Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05532


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Full Text
Auno de I845.<
Quarta Feira 12
O lliae.!''M^liea-ae toiioa ai diaJqoenSo foro uotifisadoa': opnjo da aeeignetura
l re Iraa mil ra. por quartal pagoe adianlaJoe. O innuocio rioi assigaantes lio ineeridoa
4 rasao da '-' rie por linha. ai) rea em lypo liflereale, e aa repetiees pela amelada Oa
,Da o Jo lora" aaaisnanta agio M) reiapo- lialia.lOl) o a ly(io dilfereate, ,wr cad'publicacuo.
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
GofAM*. P*'ahyba, ae.'undaaa eextaa feiraa,Kio Grande do Norte, cbega a 8 e 23 a par-
ta Itf: -1 Cabo. Sarinbaaaa, Rio Forcauao. Macer, PorloCalro, a Alagoaa: no 1. "
H a i 'lanada aiei. Garanbana. a Konito a l a -'Ida cada aiei. Boa-rieta a i'loi
., a<.S> 38 dilo, Ctdade da Victoria. quintas feiraa. Oiinda lodoa oa diaa.
DAS DA SEMANA.
41) Sai; a. Melii.io. A mi. do J. de D. da r,
il 'aroa i.Cxdidi. Ral. aad.doJ. de D.d 1. r.
|j Ruarla s Ciborio. And. J. del), da 3 .
| 3 .i.iii-.. a I iir. na Ai.! do J da 1). da 2. t.
41 Seat-- Mat ildcs. Ad. do J. de D.dai. ala.
ii Sab J Hf arique Re. aud doJ.da D.iUl. r.
17 Ooaa de Hamo*, a, Cyriaco.
,. jetear, su --_.:.'i?-? .^ de Margo.
Anno XXI. N. i58-
u.u ,~>r aapaoua da oa
- uuuaejoa coaao priaoipia.seoa e
)T cultaa.
a; Ja noeea prodaneia, laotlorajjo, e energa : cun-
ase apontado co adairai;o entra aa naoooa mata
(Froclaaias.i.< da AiMoabli Geral do neail.
cana ios >n na l' uK N'1V'
taaab.oii0braLadre> '.'5 i|. Our.-Moedada 8,400
* a Paria 7j reie por franco
a > Lisboa i 10 por 100 da pttaato
aodada eobre ao par.
Idsaa da lelraa de boaa Gmaa i pro|o
, ,- u
PraU-raiacoea
I'asOsculuaaasnares
Diwa eaeaieeaoe
compra renda
17 200 7,U0
*. 17.000 17,200
y 300 !,500
*,!S > 000
l.US i ,00
i.vtio i.VoO
PHASES DA LA NO MEZ DE MARgO.
Manota a 8 ai 4 h a 17 aain da man. La c.a.a a i aa 5 boraf a 59 saia da t.
Craacente a 15 aa J1 horas e 3 aa da larde- Minguanl* a 10 af '.' horas a 41 san da I
Pr*mm*r de hoje.
Friawra aa S horas s :il> ua
^.-jmshsfei
da manli.ia | Segunda aa 8 horas r 54 rainaloa da I.
BSSfle
DIARIO DE PERNAM
y.. Aawai "maiitSBi&iz. ria'..w -5
PARTE OFFrCtAL.
GOVEKNO D v PROVINCIA.
Expediente do dia primeiro do crrente.
OlDciu. A> Commandante Superior da
Guarda Nacional do Recita ordenando que
mande dispensar de todo o ser vico ao guarda da
primeira companhia do segundo balaiho da
mesma Guarda Nacional, Luii de Franca de Oli -
eir Lima, em quanto se achar empregado co-
mo Carteiro no Correio desta ciade. Com-
municou-se ao Administrador do Correio.
Dito. Do Secretario da provincia ao primei-
ro da Assembla Legislativa Provincial accu-
jando remessa de 3(i eiemplares do relatorio ,
pelo Ei m. Sr. Presidente apresentado mesma
Assembla na sesso ordinaria do presente anno.
Dito. Do mesmo ao Ihesoureiro da lotera
da matriz da Boa-vista, declarando, que S. Etc.
o Sr. Presidente approva a translerencia, para
o dia 6 deste mez, do andamento das rodas da
lotera, cuja extraeco j esteva annunciada.
DEM DO UIA 3.
QUlcio. Ao Commandante Superior da G.
Nacional do municipio do Recifc, determinan-
do, expeca suas ordena, para que as 6 horas da
tarde do dia 6 do corrento apresenlem-se no
largo da matris de S. Ir. Pedro Concalves, pa-
ra acompanharem a trasladacao do Senhor dos
l'assos, d'aqueila igreja para a do Carino, o pri-
meiro batalbao da mesnm Guarda Nacional e
us Oulciaes, e OlDciaes Inferiores da respectiva
segunda Ligio; e bem assim, A lim de que, as 4
horas da tarde postem-se em frente do refe-
rido convento os diversos corpus da dita Ligia,
para que, unidos companhia de cavallaria de
j rimeira linlia, e de artfices acompanhem a
procisso solemne do j mencionado Senhor.
Dito Ao Inspector da Thesouraria das
Rendas Provinciaes ordenando que mande
abonar dous mezes de sold adiantadosao des-
tacamento policial do Brejo. Communicou-se
ao !.' Commandante Ge ral do < ;<>ipo de Polica.
Dito. Ao Hachare! Manuel Pereira da Sil-
va, ordenando, que, como "2." Supplente da va-
ra d'urphos do termo do Recite passe a oc-
cupar aquella vara, cujo serventuaiio tem de
tomar assento na Assembla Legislativa l'i >-
viduial e cujo 1. Supplente es" impedido.
Parlicipou-se ao Juiz dos Urphos.
Dito.Ao Contador da Thesouraria das Ren-
das Provinciaes aecusando recebido o seu od-
elo, em que communica achar se exercendo as
unefies de Inspector, por impedimento deste.
Dito. Ao Delegado do termo do Bonito, de-
clarando em resposta ao seu olTicio de -(i de
Fevereiro ultimo que oescravo Joan deveser
leiin ludo ao Desembargador Chele de Polica
interino; pois que parante elle he que quam se
julgar cun diieito ao mismo escravo deve exhi-
bir as necessarias provas.
Dito. Cmara Municipal d'esta cidade,
ordenando, que com urgencia expeca diplomas
aos cinco Supplentes, que devem substituir os
deputados provinciaes Alvaro Barbalho l'rlio i
Cavalcanti, Felis Peixotode Brito e Mello, Mu
noel Mondes da Cunha Azevedo, Jos Pedro da
Silva, e Antonio Allonso Ferreira que foro
lomar assento na Assembla Geral. = Parlici-
pou-se ao 1. Secretario da Assembla Legisla-
tiva Provincial, cuju roquisico deo lugar ex-
pediccao d'esta ordem.
Dito.- Do Secretario da provincia ao l, da
Assembla Legislativa Provincial declarando ,
que o Exin. Sr. Presidente tica scienle de echar-
se eleita a mesa da mesma Assembla e certo
de quaes so os scus membros.
-.-:.'.:.'.?-...". aUBf .-'.
......:\'j-o?-- ..rSZ-J :... :,: ,-2a5Ki2;U..llllaaEi.<.-iaii--i-*-
lai iiyimp'i l
>*aN->ji3Uo.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
COHTIMUAfAfl 1)A SESSA 1)0 DIA 10 DE MAltljO DE
184J.
O Sr. Figueiredo:Eu cuteiido, que o requeri-
nieiito nao di-ve pass.u ; ]>nr se apresentou aqui acerca do regulaiuento da
policiaeslavaeindJscussao, efoieuto, queum
nobre deputado que se assenta do outru lado,
tendo de apreseutar un oulro projecto a cerca
do inesino ubjecto, pedio o adiaineiitu do ijue
*Lm un.i at poder oflerecer cousidera^o
da assembla un nutro projecto, como acaba de
lser. Ora este projecto deve ser inipresso, para
que seja discutido com coiihecimeiito de todos
os membros da casa, e nao Basar, na forma do
requerimenU>,8Ugeito smente opiniao da com-
usao, que tem de o subtraiiir a discussao com
o seu simples voto de preferencia. A cominissao
pdedizer, que seja discutido, por exemplo o
projecto a e nao o projecto b, enta ficar um
delles na obscuridade, e para evitar isto, eu-
(eiiilo seria mais conveniente, que ambos os
(irojeetos (bssem a couiinisso, para que, com-
Mnando-OS ambos, formule um terceiro pro-
jecto, a que possainos offerecer as emendas,
que nos parecerem convenientes; isto SIQ.
O Sr. Presidente: O lequerimento uto diz is-
so, porque diz o que melhor eonvier.
O Sr. Nabueo: -He para fazer um terceiro pro-
jecto, seo achar conveniente.
0 Sr, Fiyueiredo:Maso requeriinentenao diz
que he qara fazer um terceiro projecto, como
eu desejava..
O Sr. l'resitUutf Se o achar conveniente,
por certo.
O Sr. Figueiredo: Se assim se emende nao
digo inals nada.
He julgado discutido o lequerimento e em
seguida approvado.
O Sr. Lopes UamaSr. presidente, acho que
todos os Peruatnbucanos estariio chelos de re-
gosijo pela fausta noticia, aqu chegada, do boui
successo de S. M. a Iniperatriz; porque com o
uasciniento de um successor do throuo brasilei-
ro, acaba de receber o Brasil nina garanta da
estabillidade desse mesmo throuo, um penhor
da nossa felicidade; e como, Srs., eu julgo com
milita razao que esse jubilo deve estar espalha-
do por toda a massados Peiiiainbucaiios e mui-
to principalmente pelos representantes da pro-
vincia, proporei que desta assembla vao tres
de seus membros felicitar S. M. o Imperador,
porto grato motivo; e nesse sentido vou man-
dar mesa um requoriinento.
Requeiro que esta assembla nome una
deputacao de tres membros, para felicitar a S.
M. o Imperador, pelo grave motivo do feliz suc-
cesso de S. M. a Iniperatriz, que acaba de dar-
nos um principe, seni duvida penhor da nossa
felicidade, e mais una garanta do throuo bra-
sileiro. ii
Sr. Presidente:He urna indieacao, quede-
ve ir a una cominissito, e parece-me pie esta
deve ser a de constituicno.
Foi commissao de coustituicio.
Olllil'M DO DA.
Primera dlsciISsSo do projecto n. 1 do corren-
te anno, que he o seguinte :
A assembla legislativa provincial de Pernam-
buco decreta :
Art 1. A forca policial de toda a provincia pa-
ra o anno linauceiro de 1845 a 1846 constar de
quatroceutas pracas de iufantaria.
Art. 2. O presidente da provincia distribuir
e organisar a referida lorea como entender mais
conveniente ecouomia c disciplina do corpo,
com tanto que a sua despeza nao exceda a cento
e cinco contos de res.
Art. 3. Kico revogadas todas as lela e disposi-
efles em contrario.
O Sr. Francisco Joao: Como ti ve oecasio de
ouvir, ha pouco, que os regulainenlos da penali-
dade foro una commissao para a respeito
delles dar o seu parecer, e me parece ter com
sto alguina relacao a deterniinacao da forca,
suppunha que conviria, que este projecto ficas-
se adiado, al que aquello parecer sbreos re-
gulamentos fosse apresentado; e ueste sentido
mandare i um requerinento, ao qual se dar o
destino, qtie assembla parecer conveniente.
Requeiro o adianiento do projecto em ds-
cusso, at- que seja apresentado o parecer da
commissao de legislaco a cerca da organisaco
e projecto do legulainenlo penal da policia.
He appoiado e entra em discussao.
OSr. Lopes (faina:Sr. presidente, parece-me
que (com licenea do nobre deputado autor do
requerimento) este projecto nao est na ordem
dos outros, de que elle falla; poique este pro-
jecto traa nicamente de marcar o numero das
pracas, e o dinheroque se ha de gastar, e mais
nada...
O Sr. Francisco Joo:.Nao lie s isso.
0 Orador: Knlo o projecto nao falla uisto .'
O Sr. Francisco Joao:E lanibem em distribuir
a forca.
O Orador: Distribuir a forca nao tem nada
com a |n n.iliil.idi-. seja qual lr a forja, seja
qual fr o numero, hadeluver urna penalida-
de, por tanto que tem urna cousa com outra .'...
OSr. Fancisco Joiio:Mas organisar oque!'
O Orador:O servico, qual o numero das com-
panhias, ele.; e que llll sto com a penalidade ?
Nada; eseno, supponhamos, que o corno cons-
tava de mais ou menos pracas, ou coinpanhias,
que em lugar de tres erao quatro, que tuha is-
to com a penalidade .' O regulamenio he para a
disciplina; seja a forja de 10, de 0, ou de 100
boinens, deve ter regulamento; seja um bala-
iho, seja um regiment, tudo he o nesmo, ape-
lar de que en mo sei o que he balaiho, uciii
mesmo sei, se esla assembla pode formar ba-
talhocs; em direito isso he eonlraverso; mas
deixemoS ISSO, nos podemos marear a forea po-
licial, mas be so isto, seuo pergUlliarei, os Sis.
da policia gosao do foro militar '
O Sr. Carneiro da Cunha:Agora pelo regula-*]
ment vaogosar...
0 Orador:-Isso he agora; mis quando l che-
garmos, tenho que dlzer alguina cousa sobre is-
so, contentaudo-me, na oecasio, de asseverar,
que pelo menos o ponto he eonlraverso; mas se-
ja qual fr o numero, aoja qual fdr a divisan
dessas coinpanhias, chainem-lhe companhias ou
balalhdcs, ou o que quizerem, que tem isso
com a penalidade 7 Quando o soldado fallar ao
servico, sotfrer tal ou tal castigo; tanto impor-
ta que teuha 400 pracas, como que tenha mais;
a penalidade he para todo O numero que passai
de dous ou tres...
Urna tos:At um.
O Orador :De un nao porque nunca vi
corpo d<' um s corpo he termo collectivo pe-
de mais do que um us sendo d*ahi para cima,
a penalidade deve ser a mesma para pesar so-
bre quem lor eoiiiprehendido as faltas que
elle marca : por tanto concluo votando contra o
requerimento se todava o Ilustre deputado
pela sua bem conlieeida pericia me fuer ver a
analoga ou dependencia deste projecto ooni
o da penalidade nao duvidarei volar por ora
tenho ininha duvida.
O Sr. Francisco ,/oiio:Sr. presidente quando
tive oecasio de ollerecer o requeiment que
se acha em discussao e que foi impugnado
pelo nobre diputado, eu siippunlia-o tao claro,
que conceb a esperanca por um momento de-
que elle seria aceito pela casa sem averiguaeo,
ou discussao foi esle o motivo do ineu silencio,
o nobre deputado porni inipugnou-o e nao
obstante eu reeonheeel-o anda sustenlavel,
creio que o nobre diputado uiatou o meu re-
querimento alguina cousa com tudo son obri-
gado a dlzer em defesa delle, e para isso me ser-
vir! de alguns argumentos que o nobre de-
putado por ve/es tem insta casa avancado.. ..
Sr- Lopes Gama :Pode ser.....
O Orador :Sm Sr. o nobre deputado tem
tido oecasio de se levantar eoni outros contra a
trgaiiisaco actual do coi po de policia duen-
do que nao entenda como os simples auxilia-
res da justica devessein amlar com todo o luxo
de corno de linha, msica, bandeira e outros
appendiculos ; o nobre deputado j por mais
de nina ve* tem feito sentir alguns dos inconve-
nientes da organisacao actual desle corpo ; ora
trata-se agora da dislrbuico desta forca do
numero Sella, eda sua organisacao ecom-
meite-se essa dstribuico e organisacSo ao
presidente ; parece-me ser bein cabido na oc-
casiO em que se tratar do regulamento deste
corpo tratar da sua organisacao ; aqui est
o motivo porque eu suppiu. que una questao
poda aeompanhai a outra Olanles que ella
nao devia ser resolvda sem que a outra tives-
se sido j di cdida. Mas disse o nobre deputa-
do que a lixaeo da forja nao tinha nada com a
sua organlsajo....
O Sr. Lopes (ama :Coin a penalidade or-
ganisacao nao disse eu.
t) Orador :Sim Sr., com a penalidade....
O Sr. Lopes Gama : Nosaia d'ahique vamos
bem penalidade penalidade coin a organi-
sacao isso he caso dill'ereiite. i
O Orador : Sr. presidente, pois eu vou mos-
trar em primeiro lugar que o numero milito
tem coin a orgar,isac3o,depola mostrare! que trm
igualmente com a penalidade. Que o numero e
dstribuico de nina forja tem entre si relavan,
he isso cousa to clara, que o nobre deputado
nSo contestara; por consequencia vc-se jaque
o iiiiiui!() tem relajo coin a organisajo, or-
ganisacao ipir he bem cabida, Sr. presidente ,
nesse regulanienlo, de que se trata ; mas disse
o nobre deputado tem relaeo coin islo, nao
tem relacao com a penalidade; ora quando se
trata de organisar Uin corpo tem-sc se-npi e em
vista as luncjies, para que elle he creado, con-
forme essas funcedes beque se ha de distribuir,
e disciplinar a forja que e cria e se organisa,
e nao se pode negar que pela inaueira porque
se organisa o corpo, tanibeni se organisa a pe-
nalidade para elle, conforme foi feila a escolha
para O corpo policial, em relacao aessaescollit lie
que deve ser a penalidade cstabelecida; se O
corpo de polica nao adniiltir para o seu seio
seno honiens de nina moralida^le oonhecida,
e que tenala taes e taes requisitos em seu favor,
se se estabelcer urna dift'erenja essencial entre
a sua organisajo, e a organisajo da tropa de
linha, parece-me que grave ser a dillerenja
estabelecida entre o seu regiilainento < o regu-
lamento de linha; por isso (lisia eu, que a or-
ganisajo de um corpo, ou forja tem relacao
inmediata com a sua-penalidade e se a dis-
tribuirn tem rclacab com a disciplina, temos
tanibe'in provado que a distribuirn e organi-
sajo, tem reljate com a penalidade; ci eio que
me tenho feto conipieliender. alm deslis i nn-
siderajes ser-me-lia licito apreseutar una ou-
tra, e he que tratando-se agora de estabelcer
regulamento para o corpo policial, uo sera
multo lora de proposito, que elle eoinpii ben-
desse ambas as parles, isto be penalidade e dis-
tribuijo, e como a organisacao e distribuijd
si pndiao ser tratadas di polsdestr projecto, sup-
punha enlao occasiO piopria pela sua rela-
jo entre s...
OSr. Li'petGnma: --,.Por all vai inellior.
O Orador: Recebo sinceramente o apnio
que me da o Sr. deputado, e como reconhece
a ininha dontrina porboa, eonlo desde ja com
o seu voto.
litigada concluida a primeira discussao, lie
regeilado oadlamento, c doptado o projecto.
I." diictus&o do projecto n. '2'5 de 1839.
Traa da exlinccao dos directores dos indios .
e da obrigaco de viverem estes aldeiados, e re-
gular a inaueira porque as ierras que lhe per-
tencem, deveniser subdividdas.
OSr. Taques:Sr. presidente, en voto contra
o projecto, sem examinar a boudade de suas
disposijies. por quanto devenios reconhecer que
elle esta fura das attribuices da assembla : o
acto addicioual incumbe as asscmhlasde pro-
vincia promover a catechese, e i-ivilsajo dos
Indios; mas nao podein ellas legislar sobre tr-
ras de Indios; porque isso compete a assembla
geral : ora se nao he possivel legislar a cercadas
ierras, tambeni o nao he a cerca da forma da
adiuinstrajo, alterando os directorios; por-
quanto estes et;ioestabelecidos em leja geraes.
Existe o directorio de .'? de inaio de 1757 para os
Indios, o qual foi feilo extensivo asmis capita-
nas pelo alvar de 8 de niaio de 1758; e por
nina carta regia que se acha nos papis da com-
missao de eslatistca, da dita de H de setembru
do mesmo anuo, se manda applicar o disposlo
naquclle alvar, particularmente a Pernanibuco;
julgo que a assembla nao pode alterar essa dis-
posijo; poique lie le geral, que so pide ser
derogada pela assembla geral, e tanto sto be
reconhecido, que o ministro do imperio, no seu
rea torio, declarou, que se oceupa va era confec-
cionar um novo directorio para os Indios; julgo
pois, que s ao poder geral he a quem compete
legislar sobre esla materia. Quanto as trras
tambera o poder geral tem legislado; porque
na le! do orjamento de 1813 se decretou, que as
tenas dos Indios das misses do Rio Grande do
Sul ero prnprnfc-da irajo, logo assembla
provincial compete s o promover a cathechese
c dvilisacaoVlos fnUgenas, v isto, nao he legislar
sobre terras.nein sobre a liinnade adiuinstrajo;
a assembla provincial si lhe cabe cnipregar
para cathechese os ineios ao seu alcance, usan-
do de um poder,pai a assim dizer,voluntario, nao
estabelecendo disposjoes que contrariein o ex-
ercicio do poder legislativo geral; por isso vo-
tare! contra o projecto, sem atlender a utilidade
delle, ueiii to pouco examinar as suas dispo-
sjoes.
0 Sr. Figueiredo:Sr. presidente a materia
do projecto he tao importante que eu entendo
que esta assembla nao a deve logo re gritar '
tintine pelas simples nbservajes que acaba de
fazer o nobre deputado que me preceden. Sr.
presidente,esta classe desaventurada merece to-
da a attenjo desta assembla e por tanto pa-
rece-meque eonvein priineiraincnte discutir a
questao de competencia que o nobre deputado
acaba de aprescnlar e resolvel-a com todo cri-
terio. Parece-me que pelo acto addiconal a
assembla provincial tem direito de legislar so-
bre o ponto em questao ; porque pelo artigo
11 ^5.* do mesmo acto as assemblas provinci-
aes sao competentes para prover acerca da ca-
thechese e civilisacao dos indgenas e estabe-
lirinientos de coloiinias ; ora torna-se palpa-
vel que nao se pode de inaueira alguma promo-
ver a cathechese e civilisajo dos indgenas ,
sem que se tenha ao mesmo lempo a faculdade
de estabelcer os ineios que forem isso condu-
centes ; e por consequencia nao pode ser ndif-
ferenle o determinar a localldade em que os in-
dios se devem industriar e civilisar e a inauei-
ra poique el les uessas localidades se devem com-
portar. Cousequeiili inenle parece-iue mais
acertado que o projecto em discussao seja re-
medido a coinmiaso de constituicao e poderes,
para dar O sen parecer sobre se he ou nao das
altrlbuicoes d'esta assembla providenciar sobre
o caso do projeclo,porque en tao entraremos na
questao principal ; e n'estc sentido vou mandar
unt requerimento.
Requeiro que o projecto era discussao, seja
enviado conmiissao de conslituijo e poderes
para dar o seu parecer sobre se isla assembla
he competente para legislar acercado scuob-
jeclo.D
1 o apoiado e entrou em discussao.
U Sr. Xatmeo: r. presidente, eu opponho-
ine ao requerimento do nobre deputado, que ti-
ta na ininha fenle ; porque entendo que o ne-
gocio he de tal intuicao, que elle nao deve ser
reine tildo conmiissao de constituicao e pode-
res, como se propoz, aiu de ella dai o seu pare*
ci r julgo-o de primeira intuijo, e que nao
nos pertence legislar a respeito da materia que
lieobjecto do projecto que se discute ; porquan-
to, anda que a esla asscniblca perlenja a cathe-
chese dos Indios, todava ella nao tem attrlbui-
..... para ImpAr deveres aos juizes lerritorias ;
assim como tambein nao tem o direito dedispor,
ou dividir as Ierras dos Intlios. e que lhe foro
do.idas....
O .s'i-. Figueiredo ; Essa he outra questao.
O Orador : Essa he a questao do projecto,
ninguem nega que podemos legislar sobre cathe-
ebese dos ludios, a i^io nao se oppoe pessoa al-
i


urna ; mas nao podemos dispr das trras que
**lles desfructao, neni podemos impr attribui-
oei aos juises territoriaes, alera daquellas que
I lie incumban pelas leis geraes. Ora, parcee-
me que, penetrados, cuino estamos, das nossas
aitribuiees, dos seus limites, devenios rejeitai
o projeelo, e nao mandal-o una cnminisso.
Sr. presidente, euquisera que o nobre depu-
tado laucasse os olhos sobre o projeeto, e vera
que nelle mi lia senao isto que acabo de referir;
isto he, diviso das tenas e cxtiucco dos direc-
torios ; isto por un lado, e pelo outro impr at-
tribuie.es aos juises territoriaes, designando-
Ibes a inaueira por que se ho de lia ver com os
Indios. U nobre deputado aprcsculou o argu-
mento tirado do acto addicioual, dizendo que no
compete o estabelccimento de colonias, logo que
temos os lucios necessarios para isso ; he verda-
de que podemos estabelecer colonias, pornieni
terrenos provinciaes, e nao naqueei que nos
nao pertenceni ; de mais, a extineco dos direc-
tores tainbem he urna ollensa da lei geral, como
se disse, e esta assembla nao tein poder para
revogar leis geraes ; temos obrigaco de respei-
tar a assembla geral, porque devenios reconhe-
cer que ella he un poder que nos he superior.
Por todas estas razoes voto anda, que o projee-
to seja decidido j, e nao que v a coinmissao,
para saber se somos ou nao competentes para o
tratar.
O Sr. Figueiredo: Sr. presidente, o nobre
lepntado oppe-se ao meu requerimento por-
que entende que o projeeto smente tem una
ideia, que lie a divisao das tenas de (pie esto
de posse os indios, mas se se attender ao pro-
jeeto, ver-se-ha que o seu autor leve eni vista
lambein dar un regulamento aos indios ; quer
acabar com os directorios, quer enilim estabe-
lecer outros incios que suppe convir cvil-
sacao dos inesnios Indios; ora para se isto ob-
( te importa que elles tenho um regulaniento.
Por ora, nao entro ua questao, se o projeelo
est bein organisado, essa questao ser para
outra occasiao ; mas entendo que se nao devera
dispensar este ensejo para dar-se urna orgaui.sa-
co aquella miseravel geni.-; dar-llie meios de
rabalhar, dar-lhe estimlos de civilisaco, com-
inunicar-lhe amor aos hbitos soeiaes, tiral-a
einliin do einb.iiteeiinento, &c. Kntendo pois
que a assembla nesta parte pode facer mu
grande servico a provincia ; e a respeilu da pro-
priedade das tenas eu inulto terci a dizer na
segunda disenssao J portanto o projeeto pode ao
menos oerecer-nos base para a cmara conhe-
cer agora da materia, nas antes disso convm
decidir se a assembla pode, ou nao oecupar-se
do objeeto : decidindo a assembla pela alliniia-
tiva, eu terei enlo de requerer que o projeeto
seja remettido a una coinmissao especial para
cxaminal-o, e amplial-o: he isto o que pede a
boa razao, e nao convm que negocio desta na-
tureza seja como muitos outros, decidido de
corrupio.
Continuo pois a sustentar o meu requeri-
inento.
OSr. Alean/orado: Sr. presidente, nao pode
de i xa r de ser approvado o requerimento do no-
bre deputado: a materia de que se trata he limi-
to importante, e nao de prime!ra intuico, co-
mo pareceo ao nobre diputado; por isso cirio,
que niuilo convm, que isto se nao decida de
repente, e que o negocio v a una coniinissao :
o nobre deputado disse.que o negocio era de pri-
meira intuico; pie as assembleas provinciaes
nao podio legislar a cerca de tenas dos Indios;
que sendo esta a ideia do projeeto, devia por
isso ser este inmediatamente regeitado; ora es-
ta ideia do nobre deputado parece-me contro-
vertida; poique no acto adicional acho argu-
mentos limito lories para sustentar, que sao
tao competentes as assembleas geraes, como as
provinciaes para legislar seja sobie qualquer
que fr o objeeto que diga respeito aos Indios;
e digo que tanto una como outra tem este di-
reito; porque he expressa a disposicSo do acto
addicioual, que diz : (leo).
Ora, como quaesquer aitribuiees que tenha
a assembla geral a cerca da calecase, civili-
saco c colonisaco dos Indios sao cumulalivas
com a assembla provincial, nao sei como se
possa dizer, que a assembla provincial nao he
competente para tratar esta questao. isse o no-
bre deputado, que a assembla provincial de-
ve respeitar a superioridade da egislacao geral;
que a assembla geral lem um poder mais am-
pio; que elle deve ser respeitado por esta as-
sembla : ora a primeira cousa que eu liego, he
a superioridade da assembla geral; porque to-
das as vezes que una atti ibmvao he cumulati-
va; todas as vezes que tanto um corno como o
outro pode exercer essa allrilmitao; eu entendo
que nao ha superioridade (apoiados); para que
aproveitasse o argumento do nobre deputado
era necessario que se niostrasse, (|ue havia pri-
oridade; que a assembla geral j.i tinlia legis-
lado sobre este ponto: isto nao loi apresentado;
poique apenas se disse que un alvaia de 1751,
ou de 17f)8 providenciava a respeito; ora esta le-
"islacohe bastante antiga, essa egislacao nao
Sude estar de aeeordo com as necessidades ac-
tuaes dos Indios, essa egislacao nao pode sub-
sistir, senao subordinada ao acto ai.dicioual; se
essa egislacao nao pode provee as necessidades
dos Indios; 'se esta egislacao nao pode estar a
pardo estado dos niLSinos Indios; he necessario
prover de remedio a este respeito; a assembla
eral nao o fe; logo entendo, pie a assembla
provincial deve prover a esse respeito. Os nobre*
deputados recoiiheceiu que a materia he impor-
tante; logo ha una razao de mais parase nao de-
cidir precipitadamente.
O Sr. Taques:- Sr. presidente, a razao por que
euvotarei contra o requerimento em discussao,
be por achar que elle importa una peda de
lempo, ao menos segundo as ideia* que tenho;
porque entendo para mira, que esta assembla
lem direitode legislar sobre este ponto : os no-
bres deputados dizem, que os Indios cstao mal
letrulainentados, que nao tcein un regiment
acominodado as actuaes circunistancias para os
trazerao gremio da religiao, e da civilisaco;
nao neg nada disto, porque o regulamento, da-
do pelo alvara de 1757, nao poda ser tao desen-
volvido como nos devenios boje desejar; julgo
porm,>r. preaidente, provincial quauto aos Indios pelo acto addicio-
ual se reduz, uote-se liem, a promover a civilisa-
co e cathechese dos Indgenas, e limitando-se
ios meios que se acho sua disposico; porque
parece-me absurdo que v adiante a igualdade
de competencia que tem com a assembla geral
na materia; e que esta assembla provincial
possa legislar a cerca de tenas dos Indios c a
cercada forma la sua dirceco contrariando a
egislacao geral ; qualquer que for a maneira
por que o artigo do acto addicional seja enten-
dido, nunca se pode entender que a assembla
provincial possa faser leis eni contrario as
leis da assembla geral ; porque dara is-
so o absurdo de cada nina das assemble-
as legislaren! cni opposicao a outra, e revo
garem reciprocamente suas leis, do que seguir-
se-hia nina confuso de que nao se poderia sa-
bir. Km todo o caso, como observeu outro
honrado deputado, em concurso da assembla
provincial com a geral, devera esta ser mais
attendida, e luorincnte temi a prioridade, a
sua egislacao dever prevalecer. Porm a as-
sembla geral tein faeuldade milito ampia de
legislar, como nao gozo as assembleas provin-
ciaes; e se ([iianto aos Indios podessera legislar
livremente as assembleas provinciaes, teriamos
que poderiao alterar em relaco a elles a egis-
lacao civil, e toda a egislacao geral : o que nao
posso admittir. A assembla cure da civilisaco
dos Indgenas por aqucllcs lucios que esto
sua disposcao, como, dando diuheiro, e sein-
pre o tem feito, ou trras suas para elles se cs-
tabelecerem ; mas nunca por disposices que
eiicontrein a egislacao geral ; d'esta sera du-
vida, de que faz parte o antigo regulamento que
prov a cerca da distruico das trras, e sua
admiiiistrafo ; e como poder esta assembla
estabelecer dill'erentemente ? Se os terrenos de-
vem ser considerados nacionaes tendo sido
concedidos semiente para uziifruireni-nos os
Indigenas, nao poder a assembla provincial
legislar sobre elles, se forera propriedade dos
Indios devenid ser regidos pelas leis geraes
em materias de propriedade ou pelas que par-
ticularmente regulo quauto s tenas dos In-
dios queja apontei as quaes esta assembla
nao pode revogar. Quer o nobre deputado que
se approveite o projeeto para fazer-se um bom
regulamento para os Indios nao o julgo pre-
ciso ; pois, se o nobre deputado ou a illuslre
coinmissao de coustituicao quizer oflrecer a
este respeito algum trabalho nao ser preciso
consultar este projeeto que considero mal fun-
dado. Nao quero dizer Sr. presidente, que a
incompetencia d'esta assembla para adptal-
as disposices do projeeto seja to clara como
a luz do dia pois que os honrados deputados
ilelndem o contrario ; mas eu nao tenho duvi-
i/a a este respeito ; e, pois que se a materia he
importante o projeeto em discussao nao o he,
voto contra o projeelo e contra o regula-
mento.
He julgada concluida a primeira discussao do
projeeto, regeitado o requerimento, c ein se-
guida tambeni o projeeto.
1* discutido do projectonumero -19 de 1839. Con-
cede a D. Anua da Cunlia Soares de Miranda
una pencad animal de 400/ rs.
Foi regeitado.
1" discussao do projeelo numero 10 de 1840. Mar-
ca a forma, porque os enipregados provinciaes
podan ser Horneados, demittidos e suspensos, u
O Sr. FiguereJo : Louvando muito, Sr. pre-
sidente, o distincto patriotismo do nobre autor
do projeeto, por ter elle inettido hombros
urna tarda to ardua, e espinhosa ; mas de re-
couhecida utilidade provincial, tal como a de
regular os casos e a forma porque devein ser
iionieados, demittidos e removidos os emprega-
dos provinciaes, he-me com ludo forcoso, e so-
bre maneira penoso declarar-ine em opposicao
ao projeeto, pela razao de nao haver dado o seu
nobre autor aquelle descnvolvintenio eexpanso,
de que he susceptivel a ideia, que tomou por
tpico.
Sabe V. Exc. mu bem, que urna das difficul-
dades, que se appresento logo quera tem de
confeccionar um projeeto d'esta ordem.he o mar-
ear a linha divisoria d'aquelles empregados pro-
vinciaes, que esto debaixo da aeco do poder
legislativo provincial ; pois que V. Kxc. nao ig-
uora, que depois da interpretaco do acto addi-
cional empregados provinciaes existem sobre
os quaes nao pdeiu legislar as assembleas pro-
vinciaes, e outros ha, que sendo puramente
provinciaes esto inteiraraenle debaixo da in-
mediata inspeceo e direyo do corpo legislativo
provincial : portanto salta aos olhos a necessi-
dade de estabelecer primeiraiuente a escala
dos empregados provinciaes, que devein ser
Horneados, demittidos, e removidos pelo pre-
sidente da provincia : mas o projeeto he in-
teiraraente baldo, e fugitivo crestas especies.
Depois de li. m terminada a escala dos empre-
gados provinciaes, cuja demisso, nomeaco ,
ou icuiocao se pretende regular, he que se
pode formar juuo a cerca da natureza de suas
lunccoes ; e da natureza de suas funeces
he que se podein deduzir fundamentos pa-
ra se cstabelecerein as dillrcnles bypoteses
de nomeaco demisso, e remoran, de modo
que os casos de nomeaco, demisso, e remo-
cao, tenhao a possivel allinidade com anaturesa
das l'uiici oes do einprego; porque somente assini
lie que se pode mantel a juslica e acert, que
devein presidir distribuicao dos empregos ,
e a couservaco dos respectivos enqiregados.
He cei lamente depois de todas estas averigua-
cois, que demandan clculos bem rellectidos ,
que se pude determinar a ordem do processo ,
que deve guiar o administrador da provincia
no moviraento dos fuueciouaiiios provinciaes;
processo, que a meu ver deve constituir a maior
garantia da observancia das deteniiuiacoe.s, que
esta assembla houver de estabelecer a cerca
dos casos e do modo porque devein ser nomea-
dos demittidos e removidos os emprega-
dos provinciaes. Estas pequeas reflexiies S. ,
P., sao bastantes |>ara que todos nos possamos
estender as vistas sobre o campo inmenso das!
quesioes, que necessitao de ser aventadas, dis-|
cutidas, e consignadas em um projeeto daua-i
tureza do que se acha em discussao: mas a casa
nao podera deixar de reconhecer que o actual
nao nos olierece as I beses necessarias para a :
discussao, elle he inicuamente defectivo, re-,
se-.ite-se de molestia de organisaco, e nao po-
demos com a medicina das emendas sobre a j
perna remediar a sua m constituico : elle ne-
cessita de uina nova concepeo, de uina nova
geraco, de um novo naseiment. Mas nao po-
dendo eu deixar de reconhecer que devenios
quanto antes dar existencia a una lei, que es-
tabeleca os casos e maneira de nomeaco, de-
misso, e rcnioro dos empregados provinciaes,
de uina lei, que dando por um lado garantas
aos mesmos empregados, e pondo o presiden-
te da provincia acoberto das ms consequen-
cias que costuinSo acarrelar o arbitrario e a-
bra por outro lado um caminho livre e dircito
justa competencia dos que pertenderem taes
empregos sou de parecer, que o projeeto se-
ja remettido a urna coinmissao especial, para
que esta tomando por base a idea do inesmo
projeeto aprsente outro mais bem desenvolvi-
do, e n'este sentido mandan-i um requerimen-
to mesa. Requeiro que o projeeto em discus-
sao seja remettido uina coimnissiio especial,
Horneada por esta assembla, para que tendo
em vista a idea do mcsino projeeto formule um
outro, que melhor satisfaga a lettra c espirito
do artigo 9. no 11 do acto addicional.
O Sr. Sabuco: Sr. presidente, eu si uto co-
mo o nobre deputado autor do requerimento,
que se acha sobre a mesa, a necessidade que ha
de exercer a attribuico que nos compete pelo
acto addicional, marcando os casos em que o
presidente deve nomear, suspender e demittir
os empregados pblicos provinciaes : adopto a
ideia do nobre deputado, para que se encarre-
gue a coinmissao de egislacao para propor um
projeelo a este respeito ; mas nao posso convir
que este projeeto seja remettido a uina coin-
missao especial, porque delle nada se aproveita:
sustento que deve inorrerj, porque elle he
absurdo ; ao mesino tempo que d arbitrio
ao presidente para nomear os empregados,
sujeila essa nomeaco s informaedes dos che-
fes das repartieses ; trata do direitode remover,
e estabelece condices to vagas, que nao ha
presidente que nao possa (servindo-se de pre-
texto muito plausivel) suspender qualquer em-
pregado, porque sempre poder dizer-se que a
persistencia do empregado no lugar, he ineom-
pativel com a tranquilidade publica: por to-
das estas razoes se v que o projeeto deve mor-
rer j, e j, despertando na coinmissao a ideia
de resolver esta questao.
O Sr. Lopes Gama : Sr. presidente, desde
que tenho assento nesta casa, confesso que an-
da nao vi um projeeto to monstruoso, nem me
lembro de ter visto este mesmo que depois de
estar guardado muito tempo, agora resurgi,
porque, por falta de materia se tein desenterra-
do (lestes defuntos.
Sr. presidente, a materia deste projeeto he a
do acto addicional, fra disto nao ha mais na-
da, por eonsequencia o presumo deste projeeto
he hcii bu ni, basta o artigo 1.* que diz assim
(lio) Ora, que novidade esta! isto diz-se sem-
pre, suppoe-se pelo menos, que o presidente
lia de nomear os mais aptos, depois manda que
o presidente julguc segundo taes e taes inlor-
maefies. Ora fulgor segundo, nao sei o que he,
cada um julga por si; que sepeco esclareci-
mentos entendo, mas esses esclarecimentos nao
podem forcar a cada um parajulgar segundo
elles, fra disto he tudo um desproposito, nao
he projeeto, nao lie nada. Agora aproveito a
occasiao para dizer, j que tenho a palavra,
que me parece que a difliculdade da materia be-
que obsta a que ella se tenha tratado nesta ca-
sa ; e a grande ditliculdade est em estremar
quaes sao os empregados provinciaes, aqui est
a grande bulla, porque nos sabemos quaes sao
os empregados geraes. mas nao sabemos quaes
sao os provinciaes, e quaes os que sao provin-
ciaes, e geraes, porque mis sao provinciaes por
um lado, c geraes por outro, isto he, sao mix-
tos, e nao se diga que se sabe por quera paga ;
por quanto temos por exemplo, o secretario da
presidencia que he geral, e pago pelo cofre pro-
vincial ; he una confuso muito grande.
Senhores, eu vou apresentar una proposicao
geral, que por isso que he geral nao olanle
ninguem ; a peior poltica he a da velhacaria,
porque d na cabera dovelhaCO...
O Sr. Xabuco: Nao ha poltica que nao seja
de velhacaria.
O Orador : Pois he m ; toda a poltica, que
nao marcha pelo justo e honesto vai perdida ;
hojesente-sc o resultado dessa velhacaria se a
interpretaco do acto addicioual fosse verdadei-
ra intei pretaco, e nao reforma nos nao teria-
mos visto milita cousa que tem succedido,daqui
lie que vem o mal; euja disseque aproveitava
a occasiao para dizer alguma cousa, aproveito-
a para desabafar, senojpergunto quandohei de
fallar ?
O Sr. Nabuco : Ento he peccado velho.
O Orador : He como o peccado de Ado que
tem chegado at nos; por ludo isto voto contra
o projeeto
Julgada a materia discutida resolve-sc que se
iionieie uina coinmissao especial para exami-
nar o projeeto.
1 .* discussao do projeelo n. 23 de 1843.
A coinmissao de ustrueco publica em vista
do requerimento do coronel Tiburtino Pinto de
Almeida, que, como professor jubilado da ca-
deira de grainmatica latina de Santo Anto ,
pretende receber indivisamente o ordenado que
Ihe competa antes de sua jubilaco; he de pa-
recer, que em presenca do artigo 2." da U-i pro-
vincial n. 7b', o peticionario merece ser deferi-
do na forma, que requerido tem. E para isso
oD'erece considera, ao da assembla a segura-
te resoluco.
A assembla provincial de Pcrnambuco re-
solv'.
Artigo nico. O professor jubilado na ca-
deira de grammatica latina da villa de Santo
Anto, o coronel Tiburtino Pinto de Almeida ,
tem direito parte do ordenado que deixou
de perceber, at a proraulgacao da lei provin-
cial n. 7G : revogadas assim quaesquer lispos-
ces em.contrario. Paco da assembla, etc.
O Sr. Carneiro da Cunha : Eu quizera que
o Sr. deputado que se assenta diante de iiiiiu rae
desse alguinas informaces sobre este pro-
jeeto...
O Sr. Lobo : De repente nao posso dizer
nada.
OSr. Carneiro da Cunha: Ea comnisso
nada poder infonnar-me ?
OSr. Lopes Gama : Sr. presidente, V. Bc.
sabe que de um anno para o outro as ideas nao
esto muito presentes...
O Sr. Presidente : Mas eu dei para ordem do
dia o projeelo.
O Orador: Mas ha deputados, que nao ve-
iii todos os projectos da ordetr do dia, alguns
lico noesquecimento, porque o tempo nao Ihe
pode chegar para tanto, a materia como disse
foi do anno passado, e por isso nao me record
bem da especie, e en tao proporia o addiamen-
to para melhor esclarecimento da materia.
OSr. presidente : O parecer expe os moti-
vos.
O Sr. Aguiar: Sr. presidente, parece-me
que a questao he to simples que nao precisa de
adiainento, anula inesino quaudo nao tivesse si-
do dada para ordem do dia ; aqui nao ha seno
reparar bem as disposices da lei de 37, em
vii lude da qual este professor foi jubilado, e as
disposices da lei de 39 ; este cidado io jubi-
lado no tempo em que os veiiciinentos ero di-
vididos em tres partes, duas como ordenado, e
urna como gratiticaco, nesse tempo foi elle ju-
bilado ; mas depois appareceo a lei de 39, que
mandn juntar tudo, considerando tudo orde-
nado, e por eonsequencia podendo com elle se-
rn aposentados os prnfessores. O professor
recebeo, at lei de 39, o ordenado na razao de
duas partes, e depois no total; quer elle agora
que se Ihe pague o tempo que decorre desde a
jubilaco at a lei de 39 ; mas a nobre eouraiis-
so diz, depois de examinar a queslo, que o
achava com dircito, quaudo eu tal direito Ihe
nao acho ; por eonsequencia voto contra o pro-
jeeto.
OSr. Carneiro da Cunha sustenta que o pro-
fessor tem dircito a receber o ordenado por in-
tei r o.
O Srs. Alcanforado, Lobo e Figueiredo stisten-
to a mesnia opinio do precedente orador.
(Lu quanto fallro os tres ltimos oradores,
havia algum sussurro na sala, e por isso, c por
seren em grande numero os apartes, nao nos foi
possivel tomal-os.)
.1 ulgada a materia discutida, foi o projeeto sub-
inettido votaco, e ficou empalado.
O Sr. Presidente : A ordem do dia para a ses-
so de boje he a contiuuaco da que existe, e a
primeira discussao dos projectos n. 2 e do cor-
rente anno.
Est levantada a sesso. (Ero 2 horas e ineia.i
CORREI0.
CORRESPONDENCIA Di CIDADK E PROVINCIA.
Osdous lolonim, A mirada de la, c Mello de
c, esses esteyos das liberdades patrias eslo-se
agadanhatido fortcmente; e como quaudo bri-
gao as comadres, descobrein-se as verdades
elles em suas carlinhas, que sao outros tantos
trofeos, sera duvida dignos de licareni sobre o
mais elevado altar dapraia, descobrem : que as
eleices para deputados c senadores foro lilhas
legitimas do dedinho impertinente do ministerio,
c nao dos merecimentos dos elegidos...
Ainda que todos soubessem dessa verdade,
sempre foi boa a coulisso dos corifeos, ou ca-
mafeos a lim de que os nossos vindouros tenho
cun que se devirlo. Ora que os rapazes bri-
guem, e nao guardem segredo ainda ha des-
culpa, porin dous velhos... laucando pela boc-
ea tora o que devio conter no buxo 'f O resul-
tado de toda esta comedia que j vai cheirando
a tragedia, he hcareui os dous velhos encapclla-
dos : assim o perniilto almas devotas.
O deputado Audrada na sesso de 22 de le ve-
r i ro disseque nao podia haver imparcialidad!'
da parte de magistrados que pleiteavao a deputa-
co. Ora os bis. Nuues Machado, Urbauo, Al-
fonso c .Maules, lu ao magistrados e pleitearao
a depulaco, logooquazito nesse tempo julg-
ro, despaehrao e lizero nao podia ter o cu-
ndo da imparcialidade... Nos que nao entende-
mos, assim niesiuo nao podemos deixar de nos
inclinar ao velho Viria acaso elle o que por
aqui se fez en to...e o que ainda hoje .....' nada
de dizer mais palavra, verdades parem odios 11
nnuM......im**-*vnf y--
C O K H E S P N D E N C 1 A .'
Srs. Redactores.O silencio aulorisa o calum
mador e he por isso e nao para tecer encomio
ao Sr. tenente coronel Manuel Joaquim do llego
Albuquerque, cuja conducta illibada, e honra-
dez toda prova he ge ramente conhecida, que
peco a Vmcs. a iuscrco destas linhas para lau-
car por tena as mentirosas arguices d'aquelles
que pretenden! desconceilual-lo.esquecidos de
que elle, nao s como simples cidado,mas co-
mo lionum publico, sempre lem cumplido os
seus deveres.
A propriaraordacidade de um Lei te,e a dos seus
asseclas, que, mi obstante sua nullidade, ach-
roalgucm ainda mais nullo do que elles, que
prestasse sua assignatuia ao nojento arauzel
que contra o distincto Pernambucauo estam-
poueiu suas paginas,na verdade dignas deseme-
lliaute produccao, o D. novo de 7 do corrente,
nao poder por em duvida a bem fundada re-
putaco, de que elle gosa.
He verdade que o tal assignatario, o vil ins-
trumento da calumnia e do embuste, herdou
alguma fortuna dos que Ihe de rao o ser, porm
naoagaslou cmoda a entender em nina serie de
molestias,que o acoiraneliessem; mas dissipou-a
em cavallos e pageos duurados, cora a sua
Philippiuba, e era nao interronipidas conviven-
eios, era que gastava os dias, sera que procu-
rasse promover os seus inleresses contando,
para o futuro, com pr-se as costas de alguem,
como de presente faz cora um pobre pai de nu-
merosa familia, quein paga o pao, que recebe
com maos passaiiiihos pegados em seu proprio
campo.
Era setembro do auno passado queixou-se o
testa de ferro e blaterou contra o Sr. Regoe
Albuquerque por nao havel-o qualificado cle-
givel e votante, gritando, que eslava no goso
dos seus direito,que tinha o reiidimento legftk
em fevereiro d'este anno vocifera com a incAiia
frca d'ento por ter sido alistado guarda nacio-
nal, allegando, que nao est as cheunislaii-
cias de ser sugeito un tal alistainenlu .'..' He
grande toieinia he tresloucamentp raesino!
Pois nao est no caso de ser guarda nacional
quera se suppe habilitado para ser votante e e-


s
iegivel ? Nao tem o rcndimento para servir nes-
ga milicia le nova especie, que assentava tel-o
para votar e ser votado ?
Concliiirei rogando aoSr Pinto que haia de
declarar o nome do pobre que o Sr, Reg Albu-
querque eiupurrou de suas escadas. na occa-
tio de ir pedir-lhe protecco focarme este
favor, n9o se envergonce, e se o mo lizer, ser
recoiihccido por mais calumniador e infanie do
que he. Son L:m que o eonhece de trio.
tas*
nnuoon
SS9S
MOV MENT DO PORTO.
Navios saltillos no dia 10.
Portos do Norte ; vapor brasili-iro Imptralrix ,
coiumaudante O capito teucnte Jesuino La-
mego costa.
Havaua ; patacho hespanhol harones capito
Jos Oliver, coni a iiicsma carga que trouce
de buenos Avies.
Cuiinguiba ; h'iate nacional Especulador capi-
to Jos Mauricio da Silva carga ditt'creiites
gneros.
Navio entrado no dia II.
hlenos Ayres ; 50 dias brigue francez Rose A-
melie de 9 toneladas, capito Graser, equi-
pageni 10 carga couros salgados e seceos ; a
itolli & Chavannes.
**
EDI TAL.
91
. t) lllni. Sr. Inspector interino da thesoura-
ria das rendas proviuciaes, ein cumplimente da
ordem do fcxin. Sr. presidente da provincia de
2li de fevereiro ultimo, manda faxer publico ,
que no dia 4 de Abril prximo viudouro, ao
ineio dia, se arrematardpeante a mesma tlie-
souraria, quem por menos fixcr, os trabalhus
c obras da segunda parte do 10." ltigo da estra-
da do Victoria, oreados na quantia de20:800/928
rs.i sob as clausulas especiaea abaixo transcrip-
tas.
s licitantes, devidamente habilitados, deve-
ro comparecer no dia, hora e lugar indicados
com as suas propostas na furnia do regulanien-
tode 11 de julho de 1843.
Secretaria da thesouraria das rendas proviu-
ciaes de Pernambueo, 10 de marco de 1845.
O secretario ,
Luii da Cosa Portocarreiro.
ESTRADA DA VICTORIA.
Segunda parte do dcimo lauco.
Clausulas especiacs da arrematando.
strabalhos e obras desta porcao de estrada
sero feitos pela forma sob as condicocs e do
modo indicado no orcamento planta, perfil, e
mais riscos que nesta data sobem presenta
do h.Mn. Sr. Presidente, e pelo preyo de rite
coutos oitocentos e sesseuta mil novecentos e
vinteoito ris.
2.* Km todos os pontos onde a estrada nova
coincide ou encontra-se com o caininho actual
dever ser dirigido o servico de modo tal, que
liajasempre un transito fcil.
5.* As obras principiaro no praso de dous
niezes, e tindara no de desoito mezes, ambos
contados ein couformidade do artigo 10, do re-
gulauu'iito das arreuiataces.
4.a Km juanto ao pagamento, o importe da
arremataban ser dividido em duas partes i-
guaes: nina ser paga ein qualro prestaces do
modo indicado no artigo 15 do respectivo regu-
1 amento, e a ou traficar constituida divida pro-
vincial,veneendo o juro de (i p.o/o aoanno at o
real eiiibolco, na forma do artigo segundo da lei
provincial n. 115 de 8 de maio de 1848; sendo
devido tanto o juro como o respectivo principal
da data do termo do recebimento proviso-
rio.
5." Para tudo o mais que nao est determina-
do pelas presentes clausulas, seguii-se-ha n-
teirainente o que dispe o regulaiuento das ar-
remataces de 11 de julho de 1843.
Ueparticao das obras publicas, 15 de feverei-
ro de 1S45. O engenbeiro ein chele.
Vauthitr.
Approvo. Palacio de Pernambueo, 26 de leve-
reiro de 1845. Almeida.
| 5 de marro de 1845.O escrivao Frontino
' Ignacio de Athayde. (6
I 2 Companhia de Uebtribe.
Os Srs.accionistas da Goinpanliia de Dcbirtbe
\ hajo de realisar una prestaco de p. c, den-
tro do prazo de 30 dias contados desta data ein
diaute. Escriptorioda Companhia 10 de Mar-
co de 1845.O secretario, t. J. Fernandcs /farros.
COMPANHIA ITALIANA.
TMEATRO-PIULODlUMAirCO.
Quinta [eir 13 de marco.
Espectculo extraordinario.
Ein applauso do uasciiuenlo do PRINCIPE
IMPERIAL a companhia ha deliberado executar
o segirinte divertiinenlo.
A chegada de S. E. o Sr. presidente da pro-
vincia ser descoberto o retrato de S M. O
Imperador e cantar-se-ha.
OHYMNO NACIONAL.
Solo da Sr.* M. Leinos e coros de todo a com-
panhia.
Seguir-se-ha a represenlacao da bein acollii-
da e interessante opera ein 2 actos.
A ITALIANA EM ARGEL.
Muzira do celebre mestre llos.iini.
Personagens e Actores
Mustaf Bei da regencia de Argel.--Luigi
Guizoni.
Elvira. Sultana repudiada do Bei.Adrianne
Muller.
Allj, personagem da regencia e chele dos cur-
sarios rabes.Giovanni Toselli.
Isabella, joven espirituosa que em Italia lora
amante de Lindoro e na oecasio da scena ti-
nlia cabido prisiuueira do Bei que a noineia sul-
tana favorita.--Wargat ida Lenios.
Lindoro negociante Italiano depois prisio-
neiro ein Argel e eito esclavo favorito do tci
Carlos Ricco.
'ladeo Italiano de idade avansada ridiculo
pretendente de Isabella que tambera tinlia ca-
bido prisioneiro c ficou, debaixo do nome de
sen lio, escravo do liei.Ciuscppe Galetti.
Coros de Corsarios Turcos eseravos Italia-
nos e Papatachos.
Director da orclieslra Mr. Grosdier.
No intervallo do 1. ao 2." acto da operaos
Srs. Luigi Guissoni e Giuseppe Galleti execul-
rao e engrayado duelo das pistolas da opera.
Chiara de Itosemherg:
que nao pode ter lugar na anterior repre-
sentadlo por doenca do Sr. Galleti.
A illuminacao do theatro estar augmentada e
as galeras guarnecidas de cortinados &c. com
0 inaior gosto possivel.
I'KKCOS A ENTRADA,
Cadeiras de calera prinieira ordem para ho-
mens.............2*000
Ditas ditas de segunda eterceira ordem para
familia.............fyIKH)
Bilhetes de platea........1/000
Osbilhetes veiidcni-se na ra larga do Rota-
rlo n 30, prime!ro andar e no dia no theatro,
pateo do Gollegio. 56
1 THEATRO PTJULICO.
anmvf.bsahiodh s. m. i. a sra. i.thkbezamaiia
CIIRISTINa.
Sexta feira 14 do corrcnle.
Para o festejo dos anuos de S. M. a lniperatiiz,
a direceo obleve do Sr. Cardozo Ayres um re-
tracto da mesma Augusta Senhora, do qual man-
dou exuahir oulro ein poni grande, transpa-
renle, pelo insigne pintor americano residente
no bairro do Hecife desta cidade, para se apre-
sen tar ein scena ueste dia, que se Representa a
grande peca Santo Elias arrebatado uo co na car-
roca de fogo. (13
DECLAMA (O ES.
COMPANHIA BRASILEIKA DE PAQUETES
DE VAPOR.
Constante ao abaixo assignado gerente da
companhia brasileira de paquetes de vapor ,
que as barcas da companhia se tem manda-
do d'esta crie, e de uns para outros portes ,
sonunas de diuheiro por mo de particulares .
a entregar a diversos privando-se assim a com-
panhia do fete a que ella tem di relio pela
couduco de sonimas ; e leudo ate alguns dos
portadores reclamado, e obtido das partes a
quem entrego um Ir te para si; declara o
abaixo assignado que ftca inteiraniente pro li-
bido aos passageiros dos ditos paquetes le-
varein dinheiros alheios para entregar e que
proceder contra os infractores ; nao so pelo
fele de que defraudaren! companhia como
igualmente pela quebra que esta possa soltier,
na opiniao publica ; (aluda que injusta e iinnie-
recidan.ente) ; e por tanto ein seus interesses ,
ni consequeneiada eventual peda de qualquer
quantia clandestina e irregularinente trans-
portada ein menoscabo das formulas estabe-
lecidas e sem as garantas coninierciaes ein
reinessas semelbantes.
* Rio de Janeiro 21 de fevereiro de I84j.M. J.
Cocino.
Est conforme.O agente da companma.
J. I. Mouretra.
1=0 1." escripturario da mesa de rendas inter-
nas proviuciaes desta cidade, abaixo assignado ,
en.anegado do laucamente da dcima urbana
do bairro de S. Antonio.tendo breve de concluir
o laucamente, avisa a OS Srs. proprietarios que
tivercm rcclaraaceaa fiwer, que deverao com-
ptcer na dita mesa at o ultimo do anclante
mes. Kecife em 10 de marco de 184o.
Jos 6tiedes Salgi-iro.
2=Pela delrgecia dVsta cidade se faz publico,
que se a. lia na cadeia um prelo que diz clia-
mar-se Athanazio e ser escravo do reverendo
cregorio de tal, morador em40hnda. ueciie
as mais proprias d'este mercado : quinta Lira
13 do crrente as 10 horas da manliaa no sen
ra da Alfandega Velha n. 1
armazeni
2Leilo, que ftu Joaquini da Silva Lopes, de
una porcao de barris de inauteiga de porco, cai-
xas de espermacette de composicao, gnalas de
essencia de aniz, e de barris de toucinho de San-
tos, no dia 12 do crlente no caes da Alfaudcga,
por couta de quem perteneer. (b
3_ o eorretor Oliveira continuar o leilo da
esplendida oiobilia do Snr. I)r. Felippe Lopes
Netto ( qiio por mui'a nao pdde vender-se n'uin
so dia consislindo em cobsoIo. tremc'ics, ri-
ipiii.inios lellos, de cpula, com seus perlen-
lences tudo novo, tapetes de oour.i do onos ,
lanternas de bion/e com mangas de vidio, dilas
de casquinha, um piano perpendicular quasi
noto e de muito boas toses soplis e cadeiras
de Jacaranda, camas de Ierro, erstaes de inul-
tas qualidades, colliures de prata um upa-
relho para rh do dita salvas o um bellissimo
taboleiro novo de dita encllenles quadios,
bancas dejoo mesus redondas de ineio de sa-
la A muitos oulros objeetos de grande apreco ;
quarla foira i do crrenle as 0 horas du
manhaa no segundo andar da cusa do dito Sr.
Dr. ra larga do Rosario. (18
iillllll I" IIIIMUIIUTI
Avisos diversos.
AVISOS MARTIMOS
~ Para Maranho, sahir no dia 14 do cr-
lente o patacho fieptuno, para passageiros tra-
tarse com o capito bordo ou com M. D. Ro-
drigues ra, do Trapiche n. 2(3.
2-Para O Rio de Janeiro segu com toda a
brevidade a bcni condecida e veleira barca Fir-
meza por ter a maior parte do seu carregamen-
to prompto : para alguin resto de carga escla-
vos a fete, e passageiros dirijo-se os preten-
dentes a Gaudino Agostinho de Barros praci-
nha do Gorpo Santn. (J, ou ao capito Rar-
cizo Jos de Santa Anua. {"
2 A barca portugueza Espirito Santo segu
para o Porto no dia 23, e, se por alguna motivo
nao puder seguir sua viagem, sahir imprete-
rivelmente no dia 6 de abril: para o resto da
carga e passageiros, para o pie tem muito bous
eoiiiinodos,trata-se com Francisco Alves da Cu-
nta, na ra do Vigario n. 11 primeiro andar ou
coin o capito a bordo. ('
3Para o Maranho sai com brevidade o
brigue-escuna nacional laura, capito Antonio
Ferreira da Silva Santos ; quem no uiesino qui-
zer carregar, ou ir tem excellentes com modos, diiija-se ao Capilo
a bordo, ou Noiaes Companhia, ra da Crui
" 37- ... ,{6
3 O brigue nacional Paquete de Fernambu-
co, capilao Joo Goncalves Reis sai para o
Rio Grande do Sul no dia li do corrente tem
es melhores commodo para passageiros, e re-
cebe escravo a frute ; trata-se com Leopoldo
Jos da Costa Araujo ta ra da Moeda n. 7,
oucom o capilo a bordo. (7
A mesa da irinandade do Sr. Uoni Jess das
Chagas pede aos moradores das ras em que
ha de passar a procissao do uiesino Senhor pa-
ra as conservaren! lininas.cujas sao as seguintes:
ra das Crines, da Cadeia em lireitiira ao Reci-
te, dita da Cadeia velha, dita da Cruz, beccoda
langucia em direilura ao Corpo Santo, ruado
Vigario al a iravessa do Aiuoriiu, (lila da Ma-
dre de Heos, lila do Collegio, praeiiiha do Li-
vranieiilo, na Direila, dita das Aguas Verdes,
pateo lo Carino, ra Jas Flores, dita Nova, di-
la das Trincheiras, dita do Rosario estrella, li-
ta doOueiinado e dita das Cruces.
Eloy Jote Galvo
Escrivo interino.
O niegue sapateiro Joo Jos Pereira las
saber ao publico e a seus l'regiiizes, que 5C mu-
dou de Fura de Portas para a ra do Vigario u.
1(), aoudc se aeha eslabele ido e proiuetle servir
bem a ludas as pessoas, pie ile sen presiimii se
quizereni utilizar; roga tainbem aquelles Sis.
que quizerrm mandar aprender o mencionado
otlicio a dirigireni-se ao niesino: tambera pre-
cisa-se le ofbciaes do mesmo omcio.
Pergunta-se ao Sr. Rangel.dos Afogados, si-
esta disposlo a pagar as suas dividas,depois das
eleicdes, nao o pudendo agora fiuer, porque
todo o diuheiro que tem he para comprar pl-
vora e baila isto deseja saber um seu creclor.
Pinte barbudo.
1 Alfonso S't. Martin, vai a Pariz. (1
Pede-se ao Sr. Rangel dos Afogados que
declare por esta folha,|iial a sua verdadeira ru
brica,se he Ranse) se Duarte ou Jos Hil-
arte,para nao acontecer appareccreni bilhetes
de todas as tres formas e S. S. s querer pa-
gar os bilhetes cujas assignaluras esliveivn
nos de menos valor : negando seren suas as fir-
mar dos maiores.
O Marujo dos Cigarros.
l=:(Js abaixo assignados declaro pelo presen-
te ao respeitavel publico, que o armatem la
i ua Direita n. 9,pertencente ao Sr. Antonio Pe-
reira pertence desde o dia 11 do eoriinle em
diante aos abaixo assignados ; licando o dito Sr.
Pereira obligado e responsavel por qualipiei-
divida pie o mesmo al essa data possa dever,
e por isso que neuhuma ingerencia tem mais
fazein constar a nueiu convler
L t,tt LOEb.
|_M.' Calmout S (..; faro leilo em presenta
do Sr. cnsul ingles por iutervenco do cor-
retee Oliveira e por conta e risco de quem per-
teneer dos restantes perlences do brigue I mi
Mondel capito Roberts inclusive todo o vel-
laine vergas mastareos &c. : sexta feira 14
do corrente as !l horas da manhaa ein ponto (lo
cedo para evltar-se mais tarde o ardor do aolj ,
larso prximo a alfandega grande d'esta cida-
de. do
2=Richad Rovle & G. faro leilo, por la-
tervenco do eorretor Oliveira de grande sor-
tiniento le fazendas inglezas todas de lei, e
por
nelli- : o que fazein constar a quem
para evitar pial duvida ou engao.
faino m Macedo. (\l
=Gonstando ao propietario das tenas com-
prebendidas na sesmaria que tem na comarca
do bonito principiando pelo puente da barra
da Xata da Prata seguem pelo rio Una ate a
Caxoeira grande e pelo naseeiile com os mar-
co* de sua diviso que essas ierras OUtr'ora
oceupadascom lavouras o sao actualmente por
gados dt' teda casta pe tencentes a estranhos,
que all os conservo sem autorisavo do dito
proprietario e nu conviudo a continuacao de
senielhai.te abuso cujas cousequencias podem
ser latees a seus autores e de laclo o sao as
rendas publicas que soilrcni consideran luien-
te com o desvio do einprego dessas tenas ro-
gase aos Srs. liscaes da comarca do zVouilo ha-
jo de dar por ellas repelidos varejos e inulla-
rem os donos de todo e qualquer gado que la
encontrarem visto nao perteneer una so cabl-
ea delle ao referido proprietario e ser digna
de seu esclarecido telo essa diligencia.
I.01EK1A DEN. S. DO 1.IVRAMENTO.
1As rodas desta lotera ando infallivelinente
no dia 10 de abril ; e os bilhetes acho-se a ven-
da nos lugares ja anuuuciados. (4
3-Alugao-se tres eseravos para o servico diano
ecerto, pagando-se, por dia,quatorse viutense
dandu-se alinoeo ejautar: tambem se alugao
pessoas forras; tratar na ra da Gloria.sobrado
n. 7, onde tambera se compraodous ou ires en-
cerados de lona em bom uso, sendo por preco
commodo. I'
2__Na ra do Pilar em lora de Portas n. Va
precisa-se de alugar um prelo para vender pao,
pag.i-se bem. ("*
3 No dia 8 do corrente desappareceo um ne-
gro de nome Antonio, crioulo, chelo do culpo,
entradas grandes na cabeca, idade de 28 anuos,
barbado, levou vestidas nina camisa de chila e
outra de madapolo, calca de algodo da tena e
ceroulas, cujo lo i remettido para esta praca por
mandadu de seu senhor Joo Ferreira de Almei-
da Calado, morador na freguc/ia lo Allinho, pa-
ra si r vendido para lora da lena ; quem o pegar
dirija-se sCinco Pontasn. 71, que sera bem re-
comnensado. (m
-.Antonio do Aroaral Botelho roga n sra.
Anua benedicta Torres, que tem nina coberta
erapenhada no valor de 2/rs., baja de a tirar
no praso de 8 dias, e nao o fazendo. sera vendi-
da para sen pagamento. ficandu desonerado
de qualquer responsabilidade.
2O abaixo assignado, leudo sido reinlregaclo
na sua cadeira de gr.inmiatiea latina do bairro
da uoa-visla, por ordem do Exm. Sr. presidente
desta provincia, faz publico, pie se aeha exer-
ceudo as fiiuec.oes do seu magisterio na rila
Velha du dito bairro casa n. 56: quem quixer
matricular seus filhos ahi o pode procurar.
Por/itioda Cunha Morda Aires. (8
2 los RJneiro do Amara!, sollicitador dos
, feitos da lazeuda nacional, acha-se morando la
ra estniu do Rozario, segundo andar do sobra-
do n. 32. (4
2 Sixla-leira 7 do correte na oecasio
da procissao do Senhor dos Pasaos, perdeo se
um brinco de lilagri, da Koa-vista ate O llecile;
quem o tlver achado e quizer Fazeraesmoladeo
restituir, pois a dona he bem pobre, dlrita-se a
viuda da esquina da ruado Vragao n. 43. que
sera recompensado; e se for ottrncido a algu-
ma pesso.i, baja de o temar e levar a dita asa
que sera da mesma foriu i gratificada. 1
2 Manuel de SOUia (iuiinares esl tssis-
liudo na ruad > Qucimsdo n. U segundo an-
dar e por isso tod.is as pessoas, que leem pe-
nhores em sen poder os venhao tirar quanlo
ules, viste ja se acharern os prasus vencidos
dos mesmo. penhores. (6
5Na fui dico de ferro e fabrica du machi-
uisonos na ru com a maioi presteza e porfeicSo machinas de
todas as qualidades e tamuulios como sejo
machinas di- vapor pura engaitos, bateas e ser -
rarias, etc., inuendesde canna de todas as qua-
lidades serraran qu mas barcas de ierro de torios os lmannos,
Dombas e canos de ferro, verandas, columnas,
poiiaes, solelras, juarda-portSes, log8e e em
[(eral todas as obras por grandes que sejo que
iefaaem em senielhantes eslabelecimentos na
Europa. Na mesma lubrica acha-se um sorli-
iiieot de machinas de vapor da melbor cuns-
UuccaopuS'ival e moendas de caima do lo-
dos os lamanhos e ulgumasdc nova Inveoco
todas com aquelles inelhotameolos que a
lungu pratlca nesta provincia tem mostrado Se-
ren indlspensaveis lochas, machinas de moer
mandioca, do invencao desta fabrica, que pela
grande estraccao, que lera havido, bm nos-
na o buin elle i lo que lu, alados, tarros de
iiiu. boceas de fumo e de loma iba crivus pa-
ra dii.i. mangas de carroca, Berras grandes de
ico, uiii.i bomba delorca [BrackmaJ pura pen
a bydraulka, ou pura provar canos de Ierro ,
mullos outros objeetos desta oaturc*a ; u boa
aualidude di- todas estas obras he garantida. (25
2 AGENCIA UE PASSAI'OKTES.
Na ra do Rangel n. 3'i, tiro-se passapor-
les pura dentro > lora do imperio correm-su
folhas e dispachao-se eseravos tudo com bre-
vidade 0 pir preco coinmndo. (u
3-Pedr-seao Sr.i. II. F. II de M. a bon-
ilade de spparecer na ra do Coelho, casa n. 2,
segunda luja que muito se deseja fallar na
mesma ca>u precisarse de prctos c moleques
para venciercrem aieiledec'arrapalo, pagando-
o 320 is por canuda, dando-se par quebras
meia garrafa. (7
3_ Aluga-se o segundo andur do sobrado
u. (i3 da ra da Prala do Rangel com com-
modos puia glande familia ; no rmaselo do
mesmo sedizo aluguel. I*
4 Aluga-se, ou vende-se a casa terrea da
baos pioprios, e rende 10/ rs. mensaes ; os
pretendentes para qualquer das cousas, dirijo-
se a ra duCruz armasem de essucar n. 54 ,
que so dir com quem se deve tratar ; no mes-
mo arm&sem vende se um buin cavallo, debons
andaies o tumtem serve paia carro, por ser
grande, n he barato > t Arrenua-se um grande armasem pro-
prio para qualquer estabelecimento, o pudendo
t no mesmo inorar lamilla para o que lem
airanjos; sito na ra estrella do Itosario n. 2'1;
quem o pretender procure na ra do Queiiua-
do luja de Antonio de !" Leilo. (6
2 O baixo assignado declara ao culloctor
dodisimo de ce pian que desde Oulubro do
auno pasudo deliou de vender c,a\i\n\.Igna-
cio de l.uiola Calado. '/*
"i. Fuiti.da luja de slfaiale da ra Nova
n. 60, una casaca do marin lino, verde escu-
ro torrada de sarja as costas, e as manilas
torrada de madapoln e duas pecas de brim
de cor e de lislras; roga-se a quem forem uflere-
cidas ns cujas lasendas baja de as lomar, ou
mandal-as ie\ai a ditu loja que ser recom-
pensado. 8
2 Francisco Ramos da ilva subdito Hes-
panhol, retire-se para a cidade du Porto. (2
2 Offerece-ie para trabalhar em loja frau-
cesa, urna mulher honesta, que sabH coser ves-
tidos e luda a qualidadede roupa de allaiate ;
ttem de seu preslimo se quifer utilisar, an-
uncie e da fiador a sua conducta. (8
No arin F. E. Alves \i.inna, na ra da
Sanzala n." 110, ha sempre depo-
sito de bous assucares finos, pro-
prios para exportadlo, e por precos
ra/oaveis 1,9
Joaquim Alves da Costa mu-
da paia defroute da Ij^reja da Ma-
dre de Dos a sua fabrica de ta-
amos, e condona a vender por
commodo preco tanto a retaiho co-
mo por atacado. (9


PHOSPHOROS.
A pessoa, que faiia phuspboros na ra Im-
perial n. 165, mudou sua residencia para a ra
Forniosa, delioote da ca9a n. 3, na Ro-vista, t
Dio vende por mais de .''Mo rs. a rosa.
Quem annunciou querer arrendar um en-
genho dirija-se a truvessa do Mondego ca-
a n. 7.
' Feliciano Augusto de Vasconcelos embar-
ca para lora da provincia o seu estravo Francis-
co, crioulo.
A padaria da ra da Gloria n. S adia-
se continuando a trabalhar ; os Sis. fregueses
pdem apruveitar-se.
O Sr. J J. S. queira ir pagar a mobilia ,
que comprou para seu ca bro de 1X43, cuja quantia he de (50/ rs. pois
o fiador desta quantia est nn desembolso del-
ta desde 21 de Janeiro de 1844 do contrario
ver o seu nome por 1 xlenso e saber o resulta-
do desle monopolio, pois sua narco nao iguora
seui bons leitos.
Perdeo-se desde a ruada Cadeia do Reci-
te da primeira casa do cambioat as Cinco-pon-
tas, embrulhados em un papel, em que se
acbava inscripto urna conta a quantia de Hf
rs. em cdulas sendo urna de \uj rs. e as (Mi-
tras de 5, 2 o l/rs. ; roga-se a pessoa, que ti-
ver achado esta quantia a queira restituir na
ra do Queimado, loja n. 6, que sera generosa
mente recompensada.
Quarta feira, 13 do crrente, as 4 horas da
tarde, na ra larga do Rosario a porta doSr
Juiz de Orphos Navarro, he a ultima praca pa-
ra ser arrciiifatadc um bonito escravo avaliu-
do pelo mdico preco de 350/ rs.
No dia ido correte appareceo em l'igi-
pi um preto anda bucal, e de meia idado ;
quem for seu dono dirija-se as Cinco-puntas
n. 57, que saber onde existe ; a pessoa nao se
responsabilisa por elle.
No dia 9 do crrente appareceo no enge-
BQO S. Rita Ireguesia de S Lourenco da Mal-
ta 7 legoas distante d sta praca, um preto e
urna negrinha, que diiem seu senhur chamar-
se Antonio laymundo, morador em Jacuipe ; o
anounciante nao se responsabilisa pelus mea-
mos ; a fallar no referido engenho ou na ruu
do Arago, casa n. 26.
i l'recisa-se de urna ama que tenha boto
leite ; na ra do Collegio fabrica de chapeos
n. S. 3
OSr. Victor Tavener queira ir pagar as
cumedorias, que comeo logo, que chegou a
esta trra, ha 31 mores, que sendu a sua conta
100/lftU rs. apenas deo por conta p leitio de
urna tabolele por 30^ rs., e se aeha reatando
"0/160 rs ; isto quanto antes, do contrario se-
r executado judicialmente.
Precisa-sede una ama, que tenha bom
leite, esejasadia ; na ra das Cruzes 11 20.
i Os Srs. Justino Jos (jarcia Jnior e .los
Joaquim de Moraes Coita tecm na ra da Cruz
n. 22 defronte da cacimba tartas a receber ,
vindas pelo vapor. (5
tPreeisa-se de um felor para um sitio pe-
queo perto da praca que stja Portuguez ;
no segundo andar da casa da ra do Trapiche
Novo n. 10. |4
1O abaixo assigando, morador no Atierro
da Boa-vista n. 44, com quanto esteja bem per-
suadido, que nada deve todava pelo presante
convida todas aquellas pessuas, que se julgarem
suas (redoras por qualquer titulo que stja
a apresentarem-lhe suas coritas pura seren im-
mediatamente pagas ; e outro sim o mesmo
abaixo assignado faz scieiite ao respeitavel pu-
blico, ter de se ausentar desle paiz por algum
tempo por Ihe ser necessario laier urna viagem
a Portugal. Manoel de Aztvedo Mata. 11)
1 F. Uupral participa ao publico, e parti-
cularmente aos svus freguezes da luja sita na
ra Nova n. 7, que foi dosSiS. J. P. Adour A;
Companbia que o Sr. Jos Antonio Goncalves
Bastos nao he mais seu caixeiro desde o da 10
do correte. ,6
2 Domingos Francisco, subdito Portuguez ,
retira-se para Portugal. i
2 Joo Nepomuceno Barroso embarca pa-
ra o Rio de Janeiro o escravo Miguel, crioulo ,
pertencente ao Sr de engenho Bamburral, Jos
Feij de Mello. 4
6 Aluga-se urna casa terrea na Solidude n.
17; os pretenden tes, dirijo-se au pateo do Car-
ino n 17. 3
3 Na ra do Padre Florianno n 43 preci-
sa-se de urna preta, ou um moleque, por alu-
guel que saibao vender na ra ; e tambem se
compra um escravo, ou escrava, por preco com-
ino do. (5
C O M P R AS
Compra-se urna preta recolhida de idade
de 14 a 20 annos; na ra da Madra de Dos ,
armasem o. 2.
1 Compro-se efectivamente para fra da
provincia escravos de >3 a 20 annos sendo
de bonitas figuras pago-se bem ; na ra da
Cadeia de S.Antonio, sobrado de um andar de
varanda de pao n. 20. (5
Compra-se um cavallo, que sirva para se-
la e carga, que seja novo e bem manco, ca-
paz de urna senhora fazuruma viagem ; na ra
dos Coelhos, casa n. 1 >.
3Compra-se um cosinheiro, e cosinueira ,
sendo bons, para fra desta provincia ; na ra
Imperial n ti'/. (31
4Compro-se diarios velhos, a 720 rs. ai
arroba ; na ;ua da Senzalla-veiba n. 96. ,a
1 Comprao-se as Ordeoaces, t., 2.\ 8.* e
4.* livros; quem ti ver annuncie ou dirija-se ao
Atierro da Boa-vista loja de miudesBS n. 72.
i Compra-se um relogio de ouro, patete
inglex, e igualmente um papagaio bom follador;
na ra do Livramento o. 32.
3 Comprao-se efEecU*amente para fra da
provincia mulatas, negras, e moloques de 12 a
"20 annos pago-se bem ; na ra Nova, loja
do ferragens n. i6. (4
2 Compro-se por commiiso escravos de
ambos os sexos at 30 annos, agradando pa-
go-ss bem ; na ra Direti n. 3. (3
VENDAS.
IVende-se urna armacode venda, feita, ba
pouco tempo, e em muito bom lugar, fax-se es-
te negocio por o dono ter de se retirar ; a tratar
na praca da Boa-vista, venda n. 18. *
1Vende-se urna morada de casa terrea na
ra da Palma ; a tratar na mesma ra n 8, das
G ateas 10 horas da manha. (3
i Vendem-se gamelas grandes e pequeas ,
leitas na Bahia, superiores para banho, algui-
dares vidrados. de gommoa e lisas, pequeos e
grandes, tudo de bom gosto; na ra de Apollo,
vendan. I, defronte das casas do Sor. Angelo
Francisco Carneiro. (6
IVende-se o sobrado n. 7, na travessa da
Madre de Dos, de 1 andares e solio, em chaos
proprios tambem se vende com algum praso
commodo au comprador; na rus da Cruz n. 50.
1 Vende-se urna escrava moca, perfeita en-
gommadeira e costureira, fax renda, bico e bor-
da ; duas negrinhasde 12 a 14 annos cosem
muito bem, p/oprias para mucamas; duas pre-
tas de todo o servico, cosinho, lavo, e engom-
mo, por preco commodo; um cavallo bastan-
te carnudo com todos os andares ; na ra Di
reila n. 81. ,8
I Vende-se urna bonita escrava de idade
de 1!) annos, engommadeira, cosinheira e eos
turen a prupi 1,1 para todo o arranjo de urna
familia ; um moleque de 16 annos, de boa con-
ducta ; nn ra estreita do Rosario n. 34, pri-
meiro miar (C
I Vende-se um bom cavallo carregador, pas-
seiro e he bom de carro ; na ra Nova n. 52 ,
terceiro andar. 13
1Vende-se urna escrava crioula, de bonita
figura de idade de 20 annos, pouco mais ou
menos, propna para mucama, por saber amar-
rar cabello curiar vestidos e fazel-os, cose tu-
da a qualidade de costuras, faz camisas de ho-
mem engomma, e cusinha o ordinario de urna
casa, e he muito cu rinhusa para enancas; na
ruado Vigario o. ID. (8
1Vendem-se duas molecas de 12 a 16 an-
nos, com habilidades, e de lindas figuras ao
compador se dir o motivo da venda ; na roa
de Aguas-verdes n. 22. (4
I Vende-se em casa de Fernando de Lucca,
na ra do Trapiche n 34 um sortimento de
charutos da marca regala la lama voi chega-
(ios pelo vapor Imperarii. (4
1Vendem-se saccas de farinha de mandio-
ca a 6/rs. a sacca no arco de S. Antonio, lo-
ja n. 2. (3
Oh! que pichincha!
1 Vende-se, por baratsimos oreos, os ob-
ji-ctos seguintes : urna rica e linda facca appa-
relhada de ba prata, com domados e bainha do
mismo metal, um candieiro de machina mo-
derno, em perfeito estado e com particularida-
dade ; o novo diccionario francez-portuguez por
Jus da Fonseca ultima edico e dedicado'a
estudiosa mocidade do Brasil ; dous pequeos
allim ti s de ouro prezos por um proporcionado
cordAo ; um par du fvelas de prata, novas um
dito de correntes; urna rica baca de rame com
o pezo de 28 libras e meia, a preco commodo a
libra ; na casa n. 15, do lado do novo Iheatro ,
no largo de Palacio, das | as 9 horas da ma-
nha, e de urna as 3 e meia da tarde todos o
das ; assini como se avisa a quem tem penho-
res na dita casa pertencenles a quantias que
tomro por tempo certo, cujo j terminaste ,
hajo de os resgatar no praso de 3 das depois
da primeira publicarlo desle annuncio o que
nao fazendo, servir de autorisacao ao annun-
ciante para como seus dispr delles, o que Ihe
approver. so
Vende-se urna canda nova de forte coos-
trutto boa marcha e pega em mil lijlos ;
no Forte do Mattos, estaleiro do Sr. Jacinto
Vende-se um transelin de ouro para relo-
gio de gosto moderno; na ra larga do Rosa-
rio n. Mu, luja de miudesas.
Vende-se urna escrava de oaco Angola ,
de idade de 33 anuos, lava, cusinha engomma,
e he hbil em todo o servico de urna casa ; no
Atierro da Boa-visla n. 42, que se dir o mo-
tivo por que se vende
Vendem-se na ra do Queimado loja de
miudesas n. 67, junto a ra do Raogel, chapeos
para senhora e meninos a 5, 6, 7 e 8 rs. ca-
chos de flores para os meamos e para canaca ,
fitas de seda lisas e lavradas, calcado de todas as
qualidades para senhora meninos e meninas ,
superior bezerro de lustro a 4/rs. a palle, ba-
tatos pequeos de difTerentes qualidades a 240
rs. cada um linha branca de carretel a 240 rs.
a duzia, superior agua de Colonia a 600, 800 e
4o0 rs. o frasco, perfumaras de todas as qua-
lidades luques de seda praleados edouradot a
:\ oOO e4# rs. cada um, bons de panno de
01 un e de veludo para meninos e homem, ben-
galas de canoa lencos de seda preto? de supe-
rior qualidade a 2560, 5501) e 7500 rs. cada um,
e um completo sortimento de faaeodas por pre-
co mais commodo do que em outra qualquer
parte.
Vende-sa urna oita terrea bem constuida,
com bom quintal e cacimba, duas salas, 3 quar-
tos, sita na ma deS. Theresa n. 44 ; a Iratar
as Cinco-pOotil b. 65.
Vended}-l duas vaccas paridas, boas lei-
teiras, e dual cabras bicho;; na estrada da So-
lidado para o Maguinho, penltima casa, antes
de ebegar a mat.
2Vende-se um sitie na estrada da Floresta .
em (Juncia junto a casa da plvora, a mar- de Apollo n. 18.
gem do pantaajo cercado n roaior parte,, com
cercado limio contando bastantes manguea-
ras terreno proprio para capim e verduras ,
por coiitcr agoa dentro; a fallar com o proprie-
tario, juntos igreja deGuadelupe. (7
2Vende-se um sitio na cidade de Olinda a
margem da entrada entre a igreja de S Joio at
Mara Simplicia, com casinba de taipa, os fun-
dos veom a fonte de Cacumb, cootendo man-
gueiras, cajueiros e pitombeiras ; a fallar com
seu propietario no sitio contiguo a igreja de
Guadalupe. (7
2Vende-se urna parda de 19 a 20 aonos ,
com algumas prendas ; na ra do Fogo n. 52.
2 Vende-se urna prtta de naci oe idade
de 25 a 30 annos boa engommadeira cosi-
nheira ensaboa o vende na ra com um mo-
leque de 7 aonos, de bonita figura a vista do
comprador se dir o motivo por que se vendo ;
na ra do Cabug o. 9. (6
2 Vendem-se borzeguins gaspeados para
homem a 5/ rs., ditos para senhora a 1600 rs.,
sapatos de couro do lustro para homem a 2500
rs. ditos para senhora a 1600 rs. ; na ra do
Crespo n. VI, loja da viuva Cunda Guimaries
2 Vendem-se dous.dicclonarios um Mag-
num Lexicn, e outro portuguez e latino urna
Selecta urna tabula, um Salustio, um Come-
ti 3 tomos de Virgilio um de Ovidio, urna
lgica urna arte latina um elemento de dita,
e igualmente um banlieiro de amarellocom pos
do roda, em bom uso; na ra do Rangel o. 17.
2 Vendem-se saccas com milhu, ditas com
arroz pilado, ditas com farinha 80O garrafas
vasias, tudo por prego commodo ; na ra da
Cadeia armasem n. 8. ;4
2 Vendem-se os soguinles litros : hisloire
de la revolullon francaise par Miguel 2 v. ;
sermous de M. le Abb Poule 1 v. ; Cornelio
Nepote ; Baptistorum et cajromonijle sacra-
mentoriim sanctaj EccIesiOB ; prompluario de
theologia mural por Fr. Francisco Larraga II-
lustradoe augmentado por D. Francisca Santos e
Crosin, 4 v ; soccorro evanglico aos parachos,
2 v.; nocoi's oratorias extrahidas dos meluores
meslres, por Fr. Jos do Sacramento ; biblia
Sacra em 12, 6 v. ; sermn de la Tourdu-
pin, o terceiro tomo ; dictouaire apostolique ,
o nono tomo; theologia; moralis summa auct.
Clemente Pisselli; Heinecii fundamenta slilicul-
tioris;Iogica de Conillucjinslilu turnes theologi-
vadeiras e quintandeiras e lio de bonitas fi-
guras; un moleque peca, cosinheiro, de 16 ao.
nos ; um preto de 25 annos, proprio para pa.
lanquim, ou armazem de aisucar; na ra de
Aguas-verdes n. 22. (7
6 Vende-se um Torno proprio para assar
bolinhos, pio-de-l e pastis; na ra do Quei-
mado, loja de louca n 32. g
3Vendem-se sellioi ingieres para montara
de senhora; na ra da Cruz, armasem n. 24.(2
6 Vende-se superior farinha nova de s.
Cathatlna ; a bordo do brigue S. Manoel Au~
gito Tundeado defronte do Trem ou na ra
(4
3Vendem-se 6 escravas mocas, de boas fi-
guras duas cosem engommio e cosinbio ;
dUis negrinlias de 12 annos, boas para seren
educadas ; urna mulatnha do 16 annos, com
principios de habilidades ; 3 escravos mucos,
ptimos para o trabalbo do cempo ; na ra do
Crespo n. 10, primeiru andar. (7
Vendem-se atraz do Titea-
tro, taboas de pinho a 5o res
o pe.
ESCRAVOS FGIDOS
ce, auct. Gaspare Juenin 7 v. ; mstitutionas
philosophice, auct .Francisco Jacquio 4 v. ;
sermous du Pere Elise 1 v. ; rbetonca ecclo-
siaslica, a D. Thoina Bar; o optimismo, ou
philosopbo enforcado em Lisboa e appaiecidoj
em Conslanlinopla as gales novella do Vol-
taire; prceceptiones rbetoricea ; novo melhodo
2 Desappareceo desde sexta feira de Passo
ums preta de idade pouco mais, ou menos da
50 annos, denacao .VJocaiiibiquo, baixa muito
fula, ps de papagaio, eaoellas Unas tem mar-
cas no roito da naco della nariz chato, e bas-
tante feia be muito ladina e tem muita la-
muria para Iludir; levou vestido de chita preta
por cima deum de seda e algodao e panno da
Costa ; andava vendondo na ra levou um ts-
boleiro com 3 massos e 9 pares de meias de al-
godao grosso leitas em Portugal 15 varas de
babados de linho e 24 bagres seceos; he mui-
to conbecida e tem servido a diferentes similo-
res no mallo e na praca; roga-se a todas as au-
toridades policiaes tanto da praca, cmoda mal-
lo ou outra qualquer pessoa de apprehendel-a
e levar a ra da Praia armasem n. 35, que se-
r recompensado o seu trabalbo. (16
5Na manha de 5 do correte desappare-
ceo um moleque de idede de 12 annos, de naco
Gabn, alto, secco, bonita figura olhos vivos,
um pouco risonho, tem entre as sobranselhas o
signal de la trra, tem os ps ebeios de cravos,
motivo por que Ihe custa andar ; levou calcas
azues e camisa do chiia tambem aiul o de qua-
dros tem por coslume de andar com a camisa
por fra das calcas, por dotraz o amarrar estas
adianto, em lugar de abotual-as; ha toda a des-
eonfianca que o dito moleqoe foi urtdo des-
do a padaria franceza do Atierro, at a prava da
Boa-vista ; levou urna tina piolada de azul e
arqueada do ferro, com algumas compras ; pe-
de-so perianto as autoridades policiaes e espi-
taos de campo de apprehenderem o dito escravo
sonde elle apparecer; assim como se proceder
com todo o rigor da le contra qualquer pessoa,
que o tenha oceulto e no caso de o pegarem,
pdem le val -o na Capunga sobrado novo, ou
na ra da Senzalla-velha n. 138, que ser gene-
rosamente recompensado. (20
Na madrugada de 10 do crrente desap-
pareceo do Atierro dos A fugados um escravo
do nome Andr, de naco Gabo de idade de
grande do Padre Antonio de Figueiredo; oflcio i 40 annos, baixo, algum tanto fulo beicos" um
dos Santos Conegos Regulares, e dos Santos no > pouco vermelhos, gago, occasies tem, que mui-
vos; na ra Nova, loja o. 56. ,22
2 Vende-se um sitio na estrada de S. Ama-
ro para Bolean com muito boa casa para gran-
de familia, com bastantes arvoredos de fruto,
trras para plantaces o pasto sutllcieole para
ter 6 vaccas de leite ; a tratar na mesmi estra-
da passando a ponte, no primen o sitio ou na
ra do Rangel, loja de louca n. 17. (7
2Vendem-se :;a ra Nova, loja do ferragens
o. 41, de Joaquim da Costa Maia ricos appa-
relhos de metal para cha, e caslicaes de d 1 fie -
rentes gustos e tamaitos. ',4
5 Vendem-se dous pianos horisontaes de
boas vozes, e quasi novos; na ra do Collegio
n. 15 das 9 horas da manha as 4 da tarde ,
e muito em conta. 4
2Vende-se urna carroca com dous bo6, tu-
do em muito bom estado, e por proco muito
commodo ; na ra Nova n. 60. (3
2Vendem-se 3 cordoes urna gargantilla
com brincos, alneles, o anneles com bonitos
brilhantes e mais obras de ouro por barato
preco ; na ra Bella n. 37, primeiro andar; na
inesiiia casa d-se dinbeiro a premio com pe
"llores de ouro. >6
2 Vende-se superior rap princesa grosso
o meio groas da fabrica de Casse do Hm de Ja-
neiro em libras e as oitas; na Cidade de Olin-
0a venda de Antonio Ferreira conlronte a
cadeia. (
1 Vende-so urna bonita escrava de Angola ,
moca com algumas habilidades ; e um piano
quasi novo e de boas votes per proco commo-
do ; na ra estreita do Rosario o. 10, terceiro
andar. f*
Vende-se um moleque de 22 annos perilo
crucial de sapateiro ; quem o pretender annun-
cio.
1 Vende-ie, para fra da provincia um
pardo de muito bonita figura ptimo pagem,
por montar muito bem a cavallo, eeutendu bem
de redea, muito cuidadoso em viagem e com
principios de alfaiate ; no paleo da S. Cruz a
tratar com a viuva de Joo Sebastio Perelti-
3Vendem-se 8 escravos, sendo urna preta
com habilidades ; 5 pretasde 20 annos, boas lu-
to Ihe tarda alalia; a pessoa, que o pegar o con-
duzir ao Atierro dos Afogados, casa terrea en-
vidracada do lado da mai grande n. 171, rm-
. pio na esquina.
Fugio no dia 10 docurrento mez um par-
Ido de nouie Antonio, de estatura baixa grosso
do corpo, ps grandes tem nos dous dedos dos
.ps duas unhas novas que oascero agora, sao
feias o crespas de idade de 20 annos, o tem
pouca barba ; quem o pegar, leve ao engeoho
Pereiras pois perlence o dito pardo a Joo
Cavalcanti deSousa Leu, que ser bem recom-
pensado.
Desapparecerao desde o dia
i. do frrente tres pelos do gen-
to de Angela, sen Jo um de nome
t'elix, estatura baila, elieio do
corpo, cara redonda, quebrado
em cima das veninas, os dedos dos
ps muito abertos e torios ; outro
de nome Jos, bem baixo, ou a nao
elieo do corpo, nariz muito chato, e
ialto de um dente na frente ; e o ou-
tro de nome lenlo, alto, bonita fi-
gura, com urna grande sica tiJi do
lado esquerdo, e nutras as costas,
ps eamudos, e em um delles tem
urna sicatriz j roga-se as autorida-
des policiaes e capitaes de campo a
aprchenco dos ditos escravos ,
que serao generosamente recom-
pensados por sua verdadeira senho-
ra viuva Cunlia Guimares.
pek\; typ de m. f defama i8'i/>.


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