Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05540


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Full Text
Auno de 1845.
Quarta Feira 26
%< .bliSa-H '!' dial que alo orr>* -.-'.*i."ii. ; o |>r*c;o de (,. .'e fet mil f. por qnartal paso lien.a.io 1, aruiunoin. toa aaeieaimee Ao tiearfidaii
4 risJo lie y li por linha. 4u rea en rapo diferente, e aa repetu oei pela amelada Og
,a au Core" asignante paga.i -Oreapo linda,16Ue typo lifTerenle, ..t cidapublicacao
PARTIDA dos correios tkrrestres.
6-3UHM arewtrfca Hguadaea MMfairaa ftio Gruid*do Norte cheg a 8 e ti i-.i'C*^ ''abo Sarinbaem Rio <*ormi>ao Macer, PorloCelro, a tlagoea no i *
jl i .' dod> mrt G>ranhuna a (imito a IJ Jl de cada nei aua-Tilla a Pi
r. 3e 8 'Jto. Cldada de Vmiorio luintav airaa. Olinda lodi o da.
I)I\S l)\ SEMANA.
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i rt + 4- o laa Annanciago de N. S
Iluda a Lu'lgero Aod do i, da 0. da A t.
ijmnu Huberto. e.Oi d J de D da 2. t
St%U A'ea dre ud do J. da D da I. *
lab I Bcrlholdo ni, aud do J. de D. da 1. r.
loa a. Jnuo Climaco.
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S
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de Marco?
Auno XXI. N. 6.
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J'u,o ..." .i-.Ji..a da a|t hiiioi, da noeaa prudencia, aoderagao, a eaer-ie ; -
lu-ornee .'.. j.nncipiemoe icraa.i eponledoe com admiraso entre aa naioeS maie
Jf tillta. (Proclaejaij.. da Aiaemblee liare! do Mad.
'/ '__________________________________
ciateoj ao di 'i.' > \>-.<.
bioeeeure Loriare '-5 iiJ Ou:--Moeda da 6,100
> Paria 672 rsia por franco K-
itboe 10 pur W da premio
, da a.UU
PraU-fataca*
Paaoa oolumanarea
l):tot aaeiicanoe
5ES DA LA NO MEZ DE MAFigO.
U 1 k a 17 "o u. m". Loa
*.>edada eobra ao par
idiaa da latraa Ja b'iaa fi.vn 1 pOroio
Lo*..,, a S
compra
47 *U0
17.
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da ni.iuli.ia
aa H huras e 0 mauloa da I.
V
PERNAMB
: ,-gyai.yc' -ir aaaaaaaaWaaa!
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
Discurso do Sr. Carneiro Leo pronwiciailono
senado em a tcssa de 17 rf Janeiro de 184i.
(Continuadlo do nu 5.)
.Mas, quaudo na provincia do Rio do Janeiro
se niudava a asitoridadi- electiva, e se nomenva ,
nao a no, mas OUtra que paraisso se eseolliia;quando,
em virtude destes alislainentos falsos, se pass.i
va a requerer ante a auturidade, e aautoridade,
seiu anda ter pronunciado jujo deslavoravel
aogoveroo, por isso mesinoqur nao tinlia re-
jeitado a causa inlimine, era removida; pde-
se dizer qui' he por causa das leis que vemos os
abusos enthronisados, triumphantes, sanecio-
nados ? J os Cactos Ibro citados : os Sis. mi-
nistros usro largamente do plano das deinis-
soese reiuo(0es dosjuu.es. iMas, Sr. presidente,
esse plano era iiisuliicicnte porque aquelle.
mesnios (|ue nao ero contrarios poltica mi-
nisterial, nao se tinb aiuda declarado contra-
rios s r-gras do justo ao pejo, einliui; tinhao
ji'putaces e nao as queran prostituir. Dahi re-
sultara sem duvida a falta dessa condescenden-
cia que deo semelhanle resultado.
Alas, >rs., seria tambein por ell'eito das leis
que se transigi COUl os criminosos; que se (i-
zrrao absolver os inesmos criminosos para irem
influenciar uas eleicoes .' Cita-ine essa dispo-
sico. J se cilou um Cacto desses occorrido na
provincia do Rio de Janeiro, fc-u declaro quena
lato boje o papel de julgador, uo tenho pre-
sente os autos, nao os tenho de julgar; por con-
sequencia nao posso diier se aquelle coin quena
se transigi era elliclivainenle criminoso; oque
sii he que Ulna pronuncia he una declarcao
que importa a suspeila de ler o pronunciado
coiiimeltido criine. ^io he constante que sem
inotivotMiihum politico, neni cousa que o pa-
rrcesse, um proprietario da provincia do Ro de
Janeiro foi assassnado ein S. Joo do Principe.'
Nao he constante ipie por mandado do Sr. mi-
nistro dajuslfa, hoje da fa/.enda, foi enviado
aquella villa o chele de polica da provincia pa-
ra indagar deste delicio '! Nao he constante que
o chele de polica pionuuciou un genro do as-
sassnado como mandante diste assassinaio?
EutrelantO um iruiao deste cid.id.io aecusado
era lioiueiu de grande iiilluencia local, e essa
inlluencia licou abatida pela Calla de Corea mo-
ral que resullouda proftecao que preteudeo dar
aseu Ir lilao'. Elle na verdade platicara os deve-
les de um bom prente, mas a alguna pareceo
que- nao obiavaconio bom cdadao, e assini per-
den grande p;tite da Corea moral. O sr. presi-
dente da provincia bavia mudado todas as auto-
ridades do lugar, deintlindo-as e Horneando
novas em um sentido de opposcao as preteu-
ces ou interesses desta Caniilia. uonitudo, re-
ceaudo nao poder truinphar as eleicoes, 1ra-
tou de coucliai-se coni a iiiesina Cainilia, c
niandou absolver o criminoso. E como Coi elle
absolvido .' Foi-o mediante as Cormas legaes ?
O chele dr polica o tinha pronunciado, e suas
lunccoes tinhao terminado pela pronuncia; para
a despronuncia s de um modo poda ille iuler-
vir legalmeute, isto lie, interpondo aparte um
recurso para a relaco, sobre este recurso de-
viao ser ouvidos os aecusadores, e sendo con-
clusos os autos ao juu chele de polica para res-
ponder ao recurso, poda por occasao desla res
posta reparar o aggravo, poda despronuiiciai;
mas fe/.-se assiiu a di spronuiicia '* J\ao de cel-
lo; o pronunciado Coi a casa do Sr. presidente da
provincia, Coi casa do chele de polica, o che-
le de polica passou a fazer-llie algumas per-
giintas, e lavrou a desproiiuucia. Os aecusado-
res naoforo sabedores disso; quando acudiro
ao reclamo para recorrerem desla despronun-
eia, achrao que o processo tinha voltado para
S. Joo do Principe; e quando voltuu esse pro-
cesso, depois de mullas reclaniacoes, tinha pas-
sadoo lempo euique era possivcl recorrer do
despacho do chele de polica.'!
Isio anda nao bastava. A aulordades poh-
ciaes da villa erao feilura do Sr. presidente da
provincia; o desprouunciado teuieo qm; novas
pravas do seu delicio podessein ser descobci tas;
voltaaoSr. presidente, transige com elle, ob-
ti ni que sejo resUbelecdas as autoridades em
um sentido por elle adoptado; sao deuiittidas as
proprias autoridades Horneadas pelo Sr. presi-
dente, e he uoineado suod* legado da villa un
dos maos do despioiiunciado .... E diris,
quando se Caxeiii queixas de abusos que Uins-
torno a uiaioria real dos cidadaos, que esses
abusos s.' devcui atlrburs proprias leis .' Aqu
nao ha seuo violaco ilagraute dessas mesnias
leis, u.na especie como de despejo com que se
contrara os proprios actos saucciouados por
>ulfs tecisoes anteriores.
Mas, Sis se conlinuasse na aualvse dos lac-
ios especiaes, desvi ir-nie-hia do proposito ge-
ral do meu discurso, que he mostrar pie
abusos que atacamos nao nasceiu das leis,
siui da violaco dessas leis. .Sis., as leis un
boas precisao de costumes para seren ohserva-
.wiHum*^.tra"-.'.ii-nirTr^B',, ,-f-;jftrmPKf-----11
;;^_ ;,AaBMaMBgPCJ.KSJg: nnsK-arr.: .^ _i_' a5":i
os
uas
mesiiio
das : as leis ms, com moraldade, com o dse-
lo de fa/.ero beni, pdein ter una execueo sa-
tisfactoria, exeeufao feita em nteresse com-
'i>tim da sociedade; porin o que de sorte algu-
na pode acontecer heijue as leis inesuio boa-
firoduzao beus, quando so assim evidentemen-
te violadas. Para este ponto h que eu chama-
ra a discussao : quizera que os nobles senado-
res de opnao contrara mostrassein que osa-
busos de que nos quexatuos uo nasccro sena
da le; cmquanto o uo provarem, as suas as-
serces nao passar de vas declainaces, nao
se podero considerar senao como meios de jus-
tificar os inovineiitos de 1842.
O nobre senador pela provincia de S. Paulo,
linda no seu ultimo discurso, pareceo estra-
nhar com grande alan que se Ihe emprestassem
npiuies nao conformes s que havla emittido;
que se Iheattribusseni principios proprios a fa-
vorecer as revoluces, principios revoluciona-
ros. O nobre senador appellou para o seu dis-
curso pronunciado na sesso do anuo passado,
ueste discurso o nobre senador ( eu direi o seu
peiisainenlo, pois nao poderia citar as palavias
de um discurso to extenso ) eslabeleceo que o
Hrasil tinha passado por urna rcyoluco; ciion
o Cacto primeiro da independencia; citou ines-
mo outros actos posteriores que se poderio con-
siderar como revoliices; dsse que as revolu-
pdes erao Cactos providenciaes que uo podio
parar emqttanto as causas que Ibes dero nas-
chnento nao fbsseni satisfetas; citou-uos exein-
plos de outros paizes, como a Inglaterra c a
Franca, onde as revoluces por que passnfin se
tinho como maiitido em estado perinauente,
com curtos intervallos, attpie fossem satislei-
tos os seus lins priucipaes, e algUU) delles uo
jiilgnu anda completamente satlsfeito. A revo-
ueno do nosso paiz foi pelo nobre senador at-
Iribuida ao desejo de estabeleeernios a nossa
independencia e o governo constitucional re-
presentativo; dsse que o erro da poltica dos
ministerios da opiniao que elle combata, des-
ses ministerios a que o nobre senador tinha sido
contrario, haviasido querer fazer parar o carro
revolucionario por outros meios que nao fossem
a satisfaco, o complemento da independencia e
do systeuia constitucional representativo, f.reio
ter exposto o peusamento do nobre senador.
Os nosSOS erras, segundo o nobre senador, ti-
nhao sido querer lazer parar o carro da revolu-
co por outros meios; mas quaes erfio esses
meios ? O nobre senador cilou a le da iulerpre-
tac.no do acto addcional e as reformas do cdi-
go; disse que estas leis, beni louge de seren
proprias para consolidar o sjsleina representa-
tivo, ero pelo contrario aiit-consiitucionaes.
tfein eslava que nossa divergencia uasi esse de
to pouco. Sin, Srs todos os polticos do lira-
sil devino procurar satisf'azer ao liui pie o paiz
teve quaudo se lornoii Independente, slo he,
cimentar, fundar e mantee a independencia;
todos devcro procurar erigir, consolidar o sys-
t> na constitucional; mas como deixaillOM nos de
o fazer i' Apregirimos ns alguma doutriua con-
traria a esse systenia .' Procuramos derribal-o
por uni de violencias.' Dcixaiuos de reconhe-
cer alguiii dos poderes estabelecidos pela cous-
litui\ao .' Procuramos atacar as atlribuicdfs des-
ses poderes ? Ah he o contarlo, >"r. presiden-
te, uessa occasao o demonstre! ao nobre sena-
dor. Priuieiraueute elle apontra como atten-
lado a Interpretadlo do acto addcional que la-
xou de auli-couslliicioual; rcenviei-lhe a ini-
puta^ao; lil-a cahir sobre nina opiniao poltica
a >| iii- perli uceo o nobre senador.
O acto addicloual nao era a constitu Jo or- I
giual ; mas a consumirn original jurada em
1824 etabelecia meios de chegar a reformas
racoaveis;tentou essasreformas raxoaveisa opini-
ao que perlcnce o nobre senador.' essa opiniao
queo nobre senador julga srinpre iuipeccavel ,
em opposlco outraque julgasemprepeccadora
e nconverlivel .' ,\o, Sr. presidente. I'assou '
he verdade em ambos os crpos CO-legislati-
vns nina aulorisaeo [>ara a reforma constitucio-
nal ; mas a crenca de unidos corpos CO-legis-
lativos era que essa reforma lio sera consiuu-
ni.nl.i se nao vollasseao senado ; e a opiniao itu
peccavel que o nobre senador simpre acha boa
foi estabelecer o contrario fez passar essa re-
forma s pela cmara dos deputados E essas
reformas estavo de conformidade com a lei que
as autorisou? Nao estavo ( Sr. presidente ;
ellas violavao essa lei em inultos pontos. I'r-
mciranienle nao se Ibes periuillia alterar ne-
iihunia das atlribuioes do poder CXcCUVO e
no acto addcional, ao menos na execucao que
uas provincias Ihe quizcro dar varias atiri-
buiois do poder exectllvo e moderador sollri-
o nina grave juebra. Taiubeiu mo se linha
aulorisado neuliunia quelira no poder judiciario,
mas elle solireo dillereiites ataques por essa lei.
Esta era a opiniao que nos professavamos.
Sr. presidente erao innmeros os pontos
atacados mas uo lid s Itso. Essa le pasa*
s na cmara dos deputados e nao lie execu-
i.ni.i regularmente em todas as provincias Ella
tinha pronieltido fazer a uno dos nrasileiros ,
i' (luis i.'beilioes apparecein immediatameute
depois dclla uas duus extremidades do imperio.'
fiad i asseinbla provincial entenda essa lei de
una forma : unas entendas ter t es e taes ai-
Mbiires nutras eiitendio que t;ulio essas e
nutras : o laclo lie que o poder legislativogeral,
egundo as uterprciacoes de certas assembi-
18 provneiaes se ae'hava coa retado em todas
mas altrbiicoes e que o poder central, os
noderes executivo e moderador.ftcavao tatnbem,
pelo Cacto misino da impotencia do poder le-
gislativo impotentes para Cazereiu radicar a
constitucao para decndel-a para nianterein
a ordein do paiz.'
Ento Sr. presidente una opiniao appa-
rece que se quer servir de um artigo dessa le.
lu artigo dessa lei declara que a assemblea ge-
ral cuuiprc interpretaras duvidas que houver
sobre a intelligeiieia do acto addicional Duvi-
das digo en que havla : as diversas assemblens
provneiaes seguio diversas opinioes e o mes-
nio poder legislativo geral seguia opinioes di-
versas das asseniblas provneiaes. Ouer-se Ca-
iera interpretaco, mas a opiniSo impeccavel
rita ipie lie violaco da eonslituivo, e quer
einbaracar a interpretaco; assaca a seus ad-
versarios a pecha de pivieiidereiii violar a cous-
tituico eos que fiueni esta imputacae so os
lili sinos que decretarlo o acto addicional sem
uenliuin respe i to pela consiituieo, sem ne-
iilium respeito pela le que oautorisou.
OSr. /'. .Votini:E quaes sao os que decreta-
rao o acto addicional, de que lado estilo hoje .'
O Sr. C tillo : Pode ser que estejo todos
mudados mas como en uo niudei tenho di-
reito de argir. Anda no ultimo discurso o
Sr. senador (pie ora da este aparte me deo oc-
casao a esta relexo, O nobre senador quiz
attribuir nicamente a essa opiniao impeccavel
todos os ti iuniplios de 1822 para c sem atten-
cu a pie os partidos nao e.vistio fraccionados
como estn boje ; he um erro gravissimo que-
rer (piando nobre senador eslava de conlor-
midade com o Sr. viseoude de Monf Alegre ,
como Sr. Vaseoneellos e com outros querer
agora attribuir lodos esses triuniphos a essa
opiniao que defend!. E quem disse ao nobre
senador que nao he elle que teni sido inliel a
essa opiniao que ento sustentav o c de que o
nobre senador se tem desviado ?
O Sr. P. Soma ; U paiz he que ha de decidir.
OSr. C. Leo ;O paiz (piando elle s. ja livre
mente consultado OU ao menos a historia im-
parcial ; mas por agora Ihe aconselhaiei que
uo aprege como inlallivcis os seus juzos,
porque elles san aiuda susceptiveis de recurso.
O Sr. I'. Snzn :Temos iguaes direitos.
O Sr. ('. Lio :Saibores, nesse lempo o
paiz uo estava fraccionado ; bem se sabe que
as opinioes crino se segundo o modo por que as
ni cessidadi s do paiz sao encaradas ; O que se
segu he que felizmente naquella poca as ne-
cesidades do paiz erao encaradas cun tnais una-
nimidade, e que depois deixuu de haver essa
unauimidade appareeendo a desunan naquel-
la opiniao nacional que leve lanos Iriumphos
em 1824, 18*28, 1832 e 1833, como vosdixeis.
.\;io lai ais delles jiartilha vossa proprledade
vossa ,' deixai a USO coinniiini a todos os cida-
daos brasileiro que para ellescoucorrro.
OSr. aulaSousa: Nao teve parte miles a
oppiuiao ipie representis.
O Sr. Vamiro Leo: Todos contribuirao
para elles porque o nobre senador uo era Ulna
potencia tal, que por si so podesse fazer cami-
u.i.ir as opinioes. liouve mullos conductores
que inaicharao COIIl o nobre senador, c lio na
retaguarda, mas na mesiiia linha.
OSr. I'. Sonsa: Mas desertaro.
O Sr. ('. Le o: O nobre senador he que des-
erlou delles, desertnu, quando se relirotl da
sena poltica em 1831, rccolhendo-se a S. Paulo.
O Sr. Veondedt Monte Alegre: ~ t'uglo para
hoiafogo
O Sr. I'. Soasa : lu para S. Paulo doente....
Jla ruiios nidios aparta O Sr. Prndenle : Aitenco.
OSr. <". ido: Disse e torno a dzer que o
nobre senador nan di ve fazer proprledade sua
exclusiva Indos os triuinphos clciloracs (pie a
opiniao nacional podt-ra ter anteriormente ao
auno de IMitti, eill que enlrarao a appan cer al-
gumas das divergencias que boje exlstem ; nao
se deve apropiar da.pullo que he proprledade
coiuinum, que pertence a iodos, quebelogra-
douro publico, por assim diser.
\'olanos ao objeclo que eu discuta. Trata-
va U de mostrar, Sr. presidente, que a opima
impeccavel pa o nobre senador tinha mostra-
do punco respeito a consiituieo, quando lizcra
o acto addicional; mas que nao obstante, (pian-
do nina opiniao que Ihe foi opposta, pretendeo
interpretar esse acto addicional segundo a fa-
culdade conferida no inesuiu acto, foi argida
de atacar a inesina coustituico. Basaou em lei
do t suido essa lei da luterpretaf, e teve em
seu favor o ju/o dos poderes constituidos; e
nao obslaute cohlinuou a ter a mesma pecha.
A mesma gorfe,sinhores, leve a le que refor-
ii i ou e addil onou o cdigo do processo.
Em cousequeucia de n ras disposicoes que o
cdigo do processo anteriormente em vigor con-
tlnha, em cousequencia de certas disposicoes
de leis provneiaes, nossa legislaran estava iu-
teiranieute impotente para produzir o han ; a
aiilordade publica, anda a mais bem ntenco-
n ida. nao tinha a aeio necessara para poder
defender e Caza- respeitar os direitos do cididao.
Em certas provincias reconheceo-se de tal sorte
o mal processo, une se passou a reformar, e \ refor-
mar em um sentido inulto diverso daquelle que
linha o cdigo. Nao erao lies reformas em sal-
tillo de enflaquecer a aiitordade. mas sini de
Ihe dar inulto mais forte acrao. Tal foi a lei do
Pernambuco sobre os prefeitOS, posta em vigor
tanibeni no Maranhao, na Parahyha, e talvez
em outras provincias. Em S. Paulo tamban
houve essa lei sobre prefeitos, e tinha igual-
mente por Hu dar mais accao autoridade nos
lugares em que ella tinha de defender os cida-
daos, de liscalisar a observancia das leis.
A presenta-se aqui a le da reforma, discte-
se ; ein verdade, a cosluinada pecha de anti-
coiistitiiconalisiuo Ihe he laucada, mas os que
Ihe lancavo essa pecha lieo em minora, sao
vencidos; o poder legislativo consagra a lei,
approva-a : e ainda depois dsso, saibores, el
gue-se um partido com as armas na nio, vei
promover a guerra civil, declara que essa le
he contraria a constitiiio, c ipier suspender a
sua observancia .
Repare V. Exc, Sr. presidente, na diversida-
de de conduca que nos e nossos adversarios a-
prcsentiinos. Nao me citis, Ibes digo eu, un
OU outro hnineni ipie pareca apoiar esta ou a-
quella adininistracao, c (ju dahi a dous dias,
incoherente coinsigo proprio, se acha na oppo-
sieo; citai os facios dos hoincns polticos, por-
que elles uo csto em coniiniinicacao com toda
a sociedade hr-sileira, nao pdein responder
por todos aquclles que acoinpanho sem convlc-
co profunda as suas douti inas, nao pdein res-
ponder pelo progresso da desmoralisaco que
os principios auarebieos, apregoados na tribu-
na, vao piodnzindo no paiz; elles s podan
responder por si e pelos seus actos. Quando el-
les estlgiuatlso todas as rebcllioes, todos os
recursos aforra eviolencia, uo se Ihesat-
Iribuo desordena em que uo tivero parte al-
guma. Vos sois eminentemente Injusto, quan-
do acensis o partido da ordein de sedico das
Alagoas, como se as provincias existisseni ver-
dadeiros partidos polticos, como se all nao fos-
sem niassas de interesses locaes (ue induzem a
que se apoie ou guerreic esta ou aquella admi-
nistra./.m como se, porque tal e tal individuo
esteja hoje adhrrindo i adininlstracSo, e ama-
nhaa se aprsente com as anuas na mo, de-
va ella ser responsavel pelos excelsos que pra-
licaresse individuo.
Repare V. Exc, como disse, Sr. presidente,
na divasidade de conducta que apresento os
nobles senadores a quein combato, e o partido
ordeo a que tenho a huma de pertencer. Vos
atacis as leis por aiit-coiislluconaes, susci-
io-se iiioviineiitos revolucionarios, c tendes
palavras de estigma contra os defensores dessas
leis para mostrar os excessos que praticro,
mas passais nina esponja nos excessos por outros
platicados; anda mais, vindes propagar, por
essa occasao, em ercuinstaucias to criticas,
principios que parecem dar di relio a qualquer
de suscitar a guerra civil, s porque julga que
seus direitos tcciu sido violados. Nos lamban a-
chainos que, quando Bsestea proclamar o acto
addicional pela (amara dos deputados.. .
O Sr. Paula Sonza : Eu no tiz tal, nao Uve
parte uisso.
O Sr. Carneiro Leo: O nobre senador per-
tencia a essa ojiiniao ; al enirava as conferen-
cias que se lizero anteriormente para a appro-
vacao de taes ou taes artigos; porque na pri-
mara discussao nao tinhao passado todas essas
violaci s da lei que autorisava a reforma da
constituirn ; porciii na tercera discussao veio
una collccrao de emendas (pie foro combatidas
em geral por dous deputadns, que hoje sao se-
nadores, o que falla agora e o Sr. visconde de
Diinda ; mas au se nos responden, passou-se
immediatamente a pedir votos. \ otou-se, o ac-
to addicional passou, dentro de um quarto de
hora, de artigo CScriptO na peina de uin depu-
tadn, a ser constitucao do estado, pois que a
regeucia nao tinha a sanceo, ensenado nao
poda iutervir.
EutrelantO, senhores, islo uo foi obradoac-
easo. Precedentemente se tinha entrado em
conferencias para saber os artigos que devino
ner approvados O nobre senador nao era de--
pulido, porque ja era senador, mas assistio a
essas conferencias: isto para iiiim he to evi-
dente como que nos estamos agora ueste lugar.
(> Sr. Paula Sonsa: Esta milito engaado;
ja tenho fallado por vc/cs uisto aqui. Assisti
na verdade as prinicias ; porin Como liquei
isolado nellas, por isso retirei-nie, e nunca mais
lavollei. O Sr. \asconcellos o confirmen.
O Sr. Camastro L0: Mas, senhores, repa-
r.ii na diversidade de conducta. Nos tamban
achavaiuos essa le aiiti-constitiicional: alii es-
ta, he hoje ministro da corda quem enxergou
ni lia todas as iiicoiislitucioualidades, e cOi el-
le inultos outros mais. Mas urna opiniao, se-
-..- -


nhores, temos nos, e vem a ser que he necessa-
rio que o juizo dos poderes constituidos da na-
cao prevaleca sobre os juizos individuar*. Nos
nao suscitamos a revolta, Sr. presidente, nao
aprcgomos que a constituicao eslava violada.
que era preciso tancar indo das anuas para fazer
suspender a cxecuco do acto addicional, assim
tao (Ilegtimamente passado, Tratou-s de o
interpretar, porque ns poderes constituidos o
. podio faser, segundo esse inesnia acto autori-
sava.
Suppondo que agora inesino mis entendemos
que a fraude, que a corrupeo, que a inobser-
vancia das leis dera una inaioria que nao lie a
vontade nacional, todava reconheceinos que
sao os poderes constituidos da uaco, < que mais
mal duque bens se Paria ao paz, se por ventu-
ra se suseitasse a revolta contra ojuixodesses
poderes constituidos. Por consequencia nossas
doutrinas nos levavio a reconhecer seus actos,
sua legtinidade, e a esperar o remedio a quaes
quer otros, que sao sempre a partilha da huma-
nidade lauto nos poderes usurpados como
nos legtimos. Da illustraco publica, do es-
clarecimiento da opinio, da propalacao das don-
trinas que lendem a estabeleeer por uuieo e
verdade! ro principio a obediencia das leis, daj
lii esperavamos o remedio de iodos os males
que denunciamos, de todos os atleutados con-
tra as leis e contra a moialidade. Kis, senio-
res, a diversidade de nossas doutrinas e de nos-
so procediniento.
() Sr. I'aiiln Stnua : V. quein mostrou j que
algiim scu adversario proclainasse que os parti-
dos liuhaodireito de empuihar as anuas para
fazer prevalecer a sua opinio ?
OSr. Cartuiro Ledo : O uobr'c senador, que
me dirige um aparte arguio a opinio a m
pertenecios de ter errado, de nao t--r estabe
lecido a observancia da constituicao con: esses
actos, com essas leis, leis que a opiniao que el-
le juiga inipeccavcl at icou comas armas na nio;
o uobre senador nao me vio aluda apregoar os
scnlimentos geni-rosos, mostrar a mpeccabili-
dade das dulcientes revollas queteemappareci-
do ein diversos pontos do imperio....
OSr Paula Sousa : Eu taiiibeni nunca at-
tribui iiifallibilidade iiciu iinpeccabilidade a
ninguem.
O Sr. C Ledo : A opinio a que o nobre se-
nador perteiice lie sempre impcccavrl, segun-
do se deprelicnde dos seus discursos; lodosos
bens teeni provindo della, todas as eleices jus-
tas inarcrao p triumplio dessa opiniao. inesmo
as feitas eni 18-24, em 1828, ein I833 e 1836, en-
tretanto que essa opiniao anda nao existia; o
que havia cnto era urna multiplicidade de opi-
nies que queriao o systema representativo, mas
nao existiao as divergencias que separo boje o
nobre senador deste que Falla e de outros. Por
ventura nao era cu um bom soldado do nobr
senador no anuo di' I83U ? orno pois tras su
em abono da sua opiniao todos os trhimphos
obtidos ate essa ('poca ao menos .' Senliores, dei-
xai taiubeui alguma cousa para os vossos sol
dados !
O Sr. Paula Sousa : Elle* o loiuo de sobra.
Um Sr. Senador : Nada, ludo deve ser para o
general.
USr. C. Ledo: Havia varios generaes que si
disputavu o comiiiaudo. .Nao me pdem cha-
mar desertor, porque tenho alguns generaes
commigo.
Sr. presidente, jl voS ou 1) meses depois
que a aiunistia Ibi proclamada; j os que favo-
rece rao o mov ment de IS42 eslno nao s sen-
tos de toda o culpabilidade, mas at elevados n
eminentes postos e poso oes do estado; a tribu-
na nacional nao Ibes est lechada antes se po-
de dizer que clles a oceupu ipiasi exclusiva-
mente na outra cmara. .Nao sao so os cheles,
os houieus polticos quecolheroos bellos fruc
tos da amnista; os soldados os subcliefes tam-
bera oscolhem, essesque em certas localidades
tinhfio sido noineados coiniu andantes de forca,
ou que como juizes de paz lio lulo sido encane-
gados pelos cheles das rebellines de Sorocaba e
Barbacena de proclamaren) as diversas locali-
dades esses inoviuii'iitos e de os sustentarem
com o forra, eslo boje nouieados delegados ,
subdelegados e chefes da guarda nacional, c
esiao demittidos aquelles que foro chamados
pelo governo de cnto para n sistir-lhes. lie
este um Tacto luconteslavel; chamai a listadas
ioincacoes feitas pelo presidente intruso de. Mi-
nas em 1S42, confer com a lista das nomcacoes
de delegados, subdelegados, chefes da guarda
nacional em 18-14, e veris que niio houve sim-
ples aiunistia, que nao bouve simples esqueci-
ineuto do passado, que nao se proi iir.n ao pela
maior parle houieus neutraes mas (pie se eii-
tregaro as autoridades dos lugares aquelles
que era 42 tubao querido faser prevalecer os
inoviiueutos rebeldes de tVarbaceua e Sorocaba,
que vota rao odio n;io so aos cidadaos que se
oppozerSo a estes movnientos, mas inesmo -
quelles de seuseioque, approvando certas ideas
polticas coiuiuiius, t ve rao a discricao de re li-
gar apoial os pela forca. Os cidadaos que Ibes
resist rao merecern bem do pal/.; eutrelanlo
esuio boje sujeitos a I ligas pei-S'-unicoes.
Mas, senbores, nao era uieu Imi fa/.er agn
valer taes perseguido -s, fallemos di st-i opiniao.
Esta opiniao nao se contenta com a posse real
de todas as inllui ocias, de toda a autoridad.,
mas quer aiuda mais; quer justificar o passado,
c para isso he necessarin apregoar anda que a
le do couselbo de esinlo, a le da reforma do
cdigo, a intei pretaciio do acto addicional, ao
leis auti constitueionaes ; he ueccssario deixar
eiixergar n'iim canto do quadro que traco o
chamado dircito di resistencia, direito que os
factos pdciu (leiuoiisir ir existir na sociedade
inteira, masque as Iheortas uao pdem nunca
recenliecer as fracedes, principalmente quau-
do estas frac-cues se erguem contra a vontade
nacional, exprimida pelos poderes constituidos.
Deixenio-la no scu proposito; a trela he liilli-
cultosa, mas os que a pretenden! levar ao lim
sao em verdade empreni ndedor: s teeni a sen
favor a corageni e a fcrmcnlacodr todas as pai-
Xes; dexeinol-os o lempo curar, acalmara
essas paixocs, os houieus novos se rao os jlii/es
dos velbos, dos corrompidos, aqoeni as decep-
ccs sollridas nao liverem anda esclarecido,
//asta sobre este poulo.
Oflerece-se-ine aqui, senliores, a occasio de
examinar um trecho do relatorio do Sr. minis-
tro da justica; eu o vou fazer. Por ora nao figo
nencao do que aqu se disse a respeto das A-
I tgas, ponpie as rellexes que esses aconte-
iiuenlos suscitan nao enxergo conveniencia ou
pportunidade. Vamos pois a esta parte que
trata da chamadasedico do Arax.
\ mi lili i provincia nao tem na cmara dos
deputados um s representante que pertcnca
iplnio poltica opposta aquella que as elei-
ces deve o triumplio ao governo. Os partidos
eostumo ser injustos, anda inesmo quaudo
tracp o sen plano de batalha, pois o fazem para
mu truinpbo geral. Kste plano de batalha,em
eertos lugares pude prodiuir m.ios resultados ;
oas como os partidos aproveitrao delle, he ne-
ei-ssirio que apresenteui com cores alheias da
verdade os factos attentatorios das leis que elles
pintan com toda a legalidade. Snto, Sr. presi-
'leute, a necessidade de mostrar nesta casa al-
gunias inexactidoes nesta parte do relatorio do
>r. ministro da juslica, porque me persuado
que a orgem donde obteve os factos que refere
nao eslava bem informada, e porque estou que
:,a outra cmara mi se elevar una so voz para
iprcseutar as irregularidades que dero occa-
sio a que a opiniao favorecida pelaadmiustra-
co ti-iuuipliasse na villa do \rax.
Diz o Sr. ministro dijustica: De natureza
oais grave, mas procedente da mesina causa ,
foro os aconteciuieiitos sediciosos de que fo
theatro a villa de S. Domingos do Araxii, nos
quaes figura o juiz de direito interino da comar-
ca, ni/ municipal, subdelegado da villa que
tinba sido exonerado pelo presidente da pro-
vincia. A. pretexto de um eonllicto de jurisdie-
co adrede suscitado entre dous jui/.es de paz ,
quaudo a cmara respectiva tiulia chamado um
ili'lles para exercer o cargo, nao diividnu o juiz
de direito interino da comarca, a quem pida le
he con liado o ouus de mauter a ordem publica,
perliirbal-a acoiumelteudo a villa i frente di-
urna forra de guardas iiacionaes e de paisanos
armados, que convocou de dill'erentes niuiiici-
pios para ajudal-o nesta empresa.* I. continua
mostrando a peripecia desta sedico, a qual se
lerininoii pelo processo feilo pelo chefe de poli-
ca contra os sediciosos.
O Arax he serto, e os sertoes do Brasil nao
eslo no estado de civilisav'o em que se achilo as
povoaces prximas do liltoral. ISesses sertoes
as paixocs fermentan com mais vigor do que lias
mitras povoaces; talvez seja um mal para nos
que as nossas leis sejo inllexiveis, que as suas
ilisposifoes sejo as mesillas, quer na sua ap-
plcacaoVOS sertoes remotos do paiz, quer em
sua appllcacn aos lugares mais civilisados. Um
dos grandes beneficios que fes a Id das refor-
mas foi dar ao governo central auloridade bas-
tante para nesses sertoes mudar as influencias,
fazer prevalecer a opiniao milis moderada nes-
gas localidades, onde de ordinario he nica-
mente a forca c a violencia que dicta a le e nao
is regras do justo.
No Arix.i. Sr. presidente, houve tambera um
projeclo de rompiiieiito rebelde, una fraeco
preiendeo insurgir-se, tomar a villa e procla-
mar a rebellio. Foi isto em 1842; mas, antes
de proseguir, dlrei que j em I84U lioiive all
nutro uioviiiieutu sedicioso feito pelo partido
que fe< as eleicdeS agora, ou seno por elle ao
.....nos no leu lilteresse, pois uestes sertoes, nao
haveudo opimo polticas, reiineui-se comtudo
iiim partido a fin de favorecerera os seus in-
teresses loeus. Esse movimenlo ficou impune
pela amnista geral concedida por >. M. (piando
foi declarado maior. Depois em 1842, antes da
rebellio de 'larbaceua, bouve all una tentati-
va de ronipinieiilo; pretendeo-se atacar a villa ,
<- constituir novas autoridades : mas isso se
liiallogrOU. lai ouvi que os bonicns (|ue esta-
vao coma ailtordade na uni, e que se oppoze-
i o a este inoviiueuto, foro deuiasiadamente
operosos com os vencidos, e que dero grande
desenvolvimento a suas paixocs. Esta argulco
ilion no un u espirito, del varias providencias
no sentido de restabelecer alli acalma r a ol
i rvaiuia das leis, como pdem testeiiiuuhar
umitas pessoas.
Mas, senliores, ein 1840, depois desta sediro,
fcz-Se a elci;o de juizes de paz c de cmaras, i
pde-se dizer que acamara e os juizes de pa>
pela maior parle ero ila opiniao <|ue fez a se-
dico. Comtudo, essas autoridades continua-
ran, depois niesmo.de 42; a cmara municipal,
que se deve suppor allcrrada a essa opiniao,
leo a vara a mu juiz de paz : dissolve-se a c-
mara dos deputados, devein-se fa/er elelces
ni 44 : cniao a cmara municipal diz (pie nao
lie jui/. de paz aquelle que esta de facto, de pos-
se da vara, por ella juramentado, por ella cha-
mado a lomar conta da vara, mas sim um outm
Ola, quem era o jui/. superior ueste caso ? ()
uiz de direito; e este decide que o legitimo juiz
de paz era o que estava cora a vara. Neste in-
lei vallo consullo o presidente da provincia ;
anda a sua deeisao nao havia ebegado, cojn/
de direito se propc a mauter o juiz de p'nz em
mu icio, e quer linpi dir o esbulho sustentado
pi la (amara municipal; poreui as autoridades
suas subalternas resistem, quereudo fazer em-
possar o novo juiz ; ha um conflicto, ha talvez
imprudencia, precipila$o mas, si nhores, ha-
ver nisto s< dico?
U presidente da provincia nao sabe deste eon-
llicto, desta precipilaeao. e decide o que? Poi
ventura que he o legitimo juiz de paz aquelle
que a cmara quei empossar '.' Nao. Quem le a
deeisao do pn sidenle pode acreditar que elle \\.
parcial, queuoodeo urna decisSo conforme as
regras anteriormente adoptadas pelo goverm
geral sobre precedencia de juizes de paz; por-
que una deciso tomada em conformidad!- des-
sa* regras seria que o juiz de pa/. que estava
em exi-ri icio conlinuasse nelle; porque nenhuiu
cora melbor direito apparecia. Mas o presiden-
te da provincia, que peuto ser hoiueiu de par-
llido, (leo una deeisao mais conforme aosinte-
resses do partido do (pie s regras da justica ;
elle nao sabia que ti una de sanccioiiar o ataque
que houve de parte a part> ; pensava que se
tralava nicamente de eleicoe*, e adiando im-
possibilidadc em dar ao partido que quera fa-
zer aeleicaoojiii7.de pasque a cmara quera,
decidi ua verdade contra aquelle que estava de
posse, mas a favor de u.n terceiro, e nao da-
1 quelle que a cmara havia chamado; ora, por
esta deeisao do presidente, ein vez de se decla-
rar que houve sedico da parte do juiz de di
reito, quaudo quiz sustentar a sua opiniao. em
vez.de vir esta deciso estabeleeer que havia
criininaliilade nos actos do juiz de direito eda
fora que o ajud iva, pelo contrario veio sanc-
eioual-os, approval-os, decidindo que tanto o
juiz de paz que a cmara quera empossar, como
0 outro que estiva ein excretlo, nao ero com-
petentes, mas um terceiro. Mas, se o juiz de
direitoditia que este terceiro nao apparecia a
reclamar sua jurlsdicco se o presidente re-
conhecia que aquelle a qu-ni a cmara muni-
cipal pretenda empossar nao era o legitimo ,
como acreditar que os actos do juiz di-direito,
sustentando aquelle que estava de posse, sao
criminosos sao sediciosos ? Ha coutradic-
co.
Estou persuadido, ou me engao grandemen-
te que, se o presidente tivesse sabido que o
conflicto chegra a ponto de lancarein ambos
os partidos ino das armas teria decidido que
era legtimo juiz de paz aquelle que a cmara
quera empossar ; mas elle nao sabia disto ,
cuidas a que se quera um juiz de paz para fazer
a elefoa favor de sua opinio e conleutou-se
em dar o juiz de paz desta opiniao ; disto resul-
tou que a sua deciso contrara o que diz o Sr.
ministro da justica. Se elle presidente susteu-
tou que nao era legitimo juiz de paz aquelle que
a (amara quera empossar como trata de sedi-
ciosos ao juiz de direito e a forca que velo em
seu auxilio para sustentar a jurlsdicco do juiz
paz ein exerelelo nao apparecendo para recla-
mar esta jurlsdicco aquelle que segundo o
presidente, tinha melhor direito e alm disto,
com a circunisl incia de ser a preleiifo da c-
mara una resistencia a um juiz seu superior ?
Entretanto houve esta bulla esses hoinens fo-
ro cercados e presos e ao depois processados
pelo ebefe de polica. He preciso dizer que a
villa esli-vi em conflicto; e por isso se esperava
que nao lizesse elcico assim como era libera-
ba porque o subdelegado do lugar nao o quiz
a pretexto das desorden* do Arax. Ora, no
Arax onde bouve este conflicto onde os ei-
1 dados estivero ein armas appareceo com-
tudo urna acta de eleii.au ; passe tudo isto ,
est mili bem pois os que podio conlrarial-o
esto presos e perseguidos.
Faco esta leve narrarn a Hu de dar ao Sr.
ministro dados dill'erentes daqui lies que obte-
ve. Ti iiiinphrao os candidatos do governo.
Appareceo esta lucta : deo o Arax trinta c tanto*
eleitor.es que votarlo na chapa do goveruo. Bem
parece que tudo devera terminar aqui, e he le-
var a ui ni lo o excesso pretender que ainda con-
tinenla jazer esses humeas nacadeia. E uo-
te-se que to grande ca a boa fe e persuaso do
juiz de direito de que obrava regularmente e
em conformidad!' das leis, que no sen ollicio da
conta de todos os seus actos ; tinha inesmo una
especie de crenca de que seriao approvados pela
administrarn.
O >r. ministro diz que este conflicto de jurls-
dicco foi adrede suscitado ; mas advirta-se que
este conflicto foi suscitado pela cmara munici-
pal c que a deciso do presidente contraria a
pretencao da cmara. Talvez, como notei ,
(Me todos esses actos nasccsscni di- que o pre-
sidente uo pdense prever que o conflicto e
idiantaria ale o ponto de chegarein ambos os la-
dos a um combate.
*e cora eiieito a unio de todos os i>rasuros
he O que se deseja, se com ruello o governa tem
a pretencao que alguns Ihe teeni prestado ou
tecni asseverado ter de organisar nina opinio
alheia de todos os partidos propria sniente
de consolidar a constituicao do estado e esta-
beleeer a prosperidade geral compre que o
governo se liberte do espiritode partido, se decida
a conformar-se s regras do justo. Esl u persua-
didoque um exanie sobre este |iuntu,a veriliaco
das circuuistaiicias que refer, sao proprias ,
seno para.....dar ojui o do nobre ministro, ao
menos para niodilical-o, porque esloil crio que
provavelmente todas ratas rlrcuiustanrias nao
ionio presentes ao Sr.ministro, como cuas indi
co aqui.
Sr. presidente, estou fatigado ; a discusso ge-
ral que temos rae d occasio de voltar mate-
ria ; por isso estou na uteuco de preterir eer-
tos pontos em que pretenda tocar, at porque
li-nho de responder ao nobre presidente do Rio
de Janeiro. Nao tenho eu ouvido todo o sen
discurso, porque nao quiz prevalecer-ie boje da
preferencia que Ihe era dada, ten-i sem duvida
de voltar a esta discusso
Antes porin de terminar, dlrei que fiquei in-
li-iraiuiiite ailmirado (piando, nc lim da sesso
de ante-hontem, o nobre ministro da luarinha
reciamou para o ministerio os agraileeinieutos
da provincia das Alagoas. Fiquei iiiteiraineute
admirado, porque nao me pareceo coherente es-
ta opinio ilo Ilustre ministro com o da la/euda.
Pode ser ipie a incoherencia esteja ni miiii, ou
no fogo do Sr. ministro da fazenda, que preci-
pitadamente asseverou oque talvez nao devesse
asseverar em consequencia do que havia prati-
eado o ministerio em geral. De alguraas pala-
vas do Sr. ministro da fazenda resulta (pico
principal chefe, o director da si dic.ao das Ala-
goas, le \ cente Francisco de l'aula ; que o rao-
vimento he reprodueco de outros que leem
desgracadamenle suecedido uaipiella provincia;
que sao a* ms paixocs que ferinento que Ihe
dero origeni Eu nao pretendo agora exprimir
unir, opinio, ou seja adiuittiudu estas assercoes,
ou seja negando-as ; quero apenas fazer racio-
Vinios conlrine as premissa* dadas, e conipa-
ral-os com as asserccs do nobre ministro da
inarinha.
O Sr. ministro da inarinha assevera que a pro-
vincia das Alagoas deve mil gracas ao governo,
pelo que praticou com ella. Senliores, se a se-
dico das Alagoas nao he obra de sceleratos, se
foi um acto nao premeditado, mas instantneo
de cidadaos alias pacficos observadores das leis,
devotos da constituicao do estado, se foi assim,
bem tuestes; entilo eu concebo que a provin-
cia das Alagoas deve gracas ao governo por ter
esquecido desvarios momentneos di' cidadaos
alias apreciareis, por ter acreditado que seu co-
raco nao estava inti-irameiite corrupto, que era
possivel pie elles voltassem puros ao gremio da
sociedade brasileira. Mas se o moviuieuto das
Alagoas he s obra de Vicente de Paula, e das
paixes perniciosas que alli fermentavao, se ps-
ses sediciosos sao humen* encarnecidos noerl-
nie, sempre promptos a reprodu/.iln eu( tn|;s
as circuiiisiancias, e contra todos os governo*-
se este Vicente de Piula h u princip-l autor do
criine, cnto, Senliores, a provincia (lis Al igoaa
uo deve nada ao governo, o governo nao /.e.
lou os interesses di sociedade, perdoa ido ta.-s
houieus, principalmente quandu elle* tinho
persuaso de jiii- uo estavo aiuda vencidos.
Coillbiuai entre vos ; o erro moni -ntmeo de ho-
niens nao corrompido* pode merecer perdu
umitas vezi-s os interesses do estado e da huma-
uidadi- assim o exigein ; nas o aiuie tal qual o
enxerga o nobre ministro da la/.ciula llo mere-
ce taes attenedes : consulta mal os interesses do
estado o governo que d perdo a taes crimino-
sos. Ser bom que o uobre ministro da inari-
nha convide o seu collega da fazenda para ter
menos prreipitaco. para nao comproinelter as-
sim a moialidade dos actos do governo. Como
quer que fr, ou seja de mu ou de outro modo,
he certo que he mais una licn que temos do
exemplo funesto do recurso s armas para se
obter justica.
O Sr. H. Cacalranti: ~ Ah est a dlBreiica
entre a poltica do nobre senador e a llliuha.
O Sr. C. Ledo Que dill'crenca ?
Sr. II Cavalcanti : A dllcrcnca he que 0
nobre senador acha que ludo ha de ser levado a
ferro e logo, e eudigo que uo.
OSr. C. Ledo: Masas leis uo sao feitas pa-
ra uo seren observadas. Fazei leis que extiu-
guo os criines de sedico, de rebellio, e todos
os criines polticos. II i ponan leis contra es-
ses criines, e a moral publica exige asna obser-
vancia. Sabe! que a experiencia dos poros mos-
tra que esses perdoes pdem ser vautajosos i
sociedade dadas certas circumslaucias; mas
que o rgimen de repetl-os he funesto; faz qim
taes criines se reprodu/o a ponto de por a so-
ciedade era perigo ; e qual he o acto de ferro e
fogo que o nobre ministro nu- poder expro-
brar ? Todas as vezesque vreles ua opinio que
me aconipanha esse espirito de perseguico, po-
dis licar certo que a he de abandonar. Se-
nliores, aqu lies que recorreni aos tribunaes, e
entregad a a'Cfo distes os delinquentes, sao
talvez mais humanos do que os que reclaman o
perdo dos culpados. Os rebeldes de I*. Paulo
e Minas lro absolvidos era diltereutea tribu-
naes, e quaudo, senliores' Torturando nossas
leis, cx'-cutando-as com a m f;. com a cavila-
cao, poda talvez a aduiiuistraco di' pie fiz
liarle obter deelaracoes dojnrj contrarias aos
pronunciados em 1842. O exemplo dado em 33
e 34 em Muas Geraea tinha ensillado a todos os
partidarios o nieio de fa/.er fallar o jury confor-
me os dictames do partido vencedor, e comtu-
do os jnrys (pie fallarn no lempo da adoiinis-
traco de que liz p irte pod ro fallar a lingoa-
gem, uo da justica, mas de certo llo falla rao
lugoagein que Ibes fosse imposta pela forca do
ministerio, nein conforme os Interesses politi-
eos do inesmo ministerio; fallarn livreineiiie.
Senliores, vos fizeste* fallar as urnas, mas sabei
que outros, se llvessera urna finca, e fosera ea-
paces de abusar,della, lerio aprendido da his-
toria dos (pie em 33 e 34 lizeio fallar o jury do
uiii l'retu no sentido da sua opinio, para fa-
zer fallar os outros jury8 no uiesino sentido.
Mas sua glora he que ivcorrcro aos tribunaes;
os tribunaes fallaran segundo cuteudio ua sua
couseii ncia, e o que decidio era o que preva-
leca.
Tenho terminado lioie.
me.
(Jo
mal do Commereio.)
CaMZSA AMIENTE.
Os facciosos da cadeia velha nao cesso de de-
primir a cmara ordeira com aHroutnsas quali-
licaces; nao Un s responderemos Para gloria
dessa cmara basta o seguitte : era Ha em lu-
do e por tudo o opposto dos hroes de hoje.
Entretanto urna argulco Ihe fazem ese Srs.
que cumpre repellir, porque tendera a igualal-
a com elles. i omo iienhuiii delles recebeo di-
ploma seno o que Ibes deo a polica persua-
dem-seqiic os seus antagonistas foro igualmen-
te pelo governo designados : he nina calumnia.
Vejamos por provincias : em Santa Catharina,
Matto-Grosso', Coyas, o governo nada fes para a
eleifo: em S. Paulo, u Sr. Jos arlos fui com-
pletamente vencido ; os deputados da provin-
cia foro escolhidos pelo partido da ordem lora
das dcsignaces de S. Ex. Km Minas o governo
apresi ntou 24 candidatos, e dessi-s 24sahiro
nicamente elidios It, os mais [uranioa chapa.
No Kio (le Janeiro 12 noiues erao aprcseulados
pilo governo; a lnipr<'U8a apn-senlon o do ge-
neral Andrea e foi elle hito. E noli-se que a-
pi i-sentando maior numero de iiuuies do pie ha
de deputados, o governo nao impiie chapa de
lirio aos eleitores, dexa sua confiauca eas
influencias da opinio lucios de r< gulaieni a
esculla, estabelece entre os candidatos nina
competencia que com as chapas de 1844 era mi-
possivel. No Espirito Santo udepiitadn eleiio
mi era recouinieuiladu pelo goveruo. Km Per-
iiaiubiico, o Sr. Urbano uo era do gov roo ,
neni os Srs. Ucha, Mendes da unha, Peixolo
de hrito, Stc. .as Alagoas no Seigipe no
ear, na Paraiiyba, no Maiauho, no l'ai.eiu
todas as provincias do imite, o governo uo te-
ve candidatos seus : acceilou os (pie as nflu-
encias provinciaes Ihe mandro, edos quaei
mis, como os de Seigipe, logo no conieco da
sesso, aberta e completamente o hustilisiirao,
outros marombro e sao hoje ininisteriaes.
Reata-no* a Waha, ah o governo apena* a-
presentou oito noiurs e desses oto s quatro
luan i-leitos, e entre esses foro os segUlntcSi
leio luni-o Sr. Francisco Ramiro de Assl*
Coelho (elle inesmo ) o Sr. Siaies da Silva
vosso alliado), o Sr. Ernesto Franca (vosso mi-
nistro .
Respnndo a isso, se sao capase* os hroes
da polica, os eleltOS pelo goveruo da prosi i a o- #
cao e das mas-horca. Apoiitcm-nos, ses#*a-
pazes, na amara actual, des deputados qU*
nao fossem determinados pelo goveruo, apon-
lein-nos, menos na Babia e em Periiainbuco,
uni s que furasse a chapa de ferro.. .
(Uollrasil)


PKRX \MBUCO.
CORREIO.
CORRESPONDENCIA DA CIDADE E PltOVINCIA.
Que logracSo, meus Senhores! que logrado Nos somos I
pregou o (iuipiass nos inaritafedesi Mesmo d(J adoolm
agora, tres .lias depolaidamdi, rio no. ,
fallando, em questoes de lio pouo interesse
comn essa que se ventila, s;\ i ellos em maior
numero, que os re Justina. Compulsando o Aryus autores d itran
i de e pequea ola, di/. maravillas no tea ulti-
'mo artigo, fallando do Creador Escoc o> :
bem pouco letrados,c un ludo qu*n-
...iuos o traje con que nos a prosela-
-tflll docorrente,'p,ho- moSno baile, eva,no Cofncios d- que nos
"s 'orno ...ais 00 menos, achavo-sc na igreja hb vamos disipado com u... MftMW B do Cariuo desta cidade o Manesinho e seas ac- Aprouveaum mascarada incluir-n..s n. De-
ios enleoden.li> ,
sdes para fater.
com quadros de
_ fUurav.. estar
iiHS, nao cuberas con. calcas d.i meia cor de
carne ; pouco t cima dos tornozellos chegavo
os colhurnos que calcavamos ; nao eran por
certo polainas como quer o Argus era porm
o que nos pareceo que duvia ser ; cubrimos a
cabecacomum barrete de lorma particular e
muicoi.lorme aos que usao os Escoceses, ..lo
he : urna tila em quadr s formando a parte In-
terior do barrete ; um peca circular nao mu
mesquiuha o:cupava a parle superior ui
tolos,ui.indo esta prca a fita, Ihcdavo alguma
elt-tacao na Ireiite. e oeste lugar prejavo duas
pinnas; a timcollo lev vamos urna facha, dous
conloes em diversos sentidos tamben, a tira-
collo prendan a corneta de caca e polvonnh ;
una vasta bolea de pilles a cintura que escon-
da uma boa paite do saiote pela fente; es-
,>uitfarda ao hombro flus. Eb-aqui como se
pr<-senlou no baile o imiividoo que um mas
carado desigimu Catador Escoces O l'olchi-
neilo a la dernire fashionuble que indica o Ar-
yus |an.ais leve perleucde de passar por E>cu-
cet, nem pessoa alguma outra. que laibino. ,
salvo se o critico analylico .irgus o anioihou
como tal. Em conclusao, nao I. um mascara-
d que impingio guio por lebre,(o\ o Argus que,
abracando a iiuvein poi Juno, nao soube uis-
liuguir um
Catador Escoce'.,
' COMMKRCIO.
Can- nacao elegante,
n. 16.
Vendem-sc na ra do Cresp
1
.roncos fra ; abre caiuinhu por entre o povo
ainl..-. ai.di..... anda..., el.rga einlim ao pe
do basbaqiie, em cuja busca vinlia, e cochicha-
Ihe ao ouvido. o papalvo, que era o niesiuo Ma-
nerinko sem tirar nem por, depois de algunsmo-
mentos de uieditacao, chaina a rapasiada de ca-
ra lisa, que tois prxima Ihe llcava; ha grande
7inii7.uiti entre elles, e de subilo largo-sc para
a ra, deixando confusos e admirados aquelles,
que tal serna preseuciao
Ku, que U0 BOU para gracas, e antevi mmedi-
alaini'iite que a colisa dava i'lll agoa tic varrella,
de longe os arompauho, no firme proposito de
fielmente referir-mes nido quauto por ventura
i isse : parao os luciros no paleo da igreja ; for-
niiio um circulo; ni. tlein no me too pateta do Ma-
in siuho, e un dril, s,lomando a palayra.com em-
phaseassiiu se exprime : Ex.u.S..! jqueahlvem
un. vapor, e lie do Sul, certo tras o decreto, ha
tanto pedido, c prouicttido, nouieai.do a V. Kxe.
presidente desta provincia. EstBO einlii satisfei
los os nossos iiiaisarde.it. sdesrjos; nao licar pe-
dia sobre pedia ; nao continua, ao a exercer cin-
pregos pblicos sses sugeiliuhos de pera ; lu-
do ser para nos ; os logistas quebrados, os va-
dios, s vagabundos, os inaptos eos imbeceisuc-
c..parao os mais dislinctos lugares deste assuca-
rado toi rao/iiiho de ierra,que habitamos; final-
mente ogiandeeexr.il. ule partid, nacioia -prai-
tironadara na abundancia,que.lia tanto,aspira,
c s Ihe pode ser propon donada por un. genio
eminentemente generoso e patritico, como o
de V. Kxe. F.ia pois, Senhores. vamos ao coi icio,
v |;i esperemos esse talismn, deque tantos be-
neficios nos bao de provir. Dito isto, o pate-
ta, qneni se diriga o insigne orador, bnquiaber-
lo e pra/eiil. iro. abaixa a cabera Pin sigua! de
agradeciuiento, e a sucia, desfase ..do o circulo,
e COIU a improvisada Kxe.llnela lente, lar-
gos e apressados passos atravessa as nas que
coudim-in ao Indicado lugar, onde parao, eilc-
morao-sc, intrrtcndo-se dos scus planos de des-
truii ao e perscgiiico.
Ao cabo, porm, de algiius uiinutos entra no
porto o to festejado vapor ; ven. do sul, mas
directamente das Alagoas, < nao do Um de Ja-
neiro ; e sen bordo tras, nao o soubado de-
creto, de que nos livre Dios, porm o Exm.Sr.
Lopes (lama, que, leudo de regrrssar para o se-
nado, por se liaver lindado a lic.uca, rom que
lora delle se achava, quu por aqu passar a lili.
de sua familia, de que, ha multo, tem estado al-
senle. F.nto desappar.ee a alegra, os costos
de rosados, que estadio, tornao-se lvidos e bu-
cos, e os sucios cabishaivos e vagarosos, mis dos
OUtTOS se separo, no entretanto que en, ja livre
de suas reverendissimas preaencas, ria-m a per-
der folego.
Bem que a vaidade pairea innata ao lioineni,
com tudo niiigueni dir que a menina nao aeja
um cihic. Os ininigos do ca de onll.a a orelha. grilao por que o Comi
to.non a s.ia conta o Vilbla : quer V.lela se ca-
le, di/.ein. quer Vlllela falle, sempre o Cemo
tem de o ni/ir e de o apodar.
Ora, digo-me, pelo amor de Dos, que tanto
nos sobre, llavera queui seja indiflerente ao ler
asparvoices do Vlllela? Vejao estas, que elle
pro .rio na sesso de 13 de levereiro :- Acos-
t,nado ao eslodo das bis, a apreciar a ra/.ao
detlas, a fiuinor uiesmo a sua applicacao aos lac-
ios, eu como que leiho sempre as iiluhas idelaj,
os meus pesa.....utos subordinados as dispos -
roes das bis:-O.pie nao vaiporoqul. Se V i-
lela se desobrigasse na passada quaresina, tena
sen, duvi.l:. de se acusar destabazol.a. f os
Vilbla sabe que quauto profere beimpresaoe
eheira Periambuco, e nao se peija de diser
_ nue elle mstw a appliear as lela aos lacios .
Que as suas ideias, scus pensailieutos sao subor-
dinados s bis' Se isto nao he combar da ca-
nora, que a o conbece. he sen. dliv.da o ma.or
<|,.m.'i.lu do quauto elle he capa/. E porque
ha de o Correiu ..rer,que se la.a a esta provin-
cia tanto insulto ? Que obi igaeao ten. de cala,
oque lodos leen.? Poique >o hade, como
san, te do ridiculo, pnlverisar \ lllela Quen.
nao aborrecer Vilbla ? Un. defuncro.
I'EDI l 0
j
bii "i sena a l representavao da linda e
uL-racada opera A Estalagem da Posta.
Msica do celebre maestro arlos Coccia.
Fiudar o divertiineuto com o 1.* acto
da opera // tarbiro de Seviglia a pe-
dido de umitas pessoas.
N H. Para nao fa*er muito compndo o
espectculo este acto lindara na occasiao
do duelo Uunqe ioson.... entre Figaroe
Rosilla .o
Os Ibllietos da opera EHa agem da Pos-
ta traduida ein portugus, vende.n-se
* a 200 is. cada um na ra do Queimado
I numero II loja de tjardoso k Lompa-
1 nliia na rua larga do itow.no numero JO,
2 I." andar c no deposito dos bilhetes, no
S thealro
,J Precot de entrada.
1 adeiras de galera 1. ordein para
; honi.ns. y***
I Ditas de 2." e 3.' ordein para -
.A millas flJ5
1 /.ilbetesdc platea. '/"W
Vendein-se bilhctes no thealro do pateo
V do Colleglo. ^^
AVISOS MARTIMOS.
8
I
I
i
ALFANDEGA.
Iteudlinento do da 22. t:86i/;i(i
Descanego hoje 2.
/.'areaMary (J. of Scnis ineicadorias.
.irigueEmprehmdedor pedra.
PRA.CA DOHECIFE, 22 DE UAR^O DE 1845.
l.EVISTA SEMANAL.
..arabios Effecturo-ae uansacoes avulta-
das durante a semana a 25 '/> d. p.
1^rs.,e coiilinuo a haver saccadons
a esta quntaco.
asucac As entradas leein sido pequeas, lan-
o em caixas como eill saceos por
secca ; a Amorim limaos ; passageiro
dido Severino d'Avilla.
p^sr^"*"^*?--.. *---,^.*4,:i"I*""
iiSSSafSSUSttSSS* l Compauhia Italiana
S-r'-nvilcauli Lius ^lanoel Dantas Acyole Urmule e variado espectculo amanhua 27 do
sa .dv.i.L.i i..... Hosruelra. Manuel Jos 'P corrente. &
'^J^nBSiiuUm^m g nepoisde umaesco.hida..vmphoriiasu-
irniaa I), albina e 3 esclavos Jos Francis-
co de Miranda Machado
Stockolm;bifUfi sueco Z'nne...capitao t.WuU,
carga assuear.
Vritnoi enlrado* o da .
Kio de Janeiro; M dias, brigue fraacei Circurw-
taneia, de 221 toneladas, capitao Einet, equl-
pagcni 11 carga lastro ; a Wrial Innaos
Terra Nova ; 36 dias barca ngleta Jame* Me-
rcar! de 214 tonel idas capitao John Laerd ,
equipagem 14, carga bacallio; a James -rab-
btree & ompanhia.
Sarios mirados no da 11.
Rio de Janeiro ; 23 dias, galera MiuricM I he-
lio Tabb, de (iiOtou.l idas, capitao Otis \> < Dt>,
equipagem23, cargaaaeite, ao.capitao.
Santa Helena; 12dias, brigue inglesJmk, de
117 toneladas, capilao W. Patersou, equipa-
geni 0, carga lastro, ao capitao
Sucio.' takidOt no mesmo da.
Lisboa; com escala pelos Acores, patacho bra-
sileiro VenUS, de 224 toneladas, capitao Joa-
(iiiini Soares Miarini, equipagem "20, carga
diversos gneros, passag.iros Germano Ser-
rao Ai naii.l, sua senhora e dous criados, Ma-
na Victoria dos Aojos, Portugueses, M''""'
Jos Soares de Moma hrasilei.o, Luu Cabial
sua ...ulher e un. iilbo Poiii.gue.s, Antonio
Venceslao llaves, sua niulhe. e cinco iilhos
menores, Ilespaubes, Manuel Loiiren$0 de
Asevedo, Jos ardoso, Francisco lavares
Fraxao, Jacintlio Jos de Mello Salgado, Por-
tiigueies. .
Copenhague..; brigre dinamarqus Immanuel, de
215 toneladas, capitao D. t. Nosso, equipa-
geni 10, carga assuear.
\niurrpia; aaliota belga ercator.de 380'/,
toneladas, capitao llenrjvaii Coil.ppensotle,
equipagem 10. carga assuear e COUra".
Liverpool, galera inglesa Suordfi*h,v .Mj tonela-
das capitao Richard Green, carga assuear c al-
Kodao: passageirosFrederlcoSauiiders,Saiiiuel
1. jnhnsioii. R. P. 'oo, Inglese; eJonn
keller, Suisso.
EDI TA KS.
f
'9
Joo Xavier Carneiru da Cunha, Fidalgo Cacal
leiro, Curulleiro da urdem de l Imslo e Ad-
ministrad r da Mesa do Consulado, por S. M.
o Imperador, que lieos y naide, $,c.
Fas saber, que peante a administrado da
mesa se lia de arrematar no dia 27 do correle
a porta da mesilla urna caixa com assuear Drau
co fabricado no engenhu Pindobiuha con-
signada a Jos Pereira da < uuha ; appreheu-
da pelo respectivo empegado do l.ap.che ilo
pelourinho por inexacl.dao da tara, sendo a ar-
remataeo livre de despesa ao arrematante.
3-Para Lisboa sai com toda a brevidade,
por ter a maior parte da carga prou.pta, iMW
portugus Lmpreliendednr, loriado e MMtttalO
de cobre, e deque he capitao r ranc.sco Pedro
Fe. reir : que... quiser carregar ou ir de_passa-
(.em, para o que tem inuilo bous coniiiiodos. d^
rij se ao s. .. consigualario Francisco hc.er.ano
(tabello, ou ao cap.lo na pracai do Comn.erc.o.
3 __ Para o Porto o brigue A. A. da oa-twgem,
capilao Antonio Fcneira unes i PW
nassageiros trala-se co, r.anc.sco Alvea da Cu-
nha, na rua do \ gario u. 11 piimcno andar, ou
T=rCTWam P'rna,*bu sai para o Porto, no da de abril i"'P'^ve'-
ii.eute ; recebe aluda alguma carga a 250 rs. por
robad,- assuear, e pSssagei.os por ter bous
eon..uodos;trata-se con. o capital. Manoel1 F.an-
cisco Ramalho ou con. o MnNtuj0lM
mas de Aquino Fonseca na rua do \ igario nu-
"TAbarca portuguesa Espirito Santo segu
para oPo.lo.io dia 23, e, se por alguin uiovo
nao pude, seguir sua viage.n, ^''..a .mprett-
liveln.ente no dia 6 de abril: para o resto da
carga e passageiro, para o que tem uiuito bous
om.nodos.trala-se con. Francisco Alves da Lu-
Uha, na ra do Vigario ... i 1 pr.me.ro andar ou
com o eaoitao a bordo. I
lo em caixas como cu. saceos, poi remaia,..o u, -i-- --- ...,.
causa dos dias .sanios da semana san- sa do Consulado fV**m}>}J%Z
a,. hi\__11 ,.in,i ii i..i i ii ni. Joan .\uviei lu mu u
I' U B L I C A g A O A
Baile de mascaradas da Passagem da Magdalena
O Arqus e-cre*e romo quem -.5. vio o baile.
e e r.eve par- aquelles. que l nao lorao. O-
seus artig lecheados de petas e de jorosi-
dades; .ppelloU pata os appUUMis das Krka-
Ihs as. enem se lembr.m pr ventura, que ra-
za., mata r.rlu. rajad mata nelho e aarga-
Ih.dss nunca n.Hlaru cus alnum. ***
,,,|in)pil.H parece ressombrar nos MCrfptnl
Argus; r.dicular.sar n ba-le por pu.odes-
.f.d7. ou para MHM !* "?^rt. Tena N
n ____ a., niiiii. ii sanio u iis .___,,
ta e ventos contrarios.
Algodiio Ha vendedores a 4/400 rs. por (g> de
1." sorte e 3^J00 rs. de i.' leudo
continuado a entrar pouco.
ouros Tccni sido litis procurados, c ha com-
pradores a 130 rs. a libra.
Ifacallio Est por vender un carreganiento
de 2,800 barricas chegado de Terra
Nova esta semana; as vendas leeni si-
do moderadas e o depozilo he de
4,000 barricas inclusive aquclle car-
regainento.
Carne secca- ion, um carreganienlo do Rio
Grande pela Babia o deposito he de
2(1,000 arrobas leudo sido as vendas
uii moderadas e Seill alleracao de
preco. ,. .
Parinha de trigo As vendas coiilinuao limita-
das, e o depozilo ei.l lodas as inaos hc-
de 8,500 barricas.
Farinha de mandioca Vendco-se de 5/500 a
5/80(1 rs. a sacca.
Rap de LSboa Mo ha.
>al estrangelro Vendco-se a 280 res o al-
queire.
Fretes Contina a falta de navios para seren
frelados.
Entrro na semana fiada 5 embarcacoea ,
e sahiro 4:existem no pono 42, a saber; ame-
ricanas 17 brasileas, 1 belga 1 dinamar-
quesa, 1 hespauhola, 2 francesas, I hamburgue-
sa 10 inglesas 3 portuguesas 2 suecas e 2
sardas.
!de 1845.0 administrador, Joan Xavter Lantiro
da Cunha.
MONI MEMO DO l'OKTO.
' Co.u l arma do ridiculo sanio p ..s
cTp o lea. eavHlleiro e de.pra.ou langa e ,
montante ; o adversario pur.... ^^^ I
rata a ub.ess drtta. armas e d-spresava o m-
oun.eoia.ite o. pt.....Ir- evitou rombata.**
Iiftal e -is 6 m esmpo Argus ustenlando
a7eputc.,o.l.-j"uri;e MrMO de que ella
he scape. I.M ""' confur.d.n-
dntudo. Fet.in.enU bri.b.lha hoja. m.mi
li.1 .. palma que Ihe cooferen. os amado
-esdaagargaltiadas por qus"to
Sarios entrados no dia 21.
MaceiO ; 40 horas vapor de guerra nacional
(iuopiass coii.iiianilanle o capitao lente
Gullherme Carlos Lassance el unha : passa-
geiro., o Km... I'rcsi.lcnle das Alag.as acia-
no Mara Lopes Gama e sen ajiidante d'or-
d. ns o lente Pedro Ailonso Ferreira Dr.
Doria, Moniviver /oiilanger e seu criado, ca-
pilao auoel Ignacio do Reg sua senhora e
3 esclavos, Francisco Jos de Magalhcs as-
ios, sua senhora I filha e 3 esclavos, o alfe-
res Jos Hara de Siqueira Cesar, sua senho-
ra e 1 esclava lo;,o Flix ereira de Burgos,
e 1 esclavo (arlos Augusto de Morars, e I
cscrava. Luis Antonio Alves Montciro e Fran-
cisco Jos<; de Andrade.
ova ; 50 dias barca inglesa Irl, de 215
Ollliu.Sr.inspector interino da thesourariadas
rendas provinciaes, eiucuiupii.uenlo d'ollicio do
lixui.Sr.presidente daprovinciade I2ducorrente,
manda lser publico, que no dia 25 de abril pr-
ximo vindouro, ao lucio da, se aireinalarao, pe-
ante a mesiiia tbesouraria, as obras comple-
jiiculares da cad.ia da villa do Rrejo, oreadas
na quantia de5:802/125 rs., sob as clausulas es-
neciaes aba so transcripta. .....
Os licitantes, devi.lam.ule bal).Liados, deve-
rO comparecer lio dia, hora e luga, indicados,
com as propostas, na forma do reglamelo de
11 de julho de 1843.
Secretoria da tbesouraria das rendas provin-
ciaes de Periambuco, 18 de ...arco de 184o. se-
cretario, Luiz da Costa l'aitocuiretro.
OBRAS Ci.Ml.l.MlMAIlKS DA CAUEIA DA VILLA
DO BREJO.
Clausulas cspeeiaes da arrematarn.
Art. 1. As obras complementare da cadeia da
villa do Unjo far-sr-hao conforme ao orcamento
e plano aptuovados pelo Exin.Sr. presidente, ein
8 de marco de 1845, e pelo preco de cinco contos
oilocentos e sess. ..la e dous mil cento C vinlc-
cii.coris (5:82#1I2>J.
Art. 2. As obras priitcipiarao no praio deuous
meses, e sero concluidas no de do/e mese,
ambos contados em conloen.idade do art. 10 do
rcculaun modas a. icmalacoes.
Ari 3. O pagamento (ar-se-ha conforme ao
art. 15 do penado i.gulaniei.lo, seudo de 12
meses o praso da respousabllidade.
Art. 4 Para tudo <> mais que nao esta determi-
nado na presente clausulas cspeeiaes, seguir-
s.-ha iuteirainruteo quedispdc o precitado regu-
lan.enlode II .cjulliode 1843.
Reparthjao das obras publicas, 10 de marco de
1845. O eugeubeiro em cliefe I authier.
AppiOVO. Palacio de l'ci nan.buco, 12 de mar-
co de 1845. Almeida. (41
DECLARADO ES.
toneladas capitao John Giere equipagem
12 carga bacalho ; a Lathain 8t Ilibbcrt.
Savio entrado no dia 22.
Babia ; 21 dias brigue brasileiro Restaurado ,
de 147 tonelada. capitao /falthazar Ailonso
Alves /acellar equipagem 17 carga carne
la) Usaremos eserever Escocia e Escoceses
com c e nao con. ss porque nao obs-
tante termos em devida conta a opinio do Ar-
gus respeiamos mais as autoridades dos diccio-
geralmente nados de Moraes.'Fonseca ede Roquete.
IQ Companhia de llelurilw.
Os Sfs.accionisias da Companhia de .'. bilibe
haiao de realisar urna prestaeao de (i p. c, d. n-
irodoprasodeSOdia. contados desto dala cu.
diante. Esc.iptoi io da l Olupanhia 10 de Mar-
ro de 1845.-0 secretario, II. J. Etmaiides hartos.
Carta segura do vapor do norte paraoar.
Francisco Bernardo de Mallos.
x PUHLICACAO I.1TTERARIA.
As pessoas religiosas de ambos i> texos, e parti-
cularmente aos sacerdotes.
Acabao de chegar de Franca ^ cdltacoes re-
lisioMS, em friMa de discursos, para todas as
pocas e siiuaeo, s da vida >ov.ssiina edlyfo
,. 6 volun.esin-8. grande frai.ee, contondo. rawiavels.
413 discursos, c ...ais de 3,400 paginas, encader-| ""
A y sus diversos.
_ Na noute de 15 do correte na ca.a da
sociedade Piulo Dramalica na occasiao em
uue se centava o himno nacional, cabio da ga-
riadoladoesnierdo.um pardo brincos de
lilaraa, o qual eslava embrulhado em um pe-
,iav. de papel; ruga se a pessos. que o achou
de o ei.li.tiar na rua das fiincbeiraso. 36, que
lecebcra a. h do
i_AUloa-se mu sobrado de dous andares e
loja OIU quintal e cacimba, tMClj^cMttMto
nuitre cavallos, sito na rua da Seuulla Ve-
na nor detrs da rua da Cru. ... 59; aluga-se
doPo predio ou cada un.a da suas partes:
quem o pretender dirija-* a rua do Quemado
ii 14. tereciro andar. }'
i_Precisa-sc de uiiiaaina que tenha bou. lei-
tc na rua nova n. 41 1. andar. (-
L Omrivo do juiso de pas da freguex.a de
S Jos" mora na rua Augusla ... 72. Na ines.ua
asa e.,sia-sc c copia-se msica, por preco
COr'oabaixo assignade.declara|MhMP
una letra da quanlia de rs 1:321#790, acc
el le annuncianle c sacada por Jos Bapt.sU
da Fo seca Jnior, vencer cu. 30 do corrente.
Pr motivos que ha, nao sera paga seuao ao sa-
cador L*BoWoJiuto Costo trono. .
1 --' \luna-se un.a casa terrea, adianto da n-
beirada /.'oa vista, com bous conmiodo, quin-
| murado, e cacimba ; a fallar com Miguel
.... innti, Ouiuteiio, na rua Nova ... o. ti
cS ^ 1)r' PASSAPORTES.
3-0 abaixo assiguado avisa aos seus fregue-
/es, ea qualquer pessoa que pretender ,,que
e le coulh.i.a a tira* passaporte. para dentro ^e
SE, do imperio correr folhas e despachar es-
cravos ; ludo co... ...uita presteza., e pre9o mu
coiuiuodo : na rua do Rangel n. 34.
comino M^t joaquim da >tlva Ribeiro. (8
3_ Jobouiui Jos Rabello embarca para o
Rio de Janeiro a sua escrav.. de oome Marco-
lina, de nacao Angola. ,..
4_ A mesa reKedora da rmandade do Apos-
tlo S. Pedro desta cidade convida a todo o
irn.aosdau.esma .rmandsoe, para se reunirem
no da 26 d- corrente mes de Maro pela
ho.as da manha em ponto, oo consistorio da
Diesm ir.nandade. a flu. de. reunidos em mesa
Keral deliberaren, a respeilo da approvavacao
do novo corop.omisso. que tem de reger a me-
idd rmandade.
No armazem de assuear de
F. E. Mves \i.nna, na rua da
Sanalavelhan.01 io, hasemprede-
nosilo de bons essucares finos,pro-
pr.os para exporlaco, e por precos
^9


Aluga-se um preto que ao menos seja
official de cosinheiro quando nao tenha mais
lgumas outras habilidades ; quem tiver an-
nuncie. ', ; *
An^nio Jos Pires mudou o seu escripto-
rio da ruando Queimado para a ra das Cruzes
D. 20, primeiro andar.
Manuel da Cunha Guimares Ferreira
in'ora na ra da Praia d. 43
Na segunda feira, 17 do correte, (oi adia-
do as ifnmediacoes da ra .la Aurora um em-
brulho contendo vanas obras de ouro prata
e diamantes, que se supuoe perdido por quem
o conduzia; quem ( >r seu dono, pode procural->>
na mesiiia ra ein casa do Desembargador
Ramos, para que dando os signaes certos; Ihc
seja entregue.
Aluga-se urna caaa terrea na ra do Ara
gao com 3 cimarinhas duas salas eoiinha
fora quintal e cacimba s; a tratar nesta 1 y
pographia.
OfTerece-se para trabalhar em alguma fa-
brica de licores do que tem bastant'pratica ,
um menino de 14 annos ; quem de sen pres-
tio se quuerutilisar annuncie.
LOTEKIA A MATRIZ l>\ BOA VISTA.
Othesoureiro paga ..s bilhetes premiados da
quarta e ultima parte da segunda nova lotera,
oos diss 27, "28 e 29 do correte das y hora'
da manhaa ato ao moio dia ni/ seu escriptorio
da ra da AKandega Velha n. 13 <>
Quem tiver uih Tilo Livlo ao p da le-
tra e o quizer trocar por um diccionario novo .
francez-portuguez com a pronuncia figurada ,
( isto be, ensina a pronunciar o francoz sem
precisar de mestre annuncie.
Desappareceo ou furlro de Fra-de-
portas urna canoa meia aborta pntala de
ciozento por dentro e preto por Pora com
corrente na poupa com sobre-postas nos en
colamentos; quem a achar, fai o obsequio de
participar a Joaquim Lopes de Almeida em
Fra-de-portas n 96.
Roga-se a todas US autoridades policiaes
tanto desta praca. como de fra a pristo de
urna preta a qual se suppe estar fuada, ou
andar intitulada de lona, por haver queman
de metiendo isso na ideia dos escravos; cuja
preta tem os signaes seguintes; de muo Con-
go, alta, secca.rr Tula, olhos grandes e abo-
tuados, tem um p mais grosso. que o outro e
a peroa tatnbem, e bastantes maicas pelas per-
nas e todo o corpo, que diz ella lersido bobas,
queteveem sua Ierra ; quern a pegar, leve ao
pateo de S. Pedro tasa n. 3U
SOCfEDADE
PHILO-d)rlAMATIC
O primeiro secretario convida aos Srs. so-
cios para sessao boje pelas 7 horas da nnute.
Precisarse de urna ama de leite, preferin-
do-seescrava ; na ra da Cad ia de S. Anto-
nio n. 15. primeiro andar.
O abaixo assignado, mestrebarbeiro, mo-
rador no beccod'i Can pello, fas sciente ao res
peitBvel publico, que (,>iroubado na noute de
13 para 14 do corrente, levando-lbe os ladres
22 pecas de 7500 rs. !atoada forte) 31)6^000 rs.
em cdulas peoborea de ouro, qu" tiulia em
seu poder os quaes consistan era um sbeme-
te e transelim de ouro. briocos de bilibantes ,
anneles, alfinelesd" pello, colares, cordoes.
Comprad se papis de diarios velhos ,
eflcctivamente a j rs. a arroba, na ra lar-
ga do Rosario n. 15
Compia se um Virgilio e um Salustio ,
usados; quem tiver annuncie.
Compra-s urna porco de qnaitos, para
1101 eiigi nbo, assiui como tamocui se vende
Ulna bota italiana, e uuus cavados de seta ,
sendo um multo novo e mauro, he oom carro-
cruzes; roga Se as pescas a quem lor Merec- gaduf CSJUipa,ior( COf llielado e 0 Ulro bom
doalgumdestesobjectosdeosai.prehenderem. 8ttr,egWr at 10010, cor ros.Iho t est b.in
que sero generosamente recompensadas. Dous
dos ladres j se a bao na cadeia laltando um
de toda e qualquer obra com pprfeigao e por
proco rasoHvel. Eduardo Walsh. {"
LOTERA db n. S oo livbaviento.
3A rodas desta lotera aodo Infallivel-
mente no dia 10 de Abril, e os bilhetes acho-
se a vjnda nos lugares j annunciados. (4
3 Precisa-sede um caixeiro para tomar
conta de urna venda por bal anco, e que d fia-
dor a sua conducta ; na ra do Hospicio n. 31.
3 Arrenda-se por 0 mezes urna grande
casa na boira do rio na povoacao do Cacna-
ea digna de ser oceupada por qualquer fa-
milia ; tem duas salas mito largas, 3 quartos,
um dito para despensa, cosinha lora e boa es-
tribara ; a tratar no primeiro aodar do sobra-
do n. 46, da ra da Cadeia do Recite. (7
3Mr. Vignes, fabricante e afinador de pia-
nos tem a honra de participar ao respeitavel
publico dista cidade que mudou-se da ra da
Boa-vista u. a para a do Queimado n. \- ,
primeiro andar onde continuar afinar e
concertar com perteico os ditos pianos tor-
nando-oscomo novos depois de concertad s ,
lendo elle os precisos objectos para esse lim ,
nSo s os aviamentos, como todas as tarramen-
tas deste olllcio. (jo
30 abaixo assignado faz certo aos credo-
les do seu casal que elle vai proceder in-
ventario dos bens dos mesmo casal por ter
>ido para isto uotiiieado a requerimento de sua
iiiullier Francica de Nascimeiito de Albuquer-
Se Wandetley que se acha desquitada ju-
dicialmente.
Joaquim Antonio de S. Tiayo Lessa. (7
2 Manuel Dantas Acciole vai a Macei.
3 Em casa de Fernando de Lucca na ra
do Trapiche n. i, ha sempre um grande sor-
limento de todas as qualidades de vinho, tanto
em quartolas como em caitas que sao ; su-
perior vinho de Cherry em garrafas e metas di-
tas vinho do Porto, Mad ira secca, vinho hes-
panhul em pequeas barricas de duas caadas ,
superiores vmhos do Rheno agoa mineral,
Hacet i.i .lene-, e todas as qualidades de vinho
de Burdeaux Cognac, Brandy vinagre branco,
conservas de todas as frutas a Europa tanto
em latas como em vidrus, confeituras de Fran-
g, charutos da marca alamada Regala a fama
va, ltimamente chegados pelo vapor Jmpe-
ralril, a 3500 e 4/rs. a caixa de cen, e em por
..ao d-se mais em conta (14
2Jos Soares d'Azevedo Lente de Lingos
Franceza no Liceo, tem aberto em sua casa ,
ra do K sano estrella D. 30, terceiro andar ,
um 'lurso deRhelorica e outro de Geographia
e Historia. As pessoas que desejarem Irequen
tur mea ou uulra destas aulas pdem dingir
se 8 Uidicaua residencia de manhaa ale s '.i
horas e ue tarde a qualquer hora. [t
'.'. Antonio de S Cvale nti l.ms vai a Ma-
celo a tratar negocio de sua casa e leva o seu
esa a w> .Wailinho (3
C 0 Ai I* K Ab .
gordo; na ra do Rangel u it.
3 Compro-se para urna encommenda '2
pretosolliciaes de pedreiro dous ditos carpin-
leiros, dous ditos inaicmeiros e dous ditos
tanoefros sendo peritos pago-se bem ; na
iua da Semalla velha n. lio, das 10 boras da
i., iiua as 4 da taide. t>
2 c ouipio-se cITeclivamente para fia da
provincia mulatas, negras, e uioleques de 12 a
0 anuos pago se bem ; na ra Nova luja
de lerragens n. .6, ,<,
VENDAS.
para ser puso o qual se chama Ricardo Jos
Kibeiro be Portugus, bem contiendo nesta
cidade, ha pouco roubou um Fraocez, beba!
XO um pouco picad. ae bechigas grosso do
corpo, pescoco curto o queixo inferior deita-
do para fia foi visto embarcar a urna hora
da noute na praia do Collegfo e d7em ter ido
para o* norte para Pitimb roga se as auto-
ridades civis e militares o lavor de o oepturem,
e outra qualquer pessoa que o prender ou
der noticia delle recebera boas elviceras,
Yalenlim Jos Correia.
iJos dos Santos, llespanhul retirase I Vende-se um escravo de na(o, de 26 au-
para o Rio de Janeiro. o nos, de bonita figura, reforcado do cjrpo, en-
Precisase de um caixeiro Portugus de leude de baibeiro e canoeiro e he de todo o
12 a 16 annos que d fiador a sua conducta ; seivico braval e ganha 560 rs. por da, vende-
na ra Direita n. 58. 3 se por preciso; na ra do Livramenlon. 33. 4
1 Joo P. Eae relira-se para Inglaterra. 'tndein se duas esciavasde naco de 20 a
1 Aluga-se um segundo andar com bas- ^ annos, de bonitas guias eiiRommo co-
ta o tes com modos para grande familia e bem sinbo e lao de sabo ; 4 ditas de naco, mo-
Iresco com excellente vista de mar 1.;'ra da <;as, de ptimas figuras, paia todo o servico ;
Praia do Ra gel n. 43; a tratar no mesmo so- urna negiinha de 12 anuos, propria para cos-
brado. 5 tura; um moiique de naco de 1S annos de
1 Aluga-se toda a casa de dous andares e boa conducta ; na ra das Cruzes n. 4l,segun-
lojas da ra do Arajio o. 12. com quintal, ca- do andar.
cimba de boa agoa e coch ira no fundo do Vende-se um preto de naco, moco o de
quintal, com sahide para a ra do Tambi hoa figuia, propno ptra todo o servico de cam-
com commodos para 3 ou 4 carros ; a fallar na !"' i na ra do Crespo, loja 11. 4.
botica immediata, que ae dir com quem devem Vende-se, ou aluga-se urna canda de
tralar- 7 i carga de 600 a 700 lijlos, por preco cotnmo-
1 Manoel Jos Mariins relira-se para Por-I do. Fazem-se atierros, ou por braca, ou por
tugal a tratar de sua saude. 2 I empreitada ; abrtm-re viveiros novos ou re-
IPerd'o-se urna bengala da India com baixose velhos ludo por prego commodo ;
cabo de marfim, em que est gravado o sepuin-quem pretendel dirija-se a ra do Trapiche,
te ra du Cadeia I). 39 ; quem a adiar j venda n. 30, defronte do caes da Lingoeta
querendo entregar na ra da Cadeia Velha n. Vendem-se 3 moleques de naco, de 9
50, sei bem reccmp.iiado 5 i a 15 anuos, multo lindos e ptimos para todo
7 O abaixo assignado. meslre de ferreiro jo servico ; duas iiegnnhas crioulas de ti a 10
serralbeiro, tem estabelecido sua officina na ra anuos ; 4 esclavas de naco com bonitas fi-
do Brum n. 21; as pessoas, que de seu presumo gura e com algumas habilidades ; 3 escravos
se quizerem utilisar, dmjo-se a mesma ra de naco de multo boa conducta ; na ra Di-
que ae promette apromptar com muita brevida- reita n 3.
-Vende-se um escravo de necio, sem vicios cas os compradores e os prefiM; sao por me-
nem achaques bom trabalhador d enxada nos do queem outra qualquer fabrica. 119
e he muito curioso para todo o servico para 3 FABRICA DE ESJRITOS,
lora da praca, ou engenbo ; no Atierro da
Boa-vista loja de seleiron 41. wa RA des. Ufe N 85.
1-Vende se farinha de mandioca do supe- Acha-se sempre grande sorhmento de espirifos
rior qualidade ; no arco de S. Aotonio loja aos pregos segumlesadtnhetroavtsta.
0.2. (3 Ago'ardente de Franca a caada....... 960
tVende-se orna escrava de 20 anuos de
bonita figura sabe cosinhar o ordinario de
urna ca-a engomma liso, nao tem vicios, e se
d para experimentar ; no Atierro dos A Toga-
dos sobrado de um andar delronte de outro
de dous ditos em casa do Sr. Felis Cavaicao-
ti de Albuquerque. (7
3Vende-se urna venda em muito bom lo-
cal bem surtida e afreguesada 00 bairro da
Boa-vista, oused sociedade a quem entrar
com algum fundo por motivo do dono ter de
fazer urna viagein a Europa ; na ra Nova ,
venda n. 65. (6
3 Vende-se urna porcaode calas vastas do
Porto um braco de balando grande com con-
chas e correntes de ferro, e com os pesos que
pretenderen! dou pares de esporas de lato
modernas, e 2 pares de conchas de pao, novas;
as Cinco-pontas n. 160. |6
3 Vende-se urna preta ; na ra da Con-
ceicSo da Boa-vista n. 58. i2
3Vende-se urna venda com poucos fundos,
sita na ra da Senzalla-velha n. 1*26, parede e
meia da tenda do barbeiro Valentim muito
afreguesada tanto pira a praca como para o
matto ; a tratar na ra do Amor un n. 50. 5
.-. Vendem-se sedas para sapateiro, e suve-
ias inglezas na ra da Cadeia do Recite loja
de ferragens n 48. (3
3 Vende-se a sumaca Antonio, ancora-
da na praia do Collegio de conslrucco bra-
sileira forrada e pregada de cobre e com to-
do o apparelho de linho prompto a navegar ;
a tratar na ra da Cruz D. 45 casa de Nasci-
meiiio Schaefler & Companhia. Ifi
4Vende-se um novo sortimento de calca-
do de todas as qualidades ebegado ltima-
mente muito proprio para a Semana Sania .
por preco commodo ; no Alterro da Boa-vista,
loja 11. 24. ,'b
4 Ven-lem-se Sesera vas duas de 20 an-
nos, boas figuras, cosem, engouimo e cosi-
nho, 3 ditas por 300/rs. cada urna, (azem 'o-
do o servico de urna casa e vendem na ra ;
duas ditas boas para seu m educadas ; urna ne
grinha de l annos, muito linda ; um pardo
bom bolieiro ecopeiro de una casa ; dous es-
cravos bous para o trabalho decampo ; um pe
queno sitio na Vanea com casa de vivenda ,
e arvores de fruto; na ra do Ciespo n. 10, pii-
inuiro ailar. (1(1
4Vendem-se superiores presuntos inglezas
para fiambie ; no armasem do Guimares no
caes da Allandega (3
2 Vendem-se dous crioulos do campo ,
sendo um vaqueiro ; na ra da Aurora o. 4 12
2Vende-se a casa teirea n. 16 na ladeira
da Misencuidiaem Ollnda na esquina do bec-
co das Cortesas, a qual ttm 31 palmos de lien-
te e 60 de lundo, cosinba lora com pequeo
quintal e portas ejanella na (rente e oitao ;
a tratar na mesma cidade com o Sor Reveren
do Vigario Penquito. (7
2 Na proca da Independencia, lujas ns. 6 e
8. i'ch-se venda pelo diminuto pieco de 320
Dita do reino...........
Dita de aniz............
Espirito de vinho.......
Genebra...............
Genebra.............. botija .
Licores................ garrafa.
Ditos finos..............
Vinho de caj..........
.. 800
.. 640
... 10(10
... 720
... 200
... 160
... 400
... 400
VenJem-se latas de luiguica
de poico, e dilas com pios, meti-
dos em rnanteiga ; 11a na da Cadeia
Velha n. i!\.
Veti'le-se sal de Lisboa de
muito boa qualidade a bordo do
brigue JS'. S. da Boaviagem ; a
tratar na na do Vigario n ti,
ESCRAVOS FGIDOS
Fugio no dia 20 de Marco do correte um
preto crioulo, de nomo Matheus, representa ter
36 annos de idade pouco mais, ou menos, es-
tatura alta, corpo grosso bastante barbado ,
tem em urna das pernas urnas leridas e em
outra cicatrices de ter lido lambem feridas, le-
vou camisa de algodo, calcas de >iscado escu-
ro e chapeo de massa ; roga-se as autornl. -
des policiaes capiles de campo, ou outra
qualquer pessoa o prendo e leveui na ra das
Cruzes n. 30, qne st ra recompensado.
Fugio na taide do dia 20 do crtenle urna
preta motila, de nome Escolstica mas co-
ndecida por Cula de idade de 15 a '.l anuos,
levou em sua companhia urna cabritilla de ida-
de de Ij para 14 anuos de nome Felicianua,
ambas com os seguintes signaes ;a pnmeira de
estatura ordinaria, t cieos grussos, olhos gran-
el, s com um signai no dedo pollegar da mo
direita, ps apalhetados e cheios de cravos e
nao anda seno de sapatos ; a segunda, beicos
giossos falla tala e vern liie sahindo agoia o
peilos ; quem as pegar, leve ao convento do
1 armo ao Padre Vi. Thomuz ou na ra da
Alegra casa n. 40, que sei gratificado
3 Fugiro 4 escravos como abaixo su v ;
em 20 d< Abril de 1843 Miguel, paido, repre-
senta ter 19 anuos ae idade, alto, chelo do cor-
po, cabellos pegados ao casco, olhos pequeos,
nariz e bocea regulares, cara larga, com todos
os denles na Irente e esses limados com urna
orelha lurada, pernas grossas, tem as fallas um
tanto mancas
Em Mato do mesmo auno, Rufino crioulo,
lulo, 11 presenta ler 30 anuos, Olhos grandes e
na flor do rosto, nariz (hato belCuS um tanto
grossos, tem todos os denles da lente, he inul-
to gago, tem urna pequea costura em urna fa-
ce, alto, secco do coipo, tem as peinas um tan-
to loitas paia dentro, que mal si perecee, pes
apalhetados, e he um lauto pathla.
Em Junlio do mesmo anuo, Sabino, crioulo,
rs. o excellente Opsculo intitulado Historia cor lula, representa Ur 40 anuos estatura re-
abieviadada Redempco do Genero Humano guiar, secco do corpo, olhos grandes e abuga-
ou Resumo *la Vida, Paixo, Morte e Ressur-! Ihados, nariz chato, p..uca baiba, con, falta de
reico de N. S. Jess Christo desde o seu as- denles na Trente, e tem mudos cravos nos ps.
cimentoatavindadoEspnitoSanto;extrahido] EmJunhodo mesmo auno, Jos de naco
ludo dos quauros Evangelistas, e dos actos dos Angola, representa ter 40 annos, estatura uai-
xa, corpo regular, olhos pequeos, oaru chato,
Apostlos para licao dos alumnos das escolas
piimaiias, e collegios de t ducuco.
Nao ha liviinho mais til para a mocidade ,
e para quantos ignorao iiiteiramente a serie dos
portentosos facto.s da Redempco, e que sao as
bases da S. Religio, que felizmente prufessa
inos. Quantos Christos nao ha que sao do
todo ignorantes de modo prodigioso e estu-
pendo, por que se nptrou a grande obra da Re-
dempco do mundo ,' E que leitura mais pio-
veilosa se poue dar a mocidade e feralmente
fallando, ao comuiuoi da gente do povo .',"/
2 Vende-se no anua sem de Fernando Jos
Rraguez ao p do arco da Conceico do Re-
cite caixoes com cera lavrada esortida, por
preco commodo. (4
'i Vende-se um relogio de ouro, urna bar- :
retina coides e urna banda de la para in-
ferior por puco commodo ; no pateo do Car-
ino n. 3. (|
2 Vende-se um preto de meia idade, mul-
to diligente para todo o sel vico, e he muito
fiel, por preco commodo; na ra larga do
Rosario n. 33.
I
Va grande fabrica de licores do Atierro da Boa
vistan. 26.,
II Acha-se sempre grande sortimento deto-
ldas as qualidades de licores .esde o mais lino
al o ordinario de 160 rs. a garrafa assevera-
se que os licores imito perleramente aquellas
que vi em do Franca ; tambem existe rande
sortimento de genebra tanto em botijas como
em caadas ago'ardente do reino e de Fran-
ca dita de aniz espirito de 36 graos, cha-
ropes de todas as qualidades para refrescos, di-
to feito da verdadeira resina de angico excel-
lente para toda- as pessoas que padecem do
peilo ; na mesma labrica se encarrega de qual-
quer encommenda de champes licores e agoa-
ardentes, tanto para a provincia como para
exportac&o; as amostras se acbo sempre iran-
baibado, anda nao falla muito tem explicado,
he alegre, tem todos os denles da frente com
marcas de bechigas no rosto
RoKa-sea todas as autoridades policiaes,
can.panhas, ou qualquer pessoa que os ap-
preln ndao, ou faco apprehender, e levar a sua
senbora D. Arcangela SebdStianna Covalcanli ,
no sitio Uo Passo do (iiquia ou ao sur. Ma-
noel Cavalcauli de Albuquerque e Mello no
Giquia, ou ao Sr Domingos da Silva Campos,
na ra uas Cruzes :i. 40, que sera geniosa-
mente recompensados. !3.
3 No da 18 do corrente mez lugio um mu-
tuque de nome Francisco que representa tef
t>> a 20 anuos, de naco Rengela, alto, magro,
cor lula, catiello corlado tente, e com fallo utl-
le no meo da cabrea, de carngar peso, com
Lila de um dente na Irente, ps chatos eo cal-
< ailar um tanto ambilado paia Haz, tem una
leuda pequea em un p junto ao dedo m-
nimo ; levou camisa de cbila azul de quuuius
miudos, e calcas de bum paido ; n ga se as
autuiidades policiaes, capiles de campo iU
qualquer pessoa, o prendi, ou o liao pren-
der e levar a seu senhor immiugos ua Mla
Campos na ra das Cruzes n. 40, que sei
generosimenle recompensados 'S
? No da 9 do mez de Feveieiro do crren-
te armo, lugio urna p.eta ciiiula, de nome Lui-
sa fiiha da liahia, lepresenta 'a anuos de ida -
de sabio vestida de sala e panno preto, de boa
estatura tem o corpo bem hilo, basluiile puta,
e bem fallante So alguem a quizer compiar ,
procure sua senbora, na ra Nova n. 5S, .euii-
do andar, que lua negocio ; e quem a pegar #
leve a dita casa, que ser recompensado. 9
o '
pkhm; typ
l)K ftl. F DE I- AMIA 10* \6,


Full Text
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