Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05616


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Full Text

AN!CO Ife 1832. QARfA PEftA 4 [)E f=5-J------------_A
9? ^fei^lMIBM^^^^^P^^^rapfriM^i

______ fl w V
**"* -V ^*-sw'.'^vscMiM^^hmik^mm- sKasaanaiaaiK*jatum^^m^mmi^ .tacara
k i ----------------- -------.....------------------------------------------Z
:,v" *' '".' ':"*'" **fc>n. f-a-itadm, na Tlpoprafla do Diario, ruarlo?.! T). h onde se receben corresaond*tia, e
''' : lVr,,'^"ser^sw^bd^J,rpPriw^rti'iignd08. Os anuncies, que nao lorem dos assig-
"'' ll *' '1 *' (} .- ht'>fl~\u. <:).J dos F. de m. c do V. G- de t-
P as 9 ho ni ria dv
1I.1 a v Han --' \nd. do O. do Cr. de o- do O. do (iv. e Ch-
do t.- Pf'-aniar e-i 10 hora:. G m. dj m-
Tudo i-ora depende de nos mesmos, da BtMN prudencia, aio
deracio, eenerga; continuemos cerno principiamos e seremos a
pontados com admirarlo entre a' N'acoes uiais cultas.
Prudamaraa da Asiemblea ftmldo lirati
iwpWjf cm pemambuto por gjoge actormo ue abre*.
*&Gt*QiQ&*-
I
XO DE JANEIRO.
Discurso tioVSenh r Ministro daJustica
na Sessdo de S ghndafeiraSl de Mato
(k 1832, em re p!S!n' at arguiqoes do.
Smltur Rtbeiro de A adrada. '
s
i
Xrt. Presidente, desngradaycl lie o ex-
p-eUiciiln,-gir est dando ; Cmara dos
Diputados k Nacao Brasilea At o pre
Rente"s* s&fSuxcm injurias, ultrajes, insul-
to-, e riada mais! En me naocncommoda-
ria, se mewaccuadores se portassetn co-
mo bon.ens d bo'm as arguicocs q/je me
fasem: se praticassem p que em taes casos
pratic o lioincm de educaco. Se disses-
sen. O Ministr da Justina praticou tal, e
tal acc/to criminosa ; leve ser por ella bu-
nido; pi- ligamos indign da confi-
anca'publica, to entonelo eu; mas cha-
mar o Ministro da Jusliea perverso, hypo-
crita, e feroz! Entender suas palavras di-
versamente duque fignificao, dar-lhes si
rustra-, e criminosas Tftterpretaicoes! Isto
nao he censura, h maldade: nao he per-
ten ler eliminar o Ministro, he querer &r-
nol-o desprezivtl: he odio pessoa deFei-
j.
Eu de prop fo nao responder s inju-
rias d'iiui Sen i Deputado, que desde os
bus ca S s-,, ..is-ada s tem fcito celebre
pelo seo urde ^carneo epelo ridiculo, que
lanea sobre lodos aqiu-lles a quem combate.
Para esse Sinlior todos sao ignorantes e mi-
zerareis, w elle ve bulo, penetra tudo, e
tudo sabe! Titn razao. He versado na
arte das cbicanas: he a sua profissao, per-
tence-lhe cavar sentidos oceultos das pala-
M..-, e em ttidd acfiar motivo de questao.
Nao llie respondeiei jamis:.dou-me desde
-rr-
i por vencido n'esse genero le argumentos,
e Conrsso ser mi* ravl emaiirucnus. Da-
re pur m hum con saib esse Senhqr:
milito nuliior seria, que em lugar de pro-
vocar o riso dos espectadores, exctasse a
adi.firatjao dosconemporaueos, e a grati-
dao de seus patricios aproenando impor-
tantes aclos legiblativi'S: com etfi proceder
faria acreditar, que tev educae,' ou que
pelo menos seria gene. >s6s senlimentos su-
priao a alta dela.
Senhor Presidente, outro Snr. Deputado
avacou, que orneo relatorioea a hipocrisia,
e a erocidade personalisnda'! Hu nmi du-
r e difcil suportar seinelbantes insultos !
Pois' imputa-se hypocrisia a hum liomem
que faz capricho de dizer a verdade, guan-
do aos mais isso tanto custa ? Eu Senhor
Presidente, que presenb i hum lelatorio,
onde aparecem as verdades unas sem onie-
nor atavio, e verdades bem amargas a al-
guem, son hypocrita? Seta como se disse,
porque llei em Providencia Divina r Nao
son atheo, nao son impio, e me he dado
recorrer Providencia Divina, reverencial-
jlj' re>peitida: Snrs. acto mais franco
e sincero do meo Relatori) lie para o Snr.
Deputado a pro va da mih hypocrisia!
Pois quando eu declaro, qi 4 nao espero
da Assemblea Geral remedio aos males p-
blicos: quando em todo o eatorio nao a-
tri-buo a ella, nem prudencia, nem spediH
ria, se nao quando me retiro le de 2b* de
Outubro, e tao claramente afirmo, que o
futuro que se me antollia, he anda mais
melanclico, se a Dimita Providencia rio
dvigir ocf importanlissimos frabal/ios na
presente Sessao, he quando son tachado
de hypocrita r Sis., eu previa a marcha da

TTT
>' .i .- i >r '.


I
*H-
T
V K 1 V
Cmara.. Os excelsos d opposicao nao;
me ejadKdesconhecidos; cada da conhe-
-jeo que me nao enganei em ter s& recurso
Divina Providencia. So ella poder socor-
rer o Brazil contra os esforc,os dos accio
sos, e oxala que eu me engae!
Comparem-se os facaos, e vejamos quem
lie hypocrita. ^.Despedir oom abramos a
hum hpmem> chamal- patricio honrado
em quem se confia que haja. de promover a
tranquilidade doPaiz para onde parte; en-
tretantd no primeiro correio mandar que
este mesmo nomem seja vigiao por todos
os meios occuUqs., fwqwe a os scntimeutos
anarchichos e sediciosos, une a mais refi-
nada dissimulaco, isto sim he hypocrisia.
Feij nao faz outra tanto. Mandar para
Pernambuco hum Membro de certa Socie-
dade por confidente, para promover a acla-
maeao que tanto se dificultava, por causa
do odio ao Ministro de entao, e com effei-
to conseguio-o; entretanto mandarse por-
tara athotidade daquella Provincia,
para que no primeiro barco que partisse
para a Europa, expulsarse aquel le mesmo
homem, por ser menos afecto causa do
BrzU! Isto sim he hypocrisia. Outro
taato Ferjd nao faz, nem fez nunca. Snrs.,
tudo o que faz o Ministro da Justina he
patente, nenhuns de seus actos sao occul-
tos: eHe nao, he hypocrita.
Vejamos se he feroz. A ppello para os
que me conhecem de per to; que apontem
hum 9 acto da minha vida, que denote e-
rocidade. jfyir. Presidente, se lia cousa que
excite a; minha indignacap, e colera,, be a
perscguicao, ou opressao que hum homem
faz tro, ese isto he ferocitjade, confes-
so quq sou ferocissimo contra os que sao
ferozes. O que entendo por ferocidade he
por, exemplo isto. Mandar enforcar ho-
rneas, tendo ainda recurso legal contra a
primeira sentenca. Snr. Presidente, euo
vi com os meos olhos na minha Provincia*
Era o rririeiro expectaculo oestes a cu-
riosidade cumou-m aquele lugar, O des*
grabado ^ndurado cabio, por? ha verse
quebrado corda, Recorreu-seao Ppver*
n q*a Provincia, peipdp que sedemorasse
a exeeucao, em quanlo se implora va a cle-
mencia do Principe Regente: naotoraoat-
tendidos. Allegouse nao ha ver corda pro-
pria para enforcar, mandou que se, uzasse
de laco de coiro. Foi-se np a^spuguej le-
vou-s o |aco: o infej^ foi de novo pendu-
ra*), mifs o ipstr^ertQ *$#> ra cBpaz de
sufocar com presteza Partio-se de novo a
corda, e o miseravel cahio ainda semivivo:
ja em trra foi acabado de assassinari isto
Snrs., he que eu chamo ferocidade! Snrs.,
ha quem diga (ainda hoje fcnho horror de
proferir este pensamentb) s O sangue do
inimigo he rntd saboroso para beber-se de
hum &6 trago. Isto he que he ferocidade.
Note-se que os desgranados de que fallei,
forao julgados no Conselho Supremo, nao
dignos de morte; mas ja estavao mqrtos!'
Snr. Presidente, Eu desejava nao afolar-
me no charco immundo de recprocos in-
sultos : mas que hei de fazer ? Se me ar-
rastarao elle ? O mu silencio importara
o mesmo que huma confissao tacita. De-
maisf, eu disse Assembla no meu Relato-
rio que Im homens, que julgao ter di*
reito aoS empregos do Estado, e que nao
duvidao arriscar tudo, para saciar a am-
biguo, que os devora, e que era incompa-
tivel a paz, e seguranca interna com a
presenta de semelhantes homens. ~ Devo-
justificar a minha proposicao. Nao decla-
rei quaes fossem estes aomens. Algutig ja
forao trabidos pela sua conciencia; mas -
ra d'esta Casa ha mais outros. Eu prova-
re o que disse, pela experiencia paspada e
por factos recentes. Snrs. eu fallei fran
camente porque devera ser sincero, princi-
palmente para oom a Asser/iblea Geral, a
quem compete providenciar. Eu confiero
estes homens, desde que searrogarao o go-
verno de & Paulo; digo, que searrogarao,
porque a Provincia uao os nomeou.. Forao
tantos os seus actos arbitrarios; foi tal o
descpi)jten,tamento, e desesperacao dos Pau-
listas, pe foi dalli expulso esse Snr, que
me chamou hypocrita, com luminarias, e
geraj prazer. Entrarao para o Ministeiio.
Todos nos sabemos o que ento se passou.
Tanta foi a arbitrariedade e despotismo
praticado por elles, que o ex-Imperador,
nao obstante consideral-os como seu prin-
cipal, apok), os dimittio, e proclamou aos
povos esta nova, como se fora hura trium-
pho da ra^ao, e da liberdad^. Respirou o
Imperio: os deportados recolbero-se as
suas Provincias; e tudo prometa prospen-
da,de. Estes mesmos homens, apezar de
queja eraoDeputados; masque so davao
apressp ao Ministerio, e impostura ao ex-
In^rador, nuKWao de repente de lingoa-
gem, Appareceu o Tamoyo: attacou-se
todos os actos, doGoverno; a Assembla
toniwse omnipotente, sobrevierao tempes- .
W
-T


/
*


tades, sesees turpukursas; e a Capital pozase em
cnmmocfio. O ex-Impeador, a pajar da sua timi-
dez, recorre temern mente a dissolucao da Cons*
tituinte, e lancou este hornero* Rara fora do Imperio.
As ProVinc as vizinhas felictala ao imperante por
este a ci violento, eapeaar dos malea que trouxea
dissoluco, tivemwpaz e gozamos trunquiHidade
por quase 10 annos. Quanto melhor seria, que o ex
imperador expulsasse someote os turbulentos,* nao
tocagfie na Consttuinte mas essa era a doutrma que
ae lile havia ensinado. Su ouvi a hum desees Srs.'
St> aJsscmbltn nao per oque o Imperador qner,
el fe a absolver1 beaoutra naoder huma Constitu-*
cao digna del le, elle tomara* a dissokel ae dora1 ao
Brasil huma ConstiluicSo.
Vede agora, Seniores, se t'we razio em dizer, que
a paz, e seguranza interna era incompalivel com a
presenca de semelhantes homens. Sabei maif, que
rumores so espalhaiao mullos das antes de 3 de A
bril de huma prxima commocao, e que A miradas
atharo-se testa del la. Rcbentou a revoluco, e
corre impreso o Manifest dos rebeldes^ no qual
hum Andrada he acclamado Regente* Eeerrt possi-
vel que fosse elle escolhido para dirigir hum Gover-
no revolucionario, sem r sadedor delle," sem ter
parte na revoluto, sem ter os mesmoa sentimentos,
sem.haver acord entre elles ? Pelo menos heiato
contra a natureza das ton*/as.
Fallou-se na consp-raco dos Caramurs : ejpa-
Ihou-se ao mesm tempo, que elles estavo nella.
Contarei hum f cto. Hum homem, que algumas
vezes foi a minha casa, procura-me plido, e assus-
tado^ exige que lhe permita communicar-me hum
segredo de milita importancia; e se explica deata sor-
te Estando V. Exc. a nossa testa, tufo-se fax sem
sangue: ha mulla gente: nao ha nada a recetar.
Resta, que V. xc. consinta em ter huma entrevis-
ta com Fulano (com esse Senhor Deputado que me
chamou hypocrita) que punha-se de acord com elle,
e ento he certa a victoria, Sem V. fxc. nada que-
remos. Conrenho na entrevista ; mas nesse mesmo
da duas denuucias se me do, e concorda com o
que o homem havia deixado entrever. Ku me horro-
riso da perfidia de huma Sociedade que apenas juL
gava indiscreta. Ordeno que se esplhe pela Oda*
de a noticia da traico, a fim de desconcertar se o
plano ; e dou todas as providencias para o combate,
liecuo; e encontrando-se comijro das depois o mes-
mo sugeito, diss* me Nao sel que diabofez Coy-
sa rebentar antes do tempo. A Cidade esta1 chtia, e
instaro para que lhe nao dissesse mais palavra so-
bre acousi. A' vista de todas estas coincidencias,
exig do Ministro da Guerra que mamlasse i inmedi-
atamente retirar da Quinta da Boa vista duas pecas,
que eu sabia amuito all existirem. Recusa-se en
tregal-as. Mando examinar o armamento que all se
achava, e ordenar que sem ordem positiva do Juiz
de Paz nao pegassem nellas, em quanto se nao da-
- utras providencias. Entretanto rebenta a re-
7mj^ .
enca, nao rlcohheco ter rommettido crime (e o que
lie mais) nem descubro erros na minha Administra-
cao. Tal he a minha va ida de, ou tal vez o mto orgu*
lho.
Accuza-se-me de hayer suspendido garantas fa-
zendo se prizes sem cYilpa formada, darfdo-se hue-
cas arbitrarias t conservando se prezos incommun-
cavis. Mas quem tempraneado estes ctos? Nao
temos Constituir o ? nao ha divizao de poderes ? nao
sao estes independentes ? (Be a Magistratura he tac.
louvada pelos Senhores da opposico ; se a seo valor
deve-se a resistencia feita aos despotismos do (i o ver-
no, por que hade este carregar com a responsabeli-
dade de seos actos*? Eu pprovo a maior parte deU
les; mas-serei criminoso por proferir a minha opinio
sobre actos alheios ? nao he isto o mesmo que se faz
a cada passo sobre os meos ? Eu tenbo mandado
muilasvezes, que se prenda; que se dem buscas,
mas na conformidade da Lei, e nunca segundo a mi*
nha vontifde. Nao obrigo, recommendo. Digo,
escrevo o que quisereni contra mim : nao me macu-
lad. Proven suas aecusa^des. Apareja esse a quem
pereegui: apontem'os males que tenho feito a al*
guem.
Disse-se que se fez fogo no Theatro a Cidados
vao
I
voluco de 17 composta de gente do Paco, appare-
cem as duas pecas ; e o Commandantes sao pessoas
que frequentavio a companhia desses Senhores. E
nao tere razao para os jlgar comprehenddos, e a-
furrar que a ambico insaciavel 09 devora, que se
julgao com direilo aos altos empregott do Estado, e
que a paz, e segurarte a interna he incompativel com
semethantes homnt ?
Note-se anda assim, que eu nao ped deportarles;
exprim smente a n inh.t opinio.
Tem-se-me argido de immensas cotizas. A hu-
mas ja se te 111 respondido: a outras responder*!,
cuando as as aecusacoes forem propostas em forma.
Nao as temo, forte e tranquillo em minha cont*
inermes, sere criminoso pelos tilos que ouvi, ja
deitado na minha cama ? S se he pela aprovacao
que dei, segundo a eiposicao do Juiz casino em que esta Cmara procurou instruir-se do
facto? mas se t ,1 exposicao he verdadeira, como
supponho nenhum crimeentao se commetteu.
Disse-se, que quando forao combatidos os rebel-
des, n atara-se homens, que erm as maos postas
supplcavao a vida ? Acazo dirig eu a acoa! man-
dei que taes mortes se fzessem ? alguem ja represen-
tou semelhante iojosti^a ? Porque raza pois heide
eu canegnr com acees alheias ?
Fallou-se na demiesio d'um Official da Guarda
M. P. Pertence a essa familia, e por issodevia ser
isso hum attentado Snrs., reapoudendo eu, que
o-dimiti porque quiz, tinha satisfeito arguicao ;
porque o official quando eetrou para aquella Cenf-
misso sabia, que nella existira er quanto mereees-
se a minha confianca ; mas quero satisfazer a Cma-
ra, e narrarei o facto, para conhecer-se a prudencia^
que me dirigi neste negocio. Fui avisado, que des
confiasse desse official, por ser prente dos Andra-
das, qfte com elle contavo, e com a sua compauhia
para a prxima rusga. Chamei a todos os Officiaea
do Corpo, e perguntei-lhes, se tinho motivo de sus-
peita sobre a fidelidade dequelle official : disserao-
me que nao. Ento mande-io vir a minha prezenca,
e declarei-lhe o que se me tinha dito a seu respeito.
Mostrou-se encomodado, e pedio-me a demisso.
isse-lhe, que eu tinha at vergonha de pensar, que
hum official de minha escolha, e meu patricio, fosse
capaz de perfidia. Entreguei-lhe a relaco de alguna
soldados da sua companhia que sedizia suspeitos,
paraobserval-os, e retirou-se. Nessa noiteesteva
batalhao sobre as Armas; porque fui informado da
pertenco dos facciosos. Este official estava de da.
Descubriro se no Quartel indicios de seduccao- d
alguns soldados da companhia dell; foi requisitado
para os faser prender : recusou, por <a deprov
Este procedimento o tornou suspeito a seus compa-
nheiros. De noite foi eceesario marchar contra os
rebelde; declarou-se doente. Estas circunstancias
unidas a outras acabarlo de desconceitual-o para
com o corpo. Snrs., he reste estado de cousas, quan-
do nao tendo perdido inteiramente a minha confien-
ca este official, maa tendo-se portado, senao contra
os principios da honra, ao menos com imprudencia,
o flz despedir. seria pottivel, que elle continuas.


^K^mm^H^a.

\
.'

W O *r* Ub desaereitado entre to.U Voi'ficia'ida;.
<*. hsjre criminoso, por este acto ? Serei; mas
Pateta pJnmotde^wlh par uetn Pen- nada
I 'i nad* d.*, quenfoe^acrime. .
I oviiu) se a repetir sobre ahelead (Jo .rW J
aem respondido ?a esta'accu'Jacao, e j diste, que
- researa para qunnda se abrisse dtscustl* sobre
<>(JOCO, dcpois que aCoittmnsfto deas* owu
ar t sobre as acias dessa eleico, que se mandou
i I or agora basta" ancrescentar: que suppondo
mdji meimo ser crime o ter aprestad > essa elie cao ;
nao fot aielhor u/jr desee meio para ncer a Ifcenca,
i >que do jur. do, deqwesenzou emM2 para rom o
ic* .rao ,|(i queee prattcou em S. Paulo, n ndo
oui c.Httverua aud>icia*d censurar o GoVfr-
o da na 8u*r a execuco daquelles desbravados
rin q f.llei, e.n qownto implorado a cletnenrn do
Principo Recente ? Snrs. entao se mandn, que
ltim pussasse termo de nao {'..llar m;,l do Goetrno,
cooutro ft mondado tetar pata a sua Fioouez a
noil er* Prochf) rfto obstante estar-se livran'iu de
h tmt-rime .fstti, Snrs be que he por mordaza
n*s l.oc 8, e mo o prjced.u-se eieicaodo Jurv, na
OfoTinidi.de \\ \i. ') .'
Nenv se'dipa, que p e-isa causa remarla os ppn-
od'CWt O Regente, o Y'piAng'.i, e outro* soment j
morer-ao-por nioWre" qttem os comprare, en
.ha varen i m.io de o continuar ; ms dura eindt* O'
''empo : npparece O infrrn! Caramr, o Trom' i
ta, e exiit o DMmo di M inteiga, vehculo de tudo
qiHlVo^tieri ;m\ IC u fesn'fo' dsse O ario, en pen-
se^ qap'*onclle apparecis ineptrts iMidad. *, ,Uaq
vt*jo sefli duvida man dehmi vez o mea velatorio. R
disWMa pouco, quv eu hati ahi declarada, que ces-
ano, roubos e uiortcs *
f Para que se iiificSa as expiesso.'S ? Quandn
profer eu (al ? Sur. Presidente, o que se fe no mea
retaloi*io he que deiitpp&ecerS as qr 'ri'/its de
hidrqc?. fue hiffslaxvio a Capital, e fias immedia-
/ v he istodizer, que cesaro oarobos? p>is
parasorem roubados os timeiros (ieata meza seria
o'ceessariah'inn quadrilh? nar baatava que se
dix*se-ficar o cita quilquer pes^w n^ caza, ou
(pie'nella'se iilti )duz e parao fizer ? Nisto s se
(lepcobrcvoniad'de deprimir. Disse eu acenso, que
<*>srao as morte?; 0)irjue se I no meu relato-io
he qne os axsassi'tnios duninuiao contiertmclmert-
tx. Kvaiuiny o Sur. eputada a taosi-c >io<
irsassinato de doasmezeas, ante <\- meu Mms-
Leiio, confronte com o qu vai ; ( ...%' ne filio
xerdade. ,Snr. Presidente, nao ti >no glora
nao a desprez.*, noab'unc' louvocee, antes jr^sto
riel le* ; ma* nao os busco, nao os apet? .-.HKsfei-to, ()uando ca persuado hver enmprido com
s meus deveres : 'esta gloria me basta. Se quizesse
indeninisar n>e das injuria*, e ultraje*, que me tem
prod^falisado essa pequen miona, esses lumen?,
q*! nao su guiado em suasrecrimiacne pelo amor
da putrii, e io,da menos pe > amor da Justina, maa
s pilo odm encarnicado ao Ministro, que nao quer
s nao ordem, Justina, e nada mais ; lembraria os
elogios, eaprov.i^o'do Senado inteiro, que j reco-
n+ieceo o patriotismo e boM servicos do Govern a
grande mtioria da Cmara dos Dputados, os vottos
ta Capital, e tal vez os detodo o Imperio, e anda
0' aprzarde eu nanea havel o tratado de meu //?-


parador; r ,,;c-u am) -. U njo s?r oa'ras^a do P*a-
ce, d me series.fecto, pois nunca O frequentei \
rVijusUca a einhas inteacfe, e julgou, que tenho
d< o ojtffh -ios hbtiteni de bem.
lifi!,.. reJ n que dtsaa h jouco o meu Colleja- He-
i dflhii ,!> Ministerio, na> qnando a minora qui-
ai : mm qmndoo jul^ar conveniente, o 9to por*
q'e quero; por'jufcnto, seno mundo houvesse cousa
qteiu,' podessefWrrecnar, e faltar a'minlia pala-
vt >,-via ersa deseja que mostra a opposifo de que
, en uie retire : mesmo noraicinte a'essa pequen ta
nHOorif. Mas nao. Efl ped' medidas fortes, e
promtts; ooseneguem, ou se demorein, e.i dei-
JWrei rteser Ministro, t- ta!vez pm sempre.
A. Temosqmitttdo osappoiadoS) porseremtao
fr-quintes, q,/<- embaractio a serie do discurso.

( Du Aurora )
attsioi Dottorreo.
Pela^dministrncado Coireiose fas ptiblico
q spartecirst* porto pora o ('o Maraatiad no di 10
ds> cor reate e Briane Bianle.ro Min ;v., de que he
Cepitao Antonio Joze dos teis asnulaj sen.5 entre*
g'i" na ve-pera.

l Pttrnaca ^urbiM recebe a Mam para o Rio
do Xtneiro no dia 7 do correte ao meic clia.'
A
aiuguew.
Ztt LuGA-sr^ o 2, o e 3, a nn,|.ir (|0 girado f|a ra
da Aurora em que inora o Cnsul ptaiiei : ao'mes-
nw T
3" O arie.uen. do mesnnq sobrado: ao meaano.
aciwuoj.
Q"
Ut,M perdeu urna porcao de dinheiro em cobre
no lucrar .1 > M md <\ ha 5 meze.-. pouco mais ou
menos, pro-i.re loja da ra d. Cadeic velha n. 2
quetieentreg.ua dando aign-iea certo?.
P
at)t^o0 pwKiilmz.
BCi?,A-*e 9iK)$ reis a juros e S e meio por
ctito c me/es': anuncie,
$T Hnvendo a L*y ^o Orcment, que princiriou
a ter efr'eito no I. do corrate me/ de'Julho permiti-
do o despacho de polvor'estranvtr' para o Con^om*
mu /cagando os respectivos d.re'i'-s, e leudo os abai-
xO 'ssijrnados 800 barris de 2b I b>J9 cola um de-
exc I "atepolvo/a Ameiicanano deposito, oferecein
a me'inn desfiacbada para con ,o s pessoas, que
negociao neste artigo,
Lu-.z Gomts Ferttira % Mamfield.

S
NOTICIAS MARTIMAS.
Navios entrados no dia 3.
. IfATHBU*, Pon MVCEIO'; 17 dias ; 8.
D.ivina Pastora, M. Manoel Bernardes de Couto :
f.innha.
PMMJfJMMUCO JtJ TlPOQMJFlJ DO DlMJO, RJ DO SL D. 1. 1833.
I


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