Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05543


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Full Text
Anuo de 184&
Sabbado 99
O DlArMOpahlioi-aa lodoi o iliai qua nao forma lintiricadni : o prago di laaigmtun
ha ie treii mil -i. por quinal pgnj lliin.i.lor O, innuncioinoa laaignanm lio inatridoa
a ruo de 'JO ii por Tinha. roin era lypo ilifferente, e ai repelicdei pela amelarle O
<| nao (orea asaignapt-a pago MI res po- linlia,460 m lypo diferente, por cada publicacao
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
I>'""'J a'fhyba, aejrnarlef aextaa feiras.Bao Grande do NorU, obega a 8 e
le .1 JOa i."to, Sarinbaem, RioForneao, Macer, PorloCalro, e Alagoaa:
i eJldeoad. >.Garanbuna, e Bonio a 10 a 24 de oada aet loa-riaia
ea< S8 28 dito..Colarle da Victoria quinlaa fairaa. Olinda lodot oa d
das da semana.
_'t Sag .1- 4 1. oilara, instituicao do SS. Sacraaereo.
_'5 Taro. + o la* a Annunciagao de N. *>.
^o aaru e Ludgero And do J. da i), da 3 *.
J7 Quinta a Roberto. Aad d j de D da 8. t
A Sesla > Alex'idre. Aud. do J. da D da i. r.
'.>1> Sab s Bcrtboldo. Hal. aud doJ.de D. da 1. r.
SO Dona s. Joao Climai-o.
i;^' i.-L^^neaK- i-'_^.'.jsr!F iKi'^'j^m1 nvtffmiwgnBami^mm^^^^m^^^^^^m
d Alargo!
Anno XXI. N. 6-
Adju .$.r ,.a|>eoie de cu* aaoa; da noaaa pin.l3i.rir, -tuilaiago, eenerjia reos-
t..<. ..! ja cono prinoipiiaaoi a aerenoa apontaiioa com idairajflo etire a na.oes mata
ouitaa. (ProolaongSa di AJJoraba'a flert! 4 '-"il.
CaHIOI
(aaab.oe esfera Lona' '-'5 i|
/ Vm 67 2 rea por franoo
m LiaboaiJpor 100 de prarnio
Moeda de aobre ao par.
I dan de letritaa 'a Era a a 1 puroio
o ni Ja] M KUiyo.
Our--Moedi da 0,0O
-V
i a de ,Wu
I'riia aiaon
a> i'a^oallural"",
a Uitol aaeaiaaa.ua
compra renda
17 -U 7,ioa
17.UU0 17..00
j m .'OO
i ,'8l! ... uuO
i/Jsu jUOO
l.WiO 1,980
PHASES DA LA NO MEZ DE MAIigo.
l-uanora a S ai 4 h a 17
Crea ama a 15 H hora* e ,| i
. rf?. iii.i'i. I,i- c .- < ii 5 horas a SO i da t.
da urde- 'h.i:.m 30 i* J borai e 41 da t
Prr.amar de kojt.
Manan .
Prinaera ailOhoran* 6 sin. da man.li.ia |Sjumla
ai 10 luirs e 30 rainuioe da t.
DIARIO DE PERNAMB
tzaBSZama-.AtTrr-i.'a.iMmu a- ,r r ^-j
mrm.uTiif

..
'
- -.'mtBim&aBaa
PARTE QFFICILa
GOVERNO DA PROVINCIA.
MANDO
Tliomas Xavier (arda de Almeida do conselho de
Sua Maqeslade O Imperador dignatario da im-
perial ordem do Cruzeiro comm.endador da de
Ckristo. deumbargador da relavio da Hahia t pre-
sidente da provincia de Pemam'.taco pelo mesmo
Augusto Senhor que Dos gitr,rde, etc. etc.
Paco saber aos habitantes esta provincia, que
por aviso da secretaria (Testado dos negocios do
imperio em data de -20 do crreme mez me foi
participado achar-se completamente pacificada
a provincia de S. Pedio do Rio (.ande do Sul, e
todo o seu territorio, desinfestado dos grupos ar-
mados, que nella existio tendo-se apresen la-
do e pedido ainr.istla OS cheles que oscapila-
neavao. E parj que chegue ao coiilieciinento de
todos lao ale re e interessante noticia, qual a
de ter m i1. is;nln una guerra fratricida, que du-
ro u por i oais de presen'.o, que ser allixado nos lugares do estil-
lo. Dado e passado tiesta cidade do Recife de
Pcrnaiubuco c Palacio do governo, aos 28 dias
do mez de marco de 1845.
Thomaz Xavier Garca de Almeida.
COLMANDO DAS ARMAS.
Tendo S. Exc. o Sr. general eonunandante das
anuas encontrado algumas vezes soldados desta
guarniffio com paos, jlllgn eonsequente recom-
mendar a Vine, que faca constar s pracas sob
seu caminando, que serao iufallivelinente casti-
gadas aquellas que forem encontradas sem-
lhaiitemente armadas ; e outro sitn, que. nao
estando em servicn, jamis lhes he perinittido o
uso de espada ou baioneta.
O Exm. Sr general quer que os Srs. coinman-
s, as obsi'i-vaci'g de seus mappas diarios,
acrescentem a declarar/fio da existencia nos quar-
teis de lodo o armamento, corrame, tnunices
o equipamento, que se ache distribuido s pia-
ras confiadas ao mando de Vine, o que Ihe com-
mullico, de ordem do mesmo Kxm. Sr. general,
para a de vida execuco
Dos guarde a Vine. Quartel general na cida-
de do Recife, -20 de marco de 18-i. Sr. cspitSo
Sebastto Lopes Giiiinaraes, cotninandanle da
companhia de cavallarla (le primeira linhaPe-
dro Francisco Xolasco Peieira da Cunha, capito
ajiidante de ordens da pessoa.
De igual theor l'oro dirigidos a todos os cotn-
maudantes de coi pos desta guaruico.
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
Ministerio da Justica.
liliu. e Exm. Sr.Tendo-se completado, se-
gundo me acaba de participar o Sr. ministro dos
negocios estrangriros, a 13 do correte mez, os
quTnze anuos durante os quaes, pelas conven-
crjea entre o Brasil e a (iro-i retanha sobre a
abolicao do trafico de escravatnra, continuava
ainda em vigor aconvencao de'28 dejnlho de
1817; e cessando por conseguinle desde aquelle
dia o direito de visita e de busca, e todas as ou-
tras estipulaces contidasna referidaconvenco,
artigos addicionaes, itistruc^es e regulamentos
annexos, ocomniunico a V. Exc, para seu co-
nheciinento, c para o fazer presente ao supremo
tribunal de justica; e beiu assiin que, euiqiwn-
to se nao organisa un regulaiiiento proprio pa-
ra os processos dos apresanientos leilus por oc-
casio do comniercio illicilo de escravos, iciio
t ompetiudo s justicas ordinarias do paiz taes
processos.
Dos guarde a V. Exc. Paco, em 15 de marco
de 1845Munoel Antonio Galoo.Sr. Jos Bet-
nardode Figueiredo.Na iiiesma coiifoiinidade
ao presidente interino da relaco da corte, e
circular aos presidentes das provincias mar-
timas.
O TRAFICO E O DIREITO DE VISITA.
Em urna das ultimas sesses da cmara dos
pares de Franca M. Guizot ministro dos ne-
gocios estrangeiros respondendo a urna inter-
pellacSo do conde Mole cerca das negociaces
sobre o direito de visita exprimio-se nos se-
guiutea termos :
Desde a ultima sesso segui a negociaco
" de que fui encarregado. Represente! aogo-
" verno inglez a necessidade de procurar para
se conseguir o fim cominum da aboliro do
1 trafico outros meios dillerentes dos postos
em uso ate ao presente lucios que se torna-
rao ineflkcasea e ao mesmo lempo coinjiro-
niettentes para os doui pases,
i V O governo inglez coniprehendeo minhas ra-
zoTs. i amituissOes tuivtas vo ser encarrega-
" das de indagar em comtnum uieios novos de
reprimir o trnli-'O-Tal he o estado desla ques-
" to to completamente resolvida como po-
dia estal-o ueste momento.
Estas palavras de VI Guizot deiuoustro, que
visao dos tratados de 1831 e de 1833 que esta-
belecro para a repressao do trafico o direito
de visita reciproco cnlre a Franca ca Inglater-
ra. A nomeacao de commissarios mixtos para
em coinmum iudagarem eaccordarein em meios
novos de repressao do trafico, he com clicito o
reconheciiiiento da exactidoda allcgaco de M.
Guizot de que o direito de visita alin de inef-
lica/, he comprometiente para os dous pai'es.
Pouco lempo pois ser necessario para que a
Franca consiga a completa abolicao do direito
de visita. Ser este mais un triumpio da opi-
uio publica. O direito de visita entre a Franca
e a Inglaterra diirou de 1831 a 1832, sombra
do silencio das cmaras e talv z da necessida-
de que iinli.i o governo de I.ui/. Phlippe de con-
solid.ir-se ; mas a tentativa de ampliar por un
novo tratado as zonas em que elle devia serexer-
cido foi-lhe fatal. As cmaras fraucezas nao
contentes de terem impedido a ratilieaco desse
tratado exigiro a abolicdo do direito recipro-
co de visita; ea cmara dos diputados, por una
votarn unnime forcoii o ministro dos nego-
cios estrangeiros a annunciar que entrarla ,
fianca e lealinente etn negociaco para oliter
essa abolicao.
Cumpre aqui notar que os tratados de 1831 e
de 1833 entre a Franca e a Inglaterra nao tem
termo de duraro sao perpetuos : e com i mi
em breve estarao revogados !
O brasil ]>or unta ventura que nao sabemos
assaz applaudir e que no deleixo de nossas
eousas, nao podemos mesmo explicar n*oad-
miltio o direito de visita seno por un termo li-
mitado.
Esse termo expirou em 13 docorrente mez. O
tratado de 1826 entre o brasil c a Grao-//reta-
nha estipulou que a aboli(o do trafico de es-
cravos se verificara tres anuos depois da troca
das ratificacecs. Esta troca veriticou-sc etn
l3de marco de 1827, e consequeuleiuente o tra-
fico licito ficou totalmente abolido no Bl w^l fie
13 de marco de 1830 em diaute,
Pelo referido tratado de I82G fro taiiibetu
adoptados e renovados entre o brasil ea Ingla-
terra os tratados pie a respeito do trafico exis-
tira entre a Inglaterra e Portugal e notavel-
niente a convenco de 28 de julho de 1817, que
estabelece o direito de visita e as commissoes
mixtas. Felizmente porin esta convenco
nao he perpetua : um artigo separado a ella
auiiexo estabelece que quando se verificara
total abolicao do trafico de escravos as altas
partes contractantes adaptara, de coimuuiii ae-
eordo as sitas estipulaces as novas circiiins-
tancias; masque, quando n;io losse possivel
concordar em outro ajuste aconvencao (ica-
ria valida at a expiraco de quinte anuos, con-
tados desde o dia em que o trafico de escravos
l'sse totalmente abolido.
Que esta seja a duraco legal da convenco de
1817 nao he una mera opiuio do governo im-
perial. A este respeito sabemos que lia o ac-
cordo do governo da Gro-Nretaiiha pois nos
asseguro, que durante o ministerio de lord
l'.tlnicision foi |M>r elle recouliecido ollicial-
inente depois de consultado o advogado geral
da cora que as con vences de 1817, e suas es-
tipulaces devio terminar no pra/o dequinze
anuos contados de 13 de marco tle I83.
Temos pois por certo que a resolncio toma-
da pelo governo imperial, e annuiieiada no Jor-
nal do Cirtnnfeiyio de lionleiti que d por acaba-
da S eojivcncao" de!18l7, nao ser neni po-
da ser contestada pelo governo da Grao-Bfe-
tauha.
urna vez por vas de lacio e que a final pode-
rla prodtwr as mais funestas coitsequeueias.
Neis que reconhecemos quanto sao conveni-
entes para o llcaiil os productos da industria da
Inglaterra eos seus capitaes ; nos que acredi-
tamos, que nenliinn cominercio eslrangeiro he
mais til ao paiz desejainos que se restabcleca
a autiga benevolencia e por isso lazeiUOS vo-
tos para que o direito de visita felizmente ter-
minado, fique perpetuamente entenado.
[Jornal do Commercio.)
RIO GRANDE DO SUL.
'ocidvd"\os. Competentemente autorisado
pelo magistrado civil aquem obedecamos, ena
qualidade de commandante i'in chele, concor-
dando com a unnime voulade de lodos os olli-
caes da forca do meu COminando, vos declaro
pie a guerra civil que ha mais di'nove anuos
devasta este bello paiz est acabada. A cadeia de
suecessos poripie passu todas as revolucoi's tem
transviado o liiu poltico a que nos dirigamos,
e hoje a eontiniiaco de tima guerra tal seria o
ultimtum da deslruco e do aiiuiqulamento
de nossa Ierra.
T'm poder estranho aineaca a integridade do
imperio, e to estlida ousadia jamis deixaria
de eehoar em nossos coraees brasileiros. O Itio
Gratule uo ser o theatro de suas iniquidades,
e nos partilhareinos a glora de sacrificar os re-
sentimentos creados no furor dos partidos ao
betn geral do Brasil.
rexamnar de\ d imetite a conduela deste enipre-
g ido, que, a ter examinado, de certo elles troca-
ihiu essas expressdes por outras mais agrada-
reis, lisougeir.is e ollieiosis. 4>-
Sr. presidente, o roquerente reside entre nos
ni lina-vista; todos us sabemos a conducta
dcste professor; elle nao tem preenchido a o
sin dever; elle tem felto mais. K mesmo quan-
do elle tivesse apenas preenchido os seus deve-
res, cntendo que a commissuo jamis deveria
serlao severa e rigorosa comquem merece esn-
sideraedes c respeitos; por quanlo em urna po-
ca, como a actual, em que o liomem de bem, o
tle seiilimenlos generosos vive sem apoio, c
cuino que entregue ao ceg destino, em quan-
to que o egosmo mais insupportavel estende
por toda a parte o sen funesto dominio: aquel-
le que se isenta desta coirupeo, conserva enio-
(des justas, e preenche com zelo suas obriga-
coes. inereee mais algimia eonti'mplaco : este
professor disse en, e disse milito bem, nao tem
cuinprido su os seus deveres; mas tem feito
mais alguma cousa. Doente, elle mullas vesos sa-
be resistir os padecimentos e a di'r para nao fal-
tar aos seus alumnos : sobrecarregado de una
numerosa familia, uo se queixa a pessoa algu-
ma, neinem circuios, nem naspraca, nem nos
jornaes; elle sent privafdes, reconbece que o*
seus servieos sao mal recompensados; e com lu-
do, cada vez mais fervoroso, elle se entrega to-
do ao ensino dos seus alumnos Fu fallo pean-
le un membro desta casa, cuja probidade niiti-
ConctdadiTos! Ao desprender-me dogro que i to respeito ; elle me escuta, e estou certo dr
me lluvia confiado o poder que diriga a ivvolti-
co, cumpre assegurar-vos que podis volver
tranquillos ao seio de vossas familias,
''Vossa seguranea individual e de propriedade
est garantid.i pela palavra sagrada do monar-
cha, e o apreco de vossas virtudes confiado ao
seu magnnimo eoraco.
cnifio, fraternldade, respeito as ies, e eter-
la aratidao ao nclito presidente da provincia, o
11."'" e r.x."1 Sr. Rar.ta de Caxlas, pelos afanosos
sforcos que ha feito na pncilicajao daprovin-
tia.
'"ampo em Ponche Verde, 28 de fevereiro de
1845. --- David ('anubarro.
Est consequenteinente terminado o direito
de visita que os cruzadores ingleses excrcio so-
bre os nossos navios Ulereantes e nao he de
presumir que torne a ser reproduzido em um
momento em que as mesiuas nacoes que o es-
tabeleccro perpetuamente trato de 0 abolir.
Esperamos pois que os dous governos do Brasil
e da Gro-Bretanha sem desistirein da honro-
sa empresa de repi huir o trafico, adoptar.io ou-
tros meios, que nao o direito de visita, que a
experiencia tem completamente demonstrado
iuefftcaz aviltante e destruidor de toda a be-
nevolencia entre os dous povos.
He motivo para nos congiattilarmos com o
commercio nacional que tica livre dos vexa-
mes a que a violencia dos cruzadores brilauni-
COS O 1111 lia SlljeitO C <111 o devia completa-
mente anuiqullar ; mas he motivo tambem pa-
ra darmos sinceros parabens aos negociantes
inglesesestabelectdosno paiz, aquem a nova
ordem de cousas nao pode deixar de ser pro-
ve losa.
Ninguem ignora a progressiva prosperidade
do comniercio britannico no brasil desde 18U8 ,
a benevolencia que todos os Inglezes eucontra-
viii. a couliaiica com que se inlernavao no paiz,
e o bom acolhiineiito e preferencia que mere-
cio ; mas niiiguem ignora tambem que, a da-
tar de 1835, poca em que as violencias dos cru-
zadores tomarn incremento e se exercro sem
medida e com desprezo inesiuo dos tratados ,
cometn aall'rouxar essa confianca e mutua be-
nevolencia, e a apparecer una irTitaco de an-
Hni-GnAVDi:.ni:s! lie sem duvida para mim
de inexplicavcl pi'azer, o ter de aiiiiiinciar-vos,
((lie a guerra civil, que por mais de nove anuos
(levastoii esta bella provincia, est terminada.
Os i raos contra quem combatamos, estao
boje congratulados com hosco, e j obedeccm
ao legitimo governo do imperio brasileo.
Sua Magestade o Imperador ordenou, por de-
creto de 18 de de/euibro de 1844, o isqueeiiueii-
lo do passado, eiiuii positivamente recoimnen-
da no mesmo decreto, que taes brasileiros, u;io
sej judicialmente, nem por qualquer outra ma-
ncira, perseguidos ou inquietados pelos actos
que tenliosido praticados durante o tempo da
revoluco. Esta inagn iiiinia di'liberai ao do ino-
narcha braslleiro ha di-er religiosamente cum-
prida; cu o prometi sob uiinha palavra de
honra,
lima s vontade nos una, Rio-Grandenses!
Alaldi;o eterna a quem ousar recordar-sc das
nossas disseuedes passadas. Unio < tranquilii-
dade, seja de boje em diante nossa divisa,
o! Viva o Imperador consti-
Vlva a leli
iikoii.iI. e defensor perpetuo do brazll. Viva
a integ (lade do imperio.
Quartel general da presidencia e do comman-
do em chele do exercito no campo de Alexandre
Sinics, margem direita do Santa Mara, I." de
marro de 1848. //uni de Casia*. [dem).
*.-*j laie ai
"J.;.\ ...
J
VSSIvMlil.FA PROVINCIAL.
CONTlXL'AC.vO DA SBSSAC l0 DIA '11 DE MAiiC DE
1845.
(ll'.III.M DO DIA.
Discusso dos pareceres adiados.
Discusso do parecer dacommissb de iustruc-
cao publica sobre o rcijiieriniento do professor
.loo Joaquilll Xavier Sobreira, em que pede
lima gralilieaeo igual a quarta parle do seu or-
denado, aliento o seu zelo, docuca e grande
onus de familia. A coniiuisso iiidelcre a pre-
tenco.
O Sr. BaplUla:Ped a palavra, nao lano pa-
ra me oppor ao parecer da couuuissao de ins-
truccSo publica, como para me oppr a una
expresso que vejo c arada no mesmo parecer :
a conunissao, depois de dizer, que a assembla
nao est autorisadta conceder pensues, aeires-
centaqtie o peticionario tem apenas preeuchido
o seu dever. F o que quer isto dizer .' Qucr di-
ier, que, ainda quando esta assembla podesse
conceder tncics e peiiscs, nao deveria cotice-
del-as ao professor requcrentc, porisle nao ser
digno delta.
Si", presidente, cu recotilicco a geucrosidade,
e elevados jeiitinienlos que doiuinao os ilustres
inmbros da conunissao; por isso direi com to-
da a coniauca, sem receio de ser contrariado,
0 governo britannico ja adtnillio em these a re- linos que infelizmente se manifestou mais de' que os membros da coiuinisso nao tratarn de
que nao achara exflggeraco em minhas pala-
vras. Este respeit ivel collega, de quem fallo,
he director do lyco, e elle sabe, qual Ibro os
elogios, que a conunissao do mesmo lyco do
ao professor ."-obreira, quando ella leve de exa-
minar as aulas de primeiras lettras. /
A conunissao disse, pie ludo quanto sepodia
desejar se linha encontrado n'aula, e nos alum-
nos do requerente. Em verdade, aceio, regn-
laridade, disciplina e adiantameuto em todo o
sentido, eis o ipie se aelta sempre n'anla < nos
discpulos do requerente.
Ora, us que nos dizstnos aval adores das
ticcessidades publicas, nos que nos dizemosfimigo,
do inereeiniciito, da probidade, e das virtudess
liaremos de ir aqu exarar urnas palavras tao
desagradnveis a este requerente, cujo theor do
conducta s merece louvores e apnlausos?
Portantn eu quizera que acouimissao elliiniuas-
se estas |ialavras; poique eiitcndo que ellas i-
rodesacorocoar o mrito, e iro despedacar
o eoraco deste empregado, todo votado ao en-
sino da mocidade, e cujos servidos teera sido
lilil inipoi'lauli's. Assilll pois,cu darei o meu
voto a favor to parecer da CommisaSo, se forem
elliminada as ultimas palavras d'elle; do cou-
trario votare! contra ; porque quero lvrar-me
de um peso enorme que-me oprime, peso,que
resulta daqticllas ultimas palavras. lie certo ,
Sr. presidente, iiiii' para mim nao he cousa tao
evidente, como pareeeoaos nobres membros
da conunissao o nao poder esta assembla
conceder pensoes. e reinuiiei acns de servidos,
pelo menos poderla appresentar a lei das apo-
sentadorias leilas por esta assembla, lei, cuja
dispusieo he concernen te a remunerar servaos;
mas nao tratara tlisso agora e coiilento-ine
em atiende!' ao estado de penuria to cofre pro-
vincial, e as graves ilillieulil uli s com qiielueta-
inos, quando temos de marear a receita cdes-
pesa da provincia.
Sr. presidente, eu vou mandar a mesa una
emenda parasupprimlr-se as ultimas palavras
da conunissao. Se nao podemos por agora dar
dnlieiio an requerente, ao menos mostremos,
que reconhecemos u seudislincto merecimento,
ao menos utio o ollendamos, Ibzendo-lhe urna in-
justica (lagrante. O requerente nao merece a
severidade da eotimiiss.io lodos o conhceem ;
todo> l'.illo bem de suas excellentes qtialidades;
he pobre ; mas tem virtudes: he pobre; mas
um empregado pobre, que seenche de conso-
laces, quando faz pesados sacrificios para ver
brotar, nos coracoes iiil'.inlis dos seus diScipulos,
lodos os germens de obediencia, tle amor e bon-
dade; os SCUS servieos pois lem sido lilil i;n
poi taati s, e de urna ordem mu elevada. Assiin
pois espero, que passe uiinha emenda.
U Sr. Ferreiru Barreta: Eu nao estar pre-
sente na casa no momento em que se leo 0 pa-
reccr da conunissao que se discute, ou nao me
record que se lsse ; nao me.....ordo das suas
ultimas palavras. por isso eu quererlo merecer
de \. Ex. a graca de mandar fazer a lei tura des-
se parecer.....
(O parecer he entregue aoSr. deputado}.
O Unidor: (-en, que a conunissao disse, ou
quiz dizer, que este professor, cumprindo com o
seu dever, niio merece por Isso maior elogio.
ou a un or cousa, porque um empregado que
cumpre couias suas obrigaedes, tem feito o que
(leve; ora esta i asan sera assiin a primeira vis-
ta, poim quando permitta-se-ine a expresso)
a coirupeo he geral, e um empregado se exi-
me dessa eorrupeo, elle merece todo o elogio,
por isso que i He be exacto no momento da cor-
nipcau; um lio,nem que se exime desse conta-
gio, desse nial, he um horaeni diguo de com-


4
doraban, porque olio ho probo, quando umita
gente o nao he: ora quanto no inerccimento do
professor, 011 nfio me desdigo, neui posso des-
dizcr-mc daqufllo queja disso no met rotatorio
presidencia; o ini'u rolatorio u;iu foi lima di s-
tas pocas vagas, em que tem do se exprimir o
empregado, porque tem necessidade de aprc-
sentar ao governo uin papel; uo Sis.; lizquan-
( to pudo para ser exacto; coubo-ine actiMlmoute
a diriican do lyco; tenho posto da iniuha pu-
to quinto posso pira precnchcr as nimbas obri~
gares; 11; i < > l'.uoi lud), o mosiiio liad t l'arci;
nao farei linio, iieiu por lliilll, o inda farei po-
los lempos, porque nos sabemos o estado ein
que se achao todas os cousas; os embarceos om
que se aeha qualquer emprogndo que oal
trente de moa repartieo; que de causas occor-
rein, c q na utas ve/es lie laucado lora das raas do
justo sem querer; porm l'arei aquillo que esli-
vor ao iiiou alcance, coin .i recudan dos incus
sentimentos; darel para teso o nieii contingen-
te, entrando ein ludo licitamente; trabalhel
poisquauto pude por examinar a conducta dos
mestros de primeiras letras de IVrnambuco.
que estao dcbaixo da iniuha jurisdicciTo, e, sem
querer ferir os outros, drei que este Sr. Sobrei-
ra be mu homeui que milito se cama o disvella
no onsino damoeldade, nao s pela sua probi-
dado, como pola sua inteligencia, e direi ines-
iii at pelo seu inethodo; achei na sua aula
urna grande regularidad!-, ordom, o disciplina
nos seus trabalhos, &o.: zmesino comparecer
alguns dos seus discpulos, ouvi-os, liz-ihcs per-
guntas, e quesltos, .i que responderao coin
proinptidao ; e realmente parece-mc que teem
grande adiautamento, o que mi he devido por
corto seno i inslruccao do professor, ao ine-
thodo que elle emprega, e i ordem que conser-
va nos seus trabalhos; ora. depoisde ludo islo,
parece me que esto hoinetn esta nascircumstan-
cias do merecer desta assembla attencao, o de
seolhar para a sua pretcncao coin aquelles olhos
de justica e de bondode, que merecem avirtu-
de ea dedicaeao no servii-o publico! Eu nao con-
cordo na opinio daquelles Sis. quedizem, que,
porque mu empregado cuinprio com os seus de-
vores, nada merece de recompensa, porque da-
qui seguir-so-liia o absurdo de nao se renmne-
rarem servidos alguns, e ningiiem seadiaotar
ein sua carreira j pois uin presidente que serve
inni entuma provincia, porque cumprio eom
os seus deveres, uo merece recompensa? N5o
concordo nisso: por tanto voto pelo parecer, pn-
rni com a illiininai ao que se propz.
O Sr. Alean forado : Como inenibro da COill-
missao, e tendo assignado o parecer, direi al-
guma cousa para jiisiilcal-a das Increpaces
que lho lem sido Coilas pelos nobres membros
que cncetarao a discusso, Sr. presidentisse, he
para inhii extraordinario, que o uobre membio
que falln ein prhnelrnjlugar,insstissc sobre li-
ma idi'a que a commissao au apresi nlou, por-
que disse que a commissao cstigmatisra o em-
pregado, quando di/, que elle nada tnais fe/, do
que cumplir o si u dever: o uobre diputad'.
emprestou a commisso mu pensamenlo que
ella nao leve, porque quando disse que esse
professor tinha numprido o seu dever, linha
deaconhecido o nteresse que elle havia toma-
do por o magisterio de que se havia incumbido o
mas paroce-ine que o i Ilustre doputado nao at-
londeo as palavras da coinitlisso, A oouiuiis;
sao diz que este professor be digno de elogi-
pela sua conducta; porni que nao faz inais do
que cuinpi ir o seu dever; ora se a commissao o
considera digno de elogio, como se suppde que
ossas expressdes importo um estigma laiicndo
sobro o professor? pola o noble deputado cu-
tende que i|uamlo se diz que oprocedimento
de qualquer empregado, he digno de elogio, is-
to he o uiesnio que censiiral-o .' Nenlium em-
pregado pude exisgir ntais do que issso; todo o
lioiuom com un amor proprio rasoavel, (lve-
se dar por niiiilo boiu p go; milito lisongeudo
quando se faz semolbante deel ir.n.io. quando
oxaiiiinaudii-se seu procediinento se disser, que
ello lie digno de elogio; s se quer entender o
uobre doputado. que aquel le que compro o son
dever, esse homem nao merece cousa alginna,
como so isto fosse cousa limito vulgar; mas en
digo que aqueile que tem ctinipi ido seus deve-
ros, esse he sempre digno de elogio, o nobre
deputado anda impuguou o parecer por outra
razao, dsciido que esta assemblla era compe-
tente para estalieleeer pensiles, visto queja as
tinha concedido, quando fez urna lei dejubl-
lacdes; respondo a isto coin urna ohscrvaco. e
be de que o simile que trouxe nao procede,por-
que a commissao diz (lio).
A coiiimissao diz que a asacmhlca nao he com-
petente p.na marcar especialmente a reuiiiue-
racao do sei vii o (le quaiqui r empregado ; o uo-
bre deputado deve concordar cominigo em que
una lei dejubilaco nao he especial, nao desig-
na corto, edeterminado individuo; mashefeita
geralmenie para os que por ventura nella so
acharoin eompriliendidos ; por lano por o-le
lado nao pode tambem ser combalido o parecer.
Sao as razOCS que telillo a apresonlar em apoio
do parecer que assignei.
Sr. Ferreirn Rarreto: Pelo lado porque
cousidciou o negocio o Ilustre ineiubio da com-
missao, nao tenho seguramente mois nada que
dizer; eujulgo estar no pensamento do Ilustre
dejiutado,sendo assim; nao ha inais seno a as-
sombla fazer aquillo que deve, eque eujulgo
cabe nas suas altribuiccs; se nao calle, faca-so
o que for possivel; estamos pois concordes, e
s me rosta dizer, que nao imnginei de mancha
algiinia fazer censura .1 commissao; nao foi esse
nunca o inou desejo; quando emitto meua pen-
saiiicntos. inhibas palavras, nao quero oileuder
ningiiem: pon in ;i> veses na correntesa das pa-
lavras be possivel escapar alguina cousa, que
nao soja conveniente; se assim tiver sucedido en
me redalo
O Sr. Mam I Monteiro: Sr presidente, de-
pois que o ineu nobre collega falln, cjustili-
cou o parecer, cu podra deixar de entrar na
discusso; mas em lini direi duas palavras, por-
que roe acho presente, eo ineu nomo esta no
parecer: o nobre orador que acaba de sentar-
se nao concorda eom a commissao, por haver
dito que o professor Sobreira, que he o reque-
rente, CUUiprio COIII osen dever; desojara elle
que a commissao fosse niais liberal no rcconlic-
uinenio do uterecimento desse peticionario
Sr. presidente en sou o primeiro a confessar, que
0 proi'cssor (que cu couhi'90 perfeitamente he
pessoa milito estiinavel, o que he um hbil pro-
fessor; couheco tambeiu o zulo que elle empre-
ga 110 serviro publico: cu Ufo agradlo, como
membro daassombla, c como pernambucano;
mas sou nionibro da assoinbla, sou iiiouibroda
commissao, o tenho por coiiscqiiencia outros
devores a cumplir.
O primeiro dever que me incumbe, he o de
executar a le uaquio que estiver em iniuha
aleada; o o segundo he zelar os cofres pbli-
cos. So fosse milito possivel distribuir diuheiro.
e gravas por lodos aquelles que ctinipreui seu*
devores, eu me acbaria ao seu lado, mas vejo
que nao he possivel no estado das colisas l'a/er
isso; o que remedio tenho seno zelar os cofres
pblicos .' Disse o nobre orador que o professor
azta uiais do que lho ora incumbido por lei;
mas he justamente por isso que o seucompor-
tamento he muito nobre, o niuilo digno do hon-
ra: se elle apenas ciiuiprisso o seu dever, nao
se diria, que osen oouiportaniento era muito
louvavel. Eu sei, Surs., que o diuheiro hoje
vale muito, o soi tambem que he um ex-
cellente incentivo, para animar o mrito, tai-
vez o mais poderoso, o inais eincas mas o
professor que foi Jcscripto com coros tao
vantajosas pelos dous oradores, (noque con-
cordo ) deve ter ein algiuua considorac.io o
que esta assembli'a diz, piando llie elogia o
proceder; ello que tein tanto zelo e por conse-
quencia he tao amigo de gloria, deve attender
aislo: de mais urna assombla legislativa deve
ser grave, o circuiiispocta, oi lho cabe ser
prodiga de elogios; he preciso que ella se col-
loque na situacao grave e clrcuinspecta que Ihe
cuinpre. So pois por um lado nao se pode dar
diuheiro, porque priuieiramente a lei nao au-
torisa o seria una excepea muito especial fei-
la na lei se por outro lado esta assombla d
mu testemunho de couslderacio polos talentos
do professor, que motivos ha para impugnar o
parecer da commissao? O ineu nobre amigo
que impugnou o parecer disse, ou pareceo ro-
conhecer nesta assembla o direlto de conce-
der gr.nas, e dar penses; se ho tal suaopiuiao,
eu llevo declarar-ine contra ella. Pela consti-
tuirn do oslado ossas inreos pecuniarias nao
perteneci as assemblas prnvinciacs, perten-
eci iinicaiiiento,na concccrao ao poder executi-
vo, e na confirmaran ao poder legislativo geral.
lie osla a doiitriua, que seacha exarada em o
nosso direlto publico, e he tambem aquella,
que cousagio os principios geralnicnte segui-
dos.
I.imit uiilo-nie a estas corisidora9oes voto pelo
parecer da commissao.
I) Sr. Unjo Horros, decide-se pela conclusiio
do parecer
l)Sr. Matitl Monteiro:O ineu nobre amigo,
(jue acaba de sentar-so, entendeo como opi-
niao da commissao aquillo que uo ho senao
opiniau iniuha; o parecer da commissao nao foi
tao longo, nao tralou disso, nao questionou so-
bro isso.disse que nao d esse ordenado, porque
nao est marcado eui le; se nao, aqui esta o que
ella di/. (.Vii).
He \ enfade; lamben! a commissao tem a ini-
uha opiniao; mas seja opinio ininha, 011 lija
da commissao, cu devo dar as razos que tenho
para a sustentar : eu crcio que dar pensos o
conceder incrccs pertence aos poderos sobera-
no-; do estado:o 111011 nobre amigo objectou, po-
rm, que a assembla nao poda licar privada
do remunerar um empregado, que bem ser vis-
so : mas ningiiem Ihe contesta esse direito; na
lei do orcamento poder dizer, que este ou a-
queiie empregado em lugar deiOO^rs. tenha
1 :".! sim lie que emende o direito de remunerar, eu
esiou de aecrdo; mas nao he disso que so Ira-
la; uo se trata do dar inaior ou menor orde-
nado aqueill sirva; do que se trata he do di-
reito de la/.or inercs pecuniarias, que em mi-
uha opinio perteneci ao poder gcral do esta-
do; porque o direito do dar nina pensao niio
pude pertcncer a una assembla: isso ho attri-
buico do poder exociilivo; ho elle o arbitro
competente, para que do ineio da massa dos ci-
dadaos possa oscolher aquello que mais se dis-
tingue pelo seu telo, c conforir-lhe urna pen-
sad pecuniaria, Ikando livre s asseinblas o
direito de confirmar cssas penses. Applicando
esse principio gcral ao nosso caso, quem daria
a pensao? O presidente da provincia? Na lei que
inaroou suas atlribui9cs nao se acha tahseria a
asseinbla?lsso se ria contrario ao principio posto;
he contra o principio gcral adoptado em todos
os paizes, de os corpot deliberantes nao seren
aquellos que conferem pensos, ou inercs, nao
|iei lenocinio pois a assembla, nao pertencoii-
do ao presidente,a quem devia competir? Em to-
dos os paizes, he isso attribuicaodo rei, eco
mi) o imperador he o cholo do poder oxecutivo,
Ihe isto urnaattribuiyo sua; porque heallribui-
I iao real, denoininaco que anda alguns publi-
cistas conservo boje. DlSSe-se porm que os
1 pensionistas, estavao no caso dos aposentados,
nao he muito exacto, posto que para mi I ti uo
seja muito licito o poder desta assembla ein
: conceder aposentadorias, &C, Uve minia von-
ladc lio me oppr, o em (planto aqui estivo op-
iiuz-ine por isso que reconheci os inultos a-
iiiisos que de una lei destas haviao do resultar,
como defacto succederao; gravarao-se os co-
fres provinclaca coin pagamento de servicos
fritos ao estado. Sr. presidente, parece-ine ter
demonstrado (jue a assembla n;io pode confe-
rir inreos pecuniarias, anda lucsino que ella
so consideraste como assombla geral, em mi-
niatura, com todas as suas attribuires, sendo
mesino um facsmile della, anda siiii nao tinha
tal poder; logo sustento o parecer.
O Sr. tiaptuta : Sr. presidente, pedi a pa-
la vra para sustentar a minha emenda.
Sr. presidente, pelo que di/.eni osu.d. aques-
tao he de jialavras; mas eu nao o ontendo assim,
porque, quando eu escrevo palavras, aprsen-
lo ideias, e pensainentos; he por isso que apr-
senlo una emolida; quero lvrar-nie de um pe-
so enorme que me oppriiue, o que resulta das
ultimas palavras do parecer; porque, tendo a
commissao reconhecidO, que este empregado
lem feito inais do que seu dever, nao soi para
que ha de depoisdizer, que isto nao he seno
o preenchiinento das suas obrigaces; isto foi j
reconhecido pelos obres deputados, porque
disserao, que, se o eqiregado cumprisse apenas
o seu dever, nao mereca elogio; logo a iniuha
emenda hoque se deve approvar. Quauto ques-
tio do direito (|iie esta assombla lem de conce-
der penses, digo, que isso nao he tao evidente
como ae suppde; porque, se acaso a assembla
na pode agraciar os seus euipregados, nao sei
como possa ser justa; ha de ser por forja injus-
ta, e citarei un excniplo: o empregado que
consumir o sou teiupo no onsino da mocid ide,
e chegar a 11111 estado de nao poder continuar,
como ha do viver? A assembla nao Ihe pode dar
cousa alguma, logo ha de mendigar, ou niorrer
de lome, isto he justo? por corto que nao. Com
ludo, Sr. presidente, nao he disto que se trata,
e siin do parecer da commissao, o qual approvo
coin a minha emenda, atientas as circunstancias
publicas.
U Sr. Alcanforado : Direi poucas palavras;
quiz fallar para fazer urna simples observaco
acerca da emenda do nobre deputado. Eu en-
tendo que no caso de'pssar a ideia de que o em-
pregado nao he mais obrigado do que simples-
mente a cumprir o seu dever, que nao deve fa-
zer um servico seno muito a seu cominodo, mal
vamos; porque o empregado pode cumprir o
seu dever perfitaincute com muito zelo, e po-
de cumprir com mais/olo : eudigo, que o em-
pregado, qin nao faz mais do que cumprir o
sou dever, nao faz mais do que aquillo que a lei
Ihe tein incumbido; o outro que cumpre com
mais zelo, merece louvor.
He julgado discutido o parecer.
OSr. l'rMKfciuV:--diz,que,teiido sido apoiada a
emenda do M-. fiaptlst, elle loria do subineltcl-
a votaco; porm que, nao se votando nos pa-
receres sonrio a concluso, mal sabia o como
harinonisal-a depois.
A assembla resol re votar pela concluso do pa-
recer, approva-a, e regeita a emenda do Sr.
(Vaptista.
Discusso do parecer da commissao de instrnecao
publica, sobre o rcquerimenlo de Antonio Pedro de
Figueiredo, professor adjunto cadeira de geo-
metra, e 110 qual pede 6 anuos de (cenca para
ir a Europa estudar.
OSr. Reao imrros prope, que se d ao peti-
cionario dous anuos de liceuja eom ordenado,
vista a necessidade que ha de habilitar proles-
sores para oonsino publico.
0 Sr. Taques : Sr. presidente, eu voto in-
teiranienie pelo parecer, c hei de volar contra
qualquer emenda que se apresonlar deferindo
ao i'cqueriniento, porque esse roqucrinicnto
por si inesnio revela que nao pode ter segu-
monto alguui : que pertende o peticionario ?
que so Ihe comed 1 licenca por (! aunos coin or-
denado, o inais una pensao para poder aprc-
tentar-se na Europa a fun do Irequentar a esco-
la normal; mas elle nao diz que escola quer
frrqueutar, se a escola normal primaiia, sea
secundaria, o peticionario sendo professor do
lyco, quer por certo frrqueutar a escola nor-
mal secundaria; mas tal escola para nos he des-
necessiria, porque temos apenas um lyco, e
para habilitar professores para esse estabele-
ci memu nao ser necessario estabelecor urna
cscolanormal, ningiiem reconhecer seuielhan-
te necessidade, porque se ha alguma he de es-
colanoruial primaria; o o peticionario dndo-
se ao estudo secundario nao est muilo habili-
tado para reger una escola primaria, que me
parece divergir alguma cousa. Alciu disto pa-
rece-me que o peticionario uiesuio nao faz jus-
ta idea do que he escola normal prima ria por-
que nao conhece que um s professor nao he
bastante: tres sao precisos pelo menos; na lia-
hia existe una escola destas, e tem trez pro-
fessores, um chamado professor, un monitor,
o mu preceptor. Na Aleiuanha onde estas es-
colas estn bem organisadas, torneada una del-
tas milito-, professores. Ora, sendo assim, co-
mo quera o peticionarlo, que he s, ir estabe-
lecor esta escola ? Nao he possivel, logo elle
nao soubc o que qiu ria, a nao ser o desojo de
ir passear Europa, portanto voto pelo parecer,
e contra toda a emenda que se oi'erocer.
OSr. taptisla sustenta a emenda do Sr. Reg
(Vanos.
O Sr. Maeiel Monteiro sustenta o parecer.
O Sr. /ligo llanos defende a sua emenda o
fundamenta osen argumento com alguns exein-
pios do ouiias provincias.
O Sr. Mariet Monteiro insiste pelo parecer e
nota que os cxouiplos citados nao sao applica-
veis ao caso em qucslo.
A assombla approva a primeira parte do pa-
recer que indefere a pretencao do supplicante.
2." discusso do projecto de creaeo de um conse-
Iho de salubridade publica.
O Sr. presidente, observa, que ha una emenda
a todo o projecto, apresi litada pelo Sr. Alaciel
Monteiro, o que couvciu deliberar, qual deve
sor o toma da discusso.
A assi inbla rcsolve que o seja a emenda do
Sr. Monteiro.
Entra em discusso o
Ar. 1. Pica creado nesta cidade un conse-
Iho geral do salubridade, composlo de trez dou-
tores ein medicina versados no estudo da hy-
giene publica e da medicina legal c de dous
pharmaceuticus experimentados em analyse
chiniica e platicas toxicologicas. Alin deslcs
cinco membros titulares, havor dous atljun
tos, que serio tambem doutores em medicina,
os quaes supprir os trez primnos ein seus
impedimentos, e trabalhar collcclivainente
com elles quando as necessidades publicas o
reclaniarein.
Foi approvado.
Art. 2. Oconselho constar de um presi-
dente, que vencer o ordenado de 1:200/ rs.; de
uin secretario, e de um medico do municipio ,
que perceber cada uin 800/ rs
He approvado com a seguinte eme;.da em
lugar de constardiga-se=t teiro.
Art. 3. F.m cada municipio da provincia
haver um facultativo, que ser considerado
como delegado do consclhode salubridade des-
ta cidade, e tora urna gralicai;o, que nao de-
ver exceder 400^ rs., nos termos de Goianna e
Victoria, ea300/rs. nos de mais da provincia.v
He approvado.
Art. 4. Todos estes diversos funecionarios
sei a Horneados peta presidencia da provincia.
Nohavendo numero legal para se votar
O Sr. presidente deo para ordom dodiaamos-
ma de hoje, o levantoua sesso. (Era urna ho-
ra e trez quartos.)
SESSO EM 28 DE SUKCO DE 1845.
Presidencia do Sr. Pedro Cavalcanli.
A's II horas e niela o Sr. 1." secretario faz a
chamada, e verifica estareni presentes 21 Srs.
deputados.
(I Sr. /'residente declara aborta a sessao.
O Sr. 2 'Secretario 10 a acta da sesso ante-
rior, que ho approvada.
O Sr. 1." Secretario d conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Ulll cilicio do secretario da provincia, parti-
cipando, que so mandn chamar o supplcnlc
legal do r. Tollos de iMenezes : inleirada.
Uin requeriinento do Exm. bispo diocesano
respeito da eatbedral de Olinda : a commissa
ecclesiastica.
Um ollico da direc9ao dos cslabelecimentos
do caridade, remettendo as contas da reccita e
despeza do anno findo : commissao de contas
e despezas piovinciaes.
Uin requeriinento de Izabol Joaquina d'Albu-
querque, professora de primeiras lettras, que
pedo augmento de ordenado : a conunisso do
orcainonlo.
f'6iminuar-i-/ia.//
CORREIO.
CORRESPONDENCIA DA CIDADE E PROVINCIA.
Ainda mais lima logr;i9o praieirada ? Se os
malditos nao teem, neinjuizo, nem vergonha ?
Ora quem disse estes bobos, que o vapor, que
trouxessc a noineaco ou o proprio presiden-
te praieiro havia do chegar aqui embanderado?
Seria o Queixo o Ydrozo ou o Papa-angit ?
Ainda bem qne por pouco lempo se Mies re-
mecheo o passarinho e os que acordo tarde
s tivcro de sollrer o choque da decepeo de
verem acabada aquella amostra de repblica ,
em que tanto se rovio os nos.sos basbaques re-
publlqueiros de c. Em lim as baiideiras do va-
por querio dizer, que a guer.'a civil do Rio
Grande eslava terminada, coin grai.'de desconso-
lacu do ministro da justica e outros tugelti-
nhus mais a quem tanto tarda va o ivconhooi-
iiiriito de um novo estailoziuho ao sul d'i impe-
rio. A Divina Providencia sempre Misericor-
diosa tein querido compensar nos dos flagelos.
coin que nos castigou por mns dos anarchisa-
dores postos testa da adininistracaO dndo-
nos no mes oi menos do duas consolarnos.
Assim so uo mallogre ainda desta voz a feliz
noticia como j de outras tem succedido: em-
boca o nosso bom governo tenha agora occasio
de repetir OS seus actos de conciliaco e repara-
ciio como em Minas c S. Paulo ; embora, como
se diz e era de esperar so com luisse esse ne-
gocio coin vergonha c desar da autoridado o
que importa hequecesse esse escndalo, esse
opprobrio o esta nierc he que parece cr-nos
Dos concedido.
O deputado Muniz 'lavaros ja disse ao que foi:
o pass.no cantador assim que o pem na gaiola
abro o bico Na sessao do 15 do in.irn, <1oj>s
de agradecer cmara a sua entrada, inostrou
que era um paio de lingoas : I,ilion em italiano,
em (Vanees, ein latino, e einlim delinio o inferno
-- ubi nuilusordo? E ento, teem as ms lin-
goas que dizerein ? Se a cantara nao excluase
os que uo quera..., nao iicara a na cao sem a
gloria que Ihe provm das fallas do Sr. Tara-
res ? Ora, viva quem deo maromea aos mudos
que d'aqui Ionio.. : assim, ineu padre; coca
nollos....
Ilonti tu foi preso o redactor do JVoVO Regene-
rador, por ter sido pronunciado na denuncia
que contra ello dora o promotor publico pean-
le o jui/. municipal da 1." vara : dizein-ine queo
rapaz dora por paos e por podras, o que nao era
do esperar doquein devia estar disposto estes
e outros coutratempos.
Dizem-me que foi asaassinado o capito Hol-
lim, morador l para o .langa ou cousa que o
valha, ao sabir do cugcuho Moujopc para sua
casa.
*awK-|
DIUilO lie l'EIIMIIB CU.
VIVA O IMPERADOR !
Est felizmente terminada a guerra civil de
mais importancia e duracSo que o Brasil tem con-
tado nos poucos anuos de sua existencia como na-
ci. Cerraro-sc oiiil'uu ossas brechas, poronde,
no osjiaro de mais de nove anuos, a iulogridado
do imperio ea inonarchia eroassaltadas do con-
tinuo, e por onde a pobre uayo esgotava o san-
gue, as forras e o diuheiro. Kssas feriis cam-
pias do llni Grande do Sul nao mais serao ta-
ladas por aquelles que devio ser seus naiuraos
defensores, iioui sobre ollas jorrar o saugue de
seus lilhos derramado por outros lilhos Possa
a conversao. que ciiueuiou cssa couciliaco, ser
to sincera e permaneute como anhelamos!
Posso os Hio-Ciiaiiilenses, at hojedesvairados,
reesnhecer do 0013900 as vautagciis que ao ora-
sil garante a inonarchia Viva o Imperador !
COMMERCIO.
"ama
ALFASDEGA,
Rendimento do dia 28. ,
Vescarreijau hoje 29.
//arcaAnloniettamercaduras.
irigueHobimdem.
BarcaMary Q. ofScols -ferro.
6:882/651
MOV'IMENT 1) O Fli T 0.
Navios entrados no dia 28.
Rio de Janeiro ; 6 das o 19 huras, vapor naii)-
nml Imperador de 467 toneladas, capito lo-
s Mara Faku equipagem '.10 ; a Jnaquim
//aptisla Moreira.
Lisboa ; 35 dias brigue portuguez Itobim de
140 toneladas capito Antonio Percha Jor-
ges Jnior, equipagem 13, carga vinbo, ce-
ra e azeitc ; a Thomas de Aquino Fonseca,


*-
Mar Pacifico ; tcndo sabido deS.ig Habor ha 18
meces, barca americana Superior, dc275to-
neladis capitao J. Wrihop rquipagcm 24 ,
carga a*ei te de prixe ; ao cap! tilo.
Marselles; 42 das barca surca Hebe de 310
toneladas, capitao c. J. Coblewide equipa-
gem |3 carga lastro : aK. O. tfieber & Coin-
pa nhia.
Baltimore: 35 das, briguc americano Elisa, de
230 tonclladas, capitiio John B Cncer, equi-
pagein 9, carga familia, (hiendan e maraes,
L. G. Ferr ira & C., passageiros os Portugue-
ses Joao Vieira Gularl e Joo Gomes Jardim.
Obiervacao.
Fct-se de vela do Lameirao para a Haba a bar-
ca ingleza Pritcilla, capitao .lobo Taylor.
Largou para os portos do Sul o vapor Impera-
dor, coiumandante J.M.-Falcao.
DECI.ARACKS.
Pela subdelegacia da freguezia da Woa-vis-
ta se faz sciente, que no dia 11 db corrente foi
achado, no lugar denominado = Sitio do Ara
c ==, mu cavallo ; e a quem competir, dirja-
se inspectora do 27." quarteirao, a fin de acr-
ibe restituido, designando os signaes certos.
A reviso dos pesos e medidas alteridos no
corrente auno municipal, ter principio no 1."
de abril, e acabar no ultimo de junho prximo
futuro, na forma do art. 14 do regiment de 12
de marro de 1844, o que o aferidor, abaixo as-
signado, faz publico, para que os interessados
concorrao, no referido prazo, casa n. 28 da ra
do Aragiio. Jeao Hilario de Barros.
COMPANH1A ITALIANA.
THEATRO PHILO-DRAMATICO.
Sabbado, 5 de abril.
Espectculo extraordinario em beneficio par-
ticular da cantora Margarida Lemos.
A beneficiada pela ultima vea se recommenda
ao Ilustre publico desta capital, e com especia-
iidade a srus patricios, oll'ertando-lhrs seu ul-
timo beneficio, o qnal constar da variedade se-
guinte :
Primeira parte.
1 Depois de urna escolbida sympbonia subir
scena a segunda representaco do grandioso e
bein acolhido terceto de la Ducheza i pritgki da
opera
LUCREZIA BORG1A,
Msica do celebre Donizelti.
Lucrezia llorga A beneficiada. Duque de
FerraraLuigi Guizonni, por obsequio.Gena-
ro, capito de guardas venecianas< arlos [Uceo.
N. II. As pessoas que nao assistiro a repre-
sentaeo desta sublime peca, por existirem Vira
da cidade na occasio da primeira representa-
cao, sao rogadas a examinar os nmeros do Dia-
rio de Pernamburo em que vem transcripto o pro-
gramla desta prca tao cheiade accidentes c in-
teresse.
2" O Sr. Guseppe Galletti (primeiro baxo bu-
fo da c -1 > 1111; 11 11 i.- ', por obsequio a beneficiada,
executar, em carcter de capito francez inha-
bilitada de nina peina na guerra, e portanto
substituida com outra de pao, a engracadissima
aria era rtoule escura, escura, da opera Adelaide
c Cominge, msica de l'aciui.
3o Seguir-se-ha pela primeira vec a scena do
bellissimo duelo vocesonnavaunjiorno, da ope-
ra // Pirula, msica de Relliu
Entre as situaces mais interessantes desta
scena citaremos, como mais digna deattenco,
o momento em que Gualtiero, cheio de ciiuue e
raiva, saliendo o casamento di linngenes com
Ernesto, quer descarregar sua furia immolando
o innocente filliinho de imogenes, que por aca-
so vem procurar sua ini, durante a conferen-
cia daquelles desgranados amantes; a ini corre
a salvar seu iillio, e todos dous dejoelbos im-
ploran o pcrdiio a Gualtiero; avista (leste ternis-
simo qundro que eomove o eoraco de Gualtiero
j.i prximo a cravaro punhal no peito da crian*
ca; e raiando a ln/. da razao no seu perturbado
espirito, o torna a Imogenes, protestando in-
ternar-sc nos mares para esquecer os perigos da
Ma aftlictiva siluacao perto de Imogenes.
Gualtiero, proscripto na occasio chefe dos
Piratas' arlos Ricco, Imogenes, sua antiga
amante, depois casada com Ernesto por ter-se
propalado haversido morlo GualtieroA benefi-
ciada.
Segunda parle.
I8 Escolhida ouvertura pela orebestra.
2o Seguir-se-ha a segunda rrprescntaco da
engracada opera ein um acto a esiaUujem daposta,
msica do celebre Coccia.
Piceos de entrada.
Cadeiras de galera da I* ordem para homens
SUO00 ris; ditas da 2a e 3" para familia 2/000;
bilhetes de platea 1/000.
Os bilhetes vendem-se na ra larga do Roca-
rio n 30, priueiro andar; na ra do Queimado
ii 11, loja de .astro &(:."; e no dia no theatro.
Pos meamos lugares vendem-se os folhetos da
operaA eslnlauem da posln, traducida em por-
tuguez, a 200 res cada um.
O espectculo cniurcar a ebegada de S. Exc.
pretendentes dlrijo-sc a ra da Cadla do Re-
cife armacem n. 12, ou ao capitn Manoel; Jos
de Acevedo Santos. ((
3 Para as ilhas de S. Miguel c Tei-cetra o pa
tacho portuguez Oliveira, de superior marcha
forrado e eucaviihado de cobre, capitao Vnionii
Germano Soares, pretende seguir em iiouco
dias : quem nellequizercarregar, ou Ir ae pas-
sagem, para o que tein excedentes roirinodos
dirija-se ao seus consignatarios Mendes u Oli
vera na ra da Cruz n. !). (f
SBH
LE l o k s.
1 Jones Patn & C. la rao leilo, por intir-
venco do corretor Oliveira, de varias fazendas
avariadas, por conta e risco de quem pertenec',
e de militas outraspara fechar comas, terca-l'ei-
ra I." de abril, s 10 horas da inanha, no sen
arma/.ein, ra do Trapiche Novo. ((i
I Russell Meliors & C. la ro leilo, por iii-
tervencao do corretor Oliveira, de grande varie-
dade de fazendas nglezas, as mais propriasdes-
te mercado, quarta-feira 2 de abril, s 10 horas
da inanha, no seu armacem, ra da Cadeia. (5
3 Hoje 29 do corrente man; pelas lo
horas da inanha, se far leilo do navio iVoivi
Aurora, e seus pertences, no estado em que se
acho, pagar eui letras a largos prazos: os
pretendentes podem dirigr-se ao Forte do Mal-
tos, prensa do Sr. Lobo. fi
T JJJ-L.JT-'--
Avisos diversos.
O LID ADOR.
Sahio hoje a luz o n 3 e acha-se venda as-
sini como o n" I e8 no lugar do costme.
Quem precisar de urna ama para casa de
pouca familia ou de homein solteiro capaz, a
qual engonuna bein, c cozinha o diario de una
casa, dirija-se ra Augusta n. 9, primeiro
andar.
- O abaixo assiguado previne ao rcspeitavel
publico, para que ningiieni faca negocio com
Se veri no Jos Gomes Lia I, intitulado testaiuen-
teiro da fallecida Maria Jos da Conceico rela-
tivo aos bens que fiero por morte da mesina
Maria Jos, cojos bens se acho embargados e
litigiosos, e porque o abaixo assiguado (em de
mostrar em julio a uullidade do testamento.
Manoel Ferreira de Anuyo.
le 4 arrobas 31 libras de arroz aumpreto, c
eomo este a nao eulregasse aonde se llie deter-
uiiiiou; roga-se a pessoa que la I vez por engao
a recebesse, de avisar ua ra da Croa u, 2
venda de S Araujo & Irin. guando por ma-
licia o nao i'aiiio, se proceder contra quera a
recebeo ou coraprou ao inesino escravo, poli o
mesmo escravo he bein conhecido. (10
2 Domingos Pires Ferreira, f i I lio do falleci-
do Gervasio Pires Ferreira declara que por ha-
ver ou tro de ignal nome se assignar le hoje
ni dimite Domingos Calilas Pires Ferreira. -
2 0 abaixo assiguado faz sciente ao respei-
lavel publico,que uno he mais caixelro do III."'"
Sr. Commendador Francisco Antonio d'Oliveira
Manntl Joaquim da Silva.
1 As pessoas (|iie deejarem visitar n enca-
namento do piala, e ver correr agua na ultima
lorneira, collocada junto apovoacao do niontel-
ro, encontrarlo all durante estes cinco dias
[at 2d'Ahril) UIU servente efectivamente pi'Olll-
>to a satisfacer este desejo, abrindo a referida
torncira.
O Inqntlino do 2. andar da casa n. 18, da
ra doCnllegio, cntregou a chave propieta-
ria, boje29do correte marro de 1845.
1.\liiga-se urna casa lerna no beeo do Padre
Lobato, travessa de S. Thereza, com 2quartos,
i|iiiutal ecacimba. piulada: na rua estrcia do
Rosario, n. I, 2.* andar. (4
4 =*AJHga-sr mu sobrado de dous andares e
loja cflii quintal e cacimba, e tein estribara
para trez cavados, sito na rua da SensaUa Ve-
Iba por detrac da rua da Cruz n. .'Mi; aluga-se
todo o predio ou cada urna das suas partes :
quem o pretender dirija-se a rua do Queimado
n. 14, terceiro andar. (7
2-;-0 abaixo assiguado avisa s pessoas que
tcein pciihores em sua casa j.i com os prazos
vencidos, bajito dos ir resgalar no praso de S
dias, do contrario serio vendidos para seu em-
bolco, ticando obligados pelo restante principal
c juros, na rua da Madre de Dos n. 3(i.
./uve Ribeiro Pontes, (7
3 Siino Antonio Goncalvcs retira-sc para
fin a do Imperio.
LOTERA
de N. 8. O tbesoureiro lisongeo-se poder asseverarao
rcspeitavel publico que as rodas desta lotera
. correro iinpreteriveluienle lio da id de Abril
1 Alugo-se duas casas lencas ns. 3 e 5 nos em coiisequencia da venda que se tein cllectua-
<|iiatro cantos da //oa-vista ; a loja do sobrado
no mesmo lugar n. 1 ; o 3.* andar do sobrado
no aterro da Aoa-vista ; o sobrado de dous an-
dares na rua do I'agundes n. 2 : fallar com
Manoel (.aciano Soares Carneiro Monteiro. (G
I A pessoa que, ha lempos, aniiunciou ter
para vender um remedio para extinguir porse-
vejos, dirija-se ao {,' andar do sobrado n. 12 da
rua larga do Rozarlo, ou annuncie a sua morada
para ser procurada. (5
Manoel Jos Concia, branco, casado, mo-
rador ein S. /Amo, comarca de Garaubuns, faz
ver ao publico, que o seu nome legitimo, com
que fbi baptizado, he liento Jos Alvcs de Oli-
veira ; e a razo que teve de mudar o seu nome
foi ter-se declarado em 1832 favor do com man-
dante Jos Dantas, que seguio o partido de Pinto
Madeira, e fra por isso processado, perseguido
da justica e evpatriadu da provincia da Paraby-
ba, aonde morava, porm foi o aiiiiuiiciante, e
todos os seus compauheiros amnistiados; por
isso declara que d'ora em diante continua a as-
signarte com o seu verdadeiro nome.
I Desappareceo do engenho Pirauhira, no
dia 19 do ('oriente, um inoleque crinulo de li-
me Francisco, com idade de II aunos, magro,
aeangulado, cabera acarneirada, c veo para o
Recite por ter mi moradora ua Ponte d'cha;
roga-se a todas as autoridades policiars e olli-
ciaes de campo aprisao do dito inoleque, en-
tregar na rua das Agoas-verdcs n. 42, que ser
bein recompensado. (9
O NAZARENO NS.
estar venda no lugar do costume, a 80 rs. ca-
da exemplar, ao meio dia.
1 Aluga-se o 2. andar do sobrado da rua
do Anioriin n. 14 a tratar no prnieiro andar
do mesmo. (3
1 John l'roadbent vai Inglaterra. (1
SOCIEDADE THEATRAL MELPOMENENSE.
0 1." secretario avisa aos Srs socios que os bi-
lhetes para a recita de hoje se distribuem na ca-
sa do thesoureiro, na rua da Cruz.
1 Francisco Antonio de Oliveira & Filho fa-
zeni sciente, que o Sr. Manoel Joaquim da Silva
deixou de ser seucaixeiro desde o dia 23 do cor-
T1IEA I RO PULICO.
Mr. Loureii90 Lemuan avica aos Srs. a quem
passou bilhetes para seu beneficio de gymnas-
nica eforcas, que o mesmo beneficio nao pode
ter lugar no dia 30 do corrente, e siin no dia 13
de abril, por motivos de molestia do mesmo Le-
muan,
AVISOS MARTIMOS.
1 Para o Cearsahir nestes dias a sumaca
Felicidade, de que he mestre Ignacio Marques ;
quem na mesma quizrr canegar ou ir depassa-
gem trate com o mestre, ou com Antonio .loa-
uuhn de >ouza Kibciro, na rua da Cadeia do
?lU-cife n. 18. (<>
A barca Firmeza sai no dia 30 do correte
marco, o que se annuncia para intelligencia dos
Srs. passageiros, e para o embarque dos escra-
mci dia.
ente ; deelaro mais que os recibos de alugueig
das suas casas lico sendo s validos passados
por Miguel Augusto de Oliveira. ((i
1 ;v pessoa a quem faltar un cavallo, que
foi achado na noute de 27 do corrente, dirija-se
rua do Cano, que, dando os signaes, e pagan-
do a despeca que se est fzendo, lhc ser en-
tregue. (J
A mesa regedora da irmandade do Senhor
tfoui Jess dos Martirios da igreja nova, convi-
da a todos os raos a coinparecerem, no dia
30 do corrente pelas 9 horas da inanha, a fin
de se reunir una mesa geral para tratar-se do
novo comproniisso, que tein de reger a inesma
irmandade.
1 Quem liver um sitio perto da praca, co
queira dar una pessoa, que entende de plan-
taco e sabe tratar de arvoredos, para se repar-
t rein os interesses, annuncie para ser procu-
rado, (o
l=Mr Vignes rua do Queimado n. 12 ; res-
poudendo ao annuncio do Sr. Fredcrco Freniou
tem a dizer que elle annunciante niorou junto
com o dito Sr. no Atierro da /ioa-visla 5 desde o
dia 19 de Dezenibio p. passado at o dia 9 de
Marco do corrente auno em que deixou a dita
casa; e por todo este lempo, elle foi quem ron-
certou e a/fi'iou lodos o pianos que ihc foro
encouunendados, como o podem certificar todos
os freguezes que all foro, sai quanto elle
Vignes l assislia, tendo elle s todos os objec-
los e aviainentos para o dito olbco que troiixc
!de proposito de Pariz para os conccitos aperfei-
u ruados c affinaces dos pianos (1*
- l=Pio dia 2b do torrente entregando-se no
vos no mes.
4 = Para o Rio Grande do Sul segu viagem
com brevidade o briguc brasileiro Dosle huar-
de ; recebe ecravos ircte e passageiros : os armacem do Sr. tfacelar uu.a sacca con. o peso
do de um grande numero de bilhetes nao s a
nina sociedade como tambera a particulares ;
etpera o mesmo tliesoiiiriro que as pessoas que
desejo os premios grandes concorrao quanto
antes a comprar Q restante dos bilheles. por
isso que os nmeros cui que ho de sahir taes
premios anda exlsiem por vender-se nos lu-
gares j annunciados. (I>
2 ~ Aluga-se o segundo andar de um sobra
do da rua estrella do Rosario,por preco comino-
do ; a tratar na rua do Noguera n. 27. (3
i Prccisa-se alugar uto pruto cosinheiro ;
na rua Nova, loja n. I*. (>
3_Um moco liru.-ileiio da uielhor conduela,
educaco, ecooi babililacto, t*e oll'ercce para
oalleiro de escript rio ou cobruncas; presta-
r fiador ; na rua Dirolla sobrado n. 32. i
3. I.ui/ Paulino vai lacur una vmgcm a
Europa, com sua familia. (2
;)_ Nicolao tollonjo vai a Euiopa, com sua
lamilla. I-
3 Antonio Jos Teiieira vai a Portugal.
3 A otaria que loi do Francisco Jos Al-
ves Gama, sita na rua do Cotovello esta Ira-
ualhando ; o seu material be bem Icito e ven-
de-so por o ui rasoavcl preco. (4
3 Manoel I'ereira Guimaracs Jnior reli-
la-se para o Rio du Janeiro. 'l
Os Srs. Manoel Jos Machado Guiui.i-
rle e Jos Antonio Pinlieiro lecn cartas ein
casa de Manoel Jos Mochado Malbciros na
rua da Madre de Daos n, S, priineiro andar. 4
Na uoiilc du lo do correule na casa da
locledade l'lnio Dramtica, na occasio em
uue se caiilov u o Inmiio nacional, cabio da ga-
hiio do ladoes.iuiido, um par de huncos de
lilagia, o qual eslava cuibiulhudocm um pc-
dacb de papel; roga-se pessoa,.que o octiou,
du oenliegar na roa das Imiclitiras n. o, que
receber u arbao.
2 Aluga su o Mibiauu du um and..r n. 2S ,
sito na rua da Seotalla ; quem o pretender ,
dinja-su a rua to Hangel, cata n. 60. io
2 Alugao-iU us cosan segrate*; um sobra-
do r.a rua e Apollo 0. 27, loo ou poi miaies
e ruiasein nepaiaoo, oulra na rua a Guia n.
31 s o .eguiito anual uuiro segundo andar
na rua do Amonio n. 20; quem os pretender |
du
sotao e armasern, na rua da Moeda, com mui-
(o boa vista para o mar ; quem o pretender ,
dirija se ao Vieira com casa de cambio na rua
da Cadeia n. 24. (5
2 Nazareados banhos prncisa-se alugar
um predi pura neia Irab Ihar diariamente ; a
Id llar com o dono a bordo da mesma barca. JJ ^
2 Francisco da Cunta, subdito Portuguez,
retirase para a cidade do Porto.
2 Na rua da S. Crorn. \'l. ao peda igreja,
precisa-.< alugar pelas para venderen ateito
de car i a pato. (3
2 Loi/ Antonio Scqueira embarca para i
Rio de Janeiro a sua esefava Mananna. |2
2 Frederici Fiemond, afinador e concer-
tador de planos, moiador no Atierro da Hoa-
vista n S. avisa ao ie peilavel publico e iurli-
rolarm rite a seus IreguczOS, que elle nunca tra-
tou negocioaigum com o Sr. Vignes, morador
Da roa do Queimado n. 12, e laz o presente
sonandopoi UroSr. Vignes ido a cata de -
guns de seus tregue/es buscar pianos a concer-
tar intitulaiido-se como socio do dito Fre-
nuind, censa que elle nunca foi. .'8
2 O Si. .Manoel Jos Dias Corris, quo
mudou o nome par Manoel Jos Carneiro ,
queira ter a bondade de aununciar a sua mora-
da, ou dlrigir-ae a rua da Cadeia Velha leja
n. 3. (S
Antonio Carneiro Lisboa Jnior embarca
para o Rio Grande a sua escrava Martinba.du
uaco Renguella.
0 lo preto, que loi perdido e annunciado
quinta e se\la fcira, j esl recuperado da mo,
ein que parava. desde 0 primeiro dia.
Qoem precisar de duaa araaa para o ser- *
vico de urna casa ditija-se a rua do Rangel
n. a.
Os berdeiroi da fallecida Maria Jos do
Loreto que morola nos Afogados anuu.iei-
em suas moradas para negocio de seu in-
teresses.
Ot dous tneios bilbatc* da segunda parte
da segunda nova lotera de N. S. do Livramen-
to, ns. 2753 e 2/."2, pertencom ao Sur. Marcos
de Lima, da provnola do l'ani.
Huerco-se urna l'ortugueza para ama de
urna casa ue pouca lamilla para u servico in-
terno ; quem de seu presumo se quier utilisar,
duij.i te ao Corredor do Rispo u. 8, ou onnur,-
Oie sua morada paia se: procurado.
Arreada-se um siiio na otrada de Ago -
fra, com casa de vivencia,r ptimas proporedes,.
tunto para i.daritar,corno para ter vacess de leite;
quem co vter procure a Francisco Malaquias
Soares, no uieatiiu sitio.
O Sr. Caelario Jos da Costa Pereira quei-
ra, no naso de quairo dias mandar tirar o pe-
nhor quo tem ein poder do Jos Francisco
da Silva Peona, do contrario ser vendido para
pagamento do mesmo e o Sur. Costa ficar
obligado pelo que estar
Embarca para o Rio de Janeiro Jos I.uiz
Pereira as suas escravas de nomo Felicianna 0
Jooiina.
I D-su dinbeiro a premio com penhores
de ouio mesmo em pequeas quanlias ; na
rua do ii.in-t i u. 3. 3
IJoaquim Jos Pereira retira-se para Por-
tugal a tratar de sua saude. (2
I Precisa-la de um caiveiro de II) a \i an-
uos, para venda, dando fiador a sua cooduc-
ta ; quem csliver nestas circumstancias an-
nuncie. 4
I Aluga-se o segundo andar do sobrado da
rua Nova u. 5; a tratar na loja do mesmo so-
brado. 3
i Recebem-se encommendas e faiem-sa
com preatesa llores de toda a qualidade de pan-
no e de pennas para dentro u lora do impe-
li por preco rom modo; na rua Velha n. i 19.
i uuem precisar du urna parda forra, que
sabe o diario du urna casa e engomma com
pericicao dirjase a rua Direita n. 28. 3
1 Alugao-se o primeiro e segundo anda-
resdo sobrado da rua Direita n. 20, juntos, ou
separados, tcern commodos para grande fami-
lia ; a tratar ua rua das I'nncbeiras h. 42 se-
gundo andar das fias 9 horas da inanha e
das duaa as \ da tarde g
i Preeisa-se de um mnieque que saibe
(ater as compras na rua, e o mus servico de
urna casa de pouca familia; quem liver annun-
cie sua atorada, para ser procurado. 4
Dao-se 11'1- rs. a premio de dous por
ija-se ao p do trapiche do l'e.ounnho, no cento ao mes, sobie penhores de ouro ou pra-
la
ua da
na rua estrella do Rosaiio n. tti
Li teria do Ouadelupe.
Esta lotera lie a primeira que
deve correr agora o icsto de seus
g bilhetes achiose venda nos loira-
aruiastm du essucar Ue Silva Antunes. (7
2 precisa-su ou uui capelln para um en- j
genbo perto do Rio Formoso, e que leulia os
coiibrciineiilos uecussaiios pula insinar de
urammallca latina em Uiaute ; lrala-se em ca-1
sa du Manoel Isouetltea ua Silva na
Cadeia !<>) ->$
. D-se diuheiro a juros em pequeas r(.s iji aun iniciados.
qunlias sobre penhores do ouro ou prata ; \ ailliazeili (le Assiirar i!p
*endu-seumrelog.ode ouro, com correnli- ; annaacui tic assuca tle
nha ethave sendo novo ; na rua do Livra- i. L. AlVeS \niiua, lia rua da
ment, lo|a n. 13. (5 Snz 2 Participa se a quem conviei quu a au-1
la publica do prineiraa lettras de Ffa-de-Por- psito de bous .issucares lnios,|)ro-
las, continua do exncicio do suas luncoes e .,, lOS i)ara t'.\|:orlaco, e por piet'o.s
recebe todos os memiios. que nao fureui escra- 0.|V( js |Q
vos, srguodu a le. 5. \J
2 hr. L C. P. mande salisfazei -21,// rs. abaixo assiguado. mestre de lerreiro ,
a ouem nao ignora resto do maior quaotia serralheiro, tem estabelecido suaoflicina na rua
uracedida da con.pia de duas accaa e plan- do l'.rum D. '-'i; as pessoas, que de seu preslimo
laies no sitio R onte boje reside e com- se quweiem utilisar. dmjao-se a mesma rua,
muido essengoiosodeveiewia meios mal du- que se prometa apiou.ptarcom muila brevida-
v (t de toda e qualquer obra rom perfeico e por
rU, Aluga-se um sobrado de dous andares preco rasoavel. Eduardo f'alsh.


O secretario actual da irman-
dade do Glorioso 1'atriarcliaS. Jos
d'Agona erecta no Hospicio d
N. S. da Penlia avisa aos irmaos
.da inesnia em ge ral que no do-
mingo 3o do coirente ha reu-
nia de mesa, afiui de se lazcr elei-
cao lia nova mesa rege lora que
tem de servir no futuro anno de
18'i6 e. por isso o mesmo espera
o romparecimento de todos no
mesmo Hospicio pelas 9 horas da
manhaa.
COMPRAS.
i Compra-se urna rotula de porta anda
que seja usada; no Atierro da Boa-vista n. 72
3 Comprao-seelectivamente para ra da
provincia escravos de t-> a 20 anuos sendo
de bonitas figuras pago-so bem ; na ra da
Cadeia de S.Antonio, sobrado de un andar de
varanda de pao n, 20. 13
v i: \ DAS.
Vendem-so dous pares de csstanholas com
seus cordes, por preco muilo commodo ; na
ra de llortas n. 62
1 Yende-seum bilhar com todos os seus
pertences panno novo sem ser pregado bo-
las novas, duas nietas grandes, urna cama no-
va com colchan tambem novo, um touca-
dor, urna coo.moda, un lavotorio, urna game-
la de banho ; na Gamboa do Carmo, sobrado
n. de um andar n. 21. (7
1 Vende-se superior panno de linho do
Porto, em pecas, por preco commodo, para li-
quidacao de contas de um capitao de navio ,
que so retira ; na luja da esquina da ra do
Crespo, que volta para a ra das Cruzes. (5
1 Vende-se o sobrado n 7 na travessa da
Madre de Dos, de dous andares e soto cm
chaos proprios, tambem se da com algum pra-
so commodo ao comprador; na ra da Cruz
n. SO. (5
I Vendem se duas vaccas de casta tourina,
muito boas leiteiras, sendo urna da primeira
criaco urna vitela da mesma casta e com '2
annos de idade ; na estrada dos Afilelos no
primeiro sitio da entrada ao ladoesquerdo, com
o portao verde. (6
i Na ra da Floientina n 1S, vendem-se
ceios de botijas vldradas, jarros de lustro de
bom barroe vasos para llores, mais em corita
que em oulra qualquer parte. .4
1 Vende-se urna cama duas bancas de
amar.'lio, novas, 8 cadeiras urna banca de
coiidur, um espelho com gaveta de angico ,
urna mesa de pinito para jantar, um bahu gran-
de, um casal de rolas delfamburgo, um papa-
gaio muito tallador, ludo por preco commodo ;
na ra Imperial n. 67, se dir quem taes objec*
tos vende. (7
Rap do Principe.
1 Este superior rap, que tem a partiou-
laridade de imitar ao princesa de Lisboa, cuja
falta a militas pessoos liustiisivel vende-se no
deposito d rap de (asse, na ra da Cruz n.
38, confronte u cacimba. f (5
1 Vendem-se duas moradas de casas de '
andares cada urna, sitas na ra Nova; urna dita
de dous andares nos (Juatro-canlos na Boa-
vista, duas ditas terreas juntas a-> mesmo;
urna dita terrea na estrada do Maiiguinho; urna
dita na ra do Padre l-'loriano ; urna morada
de casas de 3 andares na ra do Amor un ; a
tratar com Manoel Caetano Soares Carneiro
Monteiro. (8
1 Vende-se urna casa na ra Augusta; a
tratar no largo do Carmo vendan i. (2
1Vende-se farinha doMaranhoa 80 rs. a
libra e de 8 libras para tima a 00 rs ; no lar-
go do Carmo, venda n. I. (3
IVende-se um cordo sem Celtio, que tem
20 oilavas de ouro ; no largo do Carino, ven-
da o. I. (3
1 Vendem-se'i pares de brincos modernos,
3 ditos de rosetas, 8 unneles, u;n cordo gros-
so para relogio urna pulseira, I par de flvelas
para sapatos, um colar um coraco, duas me-
dalbas para senhora um alfinete de peito ,
urna redoma, dous pares de boles de punho ,
urnas coritas do Rio ludo de ouro dous pares
de fivelas de prata, 7 colheres, 2 garlos de dita,
dous taboleiros para vender fa/endas, sendo
uro de folha : na ra do Rangel n. 3, primei-
ro andar, ni
1 Vende-se superior assucar refinado bran-
co e de todas as mais qualidades tal moi-
do e em grao, e bom cha hisson por preco
commodo ; na praca da 8. Cruz n. 12'/'. 4
1Vende-se, por preco commodo, urna por-
cao de velas de sebo de Hollaoda; no Atierro da
Boa-vista, venda n. 8. (8
1 Vende-se sal do Ass a bordo do pata-
cho Maria .una, tundeadodefronte da Lingo-
ta ; a tratar com Antonio Joaquim de Sousa
Ribeiro ; na ra da Cadeia do Recife n. 18
I Vende-se urna ptima escrava com ha-
bilidades e sera vicios ; na ra estreila do Ro-
sario o. 34, primeiro andar. 3
1 Vende-se, muito em conta, urna canda
que carrega It caixas a qual se acha tundea-
da por detrado armasem do finado Coronel
Bento Jos da Costa ; quem a pretender a po-
der ir ver, e seus pertences se acho em casa de
Francisco Poreira da Cunha morador na ra
de Apollo e para tratar de seu ajuste dirija-
so a Jos Marques da Costa Soares, ou a seu
aixeiro que tem ordem para essefim.
1 Vende-se brim trancado pardo de linho
rom pequeo mofo a 360 rs. a vara lencos
de fil de cores, proprios para meninas a 120 e
140 rs riscados largos proprios para ca-
misa a 180 is. o covado ; na ra do Cabug ,
loja de Antonio Rodrigues da Cruz. 6
Vendem-seos seguintes livros em inglez ;
rammatiea por Constancio, historia da Grecia,
Pope, e diccionario, tudo aioda em bom estado,
por preco commodo; na ra do Sol n. 23, se-
gundo andar
Vendem-se oculos de armacao de todas
as graduaces, bicos estreitos e lirgos rap
Vleuron a 1040 rs dito de Gasse a \$ rs. di-
to Vii.agrinho a 1040 rs. charutos de regala,
ditos de diversos fabricantes, botes de duraque
a 400 rs a abotuadura, ditos de setim ditos
de osso grandes a 320 rs. a duzia, papel de peso
e almaco a 3200 rs., thesouras finas, um sorti-
meiito de galn para armacao, fil de linbo la-
vrado a 1# rs. a vara, dito liso a 500 rs h-
celas de pinho de diversos tamaitos e outras
multas miudesas. por preco commodo ; na ra
do Cabug loja que foi do Bandeira n. 7.
Vende-se um preta de nacao Angola, por
250# rs. ; na ra do Cabug, loja que loi do
Bandeira, n. 7.
Vendem-se as seguintes e importantes
obras de dtreito muito uteis e necessarias aos
estudantes du Academia ; direito natural os
accreditados escriptores Joulroi Burlamaque,
e Felice, direito ecclesiastico; a obra completa
de Gmeneri em latim, a qual se torna indis-
pensavel para o esludante que quer aprovei-
lar. porque a traduco que existe sobre ser
muito incorrecta sendo smente do primeiro
volume deia-n s privados das importantes
materias, que compoem o segundo e terceiro, e
a obra deRieger, tambem muito til por ser
o escriptor que mais se conforma com as dou-
trinas da escola ultramontana geralmente se-
guidas e sanecionadas pela igreja ; direito pu-
blico ; o bem conhecido Benjamn Constan!; a
collecco do jornal Vedrralista to interessan-
te que merecco a honra de ser traduzido do
inglez por um dos nossos mais eminentes Ilite-
ratos do Rio de Janeiro e he muito rara ; na
ra do Cabug n. 6.
Vende-se superior farinha de mandioca ,
em saccas; na ra do Vigario n. 17
Vendem-se 25 caixilhos com vidros e 10
caixoes que foro de fazendas ; na ra do Ca-
bug, loja que foi do Bandeira.
Vende-se para fra da provincia, matto,
ou paia nutra qualquer parte urna escrava
crtoula de 18 a 20 annos d idade, sadia de
bonita figura, boa lavadeira, e boa de campo ;
na ra estreila do Bosario n 2, segundo an-
dar.
(10JA DA ESTRELLA
R,ua do Qu^iinado N 2 5
1ME
Vendem-se cortes de eassa para volido a
3# rs. ditos romos a 3500 rs.
Vende-se urna armacao e pertences de
urna venda prompta para receber gneros ; na
ra do Nogueira n. 18.
2 Vende-se um (avallo ruco, gordo e bem
leito carrega baixo at meio, eesquipa aca-
bou defazer a ultima muda, e nao tem defeito
algum ; na ra do Crispo loja da esquina ,
que vira para a cadeia n. 4. .5
2Vende-se farinha de mandioca, muito II
na e alva. chegada ltimamente do Rio de Ja-
neiro por preco commodo; na ra de Apollo,
armasem de Gomes c IrmSo. (4
2Vende se urna portao de cera de carnau-
ba, por prego commodo urna caldeira de co-
bre, com o peso de arroba ; na ra estreila do
Bosario, loja de cera n. 3. k
2 Vende-se sola, couro de cabra, bezerros,
saccas com leijao mulatinho dilas com arroz
de casca, caixas com velas de sebo, cera de car-
nauba, tudo poi preco commodo; na ra da
Cruz n. 51. (5
2 Vendem-se 4 escravos de naco, de bo-
nitas figuras, ptimos para todo o servico ; 3
moleques de idade de 9 a 15 annos; um mu-
latinho de idade de 12 annos, proprio para pa-
gem; urna negrinha de idade de 7 annos ; 4 es-
cravas mui lindas, de naco com varias ha-
bilidades todos de boa conducta ; oa ra Di
reita n. 3. (8
2 Vende-se um par de mangas de vidro
lisas, um par de castigues de dito duas garra-
las brancas, um jogo de gamo com taclas de
marfim tudo por preco commodo ; na ra
Direita, padaria n. 40. (5
2Vende-se urna casa terrea nova, na ra
da Palma ; a tratar na misma ra n. 8 ; ven-
de-se mais urna canoa de familia, em bom uso,
por preco commodo; na mesma casa das 6
as 10 horas da manhaa. i5
2Vende-se um preto de naco, moco e de
e collegios de educaco.
mais til para a mocidade ,
e para quantos ignoro Inteiramente a serie dos
Charutos Regaifa.
Na ra da Cadeia do Recife n. 46, ha sempre
um grande e esplendido aortimento destes afa-
nados charutos, viudos no ultimo vapor da
Baha. ^
4__' tya praca da Independencia, lojas ns. 6 e
8 ach-se venda pelo diminuto preco de 320
rs'. o excellenle Opsculo intitulado Historia
abreviada da Redempco do Genero Humano ,
ou Resumo da Vida, Paixo, Morte e Ressur-
reicao de N. S. Jess Chrlsto desde o seu nas-
cimeotoat a vinda do Espirito Santo; ex t rali id o
tudo dosquadros Evangelistas, e dos actos dos
' Apostlos para licao dos alumnos das escolas
i I oiimarias, e colleg'1" Aa **'
solios, em chaos proprios ba pouco acaba- bfl ,mnho
do na ra do Fogo o. 27 ; a trataros ra es- a |og jgn
treita do Rosario n. 10. terceiro andar. (a |enlosoS f8Ct0S da Redempco, e que sao as
2Vende-se urna prota de idade do 20 a 24 j^^ a g Ke|jgjao. 9ue felizmente professa-
annos ; na ra do Cabug n. lo. ^ .2 mog Quantos Christos nao ha que sao do
prodigioso e estu-
grandeobra da Be-
que leitura mais pro-
a mocidade e geralmente
__m da gente do povol i!7
cortes de vestidos de chita com 1S covado e 6_ Venllem.Se8escravas duas do 20 an-
meio a y 2200 e 2400 rs. cada um. (* Dog boag flgur88i cosem, engouimao e cosi-
3Vende-se panno de aigodo da trra, pro- nh.Q 3 dju. pof 30y rg cada um( (gem ,0_
prio para roupa de pretos ; vtnho da Madetra, do ( ^.^ deuina c8Sa e vendem na ra ;
tinto e branco em ancoretas de le almudes, duas djlM boag para geIeal educadas uaia _
e angarraado, muscatel de Setubal, Aventlno, grinna de jo annos, multo linda; um pardo
Lavradio Carcavellos, tudo de superior qua- bom bolieiro ecopeirode unta casa ; dous cs-
lidade; em casa ne Mendes & liveira oa cravog bong para 0 lrabalho decampo ; um pe-
rua da Cruz n. 9. (J queno gUio na Varzea
earvores de fruto; na ra do Ciespon. 10, prl-
10
bonita flgari, proprio para todo o servico; na
ruado Crespo loja n. 4
2 Vendem se barris com sardinhas novas ;
tcaesdaAlfandega, armasem de Das Fer-
ri'irj *
2- Vende-se muito bom chocolate a 6800
rs cada arroba ; no caes da Alfandega arma-
sem do Sr. Dias Ferreira. l
2Vende-se um piano de meio uso oom 5
oitavos proprio para apreoder e se tocar
qualquer peca por preco do 30/rs e he de
multo boas vozes; assim como 4 passaros mul-
lo bons de canto por preso commodo : na ra
Direita n. 61.
2Vende-se uro sobrado de um an
2- Vende-se arroz de casca pela medida ve- i(,Qoraotes de modo pr
Iha a 4#rs. o alquelre ; na ra larga do Rosa- ^^ pof que ge operou a ,
rio n. 29. [ dempcao do mundo E que
3- Continua-e a vender oaoja de Mano- ^m pode dar a
el Jos Goncalves, na ra do ijueimado n. 2 fa||ando aoCommut
, com casa de vivenda
Vendem-se nos Arrombados, travs de
40 palmse torno, e palmo em quadro de 36
palmos e tonto e palmo em quadro de 30 ,
32, e 33 palmos em quadro e palmo e coito ,
de 25 palmos e coito, enchameis de 36 30 e mesas redondas de Jacaranda, urna
meia commodr e una cama
meiro andar.
Vendem-se
duas excellenles
ranceza de mogno ,
preco ; na ra de S.
loja de trastes.
por barato
Francisco ,
22 corremaos o mos travessas de 30, calbros
de 25 o 30 estivas para atterro de 20, 25 e 30
palmos, e de 2 e meio e 3 e meio palmos de
grossura : o Sr. Julio Jacinto Pereira Cabra! ,
na ra largado Rosario eslautorisadoa to-
mar qualquer incumbencia a esle respeito. (8
3 Vendem-se gamelas grandes e pequeas
feitas na Baha superiores para banho al-
guidares degommos e lisos grandes e peque-
nos tudo de bom gusto ; na ra de Apollo ,
venda n. 1, delronte das casas do Sr. Angelo
Francisco Carneiro ; na mesma se acha um p-
timo cosinheiro branco, lillio da Europa para
bordo de embaicaco ou casa de pasto faz
doces de varias qualidades. (b
3 Vende-se um sitio na estrada de S. Ama-
ro para Belem com muito boa casa para gran-
de familia coro bastantes arvoredos de fruto ,
trras para planUces e pasto sutUcieute para
ter 6 vaccas de lette ; a tratar na mesma es-
tiada passando u ponte no primeiro sitio, ou
na ruado Rangel, loja delouca o. 17. ,7
X3Vendem-se dous diccionarios um Mag-
num Lexicn e outro portuguez e latino, urna
Selecta, urna fbula, um Salustio um Cor-
nelio 3 tomos de Virgilio e mais um segun-
do dito um de Ovidio urna lgica urna ar-
te latina uro elemento de dita um banheiro
de amarrello com psde roda, ainda novo, urna I receo do Grande Hospital de Candado um
duzia de estacas de imbertba proprlas para pardo acanelado de idade de 16 a 18 annos ,
caes, com ponas j feitas ; na ra do Kangel de meia estatura, (ornido do corpo bonita li-
li. I"/ ; na mesma casa compra-se urna cadeira gura, olhos vivos, tem o cabello bem pichaim,
pequea em bom uso, para menina de es- um pouco Iristonho he lirnpode pes e mos;
culu. ilO levou camisa e ceroulas de algodoznho sujas,
3 Vende-se urna preta moca de bonita h- le chapeo de palha j velho ; quem oapprehen-
gura sabe fatal renda, lava ae sabo e bar-!der, entregue ao Sr. Padre Gamillo de Men-
idla cosinua bem, e engomma algum a cousa; doea Furtado regente do mesmo Hospital ,
na ra da Cadeia Velba n. 30. (4 ique ser bem recompensado 10
3Vende-se polassa russiana muito nova e 2 100/000 rs. de gratifieacao
de mullo superior qualtdade, em barris peque- a quem pegar um moleque de nome A lit-
nos ; na ra da Cadeia do Bectfe armaeem de
assucar n. i2. (4
3 Vende-se urna ptima e bonita escrava ,
coinalguroas habilidades proprla para qual-
ESCRAVOSFLGIDOS
Fugio no di1 6 de Janeiro do anno p.p.
urna preta de oome Joaona do gento de An-
gola, de nacao Benguella idadecresiida he
bem conhecida por ler sido da casa de unta Se-
nhora Rosinlta, que arranja matulos as Cin-
co-ponas he provavel que ella ande se inti-
tulando por forra ; quem a pegar, leve a ra
das Cruzes n 39, que ser recompensado.
I Fugio no dia 12 de Fevereiro um preto
de nome Joo de nacao Cacange grosso do
corpo, estatura regular, fallo de denles da fron-
te da parte superior com os tornoielos dos ps
foveiros ps grossos, com urna (crida em
urna canela ; levou calcase camisa de aigodo
azul.|e Ij(erri) etn um pe na ; quemo pegar,
leve a ra Direita, loja n. 2, quesera recompen-
sado. 8
1 Na manhaa do 25 do correnle desappa-
quer servico, e se dir o motivo por que su
vende na ra larga do Ilusa. io u. 26, primei-
ro andar. (5
3 Vendem-se saccas com roilho ditas de
arroz de casca camuas de 100 charutos, tu-
do de superior qualdade por preco commo-
do ; na ra larga do Rosario n. 21. (4
3 Vendem-se 800 sanadas de azeite de car-
rpalo ; na ra da Sentaila Nova u. 42. (2
3Vende-se, ou aluga-se urna canoa da
nio representa ter 18 annos de idade baixo
secco, bastante esperto, tem urna marca no
peito e urna cicatriz em cima da junta de um
dos d dos da man direita ou esquerda ; levou
camisa de madapoln e calcas de nscado, es-
l fgido desde Janeiro p. p. : quem o pegar,
leve ao Forle-do-Mallos rio primeiro andar
por cima da venda do Sr. Alem que recebera
a gratificado a cima. (9
2 Continuo a estar fgidos dous escravos
de Antonio Vaz de Oliveira morador na ra
do Amorim n. 36, com os signaes seguintes :
Ide nome Joo Camudongo, alto, magro pouca
barba, alguma cousu gago, sua oceupaco he
carga de 600 a 700 lijlos, por preco comino- serrador, consta intitular-se por lorro esl lu-
1 gido, ha 3 mezes. Outro tambem de nume Joo,
de nacao Angola, alto, cheio do corpo, com um
signal branco debaixo de um dos bracos, pou-
ca barba, algum couse bucal quando fugio e
est ausente, ha 4 para 5 annos; cada um se
gratifica com loo' rs. a quero os entregar a seu
senil o r. (12
3 Fugiro no dia 18 do correnle Marco dous
moleques, un de nome Candido, que represen-
ta 21 a 23 anuos, reforcado do corpo, rosto re-
dondo e liso, denles abertos na frente com o
signal de um O com travesso pelo meio, em
cima de um pe' o ; loi visto nos Alogados no
mesmo dia : o outro de nome Phillppe repre-
senta 16 a 18 annos secco do corpo denles
limados, e alguma cousa grandes ps e mos
grandes, roslo meio cornprido e descarnado e
foi visto na ponte da Passagem da Magdalena ,
oo mesmo dia ; levio camisa de aigodo ,
ceroulas de estopa ; roga-se a qualquer autor i- .
dade policial ou outia qualquer pessoa qi
os pegue e leve na ra da PraiadeS Rilan.
43, casa do Vianna, que generosamente recom-
pensar, it
PERNj TYP- DE M. F DE FARIA I b/|5.
do. Fazem-se atierros, ou por brac ou por
empreitada ; abrem-se viveiros novos, ou re-
batxo-se velbos tudo por prec,o commodo ,
quem pretender dtrija-se a ra do Trapiche ,
venda n. 30, delronte du caes da Lingoeta 7
3 Vende-se urna ptima aimaco, propria
para qualquer eslabelectmento cos a vanta-
gem de se poder armar aonde convier; a fal-
lar com o Sr. Reseode, na ra estreila do Ro-
sario n. 33. (5
4 ende- se um escravo de nacao, de 26 an-
nos, de bonita figura, reforcado do carpo, en-
leude de baibeiro e canoeiro e be de todo o
servico braca! o ganba 560 rs. por da, vende-
se por preciso; na ra do Livramenton. 33. (4
' Vende-se no armasem de Fernando Jos
Braguez ao p do arco da Conceico do Re-
cite caixoes com cera lavrada esortida, por
prego commodo. (4
3 Vende-se urna dutia de cadeiras, um
par de bancas, urna banca redonda, uro sopb,
tudo de Jacaranda ; na ra estreita do Rosa-
rio o. 16. (4
I Vende-se urna ptima estribara para 2
cavallos por preco commodo ; no Atterro da
Boa-vista, botica do Sr. Victorino, o. S. 3


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