido conc'uida ,
se os Americano doNotte econtentaaaein
comas feitorias S'bie a costa occdentl
de Mannos e mesnio rom hum poto
para ser fortificado ent.e Lar rae he e lvl>-
g-dor. Mas elles querem hum estaliele-
cimento no Mditei raneo, e he muito
possivel que oobienliioa dinheiro, ea
despeito de toda a opposicio e-trangeira.
Era vetdade os boas ancoradouros nio
sao coonmuns a le.-ie de Tnger e sse
ra huma cqoistco precio-a paia a Ms-
linha Americana hum suirdouto cmoo
de Ceuta ; p rm ignora-se at onde po-
dem ir as rocess6es robre que o Go-
verno M f anqueta, o que todava be asss ordina -
rio.
( Coui rier.)
' O Navio Franre Paulne Capi
to Vagnnn, que sabio do Maranhio p o llivieem 10 de Janeiro ultimo c.-rra
ao Norte p<-la costa o Brasil cora vento
fresco E. N. E. quanab pelas 10 ho-
ras da noile, tocou so ore hum rochedn ,
roda doqual pouco antes a sonda tinha
aeh 'do 14 a 16 bracas de fundo. 0 en-
contr de-te roebedo admirou o capitio
com tanto mais razio, quenenhom pe-
rigo seachava notado naquella paragem
nos rnappas frsncezes os rnais modernos ,
e que na detola que segua devia passar a
25 milhas ao largo das tenas que msisse
avancio pelo mar. Todos oseafotcos que
se puderio f*z*r para salvar o P.iuline
fo'io infr.uc'U'.sos : o navio de-pedscou-se
sobre o inesperado recife em qoe tocara.
No M'guinte dia pela manhi, deseo
hrio-se do lagar do naufragio huma ex-
ten-a trra da parle do Oeste : esta tena
qoe se poderia tomar pela costa firme ,
era a Uha dos Ovos, porm que nao es-
lava, cousa admiravel marcada era ruap
pa alguro. E-ta ilha est situada na en-
trada da b-hia de Cuma na Lat. 2.* 4'S.,
e Loqg. 46 49' O. de Pans.
He provavel que os navegadores que
expo 'io Cita parte da costa confund
rio infelizmente a ilha dos Otos que he
muito b--ixa cora a trra firme de que
nio be separada senio por hum estrello
canal. Ni tendosdo marcado nos ni au-
pas o recife sobre que naufagou a Pauli-
ne, tornj-se muito perigoso p- vios que habiturflmente sedirgirem para
a Europa por aquellas paragens.
Tornando-se o mar de vaj;alho, e sen-
do violenta a co' rente durante o encalho
da Paulina, foi de mster, depois dse
faxerem todas as tentativas possiveis para
se salvar a tripulacao embarcar toda a
gente ha lancha e abandonar o navio.
Chegando Franca o Capitio Vagnon
f.z logo conhecei o erro hydi o.'.raplicn
ao qual se deve attribuir a pirda do navio,
porque se o peiigo qae encunlrou em
cenle d> bshia de Cuma etitivesse mar-
cado tas ca ta- que pode con.-ultar na-
da Ihe seria mais f*il do que eviti-lo ,
com os ventos que tinha e que Ihe per-
miUii passar, tanto h barla\ento, como
a sotavento desle recife.
( Journal du Havre.)
(Do Jornal do Coimnercio.)
Luiz Jnze de Sampi'> em virtude do papel
"bjixo transcripto do arrendamento qae
fez por 3 anuos j fiudos, (*) bojeconse-
nhor, que apenas tem na dita pApriedada
o Talor de 23;J)808 res) com duis anda-
res solio e mirante, cacimba com boa agoa,
leudo frente para a ra Direita a Agoas
verdes, e com muilos eomraodos, e b a
vi.-ta pata'o mar, quera a per tender com-
pasea aa horas cima marcadas por sera
o|tio>a,praca, no acto da mesma arremata-
cao com t-u fiador xio eabonado a conten-
to do abaixo as-ignado, para qle no fim
iloarieodammto ufo digrt que della nio sai
por ser 3. con. nhor, pois j nio ha quem
v, nila parle algum : sto annuocia o p'o-
prietatiu quasi total senhor daquella pre-
dio. r
Caetano Pinto de Veras.
t aiti saaaaai
A-V1ZOS PAK1ICULAHE8.
H'ja i4 do corrente pelo Juk do Civel
da 2.* vara deta Cidade de Recife na roa
Nova, pelas 4 horas da tarde, vai em pra-
ca por arrendara tilo annual urna casa de
sobrado sita na ra ueita D. o i (na quai
mora a 4 an:i'^s iucomplctcs, o inqniino
Nio tendo q Snr. Jota Antonio
do9 Santos, e Silva cumprido com o seu de-
ver na manifestacio de suas comas ateo
dia 10 do corrente piocede a annunciante
l). Cathariod Franei-i a do Espirito Santo
tl na iaio de o .bigar judicialmente,
pois que para se formar urna semilbanle
conla bataOtesio tiez a quatro dias, salvo
tendo ha v ido de.-ma/t l,o na esciituracio, o
que nio Ihe presuraivel da regular con-
dudado Si. Santos, e a-sim torna a anun-
ciante a letnbrar ao dito Snr. a prestacio
das cuntas al o dia 16, e nao o fasmdo,
manifestar o impetro em que se quer
con.stitjuir em niocum*prir um dever res-
tricto a que a si mesmo impoz quando a-
cei(,ou administtaciodoTiapixe da anun-
ciante, e nesse cao pasai a annunriantc,
bem contra a sua vontade a obi ig..r ao dito
S ir. ao cumprimentode sua restricta obii-
gaeso.
%'JT Precisa-se de 011 ou duas pietas
quesejio fiea e delig-.nlen para vend- rem
na ra: quemas tivere qui-er alugar di-
rija-seao pateo de S.Pedro do ladodaiua
das Aguas verdos D. 8.
*Xjr Dtseja sh m!*i- aonde assistem os
Snrs., que liuhao a ultima loj* de lelojos
da roa Nova; 10 c-so de nao exi-tirem
ne.sta Provioca, quem fas suas vetea.
17" Precisa-e de o toa preta forra pa-
ra cosiohar para homem solteiro ao beco
do azeile de Peixe venda da esquina.
19* Oescj-se fallar com o Snr. Do*
mingos Cardozo, -enhordo Engenho Be-
ta Mar, termo de S-rinhaem, a negocio de
seu inten sse ; anuuncie a sua morada.
(*) Digo cu abaixo a-sigiado, que te-
nho justo, e contiatado com o Sur. Luiz
Jozede Sampaio, arrendar-Ihe para morrfr
por lempo de trez annos decorridos da dac-
ta Oeste, como de faeto arrendado lenho,
os altos do meo S' brado da ra Direita des-
la Cidade, D. 53 contendodois andares, OBI
sqtio, e hura mirante por preco de 260j)
teis anuuaes, pagos aos quaileis debaixo
das condic5es seguintes:
1.' Fa> a o dito Sni. a sua custa todos os
cenre'os de que precisar a casa que vai
oceupar durante oseo arrendarnenlo, co-
mo seju cornijas as vai andas, caxilboa
e vidos em todos os lugares proproprios,
reparos d'lguiua ruinB>, e ftidas no a--
soalho, relevadura-, reboques, caiaJuras,
e.pinturas.
2 Nio peder levantar, ou deitar a
baixo prvde atguma sem ordern iniuba.
3' Quando lindar o .-eoarie/idaaeato
entregar-me-h a casa com lods as bem-
feitorias assima indicadas, assim cora "coo
todas as thaves, fcixaduras dobradices, e
toda mais ferragem de que est provida.
4.' i 1 po4ei antes, nem depois de
fio lo o artendameitio passar as cliaves a
outrem, e nem eu exigidas, ctt augmen- ,
t-r-lhe oaluguel dentro desle prazo, alvo
%t o mesmo bnr. dcixar de curoprir algu-
ma da-relermas condices.
5.* Finalmente poder o mesmo Snr.
Luiz Jozede Simpaio, depeijar qualquer
inqutlinoquelexistir pois que para is-o
lite tica p. rleoceiiilo todo o direito durante
o so aneiidamenlo.
Em fi mesa do que se passario dois tita-
Ios d'este mesmo llieor, ambos por nos as-
signad, s, ficandocada um de po-se do seo
exeuiplar. Recife 6 de Setembrode 183a.
<-<..____nr_.- J- vr...
^^ Luiz Joze de Ssmpaio.
vr~~


I !
^
*.
DIARIO DKPERMAMBUCO.
O Impresor da Typ. Fidedigna
pede lo Itluslre Snr. ex-Redactor do Pa-
tusco Interessante, e Simplicio Moco que
bija de ter a bendade de se tornar m
inters*rite coro dita Typ., do qae foi com
suas desfrutaseis produces, pagando no
praio de oito dias (*r tanto for preciso) o
qae me.inn ficou restando de suas patus-
ca, e inleressantes in.presses&'c. fice. O
mmt Impre.-sor promete, no cao deste
n|Arr*ir de furrio despertador, ser por
oatrsfv'ez maisestenco, declarando-leo aeu
Nome por inteiio, e bem aspiro alguns b-
quinbos d'obra que vierem ao caso.
%3r A prs-oa que quiser lomar di
nheiro a premio de un e roeio por rento,
dando bo-s firmas dirija-se ao segundo an-
dar da casa da esquina da ra **o Encae-
tamenloque bota para a prsca do Comer-
cio, qae al.i se Ihe dir quem o d.
fija" A viuva do fu Incido Jacinto Barral
da Costa convida a todos os i-eus ciedores,
para se reunirem em sua casa no dia 15
do corrente, as honze horas da manhaa, a-
fim de tomaren conbecimenlo do estado
4'lla.
tflP* Constando o Empresario do Tbe-
etro que ba no Recife, quem tenha a Peca
da norte de Teles Jurdio, convida a seu
possuidor, a qualquer negocio Tiiiaioo
para ambas as partes, e isto com toda a bre-
vidade, para (a ser possvel) se por m sce-
na no dia 24 nnieersario da Entrada do
Duque da 5.' eai Lisboa.
%y D-se ioo^Sreisa juros de a por
censoaobre penbores dcouro ou prata, ou
obre bis firmas : annuncie.
fjQP* O Sor. Thomat Lino, Snr. do Fin
genho Alegamar de baixo, annuncie sua
morada para se Ihe fallar sobre negocio de
ae.i interesee.
jy Os Senhoers subscriptores do
curso particular de Mnemotechnia, ou
inero'iiia artifinl de Mr. J. J. Gonnet -ao
avisados qae o numero dos assignantes eli-
do ] completado o dito curso principiar
Segunda teira 18 do correte as 6 horas da
tai de eni urna salla da casa do Sor. Doutor
Jlo Francisco de Oliveira ra do Quejan-
do D. 3, e continuar as Segunda Qmir-
la e Sexta feira de cada semana das 6 a'8
horas da tarde.
jcy Arrenda-se, ou compra-se um
sitioperto da Praga, nOMondego, Soleda-
de, ou Trompe, quem tiver annuncie.
f/y Precias-se de um cosinheiro, e um
preto servente; no Butequtm por detraz
do Corpo Santo D. 66.
jy O Teneote Fianritco Bringael Ce-
lar d'Andiade morador na Villa de llama-
i ac vendo o annuncio in-erido no Diaiio
N. i49 de 13 do correntesobre um escravo
denome Simplicio, qne seacha preso na
cadeia da Villa de S Joio do Rio de J..-
noiro deolara ser seu dito escravo, e para o
queseacha justificando pelo Juno do Ci-
velda i/ Vara desta Cidadv do Recife.
/y Tendo eu em a5 de Abiil do cor-
rele anno comprado 3 escravos ium
de nome Joaquim, oulro Manoel, e ter-
ceiro Antonio Podro Pinto de Miranda
morador no P elisia como consta do pa-
pel de venda que me passou na presen-
ca dos Sis. Cosme Jos Guedes, Juis de
Pas d'Olinda e Antonio Simplicio de
Barros morador ern Ohnda na boa f
conduzi os referidos encravos para *o lu-
gar do Ojeu domicilio ; e qaando supunbf
kct legitima a minba posse quando *
parecen Joze Carneiro de Albuqaerque
Afaranbo justificando srr seu hum dos
escravo) em consecuencia do que fuiobri-
gado a entrgalo ; ecomo este faci me
nogeiise a ideia de que tal vez osoulros
tiobem nao fossem de quem me os ven-
de, tratrei logo de indagar dos dois qae
me i eslava 2 q-iem ei a sea Senhor, e com
eft ito a inulto custo, o mesmo depois
de algunas amoscas, me deseobiiiio per-
tencarrm a M< noel Antonio de lesas, e
Joze Justino de Souxa moradoies oeatt
Praga e tratei logo de os entregar a seo
Senhores, o que na tealidadefis. Portan*
10, para salvar a minba reputaco e des-
vanecer quae qaer juisos menos favora-
veis que do mim se possa faser ensiro os-
le a fim de que o Publico cujo juiso mes-
rno re-peito se persuada de que en nao
uso de Ito vi como uiuiiiiusu irafrgd pon
pialquer ealiiri 00 fago em qae cu cabi.
Ffanuste de Paul pirren a Lima.
Pieoiza-se huma mulher para
andar em companhia de huma negra ven-
dendo fizenda pelas ru is, quem entender
deste negocio e Ihe coniier, dirjs-se as
5 Pontas loja D. 34.
/y Rogo se incareeidamente ao Mus-
trissimo S Irmilio arrematante das Lu-
zes desta Cidade o favor de mandar con-
certar hum lampiio que fica por d traz
do Calabouce velho poia nao dar hum
quarlo de ora aceizo.
Hm morador da ra.
yy Preciza-se hum Boticario para
boma Rotica nesta Praca erobora nao se-
ja examinado mais que tenha eonheci-
mentos de Pharmacio: na ra do Ran-
gelsob'ado 0. a4 segundo andar para
tratar do ajoaie.
jqo^- Pieciza-ae de hum raoleque ou
huma prela para mandados de porta fi>-
ra e ajgum servico de cana de pouca fa
roilia meno* odecozinha. Quem o ti-
ver para allugar dirija-se e ta Typogra-
fia que se dir quem o quer ou annun-
cie.
o/y O S-. Bernardino Joz Coelho,
haja derecolher no prazo de trez dias,
a'4 Cart'.rio de /ppellaces o autos de
Appellacio Civel de Joio Francisco de
Albuqaerque Mello com S -miio Cor-
reia d'Albuquerqae que pedio em con-
fianga desdo 16 de Oulubro de i835 e
athe esta data nf o os re-tituio ao respec-
tivo Cartorio, teado o Esorivoo pedido-
Ibes com a mior instanci*: e se toaim
O riio fizer, ter de ser a i-so compel o
pelos meios legaes.
ajry J.>Ze Joaq|m dos Santos Official
de carpina, lendo de se transportar d'es
ta Cidade para a Villa do Macei pede
a todas as pessoas a quem lom trabalba
do, e aos mesmos metres de ofificio, que
>endo elle nao tenha dado conta de obras
qoe se Ihe enlregou, a saptisfacio de se-
usdonos, ou mestrfct, ou fique a dever
a algacm baja de por esta folha decl
rar. *" '
Jvy Preriza-se de um padeiro, que
tenha lido exercicio oeste trabalho e
que sequ'ira sujeitar ao trabalho de de-
noilo, a pessoa que esliver nesta circuns-
tancia anuncie.
yy> Huma senhora'de hons costumes
propoem-se a servir de ama de caza, de
hum homem solleiro sabe emgomar e
(t todo servico de poitas dentro: derija-
so ao Patio do Carmo D. 7, ou anuncie.
/y Um rapaz Brazileiro de mi.i boa*
conduela offerece-se para qualquer caxei-
rana ra e-oipla &c., dando a de
vida fianga, quem d'elle se quizer utilizar
anuncie.
NAVIOS A CARGA.
Para o Rio de Janeiio.
Segua viagem no d ao do correnlp o
Biigu-; Etcuna Pampeiro quem rt>||oc|U.
ser eaneg*r 011 ir de p8S'g"m, par^oq4
tom exeell'-ntes commodos, dirija se aos
consignatarios Royas Se Braga latgo do
Corpo Sanio n. 5.
COMPRAS.

Mil alqueires de cal depedra. 00 da C-
.Hade: quem tiver e quiser pbr tiesta ( i
dado asinunrie para ser procurado.
Olbo Um bote : no beco da Lngo.ta ar
m i-ena n. a, ou annuncie.
ytf Urna canoa de carreira que soja
muit leve, e pegue pelo menos em 3 ou 4
p-s-toaV : quem liv>r annancie.
/y 500 a 600$ 1 os d<' moeda de co-
bre i st? lisa com o prso que o fe i marca :
no armasem deassucar da ra da Cacimba
n. 5, ou annuncie.
or^a* Huma obra deTheologia : dirja-
se ao Conveoio de S. Francisau na Cidade
de O'irrla ou anuncie.
VENDAS.
Um quarlo novo alazio em bo%< cr*
nos, ebegado do Serlio: na ra d*sCru-
zes D. 7.
Q/y Dois escravos um pardo coro ida-
de de a4, a6, anuos, (muito botn para la-
vouras, e andar com gados; um escravo
de Angula com a8 a 30 anno*, bom soca-
dor de essocar, e trabalba de enxada, para
qualquer Engenbo : oa ra dos Martirios
lado da Igreja D. 8.
' oflo Omuilo velleiro, e bem construi-
do Palaxo Americano Acora forrado e ca-
vilhado de cobre promplo a seguir viagem:
os pe t-ndentes dii iji<-se ao seu consigua-
lario Joio Malhues na ra da Cruz n. 56.
Pessasde madapoles finos de 39
yardasr com pequeo toque a aoo ret cada
yarda, pessas de itas finas esrurHS a 4s^4^^
pessas de pao de linho 0 aoo reis a vara,
pessai de caa ordinarias de la y ir Ja* a
1^920 roja: na esquina da pracinha do
Liviu-liento loja do Burgos poncede Len.
/y Um refe coro seu competente iras-
sido, propn'opara Infeiior de G. tf. : na
ruaNuva defionte do oitio da vutrizloja
D. 4.
o/y Vende je, ou arrenda-se, o sitio
denonainado Otaria Grande, na iua dos
Gatos, da Cidade d'Olinda, com ptima
casa de sobrado, boa olaria, muilas frntei-
ras, e bastante terreno ; no cato de compra
tero a perceber o p>oprilario nao peque-
a somma proveniente de fios: qu*m
pe tender umououtro contracto, dirija-se
ao sobrado d Forno da Cal, junto a me
ma Cidade u'Olinda, ou a ra da Cruz do
Recle n. .^7, 2 o andar.
loja de ntica o. 40.
o/y Urna escrava nao muito mosca,
cosi n ha o diario d'oraa ra*a, o vende na ra:
Oa ra ;itraz dos Ouai teis l). 9.
U' Urna mobilia de pao d'olio, em
bom uso: na ra d'Orlas D. 61.
iy* Um garrotinho filho do pasto:
na ra das Crines .-obrado D. 18.
tkty Bixas chegado* nltimatnenle de
boa qualidade: rfa ra do Livramsnto ven-
da de Cardial D. i.
fcP Una escrava de ao a a5 anaot,
ro/.inha o diario de buma caza, coze
ch e engoma lizo e faz renda na tu*
da Cadeia velha V. 61.
%ty Rapepiinceza de Lixboj em li-
bras dito em meias dito Princesa da
Bahia dito Afeia prela, cha de superio-
res qualidade*, tinta de e^crev.ir graxa
de dar lustro oetis precizar de escova ,
exrellenles pirlas de famili em frascos de
5o e tambero de ioo rom seo competente
folheto e bixas muito grandes e pelas
chegadas no ultimo navio ; assim oomo
ondas muilas culrasmiudi-izas o tudo por
preco commodo a (meo de moda imperial
ou runhada : na Praca da Independen-
cia N. a.
yy Um muleque crioulo que repre-
zeot ter 9 a 10 anns proprie para ap*
prender qoalqudr Oilicio a hoco da
mema moeda assima c na mesoa ca
za.
liy Uro escravo por nome Matheus
cabra, idade de 16 anuos, com princi-
pio de rara pina por ter estado ueste oili-
cio perto de irezanoos: he proprio pa-
ra qualquer oulro servico e -e vende
pata fura da ierra, quemo perlender di-
rija-se a i na da Cd4 loja N. 4o.
ALlKilJlS.
Al; gi-seums boa'asa de 2 andares na
Praca Ja B ia-vista IJ. 5 : na ra da Cruz
armasem n, 34.
PERDAS.
Qiem descobrir urna canoa grande a-
beita qae pepaem oilo caixasjde assacar,
e que eslava amarrada no Trapiche do Pe-
lourinho em 21 do mez pascado, e a levar
o seu dono Joze Aff'on>o Ferreira, lera
20J0O0 reis pelo trabalho.
jy A pessoa qae achou no dia 8 pe-
Us duss botas da Urde urna leiuls de
5o^ooo desde a caza do Cpmmandante
das Armas at ao fim da ra do Colegio,
e tiver alguna remorso depossuir oalheiu,
queira dirijir-se a Ra do Rozario caza
D. 8 qoe tei 3oJJooo de ochado.
FURTO.
FurlarSo umcavallona ncite de S gim-
da para Terca feira no lugar do Qu do
Boi em o sitio de 0. IVlai ia, com os tina- s
seguintes: de estribara, ruco, de 7 pa-
ra 8 .unios, pernas anda escura., cauda
ligada, denles pelos, ealgunsquebr^dos,
lem as canellas para trz de um lado e ou-
lro marca velha parecemlo com tiuasrru
ses, 8'gna| encobei lo, butn carre^ador de-
baixo, eesquipa, seco, estatura media-
na, (piando toma fuligo apaieceui deisra-
roQoSjde um eoulro lado, cabellos das'moa
cortados, lem na mo esquerda urna tri-
da nos moles } quem delle souber, oo tiver
noticia dirija-se a ra dos Quai teis D. 6,
quesei gratificado.
ESCRAVOS FGIDOS.
Joio, uagio Rebollo,idade 50 anuos pou-
so mais ou menos, baixo, mios o pes pe-
quenos, nao t.m btib, falla bem claro,
o costuma intitular-oe fono, h noticia do
que negocia com miudesas no Brejo da
Madre de Dos : qualquer pessoa, que o
pegtr leve o ao pateo do Carmo venda D.
7quereceber I00JJJ res de gratificaciu.
|ry No dia 12 de Junho p. p. fui i o da
loja de ca rocas um negro de Angola do
nome Joio de idade 25 anuos pouco ma-
ou menoi, com calca derisc^do asul, ja
queta de riscado amareilo, e xapeo peque
no oliado de vt d;: alto, e seco do coi po,
nariz xalo, e julga-s ter sido aedusido ;
e por U8.IJ seo senbor protesta contra qual-
quer pessoa que o tiver ; os aprehenedo-
les levem-no nsCorcurauosao sitio de Ma-
nuel foze Nunes de Medeiros, ou na ru*
de S- Concalo n. 1-i, que serio geneioui-
mente recompen-ados.
*jty Mara de naci cassaoge, meia ful-
la, estatura regular, repiesenia ter ao an*
nos, levou vestida camisa dealgodaosinho,
e saia azul; fgida no dia 7 do crrente do
Mondego: os aprehendedores levem-uaa
luadaGrufn. n qoe serio bem recom-
pensados.
Taboas das mares cheiai no Pono de
Pernambuco.
i -
28 Segunda -
-29T: g -
J 1-Q:
-S -Q:
5 3S:
3 4-S:
5D;
%
va
4h,54 m
r> 18 ..
6 t> .
6-54 m
74a
3.03
918
Ma
NOTICIA MARTIMAS.
Navios entrados no dia 13.
BODELDAM ; 57 dia*; P-taxo Su"-
co Mana, Cap. L. P. Bonan : varios g-
neros : Joze Gomes de Oliveia. Ton.
i06.
RIO de JANEIRO; i4 dias; S. 14 do
Novembro, M. Joo Alves Carneiro; va-
nos gneros : ao mesmo Mestre. Ton. 99,
Saludo no mesmo dia.
BAHA; S.G-i.til Americana, M.Cle-
mente Joze Rodrigues : varios genero?.
Passageiros Luiz Antonio da Roza, Anto-
nio pedro dos Sanios, o Manoel Antonio
de Oliveira.
ptri. ia tip., r>E M. F, n Faria U$fh


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E86YJA3YV_4VVRTE INGEST_TIME 2013-04-12T22:20:28Z PACKAGE AA00011611_05697
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES