Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05551


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Full Text
Anuo de IfMl.
Terca felra1! 8
O IUAHIO publica-sc lodos os dias que
nao forcui do guarda: oprimo da assigna-
litia he de 4^rs. por quarlclixii/oi adiantndns.
Os aiinuncius dos assignantcs So inseridos
a ra/o de 20 ris por liuha, 40 rs. cm lj|io
ilill'< rcntf, e as -rcpelirors pela inctade.
Os que nao forein asslgiiaiites pagan 80 rs.
]><)' linda, 160Pili lypo ilillrrrnle.
PI1ASES UA LIJA.
LiM nova a 0 as i li. e 21 mil), da larde.
Crrtcentea 11 as7 lior. e mi. da larde.
l.ua chela a 22 as 4 lior. c 52 lilil, llaman.
IMiugu.intc a2Sas O lior. da tarde.
PARTIDAS DOS COnnF.IOS.
(oianna e P.iralijba, Segndate Sextas Gi-
ras.
llio (irandi- do Norte, chrga a 8 e 22, e parte
a 10 c 21.
Cali, Sei iidiaem, llio Kormoso. Porto Cal-
vo, e Macey, no I., II e2l de cada mes.
(iarauhuus e Honito a 10 e 24.
Uoa-Vista c Florea a 1S c 2S.
Victoria Quintas eiras,
Ulinda lodos os dias.
PltKAMAIt DE MOJE.
Priuicira as G ll. cO min. da manliaa.
Segunda as b. e 30 mininos da larde.
ce Abril.
Anuo XXI N. 77.
das da semana.
Segunda S. Epiplianio. Pesia Nacional,
No lia despacho.
Terca S. Amaneio. Relaeo, aud. do J.
de Direilo da I." vara, e do .1. dos Feitos
Quarta S. Demetrio, aud. do i. de Di-
.vilo da :t. vara.
Quinta S. Etcquicl,atid. do de Dir
.i. 8. vara.
Sexta S. Leao Magno, aud.doJ.de
ello da I. vara, edo JuUdos Feitos.
Sabbado S. Vctor. Itei., aud. do J. Direilo da I. vara.
Domingo S. Hermenegildo,
lio
DI-
CAMBIOS \<> DIV : DI". Altll'I..
Cambios sobre Londres . 85'/,.
Pars -P2 r -is por franco.
> ti Lisboa 12o i tor IiiI prem.
Premio de letras de boas urinas 1 . I"'"..
Oiirn Moeda de (5*100 . 17*100. I7I5H0
o ., di' 6*4 i'1'1 nov. i?. 20 ' nmou
.i de 4AIO0 . I.ViiI .-Cnil
Rail t- Pal icfles...... 1 lo i n*n
Pesos l'oliimu ires . I..-ISU i 2/000
i Ditos Mexicanos . 1/900 i 1/980
Moedas de 2 |i n leas 1*2(10 1/280
>. Dii is de inn i . .".:i i . aso
fccebes da C" du Beber!b( .VIsIMMI
NTERIOR.
II lt) DE MNKIRO.
Diteurta que rm tetsAo ile 15 le marro *V 18-15, iiiohim-
ri'oii o.s'r. aVpntaaoSonsa Martin*.
OSr. Sonsa Martin*. Sr, presidente, teuhosido, ha
11.limos, elello inenilirn desta cmara, e quasi SCHipre
por ella* Horneado niomliro du coiumisso do oreaurnlo;
i que me lem proporcionado a necasio de o eslnda
COIU algum cuidado; este esludo mi* teill l'eilo coulierer
que o ni,.lliu-lliu npiTsentado pilo govrrno ordinaria.
mente eontin militas imperfeicoes, o que se demonstra
iiiiii claren, comparando os balances presentados i c-
mara com o orcainento. Pojlanlu levanlo-me para faier
algumas censuras pelo esoesso dedespea que vejo no
ornamento actual do ministerio do imperio. Pero en-
mara que nfio so persuada que estas censuras sao Ulnas
de espirito de opposiro oh de autvpathia Mi goveruo;
lie possivel e luesino provavrl que na disenssao de ou-
tras Iris cu o faca, porm na disenssao aclual do orca-
inenln uo larri mais do que exprimir os principios por
iiiiin constantemente sustentados nesta cmara coma
liiemliro dola c das contmissocs de orcamcnlo para que
lenlio sido iioiueado, e nao para lzcr opposicao.ao no-
tual ministerio. Portento desoto que a cmara me ouea
debaixo diste ponto de vista, corta de que Tallo pela con-
viccao eiu que esloil que, se as quantias pedidas forein
concedidas, nao serao gastas, aluda que o Sr. ministro
queira ser mais prodigo do que seus antecessores. I -.ion
que, se a niaioi'ia eslivosso penetrada das mesillas eon-
vicoocs eill que cslou, volara coiuinigo no or-amento;
porquanto, senhores, de que serve volarem-se quantias
oxcessivas para o sorvieo ellas nao tcem de ser gastas (icios Sis. ministros? lima
tal votacno ale convida o ministro a s't prodigo, Podc-
i ni os uolires doputados dlser que estilo convencidos di-
que o governo he econmico, c que assim no ha iucon-
Veniente etll se volar mais do que se lia de gastar; be a
arguinculaco que ordinariamente unco para justilicar
estes abusos de prodigalidades e desperdicios* Mas v-so
j i,, claramente o Inconveniente que dalo resulta. Km
una das sessors passailas dcclaiou o Si', ministro como
si l/iao as despezas das dillcrcutcs repartidles, t) Sr.
ministro diste, pomo mais ou menos : o Pio sepedeiu
despejas extraordinarias, ucui o governo lem perigo de
a I > usar da autor i sarao; porque, quanilo querfazerdespoza,
i niiiii-.Ho manda informar secretaria se existe ou iiiin
crdito para ella; e se nao existe, nao u fasu. Ora, isto
Juoslia o pcri*;o de se lixarem maiores i|iiaulias do que
as necessarias; porque se o crdito be cxaggeiado, o mi
nislro, reconlieeendo que anda lem aulorisai;;io para
gastar wsaa verba, Dm despesas qoc alias scrtSo poupa-
uas; c se nao piule ou nao nuer gastar mais essa verba,
estando autniisado para passar as sobras de mu artigo
para oulro, n.-ia incorre iicm pude ucorrer em censura
se (vi muitas drspesas desuecessarias com as sobras das
diHi-rcnlcs verbas, como se teui Icito por esta repart*
i .10. II i lil anuos a despea votada para este ministerio
lem excedido multo dnquilloquc se lem elleotlvainentc
gasto, apezar de que a actual maioria da cmara Icnba
mullas Vetes censurado aos diversos gabinetes anlerio-
ii". c algumas vc/cs crcio que com juslia, pelos dis-
nrrdicios ile dlnlielros pblicos. Eu tive o iicouiinodo de
lin -mar un apndame uto das soinmas voladas e cllecti-
vamente gastas pelo ministerio do imperio nos nove til
timos anuos, comparando o autorlsado com o despendi-
do, e d o seguinle resultado
Auno de iftSJ--1837, despera lixada I,100:7(i2000
despeja Hita1,150:658/000, sobra 2-1 l:IO-i#lllMI.
Auno de 183738. despeta lixada 1,537:003/000--,
despesa .' ial,-12u-.-il2/tO0O, sobra lOBiGMOO.
Anuo de 1838", despena lixada 1,400:783/1100,
despeta Pella l,3IO:900#000, sobras1-U;87-1^(HI0-; e
de maisgastOU-SC ueste anuo de desperas eveutuaes a a-
\ Hilada quaulia de Mi:2."in.-.-HMl.
Anuo de 183'.)10, despesa lixada- 1,(i3l:(HKi/000,
despeja IcitaI,;>8.'I;(i(Kw(p00-, sobraflO:080/000- mas
o govrrno ueste auno gastou 333:088/000 de despesas >-
vi lituacs !...
Anuo de 18-10ll, despeja lixada- 9,499:345/000,
despe/a leila3,350:137/006, sobras 137.2I8/'II0; e
gnstou-sc em drspesas eveutuaes 75:334/000
Anuo de 184112. despesa lixada 3,010:333/000,
despeta leila2,3'!7:So50O0, sobra 273:027/000; i
mais gaston-se de eveiniliiacs 57:819/000.
Dos anuos subseqiiculcs anda nao temos batanaos
mas cslou que as sobras da despeza lixada linbao Conti-
nuados apparecer, em contequenciada rxnggcrajfio das
qiiaiilias votadas.
\ i pois a cmara que a despeja oreada tein scinpi
iilo milito alt-m das uecessldadcs da repartlcabi tanto
que, apezardese tereiu gasto70, 100 e 200 eolitos, com
dispc/as eveutuaes, sempre bou ve sobras niuitlssimo
i oiisideraviis. Isto ennveneer a eamaia da nixacliilao
< om que sao rcilosesics orcouicntos. llevo observar que
asquanlias que compaici sao as lixadas com as eUi-ctiva-
Ineiltc gastas, c nao eoin asurcadas pelo governo; por-1
que, se Ibsse comparar a despeja leila com oreada, se-
i iao as sobras milito maiores do que as que ligiiro nes-
la tal lia.
Agora desejava eu que os seuliores que compoem a
actual maioria da cmara me dissessem se una cmara,
cuja maioria tanto censuran os ministerios pastados por
excessos de despeza, a poni de os chamar perdularios,
estragadores e at devoristas da riqueza publica, be co-
herente quandnpoc disposieao do ministerio maiores
(lindos do que os miuislcrios anteriores gasl.uo para as
nicsmas verbas, para as quacs nao bouve altcraco em
le posterior. Se si- dissesse :urna le rrcou novas dcs-
peas, e ns demos maiores fundos em virtude desta no-
va erearo, baveria coherencia; mas dar maiores
nuantiaS para as mesillas verbas de despeja, seni que
houvesse alteracao por le, he una grande incoherencia
de principios; be urna conliadic.-ao nianilesla entre as
doulrinas prolessadas pelos nobres depulados, e a sua
conduela nesta casa.
l'm sr. Urpulailu:--lie una grande conliaura.
O Sr. Sonsa Martn*:--Ser, mas consignar ao minis-
terio maiores quantias do que aquellas de que precisa,
para os ministros gasiarcni mais do que he uecessario
as sitas repartieres, ser, perde o nobre deputado.
una grande coulianra; mas nao he de certo econoinica,
mas pelo contrariu una conAauca disspadra C devo-
rista.
Fiz a coiliparacao das despejas acerescidas jior lei no
OrcamOUtO actual, com as verbas que ligurao no ultimo
balaueo sobre que assenlo a base da ininba deinonslra-
cio. As verbas que apparecem de novo no prsenle or-
canieuto siu : a dotacao da Princesa Imperial na iuipor-
laucia de Oliconlos, da ijual se di-ve deduzr .'!!> contos
liantes concedidos s duas prinee/as D. Jaiiuariu e D.
Francisca; e a importancia de fi contos agora consigna-
dos para aluguel da casa ile residencia de S, A. Imperial;
o accreseinio poi lano be de (Ki coulos. O segundo ac-
crescimo he das despejas ionios paquetes do norte, por-
que daiiles recebiao 12 contos por viagrm, C boje rece-
Imui 20, o que produz un eXCCSSO de 121 COIItOS lio or-
caiuenlo aclual. (I (i-rceiro accrescimo he com os paque-
tes do Sul, que monta a 54 contos, ecom atrelbrmnsdo
crrelo terretU'e que avallo em 2u contos.
Alas temos em compensacao a di-duiir outras verbas
que ligiuo no ultimo balanyo, e se achao cbiuinadas do
presente orcameiilo, c taetsao as drspesas com a illuuii-
n.i, ,in publica que passouparao miiiisleiio da juslica
nionlava em !I0:50I/S(i8; e a feila com ajuda ilccusliid
viuda e rollados depulados que monta a 120:748/17(5.
Kis-aqui pois rssa deuionslracao reduzida a alga-
risiiio.
(luaotia pedida no orramenlo do governo
para o anuo de 1835-30.......2,810:517/000
Emendas apretentada a instancias do Sr.
ministro, que augmenta essa quaulia na
Importancia de.......... 40:000/uoo
Sonuna. 2,880:517/000
Quantia despendida pelo gabii|ete de 23 de
marco, coiifrme o batanea de 1841-43. 3,337:305/000
BxcetSO de despeza pedido pelo governo
A dedil/ir :
Dotaio da Princesa Imperial,
descontados trillta seis cou-
los que dtiles recebiao as 2
Princesas, e accrescentado o
aluguel da casa. % .
AccreseilUOCOIU os paquetes do
Norte.........
do Sul. .
Com ocorieioterrestre. .
543:211/000
60:000/000
134:000/000
54:000/000
20.000s000 201:000/000
A augmentar:
llliiiuiuaciio publica.....
Ajllda de cusi aos depulados,
viuda e rolla......
Resto. 279:211/000
0:501/000
120:7-18^000 217:250/000
COMO ACABA liMA HACA DE RES.
Ka pequea eidade.... existe boje una pobre mullier,
esqiiecida do mundo, solitaria, que passa d'aquella sor-
te, porque a sua diminuta pensao Ibe nao permilte vi-
\vr em Pars; e todava, na sua inocidade fui bella, il-
lustie; a glora, as delicias, a riqueja a i odeavo; c mais
de mcia duzin le celebres artistas Ibe sao devedores do
lugar einiirnte que oceupao na estima geral, pelo ani-
mo que ella saba inspirar-Ibes, pelos coiisrlhos, espe-
laucas c soccorros que ollt'rccia .'Modos qiiautos a pro-
enrarno, remediando at, com virtuosa sagacidade, as
miserias qu a timidet esconda aosolhos de iodos, o
BfU iinlnenso crdito era urna porta aberta para o nieri-
ln desvalido, para o taleudo mal apprceiado; e ln ni que
o livette em constante acltvldadc, niugueui a vio empre-
ga-lo Pin benclicio proprio.
Vina uoite, quando anda ninguein previa o termo da
sua gloria, parccco-lhr que O publico, ate all couslante
adiuirador do leu cngenbo, ipic anda na vespera a li-
lil i anplaudido com cntliusiasmo, a recebia com ins-
lita fruta e rrtirou-se do theatro com Orine rrsolucao
di- mi appareeer mais na scena. Km vo os amigos Ihc
n pn-se n la i o c Ibe pi ovni ao que a actriz de qiiein ella
se telilla era sua rival, na verdaile; porm, careca do
talento para sulislituil-a, api-zar dos etforcos que os seus
protectores fatio, A lenslvel tuulber s Ibes respondeo
Exeesso da despesa pedida pelo governo. -I'.i|):4(i0/000
K.is .ilii as verbas uovameule acerescidas, porque em
ludo o mais nao ha nenhuma despeza augmentada por
lei, mas alunas algunia graliflcaclin estabelecida por de-
cretos do governo; be consequincia que, seguiudo-se a
mcsiiia economa, a despeta pulida pelo governo devia
montar a 3,400 coutos; entrctaulo o goveruo a orea em
2,880.
l'm Sr. Diputado:Reste anuo as cmaras nao csli-
verao reunidas.
O Sr. Sniizn Martin*:Na verdade nac esliverao todo
o espaco dado legislatura como deGOStUllie, mas cstt-
verao reunidas dous metes, de malo cjuubo,
l'm Sr. Ileputailo:-Maio s.
OSr. Suma Martin*: Pe deje, o auno de 1S4I a 42
principia no 1" de jiilbo de 1841 c coiuinchcnde o miz
de agosto do inesiuo auno, em que se receberao subsi-
dios. Estes dous metCS etulo contemplados no balaueo, c
o subsidio dos dous mezes restantes monlao cin 180 ton-
tos, que tambeiu se deveill deduzir do exeesso deinons-
tradp; mas ainda lica un exeesso de mais de 3115 tontos.
que nao liaba valor para encarar urna rival, e nao bou-
ve argumentos que a li/essem mudar de lencao.
M.il que ella COUICCOU a exectilar o SCU fatal jirujeclo,
quantos a eorlejavao Ionio desajipareccndo, para engros-
sar o uiimeru de adoradores, que em torno da rival se
ainouloavao; os proprios amigos com quem ella mais
contava, boje un, amauhaa oulro, dcixarao de a visitar,
e as salas que dial iamciitc vira cheias das pessoas mais
notareis de Pars,agora, vasias, iiierao frequeutadas pm
aqurlles que a desgraca nao afugcuia. Claro est que
mili poueos deviso ser.
Porm, de todos os ingratos que a linhio abandona-
do, de quanlns adeixrio ao inesmo lempo que a fugiti-
va prosperidade, ncuhum tanto pi-ualisou a infelis can-
tora ionio certo vclbo constantemente convidado a sua
mesa, tratadoCOUI odcsvelo mais apurado, ainda que o
bom huuieui nao vetSC alguiua das qualidades apparen-
les que toruao a socicdadi- aniavel, qm-r (icios dotes do
espirito, quer pelo agrado que algumas pessoas menos
Instruidas sabeui lutrodusir na uouversacao.
?iio obstante, fosse qual fosse a gerarebia ou celebre
tlenlo dos Otilios hospedes, o Si. Champion occtipava
iinprrleriveliuenle, sciu uingueni saber iiucni era m ni
de ondi' viuba, o lugar de hoina junto aliona da casa,
e esla n;io sonra o mais itisiguilicanlc motejo a respeilo
dcllc ou das suas iulermiiiaveis uariacoes, despidas ii-,
teamente de sal, exlgiudo, alias, que iiiugueiu si- \i-
biissc para com elle das attenedet que ella propria ibe
tribulava. Se algum amigo mais intimo quera sabir a
rajfio de senil lliaute pielecncia, licava muilo seria, e
uao Ihc respondia.-
O Sr. U'anduliy;Ka dolaco da Imperatrit.'
Or. SonsatVarfuu:Periloe, est incluida no ba-
laueo. Ku exaniiHci verba por verba, ese os nobles ib-
puuidosnao secouvPucem, ufioterei remidi srnSo re-
correr ao balaueo (14 obalancoj. Me Uiua verdade. eu
eslava engallado neslaverba; maso que resulta he a dulc-
en supposla, em lugar de ser de .'lili cotilos, lie de 220.
que o governo pede di'mais do que gastn o ministerio
Saquarciua; uao resulta ouiKB cousequencia contraria ti
min ha arguuieutaco.
Agora pergiinlro os se iibons que me ouvein :
como he que o goveruo se engaa rm pedit CSk'S ex.as-
sos--.' Seuliores nao lia musa mais fcil, iieni lie poi
ui le que o governo se engaa uestes clculos. U mi-
nistro para later o seu urcainenlo manda aos dieres
de cada urna das reparlicoes que lul'oriiicm a despeta
que precisan later o estesapieseulao o orcanunlo nos
ordenados lixos ; nao be possivel aiiguieular mas
aquillo que depende de eventualidades como expedi-
ente e nutras desposas nao lixas por lei, etc., multas
roses lie duplicado do que be mistei'. Oiuluislro com
estas infoiniaicies parciaes manda fazer o oi'caineutv ge-
i il e examinando cada Ulna das verbas dizque nada
pode ecououiis.ir ; mas, se fossem oreadas miudauciilr
cada tuna deslas despejas nao lixas grande redueco
se fhria nellas. Oreada assim a despeja bavciulo un
exeesso sempre no liiu de cada anuo nao so pela exa-
geraran das despejas oreadas com expediente cotillas ,
ConiO pelos lugares que lic.io vagos, e pelas liceucas SCIII
veneiiuciito ou COIU parle dille aibau-se assim os lili*
nittros com dillheiro de sobra C mu contentes ducni :
agora poSSO gastar qiianlas quantias quizer a incii ar-
bitrio.
Note a cmara que o llieu raciocinio descauta sobre .1
COinpirarao dasoiullia total do balaueo culo ado ama-
nenlo, vas eu posso desceudo a particularidades,
indicar mais exactamente onde ettiio os i xccsmis pedi-
dos. Priiueiatiii ule, examinando inste balaueo as ver-
bas de despetat oveutuaot, eucoiitranms entre outras
limitas de menor valor as seglliulcs : 3:000/elitreguts
a .lidio Parigot para explorar minas de carvui de pula;
3:700/ para festejos nacional s un Sergipe 8:000,- paia
lsti jos da eoroacao un l'eruatubuco ; 5:700/ pata a tes-
ta da CorocAo nn Maranbao drtpexas todas nao aulori-
sadas por lei alin de nutras multas. Isto faz com que,
a titulo de despejas eveutuaes se gaslassein nesle.....io
mais de 57 eolitos ; porm note-te que este auno ful un
daqucllcs em que menos quantias SC gislatao sob esta
verba.
Km una das sessoes anteriores o Sr. ministro disse
que o exeesso de despeza mi vem do goveino, mas dos
euipiegados Inferiores, que abuso as suas reparlicoes.
Muilo me adiiiiiou onvii esla propsico :i'i Sr. ministro;
porque, se be veidade que tais empregados abusan, es-
t da parte do goveruo fi/rl-os respausabllisar, demit-
til-os, ou providenciar para que nao eonlinueiu a abu-
sar. Porianio esla mtneira dedesculpar os abusos di-
urna rcpartiCtlO nao lie propria llflll coiivcniciile para o
ministro que os eleve impedir.
Porotillo lado, pelos balaueos que lenbo examinado,
e pelo que dilles tenho colllido, cslou inclinado pro-
psico inversa, isto he, que o exeesso nao provm tan-
to dos empregados subalternos, que leiliem os superio-
res, c que nao pdeiu faser despesassenflo as Oxadasein
le, salva algunia pequea despeza de expediente; e-lnii
antes mais inclinado a pensar que os abusos, provenien-
tes do augmento dedespea, dcvciu ser principalmente
Imputados aos empregados superiores, e principalmen-
te ao governo de queill lodos loman o exeiuplo. .Nesta
|tarte concordo coiu un nobre deputado por Minas,
quando diste em outra sesso: os abusos veeiu de ci-
ma, de l he que vem os loaos esculpios, que SC espa-
dillo depois pelas icp:illii.ors inferiores, e se propagiio,
como contagio pernicioso, por Indas as arterias da atlmi-
nisirai ao. Kstou COUVCUCidu de que n.iu pode baver eco-
noma as dcspeas publicas do imperio, sem que os mi-
nistros sc penetren! bem do uecestldade de serem os pri-
melros a propflr as reformas econmicas, c seguirem
com lidelidade o espirito de suas propostttt, e de uo cs-
perarem que as couiinissdes da cmara as propoubao
fatendo reducedet ao orcamento; assim nunca liepos-
sivcl.rislabelcci r o cquiliblio entre a receila e a dl'Spc-
ia do estado.
Senboret, foi por este modo, isto be, faieudo o pro-
prio governo as propotlts econmicas, que Portugal a-
e.iha ib- eousegitir este i-llcitn inaravilboso pi lo sen mi-
nistro Cotia t.obial, si'iido alias as circumslaucias da-
quelle paiz menos laioravcis do que as do brasil. Por
lucio de redueedes de pensAet, ordenados, e da extinc-
eo de Iribuuaes inuleis, e da creacao di' novas foutes
de receila, couseguio aquello hbil mlulstro cqullibrai
a receila com a despeza, a ponto do que o crdito de
Portugal subi rpidamente.
Entre nos os orraineutOS SCinprc sao exagerado
porque sempre o governo eul.-nile que lio iiiclbor ler su-
bas do que faltas ; e depois, como cslcs orramculns se
fa/.cm pelo maior, gasta-se lamb tu ruin toda a prodiga-
lidad '. Esta marcha lem produziilu que para o inmis-
orio do imperio, que em 1831 gaslava 800 coutiis, se pe-
l-.i.i natural que o relhodtSC motivo s minuciosas
indagaeoes da gente que frequciilava a sociedade bri-
lliatile da senbor i M..... pata descobrir quem seria, e de
i|iic sorte havi.i travado atnizade lucstreila OOIU Ulna
scnboia de tanto merec ment, un bometii tal Como el-
le parceia; porm ludo se redutia a meras conjeeluras,
e nao patsavao allll daquillo inesmo ipie oSr.Cliamplon
c a sua protectora de ninguein cscoiidi.'io, isto he, ijuc a
celebre cantarna o havia tiaiido na sua cuiupanliia,
quando vollou de Ulna viagem que fez a aples, Flo-
renea e Huma.
A ausencia deste himirui pois, he que morlliic.iv a lliuis
a scnliora M..... e quando ineinorava os desertores, sem-
pre dizia. Poiiu iienliiim dcstes me admira avista
do Si. Champion.
N.iu podia lucarna acreditar oque va, e mandara em
nfOCUia do v. llio. ja SOquartO que ella mesilla Ibe pa-
gara, ja a dulcientes lugares onde por acaso o podciiao
encontrar; mas nenliumt Infbrmaeo Ibe uouxerio, te
un que oSr. Champion liuha mudado de casa.seiu desig-
nar o seu novo domicilio, lomando varias cautelas pata
viver ignorado.
No enlauto, as desgravas todas se aceiiiuulavo em
torno da infeliz, cantor,i, I na qiiebr.1 fraudulenta Ibe
roiibouo limitado capital que asna generosidade Ibe ti-
nlia pi rmitiido juntar, os administradores do theatro
Ihc contestaran o direilo de ser aposentada; e un pro-
cesso iniquo, intentado contra Ulna lilil nica, vcio
completar a soiunia de seus desgoslos.
Depois de inultos sustos, militas delougas, muitos
rcqueriiiientos etoticitacet, leve de cunteuiar-sc com
dcni boje 3,800. Km I rain a os oicainenlos sao feitos
com a tu.lior luiudesa e exactidtiopossivel, e alli o exees-
so do despenas be nimio menos possivel de acontecer do
que i\o brasil.
Ka //r.isii se aeeuiitiilaa sempre os excessos pin cada
urna das verbas, provenientes de emprcgiidos que inor-
rorao, de oulrosque livero licencn sem veiieimento etc.;
e estas cspe/.is que se llpixiio de f.i/er. ajunlan-se cun
oititas do expediente e da material, e apresen tan todas
estas sobras un i XCTSSO consi.leiavel no lim do anuo.
Na Ki.un.i uito li i esle iiiconveuleiilp, poique li os ex-
cessos proveiiiuiles de empregos vagos ou de liecneas
sem ordenado, nao passao p ira 0 ibesotlio, mas vo paia
o cofre ti.i^ .iposeni.id.,1 i.is e ppustips; mas piltre los,
ouilc as pensiles e aposplll ulorias san pagas pelo theSOII-
ro. todas estas evi'Ulualnlades \eiin a l.i/ei lim grande
luinio de sobras, que os ministrosgasliu aseuarbitrio
sob a verba eveuluacs oudti pudem corlar largo,
SCIII risco de llUllcn jamis esgol.tr O crdito c mi edido.
II Sr. Illillistro Utlllbeui IIOlOII que estes abusos pro-
viiihao de mi sc I,un.m ni emitas, i de algllllia sol te BC-
i'iisou a enmara ^i' que as i'omuiissdcs as niiu louinssem:
be verdade que rccoilliCCPU que isto era iinpossivel. Co-
mo [loilein as eoilllllisses que teem de assislir as iliseus-
SOPS, entrar Clll e.nl.i una das tep.it li.,ues pulUjcas, e
la examinar si- as desperas siio conformes a lei .'* Acbo
justo, como o Sr. minisl' o disse, que demos ao governo
os mi-ios iiecctsnrios para que isso se cousiga; mas he
preciso que o goveruo faca alguma proposia : a cmara
nao lia de iniciar em negocio desta nrdein que se vai
iiivolver em lanos objeetns ligados com a pratica da ad-
ininislia, ao publica sem a COUperoc;o do governo.
Sei que ja existe unta proposlU para este lim, utas
est ila parle do ministerio lser passai esta lei que re-
puto muilo necessaria.
Se exainiiaiuos os balaueos c orcanientos, vemos que
a maior paite do auguiriilode desperas provm do ar-
bitrio do goveruo. I ni nobre deputado |rla provincia
iln lio ib- Jaueiio i hainiiu a lllllilUS artigOS de despeza
parsitas, com milita proprirdade, porque sao plantas es-
nanitas enseriadas cun as desperas legaet: quando o
goveruo jtilg-i coiiveuieule, iutrodlis una nova verba
que se pudei-liauiar parsita, creando empregos e orde-
u.idos a sen arbitrio' Kumoslrarei a iuconveuieucia de
se i teareiu USsilll eiiqnegailus pblicos. A despeta, poi
exeiuplo, COUI O gabinete impelid e archivo publico foi
creada por mu decreto do goveruo.
i Sr. ryutado: Foi autuiis.ul.i pela lei do orea-
nienlo.
U Sr. Simzti Marlins: Perde o nobre deputado,
quando se le esla cteaeao nao havia lei. Mas SUppo-
iihamos que a bouvesse, e cu desejo que me apntelo
porque ta/aose l.uia esta despeja pelo exeesso ila verba
secretaria do Imperio Note bem a cmara que ape-
lar de que as despe/as com o gabinete imperial C archi-
vo publico nao vuih.io contempladas no ornamento cor.
respondentc aoauno de II a42, essa despeja foi feila
pela consignaeao para a secretaria do imperio,
I) governo mi eslava atilorisailo para augmentar o
ordenado dos emprepidos do musco, mas para o refor-
mar sem augmento de dspota: un decreto porm
creou una niuttido de aulas com tuna despeta consi-
deravel nao aitluiisaiU pela I. i. lano que a cmara nao
approvou a relorma, nciniicluio esta despeta no orea*
ment.
Ora, nada me parece mais censuravel do que esla
maticira de crear empregados pblicos em verbas ila
lei du ni cntenlo, onde nao pude ser pe leilatnenle dis-
cutida ui-iii avallada a sua necessidade. M3o be da pri-
vativa altiibltirao da asseiblca geral creare eslalirlecer
empregos c ordenados i Como pois se quer Inlrodutir
este uso illcgal. do qual teem resultado tatitos abusos.'
Todo o mundo que medita oos negocios pblicos do im-
perio, lica espantado do augmento que tein lldo a nos-
sa despeta publica, e quetn qniser descubrir o nielo de
u remediar, deve primeiro ludagar as fontes donde nas-
i'cni os abusos.
Eu enlt-ndo que O mais grave he etle de o governo
reai os empregos tic sen moto proprio, c depois vir pe-
dir s cmaras os fundos necessarios para as desposas
por elle assim creadas, de modo que itstiipa una das
itltibllii cs que a COIIStituiro leo aoinrpo legislativo,
isto he, crear empregos punlieot, e estabelecer-lbet or-
donados. A eamaia nao pmle em una dlscussio da le
do orcamento lomar una deliberaran acertada, e ence-
lar nina disenssao especial sobre a necessidade de tal
eniprego, e subte.i lix.uau do seu onleiiado. estando ,i
atteucao distrahida com muitos outros objectos, Cou-
vi'iu ct usurar duitlt iuas viciosas adiuiltitlas na adminis-
Irarao, para que o etcesSO de desjn-jas possa ler un pa-
radeiio, porque do contrario, si-a cmara, porque tein
conlianca uu ministerio, vai lodos os anuos creando no-
vas despeas e novasestafes publicas com uinamulli-
do de empregados, spui examinar a necessidade da cre t-
e;io, e o quaulitativo dos ordenados, nao vejo lucios de
nivelar a lletpeta COIU a receilt. e laclas as nossas espe-
raiu.is se deveill desvanecer.
ixo que digo, Sr. presidente, mi tenho em vista cen-
surar smente o uiinistei ni aclual, mas principalmente
Sustentar os principios c dotilianas que tenho sempre se
una especie de estilla que o theatro lite eoneedeo ; e,
revcsilndo-se de retignajo, vendeo a casa, palneis e
rica inobilia, para se retirar ao desierto que a sua pobre-
sa actual Ihc aconselhava. Ainda nessa hora de angus-
tia sc leiubitiu lio velbo Champion, e n recoiiimcudoil
com instancia ao derradeirn amigo que a condiiio ale a
diligencia publica.
Trabalhe em descobrir o Sr. Champion, disse el-
la; algum misterio esconde a sua repentina ausencia;
e se o descobrir, faea-lbe o bem que poder. Elle liuha
umita precisan de initn, c mi por alguma ciicuinsiancia
extraordinaria be qne seafastoii de minbacasa,
O amigo, aqiiciu ella encarregou daquellacominlt*
sao, ptoiuollco sineeraineiite cutupril-a ; porm, tal lu
o tiioviioeulo r,ue ao i-spirito iuipritnein os hbitos pati-
sienses. que brevemente faz csqucccr as prntnessas e as
lesoluims mais lirines. O ptiineiro dia. leve scuipre a-
quells ncuininrndaco prsenle; no dia seguinle, dille-
entes negocios lite tirarn o lempo iiceessario para as
indagarles de (pie te havia incumbido: o inesmo foi a-
contecendo nos dias consecutivos, at que de todo mi
pensou mais em tal.
Dous anuos depois. por cauta de certo negocio im-
previsto, vio-sc a cantarna obligada a voliar a Pars; e
quaudo tornara paca osen desterro, pareceo-lhe tor
descnherlo, ll'uill granel do suburbio de Santo Antonio,
o Sur. t hainpion oceup.ulo a escrever. Ella deitoii a
cabera fur.i da porlinbola, chauou-o, porm elle nao
a vio nein ouvio; e a diligencia, sempre correndo, Ih'o
fe bem depressa perder de vista.
Apenas chegou a casa, cscievco sem demora pessoa


2
guldo constantemente, e sem osqu tes me persuado que
nao he possivi i sahlrmos dosciiibnracos em que nos a-
chamos, Se layo pois a compararn da despea pedida
pelo ministerio actual com aquella dispendida pelo de
2"> de marco, iciiuistcrio dos Saquartmai, que foi appcl-
lidado de perdulario, dissipador e devorista, rejo que
o inlnistci io actual pede milito mais, c nao obstante he
apoiado pelos mesiiios nobres deputados que censura-
van atiucllc..!!
Oiivi, lia pouco, a mu uobre deputadodr Pcrnatnbuco
que elle udo dorio o seu voto ao ministerio, bc nao se-
guiste a senda das economas. Icho uiuito justa estu
doutrina, e he su i lia que pode restab leeer o equilibrio
entre a receita c despeza. Ha ralta drste equilibrio re-
Millo una multidao ir males, o accresshno da di\ ida pu-
blico, a continuaran do papel moeda, o de|ireeiaiueuto
do crdito publico, e mais resulla nao se poderem voloi
Iudos paro eslradas eeauaes, deque lanto nreossila-
nios para coiiiinunicar osuossos provincias ninas rom
mitras, e Ricilitaros mrios de transportes; resultasero
llrasll a milco uorao luccorrcgo 12 pin rento (7 paro o
.minio gerol, e i para a reuda provincial em rrgra
poique olguiiias provincias lecni redutido a le f e nielo]
sobre scus gneros do exportacao, que alias |M>r sus
grosseiro manipuloc*o ja nao pdeiu entrar em compe-
lencla com o esirangeiro nos mercados da F.umpi. Mu-
guem pude negar que (lisie ouus leem resultado gravis-
siinos males a nussa lavoura, uioriiieule a provincia da
falli, cuja culturo principal era assitcar, que eliegou
a valer ale 5/rs por arroba, mas que oo depols fpi tfes-
i sudo grodiialmeute e boje apeu is .i I ,J sorte obteui I
rs. no Ulereado; e nio ohstaufc o depreeianienlo ilesie
genero na Kuropo, j pela sito Inferior qualidade, ja pc-
11 concurrenei i do eslrangeiro no mercado, anda assim
esi i corregaudo com este imposto ouerosissiitio de l'l
por eruto '.
O Sr. Sonsa OUeeira dd mu aparte que nao ouvl-
luos.
o Sr. Sonsa Marlint: Nunca neguei, como se pode
ver dos ineiis discursos que o imposto de aucorogcui
podio influir ni industria nacional ; amiulia coiilcsla-
rio prineipalmeiile com o nobre depulado ein corres-
pondencias 1'ciias uosjornacs, era que o nobre depu-
lado linio recaliir lodo o peso do imposto sobreoogrl-
> tiln i .i smenle, c nao toliibeiu sobre a producrao es
trongelro r sobre o eommereio e a narcgoxao e en mis-
lentava quinao leeahi i s sobre o agricultura nacional,
mas cumulativamente sobre a industria ex tema, com-
ineieio c a llOVegarO. Mas a eaiuala parece que lia de
al tender bein is circttmslanclas criticas em que Ibraa
creados esies iinpostos ; eultio lodos cstavaa persuadidos
e na opinio gerol que nao llovi nutro nielo de equili-
brar a meeiii com a despexo sein grvame >la industria
nacional sean por mel do augmento dos dlreilos de
impoi lai:0.
tira, este nielo nos era vedado porque anda lias ti-
lilla expirado o tratado com a luglillerra ; era por cou-
sequeucia indisjiensovel procurar outros recursos aluda
que provisorios. t)s medios de que a eojiunissao laueou
inan talvez nao losseiu os un Inores ; concordo uisto
Alas o un,re depulado di/. que. diininilio a renda. Greio
que isto so se pode veriliear, depnis que loieili api'cscn-
ladas as i untas desSC anuo e anula que seja vcrd.i'lc
haver huma ilimiuuii.au de renda, lie preciso veriliear
se provein < diininuicao dos imposlos creados pela rom-
inlssao ; is|o nao lie o nobre deputado apa/, de peinar ;
III. s aillo que esta dlsciisso lie un pomo prccOCC, I.
j que o uobre depulado iuiei rompeo a inhiba arguincn-
lii a.i eoiii o sen ap ule Seja-IIIC perinilliilo ili/.er-llie
que agora iiirsmo acaba de mcorrer em urna grave cen-
sura, porque, como inembro da I eouuuissao de orna-
mento, cabia-lhe agora a gloria de nropdr orevogayoo
de lodos esles imposlos ruinosos elijo crearan me r.\-
prohra. Se eiiteude que a commisso de 1843 fes um
mo servido aopalt, creando Imposlos onerosos ao pu
bllco, era sen rigoroso dever, como menibro do com-
uilssilo e influente nogoveruo propor agora a sua re-
VOgOCiO e nao me n roldo que o nobre diputado a 4110-
rAliesSC para UCIlllUIII dos UlipOSlOS creados liaquellc
anuo.
He rerdade que li o parecer da coniinisso deque
lie ineinliro o uobre di pillado lilllilo J.i linu lu menle i
m is i icio que nao prupc iieiibuiua revogaco un dimi-
uuuau dos imposlos creados, Se o uobre depulado s<
icfc'rc uo seu aparte i diminuirn do aucoragem creio
que isla gloi ia Un- nao cabe c si ni i mesilla commisso
que errou o imposto a qual em um artigo da inesuia
di imput aogoverno aobrigarao de que logo que liu-
d i se o halado ei.in a Inglaterra, o lliodic.issc de modo
i d une prolrgessc a uavcgaco nocional. Ku emendo
que o governo liu limito mal qtiamlo, dhuiuuindo o
,ii posto de ancorageui igualoii a, laxa unto paro es-
i. ... ros como para uaciouoes.....
ti Sr. tyriiilcntt : Ku pey o nobre depulado que
filie sobre a despeta.
Si. Sousn il/ar/iu: \. Kx. sabe a raio por que lo-
que! uislo e lie porque se im i ni dirigido apartes
repetidos que iiiicrrompem a cada uioiucuio o lio din
iiiiuhas ideas; mas \. Kx. me chamo i ptcsloo cu vol
lo a ella, i.u lallaia sobre o cYcesso da despez do ini
liisti i io do liupe io.
Nol.j mais que, leudo a COIIimiSSiu do oreaiucn
10, e cspccialinenle a da li/enda sido eucorregada
iU por um cquilirio cutre a receita e despeta, apeiar
das redueiues i|iie priqini ainila mo liea nivelada. A
eouiuiissa recouhece um dellcil de |,8U0 eolitos; mas
uote-SC que esle deilCil nao lie lao pequeo porque
nao se conciderou a despeta di 2,4iH) conlos de ainorti-
sayo da divida publica qiu i.....ligura no oreamenlo
aprcsenlado pilo governo, contra a pratica usada por
m lis aule rsMii't s. .\ele oieainenlo be ligura ser a (les-
pi /a total de r.li-'J.L'.ils- quando i He d"VC ser relimen
le elevado a S.ni. Uro, se nao dimiiiuirmos despeina
nas repartieoes ilo Imperio, justiea e eslrangeiros e
outros ininistei ios que csperaiiea podemos ter de res-
i iln leeer o equilibrio entre a receita e despcM t> d-
ficit auda por mais de -.ihjii conins, e o nobre depulado
juclnliio ila eoiiiuiissno que me censura por liaver
< nado imposlos nao propue nriilium nielo ellica pa-
la o supprir.
Isto pelo que respeia as despe/as lixodflS por lei
EutrClOUto o ministerio rcciiulicceo a iieeessidade de re-
liiar-se o papel lllOi'dn i\.i einnl.ieao e para isso tu
que lie pn i iso esialieleeer Ulna ainorlis.iean lenta qili
me parece nao poder ser menor de :,UUO eolitos
aiinil.ies e onde ochar liindo. para Indas estas despe-
gas se nao combiuoriHOS a cconoiuia da despe/a C0III
a quii tious .unios anteriormente havia recommendado
o sen protegido, e uio positivas informocoi*! Ihe leo da
casa em (|iie o liulia vislo, que nao era possivel desta vez
deixar de aliar C0III elle.
ti vcilio lialiltava un quarto cuja inise ia nao lie sus-
ceptivo! de sedescrever, ciloqual su Caria ideia qiieni
o visse e.....os si us prop ios oihos. Apenas o Sr. Cnam-
jiiou ouvio O nome da sua liemleiloia, lieoll lodo per-
lili liado, c, com as lagrimas uosolhos, pergunlou no-
ticias del la. Quando quem o visltava Ihe uisse que o
inaior desgosto dasenhora M...... no nielo da pabrexa,
ca a illgratido de um iioincni a qiieiu tanto licni csc-
java 6 .M'lainuii:
Ah -Sr., nao se persuada que son ingrato. Xao!
l-onheeeudo as cireiiuislani'ias d i uiinlia In'inrcitor.i,
I ni vi que n.o podiu evitar de llie ser pesado se nao I ti
;udo; por gralidao lie que me retirei de sua casa, cinc
cslaln leei aqu, onde com Infinita dillii uld ule vivo do
iiieu trabalbo, ensillando a lar, escrever e contar, os li-
llios dos pobres olliciaes que lialiitao este bairro. I'de
lser ideia do meu reudimeiito pelo estado einquem
ve; purcm Dos me d animo para solhei com paciencia
BS piiv.unes a que me vejo redolido, C resignado espero
que niecliaine a nnllior vida.
<) Sr. l-liainpioii cxpressou-se 'nini lana sim eridade
c nobleza, que o moni aqu-ni lallava se iiiUineceo, c
Ihe disse:
I'einiilta que agora Ihe ollere a algUUM colisa, i
quesubstilu i para ofutnro R sua beiiiieitoia, ilando-llie
lima pequea inczuUa.
o accrescimo da receita? or isso, senhores, a cmara
deve ser iiiuilo econoniica no lixacao das despe/as de
lodo o imperio principiando pela repartieao de que
tratamos, de niodii ijue nein exeedao iiein Tallcn lis pre-
cies reacs de cada ministerio.
I uliarei agora no eXOlue de cada urna das verbas em
particular ; mas oeciipar-iue-liei si'mieule daqueilas em
que o cmc.sso de despeza lie lliais inOnifcStO c evidente,
e sobre ellas peen a atlcncO do Sr. ministro c da
cunara.
A prlineira lie a consignaran para as presidencias
das provincias. Se a cmara eslivesse disptisia a adop-
tar como despe/a BCral a qnantia pedida para os seere-
larios, cu nao duviilaria dar a soturna lotal que pede o
goverild insta verba que cnlan eu julgaria necessai"
ao menos na inesiua escala em que loi considerada pe-
lo minislerio anterior; mas eu emendo com o nobre de-
pulado de l'ereaiiibuco e com a nobre coiuiiiisso qiu
mo devenios enca regar-nos desta despena sem nos
em ai regaimus de todas as mais que estilo na mesilla
i/o ; porque por lima dedueeao lgica deve pagar-se
nalnicnle pelo tlicsouro nacional aos olliciaes das se-
cretarias ilas provincias c ueste caso seria preciso or-
ear omito inaior qnantia para esta despeza ; por isso
rolo pela rinenda da commissSo, que, excluiudoesta
idilici.in conserva o restante pedido pelo governo, a-
pesar de que era para desejar que o governo fosse me-
llos prodigo na iionieaeao e deinisso de presidentes ,
ijiula de cusi, etc. sobre ai qnaes mi ha regularl-
dade .lignina na escala em que sao concedidas. I'or
exemplo eu lu Horneado para presdeme do Loara ao
inesmu lempo que loi Humeado um presidente para o
M irnnho ; a lullil deo-se de ojuda de euslo I:zu0/, e
00 de Maranliao .'t eonlos; ciil'ielaiitn a dilleienia de
viageni lie apenas de mais de tres dias. Ora quein
examinar esles balamos possodos vera estas anomalas
e dissipaees iue.xplicaveis. Os presidentes mais pro-
tegidos leem ofuda de cusi muflo inaior. Ksla inecr-
t -/a mi conviii administraran, e dril i resultan
mesino ImporlniacOes ao governo das pessoas despa-
chadas. Se as a judas de cusi cslivesseni morcadas por
lei conforme as distancias o governo estara desem-
bararado de multas sollcltiules importunas.
Olivi dlirr que ao presidente do l'iauliy conde do
Rio Pardo, se liilliao dado, como ajuda de euslo,
ionios mais do que o ordenado do presidente daquella
provincia em mu anuo. Ouanto aoservieo que elle loi
ihzcr provincia ; e que la cslii la/.i-ndo ainda agora eu
bein qui/cra cnlrar ueste e.xaine ; mas iiiio quero que o
Sr. presidente da cntaro ine interrumpa chamndo-
me a ordeill por ser oh jeito estranllo discussao.
A despe/a da tomara dos senadores lie oreada em
S2i5ronlos, considcrando-se a cmaro completa com
lodos os nieiiiliios do senado, Mesmoa despoia do
espediente vem oreada com oxajferacio injusliOca-
vi'l. i:\iiiniiiaiido o que se ilespeudeo em tuna serie
de anuos desde que o senado lialiallni, minea gas-
ino seniellninle quantia '/'; apan/iamenlo, do qual
se w1 que o senado nunca t/aslau tuai* de 100 cont*).
Como pois se pode agora volar 910 eonlos para o
anuo folenlo!' Para que, senhores, somclliantes
ll'ol'lI.slil'S .'
PcdMu-so279 eonlos para a cmara dos eputa-
dos. Ku recorreroi ainda aos baiancos passados, e
pedirei a cmara que note que a mejlior mancirade
ia/.er oieainenlo lie examinaros lialaneos anterio-
res, porque, pelo que se gaslou'uos annosanteriores,
se podo calcular mclhor o que se gastar no luluro,
e nao pelo que se orea arbitrariamente o a esmo,
vislo que cada um ministro esfor^a-se sempre a aug-
mentar o crdito da sua repartieao. Creio al, que
lia una ordein do lllCSOUt'O que manda l'a/.er o orea-
tni'iilo pelo termo medio dos (res anuos ltimos ;
entretanto nao ueassimque sofazem os oiraineii-
losagora apresonlados s cmaras, onde sempre se
peilem quantias milito superiores s que se gastadlo
nos anuos antecedentes.
A inaior quantia que se lem gastoconi a cma-
ra dos ilepuliido loi JiO cotilos; podem-se 270; ha
pois o excesso de 10. Nolo-sc mais que esleorea-
ineulo lem de regular desde o niez de jnllio deste
atino em dianlu, e podemos ja afianzar que mesmo
nessa poca a cmara nio estar toda completa, por-
que ainda agora ge mandaran fazer as eleiees de
dnpillados do Cear ; e a dos deputados das AlagAas
nao me consta iiiesino que lsscui Osadas pelo res-
pectivo presidente.
i:\ai;iiuaiulo do iiiesnio inodo os orcaincntos
anteriores, vc-se que os cursos jurdicos nunca che
garito ii gastar tu eonlos, c porque volaremos "'>.' lie
preciso notar que para esla rubrica uo lionve lei
posterior ao bufoneo que creasse despeza; como
pois ha do a cmara aulorisar inaior despeza do que
aquella que seinpie se fez ? Para que fin qnor o
governo laes CXCCSSOSp
A escola de medicina despendeo no anuo ultimo
S4 ionios, c agora se pedein N.">; u iilVereni;a he pe-
quena, mascuinpre notar queja se rccolhcrodous
mdicos que orao viajar, e por conseqiicncia se de-
via diminuir esla despeza. Ku quera que se conce-
dessu o mesmo que no anuo passado, Jcduzidas as
viagens dos mdicos. Alem disto, senhores, quem
pode admillir as extraordinarias despenas que se la-
zeni com o expediente dcstas escolas;1 Not a cama-
raquea secretaria da escola de medicina da corle
lem mais empregados que urna secretaria dees
lado.
Para a academia das bellas arles o governo pede
lo eonlos: milita se gaslott mais de 9. Eu nfiodu-
\ idaiia dar os lo, mas o Sr. ministro pede ainda
mais, dizendo que queria augmentar os ordenados
dos leutes por seren mullos nesquinhos. Deve-se
porein uHender a que os meslres sao artistas que
leem a sua profssuo, em ctijo exereicio gatihao os
lucios da vida, e que as lit-es que diiO na academia
ociupao apenas nina oti iluas lloras no da, e nao
lites he preciso esltido especial para ir as aulas ex-
plicar u. proreitos das suas arles, que elles apreu-
uem na pratica da sua prolissflo. Us pintores; pin-
^ Agradrfo inulto, Sr., o sua gencrosidade, nonlin
nao (mro dever a iiiiuli.i siibsislcneia a uingucn, i-iu
quanto po-.su irabalhar. Se acceitei os beneficioi da se-
nliora M....... (luanle o plazo da sua felicidad)', nio
se segu que esleja dispnslu a receber as csiuolas dos
outros.
Hilas estas palavras, drspcilio-sr do moro, e conli-
nunu a trouscrever os facturas de uui inerceeiro noli-
vio das COIIlasquc esle Ihe linba entregado.
Informada a camarina, por nina carta que Ihe rscrc-
vco o sen enviado, a i espillo da pobreza cinqiiesca-
chava o Sr. Champion, apesar la sua propria penuria,
leve incios de juntar oiguin dinbeiro, e iiiaudou-lh'o pe-
lo crrelo com a seguranca necessaria. A carta que a
conipanliava a mdica Ollera foi dictada pela mais pura
delicadeza, para que o vclho nao soidiasse que era fruc-
to de privares e sacrificios porcui, o animoso vetho
nao se deixou engaar pela uecessidade. Toinou a|re-
imiti r-llic o tiiulieiro pela nii'siua via; c cun esta ics-
posta fecllOU a piula a novas tentativas :
Chara amiga. Donueira mais nllligii-ine com pre-
lentes Semelliautes. Ja lvai o lempo cinque, sein es-
(i cinpnlo, me era pennittidn receber os scus obsequios.
(i lloje, te compraste um pao com osen dinheiro, lica-
(( va-me alraycssado na garganta, r minea o cliegaria a
n cngulir. Urixe-nic. pulanlo, iiiclar, su, contra a cons-
0 tinte adversidade que, lia (an Los anuos, persegu' a uii-
liba desdilosa l.iinilia.
Ovdlio nao dec mais noticias de si; c liulio j pas-
sado tres anuos, quando o mancebo que o visitara por
mandado da sciihora M....., obscuro naquelle lempo,
lao quadros ou tiriio relalos ; os estatuarios, f.i7cm
estatuas; os areliilectos, fabricas de atchitectura,
nao empregOo todo o sen lempo no ensino das aulas;
antes se elles lverem grandes ordenados que os dis-
ponscm doczercriodlf sua proissfio, podemos con-
tar que a dcixar le exercer com grave prejuizo
do aperfcieoamonto das artes e apreveitamento dos
discpulos; nfloafio estes como os ostudos scienttfl-
cos, que tal vez oceupem lodo o lempo do lente que
bem quizer descmpcnhar seus deveres sem Ihcs icn-
der prove lo. Por isso nao aeho uecessidade de aug-
mentar os ordenados desles mesttes no estado criti-
co de nossa8 financas.
- Quando ao museu, estou pida ideada eomnns-
so : cnleudoque niiosclein mostrado a uecessida-
de ercaciioda sanias desta estacilo; por consequeneia
deve-se dar por nao approvado o regulamenlo, e vo-
lar smente a.quanlia dada pela commisso.
Sobre o archivo publico nada direi, ponjue me
parece tpie o Sr. ministro accede is observacoes da
eonimissao, e concorda na reduccto da quantia pe-
dida.
Quando aocorrcio, o Sr. ministro poncordou na
redurcilo de 18 eonlos dos paqttcles do Sul, mas po-
de se fazer outra reduccilo ainda maior no correio
terrestre.
0 Sr. ministro de certo se engaa no seu orqa-
menlo, relativo a esta reparlic,o, da niesma manei-
ra porque tolos os ministros se leem engaado no
oieainenlo da despeza do correio geral ; todos leem
oreado :10 ou i cotilos mais do que se lem gasto.
Islo vejo dos baiancos dos anuos passados. Por ex-
emplo : no auno de 18:10:i~ a quantia orqada foi
lio cotilos; mas se gastarao 72:!"2\ No atino de
183738 a quantia oreada foi de 130 eontos, e gast-
rilo-se 83:758/. No auno de 1838--3 a quantia oreada
foi de 140 cotilos, e gaslarao-se 85:763/. .No atino de
183940 a quantia oreada foi de 140 eontos, gast-
rO-ee 104:100/. No anuo d; 1840-41 foi ainda or-
eada esta despeza em 140 cotilos, gastro-sc 119:573/,
No ando de 18414 orcou-se a despeza em I0 coti-
los, e gaslrao-se 124:999. Ncste ultimo atino, em
que o excesso da despeza oreada foi menor, ainda
assim sobe a mais de 95 eonlos. Verdade he que o
governo fez urna reforma tiesta reparticSo; crcou
empregos novos, e melhorot varios dos antigos or-
denados ; mas estas novas despezw acerescidas,
suppondo que nao podero exceder de 20 ate 2.">
cotilos de ris. Ate niesnio ottvi dizer tiesta dis-
cussno, nio sel se com exactidao, que o augmento
dos novos ordenados nao excede tle 10 eontos.
Logo, he mais que manifest a exageracSo da quan-
tia pedida; creio mesmo imuossivel que, a des-
peito de toda a prodigalidaue a despeza, com
esta roparlico, exceda a 150 tontos, no entre-
tanto que o governo nos pede 190 cotilos de
ris! !...
0 Sr. ministro disseque linha documentos para
mostrar a exactidao da despeza ; eu nao OS pude
examinar nem elles me l'orao conimuiiicados ,
mas perdoe que lite diga que se, elles versan sobre
despezasoreadas pelas diversas adininislraces ou
agencias to correio, sao >isivelmenle exagerados,
cu o posso mostrar pelo mesmo oreamenlo do gover-
no que tenho presente, bastar analysar o ornamen-
to de algumas provincias; Por exemplo o governo
orea esta despeza na Parahiba em 2:475/, e no Cear
em 2:821)/, e para o Uio Grande do Sul em 23:132/.
Ora noto a cmara tpie o Itio Grande do Sul
he provincia pouco menor i|iie a do*Ceara ; aquel-
la lem 13 ou 14 villas e o Cear lem 18 municipios
Os habitantes da primeira. regulan por 200,000, eos
da segunda soliem de 980 a 300,000 ; a Parahiba
lem l villas o 200,000 habitantes punco mais ou me-
nos : e anihas estas provincias creio que leem rea
mais espacosa que a do Itio Grande; de modo que
a distancia das suas villas a capital he maior do
que no llio Grande do Sul.
(ira se as villas desta ultima sao mais perto da
capital como se orea na Parahiba 2:745/, e no
Cear 2:890/, e no Itio Grande do Sul 23:132/? Ib
verdade que o Sr. ministro diz que estas agencias
nao estilo eslabelecidas, e por consequeneia o 01-
camonto he fcito a esmo; mas como se pode orca
a esmo um ISo eslraordinaro argumento ? uo he
visivel o despropsito de scinelhaule oreamenlo
S. Paulo que lem talvez mais to triplo da popula-
ban que o Itio Grande do Sul e (em 43 munici-
pios e por consequeneia mais do triplo das agen-
cias do correio. nao esta oreada a sua despeza senilo
em I8:20.>/, milito menos que para o Itio Grande.
Se se exainiuaremas verbas das outrasprovincias,ver
se-lia que as quaulias oreadas san limito uiaioies do que
se tceni gasto em cada una (lillas. Por consequeneia esle
oreamenlo dos crrelos terrestres be ritiveliuente exa-
gerado, e podemos dedusir dclle 4u eontos, porque a
despega feita no ultimo balaueo nao eliegou a 120 cun-
to* c o novo regulamenlo creando novas agencias c
empregados nao pode esse eseesso da despeza andar
por mais de 25 tontos o que anda me parece dema-
siado
l.'oocordarcl com a coniinlssao na eliinluaco da dea-
pea para exploraiau de minas de carvao. A dcspcia da
COlouisaco est na niesma raiao. Quanto catechesc ,
aebo-a indispeiisavcl porque os liiissionarios j vicrao,
esto empregados c lie preciso suslental-os : c alias
consta queja tecni 'eilo olgUlit servicos caletlicse dos
ludios.
Nao farei mais rcflcxocs sobre as outras verbas das
despe/.as poique j nieaclio milito fatigado ; pii/cra
ao menos que nas verbas indicadas se rcdiuissem COII-
venieulimente as i|uanlias oreadas, as quaes podio ser
redutidas 110 meu entender diixaudo una cconoiuia
de 2lltl eonlos sem em nada faltar ao sel viro da repar-
tieao desle ministerio ; c ainda pudendo o Sr. ministro
gastar mais do que seus antecessores despendera com
as incsmi>s verbas ; mas senhores, conceder ludo
agora, grabas ao seu cstiido, trabadlo capplicaeo, sen
do ja advogado mu dltllncto, um lia loi audiencia da
esta cunara para defender certa causa importante, c
ni ipianto nao era (llamado, p/.-se a ler o rol das de-
mandas, e por acaso topou com o nome de Thiago
I ll.lnipioll, acensado |ior vagabundo. Aquelle nome lili
recorilou o vidho lao reeoininendado pela celebre canta,
riua, c tirn a s'ii respeito algumas iiilbrmaees. Dis-
sciao-lbc pie era mu houieiu de idade, preseulemciite
recolliido a priso, al pie ihe chrgassu a ve/, de ser
julgado. i.ugu que aeaboii a audiencia, foi cadeia pro-
cural-o.
Us seus preseniinicntos uo o tiulio engaado: era
o proprlo t'.lianquon, pie, vencido pela miseria, o fro
a lome, india desmatado 110 lucio da ra, e d'.illi n
coudiuiro priso, na cnfei inaria da qual fjra depo-
sitado. U mancebo iiicliuoii-sc para ovellio, c proferio
o nome da sua anligu protectora; elle estrcniecco, abri
os olbos, e voltou o rosto para quem Ihe l.ill.iva iteco-
nbeeeo o mancebo que o tiuha visitado, c ditse-lhe com
vo lieinula:
All! milito obligado! E faiia diligencia para le-
vantar-se da cama, < apertai-lbe a mao com as suas en-laccusados
nuanto o governo pede he a cmara convidar provo-
car o governo a que seja dissipador e anda mais dissi-
pador que seus predeeessores.
O Sr ministro pedio maior quantia para obras publi-
cas Bu nao luvidaria conceder-Ihe, se losse aqu pre-
sentado o seu orcomento e se csvesse certt que o go-
verno (lava cssa appliearfio s soiuiins votadas ; que 611-
tendo que em obras publicas o governo devia ser prodi-
go pi iiieipaline..... a respeito de eanaes e Miadas ge-
raes para que se l'acililasscm r alireviassem as oniinii-
niearesde trinas para outras provincias < nao eonli-
mieiii da maneira por que se ada o Imperio sein vas
de communicacSo rontfnoando a transportar os ge-
neral nas oslas de bestas. Para islo seria preciso una
quantia consideravcl ; 80 OU 100 eolitos nada vatem ;
mas vista das nossas ciicuiiislaneias suppoulio que a
< oniinisso fes bem em redim a quantia e mesmo
creio que nao s' gastarn os 40 eonlos que da a vista
do que se despendeo nos annos anteriores CIQ,qilC se gas-
lou menos.
Tenho lei lo as observacoes que desclava, he eu po-
desse contar com oapoin da inaioiia, uiandaria emen-
das 110 sentido cin que falle! ; mus como nao cont com
esse apoio perdera o nuil lempo,- porque uiinbas lou-
ti i nas de c.onoinia ainda nao pdem ser por todos cmn-
prehendidas. Entreunto, s- a cmara <|uiicr ser eobe-
rent com os seus principios le rconoHlia tantas vetes
apregoados face do poli deve adoptar emendas nesle
sentido llcando convencida de que nem por isso o mi-
nislerio licaria privado dos lucios necessarios liara as
suas despezas ; antes teria ainda iniiito oais doi|iielni
gasto por seus antecessores, lautas veles acensados de
prodigalidades.
( J. do ( ommirrio.l
O RKLOOIO OA CM\KA OOS DEPCTaDOS.
(Carmponilenria reieivnila. Cundo ila Corle.)
Sr. Sentinella.Vivo os sorrelcs do ministro do
imperio! \ iva a boa rapaziada pie em casa deS. Kxc.
se reuni domingo! A tnleule eordeale, graras o una hon-
rota trausaero, nao soll'rer ainda desta ve; o minisle-
rio nao lera de deplorar as consequeneias da sua loquaei-
ilailr, reprovado com raxo pela maioria. O projeclo de
lei acerca do modo platico do rcciiilainento foi boje vo-
tado n'esla cmara, em primeira discussao, qnasi iinani-
nienienle Asscvero quem lem raio para sabcl-o que
ajmlou-u na tal reuniioque o ministro da guerra cede-
ra Ja opposieao que le ao projeclo; que esle passaria
segunda discussao; e que depois.... licaria enterrado no
cciiiitcriodo archivo, (atond coiiipaulnaa niuitos outros
que lajaiem, espera da rcsiirreiv'o los morios.
Oue Ihe parece, meu cainaradluba? Nao baada
. iais honroso : o ministio da guerra pagou a sua ousa-
dia, declarando boje que se nao oppunlia niais votaeo
do projeclo; c a maioria, convencida da imprcstabilida-
de dclle, votou o seu enterro sem a menor repugnancia,
6 COIll nina crueldaile que fas arripiar! Tudo isto he
inulto honroso ; nao ocha.'Fof una ccsso mutua de
opiiies; e se algiim dos da palmilla tiver o atrcviniento
de se nietter a reliequisla n'esle negocio, a maioria eo
seu pupilodarito a suagargalliada, e rao saborendoos
(locuras de sua poiiriio esccllenle. lloiuens de principios
lililes, de couviceoes arraigadas c iininiilaveis, como
estes, ainda c nao viero, e provOVelttlCUle mo virad
mais nunca. O Joo Paulo licnu assim uieio drscouliado
coma graca, pois pretenda faier d'cste cite nitros pro-
jectos rdeillicos oaiidaiine da sua elevai;oao c;o do ini-
nistei io, mas licou i/iiiiiiiiio; e agora o remedio que Ihe
Vejo lie esperar a prxima oceasio. Hesigne-se o povo
brasileo, que ainda ter a guerra riii'/ ou a caraila hu-
mana !
( Saliera voceque O ministro da guerra (o tal Jcro-
nvilio] leve boje a habilidade de alirar com o Franca
Leile para aopposii,o, assim como pieni dii a um Im-
portuno val-te para as profundas Nao sabe o J'-
1011 vino o que fez : o Franca I.eite nao he pesado a go-
verno nenliiim c he depulado que merece conceilo en-
tie os scus collegas ala mesmo "porque nao deve a sua
eleiro no dedinliti corruplor e mpertintnle lo governo, de
1111 fallou o Amonto .loaqiiiin de Mello lia dias 110
uiiial 1/0 Commercio. Nao approvava o Franja Leile os
dfstcuipcios da maioria do governo; mas al agora li-
niitou-se a aronsclliai ; de boje cui liante lel-u-lieiiios
a censurar ; e o mais he que fia de alrapalliar esta boa
gente
D'ttnlis iuelaar que loreer.
.Niilliis est dics iu <|Uo segundo diz o carta-
pacio do padre Antonio Percha, nao se icliro n'esta
casa boatos de inodilicaro ou inudaiira completa do
ininislc 11. Que iiucr islo dizer? Acaso nao eslava ,1/u-
duma talitfcila cun a benevolencia c brandiiia dos seus
ininisiios ? Ser possivel que a Sanliiiha j queiraani-
nbar-se?!..... (libe, nieu caiuaradinlia do coraran, to-
dos estes preciarSSImol varoes andfio como pie lrejau-
do iiiudaiiras ; c por coiisequcneia ai lanlio-se em par-
ticular como se nao fuio lao auiigiiiidios cin publico:
lie Um lomar a Ucus ver esle jugo de iraiecs! Digu
o que quizcrcni ; nialijre Mr. Jtcmr.s' Machado, aqui ha
colisa; iiinguciii me lira d'islo. Os ministros cst.io lio
oratorio; talvez dure a agona por se apadriiiliarem
com o Augusto Prncipe reccni-nascido ; mas, logo que
S. A. I. se baptizar, adeus luzes que se apagarn as
candelas. Se elles pudesseiu adiar o baptisado l para
sctciubro..... ah! como uo si'i'ia bom .
Depois da lei do rccriilanieiilo passon em I.* dis-
cussao un projeclo, do desembargado!' \ ciga regu-
lando as aposentado!ias los magistrados. Oiiem-me
que lia muita sanilice 110 tal projeclo ; como pori'iu a 1.a
liscusso nao l uiuito de si esperemos pela segunda,
e ver-se-ha enlao oque elle he.
Votarn os Sis. deputados sein discussao nina re-
soluco, couccdcudo privilegio exclusivo por i\ci anuos
para se 'Slabelccer 110 pinto d'esta cidade urna dorka
lliirluante. O Saldanba diz que nao sabe o que islo lie;
mas esla inclinado a pensar que nao passa de algiima 11-
venen cslraugcira para levar o dinheiio dosartfiu bra-
sileos. Ku peilSO pelo contrario ; e, aqui para nos ,
pcrdoe-nic o >aldanba discord de sua opinio.
Kis-mc a bracos coin o esqueleto da loi iiiosissima Ve-
nus do Paulo barbosa para o qual este facttum tanto
pedio, que os deputados coucorresscm com o seu peda-
cinlio de carne. Falln o cabo d palmilla e a maio-
ria parece, que nao gostou doqucdissc este deputado ,
poique punco a pouco foi-sr esgueiraiido licuando d-
senos os seus bancos, lie de coul'cssar que o Fcrraz es-
grimi o cbilaiote com tanta habilidade pie ferio a
multa gente, que por aqu anda munida de bullas falsas.
Tratando Jo projeclo deiiionstrou cun evidencia, i]iic
os eonstilueionaes d'csla cmara bem pouco se iniporto
obstante, nao poda liabiliiai-me tcrrivcl ideia de ti 1-
uiiiiar ini'iis dias sem ver una su pessoa cslcndcr-nie
piedosa mo!___ Milito obligado:
< liainpiou apertou outra vez a mo do mancebo; p,
depois de passados tres ou quatro 111 i nulos le silencio ;
perguntoii:
Por que modo soube o Sr. aonde eu eslava.'
O adrogado enlo Ihe conloo que linba visto osen
nome na lista dos que devifio comparecer ante a polica
correccional.
Oh meu Dos! exclamen o vclho cheio de terror,
cis o lni que a niiiilia familia devia Icr para completar
a soturna de miserias que o Cco llic havia desuado!
Ali. Sr., tciiha compahao, poiipc-mc etna verdadeira
angustia, aludo uieresignare! quanto quiserem exigir
para evitar seniclliantc vergonlia. Km 1111I10 tempo nao
aceeitei as suas csiuolas; lloje imploro o|seii auxilio; c,
gU) nome de Dos, pelo amor de sua uii, vallia-me,
Sr.. afasie de iiiini tao mortal desgosto.
Meu amigo, respondi o advogado, cu nao posso
reclamar pelo Sr. seno na audiencia, que assim o man-
da a lei, una ve pac o sen nome se acha na lista dos
rcgrl.idas de l'iio. Muilu obligado! por me nao deixar
morree sem ver a face de um amigo, sein otivir una pa-
livi .1 de consolaran Ah! se sotibesses quanto cusa a-
cabar u'uiiia casa destas, s com um cuferineiro, eslra-
1I10 aos padecimentos dos inlelizcs, que chega de quan-
do em quando ao p da cama para ver se he lempo de
laucar o panno mu tu n 10 sobre o rosto do cadver!.....
lia niuitos anuos que ando habituado a viver s, c uu
Km lim, meu charo Sr. disse o vclho alllielo,
para compieh, nder toda a orca da amargura que urna
obrigarao tal deve em iiiiin produzir, nao passo deixar
de Ihe faier nina nai r.iro breve da ininlia historia,
que atlinjesii senhora M..... ousci coinuiunicar.......
(Continnar-si-ha).


"='.
com a constituioao ; que a platica olciloral do projrclo
na confusa o no lava a menor garanta ai minoras ,
limito que nocosso de lomar os partidarios do projrc-
to ; que a liase cstabelocida para determinar o minino
.los ilc pulidos (I porSOcleitorcsJ peccava contra a eco-
noma.
O Perras nio penloou a ncnbuin dos absurdos que
se iceni dilo n'csta discusso ; rectilicuii linios oserros
que se teein coniiiietlido. Os re llonieiii c Saturnino viran por tena todos os clenlos
monetarios de que se servil o para demonstrar que os
UO*7 rs. da consumirn devcni ser eni prata : isto bastan-
te s ih-ve magoar. porque estes dous patriotas do-se
pnriiiuil entendidos Pili materias finalicen as e ei onoini-
pelo de Salles Torres demunstroii o Ferrol que todos
.lies liiiliiT sido adulterados I que iicnliuma compara-
< o lia> ia entre os realistas franceses do lempo de Luis
XVIII. e os que no Brasil se oppciii l'entu da Joanm.
liste dis. tuso foi lirilliante : a inaioria naturalmente lia
le responder ao cali da patrullia como cosluma
.111:1 insultos!
O 111 mili referi boje cmara o que disse ao Im-
perador Irlicilaudoo pelo nasciineiito do Principe Im-
perial ca respostn de S. M. Km tal assiimplo mi fa-
,-o eoiiimentarios ; direi s, que licra salvas as opi-
11i1.es c senlinientos re>uhtiniuirot'..... Km quanto ao
piojoolo eleitoral o purssinio patriota couserva-sc
molla! >! .
.__o Antonio < arlos participial que acommissao de
poderes nao poda anda dar parecer a respeilo dos di-
plomas los depulados eleiios por l'iauhv porque nao
liulia presentes as actas. Uro. para que eslao com ce-
remonias!... annulleiu essas chivos c dcixciu correr
velo/, o eaiin d.i revoliteia para diaute.
__Allirtua o Saldanlia que ha masa entre os da praia;
mas nao quiz declarar o que era. tlliservarei estes niel-
ros e veiei se atino eoni o negocio. -- Sala das sesscs
25 de l'evereiro de 1845. 0 Htlogioda casa.
(Continuar-se-ha.)
eiimal insiillar a geiltalha mandando, que npedi-ejeiii ,-
cuspo na cara de magistrados quein aborrecan; pu-
de o Cometa personalisar pessoas e chamar contra ellns
todo o odioso, linalniente pode o Guarda Nacional auiea-
car mu povo inleiro com sangras, chihalas, pitias e incs-
no em tf$ptra$ tici'.iannat, prometiendo a gente pac
li.-.i mu da de desengaos en partido, quem lan-
os desaforos cio fritos, para quem eran todas as antea
fas nao poderla e nein pdela pelo menos ridifiilari-
sal-os e rcprllirconi nioderaco a lautos malvados? Os
mais cucaruicados ivraniios nao privavu que os 111.11-
l\ risados gruicsscm uo Ibe sullocavao os qu. xiiuies :
esta inlolleraucia eslava reservada aos licroc da patria e
da praia. Ao publico sensato dcixaiuos o decidir poi-
que parle est a razan.
OHeloyio da cmara tambera tem tomado a sua eoula
o .'1." secretario, e o tem fcilo victima de algumas badol-
ladas! Klle bein se pode pegar cora Santa I.nzia, por-
que, se o dotlcnsor do Vilella oloma entre denles, val a
corte, lanra-llic o gadanho na pndula e nos pesos,c en-
tilo adeos senlior kelogio.
< me ia 1 irn.lo na mala urna fresquinha, que p.-l.i
letra do sobre-escripto me parece da entinella da Mo-
narchia .. Os praieiros...... o dia 25......lie mellior ji...
o Tiloma: Xavier...... o Alencar mi se llie dara......11
Isto lie o fragmento de mu ese po, que o Saldanlia a-
pauliou debaixo da cadeira de um dcpillado.
Quem quizer que adicinlic.
Bell roo marcando o p.raso de tres niozrs contados da
dala deste. K para con star inaudei aflixar o prcsi ule
110 lugar do coetuuie'. Secretarla da academia jurdica
deOlindaSde abril de 18 I-'.- Vhhiui: hispo director.
C KA 11 A-.
Nodia 33 do corrate (marco) chegou do Norte mais
um vaso de guerra,o patacho .W(U(iii/i<):cssoapparato bel-
lico lie seiu duvida para que as cloicoes se faco com a
l.iaior rrgularidadc t ron forme a contlitaicao recnmmenda.
A falta de chiiva que eslava ainca.-aiido piovin
ca com una terrvel secca, glacis a Divina Providencia
dcsapparceo lionleui, eli.ivcudn quas toda a niaiili.ia.
lieos <|uera que ella contine
0 brigue de guerra Nlelktrou, que ae ochava es-
tacionado usie porto, segua para o do Maranho por
(inl.-111 da presidencia : fui a sen bordo o ajudaute d'or-
dens de S. K\e dizem, que a comprar farulia, e Wa-
ter mais tropa e pelrechol de guerra para que as ele-
coes se faco com mais regalaridade e segundo 1 ecouiincii-
ilini o eoiivcnliculo, que,com o titulo de cmara,se reu-
ni na cadeia vi'llia da corte.
('.orre, que anda se nao marc nio as rlricocs por
falla de eliuva, aliui (le poderein sabir os diversos des-
tacamentos, que estilo proniplos paraoeeuparein as fre-
gue/i.is da provincia, seni o que nao se p.idcm ellas pro-
ceder com regularidadc.
Ilouve lioiilem cortejo smplesmente pelo auni-
versario do juranieiilo da uossa couslituico polilica.
Consta-nos que o Kxm. Sr. presidente disliiira o
da ."> de abril para solcmnisar o iiascinicuto do l'riuci-
jie lierdero presuniplivo da cora.
t orre que est piompto 11111 destacamento de 20
piaras eoiiimaulado por um alferes, o (pial leiu de se-
guir boje para a villa de CHiixcraiiiobiiii sein islo o re-
verendissiino visitador candidato nao pude fazer as elei-
roes com rtgularidade e conforme aconslilaica.
U que lie isto que tanto alvoroco be este '. Nao lie
colisa alguiiia ; os bonicos da patria c li/irrdadc audo
procurando o mellior lucio de siill'ocar seui maior es
11 omlo o voto livre do povo : o secretario, depois de an-
daraeiuia, e abaixo motilado em sen bueefulo pode
reunir cni palacio esta manb.1 um pequeo syuodorloi-
loral 1 iiuqi.i-.lo do do llevui. visitador que nao kreki-
mango, do capilo-iuiir dos incides nonio he caudilho
de revalucio do Dr. Secco, que mo foi farrapa no Sal, e
jichi he maluco do vigario de Mceejana e inajor coni-
luaudaule do balalbo provisorio ; presidia a snela reu-
nio o reveiendissiuo Sr. visitador e serva de scil
adjunto o e.\-sacrislo barbosa.
Kxm. Sr. Vasconcellos govcrue a provincia doixe-
se de cainarilbas que snoscuipic mili prejiidiciacs.
Anida 11.lo leve lugar o concurso qu. lia uiuitd
eslava marcado para as cadciasde geometria, googra-
pliia e bisloria ; ser porque o celebre Verdeixa, nao
pescando nada de bisloria cous(a-uos que pretende
tirar a ultima ? Tu.lo pude ser na poca de boje.
Nesle momento 3 horas da larde somos infor-
mado qu* uo termo da Granja ful assnssinada opro-
pi iil.iiio mais 1 ico do lugar, (pie, lia pouco, foi destitui-
do do .-.miman.lo da guarda nacional, e da primen..
SUpplencia de delegado, no exercico de cujo enq.i.-
gn se achara pela suspensSo do proprietario eni vii lu-
de (le senlenea do j 11 i/, dcdireilo: assin acaba de ser
Victima do puulial dos malvados, que boje nos oppr-
meni, o Sr. lenle coronel Jos llouin da Molla Ah!
cambad.1 (piereis (lisia sorle sull'ocar O lirado unaui-
lue que na provincia se levanta contra vos .'!
(ionio vos illudis! Quem sabe se nao he para que te-
lilla o 111. sino lim, qu.- tanto desejao renegado do 7111-
liliria me o nosso distincto c lieiieiuerlo l)r. Kernan-
(lesVi.-ira v para a Granja ? Orto socio dos planos
d>- ainiiquilarao procura assiiu desl'a/.cr-sc desse cida-
da.i que s bcus procura l/er a su.i provincia.
-----!\o termo da villa VifOM foi taiubeni assassina-
do o mano do ex-teiieule coronel Lopes Preirc, e esli
escapou forillo. .M.uai, tigres, vossos mais disliuclos con
lanos, jaque 11.10 podis sopilar suas couvicc.cs. Kis
os fruclos da inversa.1 do Kxm. Sr. presidente tirando
0 poder dos hoineus honestos, e honrados para tnlrc-
gal-o aos assassiuus e salteadores. Logo voltareinos a
materia.
Asslni Sr. Vasconeellos assiiu malvados que o a-
)H>il1o!! O negocio est mais que serlo; o 1 i.lad.10 eearen-
se nao tem mais srguranea algiinia de vida. Sao \ horas
da tarde 1 e acabamos de receber cartas do ralo, piu-
1 nulo o estado horroroso dYssa villa. .\o (lia 11 do cor-
rente polas !l e ni. ia horas da iinute dous malvados as-
sassiuus chegar.io a porla do ex-proiiiulor e depiilado
)iiovi.uial, o Sr. Miguel Xavier lien.que de Oliveira. 1
tlcio a que lina, loupa dous tiros de clavinole; mas fe-
lillliento nao o ollen.liao; porque ao p do inesinose a-
chava Luis de Ijivorl'aes, com quem os malvados se en-
gaaran; porque se pareca com aquello, e al eslava
com mu chambre da inesiua cor, eassilil aealioii viclinia
do puulial o Sr. I.avoi! (Ih ni. 11 Dos! de indos os ngu-
los da provincia o mesiiiu plano de carnificina; nao lo-
mos mais CSpacO para dar espan. o d.lr que nos oppri-
me, Salve-nos u Imperador da 11101 le, grila o Ceara iu-
teiro. ( /'ciro //.;
WSMraBS .'fca'^fJ"^!!.*-**'*1**^fBPrWM*{M>M*^,y
~~pesn7mbuco.
C U II II 11 o.
COSSr.SPOXDENCU im ciu.MiK i. eiioviseu.
Os fllllOSda pnliia c praia quandu projeclio C po-
sean em e.xeeiieo o dcscouqior, e oderraniar sobre lo-
do o genero humano brasiloro o le de sua maledi-
cencia, invectivando,cpcrsoiialisaudo, sein respeilo an-
da as autoridades cao govrrno; julgru-se, ceilamente,
nada menos que veados de Otar a quem niiigiiem poda
inquinen., ule tocar; KM me luiigfir iio me tnguem; e
s. ndo como sao (cada 11111 he eonio Dos o fez) se suppu-
nliaii 11.violan is. A elevacao do ministerio de 'i de Irve-
11110 rio lauto oigiilhoos ruqiaiiluirou, tanta corda deo
.10 si 11 amor pi opio.q uceada um pigmeo se suppoz miti-
gante cada Joao f. 1 n.nulos se repulOU mu Otar Se
p.ir.'ui cllcs podeni com abuso Uidibriar escarnecer ,
e inesiua entrar na vidoapartlcular, assassiuar a honra .-
at tirar......, porque igual dirciio nao asslstr ao par-
llo aggrcdido c calumniado que com tama mode-
racotcni desscdircitode ^epellir laucado nio.' I u.loiao
Lvmcta, a Ometudo /'oto a Murmola c o Ouaida ,\-
IIIlRUI HE I'IIMIIIIICII.
O vapor Imperalriz, que chcgoii domingo este por-
to dcixou as provincias do Norte em trauqmllidade.
De todos os jornaes, que por elle recebemos, o que
julgainos de algiim iiileressc para os nossus leitnrcs,
deixamus em nutro lugar copiado; o Correio do .W.ir.i- i
nho de 2G de mareo d noticia ile um assassiuato, coin-
uicttido no Brejo na pessoa do teuenlc Hoberto Kran-
cisco Coellio, e que esta lolba imputa ao partido caba-
llo, com ..quoll.i seguridade, que os seus redactores eos-
tunio emprestar os vicios c criiucs do sen partido ao
adversario.
Piililionrfio a pedido.
E R D K C II A.
I.aurnla triste Golauna
O sacrilegio de liorrnr ,
Oue fez o Oiabo-coxo
Dos l'assos ao lloni Senlior!
Kste jnu (pie se gosra
I).- costumes juvenis ,
Tac.-., que invej.i buje Carian
Ao C'amWladc Pariz ;
Kste an;io, que foi de Cbrislo
Sempre satrico bufo
lloje ua provecta ida.lo
Tcnta la/01 de tartufo !
Dos l'assos 11a I'rocissau
So presenta mu carola ;
I'. diz que por penitencia
Wini ,u 11 mi .1 charola :
De balde os iruiaos Ihe loiiilno.
Jo.- sendo cxn e ano ,
Sao podia achar parclha ,
K dav.i o audoi no chao.
Kste scclerado Kiopo
A l.oqiioii.. arregai)liaudo ,
Hale a pala o ando, agarra,
K vai as venias soplando i
Teniendo os maos as roncas
Do padrasio do Asina,
t.edeni an Diabo-c.'.xo.
t>uc cutao griluu =Viva Al-
l'elus l'assos ilion cre,
Assiiu como por Mafoma :
11.* este o dogma, que ensilla,
De Paulo />'... mi. 1 u Roma.
Tal oiiviudo os (joiaunciios,
l'orco do Calliolicisuio,
Kstupcl'actos licro
Km mu letal paroxismo !
Kutao vendo o Oabo-coxo,
Que as cousas mu bein nao van,
Fez co'a perua um falso passo,
I. .I.'-., co'a linageiii 110 chao '.
Misericordia meu Dos .'
Clama o povo, que isto vio :
Ko malvado Diabo-c.'.xo
Km vez de chorar son o !
Misericordia, 111011 Dos,
(J11. esperanea ao Chrislodste !
i enios lome, temos guerra ;
So nos fallara esta pesie !
I'iu Machado nos dcgola ,
Qual do 'libre ao povo fci ;
A secca torra o (luiauna....
Ab nos somos vussa gre!..
Da linagein de vosso I t lio,
.1 111 Cambeta tViasileiro
Tem o rosto rspedajado!;.
Knto una voz do Alto
Sobre o povo susurroii:
= Fillios cunqirc haver escandaln
Mas ai de quem o causou=
riM,
COMIVIEhclO,
MAllAMIAO-.
Cansos,
Sobre Londres24 V.2J 110111. PRATA
l'orlugal 12.-) a 130
11 Franca 360 por franco
llo de Janeiro .' p. disc.
Premio de letras p. mes I', 3
a 2 por cento.
compra venda
Petos braslleiros 108 o lio.
Ditos mexicanos 106 a 108.
Ditos liespauhcs IOS a 110.
i'rata miiida OH a 100.
Cobre aupar.
Movimciito do l'orlo.
Navios entrados 110 da 6.
Cabo de lia Bsperauca ; '*) das, barca ingloa ll'rit ln-
dian de 328 toneladas, capitoO. Jciiimersou cqui-
pagem II carga lastro; ao cap! tao.
Haba; 8 das Iliale brasileiro S. Joan, de 44 toneladas,
capitn Mauoel .\l.111.1 cqiiipagcm 7 carga taiiuba
de mandioca ; a Aiuoriui & liuiao.
Pollos do Norte; 12 das vapor brasileiro Imperalriz ,
de 400 toneladas, con.mandante u capitu Jesuiuu 1.a-
luego t.osta rqulpageui .'JO carga.lastro; aJoaquini
ii.i|itista Moreia.
Kavios saludos no mesmo dia.
/ahia ; brigue americano Elisa capito Crner, em
lastro.
Ilarcclona ; batea liespanhola llosa capito M. Koig ,
carga algodo.
Falinoiilh In igue inglez Orion, capito \\ .'" Colgaban!,
carga assucar.
I.ivoi ne ; brigue ingles Flila capillo Charles frailes ,
carga assucar.
A'at'i'o entrado no dia 7.
Porto ; 35 das brigue porluguez Primavera, de 172 to-
neladas capito Jos Carlos Ferrera toares equi-
pageiu 16, carga lastro; a Antonio Joaqun, de Snuza
Hibeiro.
O Illin. Sr. inspector Inl'erino da thesourarla das ren-
ds provinciaes manda la/e.-publico que, mil cumpli-
mento da orilem do l-.Mii. Sr. presidente da provlm ... .1.
2 do conenle rao a prava 110 dia Alan meio dlu.pc-
ran te a mesma ilirtonraria, conforme o regulamentodc
II de jullio de ISl.'l e sol as 'iausulas especiaos abaixo
transcriptas os diverso reparos da estrada da Victoria,
consum.1 de um atierro nu lugar denominado Bull, de
un1.1 porcia di-muro 110 altor.'o dos Alogailos e de mu
arco no lugar denominada Borro, todos arcadosnnqoau-
lia de 1:301/181 rs.
t)s licitantes,devidamente habilitados, deverd com-
parecer nodia, hora e lugar nuencioiindos com as suas
propostas na furnia do citado rcgijlaiuento.
Secretaria da ihesouraria das rendas provinciaes de
Pernambuin 3 de abril th: I85. O secretarlo l.uiz
da Costa Horlo-curtciro.
FSTBJll DA VICIOIIH.
Reparos diversos na dita estrada constando da fri-
tura de mu alieno no lugar denominado buh dr una
porcao de muro no alieno dos Albgados c de mu arco
110 lugar denominado /farro.
Clausulas etprciait da (iii-ciii.il0f.ii.
I." As obras soliiomoneiou.idas sern l'oilas pela IV.r-
111.i, sob as condces, e do modo indicado nos orcailieil-
tns e riscos approvados em 31 de marco le 1S4;>, pelo
Kxm. Sr. presidente e pelo proco tolal do 1:301/181 rs.
2." O ariemalante laras obras na ordein de classiii-
eaco, que determinar o engcnhclroi conforme a urgen-
cia d'ellas.
3.' As libras principiaran no prata de ui.....et, < lin-
dar.i 1111 de qualio me/es ambas contadas cni confoi-
uldadc do artigo lo, do rcgulaiucnlo dasarreiiiatafes
4." O pagan.cun do importe da arroiuala.-jio far-so-
hadnuiudo indicado no ai ligo 15." do respectivo regu-
laiueuto, sendo de (i lucios o prato de respousaliilidadi
5." 1 ara ludo o mais que nao est determinado pe-
las presentes clausulas, s. giiir-se-ha iiil.-iraiiieiite o qu
dispon- o regulainento das arrcinata.nes do II deju-
Iho de 1843.
Repartico das obras publicas 1. de abril de 1845.
O engeiiheiro 0111 olilo Fattlflfsr.
Approvo. Palacio de Pernaiiibuco 2 de abril di
1845. -- Mmeida.
Ueclaracoes.
=0 vapor Imparalriz recebo as malas para os porlos
do Sul boje (8) a I llora da lardo iiiiprol.iivelinenio.
O patacho porluguez Oliveira lira a mala para S.
Miguel 110 dia 15 do concille.
COMPA.MIIA DO BEBER1BE.
'.i O calta da conipaiihia do llebeiilie avisi aos Sis.
accionistas que IIO dia 10 do crlente IIICS so linda 0
prazo marcado para o rccolliimciito da preslayao de i
por ceiilo ulliiiiamcnte exigida : c que ate o dia 30 de-
ve prestar as suas cuntas adniiiiislraco; a qual leni
de excluir os que se aehareni 0111 atraso quandu se reu-
nir a asseiiibl.'a geral dos accionistas, un principio de
inaio. Uecifo 2 de abril de 1845-- O eaixa M.U.da
Silva, 10
TI1KAT110 PI'BLICO.
A grande e continuada eliuva di- bouteiii, ;i noute,
l'vi com que os bencliciadus d'essc .lia nao podcsseui
aprcseular aos seus protectores o divci linientii. que
lIlCS havia preparado, oque o trausferisseiu para boje,
cortos de que incrcecio indulgencia, por esta falla iu-
iciraiuente involuntaria.
Avisos niiilMinios.
Editaes.
= Faro saber, que em observancia do artigo 2, ca-
pitulo 2 dos estatutos desta academia juridica e de or-
dein do goveruo de S. M. L, pouho a concurso a subs
miman da cadeira de laliui vaga pela deuiissu do sou
substituto o bacbarel Pedro Bserra Percira de Araujo
4=Para o llio tirando do Sul segu viagoni inqnotori-
velineiilc nodia 15 do cononto 11107, o brigue brasileiro
Otos te Guarde; recebo nicamente esclavos a fule, o
passngeiros : os pretcndeutesdlrljao-se a ra da Cadeia
do Berilo arniazeui 11. 12, 011 au 1 apilan Mauoel Jos .le
A/.evedo Santos. ((i
Pora o l'orlo o brigue lloa-Viagrm de superior
marcha, forrado, o en.avilliailo do cobre, pretende
sabir COIII brevidade : quem no inesino quizer cu regar .
011 Ir de passageiu 1 dirija-sc a Francisco Alves da Cu-
nta, na ru do Vinario, prinielro andar, n. il, ou
capito Antonio rerreira Kiincs na praja do coin-
inercin.
3 Para a Aahia sai com brevidade a simiaca nacional
.V1111(11/I11111 ; para carga e passageiros trala-se COIII No-
tes & C, na rita da Crutuf37. ;3
2 Paro Lisboa o brigue portuguez HoOim pretende
liir por lodo o corrate inri, por ter a maior parte do
11 caneganiento ; quoni quizer 0.11 regar 011 ir de pas-
sageiu, para o que li'in bous coiumodos, dale COIII o ca-
pitn na praca do Commercio'i 011 com sen consignatario
Tiloma/, le Aqnino Fonsooa ua ra do \ gario 11 10. ((i
IPara o nio Grande do Sul segu com brevidade
o brigue nacional Competidor ; para passageiros c escla-
vos afrete trata-so com Gomes & liman, na ruado
Apollo 11. 2.____________________________________________(4
Le.
la;.
2 Itusstl Mellors J Compaiihia conlnuario, por
inlervenco do correlor Oliveira o seu leilau de gran-
de variedod de fasendas ingle/ss as mais proprins des-
tu mercado ptiucipisdo nu dia chuvoso do quarla lena
pass.i.l.i ; hoje S do correlo as 10 botas da ma-
nlija em ponto no sou arniasetn da ra da Cadeia.
Avisos diversos.
O VKHDADKIUO REGENERADOR N. 19.
l---t.ii.. a venda as du.is horas da tarde, a 80 rs.
por ser de folha.
I. Ileberl val ao Kio pola Babia.
Quem precisar de una ama deleite; dirija-so a
ra do Padre Fluriainio n. 26.
Precisa-se de mu caixeiro que tenlia platica de
venda ; quem eslivcr tiestas circmiistaucias auiuiiicic.
= (Jueni quizer una ama parda, para casa do ho-
iiieiu sollciro ; diiija-sc aoprinieiru andar do sobrado
4, da un direita por cima da botica, que achara com
qtitin iratar.
=; Leudo /pela priineira vez) n iiniiuiii-i que velo
oeste Diario no da sabbado 5 do corrate, sobro um es-
clavo que se acha no engolillo 1 ainacari.ha dous anuos,
v que se nao tem podido descubrir quem seja seu se-
nhor; o abaixo assignado, morador nosla piara, l'raei-
ulia do Livraiiienco n. 48, declara a esse Sr., em cujo po-
der se ada o esclavo aunuiiciado, que, ha dous para
tres anuos, ihc fugio, nu furia rao Uln esclavo cujo tem
ns signaos siguintes: be mole.-ole, de boa estatura que
representa le 20 anuos, bem fcilo de corpo, bonito de
rosto, que parece crioulo, tem lima das orelli.ts forados,
tem un pequeo furosiuho em mu dos lados do nariz;
sendo pois que combinen! estes signaos, lera a boudadr
de o declarar por este Oiario, para que o abaixo assig-
nado justifique e inoslre coui do.un., titos que o dito es-
travo Ihe peilence. Manoeljotiquim h'erreira.
I- Preeisa-sc de un hom tiabalhador de inasscir.i
onde so paga mais que em ouira parto; na nadarla da
ra Imperial 11. 43. /'(
.' O abaixo assignado,leudo de retirar-so por algiim
tempo dosie Imperio, tem nomeado seus bastantes pro-
curadores ao seu mano Jos- Francisco da Silva, e aos
Srs. Guilheruie Soares Buiciho e AntonioPereira Hien-
des com lodos os poderes sobre seus esiabeleciiueii-
los que lico girando da mesilla forma debaixo d.
.sua firma e administrando suas prop iedades a quein
os iiiquilinusdas mesillas podero pagar cogito se Ibssc
ao abaixo assignado.
Manuel Francisco da Silva Carrito. 10
2- Hoga-sc ao Sr. Francisco GoneaJyes Metfo qu
liaj.i do Ir bordo do brigue Fiel, filiar COIII Mauoel
Con. alvos de Faria da villa da Pinna do Vrasin que
he para negocio do s.u iiitercssc. 4
I Aluga-so nina casa |. ir, .1 II. 37 lia rila da filo- .
lia 1.un bons commodus. quintal minado, cacimba ,
COIII boa agua : qu. 111 a pretend 1 Santa Cruz podarlo 11.6. 4
Sabbado, 5 da corrrnte, .1. hon-sc 11111 burro, car-
regada do COpilll a 111. ia nonio : qu. 111 l'.n- son dono .
aj.p.iic.a na travessa da matris di1 Santa kaiona, a. 10.
ti obalxo assiguado iH*de ao Sr. do eiigeiiho Ca-
uiassaii o favor de ver 1 se o escravo, pelotlitoSr.an-
iiiim i.ido tem os signaos seguiutes: estatura regular ,
chelo odios pequeos c vermellios, cabeca poutuda, rosto
Chelo c couipi ido bal liado bastantemente miiilo es-
pello e ladino mas lz-se maluco quando so falla com
i'lle com o cosiuuie (le eiierutar os braeos o qml est
fgido ha lies aunos pono.) mais ou menos c chama-
so/'eiiediclo lalve sel.nihe de inmlar o nomo, : o
ueste caso rogo o favor ao mesmo Sr. de a remetiera
sua casa no Corredor do Hispo siigeil.indo-se a todas
as dospozas aliu de lieai milito ol.t igado ao dito Si.
0 woj'or Jos iiabiiil de IHorats Uayer.
1 Eugenia Telxrlra de Monroi vluva dofollecldo
' luispiu tiotuos .le Moma, los siente a Sr." D. Anua
Vietoriiia de Mello, proprletaria do eiigeubo das Que!-
nadas (jilo desdo .1 liiet de Mal... du col lente anuo
aclia-sc piOlllpta a iuqiiii lauci.i do saldo de sua letra
conforme loi halado 1111 una ca laque Ihe dirigi ; c
para que 11:10 soja .itigiu. 1.1..dacssaqiianlia COIII 0 accres-
CilllO do premios pul i-su fas 0 plsenle aiinuncio, de-
clarando a dita Sr.1 un cni qualquer mao em que te
aoli,- a .lila letra, que su so oiriga pelo premio vencido
ate osla dala. Bcclfe 7 de Abril de 1845. (II
|s l'ivciso-se dollS liaballi.dolos do maocira quo
sojao peritos lia sua UCCUpacU da-so bull od.-nado o
SOlIVivcl passadi.i, quem oslivor lias citciiiuslaiici.is. di-
rija-seao atierro dos Alogados 11. 120. (4
I Precisa-se .1. una ama que lenha inulto boiu
loito o i|iie lian lenha lilbo ; na rila do Cabllg luja
junio a botica do Sr. M01.11,1. [3
I tlll.-ioco-so um Brasileiro adoptivo cesado r ilr
avaiieada i.lado poro ensillar iiiciiiuos do ambos os
sexos cni casa de seus pais as primeiros letras : sua
inoradlo lio mi ra de Santa Theresa casa 11, 48, (i
I t'llouc.-se una mtllber de nsseuto e eapdcida-
de pata ama de casa do pequeo familia 011 liomcill
solleiro para iodo o servir le portas adentro, .loque
telll uiiiila pi.ili... ol.t/. Imlo coiiip.il.-i.no o assoio e
da lia.lor a sua conduela, sendo preciso : na 111.1 do Ro-
sario estrella, loja de barbriru 11. 10. (
3 i Prccisa-se do una ama de leilc ; na rila fio Tra-
piche Novo, 2," sudar, 11.16.
3 Pcrdeo-sc em o l. do corrale lliet una letra da
quaiilia de I07 jon 1 sacada em das de l'evereiro .1
cinco itiezes porJ.ise.lnaqiii.il lle/.ci ia t avaleanli, o ac-
ceila p.lo Sr. Antonio Carueiru Machado IIios, a qual,
leudo sido dada em pagamento pelo sacador ao Sr. Jusi-
lla Fuascca e Silva, loi paga antes do sen v. iicuiicnlo
pelo lilil do 111. sino s.ica.lol, cni liausac. .10 que lez COIII
o iiicsiiio Si*. Fiiuseea : .1 I. (1.1 csl.i assigliada 110 verso
pelo sacador, sendo pm- issa fcil a qualquer pdr-lbe o
. perteucc mas, acbaiido-sej o aununcioiite muni-
do de recibo do dito Sr, Konseea, tendo em seu favor,
para prova, o tesloiiiiuiho dcsle o do seu caixi iro o Sr.
Antonio K11I1 no Kcrrcita Padillia, 1- achando-s.- j preve-
nido o Sr, Auioiiio Uaruelro para mi pagar a qualquer
que 1 aprsente nao pode dita letra apiovcitar .1 quem
a livor adiado ; por isso roga-sc-lhe o favor de a entre-
gar lia ra da (jloria sobrado 11. 5'J, .juc so Ihe dar algu-
ma gralilica. o; o previuc-sc ao rcspcitavcl publico,
para ipie iiculiuma iransaccSo faca com dita letra. lo
3. Precisa-se de duas lavadeiras para lavar, tu ron-
|ia 0111 grandes poivocs ; u.i 1 ua do Sebo n. 12. ,2
3 -- Aluga-se, por pico coinniodo, a lujado sobrado
n.12 da 111a do Alagan ; uucill a prcl-.iidcr dilijase ao
lii.'sino sobrado, ou a botica l.nla. (3
3ti abaixo assignado faz publico que soparon ailii-
gavclniciile .1 sooiodadc que liaba lias vendas ns. 58 o
Duda ra da Sania Cruz, .- na das catinhas da ribeira da
Bou-visia,que girava na Urina dcSoarea Piuto&Telxeira,
licaudn o socio Soares Piulo com lo.lo o cslalo-lct-imcn-
lo e obligado a pagar lo.las as dividas que a cxliucla fir-
ma (leve, e cu ab.nxo assignado obligado a cobrar as di-
vidas ipio varias M'S. deveui .1 cstiucta lirma : o uiesmo
abaixo assignado fot ver IIUC Se cstabclceco na luesiiia
rilan, 3 aonde proilictte servir aos iiiesuios Ircguezes
com bous gneros e coiiiinodo prero.
-'.nlosMonltiro 'l.reir. (\l
8 Alugo-se duas casas lencas ns. 3 e 5 nos Oiiadn
Cautos da /loa- isla; aloja do sobrado 110 niCSUIO lu-
gar n. I ; u.''." andar du sobrado no aterro da oa-visla ;
o sobrado do dous andares na ra do paginles n. '1
a lilil com Mauoel Caclano .-nares i.arneii o Munleiro,
2 BogO-SC ao Sr. do engolillo Caiuassar que 110
caso do preto Antonio que se acha cni seu engolillo, ha
quasi dous anuos, ler os signaos segiiiutcs abai.xu de-
claiados, la/.or o favor mandar traser ao abaixo assig-
nado ou entregar o policio, afila de mellior poder-se
jusliliear, pagando e abaixo assiguailo toda a despez,
loaquiii Jos Mondos, Manuel .lose da Silva i-raga ad-
ministradores da casa do alsenle Paulo .loido \ondo-
raoao padre Joo Diaa congregado deS. Fili|ipo Neri )
0 escravo Antonio do gcnlin de Angola, cni lOdcsc-
lembro de 1828, e o padre Joao Das vendi o dita es-
cravo ao abaixo assignado ; os siguacs sao os scgiiiules :
reprsenla ler 50 anuos para mais barbado baixo ,
COrpo regular, o andar 11111 lauto vagaroso ; dcsapparc-
eo cni pi de agosto de 1835, tein o apellido de congre-
gado, polo qual era mais proinplu quaudo se chaniava
duque pelo iiimie de Antonio, tiubalha deoleilo, de
l'.izer lijlos, o laiuboin depadeuo: nu dia 16 do dc-
/..nibio do 1834 desappareceo o preto de nomo Fran-
cisco naco Rebollo, calende larabeiu deoleiro, o
padeiro, estatura regular, seno do corpo peinas fi-
nas: toda o qualquer pessoa, que dos nicsinos esclavos
liver noticia o podeiuo aprehender e entregar .10 a-
baixo assignado ou como a cima lica dilo, que se pa-
gara toda a dospoza, .- generosamente se gratificara.
Jos Rodrigues to i'asso. 26
li Terceira vez se faz ver .10 publico que lio engolillo
do Carnaval i existe, haqtiasi dOUS anuos, 11111 esclavo de
lime Auiuuio, i-ujo ilouu se nao leiu dcscoberto, des-
peno de lanas pesquisas, c investigarnos; enlrelaiito,
quein se achar cun direita a elle, aprcsenle-se compe-
tentemente habilitado, munido de seus lilulos, e do-
cumentos iieccss.irios. para poder havel-o. (ti
MI 1TO IMPORTANTE PARA t' POVO D|. PER1NAMBUG0.
8lie espantoso o iiiuneio dos nossos seinelhanles ,
que cada auno siiicimibe molestias que. se lsseui
Haladas simplcsininle scrloo aluda vivos! entre iii.s
eslas molestias sao geralineule a phtbvsica calharros ,
llldigestio dvspepsia apoplc.xia iebres de toda a
especie, assiiu como intermitientes, bilis, escarlatina,
otta molestia de ligado pleuresi iiillanuna. oes ,
paialisia, hydropesia, bechigas, tarampo, lombrigas,
dysenteria, erysipelas, incassos de pea c icriias,
lieinoi ihoidas, lora as molestias de senhoras.
Militas de-las molestias sao radicalmente curadas c
todas alliviadas com aquella celebre medicina popular
do Di. Sui-11 e as pillas vegetis do Dr. liandi.tli.
Ilccouimeiidamos a lodosos dooules pois o nao re-
quer resguardo algiiin. Na Inglaterra c nos Kslados
1 nidos islas pillas lelll sido 11 nico remedio de nie-
las familias por longo lempo, tirando sempre o doseja-
du fin, icslabclecendo a saudc.
.Na corle e as provincias lociu urna extra, yo enorme.
e sao receiladas por inultos dos mdicos mais habis do
Brasil.
Acaba de 1 hogar nina nova poi cao deslas invaluavois
pipulas c advoi te-so au imblico, que as nicas verda-
deiras pilulas vegelaes sao enibrulhadas no seurecei-
tuarlo, fechado com o sello, em lacro preto dos ni-
cos agento pala o brasil un llio de Janeiro, e vend-
se smenle. 111 casa dos nicos agentes, ciuPernaiubuco,
], Keller fcC, na ruada Cruz n. 18, e para maior com-
ino.Inl.ole dos compradores, na na da Cadeia loja da
Vluva de Caldoso A] res, ua na Nova, Cucna SilvaBtC.*a
atierro da Boa-vista Sales Sci baves, aopreco del/ra.
cada caiaiia de ambas M.qualidadci, v33



atera
co Livramcnio.
tem uno arrisen, nao ganha
de N.
Q
i-
luga-
Lxislindo ainda por vender nos
res do costume urna porco que h.lo de ser nfallivelmenle favoreci-
dos da fortuna no da 10 do rorrete, o
tliesonreii'O convida aos predilectos densa
deidadc para quanto antes compraren) os
nmeros mgicos que ella tenciona pre
miar alias nao poderG partilhar dos be*
iielicios que a mesma pretende faier no
referido dia.
3 No da primeiro de Abril appareceo na rua da
ttll n. 3, una porca prenha a qual e.-itrou pela pur-
ta doquintal a dentro e pari ; e por sso quem fe
|Ulgar seu dono dando os signara reitos Ihn seti
entregue ; pagando as despesas que le lem feito. (a
.3 OITerfce-ie urna pessoa para coser cin alguma
casa nao so vellidos de scrihora e nutras costuras ,
i tai'i al rnesmn de alfaialo do que lem bstanla pra-
tu i; quero precisar annuncie para ser procurado ou
dirija-se a ra Augusta n. IC lo
3 Alunase c Segundo andar do sobrado na ra da
Auroran. 34,com boni commodos ; quem o preten-
der dlrija-se ao escrlptorio dos Sis. Fianosco Antonio
doUlivoIra j Filbo A
3 Alu.ua se un sitio na estrada de Joo de Barros,
rom indicente casa para urna pequea familia c lem
bastantes urvoredos de fiulo ; quemo pretender, di-
rija-se a ra da Cedis do Recite n. 91. \
3 Jos Antonio da Silva Grillo e Filbo ogrltni n
core artista de instrumentos nuticos avisa ao respei-
tavcl publicn que quem de Seu prestimo se quizer
utllisar i dirija-so a ra da Moeda n. tu. (4
3 Roga-ie ao Sr. SvraQru dos Aojos Olireira o Li-
vor de, antes de se ausentar para Poilugul ira ra do
Oueimado n. 6', para negocio (|"e DJO ignora ; do
contrario lar-ie-ha publico por este Diario qual lie o ne-
gocio. % (5
7 Julio Bcrangcr las selente ao rcspeitavcl publi-
co que nOo se rosponsablliis por cousa alguma, que
cm seu nomo possio ir tomar seus escraos ou oulra
qualqucr pessoa da sua casa u s sim poderfio entre-
uaroque pedirein, levando penhor que cubra ou elle
annnnciai.'.e indo mesmo rm pessoa o o que o contra-
rio lizer, nao poder fezer reclamacoes; porque nSo
serti) attendidos. 18
"i -- O aballo ISSignido, vendo no Diario i'einambu-
To, n. 75, un aonuocio do ir. do eogeolto Caunacari ,
sobre uin prolo que est cm seu poder lia perto de
dous anuos ; e porque o abaixo assignado lem uin seu
oseravo de nomo Antonio, de nacao Congo, islalura
liana clieio do corpo leudo os dental libertos o em
um pe o dedo grande uin tanto aberlo representa ter
40 annos, pouco niall, ou menos ; que le lugia ,
lia duus anuos, pouco mais, ou menos; pede enlo ao
mesmo Sr. do referido engenho, que naja por obsequio
examinar a vista desta d' clareci fe be o mesmo escla-
vo ecom sua resposta Ibe hcar bastante obligado;
; s-im como huj de declarar a que comarca perlenco o
dito engenho. Francisco Jos daSiha Muya: 13
2 Precisa-se de urna ama pura urna casa do pe-
quea lamilla quo saiba cusinbar, engomara! e o
roa is ser vico do urna casa ; na prava da Independencia
ii. 91. '
J Aluga so um sobrado de dous andares a sotiio,
com mullo boa (lisia para o mar, na ra da Moeda ;
a tratar na ra da Cadeia casa de cambio do Vieira. f'j
O aballo BSSignado, teudo apartado ami^avcl-
incnte a sociedade, que linba com seu mano Manoel
Jusc. de Si Araujo, na venda da ra da Crui n 20 ,*do-
liaixoda tirina do S Araujo c>. Irmao declara que ,
flesndo com a mesma venda tica obrlgado a todas as
traosacoes oontrahidas debeixo da mesma Orara, de de-
bito acredito, salvo urna relacBo de dividas, que Iba
tocou de sua parle, para receber. l.uitjose de S
Araujo. ,J
9I'rcc'sa-sc de I liomem que s. ja boni rneslre de
assucar para engajar-se lora da provincia ; quem es-
liver nestas circunislancias pude dlriglr-se a ra da
Cadeia do Recite n. d, das 0 as '.' horas da manliaa t
das duas as quatro t'a larde pura tratar do ajuste. 5
2 Se cesta cidade existir o Sr. Francisco Jos Ma-
dura, natural da libido Faicl (libo de Jos Fren
cisco Madeira 0 de Ignacia Joaquina de Paria da Ire-
guuiia da Feiteira queira anouuciar sua residencia ,
queselhe desoja tallar. 8
i : Manoii de FrcilAS rctira-sc para ilhn de S. Ml-
KIICl a halar de sua s.iudc. (2
i o primeiro do correte mei desappareceo do
poder do auuunciunle um AlVicnno de iiome Jos alio,
retnelo, pduca barba, ladino, m pronuncia, sem-
l)|.iuie carregado iiianeiras aitieacadoras fumosa es-
tructura : case Africano csievc por lempos ao servico
do Se. do engenho do liruiu fulo da cadeia desta el-
d.ide, nassou aoservico do Sr. Mamcdc no Reeife lii-
g|0 e da cadeia oiitrcn aiicnialoii-ltic os servil os ; alu-
da ftigio c oabaixo assignado que ignorava essas prece-
denetaa arreinatou-llic s serviros, c com a ordein da
anloi idaclc coilipeteillc niandoii-o buscar na cadeia ;
mas, rendo o dito Africano desaparecido, d-se urna gra-
tiiicacao a quem o prender. J. /'. Cardoto. (13
laaJoairaim lleudes do tforba subdilo portugus ,
natural da liba Terceira, embarca para lora do ini-
perio. ;'
I AmanliSa, pelai 4 horas da tarde, tero de se arre-
matar um piano, contros bens, na praca do Julio do
civel da segunda vara, no alieno da I oa-\ isla, porexe-
cac ..o de Joo Uellec. (1
Preclsa-sc alugur nina negra para iodo o servico de
urna casa : na ra ooQueiiiiado n. II, segundo andar
O Sr. Manoel Antonio GuiuiarSes.que. lia pouco.lem-
,.0, veio da Baha para esta cidade dirija-se a ra da
Prata a negocio de sen inlcresse a fallar coro Manoel de
Soma Guinariles.'
i v pessoa que Ibl no padarla do pateu da santa
Crin buscar as chaves do sobrado da na do llozaru)
da boa \ isla n. Si, para o ver, c que nSo levou mais as
chaves sendo que queia alugar o referido sobrado ,
(Va obsequio opparccer para o ajaste e nao qncrendo,
iiicira mandar entregar as chaves na dita padarla. (Ii
IDeseja-se saber aonde mora a Ihiuilia do Sr. ca-
picao Lourelro do 1." batalho de futileiros, que se aclia
r.rescntemcnte ua provincia de Montc-VIdu para se
Um laliar a ceito uegOcio rendente a sua ruuiilia ; dlri-
ja-se a na de Sania Rita nova n. 01, ou annuncie a sua
inorada para ser inoculado. '<
. Tilomas lose" de Sena pede ao autor do anniin-
rin que dte existir no engenho Camacari i......scravo
de oine Vntonln Ihe declare por este Joi nal se o di-
to esciuro te osslgnaes legnintes : de najio Cacangc,
bsttto e l.iiii pieto cabera coinprida pequea e mul-
to saliente para taax orelhas multo Jieqncnas, olhos
atViniacados eo rosto comprido, um pouco descarnado
coro atgbinas marcas de bexlgas denles abertos ero
mudos lados junio on sobre-as coslellas clcatriaea anli-
aaa ra sin tena ps largos de cujas unbas algumas im-
' i Joo Antonio Coclho, barbeiro, sangrador e den-
tista, participa ao publico e ein particular aos srus mul-
lo dignos fregueses, que mudou a sua toja da roaDirel-
li para a dn Rosarla estreit i n. 17, aonde se aclia promp-
10 a nualqnerhora para servir a Indas aquellas pessoas
que de sen prestiiuose qni/ereui utiiisar, (l>
I Kurtunoto Ferreirn, Portugus, rellra-se para fra
da provincia. P
I PreciSa-SB de um nmassndor na na do Coclho
11 13.______'2
Compras.
3 Compra-se urna escrava de idado de 18 a ? an-
nos que si ja recolhida sem vicios e que saiba en-
gommar, coser enssboar ; na ra do Queimado n
'2'.) casa .iiii ii l'.i (*
2 Compra- e um escravo que seja bom mestre de
assucar; na ra da Cad< ia Velha do Recile n. 4, das 6
as !> hoias da manlia, e das duas as quatro da tarde.
I- -Coniprao-sc ellectiv incnle para lina di provincia,
esclavos de 13 a JO anuos sendo de bonitas lgulas .
pagad-sc beiu : na ruada Cadeia de Santo Auloulo cni
un sobrado de mu andar, com veranda de pao u. 21). (i
Vcudiis.
Oh qu* i rhiiirha .'.'
I \ eudc-se una divida eill grao de execucao d'unia
pessoa multo de bem i pie alero deoutros requesitos,
que milito a abonio teui os seglllutcs : I.* he ser
piebrado de m f ; i.", caloielro deproflsso a.', be
bada depois de jautar .", fasia em outro lempo a gra-
einha de engolir lenas no acto que Ih'as apreseniavao
para as pagar ; ."> ", lem sido leslaiuentciro e nunca
dado contal; (i lem por systeuia gasiar com dcinan-
dus olio, com lauto que nao pague uro ; c7.*, unal-
uicntea lodos prometi pagar com un tiro de baeaniar-
le ou levanta a l'alsidade que seu credor o quer mal"
a quem convler esta pa hincha nao perca liio boa oc-
casiio annuncie para se tratar do ajuste.
I-- Veude-se nina negra ei ionio de niela idade. pro-
pria para iodo o servico c prefere-sc para o niaito : ua
ra dasTrinchcias u. 10.
|_ \ ende-se e.sciavos de naco ,moros, com bonitas
ngurns; :! moleques de uaco, pronrios paraquatquer
cilicio lllll mualo, com idade de 22 anuos boro pa-
iii ; um dilo de idade 12 anuos ; duas escravas, de ida-
de 20 anuos com varias habilidades; cinco ditas qui-
landcir.is e lavadeiras lodos de inulto boa conduela ,
os quacs se dio ii contento : na rua Dirrita n. '!.
I Vende-se una superior guitarra de chave um
jogo de g.iiuo com pedias de niarliin ; dous viveiros
com casacs de canarios para tiraren! criaran e dous
bous canarios rngaiolados ludo por preros coninio-
dos: no largo do 'ferro ii. 1(1. 9
1 Vende-se una otaria de pedia c cal rom chaos
puquios, eoni barro para Inda a qualidade de obra e
commodos para familia dous quartos para cscravos .
com frente para o rio Capibarlbc, e fundos para a
estrada velha, que val pora o Cordciro para ver, d-
lijae a mesma e para tratar em o Alieno da .Voa-
\ isla n. I loja de louca.
1 Vende-se umaprcta lavadelra, coxiubeira, com-
pradeira c qilitandelra ; una mulata recolhida de l(i a
IS anuos, pciicita enstnreira e engomuiadeira nina
negrinlia de 12 anuos, mullo bonita, propria para se
educar, cose multo bem um preto de 20 anuos, ca-
nnriro bom na.a pagein e de iodo o servico ; miica-
vaiinic boa figura i cota inulto hons andares: na rua
Direila n. 81. 8
I-- Vcndcm-scsaccas com facililla mullo boa, por
(uceo commodo defrontc da ribeira da ffoa-vista, ven-
da n. ."iS: na mesma precisa-se do um caixclro menor.(3
1\ ende-se lima porcia de lage de Lisboa por proco
ommodo, na rua da Prata de Santa Rila n. 43: na mes-
ma casa se precisa alugar uin pelo canoeiro dando-se
l.v.oiKi es. por mei c de comer. (!
Vende-se una escrava bastante habilidosa; na
m estrella do Rosarlo primeiro andar do sobrado n. 41.
Vende-se a/cile de earrapalo a 2/100 rl. a cana-
da da medida velha, sendo de caadas para cima: no
aterro da toa-vista n. 44.
A ende-se un esclavo de naro optiino canoeiro,
e nina linda e-.er.iva com habilidades e de boa con-
duela por ser recolhida : na rua estrella do Rozarlo
i!!.. I." andar.
Vende-se una escrava, parida de 8das, com
eii.i i iil;i 1 iitli.t bonita, lem habilidades, C O motive da
venda se dir ao comprador : na rua das Crines u. 40.
----Vende-se urna escrava crioula de 23 anuos en-
gommadeira, cose chao, faz bem lavarinto boaco-
linbcira c lava de sabSo; tres ditas de nacao mocas
ptimas figuras para lodo o servico una ncgrlnfen
de 12 anuos, propiia paradsima, lllll uolcquc de
un ao, de IS anuos c boa conduela : na ruadas Cru-
ics n. 41 segundo anda
'i VKMili SE urna lazenda escura com listrss e
de mais de vara de largura piopria para vestidos de
senhora ou meninas andarem na escola pelo dimi-
nuto piii.oi'. 9i0 rs. c.i la c iv,id i ; a dita lasenda he
de mais dinheiio decusto mas como airora lem alRum
molo branco o qr.e nao faz mal porque larga tudo
quando se lava por isso vende-se tao barato, o que
far muita conta a todos os cheles de familia visto
ou acovadosd um vestido e por isso vem li-
prolo ji ao idade por tC-.Jn. bom para trabslhar
em um sitio, por estar a islo acoslumao ; um mole-
quede lannos do ."auiloboa Ilurs; um pardo bom
bolleiro e pagem ; dous cscravos bons para o trebalno
decampo ; na rua do Crespo n. 10, primeiro andar.
3 Vende-se superior farnha de mandioca de Ha-
ga e de S. Calharina vioda recentemente do Rio de
Janeiro pelo brigue Fie/: no caes da Allandegs uo
armasem do Antonio Teixeira Bacelar, ou "star cor .,
Firmino Jos Felis da Rosa & lrmao ; assim como ol eo
de linliacaem pequeas birrlcas; o saccas do doui al-
queire e meio de farinha de S. Cthsrina a 5# I, e di-
la de Magc a 6500 rs. 7
2 Linaria da esquina da rua do Collegio
POESA
Novlisimacollecciodasobrai de Garret, eompre-
hendendo 5 Ihestro 5 v. ; as segulnici do.mesmo.
avulsas; retrato do Venus; b. rauca ou a conq.
doAlg. ; Portugal na bol. d'Europa ; obras completas
do Fihnto Elisio, edi?aode 42, com 2 toaios h i i
volumes ; poesas de Dinll da Crut com odes pmriari-
eas 7 v. ; as luziadas de Cames nova ed. ser.-uida
de notaces critiess, hlstoricss e mylho-Jogicas por Fran-
cisco F. de Carvalho 1S13; dem cum olas novs
ed. ; cartas de Echo a Narciso por Cas.tilho nova ed.
doCoimbra ; as metamorphoses de Ouvidio., trad. do
mesmo ; o roinsncciro portuguexde l'i;arro ; versos de
Uelmlro pastor do Uouro nova ed. do 43 v, ;
obias de S do Miranda 2 v. ; o Lima de Diogo Ber-
nsrdes ; obrbs poelicas do t. Antouio- Ferreira 2 v. ;
obras de llocage ; Vieira Luzitano historia em verso
lyrlcos; as salyras de Juvenal, Iraducio nova por F.
A M. Bastos 1639 ; as lalyras de Ferseo nova Ira-
ducio do mesmo ; poesas do Paulino C. de Vaiconcel-
los v. 2. ; poesas do A. V. de C. e Sousa ; parnaso
luiilano o v. ; os burros poema de J. A. do Macedo;
o paraso perdido, trad. nova do Dr. Luna Leitao ,
1841, com estampas, l v.; o oauff g.io do aepulveda,
poema de Jernimo Corte Real, nova ed. de 1840, 2 vo-
lumes. ***
. 2 Vende-se muilo superior farinha de mandioca,
por preco commodo ltimamente cli :gada de S. Ma-
in, us a bordo dasumr.ca ncancaveC Carrol, tundea-
da defronle do caes de Palacio ; ou na rua da Moeda ,
armasem n. II. 5
2__ V'ende-se um cruciixo com a loiagem doSeohor,
um colar, urnas contas do Rio de Janeiro urna pul-
ceira urna niedalha um cordao lloo urna imagem
da Conceicao um par de buldes de puobo tudo de
ouro duas oo.'heres de soups, 3 ditas pequeas de pra-
ta ; na rua Direila deposito do assucar n. 58. l>
Vende-se urna duzia de cadeiras, um par de ban-
cal urna banca radonda de meio do sala e um su-
pla. tudo de jacitranda e por preco commodo; oa la
estreita do Rosario n. 10.
3 Veiidem-so a 16 20 duiiss de assualho delouro
sorlidoem largura muilo lecco por ser serrado, lia
mais de h mezes e timbea) se vende slgum torro, lu-
do por preco commodo ; na rua larga do Jtoiario n. 21.
primeiro andar. (5
3 Vende-so azeilo do earrapalo em porcOes de ca
nada para cima a -'-iiM rs. por caada; na rua da Madre
de Dos a tratar com Manoel Ferreira Pinlo. (3
3 Vendem-se velas de espermacele ebegadas de
Lisboa prximamente mais superiores do queas ame-
ricanas a preco de 600 rs. a libra ; e larinha do nun-
dioca de superior qualidade ; no arco de S. Antonio,
loja n. 2 18
3 Vendem-se barris do superior vnho da Fitueira;
nos armazens de Das Ferreira o pe da Allundcva e
na rua da Moeda n 7. (3
i RAPE" IMPERIAL.
Este rap, imitando so princesa de Lisboa, ven-
de-se em libras, muas ditas o oilavas, nos seguinles
lugares :
as lojas dos Scnhorcs:
Baudeira de Mello rua do Cabuga.
Francisco Joaquim Uuarle rua do Cabugi.
Marcellino Rodrigues Lopes, na escadinha da rua do
Crespo.
Ileoexei Jnior, rua doCollegio.
quo
car elle por tres ou quatro patacas ; na ruado Cabuga
lojas de lasendaa de Pereira Guedes. 110
" Vende-se cal virgem de Lisboa, cm pedra ; no
escripto.io de Fraiict.co Severianno Itabello. 2
> Vende-seo verdadeiro marrasquino deZrs. em
Irascos e cm caixa da urna duzia vinho da Madeira a
fyrs. a caixa do urna duzia de garrafas, no Atierro da
Boa-vista fabrica du licores n. 26.
2 Vendom-se 4 velumes do Reinal hele, do IS8at
lsi i ; na rua do Queimado loja n. 12.
2 Vendem-se as admiraseis navallias de go da Chi
na que leem a vanlagem de cortar o cabello som nllcn-
ca da pille deixando licar u rosto parecendo estar na
sua prmeira mocidade.
Este aro vem exclusivamente s da China e s nel-
le liabalhao dous dos melhores, e mais abalisados cu-
tileiros da rica cidade de Pekn capital do imperio da
China. Autor Shore
.V. /; He recommendado o uso deslas navalhas
por todas as sociedades das sciencias medico-cirurgi-
cas da Europa como da America Asia e frica, nao s
para prevenir as molestias da cutis, mas taubcm como
um meio cosmtico. Na rua do Crespo, loja u. 12 II"
2 Vende se a mais nova e boa farinha de mandio-
ca ltimamente chegada de S. Malheus na sumaca
S. Crut tundeada no caes do Collegio a i># rs. o al-
queire pela medida velha, ea mesma medida em saccas
a ifUO rs. tanto a bordo da dita sumaca como na
rua da Ca-)ea de S. Antonio n. 19. (5
2 Vende-se lagedo de Lisboa chegado prxima-
mente ; no eicrlptorio de Francisco Sevenaono Ita-
bello.
2 Vende-se um moleque cosinheiro do napio.de
idade de is runos e de bonita llgura ; o motivo da
venda se dir ao comprador; na prata da Independen-
cia n. 21. (4
2 Noescriptoriode Francisco Severianno Itabello ,
vendem-se ancoretas com superior vinho muscatel ,
3
proprio pata casas particulares.
2 Vende-so um balean de pinbo novo, o pintado;
a tratar na rna do Nogueua n. 27, 2
2 -Vendem-se 3 escravas mocas do boai figuras ,
engommSo, cosinhao e urna he perfeita costureira ;
3 ditas por 200/ rs. cada urna cosinhao lavo rou
pa o vendem na rua ; una mulatinha de 15 anuos, com
Idade alto secco denles acangulados, olhos peuqe-
nos cr lula com os dedos de um p lorio para o la-
do de tura ; levou camisa e eeroula de algodao : quem o
pe ga.r queira trazcl-o na loja di rua do crespo u. 13.
I'ligio, ha mais de anuos, un inulalo escuro, com
*ossiguaesseguales: alio, e secco, pemasiiuascca-
belludas e hiatos bonilole cabello un denle de ci-
ma, da parte esquerda, arrancado, ps curios, e algiinia
cousa os dedos iberios e craio que al i oinbudos por
causa de bichos; fall com agente com as vistas baixas,
donme JJigino, anda para parle da Uooteiro. outro
de iionic Francisco, fgido a 23 de marco com os sig-
naes seguiutes, alto echcio do corpo, pelo e de An-
guila bonito e bem parecido, desdentado no quclxal
de cima a diante bem barbado cara comprida e scc-
ca beAu empernado tero na barriga da nenia direila
un.i mana, de una le ida que teve ; lem idade de A
anuos e o mulato a mesma idade : qualqucr pessoa ,
que os aprehender, dirija-se ao r'prtc do NI.i to, em cnsn
do Sr. Francisco Severianno Habcllo que ser recom-
pensado,
1 Desappareceo no dia 27 de marco prximo passa-
do, o moleque por noine Fernando, de 20 anuos d'idadK
ponen mais ou menos, olhos c cara grandes, baixo, per.
largos c de nacao abo; eslava alugado em casa de Do-
mingos da llosa, com venda cm Fra de l'orlas, e o seu
servico era de pescara; levou camisa, eeroula e calta.
(rua do Queimsdo.
Fereira&Olivcira, 1)raclnUa do Livramento
1 hoinaz Pereira de Mattoi Eslima, Atierro da Boa-vista.
Joo Faria, rua Nova.
Guedes Mello, dilo dito.
O preco be 2/rs. a libra e a 30 rs. a oiiava.
3 Vende-so ao p do arco da Conceicao no arma-
nun do Dragues loucinho, as arrobas. (2
3 Lima Jnior# Companhia leem para vonder co-
la de superior qualidade por preco commodo, no ar-
masem de Joaquim Goncaives Vieira Guimaraes no caes
da Alfandega. .4
3 Vende-se farinha de mandioca do muilo boa qua-
lidade a /rs. a sscca e sem ella a 4S00 rs. ; no ar-
masem da rua Nova n. 07. (3
4_ Vende-se farinha de mandioca de multo boa
qualidade ; no armasem defronte do caes do Collegio ,
junto ao botequim da Estrella ou a bordo do sumaca
Estrella do Cabo, tundeada defrontc do mesmo eses do
Collegio polo mdico preco de 5^ rs. com sacco e
4800 U sem sarco. (6
4 Vendem-se caixas de cera lavrada em muito bom
sortimenlo ; no armazem de Fernando Jos Braguez. (2
6 Veude-se urna casa de um andar com graude
quintal murado e cacimba na rua das Trinchuiras ;
o urna casa terrea na rua do Padre Floriaouo ; a Ira-
lar na rua da Cadeia do Reeife o. 25. 4
Vendem-se duas moradas do casas de i andares
cada urna,sitas na roa Nova; urna dila de dous ailares,
nos (Joalro-canlos na iloa-vista, dual ditas terreas,
juntas ao mesmo ; urna dila terrea na estrada do Man-
guinho; urna dita na rua do Padre Floriano ; urna
morada de casas de 3 ndales na rua do Anioriiu ; a
tratar com Manoel Caelano Son res Carnoiro Monteiro.
2 Vende-se una escrava de lodo servico de una
casi, sem deleito alguin:.iia rua dellorta n. 04. (I
K__ Vende-se sal de Lisboa em grandes e pequeas
porcoes ; na rua da Moeda armasem n. 7. ,2
Vendem-se charutos Liegalia, en
poiTes de niillieiros por preco mais
cooiinoilo que eut otitra qualqucr parte ;
na rua do Rosario, viudo pelo pateo do
Collegio, a prmeira loja n. ib.
Vende-se assucar de prmeira,
segunda e terceira qualidade secco e
bom pura exportar e por preces rasoa-
veis a dinheiro e a ptaso ; no armasem
de F. Ii. Alves Vianna na rua da Sen
zo.Ua Velha n. 110.
Escravos Fgidos
ia v iiiiubiii ..a u." ...u,,....., .... ....., ..... (jimia feira, 2 do crrente,fugio mil crioulo por
principios do habilidades, boa para se educar; um | nome Loureuc o, que representa ter quarenta anuos de I
ludo de nlgodao: quem o pegar queira leval-o ao sitio
e laude do .Monih i;o, jliuto do Sr. l.ilii tioiucs heridla,
ou no llccife, rua do Iones n. 18 que sera bem recom-
pensado ,J
2 No dia 28 de Marco p. p. fugio urna preta du
nome Calharina de naco Sonuo, levou um laboleiro
pintado de verde com miudesas, e juntamente um (lan-
dres em cima do dilo ; levou vestido sais de lila pre-
ta volido branco decassa delistras camisa de ma-
dapoln com babado ludo usado, panno da Costa ja
desbotado, argas grandes de ouro nal omitas ; le-
vou mais uin vestido cOr de ganga com lstras pretal,
novo embruloado em um guardanapode alodao; es-
tatura regular lecca, cor bem preta ps e niaos com-
pridas, lem duas marcas de logo bastante grandes em
ambas as pal no peicco uns calombinhos na per-
na direita bstanles mamas de lerldas velbase novas;
quem a pegar leve a seu senhor Manoel Jos da Silva
Braga com preoca de algodo no Forte-do-Mallos ou
no seu sitio defronle da igreja da Estancia que ser
generosamente recompensado. *
2= Fugio do engenho Junqueira um escravo de oo-
me Antonio, balso, cor fula, secco, pernal finas, tem
urna belida em um dos olhos ; qu m u pegar, levo ao
mesmo engenho ou na rua da Cadeia do Itecile a
viuvs Bailar. 5
3Fugio no dia 2 do p. p. urna escrava crioula, do
nome Tlieresa que reprsenla ter de idade TI a 21
annos all e magra rosto comprido nariz bstanlo
grosso e chalo bem leita de corpo, e ps, cabeca com-
prida e gaforioa alta; levou vestido de chita rousacom
palmas tambero rouxiis mais escuras ; quem a pegar,
levo a rua da,Crui n. 5 I, que lera lecojnpensado. i7
3 No dia 30 do p. p. desappareceo uin pardo de
nome Francisco do 40 annos de idade bom sapalei-
lc, de estatura regular pes grande ecoberlos de ca-
lor de ngado, e beitos lambem grandes; quem o pegar,
leve a rua larga do Rolarlo D. 7 Urceiro andar que
sci generosamente recompensado. 1
3 100/000 rs.de gralillcatao.
A quem pegar a escrava Imana fle afio Angola,
cor fula que uuli'ora perlenceo ao Mejor Nicolao da
Parahiba do Norte a qual est lurtada desde It>'i2 e
cooita com tuda a cerlesa char-so em urna fazenda jun-
io a liUa'dfl Caico cujo ngoal, duvida, beter ella um dedo do p6 A jado; quem a po-
rtar, leve a rua do Sebo n. 12. >s
4 lu;i"UU() rs. de gralilicaca.)
Do si io do Miguel Crrela, de quo lie rendeiro o abal-
lo assignado desappareceo um pelo de nome Paulo ,
de nacao Capa rige estatura regular, rosto quasi re-
dondo or Ib. i pequeas puuca baiba u usa saltea-
da cabellos grandes o um tanto vermelhos, lepieseula
30 annos pouco mais ou menos ; lem uin pequeo
alejiioem o dedo pollegar da mao Oircita de um pa-
narigo ; lie bastante bisonho e um tanto bucal ; julga-
se, por haverem iudieos, ser seduiido; rogase a todos
as autoridades pollciae o pessoas particulares ou
por quem possa ser encontrado o inaudem pegar e
levar ao mesmo sitio, ou na rua larga do llosano, jun-
to ao quartelde polica loja de unudesas n. i), onde
seri recompinsados com 100/rs
y cente Jos Gomes. (13
5 Fugio no dia 24 do Marco o prelo lili de na-
cao Quicam baixo, chelo do corpo rosto redondo,
ainda sem barba, ulhos o testa pequeas, e cabello
bastante grande ; quem o pegar, leve a rua da Auioia
n. 30, que lera gratificado. 6
Cincoenta mil ris de gratilicaiao
a quem pegar a preta litigenia, de naco
Angola, representa ter 20 annos de ida-
de, estatura regular, lie muito descama-
da quando la I la, cundiiziu, quando fugio
em i() de Janeiro, urna caixa com roupa,
por isso que se ignora de que truje ande ;
lie bem couhecida nesta praca por ter si-
do do Sr. Joaquim Jos Ferreira da l'c-
nlia, e quando i'ugio andava vendendo
mlas : lia toda a stispeila de estar occul-
la cm algiima casa nesta praca por ter
toda a propei.so para estar servindu
dentro de casa. Quem a pegar leve a
praca da Boa-vista, botica 11. i, que re-
cebera a gralilicacao cima.
No dia 22 de Marco fugio buiu
preto por nome l'cdro com os signaes se-
guiutes : carniza de cbila toda desbotada ,
calcas azttes d'algodao transado baixo ,
corpulento ; cara larga e algum tanto
tirada para baixo nariz chato tundo
I111111 lalho de hiim dos lados parece
ser quebrado e tem o andar upressado.:
ioi escravo do fallecido Daniel e depcis
de seu lilbo o Sr. Jos Antonio do
Carino, iioga-sc a todas as autoridades
policiaas que se o virein predao-no e
aosScuhoti-s Capiles de tJampo que o
peguem e tiagao casa de iNicolo Ro-
drigues da Cuuha onde inora o seu se-
nhor.
PERN. } ^ATYP- UE H. t. DE FARIA |8/|5,


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