Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05692


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Full Text
. '-: .
ANNO OR l"sg. SEXTA FE1KA
Si- .
8 DE JULHO N. 145.
* -------
PKHPUMBfo. Tvr. i)K M. F.de P*m*. HW6
DIAS DA SRMVA.
4 Seennda 8. 1 rabel R. Vid. .t". lo Cr. de
Te de t- es. da Thexourana Publica e
5 %Slttt*m* '*$**? "i SnHd J"
de O. de t. a ".-.?. h c 4 nt d, .n.
o UuaC* s. Do.rti.ga. V. e. da rite, i*..
7 Quinta S. Pulquera V. Re. dcm. and. do J. do
.S*'8S!.**:- -a Th. P. ad.
pS,u,e?:dCvn..rt R. RC de m. c aud.
,1o V. G. ct> t. ein Olmda.
10 Oominffo S. Januari.
Ti-do agora depende e no inesino da noa pru
deuoa. moiieracno. e eneff njdnfclnuetoio coma
principame)*, e eVenio |iiitat('iM cota admira-
ba entre a* Nacoi-* mais culta*.
trociamuf* da Jiitnhlea Gernl d flrl
8iil>*crer-e lOOOm. mensae psiji adiantados
nema T*poierana. ra da Cru/.es I). 3, e na Pra-
ca da Independencia S. 17 eSH ; onde < recelo-m
correpondencla* leialisadns. e anunm iot: iiivenn-
dn ..i" e rali* tendn iliik proprnin BMja*lp,
e indo enado.
CAMBIOS.
Julho 7.
JLiOndrrs 36 a V Ds. St. poi l d; ou prata a 50
.|o'r rento de premio Nomina.
Lisboa &5 por o|o premio., por metal, Nom.
Franca .'(o -'.'55 Rs. por Graneo
II lo de Jan. 6 p. c de prcm.
Moe.ias de .,400 t3..%0 I.1..400
400 ?..(>:Ki7;,'C0
Pozo* I ,.440
Premio da prala 50 p. c-
., da* lettftm por me I 2ooro|0
Cobre 'Ib por cento de descont
PARTIDA DOS COKHR10S.
OlmdaTodos os da* ao nieio dia.
Colana. Alb.indra. Pariib, Villa do Corde, M-
maiianpe. filar, Hen. de S. Joao. Rrejo d'Areia.
Ratafia, Poinlial. Nova de Sonta. Cidnde do Naial.
/Hastie Goianiiiiiha, c Nora da Prioeea, Cidad
da Fortaleza. Villa do Ai|iiir. Monte mor novo<
Aracat.v, Cascavel. Canind, Granja. bnueralri*.
S- Bernardo, S. Joao do Primee. Solirar. Nova rl
ElRc*. Ico, S. Matlieii. ReaehodO sniiRiie. S.
Antonio do Jardim. Queverainoliiin. e Parnahil.a
Secunda c Sextas feira* ao mein dia por yin da
Paraiba. Simio A nlao-Toda as quiKw ft-itas aO
meio da. Garanhiiiis. c Bonito-noa .na 10 e 94
dcadame*aom"io dia. Flores-no di 13 de
cada atea ao meio di, fabo. Ser.nhaem. Rio Kor-
mnxo. e Porto Calvo-nos dias 1, II e ai de cada
r
PARtfE OFFIC1AL.
RIO DE JANEIRO.
ASSEMBLEl OSEAl* LEGISLATIVA.
CMARA DOB DEPOTAD08.
C-onlinuao do Rotatorio da Roparti-
" SodsNeotiosd,i Juatica,apiesenta-
do pelo respectivo Ministio, Antonio
Paulino Liropo de Abreu.
Calas e Osa de cerreccSo.--Das tres
piisescivis que exUem nesta ta,.ial,
,cZ-voeomeuantecesor no aeu relatorio
huma miuda e t ircunstanciada decnp-
ca. A' vista della fac I he concluirle a
necesaidade de'er substituida, ao menos
o do Aljube, por outra na qual os preso;
cnconUem algutnas das foroialidades qua
Ibes proa.*He oart. I7y S < d.a Con*tl'
tuici". Na de Sania Bamara licro lu
cr alguns d.sconrerosquse tmh re-
Mliot imlhoianduse, qu.mt lw pos
slvel, oneu estado no que te-p'ita *e-
fiuran;a e commodidade dos p> esos, e em
robas se lem fld oot-os r.-paro* que di-
ariamente se turnio precisos. as Huas
,adas d. Aljibe e de S-nt. Barbara e-Uo
reclusos actualmente 366 individuo, dos
n..aesi59ja te arltio sentenciados, posto
ni a mor paite > na prirfltila l.-tancia,
eomiecuisoa pendentes, como consta
domappa que le.boa honra de stibmet'er
a to>5* tonsider.ca ob n. 1. Por elle
veris igualmente quanto avullio osenmes
contra a vida e a pn.priedade, pcis que
nlre numero indicado de presos, 62 o *-
to por homicidio, 25 por lenmentos, 49
por crime do roubo, e 79 por fu to ; de
Lneira que, face disto e de oulras i;.-
formacSes, pode ssseveiar-se, sem auiti
receto de errar, que n-. sotnma gelal de
todos i eiimea que se comtncttem, rtals
de duastercas partes con.tem eai mor.e;,
Ferimentos, roubos e futtoa. Nao pen>.s
Senhores/qua o honor que uto devec-u-
Sar-v..s, possaseratter.uado pela ohaerf**
ci de tr diminuido progressivameole des
de 1834 o numero de preso existentes as
UL-los anteriores reUlOfol wbt n que .
GoTe.no comprara hum terrena em (a-
lumhy, aondcseesl co,.,trundo hn.ua
caTdecorreccaS. A u..H.de des.e c, a-
belec.imento he a todas a, lares n.anifesl..,
ecompen-ar sobej-mente no Wro os
_____C,n,..< niifi se liiera p 7qe nra sera mister f-zer p..a con-
rhii-to. Bst obra j.rog.ide _c..,n ieRu-
b.idadc debaiilO da inspecc.o do actual
Inspectora das obra*. Alem do andamen-
to em qu-- est.i6 todos os traball.os, que
perteniem ptopiirtmtnte casa de rtr-
iecco, arho se concluidos dentro della
2 edificios, hum dos quae serve de fer-
rsria da obra, eooutro de refeitorio pa-
ta os presos, e de hospital dos Afi icanos
livres. Exigen! ali e.nprig.d.s em di-
Tersos tr*bullios 101 olficices e apren li-
jes de difFerentes olficios, i30, Aficauos
livie-, a quem se d a hatruccafi possivt-l
nosofliiio* para que roostra m^is incli-
nacio e ca| acidade, e 93 prer.os sentemia-
dts a pen-s de gales, ou tr.balhos publi
fo-. O impulo que tiver de nreber esta
obra, ea hindale da sua conclusao, dt-
pender& dos meios peruniariot cjue vos
rlignardes consignar. Ella he huma das
obras mais uleis, mais i e^essarias ao pii
pela it.flueneia que o sy tema penilenci-
.itio exeive snbie os hbitos e mo.iil do-
pie-os. Das ca a, e principalmente das
ca.'as que entre nos ha, p de a.-s vetar-
se sem rte 'o de errar que todos os pesos
volta ocieiade mais perve. tidi.s do
que d'antes. As casas decorreccad olTe-
ie em ie,-ullados oppoU<>s, resdiluindo
sociedade ciHadsos que de in'sque era5,
se turnio parificos e industriosf'S.
Contrabarido de Alricanos.- C"rtl o fino
de acabar o d shumano e h-rlmo trafi.o
de Arrcenos, se .onleccionou a lei de 7 de
Nuvembro d- 18)1, que pareceu m,(H i
ente para is'o ae eooegir. Com ludo
ella -erviosomenle para txcilar a cobiga
dos especulador.s, que uella enxe.garo
meios de promover melh.T os seu> lu o
einti resses, is qwes pudwo b-m eoni-
pen-r lodos os riscos daempre. A ne
re.-sidade de bracos para a agri. uitura as
sociou o la viador ao especulador, e nao
t ndo os Juizes empr.gado, a juuicpio
t do o vigor para teJUr o contrabando,
elle se generalisou dentro em pou-o lem-
po, e hojo ser impossivel remediar o*
males, e aconlinuaco desla inlfoduciio
por meio da lei a que mu n-liro. A -x-
ti.icio do commer i deesciavos nota-
ill devisa prec-'r'er me-tidas ..pproprii-
dase eflicaa'S,q'euVciiv.n.' introdweWn
em nosso- porto bracos livrea para se em
p,egarem na gricnllura, remedTan*-as-
>\ No realo.io do inu unlecssor \o\ ves
comtnunn-ado o numeio de emb.icaoe>
ipre-adas esenienciadas desde i830 t o
principio de i835, elle v.-s iudicou os
em baracoa que seoppuuhio reeipoila-
ca dos Af. -canos que erio declsrtdoi U
vres, e pedio me> Mea que Ibe parecio
njais convenientes, e que en me conlen-
,. 1.......fentaf tiov^itipnf^. f)uiuella -
poca em dame diversos Jiia de I i
lem l'eito apprchciisca de alguna pretos
bucaei ero p*.ja-uo nuncio; e -lem di lu
a Corveta de Guerra d S, M. Britnica
-Stellte a preso a o Bi igue Orion, que
inv.qsva aimuTdamente com a. Bandeira
Portuguesa, mas que se venficou ser pro-
priedade Bratih-ira, tratando a seu bordo
243 Africanos, que foraS declarados li-
vrtse emancipados com quatro marinhet-
r. s que vinbio, e que se provou terem
sidos ja mandados reexportar para a Cos-
ta de Afftca por orden da Polica. To-
dos estes Africanos tem se mandado dis-
tribuir por fdltademtios para reexpor-
tal*w, na forma das instrueces que ac jm-
panhario o decreto de 19 ,de Nuvembro
do auno prximo paj-s provenientes da anematario dosservigos,
na importancia de r 5:495$8i9, acha-
0e recolhidos a hum cofie, lendo-se por
aviso de 7 de Margo deste mino acaut la-
do asna escnolur-icio, arrecadacio e fis-
calisacio, e a Fazenda Publica, tem por
01 BUpprdu asde?peza> que se tem feito
com o ves'mrio, su.slento e curativo d"3
mesmos A fricara, em quanto se nao ve-
rifica a sua distnbuicio; despezas que
montio desde 9 de Julho de t85i t aO
de Fe-er- iro deste anuo, na importancia
de afJ:284$Q73rs -endo em consequen-
ria manifesu a 11 cessidade de autonsar
esta despeza, o de consignar-lbe algum
ere ilo, enin tant- que n*5 se poder le-
v..r aelf ito a reexportncio de que tratar
o artigo 2. da lei de 7 de Novembro de
i831. .
Administraciq daJusttga.-A forma de
pep.ii-r ospmcessos edejulgW as cau-
,..s CtHUeS asauloridade., q-em iiloes
lava incumbido pela legislar^ TrHen< r.
ludo de.-appare.eu con. a pron.ulgacio do
Cdigo do Frore-so Criminal. A forma
cao da carpe fi.ou pe tencendo sos Juises
dePa e oj'.lg-meiito de qua>i Itd.s as
causea sos Jurados, to.nando-se -ftetl-v
n#la p.ulea di-p.-ito domingo i5l da
Conslitnici. A insliluiciodo Ju.zesde
Paz mer.c.ii ao priuc po es maio.es ap-
plau>os elogios) itfu'u veio a.pc.d..
sua decadencia, em parte por que fe Hie
arcuir.ula.. ai.rcev..meiite obfijaj8e-
M-jeiiort-a isuas foi\as, notitra p^rte
parque as p#saea que ohtem maior nu-
.rero dev.rto nos dil:u los Uun-sc, p via de regra, le usado a servir, a pretex-
to de iiio'e-iws quw os impos.b lil-, o
blend disp>is..*d0i (amaras Municip^s:
lunas de Pafe tem eniiado no exe.citio
dous votos! 1 Osdoredu, logo no co-
mecodusseus tiab.ilbos, escilaro quei-
xas emurmuiaUies, que hoje sao geraes.
Cuno nao ha itisliluigo alguma liberal
que nao Uaalia inultos adversarios tmpe-
niados no teu des.ciedi.< dw-Uu^Jv, O
Guverno qni bral que p nto pol.io
<5t5 q'ie:x'3 5'1 esyi t : t iem lutidaJa-,
e por so determinou aos Julzes de Direi-
to que,
na occasiio de remel terem a re-
licad dos processos julgados peante os
Jurados, declarassem a sua opiuiio moti-
va la a resp< ito de cada hum dosjulga-
nient-s. Tendo ja recebido detalhad.n
informaces dos Juites tie Direilo deste
municipio, e de alguns da Provincia de
Minas Geraes, aqueea abon-5, por va
1 de gregra, a )titiga das senleiicas que ul-
I timamente tern-se proferido. He inegavel
I porem qie a instituicio dos Jurados tvm
' deamerecido n.uito entre nos, cmhora te
confunda em alguns casos os abusos dos
Jurados com o* defeitoa da legidacio. O
mal que se experimenta nio he por isso me-
nos re*', seniomais grave: icleva rom-
bater desde a lot'as as causas d'onde elle
possa derivar-se.
Senbies, a fotmacio da culpa esta en-
carregada aos Ju/.es de Par sem conhe-
cimentos professionej, sem a pralica n-
dispensavel dos negocios lo.eme: entre-
tanto a formaca da culpa he a base es-
gencial dopioctsso criminal ; conlemdu-
as partes igualmente dilTict i. e complica-
das, a inteatigacio do crime en suas pre-
disposicSts, emsua origem, e emsuascoii-
sequ-ncias, e a descoberta do delinquente,
que e esforca por escapar-e s vistas do
jala o mais perspicaz, por entre todas as
sinuoMdjdes em que se uvolve. Os Ju-
rados ni6 deven conderonar sem alguiiias
provas, cuja eilicacia Ibes cumpre pesar
e-nsua conscien.ia. Oquedever elks
f.zcr quando nio so Ibes aprejei.tarrin
provea, nem do delicio, nem do deln-
queme ? He islo todava o que algumas ve-
zes Htonece.
S nh-r.s, eu reroubeco que a>l.isde-
veo ser prole t>ras da inhoc.mia, roas
sto est amito longe de favorecer ocn-
minoeo, ou olcgalmei.te lupeito de ter
commeltido crimes. AqueMe pfimeirO
fim ier se ha conseguido qu.mlo a culpa
F01 formada por Juizesintellgenie epro*
bos, equando a^elllenca fi.r prienda
pelo mesmo modo : o Ju y de jumaca en-
, en a ampias gacntias pafa q..e a inno-
cencia nao pe igue n. OCCaaiao em quo
8.mente 1 umpre ca tig*r o crmie. lu-
do nuanU .xceder estes limites sera no-
"cTVoOciedade, e dolo. 0,0 be dteirque
0 Cdigo do Procsso Cinnirial Coura-
g,a miiicipios luminosos, im ero thed-
iri, ro..s que na pratic cu,ti milito a
consiruii c m o lu-m da sociedade, que
nao d-ve subordit ar-se s utopias des plu-
1 .sophos.
(Coniinuai-se .)
:
vr


_

2

DIARIO .DE PERNAMBUCO.
PERNABMtJCO.
CEI PROVINCIAL.
1836.N.# 30.
Francisco de Paula Cavalcante de A rbu-
queique, Piesidente da Provincia de Per-
nambuco : Faco saber a todos o seos Habi-
tantes, que a Asamblea Legislativa Pro-
vincial Uecieluu e eusauccionei a Le se-
gu rite.
Artigo i. Firalivrea qualquer orga-
nisar Compendios bieves, e cirros, para
o uso das aulas de prime i ras Lettras, os
quaesconlenhaos principios de Caligra-
fa Doutiina Christa, Gramtica Por-
tuguesa, Arithmetica, e noces gcraes de
Geometii' pratica.
Ai i. a." Os compendio?, que appare-
cerem na coofonnidade do artigo antece-
dente sera sobmettidos ao conheciroenlo
da A>semblea Provincial, para eata esoo-
Iher, e spprovar aquelles, que desempe-
rnare o fin.
Art. 3o Os compendios approvados pe-
la Assemblea Provincial passart a ser cu
Compendios geraes, e nicos das Escola
da Provincia.
Art. 4. Huma vez approvados os Com-
pendios de que trata o artigo pi meiro, a
Assemblea Provincial arbitrar ao seo au-
tor urna retribuicaS pecuniaria, ficando
o mesmo sem a propriedded sua obra.
Art. 5.* Fica revogadaa lodas as des-
posices ern conti ai io.
Mando por tanto a todas as Auctoridades
quera o corihecirnento, eexeeocio da re-
ferida Le i pertenec-, que a cu ni p rio,
e lacio cumprtr lio inl ramete, como
nella se contera. O Secretario deaU Pro-
vincia a faca imprimir publicar, e correr.
Cidade do Hecife de Pernambuco aoi qua-
tor-J de Junho de mil oito ceios e trite e
seis. Dcimo quinto da Independencia do
Imperio.
Francisco de Paula Ca*aIcaoli de Albu-
qutrque.
L. S.
Carta de Lei peta *ual V. E*. Miada
eiecatar o Decreto da Assemblea Legisla-
i i va Provincial que houve por bem sanrei-
onar que concede a qualquer Cidadaa
faculdadede organizar Compendios bre-
ves, eclarosparao uso das aulas de pii-
xncirasLettrassobmettendo-os a approva-
ca5 da mesroa Asseroblea na forma cima
declarada. _
Para V. Es. Ver.
Jote Xavier Faustino Ramos a fez.
Regulada a44 v.doL. i.deL^isPro-
vinciaes. Secretai ia da Provincia de Per-
nambuco 15 de Junbode i836.
Francisco Xavier e Silva.
Foi sellarla, e publicada esta Lei, na Se-
cretaria da P roviocia de Pernambuco ern
15 de Junlio de i836.
Vicente Tbomas Pires de Figuerede
Camargo.
DIVERSAS REPARTICOENS.
F.DTAL.
A Cmara Municipal da Cidade do Recife
eseu termo ern virtudeda Lei Scc.
Faz saber, que tendo a Lei Provincial
de 8 de Jullio do copenle estabelecido a
renda Municipal de a$000 res emo de-
curso docorrente auno iinanceirosobre ca-
da Boreteir*, e Mscate neste Municipio :
do 1. docorrente em diante sao ohrigadas
todas as Boceteiras, o Mscales pagirem o
referido imposto doquedevtr ter, e tra-
sercomsigo dando do praso de un rnez
depoisda publicacio deste o onhecirnento
de o haverem pgo, rubricado pelo Presi-
dente, e assigaado pelo Secretario e o Pro-
curador, que ser dado independenle de
emolumento algum.
E para que < llegue noticia 'de todos se
lau'ou o presente, que ser publicado. Be-
cifeem Ses->io de 7 de Julho de 1836. Eu
Fulgencio Infanta de Albuquerque e Mel-
lo subscre.v.
Joze Machado Freir Pereira da Silva
Pro Presidenta
Antonio Gomes Pessoa.
Francisco M imcde de Almeida.
Jote Felis de Souza.
Luiz loze de Sampayo.
Thomaz Jote da Silva Guarni.
| MKZA DAS Ol VERSAS RENDA*. '
i
Pauta do preco corrente dos gneros pelo
qual se fazem os despachos do assucar e
algodo na Meza das Diversas Rendas
d'esla Provincia de Pernambuco na se-
mana Velho Novo
. sorW &450 2r0
Materias, e condueles para a obra da calcada.

Importe de 124 i/2 palmos de pedia lavrada
a picfo para remates da calcada ........"
Dito de aO alqueires de cal...............
Dilo de 40 ditos de ares..................
Dito do fele de 30 canoas para conduiir a pe-
dra da calcad.., e ma materiaes........
Dito de 40 canoas de rea para o. attei ros ..
640
360
i40
a880
960
79$6'80
7&20O
5#600
86&400
38$400
Mi d'obra.
Importe de 267 3a brac's qnadradas de cal-
cada asentando os remates.............. 3:000
Materiaes para a 1.a valla.
Importe de 32000 lijlos d'alvenaria grosa .. a2:000
Dito de 1000 tij dos de ladiilho..............
Dilo de 8a5 alqueires de cal pela............ 360
Dito de a5 canoas d'ar Dito da conducio dos lijlo................
Dilo de dita de cal earea ...................
a 17^280
801 $960
704^000
3a#000
a97$000
3a<5)000
i3a$000
i3a#000
--i'
i:3a9#0Q0f
1400 As. B.
1200 u velho
a."

a$4a5 *2^425
a#i25 a&i25
2#200 a#400
1400 Dito M.i.'tt.*
J
velho(3* M
i#700
1&800
1#500
I&800
I&7O0
.----------1
8#800
GOVERNO DA PROVIKCIA.
Expediente do da 6.
~Poitara ; Ao Commandante Geral do J
Corpo Policial paiad*minir do servido do ^
Corpoos Se'ddos joaquim loze dos San-
tos Vital da a.' Companhia, e Jote Pe-
dro de Araujo da 4.* pelas molestias que os
impossibltUm como informa o aieerao
Commandante Geral.
Ao Inspector da Allandega para fa-
cer remover da protimidade do aimxcem
de Ci pintara dasOoras Publicas e mes-
-rc i- CAt"* H'AMatidtiiM as tn:i He ferio
ue vedam o Iran.iKopublico, e os Iraba-
lbosdot operaiies.
Algodio em pluma
Monteiro, Administrador.
OBRAS PUBLICAS.
Orcamento da despeza o.'in a calcada da
pnrcio d'ostisda comprehendida entre a
sua embocadura alem da poule do Man-
goinbo, ea encruzilbada das dos Afile-
los e S- Joze coni prebenden do a de-pe-
za das duas vallas que devem desviar
parte das aguas que correal por aquella
porcao d'estrada.
A porco d'esirrfda que tem de er
aleada enmeca de pi meiro portiu do Ci-
lio do Dezemb.rgadnr eVJaciel Monleiro (..0
sabir da ponte do MnguinhoJ aonde el-
la (em de^e por um lado ate a extrema do muro
da caza de Joio Paulo na estrada de S.
Joz aonde se cunti a8 palmosde lar-
gura epelooutro lado a* a extremida-
de do muro de O. Lauriana na estrada
dos Aictos que aqui tem 34 palmos
de largo.: nesla etencio conlio-se pwico
inais ou menos 2673a palmos qu de superficie.
As vallas, que tem de ser aheitas sio
1.a eiitie o muro do fundo do dilo Cilio
do D Capella arrumada existente no Cilio im
mdalo na estrada dos Aflictos cora 7O
Mo d'obra.
Importe de 60 jora'aes de serventes para abrir
as vallas e abeerces dos rev. slimenlos elrans-
poitar aterra.......................-- 4^ a8$804*
Dito de 50 jornaes de Pedieiros para f-aer o re- .
vestinento da valla...................------ i:000 50^000
Dito de 100 ditos de serventes............... 48 ^^l^*0
Materiaes para a a.a valla.
Importe de 35S00 tijolos d'aWenaria grosaa ------ aa:000 781^00
Dito de U50 lijol.-s de ladrilbo............... 32:000 a7200
Dilo de O O alqueires de cal.........>........ 360 3a755600
Dito de a8>aeos d'area lavada............... i280 35^840
Dito da conducio dos tijolos.................. ?44400
DHo da dita da cal eare;.....-.............. i45^800
i:462#6i().
Mo d'obra.
fmpoile de 55 jornaes de re ventea para abrir as
?illas eoslicerces dos revestimento-, e trans-
portar a Ierra-........................... 48 a6j400
Dito de 48 jornal d pe lieiros para fater o leves i-
roentodavalla........................... iOOO 48^000
Dito de 96 ditos de serventes idein............. 480 46^080
ia0^48o
Importes da linas ps enohadas....................... 50$000
^_ S'.mma Rs. 4:ip8^ji60
e a prolundidade ile 3 palmos no seu prin-
cipio |unto a estrada, e cum a declivida-
de de O-002 5 a.* prxima ao porteo da
menciorltda cata de 3 (jo Paulo forman-
do um arco de 80 biacasde deenvol*-
menio 3 palmos de largura e a pro-
fuodidade de 2 palmos na sua eroboca-
duia coro a mesma dclividade. Esla
devem ser revestidas de paredes de lijlo
ao coner. e relbicado o revestimento
cem arces de 2? em a5 palmos aonde
elle lera e-peaes de pilare de um lijlo
o tifio.
1.4o poste 1 emos por um calculo apio-
samido a *t .le despezs.
Impoita este Orcamento em quatro contos rento e sessenta reii. In-neccu das
Oliras Publicas 29 de Fevereiro de 1856 Asignado- Ftrmiuo Herculano de Mo-
raes Ancora Tenente Coronel do Corpo d'Etigenlieiros.
Condices para a arremataco.
1. O Governo fornecer ao Arrematante a pdra de calcada necessaria para a o
bra po-.ta no Arsenal re Marinha.
1. A obra assim da calcada como das v.dlas ser dirigida pelo mestre pedivii o
das Obras Publicas, sem entipendio algum dado pelo Arieinaiarile.
3. Os materiaes serio da utelhor qualidede, sugeitindo-se o Arrematante a seren-
Ihe lefogados aquellas que nao forem assim julgados.
4. O Ariematante f.r acalcada em 60 das uteis contados daqudle em que Ida-
lor entregue a pedia que o Goveino tem de Ihe fornecer e as vallas em 85 di.u
ute'8 conlados do da arrema'ago sob pena de ser multado em 400$000 rs. be-
neBcip do cofre das Obras Publicas, e de ser futa a obra por ainiuisira^ao usa
do mesmo Arrematante-
5- O Arrematante receher a por l\ do valor do orcamento pela sua admiu^tra-
cio, e 6 por sob-eosdois tercos do mesmo valor em premio do capital adianta-
do.
6. O importe total do Orcamento apremios ser pago ao Anematante em Ires
prestaces igoaes, a primeira logo que oc assignado o teimo da arreni.it bracas d'extencio 4 pannos detargm-a-^guiida quando lindar urna das olo, ou calcada ou as valUs, e lerceira loco
que es'iver concluida a obra, e for appiovada pelo Inspector das Ohia> Publicas.
7. O Acremalante ptestara banet idnea pelo valor de quatro c utos seltcen-
tos'cincoenta e qualro mil seiscentos e qaarenta e nove iis, e ornis a que a obra
motilar no cato de exceder ao lempo mateado para ella si fela.
8. F. ichadi a arreaBatacio, nao ter o Arrematante direito de exgir inderini-
tacio alguma por qualquer suiislio que sobievenha.
. Insper^io da-i Obras PubbVas 25 de Junho de i836 Assignado Firano Ilcr-
cuIjuo de Moraes Ancora, Ter.ente Coronel do Ccnpo d.'Engeubeiio,.
Conforme lenlo baadeia ad leo scriptor.
\
'- f'
mm



DIARIO DE PERNAMBUCO.
t
LITTERATURV. ^
Em quinto espiritos elevados perscru-
ta os arcanos da Poltica, intrincada sci-
encia, a cuja reeia luminosa f cabe, q'
se subaS as aguas eu, que apenas esvo-
aco sem poder lvantar-me aos ares, l'11""
lar rae-eia escrever algumas rtflezSes so-
bi e a ElocucaSda Lingoa Portugueza, es-
tudo, a que me dedico desd'os primeiros
das da rainha mocidade. E como esteja
convencido da neeissidade, que tem de
estud.tr, econhecer o bons A albores da
Lingo aqnelle que seabalanca espinho-
S3 larefa deEsciptor, veio-me ao pensi-
mentooffeiecer Mocidade Brazleira al-
gumas noces pieci.-as pira estudar cntn
fi octo os Classicos da no-sa Lingoa, alias
tad rica, ta5 eb gante, e magestosa, des-
piesando as maiavalh.is, e carhmbaches,
que infelizmente nos encampou o aguado
gosto dos Gallecismo?.
Dividirei em Epocbss os Classicos mais
notaveis da Lingoa Portugueza, fazendo
robieelleso jaizo ciitico, j deduzido da
ininha propna licaS, j de respeitaveis Fi-
llogos, que eacre\ra6, a indi que de
corrida, a este respeilo. Nao me entra*
nlurei na qnesta mais erudita, que pro-
Titosa sobre a origem da Lingoa Porlu-
cueza. Basta saher-se, que a desmembra-
cao do Imperio Romano pela invasaS dos
Barbaros do Norte, desfigurou de tal arte
a Lingua Latina, geral em todo o mundo
conhecido, queengend ou uovos ediomas,
formados dessa, e dos dialectos dos Con
quistadort fi, preponderando em Hespmha,
e Portugal o dos Aiabes, que por. muito
lempo assenhoreara esses paize-.
I.* Epocha.
Esta Epoch tem o sen comeco nos an-
nosdepoisde Chrsto 1094- na fundaca
da Mon-rcha pelo seu i. Rei D. Affon-
eo, aclamado depois da celebre bata1ha do
Campo d'Ourique. Anda que a Historia
nos transmitiste a noticia de que este Prin-
cipe era dado s letras, tanto que romp z
1 uin escrpto intitulado a Conquista de
Santarem, segundo nos afirma Barbosa
cma sua Bibliotbeca Lusitana, eo Cancio-
neiro de Resende ; todava o qur era, e
podia ser masas Eras a Lingoa Portugui-
2a ? Huma mixtura indigesta do Latim
brbaro, e dos informes vocabu'os Godo-,
e Arbico-, com o qual exprimi5 as sitas
poucas obras, pela mor parle impreg-
nadas das ideas gigantescas da Gavillara,
que era o gosto dominante do seculo. Pa-
ra sabermos a h-toria dos seculos bar-
baros, dizCondillac, nao he pouco saber-
se, quefoiaS baibaros; pelo que a elocu-
vn Poi tugueza des-es lempos deve estar
no mesmo pat arello, que os hymuos dos
Salios a respeilo das bellas prodoccd' s do
seculo de Augusto. Todo o trabalbo dos
Trovadoies r dura-.-e quasi a alguns Epi-
graryn a^, Glosas, e outros Poemas ligei-
i' que se compreln nd. sob a denomi-
nacd de Trovas : ludo, anda trescalava
ora f.alantai a monrisra, ou grosse ia
gotbia, que fr. o seu pi imeiro berco.
Para fui marinos alguma idea do que
eiaenlaa Lingoa Portugueza, basta, q'
nos demos ao trabalho de le os fragmen-
tos, que nos lrnsmiltira alguns i-cri-
pite desses tempns. Egas Moni, Aio,
e fiel amigo do i. Alfonso comp<>z huma
Ganca, que diztm ser de despedida a D.
Violante, Dama dlionor da Rainha D.
Mifalda : e he do iheor seguiute.
Fcaredes bos eoibora
Taro cnitada
Que ei boy me per ah fra
De tongada
Sai-s o vulto de me corpo
Mas ei non
_____C o couos tos fica morto________
Ocoracom
Se pensades que ei me l>eo
No lo peusedes*
Que tm vos chantado esto
A non me vedes
Me jazido, e ror amar
Em vos acra
Crenhas tended'espelhir
T A lusia cara
l Non larom estes meis olhos*
t Tal abe: so
Que tsgravis.-em os meis doios
Da compec^.
Ms se e for pera MonJego
Pul, la vA
Carulhasme facom cgoa
Como ei :
Se da penas do amoro
Que ei retouco
Me figerem turnar fri
Como ei ouco
Amade-me se queredes
Come lusco
Se non torvo me acharedes-
A mu fusco
Se me bi a mi leixudes
Deis megarde
Non as mrys vos dequeymardes
Isto que arde
Hora non leixedesnon
Ca sois garrida
E se non Christeteis<>n
Per minba vida
Eta Epocha, que *e extende al* o dci-
mo qoarlo seculo, na5 oftvrece, se n. 5 o
e.nbriaS de huma Lingoa, que devia de-
senvolverle, c ter o seu crescimento em
secn'o- mais dilosos. EutaS appareceo o
Loliena, auctorde huma Novell* de Ca-
vallara, traduzida em Italiano pelo pa do
grande Tasso: maso que era nesses tero-
pos aelocucaS ns5 s Porluguea, se nao
das mais Lingoas da Euiopa ? A Filoso-
fa, emaranhada em ts argucias Aristot-
licas, anda nc5 tinba levado a tocha da
analyse ios piincipos da Grammatica :
despresava-se aetymologia, era qtissi de-
couhecida a analoga, e o uso ndouto
guiava as produccSes do engpnho. D'aqui
as mas, e erradas construec s, as anoma-
las, a* dissonancias, a falta de tranlacea,
que da tanta Torca aus Idiomas : d'aqui os
dilhongos speros, e desinencias rude;
d'aqui a pobrera de termos, sem d. de
nexo, que subsiste as partculas; d'-am
o periodo incerto, e a qua>i icnorancia das
ta5 precisas regras da Eufonia. A' vista
do exposto, claro est, que tal Lngoa-
gem naS deve servir-nos de norma, e que
sobre jnintelligivel tornar se-ia objecto de
escarneo quero quizesse emmitar seme-
lhantelourc.a5, e estylo.
Postoque a a., Epocha da Lingoa, e
Litterattira Portuguesa deva comecar r-
goraraente no seculo dcimo qunto, to-
dava pelos annes de 1279, em que reinou
0 grande D. Diniz, as letras receb a5 des-
te bbm Rei hum grande impulso, e o Edi-
oma principiou a espaocar as nuves do
barbarismo, que a embruscav.-, e af|-
va ; por quanio fo aquelle o primeiro
Prncipe, que ordenou, fossem t-aduzi-
dos em Lingoa verncula muitoa livroa es-
trangeiros, e que ftinHou a Universidade
no annode i290. 0 mesmo D. Dinzdi
aem romposera sus poesas rom aquella
suavdade, esingelez proprados Tr<'Ta-
dor. O Co'd de Barcellos, seo Sino
natural, naSs cullivou o campo das Mu-
sas, como foi hum dos oieadore#da His-
toria em Portugal. A Homo 4. -inda que
muito dado as armas, na5 deixou de cul-
tivar aa letias, assim como ten filho D.
Pedro, famoso pelos seus bem condecidos
amores com D. Ignez de Castro. Muda-
da a Dinasta em o Me-ire de Avia, D.
Joa t., a Litteratura Portugueza sofreo
ktlgom desmaio por cansa das guerras, al
quesealeotou de novo em o reinado de
D. Duarte, que applcando-se aos e-tu-
dos moiaes, compoz hum avullado nume-
ro de obras destes genero.
Mas dos anuos de i407 por diante, be,
que assomou a glora da Litieralura Por-
tugueza. EntaS primipiou a cnltyar-se
com giande cuidad* o estudo do Ltiro, e
aelocucaficnmecou a lropar-.-e valerosa-
mente da ferrugem do barbarismo. To~
darn-raS meros ensaios; e b m podemos
.juizar, que tal era a Lilteratma clesses
irmpos, quatido leflectirmos, que os mai-
01 es talento s se cenpava i-m discus
sSes, e subtileza hologics, e ueste, ou
n'.quelle ramo das sciencias, mu confo-
.a-nenteen-inad') pelos rabes ; e anda
as<.ioa lodas essa materias, era6 tractadas
na Lingoa latina ; por que voeava po.*
toda a Eurv pa a opiniaS de que s este edi-
oma era conveniente, e asado para assum-
ptos graves. .
Muito devia concorrer para a peiteicao
da Lingoa Portugueza o amor cavalheres-
c., que era a paixaS favorita do seculo:
J.t;!, n..n empre se servia da Lingoa
materna para exprimir os seus prazeres,
ouquexumes; por quanto a mor paite
dos p-etas qoer Poitogueies, queiH-spi-
nloea se serviaS do dialecto Gilsiano. O
mais famoso escriptor desse lempo foi Ma-
risa por alcunha o Namorado, que coma.
poz varias poesas erticas dirigidas sisa
amada, comensal da casa do Mrquez de
Vilhena, e essa ousadia foi causa da sua
prsaS, em Jan, onde morreo.
A Imprensa, que foi huma nova cria-
ca para o mundo ntellectual, e moral,
enlroduzio se no Reino de Portugal (em
Leii i) pelos annos de H7O, ou l4?4 : *
bem depcessa as producioes poticas en-
traraa espalhar-se apezar da imperbi-
ca da Typografia, que se estr^ava : mas
sobrava todos o celebre Bernardim Ri-
beiro, quem CamSes chamava o seu En-
nio, como nos d'ixou em-menora o tru-
dicto Fara e Soua. A obra mais conhe-
cida, e mais celebre desse escrptor qun-
henfista tem por tituloMenina e Moca,
ou Saudades le Bernardim Ribeiio
Neste lomance deo o surtor novo car-
cter prota, esoubsageitala a novas for-
mi"-, sendo pore*m para lastimar, quenem
sempre a invenca corresponda ao ment
do estylo. Todivii nesta pequea obra
^encentrase huma tintura melanclica, e
cavalberesca, e certa modificacaS de sen-
timentos, accomodxdosao aspecto da na-
tureza, que muito se aproxima ao car-
cter da Poesa AlemS, elngleza dos lem-
pos moderno.'. Para pi ova aqui tianscre-
vo humpedaco do Ga-p. a:*-, onde huma
donzella routa como se tet'ra so-
lidad, e por que maneira passava huma
vida j perturbada de pezares.
Neste monte mai rilo de todos (que
eu vim buscar pela soavidade difterente dos
out' os que nelle acbsi) pasava eu a mil ha-
vida, como podia, ora-era merpelos fon
dos valles, que os cingem de redor, ora
em me por do mais alto delles a olhar a
leira, como a acabar ao mar ; e depois o
mar romo se estendia logo apoz ella para
acabar onde o ningoemvisse. Mas quan-
do vinhaa noileacceitaa meus pensamen-
tos, que vin as aves buscarem seus pousos,
humas chamarem as out ras, parecendo,
que qtierj aesocegar a trra mesma ; en-
Ia5 eu triste com os cuidados dobrados,
cora que ammanhecia, me recolbia para
a minln pobre casa (onde Dos rae he boa
testemunba de como as nuiles dorma).
Assim passava eu o lempo, quando huma
das passadas piuco b levantndome cu,
vi a manhi como se eiguia formosa, e se
estenda graciosamente por entre os valles,
e dexar indo os altos. G o sol j levan-
tado t os petos vinha tomando pose dos
outeros, comoquem se quera senhorear
da tena. As doces ave. batendo as azas
andavad buscando huma- s outras; os
pastores langend as sua frautas, e rod
dos dos se us gados coraecavi.5 a rssomar
polas cumeadas. Para todos pareca, que
vinha aquelle diaassi ledo ; os meus cui-
dados sos vendo como vnha seu contrario
(ao parecer poderoso) rendhia-se a miro,
pondo me ante os meus olbos para quanto
piazer, e contjatamenio po-b'ia aquelle
da vir, se n5J tuda t5 mo'l^'O ;
donde nqoefiiWa alegre a todas as colisas,
a m t.teve cansa de lazer triste. Eromo
os meus cuidados, para o que linlia a en-
tuia ordenado, me romessasaem de entrar
rn-la lembranc d'algum lempo, que M,
eqi;e nunca (ora, aeiibOreraS-se a sai de
.iin, que me n-5 poda | sofnr a par de
minha casi, e desejav**hir-me por luga-
raas-, onde HesabnlHs-e em uspnar. E
aiida bem na6 B)i alio da, quando 1 u (pa-
rece que eenie) diteraainei hir-me pira
o p daste monte, que rt'.ovoiedos gran-
des, e verdes erras, deleito-as sombras
becheio; per onde cone hum pequeo
ribeiiod'agoa de todo o anuo, que na
n.-.uies calladas o loaidodelle faz no mai.
.llods'e monte hum saudo^u lora, que
onde ou-
muit'S vezes roe toThe o sont
Iras muilasvou eu Nvar minh.s laRiimas,
e onde mutas ifiuiUsal torno a beber.
(Contnuar-se-.)
gualroente filsificaco dos scellos do Es*
tado: he sera duvaa hum delicio; porem
o menos commum, e menos perigao de to-
dos; porque quasi nunca pode ter conse-
qnenria importante, e duradora. O C-
digo adocando a antiga leg slacio a respei-
to do roubo, conservoii pena capital para
aquelle que hfe aggravado por hum concur-
so de circunstancias, que a le tem d fini-
do. Sao sem duvida podeosos os moti-
vos, que determinaio ao Legislador ; por
que hum roubo comettido com arromba-
mento, com amas, durante a no'e, e por
mu to< por i>so que torna mais diflieil a de-
fesa, be mais ameaqador da seguranza dos
cidados; porque n.fle caso ajilo torre
risco soraenteodinheiro, se nao Ja propria
vida; e por isso convenbo, que tal roulx
seja mais criminoso, e mais punivel : mas
devera levar-se o castigo pena ultima ?
.Onde isla a graduacao das penas? O que
be, que se reserva para oassasaino? NSo
be punido de inerte o simples homicida,
e develo- ser o laorc, que si ni haverder-
rama'd 1 sangue, cometleo o furto com ar-
mas, deque nao fez uso, ecom oulras cir-
cunstancias marcadas na lei? Nao he pa-
ra recear, qued'esi'arte excite-seo ladro
a acresientar o assacino ao roubo afirn de
se descartar do testernunho d'aquelle,
a quem bouverde roubar? Olailrio li-
milar-se- a roubar,se soober que nao n-
corie na pena capital ; mas se em todo o
casse. Ihe anlolha o ultimo suplicio, nao
vacilar em cometter dous crimes. E nio
ser inconsequente ira por a mesma pena
tanto ao que fez hum roubo, como ao que
o fes antes, 00 depois de hum homicidio?
As mesma:, ras5esse ex>endem[aosonpga-
mento de cousas roubadas por meio de hum
ci i me, em que nao te ve parte osonegador;
poiqueeste, huma vez que nio roncorOes-
se para o assassinoi, nao he cmplice com a-
quelle, rujo roubo escondeo : e porque ha
desofier a mesma pena? Nao podearon-
terer, que hum pai, ou huma mii consin-
ti em que se oceulte em sua ca-a objec-
tos, que hum de seus flhos haja adquirido
por meio de hum assassnio ? O desejo de
remover suspeitas de sob e huma cabeca,
que apezar de culpada, a natureza manda,
que proiejo, bem os poda determinar
a isso ; e ueste caso, bem como em outros
anlogos pelo menos hedeculpavel o so-
negamento, nem merece a pena de huma
complicidade, que nada tem de real, que
nio be complicidade de faci, se nao legal.
Edever a le crear comp idaJei ?
Finalmente para que be puoir tambera
coma pena ultima ao que ese em leinci-
dencia, quando rifo h com Itido hum ci i-
rae, que impoi te esse castigo ? Verdal
be, que a reincidencia sopj e pertinacia
no culpad", e perseveran ca as dispoii-
es crimino as: masa leisdeve punir fac-
tos, e nio sentimt ntos depravados, que
os induzem a lomettellos. Diio que o
culparlo he incorrgivel: mas quem osa-
be? He huma presumpcio que pode ser
falsa; e quando fosse inconteslavelmenle
verdadera, quera be, que tem o diieilu
de condemnar poi presump^os ? A lein-
cidenria nio be ciriunslancia ta'o aggra-
vante docrirae, que o turne, capital, nao
o sendo elle alias por si m^mo : que f augmentara irpressio, juslo be; mas he
demasi olameule rigoroso le*ala ao leu ul-
timo termo.
Em quanto so nio fasem as reformas,
'qnuacabo de indicar, e outrai mais, que
di venios esperar das luie-dj seculo, H da
buinaidade lo Rei; nao qirsera, que os
juiadosbohi semdassuas ati-ibutOs ; que
constituidos pcl >Lei juif.es de fados< lie e
nio ai vorassem em rensoies, enlaima-
dorisdalegislagio, eque nao despedacas-
s m com essa u-urpaiio l.uma n.-tituicio,
que anda tem alguns adversarios, eque
fura mi'r cons. rar em tda a sua pure-
za primitiva. Nioqnisiramilmeiile, qu
os jurados seronlirma sem -em humeir. ,
que nao pissa de alguns, e que se nio de-
vera asoalhar com a falsa Hito ia da su.i
o i.nipoUcia.
Concluz&o do Artigo
-Y--------------- I -
\^ "(-
I
O que dase di moi.da f.Ua app'ica-se i-
BAHIA.
COMV.UNICADO. ,
Mais epiubcioi, infelizmente se i

1
tr


T"
BIARIO DE
PERNA.MRUCO.
ornando entro nos 09 primeir'os cargos la
administraco, e longe. de interesar ello
ag'oria, o patriotismo e a mesnia am-
bico do Cidado que se reconhece con
direilo a ser chamado a preenche-los Ihe
insina a prudente resohico de esquje-
los e at de rege-ita-los quando* lembrado
pela authoridade- a exerce-Ios ; tio poi-
que para deaempenba-los niriguem em
lodos conhecimentos pros iunaes pra-
tc dos negocios pubon, eircun pec-
cSo e probidade mas pelos desgostos que
a poase de to altos empregos caica a -
quelles que os acceita hoje ; orginando se
della iniroizaj|es, de*peilos, vingaccas de
amliic s contrariadas oti de burlada *-
perancas; funesto pressagio de ina'es que
provocados pela desmoralhacio de alguns,
Bgrjardao a lodos e nos lira hura (lia ar-
repender de haverraos conlempoiisado o
que por todos os meios nos cumpla ve-
dar.
A nomeapio de-bnm Ministro e de hum
Presidente he sempre a constellacio %rn
que se fixf o as especuLcS s dos coirtrai ia-
dos em seus projectos na administraco
tranzada, e as novas espectalivas cuja-*
sonbadas espe>ancas fiu-tando-as o justo
deferimento de hum governo recio e en-
tendido, o novo fuhecionario ahject'>
t ali dos mais exagerados lonvores cles-
iws prelendeu*es, se converte a seus olhns
emente dioso e reo de graves criraes. A
estes se leunem immediataoiente os aspi-
rantes ao mesmo cargo nunca desalenta-
dos de subir a elles, bem que a sua inep-
cia os baja^seropre arredado e de mo
dadas com o-partido que estranba a adm-
v nktrapio que nao pode dirigir ou que em
nada Iba aproveita, emprestrado a censu-
ra a-nnascara da mais atrevida mpudeu
ca despedaca em sua honra e fe re in lig-
namenle em seu crdito o Chele do Go-
verno quem alem do seu proprio
merecimento Ihe outorgo as Leis e a
< duraco o respeito d >a subalternos. Tal
tem sido a *orte especialmente do Prcsi
denles desta Provincia, alia huma das
mais afortunadas em seas destinos, mor
mente depois -de 7 de Abril, presidido*
por Vai6es preconisados di-vidamente pela
opiniio publica. Parlilha igual coube
ltimamente ao actual a quem nem a
candna, e bera merecida reputaco <>
poem t abrigo dos mot'jos de hum pe-
ridico, que atrozmente o teni cen*u alo
por um aelo, foase hum equivoco, nao era de certo no
vo na historia de nossa AdminMracao. on
de encontramos mullos avisos do-< diffe
rea>tes Ministerios em perfeita des*rmo>i-
com as Leis ; e nem por sto se torimu
problemtico o crdito 'luterano dse
Ministros, e rouito menos os indigitaio
corno ignorantes os seus mesmos inimigos.
pois deste modo > o idiota a valia a sa-
ber, e nao quem votou a vit inteira ar>
estodo de huma scienria qualquer. A re-
putaco do Sr. Dezembarg c >mo jurisconsulto, nao be mais cont- -
t.ivel e mu tu menos por esse ficto. que
longe de ser erro, fura huma dasposic"
fundada em huma Lei geral, vigente a-
inda por nao caber na* atribuices da
Assemblea Provincial o reforma-la. A
ronsnlidtco deesa bem merecida reputa-
clo fundamentarlo os seus actos judiciaes
como Magistrado no longo periodo da sua
vida publica e os seus tiaf>albos cora"
membro das Commis-oes de Justica Ci 1
e Criminal na Cmara do.- D'potados,
ondestmpre gozou do conceito de hum
distincto Magistrado. Como Guie hoje
do Governo dt-sta Provincia, ^eus actos
tem sido todos circunscriptos na o: bita
das Leis e do interesse publico, ej-tifi
ci as Bas ltea sua inip ireialidade e
zelo no d sempeubo dos seus deveres, o
que ainda mais Ihe tem grangeado a es-
tima de seus compatriotas, que s bem a-
preciar as suas e->timaveis qualidides, n -
couhecer seus servioos, e dar ao de preso
os iiisullos dos descontentes.
M.
( Da Gazela C5 nereial da Bihia. )
Giqui, e nelle vi tratar de ser o roesmo
alterco frito de trra quando elle para fi-
car obra capaz deve ser feito de Ierras com (
grande porco de Areia por sima sem o que
teremos de ver noprimeiro invern maio-
res atoleirosdo que se ve hoje que chegao
a sumir o cavallo, e cavalleiro que nelles
cai, oque parece de rasono dev(-r acon-
tecer porque a areia naquellj; lugar jcusta
tanto como a Ierra, e en.bora cusle mais
alguma co-.a Naci faz grande de>p?ia,
e nao he f-enSo coro vistes de que selranzi-
tena roesma entradalivre dos riscos, e en-
comrj'dos (|ue na mesma sesofre de inver-
n. A falta de se j c no remenlo a con-
dicode ,-er f. ila de Ierra, e areia parece
ter sidocfquecimenlo, e por elle nao d a estrada licar impe frita, huma vez que a-
inda nao est principiada admite que se wl
.virla ar Arrematante para faser Com Ierra
e areia decujo modo lica com dobrada du-
raco, esem encomodo dos que uella pas-
>o.
Hum que todos os dias pas-a na roefma.
II 'Mili'
CAMBIOS.
Rio Je Janei-o a3 deJunfio de 1836.
Londres........... 3o,'/ a 39 '/4
Pariz___.......... 240
llaiiburgo......... 448
Onro em barras..... 85 3 88 p. e. pre.
Dobres Hcspanhes. 23200 a23'iOO
Pesos............. 1450 a i460
Moedas de 6400... 15500 a 13600
de 4000 .. 6650 6750
Prata..'........... 45 a 46
Cobre moeda de 80 rs. i5pc.de des.
a plices de G pe, juro 88 p. c
,(0o Jornal do Commercio.)
onqr lrml de Pernan'd de Souza. D. I-
zabel Esposa do ditlo. Roza Patulea
Creada das dittas. Sirzal Criado de S|-
>gi Lulds. Soldados Portuguezes e S-
paeS.
Es'a Pessa he puramente Porttgueza, e
mui propria para o festejo deste dia por
ser hum dos lacios Modernos a tomada de
Manerimna Ana, que tanto honra os he-
rcesde nossos dias.
O Fmptesario desde Maio que mandn
vir de Maranhio a Peca Morle de Teles
\ Jn. dio a qual ^e ch^gur a lempo, ser
vira para o dia da entrada das tropas Libr-
raes em Lisboa : ejle se esmera maia que
Ihe he po-sivel para que os liomens libera-
es de amb s os mundes se congratulen! na
mais perfeita adhezso a Sagrada Arvoie da
Liberdade, a cuja sombra >se podem jul-
gar felices e seguros.
O Camarote M. 26 junto ao Exm. Si'r.
Presidente he dedicado Authoridade di
Naci portugueza como Agente consular
nesla Provincia.a quem o Empresario por
esta convida a0.1 subditos Poituguezps
em Particular, e o todos os Ncssos Conci-
dadi 'sqne profeco os nbees .entimentos
que k> podem inspirar huma bem regasd ,
e bem entendida Liberdade. X) Experta-
culo pincipir inlalivelmonteas 8 horas.
Sn*.
Balda i de Jullio rfe836.
Londres......... 31 d. cobre 33'/j p>
Paris............285 por 1 Tranco.
Lisboa...........80 por cento.
Pernanlbuco..... i5aaoporc.
Rio de Janeiro... i'e5a20p. c.
Dob oes Hespan.. 28OOO a a9U000
Pecas de 6*00------- i600O
Ditas de 4......... 8U500
I 'esos Hespan lioes.. 85 por c. pene.
Piala cuubada.... 85 p. c. pmc.
Descont...?..... r/aiiap. c.
Moeda papel......25 p. c.
Cobre.........^.. o p.c.
Do Diai io da Babia.
C O R R ES PON D F.y. G! A.
Sis. Redactores.
Li o urv'amento di cbiii do Alieno d&
TllEATRO do REC1FE.
O Empresario do Tiieatro tendo prome-
tido f t< jiro- AuniveiLH ios laquellas Na-
cesque pai tilbo os seniio en:os Coqsti-
lucionaes que tanto carecJeiiso osverd<
dein s Pairlas de ao Iflros mundos, va
no da 9 do coi rente celebrar a iinoi tal
K irada d Doque de B aguica na heroica
('dade do Porto. N ste dia que a Onh s
ira se' nmiui su mentada se desempe-
nbai a grande O ver turaSemyrme>
em B bilonia. S guir-se-b a repisen-
icio de hum NjVo Drama denominado
Lizia Libertada. Em que represeuto as
eguint.-s iguias O Genio Luzitano-J
O Fado L zia e a Gloria ; Este Dram.
he r'eiio por hum dos grandes Patriotas 1 a
Conslitoicio de iBao as rinzas do ini-
moctal Gome-Freiie : No fim do Dram<
puf rei a Efi.e Beal da Smhora 1). Ma
na 2.*, Raiolia Constitucional dos Portu
gueze.-. Cantando-se hum os m- lliure-
bymnos de Portugal. Apoz este se can-
tar o Ilymno Libeial dos B>asileiros, e
Hymuo Liberal dos Ameri-anos do Norte,
que igualmente pa tilho do> no.-sus Lib -
raes senlonentus. S-gui-ie-ha a grande
Oveitura A castada de Henrique Qnar-
lo. Representar-se-ha pela ve* esto
Thtatio huma insigne-eeia nova deuomi
nada 0-> Portuguezes m Avaro. P-r-
sonagens D. Juo ile M 'nezes Marechal
Porlu>uil. Caslel Branco Corpnel da Le-
t'io Portugueza na india. Fernando de
Soaza Comandante do"- Voluaiari >s. Pe*
reir Codinho Sargento Estropiado. Ap-
pagi Rat-.e l'ot ni.ulo da lodia. Siogi
Luu J. Cqvunador de M.incrinr. D. Le-
Hum Purgante.
Pergunta-se ao Sr. A-tonio Lopes Ri-
b"\ra ni nie Bcou a slia Empreza do
Theatro desta Cidade ; pois dizem por
ahi (vallfaa verda<'e ) que elle n ceheo
dinheir do Gamboa para esquecer-se des-
e arreiidameolo : nutres, que Ihe tem
pron ctiido glandes vantagens. Dizem
mais que o Sr. L. Rbciro est milito ufa-
no esperando pelas pi O mecas do tal Anti-
Christo talvez filhas legitimas do bom
trata ento que n'ontrn ep/cha rerebro
de.-se bom Emprezario ( como eile cha
ma. ) Tanbem se diz. que a falta de
melindre do Sr. JO \0' D^LAMAO',
d-pois ter sido o Patrono do Sr. L. R-
beiro para o Sr. Antonio Pcreira Pin-
to p^s-ar-llie a csc iptura de arrenda-
mento, vitara de bordo e passou elle ,
como Procuiador doditoPnto, outcaan
Gamboa por nore anno, Gc P.iblico buquiabrrta .' Pede se a al-
guem doThea'ro, ainda que seja o Pon-
to que de o ponto de esrlarerimento des-
te negocio ; mesmo o Sr. Gambo* o pod1*
fazeremveiso sollo, com que mulo-a
lisiar hum Administrador dofesteijo ihe
atrnl do dia 3 d'Jnlho, pelo Dominio*
dos no.-sus opprrs o es na Bihia.
0 Cui
inga.
A NN UNCI.
Hoje nMo a luz o 1 N.* do Di.iho : vm-
d< na Prc< 'a I idpend< ncia Iga D.
33. Prepo 40 rtis.
AVIZTOS PARTICULARES.
Mtbias de Alboquerqtie Mello aviza
ao respeiUvel publico, que nioenem com-
pre a iiioLta Cluidina. ea fillia desta os
quaes pe tenfe vender I). M-tiia Jaitu'na
Percha dos Santos, e que s acho em ca-
za do Teenl Cruz na roa IJheha por es-
tarem leliginsas, visto ter o annum iitentado'ci nica a J to Senhori noiifcac.io
p*ra l.-i venta 1 io do-, bus (|ue ficarao por
n-.orte de sin sogrs, oii do anunciante,
dos quais bens si apoderou o fillescido ma-
rido da mesina Sen hora, a~qual de mais a
m l imon o tem de dr partilh-s dos bous de
seu casal ao heri3Ti*D"de seu falle-cido ma
rido.
fc^ Tendo de tralar-se com aSenho-
ra D. Anna J.afjiiina Theodoi ia da Gana
c rto neg co de.- ja-st saber onde mora di-
ia Senhora pois na casa que resida por um
annun io iuerido no Diario da 5 <'o cr-
rente diz o Snr. Antonio da Co la Ferrei-
ra seiMia casa em con cijueii' i 1 roga-se a
dita Scnhoia de- l.irea sua notada para iw
procurada, ou se o Sor. Ferreica seo
marido e por isso morador na mesma, por
que Uesle caso procura-se o mesmo Snr;
pois o negocio de interesse, e devo por
isso intei essar a ambo?
VENDAS.
Urna negra ci ola de iSannos, sabe rh.
gomar nitiito bem, coser, ensaboar, e cosi-
nhai o diario de uiua casa, e f-z todo mais
servicocom multo des^mbirnco ;. em Po-
ra de Poitns lado da rilar grande sobrado"
de vm sndar 11. 152.
jCy- Urna porco de 600 a 700 bixas, I
20$ res o cent o tomando todas: na ra
Uo Livraiueiiio venda de Cardial.
tT5~ 30 barricas de farjnha de tn'go A-
mericann para bola'xa; noarrnasem!dosal do
defunlo Rento Joze da Costal
t WP- Um preto de na9lo de aoannos, bo-
nita figura, e ptimo para todo ose,iigo
da praci, e do campo: na ra de Santa
Theresa D. %y..
^ry Una casa sla tu povoacio d'e Be-
beribecom um quintal proprio para verdu-
ra, ,o junto : najfundtcaodaiua da au-
rora a I laclar do ajo-te.
jrp Inbtrucc s para os Notarios do
Municipio do Recife: na Trapa da lude-
pendencia 11. 57 e 38.
ry* Um (brado na Villa d' Santo
Antlo, ao p da faifa, pettencenteao Don-
tor loaquim Teixeira P.ixoto de Albu-
querquer ; a fallar com seu Procurador
Francisco Gomes Velloso de AseVedo. na
ruadas Crtizessobrado de.3 andares na es-
quina do beco da p !. .,
yW C*ixas para so.ar assucar b m
feitis e de mideira ipteira : lia roa du
Livramenlo D. 1 na quioa de beco do Pa-
Padre.
tW Na loja de liVro's do Se Figuei-
roa, Elementos da Gramtica Inglesa r
exlrahidos dos melhores authores por Jo-
natbas Abbott.
ESCRAVOS FGIDOS.
No da 7 do crranle fugio um escravo
do gento de Angola, de ;5 a, que bi
escmvo de Amaro Ju*e Feneira. No mes-
mo dia fugio um cabra de nome Filippe,
que fui escravo do padre Antonio Dnit.t
Con eia de Goes morador na S- rra do Tei-
xeira aonde morador: os aprehendedo-
res lerem-nosa snu Senhor Joaquim d'O-
liveira e Sauza, no atierro da Ba vista que
recompensar bem.
Taboas das mares cheua no Port de
Pernambuco.
21-Segunda 10:1.30 n> j Tarde
-22T: 1 if-18
23-Q: a. l 6 1
S24-Q: - 0-5f H 1
25S: 1 4- [ Man.
- 26 -: a-03 1
27 D: a 518 a
N OTI CI A A RITIM A S.
Navio entrado no dia 6.
LIVERPOOL; 54 lou Wilcb| Cap. Willianj M-ry:' vario
g eros: CahuonU- Ton. a45.
Dia 7.
/^
PITO ; 57 dias; Barca Ing. Thomaz
Met01-, Cap. Hemy Mut. bnson : fasen-
dus; Russ-li h llor P.ssageiros 2. Too.
57.
Rlf r.^ la VI7TPO -.. o.i. ,, -
...w ^.. *.*...^..^,, .1,1. tjnmn ; y d-
as; Paq. Ing. Packch, Cap. Coler G dd-
linch.
PKN. NA nt'., PC \1. F. DE FaMI.V. IV>V,
i'


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