Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05537


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Full Text
Annode 1845;
Ter$a Feira 18
| ll l mi nt i i ---------
O iub: -cuTlitc-M ludo.i o dasqee nao fora.a waStSaMna o prego de eaignelura
|,a ce tres mil m. por .uartel pagoe sdiau;a.los Ot annun-i os dos ajgn.,nii sao inferidos
, rjH.ui de '-'" 'is por linha. (Jmiem typo diferente, e as repelicea pe|, ametade O
|U< nao foreie essignsnUe paguo lUreitpo- l.nlu.llij e Ijrpo difireme, ,..ir cedapubliceoo.
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goiiaiu,- friijbe, segndese sexta firj.Rio Grande do Norte, chega getie par
le A10-34 Cabo. Serinheem, RioPorraoso. Maco*, Pono Cairo, t Alagoae: no i '
i -M oada BMI. Garanhuna, BomilO a e ,'ide cada rner. noa-riste t Flot
ni !.1 <" lilo. Culada da Victoria quialu eirai. Olinda lodos oa diaa
DAS da semana.
17 Sag a. Patricio.
i-, Tero, ..Gabriel Arcanjo.
ID Quare + Jos Esposo de N, S.
jtl ijuinta < Marlinho Dumiense.
jl Se*U a. Bfnto fundador.
fi Sab. s Em gdio.
y DuUi de l'asena s. Felis.
.-----------------------.---------nrTiMamiiiiiii mu l iiiiiill
de Ufarlo?
Anno XXI. N. 65.
_i____.
luto afujra .upeaOv de *6e atemos; da noeaa nmdet'eia, Rodiragae, energa : con-
tinuemos uiau priuoipieraos eramos aponleiioa BMa admirado entie as nebles mais
culiae. -" n *" ":l
(Proclama*,.!., da sembn'a (isral o uasil.
Caaabtoi jobre Londres !b i
eaaliio ,o na \6 lyo
a
a
Paria 57 2 rea por franco
Lisboa i }U por 1 Uu da praaiio
Moedade eobra ao par
ideas da letras Ja boea Grabas 1 pOrO[o
OurMoeda de 0,400
LH.
, -da 4,0tlD
Pfata--i"etecoes
a Pasos coluansenares
Ditos saeiioanoa
compra
17 '.'UO
17.UUU
t.SH
4.9S
1,960
reada
i7,U
17.2U
f,50l)
2 O
1,981
PILASES DA LA NO MEZ DE MARgO.
La aera a& as -1 h a 17 sin da man. Loa abata a T.i aa 5 horas a 59 sai a t,
Crescente a 15 as 11 horas ej! da tarde. I Miaguant* a 30 al 3 toree a 41 > l.
Prsammr de hqje.
da in.iiili.ia | Segunda as 1 horas e 12 minutos da I.
r.*rnraevi.3* v:~t.iBeaBaargffiiaf.v .-.. sarasaear
Pnsneira as 1 horas ti- ia.
FEBMAM
SJKS3S?.- ~ ii-S,S14o7BCr^iSr
riMaasr.;;:..
iatOCX: i-------L Jl__ T. S; .. ^SC.-_.'.....JaE3tJi-'^rJEZ:*C.Vs;--
EasrEar.K
EXTERIOR.
(Continuaran das ultimas noticias da Europa).
Parece ter Iiavido algtiuia modificaciio no ga-
binete ingle*, tendo-se retiradod'elle Mr. Glad-
slone, deixaado Vago o lugar de presidente da
junta de conimercio (Coard ofTrade), o qual se-
ria oceupado por lord Dalliousie, que era vice-
presidente daqi.elle tribunal, mas nio linha au-
sento no gabinete. A este BUCCederiaSlr George
Clerk, que seria igualmente substituido por Mr.
Gardvrell no lugar de secretario do tliesouro,
que oceupava na reparlifilo da l'azenda.
Constava tambeni por coniniunica9lo oi.icial
a noincayao deSir Tilomas Freniantle para se-
cretario da Irlanda, e dua-se que Mr. Sydney
llctbertsuccederiaa Sir Tilomas na secretaria
da guerra.
.Vnnunciava-se em Dublin, que o bispo Den-
vir estar prestes a partir para Roma em depu-
tacao, da parte de seus irmaos commissarios, os
Dr. Crolly e Murrav, para expr sita santida-
de o verdadeiro estado da questao dos legados
catholiCOS e a agitacio que ella produzio.
O Freemans Journal publicou unta eoliimna da
correspondencia episcopal, etn forma de res-
postas dadas por umitas dos bispos catholicos
lmanos as niensagens das parocliias metropo-
litanas, approvadas nos niectings que se li/.erao
para protestar conlia o acto dos legados. Lord
iliggins lie o priiueiio da lista, e he seguido pe-
los doutores Coen, Slattery e fllake, todos os
quaes reiterao a sua inalteravel liostilidade ao
bil.
As folhas de I'ariz, recebidas em Londres por
expresso ordinario at de fevereiro, .innuiicia-
vao dous factos interessantes :1" era a deniis-
sao do conde St. Priest par de Fraila] do seu
posto de ministro plenipotenciario da Franca
Pin Copenhague; o 2o era tanibein a deniissio de
Mr, Drouin de Lhuis (membro da cmara dos
deputados) da direccao dos negocios commer-
ciaesna reparticao dos estrangeiros; e por con-
seguinte pertenciao ambos a de Mr. Guizot. Ca-
da un (Testes funecionarios demittidos tinha
votado contra o governo uas respectivas cama-
ras de que erfio ineiiibros.
Os jornaes franceses ocoupavSo-ee principal-
mente com este procediniento. O Journal des e-
Imts del'eiidia-o por justos e obvios fundamen-
tos approvaudu-o sem escrpulo como neces-
sario e indispensavel ". O Sii'cle allirmava que
a deinissao do conde St. Priest e de Mr. Drouiz
de Lhuis produzira na eamara dos depulados
Ulna nipress;io, uue se devia considerar como
percursra certa ca queda de Mr. Guizot c de
seus doceis collegas. \ imprensa opposieionis-
ta denunciava aquell acto como urna prova
mais de covardia do que de moderacao, mais un
acto de vingaura do que uin exercicio ajustado
lo poder (me fui con Hado ao governo, Encar
regando-n juntamente com a UOineaco do con-
de Salvand) para o ministerio da insCcucco pu-
blica, recordava ella o seguinte laclo curioso;
l"i por un acto d'insubordinacao idntico, que
< lie (o conde Salvandy) foi na inesma poca do
nio passado demittidodoseu cargo de minis-
tro francs em Turim.
A nomeacao do conde Salvaudy para o mi-
nisterio da instruccao publica, diz o correspon-
dente do Times, contina a ser tbema daani-
niadversao da imprensa da opposiciio; mas, in-
dependcnteinente de ser ella para os professo-
>cs anomea("o mais bem acceita que se poda
fazer, he o passo mais discreto e poltico do go-
verno por outra raaao importante, a qual lie,
que ella abre a porta a unta coucilaciio das
materias controvertidas entre a Inglaterra e a
Universidade.
O Mnnilvur conlinha una ordenaba real no
meando o baro tVilling enviado extraordinario
f ministro plenipotenciario de Franja na corte
de Dinamarca, em bigardo conde St. Priest.
Os mesnios jornaes jiouco conlinhao de iiite-
ressesobre a crise ministerial.
As ultimas noticias da Hespanha alcancavao a
-!' de Janeiro. A final foi capturado o infeliz ge-
neral /.urbano. O boato, que correo anterior-
mente a respeito da sua luga para Portugal, foi
'spalhada pelos seus amigos com o intuito de
adormecer a vigilancia do governo e dar-Ole 0C-
casISo de aproveitar-se de un momento favora-
vel para chegar (|uella fronteira. Parece,que,
s uppondo ebegado esse niomeiito deixra elle,
cni coiiipauhia de seu cunhado Cayo Muro, o seu
escondrijo n'iima casa de campo situada nos
suburbios de Logrouho, e inmediatamente Ib-
rao presos pelos guardas estacionados na cstra-
da para esse fin.
0 govemador de Logrouho,advertido pelo que
Miccedera ao seu antecessor, o general Oribe,
mo adinittio dilaco; metteo iiuiucdiaiami-ute
oSjpresos no oratorio, donde, ao cabo de ho-
raT.TOro conducidos ao lugar do supplicio.
O Clamor Pnblico, o Castclhano, e o Ecndel Cotn-
mercio iniplorao graja a favor de /urbano; mas
parece que no mcsnio momento em que se sou-
he da sua captura, expedirao-se as ordens para
logronho arini de ser iminediatainente fusila-
do. O general Oribe eslava para serjulgado
dentro cin poucos dias por uin consclho de
guerra pela brandura que linha mostrado para
com*OS dous lilhos d'aquelle chefe- O general
Concha havia partido para /Varcclona a tomar o
governo da Cataltiuha.
O general Prlin foi solt em Cdiz a 24 de Ja-
neiro e era brevemente esperado em Madrid.
O ha rao de Meer tanibein eslava eincamiuho
paraalli. 0 general Serrano, que tinha sido,ha
pouco, posto n'uma especie de desterro, aisla-
se que tinha sido chamado capital; e o gene-
ral Jos de la Concha, capitao general das pro-
vincias vascongadas, havia sido igualmente cha-
mado.
As duas rainhas e a infanta assistirao n'a-
quellediaao ollicio fnebre celebrado no con-
vento de Atocha por alma de I). Carlota, niulher
do infante D. Francisco de Paula.
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
Ve-se no Brasil :
Si:MOCES DE 10UBS DE D1HEITO.
Quando se falla as violencias eleitpraes dos
prosetiptores contra os juizes de direito, os h-
roes da quadra defendem-se logo recriiiiinaido
contra os ministerios ordeiios que tambeni, di-
zeni elles, abusriio do direito de remover. Ou-
vi-os;entre os peccados da oligarchia un dos que
mais enunierao, foi dar cabo da independencia
ilo poder judieiario por meio das remoces, e
essa arguiciio fazein-na despeijadamente ao mi-
nisterio que conservou no Rio de Janeiro o Sr.
Valdetaro, em l'ernaiiibuco os Srs. Urbano e
Nunes Machado.
Para tirar a liquido esse ponto e fazer cessar
todas essas declamaroes requereo o Sr. Perras,
na sessiio de sabbado (8 de fevereiro), que pe-
dlsse a cmara ao governo a lista de todos os
juizes de direito emunicipaes removidos pelos
quatro ministerios da maioridade. Dessas lisias
ver-se-hia que o ministerio do ccete foi o que
leo exeniplode proseripe.no,quasi em niassa.dos
juizes de direito, especialmente no misero Cea-
r; pois nito quiz o Sr. Alencar consentir un s
que nao (osse seu submisso agente.
Para reparar as injurias dessas reniocoes (orea
foi ao ministerio de mareo restituir alguns dos
proscriptos suas comarcas, e depois, quando
rompeo a rebelliio de Minas e de S. Paulo, al-
tamente criminoso leria elle sido, se houvesse
P4SRN iWBCO.
ASSKMBI.R.V PROVINCIAL.
SI SS\0 EM 17 DE MUll.ll DE 1845.
Presidencia do Sr. Pedro Cncalcanli.
\'s 11 horas 'ri da manhaao Sr. 1. secretario
fez a chamada, e verilicou eslarein presentes 2 i
Srs. deputados.
0 Sr. 2." secretario leo as actas das duas uI li-
mas sessors, qnefor&O approvadas.
0 Sr. 1 secretario, deo couta do seguinte
EXPEDIENTE.
Uin parecer da eominissao de juslica civil e
criminal sobre o projecto n. l(i de I83 appro-
vado.
Outro da comniissiio de estatisca sobre a pre-
tencio dos habitantes de Flores: approvado.
Outro da conunissao de negocios das cantaras ,
'sobre o projecto n. 27 de 1836: adiado.
Outro da inesma conunissao, sobre o requeri-
inento de Manoel Pacheco de Queiroga : appro-
vado.
Outro da inesma conimissiio sobre o requeri-
itieuto de Jos da Maia para a construccao de
uin matadouropublico : adiado
Outro da inesnta eoinniissan sobre as postu-
ras addicionacs da cmara de Na/.areth, votadas
em sessode 24 de Janeiro desle anuo : julgado
objecto de deliberadlo, mandou-si' imprimir.
Le-se e approva-se a ultima redaccan das pos-
turas da cmara do //rejo.
Approva-se o seguinte requerimento.= Re-
queiro que se peca ao governo o regula-
inento que creou os conservadores das estradas.
Pars llarrelo.
Le-se e approva-se a ultima redaceao das
posturas da cantara de lguarass.
(t'imiiuiar-.-/t(j(.
CORREIO.
CORB.F.SPONDENCU DA CIDADE B PltOVINCIA.
Aquella correspondencia entre os dous con-
tendores dacadeira senatoria da nossa provincia
iie inexliaurivel Nao sabe.HI (|iianto me deo no
goto a segunda cariado litleratissiuio depiilado
'lello ; e creio que milito ha de ler divertido a
seu adversario Andrada Machado, (.unto j, que
o Kobadella ter;i nii'ttidn u'uin chinello o recal-
citrante, mxime quando qaizer examinar o qui-
late dos bocadinhos d'ouro que a Ilustrada
pentta do anriao provincial da praia revelando
ao publico a sua caparfdOde dcixou eahir per-
didos nestdKalle de miserias. Vejao Vmcs. por
ii \s vozes descompassadasdo ministerio, eos
gemidos do constrangido patriotismo provin-
cial, ii
E o D.-nOVO que nao loniou parte na (ues-
to ? onde esta aquelle tan fallado, to subli-
m
tore
ie tao patritico provincialismo dos redac-
Bfes ? He milita ingraticlao! e se o menino As-
deixado a adiniuistracao da justica, nessas duas i exemplo, esta :
provincias, nasmos dos adhereutes e cumpl- I
ees dos rebeldes. Entretanto,apezar dessa justis- |
sima cousideraco, apenas dous juizes de direito
farda removidos na provincia de S. Paulo, e lito
pouco faro vistas de partido as que determin-
rao essas remoces, qlie para nina das comar-
cas assiiu vagas, para a mais importante dellas,
a de Santos, foi despachado esse Auielianinho
que to prestadlo foi aos hroes da quadra na po- canio nao procura qeln ihe faca unta cartinha
llcia do Rio de Janeiro, e que eslava desconhe- lieava o Mello alirado d'uina praia n'outrapraia!
cido eesquecido la no fundo do Maranhao. Como se perdem tai lepressa certos valores!
O ministerio de Janeiro bem poueas remoces | Jaque falle! no Pasquim-tnor em quanto nao
fez... Agora o actual, o do Sr. Galvao, as pro- Ibes retiro certa ladroeira feita a Vmcs. em que
vincias do Rio de Janeiro, de S. Paulo, de Mi- o apanhei.oceiiparei eotnclle este periodo.Troti-
nas, o.i A'.ihi.i, em quasi toda a parte onde nao ce elle uindestes dias una correspondencia con-
achava uin juiz prontpto para tudo ou por ser- tra o tenente coronel Reg Albuquerqiie assig-
vilismo ou por turbulencia, o proscrevia. Ha- nada por uin liberal, a qual he na realidade un
vendo at mestno juizes que SOfTrero duas re- artigo de fundo e merece ser rccoiiiinendada
uiocoi's. 'ao publico Cela niinha parte o Caco assegurau-
Esse terrivel resultado, o requer ment do Sr. doaos seus leitores que he pera de polpade
Ferraz o ia fazer apparecer, a elle mostrar de polpudo pedantismo, e importante ate porque
modo iiiquestionavel ipiem havia sido o destru- be com algiinia ra/an atlribuida ao colendissimo
dor da independencia do poder judieiario, ia delegado ta osriimt ao redactor actual do pas-
elle por termo as declamacoes dos proscripto- quini-mnnsiio, pois alravez das exprcssiVs mais
res. Percebeo-oochefe da maioria e pedindoa torpes em herga-se tima prolusao de termos eiu-
palavra quiz salvaran seu ministerio a ignoini- polados de que s elle usa. Mistentao os de-
nla de ver publicadas as suas faeanhas. tensores doyoy, que to sublime eloquencia
."liui, o hroe do liberalismo, o liberalao da
anarchia negou ao deputado opposicionista o
direito de obter essas nlbruiaeocs.Se as qner,
disse, r-equeira-as como particular, e pague-as
com o seu dinheiro
em redaceao de peridicos s o Oxal possuc ;
mas seja quein fr O autor, o vomito he de prai-
eiro, e de praieiro d<- chapa e rodella ou por
outra de saeeo e corda e faz honra ao pasqnim
da praia e aos seus lionradus ehefes. Pena In ,
Esse exaggerado liberalismo sorprehendeo at que nfio csteja e o admastor amiijo para etiliai
a alguns ineinbros da maioria, e embora viesse na partilha das honras e da gloria que de sc-
em apoio dilles o diggo irmo das almas benia- inelhante producciio resulta a todos os pedantes
venturadas, tao de costa cima era o negocio que do partido nacional.
a opposicao ia tritunphar. Entilo vi rao os hroes Anda mais un pe iodozinho perdido com o
da maioria o erro que haviao coinmettido e to- tal pasquim. Nao virao Vmcs. uin artigo de full-
earn a retirada. Depois de renhida discusso, do delle sobre uin souhado roubo da acta de Ca-
o i equerimento foi approvado. brobo.' Pois, se o niio virio proeureiu lel-o ,
Assiiu pois, Sis. da maioria, j adiis que o que he digno disso. Comcca o pasquim por di-
deputado que quer saber das faeanhas do vosso ser, que a demorada acta do Exu Ihe la/ stispei-
governo, deve requerer certidoes como simples tar algnni roubo em que hao de cuidar la-
particular e expr-sc ao indefirido do ministro ? dres } e concille que leve cartas affirnialivas
Assint pois tanto vo remorde a consciencia das desse roubo. Mas quein fez esses avisos, qneni
brincadeirasdo vosso ministerio, da injustica escreveo essas cartas quein foi O seu portador'7
de vossas recriminaes contra os ministerios Nao he possivel, que baja no inundo gente mais
o
sur
c
se a terrivel publicidade vinha fazer juslica a apura9ao at que eh'egue o seu Arroda que
todos! traz em blanco a (al acta de Cabrobo, como af-
Mine.'i senielhanie arrojo se vio no nosso par- lirtuao cartas da Boa-vista de S de fevereiro >
lamento: eslava-vos reservado dar mais esse fim de se ar-ranjarem 08 votos ad lihitnm eneai-
inaudito escndalo. xados os chamados eleitores do niamoeiro? Se o
Je vossas recriminaces contra os ministerios Nao he possivel, que naja no mundo gente mais
ordeiros, que nao duvidais avancar os mais ab- infame seinpre a linear sobre os oitiros aquil-
iiirdosprincipios, despertando at a indigna- lo que ella praliea Nao veni \ mes., que o
:o dos vossosalliados mais honestos para ver, lim do artigo do pasquim-inor he demorar a
t.-novo cotila, que S. Exe. lia de espacar a apu-
ra >;o al que essa acta ehegue nio andciu com
embustes. Se houvesse da outra parte inteneo
de iiiutilis.ii- nanpuraclo os votos do Ex feria
a cantara representado :i presidencia para sob'es-
lar na apttraciio marcada para '.' do crreme ?
Sao emluisteiros iniiilo eslupidos bem pdem
procurar oufro ollicio.
As ms noticias nao se acabrito o bacamar-
le nacional-ministerial ha de levar no peito de to-
dos os homens ordeiros a poderosa convicefio de
que o nosso governo lirma-se no assassinalo e
em todas as suas consequciicias. Acabo de sa-
ber que no dia ."> do correle Gonealo d'Olivei-
ra Lins e un seu lilho de nome Lattrcntinu
malario a Antonio Martins de i arvnlho sup-
plente do subdelegado de Capoeiras com dous
(iros disparados de sua propria casa para a do
infeliz que morava defronte dilles e logo que
perpetrrao o acto nnislerial-palriotico-nacional
corrrao jiara a espelunca do principe da mon-
tanba do //onito e ahi licro em abrigo at o
presente.
O motivo desle attentado foi nao haver queri-
do nunca a desgracada victima snjeitar-Se s in-
sinuaeoes do principe ler volado Pin candida-
tos difl'erenles dos seus e dado em un circulo
onde nina vez se achava, vivas ao Exui. zVaro da
lioa-Vlsta.
t'onlinao naquella comarca as emboscadas ,
signa I infallivel de que os sacrificios em honra
to nosso governo nao rslo terminados.
Tive voutade de dar de redea ao Mocho; des-
pedi-me delle pi'lo corrcio n. (l, e ahi o escun-
urei; mas elle diz que he nuil particular, con
l'essa que he christo, os dias em une estamos
sao de perdoes, que remedio haver seno fazer
ios amigos como d'aules e fallar com elle, ou
delle porque = tanto faz dar-lhe na cabeya, co-
mo na cabera Ihe dar i1 Aecresce, que sendo
Ihe fallarnios deita-se, e enlo adeos eioumiin/iax
apologticas, e o publico lica todo as cegas acer-
ca da moral, os Bregadores sem se poderein ha-
ver as suas predicas, e para di/.er de una vez,
lica o mundo todo na tora horrura da ignorancia.
Sem, mcu i/urfifl, estamos concordes : tuaspro-
duces, leus impressos, mas doutrinas aocuine
ebego da erudiccao cscreve, e o Brasil se ins-
truir, propaga las doutrinas, e todos se con-
verterao, todos que nao foreni t-hristos, lic-
ro chrislos como t dizes que es, e en o creio!
Dizeiu que o ministerio das candeias (8 de fe-
vereiro) desconfiando do seu estado de saudc
governativa e poltica =a conciliadora, est fa-
zendo o seu testamento de mao commum. O
tabellio que o esereve, teni revelado o segredo
e dito quaes as suas diapoziedes! Eu as publica-
rei em lempo.
Tudo entre nos, menos o baeaniarte, vai to-
mando lace de ridiculo. As ridicularias tcem
em ludo lunar ; al as procisses ha seu bo-
cadinho de ridiculo, e cmico. Na procisso
que correo no domingo as ras dcsta cidade se
introduzirodouscherubins com turbulos jun-
to ao palio, mas cherubins com cabacinhas as
costas assni em ar de peregrinos da tena santa
s pode ser iuvencao de quein quer ridcula-
risr: isto he ridiculo; assimeomo foi impro-
prio levarein asas de pennas quando nielhor se-
ria azas de pao.
0 provincial do Carino e mais irados, reque-
rerad a asseinbla a expulsao do hospital da ca-
ridade, que nao quereiu no seu convento J o
lycco se liii, porque elles nao querio cni casa
as lettras, e o tal lyco anda de llerodcs para
Pilatos: agora tambem nao querein em o seu
convenio a niridadel Se Ihe lizeretn a vonlade,
eis o convento do Carino sem Ultras, e sem ca-
ridade Seja tudo por caridade.....
CUli !i K.SI'M)l'i\'i;iA.
Senhores Hedacloret.
OSr. Antonio Carlos Rbciro de Andrada Ma-
chado e Silva no sen discurso publicado no Jor-
nal ilo t.'iiininrrcio de 24 de Janeiro, pag. 2." co-
lumna 4 ;1 esprime-se assiup : Na assemhlea cons-
tituate um homein hoje renegado dos principios libe-
rass, o padre Venmeio Henriques de Resesuie, elcito
por l'ernainbttco aeliou opposifo a ser admittido por
ser republicano. Tenho dado tratos a cabera pa-
ra descolo r a ras,ni suficiente desta tirada do
nobre deputado por S. Paulo, e nao me leiu si-
do possivel atinar com ella Sera para dar
realse a sua balota resposta ao Sr. Franca Le te ?
Creio que lana iionra nao caba a Jofio Kcrnan-
ili s. Seria pelo gostinho de ferir-me em mi-
nha ausencia ? Ai lio que tanta cobarda, ou ao
menos falta de uobreza, e de generosidade nao
era mu cabida em nm Andrada, em um lloba-
dell.t, que nao he. e he ao mesmn lempo lio-
iiiein do povo Mas emlim sao colisas do Sr.
Antonio (arlos, e elle letn lieenra para tudo!
Talvez Ihe tenha por l chegado aos ouvidos,
que eu ca lenlio acliailo que l'ernanibuco tem
inuios Glhos dignos de encherem unta lista, e
militas lisias de senadores por esta provincia.
Jfai ramal i venhamos. Porque he que diz elle,
que eu tenho renegado dos principios liberaes ? Em


1823 era cu j o mesmo que sou boje, amigo da
liberdade legrada, da liberdade sem anarchia.
sem desordein, da liberdade garantida portis
protectoras da vjrtude, e seguranca de pessoa e
bens dos cicladnos, e rcpressivas dos criuxes, c
das empresas dos mos, porque tenho seuipre
entendido que o luaior inlmigo da liberdade he
a desordem, anarchia, c a falla de seguranca
quer publica, quer particular, e nunca dci a
ihiigiiciu o direito para esperar de mim a titulo
de liberal, adhezo e favor a quautas loucuras,
e desvarios se perienda por ein pratica. Nao ;
poique se como deputado advoguei sempre os
principios da liberdade, nunca abandonei os
de orden), antes coiieorri sempre para tildo
quanto entendi que podia ser mil para asegu-
rar tima, c outra eousa. Na COllStitutte mis-
ino dci cu prova disto, e o nobre deputado por
S. Paulo lalvez tenha ainda bastante consisten-
cia cerebral para conservar era sua memoria o
fado que vou referir, alm de inuitos, que coin-
provao o que di^o. Tratava-se da Ici dos presi-
dentes, e inultos deputados, entre os quaes al-
gunsicortezos inesmo,como os depois niarquezes
fos Joaquim Carne!ro de Campos, e Luii Jos
de Carvalho, sustentavao que a noincaco dos
presidentes fosse leita como boje a dos senado-
res, c eu fui un daquelles, que mais estrenua-
mente susteutaro a nomeaco directa, franca
e livre pelo Imperador, 011 scu governo. O Sr.
Andrada Machado convir conimigo, ein que a
primeira forma parece favorecer mais aos prin-
cipios liberaes; porm asegunda he inais conve-
niente, mais rasoavcl como mais garantidora da
ordcni constitucional, ereio que o nobre deputa-
do foi desia opiniao. Poderia ajguem pois dixer
desde esse tempo que eu liavia renegado du.i prin-
cipios liberaes. Realmente os exaltados o dicerao,
e oSr. Andrada M diado parece estar boje tim
grande exaltado, como se deprehende. alein do
inais. do sen discurso sustentando a soberana
exclusiva da cmara dos deputados, e ollrecen-
do-se para capitanear o ataque contra o senado.
Velemos o que elle dizquando lomar assento
naquella cmara. Parece-ine, que estou vendo
o ministro Feij sustentando o .'10 de julho, e
depois ao despedirle da cmara dos diputados
para tomar assento no senado, renegar aquclle
movimcnlo, negar a parte que leve nelle e at-
tribuil-o a dous deputados que fro a sua casa,
&c. &c. Mas como ia disondo : por occasio da
ininha conducta naquella discussoo, como ein ou-
tras, recebi elogios das folbaj ministeriaea desse
tempo, e constou-me que em Ulna reunio em
presenca do Imperador (talvez apostolado) re-
lexionando-sc favoravelinente a meu respeito,
dicera o Sr. Andrada Machado sempre conliccincs-
se padre iuixo e sisudeza. I'oder elle boje estar
esquecido desle tacto, podel-o-ha inesmo negar,
poriu existem ainda hoje pessoas respeitaveis,
que m'o asscveraro como testeinunhas presen-
ciaos. Entretanto he certo que o ministerio An-
drada me havia dado demasiada importancia co-
mo liberal exaltado, r tanto que logo que ebe-
guci ao Rio de Janeiro, lro expedidas ordens
da secretaria de estado a polica, para espionar-
me, como fui avisado por qiieni tinha raso pa-
ra o saber.
Que motivos pois'havia para assim qualilicar-
me ? A minha priso em ISI7.' A miuha corres-
pondencia impressa e estrangulada no Maribon-
do, na qual cu dizia que, repblica he toda a
forma poltica, em que o beui publico lizesse a
base da legislaco, e do governo, c onde se vives
se em seguranca a sombra da proteceo das
leis?Naqual eu dizia que na pratica o melhor
governo he aquelle que melhor se acomraoda s
circuinstaucias deste, 011 daquelle povo ? Ainda
m^n^l0?^,ifra,0S/',cBahi.a, ".I""1 me Per" feito cora vistas de fazer urna revolucao.ou inui-
guntava da parte do Sr. Antonio Carlos, se o tas. O Sr. Manoel Alves Branca inesmo cheeou
Mxico
un paiz em estado de nelle
que avancava gloriosamente no camiuho da
prosperidade e grandeza; porque inesmo o Bra-
sil achava-se a bracos em urna lucta desastrosa
com buenos Ayres, e que o Mxico se achava
em paz com todo mundo e coinsigo mesmo.
Mas ah Ainda a minha carta nao era provavel-
iiiente chegada Franja ej no Mxico procax
libertas rivilalcm mis cuit. O exaltaraento das
ideias liberaes, um partido que se arrogou o
titulo de grande partido nacional, duas socieda-
des secretas poderosas, e rivaes, brigaro, e re-
dusiroopais ao que todos sabem. Gosa-se al-
l hoje de liberdade, e de ventura? Ser o ge-
neral Santa Annao representante dos principios
liberaes no Mxico ? Oh livre Dos o Brasil de
que tal felicidade Ihe chegue! Foi com medo
della que em 1830 fiz quanto pude para neu-
tralisar os ell'eitos das ideias do tempo ; nao ti-
ve forjas para tanto, ninguem as tinha j, e os
acconteciiiientos, que com rapidez assombrosa
se succedio, me tizerao laucar no inovimento,
e trabathar com o nobre e generoso partido que
adopte! para dar-lhe nina direcjo conveniente.
I .MI.III
boje sou desta opiniao, e segundo ella, tenlic
regulado a minha conducta parlamentar. Co-
mo he pois que tenho renegado dos principios li-
beraes ? Eu nao podia em nossa forma de go-
verno monarchico advogar, era volar leis adap-
tadas forma puramente democrtica, que o
Brasil leni mostrado Ihe nao convir. Ser tam-
ban por isso que se diz que tenho renegado dos
principios liberaes.' A experiencia porque tem
passado o Brasil bem me pollera desculpar, se
por ventura adoptasse eu no todo a mxima do
poeta inglez.
Por forms of government le the fools cootest:
That which is better admlnistred, is best.
E quando inesnio liouvesse eu cora ellito re-
negado dos principios liberaes, punco me deve-
ria disso envergonhar, tendo imitado to (Ilus-
tre, c aflamado inestre, o Sr. Antonio Carlos iti-
beiro de Andrada Machado e Iva, queem nina
sesso remota dice na cmara, que eiivolvendo-
se na revolujo de 1817 havia pago o devido
tributo ao verdor, e inexperiencia deseusannos;
que d'entopara c os scus principios ero ou-
tros.
Na constituinte inesmo j estiveem divergen-
cia com o Sr Andrada Machado,quando elle com
seu irmo o Sr. Ribeiro de Andrada e outros,
tizerao causa publica de um faci particular oc-
casionado por otlensas pessoaes, c quizero eui
momentos tao improprios tirar ao Imperador o
commando do exercito. Oxaht nouvsse preva-
lecido na assembla o meu pensamento .' Segu-
ramente nao houvera tido lugar essa vilenla, i
Ilegal diSBOlUCo.
Na sesso de l8.'lo meui principios fro os de
liberdade regrada : resist quanto piule ao c.\-
altamentodas ideias, a essa lbre de que cu va
embebida a cmara, ou ao menos os clief.s in-
fluentes ; reprovei altamente a virulencia inde-
cente, com que abrumas publicacoes assaltavo
a pessoa do Sr. I). Pedro I. a cmara ebeguei
a usar desta cxpresso: vejo a mina atacada, c
prestes a tallar, nao serei eu quelite cingue a media.
Esta cxpresso, e en geral o (licor de minhas
ideias desagradarlo, e se me fez dizer por um
amigo, que se nao esperava aquillo de miiii.
Mas porque he que se nao esperava '' Por causa
dos mcus coiiiprometimentos em 18*24.' Por ha-
ver eu ento chegado de paites republicanos,
pensava-se Calves que eu vinha impregnado de
principios republicanos, ouao menos de ideias
que a isso cheirassem .' Pude bem ser que al-
guem acreditasse que eu liara as algibeiras al-
guin.i republicasinha pequeniua para plantar
no brasil. Pois engauaro-se de meio a mel.
E bem boas raides Uve para nao trazer.
Estando no Mxico ; talvez o Sr. Andrada .Ma-
chado se leinlire disso, recebi de Pars una cai-
ta do Sr. Antonio de Mcnezcs rccoiumc ndando-
os exaltados tizerao a mim, e aos meus
amigos a inesina arguijo que ora me faz
o Sr. Andrada Machado c quizero fazer an-
dar o carro da revolujo, que nos aecusavo
de querer fazer parar. Sabe, ou deve saber o
nobre Paulista, que un governo to fraco como
deviadeser a regencia trina pela sua organisa-
no constitucional, e pela le] da regencia, pre-
cisara de todo o apoio das cmaras, quer como
corporacocs do estado, quer como poder legis-
lativo principalmente quando esse governo, e
o Brasil inteiro era .mcacado de una subver-
so por parte dos Caramuriis, e restauradores,
como confessar qualquer que por ventura tiver
ido a Europa com o diuheiro dos papalvos Ca-
ramurus (buscar al). Pedro I. ? Nao] atinhar o
corarn de teta filhos. Preste! pois o meu peque-
o apoio ao governo, do qual fizero parte al-
gunsdos que hoje alinho-secoraonobredi puta-
do, cuja presenca dizio outr'ora por bocea do
seu chtfe ser inconsistente (a dos AndradasJ
Com a paz e tranquilidade do Brasil. A neecs-
sidade que havia de resistir aos restauradores ,
ne fez estar serradamente unido a una partido,
fechar os olhos a alguna desvos, c coinineliei
ii inesmo talvez alguns. Logo porm que COIH
amorte doSr.Pedroi.foi Dos servido arrancarlos
i aramurus a bandeira que haviao basteado ,
seni perder as simpathias para com as pessoas,
sera abjurar as doces iv corda jcs da passado
unio, separei-ine do partido como tal, e seili
separar-me dos principios deordem, coniecel
i negar inais francaineiite ao governo, aquillo
que se nao conformara com o meu modo de en-
tender, c que me pareca poder negar, sem in-
conveniente para o paiz : felizmente pude con-
vencer todo inundo, deque o meu voto, s<
nein sempre erao melhor, o inais rasoavcl, era'con.
tildo sempre lilho de minhas dcsinteressadas
convino, s.
Ja em 1824 vendo que Pernambuco nao pode-
torren ti
chege
a dizer-me Eu Uve o maior quinhio na factura
estar persuadido de haver
mimo precioso; mas, vendo tan-
reclamacoes, entre a desconfiar
obra : mas depois que entres
para a retaeiio, vi os recursos fundados as mais
cerebrinas intelligencias da lei, assentei que os txecu-
lorethe que nao prettdo. Ha muito tinha eu a con-
vicio de que os cdigos nao erao tiio mos co-
mo isso, c que o maior mal provinha dos ejecu-
tores, e como estava certo de que havia de cahir
emas mesinas mos a cxecucaodequalquer refor-
ma que liouvesse de fazer, nao fui nein sou en-
thusiasta da que se fez: mas coaio nao era pro-
fessional, esti ve calado, e, como era presidente da
cmara, nao votei: oque fiz sim foi, como regi-
ment na nio, impedir que a opposico atrapa-
Ihasse com tcticas achicanadas que a cmara
votasse urna medida reclamada pelo paiz, e que
ella accreditava ser til e proveitosa. Tenho sido
porisso argido, mas nao era eu juiz de paz de ne-
nhumafaccoein mesa elei toral, era o presidente
da cmara, e se como tal algum pensamento re-
presenta va, era oda maioriaque me havia elegi-
do, e nao da opposico. Se ella em boa f esta-
va persuadida que fazia bem, estava at certo
ponto no seu direito: digo al certo poni, porque
esse direito cessa no ponto em que urge o dever
do presidente de manter a orden i as discus-
ses, e de fazer observar o regiment da casa.
Alguns menibros da opposico, nao tendo con-
lianca no presidente, ou querendo -saber por
onde melhor poderio chicanar,pediro-iiie um
exemplar do regiment, dei-lhcs, mas nunca
podero cora razo arguir-me de o quebrantar.
Emfini passou a lei : e comodeixar de passar.'
Era um governo representativo o legislador de-
ve acatar muito a opiniao do paiz, respeitar ines-
mo os prejuizos pblicos, e ceder-Ibes no que
essa opiniao publica reclamar : os que assim nio
penso, sao despotas encoberlos, que, titulo
de liberaes, querem impor aos outros suas von-
tades e seus caprichos ; sao monstros capazes de
por no carro aos seus credores, e dar-Ibes sete-
cen tos acontes,porque peiteni osen dillheiro. Foi
por isto.loi por honrada cmara,aque euperten-
cia, e que me havia honrado coma sua presiden-
cia, que na assembla provincial defend a leieo
legislador contra os injustos ataques da commis-
;o, e parcce-nie que o fiz satisfactoriamente,
porque, cni verdade, em nenhum dos artigos
ipontados pela connnisso, era a COnStituicSo
ferlda de modo algum, talvez, se eu fosse nieni
bro da connnisso, dissesse que, abolindo-se o
do que nao, porque me lerabro, como j disse
que em una sesso remota, fallando dessa re-
voIucid, disse elle, que, eiivolvendo-sc nella, ha-
via pago um tributo ao verdor e inexperiencia de
seus anuos, e que de ento para c outros erao
os seus principios : e ereio que em un papel,
que ein certa poca aqu fez imprimir sobo titul
de Yelho de 17=, algunia cousa liavia de rene-
gado. Nao negare! que o Sr. Antonio Carlos ten
aqui amigos, mas a votacao. que teve em gran-
de parte, na maior parte talvez, he devida as or-
dens que teve a praia para isso, assim como o
tiii-siini Sr. Tlioma/. Xavier. O Sr. Antonio Car-
los tem o habito de negar ludo quanto elle en-
tende que de qualquer mancha poder marear
o seu desmedido orgulho, mas nunca rejeitan-
do os resultados, quando Ihe sejo proveitosos.
Rogo-Ibes, Srs. redactores, agraca de dar, as
columnas do seu Diario, um lugar a estas linhas,
que Ihes enva o seu milito apreciador
Padre Venancio Htnriquet de fezende.
r-UBLICAC-ES a PEDIDO.
na convenientemente fazer frente
da opiniao que arraslava as demais provincias
a jurar a constituidlo ollerccida pelo .Senhor D.
Pedro 1., c vendo igualmente que os concclhos
geraes de provincia por ella creados, erao umn
illusao, nina burla, que n$OS uo satisfazic
os tina para que erao creados, mas ero um
estorvo ao andamento dos negocios geraes do
imperio, propuz a alguns amigos dos que inais
se aproxiinavo ao presidente Carvalho a Idea
de jurar a constituido, porm investindo esses
coucellios geraes de cllectivas attribuices le-
gislativas naquellas materias, em que podan
es fazer propostas; propuz isto mesmo ao co-
nego Joo Baptista (ampos, que nessa poca
passara de volla para o Para. Concordou COIIl-
inigo,dizendo-iiie que assim Pernambuco poderla
acharaadheso das provincias.e quanto ao Para,
elle a assegurava : nao teve porm por ento
voga a minha id a. Mas como minhas convieces
a tal respeito ero mui profundas; guardei o
meu pensamento para occasio mais opportuna
< coi efleito propugne! com todas as loicas de
ni inbasconvicccs pela reforma da constituico.e
se bem do modo que se ella fez, me pareceo in-
sulliciente, fez-se com tildo o mais que fazer-se
pude.
Essa reforma continha artigos que precisa-
vao ser interpretados ou porque fossera real-
mente es.uios, ou porque em razo dessa in-
siilhciencia, erao as vezes cciebrinainente en-
tendidos, por umitas assemblas provinciaes:
de toda jiartc apparecio representa! oes pedin-
ilo esclareciinentos; por outro lado ero lla-
graiites as aberrayoes de algumas assemblas.
En tao lu tambera dos que mais iiistro, para
que se desse una inteiprctaco authentica.
Mas como a que se deo, me nao pareceo a mais
conveniente, e satisfactoria, votei contra essa
le, e tanto que algucn houve que niesiuo na
discussaomearguisse de contradictorio: pode
ser que tivesse r.i/.io; mas nao me parece que
por haver muito instado pela reforma, devesse
acbar boa, e votar por uinaque me nao pare-
ca boa, so pelo nudo de passar por contradic-
torio. Fiz porm o que devia, subiuetti res-
petosamente o meu juizo a essa deciso, e nao
andel desacreditando a lei por nina cousa uiui-
lo remediavel e na qual bem poderia o meu
jiiizo nao ser o melhor : estamos em um go-
primeiro jury, se liavia ferido a constltulcfio,
porque, havendo ella creado ojuizo por jurados,
como nina garanta, forja he recouhecer que o
prniero jury he a primeira, porque desde logo
obliga o cidado a una priso a pronuncia do
juiz ; nao se entendeo porm assim, to dille-
rentes sao os juizos humanos Como pois dizer-
se que eu tenho renegado dot principios liberaes ?
Contrista o ouvir assim fallar ura hornera como
o Sr. deputado Andrada Machado, o menos pro-
prio de todos para poder supportar una antithe-
se entre mim e elle, respeito de renegacao de
principios, elle, o maior renegado poltico que
conheco, a pesar de todas as haforadas de amor
proprio. Nao me disse elle, quando no ministe-
rio de julho fui sua casa lembrar-lbe o negocio
de um amigo de Pcriiainbiico, que tudo estava
desmontado, e que era preciso tudo organisar, c
que porisso havia recommendado aos Srs. Ca-
valcantis a recleico do Sr. I)r. Manoel Mendes
da Cunha, pessoa muito capaz para'illaborar
nessa empieza ? Era que sentido pretenda o Sr.
Andrada Machado remontar tudo isto? No de
maior relaxaco, ou no de maior energa da le-
gislacao? Responda. O Sr. Antonio Carlos no
poder he um Andrada, um Hobadella, e Aira do
poder he um homcm do povo, o Graccho, o de-
magogo. Em 7 de abril de 1823 escrevia elle ao
capito-niorde Iguarassii, Francisco Xavier Ca-
vnlcanti Lins : Espero pois que V. S, Irabalhar
ciwi toda a seriedade em dtrrubar de lodo o espirito
da infernal insubordinaciio, que se tem apoderado da
plebe. Cuido que meios doces ainda podem ser ejjica-
zes ; mas, quando es les tuto bas tem, e seja preciso
usar da forra para obter-se o que se pretende, cont
que V. S. ser o primeiro correr para o lado do go-
verno. lato quera dizer, para o lado de seus
irinos And radas, que estavo no poder, porque
alias o nobre Paulista faria, como agora,o mesmo
que ento fazia o Barata. E quera era essa plebe
insubordinada ? Ser aquella, a que um dos ac-
tuaes ministros qualilicou de canalha ein certa
reunio3 Saiba-se que ohoniem do povo nao oju-
da plebe, a qual s he boa para servir-lhc de ins-
trumento em cellos casos. E o que era que se
pretenda fazer cni 1823, Sr. Andrada Machado?
Isso talvez seja um mvstero para nuita gente,
mas nao o he para mim, c cu o referirla se nao
fosse j to extenso este artigo : dirci porm de
passagem que se nao tratara SO da priso do Ka-
rata. E diz que cu tenho renegado dos principios
liberaes!
Verdade beque quando o Sr. Andrada Machado
ia Europa (buscar o Sr.D Pedro I! Nao) alinhar
o coraco de seus lilhos, eu Ihe fazia opposico :
he verdade que, nao querendo o ex-linperador
rollar, o nobre Paulista o maldissc na assembla
provincial de S. Paulo, e eu nao, em parle ne-
nliiinia. Verdade he que quando o Sr Andrada
Machado conspirara para violar a constituico
proclamando a maioridade do Sr. I). Pedro II,
eu fazia opposijao : mas he tambera verdadr
que depois o Ilustre Hobadella o tem maldicto
e praguejado com Holy fooil, e Sta. Elena, c eu
nao, antes o letiho acatado com o mais profundo
Srs. do Diario novo.Tristissima e funesta he
a coudico da vossa pessima lgica, quando
para defenderdes vossos amigos nao leudes nu-
tras armas, seno descompor, mentir, c ca-
lumniar a qucui quer que tenha a desdla de
iucorrer na vossa canina ogerisa Assim fazeis
cominigo por uni ni,io fado nos vossos Diarios de
1, de 5, e de 7 do corren te niez de fevereiro ein
defeca do que alguein se qucixou ao publico,
como be muito natural sobre a desgranada po-
lica d'esla comarca, de que tanto vos molestis,
e a cujo respeito existem lanos lacios, lautos
documentos e ondidos de que nao tenho
culpa!
Desde que Sua Magestade imperial inc fez a
honrosa nierc, e justica de remover em juiz de
direito para esta comarca vos escandalisasf.'s
tanto (sem o menor motivo salvo o de pre-
verdes que eu nao me poderia accumiuodar
com os abusos dos vossos amigos einprcgados
policiaes) que desde logo me leudes brindado
por diversas vezes com doestos, e ultragcs pelo
vosso jornal ; o que tenho sol i ido com a paci-
encia tle Job ; e parecendo rcalisada ein uiim a
maxima=oa<< lacet consentir videlur,=\o- esga-
nicais nos ditos 3 nmeros em desacrcditar-mc,
columniandu to viprinaincnte minha pessoa
debaixo da escapatoria de sofismas e de frazes
guradas,para com a mais infame covardia illu-
dires a responsabilidade da lei. Enganais-vos;
e j que vos ides excedendo tanto miuha hon-
ra exige que vos brade c da minha pobre
guarida, para que fajis alto c esgrimamos
as armas da razo com a inuuico de provas pe-
can le o publico e a Ici que ou ha de fazer ar-
ripiar da carreira indigna o calumniador infame,
ou subverter toda a garanta de honra e pro-
bidade do cidado ; caso este em que vos cede-
r! tudo!
Por quanto se to accntemente insists em
provocar-ine naturalmente pacifico e desejoso
de fugir dos vossos insultos declaro ao publi-
co, ao publico imparcial, que se n'esta provin-
cia sou asss conbecido por minha conducta,
nunca aggressora dos direitos de te ice i ro (de-
salo a qualquer,) leudo miuha vida,ha bem pou-
co lempo, sido rigorosamente discutida por mo-
tivos polticos pela iinprensa, e pela tribuna
pelos vossos mcsiiios amigos que nao fro ca-
pazes de deshonral-a por Ihe faltarem dados na
sobra de desejo ; (note o leitor que n'aquelle
tempo,guerreavio encarnicamenle a niesina ban-
beira polilica, defendida por mim nos meus dis-
cursos que correni inqiressos ; boje, apadri-
nhados com a nicsina bandeira quando un go-
verno amigo me faz justica, cscandalizo-se,
e me guerreo to desapiedadainente .' ijue pro.
cedimento ;) assim nao acontece n'ouiras pro-
vincias do imperio por onde (bem vos emendo)
mui de proposito trabalhais para desacreditar-
me laiijaudo-ine no vosso Diario os epilhcios
mais allruutosos e se por all tenho amigos ,
aquem olleudeis injuriando inhiba pessoa nao
posso dcixardc queiinaras mordiduras da vossa
hvdrophobia applieando-Ihe o lunic, que
iiiulihse o veneno de vosso pestfero dente.
Drsalio-vos por tanto meus ricos Sis., com
toda a ufana a inais eflicaz de un carcter Ur-
ie para que preveis jualquer acto deshonroso
na miuha vida publica ou privada que vos
ollereco a una minuciosa discussao quer mo-
ral quer civil, quer politicamente; a Isso vos
convido; eiitendeis-nic .' hasta,e sede justos.Fo-
Iheai-a cuidadosamente ; eu me lisongeare com
isto acceitando a luva ; e de muito bom grado
examinaremos lodos os actos da minha vida ,
coulroiitando-os com os da vossa e com os dos
vossos amigos ; com a coudico, porm que
fallera com os nomes descabellos os meus con-
tendores e sejo convencidos como os inais
infames covardes e indignos calumniadores
sob a pena merecida se nao provareni quan-
to leeiu publicado contra a reputarn de queiii,
victima infeliz da prfida maledicencia imp-
vido e resignado espera os seus furibundos
golpes,bem seguro lia sua consciciicia.
Joo Mauricio Cavalcanti da llocha Wanderlci.
1.1moeii o Ib de fevereiro de 1845.
so. Todo mundo senta a sua necessidade. O
primeiro andou de commissoo em comniisso :
uais que sera.
Como este artigo vai j muito longo, salto de
eu mi* eraprotessmnal, emitti assim mesmo o proposito inuitos interessantes episodios de mi-
111' 11 HiKi\ ,,,,... .mu.,.. ...... ..._________ _..".r
poeiio levantou-si
poniue os i'crnauDucaiios
Contra ambos de toda parte; quererio premiar nelle um campiao da libei da-
ciiegou-se mesmo a dizer que o primeiro lora de. Mas de que liberdade falla? Da de 1817/ Cui-
Quando pensavamos, que ura Firmiiio, Ecile,
Raugcl e um Mandil do curado, influencias le-
gitimas dos vagabundos, peraltas e alguns as-
sassinos, e ladroes do A logado, estivesseiu cor-
ridos de vergonha, se vergonha se pude acbar
cutre reptis venenosos, que s deveno jazer no
lamaral das iminiiudiccs, tanto por se acharciu
cobci los das acedes inais negras, como por le-
rein perdido todas as eleiedes dista freguezia no
anuo prximo passado, estas celebres elcicocs
em crac eiupregroa mais vil, e infame traico,
e iniaiina, at chamando grupos de (aquistas de
oiitras freguezias, para coagirem os livrcse lloa-
rados afgadenses a votareui lidies; calcando
assim a ns os inais sagrados direitos de um po-
vo livre, Quando suppunbaiiioseiniira, que es-
tes qu.it i o monstros curvados com o peso; di"
seus remreos, em lucta com suas propriat con-
ciencias, jamis apparecessem, eis que surgeui
sequiosos de sangiie, e de vingancas, e cuino
esfaiiuadas jararacas, dando botes, anarcllisan-
do, desconipondo e proinetteudo aos que milis
nao voiarcm o dia dos desengaos. Aiogadcii-



scs honrados e laboriosos! leinbrai-vos que os 20 barris manteiga 4 barricas estanto ; a R.
anarchislas, os assassiuos e ladres, nao sao daga & Companhia.
taes, seno quando nos queremos ; abatatnol-os 1 caixa lampies e pertences ; a W. May.
e rrduzamol-os a p 425 barras e 4 feixes de ferro 1 caixa frrra-
Afugadcnscs! cxpclli dasvossasurnas rsscsqua- gens 1 dita fazendas de algodfiu ; a C. Slarrfe
tro monstros, que, manchados com o sangue de Companhia.
seus semelhantes, nao pdein durmir o soiinio 2 caixas machinismo 117 barras de ferro 1
da virtude, e vivem de continuo atormentados dita de ac-, 1 barril presos ; a I), /Vowniaii.
pelas almas das victimas de seu cannibalisnio. A-
eordai, o poder agora he vosso, conhecei nie-
lhor vossos interesses, vossos^ amigos, aquelles
que vos nao assassinao, vos nao roubo, vos nao
processo, aquelles, que nao vivem do vosso
suor, das vossas fadigas, e que inellior rrspri-
tarema lei, e as vidas de seus semelhantes! Ser-
r.ii os ouvidns a esses monstros, elles sao os
maiores despotas, os maiores assassinos, quan-
do teem forcas ou sobem ao poder ; elles nada
teem a dar-vos, s teemagalibar comvosco; nen-
Jiiiiii inteicsse os inove, semio descartarem-sc
do Sr. Manuel Joaquiu, que nao pdciu olhar,
seni correreni-sede vergonha,eeuja vida publica
/ particular ainda nao se acha manchada com
assassinatos e accoes indignas, c que sempre vos
tein sustentado contra as perseguiees destes
monstros. Afogadenscs a praia nao causa de
apresentar ao publico, como vossas notabilida-
des e influencias legitimas, esses qualro mons-
tros,como seo Afogado so fosse habitado por mal-
vados e assassinos ; e ser possivel que sofl'raes
tainanha ali'ronta.'! Sera crivel que o Afogado
possasoll'rer a influenciado vagabundo, do pa-
rsita Leite? De un estpido e caloteiro Ran-
gel ? De un ddiidd e assassino Mand ? Do fu-
rioso e anarchista Firmino, que j nao tein n
que comer? Ser o Sr. Manuel Joaquiu, que
tein juucado de cadveres o cercado do engenho
Curado, que assassiuou ao preto Mauoel do O',
cuja, viuva mendigando o pao dos liis, nao po-
de encarar o assassino de seu marido ? Ser o
Sr. Manoel Joaquiu que era 1835 como furioso
doudo, unido ao seu bem digno collega Nunes
Alachado, lo exacta busca dco na casa do Sr.
Carneiro, que at ihe abriro volumes que mal
podio conter un movito, e inatou um ou dous
cornetas, e que deseja revoluces para nao pa-
gar suas dividas, c ameaca pagar a seus credo-
res na ponta de ana bicuda de Pasmado, como
ha pouco aconteceo com un carne secta na ra
do Rangel ?!
Kis urna influencia da praia, eis o grande Man-
dil do Curado. Ser o Sr. Manoel Joaquim ,
(jue quando subprefeito algemoii uin cabo de
polica coiniiiaudante do destacamento a suas
ordena arrebentou-lhc a cara de bofetadas ,
ponta-ps, e levando-o a xicote e depois de o
por desforme e injuriado o remetteu assiui
para o seu corno ; (pie linha ein seu poder com
o maior escndalo o assassino Manoel Beicola
para certa empresa e depois della feila es-
palhou por umitas uoutes o terror e o susto ties-
ta povoaco chamando gente ein seu apoio ,
que o Jos Pedro Velloso o quera matar?!
Ser o Sr. Manoel Joaquim que nao tein
una venda, ou aoougue nos Afogados que lhe
recebo um bilhete; que algeinou e amarrou
com (ordas o pardo Joaquim Alves, c envin
para inarinha o I liorna/. Caetano s por nao
poder ver mulatode grvala ein p ? Kis urna in-
fluencia legitima do partido nacional dos Afo-
gados. Kis o grande Jos Duarte Rangel! Ser
o Sr. Manoel .loaquiui ,que, quando subprefei-
to, mandn matar na ponte do Afogado o pardo
Tiloma/ que vinha preso, desculpando-se que
quera fugir, como se um preso querer fugii
fosse criine de niorle e que inatou o preto Joo
duio, a ccete, suppondo-o porco quando no
furor de sua doudice Ibi ter a meia noute nu
no seu sitio e que tein assolado aos pobres de
Motocolombo inalaudo-lhes todos os poicos,
cabras e ovelhas que por infelcidade pendem
para seu sitio que ein todas as pocas eleilo-
raes se apresenta como doudo furioso queren
do cortar pesclos a votantes como acontecen
com o pardo Agoslinho eis una influencia le-
gitima do partido nacional eis o Firmino Theo-
tonio da Cmara Santiago. Km Rui temos che-
gado ao pa do lote influencia mais que le-
gitima o chele do grande partido da praia nos
Afogados. Quem nao coiihcccr mu Leite o
centro do egosmo, o receptculo das maldades,
e de horrores ? houieni que com riso nos la-
bios aliaga e lisongeia a victima que lhe deseja
cravar o puuhal que por firmas falsas ; loi
proseando e nao pode ir a sua patria, que
como coniinissario dos viveres ein Pauellas ,
deixou inorrer a nudez e a fonie os miseros
soldados mandando at matar a um pobre rapa-
zinbo, por nao querer.....Quem no
Afogado tein plantado a mais crua intriga ,
ein limis ein resumo, Afogadenscs, as quatro
notabilidades que o impvido e liberal os
aprsenla todos os (lias como os honiens honra-
dos e honestos dos Afogados hoi rorisai-vos
Afogadensea de ter ein vosso seio estas quatro,
vboras. Seuhor impvido liberal eis os vossos
escolhidos as vossas influencias as vossas no-
tabilidades contestai estes fados e alguna
outros, que j tem sabido e desafiamos, que
apuntis os do Sr. Mauoel Joaquim: deixenios
declainaces vagas, queremos factos consuiii-
niados, reaes, e platicados entre nos.=O inimi-
go dos assassinos e vagabundos dos Afogados.
31 barricas serveja 35 caixas e 1 fardo fazen-
das de algodo; a Adamsou Howie & Companhia.
3 caixas fazendas de lita 3 dilas ditas de algo-
do 1 caixa conservas e roupa ; a John Stwari,
12 fardos e 1 caixa fazendas de algodo 2 di-
tas e2 barricas ferragens 2 barris manteiga, 4
prezuntos ; aG Kenworthy & Companhia.
0 fardos e 3 caixas fazendas de algodo; a Rus-
sell Mellors 8c Companhia.
6 fardos fazendas de algodo ; a B. Lasserre St
Companhia.
7 fardos e 11 caixas fazendas de algodo; a Jo-
nes l'aton fle i oinpaulii.i.
12 fardos e'il caixas fazendas de algodo; a
Johnston Patee & Companhia.
147 fardos e 31 caixas fazendas de algodo ; a
Deane Youlc & Companhia.
1 cai a papel pennas, etc. ; a I,. G. Ferrcira
& Companhia.
6 caixas fazendas de algodo ; a W. E. Smith.
lio barris manteiga; a James Cockshott & Com-
panhia.
13 caixas e 2 embrulhos fazendas de algodo ;
a Latham & Hibbert.
3 caixas fazendas de algodo 3 ditas ditas de
algodo e laia, 3 ditas ditas de laia e seda ; a
Ridgway Jamersou & '.ompanhia.
11 caixas c (i fardos fazendas de algodo 1
caixa botoes ; a Richard Royle 8t Companhia.
4 caixas fazendas de algodo; a J. .1. Monteiro.
13 barricas pregos ; a I. T. P. Vianna.
35 taxas de ferro, 10 caixas e 50 pecas solas
inachiniama 1 fardo papcllo, 1 volume cabos;
a Johnston it Nash.
(> barricas tintas ; aSaisset & ('ompanhia.
1 caixa livros ;' aGeo. Palchett.
15 barricas cenlcio 3 caixas fazendas de al-
godo 1 dita e 1 einbrulho quinquelherias, 1
barrica louca ; a ordem.
37 prezuntos 86queijos, 1 barril lingoas 1
cesto quartinhas 5 caixas conservas e bolaxas ;
ao capito.
2 cestos limonadas e vidros 1 caixinha pali-
tos 2 caixas lampies 1 einbrulho ignoi
a Kduardo Festn.
10 barricas centeio 6 volumes carnes c cer-
veja, 21atas queijos 1 manta toucinho ; a Geo,
Deane.
1 sacco rolhas; ao Dr. May.
2 embrulhos gnora-se; a G. T. Snow & Royle.
2 caixas 2 chapeos ; a Klster St Johnston.
3 saceos amostras ; a diversos.
MOV MENT DO PORTO.
de Matto? da Luz a Sra. D. Josepha de Jess ,
Jos Rodrigues, Jos da Silva Ramos Jos ^ i-
cente Leo, as Sras. D.Luzla da Coueei.o, lau-
ta Mara Percha e os Sis. Luis Comes \ ieira ,
1 Joaquim Maia da Silva e Antonio de Oli-
veira Maia vo Europa. (2
1 Ancnda-sc o sitio denominado -- Kuge-
nhoca--, no lugar do Remedio, com casa de vi-
venda assobradada, estribara e conimodos para
escravos, olaria com barro para toda e qualquer
Luis Mara de Moraes. as Sras. D. Manado Cal-
mo Mara Josepha Mara de Jess, Alaria Joa-
(Itiina e os Srs. Manoel Gonealvcs Moreira, Ma- obra, arvores de huelo c pasto para lo vaccas,
noel Jos da Costa Vicente Antonio Kstcvo.
N. H. Asearlas, que como as cima freni a-
chadasna referida caixa, nao seguir o seu des-
uno. ^
7 Companhia de Bebiribe.
Os Sis.accionistas da Companhia de Cebiribe
ha ja o de realsar urna prestaco de p. C, den-
tro do prazo de 30 das contados desta data ein
dante. Rscriptorio da (".ompanhia 10 de Mar-
yode 1845.O secretario, B.J. Fernandes llanos.
Companhia Italiana
THEATO P1III.O-DRAMTICO.
A companltia teiu a honra de an-
nunciar oo illlistre publico que se ha
enrarregado parH levar a secna no
did
25 DO CRREME
a bella e engranada opera
A EHaluaem it Posta.
Mtiziea do eelebre mestreCoceia.
__.UL.il."-
AVISOS MARTIMOS.
8 Para o Maranho sai com brevidado
brigue-escuna nacional laura, capito Antonio
Kerreira da Silva Santos ; quem no mesmo qui
zer carregar, ou ir de passagetn para o que
leen excellentes commodos, duija-se ao Capilu
a botdo, ou Novaes Companhia, ra daCru/
n 37. i7. (
1 Para o Porto o briguc A'. S. da Boa-Vtaacm,
capitao Antonio Fcrreira ^unes; para carga
a-se passageiros trala-se com Francisco Alves da Co-
lilla, na ra do \ gario n. 11 priineiro andar, ou
Navio entrado no dia 15.
Rio de Janey-o ; 29 dias, brigue brasileiro Felii
Ueslino, tonclladas 205, capitao Jos da Silva
Quaiesma, equipagem 14, carga farinlia de
mandioca e mais gneros Amoiini Irinos.
Navios entrados no dia l(i.
Rio de Janeiro ; 30 dias, galera ingleza James Stc-
warl, tonclladas 3S, capitao Williain Shaiinou,
rquipageiu 20, carga azeite de pei-e, uo ca-
pitao.
lu. ii. ; 34 das, briguc iuglez6'(i-/irft(, lonell'Uas
20, capito Chnstophei zVrow, equipagem 10,
carga lastro, Le Bretn Scliraiiuu& C.
Navios sabidos no mesmodia.
Gibraltar; brigue ingles Tkonws Leilch, capito
P. Slanglon, carga assucar.
ucnos Ayres; brigue nacional Sociedaile, capi-
tao Damio da Costa Rosa, carga assuar, etc.
Alarauho ; patacho nacional Neplano, capito
Jos Aleudes de S, carga dillerentes gneros.
New-lirnnswck ; galera ingleza James Sleuart,
capito Wiliiam Shanuou, com aiucsmacarga
que trouxe.
com o capilo na praca. ^ ('
5Abarca portuguesa Espirito Sanio segu
para o Porto no dia 28, e, se por alguiu nioiivo
nao puder seguir sua viagein, sahira imprete-
riveluicnte uo dia (i de abril: para o resto da
carga e passageiros, para o que tein milito bous
coniniodos,lrata-se com Frauciscu Alves da Lu-
nha, na ra do Vgario n. II priineiro andar ou
com o capito a bordo. (8
TeTlao:-
um viveiro de boa produccao, baixa )>ara capini:
tratar no mesmo sitio, a qualquer hora do dja.
1 O abaixo B8Sgnp.do declara ao resjieitavel
publico, que Domingos Antonio de Avellar na
he seu caixeiro, e menos guarda-livroa, como
se anda intitulando, e apenas no dia 15 dn cor-
rente o cbainou para lhe escrever urnas cartas,
sendo para a Parahjba, Maranho e Alagoas, do
rpie Ihepagou o seu trabalho.
Antonio Das Sonto. '}>
2=^o dia 10 do enrrente desaparrreo um ca~
vallo ruco pedrs (pie tein o casco esquerdo ra~
ehado (pie fui desaparecido da estrada de .loo
de/farros ; quem delle souber annuiicie por estu
Diario ou entregue no forte do Mallo prensa,
de algodo de .Vabastio Jos da Silva Praga
que ser recompensado. (7
2O Sr. C. J. T, que trabalha de marciuciro
eill casa do Sr. I'. queira vir a ra do Col-
legio a casa que elle nao ignora payar a quantia
de 37,470 rs., divida sua e do seu amigo Jos
Maria a quem aliancou; isto no praso de tres
dias lindos os quacs se usara dos lucios eiunpc-
lentes a fin de que nao se retire para o Riod<-
Jaueiro seiu pagar. ^S
3 A mosa re^edora da frtnundade do Apos-
tlo S. Pedro desta cidade roinida a todos os
Unaos da iiiesina irmanduue, para se reunirem
no dia 26 do correte mei de Marco pelas 0
hutas da manha em ponto, no consistorio da
mesrna irmandade, lim de, reunidos em mesa
geral, deliberaren) a respeitO da approvavaco
do novo compromlsso, que le;i de reger a mes-
ma irmandade. ,9
No annazeiii tle assuear de
I E. A i ves Vianna, ua ra da
Sauzala velha n. 110, ha sempre de-
uosilo tle
tres liuc
e
Leilo de una porco de manteiga ingleza,
por cunta de quem pertenec', boje 18 do cor-
rente ; no caes da Alfandega purta do arma-
zn do Sr. Dias F'erreira.
-.--r--*"r>- ."-T.'ZTr::
Avisos diversos.
DECLARARES.
COMMKRCO
ALFANDEGA.
Uendimento do dia 17. 7:205/682
escarregao hoje 18.
BrigueFlix Deslinomercadorias.
BrigueCompetidoridem.
//arcaMary Q. ufScots idem.
/iriguiEmprchendedoridem.
PatachoCure Adolphocaf.
IMPORTACAO.
Mary (Jueen of Scols, barca ingleza, vinda di? Li-
ijhmjI entrada no correte mez ; a consigna-
cao de James Crablree &t < ompanhia uianifcs-
tou o seguiite :
29 barricas e 21 caixas vidros 100 gigos e 1
costo louca, 54 caixas e 11 fardos fazendas de al-
godo 1 caixa ditas de la 2 barricas ferra-
gens ; aos consignatarios.
Carta segura para o Sr. Domingos Moreira
Dias.
3=Avisa-se as pessoas que botro na caixa
do crrelo cartas para diversas pessoas, e luga-
res abaixo relacionados sem tercm d'ellas pri-
uieiraueiite pago o respectivo porte como de-
termina a lei, queiro vir ao mesmo crrelo sa-
tisfazer este preccilo para cnto podcreni taes
cartas ser levadas ao seu conveniente destino.
Belacao das cartas a que se refere o annun-
cio supra.
Para Franca a Sra. Collin ; para Teutuga, ao
Sr. Joo Mauricio Wanderley ; para o Rio aos
Sis. Antonio da Costa Reg Monteiro Antonio
Joaquim de Mello Antonio Joaquim de Santa
Anua Guilhernie Jaques Godefroes Joaquim
Jos Pereira Vianna Manoel do Kspirito Santo,
Manoel Ignacio de Carvalho Meiidonca Pedro
Jos dos Aojos Virgilio Joaquiu Antonio, Vic-
torino Jos da Cunha ; para rabia para os Sis.
capito Gio //alta, Pedro Pinto de ampo; pa-
ra Macei, para o Sr. Tboiuaz de Aquino Rosa ;
para o Porto Calvo, ao Sj-. Alexandre 'lavares de
Mello ; para Coianna a Sra. D. Anua Augusta
de Castro Accioli; para Parahiba, aos Sis. Fran-
cisco Manoel Carneiro da Cunha, Victorino Pe-
reira Maia ; para Ceara, a Sra. D. Victorianna de
r'reitas /arboza ; para o Para, aos >rs. Jorge
Rodrigues Sidrcira Jos Francisco Gomes de
l'aiva; para o Maranho as Sra. D. Adiaide
Kudoxa Sarniento Francisca Pelona de Farias,
e para os Sis. Alexandre Thiopholo de Carvalho
Leal, Joaquiu Jorge Goncalvcs, Joaquim Ra-
mundo Concia Machado Joo Antonio Lima
Cuniares; para Portugal, as Sras. 1). Auna dos
Santos e os Srs. Agoslinho Gomes de Mello ,
Antonio Ferrcira Antonio Mximo Antonio
Nicolao Azevcdo Antonio da Mocha Machado,
Antonio Silveira Leal, Antonio Thoiu Machado
Assis, Antonio Tavarcs Pacheco, Aernardo Luiz
V ieira de A breo Domingos Jos ( ocllio, Fran-
cisco Cordeiro, Francisco Ferrcira Francisco
Ignacio da <-osta Joaquim Jos Votelho Joo
Carlos da Costa Joo Manoel l/arboza Joo
Tendo a irmandade de Nossa Senhora do
Terco de acompanhar a procisso do Scnlior aos
Enfermos ein a freguezia de S. Jos, amanbaa
(19), pelas lloras da inanhaa, pui ter sido para
isso convidada ; roga-se por tanto aos irniaos da
iiiesma hajao de comparecer.
O abaixo assignado, leudo o eoniniunicado
do Sr. II. do Liuioelro, lhe pergunta, se quer
que prove tildo quanto publicou sobre os hun-
rosos feitos da polica do Limoeiro ; pois, lem-
brando-se o Sr.llenriquc, do Limueiio, do assas-
sinato de Joao Rodrigues Honorato, dos lurlos
dos tbanos, dos assassinalos de Jos tarbo/.a,
das Tres Lagoas c de seu lio Ignacio liarbosa, nu
nieio do fcsiiiu na casa da espera, doassassinalo
de Jos i/aptista Ordonho, e de Fraucisco Xavier
Hecca, a vista do que depocni a 29." c a 30." tcs-
temunlias na devassa tirada pelo ouvidor Ichoa,
entcnciada a degredo para o Rio INegro pela re-
laco, e comprado este pelo pai do assassino por
1:200/000 rs., etc., etc. (>ueiera que lhe apr-
senle essas chi onicas Para (juc estar a dcsconi-
pr as cinzas de Miguel Joaquiu c aos mais que
nada lhe devcni? Ajuslc somenlc suas cuntas com
quem tein uns bens saldos a seu favor, e o exige
com ancia O Matulo do Imbe.
I Uerecc-se una mulhcr do mallo para
criar, com bstanle leite ; quem precisar dirja-
se na das Agoas Verdes n. 17. (3
i=Precsa-se de una pela coziuhcira : na
ra do Trapiche n. 8. (^
=Perdeo-sc urna carleira com 9^000 rs. ein
cdulas c um nieio bilhete da matriz da />oa
Vista sendo s a metade cortado de canto a
canto ; sendo que queira restituir visto nao lhe
servir de nada ser gratificado: a tallar na
Praca da Independencia n. 30.
1--Aluga-se urna boa c asseiada casa, tein seis
qu.irlos, duas salas cozinha lora e quintal
murado; na ra Impera! aniicxa ao sitio do li-
uado Machado : a Halar na ra Direita n. 82 ,
1. andar. (4
l=Thomaz Piulo de Queiroz embarca para
o Rio de Janeiro a sua escrava Cuiteria, crioula.
I Joao Keller, Suisso vai para Inglaterra.
|.-=Cmem tirou do correio una carta por en-
gao para Constantiuo Ferrcira Alves, por fa-
vor entregu-a na ra nova loja n. 58, que rec-
bela o porte que liver dado. (3
3Francisco Jos de Souza embarca para o
Rio de Janeiro os seus escravos de iiomcs Bene-
dicto crioulo e Scralim de Angola. (i
- Roga-se aoSr. J R. P. morador no
Atierro da Roa-vista ," baja de mandar pagar o
que esta ueveuuw, ta praca da Roa-Visla ven-
da d. 18. (4
Quem lhe fallar um carneiro. que talvci se
sumisse no dumiugo, va a na de S. Francisco
n. 50, que, dando ossignaes culos, ihe sera en-
tregue. Nao se quer ahijaras.
1 Jos Leonardo embarca para o liio de Ja- dos, pari, ha piuco, e anda letn
neiro a sua escrava Felicia, crioula. ,i deila liver uoiictas, annuucte.
,pio-
jirios j)ara exportaeaOj e por preros
ra/.oaveis ^t)
Na ra dasTrinchfirai, casa larrea n |25,
fazem-se bolinlius de tudas as qualidades para
cli bolos nun e/es, queques du mandioca ,
podios, loriase do oulras mullas qualidades ,
rmio-se banaejas com diversas qualidades de
bolitihos ; tinib ni se cuse luda a qualidadede
costura tanto para liooiem como para senho-
ra tudo por preco mais comtnodo do que em
outra qualquer parte; ua mesina casa precisa-
se alugar prelas para vetideiem boliuhos pa-
gando-sede vendagem quatro vintens por cada
pataca.
'i Precisa-sede lo rs. a premio de dous
portento ao mez, dando se um moleque de
bj poiln-ea ; quem este negocio lhe eonvier, an-
aunuiieie por esta folha, ou dirija-so a ra dos
(Juatleis, sobrado do Sr. Joo Moreira Marques,
segundo andar (6
3Mr. Vignes, fabricante de pianose afinador,
tein a honra de participar nu respeilavel publi-
co desla cidade, que mudou-se da ra da boa-
visla o. 5, para a do Queimado n. ti, primeiro
andar, onde continuara afinar e concertar com
perleico os ditos pianos, tornando-os como no-
ves depois de concertados tendo elle os preci-
sos olijectos para essu lim, nao s os avia-
tneotos, como todas as ferramentas deste olli-
cio. (11)
2 A pessoa, que pretende comprar a casa
da ra da Palma, queira comparecer al as 9
huras da manha, na uiesina ra n. a (3
2 Aluga-se una casa no bairro da Roa-
v isla, na ra du Seve ti. 3, com bom quintal e
cucimba ; quem u prelender dirjase atrazdo
Iheatrovelho armasem de taboas de pioho,
ou a tallar com Joaquim L pes de Alinala. .>
3 0 abaixo assignado faz sciente ao respei-
lavel publico, que, leudo dado balanco ua sua
taberna sita na travesa da ra Relia u. 8, oo
da 11 ducoirenle oiez, e adiando prejuisus des-
pediu o seu caixeiro Manuel de tal, e o abai-
xo assignado tendo noticia que elle anda co-
brando diviuas peilencentes a mesma casa, faz
sciente o abaixo assignado, que elle nao esta au-
(onsado para seuicllmule especularlo, eu abai-
ssignado avisa a Indos que sao devedores a
casa, que nao paguein ao caueiio porque o
abaixo assignado au Ibes levar em cunta,quan-
do liveietn de pagar paguirn ao abaixo assig-
nado, que he o oono da casa, visto o seu caixeiro
nu e r autorisadu a liar o que lhe nao perten-
de. Justino Antonio baptista. (13
i Samuel Pouver Joliusloii vai a Inglaterra.
4 O abaixo assignado, meslre de ferreiro e
sirralbeiro, letn eslabeleuido suaollicioa na ra
do Rrum n. 21; as pessoas, que do seu preslimo
se quizerem ulilisar, dinjo-se a mesma ra,
que se promeite apromptar com muda brevida-
uu toda e qualquer obta com perleico e por
preco rasoavel. Eduardo H/a/sA
2 Prensa-sc deo0>rg. poi e.spaco de o me-
ies paia no fim delles dar-se 00* rs. e pas-
sa-sc urna lellta; quem qui/er dar annunciu. (i
2 CJuem precisar de um rapaz Brasileiro
pard caixeiro de ra ou nutro qualquer esta-
belecimento dinja-se a casa de sobrado do
prava da Boa-vista n 0. 14
2 Desappaixceo no dia 14 do crrante, do
Sillo de 1). Lauiauna, na encrusilbada do Man-
guind urna cabra ibiclio J coui ossignaes se-
gu.les : cabellos pidos, com malhas brencas
. a cabeca e as dudS mos thifres grandes ,
orcinas corladas, batrga grande, peiios cab
leite; quem
18


--
O morador da ra do Romfim. em Dun-
da que annunciou por este Diario havercm
desapparecido do quintal da sua casa dous pi-
rs preto e branco, procure-os na ladeira do
Monte, na casa de Joao Chupa, que nao duvi-
dar entregal-os, se receber piimoiro as pro-
mettidas alvica/as.
O abaixoassignado previne ao respeita-
\el publico que a muenda e caldeiras do en-
genho de Felippe Duarte Pereira, esto penho-
radas para pagamento de sua compra e V8lor ,
quecustro, porissociim preferencia ao seu
valor e empate a outro qualquer credor, e pa-
ra que fiquem scientes, ge faz o progenie an-
nunci. Juila Fern ira dos Santos.
Aluga-se o prfmeiro andar da casa atraz
da matriz da Boa-vista n 28, muito fresco,
por gcr da parte da sombra ,c tem bons com-
modos; a tratar na mesma ra B. 3,
D-se dinheiro a juros sobre penhores ,
e em pequeuas quantias: na ra Direita n. 67
Aluga-se urna canoa de conduzir agoa ,
que seja grande e esteja bem estanque: a tra-
tar con. Manoel Antonio da Silva Motta, na ra
q"e Apollo n. 34.
A pessoa, que precisar de una ama para
caga, para engommar e lavar, dirija-se a ra
doFagundes n. 17, que achara com quem tra-
tar
Gabriel Goncalves Lomba embarca para
fura da provincia o seu escravo Joo, de nactio
Angola.
Precisa-sedo um perito forneiro ; na ra
Direita n. 82.
Precisa-se de um menino de 14 a 16 an-
. nos que seja Portuguez, e saiba 1er, para aju-
daraoutro Caixeiro ; na ra do Kosario da
Boa-vista n. 2, e na mesma casa vendem-se
uvas as libras.
Precisa-se de um homem para tomar con-
ta e trabalhar em um sitio perto desta cidade ;
na ra Direita n. 36.
Aluga-se o segundo andar e armasem da
casa da ra da Moeda n. 9, com bastantes com -
modos, e muito fresco ; a fallar com Prxedes
da Fonseca Coutinho na ra do Hospicio
n. 14.
r Aluga-se o terceiro andar da casa da ra
da Cadeia de S. Antonio, com bastantes com-
modos para qualquer familia ; quem o preten-
der, dirija-se a Boa-vista, no Coelho ra do
Jesmim casa de Manoel Gomes.
Ojuiz da irmandade do SS. Sacramento
de S. Jos do R cile convida aos Srs. irmaos de
dita irmandade em geral para que hajo de
comparecemos das lSe 19 do corrente a lim
de se poder com decencia larer a prccisso
do S-nhor aos enfermos ; assim como roga a
aquellos Srs. irmaos, que por impedimentos
particulares nao posso comparecer, e que te
nbo capas em seu poder hajo de as remet-
ter ao Sr thesoureiro.
Bonto Carvalho Basto faz scienle ao res-
peitavel publico que desde o dia 15 do cor-
rente, deixou de ser caixeiro da loja do Sur.
Guiiberme Augusto Rodrigues S< tte.
i Manoel Morena ictna-.se para a Euro-
pa. (2
1 Manoel Jos Dias Corroa faz sciento ao
publico, que por haver outro de igual nome ,
de boje em diante se assignar Manoel Jos
Carneiro. 4
1 Jos Francisco de Andrade vai a Euro-
pa. 58
1 Joao Martins de Barros deixou de ser
socio do Sr. Francisco Vez Pereira desdo o dia
13 do correle n;ez da venda n. 13, da ra do
Vigario, cuja sociedado deixou por motivos de
doenca a qual o obriga a retirar-se paia a Eu-
ropa declara pois, que nada maif tem a haver
nem a responder pertencente a cita venda, de-
de bonitas figuras pagao-so bem ; na roa da
Cadeia de S.Antonio, sobrado de um andar de
vuranda de pao n. 20. (s
VENDAS.
clara outro sim, que, a dita venda o todas as
dividas pertencentcs a mesma, Gcao pertencen-
do ao dito Sr. Pereira, por convengo oita em
occasio da diiolvico da BX ti neta lirma de Pe-
reira S, Barros. rSO
1 Joaqun) Nunes Ferreira Pacheco reti-
ra-ge para a Europa, levando em sua compa-
nbia um criado Jos Curneiro. i3
I l)-se dinheiro a premio com penhores
de ouro mesmo em pequeas quantias ; ua
ra de lan..el o. 3. '
1 Jos Joaquim Pereira vai lazer urna via-
gem a Europa, por motivo ae saudu levando
em sua companhia sua consorte. 3
1Arrenda-so, ou vende-se um sitio com
600 palmos de frente o 1200 de lundo junto
ao sitio do toque, na estrada que vai da Mag-
dalena para a lorre, com casa de vivenda para
familia casa para pelos, estribara para um
cavallo por proco com modo ; assim como na
mesma estrada se vendem terrenos o palmo de
frente com 600 de fundo por preco com mo-
do; a tratar no Coelbo, ra dos Prazcres n. 10.
Aluga-se um sobrado de um andar o so-
to com grandes commodus para grande la-
milla na travesa da Concordia por detraz
do Carmo ; a tratar no Coeiha ra dos Pra-
zereg n. 10; asgim como aluga-se a loja lo mes-
mo sobrado. (6
1 Aluga-se urna casa no Coelho na ra
dos Prazeies, com duas salas 3 quartos, cosi-
os lra, quintal e cacimba por preco com-
modo ; a tratar no Coelbo ra dos Prazeres
n. 10.
1 Vendem-ge dous pares do (velas de pra-
la 6 colheresde dita para soupa, 2 garios,
! par de brincos do ouro, 4 cordoes, urna cruz,
urna redoma dous pares de botos de punho,
3 titos de abertura dous anneldes um re-
logio de prata ; na ra do Bangel n. 5 pri-
meiro andar. (7
1-= Vende-ge, ou permuta-ge por alguma ca-
sa nesta praca o sitio de Agoa-fria de Bobiri-
be o qual tem pasto para 20 vaccas muito
boas baixas para plantar capim com alguns
arvoredos de iuto, malta para tirar leona, duas
casas de vivenda de taipa, 3 casas de pedra e
cal e alguns mucambos tudo livre e desem-
baracado e por preco muito commodo ; na
ra Nova n. 60. (9
i Vende-ge urna escrava de nacao, de ida-
de de 22 annog de boa figura engaboa e en-
gomma ao comprador ge dir o motivo da
venda no Hospicio, casa de Joao Stowart, das
6 al as 9 horas da manha e depois das 5
da tarde. (6
1Vende-se um novo gortimento de calca-
do de tenias as qualidades ebegado ultima-
menta muito proprio para a Semana Santa ,
por preco commodo ; no Atierro da Boa-vista,
loja n. 24. ,'5
NiVendem-se chapeos pretos francezos de
lindas formas e de guperior qualidade luvas
de pellica pretas brancas ecdr de canna para
homem,luvas de seda prela curtas e compridas
para senbora, metas de seda pretas, borzeguins
para genhora, ditos para homem, lencos de se-
da preta para grvala ; na ra Nova n. 8, e es-
quina aa ra do Cabug n. 11, tojas de Ama ral
& Pinheiro. (8
1Vende-se um cavallo ruco, muito bom
carregador, esquipador e muito novo ; na ca-
vallarice da ra da Florentina.
I Vende-se diccionario inglez com pronun-
cia, historia de Inglaterra manual do Jury ,
tctica das Assemblas, trafico da escravatura ,
educaco physica e moral dos meninos, as car-
tas geographicas em ponto grande atlas geo-
graphico fbulas de la Fontaine ; no pateo do
('auno n. 3. (7
1 Vende-se um pardo moco, sem vicios
nem achaques carroiro ptimo para enge-
nho por estar aTeito ao servico de campo; na
ra do Kosario vindo pelo pateo do Collegio
n, 18. (5
1 Vende-se um cavallo novo, bom passeiro,
carrega baixo at mcio; na ra da Aurora n. 44.
i Vende-se urna preta moca propria para
o servico de casa; na ra do Cabug n. I (i. (2
1 Vende-se uina escrava de nacao de ida-
dedo 22 anuos, com bonita figura, e tem al-
guias habilidades; um moleque de nacao, de
idade de lo annos, ptimo para lodo o servico,
um mulatinho de idade de 12 annos, ptimo
para pagem ; um dito de 9 anuos, dous escra-
vos de nacao, canoeiros e teem pratica de si-
tio ; na ra Direita n. 3. (8
1 Vendem-se 8 esclavas duas de 20 an-
nos, boas figuras, cosem, engommo e cosi-
nbSo, 3 ditas por 301)/rs. cada urna, lazem to-
do a servico de urna casa e vendem na ra ;
duas ditas boas para serem educadas ; Urna no-
minilla de 1U annos, muito linda ; um pardo
born bolieiro ecopeirode urna casa; dous es-
travos bons para o trabaiho decampo ; um pe-
queo sitio na Vanea com caga de vivenda ,
e aivores ae fruto; na ra do Crespn. 10, prl-
meiro andar. jo
1 Vendem-se superiores presuntos inglezes
para fiambre ; no armasem do GuimerAes no
caes da Alfandega (3
l Vendem-se saccas de arroz de casca ,
charutos da Cachoeira chegados ltimamen-
te da Baha o mais superior, que, ha no mer-
cado estopa da Ierra propria para calafates ,
tudo por preco commodo ; na venda da esqui-
na da ra larga do Rosario que vira para o
quaitel de policia. (7
1 Vende-se um cavallo novo, bom carrega-
dor ; na ra Nova, loja n. 16. (2
1Vende-se urna bonita escrava de 18 an-
uos, cosinha o ordinario de urna casa lava
muito bem e tem principios de engommado
na ra do Agoas-verdes n. 22, segundo andar!
-Vende-se urna commenda da ordem de
Christo por mdico proco ; na praca da Boa-
vista botica 11. (i.
Vendem-se 3 cordoes um grosso de ou-
ro sem fetio botes para punho ditos para
abertura um lindo alunte e peito, com bri-
Ibantea um famoso adereco com brincos o al-
floetepara sonhora dous rosarios, tudo de
ouro ; na ra Bella n. 37, primeiro andar, to-
dos os dias at ab 9 horas da nmnhfia.
Vende-se um escravo crioulo de. bonita fi-
gura de idadu de 2l annos ; na ra Nova
n. 3, vendado Antonio Ferreira Lima.
Vendo-se um terreno no Manguind com
200 palmos de fundo por preco muito com-
modo ; na ra dos Pires o. 24.
Na ruada Praia o. 49, vende-se urna mar-
5 quiza duas bancas e 4 cadeiras de Jacaranda
em bom uso.
j Vende-se urna preta de bonita figura de
j nac.io Mocambibue sem vicio algum de ida-
1 Compro-geeflectivamente para ra da dedo 18 annos ; defronte de N. S. do Terco ,
provincia escravos do 12 a 20 annos sendo I primeiro andar por cima da venda n. 2.
C O M P R AS
2 -Vende-se muito em conta urna machins
de forca de 12 cavallos, nao s propria para ser-
rara, no quej servio, mas com todos os mais
pertences pa*a fundicao : trata-se com Nuno
Mara de Seixas, ou com Jos Mara de Carva-
lho, na ra Nova, loja de Iouqb. (7
\2 Vendem-se cortos do chitas finas a 1600
rs. cassa-chitis a 240 rs. o covsdo, meiss ca-
simiras de quadros largos e de I i; tras a 640 rs.
o covado, brins de quadros, de linho e le bom
gosto a 1400 rg. a vara algodio maiquelado ,
muito largo, proprio para escravos, pelo barato
preco de 240 rs o covado, dito de listras a 240
rs. cortes de cambraia lisa transparente a 3/
rs. dita em vara a 640 rs. eassa liga u 400
rs. a vara luvas e muas para meninos e meni-
nas e outras rnuitas fasendag por commodo
preco ; na ra do Crespo, loja n. 14 de Jos
Francisco Dias. (11
2 Vende-se urna escrava, de nacao Mozam-
bique de idade de 24 annos, de boa figura, co-
sinha, en;omma, engaboa, elava de varrella ;
no Atierro da Boa-vista n. 42. (4
2Vende-se urna escrava crioula, muito mo-
ca de linda figura, cose, cosinda engomma ,
fax doces, bolinhos e pao-de-l ; na ra do Co-
to vello n. 59. (4
2 Vendem-ge duas negrinhas de 12 a 14 an-
nos, cosem mui bem e proprias para muca-
mas; urna preta engommadeira, cosinheira e faz
rendas o bicos, por 300^ rs. ; urna dita de todo
o servico e he muito boa lavadeira por 380/
rs. urna dita engommadeira, costureira e la-
varinteira muito ligeira para os arranjos de
urna casa ; urna parda de 16 a 18 annog, reco-
Ihida engommadeira e costureira sem vicio
algum, o que se alfiancs; um cavallo com mui-
to bons andares e est carnudo ; na ra Di-
reita n. 81. (10
2Vende-se urna escrava crioula de idade de
14 annos, com principios de costura ; em F-
ra-de-portas ra do Pillar n. 108, das 6 as 10
horas da manha. [4
2Vende-ge um sobrado de um andar com;
grande quintal muradoe boa cacimba, cinchaos
proprios na ra das Trincheiras ; na ra da
Cadeia do Recife n. 25, ge dir quem vende. .4
2 Vendem-se borzeguins gaspeados para
homem a 4500 rs. ditos com meta gaspea a
\ft rs. gapatog decouro de lustro para ho-
mem a *// rs. ditos para genhora a KiiM) rs. ;
na loja da viuva Cunta Guimares na ra do
Crespo n. 12. (6
2 Vende-se um terreno no lugar dos Coe-
Ihos, com 80 palmos de frente ; no largo do
Terco n. 20. (3
2 Vende-se ou troca-se urna casa sita na
Passagem da Magdalena, antes de chegar a pon-
te grande n. 29, tem muito bons commodos ,
um grande soto quintal murado, cacimba
com boa agoa, sabida para o no, com porto de
embarque em chaos proprios; troca-ge por um
sitio que tenha casa de vivenda ; a tratar na
mesma a cima. (8
2Vendem -se os seguintes livros de medi-
cina em francci: Ansiau, el ique rhirurgica-
le; Alibert, traite des Dermatoze; Rostan, cl-
nique medcale ; Andral clinique medcale ;
anatomie pathologiquo e traite de palhologie
interne; Dubois, pathologie genrale ; Rayer,
maladies de la peau I avee atlas); Ollivier.
maladies de niolle piniere ; Bouillaud traite
sur les flevres essentielles; Boivin e Duges, ma-
ladies de i'uterns,(avec atlas) Berzo luis, cours de
edimie ; Cruveilher, traite d'anatomie; Bury de
S. Vincent Zoologie de l'bomme ; S. Mario ,
(ormulaire; Broussais, examen de la doutrine
medcale ; Coopor, pathologie chirurgicale; Sil-
vestre Pinheiro cours de Ilion; ludas estas
obras bem encadernadas e por preco commodo;
ua livraria da esquina da ruado Collegio. (14
RAPE IMPERIAL.
Este rap de cor preta e imitando ao rap
de Lisboa, vende-se em libras e as oitavas nog
lugares seguintes: na ra Nova, em caga do Sr.
Joao Faria ; ra do Crespo, loja na escadinha,
de Marcollino Rodrigues Lopes ; ra do Cabu-
g, lojas do Sr. Bandeira e Joaquim Francis-
co Duarte; ra do Queimado, loja de Ferreira
,\ Oliveira ; ra do Collegio loja de Monezes
Jnior; Atierro da Boa-vista loja de Antonio
Jos do Reg ; rna da Cadeia do Recife, Guodes
e Mello; o seu preco be de - aoitava. (il
2 Na ra da Cruz n. 26, primeiro andar,
vendem-se charutos Primores em caixinhas de
cem cada urna ; estes charutos sao superiores
aos de Havuna. Regalos Mamatbana e outras
qualidades, chegados no ultimo vapor. (5
2Vendem-se 9 escravos, sendo duas negri-
nhas do 12 a 16 annog, com lindas figuras, e
com habilidades por preciso nm moleque
peca de 16 annos; um preto de 25, proprio pa-
ra paianquim ; 5 pretas do 20 annos com al-
gumas habilidades ; na ra de Agoas-verdes
0.33, segundo andar. (7
3 Vendem-se boas saccas de farinba por
5800 rs. ; na ra du Vigario, venda n. 14. (2
3Vendo-so urna clarineta muito boa com
14 chavos ; na ra Nova, loja dos Srs. Dedier
Robertt Companhia (3
"' .No armasem de deposito de vi veras,na ra
da Praia, becco do Carioca, por baixo da Socio-
dade Philo-Tbalia vendam-se 11 ferros iran-
cezes para cortar flores linas, sao abertog em al-
to relevo, ecortao 12 flores de cada um vez ;
tambem se vendem duas imprensas de impren-
saras folhas para as mesmas sendo urna de
metal e a outra de pao ; qualquer senbora, que
as pretenda, ou quem quizar mandar cnsinar
alguma menina a arte de florista, annuncie a sua
morada, ou dirija-se ao dito armasem. jn
6Vende-se urna morada de casa terrea na
ra da Palma ; a tratar na mesma ra n 8, das
6 aleas 10 horas da manha.
4. Vendem-se cavallos, sangro-se e curao-
se ; na ruada Concdcao da Boa-vista n. 60. ij
2 Vende-se superior rap grosso e meio
grosso da fabrica de Gasso do Rio de Janeiro
em libras e as nitavns ; em Olinda venda d
Antonio Ferreira, confronte a cadeia e na de
Manoel da Silva Amorim ua ladeira do Vara-
do uro.
Vende-se
sal de Lisboa
muito boa qualidade a bordo
brigue JS. S. da Boaviagem
tratar na ra do Vigario n. ti,
Os melhores los pelos .
(6
de
do
i a
por
muito mdico preco ; na loja N. 10
da viuva Cunda Guimares.
ESCRAVOS FGIDOS.
1 Em Novembro do anno paliado desap-
pareceo um preto de nomt Antonio, de nacao
Cabinda que representa ter 40 annos do ida-
de muito reforcado do corpo e cabelludo no
peito, e com bastantes blancos na cabeca he
ofllcial decaldeireiro por isso julga-se andar
para o centro d<> matto ou sertao; perianto
rogase a quem o aprehender, ou delle tvor
noticias avise a seus senhores Mosquita Du-
tra (Companhia na ra do Brum do Recife ,
fabrica de caldeireiro que ser generosamente
recompensado. ,111
1 No dia 12 do corrente Marco desappare-
ceodoabaixo asstgnado, um moleque de na-
cao de nome Joaquim com os signaes se-
guintes : de idade de 11 a 12 annos, de nacao
Angola, cOr preta co.ti um P sobre o pejto es-
querdo cabello cortado do lado da eabeca so-
breas duas orelhas urnas faridiuhas a manei-
ra do sarnas, ladino, pouca falla o essa muito
baixa ; levou calcas de brim largas e velhas ,
e prezas em urna perna de suspensorios, jaque-
la do mesmo e sem ct)8peo ; quem delle soo-
ber, pode trazer, ou mandar na cidade de olin-
da ra deS. Rento, a seu sonhor Jos Tbeo-
dorode Moraes J.ins que ser recompensa-
do. (13
2 Fugio no dia 14 do corrente um mole-
que de nome Jcs cornos gignaes seguintes,
do idade de 18 annos alto, secco do corpo,
beicudo ps grandes e apalhetados, quando
anda metteos joelhos para dentro ; quem c pe-
gar, leve a seu senhor Guilherme Soares Rote-
Iho com armasem de carne n. 1, quesera gra-
ticado. 8
3Fugio no dia 11 do corrente urna preta da
nome Rosa, representa ter 3o annos estature
regular bastante refutada, cabello cortado de
iiouco ; levou saia de ehita escura e cabeco ;
quem a pegar, love a ra da Cadeia Velha n.
30, ou a Olinda, nos Quatro-cantos, loja de la-
zondas que sei gratificado. (7
4 No dia 9 do mez de Fevereiro do corren-
te anno, fugio urna preta crioula, de nome Lui-
r fllha da Baha, representa 25 annos de ida-
de santo vestida de saia e panno preto, do boa
estatura tem o corpo bom feito, bastante preta,
e bom fallante. So alguom a quizor comprar,
procure sua sonhora, na ra Nova n. 58, segun-
do andar, que (ara negocio ; e quem a pegar ,
love a dita casa, que ser recompensado. (9
2 No da I do corrente fugio urna preta de
nacao, de nomo Francisca com um taboleiro
comprido com frutas para vender he mui-
to conhecida com os gignaes seguintes ; tem
falta de denles ua fronte do lado superior, es-
tatura ordinaria secta do corpo,suspeta-se an-
dar pela Boa-vista ; levou panno da Costa ve-
Ihoe vestido de chita desbotada; quem a pa-
gar, leve a ra da Cruz n. 2, que ser recom-
pensado. (8
2 Do sitio Bonifica junto a pontesinha dos
Remedios desappareceu um escravo de nomo
Paulo, de nacao Cacange ou Camundongo,
com os signaes seguintes : estatura regular, ca-
ra um pouco redonda, orelhas pequeas, pouca
barba, cabello crescido, e um tanto veimelho ,
quando olha mostrase um tanto bisonho, tem
um pequeo alejo em um dedo pollegar da
mo esqueida, ou direita, do um penarico, he
bastante bucal ; levou camisa eceroulas de al-
godio da trra, chapeo de palha ; este preto he
oleiro desdo moleque : rogu-se a todas as auto-
ridades policiaes e pessoas particulares por
quem p<-ssa ser encontrado o mandem pegar, e
entregar no dito sitio ou na ra dos Ouartets
da Polica, casa 11. 18, que ser recompensados
generosamente os apprchendedores. (12
No da ll do corrento desapparoceo una
escrava de nomo Rosa de nacao Beogueila ,
com os signaes seguintes : talla manca parece
criouh, gorda, estatura regular, denles abortos,
urna cicatriz ua testa, que parece sor um taldo
muito anligo, e em urna das perna tem oulra
cicatriz, que parece laido, ou chaga, ponas um
tanto arqueadas, e intitula-se forra; levou ves-
tido de lindo de riscos azues, cabeco j roto ,
cabello cortado, ha pouco e bastante rente;
quem a pegar, pude leval-a a cidade do Olinda,
loja dos Quatro-cantos do Domingos Jos AUs
da Silva, ou na ua da Cadeia do Recife n 30 ,
que ser bem recompensado. 12
PER>j TVP- DE M. F. DE FAHIA I'.\ .


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