Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05690


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Full Text

.

^ij
NNO OR 1836. -U1..JI ii r QUARTA FEIRA 4PiLrl
igi
6 E JULHO N. 14*

Pkhmoco. < Ttr. na M. P. de Pa
1836-
das da semana.
4 Semnrfa 8. Isabel R. Ad. o. Jaics. do Cr. de
di. ede t- e- Thezouraria Publica
Chae, de t. ,
5 TercaS. Athanaaio M. Re- de m- aud. do J.
de O. de t a ung. ae 9 h. e 41 da m.
6 Quart S. Dominpn V. fie*, da Thea. Y.
4
5 Quinta S. Pulquera V. Re. dem. aud. do J. do
C. de m. e CaSanc de I-
V Sexta f. Proc>|io M. aes. da Th. r. aud-
doJ.de O. del.
9 Sbado S. Cyrillo B. Bel. de m. e aud.
do V. G. de t. em Olinda.
10 Domingo S. Januario.
Tr.do acora depende e non meiirto te nona pru
denea. odaracao. e enercia:conlinemo con
principiamos, e eremo apnntadoa com admira*
Cao entre aa Nacoei mais culta*.
trociuma^it Ao Jiirmblta Gtr i* flronl
SWrrve-e a 1000r*. mpnM pi?o adiantadn
nema T.rpoerana. ra das Cruces D. 8, e na Pra-
ga da Independencia N. .11 e 3H onde e recrheni
correipondenciax lepalia rio gratis sendo dns proprme aiifniuiie,
e vindn i;nmln>.
CAMBIOS.
Julho S.
jLiOndres 36 a 37 D. St poi I ctd. ou prata a 50
por cento de premio Nomina .
Lisboa 55 por n|o premio, por metal, Nom.
Franca 250 -255 Rs. por franco
Rio de Jan. 6 p. c- de prein.
Moedaa de 6400 I3..200 I3..400
4000 7,.000a 720O
Peana I,.440
Premio da prata 50 p. c-
.. da ledras, por me* I a 2 por o|0
Cobre 25 por cento de descont
PARTIDA DOS COKHRIOS.
OlindaTodos os das ao rneio da.
Goiana, Alliandra. Paraiba. Villa do Conde, Ma
maniriiape. Pilar, Ren. de S. Jotro. Brejo d'Arela.
Hainha, Pombal. Nova de Sonra. Ciriade do Natal,
ViMas de (inianninha. e Nova da Priiieeaa, Cidade
da Fortaleza, Villas do Auuirs. Monte mor novo,
Ararat, Cascnvcl. Canind, Granja, Imperalrii,
S- Bernardo, S. Joao do Principe. Sobrar. Novad'
ElRe*. Ico, S. Mathens, Resrliodo sanpue. S.
Antonio do Jardim. Quexernmoliim. e Parnahiia
Secundas c Sextas teiras ao meio dia por via da
Paraiba. Santo Aman-Todas a qnfnia feiras ao
meio da. Garanbuiis. e Bonito no lias 10 e 24
de i ada me* ao nieio di. Flore- no dia l.lfjn
cada incz ao meio di. Cabo. Serinliaem. Rio For-
mo*o. e Porto Calvo-nos dias i. M e 21 de cada
me*.
PARTE OFFICIAL.
RIO DE JANEIRO.
A8SEMBLB4 GERA.L LEGISLATIVA.
(ABARA DOS DEFUTADOS.
Gontinuaea <)o Relatorio da Repr ti-
rio dos Negocios da Justica, presenta-
rio pelo respectivo Ministi o, Antonio
Poulioo Limpo de Abren.
Senhoies, o novo Presidente apresen-
too-se no Rio Grande sem apparato aj-
guiu de forca, era ali a asa 9 conbecido pe-
la philantropia dos seus seo timen tos, pe-
Jas ffeicoe que coa*agrava ao sea paiz
natal, por precedentes lodos honrosos,
que 9 tornavaS recomniendavel ; elle de-
ciaron que ia cum liura ramo de oliveiia
oflvrecera paz, a concordia e a reconcilia-
ras a todo, os partidos. Que motivos
pois bem fundados podia haver para re-
eviar-se a sua posse, e para lha negarem
aquelles mesmosque pela sua posicaS de-
vis ser os priraeii os a dar o exemplu
de obediencia s leis e de respeito ao Go-
verno Geral, te era cerlo desejarem cor-
dialmente, como diiiao. a uni. do Im-
perio com o systema do Governo que feliz-
mente nos rege ?
Verdade he que logo que conslou em
Porto Alegre a certeza da amni-lia que o
Governo ha'i ronrediiJo, a As-emblea
Provincial mandou huma Depulaca ao
Presidente par* certifit ar-s disiO; e todos
osseus actos dali em diaufe* apparentaS
dse jos deconfeiir-lhe a posse da Presi-
dencia da Provincia. Com tudo, ao mes-
roo lempo que iato aconteca, sabia o Pie-
hidente que apparecia reuniSes armada*
nosdistrictos de Most*rdas e E treito, e
noticias vinhlo ao seu conhecimento de
que ludo islo se tramava de proposito pa-
ra vedar- lbe a poss-, ou para ser deporto
i.igo que a tomaste, quatido n5 se su-
jciiasse tutela dos que toha promevi-
Uo o movimenio de 20 de Setemb o. Ero
rooseqoeocia disto, e annuindo iisollici-
tagSes de diversas Cmaras, sociedades e
cor j oraces da Comarca do Rio Graude,
o Presidente resolveu-e a tomar posse,
comotonou, perante a Cmara Munici-
I pal da Cidade daquelle rime no dia 15
I de Janeiro. O Vice- Presidente da Pro-
vincia Marciano Percira Ribeiro, reco-
.coiibereu a posse edrixou o ejercicio de
mas iunece.-. G mesuiu |ft7 KSS:
,cou aAssemblea Lgilativa Provincial:
.disconbeceu a legalidade da posse, iu,ti-
jo com o Presidente para ir tmala ero
vtjuiIj Alegie, ao Diezmo passo q>e tepre-
Betitava contra elle, e o taxava de crirni-
noso perante o Governo Cecal. D*pois
detes factos o Presidente .perdeu todas .s
e-pertica; de pacificar a Provincia pelos
meios de hrandura e conciliaca que a
principio adoptara, quando tnha ase-
verado que convinlia nao irem bsyiietas
de oulra Provincia, nem calar-.-ebuma
i das do Rio Grande, e exigi e recla-
mou forcas, primeiramente de mar, que
logo lbe fuia enviadas, e depoi* afu-
mas de Ierra, que se apromptara5, e se-
guia com a presteza que era possivel.
Por ditersas ordens expedidas pela re-
partiese) a meu cargo, determinou-se aos
Presidentes das Proviucias de S. Paulo e
de Smta Catharina, que fuessem mar-
char para a do Rio Grande o conit'gen-
te de Guardas Nacinaesde que pude-sem
dispor, e por Decreto datado de 28 de
Marco, lora aulorisados estes dousPie-
identes, bem como o da Provincia do
Rio Grande do Sul, a daretn Guarda
Nacional a organi.-actS que julgassm (5-
vetiiente, na forma dos aits. i30, ese-
guinte da lei re 18 de Ago. t> de 1831.
Apesar das dillictflda-'es com que lutava o
Pre dente da Piovnria deSinti Calha-
1 ina, he po-sivel que dahi tenha ido j
algu.is .^otcorros; outro tant porem ru
posso dizer-vos dos de S. Paulo, que
nao podendo seguir na estac^S do it.ver-
no, tem de ficar demorados para o tem '
po proprio, como representuu o Prsi-
denie, se at enta Divina Providencia
na6 t'ver protegido, por osperiil roen ,
as medidas por si sos nemoazen A01 bo
mens. acabando com a guerra civil na Pro-
vincia do Rio Grande.
ltimamente dcleiranou->e por De-
creto de 4 do mee prximo pagado, que
a Cuarda Nacional deste M nicipio forne
cesse quinhentas pravas de Infanteiia pi-
ra deslacarem na Provincia do Rio Gran-
de por espa9o de hum anno, se, antes de
findo este prazo, n5 puderem ser dis-
pensadas do ser\ ico a que s.5 < h imadas.
Logo que os Con-ellios de quali6caca6,
eexame tiverem ft-ito a escolha, seuuir
esleauxilio'que o Governo pfocu'-ar tor-
nar effeilivo com o menor saciicio das
classes uttis, e indu*ttioss.
Taes s5 em resumo a- providencias que
*etem expedido ^e'a Repartipa d.i Jus-
tica, rel*tivas sduas Provincias, ondea
auarebia se le-n desenvolvido com maior
f.ror. Compre, Se ihores, ped -vos ou-
tras medi las, que me parecem indispen-
saveis. Ocriminos s do Pa devero ser
jugados com irapani lidade e justica, e
denois de huma goeira civil t o prolon-
gada, nao he dado conceber-se a pos.-o-
liJade decou egui-lo, huma vez que os
julgadoies seja os Jurados di Piovimii;
oeste caso tiles fetvf ou prtt'ctoies do
proprio crime. bu partes, contra os secu
sados. O Rio G ande do Sul acha se taro
b m em estalo de extinguir huma lei es-
pecial, que romp eherida medidas de pie
venca e < modo deseiem julgados com
)ust:ei e brevidade o* crimes commettidos.
O l'iesi lente da Provincia ja se tem vis-
t> t bi'g'do a remeiler presas para esta
Corte algtimas pessoas indici*ds de di-
versos crimes por naS haver ali nem pii-
sSes para contel-as, nem meios para pro-
cesfal-as, durante as peituibaces civis ;
mas rheg-mdo aqui sficando dispos'ca
da autoridade rnmpeieute, tem requeri-
do e algumas dellas obtido da relaca, or-
dens de babeas corpus, em vittude das
quaes tero sidj postas em liberdade, ten-
do depois disto tido a imprudencia de
quererem regre>sar para a mesma Pro-
vincia, aonde a sua pesenos na6 poder
deixar de ser .nmmamente peiigo>a pelo
duplicado motivo de animar os do seu par-
t do, que cow-trura este facto romo ar-
gumento de protecca que se Ibes presta,
e de desalentar os defensores das leis, que
nao encontrad igual Iratamt rito em mus
adversarios, sena6 osmartyris c a mor-
te.
Guardas Na( ionaes.A Goarda Nacio-
nal conserva se quanto, a sua organisa-
ca, m> msmo estado que vos foi expoi-
to o anno passado no relaiorio do meu
antecessor, com a unir dilferenca de ter
diminu lo o numuerde suas piacas. Ne>-
sa occasio exi :: 6 6978 praess, e actu-
almente apenas exi^tem 6854, conforme
o mappa que receb a i3 de Abril, hacen-
d por conseqiipnciaa1 diminuicaS de ia4
pracas. Ne6te numero actual de pracas
compiehendem-se 1,6aa, me estio des
fardadas, 92 licencea las, 87 dispensadas,
alem dos ausentes edoentes, de maneia
que o numero de pracas que eslaS pron-
tas, reduz-se ?o de 3316. Por este esbo-
co reconbeceieis fcilmente quanto hed-
minuto ente numero de pracas em rela-
cio populapaS to Municipio e entrever-
is igualmente os abuso-, ou omniises
que devem ter-se corametiido, ou seja na
qualificaca dos Guardas, ou seja nacon-
cess de licencas edi^pel.s do ser* ico,
e islo quando c Goe>n" acrtba d revogar
toda* as licencaa que tinhi obti'lo di-
versos empregados pblicos, na forma do
artigo 25 do decreto de 5. de Outubro
de 1832, nao > por ser isto hum acto de
justica, seiirf tambem para fazer cessar
os clamores que se letaniava a re-pe-
lo- 1
Nao saS estes porem es unios, nem tal
vez "8 ma'ocea inconvenientes, que offe-
rece ;;s pr'ic b de 18 de Agosto de
i83i, amia depois que foi refirmada
pelo decieto de 35 de Outubro do anuo
ella consagra para todos os postos de Of-
ficaes, menos o de Commandente Supe-
lior, Chtfe e Major de Lgia6 ; a simplca
pena de perdimento. do posto, que impe
ao Offirial que nimia de Munuipio, que
se nao farda, e que se ausenta sem licenca,
ou a exceda a limitadi'si*ia autoiidade,
que confere aos Sup--riores em materia de
castigos, tudo isto coutiibue para se per-
der a disciplina e arruinar a- subordina-
Cao da Guarda Nacional, e objectn; sao,
qae devem reclamar pela soa impoitan-
cia o vosioexama econaidei<&&, evitan-
do que' pereca huma insttuiga ta s-
lutar, e que be congenita com os princi-
pies de libar Jade que deveis promover
fjrtificar contra oshibilos e os prejuInH
de longos annos,
Senbores, a experiencia tem mostrado
que a elcica do* Oficiaos do E>tado Mai-
or doscorpos deixa ressenUmentos maia
profundos, tanto naquelles que nao obtem
os postos, como no escolbidos. Os votos propala6-se un la-
cilidade, poique o circulo dos eleiloree
he muito mais limitado, e nao sa5 muiloa
ris que tem o e-pirito de resignaes e to-
lerancia que he necessari > para se mos-
traren], depois de eleitos, roparciaespwa
com os adversarios de sua eleca nos
objtctos doservigo, oque a nao aconte-
ce tanto na eleics dos Officiaes de com-
panhias, em que o numero d.s eleilores
be maior, e por isso tanto mais difficil de
aaber-e a VoltftB de cada hum dellts. O
ORicial que, n*6 queieudo aceitar o po-
lo para oqual foi nomeado, muda da
Municipio ausenta se, ou nao e farda,
tem conseguido o ieu fim, e assm tem
illuiido impunen ente uonus obrgatorio
epes-oal, que a lei lbe impoz de servir
como Guarda Nacional, tem dado sem
receo de castigo ham funesto exemplo
dedesobedemia, ou de indifferenca aos
seus concidadios. Tem.se dado em al-
gn* casos o escndalo de 6gurarem-se
mudados Oliciae* s pelo motivo de
noleierosjdo ebitos paia os postos a
que aspiraVio, e aprespularem-sc l-go
depois de conseguir m a baix* no roesroo
distrioto, e aa m.sma casa. Este abuso de-
ve censar.
Pelo Decreto de 25 de Outubro de i832,
os Celes decorpos apenas podetn impor
aos G. N. as penas de reprehensio simples,
reprehenso cm mengo na ordena do dia,
epiisao por tres dias. Quein observa a
didicoldade com que se t.z qutlquer ser-
vico gratuito, ea tendencia que ha para
menoioab >i e illudir as ordens dos Supe-
riores, reconhecei sem cuto que algu-
ma austerid^de maior he precisa as leis,
esreuffires dellaMi seiio res-

seguinU. p iniipio de deics, que
-.i ~---
para qu w xccfcrcs
P'1'n.los e ob.dccidos. (Continuarse a.)
MllliBi
1 l/-


DIARIO 1} E P EMAM BUCO.

DIVERSAS REPART1CORNS.
ALFANDfiGl DEPBNAMBCO.
Rendimeuto do precedente roes de Junho.
. Direitos de i5 p.c........65:0|3#458
Premio de */ P- c- ,0 meI
sobre os de>pxos a praso 1:356^i568
Expediente de /, prf?7\ .. 6:752^600
Armaaennagem de '/4p.c. 1:090#398
Direitoa de rolvoia de >0
p.c.................. 4:9l4#06l
Dilof de reexporucio de a
p.c.............' .?:\ 7&966
Multas impostas pel leguU-
mento............'.... ll92)i8i
Sello dos papis do Expedi-
ente................. 13#700
R. 77:335#932
O Eserirfio da Mesa Grande
Jacome Ceraldo Mara Lumachi de Mello*
MK7.A DA.S DIVERSAS RENDAS.
Rendimento da Mees de Diversas Rendas
emometde Junbo p. p. A saber.
Ditimo do Assacar desta
Provincia*.......' :gH)900
do Algodiode dita a6:i40$866
de Muncas...... a03$666
Meio p. c. dos assignadi... *;60{^681
Sello d. s documentos dos
rassa portes e Dspaxos... a9#iOO
Direitoa de 2 p. o. d'Exporta-
co.............. 17:4465>98
w de ao p.c. da Agur-
dente de Consumo...... 151^264
Imposto de 50 i s. por couro a 18#a50
de 60 ieispor msicae
pezo das tacas de algo*
do.../.............. 37a#360
Conti ibuicao de roo res por
sarca de dito.......... 577#0.00
x deSOreis porcoaroe
Vaqueta............. 308$3'iO
Imposto animal das l'.robar-
racoena............. 507$a00
Conti ibuicio de i$500 por
Descarga de Navio...... 55&500
Ancoragem............. 3:15#9aO
Farol................. 95-.-&300
Impostoi da Saode........ 84#000
Emolumentos dss Vizitaa de
t dita................... 36O&800
Direitos depositados que
excedeiio d'anno....... 34^40
Rendimetrtos de Diversas Provincias.
Disimo do Assticardas Ala-
goaa................." a:i94#59a
Meio p. c. do Assignadoi.. a0$4aa
Ditimo do Algodio da Paa-
liiba........;........ 57i#UO
Meio p. c.dos Assicnados... i$6a5
Disimo do Algodio do Rio
Grande do Norte. /..... 894^575
Meio p. c. dos AssifiOdoa.. i05OO
Ditimo do Algodio du Cear CO78&294
Meio p c. dos Assignados... 11 ft% 10
99:7a I&453
N. B. Recopiladlo do rendimenlo ge-
ral 'da referida Meta no auno finauciro de
1J35 a i836 lindo em Junho paasado
Ra. 835:402^4(5.
O Administrador
Miguel / rcanjo Mouuio d'Andrade.
Babia tbe -ib de Junho, e as de Sergpe e
37deM*io. Em ambas estas Provincias
reinava a mais perlera tranquillidade, a-
chando-te as nolic as do Rio Grande anda
maisatrazadae do que as q"j.publicamos.
He de admirar que a Babia, Provincia
popolosissiuia e rica, tendodado hutn taS
diminuto contingente pura o Para, nao
possa rumprir a ordem que llie remetiera
o Governo Cenlml, de facer partir 400
homenspara S. Pedio do Sul, podendo
tao somente aprornpMr i50 pracas, inclu-
sive a Cornetas e 4 Offipiaes Inferiores. Es
>a forca ha Via de partir nos primeiros das
deste mer.
A Assembla Provincial tinba utilsado
mui a proposito o tempo de auaa sesses,
piodusindo leis de grande inteiestopara
a prospeiidade^do pait; entre ellas' cita
remoa: o estahelecimento dos trspixes e
armazens alfandegados ; o alistsraenl em
capatfliias (por Eregupzias, e rom Inspe-
c'ores) dos pretos ganhadores; a ciaca
d'bum liceo, e instituica de escollas nor-
me, mandando Franca slguns jovens
habis intrur-s; legislando sobre a cathe-
quese dos Indios e propagaca da vacci-
na ; presentando huma Lei sobre em-
j presas das obras publicas, decretando qiio-
es devis se ultimar j a vista das sommas
a depender; e outros actos rtlativos ao
melhoramento e segurare* interna da Pro-
vincia ; nao se eaquecendo de prover eos
pr* teres de seus habitante, authorisando
1 o Presidente a dispender cerla sommacom
o tbealro, a fasser regulamentoa psra seu
boMi andamento, e moralidade dss pecas,
nomeanda-Ihe administrador, &c.
O tystema das associaces va progredin-
do, o que rouito abona o enftrsndecimen-
to futuro do paz. A sociedade de colo-
nsaca mostra se ucancavel, offerecendo
para engajar-se olooo* de diversas nacSes.
e officios, taes como Canteiro, Pedreros,
Carpinteros, Padeiro*, Lavradore, &<\
Aimpo'taca do Aatucar e Algoda des-
ta Provincia, segundo a Gateta Comroer-
cial della, asegrate:
IMPORTACAO' e ASSCAR.

Desde o 1.* deOolubrode i835. ale* o
i.* de Maio de 1836, importou se 48,761
caixss contra 40,817, no auno pastado no
mpsmo tempo.
Existencia nos Trapiches ao 1." de Msio
de i836 I4,al6 caixrs, 483 feix.s, e
la68 barricas, outra 1 1,884 caixi-, a84
feixos, e 536 barricas, no anno pasando
na mesma data.
IMPORTACAO' de ALGODAO*.
Desde o i.deOn.ubrode 1835, at o
I.* deMaiode 1836, importou-se a4,g8i
sacas, contra 22,67 1 no anno passado, na
mema poca.
Exigencia nos Trapiches ao i.* de Maio
de 1836 8,450 sacos, contra 4>c46 no
anno passado, na mesma poia.
Nada de notatel acbamos as folbas de
Sergipe, repaiamaa todava, que a aubs-
cripcaS favor das fa-nilas desgiscadas do
Para, denota o amoi-da humaiudade e o
sincero detejo de alliv^r os males que pe-
za sobre nossoa desafortunados inuas.
-*fce

Ae a meitnado N 120.
COHREIO.
A Sumaca Eatrela Matutina sai para o
Aracaty no da 8 docorrente.
DIARIO eePERN AMBUCO.
Aa folhas que recebemos pelo Brigue
WscuaaFlor o LNorte, cbega5; as da
CORRESPONDENCIA.
Sis. Redactores.
Como oSr. inimieo da ealumnia se a-
diantasse 1 e>pnder (*)ao mendacissimo pe-
rijdcoC. eP. a., n. 16, onde so rom
o vido intuito de se offuscarem as bnl fian-
tes qualdades de S. Ex. o Sr. Pierden-
te F. de P. C. de A., foi o meu nome so
pelo, apezar de na5 me ler afastsdo, des-
de a primavera dos annos, da prudente
mxima de Ovidio a Beuequi latuit, bene
vixit ; eoostando-me ao mesmo tempo
que o ormiqoioso canha d'aqueiia oeiii..
gera folba tinba cessado de affiontar o pu-
blico, vigilan le observador da direcc><5 de
seus tiros p' iidos, eu na5 julguti a pro-
(*) V. eU UnTraai u.*. 105.
psito reputar a materia, narrando minu-
ciosamente Facto8vb/pouco divulgados pe-
lo sub edito Sr. inimigo da caluoinit, vis-
to qpe tabem a longa, e melanclica ex-
posipao dosmeps desastres a nnguem po-
da ser uttil; mas tomando de novo o mi-
na*, efuribufido Jornal C. P. 2.*ao n-
sultuoso conflicto, n me parece decente
conservar-meem acautelado silencio, ten-
do-roe ex- itado propris defesa a benfi-
ca generqsidade de hum desconhecido.
T'ratarip'ois de reparar-me dos tanhona-
cos violentos, que a principio tinha des-
presado, corroborandoSgora as verdicas
a documentos authenUoos, ceja copia abai-
xo va dispostada maneira seguiute.
Oprimeiro ostra que obtive licenca
para bir a Portncal tratar da minha saode,
fatendo uso dos banhos do EsJoril, nico
remedio, que a Junta.do Hospital Militar
acbon capax de impedir o progis^o das io-
fermidades, que eu padeca.
O segundo h prva incontraslavel de
que nunca fui admittido no eiercilo Por-
tugus ; pos que vindo j de volta para e.8-
ta Provincia coro a8 das de vgem, an-
da no Quartel General da Corte, e Pro.
vinca d F.tremadura. eu *ra considerado
como 1. Teen te d'Arlelheiia de Per-
nambuco. Tal ves que os tres lidos Re-
dactores da C. e P. 2 ntendessem por
servco noexercito Portuguet o ausento de
meu nome, bem como estavaS o* de to-
dos Officaes do Ultramar, em huma lista
no mencionad Quartel General de Ln-
hon, por que o Governo Portuguet n'aqoel-
le tempo (antes de ser reconhecda a nossa
independencia) nao quera abandonar o
sen chamado dtreilo sobre o Brasil; di-
reilo j na verdade illu-rio, porem que
todava obiigava os Militares, e mesmo
os paisanos Brasileros l incarralados, a
curvarse ao vetusto Senhoiio, de cuja o-
bedieucia elles nao podia promptamente
eximirse. E.que4aria5 em taes circuns-
tancias; que fara os meus fanfari5es de-
tractores shoi saude, sera dinh'eiro, sem i-
cursoalgum? Escreveriao hum peridico,
censurando o di desnvoltora de seu filho D. M'guel, e a
corrupca dos seus Ministros? N^6: os
homena haviaCde conter-se : ja ua5 esta-
mos na eporha dosflegulos ; o que vemos
sad ambiciosos Cal linas: e falta no de<-
graQadameniehum M. TuUio, que siibli
me, e fulminante Ihes atalbc- a insidiosa
marcha.
Do terceiro, e quai l<> documentos cons-
ta q'ie tendo nquerd >o licenca ao Gover-
no de Portugal para me reinar, veio este
nofim de algum tempo a negar me o que
eujaentaSpor minhas mas tinba toma
do, embarcando, sera me'demorar mais
espera do despacho, logo qne descobr
meios de evadir o maior perigo. Se de-
p -is de achar-meem segu anca a bordo do
Brigue Eurydice, atrave-aando o vasto
Oeiauo de vulla para esta minha Patria, pa-
recen conveniente a hum meu amigo, e
procuradlo', que deixei era LUboa, re-
querer a minha demissaS do posto de 1.*
Tenente d'Artelberia de Pernaobuco ; is
so tanto m n'.i, cono se alguem a reque-
resse Pui ta Ottomana, ou ao Sol da Per-
si*. Nem a preyenca prudl do
meu amigo, nem a f'.i ilidade, que houve
em atlender sua soppca, podia certa-
mente prejudicai-me. Quaes fora as
ordens da Corle, ou do Re de Portugal,
que se cumprird no Brasil, depos de
proclamada a independedeia ? Que exe-
cuca se den aqu em Perriunliuro Pa-
tente de Tenante Coronel do 1.* Batalh.
de Milicia-, concedida pelo Governo Por-
tuguet ao Tenente, ouCapita5 do mesmo
Gorpo Jox Fernandes da Siha, que logo
d^poi- da minha chegada se aprestnlou
nesta Provincia ? Pos se fora julgados
rritos, enullos e-te, e outros despachos
do sobredito Governo Lusitano,' os quaes
por brevidade dtixo de apontar, como
poda ser vlido, e legal o da minha baixa
que eu ns requer, estando j mui dic-
tante da inhspitas praias de Portugal?
Quem ignora que o Soberano deste Reino
eiO qUaiilO llrU letuguCiu a im pCfijcii-
cia do Bra-il, sastentou do melhur modo
que Ihe era pos vcl, a idel, e quimrica
unia de Portugal, Brasil, e Algarves ?
Nao po.-suia mais aquelle Governo hum
palmo de (erra no Dasilj mu nem por j
isso quera esqneeer-se da piistmagrande-
ta do Reino Unido, asaim como ainda ho-
je se recrda da sua celebrrima gloria era
tempo* remotissimos
Chamndose Senhor com larga copia
Da Arabia, Persia, India, o da Ethiopia.'
O quinto, e >- sexto declara a raz'ao
por que a Cmara EHecliva nao difiri o'
meu lequerimento, decidindo que esta
pertencad devia ser levada aos Tribunaes
Ordinarios, e tabem patentea que na5
se iropeuhra por mim varios Snrs. Di-
putados, conforme assoalhou a refalsada
C. e P. a.j se impenhar-senobestun-
to do* qe propalra essealeive be o mes-
moq.a dter-se que nasci em Portugal.
I-io dicea mocitos Snrs. Reputados, ua5
obstante tereiri ;vista a Gertida do meu
haplismo na Mafrix do S.-cramento do
Recile ; eei aqu a g ande proteca, que
ti ve na Cmara ellertiva, eisaqui mais hu-
ma prova, se anda alguem a exige, da
proterva maledicencia dos Red. da C. e
P. 2.'
Do stimo colhe-se, alem de outros es-
clarec nientos o meu cao em qoesta,
que nao podendo por mais tempo sufiVer
a escandalosa iujustica, com que me haviaS
rsbulhado do exercicio da minha amiga
Patente, suspendo o pagaraenio de^meus
sidos, sem eu ser ouvido, nem conven-
cido de algum crime, como sea Constitu-
Qa do Imperio fosse letra mora a meo
respeto, quando tanta gente boa Ihe d
larga^ ensanchas a seu bal prazer, apre-
.sentei-m^ a Ss. Exs. os Snrs. Presiden-
te, e Commandante das Armas, reque-
rendo hum Connelho de Guerra, por ser
este o Tribunal competente, onde a mi-
nha causa devia julgar-se". Fui preso pa-
ra aFortaleta do Brum, edepois deu-se-
me a Praca per liomenagem, em quanto
se tratava da nomea^ do Consl! E
oque he que se pode inferir dessa minha
incessante diligencia em procurar o Jui,
a quem incumbia sentenciarme ? Ha ve r
quem desafie asua bccusscs, a n- fes'af
livre de temor, por naS ter incoirido em
culpa ? Nnguem, nnguem se enlreg* i
severidade das Leis (e das Les Militas es!.'!),
sena quando a sua consciericla limpa o a-
nima, e deasomnra. Porem a fraudu-
lenta G. eP. I,* disse Fossecoroo fosse
o que podemos afirmar he que de tal modo
se armnjou o Sur. Castro, que apresen-
tou-secomo desertor 'o que n a inden-
derque,. estando caxregado de horren-
dos crmes, apenas o da deserc Ibi o que
veio a lume ; oda' deserca, que h hu-
ma hgatela... huma ninharia... Que
fatuidade Qu insania Os Incas, e
on'roi pvos Americanos di-seri aos Eu*
ropeos, quando l apoi tara, que o Go-
verna lor do Mundo lli-s ordenava que
entr'elles n.i remas-e a o veja, nem o o-
dio, quese am. hum homem, que n tinba espititu, e
capacdade p.ira regular asua familia, n..
devia intrometler-se nos negocios da Re-
pblica. Oh! qua diloto o nosso Bra-
sil, se cseadoptasse a dour na dessa Na-
pao p.'gi, e inculta! Mas nao; entra
ri* que somos hum povo (brista, e pu-
lido; entre n> h nutra Cartlba O Jor-
nal Consiituic. e Pedro 2.#
A chao se no otavo documento as duas
sintticas dys. Couselbos de Guerra, e do
Justica, em vii tude das quaes nenhom obs-
tculo, nenhuma duviia poda por sea
minha admissa no ser vico N.cionnl sendo
c.nsequencia neces.-aria deste acto de justi
ca, (paticido pelos iut-gen irnos Snrs.
Vogaes de ambos os Cooselhos, dever-me
a Fatenda Nacional htins olio mil cruza-
dos, e tantos 1 eis de sold, que heide re-
ceber do mesmo m< do que outros tem r-
cebido, nao se se com tanto jog,n como
eu, qutfui julgad 1 innocente, e apto
pira exen er o meu posto, e gorar das re-
gala* d'elle. Seisto n he conforme ao
parecer dos eximios cdloboradort-s da C.
e P. a.*, t.-obem nenhuma importancia
devo dar aos seus capciozoa argumentos,
nem Ibes retruco ; o eita-los hei ruendo
cadiados ; m->s quanto ao direto de meus
companheiros d'armas, os snr-. Ofliciaes
.i'..,ii, w.
U IHVIUVIimj ...
rra, os mismos sab el oes, por se acla-
rar a minha antiga prtca, que huma
sentenca legal poda ter obliterado, eu
sempre respoud re que nao se afadiguem
t4a|iocom esse suppostoprejuito dos meua


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7+..4 ( w
DIARIO DEPERNAMBUCO.
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honrado* cama radas; porque nem-0 natu-
ral desejo de adiautamewto nos postos ja-
mis podalnaprar-Ibes vislumbres de ig-
oobil ernulaca, nem a elles he" occuto q'
os annos, e mrmente as infermidades pri-
vaS rae de continuar no ser vico activo, a
que por esta causa longeestou de me lem-
brar de opposica em concurso sos postos
vagos do Corpo d'Artelheria ; se bem, q',
a ua impedir-me a tenaz molestia, tai-
vez, resol vendo-me a fulbear os I i v ros,
Doubese inda diletrear que condecida a
f rea da pal.- vi a, distancia horizontal, e
b altura vertical de qualqer objecto, \\
fcil achara inclinacefi, que.se oeve dar
ao morteiro para dar no inesmo objecto.
E passen os adiante.
O nono, e ultimo dorumcnlo certifica
oquedivse o Sin. inimigo da calumnia
sobie a mirha naturalidade, apezar de
nao teien^pont.dojesle, ou aquelle lu-
girdo meu niscimento va jagazeS e crilo-
res da armgera folha. Que admlraca
purem seria essa fatrem-me natural da
Lusitahia, ou da China, ou da 'La pona ?
Nn dt-ra elles por certo que eu me erapre-
gueiem caa do Eim. Sur. Presidente na
qaalidi-de de Secretario particular ? Para?
destruir ta desaliada fl.-idade bastara
invocar o testemunho do Sor. Lmienco
de S e Albuquerque, residente no sen
EngenhoGuararapes, onde este bom Pai
de familia, e bom amigo me oceupou por
epacode3 annos em dar liefies de Helias
Letras a- saus estima veis filhos, alguna dos
quaes se examinaran no principio deste
anno lectivo, sendo eu propfio o que a-
piesentei os ditos meus discpulos ao Snr.
D rector interino da Acrdemia de Olinds.
Mas para queattestacSes doctas, ed'oulras
peasoas respeitaveis, para que amontnar
tantos pipis, se o estupendo caso da Se-
cretara dictante 3 legoas, e mria do Se-
cretario nao parece ter sido mais que hu-
ma nigromancia de mspgno Duende, ou
deoutro Espirito tui bulen topara dar chas-
co aossempre alvoracados Red. da C. e
P. a.?
A verdadebt que remetendo a Cmara
dos Sin s. Deputados o meu ng.cio para
os Ti ibunaes Ordinarios, como cima de-
monstrei, tive de procurar a S. Ex., o
Snr. Presidente, a lim de designar nial
o Jui-o, que devia sentenciar-me. S. Ex.,
que nao me via ha longos annos, recebeu-
De oom bastante aff.bilidade, e Ihaneza,
nao esquecido d'aquelle lempo, em que
ambos militamos no Regiment d'Arte-
Iheria de saudosa nv mora. Eu na6 a-
cbeioSnr. Presidente, romo o tem pinta-
do os frenticos Redactores da C. P.
a.*, arrotando a fid.-lgo, c cio-o das ho-
norfica* prerogativaa da sua autoridad*1;
achei o Snr. Paula grave, e sisudo; s>-m
ser altivo, e taciturno ; brando, e con-
versa vel coro fatniliardade, mas na5 pro-
penso a choearrices, e bufonarias, de que
milita gente gosta ; ai hei finalmente o Snr.
Paula, oqueera em 1817, urbano, be-
nigno, e circun-paclo.
E que muito (permita-se-me agora esta
reflexi) que muito fra que S. Ex. sei
irnpoeese em personagem pouco accessi*'
vel, divinisando-se na sua casa com es-
plendido ceremonial, e prolixas etique-
las ? Que muito fra que no publico elle
se ottentasse imperioso, carrancudo, e
desabrido aempre de arrugada fronte, e
corpo impe ligado? N-6 vemos ahi tan-
tas nullidades impinando--e com azis de
Icaro ao fastigio da tmida grandeza ? N*5
temoso lixo da plebe brotar tanta -fi'au-
cia, produzir tantasbei b ? Mas S. Es.
ouvio me com benvola attenca, leu os
meus papis sem enfado, e*ordvnon-m*
depois d'algumascon-i trar5 apresentar-me ao Exm. Snr, Comroan-
tante das Armas para entrar em Conse-
IhodeGuerra^ onde compria que rae jus-
tificaste; conforme eu mesmn linba re-
querido. Oraaqiii estaem poucas paU-
vrasdesciipU a Secretaria particular, de
uue fui encarregado, e patente todo o fa-
vor, toda a pioircau de S. Es., o Snr.
Presidente, em meu beneficio / Con-
cluirei, pois he tempo, declai*ndo aber-
lumnlequehei tomado a penosa tarefa de
D*isr c de tntrr cof?? doc.,,T,'*T|io* a
conespondencia do Sur. inim go da ca-
lumnia, mais por dtvida satisfaced a este
pe*i illu.-tre defensor, do que por me a-
aoinareui a* spero., e deaoojdes sons de
huma pandorga, cujo titulo venerando, e
impropriamente assumido, faz recordar a
fbula do omento acobertado com a pelle
do magestoso Ua.
QueiraS, Sius. Redactores, dar lugar
na sua bem conceitu-da folba a estes in-
completos traeos, e aos documentos, que
se seguem 5 pelo que mu obrigado Ibes ti-
ca r
O seu altento venerador
Antonio de Castro Delgado.
IIIm. e Eira. Sur. Diz Antonio
de Castro Delgado primeiro Tenente A-
vulco d'Arlilbaria desta Provincia, que
Ihe fas aben que revendo-se o processo
veibal do Suplicante Me d por Cei lidio
o tlieor de licenca que nbteve para btr cu-
rar-seem Portugal no anno de mil oito
rentos vinte dous: Portento Pede a V.
Exa. que :-eLi servido mandar que se passe
Ereceber mefte Despacho O Snr.
Commandante da. quinta rlasse passe a
Certidio requerida Quart1 do Comraan-
dudas Armas de Peiuarabuco trints hum
de Maio de mil oito centos trinta seis
Costa Jz Joaquim Coelho Oflicial da
Imperial Oidem do Cruzeiro 'Pnente
Coronel da piimeira linha do Exercitn ,
e Commandante da quinta classe de Olli-
riaes da Proviocia de Pernambuco. Cer*
tilico rm virtude do despacho retro ques
lirenca de que o Suplicante fas memio ,.
e sa ach no. Documento uumero treaedo
proceaso respectivo h do tbeor segointe.
Conformaado-tne com o parecer da Jun-
ta Medica Cirurgica do Hospital !tlelt.r
dado am conferencia da trina hum da
mes prximo pascado a requermanto do
pi imiro Tenente d'Artiiharia do Extinto
Regiment An'onio de Castro Delgado ,
em que pede seis metes de licenga para
tratar de sua ssude com o uso do< banhos
de Estoril em Portugal^ concedo a re fe.
rida licenca contada do dia do embarque,
com vencimento de Sold. Quartel Gene.
ral da ra da Cruz ,-ete de Fevereiro de
mil oito centos vinte dous J-te Mai i
de Moura Governador das Aranas He
qtianto consta do dito documento a que
increporto e que raandei transcrever ,
e asigno. Qnarte'em Santo Antonio tres
de Junho de mil oito centos trinta e seis
Jo/.e Joaquim Coelh. Eslava neophe-
cido.
Sua Exa. o Sur. Tenente General
Visconde de Alhandra em cumplimento
das Ordetis de Sua Mage-tade EIRei Nosso
Senhor me encarrega de commnnicar a
Vossa S<-nhoria para sua inteligencia ,
que o rnesmo Augusto Senhor f>i servido
por Decreto de seis do crrante mez con
ceder-llie a d misso do posto de prinlei-
10 Tiiienie d'Artillnria de^Pernambuco,
como Vosa Senhoiia havia requerido.
Dos guarde a Vo-sa Senhoria Quartel
General na Calcada de Smta Anna vinte
oito de Setembio de mil oito rentos vinte
cinco Joo Ferreir* Samento Pimentel
Capi'ao Ajndanle d'Ordens Illustii-si-
mo Sr. Antonio de Castro Delgado. Quar-
tel Genei al da Corte e Provincia da Ex-
ire'm'dra- film. Sr. Antonio de Cas-
tro Delgada Pi iineiro Tenente da Arti-
Iharia de Pernambuco. -- Eslava ,reco-
nb-cido.
Amigo Castro. Lixboa trinta de
Saptembro mil oito centos vinte cinco
D*pois que Ihe escievi em dous do corren-
te dando Ihe paite de ter sabido esouzado
o seu requerimenlo para licenc* lem-
iirei-me de que Vosse a Intimas vetes me
d sse que seos liomens nio Ihe concsdes>em
licenca requera baixa ; eu consuljando
ao i*mig Pelfjio concordamos em que se
devia pedir demicio. Lio fui dito, e
filo, sem ser piecizo fallai-s- o Minis-
tro, e parece qu o qoe querem he ve-
rem-ae livrea de todos mas tiobem nio
sei porque nefario a licenga. Remeti o
Aviso, queontem me foi inlregu-, e pen
ao que todos jasabem que vossese foi em-
bota Deosoleve a Salvamento, e que se
regdle as bellas margens do Capibanbe
em quanto eu aqui vou gemendd ,' cada
vez mais atormentado por molestias e ou-
tros muitos desguto-> que vosse nio igno-
ra. Por c todo vai na mesma, ou pior
do que vosse deisou. O uosso criado Jo-
aquim despedio-se, e em seo lugar rueti
uu'iodiabo igual : aseile lembr Dona : Cand'da, e do Doutor Silva. A
Dos sci Amigo do Coracao Manuel de
Souza Pavolide. Esteva leconhecido.
Illm. Sr. Guadino Agostinho de
Barros. Rogo a Vo-sa Senhoria o obze-
quio de declarar ao p desta em que dia
sahiu de Lixboa o Brigue Filandes deno-
minado Eurydice em que vira de pasaa-
geiro chegando a este Porto de Pernam-
buco no principio de Novembro de mil
oito centos vinte cinco : o que ludo Vos-
sa Senhoria deve saber 'porque tenho
lembraoca deque o dito Brigue Ihe veio
consignado. E-pero merecer-Ihe este fa-
vor, com o qual assaz o'nigar a quem be
sinceramente de Vossa Senhoria muito
aFectuoso venerador e criado Antonio
de Castro Delgado. Sua caca caza seis de
Junho de mil oito centos tiinta seis
Illm. Sr. Antonio de Castro Delgado
Em resposta Carta que Vossa Senboi a
acaba de derigir-me tenho a dizer que o'
Brigue Eurydice que me veio consignado
de Lixboa em q*oe Vossa Senhoria veio
de passageirq sahio daqutlle Porto em
principio do mn de Septembro de mil
oito centos vinte cinco. Nio podendo eu
acceverar a Vo-sa Senhoria o da du sabida
(laquelle referido P01 to t sim que as
Caitas que fatem a correspondencia do
referido Brigue siodactdas de trinta hum
<\% Agosto do niesnio de mil oito centos
vi'tte cinco. Sou com estima de Vossa Se-
nhoria muito atiento venerador Gua-
dino Agostinho de Barros. Eslava re-
ronbecido.
Sr. Camello. Rio de Janeiro trin-
ta de Main mil oito centos trinta cinco.
Aproveito a occasiio do Paquete Inglez
para Ihe remelter a Carla "inclusa para
utiuha mulber, e juntamente dar-lhe no-
ticias minhas. Eu Gco st-m maior nuvi-
dade passando millior, ou pior segundo a
temperatura de mais ou menos umida. O
negocio do Delgado ja. foi decidido : A C-
mara nio o lomon era concideracio por
ser couza que os Ti ibuuaes Ordinarios p<>-
diio faier ou mesmooG verno. No en-
torilse elle nio se julgar bem com a de-
cio reme.lia.-me novo requerimenlo a
Cmara que eu tratei do negocio. De
mais ou ve hum engao na usticacso que
elle deo: apireceo na Certidio do Para-
dlo do Recife, mostrando que elle era
nalural do Recife quaiido muitos Depu -
lados dezio, que elle era natural de-Por-
tugal. Islo fez Iguina impressio noses-
piriios e taivez concorre>se p.-ra quea de-
ci/ao fossr cmo ja Ihe di-se a irla que
eu nao a julgo m. A Dos jenha ssude,
e dme smpre noticias suas. Su amigo
Reg Eslava reconhecido.
- v Senhor Camello Rio de Janeiro
quinze de Junho mil oito centos trinta
cinco Retebi a sua Carla de vinte do
mez findo, estimei as boas noticias que
me da suas, e tiobem aa de minha fami-
Iha fii-ar de saude. J Ihe respond a re--
peito do negocio do Delgado e agora es-
pero a sua resposta, anda que, orno
j Ihe di.-se, estou persuadid)qu% elle al-
cancaoque quer requeiendo as Aulhori-
dades Oidinaiias. Tenha saude e ds-
ponhade seo amigo obligado Fran-
cisco do R'g>. E>l.vs reconhecido. ~
( erlilico que dos Livros existentes nesta
Thesouraria da Fazenda de Pernambuco,
consta que o Suplicante An'onio de Gas-
tro Delgado a-seutou piaoa de soldado no
Regiment 'Arlibaria em nove de De-
zembio de mil Olio centos e sete passou
a cabo em dezasseis de M^rcj de mi o>to
centos eoito a Sargento Ajudanlede Sj-
cretaria eoi seis de Novembro do mesmo
anno a Sarg< nto de Sapordozea era
vinte sele de Abril de mil oito centos e
doze a segundo Tenente por Decreto de
desesete de Desembro do mesmo anno ,
e Patente Regia de nove de Jnllio de mil
oito centos e treze: a Primeiro Tenante
por Decreto de doze de Oulubro de mil
oito centos e quinze e Patente Regia de
deseseis de Novembro do mesmo anno ,
passou a ter exercirio de Ajudante do
Chele de Polica em viole bum de Janeiro
de mil oito ceios e vinte e dous ; e por
Otlicio 9o Excellentissimo Governador
daa Armas de oito do me-mo mez saino
r__
iui a
com seis meses ue nnnn y*>
Provincia, cuja licenca leve principio em
vinte (re- de Abril do referido auno a
quil te fiudju em viated mi dOalubro
do mensionado anno a al este dia fo
pago de seo sold a razio de dezoito mil
rs. por mez a seo Procurador bastante
Joio Rufino da Silva Ramos Teodo-se
presentado da leferida licenc na Secre-
tan a Polica de Pernambuco em oito
de Novembro de rail oito centos e viote e
cinco ao C>mmandanla da mesma o Me-
jor Manoel do Nascimeolo da Coila M0a.
teiro e na Intendencia Geral da Polica,
ao Doutor Ojvidor F. ancuco Joce de
Faria Baiboza cm o mesmo da me, a
snno cima exarado. Em virtude da
O'dem do dia quinze de DezenbVode mil
oito centos e tiinta e cinco constuu so
ter apresentado da desercio qae]bavia co-
ntenido por excesso de licenca em o an-
no de mil oito centos e viola e tres ter
sido contemplado na especliva clsssa
d'OEciaes, e ficado prexo responder a
Coiiselho de Guerra o q.ual llie foi no-
meaflo pela Ordem do Dia vinte seis de Ja*
m-iro d c .1 rente anno : finalmente pela
Ordem do dia cinco de \Urco tiobem do
con ente anno conslou ter sid ab olvido
por, este Cnnselho de Guerra daquelle
erirae de Dezercio csj|a Sentenca foi
confirmada pela Junta de Juslica, em
virtude do que se aclui percehendo oa seot
respectivos suidos de vinte cinc i mitris
mensal. E para constar onde cunvier
passei a presenta Certidio como Segundo
Escripturario da CoiUadoiia desta The-
zourara, e nella encanegado di expe-
diente da ConlabedaJc Melitar. Thezou-
raria da Fasenda em tres de Juuh de mil
oito centos e trila e seis Joze Lopes
Roza. Fstava reconhecido.
Joz Joaquim Coelho Oflicial da
Imperial Ordem do Cruzeiro,, e Tenente
Coronel da primera Linha do Exercito ,
eComntaod-nte da quinta crlsse d'Olfi-
ciaes da Provincia de Pernambuco Cer*
tfico em virtude do de-paxo re>ro que a
folhas setenta cinco do Processo Vebal de
que o Suplicante fas mensio se achio aa
Sentencas do theor seguinle Veodo-se
nesta Cidade do Recife e Sala, daa Se-
!-'"a. o Prortsso Verbal, feito ao primeiro
Teen le Antonio de Casta) Delgado que
foi do extinelo Corpo d'Ai-i/l/iai ia desta
Provincia e boje peitence a quinta clas-
se d'Qfficiaes, Corpo de delicto, defeear
documentosd-j Reo, e respostas dada 1
interrogatorib que se Ihe fes, ludo visto,
e examinado { decidio-se por unan mida-
de que simio prora coulia o mesmo Reo
a culpa de daseicio, de que se Ihe fas.
carga por quanto como sabase elle desta
Cidade e Imperio para Portugal em vir-
tude da licenca a folhas concedida legj*
mamante, nenbom crime commeiteo era
auzentar-se do seu Corpo; e como che-
gnu Jo a Poitugal nio podesse retiocder
immediatamente j, p las molestias que
continuoua sofrer, e j pela falta demei-
os que allega sem o- quaes ludo- I lie era
impossivel, tend lansado mi > d'aquillo,
que estava ao' seo alcanse como de pe-
dir prorogacio da licenca cuja grac < j
mais I be (ora defer Ja j. por essa cauffa nio
est adstricto pena alguma. por nio ca-
ber em diieto vm parta alguma que *
como o Reo se deffende com a provada im-
possibilidfde que destes auto>ron-ta. Por
isso e mais porque se de folhas cinco
verso, qce o mesmo Req regressaado
de Portugal, se appresentra ao Governo
da Provincia ea Po i ia em oito de No-
vembro de mil oito centos e viole cinco ,
e que senio determinara processo alguin ,
que examinasse a Cauzal de sua ausencia,
d'otide faciltente con-eguisse estar o R o
innocente ei-onsedjda oulra juslificacio,
esta que a seo propno lequerimenlu o Reo
procura : julya o Conselho e declara o
Reo innocente, e apto para exercer o
seu Posto, e gozar das regalas del le \
mandando que esta se compra em sio
alvino vigor. Salla das Sessdest dezoi o
de Feve 110 de mil oito ceios e trinta
seis. O Auditor de Guerra. Bentn Joa-
quim de Miranda Heniique Gaspar de
Menezes de Vasoncellos Drumond Pre-
sidente A-itonio Fernandos Padillia ,
Interrogante Antonio Gomes Leal Ca-
pilio V.-gal Antonio Pues Corte Cap-
tio Vogal Ignacio Francisca Perei.a
D"*rs. P^!'v?*,'| T^npni! V?!!--A!i-
tonio bVned e o de Araujo Pernaiubuoa ,
Tenente Vocal.
^'Sentenca da Junta da Justics, Coufir;
>


i


i II
.**

I
RIO DE PERAMBUCO.
i
mo a Sentenca do Conselho de Guerra,
que abso'veo o Reo o primen o Tenente
Antonio de .Castro Delgado do Crime de
d que se Ihe nio formara em tempo compe-
tente a respectivo coi po de delicio, com
as circunstancias, rioladas ero o Alvar de
quatro de Septembro de mil sete centos
se*sen|a e cinco prrafo terceiro ms
tiobem porque zeno prova legalmente
nos artigos deste Aliar o referido cri-
me de desercio, acreseendo, que os au-
tos moairio, queseo Reo exceder li-
cenca que ibe foi consedida para tratar de
sua saude em Portugal, nio fura com o
im de abandonar as bndeiras mas sim
por causa da Ma enfermidade que conti-
nuara nio haveudo obtido prorogacio
da mesma licenca por haver--e procla-
mado, a Independencia e dificoltarera.se
as relajeos entrevate Imperio e Por-
tugal. Recife em Sessio de Junta da .rus-
tica de dous de Marco de mil oito cenes
e trinta e seis Belmonte Cavalcanti -
Salguero Marlins Varejio Vello-
o Silva Tarares H o que consta das
ditas Senlencas, % que me reporto e que
xnandei transcrever e asigno. Qasrtel
em Santo Antonio trez de Junbo de mil
oito c entes trinta seis. Joze Joaquim
Ceelbo. Eslava reconhecido.
; ~" Francisco Ferreira Brrelo Pres-
btero Secular, Catalheiro da Ordem de
CbriiU e Cruzeiro, Plegador da Ca-
pella Imperial, Examinador Synodal des-
te Bispado e Parorho Collado da Fre-
guezia de Sao Pedro Goncalves. Certifico
que revendo o livro doze dos Baptizados ,
nellea folhas tresentas e quarenla e cinco,
chei o asiento do tbeor aegointe Aos
et de Novembro de mil sete centos
89, neata Igreja do Sicramento de mi
aba Kcanca o Reverendo Joze Goncalves
"de Tiindade baptizou e pot os Santos
leos a Antonio branco naride nesta
Freguezia em vinte sete de Outuhro do
dito auno, filbo de Antonio de Castro
Delgado natural de Sio Sebastiio dePe-
dreira e soa mulber Mara Perpetua ,
natural da mesma freguezia: netto pa-
terno de Joio Vaz Martins e sua mu-
lber Bricida da Trindade, naturaes da
Freguezia de Santa Justa em Coi mora ,
materno de Joze da Fouceca Castro na-
tural de Sio Sebastiio e sua mulber
Francisca Thereza natural de Lisboa :
Forio Padrinhoso Doutor Jtiiz de Fora
Antonio de Souza Correa e Dona Feli-
ciana do Reg todos moradores nesta
Freguezia dequeraandei fazer ee as-
iento e por veidade asigne Feliciano Jo-
s Dornellrs. Coadjurtor encommendado',
e nada mais se continba em o referido as-
iento ao qual me reporto e afirmo
em fi de Parocho e para constar lis
a presente que asigno. Recife de Per-
nambaco seis de Junho de mil oito cen-
tos e trila e seis. O Vrgario Francisco
Ferreira Barreta.
AV1ZOS PARTICULARES.

O abaizo signado faz sciente ao respei-
tavel publico quepessoa alguma contiacte
negocio de venda com os bens movis e de
raizpertencentesa Manoel Antonio Coelho
de Olivera visto que o abaizo ass'gnado
traz piedlo Judicial contra o mesmo pelo
Juizo do Civel desta Cidade Escrvio Reg
Rangel pela quantia de qoatrocentos mil
res, e consta mais a elle annunriante que
o dito sea devedor tem sediizido variasfpes-
Antonio JozedeOveira Braga.
tjr^r* Quem precisar de nm rapaz Bra-
zileiro para caizeiro de ra ou eseriluracao
dirija-se a ru do palacete D. a5.
W Quem for dono de un cavallo rus-
so, quarlao, que hontetn fui recolhido a
aoas para depoi em a sea favor o que ja manrf coxia do Corpo de Poheiej- dando delle os
poder ter lagar este juramento, visto que
o debito fura feito entre elle e seu deve-
dor, e filho drste.
I Joze Francisco de Souza Magalaaens.
fl^ Marcalina Maiia de Mello, avisa
aos Credores da caza de seo falecido ma-
rido Francisco Alte* deMelo, que pelo
Cartorio do Escriva Pe eir'deCarvalho
se est procedendo Inventario dos bens,
que ficara por eu falescimento; para no
prasode 15 diai procederem a jastifica-
ca6 dassoaa dividas no mesmo Cartorio.
W Quem precisar deum caizeiro Por-
tugus de 18 a 19 snnos, para vend, ar-
signaes p*ocure-o do CommandanteGeial
do mesmo Corpo. Quartel do Corpo Po-
licial 4 de Julho de i836.
S Barreto.
yCf Preciza-se de alagar por tarde
dous rooleijues para venderem azaile de
carrapalo, dndose huma pataca por
canada e meia garrafa para lavagem ;
sendo ditos moleques fiis e responsa-
bcI;:-"do se oS'. pelss allzs d0 n?-
mos: 1 ua das Flores D. 3.
XP* Pu ce de bura padeiro que
seja peritimo em mawas, e fornei : ta
ra Diieita f 34.
masera, u outra qualquereccupaco; an-
nuncie.
*W O Snr. Thiago de Pinna Cabral
natural dos Carais do Bispado de Vizeu,
queira anoanciar, a sua morada, ou dji i-
gr-se pessoal, ou por escripia,, caso assis-
ta fura desta praea a Joio Antonio Soares
d'Abreu, que deseja saber de sua existen-
cia, por pedido de seu Irmio Francisco de i
Pinna Cabral: 1 ra da Cadeia velha n. 5.
Vjr Quem ti ver urna negra que sirva
para ama casa depouca familia tanto den-
tro de casa, como de poi tas a fora e a quei-
pa alug'r dirija-se ao beco do Oavidor na
loja q^e tem Escriptorio a tractar do seo a-
juste ou annuncie por este Diario.
a/ja Quem precisar de 400$ res a ju-
ros de um e roeio por cento, dando penho-
res de ouro, ou pialo, dirija-se a ra da
cadeia n. 54, prnntbo andar.
ajgp Quem ti*er urna' canoa que pos-
s com 1 a a 16 pessoas, e a queira alogar
mensalmcntedirija se as oponas venda D.
i7. .
afl^ Rebate.se bilheles da Alf.ndega a-
t a quantia de 300$ reis para se venteer
em Ootubro, e d-se piala: na ra do
Rangel D 2.
%qa A Viuva do fallescido Jacinto Bar-
ral da Cesta convida a lodosos seus credo-
res para appresentarem as suas contas al
ao dia 9 do crrente em a casa de sua resia*
dencia para se prever das inforroscSes pi e-
cizas para a liquidis > de sua casa.
ajt^ Qm?m anr.anciou querer 400$ r*.
a premio dando penboresdeouro, queren-
do com o premio de 9 por cento ao mez,
dirija-se ao pateo do Hospital D. 16, que
abi sedir quyn os da.
fc/lp Pieci.>a-sede doiscontos e quatro
centos mil reisem prala pelo pra.so de um
anno a premio de um por cento dando se
boas firmas; quemostiver baja de anuun-
ciar por esta folha.
JT^ Preciza-se de 400$ res a jaro de
dois por cento, por espacode4 meses, com
hipoteca, ou boa firma; anouncie.
fcy Huma pessoa que pouue alguns
bens de raiz, que podera Sanear sua con-
docta, ofFerecr-se part raixeiio do ra de
qualqnercasa; quem peiiender annuncie
por esta folha.
*y A Sociedodede Fonceca^Conap.
secou no dia 3o de Junho do rente ati-
no, continuando o giro do mesmo neg
gocio debaixo da firma de Antonio Joze
pinto da Silva.
|qa; Quem annunriou querer ensig-
naras primeiras letras em casas particula-
res, pode dirigir-seao beco da Lingo, la n.
2t.
ifja O abaizo assignado faz certo ao
n speitjvel publico, que elle se acha cons-
tituido depositario dos bens da fllese ida
Urcula Coraai* dasVi-geos, por arre-to
que contra os mv-mosbens dirigi D. Ma-
ra Thereza do E-pirito Sinio Silva, filha
d* dita finada pelo Juizo do Civel E en" vio
Coptinho, para ni bens o marido da Arrestante, Antonio Ha-
chado da Rocha: e porque pode aconte-
cer, que este queira vender alguns dos
bttk da dita finada sogra do ai reatado, se
avisa ao respeitavel nublico, que com elle
se nio contrete, debixoda pena deoubi-
dade de qualquer contiac'o, que baja o
mesmo de f.>zer.
NAVIOS A CARCA.
Para Trieste.
Sabe com brevidade o Brigne Sirdo
Hvpocrate, C^pitio L. Bsnessa: quem nel-
le juiser carregar pelo frete eommodo de
3 1 por tonelloda, dirija-se ao consignata-
rio A. Sibramm.
Para o Rio de Jneiro.
*y Segu viagem at 20 do presente
mez o Brigue Velas forrado de cob da recebe carga : quem n^lle qai.-er carre-
gar ou ir de paasagem dii ija-e a casa de
Gaodino Agostinbo de Barros, ou ao ta-
pilio abordo.
Para a Babia
ajgpa Segu vagem comsod a brevida-
de, o Brigue E-cuna Nacional Flor do
Noile, Capitio Antonio Joaquim Fernan-
dez : quem nelle quUer carregar, ou r e
passagem, enlenda-se com o mesmo Capi-
tio, oo com
Antonio Joze d'Amorm.
ARRKM ATA^AO.
No dia 7 do rorrete pelo Juiz do Civel
da a/vara na ra Nova as quatro horas da
larde, vai em praga por arrendamento an-
nual urna casa de sobrado sita na roa Di-
reita desta Cidade D. 53 (na qual mora o
consenhor Luiz Joze de Sampaio,)(a le-
querimento do consenhor Ca tao Pinto
de Veras) com dois andares, so'io.e mi-
rante, tendofi ente para a ra Direita, e
Agoas verdes, quema pertender compare-
ce as horas assima marcadas, no acto da
mesma arrema.tacio, com seu fiador xio e
abonado.
COMPRAS.
Urna porciodeespinho'para plantar, e
larangeiras que nio sejio muito pequeas:
das 5 ponas D. 17.
a/y Tima libra ou duas de prata velha,
ama davina de e^po'ta, e um selim uzado:
quem tiver annuncie.
n)P PezdeSapot, ditos de Ananazes
de Franca, ditcs df canella ecravo, ditos
de espinadeira, smenles de repolho feixa-
do, e alface, e'ptz d'arvores de po : quem
as I i ver rnincie.
yfij* O Cusrda-livros moderno, em bom
uso: quem livr annuncie.
tjy Urna vacca parida de poucos lem-
pos, que seja rnuilo boa leiteua, e eslan-
rorda, sendo do pa.-to, e paga-sebem: no
sitio do poitio grande, que foi do falesci-
do Manoel Joze de Almeida na esli*da d0
Roiarnho.
tf^ Um escravo bom cosinheiro: na
ra do Rangel venda D. 12, ou annuncie.
VENDAS.
Carvallio, e D. Joio de Castro ; na*rua da
Florentina quinta casa de Joio Znrrek
indo para amar, de manbi al as 8 horas
e de tarde das 3 em diante.
ajgy Azeite de carra pato em caadas e
dahi'para eima at 9O caadas pelo preco
que os matutos Vendem em carga : na ra
do Fagundes D. 8, primeiro andar.
fcja* Sal de Lisboa e mais gneros por
prego cmodo : na ra do Rangel venda
D. 41.
%ry Urna preta crila : na ra de San-
la Thereza D. 8.
PERDAS.
Perdeu-se um meo Rilhete da pmenle
Lotoria que v^i correr, N. 338,^ firmado
no verso por T!-"naz Lir:s dos^anioi, e
J. R. da Silva por tanto pede-se ao Snr.
Thesourero de nio opagar caso seja pie-
miado senio a Francisco Xaxier de xoraes.
FURTO.
Sabbado 11 de Junbo pelas 5 horas da
taidefurlorio do sitio na tnvvessa do Boi
um quaitu pedrez, capado, altura do
meio, cimas cabidas para a direita, rauda
cortada e ripada, cascos nem mullo pie-
tos, nem brancos, com signaos do peitoral
da carioca, zambio das pernea, e a mar-
ca L" no quarto direito, alem de urna ou
duas mais velhas de oul ros fei ros : quem o
achar, ou ddle souber pode lvalo no sitio
do Cirurgiio Manoel Bernardino Montei-
10, naeslrada de Joio de Barros, ou em
sua casa na raa da Cadeia no Bairro de
Smto Antonio, que Ibe dar 20$000 reis
em agradecimeolo.
ESCRAVOS FGIDOS.
Urna cabra rom urna cria, e bom leile,
acoquinada a criar menino : na 1 ua Diiei-
ta D. 3.
$y Qutlro libras de prala vtlba : na
ruada Cruz armasen 11. 59.
fx^ Um preto de angola, por preco
muito eommodo : na roa doCaldiouco no
sobrado da esquina pi imeiro andar defron-
te da casa do Pcizoto.
Jf^ Urna escrava de 16 annos, cose l.
zo, faz renda, lava de sabio: na roa d. a
Aguas verdes sobrAlo onde morou o Dou-
tor Dacia D. 38, e avista do comprador se
dir o motivo porque se vende.
tTJjJP Um esrravo pardo de 23 annos
proprio para todo o servico, tem acha-
ques : as 5 Pon tas venda D. i9.
V9" Urna negra de Angnla multo abiI,
e cosmli 1 : na ra de H irlas D. 48.
W* Urna cirlleccio de quadros dosme-
IhoresGeneraes que acomp mbaio Napoli-
io, desde a Italia, Bussia, al o W a ter loo ;
igualmente as Obra,s de Felinto Elisio, An-
oaes dj Tcito, tudusido por L. F. da
Antonia, cabra vermelha, tem marcas
de bizigas, eanda esli muito frescas, bem
parecida, nariz afiliado, denles aparados,
baixa, rtfeita do corpo, muito barregu-
da que parece estar prenda ja' de raezes,
per um tanto a pal helado, tem o dedo mini-
no dos pez an-i.bit.idos para aima} fgida
no da 28 do pas^apo, e levou toda roupa
quetinba: caaprehendedorea levein-no m
ra Direita sobrado da esquina do bteo
do Se lijado primeiro andar.
fjga^ Dezapaieceo de Fora de por.^s ,
a mais de 3 anno e meto, boma negri-
11 ha de nome Benedita crila de ida-
de 19, para 2o anuos estatura corpo
reguur, tesla l'iga, denles limados :
diz ser forra e a'gumas pessoaa a tem por
isio, por ella andar rom huma carta
o'dlforria, e esta falpa : a mii foi ou
he caliva do Conego Carneiro: sabe-sede
certo que est na Cidade de Olinda em
(caza de lium Eitudante por isso se advor-
He a quem a liver em -e. poder a man
deJevar ou av/ar a sua Senhor em
Fora de porUs caza D. 656 e do contra-
rio se proceder com o rigor d Le, o
mesmo se adverte aos Cpflaens de Cam-
po, de aprehenderem-na : que serio ge-
nerosamente recompensados.
Taboas das mares cheuts no Pono de
Pernambuco.
21Segunda
m 22T:
^23Q:
-24 25S:
5 26-S:
47 D:
&
NOTICIAS MARTIMAS.
NdVn tnhirln win A!~
POBTOS do NORTE; Paquete N.
Brazilia Com. o i. Tenente Francisco
Romano da Silva. Passageiros 6.
pbn. MATiP.,nrr\i. F. heFara." 83

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