Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05552


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Full Text
Anno de 1843.
Qiinrla feira 9
mmnag.* 'u.mBB
O DIARIO publica-se tixlos os dias que
nao forrin de guarda: o piejo da asigna-
tura lie dc4/rs. porquartelpagaiadantaoV.
Os anuuciosdos assfgnantcs iffo Inserido
a razo de 20 res por iinlia, 40 rs. eiri typo
difieren te, c as repetires pela inctade.
Os que nao forem assigiianlcs pagao 80 rs.
por liuha, lGOeiu lypo dilereme.
PlIASES DA LA.
I.ua nova a C as 5 h. e 21 uiin. da tarde.
Cretcenle a 14 as 7 hor. e 4 inin. da larde.
I.ua clicia a 22 as 4 hor. e 52 inin. da man.
Mingoantc a28as !> lior. da tarde.
PARTIDAS DOS COMIMOS.
Goianna e Parnlijba, Segundas e Sextas (ti-
ras.
IX o Grande do Norte, checa a 8 c 22, c parte
a 10 e 24.
Cali, Sii uli.ic ni. Rio Forinoso, Porto Cal-
vo, e Maccvii, no l.u, II e21 de eada inri.
Caranliiins e l'onito a 10 e 24.
Hoa-Vista e Flores a 18 e 28.
Victoria Quintas felras.
Olluda todos os dias.
PUEAMAR DE HOJE.
Primcha as f> li. e 54 inin. da manlia.
Segunda as_G h. c 18 minutos da tarde.
de Abril.
Auno XXI N. 78
DIAS DA SEMANA.
7 Segunda S. Epiphanlo, Pesia Nacional.
Nao ha despacho.
8 Terca S. Aniaiicio. Relajan, and. da J.
de Dlrclto da I.* vara,e do J.dot Pe toa
!l Ouarla S. Demetrio, aud. do J. de l)i-
reito da 3. vara.
10 QuintaS, Etcqulel.aiid. do J. deDIreito
da 2, vara.
11 Sexta 8. Leo Magno, and. do J. de Di-
rcilo da 1. vara, e ilo Jllit dos FeitOS.
13 Sabliailo S. Vctor. Re., aud. do J. de
Diieito da 1. vara.
13 Domingo S. Hermenegildo.
CAMBIOS NO DA 8 DE ABRIL.
Cambios sobre Londres.....25 '/.,.
i Paris 372 ris por Crneo.
ii ii Lisboa 120 por 100 de prem.
Premio de letras de boas Armas I ''.. por%.
174400a I7#:>00
17/200 a I7|300
-'.'inu B/C00
I ..-.'1111.1 I suso
I-asila 2*uiM
IsWOa 1/080
1*200 a 1/280
560 a 58o
.so-mo
Quro Mocda de 6/401
,. deuMOiluov.
,i de 4*MIMI .
Prata- Patacdca......
ii Pesos Coliimnnres
i I tilos Mexicanos .
Moni.is de i patacas
Ditas de una .
AccOcs da C do Beberibe
PARTE CFFICIAL.
Go.erno ta Provincia.
Espediente do din 2 do eorrenlt.
OllieioAo inspector da iliesouraria da fazenda, de-
terminando, eompetentciueute auloi asado pelo decreto
de 4 de maio de 1831, e pela oidciu do tribunal do llie-
souro ile 3 de jullio (lo anno lindo, que, sob irspousa
liilnl ule da presidencia, maulle abonar a quanlia ueces-
saria para pagamento da jiui ccntagcui vencida pelos cm-
pregados d'alfaudcga cm mal cu lindo, c do que vcucc
reui em o concille mes, e nos de maio e juubo dcslc
auno.
DitoAo director interino do lycco, exigindo, para
traiisjnittir a asseinbla legislativa provincial, una in-
1 u lu.u.ae cerca da representarfio, que llie enva, em
que os habitantes da fregiitzia de S. .lose peden) a crea-
caodc una cadelra de gramuiatiea latina.
Dito Ao F.xiii. e Rui. hispo diocesano, reinetteiidn
tima rrprcsentaco da cmara municipal do Orejo, para
que, segundo exige a assi mbla legislativa provincial,de
obre ella o seu parecer.
Dito Acamara municipal desta cldade, ordenando,
em consequeneia de rcquUlco da assembla legislativa
proiiucial, que informe sobre a prcleuco de Manuel
Joaquim Silvcira, constaule do requerimento, que re-
uiette.
DitoAojllil relator da junta dejuslica, enviando,
para, depois de visto, ser presente a luesuia junta, e
por ella definitivamente julgado, o prucesso do soldado
Francisco Ezrquicl da Silva Aroma, acuinpauhado de
un ollieio do cominaiidantc das armas, e de copia do
imperial aviso, que se elle lelere.-Lonvocou-sc a jun-
ta tic jusliea para o dia 4 deste mes.
DitoAo inspector interino da thesouraria das ren-
das proviuciaes, ordenando, que mande por em iu.ua.
vista das clausulas cspcciacs, que Ihe transmute, a
lactina d'uiulKUerro no Holl, a coustrucfio d'uiiia por*
cao de muro noatterro (los A Togados, e o levantainenlo
I'iiiii arco i|ollarro. Comiuuiiicuii-sr ao i'iigenheiro
i'in ehefe, c 00 inspector-liscal das obras publicas.
lint ,in (lia 3.
OdeloA cmara municipal de (arauliuus. reiuel-
teudo approvado pela assembla legislativa provincial, o
artigo addiclonal as suas posturasItcnietterao-se is
respectivas cmaras, e laiiibeiu approvados pela assein-
Mcn, os .o ug.is addiciouaes av posturas do /i'rejo, c a*
postur.'vi de Igual assu' e /ioni lo.
Dito. Ao inspector interino da thesouraria das ren-
das proviuciaes, exigindo, para traiisiniltir a A. L. I'.,
Ulna copia do contrato de airendamento da casada viu-
va l'iies, contra do ollieio ilo inspector da thesouraria,
ao UieaillO contrato relativo.
DitoAo pagador militar, iutclligeneiando-o, deque,
segundo 0 disposto no aviso da .secretaria da guerra de
28de l'evereiro deste auno, lleve S, me., senipre qiicen-
t'uuli ir iliiliciildades no saque das quanlias, pruveiiien-
les da venda da plvora, fizer reeolhcl-as i thesouraria
ila licuda; qual prevenir se se deve saciar a favor da
pagadura das tropas da corte, ou da fabrica da plvo-
ra (.'oiumuiiicoii-sc ao inspector da thesouraria ds fa-
lcada.
DitoDo secretarlo da provincia ao Io da assembla
legislativa provincial, declarando, que o Exni. Si', pre-
sidente ha designado o dia 4 do concille, para ao ineio
dia, recibir no palacio de sua residencia os actos legis-
lativos decretados, que por urna dcpiitayu da mesilla
assembla teem de Ihe ser aprrsenlados.
/dra do dia 4.
OllieioAo.inspector interino da ihcsouraria das
rendas proviuciaes, ordenando que, por cunta daquota
votada no art. 13 da le n. 130 de 2 (le maio do anuo pr-
ximo passado para acquisicao de documentos que inte
restar possfio historia da provincia, agencio letras no
valor de 200/000 rs. fortes, a lim de seren maulladas pi
ilisposiyao do encarrcgailo dos negocios do imperio na
curte de Portugal, para que este olitnha da Torre do
Tombo de Lisboa aquelles dos referidos documentos,
que .illi por ventura existao.
Dito Ao eoiiiiiiandante das anuas, exigindo, cin
i iiuipi inieulo d'ordciu imperial, una relacno iiiniual
dos piisioiiciios do Rio CiiainU- do Sul, que exislem no
presidio di ilha de Fernando, eom declaraeao do lempo
;i que l estilo, do motivo da prisao, e da senteuca de
qiialquer driles ; e bein assiin outia dos que forao niaii-
dados vir para servir nos coi pos de linda desta provincia.
Ao cliefe de polica uterino fo pedida a relacao dos
presos de jusliea.
Dito Do secretario da provincia ao priiiieiro da as-
sembla legislativa provincial, declarando, vao ter des-
tino as posturas addiciouaes da cmara municipal de
Olind.i, que, approvadas pela mesilla assembla, aconi-
paiilirao o seu ollieio de hoe(4;.
Idrm do dia 5.
Ollieio Ao director interino do arsenal de guerra,
rrcoiuuielidaiido o cumplimento da ordeiu imperial,
que, pela coiupauhia de artiliees dAqjUelle arsenal, man-
da abonar una rac.ao diaria Ignacio Pires da Silva, pri-
sioueiio do Rio Grande do Sul, em quanto durar o mo-
tivo, por que nao deve sabir desta provincia.
Dito -- Ao inspector da thesouraria da Atienda, au-
torisando'o mandar abonar ao commissario pagador
militar as quautias por elle pedidas para as dospeas do
crlenle met.
Dito Ao lente coronel JosThoniai de Aguiar Pi-
res Ferreira, cncarregando-o docoiuinaudo da priineira
legio da guarda nacional do Cabo ; por se liaver apre-
sentado o respectivo enmmandaiite superior, cujas veses
eslava l'.m mo, c achar-se aluda impedido o chele la
mencionada legiao.
Dilo Ao coiiiinaudaiite das armas, remetiendo, jnl-
gados pela junta dejuslica, c para que se laca cuuiprir,
as respectivas sentencas, os procesaos dos soldados do
segundo balalho de ariilharia p, Francisco Kirquiel
da Silva Arouea c Fhilippc Uenicio dos Sanios dos d.
eoinpanhia de cavallaiia de priineira luih^, Joao Josi
Fericia e Manoel Flix da llosa ; c dos da compaiihia
provisoria Joaquim Josc de Santa Auna e Manuel Fran-
cisco"
EXTERIOR.
COMO ACABA ITMA RACA DE REI8.(*
O velho chegou-se ao muido do mancebo, e ih
disse de soi te que su elle podia entender:...... Fu son
'i Miago Slii.ii I, lillio do principe deVorck! Ao inesiuo
lempo, lirn dcbaixo do travrssciro una carien.i velha,
c luIhe dando, n ii i a un, os documentos que provavo
0 seu dilo... Scnlc-se, coiitiiiiiou elle, e digue-sc es-
cutar-uie. Nal visinlianeas de Roma habilava mu pobre
eaiupouei'. italiano, descendente de Ulna familia france-
s, e sua inulher, eoni |ioueos dias de parto, havia per-
dido o lilho que dra luz, a noite antecedente aquella
em que sen lio OS vagidos de una criauca recein-naseida
1 oi porta, e sobre mu penedu achon a innocente crea-
tina abandonada; rccolheo-a, dro-lhe de mamar, r su
quando a leve no eolio he que reparn lia riqueza das
inaulilhas que a envolviao, e u'iiiiia bolsa chela d>'di-
liluiro eniouro, que Ihe atar jo acintura. Seu marido
cnirou d'ahi a pouco; ella o consulten, c ambos se deci-
dirn a adoptar a crianca. Desta soi te beque obtive os
carlllhoi de pai e in.ii at a idade, pouco mais ou menos,
de quinte anuos, pois que eu era o desgrasado orphao.
NOTICIAS Dl\ tllSAS.
Do Phnrol de Hayona transladaiiios o seguintc cerca
de/urbano:
Tein-se fallado milito dn vida e antecedentes desle
lionii'in o (i la ve I por sua energa e expedientes. Era o li-
lho mais novo de un honrado lavrador de Barca, dis-
Iricto de l.ogionlio O pai, destiiiaudu-o para o estado
ccclesiastco, maudoii-o aos csludos. 'leve por condisc-
pulo o joven Kchavarra que morreo em mu convento da
Trappa coiu fama de sanio. Como o carcter de Zuiba-
no se nao accoiumodava ao destino que o pai Ihe quera
dar, este o ruipregoii na lavoura. Casou muilo novo, e
ariendoii em linrc* unas grandes leers: mas breve se
desgustou desta vida paeiliea.. e fez-se eoiitrabaudista.
Sahio-se nial desle ollieio, e inetleo-se em laes df-
liculdadcs que euciirtrao os dias da vida a inulher.
Casou segunda vez cun a mulher que actualmente li-
aba: Hei menegilda Martilles, lllia d'uui laberiieiro, e
eontinuoia ser contrabandista, mas eom to pouca for-
tuna que acabou por associar-se cooi ladioes, dos quaes
l'oi chele. Fez roubos coiisidcraveis, a un nolavel de
que fui victima un uionge que lnu geral dos lieurdicti-
uos. v jii'ii', a procedeo contra Zurbauo que fui coudciu-
uado inorle por costuuics: andn muilo lempo Fura
gido por as inoiil.nili.is. Preudcrao-lhe a mulher eonio
cmplice, mas leve ahabilidade de engaar o aguazil,
cuja casa Ihe servia de prisao. Susctando-se por i sle
tciiipo agiierra civil, /.urbanoentrn una uoitc em l.o-
groilllo, e l'oi ter esconddanienle COIU o sacrisl.io dos
franciscanos desla cdade.
Disse-lhe que eslava rrsolvido a passar para os car-
listas, c para Ihe dar proras de sua siiieeridadc c di'co-
mo eslava mudado, coiumiinicou-lhe o piojelo que ti-
nha concebido de pegar logo ao ai'iuazein de plvora de
Logrouho, c de no ineio do lumiillu entregar a edadi
aos carlistas ; expoz o plano c eiiearregou-se de sua exe-
cue.io- O l'rade recebeo-o bem e coiiiiiiuiiicuu o projcclo
a sjgun amigos: deo-se parte a /.uiualaeairegui duque
se traiuava. Coavierdo em que os objectos necettarioa
se poriiio cni casa de Martin, postilho do crrelo de
Pamplona.
Reunidas todas as provas d conspiracan, /urbano
foi escondidaineiite acasa do goveruador civil: disse-lhe
que eslava para rebollar una grave conspiraciio que
a podia'fazcr abortar Horneando OS conspiradores, mas
que havia de ser eom a coudi(o de se Ihe perdoar; de-
iiiiuciuu em eonscquriieia disso toda a conspiraciio;
procedeo-se s averiguaciies e achou-sc exacto quanto
dissera /.urbano.
Indultado por a revelaeo desta conspirato, foriuou
una gueirilha protegido por Pita Pizarro, c coiiieeou
coulia os carlistas aquella serie de excurses ousadas,
que depois o elev.irao as inaiores pastos do|exereito, e
que teriuiniuo na calaslrophc inaudita que o envol-
vco coiu tuda a sua familia,
Quanto ao frade e a o postilho, que fin ao o pedestal
i ni que se elevou, pagriio coiu a vida e uiuitiis oiilros
habitantes de Lagronho, que mais ou menos directa-
mente tonirao parte iiaconspiracao. Ionio condcuiiia-
dos a gales.
L-sc na PriUt de Pai i/.:
n Fscreveni-uos de Roma que acaba de fallecer na-
quella eidade o lliust. Sr. I). Fortunato de Buenaventu-
ra, arcebispo de Evora. Bata noticia be dobradanientc
uiipoilaiile para Portugal, poracr este prelado un dos
chei'es mais inlliieiites 3o partido migiielisla. Fia laiu-
bem honieiu de carcter liiiuissiiuu e impossivel de
irausigir. Haveiidu ahaudoiiadu osen pall COIU D. Mi-
guel, havia-se recusado obstiiiadanicule a renunciar o
seu cargo. Frutal sua iiillueneia sobre o principe que
neiilralisava a da corle de Austria cat a de Roma, lia
alguiis anuos o Imperador e o Papa, de cominillo ac
eoido, liavio convencido I). Miguel a publicar u renun-
cia dos seus dircilos ao tlirouo de Portugal. A negocia-
cao havia dado j.i mu resultado qtiasi ollicial, quaiidoos
cousellios do Aicebispii d'Fvora lizcrao que o Principe
rctirasse a palavra que bu la dado.
Sua niorlc vai pcrmillir ao governo de Lisboa, em
nriuieiro lugar o despacliar, para acadi Ira archlepuoo-
pal d'Fvora, un prelado COUI que possa contar; e o cn-
liibolar novas ncgociacncs para a renuncia de I). Miguel,
que, vivendo no niaior apello, erc-se, seguir por lllll os
eonselhus do Papa c da Austria.
(i, dos V. no Porto.)
*'J IllI,
NTERIOR
MM Xtttu
u Aquella boa gente nunca me di ciaron antes, por. Sju le iF o a lin.
que modo eil me ,n b.ua em sen poder ; e, n .ii.indu-nie n Pense agora qual seria a ininlia pe
como seu lilho querido, s cuidiau cm dar a cilueao Ue linear cm seus bracos; puriu elle
possivel, iiiandaiidu-me ensiuar a ler, escrever e contar.
Oiniinlo cu voltava una uoilc de lora, achei niinda iinii
adoptiva toda chorote; e seu marido me disse coiu voz
maguada:
T nao lies iiieu lilho: se a neeessidade me nao
obrigaaae, nunca te revelarla este segredo. Tcut pas siio
grandi'S, ricos e poderosos.....
Mas Uverio o desamor de me abandonar.....
{) Vid Diario u. 77.
Alguuia razo valiosa tanto podia obriga-los.
Eis aqu Ulna carta de teu pai, c una carroagem DOS
espera no lim da aldeia para nos levar scni demora a
Roma He neeessario partir j.i.
i Eu nao liuha que replicar; por tanto abracei ter-
iiaucule a boa aldea que me eiaun COIU tanto desvelo, e
poz-tne a camiuho uaconipanliia deneu marido.
O domestico Incumbido por ineu verdadeiro jiai de
me levar ii sua piesenea, iulrodiizio-mc u'unia casa de
singelo exterior, e me apresenlou a un houicni aneiao,
o qual me recebeo coiu ar uielaneotico.
Alas valra, disse elle, que licasses toda a la vida
na aldeia em que loste criado, persuadido seuipre que
eras naseido cutre a boa gente de queui rcei'bi'Ste al
agora a educacao csustento, do que lindar o iioiue fa-
tal dos que le der.io o ser. i'oiin, mcu irnio luirlos
Kduardo Sluaii, pretendciile corda de Inglaterra,
morreo sem posleridade, c dcixoii-mc o trible legado
que a norte iuliiusta da nossa familia Ihe traiisiuillio,
essr direilo de pretender um throiioiinpossivel de alcati-
far. Como os reisuao pdcui ser padre, o pontifica me
ilesligou dos votos roe me prcudiao ao sacerdocio; o
eardeal de Yorck he boje o re sem reino, Heniique nen-
io Siuart, a euino tai, u ineu dever he legitimar o leu
nasfiueiilOi para que um dia vcuhas a ser lanibeiu pre-
lendenie, perpeliianilo aii: onde a providencia quizer a
rafa iuiclrf e proscripta dos amigos soberanos d'Lscocia.
Thiago, tu lies mcu lilho; c tua mai perdeo a vida quau-
pcrlili bai.ao. 0Tl
me esteudeo s-
liiente a linio paraeu beijar.
Desde logo perdi o coiilenlainenlo que me aconipa-
nli.n a scuqire na aldeia, livre de cuidados, c con elido
eom os trabalhos do campo, as horas que nao cmprrga-
va nos estudos, que a pobieza de uiciis pas adoptivos
me pcruiitiia frequeutai ; e, embebido na louca idea
t tornar-le digno do throuo que nieus autepassados
oceuprao, tralc de adquirir a educa^o propria tao
elevada gerarchia.
< Mcu pai no va em inin um lilho, mas smeute
RIO DE JANEIRO.
O :i I 'ii.ni DA ClMtlU 1IOS III IM I nos.
fCorresjmndi'itria reservada. Comi da Corte.)
Sr. Sentinclta.lloje, que se COIItO 20 do me/, de fe-
(erelro, Aquel tan espantado que, qu.isi mioquasi, dei-
xo de andar; e a colisa mi era para menos. A coininis-
saode COUttUulco e poderes l'oi de sencovar nina iudicacao
j velha, feila pelo Ferraz, para que se d.'sse assento a
Francisco de Quei roz eomusuppleiitc pela provincia do 11 o
Brande do Norte, edeo parecer a favor!. ..Tintino os tres
lumiens la patria e da libcri/iidr cslnbelecidoconio princi-
pio, inesiuo a respclto d'esse supplente, que se n.io de-
vino eliaiunr Slipplentes, emqiianto os depulados ilo nu-
mero nao houvesseui participado i cmara que nSo po-
diBo comparecer; e que, quando se liouvesse de chamar
siippleutes, a cmara commuiiiearia ao governo, e este
ao presidente da respectiva provincia, o qual mandarla
amara municipal competente que expedase odlplo-
ina ao supplente a qiieui eompcllssc : acamara appro-
vou o principio; e agora a commissao de poderes m.ind.
diamaroFrancisco deQueiroz, que, alm do principio
referido, tein o appcllido de Matoso, que he de bina pa-
ra cita gente !.'... Meu amigo, aqui ha roma Tome no-
la, e ver o que surde.Por tolos inia os tenho eu.
falln boje, no piinieiro artigo da IViiii sem car
ne, o latriarrkii i'obadclla, e nnieipiou praguejando
contra o sen destino; porque einliui parece que esta con-
vencido que nasceo piirn rai'fi'i, e Ndo para tanto'. Se o
untriarelia continua eom essa uiolua, o easo lei eouse-
queiicias ijue me horroriso de prever : entretanto boiu
ne pedlrmos todos a Dos que se amercee do pobre vc-
IIki, e lii'c-llu' da calieea l;io negros pensanicnlos. F'ez
una coiilisso poltica geral. o que he muilo propria da
qiiadi.i quaresinol; c (OUCluiu eom toda a hiiiuililade que
nao sabia oque era em poltica, porque una diiiao que
era monarrhista, oiitrosquc era republicano, r Analmente
oulios o punho pordrmagiii/n. Se elle nao liouvesse da-
do motivos para todas estas denoinii.iees, era para las-
timara sua sorle; mas vaniose vendamos, o patriareha
tem tido diversas pitases em sua vida publica; sendo a
principal a de nao duvidar, quando ouvidur em l'eniain-
buco, de abracar oensejo deexpcllir o governo do Sr.
O. Joao VI : alastrado scinpre pelo vo desejo de intil
populai idade, leni antes estiidado os ineios de se fazci
amado das inassas, do que de procurar-lhes o bem-es-
tar; dominado por ambicio louca e dcseiilicada, sof-
freudu constantemente c em subido grao da molestia do
amor-proprio, nao pode ver iiingucm cima de si, iicui
[un, enlo aihcio vencedor, sem que logo se rebclle !
tYoin ser que elle reconheca seus peceailos, clara ac-
to de coiitriccao; o que Jm ido : este ha de luoircr na
iinpeniteiicia poltica.
-.y.-Tr-^Tr-jrj-^cteisi^^.rjyj.jfj.fL.1 niiiisn ii
um succossor; e ueste sentido, sem demonstrarlo algu-
llia de paternal all'ecto, me ordenou que fusse viajar pela
Inglaterra eFranca. Kiotuiba eutanibein tanto habito
de viver coiu elle, que liouvesse de sentir grande inagoa
eom tal separanio. Dspuz-nie por tamo a dcixal-o; po-
rm, antes de Hoa despedrmos, elle me prohibi ea-
pressainenle que revelassc por caso alguiii o mcu nas-
cimento.
__ Eis-aqui, disse elle, os ttulos que atiestan o nos-
so parentesco, oiegltiuiSo os leus direitos ao ilnono de
Inglaterra; mas conserva-os em segredo, at o Instante
que a sua puDlIcacO tenha o xito inevilavel que dese-
jas, se he possivel que sciiielhaute oceuiienca chegue
um dia a verlicar-se. Fiira disso, nao he s intil, pu-
riu arrseadssinio, rxpl-os aos olhos de pessoas in-
dllerentcs, desallcieoadas talvez, e ao cscaruro de
lodos.
Enih.irquci.pata a Inglaterra, visitri Londres e F-
dimbiirg, senipie dcbaixo de un lime supposto, e oh-
servei que o de Siuart nciihuina sjnipatliia despertara,
e nao era ja seno un lime que os hoineiis liiihao apren-
dido quando esliiilavau a historia do seu paiz.
i Paseado! una poucos de anuos, embarque! para
franca, sonde goveruava entao o directorio succcsso
do convenci. Kutrei em duas eons|iiraces realistas,
pensando que, se os Stuort tic Franca vciicessem, podia
icio ser que alguma favoravcl uuiilaiiea ex|>eriiuciitas-
seiu os Siuart de Inglaterra; porrfin um dos cumpliccs
me deiiniKaun : preiidrao-iiie, e s em 1808 he que me
poznio em lilieidade.
Eu 11 ll' l la vid l.u a llalla : po'.m, ai liando me sem
recursos, tive de lser a p essa longa viageni, sollren-
do inliiiitas privaeoes, e passando por miiitos perigos,
at ehegar a Rouia,
Havia uni anuo que ineu pai tlnha mor ido; e co-
mo de niiiii nao recebera noticias ha Hialinos, julgan-
do-uie fallecido, deixou os poucos bens que pussuia a
um cstabeleciiuenlo religioso.
As tropas francezas scuhoreavo naquelle lempo a
Italia ; e, vcndo-nie cm tacs circunstancias sem dinhei-
ro, sem amigos, ucm conliccidos, asseulei que era lou-
ii Depois da confissao, abri aula de retborica, edeo
prolcerijcs do incllior modo ile fuer discursos as cama-
ras, eiisiuoii ao Fci la/, quaes eran os argumentos di' que
se deveria servir; que inin i oiu iuli i em laes reilliioes a
salvia mordaz de .luveiial, mis a su ive e eortciaa de llu-
racio; e disse-llie que eslava milito longe de imitar o
Plstir de Shakespeare, Isto, mcu cainarada, lie subli-
me neiu cu, iiein voei" souiiis capa/.i's de apreciar estes
pedacluhos do eloqueiicia bolorenta; mas tenha por cer-
lo que a licao ile\ e de ser muilo til. He vrrdade que O
AulonioCarlos tem sido o priineira a dar esemplos do
contrario; he verdadeque olera/, niio mefTcia re
prelieiisao: mas tildo uso importa ponen; a lieo ahi ti-
ca consignada as columnas do Jornal do L'ommtrcio, e
talvez sirva para algiiin prolessor de aldeia repetir aos
seus rapases.
u 1111 r 11.....ii tlefeiidendo o uiinisterio das rcniOCdCS
de jui/cs di' direltO que tCUI decretado Ja voe deve sa-
ber que a defensa fin a iiicsiua que tantas vezes se tem
repetido, e he pouco inais ou menos o seguintc : As re-
lilOCes s:io ctiulr.ii'ias a indepi uileneia do poder judi-
ci.irio, siio a pesie d.i magistratura; o actual governo re-
IIIOVCO IllUitO, mas neiu por isso deve ser acensado, por-
que nutro lauto Otrro seus antecessores!Fque Ihe
parece ? O governo, que apregooua aninjstia e tenas as
suas eoiisequeneias, que dissoivco a cmara dos depU-
lados, revolveo o //rasit pelos fundamentos, compr-
iniudo o voto nacional, assassinaiido todas as iuslilui-
ces, lu'oslergando todas as cnusidcr.iccs ile pudur e de
jusliea; o governo, que ilizia querer livrar a naefio da
nliijnihi(i-soijHarcmat ri'alisar todas as prmuess.is i\.i coiis-
liluii ,io, govci nac cun ella por ella; eSSC governo se-
gu o iiicsmo caniiiilio que di/.eni scguir;io seus antei'es-
sores, e he deseulpado i... Visto isso, vossa opposicao,
vossoapoio besmente abouiens, c mi a principios.
J cu o sabia; mas lie neeessario desmascarar CSSeSTax-
i ic. mis ni i'vnuoriSMo, he preciso que clles saibo que
ha queni Ibes laca jusliea...
i E cutan nao salii lira do serio ? Porque laucara eu
essa lirada :' ha hi alguno que nao couheea os rato*, que
os crea .' !... Os niales do pall eslao sem remedio, e tal-
vez que a posleridade, sentenciando a poca actual,
quando tratar da cmara dos depulados, diga :
ilor [unte dervala rtades
la /)i,pii/nmi/nr /luxit.
V. contino.... Esta nao he na de ps juntos pulo
para o discurso do nusso Oraccho Anillada, e eertauru-
te mi me ilemovctci inais ilo mcu pioposito.
ii Fez mu lo beill o governo cm remover os juizes; se
ha cousa por que deva ser censurado ueste ponto, he ter
sido lao parco de iciuoeiies.Pois nao est em S. Paulo,
na comarca de lia, o Nebias, iuimigo dos dominadores,
moco honesto, prente do Antonio Carlos, mas luuiu,
como elle o ehainou i1 nao esta na capital o l/iilhucs, que
mo lie amigo em Taulial o mini, que nao he peixe
neiu carne .' !... Eporaqui l'oi o nusso lleiuostlienes con-
tinuando, no ineio das risadas da cmara.
0 ministerio actual he ptimo, e nao tem nenhnm
ponto de compararn coiu o passado. Esle Antonio Car-
los tem s ve/es colisas que fazeni chorar um bacalho !
Oco patente de Immemdt ttladnao Jos (iarlos. de joven e
talentoso ao Ernesto, de oiedilador ao Calvan, di1 finaneeiro
ao Manuel Alvcs, de habis as repartlcoes da guerra t
iiiariiha ao Jeronj uio e ao Hollaiula. (Is dous ministros
que e.i estn na eaiuai.1 licaio ni a r a v i I h a d i s s i-
in o s quando tal nuviro; nunca uingiieui Ibes den lan-
o eom o ti i n r i I) ii lo pelas venias I l'iov.u elnienle os ou-
Iros ho de sentir o inesuio l no senado. Incens t;o
fedorenlo nunca foi queimado a nielo algum : teuho a-
qui oiivido elogiar iiiuilo ministro ordinario, masassini,
lu' a priineira vez !
I) S.ildaiiha, que ouvi.i eom grande attenrao esle
discurso, Ibi-se enjoado para a salda da agoa, ouvira
i7(iid Diva, locada no piano por unas divas que all mo-
ran defronte, e resmungou eom os seus bolds.Aemte
emendo : vens na lisia trplice por Peruatubuco; mas
aln est o Antonio .lo.iqiiiiu de Mello, que le ha do
acuar...
u Sera e.iloque oilOSSO Aulonico vcni na lisia trpli-
ce de Peniiiiibiicn .'! Se assiin he, esta iodo oscuuit-
nslerialisino explicado : muilo desiiilcrcssado lie esle
Andrada Pelos domingos lirao-se os dias santos :
grande cavaeii dio elle COIU O Ferraz por dizer que o mi-
nisterio, cuino Jove, transfnriuava-se col chuva de ou-
iii : agora couheco quciii he a Dauac, que o-overno es-
t iiaiiioraiido; lie un pouco vclhusca, nao vale apena
fazereiu-se por ella saerilicios; mas cm lim sao gostos :__
Fin anuir nao ha escolha,
Todo o mundo he creatura.
Tmbenlo senado pouco vale, no couccito do rr.i-
aasrsBrwssKBOBr.-iscr"s^j|^rTL!rr^~ir;rzss3aKr;-!
cura intentar una demanda contra rssaordem religiosa,
para reivindicar a hcram;a de ineu pai, eom aquasi cer-
teza de IlaO oblcr jusliea.
Torne! Franja; professei depois lo annos na un-
versidade Belga, e pOSSO dizer que esse lempo e squelle
|iie passei na coiupauhia da cxcclleiilc senhora M.......
o o mais feliz de toda a niiiiha vida. A rcstaiiraeo da
familia real da llclgica expulsuii-uie da uuivcisidade
como cslrangeiio, e enlo he que tive couhecimeuto coiu
a celebre actriz, a qiieiu a desgrava taiiibeui persegu',
talvez por me bave associado a sua surte. A extraordi-
naria delicadeza daiiuclla seusivel crealura me obrigou
a dcelarar-lhe qucui son, c nao live razo qara Inear-
repender um s instante da"minl|asincci idade a seu res-
peilo. ... O Sr. salje o resto; e em lime de Dos Ule ro-
go que me livre de terminar a triste serie de nieus in-
fortunios eom urna lenlenca do jnizo correccional!
0advogado tinha ouvido anarraco do ultimo pre-
lendenie ao throuo de Inglaterra eom aquella attenrao
quepediao as desgravas c miserias de um descendente
de tantos reis, no qual se extingua Analmente a raa in-
feliz dos Sliiirl. %
Tenha animo, Sr., Ihe respondi: anianhaa vou
reclamal-o audiencia, e pl-o cm liberdade, sem que
a mais leve condeninacao manche o seu uoinc. Em nii-
nlia casi Ihe ollerero mu asylo honesto, em nome da
nossa amiga. At amaulia.'
No dia 17 ilc fevereiro, em 1835, oporteiro do sexto
tribunal apregoava na audiencia:
Thiago Sluarl, i'oinmuiuciite chamado Clianipion,
aecusado por vagabundo.
O advogado levautou-se para reclamar o seu pobre
cliente; e, em quaiiioclle corra eom os olhos o audi-
torio a verse o drscobria, o procurador regio levautou-
se, dzendo:
O acensado, Sis., morreo esta note na prisao.
O tribunal ordena que o seu nonic seja i aseado na
lista dos aecusados. disse o presidente......... Oporteiro
que aprrgoc outra causa.
FIM.
S. Ht.NR BRIHOlD.


bi No-.MONtr.ciusr-ii>HiT; te o llrAswm da constituirn,
lirm punco mal sfllicrii a naeo com Uso. AsSilll o
diste o Amonio Carlos, que cntcudc que todas as vanta-
gensdo senado se conseguiran, dlvidindo-sc ocorpo le-
gislativo em duas seccoet, pelas qnaes passasteni as Iclt !
A theoria be sublime c iiovltsluia he necessai lo dai pa-
leute de InvcncSo ao autor.Os lugares de senador sao
para descanso de iilgiius homrnt, a ;' ..i se d diuhel-
ro para lerem osjni naos : e assini mcsuiu o patriota det-
intertueia lauca d'aqtil mis nllios tan uiarotos para as ca-
deirasda casado Campo de Sant'Aniia, i|ite la pina!...
Este oostumr de mcnoiprczai o senado he velho
tiesta caso; mas agora est multo em uvi. .l houvcqurm
dissesse que o senado uo valla nada, uo era indepen-
dente, porque tlnhasubsidio; coquevalcr entao rsta
cmara, que, alciu do subsidio, carece do governo para
a reeleicao.' Estas oggrcssocsao senado sern resultado
de jim plano combinado .'.. Talve* nao quclro delxar
pedra sobre pedra. O lucidor do discurso de Antonio
Carlos uo he nada do que llie tenho referido. Tlnha cu
reparado desdi' o principio que, di- ve* em quando, u
oradorrcinexia osquadris: ucotovclei o Suldanha c liz-
i boluloriu, e o qtlC lia de o
llie observar o iiiovimcuto
Saldanha responder-inc.'
Se Audradu se lianilnili i a
.N'este oratorio exerciclo,
Se os quadi is saracolcia,
Queiu sabe se ira/ cilicio,
K por vil lude os incuria .' :...
Continan porin o mavimento inais miudinko: a
rainai a ra se. e o Saldanha de curioso Ibl saber oque
era. D.ihi a pouco voltoii chorando de gosto, e disse-me,
i indn-se iiiin as mos as ilhargas, que liulia rebciitado
o aiilliu das i uceas ao orador, c que o tal mo\ imento de
jii.iilris era puxaf-as ao sen lugar. Ora. c.oiueil'cito, nao
In- |iossivi I Tallar bcm com as cuecas cabidas: laja ideia,
iiieii r.un.ii.id.i. dos (ii.ni los, de lliensi, Masauicllo,
Cimillo Ii.miiiiiiiis. O'Coiiucll, mi qualqtter mitro tri-
buno, rallando rom as cuecas cabidas, c liga-..... .se ri-
les conseguirio o centesimo do que eonseguiro. As-
sim aconlccco ao Uitouio Carlos; cahirao-lhc as cuecas,
c perdeo-sc no discurso, que devia ser chibante, se uo
rosse esse coiitrateiiipo.
ii \inda hario inscriptos rom n palavra inultos ora-
dores ; luasoJos .lansrii do l'aeo. em dcsciiipctiho da
luissao que li eeliel'.i. |i|u|i(i/ o cnccrralllclllu di (lisclls-
sao, quclbi votado por grande maioria. Ate* o Alves Ma-
chado, que no sabbado solcinnementc havia declarado
que nao vota va para <|ue se enearceratse adlseiisso, que
nao apiirovavaurrolhamen!ott que quera ouvir oGon-
alves Martins; ate o Alvares Machado votou pelo cuccr-
i.inuiito !!.'...
llomeni de mu si) parecer ,
De ni.i su i oslo una su le .
He .unes quebrar que torcer .'...
i l'assun o 1." artigo rom todos os seus ^ : as emen-
das do i rriaz e que a maioria disia seretn boas, por-
que erito garantidoras cuhlio todas pur grande nu-
mero de Votos!
" 2, de lverero.Heni llie d/lu en no principio
d'esta carta que havia cauta na entrada do Fraiu isco Ma-
toso nio supplentc pelo Rio Grande do Tiortc : boje
se descobrio ludo. Kra preciso dar lugar a un .los de
tal le l'ernaniliueo li I lio genuino da praia c para
cohonestara entrada d'cste Slipplcilte approvou-sc a do
Francisco Matoso. Lance mais esta addieo na conta
corrente d'estes mctis Srs., na verba.Traiuncfrt hon-
rosa*.
Entrn em discusso o >. artigo do projecto rlel-
tm.il. o Goncalvcs Martins que d'esta vez nao quii
ser arrothatlo, pedio logo a palavra ; mas o Presidente,
que eslava atacado das Iieuiorrhoidas,, e que nao ad-
miite gente da patrnlha a menor liberdade iuterroui
peo-o diversas ve/es c o Martins desisti da palavra.
O I.iinpu lie o presidente mais impari isl que se tcni as-
sentado all n'aqnellacadeira i! !. .
" O Nuiles Machado toinou a palaVra entilo c de-
niOIIStl'OII palpavrlini ote que o pi njeetii u cava no pre-
sidente da junta qualiUcauora e da mesa paroeliiai mu
verdadeiio dictador, com autoridade extraordinaria,
r seiii a menor responsabilidatle. Ita/.-in tiuha o indefer-
/"(/; m.is ,i maioria nao querouvir n.ida contra os mus
Jilanus e iipiniui s, se lie ipie a m.noi ia leni opiuies ; e
lulo claramente o inoitrou um tal Gabriel, deputado
jmr S. Paulo, que repreiieudeo speramente ao Nunes
Machado, por uo concordar com as ideias luminosas
da coiiiinissao e di maioria, que representa o grande
partido nacional. O Gabriel rsteve Igual ao Jerouj mo ,
mi nulo dro passaporte ao Frunc I.eite para a opposi-
.ni : esteve rico eill disprales! I'sle drput.-iilu lie dos
i ns que rhingAo a seus rllelas e quando estes Ibes
respondn ao p da letra dizeiu que os uo entend-
i ao. \ssini le elle a0 NlllICS Mu li ni......|llal respiin-
dro i linio com inlia a um ilepulailii d.i prniii. Eslrs ami-
:. os i Hiiln ni por qualqucr eousa estilo lirigando '....
ii O Jiutqueira o Melllnho eo \ui.io Hzerao algil-
liias iilisi i vaaii s i oiiir.i os apuuis que anda se podcill
i i/.er das (lispusii nrs do projecto. Se eil livesse ilneilo
le pedir a palana dina a estes patriotasque os abu-
sos sei,ni inevitaveis c que o projecto se presta a elles
eoiii nina laciliil.ule espantosa.o Anulo disse eneas
ilispoM, i s d'esta lei nao transitorias que devino ser-
\ ir em quanto se nao estbelccessr o systema de eleirites
ilii 11 tas. Gomo conta o .Varis da rebeilio de Minas' tilo
i i lo rom a rii'uima da eonslituicu Como no i|iirs-
i.in que nao he para qualqtier dei idir i lie decide com
tanta sein-ceremoiiia Estes homeiis nao acho Impe-
dimento em cousa neiihiima e vao por (liante Duendo
o que lieni Mies aii'a/. !...
u Aqui anda pelas ante-salas da casa o famoso
tala riiiideinn.iilii nn l'eriiainliiieo a oito anuos de
Jiriso cun li.iliailin e que lugio da lili i (le l'irnaiidn,
Jiara onde l'nra mandado i inupiir a seutenea Sei dfS-
io porque al^uns iiepiiiadrs qurixo-sc amargamente
la polica que ileixa p.issear inquine esse llgurSo.
\o Mus aillo ramio ; poiS para que lia (Ir pi ivar-se esse
llrasileiro de vira esta casa, e audar pelas ruis da ca-
pital .'!...
vi^ims depiiiados teein tomada sen cha com a
Iraduc^fio do discurso do corpo diplomtico poToecasi-
3o do nasclmciito do Augusto Principe Herdelro da Co-
iiia.Parece que sobretudocahio-lhes nu ^mo a rxpres-
saoO menino Imperial,sala dasscssOes, 28 de leverri-
ro de I8I.V
I RELOGIO IM CASA.
i Sr. Stntinella.Com que desencaniinhon-ic a ulti-
ma carta que Um dirig! -- Que inaganes!.... Esperavao
talves encontraralgtiui iudiclo para lln* scguireui o tas-
n. Enganrao-se e derao-iuc suspeitas : d'aqui em
liante ii-llie-Ii.id as n.iuli.is i ai las pararas oaos deioodo
que se nao (lesi neaininliein inais. l'odiao lr a pass.i-
d.i, e iiiaiulai-ili'a depois; eonioo nao liieran, ereioque
ellas tceni algum valor; e portatito continuare)eiuquan-
ta-voc se nao reeusai a d.ii-lln s pulilieiiladr : nao re-
cuo, iieni a cousciencia le mu reloglo como cu he
cotila que entre as tarifas dos niiserriinos \\ alpolcs do
nosso lempo.--Oueri ni saber qurin lie o autor '. .... I'.s-
l.iu dadas as providencias para que nein voee inesuio ,
quautci mais elles o saib.io Se algiiiua (lillas liir i la-
lo ida a responsabllidade, nao rallar quein por (Has se
espoiisaliilise, nein iidvogado que va demonstrar pe
uaute OS iiiiuiuaes que quuuto tenho escrito lie vei da-
lle.Inroinmodao-os lies cal la as n.ios driles est
0 fazrr que nao eoiitiiiiiem; emndelo se; dei\( ni-se de
tralii .inei.i ; sej^ocordatos, ou ao menos um dltipro-
1 essem frauque/.i.
i A iniulia carta precedente nao valia dous caracoes.
Que Ihe refera eu?Ninbarias das duas sessOes de sexta-
feira si libado ; os progressos da grandd lei i leitornl,
la qnai i se havia Approvado o ^ capital a saber, aqucl-
leqtted ao presidente da mesa paroebial ojatvitarrt
imeii sobre seus adversarios, listes libtralft cada vez
mais scdescobrein.Qnereni(ciVoc-velan i oinoaquellas
eeleliei rimas do l.impo de Abren, a que l.unbeiu se den
o'nome de elci-(lo-c:icete: r na veril ule, se nao liouver por
ah queui Ibes empteos vasas, o systema i Icitoral ser
ijiiil lein sido ate agora. l)ij;,i aos sius amigos que COIII-
pare "n para a letinifio da asseuibba paro. bial com este
iiroJeclO elevado as boinas de lei, r desde j Ibes a Mir-
tilo que vo diliilinUos parar a cadeia, sein niuissao
nein agravo '. lia de votar quein o presidente da a-
seinbba paroclilal quber; o se algum dos da mesa k-
iiiinie.ir, da misma surte ir para a cadeiaSao lavas
contadas!
' Tan I em e.iiuinlioii n'aquell.is sessoes, porrin len-
tamente, o projecto de aposcntadorlas. A maioria da
cmara albinia que qurr levantar a magistratura do li-
li alimento em quccst: se be com leis desta naturea
que o pretende lser, pode voci, meu camarade, desde
j.i rezar o Deprofundi*sobre a tal senhora.Eque llie di-
ii i de una eineudiiilia que adiuitte as denuncias serie-
las contra os magistrados prevaricadores, tnucussiona-
rius. etc.? Islu lu um man! Ora, veja l o processo pe-
la til emenda, que sabio assiiu de mu jacto da rabera
dojuis dos Ir i les da fazcuda da corte, o .Manuel deJe-
sus Valdetaro. o governo ou un deputado val ao ou-
vldo do presidente da cantara, o dli-lhc ; -- Sabe que
m.lis ? o deseiubarg.'idor ou juiz de direito F. he un la-
dran; fez estas e aquellas niagauciras.--0 presidente res-
ponde : One me diz .'!... pois deveras lie I adra o ? Es-
pere que cu n cure... e zas nomeia una cuiuiiiissan ail
hoc, i|ue etn segredo comees a lyndicar do magistrado!
A coiuiiiisso pede depois sesso secreta, d cunta das
suidieaucias, e a'caiiiara decide a materia ; se a deciso
for contra o magistrado, decreta-se depois a aposenta-
doria nu sesso publica.
(iKntu que Ule parece este sysleina de drlarn.ein que
o delator [lea ao abrigo de toda a odiosidade ? Nao sel o
que mais deve bol (irisar na emenda se a ideia, se o
processo, se o juiz qtlC dCVC julgar. Olhe, uieu cama-
rada, eabecinlias como estas, to revoltadas contra todas
as iiofrs de direito e de jtislica nao rrein que tenlio
apparecido por este mundo de Christo Os parlamentos
Ingles e francei', no tetnpoda revolnco de Inglaterra c
la I-laura, nao l'oro to misados em suas ideias de ex-
terminio e destruirn; mullo drsliuiro, mas tanibriu
limito cdilicarao, e iiiinea desconliecro a rste ponto as
regias (lo justo c do injusta Eslava reservado para os
un-.os lempos, e para a uossa canilla de lH4;"i, dclermi-
nar-se por lei a di laro I...
(i l'.is as colisas importantes que se passrn lias
8CSSCS de SCXta-ICIra e sabbado, e que cu llie coiitava
na lunilla precedente mais por uiiiido. Taiubeui llie di-
/.i eniiiii o joven Graccho l'obadclla consegulo faicr pas-
sar nina pcusSo de 4110/ rs., anicaraudu a cmara le tra-
ier barra a pensionista, que he una velha multo ve-
Iba ; c rasero inesmo que um oradorgrego fes bella
Phrrne este Antonio (arlos conhece gente que melle
uicdo ) islo lie, rasgar-llie os veslidos de alio a baiXO ,
c mostrar-lhe a> carnes extenuadas osossos descober-
tus!... Coin esta aunara a caui ara fui votando pelos 400/
rs. srui a menor hesitarlo: se o caso fosse com a bella
l'lirjne, lalve/lioiivi sse suas objcci oes, a ver se se rea-
lisavaa aunara.....
O Saldanha anda morlo que llie digo quein lie a
bella l'liiyue, porque quer coulierel-a. Este Sald.uib.i
taubeui be dos taes !... Antes desto votarn o cubo da jm*
trulha trovejou contra as pcnses; a cmara o apoiou
inuitii, logo depois votou pelos 400/rs,, que a com-
uiissao de pensOes e ordenados havia redutido a "u^ rs..'
Itriu u prr^a Ir. 'l'boina/....
Si gunda-feira reuuiro-sc poneos patriota*: nao bou-
ve sesso. A cliuva iiiqiedio qui" estes Sciiliores, que ga-
nli.io in-niiO rs. por lia, viessem lser a sua obri^arao :
inii be esta a priiucira vez.
Iloje dlsculio-se u 3. artigo da lei de elcirocs. Esta
discussn be tima farra V em un, e diz que lars e taes
(tispiisn oes (as dobraditthai do projecto) nao estn no cs-
pirito da cmara, que quer vetalitat aielcicoes levan-
la-se uutro, c diz que tildo esta milito boiu, e loca a vo-
tar. A (oiiiuiissu, que leve a honra de dar carne IV-
nHf-ctilttelclO, teui estado na molla; nao quer as honras
da discusso ; buje porcia foi inuio garrochada, c o 01-
(uiii nao leve remedio senu sabir a espora. .Yin pense
vocc que n iiussu liom. ni da patria i da liberdade bssi
colisa alguma nova. O sugcitinlio, quando falla, faz es-
lu lo un nao lar a ennlieccr seus pens.menlos : lie um
orador mi slerloSO !... Votou-se o artigo 3.", e amunha
conliiiu.ir. o cnlreinez. 0 Exm. dioecsano aiuda nao
falln para emnbaler as lieresias do nmidinnii do Impe-
rador, c do Alvares Machado; mas todos peusao que o
la ia
Nn se falla nesta casa senao em qucill lia de subs-
tituir nu senado a um tal li i i lu Guerra, que ili/rin Irr
morrillo. O l.impo anda mullo roulriitinlio, e rosua-sc
que sel.i aprest ut idu aos povos do Itio (iraude do !Vurle
pelo poder cvrculivu, para u [iroprcm ao imperador.
Heos llie de saude.
- Os ministros da guerra e dus rstrailgciros rstu em
unios lenei'ics : os liomciis estilo por un lu ; au uiciiur
sopro vu-sc para a nullidadc. Dizcui que a cuiuiuis-
suode poderes est escuniaudo a panella que nu Piauhv
leiiqicrou o luas de velludo. Segundo gente he iufor-
lliada, na tal csciimailclla os ajudaiitcs da rusiii/m lam-
ber, io nos 3ll votos que leve u Son/a .Martins, e este depu-
tado, elcilo por duas provincias, uu representar ne-
nliiiiu.i. Tantane animii caletiibui ira'!!! Km vez do
Soiu.i Martins, tomai ossruto o conde,do llin Pardo. i
Jaladas sessoes, i de marro de 1845,
O Kelouio da Casa.
direito e deputado. L pos elle o dedo na fe ida e foi
diteudo quasl sem o sentir, que quenao restaurar o
iiulinrto com a completa exclusao da \nlelhgentta ; c o
inais be que os laesopoirao o Nunes Machado que ,
etn um assoino de franqueza patriolico-parlainenlar ,
cliainou o Alvares Machado liypoerita. Eslc niostrou-se
multo zangado e lomou unta no ICU lenibretc
iliiueiiio. Coilado do Tobas 1
Parece que na ultima conferencia: os ministros
desbaratarn mis com os uniros ; segundo a parlicipa-
Sr. Stnlinella.TivClllOS boje aqui muscas por cor-
das e mosquitos pur arantes ; fui una boa sessao que
limito proniclte llar de si un favor dos apai.xonadus de
extravagancias.Nao seguir! a oidcm da discusso,
porque abandono a 011 tros o pioecdinienlo da cmara ,
que dril.non urgente mu negocio para iiniueiliataiiicii-
le inaulal-o ao exaiue de duas coiumisses. Di/eni qUC
uo houvc aqui Incoherencia c ulguns at se Icmbr-
:u uu sei deque f.ictu da cmara dus conuniins que,
o anuo passado vuluu mu (lia contra o ministerio e
nu seguale a favor na inrsma qucsto As taes pla-
ticas pai lamentares vao dando com u boui (cuso cm ier-
ra, 'ludo quanto be man se imita e macaqucia : mas u
buui, isso fie cousa cm que nao calecemos modelos.
ii Nao de i.ve i de lomar nula du des.ibi iinenlo cum
que u l.impo i liainoii a orilun u Saturnino u'esla ques-
tao de urgencia. Este deputado preteudia provar a ur-
geucia com a gravldade da materia o Impo cnteudeo
o contrario e esleve O negocio fciu a ponto de dizer o
presidente ao deputado ;J' i.iik PISSE que assiiu nao
pude continuar.--K o Saturnino resiguou-sc. Esta vir-
tude da resiguarao teein elles aqu em subido grao ,
comanlo que Ibes nao loqiicm us iuteresses ; porque,
a'esia materia coi o Carino e l est guardadinha nos
armatrus da desordeill a resistencia armada. Taiiibeui
repare! na scmcnle le iuimhutde que iaucou a Ierra o
Saturnina quando ottribuio a patronato a lei que fez a
asseinblca dnllioile Janeiro nu favor du uso-fructua-
rio do canal de llaguab) : o TllOtnat Comes que leve
grande parir uVssa lei repelllo 0 patronato 0 disse
que a igual motivo se poda atiribofr o prnsauenta da
revogacao da lei. Acredite meu cantarada que ludo
islo anda desmantelado ; quein viver u ver.
i O esqueleto da \cuus da Jnanna inoslioii-se linji
em toda a sua liedioudci. bcm sabe que us liberarves da
uadra silo os inesiiios que cm outro lempo auerioe
ippl.mdio o goveruo du iustlnclo foro derrotados .
ni,is nao dcsislira de (levar de novo o tal senbor im-
liir as boinas dr (brolla governativa. Cousei|iirntcs
introduiiro ua Veiuu unt artigo, excluindo do direito
i Ir icprcsuitar u paiz diversas elasses lias (pues se pre-
sume intelligeneia e saber. Diietn que esta disposlcao
be contraria ennstiUlivao ; mas o que lie a cuiisiitui-
laopara este* amigos que sunpie se considerao aci-
'na d'clla?!
ii O debate fui encelado pelo indrfecliccl Aunes Ma-
bailo ; que esleve lamoso ; mostrou a cunslitiieioiali-
dade da medida e depois lialnii de sua conveniencia.
Tillha dito o Alvares Machado em nina sesso pre-
cedente que era preciso acabar com as lialieancias dos
juizes de direito que para se fazereiu eleger deputa-
los i vi inlio ajnslira por volns perseguan seus ad-
versarios polticos e liualuicnlc alcaucavo us lugares
na rcpieseiilacau nacional rusta das leis que desca-
radamente violavo com o lim eleilural.O .Nunes cn-
Icndeu que eslava injuriada a classe a que pertence e
snliuii a turucira a eloqueneia Usujeiliiiho do vinho e
murmelada foi Iralado COIUO nierecia; o esqueleto leve
lodos us elogios fnebres que Ihe devia fazer qualqucr
que cstivesse no cuso do ISuucs Machado que he juiz de
IIIIIU lilil *. i i > --------------------------
deve se/ revelado J nao he o inesmo Odonco Un
lempo autlgo.quc mo era aguia, mas uo diiia lamanlioi
destampatorios, ou linha prudencia de estar ealao.
Cun seniclhante tlieoria no ha um su artigo la coiisli-
tlllciio, que nao possa ser reformado ; os poderes polti-
cos, os direilos individiiaes do eidadao licario a merec
de qualqucr faccao audaz que se apodcraSSC lo corpo le-
gislativo; ascxcepvoes inatarioo aireto! Nunca se vio
tanta ousadia contra a constitulcao ; nunca se vio tanta
ignorancia do nosso direito publico constitucional tu
linha fcito teuro de levar todas estas colisas a brincar ;
mas confesso-liie que nao poSSO, nein eslava preparado
para loinbar, quando se lala de colisas tao serias. Este
padre conscripto levou o absurdo ao ultimo ponto, quando
ilsse -- que, assiiu ionio a cOBsUtuicfio nao linha decla-
rado que o regente do imperio nao podia ser elelo de-
putado, e todava elle nao era eleto, do inesnio modo se
podia dizer que tanibem osjuizes de direito, misto nao
(tstlvcisem exceptuados na constitulcao, naodenaowr
eleiinj deputados!... Meu cainarada, quando vocc ilver
um caniiuliu da sua folba desocctipado, publique a par-
le do discurso ilcsle Manuel lleudes em que tratou da
eoiistiliuionulid.ide da materia, para que 0 povo com-
prelienda n alcance das vistas polticas dos uossos bo-
ineili da patria e da liberdade. Os I.uzias e us Joaunas d<
vi'iii estar com o Odorico atravessadu ; s nao COinpre-
licndcr os mysterios da quadra quein no quizer ; por-
que est rolo u \co que os encubra.
As conveniencias da exclusao Ibrao tratadas com c
inesnio vigor e dialcticas. O chanceller da Joauna dis
se em plena cmara que as leis nao se fazio para
osbuns, mas para o inos : son ttttl simples Helogio
deparede, nunca andel por universidades OU acade-
mias ; mas asseguro-llie, que nao tenho recela de argu-
mentar jurisprudencia com este sabio jurisconsulto : se
fui versos ou iradui por este llieor niuito ruins devem
ser. Quer fuzer una lei para os maos c confunde com
estes os bous, que sao igualmente excluidos. Quer
que a troco de votos, osjulies de direito nao veudo
a JUSlIca aos ligures que os inspectores de thesnura-
ria nao deixeiu em soeego colleelores e us devedores da
senda publica ele., etc.; e confessando que nein
lodos faiem isso, todava quer cninpreliendel-us na mes-
illa exeliiso. O boni foi quando elle asscvcrnii que
era milito mo que algunias pessuas fussein eleitas por
provincias, cm que nao tinliao estado mais de qiiinze
das : iinmediataiiicnle acudiro de varios lados da ca-
sa que peior era que cellos Individuo* fosseni cin-
tos por provincias onde nunca furo.' O Odorico en-
COrdoOU rom o aparte porque esl nesse caso ; foi elci-
lo por Minas Gcraes, onde iiiiigueni u couliece : quei-
SOU-SC enliiu ni presidente de que llie esluvao lateado
allusoes, e o l.impo com o sen serio do costuinc as-
sesin a luneta parlamentarmenle c disse-lbc que
nao linha OUVido allusao alguma que se dirlgiSSe an
orador ; mas se acaso liava allusao no /irte o ines-
mo se podia dizer da sua prnpusicau. Uizeiu que o
Limpo saugrou-te eillSOUde, para o caso de vir pro-
posto ou nimieado senador pelo llio Grande do Norte.
lito he ((lie he providencia parlamentar '.
ii O discurso do Odorico nein ao menos leve poesa;
absurdo c rasteiro exCltOU por isso a bil, ridade dos
rapases,
li Dizia-lbe en no principio desta carta, que a ses-
sn de segunda feira proinettia inuilo: assim foi. As
colisas tluho chegado a tal pirulo que j nao era pos-
sivel conservar por multo lempo iuteirien esta pera cha-
mada miioru. o Nunes Machado liniia tnmado inulta
logo contra o campean do inttinclo : o Odorico liniia ras
gado de lodo o vcu dos inyslerosda liga Concertada cu-
tre a Snela e Madama do Orliro ; o Alvares Machado ti-
nlia pedido 0 palavra, l'erido duramente pelo Nunes,
que at Ihe pedir as credcueiaes que o habililavao
para tratar o negocio ; ludo enilini presagiava sessoes
lurnieninsas segredos descobertos, desiiiantclanienlo
da maioria. Mas graras a entente cordiale ; gracas aos
iileresses que aiuda exigem unio i graca* divina
chuekadeira -indo se arranjou o lempo serenou, c alu-
da se dcvein esperar mais alguns das. A bomba eston-
ia r,i no incio desta tala, quando menos o esperaren! j e
uiio nao valorad mais as cunsideaces que at boje
teein suObcado o odio entranbado que os diversos gru-
pos desta palrotiea reuniao se volo mutuamente.
u 'I niiiuu lioje a palavra no principio da sesso o D.
Manuel que esinagou os assassiuos da constitulcao ,
lllOS!rando-lhe* os numerosos artigos que ero le idus
com a disposifao que excluc os presidentes de provin-
cia etc., de seren elcilns as provincias, em que
exerceni autoridade, O I). Manuel fe mais, pateuteou
a iuiitilidadc da medida que nao priva a beiganhaentre
os presidentes inspectores de tbesuiiraria juics de
direito, cheles de polica, ele etc. Acabou cm
nina palavra de arrancar a mascara aos tacshomeiis da
patria e da iiberdade, rstiginatisando seu falso liberalis-
mo Finalmente censurou como Improprio do poder
legislativo o odio que icsunibra nesse proiecto de lei-
inuustiu, ao decreto de 4 de maio de 1842, por cujas
dispusircs foi cleila a cmara actual.
u Drpois do l>. slanuel leo o presidente a palavra
ao Alvares Machado ; lodns esperarn lomar una bar-
ligada de riso; mas o capote logrou a todos, portle
eslava milito serio e por isso inesmo nao prcsiou. O
porta estandarte da maioria declaran, logo no exordio
de sen discurso, que eslava milito aggravado que pre-
tenda chamar o Nunes Machado a una acrao de re-
eonveiirao ; mas eontenlava-se de contrariar por nrga-
ciio com o protesto de convencer alnal ; porque uo
CMIumava dormir e acordar com os aggravos' de seus
collegas. Quando tal ouvi lugo ine convenc que a
capa eslava remendada e que a coma aiuda nao era pa-
ra boje.
0 campean do irutnclodcxoua constitiicionalidade da
materia para o lado dzendoque o Odorico linha hon-
leni mostrado evidente e tnaaistralmenle, que a coustiliii-
\o nein de leve era feriiia. Veja vocc a que publicista
se soccorreo o bom du Francisco Alvares Na queslao
de ulilidade, ou conveniencia esleve limito ili.uvu do
todos esperavao tnha tanto mrdo le renovar as
que
leridss que diera na magistratura,que, atciursnio quau
lu se defendeo la accuseeSo de hypocrisla, estere Irlo e
desrorado. Nunca vi cousa assim. O que me aduiirou,
purcm foi que este chele encuberto dos fidclisiimos de
Sorocaba os pintoii hojecom cures bem denegridas :
era una facro disse elle que se insurgi entre mis ,
e rasgava a constiluico cm todas as suas paginas; que
aincarava ordrin o liberdade que iaCUUa o suslo c
o Icrrir em todos usaiiiuius ; contra a qual toda a pn-
pularao como um siiliomem levou nio espada!....
Assiiu fui : liaslou um aceuo do Imperador, para que
parte d'essa populacho assim armada cahisse sobre os
Incendiario* da ponte do I' ii .ili\ buii.i, c os derrotusse em
Sania I.uza! Para os lilbosde Amador l'iicuo,descenden-
tes de Tcbvrej, nao foi preciso tanto porque esses
mostraran nunca vista valenta nos calcanbaies! a nutra1
parte du popularn lirn aiuda armada para defender a
cdSiini icio i o iiuioxi.... Mas ludo isso he historia an-
liga : a amnista fez esquecer lauto vandalismo lanta
puvcisidade !
P. S. O Saldanha disse-me boje, que no tem perdido
os passos para descobrir onde mora a bella Phrvnr; que
j tem alguns indicios, c brevemente o saber com cer-
usa, h'elicito-o por isso cantarada .'
O Nunes Macbado ilrcl.nuii na sesso de segunda
feira que nao tem bil ; o Alvares Machado albinia
moni est iniiiio pela autiga.'
Saladas sessoes de marco dr IMo.
O HiiLocio 0* <:s.
(C'oiiliHiuir-ie-ka.)
ASSEMUI.EA PKOVIMCIAL.
sksso Dt H DB issit. nr- 184.1.
Presidencia do Sr. I'edro Cavatcanli.
As II horas e niela, o Sr. I. secretarlo fui a cha-
mada c veriliea eslarem presentes 19 seiihores depu-
tado*.
O Sr. preeidentc declara abena a sessuu.
O Sr. 1.a eecretario le a acta da sesso antecedente que
he approvado.
OSr. 1." ifciflnno da conta do srgilinle
EirCDIENTE.
I'm omcio do secretario da provincia, arninpanlian-
do copia do regiilaniento dos conservadores das estra-
das. Pura a sccrelaria.
Outro do inesmo secrelario.participandoquese vailazer
remeta a cmara de Ollnda das poiu>ra'nddlclonae* da
inesnia cmara approvadas pela assrmblca.Itilcirada.
0 seguale parecer:
A coininissiio de estatistiea vio o requeninento de
varios dudaos do AlUnho, pedindo a creacSode una
villa nesse lugar, e he de parecer que seja indeleridu
dito rcqueriiiiento por ter calidn em 3.* dtscuss.o, este
anuo, o projecto n. 14 que contiuha a iiiesuia materia.
Sala dascon.inisso^s, 8de abril de 1845.--./. J. tiiiiifiro
du Cunha.Lacerda.
He approvado.
Em seguida sao lidos c approvudos os teguinlct pa-
receres;
A' roiuinisso de ordenados fui presente o requerl-
mento do professor Mauocl Joaquiui le Oliveira Maciel
pediudu augmento de ordenado, rcomortteja acom-
missnde inslrucco publicaencarrrgada pclaasseniblea
provincial de orgauisar um projecto sobre inslruccuo
pnblica.em que ludo o que respetaao cnsiiiopnbleode-
ve ser rcgiilarisado, lie a coiiuiiisso de parecer que se
adi o rcquerlllieilto do rapplicaute para quando se ilis-
culii o dito projecto. Sala dat comliilssdes, 8 de Abril
de 1845.!U. J Cameira da Cunha.--Lacerda.
X couimissao de ordenados, examinando o requer-
uicniode alariaGuilhermlna de Oliveira Maciel, prore*-
sora de priuieiras lemas da cidadeda \ ietoria. cirT que
pede augmento de ordenado, he de parecer que se a-
dieo requeriiuciilo da supplicante, te que se discuta a
projecto sobre iustriicciio publica, (que leui de ser u-
presentado pela coiiiinisso respectiva) cin o qual este
e oiilrosobjcctosdevein ser providenciados. Sala das
eoniinisscs, 8 de abril de 184.1. M. J. Carnetroda t u-
nha.Lacerda.
I^-se o segunte projecto :
A atteiublea legltlatlca provincial de Perniinburo
resolve.
Art. I." A Ireguezia le N. S. da Pai dos Alegado*
lera prliniilles com a Ireguezia do S. Amaro de Jooa-
io a ponte do Kio Tigipii pelo Norte, e o riacho do
Pacheco ti! encontrar os limites la Iregueiiu de Moribe-
C.l pelo Sul.
Arl. 2." Ficao revogadas as leis cm contrario.
Paco d'usseinbba 8 de abril de 1845Alcanfo-
rado.
le julgado ohjecto de deltberacSo, mandado im-
primir,
f6'i>iit/i!iar-e-*(i).
Ili sollado das elcirocs para eleitores pelu fregueziu
dos Afogudos, ordenada pelo governo em coiisequeucia
I is ib i .ni .i. ni s da reuniao, ditacmara dos deputa-
dos, c pleiteada pelos mlniterlalitlai da metma fri gue-
ziu e das desta cidude com todus ascuas forras ligei-
ras.
Os Srs.
Tliom Concia de Aranjo
Mauocl Cavalcanti de Albuquerque Mello
Manuel Joaquina do llego Albuquerque
Dr. Luis de Carvallio Paz de Andrudc
Francisco de Paula Crrela de Aranjo
Jos Candido de /tarros
Francisco de Carvalbo l'az de Audrade
Miguel Arc.inju l'ostliuino
Francisco I.uiz Maciel Viaiina
Ain eleiii Antonio de Mu raes
Antonio Goncalvc* de Moracs
Joo de Carvallio l'uz de Audrade
Pedro Cavalcanti de Albuquerque
Joo Anaatacio Camrllu Pettoa
Manuel Juuqiiim Anliiues
Semino Crrela Cavalcanti Macambira
Francisco Xavier Cuniciro I.ins
Francisco Xavier Cavalcauli I.ins
Jos Joaquim de Santa Auna Fra/.o
Francisco das l hagas Cavalcanti l'cssoa
Jos lanuai ni Paz de Audrade
Antonio Jacinto Cavalcanti l'cssoa
liento Haudeira de Mello
Jos Antonio Crrela Comes
Vento Francisco de parias Torres
Tlieophilode Sonsa Jurdim
Francisco Ferrcira de Alcntara Hunos
Francisco Jouquini Machado
I.uiz do llego /.u 11 lu Cavalcanti
.M.innrl Crrela Comes
Supplentet. ,
Canuto Jos Velloso da Siveiru
Joaquim de Aducida Catando
I.aureiitino Antonio IVreir de Curvallio
Mauocl clemente de Aducida Catando
M iiini I Tilomas de l-unos Cumpello
Joaquim Ignacio de farros l.iinu
FranciscoCarneiro Itiachado Ros
Pudr.- Jos dos Santos Fragoso
Francisco Xavier de Miranda
Joaquim Canuto de Figuch'cdo
Jos Rodrigue! de Oliveira l.ma
Joo CarncTro Rodrigues Compeli
Jos \ leira i-ratll
Bernardo Dumio Franco
Ferimuu Tlicotunio du Cmara
Jos Uarle llangel
Miguel RodriguesCabral
Manuel Jos du (osla Cumiarais
Vicente Jos da Costa
Antonio Jiorges Celina
Manuel Gomes /Aurbosa
Jos da lti suri cieo Costa ( anipello
Ignacio Alves Montriro
Fraiu isi o de I'.ma Hucha
Iginio Xavier daSilva
Jus Lourcntino
Miguel Comes de Lira
Simplicio Itodrigues Cainpcllo
Jas Joaquim CmbcKno de Miranda
Votos.
854
.179
;V8
.178
.177
570
576
.175
.175
.175
575
57.1
574
574
573
573
575
573
57.1
573
573
572
572
572
571
.171
.171
aou
5b3
5(5t!
291
291
289
289
2S9
289
289
2SS
288
288
288
288
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28(1
210
2f8
285
284
284
284
284
284
284
283
2S3
283
283
282
C O R R EIO.
cuiir.i si'umii su Di uiiMii i piiovi.m u.
Ti vi houtein lugar o Te-Deum c cortejo que Vnis.
auouuciro. A igreja eslava bcm ornada; opregador


3
que foi o Rcv. vigario Francisco Verrclra Brrelo rccitou
mu excedente discurso ; msica eslava brm soll'rivcl,
disihiguuido-sc cune os cantores os dons artistas ,
Culos Hiero, nosso compatriota Jos IV reir, c|Ue
aiinl.i dco ptimas proras da filo votsa chela ,coui a
qual cobrja toda a orchettra nao obstante a sua traca
sauU.C pu'inatiira vclhicc : concorre rao assim i igrrja
cuino ao cortejo, gianile iiniuero de oniprrg.idos pbli-
cos d todas as planas, negociante*, cnsules, olliciaes
de. J." linlia e da guarda nacional, ele., etc. IMarchon
toda a (ropa i|Uc formou primciraiucole ao lado da
nialric e di-pois no campo de palacio onde dco as des-
cargas fes as continencia* C deo os vivas do cosame,
levantados pelo commaiidanlc superior dcste municipio,
ijne counuandava a divisan.
Nunca os .raieiin< se mostro to praieiros, como
quando qiicrem premiar os serviros fcilos pelo seu gran-
de Antonio darlos, Pcriiaiiibiico na destratada po-
ca de 1817. Se clles l'osscm capares de ler boa le, nos
lile perfumaramos, qual era, ein 181?, o flu da tal re-
voluroo ; C o ipie quinao os revolucionados di- enlo :i
quem o sen Amonio (arlos prestou serviros, c servi-
ros lito relevanles que aluda bolo se iiiettein acara
p ira obterem o premio da senatoria cadeira .' Scrao a-
ca*0 1:1a francos que tligfio a ver.lade ciinfcssi-m 0
que qurno; reliroos manejos que se praticrfio .' !Ne-
iliuin ein verdade dir que quereiu boje ( nao Mi O
quailtu se passa la pelos seus roraroes ) o que ipierio os
corifeos de 1817 : se pois nao disuui; como miar lae* servieos, que se pcijo ou antes teincm desig-
nar .' Km divorcio sempre coni a verdade rslo os prairi-
rot, delira nada noderemo* obter; veja-so porlauto
se por lodos o confessou o sen aspirante a senatoria a-
quelle niesino quem qucr.-in premiar: cis as suas
pjlavras na sesso de 2(i de feverriro
Seulior presidente Ku ouvidor de Pcrnambuco,
nao dtivi.lci abracar o cnsejo de expedir o governo do
Seulior I). Joo VI poique 'uiidava-se no s\ Sicilia
ai colonial >i
Comentando a Srnlinrlla este treclio di/. Aqui Ic-
inos o mrsmissimo Sr. Antonio Carlos, confessando que,
ouvidor iiomrado pcl.i Seulior I). JooVI, contra elle
COUtplrou faltando ao sen juramento c aproveitando-
se da posifiO ein que aqurlle iiionarclia o colocara.
(Mu ni se poder liar no Sr. Antonio Carlos quando as-
sim se portn para coni o Senbor I). Joo VI.' K.cra colo-
uisador o soberano, que abri os pollos IO brasil, e
ICVUU-0 a catliegoria de reino crcou lodos ostribiiuaes,
c principiou a despachar para importantes lugares a
iiioilus Wrasilruos, do que he prova o proprio Sr. Anto-
nio Carlos? O Sr. Ii. loo VI. linha lano do colonisa-
dor como o Sr. Antonio i arlos ile mmnirr/u'Jlii quaudo
ciilrou no nioi nclito republicano de 1817
Os praieiros para oblcrcn os votos dos mallos ,
para que uo diga dos tule roes, porque j os deviao co-
iibeccr prometieran i Uti* lugares subidos c pingues,
a Antros litinha*, bouiliubo* para o adorna dos seus
leaes peilos; e aos 2000 artistas assrgiirro-lhrs pros-
peridades a montes ; fortuna* B* curiadas ; e se liccssein
un lequei iiuenlo j enlo abi viria un decreto todo de
wiiimi, todo de (locura que os dispensada de uiais
pegaren! nalrolha, na agiilba na cuchi), on no mar-
tello.. pobre gente, que assim vos deixastcs Iludir !
0 rcqiicriiiirnlo, se l chegon lieou cni baixo de algu-
iii.i mesa, e laca lieos boui lempo.... Agor O que de
certo chegar he a le qu prohibe volar quem nao
liver rem mil rs. r.v PUTA e sabe Dos o que mais vira
aos dotll mil artistas, e a mais algueiii que Ibes laca
limita Iiiiiii provrito.
Ksquecia-mc coiilar-lbes lima raridade; e que rari-
dade O nosso contador das caigas de ganga esleve taiu-
beui no Te Deum, mas neiu Vnics. peuso como se elle
l apreseulou ; porque na verdade ninguem o vio que
se uo admiraste. 'Fcndo o lioineiii usado por mullo lem-
po de chapeo armadoenlo linlia elle alguina cabera
eslava nessa solcinnidadc de chapeo redondo, ora islo
he i modernatiulia nelle o seu tope,foi colisa que
prouielleo sua ultima vira-velha polilica-, levava ben-
gala, era para encbolar os caesmas ein fun eslava. ..e
para que seria que eslava3... mas eslava deque.'
Ah siin; eslava de bolas !! Entilo, he nao he rat't-
daile '___________________________________________________
BUIlir II PIRUllli'CO.
Recebemos pelo brlguc Primavera u PerMico dos /'-
brts do /'orlo, que apenas chega niesma data (I.1 de fe-
vereiro ) das lolhas de Lisboa uUiniaincule rrcobidas ,
cciijo cMiactu publicamos ein o nosso numero 81 de
loaren p. p ; no qual linda temos por ora a accrrsccnlar.
4>oiniiHiiica(lti.
o ruoxiuTUB PUBLICO INTBatNO B O VEkDIDEIBO BMB>
NF.iitnos N. 18.
Siibrcmaueira indignados coiu aleilura de Ulll pe-
queo e insignificante pupcluso a que o Sr. Amonio
urges da Konseca chama seu Yerdadeiro Regenerador ,
leitura que por nina dessas extravagancias de imagi-
naran u que o espirito humano n.io pode as retes re-
sidir nos eoiibe ein surle lser nao poilemos cni la-
ce das graves, e giosseiras injurias que em senielhau-
te pelouvinho expoe ao publico o Sr. ilorges da Konseca,
contra o nosso amigo, o bacharel I.oiiicih o Avelliiio de
Alluiqiicrque Mello forrar-nos ao desejo ileeiu dcscui-
peuho, para com o nosso digno amigo, do* deveres d.ia-
inicadc deveres charas, sagrados lodus os corares
Im ni formados iiiustrai-inns ao niesiuo lempo ao muilo
Ilustrado publico pernambiieaiio quauto sao banacs ,
filiis e destituida* mesiuo de lodo o fundamento rao-
cioiial as injustas e gratuitas arguirors, com ipie o S
Vorgcs da Konseca, torturando alo* a sua propria cous-
cieilcia ( nois ape/ar de tildo nao a jtilgamos lo cale-
jada ) com nolavcl escndalo da verdade otisa sobrecar-
regar o nosso digno amigo ; c muilo prinsinallncntC nn-
llUella parle rm que. usando da sua diablica loaligui-
dade, procura ridiculaiisal-o, olvidando tiiui de propo-
sito, i'iie o nosso amigo nao he seiu dnvida neuhuiu
desses cutes desgranados que, talvct producidos pela
colera celeste ciixol.ulos de Seu pail natal, vago aqui,
e alli por todo o liltoral ao nosso vasto Imperio mendi-
gando com Dpprdbrio C baixesa o pao uccessario sns-
lenlaro de urna existencia militas vcic* pesada soeie-
dade e yllensiva de suas leis, c bein estar !
licitemos porni de parte ludo isto omitamos tu-
lls i ssas ciiciiuislancias, que] por seren do publico j
milito cuiihecidas elle ein sua sabedoria as lera por
ceito devidanient.' julgado; c prociii'ciuos, sruo de mu
luoili) digno do Ilustre acensado anllenos Conforme
O* apoquculados reclusos du uossa intelligeneia tratar
de una queslao, que, arraueaudo-uos ao nosso silencio,
IHis troute ao campo do jornalismo.
, Corneja logo o Sr. Anlonio /forgrs da Fonwca que
daqui ein tliante chamaremos Jr'ri/oi/fir Hrijvitertulor, ou
reptililiai, o seu arante! por querer fuer passar o nosso
amigo, por nina pessoa de iieiihuina conslderaco lia so-
eieilade, j (ra(aoilo-o por fulano de tal Avelliuo o ijue
he muilo pi oprio, c so iligno da nicdiei ioilidaile de seus
iiiiiiinentos por issoquedil o autlgo rifo: raila um il
ii ine le m J laucando sobre elle o insultiioso uracejn
du ridiculo j o que anda mui beinassenla no ndadao
H.ii.m.aJoi. Ate ah nada sernos que nos admire, que
nao seju muilo eoinnium ao rcpiibliquciro BorgCI da
l'onseca : he o inesioo lioinem ao travs deludo; sem-
pre dominado pelo desejo de se tornar celebre pelo ca-
lumbo do insulto e da insolencia inaudita, sempre in-
i iiiim queme e contradictorio consigo niesiuo, senipre
Imbuido i'iu grandes ealciilni de liberdade c regene-
rarn poltica, iui gtneiii e sempre, como ldizein,
diiiuiti enm as burrai n'iujmi .\o he porin o incsnio oque
para diante se segu no seu pelourinho ; lie por cci lo al-
giinia colisa mais lorie o que ueste mlseravel p.ipeluxo
de ni.lis se le contra o nosso amigo ; poi 1**0 que, altri-
buindo-lhe tcntlinciilos pouco uobrra e que cni ver-
dade nao o oflendem, se o cldadiio rrpublico o julga por
si e ca|MMi do que tmente elle be procura lser per-
suadir, que na denuncia dada pelo nosso amigo, contra
mu insimlenlo, snjeitando-ine, em negocio tao espi-
nhoso c de tanta lnula, a insiuuacoes eslranhas. Krvol-
ta ua verdade seiuelhaiilc lingnageiu principalmente
na bocea de um liomem que sabe verdadi'irann ule ilo
contrario Como lie.qui' o I niii. ir i iu Heijrncrtidin misa
nanear semclhaule falsidadc? Klle mesiuo, que salo,
que o nosso amigo, nessa denuncia s leve em vista, na
qualidade de promotor publit:o, como empregado seloso
da Del observancia, e rcspeltO ilevido as leis do pas, co-
mo subdito liel do mais justo dos monarehas requerir
euijuiso O castigo daquelle, ipie soberbo se arrojou a
dirigir injurias ao Augusto Infante 11 i lio do nosso ado-
rado Imperador, ao nclo do grande, do invicto, do mag-
nnimo luudadoi do imperio! Kilo que cni una das sa-
las do tribunal dos jurados,saliendodessu denuncia,dis-
se ao nosso amigo, que islo nao era motivo bastante pa-
ra ftracr resfriar a boa intelligeiicia que entre ambos
r inara;aeeresceutando, que, como empregado publico,
fsse direilo aos seus deveres pois que elle como es-
ei ptor Halara de cumprir a sua obrigarao I t.oiuo he
p .s que agora o Yerdadriro Hetjcnerador avauca a falsi-
dadc d'allii mar que o nosso amigo assim procedi
instancia* do Kxm. Sr. Thomas Xavier e para satisfacer
exigencias portuguesa* Nao se pcija o lYrdWriru Re-
generador de fallar a verdade com tanta impudencia, de
querer desl'ai te assassinai a honra de um empregado
seiu mancha ein sua conducta, tanto publica, como par-
ticular, d'cuvolla com a prinieia auloridade da provin-
cia ? Assegurainos mui ealbegoriimenle ao Aorn ll,-
geiurador, que aluda una ves u.io julgue por si o nosso
amigo ; que nao seja lo orgulhoso de suas insignili-
cantes producees peridicas ; pois que os seus escrip-
ias inteiramente desacreditados, e rrssenlliido-sc de sua
origciu, apenas vogo entre a geulallia Que culpa lem
alm disso o nosso amigo promotor publico interino ,
que o Sr. Ilorget da Fouscca, por querer adquirir u crlr-
briiladeiLiii(iiiir/iii loliUen, ou para que com mais l'a-
cilidade lile veuha parar algibeira os 40 rs. de cada
cxemplar du seu Yerdndtini Regenerador, se pouha a exal-
tar as palxdeS da ultima rel, para quem parece que t-
iiieule escreve .' Dispci tar-lhe odios amigos, invetera
dos provocando c assiiiando a caualha contra os l'oi-
tuguc/cs c pregando tdeiai de canibalismo e de faca depon-
a quera couslituir-se cutre nos o apostlo da deso -
ileiu.'! E que nao contente com ludo isto se julgue de
mais a mais aulorisudo para escrever quauta asuma llic
Irler ao eslomeado besiuulo ? Est por ventura o Rege-
nerador cima da ei ou tem carta branca da democracia
iiiiiru/para injuriar a familia imperial c atacar a in-
tegridad!' do imperio? Se a sua denuncia he injusta ah
esto os trbiinacs do pau que Ibe faraoa devida jusii-
9.1 recorra a clles, que he mclhor do que andar (como
dase ti t'orreio J dando por ptiot, e por ptdrax, si m sal
mesiuo a quanlas anda o que quer nriu niesiuo o que
deseja! Tildo socoutradiccoes 110 Sr. Ilorges da Fouseca,
que parece uin composlod'inconseqiicnciasl ora he o pre-
sidente da provincia, que les, que instoii com o nosso a-
migo, para tpue odeiiunciasse; ora be o liarbosiuh.i, como
elle chama quem Ibe inove semelliautc perseguidlo!
Gomo enh'iider-se seiuelhaute liomem, se parece que el-
le mesiuo nao se enlcnde a si proprio, e menos sabe o
que d> .'! Mas, dit o nosso Ycrdadeiio Regenerador, por-
que nao denuncia o promotor diversas pessoas, cujo
Domes apunta, que teem iutroduiido.notas falsas na cir-
cularn f 1 Mi.mo a nina deltas HSsegur.imos ao Sr. liorjes
regenerador que, ha muilos di.is, se acha por lal iiinie
den 11 mi. ola pelo nosso amigo, que por certo para saber
facer o seu dever nao lia uiistcr dos apoiitaucntiis do.Sr.
ilorges da Koiiscca ; e pelo que diz respeito oulra, no-
tamos que, exisliudo appeusa aos tribiinacs do pail Ulll*
queslao entre ella e nutro particular, parece-nos que j
nao cabe ao nosso amigo tomar dclla cunheciineutn.
Queranlo* terminar aqui quanto tinhainoi quedliei
ao eiititdeiio Regeileradoi ; porin peruiilta-uos o Rege-
nerador que Ibe facamus ainda notar, qmr ouosso amigo,
sendo um dos honieus mais pronunciados da appoticaO,
como S. Me. mesilla nao ignora, lie estpido, ou Inocu-
la rematada, di/.er-se que elle assim obra, na esperance
de ser agraciado por um ministerio, cojos principios up-
postos elle parlilha ; isto na verdade sii merece o riso
lie parvoice que s poderla sabir da cachola do Sr. An-
tonio Uorg s da Konseca, do republicano de nova inrennio
He igual Jaet he o ducr o nosso boinem das repblicas,
11 lie o nosso amigo seja mais ponderado, quando mi, lie
perdido, na opiuiao publica, por haver tomado fiarte lias
prisoes dos jugadores de lila. Kcsla.... de ijue opi-
uiao fallar o Yerdadeiro Regenerador'.' Ser da opinio
publica, que le01 seus qiiiniados escripia*, 011 da opinio
publica do paic, desse juico illustrado, que julga em ul-
tima instancia os //orges da Konseca e os jogadores de li-
la .' Se he da priuieira, de quem falla, e para quem ap-
pclla o Yerdadeirt Regenerador, dil-llie-lienios que o nos-
so amigo nao precisa de seinelhaiile juic, e menos qu
serjnlgado em tribunal to infame. EolglICIII minio
embola de seren nelle julgados os Ilorges da Konseca,
os Manuel Thoiuac, os Canutos, rccolhidot e pais de fami-
lia, e os jogadores da lita, que o nosso amigo nao aspira
iiiim honra dio diilineta '. Se he porin da segunda, a que
alinde o Yerdadeiro Regenerador, cni alto e bom soni he
asscgiirainos, que corre mais risco de licar nelle perdido
aqnelle iue (ii/eiigu (i ruiua du immoralidadc e da desordem,
do que o nosso amigo, que promove, pelos lucios legaes,
o cumplimento das leis; aquelle que, em summa, adtiiga a
causa de mcia iluzia de galanos jugadores da fila, indiridans
miserareis, do que o empregado publico honrado, que
com os recursos facultados na le, ipier purgar a sacie-
dade de semelhaule peste. Julganios ler salisfeitoo nos-
so dever deauUadc, e cabalmente respondido ao Yerda-
deiro Regenerador. U amigo verdadeiro.
CUMMErtO.
f
Alfandega.
mimeuto do dia 8.........:i:iSi/M
Descarregao hoje!.
BarcaAnlonietalijlos,
trjgue/ldo/;diobatatas.
ffarrn f-f- l'nfjt.frt*
Dos precos correte* doMaranbo, com data de 2 di
Mu ..o estrahiiuos o seguinlc :
Impoitacao.
Ago.irdente do eslreifo Xt grs.
i) de Pcrnambuco 2*2 graos
Anic.........
Ateite doce doe*lreito'/j
. de Portugal .',' .
11 de l'cixe ......
Assucar branco.....
i> uiascavado.....
Alfacema rusa.....
lcalio Sueco .....
rame de ferro.....
o de lal.10......
//acalho...... .
Iiiim Iuglc ......
Uno....." .
Ilolaxa fina americana .
Cera cni vella*.....
dita em pao e grumo .
('elio em vcllas.....
Chumbo em giau lili .
- dito cni barra ....
Estanta.......
Espingarda lasarla*....
Parlaba de irigo americana .
dita francesa ....
Ginebra em botijas ....
Manlciga Inglesa ....
u dita frauceaa .
Oleo de linhaca em casco* .
11 dito em botijas ....
Plvora........
Oueijos llamengos ....
Itape prineeia de Lisboa .
dito de Peni, c outrasprov.
Ileiinc surtido
alie, Yerdadeiro Regenerador nao ligurou mais, que co-|Sperniacete em vella anirrle.
Precos da Piara. por
1.W :w/oi>() 155.000 pipa
40.00(1
.'l/UOt .1*500 garraf.
S;#UI) 40/000 barril.
28/(l(H) :ki#ooo
nao ha gal.
2jfem 2/UOO arroba.
l/IO 2/<00 2/V)0
1 l/OIH) 12/000 barril.
200 240 libra.
6 600
12/000 13*000 barril. 14/000 pessa.
1201I
5/000 5/500 barril.
1/1)00 2^000
1/400 1/440 libra.
1/200 ii
210 210
18^X100 19/000 quii.
14/000
450 500 libra.
4/GOO 4/800 huiiia
i:>oou 14^000 barril
l>000 ii
:10o 320 huma
450 500 libra.
:o 400
800 000 frascos.
1/000 1/200 boiiia.
550 600 libra.
800 huni.
/000 .V800 libra.
500 1/IOO
y/uoo 10>000 n
700 750 libra
Vinogre .......
Vinho tinto do Porto .
diio de Lisboa .
! dito branco dito .
t'.rpmnriio.
Algodao 1.a q 11 11 iil.iilr .
tt de Seira.....
Agurdenle da Ierra .
Airo de vapor ...
de OUtras fabricas .
em casca.....
Allanados......
Accilc de e.inap.ito .
de Gcrzelim ....
de Ambrolla ....
Carne tecca 1I0 Mai i 111 .
do Ai 11 o ii ....
1 liil'i es de boi.....
(aun os salgados da (erra
i ii de lora da provincia
Koguetes di. .11
1 .umili de mandioca .
. d'agoa......
l'cljao ila ierra ....
Kimio de mollio ....
11 de corda boui
domina.......
Gertelim.......
Gruile de peixe libra .
Milho........
Mendoliini......
Mel de cana da Ierra .
Panno de algodao largo .
h eslreito -.
Itap Mar.inlu use .
Salio da Ierra.....
Sal { paneiro J.....
Taimado de costado .
i> /j'.h 011......
11 Cedro......
Lomo......
Paparauba......
Vaquetas.......
45/0OO 50/000
KlOlH 120/110(1
lllllfOOO Id.'id'li
OnMOO Iio/Ono
P1 ecos da Praca
4r00
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1/000
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2/300
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1/060
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4*100
1/700
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4/5d0 arroba
3*800
45*000 pipa
1/700 arroba
1/400
1/2(10 alque
ha libra
320 qnail
1*160 11
240 >
2*800 arroba
1/800
2*000 eenlo.
115 libra.
135
3/lHH) du/.ia.
800 alque.
I.-I.'io 11
2/2(K)
3/800 arroba
18/000
3/200 alque.
2/D00
800 arroba
800 alque
1/200 .
120 qil.ilt.
24/000 eolio.
22^000
I -i "ii libra.
3/200 ai roba
160 alque.
220 palmo.
12/tHKI ilu/ia.
7500
g/200
(ifOOO ..
1/800 hiinia.
Aiimment (lo 'orlo.

Vii'i'o entrado no dia 7.
Havre de (iraca; 4l dias, polaca franecca Adolplio, de 122
toneladas capilo Lacroi* equipagein II, carga va-
rios generas ; a I.uic irugulere.
.\nrios entrados mi dia 8.
Barcelona, por (braltar ; 82 dias, irareudo do Ultimo
porto 41 ibas, brlgue remirarlo, toneladas M'.i, capitn
Agosliubo soix, equipagein 1.1, carga vinho e mais g-
neros, Nascimento Schaeller S C.
Savias sabidos no mesmii din.
Porto ; barca portiigueca Relia Pt rnainbiicaiia, capitn
Manuel Francisco KanialllO, carca assucar, etc.
Parahyba sumaca brasilea Amitndr, eapilto Manuel
Antonio Guerra, carga a mesilla que iroiixc do Rio de
Janeiro.
Pono ; barca portuguesa Espirito Santo, eapito Rodrigo
Jo.iquini lanicia, carga assucar, ele.
Declarares.
O patacho nacional Pcllicano tira a mala para o P,o
Grande do Sul e Ho de Janeiro no da 12 do crreme.
COMI'AMIIA DO HEhERIBE.
4 O caixa ila compauliia do Hebcribc avisa aos Sis.
aeciomslas que no dia 10 do correte mee se linda n
pra/o marcado para o rccolhimcnto da prestaran de 6
por eenlo ltimamente exigida : e que at o dia 30 lle-
ve prestar as suas cuntas a adimnistrarao a qual tem
de excluir os que se ai lian 111 em atraso quando se reu-
nir .1 asseiiiblca geral dos accionistas no principio de
malo. Hccife 2 de abril do 1845--O caixa, M. U. da
Silva. 10
Avisos iiiiiriliuios.
1 Para o Rio de Janeiro segu com lod.i a brevi-
dade o patacho Yalenle ; para carga, passageirose escla-
vos fele trate-te com (andino Agostlnbo de llanos,
na pracinha do Corno Santo n. 66. (\
I Al sexta l'clra II do crlente sai para o Rio de
Janeiro o patacho Pellicano; recebe nicamente esclavos
lele : a tratar rom (andino Agosliubo de Varios, (,'i
6=l'ara o Rio Grande do Sul segu \ ageni nqirele 1-
vcbnenlc no dia 15 do corrriitc mes,O briguc brasileo
Ueos le Guarde; recebe uniciuieiile esclavos a lirlc, e
passageiros : os prelcndentcs dirijan so a ra da Cadcia
do Rccifc arinaieni n. 12, OUaoCBpitiTu Manuel .los de
V/.rvcdo Santos. (C
4 Para a /'alna sai com brevidadea sumaca nacional
.S'niilii /I111111 ; para carga e passageiros Irata-sc com .\u-
vaes & C, lia ra da Crus n. 37. .3
2Para o Rio Grande do Sul segu com brrvidadc
o briguc nacional Competidor ; para passageiros c escla-
vos a frote trata-te com Gomes S Irmao na ra d
Apollo 11. 8. (i
Le.la
o.
|=Mc. Caliuoiile Si G. faro leilo por iiilervenco
docorretor bveira de um esplendido sorlimruto de
lamidas Inglesas proprias d'este mercado : quima fei-
ra lodo concille as 10 horas da niauha 110 seu arma-
sen! largo do Corpo Santo.
visos diversos.
ft COLLEGIO DA AL'llOltA.
1), Isabel de Austria Pessanha c sua prima U. Aurelia
(Jmbeliun de Carvalbo teem ettabelccido una casa de
edlieaco de lucilina*, sob a denoininaro de Collrgio da
Aurora, de cojos estatuto* o exilado lie o seguinlc :
Aduiitteui aiiiinu.is iiilcruas, lueias-pcnsionitta* c es-
ternas. ...
As alumno* Internas sao as que liabil-o dentro do ( ol-
leglo, tugeitat a toda* a sua disciplina.
As lucias pensionistas sao as que vieni de manhaa para
o callento, assistein a todos os aelos do dia, c van no liin
da larde para suas casas.
As esterna* sao as que tmente Irequentao as aulas do
collcgio, c, lindas ellas, se relirio.
O cnsiuo do collcgio divide-se em tres series :
I." Sr.iur. Rudimentos.
Doutrina cbrlsta, clvllldade, ler, escrever, contar, co-
ser e lazer lucia.
2.' Seoie F.tludos.
Ler, escrever, iiococs de aritbmetica, ditas de grogra
phia, ditas de historia sagrada c profana universal,grani-
natica nacional, coser, marcar c bordar.
3.* Skiiii: Aperfeicoamcnlo dos esludoi.
Ler, graininaliea nacional applicada analvse, excr-
clcloi de escripia c correccfle* ortographica, exerclcio*
de ariibiiiclhica, geographia, historia sagrada eprofana
universal, hislorla do Krasil, bordados : tapete, .1 blan-
co, inalic, Ii oque, niissanga, pi ala, a 011ro c ca-
bello, ta I bar e facer vestidos e chapeos de scuhora.
As retribuidles sao as segiiinles, pagas por met cni tri-
estres .ub.iulados :
Cada aluniua interna 25/000
Cada incia pensionista 15/000
Cada esterna 5000
Alm das referidas materias de rnsino, Inverna mais
no collcgio as seguintes :
Unge* francesa, lingoa inglesa, elementos de litlcra-
lura, msica vocal e nsti uinenlal, desenlio edausa.
Cada unta deslas aulas ser retribuida em separado, c
pagar-se-ha por
Lingoa francesa 5/000
Lingoa inglesa 5/000
Principios geraes de bellas leltras 5/000
Musir vocal e piano 6/000
Desenlio e pintura 6/000
Danta 5/UOO
O cnxoval com que as.iliiinnas interna* deveui enhar
he o segiiiiilc;
lina cania de vento ; Ulna cadeira; nina caixa de costu-
ra, pro Ida de iodo o neceiiai lo ; o material Indispensa-
vel para os 1 simios, como Ulna eserivauinha. lirios, pa-
pel, [leonas e canil ele 11111 hallo ; una aliuol'ada de cos-
tura um espelho, com pentes e escora de dente*; uma
tilOUra para aparar as nuil is ; nina tigella de lavar, com
o sen compleme jarra urna hacia para o quarlo ; 12
camisa* ; ( vestidos (i salas ; 2 nventaes de lafelii pe-
lo ; Ii lencos ; 12 pares de nielas 3 pares de tpalo* ; 0
lenco* 011 rouieiras paran pescoco; 4 lencos lisos; 2 ro-
beras de chita 2 fronda* erandl s c 2 pequeas, cornos
competente* iravcisriros ; 4 toalha* de insto 2 toalha*
mais grossas, para alimnar os p-s.
0 estalieleciiiicutu tem un andar separado para as
nieias-pensioiiislas e esternas ; para de.sl'arto lieaieni
sciii correspoodeiiei 1 uimedlat 1 com as Interna*,
A directora *e dirigir no* pais un corrcspoiidentes de
suas alumno*, a II111 de Ibe rcmetterem as fasendaa, l-
nbas e retrote* para as obras em que, segundo osen
adiamntenlo, Uvereni de se empregar as menina*.
Una da Aurora 11. 20, aos 2;I de mareo de 1845, -- A di-
rectora /'. Isabel de Austria c Pruanha. ~0
2 Prctisu-se dons tiaballi.uliires de maccjra que
sejao peritos na sua oceuparao ; d-sebom ordenado c
soll'rivcl pastadio; quem l'Slivcr lias cucilinslancias. di-
rija-te ao atierro dos Afogado* n. 120. (1
2 Preiisa-sc de una .1111:1 que tenli.i muilo bom
leile c que nao leuhu lilbo na ra do Cabg loj.i
junto .1 botica do Sr. Moreira. i3
2 Ollerecc-se mu Hrasilciro adoptivo casado < de
avancada dade para cnsinai meninos de ambos os
sexos rm casa de seus pais as prlllieira* letras ; sua
inoradla he na ra de SantaThereta casi n. 12. (4
2 IWiga-sc ao >r. do eiigeulio Cainassai que 110
caso 1I0 prclo Autuniu que se ai ha Pili sen ciigeuho, ha
qilasi dous anuos, ler os signaes srguiiles, aballo de-
clarado*, l'a/.cr o l.iMir mandar nacer ao ohaivu assig-
nado, ou entregara polica, aflu de inelhorpoder-se
jllltilicar, pagando a abaixo assigliado toda a despica,
loaquiu Jos Mendes. Manuel Jos da Silva i-raga ad-
luluittradore* ila casa do ausente Paulo .lordao vende-
rn ao padre Jofio Ibas congregado deS. Kilippe \cn )
o esclavo Antonio, do gento de Angola Clli 10 de se-
leinbro de 1828, c 11 p.idie ,loo Dias vendeo o dilu es-
eravo ao aballa as-.ign.ido ; os signaes sao os Segllilite* :
representa ler 50 anuos pam mais barbado, baixo ,
corpo regular, oaudariiiu tanta vagaroso ; desapnare-
cco em pi de agosto de 1835, tem o apellido de congre-
gado peloqnal era mais proinplo quando se eluin.n.i
iio que pelo uouic de Antonio, trabadla deolelro, de
futer lijlos, c l.iiiibeni de padeno : lio da 16 de de-
lembro de 1831 desapparoero o pretode lime Fran-
cisco, naeo Rebollo cnlende laiubeiii de oleiro e
ladeiro, eslalura regular, secco 1I0 corpo peinas li-
nas : loda eqii.ilquer pessoa, que do* mismos esclavos
liver noticia, n podran aprehender, e entregar ao a-
baixo assignado ou como a cima lie.i dito, que se pa-
gara loda a despeca, e generosamente se gratilicar.
Jtisi- Rodrigue* 1I0 Passo. li
2 Precisase de nin Iiiiiii liaballiadoi de in.isseira
anude je paya mais que 1 ni 011I1.1 p.iKe; ua pillarla da
na Imperial 11. 13. (,{
1 0 abaixo assignado,leudo de'relirai -se por BlgUIII
lempo diste imperio, tem nomeadoseu* bastantes pro-
curadores, ao sen iiiano Jos Francisco da Silva, eao*
Sis. GuiUiarme Soares Botelho c tutonio Perelra Men-
des. COIU todo* os poderes, sobre seus esl.llii'leeinien-
tos que lito girando da nicsuia furnia dcbaixo de
sua firma c administrando suas proprledades a quem
os inqnilinos das mesilla* poder.iii payar coiiiu se losse
ao abaixo assignado,
-I/iiiiik/ Francisco da Silva Carrito, 10
2 Alllga-se una casa (enea n. ,'t? na ra da Glo-
ria com bous eonininilos quintal murado, cacimba,
com boaagoa : quem a pretender dinja-sc ao pateo da
Sama Crus pallarla 11. 6. 4
2 Oll'ercce-se nina iiiulhrr de asiento e capaclda-
dc para ama de casa de pequea familia OU liomem
tollciro para lodo o servieo deportas adentro, do que
(1111 milita pralira e lie ludo com perfeii n easSCiO, c
da liador a sua conducta, sendo preciso ; na rila do Ro-
sario estrella leja de barben o 11, 19. (I
1 l'rccisa-sc de 500*000 rs. a premio ; quem quicer
dar, dii ija-se a ra da linda II. ;i8, que da-sc por segu-
ranza nina casa que vale Ulll eolito de ris. i- rende S*000
rs. nicusaes, livre c deseiubararada. (4
1 Raphael Amonio ( oelho relira-se para a Europa.
2 Eugenia 'JVixeira de Moma, viuva do fallecido
' hrispim Gomes de Moma la* tiente a Sr." I). Anua
Viclorlua de Mello, propiletarla do engenho das Quei-
lilailas que desde o me/, de Marro 1I0 crreme annu
aeha-se pioilipta a iiupui lancia do saldo de sua letra
conforme fbl tratado 1111 una caria que Ibe dirigi ; c
para que nao seja augmentadaessaqiianlia com o aceres-
timo de premios por isso fax o presente aniiuncig, de-
clarando a dita Sr." 011 ein qiialqucr 111.10 cni que se
ache a dita letra, qiicitc obliga pelo premio vencido
ale esta data. Hccife 7 de Abril de 1S45. (II
1 .los- Valentn da Silva continua a receber alum-
nos para a sua aula de 1.1I1111 11,1 ra da Alegra da llna-
visla 11. 42. Autores latinos queo aiiuuueaiilccniprcga
nresenteineutc no exercleio ila tuaaulai os provecto*
11I0 I.vio. o I.* lomo do Horacio, arle potica, cas
carta* de Cicero. Os icini-provectoa Saluitio, co l.*c
2." Ionio de Virgilio. Os da I." selecta, C dopois Corne-
Ijo e l'luilio. Os da 2."rf) epitome por Jos Vicente Go-
mes de Maura. t8
i Manuel de Piritas relira-sc para illi.l de S. Mi-
guel a Halar de sua saude. (2
2 No priiuciio do crreme mee desappareeeo do
poder do aumiuciaiite mu Africano de noine Jos alto,
retnelo, pouca barba, ladino, in pronuncia, *em-
bi.inie carregado manelra* amcacadora*, famosa es-
ITUCUira ; CMC Africano esleve por lempos ao serviro
do.Sr. do engenho 1I0IM11111, fuglo da cadcia dcsta cl-
dade, paaaou ao serviro do Sr, Mamede no Rceife fu-
gio c da cadcia oulreiu arieiiiatuii-lhc os servieos an-
da fugin c oabaiXO assignado que ignurava essas prece-
dencias arreiuatou-lllc os servieo* c com a ordem da
auloridade competente mandou-o buscar na cadcia;
mas, leudo o dito Africano dcsapare ido, uu-se uma gr*-
llticacoa quem o prender. /'. J. Cuidoso. (13
2 \ pessoa que foi na p.nl.u ia do pateo da Sania
Cinc buscar as chave* do sobrado da ra do Itozario
di boa Visia n. 53, para o ver, c que nao levou mais as
llaves sendo que queir.i alugar o referido sobrado ,
faca obsequio apparccrr pala o ajuste e nao queielido,
queira mandar entregar as chaves na dita padaria. (6
2--Kiirluiiato Kerreia, Portugus, ictia-sc para fura
da provincia.
2 Prccisa-sc de um amassador
13.
2-:Joaqiini Mendes de
natural da llha Tcrceirn ,
periu.
9
na ra do Gorlhu
9
/.01 Ii 1 subdito poiluguez ,
embarca para lora do im-
i Ainaiihaa, pelas 4 horas da larde, tem de se arre-
matar mu piano e oulios bens, na piara do juio do
civel da scgiliula vara, no atierro da lioa-\ isla, por c.xe-
caenfl de .loo Kellcr, ;4
3l'rec'a-sede 1 liomem que teja boto mcslre de
assucar para engajar-sc lora da provincia ; quem es-
tiverncslas clrcutnslancias pode dirigir-so n ruada
Cadcia do Recife n. 4, das 6 as 11 horas da manbia e
das duas as quatro da larde para (rolar do ajutte. 5
3 Se nests cidade existir o Sr. Francisco Jos Ua-
I' ira natural da lili;, do Falel, filho do Joti Fran-
eisco Madeira e de Ipnucia Joaquina de Faria, da Ir-
guma da Feteira (ucira annunciar sus residencia ,
que se Ibe deseja (aliar. 5
3 Precisa-se de uma una pira uma caa de pe-
quen! (amiba que saiba cosinbar, engomoiir e o
mais servieo do uma casa ; o* praca da Independencia
o. 21. ,4


Lotera
ele N. S. do Livramento.
Quem ido arrisca, no sanka.
Existindo anda por vender nos luga-
res lo coslume uina porcao de b I he les
que lulo de ser infaliivelmenle favoreci-
dos da fortuita no da 10 do conente, o
thesoureiro convida aos predilectos dessa
tleidade para numeros mgicos que ella tenciona pre-
miar alias nao podero partilhar dos be-
nclicios que a mesina pretende facr no
referido da.
Oahoiio assignado relira-se para Portugal, e nSo
se podendo despdir de todas as pessoas de sua mi-
sado o faz por mi'io dcsle nITerrcendo o seu pequeo
prestimo naqucllu reino. Antonio Jos Aires.
O Sr. que annunciou oo Diario de 8 do corren-
te precisar do um caixeiro para venda, annuncie sua
morada pura ser procurado uu dirija -su a ra lumia,
deposito de assucar n 58.
O Capilao Ajudanle de Ordens do Etm. Snr. Ge-
neral! Gimmandante das Amias Pedro Francisco No-
tasen Pcreira da Cunta, nao podendo por sua rpida
partida despidir-se daquellas pessoas, que aqui se dig-
iiro honral ocom sua amissdo, por ir em coiiimisso
8 corte do Klo de Janeiro o fas por mel deste ; e to-
mara como una prova do amisade qualquer incum-
bencia que o seu diminuto prestimo for capas do do*
sempenhar na corte, ou cid qualquer partea que leja
destinado.
Lava-so du saLo e se cngomina com perfeictoe
prestesa : na la d tlortas casa terrea n. 46.
iVa toja de Joaquim Jos da Cosa I'ajoge ha
UBI preta para M alujar, com a condicao de nao soliir
a ra sabe cosinhar e engomuiar pouco o laz todo
ornis servido Interiorle urna caa ; quem a preten-
der, dirija-se ao mesmo lunar.
Aluga-se o segundo andar do sobiado da ruado
Rangei, dt Ironle da botica ; a tratar na ra do Canti-
ga tojo do miudcsas do Joaquim Jos da Costa Fa-
joge.
Iloje pelas 4 lloras da tarde, a porta do Snr. Juiz
do Civcl da segunda vara na Atierro da lioa-vista, se
lia du arrematar, por ser a ultima praca, a aruiacau e
mais gneros da venda da ra estrella do Itosario n.
corno consta do escupi em poder do porleiio ; quem
a pretender comparece.
Jnaquirn dos Santos mudou a sua residencia para
o prirneiro districto do buino de S. Antonio, ra do
(Jueirnado no prirneiro andar do sobrado, que (lea
ao lado do Sr. (jusnio e d'outro lado o Sr. Joaquim
Claudio Montoiro ; a escada da serventa da casa lie
pelo lado do pateo do Collegio.
Jos Joaquim Pereira, indo ao Porto, o nao po-
dendo pessoalmejn)e despidir-se de seus amigos o pes-
soas do quem recebeo obsequios, pida preciptacao e
preparativos de sua viagem ; p de-llies desculpa desta
folla involuntaria c Ibes offeroce de muitu boa yant-
dsele a o sou dbil prcsliino naquella cidade; OUtrOSlm,
laz publico que deisou procuruJures em sen lugar,
sendo o prirneiro seu mano, Antonio Jos Pereira.
Urna mitlber de boni coatomei se eoearrega da
rlacSo de manios de pello, impedidos e deilmpedi-
dos o tambem recebo meninos para fe desmamarem ,
no que promette esmerarse ; quem de seu prestimo se
quizer utilisar dirija-se ao pateo do Carino o. 24;
na mes'iia casa uluga-se melado du dita, a una sc-
nhora cap8zcum pouca familia.
O abaiio assignado retira-se para fura do impe-
rio deiando por seus bastantes procuradores aos Srs
Kaymundo Pinto do Abreo c Jos de Medoirol Aguiar.
O abaso assignado julga nada dever u pessoa alguma,
no entretanto se elguein se litigar seu credor por qual-
qualquer titulo que seja, ou corita do livro dni|a se
a ra da Praia venda n. 41, que sendo legal sera
logo embolsado ; assim cerno tambeiii rogo a qualquei
pessoa que Itie seja dovedora o obsequio de o em-
bolsar, poli no Ignoran a sua reinada para lora
do imperio, Juo Jacinto Cutrciro.
I Joaquim Antonio da Silva relira-se para a lialiia
l Precisarse de um preto, lorro, ou captivo, qu<
entenda de plantar lioitiili'.-a em um sitio ; quem is-
tiver ricslas eircumstaiiias dirija-se a ra do l.iua-
uicnto loja n. 2, quo odiar com quem tratar. (4
I As pessoa i, quo atinunciro querer saber
do Sr do engenbo Camacarl os signando escravo ,
quo elle tem em seu poder, duija-su ao mesmo enge-
nho, na freguesia de Jalioalao ; pedindo os signaes ,
que ncnhuin dossiguaesat.nunciados combloSo como
do dito escravo. g
I Arrenda-sc um sobradinho de dous andares e
tojas, na ra estrella do Itosario n. 4 ; quem o pre-
tender dirija-se ao seu proprietaiio mi Atierro da
Boa-vista n. 63, luja de pintor. (4
1 Precisa-sede um caiieiro para o bolequim ao
n do tbeatro e que este d fiador a sua conduela ; a
trotar no mesmo botequim. i5
i Aluga-se una Loa casa tarrea ni ra liulla ,
com duas salas ;; quartos cosinha lora quintal e
cacimba ; na ra do Collegio n. 3, terceiro anear. i3
I Aluga-se urna casa de dous andares na ra da
Moeda n, 9. com commodos para grande lamilla e be
bastante fresco ; a tallar na ra o Hospicio n. 14,
com Prcxedcs da Pontee* Couliobo, .(4
4 Aluga-se urna casa de '2 andares e trapeira sita
na ra da Moeda n I i ; a tratar na ra do Encanta
menlo n. b A. 3
1 Precisa-sc do um caiieiro para venda e que da
inesnia tenlia sulcieiitc pratica elejo de boa conduc-
ta e mesmo preste Dador sendo agrade prometie-
se bom ordenado ; na ra do Amorim n. 17. ,'4
l OtTcreco-te um moco para padaria, ou outra
qualquer oceupatao; quem do mesmo precisar diri-
ja-so a ra do Amorim n. 17. 3
3-0 abaiso assignado, vendo no Diario l'ernambu-
co,d. 75, um anouoeio doSr. do engenho Camacarl.
sobre um preto que est em seu poder, lia porto de
dous annos ; e porque o abano assignado lem um seu
escravo de nome Antonio, de nacao Congo, estatura
baisa fin io d. corpo tendo os dental obcrlos e em
um p o dedo grande um lanto abeito representa ler
40 annos, pouco mais, ou menos; quo Ibe lugira ,
lia dous annos pouco mais, ou menos; pede cnlo su
mismo Sr. do referido engenbo, que baja por obsequio
eliminar a vista desta declarado se lie o mesmo escra-
vo e com sua resposta Ibo flear bastante obligado,
astlm como baja de declarar a que comarca perlence o
dilo engenho. Francisco Jos e/tJ Sitra Muyer. 113
4 Jos Antonio da Silva Grillo e Fillio agrlmen-
core artista de instrumentos nuticos avisa ao respei-
tavel publico que, quem do seu prestimo se quizer
utiliser, diija-scarua da Moeda n. 10. (4
8 Juliao 'Vranger laz scienle ao respeitavel publi-
co quo nao se responsabilisa por cousa alguma, que
em seu nomo posso ir tomar seus cscravos ou outra
qualquer pessoa da sua casa o s sim poderG enlre-
garo que pedirem, levando penhor que cubra ou elle
annnnciantc indo mesmo em pessoa o o que o contra-
rio flzer, nao poder lazer reclamaces ; porque no
sero altendidas. 18
Compras.
3 Compra-se um escravo que seja bom mestre de
assucar; na ra da Cadeia Velha do Kecile n. 4, das 6
as !> hmas da manliaa, e das duas as quatro da tarde.
2---Compra-SO effecllvainenle paralla da provincia,
esclavos de 13 a 20 anuos sendo de bonitas llguras ,
pagaA-ae bem: na ra da Cadeia de Santo Antonio em
mu sobrado de um andar, com varauda de pao n. 20. (4
Compra-se urna negrinha de 3 paia 4 aonos
pagando-se metade do preco por que se ajustar em di-
nhviro e outra metade em obras de auro, novas e sem
leiiio ; na ra dos Piases n. 8.
Compra-se, por menos de seu valor a collecco
dos Annoes do Medicina ; na rus da Madre de Dos ,
sobrado por cima da botica do llravo # Companhia.
I Comprao-se ou alugo so pretos canoeirose
trepadores de coqueiros ; a tratar com Maoocl Joa-
quim da Silva ; ua ra da Aurora n. 20. i3
I Compro-se efTeclivami nle na ra Direita ar-
masemn. !, quartolas e barris vasios de qualquer
qualidado a escepeo de azeile de carrapato. (3
Vendas.
Ol '. que icehiucha .'.'
2 Vcndo-sc urna divida i'in grao de excCUCaO d'uiiia
pessoa muito de bem i que aleii dcoulros requesitos,
que niiiilo a abolido lem. os segiiinles : I."lie ser
quebrado de in !'' ; i.*, caloicro de proflasno ; 3.", I*e-
badodepoli de jantar; 4.", lata em outro lempo a gra-
Ciuba de CUgolir letras no aclo que lU'as apicscnlavao
para as pagar ; .u, lea sido teslaiiicntcro c nunca
dado coalas ; (i \ lem por systcma gastar com deman-
das oilo, com lauto que nao pague mu ; <".", linal-
menlc a todos proineite pagar com um tiro de bacamar-
te ou levanta a l.ilsidade que sen credor o quer malar:
,i quem conviei' esta pcellluclia nao perca uto boa OC-
.liim aununclc para se tratar do ajuste. 14
2 Vendc-se una negra criolita de nieia dado pro-
pria para todo o servico > prefere-se para o matto : na
i na dasTiinelieias II. 19. ^ >
2 \ende-se.r>esclavos de liacao .moros, com bonitas
figuras 3 moleques de uaco, pronrios para qualquer
otlicio ; um mulato eoni dado de 22 annos bom p i-
gem ; um dito de idade 12 anuos ; duas esclavas, de ida-
de 20 .unios COIII varias habilidades cinco ditas qui,
taiideias eavadelras, todos de mullo boa coudueta-
os quaes se dao conlCUlo : na na Direita n. 3.
2 Vende-se una superior guitana de chave, un
jogo de gaino com pedias de iiiarliin ; dous vvenos
com casaes de canarios, para tiraran o iacio e dous
bous canarios lligaiolados ludo por piceos comino-
dos I no largo do Terco n. 10. 5
2~ V"cnue-se urna otaria de pedra e cal, cometaos
proprios, com barro para toda aqualldade de obra e
commodos para ramilla, dous quartos para esclavos,
com frente para o rio Capibaribe, fundos para a
estrada velha que vai para o Cordeiro; para ver, dija-se a iiiesma, c para tratar, ciu o Atierro da-'oa-
visla o. 1 loja de louca.
2 Vende-se una preto lavadeira, cotliihclra, com-
prodclra 0 quitandeira ; una mulata recolhida de l a
IS anuos, perfidia costiircira c ongoiiimadcira urna
negi'lulia de 12 annos, mu'to bonita, pruprio para se
educar, cose multo bem um preto de 20 anuos, ca-
lioeiro bom para pageiu c de iodo o servico ; um ca-
vallote boa figura com muito bous andares : na ra
Direita ii. 81. 8
2 \ endein-se saceas coni f.ninlia milito boa, por
preco coimiiodo defronte da rlbeira da /i'oa-vista, ven-
ii i o. ,'iS: ua inesnia preciea-ae de um caixeiro menor. (3
2\ .nili-se nina porjo de lage de Lisboa por preco
cominodo, na ra da Praia de Sania Rita u. 43 na mes-
ma casa se precisa aloyar um preto eanociro d.uido-sc
l.v.nni) is. por mes c de comer. (4
3_ VK.NOE SE urna lazenda escuta com listras e
de mais de varado largura propria para vestidos de
senhora ou meninas andarem na escola pelo dimi-
nuto preco de 240 is. cada covado ; a d'ta lasenda he
de mais dinheiro de custo mas cuino agora lem algum
molo branco o qno nao laz nial porque larga tjdo
quando se lava por i>so vende-so tao barato, o que
far muita cunta a todos os cheles de familia visto
quo 4 ou 5 covados d um vestido e por isso vem li-
ear elle por tres ou quatro patacas ; na ruado Cabug
lajas de lasenda* de Pereira A uedes. 110
3 Vende-se cal virgem de Lisboa em pedra; uo
escriplo.io de Franct-co Severianuo Itabello. 2
3 Vende-seo verdadeiro mairasquino deZra, em
Irascos e em caisa de urna duza vinlio da Madcira a
4/rs, a coixu de urna duza de garrafas, no Atierro da
lioa-visla labrica do licores n. '26. 4
3 Vendem-sc i velumes do lUmalhcle, de lSSal
I8'il ; na ra do (Jueirnado loja n. 12.
3 Vendem se as admiraveis navalhas de ac da Col
na, que teem a vaiitegem de cortar o cabello sem oflen-
ca da pello deitando flear o roslo parecendo estar na
sua prirneiro moeidade.
Este co vem exclusivamentes da China e s nel-
le trabalhiio dous dos mclhores, <3 mais abalisados cu-
tileiroi da lica cidade de Pckim capital do imperio da
China. JutorShore
K. II. He recommendado o uso deslas navalhas
por todas as sociedades das sciencias medico-cirurgi-
cas da Europa como da America Asia e frica, nao s
puia provenir as molestias da cutis, mas lambem como
um tnelocosmtico. Na ra do Crespo, loja n. 12 l
3 Vindem-se 3 escravas mocas de boas figuras ,
engommao, cosinhao e urna bo perfeta costureira ;
3 ditas por 200/rs. cada urna cosinhao lavao rou-
pa e tendero na ra ; u.na mulatinlia de 15 anuos, com
principios do habilidades boa para so educar; um
prno ja de idade por la/j is. bom para Iribalhar
em um sillo por estar a islo acostumado ; um mole-
que de 16 annos de.Muilo boa flgur.'; um pardo bom
bolieiro e pagern ; dous rscravos bons para o trabalho
decampo ; na ra do Crespn. 10. pnmciro andar. 9
3 Vende-sesuperior farintia de mandioca de Ma-
g e de S. Cali,nina vinda rccenteuieole do itio do
Janeiro pelo brigue Fie/: no caes da Allandegs no
armasen, du Antonio Teixcira Bacelar, ou a tratar com
Fumino Jo.- Fclis da Rosa Cu. Irmao ; assim como oleo
de ImUavaein pequeas barricas; e saceas de dous al-
quetres e meio do familia de S. Catharina a 5' rs. edi-
ta de llago a 6500 rs. 7
3 Vende-se muito superior farinha do mandioca,
por preco commodo, ltimamente ebegada de S. Ma-
lh us, a bordo da sumaca lncancatel Carrol, tundea-
da defroole do tais de Palacio ; ou na ra'da Moeda ,
armascm n. II. s
Vende-se uro crucilixo com a tmagem do Senlior,
um colar, urnas cuntas do Kio de Janeiro urna pul-
ceira.uma medalha um cordao fino urna imagem
da Conceivao um par de botes de punbo ludo de
ouio duas coilieres do soupa, 3 ditas pequeas de pra-
ia ; ua ra Direita deposito do assucar n. 58. &
3 Vende-se um beleo do pinbo novo, o pintado;
a tratar na rna do Nogueira n. 27. 2
8 No escriptorio de Francisco Severianoo Rabello ,
vendem-se ancoretas com superior vinbo moscatel.
proprlo para casas particulares. 3
4Vendem-se velas de espermacelechegadas de
Lisbos prximamente mais superiores daqueas ame-
ricanas a preco de SOO rs. a libra ; e larinha de mi n-
dioca de superior qualidade ; no arco de S. Antonio,
loja n. 9
4 Vendem-se barris do superior vinho da Figueira;
nos armazens de Das Ferreira ao p da Alfandega e
na ra da Moeda n 7. (3
3 Vende-se a .mais nova e boa farinha de mandio-
ca ltimamente ebegada de S. Malheus na sumaca
.S.Cruz, tundeada no caes do Collegio a 5/ rs. o at-
queire pela medida velha, e a mesma medida em saceas
a 5/500 rs. tanto a bordo da dila sumaca como na
ra da Cadeia de S. Aolonio n. 19. (3
3 Vende-se legedo de Lisboa rhegado prxima-
mente ; no escriptorio do Francisco Severianuo Ra-
bello. 3
5 Vende-se farinha de mandioca do muito boa
qualidade ; no armasem defroole do caes do Collegio ,
junto ao botequim da Estrella ou bordo da sumaca
Estrella do Cabo, fundeada defroole do mesmo caes do
Collegio pelo mdico preco de >j rs. com sacco e
4800 is sem saceo. (6
5 Vendem-se caitas de cera lavrada em muito bom
sur Mnenlo ; no arinaiem de Fernando Jos Dragues. 2
7 Vende-se urna casa de um andar com graode
quintal murado e cacimba na la das Trincbeiras
e urna casa terrea na ru do Padre Floriaono ; a tra
tar na ra da Cadeia do Itecife o. 25. 4
3 Vende-se sal do Lisboa em grandes e pequeas
poredes ; na ra da Moeda armasem n. 7, [2
I Continuao-se a vender na loja de Manuel Jos
fioncalves na ra do (Jueirnado n. 2 os baralissimos
cortes de vestidos de chitas linas com 13 covados e roelo
a 2/ a 2200 rs. cada um. (4
t Vende-se urna negrinha de idade de 12a (San-
aos, cose e laz lavarioto ; na ra estreita do Rosarlo
o. li, prirneiro andar. (3
1 Vende-se urna porcao de cera de carnauba ar-
roz do cosca a 4/ rs. o alqueire da medida velba dous
candes envidracados un bom uso para venda; na ra
larga do tosan venda da porta larga u. 'i9. (4
I Vende-se um oplimo escravo peifeito cosinbeiro
de ludo que se desejar ; na ra da Senzalla Velha n.
~ 12 ou na ra da Cadeia Velha loja n. 26. (3
I Vende-se larinha duMag do superior qualida-
de a 6500 is. a sacca de alquciru da medida velha ; no
arco de S. Antonio loja o. 2. (3
I Vende-so un mol que de 21 annos, sadio de
bonita figura bom trabalhadorde p e en'xada pes-
cador ecanueiro do otTicio ; na roa da Aurora em S.
Amaro a fallar com Jos Goncalvos Ferreira Costa. (4
1 VenJe-se potassa russiana muito nova e de su-
perior qualidade em barris pequeos ; na ra da Ca-
deia do llecilo armasem de assucar n. 12. (3
i No armasem de Femando Jus Braguez ao p
do arco da Conceico ba para vender toucinho em
pipas, que se vende as arrobas por preco commodo. (3
I Vende-se a casan. 45 da ra das Cinco-puntas ,
a tratar na ra do Muro da Penha com o procurador
Arruda 3
4 Vondo-se o sobrado n. 7, na tiavcssa da Madre
de Dos, do dous andares o soliio, em chaos proprios ;
tambem se d com elguru praso commodo ao compra-
dor ; na ra da Cruz n. 60. (4
"M m Vendem-se os dous tomos do diccionario ingles,
grande, por Vieira em meio uso ; a gratnmatica por-
tugueza, eilrahida de Jernimo Suares Barbosa e o
elogio dos Keis de Portugal em muito bum uso ; oa
ra do Muro da Penha n. 30. b
1-Vende-se um cavallo muito novo e carrrga bem ;
na ra das Flores n. i\. (2
1 Vende-se urna commoda feita de madcira gon-
(alo-Mendes e com pedra marmoto anda nova;
quem a pretender annuncie para ser procurado. (3
i Vendem-se saceas do muito boa faiinha do Rio
de Janeiro por preco commodo ; na ra do Vigario ,
armasen! n. 24. J
i Vende-se um cavallo rufo carrega baixo emeio
e he muito novo ; na ra do (Jueiuiado loja de fer-
raguns n. 30. (3
i Vende-se muito boa farinha de mandioca em
saceas chegada ltimamente do Rio do Janeiro por
preco mais commodo do que em outra qualquer par-
te e saceas com inilho de muito boa qualidade; na
ua do Apollo n. 2, armasem de Gomes *, Irmo. (o
1 Vende-se una parda sadia e de boa conduc-
ta com varias habilidades muito fiel e sem vicios, ao
compiador se dir o motivo da venda ; alraz do Ihea-
trovclho, sobrado da esquina o. 22, prirneiro andar.
1 Vende-se sabao ingles em porcoes de 10 libras paia
cima a 105 rs. a libra a dinheiro ; na iua da Cadeia
Velha n. 50. (3
1 Vendem-se ps de limfio, proprios para cerca,
a rct.lho, ou em porcao o alguns ps de larsngeirus;
no sitio de Jou Carroll no Manguinlio-papa Ierra. 13
I Vende-so farinha de multo boa qualidade ebe-
gada ullimamcutea 4SU0rs. a sacca ou alqueire e
sem o sacco a 6600 rs. para u'timar cuntas; na ra
Nova n. 67. >4
1 Vende-se um cavallo ruco com todos os anda-
res ceta do carnauba sola couros de cabra escr-
ibidos anoz de casca ludo por pieco commodo ; na
ra da Cruz n. 51. (4
I Vende-so um preto bom ollicial de sspateiro ;
oo Poito das Canoas do Recile n. 9. (2
i Vendem-se duaspretas de bonitas figuras, mui-
to habis par qualquer servico ; no segundo andir da
pi uncir casa junto a ponte da Roa-vista por cima do
bello armasem de louca lina 'A
1 Vende-se um cavallo de estribarla alazo de
bons andares por preco commodo ; na ra do Cabu
ga loja defronte da malriz n. 18. 3
Vende-se urna escrava de naco ; na tua do S.
Thcresa n. 48.
Vendem-se duas negrinbas do bonilas figuras ,
ecom habilidades; no Aferr da Boa-vista o. 37.
Vende-se, por precisio urna escrava que tcm
muito bom leite ; na ra Direita n 120.
Vende-se urna preta cosinbeira com muito boas
habilidades e he muito fiel ; oa :ua Guia n. 55.
- Vende-se assucar de primeira .
segundo
e (erceira qualidade secco e
Innii para expoliar e por precoa rasoa-
veis a dinheiro e a praso ; no armasem
de F. E Alves Vio
zulla Velha n. I l.
de F. Iv Alves Viaona na na da'Sen
Escravos Fgidos
I Fugio no dia 8 do correteo um pelo de nomo
Jos do naco Calabar, de 20 annos, pouco mais ,
ou monos ; levou calcas de ganga americana riscada ,
camisa branca ; lem uns calombos a cima do naris ;
quando fugio seguio ss partes da cidade de Olioda | i'eiin.
levando umbon de gelo e um embrolho com rou-
pa embrulhado em urna toalha ; roga-se as pessoas on-
carregadss da polica ecapitesde campo de o ap-
prehcnrlerem e levsrem a ra da Cruz n. 26, que gene-
rosamente se gratificara ;I
1 Fusiono dia 13 do Janeiro urna escrava de no-
me Benedicta de naco Angola coro os signaes se-
guintes : representa 12 annos, baixa, socca do corpo ,
ho sesga du um olho tcm bastantes cicalriics pelas
costas, tem os denles da parte inferior podres e na fen-
te da parle superior falta delles ; levou vestido branco
velho, e urna saia de ganga azul nova e panno da
Costa com llstrss azuesc brancas, levou mais um ta-
boleiio com sapatos o foi eoconlrada calcada ; quem
a pegar, levo a ra da Concordia o. 3, que ser gene-
rosamente recompensado. '10
Desappsreceono dia 27 do mez p. p. um mole-
que crioulo cria de casa de nome Joo de Idade
de 12 a 13 annos, pouco mais ou menos, bastante ma-
gro cabera puchada para trai, olhos grandes, rosto
comprido e liso denles acangulados beicos grandes,
costeludo ps grandes e apalhetados esperto pega
muito co fallar em razo de ter a lingoa pegada ; levou
camisa de algodozinbo grosso com mangas curtas,
calcas do casimira rotas no joelho esquerdo; foi ven-
der a tarde, levou bandeja e toalha de b-im de lava-
rioto ; roga-se a todas as autoridades policiaes e capi-
laes de campo e priso do dito moleque o entrgalo
na ruada Roda n 4i que serio recompensados.
3 Nodia2S de Marco p. p- fugio urna preta de
nome Catharina de naci Songo, levou um laboleiro
pintado de verde com uiiudesas, e junlameole um (lan-
dres em cima do dilo ; levou vestido saia de lila pre-
ta vestido branco decassa de listras, camisa de rna-
dapolocom babado ludo usado, panno da Costa j
desbotado, argolas grandes du ouro as orelhas ; le-
vou mais um vestido cor de ganga com listras prelas ,
novo embrujado em um guardanupodo algodao; es-
tatura regular secca, cor bem prela ps e roo eom-
pridas, lem duas marcas de logo bastante grandes em
ambas as pus no pescuco uns calombiiihos na per-
na direita bastantes marcas de leridas velbase novas;
quem a pegar, leve a seu senlior Manoel Jos da Silva
Braga com prenca de algodo no Forte-do-Matlus ou
oo stu sitio defroole da igreja da Estancia que sera
generosamente recompensado. II
2 Deoopporeoeo no dia 27 de marco prximo pOtOO-
do, o moleque por nome Fernando, de 20 anuos d'idadc
pouco mais uu menos, olhos o cara grandes, baixo, p
largos e de naco Gubo; estavaalugado em casa de Do-
mingos da Rosa, com venda em Fra de Pullas, o o sen
servico era de pescara; levou camisa, coiuula e calca,
ludo de algodo : quem o pegar qileira leval-o ao silio
grande do Moudcgu, junto do Sr. I.tiu Gomes Ferreira,
ou no llccl'c, ra do Torres n. 18 que ser bem recom-
pensado (0
KlllellOO rs. de gratillcacao.
A quem pegar a escrava Joanna de naco Angola,
cor fula que ouli'ora pertenceo ao Major Nicolao da
Parahiba do Norte, a qual est turlada desde 18'i e
consta com toda a cortesa char-sc em urna lazenda jun-
to o villa.Mc Cairo cujo signal, que nao deisa a menor
duvida, heter ella um dedo do peal jado; quem a pe-
gar, leve a ra do Sebo n. 12. (8
Cineoenta mil res de gratificarlo
a qttem pegar a preta Kugenia, de nacfio
Angola, representa ter 20 anuos de ida-
de, estatura regular, he muito descnsa-
la quando lil!a. eonduzio, quando fugio
em -;i) de Janeiro, una caixa com roiijia,
por isso que se ignora de que traje ant'e ;
he bem condecida nesta praea por ler si-
do do Sr. Jnaquirn Jos Ferreira da l'e
nha, e quando fugio andava vendendo
frutas : ha toda e Mispeita de estar orcul-
ta em alguma casa oesta praca por ter
toda a propensito para estar servindo
dentro de casa. Quem a pegar leve a
praea da Boa-vista, botica 11. 32, que re-
cbela a gratificnco cima.
lNo dia 22 de Marco fugio lutin
preto por nome l'edto com os signaes sc-
guintes : carniza de chila tod> desbotada ,
calas 8zues d algodao transado bai\o ,
corpulento ; cara larga e algtim lano
tirada para baixo nariz chato leudo
liiiin tnllio de hiim dos lados parece
ser quebrado e tem o andar ajnessado:
foi esciavo do fallecido Daniel e (lepis
de seu iilliti o Sr. Jos Antonio do
Carino. Itoga-sc a todas as autoridades
policiausqiie.se- o vircm predao 110 e
aos Senhores Capiles de Campo que o
peguem e tragao casa de Nicolao lo-
drigues da Cunha onde mora osen se-
nlior.
100^000 ris dftfral.firacScj
A quem pegar a esciava Joanna de
naeo Angola, cor lula, que oulr'ora
pertcnceu ao Sr. major INitolo Tolenli-
no de Vasconcellos, da l'arahyba do
Norte a qual consta com certeza adiar-
se furtada desde 18^2 em urna ftzenda
junto a villa de Caico; mas o infor-
mante nao sabe o titulo que ge d a essa
fazend'i, apenas informa que os dono*
sao fallecidos e que a dila escrava licou
em poder dos lilbos menores, sendo esta
a nica prova de mais evidencia por on-
de melhor se poder conseguir o nome da
dita fazenda c depois com mais facilida-
de a aprehensao da dila escrava por ler
ella visivclmeule um dedo do p com-
pletamente aleijado, ou denominado
modobim : quem a pegar leve- a roa do
Sebo n.- ia que se dar a referida
quaulia.
KATYP. DE M. F. DEFAMA---- l8/,5.


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