Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05582


This item is only available as the following downloads:


Full Text
hnno de UM",
liten**1*
O )I 1/1/0 imblica-so todos os (lias que
olorin de guarda.; o pceo da asslgna-
. ira be de "^is. por quartcl pagos aihanlailoi.
,. aiinuncins doa assignantos sao inslidos
,',.! de 20 rla por [taha, 40 rs. ein lypo
Smorcnte, c as repettcdci pela metode.
o ouc udo foram assignantos pagao u rs.
nai lilil;, e 100 cm lypo tliilcrcnto.
P11ASLS DA LA ?<0 MK7. DE MAIO.
i na nova a t as 7 li. e 53 min. da inanliil.
Crescente a 14 as 11 hor. e 4'J min. da man.
lu clii'ia a21 as 1 bor. C 4li min. da man.
Mingoantc a2S as 4 bor. C 5 min. da
Sabbado 17
PARTIDAS DOS CORRF.IOS.
Goianna o l'arahyba, Segundas c Sextas fei-
ras.
Rio (liando do Norte, chega a 8 c 22, o parto
a 10 e 24.
Cabo, Serinliaoni, Ito Formoso, Porto Cal-
vo, e Mace j, no 1 II c 21 dcada niez.
Garanhuna e llonito a 10 e 24.
Boa-Vista c Flore a 13 e 28.
Victoria Quintas reirs.
Olinda todos o dias.
PREAMARDEIIOJF..
Primclra as 2 li. e 6 min. da tarde
Segunda as 2 li. e 31 minutos
da inanbSa
de Malo.
Anno XXI N. lOft.
das dasbman\.
S. Joann.i
19 Segunda 1- '"
Prinoc/.a. ..... .i .
13 Terra *2. oitava, N. Senhora dos Mai-
l( Quarta S*. Bonliaclo and. do I. de Di-
iviloda I. vara.
15 Quinta S. l/.i.loro, ail, do Juta do Di-
reitoda2. vara. ,,,>,
16 Sexta S. I luido, aud.do I. de Direilo
da I vii.i, do futa dos Fritos.
17 Sabbado S. Ponidonlo, Re. and. do J.
do Direilo da 2. vara.
18 Domingo da SS. Trlndadc, s. \ enanoio
CAMBIOS NO DA IB DE MAIO.
Cambio (obre Londres.....* /
,i Parii 374 reta por trauco.
vi Lisboa 120 por 100 de prem.
l)e>o. de let. de boas firmas I 7.1 '/. "'"
(Jaro Oxeas bcspanhola*
Moed i de lijHOO vel.
.. do li itM iiov.
,, de i iinn .
Prnta Pal icca .
<, Posos Columnarcs.
Ditos Mexicanos .
Mudas de 2 patac.
id too .i -'i -'>
r ini ., rrfioo
17/200 i l*#40O
i .v;o a
I* mo a
i -i ..
1/040 .i
1*280 a
IccoetdaC.' do Beberibe j B/700
l/IHt
2/000
I. 'n
1/290
EXTERIOR.
PORTUGAL.
Lisboa, Io rfe atril.
Com grande prazor transcroveinos o rotatorio do oc-
corrido em Angra, porocccasiiio de se laucar a priineira
india para a elevar, ao de um monumento memoria de
1). PEDRO. Sentimos loque no continente, apezar da
louvavel sollieitudc do milita gente, anda estelamos re-
dimidos a admirar unicainciite o que osoutros fazoni, rc-
cebendo o excinplo em vez de o dar.
Descrcver o grande e interessante espectculo, que
ueste da oll'erecco a heroica cidado de Angra, lio trela
s ditlicll, c por isso apenas daremos dcllc um leve
Jiosquejo.
t) dia .'i de marco, auniversario da cliegada do mag-
nnimo libertador da naciio portuguesa a esta cidado; dia
nieiiioiavcl eui que os Portugueses, caneados do amar-
guras C de privares, virao entrar ueste tlieati o de lo.il-
d.ulc e constancia o saudoso principe 1). PEDRO, duque
de Uraganca, que vlnha restituir aos Portugueses a pai
e a liberdade tornou-se dupllcadamcnte assignalado
nos gloriosos fastos da historia leicoironse.
Este da rol escomido para acoilocacAo da primelra
pedia do monumento, que na praca le i). PEni'O l\' se
val levantar em tosteniunho de gratldito, que os Tercei-
renses consagrSo memoria do augusto principe, que
onlo vinha com o nobie intento de resgatar a patria....
do grande lioiuein, que, nao lhe importando ser sobera-
no, niporla-Ilic ser libertador... do principe, iiuico en-
tro os res, inaiorque todos ellos, que heroicamente cum-
plir a sua uiisso, sacrilicando o sceptro, socogo o vida
para dar a liberdade aos povos, sobre que podara reinar
absoluto... desse principe, que,apparccendo sobre a tor-
ra como um meteoro, passou ao eterno aleacar da gloria
inmortal, e como estrella errante dci.xou aps si bri-
lliaule r.isto de luz....
Kste (lia fui escoltado para se laucara priineira peora
desse padrfio, que tcm de levar s geracoca vlndouras o
tributo de gralido dos povos da Tcrceira para com um
principe, digno do respeito eda memoria dos liomens.
Os Titos, Aurelios cAntoninos loriioelementos, mascn.-
naiidro sobre um povo oscravisado; nao lhe drao a
liberdade. 1). PEDRO sobo dous thronos, e desee, ape-
nas fez livres os dous povos. Aloxandre o conquistador, o
forte Cesar, Fredirico o grande, llustrio-sc nos cam-
pos da batalha, pelejro para impr suas Icis as nacoes
- Napoleo. o espanto da Europa, acliava diminutas to-
das as coras para enfeitar sua cabrea. 1). PEDRO, o Im-
inortal, iguala-os na gloria dos combates, para quebrar
o lii"0 que opprimia os l'ortuguczcs, cacha inais esplen-
dor 'Uina cora de lomo, merecida pela sua espada, do
que nos diademas com que o nasciinento e a fortuna ha-
vio adornado a sua cabera.
A aurora dcste lia grande foi anudado por una salva
real no caslello de S. Joo Baptista, servindo de dar avi-
so i torre da cathedral e s mala grojas, para roiupcrciu
alegres repiques de sinos, que, aconipauhados de girn-
dolas de roguetea, laucadas de lodos os pontos da cidado,
annunclrfo aosTercelrcnses que havfa comecadoo la-
moso dia 3 de marco; vendo-sc logo troiniilar as [orla-
lozas a baudeira nacional, embanderados todos os navios
surtos no porto,portugueses, inglcseae nina barca fian-
ceta: aasimoomo basteados lias casas consulares os es-
tandartes do suas naco s. K era anda de manbSa cedo,
c j;i o povo coln-cava a cnclier as mas por onde liana de
nassar o prestito.
A*S nove horas c ineiadamaiiliai, em coinnieinorarao
de ser aquella a hora, em que a fragata Iltunhtt de I orte-
ga/, a orlo bordo vcio S. M-, 9011 o pavil..... real, nina
tirndola de foguelf s, laucada da casa da niuiucipalida-
de, cliainou all as autoridades, corporacocs do estado o
inais fiinccicuiarios c empregados pblicos, e es em um
iiiomenlo enchera praca da Rcstauracao de innumcra-
vel quaiilidatieIc povo.
Iloiinidosna casa municipal a lixina. cmara da ci-
dado, a conimissao encarregada da direccao das obras
do monumento, c varios luiiccionarios pblicos, clirgou,
erao dez horu, S. Exc. o Sr. governador civil com os
eiupregadosde suas reparlicoes, o pouco dopois o I'.mii.
l)ii".ii|.'iro,coinniandaiite da subdivisao militar o llev.
ouvidor ecclcsiastico, o lllm.juiz de direilo, delegado do
procurador regio, etnais olasse judicial, em pnineiio
uniforuie: e beui assim o Itevni. cabido e corpora5ioec-
clesiaslica. O regimanto de infaiileria 11 5 eslava posta-
do na praca, locando a sua msica o hj nio de I). 1 f Uro.
Na mesa grande das voreacoes eslavao dispostas em
milito boaordem sobre bandejas de piala, primorosa-
mente ornadas, as insignias, que liulnio de servir na lan-
caiuento da pedia finidaiueulal, oeeupando esta o lucio
da mesa. Tudo assim reunido, passou o secretario geral
do uoverno civil a lera asseiubla os. autos da colloeacao
da podra, que so acbavo escriptos em pcrgaiiiinbo, um
que teve de ser encerrado no cofre debaixo do aliccice, e
oulro que ICIll de ser depositado na torre do Tombo, r.s-
tei autos, sendo assiguados, sao dcste llieor :
.. No anuo do nasciinento de uosso Senhor Jess
Cliristo de 1845,110 dia ,i de marco, niemoravol e pl*usi-
vel, nesta n.uito nobi o, leal seiupre conatnt c.dade
de Aera do Herosmo, por ser aiimvorsano 1.1 lu UM-
embarque de S. M. Imperial o Si. II. Podro, duque do
Urasanca, de sauAosa recordado, ncala anliga capiui
dos Acores, illia Tereeira, cun o designio beroiCO,
iii.iLMiailinio de se por frente dos compatriota! Hela, as>-
ladoa ueste baluarte da lealdade portuguesa, e os guiar,
como guin, ao glorioso liiumpho,'que '"ill'',;i'a.u.l ,|';
110 sua excelsa e adorada lilha a Senhora O. MAMA II, e
patria a liberdade, o repoiiso.c a independencia, sen-
do por isso este dia o designado [.ara o laucamente- du
podra fundamental do monumento, que os tidaao 101-
ceirencea, edodUtricto.se proposeriio erigir a nieu.o-
riado tao augusto principe, no local do antigo caslello'
de S Luiz, dcsla inesina cidado, hav.ndo-se reunido nos
pacos do concelho o Kxm. governador civil do disiiiclo,
Nicolq Auastoclo de Bctlencourl; o Kxm. brigaOnfo
eoiiimandaiite da subdiviso militar, Joaquiiii/el. rlno
de SUiueira; o Dr. juis.de direilo da comarca, Jos Al-
fonso blrlho; o Rev. ouvidor, Manocl Concia d'Avila;
o Kxm. viscoudede llruges, par do reino, presidente Ha
cmara, aervindp de administrador do concelho; os ve-
nadores, Dr. Antonio Muniz llarreto Corte Real, presi-
do'ute interino dr camal a, Thoinaz Jos da Silva; Anto-
nio Jos Vieira Rodrigues Ka. tura; Jos //orges Leal Cor-
te Real; Antonio Siesuvc de Se-uier Unilo Borges; e
luiz Jos de Vascoucellos; os ineiiibros da comiuiasao
eueai regada do monuiuciilo, composta dos cidailaos o
Exui visconde de/ruges, coniniendador .ose laneis-
c'o Alvares Aarbosa; coui.uendador J0.10 Eduardo de ,V-
breu Tavaresj Jotro Luis Korges Teixeira; Jos Marta da
Silva c Carvallio; Francisco de Lomos Alvares; c o majar
Joao Moniz /Jarreto de Couto; todos os abaixo assiguados,
e bem assim os funeciouarios, empregados pubheos,
cnsules de nacoes estrangeiras, c grande numero de ci-
dadaos conspicuos de diversas classes, convidados para
concorrcrcn a este acto solemne; sahirao todos dos mes-
mes pacos do concelho, em prestito pomposo, o se 01-
rigirao ao referido local do autigo casteo de S. LU,
onde, sobre una mesa collocada 110 centro da praca, c
coberta com acolcha, que servio no leito do excelso
principe, forao depositadas as insignias, que nove vete-
ranos do exereilo libertador conduirao com a pcdraluu-
daniontal do monumento, cssa niesina em que S M. Im-
perial priiueiro poz os ps nesta Iba, c que levarao qua-
tro veteranos com os scus antigos uinroruies, o o coire
u'ito das moedas de broiize fundidas dos sinos Ueste
nai/, no anuo de 182, para occorrer s urgencias do es-
lado, e que tiverao curso legal. Bulan o presidente inte-
rino da cmara, 0111 nomo desla, proclaniou o reieriUo
loeal-l'raca de D. Pedro 1V.-0 Kxm. visconde de Uru-
ges leo a p.oclamacao de 3 de marco de 1832, na qual o
alto principe, ao desembarcar, declarara reassuu.ir a
regencia do romo em lime da sua augusta lilha 1 e-
nhora I). MARA II. Seguidamente o Kxm. goveriiador
civil abri o cofre, dentro do qual o Kxm. brlgaUelro
commandaute da subdiviso, lancou as moedas do cs-
tv lo, o algumas medallias, e o presidente Interiuo da c-
mara umpergaminba com esta inscrlpcoo, que lera em
voz alta ;-u A D. I'KDRO o grande, duque de fragauca.
a cmara de Angra do herois.no em nomo dos povos uo
distrlcto, em tesleiuunho de gralidao e sauUaite J u
marco de 1845.- O Kxm. visconde de llruges laucn um
duplicado deste auto no incsino col're, que o rxui. govoi-
uador civil leehou e depositou no lugar proprio, entre
gando a chavo ao presidente inlerino da cmara, paia
sor guardada no archivo da incsina. Os qualro voleado-
res niais velhos conduziro, em una bandeja, para o ah-
eerce, a podra fundamental do monumento, C todas as
autoridades lizero das domis Insignias o uso conveni-
ente coucorionilo todas para a solciiinidado de un UM
glorioso o inenioravel acto, lindo o qual o Kxm goyer-
nador civil, depota deuma breve "ocuclo, eyantu
tres vivas saudosa memoria do duque de uraganca. r.
para constar se inai.dou lavrar este auto en, dupli.:a.lo,
para ,111o um soja enviado torre do rombo, l.eaudo
ranscrlplO no Ifvro dos aeeordos da cmara 11111n.c1p.il
desta c.dade, o qual vai assig.ia.li. polas autoridad..s,
uionibros da cmara eda coui.nissao. peanle iiiini Jo,.
Au"usto Cabial de Mello, oscivo da cmara, que o .-
a"v.-Nicolao-Ai.astacio de t.el.encourl. governador
civil-Joaquiu. Zeferiuo de Sequera,.^'B-'^""; <:0'-
mandante da subdiviso militar-Jse Allonso otelho,
i.,u de direiloManocl Crrela d 1 vita, ouvidorMs-
oonde de Bruges, par do reino, presidente da ca.uara
servindo de administrador do concelho, e pies.denl. da
eou....issoV.ilo..ioM,.uiz Brrelo Crte Real presi-
dente interino da caiiiara-Tlioinasfos da Silva, v.i u-
dor-A.ilonio Jos Vieira Rodrigues ranura, voieadoi.
-Jos HorgCS Leal Curte Real, vereador-Antonio Se -
ve de Snior Camello borges, vereador -- Luiz os.
de de Vasooneellos vereador ~'oso VnudM* Alva-
res i.arbosa, i.ion.bro da eonimissao Joao Ldu....lo
de Abren lavares, .nombro da COmmlSSaO--;JoO UUs
orces Teixoira, inembro da coii.missaoJ..s. Mana ...
Silva e Carvalho, meinbro da commtasaoFranciaco ai
Lomos Mva.es, menibro da coi.iuiissau--.loau Miinu "ai-
reto do Couto, meinbro da commusao.
Acabado esle acto o prestito se poz em mai cha. O
porta-bandeira da enmara, com o estandarte das amias
do concilio, loinou 8 direccao que se ao ..iva de.igu. 1. .
Klogoiim consideravel numeio de cda.lao, g"i*0
en, duas alas, que antes do tor acabado a aaliid.1 do pus-
tito, j percori io desde a casa da ca.uara ate ao.alto das
"Entre estes cidados contivao-sc muiros eavalheiros,
prop otarios, e negociantes, individuos de todas as e as-
sos, niuitos dos quaes levovuo nobrafo un. taco nacio-
nal, como diliuclivo de que l.avioservido.nos corpo, d.
voluntarios, c de 1' llnha, a causa, de que ">
chelo o valentc guerreiio, elija memoria ido peip. tua,--
levando na mo um ramo de saudades, perpetuas lou-
ros, para en, devido lempo depositarem, como pcnlror
de sua saudosa lenibrauca, sobre a pedia do inoiiu-
"" Entre estos cidados nolava-so una poraio de volun-
tarios do Dona Mara II; alguns dos de II de agosto de
18-"J vestidos com os seus antigos uiiilorines; e oulros,
omciaesc voluntarios do boulhio desla II ia, lanibuu
com os meamos fardainentoa coa que auxil arito a detc-
za desta taboa de salvaco, quaudo sobre ella anida pou-
savo as esporancas da patria.... lepara notar beque
quaudo seguii, o prestito, ellos lor.navao alas aos lados
do cofre que havia sido fundido das moedas de 1). Mana
II, que servio 110 mesuro lempo em que ellos igual-
mente servirn :'.
Entre estes cidados viao-sc minios veterauoi do im-
perador, muitos invlidos da campanha da reslauraco,
que pareca viulio pagar naquelic diaoabraco do scu
gen. ral, a saudosa despedida do seu primeiro caniara-
Lutre estes cidados, entre estas longas lileiras de lo-
do o povo leieerense, vio-se diversos estrangoiros. Os
Ingleses dos navios surtos no porto; e varios didatlos
Iranee/es, (i) que uo duvidro coucorrer a esta Jesta
da liberdade, trazendo en, seu braco o dMiipcilVO In'co-
lor, c chelos de cntliiistasiiio qulserao, ajudar sobre os
nenbascos da Tereeira, a tributar respeitos a memoria do
llCIC do Porto, assim como sobre as opulentas niargens
do Sena adorau a niemoiiado here de AusteiTi....
Com este giaudissiino numero de cidados, que lor-
uiraouui cortejo respeitoso, e nunca visto en, Angra,
io os alun.no> das aulas do rhetorica, lulinidade do col-
legio de N. Senhora da uia, e de todas as aulas de en-
sillo primario desta cidado, como que para testeinunbar
do qiianto o augusto principe foi amante da inslrUOftO,
o desvelado protector de todos oscslabeleeim.iilos II*-
tcrarios.
Segui.o-sc varios empregados pblicos, memoras
das juntas de parocliia, regedores, juizes de paz e .-kilos
de toda a Iba, os ineuibros da carnaza municipal da vil-
la de S. Sebaslio, os da cmara da villa da pi*aia da
Victoria, e O administrador itaquelle concelho; os em-
pregados da alfandega de Angra, os da adniinislracao do
concelho da cidado, o guarda-mur da saude, o capilao do
i,ui 10 o delegado do ll.esouro.Apus todos estes func-
cronarios a o secretario geral do governo civil cornos
empregados das repartiees da ^rjUg
administrativa como do lazonda-o COilCClbo t dtatric
tu os offleiacj do exereilo, a corporacao Judicial, a laa
e',"clesias.ica tanto do Angra cuino dos ou ros em.c.r-
Ihos da liba, o ouvidor dajnaia, e o llevn abid 4 ia-
(hodral, aoqualse aeguiSooa cnsules belga, rrances,
britannlco, brasllelro c russo.
Todas estas possoas lor.navao duaa alas respei.aveis,
pelo meio das'quaes caininl.avao en. mKnhlK dta-
taneia nove veterano! doa soldados de D. 1 l.ni.t), ai-
g condecorados con. orden, da Tone cEspaita. b>
vuido 0111 salvas de piala as insignias do estj lorachas,
,'",,.,di'ia, erogo... balde e vassonr.i, eoel.o con,
c tr, a la con, arei do arei.il da villa da Pra.a da U
oria^.uassc,a,c,dher,o.,o.h^^^
(1) Estes honrados civieos enlhusiastas, sao os capi-
tes. c pilotos das barcas La J'uix c l'gvtc Mr.
Aun Rousseau Ain, Mr. Aniede Rousseau, Mr. Tcs-
lard, Mr. Larcbevaud, Mr. Savaiu Daiiand.
de binz;' fiiudidas 'e.ta ilha e. 1829 para suatcnucSo
iin'.iusu da leiiiliinidade. ,.,
Aecabo tte tudo islo segua-se UlM nmlC !*>
gante paviola em que. dentro de una b.iu ej.i d pi.il.i
FaSpeura rundamenttl, que se lorHava, notavcl no.
aquella sobro que o p.in.eno guarda da- hb. dad U
bi.cis o Senl. ir l). PEEBO, llrmou os pos. naoccaaiao
do caca \ paviola era eoudu/.ida por qual.o tetera
X & ixerclJ libertador, vestidos con, oa
uniformes, pegando nos qu.il.oeo,une,, d. ;
.nos nrosos nos ngulos .1, 111es.ua paviola, o t.xiu. 01,
co.n.uendador director da alfandega de Angra* e o ib.
^''.n^d^'.Ml^giiiaseguio-scajuntagc.a.dodistiie-
,, o K.x,. governador civil. ,c0|M,ullttfat10o,.'?
sao, eoRvi... ouvidor ecclesfaalico, o de, o, 1. a
niunieipal ou, grande ceremonia 0 ves...... o el, gala, ea
conin.isso diieo.ora das obras do awuawdo. .
Foohava o prestito o. og.ment de iiilautciia 11. o,
tocudo a inusiea nia.s bellS, e cxccllctemcule o h> nio
de D.PEDRO. _
0 prestito seguio pelas ras da S, Covas, ra do Re-
, ,. l;l debaixo de Santa Lu/.ia, Miragua, e 1.1 a. a
U iraca de D. PEDRO IV. Todas as ...as do ira .silo is a-
vo adornadas com nagnicas cortinas pjjto*"
raudas, que liguiavo ..... vistoso signa I .b B.. ;
I, .. ,. o pivimoi.ro dasruas juneado de lloi..l..v.uin
rinde re.'lee a esta passage.u. Km todas as casa, SU-
vo sjanellaseheiasdo umitas senhoras rtel>mb^Uv
viadas. o que olierecia por loda a parle U..I MWel
, f U. viste, que lornava duplieadan.onte alegre u 1.1-
Cuadro :,o!,gora t. a vamos Q^^V^S
.nava, i o concurso tlnha duplicado. Alu era ""1'"^
el numerar 0 apinhad.ssimo ajunl ..nonto *1*V
allluia de toda a parte, 6 eslava en. todas as aven dasaU-
lcenles. O entbuslas.no llnha ebegado a todos, naos
{.aerao tomar parte ueste tributo de grat.dao a memo-
ria de U. I'KDRO.
O sol vinha dardojar ardontcnicnlo sobro esta Riuocaq
nacional. Parece que a uiesina nattireza, lambe... .111-
nenhada em soln...sar esle a.io, se compradla em an-
nunclar, com a amenldade do dia, a pas .0 rcpousocn
que na inimoi talida.lo descanca a alma do (.raudo I). I K
>ltO IV \h: o fortificando assim n lisongeira cenia de que as virtudes
do ho.....ni insto sao al .'espoliad is dos elementos.......
(lugado o prstilo praca, onde eslava postada una
"lindado honra, era UTn quallo depots do meloda. Al-
l lluelu iva 0 pavIlbSoportUgurz, e eslava erguida una
barrae.i, vistosa o elegantemente ...lomada de lestes do
lomo, onde entrarn as autorid ules, a cmara, o a coin-
miaaSo. Dentro da barraca eslava o relalo do Hroe Li-
bertador, c sobre una mesa, coberta con. a colcha que
servio 110 hito em que dorniio S. Magastade, eslava,, col-
lucidas as insignias que tinlio de servir na ceremonia,
u reg.....-uto de Infantera n.*5 oceupou Umbcm lugar
competente na praca. ., ,
Estando tudo assim reunido, o presidente interino da
cantara, oDr. Antonio Monis Barrete Corte Real, sabio-
do fura da leuda, disse:
Habitantes da Ilha Tereeira! Faz boje (rezo an-
uos que a osla inosuu hora se eslava vendo acola.6111
balxo, ai lando sobre as ondas do ocano, a fragata llai-
n/iu de l'orlunal. Aquella fortaleza do S. Joao ll.ipln.ta,
a outra froiileira de S. Sebaslio saudavao com salvas
dea.lilhonau pavdho real, que se va esvoacando por
enlie us seus inaslios. Klla condiizia a sen bordo S. M.
Imperial oSr. I). I'KDRO, duque de Bragauca, pal da
nossa Augusta R.mi., o dador da cana constitucional,
File vinha por-se i testa doSPortugueses neis, para ir
libertar, C0...O lib.rtou, o lliiono d sua augusta lilha.
.. Os Terceireiisr, querendo levantar a memoria do
libertador um monumento, que atieste a posteridade a
sua gratidao, escolhraoeste lugar do antigo caslello de
S. Luiz, o este dia iiionioravol, para na niesina hora 0111
que S. M. desembarcou laucaron, nos alicorees a primcl-
ra podra do caes em que elle pz as suas plantas.
. K acamar.', municipal da limito nobie, leal, o som-
pre constante cidado d'Xngra do Herosmo, querendo
tambera dar mu testen.1111I10 de amor, gratidao, o res-
nciro ao magnaui.no libertador da naciio portuguesa, e
perpetuar nesta ilha a lenibranca do seu glorioso nnn.e,
determina com approvaciio do Kxm. governador civil,
me osle sitio do antigo caslello de S, Luis, s.ja denomi-
nado d'ora em diante Praja de I). I'KDRO IV a
K em seguida o secretario da cmara repollo Clll alia
voz; O sitio do antigo castello de S. Luiz sera dora 01.1
diante denominado Pa{ m D. Panao IV.
t) Kxm. visconde de llruges, par do reino, niciiibro da
imita provisoria creada em 1828, o que, como presidente
M. Imperial que vlcssc eollocar-ae te-.11 doa Portugue-
ses, leo entilo a ramosa proclamarn que o mcmoravel
principe, como poltico, perspicaz, e conciliador dos
Portugueses, havia dirigido uo momento do seu desem-
barque, ueste dia fausto e soleinno:
de luiibo do anuo prximo'passado, ache a causa de S.
M. FideltSSlma a Senhora DO.NA MAltlA SEGUNDA, ll-
nha augusta lilha e vossa Raulia, a punto do perder-se,
o eonjiinciaiuente com aquella, .. causa constitucional
portuguea, apezar de todos os calreos feitos por vos;
empellido pelo amor de pai, o polo dever de ho.nein
ph.la.itropo, part no dia vinte do referido mez para In-
elhteira, aonde, primeiro que tudo, cumpla tratar ne-
gocio de toalta monta: alli dirig ou inesn.o as nego-
ciacocs polticas, tomando grande parle nellas; o 01 do-
uei'que se contiatasse um ciuprosliuio, sen, o qual bal-
dados striao todos os ineus bous desejos. Km quaiilo s
nimbas oidcll se dava a devida execucSo, voltei a Fran-
ja, para advogar, como advoguci, a uobic causa cons-
titucional, peante S. M. mei. multo amado c presado
io, o re dos Franceses.
v-sic meio lempo, a regencia que eu havia eieado
para vos eovernar, envlou urna deputacSo a presenta
oc niiiiha augusta lilha o a linlia, a p.dir-me. em non.,,
da ...os:- a regcnela, e en. rosao nome, que irposesse
oatensivanie..... fente dos negnos de. M HUi lissi
1111 Kste desojo, io express,mente manilestado por vos,
nf.o podia de.xar do mover mei. imperial enrai .10 a con-
descender cora elle, o a ajuntar gostosainentc aos des-
velos o cuidados que j., medevia tao "B1raacauaJ^
sacrificio da minha trannuillidadc pessoal, odos.nt,-
resses que me sao inais ollares.
.. Concluido que fui o en.prosli.no, o apenas por meio
doli, o a CUSU de bstanles lili, aillos, C de nao poilcas
diraculdades,sepodeconseBUrquescapro.nptesscuina
rstiuadra capas tic sustentar us d.rcitoa da Senhora DOWA
M\RI\ SEGI NDA, o os das SCUS liis subdilos, guiado
pelo amot da humanidade, polo d.i minha augusta nina
e pupllla, o pelo da causa conalilucional, decldi-me a
,,!,,,,1rear en. Ilelle-lsle, o a .../.e.-.e a ve a go que
pude para esta liba, egregio baluarte da 1,dolida., ua
liberdade portuguea. Acudindo deste modo ao chaina-
inenlo dos seus povns. voulio em nimio da vossa RU>">
o pessn.l.neme, agradecer a regencia, a lodos us habi-
tantes das Ibas dos \cures, o as v llorosas iropas que as
Buarnecem, lanos sacrificios feitos, tanta lldelldade
rovada, 1 unta constancia desenvolvida, que seguramen-
te vos toruno aosolbosdo mundo clvlllsado vivos exem-
plosdaqu.-ii.. heroicidad.! e amor di patria, comque os
\lbuquerques o os Castl'OS se dislinguiiao 111 InUa.
Sulisfaaeudo,pota,aos meua insta sagrados .teve,es,
como pai, tutor, o natural defensor da vnssa legiluna
toberana. e aoa voseos desetas, em ludo dignos de o
leaos subditos da lUCSIM Augusta Senhora, vos declaro
que passo iiiimrdlatamcute a reassumlr aquella-'".esma
autorldadc que, por estar ausente, bavia depositado na
regencia, a qual consorvarel, at que, esttbelecido en.
l'ortucal o novel,,o legitimo de uiuiha augusta lillia, Ue-
liberen, asinos geraea se conven quo eu continua no
livre exercie.o dosdireiios que se achilo designados no
irtliso 92 da carta conslituclpnal. Firme nos meua prin-
cipios cu me glorio de lomar iiini parle activa coiuvoseo
na nobie empresa de derribara tj.a.inia, que, ha pello
,|e qi.al.o anuos, tcm assoladu Portugal de marchar a
lesi. de tao bravos militares, com o Intento uuicau.ente
de livrar a humanidade opprlmida, de eatabeleccr o iiu-
nerio da Ici, c de firmar a autoridade < o throno de mi-
Uha augusta lilha, o vossa Kumii; a qual educada nos
verdadeirosprincipiosconstiluclonaes, quaudo vierago-
VCrnar-VOS, nao perder devisl.. osla niax.nia;--qm'a
carta aonsUtuolonal tito inteiranente a duv* reger a ciu,
como a seus liis subditos. --
. a bordo da hagan Rabana de Portugal surtt no por-
to de Angra, aos :i de marco de 1832.
I). PEDRO, duque de Braganca.
Ah que lenibrancas saudosas nao occorrio duran-
te a leliiia daquelle docuniento!! Que he do principe
,,, naquelle dia enei gieainenle fallava aos l'ortuguezes.
One he deliC? Que he do principe cuja 1 escura niages-
tsa fazia pulai nossos coracffes de alegra o outhiisias-
mo? oue he do prncipe, qur corra as ras de Angra
moudo sobre um cavalto guerreiro, recebendo de roda
aparto Horca o vivas.'! Que he do general que no meio
deuossos infortunios noaanpareceo acrapre coiu animo
paternal, sempre despido de ambices, so ambicioso de
concluir a maior empresa dos teiupos modernos.........
A|,;......... inda tato......... ludo naquelle momento Vt-
Dha intaturar so com tratela em nonas recordaedes.
Concluida cal 1 Icitur o Exin. governador civil auno
o cofre e S. I.x. o eomniand tule da subd.visao militar
lancou dentro dille as muelas. O prc-,denle inler.no da
cmara, depoia sabio .i prava c sendo ouvido com geral
aceitar,) pronunclou a ralla que com nimio prasu aqu
publica,nos: ...
Habitantes da Ilha Tereeira! Este pergaininho
nuevou lancar naquelle cofre, conloin unta escriptura
publica c solemne do albor o gratidao que a memoria de
S M I oSenhor I). PEDRO, duque de Braganca, r-011-
sauro os hablaiiles do concelho da miiit iiobre, leal,
eaenipre eoiislanlo oidado de Angra do Herosmo.
Ne iliuin principe d 1 lona foi inais digno da grati-
dJoTdos povos, q.e s.M.I. oSr. D. PEDRO, duque do
iiragain,..; iidtoi nenhura povo da tena era mala capas,
liein ...ais proprio de ser o primeiro a pagar-ll.o do 00-
racao este merecido iributu, que upovo da ilha 1er-
Memoria dcD I'KDRO, tu que es par., guerreros
estimulo de gloria, o para oradores e poetas logo e cu-
II,,..i as,no. alema o mei. espilito nesta hora solemne. _
Nenhum principe duea fi mata digno dagrati-
do dos povos que S. M. 1 o Scnl.or D. PEDRO, duque
de Uraganca. ..
De todos us inonarchas antigos e modernos ro elle
o primeiro que, deapoj ...do-so das prerogauvas e prec-
minrnctaa naos do poder absoluto que horda, a coma
cora de a. u augusto pai.e sal,indo,, frente dacivilisacao
europea,livre c espontneamente decretou > den a nacao
portuguesa > cana constitucional que conten as nislllui-
.-es que so pude.,, laxcr a I. lindado dns povos.
' Era un, principe inacccsslvel au.bicao; so desc-
lava a prosperidade dos Portugueses e o bem da huma-
nidade NOS lodos O vimos fundando em dous heiui-
pherios throno c liberdade, e con. animo grandioso en-
"eilai sempre oseeplro que a smle ., pi lia lhe piiul.a
as iiios. Oh! duas coros cro pOUCO para asna Ironto
de hroe, o dous mu,idos pequeo ospaco para a gran-
deza do seu genio! '
Era 1111 principo sabio, um principe plulosopbo.
Va ministros, interpretes dalcl, noabris hojeo
cdigo das nossas liberdades, nao toncis a sua vasta e
providente legisla.au que nao admiris oprorandoaa-
ber que enriqueca a SUa alma pbilauliopica. ( 0.11 a es-
pada .... mo ereava imperios, coiu a ponna dava a li-
berdade nos povos.
Era mu pi iucipe soldado. Napoleo, dos piiiuoiros,
edoa inais slmplices poatesda malicia francesa, roi-se
elevando at senlar-se no Ibrono do imperio da Franca :
s M I. o SenhorD. PBDBO, duque de Braganca, Im-
perador do i rasil, o re de Portugal e dos Algarvcs,
troca o sceptro de rei e o manto imperial pela espada
de guerreiro, pela farda de soldado. Tudo abdica,
menos a gloria de morrer pela patria. A vntudeeraa
nica disliucco do grandeza que rrconhecia su alma.
Vos, valentes camarades do exercito libertador, vos
que aqu estis fasendo anda mata solemne c pomposa
esta testa da patria, o nnlilos dos quaes cu oslo., vendo
com os meamos uniformes C insignias com que no Porto
e no Algarvo, e.n Almoster o na Asseiceira o conduz.s-
los .. victoria, dizci, eu vo-lo peco por aoucllc abraco
que o grande liomem vos legn boira Ua sepultura,
dizei quantas vezes nao vistes o TOMO general do Miu-


relio enmend entre os soldados, dormindo no clio .10
dclcnto, armando trlnchciras, encartuxando a plvora,
com o pello exposto s lalas, sempre no ponto do malor
-2
mas sempre vencedor, semprc hero
rombales '
o no iiuio
l'.rn mu p-incipc humano, uro principe clemente,
mencia c a guerra sit inimigas capitacs. Os Me-
nores c Cesares levavo semprc aps de seus carros,
tes. presos, manlctados com grilli te alucinas, os
1'
de
- 110 c impo d is batalh is : Su.1 M igestadc Impc-
1 Seuhor I). PEDIl, duque de dragonea, nunca
1; ireceo nos seos di is de triuinpho coin os louros sal-
idos i!,' sangue. Com a espada venca, coiu o \ Icto-
i perdo iv.1.
iinii principe.... Masah! Senhorcs, sito tonta
virtudes, que impossivcl he numeral-as.
S11.1 Magestadc Imperial o Senhor t. PEDRO duqui
Rraganca, gastou o resto de seus dias drenles no
beiu dos hoiiiens, ni regenerarn da patria. Apenas
consumou a sua gloriosa missiio, sumio-sc por entre
ji limas da victoria, e, seiiu Ihanie no Rcdemptor do
inundo, l lu recrbrr das nulos de Deas nina coraim-
inon.ii. \ patria, como orph&a abandonada, como
vluva se ni abrigo, anda liojc chora a sua perda fatal.
Mas consola-te, patria, porque elle Id esta em cima
In/. ila fti'i iiiil.ulr velando sobre os nossos destinos. De
11 te aponta para n IIh'.mu e para .1 carta como para a
estrella rutilante, qu so pode guiar a uacao portugue-
sa ao puno di verdadeira fclicidade.
.Memoria del). PEDRO, dcscillpa UlCSquinllH do
engeulio estas desalilibadas recordaces, estes suspiros
rumos, mas .sinceros, de aduiir.ieo c respeito nesla
Juna solemne.
Ncahuiu povo da trra era neni mais capaz, uein
mais propio, de ser o primeiro a pegar un tributo de
gratidao memoria do libertador, que o poro da ilha
Xcrceira.
Km todas as pocas mais notareis da monarchia lusi-
tana linio semprc os Tcrcelrenses os primeiros a dar
nsiuaiorcs proras de amura patria, c de lealdadc ao
lei.
Nessa poca lastimosa em que el-rei, o Seuhor D.
Srbasilo, principe to vajeuto quanto desditoso, i fui
sepultar comsigo mis areaes ali Iconos a llor da naco
portuguesa, n idade de ouro do reino de Alfonso Hcnri-
qnos, deixando o llironu.........i sac rdote, que, mur-
iendo sem descendencia, deixou exposto a nina in-
vaso estrangeira, os Tercelrensqs foro os primeiros
que resist rao no jugo castelhano, c os ltimos que se
reiidcro ao principe mais poderoso daquellc secuto, ao
lillm de Culos ."1.'. .1 Killppe2," di-Casicll.i.
ou.: prodigios de valor nao obrarn os Tercelrenses
ua restauraro de cl-rci o Sr. 11 Joao H .' Entro riles
se cobrjro de gloria mu Francisco de Oradlas da Ca-
usara e um Joo d'Avila. [I] Itrparai, nobre Viseondr
de ruges, que a vossa liiiiagem forma nina serie de
hroes que l val prender-se em Jacome de oYugcs, pri-
meiro donatario epovoadorda ilha, e vcni terminar
einvs, sen primeiro regenerador.
mando em 1828 lodo o reino curvara o joclho autr
un principe intruso, os Terceirenses, leudo i sua testa
.1 nobre \ Iscoude de ruges, que to gloriosa asstimp-
1.1 den para as pi lineiras lamias da liisloi i,i da rcslaura-
ruo, faro ds nicos que arvorro o pciidoda ihrono
1 lllmo il 1 cura constitucional, e .1 cusa do seu
saiTgue o eouserr.'irao sempre lileso! di, praia da
victoria! Ol da II de agosto de 1829 De vos s que-
ro os louros para os meiis Terceirenses, porque as gen-
lil./isil'.iiiuas a que mareastes a poca nos paginas da
historia ja pertencem a repartirn mais sublime ; | an-
dan cantadas ao som da lirodc ouro dos poetas que as
rcirindicriro para o dominio das musas.
I ui 1 < 1 uoso rocli.do, que .1 natiirea lorniou no
lucio do aliaiitico para ser ocapioliodo heroismo, a
liedia mais inicios.1 da cor 1 portuguesa, que rccolheo
c agasalhou em seu mo niela naco perseguida c expa-
ti lado.
I ii este famoso roclndo a primeira lena portugue-
sa onde Sua Mageslatc Imperial o Sr. D. PEDRO, du-
que de Braganca, reassumio a regencia do reino, como
lia punco ouvistes, coin o intento nicamente do tivrar
.1 I111111.1ui1l.11le opprimida, de eslobolcccr o imperio da
lei, e de armar a auioridude e o ihrono de sua augusta
lillia c noss 1 I! IIVIIA.
Coi este ramoso rochedo aq'ueinSua Magcstade Im-
perial o Sr. I). PEDRO, duque de Itraganca, recordai-
vos que sao palavras suas, agradeceudo tantos sacrili-
liiios, lauta lldelldodc provada, lana constancia
i lenvolvida, que toru,iva os Terceirenses e as valoro-
s hopas queoguarneciaoaosolliosdomuudocivilis ido
1 s cxemplos daqnella heroicidade e amor da patria
11 que os Albuqiirrqucs eos (astros se imtlnguiro
. ludia, dco, na sua proclamarn da vida, o glorioso
de egregio baluarte da fidelidade r da libcrdcdt
e na da -na despedida o de trra clauitada
lude portuguesa, e berta flluitre da regencrariio da mili
oi aqu ueste Famoso rochedo, onde parece que at
ledras se couvcrtio em valenles guerrelros, que se
reuni essa gloriosa cruzada qne la foi libertar o throno
inim e .1 patria aos P01 tugurzrs. Fui dellc que
1 ni da Gama levou ao reino os pcnliores do desco-
briuiento da India, e dellc tambero foi que o Grande
D, PEDRO levou a culi ao reino eui prulior da llbcr-
dade J .
Vede agora, senhores, se liouyc principe mais digna
da gratid.10 dos povos que Sua Magrsl idc Imperial oSc-
nlior li, PEDRO, ilu,1.....1,- Mi-dgnnca, 011 povo mais ca-
paz e mais proprio.que o pino da Iba Terceira, de ser o
primeiro a li van tai mu monumeiito de gralidao eper-
plua saudade .i meiiini ia do ni cidadao, do rci solda-
do, dn ni libertador dos sVus povos.
Em dome, pois, dos liabitanles deste municipio rou
laucar uaquella urna este pergaminho luedis : (leo).-
Em seguida depositou 110 colVc o dito pergaminho,
que ca do lli, in segu it, :
i li PEDRO o GRANDE
UI ui K DE lli VUAMCA.:
a camahi he aorado hemoisuo
l:m notntdoi povos do dhtriclo,
km ti;sti:\iimo
Ve ratiddo 1 taudade.
i di: marco INJ.i
Em quanto o (Ilustrepresldenjc rriilou essas inte-
restantes palavras, que Su gratas c lisongciras sfio para
o povo terecirense, descnvoTveo-se geral euioco, en os
unios 1 111 mili (is individuos burljulliar mais de nina
lagrima de saudade.
LogoS. Ex.,o Sr. Visconde de firuges, cncerrou no
cofre o auto. ni.mu. goveruador civil fecboii o corr
dcniro de outro de cedro, e fes da < lia ve entrega solem-
ne 10 presidente di canina, oijii.il nspoiiileo assiui.
I.mii. Sr. .Ao receber esta chave, en sinto 11111
estremeciim tito di- gloria enriendo por iodo o meu cor-
po. Ella fecha naquella urna,quc vai liear debalxo nos
aiicci c 1 s do monumento, os mais solemnes protestos de
gralidao e perpetua saudade, que a memoria do liber-
tador daara 1 portuguesa l'azeui os povos dcslc nuiui-
ipio.
Era sen nonicpois, agradeco a V. Ex. este publica
tesicmuiilui de honrac confianza, e por ellcs prometi
que esta ch ive ser guardada defendida como un de-
pOSito da mais alta valia. As pravas de valor c l.alilid
un- denlo as inenioravcis dias22 de juulio e 4 de outo-
bro de 1828, < II de a4o,io o,- is2u, s.ioun beiu seguro
peuhordesta sagradapromessa;c pa mais sote....., de-
inonsli .i'. ..o de a^radecimeutu c oprcco,a levarci ao coi-
.'.i,,., odV ule sobre o iiicu coracao
E effl'ectivainente mis vimos, c vio chciode alegra io-
do o povo di- Angra, nt:e o illustrc presidente po/jun-
io ao teucorociio a chave presa em urna Ra bicolor,
COIU a leyenda ,1 di: ABCO di IIM5. Depois, os iiualro
vereadoresmais velhos conduzirao para o alicercti a pe-
dra fundainentaloKiin, goveruador civil levou a co-
Iher e irollia o Exra. coinniandante da subdivisao
militar levou o cocho coin a galo Exin. visconde d
ruges levou o nivel o a esquadriaO l)r. juiz le direi-
to a inasseta0 presldcitte interino da cmara, a regoa
c os iiicmbros da couurHssSo do inoniunento, Jos Ma
ria da Silva c Carvalho, .lo.io Eduardo de Abreu Tavares
Joao I.uiz Worges Teixelra, levarn as rachas, balde
vassouralevando o reverendo eonego ouvidor ecclcsi-
astieo o cofre.
Km ebegaudo todas estas pessoas ao p do alicerec
lliesmo reverendo ouvidor denos o cofre na cavidade : o
l'.Mii. coinni.iiidaiitc da sulidivisao lailCOU a calo
nicini.ro da coiiimissao, Jorges Teixeira, lancou a agoa-
e o l.xin. goveruador civil estendeo a cal coin a coTlicr
lia nina liora da larde (luna do desembarque de Sua
Magestadc Imperial] quando S. Ex., ao som do bymno de
PRDRO, assenloii para todo o semprc a pedia" funda-
mental, que Un- foi apreseutada pelos qualro rereado
res, aqual foi calcada rom as rachas pelo l)r. juiz dr
11 licito, nivelada, c apriimada pelo Kxm. visconde de
Uruges, c presidente da cmara.
Iinniedialaucnle a CStC acto o inesiUO RtUl.gOVema-
lor civil preparou a rcuuina para dar os vivas a memo-
ria do saudoso duque de l'.racaii(a. S Ex. vestido coi
a farda desoldado acadmicocoin que servio no exor-
dio de D. l'KDIIO, aprovcitoii esle momento para dizer
is srguinles palavras, que bem proprias erSo dellc, na
occasio em que laucara urna pedia i'in memoria do sen
augusto general :
ii Terceirenses Desde que Sua .Magestadc Impe-
rial o Senhor 1). I'KDIK), de saudosa recordacuo, sacri-
liCOU a propria vida para restaurar o throno na nossa
adorada Haimia sua augusta lillia, e dar aos Portugue-
zes patria c liberdade, por veres se teui emprclicndldo,
em dillerentes pontos do reino e seus dominios, levan-
tar mu mmiiimciito ;i memoria de tifo excelso principe,
Eslava, porm, reservado a esta tena do herosmo a
gloria de ser a primeira que erigase um talpadro de
divido reeoiihecimeiiio assiin como tainbein foi a pri-
meira tura patria em que o invicto duque de ragauca,
comecoii a graudc empresa de libertar a naeo.
inda esta inagestosa solemnidade, todas estas pom-
pas a que lioje coiicoi remos uo acto da COllocacao da
pedia funilainenl.il dn Ilion.....cuto, bem claramente fa-
xcn ver, que o povo heroico da Terceira, que a nenhum
OUtro cedeo em tomar as armas, quando a voz do he-
me libertador a ellas o cliamoii do Uicsuio modo a ne-
nhuin nutro deixa a primarla em attestar aos vindouros
o tributo di sua gratidao ao alto c saudoso principe, a
quera a patrio tanto deve.
Sim, leus liabitanles dn dislricio de Angra estas
pedias que boje collocamos, van elernisar dignamente
vossiis iiobres seiitimentos, mais puros e verdadelros,
depois da chorada morte do rci philosopbo, ao qual des-
le sempre as mais decisivas proras do vosso amor, res-
peito, c lealdadc. Mm; nestedia fausto e inemoravrl,
aniiivcrs.il ni daquellc em que o magnnimo dador da
cana constitucional desembarcou neste baluarte da ti-
di idade portuguesa, a nobre, leal, c sempre constante
enhile de Angra do Herosmo junta mais um brai&o aos
ttulos do sua gloria ; gloria de lia milito inconteslavel,
por ser lundada em Ilustres Hilos, que alirillianio as
paginas da nossa historia.
Terceirenses Nobre orgullio dtela ter em alcaides
primeiro este monumento mas elle he erigido a mo-
iiarcha generoso, cuja falta enluta nossos coracOes i
r.rguei pois contraigo, esta solemne ocoashlo, tres vivs
.^saudosa niemoria de Sua Magestadc Imperial, o Senhor
Estes vivas Ionio acolllidos coin iiiexprimivel entlni-
Siasmo, e auiiuntiados cidade por una girndola de
logeles, aqual lespoiiilerao una salva de arlillicria do
asidlo ilc S. Joao Yaptista. repiques de sinos, e im-
mensos roguelcs. K as iripolases dos navios luglczcs
o francezes suhro cutan s vergas a dar vivas iucino-
ia del), PEDRO, c a liberdade.
Km seguida o Exill. coronel do regiment de infan-
tena n. >, inandou dar as salvas do estylo, ergueudo
vivas a Sua Magestadc a RtINIIt e familia real, i cuta
eonsiuucioiial, e ao glorioso di i :i de marco.
Logo todas as autoridades, e cldados tancrao sobre
a ledra os seus ramos do louros C llores, ao som do
livllllio da ranilla.
Concluida esta solemnidade o prestito se reliroii pe-
la incsnia ordem e mas at praca da restauracSo, a-
eompanliado do II1CSU10 povo, todo salisfeito de ler j;i
endereyado ao futuro mu testemuiilio de sua considera-
eiio para coin o libertador .'
v voita dB prestito, apassagein dcsta inmensacomi-
tiva, Bol como nina marcha de tritliiipho e victoria
l'arecia-ni.squc o duque de braganca, l do alio da
ellierea inorada, onde,r, i o,lado un lefio da iiuniortali
dade,vela pela nossa son, eslava ueste dia rcmcnio-
rando-se dcsta trra, e exclamando chelo de ululo :
u I'.u sacriliijuii a iniiln vida pela causa da' ferecira
ii que era a da liberdade ; mas os povos da Terceira sao
ii diflus do lUCU generoso sacrificio.11
Logo que o prestito cliegou ;i pra.a, o presidente in-
terino da cmara, que trasia aopcilo, pendente da lita,
a chave do cofre, appareccoa limadas jmilas dos pa-
cos do concedi, coin ps mais vereadores ; c deseuro-
lando a lirnideira di cidade, crguco tres vivas \ saudo-
sa memoria do duque de ffragancass os qnaes Ionio re-
pelidos coin todo o enlhuslasmo, c saudados pelo hyin-
110 nacional, al que, poUCO a jiuuco, a reuillo se foi
dispersando.
Kis-aqni como terminoii o solemne arto dacolloca-
fo da primeira pedia do monumento de gratidao dos
povos da Terceira ao grande duque de Araganea.
Irapossivel empresa seria opaltutcar em tosca des-
eripeao urna ceremonia em que todos, e todos de todas
asclassrs. piesl.uao homeiiageiis de respcilo & nieino-
ria do restaurador das liberdades patrias, i\.io ha lein-
Inanea une a ilha 'l'crccira oUerecessc jamis um dia
ue tAodistinctO festim, um dia de tanta pompa, e de
tanto concurso de gente.... Maior espectculo, o Angra,
lli S leus visto, til S ludias reservado para este dia d
boa recordacao.....
l'a
(Ij Ascendentes do Kxm. visconde de llrugcs.
(zj X'asco da liama, adoeccndo-liic o iruuio, Paulo da
Cama, na sua vulia da ludia aporlou ilha Terceira, e
djqul be que toi i ni directora a Lisboa. Paulo da Gama
morreo p meo depois, c foi sepultado na igreja do con-
vento de .-. Francisco desta cidade.
zVarro, ce. I. L. 4. C". II.
i mais solemnidade deste faustoso dia, tambem pe-
las tres horas da tarde foi aberta pela primeira vez a tai-
xa econmica de Angra, a qual coinecou lugo a luneelo-
liar, haveudo depsitos de inultos individuos das dille-
rentes elasses da sociedade. K pclamanha liavia prin-
cipiado a reconsiruccao da iulercssanti: estrada mi-
litar.
Ao por dj sol una salva real nocastello dco as des-
pedidas a esse dia sempre ineinoravel para os Tercei-
renses.
A'iionic,illuniiuoii-se lustrosamcutc a casa munici-
pal, assiin como o palacio dogoverno, toda a cidade, e
em geral Indas as casas, c at a de um cidadao francs,
ha pinico c provisoriamente rrsididentc nesta ilha.
Home una recita no llicalro angrense, a que con-'
coi-rcio os l.xms. goveruador civil, comniandaiite da
subdivisao visconde de ruges, c outras umitas pes-
SOai de dislinreiio.
Taiubein a msica do regiment de infantera nf5,
velo tocar na piara da Kostauracao os byniuos, cocrendo
dalii as ras principacs at uo seu quartcl no Cas-
lello.
Ah flea pois neste jornal,em pequeo c nial trocado
esbueo, o quanto se passou ueste assigiialado dia. Njo
assiin o enlliusiasino, que elle des|ieiton, as recorda-
ces, que suscitou, e que licrao gravadas em nossa
lenibiaui a. Kssas S Se pdem imaginar, nao lia pini-
na que as escreva.
Concluiremos boje este nosso artigo com as inesmas
palavras com que no nosso n 312 do 29 de Setembro
de IS2, fccliamos aquella em que lenibraraos a crca-
i ao do monumento uo incsuio local onde j est ali-
ccrccado.
ii Do alto daquellc sitio, ve-se Angra do Heros-
mo, como que servindu de degro aquella monumento.
Elle llcara Sendo O nosso Volyotha mnilcnw, onde coli-
coli-, reinos a levar tributos de nosso respcilo; e onde
tambera deixaremos aos vindouros um padraodos nossos
dios assignaladose gloriosos. .
(Diario dooverno.)
ESTADOS UNIDOS.
l-'olhas d'aquelles estados al 7 do concille (marco?
conleem o segiiintc :
O objecte da allen(So publica era o discurso de inau-
guraban proferido pelo novo presidente Mr. Polk, no dia
i de mareo, em presrnca do COngrcSSO.
Esse docuineiito, que se distingue pela sua concisao,
he digno de attcilfo. O novo presidente comeca por ob-
servar inodeslaiuculc que deseonlia das suas forjas para
dcseinpenliar os eminentesearduos deveres do seu car-
go, especialmente attendendo a que elle he o caudidaio
mais joven de quantos al lioje bao sido elevados pre-
sidencia. Depois appella para o Arbitro de todos os go-
vernos, como origeiu de que dimana lodo o auxilio para
o desrmpeubo dos seus deveres, r recouhece a benigni-
d.ide desse Poder para COII1 u uacao, a cujos destinos vai
presidir.
O presidente manlfcsta em seguida os seus seotiuien-
tos cerca de varios assuniplus polticos. Helativaiucii-
te a l.ieuld.iile do Vrlo, partilha a opilli3o do general
J.ickson, e jior esta occasiao entra era eonsideracoes so-
bre o valor e importancia da I lilaoda ucccssidadc
della para o progresso nacional, como se dciluz da pros-
peridade a que tein cliegado o paiz c o sen accrcscinio
de trese a vinle c oilo csradosassiin como da obrigacao
que todos tcein de a niauter. Reputa a questao do banco
nacional como decidida pela opiuiao iiiaiiife.stada pela
grande maioria da repblica ; c trata o' reeoiilieciincnto
das dividas parciacs dos estados, como quesillo igual-
mente resolvida.
Depois refere-se s pautas, e cita este respcilo a car-
ia que elle escreveo por occasiao da eleicao ; estabelece
que a recelta deve ser o liiu principal; e a proteccao espe-
cial, quesillo de incidente adinlltlndo todava dlstiuc-
yo no principio da reccita. Todos os interesses (diz elle)
deveiu ter igual proteccao; c este respcilo inelina-sc
s ideias professadas pelos representantes da Carolina
do Bul.
Reitera os vclhos argumentos cui prol da reannexa-
lo de Texas congralula-sc com o paiz pela approva-
\o do ultimo acto do congresso ueste sentido, e proles-
a rniprrgar os seus esforcos para levar cubito Csse
mpcnlio quanto mais sedo iorpossivel; e, passando
questao do Oregou, pronuncia-so fui teniente cm favor
da OCCUpacito desse territorio, cuja posse est liriiieiiien-
le convencido nao pode ser disputada aos Estados-Uni-
dos.
O presidente conclue com as observables e promessas
do estylo ; protesta faier cll'ectiva a rcspousabilidadc dos
luuccioiiarios ; ser presidente do povo e.nao de um par-
tido ; c espera em liiu do auxilio dos seus subordinados,
da conlianea do congresso, os lucios de dar conta da sua
trela, siipplicando ao Todo-Poderoso que continu a sua
proteccao aos Estados-Luidos.
dem.)
NOTICIAS, DIVERSAS.
Occorreo ltimamente na corte britannica um inci-
deiilo curioso. Nao lie geralmentc sabido, que o prin-
cipe de Galles, ( o berdeiro prcsuinpllvo da corda) gosa
do titulo de duque de ltolhesag, c de Cornwall co
principe Alberto, seu pai, ignorava, ou nao se reeor-
dar dcsta circunstancia. Um dia appareceo un bi-
lliete no palacio de /uekingliam como nonie do duque
de Itothcsag, enderezado ao principe Alberto, c pedin-
do audiencia. O drincipe licou conluso ; nao se recor-
dara de semelhaiitc ttulo ; mas dco ordem, para que
fosse inlrodusido o duque. Imincdiatamonte Ihc foi
apresentado o principe real, vestidoescoceza, cesta
agradavel sorpresa causou bastante entretenimeiilo
corte.
A ineiisageni do ex-presidenlc Tyler ao congresso a-
inei ieano, cm que os Ingleses sao acensados como pro-
lectores do trauco de esclavatura, liavia causado sensa-
co em Londres e dco lugar a una iulcrpcllacao no
parlamento, anles de se enconar,observando Sir 11. Peel
por esta occasiao, que era injusta c infundada una lal
argoicSo.
O'Connell, c alguns outros mruibros irlandeses, que
uo principio da actual legislatura parecio dispostos a nao
ussistir aos debates, acabavo de mudar de aecrdo, c
tencioiiav.io comparecer na cmara dos couimuns, de-
pois da fosta da Pascua, para toinarem parle na discus-
siio dos projeeios conceruenlcs Irlanda.
PERNIMBJCO.
ASSEMUI.KA PROVINCIAL.
COMTIMDACAfl ha .sessmI D Iiia > DB HAIO DE 1845.
O Sr. Maeiel MfiHleiro. Sr. presidente, o nobre de-
puladu que acaba de fallar, rxpiiz as suas idiias a cerca
do ponto que so discute, e U1CSUI0 CXplicOU, no U1CU en-
tender, satisfactoriamente a tal mi qual Incoherencia,
que pareca liavcr as opnio.s consignadas pelo nobre
(lepolado no seu colatorio, c as suasopiniocs proferidas
na rasa cerca deste ponto ; mas, cu levanto-me, mi
para contestar neiiliuina das proposicoes do nobre incni-
bro, mas nicamente para dizer, que o nobre deputado
nao enearou no verdadeiroponto de vista, o que cu dis-
so nesta casa : nao Uve por lim de inaueira alguma,
3liando aqu fallei, acensar o nobre deputado; por inais
o nina occasiao (eolio dado testeiuunho da considera-
cao e estima que Ihe tenho; nao he do meu modo de
pensar o proceder re nutra forma a rospeito de miibiim
dos iiious collegas; sou ir'isso multo melindroso, e o se-
ria a respeito do nobre deputado pelas raides de estima,
que, como disse, Ihe consagro; o que eu apenas live em
vista foi justificar a commissAo da Imputacio que Ihe
liavia sido feila por um nobre ineinbro da casa : a coin-
uiisso foi argida de ler, sem roulireiuiento de causa,
silppi imido a cadeira de Pajali de Mores; o que restava
a commisso seno dizer casa os motivos que linlia pa-
ra baver proposlo essa suppicssao? Disse, pois, que se
In niou na opiuiao da presidencia, que se aclia no rrla-
lorio ollerccido casa, e lirnioii-se uiaisainda na opi-
uiao do director do lyceo, expressada no relalorio que
por ]iarte daqnella repartl(So foi enviado presidencia;
de inaueira que, ainda que o nobre inembro nao expres-
sasse a Ma opiuiao, a commisso nao se adiara deso-
bligada de citar esse mismo relalorio; nole-sc bem, o
relalorio da directora do lyceo foi remettdo para a coin-
nusso o examinar, e fundada nclle apreseniar a emen-
da que apresentou casa; nao foi, pois, por uiiiu citado
esse relalorio, com o lim de mostrar incoherencia da
parle do nobre meillbroj mas sini, para justilicar a
couiluissAo, este foi o Um ; esporo que o nobre inembro
COluprebcnda os motivos que Uve para istO; e esses mo-
tivos friio justificar a commisso : e de certo neiiliiima
iustificacao poda ser mais acceita, mais viva, mais fe-
liz e mais valiosa do que as inforniaces que fossein en-
viadas primeira autoridade pelo clirfe do lyceo, que
suppr ter conliccimcnto de causa, c que falla
se de
com ideias praticas; portento ooinprehenda-se bem o
que a commisso leve em vista decididamente; ao me-
nos este humilde inembro foi jnstilical-a, apresen tan-
do as disterentes opiniios que nnbao em apoio do sou
pensamento. Ouanto a esse trumplio, digo, que nao
procure! trlumphar do nobre deputado, ne.....esiiio
me parece que o caso era para isso; e se por ventura* se
dero deinonstra.es, se se inanifcstou nina opinin
quilquer lias galeras a cerca das dcclses ou dscusses
desla lasa, siulo que V. Kxr. nao as lenha fclto eonter,
romo he do regiment; porque as galeras deveni ser
mudas espectadoras lias discusses, sobre ludo quando
se trata dr um inembro lao respritavrl. Dentis nosri
que triumpho possa liavcr era achar-se algiion, era con-
tradlccao; cu acbei todas essas suntraidades em contra-
dlccoss uiaiiiiesiasc Oagrantes, c cu mesiuo.algnma ves,
taires fosse adiado em Dontradiccaoj era suppus obter
eu truimpho, quando ochava os meas adversarios nessa
rontradievo; neni me suppuz desacreditado, quando el-
le achavo ncllas: mis sallemos a incoherencia da
sao dadas; seria ino adiar algucra- era cpntradlccao
em pontos fundanientaes, cm materias de religlio, era
materias de outra ordem. Espero, pois,-que o nobre
inembro, com esta cxplicacao, entenda o sentido em que
fallei.
O Sr. Ferreira Brrelo: -Tornei a pedir palavra pa-
ra agradecer a maneira polilla c delicada coin que o no-
bre deputado acaba de exprrssar-sc a meu respeito; ri-
le pode estar cer'.o de que ningiieni o estima mais do que
ru; he um Brasileiro que,no meu modo dejiensar.inerc
ce todo o elogio; desojo mrsnio a sua rlevaco, como
talvez nao drsrje para niini; r se por ventura alguma
cousa ru disse, ou me rscapoii, nao houve da minha par-
te o desojo de o mortificar; acredito que eljc nao to-
mn por triumpho essa apparenle eontradiccao; m.1s al-
guem a tomarla, e por corto havia rasao nisto, por se
nao saberrui as vcrdadfhas circunistancias que me ti-
nho feito psoecdor daquellc modo.
O Sr. Lopes llama: -r- Est em discussoo o artigo 8.
que diz isto (Ico). A commisso do envanenlo neste pon-
to nao faz mais do que eucostar-sr, como acabamos de
ouvir. a infoi inacodo presidente c informaro da con-
gregacao do lyceo; porque a informaco do lyceo nao he
do director, diretor niio tciu voto, In: mero orgSo da
dellberaco do lyco; por lsso bem se defendeo o meu
collega, he mero orgao....
U Sr. Ferreira Haneto: -- E esse orgao nao eslava pre-
sente.
U Orador : He verdade, aecrescc mais isso ; mas as
razes que teve o presidente, c a congrrgarao sao pouco
mais, ou menos aquellas queja se produziro na sesso
passada; e sao que, com quanto o latim soja urna lingoa
milito apreciavel, todava nao he de una ucccssidadc
to grande (ou serviiido-uie da melaphora francesa), to
palpitante que se nao possa passar sem latim: nao est o
latim no caso das pruiciras Ictlras; o latim pude cha-
uiar-se estudo de luxo, assiin como o grego, o hebrai-
co, &c. Ora, a nica ratSo que se allegou para ipie se
oonse vasse a cadeira de latim em Pajahii, l'oi de que
desta forma se poupava aos moradores d'alli o manda-
i iiii seus lilhos ao liedle para aprende rom latim; isto
he, que se llie poupavo 3 anuos : ora, se esta rasfio mi-
lita |iara Pajaliii, deve militar para outras tenas; os
mais liabitanles da provincia no interior querero ler a
rantageni de poupar (res anuos de estada de seus lillios
aqu, anda que me parece que tres anuos nao he milito
para se aprender latim ; mas, se rsia razo fosse to for-
te como parece a alguns membros da casa, cnl.io mili-
tara para outras disciplinas,que leein de aprender aquel-
los que se dedico s leltras; mas, nao acudo isso possi-
vel, semprc aquello que se qui/or dedicar a urna vida
que depende de uaiorcs conhecimrulos, tein de perder
alguui lempo lora da tena natal; seno, nao pdc a-
prender, a nao se eslabelrcercui cadeiras de lodas estas
materias polo Scrlo; oque me parece inuadniissivel, at-
iento o oslado dos nossos cofres.
Mas, di/.-se que as aulas de priiueras leltras nao do
resultado favoravol. Sr. presidente, nao sei que o re-
medio a isto soja o latim, poique uiesnio pdc saber-se
bem latim, e nao se saber nada de porliiguez: eu poda
spontar exeraplos, se nao irmessc a odiosldode. Sr. pre-
sidente, gosto do latim, recreio-ine com a sua leitura ;
mas, apezar disso, entendo que ello lie desneoossaro ao
coinmuiu da vida; he pelo menos estudo de luxo, escu-
do assiin, quera quer luxo vai lius al-n amule elle ex-
iste : voto pola suppresso.
O Sr. Taques: Sr.presidente, ha una emenda en-
viada mesa ao paragrapbo nico, para que se pague
o aluguel da casa cm que se ada temporariamente lec-
Cionando oprofessor de Santo Antonio. Eu nao tenho
dnvda de votar por osla emenda, mas parece rae que
nao ha a necessaria informaco j, para ser ella votada:
eupelo menos nao sei aoude esta lecciouaiido oprofessor
eill questao; sei apenas que esta assoiubla iiidoforio o
requerimento deste prolessor, queixandu-sc da transfe-
rencia da sua aula do Recifc para Santo Amonio; mais
nada sei, e incsniu nao sei como a coiuinisso lia de mar-
car o quanlilalivo; ella por corlo nao est habilitada pa-
ra isso; desojo pois cxplicacao a respcilo, e logo que a
lenha, mi duvido votar por a emenda.
OSr. Aguiar: -- Sr. presidente, eu darei a cxplica-
cao, que pedio o nobre deputado. Eu niandc essa emen-
da ao $ nico, na qual propuz, que se consigue quota
para o aluguel de casas, para oprofessor de latim do
Recito ; mas o nobre deputado sabe, que o professor foi
mandado servir temporariamente no bairro de Santo An-
tonio, por oausa de ter sido removido o lyceo para o Re-
cife ; de laclo consigua-se una quota para aluguel de
casas do professor dalioa-vista ; logo, tambero deve ser
consignada para esto, que lera igual direito : lie isto o
que proponlio, com una dillerenea, e lie que se Ihe pa-
gue, desde que se inudou para aquello bairro, por
ordem do govcnio. lie esta a cxplicacao que tenho
a dar.
O Sr. Nogueira l'a: : Sr. presidente, forrado por
um direito meu, ainda ouso tomar a palavra, parado
alguma inaueira palentear meu resentimento res-
peito da sorpresa, que sollii, quando enteiideo o nobie
deputado, que se sonta inhiba esquiada, que se aeha-
va aiitorisado para rcprcliendcr-inc acremente, por una
palavra to Innocente, e to parlamentar, que na ses-
so passada aventure!, quando quis mostrar o mal, que
a illustrc coimhisso de fozcuda e ornamento ia faser
aos habitantes de l'aja, acoiiselhando a suppresso de
tuna nica cadeira de latim, que all existe.
Sr. Presidente, o nobre deputado, a quera me reli-
ro nao devora ollcnder-sr tanto, por eu liavcr qiialili-
cado a nobre commisso de injusta nessa parlo pois, se
assm proced, foi iuduzido por alguns motivos : 1.", por-
que em verdade ella o foi, quando teve era vista pedir a
suppresso de una cadeira publica, smenle bascando-
so na informaro do alguns membros do lyceo, que pun-
cas babilitaces pdem ter para conhecer da uiilidade,
ouinutilidade da cadeira de latim de Paja ; devia por
tanto a nobre coiniiiisso, para formular cora inadureza
c justica seu parecer, reccorrer a outros lucios :
2.", porque anda ha bem poneos dias, se disso nesta
casa, que era mu abuso querer-so, com nina lei aiinua,
revogar nina lei qualquor, que, sondo sanccionad.i pa-
ra permanecer, so devci ia sor revocada cora outra lei
seinelhante. Assiin, pois, Sr. presidente, nao sel como
o i lustre inembro da commisso, sendo um grande es-
tadista, se atreve i eatranhar com tanta severidade urna
palana lao usada nos diversos parlamentos. Devia fi-
nalmente convencer-se o nobre deputado de que, quan-
do eu estiresse de ma r.toda desculpa seria prudente, c
generosa, por ser eu ignorante, o novato na casa; cines-
rao por Ihe nao ser milito airoso nfesar-se para.rra dis-
cursos acrimoniosos, molestar um collega, que alli de
estar de boa f, serve de contraste ao nobre deputado;
isto he, o nobre deputado he chelo de sabedora, c oto-
simo, c cu chelo de ignorancia, e albeio dr
---/. -,----------.^ ....-.,,,.,,, uut lli lililllll
encomio se devia dar ao leSo, quando tirara victoria na
lucia com um animal pequenino, o fraco. Eupols Sr
presidente, son esse aniraalzinho, e o nobre deputado
loao bravo ; isto he respeito de sciencia.
Nao responder! o tpico do discurso do nobre depu-
lado, em que diz, que nao tinba dosalloeao aos Serl i-
nejos, por nao ter eu aventurado semollianle ideia e '
passare. ao proposito, com que tanto embirrou o no-
bre^leputadu, inembro da eoniiiiisso : a palavra pro
psito, eu a einpreguei era un. aparto ; e iieiihuina ra-
zao leve o nobre deputado, para alirar com ella sobre a
nobre commisso ; porque s a mim compote explicar
aqun foi leu, a alusao: tamben, nao acecto o couse-
Iho, que rae da o nobre deputado, de rater pesar mi-
..has que.xas sobre o ineu nobre amigo, o Sr. vgario
/-anoto; po.s entendo, que su a oominisso, c so ella
Carapuceiro, alassalliuu a
etc. Eu em verdade, Sr.


pelos matlos.ondcosalumnos, sabidos das aulas normae*
Leas assigufio scusnomes, cpapaguelio HMMn
I Ulna caita, ignorando comptotamrtite, como eu, o
que seta gra. maliea; nfiosabem, ao meus, o que lie
me ; mas este mal dosapparece com a escola da lin-
Loah "a nuoo*fas escrever con. algn,conectivo.
b Saib ia o sobra deputado, que no Serbio nao se
ai.reaaolalim. pelo conecito, que Ule prestou ; poique
I anda nao sao eliegados esses peluliqueiros, ou capa-
docios que, recitando textos latinos, ratera crer, ao
nobic 'deputado, que sao uns sabichocs, ao Sr. doputa-
do, a qiiem reverto as suas gracolas: deixaroi de con-
futar utro tpico do scu discurso, ciu que diz, que
taes e taes cadenas sao preferiveis s de lam, no esta-
do de primitiva Instruccao por ser eu hospede na ma-
teria entretanto rogo ao nobre dcpulado, que '"terpo-
llita sua alta influencia, para que na comarca de Fajan
icnha essas cadclras. Nada mais direi em refutajao aos
iitrunientos dos dous nobres denulados, que dcspeaiao
furiosa c graciosamente srui tiros sobre ininlias mal
ligadas palavras ; porque nao tcubo o desenvolvimenlo
preciso. Entrarci, pois, a mostrar a utilidade.quc lem
dado a cadeira de latitn em I'aja.
fres bacbareis, seis sacerdotes, um acadmico, e
cinco cstudaiitcs de preparatorios, sabidos dalli, frao
approvadosncsla cidade, e passaro logo asmis au-
las; lein dcstes outros inultos rapases teem lucrado :
pulanlo, voto pela emenda, que oll'ereci casa, c con-
tra a ulterior parte do artigo.
(Conlmuar-sc-haJ.
Ayxnsa, para a prompta terininajao das ncgociaces com
anespanha. __________ .
Gqriespondencia.
CRREIO.
COBSMPONDF.NCIA DA iuiWji. E PllOVIKCIA.
Era ideia at boje geralnicntc recebida, que nao se
poda dar un governo de inonarcliia que fosse ao mes-
ino lempo demagogo, neiii uiesnio anarebista on desor-
conisador: pois o ministerio de 2 de feveroiro que tem
0SCU reflexo Mili napraia e nunca tainbem bouve
goveruo no Hrasil c|ue fosse lio bem relleclido pelo par-
tido que osusteutasse em l'ernanibiico o ministerio
de 2 de fevereiro, digo cu, veio mostrar que essa ideia
na criada; que o concelho da corda poda corroer
iiiesina corda; que o partido que .sustenta poda ser
anarebista na forja no lerino; e tudo para gloria e hr-
meta do thiono eonstilueional. IstO he asserjao que es-
ti provada clara e convincentemente; e se esta assnn
provado, que admira quea praia nao so coiniuetta, como
ostente c se vanglorie de eoinnielter qnanla lOUCUVa,
Olanlo crinie, quanla infamia vein ao besliinlode nenie
t.io perversa como ignorante.' Todos os das esses selva-
gens prego o assassinato, poique he el c a sua Ideia li-
xa chovem Justas accusacOes contra ellee, apanhados,
porassiiudiier, em flagrante; mas oque llie fajiSSO.
Corrigirem-seheimpossivol; mas ao menos inudarem
delingoagem: quall heainesma cousa sempre, nein
em suas niaos est mais outra cousa; c se alguem du-
vda, leia o iillimo Jiirrafliif, c ver como all trans-
luz a a.ueaja do bacaniarte, do assassinato; vera se
nao he aquello mesino [cometa, que dma ser bmnna
faca c no bacamarlc. Creio que essa gente sote pode-
rla acoininodar, se lodos os que nao sao praieiros I bes
deixassem patria, oimieiro e tldo. Knlao Hu, doi-
xaiido-lbcs nos o lugar livre, cale a ulliiua camisa,
Indo-nos abrigar em lena eslraiiha, mostrarum
les a sua generosidad!-, deixaudo partir em paz. Oh .
todos que anda vos nao dclxastes macular pelas doii
lias da praa, dizei, nao estis disposlos a entregar i es-
ses n.i.iisteialistas de novo cunlio, o fruclo de vossos
siiores, de vossas economas, lodos os penhores charos
ao corajo humano ? Pois enlao ponde-vos alerta, que,
ao menor descuido, as leras sanguinarias c fau
por-vos-liao as garras.
Ecomo cabi cu, incus amigos, nocstjlo de procia-
naco? J viran o que faz a leitura de jornaes da praia
r a falla de noticias para Ibes dar ? Faz isto. Ora, eu am
da bel de dar em nao ler jornal algiiiu desses pialaros
bel dcdoixal-os herrar ecuspir suavonladc, equanilo
quierein pasiar das palavras, conversaremos; nao es-
tamos mis lodesprecavidos!
el-
DlUdll ll PKItXASIliLCO-
'veinos, pelo brigue Triumplmnlr, folhas de Lisboa,
que alcancno a 12 de abril prximo passado.
Km Angra do Herosmo(ilha Tercelra) havia-se cele-
brado, com loda apompa e niagiiilieencia, o (lia 3 de
marco, anuiversario do desembarque naquella ilha, de
S M. I. o duque de Braganca collocando-se nessediaa
priineira pedra fundamental do inonumeulo que os I cr-
ccireuses desejavo erigir a memoria do augusto liber-
tador de Portugal.
Ko iiiesino dia abriii-sc o cslabcleciinciito da caixa c-
Tin'lia grassado all una grande epidemia de bexlgas,
a que nao eseapavao os individuos em IdadO proveca :
mas ja ia diniiniiiiido consideravclnieiite.
.Na cmara electiva lo i discutido, e approvado, com
algmnas emendas de redaceflo, oproieclo de le que re-
gid i a sucecsslo ao paralo, rcmeldo pela outra cma-
ra, qnil voltando aquellas emendas, rorao lambeni ap-
piovadas por ella. A mesilla cmara electiva bavia igual-
meiib! approvado as proposlas linanceiras do governo,
leudo para isso bavido sesses nocturnas, e sido prora-
K ida .. sessao peridica, por decreto de III demarco, ale
211 de abril. ,
A cmara dos pares concluio a diSCUSSUO da le rela-
tiva ao concelho de estado
A asscn.bla gcral opposkionisla, preparatoria das
rlcicors, havia feito a sua quinta reunido elcitoral em
i asa, c sob a presidencia do Si. visconde de Ponte Arca-
da. No dia do abril honro tambera, na casa do risco
do arsenal de mariiiha, una outra reunido ele toral, pro-
movida pelos amigos do governo, e em particular pelo
Sr. ministro do reino.
Segundo o Diario do Governo, reunlrao-se all pertoac
1:500 pessoas de todas as jci ai odias. Foi calo presiden-
le da direccao cleiloral permanente do remo e libas o
un sino Sr. ministro, e em seguida iioinearao-se dilleieu
tes eoniinissoes eleiloraes.
No da 8 leve lugar, na igreja de clciii, o solemne
baptlsado da Sra. infanta rcieinnaseida, com o uiaior ap-
p nalo, c numerosa concurrencia de povo c de pessoas
distiiictas. ,
OExm. ea.deal patriare!.a S. I.uiz laObteudoola-
veis inclhoras da eufermidade queoassaltara, ejulgava-
se quasi llvre doperigo. ... .
lluvia noticias olliciacs do estado da ludia ate 21 de
fevereiro. Tinhao alli apparecido alguns casos de ftoW
iii-moifcu ; porlll apreseiilava-se benigna e lacll de ata-
Ihar, c apenas baviao fallecido, ale aquella data, unas l
pessoas, esperaudo-se que poucas mais succuuiuiriao,
por isso que o mal se aehava, se nao completamente ex-
tlncto. ao menos mu diminuido de Intciisidadc.
As folhas de llespaulia chegavo a de abril.
Fallava-se outra vez no casamento da rainha O. Isa-
bel 2.-', indigitando-se o conde de Trapaui, O principe
de l.ncca, e o lilbo de I). Carlos. Porlll o Ueral C O
tilubo asseguravo, que laes boatos mi liuliao liui-
d un. uto algum; porque nada anda se lem tratado a
este respeilo.
O /'oirfjlu dizia, que o infante I). Francisco de Paula
eslava para casar-sc com una princesa napolitana, tr-
ulla da rainha Chrislina. Parece, que isto deo lugar BOS
ruinles, que se tinhao cspalhado relativamente a salu-
da da nao Soberano, de Cadil pa .aples, com o objec-
lo de coudiuir a llespanlia o conde de Trapani.
O Heraldo, rcfi rindo-se a nina carta de Parte, dma,
que liavia partido, para liorna, Mr. llossi, par de Fran-
ja, e intimo amigo de Mr. GuilOt, con. o carcter de
ministro extraordinario. Parece, que o sen objecto era
solllcitar de Sua Sautidade, que censure as uianilesta-
cOes do episcopado francs; prcparul-o para unn me-
dida, que lem acordado o governo Francs, qual be
cxpulso dos Jesutas; c cooperar com o Sr. Caslilho
Srs, Redactores. 1'ersiiadia-ine, que o8r. t-omcllo
Carlos Peixolo de Alenear jamis se lenibrara doOu-
cury, e inuito principalmente era occaslfio de eleifes ;
nl agora estoucerto, que este Sr. anda lenta desem-
pulli.ir-se da forqulba, jilo levou, e da denota, que
soii'reoaqui na eleicao de vereadores, eoinoj li/. ver ao
publico. Trudo de se proceder nova eleicao primarte
nesta freguetia, como de faeto se procedeo no dia .10
do mes prximo lindo com toda a legulardade c soce-
go, i>or ter a cmara annullado, que legalmenle se lia-
via feito tentn o Sr. Conidio descmpulhar-se nessa
occasiao, nao pessoal, porque este Sr. desconfa do seu
ueubum conecito ncsla freguesla ; mas sim, por va de
seu prente Marlinbo da Costa Agr, de quein se valeo
para seu desabafo, em rai.o de estar este Intrusamen-
te exercendo as fnnecors de delegado; o qual deo-lhe
promessa de o vingai-, apresentando-sc nosu povoacao
com forja, persuadido, lalvrz, que um pequeo desta-
camento intimidara aos scus honrados I.ahilantes, que
tanto sabem sustentar scus direitos.
Concertado assini o vil plano entre os Srs. Cornclif j,
eAgra, tratou aquelle de cspalbar carias por toda esta
freguezia, animando una pequea parte da canal'.ia,
gente com quera contao os carrapatos do Exu.para esta
rcunir-se ao scu amigo Marlnlio, e vencerein a cleijo,
tratando de vis aduladores aos cidadaos probos desta
freguezia, que llie fazcni barreira, rsqueccndo-fje, que
nao ha iiinguem inals vil, o iiem mais adulador do que
Ue o Sr. Conidio. Tralou ao iiiesiuo lempo este Sr.
de se ir cscapulindo para o liedle, la contar ido com O
venciinentO da causa, pela promessa de seu c deberrnio
amigo, deixaudo aquelles, quera havia e scriplo, no
l'f, como la ditera. Cbegado o da da el elefio, apre-
sentrao-sc nesta povoaeao aquelles, a iini de se incor-
porarem oom o intruso delegado i mas este, que nao
nielte inflo em combuca, por conhecer a sua iieiihuma
iulluencia, e saber, que realmente sahi a de bobo, jogou
a carambola com o Sr. Conidio, dcixa ndo a sua genla-
Iha mamada, desorle que uem qui/.crao prestar scus
votos, retirndoles desesperados co'.iira os dilos Srs. ,
pela rascada em que os nietlrao. Me desta sorle, que
o Sr. Conidio se quer tornar cele'.ne, e juntamente a
sua pandilha. Queirao porlanlo. Sis. Redactores, dar
puhlicidadc a eslas nial irajadas liabas c como tani-
b.ui as duas carias inclusas, do S r. Gornelio, que por
diligencia as pude adquirir, para que o publico coulieca
da verdade ; pois nao me 'quero comparar com o Kxu-
ensc, que su seoccupaeiu mentir, e calumniar a rae-
dor gente da comarca, seni pro ar, e uem Orinar o seu
nonie ; porque d ccrlo o publi co conheccria de que se
coinpoc este infame. Sou, ele. Ouricui i, '.) de abril de
1S45. Vaci/ico Lopes de Siiucira.
Illm. Snr. Primo e Amigo. Sacco, 7 de Maico de
1S45. Priuieiramenlelbodesejosaudo, paiefdicida-
de, etn companhia de sua cbar a lamilla. No dis 30 des-
lo, vai-se proceder eleicao de eleilares na Iregueiia
do Ouricury.por ler a Assemb 16a annullado a bobagum,
que elle* ehi literau. Eu nat posso nu, adiar por ja
estar em caminho para Peina mbuco ; por isso Ibe faco
esta para vine, empregar lo os os mcios que podei
para vencerein-se as ditas eloicOes. Todos, que forero
do nosso lado, devem-se aptcsunlar. U nosso amigo, o
inajor Marlinbo da CosU Ag ra, se ada laeudaas vetes
do delegado, e no dia da e.iuicao se hade apreseDler
nesseOuticury com o desta carnelo para baver vo-
tacao livre. Desta vez nao e sto sos, e por isso deve
vmc. o os mais amigos Irab albarem a todo o pauno, a
um de venceimos para glor ia nossa.
Deixodo dizer mais nada por ser desneceasario,
Mande sempre na vontadod o seu primo amigo e
obrigadissiino. Cornelia Co ros Penlo de Menear.
N. t O noiso partido cada vei est irais sguro; os
negocios, pelacile, vaiudn muilo bem.
Sacco, 7 de Marjo de IS4*. Estimo, que esleja no
goso de boa saude e felicidad em compendia de sua
lan"" t I :.
No dia 30 deste se vai proceder eleicao de eleilo-
res uoOuricury, por ler a Assembla annullado a por-
caria que dles adi flxero ; por islo llie laco esta ,
para que vmc, unido a lodosos oossos amigos dessa
Irrguczia faca loitd barreira a esses vis aduladores.
Eun.o.vou, porgeme acbo.i aqu de viagem para
Pcrnambuco ; por6ai vai o nof.10 amio, major Marli-
nliodu Cosa Agr, com o destacamcnl. para evitar
iiuslquer burulbo, que possa apjiarecer e para garan-
tir o povo a volar lureuicnte. NesUl negocios co-
i.i-.'i., e dlsposivo ludo veiiceui.
Nao he preciso dizer-lbo nada, pois de seu palriotis-
tno ludoconlio. Jlispotil.a liuocami ule ue quein he, e
sei scu auiio lid oLrigado emCvrnelio Carlos l'ei
xolo de Menear. Eslavo rtconlmidas.,
cacez.
Tabaco. Procos nominaos. Som compradores.
Tapioca. A superior lem venda.
Vaquetas. Conluiuao com pone procura, nao obs-
tante os procos seren balxos ; 'adando-nos entrarlos na
eslncao de se fazereni alguuias compras.
1 rzella. Proco nominal.
Fundos publicos. Realisrao-sc algumas trsnsac-
.es aos procos das nossas eotaees.
Aojos de eompanliias. O mereado estove mais
frouxo, i respeilo deacfdes dejonipanhias om geral.
Papol-uioeda e tilulos. Subirao t-in preeo.
'Joreaes. Continua amesiua dcsconllanja nos espe-
culadores, o por isso as compras, origein da deelhiajao
nos prejos. Os proprietauios do coreaos das provincias,
ou nao quorem fazor as desposas em alojaiiiontos, ou,
por quercrem liquidar, os locni sacrificado diminutos
juejos, c pi a/u.
(Diario do Governo.)
ilovment do Porto.
.Vatioirado odia l.
Rio do Janeiro ; 21 lias, brigue brasileiro Flix, de 1RU
toneladas, capitn Manoel Jos Ribeiro, oquipagciu
12, carga farinlia do- mandioca e mais gneros: a
Firmiuo Jos Flix da llosa.
Xucios tullidos mi mroiio dia.
Rio do S. Francisco, por Macelo, hiato nacional Flor do
lleci/e, capilo Manoel los Pesleira, carga dill'erentos
gneros.
Barcelona, por Porto Rico, brigue iospauhnl Pat/uctc
de Cantabria, eapiuio M. A. Mondecoland, carga algo-
dn.
Falmoiith; paquete iiiglezi'ni'/l, ooraniaiidante llonglas.
Edita!.
0 Dr. Jos Raimundo da Coala lltntm, jai: municipal sup-
plenl* da teganda rara do termo da llceifc, preparador dos
processos para seren submt tlidot ao junj, por A'. .11. /. c
C. que leos guarde &c.
Fajo saber une pelo Dr. los.- .Nicolao Itigiloua Costa,
luis de dlreltO interino da segunda vara du eriine desla
comarca, me fura leita a partlclpacao de baver oeste
termo convocado para o (lia 20 de junho prximo vin-
douro, polas 'J horas da niauliaa, asegunda sosso or-
dinaria dos jurados deste auno para a qii.il sahirao sor-
liados os quarcuta o olio Srs. jurados que seguein,
Major Joflo \ aleutiin \ Hiela, Manoel l'erreira Antu-
uesVillaja, Jos Peres Campollo, capitn lianciseo Ca-
mello Pessoa de Lacerda, lente coronel Joaqulmde
Auniiiiciai o Siquvia Varejao, Vicente Antonio do Ks-
pirito Santo, Jos Antonio Pereira, Joo Antonio Villa
Secca, I.uiz de Flanea Mello Jnior, lente Joaquim
Corroa da Costa, Francisco de Carvalbo Paz de Alldra-
de, Francisco Sergio de Mallos, Dr. Manoel Jos Pe-
reira de Mello, Jos Pereira \ anua, Francisco das Clia-
gas Cavalcantl Pessoa, Luis Gomes Ferreira, Dr. Sim-
plicio Antonio Mavignier, capilo Anacilo I.opos de
Santa Anua, loaqulni I.uiz de Mello Ca inca, oapitao
Amonio Joaquim de .Mello, Manoel Francisco da Silva,
Dr. Fulgencio Infante de Allmqiierque Mello, .lose
Gorgonio Paz Jarreto, Firmiuo Jos do Oliveira, Anto-
nio Jos Piulo, Dr. Vicente Pereira do llego, Francisco
Jos Cirilo Leal, Antonio Joaquim de Alenla Gurdos,
Joaquim Ignacio de Carvalbo Mcinlonja, Francisco de
Paula Pires llamos, .los Antonio Piulo, Manoel Car-
nriro da Cuulia, Jos Marte Giradles, Manoel Ignacio
de Albuquerque Maranbo, capitn Malillas de Albu-
querque e helio, Jos Innocencia Pereira da Cosa,
major Manoel Uczcrra do Valle, Joo .Nunes da Fouseca
Gavo, Manoel Antera de Souza liis, coronel Manoel
Tliomaz de /Jarros ('.ampollo, Joao Fernandos da Cruz,
Dr. Joo Jos Pinto, Jos Gomalves CaSCfiO, Antonio
Ignacio da Purilieajo, Ifernardino Pereira de Unto,
Dr. Joo Floripes Dias llarrcto, Jos Joaquim de Olivei-
"ra, Antonio de Souza liis. .
Os quaes lio de servir durante a referida sossao,
para o que sao pelo presente edital convidados, deven-
do comparecer, assilll como lodosos interessadus, no
dia e llora designados, sob a pena da lel.se faltareni. E
para que chegue a noticia de todos mande! passir o
presente, que ser publicado pela impreiisa e allixado
nos lugares mais pblicos deste termo.
Recite l de malo de 1845.Eu os Alfonso uedes Al-
canforado, escrivao o esevevi.Jos Raymundo da Costa
Meneses.
COMMEirJO.
Alfandeja.
Itcndiinrnto do dia l(i 2:817/031
Jcscarregaii hoje 17.
BrigueSdonrtniercadorias.
Uriguo~'/V('um; Harta francesaXilia-idcxu.
Cambios em Lisboa, Mi 1 de abril.
Ellctuado. Diiihciro. I.ct.
IIaniburgo3iii.d. A'i M.
, /3d. v.;V53|4.
Londres ^,)(J (, d :A .
Genova 3 ni. d .
Pars... loo d. d. 514
Molaos.
Pojas de 7#;KI0.
JO
.Vi 33|4
M l|4 M
513
6HJ
Ulelacs e papis.
Compra. Venda.
7'(>3u
11.-....I
Ornas hespauholas.......... Z:'!,.
(Juro cerecado. .
Dito ein barra. .
Palacas hespauholas
Ditas brasileas .
Ditas mexicanas
Praia etn barra. .
22
110(1
.VHI
8(1
24
7#."HI
14450
4|3M
lfS'IO
23
(MJ5
895
8>J0
Ue;laia(;es.
2=0 administrador da mesa de recebodorla de ren-
das goraos internas fas sabor aqucni couvter que o
mes de junho prximo futuro lie o marcado para se
proceder nova matricula do cscravos conforme dolor
mina o artigo 7.a do regulaiuenlo de 11 de abril de
1842,
bairros
^rlorf.
Carlos Ricco.
Luigl Guitonl.
Margarida I.emos.
Gluseppe Galleli.
\ntonloMaxlinlano
daC.
A scona roprosenta o templo de Ii mensuf, ara de um
lado.
Pcrsonaijent.
Polhoiio, procounsul romano
nas Gallias......
Orovesn, i befe dos Druidas .
Norma, Druideza, QlhadcO-
roveso .......
Plavio, amigo de Pollione .
Cliefc dos gnerreiros Druidas
Coros, e) Druidas. Bardos, Eubagea.
(.'oiunarcei Guerrelros, c Soldados Gauletcs.
\ companhia niio tem poupado fadigas, uem dospo-
zas para o maior ornamento das seenas, e proprleoaaa
nos vestuarios: os coros sern augmentados, paramis
cuello do espectculo.
A companhia espora do iliwue^nubucn,
tiara propicio a reoonhecor
nuaiito est nas suas Idrcas. ,
Findar o diverli.nento com o segundo acto da inte
ressante opera
O F.nijano feliz.
Director de orchestra, '/' uroisMdirr.
Procos de entrada, romo de cosluuic.
As pessoas, que quizerem prover-SO de bilhotos
antecipa.lan.enle, dir.jo-se roa do Rosarlo, piiineuo
andar, n. 30. O resto dos billieles vender-se-ha no
iiiesmo dia no tlioalro.
Avisos martimos.
so inos-
seus de'sejos de agradar
""> Para o Rio de Janeiro pretende seguir obriguo
Principe Analista, capitn lose Alvos Carneiro: quera no
mes.no qnizer carregar, pude dirigir-so aos COUSlgtaU-
rios Amoriui [nnaos, ra da Cadete n. w. (i
) Para o li ioGrande do Sul segu, em poneos das,
o brigue Untar, oapitao Joaquim Francisco da Silva;
ten. bous coinniodos para passageiros, ass.ni como pa-
ra cscravos: quem pretender pode entender-sc comA-
iiuiiui huaos, ruada I adei.i.n. i.i.
I Para o Araodv pret-nde sabir al o da 20 do
correle o hiato Vocfl Oitda pregado o forrado do
.obre j6 rom a maior parle do carregamenlo : quem
anda pretender rarn-aar podera cnlendcr-se com An-
tonio Rodrigos Lima, na prata do Commemo, ou
na ra da Cadoia Vclha n I, primeiro andar. 0
1-Para o Assu est a sabir em poucosdias o briguo
escuna nacional hnriaucta : quem no mrsnio qulier
esrregar.oa ir de passagem pora o que tem escolenles
commodos. diiija se ao cnpitio a bordo, ou a Novaes ;\
-.ouipanbia na ra do Tiapicde 0. 3i segundo an-
dr. .
10 brigue V S. da ll-l lagem seguir para a ci-
dade do Porto imprder.vel.i.crile 00 dia_4jtoJ J URO'. I
P
ara o pequeo resto de sua carga e passageiros. Irata-
e com Francisco Abes da Cunda na ruado\igario
n. II, primeiro andar ou com o capilo na praca. 15
Leudes.
1 O correlor Oliveira continuar o scu leilao de
raobilia nova vinda do Porto e recentemcnle despa-
chada i.'esla allandoga consislindo em cadeiras ca-
naps de Jacaranda e .le oleo bancas dejogo ditas de
mel de sala commodas, marquetas .^c. terca Tet-
ra 20 do crrenlo, as UI doras da mandaa na casa
doExm Senador Manoel de Carvalbo, naruadoAmo-
' 1 O correlor Oliveira (ar leilo de um grande o
variado sorlimenlo de laiendas de todas as qualidades ,
o por lodo o preco par< liquidacio ; quarta felra.21 do
correnle, asl doras da mandaa, no primeiro andar
da sua casa na ra da Cadeia.
A \ ss~clivcrsos.
litado do mercado desde 2'J de Marro (li 4 di abril.
Algodo. As vendas limilo-se ao consumo das fa-
" Assucar. Acha-sc frouxo, tendo-se ellctuado pou-
Borraxa. Parausada: da lina ha falta, que adiara
compradores.
Cacao. ChegrSo ltimamente algumas pequeas I
Caf Ho poueo procurado, nao se tendo ellctuado
ulliiiiaiuento vendas para einbarque.das qualidades boas,
e superior s falta no mercado.
Lera. Contina a ser procurada para reexportar aos
nrecos colados. .
Couros. Poucas transaejos, continuando a Taita
dos bous salgados.
Goninia-copal. Vendcrao-se algumas partidas, boa,
ia; os possuidoics pretenden! maioros precot.
eordinar
Ineeaeuanha. Piejos noininaes. Mein comprauores.
Marlini. Chogou ao mercado novo rclorjo do do
Mojambiquc.
()leo de copabiba. Piojos nominaos.
Ouruc O hora ada compradores ao piejo colado.
Sarsa parrilba.-r- O mercado acha-sc fallo da quali-
dade superior, que nao ha, c mediana boa, de que ba cs-
por isso todas as pessoas moradoras nos tres
desla cidade C na povoacao dos Alegados que
possnem cscravos devorad em dito praao aprcscniar
duas relajos por ellas assignadas, conlendo a ra, nu-
mero de casa, nomos, dados, naturalidades, qualida-
des i oceupaedea dos escravoS, sob pena de lliy a .!U/rs.
por cada um', que deixareiu do inaliicular, ou queOC-
cultareni aquellas circuinslancias exigidas, c na mulla
do ,W rs por cada esclavo que pertenec' a pessoa mo-
radora lora daquclle limite a que estiverem alugados
ou em administrajo nesta cidade, como dedarao os
arligos XA e 24 do citado rcgulainenlo.
Recebcdoria 15 de malo de 1845.francisco Xavier
Caialcanti de Albuiucrque.
O brigne 5. Manuel Augusto recebe a mala para
0 Rio do Janeiro buje | l7),as \ hora da tarde.
O patacho Livramenlo recebe a mala para S. Ca-
Idarina no dia 18 do c. nenie
0 briguo escuna Carolina recebo a mala para o
Maranho rio da 16 do correnle.
0 briguc-cscuna Laura tecebea mala para o Ma-
ranliaodoje ll7),a 11 doras da manliaa.
O prolessorsubstituto das cadclras de piimeiras
lettrss desta cidade luz publico que a aula, de que era
prolessor o Sr. Manoel Antonio Monte iro do Andrade ,
continua agora a ser regida por elle substituto ; o a ca-
sa bo a niesmado Sr. Muiileiro.
COMPANHIA ITALIANA.
THEATBO PHII.O-D IIAM ATI C0.
Extraordinario e intcrcssanlc espectculo para hoje
17 do correnle.
Subir seena a priineira represenlajo da bellissima
couinosico em duas partes portencoiitcs a opera
1 [SORMA.
Msica do eximio mostr I'irnio Uellini.
Priineira parle.
1 Slmphonia a toda a orchestra.
i." In'.roducjo, lie sul collc, por Orovcso, o coros dos
Druidas.
3. Cavatina de SorlitaStanir Isvoet, do Pollione o FlavlO.
4. Sceua, coros, recitativo e pregliiora niiln ra
de Norma. A scona represente a floresta sagrada
dos Druidas; no inoio o carvalbo de liinensiil, ao
p do qual ve-so a podra di uidici, que serve de al-
tar; eolios em distancia, espalbadas de unirlas.
Segunda parle.
I. Scona oooro bellICOSO -Voii parti dos gnerreiros
Druidas.
Aria de Orovcso, Ouerricri a MI reir c coro dos
ditos A scona reprsenla um lugar solitario jun-
io ao bosque dos Druidas.
Scona o recitativo, l'roppo il fellon presume, de Norma
que procodo o coro INerra, flMITa dos Drimlus
Scona e duelo ln ma mano al /n tu sci de .Norma e
Pollione.
Sccna, roeilativo, c duelo, Qual crtradistt de Norma
a Pollione, coro geral.
O CLAMO PI11LICO.
Sabio luz o acha-sc venda o n. 10 na livrana da pra-
ca da Independencia ns. l> e 8.
S A OARBANCA.
Est venda o u. 4 na liviana da praea da Indepen-
dC=ilQuein precisar le UBgDOO rs. apremio, falle dc-
frontc do thealro novo, ii. 13.
i Protondc-se comprar a casa n. 53, sita na ra do
Padre Florianno perlcnccnlc a Sra. Francisca Izabol Ce-
quia : se houvet alguina pessoa, que por qualquer titu-
lo possa embaracar sua venda, annuiieie por esta lolha.
2~ Prccisa-sc de SiMlautlO rs. a premio, por espajo de
8 meiCS, dando-se por scguraiua (i cscravos bous, o pes-
soa idnea, que se icsponsabilisa pela liruieza deste
trato quein convier aiinuncie para ser procurado.
8 Precisa-so do um menino
portugus, que saiba
ler, para estar em urna venda, (lisiante da precautela
logoa : quem estlvcr nas eirciiinstaucias, dirija-so a ra
do Vigaiio, arinazein de assiie.u u. 22.
2-- Manoel Jos da llosa declara aos negociantes
desta praca, que largou as vendas, que linda nas ras
Piintc-Vclha, de soeiedade com osSrs Jos
Luis Goncalves de 8ousa, no di.i 7
Duarte Couliidio, -------
do abril proxi.no passado, e .pie nao se rcsponsabilisa
por qualquer divida, que eonlrahir possao MUS 01-80-
c-ios- oulro sim, convoca & todos os seus credores, que
coinpareco habilitados con. comas corremos, segunda
foin I') do correnle, das 8 horas ao ineio da, na botica
da ruado Aragilo, pa seren pagos ; do contrario nao
lerosponsabilisa pelas ditas dividas. II
2 Roga-sc a pessoa, ipuc achou um annclao grande,
com ilrinb, jumo asachrlsa do Espirito Santo, em oc-
casiao da lesa, querendo cutregal-o, va a ra do Collc-
uio ii 25. une sea generosamente recompensada. *
2 O baiXO a'ssignado avisa a scus deredores, que
vai entrenar as contas de seus dbitos, dos que forera de.
comas (le linos, o as lellras dos que se acharan venci-
das, a son procurador, para os executar ; vislo uao ler
sido possivel querorem pagar por meios pacirlcos e pa-
ra que neuhura se .hamo a ignorancia, fas o prsenle.
nuc ser publicado por 3 dias. Jfimosl 6em 1 icgas. 7
2 Muga-so ama casa terrea, com boa perspectiva,
sita na ra da Glorio n. 84, com os commodos seguin-
tcs- boa sala do fronte, uinaaleova, dous corredores,
dous .luirlos esala de detraz, conidia lora, cacimba
i.eilcnccute s a casa, bou. ipiintal, com sabida para o
coligue, e por piejo de I o? rs.: i tratar na ra \ elba
2' AlUga-SC um sobrado de um andar, com loja por
baixo o com limito bous coraiuodos, no principio do
aterro do Afogado, defronte do viveiro do Munls, n.
.-'O- (iiiem o pretender, dirija-se ra do I.ivramon-
lo,' toja de lazendas n, IS, que la adiara eoni quein
' \~ Jos Domingos Pereira de Matlos, residente na
Habla, c ncsla ooiihecido como negociante daquella pia-
ra declara ao publico desta cidade, que nunca leve
transaccSo o nem contas com Manoel de Frelias Guiina-
rfles, como elle aqui diz o mostra una loltra dolreson-
tosniilris do abaixo assignado que diz o iiiesmo sa-
ib devodiir, cuja Ictlra he iuteira.ncnte fa sa, <;c
abaixo assignado protesta proceder judicialmente coa
ra quein a livor nogociadoou a icnha em seu poder.
[tbia, 10 de abril de 1845, ,
Jos Domingos Pereira mitos. J
1= Na ra larga do Rosarlo n. 30 torceiro andar ts
6. Con'lisso de Kornial c grandioso final JMi'mn volerUlalguns inajos de lucias de liulia do Porto
tiliimo, coro geral. [liquidar.
I,i, e una porjao d
Lisboa, dous rologio
mata de lei manufacturada em
. um alflnctc de peito de ouro e
tudo para
ILEGIVEL


Jk
O Espelho n. -2 estar a venda nos lugares do
coslunie ao int'io da.
Offe-ece-sc nr.i rapai Portugus, de idade do s
iw para oaiteiro du venda ou padarla, con bal'
t. te pratlca de ocgocio, aiodaeala arrumado, e poi
i e-iar satisfolto, he que se deieja arrumar em ou-
i : irte; quemo pretender annuocio, ou iltrija-ao a
ru lo Livramonto :.. 41, que achara cora quem tu-
i
O analto utignado faz ver so publico que pro-
trede vender umatirav para tratar da seut i ego I u o
par qoo se nfto chame ;> ignorancia fai publico por es-
ta I >lha.iodo Manoel Casimiro de JUenetes.
Roga-so ao Sr. da venda !a ro Nova qucira de-
clarar.se o iDDUDclo inserido no Mano p. 107, de 18
do rorrele so eotendecom Joi Rodrigues do I'asso.
Aluga-se Oirmasem do sobrado n. i, no lugar
de N. S. do Terco proprlo para qualquer estabeleci-
tnrnlo por ser laceado por preco eommodo a tra-
tar na praca da Indepeodencii loja n. 3.
Appireoeo, do lugar de Fragoso, umescravo bu
Cal que diz chamar-so Francisco toni a orelba di-
rolfa Turada; quim for siu dono dlrija-se a (ailar a
Manoel de Lcis, morador em torras do engonh.) Psu-
l;.ta ao Korto do lio Fragoso em una easa dj tulla
coin copiar-oa (ronlo, planta de espln em ruda e um
(i aseiro na |) r!.
I Qum annunciou n i !>iu: io do 16 do correle
mea querer SOof rs. a.juros, dando por segurancaurri
prujiollvre e desembiracido dirjase a ra Direita
aireasen! n. que adiar com quem tratar; no mes-
inii permuta-se una sata terrca/iu bairro deS. Antonio,
por-oulra no mesoio bairro voltando-se o que lor Je
dlrello. *
1 Aluga-se o segundo andar dosobrado da ra du
(ueimado na esquina do beceo do l'cixe-l'iito n. '2 ;
a t'atar na luja do inosmo sobrado. a
iPreclsa-se de urna ama que lenha bom leile ;
na ra doCabug lo|a que li do llandeira. 3
l kfanoel Jote Machado embarca p-ra o llio de
Jinclro sen escravojda Costa, de nonio Joaquim. 2
! Jos Perreira tirito Ui publico, (|ue, dexde odia
t."> (o correnl" dcixou do ler SOCiedade no arinasem
dessuiar, quo girava debalso da linna do Piolo &
Cumpaihja,
i-. D-se dinbeiro a premio com peobores de ouro,
mesmo cin pequeas quantias : na iua do It angelo. 3.
| Marte Francisca d Paria relira-se para ra da
provincia, levando en fui compinbii seusiilhos me-
nores o una esenva. a
t__ preclsa-se alugar um moleque, quetenba prln-
(Ipj iba ; na ra do Ouoiraado n. S. 2
'; Aluga-se na ra do Trapiche, n. 1 o terceiro
andar, cosinha e folio aondo te acba sobarba vista so
brtfomar, 3
J Prccisa-so de um colielro que tenlio pralica de
\ : i (nodo fiador a sua conducto; na ra da Sen-
talla-Velha n. bO.
l/_Quem precisar de um borneo para retinar assu-
cor do que lein bastante pralica dirija-te a ra lar-
^u do Rosario venda n. 81, 3
i_ Desoja-te tallar com o Sr. do engerido do I'asso ,
distilcto de Pao d'Aliio, a negocio de sou interesfa ; nj
ra Direita n. 3. -
1_ No primelro ondar dj casa n. 31 da ra do
Quelmadocom tiente para o paleo do CulWgio preci-
sa-so de u-i.o preta faira para o servico do pessoa sol-
leira e requer-tequo saiba priucipalinenlo cosinbar e
comprar. 4
tNo Atierro di Iloa-vista n. 6 primuiro andar,
alug&o-se prelos proprios para o servico oo masseira ,
ou_outro qualq 'er inister de urna padaiia. 3
2 Arrcnda-sea lujada ruado (Jueimado n. ti ;o
tratar no segundo andar da mesina casa. 2
t! Precisa-se alogar urna p/eta para o servico di-
urna casa ; na ruadoCJutimado n. 14, segundo andar.
4 Joaquim Nunea Ferrelra Pacheco retira-sopa
ra o Porto levando s i Pedro Jacinto Beoii, l)r. am medicina, retira-se
la | murcia para o llio Grondodo Sul. 2
2 Manoel Joaquim Putcoel Humos embarca pora o
llio Grande do Sul o escravo Joaquim, de nacao An-
ula a entregara seu senhoi J'o Antonio Jorge. 3
i Pieclsa-sede um calteiro pafa-uma venda, que
i .-lia lo a 13 aonosde Idade; na Atierro dos Afogados
' *. o 8
2 Lui Antonio Siqueiri declara ao Sr. admi-
nistrador du Dieta du recebedorlisde rendas geraei, que
dcixou de vender calvado emsua leja da la da Cadcia
duKecifu u. 11.
2 Alugi-so um pequeo silio no principio da es-
trada de J"o dellairus uo pe da Solidado, com casa
depedraecal, mullos aivoredos de liuto o agoa d
beber a welhor que se lom visto; quemo pretender
falle na iua da adela do liedlo n. i .
l Um rapas Brasileiro de lo anuos, so offerece
ra caitelro Ca qualquc estabelceimcnlo ; quem o
precisar dirija-so a ra estrella uo Rolarlo n. 3. 3
3obotequlm Cova a Unta, na ra largado
Rotarlo o. 3t, continua a haver almoco de superior
cal solido e bous rtaseos.
3 Soeitdade Terpsichore OHudetut.
O oirectur eonvida nos sis sucios para urna reunan
no dia 18 da corrente pelas I" lluros da maulia e a
rumprir o *j quartu do artigo .i dos etraluioi, e o orli-
0 Aiutfd-se. urna encllente casa na ra do Seve
n. I'i pello do CollegiO Antonio aondo so actio
as chaves ; a tratar na ra lardado llosario n. 8. 3
j__Arrendante o sino JocaiO um puuco adianlc d
Crut de Almas, com boa aoa uiuitos arvoiedose
grande bolla para cap'm ; quemo pretender dirija se
a ra NoVB di Amaro cosa nova de duus ndales e
solo que ocbai cura queo Iratar. (S
3__ lficisa-te de um bomem quecnlinda de ma-
lar formlgt de roca, oqualsei Lnii recompensado;
no ra no y uelroado o. 4. (3
.'> Aluga-se um grande segundo andar, com bas-
Itnle coinnodus o um srmatem tambuin bstanle
grfende no ra da t'enzalia Vellia por prejo coro-
uiodo ; quera pretender dirija sea ra do (JueluSado
n. la, terceiro si.dar, onde achala com quem tratar, (i
3Prceisa-fe de una pissoa, que lome corita de
una cobranca ntsta placa ; quem cstiver neftef cir-
cumstanciat snnuneie a sua morada. 3
:i Prccisa-ac de um ofRclal em|ialbador de cadeirai
,, Hierro 9a Uoa-vista, Iota de marceiieiro u. :(.
;j__precisa-ae de .'iuo..i:ui is. ;i premio, dando-si
or hypotlicca n predio, livre c desembaracado: di-
I o-se ao aterro da Boa-vista, loja do marceiielro n.
i,:, ,,,' sr dirquetn oaquer. 4
M\ S. MowfO", cirurgiao dentista, lia quairo an-
nos c meio csubelccldo nesu cidade, contiuua a pres-
ini-se com desvelo a todas as operacOcs de sua arte
de novo se oM'ercce ao rcipeiUvel publica com mu bom
BOrtlineutO de denles (lo ultimo goslo : as pessoas <]<-
leseio ulilisar-se de sen presumo poden, piocural-u
en. sua lesideneia ra Nova n. % segundo andar.
S Aluga-se a sala da tiente do primen o andar do
sobrado da travesa das Cruics, B. 14. i
3 Arrenda-se, ou vende-se un sino, entre Monlei-
10, c Casa-forte, coin o coiupriiueiito de iniltresentos
tcsenla e sete palmos, c quatroccnlos e dci de largura
nfrente, selecentos vinle e olio na largura do fundo,
casa bastante baixa, por ser amiga, melado de lijlo, .
motado de laipa, eoui bastantes eommodos, eaaara
eseravos, cocheiro, c estribara, <> porto detijoloc cal,
cacimba com boa agn, bastante terreno, proprlo para
planta de cnplin, e paro mala lavouraa, bastantes cafe-
teiros, duientos e tantos coqueiros novos, evelhoi, e
...uias fruielrai de varias qualidadea cuta venda se ra-
ra .i favor do comprador, por nao ser preciso o dito coio-
piador desembullar inneda \ isla, n.ais que UHiadclO-
liriga de orpllSos, quem o sitio est lijpulhccado ; e o
n.ais restante ilo valor do silio ser,cm leltras garanti-
I las de boas tirinas, com o praxo, qiie se couvenclonar.
.1 Aluga-se o prlmeiro andar do mirante do ral"
leeido Manuel Caetano Velloso, na niargeni do rio Cani-
llar i be, com entrada pelo aterro da Boa-vista ; dirijao-
so ao mesura aterro, u. (13, loja le inaroenelro. i
2 = 0 deteinbargador Domingos Nunca Ramos Fer-
retea embarca para o Rio de Janeiro os scus eseravos
Antonio Moeambique, Gandida de nacao congo, c t^res-
piauua, crioula. "
;s Preclsa-se de um rapas de 12 a 10 anuos, che-
gado ltimamente, para venda, aluda mesura nao leu-
do pralica, port'iu que soja de boa conducta ; tratar na
ra do Cotovello n 31. *
.'I Aluga-se dous sobrarlos, um, n. 6, na ra do
Vinoiini, e 011 tro n. 13, na da Moeda : Iratar na ma
di Miieantanienlo n. 8 A. "
Mino IMPORTANTE PARA O POYO DE PERSAMBCO.
I.'He espantoso O numero dos nossos seuielhantrs,
que e.ida anuo suecuuibc molestias que, se fossein
Hillas siniplesineiile, serian ainda vivos! entre mis
estas molestias sao geralmente a hdivaica calliarros
iidig-suio dyspepsia apoplexia, robres de toda
especie, assim como inierml tientes, bilis, escarlatina,
gotta molestia de ligado pleuresi inllaniniaroes
pai-altsia, hydropesia, bechigas, aarainpo, lombrigas
dvienleria, cryslpclas, liicliassos de pes c peinas
li'eiiiorrlioid.is.'liira as molestias de senlioras.
Mullas deslas molestias sao radicalmenlo curadas
todas aliviadas com aquella celebre medicina popular
doDr. Snell cas pllulaa vegetaes do Dr. Brandrelh.
Recoiniiieiidamos a lodosos docatra, pola nao re-
nuer resguardo alguni. Na Inglali'iia e nos Estados
I ..idos oslas |.hilas leeni sido o iinico n.....-dio de IUK1
tas familias por longo lempo, tirando scinprc o desoja-
do fin, rcsiabclccendo a saiide.
Na curte e as provnolas lem una cMraeeao enorme,
e SO reeeiladas por niuilos dos mdicos inais habis do
Brasil.
Acaba de chegar urna nova porcSodealas Invalua-
veis pilulas, aos unios agentes para PerillUIlbUCO J.
Koller iC. e veiideni-sc iinic nneiite poranloiisarfio dos
ditos agentes, na botica francesa dos .Sis. Saisset S C.
na ra da Crus n. 22, ao proco do I^UOO rs. cada caivinba
de anillas as quididades, advertindo-se ao publico que
as nicas verdadeiras nilulas vrgetaes sao einbruihadat
ira seu reccituario, fechado com o sello em lacre proM
dos nicos agentes pelo brasil no Rio de Janeiro.
Aluga-se oeegando andar esotSo do
soljratlu da ra Direita n. ao com com-
motlos pitra crande familia moilo ires-
co < por
Direita padrria n i\. [0
rolno do Portugal, correcto e augmentado, segunda.
BdlcSo por proco do U^JOO'rs.J. om volumes grsn-
des ; na ra daCadeia Velha loja da viuva r
r. 31.
Csrdoso
S
' yJ!l Vendase o engenho Mullas Cabros sito na fre-
gueiiado Una, mnento c corrente, todo apparelliado
com sua sufra,
5
de
tua
i. ao com
a grande familia moilo
prcro cummoilii ; a lialar na
, padiTia
avisa ao publico c p.nTiciilarmenle nos
scus coiistiluintes que mtulou sin resi-
dencia da ra das frideheiras ,
i. 3o
Felis Francisco de Sonsa iMaialli
secundo andar do obrado
larga ilo H osa rio.
para o
da roa
(8
Compras.
3 Compra-se um par de rodas para carroya de um
boi ; na ra Imperial n. ''. 3
Compra-so panel de diarios, ou do outro qual-
quer para euibrullio di'ectivamento a 3U rs a ar-
roba ; na ra Nova venda n. 6 >. 3
2 Coaiprao-io effeclivamente para frs da provhi-
cia eseravos de 14 a JO anuos sendo de bonitas llgu-
ras psgao-se bem : na ra da CaJeia de S. Antonio ,
sobrado de um andar de varanda de pao n. 20. (4
I Compra-se um diccionario du Moraei ja usado;
na ra (Ja Conceicao da Baaiista n. 58, ou annuncie
para sel procurado. 2
lCompro-sequartolai o barra vasios ; na ra
Direita n. .
Vendas.
'i A'ITENCAO!
Vende se a 140 o 100 rs. o covado de chita di-
tas finas escuras a 920 rs. o covado cbila a 140 rs. O
covado madapoln a 150 o 180 rs. a vara, ditos li-
nos a 00, 22U c 'iO rs. pannos finos prelos e azues a
"SO rs. o cuvado de una linda vista, .-ei.ii.do o pii-
meiio para pannos de pretas e o segundo para falda-
mento de pagein meios chales de cassa de quadros a
.'0 rs. corles de laotinhl de bonitos padioes a '00
rs. do la covados, algodao trancado azul mesclado a
2'i0 is. o covado zunrle azul do vara de largura a 60
rs. o covado multo boa lazcoda para prelos lencos de
essti pintada a KiO rs. algodao liso de muilo boa
qualidade a 160 rs a vara dilo americano largo a 220
rs. a vara muilo cncorpado casimbas de quadros de
bom gofio para calcas a 1200 rs. o covado castores,
ou ritcadot naneados de quadros a MO-rt. o covado de
muilo bom goslo para calcas petas de bretanha dt
rolo a 1800 rs. ditos de madapolo a 800 e 400 rs. ,
ditos Unos a hg, a-2l'0 e'iliO rs. ipeci, medraste Gno a
S^e 400 a peca ditas de chitas a 5OO,.8aOO e (i/rs. ,
escuras, bretanha lina de puro linliu a 040 rs. a va-
ra efgutto da inelhor qualidade do verdadeiro liobo
lino a 1600 rs. a vara c ssa do quadros para babados
a 3jf rs. a peca coi les de vestidos de seda cun llores a
30? is. o corto mu rica fascuda sarja hespanhola
muilo encarpada a lOOo 1500 rs, o covado, cambraias
lisas muilo linas, du varae Unto de larguia a 000 e
800 rs. a vara riscadinlins trancados a O rs. o cova-
do ; adverlindo ana compradores que tedas estas la-
sendas sao mpas e de multo bas qualidades alm
de outias muias fssendtt por barato preco ; na ra do
CollegiO n. i, loja de Antonio de Azevedo Vlllarouco C
Irmio. 30
I Venden.-se duas pipas para deposi o de azeito du
carrrpalo ; assim como dous Gand.es coin medidas
proprios ; na ra Nova n. 16.
1 Vende-te um preto meco para todo o servio ;
na ma do Vigario n. 8. ^
i Vcndc-se a obia do Moral do hispo Manto, nova ;
na ra do Sol n. 'l. segundo andar. 'I
1 \ ende-so um preto da Costa, ainda inoco, e bom ,
c urna grammollea francesa de eveoo ; na ra da Ca-
dete do Recite n. 00. 3
1 Vende-se urna biblia sagrada em portuguez ;
quem a pretender annuncie.
1 Vendem-se adragona ricas chegadas do Ro de
Janeiro apparelhos para barrelinasdu guardas naco-
oaes gslao de ouro largo e estrello e bandas de la;
na rus daCadeia, loja de miudesas n. i). 4
1 Vende-se o repettorio dat leis estravsgiotet do|
do novo, escolenle de ogoa, boa sorra,
fcitura para mais de quairo mil pes ; na rus do ue
io loja n. 11, do lado d Sul.
t Vende-te urna escreva do nac5o Angola
bonita Oxura cosinbeiro uogommadeira coso para
prelos e he muilo hbil para todo o n
urna cesa ; na ra do Vigario n. 19.
Charutos regala.
- Na ra da Cadeia do Recite n. 40, ba rempre um
grande e esplendido sortimenlo destes afamados cbsru-
tos, vindos recentcmente ds Bahia assim como grao-
de sorllmrnto de vinho do Porto, Madelra Xerryo
alardele de Franca tudo se vendo mais em conia
doqueem outra qualquer parte.
Na ra Nova loja n. 68. vende-se urna preta por
preco eommodo por se precisar de dinbeiro; um Cau-
ta de bano com 5 chaves de prata tambero por pre-
co eommodo ; um preto moco eoutro de meia idade,
que d 480 rs. por dia, ou se alugao; o prlmeiro com-
pra cosnha faz bem recados e todo o mais servico
necessario.
-Vende-se um pil3o glande de pedra propno pa-
ra botica ; na la do Ca|dereiro n. 64.
Vende-se uma escrava de Angola cosinha o Os-
rio de uma rasa cj vai engommando de idade de
Oannos; na ra da Roda n. 38.
Vende-so uma casa terrea na ra da Glonajda Boa-
vislon. 10, com solio cosinha fura quintal murado,
cacimba, e duas meia-agoas no fundo psra a ruada
Campia ; no Atierro da Uoa-vista loja de quenqui-
Iherias n. 44. ,,****
Vende-se um molequo de nacao, dedsdedou se-
nos boa figura e sem vicios ; na travessa do Carino
Vendc-se ou Iroca-se por cases nesta praca um
sitio em S. Amaro, na estrada que vai para Belem, boa
casa de pedia e cal, com bastantes eommodos pBra
lamilla terreno de plantacoes baixa pera cepim ,
lugar psra um viveiro e bstenles pes de arvoiedos;
3 tratar no mesmo silio. -
2Vendem-se 3 redes para pescara, por oO.OOO rs.,
uma sobro-casaca, nova, do panno lino verde por 20^
is. por nao servirn dono ; no Atierro dos Afogados
-'J- L A
2 Vendem-se os pertenec e mais bemfeitonas da
padaria da ra da Gloria n 55, prompla a trabalhar, e
laz-so todo o negocio e maisem conla ; a tratar na
pedera da praca da S. Cruz unto ao sobrsdo. 4
lVendem-sesaccaa com faiioha do muilo boa qua-
lidade ; na ra da Sentalla-Velha n. 114. 2
aVndese usa baca de rame bstenle grendo
o muilo fornida ; na loja da esquina do beceo da Con-
gregacao n. 41. 3
9- Vende-se muilo boa bolaxa de 4 em libra da
melhor familia que he possivel ; assim como bolaxa de
todos os tenannos o de dillerenles qualidades, e mu
lo em conta propiia para vtnda e para o mallo e
ludo o mais que lie proprlo tazer-se em padaria; bom
cal muido e muilo barato por grosso e a relalho; as
padarias da praca da Sania Cruz n. 100, de uma so
purla e na da travessa da Madre de lieos n. II. 8
9Vende-se um tillo na estrada du lielein quasi
confronte ao boceo do Espnheiro. com boa casa de
vlvenda o bstenles arvoredos de fruto ; na ra dos
Pires na carrera do l'eretti, casa n. 68 4
2Vende-se um leo vestido de sarja braoca Imada
com bico do blond propiio para casamento por pro-
co eommodo ; na ra dos Copiares n. 54. 3
2 Vende-so urna escrava recolhida, de 20 annosde
idade sem vicios nem achaques sabendo perfeila-
uienle coser e engonimar; no principio da ra do Hos-
picio n 21
2 Vendc-se um cabrinha de 9 a 10 anuos do idade,
multo esperte para ap ender qualqner cilicio ; na ra
Nova loja de chapeos n. 44. 13
2 Vendem-se saccas de farinha ditas do arroz de
casca, cera amarella rebolos proprios para barbero,
cooros do cabra ditos de bode esola lodos estes
gneros so vendem por preco eommodo ; ua venda da
esquina da ra larga do Rosario quo vira para a po-
lica n. 21. .
2Vendo-so uma parda de muilo bonita Ogura ue
16"a 18 annos, perfeita costurelia de corlare faser uma
camisa e he engommadeira ; um inoleco peca de
lodo o 6orvico de 20 annos; duas pretas de todo o ser-
vico sendo uma por 250/ rs. ; e oulra por 380/ rs.;
duas oegrinhss multo bouilas, proprias para se edu-
caren! ; nma prela lavadeira muilo boa ama de leito,
cun urna cria de um mez que esta muilo bonita ; na
ra Direita n. 81. t 8
__Vende-se o muilo superiore appro-
vado cha de Lisboa a atiSo rs. dito a
2400 rs dito a -ig rs. mauleiga iogleza muilo boa a
800 e 960 rs queijo trances muilo bom a 320 rs.
libra presunto multo novo para Hambre a 3'O rs sen-
do cin quorlos, e a ictalbo a 360 rs muilo superior
doce de goiabs leito em assucar braoco em caisoes
do lodos os tamanhos vinho do Porto, engarrafado a
la aor.os a 4S0 rs. a garrafa dilo do Porlo, de pipe
a 1760 rs. a cenada c a 240 is a garrote ; na venda
da esquina delronle do Rosario por baiso do sobra-
do de:) andares. ,
2 Vcndo-se um molequo crioulo, de 14 annos, bo-
nita figura ptimo para pagem e tem principios de
sapaleiio ; na ra Nova n. I i.
2- Vende-se uma calJeira de cobre com o peso de
arroba, por preco eommodo ; na ra eslreita do llosa
rio loja de cera n. 3.
2Vendem-se, por preco eommodo, queijos lon-
drmos, presuntos para fiambre, conservas, biscoutos li-
nos em telas mottarda tudo chegado ltimamente
da Inglaterra ; na ra da Cadeia venda de Jos Go
calves da Fon te. '
2Vende-se uma ptima venda a praso ou a di-
nbeiro no principio da ra Imperial n. 35 a qual
vende diariamente I4# a IS/rt. para a trra o quo se
pode asseverar, sendo o aluguel de 10/rs. ; r tratar
na inesma venda. Is
2 Vende-te uma preta tem deleito algum boa en-
gommadeira cosinha o diario do unta casa e cose
al"uma cousa e tem urna Ulba mulalinha de dous an-
inTs; a vista do comprador se dir o motivo da venda ;
na ra da Cruz, arinasein de lioli i Cbavanois n. li'l.
i Vendem-se fardos de fumo em folha para charu-
tos muilo supeiior chegado ltimamente da Baha,
e charutos tinos a I"200 rs. a caita com 100 dilos de
regala da verdadeira fabrica da Balita ; na ra Di-
reita n. 61. I5
2 Vendem-se 4 pelas com boas habilidades, cosem,
engommao o cosinhao, e uma deilas hu recolhida, vet-
te c penleia omasenhora ; uma dita do mea idade ,
por '50l rt boa cotinheira e lavadeira de sabio e de
vsrrella ; dous prelos hons para o trabalho decampo ;
ua ra do Crespo n. 10. (6
2- Vende-te uma leltra-de 160^ n. a quel corre
uros de dous por cento ao mei,[e por lsso j4 est em
Z0i/8O0 rs. garantida por uma hypotheca especial,
novalordaquartaparleda propnedade Porto de Ga-
liuhas, quocoubeaoherdcijoliypothccanto, e as con-
dicoes declaradas na escriptura lazem Mi a segu-
ranca ;a fallar com Jos Victoino de Lemes quo dir
com oue so deve Iratar. I8
4-Vendem-se 99 libras do retroz de pnmeira serlo.
preto, azul-ferrete e do cOrcs por menos psecos do
que em outra qualquer parle ; na ra de Apollo, ar-
masen-, de assucar n. 4, no mesmo arroaiem troca-se
urna imigem pequea, o muilo perlera de n. J>. da
*4-Vende-te farinhi de Msg; no arco de S. Antonio,
loja o 2. *
4- Vende-se a cata terrea n 70, site na ra de S.
Miguel da povoaco dos Afogados em chSos proprios
olios meieiros quintal murado e cacimba ; i tratar
na ra larga do Rosario n. 12, prlmeiro andar. 4
5 CUARUTOS DEUEGALIA.
Vendem-60 superiores charutos de regalia, em cai-
xinhas de 100 cada uma, vindos pelo vapor Impera-
tris ; na ra do Trapiche n 34 sogundo aodar. 4
5 Arcanum anti-fluxo sanguinum.
Estes pilulas teem a prnprledade de estancaren! o
sanguo, quer isla pela bocea quer por o narit; um
exemplar iodicar como se deve usar deilas; vendem-se
na ra da Cadeia lojm. 15. O
3 Vende-se um molecolode bonila figura de na-
cao Angola serrador de inadeira ; na ra das Trin-
cheiras n. ID, primeiio andar. < 3
3Vende-se uma porco de barris de niel ; na rus
Nova armasem de louciv. 42. 2
3 Vende-se um carro de 4 rodas para duas pes-
soas, ioglet deum cavallo e com o mesmo caval-
lo e arreios por proco eommodo ; na ra Nova de
S. Amaro, cesa de dous andaros e sotao o 6. 4
3 Vende-se farinha por preco eommodo ; a bordo
do patacho Amhade Constante ancorado defrnnle do
trapiche do algodao ou na loja da ma da Cadeia
n. 40. '
3 Vende-se uma venda a praso, ou a dinbeiro, si-
ta os Solidade n. II, com os gneros que tem e arma-
cao polo preco de 340/ rs ; a tratar na ra das Gu-
ies n. II, ou na ra do Apollo n. 6. (4
3_ Vende-se uo.a escrava crioula do 10 annos, bo-
nila figura engomena, ose, cosinha e lava de sabo ;
urna dila de nacao de 28 annos, engomma liso cosi-
nha c lava de sabo ; una dita de oicfio, de 28 annos,
cosinha, lava e vende na ra ; 3 ditas do nacao pio-
prias para todo o servico ; e um molequo de nacBo de
18 annos para todo o servico ; na ra das Guzes
n. 41, segundo andar. (S
3 Vendo-se urna negrinha crioula de linda figura,
do 12 a 13 annos do idade de boa conduela o quo
se allanca ; na ra eslreita do Rosario n. 10, terceiro
andar. I*
18Vendem-se taccas com faiellos, pelo mdico pre-
co de 3/ e 5000 rs ; no ra da Senzalla Velha n. 138. 2
6 Vendem-se taixas de ferro coadoe balido, mo-
endits inteiras para agoa e onimaes jngos de tambores
para armar em madeira lrmasde folha do f*rro para
purgar assucar as quacs teem upprovadomuito bem e
sodemuita duracao machinas de vapor de alia e
baixa pressio.de loica de 3, 4 e 6 cavillos ingleses; uma
prensa hydraulica para enfardar algodao e muilos nu-
tres objectos de ihacbinisme. A boa opinio do quo
gosSo, ha muilos annos as ferragens deste estebeleci-
mento serve de garanto a hondada das inesmas ; na
ra da Senzalla Nova n. 42,em casade Johnslon^ Nosh,
outi'ora de Fox ;\ Sloda-rt. Il0
Eseravos Fgidos
1 Desappareceo oo dia i'J de Abril p. p. o preto
Joao de nacao Congo de idade de 40 annos ; levou
calcas do titeada azul, j velha, camisa de algodao d
trra jaqueta du riscado aroarello j velha chapeo do
palha quando falla, pouco se espressa, a-bairiga d'
pe na direita he mais lina, cor fula he alio e seceo ,
julga-so estar furlado ; roga-se as pessoas quo delle
souberem quo o levem a ra da S. Cruz, venda n. 58,
que receberd 25;; rs. 9
2 Desappareceo no dia IS do corrente uma negri-
nha de nacao Costa de nome Luiza, em cada lado do
rosto tem 3 tullios bastantes grandes, o um atravestado,
olhos grandes o vivos nariz cialo, bocea grande cor
fula; levuu vestido branco de quadros, panno da Cos-
ta com mstames as ponas argolas do ouro, lisas,
uma volta de contes brancas o encarnadas no braco ,
sabio a vender banha ; por isso roga-so as autoridades
e espilles da campo de a pegar elevar a ra das l.aian-
geiras n. 15, prlmeiro andar, que sero recompensados
os segundos. 8
2 Domingo, 11 do conente, a nouto, fu.:..) a ei nu-
la Biigida do idade pouco mais ou menos de 25 an-
nos estatura baixa rosto redondo cOr fula bem
desembarcada no tallar ; levou vestido do chite azul,
e panno fino protocolo guamir;3o de pelucia e oulio
vestido de chite azul com llores amarillas ; quem a pe-
gar, leves Fra de-1'oitas ra do Pillar n. 143, quo
sei generosamente tecompons do 8
4 No dia 10 do corrente fugio o molequo Antonio ,
crioulo, natural do seito do Sendo com os signaos
seguintes du idade de 18 annos alto seceo do cor-
po queodu anda bote o coipo para (liante pastos
largos, por ler as peinas cumplidas ps meios gran-
des e apalhelados cabrea pequea u redonda olhos
grandes o vivos, denies bem altos; levou Vestido
camisa de ilscado de lislras celtas de riscadinho azul;
desconfa se que levou chopeo e jaqueta de couro para
inelhor dislairar; este escravo foi comprado ao Sr. An-
tonio da Silva Gusmo que o compiou ou recebeo
em pagamento do Sr. Manuel Jos da Cunha do mes-
mo serian ; quem o pegar, leve a seu senl.or no Rceife,
na ra da l'raia armasem n. 18, que ser bem recom-
pensado de seu trabalhn. (12
C Desippaceceo desde o dia is do passado Abril des-
te corrente anno o preto Gabriel de na{5o Mocainbi-
que de idade pouco mais ou menos de 30 annos o
inelhor signa I por onde pode sur capturado, he ler lo-
mete na mao direita 4 oedos tem as peinas um lan-
o arqueadas pes muilo mal teilos egrussos anda do
calcas brancas camisa domadapolao jaqueta bran-
ca e chapeo de pelha ; ful perseguido no dia 3 deste
mes na cidade do Olinda em urna venda de garepa ,
nos (jualr Cantos por um esclavo do annuneianle ,
e agora sabe-se que anda em Uehiriboconduzndo ma-
delia para o porlo do embarque ; roga-so os autoiidu-
des polieiaes capitaes de campo, pessoas do porte
encarregadas do registoa apprehensao do dilo preto;
assim com o annuneianle piutosta perseguir com ludo
o rigor da lei a quem o livor oceulto ; quem o pegar ,
leve e ra do Livramento sobrado n. 33, ou na pren-
sa do Joaquim Jos derruir quo sei generosamente
recompensado. il
PERM. J NATYP. DE M. F. DEFAMA lcJ/p.


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EBXQ3F0HU_DDYUUQ INGEST_TIME 2013-04-12T23:41:02Z PACKAGE AA00011611_05582
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES