Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05534


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Full Text
A mo de 1848.
Sexta Feira 14
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
Gol) 'araaba, aagundaia hxiii fairaa.Rio Grande do Noria, chaga 8 tii a par
i* 40c 34.Cabo, Sarinbaam, RioForneao, Macey, PortoCalru, Alagoai: no i c
ii i\ daada mu. Garanhum. a Bonilo a 1U a 24da nada ti loa-Tilla a Flor
a 4:1 a 28 do.Cidada da Violoria quiniai fairai. Oliada todoi o diai.
DAS DA SEMANA.
40 Sag Malii.io. Aud. do J. da D. da 8. t,
\ i Taro v C did'i. Ral, aud. do J. da D.d 1. .
4-j Q Harta G igorio. Aud J. da D. da 3 r.
]i Ouiata a Eufraiia. And. do J. da D. da 2. r.
H Saxta s. Mal ildei. Ad. do J. da D.da 1. Ha.
45 Sab. Iienriqua Ral. aud. doJ.da D.iia !. t.
i'i Ooia da Ramoa. i. Cyriacu.
"- *-
de Marco.
Anno XXI. N. O.
Tb^o .g>.. .panda da aa aaoa; da aoaaa pradaueia, uodaraajio, aaaergia : eoa-
uaaoi ooaio prinoipiaaoa a laraaaaa apootadoa no adanrasao anua aa oa;oaa mu
(Proclama da Auaablea taral di uaul.
lia
oullaa.
Ciiai ln tu 41 di kavu-
CaaibioiaabraLoadraa ->5 1|. Our.-Moadada 0,400
a a Paria 671 raia por fr,Dc0
a a Liiboa U0 por 100 da praaaio
t.
. da 4,0u
Prala-Patacda
a Paaoi coluaaBnaraa
a DitOl aiaiicanoi
compra
47*00
17.000
JIM
4.SH0
l.osu
4.VJ6Q
tr-da
7,00
47, 00
),B00
H.tU
2 ovo
4,V80
nr.y.-~jxsaa
tfoda da aobra ao par.
Idiai da lairai i!a bou firaiaa 4 porosa
PHASES DA LA NO BIEZ DE MAIllX).
La aura a & ai 4 h a 17 aaia da man; 1 La abala a 33 M 5 borai a 59 da I.
Craaeaata a 45 ai i 4 borai ijia da larda. Hispanla a 30 ai 8 <<<>> a 44 an da i.
Premmmr de kojl.
Priaara ai 40 horas e 6 aam da manbja | Segunda ai 0 hora e SO minuloi da I.
UtttWfWlf^' ro---rm- ;' -?'- rriiHaTi lili I lll IHBHa* III ilimWIII **l
DIARIO

PERNAMB
.THaggTcT.':.
ii.--.r-gm-.-.-.-- t-.v 'omi.:rv
EXTERTOR.
Pelo brigue Emprelundedor tiveinos llhas de
Lisboa que alcanco a 25 dejaneiro ultimo e que
11 ni o ou nada adianto s noticias que no prin-
cipio do corrente mes extraamos do Peridico
dos Pobres no Porto, o qual chegava mesina
data.
Ainda estava pendente na cmara dos depu-
tados o artigo do projecto dos foraes, pelo qual
a coinmisso conceda o remedio rescisorio aos
senhorios e foreiros contra as senteucas, que
vista da nova lei se mostrassem proferidas ein
desharinonia com as suas disposices, discusso
esla, que tinha principiado no da 21.
Constava que o principe caprinceza d'Aquila
tinhao partido de Par para Marselha, donde
seguiro para aples.
As ultimas noticias de Hespanba erao, de 18
dejaneiro. Ein sesso do senado de 11 acabou-
se de discutir o projecto de reforma da consti-
tu, ao. faltando meramente a sanecao real, para
que o estado comecasse a reger-sc pela consti-
tuico reformada.
No congresso dos deputados progredia a dis-
cusso sobre a dotacao do culto e do clero, cujo
projecto j se acha approvado at o artigo 4o
En consequencia do indulto pelo qual S. M.
houve por bem perdoar a muito dos revoltosos
dos valles de Hecho e Ans, se recolhro s
suas moradas mais de 80 habitantes daquellas
povoaces, que tinhao emigrado para Franja.
Segundo as participares communicadas pelo
agente do governo hespanhol em Roma, pare-
ce que o papa nao estava muito longe de resta-
belecer as suas relaccs coin a corte de Madrid,
e j tinha admittido a urna audiencia particular
o encarregado de Hespanha.
fT-JBK'!'
PKRN vMBUCO:
ASSEMBLA PROVINCIAL.
CONT1NUA?AO DA SESSA DO DA 12 DE MARfO DE
1845.
OHDEM DO 1)U.
Primeira discutido do projecto n. 2 d* 1845.Re-
instaura a extincta villa de Itamarac. ,
O Sr Lopes dama: Sr. presidente, nao quero
a palavra para me oppr absolutamente ao pro-
iecto ao menos porem quanto; visto acharem-
se au'ui assiguados tres deputados muito rcspei-
tavel; para rixar, porm, a ininlia opuuao dese-
iava saber, que motivos tivero para propor es-
te moiecto; que dissessem alguma cousa em a-
boio delle, a tim de que eu licasse orientado, e
uodesse votar com conlicciinenlo de causa; qui-
iera Sr presidente, que elles me mostrassem
a$ vantagens, a utilidade publica, que resulta
de ser reinstaurada a extincta villa de Itamara-
c emquanto nao me mostraremautilidade que
da lei provea, eslou resolvido a volar contra;
porque ignoro quaes sejo essas vantagens : o
iiuc el de Itamarac he que be una liba que
rica defronte de Iguarassu, uada mais sei; por
isso he que pe?o que me inlorn.em; quero co-
nhecer nue interesse resulta ein que essa lha
seia villa; o que j foi pelo que vejo dos termos
do ai tico; mas isto foi em lempo tao remoto que
be preciso que hajao razes, sein o que nao pos-
so votar a favor; e como as ignoro, quera ou-
OSt" Nnbuco:As razes sao as mismas que o
Sr. deputado api.seutou em 1840. para que se
nao extinguase esta villa.
O Sr. Lopes ama: -As que empreguei. po-
de ser; porm eu quero ver que razoes de utili-
dade existem, senao voto contra.
O Sr. Agaiar:Ha de votar a lavor.
O Orador:Votarei, se me coiiveneerem; mas
por em quanto aguardo-me para ouvir o que
hao de dizer os Sis. deputados, sustentadores do
projecto, e seus signatarios.
USr Aguiar.Sr. presidente, como signato-
rio do projecto que se discute, entend que de-
via esperar que elle fosse impugnado para eutao
o sustentar, o que agora farei, dando as razoes
queme movraoa apresental-o. Sr. presidente,
aquelles dos nobres deputados que se acnao pre-
sentes, e que rizero parte da legislatura de
1840, hao de lembrar-se, que eu fui un dos que
invugnro com quanta for5a Ibes lo. possivel
a ideia cuntida en um artigo additivo ollerecido
por um uobre inembro, quando se discuti a le
de 5 de maiode 1840; artigo additivo que extin-
gua a villa de Itamarac; e nessa occasiao liz
sentir, e ponderei todas as razoes, que me 00-
corrro, para que essa villa nao fosse suppn-
mda; mas infelizmente nao tendo sido atlendi-
do, agora torno a insistir nessa ideia, e nova-
jnente ubmrtterei considerado desta astein-
T>*a os motivos d'utilidade e conveniencia, que
me parece.n dever aconselhar a adopto do pro-
jecto; Ulvet se supponha |ue algUUl motivo
particular, euo o bem e coiiiiuodidade d lina
porclo da populacao desta provincia, fui quem
me aconselhou a medida que se discute; mas eu
declaro que, pensando-se desta inaneira. se me
julgar com injusta severidade, e com esta de-
claradlo fica resalvada a minha IntencSo, urna
vez que, tendo sido estas as minhas ideias em
1840, nada mais fayo actualmente do que repro-
duzl-as. Sr. presidente, todos sabem, que a
villa de Itaniarac he urna das mais antigs da
provincia....
0 Sr. Lopes Gama:A prime ira.
O Orador : A primelra nao, porque Iguaras-
su foi a primelra; masa segunda, e que conser-
vousempre essacathegoria at certo tempo, ein
que, nao sci porque razao, foi extincta : o poder
geral, icconhecendo a inju tica dessa medida,
e o iienhum proveito desse rebaixainento, tor-
nou a eleval-a a cathegora de villa, c essa ca-
thegoria Ihe foi conservada at 1840, poca em
que esta assembla a supprimo novamente pelo
artigo 6o da supramencionada le provincial de
5 de maio de 1840.
Nao he a simples qualidade de villa que deve
ser attendida no projecto oll'erecido ; a injusti-
9a nao est no nome porm na privacio dos
recursos e conimoddades de que pode gosar
a populaciio d'Itamarac entretanto que, para
os obter, Ihe he necessaro ir urna grande
distancia com despezas e inconiniodos que esta
assembla pode poupar com a instauracao
d'aquelle municipio.
He nquestionavel que os habitantes d'aquel-
la ilh.-i pdem gosarde mais promptos recursos
tendo urna cmara porto de si e ao alcance de
todos, do que fazendo parte do municipio de
Iguarassu em distancia da ilha3 011 4 legoas :
as suas necessidades inuncipaes sero mais
proniptaineute e com mais acert remediadas
por urna cmara composta de pessoas que co-
iihecom a tena, que a habito do que por in-
dividuos que nao pudendo avaliar bem essas
necessidades pela distancia em que se acho ,
nao sao por isso umitas rezos aptos ombora te-
nhao boa vontade para a]>plicar o convenien-
te remedio e promover o bein e interesse d'essa
porco de territorio. Desojando sinceramente
dar impulso aquella liba, Srs., en propuz a
mudanca da sedo para a povoacao de Pillar po-
roaco j muito coniinorcante grande o com-
inoda o ejue est as circunistancias de ser
o lugar chofe do municipio ; pola que a antiga
sede por sua loealidade distancia e deca-
dencia nao pode lioje disputar essa preferencia.
Talvez so objocte que ossa instaura(Ao tora de
prejudicar a villa de Iguarassu ; porm, como
entendo que o interesse dos habitantes do Ita-
marac n:lo devein estar subordinados ao en-
grandeciinento d'aquelle municipio reputo de
inui pouco peso seinelhante objeco; tanto
mais quanto o novo municipio por moio de
suas posturas epor cuidado de sua cmara,pode
augmentar as suas rendas ostaboleoor inelhor
moio de an ccadacSo proteger a agricultura ,
e promover assim a felioidade de seus munici-
pes. Eu disseao nobre deputado que me pre-
cedeo que elle necessariaineute volara pelo pro-
jecto porque eslou mui bem lembrado de que
elle e eu fomos os nicos que em 1840 so pro-
nunciro contra|a adop^ao d'esieartigo additti-
vo para a supprosso do Itamarac : disse que
elle volada porque saba que tinhao callado
em seu animo as inesmas raides que calanlo
no ineu, e que ainda subsistiudo essas mosinas
razes nao havendo mudado as cousas e nao
occorrendo circuinstancias dillerentes que o
uzessem mudar de opinio era evidente que
elle estava obligado a votar pelo projecto vis-
to queja o tinha sustentado, impugnando o arti-
go addittivo. Por tanto pens que visla destas
boas rellexes se julgara o projecto nas circums-
taociaa de ser approvado em primelra discusso.
poique a sua utilidade he reconhecida-
O Sr. Lopes (ama : -r. presidente, agora
me record, que me oppuz destrucao da villa
de Itamarac, como villa, porque nao se des-
trua Itamarac, destruia-se a cathegora que
tinha; oppuz-me a isso, lembro-me agora ;
mas declaro tambem que nao sei os motivos,
que se apresentro enlo para propor a des-
trucao de Itamarac, como villa, 011 para a
ilha ficar sem sor villa, nao sei quaes forao,
mas fosseiu quaes fosseni como cada um sabe
quaes forao, deixo ao'juizode cada um o avhal-
os; porm agora nao se trata disso, trata-sede
reparar essa tal, ou qual iujustica ; e eu sou
mais generoso do que o Ilustre deputado. O
projecto quer erigir em villa Itamarac. e nada
mais, e eu entendo que una illia por isso que
est separada do continente deve ter dentro de
s os recursos psecisos para as suas necessida-
des, dore ter principalmente os recursos iiuiiii-
cipaes ; mas o simples facto de se elevar una
povoacao villa nao constitue o direito do esta-
beleciinento de urna cmara municipal.
Votes : constitue, constitue.
O Orador : Nao Sr.; pode haver villa, sein
ter cmara ; pode ser tal a dviso judiciaria,
que a villa nao leuha cmara...
O Sr. Taques: Um oxemplo.
Votes : He do lei que a tonha.
O Orador : Se he de lei, que todas as villas
tenhao cmara, voto pelo projecto, os Srs. ju-
risconsultos devem sabel-o ineihor do que ou, c
assim voto pelo projecto.
O Sr. Presidente: Vou consultar a assem-
bla, se approva o projecto em primeira discus-
so...
O Sr Lopes Gama: (Pela ordem) Peco que ;
se me mostr a lei... seno... nao he preciso ;
na segunda discusso he ainda occasio para
isso se remediar, senao for assim.
OSr. Presidente- He ate da consttuicao.
He approvado o projecto em primeira dis-
cusso.
Primeira discusso do seguinte parecer.
A coinmisso de polica he do parecer que so-
ja approvado o artigo additivo ao legiuiento
proposto pelos Srs. Taques o Manoel Cavalcanti.
Paco d'assembla provincial de Pernanibuco
7 de marco de 1845. Pedro Cavalcanti. PtMl
Brrelo.
Indicacao.
Indicamos que se addite o regiment pela
manera seguinte:
Artigo nico. Na lei do orcamento provin-
cial nao poder ter cabimento nenhuma dspo-
sico para augmento do ordenado, ou outros
venciinenlos, reniisso do qualqiior especio, a-
batimento ein arreinataco de impostos, eleva-
cao de proco em arreniataces de obras publi-
cas, que nao tonha decretado lei anterior.
* ur,, |in: Sala das sesses da assembla legislativa
provincial de Pernambuco (i de marco de 1845.
Manoel Cavalcanti. Taques.
O Sr. Lopes Gama : Sr. presidente, eu pojo
venia aos Ilustres autores desta indicacao, para
votar contra ella ; porque me nao parece que a
lei do orcamento seja muito inconveniente para
augmentar ordenados, fazer abatimeutos em ar-
reinataces fcc. &c ; de mais no decurso da sos-
sao pdem nao ser attondidas medidas que so
jaode tal momento que a assembla se veja
na necessidade para as feuer passar de as
ntrodusir na lei do ornamento ; e entao desta
inaneira vamos atar as inaos a nos mesnios ol
que nome parece conveniento;de mais (perinit-'
tase-me que o diga) esta indieacaoiinporta nina
censura a assembla ; no boni sonso da asseui- j
bla est o nao fazer da lei do orcamento urna '
lei de onchertos hetorogenos, urna lei de favo- j
res Seo. porm,quando se trata do dinbeiro, nao
me parece fia de proposito, ao passo que se
vo volando as quotaspara os diversos objoclos
que aqu so trato que se facao os augmontos
ou reducios, que se entenderem de juslica ;
so isto assim he para que prender-nos de uos-
so inotuo proprio ? Por todas estas razes eslou
disposto a votar contra esta indicacao basta o
bom sonso da assembla ; o nao abusar esta da
uossa parte votemos a lei do orcamento sein
materias heterogneas e nao ponhamos peas
a nos incsmos.
O Sr. Alcanforado: Sr. presidente, no ineu
entender a indicacao que se discuto importa um
epigramma assembla, nada mais he do que
a declaraco de que a assembla tClu abusado,
o que he preciso por-lhe reslriccoos mas eu
nao pertendo encarar a questo por esse lado,
vou disertaba, pelo lado da'legalidade. Sou
pouco lido nos estillos parlamentaros, desojava
que os nobres autores da indieacao me escla-
ressein acerca de algumas duvidas que teuho a
oss>' respeito. L.
l'arece-me que os regiment* internos das
assemblas legislativas devem somonte versar
acerca da polica, c da inaneira do formular as
leis.mas quanto ao mais, entendo que as atlribui-
coes das assemblas s pdem ser restrictas pe-
la lei que Ibes be fundamenta), o polo bom sen-
so das inesmas assemblas, entendo que os di-
retos, perogaivase attribuicdes das assemblas
nrovinciaes, estao mareados no acto addieional,
que a assembla provincial quando livor de le-
gislar sobro qualquer materia deve ter diante
dos olhos o direito que Ihe he concedido pelo
acto addieional, o todas as vetes que legislar
sobre objecto para que tiver direito pelo acto
addieional, nao pode ter outro limite, que nao
seja o bom seuso o a razao esclarecida pela uti-
lidade publica. A indicacao que se discute nao
csiabelece nina forma, nao est de accordo com
as condcis, que estabelece o 5do artigo II
do acto addieional acerca da orgauisaco do regi-
ment, a que se quer fazer um additamento com
a indicacao. Estas sAo as bases sobre as quaes
so deve formar o regiment interno pelo que
diz respeito a forma de legislar. A indica-
cao do nobre deputado nao importa urna medi-
da de polieia, ou de forma, o a indicacao do
nobre deputado importa una rostrieco na la-
culdade que tem a assembla de legislar acer-
ca da materia ; a indicacAo diz que na ioi do or-
camento nao se poder prover acerca de taes,
etaes casos; ora eu entendo que inquostional-
mente, isto importa urna reslriccao na faculdade
que a assembla tem de legislar a este respeito,
parece-me que esses enxerlbs na lei do orca-
mento convm que seno repItSo, mas uo p-
dem ser coarctadas senao pelo bom sucesso da
cmara, ao bom senso da canina drvr fin o
conhecer, quando deve regeitar, ou o que deve
approvar na lei do on,amento soso deve rigoro-
samente trniar do que he receita, e desposa,
mas creio qui isso nao pode ser estaurl.ciilo UO
regiment da casa, creio que a assembla he
"-ITT"Til----rr~n''aMaaVIIIII lilil~""-"'
r que deve conhecer quaes sao os objeotos, que
sao ligados aun o orcamento, e os que o nao
sao, para os extremar, s ella na oocasiao he
que o pode fazer, o nao 0 regiment, porque
repito, isso veril restringir a faeuldade do
legislar que a assembla tem. SAo as duvidas,
que tenho. espero que sojAo esclarecidas polos
nobres deputados autores da indicacao; se o nze-
rem, eu Ibes don o ineu voto, porque nenhum
motivo tenho para impugnar a indicacao, que
nao soja 0 desojo de que nao vamos ostabolecer
no regiment o que nao regulainentar, nao va-
mos restringir a faculdade, que temos de legis-
lar, como nos suggarir a nossfl cousconcia, o
na conforinidade de nossas attribuicoes, que
devenios icspoitar, e nao procurar anniquilar,
ou desapreciar, desconfiando tao claramente
da prudencia, o sabedoria d'assembla. _
O Sr. Taques: Sr. presidente nao tenho
cortamente a protoncao ueste momento de os-
clarecero honrado deputado que acabado fallar,
o cujas I117.es sAo muito superiores as minhas, e
que abunda em po'nofracao para conhecer a-
quillo que esta na nossa competencia, aquillo
que convm estabelecer para regular os traba-
mos da assembla; devo porm dizer, que eu,
creio igualmente que.o ineu honrado colloga.que
assiguou a indicacAo, nao tivemos em vista l-
ser censura assombl a ; he verdade (ue nos
guiamos pela experiencia o cortamente o re-
giment deve alterar-so,segundo a experiencia
mostrar que as suas disposiedes sao ou nao con-
venientes; permitla-iiie porein o nobre deputa-
do;queine precedeo,diter, que nAo considero do
forma alguma que as laculdadas dosta assem-
bla estojAo compromettidas pela Indicacao que
fas objecto desta discusso ; nao corla ella de
inaneira alguma as facilidades que tem a assem-
bla do legislar na materia sobro que versa a
inosma indicacao ; nao tira attribuicdes algu-
mas a assembla; se a indicacao passar, ter
tantas facilidades a assembla como linha au-
tos dola; a Indliacao nao versa senao a cerca
da forma do legislar, se devenios legislar na le
ilci orcanieiiin a cercado cortos objoclos; a in-
dicacAo diz que nao, que isto nao oonvein na
lei do orcamento, que nelle s se devem discu-
tir as materias proprias de tal lei que he de l-
xacAo, recoila, o desposa, e que as onlras ma-
terias estranhas ao uicainonto se ti ale dolas,
se legisle a cerca, deltas; mascni lei separada ,
em una lei especial porque nao se pode
deixar do recouhecer que actualmente segundo
a falta de circumspecco no circulo das mate-
rias que devr abranger a lei do orcamento*
elle serve para ludo, oncena ludo, he lei ge-
ral dt> tributos de divisao do comarcas de
divisao de freguezias remissSo do contratos,
etc.; a indicacao pois.se tem alguma deleito, he
scracanhada, carece le una emenda que a tor-
ne mais genrica, e que se diga i.toda a materia
que fr estranha a Bzacfio da receita e dispesa
he impertinente na lei do orcanieuio; se esta
emenda for apresentada, ou creio que ninguem
poderia iinpugual-a porque poderla at a me-
sa ser competente para regeitar qualquer
emenda que nao lenlia rclacao estricta com a
materia ein discusso; eu nao sei como pode-
ra diser-se que isso punlia restrieces as (acui-
dades dosta assembla seno digao-me se a.
in*sa nao deveria regeitar urna emenda, que
fosse ollerecid 1 durante a discusso, v. g., do
projecto que instaura o termo de Itamarac,
para queso desse Ulna gratlicacAo a um einpre-
gado, ou outra cnusa disparatada daquella lei
ora nao diraiiinguem que.se setal lizor.seporio
restricedes s attribuicAes desta assembla.
Tambem entendo queaindicaco que est em
discusso nao se oppoe ao acto addieional, por-
que nicamente trata da orina; he toda em re-
lacio a lei do orcamento, a ella limitada. O no-
bre deputado disse que o regiment nao pdc
restringirlo direito dos inembro* d'estaassein-
bla ; ou entendo que os regiment! dos cor-
pos deliberativos teein por fina regular a ordem
dos trabalhos, o dar garantas para que os tra-
balhos sejo regulares, e as drliberaces toma-
das com maduresa, e para isso se devem por
limites aos mombros da assembla. Os rogi-
inentos tem este tim; entao ha o direito de
so estabelecer nelles nulo quanto fr necessaro
para que elle sepreencha, e evitar que ma-
terias tao importante-, romo estas que se mar-
cao na indicacao se nao discutan precipitada-
mente.Est por tanto a indicacao 110 circulo das
materias do regiment, Disse o nobre deputa-
do que a assembla se pode ver em apuros, pas-
sando osla medida. Sr. presidente nao sei que
mal possa resultar provincia di' se nao aug-
mentar um ordenado, ou do nao se faser urna
redueco em tuna arrem,itac,o na lei do orca-
uieiiio'; pod ser deequidade qualquer destas
medidas, mas da falta delta a provincia nao po-
de snil're. Sr. presidente, como estou conven-
eido de que os regiinentos nao sao inais do que
restricedes s formas dos trabalhos de urna as-
sembla para -pie as suas deoises sejo regu-
lares, entendo que a indicacao est no caso de
ser approvad 1 pela cmara, lulgo ter dito bas-
lante para explicar a indieaedo,lo para escla-
recer o nobre diputado,cu ja perspicacia he grau-


de, e por corto havia de j ter prevenido estas
razos : voto pela indicando.
(Occupa a cadeira da presidencia o .Sr.I.accrda.)
O Ar. Alcanforado: Sr. presidente, iu n;lo
caneare! a cmara coiu a questao da ecusura,
que a iudicacao eucei ra, lusisiiri i apenas cer-
ca da questao pur uihn aventada relativamente a
competencia da assembla a este respeito ; o no-
bre deputado reconheceocouiiuigoque a assem-
bla tmente poda decretar no seu regiment
o que dissesso respeito a Ibrilia de legislar; o
nobre deputado, portauto, ha de convlr qura
questao versa sobre o verilicar se sua indicaco
importa ou nao urna forma parece-me que nao
se pode sustentar que ella importa Ulna lumia,
porque a indicaco uo teiu por lini estabelecer
a maueira pvr que se de ve regular a discussao,
ella se dirige a restringir a facuidade de poder a
assembla legislar eni lal e tal oci aso ; ora, s-
to importa urna prohibico no direito que tem
o deputado de propor o quejulgar conveniente,
aonde c quaudo entender que isso he til. Eu
pe.o que pelo acto addicional, s pode estabe-
lecer-se uut regiment debaixo das condicoes
que nelle foro marcadas. Ksta indicaco exo.-
bita deslas condicoes, quando restringe u direi-
to que a asseinbia tem de legislar, a indica-
(O, pois, lie contraria ao acto addicional, por-
que prese re ve uiais condicoes do que as (jur
all estio marcadas, eslabelece aquillo para que
nao fui autorisada.
Uisse o nobre deputado que a iudicacao nao
importara prohibirn alguiua, por isso que cin
outra lei se podia estabelecer aquilo que por
ventura podesse occorrer; mas eu euteudoque
todas as vesesquese pe limites ao deputado no
direito de propor emendas, apresentar artigos
additivos, etc.: lodasas ve/es que o deputado lie
inhibido de apresentar as suas ideas no curso
de qualquer discussao, limitase a facuidade da
assembla, ostabclcco-i>e una restrieeao que o
acto addicional nao autorisa, visto que os nicos
limites que se podein jiur a essa laculdade sao
aquelles que eslao expressainente declarados ;
ora, esta condicao, ou antes rost itxo, nao veni
l consignada, logo a iudicacao exorbita das fa-
cuidade concedida no acto addicional, e, o que
uais he, contra a nature/.a e liui dos reglmeu-
tos, pe limites laculdade que tem a assembla
de legislar naoccasiao que l'he parecer mais op-
portuua eni materias de sua competencia ; osia-
belece urna dictadura sobre o direito que tem
qualquer Sr. deputado de exerceras attribui-
ces que Ihe sao conferidas sobre o acto addicio-
nal, e de apresentar as suas ideias na occasiao
que.lhe parecer mais adequada.
Disse anula o nobre deputado que se pode
apresentar urna emenda inuitodisparatada: con-
cordo uisso ; poriu o bom senso da cmara di -
ve repellir essa emenda, e nao pode o regimen-
t prevenir essa hipoiliese, alm de que este in-
conveniente sera couiniuiu a todas as leis, e o
regiment seui ser casustico, nao poderla obvi-
a-I o o remedio estaa prudencia, na sabedo-
ria da cmara. Por esta occasi.'o direi que nao
eonrenhO na opiuiao do Sr. deputado, quaudo
disse que o prudente pode recusar urna emenda
quanoachar que ella nao concorda coin a ma-
teria que se discute, por mais comunica que li-
vesse a assembla no seu presid nle, por uiaioi
que fosse a sua illustraco, prudencia e impar-
cialidade, nao poda dar-lhe lal laculdade, cujos
resultados seria lzei-o arbitro, e couslilui-o
uuico juu das materias que a sessao discutir.
A assembla he a nica competente para regei-
lar ou nao a emenda conforme Ihe parecer, ou
nao congruente com a materia. Por todas estas
razos, e pelas ideias em que estou de que a in-
dicaco nao he da aleada dos regiment*, eim-
pe nina rost ceno a laculdade que tem o depu-
tado de propor as suas idi ias, quando Ihe pan -
cereal mais cabiveis, laculdade que deve ser es-
pontanea: continuo a volar contra a iudicacao,
se nao fr convencido pelo uobre deputado qui
me ha combatido.
USr. redro Cacalcanli: Sr. presidente, como
nieinbro da commisso de polica souobligado
a dizer alguma cousaem abono da iudicacao que
ora se discute. i\o |)i usar do noore deputado,
lodo o regina uto deve ser revogado por iucous-
titucional ; porquaulo o uobie diputado uo
quer que leuhamos outras restriegues no modo
de deliberar, senao aquellas que'sao marcadas
pela eoustituico, de maueira que a determina-
cao do regiment, para que a segunda discussu
seja por ai ligos, deve ser eliminada, porquanto
be restrieeao que a constituidlo nao marca, visto
que apenas exige tres discussoes ja disse, por
esta forma todo o regiment de\ ia ser revogado,
porque, segundo aopiniao doSr. deputado, todo
elle he conirario eoustituico. I.u tenho mo-
tivos muito particulares para approvar esta iu-
dicacao, e eslou persuadido que a cmara o deve
faser, e vem a ser o que vou expr. Ros temo.-,
leis que precisao ser saneciouadas pelo pn Biden-
te, e temos leis que nao precisao desta san cao ;
a le do oicanieuto nao precisa da sanecao do
presdeme ; e como he que podemos euxertar
no orcameiito objeclos que precisao ser sauc-
clonado ?
Vou$ : Precisa saneco, precisa saneco,
O Orador : lie verdade ; he o orcameuto mu-
nicipal que nao precisa de sanecao ; mas em to-
do O CASO subsiste o argumento do inesino mo-
do. A lei da lixacao de receita e despeza he le
que o administrador da provincia nao pode dis-
pensar, e ha de ser por isto menos escrupuloso
em prestar-lhe sua sanecao; e assim o presid li-
te ha de se ver muitas ve/es obligado pela ne-
cesaidade que tem do orcamenlo a sanccionai
aquillo que nelle val eiixeuado, disposicoi s qui
tal vez elle nao saucciouuaseselhe fossem submot-
tidas separadamente, semelhante pratica he sem
duvida inconstitucional, porque t. udea restrin-
gir, anda mais o direito de saneco, que a coiis-
iuicao incumbi ao presidente.
Alm disto, sendo a lei do orcameuto le an-
ima, nao coiiviu introdusir nella (jlsposices de
carcter permanente, deve-se por termo a taes
abusos, e he isto n que tem em vistas a indica-
co que se discute, e que so ti ni, quaiito a iiiiui,
a llta de nao ser mais genrica em sua dispu-
siy.no.
u Sr. Francisco JaoiSr. presidente, o inte-
resse que apreseiata a n soluc.au que se ai ha em
discussao me lira pelo desojo de aventurar al-
untas razes de impuguatao centra essa mdi-
EK
SU
cacao; e, prescindindo da inconveniencia da
medida, do quanio ella pode ort'erecer de degra-
dante ao endito desta assembla. prescindindo
disto, porque tenho outras razos de maior mo-
mento, direi apenas que entendo que se degra-
da qualquer, quando patouta as feridas ou m-
selas que o cobrem, c a medida que est em
dssussao(eniboia o nao tivessein em vista os
srus autores) nada mais faz que descobrir una
das matares mselas que tem a assembla pro-
vincial; revela nada menos do que a facilidade
com que nos attendemos a pedidos, e fazemos
favores, contra os quaes lenlio a honra de votar
nesta casa com oulros' deputados; mas Sis.,
prescindindo, como dizia, da inconveniencia da
resoluco apresentada, eu procurarei provar
que ella pecca na utilidade, eque tambem pec-
oa na oppoi tunidade; que ella pecca directa ou
inmediatamente contra a le que nos deve ser-
vir de base, nao me caucare! em o demonstrar;
porque repetirla nesta parte o que disse, ha
pouco, mil nobre diputado que se assenta da-
quelle lado, que com toda a justica provou a
sua inconstitiicionalidade; deixandopois Uto de
parte, vou ver se alguma ra/.o de utilidade ha,
que sustente a medida que nos he apresentada :
uoquerem os Ilustres autores da indicaco,
que as medidas que digo respeito ao augmento
de ordenados, redueco no proco de contratos,
etc., e outras tiestaordein poss'o ser incluidas
na lei do orcamento; mas, Sis., preec-me que
nao haveria lei em que ellas devessein ser natu-
ralmente incluidas senao nesta; a lei do orca-
meuto he urna lei de diuheiro, he una lei de
providencias geraes, e eu nao sei, como sendo
assim, se supponha impropria para conter a-
quellas medidas que a indicaco aponta, que sao
asqtieteein rclaco com diuheiro; pois he ahi
que se trata da disposicao dos dinheiros pbli-
cos, e do destino que ellos devem ter, nao sei
que lugar baja mais conveniente para se dizer
que o ordenado dos emprogados de tal roparti-
co nca elevado, ou diminuido em tanto?
sabe que ellas contem materias hetorogenoas ,
enxertos improprios dalla eque importaou-
nia infraeco do acto addicional? Trabalhando
pois nos aos olhos do publico, descubrimos essa
msela,se hoque a tomos: logo esse argumen-
to do nobre deputado nao tem forca alguma.
Ku Sr. presidente, nao tenho duvida em reve-
lar que nesta casa tetr bavido alguns abusos,
porque todos os corpos legislativos tendem a
abusar, e para evitar esses abusos he que se
estabeleceni os regimontos, he para evitar es-
ses devios naturaesque sao muito proprios dos
corpos eollectivos; mas os nobres deputados
querem doixar tudo ao bom senso da cmara ;
ento Sis., para que'o regiment ?Jlastaria o
bom senso da cmara para determinar a linha
do conduca a seguir em qualquer discussao ,
para determinar o modo por que se devia por-
tar o deputado noexercicio do direito do pro-
pr.c dlsctttir;qual foioarguinentodograndepo-
so, qual lo i o Achules que os nobres deputa-
dos aprosentro, em susientacao da sua opi-
nio?Fo que esta indicaco he contraria a I
acto addicional, que estabeloce tres condieces,
das quaes nao podemos prescindir; mas parece-
me que os nobres deputados que produsiro es-
te argumento nao se dero ao trabaIbo de de-
monstrar em que a indicaco oflendia as trez
bases do acto addicional e ueste ponto pare-
ce-me liedevora rolara discussao, devio pro-
var om que ei'tavo otlendidas as trez bases ostabe-
lecidas pelo acto addicional; se o nobre depu-
tado entendo que o regiment s deve- conter as
trez bases do acto addicio"al- 1ue s5 essas as
nicas condicoes impostas h iniciativa do dopu-
tado.e a forma do deliberar.e (uPWpr, enta,j
como disse o nobre deputado nos"0 presidente,
todo o regiment est contrario ao acto ad*jj
cional; poique o regiment impe outi.ib co,*di-
yes que naoessas do acto addicional e alm /"'s'
sas : a indicaco nao faz mais do que exigir qm
sa respeito das materias nella especificadas i
siga a oidem do regiment, isto he, que najan
regu.
ori;ainento.
O Sr. Taquea: Fallou disso ; e a respeito
dos contractos ?
O Orador: Eu roferi-me primeiro aos orde-
nados, la hoi de ir ao mais, supponhamos que
s>- trata da diniiiiuico do proco de urna arre-
inatacjp, a lei que marea os impostos he a de
orcameuto, he aquella que marca a estima do
nina arreniataco o por isso he a mais propria
liara providenciar a respeito dos casos occorri-
dosacerca dos inesinos contractos ; mas Sis., a
idela da resoluco ollerece tanibein inoppoi tu-
nidade, porque nao quer que scjo comprehen-
didas no oicameiito disposices que smeiito al-
i se pdein dar, eu supponho que mais bom
desenvolvido seria o pensaniento dos nobres de-
butados, autores da resoluco, se a sua medida
livesse tido diversa direocao, se por ventura os
nobres deputados tivessein exigido que todos
os artigos que dissossem respeito a augmento
de despeza s pndosseni ser a presentados na 1."
ou 1.' discussao, e que s podossem ser accoi-
tos. se em todas ollas fosseni approvados, eu o
acoinpanhaiia nesta parto, estabeleco o artigo
ueste sentido que preeiichido ser o seu fin,
ni que se oflendo as cousequencias da lei da
nossa creaco...
O Sr. Sabuco: Isso he contra o acto addi-
cional.
O Orador O Sr. deputado he sompre hoiuem
dos extremos lias aiguinentaces, agora quer
que isto seja contra o acto addicional, quan-
do eu apenas desojo, que as emendas passem
por tres discussoes, quaudo exijo aquillo qui
i lie misino determina, e consagra.
O Sr. Mabuco : A indicaco he a salva guar-
da do aelo addicional.
O Orador: ,\o oposso comprehender ; mas.
Sr. presidente, prescindindo por ultimo das ra-
ides que produti acerca da iiopportunidadc da
Iudicacao, eu quera mismo que o nobre depu-
tado salvasse a indicaco de todas as dillicul-
dades que ella nos pode trazer, dos grilhes com
que nos haremos de ver presos quaudo tiver-
nios de propor alguma cousa que diga respei-
lo a augmento de impostos na inudanca, ou
substituido de mis para outros, materias estas
que te quer sejo tratadas em lugar que nao se-
ja a le do orcaineiito, eu nao sei, eu uo des-
cubro o uni que nos fara sahr deslas diifi-
culdades que desatar esses nos; mas o nobre
deputado quer argumentar com abusos, he sem
pi e triste niela de argumeiitaco esse, porque
se provasse provava domis, provava contra to-
das uossas docisos. Sis oexemplo da assem-
bla geral, que lias leis do orcanienlo obra de
igual forma lie que nos deve faser nao alterar
essa maueira, pois tem sido reconhecido que a
le do orcnnicnto he aquella em que se provi-
dencio todas as cousas que nao houvc teinpo de
iileuder antes, e inaxiuie ao que dizoin res-
peito aos dinheiros pblicos ; portauto resu-
uiilido o pie acabo de dzer coucluo votando
contra a iudicacao que se acha em discussao,
primeiro por inconveniente, e oii'ensiva da dig-
uidade desta casa, segundo por inconstitucional
Inopportuna, e fmprodcua.
U Sr. .\abuco: -- Sr. presidente, eu vejo que a
questao est j to elucidada, os nobres depu-
tados a piofundar tanto, que eu poderia ce-
der a pala va se alias o nobre deputado que me
precedeouo insistisse de novo nos niesiiios ar-
gumento j combatidos: os nobres deputados
que conibalonia indicaco, eiitondeui que ella
importa un epigraiuiua feto a assembla, he
urna censura directa; o o nobre diputado,que me
pi ecedeo disse mais que ella revella e denun-
cia nina chaga, ou masla desta assembla ;
parece-me que este argumento nao tem for-
ca, nao pode calar no nossp animo, porquanto
he nina verdade palpavel que,sempre que se
trata de remediar os abusos, esse remedio im-
porta a rencura do abuso; donde se segu que
convinha uo remediaros abusos, por causa dos
opigraiiimas que os nobles deputados temeiii;
se us tiabalhasseinos por ventura em segre-
di), seos uossos actos nao estivebsem ao alcan-
ce do publico, ento se poderla dizer que a io-
ilieacao revela a nossa msela, |ior. ni quoiu nao
v as leis Uo orcameuto que fazemos.' que tu nao
importancia na segunda ou terceira discussao,
o que rere o acto addicional que exige trez dis-
cussoes como una forma.esser.cial, que he exi-
gida em todos os paites coust(ucionae.s;oin se-
gundo lugar porque esta inultiplicidade de dis-
posices novas e heterogneas vo de alguma
sorte constranger o poder executivo em sen
direito.quc he muito iniportanto.de sanecionar
as leis, he uin argumento de umita forca, este;
militas vozes pode sor oxtorquida aopresidenti
J sanecao por causa da lei do orcamenlo; porqno
so ella nao he sanecionada, lica elle sem inoios.
O Sr.l-'ranciscoJoo-.Loiitiuuaa goveruar com
a do auno anterior.
O Orador:Nao se pode reger pela lei passada
sem expressa autorisaco : ora ou nao faco a
injuria do suppr que esta indicaco foi propos-
ta com o fin de nos libertarmos dos podidos;
os nonios dos deputados signatarios dola me fa-
zem suppr o contrario; porni j que so tiou-
xe esta questao direi que isto mesilla be una
vantagemqiorque assim Seamos com uin refu-
gio contra os ompenhos, um amparo contra as
tentaces, e nos aliviamos do enfado do terpre-
tendentes as nossas portas. Roconhoco que a
indicaco nao preenohe as vistas de seus auto-
res, tem defeilos;inas defeitosque se pdem re-
inebiar : na segunda discussao, entendo que s<
devia ampliar mais a disposico adoptando-se
a idea geral de prohibir na lei do ornamento a
proposico de todas as medidas que nao fossem
relativas a receita e desposa, e que fossem per-
manentes. Creio, pois, Sr. presidente, que de-
monstre! que a indicacp nao he contraria as
acto addicional, porque o nao contraria em ne-
uhuinadas bases all estabelecidas nao eoarc-
ta ou lunilla o direito da iniciativa do deputa-
do, a qual alias fita franca o ampia como o acto
addicional a concedo, isto he,por meio de pro-
jectos que passem polas trez leituras e discus-
soes.
O Sr. Lopes Cama : Sr. presidente, pela se-
gunda e ultima ves fallare! na materia; osSrs.
deputados, que sustento a indicaco, temem-
se muito dos abusos desta assembla na lei do
o i amento, e estes abusos sao a razo suficien-
te, porque acabo de formular aquella indica-
co; mas nao se temem dos abusos futuros; a
indicaco quanto a mim nao va i curial, e dou a
razo : esta indicaco o que vai ser, se fr ap-
piovada? parte do regiment, e o regiment
nao est a alterar-se todos os dias?
Yoiei: [Sao, Sr.
O Orador : Sim, Srs .; muitissimas vetes se
tem alterado, logo quaudo se quiter introduzlr
alguma cousa em favor de alguem, dispensa-so
o roqueriinento ; por consegninte de duasuma,
ou o regiment se sustenta, e algum prejui-
o pode resultar dahi, ou ento elle he alterado
a cada passo e a indicaco lica burlada: Sis.,
deixonio* estas cousas ao bom senso da cmara;
lembromo-iios,que na assembla geral, onde es
las ideias bao de ter occorrido, anda isto se uo
i einediou, e ento deixemos estar as cousas co-
mo oslo, para uo termos de quearrepender-
nos.
o Sr. Pedro Cavalcanli: Sr. presidente, se-
gundo o nosso regiment as emendas nao
pdem ter mais de suas discussoes, porque na
1.* nao pode haver emendas ; mas isto foi assim
determinado, porque se entondeo, que emenda
nao pode ser senao um objeclo idntico ao que
esta em discussao,mas as leis do orcameuto s
se pdem introduzir emendas relativas a esta es-
pecie, nao sendo assim he faser, que um objec-
lo passe sem 3." discussao, oque he atacar in-
teiramente a eoustituico, que quer qne todos
os pi ojeaos passem por .'I discussoes. Quanto a
sanecao tambem he um facto que umitas vetes o
presidente necessitando da lei do orcamento,
sanecioua de envolta com olla, o que nao sanc-
ionara, senao fosso introduzido na lei do orca-
menlo ; e isto acontece, poique nao he permil-
tido ao presidente sanecionar a lei em una
parte, e em outra nao, porque elle sanecioua
com a formulada lei: por todas estas rasos con-
tinuo a sustentar o parecer que assignei.
USr. -ilmiii ,1/oiticiiu.Si. presidente, eu l-
cojustica as iiilencoos dos nobres deputados,
que lizero a iudicacao; layo a mesina justica a
mesa; porque pens que tiverao em vista
larisar os trabalhos da assembla, limpal-os^de
qualquer iinprjreza; em fim apresentar COnsl.
dera9odopaiz um trabadlo perfeito; mas nao
posso dar o niou assentiiuonio indicaco, que
so discute : j.alguns Sis. deputados trouceio
considora9ao da cmara os motivos, porque
nao podio votar; ou podra nao entrar na di$-
cussao, porque fui prevenido; mas tomare! a 1).
berdade do apresentar assembla algumaspon-
deraces que ine occorrro: Sr. presidente, en
iio son daquelles que suppem, que a indica-
co fere o acto addicional; creio que a cousa
nao choga a esse ponto : a doutrina da indicaco
nao val to longo; mas quero que conventillo
commigo, que a sua doutrina nao lie materia de
regiment; porque em verdade o que so |js
mim regiment? Estabeleceui-se direitos, e o-
brigaces, que tendem a regular os trabalhos
etn materias de polica e economa; mas per-
gunto, o direito que so discute actualmente tem
essa naturoza ? Parece-me que nao; porque
pe peias ao direito do qualquer deputado de in-
cluir em qualquer lei urna corta medida, que el-
lo entendo na suasabcdoria,oii na sua impruden-
cia, utilaopaiz: so isto he assim, se he corta-
mente una peia, quose pde,' uo he, como dis-
se, materia regulamontar. Disse-sc que as leis
do orcamento, que teem sido promulgadas no
paiz, se resentem todas dosto vicio; isto infeliz-
mente he uma verdade; os casos sao infinitos e
bom ser remediar esses malos; mas o nioio nao
he conveniente, porquanto aquelles abusos que
so aponanlo como os mais flagrantes, sao a-
quelles que a indicaco nao remdela; porquan-
Ki tica livre a qualquer introduzir no orcameu-
to divisos de froguozias, de comarcas, etc.
disso-se que a leiido orcamento era una lei de
referencias; porm se assim he, deve-o sor no
todo; masnfio vejo isso; porque, prohibiudo-se
o augmento de ordenados, nao se prohibe a di-
i 'inuico; e to neeessara deve ser a lei para
umJ> cousa- 00,ll Para outra : logo o fin, que
tiverao' ei" vista os nob'"s deputados, foi so o
nao augm.""10 d,f ordenados : por couseguiute
pe-se peia n' a,ie,to da assembla, duvida-se
do sou bom sona ; '?1.se ,,e licit0 duvidar em
urna una cousa, i.e llcUo ."vldar u? loo de
seus actos, e teremos ^"cessidade de fazer una
lei casustica, para pre> pn,l*i Q"? a assembla
abuse. Tanibom nao acho qu'e sejafra do pro-
posito o marcar na lei do orcaim"1110 "''donados,
augmental-os, ou diniinuil-os; po.'l1"'' quando
a assembla vota lal quota para tal cc,,'P0''a.
vota tal ordenado para cada um dos ino.v't'uos
de que ella se compe.
Srs., eu estimara que a le do orcamento fos-
se este anuo a mais perfeita, porque sou mem-
oro da commisso do orcamento; mas recete
que isso se nao possa fazer; porque o tempo que
lomos de sosso be pouco para acctidir a tantas
oousas, e ento por corlo na lei do orcamento
havomos remediar alguma cousa ao argumento
da saneco, que na roalidade lie de peso; direi
que o presidente tem, quaudo sanrciona a lei,
de pesaras vantagens e desvantagens dola, se
aquellas forein maiores sanccionai a lei, se
nao forein negar a saneco : por tudo que tenho
exposto voto contra a iudicacao.
O Sr. 'Jaques sustenlou iiovamente a sua pri-
mitiva opiuio, explicando algumas ideias, que
nao foro bt-ui entendidas pelos oradores ad-
versos.
Julgada amatoria discutida,a indicacohe pos-
ta a votos he regeitada por 13 votos contra 10.
Terceira discussao das posturas de Iguarass.
0 Sr.. Taquts requer o adiamento para a sos-
so seguinte com o fundamento de ter a apre-
sentar algumas emendas, ou harnionisar as ven-
cidas.
U Sr. Francisco Joo apoia o adiamento por
iguaes fundamentos, dando conhocimonto a c-
mara de quaes oro as suas emendas, sondo a
especial a proposico do artigo 6o daquella pos-
tura, que prohiba a passageni na ponto do car-
ros, bois, etc., e expr os motivos por que o
faaia.
1 laudo a hora o Sr. deputado interronipoo a
sua oraco, e a discussao licou adiada.
A'r. PiMidcnlc noinea para a commisso es-
pecial que tem de formular um projeeto de lei
para marcar os casos e modos em que o presi-
dente poder noniear, deiuitlir e suspender os
emprogados provnciaes aos Srs. Jos denlo,
Nabucoe Alcanforado.
Em seguida da para ordein do dia da sesso
seguinte a coutlnuaco da que existo, parece*
ros adiados, e 2a discussao do projecto n" 1 des-
te anuo, rogando as cominissos liouvossem de
adianlarseus trabalhos, porque havia falta dri-
les; e levanta sosso (Era mais de duas horas).
SESSO EM 13 UE MAhO.O DE 1845.
Presidencia do Sr. Pedro Cavalcanli.
A's II horas da niaiihao Sr. 1." secretario faz
chamada, e verifica estarein presentes 21 Srs.
deputados.
O Sr. 2." Secretario le a acta da sesso ante-
rior, que he approvada.
0 Sr. 1. Secutara faz leilura do seguinte
EXPEDIENTE.
Um oflico do secretario da presidencia, par-
ticipando teroin-se remollidu a'cmara do fotu-
to as respectivas posturas, que foro approva-
das pela assembla : uloirada.
Ou tro do iiiomiio secretario, participando te-
reni-se pedido ao Kxnt. bispo diocesano as iufor-
niaces exigidas pola assembla, sobre a pre-
tenco dos habitantes de Soasa Senhora da Luz:
iuteirada.
Ouiro do mesmo secretario, enviando a cor-
respondencia havda entre S. Etc. eo Exm. his-
po dio.-csano, cerca do recudimiento de Nossa
Senhora da Gloria: para a secretaria.
Outro do inesino secretario, acoiiipanliando
uin uilii io da cmara municipal de Nazarelli,
com o qual remelle as suas posturas addicioiiaes,
para seren approvadas peia assembla : a
commisso de negocios das cmaras.
Outro do mesmo secretario, enviando dousof-^
lieios da cmara de Nazarelh, que acoiupanlif,
o 1.', as COUtas da recoila e despeza do anuo cur-
ente e o orcamento para o auno futuro ; c o2:,
o relatorio de suas necossidados : comuusslo
dos negocios das i amaras.
Ouliodo mesmo secretario, remetiendo os re-
atnos da thtsourai'ia provincial e do engeuhei.
ILEGVEL


ro oin chefe, que forao pedidos pela assemblea, te titulo, e entao de que males nao lie elle cau-
e participando que, logo que seja possivel, re- sador, e niesino quemo consentc ? Nomcado pro-
metiera os balancosde43 a 44, e do 1." semestre visoriamente para curador geral dos orphaos e
d corrente anuo : para a secretaria. promotor de capellas, recorre ao governo, lollt-
I ni requerimento de Estanislao Pereira de citando a confirmaco; mas, nao obtendo a de
Oliveira, MU que pede a assemblea naja de con- curador, mesmo porque o (jovenio niio podia
ceder na lei do orcanicnlo urna quota para pa- prover un lugar que a lei desconliece, elleeou-
gainento do que lhe he dcvido : -- coinmisso tiinia sem dar satisfaco, sem cousceuci.i esem
de ornamento
Outro da irinaudade de S. Jos de Riba-Mar,
concebido nos scgiiiutes termos :
i. Nao podendo ceder s exigencias infundadas
da irmandade do Santissimo Sacramento, nova-
uiente creada ein sua igreja, depois que pela
lei de 30 de abril do auno prximo passado foi
levada matriz a igreja de S. Jos, pede a esta
..-- inbla una interpretacio da lei citada, na
parte rm que a irmandade do Santissimo con-
troverte coin a sopplicante, ou nina nova lei que
salve irmandade de S. Jos odireito que tem
naqin'lla sua igreja.
A' conimssao ecclesiastca.
Outro do juiz, mesarlos e inais iruios da con-
fiara do Santissimo Sacramento da nova matriz
da fregueiia de S. Jos do bairro de Santo Anto-
nio desta cidade, em que represeulio que, ten-
do esta assemblea decretado a divisan do mesmo
bairro de Santo Antonio em duas freguezias, fi-
. ii.10 ein silencio dous arligos, na lei da divisan,
os inais vitaes e necessarios dita divisad, e por
toso recorreni esta assemblea para resolver
rrspeito oque fr dejustica :-- mesina com-
inissao.
Lco-se mu parecer da comuiissio de const-
tuii;o e poderes, sobre o diploma do Sr. depu-
tado supplente Isidro Francisco de Paula Mes-
quita ; cujo diploma a coinmisso acliou con-
forme com a acta geral.
Approvado.
O Sr. Presidente:Convidou os Srs. Aguiar ,
e Lobo a introdusirem o Sr. deputado cujo
diploma foi reconhecido legal :
Inlrodusido o Sr. deputado com as forma-
lidades do regiment preslou juramento e to-
uiou assento.
(Continuou o expediente.)
I iu requerimento de Antonio Pedro de
Figueiredo professor adjunto cadelra de geo-
metria do Ivceo desta cidade no qual pede l-
cenca a assemblea por t aunos com o respecti-
vo vencimento e inais una gratificaco de 400/
rs. para ir estudar Km opa : coinmisso de
nntrmcao publica.
Outro do mesmo cidado, pedindo que
o pagamento dos novos e velhos direitos do
sen diploma lhe s'jo descontados na razo de
10 por centO : coinmisso de fazenda.
Leo-se o parecer da coinmisso d- constitui-
co sobre a indicaco do Sr. Lopes Gama ,
para que una deputacao de 3 membros da as-
semblea, fosse coiiipriinentar a S. M. o Impera-
dor, pelo nascimento do Principe Imperial, no
qual a coinmisso approvando a ideia em geral
do Sr. deputado proponente ; a desenvolve ,
propondo que sejao Horneados cinco pessoas
para compor una deputaco que comprmeme
. M. imperador em nomc da assemblea
pelo motivo exposto.
Foi approvado.
(Connuar-if-ftci).
CORREIO.
CORRESPONDENCIA DA CIDADE E PROVINCIA.
Estamos na poca dos favores Nada hoje se
faz nada se consegue sem favor. Quando un
litigante obtem deferimento noque pretende ,
petar de ter carradas de razo diz milito con-
tente fez-me favor o juiz Isto lie tanto as-
sim, que mesmo com as procisses se fuzem fa-
vores. Diz o carola a pi ocisso ha de passar
pela ra de tal, visto que, l mora a Exma... ;
diz outro tamben! pastar pela de qual, bein
que estvja muito suja, porque eu moro l, e te-
nho visitas de Iruz e basta isto para te andar
com os Santos obze ciiidem, que fallo por ver no Diario, que a pio-
cisso (d'anianha) passar pela larga ra das
Trinchcirax, porque consta o Rrdeniplor passra
pela ra da amargura, e se ha ra da amargura
no bairro de S. Antonio he sem duvida a ra
das 7'rine/ieir7f.
Passava eu hoje pela ra da Praia onde lo-
go de manilla se v cada um dos habitantes da-
quellas espeluncas bein seiiiadinhoscom ostia-
rio nas gordas nios soleteando poltica e on-
vi dzer dizer de una para outra parte -- O' fu-
lano... o soneto, que vem no D.-novo a. 58, est
errado o tal poeta he d'agoa doce nao est l
muito mo; porin elle devia tirar o primeiro e
ultimo verso ou entao capar-lhe urna syllaba
em cada um E que tal ? Ditoso seculo das
iu/es !
O deputado Mello em sua prinieira carlnha .
deilou os bofes pela bocea fra para nos persua-
dir, que ille nao reiiiinciava O grande apireo
da etcolha para senador E quem haver, que
se persuada que oSr. Mello nao apetece os no-
re mil er usados ? Os tenipos nao estao para fa/.i
amor a sua reputaco. Julgar o curador que o
nao se ter defendido lhe lica airoso, quando elle
tem restricta ohrigaco de traiiquillisar o publi-
co, que MCeia da futura sorte dos pleitos que
em que elle interver? O desleixo de nos auto-
risar o procediniento Ilegal dos outros.'
Quanto aos emolumentos, niio havendo regi-
ment que designe ao curador es bemditos 720
rs. por cada um F. J. que escreve nos autos ;
ninguem haver que deixe de criminar o conta-
dor que por graca os conta, e a elle curador
que por desgraca das partes os recebe. As leis
em que estadoulrua se basca por inais de nina
vez j foro mostradas em diversos commmi-
cados.que corren impressos pelas uiosde todos
e talvcz j teuho sido lulos mesmo em diversas
provincias, o juizo pos dos jurisperitos quero,
j que em Pernambuco podem inais factos que
leis.
"corre s p o n den c i a.
Sri. Redactores.-Xcnho pelo seu jornal recti-
ficar a iuexaetido de um aparte que eu profe-
r na assemblea provincial na sessao do da 10
de marco quando falla va o Sr. Lopes Gama e
que saino impresso em o n. 58 do Diario, eu
nao disse que=no ha poltica que nao seja de
velhacaria=o que eu disse em referencia a pro-
posito que aquelle Mr. d>putado eiiiitlira foi
assini nao ha poltica que nao seja de velha-
cara= certo que o publico me fara juslica nao
acrediando que eu CO que professo urna poltica proferisse urna
propos9o to inmoral, c estulta. Sou 8tc.
O deputado Nabuco de Araujo.
'i.-..f-r-i-"iT- ^..i.~-f~.^^^w. ....
COMMERC1Q.
ALFANDEGA.
Kendineiito do da 13......1 5:712/71)0
Descarregtw hoje 14.
flrigueC'om/wh'rforbacalho, fumo e barricas
vasias.
ArigueEmprehendedoriiiercadorias.
LISBOA25 DK JANEIRO DE 1845.
MECOS CBRENTE*.
Cagando o vendedor oficie e direitos de
baldeaco.
, Pernambuco por lib. 100
DEC LAR AC ES.
= O professor de philosopha do collego das
artes do curso jurdico, estando aulorisado pelo
F.xiii. Sr. director para reger a cadena de geo-
metra avisa a quem convier, que a matricula
desta aula est aberta d'ora em diante na casa de
sna residencia eniOlinda na ra de S. Pedro
""2- i,-
20 administrador da mesa de recebedona
las rendas internas geraes avisa aos conecta-
dos do bairro do Reclfe e Santo Antonio para
que VTiihno pagar a taxa de escravos do anuo
roirente e o imposto do banco do mesmo an-
uo, pena te proceder a exceutivo. Recebedo-
ria, Pide Marro de 1846.Froucteo MaiierCa-
iifiiVanli de Alhquerque.
A Companhia de Uebiribe.
Os Srs.accionistas da Companhia de Bebirlbc
hajo de realisar una prstatelo de t p. c, den-
tro do prazo de 30 dias contados desta data em
(liante. Escriptorio da onipauhia 10 de Mar-
co de 1845.O secretario, it.J. Perfumen Horror
2 PUBI.IC.YCAO UTTEBARIA.
Tratado Elementar de Moral, por F. G. D.
Snell, traduzido do lYancez pelo l)r. C. J. de Mo-
raes Sarniento; aeha-se venda a 1/000 rs. cad-
exctupiar na praca da independencia n. (i e 8.
A moral mail pura e saa que ha sabido das
maos da philosopha, he, sem duvida, a moral
de Kant; masa terminologa pliilosophica deste
grande pensador he to dillicl que a tem torna-
do, assim como a mor parle (lesnas obras, inac
cessvel ao commuiii das inlelligencias; o Sr.
Snell, professor de philosopha em Gessen (na
Allemanha), com a publicaco do seu Halado
elementar conforme os principios de Kant, po/.
a moral do philosopho Koenigoberg ao alcance
de todo o mundo, com oque fez repblica das
letras um servco impagavel.
Em quanto lidelidade da tradcelo, nada te-
mos que dizer, quando a sua frente v-se o nome
do traductor da = Solido de /.iniei uianii de
cujo estudo e depurado gosto pela nossa lingoa
j bastantes provas nos ha dado.
TIIEATRO PUBLICO.
Por nao ser possivel aproinpta-se o espect-
culo annuncado, nao va inais ein siena, e so
nicamente o beneficio de mu particular, do-
mingo 16, com a peca=Santo Elias=> arrebata-
do ao eco.
I'I.'HI 'jaCKS
Algodo
(al
Maranho
I I 'alna
I Rio I.1 sorte
i." e3' sorte
) Escolha
Couros seceos 24 a 32libras
85
(a). 1/600
1/300
700
Mi, SO
85
70
2<000
@. 12/000 13/000
5/000 12/000
1/000 1/400
M
d.
i) 18 23 .
salgados
Pelles de cabra
Salea parrilha superior
inferior
Tapioca
Pagando ofendedor o fete e u comprador o
direitos.
i Pernambuco
Assucarb. Ro de Janeiro
Dito masca vado u
l.hifres grandes por milheiro
pequenos
Mclaco por barril
Vaquetas por una
110
90
95
1/700
1/550
900
85
90
75
2/200
AVISOS M A HUIMOS.
por ^.
1/500 1/300
1/400
1/300 1/400
1/000 S50
24/000 21 i/000
12000' 14/000
t/000 8/000
800 /ooo
Despachados para consumo.
........ iMaranho superior porq.'1 5/400 6/000
(Para inferior 4/400 4,800
Londres
Pariz
llamburgo
Cambios.
54 V4 por 1/000 rs.
503 .. 3 ir.
51 '
Vi "
M VIMENTO DO PORTO.
1/000 rs.
para laes pingos, (jua/ito abazota, quando diz
ser esta a quarta vez que a sua provincia natal
o aprsenla sem dedinho Impertinente; elle devi-
saba- que nos sabemos e todos sabem como
sao essas apresentaces e entao melhor sena
nao mecher nisso porque cousas ha que ine-
chidas fedciu...
' '
COMMUMC ADO
Toi no qu.sto sobre o curador geral dos or-
phaos, poique son leimoso. e miiido em emitas :
e bein que a meus brados, sendo dados, nao no
deserto, mas dentro da cidade, no Hielo das au-
toridades e aos onvidos de todos as entendedo-
res e nao entendedores.ninguem responda,c nin-
gueinqueira por termo ao mal, nem por isso me
julgo dispensado de bradar. Enibora diga quem
heparei.eroiiicsinoque ditterlo os Phariseos ao
l'>cd.ii,ptor=Tu es Samartano.e tenso diabo no
'uo.= Sm, Senhor, serei oque quzerein; mas
(digo e direi eu) o curador geral dos orphaos do
termouao he conhecido da lei;tudoporiant elle nesta qualidade ollica he millo tudo (pian
lo recebe titulo de honorario ou salario be tem
O sileido lio'curador he a mais terminante quim dtAlmeida Quedes presidente.Joau Paulo
prova de que elle nao esta munido de competen- ferreira secretario.
Navios sabidos no dia 12.
Parahiba; briguc escuna nacional Guararapes -
commandanie o primeiro lente Jos Secan-
dio Gomeiisoro.
dem; brgue ingles Altee capitn Richard
Copinan: carga lastro.
Atino entrado no dia 13.
Londres; 35 das, barca inglesa Ellen, de 409
toneladas, capitn Henry Worzall, equipa-
geni 18, carga lastro: ao capilo.
Atino sabido no mesmo dia.
Steltn; brigue inglez Sleplen capitn Joseph
Jacksou : carga assucar.
EDI TAL.
A cmara munieipal da cidade de Olinda t seu
termo em virtude da lei 8tc.
Faz saber que temi a Divina Provndencia
felicitado a este imperio com o nascimento de
um Principe que S. Magestade a Imperatrz,
deo luz com feliz sucesso no dia 23 de fevereiio
prximo passado conforme foi partecipado
por aviso imperial ; como fez scienle a esla c-
mara o Exm. Sr. presidente da provincia em
ofticio de 10 do corrente nici ; esta cmara sa-
titfeita pelo nascimento de um Prncipe que
segura a felicdade aos Brasileos : por isso
convida aos habitantes de seu municipio para
que illumiuem as frentes de suas casas nos dias
15, lt, e 17 do correte mostrando assim o
coiitentaiiiento por to fausto motivo
E para que chegue ao coiiheciiiicnlo de todos
os habitante! mandamos afixar o presente nos
lugares do costunie e publicar pela imprenta.
Cidade de Olinda 12 de marro de 1845.Jos Joa-
4--Para o Rio de Janeiro segu com toda a
brrvidade a bein conhecida eveleira barca Fir-
meza por ter a niaior parte do sen carregamen-
to prompto : para algiim resto de carga escra-
vos a lete, e pastageirot, dirijao-te os preten-
dentes a Gaudino Agostinho de Barros praci-
nha do Oorpo Santn, (it, ou ao capilo Nar-
cko Jos de Santa Auna. fl
5 Para o llaranblo sai com brevidado o
brigue-escuna nacional Laura, capilo Antonio
Ferreira da Silva Santos ; quem no mesmo qui-
zer carregar. ou ir de passagem para o que
tem excellentes commodos, ditija-se ao Capilo
a bordo, ou Noiaes A Companhia, ra da Cru
n 37. (
2 Para o Cear sai muito breve a suma -
ca Fe'ci'dade,mostr Ignacio Marques, por ter a
maior parte do seu carregamento promplo : os
que nella quizerem carregar, tratem com o dito
meslre, ou com o proprielario Antonio Joaquim
de Souia Ribeiro. '*'
I. E i LOES.
Leilo que faz Francisco Severiaiio Babello
de (J3 caixas com cebollas, ao p do arco da Con-
ceieo, por conta e risco de quem pertenec, bo-
je (14) s 10 horas da inanha.
'i Kenworthy & Brender a Brandis conti-
nuars por intervenco do corretor Oliveira o
seu leilo de forragens linas e rostas culela-
rit, e miudesat, devendo tudo ser vendido para
liquidacao, e por isso a qualquer pin.'0 ; n"J('
14 do corrente, as 9 horas da inanha no teu
artnaiem, na ra da Cruz. 7)
2 O leilo dot restantes pertencus do hri-
guo Ann Mondel annuncado para hoje 14 do
crrenle, Oca transferido para sabbado 15 do
corrente. *
I ii m IWMtMMMtMntMWtMtMMtMMta
Avisos diversos.
L-Francsco Jos de Souza embarca para o
Ro de Janeiro os seus escravos de notiies Bene-
dicto crioulo e Serafim de Angola. Cb
-- Aluga-se um segundo andar e soto na ra
da Penha : a tratar na ra do Gabuga leja de
miudezasde Joaquim Jos da Costa Fajte.
Ofl'erece-se un rapaz Poi tuguez de lt anuos
de dade o qual sabe ler escrever e contar
para caixeiro de venda do que tem bastante
pratica : quem do seu preslimo se quizer uli-
lisai dirija-te a ra Direita vendan35. ou au-
nunciepara ser procurado.
1=0 aballo assignado faz ver aos Srs. que
tem penhores com o praso vencido hajo de os
vir tirar no praso de seis dias do contrario se-
rn vendidos para seu pagamento de principal e
juros.
Joaquim de (huiro: Montciro. (5
ttO Sr. Bellarmino Firmlno beterra de Mel-
lo appareca na ra do Coelho casa n. 2, que
militse deseja fallar : na inesina casa precisa-
se di pelas e molequet para vendercm a/ete
de carrapato pagaudo-se pataca por caada ,
dando-se meia garrafa por caada para quebras:
annuncie por esta lollia quem os tiver para alu-l
l=OSr. A. 1. C. queira ir pagar cinco mili
rs. dentro do praso de quinte dias os quaes
pedio emprestados na venda da ra do Y gario
n. 13, ein 12 de novtniliro p p., e do contra-
rio ver seu nome por extenso. (5
2Na fabrica de chapeos de sol, na ra d.
Passcio Publico acha-se seinprc um sortinieuto
de chapeos promptos assim como sedas e ou-
trat l'a/endas para cobrir os mi sinos na mes-
ma coucerlo-se todas asqualidadeS de chapeos
de sol. f6
3 Os abaixo assignados declaio pelo presen-
te ao respe!tarel publico, que oarmazemda
ra Direitin. O.perleucciite ao Sr. Antonio l'c-
reira pertence desde o da 11 do corrente em
diante aos abaixo assignados ; litando o dito Sr.
Pereira obrigado e reaponsavel por qualquer
divida ipieo uiesiuo at essa dala possa dever,
c por isso que lu-iililiina ingerencia lein mais
nellc : oque fa/.eni constar a quem convier e
para evitar qual duvida ou engao.
Bairo x. Maredu. (H
1 Precisa-se de urna ama que teoha bom
leite ; na ra do Collego fabrica de chapeos
n. 8. [3
3o abaixo assigando, morador no Atierro
da Boa-vista n 44, com quanto esteja bem per-
suadido, que nado dove, todava pelo prsenlo
convida todas aquellas petsoas, que se juigareui
suas credoras por qualquer titulo que seja,
a apresetitan tn-itie su.is cotilas paia seiem im-
uiediatamente p abaixo as -ii.-ilo lat scienle ao respeilavel pu-
blico, ler do se ausentar deste pau por alguin
lempo por lhe ser necessario la/er una viagetn
a Portugal. Manuel de Aievtdo Maia |1U
2Vendo o tiiestno autor dos primeiros co-
nhcclmentot praticos do foro civil, que pela lei
do reforma se tornava Imperfeita esla obra por
nada ter dito a r.speitodas rcplicut, e treplitas ;
asilan como dol aggravut de pelico e instru-
mento, fez dar a luz um apndice, em que de-
monstra a pratica deslas Ire parLs esssenciaes
do proeettocivil, o qual te achaa venda na pra-
va da Independencia loja de livrus os t e8 ,
pelo preco de 640 rs. (10
i Aluua-se una eferava de 17 anuos, para
todo o ser vito, interno, ou externo de una cata,
que lava bein de sabo e varrella ; a fallar na
ra das Cinco-ponlas n. 100, ou annuncie. >&
PHOSPHOfteS
A pesHoa, que lata photphorosna ra Im-
perial n I6. n.udou sua-fitidencia para a ra
Formosa, defronteda casa n 3, na Boa-vista,
nao vendo por irais de .V rs. airosa. (5
2M C. Cintra, depositario-do aluguel do
sobradoda ra do Atierro n. 78, previne a quem
convier, que detueo dia I do corrente deixou
de oceupar dita propriedade por liaver-se mu-
dado paia a ra Formosa. (&
i Da-te dinheiro a premio com penhores
de ouro mesu.o em pequeas quantias ; na
ua do Bangel n. 3, primeiro andar. (3
2 Roberto Felippe. Wood retira-se para f-
ra do Imperio ['i
2 Pinto-se e bordo-se coeiron, o tanibem
pinto-see bordo-se toalhas, lencos, c camisas;
iambem vendemse amostras de la varilos e bor-
dados ; e ensina-se a meninas a ler, escrever ,
contar, giammatica da lingo* nacional, coser ,
fazer lavarinto, e bordar, tudo por preco com-
modo; na ra Velha ti. 103. (7
2Precisa-se de um pequeo para caheiro de
vtnda, prefere sedislcscliegados prximamen-
te; na ra da Scnzalla-nova n. 7, se dir quem
precisa. (4
2Precisa-se de 1 rapaz para caixeiro de ven-
da, dos ebegados ltimamente das linas, anda
mesmo nao lendo maior pratica, porm que se-
ja de boa conducta, e saina escrever u cootar;
quem estival Deltas rircumstancias, ditija-se a
la do Cotovell, venda ti. 31, das 6 as 10 ho-
ras da inanha, e das duas as t da larde (7
2 Aluga-se a propriedade de casa no Reci-
te n. 3, na ra do Vigario, defronte da Inspe-
co, talvei a inellior, que hojo ha uo Recife, pe-
la sua localidade; quem a pretender falle a Ma-
noel Alvcs Guerra. (5
2Oabaixo assignado faz publico, que desda
o dia II do correte deixou a freguesia, que ti-
nha na casa do Sr. Bernardino M. Duarte, em
a ruada .Madre de Dos, oi.de costutnava fazer
lodos oz metea sua dispensa, o que suceden de-
pois do justas e suidas suas contas ; como tem-
pre audai.ni, que eincoiisequencia disto p'assou
o annunciaiito a coiilrahtr nova Ireguesia com
o Sr Francisco Marlins Hamos, residente na ra
do Vigaiio, e finalmente, que por especial iu-
teiesse do abaixo assignado he que se faiem
estas declaracoes. Salvador Coelho de Dru-
mond e Albuquerque. (11
.> Os Srt. Justino Jos Garca Jnior e Jos
Joaquim de Moraes Costa tecm na ra da Cruz
n. 22 defronle da cacimba cartas a reteber ,
vindas pelo vapor. (3
3Precisa-se de um felor para um sitio pe-
queo perlo da praca que seja Portugus ;
no segundo andar da casa da ra do Trapiche
Novo n. 10. (i
3 Alfonso St. Martin, va a Pariz. (1
3F. Dupral participa ao publico, e parti-
cularmente aos seus freguezes da loja sita na
ra Nova n. 7, que foi dosSrs. J. P. Adour S(
Companhia que o Sr. Jos Antonio Goncalvea
Bustos nao he mais seu caixeiro desde o dia 10
do correte. t
No armaieui de assucar de
F. E. Alves YiniiiKi, na roa da
Sanzala n." iio, ha sempre depo-
sito de bous Besucares finos, pro-
prioB para cxporlacao, e por preco
ra/.oaveis. (9


b, SOCIEDADE
PHILO-DRAfATICA
O primeiro secretario cientfica nos Sis. 10
cioi que os bilhetespara a recita de amanba
prinripio-se a distribuir hoje (l'i: ; e a com-
missau administrativa se rene pelas 7 horas ,
para approvac*o de convidados, u aquellos Srs.
ocios que os nao apresentarem, Acarad sem
direito a exigi-los.
Aluga-se urna casa terrea com bonito 10-
tao corrido, com 6 janellas euvidraQadas e ca-
cimba de boa agoa; a tratar na ra da Cadeia do
Recite o. 25.
As 4 boras da tarde do dia 15 do correte,
na porta do Sr Dr. Juizdo Civel da primeira
vara, ter lugar a ultima prava cu que tem de
ser arrematada a loja de Ricardo Antonio Vian-
anna, lita confronte o Passeio Publico, por exe-
cuc,o de Antonio Prieto.
Quem precisar de um rapaz Brasileiro
para caixeiro de ra ou para outro qualquer
estabelecimento dirija-se a prava da Boa-vis-
ta, casa n. 6.
Quem annunciou querer arrendar umen-
genbo, dirija-se a travessa do Mondego n. 7.
Do primeiro andar do sobrado n 34 da
ra estreita do Kosario, cabio urna correte de
prata, cootendo nella oito cbavinhas ; quem as
acbou, pude entregar no mesmo sobrado que
sera recompensado.
USr. J. T queira ir tirar o relogio com
urna corrente, que empenhou, liamuito tempo,
' na prava da Boa-vista, na esquina do becco do
Veras, no praso de 8 dias, di. contrario sera ven-
dido, para seu pagameoto, pois o dito peobur
nao vale o que he devedor.
Gabriel Goncalves Lomba embarca para lo-
ra da provincia o seu escravo Joo do naco
Angola.
A pessoa, que aoouociou oo Diario de 13
do correte, n. 69 que Ihe falta urna capa,
declare o seu oome
Quem precisar de urna ama Portugueza,
para casa de pouca familia sendo paia o ser
vico interno, dirija-se a ra do Penba, loja do
sobrado n. 31.
1 O abaizo assignado, mestra de ferreiro e
erralbeiro, tem estabelecido suaoflicina na ra
do Brum n. 21; as pessoas, que de seu preslimo
se quizerem utilisar, dinjo-se a mesma ra ,
que se promatte aproinptar com muita bre vida-
de toda e qualquer obra com perfeivo e por
proco rasoavel. Eduardo Walsh
1O P. F. C de L. e Silva continua a re-
ceber alumnos para a sua aula de priaieiras It-t-
Uat egrammatiea latina, na ra Bella n. 45. (3
t Precisa-se de um rapaz Portuguez de i4
a 16 aonos para caixeiro de uuia venda, que te-
nba pratica e d fiador a sua conducta pois
nao seolba a ordenado ; na ra do Livramen-
to o. 38, venda junto ao lampio se dir quem
precisa. 6
1 O encarregado de commissoes de com-
pras vendas de pecas de ouro, prata e oulros
objeetos, para evitar o prolongamiento nos ar-
tigos vendas, declara, que para o luturo so re-
cebe objeetos de ouro ou prata pelo justo e
concertad/) valor, cujo ficara declarado nu reci-
bo, que o annunciante tem por costume passar
ao dono dos objeetos, assun como tica i a decla-
rado o iiicsini) valor na orden, que estes deven.
dar aquelle para elLituar tal vendajnesta conlor-
midade,continua o annunciante a resaber, tanto
para comprar, com para vende; i compro-se 3
corddes de ouro de le, com o peso de le oila-
vas pouco ruis, ou menos cada um; para taes
negocios, todos os dias na casa n. 15 ao lauo
do oovo tbeatro, em palacio, das 6 as O horas
da manha. e de urna as 3 e meia da arde.
iV. B. continua-se a guardar o devido segredo ,
para nao serem publicas precises particulares ,
assim como se pede a toda e qualquer pessoa ,
que baja encarregado o annunciante das men-
cionadas commissoes, e nao se ache satisfeito ,
baja de o declarar por este Diario, ou por ou-
tro qualquer. 120
1_ Ollerece-se urna moca para ir trabalhar
em alguma casa capaz, tanto em obras de al-
faiate como chapeos para senbora e tuao o
mais servico pertencente a agulba; quem de seu
presumo se quizer utilisar dlrija-se a ra do
Kangeln. 50. 6
1 Precisa-se de um forneiro, que seja pe-
rito no ollcio ; na ra Direita padana n. 32. 2
\ Precisa-se de 800# a 1:000/ de rs. por
espaco de 4 a 6 mezes com o premio de um
t meio por .cbnlo e com penboresde ouro e
prata ; quem quizer dar annuncie.
1Manuel Francisco Coelbo faz sciente so
publico, que mudou o exercicio de sua aula de
grammatica latina e portugueza para de ma-
nha das 9 horas ao meio da; que continua a
acceitar alumnos para a mesma aula; e que as
horas vagas da lices das mesmas disciplinas
em casas particulares: quem se quizar utilisar,
dirija-se a aula e casa de sua residencia, na ra
do S. Amaro, entrando da ra Nova primeiro
obrado n. 18. (9
1 Aluga-se na ra da Moeda, bairro do lie-
dle, um armasem ; os pretendenles dirijo-se
a ra doCabug n. 16. ;3
1 Antonio Jos da Costa Pinheiro retira-se
paia fra da provincia, 2
iNa lojd e alaiale no aterro
d Boa-Vita ii. 4 precisa-se de
para ser empregado no corte das
obras.
da Matriz do Boa-Vista.
Segunda feira, 17 do corrente,
amlao infallivelmente as rodas des-
la lotera, flcando a Irmandado
com o restante dos bilhetes que
seno venderem at a hora do an-
damento.
C 0 M P R AS
t Na ra da Aurora n. 26, comprlo leal*
guns pretos para trabalho de campo,e prelerem-
se alguns, que saibo trepar em coqueiros. (i
1 Compra-se um palanqun) de rebuco, em
bom uso; no principio do Atierro dosAfogados
sobrado n. 47. 3
Na ra e.treita do Rosario, botica n. 27,
defronte da casa amarella, compro-se boides de
banha vasios.
3 ComprSo-seeflectivamente para fra da
provincia escravos de 13 a 20 anuos sendo
de bonitas figuras, pago-se bem ; na ra da
Cadeia de S.Antonio,' sobrado de um andar de
varanda de pao n. 20. (5
3Compra-se as Ordenandos, t.% 2., l. e
1. livros; quem tiver annuncie, ou dirija-se ao
Atterro da Boa-vista loja de miudesas o. 72.
VENDAS.
4Vendem-se saccas com gummi ; na ru*
da Cadeia do Recite, por cima da loja de cam-
bio n. 36 13
1 Vende-se um sobrado de dous andares,
na travessa da ra Bella ; a tratar na ra do
Collegio, loja de allaiate ao p da botica do Sr.
Cyprianno .'4
iVende-se elTectivameote cal branca a 1600
rs. o alqueire da medida grande dita preta a
a 360 rs. pela mesma medida, e pela medida
nova a 280 rs. ; no armasem do Sr. Nicolao Ro-
drigues da Cunha, na ra da Florentina. a
IVende-se um novo soitmenlo de calcado
de todas as qualidades, chegados ltimamente,
tudo por preco commodo ; no Atterro da Bus-
vista, loja n. 24. ;k
t Vende-se um ptimo sobrado de 2 anda-
res, mui bem construidoe muito fresco, por bo-
tar de ra a ra, livre e desembarac*do, sito oa
ra do Amorim o. 17; a tratar no mesmo so
brado. (5
1 Vende-se urna venda com poucos fundos
e muito propria para qualquer principiante, oa
ra do Amorim n. 17; a tratar na mesma ven-
da. (4
1 Vendem-se cavallos, sangrao-se e curi-
se ; na ra da Couceico da Boa-vista n. 60. (2
I Vende-se um mulatinbo de Idade de \
annos ptimo para pagem ; um moleque de
naco, de idade de 12 annos, cosinha bem o or-
dinario de urna casa; um dito de idade de 9 an-
nos ; dous escravos bons canoeiros ; duas ea-
cravas quitandeiras e lavadeiras; na ra Direi-
ta n. 3. (7
1 Vendem-se saccas de milho, ditas de ar-
roz pilado, ditas de farinht tudo por barato
preco ; na ra da Cadeia Velba n 8. :3
1 Vendem-se lijlos de alvenaria grossa ,
tanto por milheiro, como a retalbo, por preco
muito em cunta ; no armasem por detrai da ra
do Caldeireiro n.4, que fica deroote do arma-
zem do Amorim. (5
Vende-se um pequeo sitio com casa de
pedra e cal, boa agoa de beber, e bastantes ps
de laiangeiras o outras mais fruteiras, ao p da
Solidade ; urna casa de um andar, na ra das
Trlncbeiras, com grande quintal murado e boa
cacimba, ambos os predios em chaos proprios;
duas casas terreas, na ra do Padre Florianno ,
com cacimbas;ja tratar na ra da Cadeia do Re-
cita n. se dir quem vende.
= Vendem-se vaccas de leite, plidas e pre-
nhes, todas feitas ao pasto, como tambero um
garrotinho legitimo tourino; em Olinda, na ra
de S. liento sobrado n. 16.
Vendem-se 3 moleques, a saber deus de 18
annos. e um de 14, de bonitas figuras ; urna
negrinba de 12 anuos, de bonita figura ; duas
escravas de naco, eogommo, cosioho e la-
van de tabo; um savallo ruco-pedrez grande,
muito lorie e covo, est carnudo, carrega baiio
al meio; na ra das Cruies o. 41 segundo
andar.
Vende-se um transelim de ouro para re-
logio, do gosto moderno, com seu passador e
um oculo de madre perola para theatro ; na
ra larga do Rosario, loja de miudesas n. 35.
Vende-se um escravo de idade pouco mais
ou menos de 35 annos, para o mallo, por estar
acostumado a esse servico, ou mesmo para a
praca, por ser fiel; na ra das Flores, venda de
Luis Caetano Bornes.
I.iararia da hsquma da ra do Collegio
Vende-se uiolim Iliterario em lruia de soli-
loquios, por Jos Agostinbo de Macedo, edico
de 41, emendada e acresceutada com a biogra-
pin.i do autor, um catalogo de suas obras, e o
jul/o critico Uellas, por Antonio Mara do CuU-
to profeasor de grego, i v. ; diccionario da
grande copia de vocabulos technicos, e sua ety-
mologia ; e enriquecido com os adagios da lin-
gos, e mullos trechos d'bistoria, critica, e antl-
guidados, por Antonio 11. do Couto, professor
de grego 1842 um v. ; na mesma livraria con-
tinua a vender-se a nova quinta edico do dic-
cionario de Moraes.
Charutos Regala.
Acaba de ebegar um esplendido sortimento
desta celebre fabrica da Babia ; na ra da Ca-
deia do Reeile n. 46, preco rasoavel. *
Vende-se Espelho Fluminense, ou Noto Ga-
binete de leitura, contendo modernissimas no-
vellas e romances dos melbores autores; poesas
ancdotas e charadas, ornado com esta.npas fl-
oissimas e coloridas; ntida impressio do Rio
de Janeiro ; na livraria da esquina da ra do
Collegio.
Vende-se panno para bilhar papel para
copiar cartas; na ra da Cadeia Va*ra o. 16.
Vende-se urna excellente escrava, muca-
ma recolbida, de 20 anuos, sem vicios nem
achaques, sabendo coser, eogommar, cosinbar,
corta e laz um vestido, tem urna Alba mulati-
nha de 10 metes, livre de Lechigas, e he mui-
to claree galante; urna dita perita engomma-
deira; duas ditas para todo o servico; urna par-
quasi aovo e de boas vozes, por preco commo-
do ; oa ra estreita do Rosario n. 10 terceiro
andar. (5
5Vendem-se 6 escravas mocas, de boas fi-
guras duas cosem engommo e cosinho
duas negrinhas de 12 annos, boas para serem
educadas ; urna mulatinba de 16 aonos com
principios de habilidades; 3 escravos mocos,
ptimos para o trabalho do campo ; na ra do
Crespo n. 10, primeiro andar. ,7
3Vende-se um preto de 20 annos de idade ,
bom bolieiro pagem e servente de urna casa;
na ra da Floreotina n. 2.
(3
4 CHARUTOS REGALA
Vendem-se na ra da Cruz n. 37, por pre-
co commodo, em caixas pequeas. (2
4 SARA PARRILUA
Vende-se por preco commodo; no armasem
de Fernando Jos Braguez ao p do arco da
Conceico. (3
2Vende-se o sobrado o. 7 na travessa da
Madre de Dos, de 2 andares e solio, em chaos
proprios tambemse vende com algum praso
commodo ao comprador; na ruadaCrux n. b0.
Vende-se sal de Lisboa de
muito boa qualidade a bordo
Boaviagem
do
uuas unas aia tuuu u nci?iyu, u..... |#.- I\I V *i
da de boa conducta, de 2 annos, com habilida- Drigue IV. o. da
des; um casal de escravos, com um Albo mo- tratar na rita do Viga rio n. i I
Vendem-se atraz do Thea-
lequede annos, e parida a preta de pouco,
lambem moleque e sendo a dita boa cnadeira;
3 escravos pecas de 18 a 20 annos ; e um lindo
moleque de 13 annos ; oa ra de Agoas-verdos
n. 46.
2 No Reclfe, ra da Crur n. 23, veodem-se
saccas com alqueire de superior farioba de man-
dioca, por preco commodo. (3
tro, taboas de pinho a 5o ris
o pe.
\
Na
AO BARATO!
ra do Queimado n.
2
7
5
3 Vende-se um piano inglezem muito bom loja da esquina que volta para r\-
estado, ptimo para quem quizer aprender e -
por preco commodo ; em Olinda nos Quatro-
cantos, sobrado da esquina ao voltar para a ra
do Coixo; na mesma casa vende-se um armario
pintado de azul claro, com portas de vidro, bom
inaior parle dos termos hornoiiymos, e equivo-
11111 liomeui 411c seja JjOU allalatej.gyguaiiugoaporlugueia, augmentado con uuia
para guarda-louca, ou livros. (7
2 Vendem-se sellos e leocos pretos de seda
da India, velas de espermacete, e barrilnbos de
carne salgada ; em casa de Malbeus Austins $
Compendia, na ra da Allaodega-velha o. 36.
2 Vende-se urna canoa anda 00 estaleiro,
que carrega 800 lijlos ; oa ra da Praia de S
Hila n. 25 (3
2Vende-se um piano inglez, com boas vo-
zes, e com pnuco uso, por preco muito barato;
oa ra do Crespo n. 12, a (aliar com Jos Joa-
quina da Silva Maia. (4
2 Vende-se um braco de balacea ""de
com coocbas e correles de Ierro, dous pares de
esporas de lalo, modernas duas conchas de
pao, oovas, de batanea grande urna porco de
caixas vasias do Porto todo o negocise lar;
na ra das Cinco-pontas o. 160. (6
2Veodem-se cortes de cbitas com 13 cova-
dos e meio, de liados padroes e cores tixas a
8 2200 e 240 rs ; oa loja de Maooel Jos
Goocalves, na ra do Queimado esquina do
becco do Peixe-lrito, ou travessa do Queimado
D. 2. (6
Vende-se urna armacode venda, feita, ba
pouco lempo, e em mullo bom lugar, laz-sa es-
te negocio por o dono ter de se retirar ; a tratar
ua praca da Boa-vista, venda n. 18. 4
3Vende-se urna morada de casa terrea na
ra da Palma ; a tratar na mesma ra n 8, das
6 aleas 10 boras da manlia. (3
5 VenJem-se gamelas grandes e pequeas ,
leitas na Babia, superiores para baobo, algui-
dares vidrados, de gommos e llsns, pequeos e
grandes, tudo de bom gosto; na ra de Apollo,
venda n, ), delronte das casas do Sor. Angelo
Francisco Carneiro. (6
muito bem, p/oprias para mucamas; duas pre-
ta de todo o servico, cosinho, lavo, e engom-
mo por preco commodo; um cavado bastan-
te carnudo com todos os andares ; na ra Di-
reita n. 81. (8
3 Vende-se urna bonita escrava de idade
de 19 annos, engommadeira, cosiobeira e cos-
ture-ira propria para todo o arraojo de urna
familia ; um moleque de 16 annos, de boa con-
ducta ; na ra estrella do Rosario n. 34 pri-
meiro andar l"
3 Vende-se um bom cavallo carregador, pas-
seiro e he bom de carro ; na ra Nova n. 52 ,
terceiro andar. (3
3 Veodem-se dous escravos criaulos.de
bonitas figuras, sen .0 um del les vaqueiro ; ua
la da Aurora o. 4. (3
3Vende-se una escrava crioula, de bonita
figura de idade de 20 annos, pouco mais ou
menos, propria para mucama, por saber amar-
rar cabello corlar vestidos e fazel-os, cose to-
da a qualidade de costuras, faz camisas de bo-
ln m engomma.e cosinba o ordinario de urna
casa, e he muito canobosa para enancas; ua
ruado Vigario n. 10. (?*
3Vendem-se duas molecas de 12 a 16 an-
uos, com habilidades, e de lindas figuras ao
compador se dir o motivo da venda ; na ra
de Agoas-verdes n. 22. (4
Veodem-se saccas de farinba de mandio-
ca a 6/rs. a sacca 00 arco de 8. Antonio, lo-
ja n. 2. (3
4 Vende-se superior rap princesa grosso
e meio grosso da fabrica deasse do Rio de Ja-
neiio em libras e as oita; na Cidade de Olin-
ua venda de Antonio Ferreira conlroute a
cadeia. (a
3 Vende-se urna bonita escrava de Angola,
moca com algumas babilidadea ; e um piano
lacio
Cl
2SOOO
ita a
" /
2400
na
a as 200 e
tem outras
vendem-se lindos corles de
ditas
mesma loja
nimias azendas por barato preco.
Vende-se pota.ssa russiaua
iie superior qualidade, por ser
nova ,* na ru da Cadeia velha,
armazem de assucar n. 12.
ESCRAVOSFUG1D s7~
Desappareceo no dia 28 de Fevereiro de
1845, um pardo de oome Beoto ollicial de al-
faiate, representa ter 21 para 22 anoos, estatura
baixa, rosto redondo, olhos papudos cabellos
cacheados, ps chatos, e os dedos muito abertos
em raso dos bichos, zambio das pernas, levou
camisa de dula azul, de quadros miudos, calcas
pardas de listras, jaqueta de brim pardo j usa-
da e chapeo branco de seda ; quem o pegar,
leve a ra do Hospicio n. 10, adiaote do quar-
tel, que ser recompensado de seu trabalho.
1 No dia 27 de Fevereiro do aono passado
Tugio um pardo de oome Antonio, balxo com
pouca barba, muito fallante e esperto, tem as
costas urna costura, queja foi de gomma, e ou-
Ira nacanella, anda com urna preta de nome
Mara, alta, bonita figura bem preta, muito
fallante e esperta, ando vendendo miudesas e
fazendas, consta que elle lem um papel falso
para ninguem o pegar, e Inculca-se de forro a
casado, e consta qu6 a pouco foi atacado de be-
chigas, e muda de nome ; qualquer pessoa p-
dela prender e levar a cidade de Olinda que
receber 50/ rs. de gratificaco. ( 1
1 Do sitio Bemca junto a pintesnha dos
Remedios desappareceo um escravo de nome
Paulo, de naco Cacange ou Camundongo,
com os signaos seguintes : estatura regular, ca-
ra um pouco redonda, orelhas pequeas, pouca
barba, cabello crescido, e um tanto vermelbo ,
quando olba uiostra-se um tanto bisonho, tem
um pequeo alejo em um dedo pollegar da
mo esquerda, ou direita, do um penarco, be
bastante bucal ; levou camisa e ceroulas de al-
godo da Ierra, chapeo de palha ; este preto lie
oleiro desdo moleque : loga-se a todas as auto-
ridades policiae?. e pessoas particulares, por
quem p"tsa ser encontrado o mandem pegar, e
entregar no dito sitio, ou na ra dos Quarteis
da Pulida, casa n. 18, que ser recompensados
generosamente. (12
6 Na manha de 5 do crtente desappare-
ceo um moleque de idade de 12 annos, de nafo
Gabo, alto, secco, bonita figura olhos vivos,
um pouco risonho, tem entre as sobranselhas o
signal de sua trra, tem os ps chelos de cravus,
motivo por que Ihe custa andar ; levou calvas
azuese camisa de dula tarnbem a ul e de qua-
dros tem por costume de audar com a camisa
por fra das caifas, por detraz e amarrar estas
adianle, em lugar de abolual-as; ha toda a des-
confianza, que o dito moleqoe (01 lunado des-
de a padana franci-za do Atierro, al a prava da
Boa-vista ; levou urna tina pintada de azul o
arqueada de ferro, com algumas compras ; pe-
de-so portento as autoridades policiaes e espi-
taos de campo de apprehenderem o dito escravo
aonde elle apparecer; assim corno se proceder
com todo o rigor da lei contra qualquer pessoa,
que o tenha occullo e no caso de o peganjyi, ,
pdem leval o na Capunga sobrado novo, o
na ra da Senzalla-velba n. 13>, .jue ser gene-
rosamente recompensado. I*"
PEKfs}
TYP- DE -M. F- DEFARIA l8-'t0.


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