Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05536


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Full Text
Auno de 184& Segunda Fera 17
VJ

llAM !> -.'ira-f uJ'>s os diasque nao forera aan
'a l-ea mil ti. por qoartsl pa?oa ailian:a>lo*. Oa ann
tifilo: o prjo da asaignatur
ht re !; mil n. por quarul pa^oa arlian;a.loa. 0 annuniioa loa aaaie;nantes aSo ingeridoa
a ro de fl i"1! por linda. 4o roa em lypo differenle, e as repetuiea pala ame la de 0S
:,r afeo fura MaigaJnlM pago >1 reispo: linlia,16U e ly,io difireme, pur cda pul) licac.lo.
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
DAS DA SEMANA.
47 S* a. I'alriciu.
iH larca Gabriel Arcanjo.
i!) (,)uan + Jos Iiepoco de N, S.
2U 'u:.-u Alarlinlio Duaiiense.
;1 Salta Brnt'i fundador.
-J; Sab S Em gdio.
i Don e Paseo* felis.
de Marco?
AnnoXXI. N. 69.
Iuu <.<* ,iB,.i,ue da asa aaeeaaoa; da noaaa prudenca, uodaiasao, c energa : cua-
iini.em.,, UUBau principijaos t aereaot apualadoa aum adeairaijao a s n.,:6es mala
(Proclamagi da Asaaaabla* Ueral du iiaail.
aulla*
Caaab.u ,ara I.oilrai '.'5 |
a Paria 67 rea por frine0
* Debo. 110 por 100 i, or,-io
toada .la cubra ao par.
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CiMaio, tU |. NliVo.
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PHASES DA LA NO MEZ DE MAIgO.
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La adra aS aa 4 I, a JVaam. d. man. i La ahaia .
Craacama a 15 as 11 h0,as e $ I a da larde 1 Mis,uaaca a 30 aa > horaa 41 sala da i
lia da i.
-.ii ra&.g.-^TKiiaauliBM
MaMr"lBrfllll Bl MliajMB3fciJ?B^a-^ raZZaatfSSjBatHi
"reamar de hoje.
Priaaair* as 0 horaa a lOaia. da manja | Sdffaaa aa 0 horaa e 54
Balea da
PERNAM
"* SSaVafltE I _
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO D \ PROVINCIA.
Expediente dn (//'a lOrf eorrente.
CircularA's cania ras municipacs da provin-
cia, coinuiuuicando-lhcs o uasciuiento Uo Prin-
cipe Imperial, dado luz por S. M. a Imperatriz
no dia 3 do uiez passado ; e recommciidando,
que faeno constar esla fausta noticia aos respec-
tivos uiunicipes, para que tenho lugar as de-
monstracoes de jubilo que costumio manifestar-
se, quaudo se verilicao aeonteeinientos da iin-
portancia do que acaba deter lugar. Igual com-
iiiunicacio se fez ao Kxui. e Hvni. Bispo Diocesa-
no, ao Resignatario, e ao Coininandaicte das Ar-
mas.
Ollcio. Ao Presidonteda Relacao, partici-
pando que S. M. o Imperador em respota ao
ollicio da Presidencia, em que levou ao eu co
nhecimento tcr-ne negado a Junta de Justina
tumiir conhecimentn do processo, que pelo cri-
iii" de d -serco se tlzera ao soldado da stima
companhia do segundo batalho de Artilharia A
p, Francisco Xavier da Silva Arouca e isto
pelo motivo de ser elle Portuguez houve por
bi-m mandar declarar por aviso drt IS de Fevei
ro ultimo, que o reo deve ser ju'uado pelo refe-
rido crime pelos tribunaes militares o demitti-
do do servlco, depois decumprida a sentones,
que lorcondemnado ; pur isso que, segundo
o direito das gentes todo o estrangeiro que
commelte um crime em un pai; deve ser puni-
do pelas leis d'esse pai/., e o dito Portunuez ,
quando voluntariamente se lifjou ao servicu mi-
litar do imperio oceultou a circumslan^ia de
nao ser Rrasileiro. Tambem se participou ao
Commandanledas Armas.
Dito. Ao Inspector da Thesouraria da Fa-
zenda, ordenando, que por adiantamento, e poi
conta da ijuot, que aimta se tem de dar ao Ar-
r-enal de Mirinha, mande pora disposico do
Inspector a quantia do o:()U/rs. para occorrer
i despezas urgentes con a crvela Carioca, bri-
gue-escuna Guararapes e vapor Guapiasm ,
prestes subir d'este porto.
Dito. Ao Commandanle das Armas dizen-
do, mande apresentar a<> Director interino do
Arsenal de Guerra o soldado Joao Rumio Bis-
po, que oblivera pussagem do primeiro bata-
lluo de Fu/ileiros jara a companbia de Arlili-
cei do mesmo Arsenal. Ofl]ciou-se respeilo
u>i Director Interino do Arsenal uo Guerra.
Dito Ao El O), e Rvm. Hispo Resignatario
de Olinda scieutiflcando o d'baver sido cem-
muniado por Aviso da Secretaria do Imperio de
'.'7deFevcreiro p. p., que a. M. o Imperadoi
nao sapprovou os estatutos da associav'o pro-
badora da Keligio Catbolica d'esta provincia ,
como pnrmilte, queda Santa S se sollicitetii as
concesses espintuaes, mencionadas uo reque-
rimen'o, que Sua Imperial Preseuca (oi leva-
da, depois de, para isto ter oblido a rnesma
associaco o competente titulo em a j mencio-
nada Secretaria ; e bem assim, qu s diver-
sas dioceses do imperio se ha rec.ouimendado ,
coadjuvem, pela sua parte, os esforcos de tao
til associacao.
Dito. Do Secretario da provincia ao primei-
ro da Assembla Legislativa Provincial parti-
cipando, para que levo ao c>>nhecimento da
Dietma Asseiubla, que8. M a Imperdlriz dC.j
a lu um Principe 00 in feliz .ucesso, em o dia
So Je Fevereiro p p.
Dito.Do mesmo ao Inspector da Tliesou-
ruriada Fa/enda, transmittindo, tim deserem
enmpridas as ordens do Theseuro de ns.
a? o-2.
iiiX*i'lE3i
Dito Ao juiz relator da junta de justica, rc-
iiicttendo, para, depois de visto ser presente
mesma junta o processo verbal do reo Philin-
pe /fenicio dos Santos soldado do 2." batathao
d'artilharia p 'destacado na provincia das
Alagas.
Dito Ao coniinandante superior da guarda
nacional do municipio da Victoria autorisan-
do-o ;i dar a guarda de honra que para aconi-
panliar na tarde de 16 do eorrente a procis-
sao do Sr. dosPassos requisitou a respectiva ir-
mandade.
dem do dia 12.
Ollicio Ao inspector interino da thesouraria
das rendas proviuciaes, ordenando, que de con-
l'orinidade com as clausulas espeeiaes que Ihe
envia, mande por em, arreiuatacio as obras com-
plementares da eadeia do //rejo. Conimuui-
cou-se ao engenbeiro em ebefi: das obras pu-
plicas.
Ditos. Do secretario da provincia ao pri-
meiro da assembla legislativa provincial, ac-
ensando i-emessa dos relatnos da thesouraria
provincial, (lo engenbeiro em chele, edolyceo
no presente anuo ; (las posturas addiciouaes da
cmara municipal de Nazareth, e do olhcio, em
que pede ella a sua approvacio ; da conta d.i
receita e despeza da mesma cmara no anuo
lindo, do respectivo orcaiiienlo para o anuo fu-
turo ; e do relatorio das suas ne ominunieando. que vaoser emettid.is cmara
municipal do Bonito as respectivas posturasap-
provadas por aquella assembla.
Cuidados de naturiza milito dill'erente estao
tirando o soinno ao rci d*llannovcr. OqueS. M
pretende he que a rainha Vi'-toria,sua sobre to-
das milito amada sobrinha, Ihe ponha para all
cun llngoa de palmo as jolas dacora dHauuo-
vei'(jiieueleitor Jorg<- l levou para Inglaterra,
piamlo l'oi chamado ao Ihrouo da Grao-Bre(a-
nha depois da expulsao dos Stuards, e cuja va-
lor anda por inilbao e mel de francos. S. M.
Brltannica nao se onpde restituido; mas diz
que as militas traiisfiirinacoes, porque as ditas
jolas pass.ro, depois que viento de Allemanhu,
nao pcriuittcm distinguil-as dasoulrasda edra
d'Inglaterra, e que por tanto a restituicao nao
lie possivel senao por ineio de iudeiuuisaco.
Kstealvltre pore*ih nao agradou ao soberano al-
lentSo, c l pende a quesillo peante o tribunal
competente em Londres, cuja decisao nao pode
tardar a ser conbecida.
assemblcas leni sido a de Siiniiswaid, que, ao
menos, leve o honi senso de iniearregar a direc-
eao de ludo ao governo de //croa, o mais inipoi-
taute de lodos os canloes pela sua populacao O
riqueza ; porin lie iiuiiio- de recelar que este
vislumbre de boui sonso nao possa ter mi na
torrente, que por toda a parle anieaea sabir do
leito. Todos gritilo pela convocafo de una
diela extraordinaria, a que o Vororl se acba j
resolvido ; mas se ella se retine, estando as cou-
sas em tal estado, bem pude ser que degenere
em convencao nacional.
Km todo o caso a repubHea helvtica urna e indi-
vitivtl he nina verdadeira chimera, donde nao
pude sabir nada de bom. Oiiein tiver corrido a
Suissa corr, examiuando-a e estudando-a com muito
vagar, rcllcxo e cuidado, deve licar bem con-
vencido de que a liisiio de tantos elementos c
Escreveni de Roma que o rei de aples pie- t;io bcterogciieosa como aquel les de que opaia
ende organisar urna liga q'alfaudegas italiana, secompoe, be impossivel. Cada cantao be urna
COM MANDO DAS ARMAS.
Mande vossa merec castigar com sesessenta
chibaladas ao soldado do destacamento do 4."
bataIbao(rartilbari.iap.losJoaquinidcFreitas,
por faltar honlcni a luruiatura do destacamento,
alie embarcou para urna diligencia na fronlcira
o suida provincia. Dos guarde a vossa merec
quartel general na cidade do Recite 12 de mar-
eo de IH45.Antonio Crrela A'ica.=;Sr. Mano-
el Lopes Maciel 1." tenente quartel mesure do 2."
batalho de artilharia a p.
-mi" anaaaMWawsJa^aj^sJsajajsjfj........'*9m .....mn-....^.. ..
____EXTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE FEr.N\MliUeO.
Pariz, Io de [eccreiro.
Nada tcnbo que diser a respeito da poltica de
Inglaterra.
val muito i
tomando para si aqualidade (lchele della. Sao
bellos sonhos de que S. M ."-iciliana nao ha de
lardar muito que nao acorde. O que Austria nao
pode fazer, dirigida por um politieaeo como o
principe de Metternich, de corto nao ser rea-
lisado pelo re de aples. Alm disto aples,
pela posicSo ciu que est, nao pode ter a mnima
pretemao de predominar sobre o resto da pe-
nnsula italiana.
I'orin he preciso que nos occupeinos um pou-
co com a Suissa, que se d mais un passo pela
estrada, por onde actualmente caminha, precl-
pita-se necessariamento no abvsmo de una iu-
terminavel guerrilba. Quein leras l'olbas deste
paiz, e as correspondencias que a imprensa pe-
ridica de Franca o de Alleiuanba publico com
certa einulaeao, lera tenlaroes de acreditar na
possibilidade de urna guerra religiosa; porque
se nao falla em todas illas senao de admisao de
Jesiiiasede expulsao de Jesutas. Ni como em tndo, he preciso nao se deixar levar
milito de apparencias O tempo das guerras re-
ligiosas j acabou. A expulsao dos.lezuilas he 0
pretexto invocado pelos agitadores da Suissa; o
verdadeiromotivo lie nutra cousa. .Mas para fa-
zer este segredo coniprehensivel, lio necessario
ver como as cousas chegrao ao estado em que
actualmente se acbo.
O governo do canto de l.uzerua, cabera da
Suissa catbolica, assentoii de chaniar os Jesu-
tas ao sen paiz, e de conliar-lhes a iiislrucro da
inocidade. Immediatamente clamrSo contra
punha-se
dem do dia II.
Olflcio Aocomniaudante superior da guar-
da nacional do municipio do Recite determi-
nando expeca suas ordens, para que um dos
batalhes da mesma guarda nacional acompa-
nhe na tarde do dia 14 do presente a procisso
de triuinpho, que toni de sabir da groja da Or-
dena 3.a do Carino d'esta cidade ; e bem assim,
fin de que outro batallio tambem aconipa-
nlie a procisso que na tardo do 1(> do dito mes
ti ni de lser a irmandade do Sr. Vom Jess das
Chagas.
Dito ao Ezm. oRin. bispo diocesano pe-
di ndo para transmittir assembla legislativa
provincial a sua informaco sobro o requeri-
ineiito, que Ihe onvia, dos habitantes da extinc-
la fieguozia de Nossa Sonliora da Luz.
InteAo inspector da thesouraria da fkzenda,
remetiendo um documento comprobatorio da
entrega na thesouraria das Alagas da quan-
''' de trinca contos de ris que por ordem da
presidencia couduzio para alli o vapor Impe-
rador,
ruinada por quein Ibedevia auxilio c favor, ins-
pirarla algum projecto de resistencia interven-
cao do Papa nos negocios polticos do paiz pelo
contrario; bobeo em silencio este calix de a-
margura saude do Santo Padre, e submetteoi-
se. ludo quanto entendeo que de va f.uei foi
enviar a Roma sen filho Joo O'Connell, o
lord French para fazereni ao Suinino Pontifico
as representaedes necesaarias, apara contrami-
nareni, podeudo as inachinaedes do agente
nao official accreditado pelo governo de Ingla-
terra junto da Santa S.
Nao ha nada mais extraordinario do que esla
extraordinaria concesso da corte de Roma ao
governo de Inglaterra ; e para mais penas sen-
tir j nao be a primeira porque antes della,
ja em 1839 a instancias do niesino governo ,
appareceo aquella famosa bulla contra o trafico
da esclavatura que SO servio par desconside-
rar as recoinmondacos do ebefe supremo da
igreja que em tal materia nao podio ser execu-
tadas. Parece quejas iuspiraces do Espirito
Santo passo por Londres antes de chegarcm ao
vaticano, o que o sacro collegio tomaapoito
verificar aquolle antigo proverbio italiano Homa
intua, fede perduta. Nao ha remedio sendo
suppr, por honra da santa S, que abruma
grande negociae.o entre os 2 governos aila na
forja d'onde devom resultar para a igreja ca-
tbolica grandes vantageus; dovo comtudo adver-
tir, que as lblhas de Londres que passo por
inelhor informadas, nego redondamente esta
supposifflb.
A attoii9o do rei de Suecia acha-so ueste mo-
mento absorvida por una questo mui singular:
de que S. M. Sueca se oceupa actualmente'he de
saber qual boa inelhor mancira de descabie.ar
agentesein Ihe causar inaior inconimodo. Pare-
ce chanca, mas he verdade. O caso he que, leo
do-se visto o soberano, em eonsequcucia de g
ves representaedes que ihe flzerSo; na neaessida-
de de conservar a pena de morlc que pretenda
abolir, quer ao menos que a ceremonia seja le-
la causando o menor soifritnento possivel aos
condeninados. Paroste lini uomeuu Ulna com-
missSaque hadecorrera Europa, e examinar
os diSerentes syslemas de decapitado actual-
niei.le emvoga.e propOr no fin da sa viageni o
o Ihe parecer niolhor. Pareca que esla ciues-
esta medida os mestres particulares, a iiue se
A causa da emancipa, ao.rlaudoz., reuni urna parte do clero. O governo obrava
,1, v.',ie? 'ul""!a, P'1^ censurasdo vaticano, parece anniquillado Sup- .er mero executorda vontade geral, sub.notteo
que a do. de vera sua Influencia ar- a qestoao julso das assemblcas primarlas e-
loitoraes, onde, segundo a eonstitiiiro do paiz,
tem voto qiiasi tndo quanto he niaelio. resul-
tado do escrutinio forao punco menos de 28 mil
votos a favor da admisso dos Jesutas, o poueo
mais de sote mil contra ella. Seso tratasse de
um simples negocio administrativo, eslava a
qneslo decidida; porin os dissidentes, que li-
iiliu a mira em outra cousa, nao se derao.por
convencidos, nem por vencidos, e tratro de
decidir a cousa l'ore.i d'armas. No mesmo ins-
tante appareccrao batalhes de voluntarios re-
solutos e destimidos, lo orgauisados e arran-
jadOs, como so por encanto tvessein sabido das
ontranhas da trra, j armados c promptos do
mesmo modi) que .Minerva da cabera de Jpi-
ter. O governo da sua parte servio-so dos moios
de que podia dispor. No conflicto (pie teve lu-
gar entre as duas forras, ficou a victoria pelo
governo. Levara resistencia mais longo, sobro
motivo to ftil, era louciira : logo, sea fcriucn-
tacfio contina, e cada ves com mais loicase
aos descontentes de Lucerna se reuniro todos
os radeacs dos 25 oantes (22 dizera as geogra-
|iliias; mas ha tres que foro relalbados cada
iim em dousjse por toda a parte se alisio cor-
pos francos, e se esla gritando s armas, he por-
que realmente so trata de outra cousa.
Existe, ha longo lempo, em Suissa un parti-
do de radicaes estrnidos, fraco pola sua forca
numrica, toinivel pelo Seu atrevinienlo o pola
sua activdado, que, desdo 1830 para c, anda
ospreita de pretexto para destruir a constitu-
CO do paiz, sein o poder encontrar. O (file ac-
tualui(,ite ofierecem os Jesutas be assaz frivolo;
mas para revolucionariosapostados ludo beboin,
e a tildo se pode dar cor que a scus planos cou-
vm. Diz-se que o partido que sustenta os Je-
sutas he o partido retrogrado, que pretende i i-
/.or reeiiar a Suissa aos teinpos obscuros da ida-
de media, o que para salvar o pai/. deste perig),
he preciso destruir a constitulcffo exislcule, e
proclamar a repblica helvtica urna e iiidivisivcl.
Estamos oom os principios da grande revoluco
fraUcesa, nem mais nem menos ; porque com a
repblica helvtica urna c intlivisivcl Ka de vil" pro-
vav'luiente d'euvolta tndo ipianlo as doutriuas
radicaes teeuidemais exaggerado e maisperigo-
so. Venha, porm ou nao venha. tal he actual-
mente o grito dos inquietos, a cuja fente tr-
mula a bandeira tricolor, c que por toda a parte
osto provocando assemlileas popularos, cuja
lingoagem, como se podo suppr, uo he das
mais moderadas. A mais uotavel de todas estas
|iii
tao la eslava rosolvida pola guilhotna de que di-
zia Josc AgostinhoFerrinhti em bal.cn, calwcut
em Ierra; porem talvez a counnisso decapitado-
ra invente cousa niolhor.
naco particular com suas leis, com scus usos,
com SCUSprejuizus, e at(' com suas inocdas dif-
ferontos. Kmi Lugano llla-se italiano ; em Ber-
ilo falla-se allemo ; em Conebra faila-so Iran-
io/.. O governo do canto de Efeucbatel be mo-
uarebieo ; o do cantao de Zug he democrtico ;
o do cantao do Zurich be representativo, A re-
ligiao ue Triburgo he calholca ; a de S. (iall lie
protestante; a do \ and he methodista. (Jueiu
he que pude suppr que elementos to dispara-
tados e to diversos po.so ser reunidos por ou-
Iros latos que nao sejao os da uuio hderal .'
M-.o lie tocar no (pie est ; porque os resultados
desla imprudencia podem ser imiiio mais de-
sastrosos do que so pensa.
Quaiito a mili!, ha muito que en tenbo ideias
particulares sobro a surte futura da coufedera-
co helvtica; o para niio gastar longo lempo
em explicaedes escusadas, eis-aquj o que,ha an-
uos, eu escrevi no 8. capitulo do Apoculyptc Po-
ltico, que trata desla materia ; i/iti poiol cape-
re capia t:
Yiiitc e doiis galanhotos so oslo encarapi-
tando, chelos de orgulho, as poutas dos seus
rochedos. ^ endo-Sc por toda a parte cercados
de abysmos c precipicios, susurro com com-
placencia mis aos oiitros : Qnem ser o insensato
que se atreva a vir devastar nossas montanluis? On-
de est o temerario, a quem nao ineltiin med) utios
abysmos? F'azendo estes discursos, embebedo-
Se de tvermulh c de kirsrhivatser, o adormecen!
ao soni dos accentos favoritos do rans-drs-vachet.
E entretanto vai-sc a cloaca enchendo dos
excramentos de todas as revolucdei europeas.
As lojas da iniqudade trabalho sein descaucai.
A bandeira da intolerancia poltica trmula nos
ares em frente do estandarte do indiHeicntismo
religioso.
( Euina io iuvisivol Iblhca o livro dos so-
culos, e oscreve mlle a pag. 1876, oni lettras
inaius illas, oslas palavras. in diismi.mhraca os
suissa, i: da iuvism) (i sli ri.itiinor.io k.vtre as co-
BOAS DE AUSTRIA DE PRANCA I DE S Mllll NI1A. .
(/resto da escriptura anda nao podo sor lido
distinctamente.
Olco (le /.iiiiighen da unos de desespe-
rado; o capro enfelta-sc para marrar. Sao as
ultima, convulscs do monstro do 22 caberas
que est para espirar. Hade dubrar o'joeUio
(liante do barrete de Ciesser; osareheiros do se-
eulo deciiiio-iionu ja nao sao Mclchtal nem
Tell...
.Segundo as prevses do vidente, pareee que
a catastrophe deve tardar aluda .'Wannos; po-
rem lacspodcm ser os excessos dos radicaos da
Suissa que adesgraca venha mais codo. Para
isso basta que aanarchia exija intervenco es-
trangoia, c que os niilbafres liinitrophos con-
cordem sobre a reparlro da presa.
Recebemos peta Mary {turen ofSeoU jomaos
Ingleses que alcanco 7 de fevereiro prximo
passado.
F'oi aborta a sesso do parlamento no dia 4
pela rainha em pessoa, a qual recitou n'cssa oc-
casio o seguinte
Discurso.
ii Mylords o Seiihores
< Alegro-tne, ao vr-vos do novo reunidos em
parlamento, de poder congratular-vos pela pro-
gressiva prosperidade do paiz.
i (.rscente actividado deseiivolvcni quasi lo-
dos os ramos da industria manufactiireira; o
coinmorcio teni-se dilatado interna externa-
mente; centre todas as classcs do met povo
predomina geraluionte um espirito de Icaldade
o do alegro obediencia le.
>< Contino a receber de todas as potencias e
estados estrangeiros seguros de sua ainigavcl
disposico.
Tive muita saUsfaOBO em receber na iniulia
corte os soberauoSt que visitarn este paiz no
decurso do auno passado.
.. A jornada do imperador daRiissia, einprc-
hendida com grande sacrificio das suas commo-
didades particulares, foi una prova da ainia-
dedeS. M. L, mui granaos nioiis sontiinentos.
Esperoquc a opportunidade que assim me
foi dada de pessoal entrevista, soja um meio de
so arraigaren! alada mais aquellas amigaveis re-


laces.que .hainuito, teem subsistido entre a Gr-
hetanha e a Rtissia.
A visitado reidos francesesfoi-rae especi-
almente beui acceita; tanto mais quanto havia
sido prccidida de diseusses, que terio podido
prejudicar a boa inleliigencia, felizmente esta-
blecida entre os dous patees.
Tenho por essencial aos melhores interesses
de ambos a conservadlo dessa boa inleliigencia;
e conipraz-me de testeiuunhar, que os senti-
mentos tao cordialmente manifestados pelos
nietis subditos, por occasio da visita de S. II.,
lu ,m) em tudo iiiiistmos aos ineus.
Senliores da casa dos eomiuuns.
a Acho-se preparados os orraincntos para o
auno seguinte, e ser-vos-ho imniediataniente
apresen lados.
O progresso da navegaco por vapor, e as
reclamad-oes de protecro para o extenso com-
mercio do pais, produzir acresciino no orca-
uiento relativo ao sorvico naval.
Mylords e Senliores.
Teuho observado com satisfazlo que o pro-
gresso que se inanifesta n'oulras partes do paiz,
se ha extendido at a Irlanda.
A agitarn polilica e o excilamento que
u'outras occasiOes Uve de lamentar, parecem
haver gradualmente diminuido; e como resul-
tado natural, o capital particular lem sido inais
i'rancaiuenle empregado em nteis empresas pu-
blicas, intentadas pela benigua cooperaco de
individuos loteressados na prosperidade da Ir-
landa.
Levei a cH'eiio no espirit > em que Coi con
cebido o acto para inais efllcax appllcaco da-
doaces e legados pios.
it Rccommendo a vossa propicia ineditacfio a
poltica de promover e ampliaras occasies de
educaco acadmica na Irlanda.
(i relatorio da eominissao Horneada para
examinar a le e practica, a respeilo da oceu-
pat-o das trras est quasi promplo e ser-vos-
ha eouiinunicado logo depois da sua apresen-
tapio.
Occupar sera duvida a vossa attenco o es-
lado da le relativamente aos privilegios do
banco da Irlanda e.a outros estabi'Iecinientos
bancarios tanto naquelle paiz como na Es-
cocia
A saude dos habitantes das grandes cidades
e dos distrietos populosos d'esta parte do Reino
Unido tein feito objecto de recente hivestigaco
perante una commisso, eujo relatorio ser-vos-
ha iinmcdiataueiite apresentado.
Ser para niiin siiuiinainente grato se a
informarn e as suggesles coudas n'esse re-
latorio vos habilitareui a descobrir os meios de
proinover-se a saude e o allivio das elasses mais
pobres dos meus subditos.
Felicito-VOS pelo aceito das medidas que,ha
3 anuos, foro adoptadas pelo parlamento em
ordein a supprir o dficit da receita publica e
a impedir a accuinulacao de divida eui teuipo
de paz.
Krevemente expirar o acto pelo (pial foi
decretada n'aquelle teuipo a iniposiro de una
taxa sobre a renda.
Cabe vossa sabedoria o determinar se
nao ser conveniente continuar o sen ett'eito por
un periodo inais longo para obter-se os meios
de promover adequadanienle ao servico publi-
co e fazer-se ao mesmo lempo alguiua reduc-
jo n'oulras imposices.
j Seja qual r o resultado das vossas delibe-
rares a esse respeilo estou ceno de que o
vosso proposito ser inanler una soninia de
rendas amplamente siillieiente para l'a/.er face
necessaiia despeza do paiz, e sustentar lir-
ineinente aquelle crdito publico que he indis-
pensavel para a prosperidade nacional.
A perspectiva de prolongada pac, e o estado
geralde felicidad)- e tianquillidade interna pres-
to favoravel ensejo para a nieditacao das im-
portantes materias a que teuho chamado a
vossa attencao ; entregn-as vossa deliberarn
com o ardenie voto de que possais sob o vi-
gilante cuidado < protecro da Divina Providen-
cia fortalecer os sentimentos de mulla con-
fianza e boa vontade entre as ditl'crciitcs elasses
dos meus subditos e nielliorar a condico do
ineupovo. Times J
PKRN UtBUX)
ASSEMBLA PROVINCIAL.
SESSO EM 15 DE MAhCO DE J 845.
Presidencia do Sr. Pedro Cavalranli.
A'sll horas '/a da inanha o Sr. 1." secretario
faz chamada, e verifica estar presente o numero
preciso para haver casa.
O Sr. Presidente declara abei la a sesso, e
diz : O ^. 2." secretario nao est presente,
iiem uiandou a acta.
O Sr. 1. Secretario faz leitura do seguinte
EXPEDIENTE.
l'm ofricio do Exm. bispo diocesano, acompa-
nhando urna representarn do mismo sobre os
obstculos que encentra na collocaco do San-
tissimo Sacramento na igreja de S. Jos de Riba
Mar, a qual foi pela lei provincial erecta em fre-
guezia, com a invoraco de .>. Jos do Recife.
O Sr. Sabuco propoe que sobre esta repre-
sentando sejo ouvidas as coiniuissoes de lcgis-
laco e ecclesiastica.
OSr. Ferreirn Brrelo apoia o precedente
orador.
O Sr. Taques pede que sobre as representa
cues que as duas innandades enviaran assem-
bla, na sesso anterior, sejo ouvidas as mes-
illas coiniuissoes.
OSr. Ferreiru farreto impugna este pedido.
A assembla resolvc que a represen tai lo do
Sr. bispo v s duas coiniuissoes.
Contina o expediente.
Un requeriiiienio do provincial e inais reli-
giosos do convento de \ossa Seuhora do Carino
desta cidade, pediudo que a assembla Ibes man-
de entregar a parte do convento que existe oc-
cupada pelo Hospital de Caridade : a coiiunis-
sao de petices.
Outro de Jos Joaquim Xavier Sobreira, pro-
fessor publico da pi inicua cadeira de priuieiras
letras da freguezia da Ana-vista, pediudo que a
;lssenibla lhe mai que un quaulitaiivo corres-
ondeute quarta parte do sea ordenado, por
ter mais de 50 alumnos : commisso de ins-
truero publica.
Foi julgado objecto de deIiberac.ao, e mandou-
se imprimir, o seguinte projeclo :
<> A assembla legislativa provincial
nambuco decreta.
provincial de Per-
Art. 1. Fica transferido para o l.'dcjulho o
dia da abertura da assembla provincial, e o an-
uo fiuanceiro provincial ser o mesmo civil.
Paco da assembla legislativa provincial de
Pernanibiiro, 19 de marco de 1845. Nabucode
Araujo, Manuel Cavalranli, llarros Cavalcanli, A-
guiar, Laccrda, Sebasliao do Reg.
Leo-se a seguinte indicacao :
Indico que seja chamado pelos meios com-
petentes un supplente em lugar do Sr. Telles de
Menezes. -- .Sabuco de Araujo. n
A* commisso de coustituicao e poderes.
UftDEM do mi.
Discussao do projeclo n. 4 desle atino, marcando
os limites das freguezia.de Papacara e Agoas-
//ellas.
OSr, Manoel Cavalcanli:Ka nao sabia que esu
materia eslava dada para ordein do dia de hoje,
porque nao tenho assistido s sesses anterio-
res este projecto he da commisso deestaiisti-
ca, a qual diz no seu parecer que atiende ao
pie o presidente da provincia expe era seu re-
latorio, nos termos que passo a 1er (leo]. Parece
que o presidente da provincia indica que se faca
o que a conunisso diz ; mas o presidente nao
indica tal, diz que exislein duvidas, que he pre-
ciso que a assembla resolva, a indicacao do pre-
sidente tanto p le ser contra como a favor : ora,
ru nao sei que naja mais que isto, por isso pedi-
rei eoinniissn, informe o que este respeilo
souber ; porquanto estou resolvido a oppr-me
toda a divisan que se propozer, da qual eu nao
trulla eouheciiiieuto
OSr. Sabuco : Sr. presidente, nao me levan-
te! para me oppr ao projecto em discussao, c
siin para pedir que a assembla resolva urna du-
vida que tenho na materia, e vera a ser : se nos!
podemos tratar desta questo sera ouvir previa- *
mente o Sr. hispo.
O Sr. Lopes Gama : O' l j ?
O Sr. Manoel Cavalcanli: Ja ? foi seinprc.
O Orador: Eu tenho esta duvida. porque
existe una ordein do ministerio, na qual se de-
termina que se nao legisle sobre estas materias,
sem que o ordinario Uso concorde ; ora, ou nos
devenios sujeitar esta exigencia, ou, consejos
dos limites das uossasatlribuices.repellir aquel-
la obrigaco, que nos inipoe o ministerio ; mas
romo o presidente da provincia he delegado do
ministerio actual, e o ministerio iinpoe ao pre-
sidente o oniis. ou obrigaco, de nao sanecionar
as leis desta natureza, se por ventura nao tive-
rem a acquiesceucia, ou consentimento do his-
po ; por isto parece-ine que devenios proceder
no caso, com alguini moderafo, ouvir o hispo,
ou eulo lser o que j disse, isto he. mostrar-
mns pelo nosso procediinento que nao acceda-
mos esta ideia do ministro, esta obrigaco que
elle nos quer iinpr, e o uohre deputado, que se
assenta em frente de miin, que he to zelador
das franquezas proviuciaes, poderia propor al-
guma cosa que julgasse conveniente.
O Sr. Lopes (lama : O onus nao he para nos,
he para o presidente.
O Orador : He o mesmo que se fosse para
nos, a noquiTcrinos trabalhar em vo ; de fac-
i he una condico que o acto addicioual nos
nao iinpe ; mas a duvida existe, e cu a aprsen-
lo considerarn da assembla: essa duvida,
como j disse, provni de un aviso do ministro,
para que os presidentes nao saneciouem leis de
divisan ecclesiastica, as quaes nao tenho con-
sentido os hispos'. .
O Sr. Manoel Cavalcanli : F. os dous tercos
dos votos ?
O Orador : Entretanto eonvin resolver a du-
vida, para que nao estejainos a trabalhar sem
proveito, para que a lei passe, c depois v sol-
Prer o veto.
O Sr. Per reir Hrtelo : Todas as vetes, Sr.
presidente, que uesta casa se houver de tratar
de negocios ecclesiasticos especialmente de
divisan de parochias, mis nao podemos pres-
cindir de ouvir o bispo dioccesano; nos o deve-
nios ouvir por todas as raides porque elle de-
ve estar, c realmente est informado das fre-
iiiezias quepdem ser divididas, das que nao
devemser, daquellas que preciso de augmen-
to, dascirciiinstancias, em que se acho os pa-
rochos em tiin de todas estas cousas, a que
somos estranhos. Apresenla-se um ou mais re-
queritnento sobre negocios ecclesiasticos, que
noticia temos nos disso ? Nenhuina; porque nao
nos devenios regular spelos requerimentos.no
tejido nos da materia inais esclarecimentos, se-
uo os que resulto dos requerinientos; deve-
nios, para decidir o negocio com justica, pedir
os esclarecimentos que nos falto, c aquem ? a
Ulna autoridade que he legitima, e a propria ,
porque entende deslas materias, destes nego-
cios; que sabe, o que coiivem s parochias, o
que convem ao estado dos parochos; que dev
ter coiihecinienio dessas divisoes; logo nao po-
demos prescindir de ouvir essa autoridade, e
essa autoridade a que me refiro, he oSr. bisbo;
porlanto sou de voto que em tudo o que disser
respeilo cousas ecclesiasticas, especialmente
divisao de freguezias, lavamos sempre assim ,
salvo se isso for de tanta evidencia, que nao seja
preciso ouvil-o; poique ento seria mais una
demora; mas em un negocio tal como este ,
em que o vrs. deputados confessaoque nao teem
as luzes precisas, que nao sabein onde fica a
parochia, que diviso se deve fazer, que lian
sabein nada em fin, neste caso o que convem?
Kecorrer fon te que he o Sr. hispo o pre-
lado e delle havermos os esclarecimentos ,
que forem precisos.
USr. Lopes Gama : Sr. presidente, o Sr. de
putado, que se assenta em frente de mira, me
(hamou a terreiro, como um dos deputados que
fnais zelo os foros desta assembla provincial;
nao me escandaloso por isso, antes direi algunia
coiisa. Sempre propugnei por isso nesta casa;
sempre disse taiubem, quando se tein tratado
destas divisoes, e creaces.que era inister ouvir
o prelado, creio que foi constantemente o ineu
voto, porque entendo que esta assembla est
sujeita aos caones da igreja, supponho que lhe
nao he superior, e os cationes estabelecem que
estas materias sejo primen o deleuninadas, e
consentidas pelo bispo ; aqu est a razo que
tenho, he esta, e nao outra. Respeilo inuito o
governo, e assento que todos o devem respeitar,
quando elle est dentro da rbita das suas attri-
buices, porque en tao he respeitabilissimo ;
mas quando exorbita, nao merece respeito al-
guin ; o ministro nao tein poder algum nesta as-
sembla, nos somos tao soberanos no circulo
das nossas attribuicoes, quanto a assembla gc-
ral o he no das suas: he preciso que as cousas vo
em harmona. Quando aqu appareceo um a-
viso de um ministro da fazenda, determinando,
ou mandando que esta assembla revogasse cer-
to imposto, eu nao eslava aqui, mas depois,
quando tive esta noticia, reprovei aquelle acto,
estranhei-o, disse que o ministro exorbitava; a-
gora se existe mitro ministro, que inandou ou-
tro aviso ao presidente, direi que se entenda
com o presidente, porque sobre elle tein auto-
ridade^ he pessoa sua, he seu delegado; mas
aqui nao pode mandar nada; opponho-mc sem-
pre, e se algum ministro mandar para aqui or-
dens, eu estarc proinpto para le fazer a ac-
cusaco, pi oinptissimo, e isto he, que se cha
na velar na guarda da coustituicao, e das
leis : Sis. o ineu humilde pensar lem sido
sempre este, sempre tenho pugnado para
que projectos desta natureza nao se discu-
to sem a precia.acquiesceucia do prelado ; es-
te projecto est na uiesina ordein ; logo j se
v que eu votarei para que se ou^a oSr. bispo.
Quanto ordem que veio ao presidente nada te-
mos cora isso ,,(Jicamos oque emndennos ,
o que fr da uOssa jurisdieco e o presidente
faca o que entender, ou o que lhe inandaiem...
O Sr, Sabuco :Trabalhemos en vao !
O Orador :Nao nos ata isso as raaos o que
se v he que o ministro he o zelador dos cao-
nes ; por esse aviso v-se que o ministro quer
telar os caones, nao sei que seja outra
cousa....
OSr. Mantel Cavalcanlilie zelador dos di-
nheiros pblicos porque o aviso refere-se
creaco de freguezia.
O Orador :Melhor cada um faca a sita obri-
gaco nos taremos a nossa.
0 Sr. Taques : Sr. presidente, creio, que al-
guns esclarecimentos haver nesta casa a cerca
dos limites de que trata o artigo; sao poucos,
mas alguus ha. Duas ra/.oesse teem apresenta-
do contra o projecto em discussao, que na mi
nha opinio nao sao sufhcientrs; a primeira he
o aviso do ministerio actual, que inhibe esta as-
sembla de resolver na materia sem ser de ac-
cordo com o dioccesano. Julgo que o aviso
nao se refere as asseniblas proviuciaes, e que
o ministro est no seu direi lo dando qualquer
instiucco ao seu delegado na provincia, sobre
oque esta assembla nao pode intervir : se por
ventura una lei que esta assembla votasse, fos-
se regeitada pelo delegado do poder executivo,
ella estara tambera no seu direito fazendo-a
passar cora a inaioria de dous tervos; julgo po-
rni, Sr. presidente, que este aviso nao tein ap-
plicaco a questo actual, o aviso se refere a
creaces de novas freguezias, isto he a lei que
lem por fim augmentar adespesa; o ministerio
prev que a despesa dos parochos ha de ser re-
conhecida como despesa geral e querendo a-
cautelar o onus contra a fazenda, reconunenda
aos presidentes, que sejo inuito parcos era ap-
provaras divisoes, morniente quando os hispos
nao annuirein a ellas; portanto o aviso nao tein
rrlaco para o caso actual, era que se nao trata
de crear Ireguezia, mas sim de marcar limites.
Tambera nao teem applicaro para o caso pre-
sente as disposicajes de direito cannico a cerca
da intervencao do dioccesano sobre creaco de
freguezias : os dioccesanos sao por certo aquel-
les, quera incumbe a cura das almas, devem
pois ser ouvidos quando se trata de crear pas-
tores novos, sempre que se trata de fazer a dis-
li ibuico de territorio ecclesiastico; mas o caso
nao he este, nao se trata de crear un vigario
novo, trata-se to somente de estabeleeer os
limites de freguezia j estabelecida : ora nin-
gueni he inais do que eu difireme para como
dioccesano, ningnem deseja em sua conscien-
cia ser mais dirigido pela opinio do dioccesano
em materias ecclesiasticas ; poreni para escla-
recimeuto de limites, nao julgo necessario ou-
vir o dioccesano, salvo o caso de faltareiu infor-
inacoes assembla; portille ento nao ha re-
medio seno dirigir-se s autoridades que de-
vem saber algiima cousa a este respeito.
Passando agora ao artigo era discussao, pare-
ce-me que a commisso que o propz teve al-
gum fuidameiito no discurso do administrador
da provincia : elle se refere representado da
cmara de Caranhuns ; por quanto S. Exc. diz,
que a cmara deGaranhuns quer, que sede-
clare se o districlo do Prata eleve continuar a
pertenec- Papacara ou se deve passar para
Agoas-bellas ; ora a vista deslas palavras do re-
latorio do presidente he lora de duvida que
o districto do Prata pertence actualmente a Ire-
guezia de Paparaca ; porm, jue o vigario de
Vgoas-bellas pretende chamal-o a si : eu sup-
ponho, que a commisso proceden milito liem
sustentando, na falta de una noticia mais exac-
ta a posse actual para marcar os limites das
duas freguezias : quanto ao districto do Prata
tenho a dar algumas inforniacoes particulares ,
s quaes a cmara dar o pezo que entender el-
las inerecerem. Son Informado que este dis-
tricto do Prata avisinlia se inuito matriz de
Papacara,dista della apenas5 legoas; entretanto,
que do districto d'Agoas-bellas dista 15 ou 18
legoas; ora esta dittrei.ea de distancia he una
razo milito poderosa/paraqueodislrictodo Pra-
ta contine a pertencer a freguezia que actual-
mente pertence, que he a de Papacara, r nao a de
Agoas-bellas. Quanto ao districto do Jrejo nao
tenho iiiforinacrs algumas; cora tudo pilas pa-
lavras do presidente eu devo entender que se
d a inesina posse em favor da freguezia de Pa-
pacara; entretanto eu nao tenho a cerca do Bre-
jo outros esclarecimentos ; se a assembla jul-
gar que nao sao sullicientes equiser ouvir o
Sr. bispo poder fa?el-o ; nesse caso eu pedi-
ra, que as represeniacoes das cmaras que se
refere 'em seu relatorio o Sr. presidente nos
fssein presentes.
O Sr. Ferreira Brrelo: Por isso mesmo, que
se trata dos limites de una freguezia, he que de-
venios obter todas as nforinaces e obtel-as
daqueilc que as pode dar ; este nao pode ser
seno o Sr. bispo he elle que deve ter conhe-
cimento dos lugares em que as freguezias ex-
treino ; porque os paradlos de^vem ter dado
conta dos limites das suas freguezias caiuar*
ecclesiastica: quando pois o Sr. bispo nao saiba
por si ; porque as freguezias sao innmeras, el-
le poder adquirir essas inforniacoes pela cma-
ra ecclesiastica; he, repito, por isso inesnio
que se trata dos limites de una freguezia que
nos devenios ouvir o prelado ; porque ojulga-
nios habilitado para isso como nos nao esta-
mos porque nao sabemos cousa alguma ; tan-
to nao sabemos que temos constantemente la-
horado em duvidas uin diz: nao sei onde esta
freguezia esl situada: oulro diz nao sei on-
de termina; outro diz parece-ine, que confina
cora a freguezia de tal; C depois destas duvidas
he que nos devenios decidrde limites? Creio que
nao a nao querennos fazer njuslicas. Por to-
das estas razdes voto para que se ouca o Sr.
bispo.
Lo-se a seguinte emenda :
< Requeiro que seja ouvido o ordinario Sa-
buco.
He apoiada.
O Sr. Lopes Gama: Sr. presidente, o Sr. de-
putado que sustentou o projecto lie de opinio,
que he excusado ouvir o prelado, por isso que
nao se trata de creaco de freguez.ia; mas se beiu
olho para o projecto, vejo que se nao trata de
una diviso meramente phisica, aqui ha una
diviso, mas nao civil; he una diviso eccle-
siastica; trata-te de decidir esta contestaro que
tein havido sobie limites de una freguezia; ora
para isto ha necessidade de ouvir o pela do a
este respeito, porque se trata de dar ma is ou
menos freguezes, mais ou menos ovelhas a un
parodio; ora isto he nina diviso sobre a qual
he preciso ouvir o prelado ; por isto voto pela
emenda, para que seja ouvido o prelado, poreni
s porque he materia ecclesiastica, c nao pelo
aviso do ministro.
L-se a seguinte emenda Requeiro que se
pera a presidencia a representco da cmara de
Caranhuns acercada limitarn da freguezia de
Papacara, quanto ao districto do Prata, e ao dis-
tricto do Btejo, equaesquer outros documentos
que baja da materia. Taques.
He apoiado.
Julga-se discutida a materia, e sao approvadas
as emendas dos Srs. Nabuco, e Taques.
Entra era discussao o parece r da commisso
de instrueco publica, que ju/ga com o direito
o professer jubilado de graminatica latina de
Santo Auto para receber por inteiro o ordena-
do, que nao recebeo desde 37 at 39.
0 Sr. Presidente : Este projeclo licon adiado
ii'uma das sesses antecedentes, por licar em-
patada a votarn, e na forma do requeriniento
deve ter nova discussao.
O Sr. Taques : Sr. presidente, a questo que
est sujeita novamente discussao, estabelcce,
que o professor jubilado de graunialica latina
de Santo Anto tein direito parte do ordenado
que deixou de receber at a publicarn da lei
provincial n. 76. I mi tenho alguma duvida em
volar pro ou contra disposi(es legislativas des-
ta natureza, disposi(es que apouto logo o no-
me da pessoa sobre que ella versa ; com ludo
devo dar a razo do ineu voto. A' vista da gran-
de divergencia que tein apparecido nesta casa,
eu \mi eiuitlir a niiiiha opinio, c digo que me
persuado, que anda se nao apresentou um di-
reito inais destituido de fundamento, do que
aquelle que se diz ter o professor jubilado de
grammatica latina de Santo Anto. Se o direito
fosse tao claro como di rao a entender alguns
Srs. deputados, que era outra occasio defende-
rao este parecer, umita iujustica teria sido feita
ao supplicante, quando athesouraria provincial
e a presidencia uo dero cumplimento a lei,
mandando pagar essa dierenca de ordenado ;
mas estas duas estaroes publicas entenderoque
a prctenco nao era justa, e cnC'o tenho eu em
abono da uiiuhaopinio, nao sado presidente,
mas tambera a do inspector da thesouraria pro-
vincial e a do i Mustiado procurador fiscal ; pes-
soas milito habilitadas para enteiiderein leis des-
la natureza.
Julgo, pois, Sr. presidente, que nenhun fun-
damento tein o direito que acoinmissoattribuc
io peticionario. Agora.se a conunisso quizer pa-
gar essa dilferenca, porque era sua alta sabedoria
assim o entende conveniente, pode fazel-o ; mas
que possa altirmar que existe direito vista das
leis, he o que rae parece que nao pode ter lugar'
Eu acceito a questo tal qual a ollerece a com-
uiisso, e nao entro era questo relativamente
ao caso particular, relativamente pessoa ; por-
que, quando se trata de dar alguma cousa, eu
pens que uo pode haver falta de razes pata
sustental-o ; acceito, pois, a queslo tal qual a
commisso ollerece, isto he, se em vista da nos-
sa legislarlo algum direito assiste ao peticiona-
rio. O art. 2. da lei provincial n. 7(5 diz (Ico). Etl
escuso expr a questo, ella j o foi era outra
occasio assembla ; lie em virtude da segun-
da parte deste artigo, que a conunisso, diz que
o peticon,ii i xou de receber desde aquelle teuipo al a pro-
mulgarlo desta lei A simples leitura deste ar-
tigo parece-nie que nao pode deixar duvida, que
o peticionario s tinha direito gralilicaco de-
pois da publicaco da lei, porque era direito as
leis sempre se cutcudeiu sera citiUi retroactivo,
una vez que na lei se nao laya essa deelaraco ;
aqui est o caso em que nos acharaos ; a lei nao
diz -era parte alguma que a sua disposiro lsse
applicada, cuiquauto aos vencitueutos aiuda uo
cobrados, posto que vencidos, antes da lei ser
publicada, nao se diz seinelhaue cousa ; logo o
peticionario spodia receber depois da le; bas-
ta ver a letra e disposiro do artigo I." para ver
que outra intelligencia nao he possivel: aqu
est o que diz o artigo (leo). 0 artigo i." uo fas
mais do que applicar aos anteriormente jubila-
dos a mesnia disposiro que se estabeleceo para
os professores em actiyidade ; ora, a disposiro
do artigo he quanto a futuro, logo tambera os
professores jubilados uo pdeni ter direito se-
no para o futuro, porque elles nao poden '
ceber mais favor tas razes voto contra a resoluco, e julgo que a
assembla nao pode recouheeer direito algum
ao peticionario, e que apenas pode (querendo;,
por um acto de favor, mandar pagar-lhe o que
elle exige.


%
O Sr. Nabuco:Sr. presidente, eu eslava re- Sequnda discussao das postura da minara de
olvido avot.ir silenciosamente, e nao fallara Cimbres.
porcerto, se, o Si-. dcputido, que meprecedeo, i Sao regei lados os artigos |. eS.
nu emittisse a ideia de que so por fazer favor | u Art. 3." Todo o que rizer cacadas, e pescar
ao peticionario, he que a asseinbla poda ap- laucando tingui, ou-oulros quaesquer vegela.-s
provara resolucao; ora, como pu votei na ses- venenosos nos ros, e pocos, cobrludo as agoas
sao fin que se tratou esta questao a favor do pe- I de imundiecs em piejiiho das pessoas,e animaes
ser apenado em quatro mil ris de inulta, e
quinzp dias de prisao.
Foi approvadocom asupprcss das patarras,
que fizer cassadas, e coiu a elevaco da mulla a
10^ rs. proposta peloSr. Taques.
O Sr. Presidente: A orden) do da pira a se-
guinte sessao he discussao do parecer da iuiii-
misso ecclesiastica sobre o requrrimento d(,
cabido 3.' do projecto n. 1 deste anno, 3.* do
projeclo n. 18 do anno de 1844, e coniluuacao
da existente. Est levantada sessao (Ero duas
horas.)
Cicioiiario, e nao o liz por favor, e siin porque
julguei, que elle tinha algum dreito; quero a-
gora expr porque eulendo que elle ten di-
reito.
Sr. presidente, odireitodo professor he fun-
dado na lei n, e com inuito boas razoe; por
quanto esta le he de interpretaco, e conforme
as rpgras iniis iiaturaes de direito, ella se re-
mulla .i data da lei interpretada A lei reconhe-
ceo (bein ou mal) qUe nao esta va no poder do
legislador o alterar as condices com que os
professores tinho sido prvidos; este principio
he o quelevou a asseinbla a derogar, ou a in-
terpretar aquella primeira lei; logo della sede-
ve tirar todas as consequencias, e as consequen-
cias sao, que todos os professores reeebo o or-
denado individamente. Este professor.aiudaque
prvido antes de 37, est na razio da lei; logo el-
le devereceber o seu ordenado, que lhe nao foi
pago: foi o principio que dominou na assem-
blea, bom ou mo; a asseinbla entendeo, que
os professores tinho um contrato bilateral com
a naco; e que elle nao podia ser alterado; as-
sini o deterniinou : logo o dreito do peticiona-
rio est mu tu claro, e eu por assim o conside-
rar he que approvo a resolucao, e nao por lin-
fa ser favor.
O Sr. Taques Sr. presidente, quando eu fal-
le-i expuz que a questao podia ser considerada
por duas faces; ou debaixo da relaco do nos-
so direito provincial, ou em geral quanto nos-
sa legislaco; que quanto a esta nenhuui direi-
to tinha o requerpnte que, se porui a as-
semblt'-a IIip quisesse fazer favor por motivos
especiaes, o podia. Quanto ao dreito fundado
na le a assembla nao lhe pode reconhecer tal
direito, porque na lei nao se lhe reserva; ella
diz ..recebero,falla de futuro,e nao de passado;
tallando do futuro, nao se lhe pode dar a appli-
caciio que sequer ao professor de que se trata ,
porque elle nao tem litisdiretos do que osou-
tros : sustento pois a minha primeira opino;
por favor pode a assembla votar que se pa-
gue, por direito, nao.
fOecupou a cadeira da presidencia o Sr.
Lace ida).
O Sr. Lopes Gama: Eu venho assignado ues-
te parecer, e justo lie que diga alguina cousa
em abono delle. Quando assignei, nao qniz fa-
zer favor ao peticionario, uirsiDO porque lh'o
nao podia fazer do que nao era meu; a vista do
estado a que tem chegado a discussao peco ve-
nia cmara para expr a historia destas duas
leis; eu aqui eslava, trabalheialgumacousa Hel-
ias, e estou bein lembradn, que, quando sabio
essa lei das escolas, se reconheceo que havio
professores antiquissiinos, como se costuma di-
zer do lempo do rei velho, queja tinho inuitos
anuos de servico, eque em virtude dessa lei fi-
cavo fura do favor que ella conceda aos de-
ntis; foi para evitar sto, e para garantir o con-
trato bilateral feito com os professores que essa
le se publeou; o contrato existe feito pelo go-
verno e alguns empregados e sempre exista ,
com a diilcrenca que d'antes era tatito e sus-
tentava-se e hoje he escriplo, e nao se cum-
ple; diz-se por exemplo os jui/es de dreto sao
perpetuos; e o governo muda-os todos os dias ,
e os pobres cuitados vio inulto anchos di/eudo
=viva a liberdade. Ora ineiisSrs., eu quero
mais obras e menos palavras: bein sel que Uto
nao vem pira o caso, mas he preciso dizel-o ;
sustento o parecer que assignei
.litigada a materia discutala he o parecer re -
geitado.
Segunda discussao do seguinte projecto.
A assembla legislativa provincial de Per-
nanibuco decreta :
Art. 1" O olliciode labello de apontamen-
tos, e protestos de lettras comnierciaes nesta ci-
dade ser dividido em dous.
Art. 2" stabrllies exercer.por distribui-
co, as attrlbuicoes dos seus empregos.
Art. S* Os tabelliaes entregarn ao portador
da lema um recibo ou conhecniento, contendo
o valor della, o dia do venciuiento e os nomes
do sacador e acceitante, a tim de o resgatarem,
logo que seja entregue o protesto.
Art 4" Fico derogadas as disposicocs em
contrario.
He regeitado o artigo 1., ficando prejudcado
o resto do projecto.
Primeira discussao do projecto, que trata da nia-
neira de dividir as tenas dos Indios da fregue-
zia da Eseada.
O Sr, Lopes Gama oppe-se ao projeclo por ex-
cntrico das attribuicdes da assembla.
He regeitado.
Continua a segunda discussao das posturas da
cmara de O linda.
He regeitado o artigo 5., sendo approvada a
seguinte emenda substitutiva Todo aquelle
que destruir, ou deteriorar o aterro do rio bc-
beribe, sollrcr a multa de 10 a 1)0/rs.; sendo
o concert feito sua custa. ~ Taques.
CORRF.IO.
CORRESPONDENCIA DA CIDADE E PROVINCIA.
Mais um assassinato eommettido pela gente
do governo \c- concillaran, isto he pela quadrilha
da praia e j se sabe com todas as garantas
para a impundade. Era sciu duvida para isto ,
era para assassinar livre c dcsassombradainen-
te que a gente do bacamarte tanto anhelava
ver no poder os seus correligionarios ; era por
nao poderem tanto salvo exerclar a sua inal-
vadeza que esses infames assassinos tanto fal-
lavo em bacamaries c punhaes Esto no po-
der do qual tem abusado com quanta- breas
teem, os insultos mais revolcantes nao teem, sido
poupados O despostismo mais estupido e feroz
pesa com toda a sua hediondez sobre todos os
hoinens, que se nao ciirvo as suas ordens c
nenbUin delles softre a mais leve oll'ensa en-
tretanto que o bacamarte que o gabinete de
2 de fevereiro pos as in.ios das seus partidari-
os vi todos os das vndiinando as tilcuas da
ordein porque he sto o que o HOMO governo
quer para anniquilar a oligarchia pie onsrn
por tanto lempo prender um pouco os bracos
aos malfeitores que boje desembarazados e
fortes na traico e no assassinio fazcm a cohor-
te em que esse governo se lirina.
Em dias da semana passada foi assassinado na
comarca do firejo o capito da guarda nacional
Trajano Targini milito condecido all pelos
seus sentiinentos auti-praieros. Esta victima
desgranada do furor dos cambaes que naque-
la comarca tantas diligencias tem feito por em-
polgar nieramente os cargos da polica dei-
xou dez Hlbose una viuva inconsolaveis, entre-
gues ao pranto edi.eii) quantoosseus infames
sacrincadores com satnico riso carrego de
novo o bacamarte que ha de levar a inorte a al-
giima nova victima ja indicada!
Nao sei o que mais Ibes diga quando tanta
illlici iiu me opprme o peito ludo o mais em
presenca de um facto destes he nada ; por tan-
to amanha fallare! em outros objectos de que
tenbo apontameutos.
capitulo 2." dos estatutos desla academia jurid- mente ; recebe anda alguina carga a iV rs. poi-
ca, ponho a concurso a substitualo da cadeira arroba de assucar, e passageiros por ter bous
de philosophia e geometra do cllegio das ai- COinmodos;tiata-se COIU o capito Mauoel Fian-
tes vaga pelo falleciuiento do seu substituto cisco Ramal lio ou com o consignatario Tho-
o bacharel Samuel Wallace Mac-Dowell mar- ', mazde Aquino Fonseca na ra do Vigaro nu-
ca ti do o pa so
deste
l.ig
de tres meses contados da data
mero 19. (
5Para o Kio de Janeiro segu com toda a
E para constar niandei allixar o presente no brevidade a bein condecida e veleira barca Fir-
mar do costuiiie. Secretaria da academia ju- meza, por ter a iiiaiur parte do seu carregaiiten-
to proinptO : para alguiu resto de carga escla-
vos a frete, e passageiros dirijo-se os prcten-
dentes a (andino Agostnbo de Barros praci-
nba do (lorpo Santn, (ii, OU ao capito Nar-
ciso Jos de Santa Amia. f8
ridca deOlinda, 14 de mareo di; 1845. Thomaz,
hispo director. (II
DECLARADO ES.
"^tWflHB
COMMERCIO.
A I. FANDEG A
J:88/744
2 =Avisa-se as pessoas que botarao na caixa
do crrelo cartas para diversas pessoas, e luga"
res abaixo relacionados sem terem d'ellas prl"
iiieiramente pago o respectivo porte como de"
termina a lei, 'queiro vir ao inesuio corrcio sa"
tisfazer este preccilo para ento poderem taes
cartas ser levadas ao seu conveniente destino.
Helaran das carias a que se refere o unHUH-
cio siiira.
Para Franca a Sra. Collin ; para Tcntuga, ao
Sr. Joo.Mauricio Wanderlc) ; para o Rio aos
Sis. Antonio da Costa llego' Mouteiro Antonio
Joaquini de Mello, Antonio JoaquilU de Santa
Auna Guilheriue Jaques Godefroes Joaqulin
Jos l'ereira Vianua Mauoel do Espirito Santo,
Mauoel Ignacio de Carvallio Mendonya Pedro
Jos dos Anjos Virgilio Joaquini Antonio, \ ic-
torino Jos da Cuiiha ; para //ahia para os Sis.
capito Gio Jfatta Pedro l'iulo de ampo; pa-
ra Macelo, para o Sr. Thomaz de Aquino Rosa ;
para o Porto Gilvo, ao Sr. Alexandre lavares de
Mello; para (oianna a Sra. 1). Anua Augusta
de Castro Accioli; paraParahiba, aos Sis. Fran-
cisco Mauoel Carneiro da Guulia, Victorino l'e-
reira Maia ; para Cear, a Sra. I). Victoriaiiua de
Freitas tfai'Ooza ; para o Para, aos Sis. Jorge
Rodrigues Sldrelro Jos Francisco Gomes dc
Paiva para o Maranho as Sras. I). Adlaide
Kudoxa Sarniento Francisca Pelona de l'arias,
e para OsSrs, Alexandre Thiopholo de Oarvalbo
Leal, JoaquimJorgeGoucalves, JoaquinRai-
mundo Crrela Machado, Joo Antonio Lima
Guimares; para Portugal, as Sras. D. Anua dos
Santos, c os Srs. Agostinlio Gomes de Mello ,
Antonio Ferreira Antonio Mximo Antonio
Nicolao Azevedo Antonio da lloclla Machado ,
Antonio Silveira Leal, Antonio Tboui Machado
Assis, Antonio Tavares Pacheco, bernardo Luiz
Vieira de Abrco Uoiningos Jos (oclho, Fran-
cisco Cordeiro Francisco Ferreira Francisco
Ignacio da i osta JoaquiuJos /fotclho Joo
Carlos da Costa Joo Mauoel tfarboza Joo
deMattos da Luz a Sra. I). Josepba de Jess ,
Jos Rodrigues, Jos da Silva Ramos Jos \ i-
cente Leio, as Sras. I). Luzia da Conceicao, Lui-
sa Mara Percha e os Srs, Luis Gomes \ leira .
Luis Mara de Moraes, as Sras. 1). Alaria do Car-
ino, Mara Joscpha Mara de Jess, Mara Joa-
quina eos Srs. Mauoel Gonealves Uloreira, Ma-
uoel Jos da Costa Vicente Antonio Este vio,
N. IS. Asearlas, que como as cima frem a-
chadas na referida caixa, nao seguro o seu des-
tino. (52

I. El LOES
2 Manoei Ignacio de Oliveira faz leilao de
400 barricas com bacalho, vindas do Rio de
Janeiro no bri^ue Competidor, por cunta e risco
do quein pettencer, no caes da Allandega, se-
gunda feira i o qual se vender pelo mais
que se adiar. (G
Francisco Severino itubello
fai' leilao to ai) barricas ele sanli-
lerior otialidadc ni
leiiao
tilias de superior qu,luaat
lols (\r uma e duas barrica hoje
o lioras Jd u.anhaa, ao p
(l7)s
do aico
neo da (/OuceicSoj por corita e
risco de quem pertcncei
Avisos diversos.


MA() PI.I'.IODIU)
Rendimento do dia 15. .
Descurrego hoje 17.
//rigueCompetidorbacalho, fumo e barricas
vastas.
/irigueEmprelteiidedor mercadorias.
//arcaM. Q. ofScots -ideni.
Sao seguidamente regeitados os artigos (i., 7,
8.u, 9." e 10."
Artigo ll. Todo o mscate, ou boceteira,
que vender sem apresentar blhetc de haver pa-
go o imposto estabelecdo no ^ 3.' do artigo 8.
da lei provincial de 8 de junho de 1836, pagar
de mulla 3flMM, alnido imposta serio recolhi-
dos a cadeia donde nao sabird sem pagar o(|uc
exige este artigo.
He regeitada a segunda parte do artigo, isto
he, as palavras alm do imposto serao recolhidos
&c, al ao liin, sendo aprovada a primeira parte.
He supprimido o art. 12.Igual sorte tem o
art 13, depois de haver o Sr. Maciel Mouteiro
observado que a postura se baseava em facto,
que se nao podia legalisar; porque nao ha mejo
chiinico conliecido, que mostr a lalsilicaco
do leite.
4 amix-m sao regeilados os artigos 14 e 15.
Terceira discussao dos artigos addicionaes das
posturas do lionitn.
Sao julgados prejudicados pela approvaco
das posturas da niesiua cmara.
Terceira discussao das posturas do Brejo. Sao
''pprovadas. i
PRACA DORECIFE, 15 DE MARIJO DE 1845.
REVISTA SEMANAL.
Cambios -- Ellecturo-sc transaces regulares
a25'/2 d. por 1/rs. havendo sacca-
dores a esta ijiioia^ao.
Assucar As entradas lorio regulares, c as ven-
das teem estado lirmcs a 1/050 rs. por
i ti. sobre o Ierro do eucaixado.e 2/550
rs. eiubarricado c cnsaccado.
Algodo Contiuuo limittadas as entradas e
por isso teem havido compradores de
4/40(1 a 4/500 rs a @. de 1." sorte e
3/000 a 4/ rs. de segunda.
Couros la compradores a 130 rs. a libra.
Azeite doceVendeo-sc o de Portugal de 2/000 a
2/040 rs. o galao.
Z/acalho Chegro 400 barricas do Rio de Ja-
neiro, que esto por vender : as ven-
das da semana foro (imitadas, eo
depozito he de 2,200 barricas nao
tendo soilrido alteraco d(- preco.
Carne secca chcgoii um carregainento de
4,000 arrobas de buenos Ayres, o qual
aiuda nao abri preco e com elle u
depozilo he de 24,000 arrobas tendo-
se vendido a do Rio Grande de 2/100
a 2/500 rs. a i^.
Farinha.de trigo As vendas contiuuo mode-
radas nao tendo havido entradas.
Dita de mandioca Vendeo-se a 5/500 rs. a
sacca.
Folha de landres dem de 21/ a 22/000 rs. a
caixa.
M.intriga dem a 60 rs. a libra da iugleza.
Presuntos dem a 10/rs. a g), dos do Porto.
FutesNao ha navios para (retar, por isso
teem apparencia de siibireui.
Tem diminuido a escaces dos niautinientos do
paiz, por ter entrado alguina fariuha,
tanto de fura como do interior:
Entra rio durante a semana y embarcafdes ,
e sahirio 17: existem no porto 41, sendo 2 ame-
ricanas, 17 brasilciras, l belga, 2 francesas, 1
dinamarquesa 2 hespanholas, 1 hamburgueza,
9 inglezas, 3portuguesas, 2 suecas c 1 sarda.
as-
4 Companhia de bebtribe.
Os Srs.accionistas da Conipanbia de 'ebiribe
hajo de realisar tima prestaro de 6 p. e., den-
tro do prazo de 30 dias contados dcsta data em
uiante. Bscriptorio da Companhia, 10 de .Mar-
eo de 1845.O secretario, U.J. Fernandes fanos.
Companhia Italiana
TIIEaI 1(0 l'IIILO-UIIAMA'l ico.
A C(iin panliia tem a honra de a il-
uminar .ni illusti e publico que se lia
eocarregadu para levar a scena no
dia
25 DO CORENTE
a bella c engranada opera
A EMatageui ua Post.
ftltttica do eelebre mestre.oceia.
1 Pl HLICACAO LITTERARIA.
Na praca da Indepeiidencia.livraria n. li e 8 su-
bcrevese por nove mil ris por anuo,pagos adian-
tados,para oArchivo Medico Hrasileirn=gateia
meiisal de medicina, cirurgia, e scicncias acecs-
sorias, publicada na corte do Rio de Janeiro, c
redigida por 27 doulores ein nicdecina, obra
utilissinia aos Srs. mdicos, cirurgioes e phar-
inaceulicos ; e geraluiente a todos os curiosos
destas materias. Sahc a luz una vez nicnsal-
niente; e cada numero consta de 24 a 32 pagi-
nas de impresso cm folio de papel de peso. (12
A VISO S M A III TIMOS
MOV MENT DO PORTO.
Navio entrado no dia 15.
Rio de .Janeiro ; 25 dias, polaca sarda Giove de
127 toneladas capito Joo Raplista Chiozza,
equipagcni 9, carga carne secca ; a Caudillo
Agostinho de Barros.
l=Faeo saber, que em observancia do art. 2,
4 A barca portuguesa Espirito Santo segu
para o Porlo no dia 23, e, se por algum motivo
nao puder seguir sua viageni, sahir iinprete-
rivelinente no dia G de abril: para o resto da
carga e passageiros, para o que tem milito bous
roiuniodos,irata-sc com Francisco Al ves da (i-
nha, na ra do Vigario n. 11 priinciro andar ou
coin o capito a bordo. (8
7 Para o Maianbo sai com brevidade u
brigue-escuna nacional laura, capito Antonio
Ferreira da Silva Santos ; quem no niesmoqui-
zer carregar, ou ir de passagem para o que
tem excellentes commodog, diiija-se ao Capito
a bordo, ou Novaes S, Compaohia, ra da Cruz
n 37. 6
Para Lisboa com toda brevidade, por ter a
uiaior parte da carga prompta o brigue portu-
gus Empnhendedor de que be capilao Francis-
co l'edro Ferreira; quem qum-i carregar, ou ir
de passagem, para o que teem mtiilo bous cum-
modos, dirija-se ao seu consignatario Francisco ,-.
Sevcriaiiuo Rabcllo, ou ao capito na praca do j'OSIlo
C"barca portugus, bella Pernambucana^^ P" ^ l5>'^CO, e ,,Or J.reCOS
sai para o Porto, no dia G de abril inipreterivel- razoaveiS. iy\
Sabio boj.- a lu/ o I." numero do Lioadoh .
peridico poltico da opposico em formato da
Sentinella ; vende-se na loja de livros da Pi-aca
da Independencia a 120 rs. a folha ; c ah mes-
mose recebein assignatiiras a razo de 2r0u rs.
por 20 nmeros.
2Mr. Vignes, labricanto de pianose aliador,
tem a honra de participar ao respeitavel publi-
co desla cidade, que inudou-se da ra da Roa-
visla n para a do Queimado n. 12, pritrielru
aodar, onde continuar afinar e concertar com
perflelo os ditos pianos, tornando-os cuino no-
vos depois de concertados tendo elle os preci-
sos objectos para esse flin,no s os avis-
tnentos, coeno todas as lerramentas deste olli-
oio. i|()
3 O P. F. C de L. e Silva continua a re-
cebar alumnos para a sua aula de primeiras let-
tras e gramnialiea latina, na ra Relia n. 45. (5
2 A mesa regedora da irmandade do Apos-
tlo S. Pedro desla cidade convida a todos os
rmosda niesiua irmandade, para se reunireui
no dia 26 do corrente mez de Marco pelas >.
horas da manha em ponto, no consistorio da
inesina irmandade, a flu de, reunidos em mesa
geral, deliberaren! a respeito da approvavaco
do novo compromisso, que ten; de reger a nies-
iua irmandade. ,9
=Sexla feira 14 do corrente na occasio d*
prociasao de triumpbo perdeo-se uma cravo
d'uiua cruz de ouro de caixa com o peso de meia
oitava pouco mais menos da/loa Vista aleo
Reeife: quem o achare quizer restituir que he
urna estilla de obra de caridade pois a dona
be pobrissima dirija-se a venda da esquina
da ra do Aragio que vira para a Santa Crus
11. 43, que sera gralilicado.
1No dia 10 do corrente desapareceo mu ca-
vallo ruco pedrs que tem o casco esquerdo ra-
diado que foi desaparecido da estrada de Joo
de //nos ; quem delle souber annuncie por este
Diario ouentregue no forte do Matto prensa
de algodo de .S'abaslio Jos da Silva braga
que ser recomponsado. rj
10 Sr. C. I. T, que trabalha de inarcineiro
em casa do Sr. P. queira vir a ra do Gol-
legio acasa que elle nao ignora pagar a quantia
de 37,470 rs., divida sua e do seu amigo Jos
Mara a quem aliancou; isto no praso de tres
dias lindos os quaes se usar dos nieios compe-
tentes a lini de que nao se retire para o Rio di
Janeiro sem pagar. ($
LOTERA DEK. S. DO LIVRAMKKTO.
4As rodas destaloteraandio infallivclmente
110 dia 10 de abril ; e os bilhetcs acho-se a ven-
da nos lugares ja annunctados. (4
3 O abaixo assignado faz ver aos Srs. que
tem peuliorc.K com o praso vencido hajo de os
vir tirar 110 praso de seis dias do contrario se-
rio vendidos para seu pagamento de principal e
juros.
Joaquim de Queirnz Mouteiro. (5
> Constando que o Sr. Joaquim Correa de
Araujo procura vender o sitio denominado Je-
qui, ou Rabo de Jequi a margein do rio Capiba-
ribe, o p das tenas do engenho Penada de-
baixo, o abaixo assignado faz sciente, que pes-
soa algunia, principalmente o Sr. Jos Xavier
Carneiro Rodrigues Campera, laca contrato
com o diio Sr. Joaquim Correa acerca daquelle
sitio, sem que priineiramente seentenda com
seu conslituinte o Sr. Francisco de Paula Mari-
nho Waiiderlev, morador no seu engenho .Inn-
di na rlbeira deUua, visto que dita propieda-
de se aeha peiihorada porque o dito Corra lhe
he devedor Filippe Lopes Nttto, procurador
bastante.
2Francisco .lose de Souza embarca para o
Rio de Janeiro os seus cscravos de nomes Bene-
dicto .-nonio e Scralini de Angola. ^
No armazeui tle assucar de
F. E. Alvea Vianna, na roa da
Sanza!avelban.i 10, liasempiede-
e bons assucarea
linos,pro-


4
A pessoa, que tirou por engao urna car-
ta, vinda do lile para H rraenegildo Ma celli-
no de Miranda queira tura bondado de a en-
tregar a seu dono.
Precisa sede urna preta, que eoter.da de
cosinha, para se alugar : assim como compra-
se papel sujo ou diarios effeotivatoeote; quem
tiver qualquer urna das cousas, dirjase a ra
larga* do Rosario n. 15.
Quem annunciou querer arrendar um en-
genho, dirija-se a ra da Trompe casa n 7.
Carlos Dubois, relojoeiro recontementoes-
tabelecido na ra do Cabugu dofronte da loja
de cera, tem para vender por proco muit > cora-
modo, relogios de palete, fngletei o suissos ,
de ouro e pratH, iclogios borisontaes, ditos wm
fabrica de platina em caixas de uuro ditos pa-
ra senhora, muito delicados, tanto de saboneta.
como de vidro ornados de podras linas ricos
transelinsde ouro, crranles para prender no
collete : igualmente participa aos seus amigos
e freguezes assim como a todos os que o qui-
lerem honrar com a sua confianca que esta
prompto para fazer todos e quaesquer concer-
tos dependentes do seu ollicio com todo o pri-
mor e brevidade possivel prometiendo deixar
satiseitas as pessoas, que o oceuparem.
Aluga-se urna casa na Solidado defronte
da igreja, com bastantes commodos, tendodous
quintaos, ocucimba sondo um pequeo mu-
rado o o outro grande coreado de limao com
muitas ruteiras e estas dando fruto ; na ra
Nova armasem n. 67
1 Desappareceo nodia I do corrente, do
sitio de D. Launanna, na encrusilhada do Man-
guind, urna cabra Ibicho, com os signaos se-
guintes; cabellos pretos, com malhas brancas
nacabeca e as duas inos oh fres grandes ,
orellias cortadas barriga grande, paitos cabi-
dos pari, ba pouco e anda tem leite; quem
della tiver noticias, annuncie. (ti
1 Precisa-se de Ion,, rs. a premio de dous
por cento ao rito*, dando se um moleque de
bypolheca ; quem este negocio Ihe convier, an-
annuncie por esta folha, ou dirija-so a ra dos
Quarteis, sobr*do do Sr. Joo Moreira Marques,
segundo andar 6
t Roga-seaoSr. J R. P. morador no
Atierro da Boa-vista baja de mandar pagar o
que est devendo, na praca da Boa-vista, ven-
dan. 18. (4
I A pessoa, que pretende comprar a casa
da ra da Palma, queira comparecer at as 9
boras da manha, na mesma ra n. S (3
1 Aluga-se urna casa no bairro da Boa-
vista, na ra do Seve n. 3, com bom quintal e
cacimba ; quem a pretender, dirija sealrazdo
tbeatro velho armasem de taboas de pinho ,
ouaiallarcomJoaquii.il. pes de Almeida.
2 O abaixo assignado fax sciente ao respei-
tavcl publico, que, tendo dado balanco na sua
taberna sita na travessa da ra Bella n. 8, do
dia II do corrente mez, e acbando prejuisus des-
pedio o teu caixeiro Manoel de tal o o abai-
xo assignado tendo noticia que elle anda co-
brando dividas pertencentes a uiesma casa, faz
sciente o abaixo assignado, que elle nao est au-
torisado para semelbaiile especulaco, eo abai-
assignado avisa a todos que bao devedores a
casa, que nao paguem ao caixeiro porque o
abaixo assignado nao Ihes levar em coi.u, quan-
do tiverem de pagar paguem ao abaixo assig-
nado, que he o dono da casa, visto o seu caixeiro
nao e < r autorisado a liar o que Ihe nao peiten-
do. Justino Antonio liaptista. (13
*i Samuel Pouver Johuston vai a Inglaterra-
3=Antonio Josda Costa Pinheiro retira-so
para fura da provincia 2
3 O abaixo assignado, mestre de ferreiro e
serralbeiro, tem estabelecido sua officina na ra
do Brutn n. 1; as pessoas, que de seu preslimo
se quizerem utilisar, duijo-so a mesma ra ,
que se promette apromptar com muda brevida-
de toda e qualquer obra com perfeigo u por
prego rasoavtl. Eduardo Walsh
2__ Os abaixo assignados l respeitavel publico e principaluieute ao seus
fregueses com quem teem transucoos que dei-
xoudeser caixeiro de sua loja desde o da do
corrente mez, o Sr. Custodio Pires da Silva.
Viuva de Adelo Antonio de Morues # C.
i Precisa-se de um rapaz Porluguez de 14
a Hi annos para caixeiro de urna venda, que te-
nba pratica e d liador a sua conducta puis
nao se olha a ordenado ; na ra do Uvramen-
to n. 3S, veuda junto ao lampiao se dir quem
precisa. 6
3__ O encarregado de oommissoes de com-
pras e vendas do pecas de ouro,/ prala e outros
objetos, para evitar o proiongau.ento nos ar-
tigos vendas, declara, que para o futuro so re-
cebe objectos de ouro, ou prata pelo justo e
concertado valor, cujo Meara declarado no reci-
bo, que o annunciante tem por costme passar
ao'dono dos objectos, assim como licai decla-
rado o mesmo valor na ordein, que estes devem
dar aquello para effeituar tal venda;ncsta conlor-
midade continua o annunciante a reseber, lano
para comprar, com para vende; rcornpro-so 3
cordoes de ouro de lei, com o peso do 10 oita-
vas pouco oais, ou menos cada um; para taes
negocios, todos os dias na casa n. i5 ao lado
do novo theatro. em palacio, das 6 as 1) horas i
da maoha, e de urna as 3 e raeia da arde. i
JV. B. contina-so a guardar o devido segredo I
para nao seren publicas precises particulares |
assim como se pede a toda e qualquer pessoa ,
que baja encarregado o Bnnunclante das n.en-
Clonadas commisses, e nao se ache satisleito
haja de o declarar por este Diario, ou por ou-
tro qualquer. (20
3 Aluga-se na ra da Moeda, bairro do Re-
cite, um armasem ; os pretendentes dirijo-se
a ra doCabug n. 16. (3
1 Precisa-se do 501 rs. por espago de 5 me-
ses para no flu delles dar-so O ? rs. e pas-
sa-se urna lettra; quem quuer dar annuncie. (3
I Quem precisar de um rapai Brasileiro
para caixeiro de ra ou outro qualquer esta-
belecimento dirija-se a casa de sobrado da
praga da Boa-vista n. 6. (4
(la Matriz do Boa-Vista.
llje 17 corre a mencionada lo-
'ena, liquen] ou nao bilhets, o res-
tante es tara o venda ate as 11 ho-
ras.
C O M P R AS .
3 Na ra da Aurora n. 26, compro se al-
guns pretos para trabalho de campo,e preerem-
su alguns, que saibo trepar em coqueiros. /'3
V E N D A S .
IVende-so mMito em cunta urna machina
de forga de 12 cavallos, nao s propria para ser-
rara, no queja servio, mas com todos os mais
pertences pa-a fundigo : trata-se com Nuno
Mara do Seixas, ou com Jos Maria de Carva-
Iho, na ra Nova, loja de louca. (7
M- Vendem-se eort-s do chitas finas a 1600
rs. cassa-chits a '40 rs. o covado, meias ca-
simiras de quadros largse de I i tras a 640 rs.
o covado, brins de quadros, de linho e de bom
gosto a 1400 rs. a vara algodo masquelado ,
muito largo, proprio para escravos, pelo barato
prego de >'111 rs o covado, dito de listras a 20
rs. cortes de cambraia lisa transparent a 3/
rs. dita em vara a 640 rs. cassa lisa u 400
rs. a vara luvas e meias para meninos e meni-
nas e outras muitas fasondas por commodo
prego ; na ra do Crespo, loja n. 11 de Jos
Francisco Dias. (11
1Vende se urna escrava crioula de idade de
14 annos com principios de costura ; em F
ra-de-portas ra do Pillar n. 108, das 6 as 10
horas da manha- (4
i Vende-se um sobrado de um andar com
grande quintal murado e boa cacimba, em chaos
proprios na ra das Trincheiras ; na ra da
Cadeia do Recile n. 2o, se dir quem vende. |4
1 Vendem-se borzeguins gaspeados para
hornero a 400 rs. ditos com meia gaspea a
\f rs., sapatos decouro de lustro para ho-
inein a 1% rs. ditos para senhora a 100 rs. ;
na loja da viuva Cunha Guimares na ra d.>
Crespo n. 12.
1 Vende-se um terreno no lugar dos Coe-
Ihos.com 80 palmos de (rente; no largo do
Torco n. 20.
1 Vende-se ou troca-se urna easa sita na
Passagem da Magdalena, antes de ebegar a pon-
te grande n. 29, tem muito bons commodos,
um grande soto quintal murado, cacimba
com boa agoa, sahida para o rio, com porto de
embarque em chaos proprios; troca-se por um
sitio, que tenba casa de vivenda ; a tratar na
mesma a cima. (8
i Vendem-seduas negrinhas de 12a 14 an-
uos, cosem mu bem e proprias para muca-
mas; urna preta engommadeira, cosinbeirae faz
rendas e bicos, por 300^ rs. ; urna dita de todo
o servigo e he muito boa lavadeira por 380/
rs. urna dita engummadeira, costureira e la-
varioteira muito ligeira para os arranjos de
urna casa ; urna parda de 16 a 18 annos, reco-
lliidd engommadeira e costureira sem vicio
dlgum, o que se affing; um cavallo com mui-
to bons andares e est carnudo ; na ra Dl-
reita n. 81. (10
1 Vende-se urna escrava, denago Mogam-
bique de idade de 24 annos, de boa figura, co-
sinha, eugomma, ensaboa, o lava do varrelli
no Alieno da Boa-vista n. 42. (4
1 Vende-se urna escrava crioula, muito mo-
ga de linda ligura, cose, cosinha eogomma ,
faz doces, bolinhos e po-de-l ; na ra do Co-
l..vello n. 59. (4
N.1 Vendem seos seguintes livros de medi-
ciua em franco<: Ansiau, clinique hirurgica-
le; Alibi 11, traite des Dermatoze; Kostau, cli-
nique medcale ; Andral clinique medcale ;
anatounu pathoiogique e traite de pathologie
interne; Dubois, pathologie genrale ; Kayor,
moladles de la peau favec atlas); Ollivier,
inaiadies do muelle pinire ; Bouillaud traite
sur les lievres essentielles; Boivin e Dugt, ma-
Udies de l'uterns,(avec atlas) Berzelins, cours de
chimic ; Cruveiluer, traite d'analomie; Bory de
S. Vincent, Zoologie de l'bomme ; S. Marie ,
formula ir; Broussais, examen de la doutrine
medcale ; Cooper, pathologiecbirurgicale; Sil-
vestre Pinheiro cours de Droii; todas estas
obras bem encademadas e por prego commodo;
na livraria da esquina da ra do Collegio. (14
1 Vende-se superior rap grosso e meio
grosso da fabrica de (asse do Rio de Janeiro ,
em libras eas oitavas ; em Olinda venda de
Antonio Feneira, confronte a cadeia e na de
Manoel da Silva Amorim ua ladeira do Vara-
douio. (6
RAPE IMPEBIAL.
Este rap de cor preta e imitando ao rap
de Lisboa, vende-se em libras e as oitavas nos
lugares seguintes: na ra Nova, em casa da Sr.
Joo Paria ; ra do Crespo, loja na escadinha,
de Marcellino Rodrigues Lopes ; ra do Cabu-
g, lojas do Sr. Bandeira e Joaquina Francis-
co Duarte; ra do Queimado, loja de Ferreira
.V livoira ; ra do Collegio loja de Menezes
Jnior; Atterro da Boa-vista, loja de Antonio
Jos do Reg ; rna da Cadeia do Recite, Guedes
e Mello; o seu prego he de > rs a libra e 30 rs.
a o la va. (H
J Na ra da Cruz n. 26 primeiro andar,
vendem-se charutos Primores em caixinhas de
cem cada urna ; estes charutos sao superiores
aos dellavana, Regalos Mamatibana e outras
qualidades, chegados no ultimo vapor. (5
1 Vendem-se 9 escravos, sendo duas negri-
nhas de 12 a 16 annos, com lindas figuras e
com habilidades, por preciso om moleque
pega de 16 annos; um preto de 25, proprio pa-
ra palanqun! ; 5 pretasde 20 annos, com al-
gumas habilidades ; na ra de Agoas-verdes
n. 22, segundo andar. (7
- Na ra do Sebo, sobrado n. 72, onde re-
side o marcineiro Eusebio, vendem-se duas ca-
mas de armagao, urna de condur com colxo,
e a outra de amarello, urna caixa tambera de
amarello, duascadeiras americanas, e urna ga-
mella redonda.
Vendem-se urnas excedentes postillas de
direito natural, para os caloiros do primeiro
anno da Academia de ulinda por barato pre-
go ; oa ra da Madre de Dos n. 37.
Vendem-se saccas com milho por prego
commodo; na ra da Sonzalla-velha, padaria
n. 98.
Vendem-se 3 moloques de 14 a 18 annos ,
de bonitas liguras, um delles he sapateiro e
duas escravas de nagao de 20 a 28 annos en-
gommao, cosinho e lavo de sabao ; urna ne-
grinha de 12 annos, propria para costura, e
um cavallo rugo-pedrez, grande muito novo ,
est carnudo carrega baixo at meio, proprio
para carro ; na ra das Cruzes n. 41, segundo
andar
Frederico Fremont, afinador e concerta-
dor de pianos tem para vender pianos com
muito boas vozes ; tambera tem pianos para
alugar; no Atierro da Boa-vista n. 5, primeiro
andar.
Vendem-se medalhas anneldes de ouro
de lei com esmalte, enfeites e gas de ouro pa-
ra cinteiro de meninas, argoliuhas para ditas,
urna bengala de unicorne com cesto de ouro ,
transelins e cordoes Conceigo e S. Braz de
ouro urna caixa de msica uns coraes encar
nados com enfeites de ouro para braco brincos
muito baratos, bonitos alflnetes e botes para
abertura de ouro, com diamantes e esmaltes,
um ponteiro de ouro para ligo, urna correnti-
nha de bom gosto para relogio; as Cinco-pon-
las n. 45.
- Vendem-se ameixas a retalbo, e em caixas
de 6 libras e peras seccas; na ra das Cruzes
n. 40. (3
Vende-se um braco de balanga grande
com conchas e correles de (erro, dous pares de
esporas de latao, modernas, duas conchas de
pao, novas, de balanga grande urna porgao de
caixas vasias do Poito todo o negocise lar;
na ra das Cinco-pontas o. 160.
2 Vendem-se boas saccas de farinha por
5800 rs. ; na ra do Vigario, venda n. 14. (2
2 Vende-se larinha de S. Catlianna em
oaccas, e aos alqueires a bordo do biigue S.
Manoel Augusto, ebegado prximamente de S.
Calbarina ou na ra de Apollo n. 18. (4
2Vende-se urna clarineta muito boa com
14 chaves; na ra Nova, loja dos Srs. Dedier
Kobertt Companhia (3
Vendem-se superior larinha de Mag, che-
gada ltimamente do Rio de Janeiro em saccas
do alqueire, por preco commodo ; na ra de
Apollo o. 2, armasem da Gomes & lrmo. (4
Noa;masein de deposito de vi veres,na ra
da Praia, boceo do Carioca, poi baixo da Socie-
dade fhilo-Tbalia vendem-se 11 lerros Iran-
cezes para cortar flores finas, sao abertos em al-
to relevo, e corlan 12 flores de cada um vez ;
tambera se vendem duas imprensas de impren-
saras olhas para as mesuias sendo um a de
metal e a outra de pao ; qualquer senhora, que
as pretenda, ou quem quuer mandar cnsinar
alguma menina a arte de florista, annuncie a sua
morada ou dirija-se ao dito armasem. (10
;Vendem-se dous piano borisontaes, de
boas vozes e quasi novos ; na ra do Collegio
n. lo, das nove boras da manha as 4 da tarde;
e muito em conla. 4
U Vendem-se saccas com gomma ; na ra
da Cadeia do Recile, por cima da loja de cam-
bio n. 30 3
3_ Vende-se elIectiv8meote cal branca a 1600
rs. o alquoire da medida grande dita preta a
a 360 rs. pela mesma medida e pela medida
nova a 280 rs. ; no armasem do Sr. Nicolao Ro-
drigues da Cunha, na ra da Florentina. 5
3 -Vende-se um novo sortimento de calgado
de todas as qualidades, chegados ltimamente,
ludo por prego commodo ; no Atterro da Boi-
visla, loja n. 24. .'4
3_ Vende-se um ptimo sobrado de 2 anda-
res, mui bem construido o muito fresco, por bo-
tar de rna a ra, livre e desembaragdo. sito na
ra do Amorim o. 17; a tratar no mosmo so-
brado. (5
H Vende-se urna venda com poucos fondos
e muito propria para qualquer principiante, na
ra do Amorim o. 17; a tratar na mesma ven-
da. (4
3 Vendem-se saccas de milho, ditas de ar-
roz pilado, ditas de farinhv ludo por barato
prego ; na ra da Cadeia Volha n. 8. :3
3Vendem-se lijlos de a I venara grossa ,
tanto por milheiro, como a retalho, por preg
muito em conta ; no armasem pordetrazda ra
do Caldeirero n. 4, que flca defronte do arma-
zem do Amorim. (5
Charutos Begalia.
Acaba de chegar um esplendido sortimento
desta celebre fabrica da Baha ; na ra da Ca-
deia do Recile 3. 46, prego rasoavel. (4
5Vende-se urna morada de casa tarrea na
ra da Palma ; a tratar na mesma ra n 8, das
6 ateas 10 horas da manha. (3
'Va grande fabrica de licores do Atterro da Boa-
vista n. 26.
10 Acha-sesempre grande sortimento dolo-
das as qualidades de licores desde o mais lino
at o ordinario de 160 rs. a garrafa assevera-
se que os licores imitao perfeitamente aquellos
que veem de Franca ; tambom existe grande
sortimento de genebra tanto em botijas como
em caadas ago'ardente do reino o de fran-
ca dita de aniz espirito de 36 graos cha-
ropos de todas as qualidades para refrescos di-
to feito da verdadeira resina de angico excel-
lente para todas as pessoas, que padecem do
peito ; na mesma fabrica se encarrega de qual-
quer encommenda de charopes licores e agoa-
ardentos, tanto para a provincia como para
exportago; as amostras se acho sempre fran-
cas aos compradores e os preQos sao por me-
nos do que em outra qualquer fabrica. '19
3 Vendem-se cavallos, sangro-se e curo-
se ; na ra da Concdgo da Boa-vista n. 60. i
Ven'ie-se sal tle Lisboa de
muito boa qualidade a bordo do
brtgue JS. S. da Boaviagem ; a
tratar na rna do Viga rio n. 11,
Vende-se a venda n. 11 em
N. S do Terco 5 a tratar na mesma,
que se far todo o negocio.
ESCRAVOS FGIDOS.
2Fugo no dia 11 do corrente urna preta da
nome Rosa, representa ter 3o annos estature
regular bastante reforjada, cabello corlado de
pouco ; levou saia do ehita escura e cabego ;
quem a pegar, leve a ra da Cadeia Velha n.
30, ou a Olinda, nos Qualro-cantos, loja defa-
zendas que ser gratificado. (7
3 No dia 9 do mez do Fevereiro do corren-
te anno, fugio urna preta crioula, de norae Cui-
ta Alna da Baha, representa 25 annos de ida-
de sabio vestida de saia e panno preto, de boa
estatura tem o corpo bem feito. bastante preta,
e bem fallante. So alguem a quuer comprar,
procure sua senhora, na ra Nova n. 58, segun-
do andar, que far negocio ; o quem a pegar ,
leve a dita casa, que ser recompensado. /j
i No dia 6 do corrente fugio urna preta de
nagao, de nomo Francisca cora um taboleiro
compridocom frutas para vender, he mui-
to conhecida com os signaos seguintes ; tem
falla dedentes na fronte do lado superior es-
tatura ordinaria secca do corpo,suspeila-se an-
dar pela Boa-vista ; levou panno da Costa ve-
lho e vestido do chita desbotada; quera a pa-
gar, leve a ra da Cruz n. 2, que ser recom-
pensado. (8
1 Do sitio Henifica junto a pontesinha dos
Remedios desappareceo um escravo de nome
Paulo, do nagao Cagange ou Camundongo,
com os signaos seguintes : estatura regular, ca-
ra um pouco redonda, orelhas pequeas, pouca
barba, cabello crescido, e um tanto veimclbo,
quando olha mostra-se um tanto bisonho, tem
um pequeo alejo era um dedo pollegar da
mo esqueida, mi din ila.de um penarigo, he
bastante bugal ; levou camisa eceroulas de al-
godo da Ierra, chapeo de palha ; esto preto he
oleiro desdi: moleque : rogu-se a todas as auto-
ridades policiaes e pessoas particulares, por
quem p'-ssa ser encontrado o mandem pegar, e
eutregar no dito sitio ou na ra dos (juarteis
da Polica, casa n. 18, que sor recompensados
generosamente os approhendodores. (12
i No dia ll do corrente desappareceo urna
escrava de nome Rosa de nago Reoguella ,
com os sgnaes seguintes : falla manga parece
criouli, gorda, estatura regular, denlos abertos,
urna cicatriz na testa, que paree ser um talhu
muitoanligo, e era urna das perua* tem outra
cicatriz, que parece talho, ou chaga, ponas un
lauto arqueadas, e inutula-se forra; levou ves-
tido de linho do riscus azues, cabego j roto ,
cabello coi lado, ha pouco c bstanlo rente;
quem a pegar, pude loval-aa cidade do Olinda,
loja dosQuatro-cantos do Domingos Jos AI ves
da Silva, ou na ua da Cadeia do Recita n. 30 ,
quesera bom recompensado. 12
1 l'ugionodia 14 do corrente um mole-
que de nome Jcs cuinos signaes seguintes,
do idade de 18 annos alto secco do corpo ,
beigudo ps grandes e apalholados, quando
anda mlleos joelhos para dentro ; quem <: pe-
gar, levo a seu senbor Cuilhermo Soares Boto-
Iho cora armasem de carne n. 1, que ser gnww
lirado. 8
l'EHfi} TYP DE M. F DE FARIAlb-'p.


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