Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05538


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Full Text
Anno de 1845;!
Quinta Feira 50
J rtl Biopub!o-i W><
dos os Hinque nao foreue santica :,is ; o prugo ds assignatira
I,, r'e tres mil rs. por quart-jl pagos adisntaJos. Os ennunciosdos aeiicnmiee sao inseridos
t rasao de 'J *is por linlia, 40 rci en tvpo differente, e as repetices pU amelade Os
Us nao orea assignanlss pago SO reispo: linlis,16 e* lepo difireme, por esdipublicacao.
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
fi.iiiBK.- !'rhjfbi, secundase kiiii (tiras.llio Grande do Norle, chegi8eJ2e pir
lt llp'.'J.Cabo, Scrinhaeni, RioFormoso, Macer, FonoCalro, o Alagoas: no i. ;
H* li d*oada ex. Garanhuna, Boaito a e .'1 de cada mei. loa-riita e E lor
s !."! -'3 Hilo. Cida.le fa Violara, quintes fe i ras. Olinda lodos os dias
das da semana.
47 Seg e. Palricio.
Ji i'eroa ^.Gabriel Arcanjo. <
.|"J Iguaria + + Jos I [- -> de N, S.
;0 Quli Marlinho Duiniense.
oj Sella s. Brnl'i fundador,
>l Sab. S I ni _-(lic.
;j !>;. de I'aseoa s. Felis.
ar
d e llardo!
Anno XXI. N. 64.
ajaaMsacnjsjijuaaiiaBsEja^aaaaWsnnaaaaaaaa^^ laiisaieasaeaai i
lujo egvra aipeajc iinueniui eoaio principiamos e screiaxs aponalos coia adniira(,ai enlie as 11.1/
oulias. (Prooltaaga* da aVlMsmble* Gilil -" su.
Cassbioeiobre Londre '-'5 i\-
m Paria 572 res por franco
Lisboa 110 por 1UU de premio
r.loeda de cobre ao par.
I dial de letras ':u firaaas 1 pOr ojo
ciMiioi ,j i, 48 k muyo
OurMoscada 6,400
ti;
- us i.U
Frala--l"aiac9i
, i'eaus columsanares
Ditos sisiiicanoe
compra
17 00
17.000
t.iuu
1,680
1 ,rJU
l.VliO
;u : con-
ues mais
renda
i7,0
17,200
aUO
4 oju
1 0U0
1,080
I.ua nots a S as 4 u a 17 m-n
Creacenle a 15 as 11 horas e jt
PHASES DA LA NO IfBZ DE MAItgO.
Lus elisia a i as 5 huras e 5'J saia da t.
da man, j 1
da tarde. I Min^uta'. a 30 t:
!ioras a 41 raia da 1.
Preamar de kojt.
Primera as '-' hor
-.-ju-jatnaosas mtrrttfniff,
ie 54 eiin da inanh.'ia (Secunda
is > horas e minutos da I.
!3BBjQsjQajBjsjsajtadA^j_.. -.ilrMaTfriy
ffii3gEii:;-.-r^-,.. .; -.r.?.::: 3 :xi-JCUI
ADVERTENCIA.
Na 1." columna do Diario n. 63, as linhaa 50
e (0, em lugar da palavra Encarregando-o
la-se encarando-o : na linha 70, em lugar da
palavra Inglaterra la-se Igreja.
PERNAMBUCO.
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
O MINISTERIO ECONMICO.
Economa .' economa viva o ministerio a
olvgarchia era urna perdularia < corruptora :
provao orcamento apre sentado cmara
pelo ministerio actual, eleya de mais do don
mil cuntos a despeza do estado !
a pkuvinciali.sac.ao do PAPEL-IIOED*.
ntreos golpes mais desaunados desferidos
pelo partido liberal sobre a prosporidadepublica
ib i de certo o mais terrlvel e absurdo 0 da
generalisac-o do papel-moeda essa lembranca
to primorosa dos hroes da provincia de S.
]'.mo que tlo til Ibes fui contra a praca do
Rio de Janeiro, Uin dos chelos polticos do
nosso partido faca opposic'o a essa medida ,
como a sua conhecida eapacidade e influencia
podia levar o corpo legislativo a nao volar se-
incllianto disparate a calumnia foi contra elle
empregada ; os hroes do liberalismo apic-
goarfio que a sua sincera e providente opiuiao
cradeviaaa torpe influencia... ea lei passou.
Em breve scntiro-se-lhcs os resultados : o
hesouro publico foi roubado em IS;Ki, e ioco-
nheceu-se que nao havia meio de evitar a in-
troduc9ao desso papel fui lado quando tinha
elle, liara circular, toda a extenso do imperio :
immediatamente os meamos que pouco mais de
mu anno antes haviilo preeonisado a goneralisa-
cio do papel coniecarb a fallar da sua pro-
vi ncialisacao.. .
Cada noticia de introduccao de papel falso
mais augmeiitava o numero dos iiruvineialisado-
res. As ultimas cmisses de bilhetes de 20/060
e lOO.fOOO ris lizorao que desapparecessem to-
dos os generalUadores.
Entretanto havia na cmara, proposto, ao que
nos parece, pelo gabinete de 19 de setembro,
mu projecto para essa provincialisacSo ; na c-
mara ordeira havia esse projecto lido duas dis-
oussoes: eis que do sbito o Sr. Llmpo de Abreu,
scn duvida de accordo com o governo, faz appa-
recer sobre a mesa esse projecto com algumas
emendas do Sr. Saturnino, faz que a cmara
apoio essas emendas o vote que o projecto entre
em terceira discussSo.
Coino em terceira discussSo, Senhores? pois a
discussSo bavida nessa abominavel cmara or-
deira pode de algum modo esclarecer-vos a vos,
o guiar os vossos votos (Jomo mu projeeto de
tao ominosa origem ilhodesse malvado gabi-
nete de l'J de setembro he tilo liuiii que sem
o menor oxatiie vosso o queris atabalhoada-
nionle approvado depois de urna dlSCUSSao l;o
Informe e incompleta como o be uina tercena
discussSo I
Vio redes que esse vosso atabalhoamcnto de
aproveitar em assumpto tan grave e que
iioeessariaiuontc ha de produzir algum abalo
as fortunas os trabalbos de vossos adversa-
rios polticos, be a propria conissSo do vossa
inepcia do vssa Incapacldade !
Adoptamos mis as ideas desse prujecto so-
mos priwineali.iadores ( quanto ao meio circu-
lante) neni niesmo attendemos limito ao mo-
mentneo abalo das fortunas particulares e ao
transtorno das relaces Inter-provinclaes; en-
leiidenios que 0111 un paiz da inoralidade do
nosso a generalisacao meio de acorocoar polo infallivel incitamento da
sua fcil introduccao na circulacSa lodos os
falsificadores e especuladores que queirSo en-
riquecer doprossa ; entendemos pois que para
cortar einlim a serie de calamidades dessa in-
felicissima lembrauca dos nossos adversarios ,
loda a actividade ne pouca e pode se com-
prar com alguns inconvenientes momentneos
a seguranca contra extraordinarios malos fu-
turos. J tanto haveis costado ao Imperio ,
Sis. da escola liberal que nos cumpro resig-
iiar-mo-nos com mais esse mal a VOS devido.
Porin vos, Sis., CUJOS correligionarios polti-
cos friio os autores dessa Icinbranca vos dos
quaesalguns talves, em 1835,.j fossem dos
seus mais distinetos propugnadores. leudes
liio a cuspo grndadas as VOSSas opiniCS que,
em materia dessa ordein de todo as abando-
nis sem a menor observacSo em pro dolas!
E com tanta pressa as abandonis que ac-
ceitais o trabalho de vossos adversarios poli*
lieos e com o vosso voto 0 sanceionais ..
Mas, collados como haveis de pensar nes-
sas cousas, de ter urna opinlao urea del-
tas 0 iiiinisiro vos disse que queria, e vos
Defenecis ao ministro !
Anda beiU, mslo caso nau vos iuqioc elle
mu desatino iuipoo-vos apenas a emenda de
Mu dos vossos desatinos dr hades .-mitos...
"h piando vira Uin ministerio que vos iinpo-
nlia a einouda dos vossos desatinos de 1812 o
de boje! (Vo brasil).
ASSEMBI.EA PROVINCIAL.
CONTINUADO DA SESSA li UIA 17 DE MASfO HE
185.
OHDKM DO un.
DiscussSo do parecer da cominissao de nego-
cios ecclesiastlcos sobre o requerimento do ca-
bido dcsta cathedral.
O Sr. Sabuco : Sr. presidente, eu ente lidia
que devia ser adiada a discussSo deste parecer,
para quando se tratasse da lei do orcainento;
porque entendo que esta discussSo be intil .
o sem vantagein, nina vez que, soja qual fr a
decisSo da assemblea, a discusso pode repro-
duzir-sc na occasiao, em que so tratar da lei
do orcamciilo visto que all se pode propr
qualquer emenda, para se coinprnender esta
despeza; logo be urna discusso infructfera, e
se ha nutras materias para so diseutireui, bom
lio que nos einpregueinos nollas : portanto
proponbo o adiaitiento, para quando se tratar da
lei do orcainento, e nosso sentido mando a mesa
un requerimento.
Le-se a seguinte IndicacSo. Proponho (pie
seadiea discusstiodcste projecto,atque se discu-
ta a lei do orcamento --- Salmeo.
poiada entra em discusso.
O Sr. Lopes dama: Sr. presidente, eu uo
me opponho ao adiaiueiito: o lilil, cabido dcsta
diocese fez un requerimento assemblea, esta
o renietteo para a commissao occlosiastio.t, a
qual alguiua solurfio havia de dar, porque nao
seria curial, nein conveniente dar esta sabi-
da -- guardemos para a lei do orcamento nao.
Sis., a commissao fundainentou com algumas
ra/es sua opiuiao, o mais nada; o por isso eu
nao me opponho a que o parecer ou a materia
dellc seja tratada na lei do orcainento, que be o
lugar proprio para essas cousas; porin O que
receio he que se nao trate disso; porque he pre-
ciso que algiioni olloreca essa emenda; emfin
que laca o papel de padriuho do cabido; por-
quanto,tendo a ledo ornamento de ser discutida
pela que existe, j se ve que mo est l sto, que
o artigo cabido nao apparece como se quor, .
Vozes: Queni sabe...
U Orador : Ah onlao guarde-sc para essa
occasiao.
O Sr. Maciel Munleiro : Sr. presidente, cu en-
tendo que o adiaiuento dcsta questo resulta da
mcsina redaceo do parecer da couiiuissu ; islo
he, a commissao redigio ein ordein tal a materia
que elle conten, que nao piule deixar de ser adia-
do. Diz a coraiiiissO o seguinte (leo). Ora,con-
cluindo a coiuiiisso o scu parecer por osla for-
ma, pareee-ino que estahelece o adaiMotilo. De
mais, nos nao teios noticia algUUia dos tralia-
Ihos finaneciros da cmara dos deputados; nao
sabemos se a representacao que d'aqui foi diri-
gida assemblea tem sido acolhida com favor ou
nao ; lentos pois que as mesillas razos que acon-
selhro a resolucaodo aunopassado, devem pre-
valecer este anuo no ponto de que se trata. Por
consequencia he claro ijue o adiamento he in-
dispensavol, para que esta assemblea tome ein
eonsideracao esta materia.
Senhores, eu aclio que a assemblea (permita-
me a Ilustre commissao, cujos membros multo
respeitoj ueste caso he muito indulgente com O
scu trabalho ; porque a commissao estabelecc
duas oousas a meu ver oppostas ; porquanlo diz
primeiro o que passo a ler (lio). Ora, o que he
que querein os peticionarios? Quereni 300/rs.
para certo lim, 21111/ rs. para acorimonia do l.a-
va-ps, imita qiianlia para a procissao do Corpa
de Dos, e niosei para que mais ; o querein mais
que na lei actual se instauren] todas asdisposi-
ces comidas na lei de 12 ; querein pois os peti-
cionarios, como disse, que na lei da despeza o
recelta, que tem dse discutir promulgar, se
comprehendSo todas as disposiedes relativamen-
te cathedral, que se couiurehcndiao na lei de
12 ; o oque diz a coniinissao ? Diz que sejaoat-
tendidos, e ..
O Sr. lape (ama : Diz isso niesmo .
O Orador: Diz islo, e diz mais, porque diz taina
beiu o contrario disto, esenSo, vejamos oque diz
o parecer (lio). Ora, a assemblea nio comprehen-
deo na lei do anuo passado a despeza que lliar-
oou a lei de 12 ; logo a ooimuissiio desoja que si-
do o que so dispoz na lei de 12, e diz que se Ihe
de o que so volou o anno passado, que fie menos.
.Sr. presidente, este modo de expr as ideias
da ooiiiinissao he to claro que nao podo oflere-
cer duvida; na inrpugnaeSo, toda a sabedoria,
toda a sagacidade dos nobres deputados lliem-
bros <\i commissao nao poderao destruir estas
razoes, e ellos terao de confessar que a commis-
sao, penetrada do grande desojo de resolver to-
das as duvidas que so aprcsciitaro, composta
de dous ecclesiastlcos inultoorthodoxos e respei-
taveis, o le:.do em umita considerarn a materia,
procedeo coiu algum acodaiuento* c precipita-
c.in, nascendo ludo do zelo com que encarou a
questao. Esta he a verdade mas umbein o hi
que a assemblea nao sabe o que ha de votar:
pot lano ii ve a coininissao que glande favor SC
lz i quesillo em a adiar, por isso que a assem-
blea nao osla sullicientoniento habilitada para
proferir un juizo seguro, visto que a coaimissao
propoo dous arbitrios muito oppostos. Portan-
to approvo o adiamento, e entendo que nlsto fo-
co un servico aos membros da cathedral. o
aproveito esta occasiao para di/.erque tenho a
maior eonsideracao por ellos, e ijue o meu deso-
jo nao he por corto projudieal-os ; mas antes es-
ton innilo disposto a n:io deixar (por honra desla
assemblea e esplendor do culto] que ellos fiquem
exposios .i fotne o :i miseria ; mas quero que so
proceda em regra, dando teuipo tamben] para
que a cmara dos deputados resolva a questao
de que, ha ponen, fallei, eassim possamos volar
com mais Conheciiiiento de causa.
O Sr. Perreina Brrelo: -Eu liuht pediilp a
palavra nicamente para dizer, que me nao op-
piinlia que se reservasse osla questao para a
altribuicao que nos coufere o acto addicional
devo sor mais zolada por nos ; nao devenios lar-
gardo inflo un i colisa i.io mimosa, diiendo ao
presidenteorganise l.i comoquizer; nao Sis.,
organiseuios como quizermos como entender-
mus poroiu us o su us ; por isso vol con-
tra ludo que osla na mesa eoiilra ludo que lile
tendente i dar arbitrio ao presidente. Km outro
lempo ha muitos anuos.qnaudo o governo ge-
ral niesmo vaoill iva nos vaivous dos patudos,
ora justo que lodos os cidadaos se unlssem para
Ihe dar loica, porque governo sem torca nao he
governo ; mas boje que un presidente he mui-
to mais poderoso (pie nunca foi mu eapitao ge-
neral hoje que elle nao pude dar unta baixa ,
ionio se podia dar ein algum lempo ; hoje que
se me agarraren) por engao apezar de ser pa-
dre tenho de esperar do Rio do Janeiro a nii-
lei do orcamento ; parece-me isso justo alten- ; nha baixa ; nao Ihe don mais loica....
las as razos que se expendern ; mas tenho re-
ceio que, ehegada a discusso da lei do orca-
lucnto,fique o negocio no estado emque eslava,
isio he os conegos sem subsistencia.
VozcsIsso be contraproducente....
O (hadar : .Nao. Sis. ; isto demonstra a
lona que tem o governo geral: voto pois pela
emenda do Sr. Taques, que, segundo me aisse,
O Sr. Lope dama:Pedia palavra para de- deixa (car as cousas como estilo, voto por isso;
Pender a redaccSo do parecer da increpacaa mas perguntaria, se nos nao poderiamos lazer
que Ihe fez o illustrc deputado, membro desta i una organisacao por compauhias, poraggrega-
easa e cuja sagacidade e pericia muito respei- I ces eu oreio que seria bom examinar, como
to ; mas quoira o illusiro deputado ler bom o he esse systeina da gendariiiaria ein Franca, co-
parecer da commissao, oque diz ella .' Diz que I mo se arranja l isso; porque como he trances
o cabido pode duas oousas, prinieira que so I ha de ser bom; o como nos gustamos muito de
Ihe pague tudo quanto se deixoudelhe pagar; trazer do fura, sem distineco de bom, omo,
segunda que se torno a revivor essa lei do 12. ludo quanto por l.i ha, uiio era fura de proposi-
A eotuuiisso diz que ambas as cousas sao jus-, lo trazer oque fosso bom ; l nao sei sebea
las ; o opina que se lili' pague O que ellos pc-
deni : mas di/.-se ; o o final do parecer .' O li-
nal he para salvar todas as oplnies at as da-
quolles que querein que nada so Ihe pague ; o
filustre deputado bom percebe sio ; porque he
liuoria ; mas faz-lho conla argumentar assim
por consequencia ve-so que nao ha contradic-
cSo,a ooininissao di /.que os dous podidos se devo ni
deferir,porin entendo que he preciso em todo
o caso dar-lhe algunia musa o nao esperar po-
lo resultado da assemblea geral, que, quando
chegar, resolver de todo a questao ; he isto o
que a commissSo diz, equer, e en tao nao te-
nho duvida em volar polo adiamento que foi
proposto.
lulgada discutida a materia he approvado o
adiamento.
Terceira discusso do projecto H, l." deste anuo
filando a forra policial,
I.eont-se as seguimos emendas.
1." O presidente da provincia ein caso ur-
gente, poder elevar o estado completo do cor-
po a lMI piaras. ledro Ale.randi imi.
2.* A lin i a policial de loda a provincia para o
anno fioanceiro de 45 a 1(i constar de un cor-
po de Infantera contend) .'(!l1 pracas no es-
lado completo com a organisacao que tem ac-
tualmente supprimido o lugar do capellSo.
Taque.
Sao apoiadaso entran ein discusso.
" Sr. Lopes Gama :Sr. presidente lembra-
dos oslaran os nieiis eollogas prsenlos, eos
oulros que aqui se nao ioIiho que eu senipre
puguei para dar forra ao governo ; mas he pre-
ciso attender em que lempo estavamos en-
tilo era no lempo em que o governo vacillava ,
quando o governo ora fraoo ; mas boje que o
governo no meu enloitder so acha sobro modo
lorio nao quero dar mais forca ao governo
para ello pesar sobre o povo ; se me desseiu a
Certeza de que governaria sempre a provincia
mu presidente capaz, intelligeule, moderado Seo.
nao duvidaria dominio, ou delegar de lilil] esse
poder; mas quetu nos podo assovorar que o
presidente soja sempre uin boinem como o actu-
al ? Oiieni me diz que nao podo ser nomeado
para governar a provincia un homciii inteira-
mente caprichoso exaltado, honiem em lim
de partido ? Se isto he possivel para que in-
venios de dar esse arbitrio? Porque nao (lave-
mos mis organisar oslo corpo a que se chama
batalhao ha muito lempo < que eu nao sei o
que soja .' Mas em lim soja batalhao ainda que
eu estou convencido que mis nao podemos for-
mar batalhoes mas de facto elle parece bata-
lhao porque tem todos os requisitos de batalhao,
tem un commandante oreio coin a graduaco
de lente coronel tem un segundo coiuinaii-
dande com a graduarSo de major vejo uns ho-
ii ti ti s iiiiii urnas espadas muito compridas cha-
mados capilaes ; vejo soldados eoni grandes bi-
guiles de granadeiras s costas vejo msica ,
bandeira &c. ; ora o pie he islo senao batalhao
se mi he, perguntarei se he ordem terceira de
S. Francisco, al do mais a mais tinha capel-
lSo. Ora como disso estou convencido que
bom examinado o negocio mis nao podemos
lazer nada disto ; nao sel que possamos organi-
sar batalhoes ; podemos dai outra organisacao;
mas soja qual fr continuo osa OU d-se mi-
lla mas nao se eommetla isso ao presidente ;
porque se este he muito capa/, quem nos diz
que tiiilns que vierem nao serao capazes de abu-
sar Nau temos nos \ i sin n que tem ido para as
ou Iras provincias ? Notemos visto presidentes
ipii sao mais Qagellos do que presidentes ? ea
providencia sempre nos vaier a nos? Pode ser
que siui pode ser que ufio; cicio que esta
organisacao por bairros, ou departamentos,
tem matraca, que mi he mo, etc.: depois esta
policia com espingardas nao me parece boa, ou
aeliava inelhnr clavinoles, espadas ou eousa as-
sim que audassom mais ligoiros, porque un
Soldado, com Ulna grande espingarda para cor-
rer atraz do criminoso, nao ba defazer multo,
a nao ser que alire com a espingarda ao chao ;
-ii siimma soja 0 que fr; organiseinos mis, c
por isso eu voto pola emenda, que quor, orga-
iiiseinos, o mi que outrem o Im a.
I.e-se a seguinte emenda. A presidencia
da provincia distribuir, o organisar.i a referi-
da forja, como entender mais conveniente at-
tendeudo a disciplia, e eeonomia do corpo, com
tanto que a sua despeza mi exceda a 10.') eoli-
tos de ris. Francisco Joilo.
He apoiada, o entra em discusso.
O Sr. Maciel Monteiro : Sr. presidente tra-
ta-so de lixar a loica policial da provincia islo
he esto grande meio de aeco esto instru-
mento iiidispeusavel de nossa polica : logo he
elng.iil i a occasiao de fazer algumas observa-
ces a cerca do estado da provincia relativa-
mente soguraiiea iuiltviiliial do cidado ; o a
dizer averdade, quando lelo o relalorio da pre-
sidencia a cerca do oslado da soguraiii a indivi-
dual do cidado Pcruambucano, acho-me algu-
nia eousa embarazado : em verdade graudes sao
os nieuc escrpulos a cerca da forja, que temos
de votar;at me parece, queorelatorio da presi-
dencia ii,io tem loda aquella coherencia, aquella
miifnrmidadc de vistas que cu quizera adiar
em una pccataoimportante;porque peloquo diz
respeito ao artigo seguranza individual, preciso
lio coiifessal-o oquadro esbocado pola presl-
doiioia, he o mais melanclico c lamentavel pos-
sivel i o oslado da provincia ahi descripto, co-
mo siiiumamenle graveo perigoso: ora so o esta-
do da seguranca individual do cidadSo he, como
diz a presidencia, sea vida do eidadiio l'eruaiu-
bucauo esta a cada passo exposta ao furor ea bar-
bar i da de do assassino; so as aggresses, os assas-
si natos se repetom em todos os ngulos da provin-
ci i; se nos oslamos voltados seita doslsmaelian*
mis, o as propeusoes selvticas c crueis de povos
sal nos.como nos diz a presidenoia;hc claro, que
i linca, que aetu iintoitto exige a presidencia i
nao nove ser a mesma, que exista anteriormen-
te; aquella que tinha a provincia ((liando se
acbava em uin estado pacilicoo lloroseonlo, o go-
sava de seguanla como aeontecia, ha uin an-
no, ou mais; quando a seguranca individual era
mais beiu mantilla, mais slidamente garantida;
digo pois Sr. presidente que nao acho intelra
coherencia uostas duas partes do relatorio da
presidencia vejo que ella foi desmasiado so-
bria para nao dizer tmida quando reclamou
desta assemblea una forca de 400 hoinens. Eu,
Im pouco, fallei de mu modo tal, que parecia nao
estar convencido, de que o estado dit provincia
era tal qual o presidente o desenlia ; mas eu
COufeSSO, que elle lio ainda n, lis liioilouho, mais
atterrador e mais deploravel do que se diz na
|iei;a lilaila, poique a presidencia alfil uta lazcn-
do una estaiisiioacriniiii.il que, no ospayo de
II mozos tem havido eento e tantos-assassina-
los. mas he preciso conlessar que a presiden- -
cia nao se estrbuu sean cuidados oflicaes
pata fazer osla asseve/ai ao i issembla provin-
cial, quando he corlo, que as violencias, ospiin-
cainentos, Sic., nao sao mencionados eosas-
sassinatos devem exceder treseutos apoiada
repetidos), o isto he assim ; porque as relaces,
mi participarnos desses attentados destes ac-
los de l'erocidade sao transinittidos presiden-
cia pelas autoridades, algumas das quaes (se-
gundo nos albinia a presidencia; sao altamente


suspetas ,'senao conniventes ncsscs ai tentados
(mutos apoiadot) se he verdade; pois que essas
autoridades sao CUinplices, 011 leein parte nes-
ses crimeSi 011 eiu fim mostro una indulgencia
culposa para coni esses criminosos he evi-
dente, que as suas parlicipaees feitas ao pre-
sidente nao pdein ter aquelle grao de exae-
tdfm e credibilidade que devrao ter.
Sr. presidente, he bom de vez em quando
chamar a attencSo ila provincia sobre estes tac-
tos; he bom que esta assembla tome at certo
ponto conhecimento delles; he bom que se fixe
a opiniao do paiz a cerca de mu partido polti-
co, que, por SCUS oreaos, disia na cmara dos
deputados, que a admuisiraen do barao da
Boa-vista apadi inliava esses actos de lerocidadc;
lie bom que se conlieca que taes boinens sao
uns enibusteiros, que in< ntiro despejadamen-
te na assembla geral [prolongados apoiadot); os
lacios esto mostrando, que boje se coinmeitcni
inais assassinios do jue cnto, e ha anda una
dill'crenca inulto grande, limito notavel, c he,
que as autoridades sao culpadas em todos csses
actos : be o governo que o diz, que o allianca;
nao somos nos, nao he un partido poltico, nao
sao os seus igaos : he o proprio chele da adin-
nistracao que nos revela que taes crimen sao fa-
vorecidos, consentidos, 011 platicados com o au-
xilio das autoridades A vista poriu destes fac-
tos, que ulilidade haveria em votar-se una
grande Ibrca ?l)o que servira iiivcsliraprcsidcn-
cia de grandes nieos de Torra material, para re-
primir esses alternados, se he verdade que algu-
inas autoridades policiaca sao as primeiras, qiu
team parte uestes assassinios.' Do que servir
que a policia tenha 500, 70o, ou 800 homens, se
o remedio nao est no algarismo da (brea; mas
sim no sen emprego ? Est em fezer substitu
essas autoridades por nutras, por homeiis ri'S-
peitaveis. amantes da ordcni, quenn dccni pro-
teccao a assassinos, euiiiui que nao lenlto parte
nesses actos ? [Apoiadot gernes) Eu creio, que nao
ser preciso milito esfrco de razao para poder
persuadir de que certas comarcas existem boje
era um estado de convulso permanente) e que
tal situaran tein sido produ/.ida nicamente pe-
las provocares, desvarios de seus empreados,
di' seus delegados, e mesino de alguns magistra-
dos : para demonstrarn de tal asserco, lnce-
se a vista para a comarca de (ioianua, que est
em cstreincciniento perpetuo, prestes lalvez a
urna conilagraco geral, i" donde provm sto .'
Das imprudencias do seu delegado, que nao
faz seno provocaces : quem observar o pro-
cedimento desta autoridade conhecer que este
liomein he inteiraniente incapaz de continuar
ueste lugar; o uiesnio, Srs., direi do Linioeiro,
aonde os assassinios se repetem [apoiadot repe-
tida*).
Foze*;No Bonito, no //rejo.
0 Orador:He verdade o estado da provincia
he infelizmente todoassim, eas autoridades sao
as niesniL's : e poder dizer-se que estamos em
paz? Quem nol-a amanea ? Quem nol-a pode af-
fiaucar ? E j que ine tenbo oceupado desta de-
sagradavel questao julgo do meu dever esclare-
cer un ponto : he oecasio de assiguar a ori-
geni de taes crimes; quero diser indicar o lado,
(jue me parece de que cllcs partem; pois que
no relatorio da presidencia nao se acha clara-
mente estabeiecidaafontede tamos horrores:
he preciso pois (pie se chame a attenco para
este ponto; he preciso que o paiz saiba donde el-
les veem (apoiadot); he preciso que se diga, que
esses crimes nao saliem dolado poltico a que
eu pertenco; he bom que se prove claramente,
que esses assassi na tos, csses crimes sao perpe-
trados as localidades, em (jue a linea publica
est eui inos das influencias actuaes... ( Apoia-
dot geraes).
f OSr. llego llanos:as inos dos partidarios
do governo.
0 Orador:Por tanto, louvando muito ozelo
dos meus collegas, que querem augmentar a
lona policial, segundo as necessidades do paiz,
eu declaro, que nao concordo nisso, porque
era necessario pr-lbe um correctivo, qual o da
inudanca de taes delegados; porque, einquanto
elles cxistireni, H'eessariaiuente ha de continuar
o inesmo estado de cousas,e nao podemos deixar
de temer, de recelar muito pela sorle futura da
provincia; sobrrtudo (liando nos recordamos,
que anda temos de luctar com eleices, que sao
os theatms das desavencas funestas e desordens
sangrentas, asquaes parece que sao favoreci-
das pela cmara dos deputados; porque aniinlla
eleices legitimas, e ousa esbulhar doseiiseo
impuro os representantes (jue leiuein, enten-
dendo que a provincia de l'eriiainbuco lleve es-
tar continuamente em urna especie de terremo-
to eleitorol: tanto desamor e autipatbia nao Ihe
Ilterecem as provincias do Sul : com elicito una
s eleicao ao suido Imperio nao foi aunullada,
apezar das siias torpezas e Ilegalidades; mas nao
convem (jue as perturbares appareco la nes-
gas localidades bem aventuradas: l'criiaiuhuco
smente beque deve viver ein eterna guerra, s
o sangue de seus fillios deve ser derramado:
quer-se, .snrs., que nos desunamos, que nos
guerreemos com encarnicamento, < que nos
enfraquecamos; porque temos nosso patriotis-
mo, e nossa Corra (apoiadot geraet),
Contrahiaiido-me porni ao assunijitodafi ayao
da frc.a policial observare! pie a concesso
de tal lo re a deve de ser considerada debaixo
de duas rclaiijes: seu limite, e sua organisaco.
Quanto ao limite deve elle ser marcado pelas
necessidades do publico servico, razoavelmente
determinadas: quanto sua organisajo deve es-
ta ser regulada pela confianza da autoridade ,
que a emprega. lato jiosto terei deapprovar
com o incu voto a proposta da presidencia no > i-
meiro caso ; mas no que respeita a orgauisaco,
adoptare a emenda do nieu amigo, o Sr. Taques,
Eu reconlicyo lodo o patriotismo do actual pre-
sidente e tenbo inieira conanca na sua ener-
ga e illustraco, e certo nao teria duvida de o
armar de todos os lucios que elle julgasse ne-
cessarios phra administrar a provincia conve-
nientemente* Mas como justamente porque
confio na sua capacidade, esympathiso com os
seu* principios polticos, nao devo esperar, que
continu a reger esta bella provincia, nao posso
nesta circunstancia dar a presidencia mu voto
de iuteira COnfanca. I. se he verdade o (jue
proclaman os adiados do actual gabinete nesta
drovincia, ou nuda exactamente os amigos das
influencias dodia, um outro cidadao he apre-
sentado e prcconisado para presidir nossos des-
tinos. Ora avista disto, pede a prudencia que
esta assembla seja mui eircuuispecta em taes
votaces ; ponjuc cnilini pode cahir a autorida-
de as inaos de algara foguete de congreve,
e (jue venha deseinpcnhar aqui sua niisso sa-
tnica e exterminadora. Assim o espera o par-
tido que quer nido invadir, que quer empolgar
todos os enipregos, oceupar todas as posiyes
olliciaes, etc., etc., e cuinpre pois ser accaute-
lado : voto pois pela proposta, e pela emenda
indicada, (anotados geravt).
Votet! Muito bein, muito bem.
O projeeto he julgadn, discutido e approvado
em 3.' discussao com a emenda do Sr. Taques.
OSr. Tagnes propoz que se resolvesse, se o
artigo 121 do regiment obrigava a urna segun-
da discussao as emendas apresentadas em ter-
ceira discussao.
Depois de breves observaces esta questao
nao teve seguimento.
Segunda disrussao do projeeto, gue cria um con-
telho geral de talubridade publica.
O Sr. Maciel Monteiro aprsenla um projee-
to, como emenda ao artigo Io daquelle que se
discuta.
A assembla resolve, sob proposta do Sr. F.
.loo, que o projeeto fique adiado at; (jue se
inipi-imisse o do Sr. Maciel Monteiro.
Sao approvadas ein segunda discussao as pos-
turas de Cimbres.
He approvado o artigo addicional das postu-
ras da cmara da Victoria, eoni una emenda do
Sr. Paes Brrelo para se tirar a pena de priso.
Sao approvadas em terceira discussao as pos-
turas da cmara dcGaranhuns com una emen-
da, para que se supprimao as palavras por cabe-
ra de gado.
He approvado em segunda discussao o projee-
to que reinstaura a villa de Itamarac.
I) Sr. Presidente d para ordein do dia da ses-
sao seguinteIo discussao do projeeto n" des-
te anuoIa das posturas addieionaes do Reeifc
Pareceres adiados3" das posturas das cma-
ras da Boa-vista. Olinda, Cimbres e Victoria,
e levanta a sessao (Ero duas horas).
SESSAO EM 18 DE MAHCO DE 1845.
Presidencia do Sr. Pedro Cavaleanli.
As 11 horas e nieia o Sr. 1. secretario faz a
chamada, e verifica rstarein presentes 19Srs.dc-
putados.
O Sr. presidente declara aberta a sesso.
0 Sr. 2. secretario le a acta da precedente
sessao que he approvada.
OSr. 1." secretario d eonta do seguinte.
EXPEDIENTE.
1 ni oflieio do secretario da presidencia ac-
ensando a remessa d'uin exeuiplar da institui-
i o do recolhiuiento da Gloria.Para a secre-
taria.
Um parecer da commisso de instrucciio pu-
blica acerca do rcqiicrimrnto do padre Joa-
qiiiin Rafael da Silva.Adiado.
Outro da commisso de legislarn sobre as
instrucedes e regulamento do corpo policial.
Adiado.
Outro da eoininsso de inslruccao publica
sobre o requeriinento de Joo Joaquim Xavier
sobreira professor publico de primeiras lettras
da Boa Vista.Adiado.
Outro da inesina comiuisso sobre os requeri-
inentos de Alexandre da Silva e da cmara mu-
nicipal Aprovado.
(Julio da niesina commisso sobre o requeri-
niento d'Antoiio Pedro de Figueiredo.Adiado.
Outro da niesnia commisso, sobre o reque-
r ment de Vicente Ferreira de Siquera Varc-
jo. Approvado.
Um requeriinento da mesma conunissao pe-
dindo, que seja ouvido o presidente da provin-
cia sobre a pretenefio de varias cantaras acerca
di' creacSo de escolas. Approvado.
I.e-se e approva-se a ultima redacco do pro-
jeeto n. 1 dcste anuo.
L-se e approva-se a ultima redaeco do artigo
addicional as posturas da cantara dcGaranhuns.
(Continuar-se-ha.)
CORREIO.
CORIIESPONDF.NCU DA CIDADK E PlIOVINCIA.
.Muito tem dado (jue fazer a meia duzia de
cheira-bananas, quem seja que escreve o Correio
do Diario de Pcrnambuco. ^as lojas, as taber-
nas e no passcio frondoso, onde se discutem as
mais importantes (juesies da liberdade praieira.
se processaelle OU aquelle a quem se tem gana;
se julga, e nao he execulada asentenca; porque
tica adiada para os das dos desengaos (!! jen-
tre morios c feridos algueiu ha de escapar A'
verdades se nao respoudem com argumentos do
Pasmado; o Correio deseonbece essa daletica,
que he privativa de malvados, fracos e cobar-
des Pora rhfha-bananas !
.Nao ha inos medir! Ainda nao arengou o
Varella na cmara dos deputados, onde por ver-
gonba nossa se acha, e cujos bancos foi levado
pela iminoralidade da policia tremedra que
deixasse de dizer asneiras ou mentir iuipuden
teniente, ecomo desearamento, que Ihe he
proprio.
Km urna das vezes em que abusando da
palavra que pedio e Ihe foi dada proeurou ma-
car o benvolo auditorio avaii(ou o papaang ,
que durante o aquartelamenlo do 2." batalhao
da guarda nacional d'esta cidade em cuja po-
ca procedeo-se s eleices do anuo passado ,
buscrao alguns olliciaes com aniecas suges-
toes e violencias, obter os votos das respecti-
vas pracas Onde estilo as provas d'essa calum-
niosa assen;ao ? Quacs os fuidamentos d'essa j
injuria irrogada briosa ollicialidade d'este ba-
talhao que por tantas occasies tein manifesta-
do a que subido ponto chegao os seus sentimen-
tos de ordein, por seui duvida repulsivos de um
tal procediinento? Nenbum, certatnente. O odio
que o representante da policia tremedora vota
quantos o nao a<:oni|ianho nos seus desvarios e
irregularidades, e que pelo seu coinportaiiiento
fazciu contraste perfeito coiu elle e os dentis
apostlos da desmoialisarao, foi o nico incen-
tivo (jue olevoo assim exprimir-te.
.#*^? NECROLOGA, se O he.
Mais una victima do punhal homicida Mais
ii i na familia de o rphaos redil sida e exposta aos
furaedes da indigencia Justos cos! Quando
se completar o cathalago de tantos crimes ?
Quando ser jue una nova ordein de cousas vi-
ra por termo a tantas calamidades, e levantar
barreira* aos rios de sangue, que vao inundan-
do a trra da Santa Cruz ? At onde emfin se
dilatar o imperio de tantas iniquidades ?!
Que coraran empedernido, ou enregelado pe-
la indierenca deixar de tocar-se vivamente do
espectculo doloroso e terrivel,jue se desenvol-
ve no meio de um povo civilisado ecatholico?
Que negros, e inedonhos uadros nos nao vai
apresentando a historia dos nossos ltimos lem-
pos ?! A decadencia, e degcueraco de costu-
mes; o exterminio la moral; o desprezo das
leis; o abandono da religio de nossos pas; a in-
trodueco dos abusos mais horriveis; o sangue
de tantas victimas derramado impunemente, lu-
do, tudo isto faz crr, que una nova geraco
pova a trra, ou que una nova especie de abu-
tres, transformados em homens, tentao, e eons-
piriio a tornar dsenos os campos da exis-
tencia !
Soiio todos os dias aos nossos ouvdos queixas,
e lamentaces das pessoas mais sensatas sobre
os progressos, e estragos da iiniiioralidade, que
parecem prognosticar a prompta, e infallivel clis-
soluriio do corpo social : uns attribuem tudo a
iinpunidade dos crimes; outros aos defeitos da
legislaco; poucos, porni, sao os que veem,
que a fonte, e raiz do nial existe na falta de reli-
gio; por (j nanlo, nenluim cdigo de ferro, nein
o apparato dos mais horriveis supplicios seriao
capazesde comprimir a malicia daquell.s, em
eujos coraces calacem os pos sentinientos, pie
inspira a crenca religiosa.
Trajano Targyne de Moura, cidadao prestan-
te e honrado; pai de onze lilhns juasi todos me-
nores; filho lepis sexagenarios, a quem servia
de esteio, e por quem era amado em extremo,
acaba de espirar brbaramente debaixo dos gol-
pes terriveis do mais desapiedado assassino !
Infeliz Trajano! Na primavera da vida, na
quadra dos prazeres ; rodeado dos innocentes
penhoresdoamor conjugal, c dos encantos de
nina esposa terna e earinhosa; na estacan ein
que mais se a|ipreciao os mimos da existencia,
lie a triste victima arrancada do numero dos v-
venles Cenia a nalureza lastime a socieda-
de dcplorcn os amigos, mirre-se em lagrimas
sua dessolada familia em quanto submettido
mais profunda saudade minado de dissabores,
vocifero, e brado contra o brbaro sicario, que
Ihe cortou o fio da vida.
Era o Sr.Trajano natural e morador da comar-
ca do //rejo lilho do capitfio Jos Pedro de Mi-
randa llriii iques ancio respeitavet a toda cx-
presso. Este bom velho assim como seu dig-
no filho, exercrao sempre naquella comarca to-
dos os cargos coinpativeis com as circumstan-
cias do lugar e se houvero sempre em todos
elles com toda ciicuinspecco e probidade : a-
inanies e respeiladores das leis enfachados
desde o berco em doutrinas pacificas elles nao
lizero nunca composifo com o criine a quem
pelo contrario cautherisro sempre. Estas ten-
dencias para o bem o genio um pouco inflexi-
vel do Sr. Trajano, Ihe fro grangeando o odio ,
e inimizade de alguns: jue, encanecidos na pra-
tica de delictos os mais atrozes nao podio to-
lerar aquelle, cuja conducta illibada era o inaior
correctivo do crime.
(orreni os tempos ; crescem as rivalidades ;
niultiplico-se as disseii9es ; extreino-se dous
partidos; aproxiino-se as eleices ; e o Sr. Tra-
jano que se achava ligado a um delles o ba-
ronista-- distingue-se na lucia ; supera e tri-
nmjilia com os seus e ei-lo gravemente incur-
so na sanha de seus ininiigos, os quaes, nao des-
cubrindu outro meio de o derrocar ineditao e
executo a sua morte que se realisou no dia i)
do corrente!
Assim acabou o desdi toso Trajano! Monstros
sedentos eora9es de tigres entes degenera-
dos labo da especie humana, como nao estre-
mecis ao conceber de planos to sanguinolen-
tos ? (lomo vos nao compadecis do abandono ,
e desamparo de um rebauho de pupilos desven-
turosos, cujas lagrimas confundidas com o san-
gue de seu pai a quem roubastes, subirn em
ondas at o (Jo, a pedir vinganca, vinganra?....
E Dos cerrar o ouvido aos clamores aos ge-
midos da innocencia opprimlda? Ali monstros!
preparai-vos : os golpes da divina justica, a co-
lera le um Dos justo se precipitara sobre vossas
cabecas...
.No ctanlo mergulhadn na saudade mais in-
tensa ilnio de dor c de amisade, julguei de
nieu rigoroso dever tracar estas linhas ein ob-
sequio das venerandas cimas do nieu Ilustre a-
migo, o Sr. capitiio Trajano Targyni de Moura,
eitjo noiiie me litar gravado na imaginaco, e
cuja memoria mesera sempresaudosa. Os cos
sr digncn, propicios.de Ihe franquearen! o seio,
e de conseder-llie assento na inain.ao dos justos.
A tena Ihe seja leve. C.
N. H. Os pais da victima esto prestes a expi-
rar, tal tem sido a dor e sentimento profundo,
que lhes tem causado a perda de seu filho ; e a
infeliz viuva, jue se achava grvida, abortou no
momento em que Ihe constou, que havio unir-
lo seu marido, e tica tainbem a partir para a ou-
tra vida! Oh! desesperadlo! oh! dor! Dos
se compadc9a d'csses infeli/es.
I'UBLICAgA O A PE DIHO
desabono, e brevemente eu poderei dizer, quan-
do o Sr. Marques nao prove quanto ha avanjado,
jue elle he um infame e vil calumniador,e como
tal achara na le o castigo devido.
Deeni Vnics. Srs. redactores jniblii anio a es-
tas poucas linhas, pelo que muito obrigaro ao
seu assignante. Jos da Silva e Olivara.
V A lt I E D A D E.
!?
St,ihmcs redactores. Como o Sr. Luiz Jos
Mar|iies tenha pretendido iiicutir na mente
de algumas pessoas, que pouco ou nenhum co-
nhecimento tem da ininha conducta, que eu me
tenho associado com pessoas empregadas ein
furtos de escravos, e que eu os reinetto para o
sul da provincia afim de all seren vendidos:
forfa-me o Sr. Marques por este meio a decla-
rar, jue, eiiujuanto nao chamo S. ni. a respon-
sabilidade, o desafio a publicar jualqucr um ac-
to platicado por miiu que me seja vergonhoso,
0 que de certo, outro tanto nao poder dizer de
si o Sr. Marques, porque factos muito recentes
brado bem alto em desabono de sua rara capa-
cidade.
Besta-nie agora, senhores redactores,asseverar
ao respeitavel publico que, tirando o Sr. Mar-
ques, nenhuma outra pessoa fallar em meu
NOTICIAS SCIENTIFICAS
MAIS DOUS METAES.
Em quanto a nalureza se nao cansar de pro-
luzir; nao seha de cansara chimiea le desco-
brir. Alista, j lab numerosa, dos coi pos sim-
plices, ou antes indeconipostos (porque nao he
possivel admillir que o numero dos elementos
seja to grande^ acaba de ser enriquecida com
mais dous iomes. Ochimico allemao Bise pre-
tende ltaverfeito a descoberta de mais dous me-
taes. Jsubia a 48 o numero dos jue at aqui se
conheciao; com os dous que acabaodevir luzr
est completo o meio ecnto.
A descoberta do naturalista alleniao teve lu-
gar por oecasio de una analyse que elle fazia
de nina mina de tantalitc, que he, como se sabe,
um mineral, coinposto de acido tantlico, ferro
e manganoz : foi esta circunstancia que Ihe fies
nascer a ideia de baptisar os dous recein-nasci-
dosconi os noines de niobio, e de pelopio. Diz a
niytliologia que Tntalo leve dous lilhns, e que
estes dous lilhos ero chamados Pelops e Niob;
como os dous inelaes pareciao lilhos de tantali-
te, era natural attribuir-lhe os niesinos noines
que aos do hroe que havia dado o seu nonte ao
mineral que tinha sido origeni da descoberta.
AHCHEOI.OOlA.
Nao he tmente a chimiea que faz progressos,
(.unbem a archeologia se vai euriqueceudo de
factos; e de tal maneira iiiteressantes e nume-
rosos, que s o que a Bolencia temganhado oes-
tes 14 ou 15 ltimos anuos he mais do que tudo
o que adquiri e ganhou ein todo o secuto
XVIII. Dous cnsules das duas maiores poten-
cias da Europa, ambos residentes em Bagdad,
votruo de tal maneira ao estudo da archeolo-
gia oriental a sua existencia, os seus trabalhosc
o seu tempo.que nisso teem consumido lodosos
seus recursos, a niclhor parte da sua vida, at
a sua sade. O estudo da archeologia he una
especie de paixo, como o da mathotivalice.
lima primeira descoberta nos pe as inos o lio
de muitas nutras, eno nos deixaum s instan-
te de socego. Quando a tarefa vos pareca con-
cluida, um novo campo, mais vasto que o prl-
meiio, se vos aprsenla diante dos olhos 0 es-
pirito nao pode parar, ainda que queira; e o que
mais o tenta he que toma por creaedes proprias
o que s he descobriiuento ou inveitfo daqui-
lo que se produz.
Os dous cnsules deque fallamos neste arti-
go sao Botta, cnsul da Fraila, e o major llaw-
lison, cnsul d'Inglaterra. Parece que una no-
ble emulacao os estimula; nao se sabe qual do
dous lera feito mais importantes servicoa sem-
encia; se o primeiro explorando as ruinas de
Korsabad, ou de Ninive, se o segundo estudun-
do as de Persopoles.
Tambein em outra oecasio fallamos dos tra-
balhos do cnsul Botta as ruinas de Ninive,
das grandes esperanzas que as suas prime!ral
descobertas havio feito conceber, e do pro-
jeeto que ellas tinho inspirado ao governo fran-
cez de accrescenlar um museo assyrio especial
- 'mmenso estabelecimento do Louvre. Estas
esperabas todos os dias se vao consolidando
cada vez mais. A' forja de despezas, de escava-
9es e de trabadlos, o palacio dos amigos reis
assyrios est vista. Um grande numero de sa-
las, e sub eludo alachada dcste inimenso e nia-
gestoso edificio sahiro Analmente debaixo da
trra. Os principaes ornamentos da fachada
coiisisteni em seis tomos com cabejas humanas,
e duas figuras de homens que sullocavo lees
nos bracos, tudo de dimenses colossaes, e tu-
do to bem conservado, como se boiiteni tivesse
sabido das inos do esculptor. A execu9o de todas
estas estatuas espanta pelo que aprsenla de.aca-
bado e de perfeito, e nao pode deixar de dar al-
ta ideia do grao de civllisaco e de adiamntenlo
a que a sociedade humana j tinha ehegado em
pocas de tal maneira remotas de nos, que nao
se sabe se j se pdein chamar histricas. To-
dos os ps dos seis touros esto cobertos de ins-
cripedes, jiurni algumas dellas fro raspadas,
como posteriormente accoiiteceo s dos monu-
mentos romanos : quando um soberano succe-
dia a o o i id, procurava apagar todas as ineino-
rias do s-u antecessor. J sobe a 200 o numero
das Inscripcdesassyrias que se teem podido reco-
Iher; e com razo se espera, que, em ellas es-
tando decifradas, se venha no conhecimento de
grande numero de lacios relativos historia da
poderosa iiioiiarchia assj ra, que, no estado ac-
tual da sclencia, to imperfeitamente se conhe-
ce. O cnsul bolla trata de enviar para Pars
todas estas preciosidades, jue nao tardar a
fazer o objecio das investigaedes, e estudos do
instituto da Frauca.
Ninive a Grande, destruida OO anuos antes de
Jess ChristO, foi certanientc arainha das cida-
des do seu lempo. Das cidades que actualmen-
te existem, apenas se Ihe pdein comparar ein
grandeza Pequim no Oriente, e Londres no Oc-
cidente. O historiador l.tcsias Ihe dava quatro
mil estadiosdecircunsferencia (cada estadio equi-
vala a 125 passos geomtricos), e o propheta Jo-
as diz (jue, para lser o seu circuito, era preci-
so unta jornada de tres dias.
Nao sao menos notaveis as ultimas descober-
tas do major Uawltcon; porin a que actual-
mente oceupa com mais inleresse attenclo
das a rcheologicos i ngleies he a da famosainscrip-
9o de lisutun, que o infatigavel viajante pode
finalmente armar por ioteb-o, depois delimitas
tentativas nial succeddas de outros que antes
dclle havio comniettido a aventura. A tns-
cripefio de que se trata, est gravada em un ro-
chedo talhado a pique llljis de altura: #)?
preciso fazer construir um andaiine de propo-
sito para fazer a cousa executavel. Das tres co-
lumnas, de que ella consta, una lie escripia ein
lin outra em lingoa babj Inica ; norni de todas as
tres columnas, s a primeira be que se conser-
va lisivel desde o principio ate o fim. Das ou-


%
tras duas a que he escripia cin dialecto babylo-
iiico, est apagada quasi de todo ; c da medica
apenas se conserva lisivel a terca parte. Por
fortuna s a persopolitana he que, no estado
actual da poleographia oriental, pode ser deci-
frada. depois que os trabalhos de Burnouf fami-
lirisro os sabios cora o alphabeto cnico, ein
,iue ella se acha escripia. Cada columna consta
de 500 linhas.
Suppoi-se longo tempo que a inscripcao de bi-
siUun era relativa ao reinado de Salmanassar,
cni consequeneia de utn baxo relevo que a ac-
companha, no qual dez captivos se achao pros-
tiados diante da ligura de um re. Dilla-Se que
os dez captivos svmbolisavao as dez tribus de Is-
rael, e que o todo representava o grande capti-
voiro dosJudeos, que,-segundo consta da Ks-
crlptura, coincide coni o reinado de Salmanas-
sar; porni a opiniSo do maior Rawlison lie
limito dlleicnte. Segundo tile pretende, o re i
iiue recebe as hoineuagens dos dez captivos lie
Parlo, filbo di' Hystaspes e as dez figuras, pros-
liadas diente delle, sao os dez reis, coin cujo
vencimentu licou consolidada a autoridade da-
quelle principe. De resto, a iiteiprctacao da ins-
cripeo, que nao pode tardar multo, deve tirar
lodas as duvidas.
VH NARIZ POR CRID.\DE
llavera eousa de dous anuos, ou pouco menos,
fallnlo as folhas alleines de una condeca po-
laca, residente enitVerlim, que possuia muitos
inundes, e procurava marido, porm que tinha
porcabe9a urna caveira. Todo o inundo tomoii
a COUSa por pela, e nunca ningueni mais fallou
disso ; entretanto, da iniprensa de Hroekhaus
ni Leipsig, acaba de sahir luz o 4." volunte da
Cirvrgia Operatoria de Diefl'enbach, c nelle pa-
ginas 385 se acha a fbula da coudessa polaca
transformada em faeto scientilico, de tal nianei-
ra inteiessante pela sua curiosidade, que niio
podemos deixar de o levar ao conlieciineiito do
publico. Eis-aqui como o proprio autor se ex-
plica na obra que acabamos de citar ; (porque em
cousas de seiiitlhaiite natureahc inulto melhor
transcrever que extractar).
llavera 4 annos, tres estrangeiros, um Pola-
fo, una Polaca e unta Italiana, se apresenlrao
para me fallar. Era do noute, e j tarde. A Po-
laca, mysteriosaiueiite envolvida em um longo
veo, tieouno fundo da sala, emquanto a Italiana,
que era sua criada, me disse que sua ama dese-
java fallar-me sein testeniunlias ; e. dizendo is-
to, relirou-se. Kntao asenhora adiantou-se, o-
lhou coui inquietacao para todos os lados, e a fi-
nal levantou o veo'. Tenho visto umitas cousas
liorriveis na ninha vida ; mas desta vez recuei
de susto, porque nina verdadeira caveira, como
nunca eu tinha visto sobre corpo vivo, estava
direita de miin gesticulando. Una epiderine,
anecissima e avermelliada, era tu bria os ossos da face, no meio da qual appareeia
um buraco, por onde se poderiao imlter tres de-
dos, e por onde a vista penclrava cima da lin-
"oa e na garganta. Os conductos nasaes e os os-
sos palatinos estavao inteiraniente destruidos ;
e a lingoa sabia desta especie de Achcrontc,
quando a doente fallava. A parte inferior das
palpebras, revirada, inostrava o interior todo
vermellio ; e de todo o queixo de cima apenas
restava un pequeo bordo, e esse privado de
dentes. Tal be o retrato de urna menina de 18
unos, lillia de una grande familia, que seria
feliz, sein a dor que Ibe causava esta pobre crea-
lura, desfigurada, desde a infancia pelas escr-
fulas, sein que a idade livesse podido corrigir os
^slragos que a molestia Ibe tinha feito.
Por maior desgraca, a pobre dcsnarigaila
nao tinha voz ; porque em lugar de voz humana,
apenas alguns sons inarticulados he que saliio
da caverna que oceupava o centro da caveira.
Nao podendo explicar-se de outra nianeira, poz-
nie a intto no nariz para me fazer conipreliendcr
que o que pretenda de mi 111 era um nariz arti-
ficial. A pretencao esbaracou-nie um pouco :
mas o que sobretudo me bumiliava era a impos-
sibilidade em que ine senta de Ibe poder valer.
J'iz-lhe coinprehender como pude, que a arte
nada podia em seu favor; porem tal (oa violen-
cia da dor que esta declarado Ibe causou, que
foi necessario chamar o rinao e a criada que Ibe
acudssem, o que elles logo iizerao.
.. No dia seguinle part paraVienna; mas qual
seria o meu espanto, e ao niesino tempo o meu
desgoslo de encontrar, apenas clieguei. o mes i no
phaiitasma que me segua, como se fosse ninha
sombra, pedindo-me seiupre a esniola de un na-
riz? Tildo quanto Ibe pude fazer.foi resolver o la-
moso artista Crabe 111 a fabricar-lbe um magn-
tico queixo superior, e urna peca que substituto os
ossos destruidos do paladar, o que llie facilitn
a inaslgacao, e tornoii a proiiunciacao mais
distincta. Remendada desta maneira, parti a
pobre coudessa para a sua tena ; mas nao tar-
dou a voltar a Berlina, perseguindo-ine sempre
pui um nariz. ,
Tocou-nie tanta constancia, e puz liualmcn-
te inaos obra, anda que coin poucas esperan-
cas de resultado. Aquidescreve o pralieo Alle-
uiao a maneia tao admiravel como interessan-
te, com que conseguio nao semiente crear um
nariz desgranada eoude9a, mas lazer desappa-
recer grande parte dos estragos que a.tornavao
horrenda ; depois do que continua : O leili re-
sultado da operacao deo una esperaiica de nova
vida a infeliz Polaca. De entao por diante apre-
sentou-se ousadaniente sein veo diante de todo o
mundo, rreqnentou os tlieatros, e parti linal-
mente de Herlim, contente e satsfeita, louvando-
se de me haver constrangido, pela sua inabala
vel constancia, a una operacao que ao principio
me pareca inipossivel, e cujo feliz resultado tul
para miui a mais doce das recompensas. >
COMMERCIO.
MOV MENT DO PORTO.
ALFANDEGA.
llendiniento do dia 18......
Descarregu hoje 20.
lrigueEmprehendedormercaduras.
Barca-Mar}/ Q. of Scols-idem.
7:751/-20
Navios sonidos no dia 18.
Barcelona ; polaca hespanliola Ceras capitao
Gabriel Pa carga algodao.
Ilha de Fernando ; crvela de guerra nacional
Carioca, cominandante o capitao de fragata
Wandclkok, conduzndo familia para a guarid-
930 da liba.
B"
M VMSS*.., /USUJ^-ii.
EDITAES.
2Fa9o saber, que em observancia do arl. i.a
capitulo'i.0 dos estatutos desta academia jurdi-
ca, ponho a concurso a substitu9o da cadeira
de philosophia e geometra do eollegio das ar-
tes vaga pelo fallecimcnto do seu substituto ,
o bacharel Samuel VVallace Mac-Dowell mar-
cando o praso de trez nezcs contados da data
deste.
E para constar mandei allixar o presente no
lugar do costuuie. Secretaria da academia ju-
rdica de Olinda, 14 de mano de 1845. Thomas,
bispo director. (11
OIllui.Sr.inspector interino da thesouraria das
rendas provinciaes, eineumpriuiento d'olficio do
Kxni.Sr.presidente daprovinciade 12docorrente,
manda fazer publico, que no dia 25 de abril pr-
ximo viudouro, ao meio dia, se arrematarais pe-
ante a mesnia thesouraria, as obras comple-
mentare! da cadeia da villa do Rrejo, oreadas
na quantia de 5:862/125 rs., sob as clausulas es-
peciaes abaixo transcriptas.
Os licitantes, devidamcule habilitados, deve-
lad comparecer no dia, hora e lugar indicados,
com as propostas, na forma do regulanieuto de
1 dejulbo de 1843.
Secretaria da thesouraria das rendas provin-
ciaes de Pernanibuco, 18de maiyo de1845. O se-
cretario, Luis da Cosa l'orlocarreiro.
OBRiS COMPLEMENTASES DA CADKIA DA VILLA
no orejo.
Clausulas e.iperiaes da arremataco.
Art. 1. As obras compleinentsres da cadeia da
villa do Hrejo far-se-hao Conforme ao orame-uto
e plano approvados pelo Bxm. Sr. presidente, em
S de na reo de i845, e pelo pri^o de cinco eontos
oilocentos e sessenta e dous mil cento c vinte-
cincoiis(5:8()2/1125).
Art. 2. As obras principiar no prazo de dous
meses, e serao concluidas no de do/.e mezes,
ambos contados em conforniidade do art. 10 do
regulamintodas arreniatacoes.
Arl. 3. O pagamento far-se-ha conforme ao
art. 15 do precitado regulanieuto, sendo de 12
uiezcs o prazo da respousabilidade.
Art. 4. Para ludo o mais que nao esta determi-
nado as presentes clausulas espeeiaes, scguii-
se-ha inteiraineiiteo quedispoe o precitado regu-
lanieuto de II lejulho de 1843.
Repartico das obras publicas, 10 de marco de
1845. O engenheiro em chefe Vaulhier. '
Approvo. Palacio de Pernambuco, 12 de mar-
co de 1845. Almeida. (41
v Eva:.. azr .^a-.??a y.---j?--.--
DKCLRACAO.
8 Companhia de Uebiribe.
Os Sis.accionistas da Gotnpanhia de Bebiribe
hajao de realisar una prcsta9ao de (i p. c., den-
tro do prazo de 30 dias contados desta data em
diante. Kscriptorio da Companhia 10 de Mar-
yode 1845.O secretario, U.J. Fernandes fanos.
A VISOS MARTIMOS
1 Para Lisboa sai com toda a brevidade,
por ter a maior parte da carga prompta, o brigue
portuguez limpretendedor, forrado e cncavithado
de cobre, e de que he capitao Francisco Pedro
Ferreira : quem quizer carregar ou ir de passa-
geill, para o que tem inulto bous coininodos, di-
rija se ao seu consignatario Francisco Sereriano
l'i.ilielln, ou ao capitao na piara do Comuiercio.
2 Para o Porto o brigue A'. A', da Uoa-Yiagem,
capitao Antonio Ferreira Aunes ; para carga e
passageiros trala-se com Francisco Alves da Cu-
nta, na ra do \ gario n. 11 primeiro andar, ou
com o capitao na praca. (5
6 Abarca portugueza Espirito Santo segu
para o Porto no dia 23, e, se por alguin motivo
nao puder seguir sua viageui, sahir iniprete-
riveluiente no dia de abril: para o resto da
carga e passageiros, para o que tem muito bous
conimodos,trata-se coin Francisco Alves da Cu-
nha, na ra do Vigario n. 11 primeiro andar OU
coin o capitao a bordo.
.....ii ii IMBBM
Avisos diversos.
(8
AGENCIA DE PASSAPORTES.
1=0 abaixo assignado avisa aos seus fregue-
zes e a qualquer pessoa que pretender que
elle contina a tirar passaportea para dentro e
fura do Imperio correr folhas e despachar es-
eravos ; tudo coin muita presteza e pre9o mui
coininodo : na ra do Rangel n. 34.
Manoel Joaquim da Silva Ribeiro. (t
=:Precisa-se de um caixeiro para padaria : no
Corredor do Hispo n. 8.
2=Joao Keller, Suisso, val para a Inglatera. (I
2 ll'erece-se una mulhcr do mallo para
criar, com bastante leite ; quem precisar dirja-
se i na das Agoas Verdes n. 17. (3
2 Jos Leonardo embarca para o Rio de Ja-
neiro a sua escrava Felicia, crioula. (2
2 Joaquim Maia da Silva e Antonio de Oli-
veira Maia vo Europa. (2
2__0 abaixo assignado declara ao respeitavel
publico, que Domingos Antonio de Avellar nao
he seu caixeiro, c menos guarda-livios, como
se anda intitulando, c apenas no dia 15 do cor-
rente o elianiou para llie eserever ninas cartas,
sendo para a Parahyba, Maranhao e Alagoas, do
que Ibe pagou o seu trabadlo.
Anilina) Utas Souto. (8
2 Arrenda-se o sitio denominado -= Engt-
nlioca==, no lugar do Remedio, com casa de vi-
venda assobradada, estribara e coniinodos para
escravos, olaria com barro para toda e qualquer
obra, arvores de fructo e pasto para 10 vaccas,
um viveiro de boaprodue9ao, baixa para capiui :
tratar no inesuio sitio, a qualquer horado da.
1 Aluga-se un a boa e asseiada casa, tem seis
quartos, duas salas, cozinhafra, equintal
murado; na ra Imperal annexa ao sitio do ti-
nado Machado : a tratar na ra Direita n. 82 ,
l." andar. ('
2^Preeisa-se de una preta cozuiheira : na
ra do Trapiche n. 8. (2
2 Tilomas Pinto de Queiroz embarca para
o Rio de Janeiro a sua escrava Quitea, crioula.
3=Ko dia 1(1 do corrente desapareceo um ca-
va I lo ruco pedrez que tem o cseo esquerdo ra
ehado que foi desaparecido da estrada de Joao
de arios ; quem delle souber aniiuncie por este
Diario ou entregue no forte do Matto prensa
los da Silva d
raga
,'7
assucar
na na
<<;
dn
de algodao de .S'abaslifto
que ser recompensado.
IS'1 aniiazt'ti de
F. E. vlvcs N i una,
Sanzdla vclhan." 110, haseinoie de-
posito de bons assucares linos,pro-
}>not para exporlaclo, e por piecos
ra/.oaveis [)
2Quem lirn do crrelo una carta por en-
gao para Constantino Ferreira Alves, por fa-
vor entregue-a na ra nova loja n. 58, que rec-
bela o porte que liver dado. (4
3 Preclsa-se de 150/ rs a premio de dous
por cento ao me/., dndose um moleque de
hypotheca ; quem este negocio llie eonvier, on-
iinnuncie por esta folln, ou dirija-so a ra dos
Quarleis, sobrado do Sr. Joo Moreira Marques,
segundo andar
5 abaixo assignodo. meslre deferreiro'.
serralheiro, lem estabelecido sua ofiicina na ra
do Brum D. I; as pessoas, que de seu preslmio
se quieiem utilisar, dinjo-se a mesma ra ,
que se prometle apromplar com muda brevida-
de toda e qualquer obra rom perfeico e por
preco rusoavel. Eduardo \falsh.
3 Preclsa-se de 50/ rs. por espaco do o me-
ses paia no flu delles dar. se 00/ rs. o pas-
sa-se una letba; quem qui'er dar annuncie ,."
SOCIEDADE MELl'OMENEiN.SE.
O thesoureiro convida aos Sis. socios a rece-
berein os bilhetes para a recita do da 22 de mar-
eo nos dias 20, 21 e 22 ; na ra da Cruz n. 5:
participa igualmente que a dlrecAo deliberou
em sessao de 17, que os bilhetes fossem as.sig-
nados pelos socios, sein o que nao lero iu-
gresso, quer na platea, quer na galera. ;8
O abaixo assignado adverte ao Sr. Manoel
Jos Dias Concia, e hoje Manoel Jos Carneiro,
que para evitar equvocos ser melhor usar de
outro nonie. ma.nokl jse' carneiro.
MUITO IMPORTANTE HaRA O POYO DE PER-
NAMBUCO.
4_He espantoso o numero dos nossos seme-
Ihantes, que cada anuo suecumbe molestias ,
que, se fossem tratadas siiiiplesmente serio
anda vivos! entre nos estas molestias sao geral-
mente a thvsica eatharros indigestfio dys-
pepsia apoplexa febres do toda a especie.
assiii como intermitientes, bilis, escarlatina,
gotta molestia de ligado pleuresi inllani-
maces paralisia, hydropesia, bixigas, saram-
po, lombrigas, dvsenteria, eivsipelas, inclias-
sos de ps e peinas, heniorrhoidas, fura as mo-
lestias de senhoras.
Militas destas molestias sao radicalmente cu-
radas e todas alllviadas com aquella celebre me-
deeina popular do Dr. Suell e as plulas vege-
laes do Dr. Brandieth.
Itecoinmendaiiios a todos os doentes pois
nao requer resguardo alguin. Na Inglaterra e
nos Estados Unidos estas plulas teem sido o ni-
co remedio de militas familias por longo tempo,
tirando senipre o desejado lint, reslabeleccndo
a saiide.
Na corle e as provincias tem una extraccao
enorme t sao reieitadas por inuitOS dos m-
dicos mais habis do Brasil.
Acaba de chegar una nova por<;o destas in-
valuaveispipulas e adverte-se ao publico, que
as nicas verdadeiras plulas vegetis sao em-
lirulhadas no seu receitiiario, fechado com o sel-
lo em lacre preto dos nicos agentes para o
Brasil no Rio de Janeiro, e vende-se smente
em casa dos nicos agentes, em Pernambuco ,
J. Keller & C, na ra da Iruz n. 18, e para maior
conimodidade dos compradores na ra da Ca-
deia loja da vuva de Lardoso A) res, na ra No-
va, Guerra Silva &(;." atierro da Boa-vista Sa-
les'& chaves, ao preco de 1/rs. cada caixinha
de ambas as qualidades. (38
3__ Aluga-se una casa no bairro da Boa-
vista, na ra do Sevo n. 3, com bom quintal e
cacimba ; quem a pretender, dirija se atraz do
theatro velho armasem de taboas do pinho ,
ou a (aliar com Joaquim Lpes de Almeida. 6
2 Aluga-se urna casa no Coelho na ra
dos Prazeres. com duas salas, 3 quartos, cosi-
ntia lora, quintil e cacimba por prevo com-
modo ; a tratar no Coelho ra dos Prazeres
i). 10. t i
2 Jos Joaquim Pereira vai lazer urna via-
gem a Europa, por motivo ao saude levando
em sua companhia sua consorle. 3
1 Joo Marlins de Barros deixou do ser
socio do Sr. Francisco Vaz Pereira desdo o dia
13 do corrente rnez da venda n. 13, da ra do
Vigario, cuja sociedado deixou por motivos de
dnenca a qual o obriga a retirar-se pata a Eu-
ropa declara pois, que nada mais tem a haver
nem a responder pi-rtencente a dita venda, de-
clara outro sien, que a dila venda e todas as
dividas pertenecntes a mesma, ficao pertenren-
do ao dito Sr. Pereira, por conveneao feta em
occasiaodadisolucao da extincla tirina de Pe-
reira S Barros. ;lu
2 Joaquim Nums Ferreira Pacheco n li-
ra-separa a Euiopj, levando em sua compa-
nbia um criado Jos Carneiro. (3
2 l)-so dinheiro a premio com penbores
de ouio mesmo em pequooas quantias ; n
ra de Baogol n. 3. 3
2Arrenda-se, ou vende-so um sitio com
600 palmos do frente e 1200 de fundo .junto
ao sitio do Toque, na estrada que val da Mag-
dalena para a 'Jorre, com casa de vivenda para
familia casa para pretos, estribara para um
cavallo por prego commodo ; assim como na*
mesma estrada se vendem terrenos o palmo do
frente com 600 de fundo por preco comino-
do; a tratar no Cotillo, ra dos Prazeres n. 10.
2 Aluga-se um sobrado de um andar o so-
llo, com grandes commodos para grande fa-
milia na travessa da Concordia por detraz
do Carino ; a tratar no Coelho, ra dos Pra-
zeres n 10; assim como aluga-se a loja do mes-
mo sobrado. (6
iri-jiio Baptisla da Silvoira professor
publico, continua ensinar primeiras leltrat e
ii usica por casas particulares ; que.n de seu
presumo se quisor utilisar, dirija-se a ra de
iloi las, sobrado de um andar n 28; na mesma
casa ha um rapa/ de 18 annos, que se oflureco
para qualquer airumaco commercial, dando
alquil! lempo de pralica, conhecimento e abo-
no de sua conducta, por pessoa desla praca.
O capitao de campo*, que domingo, 1(5 do
corrente andou procurando no pateo de S. Pe-
dio o Sr. d<> escrano Malaquias que se ach.i
fgido dirija-s a ra dos tiaityriul n. ,
que ah Beber pessua autorisada para recebor
iiito escravo, e pagar as despesas que com ti-
le se liver (Vito ; ssslm como pede-se a outra
qualquer pessoa que deste fado liver conhe-
cimenlo, o favor de dlrigir-se a mesuiaessa pa-
ra delle se fkar ioteirado.
Pede-se a>> Sr. Thesoureiro da lotera da
matriz da Boa-vista; juo nao pague caso sai*
premiado o ni'io bilhelo n. 458, rom as as-
signaluras de Mai.ot I Jos Homo, o Manovl re-
lis Rodrigues, senao aos meamos assiguados ,
por isso que te Ihes desencininliou.
Quem precisar de um rapaz Biasileiro pa-
ra caixeiro de ra, ou qualquer eslabelecimon-
to procure na playa da boa-vista n ou
annuncie.
LOTERA DE N. S. DO LIVBAMENT.
I As rodas de.-a lotera ando infallivti-
menle do dia 10 de Abril e os bilhelc acbu-
seavjnda dos lugares j anounciados. (4
Ningui ni trate negocio de compra com o
dous pardinhos um do nome Lnunanno, ou-
ta de nome Justina e o crioulinho do nomo
loiuingos juntamente a mu dos 3 a cima di-
tos, de nomo Tlieresa Angica, que esli em
poder do Sr. Manuel Moreira da Costa, o por
se ter de andar em letigio com os ditos, se fia '
o prsenle aununuio para na'> haver engao pu-
ra o futuro.
1 Precisa-sede um caixeiro para tomar
conta do urna venda por balanco. o quu d fia-
dor a sua conducta ; na ra do Hospicio n. 34.
1 Arrenda-se por 6 mezes una grande
casa na buira do rio, na povoacfio do Cachari-
ga digna de ser oceupada por qualquer fa-
milia ; lem duas salas muito largas, 3 quartos,
um dito para despensa, Cosioba lru e boa es-
tribara ; a tratar no primeiro andar do sobra-
do n. 4G, da ra da Cadeia do Uerife. (7
i O abaixo assignado faz certo aos credo-
res do seu casal que ello vai proceder in-
ventario dos bens dos mesmo casal por ter
sido paia isto notificado a requenmento do sua
mulher Francica do Nascimento de Albuquer-
que Wandeiley que se acha desquitada ju-
dicialmente.
Ji'itiuiiu Antonio de S. Ttugo l.cssa. (7
i- Em casa de Femando de Lucca na ra
do Trapiche n. 34, ha sooipre um grande sor-
limetitu de lodas as qualidades de vinho, tanto
em quiiilolas como em caitas que sao ; su-
perior vinho de Chcuy un garrafas e meias di-
tas vinho do Porto, Mad. na-secca, vinhohes-
panli I em pequeas barricas do duas caadas ,
superiores vinbus do Rheno agoa mineral ,
Hacet SauUrres e tocias as qualidades de vinho
di; I rdeaux, Cognac, Brandy vinagro branco,
conservas de tudoS as frutas da Europa tanto
em latas como em vidios, coufeiluras de Fian-
CS, charutos da marca afamada Regala a fama
va, ullunaiiicnle chet;ados pelo vapor lmpt-
ratriz, a 3500 e Vrs- a ca'xa a cem e em Pr-
co d-se uiai om conta. (14
IJonquim Jos Rabello embarca para o
Rio de Janeiro a sua escrava, de nome Marco-
lina de naco Angola. (J
I Arrenda-se urna olaria por detraz do re-
colhimento da (jloria da Boa-vista; na ruado
Rangel n. b'-K primeiro andar. J j
1Mr. Vigoes, fabricante e afinador de pia-
nos tem a honra de participar ao respeitavel
publico dcsla cidade que mudou-se da ra da
Boa-vista u. d para a do ijueimado n. ia ,
primeiro audat onde coiilinuar a alicar e
concertar com peifeico ,os ditos pianos tor-
nando-os corno novos depois de concertados ,
leudo elle os precisos objeclos para egse lini ,
nao so os avianienlos, como todas as ferramen-
tas deste olTuio. (|0
iNa casa n. i5 ati lado do no-
vo theatro em Palacio velho paga-
se bem u quem empreste, para tirar
tuna copia, o duelo Cara per te
questamma para piano ou de
qualquer maneia (lie conhecido
por peca da opera italiana em Ar-
Sel.) *


a
^
2 Manoel Moreira retira-se para a Euro-
pa. (2
2 Manoel Jos Dias Corroa faz sciente ao
publico, que por haver outro de igual nome,
de hoje em diante so assignar Manoel Jos
Garneiro. 4
2 Jos Francisco de Andrade vai a Euro-
pa, r*
4
C O Al P R AS
2 Comprao-se efectivamente para ra da
provincia escravos do 12 a 20 annos sendo
de bonitas figuras pago-se bem ; na ra da
Cadeia de S. Antonio sobrado de un andar de
varanda de pao n. 20. (5
I Compro-so para urna encommcnda '.l
prets olliciaes de pedrciro dous ditos carpin-
teiros, dous ditos marcfoeiros e dous ditos
tanoeiros sendo peritos pagao-se bem ; na
ra da Senzalla velha n. lio, das 10 horas da
manha as 4 da tarde. (6
VENDAS.
1Vende-se um relogio de ouro, ama bar-
retina cordeles e una banda de laa para in-
ferior por proco commodo ; no pateo do Car-
ino n. 3. {.)
1Vende-se urna venda em muito bom lo-
cal bem sorlida e afreguesada do bairro da
Boa-vista, oused sociedade a quem entrar
com algum fundo por motivo do dono ter de
fazer urna viagem a Europa ; na ra Nova ,
venda n. 65. <
1 Vende-se urna porcaode caixas vasias do
Porto, um braco de balanco grande com con-
chas e correntes de ferro, e com os pesos que
pretenderem dou^ paros de esporas de latao
modernas, e 2 pares de conchas de pao, novas;
as Cinco-pontas n. 100. (6
1 Vende-se umapreta ; na ra da Con-
ceicao da Boa-vista n. i8. (2
1Vende-se urna venda com poucos fundos,
sita na ra da Senzalla-velha n. 126, parede e
meia da tenda do barbeiro Valentim muito
afreguesada tanto pira a praca como para o
matto ; a tratar na ra do Amorim n. 50. 5
1 Vende-se um pretode meia idade, mui-
to diligente para todo o servico, e he muito
fiel, por proco commodo ; na ra larga do
Rosario n. 88. (4
iVendem-se sedas para sapaleiro, esuve-
las inglezas na ra da Cadeia do Recife loja
de erragens n. 48. (3
1Vende-se, ou permuta-se urna olaria de
pedra e cal em chaos proprios com barro
para toda a qualidadede obra fina baixa pa-
ra capim para um ou douscavallos, todo ati-
no com um bom sotao para familia, dous
quartos de pedra e cal para escravos. com fren-
te para o rio Capibaribe, e fundos para a estra-
da velha que vai para o Cordeiro para ver
dirijo-sea dita olaria, e para tratar no Atter
ro da Boa-vista armasen) de louca n. 1. 8
I Vende-se a sumaca S. Antonio, ancora-
da na praia do C illegio de construeco bra-
sileira forrada e pregada de cobre e com to-
do o apparelho de lloho prompto a navegar ;
a tratar na ra da Cruz n. 45 casa de Nasci-
mento Schaeffer e* Companba. (o
Vende-se muito bom lumo para charu-
tos, vindoda Baha ; no Forte-do-Maftos, ra
do Codorniz n. 4.
1 Vendem-se barricas com sardinhas no-
vas ; no caes da Alfatidega armasem de Das
Ferreira. rg
Vendem-se ricos oculos de aruiacao de
melcliior e de ac, de todas as graduaces, bi-
cos largos, proprios para roquetes do padres,di-
tos detodas as larguras, rendas ditas, fil de
1 inbo lavrado a 1/ a vara, dito liso a 400, 480
640 6 ISOO rs. papel de peso a 3200 e 3500 rs. ,
flores francesas proprias para cabeca e chapeos'
galo entrefino largo e eslreito dito ordina-
rio papel dourado e prateado liso e lavrado,
fino e entrefino estampas de todas as quali-
dades de Santos collectes dos Passos medi-
das de seda, panno e do marroquim para al-
faiate e pedreiro, fitas de setim lavrado o me-
lhorgosto possivel aderecos pretos de vidro
o de filagra abotuaduras linissimas para ca-
sacas ditas do duraque a 400 rs. ditas de
ac para paliteau a 320 rs. a dutia penles de
tartaruga para msrrala a 1200 rs o par luvas
para senhora com palmas ricas sendo com-
pridas e curtas, as mais modernas que pdem
baver ditas curtas sem palmas a 100 240
30e 800 rs. o par, escovas finas para denles '
cabello efao ligas de burracha a 00 rs.
par, agulhas francesas em caixas pentes de
balela para alisar caivetes finos para penna
cordo francez, cartas francesas e portuguesas '
meias pretas de seda para senhora, luvas d
pellica parahomem a lars. muito novas
e outrosmuitosobjectos por proco commodo
na ra do Cabug, loja de Francisco Joaquim
Duarte, n. 1 C.
Vende-so uma prota de Angola pelo di-
minuto proco de 250# rs. e 10 caixoes que
_^ lorio de fazendas; na ra do Cabug loja de
miudesas que foi do Bandeira
Vendem-se duas escravas de nacao de 20
a 28 annos, bonitas figuras, engommo, cosi-
nhao e lavo de sabo; 4 ditas para todo o ser-
vico, muito mocas e sadias ; uma negrmhade
12 annos p-opria para costura ; um moleque
de nacao de 18 annos, de muito boa conducta-
um cavallo ruco-pedrez, muito novo e grande '
carroga baixo atmeio, e proprio para carro
na ra das Cruzes n. 41, segundo andar. ..
2=Vende-se, ou permuta-se por alguma ca -
sa nesta praca o sitio de Agoa-fria de Bubiri -
be, oqual lempasto para 20 vaccas muito
boas baixas para plantar capim, com algn s
arvoredos de fruto, malta para tirar lenha, dua
casas de vivenda de taipa, 3 casas de pedra e
cal ealguns mucambos tudo livre e desem-
barcado e por proco muito commodo ; ta
ra Nova n. 6. (9
2 Vende-se uma escrava de nacao, de ida-
de de 22 annos, do boa figura ensaboa een-
gomma ao comprador se dir o motivo da
venda no Hospicio, casa de Joo Stewart, das
6 at as 9 horas da rnaiihaa e depois das 5
da tarde (
2Vendc-se um novo sortimento de calca-
do de todas as qualidades ebegado ultima-
mente muito proprio para a Semana Santa ,
por proco commodo ; no Atierro da Boa-vista,
loja o. 24. ;5
2Vendem-se chapeos pretos francezes de
lindas formas e de superior qualidade luvas
de pellica pretas brancase cor de canna para
homem,luvas de seda preta curtas e compridas
para senhora, rneiasde seda pretas, borzeguins
para senhora, ditos paia homem, lencos de se-
da preta para grvala ; na ra Nova n. 8, e es-
quina aa ra do Cabug n. i!, lojas de Amaral
t. I'inhciro. (8
2Vende-se um cavallo ruco muito bom
carregador, esquipador e muito novo ; na ca-
vallarice da ra da Florentina.
2Vende-se diccionario inglez com pronun-
cia, historia de Inglaterra, manual do Jury,
tctica das Assemblas, trafico da escravatura ,
educafo physica e moral dos meninos, as car-
tas geographicas em ponto grande atlas geo-
graphico fbulas de la Fontaiqe ; no pateo do
Carino n. 3. (7
2Vende-se um pardo moco, sem vicios
ni'in achaques carroiro ptimo para enge-
nho por estar afeito ao servico de campo; na
ra do Bosario vindo pelo pateo do Collegio
n, 18. (g
2Vende-se um cavallo novo, bom passeiro,
carrega baixo at indo; na ra da Aurora n. 44.
2Vende-se uma prota moca propria para
o servl(0 de casa; na ra do Cabug n. 10. i2
2Vende-se uma escrava de nacao de ida-
de de 22 annos, com bonita figura, e tem al-
guias habilidades ; um moleque de nacao, de
idade de lo annos, ptimo para todo o servico,
um mulalinho de idade de 12 annos, ptimo
para pagem ; um dito de 9 annos, dous escra-
vos de nacao, canoeiros e teem pratica de si-
tio ; na ra Direita n. 3. {8
2 Vendem-se 8 escravas duas de 20 an-
nos, boas figuras, cosem, engommo, e cosi-
niio, 3 ditas por 300#rs. cada uma, fazem to-
do o servico de uma casa e vendem na ra;
duas ditas boas para serem educadas; uma ne-
grinha de 10 annos, muito linda ; um pardo
bom bolieiro ecopeiro de uma casa ; dous es-
cravos bons para o trabalho decampo ; um pe-
queo sitio na Varzea com casa de vivenda ,
earvores de fruto; na ra do Crespn. 10, pri-
meiro andar. jo
2Vendem-se superiores presuntos ingiezes
para fiambre ; no armasem do GuimarAes no
caes da Alfandega (3
Vendem-se saccas de arroz de casca ,
charutos da Cachoeira chegados ltimamen-
te da Babia o mais superior, que, ha no mer-
cado estopa da Ierra propria para calafates,
ludo por proco commodo ; na venda da esqui-
na da ra larga do Bosario que vira para o
quartel de polica. (7
2Vende-se um cavallo novo, bom carrega-
dor ; na ra Nova, loja n. 16. (2
'iVende-se urna bonita escrava de 18 au-
nes, cosinha o ordinario de uma casa lava
muito bem e tem principios de engommado ;
na ra ce Agoas-verdes n. 22, segundo andar.
3 Vendem-se cortes de chitas finas a 1600
rs. catsa-chit s a '40 rs. o covado, meias ca-
simiras de quadros largos e de listras a 640 rs.
o covado, brins de quadros, de linbo e de bom
gosto a 1400 rs. a vara algodu masquelado.,
muito largo, proprio para escravos, pelo barato
preso de 240 rs. o covado, dito de listras a 2i0
rs. cortes de cambraia lisa transparente a 'g
\ rs. dita em vara a 640 rs. cassa lisa u 400
rs. a vara iuvas e meias para meninos e meni-
nas e outrus muitas fasendas por commodo
proco ; na ra do Crespo, loja n. 14 de Jos
Francisco Das. 1 j
3 Vendem-se duas negrinhas de 12 a 14 an-
nos, cosem mu bem o proprias para muca-
mas; uma prota engommadeira, cosinheira e faz
rendas eblcos, poroUO^rs. ; uma dita de todo
o servico, e he muito boa lavadeira por 380/
rs. uma dita engommadeira, costureira e la-
varinteira muito ligera para os arraujos de
urna casa ; urna parda de 16 a 18 annos, reco-
lhida engommadeira e costureira sem vicio
algum, o que se aflianca; um cavallo com mui-
to bons andares e est carnudo ; na ra Dl-
rtita n. 81. lft
3Vende-se uma escrava crioula de idade de
14 annos com principios de costura ; em F-
ra-de-pertas ra do Filiar n. 108, das 6 aa 10
horas da mauba. iv
3Vende-se um sobrado de um andar com
grande quintal murado e boa cacimba, em chaos
proprios na ra das Trincheras ; na ra da
Cai.ea do Kecile n. 5, se dir quem vende. (4
3 Vendem-se borzeguins gaspeados para
homem a 400 rs, ditos com meia gaspea a
na loja da viuva Cunha Gufmaries na ra do
Crespo n. 12. (6
3 Vende-se um terreno no lugar dos Coe-
lhos.com 80 palmos de frente; no largo do
Terco n. 20. 3
3 Vende-se ou troca-se ama casa sita na
Passagem da Magdalena, antes de chegar a pon-
te grande n. 29, tem muito bons commodos ,
um grande sotSo quintal murado, cacimba
com boa agoa, sabida para o rio, com porto de
embarque em chaos proprios; troca-se por um
sitio que tenlia casa de vivenda ; a tratar na
mesma a cima. (8
RAPE IMPERIAL.
Este rap de cor preta e imitando ao rap
de Lisboa, vende-se em libras e as oitavas nos
lugares seguintes: na ra Nova, em casa do Sr.
Joo Faria ; ra do Crespo, loja na escadinha,
de Marcellino Rodrigues Lopes ; ra do Cabu-
g, lojas do Sr. Bandeira e Joaquim Francis-
co Duarte; ra do Queimado, loja de Ferreira
Oliveira ; ra do Collegio loja de Menezes
Jnior; Atierro da Boa-vista loja de Antonio
Jos do Reg ; roa da Cadeia do Recite, Guedes
e Mello; o seu proco be de 2/f rs. a libra e 30 rs.
aoitava. (U
3 Na ra da Cruz n. 26, primeiro andar ,
vendem-se charutos Primores em caixinbas de
cem cada uma ; estes charutos sao superiores
aos de Havana, Regalos Mamatibana e outras
qualidades, chegados no ultimo vapor. (5
3 vendem-se 9 escravos, sendo duas negri-
nhas de 12 a 16 annos, com lindas figuras, e
com babilidades por preciso, om moleque
peca de 16 annos; um preto de 25, proprio pa -
ra palanqun) ; 5 pretas de 20 annos, com al-
gumas habilidades ; na ra de Agoas-verdes
n. 22, segundo andar. (7
3 Vende-se superior rap grosso e meio
grosso da fabrica de Gasse do Rio de Janeiro ,
em librase as oitavas; em Olioda venda de
Antonio Ferreira, confronte a cadeia, e na de
Manoel da Silva Amorim ua ladeira do Vara-
douro. (6
2 Vendem-se ameixas a retalho, eem cai-
xas de 6 libras, e peras seccas ; na ra das
Cruies n 40. 3
2 Vendem-se dous pares de fivelas de pra-
ia 6 colheres de dita para soupa, 2 garfos ,
1 par de brincos de ouro, 4 cordoes, uma cruz,
uma redoma dous paros de botos de punbo,
3 ditos de abertura dous anneloes um re-
logio de prata ; na ra do Rangel n. 3 pri-
meiro andar. (7
2 FABRICA DE ESPIRITOS,
NA RA DE S. RITA N. 85.
Acha- se sempre grande sortimento de espiritos
aos pregas seguintes a dinheiro avista
Ago'ardentede Franca a caada....... 960
Dita do reino........... ....... 800
Ditadeaniz............ ....... 640
Espirito de vinbo....... ....... 1000
Genebra............... ....... 720
Genebra.............. botija....... 200
Licores................garrafa....... 160
Ditos finos.............. >; ....... 400
Vinbo de caj.......... ....... 400
Vende-se um sitio perto da praca, com
boa casa, estribara e commodos para escravos,
com bastante terreno para plantar e ter vaccas
deleite, tem tambem uma olaria com barro
para toda obra ou permuta-se por casas na
prac tambem se recebe em paga dous mole-
ques ou a dinheiro conforme se convencio-
nar com o comprador ; quem pretender annun-
cie.
Vende-se cal virgem de Lisboa em cai-
xas grandes e pequeas; no escriptorio de
Francisco Severianno Rabelo.
Vende-se muito boa palha de carnauba ,
couros de be/erro o sola, por proco commodo;
na ra da Cruz n. 64.
Vende-se sal de Lisboa
muito boa qualidade a bordo
brigue J\. S. da Boaviagem
tratar na ra do Viga rio n. 11,
Vendem-se latas de linguica
de poico, e ditas com paios, meti-
dos em manteiga ; na ra da Cadeia
Velha n. -xl\.
de
do
; a
ESCRAVOS FGIDOS.
2 Em Novembro do anno passado desap-
pareceo um pretode nomt Antonio, de naco
Cabinda que representa ter 40 annos de ida-
de muito reforcado do corpo e cabelludo no
peito, e com bastantes broncos na cabeca he
official de caldereiro por Isso julga-se andar
para o centro do matto, ou serto; portanto
roga-se a quem o aprehender, ou dille tiver
noticias avise a seus senbores Mesquita Hu-
ir (Companba na ra do Brum do Recite ,
fabuca de caldereiro que ser generosamente
recompensado. (10
2 No da 1 -2. do corren te Marco desappare-
ceo do abaixo asslgnado, um moleque de na-
Co de noine Joaquim com os signaes se-
guintes : de idade de 11 a 12 annos de naco
Angola, cor preta coa um P sobre o peito es-
querdo cabello cortado do lado da eabeca so-
bre as duas orelhas urnas faridinbas a manei-
ra de sarnas, ladino, pouca falla e essa muito
_ baixa ; levou calcas de brim largas e velhas ,
mVi A r lu8l0 para h- eP'"asem urna perna de suspensorios, jaque-
mcm.a l rs. ditos para senhora a 1600 rs. ; jta do mesmo e sem chapeo ; quem deile sou-
ber, pode traier, ou mandar na cidade de 0|n
da ra de S. Bento, a seu senbor Jas Theo-
doro de Moraes Lins que ser recompensa"
do. | "
3 No da 6 do corrente fugio uma preta de
nacao, de nomo Francisca, com um tabolelro
comprido com trotas para vender, he oiul
to conhecida com os signaes seguintei teni
falta de denles na frente do lado superior' es-
tatura ordinaria secca do cofpo^oipeia-san
dar pela Boa-vista ; levou panoo da Costa ve"
Iho e vestido de chita desbotada ; quem a pe-
gar, leve a ra da Cruz n. 2, que aera recom-
pensado. ,g
5 No da 9 do mez de Fevereiro do correo,
te anno, fugio uma preta crioula, de nome Luj.
ia fllha da Baha, representa 26 annos de ida-
de sahlo vestida de sala e panno preto, de boa
estatura tem o corpo bem feito, bastante preta
e bem fallante. So alguem a quizer comprar'
procure sua senhora, na ra Nova n. 58, segunl
do andar, que far negocio ; e quem a pegar
leve a dita casa, que ser recompensado. (%
3 No da II do corrente desappareceo uma
escrava de nome Rosa de nacao Benguella
com os signaes seguintes : falla manca parece
crioula, gorda, estatura regular, denles abortos,
uma cicatriz na testa, que parece ser um talho'
muitoantigo, eem uma das pernaH tem outra
cicatriz, que parece talho, ou chaga, pernas um
tanto arqueadas, e intitula-se forra; levou ves-
tido de linbo de riscas azues, cabeceo j roto
cabello cortado, ha pouco e bastante rente*
quem a pegar, pode leval-a a cidade de Olinda,'
loja dos Quatro-cantos de Domingos Jos Alves
da Silva, ou na ra da Cadeia do Recife o. 0 ,
quesera bem recompensado. j-
3 Fugio no da 14 do corrente um mole-
que de nome Jcs cornos signaes seguintes,
do idade de 18 annos alto, secco do corpo,
beicudo ps grandes e apalhetados, quando
anda mlleos joelhos para dentro; quem c pe-
gar, leve a seu senbor Guilherme Soares Bote-
Ibo com armasem de carne n. 1, que ser gra-
ticado. 8
1 No da primeiro de Marco do corrente
fugio do engenbo Macaco freguesia do Porto
Calvo, um preto de nome Benedicto com os
signaes seguintes : estatura ordinaria, cor meia
fula por estar descorado, pouca barba, denles
saos, tem um escroto bastante grande ps in-
chados marcas de cicatrizes j velhas e elle
foi mesmo da praca, pertencente a um viuva,
que depois o vendeo a Manoel Ignacio de Lima
por antbomasia de Maooel de Vovo ; os appre-
hendedores dirijao-se a ra do Queimado n.
19, em casa de Manoel Buarque de Macedo Li-
ma,que sero generosamente recompensados!! I
1Anda fgido, ha mais de um mez, um
preto crioulo de nome Manoel de 30 annos,
pouco mais ou menos, alto, roforcado, bem pa-
recido temofflcio de sapaleiro ; sahio de cal-
casejaqueta; quem o pegar, leve a sua se-
nhora D. Joaquina Malaquiasde Moraes Mayar,
no Corredor do Bispo, casa terrea quasi delron-
te do palacio do Sr. Bispo, que sera gratificado.
1 No da 18 do corrente mez fugio um mo-
leque de nome Francisco que representa ter
18 a 20 annos, de naco Benguela, alto, magro,
cor fula, cabello cortado rente, e com falta dei-
le no meio da cabeca, de carregar peso, com
falta de um dente na fronte, ps chatos e o cal-
canhar um tanto ambilado paro traz, tem uma
ferida pequea em um p junto ao dedo m-
nimo ; levou camisa de chila azul de quadros
miudos, e calcas de brim pardo ; roga-so as
autoridades policiaes, capites do campo ou
qualquer pessoa, o prendao, ou o fecao pren-
der elevara seu senbor Domingos da Silva
Campos, na ra das Cruzes n. 40, que serS
generosamente recompensados (15
1 Fugiro 4 escravos como abaixo se v:
em 20 de Abril de 1843 Miguel, pardo, repre-
senta ter 10 anuos de idade, alto, cheio do cor-
po, cabellos pegados ao casco, olhos pequeos,
nariz e bocea regulares, cara larga com todos
os denles na frente e esses limados com uma
orelha furada, pomas grossas, tem as fallas um
tanto mancas
Em Mao do mesmo anno, Rufino crioulo,
fulo, representa ter 30 anuos, olhos grandes e
na flor do rosto, uariz chato beicos um tanto
grossos, tem todos os dentes da frente, he mul-
to gago, tem urna pequea costura em urna fa-
ce, alto, 6ecco do coipo, tem as pernas um tan-
to tortas para dentro, que mal se percebe, pea
apalhetados, e he um lento pachola.
Em Junho do mesmo anno, Sabino, crioulo,
cor fula, representa ter 40 annos estatura ro-
guiar, secco do corpo, olhos grandes e abuga-
lliados, nariz chato, pouca barba, com falta do
dentes na fronte, o tem mullos cravos nos ps.
Em Junho do mesmo auno Jos de naco
Angola, reprsenla ter 40 annos, estatura bai-
xa, corpo regular, olhos pequeos, nariz chato,
baibado, anda nao falla muito bem explicado,
he alegro, tem todos os dentes da frente com
marcas de bechigas no rosto
Roga-se a toaas as autoridades policiaes ,
campanhas, ou qualquer pessoa que os ap-
prehendao, ou faco apprehender, e levar a sua
senhora Arcangela Sebastianna Cavalcanti ,
no sitio do Passo do Giqui ou ao Snr. Ma-
noel Cavalcauti de Albuquerque o Mello no
Giqui, ou aoSr. Domingos da Silva Campas,,
na ra das Cruzes :i. 40, quo sero generosa-
mente recompensados. 3
PERJS} TVP E M. F- DE FARIA- ib-'i,


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