Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05550


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Full Text
Anno de ll/>.
Segunda fcira; 7
O DI AMO piiblca-sc todos os diasque
nao forcm de guarda : o pceo da asslgua-
lura lie de 4/rs. |ior quartetpaool adiantutlos.
Os aiiiiiineios dos assignantrs sao inseridos
a raza o de 20 ris por linha, 40 rs. nn typo
rillftrciltc, e as rrpelecs pela inelade.
Os me nao forera assigiiantos pagao 80 rs.
por linlia, IOOeni lypo dill'crcntc.
I'IIASES DA I.UA.
I.ua nova a 6 as 5 li. e 21 rain, da tarde,
desenle a Has7!ior. e -1 mili, da tarde.
lu chela a 22 as 4 lior, e 52 rail), da man.
Minguaute a 28as il lior. da tarde.
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Goiatina c Parahjba, Secundas e Sextas fei-
ras. -
Rio Grande do Norte, checa a 8 o 22, e parte
a 10 e 24.
Cali, Serinliaeni, Rio Fornioso, Porto Cal-
vo, cMacev. no I.", II c2l de cada nicz.
Garanliiins c Honito a 10 e 21.
Roa-Vista e Flores a 18 e 28.
Victoria Quintas lenas.
Olinda todos osdias.
PHEAMAR DE HOJE.
l'iiinoira as .'> Ii. e 18 inin. da inauliaa.
Segunda as 5 h. c 42 mininos da larde.
de Abril.
Anuo XYI N. 70.
das ia semana.
Segunda S-. Eplphanio, Pesia Nacional.
Ixo ha despacho.
Terca S. Amnelo. Re.ir.io and. do .1.
de Direilo di I.1 vara, e do I. dos Pellos.
Quarta S. Demetrio, aud. do J. de DI-
reito di .'i. vara.
10 Quinta S. E'.equiel, aud. du J. de Direilo
da 2. vara.
11 Sexta S. Lefio Magno, aud. do J. do DI-
reito d.i 1. vara, e do lili/, dos Keilos.
12 Sabbado S. Vctor. Re., aud. do J. de
Direilo da I. vara.
l.'i Domingo s. Hermenegildo.
CAMBIOS NO da .r. di: ABRIL.
Cambios sobre Londres.....25 ...
n > Pars 37i res por iVancn.
n Lisboa 120 por 100 de prom.
Premio de letra* de ba is firmas I por .
Orno Mo.'did -il.-i i i .. IV lu a I75O0
ii .. ileli- i 11 nov. 17/20 la IT.v.ldu
n de i i.i i '.K'.V.kia
Prala- Pal icilpa...... I .-- ilii i
ii Pesos Columiiares Com i
Ditos Mexicanos l:k'i i a
Moedas de i patacas l/Wa
Ditas Aeros da CJ do Beberibe ,50*1)00
OKiOl)
1*1)80
2/000
I*-.l80
1/280
580
DIARIO DE F
PARTE 0FFICIAL.
Commarulo das Armas.
(hnii le Ventral na chlade do llerife 2 de abril de 184.Y
oniii.vi lio ma N." 30.
Kndcrccando o III."'" cK.\.'"*Sr. coucelheiro Thoutax
Xavier Garca de Aliueida, presidente desta provincia,
mu convite ao brigadeiro couiiuandaiitc das armas para
assislir (com lodos os Sis. ofliciacs existentes nesla pro-
vincia) mu solemne Te-eam eni acfao de gravas an
'JodoPuderoso, pelo feliz uasciineiilo de S A. Imperial
o Principe herdeiro da coroa do ilrasil, e bem assim
para o cortejo eligi de S. N. o Imperador: iem o uiet-
iiio brigadeiro a salislaeao de traiismiltir ao conhecl-
liicnlo dos Sis. ofliciacs dasquatro classes do exordio e
nos da extincta segunda liuha o referido convite, espe-
rando que os seus eamaradas assislir a estes aclos, ijue
lero lugar no da 7 do corren tu mes, o priiueiro pelas
11 horas da iiianhaa na Igrrjamatris de S. Antonio, des-
la ciliado, c o segundo no palacio do governo da pro-
vincia.
Antonio Concia Sidra,
navegar ciu mar de rosas, ajudado por vento c mal
appareca porcni urna inaioi i.i que se conlrabalance, e o
Limpo est eiu calcas pardas. Assim, para evitar que as
cousas chegueiu acsseponlo, far elle todos os sacrili-
cios, o nao ha duvida que boje fez un bem grande. A
ordeni do dia era a leilura de pareceres, indicarnos o
projeclos, at ao nielo dia, o, d'essa hora oin dame,
discussao do projeclo de clcicocs (a PeiuM da Janana);
requereo-se a urgencia do parecer da comiuisso sobre
o Aiigelim, a qual Fui vencida; llcouportanto iuterroin-
pida a ordeui do da, e assim o julgou o Si. I.iuipu, que
ao lucio dia deixou continuar a discussao do parecer
cerca do anarchista. Fica pois patente que, adiada a
quesillo pela hora, deveria ser dada para ordcui do dia
da sessii
cmara: o Si". I.impu, porm, cuteudeo a urgencia l.i a
.ao seguinte, pois assim o havia determinado a
[ Ouartel Ventral na cidade do llerife, 5 de abril de 1845
OH 11111 DO DU H* .'12.
Na conlormidade do regulauculo de 17U4, dar-se-ha
o loque de reculher as 8 horas : o que se la/ publico de
oi iliin de S. Ese. o Si. general coniniaiidanle das ar-
mas para a devida cxcciuo.Jo' da bilra Vitiinaracs,
.Jmaiite d'ordcns.
t'NTERIOR.
HIO DE JANEIRO.
O IIELOC.10 DA CAXIlllA DOS DEPLTaDOS.
(Correspondencia reservada. Correio da Corte.)
J Sabbado, 15 de feverciro de 1845.
He o caso: por parte de mu anaichista do Para, o
Aiigcliiu, requereo-sc que elle fosso aliviado da priso
ini que est na liba de Fernando do Noronha: O reque-
iiiieiilo Ibi a comiuisso de couslituico, a qual de urna
cajail.nla inaloii dous iovillos, islo ciu mu so parecer
molleo as botas no uiiuislerio atracado c no actual. Pa-
rece que a cousa eslava combinadla para a prime ira 00-
caso. o i|iio a comiuisso, coniposla dos tres palriar-
rhat Antonio Carlos. Olloui e Urbano-- sofrega por
fa/er appareeer a occasio, envolveo no negocio do An-
giliin una lilaila a respeilo do Sabino, que lio aquelle
siijeilinho qne a lacn luiyo i cidade da liahia por llano
do t'lraliijia mal combinado. E nao Ibi qualquer cousa,
fui f. rindo fugo!
O I). Manuel, que tinha suas razos particulares
para defender o governo nesla occasio, porque bem sa-
be voec que ol inao he presidente dcGiaz contra
ao parecer n'essa parle, o pii-lo a ver jurar lesieniu-
iihas. Eis que sesenta o 1). Manuel, levaula-so o Getu-
lio, o, aloriuciitando a grauuuatca o a lgica, deelarou
que nao ia defender un imlividuo, nas mu cidadao brasi-
leiro; distineco da mais alia iuiporlaucia, segundo o o-
lador: disse que a genlc de (Joyas era incapaz de l-
ser molino, porque anda de ealret de ganga e botas bran-
rilt, san dccis, subinissos e respeitadoresda lei! de mo-
ilo que se nao sabe so ellos sao doceis, etc. porque In-
diio de calcos de ganga o bolas brancas, ou se aiidu
.issiiu porquesodoceis, etc. Fique, porm, de una voz
para sempre entendido que quera anda de calvos de
ganga o bolas bi aneas he incapaz do lser rcvolurors:
loi un adiado sulilinio, que nioreec ser rsltid.ido, para
que se rcdusa lei, como disse o cabo :iicih iillai, o uso
dos lies c.ili-oes o bolas. O boni do Gelulio eontiiinou as-
si-veraiido que ir para o Ibi le do Principe da lleira equi-
vale a una sen tenca capital; o que tambera foiassevo-
rado por diversos ornamentos da maioria; desortcque
desilo j Ibc assoguro que breve se mandara arrazar o
lorie, prohiuiudo por esle modo ao uiiuistio da guer-
ra--que d'aqui ciu diante teuha alli guarnifio: mu-1
pie he un curta no oiianunlo da dospoza.
o l) Getulio, fundado ciu laiuanlia solidez, piovuu
com evidencia que as maiores barbaridades se bavio
coiiiinelido cotilla o Sabino, e disse que, fallando al
noile, nao coul.uia todos OS horrores da adniiiiislrai u
ni Goyos.
ii He o Getulio, lomo ola, mru amlgiiinho, he o Ge-
tulio quoui falla e censura a adiuinislraco de seu ami-
go e hospede Calvo com lana Vehemencia!
i N'osls sossu dco-se una alia licoo de auarchia: o
padre Marlulio asscverou que a amnista concedida rm
IS40 era mu verdadeiro contrato bilateral entie o poder
o os aiiuiisliados, c que aquello nao poda, soin qm lira
do comalo, decretar a mtidanca de residencia d'estes!
Fui n'esle ponto auxiliado pelo Franca I.eile, Amonio
Carlos, ePerras e vivamente combando pelo Wander-
h y c I). Manuel.
Os dous ministros depulados estavo niaravilhados
com aquella uialinada, o anda mais uiaravilhado eslava
0 UOSSOjJorm Calo Gracbo, que jurava por quantu ba de
mais sagrado que nao sabia que cora o scu parecer dava
1 ni furiosa puiillalada no niiuislerio. O uiagano do Ot-
iimi. autor de loda a balburdia, ria-se a furto, Calegra-
va-so por ver como as cousas corrio medida de seu
desojos. Embola roeouhecessi' toda a cmara que a eom-
lllissao havia dado urna prova niauifesla de illjustica,
ruibora se estivesse nn Hondo polos olbos que a coinniis-
s.ni nao podia ajui/ar do pioccdiinculo do governo, sem
oii\i-lo; todava a discussao coiiliuuoii no lom eni que
a havia eslabelecido a comiuisso, nao se poupro cen-
suras.
" Nao era possivcl que os ministros dexasscn de i. -
li iider-se, quando eio lo violoiilainonlc aocusados de
atieulado contra a li bridado individual. U Coelho da
guilla Ibi o piinuio que pedio apalavra, c notoii-se o
frenes deque sepossuio o Iflloni, dizeudo para o 1." IO>
crelaiioque o ininislro quera fallar. Dopois do Coe-
HlO pedio O Ernesto a palavra. O inagano dodllon, os
sanlas-luzias puros, regosijavo se; o sem duvida, se
qualquer dos iiiuistros fallasso, he niiiilo prpvav I que
u divisan fosso couiplela ; mas o t bellio, que i'iileniii o
o verso, mandou-ie mai/uinar: reslava'o Ernesto, que eom
a inaior seineoreiiionia codeo da palavra : En, vendo o
pe igo que corra a entente cordiale, uiarquci a llora de
lcvaiit.il -se a sesso, e lieoii a discussao adiada.
m Devo aqu elogiar a esprrloza do presidente da c-
mara, que, lie preciso coufessar, anda lodos osdias ciu
cuidos para sustentar-so na poiif&OtXctltenU, ein que o
collocro por girias dVlle. Para o uosso l.inqio de Abren
o luinmufii boiittm he a harinonia da cmara: cuiquanlo
a maioria pesar lo btuialiuculc sobre apatrulha, elle
seu modo, e dando a ordciu do dia, deixou no liuloiroa
discussao do parei-er, que sem duvida tora lugar sabba-
do que vciu. N'cstes oilo das ha lempo sotteiente
para se arranjar una tregoa, e sabbado oslarn os aui-
uios-niais calmos o mais iutoirados de seus inloiesses,
(juo be a paz ukiul. Eiii miiiha ojiinio fez milito bem o
presidente da cmara.
Segunda feira, 17 de feverciro.
A sesso de boje nao oll'creceo poni algum impor-
tante, a nao ser a cslrondosa c forinidavel sapeea que o
I). Manuel deo ao Paulo barbosa pelas heredas qur oslo
fac-totum proferir na sesso de sexta feira, o de queja
lile del con la! Nntiiii o I). Manuel a iiicouveuicucia di
liiigoagem deque se servio o niordomo do Imperador
ciu materia 12ograve levantando a voz e o pensaincii-
lo, osinagoiia serpente da lu-resia, que inulto reparada
Ibi lili posso.i lo inipnitanto, e reprovada por lodos os
calholicos da cmara. Com oll'eilo, ineu amigo, a iu-
dillerenca ciu materia de Religio, que lo escandalo-
samente pregou o lino doiiin do Imperador do brasil, eii-
eiiniriiu un ilopiiiailu calholico un vigoroso e severo op-
posiciouista. -- lie provavcl que, para heida sua alma,
o Paulo barbosa se letracle de proposii'es lo hetero-
doxas.
i. Dopois do D. Manuel, que combaten o famoso pro-
jeclo de fleicoos, surdio ciu lint na tribuna o cabu du
inttrullia Fcrraz, que tambera o iinpuguou. E acabou a
sesso.
Devo rectificar um en
Minas Geraes, foi com elle
ano quecommeti na ininlia
piiiiieii a carta. O lugar dejuiz dos folios da Cascuda, ciu
lo proposto para arraujo do
lal deput.ido oni que Ihe fallci; mas a emenda do l-crraz,
inipoiido au governo aobrigaco de eseolher ojuidos
fcilos da fasenda d'enlrc os do civel, eque Ibi aUfMOM-
da, desmaiicliou a patota; pessoas bem informadasdi-
zem agora que esse einprego ser dado a ouiro diputa-
do, tambera de Minas.
Terca-fcira, 18 de feverciro.
uFallou boje sobre o lamoso projeclo os equidistantes
o velbo Aiilonio Carlos. Meu cantarada, nao sei que con-
dujo o (Ilustre Andrada do longo arauzcl que fez; e da-
ei um dos IIICUS pesos a quera rae souber dizer quaes
sao as opinioos d'esle lalriarclia sobre a queslo : a ol-
lera nao he de puma monta para un i elogio de parede.
la I voz digo que o Antonio Carlos I ilion ciu favor do
projeclo, por ser elle un dos uiembros da comiuisso
que o redigio; sao porm lanas as abcrraies do espiri-
to decrepito d este sabio, que lie bem para recelar que do
scu discurso se liroin coiiclusocs contrarias ao prolccto.
Fallou o nosso joven Caio Craeeho por osp.i.o diin.iis
de duas horas, e assevero-lhe que nao cuteudi palavra do
principio do discurso; porque, quando elle corneja a
orar, precipita as palavras por lal modo que iiinguem o
entornlc do lira tambera nadaouvi, porque reunirn-
se .-iifiii, ein frente o a ilharga de iiiiu, o Olloni, Sotiza
Franc.), e Rios (olbe que nao be dos durillos), e nao me
foi possivcl ouvir una palavra. O corlo be que a cma-
ra estovo ger.ilineiile desalenla: o Antonio liarlos ja
nao he aquelle fogoso e brilbaiite parlamentar d'oiilr'u-
ra, est atrasado emmaterias socJaes e polticas, e or-
dinariamente esquece no lim o que disse no principio
Pelo que ou\ i a alguiis diputados, coi una parle do
seu discurso, o Antonio Carlos uioslrou-se convencido
da illegiliinidade da cmara; porque prOVOU que o de-
creto de 4 de iiiaiu de 1842, segundo o qual se lizero as
eleiioes, lie um acto de forca e de violencia do governo,
que nao podia coustiliieioialmeule providenciar cousa
.'lignina sobre esle negocio. Desastrado modo de argu-
mentar A opposieo nao teni feiloa esta cantara lano
nal, como a piopiia maioria. A doulrina dos fados con-
summados nao pido ter cabimento na queslao : admita-
se CIU todos OS COSOSi e d-se como regia sem excepeao
essa expresso de Udillou Harrot, c tai por Ierra a cons-
lituicu c todo o systema representativo. Adiuilleni-sc
os /ocios consammailos, quando a forja inaior e a necessi-
dado os iiupocm; mas cmcireuuislaiiciasordiiiariasbeab-
'.ui do ij Mr nao leni nome.
nlslo ouvi cu dizer a um deptilado que enleiide do
riscado. Ora agora, por outro lado,se com cllcilo lie scui
coutostajo que o 2.1 de niaito usurjiou allribuiees que
llie nao eoiiqielio; se o governo de culo olloudeo a
constituirn publicando o decreto do I de malo, o mi-
nisterio actual he igualmente criininoso, porque so Mi-
do d'csse decreto quando mandn proceder s cleiciics
de que rCSUltOU a cmara dos diputados: c o mais he que
lamb ni a cmara leva rasca na assadura, he cmplice
no criinc; porque, aniiiillaudo as eleicoes do Ciar eom
a inaior seiiioereuioiiia, nao deelarou logo que as novas
rleicoes se nao lizesseni pelo ineonslitiieioiial decreto de
4.de maio, mas sini pelas instrueces de 2li de luarco de
1824. Argumentar do modo porque boje arguiiiculou o
Antonio Carlos, c toeni arguiuonlado oulros preclarissi-
uios vai lies da maioria, he tirar mili i os olbos a si para
arrancar ion s ao iuinigo.
i-i ni Ihe dizia cu, que o honicm liuha girias para lu-
do, quando refer a conlradicio que no uobre Andra-
da noloii o litiijioso, a respeilo da ueeessidade de um a-
gente do governo as juntas de qiinlicaco. Saliio-se
d'csse aporto mellioi do que eu esperava, dizeudo que
dopois das usui pacoes do 23 de marco mudara de opi-
nlao; c por isso procurara lirar ao governo esse lucio de
iilliiencia l na cousa asscverou o Antonio Carlos, de
|iie oSaldanha licou allouito, e he que o governo leui
grainles anhas, e que, como uolb'as pudia arrancar,
Ib'as cortara quaulo poda Com cllcilo, os ministros
da conciliacao nao devein goslarda rovelaco; at uusiuu
porque, segundo dizem os da palrulha, as ultimas clei-
ciics ellos incltiiu as unJiiu al o sabugo.
i. fondo houleiii dito o Perras que a eiiiistiiuii ao dis-
puulia que o corpo legislativo luosse una lei regula-
nientar delorininando o modo platico das eleicoes, e que
a couiniisso fugira do preceilo constitucional, respon-
doo-llie o Antonio Culosque oailigo VJ da constitui-
da o era uw oto, o que a ceniinissao, tirando deile quau-
lo podia, nao se alasUua nina linba da consliluijo Esta
coinparaoo he bem extravagante; parece que a com-
misso nao achira o ovo era boui estado, c que choca ovo
gor.ido.
inillior, porin, lie o juisoque o decrepito Andra-
da (vi do concibo de oslado, que, era seu coili'i'ilo, li
mu impedimento para o governo, poique n'aquello cor-
po nao ha mu so cidado que Icilha idoias de liberdail
Ora, laca notar aos seustbitoresque so concelhciros
de estado o Alves //rauco co Almeid.i Torres, dous mi
uslros a qiieni o Antonio Carlos presta o seu apoio
Milita cousa bonita divo lia ver anda no discurso doGrac-
cho-Aobadelia; mas s na leilura piidc ser apreciado
(Dopois d'essa arenga, falln o liarrinlios de Sorgl-
pe, sobre cuja moralissima eleico lano se lom dilo. Tro-
lia esludado o senil.io para provar que o projeclo de e-
lociies lom tendencias siiarchlcas c coa retadoras da li-
bi'i'dado do vol. I.ogo diqiois do exordio podio agua pa-
ra inolliar a palavra; e o Jernimo, que mo perito pila-
da, e o,io pode dcixar de sor gaiato. apezar de ministro,
foi logo dizeudo:Isto he discurso de cupo d'mjca !Uia,
l.iiiibi'ino llanos l'iuieulel liuha dilo una serio do des-
propsitos, c al tachado de demoeralico-demagogica a Vi -
nos do Paulo Sarnosa!...O uso da agoa, na tribuno, he
bem bniu para fazor alguinas paradas, o lomar o lio do
que se esorevoo em casa para repetir na cmara.
Ao barriuhos segulo-se o Pexoto de brito, que jo-
gou suas chufas a mu dos col logas : mas osla lo api
sado o S ild.ni ha a querer lechar as pin las, que nao pos-
so bojeesiouder-iiif uiaissobreest materia.
iTeeiii baviilo reunios de doputaihis, o aUirma-sc
por aqu que sao convocadas pelo rapello de Santa l.u-
zia, COIIIOlira de grudar a iiiaioiia, multo abalada pelo
que tepOSSOU sabbado.
Distribuio-se boje pelos depulados billieliuhos
do namoro do ministro do imperio, que os convida para
loiuareinamanhSa, ussuacasa da ra doRezeude, s
7 '/ da uoule, luna chicara de cha. Os boliuhos, i) po-
do-l, c priiicip.ilnieule os sorvcle, s.io um Ibrinidavel
tnico para niaioi ias desorganisadas. yue pena leiiho
de nao poder ir a reuiiio!
"Adeos, al ainanlia.Sala das sesses, ele.
ORblooio Di cas.
i< i*. S. Alii tcui o pomo domado que tanta ccleuiua le-
vanloii ii'este Olvuipo.
A' comiuisso de COnstitulcau c poderos foi presente
o roquiiiininlo de Eduardo Fianeisoo Nogiioira Auge-
lim, cpie podo ser restituido sua liberdade, o retirado
do presidio de Fernando, ciu que se aelia contra a le. E
considerando a coniiuisso :
Io Que, leudo o supplicanlc, que fura implicado na
i ciu lli.ia do Par/i, sido ainii.i sti.nlo pelo decreto de 22
de agosto de 18 lo, e obligado, na forma do artigo -'J do
dito decreto, a stibjeiiar-se a residir temporariamente
onde a autolidade Ihe ndicasso.
2o Que, subjeilaiido-se a osla condieo. e assignan-
do o termo competente de residir no Rio di'Janeiro, e
nao poder volt.ir para o Para sean no lim de 10 anuos,
fui para aqui mandado polo presidente d'aquolla provn-
ola, o apreseutou-se a auluridade competente; mas no
liui ile poneos das fui preso, remedido para a fortaleza,
e dopois embarcado no dio I* de agosto de 1841 para a
a illia de Fernando.
"i" Que, leudo o supplicaiile cuinprjdo a condieo da
amnista, o surtiiidu ella por cooseguintc o devidu elid-
i, sem poder reslir-so, seno no caso de quebrar o ter-
mo, laclo pelo qual perdera O gozo da amnista conce-
dida, mas nunca poderla ser punido sem sculeiica.
4U One, lavando a aimiislia todos oscriuics polti-
cos para que lora concedida, 8 mo havcnilo o suppli-
c.into platicado neiihuui uuti'oqiie o subjeitasse .1 .n .10
das leis, lora o acto do ministro que o mandara para u
presidio de Fernando, c assim di' certo modo se eou-
tleiuii.11.1 a um degredo, um perfeito atieulado contra a
I i be rilado individual.
u.i" tjue assim o lera pensado o actual ministro da
justii a, lzoiido vollar para Goiazao Dr. Francisco Sa-
bino Alves da Rocha \icira, que ah eslava em couse-
nueuoia do tormo que assignura de residencia, do lorie
00 Principe da boira, na provincia de SlutoGrosso, para
onde o arremassara injusta e vilenla ailiilrariedado.
He prtanlo de parecer a comiuisso que soja oro*
queriiiieiilo do siipplioanlo reiiicllido ao ministro da jus-
in.a, para Ihe deferir na furnia da constituicSo e leis.
. Paco da cmara, Il de feverciro de is-i.i.Antonio
Carlos Itibeiro de Andrada Machado e Silva. Thcophilo Ue-
uedito tloni.Lbano Sabino 'essoa de Mello.
Sr. Sentinella Meu e.iiuarada, agora acredito ein
que ludo est subjeito n'esle mundo ao destino:
Hasta los palos del monte
'finen su destinacin;
l nos uncen pala sanios,
litros para hacer carbn.
Assim seexprciuio o nosso velho Antonio Ca los
quando, com hiiiuildade mais que chrisl, declaruu ,i
na.ao braSilcira que era scu destino ainisqilinliai ludo
em quaulo loca, e assim me exprimo eu tambera quan-
do me ponlio a balizar n'esle ministerio, n'esta maioria,
e mais que ludo na entente cordiale. Oucui dira que este
ministerio! nuc esta maioria seria maioiia! queentre
tal ministerio e tal maioria haverla entente cordiale.''. a
nao explicar lodas estas cousas pela bruteza dodesliuo,
nao sei que razan plausivcl llavera para todos estes des-
lemperos. E agora anda ha outra forra do destino, a
que ser iuipossivel resistir, e vciu a seripie iieiu o mi-
uisterio he ministerio, era a maioria he maioria, ora
lia entente cordiale. Os lacios ah veoiu viudo, lo brutaes
como o destino, para explicaran as cousas: aigreji-
uli.i est inulto abalada!....
O sarao do ministro do imperio esleve chibante
os bolinholos, o po-do-lii, e os sorveles, segundme
contou o Saldauha,. cstivi'ro primorosos ; mas esto po-
diTosissimo tnico pouco alent deo a escangalliada maio-
ria. O ministerio nao aproveitou graudos eousas, e tan-
to lie assim que aiid.ii o por aqui Convidando de novo os
depulados para nina reuuio, que lora lugar domingo
em casa do lal Sr. ininislro do imperio. (ine lim lera
essa reunido? Asseguro-lhe, meu caraarada, que multo
so ha de palostrar lias colisas da patria;} lodos ira dizeu-
do que lip doce inorrcr por ella, que oslo promptos
a sacrilicar seus interesses ; atacarn cora denudo opao-
de-lii o os sorveles, porque, he dos livros, ha de liavcr
po-do-l e sorveles, c por lim de cotilas balmu! O
ministerio, se quizer viver, lia de Continuar como at
agora, nullo, sem pensaucuto, o uiiseravel iusliuineii-
to da maioria. No momento eill que qui/.er tomar por si
qualquer deliberaco, vira a forra do destino dobral-o
sua le ondade, e o collado ou ha de continuar n'esta vi-
da de esclavo, ou desappareccr como o p.
11 Uno salera protestos de Joannai Sl l.uziasl Que im-
porta que osles preslautissiuios cldailaos assogui em que
polio o ministerio, que esle cncarnou nelles.1!... 'ludo
issu nao passa de palauliorioinsania verba, tu ca con-
tino a diter que ha eotna; mas de corto ado ha tegrtdo.
Polo contrario ellos jogao eom as cartas sobro a mesa,
o su uo ilii* ve o jogo quera ou botlo 011 f.u-se ceg.
11 Nos ltimos dios desta soni.ina pons i que havia-
iiins volvido aus s.itidosiis lempos ile 18'l.i c IS.'l*. Vcio
ilisi'iisso a iniciativa ministerial; louvoii-se o uimsuii
mu 1 i'.'. MiilM u.: para que, ili/a.i-se. que iieecssulade
loein as cmaras i\r saber como pensa o governo a res-
peilo da le do reet'iil.imeiitti, o da loi das cleicCS
0 seoptioisnio poltico, do que lie apostlo o nosso l.im-
podeAbreu, llo Ibi ailld.1 pregado asilaras; mas nao
oslamos longcd'cllc; oso hoiivosse anda os sacros rhi-
clnlos p.11.1 seren adorados, allirmn-llie que e>lai i.unos
sem a inonor ooiile .(aran no roiuailo do IIIZll'nr(0; 0.1 es-
trio lodos ou qu.isi todos os sacerdote*, sfalta a dolo,
que a qualquer calila pude siirdi. A bullante vieto-
ri.i, ale.iueaila polos lioiiieus 01 1 11 1 11 11' x is ixsi 111 e-iirs
a i 11 da be con tosa da; os principios 0.11 di .11 s do sistema
representativo eucontrao aiinla oppositores. Entretanto,
periga a oidora publica, a liberdade val-se lomandoa-
uarehia, as insllliii. oes iiionirohioii-repii senl.itiias \ao
sendo alluidas, o a independencia, agrndela, a inte-
gridade do imperio correui i sua pona eom a daeivili-
saeo, o do |irogi esso 1 oiistitiioioiial! 'ludo islo dtvo sor
bem melanclico para osBrasileiros!__ Tiremos esta
semana disciiss*0 sobre projeetos ito le de reoniiaiiieu-
to, o do i'leii'iies. Aeroililavan ludiis que a loi de iveru-
tamento, apresonlatta pola eoiniuissii de ni.irinli.i o
guerra, lora combinada com o ministro da guerra; mas
estavo Indos em erro. () Jernimo I0111011 a pal.'ivra, O
d'osi.i VPSSegUio os dieta mes do biuii s.'ii;,, deo mil gol-
pe mortal ao tal projeclo, denionstrando que as suas nis-
posires cro iiicxequivois. A d.-iiiunsiraran foi el ira,
eoncisa, c apoi.ula u.i pratica dos negocios, Pareca rn-
lao que .i maioiia deveria rejeilir o projeclo; mis qual!
nao vali'o rogos c lagrimas da pobresinlia da intente
cordiale: a maioria lai por diante deloiidouilu o pro-
jectOi porque assiindaia mu poulap 110 ministerio,
de queiii (uiteiii iiiuilo 0111 sogreilii> quereiu 1lese.11-
lar-so...
Taiiibein que tinha O ministro ile nioller asna CO-
Ihor no anijo do reei iitainento, teiiiporado pelo Joo Pau-
lo, Paulo Barbosa, e Carvalho de Mcndouca, que, ape-
lar da luneta deque ora usa. assigliou opro/octo sem
lr, ou, como 11 ili/em, i\e cruz? I 111 iiiiuistro nao
discute, nein lleve disentir, ionio asscverou o Alvaros
Machado, (oGracuo Bobadella ho d'esta opiuiio; tam-
bem luio lia despropsito que elle mi p irlilhe:} -- sii.i
misso hei'xeeutar as leis que Ihe mandar o corpo le-
gislativo, como Dos o ajadar, c nunca (Ilustrar as dis-
cussos com o que llio lioin-er eusiii.'iilo a pralii-a. Pur-
ple n;io tuina exoniplii o .lerimv itio eom os seus eolleg.is
do sellado, que dolido passar carroso carretas ein saucta
paz eputiilcz ? Sera bem foilo que .1 eaiuar.i approve o
projeclo de red ulaiiionto para que o (al Sr. ministril
lome una I cao. Devo diier-lhc que, leudo dito oJoao
Paulo, quando falln ,1 piinu'ii.i voz ein re Tutaniento
que o modo aeiii.iiilereiTiit.il' era una guerra civil,
o liaveiiibi esta expresso ealiiili.....goto .1 multa gente,
o lerom 1110 eiiiu cillmcl qui/. il.ir-lbo lima variniite pal 1
VCr SC esqiieei.i o dito de seu Diestro, o obaiiiou .10 re-
eriilainenlii eu(ii'/u humanal \ eroiiiusquoin leni ni.ns
fregueses.
ii Falln sobro oslo projeclo mu dos depulados 1111-
vos, que csi.ivo na molla [o Tilomas Gomes): foi tan
doce, lio inolilliio para 10111 todos, quo iiieieeeo mul-
los elogios. 0 luagaiuio lom gi ilo o laida para este jogo
parlamentar; o seu discurso nao passa deum brujan-
te exordio.; sobre a materia, porin. pouco disse.
iiCoiitiniioii tambem a discussao da lei de eleicoes. A-
qiiioque lia de mais inquiranle he o discurso do Im-
iiioiii do vinloi t mar melada :que capote !l A cunara rio-
so com as iiios as lbargas; r so foi 1 ste o lira do nosso
Alvares Machado, o oonsoguio completamente.Disse-
uos porque nao liuha fallado, ha mais lempo; doseiil-
pou-Se eom as suas molestias, eom o seu ponen geilo pa-
ra deputado ministerial, sera selcmbrar que de 1835a
1837 era elle um dos ornamentos i\n maioria, oque ibi
u'essa poca que dei.rou de ter bigamo pun ter marlello;
disse 111.lis que n;io fall.11.1 porque havia ni casa inultos
oradores ininisioi 1.1. s. mus, provocado polo tuno alus
.Mari i us, e pelo telonio da di mina, o ai lula mais pelo San-
to Olliciii que o I). Manuel qui/ erigir para castigar as
heresias do Paulo barbosa, mo tinha remedio seuao ap-
pareeer de novo na tribuna.
"Entre estas dei lasaces e o discurso, o orador, fa-
iendo-sc porta-estandarte ila maioria, ileseurolou a sua
bandoira. que he a 11 Illa, na qual se l Monaichia, /..-
bcrdailtc Onlcn'. mas a priinor.i jialavia lein agora
urna variante, secundo o aflormou o porta-estandarte, o
Iicmiiiiiiiiy hu real cpessmil.Islo lie lun; porque, de eii-
riuiilcoin variante beni pudosori|iie chegueinos a tal mo-
narchia barata ou tnonarthia di chirlo lo, ou uvmwchia rapa*
blicana, etc. etc. Meu cantarada, sao colisas em que
11.10 lio bom ludir; lilao he quanilo Clll objeelos lo sa-
grados so adiiiiticiu varianUt, Parece-nio mais singla, c
al mesmomais atlractiva a legenda da bandoira do D.
Manuel : Ri rmiio. TllSONO, Coxsiin 11 io,
Delraleu o Alvares Machada o projeclo de lei elei-
loral uinjiiilnis el rotlrie', foi-se aos magistrados que os
poz a assar disse d'cllcs o que nunca se ouvio era as-
senibla algiiiua, para jtistilcar a le ida que na ciiusli.
tuico se quer f.izei, exCluiudo a ossos cid.ubios do direi-
lo de ropirsenlairn o pas no culpo legislativo. Os ma-
gistrados de ,1111 basas 1 .uaras devein iii.iiidar-lliea pe-
la dos pastis. Esle discurso he por lal forma engraiailo,
que nao solfee analvsc : be It'l-o... Oual lol-o! su ouvi-
do so podoria fa/er idoia oxaota doli; porque plirases ha
que principiaran por palanas c teriiiiuaro por panto-
mimas e caretas.
0 decreto ilo 1 de inaiode 1842 fui liniboni aggrodi-
do polo orador, que iiarrou todos us abusos qued'oll.' se
lizero; mas asseguro-tboque foi este disCUrsoO que me-
nos eoui'luio contra a maldito decreto, o Alvcsotacha-
ilo nao moveu.neiu eonionooo. fo/rir.i' islo iiuhcpnu-
co:inlinigo que so ri esta raeio desarmado.'
Agora salba, meu caraarada, que o matasanos de
Garapias tainbein esta iscado i\a lepra ila beresnt, que
itacou o niordomo do Imperador: tratou de defender a
proposico que este proferto era plena cmara, e que
lauto a escandalisoil O D. .Manuel, que rejiellio, como
alliolco, as palacras do inordonu do Imperador, reve-
ladoras de sua indilloroiii a religiosa, nao quiz mais, se-
gundo o Alvaros Machado, do quceslabclcecr de novo o
saiictu 01*11(10 i* volt.ir aos tenqios de Torquomada; allii -
mou que o clirisiiauismu de boje nao era o inesnio que
o d'osses lempos; allirnioil que ofac-loliiin, como depu-
tado. podia dizer,/iorico referent!) que todas as rcligioes
que teem por fundamento o amor de Dos c do proii-
110 ero boas, etc.Porfi lautas as proposices onsu-
.ivois do lal rulo de armario, que o Mantillo pedio a pa-
lavra.. dizeudo que j noipodia ouvir lajila licjesia, o


2
Rui. hispo do Rio de Janeiro tambera pedio a palana.
Tiremos dever de novo fulminada na irtbuna brasileira
aheresla. Lembra-nos aluda a cloi|uencia evanglica
cun que ontrn s. Kx. Utn. combairo a doulriua doi
sectarios do inilintio nao menos absurda e perigosn que
aque ostnita o Paulo BarbosaO l> Manuel bradava,
muanlo fallaya o blasplicmo, ti'cstc tom: Miseri-
cordia Misericordia; meu Dos! -- e a cmara o a-
poava. Quem tal diria! 0 Vivares Machado, quej
nao be iieuliuin moco estovado, cahirciu tacs erros....
lie forja do destino !
llaila los palot del mont
Ticnem tu destinacin;
//h.v Harn para santos,
(tetan fiara hacer turban '.
., Dixscrao bo Saldnnlia queesieve uu baile do mi-
nistro do Imperio o rx-iuinistro da iustiya Honorio ilcr-
luelo : o pobre homcio, que, nao obstante alongapra-
tira aluda nao esta corren te rom os priucipios parla-
mentares da nona trra, asoou com o negocio, cat
crcio que adoceco, porque hojeo nao hispen
o negocio doAugdim lirn ni earteira presi-
dencial, uo se discuti at bolo, como devera ser. Tal-
vet flque porl sepultado, cuiio Ihecliegue ufo redo o
diada resurreii So. Veja o ipi" velo la ir o maldito Sabi-
no. Sala das sessOcs, i\ de feverciro de 1845.
O i,t:i.ui;io ti. caa.
ijr..~i-' -. .:-.tu..... : ; TmTOm rantajooM
POiNASVISCa.
ASSEMBI.EV PROVINCIAL.
OYIIM aik'i HA sK.vswi lio uu :i ni: AIIII. DE 1815.
O Sr. t'igucircdo .'Sr. presidente, ru mn posso del-
tar i!e apoiar os bous principios expendidos pelo uo-
bre d, potado que talln ante.-, iio nliiino ijiic a-
gora acaba de sintar-se; entendo que o grao de
iplido j ii.- a le exige, para que qualquer Indivi
ilno seja empregado no professorato lie verilica-
do noexame que sepropoc ooppositor ; depois d'este
exame sao igualmente habilitados iodos os que pe-
lo concurso foro julgados aptos, e iodos devera ser
igualmente pagos, <|ii nulo se tratar de nrol'cstores da
mesilla disciplina, poitaiito ru suppoulio que no raso
verteute nao devi utos ruirur cm discusiuo de uiaiorou
menor Imbilitayo, de raaior uu menor aplido dcste mi
daquelle prolcssor; devenios suppr que todos teem os
requisitos da le, vciiiicudospelo exame, para oeeupar
o i uiprego ijiic Ibes lio confr ido; c que porlaiUo deveni
ter os iiiesmos ordenados. ( lun- a prol'essora publica de
.S. Pedio Martjr por cxrmplo, deve ler o mesmo or-
denada que ., proiessora da S. Mas, Sr. presidente,
cora quauto esteja uestes priucipios, por uiais exactos
que clles me parcr/o, lodaviajulgo nao trrem applica-
coparu o caso i ni queslao, c sobre cm.i especie lu
que cliamo a ultciifo do uobre deputado que me re-
tiro; deve elle allciider que esta professora eslava cin
llamarac e ipie a reqiierimciito seu foi para Ulinda .
mu o pretexto deservir cuino incsino ordenado; fui de-
baixo ilesii condicAo que requereo a transferencia;
portalilo pareer-im que nao triu razio para querer un
ordenado igual ao da professora que existia eiu S Pedro:
om aqu II. i transferencia, e i om a paga, julgou-se por
Isso lio posieo uiais vautajosa viudo para Ulinda; por
isso entendo ru, que'os principios de igualdade, que se
lecni invocado, Hilo l'Slo alrupiiadus no casn da profes-
5ora, a quera me parece, nao se faz iujusllca alguina :
pelo contraro entendo que ella deve estar mu! salisfei-
taconi a transferencia, e nada inais lema exigir, Se,
porm, uo existe a cireuiuslaucia de que eu tallo se
nao loi i lia quera requereo asna transferencia, com a
proiuessa de ireeber o mesmo ordenado; entilo dlrcl
que deve ser igualada a professora de S. Pedro Mrtir;
mas cu entendo que a transferencia loi frita sobre es-
ta condicao proposta pela requereule ou pelo go-
verno.
<> Sr. Lope Gama : Fnin o goveruo d cmpregoi a
qiiem por uienos sene ''
<> Orador : -Nao, Sr.; esta professora j liulia um
ordenado, quit mudar de coudiyao local, com o iiicsmo
ordenado, e portanlo uSotemdeqne se queixtir : pe-
liiiiln agora augmento de ordenado, parcce-ine que pu-
le me i II ni 111 a asscinbia; c reqiierendo a traiislereiieia,
para ter assim tuelbor ordenado, aruiou urna especie iide boafdogoveruo, que atransferio.
" Sr. ilanorl ( araleanti A' pobre naco.
II Orador : Se foi transferida rom rsta rondirao,
. ndendo que o parecer uo deve passar; porlauto,sea-
iu nao foi esclarecida pelo nobre deputado qu
suslcntoii; se me mi inosii.iii ni que foi ella que re-
quereo a transferencia de llamarac para Olluda
ini a rondii-o de receber o iiiesmo ordenado; eu vota-
re! contra o parec r i Sr.Agaiar diisc queja linba Icilo sentir cusa a razan
que tlulia de votar pelo parecer, equo su rotara contra ,
se por ventura se Ibe mostrasse doeumeiitadanieuti
que a rrqucrcnic Hulla reuunciado expreasaiuente i
vaiitageui futura de melborar de ordenado, ou mesmo
que tinlia sujeltado-sc a clausula de servir cm a a d
Ulinda pelo mesmo ordenado que recebia em llamarac;
porm que llic parececia isto nao ter acontecido, < qui
apenas existir o lacio da transferencia em contequen-
i i.i da autorlsaco dada ao goveruo pelo artigo 12 da lei
lo ni amento, lusislio I III que as leis llu ile\ iu ser II-
dii iduars, i por algumas outras raioes tuucluio volando
pelo parecer.
USr. Lobo ilisseque votavacontra o parecer, e d
liaron que era talvex a 1." ves que votava contra a opl-
uio do Sr. [tabuco; porm que nenia oecasio cstavo
discordes; poique enteiidc que a reraociio do empre-
gado, do interior para a capital, por si su lio vautageiu,
c por COUlegUiUle que nao se pode lanibeni pedir o ur*
denaoo que se veiiee na capital; porque isso poda (lar
lugar a abusos, e estes Ira/.eieni o augnieulo da quola
volada pala esta ou aquella verba a que o empregado
transferido respetasse. ^-"
U Sr. Nabuco insisti as tuas primitivas idcias.dan-
*lo algumas c.vplieaioes inais aellas, e respoildeudo aos
oradores(iue lallrao contra o parecer.
II Sr. Mamut taiuliaiili oliscivou que o seu aparte
uo loi dirigido ao Si. d. pillado .Salmeo, c que Silll 0
proferir, dando-llie um sentido geral; que por conse-
guilltC 11.10 liulia de que ollemlei-se o Sr. ilepulailo.
Le-SC a segiliule emeii.ia. A assemlila resolve : --
Que a professora da S de Ulinda seja transferida parado
Pilar da liba de ltaraarac.~Iaeu.
U Sr. lifi/u !>arnis vota coutra o parecer, uo s por
julgar a pretcuyiu da requereule injusta ; mas ]iui en-
tender qiie.ein qu.iiilii se nao disi utir a relornia dos es-
indos, cujo pi'ojcclo esta alleelo a asseinlili a, nadase
deve lser relativamente aiusirucco primaria.
tl.Vr. 7Vu;uea contina a couibulcr o parecer, c a de-
fender a sua primitiva opinin.
o Sr. Loati dama sustenta o parecer novaraenle, e
expende diversos principios em lamo da sua opi-
iii.ni; eomli.lleudo a iilei.i ile que a aplid.io divcisilicass
a maneira das localidades,! ni que os individuos tin'iau
l.i'-se a segiiinle euicnda : Hequiiio o adianuiilo
dcste parecer, at que se discuta o projecto deiusiruc-
.io primaria que se actia na COUlluISSao ripicliva.
/,' Barros.
lie apoiada, C entra em discusso.
l.ni si guilla a asseiulila resolve i egi it.ii o paiccer, e
liein assini as emendas proponas ao mesmo.
O Sr. presidente uoineia para a coiuinissno que deve
levar a sauceo as leis voladas pela assciubla.aos Sis.
i.opesCama, Pedro Alcxaodrino, Paula Lacerdaj e leu-
do dado a liora, d p.na oidein do dia da sesso srguiu-
lc a luesiiia que viulia para boje, c levaulou-se a ses-
so. (r.ro 2 horas da tarde,-.
que existe um ollieio da secretaria da presidencia, parti-
cipando, que oSr. presidente recebe a depulaco que llie
lia de apresentar a sauceo os actos legislativos, boje
pelo nielo dia.
O Sr. presidente observa, que nao bavendo numero le-
gal, c leudo a euiiunisso de relrar-S'\suspcndia a a-
bertnra da sesso, at que vollasse eomiuissao.
Depois do lucio dia, leudo vultado a eommissu, o
Si. I, secretarlo fas de novo achantada, c verifica cs-
larcni presentes 20Srt. deputados.
II Sr. -I.1' secretario \ a acia da sessa anterior que lie
approvada.
" .V r. Lopes (anu participa que a commisso eiun-
prira a Sua inisso, entregando as leis presidencia, e
iicclara que o sr. presidente observara que as tomarla
na devida consideraca'Oi Aassembla leon inlelrada.
(I Sr. I." firrrlnriii d eouta do segiiiiilc
t\l'Kllll:NTE.
1 ni requei im. oto de Juanita Francisca dos Santos;
leodeira de um sitio em l'ainanieiiim, pcrtenecnle
aopntriiuoiiiodosoiplios,enii|ucpedeumamedida legis-
lativa para que eesse o arrcndaniculu trieual.que do sitio
arrendado pela iclicioiaiia fax a aililininisliaio do dito
patrimonio, licando a lliesina peticionaria no sobredito
sitio por incio de um aloiameiilo, mediante o uiesiuu
|iiei;u por que anualmente estA' commisso de peli-
si uSo ni \ M ABniL ni: 1845.
Presidencia do Sr. Pedro Carulranli.
As II horas e tres quaitos o Sr. I. Secrctaiio lata
llamada c veiiliea cslarcui presentes 17 senhores de-
putados.
Oiiusiuo Sr. secretario coiutuuuica asscmbica,
Oulro de Fi i iiiin .los Filis daltosa, arrematante do
imposto de lu is. por caada de bebidas espirituosas do
consumo da provincia, em queprde que aasscniblaou
decrete a iovalidae.io do coulralodo dito imposto, eonce-
ileudo-llieao mesmo lempo um abale raioavrliiaquaiilia
com que lein de entrar para o cufie provincial no lini
de junlio l'utiiru, como indciuuisaco das pedas sollii-
das desde II de novcuibro do anuo passado; ou reduia o
valor da arreiualaeo de una terca parte, ficando sub-
sistindo o contrato, uu Aualnienlo uma outra qualquer
medida A" conimissao deoieaiuento.
l.e-se e approva-sc a ultima redaceo das posturas da
cmara de Cimbres,
lie lido o segiiiul,' parecer ;
a commisso de rstatistica.tendo examinado attenta-
meiltc o nqnei iiiiento do vigario do Uio Formoso sobre
o eunlliilo de juritdicSo ecelesiaslica cutre elle eo de
Sei iulicni, por causa dus limites das duas freguesias;
em vista da lein .') de A de.Maiode 1810, c das infur-
inaeiii s que a cerca do terreno pdeobtcr, pensa que
iicnhituia duvida pude existir a esse respeilo; pnis que
do artigo i." da dita lei si-v claramente que a fregiie-
tido Rio Formoso he limitada pelo inesino rio, eoiu-
prebendendo somente o terreno que lica ao Sul.t encon-
trar o riacho Goicana, oqual val ervludo Igualmente
de limite t sua n.isccn a, seguindo em linlia como ha
mareado a supracitada lei; e que o riacho Goicana,em
qucslo, nao lie O do assiide do niesino lime; pelo que
lie de parececer a commisso que neuhuma resoluco
lein a tomar esta assemlila, c cinc se rcmctto os papis
ao goveruo para mandar ciunprir a lei. Sala das com-
niissoes, A de abril de 184;")..1/. J. Cetmtlroda Cunha.
barroi Oarreto.Laeerda.
lica adiado jioi ler pedido a palavra o Sr. Aguiar.
lie Igualim nte lido o seguinte parecer :
A eonuniss.io de estatistiea exaiuiuou a representarn
dos habitantes de Tacaralii,pedndo a crcafio de um
ini/. municipal e de orphos, e a itilbrinajaoda cmara
de Flores que aeompaiilia, e visto que o deferiiuento da
pretenrfio dos supplicautes importarla a ereaco de um
municipio em i.ie.ii.itu ionio loi piopo>to lio projecto
n. 18 de ISl.'l, e regeitado este anuo; he a eoiniuissao
de parecer que nao tem lugar a prcteucu dos suppleu-
(es. Sala das commissoes, A de abril de 1845. M. J
(iiiiiiira i/.i Ciinlia.iiurrusBarretaLaceria.
Approvado.
ORDEXI l>() DA.
Segunda discusso do projecto n. 0. ( Vid. o Diario
n.71.
Fulio suceessivaiuente em discusso os ailigos I. ,
2. e 3. c sao approvados.
Segu a discusso do artigo A.
O Sr. Lopes fi'iniiii : Sr. presidente eu nao eoni-
prelieudo este artigo 4, que, segundo uic parece deve
ter OUlra redaceo ; lili aqui : na I." parte: A aequisi-
i o do appanliio eoinprc bender un OU doUS directo-
res (ie. i> Ora parecc-ine que isio quer diier Oca
o presid ule auloiisad comprar o ajqiaiclhu, O jun-
tamente a comprar Ulll OU dous directores ...
O Sr. Carneiroda Cunha : lia una emenda...
II Orador ; Agora be que o sel; Ignoro o que est
sobre a ilusa ; lacao isto claro que lie o que desejo.
Anda inais nao be sii isto ; o voealmlo desde lodos sa-
ben! que be correlativo desde isto Ir aquillo mas aomle
esta o 'li' Mllguein di/, desde, sem apresentar o al ;
sein elle lica suspenso o sentido do artigo ; desde islu
al aquillo sao termos correlativos ; litio ser istoassini.'
Poli 0 ule nao est aqui, c al marca o termo. Peco aos
Si s. da commisso que pooho isto claro para que na
cxccuco uo bajad dolidas; eu por misil cutendo que
ilrve ser a obrigaeo dos directores, at COIlclusfiO do
labrieo; at a coiieliiso do assucar; logo o ule he le-
osla! io, por isso, eseni mandar emenda, porque uo en-
tello da materia pero su, que se aclare isto. I.-sc
a se gil inte emenda, n A substituido das palanas A ac-
quitie&a doapparelho, eomprehendera, por estas- lie tambes*
autorisado o presidente daprovtncia a contratar ele.
He apoiada e entra em discusso.
O Sr. .'anos lemelo explica o sentido da eoin-
inisso qnanilo redigio o artigo e concorda em que
se declare cxpi cssainente quando linda a obrigaeo dos
directores.
OSr. Taques:- Sr. presidente,me parece que o artigo
uo neeessila de eousa algiiin inais, do que aquillo que
loi lido na mesa:nao julgo (eoui quauto respeilc mullo a
opillio do noble deputado ) necessaiio, que, depois da
proposiio desde deva Ir um at; julgo, repito, desue-
eessai io : o ai ligo precisa de alguuia redaceo mas uo
tiesta parle ; pude por CXempTo di/.er-se piiru adirrr-
fiio ilo processa e Sitas dependencias desde o assenlamrnto das
machinas, ou de nutra forma ; cu cirio, que o pomo
ultimo al ao <]ii.il devem us directores dirigir o traba-
Iho mi sollre duvida que he al se eoneliiir o fabri-
co do assucar ; o que era preciso marcar era o ponto
d'onde deviao COItlCcar ; e por issu a eoininissu di des-
de o assenlaucnlo das niaehiiias ; ora iiem semprc de-
pois de desde venale; porque, se se disser que o Sr.
deputado se dedica ao esludo das letras desde a iulueia ,
escusa de aecrescentar at /ora ; logo j se v que o
al nao lie seiiquc lieeessario.
l.i-se a seguinte emenda (e alea completa l'eillira do assucar. i.iuiei Gama.
poiada e entra em discusso.
Lopes (jama : Anda insisto na niiulia idea ,
epeeo venia ao Ilustre deputado para nao concordar
com o exeillplo que trouxc de cu ser dado s letras
desde a infancia eSCUM dizer at boje poique todos
sab ni que fallo de iiiiui e do presente ; mas 0 projec-
to falla de um futuro, li.gu uo est lio luesiuo caso ; mis
sabemos que o processo do assucar e de outra qual-
quer cousa n ni nina maulla a qual pode parar aqui,
lili, acola ; couscguiiti mente, diteudo-sc desde o as-
si ntaiueiito das machinas e todas as suas dependen-
cias precisa de Ulll termo ; porgue pode, por exenipio
esta obrigaeo acabar, quando o assucar subir da cusa
i'.i e.ilileu .i e para tirar qualquer duvida eu accres-
cenlo l completa feilura duusiucar.
OSr. Taques: Sr. presidente o artigo diz que
us directores servirn para dirigir o processo; ora,
segundo o contesto do projecto vei-se que o processo
he o do fabrico do assucar; segue-se, que he o processo
fin todas as suas partes ; porque uo tem reslriceo al-
guia he o processo completo sein ii'slricco, porque
.i. 1.1 ni ii. a tem o artigo. Agora quauto ao asscu ta-
tenlo das machinas he preciso lixar de algiim modo
isto ; porque o assenlaiiiento nao se iiiciuc no proces-
so do labrieo ; conitudo a coiiiniisso de redaceo po-
der nuihorar isto. Ora quauto a emenda, eu aeho ,
que ella pdela produzir dillieuldades maiorrs do que
aquellas, que quer remediar; O assucar est feito, logo
|ue a evaporaeao se completa : mas segundo o sj Sic-
ilia de Derosne na certas porcOee de assucar que nao
saliera bcui fabricadas ; e eu crcio que os directores
dever prMUu>M tumbcui isso; mas o assucar muo ,
lambem he assucar ; porm este assucar, passado po
nova operaco produz boui assucar c ludo isto os di-
rectores deveni fazer entre tanto que o assucar j es-
t feilo ; cu relo que a emenda nos colloca em maio-
re dillieuldades do que aquellas que quer remediar ;
portauto, parecc-ine, que o inellior heapprovar o ar-
tigo com a primeira emenda ; e ludo lica claro. \^
OSr.l'errraBarreta:Parecem mebeiti justas as re-
flesoes cinillidas pelo mea ilustre collega, o Sr. Lopes
ama. Mas rcilexiouo agora, queoSr. deputado, que a
e.tlniu de fallar, diz : que, empregando-sea palavra pro-
firi, torna-se o sentido claro e exacto. Mo me parece,
que este voeahulo torne o sentido lo claro, como diz o
Sr. deputado; os directores devem ser pessoas sullicien-
teinente habilitadas para fazer marchar esse processo
desde o andamento das machinas ora una colisa he fazer
marchar o processo desde o andamento das machinas, e
outra cousa he aperfeicoar este andamento, este proces-
so, e concluir ludo aquillo, que se eoiiiprehendc un pro-
cesso, c que o termina. Fazer por tanto marchar o pro-
cesso, nao he dar por acabado esse processo : he prln-
cipial-o, be dar-Ule caminho. Toda ves que se pozesse
o processo coi andamento, e o fabrico do assucar; pode-
ra sei limito Im ni, eme julgassem os directores, que
nao estavo mais obrigados concluso desse fabrico, c
que nao terio mais, que fazer, dado o priineiro impul-
so : mas islo nao he o que convciu, uo be isto o que se
deve ajiist a porm sim, que os directores dirijo o ne-
gocio at a sua concluso.
lie isto o que comprebende muto bem a emenda do
Sr. Lopes ama. Oceorrc anda, que a clareza he indis-
pensavel eiu todas as eousas, especialmente em mate-
rias de ajustes, em eoutralos. Vol por tanto pela emen-
da, porque em realidade est nos lemos de ser admitti-
da e approvada.
Futra em discusso o artigo i. com os dous paragra-
plios.
Lc-sc a siguile emenda :
Supprluia-SC uu artigo a palavra renda, e em luga
de i', niii i ii, du 1.. dga-se proprietario. Taques.
Ib- apoiada, e entra em discusso.
O Sr. Lopes Gama lembra a nceessidade de se nao
excluir da concurrencia os rendejios ; nota que clles Jio-
deni, se nao lodos, algiius, contratar com vaulagens ia-
ra a fazeuda.
L-se a seguinte emenda :
i. goveruo contratara por ahlgurl com um rendeiro
ou piopiictaiio deengenho. etc. o mais como est no ar-
tigo. C'nntWro da Cunha. >
He apoiada, e entra em discusso.
O Sr. .I711KU piupue, qu,- era lugar de um ou ninii
proprietarioS, se diga rom qualquer pioprietario de enye-
nho; da as razoes cm que funda esta emenda ; uuta
que o segundo paiagapho carece de algunia alterarn,
porque obliga aquelle, que assentar o a|iparelhu, a fazer
o que nu pude ; porque nao pude dar explicaces da-
1111II0 que lainbeui aprende ; lenibraudo que essa obri-
gaeo do artigo devera ser posta aos directores ; e con-
clu', declarando que volar, para que se inchto 1 el-
denos e proprietarios, pimple em todo o caso so o pro-
prietario pude contratar, visto que o rendeiro uo o p-
dela fazer, sem licenca daquelle.
A emenda do Sr. Agoiar lu apoiada.
II Sr. Taques sustenta a sua emenda, com o funda-
mento de que a mola he nina difliculdade que lalvez se
oppouha a que os proprietarios queira'o receber o novo
apparelho. Combate a ideia da adiuisso do rendeiro a
contratar, por este o nao poder fazer, e luesiuo porque
uo seria apto para fazer, no liual do contrato, a compra
do apparelho ; visto uo ter engenho rill que u assentar.
Concorda na emenda do Sr. Aguiar, por ser a machina
de pequea loica, e nao dar lugar a inoenda de inais cau-
11a do que a de um 1 ngenlio ; e eoiiclue, volando pelo
artigo.
I.-se a seguinte emenda :
K Fin lugar das palanas com um 011 mais proprie-
tarios diga-se com qurm mais vaiitagrns ollere-
cer. Alanoei Cavalcanti.
He apelada, e (Ultra '111 diJUSSO.
OSr. Carneiro da Cunha sustenta a sua emenda, ob-
servando que o alugucl que se faz da machiua nao he
mais do que o equivalente dctci ioraco que ella sollre
rom o trabadlo ; c nota que a aduusso dos rndenos
be Conveniente ; porque alguus ha mais poderosos que
os proprietarios; e luesiuo pulque sao estes os que mais
se arriseo [como niostra a experiencia) estas novas
empiezas.
O Sr.'Manoel Cavalcanti: Ku matidei una emenda
mesa nesin sentido : Siippriino-se as palanas um ou
mcii proprietarios de engenho, c diga-se com uiirm mais raii-
tagens Offerectr. FnleudO que nao ha rato, para que se-
jo inhibidos quaesquer capitalistas esta Iransaero ,
pude ser que as pessoas mais intelligenles, de mais ca-
pacidad!' para aeeeitar esse iiiaehinismo, nao sejo pro-
prietarios de engenho ; pejdem ser liomeus que Com fa-
cilidad!' posso arraiijar uma.soeiedade, e montar assim
este novo apparelho ; por isso julgo que a miiiha emenda
lleve ser approvada.
lie j ule .na discutida a materia, e approvado o artigo,
DOlll a emenda do Sr. Cavalcanti.
Os artigos e 7. cntro cm discusso, e sao appro-
vados.
Segu a discusso do art. 8.
O r, Lopes Gama oppe-se a que no artigo se in-
clua, como uienibio da eumniisso que tem de discutir
o contrato do arreiidaniento do apparelho, o cugenheiro
em (hele.
OSr. Taques sustenta o artigo.
lie julgudo discutido e approvado.
Fiiln. em discusso o art. \K que he approvado.
i'aiiibcm he ajiprovado o art. Id at as palanas romo

reeebtro, suppriiuiudo-se o resto.
O art. 11 he approvado.
'feinlo dado ahora,
iV Sr. 'residente d para ordem do dia da sesso se-
guinte a que vinlia para boje, e a primeira discusso das
posturas da cmara do Urcife, c levanta a sesso. (Kro
duas horas c umquarto.)
COKKEIO.
CunilKSPOMII.NCIA Di CIIIAUK 1 PIIOV1NCIA.
II mil ni sahbado, cuucluiro-se linalinenlc as elei-
{oes dos Afogados. Fisses arseuacs de guerra, esse car-
luxaiuc, esse armamento derramados naquella povoa-
i;;ni e seos contornos, pelas librrimas e patriticas mos
dosmiuistcialistas Carueiros c mitins, liero por esta
vez iiuiiilisailos : o aguerrido excreilo ligciro s .quo-
veitoii as suas marchas nos insultos e descomposturas
quaulus uo proclaman santo o estupido e anareliieo go-
veruo do / Caiius ; mas nao houvc tima lacada !
I'leileuii-se pe tanto essa cleico, que a infamia dera por
Invalida, de um lado com a verdade, com a lei, coma
i eslgiiacu, do outio com todas as vantagens de um par-
tido que nao conhccc uem lei, nem decencia, e qm uo
tcnie castigo, uem represso, porque o govi'iuo he sen
cumplice. I- queiu vencen ? Saiba o dragan para sua
eterna coufusiio satbo Uobadela.s, Ottotiis, e outros
sai, luidos apiu,iiliu es, que ve'llclo us que j lia passa-
dalucta havio vencido. E porque vencern .' Poi falt
de diligencias dos seus adversarios ? INo; porque todas
euipregio. Por falla de coiiipareeimeulo de todo o
pcssoal praieiro.' ISo ; porque o bando era lodos os
ilias reforjado por gente eslranha aquella freguezia ,
por habitantes desta cidade. Venceo o lado ordeno, por-
que o goveruo provincial fez suidamente o seu dever;
e a polica foi mera espectadora; porque os iiiiiiisterin-
lists nao podro crear volantes lielieios, como em lu-
das as lreguezias, onde liles doiunro ; porque nao
podero investir a urna, que, para escapar-lhes s gar-
ras, foi todava lieeessario vir todos os das dormir nes-
ta eul.iile, eondi.zida pelo honrado chele de polica
Dixein-ine que o Ludgero, enfesado de nao adiar
ganga superior para calcas, pois que a calca de ganga
he unidosobjectosdo.scu rigoroso uniiurme, escrev-
ra ao'seu inlinio amigo ministro da guerra, cxlgmdo com
autordade, que aquelle sabio estadista decida o gover-
uo a mandar tuna missoao imperio celestial para Jus-
tar e concluir Ulll tratado de eoninieicio com o goveruo
dos Cilios, porquera o Ludgero sent una irresistivei
syrapatbia, sendo a principal estlpulocao o baver no
uosso increado seiique ganga com abundancia. De/ein-
nie mais pie o que dera lugar esta luminosa ideia do
insigne contador lina o tratado de coiinnereo ajustado
entre o goveruo Ingles e o Aphagtiistau, e ltimamente a
eonvenco concluida entre aquelle goveruo e Mr. de
Lagreiie, einbaixador france no imperio celestial. l)-
/.eiii alinal que.certo j da partida da inisso, intimara
aosi'ii amigo que cncoimnendasse, por va do euiissario,
um par de lu lulas com seus requils para as botas que
ha de mandar faicr a primeira vez que Icir agora corle;
esta uoticiacarece rectilicaco.
t onlava-ine niinba avo que,.indo certo homeinde
santa vida a uma cidade uiuito populosa, vira aporta
hila, cstenddo preguirosamente e pautando os denles ,
um grande diabo, e que logo dirigindo-sr a um con-
vento, vjra ao porto, as jauellas e pelos telhados grau-
de numero dos tacs corngeros tentadores, que eutra-
vo e sahio presurosos, mostrando que era grande ne-
gocio se oceupavo : quando se retirou aiiidachou o
di Himno da porta na mestiia attlude negligente, e ad-
mirado pcrguiitoii-lhe a razio disto, e do mais que tinha
observado; e o Sr. diabo, que pelo modo era ullicioso,
respoudeo-lhe : Fu estou enearregado de tentar os
habitantes desta cidade,pie se porto na verdade de ma-
neira a forrar-mc larda que me foi incumbida; mas
lcoui os Vadesrola a cousa por outro Ihcor; o jejiim,
a penitencia e aoracao sao armas contra as ijuaes.dc
um s hotucui, neis todos juntos militas retel nao pode-
mos nada.
Ora, nietis amigos, ou minha avi> era urna tolclro-
ua, ou se houvesse boje homein que gozasse da vista
beatifica e aqui viesse, vitia como os iliabos liiibo de-
samparado os conventos, e l pelas torres passavo o
teiiqio a pablar os denles; ao menos no convento dos
franciscanos desta cidade, que lie onde mais proslitos
tem felto a doulriua praieira anarchisadora, pelos tra-
balbos do insigne fr. cometa. -Nao estarci Vmes. es-
queeidos do que, ha tnezfs. Ibes disse a respeilo do ac-
tual lid." guardio; pois o liomrm, que he pe de bol ,
nao arreou urna polegada do scu justo e santo einpe-
nbo inostrou-senabalavii; porm a malta decoristas,
e seus aggredados fazeudo o ollieio lie demonios, Iceiu
envidado todas as patilrias, para fazd-o desacorofoar ,
alim de levarem a cabo o seu intento, que bcvivcrciu
cm perfeita fraseara em eoniplela devassdao.
K na verdade pie se derla esperar de uma congre-
gado de rapaziiihos radios e malereados, conservados
ein machacara continua, e ouvindo como nieslre esse
ente capaz de perverter as melhorcs dlsposlcors ? Sa-
hem \Da. de dia ; vcin cssas ras cuberas de franehi-
noles de bttrii c para que ludo miles ande ao revs do
oulro lempo os viiiios ento Iraziupor nrcessidade o
seu bordan, agora tratera os moros grandes bengalas de
peraltas c alguus traro sua hieiida. Se de noulr he o
s'U passiio conten que uo fazeui gito sein ver Ira-
de ou envergado descaradamente no burel, uu vesti-
do de hbitos seculares, limito trefego visitando os lu-
panares.
Fisah para que se pe niillio o recriiiaineiito liancis-
cano quauto nrralvllho ocbnva portas lechadas era lu-
das as oceupacon da vida ou era como talliado para a
Hopa alapardou-se naquelle convenio, c agora .' Quan-
do um homrm sisudo e conscieni ioso os quer chamar
ordem rcvolto-se contra os superiores pois a regia ,
essa nunca a respeitro dlcs uem souhero. K ao a-
brigo da aceto das autoridades eivs defendidos pelos
seus parenos na tribuna c nos jornaes e at no pul-
pito, ral medrando a rciaxaco, c algiim digno religioso,
|ue anda ha, envergoiihado vive no seu canto, lasti-
mando tanta perversidade.
O mais deploravel de ludo isto he |uc alinal o dig-
no guardio val pe deudo o animo pul que Ibe lailn
os recursos contra a insolcnuia dus cus subditos e
tem j tillo a lembrauca de dar a sua demissno ; a qual
he de esperar que o reverendo eoiumssario i'ha uo
acceile; porque com isso redil/ir o convenio do lleeile
a um eovil di* leas perniciosas.
JIAR UE PEKNlIBtCO.
Ilojc ha de ter lugar o Te-lhum |tir, era aecoes de
uiai.n ao Todo Poderoso, pelo naseiincnto de S. A. I. o
Primognito do Sr. 1). P. II, manda laier, na nialiizile
S. Antonio o Fxni. presidente da provincia. Os cuuvi-
les lucio fritos para as II horas, e depois do Tc-lfrum lla-
vera cortejo. ^_______
Coiiiiiiuiiicados.
De (iiiantos galleeismos por ahi correin com passa-
porte (los noHOl alindados TranceHios, iicnhiiiu me pa-
rece Iu asqueroso e ridiculo como o vocabulo coslumes,
tomado no sentido de vestuario, traje, etc. Coslumes,
cm a uossa liugoa, seinpre signiliearo habito moral,
exercieio habitual, etc. Ii aqu semprc se disse ho-
inciii de bous onde mos coslumes ; mas coslumes
por vestuarios, trajes, minea se dis- e em poi lugiicz se-
no depuis da epidemia gtltiet parla.
l\o coiidenuio uem [iosso i'cprovar a pi'uilenle ailop-
co de vocabulos estrangelrot. Os nossos uiaiores tom-
ro muios da liugoa franceza ; mas piando e como re-
corremos a este arbitrio? Primelraueutc <|uando em .1
nossa liugoa nao tivermos vocabulo pie exprima tal 011
tal objecto, esta ou aquella nuco : em segundo lugar,
quando uo pdennos exprimir qualquer eousa sino
por lucio de cireumloquios ; c o vocabulo estraugeiro
Im mais elliplieo e mais comprehensivo. Fui ambos os
casos porm nieva |ue os vocabulos emprestados, como
bous servos que acirilamos, sejo vestidos com a libr
da nossa casa. Tacs sao as regias dos grandes ineslres
Cicero, Horacio e QuintiliailO, regias alias fundadas nos
diclames da 1,1/ao.
Distes principios, geraluieute adoptados, segue-se
pie, na falla de vocabulos nativos, recorramos s lin-
gual pie mais prximo parentesco lenhu com a nossa.
Assim que, piiiueiraiiicnle valir-lios-heniDS do hespa-
11I10I. Si- este taiiibeui carecer de vocabulo puquio, pas-
saremos ao italiano, < a linal ao liancez, e al ao ingle/.
Mas despedir da nossa caa criados veteranos, que to
bous serviros sempre furro nos helios esciiplosdos
barros, dos Lucelias, dos ritos, los Souzas, dos Arraes,
dos Canicies, dos Vitiras, dos l'eruaidos, e que anda bo-
je grande presiono teni as exciilenles prodncriVs dos
Sis. Cairel, Castilho e A lleieulaoo, para os subsliluir
por peralvilhos francezes, parecc-ine em verdade mise-
ria das miserias, e pequice indcsculpavii. A liugoa por-
lugui'va he d'i'ntre as linguas vivas uma das mus copio-
sas, las mais ricas, e das mais bellas: mas ha uiister ser
esludada, oque eerlamenle se nao eonsegue COIII a lico
de linos francezes, nem da niiir parle das nojenlas tra-
dueces que por ahi se acho, unjrmriite no iiliuienso
ariiiasera das novellas.
Estou convencido que esse esludo da liugoa nacional
nao he iiiilispiuisuvel ao agricultor, ao artista, etc. etc.;
mas nao eoinprehendo como possa mu honiriii cultivar
pruveitosameiite a litteratura e as seiemias nao sabeudo
da liugoa verncula outra eousa mais duque qu ma Ihe
he preciso para 0 gasto qiiolidiano, c o pie se .ipanha
aqui e all nesses nioulurus ehainailos trailueenes. (Jue
1 orador evanglico 011 poltico, que advogailo 110 jury, que
O iuipressor do Diario novo, fui pronunciado |escriplor linaliiirnle pode ser un honnin, que, apri-
11a denuncia do leuenle coronel Mauoel Joaijuini do|goando-se ennheeedor de liugoas eslrauhas, icseoniecc
Itego e Albuquerque : bavia elle apresenlado um
respousavel que sem iienhuma das qualidades exi-
gidas pela lei, uo poda resalvar o impressor. Di-
/.1-111 pie tem elle oulro respousavel, e que esse he o
\< 1 dallen o um Firmiiio dos Afogados; mas como
quiesse poupal-o, em quamo uo Ihe locasse a eousa
por casa, succedeo que oapreseutou, quando j eslava
elle proprio pronuuciado.
iiileiraiuei.te a ndole, o carcter, os recursos da sua
piupi 11 .'
Tal he o furor de ai 1 emeilai, alio e malo, tudo que
pertence Franca, queja perdOo de bom grado a adop-
V'o de vocabulos francezes em o nossu idioma : pon 01
cuino se pude tolerar .1 adiuisso de pillases inteiras, de
eerlos tropos, e al a collocafo, o torneio, o modo de
dizer da liugoa fiaiiceiu cm a uossa liugoa, que por sua



ndole nesra parte mais se aproxima da latina ? 0 que
drsconhecem os nossoa clsticos ditero, que os nao quc-
i.in ler r estovar; porque sao mis IWroi vclhoi c ran-
cosos, sao chroiiicasdc frailes, historias de aiiligualhas,
iic, etc. Masque preciosidades cueno admirare! se uSocncoutrno nesses escriptos! Que
bolle/as nao encerrno a Chronica de S. Domingos o
1 los Sauetorum do Rosarlo-a \ Ida do Arceblspo de Bra-
ga', por Fr. Luis de Sousa os Dilogos de Fr. Altiador
Arrars a linagcm la Vida Christna, por Fr. IlellorPin-
to a Historia da India, por Joo de Lucelia Casianho-
da e o subliiuissiinu Joao de llanos, lias suas decadas .
Que aticismo nao teetll Km as nostai academias cxigcni-sc, como preparato-
rios, os exames das lingoas latina, francesa e inglesa : e
porque se nao exige o da ingoa materna? Quem desta
apenas eonheceo que corre no uso, umitas veiesindoiilo
c brbaro, como pune Tallar c escrever liem, como pode
entender capazmente aquellas? Kis a principal ra/iio
por que cncoiilio-se por alii baeliarels que nao sabem
eserevor nina carta, mu simples reqiiorimenlo, etc., etc.
Aliu disto, como poderu nunca ser verdadeirosorado
res parlamentares, ou Ion-uses, sugeitos que nunca es-
ludarao a mu propria lingoa, que ignorao, de lodo, o
seu carcter, seus recursos, suas libcrdades, seus idio-
tismos .'
As nossas aulas de rlietorica, i excepeo das rogras
geraes da iiivencau e disposicoo fque alias sao comnuins
a tudas as lingoasj, aparte essrncial,que lie a clocuco,
limito-se ao que eusinnio Cicero e (leiinliliano para a
sua lingoa : e claro est que o modo de diser eni lalini
nao lie o mcsiiiu que cni porluitics pelo que beni po-
de qtialquer ser un cxecllculc orador ou cseriplor lati-
no, e ser un brbaro, quando falla ou escreve em a sua
propria ilngoa: e nao falto rxemptos de domen* que
cseievr.ao adiuiravelinciile em latim, e que l'oro mise-
rarels noque deixaro em portugus.
Releva pois convencer a nossa mocidade Iliteraria da
prcciSilo de cultivar o esludo da lingoa materna, sem o
iiual nao lie possivel exercer coui provelto c gloria o dom
-3
%
palvra. /.. U
Os maos exemilos uo e.ovrno.
O povo mais se deixa levar pelos exeinplos do que
pelas regras e boas mximas, que Si Ihe pretenda im-
par. Dos mesmo, logo que le fe liomeni pranos
reinir e salvar pregando-nos o amor i sen Kteruo i'ai ,
Klle era o primriro em o adorar, e llic rogar a sua gra-
ta em todas as suas acedes ; Klle pregava-ims o amor a
nossos seuielliantes ; ms Klle, como liouiciu era o pri-
ineiro cin respellar C proteger tollos coni queui tra-
lava; os principios liberis, a gualdade e orespeilo
i le, e auloridade, estes e olidos objeclos, que Elle
eeomincndava foro grandemente por Klle rrspeita-
dos. Se foliarinos a Historia .-agrada e profana, nao
eiiconlrarriuos un s cholo de religiao ousceita, un
ni, imperador, ou chele, qualquer de mu governo
ou partida que nretendeuuo pliegar ao seu liin nao
einpregasse o grande lucio do exemplo. Facamos ap-
pllcacilo desle principio ao nosso governo.
Subi 0ministerio actual sobre a queda d'um ministe-
rio.que aopposlcndernlao clianiava desptico cruel ,
e corrompido e logo foi abracado por essa iiiesma op-
posico; do que se deve concluir a contrario leiuu
que o ministerio actual mi be desptico nao lie cruel,
e nio lie corrompido; tanto que o uiesuio ministerio se
proclama na tribuna i vista de Dos e do inundu o
governo de pax c eonciliacao de justica c repara-
cita. 0 povo, porcm, que nao era a opposico, espera
do governo o exemplo (lestes bous attributos proclama-
dos para niarcliar eoni elle na niesina cadencia. Ap-
parece a amnista em favor los revoltosos de S.Paulo,
o Minas ouautes em favor da opposeao ao iiiinisleriu
cabido, pois que grande parle lia opposlcuO eonslav
dos mesinos rebeldes ; c se dit, que esse acto ( arran-
cado sem duvida ao poder moderador por sorpresa c
suhrcpro) era pelas suas coiiseqiiciicias um balsamo,
nina perfecta paz una conclliaciio einlini una Justi-
na tuna reparacaa ; porque esse* revoltosos liverao ra-
/.ao para a sua revolta foro excitados pelo governo d
cutio resistencia armada (dogma, que este ministe-
rio sanecioira), logo que os desaleudcro quando elle*
se oppilnbfio e pediao a revogac&O de duas Icis que
Ibes nao agiadavao, naquella poca. Que exeinplos do
cpncillaco, c rcparacnO! I Conciliar os criminosos!
Reparar ao que prejudicou Sao eonsaslextravagaiites
Perdoar o* criuunoapspolticos, a* vetea, he un acto
de < lemeueia do nioiiaiclia justificado pela poltica ,
dados etilos motivos de conveniencia social ; mas anda
nssim a lucarna poltica recoiuineuda multa moderajao
na platica desse acto de modo que niiiguein jamis
pussa contar coin a sua probabildade cni os seus cl-
culos no projrclo de Ulna revolta etc. A amnista de
S.Paulo, e Alinas s concedida como foi, pelo seu
icio exemplo les iiniiicdiatanif ntc alienar do governo
quasi todas as nossas capacidades ; liomeiis estes, que
pelos seus principios de ordem sempre se achavao jun-
tos ao governo coin mais ou menos devoco confor-
me as suas sympatliias para com os ministerios ; e tan-
to assilil que anda se nao vio desde a lundneo do im-
perio un ministerio, que mais CUttaSM a se completar ;
por espaco de cinco meses tinas pastas as domis Im-
portancia, a da guerra o da juslica eslivcro vagas ,
e para as preenelier be notorio que se clianiarao
siicccssivamente vinle e tantas pessoas. A amnista
que lilil.i consequencias de couciliaco oroparacao
COinu diiia o governo prodiuio um outro mal anula
mais Icrrivcl a reaceo dos revoltosos contra os seus
vencedores ; o que era milito natural, quando o ines-
nio governo louvava o eriuie! As ilones, as proscrin-
coos as dcmlSSOCI e toda a casta de porseguicfio forno
os premios de qiiem defendeo um governo que nao lie
o actual; mas que governava. como este, em nonic do
inesino monarclia e que por cousequencia derla
de ser obedecido em ludo, que deleriiiiuoii em li-
me do moiiarelia e de toda a naco. Que exeinplos !
que poltica daada e qiiem sinceramente de boje em
(liante queror defender com II inicia, c lealdadc a um
governo, certodeque na queda do ministerio respectivo
lera de ser castigado, pelo ministerio, que liouver de su-
bir.' R qual ser o pensaiuciito do governo actual,
cerca da lidelidade dos que os servem e iiiosiuu dos
sens adiados'.' Klle que nos responda coin a liriio que
llie deo orx-prcsdenle de l'eruambuco, que sem se
Importar com planos de nina poltica reactora, que se
ilii do governo pretenden govemar a provincia con-
fornic llic dilava a sua cousciencia, de aceordo com a
JllStiea, Kssc respctavel magistrado bem previa o
que logo ao depois acontrceo coin o ex-presdente das
Alagnas, Krauco, que, sustentando a ilguidade do
governo, e os principios de ordem foi deniitlido da
presidencia por desptico, cruel, e Imbcil segundo
proclamarlo contra elle os sediciosos que com as ar-
mas as maos coinbatiao a forja do governo em susleu-
lajao desle seu peusanicnlo que alias o governo o re-
conlieceo justo alliando-se com os meamos sediciosos,
em despiezo dos seus defensores Taes acede* nao po-
deni ser lillias de una politlciqualquer ellas sao lllbas
sem duvida dos linio* exeinplos do governo c abraca-
da* lias suas Idea* pela detmperaco e pelo desejo de
\ida. Mas que vida poder ler, quem se alimenta coin
manjares envenenados ? Os Al.igoauos nao piidein ser
sinceros amigos de um governo que s oiiiiuio as suas
llipplica*, quando itconliccco pelas armas sua forra !
hasta por eslavo. *
Correspondencia.
Srt. Itrdaclorei. Como a sucia turbulenta da praia
de ludo faz motivo para anareliisar a populaban, que lie
o sen lim ,-lie preciso desmeiilil-a e fazereni tildo ap-
parenr a veidade ; e esta be a ra/ao porque Ibes ve-
|lbo pedir publicaco das prsenles linlias.
As duas iriliaudadct erectas na matriz dos A logados ,
a do SS. Sacramento c a da Senhora da Pa linbao de
aceordo poslo alli um sacristn ; c, como este se liveaC
relaxado, c rsqueeldo de suas obrigafdea, nao su nozelo,
que devia ter cun as alfaias da igreja como ale com os
ossos dos clu istaos alli sepultados, deixando que os ino-
leques com riles coiiiniettrsseiu desacatos inauditos pela
ra, por exemplo, amarral-os acoutal-os etc., coin
escndalo da decencia, da moral e do respeilo i religiao
para com-as cinzas dos inortos o procurador geral da
irmaudade laucn lora o sacrislo ; lomou-llie as cha-
ves da igreja C fechou-a para lser entrega outro ,
que j tiuh.li> Horneado, o que se veiilicou no mesmo dia.
Desse acto de direito da iriuandade, formn lugo tuna
questao poltica a sueiasinha de praieiros daquella po-
voaco e com muita submissao se prestou a illa o em-
beeil vicario, representando a S. Kxe. lima, contra Ojuli
ile paz ; alludiudo o acto da iriuandade urna questo de
capricho da autoridad* civil ; duendo que esla llic ha-
vla fechado a igreja matriz pelo que se achaca privado
de administrar os Sacramento* aos seus paroebiauo*.
Ora, quem OUvir esse vigario e confrunlar com os seus
ditos seus actos, como pastor daquella infeliz freguezla ,
sem duvida ter de se enelier da maior indignacao :
Com elleilo s um lionieui sem conseiencia de si pudia
prestar o seu nonie como o vigario dos Afogados, na-
quella falsaria represntatelo porque nada menos le
do que calumniar a si proprio, Pois mi sabe aquella
vigario, que niiiguem ha na sua freguezia que ignore
seu irregular proccdimeiilo .' Sabe; sabe; e porque o
sabe he que insiste em cobrir-se com o manto da hjpo-
crysia, pensando que coin elle poder anula engaar al-
gum innocente.
Ksse vigario Srs. redactores nao teni coadjutor ,
que osubstitua na cura espiritual de suas ovellias; elle
da sua parte s cuida em losquial as espiritual e cor-
Imilalnicule ; logo naquella freguezia nao lia cura d'al-
inas'; lia sim um inoustro material em toda a frca do
termo e de mais a mais feroz. Finge-te esse vigario
por inuito pregulcotO sempre enfermo; e tem subido a
tal ponto a sua relaxaco que inesuio na povoacfio e
seus suburbios, sendo cliamado para confessar um en-
fermo nos ltimos parocismos da vida e admiiiislrar-
Ihco Saulissiuio Viatico, grita e desconipoe o portador,
c ltimamente responde depois de inulta* rogativas ,
que tambeiii esldoente, e que, se quuerein que o mo-
ribundo se conteste, o levcill sua casa : ora, se isto faz
elle coin moradores da povoacao oque far com os de
fura ? Como parodio he liupoilivel adiar parelha ao
dos Afogados; porque, sendo assim omisso em cumprir
os mais rigorosos deveres de que se ada encarregado ,
lo assiduo he cni tosquiar o pobre rebauho que Ihe
est confiado que por niais que se Ihe pague sempre
tem una divida abena para com os seus fregueses em
sua ambiciosa iiiiagiuaco. K diz que llic feclniro a
igreja Falla to seusivel, que nao passou (Tulla hora,
para quem l quasi nunca val poique faz de Ma in-
munda casa, a casa de Ocos ; pois Bella baptiza con-
l'essa casa e nella at conserva os Sanios leos da ex-
trema Uucfio faliando-lhc souienlec por ponen nao ter
nella depositado tanibem as Sagradas Formulas ; c fe-
chai o-lhe a igreja!!! K para que precisa della, se nemas
Ullisaa conventiiaes quasi nunca as diz na inalriz em
3uanto val celebrar mui promplo onde o queirao a troco
e avallada eamola, o antidoto nico, que se condece
contra o seu estado morboso ou antes contra sua ha-
bitual prrgui(.i.
Nao fallare! no einprego, que tem dado aa dinheiro
da fabrica, desde que alli chegou poique lie eseusado,
entretanto, que nao etqueceo alterar oautigo regimen-
t da freguezia pelo qual se regulavo os pagamento*
dos direilos paroehiaes ninguem sabe coin que aulo-
ridade ; sendo certo semiente, que a diflerenca do que
agora se paga, para o que se pagava quando a matriz
era na Varzea, he espantosamente excessiva.
Km lim Srs. redactores deixarei por agora de ir
adiaute para nao enfastiar O* seus le lores eiiudarel
rogando ao Todo Poderoso pie laca derribar aquelle
collosso de iiiimoralidade e de sacrilegio alli estacio-
nado para llagello daquelle rebauho entregue ao aban-
dono da mais criminosa preguica e irreligiosa conducta
do seu pastor. Oirri/in/fior/iiitWo.
COMMERlO.
l'lt.VCA 1)0 HKCIFK, i l)K ABRIL DK 18-5.
KEVISTX SCMtNAL.
Cambios No principio oa semana liouverao saques a
2&7i d. p. I#r*.; depois a theaouraria io-
lliou21:0000 ao cambio de 25'/* *
JO dias alcm do que liouverao mais tran-
saces ao niesiuo preco a (id dias cainda
lia saccadores ao dito cambio.
Assuear A maior parte do que existia no depozilo foi
vendido a I/IIK rs. por a sobre o ferro do
eucaixado, de '2/20(1 a 2/U0 ra. a @i do branca
euibari icado.de .'/I00 a 2#ij0()rs. odilociisac-
cado l/Too rs. matcavado embarricadu e
de I>liuO a 1//00 dito ensaccado.
Algodao As entradas tcein melhoradu e nao foi pro-
curado ; conservando-se a tySOO rs. 'ii, de
l.'sorle e 3/800 r. do 2.'
Ago'ardcnte caxaea Vemleo-se de 40/ a 45/ rs. a pipa,
i uni, liouverao traiiaces a 130 rs. aft,
Bacalho Nao liouverao entradas e o depoiito lie de
2,000 barricas punco mais, ou menos de
qualidade inferior que se esl retalhando
a 8/ rs, a barrica.
barrica* vazias Vendro-se de 090 a 1/ rs. em p e
700 rs. abatidas.
Batatas Nao lia.
Carne secca (.hegrao 5 carregauentos, com os quaes
o depoiito lio de 4O00 arrobas, e as vendas
tecm sido regulares de 1/800 a 2/300 rs. a ,a
do Ilio Grande, e de 1/300 a 2/000 rs. do Bue-
nos Avies.
Chumbo em barra Veiido-sc de lOfOOO a 11/000 rs. o
quintal.
Fariulia de trigo Chegou um carregameiilo de Riche-
inoiid que seguio para o /lio do Janeiro.
Dita de mandioca Tem ebegado em abundancia, e
liouverao vendas a 4/ rs. a saeca.
Louca Inglesa V~endeo-*e a 215 por cento de premio
sobre a factura,
I'ixe da Succia Nao ha
Vel
Knliro 17 enibarcacoes esaliiraoS; existem no
porto .')9 sendo ; 1 austraca 3 americana* 32 bra-
sileas 3francctat, 1 hamburguesa 1 hespanhola, 8
inglesas, (i portuguesas, I sarda, 2 suecas e 1 scilianiia.
Parece-nos teieni cessado os temores de secca; por-
que tem chnvido em abundancia nos -i das ujtimos.
o ua .Miocia iciiu na.
las de espennacete Vendrao-sede 800 a 8.r>0 rs. a Ti
Knliro 17 enibarcaces esahiroS; existem nc
lim iinciilo do Torio.
Kavio iiihido no dia i.
Parahiba ; barca inglesa Tenedor capito W." Graliam,
carga lastro,
Snvint entradoi no da 5.
Philadelphia ; 32 das ; barca americana (Hube, de 260
toneladas, eapito Nicholas Ksliug equipagem 13 ,
carga r.iriulia de Higo etc.; a L. (i. Forren a At Com-
p.inhia.
Mar Paclico, leudo sabido de Sag llabor, ha 20 meses ,
galera aineriea llenry, de 333 toneladas, capitoGeor-
ge frown equipagem 27 carga azeite de pcixc ; ao
capito.
Santos ; 20 das brigue brasileo Saudades de Santot ,
de 200 toneladas capito Antonio Peixoto Giiimares ,
equipagem ll carga lastro, ao capito,
Itio Grnele do Sul ; 43 dias, escuna brasilea ,Onii:na.,
de 182 toneladas capito Fructuoso Jos Pereira Du-
na, equipagem !2 carga carne secca ; ao proprieta-
rio Jos Joaqiiiin Aiittllies.
Rio de Janeiro ; 2(i dias sumaca brasileira l'erola de
138 toneladas capito Francisco Nicolao de Araujo .
equipagem 13 carga fariulia de mandiuca ; a Mauoel
Ignacio de Oliven-a.
UatheUlj 12 dia* sumaca brasileira Ineanrartl Car-
rol de 38 toneladas capito Joao Kantista Fcrreira ,
equipagem (i, carga familia de mandioca ; a Antonio
Francisco dos Santos tfraga : passageiro, Antonio Jos
dos Mantua rasilciro.
Kavioi lahidoi nn mesmo din.
llio de Janeiro ; barca americana G/o6r ca pito N. Ks-
liug, com a inesnia carga que trouxe.
Pesca: barca americana J/rm//, capito lirovsn coma
inesma carga. ______
Edil.il
A cmara municipal da cidade de ('linda c sea leriuu
em virlwlc da lei, Faz saber que por aviso da seeretai ia de estado dos
negocios do iiupeiio foi participado cni data de 20 du
concille, adiarse eiiiuplelaiiiente pacilicada a provin-
cia de S. Pedro do Rio Grande do Sul e todo o seu ter-
ritorio desiiileslado dos grupos armados, que nella exl*-
liao teudo-se apresentado e pedido amnlitla os chefo*,
que os capilaucavo ; segundo foi coiuiuunicado esta
cmara em ollieio de 28 do niesiuo ciirrente do l'.xm.
Sr. presidente da provincia ; c lie COBI o maior praierc
satisfazlo queesta cmara scicntilica aos habitantes de
seu municipio de to alegre como iiitciessante noticia. K
para que chegue ao eonheciniento de todos mandamos
publicar o prsenle nos lugares do coslunie e pela h-
nrenla. Cidade de Olinda SO de maceo de 1845. Jas
Joaquim de Atmcida liuedes, presidente. Joo l'anln /'.r-
reira, leeri'lario.
eclara^a.
COMPANUIA DO HEUER1BE.
2__ 0 caixa da eoiiipauhia do Ueberibe avisa aos Srs.
accionistas que no dia 10 do enrronte mes se linda o
pi a/o marcado para o reeolhiniento da prestacao de 4
por cento ltimamente exigida ; e que at o dia 3(1 de-
ve preslar as suas cuntas adiuiuislraco ; a qual Icio
de excluir os que se adiaron em atraso quando se reu-
nir a assembla geral dos accionista* no principio de
malo. Redl'o 2 de abril de 184.'i-- O caixa. M. O. da
Silva. '"
TIIEATRO PUBLICO. I
A beneficio de Constantino dos Santos Albano e
Fraucisco Ludgero Rodrigues Caneella grande galla .
7 de Abril, exaltacSo do Sr. D. Pens II, ao ihrono do
Brasil. Depois de una exeellonte overtura se recitar
um elogio, apparecendo pela prillieira vez o retrato da
Augusta Imperatrls ao lado de s. M. I. c. oSr I). Pt-
i>HO II, peante os quaes so cantar oliwimo: lindando
o espectculo coin a peca O Jadeo, o Iheatro estar
ricaineiite armado o coin toda a decencia possivel.
Principiar a chegada do K.xm. !jr. presidente da pro-
vincia.
Avisos martimos.
3 A barcaca Flor do llecife parte para o Penrdo, com
escala por Macelo, no dia (i do concille, por ler parle do
seu carreganienlo promplo ; por isso quem pretender
carrrgar, ou ir de passagciu, dirija-se ao sen propricta-
riu Mauoel Jos Gonealve* //raga, no arco de S. Amonio
loj i ii. 2. (
40 brigue francs (iabrielle e Charles capitn Anto-
nio Francisco Din and, arribado no porto do llio (Mande-
do Norte,por ler detalvorado dos dous maslros, na sua
recente viagem, que fazia de .Marscllio com destino a S.
Diniz, ilhade Bourbon, precisa para seus concert*, a
lim de poder seguir sen destino, da quantia de oilo eoli-
tos de ris ponen mais ou menos; os Sis., a quem, con-
vier dar a risco l) mencionada quantia, queirao dirigir
suas propostas por carta fechada ao consulado de Franca
n'esta cidade. Por inaiores nlrinacos os preteudeiiles
pOdem se dirigir ao dilo capito no hotel rraucisco, OU
ao escrlplorlo de Bernardo Lasserre & C. 12
4=Parao llio Grande Ou Sul segu viagem inpretcri-
vclinente 110 dia 15 do crlenle mes, o litigue brasileo
lieos le Guarde, recebe nicamente esclavos a frote, <
passageiro* : osprcteudentesdlrljffo-se a ra da Cadei
do Reeil armazeni 11. 12, ou ao capitn Manuel Jos 1I1
A/.ovcdo Sanios. (ti
2 Para a /'alna sai com brevidade a sumaca nacional
Sania Anua ; para carga o passageiros Irata-sc com no-
vaos S C, na ra da Crui 11.37.
Leiluo.
I Itussel Mellors S Companhia contlnuari, por
inlcrvencSo do corretor Oliveira o seu luilo de gran
de variedado de fasendas inglezas as mais proprias dos-
te mercado { principiado nu dia chuvoso du quarlu leira
pastada j; terca feira S do crrente as 10 horas da
uianlia em ponto no seu armasetn da ra da Cadeia
A usos diversos.
O CuMOa PflSLICO n, l.acha-se venca na praca
da Independencia, livrarla ns. tt e 8, 40 rls cada ex-
c'inplar.
4 COLLKGIO DA ACHURA.
D. Isabel do Austria Pcssauha o sua prima Aurelia
l'iiibeliua de Garvalho tocni eslabelecido una casa d
educaco de meninas, sob a denoiuinaro de Collegio da
Aurora, de cojos estatutos o extracto be 0 seguinle :
Admillcm alumuas internas, ineias-peiisionistas o ex-
ternas.
As almonas internas sao as que habito dentro do Col-
legio, sugeilas a toda a sua disciplina.
As lucias pensionistas sao as que vceni de inaiilia para
o collegio, assistoiu a lodos os actos do dia, o van 110 lim
da larde para suas casas.
As externa* sao as que smente frequeiiulo as aulas do
collegio, o, lindas ellas, se retirlo,
O ensillo do collegio divide-se em tres series :
I," Serie Hudimenlos.
Doulrina ehristaa, civilidade, ler, escrever, 1 untar, co-
ser e faser niela.
2." Serie Esludos.
Ler, escrever, nocoes de arilhuirlioa, dilas do geogra
pilla, ditas de historia sagrada e profana universal, grain-
matica nacional, coser, marcar e bordar.
3." Serie Apcrfeifiiaminlo dos esludos.
Ler, grainnialica nacional applicada analvse, exei-
cien.-, de escripia e correccoei ortograpbicos, exercicios
de arithmelhica, goographia, historia sagrada o profana
universal, historia do brasil, bordados a tapete, a blan-
co, matit, fraque, inissaiiga, prata, a orno c a ca-
bello, talhar o fasor vestidos e chapeos de senhora.
As retribuidles su as seguintes, pagas por mes em tri-
mestres achantados :
Cada alumiia Interna 25/0IKI
Cada mcia pensiouisla I5/IHMI
Cada externa tydOO
Alm das referidas materias de entino, ha ver.10 mal
nocolli'gio as seguintes;
Lingoa francesa, lingoa inglesa, elementos de lillora-
tura, msica vocal o instrumental, desenlio o dausa.
Cada una distas aulas sera retribuida em separado, e
pagar-se-ha por
Lingoa francesa yooo
Lingoa inglesa 5/000
Principio geraes de bellas lettra* j^000
Msica vocal o piano (i^tHK)
Desenlio e pintura (i/OOO
Dausa ipIOO
O enxov.il com que asaluiunas internas devem entrar
he o seguinle:
Vina cama de niiiu ; urna eadoira; nina caixa de costu-
ra, prvida de lodo o necessaiio ; o material indispeusa-
Vel para os esludos, como una oscrivaiiiulia, livios, pa-
pel, peuiias caivete ; um bah ; una aluiolada de cos-
tura ; un espelbo, COin pCUtC* o escora de denles; una
tisoura para aparar as millas, una ligella do lavar, com
o seu competente julo ; nina hacia para o quarlo ; 12
camisas ; o vestidos ; (i saias ; 2 aventaos do lalela pu-
to ; ti lencos ; 12 pares de nielas ; 3 pares de sapatos ; (i
lencos ou ruinaras para o peseoco; 4 loncos lisos; 2 cu-
beras de chita ; 2 frondas grandes e 2 pequeas, com os
competentes travesselros 4 toalha* do rosto 2 toalha*
mais grotaaa, para alimpar os ps.
t) estabcleciuicuto tem mu andar separado para as
nieias-pensionislas o externa-,; para dfst'arte lieareiu
sem correspondencia uimediat com as internas.
A directora se t\i\ igir aos p s ou correspondentes de
suas alUUinaS, a lim de Ihe reiuctlerc-ui as ta/aulas. h-
lihas e relroses para as obras em que, segundo osen
adiantamculo, tiverem de se enipri gar as meniias.
Ra da Aurora n. 20, aos 20 de marco de 1845. A di-
rectora O. Itabel de Auilra i Pessanha. '"
2 Aluga-se nina das casas terreas da ra ca Floren-
tina confronte ao Ihealin UOVO, bem coliio una ea,a
terrea na ra \ elha da I oa-i isi i u. ;, quem as preten-
der dirija-so a ra da Cadeia do llecife n. 40* (4
2 Preeisa-se de nina .una de loite ; ni ra do Tra-
piche Novo, 2." andar, n. Iti.
3 A\ isa-so ao Sr. Josii Juaqniu di Costa o a SUS se-
nhora I). Hollina das (haga, \iun nc,. que o son terreno
mi (iiiurui ilaiiialiupeii.il acha-se aterrado, e por isso
so Ihe pal ticipa, a lim de \ ii em c oueluir o que foi tratado
a respeilo i-oni Viceiilc 'l'hoiua/ dos Sanios, oque ja Se
Ihe fes saber, o se fas de novo por esla folln. ,'
2 Perdeo-sc em o I.* do crreme mea urna leda da
quantia do 107/iim rs., sacada em dias \U- levereiro .1
cinco meses por Jos Joaquim Bezerra Cavalcanli, oac-
oelta pelo Sr. Antonio Carnciro Machado Ros, a qual.
leudo sido dacla em pagamento pelo s.tcaclor ao Sr. Jos
de Fousecn o Silva, foi paga antes do son vcncinicnlo
pilo iiiliu do niesiuo sacado!, fin lrau->ac> an que fes COIU
o metmo Sr. Fouseca : a letra esl assiguada no verso
pelo sacacloi, sendo por isso fcil a qualquer pOr-lhe o
- pcrlonce ; mas, ac liancln-sc ja aniiiiuc i.iulo muni-
do do recibo co dito Sr. Fouseca, leudo em seu Hivor,
para prova, o Icslcuiuubo desle e de seu caixeiru o Sr.
Antonio liiiiiiio Fcrn u-t Padillia, c achando-so ja preve-
nido o Sr. Antonio Garueiru para nao pagar a qualquer
que i aprsente nao pode dita i Ira aprovritar a quem
a livor adiado ; por isso roga se-iiu- o favor de a entre-
gar na ra da (doria ,obrado 11. 50, que SC lile clara lign-
ina gralilicac.io; o previue-sc ao rospettavcl publico,
para que- lunlicnni traiisaccu l.n a eom dita leda. (18
2. I'iccisa-se de duas laiacleiras para lavareiii luli-
pa cni grandes poi ee,. na la do Sebn. 12
2 -- Aluga-se, por pie. o coumiodo, a toja do sobrado
ii. 12 a i na do Arago : quem a pie i. uder dirija se .-o
lliesmo sobrado, ou a botica nula. (3
2Oabaixo assiguadn fai publico que separan ami-
gavolmeulo a SOCiedade que linha as vendas ns. ,'iS
00 da ra da Santa ( i lis, e na das i a/.inhas da liben a da
Boa-vista.que girara na lirma deSoares PintoiToixoira,
lioando o socio Soaies Pinto coin todci o eslahclsa en-
lo o oln igaclo a pagar lelas as dividas que a cxiiiicla lir-
ma deve, o eu abaixo assignaclo edil igaclo a cobrar as di-
vidas que varios Srs, devem t extiucta lirma o mesmo
abaixo assiguado la/, ver IIUC *e eslabelec c'o na inesma
ra ii. 3 aonde prometi servir aos inesinos fregueses
eom bous genero* o conmnelo preco.
Carloslonteiro Tcijcira. (\\
7 -- Alugo-soduas casas lencas ns. .' c .'i nos Qliatro
Cantos da /roa-e isla, a luja do sobrado uo mesmo lu-
gar n. I ; o.'l." andar do sobrado no aterro da 6'oa-vista ;
o sobrado de dous anclares na ra do l'aguudes n. 25 :
fallar com Mauoel Caetono Soares Carneiro Monieiro.
6 Kecebrm-su eucoiiiniendas o faieui-se com pres-
lesa llores de loda a qualidade de panno et'u pennas,
para donlro c lora do imperio, por proco cominudo; na
ra \ elha n. i ID, (4
Feliciana Mara da Ti indade leudo no Diario de
PernasHoaeo do dia sexta feira i clu correute o aviso se-
guinle Desoja-si- saber aonde existe a senhora Felicia-
na Mara da Trindade, que sccasou em abril de 1831 .
com Joaquim Jos Concia subdito portugus, o qual
so rctirou d'aqiii para o llio de Janeiro i em desembru
do metmo anuo e quando nao exista j esla senhora ,
se licou algiim hUm dcsio mal: luinnio multo se deteja
sabor alguina noticia deste cni heiielieio da mesilla se-
nhora Trilldadc OU sen HlhO so o livor : na ra do
Apollo ii. 18 Responde, que aluda existe com vida
ucsla cid,lelo do Redil' bairre de Santo Antonio ra
dllenla,casa terrea u. 3S,c que* Ito existem lillios do ma-
trimonio contrahfdo com Joaquim Josc Crrela o
posto ipio licasse grvida, quando o dito son marido del*
xou a sua ooinpaiihia nao uasccu eom vida esse
feto.
1 lloga-so ao Sr. Francisco Gonealve* Netto que
hoja do ir bordo do brigue l'icl, a fallar coin Mauoel
Gonealve* de F'aria, da villa daPovoa do Vrasin que
he para negocio de seu iiiloresso. -I
I lloga-so ao .-r. do engolillo Camassari. que un
caso do preto Antonio que so acha em seu eugenlio, ha
quasi dous anuos, ter os signar* leguintei, abaixo de-
clarados, lser o favor mandar Irazer ao abaixo assig-
uado ou entregar a polica, alim de inelhor poder-so
juitilicar, iiagando abaixo assiguado toda adespeta.
Joaquim los Mendos, Manoci Jos da Silva braga ad-
ministradores da e-asa do ausente Paulo Jordn, vencie-
ran ao padre Joo Dias congregado dcS. Flllppe >orj )
o escravo Amonio do gento de Angola, em lOdese-
leuibre de 1828, o ii padre Joo Dias renden o dilo es-
cravo ao abaixo assiguado ; os signaos sao ns scgllilllc* :
representa ler ;*i(i anuos para mais, barbado balxo ,
oorpo regular, o andar um lano vagaroso dcsapparc-
oeo em lo de agosto de 1835, lomo apellido de congre-
gado pelo qual era luai* promplo, quando se cliauav.i
(loque- pelo lime ele Anlonio tiahalha dooleiro, de-
fater lijlos, o tambein dcpadelro: no da 16 de de-
zembro de lS.il desappaecceo o preto de nomo Fran-
cisco, uavilo Rebullo, ontoiide lanibeiu dooleiro, e
padeiro, estatura regular, secco do eorpo pernos li-
nas: toda c qualquer pessoa, que dos mcsinos escravos
licor noticia o poderao aprehender, c entregar ao a-
baixo assiguado ou como a cima lica dito, que se pa-
gara toda a desposa, o generosamente se gratificar.
Jos Rodrigues do Passo. 2(5
I O abaixo assiguado,leudo ele retirar-so por algiim
lempo deste Imperio, tem nomcado seus bastautes pro-
curadores, ao seu mano Jos" Francisco da Silva, caos
Srs. Guilherme Soares Botelbo o Antonio Pereira Ncu-
dcs coin lodos os pude ros sobre seus oslabclociiiiou-
los que lie o gil.indo da inesnia furnia dcbaixo de-
sla lirma o administrando suas propriedadea a quem
os iuquilinosdas lucarna* poderu pagar como se Ibsse
ao abaixo assiguailo.
Miimiil Francisco da Silva Carrico, tu
METHODO DK TINGIIt OS CABELLOS K AS SI IC \S,
LavO-*c os cabellos com agoa morii.i. o depois cafre-
go-se bem com clara de ovo batida a lim do os deaen-
gordurar, depois lorua-se- a laval-osconi agoa moma i-,
estando enehutos, molha-se una eseovinha ou pincel na
agoa do vicho, niesiuo fra, o di-se nos cabellos at que
liqueni bem niolhados, leudo o cuidado do nao dclxar
pingar ua roupa, o para evitar o nao piular oroslo uu-
te-se o dilo com nina pequeapoie;o de banha. Estan-
do I" ni ene huios esliega-se o roslo eom una toalha o
sai-so |iara a Illa. Ksla agoa ela-se nina ve-z por dia, o
mui pomas vetea precisa do Irozaqualro dias. Advor-
le-se epio a lavagem da agoa o clara do ovo hasta tu no
priuioiro dia. Ksto nielhudo he o mais simples, o o sol
resultado he o inelhoi que tciu apparec ido. So fin de
qiialro mete* ser liuui dar nova applic.uao.
Vendese na ra doQuciiuado Eoja ns. 31 o 3't a 4/rs.
O luothodode appliear aoomp'inhaos vidros. (IS
2 Tereeira vea se fas ver no publico e|uo no eugouho
lo (-auiarari existe, haquacl dou anuos, um esclavo ele
lome Antonio, cujodono le nao tem descoberto, des-
pello de tamas pesquisas, c.invesilgacdos, entretanto,
quem SO adiar eom direito a elle, apreseiile--so compe-
tentemente habilitado, munido do seus ttulos, o do-
euiiieulos nec-essai ios, para poder havcl-o. ((5
3Jos Soares de- Atevedo, lento da lingoa francesa
io ije'oo, leui aborto oni sua casa, ra do Rosario estrel-
la n. 30, 3." andar, mu curso de piulo,opina o outro ila
lingoa francesa: as pessoas quedetejarem seguir tima
ou oulra doslas disciplinas, pudein uirigir-so a indicada
residencia, de inauhaa at s 0 horas, o de tardo qual-
quer hora. (7
3= Domingos los de Carvalho retira-M para o Porto
a tratar de sua saude. (3


' -
I
c, N.fS.
ty
M'ia
Livra ment.
arrisca.
nao satina.
ti,.
(Juan nao
Existindo anda por vender nos lusa-
res do cislumn uma potro de bUheles
que hiio do ser inl'a!ii\elniciilo favoreci-
dos da fortuita no da i o do corren te, o
lltcsourero convida aos predilectos dessa
dedade para quanto antes compraren) os
nmeros mgicos que ella tenciona pre-
miar alias nao poderO partilhar dos he-
uzer no
neldos que^a niestna pretende
referido da.
2Pri'cisa-sc de um raiiciro, que lenha protica de
luja do miudesas o do boa conduela para adminis-
trar uma das mesmas miudesas que le Iba (ir boa
conveniencia, sendo, saiba desetnpenhar o leo lugar;
n fallar com A. F. da Silva na iraca da Independen-
cia n. 21, que se dir quem o pretende, i5
_ 2 No dia prlmeiro do Abril apparceco na ra da
Cuia n. .'i, umu perca prenlie a qualentrou pela por-
ta do quintal a dentro e pari ; e por isso queni se
julgur seu dono, dundo os signis ceitos, llio ser
entregue pagando as despesas quo se tem feiUt. (5
- Oll'crece-fc umu pessoa para coser coi alguma
casa nao s vestidos de lenbora c oulras costuras,
como at meimo de alaiale, do quo (embastante pra-
lica quim precisar annuncie para ser procurado ou
dirija-te a iua Augusta o. tu. (6
1 Ah a-fe c segundo andar do sobrado na ra da
Auroran. 24,com bons cornmodos : quem o preten-
der, dlrija-ieaoeicriptorlo doi Sis. Francisco Antonio
de Oliveira \ Filbo fi
2 D2o-se Jliiij1 rs. a juros do dous por ccnlo uo
me/. sobre penbores do ouro ou prata ; na ra es-
lidia do Rosarlo n. le. (5
2 Aluga-sc um sitio na estrada de Joo do arros,
rom sullitiente casa para uma pequea familia o tem
bastantes urvoredos de fruto; quemo pretender, di-
rija-son ra da Cadeia do Recife n. Si. (\
j. Jos Antonio da Silva Grillo o Filbo, agrimen-
sor e artista de instriinientus nuticos avisa ao respei-
tavel publico que, quem de leu preslimo so qutzer
ulilisar, dirija-tea ra da Moeda n, tu. (4
2 Itga-ie ao Sr. SeraOm dos Arijos Oliveira o fa-
vor de, antes de se ausentar para l'oitugal ira ra do
Oueiinndo n. 67, paia negocio quo n.'io ignora ; do
contrario lar-se-lia publico por este Diario qual lie o ne-
gocio. (5
4 Aluga-sc una casa de dous andares e Irapeiru,
sita na la da Mocda D. ti; a tratar na ra do Focan-
lamento n. 8A. o
.'! I'lee isa sede um caiieiro quo dO fiador a sua
conducta ; na ra da Sen/alia Nova, re lina cao n. 4,
3 Aluga-se um sobrado do dous andares o loja,
rom quintal o cacimba, com estribarla para a cavado*,
silo na ra da Semalla Vcllia por detra da ruada
Cruzo. I). 36; aluga-sc todo o predio, uu cada uma
dassuas parles : quem o pretender, dirija-tea ra do
Quoimadon. 14, icelro andar. ((
3 Joaquim Candido Gines relira-so para Lisboa
a tratar de sua saude. (2
3 J. C Oral* tal a Babia.
ti Juliao Ucranger lattlente ao respeitavel publi-
co que nao se riponiubflia por coma alguna, que
coi leu nomo posso ir tomar sem cscravos ou outra
qualijucr pessoa da sua cusa e s sioi podcio entre-
gar o que pedireco, levando peobor que cubra ou elle
aonnnciatilc indo mesmo em pessoa e o que o contra-
rio ficr, nao poder lazor reclmateos; porque nao
seio allendidas. [3
1 O abaixo assignado, vendo no Diario Pernambu-
co, n. 75, um annuncio do Sr. do engolillo Cantusan,
lobre um preto, que est em seu poder, lia perlo de
dous alios ; e poique o abano allignado tem um seu
eseravodonome Amonio, de naci (longo, estatura
baila, Obelo do eorpo leudo os denle: abortos, e em
um p o dedo grande um tanto oberlo, representa le
o almos, pouco mals ou menos; que llie lugia ,
lia dous anuos pouco mal, ou menos; pedo entilo ao
mismo Sr. do referido engeobo, que baja por obsequio
examinar a vista delta declarado se be o mesmo escla-
vo ecom sua rciposta Ibe licara bstanlo obligado
assun como baja de declarar a que comarca perlenco o
dito engaito. Franeisco Jote da Silva Muyer. 13
I l'reeisa-se de urna ama para uma casa do pe-
quena lamilla que saiba cosinbar, engommer o o
mal servido de uma caa ; na praca da Independencia
n. SI. [i
1= Aluga so um sobrado de dous andares e solio,
com multo boa vista para ii mar, na ra da Moeda ;
a Iratar na ra da Cadeia casa de cambio do Vieira. /3
l O aballo assignado, leudo apartado a migare!
ment a tociedade, quo linha com seu mano .Manuel
- Jos do S A mujo, na venda da ra da Cruz n 28 do-
baiio du firma de S Araujo c\ Irino declara quo
(cando com a mesma venda lica obrigado a todas as
Iransaedei contrahidas debaixo da meima Orma, de dc-
bito o crdito, salvo uma rolacao de dividas quo Ibe
locou do sua parlo, para receber. IttizJosc de S
Araujo. o
1l'rec'sa-se de 1 iiomcm que sija boro niestre de
nssucar pora eogajar-ie lora da provincia ; quem es-
liveroeitai circumitaociaa pode dirigir-so u ruada
Cadeia do Recife n. 'i, das i as 9 born da manlia e
das duas as quulro da tarde para tratardoajusle. 5
1 Se neita cidade existir o Sr. Francisco Jos Ma-
dura natural da llli do Fuiei filbo do Jos fran-
cisco Madoira o de Ignacio Joaquina de l-'aria da Ire-
guuzia da Feileira .jucha annunciar sua residencia ,
quo so lho doipja iallar. 5
No dia J3 do Deiembru p. p. se auseutou desta
praca para o mallo um pequeo do nomo Antonio
l'iancisto da Cunta de idade de 13 annus o como o
abaivo assignado ignoia qual o para quo lugar foi seu
destino; n ga o inesnio abanto assigado aquellas pea-
soes, qucdelle (ausentado) soubeicm e da sua residen-
cia leohio a bondadede participaiem no caes da Al-
landega n. 3 de cujo favor iho ser muito agiadccidu.
Francisco Jos fianriada Cunta.
A pessoa que annujiou no Diario n. 74 {quo-
rer -Ji'O.v rs. emprestados pagando l\jf rs. por incz ,
dirIJa-H a praca da Independencia leja do relojoeiro
n. t7 quo dir quem os empresta como laubem di-
r quem d diobeiio a premio.
O morador da ra da Madre do Dos n. i-4, para
IlllllaiC! ao pedido do Sr. Jos Jacinto Gucdes, res-
ponde, quo com quanto seja pequeua a qusntia de
quosua mert Ibe hedevtdor, todava Ibe advoite, qui
inandcva a booradez ( se su i ,uierc a livvsse ;, lugo
que a dita quantia Ibe fui pedida, a salisflzeiso e Ibe
norespoodesso com frates de arrieiro como sua mu-
tv ubiuu ; conducta est,s propria de lal vasila.
D'jsapparcceo no dia f> do corrente umoscravo de
naci cnguella, do nomo Domingos de idade de 26 a
-28 annos. estatura ordinaria cor fula signaes de
bechiga pelo rosto moleirio no andar, e fallar, e pou-
co entendido : levou caifas o camisa do brim grosso ;
desconfia-se ter sido furlado por nao (er costume de
luglr e ncm haver para isso motivo ; roga-se a quem O
ipprebcnder mi delle souber dirigir-se a rus do Col-
legio n. ^:i, lereelro andar, que ser recompensado.
Tendo-se no dia 4do corrento entregado, na Al-
landega uma caixa de queijos a um preto para con-
durir para a ra do Ilangel n. SO o mesmo a nao en-
Iregouem dita casa e por isso roga-se a quem a tiver
recebldo por engao ou della tiver noticia partici-
pe em dita casa.
tima pessoa quo mora s aluga melado da
casa, a qual tem multas cornmodos; no pateo deS.
I'edro loja n. 3
Ikseja-so mullo saber noticias do Sr. Francisco
llias de Castro filhodooulrc do mesmo nome, e de
i) Jesuina Mana Hibeiro natural do Itio de Janeiro
vindo paru esta cidade ha 6 anuos, pouco mais ou
menos ; na ra do l.ivramento n 7.
Compras.
2Compra-se a obra de Moral pelo Padre Monte ;
quem tiver annuncie.
2 Compra-se uma escrava do idade do 18 a 20 an-
uos tjuosi-ja reculblda 6em vicios e que saiba en-
gommar, coser ensaboar ; na ra do Queimado n
'0 casa amarella. (4
1 Compra* o um eseravo quo seja bom mestro de
assucar ; na ra da Cadiia Yelda do Kecile n. i, das 6
as '.) huas da manbaa, o das duas as quatro da tarde.
Vendas.
1 \ i'.Slil. s;-; urna fazenda escura coni lislras
i \ Hnutt-SU uma lazenda escura com nsiras e
de mais do vara do largura piopria para vestidos de
senbora ou meninas audarem na escola pelo dimi-
nuto proco de 240 rs. cada covado ; a dita fasenda he
de mais dinheiro de custo mas com agora tem alguin
molo branca o qno nao faz uial porque larga ludo
quando se lava por isso vende-so lio barato, o que
far imilla conta a lodos os cheles do fauniiiu visto
que 4 ou S corados fl um veslido e por isso vem ti-
rar ello por t;es ou quatro patacas ; na ruado Cabug
lojjs de lanuda* de Pereira A,' Guedes. do
1 Vende-te a mais nova e boa farinha do mandio-
a ullimamenlo chegeda de S. Malhcus na sumaca
S, Cruz tundeada no caes do Collegio a 5^ rs. o al-
queire pela medida vellia, o a mesma medida em saccas
a .na rs. tanto a bordo da dita sumaca como na
ra da Cadeia deS. Antonio n. 19. S
1 Vende-so lagedo do Lisboa chegado prxima-
mente ; no escriptorio do Francisco Sevcrianno Ka-
bello. 3
I Vonde-secal virgem de Lisboa, em pedra; no
cscripto.io de Franci-co Sevcrianno Itabello. 2
1 Vende-seo verdadeiro mairasquino doZra, em
frascos o em caixa do urna du/ia vinho da Madcira a
.. >. a ctisa do uma duza do garrafas, no Atierro da
ilua-vista fabrica do licores n. 26. 4
1 Vendem-se 4 velumes do Remalhele, do 1838 at
I8'il ; na ra do (jueimado loja n. 12.
1 Vendcm-su .'s admiravei navalhas do ajo da Cbi
na quo teem a vantagem de corlar o cabello sem odon-
ca da pello, deitando llcar o rosto, parecendo estar na
sua primeira mocidade.
lisio ac vem exclusivamente s da China, e s nel-
le Irabalbio dous dos melbore, o mais abalisados cu-
tileiros do rica cidade de lM.nu capital do imperio da
China. .iulor >horc
.V. /-'. lie n coiiiu.en ludo o uso deslas navalhas
por todas as sociedades das sciencias medico-cirurgi-
cas da Kuropa como da America, Asia o frica, nao s
para prevenir as molestias da cutis, mas lambein como
um meto cosmtico. Na ra do Crespo, loja n. 12 i!2
i \ ende-ie um moleque cusinbeiro do naci, de
idado de 18 anuos, o de bonita figura ; o molivo da
venda se dir ao compiudor ; iu prava da Independen-
cia n. 2t. (4
I No escriplorio de Francisco Sevcrianno Ilabello ,
vendem.se ancoretai com 6upeiior vinho muscatel,
profiri pura casas particulares. 3
I Vende-so um balcao do pinbo novo, o pintado;
a tratar na rna do Noguona n. 27. -j
i -Ve:idom-so 3 escravas mocas de boas figuras ,
engommio, coilnhio o uma lio perfeila costureira ;
3 ditas por 200/rs. cada uma cosinhio lavio rou-
pa o vendom na ra ; u.na mulatinha de 15 anuos, com
principios do habilidades, boa para so educar; um
preio j do idado por lO#rs. bom para traballiar
em um sitio por estar a isto acoslumadu ; um mole-
que de 10 annos do auito boa figur >; um pardo bom
liolieiro o pugem ; dous escravos bous para o trabalho
decampo ; naiua do Crespo u. 10, prnneiro andar. ,'J
1 Vendo-se superior farinha do mandioca de Mu-
ge o do S Cuthariua vinda recentemento do Rio do
Janeiro pelo briguo fiel: uo caes da Allandega no
armasen) do Antonio Teitelra Uacelar, ou a tratar com
Firmlno Jos Pella da llosa c Irmo ; assim como oleo
de linlia(a em pequeas barricas; o saccas de dous al-
queires e mefo do farinha do S. Calharina a S rs. edi-
ta de Mage u 6500 rs. 7
I Linaria da esquina da ra do Colleyio
l I' I. N 1 A
Novissima colleccao das obras do Uarrct compro-
bendendo o Incali 5 v. ; as seguintes do mesmo,
nvulsas ; retrato do Venus ; \). llranca ou a conq.
do Alg. ; Portugal na bal. d'Luropa ; obras completas
de Filinto Llisio, edicio do 43, com "ii tomos % 11
voluntes; poesas du Diuiz da Cruz com odes pindari-
cas 7 v. ; as luziada de Camous nova ed. seguida
de notacoes criticas, histricas e mylhulogicas por Fran-
cisco F. de Carvalbo 1843; dem com notas, nova
ed. ; cartas de Bebo a Narciso por Castilho nova ed.
doCoimbra ; as nietamorphoses de Ouvidio, trad. do
mesmo ; o romsneeiro portuguez do l'izarro ; versos de
Belmiro pastor do Ii. un. nova ed. do 43 2 v ;
obias do S do Miranda 2 v. ; o Lima do Uiogo Uer-
nardes ; obras poticas do Llr. Antonio Ferreira 2 v. ;
obras de itocage ; Vieira Luzilauo historia em versos
lyricos; as salyras de Juvenal, Iraducio uova por F,
A M. liaslus 1639; as satyras de l'erseo nova tra-
duco do mesmo ; poesas o Paulino C. do Vasconcel-
los v. 2. ; poesas do A. V. do (;. e housa ; parnaso
lusitano v. ; os burros, poema do J. A. de Macedo;
oparaiHo perdido, liad, nova do L>r. Luna Leilo ,
1841, com eslampas, l v. ; o naufr gio de Sepulveda,
poema de Jernimo Corte lleal, nova ed. do 1840, 3 vo-
luntes, .,
I Vcnde-sc multo superior furinha do mandioca,
por preco coininodo, ltimamente chegade de S. Mu-
ll US, a bordo da sum da defronlo do caes de i'alacio ; ou na ra da Moeda ,
armasoin n. I. g
1 Vende-se um crucifixo com a imagem do Senhor,
jum colar, urnas cuntas do Ido do Janeiro uma pul-
ceira, uma rnedalha, um cordio fino uma imagem
da Conceicao um par do botos de punbo ludo de
ouro duas colheres de soupa, 3 ditas pequeas de pra-
ta ; na ra Direita deposito de assucar n 58. 6
. Vendem-se 3 moloques de 13 a 16 annos, de bo-
nitas figuras ecom ofllclo 2 negrinhas de 12 a 17 an-
nos com habilidades ; 3 pretas de 20 annos com al
gumis habilidades ; I preto de 22 annos de bonita fi-
gura o propiio para padaria na ra das Flores n. 21.
Vendem-se duas canoas do carregar agoa a 270/
n. cada uma 3 ditas abertas, grandes a 160/rs. ca-
da uma ; e uma dita pequea do carreira por 60/ rs. :
na rus do Caldeireiro atrados Martirios n. St.
Vende-se um eseravo de nicio Angola de boni-
ta figura bem cvilisado de idade de 21 annos bom
canoeiro niestre de rede de pescara cala casa e pin-
ta cosnha e faz lodo o servico vende-se por seu se-
nhor rotirir-se para fra a tratar de sua laude ; oa ra
do Mondego o. 8.
Vendem-se barris com polaisa de superior quali-
dade ; na ruadoVigario n. II, primeiro andar.
Vende-io um eseravo crioulo moco e do bonita
figura ptimo para o servico de sitio no que he h-
bil ; na rna de Hurlas o. 48, segundo andar.
Vende-se uma casa terrea na Paasagem da Magda-
lena, por preco commodo; a (rilar na mesma casa
n. 29.
3 Vendo-se urna duzia de cadeiras, um par de ban-
cas urna banca redonda de meio do sala e um su-
pla ludo de Jacaranda e por preso commodo; oa ra
estreita do Rosario n. 1C. |4
2 Vendem-se a 20 dusias de assualbo de louro
sortldoem largura niuito lecco por ser serrado, ha
mais do 8 aiezes, e lambem se veodo algum forro, lu-
do por preso commodo ; na ra larga do Rosario n. 21,
primeiro andar. (g
3 Vende-se azeilo do carrapalo em porcOes de ca
nada para cima a '4560 rs. por caada; ne ra da Madre
de Dos, a tratar com Manuel Ferreira Pinto. (3
2 Vendem-se velas de espermacelu chegadas de
Lisboa prximamente mais superiores doqueas ame-
ricanas a preso duMUO rs. a libra ; e larioba de min-
dioca do tuperior qualidade ; no arco de S. Antonio,
loja n. 2. 2 Vende-se rap chegado ltimamente de Lisboa ,
em libras e as oitavas ; na ra do Queimado n. 39, lo-
ja do Antonio da Silva Gusmio. (2
3 Vendem-se barris do superior vinho da Figueira;
nos rmateos de Das Ferreira ao p da Allandega c
na ra da Moeda n 7. (3
3 Vende-se sal de Lisboa em grandes e pequeas
porfSea ; na ra da Moeda armasem n. 7. ,2
2 ilArt: IMPERIAL.
lisie rap, imitando ao princesa de Lisboa, ven-
de-se em libras, molas dilas e oilavas, nos leguiotes
lugares:
as lujas dos Senhores :
Baudeira de Mello ra do Cabug.
Francisco Joaquim Duarto ruado Cabug.
Marceiiino Rodrigues Lopes, na escadiuba da ra do
Crespo.
Menezes Jnior, ra do Collegio.
carrosa de qualquer encommenda de charopes licores
o agoaardenles, tanto para a provincia, como para ex-
portasio; as amostras seachio sempre francas aos com-
pradores e os presos sao por menos do que em outra
qualquer fabrica. (Ib
Yendcm-se charutos llcgalia, cin
porroes de milheiros por preco mais
cominodo qnc em outra qnalrpicr parte ;
na rita do Rosario, vindo pelo pateo do
Collegio, a primeira loja 11. 18.
Vende-se assucar de primeira,
segunda e terceira qualidade secco e
e por precos
praso
bom -para exportar ,
veis a dinheiro e a
rasoa-
* u uiiiiu 11 ti i. u 111 u.""> lio iiru 1 iisc 111
de F. Iv Alves Vianna 11a ra da Sen-
zaIU \ clin n. 1 111.
2= Vcnde-se una esclava de lodo srrvieo de urna
casa, sem deleito algum : na cua de llortas n, 04. ('.'
Escravos Fgidos
Ferreira & Oliveira, '"^o Queimado.
' vpracioba do Livramento
'I homar Pereira de Mallos Estima, Alterro da Boa-vista.
Joao Faria.rua .Nova.
Guedes A; Mello, dito dito.
O preco he 2# rs. a libra e a 30 rs. a oitava.
2 Vende-so ao p do arco-da Conceicao no arma-
sem do Braguei toucnbo, as arrobas. (2
2 Lima Jnior Coinpanhia teem para vender co-
la de superior qualidade por preso commodo, no ar-
masem de Joaquim Uonsalves Vieira (iuiuiares no caes
da Alfandega. ;,
2 Vende-se um piano vertical com dous regs
(ros, lortissimo e piunissiiuo ; na ra do Amorim
n. 17. ;j
2Vcnde-se farinha do mandioca de muilo bou qua-
lidade a a/rs. a sacca e sem ella a 4MI0 rs. ; uo ar
masem da ra Nova n. 7. (3
2 Vende-se urna prela niofa ; em Fra-de-Portas
confrontes Intendencia, n. 117, primeiro andar ',2
o Vcnde-se farinha do mandioca de muilo boa
qualidade; no armasem dclronte do caes do Collegio,
junto ao botequim du Estrella ou a bordo da suiuuca
Estrella do Cubo, fundeada defrontedo mesmu caes do
Collegio pelo mdico preso do 5^ rs. com sacco e
480U is aem sacco. (g
3 Vendo-se labosdo de pinbo do todas as larguras
a SO rs. o p dito da Sutcia costado costadinbo ,
forro assoalho e forro paia fundos do barricas ; utraz
do llieatro velho. (4
3 Vuude-se a obra de Lva e Ave ; na presa da lo
dependencia liv.aria ns. e 8. (2
3 Vende-se um brajo do balsnfa grande que pe-
sa mais de 100 arrobas com bonitas conchas de ama-
relio [erradas e com correles de ferro e lambem os
pesos quo qulterem ; e dous pares de conchas novas ;
as Cinco-puntas n. 160. (5
3Vende-se arro do casca em saccas de alqueire da
medida vellia cera de carnauba couios de cabra, bo-
jerro e sola ludo por prefo commodo ; na ra da
Cruz n 51. (4
3 Vendose urna escrava de 18 a 20 annos, de lin-
da figura sem vicios nem molestia alguma em quan-
to habilidades a vista do comprador se dirad a qual se
vende por precisao ; na ra do Queimado it 20 ou
por dttiaz da ra do Cildeireiro 11 4. (5
3 Vendem se caixas do cera lavrada em muilo bom
sorlimcnto ; no armaiem de Fernando Jos Uraguex. (2
3 Vende-se um crioulo trabalbador de enxada : no
liin da luada Aurora n. i. 'i
3 Vendi-ae a bordo do biale Xota Oiinda Tundea-
do defronte do caes do Collegio farinba de mandioca,
lano em porsao como a retalho e que por ser urna
das mais superiores, quo so acbao lo porlo tem me-
recido a preferencia. (5
5 Vende-so uma casa de um andar com grande
quintal murado e cacimba na ra das Trinchciras;
o urna casa terrea na ra do Padre Floriaono ; a Ira-
lar na ra da Cadeia do llecife n. 25. 4
!>Vendem-se duas moradas de casas de 2 andares
cada uma,sitas na ra Nova; urna dita de dous andares,
nos Qualro-canlos na Boa-vista, duas ditas trros,'
juntas ao mesmo ; uma dita terrea oa estrada du Mau-
guinho; uma dita na ra du Padre Fioriaoo ; uma
morada do casas de 3 sndares na ra do Amorim a
tratar com Manoel Caetano Soares Caroeiro Monteiro.
rta grande fabrica de licort do Atierro da Boa-
vista n. 26.
12 Acha-se sempre grande sorlimcnto deludas as
qualidades de licores aesde o mais lino al o ordina-
rio de 160 n. a garrafa asseverase que 01 licores mi-
lito perfeitamente aquclles que vtem de Franca ; lam-
bem existe grande sorlimcnto do genebra lauto em
botijas como em caadas ago'ardente do reino e de
Franca dita de anix espirilo de 36 graos, charopes
de lodas as qualidades para refrescos, dito feito da ver-
dadera resina de angico, excellente para lodas as pes-
1 No dia 28 de Marco p. p. fugio urna prela de
nome Calharina de afio Songo, levou um laboleiro
pintado de verde com miudesas, e juntamente um lien-
dres em cima do dito ; levou veslido saa de lila pre-
la veslido brancu decassa de lislras camisa de ma-
dapoln com babado ludo usado, panno da Costa j
dusbotado erguas grandes de ouro as orelbaa ; le-
vou mais um vestido cor de gauga com lislras pretas ,
novo embruloido em um guardanapode algodio; es-
tatura regular, lecca, cor bom prela pus e mus cont-
undas lem duas marcas de logo bastante graudes em
ambas as p6s no pescoco uns calombinhos na per-
ita direita bastantes mateas de leridas velbss e novas;
quem a pegar leve a -seu senhor Manoel Jos da Silva
Braga com prensa de algodio no Forle-do Mallos ou
no seu sitio defronlo da igreja da Estancia que sera
generosamente recompensado. 14
1= Fugio do cogenho Junqueira um eseravo de no-
me Antonio baixo (j fula, secco, pernas linas, lem
uma beiida em um dos ulhos ; qu.m o pegar, leve ao
mesmo engenho ou na ra da Cadeia do Recilo a
viuva Bailar. 5
2 Fugio no dia 29 do p. p. uma escrava ciioula, do
nome Theresa que representa ler de idade 22 a 24
annos all* e magra roslo comprido naiii bstanlo
grosso e chalo bem le la de corpo, e ps, cabete com-
prida e gaforioa alta; levou vellido de chita rouxa com
palmas tambem rouxai mais escuras ; quema pegar,
leve a ra dajCruz n. 51, que ser recompensado. ,7
3 No dia 30 do p. p. desappareceo um pardo de
nome Francisco de 40 annos de idade bom sapatei-
to de estatura regular ps grande e cobertor de ca-
lor de Ogado, e bolsos tambem grandes; quem o pegar,
leve a ra larga do Rosario n. 7 terceiro audar quo
sei generosamente recompensado. (6
2 |UiiiMliirs. do g rali II casa o.
A quem pegar a escrava Juanita du na{3o Angola,
cor fula que uuli'ura per (onceo ao Majur Nicol&u da
Parabiba do Norte, a qual est furtada desde 1812 e
consta com toda a cortesa cbar-so em uma lazenda jun-
io a villa'dc Caico cujo sigoal,t.que uio deixa a menor
duvid.i, heter ella um dedudo p ti jado; quem a pe-
gar, leve a ra do Sebo o. 12. h
1011/000 rs. de gratificas.'!"
Do si io de Miguel Crrela,deque herendeiro o abai-
xo assignado desappareceu um preto de nome Paulo ,
de nasio Casange estatura regular, rusto quaii re-
dondo or Ih. s pequeas pouca barba o esta saltea-
da cabellos grandes e um lano vermelhos, lopieseula
30 anuos pouco mais, ou menos ; lem um pequeuo
alejo em o dedo pullegar da muu uireila de um pa-
itorieo ; he bstanlo bisonho e um tanto busal ; julga-
se, pur haerem indicios, ser seduddo; rogase a lodos
as autoridades policiaes, e pessoas particulares, ou
por quem possa ser encontrado o maodem pegar a
levar ao mesmo sitio, ou na ra largado Rosanu, jun-
io ao quartel de polica ioja de miudesas u. 20, onde
seruo recompusados com 100/ rs.
I'cenle Jos (jomes. (13
5 Gratificasao de lOO^OOO rs-
Fugio um eseravo da provincia das Alagas, ha pa-
ra 7 annos, com os signaos seguintes ; de nome Joaquim
Turado por nao ter dedos nos ps por ler amassado
o com os mesmos e a cal ler-iho aballo leridas e co-
mido os dodus tem marcas brancas nos ps das mes-
mas leridas, cOr preta, cabello malo fulo, cara larga,
olhos meios grandes, corpo do catalura ordinaria ps
meias largas de idade do 30 a 35 annos, do "acau Las-
sango, falla bem ciato por vir molcquo pequeo, tem
signaos de surra o quando anda manqueija alguma cou-
sa lem tomado esta distancia, por se ler ieilo cum do-
ensa do mal de gola, pedindo esmoias e faiendo-se fuuo,
e assim lem. pastado lodo esle lempo bu noticias ctu
andar de Pernumbuco para Uuiaona Parabiba al ao
Ititi < rande du Noite; quem o pegar, leve as Cinco-
pontas, padaria o. 63, que iciebea a gralilicisao a
cima. (|7
'1 Fugio no dia 24 de Marco o preto Gil, de na-
Sao Ouisarn baixo, chtio do corpo rosto redundo,
anda sem barba, olhos e testa pequeas, e cabello
bstanle grande ; quem o pegar, leve a ra da Aurora
n. 30, quo si 10 gratificado. 5
3 Fugio no dia <9 do p p. um moleque de nome
Joaquim, de nasao Angola de idade do lo annos;
levou caifas de riscado e camisa de chita rouxa ; des-
conlia-ie ser seduiidu porquo nunca fugio ; quem del-
le souber ou o pegar leve a rueda Cadeia do Recife
n. I, renda do Pitornbi, quesera recompensado.
l\o dia ix de Marco lugio lium
neto
mi' nome 1'cdro toin os biguaes se-
guintes : carniza de chila toda desmotada ,
calcas tiznes d'algodao trunsado baixo,
corpulento 5 cara larga, e algum lano
lirada para baixo nariz chato tendo
Iniit talho de huin dos lados parece
ser quebrado e tem o andar aprensado:"
eseravo do tallecido Daniel e depois
seu
soas, que padecem do pello; di mesma labrica te 011-
illto o Jr. Jos AuUuuu Jo
. Hoga-sc a todas as autornbdes
foi
de
Ca
policiaas que se o viiem predao-no, e
aos Senhores CapiSes de (jaropo que o
peguetn e tragao casa de iNicolk Ro-
drigues da Cunha onde inora o*
uhur.
;u sc-
PIBK. ; sA TYP VE M. F, DE FAMA l84&.


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