Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05604


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Full Text
548.
Anuo de 1830.
DIARIO DE PBRNAJMBUCO
Quarta Feiba ]5 DB Dezembro. 8. Ensebio B. M.
Preamar as 4 /oras e 30 mmufot da tara>.
* ^ o-^-d.
Pernambuco. Na Tipochafudo D,ario, Ra D,rBITa N. S67 100.
ARTIGOS di OFFICIO.
J|Llu*tis8imo e Excel leu tisiirro Senhrr
Envo a V. Ex. o Oficio, ail9 me dl,
rigi o Ju de Paz de Mocos aftf de que
V. Ex, avista do sen contheud>, baja
de dar terminantes providencias para que
se nao repitaG a-ais palos CommamUntes
des Cupos de segunda Linha o abusos,
c. que se queixa o referido Juiz ; *t io-
fente na parte cm que o Comn andante
rieixa de prestar osamos reoni*i!ad.>s,
onformea requiso. Dos Guar* a
V. Ex. PaIaciodcGuve.no de Pernnm-
buco 19 de Novembro de 1830=*= Joa-
qun* JozePinheiro de Vfseonceilos
I iustnsaimo e Excollenlssimo Senhor
liento Jom Lamenha Lins, Comnwii.
danta Interino das Armas desta Provin-
esa.
)M respnsta ao sen Officio We 10 do
corrente, m que pede para o servico das
Ordenanzas trinta Armas de fogo; Te-
nho a significar ihe, que ease corno nao
faz actualmente servico algum, que pre-
cisa de Ues Armas, as quaes sao profers
as somente para os Corpcs de proeira, e
segunda Linlia. Dos Guarde a V. S.
Palacio doGoverno de, Pernambuco 19
de Novembro de 1830 Joaquim Jos
Piulitiro de Vaseoneellos Snr. Capi-
tao Mor das Ordenanzas da Villa de San-
to Antao, Domingos Lourenco Torres
Galindo.
\J Iiaparcial depos de chamar excni-
pty por assim dizer cazeiro, e que nao lie
desovo ettranho o de D. Miguel que se
dvmcoUdo pelo vatio da NacaH, depeis
de nos declarar que naoquer comtempla.
coes, porque em tempes dscrise meias
medidas sao ineficazes, a moderacao he
hum erime, e a prudencia deixm de ser
huma virtude, o que moslra a hnm tertrpj
o sen Brazeirismo, e a estima que pro.
tasa pelas ideas de orden, e verdad ira
liberalidad ; fundando-ee na authorid*
de dD*teM ultraja o carcter do Sr.
Karao de Bag, e tace panegirice do
&r. Itapicuru', e Joa Paulo. C s el tri-
ados sao dignos da parrgirista, Vittk
cono pode o Iir parcial dar-oes por suL.
atente e acreditare! p testemunho do Sa*
gitana, quendo pouco a baixo o crim.ua
pelo insultos cero que invectiven a Ca,
mar dos Deptrtadcs, e nos diz mermo
que e.le menscahvu es Brczileiros f O
Imparcial sofreu estes ltimos dias aguil
desarranjo mental, que I he fez o onecer
ate as mesquinhas licu* de Mr. Dcsf>r*
ges: assuas confiseocs vergoosas, e as
pueris contradices cm que se precipua
assas o compro vilo.
Os conselhos que da'aos Portugue-
ses, noseu numero de Sabbado, re Jim
sem-se a que se deixem estar n'um paiz
aonde existe a sita Rainha, e em que vi.
vem em paz ; que nao vao para onde prim
cipiou huma revoluto, de que ignoramos
os multados, e esperemos pslo erTe.to das
reclamares de S. M. J. aos Gabinetes
que Ihe garantirao aquelle reino a Sua
Augusta Filha ; pela ordem do Govmo
regular da Terceira; e que confie em
profundo somno nos principios da le-it
midade. Por esta vez nao a juntaremos
Commentano, e so faremos notar de novo
que he aa occasiao em que huma porc 5
de emigrados Portuguezes se portando a-
proximar da sua patria, o expreitar o mo.
ment favoravel de irem ahi combater a
s


(5414)
tvranna, que tal* reflejes apparecem
no Impar*WL Quinto ao que nos toca,
ruarnos aojornalista da reeolomzacao
que nos aponte o numero da Aurora, em
que insultamos og emigrados Portugueses,
assacando-lhes aleives e baldoes, Nunoa
os insultamos.
Di* que foliamos de que estes se re*
?rem, porque aborreeemos tudo quanto
lie Portugue*. NaS : o que queremos he
que *ss?a homens sejao instrumentos de lit
berdadt em Portugal, e nunca eios de
eseravida5 no Braail. Nos sabemos tado
o i >go de intriga, que se tem porta em ae-
e*5 para desviar es*es dignos liberaes de
ira.ii aonde sua honra os chama ; e isto
inda maia nos eonraia em nossa opimas
anterior: a especie de interesse que pode
Jiaver em conservar aqui na miseria, essa
porcao de militares Portuguezes veio dar
maiorcjrpoas suspeitas queja remata,
suspeitas que tem o seu tundamento no
amor da liberdade, que he delicado, e na
mareha constante de um governo, cuja
confianca tem estado no estrangeiro, que
sempre olhou ce Braaileiros come seut
inimiros; governo cujee panegiristas sao,
com rarissimas excepcoes extrangeiros
a sold alguns des quaes nao tem eutro
nome eenao aquelle que n'outro tempo
ganharao ultrajando o nosso patz, e em-
neoendo a sua independencia.
Diaemol-o eoai franqueaa: os emi-
grados Portugueses no Rio de Janeiro
ioo um objtcto de ciume e de reeeios,
que sem duvida derem afligir, mas ser
apreciados por coracoes generosos, que
amem sinceramento a liberdade, e saibao
a estima que lhe curapre dar; e estes
mesmos homens na Europa, poem servir
utilmente a causa da libertacao da sua pa*
tria. Nosdevemos interessar multo em
que a liberdade triumph* em qaalquer
parte do universo: o mundo civilsado he
a esse respeito urna so familia, cujos in-
tereses saS idntica*. A reepeito de Por.
tu/ral, outros motivos, muito obvios, *ug
menta* o nosso intereme pela victoria do*
bons principios, Quanto aos consejos
do lmparcial, diremos anda, que nao he
beijando as ma*s da Sra. D. Mana II.,
que se ha d* obter a reintegrado da
Charla Portugueaa, e que he meihor ir
adiante das ordens do Geverno da Ter-
eir, do qu* esperal-as. Taobem nao
aaoas nego*iaco*s diplomticas, nem *s*
overao da Tereira e suas regularidades
que ha-de restituir os liberaes de Portu-
gal a seus lares e direitos. Ai delles s*
nao o buscar*m pelo esforz de seus bra
sos
(>* Aurora Flumin*nte).
IUm nosso correspondente fazenda
a defeaa do ex-Juia de Fora pela Le o Sr.
Aatonie Joaquim d* Mello, cuja llibada
constitucianalidade pertendera enxova
olautor da arta, (di* ella) que asugnara
a Sra. D. Mara Francisca do Reg, nee
roga a publicacaS do documento ieguinte
do qual se v que o sequestro sobre que
veraou a queia Unge de ser arbitrario,
fora fundado *m Lei, Unto pelo que re.
preientarao alguns credores daquella
Sra., como porque tendo failescido seu
marido Caetano Carvalho Rapoa* no
1. de Deaembro do anno p p. ate o da
da data do mandado, naoestava, cu
mo devera, findo o Inventario,
JH^Cccrdao em Relajo &c Que sem
embargo dos embargos, que nao rece
bem por sua materia autos, o aceordao
embargidosa cumpra; *om declarado po
rem que de vera* subsistir o sequestro fe
to a fl. 55 som*nte nos livros a iriais pa
peis necessarios para perfeito conhecK
ment da caaa commereial administra*
da, coutabilidade, e mais esclarec mentes
precia; e durara' o raesmo sequestro
ape*as em .uante se nao d*cidir pelo
meios legaes e competentes d* justica e
neeessidad de eaclusao d> socio da *a
a e co-administrador Joao Mano* Ro
bs Vallenca, e. da legitima introduje*
para administrador, na felta d'aquelle,
deManoel Alvez Guerra; porque mos.
trando-seser o sobredito Vallenca dev**
dor a1 casa ; lie convenient* aos intere*-
es da m*sma se decida eom ^on
n*cimento de eusa se deve ou nao pr*
sistir na mesma admiaistracao, nao de
vendo por isso, em quante nao houver hu
ma tal decia, *uns*rvr *m seu poder
os livros e mais papis, e paguem bargantes as eustas a respeito Rfc"6
11 de Deiembro de 1830 ~ Silva Tava-
res vencido em part* -. Seuaa Aguilar
m Mello P-t. Franca.



(J M calculista hbil digno da fe nes
escrere aprezentasdo nos o calculo maia
aproximado dos hbitos das differentes Or-
dent, dasdt 1821, mentando a mais da doit
alqueires da nossa medida. Ha celabre con*
trasta! quanto roais ss-rao diminuindo os
hbitos doa Religiosas; mais se.augments
os d >s Secular as, pareca que se pretende
deixar somanta as molheres sera tata galan-
teras da nem um ralor no paita da quem
ata asmerece.
(Da Attrca.')
Atzos Particulares.
LOw Richarslson it Companhia mu
dou o itu aacriptorio para a ra da
Cruz I. andar da caza onde morou An
Ionio Farreira da Silva hoja falecide.
m A peasoa que anunoiou no Diario
da Sbado 1.1 do torrente N. 546, ter
apreandido hama moleca da Angola na
cao cassange, ainda de menor idade a pe*
car de tua estatura ; queira declarar sua
moradia para ser procurado, viato nao o
ter faito como da?ara no mcamo anuncio ;
a quando par algum motivo nao o faca,
qutira procurar na ra da Sanxalla velha
caza N. 15 da Rita Mara de Mello,
que pelos signaes no dito anuncio, he sern
dufida a escrava que a Anuneianta Rita
Mara de Mello ja fes publico por este
Diario como se v no do N. 547 de Se*
guada faira 13 do crrante ; por tanto a
Anunciante roga a brtvidade deste neg
ci, para decengano te he, oti nao a sua
escrava, para dar aa providencias necea*
aariaa no cazo de nao ser a que ae anun-
cia aprehendida.
m A pesaoa que anunoiou a pertenca
de huma familia ou ama para criar hum
menino ja eom idade de 6 meses the com-
pletar 18 macea, dirija-se a ra da Roda
alo Hospital do Paraso D. 9 e N. 35,
contigua a huata renda que la achara coya
qusw tratar.
Vndense.
1*7 Jk Meies de sola da matta de supe*
sCfmer qualiade: no pateo do Ter-
co venda D. 4.
~ Hum moleque, tic nacaff, a muito
ladina, de 18 anuos da idade. robusto, a
hbil para qaalquar servico : na panul ti.
ma caza ao pe* da Igreja da 8. Goncalo.
- Huma preta de Angela, idade SO a
99 annot, aabe lavar roupa, cntinhir, e
trabalhar em citio ; na ra do Rozario
N. 88.
t-x Ham muleque com 90 annos de i
de, sadio, seas achaques, a bom para
todo o servie o ate' de Botica : na ra
Nova Botica D. 9.
m Bizaa grandes de muito boa quali*
dade chegadas prozimamenie do Porto a
Lisboa, e por prece cmodo: na ra do
Rozario que vai para o Carmo Padhria
uir.
K4 Huma moleca eom 19 annos de ida-
de, cose, ensaboa, fas renda, c engoma:
na ra do Razario venda N. c 13.
i-* Huma Botica com todos os perten*
aea no Aterro da Boa.vista : na ra da
Cadeia do Raaife N. 47.
** Pentes de tartaruga muito grandes,
a bem feitos, da ultima moda, Unto li-
so* como abertoa
Ditos para marrafa taobem da ultima
moda
Sa patos de dura que para Se*
nhoras o par a
Ditos de setim dito a
Chmellas de marroqum para
homem dito
Botinasinhos de marroquim pa^
ra meninos a
Lencos de seda asarjados pretos e de coa
res para grbalas de fi une o
Vestidos de fill de linh j de babados faa
senda milita fina
Ditos de setim bordados de prata obra
muito rica
Rendas de filio' de Imho finas
Sedas chamelote de todas as corea.
Fitas de todaa as qualidales tanto psra
sinto corno para guarnicao.
Meiaa de seda Portuguesas de todas aa'
qualidades
Filloa de linho lisos e bardados para ve
ti dos ou infeites
Na Praea da Uniao loje que foi do
AvelinoN.0 31 e39.
m Huma venda cem mu toa poneos
fundos, naa oince pontea em muito ba\
lugar tanto para vender, como por (er
quintal, e cmodo para atorar huma pea
quena familia, ta bem se vende a pr ?.<>
dande a comprador iador idneo: na ru*
do Crespo D. 3.
Huma negra de Angola, mne,*, aa
dia, cose,engoma,eensaboa sofnvelaen*
te ; no baso do Peixa Frito, 3. anai o
sobrada eoi qua team o lanrpiao.
1040 rs.
1000
60
f
-^u
MSP


BjeoS,*^^p",^"**eejJB
Alluga-se.
HUm negro para 'qualquer servido:
na ra Direita sobrado de hum a:i-
darD.91.
** Huma boa caa terria para passar a
Festa na ra da caa Forte da parte da
so (abra, com quatre qu artos, boas sallas,
prompta, e caiada, bom quintal com fru-
teiras, e poce: na ra do Fagundes caa
Escravos Fgidos.
JOaouim, de nacao Ancolia, repreien*
ta ter 25 annos de idade, cabefa eo*
releas pequeas, Imm tanto barrigudo,
pes grande^ groco do corpo, estatura
baixa, risonho, ainda nao ho bem ladino,
com todos os den tes, eor prsta, poscoco
bailo, falla fina e descansada, vacinado
de pcucs das de be viga nos braeos, le*
vou vestido carniza de risoado azul o cal*
c;a de brira, fgido no da 25 de Outubro
do corredte anno do sitio do S. Amia de
Amaro de Barros Correia o que julgo o
terem furtado : os aprehendedores leyera
o junto ao A roo de* N. S. da Con coi cao da
Ponte casa N. 30, que sera* recompen*
^ado.
h F*Ipe, dado 18 nnot, crioulo, bo
Tiita figura, bem preto, coa hum signal
e,u huma sabraneelha e outro as costas
da mao esquerda de talhos, fugio no Do*
viirig > 12 do correte, com calca de brim
rota, carniza do mesmo, e chapeo de ba
eta pequen : os aprehendedores levem-o
a ra do Queimado N. 77, que se rao
bem reeo ai pencados ; adrerte-se que o
dito moleque leui andado pela estrada do
ArraUI, e Ponte de Uehca.
m Jos, de idade de 15 a 16 annos,
nacao eongo, he bastante cangulo que
lite custa a feiehar a boca, pernas finas,
tens nos pea alguns 9gnaes de bixe, e e
tva aprendendo a pescador de rede de
arresto : os aprehendedores levem*o a ra
rio Jardim caza D. 14, defronte dilam-
piao, que sera bem recompensados do
veu traba I ho,
n-4 Joao Nobre, mulato, carreiro, e
gosta rnuito de andar com eavalos, meio
airo, cbelo louro ta muito inroscado,
quanJo anda qiza sobro os carcauhaes, e
tem marca de huma surra que lerou por
andar fgido, e a titule de forro, e agora
dizem que anda para as partes de Seri
nhaern : os aprehendedores levem-o a
mesma eaza acimaidita, que ssrao da mes*
ma forma recompensados.
D
Noticias Mari ti mas.
Entradas.
w 'la 8 do corrente. Falmoulh ; 3S
das; B. Ing. Crele, II. Willjam Sy*
mondo, equip. 10, em lastro, a Antonio
Marques da Costa Soares, -* Sorinhaem;
34 horas; S. S. Joae Vencedor, M. Jote
Rodrigues Pinbeiro, equip. 17, carga ca*
ii, a Antonio Marques da Costa Soares,
passageiros 5.
Dia 10. HatatAirgo ; 52 dias ; B.
Ing. S.'iencor, M. Tliornas Soencer,
quip, 13, carga fazendas, a Al>l>ho
Sohram.ii, passgeiros 5. Goianaa ; 5
horas; Can. Lealdade, M. edono Joa-
quim Joze de Castro, equip. 8, carga eaU
xas, o algoda5, passageiros 0.
Dia II. Goiauoa ; 94 horas; L.
8. Joao Baptiza, M; Jorge Teixeira, e-
quip. 5, carga caixas, a Joze Rodrigues
delirio, m Assu ; 15 dial; B. Trez ir
lulos, M. Ilanoel Francisco de Araujo,
equip. Id, carga sal, ao mesmo M.
Assu; 9 dias ; 1C. Prudente Jos do Egi-
pto, M. edoioManoel Gencalves Mur-
rio, equip. 13, carga sal.
Saludas.
Ia 9 .lo dito. Liverpool, por Ara*
cati; B. Ing. Augerstein, M. John Ben*
ch, equip. 9, em lastro. < Unna ; S. S.
Antonio Triumpho, M. Joao Ignacio
Carneiro, equip. 13, em lastro.
DialO.*- Porto de Galinhas; S.
N. S. do Rosario, M, Jernimo Moroira,
equip. 9, em lastro,
Dia II.-. Unna; Can. S. Cruz, M.
Caetauo Jozede Oliveira, equip. 8, em
lastro. >h New Fork ; B. Amer. Olym*
pa, M. Thomas Monroo, equip. 9, car*
ga assuear. -* Porto de Galinhas; S.
Rainhados Alijos, M. Manoel Domingos
Gomes, equip. 9, oaa lastro.

*.
PERNAMBCQ. na TIP. so DIARIO, Ra Diarmt N. 67 1830.
N

\
i^


fin.
Fi

)
8r. Edictor.
PERNAMBUCO 83fc NA TVP. DO DIARIO RA DIREITA N. o 67.
B^FEprihibo alevosamente pe* corre,
poodencia iuserida no Diario de Pernera*
buco N. 4i3, que asaignou = O A ni o
dolSein Publico = e consultando minha
honra, e mena devores co.no Emprendo,
que assirn corno me ordenao o trilh > inva*
riavel no caminbo da probidade, extern
a tiefeti da minha reputacao, nao hesitei
hum momento tomar a defenai i e como
Cidadao pacifico a Le foi o meu recurso ;
recorr a ella, chamei o mu injusto deC
tractor ao Respitavl Tribunal do Jury,
o resultado hnrame completamente.
O Documeuto abaixo que lhe rgo de
transerevr, prova em toda sua e*tenco, e
no inaor grao de eridencia, que o meu do.
tractor agasajando em sen peito htin co-
racao rechiado de todo o fel la caiunnia,
las timbre do ser assacino da repuiacio a
hela, sirva-lhe de li.?u, e de emenda o
presenta facto: e fique rto que os triun-
fos da Le, he sempre superior a da cal i.a,
nia, resulUo sempra em renabjr o oprobio
sobra o falco calumniador, e isto ara quera
fteut vergoa*, equiralie a marte: basta.
Son 8r, idictor.
Seu Atteuto Venerador
Mattoel da Ponceca Silva,
Certidaoem rirtude de hum reque imento
(cito uv Sr. Doutor Dejsembergadar Juia
de Direito.
c.
'EaTiwcp, que rerendo os uto* do que
trata a Petico Supre, nellea consta. a
dedarncao de que trata a recama Petco.
que he a contrsriedade de Joo de Souaa'
Rangel, ser do theor seguid te\ Cui|rs
riendo sivA excipiendo dis o Reo Joio de
Souaa Rangel contra Maooel da Fonceca
Silva o seguinte E sendo uecesaario
P. que o P,eo he chamado pelo A. pa*
ra responder perante este Respeitael Tri-
bunal, pelo abuzo da Liberdade de im.
prcoca, em ?irtude da Deuuncia dada de
huma carta inserida em hum Diario, as-
signada pelo R. na qual tinha sido o A.
atacado na qualidada de Fiscal do Bairro
da Roa-Vir.ta.
P. que o Reo alm de ser menor de 25
anuos, inteiramerite ignorante, nao sabe
ler, e apenas aesignu inuito mal o seu li-
me ; nao he capaz de facer hum cscrpto
por pequeo sjuc saja, quanto maie huma
Carta para fazer insirir em hum Peridico
publico, para o fiaj de atacar a honra,
crdito do SidadSo.
P. que hum hornera .maisado, JozeFr*
cisco dePaula (I) a quem o Reo tiuha eo
regado de diligenciar a izencao de ser?,
en 2.% Linha, entregando-lhe oa requ
"raentos juntos para com ellea requerer7
kicellentissimoSr. Presidente da Provh
a, abusando da sua innocencia, boa M
nao saber ler, hu, da pela rnauha quaotJ
o Itao pastara para o seu trabalbo, o il
ludio eolevou ao Cartorio do facrivl
Magalhaes, e ah aprezeutaudolhe hu
papel escripto dice-lhe, que o aseignas/si.
porque era necesario para aicancar a su]
uencao, e o Reo innocentemente assignoi
e nada mai* soube,
P. que o Reo no da esta feira, qm
se contarao 15 do crrante mez, foi q-
soubedeque era chamado a te reper
tavel Tribunal pela denuncia dada pel
A., por isso que o Jjapel que tiuha assigL
nado era huma Carta em que o dito Paa-M
la atacara a honra, e crdito do A. por
,-fM *? ,fllm,* daquelle pelas sua moitr.J
maldades, e como o (sesmo Paula nao
quis assignara Cortu, o nem huta seu cai
xeiroque a tinha copiado, sabia o qn
continua nella, e que por issoo botn pa.
ra tora da sua caza ; aproveitou^se da sim-
plie.dadc do Rea, e o fe assignar aquella
Carta, de cujo facto tem teateaiunb*.
u *1 tina do A. nem dos seits defeitos ; antes
tem ouvido fallar muUe bem do s^lo cora
que tem cumprido as obriga^e^ do seu
*rgo, e que por ter atalho umitas maU
versa9oe8 do dito Paula, he a cauza desic
ser seu iui nigo,
P. que o Reo, est nteiraroente uno.
cente s ,bre o facto da Carta acusada, que
pertersidade daquelle indigno hornera
toi capas de o iludir para a aosigaar, di-
leodo.lheque era em beneficio do Reo pa.*
rasua ixocao; e he hum principio uni.
rersal de Direito Criminal, que nio pod
harer enme, onde nao ha dlo, e intenca*
de offender. Neates termos
. Pede^o Reo que a presente Contrarieda-
de lhe seja recebida, e a risia da pror qu#
otlerece a dar, para mostrar a sua iunocen*
eia, e o dolo daquelle malvado o indigno
nomein, sejulgue nao competir ao A
presente aecusaco contra elle, sendo V
(I) O es-arrematante do Contrae!
Filacao desra Cdsde do Recifle.
da


'**
ii3o .par este reapeitavel *ribuual, e
udeicnado o A. ns< custas.
P. P.
R, J. eC.
, P. N, N.
Joao de Souza Rangel.
om o Documento
H
L/Ebtifico (Mis que revendo Livro ero.
ue se iancao os termos das Eleice* dos
!onceihos de Jurados, delle a H, secenta e
ui verso, at l, scenla duas se acha o
Hetmo em que existe a dezietertcia tana be m
ledida na dita Peticao, o qual be do theor
eguinte = Ellcicio do segundo Conselho
le Juizes de Fado para trataren de abu*
eodebtrdade de lmpfanca no Diario, e
;urre9pondencia issignnda, o Amigo do
Bera Publico na denuncia dada por Ma*
acal da Fonceca Silva. Auno do Nsci*
ncnto de Nosao SenhorJezns Chrisio de
i, I oitocentos e trinta, aos 5 de utuhro
do dito anuo dcstafidade do Recife em
Caza do Coucelho eiia onde se axara o
Sunuor ezcmbargftd'jr Jnifl de ireito
Gustavo Adolfo de Agtiilnr,< e o Promotor
iomeado Felippe Mefltia Callado da Pon*
reca, a que o lito Ministro defer o o jra-
noslo do estillo, e inais Juizes de FaCto
para trataren de abuzo de liberdade de
J i.'iprcnca, o Diario uo Pernambueo N.
*!3 acorrespon erceta asignada amigo
do hein publico. -e praeedendq**e a cha*
litada faltaro em rauza justificada, os
Senhores Juizes de Pacto, Joze Tacares
Gomes da Silva, e A i varo Barbalbo Uzoa,
r por isso multados p*do Jury em 2000>
reta, e com cauta justificada e por isso ab*
i :>i vido da multa o Senhores Juizes de
Pacto seguiutes Joze da Silva Guima
raes, Manocl Paulo Quinte I la, F.ancisco
Joze Correia, Prancisco Joaquim Pereira
de Carvalho, Tbomas de Aquino da Fon*
cees, Francisco Antonio de Oliveira, An-
tonino Jos de .Miranda Palcao, Francia-
co de Carvalho Paz de Andrade, e Joaquim
Joze M en des, e procedendo*se a sortea-
ment em prez en 9 a do Autor Denunciante
Manoet da Ponceca Silva, e o Roo Joao de
Se uta Rangel, que por ser menor se lhe
nomeou Curador o Advogado Joao Baptia-
ta Soaraa, a quem o dito Ministro Iha de*
ferio o juramento do estillo, depois de fal-
tas as recuzacea do estillo, e tendo-se fei-
to recuzac,es saturno elleitas os Senhores
Juizes" de Faelo egM > Jos* j**
quim Bizarra Cavalcaute, B 'n*ntiii;* P*
rira da Brito, Joao Goncalves da Silva,
Joze Eustaquio Gomes, Thomas Joze da
Silva Guarni, Joaquim Estaoislo da Sil-
va Guarni, o Reverenda Antonio da Trin-
dade Antunes Meira, Bento Joze da Costa
Jnior, Joze Ramos de Oliveira, Joao Luii
Ferreira da Silva, Joze Machado Freir
Pereira da Silva, a Joaquim Francisco
Bastos, a quem dito Ministro deferio o ju-
ramento do estillo, a ueste acto declarou
o Acuzante que convencido que o Reo nao
fora o Autor do Comunicado da Carta, ma-
is que tora arrastrado assignala por doli,
a malicia albeia, e satisfaito cona a plena
e publica satisfacao, que o Reo lhs dera
ueste acto; declarando que est bem per-
suadido da que elle Autor nunca pratieara
os fictos argido*, dezestia da presente
acuzacao, e requera se lavrasse termo;
protestando uzar dos meios ordinarios con-
tra quem pordireito foase, de que para
constar mandou o Ministro fazer e*te ter
10 em que com todos assignou. En Joze
Joaquim Ferreira Rebella Escrivio o Es-
criv*
--Aguilar Felippe Menna Calla
do da Ponceca. Joze Joaquim Bizarra
Garateante Thomaz Jos da Silva Gus
mao Joze Ramos da Oliveira Joa-
quim Estanislao da Silva Gusmao Joa.
quirn Francisco Bastes Jcao Luiz Ferrei-
ra da Silvaioze Eustaquio GomasBen-
to Joze da Costa Jnior Joo Gane, al vea
da SilvaJoze Machado Freir Pereira da
SilvaBernardino P*reira de BritoAnto-
nia da brindada Antunes Meira Manoet
da FoncecaSilva-*Jo de Batata Rangel-*
O Curador do Reo menor Joao Bautis-
ta Soares ha o que continhs em d ta
dcclaracaO da Contrariedad^, a Eileicaa
pedidos por certdo, qua ea Escrivao abai-
xo assignado, bem e fielmente ti/, transcre-
var dos proprioa aos quaes me reporto, a
vai na verdade sem couza que duvida taca
conferida e concertada subscrita, a assig-
nada naata Cidade do Racife aos 29 de Ou-
tubro do anno do Nascimento de Nosso
Benhar Jess Christo da 1830, Nono da
Independencia, a do Ira pari. Subacre*
vi, e assignei. Em fe" da verdade
r
.

i



Jos* Joaquim Ferreira Rebtll.
RNAMBCO. 1830 JIA TVP. DO DUHiO RA DIRBITA W.^ f#t.
i_
,
-^ _^.,


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