Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05542


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Full Text
Annode 184&
Sexta Fcira 28
de M aren.'
O Oiabi-puhlioi-ii lodoi 01 din na ala (ore* untiiicai o prego >U iieignata
h- i'e Uei mil ra. por quinal pigoi idim.idoi. 0 innuncioidoi inignantii anninil.
a tuao de 'JO k'-k por linda. 40 rea cm l-po diferente, e as repeiiroes pela amelide
gue nao lore mijninls pigao -Oreja por Ijnda.'lie lypo diferente, poi cadapublicaeAo.
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
Guuaiu, 1'aran.bi legundue eexiia (eirai.Hio Grande do Norte, chei a g el2 a par
ti lOciJ.- ,abo, Sarinhaam. Rio Formaio. Macey, Porto Cairo, Alagoai: no 1. :
14 a '.'iduad. ex. Garandum a Bonilo a 11) a -!4ie cada mn loi-riau fio:
se 13' 28 do. Cidada da Victoria, quinlu feirii. Oliuda lodoi oa dia
das da semana.
21 Sig. i I. oitivi, inslituicao to SS. S.eramen'o.
j5 Tero. +* '.' iiii Aniiiiiii-ini-.iu de N. S.
Jo i.imri. Ludgero Aud iloj.dil). di 3 t,
27 Ou-.ru. s Roberto. And do J di D di 2. y
.8 Seati Alera- dre. Aud. do J. de D da I, r.
o) Sb. s Bertholdo. Ral. aud doJ.de D. da 1. t.
;|U Ooai s. Joo Climiro.
DIARIO
Anno XXI. N. 68.
- ../;..-. la na roa Mimos; da nuca (iru.l..ciM, odwajao, a eaargia: cmi-
"> principanos o icnaua ipoati.los a admira*'.> aalr as n.r.ucs n.iia
(Proelimigj.. da AMembli liara! fl lil.
CaMIlOi no un ? oa kaRy'o
CmhioaiobraLondr .'5 11J Our.-M'ndi da 6,iGu
/ a Par >7 2 re por franco
a fisboi jZO por 100 di premio
Urdida ai hre ao par.
Idtu da itria boaa Gnuia 1 p:>ro[o
da t,W-
Prarafaiaaoaj
v Paioa oolommnM"
* Ditos meiioixoi
compra
17 -J0
17.OJ0
y.j.i
S ,9o
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1 ,0
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7,0
I ?,-i)0
>.00
2 Oltt!
a noo
1,980
PHASKS DA LA NO MEZ !>E M A1100.
Lu non iS 4 h 17 la. da man. | Lu eltaia i I 5 boraf e 80 ma () I.
CraaaamM 15 I i boru :i di tarda M aaruai w 10 al iraa a 41 nia da t.
f reamar e ..,> e.
Primiri n S) doras e 1S ma. di ni.inb.ia | S.-guma ai J boru e minutos da i.
--" .-. .-IVitaKi; .
RNAM
t"^iriK!n3BaoK5a3L!;':.irr.r..f:r';-.-.

^rss
... :ata?; ~;.- -uta*
PKRNaMBUCO
ASSEMBLA PROVINCIAL.
CONTINUAQA DA SESSAO DO DA '26 DE MARCO DE
1845.
URDEN lu DA.
Discusso dos pareceres addiados.
Entrou ein discusso o parecer daeoniiuisso
de Instruccd publica, sobre o requerimento do
padre Joaquim Rafael da Silva, professor de
granmiatica latina no bairro du Recife,cm oijual
se queixa da transferenciai que para o bairro de
Sanio Antonio foi feita pela presideucia, da ca-
dena que oceupava.A connnissao opina que o
requerimento seja rcuieltido ao presidente para
attender aos prejuizos do supplicante, que tein
do alugar urna casa no bairro ein que vai lec-
cionar, e leinbra coiuniissao de orcaniento a
necessidade de se marcar tuna quotapara seine-
lliaute aluguer.
O Sr Fcrreira liando : En respeito muito a
imparcialidade da pesaoa, que tau dignamente
oceupa hoje a presidencia : ningueni inais do
queeua venera : tenho sultcientes raides para
a conhecer muito de porto, o muito bem. Sel,
que o Exin. presidente nao quer liiniar-so, se-
n;io na Justina, nu>elle lie hoinein, o pode es-
tar engaado : p(idealgunia vez desviar-so da
verdadeira senda, por urna ou outra raxo, que
julgnejusta, quejulgue conveniente, 0 deixar
por isto do obrar, como tal ven devesse obrar :
repito, nao por falta do reciidao, mas por pon
sar deuui modo inadequado, o pouco conveni-
ente na tu rea da questo, que Ihe foi subinet-
lida. Respeito por tanto a presidencia, e de
igual modo faco Justina a Ilustro connnissao,
porque expos francamente o sou pensamento, e
entendeo, que fazia, coiu o pareeor, que deo,
a sua obrigacao : mas, Sr. presidente, eu te-
nho razos ponderosas para meoppor, nao s a
resolucSo do administrador da provincia, como
tainbem ao parecer da coinmissiio.
.Sondo ou actualmente director do lyco fui
mandado ouvir pela presidencia, a respeito da
transferencia deste professor, e no ein tanto o
requerimento, que elle euviou presidencia, foi
nrganisado de um modo, que me parecen tao
claro, tao vi'idadeiro, tao exacto, lao positivo,
de um modo tao razoavel, que eu mi quit ac-
crescentar neuhunia reilexu inais, o na respos-
ta, que doi i presidencia, disse : que me refe-
ra inteiramenle s mesillas razos, que se alle-
gavo pelo professor, porque eu as iuiagiiiava
tao conformes razao, c tao justas, que de ini-
nha parte as abrafava, e que con lia va mesuio
na rectidtlo da presidencia, que Caria quelte
professor a devida justica. Mas, vendo depois,
que o professor tinha fnao sei, so digo bem) li-
nda, como appellado da deliberadlo da presi-
dencia, que llio nao foi favoravel, para esta as-
sembla; achaudo-me agora na casa, sondo di-
rector do Ij eco, e tendo informado o requer-
monto daquelle professor; jnlgo-me as cir-
cumstancias de di/.or alguma cousa ein abono
niou, eurabono da nforuiaco, i|ue doi, e em
abono das ininlias ideias inste particular.
Srs.i nao pretendo com isto fazer censuras
presidencia, neiu tambem ;i connnissao, que
ingenuamente respeito. Nada inais quero do
que desembarazar-me o defender-Ule,
Diz a (Ilustre connnissao no sen pareeor : que,
nao havendo le, que autorizo a presidencia a
remover o professor, por isso mesmo be que el-
lo o pode remover. Ora eu digo o contrario, o
tenho urna opiniao bem dillerente desta. Por is-
so mesmo que nao ha le, he que a presidencia
o nao pude lser. -Nao o pude, porque n.-io ha
lii. He por isto, que a presidencia nao pode re-
mover o professor. Porque se nSo so falla se-
iio ein loi, senos estamos no imperio da lei,
nao devenios guiar-nos seno segundo a lei,
o nao obrar som lei. l'ermilta-se-uie agora una
palavra ein materia que me he estranba. He
verdade, que em diroito so interprtalo as bis,
c que he niosino preciso nter pretal-as : mas in-
terpretao-so, porque ellas existen), e he cousa
multodlfierente interpretar a lei, que existo, do
crear urna loi, ou obrar sera lei. ou emendara
le. Entre nos a loi s podo ser feita pelo corpo
legislativo, e por uiugueiu inais. He por tanto
claro, ou parece-nie claro, que, nao havendo lei,
nao converia, que a presidencia mudasso aquel-
lo professor, o muito inais, quaudo no sen re-
querimento existen! razos, pelas quaos presu-
mo, que olio so torna diimo do sor ouvido, o de
licar ein repouso, c no mesmo lugar cm que se
achava.
Una das razos, que apresontou o professor,
foi, que a freguozia do Santo Antonio, por esta
nuidauca, vinha a licar com duas oadeiras de
latiiii, ao mesmo tempo, que esta parochia flea-
tem grande peso, l'ois qual ha de ser a razo,
porque se bao de estabelecer em S. Antonio
duas cade!ras de grammatica latina, eficaria os-
la parochia sein nenhutua ?
USr. Nabuco:tie o contrario, que succede.
O Orador: Iai respondo, que a razo desta re-
11109:10 he (seguudo se diz; porque o lyco existe
agora no Rooifo, e realmente lio osta. Mas qUeiquc so
culpa tem disto o professor ?Nos sabemos todos, ,i;l0 s,.r
que tratos tem por ahi levado o lyco, e por
comeguinte, que so elle existo agora nosta pa-
rochia, pode ainanhfia ir muito bem, para onde
oquberein mandar, para onde quizerem, que
elle vi! Supponbamos por um instinto, que is-
to acontece (o que talvez nao estar longo) e
muito inais, porque o lyco nao est col locado
no ponto, em que (leve estar, que devora ser
Din ponto central; supponhaiiios, que isto a-
COOtece, para que inconiniodar desde ja o pro-
fessor, fazendo-o mudar hoje, o obrigando-n a
iniidar-so a nianha ? Nao ontondo a couvoiiion-
proessor para o lugar,
cia da passagem desti
que so quer.
Ora o lyco nao est no ponto, cm que devo-
ii,i ser collocado, porque nos nao tomos anda
os edificios pblicos nocossarios, que defera-
mos ter, nao s para os nossos ostabeleciinentos
lillorarios, como para os inais, que nos convin,
o de que precisamos: nos mendigamos ainda, o
approveiamos remetidos. Nos Oteemos apenas o
que se pode fazer, atienta a nossa penuria o as
nossos circumstancias : mas ou espero, que nao
oslaremos senipre tao baldos de ineios, que da-
qui naisaalguns tenipos nao possamos con-
tar OS edificios necessarios, para oque nos for
mister. Succedendo assiin, succedendo o que
eu pens, o Ivoo ter de ir para S. Amonio, li-
eando o Roeife som cadeira alguma de lat 111, o
licando a parochia do S. Antonio com duas.
O Sr. Nahurn:Nao apoiado.
O Orador:Pode acontecer muito bem isto.
Ora he osta urna das razos, que allega o pro-
fessor. Sabemos tambem, que posto oadinnis-
trador da provincia seja urna pessoa de todo o
sonso, do grande moderadlo, e do intonces
inulto rectas, neiu todos os outros administra-
dores, que viereni, torao tao grandes qualidades,
o somos mis, lie esta assembla, que deve acau-
tela r, o previno o futuro. Devenios proonelnr
uossas funeces, providenciar por nos, o faaer-
inos ludo aqullo, que entendennos, ludo aquil-
lo que he precisa etudo aquillo, que convin,
que faramos : nao domos nada tic mais presi-
dencia alguma, a qiioin eu dara tildo por corto,
so nao ostivesseinos 110 rgimen constitucional;
mas como nos dwoni, que oslamos, fallo na
lingoagem constitucional : se somos constitu-
clouaes....
Um Sr. l)epu(ado:tie diroito lmente.
O Orador:..nao deixemosoque nos pertenco,
o oque constituir as nossas attribiiicnes : sao
nossas, conviu, que as exercamos nos-, Enten-
do por tanto, que nao he precisa tan ti forra
presideucia.
lio tambem razo de grande monta o cercea-
mento dos interesses do peticionario, coinosuc-
ceder no caso de se realisar a transferencia,
vista a necessidade,que lia, (I casa em -S. Anto-
nio para os alumnos, despezosla, que monta-
r OU talvez exceda a 2(111* rs l'arece-nie, que
he fazer sotl'rer muito a mu empregado publico;
especialmente a um empregado probo, assiduo
em seus deveres e exacto 110 servie.o publico;
cousa, queso nao pode negar ao professor, de
quem fallamos. NSo quero aggravar com sio os
ni.iis, que exercem o magisterio, quero porm,
dar um teslemiinho a verd.ule, edirei, que he
mu dos melhores incitrcs de gramiliatica lati-
na, c um liomcm de grande probidade. Me um
professor, que sabe reger a sua aula com tanto
acord, c com tanta dignidade, que frca a
eousideraco por elle. Ora, obrando-so o que
euleude a commisso, ser prejiuliear este 10-
nioin, que nao he credor desemelhante medi-
da. Obrando o contrario, do (pie devenios por
em pralica, iremos contra a razo, remos con-
tra a justica, e farcinos o mal de 11111 uosso 1:011-
cidadao, que exerce o seu eiuprego sem nota, e
que, coiihechendo perfeitaineute a lingoa, que
eusiua, nos, at por isso. o devenios bem appre-
ciar o proteger.
OSr. Alcanforado: Sr. Presidente; soumem-
bro da L'Oiiiiuissao de iistruerao publica, e a^o-
rabequesei que existia este parecer sobre a
mesa: ha das, examinando a pasta respectiva,
encontr! este requerimento, o appresentei-o ao
Sr. Maciel Mouteiro, para que acordassemos
acerca do parecer que haviamos de dar ; depois
levei-o ao Sr. Nabuco (que tambem he meu col-
IcgaJ para o mesmo lint ; ellos me dssoro que
querio examinar o negocio para dar o seu pa-
recer; passou-so algiiui tenqio BCinque por el-
los Ibsse appreseutado o parecer; 011a torea fcira,
nico (liaeni que nao tenho viudo casa, appro-
scntro o parecer.....
O Sr. .Sabuco : ^= Nao foi por sorpresa.
O Orador: as Parece-me que nao, mas sopor
falta de deferencia, NSo pude deixar de fazer es-
te reparo, porque, tendo o Sr. Nabuco appre-
sentaiio cinco, ou seis parec res da connnissao
de insii uceo publica, eu assgnei-os ; entro-
tanto nao loi.111 ellosappresontados, sem ser ou-
vido o Sr. Maciel Monteiro; raqstrrao-se-lhe;
pedio tempo para os examinar; lovou-os para
casa, o depois troll.\e-os < Olll a sua .issiyii.iiui 1 :
eu conllevo que a commisso pude lar u seu pa
recer assgnado por dois membros, porm, uan-
do nao havia urgencia 110 negocio, nao sei paraJ
havia de appresentar na torca feira, a
porque me consideren! mu mcuibro
intil, porque em fim nao dSopso ao meu
voto; nosta forma ou nao poda deixar de quei-
xa r-me deste procedimentOi nao podia deixar
deo fazer patento assembla provincial. \gO-
ra, Sr, presidente, darei as rasos, por que me
nao posso conformar com 0 parecer dos ineus
douscollegas, cujas luzesmuito respeito; tenho
aoanliainonto emir deoneontro ,i sua opiniao,
mas o respeito que Ibes consagro nao pude sei
tanto que me obligue a ceder das inhibas eon-
vieres.
O parecer funda-so 0111 mu falso supposto, ou
por outra funda-so n um sofisma; o peticiona-
rio queixa-se deque o presidente da provincia
Riera a romoco, som oslar autorisado por lei ;
a eoimnisso, roconhecondo que nao ha lei que
autorise tal proeodimonto, entendeo com todo
que era conveniente que ficasse esto arbitrio ao
presidente, o por oonseguhito que o presidente
obrara competentemente ; se livessomos di' esta-
belecer nina lei a cerca do onsino publico, isso
era adinssvel; mas nao so trata disto, esto ramo
dosorvco piibleo.esl ostabeloeido por, lei;bem
011 mal, osla regulado ; logo he evidente que o
presidente da provincia nao pido proceder se-
no em oonformidade rom a lei ; o presidente
nao pode adoptar qnalquer m'edraa porque Ihe
pareja conveniente; porque Ihe pareja mil, em
tal, o tal oeoasao dada, por maior que seja esta
conveniencia, por maior que soja esta utUidade;
nada o dovo desviar da loi. porque he ella .1 pri-
meira rogra a seguir: so a commisso dissesse
que o presidente nao tinba obrado em vi tude
da lei; que pelas snas circumstancias o sen pro-
eodimonto era Jnstificnvel; que so Ihe devia dar,
como se eosluiii 1 dizer, um bil de iiideinnicl.ide,
ou nao 1110 opporia ao parecer da commissSo;
mas nao posso concordar com ella (piando diz,
que o presidente eslava autorisado para fazer
aquella romoco ; porque eu entendo que, nao
havendo lei, como de corto nao ha, oque se si-
gue he que se obrou eom arbiirio. Entrando
agora na UtUidade que piule resultar da medida,
eiieieio que essa utldado nao deve ser abso-
luta; eu ere o que ella deve ser subordinada aos
direilos adquiridos, oeslabeleeidos ; o pe'ieio-
nario ti ron por nielo fie concurso a cadeira do
bairro do l'.ecife, he 110 bairro do Reclc que de-
ve sor consol vado: o nao so diga que he mull-
ronte que ello e\eri1 o seu ministerio ueste 011
uaqucllc lugar; porque, quaudo o professor se
oppo a cadeira deste, ou daquelle lugar, tem
0111 vista a silu.-icn, osnioresses que dessa si-
tuarn Ihe resultad; pode ter muito boas ra/es
para nao leecionar, seno no lugar para que
eoncorreu &e. Se pola o professor em queslao
so .ij.pi/ cadeira do bairro do Recife ; se a lei
Ihe deo o diroito para ah leecionar; he claro
que sem lei mo podo sor removido, c s o po-
ner ser por arbitrio, no menos hoste o meu
modo deentender; mas diz a commisso que,
leudo o Ivoo sido transplantado para o bairro
do Recife', nao era insto que houvesseui duas
oadeiras no mesmo bairro; mas eu creio que a
connnissao labora ein llso supposto, porque,
para proceder o seu argumento, era preciso de-
monstrar que as hnbilitaces, que sao exigidas
pna qualquer individuo se matricular no ly-
co, sao igualmente exigidas para so matricular
na aula de laliui de que se trata : mas o con-
trario disto acontece; porque, pira que qual-
quer individuo seja matriculado em aula do ly-
co he ii'tvssai o que tenha feito exame da lin-
goa nacional, oque nao he exigido para a aula
de latiin; < dahi resulta que no lyco existein
seis individuos como discpulos, quaudo na au-
la do peticionario oxislem corea do cen; vc-so
no bairro do Rc-
liripirncia desta
sideraco .i auloridade que 'Me exerec. Agora cu
dovo justilie.ir-me para com o nobro deputado.
da injusta arguco que dirigi aos dous mem-
bros da eoimnisso, que o nao ou vi ru a corea
do parecer; diiei priniril o, que nao foi falta de
deferencia pira o uobre deputado, cujas luzes
e perspicacia, eujo auxilio nos serian vantajo-
sos para apreciajo c exame de qualquer mate-
ria, que fosse eonmiettida .1 eoimnisso, que fez
com que o parecer Ihe nao Ibsse apreseutado;
ules foi porque o uobre deputado uo compa-
recen no di,1 em que o parecer loi apreseutado,
e fie de costume, achando-sc prsenlo a mam-
ra da.coinniisso,dar-so o parecer; o nobro
deputado trouxe u exeuiplo praticado com ou-
tro membro da conunissiio, mas oexemplo he
mal cabido: porque lenho lenibratira de que
quando aprsente! os cinco pareceres, .1 que se
referi, achava-se ni casa n Sr. Maciel Montei-
ro, que pedio espajo para vl-oJ o considral-
os, e ouio seria nina falta de deferencia da
liarle da commisso nao dar .1 um dos seus
membros o lempo que pedia; III.IS StO nao so
deo com o nobrr deputado, porque nao eslava
presente, Inlerpunlia-se a semana santa, eos
domis feriados, c por isso entendemos que
COIlvillhn .ipresenl 1I-0: ese isto assiin nao,foi di-
ga o nobro deputado, que uloresso loria a COIU-
inisso de pn sendir do sen voto nosta questao;
diga se por ventura algiiui uteresse particular
nos dirige ueste parecer, porque pelo contrario
eu por iiiid consagro muito respeito o inulta
eousideraco ao professor, ao qual respelta este
parecer : digo, pois. que o uobre deputado nao
tem razo de qtieixar-se da commisso; he esto
o COStUme da casa, o seno, appello para o les-
tenilinho di mesa; ella que diga se nao se acho
ah inultos pareceres assiguados smente por
dous membros da eomi..ssn: pois aqu esta O
quesuccedeo; o desali o nobro deputado para
que conteste qualquer dos lacios que apresen
te!; ha milita difierenca entre o succeddo com
o Sr. Maciel, e o Si*, deputado; mas parece-me
que, quaudo essa falta sedease, o rcsentimeiito
do uobre deputado deverianao chegar .i tal pon
10, que o levasse acombater un parecer, cjuc
me parece fundado em razos 1 n l'ragaveis. A
commisso nao disse, nenl podia dizer, que, nao
havendo le para remover, por esse laclo esla-
va o presidente autorisado a remover, a com- '
inisso entende e reeonheec, (pie 1111 niaferia de
attrbiices as autoridades su toeui aquellas que
esto estabelecidas as lels; mas a questo tem
rolado fura dos potitos essenclaes; nao se trata
de nina renim o definitiva, Irala-se de lima re
inoco interina, de una remojo exigida pela
urgencia das circumstancias; o professor do
bairro do Recife nao foi removido perpetua*
mente; loi removido uterinamente, pelas cir-
cuinsi.iiu as ponderosas que se dro : ora du-
vid.n o uobre deputado, que o presidente da
provincia tem autoiidade, para determinar a lo-
ca I dado em que se deve estabelecer Ijcco .' Se
lino llega oslo diroito, mi pude negar a conse-
quencia que dellc se driva, que he a remoran
do professor para se nao dar ocaso de ficarcm
duas oadeiras ho Itecife, e neiihuma em S. An
ionio, com manifest prejuizo do publico; seo
presidente nao livor este arbitrio salutar, onto
he llielhor dizer, (pie nao ha administrarn, i|iie
ella esbi atada e nao pode dar um passo; o que
uocoiivni por coito: c noteiu osnobres depu-
i.ulos, que 1 ni qualquer posijo ein que me
ade, nunca conqiroinellorei os principios que
sao proprios do qualquer governo, que sao na-
luraes attributos do poder administrativo.
O uobre di pinado daquelle lado o Sr. Fcrrei-
ra 1 ailo falln em una ulnrmaco do pro-
j i'i ssor, 1 qual se Ihe reinettoo; mas nao nos dis-
pois que o estar hoje o lycoo
rile, nao (liminiio 1111 nada a
aula: de inais Srs., a le d a este professor um
cont de res o um safio; disto elle n.'io pode sor
privado, si 111 grande ujustica : Sr. presidente,
se o Ivco livesse de lie.ir |ierin.inenlemi uto
aqu, Cnlao ainda poda liav r alguma razan
pira a hansfireiicia; mas seolyc esta aqui
transitoriamente, para que a intidanc.a do pro-
so (pie 111I111111.1. .111 era essa: e anula inaiS, os 110-
bres depul idos, quo uoiubalom o parecer, anda
nos nao dssoro qual a maiieira por que elle do-
\ ia ser 11 formado..,
o S,\ /(i/i/.i 'arreto: Deve dctl'erir-sc
COmo be (le 11. ; I, I de jllsliea.
O Orador: Mas nao disse o como se ha de
11 alisar essa juslca na eoiiclnso do si u discur-
so, nao disse como terminar o parecer: se vos
essor? I'.u nao vejo nella seno o incommodo I uegaes o principio, dizci que arbitrio so deve
do professor.
Sr. presidente, eu respeito, como o uobre de-
putado que falln aules de inin, a primena an-
imad.ule da provincia; mas, quaudo se datado
una medida destas, quando se v que a le nao
foi oxeeillada, he da nossa oln g.H o mostrar que
velamos na sua guarda; o que lie do nosso doi n ,
porque a isso nos obriga' o acto addieional; eu
assiin o larei, apresentando a niinha opiniao.
que he no caso de que se trata, de qne o profes-
sor nao podia ser removido, e por isso vol con-
tra o parecer da commisso.
O Sr. Xabwo:Sr. presidente, eu comecarei
protestando, que nao fo! qualquer ronsidera-
cSo pela pessoa do presidente da provincia, que
indutioa commisso a dar o parecer que se dis-
cuto: foi sliu o respeito consagrado a um prin-
cipio governanienlal. 0 qual, acliando-ine 111
nesia, ou uaquclla posico, hei de seinpre de-
fender; nao obrou 1 eoimnisso, como disse. poi
eoiisider.ii o. s para com o presidente, nao tevi
em vistas consideraces pessoacs; obrouem con-J
lomar.
OSr. Iiiiiiiu Brrelo: () da razao, coda
justica.
() Orador: Enloqucr que se diga faca-s
oque fiir coiiveiiieiile, como dizio os bernar-
dos '....
O Sr. Ferrera Brrelo: Nao son to Ber-
II. II til) 1 OIIIO SMI.
U Orador' Sao dao remedio algum .seno
o que a commisso appreseuta; a qual attende a
ludo, porque na falta de casa dii que se provi-
dencie a respeito, para qt 11 o peticionario mi
-' j 1 l sado em sen-, inten ssi s; ora eu nao vejo
non huma das desvantagens, neiihuma das in-
justicas clamorosas, que os nobres deputados
hi rg iro; ni nliuuia seda com a rcinocao; o
professor liea com o sen ordenado, vem a ter
urna casa sufl'n ieute, conforme .1 commisso
ou illdi 1, 1 lilao nao ha inais do que pre-
1, rir o coiiin I do professor ao conmiodo dos
habitantes; o- uobros deputados i'.ill.no em
que -edivii i.iiccdi r tun bil de iiidciiinidadc ,
.


protesto contra isto; entrado que o presidente
eslava uu seu direito, proviaido una necessi-
dade publica c iinprlvista, attendende ao coin-
niodo dos habitantes de S. Antonio, pois que es-
se bairro tan populoso 1180 devia lirar privado
de una cadeira de laiim, licando odoRecife
coni duas: se o presidente tiujia o direito de re-
mover o lyco, por eonsequencia rigorosa po-
da remover o professor: porque he que o pre-
sidente, que alias exerce tantas lmenes impor-
tantes, e attrhiih oes disen'i ion arias, nao pude
exereer uin arbitrio como este eni taso impre-
visin, ein uuia urgencia como esta'1 Venbao os
nobres deputados para a questo e rreonhere rao
que proeedem coill injustira.pi ele rindo os 10111-
inodo do professor ao coiiiinodo dos habitantes
le S. Antonio: quautoa iiiiui o Ex."*presidente
veo una uecesidade publica de 1111 modo con-
veniente.
Le-se a seguinte emenda. pretencao do su|iplicauie. Ferreira tarrelo.
lie apoiada, e entra ein discussao. y
OSr. Aguiar: --Sr. presidente, vou entrar ties-
ta discussao coill receio, a vista dil declararn
que vcni de fazer o uobre deputado (|iie falln
por ultimo; por Isso que temo ser alcuiihado de
oll'ensor de principios; poicui i'ii eutetldo que,
impugnando 11 parecer,defiendo os princios, c
neni de leve attaro a administrarn. Talvez fosse
bastante fazer urna opposlfo silenciosa, volan-
do siinplesmeiile contra o pensamcnlo da illus-
tre conunisso; mas a questo pareee-me tan
seria que me jnlgo na obrigaco de fundamen-
tar o voto contraria que prctcudodar.Dois estou
piol'uikI.iiik 11 ii' convencido de que o presidente
da provincia nao est autorisado para remover
professores de mu lugar para miro,rom as leis
que actualmente reseiu o ensiuo da provincia.
J linuve una disposicao, creio que at enxci-
tada ein nina lei do ni /amento, que atitorisava
o govrrno da provincia a remover os profrSSO-
res; mas essa disposicao fui revocada ein mu ar-
tigo, se beiuiue record, da lei do orcainento de
Al, artigo esse que mandou Bear sem efl'eito in-
das as disposices que nao fosseiii cx|ircssamcu-
te vigoradas por lei posterior, logo que expiras-
se o anuo linanceiro. Kutrctauto. diudo-iue ao
traballin de examinar as disposices legislati-
vas dos anuos que se seguiro, nao pude depa-
rar coni un so preceito de donde, uiesino, se
podesse tirar a deduco de que os presidentes
gosodo direito de remover o professores da
provincia; assim, por tanto, consinta annbre
commlssao que Ihe diga que o seu parecer nao
ausenta em legislaco alguma vigente, e por
conseguidle esta as circuuistaucias de ser re-
jeitado. Entretanto a conmiissao enjos
ineinbros limito respe! 10, e contra cujas opi-
uioes, com petar, me pronuncio, di/, que este
proced ment he um remedio conveniente, he
un arbitrio salutar! Srs., preciso he que eu
confesse que deconheco u que seja arbitrio ca-
lmar, ipiaudo,nao permitlido pelas leis que so-
ineiite o pdem dar, he arraneado por illaces
forradas, i- di dosillo por ein limslaiicias que nao
foro previstas : eu s couhero una verdade
que foi euuuuciada pelo nobre deputado que
me precedeo e he que em materia de attri-
buicoes, a autoridade s gosa daquellas que as
leis Ihe couferein, e nao nutras, especialmente
quando ellas, destituidas de base van de en-
contr a direitos adquiridos e firmados; nao sel
pois que o contrario d'islose chame arbitrio ta-
lulnr, nao sel como sepossa julgar subsistente
urna rciuni/o.qiiaudn iienhuiua lei a autorisa ,
e a autoridade que a fax atiende nicamente a
circuinslancias transentes de mera convenien-
cia publica. Assim. convencido como estou da
verdade que defiendo, nao quero, approvando
o parecer da nobre roiiimissn, firmar un di-
reito que s por lei expressa pode ser dado ao
presidente da provincia. Disse o nobre di pilla-
do, iiieinbro da commlssao, que esse arbitrio .-
lutur he tanto mais jiMilic.ivi I, quailto a rc-
11100:10 frita he temporaria. I h j disseque
n'esla queslao nao atiendo a covenie:,cias e
milito 1111 nos ao lempo, e por isso quer rflfec-
ti va,quer perpetua, he sempre remoco, remo-
cao que parase rfi'ccloar carece de que quema
la/, es teja para isso autorisado por lei; mas por-
que ests nao existe,segue-se que o presid lite tica
armado ilesse arbitrio benfico, u salutar? isso
nao entend). A quistan que nos ocCllpa he,
sem diivida, puramente de direito, porque se
trata de avenguar se o acto prntieado tema-
polo legal, tu concedo que um presidente,
quando legtimamente autorisado,pode uosar
de um arbitrio que Iguale o podi r das leis, mas,
quando Ihe falta 1 ssa grande cundirn, entilo
liea rigorosamente restricto a exceuco, sem
que possa ampliar as suas atti ibuieaes j;i desig-
nadas, e cutan tica tainbciu desarmado d'csse
arbitrio ialular que a nobre eomuiisso Ihe quer
atlribuir; porque,devendo elle partir souiente
da lei, vira a tornar-se excessivo e iujustu,quan-
do esliv ei 11 1.1 d'ella.
Mas anda perguntarei eu, pial o motivo de
ulilidade, qual a razo de pruveito em que se
fundn a commissao para all miar que o go-
verno da provincia, removendo o peticionario ,
tinbaatti ndido sconveniencias publicas?Ku nao
tenho remedio sendo renovar .ligninas 1 on.ide-
races que j foro to opportuuameute apre-
sentadas a esta asscmbla : he iiecessario re-
pctil-as : o nobre deputado nao sabe que na
aula de latim do liceo, nao se pode matricular
iiinguem que deixe de ter anteriormente frito
exaine da liugoa nacional .' Nao sabe pie isto
he poderoso motivo para pie essa aula tenha
um numero milito limitado de alumnos,ao pas-
soqueado peticionario lein actualmente no-
venta, e mais alumnos .' Sabe isto por ceno.
O Sr. Mabuco : K O pie segu .'
O Sr. Aguiar : o que s<- segu Segue-se
pie os habitantes do liecife, nao estando habili-
tados para se matricularen! no luco por falta
d'csse exaine, licao privados desta aula, entre-
tanto que sern obligados a ir estudar em
um bairro louginquo. be pois desappirece a
conveniencia que suppe a nobre comniisso,
para que a renioco. piando esta SO trax o in-
coniinodo do professor Sem ulilidade publi-
ca? Mas. Sis., o professor nao pode, com jus-
lica, ser obligado a ir l< ccionar em outio lugar
que nao seja o Kecife, apesar do arbitrio salu-
tar que nao concedo ao governo. Eu peco ao*
nobres deputados que reparem bem no alcan-
ce pie podein ter estas concessdes; ellas p-
deni ser to repetidas que cheguem ao ponto de
querer parar.e se Ihe dga--aiidanD,iucistohc
arbitrio uilular--: o professor coinprouietteo-se,
quando obteve o seu provmento.a exereer as fue
ces do magisterio 110 iiccife, por|ue foia essa
cadeira quede preferencia se oppo,e que tirou,
quando podera ter-se opposto a outra ; porm
as suas conveniencias, a que attendeo o acon-
selhro a pie se oppozeSSC a esta, c como aqu
tenho ouvido multas vezes fallar ein fiel obser-
vancia de coulralo, direi, ipie o contrato he es-
te e que essa nova obrigaco, que se Ihe quer
impar, lie evidentemente injusta,e como tal in-
subsistente. Tal he a iiiiuha opinio .Vnho-
res, a respelo do parecer eiu discussao ; nas
entretanto o acto he de nalureza tal, que me
deixa ni serios embarafos, anda uiesnio quan-
do seja rejeitado o parecer porque nao descu-
bro um meio pelo mediar o mal, se o encontrar; porque ha de fa-
zer-sc passar urna lei |>ara obligar a presiden-
cia a revogar a remoco ? eu nao votara por
ella ; porque eu nao sei se d'aqu resultara,
ein desproveto da causa publica um choque
entre O legislativo e o aduiiuifctralivo da pro*
vincia : por um parecer de commlssao ? eu nao
sei se isso obriga o presidente e creio raestuo
que mo porque a inaneira, pela qual a asscm-
bla fax conhcjcer as suas deliberacdes he uina
lei ordinaria ; e no mel de ludo isto nao posso
deparar com o arbitrio a adoptar.
t'ni Sr. diputado : Forme aecusaco ao pre-
sidente.
O Orador : Ora Sis., aecusaco Nao me
colloqiieiu em iiin estado de hostilidad*1 em que
me nao acho, nem penseiu que as inhibas relie-
\oes vo ferir presidi'iica. nao, juero sanen-
te tirar a liuipo una ijuesto de direito. No bra-
sil j Inane una aecusaco, j bou ve antes urna
phautasmagoria, em nao pretendo ter recurso: mas de facto eu acho-i
me em una postead lillieu liosa da qual nao posso
sabir; e como nao posso dar o conveniente reme-
dio voto e hei de votar contra o parecer <
inultos sufragios, que eu tivesse os dava con-
tra ; porque nao posso approvar com o iiieu as-
sentimento esse arbitrio, que se pretende dar ao
governo da provincia.
O Sr. Ferreira Uarreto : Sr. presidente eu
tiiiha mandado mesa una emenda para que
se delirisse com juslica ueste negocio inandri
isto mesa ; mas eu vejo que talvez seja pre-
ciso confeccionar um projecto sobre este nego-
cio ; poique lo contrario, o que resultara he o
presidente nao se eiub.iracar com o que se lis-
ser em mu paiecer ; nos di/.eiuos, v para o pre-
sidente, isso nao teni 'licito nenhuni. Ku nao
tenho mais, que acercscciitar eousa alguma, ao
que se lein dlo ; desejara que se lizcsse .lipid-
io, que devenios fa/er a favor da razo e a
favor cido. ^
OSr. Alcanforado: Sr. presidente,eu nao 11-
sistirei naaiguico, que liz commissao ; por-
que o ineii l'nn esl preeuchido : agora tratare!
do parecer; o nobre drjmt.ido, que odelcndeo,
e que cnstmun ser seuqire tan lgico lo con-
liideute em sua argiimiMitaco levado talvez
pela dilliculdadc da posi'CO ein que se eollocoii,
argiiiui'iitou, ha de perniitti.i-ine, que lh'o diga,
sem coherencia : o nobre d< putado principioii
por di/er, pie o presidente nao poda exereer
nutras attribiiici'ies, que nao tsscm as marea-
das na lei ; poueo depois na correnteza do seu
discurso disse que nao havia lei para fazer tal
remoran ; ora, Sr. presidente, se o administra-
dor la provincia nao pode exereer attribulces ,
que nao estejo marcadas por le e se nao ha
lei que Hiede autoridade para remover o pro-
fessor est claro, que se obrou incompetente-
mente. t~-
Disse o nobre deputado que foi consequen-
cla de um arbitrio salutar ; por quanto, tendo o
presidente o dever de executar as leis di'vera
ter o arbitrio de fazer aquillo, que Ihe pareces-
se couvi'iiiente para esse lim ; isto era o ines-
mo que estabeleeer o principio di- que as les
em que sao marcadas as attribuicoesdos presi-
denies.so inuteis;porquc estabelecido o princi-
pio geral, deque sendo elle autorisado para
executar as leis pode farer, o que julgar con-
veniente para esse lim, para que se marcar attri-
buices para que marcar limites de sua auto-
ridade? lie portantopara miui inquestionavel,
que o presidente nao obrou competentemente ,
como di/ o parecer; disse e torno a repetir se
a asscmbla uuizesse dar, como se eosliima di-
zer, um bil le indemnidade, estarla no seu di-
reito; mas dizer, que he justo, que he legal o
acto pralicado nao me parece sustentavel.
Sr. presidente, eu declaro asscmbla que
11 nao tenho desejo de argir o presidente da
provincia nem esta he a ininha intenco, neui
esse he o meu lim, o que tenho ein vista he de-
clarar o sentido da lei ; e romo entendo que o
presidente nao obrou na conforinidade delle ,
francamente o declaro porque he inhiba obri-
gaco velar na guarda da constiliiico e das
leis e di o meu voto segundo niinhas eonvic-
<,<'s. Por estas razes continuo a volar contra
.<> parecer.
(' Sr, Nabuco:Sr. presidente, parece-me que
esta discussao he intil, esem resultado; por-
que os nobres deputados, posto que Impugnen!
as raides do parecer da conunisso, conror-
do em pode ser deferido; se. como algiins nobres de-
jmiados dizem, nao ha um arbitrio que possa
substituir aquelleque se prnpde;se reconhecem,
que o caso nao tem remedio; se, como outros
pretndelo, a deciso do presidente nao he legal,
mas he digna de 11111 bil de indemnidade, para
que esla discussao? O resultado vcni a ser o
mismo, n se ajqu ove, ou se nqirove o parecer
da commlssao estamos concordes todos em un
ponto, e he que o rcqueriinei-.lo do peticionario
nao pode ter drferiinento : por que furnia sa-
hiro os nobres diputados da difhculdadc que
1 lies iiicsinos reconhecem ? Farcinos um pro-
jectodc lei, reprovando o acto do presidente, e
del rininando jior bem e para couiniodo do pe-
ticionario, jiu- elle viiiha c para o Reclfe ? Is-
to lora nui absurdo, c liria funestas cousequen-
cias, juauto divisu e harmona dos podr < s
politico : l'arenios um projecto tirando ao pre-
sidente o arbitrio para obrar em casos im-
previstos, arbitrio essencial ao poder adminis-
trativo? Essa le que lizesseinos serla inconsti-
tucional, poique desnaturalisaria o poder exe-
cutivo, seria opposta lei de 3 de outubro de
1834, pela qual os presidentes se regein, Icique
nao podemos alterar de uenhuma inaneira : es-
se arbitrio salutar deque eufallei, e que 1110-
veo o rizo do nobre deputado, que me fica a
dlreita, esse arbitrio essencial ao poder que es-
t a frente dos negocios pblicos, e que admi-
nistra, funda-se positivamente na attribuico,
que pela lei compete ao presidente,de executar
e fazer executar as leis; neste caso o presidente
tinha de executar a lei, designando una casa
ondeo lyceo se estabelecesse; designou una ca-
sa sita no bairro do Recife; a eonsequencia des-
la desiguacao, e da mudaiifa do lyceo foi que o
professor de latim do niesino lyceo, que era
lainbem o que havia no bairro de Santo An-
tonio, velo para o Recife, c por tanto iicarao
duas cadeiras de latim no bairro do Recile
e nenbuma no bairro de Santo Antonio. Nes-
tas circunstancias como devia proceder o
presidente da provincia, que devia taiubem exe-
cutar a lei que manda, que em cada bairro haja
Ulna cadeira de latim? Nenbum arbitrio mais
razoavel havia de que esse que tomou o presi-
dente da provincia para conciliar as duas leis,
que elle devia executar, e esse arbitrio foi o de
remover interinamente o professor do bairro do
Kecife paraS. Antonio: se o presidente nao po-
de lomar esse arbitrio, certamente nao pode exe-
cutar a lei, fica sem a aeco que Ihe he nec.ssa-
rla para governar: nao fui pois incoherente,
ionio inculcou o n d., que fica em iiilmia fren-
te, quando, leudo roconhecidoque o presidente
nao ti n ha o direito de remover definitivamente
um professor; ao depois sustente! que elle to-
niou um arbitrio razoavel e providente, remo-
vendo interinamente o professor do bairro do
Recife, por una eonsequencia necessaria da re-
mocita do lyceo : insisto e insistir! em que nao
se pode tirar adiiiinistraco o arbitrio pie Hu-
be proprio e essencial nos casos imprevistos, ar-
bitrio que resulta da attribuico positiva de exe-
cutar e fazer executar as leis: Srs., a medida
que o presidente adoplou ful reclamada pela uli-
lidade publica: como he que s para coinmodi-
dade e em attenco ao peticionario, deveria li-
tar o bairro deS. Antonio privado de una ca-
deira d<- latim, e o bairro do Recife, menos |>o-
puloso, com duas cadeirs? Isto fura uin absur-
do ; por tanto he sem duvida que a rinioco do
professor foi una eonsequencia necessaria da
renioco do lyceo, que tem andado aos boleos
como disse um n. d.: o presidente nopodia
obrar de outra inaneira, e preterir o commudo
dos habitantes de S. Antonio, pelo commodo do
professor do Recife.
Os nobres deputados anda insistem na injus-
tica clamorosa que sol reo esse professor; mas
em que consiste ella? a ser obligado a dar mais
alguna pasaos ? diminuio-se-lhe por ventura o
ordenado? Nao, que elle fica com o mesmo or-
denado : perde com a mudam;a a casa em que d
suas lunes no Recife, mas attendendo a isto, e
para que elle nao seja ouerado com despeza de
una outra casa em S. Antonio, he que a com-
missao propoe que o requeriinento seja remetti-
do ao Ex.1"" presidente para que, attendendo a
esta circunstancia ponderosa, destine urna casa
conveniente em a qual esse professor d suas
lcrs ein S. Antonio: o paiecer est pois dado
no interesse do professor, e os n, d em atlen-
e\o istodevio adotal-o : os nobres diputa-
dos dizem que nao lia utilidade publica, pois
que os alumnos que nioro 110 Recile irio, nao
obstante a nuidanca, frequentar a aula do peti-
cionario : mas|isto he huma presunijico, por-
que esse professor al agora anda nao estabele-
ceo a sua aula em S. Antonio, para pie assegu-
remos que os seus alumnos o accouipanharo:
e que o acconipanheni, isto he unta considera-
rn particular, que nao pode prevalecer contra
a razo da le que quer nina cadeira ein cada
bairro: se, como dizem os 11.d.,esse professor he
universal, e por seu disvelo, e su > pericia todos
concorrem para sua aula, melhor he que elle se
colloque ein S. Antonio, como lugar central
para que todos o trequentem com mais facilida-
de e commodo: Srs., eu entendo que essas con-
sideraces jiessoaes e individuis se nao pdem
oppr maior razo que ha, isto he ulilidade
publica : por lano, como contra as raides que
tenho apreseutado s se oppoe o coiiimodo e
vanlageu do professor, quando alias o professor
nada perde do seu ordenado, e a remoco he
interina, cen quanto o lyco est 110 Recife,
entendo que o parecer deve ser appi ovado : si'
queremos que o professor venha para O Recife,
tacamos pue o lyco v para S. Antonio, habi-
ltenlos a adniinistraco com os meios uecessa-
rios para que se consiga nina localidade yanta
josa; ein quanto o lyceo andar aos boleos os
professores tero a niesina sorte.
O Sr. Aguiar: Ku nao estou to concorde
como o nobre diputado suppe, e nao acceito
mesino a sua insinatelo para votar pelo pare-
cer, porque o interesse do peticionario reclama
isso. He necessario que eu declara ao nobre
deputado, que eu nao estou advogando os inte-
rrsses.do Sr. padre Joaquini Rafael; estou advo-
gando aqu a cxccuco das leis; eslou pugnando
por aquillo que me parece justo. Nao me impor-
ta que d'ado|)C.o ou rejeico do parecer da coin-
misso resulte beneficio ou pivjui/o ao peticio-
nario, porque elle s pede Justina e nao benefi-
cio ; e por eonsequencia repillo a sua iusinua-
e declaro que nao votarei, nem prlo pare-
aconselhou a nobre commissao? Emfim, minha
intenco, tomando segunda vez a palavra, nao
foi insistir 110 queja havia dito, c semiente para
repellir nsinuaco do nobre deputado que me
suppoz inuito all'eclado dos interesses d'um par-
ticular.
L-se a seguinte emenda :
Requelro que se guarde para a lei do orca-
uiento o negocio do professor do Recife. = tar-
relo.
He approvado.c entra em discussao.
O Sr. Aguiar oppe se ao adlamento, com o
fundaiuento de que com elle apenas se faria
adiar a dilliculdade, e nao resolvel-a.
USr. Ferreira Hrrelo: s= Como eu estou iutei-
ranienle jxrsuadido do hom direito, e da justi-
ca, que tem o professor de grammatica latina
deste bairro, c como ao uiesmo lempo paree. -
me perceber na cmara ideias contrarias a essa
inesina justica, nao porque os Srs. dcjmiadus
queiro faltar de sua parte ao que he justo, mas
porque cada um de nos pensa da inaneira, por
que percebe as cousas, cada um encara os ob-
jectos ao seu modo ; he por isto, que assentei
de mandar essa emenda meza: mas nao que-
rendo seno obrar de inaneira, que approveite
ao professor, nao querendo, seno o que Ihe
for conveniente, segundo a juslica; vejo ao
mesmo lempo, que a emenda nao pode preen-
cher este lim ; peco lecnca a V. Ex,, para que a
retire. Tome a cmara adeliberacao, que qui-
zer, obre, como bem Ihe parecer, e Ihe aprou-
ver ; as razes, que o Reverendo professor pre-
sentou para a sua nao remoco, nunca pdem
ser cabalmente destruidas ; porque sao milito
conformes com a razo ; porque sao muilo jus-
tas; porque sao de conveniencia para o publico:
o profrssor nao pode, e nem deve ser de (rimen-
lado ni o seu urdenado, em os seus interesses.
Esla asscmbla he protectora las pessoas, que
se consideran com justica, isto he, que verda-
deraineute a teein,e que rrcorrercni esla casa:
lodos os que forein ottendidos em sua proprie-
dade, em seus direitos., em seus commodos p-
blicos, litando ein iicmhuiiia destas censas fo-
rein de encontr le, devem aqui adiar o seu
abrigo, e a sua proteceo. Se pois, Sr. presi-
dente, a emenda, que enviei, nao ha de teref-
feito, pecolicenca, para que a possa retirar.
USr. 'iesidenle: Consultare! a asscmbla,
por isso qiu' ella j foi apoiada.
A asscmbla resolve que o Sr. deputado pude
retirar a sua emenda de adiamento.
Em seguida he rejeitado o parecer, c bem as-
sim a emenda do Sr. Ferreira Uarreto.
Entra em discussao o parecer da conunisso
dos negocios das cmaras, sobre o requeriinen-
to de Jos da Maia, em que pede licenca para
construir um matadouro publico.
He adiado para quando liver lugar a discus-
sao da lei do un amento municipal, por proposta
doSr Francisco Joo.
l'assa-se segunda discussao do projecto 11. (i
deste anuo, para ser tranferida a abertura da
asscmbla para o 1." de julho.
He approvado.
Entrao em terceira discussao os seguintes ar-
tigos addicionars da cmara do Recife.
Art 1. Todos aquelles que, dentro do muni-
cipio do Recife, usarein de objectos, e tiverem
esiabeleciineiitos designados as tabellas ns. I e.
2, a que se refere a le provincial n. 120, de X
de niaio deste anuo, sero previamente obli-
gados a pedir liernca cmara municipal, pa-
gando os impostos estabelecidos, sob pena de
pagarcni urna multa correspondente nietadc
do valor de cada um dos objectos mencionados-
as niesmas tabellas.
Art. 2. A cmara marcar por edtaes e llhas
publicas a poca em que se devem tirar ditas li-
cencas, cujo prazo nao exceder a trlnla das,
contados do (lia da publicaco. 11
Foro approvados, com a seguinte emenda
do Sr. Taques :
Os que nao lirareni Ucci^a da cmara, e na
conformidad!' da lei n. 120 art. l'J6, e da lein.
135 art. 11 4, sero multados ein cinco a ti uta
muris.
Passa-se 3." discussao dos seguintes artigo!
adciouaes as posturas da mesiua cmara :
1. He expressainente piohibido.dintrodas jio-
voares.o logo de roqueiras, bombas e fugue tes
buseaps. As pessoas que dilles fizcreni uso
sero multadas em (i^OO rs., e tres das de ea-
deia, d'onde sero pagas as inultas, e o duplo
na reincidencia ; se for captivo, alm da mulla,
-.ol i< 1.1 mais qualro dii/ias de palmatoadas.
2. Fica iuteiramente prohibido o uso as rifas, bem como o de imtelas, ou qualquer
oulro representativo dos blhetes legaei de lote-
ra, eonsderando-se como infractores lano a-
quelles que assignarem os bilheles de rifas, as
cautelas, ou representativos, na qualidade de
responsaveis pelos seus valores, como t.s donos,
autores, socios, vendedores, passadores e com-
pradores : san tambeni responsavi'is os que Un-
priinireni, lithograjiharein ou gravaiem os bi-
Ihetes de rifas, e as cautelas e representativos
dos bilhetes legaes de lotera. Os coinprihen-
didos as mencionadas disposices lieo sugei-
los mulla de 30^000 rs., alm de oilo dias de
cadeia.
3. Ninguein podrr edificar dentro dos seus
sitios seund na distancia di' cen palmos cuita-
dos pcrpeiMlicu(rmente da llulia de edlicaco
da ra, ohtenilo-se para isso licenca da cmara,
e armamento, quando lr necessario. Os con-
traventores sollrer a inulta de 30/000 rs., e
dcmolico, a sua cusa, da obra coiuecada, C o
duplo na reincidencia.
O 1." destes artigas foi approvado com a se-
cao.
cer, tieni pela emenda, enibora seja prejudica-
do o padre Rafael. Voto contra o parecer, por- guinte emenda do Si. Nabuco Supprimao-se
que entendo que esle suppe um direito, quejas palavras d'onde sero pagas as inultas ==
nao existe ; voto contra a emenda, porque nada e a pi iineira parte da do Sr. I'eixoto Elliini-
reniedea ; eu j liz sentir ao nobre deputado, neni-sc as palavra si- fr captivo ate o RUI.
jue, pelos principios niesiiios que elle exjien- O 2.* foi igualmente approvado, sopprimindo*
deo, a remoco nao pode ser valiosa ; porque, se as palavras = sao tamb m al loteras.
devendo ella ser frita em vlrtude de attribuico O 3." foi rejeitado.
consagrada em lei, e nao tendo esta conferido OSr. Taques cxjie o estado em que bcou es-
ao presidente um seiuelhaute direito, he evi- ta discussao o auno pass ido, e addita o priufi'-o a
dente que existe razo sulficiente para se con- artigo com as palavras do ar adiante de l'ogue-
K-slar un acto que nao assenti ein base legal ; lea; vota contra o segundo por eslai providen-
csta conlisso, seuo que a necessidade foi quem direceo das ras, e cm sitios de entre muros,
I



.cercis, ou vallados, as povnacdes, do circuito
que a cmara marcar, e na disunca de 40 pal-
mos das estradas, sem licenca e alinbamento da
cmara municipal, pena de 10/ a 30/000 rs., de-
molida a obra custa do contraventor, e o du-
plo na reincidencia.
O Sr. Francisco Joao propoe o adiamento des-
ta discussao, at que sejo presentes as posturas
de 9 de maio de 44, para que a discussao seja
simultanea, c pede que se as exijo da presiden-
cia.
A assembla assente este pedido.
K teudo dado a hora,
O Sr. Presidente -d para ordem dodia da ses-
scguinle continuaco da mesma que vinha para
hoje, e discussao das posturas de Nazareth, e
Jcvanta a sessao. (Ero iluas horas e umquaito.)
8ESSO EH 27 HE HAhCO DE 1845.
Presidencia do Sr. Pedro Cavalcanti.
A's II horas entela o Sr. 1." secretario faz a
chamada, e verifica estarcm presentes 19 Sis.
depu lados.
O Sr. Presidente declara aberta a sessao.
O Sr. 2 Secretario 10 a acta da sessao ante-
rior, que he approvada.
U Sr. 1." Secretario d conta do seguinte
EXPEDIENTE.
Uin cilicio do secretario da provincia, remet-
iendo as informaces exigidas pela assembla,
cerca da creacao da freguezia de Papa-caca :
Para a secretaria
Outro do mesilla secretario, aecusando a re-
niessa de um officio da cmara do Rio-For-
uioso, cerca de qucstfio de limites de fregue-
zia : A' commissao ecclesiastlca.
Um parecer da commissao de peticoes, sobre
o requerimento de Antonio Pedro de Figueiredo.
relativamente aopagamento dos direitos de mer-
c .-- A' eoininlsiao opina pelo indererimento da
prefncio : Adiado.
Foi lido e approvado um parecer da commis-
sao de constituidlo c poderes, sobre a proposta
do Sr. Nabueo, para ser chamado um supplentr
cm lugar do Sr. Telles de Menezes : A' com-
missao opina pelo chamamento do supplente,
conforme u proposta,
fConlinuar-sc-ha.J
COMMANDO SUPERIOR DA AKUA NACIONAL
DO MUNICIPIO DO RECIFE.
lllm. Sr. Para poder dar cumplimento s
ordens do Exm. Sr.presidente da provincia, exijo
que V. S., coni urgencia, me remeta : 1., o
mappa da legiao do seu interino commando ;
2 a relaco da conducta dos officiaes do estado
niaior da mesma legiao, e dos dos corpos de que
cllasecompe ; 3.", a dos cidadosqualiticados.
que estao em ciremustancias de assentar praca
na primeira linha, de conformidad-.' com o olli-
cio expvdido essa legiao eui 16 de dezembro
o anuo lindo, c que al o prsenle nao tem sido
cumplido pelo chele da legiao, hoje a seu com-
mando.
Devo prevenir a V. S. que estou resolvido a
responsabilisal-o por qualqucr falla que appa-
reca na execucao das ordens que Ihe forem ex-
pedidas por este commando superior visto que
nenhuma escusa < pode resalvar, |>or terV. S.,
no decreto que marca as suas attribuices, os
unios convenientes, pelos quaes pode e (leve
coagir aos commaudantes dos corpos, que forem
reiuissos iiocumprimento de suasorden.-,. lieos
guarde a V. S. Quartel do commando superior
da guarda nacional do municipio do Recife, 13
de mano de 1841). lllm. Sr. lente coronel
Manoel Joaquim do Reg Albuquerque, chefe
interino da segunda legiao da guarda nacional
do municipio do Recife = Francisco Jacintho l'c-
reira, conimandante superior.
lllm. M-. Pela ultima vez insto pela remessa
do mappa do mes de feverciro, c da rclacao dos
guardas mal qualiticados, que estao eui ciicuiu-
stancias de assentar praca na primeira linha,
conforme o ineu ollicio de Ib' de dezembro do
auno passado.assim como das relaeocs dosquali-
lirados este auno nos balallies segundo, tercei-
ro equarto.
Devo prevenir a V. 8. que estou resolvido a
responsabilisal-o por qualquer falla que ap-
parecer na execucao das ordens que Ihe fo-
rein expedidas por este commando superior,
visto que nenhuma escusa o pode resalvar, por
ter V. S no decreto que marca as suas attribui-
ces, os Hielos convenientes, pelos quaes pode
e deve coagir aos coinniaudanles dos corpos,
que forem remissos no cumplimento de suas
ordens. = Dos guarde a V.S. Quartel do com-
mando superior da guarda nacional do muni-
cipio do Recife, 13 de marco de 184/. lllm. Sr.
coronel Francisco Mamede de Almeida, chefe da
primeira legiao da guarda nacional deste muni
tipio = Francisco Jacintho Pereira, coinmandan-
te superior.
CORREIO.
CORBESPONDENCIA DA CIDADE E PROVINCIA.
O nosso Pernambuco vai com vento popa :
o homeiii doleme doiine, ea tripolacao anda a
gandaya!! As autoridades judieiarias, policiaes
c administrativas, adormecidas, nao rerrio a
tempo o panno : forcoso ser a final largar por
mao as escotas, e euto salvar-se-ha quem po-
der A secta contina, a farinha falta, e mo-
nopolistas, aproveilando-se da crise, cstreito,
aperio e augmentan a fonie Os malvados a-
gucao ospunhaes, escorvao os tiavinotes ; e o
que faz a polica i Nao se encontra a uoute um
so moleque de p descalco, que nao seja arma-
do de curios cceles, charuto e bone, e sabe
Dos se coinsigo tem mnis algiim instrumento
perforante e matante ; e o que las a polica? K
que faro os liscaes e a cmara que nao os fas
entrar nos seus deveres, ou osdeinitle? Que
perdicao dos negros, das negras e dos molc-
ques i Ser tal ajiintameiito prohibido por al-
giima lei ? Quem lera inspeccao sobre esse cri-
minoso ajuntamento ? Que uiriSu disto, cao
niais que lita por dizer, o nosso vellio Jos Cor-
COMMERCIO
ALFANDEGA
Rendlmento do da 27.....
Descarrego hoje 28.
flarcai4ntom> BarcaMary Q. ofScott-ferro.
3:;VJI?74
MM

MOVIMENTODOPOKTO.
Navios entrados no dia 27.
Liverpool; 36 dias barca ingleza Priscilla de
218 toneladas capitao John Taylor equipa-
geni 13, carga lastro ; a B. Lassurrc itCom-
panhia.
Macei ; 4 dias barca austraca Haick de 394
toneladas, capitao Veuceiuo G.Ragusin, equi-
pagciu 20,carga assucar;a Lctfretou Schramm
& Coinpanliia.
Nova iiollanda ; 107 dias, galera americana Po-
lomar, de 360 toneladas, capitao Isaac I). Hus-
sey equipagem 25 carga azeite d'espernia-
cete ; ao capitao.
dem; 81 dias, patacho ingles Tamer, de 117 tone-
ladas, capitao Alexandre Ellis, equipagem9 ,
carga laa azeite, trigo e farinha ; ao capitao.
Segu para Londres: arribou comagoa aberta.
Navios saludos no mesmo dia.
.onstantinopla ; brigue ingles Ituna capitao
A. Sauderson carga assucar.
Macei ; vapor de guerra nacional uapiasstt ,
commandante o capitao lente Gulhermc
Carlos Lassance e < unha : condu/. o Exm.
Presidente das Alagas < aciano Mara Lopes
Gama seu ajudante d'ordeus e inais 5 pas-
sageiros Urasllelros.
r.^y.rx'-'!.1-1.'
EDITAKS.
3Fajo saber, que em observancia do art. 2.
capitulo 2. los estatutos desta academia jurdi-
ca, ponlio a concurso a substituirn da cadera
de philosophia e geometra do collegio das ar-
tes vaga pelo fallecimento do seu substituto ,
o bachare Samuel Wallace Mac-Dowell mar-
cando o praso de tres meses contados da data
deste.
li para constar inandei afnxar o presente no
lugar docostume. Secretaria da academia ju-
rdica de Ulinda, 4 de marco de 1845.-- Thomaz,
hispo director. (ll
L EI L A 0
O Ulin.Sr.inspector interino da thesourariadas
rendas provinciaes, em cumplimento d'ollicio do
Exm.Sr. presidente da provincia de Pido corren le,
manda lser publico, que no dia 25 de abril pr-
ximo viudouro, ao uieio dia, se aircniataro, pi-
rante a mesma thesouraria, as obras comple-
mentares da cadeia da villa do Brejo, oreadas
na quantia de 5:862/125 rs., sob as clausulas es-
peciaes abaixo transcriptas.
Os licitantes, devidaiuenle habilitados, deve-
rc- comparecer no dia, hora e lugar indicados,
com as propostas, na forma do regulainento de
II dejulho de 1843.
Secretaria da .thesouraria das rendas provin-
ciaes de Pernambuco, 18 de marco de 1845. O se-
cretario, Lu; da Costa Portocarrciro.
OBRAS COMILEMENTARES DA CADEIA DA VILLA
DO BREJO.
Clausulas especiaes da arremataeo.
Art. 1. As obras complemenlsres da cadeia da
villa do Brejo far-se-ho conforme ao orcaincnto
c plano approvados pelo Exm. Sr. presidente, em
8 de marco de 1845, e pelo preco de cinco conlos
oiloceutos e sessenta e dous mil cento c vinti-
cincoris (5:862/1125).
Art. 2. As obras principiaro no prazo de dous
mezes, e serao concluidas no de do/e meses,
ambos contados em conformidade do art. III do
regulaiut uto das arreuiatacoes.
Art. 3. O pagamento f'ar-se-ha conforme ao
art. 15 do precitado regulamento, sendo de 12
mezes o prazo da respousabilidade.
Art. 4 Para ludo o inais que nao est determi-
nado as presentes clausulas especiaes, seguii -
se-ha inteiramenleo que dispe o precitado regu-
lamento de 11 dejulho de 1843.
Bcpartico das obras publicas, 10 de marco de
1845. O engenheiro em chele Vaulhier.
Approvo. Palacio de Pernambuco, 12 de mar-
code 1845. Almeida. (41
imm">.vmf>."...........----------------
DFCLARAQAO
2 Sabbado 29 do crlente marco pelas 10
horas da manha, se l'ar leilp do navio Nova
Aurora, eseuspertenc.es, no estado em que se
aeliao, pagar em letras a largos prazos : os
pretendentes pdem dii igir-se ao Forte do Mal-
los, prensa do Sr. Lobo. (6
Avisos diversos.
AHITO IMPORTANTE TARA O POYO DE PER-
JSAMBUCO.
(iHe espantoso o numera dos nossos seine-
Iliantes, que cada anuo sutcuinbe ;i molestias ,
que, se fssem tratadas simplesmente s.rio
aluda vivos! entre nos estos molestias sao feral-
mente a thvsica catharros indigestii dis-
pepsia applexia febles de toda a especie ,
assini como intermitientes, bilis, escarlatina,
golta molestia de ligado pleun si inllam-
maces p.ualisia, hvdropesia, bixigas, sarani-
po, lombrigas dyseiiteria, ervsipilas inchas-
sos de ps e peinas, hemorrhoidas, Ibra as mo-
lestias de si'iihoras.
.Minias destas molestias sao radicalmente cu-
radas e todas alliviadas com aquella celebre me-
deciua popular do Dr. Suell c as pilulas vege-
taes do Dr. Biandreth.
Recommendamos a lodos os doenles pois
nao requer resguardo alguni. Na Inglaterra e
nos Estados Unidos estas pilulas teeiu sido o ni-
co remedio de militas familias por longo lempo,
tirando sempre o desejado flu, reslab leceudo
a saude.
Na corte e as provincias tem una extrae ao
enorme, e sao receitadas por muitos dos m-
dicos mais habis do Brasil.
Acaba de chegar una nova porco destas in-
valuaveispipulas e adverte-se ao publico, que
as nicas verdadeiras pilulas vegetaes siio em-
lirulhadas no seu receituai io, fechado com o sel-
lo em lacre preto dos nicos agentes para o
Brasil no Rio de Janeiro, e vende-se smente
em casa dos nicos agentes, em Pernambuco ,
J. Keller &,., amada iruz n. 18,e para maior
comuiodidade tos compradores na na da Ca-
deia loja ila viuva de Caldoso Ayres, na ra No-
va, Guerra Silva 8tC.a atierro da Boa-vista Sa-
les &< haves, ao preco de 1/rs. cada eaixinha
O brigue escuna Laura recebe a mala para
o Marauho no dia 2'J do eorrente, s 4 horas da
larde.
2 PUliLlCACAO LITTERARIA.
A's pessoas religiosas de ambos os sexos, e parti-
cularmente aos sacerdotes.
Acabao de chegar de Franca Mcdilaces re-
ligiosas, em forma de discursos, para todas as
pocas e situaces da vida Novissima ediriio
em 6 volumes in-8." grande frauce/., contendo
413 discursos, e inais de 3,400 paginas, eneader
DUCHO elegante. Vendem-se na ra do Crespo
n. 16. (10
A VISOS MARTIMOS.
2 = Para o Rio Grande do Sul segu viagem
com bievidade obligue brasileiro Dosle Uuar-
dc ; recebe esclavos fete c passageiros : os
pretendentes dirijo-se a ra da Cadeia do Re-
cife armasein n. 12, ou ao capitao Manoel Jos
de Azevedo Santos. (6
2 Para as linas de S. Miguel e Terccira o pa-
tacho portugus Olivcira, de superior marcha,
Ion.,ilo eencavilhado de cobre, capitao Amonio
Germano Soares, pretende segn em poucos
dias: quem nelle quiser carregar, ouirdepas-
sagem, para o que tem cxcelleutes commodos,
rea (o'oi^a) o mesmo o nosso Cazuza do lomo, dirija-se aos seus consignatarios alendes fit Oli-
sc hoje resuscitasseui! I i veira na rua da Cruz n. 9. (8
.le ambas as qualidades. ;^
1 --O abaixo assignado avisa s pessoas que
tem penhores em sua casa j com os prazos
vencidos, uajo de os ir resgalar no prazo d< 8
dias, do contrario sero vendidos par a seu eni-
boleo, litando obligados pelo restante principal
e juros, na rua da Aladre de Dos n. 3(5.
Jos Ribeiro Paes. (.
1 Domingos Pires Fcrrelra, lilho do falleci-
do Gervasio Pires rerreira, declara que por llo-
ver outro de igual nome se asignar de hoje
em diante -- Domingos Caldas Pires Ferreira. [4
Quem precisar de um rapaz para caixeiro,
procure na praca da //oa-vista u. (i.
2 Aluga-se o segundo andar de um sobra-
do da rua estrella do limarlo,por preco comino*
do ; a tratar na rua do Nogueira n. 27. 1
3 Aluga-se una casa terrea, adiante da r-
beira da /oa vista, com bous commodos, quin-
tal murado, e cacimba ; a fallar com .Miguel
Icrnaido Qninteiro, na rua Nova II. 63. (4
3 =Aluga-se un sobrada de dous andares e
loja com quintal f. cacimba, e tem estribarla
para trez cavallos, silo na rua da Sensalla Ve-
Iba por detrs da rua da Cruz n. 36; aluga-se
todo o predio ou cada una das suas parles :
quem o pretender dii ija-sc a rua do Queimado
ii. 14, terceiro andar. (7
3Preclsa-se de urna ama que tenna bom les-
te : na rua novan. 41 Candar. (2
1 O abaixo assignado las si iente ao respii-
lavel publico, que nao he inais caixeiro do III.' u
Sr. Coiiiniendador Francisco Antonio d'Ollveira.
Manoel Joaquim da Silva.
A aiiiuinciante abaixo assignada avisa ao
respeiuvel publico, que tem execuco contra
Basilio Alves de Miranda Varejo, c lia inais de3
anuos fes pin hora, 'e embargos no rendlmento
de toda casa de sobrado da rua da Penlia, com
IVente para a rua Direita, pertencente ao dito
exei ntado Basilio: os inquilnos sao citados por
ordem doSr. Dr. Jui/. Municipal da primeira va-
ra do civel para nao pagarem ao dito executadu
hazilio, sob pena de pagarem segunda vez, mas
sim recollierem odinheiro no deposito geral,
para nao se comprometieren! a ir a cadea,
como conteceo a Amonio i iranno, para pagar
cento e tantos mil reis, que devia e para que
ninguenj se chame a ignorancia, faro o prsenle
aununcio ; e quem duvidar do exposto va ao
cartorio do eserivo Magalhes, que achara a
verdade. Minia Roza do Catino.
2Pedro Bezerra Pereira teudo comprado piasos ao Sr. Antonio Pedro
de arios i.avalcanii o engeiiho bento-velho
na comarca da Victoria, passoii-lhe lettras das
prestaces vencer-se; mas, saliendo depois
que o dito engenho est hvpolhecado em He/,
eolitos e tantos mil ris ao Sr. Jos Philippe de
Sousa, por Ihe haver o mesmo hypolhei ante a-
presentado a h>potinca, sem que o vendedor
Ih'o declarasse e sabendo mais que o dito
vendedor procura rebatir suas lettras ou tras-
p.issal-as por compra de outro engenho; de-
clara ao publico que essas lettras segundo o ex-
posto estn sujcit.is ou subordinadas a dit i hj-
polheca, e que por isso niugiieiii as rebala ou
acceite, pois que o aniuinciaiite esta disposlo a
nao pagal-as em quanto o vendedor, Si. Anto-
nio Pedro nao payar essa divida ao seu credor.
ou remover a hypothiea para outro predio, dei-
de (iiialfiuer onus oeuueulio Be
que ser5 generosameute recompensadas. Dous
dosladroesj se acho na cadeia, faltando iiiii
para ser preso, o qual se achaiua Ricardo Jos
Ribeiro, he Portugus, bem conhecido nesla
cidade, ha pom:o roubou um Fraucez, he bai-
xo, um pouco picado de bechiga, grosso do
corpo, pescoe0 curto, o queixo inferior deita-
do para lina, foi visto embarcara nina hora
da uoute na praia do Collegio, edizeiu ter iA>'
para o norte, para Pitimb; roga-se as autori-
dades civis e militares o favor de ocapturarem,
e outra qualquerpessoa, que o prender, ouder
noticia delle recebera boas alviraras.
Valfitiiiii Jos Corris. (25
2 Siuio Antonio (oncalvcs retia-sc para
lina do Imperio. (2
\a grande fabrica de licores do Atierro da Boa-
vista n. 20.
1 Acha-sesempre (jrande sorlimeolo deto-
das as qualidades de licores Jesde o mais fino
al o ordinario de i 60 rs. u garrafa asseveru-
se que os licores itnltSo perieitamenle aquclles
que viem de Franca ; lambini existe grsnde
sorlimeolo de ginebra lanto em botijas cornu
Din caadas a>;o'aideiite do reino o de Fran-
ca diladeonis, espirito do 36 graos, cha-
roues de todas as qualidades pura refrescos, di-
lo feilo da virdadeira resina de angico excel-
enie para teda- ss pessoas que padecern du
peito ; na mesma lubrica su encarrega do qual-
quer encommendu ue champes licores o agoa-
ardenles, tanto para a provincia como para
exporlava; as amostras se acho sempre fran-
cas aos coinpradoiis eos presos sao por me-
nos do que em outra qualquer fabrica. (ID
FABRICA l)K B8PIRIT08,
XA ROA DF. S. IUT.V X. S5.
Acha-se sempre grande sortimento de espiritas
aos precos seguintes a dinheiro a vista.
Ago'ardenle de Franca a caada....... 06"
Dita do reino........... ....... SOB
Dita de unu............ ....... Cid
Espinlode vinho....... ....... IODO
Genebra............... ....... 7'ju
Genebra.............. botija....... 200
Licores................garrafa....... 16
Ditos linos.............. ....... 40"
Vinbo de caj.......... ....... 400
2 Um moco Ura.ileno da mellior conducta,
educi'co. e com habililayao, se olfcrece para
caixeiro de tsciipt no ,'ou cobranzas; presta-
r liadoi ; na rua Diroila sobrado n. 32. [i
2 Luis Pauliii i vai lazur urna viagem a
Europa, com ua lamilla. t-
Nicolao Ik'llonjo val a Europa, com sua
familia. f-
2 Antonio Jos Teixeira vai a Portugal.
2 A olaria que loi de Francisco Jos Al-
ves Gama, sita na la do Cototcllo est tr.i-
balhando ; o seu malcra! lie bem (tito e ven-
de-se por n ui rasoavel preco. (4
a F. N. Colaco pretende abrir em o dia 31
do eorrenttf, no bairro doS. Antonio, um curso
de Geometra, e oulro dclnglez; as pessoas,
que quizerem fruquenlar qualquer destas au-
las entendau-se com o annunciaote em a
rua da S. Crui, na boa-vista o. 38. (6
2 Manoel Peieira Guimaracs Jnior rcti-
ra-se para o Rio de Janeiro. [%
2 Osrs. .Manuel Jos Machado Guima-
iaes e Jos Antonio Pinheiro teem cartas em
casa au Manoel Jos Machado Malbeiros na
rua a Madre de Dos n. 6. primeiro andar. >4
Um lo preto (oi perdido, ou furtado, na
iin c cao du ro a-de-partas, eslava embruiba-
do em um leiico branco de salpicos ; quem o
acbuu querendo resluir, ser bem recompen-
sado na rua de Agoas-verdes n. 21. (S
"2 Do-se 6Uw/ rs. a premio de dous por
cento ao mez, sobie penhores da ouro ou pra-
ia ; na rua etlreiU do Rosaiio n. 16 (3
3 Jo.su dos Santos llespanbul relirs-se
para o Rio de Janeiro. o,
3 trecisa-se do um caixeiro Portuguez de
\- n t> anuos que d llador a sua conducta ;
na rua Direita n. 58. ,3
3 Joo P. Eoe relirs-se para Inglaterra.
':> Aluga-sc um segundo andar com bas-
tanlet. commodos para grande familia e bem
Iresco com excellvnle vista de mar, na rua da
Praia do Racgel n. Vi; a tratar no mesmo so-
brado. (5
3 Aluga-se toda a casa de dous andares e
lujas da iua do Arago 11. (2, com quintal, ca-
cimba de boa agoa e toeh ira no fundo do
quintal, com saluda paru a rua do lamba ,
com commodos para 3 ou 4 carros ; a fallar na
botica inmediata, que se dir com quem devem
tratar. (7
3 Manoel Jos Marltns retira-se para Por-
tugal a tratar de sua saudo. [2
3 Per o-se urna bengala da India com
cabo de 111 ilim em que est gravada o segua-
le rua oa Cadeia 1) A'3 ; quem a adiar ,
nuerend.i entr-gar na rua da Cadeia Velha n.
0 sei bem recompeosado (5
Li leria do Guadlupe.
Es^a lotera he a primeira que
Heve corre agora o testo de seus
lj:lictesuchiO-se venda nos lua-
No arinazcui de
xando livre de qualquer onus o engenho liento
velho, que como tal foi vendido ao annunciante,
como consta da escripiura respectiva. \22
2--O abaixo assignado, mestre barbeiro, 1110- I'CS ja a iiilliu lildos.
rador nobeccodoCanipeilo, faz sciente ao res I
peitavel publico, que foi roubado na uoute de :
!3para 14 do eorrente, lcvaudo-llic os ladres !
22 pecas de 7500 rs. (moeda forte), ,39^000 rs.'
em cdulas, penhores de ouro, que linha cm
seu poder, os quaes eonsistiao em um salione-
te e trauselim de orno, brincos de brilhantes,
anneles, allincies de p< to, colares, corJocs,
cruzes; roga-se as pessoas a quem foi' ollereci-
do algun uestes objectos de os apprehenderetn, l izoaveis
iga-
ossucar de
F. E. Al vea \i,n>nu, na rua da
Sanzalavelban.i 10, ha sempre de-
posito de bous assucares I i nos,pro-
linos para exporlacao, e por precos
\9



**
PrecisB-se de um bom feitor, preferin
do-se Portuguez, do idade, para tratar de um
sitio pertu da praca ; no sitio, quu fui de Fran-
cisco Manoel da Silva lavares na estrada dos
Aflictos.
Aluga-se urna preta que sabe engom-
mar, cosinhar e fazer o mais servico de urna
casa ; dirija-se a ra larga do Rosario, segun-
do andar por cima da botica do Sr. Bartholo-
meo.
O Sur. Manoel Dantas Acciole antes de su
retirar paiaMacei tenha a bondade do diri
gir-se a ra da Cadeia do Recife n. 43 para
tratar de certo negocio que nao ignor* ou
BDOnncie h sua inorada para ser procurado.
Urna pessoa establecida coni bom nego-
cio precisa do 200^000 rs., pagando a 20rs
por tuez e fa* a vautugem a quem o der pa-
gar-lhe o juro ioteiro at 8dl paga a dita som-
ma por inleiro ; quem lite convier, annuncic
para ser procurado
OfTerece-se urna mulher para ama de urna
casa de pouca familia ou dehomem solteiro,
sendo para o servico interior; quem a preci ar
dirija -te a ra Direita casa n. 57.
A pessoa, queempenhou urna flauta por
espaco de 26 dias, com a condico de no caso de
a nao tirar perder u diroito a ella veja que ja
sao passados d as, e sendo que nao a venda
tirar no praso de 3 dias, lica sem mais direito
a ella.
1 Aluga seo sobrado de um andar n. 2S ,
sito na ra da Scnzalla ; quem o pretender ,
dirija-se a ra do Rangel, casa D. 60.
1 Na barra dos banhos precisa-se alugar
um preto para nella trabilhar diariamente ; a
fallar com o dono a bordo da mesma barca, (3
I I)-se diuheiro a juros em pequenas
quantias sobre penhores.de ouro ou prata ;
e vende-se un relogio de ouro, com correnli-
nbaechave, sendo novo ; na ra do Livra-
mcoto, loja n. IX. (5
1 Precisa-se alugar um preto cosinheiro ;
na ra Nova, loja n. b. (2
1 Francisco da Cunha, subdito Portuguez,
rctira-se para a cidade do Porto.
I Na ra da 8. Cruz n. 12, ao p da igreja,
precisa-se alugar pretas para venderem aieile
decanapalo. (3
1 Participa-se a quem convier, que a au-
la publica de primeiras lettras de Fra-de-Por-
tas continua do exercicio de suas funces e
recebe todos us meninos, que nao forern escra-
vos, segundo a le. iS
1 Previne-te ao respeitavel publico para
que nao aco negocio algum com Sevenanuo
Jos de Alrncida Lial sobre os bens do tinado
.Manoel Jos du Conceiyao cujos bens se acho
cnibargados e letigiosos e tem-se de mostrar
(oi arrematada pelo Snr. FranoUco Jos Duar-
te, e consta ter sido de mais pessoas nesta pra-
ca e ltimamente foi comprada ao Snr. Jos
da Fonseca e Silva ; roga-se as pessoas, que a
possuiro tenho a bondade de a mandar pe-
gar sendo que a virem e levem a ra do Li-
vramento n. II, que se flear obrigado e a
pes compensada o mesruo se roga a todos os ca-
pites le campo e as pessoas de polica ; esta
preta tem iilbos tanto no matto como aqu na
praca. (27
t O M P R AS .
2 Compro-se efectivamente para fra da
provincia escravos do 13 a 20 annos sendo
de bonitas figuras, pago-se bern ; na ra da
Cadeia de S.Antonio, sobrado de um andar de
varanda de pao n. 20. (5
Compra-sea obra de direito natural, por
Martini, coinmeolada; quem tiver annuncie.
VENDAS
1 Vende-se um cavallo ruco, gordo e bem
(eito carrega baixo al meio, eesquipa aca-
lmo de la/ir a ultima muda, e nao tem deleito
algum ; na ra do Cr spo loja da esquina ,
que vira para a cadeia n. 4. i5
IVende-se farinha de mandioca, muito li
na e lia, clicgada ltimamente do Rio de Ja-
neiro por preco commodo; na ra de Apollo,
arrnasem de Comes & Irmo. (4
JVende-se una porcao de cera de carnau-
ba, por preco commodo urna caldeira de co-
bre, com o peso de arroba ; na ra estafeta do
Rosario, loja de cera n. 3. (
I Vende-se sola, couro de cabra, bezerros,
saccas com feljSo oiulatinho, ditas com arroz
de casca, caixas com velas de sebo, cera de car-
nauba, tudo por preco commodo; na ra da
Cruz n. 51. (5
1 Vendem-se 4 escravos de na gao, de bo-
nitas figuras, ptimos para todo o servico ; 3
moleques de idadede 9 a 15 aonos ; um mu
latinlio de idade de 12 anuos, proprio para pa-
".; urna negrinha de idade de 7 annos ; 4 es-
cravas mui lindas, de naco com varias ha-
bilidades todos de boa conducta ; na ra Di
relia n. 3. (8
t Vende-se um par de mangas de vidro
lisas, um par de casticacs de dito duas garra-
las brancas, um jogo de gamo com tabolas de
marflm tudo por preco commodo ; na ra
Uireita, padaria n. 'id. (5
IVende-se urna casa terrea nova, na ra
da Palma ; a tratar na mesma ra n. 8 ; ven-
a nuhoade do testamento, que o annuncianle de-se mais una canOa de familia, em bom uso,
aprsenla. 7 por preco commodo; na riiesma casa das 6
1= Luiz Antonio Sequeira embarca para o as iu horas da manliaa. i5
Rio de Janeiro a sua escrava Meriaoua. (2 i-.Vende-se um preto de naco, moco e de
1 OSr. L C. P. maride satisazei 26/rs. bonita llgura proprio para todo o servico; na
a quem nao ignora resto de maior quantia ruu d() Crespo loja u. 4 J3
procedida da compra de duas vaccas e plan- t_ Vendem sebarriscom sardinhas novas ;
taces no sitio R onde boje reside e com- nocaes da Alfandega arrnasem de Dias Fer-
prindo csse rigoioso dever evita meios mais du- reir. (3
ros- ( 1 Vende-se muito bom chocolate a 6800
1 Fredcrico Fremond, afinador e concer- rs. cada arroba ; no caes da Alfandega arma-
tador de pianos, morador no Atteiro da Boa- sem do Sr. Dias Ferreira. ,3
vista n. 5, avisa ao ropeitavel publico e parli- 1 Vende-se um piano de meio uso com 5
cularmenle a seus freguezes, que elle nunca Ira- oilavos, proprio para aprender, e se tocar
touoegocio algum como Sr Vignes morador qualquer peca por preco de 30/rs e he de
na ra do (Jueimado n. 12 e faz o presente mullo boas vozes; assim como 4 passaros mu-
; un un i ni por ter o Sr. Vignes ido a casa de al- lo bons de canto por preco commodo : na ra
guns de seus freguezes buscar pianos a concer- Direita n.61. (g
lar, intitulando-se como socio do dito Fre- 1 Vende-se um sobrado de um andar e 2
mond, cousa que elle nunca foi. g solaos em chaos proprios ha pouco acabs-
I Alugo-se as casas seguintes; um sobra- do na ra do Fogo n. 27 ; a tratar na ra es-
do r.a ra de Apollo n. 27, todo ou por andares tieita do Rosario n. 10. terceiro andar. i4
e arrnasem separado, outra na ra da Guia n. | 1 Vende-se urna preta de idade de 20 a 24
31, so o segundo andar oulro segundo andar i annos ; na ra do Cabug n. 16. ,'2
na ra do Amorim n. 20; quem os pretender i Vende-se arroz de casca pela medida ve-
dirija-se ao p do trapiche do Pelourinho, no Iha a 4#rs. o alqueire ; na ra larga do Rosa-
armasem de assucar de Silva Antunes. 7 rio n. 211 (3
1 precisa-se no um capelln para um en- 1 Vende-se urna parda que (em leite pa-
genbo perlo do Rio Formoso, e que tenha os ra criar por preco muito commodo ; na ra
conhecimentos necessario para ensioar de !das Ciu/es n. 26. 3
grammaliea latina em oanle ; tralu-se em ca- Vende-se um transelim de ouro, obra Tran-
sa do Manoel oncalves da Silva na ra da cesa para humem ; na ra estrella do Rosa-
Cadeia lojan. 39. '6 rio n. 8
1OSr. Manoel Jos Dias Correia que Vendern-se duas escravas de naco de 20
mudou o nome para Manoel Jos Carneiro, a 28 annos, de bonitas figuras, engommo, co-
queira ter a bondad" de annunciar a sua mora- sinhoe lavo de sabo; 3ditas de naco, mui-
da, ou dirigir-se a ra da Cadeia Velha loja to mocas de ptimas figuras proprias para
n. 3g. (5 todo o servico ; duas negrinbas de 12 aonos ,
1 Aluga-seum sobrado de in us andares de bonitas figuras urna dellas cose chao e faz
sotao e arrnasem, na ruu da moeda, i um mui-jlavannto ; um moleque de nacao, de 18 an-
to boa vista para o mar ; quem o pretender nos e he de muito boa conducta ; na ra das
dirija-se ao Vieira com casa de cambio na ra l.ruzcs n 41, segundo andar,
da Cadeia D. 24. (5 Vende-se urna mulatnha de idade de 14
1 Ausentou-se nodia S do corrente urna annos, cose e cosinha soll'nveljna ra do Quei-
prela do gento de Angola, ja velha, alta, sec- mado n. 2, segundb andar
ca, tem cabellos brancos pela gaforina, cara re- Na ra da Praia n 49, vende-se urna
donda eossuda, beicos grandes, olhos verme- marquesa, duas bancas e 4 cadeiras de jaca-
Jhos, tem as carnes em roda dos olhos mais randa, em bom uso.
pretas do qoa o rosto o andar ligero e espi- Vendem-se dous terrenos ja alterrados, no
gado, em ambos os pe urnas caspas, que mus- quintal da ordem terceira do Carino ; na praca
tra ter lido feridas de cravos, que rebenlou-lhe da Boa-vista n. 32, que se vende mesoio a praso
por cima dos ps junto dos dedos, ps e mos 2 Coiitinua-ie a vender na loja de Mano-
mal eitas bebe cachimbo e cachaca; levou el Jos oncalves na ra do (jueimado n. 2,
vestido de chita azul com palmas amarellas cortes de vestidos de chita com 13 covados e
que osmatutoH cliamo chita dnurada panno meio a 2/ 220 o 2400rs. cada um (4
da Costa usado, urna volta de contas azues 2 Vende-se um sitio na Capunga.com
grossas no pescoco, de nome Maiia do Rosario casa de taipa nova muito boa agoa de beber,
foi escrava do finado Loun neo Jos de Carva urna porcao de ps de larangeira. muito doces,
Jho, senhor doeniienho (inipapo e foi posta e mais outras plantas anda novas ; na ruada
em asta publica nesta prava pelo senhor Jos Praia arrnasem n. 66 (5
Dias da Silva teslamenteiro do dito finado, e I 2Vende-se panno dealgodo da Ierra, pro-1
para experimentar ; no Atierro dos Afoga-
dos, sobrado de um andar defronte de outro
de dous ditos em casa do Sr. Felis Cavalcan-
ti de Albuquerque. (7
4 Vende-se urna preta ; na ra da Con-
ceicao da Boa-vista n. 58. (2
2 Vende-se urna duzia de cadeiras, um
pardo bancas, urna banca redonda, um sopb,
tudo de Jacaranda ; na ra eslreita do Rosa-
rlo n. 16. (4
Ao Barato!!
Na na do Queimado N. 27 ,
loja da esquina que volta para Pa-
lacio, vendem-se cortes de chita,
com i4 covados a 2s4oo, a'aoo
e 2.S000.
ESCRAVOS FGIDOS.
1 Conlinuao a estar fgidos dous escravos
de Antonio Vaz de Olivefra morador na ra
do Amorim n. 36, com os signaos seguintes ;
Ide nome Joo Camudongo, alto, magro,pouca
barba, alguma cousa gago, sua oceupaco he
serrador, consta intitular-se por forro esta f-
gido, ha 3 mezes. Outro tambem de nome Joao,
de naci Angola, alto, cheio do corpo, com um
signal branco debaixo de um dos bracos, pou-
ca barba, algum cousa bucal qoando fugio e
est ausente, ha 4 para 5 annos ; cada um se
gratifica com 100,?' rs. a quem os entregar a seu
senhor. (12
Roga-se aos capites do campo, e as au-
toridades policiaes a apprehenso de um escra-
prlo para roupa de pretos ; vinho da Madelra,
tinto e branco em ancoreUs de 1 e 2 almudes,
e engarrafado, muscatel de Setubal, Aventino,
Lavradio Carcavellos tudo de superior qua-
lidade; em casa De Mendes & Oliveira na
ra da Cruz n. 9. "
2 Vendem-se nos Arrumbados travs de
40 palmos e torno, e palmo em quadro, de 36
palmos e couto e palmo em quadro, de 30,
32, e 33 palmos em quadro e palmo e coito ,
de 25 palmos e coito eochameis de 36 30 e
22 corremos e mos travessas de 30, caibros
de 25 o 30 estivas para atierro de 20, 25 e 30
palmos e de 2 e meio e 3 e meio palmos de
grossura : o Sr. Joao Jacinto Pereira Cabral,
na ra largado Rosario estautorisadoa to-
mar qualquer iocumbencia a este respeito. (8
2 Vendem-se gamelas grandes e pequeas
feitas na Bahia superiores para banho al-
guidares degommos e lisos grandes e peque-
os tudo de bom gosto ; na ra de Apollo ,
vendan, i, defronte das casas do Sr. Angelo
Francisco Carneiro ; na mesma se acUa um p-
timo cosinheiro branco, Qlbo da Europa para
bordo de embarcacao ou casa de pasto, faz
doces de varias qualidades. (8
2 Vende-se um sitio ua estrada de S. Ama-
ro para Belem com muito boa casa para gran-
de familia com bastantes arvoredos de fruto ,
trras para plantacoese pasto sofflciente para
ter 6 vaccas de leite ; a tratar na mesma es-
tiada passando u ponte no primeiro sitio, ou
na ra do Rangel loja delouca n. 17. ,7
2Vendem-se dous diccionarios um Mag-
num Lexicn e outro portuguez e latino, urna
Selecta, urna fbula um Salustio um Cor-
nelio 3 tomos de Virgilio e mais um segun-
do dito um de Ovidio urna lgica urna ar-
te latina um elemento de dita um banheiro vo de nome Malaquias, crioulo, de idade pou-
de amarrello com ps de roda, ainda novo, urna co mais, ou menos do 30 annos ps apalheta-
duzia de calatas de imberiba proprias para dos, calcanhares com inuitos sigoaes de bichos,
caes com pootas j feitas ; na ra do Rangel
o. 17 ; na mesma casa cornpra-se urna cadeira
pequea em bom uso, para menina de es-
cola. (10
2Vende-se urna preta moca de bonita fi-
gura sabe fa/er renda, lava 06 sabao e bar-
jella cosinha bern, e engornma alguma coua;
na ra da Cadeia Velha n. 30. .4
Charutos iu^aia.
Na ra da Cadeia do Recife n. 46, ha sempre
um grande e esplendido lorlimeuto destes afa-
mados charutos, viodos no ultime vapor da
Bahia. i4
2Vendem-se 12 escravos, sendo 3 mole-
ques de 14 a 15 annos lindos e sem defeitos ,
ecom odicio ; 3 negrinbas de 3 a 17 annos ,
com habilidades e de bonitas figuras ; 4 pre-
tas de 20 anuos com habilidades ; dous pre-
tos de 22 annos de lindas figuras : na ra de
Agoas-verdes n 2, segundo andar. (7
2Vende-se potassa russiana muito nova e
demuito superior qualidade, em barris peque-
nos ; na ra da Cadeia do Recife armaeem de
cara redonda, cor muito preta ; o qual depois
de j ter sido preso por um capito de campo
em S. Anto, fugio oelle, e foi tomar por pa-
drinho ao Sr. Chalaca donde tambem fugio
cm a uoticia da chegada do seu senhor, no dia
26 do corrente ; a pessoa que o apprehender ,
dirija-se ao pateo de S Pedro, no segundo an-
dar do sobrado em que mora o Sr. Padre Tlio-
m da Silva Guimares que ser recompen-
sado.
1 Nodia 13 do corrente ausenlou-se um<
moleque de nome Joaquim Cacange que re-
presenta 14 annos de idade, cor preta, rel'orca-
do do corpo feicdes proporcionadas; levou
camisa de algodaoe caigas du riscado decha-
drez tem sido encontrado as ras destas ci-
dade; roga-se portento as pessoas emarregadas
da polica dos escravos, de o apprehenderem e
conduzirem-o a ra Direita n 4, por cima da
botica, que ahi se recompensar. (9
1 Em odia segunda feira do Espirito San-
to do anno p. p fugio, ou furtio, conforme o
actual costume a preta Calharina de naco
Angola, ladina, alta, bastante secca do corpo ,
seio pequeo cor muito preta, bem feita de
rosto, olhos grandes e vermelhos com lodos
os dentes da frente, ps grandes e medidos pa-
ra dentro muito conversadera e risonha le-
ra 2 a 25 annos de idade ; tem sido encontra-
assucar n. 12. (4
2 Vendem-se duas negrinbas de 12 a 14
annos proprias para mucamas ; urna parda
de i t a 18 aonos perfeita engommadeira e
costureira be recolhida e nao tem vicios o que
seaffianca ; urna preta engommadeira costu-
reira borda elaz lavarinto ; urna dita de to- 'da na Estiada-nova na Passagem da Magdale-
do o servico cosinha e lava de sabo e varrel- na para o enger.ho da lorre ; cuja escraa per-
la por 380# rs. ; na ra Direita o. 81. ( tence a Manoel Francisco da Silva morador na
2=Vende-se urna ptima e bonita escrava, ra eslreita do Rosario n. 10, terceiro andar,
comalgumas habilidades, propria para qual- que promette gratificar a quem Ih'apresen-
quer servico e se dir o motivo por que se lar. 13
vende, na ra larga do Uoia.io n. 26, primei- 2Anda fgido, ha mais de um mez, um
r" andar. ,5 ( preto crioulo de nome Manoel de 30 annos,
2 Vendem-se saccas com milho ditas de pouco mais ou menos, alto, rofoicado. bem pa-
arroz de casca caixinhas de 100 charutos, tu-recido tem ofllcio de sapateiro ; sahio de cal-
do de superior qualidade por preco commo- casejaqueta; quem o pegar, leve a sua se-
do ; na ra larga do Rosaiio n. 21. (4 nhora D. Joaquina Malaquias de Moraes Mayer,
2- Vendem-se 800 caadas de szeite de car- no Corredor do Bispo. casa terrea quasi delron-
rapalo ; na ra da Sentalla Nova n. 42. (2 ledo palacio do Sr. Bispo, quesera gratificado.
2Vende-se, ou aluga-se urna canoa de
carga de 600 a 700 lijlos, por preco commo-
do. Fazem-se atierros, ou por braca ou por
empreitada ; abrem-se viveiros novos ou re-
baixo-se velbos tudo por preco commodo ;
quem pretender dirija-se a ra do Trapiche ,
venda n. 30, defronte do caes da Lingoeta 7
2 Vende-se urna ptima aimaco propria
para qualquer eslabelecimento coa a vants-
gem de se poder armar aonde coovier ; a fal-
lar com o Sr. Reseode, na ra estrella do Ro-
sario n. 33. ,5
3 -Vende-se um escravo de naci, de 26 an-
nos, de bonita figura, reforjado do corpo, en-
(ende de baibeiro e canoeiro e he de todo o
servico brayal e ganba 560 rs. por dia, vnde-
se por preciso; na ra do Livramenlo n. 33. (4
3Vende-se farinha de maodioca de supe-
rior qualidade ; no arco de S. Antonio loja
n. 2. ,3
3 Vendem-se dous crloulos do campo ,
sendo um vaqueiro ; na ra da Aurora n. 4 2
3 Vende-se no arrnasem de Fernando Jos
Rraguez ao p do arco da Conceico do Re-
cite caixes com cera lavrada e sortida, por
preco commodo. (4
1.Vende-se a casa terrea n. 16 na ladeira
da Misericordia em Olinda na esquina do nec-
eo das Cortesas, a qual tem \ palmos de fren-
te e 60 de lundo, cosinha (ora com pequeo
quintal e portas ejaoellas na (rente e oito ;
a tratar na mesma cidade com o Sor Reveren-
do Vigaro Periquito. (7
2Vende-se uuia escrava de 20 anuos de
bouita figura sabe cosinliar o ordinario de
urna casa, engornma liso, nao tem vicios, e se
2 Fugiro no|dia l do corrente Marco dous
moleques, um de nome Candido, que represen-
ta 21 a 23 annos, reforcado do corpo, rosto re-
dondo e liso, dentes abeitos na frente com o
signal de um O com travessSo pelo meio, em
cima do'um pe- o ; lol visto nos Alegados no
mesmo dia : o outro de nomePhilippe repre-
senta 16a 1S annos, seceo do corpo dentes
limados, e alguma cousa grandes ps e mos
grandes, rosto meio comprido e descarnadoe
loi visto na ponte da Passagem da Magdalena ,
no mesmo dia ; levuro camisa de algodao ,
ceroulas de estopa ; roga-sc a qualquer autor-
dade policial ou outia qualquer pessoa qut
os pegue o levo na ra da Praia de S. Rita n.
43, casa do Vianna, que generosamente recom-
pensar, li
Fugio na tarde do dia 20 do corrente urna
preta crioula, de nome Escolstica mas co-
ndecida por Cola de idade de 16 a 10 annos,
levou em sua companhia urna cabrinba de ida-
de de 13 para 14 annos de nome Felicianna,
ambas com os seguintes signaes ;a primeira de
estatura ordinaria, beicos grossos, olhos gran-
des com um signal no dedo pollegar da mo
direita, ps apalhetados e chelos de cravos, e
nao anda sena o de sapalos ; a segunda, beicos
grossos falla tala e vem Ihe sahindo agora os
peilos ; quem as pegar, leve ao convento do
Carmo ao Padre Fr. 'Ihomaz.ou na ra da*
Alegra casa n. 40, quesera gratificado.
'
PERNJ TYP. DE M. F. DE FAMA it.'l .

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