Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05591


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Full Text
^^'--------W-
Anno de 18/415.
Quinta feira 29
^TXVnsaUMMMUkAJ
O DI AMO publica-se todos os das que
noforem de guarda: o piejo da osslgna<<
un a he de 4/ rs. por q.iartrl paga/ adianladoi.
ii; annunclos dos assignanfes sao inseridos
a i.uao de 20 rls por linlia, 40 rs. ein lypo
iliilercnte, a as repetlcdes pela melado.
qj que nSo forcm asslgnantos pagao 80 rs.
por linia, e lo ein lypo dillereate.
P1I ASES DA fcA NO HEZ DE MA10.
I na nova a ( as 7 h. c 315 min. da maulla.
Crcsceatc a M as II hor. e -lo mln. do man.
'ni chela a-21 as3 hor. c i:> uiiu. da man.
Miilgoante a 28 as 4 hor. e 5 miu. da man.
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Gnlanna Parahyba, o Rio Grande do Norte
Segunda* e Sextas fclras.
Cabo, Seriiiliaeui, Itio l'orinoso, Porto Cal-
vo, e Maecj, no 1 II o 21 de. cada miz.
Garanhuus < I onilo a 10 e 2-f.
Boa-Vista e Flores a 13 c 28.
Victoria Quintas reirs.
Ulinda lodos os das.
PREAMARDEIIOJK.
Prlmelraas II h. c-i2mln.da man.fia
Segunda as 12 li. e 0 minutos da tarde.
de llaio.
Anno XXt IV. 117.
, :**0B5aSS.?TrMr.itHs Uki. .* -'itt?fcWMi.'"',
DAS da semana.
_ 20 Segunda 8. Eilippe Nci i, aud. do J.
' 1(1 w -" Mgui.ua f. ruippc un, uuu, u.. ...
1 Ir y.' 27 Terca Ranufo, aud. do J del) dal
i I edo J.dos Fritos.
mkdn/ -s QarU S. Germano, aud. do J.
Ilireito da 3. vara.
M8?) 29 Quinta S. Maximino aud. do .lui/.
# D. da 2. vara, c do I. M. da I. e 2. v.
30 Sexta >!<>X< SS. CoraeSo de Jess,
femando.
31 Sibil ido S. Prlro.lilla, aud. do J.
Direito d i 2. vara.
1 Domingo s. Firmo.
CAMBIOS XO DA 28 DE MAIO.
Cambio sobre Londres.....27 '/j.
Pars 372 rls por franco.
ii Lisboa 120 por loo de preni.
Desc. delot, de boas Urinas I V, I '/.!'
Orno-.....:i;li.|ii:iliolas 31*200 a 31/500
a Mordado/i00 vrl. 17*500 a I7/U00
. dcfiOOnov. I7f300 a 17/600
de4|U00 DoOO a 9/800
Piula Patacdes .... 1#0G0 a l/!lS(t
i. Pesos Columuares. 11980 a 2/ouo
Ditos Mexicanos lsiii) a 1#K0
Mocdas de 8 patac. 1/280 a 1/300
iccocsda C." do Bebcrlbe SO/000
EXT,
.
NOTICIAS DIVERSAS.
J\'uta de M. de Mellernich da part tln Austria, tobre o es-
lado urinal rfuj ityorios da Suissa.
Vienna, 13 de marco de 181.).
A Monsieur de Pliilipsberg em Zarlch.
Senhor.Clicgro, pelo vosso intermedio, ao nos-
so conhccinicnto as luanifestacdes enderezadas succes-
sivamente,pelas cortes de Londres e de Pars, ao direc-
torio federal, tendentes a fazer sentir ao directorio a iin
prcssfto produ/ida sobre esses gabinetes pelos aconlcci-
lucntosque se tecm passado na Suissa, ha alguns meses.
(i Os principios professados pelo imperador, nosso
augusto amo, e os sentimentos, que animao a S. M. para
eom a Coufeileracao Helvtica, vos sao bein conlii'cidos;
e ha ponen, folie vos autorisado para ser interprete
delles, peante o goveruo de /.ui ich, por occasio da sua
entrada uas funccOes directoriacs. Alm disto, niodu-
vido, queem todas as occastes eiu que, durante a sea-
so da actual dieta, tivesteis de declarar as nlcnciirs da
vAsa corte, teubais dcseuipeuhado a vossa inissao, se-
gando o espirito das vossas instrucciios geracs. que li-
vfllo por base, d'uiiia parlo a ardenle aini/.ade, que S.
;\$ I. consagra ao estado visillho, e da outra o respeito,
que o imperador tributa aos tratados c leis impostas pe-
la jurisprudencia intor-iiacional; assiin como o seu dc-
sejo de ver os outros estado;, especialmente aquelles,
que em conscqucncia da sua posico gcographica leein
mais frcqucules rclacoescoiu a sua manronla, inanle-
lAn-so tao sabiamente, quauto Ibes seja possivel, na si-
tuacSo de exercercm a reciprocidade para com a Aus-
tria.
u Alm disto, S. Al. coinpra/.-se de que, segundo o
tbeor das conimuiiicarocs transinillidas pela Inglaterra e
Franca confederarn, o seu julio a respeito da post-
ra o geral da Suissa seja compartido polistas duas po-
enclas.
ii Se o gabinete de S. James, no seu despacho de II
de l'evereiro a M. Morifir, se d ao trabalho de api esco-
tar aos olhos da Suissa o quadro das ltaos eonscqucii-
cias, que se llie scguird il.i -nniquilaro do acto, pelo
qual so constituid ella ein corpo de uaro, rccnnliccido
pela Europa, baveis de recordar-vos de que o nicsino
olijeclo fui desenvolvido pelo nosso gabinete, por mais
d'iiiua ve/., ciu despachos dirigidos por lliilil, no decur-
so dos ltimos anuos, a uossa legai;;io na Suissa, especi-
almente no de 27 de l'evereiro de IS-f 1; e couliccercis, que
os ltimos aeonteciinenios, bcm longc de miidareiii, nu
modificaren! a opiniao, (|uc seinprc loruiauos, vicr.io
corroboral-a aluda mais. Com elfeilo, quauto iiurlores
mu as probabilidades de vr-sc nullilicado o acto di
18l, e proporeo que mais se multiplicaren), lauto
mais evidente se tornar a todos os espirito*rectos, que
a revogacSo do acto da uniSo entre os 22 eantdes sobe-
ranos da Suissa ser, no interior da confcdcracSo, o sig-
ual da guerra civil, da auarehia o da oppressfioj ao mes-
iiio paSSO que, em quanlo ;is relaces exteriores, roni-
per-sc-hio os ttulos, com pie aquelles 22 estados oe
cupao a sua po-icao actual na grande familia euro
pea. As desgracas Internas, as desconfiancas, e ospe-
rigos polticos, que Suissa resultaran de un tal esta-
do de cousas, sao tao evidentes, que nao pdeui delsal
de contristar os vrrdadeiros amigos desse iialz.ao iiicsmo
lempo que liles inspira o desejo de que sAHmiiiciilcs
pe gos sejiio af.istados |iel i sabedoria e 4kl^V' dos ho-
iiicnschamados a dirigir os seus destinos.
(i Nos, eom o gabinete ingles, concordamos na rc-
provaeflo que o das Tnllierias pronuncia nos despachos
iiaiismittidos ao conde de Poutois, relailvaiiiciite as em-
presas e existencia dos corpos francos, (ni governo que
mi possue rrca bastante paratouler os seus subditos,
para impedil-os ile levarciit, com as armas as maos, a
unirte e a pilhagcill ao territorio de un visinho iuuoce.u-
te, nao merece o nonie de goveruo : se, pordm, -i tole-
rancia de seuielhantes malelicios ajuuta actos docouni-
vcuca, cutan un tal governo lax-sc tllguo detcar ex-
posto i execracSo da Europa clvilisada. N'uma confe-
ilci.ic.io d'Estados*Unldos eutresi, para o lim de se pres-
taren] mutuo auxilio, o odio de tacs enqire/as ileveria
sei aluda mais aggravailu pela poodcr.icao dos seiilinicu-
los, que naturalmente excita semprc a violacoda IV* ju-
rada. Releva por termo a se mullante desordeui, e que
seja extirpada pela raz. Cumpre, quecesse apossibili-
dade de ser un cantan sitiado por bandos de gente ar-
mada, acampados ao lou^o das sitas iVonteiras, obii-
Uando-o assiui a conservar se ein armas por uic/cs suc-
ci'ssivos, e a esgolar os recursos C a paciencia da (lia po-
pularan; se lie que a Suissa qtu r preservar aos olhos das
uacdrs cstrangeiras o carcter de una coufedcra;o de
estados [citando as palavras da dcclaraco de \ leuna, da-
tada a 20 de marco de 1815), na intcgridade em que exis-
ta como associaedo polilica, ao lempo da coiivuncSo de
20 deoululiio de 1813, e que Ib i reconhecida como a
base do systeina helvtico.
ii A uuanlinidada de todas as potencias, que nao pdc
deixarde manil'estar-se presenleinenle aos olhos da Suis-
sa, sobre os principios l'uiidaineiiiaisqoc rcgiiloa ques-
illo, e as amigaveis expllcooOcs, em que todas se leem
mostradodesejosas de entrar eom ella, deve de ler pro-
vado duas cousas : A priuieira lie, que ledas as poten-
cias, seni excepeo, estao animadas menlos de amixade e interesse pela confedrracao; a se-
gunda lie, que, encalando todas a sua actual pnslcao de-
baixo do inesmo ponto de vista, leem direito prcSUIIip-
cao de se julgareui com ratio,
a Hcsta agora vr-se, al que poni sabci os dele-
gados do povo suisso livrar o seu naii dos niales incal-
culaveis, que a iieenja deseiilicada, concedida s per-
versas c destruidoras paixes do dia, deve de acarrclar-
llie iiii'vitaveluienle.
Reeebei, etc. Melteinich.
(Times.)
PllOJICTO f.lOANTESeO.
O correspondente de Washington da Oaulmde Antq-
biirgo, fallando d'lliua nova estrada de ferro projeetada,
ha pouco, nos Estados-UuMos, d os seguintes porme-
nores da empieza pi'uposla:
" u tratado da Chiua fes-nos advertir da neccssl-
tle, nao sii de entrarnios em coiupeleuiia com os Ingle-
ses as eidades eoinniciciaes do impeli celeste, senao
tambcui de l.....ai-ll.es inteirameute a diauteira. Do
inrsmo modo que os estados europeos vito dando cada
ve mais preferencia aiitlga denota da India, e o Me-
diterrneo va i servindo de canal do commerclu europeo
eom a Asia, assiin devenios mis esforcarino-nos por to-
ser servir o grande Ocano aos nossos lilis; o que deve-
e realisar por mel da uniao do Atlntico com o gran-
de Ocano. J se apresentou ao congresso urna propos-
ta n'este sentido, e apresso-me a eoiiimunicar-vos os
sensprincipan departiuientos.Mr. Whltney, unidos
nossos negociantes mais cniprebendedorrs de.\c\v-\ orU,
propiie a consli'ucco de un caminho de ferio desde a
praia occidental do lago Erie al a parle navegavel do
rio Coluillbia, no territorio Orejn,para vir a ser o fu-
turo canal do cominercio aiiierico-euiopeo eom a China.
A exlenso d'esle caminho de ferro ser de 2,750 militas
luglexas, e as despesas da sua COnStruccO sao oreadas
ein 50 inillioes de pesos ; levara 2"i anuos a bser-se.
Bastardo" oitodias para ir de New-Yorlt- ao ultimo ter-
mino do caminho de ferro orio Columbia sera nave-
liado a vapor, e os vapores cliegar, dentro em 2' dias,
da sua embocadura a Cantn, Niugpo, ou Amoj. O
iiorlo de Auiny he considerado eoiuo o uiaior, c a elle
se encaihinhara a navegacSo por vapor. Assiin, o ira-
Jocto de etv-York a Aiuoy gastar apenas cerca de 30
das, c poiipar-se-ha, pello de 120 dias, do lempo que
presentemente se leva a ebegar da Inglaterra ao pono
de Cantn, ou a qtialqucr outro da Clima, l inacarga
de f.ucndas cbine/.as cbegar.pois, pela America a Lon-
dres ou a Liverpool deutio CIU50 dias, e abaudonar-se-
ha cci lainente a derrota pela istlinio de Sue/. ; por isso
que esse terreno perlence a naedes barbaras, e o trans-
porte por all, anda que fisse por lucio de um caniiiilio
de ferro, ollerece pouca Seguranca. Nao s o .Mxico,
e os estados da America do Sul, mas tambcn a r.uropa,
serio obligados a servir-se da estrada coinniercial
americana, e os Estados-Cuidos terlSo a vaniagciii de
Importar directamente mercadorias da China e india,
recebendo todas as noticias do imperio celeste 2o a i'i
dias antes (lo que a Inglaterra, a franca, OU a Hollan-
do. Os nossos lagos subsluiiro o mar Mediterrneo,
a correspondencia semanal entre o Atlntico e o gran-
de Ocano d.u a aos nossos negociantes a chave do com-
uiercio do mundo. Mr. WhitllO) nao exige do gover-
HO outro auxilio mais de terreno80 loii^o de toda a liulia docaminliu de fciio,
em compensarn obriga-se, por si e por seus lienlei-
os, a transportar gratuitamente, para semprc, tudas as
caitas dos Kslados-l'nidos, inunicoes de guerra, solda-
dos, marluhelros, c ualmculc ludo quauto fr relati-
vo ao governo central. (dem.)
:'B.
Noticias do Cl.ibx'.
7(i)ifiiiiiii{'ii(> do numero antecedente.
lllin. e l'.xni. Sr. Kealisou-seo facto inaudito, que
eueni uicu onclodcSI do prximo passado mes, sjili
n. 2, prcveui a A Ex., que apnareceria nesta cilioej ido
lie, que o subdelegado Rufino hurtado de.MendonVa, leva-
do por motivos reprovados e iniquos, teutn o,.
sar un proeesso Contra lllllll, por crime individual,
o duplicado lim de livrar-se de mu proeesso de respou-
sabilidade, que contra elle eslava orgauisando, e de ar-
redar-ine desta Comarca, para assiin liear livre e deseiii-
l>aracado, para, no eicpreso que excrce, e igualmente
o seu sogro Jos Xavier l'cia, connuetlereui quauto
desalio Ibes vicr a cabera, e por estes lucios peisegni-
rein seus desafee tos, e saciarcni viugaiieas. lloje, pois,
me fui apresentado mu mandado de priso, passado pe-
lo referido subdelegado lluliuo Furlado de Meiidonco,
em o qual se diiia achar-ine cu, conjuiictaiuente com o
juii municipal tos termos o l)r. Manuel Tlieolilo
Gaspar de Oliveira, prouuuciado em criinc de resisten-
cia a ordens lgaos ; e se ordenava a nossa priso.'
E note V. Ex., que, nao obstante eu e o jui/. munici-
pal aeliarmo-nos em serrieodeuossosejupregos, cues-
ta eidade, nao fuios chamados para assislirnios a forma-
ran deste monstruoso proeesso. He levolliule tan inau-
dito proeedinienlo ; por elle veja, e concilla V. Ex. a
inoralidadu dcstes, a quem boje est entregue a polica
nesta comarca! Eu, convencido da lllegalldade de se-
mentante proceder, cstou cm resolucfio de nao recolher-
me priso, salvo se pela loica fiir violentado o isso; c
continuare! no exercicio do mou emprego, at que me
falliin iiileiraniciite os unios IrgaCS para o f.uer. De-
vo manifestar a V. Ex., que, segundo se leni publicado
nesta ci.lade, luna oulra ra/.u bouve para to monstruo-
so proeediinenlo ; lie ella para motivar niiiiha rriUOCflO
desta coniarea.qiie aluda nao se pode obter com as repeli-
das sollicitacoes, que se leem liito ao governo Imperial;
pnisqiir.ciiii'i itni exeuiplo de caso igual, jiilyo conseguir o
seu lim-Espero, que V. Ex., cm presenca do exposto.de
eom urgencia providencias em ordein a fuer desappa-
recer to lamentoso estado de cousas; licando V.Ex,
corlo, que em oceasio iipporliina levare! cireuiuslan-
ciadainente ao coiilieiiiiicnto de V. Ex., o que mais
oeeorrer, para que tildo seja levado ao alto conhccl-
niciiiii do governo Imperial. Dos guarde a V. Ex. por
inititos anuos. Cidade do Sobral, !) de maio de 1845.
lllm. e Exni. Sr. Ignacio Concia de \ asconcellos, presi-
dente desta provincia Antonio Jos Hachado, juide
direito.
lllm. e Exni.Sr. lloje, estando no exercicio do incu
CmpregO, fbl-llie intimada una ordein de priso, p.is-
sada pelo subdelegado de polica desta lid ule, l'.uliuo
Furlado de Mrndonca, pelo SlippOSlO e imaginario crime
de resistencia ordens lgaos, em que mo prouunclou
dlo subdelegado, segundo vi do mandado; nao me leu-
do sido possivel ver a pronuncia, e iicni o proeesso, pa-
ra a fonnaro do qual nao lui chamado, nao obstante
aqu me ac'har no exercicio do uicu emprego, como ja
disse. A causa de to escandaloso c inaudito proeedi-
inenlo que revolta a razo o a moral, foi nao querer
eu ser Instrumento da inalvr das iniquidades Estando
o juiz de direito desta comarca processando por crinies
de rrsponsabilidade ao mencionado subdelegado, c ou-
tros empregados pblicos desta cidade, divulgou-se pie
o referido juu de direito nao conseguirla i porque seria
processado, c pronunciado cm um crime individual ima-
ginario ; mas, COUIO esse proeediinenlo nao se podesse
levar execueSo seill a ininha conttrmacuo, na qtiali-
dade de luis municipal, Ibi-nie proposlo por um indi-
viduo do partido ora iluminante, pie, ou cu desse par-
le de doeiile, para cpie eiilrasse na vara o UICU upplcn-
le; ou me retiroSSC para essa capital, para onde senipre
devia ir, a lim de tomar assculo na asscinblea provincuil;
ou licasse corlo, que seria envolvido no uiesiiio pioees-
so. Respond, que cu nao servia a causa da iuiquida-
de; que o IIIOU carcter repollia a indignidade; que cu
nao deixava o ]iosto de lioiira, que a Ici me liulia cou-
liado ; e que enilini me subjeilava lodas as coiisequcu-
ci.i, quaesquer que ellas losscm, c so cederla aoi Impe-
rio da forra, e violencia. Eis o occorrido, e V. Ex. or-
denar que fiir de juslira. Dos guarde a V. Ex. por
inultos anuos. Cidade do Sobral, 9 de maio de 1845.
lllm. e r.xin. Sr. coronel graduado Ignacio Concia de
-i ^_2B i-^i
\ asconcellos, presidente da provincia. Manuel Tkee
filo tttpar de Oliveira, jui/. municipal e de orpluios des
le termo
ASSEMl'LEA PROVINCIAL.
Os discursos, que se segueni foro pronunciados na
scsso de 0, e sin os que nos conipromelteuios a pu-
' OSr Fiaueiredo : Sent bastante nao achar-ine na
casa, iiuando na segunda discussao das posturas da c-
mara municipal, se volo.l o ortigo, que prohiba n,-
cadelar-sc lio domingo. Senti nao achar-me na casa,
dista eu ; porque quiera ler dado o nieii vol ao artigo,
como agora pretendo dal-o emenda, que val ser olle
recida a mesa. .
Sr presidente, mo Uve a satlsfecni de ouvir s la-
-, que noilia da voti.ao prodiuirao os nobles depn-
l.ulosl os Sis. \aliueo, e Taques), que enlaoeomb..-
lerao o artiuo ; mas cstou persuadido, que riles, por
milito que so cslo.iasscui, nao descobienao n.aior caill
o do que aquello, que al.iir.io para o eoniliale, que II-
vc a lumia de presenciar no co.uevo da "2 'discussao lias
posturas. Sea len.br.in.a me nao falta, Sr. presidente,
reio, quecmdousargumentos eardiaes scapoiurao os
nubres deputados...... .....
OSr. 1'nsidrnte : O nobre depiltado parece, qUI es-
t Aira da ordem : a materia, de que falla nao se acl.a
ein discussao..
O Orador : Pcidue-ine V. Exc. : paicce-mc, que
V. Exc. me chaina orden, um pouco lora da orUem .
cu i disse, que lillha de ollereeer una emenda,reviven-
do en. lerccira discussao o artigo, que liavil sido si.p-
prilllido em segunda : a emenda esta rcdiglua a^oia
nao cstou faiendo ...ais do que luiid:iiuenta(-a, a mu
de nao oxpol-a a ser desapoiaila, com.....UilO rceno .
acho-iue no UICU direito....
Uir. Presidente: O nolire deputado podo continuar.
0 Orador:-- Agradejo multo a V. Exc. la cu di-
icndo, que en. duas raines eardiaes se baviao Orillado
os nobles deputados, que eoniliaterao o artigo. Opiua-
roi primo, que a Igrejo, leudo poder em si inesma para
coiisecuro do seu lim nao necess.lava de socorro do
poder temporal de quem ella he ii.leiramenlc Indept'll-
deule ; secundo, que a missao do poder temporal lie re
rular as relacocs doscidodaos, e manter entre ellos a
juslira deixaudo a moral e a religiao enlregues a si
mcsuias.
O Sr. A'iiuiicii : Creio, que nao disse isso.
'rodo* : Apello nara a casa Sr. presidente, eon-
IV.,o mu ingeiiuainente a \ Exc, que lelil"|mullos es-
crpulos de ira/er .i discussao negocios da religiao : re-
. ,o, que cscopein militas beresias no calor da argu-
llieillacfio ; porque em lim, depois de inuilas guerras
songuinolcnus depois do taualismo religioso, vicios
.i deparar com o seculo do ludltterentismo em materia
de religiao. E bein que un. nolire deputado, ( o M' Lo-
pes Gama) que lallou tan.lien, contra o artigo, nosalllr-
niasse que osecillo actual ca eminentemente religi-
oso, citando-luis o que se passa lloje. pela Europa, toda-
va elle un- pcruiillir, que n'esta parle eu me acost a
opiniao de um ilustre publicista, que escreveo no lucio
da Europa, no foco da oivilisacu ; he o Sr. Silvestre l'i-
uheiro, que nos declara, que osenlo 19. he o do in-
dilliieiilsnio en. materia di religiao: errarri, pols, com
olle. Se, puis, Sr. presidente, oslamos no seculo do in-
diilreiilisiiio religioso, no seculo, em que o gosto da
actual geracAo esta todo absorvido, c voltado para as
materias polticas, para as materias econmicas, para o
industrialismo em lim, nao he de admirar, que poneos
sejo aquelles, que se aelieiu habilitados fallar segu-
ros em materias religiosas sem resv.ilareni um pouco
pan as r-xagcracdfS, para os sophismas, IIICSIIIO pata as
l.ercsias (apoiadot.) De.sgraeadameiiie, Sr. presidente,
venios que os propros ministros do culto sao os que,
por Via de rema, menos se applco ao esludo d'cslas
discipliii.is : ellos leem garbo de as ignorar para se lia-
ren, a obJOClOS alheios de sua prolisso {inultos apotodot.)
Fallo em geral, o por isso licaoadii.illiil.is as honrosas
exccpi,oes. De niii.ha parle, Sr. presidente, confesso, que
entro na materia com animo mu tmido. V. Exc. me
perdo.ua as beresias, que cu boiiver de proferir; aecei-
taiul.. \ Exc desde j o mou protesto, de que nao pre-
tendo ser calhegorieo cm u.inhas pro|KMlfOel.
Os nobres deputados a quem me rellro, tivoio por
mu liquido, que a Igrrjo ICUI cm si poder proprio e suf-
lieiciite para eoiise lirao do seu lim, sem uccossilar de
soceorro do poder temporal, de quem boa mesma gro-
ja indepeiidentc. Mas eu, Sr. presdeme, n;o posso
acouipanhar os nobres deputados no seu jiidicioso acei-
to : pens diversamente, e me explicare!: e para que
me possa faier entendido pela assenibl.i.estabclccereia
base do mcu raciocinio.
Eu considero a religiao, Sr. presidente, como a li-
gaco do lioiiieni, un espirito o no coraco ( segundo se
expiime mu sabio), com o Ser .Supremo, que, como pro-
videncia iiilclligenle, governo o mundo, e lod i a vida
articular. Por tanto, as doutrinas religiosas deveiu-se
rele ira tolalidade da vida l.uin ana, nao para abso vcl-
a ; ni.is para eiicaral-a por todas as su.is laces ; e como
ludo se lina na vida liuinana, o espirito COCrpo, vi-
da privada, C a vida social; c como lodas as ordens de
exist lilla lecill nina relacSo directa con. a d.viudadc; a
religiao, sem duvida alguma, lca todas as ordens da
viua. He por conseguiuiea religiao um elemento emi-
nentemente, social, EstabcIacJdo, pois, o principio de que
a religiao be um elementa eminentemente social per-
guutarei aos nobres diputados, qual ser a missao do
governo .' Sem duvida dir-nic-bao, que be OsSegurar
a todos os liouiens da sociedade as condiciies do sen dCS-
oiiYolvhuonto moral, religioso c material.-- Por COUSCgUiu-
te, cliegar commigo a proposico deque, em mu sys-
teina poltico regular, areligioe a moral nao podcn
deixar de entrar as vistas ilo direito publico interno,
seja qual liir a sua orgauisacfio. I.o^o, a religiao o a mo-
ral nao pdeiu SCI uidillcieutes ao estado ; logo, O es-
tado nao deve deixar a religiao c a moral enlregues asi
mesillas. Isto lie corrcnlissino.
O problema difcil de resolver, e que teni abalado
muitas nlolligeiicias, he : saber-se al onde deve ehe-
gar a ac(3o do estado para assegurar e proteger o des-
cnvolviniento dos elementos sociaos : cquando se tra-
ta particularmente do ele...cuto religioso; isio be, tillan-
do se indaga a mamila, por que o estado deve de oslar
prsenle, ou proteger o elemento religioso, algumas
propositos exageradas se levantao. Quereiido uns dar
tudo ao poder temporal acaban por avassaliar Inteira-
meute o poder (eclesistico ; quercudo outros attiiliiur
ludo ao elemento religioso, collocao o poder ccilcsias-
licu cima de todos OS poderes iciuporais ; outros, po-
riu, querendo ligir d'cslesdous extremos, prctendein
csl.iliclecer ulna independencia lio rigorosa dos dolis
poderes, que degenera em culposa c nociva neutral!-
dado. Pairee-uie, que esta ultima ojiinio lie, a nieii
ver, tao viciosa como as nutras, o lie a que julgo abra-
cada pelos uiilii es deputados, a quem me reliro
Mas, Sr. presidente, son de opiniao,que lodos os po-
deres < elementos sociaos saoindepcndeiius sim, a res-
peito de SUOS l'uiiceiies o lins peculiares, mas ...io, qn.i.i-
to o lim geral, arespoilo do qual os lius respectiva-
mente particulares sSo considerados nieios a respeito de
un lim mais geral : a le, que determina os devores do
eid.ul..... calei, que determina os deveres do chl isln,
saodous molos, que leude... a lins diversos, o como que
especiis, sinas a.iibns conspir.iiip.ua un. lim ultimo
geral__a felicidado do liomein. -- Por tanto. Sr. presi-
dente, apartando-.lie de todas essas ex.igeiariies, pens,
com um escrlptor niodcrno, que as relajos jurdicas do
estado, o da igroja couslstcm na disllncco destas duas
spheras soeiues.que.prosegiiindocada nina seu lim res-
pectivamente particular, dovoiii conservar nina justa
independencia, sem que esso distilicjo implique .nina
separaran tal, que o estado e O igroja lornein-so roni-
plcl.iinenle estr.iohos um ao outro o que seus devi res
puramente negativos os olloqiiem cm estado de perl'eita
liidill'eronca, ou de complola Inuacco.
Sim: oeslailo nao se deve ingerir n'aquillo, que per-
lenco vida Interior da igreja ; como, porexcinplo, al-
terando o dogma, forrando as eousciencias por lucio di
intolerancia, etc. e liem a igroja se deve tambeui in-
Iroiiieller ni vida exterior do estado.usurpando ajuris-
dloco temporal, iiilluiida na furnia do governo, exau-
torando es priucipes. Ote. lie; mas a igroja e o estado
pdeill, e deveni intil iiueiile aiixiliareni-se para SC fa-
cilitaren) os lucios c condi oes de sua existencia ; ne-
CCSSitlia de coiil'cdcrai-se, o tanto mais quanlo asleisdo
lado, o da religiao trcill de reoabir, e de serexe-
c ululas sobre as mesillas individualidades. Pretender
separar iiileiranienle o lionieiu religioso do hoiiicui ci-
dado, ou social, he usar de nina licro escolstica. O
lionieiu he mil ente simultneamente espiritual o mate-
rial; 16(11 obrigaciies exteriores a ciiuipi ir como cidado;
lem ao mcsinn lempo ubrigaedes Interiores a cumprir
como religioso ; mas, para cumplir bein unas o nutras,
forcoso he, que rilas se harmoiiisem, sirvi como que
lie iogaos unas das unirs, liem como o corpa he orgo
d'aliua : os que assiin nao pen.ao, OU sao ascticos, ou
materialistas; ou querein dar indo ao espirito arruinan-
do a alma, ou queroill dar ludo a alma mutilando o cul-
po, sem ao menos se Icuibrarrm, de que a alma o o cor-
po sao duas substancias Igualmente Intcressaules a con-
scemao do lim do nosso destino, que a sociedade civil
noquer, eiiempde contrariar. As obrigacoes reli-
giosa;, pois, dcvrin de oslar em perfil la coherencia eom
as obrigacoes Ivis ; C OS poderes a quem compele re-
gnlnl-as, cveiii dar-se as nifios.
Mas iis uares deputados disserao, que a obrigaco do
oslado he ni;Wiu r a juslira. I oiivenbo mas, como a
igreja est lia estai.1/.' cuni'u o estado e a igreja susleiilo
na vida social iiiiim i us.i.s relaces, que devem ser re-
guladas pelo principia dcjl|stlca e como n estado tcm
parlicularincnle por lim forVcer a todas as inslituices
as condicY.es positivas e negativa su.i existencia, o
do seu dcsonvolviiiionto; o oslado ei. eligiao nao po-
den, estar poslos fura da le: lio a le de juslira, qiir, co-
mo observa un oscriptor moderno, deve tratar igreja
e ao estado o circulo de suas obrigacoes reciprocas,
que uaSCCUI da ualurea de suas IllStitUiCCS.
Sabemos, Sr. presidente, que sem 0 soceorro da reli-
giao os liomena sao, por assim di/er, iiidoiuaveis. A ca-
ridad.", a primeira virtudc da religiao clnisla, coildus
o hnincm a nulas as virtudes, cuja pralica melbora a con-
diCO social, e loma mais feliz, a tai ca (los que govcrno
e dos que obedecem. E a igreja, nao leudo trca exte-
rior, oiitein, por mel de sua un loo com o estado, una
proteecao, que d s leis de sua disciplina un elleito ci-
vil, aos sens ministros honra C CStluiacSo, ao seu culto
pompa 'exterior, o ao seu governo un vigor novo. A ex-
periencia nos leill mostrado, que os dias mais prsperos
paia a hiunanidaile leein sido aquelles em que 1 igroja e
o estado se l.ao reciprocamente ajudado. .\o lempo cm
que o imperador Constantino seguioa religiao christa,
a a prolegeo, o Imperio e a igreja llorccerao, tillando
se pretende separar exageradamente a igroja e o estado,
as perlurbai.es apparcccm, a sociedade se desmantela ;
porque a veril.ido he, que 0 liuuiem, por sua condico,
acha-se, na plirase de mu grande philosopho, em relaco
com a nalure/.i, com os seus somelhaules, com a socie-
dade, o com Dos, que he a Ibiile commiini de toda a
existencia.
Dei.xeinos, por tanto, essa separaco extrema, que me
parece nimiamente egoisliea, o por isso niesino nefanda,
t) estado deve favorecer a Igreja : e be cortamente osla a
doutriua abracada pelo nosso svstciua polilico; pois que
ello garante oculto, o adopta a religiao catholicae apos-
tlica romana como religiao do estado; os criines contra
a religiao sao punidos pelo nosso cdigo criminal: os
clrigos juu de facto, etc. ; e lodas estas medidas nao signilicao
seno proteecao igroja. A inesma reciprocidade obser-
va a igreja para coiii o estado. Os principes exerconi d-
reitoseclesisticos, tacs como os de padroeiro, e iodos
os que Ibes sao facultados pelas concordatas ; o porque
sera Isso senao porque o oslado neccssila da coadjuvajao
da igreja .' l'or lano lenho provado, que nao se pode dar
essa independencia absoluta que lcmbro os nobles de-
putados : u oslado deve favorecer a igreja.
Al que ponto, porni, deve chegar essa proteecao,
he o que iiecrssita-se bein averiguar, a lim de pdennos
chegar hypothese que se aclia actualmente em litigio.
Quero di/er, que couvin saber, se cabe A esta assem-
bla, como corpo poltico, prestir Ittrca exterior, por va
da posluia que se discute, ao preceilo da igreja, que
manila guardar o domingo,
l.o, Sr. presidente, nao me enoariegarei de mostrar
a santidade do domingo, nem a Carca do preceilo polo
lado religioso; nao su porque o nobre deputado, nieu
amigo, o Sr. \ gario Brrelo, versadissimo, como lio,
ni .stas materias, ja 0 deinoiistiou com bastante cloquen-
cia e lucltles 1 como poique acho-me leluiuenle entre
po.ssoas eaihohcas. Eiicararei, pois, questo pelo lado
poltico siiiueulo.
A protcefo que o estado lleve a igreja torna-se mais
ou menos pioiuinciada, segundo a naluresa da organi-
su.io poltica do governo, ou segundo o modo por que o
goveruo contcinplaocleineiito religioso na sociedade. Sa-
be V.Kxc.mul bcni.que em alguns estados o mesino cue-
le do oslado lie o iiiesnio elide da igroja, eom intoleran-
cia mais ou minos severa, como na Russia, na 1 urqtna,
en. Inglaterra, em Boma. etc. : uestes paites a protee-
cao do estado he pioutinciadissiuia. Ein outros estados
\
i MUTILADO


lia o systcnia de una rt-ligio dominante, onde o inesino
chele poltico nao lie o nicsino chefe religioso, com to-
lerancia dos cullot, romo aucccdc ejn Poi tugal. na lic-
ii.mii i, c. na,- no*. N'uniros ha o systcma de userdadi
,;,iculto.com protecefio Igual para tollos,mas sem abdica-
.;;iu do poder publico leu rcspcitn.como na Franca acial-
ca, < cliv.-rs.is estados da Allcn.aiil.a. Esladns,einlin,,cx7s
tem.onde adoptase a independencia dos cultos, e onde a
associacao re igiosa e aa despetas do culto sao negocios
puramente privados.com abdicarn da acrSo publlca,tal.
va todava a polica. Km todos estes svsicmas devem va-
riar OS pontos de legislado penal, 011 a prolec, So que o
lado deve, pelo lado da repretsSo, prestar i. igreja
!'!'.!" ,"-" V 1 ,1'-xc-,l1": ,'"' "i" elles se nao dcixa de pu-
n os delicio* do cidadfio contra a religlfio, contra as
qii as sagradas, e coima os ministros do culto. Por tau-
' .! vemos que em Ucuhum s) steina deve o poder po-
odeixar aigreja expost fraqueza de suas penas
llirnu^5, i.T '"' '"'iS' ass(,''''- a rllcclividadc da
disciplina ecclesiastioa, por lucio da polica temporal,
inminente quando o estado considera o element reli-
gioso como o principal auxilio ura, a cmara municipal, pelo teu regutaiucnto, be
O Sr. Taques di/- algumas palavras, que nao OUvilllOS.
iisr.rnncUcoJoao: Continu que ral mu bem
{l'iii-tnilo para o orador).
11 Orador :....he abrigada a reprimir os hbitos c cos-
tumes que ouendem a moral, e eu relo pie o mcrcade-
jarein diasque devem ser consagrados orariio c ao dcs-
cauco, he, sem duvida, alguma um habito contrario
moral; porque como lu reputo toda a accao, que I11-
ingc um dever para com Dos e para com os houieiis
(miiilotapoiadot). Assim nao eutendo que estela li.ra da
atn iiiui oes da asscmblea provincial o couliriunr a pos-
tura proposta pela cmara, quando vejo que funecf
mais importantes em negocios ecelesiasticos Un- sao con
leudas pdo acto addicioual. Nao escrupulisn, noi tamo
em votar pela emenda: relo mesmo que .. aceflo poli-
cial das cmaras municipal pode ler malor alcance.
lalve pona penetrar o recinto los uossos templos, mi
para c,.arelar uem influir no exercicio das fuucccs pro-
prias do ministerio sagrado, mas parafaier, por mel de
penan temporaes, maule; a decencia doculto, reprimir
os sacrilegos.... Sr. presidente, ras rcrgouha asslstir eui
uossos templos as platicas religiosas : geralmeiiie rallan-
do, te nao observa uelles ncuidecoro, neni respeito, uem
hc (picr hypocrisia [muiot apoiadtu) digo uem se quer
hypocrisia, porque ao menos a hypocrisia heuma borne-
nagein reudida virtude.... Sr. presidente, nos uossos
templos reina tal desurd 111, que me parece que minias
familia dcixar.i de vistalos para Hilo seren lesleuiu-
nhasde profanares Sr. presidente, nao son c uem serel
protestante; mas, se me qtiiicssc decidir pelas exterior
id.idcs, se a lioaordem 0 a decencia que se eneontriio em
in.1 templo protestante Ibsscni capases de me seduzir, cu
me tornarla protestante no uto.....uto em que comparas-
se a indecencia revoliautc e iiauscabundaqucse ntanos
uossos templos, com o decoro csilencio religioso que se
observaonot templos protestantes.... Sr. presidente, as
mimas igrejas ja se gargantcio ai ias italianas, loco-se
minuetes e outros tangeres mcraineiitc profanos. K ru-
tan nao llavera necessidade da iiilern uc.io da polica
temporal ? Por (lucm devenios esperar ? Celo prelado
diocesana .' le elle quetn confessa a rraquesa das penas
spiriluaes, e que procura soccorro Imito .i esta assciu-
hlea, I" ni cirio deque la se Ibrilu ja os lempos em que
aras sacrosantas, aonde se celebrSo o principal nivsterio
da rellgio: c achao islo pouca cousa, cousn pouco in-
teressantc? pois.se assim lie,acallemos com isto. Srs., no
estado em ipie si- adulo as cousas, quando o prelado lia-
da pode faser, emendo que a asscmblea alguma cousa
deve fazer, cu lli'o pero, e nao digo mais nada; porque
me levantei para dlter s estas cousas, dar esta expli-
caran.
1111 1 exconunuuholata cstreinecerosproprlos res erei-
21 1. Iiojc essa anua espiritual he un objecto de irrisiio,
ni. iniente para qucili nao eoilhecc oulro dolo que nao
jan ouro. nevemos esperarprla asscmblea gcral, pe-
lo poder gcral?... Sciiliorcs, assentemos de ir remedian-
do os uossos males, os males da uossa provincia, no qui
|"l irnos: nao nos liemos em sapa tos de dcliintos :
leipbremo-nqs que as asscmblas proviueiaes siio mine
1li.1t luiente responsavciS pela protprridadc material
moral das pro'viuclas, epela sita econoniia domestica, t)
poder gerill lie para as grandes cousas, lie para oorra-
inento, lie para os ministerios c os ministerios siio pa-
ra (.saltos negocios da patria (pobre patria I), c nao se
embaracao com pequeas cousas.
Sr. presidente, ahi rcint-tto mes 1 a iniuli.i emenda,
que nem ser talves apolada, srguiido no- parece.
11 Sr. Verreira Uarrelo: Ku nao devia lall.tr, Sr.
presidente, di pols do cloquete, e umita lgico discur-
so do Sr. desde outro da tinha reolvlda nao trata?,,,.;.'dcsta
.....;,'M,; a.BV? ""s""* 'I'"' u,,vi "'sciirso. 'cu tinlia
resolvldo nao dizei tima palacra lnas .-, ss ,.
i.iarmeule deixar de di/er al-;;,, ,,.,,.., sct/,.- un,., par-
do discurso, para >V arar ,,,. u3opoi|c lU.!iJV ,.,,', |s.
11 blca de lu -. |)nr, .,, |ncdw
4"" U0 C,,1U" W...... -' respeito da irreverencia com
ili >, esta 11 1 niissa : isla pane lie i|iie me fes levantar
pira diter algumas palavras, epata mostrar que a re-
1--.i.io, como ella vai, como ella se conserva no estado-
ipddedeixar de reclamar as vistas dos legisladores
.11, Sr.presidenic,eslive 111 PortUgal;eslive nallispa-
!ia observe! oestes dous paites, eomo,apesar da deca-
dencia da rriiglSo, se conservava anda o decoro nos
t -nipos, em Portugal especialmente nesse lempo era
. ti i ti. nao sel se lioje anda lie o niesiuo: sabei \ Ex.,
cu llquei iiileiraineiite edilicadu, (piando pela I."
\ /. ciilrci na Igrcja de Samo Antonio de Lisboa; ib i o I"
t tupio a que me dirig; era mu dia sanio; obscrvel o
inoior respeito pela religio, tanto as lenhoras como
uoshomeus, lodosa una se conservavao com decencia,
e decoro; Cill llespanlia observol o inclino; 110 lijo de
Janeiro entrei .'i, ou i vetes no templo dos Ingleses, i-
obiervel o que ellei pralicSo no domingo, como obser-
ve! lainbem em Lisboa, c COufCMO (Jlic ilijiici iiiteira-
inciiie enrergoabado qu nulo me lembrava de fernam-
iiuco, evloque mi se tratara assim a rrliglao rerda-
deira; visto que eiscs Iioihciis proleMantcs,que leema-
berrado .i religia catliolica, que nao eito nosverda-
d 11 os priucipios dclla, neasa oceasio, em que elles ce-
lebrSo este culto rcpiovado pelas verdadeiras ideias
tlteologieas, reprovado pela verdadeira igreja, elles se
eoiiseivao em profuudo rpspeito;nao se escaria, nao se
diz nina nica nalavra: ru mesmo posso diter que ao
entrar n'utna destas igrejas de Lisboa, em um destes
templos protestantes como lu uma grande bu-
lla com os sapalos no Miniar da pona, ib i advertido
por um guarda, que me l.illou em ingle, e me disse
que eu eslava 111 jen la do templo, que nao devia Tuser
esse barullio, isto li. tuna verdade: apetar disso eutrei
toiuei o nicii bcliclie, a vi que nio liarla senaoprorundo
1 cspcito pelos mystcrio, Stsslni chamados, da uiissa. nao
Iiavia i|ui-in escarrasse I as seilhoras liuli.io as caberas
cuberas, ellas cstavo abiorvidas em tal inedilaeao,
que pareca que a divindade tinha desold sobre rilas :
ora, agora depois de ler confessado islo, tatnbein deru
confessar.oiilia cousa, para tifio ser 01 Clisado depois: eu
ignorava, apesar de ceclesiaslico, apetar dexatholico,
ignorara que liavio uma excommunhaopara aquel les ca-
tliolicosque assislissciu aos inriterios da igreja protes-
tante; eonlisso tiesta parle a uiinlia l'raipueta, Iguorava
essa excouimunlulo, assim como ignoro muita cousa da
leglllacfio eci lesiastica.ainda minio leudo,por que ella he
inulto complicada; depois que eu couhceiisti.....mea
mais frequenlci igreja, nem templo algutn desle.
Mas, inora, respeito a l'ernambuco, o qucsucccde
entre us O qucsucccde com as nossas igrejas ? Kos
dias mais solemnes; as pocas mal sanias; quandose
recorda a inorlc do lloinem lieos; que morrea pelo ge-
nero humano; qtiando nulo se acha de luto; (piando o
entrar n'uui templo lie encber-ic o houieui de pena;
quando tudo Ihc refere o maiorrs uiysterios da reli-
yiao; leni ucotilecldo que ramillas rrspe'ilaveis teem sido
j.iiradas de apparecer lias igrejas, porque mo insulta-
das pela liliertinagein do HOSSO pait; he I,un, jsi0 ? \,m
terrinos ns lei, uem cousa alguma para prohibir esl
excessos ?
'uzcs : -- Est isso em discussao ?
O Orador ; Ku fallo cerca da emenda; fallo a cer-
ca da urna parle do discurso do Sr. diputado. As se-
nlioras sao levadas, 011 inlrodusidas pelo lucio de nina
roda de adoradores profanos, e depois 11 01 acbflo den-
tro, elles clieyao eoni asna inaldade ad'- .10 p dosal-
lares; os altares sao deposito dos chapeos, e das benga-
las; 01 que levo estes objectos os depositao sobre as
si.ssmj DE M 111: MU) I1K I.Si.'l.
Preiidtnett d Sr. I'edin Cnralcanti.
As II e horas da maiihaa n Sr. 1." secretario faz
chamada, r verilica eitareni presentes 2-i Srs. deputa-
dos,
OSr. pmiilnite declara aliena a scsslio.
O .Sr. i.* secutara l a acta da sessao anterior, que he
approvada.
USr. .icert(ario menciona o seguate
EXrEDIENTe.
I'ni ollicio do secretario da provincia,remetiendo alo*
Ibriuarau viuda da thesouraria das rendas proviueiaes
cerca da quota para reparos da matriz de l'ajaii de flo-
res. A quetn les a reqiiisicao.
Sao lidoi, capprovados os seguales pareceres:
u A coiiuuissao de estalistica, toiuaiido em allcncao
a itiforinacfio que deo o Kxm. hispo dcocesano acerca da
rcsiaur.icao da autiga freguetia de .N 8. da Luz, pre-
tendida pelos habitantes della; na qual, uindaudo-sc na
espostado Rev. vlgariodeS. Loureuco, jul^a S. Ex.ser
intil a crearan da referida freguetia: he.pois, acoiniuis-
s.io de parecer que se iuilelir.i a soliredil.i preteurao.
u Sala das commiisdes em 11 > de tnaio de lS-.i.
l.urerda, 31.J.CarnelrodaCvnha.
t) hachan-I l.oiireuru Avcllino de Albllquerquc,al-
lega, que ful prvido vilaliciaiiicnle 110 i'inprego de pro-
lessor de l.iiiio do llio-l'ornui/.u; que deixou de exeicer
o magisterio 110 auno de ISi, por ter sidoextiucta, ou
suppriniida asna cudeira: pede, que seja o presidente
da provincia autorisado aprovcl-o nacadeira delatiui
que se liouvcr de crear, 011 que vagar, iiidependenle-
nienle de novo concurso. Parece coiiuuissao de ins-
truciao publica, que pelas justas ra/es ipic o Sltppli-
caue allega, e atlendcndo-se ao direito adquirido pelo
mesmo stipplieaute, eni rasiio de sen litulo vitalicio, (le-
ve ser dellrido com a providencia legislativa que se con-
ten na dispoiicaO do artigo seguiulc, (pie deve ser con-
signado, como additivo, entre as dspusires geraes do
on .enlo provincial
11 Os prolVllore pblicos, cujas cadeiras foreni sup-
primidas, ptleui ser prvidos uaquellas que secrcarciu,
ou vagarem, sem dependencia de novo concurso.
S ila (las euuimissocs 111 de uiaio de IS'lr>. >i .Va-
bntn d'AruuJo. A. I1. Muriel Miintciro.
t'oi presente i coiiiuiissao do orcaiucnto o reipicri-
lucillo do hacharel Joio de barros l-'a!eao de Albuipier-
ue Klarauho, o qual pede a cata asscuiblea se digne
decretar 11.1 le do oreaiiiculu, elijo projeelo se discute,
tqiiotque se acha marcada nalei vigente, destinada a
(radon.o da obra de Mr. lohr sobre a agricultura, em
conl'01 -inidade do acto legislativo de .'Sil de abril ISf i.
A vista da Importancia do referido tratado de agri-
cultura, e da ulilidade, j reconhecida por esla aisem-
bla, de su.1 Iradilciao. da qual deve iicccssai iamente de
resultar a vulgarisaco dos eoubecimeulos necesiarioi
na lavoura em quesbio; lie a conuuisso de parecer, que
se continu ao peticionario .1 cuncessilo j l'eila, iiicluin-
do-se na lei do orcaiucnto uma disposlfiiu a este respei-
to, conforme os terinos em que se ella acha exarada no
art. '.f da lei do oriaiiiento vigente.
ic Sala das sessoes H de maiu 1845. A. P. Muriel
MoMciro. Uagalkdu Taaati. l.bo.
(i A co.iiiuissao de estalistica, em vista do art. .'!." do
projeelo 11 I, que subi asanccio, em (juc se trata das
tregueslai de rarreiros, C l'na, he de parecer, que se
liiandeili archivar lodos os papis existentes na pasta de
cslatislica, conecriicnles a estas l'reguetias.
Sala das coimuissiies I-i de luaio lSi;"). u 111. J.
Carneiro ila Cunha. l.urertla.
I.e-se, e lica adiado, |ior ter pedido a palavra o Sr.
(lituana, o leguinl* parecer
u a commji
sao (lerendas ninuicipaes, oivainento,
exame ucil!8ina$l vio o requerimento *io coronel Tihum
tino .l'irfo d'Aloiciila, advogado da cmara inuuicipal J.
'.idade da Victoria pin S. Anio, ein que pede a apprl
vacilo do augmento de n. -liwbuti, que sobre o seu houl-
rario de 80^(100 rs. Ihe coucedeo a referida canina pife
Hender pequenhes do rele ido honorario, e tos mul-
los trabalhos que d;i .1 arrceadaeao das dividas inuiiiei-
paes; e he de parecer a conuuisso que seja indel'erdo
o requerimento: I.", porque as rendas dessemunicipio
nao pcrimltrui esse augmento; ".", porque o ordenado
he lera duvida sulttcleiitc, allcndendo-sc s circuins-
tanclas dalocalidade e do loro daquella comarca; .'!.",
porque a cmara de S. Aulao he niadas que Iceiu mais
divida, sendo que una parle della se considera perdida,
como ein suai coalas declarou ainesma cmara, oque
cerlo prora, que a arrceadaeao nao tein essa aclvidade;
-." liualnienle, porque as cunaras iiiuuicipaes ein gcral,
com excepi'iio do Itecife e '.lliuda, proiuoveiu a sua ar-
rcoadaffio sem um advogado especial, c assilariado.
ic Sala das coiuinisses daasseniblca 10 de maio de
184."). >i Lobo. Sebailido do llego. Alcanforado (ven-
cido1.
Sao approvadas as redaccoes dos projectos 11. 7 c 0, e
bi-ni assim as redaccoes das posturas das cmaras niuiii-
cipacs do l.iinociro, hoa-visla, Nazarolh, e llecil'e.
U ir. Kogneira l'az manda a mesa 0seguale requeri-
inenlo, que fui apaiado, c depois approvado.
Itcqueiro, que se peca ao governo informacoei a
pello do cslado ein que se acha a obra da capella-uuir
da matriz de Flores, cuja obra fui volada a 3, ou A an-
uos, < .puntas prestacoel forfio dadas para este fin ..
0 Sr, Taquts aprcientou o seguinte rcqueriineotu :
itcqueiro a publieacao, c iuipressao das posturas
iniiiiieip.ies, na niesina ordcui que al k'll proviueiaes. .'
lie approvado.
orui:m 00 di\.
DUeuuao i/i> partetr adiado da 1111A0 de hontem, sobre u
requerimealo dijoaqtrm Aurelio Vaiuhrleij.
O Sr. francisco Ju'to: Sr. presidente, cu nao sei
si nao respeitr uiulu c inuto a uobre coniinissao do
o. amento; mas esse respeito que Ihe consagro, nao po-
de em 1111 (11 tanto, qne me forc a faltar taiubem o res-
peiio que consagro aos principios de justicia que cor-
di.ilineiile aluaco, c que lenho visto taiiiheiu adoptado,
por esta casa: a uobre commissao do or^ainciito, exanii-
naudo a pri-leuc.io que Ibi apresentada concluio que de-
vera ser ella iutlcli-rida, visto que o peticionario nao
piovou alUa allegaran; paiecc-inc (juc nesta parte a
liobre COiiilliisifio fui um pouco severa, para nao dizer
exagt rada. Dual partes contin a allegaeau do peticio
nano ; a piioii ira he relativa ao necrescimo que tiver.io
as rendas por elle arrematadas; a segunda diz respeito a
ter lomado elle cslc lauco coi una poca mu pouco
deifavoravcl, e que muitos prejuizos corrern sobr cile
A primeira parle eslfi, por alsim dizcr, por si niesma
maiiifestamciite provada; porque,se os nobres niembros
se tiveiseill querido dar ao Irabalho de comparar a Im-
portancia da renda, eiiLio arreeadada, com a arrecada-
da nos anuos anteriores, lerifio concluido (juc o peticio-
nario nao tinha fallado si-no a verdade. (Juanto aos pre-
juizos que elle diz corrern sobre elle, parecc-me que
lambeiii sao verdadeiros; porque ai grandes encheutes,
e iireguljrid.uics da estaco.ncssa poca apparreidas na
provincia, Ionio por nos tiio conheeidas que nao he ne-
cessarlo, relo, tirar prora; que o anuo fui invernoso
lie cousa,que nos venios, e IC fosse sreco taiiibciu se re-
conhecia: logo, claro est que o peticionarlo provuuo
qucalleuon; ora, alteiidendo-se a sto, attendeudo-ie
anuos para dentro della pagar annualinenlc a impor-
tancia de que se reconhecer ser aluda devedor.
Francisco Joo.
He apolada, e entra pin dscussiio.
Julgada a materia discutida, lie 0 parecer posto ;i vo
taeiio c approvado, salva a emenda, que seguidamen-
te Ibi regeitada.
O Sr. ljuciredo : Sr. presidente, custa muito a
resistir a una proposta da nalureta da que aprsenla ago-
ra Mr. Vauthler : custa mullo, na verdade, encarar este
bello plano, comprehendel-o em todas as mal vanta-
gens, c por i.... contentar-lc a gente de o renietler para
0 archivo enclier-se de podra... lima ponte pensil, u-
mnilo o bairro de Sanio Antonio ao novo e llndissiino
bairro de Santo Amaro, servndo de vehculo de com-
lliunicacfio para lodos quantos habitantes exlltein ao
Norte, c de mais a mais dando um realce bella pers-
pectiva da nona pequea Vneta, hc certainento urna
obra de luerecimeiito, de valor inconlestavel, e a uobre
ComiuiSlio mu bem o reconheceo no seu parecer. Mas
a uobre commissao sem duvida alguma passou pelo des
gosto, porque cstou agora passando, de encarar o plano
com ulliiis vidos, de perecber a ulilidade da obra, e de
lUCtar entre o desejo de aiiiinal-a, e cutre as dilliculda-
dei linaneiaes. Nunca, Sr. presidente, me nirrcci tanla
Ogerisa o dficit, nunca me parece tao peuivcl a nossa
miseria pecuniaria, do que, quando se trata de fundar
lodos os alieerccs da prosperidade iii.itcn.il, e moral da
nossa provincia (apotadas). Saloman disia, queeoio
llvrailC de ser pobre ; porque tifio deixaria de ser per-
verso ; e com cll'eilo, Sr. presidente, a pobreta de es-
pirito sei mili boa, mas a de dinheiro he oa cousa pa-
ra os nicllioi.menlos uialciacs (rimdas). A uobre com-
niissao, vendo-SC forrada a negar o seu apoio ell'eclivo .i
proposta de Mr. Vauthler, foi obrlgada a pr-nos em
triste perspectiva o nio estado dos uossos cofres a
Incongruencia de uma opcracSo de crdito c a quasi
impossibllidade, ou desuso de entrar directamente esta
asscmblea em contrato com um individuo, que de mais
mais he empregado publico-- E concluio por deferir
a preteucao do peticionario para occaiifio mais opjior-
lun.i.
Sem dcscouliecer de modo alguin, Sr. iresidente, a
racionablldade dos lundamentoi do parecer, cu peco
llcenca uobre coiUlllinao para fazer algumas rellexcs,
que, quando para nada ilrvflo em relaeao ao cato, ser-
vir.i ao menos de mitigar a dcsconsolarao, que sinlo,
or niio poder ser J abracada aidria de Mr. Vauthler.
Principiare! pelo fundamento mais foriuidavcl do pare-
cer o delicit.--
Exilte com ell'eilo, Sr. presidente, mil dficit mas
nao tiio crescido, que nos espaute de lodo, se be que me
nao engaa o parecer mi-sino da noble commissao no
projecto da lei do orcaiuento. Por esse relaturio, que
lenho dianlc dos olhos eu vejo que a cscacet dos cofres
proviueiaes mi lie mais saliente no exercicio de 18-l.J
18-1(5, duque o Rl noi anuos anteriores i ao contrario
me parece, que as circuinstaucias dos cofres sao luuitit-
llllio mais favoraveis; porque do citado rcl.ilorio se ve
que da recelia de -11 A't fbrdo applicadoi Shuoo/rs. pa-
1 lupnrlr o dficit dos anuos anteriores; entretanto
que o dficit provavel no liin do exercicio crlenle sera
lmente de D5:000/rs., menos 22contos de rs., que se
mi despende-rao da quota (las obras publicas, segundo
o allirma a uobre cotlimilsSo; viudo por coiisegiiiiitc a
ser o dficit provavel .'l 000/ rs E como pelo balance
da receila, c desprtado auno flnanceiro futuro deve ha-
ver de sobra '2 cantos de rs., sem fallar no artigo de
receila ltimamente adoptado, be claro, que 110 un do
anuo liuaneciro teremns apenas o defie i t de onze eoli-
tos, que certanieiile nao he lauto de temer, quando de-
venios esperar, que a assemblt'a geral vrnha ein soeeor-
ro do cofre provincial, ao menos mandando pagar os
enipreg idos, que esla asseinbli'-a considera geraes. A-
leiu disto ha diversas quolas COIllignadaS para obras pu-
blicas, que lalVCI litio ICgaStem, como os .11 cotilos ap-
plicados para a ponte do Pirapaiua, do Oapibaribr, na
estrada do Pao d'A.ilio, sendo provavel anda, que os
ate arrcinataretn laucos de estrada le couiproincttfio a
conj'ruil' imites, mediatitc o pedagin, sem iuconi-
uiodar os C-ofreprovinciaei.
Oiiautiaa incongruencia de una operario de crdito,
, '.o, com o parccetjOl riscos e comprometiiiieiilos,
ella eslsuhjcita; ipiauto a ulilidade,e vantagens da
empresa mi siio de grande monta, c mu palpaveis : e
bem que me persuada que os lucros, que pdeni resul-
tar do pedagio niio piideiu ser tenues, c nem duvido-
sos, porque, facilitada a nova estrada de S. Amaro,
niio resta duvida, .pie 01 calillbanles do Norte passa-
r.io todos pela poulc pensil antes do que pelo mo e.i-
lllinho do isllin.o, com tudo nao me pronuncio pelo em-
preitimo ; porque este lucio est actualmente adoptado
para as estradas pela lei provincial 11...., c couvem nao
eitcndcl-0 1 mais. Por lauto eitoU pelo segundo tpico
do parecer.
Mas nao posso da niesma sortc coulbrmar-ine com o
terceiro fuidaiuento do parecer : por(|ue priineiraineu-
tc me parece que a obra nao oll'ereec lainanli.i COlupll-
catao, que n.io possa ser avahada pela asscmblea quan-
to sua nalureta e orcamentO, ou por una commissao
externa, que esla niesma asscmblea hutivcssc de 110-
inear, quando qiiitesse aeccitar a proposta do cinpre-
liendedor. Em segundo lugar cu ci ci, que nao pode
haver recela emadinlltir a proposta de Mr Vauiler,
posto que esteja elle em serviro da provincia ; porque
n'esle negocio elle obra como particular, e pude diri-
gir a empresa sem detrimento das sitas obrlgacu-ei como
cngri.liciro em (befe; tanto mais qtiauto nao ser elle
qucio lomar coula da dirc< cao material ou joi oalcira
da obra. Depois o cugajaincnto do ciigciiheiro, de
qiieiu fallo, leiu-ic de lindar em junliodo anuo pr-
ximo futuro, segundme parece, e se cndcudcr-sc que
a empresa o einbaraea de cumplir com asobrlgacoes
de eiigcnliciro, elle dcixar de renovar o eiigajamentu,
011 o governo provincial o lera de despedir. Srnbo-
rri, eu eutemloque, a nao aprovcltarmoi Mr. Vau-
thler, mi ser faiil ao depois empreliender a ponte,
visto que suppoulio que elle he o nico cngenhciio ha-
bilitado entre nos para construir urna ponte pensil :
ja exeeulou a de Uachang, acha-ie acreditado {17101a-
do<. Sr. presidente, perde-ine V. Ex. se estou rallando
de uiaissohre a iptcslao.Ku j-ideelarciquc sou mili allei-
oado a ludo quanto he obra que engrandece a nossa
provincia ; C por isso nunca anialdicoarei ao bacilo
da /.'a-Vista pcloquanlo fez n'cstr genero. Perinilla-
ine.pois, V. Ex., que cu. escogitandu um lucio para nao
lien sepultada no archivo esla excellcnte proposla de
Mr. Vaulbier, olfercra tuna emenda ao parecer: ella
ah vai.
I.c-sp a s. : 1...1I1 mil mi 1 :
Que ie comigne ua lei do orcamento aquantla de
V> a .'(.'i cnutos de rcis para cousti uer.io de uma ponte
pensil, entre o novo theatro publico, e a ra da Aurora,
autorisando-se o presidente da provincia contratar
dcliniliclinente com o eugeiihciro rm chefe, sobre as
eondicocs convenientes a conilruccfio da mesma punir.
segunda os casos da proposta, plano, c orramento por
elle apresenlados, eque devero para isso ser reinel-
lidos ao governo provincialn. r'iijueiredo. Francisco
Joan.
He apoiada ceir em discussao.
USr.Mai icl Mmltiio:Sr. presidenic, asscmblea niio
be occullo o sentiiueuto de que a rouimissSo se pene-
Irou, vendo, exaiiiiiiaudo a proposla (juc Tai objecto
(lesta discussao, e seguramente o hoiirado iiiembru fez
jiisin 1.1 commissao, ipiaudo referi na asscmblea o sen
cnthusiasmo, ou quando referi o resumo ijuc a com-
missao tilla das vantagens, c ulilidade desse projecto
a commissao eutendeo que tuna ponte pensil cslabrlp-
cida nos pontos indicados na proposla hc uin melliora-
que em easos dcsta misma or.lem se tccni fcilo cotices- j ment material, que puder ser de alguma ulilidade, .
os, sou eu de opinuio quesedefira ein parte pre-jque havia de contribuir inulto para a belleta daquellai
icnr.io do peticionario; isto he, qne te Ihe nao dd ditul- localidades; c ein verdade um melhorameiito material
liulco no preco por que arreinatou as rendas, mas que de urna ordem tao nova, como era una ponte suspensa,
se Ihc admita una pequea moratoria, para dentro del-, devia penetrar a conuuisso,assim como peuctrouo Imil-
la s.itislazcr esse cuipi-nlio, ein que le acha tatito mais Irado membro : parece que esta ordem de coininu-
quando he clrcuinstancla altendivel oelle ter latliXellolalcacoc feitas por pont.-s suspensas nao existe ni
ponlualuiente os piiiueiros pagamentos a que era obri-l America do S11I, seno, boje, 110 brasil, c ser isso um
gado: ein Villa dist, cu mando mesa a segu 11 le f-1 titulo de glora para a presidencia, que cniprrl.cn-
menda. Ideo esta obra c para o engenbeiro que a exeeulou:
(i Fica concedida, ao peticionario a u.oraloria de tres J a conuuisso, por lauto, coniprehcndeo perfcitatncnte as
tacs, ou quaes vantagens, que podiao resultar desteine.
Iboramento, esobre tudo ao aforinoseaiuento, que vai
dar esse lado da cidade.f Mas, .Srs., a conimissao nao
poda nicamente gular-sc, nesta materia peloi :seUa
SPiliiiPiitos, pela sua tal, 011 qual impressao quepo.
desse provir de um nielo, que liie era apresentada como
verdaderamente seductor: a commliafio devia conside-
rar principalmente a posiibllidade da obra, eoimeloi
de exccuciio; a commissao poutleroii maduramente csses
lucios de execuefio, cogitou, pensou, quia mesmo ver se
indcpcndrnle desses lucios sabidos, 011 que podifio oe-
correr ao espirito dequalquer faeiluicnle, ella poderia
deparar rom algum, que podeiie preencher o lini dP.
sejado, sem todava coinprouiettcr as eirciinistancias da
provincia ; nao poda a commissao ciugr-se aos tneios
pecuniarios ordenados, vista a cscacet dosineios ein que
se ,n li.ni os cofres proviueiaes. O nobre orador, que, ha
pouco, falln, eiiieiideo, que havia alguma Incorreccfio
110 mudo, porque a coimnissao se exprimi a cerca das
diiiicuid ui.-s Hnancelras ; parece-me, segundo um cal-
culo ipresentado por elle, que o dficit actual niio
era lito grande, como a comuiissSo pretenda, que ruste-
sto lie que os embaracos da thesouraria provincial
nao ero tacs, que podessein obstar .1 execueao da obra:
o nobre orador aprescnlou .- cotllideraffio da commis-
sao algitus caleulns, e pelo calculo feto por elle o dfi-
cit hc apenas de 22 conlos de ris.
Sr. presidente, perinltta-me V. Exc, que cu diga,
que o nobre uiembro niio lo iuleiramcnte exacto, quan-
do prelendeo mostrar, que o dficit da provincia nao
era scniio 22 contns de rcis; nolc-se, (|ite o parecer da
coimnissao l'oi apresenlado antes da discussao da lei
do orcamentO, pela qual a dctpexa da provincia l'.,. aug-
mentada, e lambn a assenihla nao ignora, que al-
gumas verbal de despeza nfio eoiuprehendidas pela coin-
inissoforfio todava apnrovadat, eque diiiiinulcdcite
lizerao na receila, que he o tneuuo, que augmentar a
despeza; visto que se nao ignora, que por um acto dcsla
atiembla sedeunanchou um contraloeslahelecido so-
bre o imposto de-iO rs. ein caada de bebida espirituosa:
ein virtude des te acto, dcsla delibcracao da asscmblea o
con tratante fui iiidcmuisado da A.' parte, e sendo o pro-
ducto desse ramo 22 conlos, tein de diiniiiuir-.se 5(j
contos de ris: cslc imposto, pois, lica redutido a 15, 011
Hi conlos, e anda mais aeeresceiido, que esse impos'.o
11.10 pode figurar ua receila publica ; por Isso que p||,.
be, segundo miiiha opiuiao, contrario ao aclo addicioual-
pdesiicccder.que a cmara dos deputados o suppriiua;
e entfio os embaracos dscacs da provincia virad a ser
muito mais graves, inuilo mais serios: por tanto odefieil
da commissao, Ulvex depois de rcalis.1d.1s as resoluroes-
da asscmblea, ha de ser milito niaior do que aqtiillo enr
que fo calculado; V. Ex. nao ignora, que por um aclo
legislativo se transferio, p altern a forma do anuo li-
uaneciro, e por eoiisequeneia, que se deo ctta lei mais
2 ou .'I ineies de PxecUcSb, e V. Ex. mi pode ignorar,
que isin no..[o ter de augmentar alada oscmbaraooi
da thesouraria, niio digo por falla de aiitoiisaco su'lli-
elenie para cobranra dos impostos, porque em 8.* dis-
cussao he multo provavel que a assenihla tome alguma
medida a cslc respeito; mas ein ultimo resultado a re-
ceila he menor que a despeta; logo, os embaracos siio
tnaiorrs ; por (auto, a conuuisso, ponderando tudo isto,
niio pode dcxar de fazer mu coiistraugiiueiito sua vou-
tade, ein niio aulorisar essa deipexa pela furnia que
se quer ; foi um verdadeiro constranginieiilo, por isso
que a commissao em verdade deslenibroii-se com apon-
te projectada, que urna ponte pensil cslabelecl-
da era cousa que dava inulta grara, muita elegancia
aquello lado da i idade ; mas, ja digo, conslraugcn-sc
violn a siiipropiia vontade, em face das suas circiiius-
tancas. Sr. presidente, a conuuisso Indicoa um nielo
a seguir por qualqucr dol lliCUI collegas (pie nao for-
inasse a respeito dcsta obra o inclino juizo que a coin-
illissao.ou que niio tivesse cinliiu os escrpulos que
tein a conuuisso, e este he o de um cmprcstimo; por-
que, te a obra da um rdito sulliclcte para o juro, e
auiiiiiilade.he essa a occasiao em que esse ineo deve ser
empregado; mas a conuuisso eutendeo que a obra,
ndo de grande ulilidade para o a Ibrmosramcuto da
eidade, nao se tirar dclla tanto proveto que de o joro
do dinheiro e a amorlisacSo, c por isso, e pelo mais que
a conuuisso expz eui sen paiccer, he que a commissao
nao apona tal nielo.
Agora, o nobre depnlado, roinbatcndo o parecer da
commissao, nao pooderou os inconvenientes, que da sua
regeiffio, ou da adopefio da proposla resullo; porque,
sendo o engenheiro em chele o emprezai io, perguularci
en, qiieiu ha de lllcalisar a obra .
lo:c:Una Commlllfio iioincada pelo governo.
Orador:Pois urna commissao, sem coiibccliuentoi
da materia, poder conbecer dabotidadr da obra? Nao
hc passivi lijiorquc, como o nobre diputado reconheceo,
pela novidadcjlaobra, ella mi pode ser fcilmente jul,
gada e i\ ''^^hi11 qualqucr cnniinssao; he pie, i-,.' si r
vei s .do 11 1 rBH^rli, ler a experiencia uecessuria destas
obras; parque, como j disse, em toda a America do Sul
nao existe una ponte pensil, seno em l'eriiainbiieo;
sendo islo assim, qiicn haveria na provincia para con-
testar as opinines do engenheiro em chele; qiieui incl-
ino poderia examinar o cslado da obra, que, pudendo ser
frita segundo os principios daicicucia, pude ser execu-
tada setll a iieeessaria solidez.'
presidente, vista destas rato, a coimnissao cu-
tendeo, que devia, lomando em seria consideraco a
proposta do ciigcubclro em chele, mi Ihe dar o sen as-
scntimenlo, c concluio ditendo, que u proposla, plano e
oicimcnlo devio ficar archivados, para ein lempo op-
po 1 111 no seren lomados ein consideraco: cu anda insisto
nesta opinio, p por isso voto pelo parecer.
O Sr. Francisco J010 BlISteula a proposta, reforraudo
com navas argumentos a siislciitaro da (Hienda, 'apre-
sentada pelo Sr. I'igueircdo.
O Sr. Lupes (ama cmbale a proposla, fiiudandu-sc
na falla de lucios, c inculcando o lucio de se (orinar una
coiupanhia, como a do enea menlo das agoat, para le-
var a empresa ao seu lim; vistos os lacros, que aos sus-
tentadores da proposta se Ihe antolhfio.
O Sr. Tai/ues ora 110 niesiuo sentido.
Julgada a materia discutida, he o parecer posto vo-
laran i- approvado, sendo regeitada a emenda.
Tria ira discussao doprojcClO 8, creando um conccllio
de sulubtidade publica.
Lein-ae aitrgulntei emendas :
Artigo substitutivo ao -.0.. Estes diversos hncelo-
narios, na orgauitacfio do concelho, le rao nomeados pe-
la presidencia; e instalado que seja o concelho, serlo as
vagas precnchidas, mediante proposla do incsino, diri-
gida presidencia, que eseolhcia entre tres candidatos
proposlos : os niembros adjuntos piccncbciab, porcni,
is vagas dos titulares, iiidcjicndcntc de proposla, e se-
gundo a ordem da aiiliguidade -- Maciii tlonleiro.
Ao artigo -.0 Supprilna-se a enu nda, que manda,
que, instalado o concelho. lejfio as vagas prccnibidas,
uiedi.nte proposla do mesmo Taques.
Ao artigo 8." Supprimo-sc as palavras c cirurgio da
cmara.Aijuiar.
Ao artigo lSupprlina-sc o 11 2o que diz, medicar,
I operar. 11
Sao apoi.1d.1s c eiitro ein discussao; encerrada a
discussao, foi o projecto approvado, com as emeudas of-
ferecidat, exceptuada a do Sr. Taques.
Terceira discussao do orcamenlo procincial.
Vo mesa as seguintes emendas (Vldo Otario n lMi'.
OSr. /'residente lin para ordem do diada sessao s-
guintp n mesma da de lioje, c levanta a sessao. { Er;io 2
horas;.
c o n a e 1 o.
co>nr.sroNDi:Ncu da cioaox k provincia.
Conliniia a calinai ia^inciis amigos, c o incsmo rapa-
zo da praia ja mi inventa una mentira que pegue; tan-
tas teem urdido, que nao euibacfia amis iiiugucm: suc-
cede a este respeito o niesiuo, que com as descompos-
turas.
Hontem quizero elles fazer acreditar, que havia
chegado um navio do Hio, e foro iiiipiogiodo algumas
noticias; mas uiiigurin deo fli disso. Hoje teem elles es-
lado, todo o dia, com os ol.os pregadas 110 hoiisontc,
mas ficro logrados: o vapor nao appareceo; apparece-
r est semana; appareceo urna escuna, e que trouxe
ILEGIVEL


s
mala, c que leve tor sabido do I\io no da 8 on 9, po-
-i'-iii a maldita foi to ronseira, que a mala niio drsem-
iiarcoH a horas de sor distribuida. Amanhiia, rapases,
umaiiha.
Correspondencias.
Srs. Iledarlores. Vi hontem no D.-novo um commu-
nlcado, assignado pelo Ouro, ein o qual, pan se deprimir
da honra o roputaco do Sr.capllao-mr Joo Cavalcanti
ede sua familia, se recorreo um lacio tucccdido com-
inillo, ein qnalidade do subdelegado do segundo distre-
la de Iguarasst'i, emprestaudo-se clrcumslanelas, que
nunca oecorrerfio, talvez coin o lim de so me dar um
partido, que eu nao tenho, ou forcaioin-mo i abracar
dctaii que,comocidadno respcltador das Icis, devore-
pi'lllr; entretanto, como be precito esclarecer este nego-
cio, eu direl succintaineutc o que luccedeo, para deieta
iiiinlia, edcquantospreclsarem dcsta verdade.
Sendo en, como disse, subdelegado no termo de Igua-
rass. Ib rao preso* quatro individuos coin sele ravallos
Aireados : mandel os ladros para a cadeia, oconservel,
eni nieii cercado do engenbo .lardim, os eavallos, a lim
galtucute reclnmassein. Kntrclanlo, vlm esta praca, c
nqui me foi entregue pelo Sr. Uanoel Joaqulill do Rogo
/.'anos nina carta do sr. capillo JoSo Cavalcanti de Al-
bnquerque, cm anual me dizia, que dito Sr. Mauoel
Joaquim lliealliiiii.ua seren seus os cavados aprehend-
dos, cque.seassimfosse, cu os entregaste, Tcndocm
umita considerarn uma tal rccommcndactio, respond
ao portador que.como i liavia participado competente
autorldade essa oprcheucSo, nuo Ibo poda fuer entrega
sem que elle justilicasse ; o que rcalmi uto praticou; o,
passados alguns dias, se me apresentou no engeuho
Jai'diiu para examinar o receber os cavallos. KU'ccli-
vanieutc mandel juntar os animaos, que vieran jun-
tamente coin os do luliiha fabrica o disse ao se-
nlior Manoel Joaquim que separasse os seus o
ueste acto, engaando-se odltoSr. nacscolha deuiu,
tal o pela seuiellianca da pelle, a examinando cuida-
dosamente os outros, (raucamente me deelarou que ue-
jilium de aquellos ora son, c isto mcsino lirmoiieiu sua
justificarn, daudo-me uma prova evidentissimado que
a boa lo n liavia dirigido ueste negocio, o mo, como dis
o Cijio, mu scntiineuto vil e baixo. Tainbcm me cuui-
pre dlser, eni defe/.a do Sr'. capIlRo-mr JoSo (.'avalcanti,
que a justifcacto nao foi produtida em Iguarassii, como
iialiciosaineiitc OSSevcra O ItyrO.mas nesta cidade, sem
que nella interviosse atltoridadc ou pessoa alguma de
Igurrass.
Eis, Srs. Redactores, a verdade do acontecido. IVIa
inaueira porque foi relatado no O.-novo, descubro um
pensatnento, um desojo, e mrsiho uma cilada para so
me coinprometter coin pessoas, cuja amUade conservo,
lia longos anuos, o tenlio cultivado sem alteraco; mas,
dcscanco o coininiiuicante, c Kque bem persuadida de
que essa inversao da verdade em nada me Cira miniar a
respeito da considoray'o, que tributo ao mrito, soja
qual fr o lugar oni que ello se ade ; e lindaroi, rogan-
do ao Sr. Ogro, para que deixo de mencionar o meu no-
nio em SUas intrigas; porque neni cstou disposto ser
instrumento de um partido, nem privo os encomios que
me prodigalisa a iiialoiliceucia.
Tcnho a bondade lo inserir estas puncas llllhas, ein
sen precioso jornal, coin o que milito obligarn ao scu,
etc. Antonio Donrndo Cavalcanti d'Azeeedo .
Kecile, 28 de malo de 1845.
so depols das pritnelras escaramuces, e depois de bem
lucuplelados, voltto-sc contra vos, evos sacrlficaon
lliatadouro pblicos, malando-vos como se manto
ees damnados.
O Itashaqiie do ('rlame.
aSBB"P
COIVIME^IQ
Alfandega.
Ilendiinento do dia 28......
Bris
esrarrega huje 20.
iSktUf/lM farinha.
4:489/198
Moiitiicnto do i'orlo.
Navio mirado no din 28.
Genova ; 48 das, polaca sarda Cuntanle, de 218 tonela-
das, capilao /ai tholoineo Uamagiiinn, equipagein 13,
carga lastro ; a N.O. Bicb-.-r & Companhia.
Navio sabido no mesmo dia.
Philadelphia brigiio-oscun i americano Cumbcrland, ca-
pitn Anthony l'liilipp carga assucar.
Torqtiato aos impulsos do scu ardentc genio, a ponto
de lser dilogoscom entes creados pela sua plianlasia
que ceganiente acreditasse as bizarras nersoguicoes
do uma alma d'oulro mundo, he tuda histrico; o
Hansl, Matiratorl, Serasti, Tirahoschi, Beltlnelll, Com-
paguuui, Kuccala, Glocomassi, slallel, hvron, ( olleoni,
sao echOS fiis (lo todos eSSCS COUtOS que diseiu respeito
ao porta ; s<'),p('rm,Russiu parece, segundo urna carta
erudita de hclii, que,procuraudoa estatua no uiaimoiv,
uielhor a encontrn.
1'recos do entrada, como do costme. Os bilheics
vcndeni-se na ra do Sol n. !l. casa do beneliciado, na
ra do Rosario n. .''.o, primoiro andar, e, nu dia, no
Ihratro.
AvSS lll.'ll idilios.
Editaes.
Jarnme Gerardo Mar la l.iimacbi de Mello, esrrivao da alfa,
llega eervlnio de tnipeetor, por S. .)!. I. c C que utoi
guarde, ele.
Faz sabor, que no dia 31 do concille so lio de arre-
malar om praca publica,a porta da mesilla, ao lucio dia.
40 tigelinhis do louca da ludia avalladas em 2/ rs., 35
bnseos e 14 conchas em 10/000 rs., 128 libras de cha
hlssoil ,111 I.VijiiilO rs., 1 calva de charojpara barba ein
8/000 rs., 3 ditas para cha ein 0/000 rs., 5abanos de
pennas em 4:000 rs., pellos do passarns cni 3:000 rs.,
1 chapeos de palha de M.inillii em (jMIO rs., 2 eaivotes
COIII buscos e conchas em lj'000 rs., apprehendidos
pelos empregados da visita a bordo da galera americana
Mudan : a arremataran be Jivro de dircltos, Allaudoga,2S
de malo do 1845,iacomtQirardoMara Lumachi ih Mello.
Joo Xavier ('inieiro da Ciinhn, filaliju carulleiio, eaeallei-
rii ila ordem de Clirisln, t atlministrailor ila mesadaeon-
salado por Sun Matjestaite o Imperador, que Otos nocale,
ele.
Vni. saber que peante a adininislrarao da mesa do
cnsul ido se lia do arrematar no dia 2 do juuho prnx-
mo luturo,,! porta da niesnia,tuna gaigaulilha,do/e mel
pares de borlas para brincos, c trinla e meio pares de
rosetas, tildo do ouro, apprchcudidn sem despacho a
Eduardo Jones, pe) guarda da allandega a bordo da
I." barca de viga, Thomai Jos da Costa o Sa sendo a
arreniataeiiii livre de despoja 00 arrematante. Mesado
consulado de l'eruambuco, 28 de malo de 1845.O ad-
ministrador, Jo.io Xavier Carnelra da tunlia.
De, laracoes.
Sri, llednetorcs. bem verdicas pravas temos do as-
lasslnato preparado para c teneule coronel l.'anocl Joa-
quim do llego Albuqiierquc, o nem menos se poderla
esperar daqoolles que outr'ora, accillliulados de benefi-
cios, esrus frenticos amigos, boje, por reseiitiiueutes
jioliticGs, se acliiio eui opposicao,e por eotisequeuclaex-
cluidos de sua graea. Homens,recoiihecitlainentc rauco-
l'OSOS o orgUlboSOS, destituidos do um tudo, monos de
maldades, nao pudendo exorccreill in'liioueia alguma,
por pe teiioerein :i corpas de sua inesuia naturoza Opa-
cos, do nenbuma oulra uiauelra poderido melhor, mais
Jacil o siiininariauoiito desrart iroiu-si' daquelle, que
melhor do que uinguein os couhece, em qiirin eilCOU-
trara sempre um lorte baluarte aos seus planos dv. ex-
terminio, perseguicao, sangue, e horror.
J\ao era scni um lim, que estes malvados, congrega-
dos e capitaneados polo raucoroso inimigo da oideiii
publica, este uioustro sem moral, a/urraguc dasdon-
iela<; ah! a decencia ra calar: nao era sem um lim,que
estes inonslros l'a/.iao apparei'er lodos os (lias, as no-
jeulis pagin is do O.-HOOO, (airrcspoiidem ias atrabilia-
rias, o infames coiiimuuicados, iuvenlaudo crinies, a-
dulterando fados para desacreditarem honradez do
um cidadao, rocoiihecidainentc honesto, apresentan-
do-o ao publico como um uioustro, um tyrano, c desta
artoc.ibir na odlosidadc publica ; pois que nem sempre
so encoulrau ussassinos contra pessoas hmquistas, eque
merecem a estima publica: emquaiKo mis i.io assim
dispondo os auinoi a receber esse assassinato, como
acontece aos dos malvados, que asociedade parece ali-
viar-so, como de um peso, que solivia, muros loo pro-
curando sicarios, e agticando OS punliacs para daroiu
lim victima innocente de seus furores.
Vssim apliinadis todas as d i lio n Id ules, c cabida a
victima, eis os uossos h niioiis lastimando o nossoestada
de bruialitlade, e canuibalis....., eanmesmo lempo es-
palhando, que o assassinato apparecido nao era por po-
ltica; que pelos seus l'eitos despticos e arbitrarios li-
nha accarrctatlo contra si a odlosidadc publica, e pos-
Bullido iinmensos luimigos, mo so poderia saber daandi
partera sita iiion^i til qual odisemboje, comoslnfe-
IfzcsTargiiilo, Itexcrra, lloliiu, e outrosmuilos cidaJtios
cabidos ao puiihal dos infames pian iros.
llori orisai-vos, nionsiros, de vossos planos do san-
gue; arrlplal nm pouco yossa carrelra; vossos planos
sao ci nliei idos; decretado tend v,;em duvida,a lliorlc do
lente coronel Vlauoel Joanuim do llego Albtniucrquc,
o de duas emboscadas j escapou, tatvexdcvldu, u fa-
vores dellc recebidos por mu dos assassinos; elle talves
nao possa com ludo escapar das furias do um luniloiio
sem educacao, e inipcdernido no crime, e nem Itio pou-
co de um despola, e tyrano, que, Husillo no loilo con-
jugal, allonta o decoro de uma esposa. Infames, e in-
dignos iniuiigos, .s assim poden is vencer; vosso ge-
neroso adversario, para esto genero do combato, que
de novo o desaliis, ello so da por vencido, elle vos ce-
de a palma e a honra do triuinplio; poisque suas maos,
intactas,c nunca manchadas como sangue humano,nao
souberao, c j mais nunca sabei,manejar ospuubaes,
e as armas dos lcinoras; c prefere antes SUCCUllibir
aos vossos punliaes, do que mancbar-se em i rues, s
puquios de VOS: elle beiu conhecc d'oudo llio piide par-
tir o nial, e cni sol favor leni a bi natural; porciii nao
quer us ir de um diieita.quc suppostO,quc iustO.S deve
competir a loras encapadas com a pollo do cainoiro.
Arripiai, torno a dizer-vos : esta victima ser trocada
por outras mullas.
Pensar um coso xamurro, un l'unileiio vil, um mal-
vado pal do lote,' e comitante caterva, que por muilo
lempo a palma gozarn rfeseu infame triumpno? o Sr.
M.inoel loaquifunSo he difunto soni churo, e nem cus
luimigos sao formados do oulra massa; os puuhaes, que
oeiavarem, taiubem os cravaro, e se embebern nos
seus infames pi'itos, e talvez com mais facilidado, por
serein mais gordos, e axaraurrados. Monstros,arinai-vos
quando qulsernes, e dividi-vos nessas to afamadas
giicrrilhas; salii, assolai, qiieiniai, asssassiuai; mis vos
ciiinbatereiiiu.-.. 1', i nainbiuo nao he habitado por feras,
o os bous l'oi iianibiu anos ti rao, do ueeessidadi ,de unir-
se para vos eSbamr, nos vossos desvarios; os.Marats, os
Itobespicres malro, assassinrao toda a l'rain a ; po-
rm cni lim jncabi.io, o como ellos, vos tainbcm a-
c.ibareis; sa>",, uo evitis um S momento, das vossas
covaa, iiinlc i respira o sangue o o horroi; os iiiartv rt s
do Chora-Mts Uno inda chorno porvinganca, Pernam-
bucanos hosmldos, a vos ja n.'.o deve seroccuUo os pla-
nos da piai-\ os planos de assassinio contra aquellos que
nao pcns;iorconio ella; lembrai-vos da setcnibii-ada, e
do Chora-, enino; ella vos abre aporta desordem, c
vos condurao roubo, como para vos enriquecer; poriu
1O abaixoassignado, professor publico da cadeira
do graminatiea latina, novaniontc croada na freguezia
deS. Josi desta cidade, fa seionle, a quein convier, que
liaveudo prestado juramento, o tomado posse do sen
emprego, abri no 2S sua aula, o convida aqtlCIII Hel-
ia se qulscr matricular, ao fazer desde j; poisque podo
para isso sor inoculado todas os (lias litis o a qualqucr
hora em a casa do sua residencia, na ruadas Cinco-pou-
las n" II. Lonreuen Avelliito de Albaauerqiu Mello. (lo
2O arsenal do guerra compra azeile de Garrapato,
dito de coco o lio de algodo : quein taes gneros livor,
mande suas propostas em carta lechada a osla directora.
Arsenal de guerra, 27 (le 111310 de I8i,">. .No Impedi-
mento do escriturario, Juan Ricardo da Silva. (5
ftaPara o Rio Grande (lo Sol seguir breve obligue
Castro I.", por ternario do seu cnrresainonto : (pun
no niesnio quier carregar, pode cntender-sc com Amo-
rlmIruidos, ra da Cadeia n. 45. (i
;">Para o llio de Janeiro seguir breve o brigue Prl-
eipe Auijuslo, por tor parte de seu carreganiento ; quein
no mesuio qulzer carregar, podo tratar com Ainoriiu Ir-
maosna ruada Cadeia n.45, ('
.'' Freta-sc uma barcaca para o Rio Grande do Nor-
te : a tratar na ra do Crespo u. 11.
I=l'ara o Rio de Janeiro ai na semana segulnlc o bri-
gue nacional Minerva, forrado eprogado de cobro, c com
excedentes coniiuodos para passageiros; recebe alguma
carga mluda a frele, eescravos.' quein pretender carre-
gar, oiilonda-se coin osen consignatario Manuel Ignacio
de Oliven a na ra de Apollo n. 18, ou cuino capitn a
bordo. ;()
I Para a Haliia sai ein poneos dias obligue nacional
tu na e Coniiancia com a carga que liver.por nao convir
demorar-so: ipieni quier carregar ou Ir de passageni,
(alie com o consignatario Manorl ign icio de llveira na
ra de Apollo II, 18. ou com o capilao Mathias l'crn ii a
/i'raga.na piaca do Couiniereio._____________________li
Leilocs.
2 O corretor Ollveira far leilo de trastes novos,
prximamente viudos do Porto, consistindo cni cadei-
ras de Jacaranda, d'oloo, eeidrgira, do dulcientes qua-
lidades, mesas redolidas, bancas de jogo, coilllliodas,
toueadoros. Solas, niarquo/a-, poltronas, cartoira, o
mxos para escriptorio, ele: sabbado, 31 do corren te,
s 10 horas da m.uiha, na casa do Esni. Sr. Mano. I do
Carvalho, ra doAinoriui, onde coiiliuuar.io a vender-
se diariamente os trastes, que rcsl irem. 0
2 O corretor Oliveira, nao leudo podido concluir
o leilo da excelleulc mobiliado lllssa. Sr. cnsul de S,
M. 1-'., por motivo dos multiplicados objectos, que bo-
vino, c outros inulto ricos que aluda existeut por ven-
der, asslnt como um apparclho de prata completo para
h,faqucirns de dita, colhcros de dita usadas para sopa,
cha, pcixo, e airo/, paliloiro. casticacs, palos COIII
thesoiiras, liriueos de ouro, um aderesso de ouro ote. ;
continuar o uiesinu para linalisar, boje 20do crlenle,
s 10 horas da niaiiliaa, na casa da residencia do dito
lllui. Sr. ra du Apollo. 7
COMPAMIIA ITALIANA.
T M E l T R O V II1 1. O-ll l. ASI AT I CO.
Qziiota-fcira 4 de juuho. (*)
Espectculo extraordinario >i beneficio'/" prlmeiro bui.ro
emtante da companhla, l.niji liui::imi
O dito artista, pola prlmelra vez, toma a liberdade do
convidar o Ilustro publico, para que se sirva honral-o
em sua presenca. Kilo nao eonlia as suas frcas, mas
visos diversos.
(*; O gravo incoinuiodo de um dos actores obr
o beneliciado a mudar para este dia o espectculo,
liavia aiinuiu lado para sabbador
gou
que
lo de arios, que fui lisc.il, o qual pagar
toda a despera, : recompensar otrabalho: estas vao-
cas eostuiiiavo comer as ditas horas pelas ras. 10
I O abaixo assignado la/, publico, que se I lie descu
caminhnu nina ordem, concebida nos termos abaixo de-
clarados; c DSO obstante nao tor dita ordem vigor algiiin,
sem recibo cointudo, poudoudo acontecer, que qual-
qucr pessoa, em poder de quein exista, queira illudir a
alguem ; por isso declara pelo presente, que dita or-
dem est sem vigor iiciibiiui.
A quein coniicr, pode vender ao Sr. Domingos Al-
ves ; ai liu/.a ceill arrobas de cuno secca, que pelo tra-
to, que o (ursino flzer, |n-lo presente me rcsponsahili-
so. Ilccife, 31 do Janeiro de 1845.a
Vominijos Alvcs Barlosa, 11
2 Queni precisar do um rapai Porluguei para cal-
xelro do venda o que esta soja boa o qual tcni has-
Uoteprstica, anoonoie. o
2- Dcsapparccea hontem, as 8 horas da noute, um
(avallo rodado, sellado, da cscada do sobrado dofi onle
da inatiiz da Hoa-vista, o selliui est cm boiu uso, c Iciu
ui u estribo de la to, e nutro de me tal bramo, o Arelo, ou,
por oulra, brida he dostes do Hlenos A\ resde argola; sup-
poem-se estar fiigidii:quciu o livor adiado,pode levar na
ra da Allandega Velha n. 17 que ser recompensado.
2 l'trcisa -se de dous cotilos e quindenios imitis
a premio de um o mu quarlo por cerno ; quem quizci
dar irila-se n rus de Agi ns-Vcrdes n. -'i8. 3
2 E t.io por alunar, a lumilis capaz e por atino s-
mente, os segunda e lere no andaros c sotao da casa d.
7 da ra da Cruz pintados do novo e com exfolenle
visla bar.i o mar ; a tratar no prlmeiro andar da mes-
illa ei ss. 5
9 l'tci isa-so de utn moco Rrasilcirode 14 a Ifl an-
nos que dO dador a sua conducta pura caiieiro do
uma luja de lasendas prclerindo-sc do lora da cidade;
na ruu Nova n. 2. 4
7 Na ra larpa do Rosario n. 30, (etcoiro andar, so
empresta dinheito em oalores o menores quanlius so
bre prula. ouro, pianos e outros penhores de omnenlo
valor, por commodo premio : no mesmo andar ha
para vender, 12 duzias do camisas do homcm fcitas a
moda varias calcas o colirios ; uma mesa de Dtogoo
de supla o urna porcao de prata do le manulacturada
em Lisboa i dous relugios um ullinotu do perro de
ouro, e alguns niassos de meiss de Imito do Porto;
tud> para liquidar. o
3 Jos Antonio de Azevodo Santos declara pelo
presente, que mo se respoosabilisa por cousa alguma,
que fr pedida, ou lomada em sen lime, sem que se
llic aprsente bilhele, ou assigiiatura do seu proprio
piinho ; visto constar-lho, que pessoas lia, que se teciu
servido do sen crdito, para coulraliir dividas em JCU
oi.. u
3 Rafael Kernandes d'Abranles, subdito Portugus,
rctira-se para Lisboa : c se alguein so aeliar seu credor,
appareea na ra da Cruz, laja, n. 35, no praso de iros
dias; o vende-se tuna marquesa, niela duzia do cade-
ras, cuma mosinlia, por proco commodo, o por se re-
tirar o dito cima. (j
15-=M. S. Mawsii, cirurgiao dentista, ha quatro ali-
os c meio esUbelccido nesta cidade, eonliiina a pres-
tar-.o com desvelo a todas as oporacoos de sua arto, o
de novo so oll'erece ao respcitarel publico com um bum
soi riiuonto de (lentos do ultimo goslo : as pessoas que
dosejao utilisar-so de seu presumo podlo procural-o
ein sua residencia ra Nova n. 2, segundo andar. 7
15 Alugii-se uma vieeilente csii na iua do Seta
n. 14 petto do Collegio S. Aolonlo uondo se ihl
as cbaves; a tratar na ra largado Rosario n. 48. [I
O CLAMOR PTJuLICO n, 15. est a venda, ao meio
dia na praca da Independencia us.tieS.
l=-l)o-se duscnlos mil ris a juros, sobre penhores
do ouro, ou prata : o tamil, ni so dao cni pequeas quau-
tias ; dirija-se rila das tiru/.es n. 34, qucalli se dir
quem os d, ou aiiniincie. I
I No di.l 2( do corrente malo, das 7 i-.-, eiblSUloutc/
cni diante, deiappareccro duas voceas, Vira de pr|t
I'oellios, as (paos tooni os sigilaos segulntes .ando-so u l
lisas, o descarnadas, sao ferradas ambas no pes\ c Cojn
osle Ierro -11-; o tinibein solorradas com ferros-, u [11-
tes.de ambas as bandas ; uma toni um i liil'io |if com ',
ol oiitro pequeo, Aullado para cima o lelo auais n.i
diva, no lugar da loiina, esto forro -S- : a oulra lie
couibuca, e o feifi> que lem quasi em cima do SSO do
quadi il diroilo,' ainda nao crooii cabello ; esta est pre-
nlut c a oulra est criando : quem dolas soubcr, ou as
livirr adiado, o quier entregar, aniiunciopnr este Diario,
simi na gratulad dos I-abitantes desta capital, cuja estima f, dirija se boa-Vista, na l.avossa do Mondego, casa
ja Ibe deinonsirarao : em tal circiunstanea, o beneficia- ',, 3 de lleu
do esludou o oinpi oliendoo, sem poupar despea algu'-
nia, combinar um diverlimenlo lodo novo uesta/sceua
procurando, alm da variedade, faser urna esi'ollia do
pocas classicas c clieias do maior inlerosse-c elleito.
O diverlimenlo ser combinado como se scetie ;
1." parte.
I." Grande suiphnuia do mostr Magerberg no dra-
ino Margarida d'Anjou.
2." Scena e duelo Olida equetta imite da oliera
LUCIA DK AMMl'.lt.MOOR,
polo prlmeiro tenor Carlos Rlcco e o beneliciado; msica
ce Doui'otti.
3." Ouverlura esoolhida pela oicbostra.
4." Scena o duelo ali se pelesi pianqcrc da opera
ELSARIO,
pela prlmelra dona Margarida Lemos e o beneficiado;
msica do Doilizetli.
2.' parte.
F.xecular-se-ha, por toda a campanilla, a applaudida e
luteressante 2." parto da opera
N'O It M A ,.
msica do eximio mostr .Vrllinl.
3." parte.
Grande scena c coros, que forinfo todo o tcrci.iro acto
do drama sentimental
TORQI'AIOTASSO;
msica de Donissel: desempeuho especial ao cuidado
do beneficiado, posto em scena e decorado com lod i a
propriodade, como merece lito importante prodiiccao,
O beneliciado se compras cni dedicar este quadioas pes-
soas que se dignan favorccer-llie.
Avisado traductor,
A biographia do Virgilio Italiano he coberla de alen-
mas nuvens to densas, que milito a torneo somelhanle
a um romaneo. Goldoui Goethe, Uuval, Tosini, o u
professor Rossinl pozerocm scena os vaivous da fortu-
na, por que passou esse venerando prisioneiro, ora s.r-
vindo-se de monumentos histricos, ora de tradices
que mais favoraveis aobro aos seus intentos, ora de
recentes o inesperadas deseoberlas deeseriptos Inditos,
escapados do poder d'esse desventurado, e por longo
lempo ou ignorados, ou desprezadus, ou de proposito
enterrados.
A poca cm que se passo os successos do primoiro
asegundo acto he pela historia consignada ao anuo de
1570 ; e suppoe-so que de eiito correiu soto anuos at
os Tactos que so ropresontoo no .'I." acto, que se suppoe
tereni tido lugar em 1586. A duqueza ICIeonor, raro
typo de belleza c de virlude, havendo sido consumida
de urna enfermidado lenta, expirou cm 1581 ; con sup-
puz nao incorrer cm falta fingindo ignorada por Tasso
a inorlo (Polla, para obter mu inelbor elleito na scena
linicado3.* acto, nao me importando com a fgida do
carcere, c com as la I vez caprichosas peregrlnacSes do
meu protogonista, antes que o duque All'oliso de novo o
tivesse mettido em reclusno. *
Que Tasso vagasse nos 'seus amores ; qie>i^u falso
amigo trahisse os elosos segredos que se devlSo calar
qiioarroiubadofjssoun cofre, onde com iinprndeucia
guardava papis destinados ao logo ; que estes escriptos
livresde niaisobi igasso o duque a tomar medidas seve-
ras ; (pie Tasso nao moderasse sua demasiada bilis mes-
mo nos aposentos da duqueza ; que llobci lo (icaldini
encariegado pelo duque Alfonso de negocios Importan-
tes, vilmente conjurasse contra To'rquato; quod'esta
iniqua conjuraco fosse origem a alta reputacio e Inve-
jado favor de (|iie gosava esse grande poeta junto ao
duque o suas irmaas ; que talvez de mais se ontrogasse
Aluga-se a loja do sobrado, da ruaVelba, n. 61,
pronria para qualqucr cstabelecimeuto, e com coin-
iiiodiis para familia : Halar na ra das Cinco-Pontas,
n. 41.
lu amigo Jo Arara dos Afogados proniptamcntc
responder as porguutis fcitas no fl.-NOro n. 113,apenas
seu digno aulor respond r-lbe as SCgUilItCS, que muilo
convem as almas do Chora-Menino :
l.
Olio lim (loo o Com Xaniurro aos fusco! eabaninhos,
que comsigo troute, quando so rctiroil da guerra do
Panillas.'
.'
A ra/ao,por que nao quli o Cojo Xainiirro, a convite
da uii.em dias do anuo de 1S2 entrar com urna quot.i,
para livrar son irniod.l frca'
A raafio, porque lol oCoxo Xamurro o mais cruel
perseguidor dos liberaos de 1821, quando elle comiiiau-
daute de policio cm corta freguezia?
Ou.il a r.i/ii, porque, indooCoxo Xamurro visitar
dous irmos, que se aehavao oecultOS em certa casa
coin outros muilos complicados na revolucSo de 1824.
nao os pode ver, |ior si i laucado pelas oseadas abaixo
por urna irinlj,dcscompondo-o,coino luame trabidor.e
carrasco; de sortej que nao somos u.'.s stique tomos nm
carrasco, vos lanibem leudos o vosso francisco carras-
co, com dillreiM\i quo o nosso foi t\c um couqiadr',l o n
vosso de mu irimio'
5.'
A raido, porque, e para que fin o Coxo Xamurro,
nuaudo morava l.i para as bandas do Harballio, rscou-
deo, o oeciillou a cabra bixo por lime l'oitiina, cuja
historia he minio engrocada?
.J
Finalmente a rasao.por nue.ao mel dia cm poni, o
Coxo Xamurro,sondo londoiro do tiiqui.i, edoixandoa
pauolla no fugo, fugira piccipiladainoiile para o Recite?
Outras umitas pergnnlas, boas c bellas, lomos para
quandoalgum sen amigo imprudeiiie queiraouvir, .
saber. 11 I ihidinoto da Piraaga.
CURATIVO DOS CALLOS.
(i ODr. I'.. Len lem a lumia de informar ao publi-
co, qifo invciiloii um elixir, coin o qual, o sem uecessida-
de de oniprogar iusli nnicnto alglllll cortante, exlrahe
radicalmente, e em dous minutos, os callos mais doloro-
sos, eloilas as nutras excrescencias dos pos.
O luolboilo polo qual o l>r. Lcoil cura os callos he iu-
leiranieulo diSliUClo (le (plantos so oonhoeoiu ueste pai/ ;
poslo que mi olloicca um espeeilico que exija f*gio-
do nem luysterio, osla coi lo de que as pessoss que o pro-
raiein loro asalisfaio de ver ai raneada a causa do
son lormenio, levando o callo na mfio.
O l)r. I.eou pulo apresontar muilos certificados das
principaes pessoas do Rio de Janeiro couio da bahia, o
do varias pessoas da medicina, o de varias pessoas dcsla
idado, que espontneamente os olloroecro, por lereiu
lieado muilo salisfeilas da sua maneira de operar.
O I Ir. I.eou mora no hotel 1'railCSCO, c dirlgir-sc-ha
mundial.luiente a casa das pessoas que no niesnio hotel
Indicarcm as suas muradas c a hoiacui que piulciu ser
procuradas.
o Hr. Len acha-se no hotel, de manhaa das 7 is 11
lunas, o do (ardo das 2 s."i. fll
i Aiigusiin Sommier, Francs, val a balda.
2- O abaixo assignado, leudo convocado a seus crc-
doros, para comparecerem ein sua loja do alfv.aU', \\'.\
passeio publico dcsla cidade, em de Icvereifo de 1843;
c tondo os mesmos Senhores comparecido, o deliberado
i recib n ni asl'.ucndas culminas fcitas c dividas, que
eran suHioiontes >aaseus pagamentos; ecomo, ucm
passuro recibo, e iirm entrogaiiio as leltras vencidas,
por se vencer em reeeitas polo abaixo assignado, eis o
motivo por que o abaixo assignado os convoeou para
upareeereiu em sua casa, por carta, e por esta folha,
no dia 21 de abril p. p, a lim do Ibo ciuregareni suas
leltras, ou reciamareiii seus debitas; ecomo os mes-
mos Sis. nao COlupareccrao, o abaixo assignado Ibes
marca Iros dias, para quo Ibo eulrcguciii suas leltras,
ou roel.iiueui, ie ello Ibes dever: liolilil doslo prazo li-
..ii.a. as ditas leltras nullas, o o abaixo assignado nou>
altender a qualqucr roclaiuaoo, que Ibe soja l'eila, na-
da deveiido nesta piara. Kccifc, 24 de malo de 1845,
M'n/lii'.
2 Precisa-so de urna ama. que t. liba bom leile, pa-
ra criar um menino do poneos dias do nascido : quem
esliver ueste caso pude fallar na ra da Cadeia de ltcei-
IV casa ii. 12 c 14, ou queira annunciar para ser procu-
rada. (2.
2 Aluga-se mu silio no Cavaiig.com boa casa, limi-
tas arvores do frueto, a niargem do rio, e coin torras pa-
ra plaut.il os : quem perteuder, dirija-se a ra da Criu
n. 5. (l
2=I)-se diuheiro a premio sobre penhores de ouro
ou prata ; os pretendonles dirijo-se a ra do llozario
estrella 2. andar u. 30. (3
LOTRRIA DOCUADLi PE.
20 mes de juuho be o inez das sortes: na vspero do
lia de S. Antonio as rodas desta lotera devoran dar o
seu ullimogiro. Kqiiein ha all to falto do f, (pie nao
queira ver a sua surto no dia de to glorioso Santo ?!
Kia, pois, aln est o resto das bilhetos as lujas de coin-
bio dos Srs, Vicira i lamba na ra da Cadeia du Rocife ;
as dos Srs Menezcs ra du Collegio, Fortunato praca
da Independencia, Marques, botica ao p da matriz.
Coito, botica na praca da /roa-Vista, c finalmente cm
Oliiula loja do Sr. Domingos,nos Ouatro-Caiitus. (0
2 Fmiro da padaria das Giueo-Pontas u. 03, so-
nuda leira 20 do corrente, mu marcador de bronze
coin urna chapa abena que dis C. I.. Y.r", Cinco-Pontas
n. 32, pelo numero amigo, o no meio um navio pinta-
do com tros mastros : roga-se aqiicmlor ollerecido,
toma l-o, e leval-o na dita padaria; visto a dita chapa
nao servir somio de marcar bolacha, 0 nao haver nutra
daquclla marca. 1}
> loilo Francisco Tcixcira, proprietario da casa n.
na ladriro do Varadouro, avisa todas as pessoas, que
eostunio mandar tirar tei ra do quintal da referida casa,
para alionan m, C oslorearoui seus qiiinlaes, a ponto
do fazerem na propriodade do anuuueiante grandes cs-
cavaedes, c ruinas, que est resolvido a usar do direito,
que Ibo cimlcro a lei, intentando contra as mesillas a
competente acedo crime pelos dainos cansados, se por
ventura i onliiiiiari ni ein sen repreheiisivel piiicodimon-
lo; adverle tanibcm, que ja nao ignora os autores, os
quaes Iceni propriodade no bigardo Balde 10
2 Precisa-so alugar una nuilbor branca oudc cor,
que saib engominar e cozer,unlco lim para que se quer:
quem esliver nestas circiimslanclas, annuncle sua mo-
rada para ser procurada. (4
2 No dia 23 do corrente, as 8 horas da noile, appa-
receo na ra da Peala un quarto perdido, com canga-
Iha e mais algumas colisas; quem for sen dono, dando
os signaos (orlos, c pagando a despeza que com o di-
to se lem tollo, Ibe sera entregue, na iiicsma ra da
Praia n.2. (6
2 Precisa-sede ps de larangeira novos em estado
do plantar, osoinontos de o-pinlio; quem livor, dirija-
se a un luga do Rozarlo, junto aoquartel de polica,
padaria n. 18. (4
2Aluga-se o segundo andar da casa n 147, ein Fo-
ra-de-PorlaS junto ao arsenal de marinha; lem comino-
dos para grande familia: a fallar coin o scu proprietario,
Jos' Estoves Vianna. (4
3 Hontem, 20 do corrente, pelas 0 horas da ma-
nhaa, chegando-se ao porlo do abaixo assignado urna
lliullier de timo o saia piola, Ihc furlou do pescoco de
urna sua lilha menor tres vollas de cordo de ouro com
uma iiiiagem da ( onccii o do ni. sino, cuja lliullier foi
villa pola visinli.uii a, o polos signaos que do, o abaixo
assignado, pouon mais ou monos, sabe quem foi; po-
nan osla em diligencia de verificar a certeza do Ateto
paia a poder perseguir com o rigor da lei, sendo nao
queira entregar sem essa fui maullado : roga-sc a qu.il-
quer pessoa, a quem lu ollerecido o objecto, de tomar o
avisar 00 abaixo .assignado, em Fra-de-Portas 11. 00.
Joaquim Lupes de Almcida. (13
3 Francisco Tavares Crrela embarca para o Rio
de Janeiro o scu csciavo Luiz, ci'"Ulo. 2(1
"* *"
MUTILADO


\r
:-- !-" *


Quom precisar de uma mulhcr de bons costumes
I para ama de uma casa do pouca familia, ou do homem
siilteiro cminlia o diario do uma casa o engomla
liso dirij i-si; a ra Direita n. 52
i ornto do retirarse para o Rio de Janeiro a dir-
ija vota Carioca, o dcspenseirodos ollkiaes da mesma de-
clara nao dever a passoa alguma ; com tudo, se alguma
pussoj ?<; jutgar credora queira se dirigir a cosa da
ra (a Crui n. 17 no praso de 2i horas para ser sa
tiseila. '
I'ma mulher de bons costumes so cncarrega da
Crlacaode meninos de pedo impedidos e desimpndidos ;
tambero sc recebem meninos para se desmamaren!, no
I'' promelle esmerar-so: quem do seu prestimo te
qoher ulilisar, dirija-so ao pateo do Carino n. 91
IVHi'o-se da ra das Cruies at o embarque da
casa do fallecido Cunta ao p da cadeia um rasqui-
nho de vidro branco com pos pardos dentro, no dia > >
docorrente; quem o achou, querendo restituir dirja-
se a esta typobraphia que so gratificar.
l'urlro da ra da Conceicao o. ti, rio dia 20 do
torrente pelo postigo de uma jmila um diccionario
latino grando e um espcllio pequeo com algn*
papis dentro da gavetinha do dito espelho ; roga-so a
quem for offerecido estes objectos de os appri'licnder ,
e levar a dita casa quo so gratificar generosamente ;
assi'o como so protesta contra o ongracadinho que fez
lio bi,nila obra; pois sabe-so quem he, ese nao so pocm
ii seu nome he para poupar-lhccsta vergonha o que
se (ara caso nao restitu mi praso do 'i dias.
Roga-se ao Sr. que tez o ai.imncio no Diario n.
t t(i, com as ledras iuiciaes J. J. C. I., do declarar se
se entendocom Joao Jos6da Cunlia l.age.
1 Alugio-se as casas segoinles : otereciro andar do
sobrado n. 4 no Atierro d.i Boa-vista ; os prunciro e
segundo andares do sobrado n. i 'i no pateo da S
Crin O segundo sudar do sobrado n. 80, da ra estrel-
la do Kosario ; a casa terrea n. 30 da ra do 9. Ama-
ro ; a grande casa terrea n. 7, prximamente acabada,
na ra Formosa ; a casa terrea n. 30, ra ao lado da
matriz da Hoa-visla ; a casa terrea n. 36, na roa da
Solodade ta casa n. 37, na mesma ra ; quem as
pretender dirija-seao cscriplorio do Francisco Antonio
de Oliveira n. 6. 8
1 Aluga-se na ruado Trapiche, n. 3i, o terceiro an-
dar sota) e cosinha aondo se ai lio soberba vista so-
breo mar. 3
1 Offeroco-se uma mulhcr para ama de rasa de um
homom solleiro ou casado do pouca lamilla, a qual
sabe cosinhar engommar e fai lodo o mais servico de
uma casa ; quem a pretender dirija-te a ra das Cruzca
n. 28 terceiro andar. 6
1 Aluga-se o segundo andar da casa n. 17, du
ra do Collegio ; a tratar na ra do Vigario, sobrado
n. 5. 3
I Aluga-se o segundo andar do sobrado n. 43 da
ra da Praia com bons commodos para grando lam
lia ; a tratar no mesmo sobrado
I No dia 1"i do coi rente, pelas 6 horas da manhia,
indo um preto ao lugar do despejo publico do Porto das
Canoa* iunto a pon; da lioa-vista, perdeo as cir-
,. "as uma chave graude du broca quo leva-
ra com sigo ; quem ->" Trincheiras n. 19, se-
annuncic ou dirija-se a ra u.. C
Hundo andar onde ser grblificado.
1 Da-so dinheiro a premio com peohores do ouiu ,
mesmo em pequeas quanlias ; na ra do Rangcl n 3,
primeiro andar. 3
1_ O l)r. Joao Jos Ferreira de Agular trouiferio sua
residencia para a ra das Cruzcs n. 0, segundo andar.
1 Aluga-se urna casa terrea quo tunlia commodos
para um hornern solleiro, sendo periodo quaitel de
cavullaria cujo aluguel nao exceda de 8/rs. mensa-
es ; a tratar na ra Vaina n. Si). 4
\__ O abaixo assignado, morador na cidado do Ara-
ra!)', provincia do Cear previno aa respcitavel pu-
blico i qno nao faca negocio ou transacyo algUDIO
com duas ledras do sua responsabilidade sendo una
da quanlia de 47*/219 rs e a outra de l:030/fi. ,
paitadas em 4 de Morco do anuo p. p. nicas que
presentemonle tem a pagar; porque o pagamento do
uma delta depende do clrcuonlanclas, quaalnJa exis-
t,.:.i a reallsar, como consta de documentos em seu
poder, e aoutra j so ada qoasi iotelrarnente paga,
Aracaly. 20 do Abril do 1815. Bonifacio l'creira du
Costa Quairoi. ,
2 O l)r. Lcon rttira-sc para oMaranhao, no pri
tueiro vapor.
2 (Juem tiver alguma propii dado na cidade de
I.i-boa ou seus arrabaldcs e queira permutar por
3
1 Compra so toda a qualidade do papel sujo que
sirva para cmbrulho paga-se bem ; na venda da es^
quina da Penha n. 33. 3
'l Compra-so uma cosa lerrea ou sobrado de um
andar, as ras painclpacs do bairro de S. Antonio ; na
ra do Collegio n 19. 3
Vendas.
13 ATTENCAOI
Vende se a 140 o iOrs. o covado do chita di-
las linas escuras a 220 rs. o covado chila a I 'i0 rs. 0
covado madapnlo a 150 o 180 rs. a vara ditos fi-
nol a 200, 220 o'240 rs. pannos linos prolos e azucs a
:50o rs. o covado de urna linda vista, servindo o pri-
meiro para pannos do pretas e o segundo para farda -
inento de pagem meios chales (le cassa de quadros a
360 rs. Cortes du lanzinha do bonitos padres a 3200
rs. do lo covados algodao trancado azul mesclado a
2'0 is. o covado luarto a.'ul do vara de largura a 260
rs. o covado muilo boa lazenda para prctos lencos de
oasta piolada a lOO rs. algodao liso da muilo boa
qualidade a .1.11 rs. a vara dito americano largo a22(>
rs. a vara uiuitoenci.rpado casimiras du quadros de
boiii gusto para calcas a 1200 rs. o covado castores,
ou n toados trancados de quadros a 240 rs. o covado de
muilo buin gusto para calcas pevas de bretanha di
rolo a 1800 rs. ditas du madapoln a 2800 e 3400 rs.,
ditos Unos a hff, 4200 e 4000 rs. apica, madrasta lino a
5/e tOO a peca, ditas de chitas a 5200, SoOO o 6g rs. ,
oscuras bretanha lina to puro linlio a 040 rs. a va-
ra MguiaO da niellior qualidade do verdadeiro linho
lino a !..';( rs. a vara c ssa de quadros para babados
a 3^ rs. a peca corles du vestidos du seda com QoreS a
30^ 1 s. o corte mu rica lasenda sarja hespanhola
multo encorpada a 23U0el&00rt. o covado, can.braias
lisas muilo linas, du vara e tanto do larguia a 000 c
800. a vara riscadinlins trancados a 200 rs. o cova-
do : adverlindo uos compradores que todas eslas la-
lendat sao limpas e de muilo boas qualidades alm
de outias muilas fasendas por barato preco ; na ra do
Collegio n. I, luja de Antonio de Azevedo VilUrouco &
Irinao. 30
7 Vindeni-se lindos cortes de chal do mrlhor gos-
lo a \G rs. o cuite, cun lisiras do seda cambraias
vte listras adamascadas a 520 is. a vara chitas france-
sas muilo linas ue vara du largura o de bonitos pa-
diflcs a 410 rs. o covado, escoce* de algodao pura ves-
tido a 300 rs. o covado brim trancado do superior
qualidade, muilo encorpado sendo du puro linho, a
1400 rs. a vara ; na ra do Collegio n. 1, luja de Auto-
1110 do A/ovedu Villarouco A, Irmo. 0
iVendora-ae dous eicravos, um pruto mojo de
bonita Qgura proprio db todo o servico de casa e cam-
po ; uma parda mu moca com piinciplode costura ,
e engommado ; na ra da Cadoia de S. Antonio n. 25,
ao [16 da uuarda. 5
1 Vende-so oongonho do Kcdimoinho, multo cor-
reute ; oquartos; na ra da Conceicao da lioa-vista
n. G0. 3
I Vende-S0 um mulcco sadio sem vicios de ida-
de de (C a 17 anuos ; vendo-se por precisoo de um pa-
gamento ; na pracinl.a do Livraaicuto n. 4.". 3
I Vende-se arrot da trra a 13/rs.' o alqueiro ;
na ra do l.ivameiito segunda venda n. 3. 2
- 'iras muilo linas para uohas e
, -eudun*o Ibesoa ., dt) IldVa|,lus |BCC8S 0 gar.
costura supriores estojo nasqunha nB ura?a da
fos de cabo preto, coltierei do w ^ i
Independencia n. b. s sabo cosif|b
.. \indu-se urna parda do 2j ann). |1(J fua
eogomma/lito e lavar, ulio sadia'
rangeiras, soarado n. 18. V ,. *
\
-MI
/ivraria da esquina da ra do\ ollegio
PUULICACES NOVAS S
cacimba com boa agoa do gasto ; a tratar no pateo de
N. S. da Pe, venda da esquina do Sr. Jos Lucio Uos.
= No Atierro da Boa-vista venda do Manoel Fruc-
tuoso da Silva conllnuao-sa a vender basris de ezeite
de carrapato a 2400 rs. a caada.
2 Vende-se rap do andelra cor escura, bom
aima o paladar, a 20 rs. a oitava e t.v00 rs. a libra j
na ra do Cabug loja do liandeira Jnior e na de
degales do Snr. Aquino Fonseca na de cera do Sor.
Angelo, nade miudesas do Sor. Francisco Joaquini
Duarte cutr'ora do Bandeira e no bulequim do Sr.
I'aiva junio ao theatro. '
2 Vende-so um bonito escravo de 20 amos, de
todo o servico ; uma parda de bonita figura de 16
IS anuos, saliendo peili-ilamente engommar, cortare
lateruma cainita ; duas preas mocas para todo o ser-
vico, e so lavadeirase quitandoiras ; uma dita de 18
annos do bonita figura, recolhida o proprla para mu-
cama ; uma dita ama do leite com urna ciia muito
bonita; na ra Direita n. 81. '
2 Vcndem-te duas escravas de Idadede 18 a 20 an-
nos com bonitat Oguras cotem e engomoiaS bem ;
4 ditas de nacao, cosinho o lavao por preco comino-
do ; um pardo da idado de 18 annot bom carreiro; 4
oscravos do nacao, opliinos para lodo o servico; na ra
Direita n 3. 6
2Vende-te uma escrava quintandelra, de meia ida-
do por preco commodo; na ra do Mundo-Novo n. 40
2 Vende-so um pardinho de idado de 12 annos,
apto para tedo o servico ; vende-se por necessidado ; na
ra de Ilortas n 94
Vende-se um terreno com 60 palmot de frente e
260 de Undo com caet de pedra e um quarto para
caixeiro ; nao t terve para serrana por lel-a arma-
da corno para outro qualqueretlabelecimenlo; o tam-
bem se vendem uns alicerces no Atierro dos Afogodos,
edificados para duas cosas ; a tratar na praia do Fa-
gundet serrara n. 23.
2 Vende-te uma casa de um andar, com grande
quintal o cacimba em chaos propriot si a na ra
das Trincheiras ; duas casas terreas na ra do Padre
Florlanno com cacimba meieira ; um palaoquim aca-
bado do novo, que aioda nao servio ; na ra da Cadeia
do Itecifo n. 25. 6
2 Vende-se uma canoa nova bem construida o
carrega 700 ljelos ; na ra da Praia deposito de agoa
n. 17, de Silva Cardial. 3
2 Vende-se urna escrava que cosinha e tur tudo
o servico de urna esta ; uma negrinha do 12 a 13 annos
dd idado coso o faz lavarinto; 100 oitava., de ouro sem
feilio ; na ruaestreita do Kosario n. 16. *
2 V011de-.se um soph de Jacaranda em bom esta-
do ; na ra da Conceicao da lioa-vista n. 19. 2
2 t i-niiriii-.se cuuros de cabra rortidos.cmporcSo ea
retalho propriot para eticado, por serern da muito
boa qualidade na ra da Conceicao da Boa-vista
n. S. 4
2 Vcnde-se uma preta de nacao cosinho diario
do uma casa lava de sabio e vende na ra nao tem
achaque algum ; urna negrinha de 2 anuos muito nu-
trida ; a vista do comprador se dir o motivo da veu-
da ; na ra do Apollo n. 2? primeiro andar. 5
2Vende-se um palanquim 0111 bom uso ; na ra do
Arnorim n. 37, primeiro andar. 2
2 Vende-se vinagro branco de superior qualidade ,
em pipas e quarlolas por preco commodo ; na ra da
Gloria fabrica do vinagre n. 59. 3
2 Vendem-so presuntos de boa qualidade a 320
rt, a libra; na venda da ra do Arago, na etquina
que M'lta para a S. Cruz. 3
2 Vendo-te urna escrava do bonita figura de idade
de 20 annos, do nacao Angola ; na ra tas Trinchei-
ras n. 10. 3
2 -Vende-se uma cbss lerrea com bons commodos, o
quintal, na ra do Palacio do Bispo u. 3; a tratar na
esquina da ra do Cabug junto a botica do Snr. Joo
Moreda. 4
para o servico do campo, por 350,^ rs ; um dito de 20
annos de boa figura ptimo canociro ; um moleco-
ledo na?ao de 18 annos de boa figura para todo o
servico ; na ra das Cruzcs n. 41, segundo andar. (S
(JOVende-so um terreno na ra da Aurora com fren -
lepara a ra Capibaribe c lundos para a ra do Seyo ,
entro as casas do Sr. Francisco Antonio do Oliveira ,;o a
quo est edificando o Sr. Elias Bnptista da Silva com
100 palmos do frento o 240 de fundo; outro terreno
com frente para o becco do Marlins, o fundos} para a
ra projelada que divide com terrenos dos Srs. (rao-
elsco Antonio de Oliveira o Elias Baptista da Silva ,
com 100 palmos de frente o 300 do fundo vendo-so tu-
do Junto, ou em partet, que te possa edificar uma casa;
no lUcife largo do Corpo Santo casa n. 13 acharad
com quem tratar. '0>
a-Vendem-te riscados franceses, de quadros, pan
vestidos ejaquetas a 240 r*. o covado, riscados tran-
cados de quadrot para calcaa a 3'20, 360, 400 o 440 rs
o covado castor escuro a 200 rs. o covado fusto
pintado a 320 rs. o covado br!m escuro liso de linho,
a 280 rs., e muito Uno a 400 e 410 rs. a vara dito
trancado oscuro de algodao a 400 rs. a vara dito tran-
cado escuro de listras de puro linho a 000 rs. a vara ,
bretanha de linho Boa a 4S0 o 640 rs. a vara cassa
lisa a 280 rs a vara e em pecas a 2700 rs., suspen-
sorios de meia do laa a lOo rs. o par, chapeos do mas-
sa finos a L'560 o 3# rs. e com ab estreita a \g rs., cha-
peos de sol do soda superiores a 5800 rt. e outras
mollas fasendas por preco commodo ; na ra do Quei-
niado, loja o. 8, de Cactano Jos da Silva. 13
3 Nos Arrombados vendem-se travs de 40 pal-
mos em quadro do 36 palmus em quadro ,0 palmo o
coito, de 30 o 31, de palmo em quadro e palmo o coito,
c novepollegadat, o de 25 palmse coito; enchams
de 20, 22, 25, 30, 36 o 40 palmos; maos travesas e cor-
rimaos de 30; caibros do 25 a 30 palmos; estacas do
imberiba o outras aadeiras proprias para agoa de )
a 30 palmos e de 2 a 3 meio do grossura : accedi-
se encoinmendas de uiadeiras a vonlade do compra-
dor. 8
3- Vende-te uma casa terrea na travessa do Mar-
lins com duas talat, 4 quartot cosinha fon, quin-
tal murado e cacimba ; a tratar 00 Atierro da Boa-vis-
ta n. 38. ^
3Vendo-se um piano ingles em muito bom esta-
lado e com bi.as vozes ; na praciuba do Livramciilo ,
loja do fazendas n. 40. 3
3 \ i'inle-se uma poican de palha do coqueiro, mui-
to boa a )/ rs. o cento ; na Ilha do Nogueira. 2
3 Vende-so uin sitio em S. Amaro, com mais do
mil palmos de frento o 300 de fundo, casa du vivenda,
e excellontes fruleiras boa agoa, o capacidado sufll-
cienlo para dar pasto a 8 vaccas de loito ; na ra do
Crespn 17. 5
- Vende-so uma olaria no lugar dos Coclbos, bem
afreguzada o com as melhores qualidades ou troca-
se por um sitio quo tenlia arvores do fruto, e teja nos
Alictus, ou Rosarinho: a tratar na ra da Gloria, so-
bicdo n. 7.
Vende-se tola o couros miuilos por preco com-
modo ; na ra da Cruz n. 26 venda de Luis Jos do
S Araujo.
Vendo-se urna escrava do bonita figura muito
boa lavsdeira tanto di sabio como do varrella e he
boa rondeira c tem uma cria de anuo e meio ; na
ra das Trincheiras n. 25.
* Vendc-sc a obra de Moral do Bispo
Monte, nova ; na ra do Sol n. a3, se-
gundo andar 4
Vende-sc farclo,
co de 3ooo c 5ooo rs.
zalla-VellH n i38.
JESS CHllISTO perantu o .eculo., ou triumpho da J\ 2 Vende-se urna esc-ava do idade de 23 annos
outras nesla cidado annuncio.
O piimcTro secretario avisa aos Srs. socios, quo os
bilheles para a recita do dio 31 do crrante dislribuem-
se nos das 28, 29 o 31, na casa do thesourelro fia ruu
da Cruzo 5. .,*
2- Jooquim Francisco de Mello Cavalcantl Taz publi-
co a quem convicr quo pessoa alguma compro, ou
contrate com Joaquim Francisco Cnvalcanli do Aibu-
nuerquo c seus Olios, sobre o; escravos bois, bes-
tas, e o engenho Abreo de Naiar.'th visto quo lodos
estes bens esli hypolhccados aa annunciante, para
pagamento de mais do 48:0'J0/de rs em que j >r0
condemnados por sentencas do juizo inferior < superior,
que transitarn pela chancellarla. E como, moierido o
aiinunciaoloexecucio contra aquellos seus dcvtdores ,
cliegnu agnra ao seu conhecimento que elles, por es-
capaiem a cxecueo tenho leito stbir os escravos e
animaos para a comarca do Brejo da Madro do lieos ,
ou alguma outra dcsla provincia ou de outra avisa
por isso a quem quer que esles bens sejao olTorecidos ,
que os nao compro, e as autoridades judiciaes o pul-
ciaes onde quer que esles bens va parar hujao de
auxiliaras diligencias quo o annunciante protesta fa-
zer em apoio o susicntacao do seus direitos. 16
2- Quem quierdar um cont de res sobre uma
hypolhoca em uma casa iivrc c desembarcada annun-
cio por cita follia.
2- Joaquim Jos Aivcs Montoiro retira se paia Por-
tugal, a tratar de sua saude.
2 D-se dinheiro a juros com penhores do ouro c
praia, roetmoem pequeas quanliat; n
n. 22.
2A D M. Kedctvai Baha.
2=- Alugao-soescravos pos3aoles pmpnos paran
trauco de urna padaria ; no Alieno da Boa-vista o. 26.
primeiro andar.
leligochnsta proclamado polas recentus descobertas
dfcs seluncias naturaes, I v. emoitavo; esta admiravel
obra do Sr liosuly do Lorgurs produiio urna sensaco
lio extraordinaria, que un pouco lempo se llterio s
em Par/ li.di;o'S, e fui iiniiiediatamcntu lradU2ida
1 m quasi todas as lingoas da Euiopa. \ Iraducco por-
luguexa deslo precioso escripia hu do l)r. Cactano Lopes
dcMoura cujo mercclmeolo, como traductor, sobeja-
jienlecoiihecidodisuensa-nosdo lecer elogiosa osla no
ra traduccao iiolovel pelo primoroso estilo. L1VHO
D'OUttOdos monlnos por J. J. ltoquede, obra destina-
da a ostruccSo moral das piimeiras idades enriqueci-
da du estampas l)ii; s, l v 1USTOI1IA dos meninos
celebres desde a antiguidade al nossos lempos posta
em llngoegem, o occroscontada com una prefaeco Ili-
teraria por Hoquette ,2 v. com retratos do Delpbim
LuiXVIl, do lilho de Napoleo o outras estampas
finas. Nesla livrana seencontra um variado sorlimeuto
de livros clossicos para o estudo das lingoas e da bella
lilteralura por um preco moderado l'azendo-se aba-
tinicnlo ventajoso aos couipradoies de exeuiplares
para cuna.
20
lava
Compras.
2 Coaiprao-so frascos vasios que lenhao servido,
o viodo com rap de Lisboa, ou hamburgus o mes
frascos de conservas; na ra do Cabug loja do
deira Jnior.
Ban-
1 \ endem-se corles de carnbraia de cores do qua-
dros e listras fasenda do ultimo gostu chegada a e>-
ta prsca pelo barato preco de 4 ;00 rs. chitas fran-
cesas muito laigas o do gosto moderno a 440 rs. o
covado ditas do todas as cores a 2(i0rs., cortos de cas-
.a-cliilus do padres muito lindos a 1800 o 2/ rs., di-
tos de chitas escuras o de cores lixasa 1700 rs. ditas
muilo fin.'.s de todas as cures o com quadros o listras a
i) rs. pecas de bietanlia de rolo a ItiOO rs e outras
multas lasendas rfe todas os qualidades e por barato
preso ; na ra do Cuspo n. |4, Lja do Jos Francisca
Das. 1"
1 Vende-so urna venda na Solidado n. 6 com ar-
rnaco e gneros por 340./ rs. ; a tratar na ra das
CrUiCS n i I, ou na ra de Apollo n 6. 3
IVende-se asalte ae carrapato em toda a medida, a
2500 rs. ; nu ra Uiroila n. 5. 2
VenJem-se cordas o borJoes para violao o rabe-
ca du superior qualidade e papel paulado paru mu
bies ; na 1 i.j da Independencia loja n. 3.
Vende-so, ou arrenda-se um pequeo sitio na et-
trada da Piranga da povoaciio dot Alogados com
bstanles ps de coquuros e arvoredot de disertos
frutos; as Cinco-Ponas n. 33.
__Vendo-se urna vitela bastante gorda ; na Passagem
da Magdalena passando o sobrado do Sr. Viegas, em
o primeiro sitio da Estrada-Nova.
__ Vendo-se muito boa familia de millio em barricas
guildes prximamente chegada dos Estados-Unidos ;
na ra da Somalia- Velha u 106.
__ Vende-se urna loja de couros, na ra Direita n
45 ; a tratar na mesma.
__Vendoui-se duas canoas de carregar agoa 4 di-
las abertas oudotoui uma pequea, pr.pru para ola-
ria pur preso commodo ; na ra do Caldeireiro, ada
dot Morlyrios n. 06.
Vende-te um preta moca muito propria para
qualquer tervico ; no Corredor do Bitpo casa no sitio
do iixin. Senador Manoel de Carvalho
Vende-se uma casa do pedra t cal na ra de
S. Miguel dos Afogados, o. 73 com quintal murado,
ngomma, e cosinha o diario do uma casa; na ra
das Cinco-1'""'88 ,s- I
2 Veiiu u"'8 8'ando porcao de ferros velhos ,
proprios para alu,n lerroiro PM urt'v commodo; na
ra de Agoas-Verdes ? 4>- ....... .. 3
2- Vende-so urna n.L,|lC8 crl',tlla 'dado de 12 a
14 annos ; na ra do Crespo "^ '-
2 Vende-se uma crioula de'-!??.rios, a figura mai6
linda que se lem visto, com algumas habilidades; duas
negrinhas de 14 annos com habilidades ; duas prelas
mocas que fatem o necessario du urna casa ; um mo-
lequedu 9 annos multo bonito ;"3 pretas do 20 'ni-
os b as quitandoiras ; dous pretos du 22 annos, pro-
prios para palanquim por seren muito possantes ; na
ra das Floies n. 21. 8
2 Voude-se un escravo robusto, proprio para o
servico de campo do que enteude ; na ra do Cabu-
g n. 18. 3
Vende-so um preto crioulo trabalhador de cn-
xada por preco commodo; no lim da ra da Auro-
ra n. 4. 3
2Vende-se uma escrava citoula recolhida, du bo-
nita figura boa engommadei. a cosinheira costureira
tanto lisa como tambem faz lavarinto lava de sabio u
varrella o lio propria para urna casa de familia ; na
ra estreita do Kosario n 30, segundo andar o
2 Vende-so um relogio de ouro sabonete, paten-
te ingles, bom regulador c de boa qualidade ; na ra
estieita do dot rio n. 30. tigundo andar. 3
2 O proprietariodo sitio dos Coqueiros em Bebi-
ribo do liaixo oulr'ora denominado sitio do Fun-
di vende este sitio com Ierras proprias e ptimas
de toda a plantacio o mandioca com perto de 2000
ps du coqueiros muda extensio de Ierras o maltas
1111 grande cercado para conservar, sem po gordas, per-
to du 12 a I(> vaccas de leito muito boas balsas para
capim boas uiangueiras oilys ; mangabeiras c ou-
tras arvores de fruto o hu muito perto desta cidado :
londo finalmente em toda a grande exleosio de sua fron-
te a bella o abundante agoa do rio Bebltibe. lia uma cou-
testaco de limites em um pequeo pudaco de terreno,',
nos seus fundos, que nada podo influir 110 seu valor,
por ser o sitio do urna grando extensio ; a fallar com o
seu propriotario na ra da Floreulina n. 16. 13
5Vende-so um carro do 4 rodas e 4 assentos, por
commodo preco ; v so na ra das Flores n. 33, e tra-
ta-se na ra do Crespo n. 17. 3
CVende-se uma negrinha crioula de 12 a 13 annot,
de bonita figura com algumas habilidades e tem vi-
cios cuja conducta so alianea ao comprador; na ra
estrella do Kosario 11. 10, terceiro andar. 4
Z Vendem-so duas prclss do meia idade por 220$
rs. cada uma, eoslnblo, lavioroupa < vendem na ra;
uma escrava do 20 annos recolhida, cose engomma o
cosinha ; 3 ditas quo cosinho engommao o lavao
roupa ; dous escravos bons para todo o trabadlo ; um
un.loque de 12 annos, muilo la lino ; na ra do Cres-
po n o, primeiro andar. 6
.-'3Veudc-se urna escrava de nacao Angola, do bo-
nita figura de 20 annos, cosinha o diario de uma ca-
sa lava du sabio, o he ptima qutandeira ; 3 ditas do
nacao, muito mocas e de bonitas Oguras, para todo o
trrico; um escravo de naci de 40 annot, ptimo
l:l<
pelo mdico pie-
I na i na da tjen-
4
x Vende-se lacre superior encarnado
e pelo ; nina porcao de livros ricos,
sendo obras cscolliidas de autores allc-
maes, francgzes italianos c nglezes, sobre
historia, philosopliia, geographia, novel-
rVna ra da Cruz do Hcci'e
56, loja.
Vende-se ou lioca-se por oulio
sitio on ropriedade nos arrebaldes desla
cidade, como si ja no Mondcgo, Soledade,
&c., kc, um silio com casa da vivenda e
soto, cerca de limito e portao, boas ar-
vores de fruclo, muito boa trra para to-
da e (jualcpicr pian laca o c boa agoa de
beber, na estrada que vai pura Olinda, nos
quatro Cintos frouleiro uo do Excellen
tissimo Visconde de Goianna : ipiem o
pretender dirija-se ruailo Collegio so-
brado n. lo, primeiro andar.
.i*.t./jj^-#
Escravos Fgidos.
3Em o dia 18 do corrento ausantou-sc do terceiro
andar do sobrado n. 9 da ra do Cabug o moicquo
Luis, crioulo de estatura pequea tem os olhos ves-
got; o qual, sahindo para o ganlio no relorido dia, nio
regressou mais para aquello sobrado ondo mora seu
senhor Jos Lopes Rosa a quom o poilcr levar qual-
quer pessoa quo o pegar, pois ser remunerada do
seu trabadlo.
2 Acha-se lugido um preto de Angola do nomo
Joao baixo, reforcado do coipo, cor bastante lula, ca-
ra redonda ; lovou calcas j usadas de bri'ii branco
trancado o camisa de algodaosinho liso ; quando fu
giolinha urna corrente no p diroi'.o 1 da qual tum a
marca ; o consta quo anda ja soin ella!: quem o pegar,
leve a ra da Alegra n. 3i quo aork, recompensado
pelo seu scr.lrii Mam Mino Jos Lopes.
2 Anda est fgido dosde 6 du Janei
to Manoel Bonguola baixo, chelo do cu
sos pouca barba cor fula, aada do va,
ficio de lerreiro ; quem o pegar, luve a rj
n. 30, quo ser nenerosamcnt uratific*
2=Fugionodia26 t 8 horas da m
gra de nacao Caiang-, |M>r UomcLulia,
bonita (gura c estatura regular, levou
riscaUn encamado e dous braacos, nao
andar na na, porque lem senipie es
no servico de casa: um por signal a inarl
tico sobre O pello esquoido, pos grandes o
quem a pegar a podo entregar no collegio,
nio ou na ra da Ciui do lU-ci'e n. 2.!, >
diado.
ii.i.i
7
p. p. o prc-
o psKroi-
, o lem o-
da Aurora
S
una ne-
de l'J anuos
vestido de
de costumo
etnpregula
,de un. taiis-
lalLtrtados:
i.ito Anto-
ser giali-
PERN.
NA TYP DE U. F UEFAIUA-
1/1.
MFLHOR EXEMPLAR ENCONTRADO


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