Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05539


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Full Text
Annode IMS
Sabbado 1<1
de Hiarco
, _-i-TinP"*Mr"w*-'i
O DroP'iliet-f iilum Huqn3o foraia eantifiealoa : o prtpo |,t Ce lre mil ". por aparttl pajo aHien:a,los. <** annuncios doe eeigaaaaM san ineeridoa
raa.io de 'JO rtis por lir.lia. roa em Ivpo ilifferente, e aa repciui.es pela amelade Os
,ut Bao fureo assisnanfs pero *0reiapo linlia.ICU ei iyp0 dilferente, f, cadi publicaco.
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
(OUINUm t'a'abrba. aeundaaa aexiaa fairaa.P.io Grande do Noria, chega a 8 e Ji a par-
le 4 loa-i,abo. Sarinbaaa, KioForravio, Macey, l'orlo Cairo, a Alagoaa: no 1. 5
^^ a ildaoada aiex. Gsraohuns, a Lionilo i llit i i* cada mei. aoa-riata a Foi
,iala -8 dito. Ctdade da Victoria quintas bina, Olinda toilos oa diae
DAS da semana.
47 Scg. a. Patricio.
]S larca >. Gabriel Arcanjo.
MJ Quarta J> + Jos Es|>o 0 '!"<- Martinho Dumiense.
_( $ixi' Bent-) fundador,
j Seh. s Em'gdio.
'_';{ l)oao de l'asena s; Felis
a <*pu<19 de aa raasmos; d
ao priuuijiaioa
Caatbioa aobrs I.undr<< -5 i|
a l'aria 67 2 res por lrinco
Lisboa I JO por ll'O de preauo
Moeda,! aobH ao par.
Idea da latan til boas urajea i por ojo
sbe-t.......;^'-^g=Mra:aTO-raa^^
Anno XXI. N. 61$.
prudencia. a-odaragio, energa : cob-
". ser.-.' .....atado, co .d.raSio anlra a. nafuea Mil
(Froclaaag,. da AanMa ti.ral 6o lia.il.
caauoj ao dU ._o or. muyo
OnrMoeda da 6,400
h.
compra renda
17 VUU I7,00
.7.000 17.00
0,MO V,500
.KSU mil)
d.two <0W>
IXiU s.VSO
Prau--"atac<
i 'esos coluas***
Hito saaiicanof
PlIASES DA LA NO MEZ DE MAHCO.
4 b a 17 san, da man. I I.ua shaia i Al u 5 horas a 5'J saia da i.
es da larde. W'fleu.ma a 30 ss 1 boraa a 41 ssin da i.
Pr/amar de A Ol.
PruMifl as i horas t 30 nin da inanh.'ia |Segunda as 4 boril r 54 minutos da t
. JBBssEMi'IaTJ'Si ir m%.~
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA
Expediente to dia I.'{do frrenle.
Ofllcio. Ao delegado do Flores ordenan-
do, que, apenas este receber, laca recolher es-
ta capital o destacamento da companhia pro-
visoria, que all existe commandado pelo al-
feres Philippc Antonio da Albuquerque.
Dito. Ao inspector da thesouraria da fazen-
da, autorisando-o mandar abonar ao com-
missario pagador militar as quantias por elle
requisitadas para as despegas d'nste mei.
Dito. caman municipal de Garanhuns ,
significando em resposta ao seu offlcio de 26 do
mei ultimo, parece que a nova eleicao do elei-
tores, que por virtude do aviso de 8. de Ja-
neiro p. p. so mandoualli proceduc (cita pela qualificacao, que j havia, por isso
que, quando a Cmara dos .ieputados deelarou
Milla aquella eleico, fu, por vicios nella havi-
dos, e nao por defe'An na qualiicoco.
Dito Ao commandanto do batalhao da
guarda nacional do Po-d'Alho, determinando,
em attenc,o ao que sua morcG ponderou em
(iUciu 'je 11 do corrente, faca reunir ao mes-
iiio jatalhao, como duntes estavao as cornpa-
>i0ias da guarda nacional do Goita que lor-
mao umaseccaode batalhao; e communicando
torordenado respectiva cmara municipal,pru-
cedesse, como por lei Iho compete, lixagao das
paradas. Ofllciou-so a respeito cumara
municipal do Po-d'Alho.
Dito. A cmara municipal do (abo, orde-
nando, passom quanto antes a Bornear pro-
motor para o primeiro batalhao da guarda na-
cional do sen municipio a lim de que possa
dar-se andamento aos respectivos processos,
actualmente retardados, por nao haverem suas
motees curnprfdo, como devlSo, eisa obrigacio,
Que Ihes hnpoz a le, Comoiunicou-se ao
commandantesuperior interino no municipio
i:'> Cabo, ruja repreientacio dco lugar expe-
diccSo 'esta ordem
IDBM DO DA I .
OTleio. Ao inspector interino da thesora-
ria das reodas provioeiaes, ordenando -m coo-
sequencia de reqoisiQio da assembla, que ao
respectivo primeiro secretario, o bacharel Fran-
cisco Xavier l'.i Barrete, mande entregara
quola consignada para o expediento e mais des-
pezas da casa da mesma asscmbla. Citrn-
tnunicou-se aoja mencionado primeiro secre-
tario.
Dito. Ao commissario pagador militar,
declarando em resposta ao seu olTicio de 4 d'es-
te i[)c/, que o capelln IV. Jos de S. Jacinto
Mavignier deveser considerado como perten-
cente terceira classe ; por isso que se desde
a organisacao do quadro porque nao fui com-
prehpndido na primeira, segunda ou quarta,
licou sendo considerado como addido a dita
terceira classe e por lato sug ito ao servieo
moderado em consequencia do que loi cha-
mad) para o segundo batalhao de aitilharia
p nao pode, pelo simples (acto de ser desli-
gado d'um tal corpn tcixar de ser reputado
cuino componente daquclla classe, mas Smen-
te se essimo determinar o poder comp tente.
Dito. Ao presidente da cmara municipal
desta cidade, declarando, que o da designado
pela 'residencia para a ultima e geral apura-
cao das actas dos collegioi eioitoraes da pro-
vincia para eleigo de senador be o da 23 do
corrente, domingo de paschoa e nao dia U
como por engao se escreveo no ollicio, que
M'iiielhante respeito se Ihe dirigi.
Dito. Ao diere de polica interino sigu-
(loando em resposta ao seu offlcio de l d'usto
ino, que as autoridades civis sao as competen-
tes para formar processo ao soldado da cooipa-
nhia de guardas nacionaes destacados, Francis-
co Marccllino ; por isso que vista do art.
125 do cdigo criminal, combinado com o ^ "
(Jo art. 308, ea provisao do conselho supremo
militar de 20 de Dnlubro de 18U4 he (ora de
duvida, que he civil o srime de que se o ac-
cosa.
Dilo. Ao engenheiro em chele das obras
publicas, di/endJ, iju;; a medifu da sobra do
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
Disrurso do Sr. Carnriro Ledo pronunciado mi
senado em a Mio de 17 de Janeiro de 1845.
O Sr. Carnciro Leo:Sr. presidente, era-me
indiUVreiite fallardepois ou antis do nobie se-
nador que acaba de ceder a pala va, tanto inais
iiuarito gu nao tinha por ora em vista responder
partictarincnte ao nobre senador.
Ao terminar hontcni o nobre senador o seudls
curso, manlfestou o deaejo de continuar boje, e
o nico obstculo que V. I'.xc. apreseiilot ais-
so era o de ter eu a palavra de precedencia; es-
lava da ininha parte oedcl-a, para que o nobre
senador continuasseo sen discurso, e be o que
liz. Elle poim, talvez por estarnios etn <:o.....tis-
sao geral, nao quer acceitar a inhiba cessao. .Nao
me resta pois luais nada a la/.er.
Sr. presidente, o lim particular para que pe-
di a palavra foi pata responder priineirameute
a uin nobre ministro que na outra iiiluina as-
severouque eu tinha descoberto a enra, dlzeu-
do case nobre ministro que eu tinha declarado
baver proposto una aiunystia ;i cerda, e que el-
la a recusara. He esta a asscveraeao feitn pelo
nobre ministro da guerra. Parece que elle se de-
fenda de nina itnputaeo que se Ihe fazia de
descobriracora, ea inelhor resposta que s.
I'.\e. achoo foi fa/.er una seinelbaute inveni;ao.
Eu estou persuadido porlll, Sr. presidente, que
oSr. ministro da guerra nao o fez iiiteiicion.il-
inente; he provavel que S. Exe. ouvisse asseve-
rar isto em algmna parte, e S. Exc. talvez, com
pouca perspicacia, entendeo queessss aaseve-
raciies le i las em particular, cqoe servem para a
intriga, sao daqucllas que pode 111 vir a tribuna;
perdein porm o seu elfito, quando vem ;i pu-
blicidade, porque pdem levar o competente
desmentido.
Me falso, absolutamente falso, ter eu asseve-
rado que propozera urna ainnystia a cora, edi-
to que a cora a recusara(apoiados). lie absolu-
tamente falso; neni na tribuna, nem fra della,
eu liz jamis semelliante declarac;io [apoidoi).
Alguna Si s. senadores que procurarao sondar-
me em particular no anuo de 1843 sobre una
ainnystia, devem estar multo bem lembrados do
que eu Ibes disse; .ipresenlei-nie pessoalinenle
opposto aiunystia, asseverando at aos nobles
senadores que, emquanto cu eaivesse no mi-
nisterio, nao haveria provavelmente aiunystia,
mas que nao dizia que mi podessem ter lugar
ampios perdoes.
Por consequencia, Sr. presidente, quer no pu-
blico quer no particular, nunca liz recabir a nao
eoncesso de una ailinysta sobre algunia diver-
gencia da cora. He engao no Sr. ministro, ou
o Sr. ministro entendeo que isso seria uin.i rer-
dade, mas entendeo mal; esta mpulacao pode-
rla servir talvez para propalar-sc no particular,
mas nao para chegar i tribuna.
Por esta occasiao, Sr. presidente, la re i una
'bnete he fiel ;s doutrinas do systcma represen-
tativo, que nao livraoos ministros da responsa-
bilidad!'com a vontade iieni cscripta, ou verbal
do monarcha; esse gabinete retira-se. Succcde-
llie urna aduiiiiistraciTo que evidentemente mos-
tr ter principios contrarios aos do ministerio
que deixava o poder; alguna dos itiembros iles-
se ministerio fazem opposicSo a essa nova aduii-
nistrafSo, < este lacio, que essencialtnente he o
niesuio que o outro, que he conforme s dou-
trinas do sysleiiia representativo; este factoque
he justificado pelo que teem praticado os fio-
.....us inais eminentes e inais inooarcbicos da
Kuiopa, taes como (itii/.ot, Thiers, Moler, sil'
Itobert Peel c tantos outros meamos anteriores;
este laclo, que foi platicado por lord Chalan
aluda antes de ter este titulo, quando, retiran-
do-se por duas vezes do gabinete por divergen-
cias com a cora, foi grupar-se na cmara dos
(Ieputados a que perteucia, com os humen-, da
sua opiniao c fa/.er oppo.siyao; este laclo, digo,
i,io trivial e conimum, as paixes o teem querido
explorar da maneira amis desleal!
Sen llores, continuai nessa senda; vos conse-
guiris talvez tornar odiosos noillCS proprios,
ni is por certo que nao adquiriris direitos ao
I i I ii lo que vos arrogis de consolidadores e har-
inonisadores do systema representativo. Vos o
tornis inteiraniente iuipraticavel entre nos,
porque, desde que nao liouvcr a facnldade da
retirada de mu ministro (piando os negocios p-
blicos nao marcharen! segundo a sua opinio,
desde que essa retirada se deva considerar como
una especie de tiaicao, acabou-se O sistema
representativo (apoiaoon), sua conserva^ao no-
minal torna-sc at multo perigosa para o Brasil,
inulto funesta luesmo...
O Sr. Paula Sonsa da um aparte que nao ou-
vimos.
OSr. C. Ledo:.. porque as eleicca custao
caro, fazem progredir a iuimoralldade, e dio
lugar a desgracadas transac(5es, donde nasce a
desobediencia s leis. E essas eleiiis de que
valeriao ? Para que servirio se os ministros nao
tlVCSSCn de alti'ndi'i' ;i i' pii'ssiio (lillas, se nao
tlvesseui de consultara opiniao nacional,se nao
tivessein outros deveres acutnprir, luesmo os
da couscicncia de cada um, c so devesseni se-
guit a vontade da cora ?
Sr presidente, estes dous objectos ero a-
quelles <|uc me fizero lomara palavra; cu pre-
tenda aimplesmente tocal-os depassagein como
toque!, porque nre persuado que nao Ibes devo
dar lodo o (Icsenvnlvimcnto de que seriiio sus-
i'cptivcis,
l'.isso agora, Sr. presidente, a l.i/.cr um exa-
me no discurso que temos de dirigir a cora em
resposta aoquea mesma cora nos dirigi a nos,
e para combinar milito especialmente 0 alcance
(lo ultimo trecho que aqu encontr com o que
nesta disciisso teni dito alguna nobre sena-
dores.
Eu devera talvez, Sr presidente, fazer algu-
inas rellexes acerca dos nossos negocios exter-
nos ; mas, attendendo i ininlia posiyao, sendo
diflicil distinguir o que eu conheco como par-
curta obs rvaciio sobre un fado que boje se p- titular daquillo que possa ter conhecido por po-
de bem notar. Elle manifest primeiramente o
dcsconheciinento de todas as regras edoiltrinas
inais couieziuhas do sistema representativo;
manifest em segundo lugar o exacerbaniento
de paixoes a que boje se mostrao sujeilas as
mesillas lutclligenciasquese suppem esclareci-
das. Tenlio vislo l'aicr-se nina imputaran ao ga-
binete a que eupertenci, que consiste emdi-
zer-sc que quizera elle inipr-se cora; que
chegra a tal ponto a soberba desse gabineteque
signo oiiiei.il. attendendo natureza desses ne-
gocios, duvidando un sino se (le quaesquer re-
iliMies que eu podesse fazer poderla resultar
mais mal ao paiz do que bein, eu me abstenbo
de iutreter o senado sobre este ponto.
.Mas, Sr. presidente, devo dizer algutna cousa
iiaquellc em que o senado responde ,i cora ;i-
cerca da nossa politica interna, cuja redaccao
nos loi liontciu declarada coma pertencente ao
nobii' senador, presidente da provincia do Rio
rrenode manaba da ruado lirum.de que tra-
ta efli seu offlcio de 2 do correte deve ser ful-
la com justa igualdade entre Maooel Duarte
Kodrlgues e Pedro Goncalves de s. Auna, que
a lequeiCiau
mi consintira que a cora tivesse uma nffeicao, de Janeiro e meibro da couunfsso. De certo,
c que varios cidadaos que coinpartiao a opl- scnbores, que a doutrina contida ueste paragra-
uiao politica (los un inbros desse gabinete lam- pho nSo pareca estar miii coherente com o que
bem lizcro u mestno, recusando acceitar u mi- (, nobre senador por S. Paulo havia dito nesta
nisteno. casa, inesino na actual discussao; inascmtim
Sr. presidente, be mui notavcl semclhantc elle a approva, elle uiesmo a aprega, posto que
assercao, principalmente quando emittida pelos em seus discursos se poderla adiar alguina cou-
partidarios do gabinete de IS-io. Sil contraria a ella.
Ilouve um dissentimenlo no gabinete de 1840; Seni por ora entrar lio cxaiue de ontras partes
mnmeinbro desse gabinete quera demittir o desta resposta, notarei as seguintcs expresses:
coinmandante das armas c o presidente da pro- Os Hrasileiros ficar emfim convencidos
vineia do RO Grande do Sol, e 0 resto desse ga-
binete, isto be. a maior parte dellc, n.'io queria
essa dcinissao, ou fosse pela deiuissao em si, ou
l'osse pida subsluiciio. A cora acccdfr opi-
niao da minora do gabinete, o resto retira-se.
Este resto do gabinete que se relirava, ese us al-
iados da cmara dos (ieputados de 1811 lizcro a
(pie s a obediencia constituidlo c s leis, e
a iiuiao de toda a familia brasileira, beque
i pdem tornar grande e prospero o Imperio, e
i'clizes seus habitantes.
Mao son eu de certo, Sr. presidente, quciu du-
vidar da veracidade deste axioma, adiinitto-o,
acho-o iiiuito digno de ser apresen lado cora
opposieo.ipiepodraoao gabinete marco de 1841, pelo senado brasReiro (apoiados); mas, seapri-
quejsubstituira aquelle outro,enessadiscussdea meira obrigacao do senado he dizer a verdade
a cora, a verdade despida de lodos os atavos,
porque fatal idade o bao de dixer aquelles que
da sua wracidade
alguns deputados, que boje sao adiados do ac-
tual gabinete, e que naquclla poca sustenta-
v;io a adniiiiistraco de mareo, notarn nos dis- U;u> eslau convencidos da sua veracid ule .' Sr.
, misos da opposir.iu de cnlao algumas exprs- presidente, (piando se nos apreSi'iilau as leis do
sois a que attribuirao um alto alcance que tal- imperio como fonte de toda a corrupeo, como
vez nao eslivesse na IntencSo dos que as pronun- origein de lodos os nossos males, como causa
ciriio. Entretanto o gabinete de'julho mise ,\,- tantas persegui9es, de tantas transac(es
queria iuipr acoroa, naoquiz fazer prevalecer
a sua vontade sobre a della, nao tinha soberbia;
eoin o ii une ; quailUo se nos apresenlao as lius-
sas bis ionio produzindo todos estes males, con-
estava seni duvidanoscudireiloreliraiiilo-se.es- vlll que o senado Inasileiro. este coi po respei-
tava no seu direiio fazendo opposcaoao gabine- tavel onde lanas capacidades se reunem, va di-
tenue o substltuio !... zeraothrono aquillo que naodeveriade forma
He o iiiesmo tacto que se verifica a respeito do alguma dizer? Porque, senhores, se as nossas
gabinete de 1843. Ha una divergencia; esse ga- leis sao a fonte de todos os males, se ellas teem
produ/.ido tanta immoralidade, tanta decepcSo,
porque nao di riamos ao throno:Senlior, o
complexo das nossas leis que regulad o julga-
inento, o complexo das leis eteitoraes sao fa-
t.ies, ellcs teem produiido grandissimos niales
ao paiz; mis, Senhor, trataremos de orgartlsar
a nossa leuislaeao, porque, obedecida ella, se
torne mu nriniiieial de lodosos bens.
Mas, quando alguns senadores apregoao qmr
as nossas leis sao a fonte de todos os niales, e
ao inesuio lempo dizem que su a obediencia .1
ellas pode |iroilu/.ir bens, esiarao cslcs senho-
res coherentes comsigo inesino, principalmente
aquelles que pareceIII recoiihecer o direito da
resistencia armada as fraeroes da sociedade
brasileira que se suppozereiii atacadas em seus
direitos .' Senhores, eu mi acho coherencia al-
guma llisto, cseiiaoeoinb.ilo as expresses a
(pie alindo, coudas no voto derroca, he por-
que nao admiti tiue as leis teubo sido .i fonte
do nossos males, que ellas tenhao sido a base de
lodos os sol nclitos que a ellas sii se teem all i
buido. (Jomo eiiallnbiio esses soll'ritneulos ;i
iuimoralidade, aos homens e nSod observancia,
las leis que sustento terem sido prostituidas e
violadas, estou, Sr. presidente, inteiramcute
concorde com o principio que so einitte de que
sii a obediencia i cmistituicao C s leis be que
pode fazer a nossa felicidadc.
Senhores una obrigacao que seiu duvida
teem iodos aquelles que aspiran a que baja con-
cordia e harmona na familia brasileira, como
inculca este trecho do voto de gracas, he inos-
Irarcm-se calmos e isentos de todas as paixes,
que teem causado a desunio dessa familia, que
teem excitado a guerra civil ; mas, quando nos
vemos que depois de um intcrvallo j longo en-
tre as lucias mais funestas que teem havido no
paiz, e que arniru us cidadaos mis contra os
uniros, lucias que mais especialmente de rao cau-
sa discordia cutre ineiubros do corpo legisla-
tivo, o a tantos desvarios ; quando us venios,
senhores, que, depois desse ntervallo, alguns
senadores cuido inais de justificar suas opi-
nies anteriores, e as culpas e desvarios de seus
alliados do que de cstabelccer os principios saos,
as doutrinas sanecionadas pela experiencia, (pie
poderiao em fin harmouisar a familia brasilei-
ra ; quando venios que em vez de se renunciar
as vellias paixes sao ellas boje i eproduzidas, e
se procura anda cstabelccer doutrinas proprias
smente para justiflcal-as, posso duvidar da
sinceridade do ilesejo, que os nobres senadores
manifesto, de csiabelceer a harmona e concor-
dia na familia brasileira.
E como nao duvidar quando observo anda ta-
xarem-se as reformas do cdigo e nutras leis de
anli-consiiiiieion es: e como nao duvidar, quan-
do ainda se mi renuncia ao chamado direito de
resistencia ?
As violentas paixes de nossos adversarios e
sua sede de poder produziro as rebellines de
184-2; parasejustificarcm, allegarlo os autores
dessas revoltas, vlolaccs da constituicao, c a-
cbrao echo em membros do corpo legislativo,
que procurro estaheleerr nao smente o di-
reito da resistencia armada, como o direito
de se levantar uma fraeco mnima da socieda-
de contra actos da administraco, contra actos
de um ou outro administrador subalterno que
viola as leis e o'endc os direitos desses cidadaos,
mas nicsnio 0 direito de erguer-se essa fraeco
em interprete da constituicao, de consideral-a
violada pelo eotpo legislativo, o levantar-se
con) ii as proprias leis.
O que, i,io as rebellines de 1842? Qliacs foio
os seus pretextos? Quaes foriioas allcgaces das
reprsenla, es que as precedrao ? O corpo le-
gslavo linha feito certas leis, leis que enten-
da estarcui na sua aleada, na espbera do seu
poder, porque Ihe pareciao de conlbrmidadc
com a constituicao do paiz; uma opiniao, po-
rin, se levantou contraria a ellas, que cnten
dco c piop.ilou que essas leis violavao a consti-
tuicao, que excedio as facilidades do poder le-
gislativo. Mas, Srs, esta opiniao foi vencida
pelas maiorias de ambos os eorpos legislativos;
psta opiniao nao teve assentimento nos eonse-
Ibosila cora; as leis estigmatlsadas por essa o-
pini.ii) Ionio sanecionadas; sua execuefio op-
pz-se entilo a revolta, oppz-se a guerra civil!
Foi necessario defender taes moviinenlos;
dabi viero essas doulrnas errneas cerca do
direito de resistencia, lie certo, Sr. presidente,
que as sociedades humanas existe um direito,
o de ser feliz, o de procurar o proprla felicida-
dc, e esse direito poiter.i explicar a independen-
cia (lo nosso paiz, c umitas rcvoliiees que teem
triiiuipliailo em diversas nafdes; mas este di-
reito incsino nao se pode bem definir. Os he-
tos que provao sua existencia nos servem mais
para o apontar do que para bem o definir. Os
polticos mais prudentes, Sr. presidente, inais
cautelosos cvit.n.io sempre forniiilal-o em re-
gras, poque, nao seuilo possivel bem definir as
circumstaiicas peculiares em que esse direito
pude ser reconhecido, a propala$ao de taes re-
gias mo pode produzir seno males, seno re-
voltas parciai'S, pelas quaes cada individuo, er-
gitenilo-se ein juz da violaco da coustiluiro,
julga dever dcsallrontar-sc dessa violaco, e


excitar a guerra civil. Se o poder legislativo
entre nos, se o complexo de tres poderes pol-
ticos tinba approvado -ss.is leis, achaudo-as
COUSentaneas com as regras cstabelecdas na
constituicao; seo inesuio poder judiciario, pe-
los melos que teria ao sen ale mee, niio desco-
nheceo essa conformidade, como admittir a dou-
trina que fez erguer em juiz dassuppostas vio-
laudes da constituicao urna fraccao do estado,
urna minora, Sr. presidente, nao digo so do
imperio, idas una minora mcsino dessas pro-
vincias em que a revolta foi levantada?
OSr. Paula Suma; Eu setnpre reprovel es-
sa revolta; havia meios legaes a que sepodia
recorrer.
O .Sr. C. I.i.'ui:0 nobre senador me asseve-
ra que, sempre estove de accordocom estes sen-
tiraentos; eulne applaudo disso, inasconfesso
ao nobre senador que algumas vezes talves
por preoccupaeao minha, me pareceo niio ha-
ver accordo entre nos a respeito dessas doutri-
nas e talves desse desaccordo nacesse a maior
parte das nossas divergencias; porque, se eu
julgasse que estavautoa concordes sobre os prin-
cipios a seguir no futuro,nao parecera to res-
tricto na Indagacu da razo que tivera assistido
aquelles grupos de cidadaos a respeito do pas-
tado.
>o se pode pois Sr. presidente admittir
una doutrina que arvora emjuizda conformi-
dade que as leis tein com a constituicao do im-
perio a quaesquer grupos de cidadaos pois
que a indagacu dessa conformidade he da ex-
clusiva competencia dos poderes constituidos.
Os principios que teudo a colloear em quaes-
quer fracres da sociedade esse dlicito nao po-
dero ser proprios senao para excitar a guerra
civil, a divisan da familiahrasileira, cuja con-
cordia todos nos parecemos querer eslabeleeer ,
* ao lucilos tlieoricameiite. Domo cnlo disse ,
digo anda boje que, leudo sido as leis que se
promulgarse na sesso de 18-11 iulgadas pelos
poderes legtimamente constituidos no Estado ,
niio tendo sollido o menor embaraco em un
oulro poder que a constituido n-coniece iude-
pendente em seu juizo ou o deve ser. nao possa
admittir que essas leis soja o desconforme, eom
os principios constitucionaes; e seoadmittisse,
em vez de essegurar que s da obediencia .s
leis pode vir a harmona a familia brasileira e
a l'elicidade publica eu dira ao ilirono a ver-
dade como a entendesse declararla franca-
mente que essas leis sao a fon te de ininicnsos
males e dira positivamente cora que tra-
taramos de remediar a estes com a reforma da-
qucllas.
Scnbores essas leis nao sao perl'eilas : como
todas as obras humanas, he natural que tenho
defeitos mas pdem ser corregidos aprovei-
tando-se a experiencia que boje temos em nos-
so auxilio. Mas para que se trate do nielliora-
nento dessas leis nao be uecessario que sejo
laxadas de anti-conslitucionaes; basta que a
experiencia tenba mostrado que nao pdem pro-
ducir todos os bens que tivero em vista os que
as orgauisrao. Porm nina oplnio poltica
queso tein em vista justiticar-se muito enibo
raassanbeas paixoes que por outro lado allccia
e inculca querer acalmar, una opiuio poltica,
digo, ejue se quer justificar do erro de 1842, nao
pode de modo alguiii liniitar-se a di/er que ha
de tratar de melhorar essas leis, naquelles ion-
tos que a experiencia tiver indicado como de-
l'cituosos. Convin a essa opinio propalar que
essas leis sao aiiti-consliucoiiaes, que essas leis
leriaoa constituicao, porque por esse modo te-
r, senao desculpado, ao menos pretextado os
erros de 1842; couvm-lhe derivar indos os at-
tentados praticados pelos agentes do ministerio
actual contra a liberiiade dos cidadaos, e que
sao denunciados pela opposicao do mero exer-
cicio e pratica dessas leis, que se quer desacre-
ditar inculcaudo-as como machina infernal.
Neste procedimento eu posso ver seui duvida
un desi-jo natural do coraco humano, isto he.
o desejo que todos lem de mostrar a sua im-
peccabilidade;iuas oque nao posso ver be o dese-
jo de unifio, a vontade de acalmar as paixoes ;
parece-me sobresahir em contrario mu desalio
a essas mesillas paixoes, que uo pude ter nutro
resultado senao axacerbal-as de novo, e alimen-
tar cada ve/, mais a discordia da familia brasi-
leira. Quando umouiro individuo smenle pro-
pala estas doiitrinas hesem duvida mu mal,
mas este nial lie iucomparavcluienie maior
quando os ministros ta corda interpoeni nesse
intuito a sua auloridadc e inllueiicia. Verdad)
lie que por ora, nao posso citar da parte dos
Srs. ministros neuhumas patarras bem positivas
que niostreiu a intenso de dar corpo a urna tal
opinio ; porm farei observar ao senado urna
especie de subterfugio que boutem, de passa-
gein, pude notar no Sr. ministro di fazenda.
Unidos ineus nobres collegas cita va as opi-
nioes do nobre deputado emittidas no sen rela-
torio da rejiarlieao da jusliea de IS-, no qual
desorte algiima aiinua a essa opinio qiicjul-
gava auti-consliliic'oiiacs as leis a que me es-
to u referindo ; porquanto conservava exacta-
mente as niesmas cousas (apoiadot), mudava n-
ntcainente as pessoas; quero dizer, passava a
*
(ao dsse oecasiio a se niio tocar em algumas
ilisposii oes, que alias desde o coineco se entre-
vio a necessidade de corrigir ou mudar. Mas,
senliores, essas disposicoes menos boas e sns-
ceptiveis de melhoramentos nao siio as que mais
abundo nessas leis : em muito maior numero
sao as disposicoes boas tendentes a melhorar a
nossa organisaco, a dar forca aos poderes cons-
tituidos para obraren] na suaesphera.
Rasas leis, Sr. presidente, nao tinho os 6ni
que o odio e o espirito departido Ibes quer em-
prestar; ellas deixavo os cidadaos em dlssenti-
mentocom osque apoiao a administraco su-
Ihciente liberdade e garantas. A observancia
exacta dessas leis, nao producirla sem duvida
a-pullo de que nosqiiexamos (tipoiarfos). He sa-
ludo, senliores, que as melhores dsposicoes
podem deixar de ser observadas; nem mesino
(liando a lei d;i una autoridade a certa e deter-
minada pessoa, he excusa para essa pessoa ter
usado de tal autoridade. Segundo a lei de res-
ponsabilidade ministerial, por ventura he s
!','.l"',\"i1 Darte o ministerio a volaco das
eis : Nao, be tambeni crime o abuso do poder
legal que possao ter os ministros (apoiados). Se
ni o asseverais (como creio que o asseveras
porque rasao o parecis negar em outras cir-
eiiuistaneas ? Ainda mais : no caso inesino em
que os ministros, as autoridades constituidas
leein poder discriclonario para obrar em certo
sentido, o abuso que fatem desse poder contra
as regias da justica e da moral, ou contra os di-
jurisdiccao dos delegados para os juizes de di-
reito e as dos subdelegados para os juizes d
paze iniiiiicipacs. Ora, quando o Sr. ministro
da fazenda, na ultima sesso, pareca negar es-
ta opiuio que emittio no relatorio que fez co-
mo ministro da justica, davaaberta pelo menos
a se acreditar que elle uo he de opiuio que
essas leis nada teem di' iiicoiislitucioiiaes.
Senhores, em miulia opinio os abusos de que
he victima a sociedade hrasileira, nao partein
dessas leis : essas leis sem duvida sao imperfei-
les como o sao todas as colisas diste inundo :
neo duvido at di/er que ellas se devein resen-
tir da precipilaco com que passaro em una
das cmaras. Cia ojiinio poltica se oppu-
nha absolutaineute sua passagem, procurou
iuipedil-a, e em taes circumstaucias, apersua-
sao de quecra iuipossivela discussujioi' artigos,
tal ve/, que iudiizissea sua total approvaeo sem
uiudo exaine. Talves que em favor de mil dis-
posices boas que con tinba, se deixasse passar
una ou ouira que se nao poda desaggregar
seui (orear essa lei a voltar aqu ao senado, o
mentos que se julgavao necessai ios; talve essa
triste posico em que nos pz a opposicao de en-
jertos do cidado, he nina violacao punivel en
conformidade das nossas leis de rcsponsabili-
dade.
Sr. presidente se urna porco de cidadaos ,
que apoiao a administraco tein procurado es-
labeleeer que nao se dro abusos e alterna-
dos, como ouvinios no discurso do Sr. presiden-
te da provincia do Hio de Janeiro na sesso de
lionleni esta allegarlo nao he genrica pois
que outra parte de insignes ministeriaes reeo-
uliece esses abusos c s procura com que fas-
cinar o publico fazendo-o crer que taes abu-
sos nao'nasceni dos homens nem da intencao
de marchar em un certo sentido saltando por
todos os preceitos das leis mas que nascem do
uso e do exercieio das mesillas leis!
Seria dillicil senliores enumerar todos os
icios do governo ou de seus agentes em que
infringirao abertamente as disposicoes legaes ;
seiuelliaiite trela nao caberla as (oreas huma-
nas. Mas quando se observa, queosalista-
liieiltOS ero organisados com a intencao marca-
da de oproveilar ao gorrino organisados com
iionies de invisveis que desfa/.io que annul-
lavao as malorias reaes dos cidadaos em cada
districto, quando freguezias, que linlio 500,
ou O voltiles apparecio eom mil e tantos, an-
uullitido assiin toda amaioria real do paiz ou
ao menos a maioria local podis dizer, que a
lei o autor isa va ?
.la disse em outra oceasioque alei tinhacom-
binado o que pareca mais ajustado paraobter
o lim de un alistaineiito imparcial c regular ;
liulia chamado a organisar esse alistamento dos
votantes una autoridade electiva una da no-
lueaeo do governo e una autoridade vitali-
cia. Se, porm, o governo destroe, ou anniil-
la a autoridade electiva, chamando un juiz in-
competente ; seo governo instrue ao seu dele-
gado, ou agente que devia Hscalisar a obedien-
cia das leis para que elle iiiesnio eleve o nu-
mero dos votantes com minies de iuvisives co
dos eleilores com sonbados fogos poderes di-
zer que he isto disposicSo da mesma le? Ao
contrario as leja sao to previdentes, que, an-
da dada a coinbinaeo dos tres encarregados da
orgaulsacao das listas para as falsificaren! a
opposicao nao (icaria sem recursos, pois que to-
das essas falsificares serio improficuas se o go-
verno nao quizesse garantir a iuipunidade de
laes atieniados apoiados). Hestava ao cidado
primeiro o recurso ao presidente eeste recur-
so o pejo poderla fazer, que fsse proficuo on-
de pejo lionvesse onde a priincira regra a ob-
servar nao fsse vencer a todo o custo. Resta-
va ainda outro recurso : as leis declaro crime
o privar a un cidado do direito de votar quan-
do Ule compete ; por eonsequencia quando se
provasse esse alistamento falso que se tinba al-
terado a maioria real, os cidadaos tinho ore-
curso de se queixarem perante a autoridade; era
un crime de resionsabilidade; e quein era com-
petente para eonhecer delle ? juiz de direito
O juiz de direito poda he verdaae, estar nos
i nteresses do governo; porm, se o juiz de di-
reito tvesse pejo nao poda rejeitar a acciio in
lmine, devia aceital-a devia inquirir as teste-
munhas apresentadas ; e se oestas testemunbas
resultasse culpa nao teria outro remedio se-
nao pronunciar ; se elle contraviesse as regras
da justica ainda havia appcllaco e finalmen-
te quando aappellacao fsse iniprolicua res-
tara a jiublicidade das provas recolhidas.
[Conlinuar-u-ha),
o i'itoTESio DOS trinos DE pui.nambcco.
Sahio estampado no Jornal do Cammercio de
quinta feira o protesto dos Srs. llego Barros,
Maciel Monteiro e Kabuco de Araujo, contra o
pi'ocediniento da cmara a respeito das elcices
de Peruanibuco. Esse protesto nao be dirigido
cmara, mas sini alia razao nacional que so-
beranamenU' iulga ministerios, malorias, mino-
ras, e cuja decisao, llguem-se como quizerem
os facciosos e turbulentos, cuja decisao he de-
finitiva.
Sao se dirigindo tmara, como o dos Cea-
renses, esse protesto pdc ser concebido em
termos mais enrgicos, e he essa urna vantagem
que os tres eleitos de Pernambuco conservo
nesse acto. Quando nos dirigimos cmara,
nos, os amigos da ordem, por mais que a conlle-
vamos impura na sua origeni, desatinada as
suas decisoes, devenios rrconhecel-a pelo que
de facto est sendo, c termos una lingiiagein
mais ou menos respeilosa; em quanto que
(liando rallamos da cmara, podemos" fazer-lhc
i severa justica que merece, < que a opiuio pu-
blica ilustrada ja Ibc faz. Essa a vantagem do
protesto dos Pernambucanos (-'onsen-o elles
em toda a parte esse toni de dignidade que com-
pete a proscriptos acensando os seus proscripto-
res, esniagando-os com o desdeni que inspiro
os seus desatinos.
Essa cmara, julgando em sesso preparatoria,
estando presente a minora de seus membros,
os i uais frenticos de I les, as eleices de duas
provincias, e annullando de assalto elcices de
(i'ernanibuco, eleijes da Bahia, em tanto quan-
to era til aos seus i nteresses de faeco, annul-
lando-os sem o menor exame de documentos,
sem o menor conheciinento das quesics, e isso
tudo em sesso permanente depois das horas
da tarde, no meio do cansaco dos espiritos e dos
corpos, oll'erecia un espectculo tao asquero-
so, to proprio para excitar a indignaco de to-
dos quantos tein dous dedos de respeito lei e
de dignidade pessoal, que realmente o protesto
dos Pernambucanos, lembrando todas essas cir-
cunstancias deve ser terrivel para esses tao
solfregos proseripiores. Conten alni disso
ene protesto uinaparte interessantissima, he a
em que se explica o trumpho dos praieiros e a
posico dos presidentes de Pernambuco por el-
les guerreados, por elles que alias mantiiiho
relaces intima* com alguns dos ministros.
Os praieiros alardeo que nao tivero o appoio
da polica para vencer a eleicao; nostra-lhcs o
protesto que o tivero nos maiores e mais im-
portantes collegios, sendo com os votos desses
collegios que conseguiro ser eleitos; mostra-
ntes mais o protesto que o presidente de ento,
sem por forma alguma favorecer a opposicao, se
lhes nao dava'a elles, praieiros, ludo quanto pe-
diao, lie porque via na provincia un partido
ministerial de ideas mais moderadas e honestas,
ni quein suppunba que o ministerio preferira
appoiar-se, at porque refacOes de intinio pa-
rentesco unio mu dos ministros aos principaes
desse partido. Dabi essa hita da polica e d3
praiacoui os presidentes, luta porm desigual,
pois a praia tinba o appoio das indiscretas confi-
dencias de alguns ministros, o appoio de todas
as autoridades civis, judiciarias e militares de
directa nomeaco do governo, o apoio do che-
fe de polica, e das autoridades policiacs subal-
ternas.
Assiin entendemos, e s assiin he possivel en-
tender como nina provincia tao civilsada, to
opulenta como Pernambuco, deixa-se dominar
por um pugillo de clubistas que reeriit.-, o ins-
trumeiiios passlvos as classes inferiora da socie-
dade, a ponto de eleger para seu deputado o
energmeno da larga sangra e das vesperat sici-
lianas.
O protesto dos Pernambucanos he um desses
documentos que fieo inipressns como stigma
indelevef naquelles contra quein be dirigido.
Oh, (llanto nos eusta o nosso servilismo
para com o Alentar, a nossa camaradagem para
com o I i liano cxclamou a nossa vista umSau-
la-luzia, depola de ler esse papel, enxugando a
testa coberta de suor, em quanto as faces Ihe fi-
eavo qual nunca ficaro nem Iio de ficar as do
Sr. Auivliano.
(Do Brasil.)
L-se na Senlinella :
Y.ST\' DESfRUCTAVEL.
A velhice ignorante lie tagarella; e se nao, ba-
ja vista ao Sr. Aun Mano. To (alado n'oulro
teinpo, j se Ihe val ouvndo algumas pbrases
alcni de judaicos protestos deamizade Foi mo-
rar para o paleeete dos dez toslocs, para se livrar
de importunos grrulos, c l inesnio Ihe va o
arrancar do bico preciosas perolas. Km se met-
iendo a justificar ou explicar, como elle diz, as
infinitas phases de sua vida publica, be um D-
os nos acuda !
Divoreei-ine dos collegas dcjulho, por-
tille... (e j la referir verdadeira causa, isto he,
o despacho do seu nobre iimopara o Hio Oran-
de, quando reparou que fallava entre santas-
luzias), porque... sim, pareceo-me ser esta a
vontade do...; mas, sao factos que j vo longe.
/.'riguei com os collegas de marco por me
qiiererein forrar a redigir, por iniu inesnio, as
notas diplomticas.
Romp definitivamente com o de Janeiro,
por me julgar injuriado com a repulsa do Ho-
norio quandosollicitei a embaixada de .aples.
Soube ao depois que a ftil razo drste proee-
diineuto era o s querer-se l mandar gente
branca...
Mas V. Exc, n'esse tenipo j era senador,
disse um do circulo.
Poca que tal disseste 1 O espirituoso gentil bo-
nieni alirou-lhe tal olhada, que siguificava ao
pe da letlra : Sim, j era senador, j estava
mais claro por haver passado pelo filtr que en-
tura .'
-j.i | mu nuil
nem da America civilisada, aonde elle nao ex$_
ta ; e tainbem que me nao consta haver parte
alguma no mundo, em que a carne que se des-
tina ao consumo publico sotfra tratos umI,
deploraveis, e menos proprios para a tornar boa
do que entre nos : com ell'cito as pessoas enten-
didas neste trafico, conhecein os abusos que se
cosiuinao eoniinetier na niataii(adogado;dizeni
(esc sou bem informadoj as rezes que sao ex-
postas ao consumo publico o sao algumas ve-
zes em estado muribundo, e algumas se tein
vendido publicamente depois de uiortas cin ca-
ininbo: isto me dizcm, e me assevero; mas
o que he evidente, porque he sabido feral-
mente, beque o lugar aonde se faz a uiatanca
he um foco de infeceo : o saugue das rezes
que se inalo he depositado em cavidades que
existem no matadouro; esta materia, de sua ua-
turezaj niiii putrescivel, corrompe-se coin in-
crivcl rapidez, e dabi resulta una liorrivel infec-
eo da athmosphera ; de modo que nos arredo-
res do lugar, aonde se costuma fazer a inatanca
qualquer que passa sent este cheuo desagrada-
vel.echega inesnio oincoiiiiiiodouin raiuiuuio
mais dilatado omito maior. Ora a vista desta
breve analyse he visto que a medida indicada
pelo Sr. Maia lie de utilidade geral ; porque por
um lado a carne que vai ser jiosta no consumo
se torna muito nielhor e por outro lado se evi-
ta o deseiivolviineiito de molestias pestilen-
ciaes que alias pdem fazer una explosao fatal,
em eonsequencia da existencia desses locos de'
infeceo. Por tanto entenda que era conveni-
ente adoptar-se alguma medida a este respeito..
A razo.apresentada pela cotnniisso.iio me pa-
rece dessa importancia que se Ihe querdarjtalvez
inesnio houvera ella procedido com mais accerto,
propondo outro arbitrio, leudo mais cni vista a
utilidade geral : tal vez fsse nielhor organisar
um projecto em que se neriuiltisseacreacao des-
te estabeleciineiiio por meio de empieza ; por
nmmp
vKNaAIBICO
W|1
ASSEMBLA PROVINCIAL.
CONTIHUACAO DA 8E8SAO 110 DA 1S DE MARfO 1)E
1845.
(HIIIM DO 111A.
Discusso do parecer adiado, por ter pedido a
palavra o Sr. Maciel Monteiro, sobre oreqnerl-
iii, uto de Jos da Maia, pedindo, sob diversas
eondicoes, autorisacio para edificar um mata-
douro publico. A comniisso indefere a preten-
cab do supplicante, 1." porque acamara muni-
cipal j est autorisada para o niesuio lim. 2.
porque a assembla nao pode legislar sobre e-
conomia, e polica municipal, sein proposta das
cmaras respectivas.
%0 Sr. Marirl Monteiro : Quando o parecer da
eoniinisso foi lido, eu sent a necessidade de
fazer algumas reflexes acerca da sua materia ;
porque, segundo minha opinio, tratava-se de
nina grande necessidade, qual a da creaeo de
um matadouro publico, e via que a cmara mu-
nicipal se havia opposto creaeo deste estabe-
leciuieuto ; por isso que se Ibes ia privar de
una fnte copiosa de renda municipal e isto
ao lempo em que a mesma cmara confessava
nao ter ineios sullicentcs paraeinprehender es-
te grande inelhorainento publico. Realmente
pareceo-me extraordinario, e alguin tanto em
desharmonla coma utilidade publica que ficas-
semos privados do beneficio de Uiii estabeleci-
inento, como be esse, nicamente porque se diz
(ue se estanca por esla forma nina Ibnte de
renda para a cmara. A assembla he milito
[ilustrada para que seja-me preciso desenhar-
ibe o quado das vantagens que pdem resultar
deste importante ineUioraniento, e ponderare!
smente que nao conlieco cidade da Europa,
quanto pode parecer, que as eondicoes propos-
tas por este individuo sejo onerosas e outros
posso apparecer, que se comproinetto a fazel-o
de una inaneira inenos gravosa para a provin-
cia se bem que eu nao sou dessa opinio; por
isso que me persuado, que as eondicoes estabe-
lecidas na proposta do -r. Maia nao sao extraor-
dinarias, e nem exageradas; entendo inesnio, que
podeni ser adoptadas com algumas niodilcacoes.
Eu nao emiti sobre este ponto juizo definitivo;
I quizera smenle que a coininisso concluisse o
seu parecer, pondo em arremataco esse esla-
belecimento com as condipdes que julgasse con-
venientes ; e, sendo assiin. eu jiodena dar-lhe o
meu voto; mas do modo que se acha redigido o
parecer, julgo que nao precnche as nossas vis-
tas, nao est de accordo com essa grande neces-
sidade publica. A cmara municipal he por cer-
to credora de toda a consideracao, e seus mem-
bros sao, aos nicus olbos, pessoas da maior res
peitabilidade, e do maior patriotismo ; mas is-
so nao obsia ; porque cstou persuadido, deque
todaasuarespeitabilidade(todasa.sboasinteiicoes
que Ibes reconheco, nao sao bastantes para que
em 4, 5, t, ou 10 anuos inesnio possao erigir
crear este urgentissiiiio eslabelecimento : ora
agora deixo ao patriotismo da assembla o ava-
llar se devenios ficar privados deste nielhora-
niento(quenoiueu entender lie de grande ur-
gencia; por inultos anuos,.nicamente pela con-
sideracao de nao estancar essa inle Ue -renda
municipal.
Islo iiososcno relexoes, (ue eu entrego
sabedoria da assembla; nao Uve inesnio lempo
para lefleclir sobre a materia; mas parece-me,
que a conclusao do parecer da comissao nao es-
ta nos termos de ser approvada : voto por con-
seguirte contra-ella, at que seja esclarecido
pelos illuslradosineinbres da coniniisso.
4 Sr. Mabuco: Sr. presidente, com o respei-
to devido aos talentos, e perspicacia que dis-
tingue o nobre orador que me precedeo, pedi-
r! venia para Ihe dizer que elle nao coiisierou
!*s ra?,'s' en que je fundou a coiumisso para
iudeferlr a preteUfao do peticionario; elle ape-
nas lallou de una das razoes em que a conimis-
sao se fundou seciiiidariainente; porquanio a
coinniissao nao appreseiitou como razao princi-
pal a eslagnayo da renda municipal, foi isso
por dentis; porquanto a razio principal do pa-
recer foi o respeito c consideracao devida ao ac-
to addicional interpretado: nao foi s o ficar
privada a cmara de una fonte de renda, nem
inesnio (como ella diz) Ilustradas as suas inteu-
coes, eos ineios que tein posto em pratica; foi,
como ja disse, a prohibidlo estabclccida no acto
addicioiial assembla de legislar no que for
polica, e economa municipal, sem proposta
tas cmaras, ora a cmara nada propz a este
respeito; por eonsequencia nos nao podemos
legislar cerca d'isto nao nos devenios illu-
air com a vantagem do estabeleeimenlo pa-
ra preterir urna forma essencial, a qual somos
adstnctos;no podeinos,por mais tantajosa que
seja a medida,prescindir da forma esiauelecida,
da previa proposta da cmara : ora cisaqui a
razao fundamental, razo de muito uso, e (ue
os nobres deputados com todo o seu tlenlo,
nao podem destruir ; todavia Sr. presidente, eu
nao deseoiiheco (direi de passagem) as vanta-
gens que resultar do eslabelecimento do ma-
tadouro, e lano assiin que mis, penetrados des-
la necessidade, j legislamos a este respeito; j
aiitorisanios a cmara a construir um maladou-
ro publico, bem que todos os obstculos, e iu-
covenienics, nao fieo san nadas com o estalle-
lecimeiito de um matadouro, c por isso nos lo-
mos mais providentes,mandando crcar,alm do
matadouro publico, logradouros pblicos para
o pasto das reses que veni para consumo do
municipio. Sis., eu ja disse que o ponto essen-
cial do parecer be que nos nao podemos legislar
sem proposta da cmara; a assembla nao pode
prescindir de una frmula constitucional, qual
esta; de mais eu entendo (ue esta empresa nao
be to grande que seja mister couceder-se o que
quer este particular; entendo que se deve fazer
este estabelecimento por empresa, quando por
ventura os recursos do estado se iiioslrareiu y-
sullicentcs; masa cmara nao confessaessorln-
Bufiiciencia de recursos; ora,se as rendas niuni-
cipaes pdem dar para o estabelecimento deste
matadouro,para que ficar a cmara privada por
to longo lempo, qual o decurso de !f> anuos,
do rendlmento do matadouro, que he um ren-
dimento que em todos os municipios, e eitt to-


SfM
dos os paites avulta milito para asmunicipalida-
des .' ,
Srs., cm vista destas consiaeracoes parece-me
que o Sr. deputado nao pode olhar com tanta
l'idiiirenca para ponto essencisl da coimnis-
tSo, qont o di; se nao poder legislar sem pro-
posta da cmara sobre economa e patela
municipal; he esta a materia de que se trata; lo-
go que lser ? Approvar o parecer da conuuis-
sSo-
L-sc e he apoiado o seguinte rrqUernnento.
u Requelro o adiamento do parecer era dis-
eusso, por tres dias.Francisco Joiio.
O Sr. Francisco Joo:Ku nao caneare! a
assembla eui demonstrar-lhe a necessidade do
estabeleclinenlo sobre que foi apresentada a
proposta; porque nada poderia accrescentar ao
que claramente foi dito pelo Ilustre collega que
me preced'" : seria tambera cancar de algum
modo as vossas attencfies reprodusir um quadro
que i'11 patriotismo queem todos rcconhcco,
supponho senipre presente suavista: sepois
j>or um lado eu me supporia dispensado de aprc-
gentar as cousldcraces de utilidade pelas
quaes sou inclinado nao approvar a propos-
ta mas a reflexionar sobre a conveniencia de
provr de prompto esta necessidade ; se ine
.ii[i|i ble coinpaiihciro apresentou consideradles ,
nao s particulares mas de todo o peso e mo-
mento ; por outro lado nao posso deixar de to-
mar a palavra para rebaler consideraedes d
una ordein dulciente que frao apresenladas
pelo nobre depulado que assignou e sustenta
o parecer da commissao. O nobre deputado ,
a cuja prespicaeia por certo nao escaparn as
vantagens que deveiu resultar da crearlo de mu
tal estabeleciniento conlieceudo que nao po-
deria combaler a otl'ensa que tinha sido leita ao
parecer,asscntou de nos reducir ao silencio,dizen-
do que nao podamos tomar medida algmua
sobre o caso de que se tratava, porque disso nos
inhiba o acto addicional. nobre deputado ,
como inestre da le acostumado a invocal-a ,
quiz tapar-nos a bocea por esse nico. ^_
Sr. presidnte ou erro (como he muito natu-
ral,! na maneir'd, porque entendo o acto addicio
nal; 011 o n-jbre deputado nao expressou bem a
MiaopiniilQ ; ou entilo cu nao a pude bem com-
prehend.er (o que he mais provavcP. O nobre
deputa.do suppe (pie nos nao podemos legislar
sobre, objectosde polica e economa munici-
pal., seno vista de proposta das cmaras ; nao
jiiereudo acceitar os principios do nobre depu-
tado em toda a forca e vigor que elle os quer
apresentar, eu por momentos acompanbarei a
sua argumentacao ; de barato Ihc darei toda a
forca que elle Ine quiz dar ; mas concedendo-
lhe essa forca nego-lhe as concluses que ti-
rou ; porque neg o laclo que elle se refere
O nobre deputado disse que nao tendo a c-
mara feito proposta ueste sentido nada pode-
mos decidir respeilo : ora este he o facto que
eu neg ; porque a cmara desta capital com
elleito j nos fez presente esta sua necessidade ;
j urna ve?, estabeleceiuos meios para este lim ;
j Ihe volamos uina verba para a construeco
de um nialadouro;e aja autorismos a conlrahir
um debito para levar essa obra i elleito : tndou
que pi ova que nao s rcconhcceinos a obrgaco
pie sobr' ella pesava de construir esse estae-
leciinenlo como a necessidade inmediata e
urgente que delle havia ; e por isso cu neg o
facto pelo nobre depulado apresentado e por
consequencia a concluso que quis tirar delle ;
mas Sr. presidente eu irei mais longe ; cu
quererei inesmo conceder ao nobre deputado a
sua inaneira de argumentar ; por quanto elle
ncsnio reconhece que nos nao somos de inanei-
ra alguina adestrictos aos meios e medidas
apresenladas pelas cmaras ; porque a nao ser
assiiu nao Bel que lugar nos competa. Si- nos
ossemos obligados a saneconar tudo quanto
ellas nos proposesseni por certo nao exereeria-
nios o direilo que o arto addicional nos conl'erio,
quando nos collocou na posicfto de provermos
a essas necessidades locaes pie as cmaras nos
aponlarein : as cmaras por meio de suas pro-
postas fazciu-nos condecidas as suas necessi-
dades ; porin o remedio para ellas nca a nosso
arbitrio ; he esta a opinio que se Un seguido
a assignou o parecer e o outro (pie me est dan-
do alguna apartes que nao percebo tceni aqui
apresentado medidas contrarias aquellas que
sao propostas pelas cmaras. Sr. presidente,cnu-
be-mea infelicidadede nopodcrexaminara pro-
posta ollerccida pelo tal empresario .lose da
.Maia ; nada posso dizer a respeito das vantagens
que ella possa ollen ci r nein formar un: juiso
seguro ; mas com tudo farel una consideraro,
e he que a cmara j foi aulorisada una vez
para construir um niatadouro sendo decretada
una verba para esse lim ; cin um outro anuo
j a autorismos a contraliir nina divida para
levar elleito essa constraccilo ; uenhuin desses
meios pode ser empregado pela cmara nao
obstante o seu nao duvidoso patriotismo, que
i'U son o primeiro a reconhecer c a conlcssar ;
logo devenios crer que a empresa he um pouco
dillicil ; que nao est ao alcance dos reclusos
ordinarios da cmara ; e que por conseguinlc <>
nico nielo que resta, de que se possa laucar
mo para realisal-a he por certo comnicltci-a
a um emprehendedor particular que na cs-
peranca de lucros futuros aproiuple esta obra;
o que he scni duvida muito inais til do que li-
car o publico privado, por inultos anuos ou ul-
vez para sempre de tal estabeleclinento. De
tudo quanto tenho dito nao se conclua que cu
adopto a proposta que foi ollerccida tal qual
se acha nao Sis-, quizera apenas propor um
remedio para provr a esta necessidade publi-
ca ; porin nao me aeho habilitado boje para o
apresentar, e limito menos para o defender ; por
isso propouho o adiamenlo por tres dias.
O Sr. Nabuco : Sr. presidente, eu creio que o
nobre deputado que me precedeo nao fes senao
justificar mais a necessidade, cm que estainos.de
adoptar O parecer da commissao; o nobre depu-
l*o nao pude ignorar que a regia que nos he
imposta respeito do direilo fe legislar sobre a
polica economa municipal, he absoluta, sen-
do que dcila nao podemos prescindirsemlnfrae-
c3o do acto addicional: aqu est o que di o
art. 10^4. (lio). Ora, poderio estas expressk 9
ei irazidas cm duvida, poderia dizer-se que el-
las ero permissivas antes da interpretarlo; mas
a lei da interprctacao destruio lodas as duvidas
este respeito ; porque di/, no artigo 1.o srgiiin-
te (leo). A lei da interpretlo velo declarar que
isto era uina clausula essencial, clausula da qual
nao podamos prescindir, einiini que nao pode-
mos legislar nos interesses dos municipios, sem
proposta das municipalidades. Ora, eu nao vejo
os inconvenientes que o nobre depulado cnxer-
goucmncarmosadstrictos este meio da propos-
ta das cmaras, nao vejo realmente ; o nobre de-
putado sabe que as cmaras he que mais turne
datamente conhecem as necessidad. s de suas
localidades, por consequencia aquellas que mais
habilitadas esto para propor os meios que jul-
garem convenientes para a polica e economa
municipal; o nobre deputado deve conhecer
inesmo que isto he nina garanta no interesse
dos municipios, porque estas medidas nao trra
necessidade de saucedo.
Sr. presidente, o nobre deputado disse que
j havia una proposta da cmara neste sentido ;
aonde est a proposta autorisando esta erapreza
de .los da Maia? Ku nSo a vi anda, porque a
proposta sobre a necessidade do matadouro nao
lie a proposta desta empieza ; a necessidade an-
lolha-se a todos, a proposta que nos falta he so-
bre os meios de preencher a estas necessidades,
he nistoqne consiste essencialmente a proposta,
he a respeilo dos meios que o nobre deputado
diz que j a commissao tinha feito proposta ;
pois nao decidimos nos j esta proposta ? INo
dissemos j que lieava a cmara autorisada a
construir um matadouro publico; a proposta as-
sni nioacabou, nao deixou de existir ? Parece-
me que siiu; c nao se cntciidaque he s preciso
proposta para crear, porque he evidente tambera
que della se carena para derogar ; nos, depois
(le approvarmos quaesquer posturas, nao as po-
demos derogar sem proposta da cmara ; nos
j demos providencia cerca da necessidade,que
acamara nos apresentou, do matadouro ; agora
s podemos revogar essa providencia tendo pro-
posta da jamara.
Senhores, o parecer da commissao est no ca-
so de ser approvado,porque nos inesmos nao po-
damos entrar no exanie do contrato que se pre-
pe, o inais que poderiamos fazer era autorisar
acamara para iininedatanienle contratar a em-
preza mais vantajosa, e aberta a concurrencia ;
mas isto s pode na ver lugar sol) nova proposta,
e depois que se conhecer que os recursos iniuii-
cipaes sao insnllieientes; e este conheciinento s
pode dar-se quando tratarmos do orcamento
municipal; alias vamos frustrar as intcnces da
cmara, nullilicar as providencias que ella j
tein incetado, como declara na sua inforinaco.
Por todas estas razes anda sustento o parecer
da commissao.
O Sr. Francisco Joo:Sr. presidente, anda
me levanto para sustentar 0 adiamento que pro-
puz, e para justificar a niinha repugnancia em
votar pelo parecer em questfio. O nobre depu-
lado, concluindo o sen discurso, mostrou, sem
querer, a necessidade urgente que havia de se
tomar urna medida qualqucr que concorresse
para ptover-se esta necessidade ; porquanlo,
referindo se proposta deque tratamos, disse,
suppiinha um pouco improprio desta casa tratar
da proposta em questo ; mas que se naoiuppu-
nha privado de lomar nina medida, autorisan-
do a (amara a contratar a empresa sobre que el-
la versa : he este justamente o peiisainento que
aprsente!; he este o pensameuto que procura-
re! sustentar, apesar da impugnadlo do nobre
deputado.
nobre deputado diz que, em vista da inter-
pretacb do acto addicional, nos aehavanios ad-
strictos aos meios ollerecidos pelas cmaras ....
O Sr. Nnbueo : -- Ku dij;o que neeessitanios de
proposta das cmaras para legislar sobre polica
e economa municipal.
0 Orador: Mas, se confessa que podemos al-
terar os meios por ella proposlos, nao temos
questo.
Sr. presidente, eu quero concordar com o Sr.
deputado em tudo quanto fr adniissivel; nao
son naturalmente argumentador; e por isso pe-
dirla ao nobre depulado que houvesse de propor
um adiamento, at que nos fosse presente o re-
latorio da cmara ; reservemo-nos pava exami-
narinos nessa occaso, se a cmara est ou nao
nas circuinslancias de fazer a obra que dse-
jamos, fin de que, n5o o estando, Ihe pos-
samos dar remedio, e remedio prompto. Por
ultimo, pedir! Ilcenca para fazer urna observa-
c3o; e he (pie, quando eu tratei de sustentar o
adiamento, e impugne! o parecer, nao Ib! com
vistas de, por forma alguma, por em duvida o
mrito do corpo municipal ; eu sou o primeiro
a reconhecer que elle he digno nao s das nossas
atlcnccs, coiik das de toda a provincia, c com
isto li'co rechazadas, nao as iiiteuccs do nobre
deputado, masas de alguein.
He julgada discutida a materia, e approvado o
adiamento.
l.c-se o segunte requerlmento:
Requeiro a urgencia para ser discutido o pa-
recer da commissao de legislaco. Pedro Ale-
jandrino.
Depois de pequeas observaedes, a assembla
regeita a urgencia.
He approvado em primeira discussao o projec-
io n. (> desle anuo, que transiere a reunifo da as-
seinblaparajulho.
O Sr. Presidente : da para ordem do da da
sessao seguinte: continuacSo da que existe; se-
gunda discussao do projecto n. 18 de 18-14, c se-
gunda discussSo do projecto n. (i deste anuo,
e levanta e sessao. (Era hora c incia.)
CORRKIO.
CORRESPONDENCIA DA CIDADE E PROVINCIA.
Quanto os niaritafedes attribuiao aos guabi-
ns, ou lzio elles ou estavo para platicar ; a
prova alii val, sem cousa que duvida faca. O
Vlllela dizia o queriSo assassinar. a cada canto
Ihe ap|iarecia o matador ; elle estava j>or cima
d.i casa onde habilava, eslava por baixo, e s
nao disse, o va pelo lado por onde agora concebe
perfeitainente. O Nunes tambera gritava por
stas ras que o querio fazer passar desla para
melhor vida. O l i bao cada canto enconlrava
o laeinnra que o tinha de malar, e IVOOfttVal;
ora estava de capote, ora de ceroulas azues e cal-
cas pardas ; di/.ia unas ve/es que era branco, ou-
iras que era pardo ; isto o fez mudar de casa pa-
ra casa, traucar-se, aferrolhar-se e arinar-sc, e
quando sabia a ra era era procissao, para nao
ser victima. O Cagado tambem se quis dar a
importancia, e Inventou que o soldado que foi
botica comprar pombos signilicava o seu mata-
dor. Tudo se armou de guarda-costas, que ues-
te teuipo se tornro graves e de grande valor.
Tudo islo, todos estes assassinios, todas estas
inortes sahiao do partido ininiigo daprai, que
(pieria levar tudo ferro e logo, e dar cabo da
boa gente, da gente honrada, pacifica, sabia ede
principios liberaes. No entretanto taes balelas
nunca se verllicrao ; agora porin que os taes
morios, ou a sucia a que elles pertenciao e per-
teiicem, lomarn o pandeiro ; eis as mortcs, els
os assassinios!!
K oque querer isto significar senao que elles
lanco sobre os ou tros aquillo que s elles sao
capazes de fazer, demandar fazer, e quando nao
faeno; sem duvida o faz a sua sucia?!! Ora
bravo I!
No dia 19 do eorrente, era obairro da Boa-vis-
ta, diversos escravos pretenderlo arrancar das
maos de dous capitaps de campo um negro por
estes pilhado em fug% de seu senhor, cuja casa
oconduzio; e certo conseguil-o-hiao, se, em
soccorro dos pobres homens, nao corressem al-
guna soldados da guarda, que na praca daquelle
bairro preparava-se para aconipanhar a procis-
so do Sanlissiino ein visita aos enfermos.
NSo he esta a primeira vez que de secnas iguaes
referida lenho eu sido Icsleinunha, depois (pie
os apostlos da ininoraldade denlo para pregar
e aconselharo direilo de resistencia.
I.einbio-se Vms. de mis taes painscos do jogo
da fita, de que o anuo passado Ibes fallei.' Taire/,
suppouliiio que delxro o seu mo habito, visto
que mo mais dclles me oceupei ; pois engano-
se completamente : nada mais nserao que mu-
dar de toca ; aeho-se agora encafuados l para
as Cinco-Pontas, e aggregados um inspector de
quartelrao, cuja reconhecida hablidade mu
prestimosa Ibes tem sido no honesto modo de vi-
da que adoptrao.
hoje sem tvpo e nao pdein por isso ser com-
parados por lado algum aos habitantes d'uma
determinada parte do (lobo.
O negociante Armenio.
"M O V 1 M K NTT) O l> RT.
PUBLICAC-AO A PEDIDO.
O BAILE MASCAKADO DA PASSACEM O.V MAGDA-
LENA E O JIGOS,
Tem per imiga a verdade
O erro que lirotcia.
sa' de miranda.
Temo-nos conservado silencioso ntreos dous
contendores sobre o baile inascarado da Pas-
sageni da Magdalena como lalvez nao devora-
mos ficar logo que appareceo o Arge, pos-
suido do mais profundo respeito supplicando com
a detida venia a um mascarada, correspondente do
Diario de Pernambuco, que declaraste quaes ero
os caractersticos de taes e tars personagens do
baile no numero dos quaes entravanios nos ;
porque, pondo elle assiiu em duvida a proprie-
dade do nosso traje motivo, pelo menos, havia
da nossa parte para Ih'o declararinos.
O Argus porin tinliaemprazado a aquellemes-
ino inascarado nosso coinpanheiro i dar01 in-
forme/ por ser o que, escrevendo a respeilo de
talmmiio extremou de lodos os disfarcados o
decemrirato decantado ; e por isso licamos cm
guarda esperando a rcsposla de um e anda a
replica do outro para ento nos decidi inos.
A obrigao em que estava o nosso coinpa-
nheiro foi (|iianto a nos cabal e dignamente
desempenliada no seu derradeiro escrito ; mas
como elle se resolved a fechar a porta s inquiri-
ci-s do Arge,C este deisou ver a (tu sua ultima
publicacao na qual, pela inaneira toda inexac-
ta, com que caracterisa tres dos extremados, em
cujo numero somos nos incluido manifesta-
mente os chaina a terreiro nao Ihe viraremos
o rosto apesar da nossa insignificancia ; que
serla isso alm de pouca polidez demasiada
cobarda para quem est como nos de espi-
rito tranquillo e consciencia socegada nesta
questo. Se o Arge nao tivesse declarado a des-
coberta que fes de Ihe ter parecido de pao, o pu-
nhal d'Abeillard tmente pela irregularldade de
todas as suas partes, diriamos com toda a se-
guranca: que o Arge nao haviaassistido ao bai-
le inascarado e que o seu sincero testeiniinho
era elleito de falsa, ou despeitosa informacao e
inais uina desobliga, que devocao propria; mas,
em vista do que elle Informa, perniitta-nos Ihe
digamos que nao he exacto ou entilo, que ti-
nha todos os seus cen olhos tediados.
Trajamos com rigor as roupas de negociante
Armenio, como as descreve Augusto Walileu na
sua excellente obra -- Maurs nsayes el eoeiumee
de tous Itspeuples du monde impreasa era Bru-
xcllas em 1843. Nao nos aprescntainos com se-
roula de ineia solaina guarnecida de pelucia e
barretina pont'aguada como diz o Argus. Tai-
vez, que a sua ideia mu pouco abstracta em
semelliante ensejo e totalmente embebida na
contemplarao dos inystcrios de Par, iinaginas-
se o chapeo altipotitudo do castissimo Plpelet. O
Argus Improvisou ; e inaneira de criauca fes
castellos de cartas para derribal-os d'um sopro ;
porque se a memoria nos he fiel, nein ao me-
nos ah appareceo inascarado algum com esse
traje completo. O nosso costume era rico a qu ido elasse, que representavamos e fielmen-
te modelado pela estampa, que se acha junta a
felhas 4-2 da obra citada na parte d'Asia, con-
sistindo n'unt gibo largo de seliin verde-esme-
ralda transido na parte inferior aperlado na
cintura porcoiuprida e larga laxa de selini blan-
co com bordados de matiz, e aberto no bigardo
peito onde deixava entrever una veste de se-
tim cor de rosa; calcas largas de seda cor de ca-
f chinellas de marroquim encarnado e na
caneca una especie de gorra elevada em forma
de conelruneado. Fmos visto por militas pes-
soas : appellamos para o seu testeuiuiiho ; ellas
que nos desininto se na mais pequea cousa
faltamos verdade. Porin se anda o Argus tem
alguma duvida a tal respeito ah est toda a
rotipagem, que trajamos ; ahi est igualmente
o modelo de que nos servimos ; e tanto urna co-
mo outra cousa pdem ser vistas assim o .rlr-
twqueira. Bastar ; mas nao (fnalisarinot sem
lembrar ao Aigus com todo 0 respeito: que o seu
contraste entre o vestuario dos negociantes Ar-
menias < 0 dos Judos he quanto a nos ocioso ,
por quanto estes ltimos sao povos errantes, e
Navio sahido no dia ID.
Ro Grande do Sul; brgue brasilero Paquete Se
Pernambuco, capito Joo (Joiicalves liis, car-
ga dill'crentes gneros.
Navio entrado no dia 20.
Para ; 15 dias e 10 horas, do ultimo porto Sha-
ras, paquete de vapor A'. Salvador de 300 to-
neladas coiiiiiiandaule o 2. tenenlc Antonio
Carlos de Azevcdo Coutinho equipagein 31 :
passageiros, Dr. Uenrique Jorge Rabello, sua
familia, e ti escravos, 1." tcneiife d'arinada na-
cional Sevcrianno Nunes Francisco ( orrela
da Conceiao Hiseri Lacrla, L. A.F. l)u-
rand Victorino Perelra -Maia* 1 escravo, Ma-
noel Marques Caiuachu escravos para en-
tregara diversos 27 nautas para acorte ,
sendo 10 para o exercito, e 17 para a marinlia.
.....-------------- naljMf *Blf
EDITA L.
0Mu. Sr. Inspector interino da thesoura-
ri.i das rendas provinciaes, em euinpriinento da
ordem do Exill. M. presidente da provincia de
2b' de fevereiro ultimo, manda Ittir publico ,
que no dia A de Abril prximo vudouro, ao
meio dia, se arremataran peante a mcsnia the-
souraria, ijueiii (ior menos fuer, os trabalhos
c obras da segunda parle do 10." lauco da estra-
da do Victoria, oreados na quaiitia de20:8(30/928
re., sob as clausulas especiaes abalxo transcrip-
tas.
Os licitantes, devidanieiite habilitados, deve-
ro comparecer no da, hora e lugar indicados
com as suas proposias na forma do regulanien-
tode 11 de j u Ib o de 1843.
Secretaria da thesoiiraria das rendas provin-
ciaes de Pernambuco, 10 de marco del 845.
O secretario ,
/.m da Costa Portocarreiro.
ESTRADA DA VICTOMA.
Segunda parte do dcimo lanco.
Clausulas especiaes da arremalacao.
Os trabalhos e obras desta porco de estrada
serio feitos pela forma sob as condicoes e do
modo indicado no orcamento i planta, perfil* e
mais riscos que nesta data sobeni presenca
do Kxm. Sr. 'residente, e pelo prero de vinte
(outos oitocentos e sesseuta mil novecentos e
vinte oito ris.
2." Km todos os pontos onde a estrada nova
coincide ou encontra-se com o caiuiuho actual
devera ser dirigido o servico de modo tal, que
baja sempre um transito fcil.
3.J As obras princiniar no praso de dous
meses, e andarn no de desoito meses, ambos
contados cniconfornildade do artigo 10, do re-
giilamento das arreniatayoes.
4." Km quanto ao pagamento, o importe da,
arrematarn sera dividido em duas partes i-
guaes: nina ser paga era quatro (irestajes do
modo indicado no artigo 15 do respectivo regu-
lanicnto, e a outralicar constituida divida pro-
vincial, vencendo o juro de p.o/o ao anuo at o
real cmbolco, na forma do artigo segundo da lei
provincial n. 115 de 8 de malo de 1842; sendo
devido tanto o juro como o respectivo principal
da data do termo do recebimento proviso-
rio.
5." Para tudo o inais que nao esta determina-
do pelas presentes clausulas, segulr-se-ha in-
teiramentc o que dispe o regularaento das ar-
reniataces de 11 de julho de 1843.
ReparticO das obras publicas, 15 de feverei-
ro de 1845. O engenheiro era chele.
Vaulkier.
Approvo. Palacio de Pernambuco, 2li de feve-
reiro de 1845. Almeida.____
....... iih inaaniMMSWs
DRGLARAQiO.
Os Srs.acciouistas da Companhia de Beblribe
hajo de realisar urna prcstacSo de p. c, den-
tro do praso de 3 (liante. Kscriptorio da Companhia 10 de Mar-
co de 1845.t) secretario, I. J. Fernandes fanos.
r -.- :..... an.iwrag 1
aviso martimo.
2 Para Lisboa sal com toda a brevidade,
por ter a niaior parte da carga prompta, o brigue
portugus Fmprehendedor, forrado e encavilhado
de cobre, c de que he capito Francisco Pedro
Ferreira : quem quiscr carregar ou ir de passa-
gem, para o que tem muito bous coinmodos. di-
rija se ao seu consignatario Francisco Screriano
Rabello, ou ao capio na praca do Commerclo.
MHaHBHBHHBHBHMBBHIBBKHBiHIHBBHBII^^^^^
Alisos diversos.
=- O coronel Francisco Jos Martina embarca
para o Rio de Janeiro a parda de nonie Maa ,
serava do coimnendador Jos de Mendonca de
ilarco A villa das Alagas.
-: Aluga-se o primeiro andar do sobrado atrs
da matriz da /foa-vista n. 26, com niutos coin-
modos e muito fresco por ser da parte da som-
>ra ; a tratar na inesina ra n. 22.
-. OabaiNo assiguado faz publico que nin-
guein compre, nein tan negocio algum com do-
mingos Pires Ferreira sobre nina casa terrea na
na dosPiresn.il, visto se adiar a dita casa
com duas penlioras. Manoel Antonio Cardoso.
3 Desappareceo no dia 14 do eorrente. do
sitio de D. Lauianna, na encrusilhada do Man-
guinho um cabra (bicho ) com os signaos se-
guintes : cabellos pretos. com malhas brancas
i.a cabeca e nas duas maos chifres grandes ,
oreihas cortadas, barriga grande, peito* cabi-
dos, pari, ha punco, e anda tem leite; quem
della tiver noticias, annuncie. 8
3 Joaquini Nunes Ferreira Pacheco reti-
ra-separa a F.uropa, levando em sua compa-
nhia um criado Jos Carneiro. (3
2Joaqun) Jos Rabello embarca para o
Rio de Janeiro a -ia escravo, de oome Marco-
lina de nueo Angola. [}


g==^^^^j== _. -...
Quem precisar de um rapaz para caixeiro
do ra, ou oulro estabeleciroento dirija-se i
praga da Boa-vista n. 6.
D-se dinheiro a juros, menino tm peque-
as quantias, coin penliores de ouro e prata ;
na ra da Praia n. 2:2.
IJos Soares d'Azevedo Lento de Lingo a
Franceza no Liceo, teni aborto em sua casa ,
roa do Rosario estrada d. 3, tercoiro andar ,
uin Curso de fhetorica e outro do tieoijrajihia
c historia. As pessoas que desojarem truquen
tar urna ou outra distas aulas pdem dirigir-
le indicada residencia de manlia at s '.)
horas e de tarde a qu&lquer hora (i
1 Antonio de 6a Cvale nti Lins vui a Ma-
ceia tratar negocio de suu casa e leva o bou
escravo Martiaho (;i
t Manoel Dantas Acciole vai a Macei.
3 Manoel Moreira retira-se para a Euro-
pa. (8
3 Manoel Jos Dias Corroa faz sciente ao
publico, que por haver outro do igual nomo,
de hoje em dlante so assignar Manoel Jos
Carneiro. 4
3 Jos Francisco de Andrade vai a Euro-
pa. -
2=Em casa de Fernando de Lucca na ra
do Trapiche n. 34, ha senipre um grande sor-
timento de todas as qualidades de vinho, tanto
em quartolas como em caixas que sao ; su-
perior vinho de Chcrry em garrafas e meias di-
tas vinho do Porto, Madeira-secea, vinho hes-
panbol em pequeas barricas de duas caadas ,
superiores vinhos do Ithcno, agoa mineral,
Uacet Sauterres e todas as qualidades de vinho
, de Bordeaux, Cognac, Brandy vinagro branco,
conservas de todas as frutas da Europa tanto
em latas como em vidros, confeituras de Fran-
(,', charutos da marca alamada Begalia a fama
va, ltimamente chegados pelo vapor Jmpe-
ratriz, a 350" e 4/ rs. a caixa de cem, e em por-
cao d-se mais em conta. (14
2 Aluga-se um sobrado de um andar a so-
tao com grandes commodos para grande la-
mida na travessa da Concordia por delraz
do Carmo ; a tratar no Coelho ruu dos Pra-
zeres n. 10; assiin como aluga-se a loja lio mes-
mo sobrado. (G
3 Arrenda se, ou vende-se um sitio com
600 palmos de frente e 1200 de lundo junto
ao sitio do Toque, na estrada que vai da Mag-
dalena para a Jorre, com casa de vi venda para
familia casa para pretos, estribara para um
cavallo por prego commudu ; assiin como na
mesma estrada se vendom terrenos o palmo de
frente com 600 de fundo por preco commo-
do; a tratar no Coelho, ra dos Prazcrcs n. 10.
2 O abaixo assignado faz certo aos credo-
res do seu casal que elle vai proceder in-
ventario dos bens dos mesmo casal por ler
sido para isto notificado a requerimento de sua
mulher Francica de Nascimento de Albuquer-
que Wanderley que se acha desquitada ju-
dicialmente.
Joaquim Antonio Jr S. Tiago Letta. (7
2Mr. Vigues, fabricante e aliador de pia-
nos tem a honra de participar ao respeitavel
publico desta cidade que inudou-se da ra da
Boa-vista n. 5 para a do Quennado n. J2 ,
primeiro andar onde continuar a afinar e
concertar com perfeico ais ditos pianos tor-
nando-os como novos depois do concertad' s ,
lendo elle os precisos objeotos para esse lim ,
nao so os aviamentos, como todas as Tarramen-
tas deste ollicio. (10
LOTERA DE N. S. DO LIVBAMENTO.
2As rodas desta lotera aodao inlallivel-
mente no da 10 de Abril, e os bilhetes acliao-
se a vnda nos lugares j annunciados. (4
2 Precisa-sedo um caixeiro para tomar
conta de urna veuda por bataneo, e que d fia-
dor a sua conducta ; na ra do Hospicio n. 34.
2 Arrenda-so por 0 mezes urna grande
casa na beira do rio na povoacao do Cachan-
g digna de ser oceupada por qualquer fa-
milia ; tem duas salas muito largas, 3 quartos,
um ditopara despeusa, cosnba ira e boa es-
tribara ; a tratar no primeiro anda.' do sobra-
do n. 46, da ra da Cadeia do Betile. (7
2 Arrenda-se una olaria por detraz do re-
colhimento da Glora da Boa-vista ; na ra do I
Rangel n. 59, primeiro andar. r3
3 Aluga-se urna casa no Coelho na ra
dos Prazeres, com duas salas 3 quattos, cosi-
nha lora, quintal e cacimba por preso coin-
modo ; a tratar no Coelho ra dos Praierea
n. 10. 5
3 Jos Joaquim Pereira vai lazer urna via-
gem a Europa, por motivo de saude levando
em sua companhia sua consorte. :t
6 O abaixo assignado, meslre de ferreiro .
serralbeiro, tem estabeiecido suaolicinu na ra
do Brum n. 21; as pessoas, que do seu presinti
se quizerem utilisar, dinjao-se a mesma ra ,
auese promette apromptar com muda brevida-
ie toda e qualquer obra com perfeico e por
ruco rasoavel. Eduardo Walsh.
AGENCIA DE PASSAPORTES.
2=0 abaixo assignado avisa aos seus fregue-
zes e a qualquer pessoa que pretender que
elle continua a tirar passaportes para dentro e
fra do imperio correr folbas e despachar es-
cravos ; tudo com milita presteza e preco mui
coininodo : n.irua do Rangel n. 34.
Man:-.:! Joaquim ;.';! Silva Riheiro. (8
3=Joao Kellcr, Suisso. vai para a Inglatera. (I
3__ Joaquim Maia da Silva e Antonio deOii-
veira Maia vio Europa. (2
3==Quem lirou do correio uuia carta por en-
gao para Constantino Ferreira Alves, por fa-
vor entregue-a na ra nova loja n. i8, que n ce-
bera o porte que tiver dado. (4
3=Precisa-sc de uina preta cozinheira : na
rua do Trapiche n. 8. (2
3 O abaixo assignado declara ao respeitavel
publico, que Domingos Antonio de Avellar nao
lie seu caixeiro, e menos guarda-livros, como
se anda intitulando, e apenas no dia 15 do cr-
reme o chamou para lhe escrever urnas cartaa
sendo para a Parahyba, Maranho e Alagoas, do
que lhe pagou o seu trabalho.
A a ionio Dias Soulo. (8
SOCIEDADE MELPOMENENSE.
O thesoureii'o convida aos Srs. socios a rece-
berein os bilhetes para a recita do dia 22 de mar-
co nos dias 20, 21 c 22; na rua da Cruz n. 5:
participa igualmente que a direcao deliberou
< ni sesso de 17, que os bilhetes fossem assig-
nadns pelos socios, seni o que nao terao in-
gresso, quer na platea, quema galera. (8
No armazetn de assucar de
F. E. Alves Yi-iiinn, na rua da
83nzaln velha n. i io, hasetnpre de-
posito de bons assucares finos,pro-
prios para exportacao, e por precos
razoaveis (6
COM P R AS
1 Comprao-se elTectivamente para fra da
provincia mulatas, negras, e moleques de 12 a
20 annos pagao-se bem ; na rua Nova loja
de ferragens n. i 6. '4
3 Comprao-se efectivamente para fra da
provincia escravos do 12 a 20 annos sendo
do bonitas figuras pagao-se bem ; na rua da
Cadeia de S.Antonio, sobrado de um andar de
varanda de pao n. 20. (5
2 Compro-se para urna encomraenda '2
prct"s oiciaes de pedreiro dous ditos carpin-
teros dous ditos marcineiros e dous ditos
tanoeiros sendo peritos pagao-se bem ; na
rua da Senzalla-velha n. 110, das iO horas da
manhaa as 4 da tarde. (6
2 Vendem-se barricas com sardinhas no-
vas ; no caes da Alfandega, armasetn de Dias
Ferreira. '3
3=Vendo se, ou permuta-se por alguma ca-
sa nenia praga o sitio de Agoa-lria de Bebiri-
be o qual tem pasto para 20 vaccas muito
boas baixas para plantar capim com alguns
arvoredos do fruto, malta para tirar lenha, duas
casas de vivenda de talpa, 3 casas de pedra o
Vende-se urna banca nova de Jacaranda
para meio desala oita por um bonito mode-
lo, por 40^ rs um guarda-louca de amarello,
tambem novo pelo mesmo preco ; na rua
estreita do Bosario n. 32.
1_ Vendem-se dous crioulos do campo
sendo um vaqueiro ; na rua da Aurora n. 4 (
1Vende-se a casa terrea n. 16 na ladeira
da Misericordia em Olinda na esquina do bec-
cal e alguns mucambos, tudo lvre e desem- : co das Cortesas, a qual tem 31 palmos de ren-
baragado e por preco muito commodo ; oa te e 60 de lundo, cosinha (ora com pequeo
rua Nova n. 60. (9 [quintal e portasejanellas na frente e oito ;
3 Vende-se urna escrava de nacao, de ida- j a tratar na mesma cidade com o Snr. Bevereo-
de de 22 annos, de boa figura, ensaboa e en- do Vigario Periquito. ^ l7
gomma ao comprador se dir o motivo da
venda no Hospicio, casa de Joo Stewart, das
6 at as 9 horas da manhaa e depois das 5
da tarde (6
3Vende-se um novo sortimento de calca-
do de todas as qualidades, chegado ultima-
mente muito proprio para a Semana Santa ,
por preco commodo ; no Atterro da Boa-vista,
loja n. 24. (5
3Vendem-se chapeos pretos francezes de
lindas formas e de superior qualidade luvas
de pellica pretas brancas e cor de canna para
homem,luvas de soda preta curtas e compridas
Vendem-se latas de linguica
de porco, e ditas com paios, meti-
dos em manteiga ; na rua da Cadeia
Velha ti. 24.
ESCRAVOS FGIDOS.
2Anda (ugido, ha mais de um mez, um
preto crioulo de nome Manoel de 30 annos,
pouco mais ou menos, alto, roforcado, bem pa-
recido tem ollicio de sapaleiro ; sahio de cal-
para senhora, meias de seda pretas, borzeguins cas c aqueta ; quem o pegar, leve a sua se-
para senhora, ditos para homem, lencos de se- nhora D. Joaquina Malaquiasde Moraes Mayor,
da preta para gravata ; na rua Nova n. 8, e es- no Corredor do Bspo, casa terrea quasi delron-
quina aa rua do Cabug n. 11, lujas de Amaral te do palacio do Sr. Bspo, que sera gratificado.
& Pinheiro. (8 Fugirao 4 escravos como abaixo se v:
3Vende-se um cavallo ruco, muito bom em 20 do Abril de 1S43 Miguel, pardo, repre-
, muito
novo ; na ca-
VENDAS.
i Na pra?a da Independencia, lojas ns. 6 e
8, ach-so venda pelo diminuto preco de 320
rs. o excedente Opsculo intitulado Historia
abreviada da Kedempcu do Genero Humano ,
ou Resumo da Vida, Paixao, Morte e Ressur-
reicao de N. S. Jess Christo desde o seu nas-
cimenlo at a vinda do Espiito Santo; extrahido
tudo dos quadros Evangelistas, e dos actos dos
Apostlos para lico dos alumnos das escolas
p< imanas, e collegios do edueacao.
Nao ha livrinho mais til para a mocidado ,
o para quantos ignorao intoiramente a serie dos
portentosos factos da Bedempco, e que sao as
bases da S. Keligio, que felizmente professa-
0)08. Oanlos Christos nao ha quo sao do
todo ignorantes de modo prodigioso e estu-
pendo, por que se operou a grande obra da Re-
dempcao do mundo E que leitura mais pro-
veilosa so pode dar a mocidade e geralmente
fallando, ao commum da gente do povo I ; 7
I Vende-se no armascm de Fernando Jos
lraguez ao p do arco da Conceicao do Re-
cita caixoes com cera lavrada esortida, por
preco commodo. (4
Vende-se urna canda de carreira nova ,
por preco commodo ; na praca da Indepen-
dencia loja n. 27.
Vende-se urna escrava de nacao de 20
a 22 annos de linda figura, sabe cosinhar, co-
ser eengommar propria para qualquer ser-
vido ; na travessa do Bosario, venda n. 1 do
Poca.
2 Vendo-so um relogio de ouro, urna bar-
retina cordes e urna banda de la para in-
ferior por piteo commodo ; no pateo do Car-
mo n. 3. (1
-Vende-se urna venda em muito bom lo-
cal bem sortida e afreguesada no bairro da
Boa-vista oused sociedade a quem entrar
corn algum fundo por motivo do dono ter do
lazer urna viagen a Europa ; na rua Nova ,
suida n. 63. (6
2 \ ende-se urna porcaode caixas vasias do
Porto uim braco de balanco grande com con-
chas e correntes de ferro, e com os pesos que
prelenderem dou- pares do esporas de lato
modernas, e 2 pares de conchas do pao, novas;
as Cinco-pontas n. 160. (6
2 Vende-se urna preta ; na< rua da Con-
ceicao da Boa-vista n. 68. (2
2Vende-se urna venda com poucos fundos,
sita na rua da Scnzalla-velha n. 126, parede e
im-ia da tenda do barbeiro Valentn) muito
afreguesada tanto p.ra a praca como para o
mallo ; a tratar na rua doAmoriin n. 50. (3
2 Vendem-so sedas para sapaleiro, e suvo-
las inglesas na rua da Cadeia do Becife loja
do lerragens n IV (3
2 Vende-se, ou permuta-se urna olaria de
pi (Ira e cal em chaos proprios com barro
para toda a qualidade de obra fina baixa pa-
ra capim para um ou dous cavallos, todo au-
no com um bom sotan para familia, dous
quartos de pedra e cal para escravos, com fren-
te ,.-.!.! o rio Capibaribe, o fundos para a estra-
da velha que vai paia o Cordeiro para ver
d.rijao-so a dita olaria, e para tratar no Atier-
ro da Boa-vista armasetn de louca n. 1. 8
a Vende-se a sumaca S. Antonio, ancora-
da na prnia do Collegio de construeco bra-
silera forrada e pregada de cobro e com to-
ruco
carregador, esquipador e muito
vallante da rua da Florentina.
3Vende-se diccionario inglez com pronun-
cia, historia de Inglaterra manual do Jury ,
tctica das Assemblas, trafico da escravatura ,
educacao physica e moral dos meninos, as car-
las geographicas em ponto grande atlas geo-
graphico fbulas de la Fontaine ; no pateo do
Carmo n. 3. (7
3Vende-se urna preta moga propria para
oservicode casa; na rua do Cabug n. 16. (2
3Vendem-se 8 escravas duas de 20 an-
nos, boas figuras, cosem, engommo e cosi-
nho, 3 ditas por 300/rs. cada urna, fazem to-
do o servico de urna casa e vendem na rua ;
duas ditas boas para serem educadas ; urna ne-
grinha de 10 annos, inulto linda; um pardo
bom bolioiro ecopeiro de urna casa; dous es-
cravos bons para o trabalho decampo ; um pe-
queo sitio na Varzea com casa de vivenda ,
o arvores do fruto; na ruado Crespn. 10, pri-
meiro andar. (10
3Vendem-se superiores presuntos inglezus
para fiambre ; no armasom do Cumanos no
caes da Alfandega '3
3 Vendem-se saccas do arroz de casca ,
charutos da Cachoeira chegadus ltimamen-
te da Bahia o mais superior, que, ha no mer-
cado, estopada trra propria para calafates ,
ludo por preco commodo ; na venda da esqui-
na da rua larga do Rosario que vira para o
quartel de polica. (7
3Vende-se um cavallo novo, bom passeiro,
carrega baixo ato meio; na rua da Aurora n. 44.
4 Vendem-se corti-s de chitas finas a 1600
rs. casa-chitis a 40 rs. o covado, meias ca-
simiras de quadros largse de lirtras a 640 rs.
o covado, brins de quadros, de linho e de bom
gosto a i400 rs. a vara algodao masquelado ,
muito largo, proprio para escravos, pelo barato
proco de 40 rs. o covado, dito do listras a 240
rs. cortes de cambraia lisa transparente a 3>f
rs. dita em vara a 640 rs. cassa lisa u 400
rs. a vara luvas e meias para meninos e meni-
nas e nutras multas fasendas por commodo
preco ; na rua do Crespo, loja n. 14 de Jos
Francisco Dias. i 1
4 Vendem-se duas negrinhas de 12 a ) 4 an-
nos, cosem mui bem e proprias para muca-
mas; urna preta engommadeira, cosinheira e faz
rondas e bicos, por 300^ rs. ; urna dita de todo
o servico e he mito boa lavadeira por 380/
do o apparelhodc linho promplo a navegar; jjroue
a tratar na rua da Cruz n. 45 casa de Nascl- .,.
ment Schaefler & Companhia. (5| tratar na rua O Vigario n.
rs. urna dita engommadeira, costureira e la
varinleira muito ligeira paraos arranjos de do andar, que lar negocio ; e .
urna casa ; urna parda de 16 a 18 annos, reco- ileve a dita casa, que ser recompensado,
lhida engommadeira e costureira, sem vicio j r 2 No dia primeiro de Margo do c
algum, o que se aflianca; um cavallo com mui-
to bons andares e est carnudo ; na rua 1)1-
reita n. 81. (10
4Vende-se um sobrado do um andar com
grande quintal murado e boa cacimba, em chaos
proprios na rua das Trincheiras ; na rua da
lia; oa do Becife o. 25, se dir quem vende. (4
BAPE IMPEK1AL.
Este rap de cor preta e imitando ao rap
de Lisboa, vende-se em libras o as oitavas nos
lugares seguintes: na rua Nova, em casa do Sr.
Joo Faria ; rua do Crespo, loja na escadinha,
de Marcellino Bodrigues Lopes ; rua do Cabu-
g, lojas do Sr. Bandeira o Joaquim Francis-
co Duarle ; rua do Queimado. loja de Ferreira
.\ Oliveira ; rua do Collegio loja de Menezes
Jnior; Atierro da Boa-vista, loja de Antonio
Jos do Bego ; rua da Cadeia do Kecile, Guedes
e Mello; o seu prego he de -I rs. a libra e 30 rs.
aoitava. til
4 >a rua da Cruz n. 26 primeiro andar,
vendem-so charutos Primores em caixinhas de
cem cada urna ; estes charutos sao superiores
ausdcHavana, Begalos Maiuatibanae outras
qualidades, chegados no ultimo vapor. (S
Vende-se sal de Lisboa de
muito boa qualidade a bordo do
JS. S. da Boaviagem ; a
Boaviagem
ti*
senta ter 19 annos de idade, alto, cheio do cor-
po, cabellos pegados ao casco, olhos pequeos,
nariz e bocea regulares, cara larga, com todos
os denles na frente e esses limados com urna
orelha (urada, pomas grossas, lem as fallas um
tanto mangas
Em Maio do mesmo anno Rufino crioulo,
lulo, representa ter 30 annos, olhos grandes e
na flor do rosto, nariz chato beigos um tanto
grossos, tem todos os dentcs da (rente, he mui-
to gago, tem urna pequea costura em urna fa-
ce, alto, secco do coipo, lem as pernas um tan-
to tortas para dentro, que mal se percebe, ps
apalhetados, o he um tanto pachola.
Em Junhn do mesmo anno, Sabino, crioulo,
cor fula, representa ter 40 annos estatura re-
gular, secco do corpo, olhos grandes o abuga-
Ihados, nariz chato, pouca barba, com ialta de
denles na frente, e lem muitos cravos nos ps.
Em Junho do mesmo anno Jos de nacao
Angola, representa ter 40 annos, estatura bai-
xa, corpo regular, olhos pequeos, nariz chato,
barbado, anda nao falla muito bom explicado,
he alegre, tem todos osdentes da frente com
marcas de bechigas no rosto
Boga-se a toaas as autoridades policiaes ,
cau.paiihas, ou qualquer pessoa que os ap-
prehondo, ou fago apprebender, e levar a sua
senhora D. Arcangela Sebastianna Cavalcanti ,
no sitio do Passodo Giqui ou ao Snr. Ma-
noel Cavalcanti de Albuquerque e Mello no
Giqui, ou aoSr. Domingos da Silva Campos,
na ruadasCruzes n. 40, que ser generosa-
mente reconi pensados. 33
3 Em Novembro do anno passado desap-
pareceo um preto de noint Antonio, de nago
Cabinda que reprsenla ter 40 annos do ida-
de muito relorgado do corpo e cabelludo no
peito, e com bastantes brancos na cabega he
ofhcial do caldoireiro por isso julga-so andar
para o centro do mallo, ou scitao; perianto
roga-se a quem o aprehender, ou delle tiver
noticias avise a seus senhores Mesquita Du-
tra (Companhia na rua do Brum do Becife ,
fabrica do caldoireiro que ser generosamente
recompensado. (10
6 No dia 9 do mez de Fevereiro do corre-
te anno, (ugio urna preta cri-iula, de nome Lui-
za lillia da Baha, representa 25 annos do ida-
de sahlo vestida do saia e panno prolo, de boa
estatura tem o corpo bem leito, bastante preta,
o bem fallante. So algucm a quizer comprar,
procure sua senhora, na rua Nova n. 58, segun-
quem a pegar,
^9
corrente
fugio do engeobo Macaco freguesia do Porto
Calvo, um preto de nome Benedicto com os
sgnaes seguintes : estatura ordinaria, cor meia
fula por estar descorado, pouca barba denles
saos tem um escroto bastante grande ps lu-
chados marcas de cicatrzes j velhas e elle
loi mesmo da praga, pertencente a um viuva,
que depois o vendeo a Manoel Ignacio de Lima
por anthomasia do Manoel de Vovj os appre-
hendedores dirija-se a rua do (Jjieimado n.
i9, em casa de Manoel Buarque desacedo Li-
ma,quo scro generosamente recooitensados{11
2 No da 18 do corrente mez lugio um mu-
leque de nome Francisco que representa ter
l a 20 annos, de nago Benguela, alto, magro,
cor lula, cabello cortado rente, e com falta dil-
le no meio da cabega, de carregar peso com
Ialta de um dente na frente, ps chatos e o cal-
(aniar um tanto arribitado para traz, tem u.ia
fonda pequea em um p junto ao dedo m-
nimo ; levou camisa de chila azul de quadros
miudos, e caigas de brim pardo ; rogase as
autoridades policiaes, cupitaes de campo oU
qualquer peaos, o prendi, ou o fegSo pren-
der e levara seu senhor Domingos ua silva
Campos, na rua das Cruzes n. 4 qoo sciop>
generosamente recompensados ^
PEltJSJ TYP. DE Al. F- DEFAR1A lity.


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