Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05568


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Full Text
Anno de 18>>.
asir- -
O DIARIO publicarse lodos os diasque
nao forero de guarda: o prcco da assigna-
tur.'i lie de4/rs. porquarloljHignj adiantados.
Os aonuocios dos asslgnant&s sao inseridos
,i razan ele 20 ris por linha, 40 rs. cm typo
difireme, e as repelieres pela nielado.
Os ipu'nao forero assignantos pagao 80 rs.
pur linli i, 10 l om lypo (Inicenlo.
PlIASES DA LA.
La nova a (i as 5 h. e 21 miii. da tarde.
Cresecnle a 14 as 7 !ior. e 4 niin. da tarde.
I.na chela a 22 asi hor. e 02 mili, da-nian.
Mingoanlc a2Sas 9 hor. du tarde.
Segunda fera 2
PARTIDAS DOS CORRF.IOS.
Goianna c Parahj ba, Segundas e Sextas fcl-
ras.
Rio Grande do Norte, checa a 8 c 22, c parte
a 10 e 24.
Cali, Seriuliai'iii. Rio Formoso, Porlf ('al-
vo, c Mtujey, no 1.", II o 21 de cada mea,
Garauliuns e llonito a Id c 24.
Boa-i isla e Flores a 18 c 28.
Victoria Quintas fciras.
Olinda todos os das.
DIARIO
de Abril.
Anno XXI LV. M.
na-*iin*-;y*rwv*--':':.-mx-~'
PUBAMAB PE I10JE.
Primcira as 10 h. c (i niin.-dainanlia.
Segunda as 10 li. c 30 minutos da tarde.
PAS DA SEMANA.
28 Segunda S. Vital aud. du J. de D. da 2.
. j v., cdoj. M.daS. v.
f' t// 29 Terca S. TedroMartjr, Relaro, aud. do
'7 '\js>' J.del). ' 3u ou na s. Catharina de Sena, aud, do I.
de Dlreito d i 3. vara.
1 Quinta Aacencio do Seiihor, S. Fi-
lippe e S. Tiago Ipposto u
2 Sexta S. Aili ni i'i, aud. do J. de Dlreito
d i I. vara, e do Juiz dos F'cilos.
.1 Sabbado -s >J< Invciico da Sania (.'ni/,
S. Juvenil.
4 Domingo A Matcrnidadc de N. Scnhora.
CAMBIOS NO DA 25 DE ABRIL.
Cambios sobre Londres ] 25'/.,.
" >i Pars 3~2 ris por franco.
n i) Lisboa I20por 100de prein.
Premio de I tras do boas firmas I '/aPCf'/V
Oro Moodad-li-i.i. l7/40oa 15 fftOO
i) .. il i -;. nuv. 17.V-2ll.la 17/300
i .i ; i. .. '.i. i-Mi y 600
frota-Patacoes...... 10980a i.....
Pesos Coluinnarcs 1/990 a If/mu)
Ditos Mexicanos Iv.ii.i 1/970
Moedas djo 2 patacas 1/280 a 1/290
> Hilas de urna 860 a 090
iccoes da c do Bcberibe 50/000

m I
. Vas :
ADVKRTKNCIA.
Km o nosso numero de aiile-hontem, pag. 2.', coluro
na 2.a, buhas 87, cm lugar de inftni iliga-se in-
ferri I i ii lias 107, cm lugar de erao etles diga-sc
crti cries renunciados.
USK
ALAGOAS.
III."" Sr.--Tendo o salteador Vicente de Paula di-
rigido ao subdelegado de Capoeiras Jos Piulo Tcixeira,
declaranBo-ihcque se quera aprsenla', cuiregando-te
;i discrico do reverendo missioiiario Fr. Placido COin
as nicas condierocs de llic ser garantida a existencia c
para implorar do masillo Augusto Senlior o perdao de
scus cuines r stUS diminutos liens accordel emeonvir
(jue fosse o reverendo missioiiario para estelim coiu as
condices declaradas. O reverendo missioiiario de mili-
to boa fe convocoii as pessoas mais inlluenlcs de Capoei-
ras, t mas vlslnbancas, aos coirimandantcs Caetauo Al-
ves, Manuel Joaqiiiiu de llanos, coutios, c juntos rc-
solvcro que se cscrevesse ao salteador Paula, c voltasse
BOU portador acompanliado de mais tres pessoas do lu-
gar, c de sin amiga ainizadc para niaioi garanta de sua
jicssoa, c da boa Ti! do religioso, e do subdelegado de
Capoeiras. Partirao os coinililssionados e ficrao indos
exultando de praxer, por verciu oauonionto da conclu-
b3o de urna guerra intestina que tantos males amcaca.
Esto praxer porm se coiivcrleo eni lolal dcsgoslo coiu
o regresso dos coninilsslonados; puri|iie refer roo que.a-
li;m doperigode vida que correro, Ionio pelo salteador
Paula sobre maneira insultados, ouvindo dcllc que liaba
mudado de rrsoluco; porque de tCUI amigos linba rc-
cebido recommeudaco muilo especial, para conservar-
se na posicio cid que se acliava, e decidir a questfio pen-
dente, aferr eafogo; proferindo em si'giiimenlo de-
masiados insultos contra o reverendo missiuuario que
l.io eatliolicaiiientc coiu elle havia procedido. A referen-
cia dos eommissionados nao oll'oudoo, como era natural,
ao virtuoso ministro do Evancelho, mas irritou de ma-
neira subida aos habitantes de Capoeiras, e a lodos estes
commaudantes c pessoas influentes, que desde entilo se
iiiosir.iian dispostospara reuiiireiu os moradores de seiis
dislrictos.cas pessoas de sua confianca,C marcharen! con-
tra esse criminoso, e dar-Ule lini de qualquer maneira.
Tudo islo acaba de scr-ine cuuimiiucado,cxigiido-se de
iiiiin que mecolloque na povoacSo de Agoa-prela, onde
ird todos receber inlnhas ordens, eos auxilios de que
preclsarcm, deinunlcocs de guerra, cde bocea, para
marcharom; o como cu considere da naiorimportancia
o mouientn de influencia destes comuiandantes o dos
puvos de Capoeiras, para perseguir-sc ao salteador, e
ccnclulr-se a guerra encelada, c seja preciM para po-
der eu tomar esta posieiio com objeclos bellicos, nina
fol'Ca do llnha, que sirva de base de operafies por esle
lado, que tenha cm respeilo a autoridade do governo da
provincia, o cm guarda os apitri elios de guerra, re-
quisito a V. S. O capitn Pedro Ivo Voloio da Silvrira,
com a forya de son coniinando, para operar por este la-
do, em quanto a necessidade o exigir, ou culenlia.il-
guein que venha da capital da provincia; em caso de mi
poder ter islo lugar, seja ao menos una loica de 1011
piaras de Malla comniandadas poralgimi ollicial Je con-
duela regular e disciplinada. Repito a V. S. que aforra
que lein de operar contra 0 salteador Paula, que se aelia
acantonado com poreflo de rebeldes na Toquarinha, ser
de lu.iior prove lo do que una columna de prinicira II-
lilia ; porque Inda ella se vai compor de amigos cheles
rebeldes correligionarios do salteador na guerra pasta-
da, e hnje s.ii inniigos capitaes; c alalia desle auxilio
Importar a piula daiucllior occ&sio de concltiir-se a
guerra encelada, Dos guarde a V.S. Qunrlcl do com-
inindo rin opercOes, no sitio de I.inn iras, (i de abril
de 1845. lllm, Sr. Dr. lacintho Paos de Mendonca, te-
nenle-eoroiiel coiuiuaiulantc Ja colunia da direila Jou-
iiuim Jos Luis de Sousa, coronel couimaudante das Torcas
de Pernatnbuco.
-. .:'..
ASSEMIiLEA PROVINCIAL.
SESSO EM 2.1 UE Main. Iii 1840.
Presidencia do Sr. l'edro Cavalcanli.
As 11 horas o Sr. I." secretario faz a chamada c veri-
fica estarem prsenles 27 Sis. deputados.
0 Sr. presidente declara abcrla a sessao.
USr. 2." neniarlo le a acta da sessao anterior que lie
approvada.
O Sr. \. secretario menciona o seguintc
EXCEDIENTE.
Um requeriiaento de Joao Auastacio de Mello, arre-
matante do contrato dos (luimos de iniuncas da cidade
.i \ ii loria, iieilindo ser desonerado do niesino coulralo
no crreme anno, ou que se Ule laya o rebate de 1-lS/ rs.
CAROLINA NA SICILIA. (*)
Tu sanijuin:' fwdui
BIVIS.1 da oiuiim m: s. JA.M'ARIO.
PRIMEIRA PAUTE.
A SrAGNOLA.
Eslava a noitc calma; urna nuvi ni, um vapor se quer
nao ciubaciava a scicuidado do eco siciliano; as estrel-
las sciutillavaocomo diamantes ; a vi:aco do mar ape-
nas oiirvava, de passageni, a herva dos campos, e o si-
lencio universal sii era perturbado demuito em mullo
lempo pela melanclico grito da curuja. Um eavalleiro
avancava vagaroso na planicie deserta ; o modo porgue
elle condiuia, ou antes dcixava ir o animal, revclava que
nutro era o seu pensamento, cque nenbuuia pressa ti-
lillS de lindar sua vlageni. Kste eavalleiro cial'abio, que
vollava de casa da raiulia.
(*; Vide Dtarn n. 89.
no valor do nicsir.o contrato. A' conimissao do orra-
menio.
Sao lidos, c approvados, os seguintcs pareceres:
A coinniissao de estalisca, para resolver respeilo
da represen laco do vigaiio de Caranhuns, acerca da
liinii.n'ao d'csla frogiiciia com a do Allinlio, requer, se
prrao ao governo as representOCCS dos vigarios das di-
tas f'reguczias, do anligo prcleito da comarca de Cara-
nlilins, do teneute coronel commandaiite do balalho do
Allinho, do juiz de paz de Guipapi, dirigidas i presiden-
cia, sobre o iiiesmo obiectO no anuo de lS40.
Sala das coininissoes 23 de abril 1810. 1U. J. Car-
ii-iiM iln (ititlut i. Uari'eo l.acerda.
A coiinnissao do islalisliea he de parecer, que si
iiiandc archivar a representarlo, o mais papis annexos
daeaiuara municipal do llrejo da-Madre de Dos, sobre
lilil tos das l'rogtiezias de S. Caetano, e S. Jos; e que
igual destino (enli.io os concernenles lllllitafio eulie
as (Vegueras de Garanbuns, Papacaco c Agoas-Bcllas,
Faienda-Grande e Assump(So, visto que a tal respeilo,
se providencia no |n ojelo u.4 desle auno.
Sala das eoininissoes da assembla 23 do abril de
1840. ii -- M. J. Carrulro da Cunta Harros /laricio La-
cada.
Joaqiiiui Jos Carneiro Monteiro, fiscal da fregilo-
zia do Poyo da Panella, pede, que na le i do orcaiinnlo
municipal SCdecrete O pagamento do ordenado, venci-
do pelo siipplicanle, desde 10 de malo do anuo p.p.,
em que coiu,rcou a excrcer osen emprego, at o lim de
Seleiubro do nicsino anno, visto pie por falla de (piola
iifio tein Sido pago. Parece i commissao de rendas niu-
uicipaes, nreamento, e exanie de comas, que deve de
ser l'avoravelinense deferido o requeriinento do suppl-
cante, fixando-se na lei do orcanicnlo municipal, pese
disculo aquaiilia de 117/500rs. para o pagamento, visto
que o supplicante tcm inconteslavel direilo ao seu orde-
nado, desde que cutrou em exercicio.
Sala das commissOcs da assembla 23 do abril d
1840. Alcanforado liiio Sebasliao do Reg.
A commissao de rendas niunicipacs, orcaiuentose exa-
inc de cotilas cxamiiioii as contas da cmara municipa'
da cidade da Victoria de S. Anlan, relativas aos anuos
UlUnicipaeS de 42 a 44, e lie de parecer que sejao appro-
vailas, glozando-se a (planta de 24/9Ib rs. despendida
pelo procurador na comarca do /(onito para ah ai reca-
dar os Toros do patrimonio da referida cmara, visto que
:i dita dspeza nao est justificada COlll a individuaban
que he precisa para eoiihccer-se ciio ; olzando-se lanibein a quantia de IO/ToM's. dos-
pendida coiu a reinessa do olliciosque s devoin ser diri-
gidos por intorinedio do coireii), ou entregues pelo por-
leiro e continuo da cmara.
Parece, oulio silll, commissao (pie se (levo adverlii
cmara : I.", que cumple une ella proinova a cebran-
ea da crescida divida de :4l4/933 rs usando dos Hielos
clliclivos c legis que eabein em sua allribiiicao, a lint
de (pie essa divida nao fique incobravel, como j lieou ;
de rs.202/290, de foros do paliiiuonin. como a misma
cmara declara em suas cuntas, pela razan de niudanca
ou (alinela dos devedores 2.u, que se deve advertir a
cmara a irrogularidade oconfusao dos documentos que
liistittcfioas cantas, os quaes nao condlsein com as addi-
ciies do balando, a que K clles relireni, e algiius esta'o
com dala posterior ao ollieio da rcinessa lis coutas, sen-
do que tainbem o balanyo do ultimo auno lie irrrgulai
por comprehoiiiler despezas de oulubn a deinbro di
1844, quando ali.is o iiiesmo bal meo deve referir-se ao
anuo municipal que docorreo de outubro de 1843a SC-
tonibi o de 1844, c nao estendei-sc a mais.
Sala das connnissocs da assembla, 23 de abril di
1845. Loto. SebatlidO do Rege. Alcanforado."
A commissao de rondas muuicipacs, orcamenloe exa
me de contas exaniinou as cuntas daeaiuara miiiiii i|ialdo
Rio Formoso, relativas aos anuos munloipaes de IS42 a
44, e lie de parecer que seJSo approvadas, nao obstante
as Irregularidades de que se ellas rcaentein, e quecon-
sislem : I.", en seren reinetlidos, para jualilicacodas
despezas, smente os mandados que as autoriso, sein os
documentos, em virludc dos quaes el les Coran expedidos:
2., em seren os ditos mandados nicamente assignados
pelo presidente da cmara, devendo seren pelo presi-
dente i'venadores que os inaudrao passar 3.", om
dediiiir o procurador a sua porccntageni de sen motil
puquio, o sein dependencia do mandado da cmara,
que alias he indispeusavel ; 4.", em ter viudo Smen-
te O halancodo auno lindo, soni o orfamenlo do anno
futuro, como alias compre i cmara remoller, visla
do acto addniiiii.il c lei do orvamento municipal u. 79
Parece, oulro sini, conuiiissao, que se deve glozara
quantia de 2/700 rs. que (le mais so despendeo coiu o
expediento, que se deve advertir ;i cmara, que, d'ora
em diante, nao repila as irregularidades que se notrao.
Sala das connnissocs da assembla. 22 de abril de
1840. Sebasliao du Itrijo Lobo. Alcanforado.
DlSCIUsSo do parecer adiado da co.....lissao de contas
lliuuicipaei, sobre o requeiiineuto do cidadao F'. X. Dias
de .Miiiiraaoniiie. (\ ide Diario n. 93)
O Sr. Loies dama : Sr. presidente, ou liontem ped
a palavra por me parecer ouvir.que a-comniissoindeCs*
immsmrv*,-"i'* -.".-- '^5!
Quanta rasao linha elle para assim caininhao t.iodis-
Irahido, j mis sabemos; nao acabava a sua vida de sof-
frer um abalo geral, c de passar sein Iransie.io do mais
inerte npouso mais borrascosa actividade? PorcertO
que era ijuanlo baslava, e mais havia elle couiprclicii-
dido, que se mi tr.Uava de lima empresa ordinaria, re-
coiihecoudo qutl se linha buscado eegainenle em um la-
byrintlio iiieMiieavel, escuro, e todo orneado de espi-
iibos e perigos. A trgica surte doltossaioll havia-lhe
por alguna momentos abalado as resolm,Sea, masdeua
hupri ssao fnebre tinba elle tiiuiuphado, c tomara bi-
zarraiueiite o seu partido, sein reserva e sein pezar:
verdado be, que nao calculara no prliurlro fogo da exal-
tado lodo o alcance do seu proceder, nem examinara a
mi'iiii.iii que allionlra, porque ludo se essra coma
maiur rapidez, lias aulolhava um futuro, c esse rei in-
rlsivel da ispriaiii,',! c das illusoes he muito poderoso.
Domis a magestosa figura da rainlia em ludo epor
ludo odomiiiava; perigos deque ella arlicipava, que
com ella e por ella corra, scus olbos uo erao mais pe-
rigos, e nada poda ser caro vista da conquista quccllc
aiubicouava. Desle modo confuiidio-sc na sua alma os
ardentes assomos da ambicio com asmis doces ideias
de ternura; o espirito eocoracao oro dominados por
una bebed ice duplicada, r estes dous seniiiuenlos, es-
las duas febres se forlilicavao, se exaltavao mutuamenlc.
Que imincnsa ca reir abolla iiiagnaca cismos de seinclhanle clise muitas caberas mal for-
tes do que a sua nao tciiao inclhor conservado o seu bom
coso.
Todavia atraves de todos estes esticmeciincutos uite-
ria aosupplicaiile, quando agora acabo de ver, (porque ful
buscar os papis), que foi O contrario, ao monos lie O
que pude colher dos papis, porque o caso lie o sigui-
le :- O col lector do disimo de mininas exigi diste
hoinein disimo de cocos; o liomein oppz-se, o creio,
que um juiz eliogou a dizer, que CUCO n;io era filela
porque nao tinlia cari.o ; leo una dcllnico doipie era
fineta, de maneira, que banana nao lie liuela, porque
nao tcm pevide; a conimisso, a ineu ver. aprcscntOU
um parecer noiilo justo o razoavel; porque disse:nao
lia lei algUUia, que mande tal COUSB, logo deve sel isen-
to-: nao sel quein se leinbrou desla exigencia; mas
entendo, que nSo he cousa para esperdiv ir; cntendo,
que se deve alUnder a isto, que ao devenios cspordl-
far esta ideia ; porque, com quanto coco soja inicia,
todava elle nao deve estar, llCSU provincia, incluido ni
elasse de miuujas; porque o coco lie um dos ramos com
sderaveis do pi' ; o liomein, que vivia 'de cocos, nao
quii pagar disimos dellcs a commissao be dcsta opi-
nio, porque lio lio le ; mas emendo, que deve haver
le, para que pague disimo de cocos ; porque cocos ms-
ta proviucla nao esto na ordeni de lmales, quiabos, e
niaxixes, detsas colisas muidas nos sabemos, que he
um ramo um lano cousideravel de comuiercio; pessoas
ha, que leinl, 5, 20 mil ps de coqueros, d'ouilc tiran
mais que um senlior de engolillo ; c porque ha de o se-
nlior de eng olio pagar disimos, o o boillCUI que teIII 20
mil ps de coqueros, nao lia de pagar.' Poragorall-
(pieo hoiuoiii iseulo; mas OUSO Icillbrar a comiiiissao
de oreaiiienlo, que accresccnle lima verb isinha | aia o
disimo dos COCOS ; Olliem, que ha de ser nina qilota lll
lano cousideravel ; autrelauto voto pelo parecer, por-
que he filela, enibora mo tenha pevide, IICIII eaincn.
Dndose por discutido, beapprovado.
Futra eill dlsCUSso o parecer da COlUlllissSO de l.uen-
da, sobre o requeriinento de Mauoel Lopes Vianna. (Ni-
do Diario n. 93)
O Sr. Lopes (lama : Sr. presidente, eu hontein pe-
d a palavra sobre o parecer da eoiniuiss.in, relativamen-
te a um SUgeitO, cujn nonie ignoro, ipie pedia mdeni-
nisacao pelo lempo, que servio de inspector, creio, que
do aigodao; allegando, ipie isso j se linha pago a um.
que servio de inspector do assucar, ou uao sel se rol
elleinesmo; acoiumlssfia i'uiuloii-se, para llicnegaro
pagamenlo, na rasao de que elle servio, (piando o pro-
priilaiio eslava com liCCHCa, C rrcebcudo ordenado;
mas IlslO nao lein r;wo alguuia, poique,a haver culpa,
ella csia da pane de quoni dco liccnca com ordenado; o
nunca a juido haver da parle de ipieni servio de
quando ess nao foi su.i lutencao. Ora, como ha de pa-
gar esse holllClll, que traballioii pelo descuido, OU erro,
que oulro couiinclleo? .Nao me parece justo, C por IsSO
i u me atrevo a dizer commissao, que ella, na sua de-
clifio, foi menos justa & respeilo do peticionario por-
que eu pelo menos entenda, que este lioniem devia ser
pago, assim como o outro, ou elle mesiuoj foi de ou-
ira ves, que servio : voto pois eouir.i o parecer,
OS. h'iniirisrojoai): --Si. iiresilente.eii uo pOSSO deixsi
de oppor-uic ao parecer da coiuuiissao do orcainenlo;
porque 0 repulo de algilina forma injusto, e UICSIIIO me
nao parece que os fundamentos dele sejao, como ella
iiiciileoii,bascados as regias do llOSSO direilo ailminis-
Iralivo; de mais elle oilcndc as decicrs tomadas por
esta casa, e quizera diser, Sr. presidente, que o pare-
cer da ooniinsso oll'enda, em regia, os principios de
jusliea; porque me parece que he conforme com isla o
ii.....[eixar de prestar rctribuictio sull'ui. ule aquello que
cmprrgamos no nossoservico ; nao descubro una so le
administrativa, que autorisc o governo a chamar lio-
mens para lUJiecocs administrativas, sein retribui\ao de
Iraliallio, BCIll que Ibes pague esse traballio ; eu niesmo
poderla presentar varios casos em que so cosluina ale-
la numerar aquellesempregadosqiiejii sao pagos, quan-
do prestao Irabalho alin do ordinario; os nobles moni
brnsila coiinnissao devein eonheeer varias hipolhescs
destas que retiro, isto he; devein saber que se paga a
cmprogados.qiie ja leein ordenado, gralificafOes;porque
iralialliao mais da hora ordinaria : os uobrcs deputados
i-slalieleiM.ioa ideia de que, pelos principios do IIOSSO
dircitoadministralivo,quciii substilue as lunccesdc nu-
tro, mi recebe rclribuicSo quando este cobra seus ven-
eunenlosjeii,posto que esludasse algliuia cousa de direi-
lo, talvez, pela espeelalidade das inlnhas runcedes, este
ja esquocido da lei queestabcleceo tais principios i a
nobie COIIlllliSSao poda talvez apoiar-SC em algunia lei
que tenha tal ideia; mas relativamente a einpregns, sein
COhiparac5o com este, isto hen enipregos que leein c-
inolunienlos ; mas o inspector do aigodao nao tcm ne-
nliiius; logo o que serve esse lugar carece de outra es-
pecie de relrbilii o.
Diiiacu, Sr. presidente, que o parecer da conunis-
sao nlli lidia sdecses tomadas por osla casa ; CU live
occasiaodcencontrarna secretaria um parecer approvada
pela casa, rcmettendo um requeriinento ao presidente
para attender ao peticionario, pagando-lhe os sen-icos
por elle prestados. Assim pois concilio, volando contra
opareeei;iin primeiro lugar, porque se oppe as ideias
gcralnieute recebldas; em segundo lugar, porque es-
tabelecc como regia do direilo administrativo priuc-
ffl^S^- ,: ire -. a -.- r wartaswv-SB
riores um sentiincnto sobrepjala, que muilo se pareca
com remorso.
Pobre Haladla! murmurou, sem talvez ter elle mes-
no oiivido esta exclamacio arrancada a sua conseiencia
Mas boje niosnio a verei, anda que ella lenlia de ler so-
bre a in i lili .i fronte.....
Parara o cavallo de repente, e lhe nao pcrniillira con-
cluir n peiisaiiiontn. I'.ra che'ado lloiiccvino, e se a-
chava em sua cpsa como por encanto, pois que neuhiiiua
recordacao tinlia da viagein.
Abivou'! Ahi vou! grltouPipo, eaoinesmo lem-
po scouviro as pancadas da sua peina de pao no as-
soallio.
Meu capilao, disse-lbe pegando as redi as do ca-
vallo, pode gabar-se de me haver niorlalinonle inquie-
tado; quera viaja 4taes deshorasf I. ainda sabe lieos
donde vein V. senhoria! lio como a de me nao fallar vai
para dous dias ; como se fora cu suido c V. senhoria mu-
do. Por santa Rosala! dlr-e-bla que laltcl ao servico,
ou nao euinpi i as ordens.
Tranquilliza-te, ineu bravo Pipo, nada li/esle, nein
com tgo cstiui agaslado. Ili ni sabes, que son sub'jelo a
accessos luimoderados de tacilurnidade; ha dous dias
que se me paralisou a lingiia.
V. senhoria nao me diz oque lie: ou suspcilo que
a Zngara lhe le alguina in.i prophocia, cm vez de Ih'a
dizer boa, como he devido a bous chrislos cnino nos.
__ Que queros tu, l'ipo? as cartas da /.ingara nao
tceni allcncao a ninguem.
Entao he como aquclle malvado d'Aci, que o de-
inittio sem attenco alguma aos scus servidos. Prouvi ra
pos que cu nao vejo eslabileeidos na legislaciiii; e em
lereeiro lugar, porque he oflenslvo das dei isiiesj loma-
das por osla casa em casos ideuliens.
O Sr. Taques: Aponte os casos.
O Orador : Mandarcl buscar os livros secretara,
se isso he necessariu para convencer ao Sr. deputado ;
eu aponte) casos acontecidos com a inesma tbesouraria,
infelizmente nao pude obter a altencao do nobre depu-
tado : CU llisse .linda que 110 llnsnnro se pagava grali-
ficicio aosempregados que trabalhavo alcui das horas
ordinarias, o que he prova de que o nosso dlreito ad-
ministrativa 11 C inliece, que Indos aquel I rs que serveni,
devein s-.-r retribuidos, e he o que se verifica no caso
presento; o liomein pan era ruipregado da reparjilcao,
era mu lioiiieni da soolodade que (ol chamado para su-
bstituir as funreoos doomprogado Impedido; servio,
e nn servio nial; nSo descubro pois motivo que possa
justificar, que elle dolxc de ser gratificado, Agora, se
me dispensan de folhear oslaros, uo oceuparei a as-
sembla com isso ina-.j.i que aqni esl.-n. SCIIiprC Icrc,
porque he bom tirar lodos os escrpulos [feo).
toses -. -- lie a respi Ito du inosuio peticionario.
(t Orador : He verd ido ; na- a n ipcito de pocas
diffcrcules; cm 13 fot elle nonieadu pan substituir o
empregado que eslava impedido, c a assembleajrinan*
dnu pagar-lhe; em I foi d novo Horneado; parece que
i imbeiii lie justo que sc lhe pague; o precedente do pa-
gamculo lie a favor do liouieni foi servir a segunda vez,
porque se lhe pagou a primcira. Voto contra o pa-
ra cr.
O Sr. Taque* Sr. presdeme, o nobre diputado re-
corre a um principio, que nao pude ser contestado pela
eominiss.in,anima do parecer, que se discute; porque
pelo direilo civil, o pelo direlii divino taillbcill se mau-
lla p igar a qiu ni traballia; o mercenario quer a sua pa-
ga, assim o discni as sagradas lettras; mas disse tam-
Beill 0 Divino Mcstrc, que s.: n.io negasse palha ao
hoi.....
O.Si. Francisco loSo : Salvando a piilha, admiti o
principio.
O Orador : Fu nao coslumo empulliar, nem se quo
na osi riplura sagrada secscrevSo pnllias.
i Sr. Ferretea Brrelo : Seguramente.
(I Orador ; O nobre depul.idn.pori-in, liega o prin-
cipio do interino uo dever receber n trihuico, quando
o proprieirio est impedido, recebeudo o venciuiento
por iuteiro: nao sel como o honrado inembro poderla
contrariar esta p trie do parecer da coiinnissao, poique
basta olharpara o que acontece todos os dias cutre nos;
quando cslauiosdooiiles;recebemos os UOSSOS ordenados,
e os nossos substituios nada ganliSo, c isto a respeilo
niesmo dos que nao tein substitutos piMiuanenles; por-
que o promotor que a.f> louisubsliluto creado por lei,
e que lio nomeado a arbitrio de pas de dlreito; ojuii
dos ni phaos que lambcni o nao tein, c que he nomeado
pela cmara, e Otilios cm lim; os substitutos nada re-
ceban.
O Sr, Francisco Joilo : Teein emolumentos.
O Orador; -- Vio he essa a quesillo; a lei nao paga om
duplicado; estabelece un ordenado para um individuo;
este ordenado lie para o cfl'ectlvo e nao para o substi-
tuto ; nao cilarel lei especala este respeilo. porque to-
das as Iris, todos os aviso- 1,-,-ui CSto principio estabele-
cido. Igora quanto licenra, disse o nobre deputado,
que a culpa era tic quein linha dado liccnca; nao sei que
lenha culpa alguma, qn.iii cXercC nina all ilmiro que a
lei lhe facilita ; a lei faculta, ao presidente da provincia,
autoridade para dar licenc.i com ordenado, ou si ni elle;
den a liccinaCOlll ordenado, nao sei que culpa dislo lhe
resulte.
Agora note mais a assembl a, que nao se coagio esse
cidadao a servir: foi convidado por um ollcio a servir,
servio; a cada um he licito servir o publico; he isso
habilita .spara utios empregos; sito sei rijos que se
alienan para reqnerer condccoraf4es,remmieracoes,etc.:
de mais o regiilamciito da rrpai U(o estabelece que, no
caso de impedimento de algum dos inspectores, o ad-
ininislrador daprolissao do comuiercio, ou da agricultura, confor-
me a el issc do inspcctor.para o supprir; nfla sc vai bus-
car UIII liomein .i elasse dos que se dedico vida
de eiupregados; val buscar-sc a elasse que feeuiprega
muito diversamente, isto porque a lei quer que slrvo
si ni rcliiliui i: qiiandn nao ohamava um empregado
publico. Viuda lliais, Sr. presidente, esle cidadao re-
ceben cm 43 nina gratificaejo; foi una cousa que se lhe
fez por espeelalidade; dero-se-llie 400/ rs., foi una
CXCCpcao lavoravel que se lhe fez a elle ; porque he
cousa que se uo tem feito a ningucni ; ora.depoisde
elle j ler sido assim favorecido, c beuellciado.creloque
seilenri.i contentar com Isso, eoao querer exigir mais;
por todas eslas r.unes entendo que 0 parecer nao pude
sollier opposii So, e por isso cnnliinio a votar por
,'11'-- .
ii Sr. Lope Gama : ari presdeme, por occasiao des-
tadiscussao teiiho ouvido fallar muito aqu em dlreito
administrativo, em principios do nosso direilo adiniuis-
Irativo ; mas com quinto cu respeite niuin ao Sr. depu-
tado que acaba do fallar, ha de peruiittir-me que lhe di-
a Depsque em ves de o desterrarem para a llha dTJstica,
donde lao depressa voltou por nossa desgraea, lhe II-
vessein enriado I11UUI bCIII a cabeca, que nao cslariainos
nns aqu a esta hora, e.siiu cm 1'alerino, onde eu fuma-
ria tranquillaiuente o ineu cachimbo.
__ Paciencia! Talvcx algum dia l voltemos.
__ Dios o auca! e naverdadeporque n*o? As mon-
lanhas sao estovis, diz o proverbio; os homens nao o
sao, gracas a Deds.
laliin lomou ponis lunas deiipoiiso: antes de ama-
iiIh -cor odia j.i elle eslava no caiuiulio de Manara. A
planicie que separa esta cidade de lioucevino tcm re-
mota sen banca coiu os arredores de Roma; as mea-
mas alternativas, a menina solido, o mesmo silencio.
No incio do deserto v-se aqu, all urna ou outra casa
arruinada; o mar o banha pelo occidente, c as ridas
inonlaiihas de Salem! o ccrco pelo lado do.nascentc,
Doli, que d'alli se precipita, teui cavado atraves des-
tes lampos desolados um Icilo profundo c arenoso.
Ao atravessar apessliua ponte de pedia laucada so-
bre este lio, o cavallo de labio assuslou-sc; una cousa
negra se Ib* havia posto de repente por (liante.
Oh! capilo. diz no mosnio instante una vozUre-
nielicada, BseStCI grande madrugada:
Tu aqui/.ingara VoltM do congresso doslcili-
ceiros. ,,
Porque nao iriaeii antes a missa dos cacadores.
\,in lu baptizad i como qualquer nutro.'
Val ao dlabo, se quicres, c deUa-me passar; qua-
s quo me lazcs cahir do cavallo.
_ Flix quem nao cahe de UUUS alto, respoudco a ve-


gji. qu<\ reconbeccndo-o muito hbil em iurlspruden-
davia ii.iD si- se lera ametuia habllidadc para o
direilo administrativo, c dou a rato i lie porque no
isso curso jurdico, be cousa que se ignora nao lie co-
:ili ''' direilo administrativo lia d.....iaht maiei a, mas
d la lie cousa que la uo mu!., jo; I......ilerlaqucen-
"'in.. ,- .i., miiiiu vacillanle, o tal dir tivo ; ii. i lia regias lixas este r< spi ito m-h.hi. note-si
|>i itli a i m alguus casos be dillercutc da que o Sr,
ilrputado apresen) i coma rrgra ge ral; por exeuiplo, cu,
pie son director interino do curso furidleo, todas as ve-
tea jue .ion scrviiido recebo urdeuado, da iiiesina ma-
nelra que o dlrc tur i eclivo f aqu tem o nosso direilo
administrativo; norlanlo uu podo o Sr. deputado re-
correr ao principio como gcral.
" Si. Taques: ludoonosso direilo be assiin.
II Or.lilor ; .Vis lanos direiln escripio por CXCIH-
Ijlo, o criminal: ludo quaiilu se ajlastou do cdigo, de-
linqui ; mas direito administrativo na se moslra..,
OS). taque : I. onde esta u nosso direilo civil CS-
cripta '
O Orador : He a ordciiacao, esse tnure magaaM, to-
da cssas causas, esse be o uosse direilo civil; porqm
iiilrli/mruir anda mis nao podemos chegar ao ponto d>
lormiilaruios um cdigo civil, apenar de lauta sabedorla
se ler juntado ha rcprcscutacio nacional; c creio qui
na nossa geracao nao sr apresentard i quero ser prophe-
la na inhiba tena ; c pui isso digo, que na geracao ac-
tual iiau se apreseutar; mas temos Igunia cousa i ci Ip
to j he verdade que um tanto eiiimaranbado, c por Isso
se produtem e rcprodiucm as demandas__
O Sr. Titquc : Kulaii a nossa admiuislraffio val ao
ni a-i. .'
i> th ador -- Vio s. i dissu o qu si i be que princi-
po liuluistrativos escrlptos nao La ; mas dcixemos ls-
io, que ja esui dito, c vamos ao parecer,
Ksteboiurm servia eni i. c l'ol pago; fui chamado
iin '. i para servir, deviaespi rar oulro tanto nao se Ibr
dando, quasi que se pude dizer que o illndirao, porque
elle, liado rniquese Ihe pagava, beque fui servir; se nao
livesse tai espi rauj i lalve la nao l'ossc poi consequen-
cla ni roto contra o parecer da comuiissao', u votare! a
favor do peliclonai ia, seapparecrr algiima cmeirda (|ue
llic mande pagar; porque, se mi sr apresentar, o pan -
i*i pude ser i. geitado, c elle lica de prior condicoii; alu-
da .mu contra o parecer,
Le-sr a a guliitc puii mi i ;
Que se remella i presidencia para prestar au peli-
c ii.n.irio .i i i ,: ifflo que entender siilHeleute tirando
ess i di s|ieia dn quota das evi ntiiai s. Ii meitra Joa,
lie apolada r entra i m discussiioi
O Sf 'residente : V hora isla dada; a dlSCUSsSo lica
adiada para oulra sesso.
Terteira diseust o da projeeto u. II. [Vldc Viariu n. 70),
O Sr. Naucn Sr. presid ate, peco a palavra para
ollerecer cousidcrai io ila rasa nlguiuas emendas, que
mi nltcro a* dlspostcArs que sevcncero ciu seguuda
iliseussao; mas que siuiplesuienle leudeui a esclarecer
melbor, edariima reducn mais conveniente aoprojee-
lu ; a COUllllissao, vendo que os Sis. drpulados iiimra de-
aoa palavra ritalicioi o sentido que era devido, subsli-
lulo-a pela palavra inautoviveis ; lanibeiu eiiteudeoquc o
irt. >:'<, I." pdeoll'ereeer algumas duvidas, c por isso
a commUsiio i.mili, ni ofl'erece una emenda, c assiin a
iiiais alguns ai tigos, as quaes passo a ler.
i Siib.-iiiua s, ao projeeto a palavra rilalicios por cs-
t'otitra -- i*'"i" '*' i is. "
O aii. i '. |. sulisiiliia-se assiin :S;io iiiamnvi-
\ is o inspector, contador, procurador liscal, eserlptu-
i irlos e secretario da tbesouiaria das rendas pro\ inciaes;
o tdiiiiulstradoi e cseriplurarios da mesa de rendas iu-
leruas o si 11 e| u i do I)eco ; professores pblicos (com
i \i rp;.io .loi substitutos}; o olbclal maior, olliclaes e cs-
i i Ipturarlos da secretaria do governo.
O ort.'!.' [. i." siibstltua-se assiin ; Sao amovlveis
todos os emprimados proviuciaes uo mencionados lio $
antecedente, r aquellos que ""' forem pelas Iris poste-
llores expressamenlc cousiderailos inauovivels. >
o- >.' ii." r ;."iio ai i. I.'suhslituao-.sc assiin :Os que
f'ircm .iii|.iov.iilns plenamente sero adiulltidus cuino
i-onrui rentes ao lugar vago, e o presiden te d'cntre i lies
o..... ii .i a ; 11. II que julg i', mal i iplo
\.. irt. ", Runde du tres partes do ordenado ,
du is p ii ti s.,.
.\o art. '.i.'1 substliuiio-sc as |. ilavias cin Ires par-
s por estas qnalro partes, i
Artigo ndditivo. As dlsposicnes desta le, tendentes
ios icqiii -ilo. denomeacn, nao saoappllcavels aoseni-
pri idos iriuaimrute noineados.
apoi idas is emendas, e rniru i in discussao.
lu ola a ma le ra discutida, i ai o projeeto approrado
ni lerccira iliseussao, rain as emendas ^i comuiissilp,
i .no \i. peo do 11iii hr n l hvo tus substitutos, que lo-
i ii iderados vilalii ios.
lis sriihorrs I.nbii. Hliveil a e I n la dei lar.uo qiu
.....Ira o projccln r un ud is,
/". rreira diteuiiOa i/u orraiHeiilo nniuieipal.
l. i a i-sc assrguiutes emendas.
\o ;. i." do art. I." mi lugar de 6Vtf rs., diga-sc OOQf
i ~ Haplitta.
Na cmara do Recife, art. 2. diga-se onde row/rr,
em o ni denado do iijudanlc do porteiro por ultimo crea-
do, e do liscal da l'rejiieria do Poco di l'anella, devido
al leinbro de 1844, Uiin rs Na cmara dcOliuda,
art. !.' \. I.' diga-se -- si'iitjlo o ordenado do sei n lario
: ll'rs.
n i r uuai i de Iguarass arl, 4."-1 diga-se sendo
u ordenado du seerel u io 2011/IHiO rs.
* ii uara do I.iinoeiro ai 1. !).* $ l. diga-SC Si lulo
n ri'! i. ido do secretario200^ rs, -- CommiisAo.
Suhstilua-se o art. 13 pelo seguliiteAi t. 13, Aco-
ntara municipal da villa do i.oiiilo lie aiiloi isada para
despender rom os objectos designados nos sr^uinii pa-
ragraphos aqiianlia de754^420 is., a saber :
i.' i mu os emprimados, srndo o ordenado do se-
cretario 11""' is., do porteiro -.'>' h., do procurador os
) |>or rento calculados cm l.v7l)U, e dos fiscaes das IVe-
gueiias a porcenlageni de 2o por ceuto na forma da le
Bill nor. cali lilaila cm < rs., 212/700.
Com o expediente, c despeas uiiudas B/0O0 rs
;, 3.* .loo ilu^uel da casa de sii.is sesses, edoju-
ii 50 rs.
;. I." oni o tribunal do jury e eli IjOes 30/rs.
'. 5.' I^om as instas dos pi'OCCSSOS ciimin '.' s i' i-on-
travriiciirs de posturas 20/OOX).
*j Coiu despeaaseveuluaes l.i.-tiiiu.
7.* Com o delicit existente no balando que ser pa-
llia limlo-sc asgargalhadas. Andai, meu bello caval-
Iciro; previ no-vos soinente que ebegareis ja larde; a
j;aiola esta vasla, e a poinba..... correl aira/, della,
Sibilli do inferno, fallars lusemprc por eni^-
mas!
V chave dos enigmas est na indo do lempa,
rabio impacientado deo de i snoras ao cavallo tem re-
plicar, e parti a galope, nao i uidaiido niais ueste en-
comio ni.ilin.il e suspeilo. Tocvfio i malinas, mian-
do elle passava pela Igrejlnha isolada de Santa-llaila
deU'Alto, e os priim ii os raius do sol nasceule douiavao
as loi res de Ma/./.ira.
Desia pequea cldade se pode diter o que dos poi
lllicluanles dina l.i Fonlaini ;
He ao longe alguma cousa, ao perto he nada.
Onem Ihe ve de lora as lories c convenios, cuida que val
entrar eni ci'Midi anlenla, ericamente edilieada: mas
flanqueada a porta, desappaiece a illusiio: casas Infor-
mes e deerepilas. ariuin.idas sein plano Ulnas sobre as
OUtraS, eiu nina deso ileui, que por eei lo mi lie o elfcilo
da arle; lorluoMM asruat, antea estrello* taminlios, i.,.
verSo chelos de pii, le lama no invern, e cm indo o
lempo calcados de iininundicies, eis o que be boje a ei-|
dade une ulr'ora livera a honra dedal sen nome ;i urna i
das tres grandes divisocs da ilha, (Val de Mantara 1; lein
ronlar a de haver sido residencia predilecta do famoso
conde ltoger, e tde do si u priinriio hispo, listel an il,
folien. .,
A iereja enlao levanlada-pelo vencedor dos Momos,
cm eunipi......uto de mu voln leilo ames da Victoria, ao
lieos dos Christos, desappareceo inielrauenle, para
;;u no anuo iiiiiiinip.il 418/720. Mulliros.
Na cmara dcGoianna an. ;'>." t I." diga-se sendo
o ordenado do secretario 300JVOO, Commissdo.
\ artigo !? "i 1..sja elevado o ordenado do secre-
tario da camal,i de Plores a 300^000. Rnhelio.
Mngiiein poder s r inarchantcsciu Hornea da cma-
ra, pac.nulo por ella 30/rs. sob pena ile lima mulla de
)0/ i S., e de S dias de pi isao. l.tiiC5 liiumi.
\ i < amara do Bonito art, l't ^ 1.", diga-se --sendo o
ni d. .1.1,1,1 do secretario 120/000. CoHiuifodo.
addilivo no art l'.l. Inqioslo de IH) rs., por cahe-
iii de pono que lrconsumido nosseus iiiuiiieipios, fi-
i ando abolido o subsidio dos porros. Tit/uvs.
Se passar o J) addilivo ao art. I!) sobre o imposto pal
rabeca de pono, suppi luia-se o fi l do mismo artigo ~
/.' Jjt.
ii Sr. I'ijniiiain:Sr, presidente, cupedi a pala-
v ra, para dn i irar que mi posso volar pela diininuiciio
do ordenado do su retarlo da cmara de Oliuda; io sel
iiicsiiio qual a ia/,ao, | arque a COinilllssaofEI urna icdue-
< ao de metade no ordeuado deste.eiupresado; entendo
uiesiuo que 300/ rs. Ber uuiiio potteo ordenado para sa-
tislaxer as preclsoes de um liuiueni,que est naquclle lu-
gar; lano assiin qiic,lendo-se proposto por vezes esta rC-
iliu i ,io, ella nao iriu ido por iliaule ; au sei qual a la-
zan para fuer nina leducciio lao cousideravcl ; cu de-
claro ponanio, que voln contra esta reduccilo, c mi
duvido vdtar por todas as mals que a commissio pro-
U Sr, Aguiar:Sr presidente, na mesa est bina e-
ini lula, que,para se volar por i lia, precisa que o seu 110-
bre auloi llic de .ligninas r.\pleai;rs; a emenda be re-
dimida desia in.iiirn.i /m : cm primcifO lugar cu dese-
jarla, que o nobre deputano me dissrsse, que be esta
llanca; e que tem ella de aeautelar; para ser marchante
lie nrressirii) prestar llanca; mas llanca deque ? Qucm
manda matar > gado usa de urna propriedade que lie
.na; emana que presta l.inca? a sua propriedade? cm
que qu.iiiiia.' mi que souima Ko vi jo aqu declaracio
alguma; por qualqm r lado quesejaolbadadeiuals, pare-
ce-me, que esla emenda ira piir alguus eiuharacns no
mercado,porqm ,para ser inarch.iuie.lieneerssario pies
lar liaina; c lalvez seja uiiiaquaiilia que iiciu lodos pos-
sao dar, mi Ilo qiirirao; e coiu isto se diminuir nalu
rameme a concurrencia das pessoas, que csiao habilita
das ueste negocio, Ora, aillda hr precisa oulra explica-
rn, e mu a ser, de que man iodos os marchantes leeni
la ho anude curlo carite; uns coniprSo gado cm por-
ao. r n revi iiilciu a esses utios compradores, que vo
corlar a carne; porcousequeiieia, he preciso saberse sao
os marchantes que cortao a carne nos lalhos por sua
COIIta, se sao os que cumplan lias fricas : nao quero ini-
pugu u a id: ia du noble deputado; mas, para volar por
ella, preciso, que elle me de estas explicacoes.
(I Si. Lopestama'.Sr.presidente, j ha muito lem-
po, que tragoem meu peusamenlo o vero mel porque
se lia de evitar este grandsimo mal da carne; mil ideias
lecni occorrido, mi su a iiiiiu, mas a outros ineiis col-
legas; j aqu passoii nina le de contrato; mas nada se
Ii ni lefio, porque este negocio da carne adinille milita
velliacaria;/siippi'ic-se, que mi lie fcil por peas ;i esle
in.il; mas o que be fcira de duvida he, que o motor mal
resulta da punca oh m uliuiiia garanta, que tem o cri-
ador ipi c vem vender o gado; lodos nos sabciuus, que,
piando u homem mo tem uutio unido de vida, qiiaudo
lian possue un galo, \ai ser marchante ; em lodos os
negocios lie preciso ailiantar alguma cousa; MU Indos os
empregos, cm todos o-, ullieios sempre se entra com al-
guma cousa ib' av.uno; su para marchante nao ha nada
ibsollltomenle. Ora, mis sallemos, que OS criadores di-
ados inoran em grandes distancias, traseill SetlS gados,
ou luamlan-us ,is feiras, e, mi poileudo vollo coiu fi-
les, rrdu/ru.-ir a dura un rssitladr de us vender esles
itrav ssadores inarchautes, os quaes touio urna porco
je gado, e depois qiiebro na parte da divida; porque
riles nada teeiu, nao tcciu eolll que pagar ao criador, ti-
ca elle si ni cousa alguma he puis esta a iiiinha emen-
da p ira iiidereelainciite favorecer ao criador;aqul est o
meu peusamenlo; nao digo que esteja mullo betc redi-
Ida; rmendis felfas de improviso min sao beIII fritas
nunca, muito mais sendo fcitas pormiiu; mas auiinha
iili ia lie esta; quero que a cmara de um titulo, urna pa-
tente, nina cousa que sirva de garaulia au criador; no
lllu de Janeiro ja ha nina cousa deiitlca.
Scubores, seja o que qtiixeretu, oque se carece be
hu ri mi 'lio pn i qui a carne nao continu a il> e 18 pa-
ta* as; ii povo, l'.i muito temnOi espera remedio a islo
da palle i\a assi uiblca; apresentei nina Idcia que piide
ser desenvolvida; lie preciso remedio,multo malsquau-
do eu vejo, que em Franca, onde sesabe alguma cousa
i'ceo,minia poltica, ao menos tanto como iii'n, e mais se
lie possivcl, lie rixado O pirro dos gneros le priinci-
ra luc ssid nir; isto em franca, onde nao ha dinheiro,
que seja capa/.de alravessar o pan; e que l.u i em um
pai/, onde basta (jue SC combiui ni don- ti alantes para a-
ii.ni ssarein a Ihrinhalnda .' Seubores, cu voto por tu-
llo quauto de em resultado carne mais barata; laxciii a
i ai ni que cu vol por isso O que qiii/ereiu; carne ba-
rata : voto por nulo quauto leuda a este lili), ictii.uiilo
a niiiilia emenda, seassim he preciso.
O Sr. FrMtiseo Joo :~Sr. presidente, eu creio que
a clin lula apri sentada pi Innoble ile|iiitado,quaudo mais
nao possa piiidii/r, Irouxc comslgo una graude vant.i-
geni, e fui a d ter dado occasblo a que o nobre depu-
tado, com a clareza que Ihe be proprla, apresentasse al-
muin dos niales que referi. Ku cirio, Sr. presidente,
que mesilla aquellei nobres deputados que algumas ve-
zes se teeiu pronunciado contra as medidas, quejulga-
miis cm ordciii a evitar estes males, nao u ii/criin, por-
que o deseoiilircesseui, mas porque suppiiuho illegili-
i:in o niein; porque o mal he lo paipai el, que mi he
possivcl qucalgiiem se apposcsse ao renieiliu. Sr. pre-
sidente, aeompaiiho o nobre deputado em algumas das
Sitas doiltrilias, que a este rcspcilo le/ favor lie expen-
der ; he certo que n.iu he possivcl aduiillir em Inda a
lrr.a a generalidade desses principios econmicos poli-
tii os, i arque sao as vetes multo lora de proposito; da-
se ir s'.a BClencia, o que se dava na auliga aslrolngia,
em que pelos un sinos signos se explicavo cousas di-
vi rsas
" Sr, Taques :A tjnc vetn isso para a quesillo ?
0 Orador :~Vem provar, que he preciso mi exa-
gerai que nao su tan absolutos os principios como al-
giiem qin'i' que sejo mas, Sr. presidente, eu min
pOSl di ix.u de abracar n jieiisaiiicuto cssrnci.il desta
emenda, isto he, a necessidade em que esta constituida
i canina municipal dista calad. de apn sentar llicdi-
di- tendentes acuitar pela rail eSSC cancro; porque
perpetuar porcm a memoria do brioso liiho de Taere*
no. o esculpirn cm pedra sobre o poi tal i\n prsenle ca-
Ihedral, leudo a seus pes um Sarraceno poi elle derri-
bado, lisie grupo informe so>lcm valor histrico.
A placa que serve de adro a catn dial lie o nico
ponto pittoresco dacidade. o palacio do hispo, ocollc-
iu e Otltrosedificios que a circulan dao-llir variedade
certa elegancia. Cuanto a Igreja nao be balda de carc-
ter un exterior, mas dentro be mu w ni,nicho museo,
museo profano, he verdade, pois.i par dos emblemas da
l catholica, e de alguns anselos tiiinulos da inedia-
id.ide, l se achilo tres sarcaphagui de inaruiore branco,
onde o (Sculptor auligo icpicscutou o cmbale das A-
ina/onas, a caca de Mcleagro, e a legenda indgena de
l'roscrpiia roubaila pelo re das sombras. Desses tres
liaixo-ielevos, o piinn lo he o mais [uno, e denuncia
um cintel grego du uiclhor poca,
Desta sorte sobre essa trra siciliana, anda io pa-
ga ein culto e crticas, dcixou o pul) lio isino as pega-
das an- no saiitmn io do Crucificada. U Evangelbo cn-
chertou-se na uiytliologla, eso os ames forao muda-
dos; osdeuses do Olynpa tornanio-sc os santos do pa-
i.az.11, que Ser desbanlisadosde sua vez por novos r-
leitos; espiral eterna da humanidad?; que sobe girando
sohic si mesilla, a iiioiil.iulia do progresso.
Yodando ao nosso viajante, havia elle desembocado
na pi.ii i. .1 esia luna anda descra, c parado nimia ca-
sa de bella appan ncia, qUBSl um palacio. Baleo mullas
sendo a principio contra os interesses do fazendeiro,
vem a ser cm ultimo resultado contra o pobre povo con-
sumidor.
r. presidente, cusupponho que esta emenda nao
pode dcxar de ser seguida de oulras, como por cxcin-
plo a laxa dos gneros, que, como muito bein disse o
Sr. deputado, se d em I-rauca, mas nao sollmenle;
all ha medidas consocius desta que mi sao aduiittidas
entre mis; de maueira que a falta de coudauca, que o
marchante offerece ao criador, he o motivo paradle
augmentar o preco da carne : mas, Sr. presidente, o
nobre deputado, oujos pensamcnlos cu disseque se-
gla, aprcseiiloii ideias ulilissiiiias; tem ellas em resul-
tado um alcance i.....teuSCJ servem do afervorar mais (se
he possivcl) o telo da uiuuicipalldado para sprcsentai
medidas que lendao ao llni que nos propona* conse-
guir ; eu confio muito na cmara, j;i como corpora-
rjo eneaiiegada de liiucfes multo augustas, j como
corporaco administrativa, e espero que ella tomar
em devida couslderacao esla necessidade; a cmara al-
ten'der a que a crcacSo de um logradonro publico lia-
r coinsigo o remedio a alguns dos males, que forao
apuntados ; c por isso cu coiilenlO-nir coiu o expr es-
tas ideias, e seular-me.
OSr. Aguiar: Sr. presidente, eu creio que aas-
semblca iiaiientnu no couhecimento do que cu quera
diser; cu mi meopponliu a nina medida, que leuda a
uiellioiar o estado em que nos adiamos a rcspcilo de
carne: mi be ninlia iiiiem,;io aggravar esle mal; mas
vejo, que a emenda nao aprsenla remedio alguin, que
precisa de additamcuto, pola uo se marca quantlacer-
ta, c fui lato oque eu disse; isto be, que se carece de-
terminar a lianca; porque rnlendo, que nao he possivcl
exigir urna banca imhTenida par.Moda C qualqiicr quan-
tia que o inarehaiile possa dever por inolvo de compra
de gados : rnlendo taiubcni que ueiiliuina destas cousas
se remdela com esta providencia, c nein iiirsmu com a
laxa da cal ne; eslou convencido que, todas as vezes que
a cmara tiver feilo o inatadiiuru, c logradouro, neces-
sarianicntr lia de parar esla alta de preco, que IIScons-
tantemente sollienios aqu, cei los inezes do auno ; em
quaulo mo llOllver isto, em quanlo o criador inesnio
nao poder mandar corlar a carne por sua cunta, o mal
ha de existir; porque, havendo lalhos particulares aonde
cada um mande cortar ogadu que he seu, e que compra
por lile val vender por 40, porque Ihe parece que deve
tirar um hiero exeessivo, mo se fas nada coiu islo; o
criador, podendo vender, vender mais em COIIta. Pelo
que ti nlio exposlo mi approvo a emenda tal qual: se por
ventura apparecer oulra, que aprsenle un' remedio
mals proficuo, approva-la-bei; mas, como est, nao be
possivcl.
O Sr. inopes (lama : Sr. presidente, eu disse, que a
emenda fui aqu improvisada reconheco que tcui nefel-
ios, e por isso peco licenca para a retirar,substiluindo-a
por oulra que iiiaudaiei.
A assomblca conseute que o Sr. deputado retire a sua
emenda,
O Sr. Taques: Sr. presidente, ulugueiii duvida que
exislem graves dainos a este respeito; lodos conbcceiu
o mal; a lerida he palpavel; pude por-se sobre ella o d-
do; mas umitas vezes acontece, que us operadores pro-
duz.ein malares niales do que aquelles quequcreni evi-
tar) umitas vezes as ulceras sao patentes, r qucm as lein
sollre bastante cun ellas; mas no curativo lie que est a
gravbjsima dlfllculdadc.
Oualqucr que seja a sciencia, na sua applicacau lein
iiuilas (lilhiaiidadcs coiu que luclar; na economa poli-
lica acontece outrotantoj na applicacau ba muito que
allender; a sciencia he sempre exacla, mas u erro est
sempre no applicadur. Sr, presidente, eu uo posso vo-
tar pela emenda; achava boni que se lizesse alguma coli-
sa, para que o publico Ibssc lirin servido de mu genero
Ue primeira necessidade; mas enlcudo que devenios pro-
cedee coiu algn) teutu a este rcspcilo, nao alterandn o
estado das colisas sem muilo cxanie, sem milita caute-
la ; lodos sabein, que cutre nos ocomuiercio, dequal-
|uergenero que seja, marcha sem regia ncnhuiua; por
isto, nao ha feiras aonde os gneros seja Ira/idos ilr toda
parir, conde cada uuKpossa vlr supprir-se ha nics-
mo dliliculdade i'iu verificar o preco do mercado; au
por lauto como se poderla eslabeleccr cutre nos a
Idea da laxa dos gneros; seria o mcsiiio que nao haver
laxa, porque cmaras ha que sff nao rciiiicn 3, C 4 me-
tes; na capital iiiesiuu passiio-se semanas sem Sessao;
como pois laxar os gneros? De mais, Sis., cu entendo
que essa medida mo produal ra os resultados que se
inlcvicn; o remedio he o cslabelceinieiito das feiras.
Ora, a idcia do Sr. deputado, para a licenca, Importa a
idcia de que so negociar em gadoqueni acamara qui-
i ; he isto, olcntu mi he seno nicle liiiaucciio; de
ditas nina, ou a cunara pode negar a licenca, e cniau
pude dar-se a primeira hypothese que ligurei; ou nao
pode negal-a, e entilo he um mel liuanceiro, que nada
lantela; porque, dando o negocio lauto iiilercsse, bcni
podrr.ii) pagar a licenca. Sr. presidente, iccouheco os
bnns desejos do Sr. deputado autor da emenda; mas vo-
l contra ella, pulque a nao julgo proficua,
lie a materia julgada discutida, c approvado o pro-
jeclo cota as einendas da cominissao, coni excepeo das
IUC disein respeito Goianiia, cao huuito; e bein as-
siin Ionio regeitadas tainbeill as dos Sis. Lopes Gama,
illalicllo; licando prejudicadas as dos Sis. Taques e
Lobo,
Km seguida a asscmblcu. approva cm .').'discussao o
or iinenlo municipal com ai einendas que passio.
feudo dado a hora, o Si.pn sidi ntr d para urdciii du
(lia, coutillliaco da que existe, c 3. discussao dos pro-
jcclos n. 7, e 10 deSte auno, e levanta a sessao. (Kro2
huras.)
sessvO em 24 os Aiuiii. ni; 1845.
I'i i.wi/i ni tu do Sr. /Vi/ru f'nni/crtii/i.
As 11 horas c un quarto o Sr. 1" secretario faz a cha-
mada e verifica eslareui presentes 21 Srs. dcpulados.
" Sr. presidente declara aherla a sessao.
0 Sr. 2" secretario le. a acta da sessao anterior que he
approvada.
'' Ai'. 1" secretario menciona o segiiin te
ESPSPUtHTB.
1 ni ollicio dnsecrelaiin da presidencia, enviando a
niiiH ni.iiao ilo escrivao e administrador das rendas Inter-
nas proviuciaes, dada a cerca do lequcrimeiito de Esta-
uislao Percira de Oliveira.--A cominissao de orcaiueiito.
I ni requerimento do linio da S de Oliuda, pedindo
se Ihe mande pagar a congrua, que vinero desde odia
l!l de marro at junlio do auno passado. A comniisso
de ni. ,i ni, o tu.
^.vaswanii
H^EMsaiasa
sombros cebos da cuh. dial, e pozero em fgida as ai
doriulias aniuliaihis mis cpulas.
Ola! gritn um vi/inbo zangado pela bulla, se
Vm. procura o baro Sdiiiiiua, espera-lo-ha muito tem
po ; parti liontein com toda a sua casa ]iara a quinta de
Sao Juliauj
He verdade! pensou Kahio batendu na testa es-
queci-me deque elle eslava a partir. Ah! agora euleii-
do ,i que me quera dte a Zngara com a sua gaioia ra-
lla, c a pnniba que voara. Pobre Haladla! repeli clb
entre si coiu iiin suspiro; sem duvida me espern, puis
(pie Ihe havia pruinellidu i.ut i parte i\.i eompaiihi
Kstaria entaoolle j toabsorvido pela idcia da rai-
nli.i, que livesse perdido da memoria ludo quauto nao
fosse ella? A si proprio propuz elle esta nuestio ebeio de
Inquletafao, e anda que u iiioulc de Sao Julio, onde
era aquiniado baro, ficasse a triiita nilhas ao menos
de Manara, resolvi partir no nicsnio lisiante para ir
reparar o seu esqiiecinieiilo; cut porqm' fosse muito
orle o ai irpenilinii nlo que Ihe dictara esta resoluco.oii
purcpie temesse mudar deaccordo, se dillrisse a exe-
cuco um su nioinriiiii, nem se apcou, econtinuou o seu
eamlnbo sem dartempu a rcfleso, Quem est seguro
do prlmelro movlmeno, pode por isso responder pelo
segundo?
A cidade de Mazzara est amentada sobre mu tabo-
leiro de roenedns, corlados em ngulos recios com nina
I.-se c approva-sc o seguinte parecer :>
1). Rita .Mara da Conceico requer assomblca a de-
cretaco de fundos para salisfaco da quantia de G()/7.")0
rs., despendida por seu tallecido marido, juiz. municipal
c delegado supplente do termo do Bonito, Andr Barbo-
sa de Mello, cun o sustento dos presos pobres, de 13 de
abril 10 de jiiuho de 1X4.'!, c coiu agoa e luz para o des-
tacamento da villa de 17 de abril 18 de junho domes-
iiio anuo, na forma das relaces juntas a sua peticao,
conferidas c indiadas exactas na thesouraria da provin-
cia, em virtude de despacho da presidencia, para o sen
pagamento, que)nao se operou por defloiencia da qual i,
A' cnniinss de fazeuda e un,;......mu parece, que se
devena lei do orcamenio decretar o pagamento, a peti-
cionarla, da quantia de /280 rs., despendidos com os
presos pobres pelo fallecido delegado supplente, diiie-
gaudo-se o de 11/550 rs. da despez feila coiu o destaca-
mento, visto ser esta, segundo a deelaraco da contadu-
ra da provincia, da guarda nacional, e por lauto nao
ser a mesilla despeza provincial.
Sala das conimisses, 21 dcobrildc 1845.lobo.A.
P. Ilaciel Blonteiro.Alat/allies Taques.
l.-se c approva-sc a ultima rdacf.o do projeeto n
II, ein que se eslabelecem os casos, e a forma porque
o presidente da provincia pode nomear, suspender c de-
inillir rmpregados proviuciaes.
I.c-sca ultima redaeco do orcanirnlo municipal.
OSr. Macicl Uonleirn: Supuonho, que o regiment
estabelece casos, ein que se pdeiu discutir asredae-
ccs, e me parece, que uma das h} polbeses que elle es-
tabelece, hcquaudo a redaeco nao est em coQforml-
dade com o vencido : ora, eu vejo aqui mu parecer
da coininissao de cnininercio, que concille pela seguin-
te inaiicira (/ro); eis justamente o que fui vencido ua
casa; resolveo a casa, que na lei do orraiuciito munici-
pal seincluisse a presente disposicao ; masa redaccilo
naonata della; logo paiece-me que mo est conforme
ao vencido: eslou que a coimuisso de redaecn nn leve
presente o documento a que me redro, e uuleainente
traloude recolhcr os documentos que forffo aqui ven-
cidos; mi leve em consideraco, ou nao leve dehaxu
dos ollios o parecer da COmuiltsSo, de que se traa, e
para mostrar esla especie de omissiin, ou [acuna he que,
me levanld, pedindo a V. Kx. baja de convidar a coiu-
uiissao de redaeco, para que incliia un ureamento mu-
nicipal a disposicao,que alias fol adoptada pela casa, e
que nao pode dcxar de ser incluida; porque, quamio a
asseinhlca disse que se incluisse uoorcamcnlo uinnd-
nal a disposicao que acabo de lr, seguramente nao
quiz que ficasse de fura; para que puis seja vlida a di
cisfo tomada, conveinquese inclua na redaeco a dis-
posicao adoptada.
0 Sr. Nabueo: Sr, presidente, parece-me, que,
tendo pedido a palavra o nobre diputado, que acaba
le sentar-so, cerca da redacefio, ella deveria Bear a-
diada para oulro da ; porque sempre se c'onsdi ion a
redaeco como parecer de cominissao ; esle lein sido o
cstylo, que he consentanco com o regiment, eifoi
praticado por V. Kx. em oulra occasio ; pedindo-se
palavra est ipso faci adiada, a menos que uo se peca
urgencia, e a asseiubla a approve.
O Hr. Presidente. Est adiada.
OSr. Fiyneiredo : Hcqueiru a urgencia da discus-
sao da redaeco.
He apoado e entra em discussao.
I,-se a seguinte emenda :
Que se Inclu na le do ureamento municipal a con-
clusan do parecer da coniniissao de commercio e arles
sobre o requerimento do machinista Starr, approvada
por esla assembla ein sessao de 22 do crlenle. -.1./'.
monleini Monteim
OSr. Taques: Sr. presiden te, tomare! a liberdadu
de volar contra a urgencia; poique me nao parece que
ella exisla: este negocio merece altcncau, porque real-
mente nao tem apparecidu esle caso; preciso lie que si-
de lempo para uma meditadlo mais pausada sobre esta
materia, e nao declda-se j uma quistan que uo so
tem dado aluda; muito mais quaudo cu mi vejo Incon-
veniente, em se demorar a redacf So de boje para ama-
uhuoj creio que isto uo be de ruin una urgencia; acom-
imssao apresentou uma redaccio com suiuma rapidez;
esta demora para aiuauliaa nao lie cousa prejudicial ,
parece-Ule que nao devenios andar com tanta rapidez;
he urna materia um potico delicada, a idela que offeii'-
ceo o honrado orador, uo se funda em precedente da
casa; he pois Ulna cousa que nos deve olh recer alguma
(hlliculdaile: porlanto pareea-nie que seria hom dn-
chal-a sobre a mesa para se examinar.
OSr. Fiqueircda: Sr. presiden le, eu creio, que a
materia nao he lo difcultosa, que canea deferir-so
para oulro da ; porque apenas se Hala de una quesillo,
queja se decidlo, c que di va ser incluida na redactan
da le; ja be um caso julgada ; a assembla nao piidi.i
mais retratar-se; logo a medida devia ser Incluida na
le respectiva, e para is|o nao se carece de grande cslu-
dn; lu um descuido da couiinisso ; elle remed ia se,
iiiclmndo-sc agora; por conscuucncia vol pela ui-
gencla. <
O Sr. Lopes llama : Sr. presidente, segundo o nosso
','>'.....'"lo. quaudo ba estas urgencias, ellas cnlnio cm
discussao roiijiini taiiicntr coiu a materia...
Or. Presidente:-* Mo, Senhor, o que se discute lie
a urgencia.
O Orador : Puis bein, a consequencla disto, se mu
se vencer a urgencia, be o sdiamento : cu pois votare!
pela urgencia porque me nao persuado, que a materia
seja tao melindrosa, que carica de grande medita, o ; se
alguma culpa lionve, Mhanlssa falta, nao he da COUI-
missau de rcd.ucao; mas siui da coininissn do una-
nieiito ; porque a redaceSo nao scestende a mais do que
ao vencido no projeeto ; he verdade, que Coi aqui vota-
do o parecer da coiiunlssao, e que esse parecerapnro-
vou essa medida; mas emendo, que 0 parecer, anda
vencido, nao poda obligara coinniissao a luclull-0 n.i
redacefio; porque nao he lei; para o ser, careca de pas-
tar por .1 diSCUSSOCS ; como quereni pois os Sis deput.i-
dos, que Uin parecer de COUllllissao, so pelo simples lac-
lo de ser approvado, a comtulssao, por seu livre arbi-
trio, fosse incluil-o na le municipal? Por que ratina
CommissSo do orcanienlo, que devia saber, que islo es-
lava vencido, o nao ucluio no orcamento? Kssa com-
inissao he a propria para isso; ou entio, o que era mais
proprio, apresentasse algum Sr. deputado, como emen-
da, essa disposicao ; votarc siui pela urgencia ; porque
coiiveiu decidir logo isto; mas quero arredar da coiu-
tulssao, a que tenlio a hom a de perlcncer.essa imputaco,
niesmo por man urna rasflo, e he porque poda sermui-
to bem que, pastando esse parecer como paasou, quaudo
egulai idadr quasl geomtrica,e turados de mullas gru
tesiporta, sein que ihe abristeui,eseiu que urna rositas, algumas-das quaes s de dentro Ihe respondesse. As estrugidoras pancadas do I bio vio sabir deltas algumas caras amarcilas, que pasta-1 Jan
pesdtto martello de ferro despertru em sobresalto oafrHo por espectras cacapadosdo cemlterio. Depois da ro-1 ir a;
S^H5PU^BSHP?l,*PTSi''n*-^*2:^ni3iirMPs. '
cha seguiro-se os campos de Higo, depois as viuha I
mas nem os trigos orn asvluhas la/.ein un,a bella pii-
sagein. A torre daSibvIla, eontias, a maior parle em
Minias, auginento a trlsteta desses deseneracados cam-
pos. '
Pablo os atravessou rpidamente, sem olhar para pi-
les, sem os ver, e em punco lempo alcancoii Marsalla,
celebre pelo seu vinbo e suas pastadas glorias ; desde ,i
sua deinltsao evitava elle as cldades, < anda mais aquel-
las cm que tiuha eonht'cinieiilus, c islo lano por misan-
thropla, como pororgulbo; que nio quera responder a
perguotas indiscretas,. nem servir de espectculo a In-
til e mortificantecompaixao dos indiff. rentes. Por isso
teve o cuidado de passar por fura da cidade de mincha
que ninguno n vio.
Depois de Marsalla, torua-se o campo cada vez mais
agreste ; em vez das espigas aprcsciilao-sr as charnetas.
e as vinlias dcsapp.in .. m iiilcii auieiite. ,M,,s se ocainpn
be pobre di vniho e trigo, r mesino de forragcui fui
compeutacao he rico de aloes, de cactus, e sobretodo de
palineiras, o que be menos productivo, porcm mais pit-
toresco. Este sitio be u mais africano da Un. Cuino no
descro nao ha ah agoa; os raros e magsua gados, ha-
bitai.tes deSMS SOlldes, estn redutidot a alguns pocos
salobre* para mitigar a sede.
O caininhu segu as sinuosidades do mar, du qual se
aproxima mals ou menos, conforme as cirrumstancias
da piaia. Algumas vezes lo pulo se clngava labio .lil-
la, que as ondas vnhao baiiliar-lhe os pes lo cavado.
lo levava elle esse ardor pi inicuo deixava o cavallo
passo, parara mullas vezes para o dcxar respirar,


introdinldons lei municipal, cahisse como tom acon-
tccido; ora, su isio poda acontecer, como qucremquc a
couunissao de redacejio tenha culpa nrssc negocio ? Eu
voio pela urgencia, porque eutendo que etsc negocio se
poda decidir j.
He approvada a urgencia. Contina a discusso so-
bre a redacefio.
O Sr. I.uixi (ama : Est sobre a musa alguina couia
alm da redaccafo ?
Or, 'residente: Est tuna emenda do Sr. Ifaeiel
Monteiro que ha esta (to-ie).
I) Orador: Bem, agora pode continuara discusso.
0 Sr. Tui/ues| Sr. presidente, a couunissao de re
daceo, aprrsrnlaiido cedigido o projeclo do ornamento
municipal, leve uiu vista o projecto offerecido pela eo-
nssao respectiva, e as emendas approvadas na discus-
so; llinitou-se a redigir o que fui vencido ira casa e a
nada mais; julgo pois que neuliuina falta se pode argir
coinniisso de redaccao, quando se conforiiiou como
que a casa voto no projecto, e com ns emendas ap- ge. Aniauhaa parto para o poutodaJappreliuns.no, aon-
pi ovadas, que frao enviadas redaccao; parccc-nic ue Y Exc. me dirigir suas orden. Dos guarde a V
pois que a couunissao nao eslava obligada a incluir
o que se liouvessc vencido ciu UlU parecer parte;
parece-nu: que tal obrigaciio llie nao era imposta,
mesino um vista do regiment, que manda, que nenhti-
iii.i dlsposlcfio possa ser convertida em lui, em quanlo
nao passar pulas discussus regulares : aqui est o art
151] que diz isto (lio). UlU parecer nao he um projeett
de le; um parecer de cominisso nao he semino voto di
urna eaimiiisso para orientar a asa em scus trabadlos;
.se este parecer euvolve una proposta, euto segu os
tramiten marcados no I10S30 regiment ; mas o parecer
de que se trata nao he Ulll parecer desla naturea ; logo
nao podia ser incluido no orcaniento municipal,sem qur
tone aprcaentado em uina das dlscusaoes que o meaiuo
oriaucnto solfrco; oii enlo os autores do parecer de-
viao ter-se euearregadu de ullcrrcer essa emenda ; iiin-
giiem loinou isso i cuidada : logo nao se pude incluir
aenioo que ae venceo lie a uiiulia opiniSo que est de
accoido com a pralica da assembla ; pareceri'S uo sao
leis ; pndeui sur approvados e apresentados como emen-
da alguina Ici; ser regeitados; pelo menos pdeui
ser contestados ; c iiesla'occasio is>0 nao pude ter lu-
gar, porque ae discute apenas a redaccao. Voto contra a
emenda.
O.Si. I.opet (Jama :--Sr. presidente, eu son milito la-
voravel pretciico do peticiouario;uias lambeui nao dc-
sejo por oiitra parte que esta assembla trabalhe com ir-
regul.u idade l'or urna lei eslava este hornera obliga-
do a mudar o seu estabelecimeuto; lugo para ser dispen-
sado desta obrigacao he uecessari i nutra lei; mas um
parecer de comniissao nao he lei; logo, lirein a couse-
quencia: nao es( vencido que este parecer se ineluisse
no orcaueuto muuici[ial, poi'(|ue eslej est converti-
do em lei ; depois 1- estar em tal estado, (piando si-
tala de redaCCBO, s nao he possive liucluir simio o que
i.ni uaturrza de lei, que he o que se venceo lias 3
diseussoes que o regiment marca: ludo que nao lr
islo, .iili" que lie rrcgularidadc; s se est.ibeeeruios
nina 4.a discusso sobre o oreaineiito luiiuicipal ; pare-
ee-nie, Sr. prusidenie, que o mais conveniente era trans-
formar usse parecer em projeclo de resoluco, separado
do orcainehto municipal; e eu me comprometi a volar
por ella j: he cousa que pude passar eui 2 ou 3 das: al
pedirei a urgencia; por tanlo Incamos isto asshn, e para
que su laca,vot contra a emenda,
O Sr. Sabuco oppc-sc a emenda do Sr, Maeici Mon-
teiro ; ponpie a sita adopeo preter', e infringe as for-
mas eonstiluuiunaes, e do regiment preacripto para a
deliberaco da assembla, e cslabelccc mu precedente
de funestas conscquenclas, etc.
(CoHtnuar-M-ha.)
c o u n e i o.
COBaBtroNDENCU da cidaui; i: piiovincia.
Aluda Ibes nao lllci das nimbas noticias da corle,
por nao Ininar-llies cspac.o; boje porni bao de pcrinil-
lir-nie: lanibeni nao lenbo mullo a di/.ei-llirs.
Milito se ti ni j fallado na exigencia, feila pelos cha-
mados deputados praieiros, da druitsso do actual Exm,
presidente ; cirio porin que se nao lini dito anda o
motivo de se havereni lano escandallado cop O lio-
nieiii case* tratantes. Estela ou nao dito; aqui Ibes don
a noticia : toda a quitllla fui porque no acu relatarlo o
Exm. i.ilion nos repetidos assassiuatos occorridos ucsla
provincia, e nao leve a impudencia de os attribuir ao
IIOSSii Indo, COIIIO a tal sucia convinlia. He esta a pedia
d'escndalo da praia ; nsaasslna, p contina a assassi-
nar, quer assasslnar anda mais, e para isso trama
de COIItijlUO j mas lie preciso (pie o presidile ou nao
falle uissu, ou pouha a culpa aos BsaaBSiuftdoS : como.
qsiaud, em outro tvmpo um magistrado quera patroci-
nar un matador, pronunciara na devassa ao moito, de
CUJoS llCUS se tiravao as cusas, para scu cusiiio
Tanihciii me parece, que aiuda li a segiiiute ancdo-
ta do insigue ministro da jualicA, Pol visital-o, omiuis-
Irode //uenos-Ayrcs, c di'pois pe umitas qucixas, a que
o Galviio fui respondanlo lualaou menos adoiidadainen-
le dlssclli, d ave t monareliiit erii urna anomala no tfra
*//, que as poto tilo /ii nli'itilo CiStt prcocupaeoes, e que a sur-
te da fratil ura a dos teu eisinlws. O que de tal sorte
espaulou o ministro de urna repblica,que aablo immc-
d.llmenle, di clarando, que era lllipossivcl tratar com
laes traidores.
Aluda "..li i. t.'onversava un dio o referido Cal-
van com o padre Solapado!', e dizia-lhc : He (inciso,
que o Kio-lirandc dentis um senador e dons deputa-
dos ; a rceolueiio aiiijinenlou milito (i popularan ilnqaella pro-
vincia, c dcseiivolccu qranilements a sita civilisaedo Ao que
i espondeo o ambicioso impostor. Ci.'i : aquella pro-
vincia secuto bisogua inaisiim senador, e dons deputa-
dos ; mas tanibetn (Uve ser elevada bispado. Eli! el"
rli E os dous jesttitas apci tro-se as litaos corde-
aliuc ntc
Estarn Vins. lembrados, de que o .-nneo falln,
lltuito fresco, de tima lomadia/le plvora, frita lias A-
goas, a qual era, dizia elle, remeltida pelos baionistas
aos seus correligionarios daquella provincia : aqui Ibes
envi um documento, que responde cabalmente a esses
traanles.
Illm. c ICrm.Sr. Tcndo-ine eu dirigido povoacao
do (iiirinipe, pe leiicentc audisltieto d niinha iuris-
dieco, d'ordrin do Exm. Sr. vice-presideiile da provin-
cia, para (licito de aprehender uincarregainculode pl-
vora, que presumia-se tinlia de faier alli desembarque
pur contrabando, uiiilium restigia un indicio encontr!
!'. /'..jus:'Ai;i y.:.^ -.:.'- ,- ,j- ~'"
r em tiii apeou-se junto a nina eapella solitaria borda
do eainiulio: ah po* o animal a pastar em liberdade, e
sentoii-se debaixo de nina palnicira.
Eslava o lempo niaguilieo, e o mar de un azul que
IWt'alisava cun o do eco. As diasque u povuau ueste lu-
gar, Maicttiuio, ^o PautaliSo, Favlgnana uadavio mol-
Iiiik nte nos vapores inarilinios ; a ultima sobreludo, a
llialof ea mais alta, sutgia th) seio das ondas cuino tuna
iiiiniensacopa de verdura. Naodlsserics, rendo-o to
lisoiiha, que be lugar de deportarn, o Rotani-Uay da
Sicilia. O moiile Sao lulio limilava a vista no Norte, e
deseiiliava no lundo claro do horisonle suasfoiina des-
pudacadas e extravaganlM. Eslava a campia muda s
solitaria; de sorte que quanlo podesscill alcatifar olhos,
s palinriras c aloes se avtstavao.
S e como perdido no centro dcsla natureza graciosa
c severa ao inesnio lempo, Kabio, lilao grado sen, sof-
fria a mi.i iulliieiicia; eslava absorto em vaga un-dilaro,
qillindo de sbito resoou una cantiga rustica a alguns
jiassos dellc, e pe lurbnii de maneira punco harinonlo-
sa, o mageslosu silencio dos (ampos. Era um compo-
nes, que trotara no sin burro, caulaiido em falsete co-
mo se usa na Sicilia, Chegailo .i capeHa caloii-sc por
veoerafao Madona, e perslgnou-se loado levantado
mu poueo o barrete braneo de algodo, Cobertura clas-
ica, anda que poueo pllinesea. do canipone: siciliano,
liiiudna siijiiuri! disse ao passar por labio ; ah
veiu de Trapaui os l.agoslas !
Dito isto, conliiiitou o sen caininlio, e a cantilena.
Ora eoiuin saber que lcncdtca! he a saudaco do
paiz; lie como se se dissrsse: Abcnroai-ine ou : Dos
vos abcnioc (Juanlo as Lagoslas, quena dit'i' os In-
da existencia desse genero; e menos que nnipielles pro-obleados para cobrir mesa, no valor de 180/000 r$., im-
xinios dias livesse aportado por aquellas praius navio al-1 pugnados pelo amanuense Gabriel Alfonso Higtieira no
guiu: ipiandu, pnrcui, tralava cu de regressarcom o des- despacho por factura de Richard llov
l.ieainento, que se achava miaba disposiro, fui de-
mudado de dous depsitos de pAo-brasil na sobredita
povoacao, r dando as buscas c rarejos necessarios as
casas iudigitadas. com elfeitoeiiconlrcicercadc oitoccit-
los ti mil ipiinlaesdc cxcellenle madeira, por ser loda de
bastea, que se conservava anda ciu loda a sita perfe-
co: um dos depsitos he dentro da referida povoacao, i
outro, um poueo mais aedido, junto ponte, que ser
ve de transito ao rio, sendo urna a outra casa da pro-
priedade do lenenlc-coronel de guardas naeioiiaes Fran-
cisco Manuel de Carvalho. Frita a apprchcuso, resolv
deixar o destacamento eonimaiidado pelu alteres Miguel
.los de Montea, guarnrecudo as duas casas, e dirigiu-
do-me esta cidade para dar cotila \. Exc. deste re-
sultado, para que se digne de leval-o an coiiheciiuenlo
do goveruo, a que d as providencias, que ocaso exi-
arremal.iio sugeita ao pagamento dos
Alfand'ega -2. de abril de 1845.Jaei
Lumiirlii ile Millo. _____
t C.| sendo a
iludios
SM Gerardo Man
L)et laragao.
Exc. M.ieeiu, lde abril de isf.'i. Illm. e Exm. Sr. Dr.
Claudio Manoel de Castro, chele de polica desta pro-
vincia. Vicente de Paula Carvallio, delegado de polica
da comarca da Anadia
Conforme. O amanuense, Ignacio Manoel da Costa Es-
pinosa
CMMErulO,
AI fu n dega.
B.endiincutododia98.........27:576/040
Desearregao hoje '2S.
Brlgue ingle/.y/criiMbacalhu.
ff/rigue Ingles Emilijdem.
BarcaAilaniercadotas.
litigueConeiifiode Mariodem.
l'RAiJA DO RECIFR, 11 DE ABRIL DE 1845.
III'VISTA SICMANAL.
Cambios.Houverlo trautactOes aSS Ifid. por l/woo rt-
Algodo. As entradas forao diminutas, c conserva o
preco de iA7(l) rs. a arroba.
Assucar. O preco geral be de l/HKJ rs. por arroba su-
bre o ferro, leudo havido alguinas vendas no
principio da semana a 1/150 rs. de qualidades
cscolhidas.
Couros. ."o olli'iccidos 130 rs. a libra.
I acalli.io. Entrro dous carregaineiilos com 4:050
barricas, que l'oro vendidas a lfllUe In.-nun
ris.
Itolaxiuha. Vendeo-se a 4/200 rs. a barrica.
Carne secca. tom um carrecaueuto de nuenos Avies
0 deposito he ue 18:000 arrobas ; as vendas
leein sido regulares de 2'200 a -J,.li."iH rs. da do
Hio Grande do Sul, e de -2/100 a 2/500 rs. da de
Buenos A) res.
humbo. Vend o-se a 15/500 rs. o de immicao.
I .iriulia de trigo. Chegrao 2:000 barricas dos Estados
1 nulos, com as quacs o deposito he de 4:500
barricas.
Dita de mandioca. llouvcro diversas entradas, e ven-
deo-se um carri'gaineulo de S. Matlicus a
3y2lK) rs. o alqitcirc de medida velha, c ensa-
cada de 4^000 a 4/200 rs. a sacca.
I .i.ii' .i. Vendeo-sc com u premio de 210 por cenlo so-
bre a factura, da ingleza ordinaria.
Sabo ainarello. dem a IIM rs. a libia.
Entrro na semana 17 embacaees, e sahiro 15 ;
CXiStem no porto 07, sendo I austraca, 3 nicricanas, N
brasileiras, '2 liancezas, (i bespanliolas, III itiglezas, 3
portuguesas, 3 sardas e 1 siciliana.
lMt'URTACiO.
Amia, barca anielicana, viuda de Boston, entrada
no coi tente inc, a coiisigitacu de llenij Fostcr 6 ().,
iiianilesluii o segtiiule :
OIKI blticas com fariiiba de trigo, 50 barisde carne
de vacca salgada, l'.lS barris e 20 latas inanlciga de poi-
co, 120 barricas niilhu, 211 barricas e I caixa l.uinlia dr
milito, 40 barricas feijes, 3quartol.is c 14 barricas pre-
suntos. 21 (pianolas e Uieio dita arto/., l!l fardos algo-
dosiulto, 5 caixaa phosphoros, 3U0 resmas papel de
einbiulbo, 50 caixas queijos, I balauca romana c per-
tences, 2 caixas laxas de Ierro, 1 (lila inedicauenlos ,
aus consignatarios.
limilij, btigiie ingles, viudo de llalifax, entrado no
crrente niel, a consignajo de Me, CallUOnttt O., ina-
nilstou o seguiute :
1,820 barricas 1,820 qtiinlacs de bacalho, 113 taimas ;
aus cousiguataiios.
lioviiuento do Porto.
Savios entrados no dia 25.
Barcelona ; 45 dias, brlgue hespanliol l'aiiuele de Canta-
bria, de 142 toneladas, capitn M. Antonio Mendeco-
I.iikI, equlpagein 10, carga lastro; a .\. O. BiebcrtcU,
Caravellas ; 2 dias, sumaca brasileira Santa llosa, de (i'2
toneladas, capito Francisco Caclauo de Aducida, c-
Ulllpageill 10, carga fatiuba de mandioca, a Manuel
.luaqutm itainos e Silva,
NavtOl entrados no dia 36.
Caravellas ; pela /'ala, 24 dias, sumaca nacional '. ./. .
Vencedor, de 31 toneladas, capitn (Jarlos Antonio de
Jess, equipagem 8, carga fatiiilia de mandioca; a
Francisco helem,
//ala; 13 dias, sumaca brasileira Lagarto, de 30 tonela-
das, eapilo Francisco Mttniz Caldoso Garaceua, equl-
pagein 0, carga fariiihadu mandioca ; aocapltfio,
Savios sabidos un mesmo dia.
Sag ll.i bnr; galera americana TascaroM, capito II; lili i
le; com a iitesma cargaqtie Iroiixe.
Trieste; barca austraca l'crasliua, eapilo M. Serovich;
carga assucar.
Eiiilal.
Jurme Curanto Mara Lumachi de Mello, eseriviio sirrindo
de inspector da alfanilega por S. M. I. i/ue Veos guar-
de &c.
Fas saber que buje, 28 do eorrenle, se ha de arrema-
tar rm hasta publica a porta da uicsma ao mcio-dia, 78
glezes, aos quaes o povo siciliano Itavia dado este appel-
lido em tazo das suas fardas encarnadas.
Vio F'abiu com efeeito avaticar na direero de Tra-
paui un carpo de infanlaiia, que pelo uniforme nao
era dillicil de reeonhecer por Ingleses. NenllUin encon-
tr ihe poda ser to Inportuno; a quercudo evital-u
Sem dar mostias disso, eufreioii o cavallo, c pelas re-
deas o foi puchando para una quinta separada, que,io
longe havia descoberlo, quasi loda escondida pni algu-
ntas ai votes ; e grande foi osen cilicio, quando ao apro-
xiiuar-se, vio a ordein que reinara uella : una cerca de
jasinins e ruineiras a piotegia da invasu dos aiiimaes,
ludo ,ibi respirava abastanza c asselo. Este lindo lu-
gar chania-se Spagnola.
Minba bella ama, disse Fabio una moca e fras-
ea aldea, que dava de mamar a um utrnino gordo e ro-
busto, lela \ n,. a buudade de me cuuceder hospitalida-
de por algUOS instantes? Eu e o meu cavallo estamos
bem caneados.
Etilre.Sr., entre, respaudco donosa a linda rciidci-
ra. i'oueo he o que lentos; mas ludo est s suas ordens.
Una boa velha vcio ao encontr do eavallciro, em
quanlo mu rapazilo de 7 a 8 anuos ennduzia 0 cavallo
esliibaria, onde o esperara una ba raco de eevada, e
li no a discriefio,
Em quanlo se preparara ao nosso viajanlc urna co-
mida campestre, as tropas baviao chegada capilla e
deslilavao um frente da quinta. Fingia Fabio ulhar para
nutra parle; mas eslava plido, e um sorriso de colera
Ihe contrahla os labios; para nao ouvir o tatubor balia
elle no ladrilho com salios c esporas, em risco duas
quebrar.
feudo o Illm. Sr inspector da ihesouraria da laien-
.1.1 de remeller para Londres, e na falta para Liverpool,
Sil a 000 quintaes de pao brasil, que se acho nos res-
pectivos arinascilS, manda convidar aos Si s. prop ieta-
ios das ambarcaedes, que'quiserein contratar a condue-
o do dilo pao, para que at 30 do crlenle apresen-
tcni as suas proposias.
Secretaria da tbesourarla da Duenda de Pernambu-
co 2 de abril de 1845.0 ollicinl inaior interino//nu-
ci dos Sanios da Foitrtctt,
CMI'A.MH.V ITALIANA.
T II K A T lt o r 111 1. O-U II A V A T I co.
Terca-fcira, 20 de abril.
A coinpanhia, desejando corresponder no possivcl ao
reeiinhcciinenlo do respeilav I publico, ha combinado
levar a scena pela segundo ves O iulercssaule c bem
coiiibiiiado draina sentimental mi dous actos.
O ENGAO FEIJZ:
composieo considerada como una das principaes do
celebre mestre (iiaeeliino Hussini.
Alllil MIMO.
A belleza de Isabel, duquesa de /orgonlta, esposa de
Berlraiido, leudo enlhusiasmado as priiu ipacs |icssoas
do dueadu, fui a causa principal de suas desgracas. l)r-
moiido, depois de iuuieis tentativas para obter una cor-
respondencia amorosa com Irabcl, em viligancn aecn-
sa-a, ao duque, de fallara le nupcial ; aeieditaiido por
desgraca o duque uaqurlla falsa ImputacSo, ordeno a
seu ptinieiio ministro que occultanientc mande pren-
der sua consorte e a transporte a alguiu occullo lugar
donde proinplo acabasse o lio de seus dias ; lialouc foL
o eseolhido pata esta coiiiusso e por BCUlilllClllO de
bom coraco cumpriu o dccti to al o monienlo de dei-
xal-a soziulia em lima barquitilia a tuerce das ondas. O
amor que o duque tiulia por sin consorte O deixou con-
tilitiaiueute CIU Ulna alllico extraordinaria, tanto pela
peda daquelle charo objeeto. como pela causa que u
tiiiha obligado a lomar aquella resoluco ; su dar al-
giitu alivio a suas saudades quando, lem ser vislo, po-
dia contemplara retrato de Isabel, dedleando-lhe olgu-
inas lagrimas. As ondas do tuai tililltiu levado a ii.u-
lillinha da pobre Isabel para a parte do litoral das mina
de ferro (pie exislem uaqiiclle pais, ('Tarbalo, COJU-
iiiaudaute dos Irabalhadores, observando aquella si nho-
ra abandonada de loo cruel modo ao capricho i\n mar,
lanca-se a salval-a c a eoiidtu sua casa daiido-llie o
tilulo de sua sobriuha e o lime de Lisa.
Varias coiubinaiocs lazan eonlieeer a Tarabulo que
sua supposla snhritih.i era a mesilla duquesa de Borgo-
nha de qiieni se havia espalliado no p.ti/, a noticia de ler
fallecido.
l'assado o decurso de (i anuos, 0 duque Ilerlraiido se
ve obligado a recorrer s froiltciras de sen paiz e lomar
todas as precauces de seguranza contra o duque seu
visinbo que lite trulla declarado guerra por etiquetas de
esladu, etc. Esta easualidade \\t COlll que o duque vies-
se para a parle das tullas de ferro onde liiialmenle ei>-
coutra sua chara esposa, que j stipptiuh.i perdida paia
Siinpie. Desie UlOlUCUtO priueipioit 'farabolo a etiqtre-
gar lodos os seus calreos, para fazer provar a innocen-
cia de Isabel, e-a infamia de seus calumniadores: suas
astucias e diligencias para esle elleilo flo coro.idas
como devia esperar-se ; venceo a viiludc c fui easliga-
du oorinie!
FsrsojMUfras.
i ei liando, duque de Rorgonha.
Ormondo, priinciromiiilslro, .
Ratone, privado da corte. .
''oros de eoite/ns.
Isabel, debaixo do lime de Lisa.
considerada como sobriuha do
Chele dos iir,eirus,duqucza de
Rorgonha........
Tat.ilioto,hollino franco, de bom
coracao c chefe dos iniuciros
naqnelle ducado.....
Coros de guardas de palacio e Irabalhadores das minas
A suena representa um lugar tnontailhoso onde lia
unta pequea cabana, residencia de Tarabulo, deiroilte
da estrada que conduz os Irabalhadores para as dillcren-
tes minas.
Director da orchesla Mr. Grosdidic
Prf.O$ dcciitraila.
Cadeirasde galera de I.' ordem para liomem. 2/W0
Ditas de 2." e 3." para familia........2/IIHIl
Bilhcies do pla'.a............l/ooo
Os liillietes vetiileiu-se ni ra larga do Rosario u
30, prinieiro andar, e no dia no thealro.
I-SS
Actores.
Carlos I ieeo.
Manoel Francisco da ("
l.uigi Guiuonl.
Margal Ida Lemas.
Giuseppc (all ni.
Avisos iiwii idilios.
1 Para o Furto o brgue lioa-viagim forrado t
encavilliodo ae cobre e do superior marn! ; quein no
un Mu. quizer corrugar, ou ir de passagein duiju-se
a Francisco Alws da Cunha na ra do Vigario n. II,
prioiuiro andar, uu ao captlao Anlunio Ferrcira Nunes,
na praca do Couunercio. li
3 Para o Rio de Janeiro segu o brlgue brasileo
S. Manuel Augusto, capito Manoel Siiiioes; recebe carga
frrte, esclavos e passagelros, pantoque lein bonscoiu-
modos: quciii pretender, cnlenda-se com o dito capitn.
3 Segu viageui, em poneos dias, para o Rio de
Janeiro a sumaca l'erola, forrada de cobre : quctii qui-
zer cairegar alguma carga miuda, eseravos, ou ir de pas-
sagein, cntenda-se com o consignatario .Manuel Ignacio
de Ollvcira, lia lita de Apollo II. 18. (5
3 .V V. French, capito da galera americana Jfas-
lem, arribada na sita viagein, do Manilla para Nevr-
Vork, precisa tomar, ,i risco nial iliniu sobre a quilha, C
fete da dita galera, a quautia de nove ionios de i s.,
poueo mais ou menos : os preleiideules poucm euten-
der-se cora os seus consignatarios, lleurv Forsler &(.a,
ra do Trapiche n. 8. 7
2Segu, no dia l.'demaloiiupreterlvelnienle, pa-
obj'--!." -.-o isa.iaii.ii
De repente fes-se grande rumor aporta da casa. Fa-
tigado da marcha u du calor, e cuberto de poeira, un of-
licial superior seguido de tuna parle do seu estado-m.ii -
Dr, havia-se retirado da estrada, ese eiieaiiiinli.na pa-
ra a quinla i (Hilando riTresear-sc. Neill foi baldada
i sua i speranca : as duas nuillieris servirn gneros t-
meute a elle e aos seus, todo o viulio que pediro, e u:iu
pediro poueo.
Fsleollieial superior era o general Mac-Farlane, que
de 'I rapaui se diriga entilo para Matiara a testa de una
divisan, lo nico intuito de vigiar de mais pello a real
desterrada de Castelvelrano.
Quando elle em o sen estada inaior acabar,o de be-
ber copiosamente, laucn desdenlinsaiiieiite as niullie-
rrs alguin diiiheirn, ipie ellas recus.nao, c sem Ibes di-
rigir o nienor agradcciiueiito voltou a jiasso para a es-
trada.
Bls-abi o que sao Ingleses! murmuroit Fabio que
presenciara eata scena de una jauella, Suppein elles
inr ludu pago com o seu dnlteiro, e que bao de cor-
romper aojos com suas inslenles prodigalidades,
Entretanto dous ornoiaes do sequilo do general, que
havio notado a belleza d.i joven reudeira, iliix.uao-.su
du proposito liuaratraz; e quando se viru IOS e foi a di
vista de seus couipanlieiios, prendct.ioos cav.illus una
arvore, e vollrao a casa, A velha acab iva eulao de en-
trar para servir a comida a Fabio, o rapazilo estiva na
estribara, a crlonca dorma no seu berro, e a bella ama,
que era sua inai, rrpousava un poueo (lisiante.
Aproveil.ito-se desla cireumslaiicia osdousollii iai-s,
chegro-se a ella, e coinccro ]iot dirigir-llie desen-
(habidas giljuiaiias mas como uo ublivcssciu a rea-
ra O Rio Grande do Slll, COin escala pelo Rio de Janeiro,
o brlgue nacional l wn;n lidvr \ para passagelros e esera-
vos a lete Hilase COlll (mines & liiuao.ina de Apollon.2.
2--Para o Viaeali sai no dali de tii.uo, por ler o seu
carreg.menlo quasi proiupto, a sumaca (anoto, inestic
Jos Goucalves Simas; quciu na uicsma quiscr ca regar,
ou ir de passagein, dirija-sc iua daCrui na ll.eife,
por baixo do dcpoiil de rap alctirou ^s C, n 26, r ilda
de Fin/ Jos deSa \iauo. (li
2 Saldr no dia 7 de malo, pira o Porto, omuilo
vrleiro brlgue portugus Printarrra, de que he capilo
los i arlos Ferreira Soares, por ter a maior pane do seu
corregaiuento pi implo : quera nelle qultrr carregar,
ou ir de passagein, lale rom o dilo capilau, ou i'iiiu o
consignatario Antonia Joaquim de Souza Ribeiro. ((>
Leiloes.
3 Roope Hrooking far leilo, por intervencio do
cndor Ollvcira, dos restantes fundos do seu esttbelc-
vimeiito, para liquidarla por estar a relirar-se para In-
gla(erra),consistindo ein eers eja engarrafada, e dos mais
superiores vnilms Madeira. \erez. Porto, Malaga e
Chaiupanha, tamben) engarrafados, de cha, mobilia, In-
clusive cautas de ferro, e do mais que m' palenteaia :
terca feira 29 do concille, as 10 horas da maiihaa em
ponto, no armaxem i\~i ea>..i de quatro andares com mi-
rante, perteiicenle ao Exm. Senador Manuel de Cuclillo.
n a l lia do A nuil i ni ; e advui le-se que O trato de arrenda-
llienlo da dita casi por dous anuos e tiiein, que ainda
faltan para liiid,ir-se, ser igualmente vendido na ines-
tua oecasio, pelo que se ajuslar. 114
3 Hoje 2S du con ente, pelas II horas da inanha,
se f.ua leilo judicial das l'eiragcns e niiudesaa da loja
de Manoel de Snuza Raposo, sita no aterro da Boa-vista
D. 04, cujas fa/.i tulas scio irn inaladas cutiles, pata
un Huir couimodidadu doi lieitanies; podendo esles cora-
parecer na mesilla luja, 110 referido dio e as horas indi-
cadas, .ivmiii COIIIO poder, io ver os sortinientosilos lotes
ciu lun do poi t.'iro Joa lanu.ii o Serr.i Grande. (8
... .-.
usos diversos.
Fa/eni-se, rom tniiit i perleno e brevidadi', bali-
n as, Minara barretes, e loda a qunlidade de ornamen-
tos ced si,i-lieos, e por preco COIIIUIodo no becco do
Ouvidor u. I.
Miigiiem compre, era fara negocio algum, rela-
i\ iiiieiil a um siCOi na estrada das Ulliclos, que loi
lo fallecido Jos Antonio de linios, r que lica deironie
lu sitio do fallecido Ignai ia da osla Miranda ; porque
dito sitio pe I, m -e a .uiuiini ianl abaivo a-signada, lilil
C lleiil, ira diquelle l.enu-, c CSU" aiiiiiineio piibliso ser-
lira de aviso a todos, e seguranc.i ao direilo da annuti-
cianlc, que val tratar dellc ciiijiilxo.
Clara Francisca de Jezus
i u abaixo assignado, instruida era varias discipli-
nas, tcill tiberio em sita casa, na ra da Sania l.'ruz n.
21 una aula de pi uncirs Icltras, e mura de latina: as
pessoas, que qiiuciciu l'reipieiilar .lignina ib'Stas disei-
l'.liuas, o pdeill procurar; pois proillCllC da sua parta
lser, que os alumnos cul breve lempo se adiantein com
utiliuadci e tainbcn euslna as casas dos alumnos, por
preyo mili commodo, c cnsina a alguns gratt, se nfia
poderem de todo pagar.Francisco Virissimo Uandcira.
( ata de com me re o de compra e vi udat tlt esclavos,
na rUO d'Ag0U-ti riles n, i(i.
Kecebrin-SC esclavos para se vender de coiiiuiis-
sito, levaudo-so dous por cenlo de venda, e compra; as-
sini como recebeill-SC objeclOS de nuro, prota, trastes,
i le. dando-se a tudn cumpeteiite garanta,
3 Quera precisar ib um bom adiuinislrador |iara
engenho, pois tem baslaute pralica e he inulto activo,
aluda inesnio para fazeiida d algodo: va a ra dos Pra-
zeres, priracira casa, ou aiinuneie, para ser procurado.
3 AlUga-SC O segundo andar e sotan da casa da ra
di Moeda u. 0, COlll olio quartOS, duas salas, duas co-
sinhas, cujo andar he multo fresco, pordeilar os fun-
dos para o mar: assiui COIIIO a loja da mesilla casa, que
acacha toda lageada, e proprla para arinasein, leudo a
i.ini igeni de ler o enibaiipie no fundo da uicsma tam-
ben! se altiga luda a casa, a qualquer pessoa, que nisso
convi liba: a fallar COlll Prxedes da loiucea Couliiiho,
a i na da Hospicio n. I i-
A pessoa que lein aiiiuiiiciado precisar de una ama
para casa, dll'ija-se lie Haz da nialriz de S,Antonio li. 20.
*2 I ie I lio i (, i nn al\ es Pe re ira Lima embarca para o Rio
de Janeiro seu escravo Ra/ilio. (2
2 Antonio da Silva IVrreia i.\/. seienle, (pie pelas
7 limas da nonti do dia 21 do concille mez apparceco
mu negro, eui mangas de comisa, c calcas de quadri-
nhos, ditend, que viuha da parte do Sr. Anlunio Se-
bastin, fiiuilelro, morador na ra do lioa-Hora eiuOliii-
da, dar un re.ido iiieu lilllO mais vclho, e nu u quiz
eoiili.it a sita llli, ueiii subir ; desej.nidu siiiuente fallar
cora oproprio meu lilho, ignorando seu pal, esua mal,
o que o negro pretenda : rogo ao dito Sr. baja de au-
nunciai por CSla falla, o que quer com o meu lilho. In
3 Claudio Jos do S.ntoi vai ao Ferio cotu esca-
la por Lisboa levando um sua coinpanhia dous lilhos
de mime .loe u Mane. 3
3 No patuo da ribelra, sobrado de um andar n. 15,
ainda su pude adtnillir mais alguns alumnos para so
iiistruirein em ludo ijuanlo durespeilo us primearas le-
Iras, como na graoimalica nacional e latina, com o lelo
e actUldsde que ale hoje tem o aununcianle empre-
gado. (6
TBEI
de X. do Livraaiento.
Iltijc ->.) do corrale, ando iinpre-
terivelmente as nulas desti loleria, e o
resto dos bilhetes eslarao venda at iO
horas o nuii nos lugares do eostume.
U Doutor" em medicina Alexandre
de Son?.i reieira <\o Carino mudou-sc
para a ru i Larga do Rosario n. ?.8, sc-
Eundo andar.
posta quedesejavo, e os seus moinentos erao contados,
pass.H.'u de repente aos unios extremos; posorao-lhe
um lenco na bocea, c nrrastra*o-a para o mallo mais fe-
chado que lie.iva prximo a casa. O desespero arrancn
uiii grito victima, queapesar de abalado chegou aos
uu\ ules de Fabio.
I m,i lapida inlulfao Ihe fez presentir oque se passa-
va, c eulao irausbordiiro-lhe loilas aspaixocs, por lau-
to i. inpo coiiiprimidas; iuipeilido pelo odio, pela viii-
ganca c tambcni pela sua gencrosidade natural, lancou-
se pelas pisad.-s dos roubaduresao scu encontr,e aopri-
luillil que ai istoll estelllleo-o COlll Ulll til o de pistola.
Veode-iii- Dudli \ grltOU lomli.indo o lerido.
Dudlev, (pie era o uiilro ollicial, puclioii da espada:
labio fes otuio lano, e ciu qtialro cuidadas, t.io promp-
toscoino o pensainento, pi o seu adversario fura de
COIIlb lie.
Passou- se o caso em menos lempo do que he preciso
para conlal-o. Scnbordo campo de batalba, Fabio me-
dio i ni um lauyar d olhos Indas as eoiiscquencias da sua
accSo, e poueo desejoso de disputara vida em umacom-
Ulissao niilil.ii, i imiposta de Ingleze.-, muiiluu a cavallo
Sem perder mu inmuto e parti a galope.
Os soldadosattrahidos ao lugar dacatastropbe pela
dilinnin da pistola, tentaran perseguir o fugitivo, e
at .ligninas bal i- Ihe enviaran; mas levava elle milito a
dianteira e ia bem montado, e assiin escapou a todas es-
sas tentativas; r delxando a estrada real, melleo-ae por
caiiuiilios poueo fn qiienlados c desapparecco todos os
olhos.
(Continvar-H-ha.)


4
Prccisa-se do um Irubalhadorpara sitio; pnl.rin-
do-se quo seju Portugus ; quera esliver nettu cun itanclo dirij i-w a > sillo do tallecido Capilao Je-
i 10, na estrada da I'.ranga Ireguetta dos Mo-
tados.
Precisarte de um boni amasiador, qaotaibs beo
do ser tico; na ra da Semtlla Velha padaria o. S8
Jos (jonceltes de Albuquerque conipi :i para o
Sr. lote Alexandro Pastos, morador na cidsde di- Ma<
ce id 3 meioi bilbi tes da segonds parlo da segunda no-
va lotera a favor das obras do N. S. do Llvramento ,
dens. Iii4,2903 e.917.
Manocl Altes Moulciro, bem conhecido ncsle lu-
nar propde-se a enslnar as primalras leltras, por pre
co commodo; os paisde familias, que quiorem ser-
vir-s.' do teu preslinic, conbecerS o adiantameoto dos.
IOUI filhos na Boa-vista roa da Ponte Velha 30.
Antonio de Uollanda Cavaleanll embarca para o
ltio doJandro o seu escravo Noberto, erioulo.
OfTercce So urna crloul i para ama do casa, que
cetinha, en^cmma e fu lodo o mili sertico do urna
casa ; quem de iou prettmo se quiter utilltar, dilija-
se a trves-a da ra U lian, 7
Offertce-se um cnoulo moco para ciiado ; quem
o pretender, dlii)a-se a :ua Nova venda n. DI.
Precisa-te Ue urna Porlugucza ou e;lrangcira ,
quo la Iba coser e engommar bem, para o torvlco de
urna casa de pouca famlllu; na la da Aurora n, 4-2, se-
gundo indar.
o Atieres l.ou renco Joi Romio,ii'ndo de ir ao Rio
il-' j i--iio leva em su: compenhta uina sua escrava
crloula do nonie Marianos a qual leva um tubo me-
nor, fi r o, de oome Minad.
_../^J Ka cslribaiia da ra Florentina aluglo-se ca
' tallos crecolhem-so para seren tialados ,
'diaria o raenialineote, 3
1 Aluga-ie a lojl da ra do Queimado n 'i ;
quem a pretender dirija-se ao segundo andar da u.cs
n .... a. -3
I O Sr. I,. A. S queira mandar pagar IJ90 rs. ,
loipoiledej caitas do stbio, quecomprou para a ven-
da que o nn sino .Sf. leve visto nao su poder encon-
trar ern easa o mesmo Snr, quando ho procurado, .';
i Itoga-sc ao Sr J. P. Q. queira lera bondade de
i: andar pagar lo../ rs. do saldo do espermaceti), que
' :: ; v-' para celta sociedade. 3
I Aluga-so urna casa terrea na ra da Concei(o
da Boa-vista, com bastantes comwodos, sala forrada,
cosinba tura quintal com cacimba, calada o pintada de
novo ; no Atierro da Uoa-vlsla n. 'il. M
1 Iurlrao da casa do abaixo assignado na tarde
do dia sella felra i 96 do torrente, urna carteira pe-
quena verde, contendodentro da niesmi urna let-
tra da quaalis de 97/285 rs, pastada ao annunciante,
em 25 do torrente, pelo Sr. Juo Maitins dos Santos,
a mi dias pois o arinuricianlo j.i preteoio ao Sr. fuio
Martin dio nSo pagar sena i ao annoooiaule, cuja lot-
trase acha sellada no dia, que eila deiappireeeo, o sus-
peila-Se le sido loriada pur urna prola que audava
vendando tolas do carnauba n.uito alvos com sebo de
Uollanda ; quera adiar, ou souberda dita caiteira, (la-
ja dedirigtr-sea ra de 8. Hita Nova u 91, quu se gra
tilicar com alguma cousa U se Qcart obrigado. Juu-
ijvnn Antonio de Tiwjo Lma. il'i
I Mara Claudina do Mello, senliora do engenbo
i'cchusu uoUrmodo l'oilo d Petra piovincia de
Maclo, siisa ao rospeltatel publico, que,tendopas
sado unij proeuracSo bastante a scu lillio Aleandre
lavares de Mello, osla nio tei vigor, visto nao estar
mais enctrregado doi negocios da annuDciante. ti
!> Aluga-SO urna casa com 8 quartol o duas s las.
i m grande quintal murado na frente e cerrado dos
jados com gran le cacimba fiita de novo, o multa hur-
Ultca e artoredoi de (ruto, que prnclpiio a dar, no
principio da estrada dos Aflliclo9, u lainnem su vende;
na ra da Cadelo do Recite o. SI. (
3 Aluga-se o segundo andar e solio do sobrado da
ra Direila n. 20 com cminuodos para grande lami-
lla e por preco mal commodo du que eslava alujado;
a tratar na ra ilireita nadarla n. ai, I'i
'i Manoel Luiz da Silva embarca para, o Rio de Ja-
neiro u scu escrato erioulo, de nonio loio de an-
uos pouco mal ou menos, 3
o- Precisa-so alugar um escrato, que entenda do
servlco de campo para tratar de um litio pello da pro
Ca ; (uern tivere o quiter lugar, Miija-sc a ra de
Cadeia do Ucifu n. 9, que achara com quem tratar, 'i
!2 Aluga-so o sobrado de um andar, da ra da
\ iracSo no baiiro de S. Antonio ; uina casa no bair-
ro da lioa-iisla ra Velha o. 66, com quintal, oca-
cimba; c ouira nova no bajrro de Fra-de-Portas, na
ra de (iuaraiapcj n. 13 ; a tratar coro o proprietariu
Antonio Joaquim de Sousa Itibeiru no seu esiiiptoiiu
ns ra da Cadeia do Recife n. 18. (7
2"Para certa espiculacao de negocio se'preoisa de
lOfis. a juros e lodosos n.i-zes se pagar 0 rs. de
premio a quem os emprestar, por totopo de O a s me-
tas, dando-se boa Hima para seguranca ; quem qui-
zer dar annuncie para ser procuiado. .'o
2 Aluga-se um sitio no lugar do lien edio defron-
tc da igreja com decente casa para grande familia e
n o i s duas casinhas so mesmo sitio, e Ierras para plan
taces J quem pretender, dirija-se s la das I-lores
n. 21. 6
X Engonima-se toda a qualiJadu de roupa com
asscio e prompltd&O ; na ra da 6. Crut da lloa-vista ,
icnda n. 3, calcada depedra ; assim como pretise-se de
jm caixeiro menor. 4
2 Dcsappareceo na manbaa de J5 do cor rente do
quintal de um sobrado do laigo das Cincj-Pantes um
caineiro ma> so com os ligoaes seguidle ; lid inl ira-
mente bramo com urna manchinia pela em Ulna
dasorelbas, e por maior ccrlesa lem-se-lbe cortado
um pidacinho quadrado ern cada urna das mesmas ;
Quem o pegar ou a quem for oll'erecido o mande le-
var em a tua do (Juenna-.lo si.biado n. !', qju sel ge-
ni rosamente recompensado. sj
Precisase de usa fetor, quelrabalhae entend
de planlacoes ; na ra do (Jueimado n. 44 2
2 1 roca-se a casa n. !), da la Imperial, por ou-
tra do mesmo valor follando t:n dinheiro o renlo do
valor da grande ; quem quizer dirija so a ra Vellia
n. 44. fi
2 Precisa so alugar um silio perlo dcsta prava ,
que nao exceda mais de uaaa legoa o aue teiiba gran-
de !mu de capim ; quem tiver annuncie para sor pro-
curado, 'i
2Aluga-so o terceiro andar da casa da esquina da
ruado Rosario delronteda igreja ; a tratar na ra do
Queimado n. 30. ,'
Respoode-se ao annuncio do Sr. Jos Luiz da
Silva (uimares, aobre o escravo que loouasiou ,
que de Olinda lia mais de 4 anuos doaappareceo de
casa do seu senhor, um eseravo du nomo Antonio
qual padicia um principio do frialdade por trabalhai
em olaria e assim visto o seu annuncio queira exa-
minar 6(i o dito escravo leni os signaes segundes ; se
bel- mu lembro ho de iioi.au Mina, de bonita liguia ,
estatura regula! cara mais redonda do que cumplida ,
de idtde quando dcsappareceo, 25 aonos e ja lailava
soffrivel ; sendo o dito, annuncie para scu legitimo do -
no juitlQcar a pagar nlguma despeza, quo tenha (ci-
to. (10
()n ropasse le loge d hotntne ct de
femme avec le plus grand soin. Fora
de I'oiUis ii. i^, atidcsstis clu Bar
bier.
Compras.
3 Coinpra-so effectivamonto diarios vclhoi a 3ZOO
rs. a arroba ; na ra dasClUtei, venda n. 32. 2
2 Compra-so quulquer porcao de papel, de embru-
llio ; na ra da Somalia Notl n. 4, o na praca da lloa-
vista deposito de assucar n. 7. i'S
Compra-<0 urna casa terrea na ra das Cruies ,
quu tenha quintal e carimba ; quem tiver annuncie,
ou dirija-se a ra da Sen?alla nova n. 30.
Yendas.
1 Vende-so urna barretina para inferior da Guarda
Nacional um refo corranla, o banda, tud > em mul-
to bom estado e por preco commodo; na ra da Cadeia
de S. Antonio n. I!), segundo andar, na mesma casa
tambetll su vende um n,el!iodo para violoe urna flauta
I Vcode-1" omi meia eommoila do Jacaranda, duas
das do ceiidui urna mesa uiando do amarello com
abas, e dous aparadores pan jintar, urna dita com
li palmos de compridu e 'i do largura urna carteira pe-
quena do embarque, ludo por preco commodo; na
ra da Cadeia de S. Antonio n. IV, segundo andar. 6
! Veodem-se .'! negrotas de 15 '.1 anuos, com lia
bilidadel ede lindas fiijiias ; um casal du pretos co-
ilntielroi porfolios o a preta engomma e cose; 3 pre-
tal de 90 anoos, boas quilandeirai; urna paida de 17
annos com habilidades e bonita ; uina pela de meia
idadu que sabe lavar bem u vender na ra ; um mo-
!:;. 1 i" annos ; na ruadas Plores n 21. (7
1 Vendo-so um piano do multo boas votes o bem
conhecido nustl pia(a por um dos bons ; um relo-
gio do prala multo bom, 3 paiesdo argolas, umaeiu/,
duas redomas, I alfioeledopeito dous-pares do bo-
loes de iu'iIio um auiiel 3 boles du abeituras, tu-
dodeouroo pur p fn; commodo ; na ra do Rangel
o. 3, pdmeiro andar, .7
I Venem-sc cortes de cassa-eliitas de cures fitas a
lOOOn. ditos de liscados moderno do ultimo gusto a
ilitO rs. ditos com IJ covados a 2/ rs. chitas escu-
ran du Cre litas a HOO rs. dita a 140 rs. o covado ,
ditas pretal a I id rs o covad.i algod.io trancado azul
proprio para escravos a 240 rs. bretinbll du rolo
inulto encorpadas a 2^ rs ditas du linlio de 0 tarts a
.12110 rs. madapoln enlistado a 5S0 rs. ; o outrss
uiuitis fazendas por commodo preco ; na ra do Cres-
po, hija 11 I do Jos Francisco Da?. (8
I Vendem-se dous prelospara todo o sertifo, mes-
mo para o de campo ; uina preta du boa figura per-
lera lavaduin e quitandeira por :is u- rs. ; urna na-
giinha du 12 anuos propria para so educar; urna par*
da de bonita figura, perfeila coslureira o eogonima-
deira c he rccolliuia de 18 a 211 annos ; un:a prels
moca com bom leito u com cria ; na tua llireila
ni 81. (6
I vcide-se um carrinho do '1 rodas o outro de 2 ,
com os competentes irreioi o un-.a parelha de cavados
rucos, bem crismados e ludo 1 <-m condicionado ; na
ra da Cruz 11. 7 prlmeiro andar. 4
1 Vende-so um piaoo d; muito boas votes e bem
conhecido nestl praca por um dos bons; oa ra do
Rangel n. 3 (3
I Vende se uina porcao de pedias, que tcivem
para calcada oualicercul por prefo commodo ; na ra
de S. Rila casa 11. 71. ;3
I -Vende-se sal de Lisboa pela medida velha Te-
chadoras du broca grandes, para portas, peneiras de
aiainii do lalao pula 1 ruitiina em bairis peque-
nos, do superior qualidadu masioi de meias de li-
nho retrot de primeira e segunda lorio do diOcren-
leicret, pecas de coetrosde algodao, toadlas du linho,
arCol para barricas,laiinlia du trigo de Trieste,da marca
3SS ludo de superior qualidade, e por prepo commo-
do ; na ra do Vicario 11. II, piimeiro andar. [7
1 Vendo-se um diccionario de Moraus, quarla edi
cao com pouco uso na praca da Independencia ,
livraria n. 6 eS. (3
1 Vende-se urna escrava do Angola ainda mota,
e sern vicioi piopria para qualqucr servito ; na ra
Nova, vendada esquina, defronte do Pollo das Ca
nas [A
1 Vende-se urna negrinha do idado do 14 annos,
ptima para lodo o icrtico 4 cscravas de natao, mul-
lo lindas do idade de 20 annos com bonitas figuras ,
eosem muito bem engommo e cosinbao ; duas ditas
quitandeiras ; dous escrotos do nayo nplimos para
o ler 1(0 de campo lodos du muito boa conducta, u
dau-se a contento ; na ra Uireita u. 3. (6
Vende-se urna ecrava crloula, de 18 annos de ida-
dade em vicios ; na ra du S. Jos o. 60, du manbaa
al as '.I lioras e das duas at as 4 da tarde.
Vende-se urna esclava parda, moca, ptima en
eonimadeia cuse, u cosinba com urna lilba do dous
annus u meio ao comprador se dir o motivo da ven-
da ; na ra Vell.a da lioa-visla casa n. 82.
Vende-se urna bonita escrava san vicio algum do
ii3cao Raca de 18 annoj do idade, com bas habl'i-
dades; urna lioda moleca deidadbde Is auno; una
uscrata perita engommadeira e coiiobelra um etcei-
lenle molcque proprio para pagein du idadu da I'1
urmos; um pardo bom cairciro e serrador ; um escravo
ollicial do pedreiro ; 3 escraios pecas ; um dito propriu
para sitio, por 2ul)' rs. ; na ra de Agoas Verdes o. 46.
\ unoum-su Vidros pala espelhos do vatios tama-
itos a prego commodo ; na ra do Vigano n. 4, lu-
gundo andar.
Vende-se urna escrava crioula do 5 annos, sa-
becosinhar o diano do urna casa, engomma pouco e
col chao ; so su vendu para torada provincia ; na ra
do Cabugu luja du mludesas de Costa Fajoge.
Vendem-so franjas du algodao de todas as largu-
ras e cures para ci rimados, um palaquim noto da Ra-
bia muilu 11 u o barato, urna bagaleila glande muito
nca e conlum o jogo du arces dentro por prefu com-
modo pannos de mesa de mel de sala de panno en-
c 1 nado de loa o da algodao chapeos de seda preta pa-
homeiii senliora e meninos supuiioios e mullo em
cunta,viu los de Frant,cbapeus de seda de'cfr. s edecre-
pu para senliora, e da moda; tanibein seapromptao do
golto quo su quizer ; tanibem se tendem buui fullas cai-
tas du pinito para 06 ditos chapeos, tallas para quem
dellas precisar, saltas de rica casquinba bordadas de
plata cfeteiiase bules du metal liso, muito em cuo-
ta titn par du serpenli. ascum lanlurnas ebegadas da
Inglateira, seda escocesa aos cortados muito em cun-
ta litas, rendas do tilo braoco o preto bicos de to-
das as larguras de linho flores finas e entro-tinas ,
muilo baratas, bandas mas para militares subalternos,
adragonas pura olliciues de catallaua da guarda nacio-
nal doco torco e do calda de Indas os quaiidades ; na
ra Nota n. 30, ond se cncontraia multas dltersida-
des do cousas por mais commodo e mais barato pre-
to do que etn nutra qualqucr parto.
Vendom-so 10 escravos, sendo dous cosinheiros;
dous mulatinhos de 8 a 9 annos, um bom ollicial de
sapaloiro e 5 proprios para todo o lervlto; na ra da
Craso. 5i.
2 Kende-se uina negrinha do idado de lia 13 an-
nos, cose e faz lavarinto ; DIJO* eslroila do Rosario
o-ilO. 3
9 Vendo-se um escravo bom serrador e ptimo co-
sinbeiro ; na ra da Cadeia velha n. 26.
2 Vende-se um selliin patente ingles com pou-
co uso ; na ra Imperial casan. 31. (2
9 Vcndu-so um sellim inglot, elstico, em muito
bom uso com estribos grandes de lato por preco
commodo, cumreloglo do patento de machina hori-
zontal, muito bom tegulador; noAlteiroda Roa-til-
lan. 54. (5
2 Conlinua-so a vender o bem conceituado rap
princesa da iabrica de Gasse do ltio do Janeiro ; nao so
do fino, grosso, e meio dilo como do principo ; o
qual lem merecido grande estima dos entendedores dei-
to genero cm virtude do seu bom aroma e conserta-
fo que ern ludo ritalisa com o princesa de Lisboa ;
os compradores dirijao-se a ra da Crut do Recile n.
38, defronte da cacimba.
Charutos Regala:
Cbegados ltimamente pelo tapor um glande sorti-
mento vende-se em casa de Pernando de Lucca, na
ra do Trapiche n. 34. 4
9 Vcude-secha hisson superior a 1700 o 200 r>.
a libra sabo amarello muilo secco a 100 rs. a libra ,
farinhc do Maranho a NO rs. a libra, dila de trigo a 80
rs. cafde caroco a 120 rs manteiga ingleza nota,
a 880 rs. masas para soupa a 100 rs. aieite doce da
Lisboa a too rs. a garrafa cerveja' branca bocea de
prata a 400 rs. a garrafa azeitu de peite a 280 rs. a
garrafa tinho engarrafado a 280 rs a garrafa e da
Pigueira a 2U0 rs. o telho a 200 e 240 rs e em cana-
da mais em conta, o todos 01 mais .eneros do taberna,
por mais commodo preto do qua em outra qualquer
parte ; na venda da ra da S. C'ut da Roa-vista n. 3 ,
calcada do pedra. !10
Cliuiiilos Regala e Primores.
domis ctcellente fumo, igual osChrskano, em cai-
tas de cen; na ra di Cru< 20, piimuiro andar. (4
2Vende-se umaescrata crioula de la para 10 ar.nos,
com principios du costura ; em Pra-de-Portas ra do
Pilar n. 108. ( 3
iNa loja de Manocl Jos (ioncalves,
Ra do Queimado n. 2
vendem-se lindos cortes de vestidos de chita com 13 co
vados e meio cada um a 2/ 2200 o 2'iuii rs. J
3 Vendem-se sellins inglezes linos montara de
homem ditos para seuhoia cabecadas rulicas ingle-
zas bozurro de lustro do supurior qualidade barre-
tinas com apparelbo rico para ofllciaes e soldados da
guarda uacional talins cananas e coireames ditos
de couio hra i.io para cavallaria espadas plateadas e
do ferro com roca c sem ella bandas ricas para olll
ciaes, o inferiores globos e estrellas aboluaduras
ilouradas linas para lardas do (avallara chicotes linos
para montara de senliora e homem e outros muitos
objeclos, ludo por preco commodo ; na ra Nova n.
S loja de Joao da Silva braga (10
3VenJe-se urna morada de casa terrea nova, na
ra da Palma ; a tratar na mesma ra n. b 2
v 3 Vendem-se os seguinles litios em inglez gram-
matica por Constancio historia da Grecia, Pope e dic-
cionarios tudo por baralissimo preco ; 11a ra do sol
11. 23, seguudo andar.
3 Vende-se urna escrava de Angola, de bonita figu-
ra moca, com algumas habilidades, principalmente
a de ser muito fiel o nunca tur fgido, o quu se afilan
ca ; na tua estrella do Rosario n. 10, terceiro andar. (4
" 3 Vendem-se ricas sedas brancas para vestidos de
noivados mantas do seda escoce to lindos chale de seda bonitos luios de linbo de
cores para calcas lutas do pellica cuitas e compridas
para senliora ditas enfeitadas ditas para homem ,
boijcguins para homem o senliora chapeos do castor
lira neos, ditos pretos franceses de supeiiur qualidade,
e oulras muitas fasunda de gosto ; na ra Nota n. 8,
e na esquina da ra do Cabug quovolta para a ra
dasTrinchciras, lojas de Amaial Pinheiro. i0
3 Vende-se urna casa terrea na tratessa do Mar-
tius com duas salas 4 quaitos, cosinba lora ,
quintal murado e cacimba; a tralar 110 Alieno da Roa-
vista n. 38.
3Vende-se urna venda na ra da Concordia, na casa
n. 4 e na mesma tendo-su um teireno na Capunga ;
um preto j do idado ; e a casa que serte do armasem
uu madeiras ; a tratar na mesma ra tenda n. 4.
3 Vende-se um terreno de 200 palmos de frente ,
com 1500 e tantos de fundo na Torre a margem do
rio Capibaribo equasi delronte do sitio do Sr. Fran-
cisco Antonio de Oliteira e bem asaim terreno Her-
rado para 7 grandes casas, entre as ras da Aurora e a
de Hospicio sendo um delles na (rente da ra da Au-
rora com 33 palmos di freDlo com caes e mais ter-
ruo alienado para 8 casas contiguas, na ra da Palma
e Concordia ludo por preco commodo ; na ra da Ca-
deia deS. Antonio o. lo, segundo andar. (8
3 Vende-se cha hissoo de Lisboa muito bom, a
0 2880 rs., manteiga inglesa, nota, a 960 rs e fran-
cesa a 040 rs. queijos frauceses, grandes a 400 rs. a
libra ditos do reino a i# ra. latas com paios em con-
serva de manteiga do porcoa 04o rs., dilas com lingui-
vas linas a 320 rs. a tara dilas do barril a 440 ra. a
libra paios a 240 rs. bolatiulia inglesa marcada ,
muito nota a 40 rs. paisas notas a 390 rs. Ugos a
li rs. peras seccas u 2'i0 rs. a.neitas a 320 ri. ,
no/es a 200 rs., cmendoas a 300 rs. cattanhas pila-
das a 160 rs. farinha do Maranbao a 80 rs. a libra ,
espermucute americano a 880 rs.,dito fiancut a 800 rs. ,
carnauba a 360 rs. a libra, cevada aova a 280 rs
muito superior doce de goiaba em caitOes de 7 libras a
I*- rs. tinho do Porto engarrafado a lo annos a 480
rs. dito da Msdeira secca a 560rs. agarrafa dito do
Porto em cunadas a 1700 rs. e em gnalas a 240 rs. ,
u lodo os mais gencros por preto coiiimudu ; na ten-
da da esquina da ra do Rosario por bixo do sobra-
do de 3 andares n. 39. (17
4 Vendem-se bichas de liamburgo muito gran
dse boas, e mais barato do que em outia qualquer
parlu ; na ra de Apollo armasem o. C. (3
5 Vende-se putassa russiaua muito nota a de
supeiior qualidade em barril pequeos ; na ra da
Cadeia do Recife armasem do assucar n. 12. (3
6 -Vendo-se, uu permuta-so por um sitio poquenu ,
que tenha ba baua para plantar capim, a que seja na
estrada do Manguind ou Ponte de Uchoa uina ct-
celluule casa terrea com grandes commodos o sabida
para a maie no principio da tua Imperial; a tratar na
mesma ra n. 9. /6
8 Vendem-sesaccas com farellos, pulo mdico pre-
to de 3/ u 6000 rs ; na ra da Sentada Velba u. 138. >2
t_ Vendem-se as admiraveis natalhas de afo da
China quu tcem a vantagem de cortar o cabello sem
offenca da pello deitando fi^ar o rosto parecendo es-
tar na sua brilhante moridade.
Esleatovem etcluiivaniento s da Chinha e s
nclle traballifio dous dos mais abalisados cudeos du
rica cidadu de Pekim capital do Imperio da China.
Herecommendadoouso distas navalltas por todas
as sociedades de sciencias incdicn-cirurgicas, tanto da
Europa como da Asia, frica e America, nao s para
prevenir a molestiai da cutis mais al como um Bolo
cosmtico ; na ra do Crespo n. 15. (10
5_ Vende-se um buhar com todos os seus pertenec,
do melhor goito o modelo que presentemente se pode
encontrar; a tralar na ra da Cadeia do S Antonio,
em calado marcineiro inglez junio do Sr. Cardlo da
alterengas n. 97. 5
(Va grande fabrica de licores do Atierro da Boa-
vista n. 20.
14 Acha-se seoipre grai desorlirr.enlo de lodas es
qualidadw de licores aesde o mais fino al o ordina-
rio de 110 n. a garrafa, assevera-se que os licores imi-
lao perMlteniente aquellei que ttem do Franca; lam-
be m existe grande sortimeiito do genebra tanto cm
botijas como em caadas ago'aidcnte do reino e do
Franfa dita de anit, espirito de 36 graos, charope
de todas as quaiidades para refrescos, dito feito da ter-
dadeira resina do angico, excedente para todas as pei-
soss que padecem do pcito ; na mesma lubrica se en-
cela de qualquer encommondado champes licores
o agoaardentes, tanto, para a provincia, como para es-
portelo; as amostras seuctio sempro francas aos com-
pradores e os presos sao por menos 4o que ern ouira
qualquer fabrica. (15
3=VeildC-ie, por um valor correspondente, um lindo
inoleque de ISainios, perfeito canoeito, pescador du re-
dhiba, e hbil cm qualquer outro servigo, boaAgiira,
sem vicios, c sem achaques : na ra de Agoas-.u-i des
1.21 na iiiesina casa, un silio com casa du vlvenda
a iiiaigeni do Capihanbe, por prego commodo. f j
Vendem-se a 4^000
saccas com a mellie-r farinha cjuc le ni
chegado do llio de Janeiro, tendo al-
3deire da mc-lkla velha, recentemente
esrinli.n cjcIj de bordo do patachoS, Jo-
s Americano; tambein se vnnde a
muito acreditada farinha de iMag e Su-
ruhy ; na rita do Crespo n. a3, primeiro
andar.
Vendcm-se mu lindos cortes de
chita a 2S000 2.soo e iS'foo ; na ra
do (jueiinado n. 375 loja da esquina que
volta pata Palacio.
1 Vende-se leilc puro a 200 rs. a
garrafa tanto no invern, como no vc-
rao ; no sobiado de um andar 11. 2, na
ra da Cadeia de S Antonio ultima
casa ao-l.ido do covenlo de S. Francisco.
[lape lMeuron & C.
Este bem acreditado e superior ra-
p vende-se com un mdico interesan
na ra do Crespo, canto da Cadeia, loja
dos Sis. G pin es & Cnrvalho : e troca-se
qualqucr bote que por casualidade nao
agradar ao freguez
lisera vos
Fgidas
1 Fugio pelas 6 lloras da larde do dia H do tor-
rente, do casa do abaito assignado um seu inoleque
de nome Domingus, de naci Baca de l'i anuos, seo-
co docoipo estaiura rexular pl uherlos para (;a ,
beifos grossos, born ladino; leou calcas de algodao
azul, c camisa de algudaotinlio liso ; quem o pegar ,
lete ao Recife loja do ferragens que receber it)// rs.
"Joaquim Jos da Costa l.eitdo. (7
1= No dia Quinta felra 24 do crrenle fugio do
abaiio declarado urna prela du nome lielfina de 01-
(5o llenguela de idade de :'0 anuos pouco mais ou
menos de boa alluia e bem parecida cor bem prela,
be bem Ir-dina por ler viudo pequea da sua lena ; le-
tu tcstido do liscado de linho azul escora, j sujo, ca-
misa du algidauznho < sthio s tambem lovou as ort'lias urnas pequeas argolas, por
seren cousa della nao sei fe sao oc curo ou do la-
ti tem em cima de um dos peitos a marca que trou-
io da sua trra que be um triangulo com um 1! den-
tro ; roga-se a qui m a pegar, o latoi de a li var na ra
da Concordia por detrs da igreja de N. S. do Carino
em casa de Joao dos Santos Nunes Lima quo grati-
ficar todo o trabalho. \-
4 Em 20 do correle fugio urna preta de nome Iza-
bel de idade de 30 anuos pouco mais ou menos de
naci Benguella magra bastante altura regular, lem
os buracos das orelhas grandes assim tambein os do
narit por lomar tabaco u marca de ferros nos torno-
reos por estar algum tempone lies, be latadeia o luglo
do sitio anode latata;roga-se a todas as autoridades po-
liciaes de a pegarem e lavaran a ra da Cadeia do He-
cita n. 25. (ij
3 Boga-seas autoiiddcs polidaes c capilies do
campo e mesmo pes.oas do poio a apprehoncSu I de es-
cravo de nome (Jabriel, de nc3" Mocambiquu, de ida-
do pouco mais ou menos do 30 annus o melhor signal
por oedo pode ser capturado he ler na mo direita *
dedos as pernas um lauto arqueadas ps muito mal
leiloi e grossos, anda com urna cinta de quadros encar-
nados amarrada na cintura e shapeo de seda preta j
usado, caifas brancas de brim trancado ja usadas o
sujas tem sido encontrado na ra da Guia Uecco-lar-
go pateo do Carino, eem urna venda de garapa na
ra Xova delronte do isnquo ; o abano declarado
piolosla perseguir com tudo o rigor da le a quem o ti-
ver oceulto ; quem o pegar, leve a ra do Llvramento
n. 3a, ou na prensa de Joaquim Jos Perreira no Por*
le-do-Mattos que ser recompensado ; o escrato au-
sentou-se no dia 18 des te crrenle me/. i i
3 Boga-se as autoridades policiacs espitaos de
campo e pessoas particulaies de apprehenderem o pre-
to Luiz Paulo, escrato quu Col do fallecido Machado
das comfasendas em Usranhuns para onde se dii
foi ; os signaes sio os seguinles ; baixo. muito barba-
do telho, alejado das duas mos, que as nio abre per-
feilamenle; quem o pegar, luto a ra do Queimado ,
loja de lasendas n. 41 uu a Passagem dos Arroma-
dos que ser recompensado ; o preto lu^io no da 11
ducorrente. (#
PEHM. ; ISA TVP- DE M. F. DE TAMA ib/j.


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