Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05535


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Full Text
Annode 1845.-
Sabbado 15
WCSBM
ni
0 IHm'I' < Virt-ic linio o iliti qne b5o foreua santificados : o prego da aaeigaalura
de i!e t'e mil ri. por qusrtel pifo adiera.los O snnuncios .los ii;n ( rssao He -U 'fin I'or I'"''- 't'' "''" em '.VP differenle, e as repetices peU amelada O
.tu naoforeea eeipunt-s peg3o SOrejapo-linlia,4(>U. typo differenle, por cada publicacao.
PARTIDA DOS CORREROS TERRESTRES.
fjourtu.e l'-.ijrb, ee^undase eextae (iras.Kio Grande do Norle, chega 8 e 2; > pat-
io .1 1". -' Cabo, Serinhaena, RioFornaso, Macer, Pono Cairo, a Alagoae: no 4.
Ma 43a 8S dito. Cidade da Viotoria, quintas fairaa. Olinds lodos os diaa
DAS da semana.
ii) Seg e.Melito. And. do J. de D. da a. .
.; i Teroa s Car.dido. Ral. aod.doJ. da i).il4. .
1_ Quir:. s G gorio. And J. da I). da 3 t,
1 j i}uint, Eufruia And do 1. da I). da 2. t.
4a Sai- Mal ildes. Ad. do J. de D. da 4. ra.
45 Sak s Ilenrique Bal. aud do I i.'a D.i'a !. v.
i'< Do-., de liamoH. a. Crriao.
-, 11III II II i I MlllllllaaaaaaaaaaajaaatjjjjaaaaajaaaaJM
de Marco.'
A mo XXI. N. 61.
^Xuiu "i iikpanu da atol awasoa; da oes prudencia, o>drsa, etrtrgia : *>-
Unueaaoj toaeo pnnoipiaaaee e rtai asoma.!). oos adejir..o anira aa n-;oei maia
oullaa.
(Prodaeaagiw da Aaeimie keraj. do *jul.
cambios lu |i, i i dk Kiayu.
Caaskioia.braLotKira' '.'5 4|.> Our--Mede ds 0,400
a Pars 672 res por franco
a LilboalJOpor U'j depr.ni
Moedad aiibre ao par.
Idaaa da letras .'le boae 6raaaa 4 pui 0|o
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Crerteme 45 as 14 horas cjl da larde I MiafMBU 30 as J horas a 44
Premmmr f hoje.
t ime"a aa 1(1 horas 6* asa da raanhia | .-; 11 n. i a es 1 horea e I ; minlo da t
DIARIO DE PEBNAM
at,tit.tilti&XX.\-flS!..-z.*i>.*rtBkX ::.:. w ^naamc .y, .-: -.
JJ&U^tilVBBBOSSZXSl^ ____
2j;.i:.Trs". ivrxzxzx.ti&jx*
PARTE OPPICAL.
GOVERNO D\ PROVINCIA
t'onliniiai'o do expediente dn dia 4 do corren te.
Ollicio Ao commandante superior da guarda
nacional d'oste municipio, siga ideando em ad-
di lamento ao ollicio de 7 destemoz, que na tro-
pa, que tem de arrumar para aconipanhar a
proesso do Senhor dos Passos, ser a compa-
nliia de cavallaria substituida pela de guardas
nal onaos destacada.
Portarla Momeando o bacliarel .los Ray-
iiuindo da Costa ataeses para o lugar de Io sup-
pente do jais municipal da segunda vara desta
cidade, ha muito vago. Commiinicoii-se ao
presidente da relaeao, e ao jui municipal da
segunda vara.
bitaMandando passar patente para o posto
de inajor do 1' batalhiio da guarda nacional do
municipio de Goianna, vago por se haver mu-
dado do tormo o individuo, que o exercia, ao
bacharel Joao de Caldas Ribeiro Campos. Coni-
inunicou-se ao commandante superior interino
da guarda nacional de Goianna, cao promovido.
OllicioDo secretario da provincia ao Io da
assembla legislativa provincial, aecusando re-
niessa das coutas da receita e despeza das ca-
ntaras inunicipaes d'esta cidade, Olinda, Victo-
ria, Goianna, Po-d'alho, Lintoeiro, Iguarass,
/i'onio, Urejo, tambres, Garanliuus, Floros c
lloa-vista no auno municipal lindo; e a dos res-
pectivos ornamentos para o auno futuro
lili ni do da 5.
PortaraNomeando director interino do ly-
ceo desta cidade, por achar-se impedido o ef-
fectiv, e o professor de rlietorica, ao de dese-
nlio, Januario Alexandrino Rabollo da Silva Ca-
neca.Paiticipou-se a thesouraria provincial.
dem do dia (i.
Oflicio Ao inspector interino da thesouraria
das rendas provinciaes, oxigindo em consequen-
cia de requisiciio da assembla desta provincia,
una rela(iio das dividas activas d'aquella the-
souraria, com declarafo do devedor, valor da
divida, objecto, de que proveio, titulo, em que
consiste, poca do vencimento, c estado da ai
recadafio judicial, ou admiuistrativa.
DitoAo Exin. e Rui." blupo diocesano, podin-
do, para transmlttir assembla legislativa pro-
vincial, que a exigi, a instuiciio do reeollii-
jiieato da Gloria d'esta cidade.
PortaraMandando passar patente ao capito
Jos Antonio ala Porciuncula Laage para o posto
de inajor do I" balalho da guarda nacional do
municipio do Bonito, vago por fallecmenlo de
Andr /Varbosa de Mello. Coiiiiuuncou-se ao
chele da logiao do Bonito.
OllicioDo secretario da provincia ao 1 da as-
sembla legislativa provincial, enviando as con*
tai da receita e despezada cmara municipal do
Rio Fonnoso, e o respectiva orcamento.
DitoDo inesnio ao dito, remetiendo, infor-
mados pela cmara municipal do tVuuito, dous
ofncioa do visarlo do Altinho, em que pede ex-
plieacdesda linha divisoria (le sua freguezia, es-
tabelecida pela le provincial n* l.'l.
dem do da 7.
OllicioA' Francisco Antonio de Oliveira, pre-
venndo-o, deque na eneoniinenila do grande
lustre que S. me. te prestou a mandar vir da
Europa para o lugar que no thentro nacional
est reservado aos espectadores, (levo ter atten-
co que esta parte daquelle edificio tcm as
mesnias diinencei de un cilindro recto de
base circular, com 75 palmos de dimetro e
(id de altura.
DitoAo -2 commandante geral do corpo de
polica, ordenando, que, em quanto durar o
concert da pontela ruada Aurora, faca postar
all nina sentiiu lia rondante com obiigaeo de
evitar, que atravessein canoas jielo canal, sobre
.pie esta construida a mesilla ponte.Commu-
nicou-se ao presidente da cmara municipal
desta cidade, queassimo havia requisitado.
DitoA' administracSo dos estabelecimentos
de caridade, approvando o contrato de ai renia-
ta9ao, por que Manoel Joaquim da Silva, sob ll-
anca de Francisco Antonio de Oliveira, obrigou-
se pagar pela Una do Mogueira, durante seis
anuos, a renda animal de 1:21:5/000 rS.j c bem
assim os de arrendamento das casas do becco
doQulabo n.8, ra de Manoel Cocn.324, e
dita do Padre Floriano n. M.
Dito Do Secretario da provincia ao 1." da
Assembla Legislativa Provincial aecusando
remessa dos estatutos do recolhiuieuto de Kossa
Senhora da Gloria; declarando, que nao existe
na Secretaria a inslituico do mesino recolhi-
incuto; coiiiinunicando que pedio-se-a ao
Exiu. e Hem. zVispo Diocesano para se lli'a
transmlttir; e enviando copia da corresponden*
ca havida seinclhantc respeilo entre o Exm.
presidente e o inesnio Exm. Diocesano.
dem do dia 8.
0(tico Ao Subdelegado de Una declaran-
do que antes de roce be r O sen ollicio que
acoinpanbou as representafdes dos povos e
pessoas principad d'aquella freguezia o da de
Agoa-Preta em que pedio a couservaco na-1
quelles lugares do Reverendo Prefcito do Hos-
picio de Nossa Senhora da Penlia l'r. Placido
da Messina o socoorros pecuniarios para a re-
ediflcacSo da capella unir da matriz da 2." das
mencionadas froguezias j havia providencia-
do respeito.
Ditos Ao Commandante das Armas o ao
Coininissario Pagador scientilicando-os de ha-
ver S. U. o Imperador prorogado por mais sois
meces a licenca que tinha concedido ao teuon-
te-coronel do estado maior de 1.* classe do exer-
cltO, Antonio Pedro de S Barreto.
Portara Ao director interino do arsenal
do guerra ordenando que na noute de hoje
(8i e as dos dias 0 e 10 d'este mez mande Ilu-
minar o palacio da presidencia pelo faustissiuio
as cimento d'unt Principe, que S. M. A lni|>e-
ratriz deo luz no dia 23 de fe ve re i ro p. p.
-1---------- ._ll">;
EXL ERTOR.
CORRESPONDENCIA DO DIVRIO DE PERNaMUHOO.
Par:, 30 de Janeiro.
F^st passada a tempestada; porm o estado da
atmosphera poltica ainda nao pronielte dias se-
renos. Terminou a discusso do voto de gracas
em urna e outra cmara e terminou precisa-
mente segundo eu tinha previsto ; isto he sa-
lando o ministerio victorioso em ambas ellas. A
maioriada cmara dos pares Ib i de 1")3 votos con-
tra 39 ; quanto da cmara dos diputados, an-
da que a votacao final sobre a lotalid.ule do pro-
jecto dsse 21b' votos contra 33 o Jj mais essen-
cal do inesnio projecto apenas passou com nina
malaria de 213 votos contra 20;">. Tal he em pou-
cas palanas o resultado desta campanha ; po-
rm as particularidades e circumstancias dol-
a ha umito que considerar.
Anda que o syslema representativo liaj.i de
durar em Franca mil anuos, mais do que tem
durado, nunca mais se bao de tomar a ver ano-
malas como as que tiveruo lugar na discussao
do votos de gratas de 18t. bate lu para o ministerio una completa derro-
ta. Mostrou-se com argumentos, a que uenhuiu
dos ministros respondeo, que os interesses do
paiz havio sido completamente abandonados
na grande questo de Maocos : provou-se ,
que o tratado de Tnger, ou era urna nodoa na
historia da diplomacia francesa como Me eh.i-
mou Dupiu ou completamente ilusorio, como
fez ver ieaunionl: deiniinstrou-se, que as di-
fereucas suscitadas por causa dos acoutcciincii-
los de Talj, a honra e a digiiidadc da Franca li-
uho sido inlcianiciite sacrificadas Inglater-
ra; e nao obstante ludo isto, o ministerio, cons-
tantemente batido as dscusscs sabio cons-
tantemente victorioso no escrutinio Anomala
como esta he a pi nucir vez que apparece na
historia de todas as discussocs parlamentares, e
ha de ser provavclinente a ultima. Porm a ex-
plicado do milagre nao tem a minina dillicul-
dade. PoserSo-HC as consciencias em alinoeda;
a que se nao pude comprar por 2" coinprou-so
por 30 ou por -l ; prouiolleo-se aos deputados
o sol por nascer e a vida eterna e ludo quan-
to ellos quzeio ; e empregaudo desta maneira
o que em liiigoagem parlamentar se chama syB-
teina de trausaccoes e em portugus comes!
nho svstema de corrupeo obteve-se que os
interesses da naco losseiu substituidos pelos
dos representantes dola, e que os de|iulados fc-
chassom os ouvidos as vozes da coiiscicncia pa-
ra so os abi irein s inspira(Ocs do nteresse par-
ticular.
O episodio mais iulercssante deste poema foi
a discussao consista na approvaco da poltica do gabinete
relativamente as conoessdes feitas a Inglaterra
na questo de Taitj. O deputado I.eao de Ma-
leville appresentou una emenda era sentido
contrario pela qual o governo licava micha-
mente inhabilitado para poder pagar ao missio-
nario Pritchard a iiidemuisaco, <]iie llie tinha
sido proinetlida. Tanto u autor da emenda, de-
seuvolvendo-a como os deputados iVillaut, Du-
faurc o Oililon /arrot suiteiitaudo-a zcro
ver com a ultima evidencia, que, leudo sido Pri-
tchard inauifeslameiite aggressor e aggressor
gratuito teudo sido obra sua a guerra, que se
ateou entre os fraucezes e os indgenas sen-
do elle por consecuencia visiveliuente reo de
todo o sangue que nella se denuinoit se-
ria o cumulo do opprobrio e da vergonha se
a Franja insultada e ollendida por mu liomem,
<|iie ueiii ao menos tinha carcter publico em
lugar de exigir reparactida ollnsa o o castigo
exeiuplar do culpado ainda em cima (he pa-
gaste o crime que coinmeltcra. A conviecoda
cmara depois desies-ditterentei disoursoapa-
receo completa a julgar-se pejas frequentes
inli'rrupcoes do adheso que durante elles par-
tiro de todos os lados da cmara sem excep-
co dos bancos da uiaioria ; o foi debaixo da
impresso que elles produziro o que (jui/.oi
debalde prOCUTOU altenuar com un discurso pal-
lialivo, que a volaco teve lugar. \ otou-se duas
vesos. A priiueira volaco foi unnimemente
regeilada por duvidosa; quanto segunda, dc-
clarro os 3 secretarios da maioria (jue a emen-
da linha cabido e doclarou o secretario da op-
posieo apoiado por grande n. de vozes que
pelo contrario liaba passade. I.evanlou-se |>or
este motivo grande alteraeo ; porm o presi-
dente, sem fazer dola o menor caso, procla-
nioii a regeifo da emenda e desapparecio
com tal preeipitaeo, que at Se esqueceo de
encerrar a scsso antes de partir. No niesnio
momento surgiro reclamajoes sem cont con-
tra decisuo to evidentemente marcada pelo fer-
rete da ui f ; mas a cadeira da presidencia
eslava vaga, e de presidente nao havia noticia
iiein rasto delle. Procuraro-o por toda a par-
to e nao foi possivel encoiitral-o. Vingueni
vio quando sahio nem por onde iieiu de que
modo. Parecoo que por virtude de algum ta-
lismn se havia tornado invisivel, achando-so
com tudo presente.
E porm o motivo de escaudalo to inaudito
noeradilficil de perceber. Hejeilada a emen-
da ou com razo ou sem olla devia o ^ to
projecto por- so a votos ; osea votacao tivesse
lugar estando os nimos dispostos de tal ni.i-
neira, a derrota do gabinete era provavel. Tra-
tava-se por tanto de ganliar lempo o de dal-o
ao governo para poder recuperaros desertores ,
e para tornar a por em ordeui de batallia os ha-
talhes que comecro a "debandar-so. I'oi o
que realmente acconteceo. .No dia segunte pos
o presidente a votos o<^ em discussao. Bilaut
subi tribuna para adnioestar a cmara so-
bre o que llie cuinpria fazer, Se adoptis o *,
disse elle leudes approvado as eoneessocs fei-
(as pelo gabinete a Inglaterra ; mas >c tal hi' na
verdade a vOSSa opinlao, he preciso que ao me-
nos ti'nhaisa eoragem dola. I.ouvai em voz al-
ta, ou condemuai pilo silencio; Iciubrai-vns po-
rm que cima dcsl.t cmara ha outro juiz mais
alto ; o que qucni vos vir approvar actos laes .
dever julgar-vos capaz de approvar ludo.
F.sta especie de desalio proposto pelo orador da
opposico foi aeceitado pelos deputados da maio-
ria com nina especie de ciilhiisiasmu plircuc-
lico. Todos t lies protestro que eslavao promp-
los a couibatcr com a viseira erguida ; o o mi-
nistro Diiinou subiudo .i tribuna declarou
que o que o ministerio quera era com elleito
mu voto publico manifest e destituido de
toda a sombra d'equivoco.
Tratou-se por tanto de votar....Cousa verda-
deramente incrvel o inesperada Viute depu-
tados da inaoria tiuliao requerido o escrutinio
secreto! Aquellos que jiouco antes lano bavi-
iio arrolado de cragein a toda a prova ero os
luesinos que pedio ao inxsioriu do escrutinio
o segredo da sua opinio! Eslava presentes
4'Xi deputados : 15 dtdli'S, todos da inaoria ,
nao qulzero volar ; dos uniros sahiro 213 bo-
las brancas a favor do gabinete o 20,"i contri
elle.
Apenas a opposico vio este resultado ficou
como se a cabeca de .Medusa a tivesse petrifica-
do. Todas as emendas que havio sido oHere-
eidas lo rao iuiiiicdiataineute retiradas por
seus autores de maneira que todos os oulros
^ alcm do 3." (cousa vista pela primeira \<-t,
l'ro votados sem discussao.
V votacao final sobre a loialidade do projecto
foi anda mais curiosa. Dos dcpulados presen-
tes sil 249 qulzero votar; de surte que, tendo
sido, ha pouco, a maioria do governo apenas de
S votos, agora reuni 21 contra 33. Estes l-
timos Ib rao os nicos deputados da opposico
que cuinpriro com o seu ui.uid.ito : dever-se-
Ihes-hia fazer como fez o senado romano de-
pois ila balallia de Caimas, que decrctou .ios
cnsules agi.idecinicntos pblicos, porque nao
tiiibao desesperado da repblica.
Seria preciso estar em Pars para poder fazer
ideia da irrilacao publica, quando se soube o
resultado da volaco relativa a indeiuuisaco de
Pritchard ; porm quera esta do longo, algum
juizo pude l'azcr do estado da opiuiao publica pe-
la lingoagem da iinpreusa iuiparcial. Kis-aqui
oque di/- a Prose, l'olha redigda porumdos
mais UOtaveis dcpulados da maioria : .Nesie
di.i deseco a Franja cathegoria de potencia de
segunda ordem, perdendo o seu carcter de
grande naeao sem lucia, sem halallia o sem re-
vs. .I;i nao ha seno3 grandes nanies no mun-
do: a Bussia, a Inglaterra eos Estados-Luidos.
Quanto aniiiii, nao posso deixai de considerar
o tacto como una ealainidadc gerai ; porque se
a Franca com tantos lucios se sugeita a indigni-
dades dcste calibre, que ho de fazer as outras
naces que nao teoni as mesnias possibilidadesde
resistencia.' O pruccdiinoiito do governo fran-
cs equivale a um privilegio de iinpunidade con-
cedido aos agentes iuglezes em loda a parte.
Ciada um delles poder d'aqui em diaulc revolu-
cionar a sua voutade, e hostiiisar oguvorno do
paiz em que es ti ver, porque o resultado dos ,ii-
teiitados que coinmetter ha de ser urna indemni-
laco com que se IhC pague o nial que livor fe-
lo, no caso de ser expulso do paiz, ou incouiuio-
dado de outra maneira na excoucoo de seus pla-
nos. A prova ella aqui est bem a mo. Hoje
mesina constou aqui que o ((overnode Hespanha
mandara ordem ao capito general da illia de
Cuba paladar satisfacao ao facanhoso Tuinbull,
o iudoniiiis.il-ii pelos prejnizos que llio oaiisou a
sua expulsao da Na. Felixnieiite o govornador
he hoiiiom de mais eoragem do que Cuizot, e
tr.ilou de llludir i ordem a que llio iko era pos-
sivel desobedecer, (.omnieiieo o negoci ao pri-
meira assessor, o este I,i esl.i rovolvendo os autos
daeconspi ruedes de negros machi nadase dirigidas
pelo mesiuoTiirnbiill, que foi apanhailo fron-
te delleS com as anuas na mo, alim de ver por
elles a qualidade de indemnisa(o que llio com-
pete.
De resto lie Impossivcl que o procediinento da
maioria da cunara, ou .antes da influencia que a
fez obrar, fique iinpi...... J estou vendo braniir
a Franca quando souber a maneira indigna por
que os seus representantes acabo de compor-
tar-de nesta questo ; e. ou eu me engao mui-
to, ou a causa de Ilenrique \ ganhoii em Fran-
ca oiu un su di.t milito mais doquoem todos os
14 .iiiiiii-. passados.
31 de Janeiro.
A Insignificante maioria de 8 votos, ooni que o
ministerio sabio da grande lucia (la discussao do
voto do gracas, tinha feito suppOr a todas as pes-
soas de Juizo e de carcter que ou dlssnlverlaa
cmara, ou se i 'tirara. Este ultimo era com ct-
I feito o partido que Guizot quera tomar,e aquel-
I le que o duque de I roglie, eonsultado a oslo ros-
ipoito, Iho acons Ilion; porm Dchate!, ninis-
I tro do interior, tomn sobro si a grande empre-
sa de reconstituir a maioria iio/u quo unte bel-
lum, e inudou-sc deopinino. o plano actual do
governo he tentar segunda lucia porocoasiSoda
discussao dos fundos secretos, que em breve
ho de ser pedidos .i cmara com o carcter de
voto de eonli una. Se tiesta ve/, sabir eoni maio-
ria sullicicnte, continuar,come dantos; no ca-
so contrario, lera lugar a tlissoluro da cmara.
Entretanto os deputados conservadores celebr*
rao una grande reunan, e enviarn urna depu-
tacao a Guitotprotestando-lhe que continuariSo
a sustentar o governo com n mesma resolueo <
firmeza que al' aqui.
Estffo nomeados os membros da ooinmisso
mixta, que ha ile propr o mel que Ihe perecer
niaisa proposito para substituir o direlo di; vi-
sita sem prejuizo da ellicaeia ta represso to
trafico. 0governo francs uoraeou o duque de
Broglie; o ingles nomeou odoutor Lushlngton.
V tallara verdade nao lie possivel escarnecer da
Franca lauto as claras. Trala-so de abolir o di-
relo de visita, e nomeo-sc para lato os dous
mais acrrimos partidistas da sua etmservaco,
que existem oni Franca e Inglaterra. O duque do
Broglie he o autor do tratado de 1833 po agora
se Ihe manda destruir; e quanto ao doutor Lus-
hlngton he o abolicionista mais esturrado de In-
glaterra. o autor daquella absurda medida
que prohibi a adiuisso dos gneros produci-
dos por trabulho do escravos nos mercados iu-
glezes. .\;io dizia ou que a t;io apregoada copocs-
so felta pelo governo de liiglalerra era perfoita-
menle ilusoria t
Rocobero-so muito ms noticias de Afrlca-
Add-el-k.uler esta a testa d.' nina forca de ca-
vallaria importante, que organisou mesiuo em
Alai cocos, p |iii para-se para i abr ((ualqiier dia
sobre as posesses francesas. Esta noticia he a
conlii in.ieo (loque Boaiiiuoiit disse sobro o Ira-
lado de Tnger, que, na sua opiuio, era com-
pletamente Ilusorio: porque so o emir se oOn-
servasse em Mai rotos, se se pedisse a razo dis-
SO ao imperador, respondera elle QUt o linha en-
lnmidir. se Cllhisse sobre as possessi'ies france-
zas. respondera que n tinha expulsado. De Cacto
a obrigaco que o tratado Ihe impoe, he de u-
tornal-o, ou evpulsal-o.
A prinec/.i I). I .nina lia parti do Marsellia pa-
ra aples no o.ia I? docorreute a bordo da fra-
gata napolitana Slromboli.
Falla-so de nina viagem do principe o da prin-
cesa de Joiuvillo a \ ienua na primavera que
veni : I.uii Philippe que sabe tirar partido de
ludo, im.igiuoii que o eslreilo parentesi'o que
liga sua augusta ora .i casad'Austria, poda ser
apprqveitado com muio fructo para fazer nascer
rcl.tccsdc ntimidade entre as duas familias,
o que milito se desejava.
A imprensa de Pariz contina a maltratar o
a9rasil le urna maneira nunca vista. Agora at
imaglnou que a rebellio de Corrientes foi obra
do governo imperial, que pretende apoderar-se
tiesta provincia. Contra tudo isto apenas appa-
receo no J. dos Dbales do 21 do eorrente um ar-
tigo d'agoa moma que se attribue a peona of-
lieial.
'
'j BX .
X lMBUCO.
ASSi;.\ll!l.i;.\ PROVINCIAL.
CONTIXUACA6 ha sessai'i DO da 13 DE maiiv.o de
18*5.
t) Sr. Lopes dama i- mu parecer da coiumis-
so ecclesiastica sobre o requerimento do cabi-
llo da provincia: sendo a opinio da commsso
favoravel aos peticionarios,
O Sr. Presidente:Est em discussao.
O Sr. Reg Barros requer a Impresso do pa-
recer, par.i mi discutido com conheciinenlo do
causa.


O Sr. Lopes (lama concorda em que o parecer
seja imprcsso, vista a gravidade da materia.
OSr. Taques pede que se imprima tainbem o
requerimento; para que se couhcyo as raides,
em qne se fuudo os peticionarios.
O Sf. Ferreira Brrelo oppc-sc a impresso do
requeriiiieuto, coin o f'uiidaiiiento de que isso
acarretara milita demura, e prcjudicar o re-
queriuicnto; e porque a impresso do parecer
ed-a sullicieute, para se couhecer fundo o esta-
do do negocio; pois nelleeslava tudu quauto lia-
via de til na materia.
O Sr. Presidente: Para se imprimir o parecer
da eonunissao nao he preciso discusso, basta su
votayo; mas agora lia urna especie uova sobre
a qual deve a assembla resolver.
A assembla resolve que se imprima o pare-
cer c nao o requerimeiilo.
OSr. 'residente:A mesa (em noineado para
eonipradeputaio, que deve coniprimeutar a
S. M. o Imperador, aus Srs. senador Paula Ca-
valcauti, viscoude de liiida, Paula Albuquer-
que, Ucha Cavalcanti e desembargado!- Cuval-
cantide Lacerda. (Apoiados geraes.)
L-se o parecer da commissao de Fazenda so-
bre o requerimentode Jos Felis Percha, viga-
rio de Taquara.
OSr. Aguiar:Eu sinto, Sr. presidente, ler de
declarar-iiie contra o parecer da commissao, que
acaba de lr-se; porque vejo assignadas nelle
pessoas que eu muito respeito; mas uo tenho
remedio seuo fazer alguma rcllcxo sobre el-
le: crcioque a nobre eonunissao o que inais
quiz, ou teveeni vista l'oi passar una reprimen-
da ao supplicaute; porque, nao leudo este tido
deferiinentoa duas petiyocs, que j em anuos
anteriores tinha apresentado a esta assembla,
a nobre commissao, pelo que diz, nao consul-
tan esses rcquerimeiitos, nao vio, nem pesou
os documentos, que Ibes esto addicionados;
por consequencia parece-ine que coin pouca ra-
zo indeferio esse equerimento, eesse indeferi-
ni. alo nao pode por em quautosei approvado
por esta casa; por que elle nao l'oi bastado no
conhecimento desses documentos e dessas peti-
coesanteriores : entretanto euexamiuarei esses
papis, e vejo que sao documentos que podei iao
talvez mover muito a nobre eonunissao a dar
una deciso opposta que deo; porque, segun-
do me parece, ella se funda em que nao esta a-
veriguado, se a freguezia do^peticionario pe icn-
ce a provincia de Pernanibuco; mas eu digo que
a vista dos documentos que cxisicm na casa tam-
bem nao esta averiguado, que ella pertenca
provincia da Parahiba; logo a cquidade pede,
que se llie mande pagar a sua congrua : aqu te-
mos una peticao apresentada pelo peticionario
ao presidente da provincia, e o despacho dado
por este lio).
Ora est claro, que desdi' a crcayo da villa
sempre a congrua daquelle parodio l'oi paga
pela provincia de Pcrnaiiibueo ; sempre nos or-
canientos dos anuos anteriores se marcava urna
quota para o pagamento dessa congrua, enio
como, suppiiinil-a.' como deferir assim,' Quem
ha de pagar essa congrua .' A Paran) ba .' essa
diz: nao pago, porque vos beque o leudes
feito, poique estis nessa obrigayo, lia muito
tempo, e porque isso nos nao perlence or nina
diviso feita pelo poder competente : Ein se-
gundo lugar aqui esto ordena do governo di
Pernaubuco mandadas a esse vigario, exigindo
certos documentos estatisticos ; aqui temos nu-
tro documento do governo de l'ernanibucn man-
dando promover una subscripyo para a reedi-
ncaco da matriz ; aqui eslao ouos documen-
tos todos comprobatorios, de que o governo de
Pernaiiibuco sempre reconbecia, sempre reco-
nheceo aquella freguezia como parte da pro-
vincia de Peiiiambuco.
OSr. Ferreira Brrelo'. Toda a vida.
O Sr. Lobo: Porein as rendas sempre per-
teucro i Paraliyba.
t Orador : Que culpa teni o vigario disso?
Ao poder competente perteuce fazer urna lei,
em que se declare se perteuce Parahyba, se a
Pernaiiibuco; mas ennjuanto se nao faz, nao de-
ve o vigario licar sem congrua, e sem esperan-
i a alguma de a ter...
O Sr. Carneiro da Cunha :Esperauya tem elle
agora ; porque be defendido o seu inlercsse
pelo nobre diputado.
O Orador :Agradcyo ao nobre deputado as
suas expi essoes ; mas couheco que nao sou de
lo grande valia. M\ presidente eu acbo de
justica que se de outra decisao que esleja de
accordo coin os docunienlos que se acbao jun-
tos s petiedes anteriores que foro apresenta-
das ; porque, sendo a congrua o pao quoliano ,
como privar o parodio por mais lempo della .'
ISaobastaoj tres anuos em que della tem esta-
do privado .' Eu desejaria muito que a nobre
eonunissao cxainiuasse coin inais vagar iodos
estes papis, encarasse a questo de outra ma-
neira; e estou que, se lizer um exaiue mais ma-
duro ha de reformar o parecer : porque tal
qual est a sua approvayao sera nao direi
muita iuiqua, mas multo injusta.
0 Sr. Ferreira Brrelo : As raides que a-
eaba de expender o nobre deputado, que fallou
da materia,parecem-ine to justas, to elidas de
clareza, que ludo quauto qualquel deputado
disser, uo la i a mais do que repetir as mesmas
cousas ; mas einlim he preciso fazer sentir o es-
tado do negocio, e notar que elle tem andado de
estayo em estacad, da assembla provincial pa-
ra a assembla geral, e sempre sem resultado
ienhum. Draque devenios nos fazer, que deve
i'azer a assembla provincial.' deixar este nego-
cio no estado em que elle se acha ? acabar-se
esla sesso e deixar licar o parodio sem con-
grua ? ]So me parece acertado; porque appare-
cer as mesmas duvidas, e o resultado sera nao
pagar-se ao parodio, o que he contra a equida-
de. A assembla deve lomar una medida ter-
minante nesie negocio, deve-a tomar insta ses-
so, e agora, porque nao he cousa de to pou-
ca importancia como parece, he a subsist
Jhe a congrua, nao delxal-o estar no estado de
incerteza em que se acha : estas sao as minhas
un as, e he o que me parece, que a assembla
rtivelazer; com ludo ella far oque entender
ile nielhor. t_
O Sr. Taques :.Sr. presidente, como membro
i de fazenda e orcamento, signatario
iso
do parecer que se acha em discusso, precii
expor as ra/.nes em que me fundei, e tambe
responder aos nobres deputados que coinbatein
o parecer.
Sr. presidente, o parecer contm duas parles;
na primeira a commissao repelle a maneira In-
decente, porque esta assembla he tratada por
esse peticionario, poiquanto se declara uesse re-
querimento que o procedimento da assembla
lie aemtosoedesprezador da eonstituiyo do es-
tado a eonunissao talvez tivesse de propr a
esta assembla, que nao tomasse conhecimento
fie um requerimento concebido em semelhantes
lemos se nao fosse o poder ser argida esta as-
sembla de procurar por esta maneira o subtrair-
se a tomar couheciinento do negocio.e fazerjus-
tiya ao requerente, quando elle a tivesse ; por
isso, Sr. presidente, a comuiisso examinou a
materia, e propoz o que Ihe pareceo de justica,
sendo de parecer que o requerimento do viga-
rio, quauto ao pagamento das suas congruas,
seja indfterido.
O parecer assenta em duas bases, que nao po-
dem ser objecto de controversia ; a primeira he
que a Ircguezia da Taquara az parte do termo
de Alhandra, municipio da provincia da Para-
hyba : a segunda he, que civil e politicamente
a Ircguezia da Taquara tem feito sempre parte
da provincia da Parahyba : o primeiro funda-
mento do parecer da commissao bascase no ter-
mo layrado pelo juiz de fra que erigi a villa
de Alhandra, antes aldeia de____este termo
achava-se na pasta da commissao de estalistica.
aonde a eonunissao de fazenda foi buscal-o, e
aqui esta o que elle diz (leo).
He o termo de ereyo da villa, he
ment contra o qual nao se pode apresentar du-
vida alguma; logo nao pode ser objecto nem de
duvida, nem de questo que a freguezia da Ta-
quara perteuce ao municipio de Alhandra, e que
este municipio faz parte da provincia da Parahy-
ba; logo a concluso tirar d'aqui he que nao
ha obrigacao de pagar ao parodio de una fre-
guezia que nao perteuce a provincia.
A segunda parle do parecer he que a freguezia
da taquara tem feito civil e politicamente parte
da provincia da Parahyba, o que tainbem nao
se pode contestar : dos documentos que esto
juntos aos requermentos do peticionario cons-
ta isio mesino ; eu passo a ler um offieio do pre-
sidente da provincia (leo).
Poltica e civilmente a freguezia da Taquara
lazia parte da Parahyba ; aqui est outro docu-
mento daquelles a que se referia o nobre depu-
tado, por onde se prova que a freguezia da Ta-
quara so perteuce a Pcrnambuco, quauto ao pa-
gamento da congrua. Os outros documentos an-
nexi.s ao requerimento que esto na commissao
de estatislica sao todos relativos
- a negocios ec-
ciesiasiicos, todos teeni esta natureza, sao rela-
tivos a saber o estado da fabrica, das obras da
inatrii, etc., etc., nao ha um s documento que
diga respeito ao civil ou poltico da administra-
cao da provincia ; aquella freguezia obedece ao
porque nos temos mu i tos exemplos de freguezias
que no civil pertencem a una provincia e no
ecclesiastico a outra, temos por exemplo a fre-
guezia de. que ptrtencia quauto ao secu-
lar Parahyba ou liahia mas quanto ao
ecclesiastico pertencia a outra isto he per-
tencia a Pcrnambuco ; e pertcncendo quem he
que lhe devia pagar a congrua do parodio ? Ha-
via depagar-lhe o cofre da provincia a que ella
pertencia no ecclesiastico ; aqui est onde se
encerra toda a questo : esta freguezia perlen-
ce a Pcrnambuco as musas ecclesiasticas lo-
go he Pcrnambuco que deve pagar ao parodio ;
ora nlsto ha de certo algum deleito que he o
de todas as nossas cousas ; porque estas dvi-
ses nao esto feitas por ora como devem ser
par.a? futuro : ""as em quauto se nao faz esta
diviso em quanto se nao uiontao as cousas,
como se devem montar, ser falta de justica
nao dar congrua ao parodio....
OSr. Habeilo :Elle nao perde nada ; a seu
tempo ha de i eceber ludo.
0 Orador:Eu nao sei scelleperder; seo ne-
gocio fr como at aqui, pode ser que elle nao
receba; porque ir hindo de assembla em as-
sembla, e nunca se decidir cousa alguma.
OSr. tabello:\i\e porein quanto das suas
ordens.
O Orador:-Se o nobre deputado fosse padre,
tino havia de dizer isso; quando se vive de pa-
dre, e se nao tem um beneficio, nao se tem de
3ue viver, a nao se querer viver sem moral, sem
eoencia, sem honestidade; quando o hoineni
quer viver com honra (c eu fallo com experien-
cia), sem beneficio morre-se de fome...
O Sr. Italitllo: Hiles vivem e passo.
O Orador: Passar bem c passar mal ludo he
passar; mas passar, como se deve passar no meio
dos trabalhos, isso he outra cousa ; por tanto a
miin parece-ine que a assembla deve tomar
um arbitrio de cquidade, porque com eileito es-
te parodio nao pode licar no estado em que
um docu- esta.
O Sr. Aguiar: Sr. Presidente cu nao to-
mare tempo Cmara; levahtei-me nica-
mente para fazer urna breve relexo sobre os
nomes dos nos apresentados pelo nobre depu-
tado, que defendeo o parecer da comisso. O
Sr. deputado apresentou aqui o nome de tantos
vi'ii ta."ta Cousa a ,rsl"it0 do termo da villa
d Alhandra que confundi um pouco a ques-
to ; porque o que he certo he que os limites
da provincia da Parahiba he o rio Ab assim
como tambem he exacto que a freguezia de
raquera esta collocada ao sul do ro, e nao mili-
to perto relo que quasi una legoa ; que esta
he a divisao dada entre as dua* provincias, em-
bora se diga outra cousa. De mais j disse ao
iiobre membro da commissao que o governo
da provincia sempre se considerou com juris-
diei.ao naquella freguezia ; mas o nobre depu-
tado diz que estas ordens foro ecclesiasticas
sobre negocios ecclesasticos ; ordens sobre ne-
gocios ecclesiasticos ? o que Sis. ? pos o presi-
dente he oTspo .' nao Srs. o presidente o lu-
cia ao vigario porque reconhece-o como per-
tencenteauma freguezia, que he da provincia ;
porque se assim nao fosse, nao poda ordenar
cousa alguma. Mo digo mais nada ,
blea resol va como lhe parecer.
a assem-
onus de pagar a congrua ao vigario ? Pola nao
sera justo que a Parahyba, que tem os prove tos
da Ircguezia, pague essa congrua ?
Tambem por esta occasiao direi que nao he
muito exacto que a freguezia da Taquara esteja
aqueiudo no ; eu passo a ler as informa-
coes da cmara de Alhandra, que dctfa ser in-
leress.ula em esclarecer a materia: aqui esto
que a eonunissao diz (leo).
Poi lauto, Sr. presidente, a freguezia da Taqua-
ra entra mais de una legoa pelo norte den-
tro da provincia da Parahyba. Por todas estas
razoes en leudo, que devenios ndeferr a pre-
lencao do vigario; por isso que nos nao perteuce
a freguezia que elle oceupa, e porque tambem
nao podemos alterar a diviso do imperio, por
ser materia da competencia do poder legislati-
vo geral, que por certo resolver essa questo,
quando reconliecer o principio de que os viga-
nos sao enipregados geraes e nao pi ovnciaes ;
a o caso a assembla nao pode mandar
as-
pagar ao peticionario, que deve requerer I
semidea da Parahyba, ou a assembla geral.
O Sr. MabeUo :- Sr. presidente o nobre depu-
tado, que me precedeo, niostrou com evidencia ,
que esta assembla nao deve marcar quantitat-
0 Sr. Lopes Gama : Sr. presidente como
se trata de materia ecclesiastica parece-me que
evo tomar parte uella ; e pelo que tenho co-
lindo da discusso parece-me que este paro-
cho esta meio Pernanibucauo e meio Parahi-
bano ( risadas ). Esta freguezia he situada em
territorio pernambucano eem territorio para-
hibano tanto assim queja esta questo foi pa-
ra a assembla geral, j houve um parecer da
cmara dos Srs. deputados a esse respeito j
loi para o senado, e o senado pedio esclareci-
mentos; por consequencia est o negocio em
estado de nao pdennos definitivamente decidi-
lo; e cutio que fazer neste caso ? Emquanlo a
niim approvar o parecer da commissao ; ap-
provo-o com magoa ininha porque o parodio
esta privado do sen beneficio e nao pode vi-
ver, como se disse, das suas ordens
lser
colisas
a nao
como
con-
vocara a congrua do vigario de Taquara: t
sr. Presidente nao li o requerimento
gano nem os documentos Que elh
do Vi-
ajuuta
s-..'", ucm us uocum.nios que elle ajunta ,
poique nao tenho assistido as sesses /porni
bem me record, que na sesso de 42 ou 43
setratou dista questo, e que a assembla de-
cidi com razao e justica que nao podia mar-
car quantiiaiivo para a congrua do vigario ,
Porque a Ircguezia perteuce ao territorio da
larahiba, por all se arrecado todas as ren-
das o Presidente daquella Provincia para la
expede as suas ordens as autoridades as cuin-
prem e como, nao recebendo esta provincia
cousa alguma, ha de pagar a congrua do paro-
dio nao posso convir nisto tanto maisuuan-
lo esta assembla j reconhecco isto j deci-
di a respeito : nem se diga que o parodio li-
ca sem meios de subsistencia, se nao se lhe
marcar a quota; porque elle tem direitos pa-I
rochiaes, que recebe, coinode casameiitos, de
baptuados ate. tem as sua ordens e nao he !
porque lica sem 400/000 reis que estar priva-
de meios de subsistencia. Por todas estas ra-
zoes voto pelo parecer da eonunissao.
0 Sr. Ferreira Brrelo .Parece-me Sr. pre-
sidente que das observaces que acaba de
cuja justi-
ca perteuce a nina provincia parece que des-
o-a mimde-spachal-o a vor, manda, pig.^^^eS.^$F^J$T,
consideraco, porque he de loda a juslica des-
pachar o requerimento do parodio, e em quau-
que lhe nao sao proprias ,
por exemplo o vender os sacramentos,
restar por dinheiro fcc., que he o maior nec-
eado que pode coinnietler um ecclesiastico ; mas
isto nao he bastante para nos levar a ap-
phcar os dmheiros da provincia para paca-
menio de divida que nao he da provincia. Vo-
to pelo parecer.
O Sr. Taques: Sr. presidente, pouco te-
nho quedizer, depois do que j expend, e
bem pouco llavera depois do que expendeo o
orador que me precedeo : direi dua<= palavras
somente sobre as consideraces que Tez o hon-
rado deputado, que primeiro fallou contra o
parecer da commissao. Os argumentos que a-
preseuiei anida nao foro destruidos ; ningnein
contestou que poltica civil, e liiianeeira-
niente sempre essa freguezia tem pertencdo
larahiba, tambem se nao contestou que a fre-
guezia iizesse parte da villa d'Alhandra da pro-
vincia da Parahiba e agora declaro, segundo as
inlorinacoes que me acaba de daroSr. Lacerda,
domiciliario da comarca visinha que-aquella
villa estaa posse da freguezia de um e outro
lado. Sr. presidente creio que os fundamen-
tos do parecer esto em p, e por Mnto que elle
deve ser approvado.
Julgada a materia discutida he approvado o
parecer,
Segunda discusso do projeelo u. 2. do crlenle ati-
no. Marca a forya do corpo policial,
lie approvado sem discusso o artigo 1..
Entra em discusso o artigo 2."
0 Sr. Lobo ollrece a seguinte emenda :
Em lugar de 105 contos, diga-sc 102 contos,
e. diz : Sr. presidente, quero dar a razo da
miuha emenda ; o presidente diz no seu relato-
rio, quanio a forya polial, que he sufneicnte a-
qudla tixada na ultima sesso, porque com ella
se tem satisfeito as necessidades do servico; lo-
go o quantitatiyo nao precisa de augmento; por
COnseguinte nao se augmente este, e para que
se nao augmente proponho a restrieco de tres
contos de ris.
O Sr. Taques: Sr. presidente nao ha ma-
teria to importante como a ordem publica e
a loica uecessaria para a uianlcr he a primeira
questo que se deve propOr no crpo legisla-
tivo: a questo de dinheiro em materia to im-
portante, he urna questo secundaria; nao pos-
so portanto approvar o artigo que se acha em
discusso no qual se diz que se gastar I05
contos de ris, coin a forya policial: parece-ine
que esta assembla deve entrar no conhechnen.!
lo daquella frya policial, que fr necessaria pa-
ra as necessidades do serviyo publico; depois de
determinar qual seja a frya que essas necessi-
dades exigein he que se deve determinar a
quantia, coin que deve ser subsidiada essa fr-
ya ; neste sentido nao posso approvar essa par-
te do artigo, e parece-me tambem que a tlis
tribuirn e orgauisayo da frya policial nao he
cousa de to pouca importancia que esta as-
sembla nao deva dar o seu voto para que ou-
treni.que nao ella, v organisar e distribuir es-
sa frya ; o artigo 2 diz que o presidente dis-
tribuir e organisar a frya policial como
entender mais conveniente economa e disci-
plina do crpo; eu nao posso adoptar semelhan-
te disposiyo, emendo que esta assembla he ,
que deve dar organisar, e fazer distribuiyo
ueste crpo e que se deve conservar a organi-
sayo actual, em quanto se nao mostrar, que ha
outra melhor...
O Sr. Rabello : O presidente he mais habi-
litado para isso.
0 Orador : JS'o sei quem he mais habilita-
do o quo sei he, que quem he competente pa-
ra legislar /je a assembla e nao o presidente ;
e parece-ine que neiihuma razo pode haver
para alterar a orgauisayo actual; na le da fr-
ya policial ein 43 exigio-se, que o crpo soffres-
se tima redueyo, e selhedsse urna orgauisayo
conveniente ; de l.Hcto esta rcducySo fez-se; mas
teve umitas difticu! dades : o anno passado a lei
seguio o systema q'ic agora censuro niostrou
desejos, de que o cor|.'o fsse red 11 si do porein
neiihuma redueyo se fez, .e o presidente diz,
que a frya existente he suflicienle; logo quer
dizer que o estado actual sfi deve conservar e
he o que eu proponho ; nao ^nodendp haver du-
vida ; que ao administrador' da provincia foro
dados esclarecimentos menos t'xaclos 1 quanto
a organisayo deste crpo ; pora l,c <'"(' suppoe
como organisayo de 44 aquella *ll,e foi dada
em 43, como deduso da resposta dao'a aos escla-
recimentos que a este respeito ped0 "obre
deputado autor da emenda que est ">a mesa :
por esta razo, c porque esta lei nao he a com-
petente para marcar o dinheiro que se deve
dispender voto contra o artigo.
OSr.Reg Barros:Sr.presidente,eu concordo
com o nobre deputado, que acaba de fallar, en.
que a tranquillidade publica he um dos primei-
ros objectos.que esta assembla deve ter ein vis-
ta; e que por consequencia deve ella votar o di-
nheiro necessaria para o csteio dessa frya ,
que tem de manter a tranquillidade publica;
mas amigamente esse crpo tinha t compa-
nhias e ltimamente em virtude de una auto-
risayo que se deo ao presidente da provincia ,
foi redusido a 4 companhias; essa lei tinha a mes-
illa clausula,que tem a actual, isto he dava o ar-
bitrio para organisar o crpo marcaudo-se-
lhe o quantum o (fue me parece se pode aluda
fazer porque o presidente est mais apto para
isso, do que mis c elle o pede, ainda que es-
tou certo que nao alterar a organisayo ac-
tual : voto poispelo artigo, nao duvidando sup-
prlmir a ultima parle d'elle, isto he deixando
para a lei do oryamento o marcar oquantitativo;
advertindo porein, que nestes 105 contusa com-
missao incluio, nao s a soturna precisa para o
pessoal, mas outras despezas, que sao necessa-
riasa um crpo, que est sempre destacado; e
por isso; nao posso approvar a emenda do Sr. de -
potado, mxime quando nos estamos n'iim es-
lado tal que he preciso muita frya ; porque
os assassinos se levantad por toda a parte (apoia-
dos), nao ha seguranya alguma, no llonito e ein
Goionna se esto vendo os exemplos; parece que
as mesmas autoridades teem interesseem prote-
ger os sicarios cu digo parece poique nem
um sudestes facinnrosos tem sido processado
(apoiados repelidos). He necessario pois nestas
eirciimstaucias ter mais frya, do que aquella ,
que se neeessitaria para lempos 1101 niaes. Por
ludo isto voto pelo artigo nao duvidando sup-
priinira ultima parte.
Lc-se a seguinte emenda que he apoiada :
A frya policial continuar com a mesilla or-
ganisayo actual siippiiuiido o capelln.
'Taques.
O Sr. Lobo Eu voto contra a emenda, que
se acaba de ler, e voto assim pela razo que
passo a expor No 1." artigo veneeo-se que a
forya fosse de 400 pracas; oSr. deputado na sua
emenda prope que ella soja de 3!l4, destroc o
vencido, logo nao se pode votar sobre ella, es-
t prejudicada. A ininha emenda porm nao he
mais do que o que o presidente pede ; elle diz
que a forya be sufneicnte; se o lona he sufi-
ciente tambem o qiiantitalivo o ha de ser, eu o
proponho, e inais nada, nao duvidando com til-
do votar pela snpprc.sso do quantum, se isso
fr propnsto.
Le-se a seguinte emenda. Requciro a sup-
presso das palavras com tanto etc., at o fin
do artigo.
He approvada, centra ein discusso.
OSr. Taques : Sr. presidente, as razoes mui-
to ponderosas que acaba de expender o honrado
Miembro da eonunissao me fortifican na opinio
que eniiiii, < que est na emenda, que ha pou-
co foi lida na meza ; o nobre deputado niostrou
o estado da provincia, estado assaz deploravel,
ein que a immoralidade vai camiiihando a pas-
sos gigantescos, porque em toda a parte o bra-
yo armado procura victimas ; instas circuins-
taneias, Sr. presidente, he necessario augmen-
tar a forya policial, alim de que a seguranya in-
dividual seja mantida ; he preciso que essa for-
ya esteja dividida em destacamentos; ora para
isto he necessario que ella tenha a organisayo
actual, e que se nao laya una reduyo 110 nume-
ro dos sciis cheles, porque se ella se izer, is-
to ha de ser fatal ordem publica ; he pois a
organisayo actual, aquella que coiivm ; e se
he assim, para queautorisar o presidente para4,
a alterar f Por tildo o que tenho exposto, voA
ainda da inesnia maneira que o liz da primeira
vez que tivea honra de fallar.
O Sr. Reg Barros : Ped a palavra smente
para dizer, que a coiniuisso fez una economa
de tres contos e lauto, porque,sendo o oryaiuen-
to de 109 contos, a commissao prope 105, e


s
nao pode ser menos: a despezado pessoal he de que communicaise a V. Esc. pira tntt de re-
102 contos, parecc-uie que o excesso nao he gra nos casos occorrentes, que a palavra -Ma-
.-zas nccessanas.w- ^ niuiio para as aemais desp
inoagoa, luz, aluguel de quarteis, etc.
to julgo, que o artigo pode passar com a sup-
pressodo quautitativo.
O Sr. Pedro Alexandrino : Sr, presidente, o
quautitativo de lit contos nao cliega para as
despezas do corpo policial, poique este corpo
teill despezas ordinarias alin das do pessoal,
as quars nao pode faltar, taes sao agua, luzes,
roupas de hospital, cquipaiiicnto, etc. Ora isto
t'oi calculado em niais de 109 contos de ris, c
i-ri'io que nao he milito, se se quizer que o ar-
mamento se concert, que os soldados niio an-
den mis no hospital, como acontece, porque a
assembla nada tem votado lia anuos para esta
despeza, neni mesmo para a gratilicaco do ci-
nirgio: he preciso que este estado acabe, e
por isso no se pode diminuir a quota propos-
ta. (Juanlo organisaro, Sr. presidente, cirio
que se nao todera dar outra seno a que existe,
inesiuo porque nao he possivcl fazer diniinui-
ro nciihiinia; porque hasta que se saiba, que
s olliciaes que existein na actualidade disponi-
veis i>ara o servico sao tres, todos os mais es-
lo destacados, e niio tem uenhiim doeiitc : a
escala do corpo he um otticial de estado maior
e dous de ronda, elles sao tres, tem servico to-
dos os dias. Voto pois contra a emenda, e pela
suppresso da ultima parte do artigo.
Julga-sc a materia discutida, e he approvado
o artigo com a ultima emenda, sendo regeitadas
as demais.
Ein seguimento faz o seguinte requeriniento o
Sr. Paes Barre to :
< Requeiro que a assembla haja de iiomeai
a pessoa que na forma do artigo 186 deve rece-
ber da thesouraria a quota necssaria para as
despezas do expediente.
He julgado urgente.
U Sr. laet Brrelo : O prop ietario da tj po-
graphia, com (|uem a assembla tem contrata-
do a publicaco das suas sesstAcs, pede o cun-
primciito do artigo 6." do mesmo contrato; e pa-
ra se lh'o fazer etlectivo, preciso he esta nomea-
cao, que deve na forma do regiment ser feita
pela assembla.
O Sr. Francisco Joo requer que a nomeaco
seja feita pela mesa.
A assembla assentio a este pedido.
Continua a ordem do dia.
Terceira discussw das posturas de Iguarassu'.
Foro, depois de brevsimas rellexes, appro-
vadas, com duas emendas do Sr. Taques, una
para que nos artigos 1." e 3.u em lugar de 2/000
rs., se diga 4/000 rs., e a 2." para que nos arti-
gos 4. e 5." ein lUgir de 1/000 rs., se diga 3/UUt)
rs., e outra do Sr. Francisco Joo, para que li-
que prohibida a passagciu de carros, e bois pe-
la ponte, e urna sub-enienda do Sr. Taques pa-
ra que a pena imposta aos taedores seja de
islHHl rs. em lugar de 8 dias de priso ; sendo
regeilado um artigo additivo do Sr. Francisco
.id,io para que os proprietarios, re udelros, fo-
reiros e mais habitantes que avisiiihasseiu das
estradas, fossem obrigados a descinpedil-as nos
mezes de mareo esetenibro.
U Sr. Presidente da para ordem do dia da ses-
so seguinte coiitinuaco da existente, 1." dis-
cussao do projecto u. 4 deste auno, e2." do n.
i: e levanta asesso(Era mais de duas horas).
CORREIO.
CORRESPONDENCIA DA CIDADK E PROVINCIA.
OlMor/ioappareceolioje(D.novo n.60), eassiin co-
mo as palavras de seu defendido nocoiivertcm,
elle tambem nos nao converteo com a sua pe -
louga. A materia he seria, e devendo-se tratar
o que lie serio com toda a seriedade, j se ve que
nao lie pelo Correio, ou no Correio, que a questao
se pode ou deve decidir, assim como que o Mo-
cho se deve depennar. Se o chamarnios para lu-
gar mais esparoso, ou nio vai l Mocho, pela re-
jera de que o cao nao vai onde nao quer o do-
no, ou vai e sahe, com qualro pedias na mi,
eoin um trecho da Kibeira, ou com um tpico da
Malhada ; neste apuro ser nielhor deixarque
o Mocho siga o que quizer, defeuda quem quizer
e diga o que Ihe parecer
.Nao pense porin o Mocho que deixo o campo
por nao entrar na questao, porque no campo de
questoes anda ninguem me vio os calcanhares ;
mas deixo, porque tenho Miedo de Mochos; iu
nomine da beutahora! Cruz, capeta! Sabbado
de Nosaa Senhora lie auianlia Musanla, sara-
uiago e alhos! Eu te benzo, Mocho'. Val para as
arela gordas!
Afuycnlai, Senhor, do mundo a peste.
-Na sessao de 21 de fevereiro ion mu ussenlo na
i." do ait 101 d..
Coostituicao do Imperio, cumpiclieiidc nao s
os Juizesde Direito, que presdelo as comarcas,
mas tambem os Membros da Relacoo e Tribu-
oaes Superiores, que taubem tiu luiros de Di-
reito, pois que applico a le o laclo o sao
prenetuos; mas que nao acontece o mesmo rom
os Juizes Municipaes de Orpos Cheles de
Polica, Delegados, Subdelegados e Jubes de
Pa2, os quaes, posto que com maior rasen pi.s-
so ser suspensos pelo Goveroo Imperte!, s*o
lambem sujeitos a serem-no pelos Presideoles
das provincias, como o permitle o$ 8. do art.
5." da lei de 3 du Outubro de 1834; o que toda-
va nao obsta, a que os me su.os Presidentes de*
vao exercer essa attrtbuicao com a moden>cao,
que pede um acto de tanta gravidade.
Dos Guarda a V Esc Palacio do Rio de Ja*
neiro, em'29 de Janeiro de 1834. Honorio
Hermeto Carneiro Ledo Sur. Presidente da
provincia da Baha.
Na mesma conlormidade aos Presidentes das
de mais provinicas do Imperio.
8. "doart. i da lei de 3 de Outubro de
1834 Suspender a qualquer emprigado por
abuso, ummisso, ou eno comnielltdu em leu
cilicio prmimicndo immedialaiiienlea i;-| mi-
sabilidado do mesmo, obstrvando-se a respeilo
dos Magistrados, o que se cha disposto no
ait. 1' da le de l'i de Junho de 1831, que mar-
ca as atlribuites da Regencia.
Giilherine Jaques Godefroes Joaquim
eente e que teve como resultado o seguinte: i Anua Guilhern
O assucar, feito segundo o vosso processo, coin-1 Jos Pereira Viamia Manoel do Espirito Santo,
parado eo'm o fabricado ha algum lempo de Manoel Ignacio de Carvalho Mendonca Pedro
coiif'orinidade com o svstema antigo he mais Jos dos fcnjos Virgilio Joaquini Antonio, Vic-
elaro mais bem cosido e do mais forte cris- torluo Jos da Cunta ; para //ahia para os Srs.
talisar'ao Seu preco pode dar mais 3 s. por ewt. capiao dio /.'alta Pedro Pinto de ampo; pa-
E aliando attendeinos ter sido imperfeita a ra Macet, pata o Sr. Tlioiu iz de Aquino llosa ;
de Kichmoiid nao hesitamos ein I para o Porto Calvo, ao Sr. Alejandre lavares de
udo os apparelhos loreiu all Mello; para (iiiianna a Sra. 1). Amia Augusta
qua
da-
to
M 1SCELLANEA

SVSTEMA DE IIENRIOLE CROSI.EY PASA O FABRICO DO AS-
SUCAR COM AS SECL'lNTES TANTAOENS :
1.a O sueco da caima ( que ein geral he de lb
o[o sobre o peso da materia sacliarinaj pode se1
de todo extrahido ; aproveitando-sc certa de oi"
to partes que d'antes se perdiao.
2." sueco apenas sabido do engenho, ou
prensa hidrulica, pode ser rpidamente filtra-
do se assim fr necessario.
3." A tempera pode ser feita limpa e unifor-
memente.
4." O sueco, logo depois de passar pelo enge-
nho prensa h)draulica ou filtro pude ser
iiniiiediataiuinte defecado ; com o que evilar-
sc-ho as deterioracoes, que resiiltiio da demo-
ra da calda as taixas.
5*0 aliinpainento c a evaporacao do caldo
defecado ( tornado puro pelas antecedentes ope-
laeoes ) pdeui ser leilos nos evaporatorios seitl
passar d'uin para outro.
tj." Eeito isto pode o charape ser clarifica-
do c (lirado por lucio do ca vao animal, que
pode ser restituido ao seu primitivo estado.
7." A concentracao final do charape pe ser
ellectuada com maior rapidez do que pelo modo
actual em una taixa na baixa temperatura
de 1/0" 180" de Eahrenheit, ou de SO" 100 ,
(piando o inesiuo charape he cosido segundo o
uielliodo communi.
8.a A massa concentrada pode ser completa-
mente crislalisada c e deliiiilivamcnlc purga-
da evitado o uso dos vasos; nao neceando, du-
rante a viagein o assucar por este modo pur-
gado.
9." O nielaco pode ser convertido ein assucar
quas igual ao da 1.a produccao ; e do nielaco ,
que da o assucar de segunda qualidade, pde-se
lser assucar ein ludo seinelliante ao mascavado
( e isto smenle por esse nielhodo peculiar.)
10.a O bagaco pode servir de estreo se se
Ihe fitcrcni certas operacoes por meio da evapo-
racao.
II." Amachina, osapparellios, &c, sao sim-
ples na sua conslrucco e manejo e de milito
menos cusi que os oulros.
Copia da carta de M.' Gordon datada de S. Ficen-
te a 8 de abril de 183.
A' doze do inez ultimo vos escrevi
cmara dos diputados o Dr. Francisco Muniz 'la-
vares! Antes que estcfcr. l chegasse. jase o ti-
nlia Horneado para nicmhro da coiiimisso eccle-
siastica O inasii eslava (assim disse-se na c-
mara) em una obscuridade inconcebivel sobre
decretos dos concilios, breves e bullas pontifi-
cias ; acudi porm a Providencia com tomar o
Dr. Muniz assento : tudo Acara orientado sobre
bullas, porque elle he um bollarlo em carne e
osso !
C O R H E S I' 0 N D E K C I A .
parlici-
pando-vos baver experimentado os apparelhos
de Al. Crosley, e que este respeilo havia esca-
pado M. Manwaring diter que a forma nao
havia produzidu inulto bous elleilos ; porque
enlao usei d'uma chaininc separada para a for-
ma e Igualmente alterei o processo. Isto, en-
vergonho-nie de dier eustou-ine cen libras
esterlinas alm das despezas dos materiacs;
entreoanlo com prazer o digo agora malo-
grado no meu plano esiou irabalbando coin
mais suavidade, e espero, que, esla semana, fa-
rci quin/.e barricas por lruia. Sou de opiniiio,
que o assucar he omito uielhor. Uir-vos-hei nea-
laoccasio, que nao deveis considerar o que
vos remettl pelo S. Vicente como multo ba
mustia; de presente elle he inulto difirante,
inuilo mais forte e pens, que poueo ou ne-
iihum nielaco tem. He geralnienle leconliecido
ein Uii hmoiid que as caldeiras coseni io bem
como quaesquer outras; porm, que nao pdeni
supprir as formas de lano charope quanlo o
necessario ; entretanto oappanlho tambem fa-
cilita o fabrico do assucar e nao he pouco po-
der usar-se de qualquer combuslivt 1 para as
formas
que servil-se siiienle da lenia secta porque
se obteiu um fogo mais tixo. O combuslivel ,
de que me tenho servido para fazer ferver as
formas nao seria sullicieiitc para as caldeiras ;
que pouparei coni-
Srs. Redactores.
Como por desgraca nossa a ignorancia de al-
(uinas autoridades ( e estas com caitas de Ba-
cliareis en, direito ) teora chegado a poni to
"iludo, que Kiioro o que devio saber assim
como todo o christo deve saber a doulrina; por
esse motivo os vou incommodar rogando Ihes ; e pens poder accrescenU
" favor de transcrever no seu jornal o aviso, que <'
"es remello por copia, assim com o f8. doart.
5 da lei, que marca as altribuices dos presiden-
tes das provincias, datado de 3 de Outubro de
18J4, por cujo favor Ihts Otar agradecido o
Anli-.4pedeula. ~]
i ~i>S M o Imperador,lomando em considerarn
asdirVidas, que teeui appareiido sobre a intel-
ligeneia da palavra Magistrados nos casos,
e i ijue Cuii^liluieo do Imperio altribue ao
Poder Moderador a laculdade de suspendel-os, ni:uos perfeitameule habilitados para toso,por
eouvindo o Concelho de Estado, com cuja opl- termos feito una experiencia se bem que ira-
uiohouveporbem conformar-se, ordenuu-me, pe feita na fabrica de Richmoud em S. Vi-
experiencia
opinar que
empregados como o devein ser, aluda mais sa-
tisfactorios serao os resultados, isto lie ; o assu-
car melliorai inulto mais em cor sua docura
augmentar milito, e por conseguiite sera mais
procurado pelos refinadores por isso que te-
i ao de economisar iiiuilo trabalho, e tainbeiu ,
segundo esperamos, inulto combuslivel. Con-
tinuantes ser charo Sr. vossos liis servos
A'.H. Crosley P.Cruiskhank 8t Campanilla.
Extracto rf'nmn carta lenrique Crosley de Lon-
dres escripia por (iuilhei me Mantcariny edi
lada de II i chino nd OH Vicente (i i de Ma
de 183!.
.< Pelo ultimo paquete deveis ter recebido a
de M.' Aarkler e supponho, que vos teria cau-
sado milito prazer. memos agora quinao bar-
ricas de assucar, segundo o svstema de M.' Cros-
lev. Com quanto as quatro primeiras nao cor-
re'spondesseni s niinhas esperaucas, alegrome
coin tudo em ilizer que as outras sao de excel-
lenle qualidade. Trabalhando coiil'orine este
svsleina aeonselhei i M.' 1., que coiisentisse os
trabalhadoies lazerein Ulna pequea quantida-
de de assucar segundo o nielhodo antigo e que
os ilcixasse depositar ao inesiuo lempo. Por es-
te modo tlvemOS una occasiao opportuna para
ajuisar do mrito do patente. Sendo ambos os
mocares feilos da mesma especie de sueco e
dadas as mesinas circuinstai.cias era justa-
mente esla o apporluuidade de coinparal-os.
D'esta coinparavao resultoil, que os assucares
iiiaiiufacturados,segundo !.' Crosley, tem urna
vantagrm de juasi 3, ou 4 s, por c\\ i.
Maio, 5. romos visitados por M.1 Barclay .
da tirina de Davis & Harclav por M.1 Tumbull
de /erbiee por um eavaliieiio de (ranada e
por M.' Ruce d'esta ilha; todos elles maulles-
tirio o maior conceito pelo systema em questao,
e declararte que o assucar feito de coiiforiui-
dade com elle val de 5 a (i s. por cwl. mais do
que o manufacturado pelo antigo processo.
As barricas que passro da casa de pur-
gar verilieou-se seren d'un exeellenle peso ,
coin o que milito se satisfei .M.' (ordon
Certificado de Mr. John (SordOH, director da fabrie
de Itirhviond, em S. Vicente, datado de 27 de junho
de 1739.
Tenho experimentado inultas vantagens na
applicaco do methodo patente de M.' Croslej
para a evaporaciio, ein bai\a temperatura.e tolo
nesta fabrica, durante as tres ultimas safras;
ein cujo esparo de tempo (como geralmente suc-
cede com a adopcao de qualquer sistema novo,
liouvcrao varias niodilicacoes, i lini de leval-o
ao estado de perfeico : mas at entao nao o no-
ticiei coin tanto prazer como agora o fajo.
Chamo a attencao de todos para os seguintes
tactos:
A evaporacao do sueco linipo, ou charope he
feito 180 graos da estala de Eahrenheit, e por
consiguite menos 85 graos do que a tempe-
ratura de fazer ferver a agoa ; no entretanto a
carbonisacao he eliclivaiueiite prevenida, e
com tudo a evaporacao he mais proinpla do que
pelo methodo do usual.
A ci istalisacao augmenta, e no entretanto di-
niiiiue a quantidade de nielaco, e a gran, ou cris-
tal, he mais dura e forte, e nao he tao susccpli-
vel de humedecer, crino o assucar feito de eon-
forniidade com o outro processo.
A qualidade do assucar he todos os respec-
tos mullo nielhor ; e fin de levar a experiencia
ao ultimo ponto, tenho ltimamente feito assu-
car pelo novo e antigo processo, e de canas da
mesma natureza. A coinpaiacao do assucar, as-
sim fabricado, cotivenceo inuitos agricultores
praucos, e diversas pessoas cientficas, da
grande vaiitagem, resultante da applicaco dos
apparelhos patentes, e inultos declararad, que o
assucar feito segundo o systema moderno mere-
ce no valor um augmento de 5 s. por ewt.
Os apparelhos estio trabalhando nesta fabrica,
onde pdeni ser vistos, e suppoiiho-iiie habili-
tado para asseverar, que pdein ser adoptados
coin grande vaiilagem, mesmo as pequeas fa-
bricas, pois nao so lacililao o fabrico do assucar,
e pi oduzeni o sen iiiclliorainenlo, como econo-
nsao milito coiubustivel.
de Castro Aecioli; para Par.ihiba, aos Srs. Eran-
cisco Manoel Carneiro da Ciinlia, Victorino Pe-
reira Hala ; para Loar, a Sra. D. VHctorianna de
Freitas fiar boza ; para o Para, aos Srs. Jorge
Rodrigues Sidreira losi; Francisco Gomes de
l'aiva; (tara o Maranho as Sras. 1). Adlaidc
Eutloxa sarment Francisca Pelona de Facas,
e para os Srs. Alexaudre Tliiopholo de Carvalho
Leal, JoaquimJorgeGoucalveSj JoaquimRai-
mundo Crrela Alachado, Joao Antonio Lima
Ciiiiuaraes: para Portugal, as Sras. D. Amia dos
Santos, e OS SrS. Agoslinho Comes de Mello ,
Amonio Ferrera Antonio Mximo, Antonio
Nicolao Azevedo \uloiiii) d.1 lloclla Machado .
Viitouin Slvcira Leal. Antonio Thoiii .Machado
Assis, Antonio Tavares Pacheco, /'ernardo Luiz
A ieira de A breo Domingos .los Cocllio, Fran-
cisco Cordeiro, Francisco Ferrera, Francisco
Ignacio da Costa Joaquim .los /rolclho Joo
t-arlos da Costa Joao Manoel //arboza Joo
de Matto= da Luz a Sra. I). Josepha de Jess ,
Jos Rodrigues, JOS* da Silva llamos. Jos \ i-
cente I.cao, as Sras. I), l.u/ia da Coiiccicao, Lui-
za Maria Pereira c os Srs. Luis Comes \ ieira .
Luis Maria de Moraes, as Sras. 1). Alaria do Car-
ino, Maria Josepha Alaria de Jess, Alara Joa-
quina e os Srs. Manoel Goncalves Moreira, Ma-
noel Jos da (iosla Vicente Antonio Estevao.
>. li. Asearlas, que como as cima forcill a-
chadasua referida caixa. nao seguirn o seu des-
tino. (88
4 Companhia de Uebiribe.
Os Srs.accionistas da Companhia, de ffebiribe
hajo de realisar urna prestaeSo de t p. e., den-
tro do pra/.o de 3(1 dias contados dcsla data em
diante. Escriptorioda Companhia Ii di- .Mar-
co de 1845.O secretario, li.J. l-\mandes llanos.
awa gv.T _!. i^ij?'.r--"!-'.",-fa
A V ISO S M A li I TIMOS.
2 s: A barca porlugucza bella Pernamburana
sai para o Porto, no dia U de abril inipretervel-
ineiiie ; recebe anda algiiina carga a 250 rs. por
arroba de assucar, At passagciios por ter bous
eoiuiuodos; trata-se com o capitn Manoel Fran-
cisco Rainalho ou com o consignatario Tho-
maz de Aquino Fonseca na rua do \ gario mi
mero 19. (8
4-Para o Rio de Janeiro segu coin toda a
brevidadea bem eouhecida e veleira barca Fir-
meza por lera maior parle do sen carregaineii-
to proiupto : para algum resto de carga escla-
vos a frete, e passageiros dirijao-se os preten-
dentes a Caudillo Agostinho de Barros praei-
nha do Corpo Santo n. lili, ou ao eapto Nar-
cizo Jos de Santa Auna. (ti
5 Para o Maranho sai com brevidade o
brigue-esruna nacional laura, capito Antonio
Ferrera da Silva Santos ; quem no mesmo qui-
zer carregar, ou ir de pessagem para o que
lem encllenles commodos, ditija-se ao Capito
a bordo, ou Novaes ^' Companhia, rua daCrux
n. 37. (5
3 Para o Cear sai rnuito breve a suma-
ca Yelictdade,mestre Ignacio Marques, por ter a
maior par'e do seu carrrgatnenlo prompto : os
que nella qni/erem carrejar, tratem com o dito
mestre, ou com o proprieta rio Antonio Joaquim
de Souta Kibeiio. (6
MOV MENT DO FORT0.
A'at'io entrado no dia 14.
Liverpool; 33das, barca inglesa Mary Qvttn ol
6'cote,tonelladas2fi6,capilAo Win.Kelly, equipa-
geni 14. carga fazendas, a James Crablree Se .
Rio de Janeiro; 33 dias, galiota hamburguesa
Cari ,l equipagein 0, carga cal, ao capito.
Savia subido no mesmo dia.
Lisboa; patacho portugus AToeo Cangreno, capi-
to Manoel Jos Halo, carga assucar.
Porto; brigue portugus jVnr l-'eliz, capitn
Antonio Luiz Coins, carga assucar.
()bserva Suspendern do Lamcirao para a Hahia a bar-
o que na verdade he muilo nielhor do ca inglesa Ellen, capito lieiiry AVorrall, em las-
tro ; e para Londres a barca inglesa Calcutta,
capito K.C. Ross, com a inesnia carga que
tiouxe de Mova liollauda.
L t: 11.1 o
5H#ai
f Manoel Ignacio de Oliveira faz leilode
iOO barricas com baealho, vindas do Rio de
Janeiro no brigue Competidor, por conla e risco
de quem perlencer, no caes da Alfandega. sab-
bado, t5 do ccrrenle e segunda feira ( |7 ) O
qual so vender pelo mais que se echar.
(
:-.'.

Avisos diversos.
1 Constando
Araiijo procura
qui, ou Rabo de
p
ribe, o
das
Esle apparelho de Al.' Crosley lem criado no
espirito publico um nao pequeo grao de curi-
osidade. .Aluitas pessoas teein viudo visitar a
fabrica.
122 Fcnchurch Stnel Londres 19 de
agesto di 1830.
Charo Si. Recebemos a vossa carta d'esta
data e em resposta cabe-nos dizer que em
qualquer lempo ser-nos-ha mu agradavel tes-
t<-1iiiiiili.tr o aprefb e erHcauia do vosso metho-
do patente para o fabrico de assucar ; e snppo-
DECLARACOES.
l=Avisa-se as pessoas que bolro na caixa
do correio cartas para diversas pessoas, e luga-
res abaixo relacionados scni terein d'ellas pi i-
ineiraniiiile pago o respectivo poite como de-
termina a lei, que rao vir ao mesmo correio sa-
tsfazer esle prcteito para entO podereni taes
cartas ser levadas ao seu couvenlente destino.
Helaco das carias a (ue se refere o annun-
cio supra.
Para Franca a Sra. Collin
que o Sr. Joaquim Correa de
vender O sitio denominado Je-
lequi a iiiaigcm do rio Capiba-
terras do engenho l'enedo de
baixo, o abaixo assignado faz sciente, que pes-
soa .lignina, principalmente o Sr. Jos Xavier
Carneiro Rodrigues < .impelo, faca contrato
com o dito Sr. Joaquim Correa acerca doquelle
sitio, semipi prhuriraiuciilc se euteiida coin
seu coiistiiuiite o Sr. Francisco de Paula Mari-
nh(i Wauderley, morador no seu engenho Jlin-
di.i na ribeira del/na, visto que dita propieda-
des!'acha penborada porque o dito Correa Ihe
he devedor Filippe Lopes Kttio, procurador
bastante.
LOTERA OE .Y S. O LIVRAMEKTO.
.'iAs rodas dcsla lotera audo iiifallivelmeute
no dia 10 de abril ; C os billietcs acho-se a ven-
da nos lugares j aiinuiit'iados. ,'4
Aluga-se um segundo andar e soto na rua
da Peiilia : a tratar na rua do Cabuga lo ja de
niiudezas de Joaquim Jos da Costa Fajoze.
3 Roberto Felippe Wood retira se para fu-
ra o Imperio [
3Prnisa-se de um pequeo para caheiro de
v. nda, prifete m di ses chegados proxirnainen-
te; na rua daScnzalla-nova n. 1, se dir quem
precisa. (4
Nu armazn de
F. A lves Vianna,
SanZdla n." no, lia sempre
silo de bous SMicares finos.
assnrar de
ua rua da
depo-
, pro-
para TentUga, ao
Sr. Joo Mauricio Waiiderlej para oiiio aoslpno para exportaco, e por pre<;os
Sis. Antonio da Costa llego Moiileiro, Antonio i ..1/noV,U
Joaquim de Mello Antonio Joaquim de Santa | ca. fct


O Sr. Domingos Antonio Vieira Branco
queira anounciar a sua morada, que se lhe de-
soja (aliar.
Os Sn. que encommendi'io na venda
da ra do Rosario da Boa-vista n. 2, mergulbos
de parreiras, pdem os ir buscar, por ja se
acharem promptos.
*- Do-se 150# rs. a juros sobre penhores de
ooro ; na ra Uireita n. 67.
O VERDADEIRO REGENERADOR N. 17
Esta ajvenda nos lugares do costume.
O abaixo assignado advoga no crime des-
dea lormaco da culpa e nocivel : os que se
quizerem utilisar de seus servicos o pdem
procurar na casa de sua residencia no pateo do
Paraso n. 4. Adverle que na tjualid de de
advogado nao conhece partidos nena naturali-
dades. Antonio Borges da Fonstca.
Quein precisar de urna ama para esa ,
a qual sabe lava*, engommar ecosinbar, dirja-
te ao pateo da Pecha, no fundo da botica.
OfTerece-ae um rapaz de )8annos, para
caiieiro de venda queja tem bastante prati-
ca; quem o precisar annuncie.
No dia 13 do correte moz, pelas 8 horas
da noute perdeo-se, trasendo-se da Koa-vista ,
para a ra de Hortas, um chale grande de se-
da, j usado, vindo dentro um vestido de sar-
ja preta, um 16 preto um vestido de cassa. de
menina ; roga-se a pessoa que achou ou a
quem or offerecido, do dirigir-se a praca da In-
dependencia luja de miudosas n. 3, que ser
recompensada.
D-se um cont de ris a premio, ou mais
sobre penhores de ouro e prata ; na ra da Ca
deia do Recie, toja de lasendas n. 60, de Anto-
nio Annes Jacome.
Quem precisar de um rapas Braslleiro
para caiieiro de ra, ou de qualquer estabe|e-
cimento, dirija-se a praca da Boa-vista, sobrado
o. 6.
A pessoa, que annunciou por este Diario
precisar de 800/u l:000/de rs. a premio, dan-
do penhores de prata e ouro, por 4 a 6 mezes ,
dirija-se ao pateo da S Cruz, padaria n. 6, que
se dir quem d.
CaetanoTeixeira Pinto Coelho comprou
por orden do Sr. Joo Dias de Castro Guima-
raes, morador na cidade de Macei, dous meios
bilhetes da quarta e ultima parte da segunda
lotera da matriz da Boa-vista de ns. 2I9 e 823.
Lendo o D. novo de 13 do corrente nelle
depareicom urna correspondencia assignada pe-
lo Impvido Liberal, e depois que acabei de a
lcr, muitosenlimenlo tive por me lembrar ja
nao existir o gordura para com boas palmatou-
das beijar as nios ao (al correspondente pois
melbor escrevia o chala, e sabe Dos se o tal
chala nio est na trra ; e quando nao seja
obra do chala, ser telvez de algum anjo r
como esteja em duvida, vou por meio deste an-
DUOeio oflerecer a quem descubrir o tal autor
da correspondencia uns papeie de doces pois
tenbo preciso saber, a (lm de encomtnendar a
composicao de um novo diccionaiio de termos
absoletos amolecados. para odeiecer ao amigo
e capadocio. O Adamustor
Na tarde de sella feira de Pasaos perdeo-se
desde a ra da Cadeia do Recite at a igreja
do Carmo, una carleara de marroquim rouxo ,
contendo SIH rs. em cdulas, alguns recibos, e
papis ; a pessoa, que livor achado pode icar
com o dinheiro querendo) e reslituiudo a car
teira e papis a sea dono na ra da Cadeia
Velha loja n. o, que se ficar obrigado.
Quem precisar de duas amas urna de li-
te e outra secca, esta para casa de homem sol -
teiro, ou de pouca familia dirija-se a travessa
confronte a do Carcereiro n. 3
1 A mesa regedora da irmandade do Apos-
tlo S. Pedro desta cidade convida a todos os
irmaos da mesuia irmandaue, para se reunirem
no dia 26 do corrente mez de Marco pelas 0
horas da manha em ponto, no consistorio da
inesma irmandade, a fin de, reunidas em mesa
geral, deliberarem a respeito da approvavaco
do novo compromisso, que tem de reger a ines-
ma irmandade. 9
IMr. Vignes, fabricante de pianose afinador,
tem a honra de participar ao respeitavei publi-
co desta cidade, que mudou-seda ra da Boa-
vista n. 5, para a do Queimado n. 12, primeiro
andar, onde continuar aliar e concertar com
perfeico os ditos pianos, tornando-os como no-
nos depois de concertados tendo elle os preci-
sos objectos para esse flu, nao so os avia-
mentos, como todas as ferramenlas deste offi-
cio. 10
i Os abaixo assignados fazem sciente ao
respeitavei publico, e principalrneute aos seus
fregueses com quem teem Iransacoes que dei-
xou desercaixeiro de sua luja desde o dia do
crrenteme/, om. Custodio Pires da Silva.
Viuva de .ndela Antonio de Moraes 6 C.
1 O abaixo assignado faz sciente ao respei-
tavei publico, que, tendo dado balauco na sua
taberna sita na travessa da ra Bella n. 8, no
dia li do corrento mez, e echando prejuisos des-
pedio o seu caiieiro Manuel de tal o o abai-
xo assignado tendo noticia que elle anda co-
brando dividas pertencentes a mesma casa, faz
sciente o abaixo assignado, que elle nao est au-
torisado para semelbanle cspeculacao, eo abai-
asslgnado avisa a todos que sao devedores a
casa, que nao paguem ao caiieiro porque o
abaixo assignado nao Ibes levar em coi.U,guan-
do tiverem de pagar paguem ao abaiio assig-
nado, que be o dono da casa.vistuo seu caiieiro
noe rautorisado a fiar o que lhe nao pe ten-
ce. Justino Antonio Baptista. (13
i a TTi-r i 111 i
1 Samuel Pouver Johnston val a Inglaterra.
4F. Duprat participa ao publico, e parti-
cularmente aos seus freguezes da loja sita na
ra Nova n. 7, que foi do9 Srs. J. P. Adour Sj
Companhia que oSr. Jos Antonio Goncalves
Bastos nao be mais seu caixeiro desde o dia 10
do corrente. (6
jPrecisa-se de 1 rapaz para caixeiro de ven-
da, dos chegados ltimamente das Unas, anda
mesmo nao tendo maior pratica, porm que se-
ja de boa conducta, e saiba escrever e contar ;
quem estiver nestas circunstancias, dirija-se a
ra do Cotovello, venda n. 1, das 6as 10 ho-
ras da manha, e das duas as 0 da tarde. (7
3 Aluga-se a propriedade de casa no Reci-
ce n. 3, na ra do Vigario, defronte da Inspe-
cao. talvez a melhor, que hoje ha no Recife, pe-
la sua localidade; juera a pretender falle a Ma-
nuel Alv s Guerra. (S
ii Antonio Jos da Costa Pinheiro retira-ae
para fra da provincia. 2
2 O abaixo assignado, mestre de ferreiro e
serralheiro, tem estabelecido suaofflcina na ra
do Brum n. 21; as pessoas, que de seu preslimo
se quizerem utilisar, dirijo-se a mesma ra ,
que se prometi apromptar com muita brevida-
de toda e qualquer obra com perfeico e por
proco rasoavel. Eduardo Walth
2 O P. F. C de L. e Silva continua a re-
cebar alumnos para a sua aula de primeiras lat-
irs ogrammatiea latina, na ra Bella n. 45. .3
2 Precisa-se de um rapaz Porluguez de 14
a 16 annos para caixeiro de urna venda, que te-
nba pratica e de fiador a sua conducta pois
nao se,iiha a ordenado ; aa ra do Livramen-
to n. 38, venda junto ao lampiao se dir quem
precisa. 1.6
2 O encarregado de commissoes de com-
pra e vendas de pecas de ouro, prata e outros
objeztos, para evitar o prolongamiento nos ar-
tigo, vendas, declara, que para o futuro s re-
cebe objectos de ouro ou prata pelo justo e
concertado valor, cujo Mear declarado no reci-
bo, que o annunciante tem por costume passar
ao dono dos objectos, assim como licar decla-
rado o mesmo valor na ordem, que estes deven)
dar aquelle para effeituar tal venda;nesta conlor-
midade,continua o annunciante a reseber, tanto
para comprar, com para vende; rcompro-se 3
conloes de ouro de le, com o peso de 10 oita-
vas pouco mais, ou menos cada um; para taes
negocios, lodosos dias na casa n. 15 ao lado
do oovo Iheatro, em palacio, das 6 as 9 horas
da manha, e de urna as 3 e meia da arde.
.Y. li. continua-se a guardarodevido segredo ,
para nao serem publicas precisos particulares ,
assim como se pede a toda e qualquer pessoa ,
que baja encarregado o annunciante das men-
cionadas commissoes, e nao se ache satisfeito ,
haja de o declarar por este Diario, ou por ou
tro qualquer. (20
2 Oflerece-se urna moca para ir trabalbar
em alguma casa capaz, tanto em obras de al-
faiate como chapeos para senhora e todo o
mais servico pertencente a agulba; quem de seu
preslimo se quizer utilisar dlrija-se a ra do
Kangei n. 50. (6
2 Precisa-se de um forneiro, que seja pe-
rito no officio ; na ra Direita padaria n. 32. 2
2- Precisa-se de 8# a 1:000/ do rs. por
espaco de 4a 6 mezes com o premio de um
e meio por cinto e coin penhores de ouro e
prata ; quem quizer dar anuuncie.
2 Manuel Francisco Coelho faz sciente ao
publico, que mudou o exercicio de sua aula de
rainmatica latina e portugueza para de ma-
nha das 9 huras ao meio dia; que continua a
acceitar alumnos para a mesma aula; e que as
horas vagas d licoes das mesmas disciplioas
em casas particulares: quem se quizer utilisar ,
duija-se a aula e casa de sua residencia, na ra
de S. Amaro, entrando da ra Nova primeiro
sobrado n. i 8. (9
2 Aluga-se na ra da Moeda, bairro do Re-
cite, um armasem ; os pietendentes dirijo-se
a ra doCabug n. Iti. (3
Ma loja de alfaiate, no aterro
ds Boa-Vista n. 4o? precisa-se de
um hornero que seja bom alfaiate,
para ser embregado no corte das
obras-
&
se ; na ra da Conclcao da Boa-vista n. fiO. (2
*Vende-se um mulatinho de idade de \
annos ptimo para pagem ; um moleque de
naco, de idade de 12 annos, cosinha bem o or-
dinario de urna casa; um dito de idade de 9 an-
nos ; dousescravos bons canoeiros ; duas es-
cravas quitandeiras e lavadeiras; na ra Direi-
ta n. 3. (7
9 Vendem-se saccas de milho, ditas de ar-
roz pilado, ditas de arinht tudo por barato
preco ; na ra da Cadeia Velha n. 8. (3
a-Vendem-se lijlos de al venara grossa ,
tanto por milheiro, como a retalho, por preco
muito em cunta ; no armasem por detrs da ra
do Caldeireiro n.4, que fica defronte do arma-
zemdo Ainorim. (5
Charutos Regala.
Acaba de chegar um esplendido sortimenlo
desta celebre fabrica da Babia ; na ra da Ca-
deia do Recife a. 46, preco rasuavel. (4
4 Vende-se um piano ingles em muito bom
estado, ptimo para quem quizer aprender e
por preco commodo ; era Olinda nos Quatro-
cantos, sobrado da esquina ao voltar para a ra
do Coixo; na mesma casa vende-se uin armario
pintado de azul claro, com portas de vidro, bom
para guarda-louca, ou livros. (7
i Vendem-se selins e lencos pretos de seda
da India, velas de esperinacele, e han timbos de
carne salgada ; em casa de Malbeus Austins #
Companbia, na ra da Aiandega-velba n. 36.
3Vende-se um piano inglez, com boas vo-
zes, e com pouco uso, por preco muito barato;
na ra do Crespo n. 12, a (aliar com Jos Joa-
quim da Silva Maia. (4
3 Vende-se um braco de batanea grande
com conchas e correnles de Ierro, dous pares de
esporas de lato, modernas, duas conchas de
pao, novas, de balance grande urna porfi de
caixas vastas do Poito todo o negocise far;
na ra das Cinco-pontas n. 100. (6
4Vende-se urna armacode venda, felta, ha
pouco lempo, e em muito bom lugar, laz-sa es-
te negocio por o dono le de se retirar ; a tratar
na praca da Boa-vista, venda n. 18. (4
5 Vende-se urna murada de casa terrea na
ra da Palma ; a tratar na mesma ra n 8, das
6 ateas 10 horas da mania. (3
oVendem-se 6 escravas mofas, de boas fi-
guras duas cosem engumiuo e cosinho ;
duas negr 111 lias de 12 annos boas para serem
"i educadas; urna mulatinba de iti annos, com
i Na ra da Aurora o. 26, comprio se al-1 principios de habilidades; 3 escravos mocos,
guns pretos para Irabalho do campo.e preferem- 1 optimos^ara o trabalho do esmpo ; na ra do
se alguns, que saibo trepar em coqueiros. (3 Crespo n. 10, primeiro andar. (7
2 Compra-se um palanquim de rebuco, em
bom uso; no principio do Atierro dos Afogados
sobrado n. 47. (3
pedio emprestados na venda da ra do Vigario
n. 13, em 12 de.novembro p. p., e do contra-
rio ver seu nome por extenso.
3=Na fabrica de chapeos de sol, na ra
Passeio Publico acha-se seinpre um sortiinento
de chapeos promptos assim como s-das e ou-
ti as fazendas para cobrir os mesmos na mes-
ma concertao-se todas as qualidades de chapeos
de sol. (6
MUITO IMPORTANTE PARA O POVO DE PER-
NAMBUCO.
3He espantoso o numero dos nossos seme-
Ihantes, que cada auno suecumbe molestias ,
que, se fssein tratadas siinplesmente, serio
anda vivos! entre nos estas molestias sao geral-
mente a thysica, catharros ndisi.yds- gateo
pepsia applcxia febres de toda a especie,
assim como intermitientes, bilis, escarlatina ,
gotta, molestia de figado pleuresi, inflara-
maces paralisia, hydropesia, bixigas, saram-
po, lombrigas, disenteria, erysipelas inclias-
sos de ps e peinas, hemorrhoidas, lora as mo-
lestias de scihoras.
Muitas destas molestias sao radicalmente cu-
radas e todas alliviadas com aquella celebre me-
decina popular doDr. Snell e as pilulas vege-
taes do Dr. Brandreth.
Recoinmendamos a todos os doentes pois
nao requer resguardo algum. Na Inglaterra e
nos Estados Unidos estas pilulas teem sido o ni-
co remedio de umitas familias por longo tempo,
tirando sempre o desejado fim, reslabelecendo
a sai ule.
Na corte e as provincias teem urna extraeco
enorme e sao receitadas por mu i tos dos m-
dicos mais habis do Brasil.
Acaba de chegar urna nova porcao destas in-
valuaveis pipulas e adverte-se ao publico, que
as nicas verdadeiras pilulas vegetaes sao em-
brul hadas no seu receituario, fechado com o sel-
lo em lacre preto dos nicos agentes para o
Brasil no Rio de Janeiro, e vende-se smente
em casa dos nicos agentes, em Pernambuco,
J. Keller & O., na ra da Cruz 11.18, c para maior
commodidade dos compradores, na ra da Ca-
deia loja da viuva de Cardoso Ayres, na ra No-
va, Guerra Silva &C* atterro da Boa-vista Sa-
les &(haves ao prego de 1/rs. cada caixinha
de ambas as qualidades. (3g
20 abaixo assignado faz ver aos Srs. que
tem penhores com o praso vencido hajo de os
vir tirar no praso de seis dias do contrario se-
iiio vendidos pnra seu pagamento de principal e
juros.
Joaquim de Queiroz Monteiro. (5
COMPRAS
VENDAS.
por
o.
da Matriz do Boa-Vista.
Segunda feira, 17 do corrente,
ando iufallivelmente as rodas des
la loteria, ficando a Irmandade
com o restante dos bilhetes que
seno venderem at a hora do an-
damento.
3Oabaiio assignado iaz publico, que desde
o dia 11 do correte deixou a freguesia, que ti-
nba na casa do Sr. Bernardiuo U. Duarte, em
a ra da Madre de Dos, obde eostumava fazer
todos oz mezes sua dispensa, o que sucede a de-
pois de justas e saldas cuas contas ; como sem-
pre andarlo; que em consecuencia disto passou
o annunciante a contrabir nova freguesia com
o Sr Francisco Martins Ramos, residente na ra
do Vigario, e Analmente, que por especial in
li resse do abaixo assignado he que se fazem
estas decarac6,;s. Salador Coelho de Dru-
monde^Albuquerqut. ll
2=0 6r. A. F. C. queira ir pagar cinco mil
rs. dentro do praso de quinze dias os quaes
I Vendem-se boas saccas de minha
S800 rs. ; na ra do Vigario, venda n. 14.
i Vende-se farinba de S. Catbanna em
saccas, e aos alqueires a bordo do brigue S,
Manoel Augusto, chegado prximamente de S.
Catbarina, ou na ra de Apollo o. 18. 'A
1 Vende-se urna clarineta muito boa com
14 chaves; na ra Nova, loja dos Srs. Dedier
Robertcx Companbia (3
1 No armasem de deposito de viveras,na ra
da Praia, becco do Carioca, por baixo da Socie-
dad' Philo-Thalia vendem-se II ferros ran-
cezes para cortar flores finas, sao iberios em al-
to relevo, ecorto 12 flores de cada um vez ;
tambem se vendem duas imprensas de impren-
sarasfolhas para as mesmas, sendo urna de
metal e a outra de pao ; qualquer senhora, que
as pretenda, ou quem quizer mandar ensinar
alguma menina a arte de florista, annuncie a sua
morada, ou dirija-se ao dito armasem. (10
Vende-se urna cabra bichoj, boa leiteira ,
com duas fllhas ; na ra Bella n. 24.
CVendem-se dou< pianos horisontaes de
boas vozes, e quasi novos ; na ra do Collego
a. 15, das nove horas da manha as 4 da tarde;
e muito em conta. .4
1Vendem-se superior laiinhs de Mage, che-
gada ltimamente do Rio de Janeiro, em saccas
de alqueire, por prego commodo ; na ra de
Apollo n. i, armasem da Gomes & Irmo. (4
Vndese no domingo (16) csrne de vilella
e carneiro gordo ; na ra dos Quarteis n. 11.
2Vendem-se saccas com gomma ; na ra
da Cadeia do Recife, por cima da loja de cam-
bio u. 36 3
2 Vende-se um sobrado de dous andares,
(.a travessa da ra Bella ; a tratar na ra do
Collego, loja de alfaiate ao p da botica do Sr.
Cyprianno ,'4
2Vende-se eflectivameote cal branca a 1G0
rs. o alqueire da medida grande dila preta a
a 36U rs. pela mesma medida e pela medida
nova a 280 rs. ; no armasem do Sr. Nicolao Ro-
drigues da Cunha, na ra da Florentina. ,5
2 -Vende-se um novo sortimento de calcado
de todas as qualidades, chegados ltimamente,
tudo por preco commodo ; no Atterro da Bol-
vista, loja n. 24. ,'4
2 Vende-se um ptimo sobrado de 2 anda-
res, mui bem construidoe muito fresco, por bo-
tar de ra a ra, livre e desembaracdo, sito na
ra do Amorim n. 17; a tratar no mesmo so-
brado. (5
't Vende-se urna venda com poucos fundos
e muito propria para qualquer principiante, na
ra do Amorim 11. 17; a tratar na mesma ven-
da. (4
2 Vandem-secavallos, sangro-se e curo-
Vende-se sal de Lisboa de
muito boa qualidade a bordo do
Boaviagem ,
brigue JS. S. da
tratar na ra do Vigario n. ti,
Vende-se a venda n. 11 em
iN. S do Terco ; a tratar na mesma,
que se lar todo e negocio.
ESCRAVOS FGIDOS.
2 Do sitio BemSca junto a pontesinha dos
Bemedios desappareceo um escravo de nome
Paulo, de naco Cacange ou Camundongo ,
com os signaes seguintes : estatura regular, ca-
ra um pouco redonda, orelhas pequeas, pouca
barba, cabello crescido, e um tanto vermelho ,
quando olha mostrase um tanto bisonho, tem
um pequeo alejan em um dedo poilegar da
mo esquerda, ou direita, de um penarico, he
bastante bucal ; levou camisa eceroulas de al-
godo da trra, chapeo de palha ; osle preto he
oleiro desda moleque : roga-se a todas as auto-
ridades policiaes e pessoas particulares, por
quem pssa ser encontrado o mandem pegar, e
entregar no dito sitio ou na ra dos Quarteis'
da Polica, casa n. 18, que ser recompensados
generosamente. (12
S No dia 9 do mez de Fevereiro do corren-
te anno, fugio urna preta crioula, de nome Lui-
sa fllha da Bahia, representa 25 annos de ida-
de sabio vestida de saia e panno preto, de boa
estatura tem o corpo bem leito, bastante preta,
e bem fallante. So alguem a quizer comprar ,
procure sua senhora, na ra Nova n. 58, segun-
do andar, que far negocio ; e quem a pegar,
leve a dita casa, que ser recompensado. (9
2 No dia 27 de Fevereiro do auno passado
fugio um pardo de nome Antonio, balxo com
pouca barba, muito fallante e esperto tem as
costas urna costura, queja foi de gomma, e ou-
tra nacauella, anda com urna preta de nome
Mara, alta, bonita figura bem preta muito
fallante e esperta, andao vendendo miudesss e
fazendas consta que elle tem um papel falso
para ninguem o pegar, e inculca-se de forro e
casado, e consta que a pouco fui atacado do be-
chigas, e muda de nome ; qualquer pessoa po-
dor prender e levar a cidade de Olinda que
receber 50/ rs. de ratiflcaco (II
IFugio no dia 11 do corrente urna prels de
nome Rosa, representa ter 3o annos estatura
regular bastante reforjada, cabello cortado de
pouco ; levou saia de ehita escura e cabecau ;
quem a pegar, levo a ra da Cadeia Velha n.
30, ou a Olinda, nos Quatro-cantos, loja dels-
zendas que sei gratificado. (?
PERN} TYP DE AI. F. DEFARIAloVf.


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