Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05541


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Full Text
Annode IMiSi Quinta Feira W
0 Dmbio ptiblioe-ea todoeoe diaeqne no (orna aaatificadoa : o prego da Mfntur
hi de tree ail r. porqoartel pifoi adiaaladoe. Oe annuneioe doe aeiignantee eaoineeridoe
ro da 20 re* por linha. 40 rea en itpo clifferente, e rei>eiicoes pela ametade Os
qu nio tora eeipUBtee pago 80 reitpor linha,460 em Ijrpo differenle, por cada peblicacgo.
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
GoihHi PMbybi,(andan mu (airas.Hio Grande do Norta, ohega a 8 e 12 par-
ta 440 2*Cabo, Sarinbaam, Rio Formato, Macer, Porlo Cairo, a Alagoai: bo 1.
41* 21deoada ai.Garanhana, a Bonito a 40 a 24 da cada aex loa-viata a Flor
ni ISe 28 dito. Cidada da Vintoria, quintil feiraa. Olinda todoi <>i diaa
DAS DA SEMANA.
>i Seg. *+ oiiava, inalitaico do SS. Sacramento.
25 Taifa **'-' oitata Annnncigio de N. S.
o QuarU t Ludgero. Aud Ju J.di II. di ?,
27 Quista Hoberto. And do J da D da 3. t
2 Sezt* Aldre. Aud. do J. de D. da 4. T.
'id Sah. Bertboldo. Bal. aud. do J. de D. da 4. t.
(U Do a; Joo Clnico.
d Ufarlo!
Anno XXI. N. 67;
fuuo asura aapende de aoi metmoi; da noaaa pradeacic, eodcragao, e energa : con-
>remut apontadoa com adniragao entre as na
(I'roclimag,-. da AsemMa Garal do intil.
linuemoe o pnntnpiamoe a eeremut apontadoa com adomasao entre as aafci mu*
** oultaa.
Cambtoeaefere Loadra* 25 Ij'J
Paria B72 reta por fr,neo
a Lisboa 410 por 400 de premio
Motdadeacbr* o par.
Idim de latra Je boaa fimae 4 pro[o
CaalIIO a,, du '.6 0= KVl'io
Or.-Moedada 0,400
ti,
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Frita-riac5aa
Prios col-.uar.r.are
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compra
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4,80
PHASES DA LA NO MEZ DE MARQO.
LuanoTa S al 4 b. a 47miB.
Creacente a 45 aa 14 boraa e 33
I b. e 47 min. da man. i Lu abeia a 23 ai 5 horas e 59 min da t.
a tarde- MiBfuaai* 30 al _' liara
BKWjcw^Bgsatsmiva
e 41 min da t.
Preanar de hoje.
Pimera ai 8 horas e 30 min. da m.inli.ia | Secunda aa 8 horas e 55 minutos da I.
I I lilil aamaaaaWtTI*'"^-epuat-i .- .ts&gmsi
DIARIO DE PERNAMB
T
y i
PARTE QFFICIAL.
GOVERNO D V PROVINCIA.
Expediente do dia 17 do correnle.
Officio Ao inspector interino da thesoura-
ria das rendas provinciaes, ordenando, que por
conta da quota votada para as despezas do cor-
po de polica mande indemnisar a pagadoria
militar d'esta provincia da quantia de rs. 9/400,
importancia das diarias d'um desertor do ines-
ino corpo e que por vir englobada ein una re-
lacao de despegas feitas com recrutas, oi inde-
v i da mente paga por aquella repartico. Com-
inunieou-se ao coinmissario pagador.
Dito Ao commandaiite das armas deter-
minando ordene ao coinmandante da fortaleza
de Itamarac, que all receba os officiaes da
guarda nacional de Goianna que, acompanha-
dos d'ordem de priso dos respectivos chefes ,
se lhe apresentarem. Participou-se ao coin-
mandante superior interino da guarda nacional
do municipio de Goianna.
Dito Ao commissario pagador aecusando
remessa d'uma copia do aviso da secretaria da
guerra do 10 de fevereiro ultimo, que estabe-
lece a mancira, por que se deve verificar o sal-
do existente nos cofres das pagadorias militares
das provincias.
Dito Ao coinmandante das armas, para que
ordene ao coniinandante da fortaleza do Yrum ,
ponha disposicao do chefe de polica interino,
fin de passarem para a cadeia cujos concer-
tos se achao acabados os presos de justica ,
que na inesma fortaleza existem. ~ Ofticiou-sc
respeito ao chefe de polica interino.
COM MAN DO DXS ARMAS.
Tendo de embarcar amanha pelas tres e ineia
horas da tarde o Illui. e Exm. Sr. Caetano Maria
Lopes Gama, conselheiro de estado, senador do
imperio e presidente da provincia das Alagoas,
S. Exc. o Sr. general cominandante das armas,
desejandoque os Srs. officiaes da guarn9o des-
ta provincia sejlo presentes ao embarque de S.
Exc, convida aos seus camaradas 'para que,
referida hora, se achetn no caes do Collegio, pa-
ra desempenho do que fica indicado.
Quartel general na cidade do Recife, 26 de
marco de 1845. = Assignado Pedro Francisco
Volateo Pereirada Cunha, ajudantc de ordens.
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
L-se no Brasil.
BOATOS.
Tem corrido ltimamente o boato de que os
ministros esto enfadados uns com os outros;
que fallo mal dos seus collcgas; que se queixo
reciprocamente dos seus desatinos : at che-
gao a dizer que o Sr. Ernesto e o Sr. Coelho es-
tilo por um lio. O Sr. Coelho porque nimia-
mente praieiro, arrufou-se, ao que dizem, por
nao querercn os collegas demittir oSr. Tho-
maz Xavier, como o ordenava o Sr. Urbano; o
Sr. Ernesto, porque o modo escandaloso com
que tem abandonado as discusses da cmara
agasta os seus collegas que nclle vem urna es-
pecie de protesto mudo contra os desatinos da
proscripeo.... Sao boatos c neiihum crdito
nos merecem. Como hao de os collegas do Sr.
Ernesto exprobrarem-lhe una culpa em que
tambem elles teem incorrido ? No senado, o Sr.
Galvo anda nao abri a bocea, o pombalete e
o linanceiro da banca-rota pouco ou nada teem
dito. Assim pois he inacreditavel essa parte do
boato. Quanto ao Sr Coelho, s quem o nao co-
nhecepodc persuadir-se que esse homem expo-
r, l por exigenciasdestes ou daquillcs, posi-
(Sb to gostosa, quiio inesperada para o famoso
ex-capitao da segunda. O miiiisterio niio he des-
sas cousas. Cada unidos ministros pode afinara
rabeca a custa dos collegas, attribuir-lhes todas
as culpas quando alguem lhes exprobra os seus
desatinos; nisso porni fico.
Se os ministros fossem susceptiveis de arru-
farem-se uns com os outros, a questao da apo-
sentadoria dos desembargadores seria sumeien-
te para isso. Urna divergencia tao manifestare
tao publica, a pertinacia do Sr. Galvo em nao
querer reintegrar os protegidos do resto nisterio, o proposito em que est esse ministro
de entender a decisao do senado como nica-
mente importando a suspenso do ordenado aos
aposentados, tudo isso produziria um rompi-
mento, de as pastas nao fossem tao gostosas ,.
Nao nos parece pois que haja o menor funda-
mento para todos esses boatos.
DESFOHHa.
a>il. que homem tao ino, tao implacavel que
hcoSr. Joo Paulo I Nem pelo ter feito depu-
tado o Sr. Aureliano lhe perdoa asgracinhasde
1841; nem pelos obsequios por elle feitos aos
1841; nem pelos uuaiijuiuj ^..^. .^.
seus amigalhcs de Santa Luzia.
Censurro o governo pela predileco com
que emprega militares as presidencias daspro-
.iii com
II lamniaBBmnamillllll.MII III !! IIIII
vincias; toma o piao na unha o Sr. Joao Paulo e
bradaOs militares nao teem provado mal as
presidencias; eu fui um santo homem, inansis-
simo, nao persegu a ninguem, o niesmo fez o
meu collega o Sr. Manoel da Fonseca. Nao foi
um militar, porm sini um membro de outra
ulasse, quem para falsear as eleicoes commetteo
as violencias, as asquerosidades que na Mitra
cmaraforao denunciadas...
Ao ouvil-o o Sr. Saturnino cou assim com
cara de seu irmo c C09011 a testa, os deputadus
do padre Ceia enfirao, e o vingativo e mal-a-
gradeoldo JoSo Paulo foi seu caininho inalte-
ravel.
E esta e esta! O verdugo dos Mineiros que
escocs o verdugo dos Fuluiinenses O eleito do
Rio de Janeiro que aura cara do seu eleitor as
infamias que, para fazel-o deputado, lhe forao
necessarias... Sr. Aureliano, coitado, eessa?
Nenhum Santa Luzia tomou as dores pelo seu
augusto protector, neiihum invocoii afavordel-
le a santa transaeyo. O implacavel Joao Paulo
iiio lhes quer perdoar, Srs, Saturnino e Aure-
liano, quem deve a Dos paga-o ao diabo, ou-
virao, camaradinhas ?
S se doeu um pouco o irmao das almas be-
inaventuradas, e apenas sentou-se o Sr. Joao
Paulo, chegou-se para elle e disse-lheAmigo,
biha que o homem he hoje meu sobrinho. c o
titulo do meu contra-prente deve merecer al-
guma contemplacao : aborrece-o, mas no o
escoucees.
-i............ -"-
OaV

-----,Zb2
EPIGRAMMA.
Pobre do couro de anta, coitado! Que faca-
das que tem levado na sua sempre excellente
posii-ao! Todos se mettem a engranados com
elle, todos o aperreo : at o proprio Sr. Conde
de Lages, apezar de toda a sua seriedade quiz
divertir-se a custa do coitado!.. E vejao l que
triste posifao! persuadimo-nos que de todos os
3ue se oceupao cffin os negocios do paiz, o re-
actor do Brasil he o nico que se condoc de
3. Ex.....
Sabe-seque para entreter o senado,em quanto
nao vem as to promettidas librrimas medidas
desses Srs., o Sr. Conde de Lages tem dado para
a ordem do dia, resoluces velhas, atrazadas.e
jsemobjecto. Entre estas havia una, proposta
pelo defunto sogro e amigo do Sr. llollanda do
arsenal, reproraiido as aposentadorias decreta-
das em 1834 pelo... contra... Advinliem l.. .
Recorro historia, lembrein-se------ PeloSr.
Aureliano contra o Sr. Galvo!
O Sr Galvo foi nessa poca victima da pre-
potencia do seu amigalho de hoje, ento como
hoje, como sempre, inimigo ligadal de tudo
quanto he dircito; justica. ., mas o Sr. Galvo
em 1844, amestrado pela experiencia, quiz an-
tes ser executor das altas sentencas aurelianicas
do que victima deltas.
Entretanto, com o correr dos lempos, oSr,
Galvo e seus coiiipanheiros havio sido rein-
tegrados, a proposta do Sr. Alineida e Albu-
querque estava pois sem objecto... O Sr. < onde
de Lages a foi resuseitar... Diga quem quizer,
se essa lembran(;a, pela qual felicitamos o no-
ble presidente do senado, poda ter outio lim
seno acacalar um cpigramnia contra os Sis.
Galvo e Aurelianuo...
Os senadores estavo aborrecidissimos com
essa liinpa de papis velhos, quando o Sr. se-
cretario interroinpendo o silencio, le. ...de
prompto universal risada,assaz estrepitosa se faz
ouvir... ministeriaes, Santa-lu/.ias.ordeiros todos
olho para o eximio Aureliano e... dizem, nao
acreditamos, mas em lim dizem, que solitario fitou os olhos em um papel, vergnua
cabeca ao peso dessa risada, cat lhe velo as
faces um arzinho de vermelhidao a que nao es-
tava acostumado.
ASSEMBI-A PROVINCIAL.
SESSO EM 2 UE MAhCO DE 1845.
Presidencia do Sr. Pedro Cavalcanli.
As 11 horas c ineia o Sr.l."secretario fez acha-
ntada c verilicou estarem presentes 28 Srs. de-
putados. ( Um quaito de hora depois cntiio
mais 3 Sis. diputados.)
O Sr. Presidente : declarouabcrta a sesso.
O Sr. 2." secretario leo a acta da ultima ses-
so e foi approvada.
O Sr. 1" secretario deo conta do seguintc
EXPEDIENTE.
Um requeriinento de Manoel Joaquim daSil-
veira pedindo ser confirmado no lugar de ris-
cal daireguefia de S. Jos do Recife eque o
seu venciinento seja de 700/rs., como teem os
de mais liscaes : Acoiuniisso de orcamento.
Din parecer da coiumisso de petices, so-
bre o requeriinento do provincial e mais reli-
giosos do convento do (..armo desta cidade ein
quepedio.fosse despejado de parte do convento
o hospital,que alli se acha : adiado por pedir
a palavra o Sr. Francisco Joo.
(C'oninuar-f-ha.)
LYCEO DT5STA CIDADE.
III.'"0 c Ex."'0 Sr. Em cumplimento dos de-
veres inherentes ao meu cargo, e da ordem de
V. Ex. de 3 de Dezembro do auno p. p., vou le-
var ao conlieeimento de \ Ex. O estado da ins-
trucefio publica Delta provincia, i'azendo ao mes-
lo lempo algumas rellexes a cerca dos 111 ios,
que mais adequados e conducentes me parecem
para melhorameiito de to importante ramo da
administradlo.
Do quadro, que este aceompanha, ver V. Ex.
o numero de aulas publicas, espalhatlas pela
provincia, os alumnos, que as frcqiic-ntro, o
proveito, que colhero. e o Juico, que se faz dos
seus respectivos professores; a elle por tanto me
refiro em todos estes pontos.
Nao he porcerto lisongeiro o estado da ins-
trueco publica nesta provincia : ella reclama do
competente poder legislativo medidas, que lhe
deem progressivo impulso : a desordem e irre-
gularidade, que se noto no ensino se resen-
tem da imperfeico do plano scientilieo, segun-
do o qual est elle organisado.
O Lyeco, que he o centro da instruero pu-
blica na provincia, e que he, como que o espe-
Iho, em que todas as mais aulas se mirao, o
ponto donde devein partir exemplos de ordem, e
regularidade, e cujas relacoes com taes aulas
devem constituir aunidade de um plano scienti-
lieo, longe est de conseguir o seu fin pela po-
sico falsa, em que se acha collocado.
Antes de tudo, precisa o Lyeo de urna caza
com asproporcoes e coiiiinodidades necessarias;
esta necessidade he palpitante e urgente : nao
sao compaiiveis com a fixidade de attcnco e o
disvello de applicarao, que constitueni a pi i-
meira, e mais esseneial condiyo do estudu, a
instabilidade, e in organisa(So do local, em
que se acho dispostas as aulas ; e se este incon-
veniente milito se deixou sentir nos anuos ante-
riores, quando o corredor de um convenio lhe
servia de edificio; oanno passado, niuito mais
.'.iilniu esto iinpccu .i proficiiklade do ensino;'
por quanto, havendo sido mudado para o palace-
te do finado Gerva/io Pires, este edificio, pouco
lempo depois de tal niudaiica, cometn deamea-
car ruina, oque foi causa, deque por ordem do
Governo Provincial, fossem os uleneilios reco-
Ihidos galera da Alfandega, e passassem os
professores a dar aula em suas casas. Ora um
seinelhaute estado de cousas, nao era coiupali-
vel com qualquer adiantamento dos alumnos,
eujo procedimento nao poda ser flsealisado,
como detcrinino as leis, mormeiite quando O
deseiifrcaHiento doscostunies he hoje o predica-
do da inaor parte da nossa mocidade, ea plati-
ca dos mcios coarctivos, quando o Lyco tra-
balha com regularidade, nao he bastante para a
conter no desenipenlio de suas Obrigacdes.
J no relatorio que oanno passado se submet-
teo a Presidencia, apontro-se as causas, que
mais prximas parecrSo, do pequeo numero
de csiudantes, (jue se matriclalo nol.vcco, ede
que mu poneos d entre estes proeureni exaini-
nar-se, oque assim niesmo fazem a rogativas
dos respectivos professores. Estas causas subsis-
ten), c nao posso deixar de insistir anda sobre
ellas, .i lim de que se empenhe a Assembla
Provincial tomar alguma medida, que venha
sanar to grave inconveniente para a instrueco
publica*
auno passado deo-se 11111 pheiiomono ;'t cer-
ca do numero de csiudantes, que se matricula-
rlo c examinarlo no Lyco; o numero dos que
se matrieulio foi limito menor, e o dos que se
examinarlo multo ruaior do que no anuo de 1843.
Mas nem o priineiio laclo deve provar contra,
nem o segundo favor do Lyco: neiihum dellcs
he signa! de ter peiorado o melhorado este es-
tabclccimento.
O acanhado numero dos que se matrieulio
he devido ao regulameiito do 1." de Fevereiro de
1843 aparte, em que determina, que de 1844
eludante nao se adinittisse em nenbunia das
aulas do Lyco alumno algum, que mi le nao ii-
vesse sido examinado, e approvado uo estudo
de lingoa nacional; mu limitado toi no princi-
pio do anuo o numero dos alumnos, que, habili-
tados com aquelle exaine, poderio ser admit-
tidos matricula das difl'erentes aulas do Lyco,
e com quanto a Assembla Provincial, por a re-
soluco de30 de Abril do anuo lindo, houvessc
espassadopor todo o anuo aquella disposicao do
regulainento, o que deu lugar .i que inultos
alumnos fossem de novo admitldos, todava o
anuo lectivo se achava muto adiuuutdo, c o nu-
mero dos alumnos, embora accrescido, foi in-
ferior ao dos que frequentaro o Lyco em IS43.
Pequeo lera anda de ser o numero de alumnos
de 1845; mas este inconveniente, que conti-
nuar pela ciivunislaiHia de nao ser esse estudo
necessario para as Academias do Imperio, nem
para o estado clerical, se acha em parte com-
pensado pelo carcter scientilieo, que da aquel-
le esiabeleciinento.
Quanto ao maior numero de alumnos exami-
nados, nao he isso um progresso, ou se o he, he
muito pouco importante, e nao dispensa, di'que
se tomem este respeito medidas proficuas ;
porque do respectivo quadro se v, que este nu-
mero avulluu em consequencia dos exames de
lingoa nacional, naccssai'ios para as matriculas
dos anuos vindouros mas do niesmo (puadro se
v, que os exames uasoutras aulas coutinulouo
nicsnio acanhado circulo, pelo qual se acliavo
limitados; pelo que .1 siipcroridade de numero
dos examinados, se accaso prova algum progres-
so do Lyco, he progresso muito acanhado; ver-
dadeiro progresso se dar, (uando este numero
foi- proporcionalmente crescendo em todas as
aulas; progresso, que nao he possivti no esta-
do actual de colisas, e sem que se removi as
causas que forao approxiinadaiiiente indi-
cadas
Km una palavra, sem que se rodcie o Lyco
de algiins previlegios, nao hepossivel esperar
delle grandes vantagens.
Parece-me, que una medida, que muito con-
correr para o melhorainento do Lyco, he
a perpetuidade (ios magisterios, poique com
quanto nada haja .1 dizer contra o /.lo, com (pie
os professores se disvello pelo cumplimento dos
seus de veres, todavia he fcil decoiiceber, que
da incerteza, em que esto acerca do lempo,
que devem persistir em taes lugares, muito de-
ve concorrer, para que se nao volem talvez com
todo o esmero ao ensino, que est ao seu cargo:
maravilhamesmo,que, sendo vitalicios lodosos
lugares de magisterio, a principiar pelas Aca-
demias at os professores de primelras letras, s
slenles doLyco nao gozein desta garanta,
lio esseneial o progresso do ensino. Accresoe
aislo, que a mesma incerteza, que seda a cer-
ca da persistencia nos lugares, existe respeito
dos ordenados, de modo que um professor est
espera do momento, ein que ou he demittdo,
oufse lhe crcela o ordenado ; maravilha mes-
mo, que a Assembla Provincial, cuja sabedo-
ria nao pode ser posta em duvida, tendo o anuo
passado de l'a/.er economas, dexasse inteiros
grandes ordenados em reparticoes menos essen-
ciacs prosperidade ecivilisaiao do paiz, e fos-
se cercearojd lao minguado ordenado do pro-
fessor (lo l.vco. < Din lauta ineeiti'/a, tantos
recelos, nao se pode ter amor, e verdadeiro a
pego ao estado, e sem este apego nao he ordi-
nario, que alguem se sacrifique pelo desempe-
nho do seu sacerdocio.
He por lano, em meu fraeo entender, muito
necessario garantir estabilldade aos professores
do Lyco, para que os seus fructos reverti eni
beneficio do niesmo l.vcco.
Ein i|ii.min se naodr regularidade e ordem
no l.vcco, nao he possivel esperar muito da nos-
sa instrueco publica.
Das aulas de latim, existentes na provincia,
as que mais utilid.ide ollreceill, sao as da cida-
de do Recife e da cidade de Goianna, pois as ou-
tras multo pouco fructo apresentao, e isto poi-
que os puto de familia de lora da capital, que
esto entestado, e circunstancias de dar mclhor
educarlo ,i seus lilhos, os envido para a mesnia
capital; pelo que parece conforme com a econo-
ma e em proveito dos cofres nacionaes, (pac,
logo (pie vagarcm, nosejlo mais providas.
A'respeito das aulas de primeiras lettras do
sexo masculino, aprescntlo-sc as seguintcs re-
lexoes.
Grave inconveniente resulta .i instrueco pri-
maria na capital da faculdade, que teem os pro-
fessores de eseollier as < isas, em que trahalho,
recebendo titulo de aluguer um quantitativo
do cofre provincial, porque infelizmente teem
elles abusado dista faeuhlade, donde nasce, que
se achao estas aulas niiseraveliuenle enllocadas,
ou Cinacanbadas salas das casas eni que habito
os professores, ououtras pessoas, sem a decen-
cia compativel com a cathegoria do pas, e na
impossibilidade de conservar a boa ordem, c
regularidade, que em taes aulas deve reinar, e
em inteira desproporclo com o quantitativo,
que para este lim recebem, ou ein segundos
andares, com ingreines subidas, donde se po-
ilem fcilmente precipitar os meninos, que alni
dislo se devem fatigar, subindo, c descendo
quatr vezes no dia, estanM sugeitos, mxime
110 lempo do-verlo, 1 enferinidades facis de
contrnlr no apeno, em que vivem as aula,
ein as quaes sao obligados ,i conservar-se, nao
poucas horas do dia. ln vista disto parecc-me
mais conveniente, que em vez do quantitativo
dealugucr de casas, que d a Assembla Pro-
vincial aos professores, haja ella de decretar,
que pela respe. Uva Thesouraria, se faca, com
audiencia da directora (lo l.vco, arrendamen-
lo de casas terreas decente.-., OU primeiros anda-
r< s, em distancias regulares, pondo-se-lhes ro-
tulos para coniceinienlo do publico.
Convm, que a providencia pedida nos rela-
tnos anteriores, a cerca da aula desta cidade,
denominada do ensino mutuo, para ser supri-
mido este titulo, 1 igualada em tudo as dentis
aulas de ensino primario nesta capital, seja de-
liciada peia Assembla Provincial, ein presenca
das razes nosmesmos relatorios expendidas.
NSo devo deixar em silencio o merecimento
do professor da freguezia da Hoa-visia Jos Joa-
quini Xavier Sobreira, que por certo se faz dg-
no de todo o elogio pela ordem c, regularidade
da sua aula. em geral pelo bom eescrupuloso
desempenho de seus deveres, que busca cum-
plir com a mais conscicnciosa religiosidade, e


s
nada dcixa a desc-
l.i
por
com umaintelligcncia, q<
jar.
A'respeito das dcinais aulas espalhadas |
provincia nada posso dizer com exaclido
me fatharem nforinaeoes, consta-me porcm,
?[ue se achilo na maior relaxa, ao; peto que te
ai preciso, que respeito delias a Vssembla
Provincial lome alguma medida legislativa; s-
yjssc pnssiv.l crear-se un, ou inaisliscahsado
res, que em pocas determinadas, ou indeter-
minadas, visilassein essas aulas, e participas-
sem a esta direefilo o est ido, em qii' as eucou-
trasseni; parece-me, que mclhor fruclo se co-
Iheria deltas; eill lim nao quero ave ni mar jurV.os
acerca do que cumpre Assembla Provincial
resolver em sua sabedoria.
A respeito dasaulas deprimeiras lettras do
sexo feminino da capital; Iheshe applicavel o
mesmo, que disse das do sexo masculino,
relativamente ao mo estada das casas, em que
trabalho, c quanto s outras aulas da pro viu-
da, rcliro-nic ao quadl'O.
Terminando este rotatorio, parece-me con-
veniente accrescentar, que ser boui submetlcr
as aulas particulares i certa liscatisaco da dl-
recc do Lyco, pois sao consideraveis os ma-
lea, que podeiu r silln de se inoculareui na
mocidade ideias perigosas, e mais, ou menos,
olleiisivas da moral; e que se deve lomar
urna medida a cerca da diversidade dos com-
pendios, deque se serv m osprul sores, quer
as aulas publicas, quer lias particulares, es-
colhendu-os.i sen arbitrio, coiu oque muilose
compromette a miniad e harniouia, que silo
a consequencia de mu plano scienillco.
Eis oque a coimulss.io dos professores do Ly-
co iulgou conveniente presentar, para que sj
melhorasse aquelle estabelecimeiito, e eis tam-
bera oque eu tenho a honra de subuieltei s
vistas Iluminadas (l, \ Ex. rj,.os Guarde a V.
Ex. Secretaria do Lvco 15 de Janeiro 1845. -
III-"'" e Ex."' Sr.Thoma \ .vi i Garca de
Almeida Presidcnteda
Ferreira brrelo.
rroviuei i.-- 'rancheo
CORRER).
CORRESPONDENCIA DA CIDADE i: PROVINCIA.
Marcha de cabera erguida i pian (l accordo
com o ministerio da sua sympaihia, e de raaos
dadas vo espaiicando, maltratando e assass-
nando. as comarcas onde a polica he praiei-
ra mi ha unios a medir, os aiiuia.li. oconti-
nuados, porque o systema desses malvados he
fluerein perder a paciencia aos ho.....us dem.
A 14 do eorrenie oiio ou dez siccarios naci-
nais do Limoeiro, armados dos patrhlicos pu-
nhaes^ < liberan cceles accoinmeitro na villa
pelas 7 horas da noute a trez cidados pacficos,
que se aehavo porta de Jos Mbino de Hol-
landa Chacn, sendo elle inesuio i hacon.o alie
res de guarda nacional Jos Antonio IV-laua e
Manoel dos Santos, uoi quaes ilro enceladas .
becadas, de que licou gravemente f.-rido o -au-
tos, tendo-se os outros escapado por o Interior da
casa;efeito isto empresentado destacamento do
deleitado, c na do subdelegado, que nennuma
providencia dro, retirarao-sc os assassiuos
inclumes, porque nao cro mais do que man-
datarios da propria polica daquella villa.
Km lius de fevereiro fbro assassinados na l're-
guezia da Inga/.eira da comarca de Flores, Jero-
nimodetaluo lugar de Marias-Pretas, e Va-
lentim Serpa no de Carapuca.
Ha alguus das i|ue o digno promotor Interino
desta cidade requisituu aO subdelegado de S Ja
s certas providencias a n speito dos paluscos
da fila, todos rapases arden tes, e patriotas deci-
didos, razao porque o tal Manezinho malcreado
da polica fez orcinas de mercador; mas o pro-
motor diriglo-se ao chefe de polica, que o at-
tendeo, e fez agarrar em flagrante os taes sujei-
tos, escapaudo-se o inspector de <|uarteiro 'Ma-
noel Tiloma que era unidos mrmliros mais
activo da tal filial dapraia, e que dekoua me-
tade da chamada casaca nas inaos dos soldados.
Oraaqui as teni Vs. mes. Iresquinlias eaca-
badlnhasagulha. 0 hite est a 120 rs. cada
urna medida e a porpoi cao que levanta em pre-
o se Ihe augmenta a dose d'agou lembranca
aos liscaes e cmara M., para que nos nao vao
como outros empregados deixando eulregues a
us mesinos. Ora vamos vivciido!,...
onde com una actividade ncansaveL. com urna Paulo, e outros. Ora, sendo do dever da poli-
perseverauca nunca vista, noute e da se traba- cia nao s vellar sobre os criminosos para fa-
lla.- lii/eicu tuxame; mais de nina casa nes- zer eft'ectiva sua punicao, como tambem preve-
a pnvonao, alni dos lugares cima menciona-, nr os delictos, rogo que a bem da justica se
dos, sao depsitos de armas, e de raunlcoea de i digne V. S. proceder a un exame minucioso
guerra; parece ao ver os preparativos bellicos sobre o modo de vida desses indigitados joga-
dessaamta/na infame que se trata de repellir dores, c dos seus delictos a fin de seren pun-
viva forja un inimigo commuin I Os seus co- dos, lvrando assim a socirdade dessa peste de
ripheos, esses iniseraveis cobertos de vicios el reos de polica, queexistein, e invaden! o dis-
tricto de V. S., certo que eu de uinlia parte fa-
ue crimen de toda a especie, esses desgranados
Pilles, que eontiin osdias de sua existencia, pe-
las suas Iniquidades esses malvados contra


COMMIJMCA l>0.
A praia armando-te not Afogado.
Quando, chamados a campo, e instigados pe-
las calumnias, infamias, c mais gcntiletai da ca-
nsina praieira dos Aibgados, inauifcstamas ao
publico, em o nosso artigo, impressd no Diario
de Bogunda-fcira lo do correte, os fundados
recelos, que nuliiamos, deque por oecasio
das eleiedes foss m a ordem.e tranquilidad.'pu-
blica perturbadas uaquclla l'reguezia; todas as
uossas desconfiaucas a tal respi ito asseutavno
tilo tomento na conducta misteriosa que de-
senvolva oclubdot inrisiveis ms Afogados, nos
dictos indiscretos, euudazes de alguus desses
sicophantas c aluda maij nos li rriveis prece-
dentes, que accompanho >. nipre o uome hor-
roroso desse homem de sangue, que mais de urna
vez tem eusanguentado o solo abencoado de
nossa chara patria; que mais de ....... vez tem
anarchlsado esta provincia; nessi hroe do cam-
po dos Caneos, qiti sempre hostil a ordem pu-
blica, boje presid a ess club sanguinario I
Cifravo-sc pois aislo todos os fundaon utos das
nossas suspeitas; se bem que a vista do bando
homicida que o cin uuda-ao pn si ule tinhamus
razao de sobra para crr, que elles alguma cou
sa attentassein contra a ordem; todava furcahe
que fallemos com franqueza, confi ssainos Inge-
nuamente, que jamis ai i ditaiuos que na
ausencia dos seus magistrados ligeiros, seni um
chefe de policatremedor, os talti ni icos da praia
se arrojassem a lano, hoje porm estamos di -
senganadw do contrario; sobre esl poni nao
nos resta neste inom< nto .i ineiioi duvidn; j
em fin nao nos he permlttido din ida do < on-
trario; a praia Conspira abertamente nos Afoga-
dos contra a tranquilidade; elle se arma de pu-
blico, como para urna campanha, e se arma
com grande, e notavel escndalo das autorida-
quein a inesma naturesa, e a huinanidade in-
teira se conspirSo, pregfio por todos os lugares
desta freguesia, seni o menor rebuno, com a
maior sem ceremonia do mundo a.uu crusada,
contra os bens, c vida dos seus adversarios politieos]
Furiosos com a certeza da sua completa derrota,
no excesso doseu brutal desespero oslento de
publico todos OS seus furores, todo o sen cani-
balismo, indigitaiidii at quaes as primeiras vic-
timas, qur devem enhir aos golpes dos seus pu-
nhacs, e dos seus assassiuos!!! Todas as nota-
bilidades dos Afogados, todos os homens bons
desta freguezta saoaiueacados na sua existencia
por nos quatru assassiuos furiosos, que capi-
i in<\io em chefe o resto do bando ardenle O Pai
iln lote, mu liidnin ile firmas falsas grita altamen-
te que no dia 30 do torrente tudo nadar em
sangue nos Afogados; entretanto que por outro
lado o capitao de funil, um matador umrode
dtius nutrias, fazendo choro com esse desejo sat-
nico lo sen benigno parceiro, diz a quemo
queira ouvir, que ha dk i aziii em postas aosb.
TENENTF. CORONEL UANOEL JOAQOIM DO REliO E Al.-
bi e> i rqi i !!! OSi. Major Aueclelo Antonio de
Moraes. he tambem una das Ilustres victimas
designadas pela praia para esse novo dia de
S arlholoineo! ( Mando, esse desgranado que
paga dividas conlrahidas com amcacas de faca de
pona esse scclerato, que tem quasi tantas
niorles eonio O d.'finito Cabe 11 eir, sent os
ni.'sinos furores, respira a inesma sede de san-
gue, que os outros seus amigos'. Tudo em fina
respira inorte, e sangue da parte dos Srs. prai-
eiros dos Afogadosl Abandonados pela opinio
publica, vendo que he preciso ceder a inmensa
niaioria que o- leva de rojo, esses brutos, que
nao conhecein outralei queados seus caprichos,
e vontades desregradas, appello para as ar-
mas, para a desorden!, para o assassinato cin
liui que llies he tilo familiar, como o nico re-
emso aos seus dainiiados projeclos!. hasaqui
n grande partido nacional; eisaqui a grande mato-
liada provincia que a si mesino selulga e se
eoiideuuia nesta grande causa; que denuncia de
um modo asssconvincente asuainsignificancia,
como partido poltico ; que para si niesmo con-
quista a loica de torpezas o uome de desordeno,
c anarclwa ao inesino tempo que faz vr toda
a sua importancia como faeco audaz, como
i'ici.io desordeira, eassassina! Que differenea
entre os homens da ordem e esse bando
de canbaes que se denomina partido
p'raieiro ou nacional ? Que ha de com-
inuiii entre nos e essa qiiadrilha de sal-
leadores ? Que ser de nos em filil de nossas
velas e i'a/.end.is, se esses desordeiros, por ne-
gligencia das autoridades, conquistaren] de no-
vo a influencia dos punhaes e dos cceles ,
que illes possuio em 1832?! Hoje que mais,
que nunca, esto tequiosos de sangue e diuhei-
in Hoje que a mor parte dilles j nao acha ein
suas algibeiras, neui um sreai proveniente dos
venturosos dios de seUmbro d IS,'ll ;! I Se dormir-
inos, se nossas autoridades dorniireni osomno
.la indolencia ai de nos ai da nossa bella pro-
vincia, que ser tratada por esses cambaes prai-
eiros a lodosos respeitos como um pas con-
quistado como urna cidade tomada de assal-
lo Atienda pois o Kxm. Sr. presidente, pa-
ra o estado melindroso de nossa chara patria ;
atienda para o vulcao, que prestes a faser a sua
incdoulia exploso nos Afogados,aiucaca ludo se-
pultar debaixo de suas lavas; e procure em quan-
to lie lempo salvar nos arrancar-nos s nulos
ensangueutadas de nossos crucis adversarios. A
causa j uno he cutre praieiros, ehonoriannot, be
sim entre os vadios, ociosos, l.ulies c assassiuos
e os homens industriosos, e amigos do trabalho,
honrados, e que tem que perder, os homens
ein fin, que por este ou aquelle lado tem al-
gn) interesse na ordem prosperidade e soce-
go de sua patria ; a causa he em siinuna entre a
pai e a desorden! entre a tranquilidade pu-
blica, eaanarcftt'a praira! J nao ha Kxm. Sr.,
quanto ao nosso ver, mu s momento a perder;
a nsubordinaco e a desobediencia propaga-
da e alentada por un partido inmoral e de-
sordeno tem penetrado at as ultimas planas
da nacao ; a plebe se inove essa multido de
proli tarios vagabundos peraltas c vadios ,
que em lodos os paites sao as ementes dade-
sordem se agita de urna mancha espantosa ;
mais un instante, Kxm.Sr.,e ludo ser perdido,
e sem remedio. Se V. Kxc. nao acudir anseu po-
vo, se nao procurar em lempo cortar o mal pe-
la i;i/. iuipor o silencio da le a uns homens
turbulentos e desordeiros s a Dos nos resta
recorrer Lance pois V. Kxc. as suas vistas pa-
t.rnacs sobre n estado desta povoacoatneacada
pela praia de ser levada 'escalada, e julgue-nos
a mis lodos com impaicialidade nteresa e
Justina, lembraiido-se que se um ou outro te-
me boje por sua vida, lodos estilo concordes no
temor de perderem os seus bens e fazendas ,
Inicios de seus suores c fadigas.
O Cariongo.
re quanto fr possivel para que elles nao li-
quem impunes.
Ao concluir o presente ofiicio son informado
de que um dos inspectores de quarteirao (leste
dislrcto joga tambem esse prohibido,c aladroa-
dojogo. Dos guarde a V. S. por muitos an-
uos. Recife, 20 de Marfo de 1845.lllin. Sr.
Manoel (amello Pessoa, subdelegado da fregue-
zia de S. JosLourenco Avellino de Albuquerque
Helio, promotor publico interino.
i V*.ll^rtl.-.W,3JI
I'UBI.ICACES A PEDIDO.
Illm. Sr.llavcndo um grande numero de in-
felixes matulos sidoroubados, cin diversas casas
na iiia das < iuco ponas, por nieio de um jogo
fraudulento, aquedonomino da fila, procure!
obter conlieciniento real da existencia desse jo-
t;o, e de qucni sao os jugadores, c ein resultado
das inloimanes a que proced pude saber que
em casa ilo pardo Joao Paulo,alhuate, c all mo-
rador se reunein um Joaquira Ensebio, Manoel
do Reg, e Francisco Aleindo, ijrie tem o ap-
p' Mido de gago, e que nao s nessa casa como
Papis velhos que por atlcnro ao Exin. Sr.
Marcellino de //rito deixaro de ser publicados
em julho prximo passado, logo que foi Hornea-
da para delegado do Limoeiro a pessoa a quein
se referen!.
Certifico que revendo o auto da devassa de
reperguntas, que faz incnco a petnlo supra ,
d'elia as f: 3 v. a f. 20 v. ate f. 23 v. achei o auto
da vistoria, depoimentos das testemenhas Joo
do llego /'arreto, e Manoel Vieira de Aiiioriin
( sob nmeros 2!) e 30), e bem assim o theor
da pronuncia e tudo he da forma e maneira
seguinle : Auto de vistoria, para o que abal-
lo se declara.-- Auno do nascimeuto de Nosso
enhor Jess Chrilto de 1820, aos 5 dias do mes
de julho do dito anuo sendo no bigarda Onja
termo do Limoeiro onde foi viudo o juiz pe-
dneo Jos Victorino de Vasconcellos, commigo
escrivo do sen cargo, adiante nomiado e as
testeinunhas Francisco Pe re ira Ordonho Joiio
Soares Correa c Jo:lo Pires da Silva tizemos
vistoria no sangue do fallecido Francisco Xa-
vier e Ihe acharaos bastante sangue na cama ,
no xo e em alguus paos ; tambem adiamos
tres cacetes de marmcleiro algum tanto linos ,
e perguntando as niesmas testeinunhas declara-
das quein havia feito aquelle delicio e ein
que dia e hora por ellas foi dito, que tinha sido
Manoel Barbosa da Silva, acoiupanhado de seu
mano Antonio harboza da Silva Jnior e mais
seis esclavos, pouco mais, ou menos as 11 ho-
ras para as 12 da noute e por sso nao se sou-
be do numero dos escravos e dzem veio
de caso pensado no dia 30 de malo prximo
passado, e peiguntando-se com que instrumen-
to o mala rao dissero as ditas testemunhas,
que tinha sido com um estoque que o san-
grrao ao p da goela dentro do ouvido no
cangote, e mais pancadas na cabeca e no rosto,
e depois de ludo islo o auiarrro ; assim como
tambem tomos a capella de Nossa Senbora da
Tapada aonde se achava sepultado o cadver do
dito Francisco Xavier com as testemunhas
( hrstovao Vieira e Malinas Gomes, cuja vis-
loria bem e fielmente allirmainos e damos t.
K para constar mandou o dito juiz pedneo la-
vrar este auto, ein que se assignou com as tes-
temunhas. Ku Jos Francisco ilc Mello escrivo
o escrevi. -- Jos Victorino de Vasconcellos cruz
de Francisco l'ercira Ordonho cria de Joo Soa-
res Correa cruz de Joo Peres da Siloa cruz
de Ckrislovdo Vieira cruz de Mnthias Gomes.
Est conforme ao original Joiio Gualberlo da
Silva e Albuquerque. Tcsuiauha. Joo do Re-
g //arreto solteiro morador no engenho
Canga do termo de Goianna vive d'agricul-
tura idade de 23 annos testemunha jura-
da aos sanios evaugelhos cin um livro d'elles,
ein que pz sua mo direita e prometteo dizer
verdade e perguntado pelo conteudo no auto
disse que tendo ido nos lins de maio do cor-
rente auno para a Villa de Siuibres aonde ha-
via morado com o destino de trazer a sua certi-
do de bauhos d'aquclla l'reguezia, ein cuja jor-
nada o acompanhou seu vislnho Manoel Vieira
de Araoriin, aconteceo, que chegando no lugar
da n.a do termo do Limoeiro Ihe morreo o ca-
vallo em que ia montado e por este motivo ahi
se demorn ein casa do fallecido Francisco Xa-
vier em < j 11.1111 > procurava outro cavado ou
outro lucio de realisar o objeco de sua viagciu,
c tambera porque fazia grande invern e logo
dous, ou tres dias depois veio para a inesma ca-
sa condusida pelo me sino Francisco Xavier e
por sua mulher urna moca de noine Petronila,
aqual para all maudava sua ini segundos
meamos dissero para casar com um sobrinho
do dito Francisco Xavier com quera eslava con-
tratada. E pelos uiesmos soube que esta mo-
na tinha sido deshonrada por um lilho do capi-
tao mor do Limoeiro chamado Manoel Barboza
da Silva, eque por disposino do niesmo capitao
mor se ajustara este casamento.
Outro sim, disse, que no inesuio dia, poucas
horas depois. chegou all o dito Manoel arbo-
za da Silva, atravessando da outra parte do rio,
e viudo do seu sitio do Chamba, montado ein
mu cavallo, armado deduas pistolas, e um esto-
que, e entrando na casa do dito Francisco Xa-
vier, bateo sobre elle duas vezes urna pistola, a
qual nao pegou logo por estar molhada, en ra-
ro da passagem do rio, que eslava cheio, e ter
cabido o cavallo dentro d'agoa; e tambem Ihe
correo duas estocadas, una no pcito esquerdo
e outra na barriga, do niesmo lado, com as quacs
o ferio levemente ; e depois, tomando a mona
na anca do cavallo, parti com ella para a ou-
tra banda do rio, e dcixando-a l, voltou outra
vez para matar Francisco Xavier, e uo o adian-
do, se retirou ; e sendo, pouco mais ou menos,
quatro horas da tarde, tornou outra vez na mes-
illa intcncao, c o adiando, correo a elle com
una pistola armada, em cuja oecasio, chegan-
do elle testemunha se metteo no meio e desviou
a pistola, evitando que Ihe fizesse pontana ; as-
sim como na prineira vez que veio buscar a
mona, tambem elle testemunha foi quein aco-
Silva nao realisasse logo o seu intento.
E outro sim, disse, que na noute seguinte so-
bre a madrugada, pouco antes de nascer a la,
lora elle testeinunha acordado pelos gritos da
mulher do fallecido que dizia = Aqui d'el-rei,
que Manoel barbota da Silva matn meu inari-
em outras umitas, inclusive a de um Canuto de ,,
des constituida:,; os sitios l'iraiiyae .. isiol lal fazein emcommuuiesses roubos, segundo o do c acudindo camainha onde elles dor-
transformados em grandes arsenaes de guerra, J que a respeito me coinmunicoroo mesmo Joo j miao, e tendo a mulher acendido luz vio o falle-
cido em sua cama, todo ensanguentado, con
una estocada na sangra do pescono, outra no
ouvido, ambas da parte esquerda, e a cabena
partida, tendo tainbem os bracos amallados
com una corda; j nofallava, c veio a niorrer
ao romper da maulia ; c aida distingui vul-
tos que se io retirando, e igualmente observou
que o dito Manad barbota da Silva entrara pela
porta da costana, que he aborta, eque aos ps
da cama do fallecido se achou um lenco_dc seda
piulado de amarello, oque lodos dissero quan-
los alli entrarlo que pertencia a Manoel barbo-
za, e tambem se achou una caixa de tabaco de
um negro que o acompanhou, e tambem obser-
vou ter a mulher do niorto levado una grande
pancada em um brano, a qual, disse ella, lhc
havia dado Manoel Barboza, quando ella acudi
e quiz acudir seu marido, ao.pc do qual cstava
deitada na inesma cama.
E outro sim, disse, que em todas as vezes que
Manoel Barboza alli veio de da ningueni se
achava ein casa inais do que elle testemunha, o
dito fallecido e a mulher, como tem deposlo,
porque o seu companheiro Manoel Vieira, cora
um lilho do fallecido tinhao sabido logo de ma-
nha cedo para um gervico, c lavouras do de-
functo, eque Manoel Barboza viera s nas duas
vezes, e nicamente se acompanhou de un ne-
gro na segunda vez ; e quando foi de noute, o
seu companheiro, e o dito lilho do fallecido,
senlindo a casa cercada, fugiro para o mato,
teniendo fossem presa de recruta.
E mais nao disse,e neni docostuine, elido, as-
signou com o dito ministro ; e eu, Joo Gual-
berlo da Silva e Albuquerque, escrivo da cor-
reiciOf o escrevi. Lcha. Joo do llego
Uarrelo, = Testemunha, Manoel Vieira do A-
inorim, sini-branco, casado, morador no en-
genho da Gueira da freguetiade Goianna, vi-
ve da agricultura, idade de 21 annos, tese-
iiiunha jurada aos santos evaugelhos cni um
livro delles, ein que poz a sua mo direita,
prometteo dizer verdade; e perguntado pelo
conteudo no auto, disse, que nos lins de maio
do correte anuo lora elle testemunha ac-
companhar em urna viagem, que fazia a Siui-
bres seu vislnho Joo do Reg Brrelo, e che-
gando ao lugar da Oncas dos Mouros, do termo
do Limoeiro, por cansar um cavallo do dito Joo
do Reg, que veio amarrar no dito lugar, se dc-
morro ahi alguus dias, c em um delles acon-
teceo, na madrugada, estando elle testemunha
ileii.ulu na sua rede, cni unacamariuha, jiegada
a outra em que dorma o dono da casa, porm
aberta, e coniniuincada urna com outra, por ser
una casa pobre c destapada, ser elle testemu-
nha acordado por urna voz que dizia amarra
e logo coiiheceo ser Manoel Aarboza da Silva,
lilho do capito-mr do Limoeiro, ao qual res-
pondeo um negro = o homeiu est prompto = ,
e nesta oecasio j elle icsteiiiunha tinha fgido
para o malo, porque quando ouviodizer =aiuar-
ras= eiilendeo que seria alguma priso de re-
cruta, e tambem fugio com elle um lilho do de-
luncto chamado Manoel, e logo ouvr.'o uns gri-
tos da mulher do niorto, a qual bradava, de Ma-
noel /arboza da Silva Ihe haver niorto seu ma-
rido ; e vio tambem quando o matador sabio,
apesar de ser de noute, pela daridade da la, e
que io com elle alguus negros, quando se foi
retirando; c disse outro sim, por ouvir a seu
companheiro e mais outras pessoas soube, que
todo aquelle dia antecedente o dito Manoel Bar-
boza audou procurando a Francisco Xavier para
o matar por causa de sua mona chamada Petro-
nila, a qual o mesmo Barboza veio nessa nia-
iiha do dito dia antecedente buscal-a casa do
dito Francisco Xavier.
E mais nao disse, e nein do costuine, c lido o
seu juramento, assignou de cruz, com o minis-
tro ; eu, Joo Gualberlo da Silva e Albuquer-
que, escrivo da correico, o escrevi. licha
fru de Manoel Vieira de Amorim.
Pronuncia. f)brigo as testemunhas desta
devassa a priso e livramento contra Manoel
tfarboza da Silva, blanco, solteiro, c aos negros
escravos do capito-mr Antonio Barboza da
Iva, Jos, tongo; Joo, Angco ; e Vicente,
crioulo ; e nao obligo aos dcniais pronunciados
na primeira devassa. Remetta-se o primeiro
reo, que se acha preso, com as culpas, relaco
do districto ; c se proceda contra os mais depois
de latinados todos no rol de culpados. Lcha.
O Sr. II. do Limoeiro assignaute do coininu-
uicado do D.-novo de 7 de fevereiro eudcozador
do delegado Sr. coronel Manoel //arboza da Sil-
va, com os seus diguos subdelegados tenha a
bondad.- de comparar esta crnica do panegy-
rico do seu elogiado, com a do finado subdele-
gado Miguel Joaquin que disse Snic. tantos
anuos tinha de vida (punas mortes! Declare
tambem, se foi porque Smc. o seutenciou a ser
ferido com o iiiesmu ferro como disse, que o
temivel faccuora Luiz Ciraco inspector predi-
lecto do Sr.subdelegado Joo Ribeiro, no quar-
teirao de Laga funda e eleitor do Sr. //arbo-
za na l'reguezia do Limoeiro apesar de inorar na
de Boin-jardini o esperou com um cabra o
faccinora Joo Vcrnielho ; e foi assassnado o
infeliz sendo assim executado por essa can-
bal coininissao militar pelas II horas do dia 10
de maio de 1843, per lo da casa do cidado Jos
Vicente que se mudou da comarca para n
ter igual destino se nao sepultassc este segreo
do. Essa commisso canbal em quanto nao
succedeo a delegaca actual dos reos de polica,
esteve honiisiada na casa doSr. Ilcuiique Pe-
reira de Lucena, a cujo panegjrico, e de outros
paladinos da uiesina polica logo ajuularei a
publicado de mais papis velhos da mui hon-
rada chronica dos bacamartistas de que multa
gente est ameacada de ser victima no Limoei-
ro como fro os infelizcs Jos //arboza Ca-
mello das Tres Lagas e seu lio Ignacio /ar-
boza assassinados na espera no nieio de um fes-
tini ; Joo Rodrigues Honorato accintciucntc
assassinado no nieio da villa do Limoeiro, Jos
Baptista Ordonho pacificamente assassinado na
sua casa com vinle e tantos tiros, Francisco Xa-
vier Bocea, sangrado como poico itc. &c. S<4.,*
como se ver do documento cima ; cuja de-
vassa de triiita testeinunhas tirada pelo Sr.
ouvidor licha, foi sentenciada pela relaco de
Pernambuco com a pena de degredo para o
Rio Negro, como ha documentos por certidao
que existe : este degredo custou ao pai do asi


o P.-novo era manchar as cinzas d'essa victima
da perversa cohorte de malvados os quaes to-
dos ir dcsinascaraudo cun provas ao publico
0 matulo do Imb.
ANDA O BAILE MASCAR ADO.
Decidio-sc finalmente o mascarada, por si ou
por alguein, a reapparecer cm serna, mas em I
Entre os dias mimosos para os Riograndenses !ve* (le ^ingir-se a questao como Ihc cumpria s
dacidade do Natal, Coi unidos primeiros o dia ll-at,u '\c a''palhal-a eni urna longa lamenta-j
15 de marco torrente, em que riles tivero a I ?ao Jc!]e,mas> escripia em estyllo gygante c
estyllo anao, con choradeira, e colera, em lin-
goa propria e lingoa barbara, Ha qual tratou-
1
que riles tivero
ventura de rcgozijar-se pelo feliz nascimento do
Principe Imperial, primognito lilho do nosso
adorado uonarcha, e garante da consolidayo
do throno e do systeina constitucional, que fe-
lizmente rege o Brasil. Apezar do estado infe-
liz e desolado em que se acha a provincia, c de
envolta toin esse estado, constar a veracidade
do bito do nosso planteado amigo, o Sr. sena-
dor unen a, que veio tracer saudades a todos os
coraces verdadeiranietite amigos da sua patria,
e que por isso nao pdem por em olvido os be-
uertcios que aquel le respeilavel ancio fez, e
continuarla a fazer a esta infeliz provincia; ape-
sar disso tudo, digo, o povo e a incihor porco
da gente grada da capital vio coin satisfaco e
jubilo raiar o dia 15, em que todos juntos dis-
scru-se uns aos outros : Parabcns, j possui-
inos mu precioso penhor de ventura, um lilho
do segundo Imperador constitucional do Brasil,
o neto do grande fundador do imperio : confiiu-
do-se os inimigos do throno e das instituales
constitucionaes.
O batalho de guardas nacionaes da capital,
avisado apenas as 5 horas da tarde do dia 14,
cheio de enthusiasmo e de bro se apresenta em
campo a fazer niais bello o dia 15, e, gracas a
actividadede seu distinctu commandante, o Sr.
tenente-coronel Jos Lourcnco de Aducida, ao
digno inajor, o Sr Joaquim ierre ira Nobrc Pe-
linca, e aos habis e distinclos olliciaes do nies-
ino batalho, urna pequea brigada, coinposla
de duzentas e tantas pracas da guarda nacional
do dito batalho, einque inarchro vinte oHi-
ciaes, e daartilharia era que inarchro 48 pa-
cas e dousolliciaes de primeira linha, he eoin-
mandada pelo dito Sr. tenente-coronel.
Pelas 10 horas da nianhaa as pessoas de pri-
uieiraordem da capital, acamara municipal e
as autoridades, em cujo numero o Exin. Sr. pre-
sidente da provincia, assistiro ao solemne Tc-
teutn caniado em ac^esde gra9a pelo feliz nas-
cimento de S. A. Imperial, o augusto herdeiro
do throno do imperio, depois do qual Ionio da-
das coin regularidade e ordem tres descargas de
mosquetaria, precedidas pelas de artilharia.
Concluido o Tc-Ueum o Exiii. presidente por
ta da igreja matriz, depois de dar vivas, que fo-
ro enthusiasticaniente respondidos pela tropa
e povo grupado na piara da matriz, recebeo as
honras da tropa em continencia, desfilando a
brigada depois para quarleis. Durante os vivas
que foro a S. M. o Imperador, a S. M. a Iin-
peratriz.ao Augusto Principe Imperial e a Cons-
tituico, tal era o enthusiasmo da guarda nacio-
nal e do povo, que cada pessoa quera poilia
.apresentar malor jubilo; como que cada um
(pieria em seu coraco dar mu viva aos verda-
deiros amigos da libordade, do throno, das ins-
tituices do imperio e da sua felieidade; parece
que um prazer sobrenatural, que parta do in-
timo do peito Ihes resumbrava nos olhos e nos
labios. Km todo este aclo o povo, esqiiecendo-sc
por ento da calamidadegeral, e dos seus sof-
frimentos passados, de todos se pagou por um
.momento de embriaguez de satisfaco.
Depois da marcha a orlicialidade da guarda
nacional, Ib i congratular a S. Exc. o Sr. presi-
dente, que, tocado da demonelracSo geral de
prazer que devisara, os recebeo coin distineco,
e coin niostras de alegra A iioute que foi se-
rena e coroada por una la clara, que pareca
i un In im sentir e applaudir-se coin o povo no
contentaiiieuto geral, e que quera contrastar
em brhanlisino coin a illuininaco dacidade,
a oflicialidade em corpo, lornou a honrar a S.
Exc, ea ser por elle honrado ein palacio, c
d'alli, depois deservido o cha e de entoar-se um
hyuno, coinpostonaquella tarde, ao nascimen-
to do Principe Imperial, sahio pelas ras reuni-
da com as pessoas que alli se ajuntro a en loar
o mesmo hynino e a dar vivas ao Imperador
Constitucional, dynastia imperial, indepen-
dencia, etc., voltando outra vez a palacio pelas
10 para 11 horas, onde foi de novo receida por
S. Exc. (que por seu estado de potica sade nao
sahra tamben), e que nesta occaso deo novas
niostras de contciilamcnto), de novo se repeti-
ro os vivas, e cantou-se ohymno constitucio-
nal brasiliense, depois do que todos se retir-
rao para suas casas.
Foi assiiu que se passou o dia 15 de mano na
cidade do Natal, onde a guarda nacional provou
quanto he obediente s ordens, quanto he zelo-
zadesi, e de seus develes, e pela sua proinpti-
do, deo inais Ulna prova inequvoca da sua aii-
tiga disciplina, e da aetividade e con llanca de
seus iiitii distinclos commaudantes, mostrando
tambeni quanto sabe presar o throno constitu-
cional, ao pe do qual se collocar sempre como
fiel defensora. E quanto nao seria applaudidu
tilo feliz successo ( o do nascimento deS. A. I.)
se a provincia prosperasse, como em outros an-
uos, mesmo se ella se achasse no estado ein que
a achou o actual presidente, e se os amigos do
Sr. senador, defunto, nao tivesseni rsse fatal
motivo de desprazer, qu! jamis to breve ser
arrel'ecdo ? Prasa ao co que o Principe Im-
perial, enrrespondendo a tantas e to sinceras
demonstrares de jubilo de um povo, que sein
ser considerado coin a attenco que merece, e
que, escapando sempre aos telescopios do go- j
verno geral, nein por isso um s momento vio
diminuir-se o seu leal amor ao throno, a cons- '
lituico e as institiiices juradas, ( sentiinentos '
nos de desleal e pouco cavalheiro, "dando t a
entender que nosso desejo era s deprimir c
desconceituar, seguramente porque ousmos
censural-o, como se coin tal tamuria podesse
apresentar liinpo seu prinieiro artigo : o que
suppomos conseguir quando alguem a forra de
lavagens tornar o preto branco.
Sentimos efleelivanicnte ter incorrido no de-
sagrado do contemporneo, mas como lie essa
a sortc dos que ergue a voz em favor da ver-
dade, ouvlrcmos coin paciencia seus gritos c
doestos; nao o imitaremos por que sein termos
ido Europa, avalianiosdevidamente o respeito
que se deve ao publico.
Abstemo-nos de tocar de novo nos trapos dos
niascarados, nao s porque veio a lume o nos-
so segundo artigo, e conseguinteinente acre-
ditamos bastante ventilada esta questao,e exhu-
beraiiteinente demonstrado que o mascando
laborou em grosseiro erro quando se julgou
coin habilitarles para designar o costme coin
que se disfarcavo os dez individuos, que cltou;
como porque he elle mesmo quein nos diz que
nao tein mel alguin de nos satisfacer; sem em-
bargo da declararlo que fez em toin de mestre,
de ter frequentado na Europa, (lalvcz aviste em
alguma caria geographira,) os theatros francezes,
italianos e portuguezes (pois nao parece) e con-
currido a muitos bailes de mascarados pblicos
e particulares.
He verdade que apoz mandou-nos consul-
tar una obra, que suppe ter sido iinpressa na
Welgica, sob o titulo de trajes, usse costumes dos
povos mas como nao se dignou dizer-nos em
a edico ouaindaa cidadeem que tal obra se im-
primi, nao sabemos onde ir procural-a, por
nao possuir-inos o dom de adevinhar; e o facto
dse callar estas circumstancias importa que,
o contemporneo anda dcsta vez foi apaninado
m flagrante; he una prova rrefragave de que
nao soube o que esereveo.
Finalmente, diz o mascarada que ein quanto i
desconcordancia que observamos foi certaniente
a mudanrade uni=a=eino=ou feita na typo-
grapbia, ou porque tinha na mente o substan-
tivo masculino, e coin elle concordou o adjecli-
vo, o rpie militas vezes acontece a bous autores,
deixando deo fazer coin o substantivo cscripto;
e, nein por isso se Ihes imputa erro.
Isto mostea evidentemente, que o mascarada
acredita que a concordancia do nonie com o
adjectivo, nao procede de regras, ou anda do
uso que gn-alnieiitc se ollia como le rcguln-
mentar das lngoas; que fingi ignorar que o
adjectivo, pie por si su nao tein genero nein
numero, adquire essas duas propriedades por
suajuneco aonoiue,e que o genero e o numero
do nonie he (pie faz o genero e o numero de ad-
jectivo, de que resulta a recua c.f.ral, que o ad-
jectivo deve concordar ein genero e em numero
coin o nonie a que se refere.
E se o contrario fura, porque se forrou o mas-
carado ao trabalho de citar algiiui professo na
materia que autorisasse o principio que incul-
eou .'! A resposta he obvia e perceptivel a todas
as iutelligencias, e por si mesmo nos dispensa
de ir inais longe; fariamos mesmo grave injuria
ao bom senso dos leitores se de outra sorte
procedessemos, se viessemos reprodusir aqui
eousas milito familiares, aquein ciirsou as aulas
de educarn primaria, a quein passou pelos 0-
Ihos os escripias de Horaes e Silva, Soares Bar-
boza, eCunhaPortug.il.
Terminamos aqui este nosso artigo, que j
vai bastante longo, conjurando ao contempo-
rneo para que assigne seus eommiinicados, j
que tanto Ihe ineoininoda o anonyniojdeoexein-
plo, que nos o imitaremos.
0 ARGOS.
mano Soares, cquipagem 17, carga lastro de
assucar e caf ; a Menes & Oliveira.
Palermo ; (Mi (lias, barca seiliauua .Inloiietfrt, de
315 toneladas, capitn Andr de Hartla, equ-
paselo 15 carga sal e aceite ; a N.O. liicbcr
Si ompanhia.
Santa Helleua ; 12 dias, brigue ingles Itrislish
h'eaii, de238toneladas, capitao John Sinclaei,
cquipagem 12, carga lastro ; ao capitao.
S. Miguel das Maguas; hiato brasileiro S. Anto-
nio Flr du llio mestre Thoinas Guedcs de
Umeida cquipagem (i carga (arinha de
mandioca ; a Manoel .los Goncalves Braga :
passagero, Antonio Lopes Vieira, Brasileiro.
Olisrrvaciio.
0 brigue ingle/, tuna, sahio no dia (25) c fun-
deou no iameirao.
EDITA ES.
Miguel Arehanjo Montura de Andrade, oficial da
imperial ordem da Rosa, cavalleho da dt Chriito,
e inspector da alfand-ga de i'eritumhiiro, por S.
Al. 1. o Sr. D. Pedro II, que Dos guarde, &c.
Faz saber que no dia 28 do correte ao meio
dia, c na porta da alfaudega, se bao de arrema-
tar CeUtO e oitenta corles de vestidos do chal,
no valor de 1:260/000, impugnados pelo ama-
nuense Ooncalo .los' da < osla e Si Jnior, no
despacho por factura de I-', G. Luttkin, sendo
dita arreraatacao sugeita ao pagamento dos di-
r i tos.
Alfaudega, 2(i de marro de 1 S.". Miguel Ar-
ehanjo Monteiro de Andrade.
de; recebe cscravos a fete c passageiros: os
pretendentes dirijo-se a ra da Cadeia do Ue-
cife arinazein n. 12, ou ao capito Manoel Josi'-
de Wevedo Santos. (li
LE1LA0
1 Sabbado 29 do corrente marco pelas Mi
horas da inanha, se far leilo do navio Novit
Aurora, e seus perlences, no estado em que so
achilo, apagar em letras a largos prazos: os
pretendentes pdem dirigir-sc ao Forte do lat-
ios, prensa do Sr. Lobo. (t
i m pi
Avisos diversos.
COMMERCIO.
ALFAIN'DEG A.
Rendiinento do dia 26......2:512/521
Descarrego hoje 27.
farvaMary Q. ofScots inercadorias.
tarcaIr tbatalho.
IMPORTACO.
lrl barca inglesa vinda de Terra Nova, en-
trada no corrente mes; a consiuaco de La-
t lllm.Sr. inspector interino da lliesourariadas
rendas provinciaes, eiiicuinpriinento d'ollieio do
Exiu.Sr. presidente da provincia de 12 do corrente,
manda la/.er publico, que no dia 25 de abril pr-
ximo viiidoiiio, ao uni dia, se ui remataran, pe-
lante a inesma thesoiiraria, as obras comple-
mentares da cadeia da villa do IIrejo, oreadas
na qiiautia de 5:802/125 rs., sob as clausulas cs-
peciaes abaixo transcriptas.
Os licitantes, devidainenle habilitados, deve-
ro comparecer no dia, hora e lugar indicados,
com as propostas, na frma do regulamcnto de
1 de julho de 1843.
Secretaria da lliesoiirai i.i das nudas jirovin-
ciaes dePemainbilCO, I8de mareo de 1845. se-
cretario, Luis da Cusa l'orlocarreiro,
OBS COMPLEMENTARES ln CADEIA Di VILLA
no uiir.jb.
Clausulas espritu* da ancnuitniao.
Arl. 1. As obras coinplcincnisrcs da cadeia da
villa do Itrejo lai-se-bao conforme ao oiiaineulo
e plano approvados pelo Bxui. Sr. presideute, era
8 de mareo de 1845, e pelo |ireeo de cinco eolitos
oilocentos e sessenta e dous mil cento e vinte-
cinco it'is (5:862/1125).
Art. 2. As obras priiielnarfi no prazo de dous
meses, e sero concluidas no de do/e me/es,
ambos contados cm coul'ormidade do arl. 10 do
regulamcnto das arreuiatacdes.
Art. 3. O pagamento far-se-ba conforme ao
art. 15 do precitado regulaiuento, sendo de 12
meses o prazo la responsabilidade.
Art. 4 Para todo o inaisquc nao est determi-
nado as presentes clausulas especiaes, seguir-
so-ha iutei ranente o quedispde o precitado regu-
lainento de 11 ilejullio de 1843.
l!c|iari("o das obras publicas, 10 de mareo de
1845. eugenheiro ein chele Yuiilliicr.
Approvo, Palacio de i'ci uanihiico, 12 de mar-
co de 1845. Almeida. (41
I) R C L A R A C \ O
0particular do batalho provisorio de linha
da provincia do (.cara, Manoel Lus dos Santos.
que se acha nesta provincia com licenca, apre-
senle-se ueste q liarte I general (i llanto antes, a
objeeto do servido.
Quartel general na cidade do Reclfe, 20" de
iiiareo de IS45.
^-S3--:< -: ^s t>&&t*ammvmmQ
ili.iiii & llibbert, manifestou o segrate
2,810 barricas com 2,810 quiutaes di
Iho ; aos consignatarios.
baca-
MO VlMEiNTO DO POItTO.
Navios entrados no dia 25.
Mar Pacifico, tendosaludo de Edgartown, ha 18
metes, galera americana Delphe, de 338 tone-
ladas capito Charles West, equipagcm30,
carga azeite de peixe ; ao capito.
Unas de Sandwich ; 125 dias brigue america-
no Globe de 240 toneladas capito I. S. Doa-
ve, cquipagem 13, carga azeite e ossos ; ao
capitao.
Navios sahidos no mesmo dia.
que o caracteriso e que eoustituein a sua uni- Cabo de Boa Ksperanca ; barca ingleza Cathari-
ca gloria}, 1'ae.a um da a ventura do imperio que
vio nascer, e nao se esqueca desla provincia
ii#, tendo de sobe jo bros e dedlcacffo ao bein
do estado, precisa da animacSo de um governo,
que ouca seus lamentos eque a proteja como
pai, emlim de um goveruo verdadeirameulc
constitucional e patritico, e das benficas in-
lluencias de um nionarcha todo graude. Dos
mi capito Alexandre Arown carga as-
sucar.
Haba ; barca ingleza James Sltcart, capillo I.
Land carga a inesma que trouxe de Terra
Nova.
Navio entrados no dia 2.
Rio de Janeiro; 27 dias, patacho poituguez Oli-
veira, de 215 toneladas, capito Antonio Ger-
Companhin Sl.il ana
THE\THO I -lili .-Dli A M a'I'ICO.
Grande e variado espectculo hoje 27 do
com ule.
Depois de nina cscolhida sj mphonia su-
bir;! secna a 1 ;' reprcMiilaeii da linda e
engracada opera .f Estalagem da Posta.
Msica do celebre maestro i arlos Coccia. a
Fiudar o divi rliimnlo com o 1."acto
da opera // llarbiro de Seviglia a pe-
dido de rauitas pessoas.
N. H. Para nao fazer limito comp ido o
espectculo este acto liml.u.i na occaslo
dodueto unqe ioson.... entre Figaroe
Rosina.
Os folhetosda opea -- Esta ngniida 'os-
la traducida era portugus, vendem-se r.
a 200 rs. cada mu na ra do Qucmado '_
numero II hija de Castro & Corapa-
nhia, na rita larga do Hozarlo numero .'(0,
I." andar e no deposito dos bilhetcs, no
theatro.
Precos di entrada.
(.adeiras di-galera l," ordem para
honiens. 2/0O
Ditas de 2." e 3." ordem para fa-
milias. 2/000
JNIhetesde platea. i/oon
Vendem-se bilhetes no theatro do pateo .;
do Colbgio. ^
k.' tm Mr m>> s^> ag9&m&v:- >& "
13
|
AVISOS M A It I TIMOS.
I Para as Ibas de S. Mipnel eTercelro opa-
tacho portuguez Oliveira, de superior marcha,
forrndo eencavilhado de cobre, capitao Antonio
Gerinfino Soares, pretend' seguir cm poneos
dias: quera nellequicer carregar, ou ir di' pas-
sagem, para o que lera xcellentes commodos,
dirija-se aos si os consignatarios Mendes ac Oli-
veira na i na di Crui II. ". 8
i Para o Rio Grande do Sul segu viagein
coin brevidade o brigue brasileiro Dosle uar- j vera o seu nonie por extenso.
Convencido de que S. Exc. o Sr. presiden-
te esta persuadido nao existir na provincia guar-
da nacional destacada, vencendo sold do esta-
do, cu, para convencer ao iiiesmo Exin. Sr.,
e o inteirar daqullo de (pie nao tein elle lima
noticia per feita, sem duvida por causa dos
seus muitos afazeres, certifico que na comar-
ca do Linioeiro ha um destacamento de guar-
da nacional, COIIipostO de 25 liouieus, vencen-
do sold em virtude da nova tabella: c o
que mas admira he ser este pequeo destaca-
mento commaiiddo por mu capitao e um pri-
nieiro sargento, contra todas as lei e costumes
militares, toruando-sc por Isso inais gravosa a
despeca feita com o tal destacamento. Coin a
pnhlicaeao destas linh.is inuito obrigar ao seu
constante leitorl'm dos guardas do destacamento.
Tendo cu. abaixo assignado, dada urna pro-
curacao ao Sr. Frcderico Chaves para me vender
una esclava, acontece (pie a mencionada escra-
va evadio-se da casa do dito Sr. Chaves, pelo
que se pede s autoridades policiaes, ou capi-
tes de campo, que a prendao e conduzo seu
senhor em Santo Amaro, na entrada da estrada
que vai para Heleni, sitio de J. II. C. Tresse, que
sero recompensados. Os signaes de dita preta
sao os segiiiiilcs : de nonie Flora, uaco costa,
bein conhecida ncsia praca por vender frtelas e
ser milito bariilheula entre as outras, altura re-
gular, nariz chato, cara talliada, beicos grossos,
denles saos, olhos grandes, tein os dedos mini-
uios de ambos os ps ein cima uns dos outros,
(ue bein fcil he conhecel-a por este signal;
fgida no da 5 de feverero leste anuo, coin
saia de chita ioux.i, cabeco de algodozinho e
panno da costa j usado ; consta andar pelo
mato perto desla praca, vendendo fructas c ver-
duras. Tresse.
O abaixo assignado declara ao publico que
lienhuili motivo ha para pie o honrado nego-
ciante Leopoldo Jos da Costa Araujo deixe de
pagar no veiicimento urna ou inais letras saca-
das pelo honrado negociante u. favor, ou or-
dem do anniiiicianie ; pmquanto nao ihc consta
que em poder daquelle exista letra ou titulo ein
que se constitu seu credor, e quando exstisse
(o (jue nega!, jamis os possuidores, nein mes-
mo as ditas letras esto sugeitas aqualquer em-
barazo que, por pretexto; o honrado negociante
procure para as nao pagar no veneiincnto.' desde
ja assegura o auniinciante que, se o honrado ne-
gociante levar a cll'eito o que declarou, os pos-
suidores das ditas letras lico coin 0 direilo sal-
vo de tcntarem, pelos lucios judiciacs, a cobran-
ca. =Jost liaplista da Fonseca Jnior.
I--0 abaixo assignado, mestre barbeiro, mo-
rador no beeco do Campello, faz sciente ao res-
peilavel publico, que foi roubado na noute de
13para 14 do corrente, levando-lheos ladres
22 pecas de 7S00 rs. (moeda forte), ,390/000 rs.
em cdulas, penhores de orno, (|iic tinha em
seu poder, os quacs consistifio em un sabone-
lee trauselilll de ouro, brincos de biilhantes,
aum loes, alliuetes de peito, colares, cordes,
cruces; roga-se as pessoas a quein for otlrcci-
do algiini oestes objectos de os apprchcudcrem,
que sero generosamente recompensadas. Dous
ilos ladres ja se achao na cadeia, faltando um
para ser preso, o qual se achanta Ricardo Jos
Hibciro, he Portuguez, bein conhecidn nesta
cidade, ha pouco ion bou um Fraucez, he bai-
mi, un pouco picado de bcehiga, grosso do
corpo, pescoeo curto, o qucixo inferior deita-
do para lora, foi visto embarcar a una hora
da noute na praia do Collegio, e dizeiu ter ido
para o norte, para Pitimin; roga-se as autori-
dades civis e militares o favor de o capturaren!,
c outra qualquerpessoa, que o prender, ouder
noticia dellc recbela boas alviearas.
Valenlim Jos Cnrreia. (25
1Pedro Deserra Pe eir de Araujo Heltro,
tendo comprado a prasos ao Sr. Antonio Pedro
de 0arros cavalcanti o engenho Bento-velbo
na comarca da Victoria, passou-lhe lettras das
pa staeiies vciicci -se; mas, saliendo depois
que o dito engenho est hypothecado em tres
eolitos e lautos mil ris ao Sr. Jos Plulippe de
Sousa, por Ihehaver o mesmo hrpothecante a-
presenlado a hjpothcca, sem que o vendedor
Ih'o declarasse ; 6 saliendo inais que o dito
vendedor procura rebater suas lcltras ou tras-
passal-as por compra de outro engenho; de-
clara ao publico que essas lettras segundo o ex-
poslo estao sujeitas OU subordinadas a ditahy-
potheca, eque por isso uinguein as rebata ou
acceite. pois (pie o anniinciaiile est ilisposlo a
nao p.igal-as em quanto o vendedor, Sr. Anto-
nio Pedro nao pagar essa divida ao seu credor,
ou remover a hypotheca para outro predio,dei-
xando livre de qualquer ouus o engcnlio liento-
velho, que como tal foi vendido ao aiiuunciante,
como consta da escriplura respectiva. (22
ISimo Antonio Goncalves retira-se para
fina do imperio. (2
1 Alnga-se o segundo andar de um sobra-
do da na estreita do Bozario.por preco coinino-
do ; a tratar na ra do Mogurira n. 27. (3
SOt IEDADE THEATRAL TUALIENSE.
O primeiro secretario faz certoaosSrs. socios
que o conseibo administrativo tein marcado os
dias de (piarlas leiras, pelas 7 horas da tarde,
para suas sesses ordinarias, na casa da socie-
d.ide.
Jos Marcelliuo da Costa embarca
Rio de Janeiro a sua esclava : (instaura.
O Sr. t. I!. P, M. tenha a bondade de pagar
na ra da Cruz o que nao ignora, do contrario
para o


r
Pergunta-se ao inspector de Bengalas,
Joan Boaventura da Silva Ramos se a polica
dos maritafedes manda obngar cum laceas de
ponas aos cidadaos assignarem lettrM, como I
elle,ha poaco fez,com o Padre Joo Machado de a
Medeiros que o loi esperar ern Pirauhira e o
e o obrigou assignar urna letlra de 20/ rs. por
Ihantcs, que cada anuo suecumbe molestias ,
que, se fsseiu tratadas simplesmente, serio
aiuda vivos! entre nos estas molestias sao geral-
mente a thysica cacharros indigesto dis-
pepsia apoplexia, febres de toda a especie ,
n como intermitientes, bilis escarlatina ,
gotta molestia de ligado pleuresi, inlam-
ma< oes paralisia, hvdropcsia, bixigas, sarain-
elle inventada; cujo Padre com modo da faeca jpo,'lombrigas, dyseteria, erysipelas iucl.as-
Seponta a as'signou s sor. inspector faquis- sosde^eperna,, hemorrhofilM, fo aamo-
ta, com a sua resposta muito lera que d.zer o M|li,as (,,.itas IIlolcstias sao radicalmente cu-
seu companheiro. Ipecauuanha dusoculos.
Pergunta-se ao inspector de Bengalas Joao
Boaventurada Silva Hamos, se he certo ter el-
le lugido daquelle lugar para a villa do Li-
moeiro por causa de ter mandado dar tiros
em um individuo que com medo corria para
nao ser preso para recruta; de cujos tiros est
o infeliz a inorte. O immigo iot bebados.
__ Pergunta-seao multo digno Capitn Com
mandante do destacamento da villa do Limoei
ro Jos Rufino Pessoa de Lacerda se a nova
tabella tambem manda que elle com o seu
compadre primeiro sargento Pedro Alfaiate ,
negociem com os sidos dos pobres guardas na-
cionaes destacados sob o seu commando. O
Beato da Hirauhira.
Pergunta-se ao lente e Commandinle
interino da primeira companhia do primeiro
batalho de guardas nacionaes do Limoeiro ,
Antonio Jorge Pessoa do Lacerda se o Major
Command.inte interino do mesmo batalho he
a nao o competente para dar licencas aos
guardas do batalho d seu interino comman-
do e seos commandantesdas companhias es
to autorisadns pura romperem as licencas e
obrigaroin aos guardas licenciados a azerem
servico e at mesmo pr?ndel-os quando elles
clamo por suas licencas Pergunta-se igual-
mente se a lei da guarda nacional manda que
os mesmos commandantes das companhias in-
sulten) publicamente ao Major do mesmo ba-
talho n-' acougue, em dia de feira, e nos mu-
cambos das negras de tabuleiros Isto pode,
que Ihe responda quem anda nao so esqueceo
daquelle tempo que nos dias de feira era me-
nino cambado da comadre Calharina. Ven-
dedor de tripas.
__O preto e negrinha que apparecero no
engenho S. Rita da freguesia de S. Lourenco da
Malta annunciados no Diario a. 58, de 12
do corrente ja foro entregues a seu senhor
Francisco do Reg.
__ Aluga-se a casa n. 10, da ra da Alegra,
comduas saTas, 4 camarinhas, cosinha fra ,
quintal e cacimba pelo preco de 10# rs. men-
saes ; a tratar na venda da esquina da ra do
Arago n. 43.
__D-se dinheiro a juros com penhores de
ouro, ou prata, mesmo em pequeas quanlias,
na ra da Piala n. 22.
__ Aluga-se um segundo andar de sobrado
com commodos para familia na ra Nova n.
5; a tratar na loja do mesmo sobrado.
__ OITerece-so urna mulher para ama de urna
casa de pouca familia ou de bomem solteiro ,
sendo para o servico interior, ed fiador a sua
conducta ; quem a precisar, dirija-se a ra Di-
reita casa n. 57.
__ Um moco Bracileiro da melhor conducta,
educaco, e com habilitaco, se olferece para
caixelro de tscriptorio ou cobranzas; presta-
r fiador ; na roa Direita sobrado n. 32.
__ Na noute de 15 do corrente na casa da
sociedade Philo-Dramtica, na occasio em
que se cantava o himno nacional, cabio da ga-
lera do lado esquerdo, um par de brincos de
tilagra, o qual eslava embrulhadoem um pe-
daco do papel ; roga-se a pessoa, que o achou,
de o entregar na ra das Trincheiras n. 36, que
receber o ach do.
1_ o secretario actual da irmandade do
Glorioso Patriarcha S. Jos d'Agona, eresta no
Hospicio de N. S da Penba,avisa aos irmos da
mesma em geral, que no domingo, 30 do
corrente ha reunan de mesa, a fim de se fa-
zer eleico da nova mesa regedora que te ai de
servir no luturo armo de I846 e por isso o
mesmo espera o comparecimento de todos no
mesmo Hospicio pelas (J horas da manha. i7
1 l.uiz Paulino vai fazer urna viagem a
Europa, coro sua lamilla. (2
1 Nicolao liellonje vai a Eoropa, com sua
familia. (-
1 Antonio Jos Teieira vai a Portugal.
I__ A olaria que oi de Francisco Jos Al-
ves Gama, sita na ra do Cotovello esta tra-
balhando ; o seu material he bem eito e ven-
de-se por mal rasoavel preco. (4
1__ p, N. Colaco pretende abrir em o dia 31
do corrente, no bairro de S. Antonio, um curso
de Geometria, e outro de Inglez ; as pessoas,
que quizerem frequentar qualquer destas au-
las entendo-se com o anuunciante em a
ra da S. Cruz, na Boa-vista n. 38. 6
1__ Manoel Percira Guimares Jnior reti-
ra-se pura o Rio de Janeiro. (2
1 UsSrs. Manoel Jos Machado Guima-
res e los Antonio Pinheiro teem cartas em
casa de Manoel Jos Machado Malbeiros, na
ra da Madre de Dos n. 5, primeiro andar. 4
1 Um l prelo loi perdido, ou furtado, na
direceo de Fra-dc-portas, eslava embriba-
do em um lenco branco de salpicos ; quem o
achou querendo restuir, ser bem recompen-
sado na ra de Agoas-verdes n. 21. (5
1_ Do-se 600/ rs. a premio de dous por
cento ao mez, sobre penhores de ouro ou pra-
ta na ra estreita do Rosario n. 16. (3
MUITO IMPORTANTE PARA O POYO DE PER-
radas e todas alliviaias com aquella celebre me
decina popular do I)r. Snell e as pilulas vege
taes do Dr. Brandreth.
Recomnieiidamos a todos os doentes pois
nao requer resguardo alguin. Na Inglaterra e
nos Estados Cuidos estas pilulas teem sido o ni-
co remedio de umitas familias por longo tempo,
tirando sempre o desejado lim, rcstabelccendo
a sade.
Na corte e as provincias teem una extraccao
enorme C sao receitadas por muilos dos m-
dicos mais habis do Brasil.
Acaba de chegar una nova porco destas in-
valuaveis pipulas e adverte-se ao publico, que
as nicas verdadeiras pilulas vegetaes sao em-
brulliadas no seu reeeituario, Techado coin o sel-
lo eni lacre preto, dos nicos agentes para o
Brasil no Rio de Janeiro, e vende-se smente
em casa dos nicos agentes, ein Pernambuco ,
J. Kellri &U, na ra da Cruz n. 18,e paramaior
commodidade dos compradores, na ra daCa-
deia loja da viuva de Cuidoso Ayres, na ra No-
va, Guerra Silva &U." atierro da Boa-vista Sa-
ls & < haves ao preco de 1/M, cada caixinlia
de ambas as (jualidadis. (38
2 Aluga-se um sobrado de dous andares e
loja com quintal e cacimba, e ten estribara
para trez cavados, silo na ra da Scnzalla Ve-
Iha por detraz da ra da Cruz n. 3t; aluga-se
todo o predio ou cada una das suas partes :
quem o pretender dirija-se a ra do Queimado
n. 14, terceiro andar. (7
2Precisa-se de urna ama que tenha bom lei-
te : na ra nova n. 41 1." andar. (2
No armazetn de assucar de
F. E. A lves Vianna, na ra da
Sanzala velha n.i io, ha sempre de-
posito de bons assucares linos,pro-
pnos para exportacao, e por precos
ra/oaveis ^9
LOTERA DA MATRIZ DA BOA-VISTA.
O thesoureiro paga os bilhetes premiados da
quarta e ultima parte da segunda nova lotera,
nos dias 27, 28 e 29 do corrente das 9 hora;
da manha ate ao meio dia, no seu esenptorio
da ra da Alfandega Velha n. 13 0
2 Jos dos Santos Hespanhol, retira-se
para o Rio de Janeiro. 2
2 rrecisa-se de um caixeiro Portuguez de
12 a 16 annos que d fiador a sua conducta ;
na ra Direita n. 58. (3
2 Joo P. Etfe retira-se para Inglaterra.
2 Aluga-se um segundo andar com bas-
tantes commodos para grande familia e bem
fresco com excellenle vista de mar, na ra da
Praia do Ra gel n. 43; a tratar no mesmo so-
brado. |5
2 Aluga-se toda a casa de dous andares e
lujas da ra do Arago n. 12, com quintal, ca-
cimba de boa agoa e cochoira no fundo do
quintal, com sabida para a ra do Tambi ,
com commodos para 3 ou 4 carros ; a fallar na
botica immediata, que se dir com quem devem
tratar. (7
2 Manoel Jos Marllns retira-se para Por-
tugal a tratar de sua saude. (2
2 Pord-o-se urna bengala da India com
cabo de marlim em que est gravada o seguin-
te ra aa Cadeia D. 39 ; quem a acbar ,
querendo entregar na ra da Cadeia Velha n.
50 ser bem recompensado (5
8 O abaixo assignado, meslre de ferreiro .
serralheiro, tem estabelecido sua olcina na ra
do Brum n. 21; as pessoas, que de seu presumo
se quizerem utilisar, dinjo-se a mesma ra ,
que se promette aproenptar com muda brevida-
de toda e qualquer obra com perfeico e por
preco rasoavel. Eduardo Walsh. ,"
LOTERA DE N. S. DO LIVRAMENTO.
4As rodas desta lotera ando iofallivel-
mente no dia 10 de Abril e os bilhetes acho-
-e a v. inla nos lugares j annunciados. (4
4Mr. Vignes, fabricante e afinador de pia-
nos tem a honra de participar ao respeitavel
publico desta cidade que mudou-se da ra da
Boa-vista u. 5 para a do Queimado n. 12 ,
primeiro andar onde continuar afinar e
concertar com perfeico os ditos pianos tor-
nando-oscomo novos depois de concertad-s ,
tendo elle os precisos objeclos para esse fim ,
nao s os aviamentos, como todas as ferramen-
tas dcste officio. (10
3 Manoel Dantas Acciole vai a Macei.
3Jos Soares d'Azevedo Lente de Lingoa
Franceza no Liceo, tem aberto em sua casa ,
ra do Rosario estreita n. 30, terceiro andar,
um Curso deRhelorica e outro de Geographia
c Historia. As pessoas que desejarem frequen-
tar urna ou outra destas aulas pdem dirigir-
se a indicada residencia, de manha al s 9
horas e de tarde a qualquer hora (8
3 Antonio de Cvale nti Llns vai a Ma-
cei a tratar negocio de sua casa, eleva o seu
escravo Martinbo. (3
1 Compro-seenectivamente para fra da
provincia escravos de i 3 a 20 annos endo
de bonitas figuras, pago-se bem ; na ra da
Cadeia de S.Antonio, sobrado de um andar de
varanda de peo n. 20. I5
Compra-se ainda que seja usada urna
oslante, em que se pe os autos par a se lerem
sobre a mesa ; na ra atrai dos Martyrios, so-
bradinho n. 4.
VENDAS.
C O M P R AS .
3 Compro-se eflectivamente para fra da
provincia mulatas, negras, e moleques de 12
NAMBUCO.
6He espantoso o numero dos nossos seme-
'20 annos pago se bem
de ferragens n. 10.
na ra Nova
loja
(4
I Coiitinua-fe a vender na loja de Mano-
el Jos Goncalve, na ra do Queimado n. 2 ,
cortes de vestidos de chita com 13 covados e
meio a 2/, 25tt'0 2400 rs. cada um. (4
1 Vende-ia um sitio na Capunga com
casa de taipa nona muito boa agoa de beber,
urna porco de ps de larangeiras muito doces,
e mais outras plantas ainda novas ; na ra da
Praia armasem n. 66. (*
I Vende-se panno de algodio da trra, pro-
prio para roupa de pretos ; vinbo da Madeira,
tinto e branco em ancoretas de 1 e 2 almudes,
e engarrafado, muscalel de Setubal, Aveotino,
Lavradio Carca vellos, tudo de superior qua-
lidade; em casa ne Mondes & Oliveira na
ra da Cruz n. 9. 7
1 Vendem-se nos Arrombados travs de
40 palmse torno, e palmo em quadro, de 36
palmos e couto e palmo em quadro de 3o,
32, e 33 palmos em quadro e palmo e coito ,
de 25 palmos e coito encbameis de 36 30 o
22 corremos e mos Iravessas de 30, caibros
de 25 o 30 estivas para atierro de 20, 2b e 30
palmos, e de 2 e meio e 3 e meio palmos de
grossura : o Sr. Joo Jacinto Pereira Cabral,
na ra largado Bosario estautorisadoa to-
mar qualquer incumbencia a este respailo. (8
1 Vendem-se gamelas grandes e pequeas
feitas na Babia superiores para banho a 1-
guidares de gmenos e lisos grandes e peque-
os tudo de bom gosto ; na ra de Apollo ,
venda n. 1, defronte das casas do Sr. Angelo
Francisco Carneiro ; na mesma se acba um p-
timo cosinbeiro branco, filho da Europa para
bordo de embarcaco ou casa de pasto, faz
doces de varias qualidades. (S
1 Vende-se um sitio na estrada de S. Ama-
ro para Belem com muito boa casa para gran-
de familia com bastantes arvoredos de fruto ,
trras para plantaces e pasto sufuciente para
ter 6 vaccas de leite ; a tratar na mesma es-
tiada passando u ponte no primeiro sitio, ou
na ruadoRangel, loja delouca o. 17. (7
1Vendem-se dous diccionarios, um Mag-
num Lexicn e outro portuguez elatino, urna
Selecta, urna fbula um Salustio um Cor-
nelia 3 tomos de Virgilio e mais um segun-
do dito um de Ovidio urna lgica urna ar-
te latina um elemento de dita um banheiro
de amarrello com ps de roda, ainda novo, urna
duzia de estacas de imberiba proprias para
caes com puntas j feitas ; na ra do Rangel
n. 17 ; na mesma casa compra-se urna cadeira
pequea em bom uso, para menina de es-
cola. (10
1Vende-se urna preta moca de bonita fi-
gura sabe fazer renda, lava ae sabo e bar-
jella cosinha bem, e engomma alguma couaa;
na ra da Cadeia Velha n. 30. .4
Charutos llega.ia.
Na ra da Cadeia do Recite n. 46, ba sempre
um grande e espleudido sortimento destes afa-
mados charutos, viudos no ultime vapor da
Baha. .4
1Vendem-se 12 escravos sendo 3 mole-
ques de 14 a 15 annos, lindos e sem defeitos ,
e com officio ; 3 negrinbas de )3 a 17 annos ,
com habilidades e de bonitas figuras ; 4 pre-
tas de 20 annos com habilidades; dous pre-
tos de 22 annos de lindas figuras: na ra de
Agoas-verdes n 22, segundo andar. (7
1Vende-se potassa russiana muito novae
de muito superior qualidade, em Larris peque-
nos 1 na ra da Cadeia do Recife armaeem de
assucar n. 12. (4
1 Vendem-se duas negrinbas jde 12 a 14
annos proprias para mucamas ; urna parda
de 16 a 18 annos perfeita engommadeira e
costurelra be recolhida e nao tem vicios o que
se affianca ; urna preta engommadeira costu-
reira borda e faz lavarinto ; urna dita de to-
do o servico cosinha e lava de sabo e varrel-
la por 380 rs. ; na ra Direita n. 81. (S
1 = Vende-se urna ptima e bonita escrava ,
comalgumas habilidades propria para qual-
quer servico, e se dir o motivo por que se
vende, na ra larga do Rosario n. 26, primei-
ru andar. (5
1 Vendem-se saccas com milho ditas de
arroz de casca caixinhas de 100 charutos, tu-
do de superior qualidade por preco commo-
do; na ra larga do Bosario n. 21. (4
1 Vendem-se 800 sanadas de azeite de car-
rpalo ; na ra dahenzalla Nova n. 42. (2
1Vcndc-so, ou aluga-se urna canoa da
carga de 600 a 700 lijlos, por preco commo-
do. Fazem-se atierros, ou por braca ou por
empreitada ; abrem-se viveiros novos, ou re-
baixo-se velbos tudo por preco commodo ;
quem pretender dirija-se a ra do Trapiche ,
venda n. 30, defronte do caes da Lingoeta 7
Vende-se a lista geral da quarta e ultima
parte da segunda nova lotera da matriz da
Boa-vista ; na praca da Independencia, Ima-
na ns. 6 e 8.
Vende-se urna parda, que cosinha, engom-
ma lava e cose chao ; oa ra Direita n. 24.
Vende-se a casa n. 10, da roa da Concor-
dia de pequeo valor propriedade do abai-
xo assignado; a quem convier compral-a, di-
rija-se ao mesmo abaixo assignado, na ra da
S. Cruz n. 66; e se alguem se julgar com direi-
to a ella, ou tenba nella embargo, penhora, ou
hypotheca declare por este Diario.Jos An-
tonio dos Santos e Silva.
Vende-se telba urna por urna a 30 rs.,
e o cento a razo de 25 rs. e a milbeiro se dar
por meBos lijlos de ladrilho a 30 rs. e em
cento a 25 rs. e a milbeiro a razo de 20 rs.
cada um tapameoto a 10 rs. cada um lijlo ,
cal preta medida velha a 400 rs. lijlo de la-
drilho grosso, que serve para cornija a 16^ rs.
o milheiro no mesmo sitio ba um cavado pa-
ra toda a condueco; tambem tem areia para
obras ; no sitio que fica no fundo do sobrado
do fallecido Monteiro.
1_Vende-se urna ptima armacao propria
para qualquer eslabelecmento coa a vanla-
gem de se poder armar aonde convier; a fal-
lar com o Sr. Resende, na ra estreita do Ro-
sario o. 33. (S
2Vende-se um escravo de nacao, de 26 an-
nos, de bonita figura, reforcado do carpo, en-
tende de barbeiro e canoeiro e he de todo o
servico bracal e ganha 560 rs. por dia, vende-
se por precisao; na ra do Livramento n. 33. 4
2 Vende-se farinha de maodoca de supe-
rior qualidade ; no arco de S. Antonio loja
n. 2. (3
Ao Barato!!
Na ra do Queimado JN. 27 ,
loja da esquina que volta para Pa-
lacio, vendem-se cortes de chita
com 14 covados a 2s4oo, ai200,
e 2S000.
5 Vendem-se 8 escravas duas de 20 an-
nos boas figuras, cosem, engommo, e cos.
nlio, 3 ditas por 300/rs. cada urna, fazem to-
do o servico de urna casa e vendem na ra;
duas ditas boas para serem educadas ; urna ne-
grinha de 10 annos, muito linda ; um pardo
bom bolieiro ecopeirode urna casa ; dous es-
cravos bons para o trabalbo de campo ; um pe-
queo sitio na Varzea com casa de vivenda ,
e arvores de fruto; na ra do Crespn. 10, pri-
meiro andar. (io
1 Vende-se urna duzia de cadeiras, um
par de bancas, urna banca redonda, um sopb,
tudo de Jacaranda ; na ra estreita do Rosa-
rio n. 16. (4
Vendem-se Jindas mantas es-
cocezas e ptimos brins para cal-
ca, sedas escocezas a is'2800 co-
vado e lencos de setim de boa qua-
lidade e muito grandes por preco
commodo; na ra Nova lN. i.
3 Na praga da Independencia, lojas ns. 6 e
8, ach-se venda pelo diminuto preco de 320
rs. o excellenle Opsculo intitulado Historia
abreviada da Redempeao do Genero Humano ,
ou Resumo da Vida, Paixo, Morte e Hessur-
reico de N. S. Jess Gbrlsto desde o seu nas-
cimentoat a vinda do Espirito Santo; extrahido
tudo dos quadros Evangelistas, e dos actos dos
Apostlos para lico dos alumnos das escolas
pi imarias, e collegios de educac&o.
Nao ha livrioho mais til para a mocidade ,
e para quantos ignoro inteiramente a serie dos
portentosos fados da Redempeao, e que sao as
bases da S. Keligiao, que felizmente professa-
mos. Quantos Cbrislaos nao ha, que sao do
todo ignorantes de modo prodigioso e estu-
pendo, por que se operou u grande obra da Re-
dempeao do mundo I E que leitura mais pro-
veitosa se pode dar a mocidade, e geralmente
fallando, ao commum da genledopovo 1 [17
ESCRAVOS FGIDOS.
1 Fugirao no|dia 18 do corrente Marco dous
moleques, um de nome Candido, que represen-
ta 21 a 23 annos, reforcado do corpo, rosto re-
dondo e liso, denles abortos na frente com o
signal de um O com travesso pelo meio, em
cima de um peiio ; loi visto nos Aogados no
mesmo dia : o outro de nome Philippe repre-
senta 16a 18 annos, secco do corpo denles
limados, e alguma cousa grandes ps e moi
grandes, rosto meio comprido e descarnadoe
foi visto na ponte da Passagem da Magdalena ,
no mesmo dia ; levro camisa de algodo ,
ceroulas de estopa ; roga-se a qualquer autori-
dade policial ou outia qualquer pessoa que
os pegue e leve na ra da Praia de S. Rita n.
43, casa do Vianna, que generosamente recom-
pensar. (14
1 100/000 rs. de gratificaco
A quem pegar um moleque do nome Anto"
nio representa ter 18 annos de idade baixo ,
secco, bastante esperto, tem urna marca no
peito e urna cicatriz em cima da junta de um
dos d dos da mo direita ou esquerda ; levou
camisa de madapolo calcas de riscado, es-
t fgido desde Janeiro p. p. : quem o pegar,
leve ao Forte-do-Mattos no primeiro andar
por cima da venda do Sr. Alein que recebeta
a gratificaco a cima.
PERI<; TYP- DE M. F- DE FARIA----1845-


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