Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05574


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Full Text
Annode 184,1.
Quarla feira
de Maio.
O MAMO ptiblca-sc todos os diasque
nao forrin de guarda: o pirco daassigua-
turahr it4fts. porquartelpif/oi adimtndot.
Os annuncioi dos asslgnsntes sao Inseridos
:, ri/.ao de '(I rala por liuln, 41' rs. eni l\ni
(Ulerete, e as repet|c.oes pela inetade,
OJquonlo foreiu asiigmtntes pagfoOra
por ludia, 160 lU tvpo diilcrente.
PHASES DA I.UA NO HEZ DE MAIO.
I.ua nova a Cas7h. e 33 min. da nianhu.
desente a 11 as II luir, e 49 min. da man.
La chela a 21 as .'i hor. e 4ti min. da man.
Miiigoantr a-28as 4 hor. c f> min. da man.
PARTIDAS DOS OORRE10S.
(.ni."i: i e Parahyba, Segundas e Sextas fri-
ras.
Rio Grandi' do Norte, chega a 8 e 22, e parte
a 10 e -21.
Cabo, Seriiihaein, Uto Kormoso, Porto Cal-
vo, eMacey, no l.u, II el de cada mcz.
Oaranhiins e lionito a 10 e 24.
Boa-Vista e Flores a l.'t e 28.
Victoria Quintas leiras.
Olinda todos os dias.
PHEAMAH HE IIOJE.
Primeira as (i h. e G min. da manhaa.
Segunda as (i h. e 30 minutos da tarde.
Anuo XXI N. 100.
5s > *tiiirMmT.im*a>T.-&rtml^KKKB
" -.-
DAS DA SEMANA.
D. d i
S Segunda S. I'i" ''."and. do J. d
2 v.. e doJ. M.da-2. v.
fj Terca S. JoSo Dainnccno. Relacao, and
do I.de n. da I." v., edoJ. dos Eeitos.
7 Quarta s Estanislao, and. do i. de l'i-
relto da 3. vara.
8 Quinta S. flellodio, aud.do Juii de lu-
da 2. vara.
9 Sexta S. Gregorio, aud. do I. de Dlrcito
da I vari. C do Juix dos FcitOS.
10 Sabbado S. I n tonino, Re., aud. do i.
de Direlto da 2. vara.
11 Domingo Pase, do Esp. St.". S. Anast icio.
.
CAMI IOS N i DA (i DE M\'<>.
Cambios sobre 'ondres.....2.">'/,.
Pars 372 i.'is por franco.
" i) Liso 11 120por IpO !- preui,
D Otll i I '< I I i i i lil 11 I I p ,.
Oiiro-OiK ... lioipanhoJaa 31*1100 a 'I/Km
Mocd.i d-fifiOOvrl.
ii i. de 'i i i
ii : a <.
Prala- Pal icd ;......
ii Peaoi ('oiinii!! ires .
i Ditos Mcxic tilos .
,i Mocdas de 2 patai >-
tcccci da C do Bebei I he
I" IO0 a 17 (J00
i i~ nu
'. 1 la '.i 600
l/<)80 a 1/990
l/iuiia 2*000
lDOOa 1/970
1 !8tl i l/flo
,ii, nuil

PABT? C FFIC AL.
CioNeini> da Piovmcw.
Expediento do Ha M da panado.
OllicioAocommlssai'lo pagador militar, damln-lhc
a laculdade, tiue pedio, para faser recollter casa-foi ti-
lla thesouraria da hienda o cofre da pagadoria leu car-
go; e comintinicando ter expedido as precisas ordens,
para que o dito cofre fbsscalll recibido e posto iua
disposieao durante as horas do expediente.Ofelou-ie
i respelto ao inspector da thesouraria da fazenda.
DitoAo inspector Interino da thesouraria das ren-
das proviociacs, determinando, que aos uicuibrus (la as-
scnihla legislativa provincial, constantes da rrjayao,
que se Ihe reinette, e que assisliro sesso ordinaria
deste mes (abril!, mande pagar a respectiva diaria.
(oinniunicou-se ao Io secretario da assouibtca legislati-
vo provincial.
Iilem lo i/'i 1" do renle.
OflieinAo Kxm. e Rui. hispo resignatario de Olinda,
approvondo a proposta de Eduardo Soarl de Albergara
para substituir o ollicial da secretaria d'aquella acide -
lllla, durante o inipedimeiito deste; e duendo, fara-lhc
constar, que deve sollicitar o seu titulo pela secretaria
da presidencia.
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
o hei.oc.io Dt ciHili nos dkptdos.
(Comrpondencla reiervada 6'orreio da Corle.)
Sr. Sriilinella. A pnit'n ti-ni toda a r.-ito para estar
assauhada, enansei como desde la nao vai carpindo suas
magnas em sentidissimas diatribes contra o ministerio
ingrato, que, depois de tantos serviros prestados e por
prestar, nao lavrao decreto de demissao do Tiloma Xa-
vier, que aquella Sra. palriolieamenlc exige F para a in-
gratidao juntar o escarueo, agracia essenresidente!
t) que dirn de seus representantes os 2:000 ou 7:000 ar-
tistas .. drt Peruatnbiien? Como conliaro miles, qtiaudo
i gnvrrno despieza suas queixas, nao cede Mas exigen-
cias, e, para mais dohradns mafjoas, escarnece delles .' ...
Collados dos pmiero / Mas, se elle poserem nllugoa
noiiiuiido, cnit.idinhu do ministerio !. Sao todos Viles
lao linas pessnas que admira como nao se farcm mutua-
mente as vontades Dcixe porm estar, que o caso nao
lie desesperado : por tao pouco nao sollrcr a mnacel
ranrmdia em que vivein os patriotas.
A aposentadoria do deseuibargador Relmonl.-fo dis-
entida lia primeira parte da ordeni do dia. Nesta questao
talln O Mendes ila'unlia: que he ni.ig.iuan de milito
lioin (()s,"i '- mitn da primeira plana Chaniou
autora para a questSo llobhers, Walpole, Duvolsin,
iiii sel qu.lutos Jurisconsultos romanos, e ale* o Va ange-
Iho; Indos os qnaes deelarao mili pnsitiv.iuienle que
ii govemo uo poda aposentar o Welnioiilr. Coui as
inesmas autoridades provou o direlto de resistencia, i
liuln islo disse n Mendes, eonl'rssandu-se rorrandn! (Vin-
el i h-' do lempo do soberano enngresso). O D.Manuel
Ion contra ludo Islo, e proinette demonstrar em lempo
eoiupi t' ule, e rom autoridades de igual pulpa, que a
aposentadoria do .-linoute era dos linos : o D. Mauoel
prot slainln-in he rorrumln, mas lie eoreiiiida di COIISti-
tniao; o Mendes lie coi cunda sailta-luxia. Os devotos
d'esKnnfa o collnrro entre os seus potrlarchas.
Dt pois das pn-leccii s lie auarchia dadas pelo Mendes
da (iinba, entrnti eui disclisso o orcanicnto da repar-
iii.audos negocios estrniigriros. O Junquelra toiuuu
jiito a ileinonstraro de que se nao devem faer Hala-
dos de coniniercio, e pot em eitilhas o governo mgl
lie mu dtSCUfSQ que srill duvlda l'ar poca nos laslns
par in ciliares: o ministro Ingles fu mi assustadissiino,
r remette agora pelo paquete un resumo lid do tal dis-
curso so Foreing-O/firr. lie provavcl que desflio os l'uii-
ios Ingleie, que O'Counor & O'Connell aprovcjtcm a
uccnslo, e colllgados com o Junquelra favao ruar Sil
Roberl l'eel e a inais sucia que forma o misero gabinete
de t. James. O Saldanlia, que de lia lempos i esta
parte dio em poeta, einquanto fallara n luuu/iuliu do
Junquelra, repeli estas trovas, que sem duvida sio fci-
laa por elle
Ao sen partido se aferra ;
luz que inda c'OS inastros rolos
Ao inunda fuo a guerra ;
Mas lii a vencido em votos.
E leva a bina Inglaterra.
K inais onlras fui repetindo ; ponan so estes versinhos
me lie.irao de cor;
(i Ernesto tomn a patarra e tirn d cmara a dun-
da em que ella eslava declarando que ira hrasileiro
milita gente pensara o contrario c at arguiuentavo
mas .mora ja nao ha\er.i letiglo Sobre a natnralidade do
ministro dos negocios estrangeiros. Ser necessaiw
inni.i obstiu.-irao c cii.perrami uto para duvidar da pa-
la vrn honrada do Ernesto. Fez arespcilo de tratados
contideracoes da inais alta importancia. Ni-ut Guizol,
iieiu Aheriieen nem .Melernich Ihe guha ; >csselro-
de Tallejrand Peno di/i'oigo sao limas limpiaras ,
i vista do nosso Ernesto, que so pode ser coinparadOTj
si mesinoi on quando multo ao portentoso (.andido
Bantista. O ministro dcclarou que su loria tratados,
ir Ihe fufe ronta.
0 Sonsa Martins nao perileo esta pitada de oiiamcu
lo; he ii m pesslnio oradoHpara os tueros da maioria,
Est senipre a diser ara ora e Islo lie insuppurta-
vel. Coill os seus oral tentn o Sonsa Martins demons-
trar que he o brasil a na;So que inais despende com o
corpn diplomtico. Ralculon a relaco entre o dlspcu-
dio que onlras iiainrs fateUI para este SCI'vitO COIII 0 sua
11 ma ; e inais ora menos orn coiicliiiu c di?
o Saldanha que srin replica, que a nroporcoentre
a dcspc/.i diplomtica e a renda iu i rasfl he nionstruo-
sa! tem vi. men amigo, que a maioria uo pode ochar
nca n'este diputado. Depois d'csla deiuoliltraco
deseco o Sonsa Martins s verbas do oieanicnlo; e
apniloux-om o dedo Inda- as rediii coi s que se poderiao
la.er no corpo consular r diplomtico, sem que por isso
soUressein as nnssas rean s com as potencia!, csliau-
geiras, rinda menos os nossos Intercales, que nao
san n, iiliuns em militas parles onde temos diplOMOtas t
Respondco-llie o ministro dos negocios estrailgei-
ros que de novo asseverou qae lie hiasileiio. (Ella in-
sistencia tem ine frito deseiuillar. ) Ora lie claro que ,
sendoo ministro hrasilciio as despejas lulas com
o corpo diplomtico e consular sao de todo o ponto lu-
dispeusavei. : sendo hrasileiro o ministro DCa a ledas
as luzca patente que devem baver cnca regados de ne-
gocios acreditados junio s repblicas do Chile Per ,
\ ene/iiela e cnsules em toda a parte do inundo. Es-
las razors nao adinitleiu conleslacau. O Ernesto tinlia
anda que atontar se qultessc que nao he prudente
discutir publicamente murnni<. pendentes; os miste-
rios diplomticos milito o poftrio auxiliar n'esta ques-
lo; mas un ministro franco nao se socorre cslcbor-
dao seuao nos casos de grande importancia.
0 cabo da patrulha cabio naasneira de encarar qtics-
tiVs diplomticas brasilciras na Europa c na America ;
anda ludo eni miscravel estado, o ministro tein-se des-
cuidado de ludo, e quando por acaso dj un passo, he
lacerto, vaclllaute c cotupromcticdor, arriscando-sc
sempre a ir de venias ao chao.
Quando Ulll lioinem calado d para fallar, he contar
certo que nunca mais socega. o Ernesto quis respon-
der aorerrax. c le o com grande vautageui, porque he
hrasileiro. ElU ludo c por ludo tcni-se alcaufado vau-
lagens diplomticas que espantao : nao importa que es-
tejamos coinprouieltidos com a ccnfcderacao argenti-
na: Rosas lie un tjanelia, despota, feroz, e nao se piule
comparar COIII o cu Misado Eructo Rivera, amigo lidrlis-
siino do Brasil, e sen alliado natural.
Tainbeni 0 lev. Muniz 'lavares espijoa O ministro dos
negocios estrangeiros; aelioii que di/ef a respcitodas
re i.,oes do imperio com a Santa S, notando o Incon-
veniencia de se haver noimado para aquella corte Ulll
ministra alienado (he o Moutinho., e de se desperdiea-
rein all alguuiascentenos de mil ris: !. ..
Os praieiros desertarlo boje (31 de marro' dos seus
liamos, e nao se salle o que audo fazendo. O Salda-
nha esta han/ando com estas colisas !
Iloiitein (l. de abril) coiitiniiou a discussao do or-
faincnto dos negocios estrangeiros.Ainiguiuho, hoje
he o dia de engauos e de pulhas, e a ICSsao fui luna
verdadeia pulho, O Antonio Callos falln, e falln
inulto, mas pouco alcaiifou : tambein este relko-joven
anda sempre a coniparar-se com cavallos, que, inda
quando sao briosos, sao sempre cavallos.... Agora j.i nao
lenlio a menor duvida: os Saquaremas couspiroo e
conspiroo perenemente Nao be pulho do I de abril;
o Antonio Garlos declaroil que os lacs rilesf.wi ni
clubs, o que be mu eriiue horrendo ; e por este nimio
jnstilicou a ilCCCSSidade dos espiocs para os saldes, da
jiolii'ia poltica.
Ii. I.aiiieu o los Carlos de haver renegado o rejreuo,
duendo que elle agora deve ser proarcuisla, porque a
cmara o he; o Jos Carlos que Ihoagrudeca. Poro
conservar a posirao niiuistiii.il, o luiuislio do imperio
abandonou todas as suas coiivicci'ies poli ticas c sociaes,
e molda onlras segundo as neeessidades do momento
O rYrms desaiuhiu-lhe una eatiliuaria espantosa;
tornon a inostrar o abandono em que aonaein os nossos
negocios diplomtico*! mas ludo he baldado para a ;i-
triolUa maioria.
falln ainda o Ernesto, e pregn a toda acamara
nina famosa peca, incsmo le I de abril! Elegeo-se a
mesa para este mes: foi cleito vice-piesidente o reve-
rendo Uuuis Tav.ues! He Inais un ponlap que a
maioria da no ministei-io.
Mila das sessiies, 2 de abril de 1845.
P. S. O Saldanha assevera-me agora que o capelln
das tropas de M.i'.irin sempre conseguio rallar l Airo
com o ministro da juslifo, o qual Ule ossegurra que
poda contar com a carocha, logo que Ihe cheg isse a sua
ven de propir ; que por ora qiiein lilil.) lid O palavr.1
era s o Jos- (arlos; e recouiim iidou-llie que serla
linio sempre ir l aos sonres!.. II .vilil lillia nao al.na
que maldita ettraca lie esta, que tem posto o pobre do
capilla" em tao miserando estado.
I) llehi'jia da lasa.
FE-N-HfiB' C0.
ASSEMlil.l-.A PROVINCIAL.
GONTIHOA(A0 Di M ssu'i DO DIA S8 lili ABRIL DE IX.
o Sr. I'erreii.i Brrelo proniinciou o discurso, ques
legue em a sesstlo de 38do passado, loen depois de ha-
ver entrado em discussao o srtigo 8o das posturas addi-
cionacs da eainara do Recite, cantes de haver orado o
Sr. Eranciseo .loo.
O.Sr. I'errtira llairrlnSr. presidente, levanlei-ine u-
iiieaiiienle para responder SO niihre depulado, que s.
OSSenta da nutra parle, por isso q.....He ini.iginou, qui-
en me achara ein colera, e que me allligia as-as, com o
que Ihe acabara deouvlr. Nao be islo assiui, nao era
isto. He paradar-lhc una salisfaco, que eti ped a pa-
lana.
O nuil genio, Sr. presidente, he un punco vivo. Qna-
si nunca me exprimo, senSode una sorte inulto enr-
gica, isto lie, mili cheia de calor. Taires islo proceda de
alguns hbitos Iliterarios da inhiba vida, habito* de mu
bonillo, que tem passado urna grande parle da sua ex
lltencia em predicas, e na cnmpqsicao de misos. Estas
colisas lulo se fa/cni sem eulliusiasiiio, sem vigor e tem
imaginacao, e este estado de escaiidesccni ia lilleraiia,
taires inlina no ineu modo dcex^rimir-meriu qnalquei
materia, lem com ludo aflectar ineu coracao, c por me
un colera. Por tanto uenliunia cousa poderla ter, e nem
tenho contra o illuslie ilepiitado, a qiieiu veidadeira-
inentc przo, e considero cuino ulll adorno, como un
esnialle da nossa piovincia. I oi para dar-lbe esta salis-
faco, que ped a patarra : mas urna res, que me fol
concedida, cu a approreito, cjuiilani alguns pciisaimn-
)ns aos que apicsenlei hontCIU.
He. como j disse, nao x de preceito ecclcsinsllco,
mas lalnheiu de preceito divino, a guarda dos dominaos,
r liis estamos em obligaco restricta deguaid.ir estes
dias. Neuliuma cousa pode, nem deve pesar mais sobre
o eoracfio, e a coniclocia de cada un de mis. do que a
observancia dos pinchos de Dios, islo he de sua nalu-
re/a limito claro, multo obvio e exacto. Raciocinando
sjoni o eatholeciimo lulelro, col- todos os tbcologos, es-
las idi ias leeui i logado, voando, por assiin di/cr, desde
os pi'iiueiriis dias do inuiido al aprsenle poca, aira
vi ssaudo lodos os lempos, lodo* as idades, al os nossos
lias. A lailtiflcaco de alguns dia, ..inda iniiiiiu, CXI I j-
UiadasOS domingos, se acba consagrada no amigo tcsl-
iiicuio. Exislifio grandes solemnidades, cujos dias crio
de lesla, dias solemnes, e de sanlilicarao, pocas, em
que sessavao os irabalhos diarios, das consagrados a
Dios. A palana domingo exprime eni si nicsnia a cxci I-
lencia desie dia ; couluiinc a etliiinolngia, recibida por
todos os i ihiniiilngisias, e todos os tbcologos, ella quer
di/eidia do Si nlior i era o din do Stnkor; poique llu-
ra consagrado, e o he ainda hoje. Da, em que absolu-
ISIIK ule se prohibe o eniprego, e o sel vico do cuinos
ibas da sen.ana. da dado rcligO, c aos exercicios da
piedade clirislaa.
Se por ventura labiado, mis distas bellas idrias, ob-
servamos a coucepcaoactual se vemos, queappareci-riio
abusos; c se a questao da guarda destes dias ho trazida
casa, e posta eni disenss.io; conveui por ludo Isto 10-
laralguina deliheraeo. Mas pivscuta-sc un embara-
zo, edi'cm alguns ScillloreS depnt.idos; (i nos nao temos
que legislar 0 respelto do domingo, porque nao he este
negocia do competencia da ouembla; eoinpete-noi or-
ganisar leis civis; compcte-ires aparte poluiei. e toes
riiuccdes excluein a porte ecclesiastica : nada temos com
o que pertence igreja, c com o que verdadi Irainente he
da autoridad ecclesiastica. Que o diocesano se luja com
oque Ihe pertence. Nada temos com islo .
Couveulio, Sr. presideute, que esta objecciio, por un
lado, ti nha forra ; mas he preciso, que s. note, que a re-
ligio esta no estado, e que por isso mcsnio deve elle
coadjuval-a, quinto poder, da sua parte. Apezar d que
i igreja tenli i por si a proniessa incoiicuss.i do Salvador
las uaciics, de que as pollas do abjsmo na i prcv.ihae-
ri) contra ella; com ludo e.ta proiness i n.io exclue a
proleccaodopoderleuipor.il: antes a protCCCo desle
poder be lainbeni un dos lucios, de que Dos se lem ser-1
vido para a dilataeo, e perpelnid.ide da igreja. As au-
toridades civis estn por islo Mismo obligadas ao Soe-
ciirro da igreja : ellas devem prestar-Ilie o seu apoto, e
estender a sua coadjuraso, paro que sen culto, e
seuscostuiues se coiiservciu. Se areligio presta B0
lado, o estado dever soccorrel-a. Sem rcligiao mi ha
eosliiines, sem cosliunes nao se observan as I, is, e sem
cita observancia uo pode harer sociedade. A religitio,
ainda 111681110 nao sendo a calholiea romana; as Idl i i. re-
ligiosas, ainda mesmo Imperleltas; sao un IVelo para o
lioiueiu, Ulll freio para os costunies, sao un ilipplf metilo
ao que falta na legi-la.n civil; ellas fa/an com que se
nao pratiqueni eiimes, que a legidaeo civil nao lem pu-
nido, eiieiu pode punir : oserimes de pensaillCUtOS, os
ilclicios Internos, de mera couscieiicia. II i casos,euique,
apezar de toda a philosophia, de toda a pi riela do legis-
lador, uo lem lugar a puulto das loli eivli; porem ahi
mesinu vai ler a legisfi.ao religiosa, l inrsmo o interi-
or, a coincidida a recebe, reconhecc. Dcsi i fonte es-
condida, sai o bein, que as bis buinaual uu poderiao
producir : euto o lionieui verdadeliamenlc religioso,
he un 1)0111 ciiladn, elle cilinpn! exactamente os seus
develes, e obra nii'sino com aquella perfeieo, que ja-
mis poderla prorir das Iris el vis, que o goveroao.
lina rcligiao, que toca Ule elHcaxtuentc oeorac-.io do
hoiuein; que obra tanta sobre as suas facilidades: que
lem tanta Influencia sobre elle; merece, sem duvida, por
inleicsse d i sociedade, todo o apoio dos legisladores ci-
vis; c lano he islo visivd no uathulecisiuo, que os ri is
calbolieos sao os pi iuiciros defensores dos cnones, os
prlmcli os defensores di religio. Se houresse olgum,
que o Ateste por hypoc esia, anula ossim, elle ganharia
e.,in islo inste muido < > COI l. -me. que .Vuou.qiai te, o
e aior boiiK'in do s. u si i uto, exceptuando grandes iles-
vios, e grandes crios da -na vida. I non iparle, lao ex-
traordinario, i.....10 Alexandre, e que, | as-ulus mais al-
in.s anuos, si la talvci idhado i oinu u mus Ci lelne per-
souagem da Europa; este liouiem, que, uu llnho n h-
giao .ilgiiina, segiinilo o jornal de Santa Helena, que en
Fi. ha inuilos anuos, dioi ; Que mpposto as religid s lo
das livessein a inesina origem (he elle, que o dl/iaj con
ludo, quando se trat.iva da lltllidade pnMic.i, C de mau-
lla o ti. ni nos impelios, era ella 0 nica, que O poda
fiier, e que por islo misino elle a h.ivia restituido a
I r nica, logo que governoil, e que subi ao tlirouo. Por
tanto, digo eu, se nao traannos de proteger qinuto po
di linos as leis religiosas, nao pudereiiios u bein.
Aqu se diSSC, que ao poder eeclesiaslico lie, que Con-
vel! tratar dcstC negocio! sini, convcnlio niSlO : mas,
Si oliles, olheinos pala os lempos : o que sao boje a
. \bi 11 i; o. I de un. bispo? Nao \.licni nada hoje, nao
s r\ m ib' nada, atleula a eorrupcao dos coslunies. To-
, dos oigan que os Senliorcsbispos sao una autoridadr
sem foi '. o Esui. pulido, rcconhcceudo esta lal ilida-
de dos lempos, molido pelo telo, dcsejaiido, que os
boi.i cosmnies se couservein, julgou, que au poderia
obrar n ida de indino, do que buscar o apoio dos repn-
s. maules da provincia Julgo en, que si r rsta a raiao,
porque o prelado se dirigi ti esta assemblea. Eu com-
prendido, que file "lio pncisav.i disto, mas eu vejo,
que elle quis dar um ai de solemnidadc a sua delibera-
cao, quis, que dl.i fo.ssc s.inccioiada por I -la casa, por-
que islo mesmo coucorreria mais, paro que fosse bein
ex. i litada. Era luna appiovacao, e una vez que o Exm.
Sr. blspo dioc -ano en\ ion isto paro aqu, nao llu diga-
mos que nnleiiios nada com isto.
Iloutem se disse, que a coiistituirtlo do blsnado nao
poda impr penas aos que nao guaidav.in os d.....ingos.
tu digo, que o arcebispo, queorganisou esso coiistilui-
co era pessoa gi indenienlc illusliada, era graiuleii.cn
te illustrado o clero, que Ihe presin sua coadjuvac.lo
e que aappioMiu. f.asta ver as assiguaturas inscriptas
nes-a eonsliliiiii : he o Sr arcebispo daquellc lempo,
sao donliiies, bu mulos em direiin civil, c cannico, e
pessoasde meicciinento Iliterario. Isla mesiua consli-
liio O, eni cellos COSOS, impne multas pecuniarias. Ufll
qu inquina isto.' Nao l'oi esta oiisliluirao appiovaili
pelo podr civil? Nao lem ella a S0UCC0O regia Nao lor-
in.i mu cdigo .' .Nao be nina le .' Nao se mandn, que
eoni sse .' lie por tanto lima lei CC.clesloS.lica, lei \eidi-
ddrae legitima. O arcelu-po, euuhei elido, querr pre-
cisa a intcrvenco do poder secular, subiiictlco a a eSSl
poder. e .
Os concilios geraes, tan sanios, como liles osao, lao
respdtaveii i m s mesmos, celebrados por inda a j i
eatholia. representada nos s. m pastores. nos seu- de-
legado!, deixaopor ventura, uas material de disciplina,
de ohter o coiiscutiiucnto das autoridad) s. ivis, pat a que
asaos materias possnn correr em certas reino,, sejiio
all reeeliidas Sun. sao mal. lias, que solireni, e p-
dem sollrcr suas alternativas, esuas liniil i.aii s. 0 COn-
cilio deTrento, depois de approrado, ladreo suas limita-
cocs em Portugal, r em oulros estados do Europa, quaif
io.i disciplino. Corrro ninas cousas, e nao torno i. 11-
bidas onlras. .-e isto acntele com os coucilus gei.o-,
nao admira, que acuiueca isto com lima deliberaran, tu-
rnada pelo Exm. Sr. bispo diocesano, mbinettendo as
vistas dcsla assemhla a pastoral, ou delibera, oes, que
elle lonnni, refttvainciilc a ubsc vancia dos dias de pre-
ceito.
A reprcsrnlac.o provincial lem, pois. o sen tanto de
soberana, e bein pude aniiuir ao pedido do M. hispo
dando um ar de mais solemnidadc ao inaiidainciilo, qui
elleqticr fa/crcoirer na dlocesc. Iieveiemos Iruibrar-
nos, que, se o nosso paiz liiseivar seus bous costuines,
us evitaremos grandes males, evitaremos os assassna-
tos. as intrigas, as rcvoliieos, i tantas onlras cousas, que
peso sobre nos : nos Icreinosbous einpicgados, cnipi. -
{.idos probos.
Uto si i, Sr presidente, porque nos laucaremos abso-
lulanienle lora de tildo oque pertence ao ecdesiaslico !
Nao lavamos invasocs, mas piolejainos. luUivenlia o
poder civil, no que eslini ligado com elle : islo nao he
ull rapis ir, i sin he Ulna eo.uljm.i :io. Direi alguina coli-
sa mais. O evaugelho. que be lodo espiritual, e por isso
mesmo lodo eccleslastico, conten mximos, que regu-
lan inda- as socied idea humanas. No rvaugelha existe o
dlrcito natural, o direlto positivo, o dirrilo divino, a Ic-
isi.n o de todo ohotlicm, e para iodos os hotnens, de
iodo o mundo, e para iodo o inundo ; elle he o cdigo de
todas as oln gacors, e de todos o- direitoi. Legislo para
um individuo, e para todos m sociedades, l'odas as clr-
eninsian i is stioprevistas por i ile grande cdigo, ea-
eailtela.las por elle l'ule-se di/.er, que n.io Ii i legisla-
cao, fui a do evang Um, porque elle lie abas- ile luda-,
p.n | ai. principios de lislica, e igualdad. n evaugelho
eiiiliu.....lin o.igi ni un -modoescandecido lioiisseaii,que
oiiiiee. o a silbliiuhl ule des;e livro, era a III lior prora
d i dirilidadc do lilho de Di os. Se pois n.nl i mais eccle-
lastico, do tlll 0 C\ ingelbo, se nada mais divino, duque
lie, e se nimia assim sua legislaeo abrange lodos os
lados da sociedade; protejamos tambem n.',<, no que
poderin.i;, a aul.ii id nie i-ccieslastica, que prca ana a
lossa coaper nao, paro, n baiuandamento da igreja per-
iiamliuc na, e esl i nlesnia prot ceo 'r un bem, na-
zi do .i nossa sociedade i i vi i. .
Sr. Lo/i Gama -Sr. prosiil.-iile, se iiSQz (osso
crrlcsinslicu, rctlid iln imlavru ; porem como a ma-
lcra toca iiiiiiin deporto ao tuou estado, istoJii ao
iin-ii ministerio ; como |h'uI ser que algucni, apezar
das imiit issitiKis pravas que leiilni iladn la ininha rt>-
ligiu.-iiliilc. proras que estilo escripias, possa di-
zer que eu agora iiiudei; furioso lie iiueeumcde-
len 11 i'no mesmo lempo responda ao meu Ilustre
collega tiue,arguiiulo-me,com tildme fe/ ajusticado
mu acreditar religioso; e islo ha tanto mlehor quan-
lo aquostAo mo lio do tal naturezn que va acarretar
sobre alguvm a pecha de irreligioso, ou doherege;
nilo he ilesia nalureza, felismonto! Nos noques-
liimainus sobro nenhum dogma ; a questitu deve ser
ili.iin ia ao seu verdadeiro ponto de vista c assim
se redii/.ira a questao a saber, se a cmara municipal
he a competente para inlcrvir com n sua acc3o ueste
em.ii ; pnrque llillglll'lll llOgll qilO n poder Civil Ddo
c devo coiicorrcr para ajudar o poder ocelesiostico
em Uies, o lacs casos; islo niuguem nega, nem
niiiguem podo negar; pnrque a rejigi.luesln ligada
com o estado ainda que poderes dislinclos: etion-
ien 1 i queo poder civil pode e deve roneorrer, o
dar sua man an ccclcsiastico. indas as vezes
que se traanle acedes que posso ofl'ender moral pu-
blica, ooi principios ramenle abracados |eja moral,
e que posso perturbaras relaedes do liniiiem.coino en le
social, pna Com a sociedade ; be instes casos que cu
pens que II poder civil (leve dar ailjiiclu io a i poder ec-
Clesiastico mas deve ser por leis geraes. e nao por pos-
lii i a- mu u ir i p -o s. \ :," o'11 i do domingo lie. sem duvi-
da, de preceil > divino Ja nao he assim o dia santo : o
dia santo nao i su i........na ordem que o domingo ; o
da sanio he pieecilo ei cle-iaslieo ; ainil i que limito res-
p itnvi !. toil.ivi.i nao esta nu mesmu e iso. Todos o- tbeo-
logos culi iiileiu que nos precilos divinos nunca se po-
de dispelis ir, nos preeeilos eecli siailieo siln ; o prceei-
lo divinos.! pude ser dispensado poiontro preceito inais
urgente, tombem divino; exemplo: he preceito divino
n.io matar, la tnatardt: em i.....himi ru se pude matar,
exei po quando algUCIII, nggrcdido, se N.io pode delen-
der ; por mitro preceito divino, qual o d i piopria con-
servar, io, nao leudo OUtra linio de salvar IC, e reeorien-
do a tildes.\ e-le o lioniem forrado a matar, r com elidi
mala -cu injusto aggressor....
i ,, : -'- t) evangclha diz que, levando-se una bofe-
I ida. olferea a lace para mitra.
V Orador? Perdoem, Sil., eu devo saber alguna
cousa do evangelio! ; alii :i onselha-se, e nao se iinpoe
nreeeilo. \ respeilo do homicidio no caso de injusta
i i io ditem alguns moralistas, que, se em minlia
ioiisi ieneia. eiitenlier que e.-l.ui em estado de graca,
me di ive nesse riso matlar, 0 liin de que o ineu ag-
gresso que esta sem dovnla em peecado mortal se nao
pena; nao be oliiigavao, be cuiiselho, o levar urna bo-
fetada, e dar a lace para reeeher oiilra Passaudo po-
riin ao punto em questao adverle, Sis., que o cssen-
eial do preceito esta na I lili lilicaco do doiiiiugo : desla
sauclilic.il ao be, que nao pine- haver dispensa nu caso
OlglIUl. \ suspensao do Irahalho, posto que lamben
preceito divino, lie nielo paro chegor aqucllc lim : e
i.....iso em alguns casas pode dlspeasar-se. Mas, se a
suspensao de iodo c qualquer Irabolho he o lim do man-
ilameuto divino, e i oiiseguiileinente iiidispen.savel,
romo parecen! querer os que delendeni a postura, per-
gunlo eu, qual lie a ra/iio pul que na mesiua postura
Pin qiIPStOO v em uiii i CXI epi ao a i espeitO dos laliernei-
ros, boticarios, ele..' Se he de rigoroso e absoluto pre-
ceito divin.....lio meieaili jar IICSSCS dias; por que se
di-pi usao os talieiiieiros, c os boticarios desse precei-
to r De iii.iiieir.i que he uin pre to divine reconhecldo
por linios mas he dispensado a respelto dos labernei-
ros.
loinpreiii ao s.lidiada, riimpieni na vespera ;
uo he negocio tao urgen!.- qu se nao possa l-
ser de anieniao, repito, Srs., se lie essn a parte essen-
cial do preceito divino, niuguem > pode dispensar; nao
Se (leve Comprar 110 domingo, ueni vender cousa algu-
uia, nem ie pod ra faser rxcepc/io (segunda o principio
dos illuslrCS deleii-oies da poslura,, a respeilo das luili-
eas, ainda sendo nccessario soccorrer um moiibundo.
Entretanto a postura dispensa os laberueiros ; portanto
questao rediiz-se a competencia da municipalidade
mullir aquelle que lueicadejar no- domingos e dias
santos; i se tal medida lie til, la li' ver, que a i ama-
ra nao me pareca coinpeleiite pira i-so Agora ti ata-
ida utilnl ule di medida. 0 inereadcjar Pili geral he
uiuaacini boa, e mu il i licita ; tornase uta porque he
prohibido mercadejar no domingo ; isto lie, he suma,
.pian lo he prohibida ; ora, qus> tem o poder civil em
isto.' Illa nao iidemle, ipi.iulo a iiiiiu. ilirectanieute a
moral publica; uno oll.ude a moral, porque u IU* oflcn-
de.por pxemplo, sao Irreverencias nos templos, ditos
proli ridOS mis mas. ele., isto ollcnde a moral, e deve
por c niseqiieiiciaiiileivir nisto opoder civil; mas naona-
quil!,. que nem ollcnde a litoral, e milito mellos que
no caso de punirn seja assfl una mulla a favor to
curre municipal se por exemplo ainda hottvesso urna
postura dixendo aquelle que vende ao domingo
(eolia lautos dias de cadeia; lalvez eu vnias.se por
isso; mas agora querer castigar um pecado com
mulla pecuniaria, islo he que eu nao admiti.
Senhores, o vender ao domingo he peecado, logo
quein pecar pague WQOO rs. para a cmara ; antes
i^_


pagassc para, a groja para as matrizes; mas con-
v erler eui ronda municipal o que he meramente pecca-
do, isto i'i pude ser. Opnmeiro Sr. deputado que
falln a favor da postura, Bllegou h consiituieao do
Irispado; mas nlo se Icmbrou o Ilustre deputado,
q leessaconstituieuo. com qtianto rossse conefle-
nada por homens flemuitosaber, todava aesta
. ulida nessa parle? Esta abolida pelo cdigo do
i icesso; o cdigo aboli ludo issoj nesses arli-
gos sedayu aos Srs. Bispos i outoridade de impr
essescastigoscorporaes, mas isso ja esta abolido;
logo, o que nos convem saber he,se lio til,se he lici-
loqiiesu imponhaessa mulla porsomelhanledcliclo,
oque o foca a reinara municipal. KglamJicni lamento
i'om o Sr. deputado {porque soQ rnristun que umi.h-
thos di' religifo nlo scjfio sulllcicntes para os rflerca-
dnres fcharem suas lojas; eu tamucm mo mo quero
isto; Illas oque fo/cr l.oslo casi)':1 Impr llllllliis ?
Supponbo que um liomam dcsles logistas, vendo
une Dodi......igo podo fazer grande venda de lazul-
itas de urna especio que ninguem lem pagara u
mulla, porque lucra muilo; demaneira que parece
que su pfle em almocda <> neceado; cada um pode
commeller o peccado pagando tal djnhoiro; ologis-
ta a quem couvier no domingo abrir a sualoja po-
de abrir lucrando; ola autorisada pela postura,
porque a poslura nfio coage a ninguem a ter loja
fechada; podo abrir c vender, rom lauto que
pague: c un osla postura acaso licara sanctificado o
domingo, quo lie oque principalmente quero
Divino Legislador!1 Kechlo-se si ni as lojas; equo
lucra i moralidnde publica so com isto;' .Nada: o
lempo que se empregara nslo vai ser emprega-
ilo no ogo, nos pagodcs e em oulras eousas de
igual jiic; c crcin que, segundo os principios da
moral, hemuitopeior aos olhos de Dos, da gro-
ja e da moralidnde commeller esses crimes, ilo
quo meiradejar, ainda no domingo, quando he
nina acgloem si iunocenle; he nina industria inno-
contissima; ora, se se po> nina postura para fechar
as tojas, porque ufio pe una postura, fe. Imudo os tl.ea-
tros nesses Husillos dias Se he di., consagrado ao Sc-
n1 i .. para que sr ufiu venda. lio ili i consagrado ao Sc-
ulinr, para que o iuo v.i na ib. ..no: do mais, so o poder
vil, como cutciidcm os Srs. deputados, dcvccoucori-pr
mi i sita quilla parte para punir nulo quauto Por que-
hr.iiiiamcnio dos preceilos tic Dcos; Isso ser um man
uuujmtm, porquo lora do punir todos ospeccados; iodo
uquelliwioe peccar, mulla pura acamara; quem fallar
spi i" a sou pai, umita pura acamara qin m mur-
murar #a prximo, multa aquellos que viio senlar-s,
uopasseio publico, ou pas pontos, fallar do son prxi-
mo, mulla para acamara: quem comer carne uoxdias
prohibidos, inulla, ele,
Sculiorcs, ou loulio fe : creio em ludo p que crd o
* nsiua a fama mudro igreja, do que sou hiaigira lillio
luasjulgu que o trabadlo nos doiuiugos, so lie lilao, so
lio peccado, nao so compara com outros inuitos que se
eoiuitieuoiu lodos os lias, r quo perlurbilo a oidi m so-
cial. Oulro (rimo lomos nos que devia sullrrr mulla,
qual o de lazcrcxcrclcio a gualda nacional nos domin-
gos o di.is sanios: isto he Irabalho ; porque nao ha pois
nina postura este rospoito? Toda a casado bailo que
Iraballi.ii'i ni domiiigo,taulo do coiidcmiiacu para o co-
fre municipal isto lio para haver coherencia; nao se
devendo su uuiliar a quom morcadejar, porque nao lie
esto smenle o nico iraballio i|iio so fUx no domingo.
Srs., prohibo corta ordem do Iralialho em um p.u
ijui lia una iuliuidadc de das sanios, nao sel so he um
|> gramiua....
O Sr. Manuel Caculeanli : V. maior rpigranima
sr reurctlr que he isto respelto de um paii em que ha
um animal chamadopreguiea.
OUradui : l'.cpilo, Soulioros; a igroja nada lucia
mu i lo, ,1 mo sor maior soiuma de imuioralidade o,
poi iloc-mc o Sr. deputado, quando os cosiumos orio nu-
iros, quando apodado dos fiis era firvurosa, quando
nao liarla ossa collada do diussanios, c quo lian i apenas
o da do Scnlior e < do um un oulro apostlo, aluda si
ouscrvav.1 r.ste prcccllo; mas propori,loque os ins-
umios si- loi.in relaxando, e que cada bispn fui inventan-
do o sen di.i Sttlllo, o pr. cr.lo c.-.hio ... (I. su-... sin
nao se remedla com posturas; multo mais quaudu nao
he porque as tojas es.o le liadas que si I.:/ nuil que v.io
.i intssn e dcixom di' ir niurnuirar as pontea.....
l'oi -- Isso s.ia casos de pina roo.ciencia.
O Orador :~ 'lamn ni u lio vondor mi nao vender;
i i: u.io julgo que u vender srju ucco mu; mas, soja o
qi lu, qliaiilo a liiui, quem deve vigiar sobre isso
n.iiil.i.he o prelado, pal mciu do proas rspil lilaos, pxor
li... s, p| llioas, ; le, ; i lie lem na sua linio o raio do \ a-
iii iiei. que he a cxcemmuiiliio, a que poderj recorrer
i m ultimo xtn um,
'.' Sr I'' rrtra Brrelo : De que serve Isso ?
ti Orador : -- Pois coiiheccui que o pova est assim p
qnercni mol igcl.ll-0 elisia de mulls, quo nao dao em
resultado scuiln lucro para a camai n .' \ uto pois contra
a postura, i' pelo parecer da couiliitsso.
Sr. BaplUla :~Sr. presidente, eu ped a pnlnvra
pata salisfazor a imperiosa uecessidade, que sinto, do
iipreseular franca e incerauonie as uifnhas opinios
tercado assiuupto, que esta ni discussuo. Trata-so
: una postura municipal, que iuipc multa a lodo
aquulle, que, iifringlndo o preci ilo doiuinieal, abrir
luja no-, doiiiiugoS'. I.is-ahi em verdad1 um olijecto que
pod sii 11,cu.nio por diversa* ph isrs. o contra o quid
militas votes se levantaran O jurisconsulto dirislu
he um objecio, que est fra du ospliora jurdica : a so-
cirdado nao di v c iiciii pn lo ooi upar-so com o formal1
o.djrigr as consrioucias, pois isto perionce amoral o
loligiao.U poli riio (lira- Isto lie i un li.i a constan nao.
que garante a tolerancia religiosa, com a qual nao si
pinte esposar o punir aluiieill quo nao soguo um precei-
to iodo ili. iuo. o estadista dii Ui > lie conira a indus-
liia do pail, d nde ;i iliniiiiuii a producco c a leinl.t
do oslado ; o assim un Unir sei.i quo so rnUive o liah.i-
Iho nos dias dr |iiiii iio, do que os hoiucus uestes illas
se outroguom penuria neciosa, Nosta diversidade di
peusumeutos cada um di strs individuos, julsaiido-si
na |iossr de lod.is as luses e coiiliecimeiitos humanos
*oiu as pxaggeraoci proprias de mu ponsaun uta exolu
hlvo, julga igualmoiilo, que lodos os mals quo nao (lis.
correm assim esluu em ei io. Ro mi mo o que lio cor-
to he quo, pai.i buscara mnior crrlvsa nosUs materias,
he de uiistcr dirigir a acllvidade do peusaniento para
todas as suas pilases, e para todas as rciaces que ellas
icnluio, ou poss.io ni, com a- vinl.iiicias convenien-
cias publicas,
I', como qut*r que ludo que se poss.i di/er em contra-
.nlade ll postura se irdiu a ijurslao de roiupeleiii ia ou
Incompetencia desia assembla para legislar sobre
materia em dlscussao, equesiaode sonrenieocia cu
tratare! (testas duas questdCfl
lie certo. So, presidente, que o poder da i^reja lie
Independeiite do poder temporal; he oerto que ellos
sao lamn ni dislinctos nos mi-ios o no lint ; pois mu
pune com penas csph'iluacs o oillru com penas coipo
l.ics : um bUSCa i l'rlicidade do rspil lo que he cierna,
eoutroa lelii d.iile iransitoria drsu vida. Mas. vivondo
a religiSo no oslado, sondo ella mu elemento uiiicameii-
u> social o iuiiHiuo, nao pode o poder lomiioial pies-
cindir do ihe prestar em mullos casos cosdjnva ao, e
do sor o si ii padrocir'i Ora, se a missdo lutolligente i
carecterislica do estado, he, como ninguem negar,
assseurar r garantir os diroiios de todos, fuudarrola-
i os pacificas; como sera possivel que o estado se con-
Mive oin criiniuosa indlilerenca, quaudo da infracro
le mu piecoilo divino resultar a piopagarfio do luueslo
escndalo, e cate escndalo destruir conviejoes puras do
espirito, e abalar e afilar os CoatUines da socird.idr '
Puis sri POSSivel que ueste (aso a soeiodade civil, rs^
ipui ida do si mosiu.i. com os lucios eHi(a i s,i,i disposirao, mi trate de rstudar e dofojidor as
suas caiivruioiicias ? S&o lie possivel. Por tanto, para
iiiiiuteulioconiouinavordadoasscniada.qiicseiiijnoqueo
esludo da experiencia revelar que existe conveniencia
publica cin a sucintado civil lomar por sou ooula um
escndalo para puuil-o, rila o pode faxer. E uem aqu
e da nsurpafo, e nein inesiuo sequer. contusiio de
poden s. .sr n Igreja quUor punir com multa a Infrac-
cao do preecilu domiuicul cutan bein ; com ra/ao dir-
SO-llia que islu ia de encomio a iiidepcndencia dos dUS
poderes Mas por ventura, Sis., nos somos bispos,
i|iioestojaino8emalgum concilio? Representamos aqu
a igroja" Nao por corlo. .Nos representaiiios parto
do pador temporal ; o assim, cousullanlo, naoosinir-
rosses da igroja, mas os da provincia, e liis u nossa
missio tomporai, podemos punir toda o qualquer accao,
que considei anuos hostil i moral publica, sem nos hn
piniai m si i occasio se esta accao
por una ie divina. Prescindamos mesmo" dstaTuda
gaciio, c averigenlos a iuUueiicia que osla accao lem
snica Iranuiiillidade, ordem o convenienciassociarss
Sr, presidente, he forcoso que nao nos csquecauos
da torca e poder, que ein um povo tecui os hbitos c as
Iradiccues. Hbitos etradlcyoes que todava podem Ir-
se CSVacuaildo poUCO a poilco.se remedios poderosos os
nao soccorrrm. Ora, suppouliainos por liypolboso,
que, assim como esle rispido devidoao da d'o Scnlior
se tem alHoiiNado lauto cutre nos, laminan se allrou-
xava 0 rospoito devido acosada oraeao, o que assim
via-sc a prolanaruo nos templos, vianios que para all
iuo os hoiui'us fumar, lucrcadejai, cilar-se o dormir ,
pin ycntuia, a lace deste melanclico quailro da per-
voriio dos cosluines.ileveria a soeiodade civil nada fa-
xer, e esperar nulo das pinas rspirituaes da Igreja?
Pois seria esta soeiodade llio louca, que mo eoiupre-
lieudesseo quauto eslavao coiuproiiietdoi os scus in-
li ressi s mu!.id, iros, oque com o poder da legislado
he que ella poderla, em grande poni, abalar estes rui-
nosos abusos? lluvia esta sociediue iuicidar-sc a pre-
texto de nada podr laor ?
Sr. presidente, a lei da ereacio das cmaras incumbe
is nirsinas cmaras o Impedirs acedes obscenas con-
trarias u moral publica: no incauto cdigo criminal
veem qualilie.idas algumatacedes, (pie u.io daiuuilico
a algum individuo determinado, mas que apenas olleii-
deiii as cronras c. os cosiumos do pas, K porque raifia
s;io punidas i si.isacres .' : COIII IIUC din ilo citas sao
punidas.' Ol! se ellas apenas indican Illa conscieneia
do individuo, que as platica : parece, que, segundo a o-
pillilio dos uohies d, pinados, cjue oombalcni a postura,
a soeiodade devoria entregar esta larefa moral o i re
ligiiio, p ludo esperar dos pregadorea do evangollio, nos
cxeniplos (los ministros do aliar, o das penas fulminadas
pela igreja. .Mas mo, a sociedade as pun', p as pune co-
mo eooii.ii i is aos seus interesses; c oulo a soeiodade,
iiesle caso, nao ollii conscieneia, nao SC nioslra llllo-
lei.uii", mas puno os actos externos, emostra-se lelo-
tadesua seguraura eestabilidad!'. K lieassl.....pie a
cnustituicao, nao obstante admlttir a tolerancia dos
cultos, todava prohibe, que as casas destinadas para
cultos diversos do uosse, leuhau friua exterior de
i. iiiplos,
Isto posto, o ponto capital da questo deve ser esto:
padecer a soeiodade com este escarnalo, que lodos tes-
leiiiiinliainos, de ah ir-so lujase tialialliar-se alinead.i-
daiuente los domingos? gauha ella em reprimir esta
conduela abusiva '.' I.u cnieudo que sini. Prinuiro que
nulo, i. olamos, Senliores, conriocos cada ves mais
pruliiuilas, de que o oh I islilllliSIIIO he una l'onle de hrns
iuoxgoiavcis para a sociedade egoveruo dos homens; a
sua moral, as imagens sensiveis, que ella aprsenla aos
olhos (le lodos, urna ves seguida e vista (le corocao, sem
duvida habillto o povo para obedecer as Iris e ogo*
veino, c para ser um povo dcil e morigerado. Assim,
un' parece, que, nina ves destruidas eslas ideias, a soci-
edad, soll'ri i.i na sua vida iuteira, cada ve/, se lomar
llials laucada, e aburrida com as lucias de umitas dilli-
culdadcs, que rosluino U'.i/rr a talla de cierna. Oa,
nada piid" liuvoi in.iis cllioai para dislruir as iitei.is do
que O linio ex. nqilo ; pouro so poder di/er a favor de
mu precedo,quando por India parteas iniiltidoos veem
osle preecilu infringido e postergado. Por tanto ciimprc
que se evile este niao cxcmplu e o escndalo
.Mas disse um nolire deputadoculao puna-so lain-
bem o que u.-io seconfessa, c oque mo liouvc missa, e
em Ulna p.il.ui i pun i-se a Inri s.a.
Sis., onde psie liouiado drputado acliou analoga
paia iirgiimrular, ru ucbo extremos oppostos e con ti a-
i os. i. pn su!, me, a ri ligiao rhrsl:ia,lo poueo rstu-
d.ida, p lu poueo conipi iln ndiila.li ni \ ivido, ha SOCIlloS,
entre exiremos igualtueiitr inimigos, celia j.i por corto
loria cabido se as suas raiios nao livossem sillo abencoa-
das por Dos. Nao, a soeiedade uilo deve punir a hore1
sia, p uem mesmo oalheoi a sociedade nao deve punii
o quo nao seconfessa, nein ouve missa. Km primelro
lugar he de misier nao abandonar a dilToronea da o-
uilsso a o rao. Aquella multas vetos escapa mpercep-
tirol nos uossos olhos, c osla, quando ma, quasi sem-
pro deixa vestigios perniciosos. Assim, por oxomplo,eu
u. ni si quaudu os mens vlsinhos e os meos amigos sr
i onfi s-.io o oiivpiii missa, e uem mesmo divo saber isto
n ..Sis., para saber iiurin posterga n precrilo, e o
maudaiiienio da le de lieos nos domingos, basta sabir
a ra.
Depois disio, a prudencia rccoituncnda, que jomis
se procureeohibii umaaerio, quaudo, para euliibil-a,
lo- di- mister faier-se mu nial maior, que aquello que se
quer rvltar. Ora, ni te raso oslarla sem duvida a postu-
ra e a lei que quizesse punh a quom nao ouvisse missa,
ealiissp pin oulras ouiissps doslu natnrexa ; por-
quauto seria p.oa isla iudispeusavel a espionagem o
iMineilavi.lapaiiieiil.il; seria niccssaiio suulii ar, de-
lUliei.ir e usar d. Olltros lucios rilisl linios, c eulo seria
xlragravauto, o acaba ia | or fundar odios e discencoes,
e poi sri ivraunioa. I-. o quo sedavediier da puniraoda
heresia'Oli! islu he a veidadrir.i Ij ranui.i. Sao osles,
.sr. presidente, os excessos criminosos dos seculos p;is-
ii'us, que o so< ulo actual nao quer p abjura : he esle o
sistema dos fanticos, que autorisou os cadafalsos, as
lu lu is c as foguoiras, que j nao podan ressiirgir, de-
pois quo o novo pi ns iiiienio modilicoii forteiueiite a
untign soeiodade. .Mis, nein por isso se deve entender,
qup deve vogar o extremo opposio, a saber, o menosca-
bo publico, o di sprexo da religlao, sem que a sociedade
a amparo e a proteja. Se nao convem a violencia, aper-
segiiiriio por motivos do chrisiiaiiisuio, tainbom he ra-
ala soi ledado a degrad icao profuuda dosla roligiao. (A-
poiaaiw). Se fui prrouea p cruel a poltica, (pie se valeo
dosta religio, para'fa/or vlctiiuas, oproduilr ador eo
pi.-uiio. tambem srra errneo e Indolente o sjstema de
legislacao, i[tu- desprozar absolutameiiic esta roligiao.
que u.io sc iuipuii.il com ella, eque at mismo nao se
importar minias reos cotUrastal-a.
I n:r:.,uaudo he que a lei despreza B rcligio ?
O Orador:Nunca a lei despresa a roligiao .' Sr. pre-
sidente, este aparte do noble deputado me obliga a re-
mol la i -ni -ir si a diSCUSSao. V. se osle fosse o lugar o lem-
po conveniente, esc me fosse pormiltldu nesta occasio I
i o iici analyse de algumas Iris, taires pudesse mostrar.
como leis ha, emcujo espirito c disposicoos mi so nao
lia vr i iladi, in as at sedesi ohreollensa moral ovaugolica.
Todava, como he permttttda a critica razoavrl e decen-
io das lois, fallaroi dosla lol que aiiiuisoii todo cqual-
quer juro que as pules qui/cirin islipular.
Sr. presidente, uiua selencia nova, avbaudo francos
lodos os Hielos do ponsainoiilo,desenvolv o-so, csqticci-
da de que esle bcui fui divido ao (hi istianisnio, pois que
do i ln i-ii.inisiiio nascro a igualdado ea llbordade, esta
K'loilOa Halando de explicaros pheuoiucnus da creaiao
das riquezas, creduzindo syslcmuspriuiiwu, que rn-
ulo rivlao como qoe dispersos e que apenas nuii confu-
saiueulo se percebio, cala iciencia, lias suas novas
coiiquislas.eo'iioipie vida c egostica fui eslabeleeendo
de ese curva lis nflcassldadcs do presente: he no no-
iiicnlo (Pagouia c do cuidado que obomcui, (piasi seiu-
pre r.sprrancoso poi] inelhor porvir, sacrifica os scus
interesses presentes, com tanto cpio possa liborlar-so
da uecessidade quo o aflige c consom. Ciistosim, nlsto
lo que ha verdade e niio no (al principio de que todo o
holueiii calcula e conhece nielhor que ninguem os seus
verdadeirosinteresses. A segunda ponderacAo he que a
classe dos capitalistas, liis seguidores dos graudes In-
teresses futuros, c a quem pude approveitar esta lei, he
ulna classe diminuta: a classe numerosa be aquella a
quem esta lei podo prejudicio- ; o assim est una lei,
apenas bou para nina classe pcqiicua, o nao para a classe
numerosa; o islo he tanto mais certo para iiiiui, (planto
cha j.i prohibida ella ful promulgada em mu pais novo, falto decapitaos
conde os poneos capitalistas devlbcomprometter a sorte
do inultos industriosos. Dehuuido-sepqrdin isto de pane,
nergunta-to, esta le tolera ou nfio tolera aiudustria?
iiupoi'la-so por ventura que aluin ni do publico Irali
que com ae nocessidades alhoias .' Ku CStOU cello de que
o individuo, que. aprnvoitaiidn-se da imprudencia ou n
cossidade que algueill soll'i a,exigir c convencional'o juro
de 20 por conlo, lia de ver crgiier-se contra ello o
concedo do multas pessoas; mas tambem o que he cel-
lo lio, que elle esl defendido por osla lei. Ora, como
lie que a lei autorita aquillo que a boa ra/.ao e rellglio
condemuiio?
Sr. presidente, tornando ao lio do inen discurso, lle-
vo dizer, que, assim como a sociedade deve proteger
rcllgiao todas as vosos que cl.ilii lile resultan vantagens,
taiubem deve tratar de evitar os actos externos o acedes
das quart llio resullem malos. I'oi a assembla desla
provincia, que.assai orlhodoxa, consignou na lei do or-
.'amento para os frailes capuchhihos (hqiois de nulorisar
o ingresso delles na provincia, K culao pcrgiinlo ou
pregaro do cv.ingolho nao he urna misso privativa da
igreja .' Do ceno que sini. K porque a assembla Intro-
uioltoo-se uesta tarefa, o luandou vil' frailes ostrangeiros
de sabor o vil ludes.' Sem duvida pelos bonificlOS, que
provincia resulta da propagafflo das doutrinas clu istas.
'ois laillhcill ella nao deve ser iiidilfereute o impassivol,
(piando sc '.u llCCessario cortar o ahuso escandaloso da
infraeco de um preccito divino; pela razao dos males
que dMii Ihc rcsullao.
Poce*: Nao rcsullao, nao rcsullao.
O Orador: Sim, nao rcsullao. porque nao podemos
para assim di/er, apalpar estes males ; porque nao po-
demos faxer delle um coi pu de delicio directo.
Sr. presidente, so o clirisliaiiisino nao he, como 06tou
convencido, mu complexo de mentiras, mas de grandes
verdades, com toda a l,w c l'oruinsiira; sc a roligiao
christa forma os bous cosluines c faz a crenca geral do
paiz; se o lun exemplo corrompe o coraio humano ; sc
elle Ira/, a indillerciua, e termina por una relaxaran in-
curavcl.oii nao possosuppiir um abuso publico dos man-
dados dcsti religiao tenno Um daino da sociedade civil.
Knlre a sociedade o a religlfio deve haver mu compro-
inlsso: ellas doveiii ajudar-sc reciprocamente a rell-
gilhl, sim, a rellgISo que lomo conla dopcnsuineiilo e du
espirito maso poder temporal que tambem tome conta
dos actos externos, para nao dar o sen co.....utiniciito
espontaneo aquellos actos que tendfio ;i destruir as con-
ricedes puras o geraluicute seguidas, que lendao a Ira
ser embalaros na diroecao dos negocios ds mesina so
oiedade. Msto, quauto mlm, nao se oliendo aludo-
neildeneia dosdoui poderos ; mas antes ha couciliacao,
lia mutuo auxilio ; o o contrario lio, com 0 pretexto de
n.-io so tocar no que pe lenco igreja, nao curar bom a
sociedade de si mesina: lio ser liiipasslvel atodo omal
qilC llio possa provlr do desprezo publico na religiao do-
minante. I: cill verdade he islu oque niiiilos entendeni
que se deve lser : o he assim (pie oslas ideias de liber-
dade o de tolerancia, tonda nasudo, como disse, da re-
ligiao christa, a principio foio logo atacando o guer-
reando a nial que as gerr.i, o, depois que so emaiicip-
i'.'-o o oeciip.ii ao o terreno poltico, entenderSo que fa-
zein mullo favor em traala COIII ingratidao edespre/o.
'Apoiadoi
Agora fallare! do argumento que suppoe a postura
protectora do ocio. Poueo direi a este respoilo.pois que
voii sendo extenso. Ilaiira preccito mais conforme a
ualuie/.ado ho.uem do (pie aquello que o manda dea-
cancar de 8 em 8 dias? Pois oliomem nao precisa dos-
canco para recuperar as furias perdidas com o traba-
llioofadlga: Sis., o descanco ho una colisa o o ocio
heoulra; esc este he um mal, tambem o he o conti-
nuo trabadla sem dcscancu
Ilirei tambem algiima causea cerca do argumento
d um Sr, deputado, que estrauliou a cmara munici-
pal leinbrar-se da pena de mulla.
Me parece, Sr. presidente que esta he que he a pona
apropriada ; por qyanlo he um aphorismo.que as penas
que mais aproveiluo siio aquellas que oombalem o incs-
1110 seiilimeulo, que COIldus o hoinciu a coiinuetle' a
iuli ai cao da lei. Ora, me parece quo o seuliluenlo que
leva o individuo a abrir loja no domingo he o iiiten ssc
doganho; assim pois he conveniente, que elle sottra
urna pena cinaque contraste este seutimento, e qm
dosirna esto caleulo do lucro e do gauha incerto do
Irabalba do domingo
Assim, firme uestes principios, votare! a favor da
postura, o conlia a emenda de suppiossao delta.
O Sr. fatueo: Sr. presidente, os nobres deputa-
dos que SUStentu a postura municipal (ecni seguido em
seus discursos lo diversas direccoes, que me ser dilli-
cil acompaiihal-os c posso com razan dlser Quo me re
lamf neuio; todava nao lie osla sonicnli' a dillicul-
dade da minlia posicao ; a mais seria o mais gravo he
llllprcssao sol a qual nos adiamos, cu o os nobres de-
pulailos que impugnamos a postura, llUpl'CSSOO ipie rc-
sulla da idria em que principalmente iiisistcm os nubles
depulados, isto he a uecessidade de dar loica religiao
de reslabeleccr a piedade dos liis : ora, em verdade ca-
ta idela pode impressionar alguns espiritos escrupulosos
e I.in ai oudioso sobre mis que contestamos a sua appli
cacao : u oulia falalidade lie que a hora osla minio a-
dianlada, c a assembla, exhausta de forras, c de alten-
cao, nao me podor ouvir....
.l/i/miz schIwi'' : -- Nfio, nio.
O (Iraitu: Sr. presidente, por seguir a roligiao ca-
tholica apostlica romana, por oonliar na poderosa in-
fluencia que olla oxerco sobre os curuces, o sobre a
conscieneia, por ter multa f na eflicaeis das penas es-
piiinacs, o no raio do Vaticano que assim o nobro de-
putado, (pie sc asienta a uiinha direita, denoiuinou a
e.X( onnniiiilio, he pie nao considero necessaria a salie-
ran o penas leiuporaes liara tornar cllectivos os precoi-
tos da igreja: o nobro deputado que,ha poUCO,apregoo4
a exeellencia (lo cvaiigelho, ipie o considcroii |no|n io e
providente para todas as idados e sociedades, que nos
av.intujou a sua ofiieacia, pareec-ine que cahio em cun-
tradiccao quando ao depois nos disse, que em o nosso
pais, por sua iiiimoralidade, nao linho influencia as pe-
nas espiituaes, o a voz du pastor clainava no deserto :
nao, Senliores, eu iuo glorio do crer que o evangelho
lem una exeellencia e ellicacia absolutas, i|ualqucr que
soja a idado, qualquer que seja a sociedade; que o nos-
So pai/. nao esl nesse oslado de iiupiedade e irrrligiusi-
dade ein que o ligmnii o noble dopulado; quo a voz do
pastor nao clama no deserto ; que nao so podem consi-
derar Hullas, o incln i/i s as ponas cspirituaes, pois (pie
ellas nao sao applicadas, mas tecm cabido em desuso:
infelizes de nos se os preceilos da religuto, para que II-
vossem vigor, careeessem da tancefio temporal; Infeli-
zes de nos, se, desconfiando da incllicacia das penas os-
piriiuaes, qmzossoiuos crear, uu oxeiiar a piedade dos
liis por lucio do ponas; so o nosso oslado fosse lao de-
ploruvcl, que a roligiao carocosse do auxilio temporal
para dominar scoussjencias, < aocoracfio; noestou
sai penas em sou favor, para viver, o governar as coas-
ciencias.
Os nobresdeputados, que me precederao oque nio
combalein, proclaiuo a uecessidade que ha, de que o es-
tado auxilio a igreja, sustente a religiao: estamos de
accordo; mas, discrepamos quanto aos meioi por que o
estado deve auxiliara igreja p a rellglio: o que eu i0
quero he, que cases molos desuaturallsein a ioslituiega
das duas sociedades civis o ocelestaslicas, que se con-
funda a religiao com a leplslacoo, u Igreja com o estada
espiritual, com o temporal: o que en u.io quero he que
se infrinjan os principios que caractrrisao, e harmoni-
sao as duas sociedades,, e estes principios sao ou* na
Igrojs do Jess Clirislo, Dos podo ser pcrfeiamciiio a'-
dorado sem detrimento da sociedade civil; que nao pu-
do cornil-a Igreja aquillo que repugna ao bom e Um du
sociedade civil: / ecrtesiii Chiisli Oeus ptrfrctteoUi uo.
(rl i/uinriulaU delnmenU qnil nferatm- Quid quid bono
et fin cieiluUs repugiial, omilte principios que ostao de
coiiloi lindado com as palavras do Jess Christo /,,-
num mrum mu ett de hoc mundo, &e. o ostudo deve au-
xiliar a igreja. mas como.' Cuncorrondo para o esplen-
dor o magnificencia do culto: sutteutaudo os ministros
o desposas du altar; prohibindo a publica osteulacao de
oulro culto; puiiiudo a propagacao de idoas subversi-
vas dos dogmas c verdades fundamentaos da religiao-
vingando o culto do escanioo o zomharia : mas. convi r-
ter os pilcados ein erimos, quando ellos nao ali'eolo as
relavos soclaes; sauccionar com penas os precritos i i
igreja. he .Senliores, discoiihecer a SllfBciencla do o-
vaiiKelbo, a perfelefio du sociedade ecclealasttea; he con-
fundir o estado com a igreja; transpor a aleada das leals-
laces; iiauli.igar nos vicios, c COufUzso das legislaces
amigas; he impr as consciencias em um pai/. aonde ol-
las tecm liberdade garantida pela lei conslilucional.
I'.u repito o que j;i disse, quando pela prinieira vc
lallei; a legislacao nao podo comprehender senfio as re-
IjH'oes do hoiiiom para com a sociedade; mas as relatos
do homein para coinsigo mesmo o para com Dos esto
lora de sua aleada : be preciso que estas rolacoes ufiec-
tom por ventura a soeiedade; para que n legislacao as
comprendida, o regule ; i ni outros lemos, servindo-
ine das expresases do fllangierl, direi que o individuo
teill develes a proeneher para com a Diviudadc ou cuino
l,."1""..... u" como cidadao; lio quando ello procede como
cidadao que a lei o pode punir, porque como lime.,,
suas acedes so licu subjeias ao jiilganieuio do Dos
Estes principios sao comesinhos c leoin por si a autoridad
de de miiilissimos escriptores, sendo cutre ellos lien
tham, Cont, Ulaluton. A legislacao, segundo ellos di-
/cni, ten, o mesmo centro que a moral o a religiao, or-
que bulas dingem o lioiiiem para a felicidad,'; mas ri-
las nao teem a mesilla circumforcncia; a moral c u reli-
giao dirigem o lioinom o o acompaiihao eiu todos os pas-
sos da sua vida, mas a legislacao nfio pode comprehen-
der todas as suas accoes sen, que soja milla ou iurfficar
inconvonieiilo ou porigosu; injusta ou cruel : ubi est a'
Historia para protestar contra a directa influencia da au-
loridade publica sobre os costttmes, o sobro ,, concien-
cia: de que servio a iustiluico dos censores romanos es-
sa inlliieiicia diroela o reguladora dos cosiumos.' Eli,
Pin duvida sc liouvc jamis um povo mais vicioso uue o
de I, n i n i *
Estes principios sao boje axiomas consagrados nos
cdigos, o se alguns os deseonliccein, lio porque aiiulu
se reseutom das causas que prrsidirfio a sua cunfoceo
cu disse e unida digo, que mo he applicavel o oxomplo
trazado da Inglaterra, porque oeste paii ludo he coulu-
sao, pelo quo rospeiia ao espiritual e temporal; pontuau-
io a religiao uhl est identificada com a poltica a igreja
Confundida con. o oslado desdo lleniiquo \ III, que fui
simultneamente chele do estado o (la reja, auloiida.lo
polticaie regulador da ( : all pois nao se achara .....u
iiihu divisoria entre a legislaco e a rrligifio, iioraue ani-
as, pelo s, fcil contado o por sen carcter poltico,
se Invadem se confunden!: anda l existe.,, mullos
desses estatutos feruzes.'nromulgadoa desde Heuriquc
VIII e sol. o remudo do KUsabeth, puntudo a herrsia, a
mgica, a leitii-eria o a mo coiilurn.idudc ; estatuios
..senlos da Intolerancia quercinava nesses lempos, e d.,
necess.dude do fundar a nova creuca contra a verdadei-
ia le, quen repellia. Se os nobres diputados achao bou.
o estatuto respectivo aguarda dos domingos, pelo nrin-
..pio do que favorece rellgifio, tragflo ia...b,, os ou-
tros estatutos que pune,,, ,,b ,, conformistas, aos nue
nao oliven, missa, ele.
Se so quer confundir c iiuiforniisar os pire, itos da
igreja con. os da leglslayoo, o fozel-os ollcciivos por nielo
da sanceno temporal, rutao, como bom disse um nobu-
deptilado ipie se assoiita junto de lllim, inlliju-so un,,,
pe,.;, a Infraccio de cada pieceito da Igreja ; puna-se
aquello que nao ouvir lllissa, que se nao eonfessar. ele
mas disse oulro noble deputado val dilleren. a du la-
zo, para au faxci, decom.nett, r Ulna acea para o dei-
xar de couiiui ttel-a ; (rubulh.
cao ou coimnlssfio ; deixar d
sar-si
ll(a ei.lrc
no domingo he urna nc-
ouvir missa e de confos-
lina omissao- : vejo que ha nlguina tllilc-
vejo que deixar
acc
i om.ssuo ; mas
de ouvir missa de confessar-se lio urna oissi; "como
no u de de.xar de santificar o domingo
Eu Bisze que o peccado sd pode ser convertido em
crime quando ello allecla iiiimodial Hlenlo sociedade,
v g., oi iiomicidio.o furto, o adultorlo.o perjurio etc
que os foctos contra a roligiao so podem ser ,U aleada
da legislacao quaudo ellos tambem directamente ala-
cio a soeiedade, e Infling ,,s rclacoes clvis: mas que
.tos sao estes? Sao ui lufraecdes dos preceilos'da
se "h 'l"-'lia'.scandal,--tomada esta palacra,,o
1'"1" '.....''""" '.ename,,......,e,,o. porque, pos-
liluto csse a sociedad.; a pefeicao, e observancia do
cuito, naoilhe cumprc Hscallsar, o promover essa per-
e.Van o observancia; mas a Igroja pelos lucios ospiri-
aisque Ihc compele,,,, ,. ,>.!,, dircllO de punir que
lie loi conferido : os fadosque.seudo coutra a roligiao,
tambem u.acao,I,recau.en.e a sociedade, sao aquellos
que leiidem a destruir c subverter a religiao, o culto,
122USZ. 1,,"IS,',l,"',."'i'' irausloruo a orden, publica, c
coniproineiicnii a existencia du sociedad,-: culao a soele-
da.lopuno o mal directo que se ll.e f., c ven, em au-
. n,..Ki''j:"1'"''"' '"l,"t'l>'' Parque so dcteouhc-
hs'.n d,'s'",ia, s"1 l,'>der : estes lacios sao aquel-
le que o nosso cdigo criminal prevenio, e puni san
cutre ellos a publica ostentaco de outro cuit, a propa-
tjTLum 1" >"l,vl',siv'ls ll ,s verd;.....s fundan,, n-
. sd. reUglo; be o abuso, e sombaria do cilio, etc.:
i, ,".',S ''!""'s ,|'"'" "SS0 h-glslador puni como
. V 'i *''"; *'"' ''s"'s Mcrl"' qu crltnina-
u'i '* ."' l',Vl""d' '" "'ta classe : o pode o poder m,
, .i'ns'i rUiS no>c.rc{ comprehender nesta clas-
eriore. s .me, M"'S a''.''S l' lid'".....otupefi. ao poder
supiomo, o nao ao poder municipal c a nus.que legisla-
do-
como conos, principios, que uau linho ussenlo uem na | (le accordo com os nobres deputados, creio ririnenien-
scicncia dos bons loslu.ncs, iieni as leis do coracao fiu- jtC na ellicacia das ponas espiituaes, porquo creio na
mano, e uem liiialmente nos bem calculados interesses|sufliciencla e perfeican do fvaugelho ..onde ellas estH
leiid.ulc. Assim, com o p.iorqiio de que_ a riqueza y declaradas o escripias: S. Muthcus c. 18 v. 15 Si per-
enteril n le fniter luw, vade el ronipe eum inler le el ip.ii
de um es lado se coi n | oe d.-s i iq nozas dos indi vid,ios,s'e,ido
iiidillireiile que a riqueza estoja nesta ou naqucMa clas-
se,o com o principio do que niugueill pido lucidor oo-
nbeccr o regular os Interesses de algueni ilo que o pro-
prio individuo, a quem ellos dizoui rospoito, autorisrfio
.. ../... a combatida pela moral ehrisla. Ora aqu ha duas
eousas a ponderar: al.* be que o geral dos bou. cus ce-
ios ueste caso por excepeu, en. casos expressos
1.1 minados ? Em que se fundo,, .amura municipal na-
ragropr esta postura? Na lei dol.'de ou.ubi'dc
Um Sr. diputado : Sim,
(JJ '!""!"'': So,i M ":io sr "' d auloiidadc para
fazer posturas relativamente religiao..
f i Ar deputado Contra os bous cosiumos.
DUrador ; Rom COIIlra us bousCOStUIIIOS a auto-
rulado que ll,e da o^5. do artigo titi he osla-,I,- |'.rr
posturas sobre as vo/er.as ..as mus en. horas do silencio-
...junas, o obscenidades contra a moral publ.ca.-O...'
trabalhar em domingo he obscenidad,. be uicsui U.a
costume ? A afflrmativs he um coiiirasonsx.: nde-sr
chamar obsceuidade e mao costume aquillo que a tare 11
mesura loica en, cortas cireu.nslancias, o hjpoil,. s,s '
Se pois a cmara nao,......, f posturas relativamente
uto
i se be com.,si so cha-
cm que se liii.doii a c.i-
sclum.iitr non uudieiit, adhitic letletsi non audieril sos,
rfc crcli'siir, ti aulcn ecrlesiam non nudiert-l sil tibi sie rl/oi-
oii el publicanus.Creio firmemente que a rellgifio ehris-
la que i.uiuiphou de lodos os obstculos, mesmo (pian-
do ossas ponas lempo.ais erio impostas coutra ella
co
. religiao, o aos bous COSlumei
mar obscenidad,- ao irabalho......,,
niara ? Untando as vistas sobre os domis ^ do ai-
au^1,'l,",uS.,,|"a''S,S''r""i'""' "" eUM deter.KJ.eu
pie a cmara pode faxer posturas, nao vejo ,,.,,
iubioX'i&r1 ""' rrn on- *a *?*i*
tubiode lh8 nao autor.sa a cmara, e s.
nrvemao ,1c outros
inavcnc;,,, e outros dimos contra a rcliyiuo.ulen.'(la-
e .,,,'." "-d,B, ''"","""' '"'"l'n hondeo nesta clas-
, essas penas leiuporaos erao impostas coutra ella, 'u'.np, ,' dirdta Vsn.r"C^? ''" "**' ''"""
mira o seu progrosso c fuudaVao, boje nao carece des- nao pode ser a rova la V'S' ''Ut' *" |,,lU'a


Sil
a
Mas, suppoubamos pie compete n cmara fa*rr pos-
I nuas ielattv.il.....ite religio para firmal-a, e excitar
[nrmelo dolas a piedade dos Bel; misino assiin eu
culo o pisima porno eonlbrwldadr ooiu o rtlrello di-
| vino, rdlsposicfio da Igreja, por mo conl'oiiuidado com
;, theologla (riii/ii) .
0 [>i 11 lito divino, que presrrove a cessnrao do tra-
lialllOi lie oslo --Mewciila u( dieni siiblmli sanelificcs. Am
Inm obkj lervilt faeitit i t xodo 80, 1; ora, eui vis
I este preceito urna dlillncco cabe f.t*cr, eoltheolo
eos a fatem eulre -- obra servil. c liberan-- ; as sei
Ju clao pruhibida expressamente pelodireito divino
as liberad l'oro prohibida* por posteriores disposiee
ila igreja que as considerou como obstculo a anlili
| carao outra. obras que a tbeulogia recotihece por liberan
C nUC niio IllCOlNni expressanieiile DO preceilo divino
mas deixou de mao militas obras que sao proprlailien
l seris nao prohibi o Irabalho rural, a pesca ,
a contras ixpnssis n i constituirn do Inspado o
lias dreisos dos concilios i/, omiii opere niralt fulai-
ii, rlvenatorio, pietorto &-. toncllto d'Meaui, Ai* e
onlros referidos na llnologia do digno Prelado Humi-
neiiM. Cube itada observar que. ao puto upe a pos-
tura prohibo a aegociacao ca industria, pemilUe os
lliealro*. baile publico* e onlros divoi lmenlos qui-
se oppom directamente sonliucaco e que Incorrcm
naspruhibics do preceilo. e do* concilio* rcloriilos
,,i Heogier no si u diccionario theolugtco: prohibir o
Irabalho epermitliros iheatros, o qnaesquer divert-
liento*, he fa/er Bill cpriganima a una lena aoiide a
inercia a a nreguica nimio despticamente.
Ku disse que a postura mo eslava de conlorinidadc
com a ibeologia: todos abeni que a igreja lem reilo
rxcepede* ao preceilo da CCSSacao do Irabalho excep-
coe* modada* cinoulro preceilo divino que o ah-
ilado loi felt propler humiuem e nao o hoineui propler
tabbalum S. Marcos 87 ora, estas excepres sao a ne-
ceit'idade, a piedade 0 cosime e a dispensa : porne-
essldade podriu trabalhar as pessoas pobres uos das
dr non da ou aquelle* que, nao liahalhando, nao lo-
rio con, iiiiealiiueiilar-se; mas a postura nao consigua
esta cxc.-lHo, de modo que aqu lie que encerr,, a
semana sen, gailliar nada se abro a luja ou fabrica
para ver se nesse dia adquir- algtiui lucro para alunen-
lai-se poslo tenha por sia Ideologa ou esse preci-
to divino que eilei hesempie ponido pela postura:
OS bisno* eos panochos, na talla d elles, poden, con-
ceder dispensa .aiilon-ar o irabalho; mas que vale
essa dispensa a villa da postura Ue balde se prevalece-
r dola o dispensado hade ser punido, porque a pos-
tura mo distingue: a postura, pois, da lugar a conflictos
de jitrisdiccao eulre o poder temporal e espiritual
nnlllliea o direito duc teein os bipos e parochosde con-
odor a dispensa'. Algn* IheOlogO* permilleiii una
un iluas horas de Irabalho lio domingo ou da santo,
mas a postura nao perniitle un minuto. Assiiu Unlio
raiSo.quando digo.que a postura nao est coulornic com
a dirologia, ... ,
A nutra cscepcHo llieulou;ira e a do costume e
para que destruir o nosso costume? para que punil-
o quando elle faz loi sondo tolerado como loi pelos
prelados nesses lompos folizes em que a picdadedoa
liis era inais fervorosa I' 0 nosso costume nunca loi
eseniiilaloso : antes da postura os esUbelecirnenlos
i rommercio e industria so ciiccrravflo so algu-
mus lojas consorvavio uina so poi ta abena e a ou-
tra l'eehailii; masas vendas, raras nesses titas, se la-
zilosemescndalo, e semessa actividade queoiata
a sanctificaeflo do dia
one o costume ho poderoso o cscusante do trana-
llio, assentflo os theologos e o diz urna auloridade
rcspcitavel, he o digno Prelado do lo de Janeiro ,
repitirei as suas palavras. Emquanto ao costume,
outra causa escusante lo Irabalho nos das de guar-
da, temos notado desde o principio que ello he bas-
tante poderoso contra o preceilo humano da cessaeflo
do traba Uto, e porforca do costume temos visto que
silo pcriuittluDS nos das santos alguna actos que, t
oannos s pelo preceito, devino ser prohibidos...,
o Sr. termita Uarrelox Esta obra osla rofti
tada.
O Orador.Emquantoeu mo vira refutadlo, des-
causarel na autoritlade do Prelado do Kio de Janeiro
l'eruiilla o nobredepuladn que eu leia as expressoes
do dmiio e pi (orson cuja atitoridatle o mesmo
Prelado cita. De aperlbm gervilibm iliebm ilominl-
<:., cl/e.iUvh, pluset frequenter tlelerminatvotime-
linio lori el penunarum pretalis hirala, tuum tla
l> ./ serila
\i do ms, di/ o envagelho Doulorea da Igreja
quuaggiavais o jugo da lei, om vez de tornal-o inaig
suave.
Sa de todas as observar^Ses que lenhn feto eu
pnsso a considerar a utllidade da meditla din-i que
cllaunopromovoaaniictiiicacflododia mas dazo
etonino para os vicios: em geral aquello que lio
prohibido de trabalhar nos diaa sanios era voz da
ir a rgieja assistirao sacrillcio da missa entrega-w
ao prostbulo o a crpula, ctodos os vicios, t
desbarata o que ganhoti.
Esta medida nilotraria inconvenientes industria
se ella Ibsse acompanliada do outra que como ella
hilo cabe em o nosso pudor, isto he, seo nosso go-
vorno.a iraila^flodogovernodeS. M. Eidelisslma, im-
pelrasse to papa a reducclo dos das santos : na In-
glaterra somonte se guardflo os domingos : a Franca
so lem i diasSantos do guarda quosiloas Ifeslasdo
anuo: em Roma lia poucos dias santas: sooBrasi
loin esse grande numero de das santos com i
jin/o da industria oda moral.
Qiianto a emenda a que manda guardar osdomuv
ossomonte, ella nto he admissivel; porqueosdias
sanios do guarda sito equiparados pela igreja com
us doiniugos e nflu piulemos reapoiUl-os menos
;> orador luz oulras reesoes sobre a influencia
das leis sbreos costumes, e arespeito da lei qu<
iuluiiiio os juros convencionaes &c
Discutida, o pokta votacu a emenda da comiiiixo
para que se tupprima o artigo 8.* dai posturas, be ap-
Jirovuli.
U Sr. Preiidtnte noineia para a depotacivo, que ten
de levar i lauccao algumai leis, ao Sr*. Lupes Gama,
i'edro Alexandiino o ladni.
Km seguida o mesnio Sr. presidente da para ordem
do da da sesillo seguiute a iiicsma, e levanla o *essao
l.iao > lunas e Hiela.) ,
patrie/ do eomMtmdtnuperurlia guarda nacianulda mu-
nicipio ilo llcciff, "2 ilc Main di 1845.
Olllll.M OH l'l V.
S. S., o Sr. coioim'I o coiiiiuaudaiilo superior,manda
publicar a drciiSo, abaixo trauti ripUt, da juuta de lau-
de na sessao de 30 de abril prximo panado, para lirt*
pee. ;io das piaras do esipiadrao de cavallaria que se a-
chfto lineles, a qual assislio o mesmo Mlo-.llis.inHi Si.,
a llin de que se l'.u ao as competemos notas, o sejao clia-
niados para o sciviro os individuos que liuilareni as dis-
pensas, i|ur, p.na lem tratamentoi, forSo eonei dida*.
Outro sini, determina S. S., que no dia l. do concil-
le me/, pela* 8lloras da nianlia, comparevo no lugai
ja indicado todas a* pracas do I.* batalbo que eitive-
n ni lias cireiiinslaoeas de sen ni iliSpeccionada* pela
unta de sadc, di vendo tanihcni comparecer, como ja
loi ordenado, os Sis. coronel chile di I.' legiao, coni-
niaiid.inlc do hatalh.io, c seus respectivos coilllliandan-
les de coiupauhias ciicssaocc.isiaooSr.toiuinaoil.nl-
le do balalhao apresenlar nina rclai;ao nominal das
piaras deseu halalli.io.coni asdci laiaim idolliceui iados
por quein < poi que lempo ; iki ates, ausentes sem II-
eenca, dispen-aiUis, e por quein ; e oulras quaesqUei
UCCUrreilCia* que devao ser notadas.
Determina maUoinesmo lllm.Sr., que ol.bata-
lliao lava i xcreicio no dia 4 do corrente, no lugar e hora
do COdume ; c que nesse dia entre de semana o Sr. ca-
pitn aldanle de orden* Benlcio Machado.
S sa da unta de salido nn quaili I di) COUllllOUdo
das armasen) 30 de abril de ISi.'i, sendo presente o Illui.
Si. coronel COlliniSudaule superior da guarda nacional
lo municipio do Reef.
EiqiuidrBa de canillara.
\. coinpaiibia--TeiicnleAntonio Kclia dos Santos, Irin-
ta dias de liern i
i, t;. .\. Maiioel da Lunua Ollvetra, Inca-
ias do snico no esquatlrao.
os I.imimo Coiicalvcs, dous
meses de lleenca.
Antonio I crnardo Ouilltclro, in-
capaz do servicp activo mililar.
,i Emilio Xavier Sobrtir.1, mu mci
de licenca.
> i, .loao Ignacio de Medeiroslte^o,
sessenta dias de licenca.
i.' coinpanbia!.' sargentoCa lao de ASsis Campos,
dous meses de liccnra.
O. N. Francisco de Paula Uouviui,dous
me/esde licenca,
Ignacio Alves Montciro, ncapai
do servido activo militar.
,, Joaqun, Jacinto Leal, iucapas do
servico activo militar.
ii Antonio I'olicarpo da Silva, tres
meses de liccnra.
,. Francisco Xavier da tiinlia, in-
capas do servico activo militar.
KianciscoMarcellinoCorri ia.tiin-
la dias de licenca.
jtNfoao Caldoso ii Quito; l'omica Jnior, capilao aju-
daule de orden* de semana.
C O R B EIO.
COSRKSPONDENCI DA CIUDE K PSOVINCIA.
.t.ahio-me hoje as unios o papeluxo, de que hontem
Ihe fallei, o lal Atarrague, c a pessoa que in'o deo a ler
llieverou-IUC que era obra do Dr. Joaquim Vilhla. I.i
alguna periodos, o taulo me eiijoou, que se com elleito
lie do lal Dr. pido este linipar a inflo pande ; mas, cu
cicio que nao : o como he polsivel que un homeiii que
lem o habito de escrever, duda que nesse habito estoja
'iivolvidu o outro do difamar B de insultar, cscreva lal
arrabulho.' Assenlemos pois, que 'Uuiiii;iahu lie
produccao da ultima iinmuudicic praieira.
Alii audao do novo O* rapase a -miliar com o va-
por, que mo sao ellos hoiueus a esmorece- por causa
de lanas o lao repetidas c ludibrio** prorogaeoes : a r.i-
busta creuca da pralelrado famlica s so entibiara,
quando o miuisierio cahir, o anda assiiu reslio-lhe pu-
uhaes o bacamartes que dan nina l'orta iuimensa, nu s-
iiiii.i qu.ni he iiiuilo laco c covarde : rc/.a-se pois mul-
to pelo vapor, que dcsla ve* dovo trascr Uiai* despa-
chos do que libras de carvo gasta elle na viagem. Ora
Dos o traga e com ludo isto que di ve ler para essa gen-
te o mes,no valor que a pinga d'agoa que o avaienlo con-
demnado pedia para mitigar a sede dt voladora que o
abrasava.
ln o D.-iioio, que se fes un grande furto ao ttsco no
despacho da nova Ijpographia, que lia ponen se cslalie-
Iccco nesta cidadade, a qual segundo o dito U.-novo
Custoii quatro coutos, e despachou-sc por un e lanos.
K pois sabia o U.-noio disto, e nada di-so em lempo?
Que li/enio os seus correligionarios da alfaudega, que a
mi iinpiignaiao? Portea pedantes! Tintino o recurso
lias iniis, c consentirao que SC fuelle lao escandaloso
roubo! o saliendo que a Ij pographia lem deservir paia
a separaviin do norte taimo eslao unitarios. Lomo e--
tao luiliudiosos, e cioSOl pela iutegrid.ule doimpilio.
pola ellos mi eiao assiiu. K a t\pographia de qual,o
conlos con, un, pelo! Hec.iri! fui canudo, e os i.ipa-
es que podiao r,-muear os seus lypos, c aiiginenlai as
lonas da siin iiiiliieusa, por mi nada, dcixarao escapar
lao boa oeeasin CoitdiullOI.
Teui VlUC*. e todos os si us eolleg.is do nosso lado
deixado paliar militas couiuhas preciosas no pasquiin
inyi sem as consignar em suas llhas ao minos mi per-
priinim ni memniiam, c parece-me queobraomal. Kui
uin dos artigo* que eoiu rao forao declarados de iiu-
porlacao, publieudo* no pasquiui Importador, aclici eu
o seguinte trecho [he palavriiiha que me da uo gotnv;
fallando da eleiniodo Extn. presidente para s, inilor :
...... 1. se loi na lista trplice para senador, Ndoodrtttd
i. provincia; deve-o aquelle* que uao lem pnlluca nao
auiau o sen pai/, o al tiveio O arrojo, ionio tlelato-
u res.de levar ao palibulo leus mal* alleljoado* ailll-
u gus Ora, a maloria da provincia he praieira,
se a maloria dos eleilore* he praieira, como todos os
dias esta di/eudo a praia. a qurill he que se dirige a re-
primenda, a deicompnitura lo O.-twool A elles, sem
duvlda; agradecao-lli'o pois; e anda nao pitra aillo
II.KI/UHI a losa mis seus piopnos correligionario*, pois
continua Pina clelco assiiu nao honra, ante* ue-
. monstra, que os que para ella concorrerao, adorno
i, qualquer idolo.que se i lies a preeiiie,(asnn beque eu
i rosto) nina veque Ihe* poisa Ikser afguuia coma
Bellido, qiiemedi/eiu ao Hecho.' Isto he que he gen-
io para ill/.er a vcnlade .
Con espondeiicias.
TK01 calumnia.
lie a calumnia, sen, menor duvlda, a anua inais vil
6 balsa, de que mao aleivosa se piide aproveilar para
apuuhalar a honra alheia.
DesaracadHiuenie vejo-ma victima orate axioma,
porque,*! ndo eu UIU dos oll'uiaesde iiiaiiulia que Ionio
ao Caxaug, c aoique alinde o Sr. Erauciico Kaviei
Carnelro Lili, na la correspondencia inserida no
Diario de l'ernambuea de hoje, vejo que este Sr. sunca
falsidades a niilli e IIICUI eainaiadas, que nada nu nos
iinporlao que deprimir atioiinculc nos honra:
e esta oll'ens.i lorna-se inais aggiavanle poique de
lal correspondencia mi podemos colligir seinio que
seil aulor sii leve Clll vista capciosamente deprimir-nos
ou cnto sfattar dos malvado*, que nos quiserao atacar,
o juslo castigo que uiercecin.
Falta ese.indaliis.imeiile a vordade o Sr. I.ios, quan-
do (Segura, que, depois de hav linos acenado para al-
guinas casas onde vimos Seohoras, ludimos a Antonio
Pedro da <;osta a chave da tasa que gualda o poco da
agoa frrea, e ah pintamos umitas obscenidades as
paredes, e liieuioi outra* cousasque a decencia manda
calar. Ignoro de que puna e chavo falla o Sr.
Un, pois, se bem me lembro (nao o afllancoj a casa da
agoa lenca nao lem porta neni cousa que com ella se
purria ; porein, lenlia-a ou mo, a vcnlade he, que,
quando all cliegaiuos, aehainos entrada franca, sem
ui'iessiilade de pedir chaves, neni de abrir porta, o na
saluda escreve,nos eoni e.n\ao, inleriiauenle, as pa-
redes linios* da casa Mancebo, M. L. liarcia, J. O. SI.
Caneo, U. I- *' Sonto: estesnoiues devem aindaexis-
tir, salvo se a maligiiidade COndusio algueni asubsti-
luil-ospor obscenidades para meilior corroborar seus
inlaines designios : ainda inesiiio quando assiiu soja,
convidamos aquein quizer panqu va ler as obscenida-
des que rSCrcveillOS, porque, com quanto ellas estejio
lubslltuillda o que na realidade escrevemos, estamos
inli-iainente eoiivcucid is, que, por.....iodo um peque-
o exaine, se poder eonhocer a verdade e confluid ir
uissc detractor: quinto asmis colisas qnie li/einos
que a dececni* manda calar he esta nina assercao lo
odiosa c falla de fundamento como as oulras seria ne-
cessarlo para aspraUcarinoa, que fossemosda uualida-
ile d'aiiuelles a quein, sem o iiicoor pojo, o Sr. Lilis pro-
tege, o, para os defender, nomliraja.
aiba oSr.Lilllquea decencia l.imheiu mioquer i|uc
icofl'enda a honra do pessoas honestas, que, por taes
ttulos, se torno inulto superiores a seus detractores
Declaramos solemnemente, que se nos apprrssamos
a responder, nao be senio porque, avistadas falsida-
des do Sr. I.ins. (a quein volamos lodo o dcspreiol de-
venios i.....i salisfacao ao publico: para elle escrevemos
o apellamos: elle consieiu-losaiuenle julgar eolre mis o
o Sr. Lius. O capilao ente d'ariuada, Otnaiio Man-
cebo.
Sri. redactores. O Sr. Ilr. Len operou-nic dos cal-
los, de que, ha inuilo, padeca, com lal habilidad,' epei-
fcirao, que mo su inleianii lite nada sollio, como na
eonjuncluia cin que se I, a operanio : em lestciniinlio
de minha gradfia don pulilieiil.nl,- ., isto pelo sen jor-
ial. 1 ciiianihuco, (i do inaio de ISi..
Sen, 'le. -- o general Sidra
LtfiWll -,tlO,
Alfandega.
flciulinientododi.il) ......
Descarrcgao hoje 7.
barca l'enniapha mi nicrcailorias.
/. rigue Pialara Felizidriu.
riguc IirigucLauramercaderas.
llana.\t-iiriiI o iuli.i e liol.uhinha.
. :853>730
AltKi'ainilo do l'orlo.
.Viini entrado uo dia ..
Claekmanow! 40 das, brigue ingle* Veila, de 102 tone-
ladas, capilao Ceo. Shearer, equlpageui 10, carga car-
vao de pedia : ao capilao.
Obiervario. '
Sabio, cfunilcnn fura, para acabar de carregar, a po-
laca austraca Stondervtf.
Editaes.
Jurme (ieriiri/ii.M(ii'(i l.umiielii ile Mella etciin'io dn itlfau
dega, terrimlo dt UupectOl por S. M. I. aun Heos ijiim'
dc.&ic.
y ni. saber, que hoje do corrente ao linio da, se lia
le arrematar em basta publica,a pona da mesina, de*
.-aixiuhas coilteudo l*2n aunis de miro, apprebendidal
pelos ollii'iaes da visita a bordo do brigue Ti merario. no
valor de 800/000 rs ; e bem aiiiui mis i caixinhai eom
4S aunis appri-henilidos uo mar pelo guarda .loao Islilla
Silva, no valer de liitiiti is.: aarrciiietacd lielivre
de direitos. Alfandega, de maio de IS.'i.Jacnmc 6<-
rardo Mara Lnmachi Ue Mello.
Avisos martimos.
i Para Lisboa o brigue portugus Tanjo l.' segui-
r inqneti rivrhnente nu dia 10 do corrcute : pude ain-
da re eber pi qui na quanlidad de carga a frete, asslm
i oiuo pass i^i i, os, para o que oflereee as melhores coin-
inodidadei p iiivj is : a quein euu\ i, r dii ij ,-sc .m^ con-
signatarios Mendes Di Olivelr ra da Crin n. 'i. mi ao
ca|iiiao Manuel de Olivo ira linio. (S
j Para o tracal] sai iiuprrtrrlvelmente no da 12
do correte a sumaca Latila, ineatre Jos, Goncalvea
Simas, por ler a iiiaior parle do sen cu icgainonlo a bor-
do : para carga, o pasiag ios. trala-IO lia ru i da Crin,
n. i, com l.ui/ Jos,- de s,i Araujo. f
-- Para o iiio de Janeiro esl.i i sabir n patacho bra-
sileiio.s. Jote'Americana] capilao Ion1 Ai.ionio Matoxi-
nlios : para carga, pissag iros, e Ctcravos, trata-socom
Caudino Agotiinlio de Barro*, pracinba do Corpo Santo
it.40. *
j Para o llio de Janeiro saliii.i a suniaea hiasiler,,
Aniizadr, capilao M inoel Antonio de Sousa tiuerra: pa-
la carga, passageros, e -, ravOS ., fn le Ira(.i-se com
Gaudluo Agoalinho de Barro*, pracinba do Corpo Santo
n. li. ''
1 Para o AracaIv sabir., al o da 20do presente o
blate nacional iVoeo Olinda; quem nelle quitercarregar
pode tratar com Antonio Hodrigue* Lima: na prai.a do
coinmrrcio ou na ra daOadeia Velha n. I, priuiciro
andar. >
i Pra o roilo o brigue Boa-riagem forrad e
enrnviihudo ue robre e de loperioi marcha : qucui no
mesmo qui/er rarfrpar ou ir il" passageni dirija-so
a Francisco Altes daCoofca na ra do Vigarlo n. ii ,
primi'iro ndar, nu ao raplllo Antonio l'erreira Nunei,
na p ata do Cnimeieio. (0
Le i laf.
I o corretoi Olivi Ira rara leilo de nm bonito lortl-
mento de cadeiras de Jacaranda, de pu doleo nnuio
foites, edeeidreira, dita* de brajos, cauaps de ditas
ni.uliias, inoxo*, eommodns, eoutroobjectoi, leudo
sido ludo ilespaeliailo na all'audeg.i anle-onlem, e pro-
xiiiianunle eliegado do 1'ortO : si \la leira !l do crlen-
le a- III horas da inaiiha, na roa do Aiuoriin, casillo
quatro audarea perienceiite ao Kxm. Manuel de Car-
Joiio Xavier Carnelro da Cuaba, [ulalgo eavalleiro, earal'ei'
roda mili ni de Chritta, e adunlitrador du mesa do con'
tillado por Sua Maoettade o lvnperadort ja* lieos Qnarde,
etc.
Fa* saber que permite a adininitracao da inease
ha de ai rematar no da 13do crlenle,., porta da inclina,
4 barrica com bolaxas, fabricadas uesla provincia, ap-
prclieiulidas no pinto da I.iogocla pilo guarda delta
diuinitracdo por se estar embarcando como eitran-
geiraS para lina do imperio, sendo a ani-malaeiio llvn
de despeta ao arrematante. Mesa do eonstilado de Per-
iiambuco ti de maio de ISi.'i.-O adniinitrador. Joai
Xavier Carueiro da Cuaba.
0 llliu. Sr. Inspector interino da lili sooiaii i das
rendas proviueiaes manda lser publico, que, Clll eiim
piiineuio da ordem do K\m. Presidente d.i pruviueia il
zO de Abril p. p., Iraapraca no dia (ido corrente ai
uni dia, peanle osla lliesouraria a empresa dos Ira
lallius cobra* do 13.* lauca da estrada da Victoria or-
eados qnautia de 17:434/221 res sol as clausulas
speciae* abaixo iranccriptaa,
Os lcit Hites dcvidanicute habilitado* devoran com-
parecer no da llora e lugar indicados munidos das
competentes propostas couforiuc o regiilaiiienla de
II di lilil" de 1S4.J. Si en teria da tlusouraiia das
leudas proviueiaes de Poruiii, lineo SoV M lio de IS;V --
0 Secretarla Lu: da Costa Portoeamiro.
13." Lineo da i-siniiix m Cidadi i>\ Victobu.
Claniulat especiis da amiualarao.
L* Os trahalhos c oluas diste laufo d'estrada sern
fcitos pela forma *ob as cuuiliees o do modo iudie.i-
do uo orcatnenlo plaa, perllxc inais riscos appro-
vadns em 28 de Abril corrente, pelo Kxm. br. presi-
dente: pelo pceo de desalele ionios, quatrocenloi i
triuta equairu mil duxentoi viuie e mu res.
2.a Km lodos os ponlus Ollde a estrada nova coincide
mi se eiieontra com o camiiiho actual devera se,- diiigi-
do o lervico de modo lal que baja seinpre un, Iroutilu
l.u-il
3.a As obra* princfpiarO no prazo de dous meses, e
liiul.ir.ni no de desoito meses, ambos contados eni enn-
furiuidado do artigo lo do regulauu-uto das ari'ClUB-
i ices.
4." Km quanto ao pegamento o importe da arre-
matadlo icru dividido en. duas parles iguaes; una sera
paga em quatro piestai i.-s do modo indicado no ai ligo
15do respectivo regulameuto i oaoutra licara couili
Uda divida provincial, vencendo o Juro de 6 por con-
t ao anuo, at-nal ciiibolco na lumia do artigo2."
da lei pro\ incial u." I l. de S de Mam de 1843 leudo di -
vido lauto o joro como o respectivo capital da dala di
recebim uto proviaoi lo.
.'i.1' Para ludo o inais que mi esta determinado pelas
picseules clausulas seguir-se-ha iuleirauciilc ti qui
dispe 0 rigulainenlo lias airematacuei de II deJullld
de 1843. Ilcparlii.'.io das obras publicas, 20 de Abril di
de IS l.. O Kligeilheiro cnchele, lliiiil/nir,
Approvo. Palacio do governo de Peruambuco 2'J de
Abril lie ISij. Almelda, Presidente da piovincia.

\ISOS iSIVMSOS.
Ue Ii
ii atoes.
3Na leeretsria militar exiilem dooutneolos, vlndu*
da provnola do Rio Grande da8. Pedro do Sul, pvia
sen m entregue* \iuia do capllo Joo Antonio de No-
roohs *
2 O administrador da mesa da recebedoria di' rendas
geraes iiileruas avisa, pela ultima ve/, aos douosdas ly-
pographias, para que veuliao pagar o imposto al- o dia
S, pena de proceder a exe.-olivo. Itcccbedoria :"> de maio
de 1845. Francisco Xavier Varalcanti d"Allnu]aerqae, (.
l'.xislein no correioca tas seguras para os senhores
Antonio da Silva S ti.. Dr. < asinino de Sena Mailun ira.
Jos Antonio fastos, D. Luisa Mua de Franca.
THEATRO Pl 1'LKiO.
Joo Toiielll, confiando no benevolencia do benem-
rito publico desla capital, o Clll particular nos seus ami-
gos c protectores, s propoe a dar mu beneficio com mu
ospeclaculo digno dos amadores da msica o arte dra-
mtica, envidando todas as suas lineas para presentar
o seguiute diverliuiento ;
Depois de urna cscolhida ovci una, cantara iiiirodiu -
iiio da graiule pera
A NORMA,
mullea de Bellini, com os seus competentes coros o toda
a decorocao anloga.
Seguir-se-ha a inuito applaudida comedia em 2 actos
rnOSPKRO E VICL.MK.
Mu i i ni do I." acto o beneficiado cantar
A Marscillaisc
os seus coros em IVancez.
Seguir-se-ha o 2." acto da comedia, no l'nn da qual o
beneiiei.iu, no carcter de Soldado, cantora un terceto,
com coros, Intitulad
I) galucbo ou sealnrlli
atacada as nove lloras da omite.
Vccsonagens.
A sentinella.
M.ijnr do dia.
A velha suida.
Director da orchestra, Mr. (rnsdidicr.
As pessoas que pretenderen, ter preferencia aos ca-
marotes os poder,ni procurar na lula do Sr. Joaqun, Jo-
s Lody, ra do Ko/ariu larga n. 3o, at domingo II do
corrcuie.
S. II. 0 dia ser auuuuciado pelo jornal.
I o abaixo assicnado faz scii ule a tndoi os i redore*
de .Manuel Jos t.alnal. o Joaquilll leu ira da Cos.,
I.aiaug ira, sociusque liiiaueu, duas vendas, que. a di-
la socied.iil.- expiroil no dia do presente IIICS, lias Ii
quidaeos de suas nulas que liverao ale aquello da,
lieando obrlgado a pagar nulas as dividas ao* credores
dila sui ii d ule o dito Manuel Joit! *'. dual c p.r.a cons-
lai a lodosos credores, fax 0 prest ule aiinuncio.
Joaquim Pereira da Cotia Laranfi'a. (7
2Itoub.ii.in da casa da ra da Roda n. zo, no da
>} de abid prximo paSsado, una arara COIItra-feita,
mullo manea, rom urna curenle de lati, e mu., gaiola
depiiho eii'iendada : l'Oga-SC a qualquer pessoa a quem
ella forofierecida, ou livor Indicios dola, de participar
na inesiu.i casa cima que sera bem gratificada (Ii
Oui III precisar de nina ama de lene de S, Lmen-
lo da Mala; dirilSJM a uta do S. //om Jess das crioulai
ii. 2 Piei is,-se de um rapa/, paia Halar cavallos c lilis
par arreios, c unais servieo de nina casa : no tan redor
do hispo n. 8.
O l'SPr.l.llO N. I.
Sai hoje as (i huras d larde ; vende-se nos lugarOB
em que se vende o .Valore, e em mao de vend-duros
para os diversos bairros, nUercccndo-se a quem qui/.cr.'
lie a 20 i-.
I Joaquim de Oliveira Soma Jnior [Dr. cm pililo-
supina, la' saber ao ri'ipeilavel publico, que de boje (III
(liani-.ilue eill sua e isa no alieno da lioa-\ isla 11.82,
o* cursos de phvsica, phflosophia, geograpliin e de lin-
gos franei-/a : as pessoas que desejarem seguir qualquer
destas disciplina", poden, dirigir-te A aua residencia, do
maullan de '< as II horas, e de larde das lias .
ITendo-se aiiseutailu de bordo do brigue sardo
Tmiiiisiiin, sem motivo algiiui, o mojo Aleiiandro Schito-
polo, de id.ule l. a 10 anuos, cabello* castanho*, cara
redonda i pede-e qualquei pessoa que o leuhn visto c
souhi r amule elle eslea de dar parte no consulado sar-
do, i sa de le i i-clon Schrainm 5t que se Mu agrade-
cer : assiiu romo se pioeedei com o rigor da lei contra
aquelle ipie o liver reeolliidu Clll su,, casa C icio li/er a
devida parlicipacuo. (0
I -- Joaquim Pereira da I'osla Laraug iia fa/. (ciente
a linios os s, us devedori s,quc eilao ,i dever tanto a elle,
conloa Mnnorl Jos Labral, sen socio que loi. que no
apartamento da ociedade que liverao, ihe lie.i perlen-
ceilda niel ule da qnautia que cada UIU est devendo :
o para constar a todo* lai o presente aiiimmio, (G
3 O Di. I le ou lem a honra de informaraO publi-
co, que invi iilou um elixir, com o qual. c sen, ueeessida*
de de ruipregar instrumento nlgim corlante, extrahe
radicalmeule, c cm dous minutos, os callos inais doloro-
sos, e todas as outra* exct escencla* doa pe*.
O nn Ihodo pelo qual o Dr. I .con cura os callos he in-
teirameiite disliueto de quanto* se conheceni ueste paiz;
0 posto que ni.....ileree.i nm especifico que exija legre-
do neill mjsleiio. i si i ei 110 de que as pessoas que o pro-
curarem tri.....i sntislheiu de ver arrancad., a causa do
sen loriuenlo, levan lo o callo na mao.
ODr. I.eou piiile.ipiesint.il inultos certificadosdaa
principad peisoaa do Itio de Janeiro como da i alna, c
de varias pessoas da medicina, e de varias peiioai desla
i idado, que espunlani'anu'iile os olli'ieei.io, por lerem
ficado iiiuilu intisfeitoi da su,, maneira de operar.
o Di. I.eiui mora no hotel Francisco, b dlrigir-se-ha
iiiiiuedlalaiiieuie cas., das pessoa* que no mesmo hotel
indican-.....s suas muradas o a horario que pdein *er
pi oenrada*.
0 Dr. Len acha-ie no hotel, de manha da* 7 ( II
horas, o de larde das 2 as .">. (22
(> Aluga-se u ni* ex< ellenle rasa perlo do collegio
8, Antoolo, n. li, na tuu doSeve ; na ra larga do
Rotarlo n. 48 (3
U Dimitir cid medicina Alexandre
le Souza Pereira do Carmo imitlon-se
para i ra Larga to l,osario n. p.8, se-
unndu .uidii.
Manoel Jos MacLado Mallieiro, na
ra da rdadre de Dios n ">, primeiro an-
tliir, lem para vender velas tic cera do
i.io tic Janeiro, opiimo sortimento, cm
taixas de iiico inais tle loo libras, c por
pict mais commodo que em outra rpial-
tiuer parte. (10
U proprietario da barca dos banbos
precia*, para una obratpic lem a azer na
mesilla Dtiica, de fiosooo rcis o premio
por dez uuzes, c olerecer para seguranca
1 o das actes tlclla, que lite pertencem,
por j bavcl as remido. 0 premio que
dar as prestador sito 8sooo ris do tnc-
Ibor peixe, que na barca se pegar, dous
dias cm cada semana. A quem convier
este negocio dinji se a dita barca aonde
adiar com quem tratar.


A
a
do casa
; (|uein a
Urna rnulhrr parda se o (Terer para ama
de uin Immcn solicito nu dii poura familia
protepriVr. rilujl-ll a ra do ITortas n. 91.
Km Fon de Portas, n |8\t, existe uma caita para
o Sr. Joiqoim Marques de S Anna.
J>se Jacinto Cni'iii'.. >i a l'urtnsbl.
AGENCIA DE PASSAPORTBS
Na ra do Collegio b tica n. 10.
Aluga-se uin sobradinho no becco do Padre ; a
tratar no Atteiro da Itna-vista n 37.
Alugao-se uin preto e uma preta para o setvitn de
cao : qucni os pretender dirija-so a ra do Rosario da
Bi a-visla n. 4.1.
Muga-so uma casa terrea com sotao sita no pa-
Irode S. Pedro, eom pnrtan.para a ra do Hurtas ;
queui a pretender ditijase a ruu dns Trincheiras n. S.
A1oga-so o pruiicirn andar do obrado n. 15, da
ra do Apollo no Recite rom sulllcieotcs commodon
parn lumilia e coiinhi lora, sendo o mesino multo
rejado ; a tretar na ra da Palma sobrado novo da
esquina logo ao sabir do becco rio Poc'.nlio
Perdeo-te umaearteln tendo dentro 90|ri. cm
cdules uoia latir di- S6f rs. o olnuns pupcis do
importancia quim a livcr aetiado pode ticar eom os
alO/ri, e entregar os inesmos papis na ra das Cruzes
ii. 31.
A quem Ibe tallar urca saccu com farit.ha que o
', v: pissodo mondou cunduiir por um preto e n3o acer-
tandocom caa a condurio para a casa do Sr. na ra
d' Collegio n 17 icrcelro ardar pagando o tra-
balhodo prclo c o .ninuncia e dando os signaos Ihe
II r intieguo.
Arrcnrta-so uma casa terrea nos Alegados, na ra
Qiuobo n. 29, mu piopii.i pura negocio com Ierra
pura plantar, com vario!peadearvotei, com um vi-
veiru com criaoo por preto commodo ; a talar na
rucsnis casa.
1 O ibaixo assignado declara a pessno que no
dia 23 di mes pusado alugou oro cavallo para um pas-
1 i.; o que alo o prataote Dio vultou co;n o dito cavallo,
que,s.' nao quiiT ver o sou nomo declarado por ctense,
leoha a bnndado de se apresenlar no piuodo 3 das na
ua da Guian. I. Jotio Kraetner. 6
1 A trenda-se, por'muito commodo ptefo c pelo
lertfpo qu so eoriveiicioiicir o sobrado sito na ruada
,;u: i.i ern que morou o tallecido Uesembargsdoi
Atruiitl ; quem o pretender dirija-se a mesma mu
n. ti. 6
i O escrivao da innondade do SS, Sacramento da
matiizi'da lna-visla avisa a todos os limaos, qn
J) inlrigo, |] do correnta be <> da marcado pclocoui-
piornisso para a eliico da novo :;iesa regedura pelas
'. horas da niMilia no respectivo consistorio. 5
1 Josepli Nicolu Motando, subdito Sardo, va-
a i liia levando em sua compendia scu ciiado Guilal
vii Columh i tambem subdito Sardo. ')
t No dit 8 do correte, pelea 4 horas da larde, a
porla do Sr. Dr. Juiz de OrpbSo, na ruado Kosario
le hd de :. r. n.iilu dous etcraioi bons eaooeirul o tra-
bajadores du p 4
1 Precisa-se de um feitor de campo para eugenbo
pertodola cidado ; quem estivor para islo habilitado e
snquuer djuslar dtiiji-su a praemha do l.ivrainento ,
leja de lasendas n. u 1
I Lina Ferreire da Silva vai a Portugal com sua se-
>.i. ia aseu cuntiudo lidusido Augusto da Silvelra Ma-
chado. 13
I fu a r.imilia que vai pura Portugal da pos-
a -1 a uma mulher que Unlia leito para criar um
menino pagando-so o queso justar: a ijuoiii couvier,
diiija-seu ra larga do Itosano venda n, 1C que
achula com quem tratar. ,
1 Fazi iii-se elmocos o jantaics pura fura, eom todo
asseio e promptlduo ; no bulequim da ru das Ciuzm
n. :>.'>, c no mismo selazi-m tuda- is qualidldclde mal-
sas que so encoiiuiienduicui, ludocoui piuniplidioe
i i.u,m commodo. o
i l'ri cisa-se-alugai uro sobrado de uin anda pa-
ra, pequea familia, rendo as seguinteiras: Litia-
n enlo ln ii.i e estrella do Rosario ; quem livor un
rtmele, OU dirija-te a tua Ii:.penal o. 47, primeiro en-
i. j o
; A runda-se um sitio na estrada do Remedio, com
arturudui, boa c;;a de podra e cal o otaria a mui-
do rio : a Iiat.r na ra de Apollo n. IU. 3
l'ieeisa-sode un leilor para sitio, que entend
il plonl (des, oiodaque si-ja de idado; no Atierro da
II i-visla o*37, teicciro andar.
2 Itouburo, de urna cata de sommercio do Mara-
u trajo un;a caixn do ferro conlentio entre outrus ce-
dulas, urna verde do val r de - se i,: uem der noticias que segure o rccebiiiieul > da
dxal cdula ser recompensado; a rallar nesta lypo-
graphia. ti
- Precisa-soda un caixeiro capas de turnar cunta
de ii ni .i venda ; lia pruc da llaa Isla, tonda n. 8. i
2 .Muga se urna eaaa torrea nu ra da lloria com
duas salas, 3 quartoi, eosfnba tora ; quintal murado.
cacimba e poito concortada epiolada de novo ; a
tratar na ra efova n. 63. 4
2 Precisa-sede 1:500/000 rs. a premio, sobre hj-
polbeca em Leus de rali 1 ivres e dcsciiibaruvadus;
quem esta negocio cjoizef foser, euuuucie para ser pro
curado. 4
2 Quem sejuluarcom direito ao sitio do Candan-
na da Costa por qualquer documento do debito uu
bypotbeca, ou outro Ululo podo declarar por este
jornal 4
2- Ocirurgio JosSoares de Sousa retira so con.
sua familia pera a provincia do lua. 2
2 Aluga-*c uma casa terrea na ra dos Acou^ui-
nlios ; a tratar na ra do (ucimadn, loja de lerrugens
n. SO. :i
2 D-so dinheiro a premio sobre peobores de ou-
ro e relogios do algibeira; na na das Floral n 18. [S
i Ji un dos Sanios Mues l.una embarca paia o lio
de Janeiro a sua escrava de nonie Uclflna do gento de
Angola. 3
1 Traspassa-se o arrcndameiitodc um linda sitio ,
naCruzde Almas com boa casa do sobiedo muitos
arvoicdos e baisa plantada de capim debaixo das coo-
ilii.Tus que se declararas ; a tratar na ra da Cru: n. 7,
pnmeiro andar. 5
2 |iin laput Brasileiip que sabe Icr e.-crever i
contar perlei amento so oll'eiece para ser eiopregado
em quulquer escriplorio para o que da fiador a sua
conducta i quem de scu prestimo se quer Ullllsar,
i'iinunxie paca ser procurado. 5
Dm l'orluguez elugudo recerilemento a esta pra-
1.a o que sabe beui escrever e contar se offcricc pura
caixeiro do qualquer ea-a de Cumoicrcio, uu eaino
para ensir.ar piimeiras lellras e gramrnalica iftlna, lo-
ra dista pra(a de que lem j.'i pralica ; queio de seu
prestimu se quiser ulilisar, dirija su a ra do (Jueimado,
loja de lermgcui n. 30. 7
2 Uma senbora solteira, do boa conducta, offereco-
se os pait do familias a leccionar meninas, promet-
iendo toda delicadesa que em seu alcance esliver e
,. lo preco ruis modi-.o do que em uulra qualquer par-
le ; 1 ui.ti i.do ler, escrever o contar, toda e qualquer
qua'idade de costura mareare grauaiattca portugue-
za ; os ditos senhores que de seu presumo so qui'e
rom ulilisar, diiijao-se a ra das Tiineheiras n. 4'i .
primeirn andar. 8
2 Picci'a-so do um moco Porluguez para traba
Ihar em paitara o tomar conta do urna freguesia de
vender pao aqu mesnio na prafa ; Das Cincu-Ponlas
n 30 4
2 Aluga-se urna canOa de conduzir agoa, polo pro-
co de 10/ rs. nirnsacs a qual he multo segura o es-
Isatquo ; na ra larga do Kosario indo para os quar-
teis n. ">\. 4
: Mi.i-a.se urna casa terrea na ra da Conceifao
da Boa-vista com bastaolts conmiodos; no Atierro da
Boi-vilts n 44. (3
3 Piecia-se de um leiti.r, que aiba tratar dear-
voredos e borla ; na Magdalena estrada que vai para
a Torre 11. 78 ou no Aterro da lloa-vista n. 44. [8
3 Na ra das (.inco-Pontas n. tOO precisa-so de
uin moto Braslleiro ou Porluguez para faier unas co-
lii .11 (,;. na prafa o 110 mallo e que dC fiador. i3
3 Precisa-sede um trabalhador de masseira ; na
ra Direita padaria n. 82. 2
3 Alugao se o terceiio e quaito andares da casa n.
4 do Atierro da I!, a-vista ; primoiro u segundo andares
da casa n. I'1, do pateo da S. Cruz; segundo andar da
casa n. 20, da ra do Kosario a casa teirea n. SU da
ruado .-1 Amaro, pu; l/ rs mensaes ; a casa terrea
notamente edificada nu ra Formse n. Ti; o oulra na
ra do Seto n. 5; a ca-a terrea na ra do ludo da mutrii
da Boa n ij 11 30 o duus na ua da Solidario os '7 e
7 por (i e 7 rs. ; quem pretender qualquer urna das
casi'S a cuna mencionadas, dirija-su uo escriplorio de
Fraocisco Antonio de Oliveira \ Filho, na ruada Auro-
ra 11. '-'(i. 10
3 AGBNCIA DE PASSAPORTBS.
Na roa do Riogel n 34, tiao-sepasseporlesodes-
pacbSo-ie escrotos. 3
3l'reclsa-sedeuma ama para criar um menino,
que tenba bstanlo lelte a nio lenbu filho; em Y S.
doTcrco n. Ili uehar com quem tratar. 3
3 (Juem quizer ulugar urna sala no Becife a qual
servo para homeiii solteiro por preto commodo dl-
riju-so a ruu doAmorim n. 14, primoiro andar, que se
dir. 4
5 ATn;\g.voi
AtiiO mullo iiiltnssanli uu poto denla provincia.
OuLuixii aisigoado leudo recibido de llost.ill ,
pela burea americano Amelia, um canute da marea
II l'. i\ Cornpanhia com porvao do caitiuba de pi-
llas vegetaes, o uutorisafao do seu proprio autor, o
doulor Brendctb, reconbectda pelo Cnsul Brasilclro
il'aquella eidade, CUJu calile fui despaldado eui -.ti do
Corrauta, passa a vender cada cuixinlia das ditus pilu-
las pelo diminuto preto de SOU is. com o seu com-
petente rcceiluaiio. lie desnecessariu repetir loa ac-
cetlacio o aeolliiinenlo queteem oblido as meucionu
das pilulas egolaei do duutor llrandeth do respeita-
vel publico desta cidodo pelo que o mesnio abaixo bs-
slgnado deixa do o lazi-r ; os pntendenies drijo-sea
ra da l'udcia Vtlha botica n. 3l>. Vicente Jote de
tirito. (|4
i Aluga-se o primoiro andar do sobrado n. II, da
ra d 1 Hiirigi I, cmn mullo bons coui'iiodos para fa-
milia ; e o primeiro o segundo andares do sobrado 11.
3 da mesma roa ; a tratar na mesiua ra, no primeirn
andar Jo sobrado 11. 3. o
8 Arrenda-ie um tillo, que lenliu artores de fru-
to e bana paia Capim, e que .. .1 porto da praca; quem
livor iiiinuricie, ou uinja-su a botica novada ra do
Arsglo o. 10. 4
.MI ITD IMPORTANTE PARA OPOVO DE PERNAMBUCO.
12He espantoso o numero dos noseoa seriielbnnd'S,
|iie onda nnno succiiiiibe .'i molestias que, se fussotn
tentadas simplesriieiile, serio aluda vivos! entre nos
estas molestias so gcralutentc o nlitbvsiea calharros ,
indigoscuo dysnepsio apopleja icbre de toda a
especie, assiiu como intermitientes, bilis, escarlatina,
gotm molestia de ligndo |ileuresi, inll.1111111,11 Oes ,
pnraiisia, hydropesla, beclilgas, sarampu, loiiibrfgas,
dysenlei'ia erisipelas, inciiassos de ps c nenias,
heiiionioiilas, lora as molestias desenhoras.
Multas destas molestias sao radicalmente curadas e
todas alliviuvl.'is com aquella celebre medicina popular
do Di. Snell < as pitillas veyetaes do l)r. Kriiiidrclli.
Iliioiiin.coilamos a todos os doeoles pois nao re-
.|iu 1 11 >; iianlo alguiii. Na Inglaterra c nos Kstudos
l.nidos estas pillas leein sido o unieo remedio (le 11:f *
las lainiliis por longoCeinpo, lirando seniprc o deaeja-
(lo liui, leslalii le codo a saode. 1
\.i curte c uas provincias tem urna ex traccao enorini
e sao re .iludas por inultos (los mdicos oais hallis do
lira-.il.
Acaba de chegar una nova porcaodcstas Invalua-
veis pululas, aos nicos agentes para Pcrnambuco .1.
Keller Si C. (' vcndeni-se iiiiieaiiienle por autorisaciO dos
diios ftgentei, na botica Raucesa dos Sis. Salsset & (.'.
na ra da Crus n. 22, ao pceo de Mumi rs. cada caixinia
de ainlias as qiialidadcs, advcrlindo-sc .10 publico que
as unirs vrrdaririi as |iillnlas vegetis sao iiiibiulliadas
no sen reccitunrio, fecbado com u sello cm lacre pecio
dos nicos agentes pelo brasil 110 Rio de Janeiro,
.i;/' tu ni ili- pauaporlt 1 0 oVinacAus marjfi'mof.
No Iticilr, 111:11I11 Amoiiiii 11 11. priiuciro andar, ti
rio-se p.issapoeies para dentro c tora do imperio, des-
pacliao-sc cinliarcaeoes, escrav. despachos niarrtlmos, indo com prompiido e preco
commodo. |ii
2 s anoel Tcixeira (.oiuilua participa, pie Antonio
los Lisboa nao lie litis SCU Caixeiro ilisdeodia 3 de
malo (leste anuo. (,'J
i Precisase de um coziiilieiro para bordo do bri-
gue /Vi' ; (pun esliver ncslas circiiinstancias (lilija-sea
111 -t do Nigario, armazein o. 5. (3
Compras.
Compra-sc um sobrado ou casa terrea no bair-
ro do S. Antonio quo seja as ras priucipaes ; na
ra do Collegio n. II 3
3 Compra-s um cscrovo carpina.e oulro pedreiro ,
para urna encoiuiiienda do Rio do Janeiro ; ua ra do
Collegio n. I i). 3
2 Ompro-se eseravos mofos, quo sirvao para
o iervl(o de engenho ; na ra do -vgous Verdes n. 44.
2 ComprSo-se, poi commisiio tscravus do am-
li. s os sexos do idi.de do I'- a 20 alios p,.gao-s
bem ; na 1 ua Dliiila 11. 3 3
1 Na ra da Aurora, casa do Angelo Franciico
Carne ro comprao-se e pugao-su bem escritos de
cilicio do pedreiro 11 carpinteiros dando-so para se-
ren examinados ugiuiiando as figuras. 4
I Gnripro-so 4 uu 5 prepriedades as principaes
ras dula eidade, para urna pessua quo presente-
mente se u. ha oeili cidudc ; na rui Nota, aruitsaiii
n. 67. 4
tOimprau-se tffeclitamerite para lora da provin-
cia i tu. i.'- 14 a .o anuos seodo do bonitas figu-
ras pagu-sc bem : na ra da Cadeta do .-. Antonio ,
sobrado de um andar de taranda du p&o u. 20. (4
Vendas.
1 llcje, 7do correte, achar-se bu para tenderse
na prata da Independencia uuia tuca muilo boa
leiteira.
l\L'A DOQUEIUADO,
esquina do becco Peixe Frito n. i.
Conlinuoo-se 1 tender os lind-s e baratos cortes do ves-
tidos de chita com 13 covadose moio a 1g e 2200 rs.
I Vndese, por preto commodo, um carro de 4
rodas com issenlo para 4 pessoas; quem o pretender,
peder vel-o na uoica cocheira publica da ra da Flores,
e tratai na ra do Crespo n. 17, com o Sr. tiuilherme
di Silva Uuimaraes. 5
l_Vende-se urna casa terrea na tratessa do HirtlBI,
com duas salas, 4 quirtos cosinhs lora, quintal mu-
rado e cacimba ; a tratar no Atierro da Boa-vista
n. 38. *
f Vende-seumi escrava mota, queengomma bem,
cose lava e cosinha o diarlo de uma casa ; na ra da
Cadeia do Itecilo o. 59. 5
1 CHARUTOS REGALA.
He sempre um grande sortimentodessa afamada marca,
quo se vende inalsem conta quo em qualquer oulra
parte ; em casa de Fernando do Luces, ns ra do 1 ro-
piebe n. 34. 8
I Vende-se cstop proprii pora soceos 1 160 rs. a
vara; na rus do Crespo o. 19, loja de Carvalho$ Maia
1_ Vende-se um casil de eseravos o macho, de 20
annos do idade, de boniti figura pcrlcl.o nutra ca-
ooero e de pescarla bosa csiador pinta cosinha
soffrlvelmcnle e he bastante citillsado ; a preta cosi-
nha, ciigon-.mslisoe lata; vendem-tepor o dona ret
rsr-se para lora da protincia ; na ra do Cotovello
n. 5. 7
\| Vende-se panno fino azul 1 2200 rs. o cotado ,
lito preto de superior qualidadea 3 e 3300 rs. briui
brancode quadros de pslha o linho a 000 ri. 1 tara ,
dito trantado pardo de puro linho a 440 rs. a vara pe-
tas de bretsnha du linho de 6 taras o 3100 rs. cortes
de csssa do asiento escuro a ItiOO rs. ditci do sssen-
lo bronco a 2" e 2400 ditas com lislras que fingem se-
da a '200 o 210 rs o cotado cambraias pintadas com
4 palmos do largura s 560 rs. a tara corles de linde-
ss 3601) o 4/ rs. guardanapos de algoddo a 2# rs. a
du/ia ditos de linho o 38&0 rs. lentos de seda do
jllimo gostoa 1410 rs., ditos a 800 rs. ditos de chita
a 100 rs. riseados franceses a 140 e o00 rs. o cotado,
castores de lislras a 22H rs. o cotado manas de lit
de linho branco a 3/n dita* do cores escuras a 2240
rs. dilasdo cambala bordada a 1200 rs. petas do
fil decores, proprio para mosqoiteiros com III taras
a ars. mantas de lanzinha para meninas a 000 rs. ,
vestidos de cambraia e camisinhas, metas para crian-
fa a 320 o 61" rs o nutras mullas razaodas de linho
o seda por mdico preto ; ua ra do Crespo loja n.
10 da viuva Cunta liuimaraes. 20
1 Na ra do Trapiche Novo n. 16, primeiro andar,
tende-se excellenle tup rolo chegado recenteruenle de
IIa ni burgo assiin como alguinas machinas de copiar
cartas, tambem vindas nu ultimo navio do Londres. 14
,|_ Vendein-se superiores chapeos decastor e do ul
timo gosto chegados ltimamente e preto com-
modo chapeos franceses ditos finos de copa baixa e
aba larga e de todas as mus qualidudes o por pro
tos rasoaveis ; na loja nova de chapeos, 11. I, em Iren-
le do caes do Collegio, junto aoarco do S Aotonio. i
I Vende-se urna botica lora desta prar;a e situa-
da em bnm lugar, acreditada e com um partidu an-
nuil de 30l^ rs., e vende-se por seu dono so achar do-
enle ; e tratar na ra d Apollo 11 10, onde so achara o
iir. cilla; 10 e uiiis escloreciinenloj precisos a tal respei-
to. 6
I Vendem-sa boas, e excellenles bichas chegadas de
prximo alogSo-so igualmente o tambem se appli-
io ; na ra do Burgos loja de Joaquini Ferreira I mi-
tes. 14
I Vendem-sc 6 eseravos um pciilo sapaleiro, ou-
tro cosinheiro e 5 para todo o Servido; na ra da Cruz,
venda n. 61. 3
i Vende-se, por proco commado um terreno uu
ua Augusta com fundo paia o becco do Dique com
ci8 i .i.iiici- de liento com alicorees e meiato em 1
oiioes de Norte e.'-ul e al^uns inuterc.es ; ni ra da
Cruz vendan. 61, 5
1 Vndese na ua do CabllgA lujada esquina,
iuo volta para os quaiteis noto sorlimento do caixas
de tartaruga do Aracsly. 3
Vendem-se ricos chales e mantas do seda sedas
brancas e do cores lutradas para vestidos liscudos es-
coceses de la para vestido ditos trnceles, coitos do
chitas multo finase de muilo lindos padres lentos de
seda para seiihora dilM do seda de cures o de setim
puto paragiuvata brins transados de quadros casi
miras de quadros pannos du todas as 10.es o pretos ,
merino muitonoe oais ordinario, verdee preto, cor-
tes de vestidos de cambraia do listras de cores de gos-
to moderno corles do tailatanas para vestidos enco-
rados Ingleies para mesas do janlar ditos para forrar
escudas cortinas com mui lindos desenhos, para ta-
lamlas multo boas luvas de pellica para senhora o
homem cl.spcos braucos o pretas do castor ditos
pretos Irancesos ludo do lrinas modernas e uuliu'
mullas lasendas degusto por preto commodo; na ra
Nota n. 35.
Vonde so uma porcao de ateite de carrapato ; na
ra da Praia armusem n. 66.
Veiidem-3o uns pares du rodas para carretas do
ngenho, ou carros de dous bis, bem follas o bem
forradas com seus oiios de ferro o parafusos; urna cai-
ta de vidros de vidrafas cun I.,liius do 5 palmos do
e m,ini ent.i e dous o rucio de larguia por preto
commodo ; atraz dos .Martt nos tanque de agoa do
Sr. Iliinrique Jorge se din quem vende e vera os
objectos.
Vende-se uma cmela de 3 pistos, com seu com-
petente mrtiiodo ; um olanle com o piloto instruido ,
ou compendio theorieo pralico de pilotngem com duas
cartas por preto commodo ; no Passeio Publico, lo-
ja de cliap os de sol so ve, .
Vende-se um vestido de sarja lavrada branco
com bico de bloud ; quem pretender ennuncie.
Vende-se uns pela do idade de V2 atino; no pi-
teo do l'ercu o. I-.
Vendem-se, por prefo commodo duss moradas
de casas terreas no becco do .Marisco ns. 6 e 8 ; na ra
do (Ju miado n. '.'6.
2 Vende-se um carrinlio do 4 rodas oulro de 2, e
urna ptima p, ull;a do cavallos, ambos ensillados,
juntos uu sollos eludo com os competentes arreios
quasl notos ; n ua da Cruz n. 7, primeiro andar. 4
Vende-se urna porcao du dozias de madeiri do
louro |,'i serrada du assualhu e forro por preto com-
modo ; na ra larga do Rosario indo para os quarteis
o.2l. 4
2 Vende-se o cisco de umi vend, rom poucos fun-
dos cm urna nieia-agoa ; na estrada dos Allliclos ; 1
tratar na mesma tenda. 3
2 Vendem-se saccas com alqueirc do farinha de boa
qualidadr; na ra do Vigano armaseiud( 2 Vende-se um* escrute du bonita figura de ida-
de do 23 annos boa eosioheira e eOgoinmadeira, e sa-
be coser ; na ra do Hospicio n. 42, jonluao lampino.
i Vende-so um olanle nutico, dos modernos; na
ruido Padre Flonaono n. 43. 2 pkh>.
2_ Vende-se pin fon da provincia, ou di cldade,
um lindo mokeote do nacao Angola coro elgumas
habilidades; ao compralor so dir o motivo da venda
na ruaostreita do Rosario o. 31, primeiro andar. (i
2 Vondem-se chicaras brancas pilo diminuto pre-
to de 720 r. a duzia ; no palea da S. Cruz, tenda da
esquina da ra do Sebo n 70 3
'i Vende-se uma eserata de bonila figuro de 16 a
18 annos, com principios do costura engomma liso,
eosabos e cosinhs o diaiiode urna casa ; na ra Di-
reita 0. 82. 4
2 Vende-se uma preta de idade de 18 annos cose,
en.'oii.uia, e eosinha o diario do umu rusa ; na ra das
Flores n. II. 3
2 Vende se um lindo e sadio moleque de mullas
habilidades, ilm doofilcio de cinoeiro, em que lio
perito n8o tem vicio nern achaques; na ra de Agois
Verdes n. 2i. 4
2 Vendem-se cavallos de sella bons e mus i fe-
riores ; comprao-se queraos, e tralose ; na ru da
Conceifio da Boa-vista n. 00. ;
2 Vende-se farinha de milho americano, muito no-
ve e 3 barris de cera emorolla ; em casa de Matheus
Austin Cornpanhia na ra do Trapicho n. 36. 3
2 Vende-se queijo londrino a 500 rs. libra, pro-
suidos 360 rs. retada a USO rs. toucinho a 120 g
200 a. caf a 110 rs. primen.i sorte larinha de tri-
go a 100 rs. cha hisson a 220 rs. azeito doce a 48H
rs. 1 garrafa tumo a 20U rs. 1 grrula de superior
qualidade e todos os mais gneros portencenles a ven-
da por preco commodo ; por b&ixo da ribeira da
Boa-vista tenda do canto n. I. j
oVende-se uma escrava de Angola ainda mofa u
sem vicios, propria para qualquer sorvifo; na rus
Nota vei.da dsiroiito do l'ortodas Candis. 3
3 pa ra da Cadete do Kecifo na esquina que.
volta para a ra da Madre del).os ha para vuiider al-
galias de gomma elstica. 3
3 Vendem-se -a travs de 40 a 42 palmos de cum-
plido um preto j de idade o uma preta do meia
idade por pieco commodo ; na ra da Coocordia ten-
do 11. 4.
3 Vendem-se 3 negrotas 'do 14 a 1S annos boni-
tas figuras e com habilidades ; um casal de aiorivoi
motos, bons cosinbeiros 3 pelas do 20 annos, bous
quitaineiras ; um preto de 23 unnos ; na rus das Fio
res n. 21. 18
3 Vende-se uma casa nova de sobrado de um an-
dar e dous solios em chaos pioprios na ra du Fu-
go n. 27 ; e uma negruilia crioula de 12 anuos de bo-
lilla figura com principios de costura ; m ra estrel-
la do Rosario n. 10, teroeiro andar (5
3 Veode-se um oeulu de alcance, de ver ao longo,
mui bom e em conta ; uma urna pea aliar, com seu
estrado ; duas banquetas ; um gradamenlo com 0 cas-
traos e i;jiiifos ludo douiadu u pintudo do mellen
gosto ; em iv. S. do Teteu n. 10. (5
4Vende-se potussu russi^nu muilu nota o de supe-
rior qualidade em barris pequeos ; nu luada Cudcia
do Recile aruiusein do ISSUCir 11. 12 i
4 Vende -si um sitio peito d prata cum comuio-
dus pata escratos estribaiia tetras pura plantare
ler taccm de leile ; tambem tem no mismo sitio una
ulano com barro pura toda obra, 3 qual est trabaihau-
do e l 111 boa Ireguosia ou tuna su uor casas na prata,
ou 1 dinheiro ; luinbem so recebem dous molequu sem
pagnenlo ; quem pieleudir uniiuneie. 7
Vende-se superior laiinliu do S. Calhurina em
saccas e os alqueites a buido do patacho J.ivramen-
(0, l'undeado na piala du Collegio, ou uu ua de Apol-
len. 18. /4
C Vende-se superior farinha do mandioca ebega-
da a esto porto no da ; (> do correuto a bordo da su-
maca Laryuto lundeada defronte uo caes do Collegio .
e nouitiiuscm da tua da Ctuz n. 1, a preco, a burdo, de
un rs. pela incidida velha e em saccas a 4^ rs. c5
6 Vendem-se 3 escravas motas, du boas figuras,
coscui. engoiiimao e cosinhu; uuas ditas d meiu luad 1
por 2.Miy is cada urna, collollio, Utao tuupa e vn-
delo i. tua; duas pardos, cosom engomuiao, cosinhao,
9 uma he ptima ama do uma easa ; urna icgrinha du
\'t anuos ; .i estratos buns pata o liabullio Uo campo ;
na ua do Crespo n. 10, primeiro andar. 17
12 Vendem-se sucas com latidlos, pelo wudico pro-
co de # e 5000 rs ; na tua da Senil lid V ellia u 188. .2
4 Vende-se um bom molequu tie bonito figura ,
sem vicios com lt> anuos, ptopno puia pagem ou ou-
lro qualquer servico ; na ra Nota, aiiiissem n. 07. .1
9 Vendo-te urna casal de eseravos, propiios para
ii.il.aliiuf in em sitio por seren do multo por preto
commodo ; na rou da l'taia n. 42. 3
Curso de llireilo natural do l'io-
fessor A hrens versSo porluguczi em 2
181 \ ; vetulo-.se na livruria da es-
do
1 1
uta
ollegio.
vol
quina da
Yeiidetii-se saccas com farinha, com
alijtieirc da medida velli.i, chegada nesles
das do l'cio de Janeiro, milito alvu, o
bem torradtnkaj tambem se vende a mui-
lo acreditada e superior farinha de 31a-
g, e Sttruhy; na ra do Crespo iN a3.
I," andar.
Vendcm-se chapeos de castor brin-
cos linos e abas largas, a to.soo ris; na
ra Nova loja iN. C.
,j.i
Eseravos Fgidos
1 NodisS do corronlo fugio a parda Helena do
40 annos do idado pnueo rnais ou menos, grossa do cor-
po o baixa lem signaos de urna l.nda ha pouco fu-
ellada ntreos dedos da mao diieila ; letou saia do
chita decol ha de assento amatello o ramos gianJes ,
cabeceo de cassa bordada e chuls de algodao rouxo vo-
ltio ; quim oiurontror, loto a ra da l'raia n. 4.'>, se-
gundo undar, que sera recompensado. 8
2 No da quinta tura pnmeiro do correte, del-
apparceeo a ciioulinha Josephs quo batia libido l
touder laranjas o cocadas a qual lem os siitnaes so-
guiutes representa 12 a 1 unnos de idade, rosto ciii-
ptido olh.il um pouco glandes, espigada do corpo ,
dedos dos p grossos por ler tido bichos ; levou ves-
tido declina branca f usado camisa de madipolo ;
l\ii encontrada no referido da as luna. da tarde na
enlrada da ra do Palacete ; quem a pegar, levo a roa
de S. Miguel n. I'J, nos Alogudos que setl Lem re-
compensado do scu truhulbo.
2 l'ugio no dia 24 do p>ssado um pritodo
do idado du 30 anuos de nomo Jos do bonila
tem uma cicatriz no hombro com ollicio do
na, oucarnlceiro ; quem o pegur, leve a seu
no Atierro dos Alogados n. 31.
9
nciao,
llgura,
CBIIipl-
senlior
(5
J 1NATVP. DE M. P. DEFAMA---- \~6l\h.


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